EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU ANEXO 6G LOTE G INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO COMPOSTAS PELA SE 230/138 KV CASTANHAL SE 230/138 KV TOMÉ-AÇU E PELA LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 CARACTERÍSTICAS E REQUISITOS TÉCNICOS BÁSICOS DAS INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO VOL. III - Fl. 1 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU ÍNDICE 1. DESCRIÇÃO ....................................................................................................................... 7 1.1. DESCRIÇÃO GERAL ....................................................................................................................... 7 1.2. CONFIGURAÇÃO BÁSICA ............................................................................................................. 7 1.3. DADOS DE SISTEMA UTILIZADOS................................................................................................ 9 1.4. REQUISITOS GERAIS ..................................................................................................................... 9 1.5. REQUISITOS TÉCNICOS NO CASO DE SECCIONAMENTO DE LINHA DE TRANSMISSÃO ..... 9 2. LINHA DE TRANSMISSÃO AÉREA – LTA ...................................................................... 11 2.1. REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................11 2.2. CARACTERÍSTICAS OPERATIVAS BÁSICAS .............................................................................11 2.2.1. PARÂMETROS ELÉTRICOS ................................................................................................................11 2.2.2. CAPACIDADE DE CORRENTE.............................................................................................................11 2.2.3. REQUISITOS ELÉTRICOS ..................................................................................................................11 2.2.4. REQUISITOS MECÂNICOS ................................................................................................................17 2.2.5. REQUISITOS ELETROMECÂNICOS.....................................................................................................20 3. LINHA DE TRANSMISSÃO COMPOSTA POR PARTE AÉREA E PARTE SUBTERRÂNEA – LTAS.......................................................................................................... 21 4. LINHA DE TRANSMISSÃO SUBTERRÂNEA – LTS ....................................................... 21 5. SUBESTAÇÕES ................................................................................................................ 22 5.1. INFORMAÇÕES BÁSICAS .............................................................................................................22 5.2. ARRANJO DE BARRAMENTOS E EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES ..............................23 5.3. CAPACIDADE DE CORRENTE ......................................................................................................23 5.4. SUPORTABILIDADE ......................................................................................................................24 5.5. EFEITOS DE CAMPOS ...................................................................................................................25 5.6. INSTALAÇÕES ABRIGADAS ........................................................................................................25 6. EQUIPAMENTOS DE SUBESTAÇÃO.............................................................................. 27 6.1. DISJUNTORES ...............................................................................................................................27 6.2. SECCIONADORAS, LÂMINAS DE TERRA E CHAVES DE ATERRAMENTO..............................28 6.3. PARA-RAIOS ..................................................................................................................................28 6.4. TRANSFORMADORES DE CORRENTE E POTENCIAL ...............................................................29 6.5. UNIDADES TRANSFORMADORAS DE POTÊNCIA .....................................................................29 6.6. TRANSFORMADOR DEFASADOR ................................................................................................32 VOL. III - Fl. 2 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 6.7. REATORES EM DERIVAÇÃO ........................................................................................................32 6.8. TRANSFORMADOR DE ATERRAMENTO .....................................................................................32 6.9. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE.............................................................................................32 6.10. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO ..................................................................................................32 6.11. COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS - CER ..............................................................32 6.12. COMPENSADOR SÍNCRONO ........................................................................................................32 6.13. EQUIPAMENTOS LOCALIZADOS EM ENTRADAS DE LINHA ....................................................32 6.13.1. TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA EM VAZIO..................................................................32 6.13.2. TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA SOB CARGA EM TERMINAIS COM CAPACITORES SÉRIE ...32 7. SISTEMAS DE PROTEÇÃO ............................................................................................. 33 7.1. DEFINIÇÕES BÁSICAS ..................................................................................................................33 7.2. REQUISITOS GERAIS PARA PROTEÇÃO, REGISTRADORES DE PERTURBAÇÕES E TELECOMUNICAÇÕES ...............................................................................................................................34 7.3. REQUISITOS GERAIS DE PROTEÇÃO .........................................................................................34 7.4. LINHA DE TRANSMISSÃO ............................................................................................................34 7.4.1. GERAL ..........................................................................................................................................34 7.4.2. ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO ..............34 7.4.3. LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV ....................................34 7.4.4. LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL DE 230 KV ................................................................34 7.4.5. LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU INFERIOR A 138 KV ..........................34 7.4.6. ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO ......................................................................................34 7.4.7. FUNÇÃO PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO ..................................................................................34 7.5. REQUISITOS PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO MANUAL. ............................................34 7.6. TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES ...........................................................34 7.6.1. TRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO NOMINAL É IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV .......35 7.6.2. TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO NOMINAL É 230 KV 35 7.7. TRANSFORMADORES DE ATERRAMENTO ................................................................................35 7.8. REATORES EM DERIVAÇÃO ........................................................................................................35 7.9. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO ..................................................................................................35 7.10. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE.............................................................................................35 7.11. BANCOS DE FILTROS ...................................................................................................................35 7.12. COMPENSADOR ESTÁTICO .........................................................................................................35 7.13. COMPENSADORES SÍNCRONOS .................................................................................................35 7.14. BARRAMENTOS COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV ...........................35 7.15. FALHA DE DISJUNTOR COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV ................35 7.16 SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO ...............................................................................................35 VOL. III - Fl. 3 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 8. SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE ................................................................. 38 8.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................38 8.2. REQUISITOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES .....................38 8.2.1. REQUISITOS GERAIS .......................................................................................................................38 8.2.2. INTERLIGAÇÃO DE DADOS ...............................................................................................................38 8.2.3. RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES....................................................................38 8.3. REQUISITOS PARA A SUPERVISÃO E CONTROLE DE EQUIPAMENTOS PERTENCENTES À REDE DE OPERAÇÃO ................................................................................................................................38 8.3.1. INTERLIGAÇÃO DE DADOS ...............................................................................................................39 8.3.2. INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA A SUPERVISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO ............................................39 8.3.3. INFORMAÇÕES E TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE GERAÇÃO (CAG) 39 8.3.4. TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE TENSÃO ......................................39 8.3.5. REQUISITOS DE QUALIDADE DA INFORMAÇÃO ....................................................................................39 8.4. REQUISITOS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS .........................................................39 8.4.1. INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS..................................................39 8.4.2. REQUISITOS DE QUALIDADE DOS EVENTOS .......................................................................................39 8.5. ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS .....................................................................39 8.6. ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO. ..........................................................................................................................................41 8.7. REQUISITOS DE SUPERVISÃO PELO AGENTE CONCESSIONÁRIO DA(S) INSTALAÇÃO(ÕES) (SUBESTAÇÃO(ÕES)) COMPARTILHADA(S) DA REDE DE OPERAÇÃO. ...........42 8.8. AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE E DA QUALIDADE DOS RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE ..................................................................................................................................................42 8.9. REQUISITOS PARA A ATUALIZAÇÃO DE BASES DE DADOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE ......................................................................................................................42 9. REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES ...... 43 9.1. REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................43 9.2. REQUISITOS FUNCIONAIS ...........................................................................................................43 9.3. REQUISITOS DA REDE DE COLETA DE REGISTROS DE PERTURBAÇÕES PELOS AGENTES 43 9.4. REQUISITOS MÍNIMOS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES....................................................43 9.4.1. TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV ...............43 9.4.2. TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL INFERIOR A 345 KV ..............................43 9.4.3. BARRAMENTOS ..............................................................................................................................43 9.4.4. TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL É IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV ....................................................................................................................................43 9.4.5. TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL É INFERIOR A 345 KV 43 9.4.6. REATORES EM DERIVAÇÃO. .............................................................................................................43 9.4.7. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE .....................................................................................................43 9.4.8. COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS (CER) ..........................................................................43 VOL. III - Fl. 4 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 9.4.9. BANCOS DE CAPACITORES EM DERIVAÇÃO ........................................................................................43 9.4.10. COMPENSADORES SÍNCRONOS .............................................................................................43 10. REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES........................ 44 10.1. REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................44 10.1.1. DISPONIBILIDADE ...........................................................................................................................44 10.1.2. QUALIDADE ...................................................................................................................................44 10.1.3. REQUISITOS DE CONFIGURAÇÃO DE VOZ E DE DADOS. .......................................................................44 10.1.4. SISTEMA DE ENERGIA .....................................................................................................................44 10.1.5. SUPERVISÃO .................................................................................................................................44 10.1.6. INFRAESTRUTURA ....................................................................................................................45 10.1.7. ÍNDICES DE QUALIDADE ...................................................................................................................45 10.1.8. CONTATO TÉCNICO ........................................................................................................................45 10.2. REQUISITOS TÉCNICOS DOS CANAIS PARA TELEPROTEÇÃO ..............................................45 10.3. TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV...................................................................................................................................45 10.4. TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO DE 230 E 138 KV ..........45 10.5. REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE VOZ ...................................................45 10.5.1. ENTRE SUBESTAÇÕES ADJACENTES .................................................................................................45 10.5.2. COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................46 10.5.3. SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................46 10.5.4. OUTROS........................................................................................................................................47 10.6. REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS ..............................................47 10.6.1. SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA SUPERVISÃO E CONTROLE ............................................47 10.6.2. COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................47 10.6.3. SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................48 10.6.4. RECURSOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA A REDE DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES ...................48 10.6.5. OUTROS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS ..............................................................................48 11. DEMONSTRAÇÃO DA CONFORMIDADE DOS EQUIPAMENTOS AOS REQUISITOS DESTE ANEXO TÉCNICO........................................................................................................ 49 11.1. TENSÃO OPERATIVA ....................................................................................................................49 11.2. SOBRETENSÃO ADMISSÍVEL PARA ESTUDOS A 60 HZ ...........................................................50 11.3. CRITERIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS A 60 HZ .........................51 11.3.1. ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA ..................................................................................................51 11.3.2. ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO....................................................................................51 11.3.3. REJEIÇÃO DE CARGA......................................................................................................................52 11.3.4. ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA NOS BARRAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES ...............52 11.4. CRITÉRIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS DE TRANSITÓRIOS DE MANOBRA ...................................................................................................................................................53 11.4.1. ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO....................................................................................53 11.4.2. RELIGAMENTO TRIPOLAR DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO .....................................................................53 11.4.3. RELIGAMENTO MONOPOLAR ............................................................................................................54 VOL. III - Fl. 5 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 11.4.4. REJEIÇÃO DE CARGA ......................................................................................................................57 11.4.5. ESTUDOS DE TENSÃO DE RESTABELECIMENTO TRANSITÓRIA (TRT)...................................................58 11.4.6. ESTUDOS DE ENERGIZAÇÃO DE TRANSFORMADORES .........................................................................58 11.4.7. ESTUDOS DE MANOBRA DE BANCOS DE CAPACITORES .......................................................................58 11.4.8. MANOBRAS DE FECHAMENTO E ABERTURA DE SECCIONADORES E SECCIONADORES DE ATERRAMENTO ................................................................................................................................58 11.5. OUTROS ESTUDOS .......................................................................................................................58 11.5.1. CAMPOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS ....................................................................................59 11.5.2. ESTUDOS DE RESSONÂNCIA SUBSÍNCRONA.......................................................................................59 11.5.3. ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DOS COMPENSADORES ESTÁTICOS ..........................59 11.5.4. ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DA COMPENSAÇÃO SÉRIE ..............................................................59 12. REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO ...... 59 13. DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO .......................... 60 13.1. RELATÓRIOS DE ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO ........................................60 13.1.1. ESTUDOS (RELATÓRIOS R1 E R2) .....................................................................................................60 13.1.2. MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO (RELATÓRIOS R3) .........................................................................60 13.1.3. CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES (RELATÓRIOS R4) ....................61 14. DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS ................................................. 62 14.1. ESTUDOS DE SISTEMA E ENGENHARIA ....................................................................................62 14.2. PROJETO BÁSICO DAS SUBESTAÇÕES ....................................................................................62 14.3. PROJETO BÁSICO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO.................................................................63 14.4. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES ....................................................64 14.5. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE ...........................................64 14.6. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO ......................................................................64 14.7. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE OSCILOGRAFIA DIGITAL ................................................65 14.8. PLANILHAS DE DADOS DO PROJETO ........................................................................................65 15. CRONOGRAMA ............................................................................................................ 65 15.1. CRONOGRAMA FÍSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABEL A) .........................................67 15.2. CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B)..........................................................68 VOL. III - Fl. 6 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 1. DESCRIÇÃO 1.1. DESCRIÇÃO GERAL Este anexo apresenta as características e os requisitos técnicos básicos das instalações de transmissão compostas por: Subestação Tomé-Açu 230/138 kV composta por 2 transformadores trifásicos de 100 MVA; Novo pátio de 138 kV na Subestação Castanhal composto por 2 transformadores trifásicos de 150 MVA; Linha de Transmissão Vila do Conde – Tomé-Açu C2, circuito simples, em 230 kV, com aproximadamente 126 km de extensão; Seccionamento da Linha de Transmissão Vila do Conde – Miltônia 3 nas imediações da Subestação Tomé-Açu e construção de 2 trechos de linha, circuito simples, em 230 kV, com aproximadamente 1 km de extensão cada trecho; A Linha de Transmissão Vila do Conde – Miltônia 3 em 230 kV pertence ao consumidor livre Norsk Hydro Brasil Ltda. (Hydro), conforme a Resolução Autorizativa nº 819, de 13 de fevereiro de 2007, e está de acordo com o Decreto nº 5.597, de 28 de novembro de 2005, que regulamenta o acesso de consumidores livres às redes de transmissão de energia elétrica. 1.2. CONFIGURAÇÃO BÁSICA A configuração básica é caracterizada pelas instalações listadas nas Tabelas 1.2.1 e 1.2.2 a seguir. Tabela 1.2.1 – Obras de linhas de transmissão Origem SE Vila do Conde SE Tomé-Açu Destino SE Tomé-Açu Ponto do seccionamento1 da LT Vila do Conde – Miltônia 3 Circuito Simples Extensão (km) 126 Tensão (kV) 230 2 x Simples 2x1 230 Os trechos de linha e equipamentos associados ao seccionamento serão transferidos, sem ônus, um para Hydro e outro para Eletronorte, que ficarão responsáveis pela manutenção e operação. 1 VOL. III - Fl. 7 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Tabela 1.2.2 – Obras de subestações Subestação Vila do Conde Tensão (kV) 230 230 Tomé-Açu 138 230 Castanhal 138 Empreendimentos principais 1 Módulo de Infraestrutura Geral de Acessante – MIG-A 1 Módulo de Infraestrutura de Manobra – MIM 1 Entrada de Linha – DJM 1 interligação de barras - DJM 1 Módulo de Infraestrutura Geral – MIG 6 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM 3 Entradas de Linha – BD4 2 Transformadores trifásicos 230/138-13,8 kV de 100 MVA 2 Conexões de Transformador – BD4 1 Interligação de Barras – BD4 1 Módulo de Infraestrutura Geral – MIG 4 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM 1 Entrada de Linha – BPT 2 Conexões de Transformador – BPT 1 Interligação de Barras – BPT 1 Módulo de Infraestrutura Geral de Acessante – MIG-A 2 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM 2 Transformadores trifásicos 230/138-13,8 kV de 150 MVA 2 Conexões de Transformador – BD4 1 Módulo de Infraestrutura Geral – MIG 5 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM 2 Entradas de Linha – BPT 2 Conexões de Transformador – BPT 1 Interligação de Barras – BPT A configuração básica supracitada constitui-se na alternativa de referência. Os requisitos técnicos deste ANEXO 6G caracterizam o padrão de desempenho mínimo a ser atingido por qualquer solução proposta. Este desempenho deverá ser demonstrado mediante justificativa técnica comprobatória. A utilização pelo empreendedor de outras soluções, que não a de referência, fica condicionada à demonstração de que a mesma apresente desempenho elétrico equivalente ou superior àquele proporcionado pela alternativa de referência. No entanto, nesta proposta de configuração alternativa, a TRANSMISSORA NÃO tem liberdade para modificar: Níveis de tensão (somente CA); Distribuição de fluxo de potência em regime permanente; VOL. III - Fl. 8 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU A localização das SEs Vila do Conde e Castanhal. O empreendimento objeto do Leilão compreende a implementação das instalações detalhadas nas Tabelas 1.2.1 e 1.2.2. Estão ainda incluídos no empreendimento os equipamentos terminais de manobra, proteção, supervisão e controle, telecomunicações e todos os demais equipamentos, serviços e facilidades necessários à prestação do SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSMISSÃO, ainda que não expressamente indicados neste ANEXO 6G. 1.3. DADOS DE SISTEMA UTILIZADOS Os dados de sistema utilizados nos estudos em regime permanente e transitório, efetuados para a definição da configuração básica estão disponibilizados, conforme documentação relacionada no item 13.1 deste ANEXO 6G. Os dados relativos aos estudos de regime permanente estão disponíveis nos formatos dos programas do CEPEL de simulação de rede, ANAREDE e ANATEM/ANAT0, no site da Empresa de Pesquisa Energética – EPE (www.epe.gov.br). Os dados relativos aos estudos de transitórios eletromagnéticos estão disponibilizados, conforme documentação relacionada no item 13.1 deste ANEXO 6G. 1.4. REQUISITOS GERAIS O projeto e a construção das linhas de transmissão e demais equipamentos das subestações terminais devem estar em conformidade com as últimas revisões das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, no que for aplicável. Na falta destas, com as últimas revisões das normas da International Electrotechnical Commission - IEC, American National Standards Institute - ANSI ou National Electrical Safety Code - NESC, nesta ordem de preferência, salvo onde expressamente indicado. Os requisitos aqui estabelecidos aplicam-se ao pré-projeto, aos projetos básico e executivo bem como às fases de construção, manutenção e operação do empreendimento. Aplicam-se ainda ao projeto, fabricação, inspeção, ensaios e montagem de materiais, componentes e equipamentos utilizados no empreendimento. É de responsabilidade da TRANSMISSORA obter os dados, inclusive os descritivos das condições ambientais e geomorfológicas da região de implantação, a serem adotados na elaboração do projeto básico, bem como nas fases de construção, manutenção e operação das instalações. É de responsabilidade e prerrogativa da TRANSMISSORA o dimensionamento e especificação dos equipamentos e instalações de transmissão que compõem o Serviço Público de Transmissão, objeto desta licitação, de forma a atender este ANEXO 6G e as práticas da boa engenharia, bem como a política de reservas. 1.5. REQUISITOS TÉCNICOS NO CASO DE SECCIONAMENTO DE LINHA DE TRANSMISSÃO Para a implementação dos trechos de linha de transmissão Vila do Conde – Tomé-Açu e ToméAçu – Miltônia 3 entre o ponto de seccionamento da linha de transmissão Vila do Conde – Miltônia 3, com extensão aproximada de 1 km, das 2 entradas de linha em 230 kV correspondentes na subestação Tomé-Açu, a TRANSMISSORA deverá observar os requisitos descritos neste Anexo Técnico 6G e, adicionalmente, as normas e padrões técnicos da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte) e Hydro, respectivamente. VOL. III - Fl. 9 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU A linha de transmissão Tomé-Açu – Miltônia 3, incluindo o módulo de entrada de linha na SE Tomé-Açu, resultante do seccionamento ficará sob responsabilidade da Hydro que, a seu critério e mediante acordo operacional poderá mantê-la total ou parcialmente com a transmissora vencedora do leilão. A linha de transmissão Tomé-Açu – Vila do Conde, incluindo o módulo de entrada de linha na SE Tomé-Açu, resultante do seccionamento será transferida, sem ônus, para a Eletronorte, conforme disposto na Resolução nº 67, de 8 de junho de 2004, que será a responsável por sua operação e manutenção. A TRANSMISSORA deverá fornecer à Eletronorte e à Hydro, antes do início do primeiro ensaio, uma lista, com o cronograma de todos os ensaios a serem realizados, sendo necessária a realização dos ensaios requeridos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Para os casos em que a ABNT não for aplicável, deve-se realizar os ensaios requeridos pelas Normas Técnicas Internacionais mencionadas no item 1.4 Deve ser emitido um certificado para cada ensaio. Os ensaios de rotina deverão ser executados em todos os painéis incluídos no fornecimento. O comissionamento das instalações será realizado em conjunto pela TRANSMISSORA com a Eletronorte e pela TRANSMISSORA com a Hydro nos respectivos trechos de linha de transmissão. A TRANSMISSORA deverá adquirir os equipamentos necessários para as modificações nas entradas de linha das linhas de transmissão Vila do Conde – Tomé-Açu e Tomé-Açu – Miltônia 3, localizada nas subestações Vila do Conde e Miltônia 3 e transferi-los, conforme cada caso, para a Eletronorte e Hydro, que serão a responsáveis pela sua implementação, devendo estes equipamentos serem entregues nos locais onde serão instalados. Para os equipamentos associados aos trechos de linhas de transmissão, a TRANSMISSORA deverá fornecer à Eletronorte e à Hydro peças sobressalentes em quantidade suficiente, que viabilizem a disponibilidade requerida para o sistema e que compreendam os equipamentos necessários para substituição de uma fase completa do módulo de entrada de linha (polo de disjuntor, chave seccionadora, transformador de potencial, transformador de corrente e pararaios). A TRANSMISSORA será responsável pelo fornecimento para Eletronorte e para Hydro de todas as ferramentas e acessórios necessários para o comissionamento, operação e manutenção dos equipamentos transferidos. A TRANSMISSORA deverá prover treinamento adequado abrangendo os equipamentos fornecidos para as entradas de linha, caso esses equipamentos sejam diferentes dos utilizados pela Eletronorte e pela Hydro na linha de transmissão Vila do Conde – Miltônia 3.. VOL. III - Fl. 10 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 2. LINHA DE TRANSMISSÃO AÉREA – LTA 2.1. REQUISITOS GERAIS A nova subestação 230/138 kV Tomé-Açu será suprida pela linha de transmissão Vila do Conde – Tomé-Açu C1, resultante do seccionamento da LT 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3, e pela nova LT 230 kV Vila do Conde – Tomé-Açu C2, originadas na Subestação Vila do Conde integrada ao SIN. As cargas do consumidor livre Hydro passarão a ser supridas pela SE Tomé-Açu. Tendo em vista que os novos trechos de linha virão a se constituir em extensão da linha existente, os mesmos deverão ter características elétricas e mecânicas e desempenho iguais ou superiores a das linhas a serem seccionadas. Além dos requisitos mínimos descritos neste Anexo Técnico, a TRANSMISSORA deverá respeitar, também, em cada novo trecho de linha oriundo de seccionamento, os critérios e padrões de projeto e de construção das proprietárias da linha existente. 2.2. CARACTERÍSTICAS OPERATIVAS BÁSICAS 2.2.1. PARÂMETROS ELÉTRICOS O desempenho sistêmico do conjunto formado pela linha de transmissão e sua compensação reativa série e/ou paralela, quando for o caso, deve ser similar ao do conjunto considerado na configuração básica. Esse desempenho é caracterizado pelo resultado obtido em termos de fluxo de potência e resposta dinâmica em regime normal e nas situações de contingência apresentadas nos estudos documentados nos relatórios listados no item 13. 2.2.2. CAPACIDADE DE CORRENTE A(s) linha(s) ou trecho(s) de linha de transmissão deve(m) ter capacidades operativas de longa e de curta duração não inferiores aos valores indicados na Tabela 2.2.2.1. TABELA 2.2.2.1 - CAPACIDADES OPERATIVAS DE LONGA E DE CURTA DURAÇÃO Linha ou trecho(s) de linha de transmissão Longa duração (A) Curta duração (A) 840 1050 700 875 Trechos de linha entre o ponto de seccionamento da LT 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3 e a SE Tomé-Açu LT 230 kV Vila do Conde - Tomé-Açu C2 A capacidade de corrente de longa duração corresponde ao valor de corrente da linha de transmissão em condição normal de operação e deve atender às diretrizes fixadas pela norma técnica NBR 5422 da ABNT. A capacidade de corrente de curta duração refere-se à condição de emergência estabelecida na norma técnica NBR 5422 da ABNT. 2.2.3. REQUISITOS ELÉTRICOS 2.2.3.1. DEFINIÇÃO DA FLECHA MÁXIMA DOS CONDUTORES As linhas de transmissão devem ser projetadas de acordo com as prescrições da Norma Técnica NBR 5422, da ABNT, de forma a preservar, em sua operação, as distâncias de segurança nela estabelecidas. Devem ser previstas a circulação das capacidades de longa e de curta duração na linha de transmissão e a ocorrência simultânea das seguintes condições climáticas: VOL. III - Fl. 11 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU (a) Temperatura máxima média da região. (b) Radiação solar máxima da região. (c) Brisa mínima prevista para a região, desde que não superior a um metro por segundo. Na operação em regime de longa duração, as distâncias do condutor ao solo ou aos obstáculos devem ser iguais ou superiores às distâncias de segurança (mínimas) em condições normais de operação estabelecidas na Norma Técnica NBR 5422 da ABNT ou sua sucessora. Na operação em regime de curta duração, as distâncias do condutor ao solo ou aos obstáculos devem ser iguais ou superiores às distâncias de segurança (mínimas) em condições de emergência estabelecidas na Norma Técnica NBR 5422 da ABNT ou sua sucessora. As linhas de transmissão para cuja classe de tensão essa norma não estabeleça valores de distâncias de segurança devem ser projetadas segundo as prescrições contidas no NESC, em sua edição de 2002. Em condições climáticas comprovadamente mais favoráveis do que as estabelecidas acima, a linha de transmissão pode ser solicitada a operar com carregamento superior à capacidade de longa ou curta duração, desde que as distâncias de segurança, conforme definidas nos itens acima, sejam respeitadas. As linhas de transmissão devem ser projetadas de sorte a não apresentar óbices técnicos à instalação de monitoramento de distâncias de segurança, uma vez que, a qualquer tempo, pode vir a ser solicitada pela ANEEL a sua implantação. 2.2.3.2. DEFINIÇÃO DA CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE DOS ACESSÓRIOS, CONEXÕES E DEMAIS COMPONENTES Os acessórios, conexões e demais componentes que conduzem corrente devem ser dimensionados de forma a não criar restrição à operação da linha, incluindo as condições climáticas comprovadamente mais favoráveis referidas no item 2.2.3.1 Deverão ser atendidas, também, as prescrições das normas de dimensionamento e ensaios de ferragens eletrotécnicas de linhas de transmissão, em especial à norma NBR 7095 da ABNT, ou sua sucessora. 2.2.3.3. CAPACIDADE DE CORRENTE DOS CABOS PARA-RAIOS Nas condições climáticas estabelecidas no item 2.2.3.1, os cabos para-raios – conectados ou não à malha de aterramento das subestações terminais e ao sistema de aterramento das estruturas da linha – devem ser capazes de suportar, sem dano, durante o período de concessão da linha de transmissão, a circulação da corrente associada à ocorrência de curto-circuito monofásico franco em qualquer estrutura por duração correspondente ao tempo de atuação da proteção de retaguarda. No dimensionamento dos cabos para-raios, deve ser adotada a corrente de curtocircuito indicada nas tabelas abaixo, conforme o caso: (a) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para o dimensionamento dos novos cabos para-raios da linha de transmissão em projeto. O dimensionamento dos cabos para-raios – seja no caso de nova linha de transmissão ou de novo(s) trecho(s) de linha originado(s) a partir de seccionamento de LTA existente – deve adotar, como premissa, no mínimo, o(s) valor(es) de corrente de curto-circuito fase-terra indicado(s) na Tabela 2.2.3.3.1. Esse(s) valor(es) de corrente está(ão) referido(s) ao nível de tensão do(s) barramento(s) da(s) subestação(ões) terminal(is). VOL. III - Fl. 12 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Tabela 2.2.3.3.1 – Corrente(s) de curto-circuito na(s) SE(s) terminal(is) para o dimensionamento dos cabos para-raios de nova LTA ou novo(s) trecho(s) de LTA em projeto Linha ou trecho(s) de linha de transmissão Subestação(ões) terminal(is) Nível de tensão do barramento de referência (kV) Valor de corrente de curto-circuito faseterra (kA) LT 230 kV Vila do Conde - Tomé-Açu C2 Trechos de linha entre o ponto de seccionamento da LT 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3 e a SE Tomé-Açu Vila do Conde e ToméAçu 230 40 Tomé Açu 230 40 (b) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para a verificação dos cabos para-raios existentes da linha de transmissão a ser seccionada, se aplicável. A TRANSMISSORA deverá verificar se os cabos para-raios existentes da linha a ser seccionada, nas proximidades do ponto de seccionamento, suportam, sem dano, a circulação de corrente quando da ocorrência de curto-circuito. Nessa verificação deverá ser adotado o valor da corrente de curto-circuito fase-terra, na nova subestação terminal, conforme indicado na Tabela 2.2.3.3.2 (coluna verificação). (c) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para o redimensionamento dos cabos para-raios existentes da linha de transmissão a ser seccionada, se aplicável. Caso a verificação de capacidade de corrente, referida no item (b), constate a superação dos cabos para-raios existentes, o projeto básico deverá estudar e propor um novo arranjo de cabos para-raios que suporte, sem dano, a circulação de corrente quando da ocorrência de curto-circuito, de forma a garantir, ao menos, o desempenho original da LTA a ser seccionada. Nesse redimensionamento deverá ser adotado o valor da corrente de curtocircuito fase-terra, na nova subestação terminal, conforme indicado na Tabela 2.2.3.3.2 (coluna dimensionamento). Tabela 2.2.3.3.2 – Correntes de curto-circuito na nova SE terminal para a verificação e dimensionamento dos cabos para-raios existentes da LTA a ser seccionada 2.2.3.4. Linha de transmissão a ser seccionada Nova subestação terminal Nível de tensão do barramento de referência (kV) LT 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3 Tomé-Açu 230 Valor da corrente de curto-circuito fase-terra (kA) Verificação Dimensionamento 10 40 APLICAÇÃO DE CABOS PARA-RAIOS COM FIBRA ÓTICA – OPGW A aplicação de cabos para-raios com fibra ótica em linhas de transmissão deve ser feita com base nas seguintes regras: VOL. III - Fl. 13 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU (a) No caso de nova linha de transmissão As novas linhas de transmissão devem ser projetadas com pelo menos um cabo para-raios do tipo Optical Ground Wire – OPGW. (b) No caso de linha de transmissão existente, a ser seccionada, que já possuir OPGW Se a linha de transmissão a ser seccionada já possuir OPGW, o(s) novo(s) trecho(s) de linha de transmissão, originado(s) a partir do seccionamento da linha existente, deve(m) ter, também, cabo para-raios com fibra ótica com confiabilidade e capacidade de transmissão de dados iguais ou superiores a do cabo existente. (c) (c) No caso de linha de transmissão existente, a ser seccionada, que não possuir OPGW Se as linhas existentes a serem seccionadas não possuírem cabos pára-raios tipo OPGW, a TRANSMISSORA deverá implementar solução que mantenha, no mínimo, a confiabilidade e a capacidade de transmissão de dados originais das linhas, adquirindo, caso necessário, cabos para-raios tipo OPGW e demais acessórios, sendo responsável pela instalação apenas no novo trecho. Os cabos tipo OPGW e demais acessórios adquiridos para instalação em trechos existentes serão transferidos sem ônus para proprietária da linha existente, que será a responsável por sua implementação. 2.2.3.5. PERDA JOULE NOS CABOS CONDUTORES E PARA-RAIOS A resistência de sequencia positiva por unidade de comprimento da linha ou trechos de linha de transmissão deve ser igual ou inferior a da configuração básica, conforme indicado na Tabela 2.2.3.5.1. Tabela 2.2.3.5.1 – Resistência de sequência positiva da linha por unidade de comprimento (Ω/km) Linha ou trecho(s) de linha de transmissão LT 230 kV Vila do Conde – Tomé-Açu C1 Trechos de linha entre o ponto de seccionamento da LT 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3 e a SE Tomé-Açu Temperatura de referência (°C) Resistência de sequência positiva da linha por unidade de comprimento (Ω/km) 50 0,0832 50 0,0832 A perda Joule nos cabos para-raios deve ser inferior a 5% das perdas no cabo condutor para qualquer condição de operação. 2.2.3.6. DESEQUILÍBRIO As linhas de transmissão de comprimento superior a 100 km devem ser transpostas com um ciclo completo de transposição, de preferência com trechos de 1/6, 1/3, 1/3 e 1/6 do comprimento total. Caso a linha não seja transposta, o desequilíbrio de tensão de sequencia negativa e zero deve estar limitado a 1,5% em vazio e a plena carga. Linhas de transmissão em paralelo na mesma faixa ou em faixas contíguas ou linhas de circuito duplo, que necessitem ser transpostas, devem ter os ciclos de transposição com sentidos opostos. VOL. III - Fl. 14 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Com a implantação da nova SE 230/138 kV Tomé-Açu, a partir do seccionamento da linha de transmissão em 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3, existente e de propriedade da Hydro, a TRANSMISSORA deverá calcular os desequilíbrios de tensão de sequencia negativa e zero, em vazio e a plena carga, na barra de 230 kV da nova subestação. Caso os desequilíbrios de tensão calculados fiquem acima de 1,5%, a TRANSMISSORA deverá propor, no projeto básico, solução para adequar a instalação, visando o atendimento deste requisito. 2.2.3.7. TENSÃO MÁXIMA OPERATIVA A tensão máxima operativa da linha de transmissão para a classe de tensão correspondente está indicada na Tabela 2.2.3.7.1. Tabela 2.2.3.7.1 – Tensão máxima operativa Classe de tensão [kV] 69 88 138 230 345 440 500 525 765 2.2.3.8. Tensão máxima operativa [kV] 72,5 92,4 145 242 362 460 550 550 800 COORDENAÇÃO DE ISOLAMENTO A TRANSMISSORA deverá comprovar por cálculo ou simulação que o dimensionamento dos espaçamentos elétricos das estruturas da família de estruturas da linha de transmissão foi feito de forma a assegurar o atendimento dos requisitos abaixo. (a) Isolamento à tensão máxima operativa Para dimensionar o isolamento da linha de transmissão para tensão máxima operativa deve ser considerado o balanço da cadeia de isoladores sob ação de vento com período de retorno de, no mínimo, 30 (trinta) anos. A distância de escoamento mínima da cadeia de isoladores deve ser determinada conforme a norma IEC 60815, considerando o nível de poluição da região de implantação da LTA. Caso o nível de poluição da região seja classificado como inferior ao nível I – leve, a distância específica de escoamento deverá ser igual ou superior a 14 mm/kV eficaz fasefase. Deve ser garantida a distância de segurança entre qualquer condutor da linha e objetos situados na faixa de segurança, tanto para a condição sem vento quanto para a condição de balanço dos cabos e cadeias de isoladores devido à ação de vento com período de retorno de, no mínimo, 50 (cinquenta) anos. Na condição de balanço dos cabos e cadeias de isoladores devido à ação de vento, essa distância de segurança deve ser também garantida: VOL. III - Fl. 15 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Ao longo de toda a LTA, independentemente do comprimento do vão, mesmo que para tanto a largura da faixa de segurança seja variável ao longo da LTA, em função do comprimento do vão. Para qualquer topologia de terreno na faixa de segurança, especificamente quando há perfil lateral inclinado (em aclive). (b) Isolamento para manobras A sobretensão adotada no dimensionamento dos espaçamentos elétricos das estruturas deverá ser, no mínimo, igual à maior das sobretensões indicadas nos estudos de transitórios eletromagnéticos. Os riscos de falha (fase-terra e fase-fase) em manobras de energização e religamento devem ser limitados aos valores constantes da Tabela 2.2.3.8.1. Tabela 2.2.3.8.1 – Risco máximo de falha por circuito em manobras de energização e religamento Manobra Energização Religamento (c) Risco de falha (adimensional) Fase-terra Fase-fase – 3 10 10 – 4 10 – 2 10 – 3 Desempenho a descargas atmosféricas O número total de desligamentos por descargas atmosféricas da linha de transmissão, para a configuração de cabos para-raios adotada, deve ser inferior ou, no máximo, igual àqueles indicados na Tabela 2.2.3.8.2: Tabela 2.2.3.8.2 – Número mínimo de cabos para-raios por estrutura e desempenho da LTA frente a descargas atmosféricas Classe de tensão [kV] Número mínimo de cabos para-raios por estrutura ≥ 345 230 2.2.3.9. Desligamentos de um circuito por 100 km por ano Devido a falha de blindagem Total 2 ≤10-2 ≤1 2 -2 ≤2 ≤10 EMISSÃO ELETROMAGNÉTICA Os efeitos tratados nas alíneas (a) a (c) devem ser verificados à tensão máxima operativa da linha indicada na Tabela 2.2.3.7.1. (a) Corona visual A linha de transmissão, com seus cabos e acessórios, bem como as ferragens das cadeias de isoladores, não deve apresentar corona visual em 90% do tempo para as condições atmosféricas predominantes na região atravessada pela linha de transmissão. (b) Rádio-interferência VOL. III - Fl. 16 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU A relação sinal/ruído no limite da faixa de segurança deve ser, no mínimo, igual a 24 dB, para 50% do período de um ano. O sinal adotado para o cálculo deve ser o nível mínimo de sinal na região atravessada pela linha de transmissão, conforme norma DENTEL ou sua sucessora. (c) Ruído audível O ruído audível no limite da faixa de segurança deve ser, no máximo, igual a 58 dBA em qualquer uma das seguintes condições não simultâneas: durante chuva fina (0,00148 mm/min); durante névoa de 4 (quatro) horas de duração; ou durante os primeiros 15 (quinze) minutos após a ocorrência de chuva. (d) Campo elétrico Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de março de 2010. (e) Campo magnético Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de março de 2010. 2.2.3.10. TRAVESSIA DE LINHAS DE TRANSMISSÃO EXISTENTES A TRANSMISORA deve evitar ao máximo o cruzamento sobre linhas de transmissão existentes. Caso o cruzamento seja inevitável, a TRANSMISSORA deve identificar esses casos, tanto nas entradas/saídas das subestações quanto ao longo do traçado das LTA, e informar no projeto básico as providências que serão tomadas no sentido de minimizar os riscos inerentes a esses cruzamentos, ficando a critério da ANEEL a aprovação dessas providências. A TRANSMISSORA deverá relacionar no projeto básico os cruzamentos da LTA em projeto com outra(s) LTA existente(s) da Rede Básica. Seguem, abaixo, as informações mínimas da(s) LTA em cruzamento a serem prestadas pelo agente: (a) Identificação com as SEs terminais do trecho em questão. (b) Tensão nominal. (c) Número de circuitos. (d) Disposição das fases (horizontal, vertical, triangular etc). Nos casos relacionados a seguir, de cruzamento da LTA em projeto com outra(s) LTA da Rede Básica, a LTA em projeto deverá cruzar necessariamente sob a(s) existente(s): (a) Quando um circuito simples (em projeto) cruzar, num mesmo vão de travessia, mais de um circuito de LTA existente com tensão igual ou superior à de projeto. (b) Quando a tensão nominal da LTA em projeto for menor que a da LTA existente. 2.2.4. REQUISITOS MECÂNICOS 2.2.4.1. CONFIABILIDADE O projeto mecânico da linha de transmissão deve ser desenvolvido segundo a IEC 60.826 – International Electrotechnical Commission: Loading and Strength of Overhead Transmission Lines. VOL. III - Fl. 17 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU O nível de confiabilidade do projeto eletromecânico, expresso pelo período de retorno do vento extremo, deve ser compatível com um nível intermediário entre os níveis 2 e 3 preconizados na IEC 60826. Deve ser adotado período de retorno do vento igual ou superior a 250 anos para linha de transmissão de tensão nominal superior a 230 kV. Deve ser adotado período de retorno do vento igual ou superior a 150 anos para linha de transmissão de tensão nominal igual ou inferior a 230 kV 2.2.4.2. PARÂMETROS DE VENTO Para o projeto mecânico de uma linha de transmissão, os carregamentos oriundos da ação do vento nos componentes físicos da linha de transmissão devem ser estabelecidos a partir da caracterização probabilística das velocidades de vento da região, com tratamento para fenômenos meteorológicos severos, tais como, sistemas frontais, tempestades, tornados, furacões etc. Os parâmetros explicitados a seguir devem ser obtidos a partir de dados fornecidos por estações anemométricas selecionadas adequadamente para caracterizar a região atravessada pela linha de transmissão: (a) Média e coeficiente de variação (em porcentagem) das séries de velocidades máximas anuais de vento a 10 m de altura, com tempos de integração da média de 3 (três) segundos (rajada) 10 (dez) minutos (vento médio). (b) Velocidade máxima anual de vento a 10 m de altura, com período de retorno correspondente ao vento extremo, como definido no item 2.2.4.1, e tempos de integração para o cálculo da média de 3 (três) segundos e 10 (dez) minutos. Se o número de anos da série de dados de velocidade for pequeno, na estimativa da velocidade máxima anual deve ser adotado, no mínimo, um coeficiente de variação compatível com as séries mais longas de dados de velocidades de ventos medidas na região. (c) Coeficiente de rajada para a velocidade do vento a 10 m de altura, referenciado ao tempo de integração da média de 10 (dez) minutos. (d) Categoria do terreno adotada para o local das medições. No tratamento das velocidades de vento, para fins de dimensionamento, deve ser considerada a categoria de terreno definida na IEC 60826 que melhor se ajuste à topologia do corredor da LTA. 2.2.4.3. CARGAS MECÂNICAS SOBRE OS CABOS. O cabo deve ser dimensionado para suportar três estados de tracionamento – básico, de tração normal e de referência – definidos a partir da combinação de condições climáticas e de envelhecimento do cabo como se segue. (a) Estado básico (b) Para condições de temperatura mínima, a tração axial máxima deve ser limitada a 33% da tração de ruptura do cabo. Para condições de vento com período de retorno de 50 anos, a tração axial máxima deve ser limitada a 50% da tração de ruptura do cabo. Para condições de vento extremo, como definido no item 2.2.4.1, a tração axial máxima deve ser limitada a 70% da tração de ruptura do cabo. Estado de tração normal (EDS everyday stress) VOL. III - Fl. 18 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU (c) Estado de referência 2.2.4.4. No assentamento final, à temperatura média, sem vento, o nível de tracionamento médio dos cabos deve atender ao indicado na norma NBR 5422. Além disso, o tracionamento médio dos cabos deve ser compatível com o desempenho mecânico no que diz respeito à fadiga ao longo da vida útil da linha de transmissão conforme será abordado no item 2.2.4.4. A distância mínima ao solo do condutor (clearance) deve ser verificada sem considerar a pressão de vento atuante. FADIGA MECÂNICA DOS CABOS Os dispositivos propostos para amortecer as vibrações eólicas devem ter sua eficiência e durabilidade avaliadas por ensaios que demonstrem sua capacidade de amortecer os diferentes tipos de vibrações eólicas e sua resistência à fadiga, sem perda de suas características de amortecimento e sem causar danos aos cabos. É de inteira responsabilidade da TRANSMISSORA a elaboração de estudos, o desenvolvimento e a aplicação de sistema de amortecimento para prevenção de vibrações eólicas e efeitos relacionados com a fadiga dos cabos, de forma a garantir que estes não estejam sujeitos a danos ao longo da vida útil da linha de transmissão. A solicitação aos cabos deve ser dimensionada de forma compatível com seu tipo e sua formação. 2.2.4.5. CARGAS MECÂNICAS SOBRE AS ESTRUTURAS O projeto mecânico de uma linha de transmissão deve ser desenvolvido segundo a IEC 60826. Além das hipóteses previstas na IEC, é obrigatória a introdução de hipóteses de carregamento que reflitam tormentas elétricas. Devem ser previstas necessariamente as cargas a que as estruturas estarão submetidas nas condições mais desfavoráveis de montagem e manutenção, inclusive em linha viva. Para o caso de uma linha de transmissão construída com estruturas metálicas em treliça, as cantoneiras de aço-carbono ou microligas laminadas a quente devem obedecer aos requisitos de segurança estabelecidos na Portaria nº 178 do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO, de 18 de julho de 2006. 2.2.4.6. FUNDAÇÕES No projeto das fundações, para atender o critério de coordenação de falha, as solicitações transmitidas pela estrutura às fundações devem ser majoradas pelo fator mínimo 1,10. Essas solicitações, calculadas a partir das cargas de projeto da estrutura, considerando suas condições particulares de aplicação – vão gravante, vão de vento, ângulo de deflexão, fim de linha e altura da estrutura – passam a ser consideradas cargas de projeto das fundações. As fundações de cada estrutura devem ser projetadas estrutural e geotecnicamente de forma a adequar todos os esforços resultantes de cada estrutura às condições específicas do solo. As propriedades físicas e mecânicas do solo devem ser determinadas de forma científica, de modo a retratar, com precisão, os parâmetros geomecânicos do solo. Tal determinação deve ser realizada a partir das seguintes etapas: VOL. III - Fl. 19 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Estudo e análise fisiográfica preliminar do traçado da linha com a consequente elaboração do plano de investigação geotécnica. Estabelecimento dos parâmetros geomecânicos a partir do reconhecimento do subsolo com a caracterização geológica e geotécnica do terreno, qualitativa e quantitativamente. Parecer geotécnico com a elaboração de diretrizes técnicas e recomendações para o projeto. No cálculo das fundações, devem ser considerados os aspectos regionais geomorfológicos que influenciem o estado do solo, seja no aspecto de sensibilidade, de expansibilidade e colapsividade, levando-se em conta a sazonalidade. A definição do tipo de fundação, bem como o seu dimensionamento estrutural e geotécnico, deve considerar os limites de ruptura e deformabilidade para a capacidade de suporte do solo à compressão, ao arrancamento e aos esforços horizontais, valendo-se de métodos racionais de cálculo, incontestáveis e consagrados na engenharia geotécnica. 2.2.5. REQUISITOS ELETROMECÂNICOS 2.2.5.1. DESCARGAS ATMOSFÉRICAS Os cabos para-raios de qualquer tipo e formação devem ter desempenho mecânico frente a descargas atmosféricas igual ou superior ao do cabo de aço galvanizado EAR de diâmetro 3/8″. Todos os elementos sujeitos a descargas atmosféricas diretas da superestrutura de suporte dos cabos condutores e cabos para-raios, incluindo as armações flexíveis de estruturas tipo “CrossRope”, Trapézio ou Chainette, não devem sofrer redução da suportabilidade mecânica original após a ocorrência de descarga atmosférica. As cordoalhas de estruturas estaiadas mono-mastro ou V protegidas por cabos para-raios estão isentas deste requisito. 2.2.5.2. CORROSÃO ELETROLÍTICA É de inteira responsabilidade da TRANSMISSORA a elaboração de estudos para prevenção dos efeitos relacionados à corrosão em elementos da linha de transmissão em contato com o solo, de forma a garantir a estabilidade estrutural dos suportes da linha de transmissão e o bom funcionamento do sistema de aterramento ao longo da vida útil da mesma. 2.2.5.3. CORROSÃO AMBIENTAL Todos os componentes da linha de transmissão devem ter sua classe de galvanização compatível com a agressividade do meio ambiente, particularmente em zonas litorâneas e industriais. VOL. III - Fl. 20 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 3. LINHA DE TRANSMISSÃO COMPOSTA POR PARTE AÉREA E PARTE SUBTERRÂNEA – LTAS Não se aplica. 4. LINHA DE TRANSMISSÃO SUBTERRÂNEA – LTS Não se aplica. VOL. III - Fl. 21 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 5. SUBESTAÇÕES 5.1. INFORMAÇÕES BÁSICAS A TRANSMISSORA deve desenvolver e apresentar os estudos necessários à definição das características e dos níveis de desempenho de todos os equipamentos, considerando que os mesmos serão conectados ao sistema existente. Todos os equipamentos devem ser especificados de forma a não comprometer ou limitar a operação das subestações, nem impor restrições operativas às demais instalações do sistema interligado. Nas subestações, a configuração básica deve contemplar equipamentos com características elétricas básicas similares ou superiores às dos existentes, as quais estão apresentadas nos documentos listados no item 13. O dimensionamento dos novos equipamentos deve considerar as atuais e futuras condições a serem impostas pela configuração prevista pelo planejamento da expansão do Sistema Interligado Nacional - SIN. A TRANSMISSORA será acessante à subestação 230 kV Vila do Conde, sob concessão da Eletronorte, e deverá observar os critérios e requisitos básicos dessa subestação, bem como providenciar as obras de infraestrutura incluídas no Módulo Geral – Resolução ANEEL nº 191, de 12 de dezembro de 2005, necessárias para a instalação, manutenção e operação do módulo de entrada de linha. Entre as possíveis obras necessárias encontram-se, dentre outros: a extensão de barramentos, compra de terreno, serviços auxiliares, cabos, tubos, estruturas, suportes, pórticos, cercas divisórias de seus ativos, conexões de terra entre seus equipamentos e a malha de terra da subestação, canaletas secundárias e recomposição da infraestrutura construída como, por exemplo, reposição de britas. Nas subestações 230/138/13,8 kV Tomé-Açu e Castanhal, deverão ser realizadas todas as obras de infraestrutura, descritas no módulo geral – Resolução ANEEL nº 191, de 12 de dezembro de 2005, como terraplenagem, drenagem, malha de terra, serviço auxiliar, casa de comando, acesso, dentre outras, para a instalação, manutenção e operação dos módulos de entrada de linha, interligação de barras, transformadores, reatores e demais equipamentos integrantes do lote. A área mínima a ser considerada para cada uma das subestações Tomé-Açu e Castanhal é de 50.000 m² (cinco hectares), devendo contemplar espaço suficiente para as futuras ampliações descritas nos relatórios mencionados no item 13.1. Deverá ser previsto espaço adicional, externo e contíguo à casa de comando da TRANSMISSORA, com área no mínimo igual à utilizada para a construção desta. Este espaço ficará reservado para expansões futuras da casa de comando da TRANSMISSORA ou alternativamente para eventuais novas casas de comando de outras transmissoras, quando da implantação de novas instalações de transmissão. O Módulo Geral é composto pelos custos diretos de: terreno, cercas, terraplenagem, drenagem, grama, embritamento, arruamento, iluminação do pátio, proteção incêndio, sistema abastecimento de água, sistema de esgoto, malha de terra, canaletas principais, acessos, edificações, serviço auxiliar, área industrial, sistema de ventilação e ar condicionado, sistema de comunicação, sistema de ar comprimido e canteiro de obras. Os serviços auxiliares, sistema de água, sistema de incêndio, edificações da subestação (casa de comando, casa de relés, guaritas), acesso, área industrial, sistema de ventilação e ar VOL. III - Fl. 22 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU condicionado, sistema de comunicação, e canteiro de obras podem ser compartilhados com outra(s) transmissora(s), não havendo impedimento que a transmissora atenda as suas necessidades de forma autônoma, observando sempre a adequada prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica, Cláusula Terceira do Contrato de Concessão. 5.2. ARRANJO DE BARRAMENTOS E EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES As novas subestações 230/138 kV Tomé-Açu e Castanhal deverão ter arranjos de barramentos do tipo BD4 – barra dupla a 4 chaves no setor de 230 kV e do tipo BPT – barra principal e de transferência no setor de 138 kV. Os diagramas unifilares orientativos encontram-se nos relatórios R4 listados no item 13.1.3, no entanto a Transmissora tem liberdade para propor alternativas e submetê-las a aprovação da ANEEL juntamente com o Projeto Básico. 5.3. CAPACIDADE DE CORRENTE (a) Corrente em regime permanente Os barramentos da subestação devem ser dimensionados considerando a situação mais severa de circulação de corrente, levando em conta a possibilidade de indisponibilidade de elementos da subestação e ocorrência de emergência no Sistema Interligado Nacional – SIN, no horizonte de planejamento, conforme estudo definido no item 11. No caso de subestação existente, se a máxima corrente verificada for inferior à capacidade do barramento, o trecho de barramento associado a esse empreendimento deve ser compatível com o existente. A TRANSMISSORA deve informar a capacidade de corrente dos barramentos, para todos os níveis, rígidos ou flexíveis, para a temperatura de projeto. Para o dimensionamento da corrente nominal dos equipamentos (disjuntores, seccionadoras, TCs e bobina de bloqueio) a TRANSMISSORA deve identificar as correntes máximas a que poderão ser submetidos, desde a data de entrada em operação até o ano horizonte de planejamento, por meio dos estudos de fluxo de potência descritos no item 11 deste anexo técnico. A corrente nominal dos disjuntores e chaves secionadoras de vãos de linha das subestações Vila do Conde, Castanhal e Tomé Açu 230 kV deve ser 3150 A, ou superior, caso a Transmissora identifique a sua necessidade. Para os demais vãos de linha em 138 kV, a corrente nominal deve ser, no mínimo, igual a corrente de curta duração da linha. A corrente nominal dos equipamentos de vãos de transformadores, reatores etc., deve ser no mínimo igual a máxima corrente de sobrecarga admissível nestes equipamentos. A corrente nominal dos equipamentos do vão interligador de barras (disjuntor, seccionadoras e TCs, nos arranjos de barramentos BD4 ou 5 chaves e BPT) deve ser, no mínimo, igual ao maior valor dentre as correntes determinadas para os demais vãos. Para os equipamentos utilizados nos arranjos de barramento DJM, Anel e BD duplo disjuntor a determinação da corrente nominal de seus equipamentos deve também considerar as indisponibilidades de equipamentos, pertencentes ou não a este VOL. III - Fl. 23 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU empreendimento, pois estas podem submeter os equipamentos remanescentes a valores de correntes ainda mais elevados que os determinados para a linha, transformador, reator, etc. (b) Capacidade de curto-circuito Os equipamentos e demais instalações das subestações em 230 kV Tomé-Açu, Castanhal e Vila do Conde devem suportar, no mínimo, as correntes de curto-circuito simétrica e assimétrica relacionadas a seguir: Corrente de curto-circuito nominal: 40 kA Valor de crista da corrente suportável nominal: 104 kA (fator de assimetria de 2,6) Os equipamentos e demais instalações das subestações em 138 kV Tomé-Açu e Castanhal devem suportar, no mínimo, as correntes de curto circuito simétrica e assimétrica abaixo relacionadas: Corrente de curto-circuito nominal: 31,5 kA Valor de crista da corrente suportável nominal: 81,9 kA (fator de assimetria de 2,6) Ressalta-se que o atendimento a fatores de assimetria superiores àqueles acima definidos pode ser necessário em função dos resultados dos estudos, considerando inclusive o ano horizonte de planejamento, a serem realizados pela TRANSMISSORA, conforme descrito no item 11 desse anexo técnico. (c) Sistema de aterramento O projeto das subestações deve atender ao critério de um sistema solidamente aterrado. 5.4. SUPORTABILIDADE Tensão em regime permanente O dimensionamento dos barramentos e dos equipamentos para a condição de operação em regime permanente deve considerar os valores de tensão da tabela a seguir. TABELA.5.4.1 – CONDIÇÃO DE OPERAÇÃO EM REGIME PERMANENTE TENSÃO NOMINAL DO SISTEMA (kV) 13,8 34,5 TENSÃO NOMINAL DOS EQUIPAMENTOS (kV) 15 38 69 72,5 88 (*) 92,4 138 145 230 245 345 362 440 (*) 460 500 ou 525 550 VOL. III - Fl. 24 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU TENSÃO NOMINAL DO SISTEMA (kV) 765 TENSÃO NOMINAL DOS EQUIPAMENTOS (kV) 800 (*) valores não padronizados pela ABNT O dimensionamento dos equipamentos conectados às extremidades das linhas de transmissão deve observar o disposto no item 6.13. Isolamento sob poluição As instalações devem ser isoladas de forma a atender, sobretensão operativa máxima, às características de poluição da região, conforme classificação contida na Publicação IEC 815 – Guide for the Selection of Insulators in Respect of Polluted Conditions. Proteção contra descargas atmosféricas O sistema de proteção contra descargas atmosféricas das subestações deve ser dimensionado de forma a assegurar um risco de falha menor ou igual a uma descarga por 50 anos. Além disso, deve-se assegurar que não haja falha de blindagem nas instalações para correntes superiores a 2 kA. Caso existam edificações, as mesmas devem atender às prescrições da Norma Técnica NBR 5419. 5.5. EFEITOS DE CAMPOS (a) Efeito corona Atender item 6.6.2 do SM 2.3 revisão 2.0 (b) Rádio interferência Atender item 6.6.1 do SM 2.3 revisão 2.0 (c) Campo elétrico Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de março de 2010. (d) Campo magnético Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de março de 2010. 5.6. INSTALAÇÕES ABRIGADAS Todos os instrumentos, painéis e demais equipamentos dos sistemas de proteção, comando, supervisão e telecomunicação devem ser abrigados e projetados segundo as normas aplicáveis, de forma a garantir o perfeito desempenho destes sistemas e sua proteção contra desgastes prematuros. Em caso de edificações, é de responsabilidade da TRANSMISSORA seguir as posturas municipais aplicáveis e as normas de segurança do trabalho. VOL. III - Fl. 25 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU VOL. III - Fl. 26 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 6. EQUIPAMENTOS DE SUBESTAÇÃO 6.1. DISJUNTORES (a) O ciclo de operação dos disjuntores deve atender aos requisitos das normas aplicáveis. (b) O tempo máximo de interrupção para disjuntores classe de tensão de 550 kV e 362 kV deve ser de 2 ciclos e, para os disjuntores classe de 245 kV, 145 kV e 72,5 kV deve ser de 3 ciclos para a frequência de 60 Hz. (c) A corrente nominal do disjuntor deve ser compatível com a máxima corrente possível na indisponibilidade de um outro disjuntor, no mesmo bay ou em bay vizinho, pertencente ou não a este empreendimento, para os cenários previstos pelo planejamento e pela operação. (d) Os disjuntores devem ser dimensionados respeitando os valores mínimos de corrente de curto- circuito nominal (corrente simétrica de curto-circuito) e valor de crista da corrente suportável nominal (corrente assimétrica de curto-circuito) dispostos no item 5.3 (b). Relações de assimetria superiores a indicada no item 5.3 (b) poderão ser necessárias, em função dos resultados dos estudos a serem realizados pela TRANSMISSORA, descritos no item 11 deste anexo técnico. (e) Os disjuntores devem ter dois circuitos de disparo independentes, lógicas de detecção de discrepância de polos e acionamento monopolar. O ciclo de operação nominal deve ser compatível com a utilização de esquemas de religamento automático tripolar e monopolar. Para disjuntores em níveis de tensão iguais ou inferiores a 138 kV, não se aplicam acionamento e religamento automático monopolar, podendo o acionamento ser tripolar. (f) Caberá à nova TRANSMISSORA fornecer disjuntores com resistores de pré-inserção ou com mecanismos de fechamento ou abertura controlados, quando necessário. (g) Os disjuntores devem ser especificados para operar quando submetidos às solicitações de manobra determinadas nos estudos previstos no item 11. (h) Os disjuntores que manobrarem linhas a vazio devem ser especificados como de “baixíssima probabilidade de reacendimento de arco”, classe C2, conforme norma IEC 62271-100. (i) Os requisitos mínimos para o disjuntor na manobra de linha a vazio devem levar em conta o valor eficaz da tensão fase-fase da rede de 770 kV à frequência de 60 Hz, para os disjuntores dos pátios de 500 kV. Os correspondentes valores para os pátios de 345 kV é de 507 kV, 230 kV é de 339 kV, 138 kV é de 203 kV e 69 kV é de 102 kV à frequência de 60 Hz. Valores superiores a estes podem ser necessários, caso os estudos definidos no item 11 assim o determinem. (j) Os disjuntores que manobrem banco de capacitores em derivação devem ser do tipo de “baixíssima probabilidade de reacendimento de arco”, classe C2 conforme norma IEC 62271-100. Caso os estudos de manobra especificados no item 11 indiquem a necessidade de adoção de chaveamento controlado ou resistores de pré-inserção, os disjuntores deverão ser equipados com estes dispositivos. (k) Os disjuntores devem ser especificados para abertura de corrente de curto-circuito nas condições mais severas de X/R no ponto de conexão do disjuntor, condições estas que deverão ser identificadas pelo Agente. Em caso de disjuntores localizados nas proximidades VOL. III - Fl. 27 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU de usinas geradoras, especial atenção deve ser dada à determinação da constante de tempo a ser especificada para o disjuntor. Isto se deve à possibilidade de elevada assimetria da corrente de curto-circuito suprida por geradores. 6.2. (l) Capacidade de manobrar outros equipamentos / linhas de transmissão existentes na subestação onde estão instalados, em caso de faltas nesses equipamentos seguidas de falha do referido disjuntor, considerando inclusive disjuntor em manutenção. (m) Capacidade de manobrar a linha de transmissão licitada em conjunto com o(s) equipamento(s) / linha(s) de transmissão a elas conectadas em subestações adjacentes, em caso de falta no equipamento / linha de transmissão da subestação adjacente, seguido de falha do respectivo disjuntor. (n) Os disjuntores utilizados na manobra de reatores em derivação devem ser capazes de abrir pequenas correntes indutivas e ser especificados com dispositivos de manobra controlada. (o) Nos casos em que forem utilizados mecanismos de fechamento ou abertura controlados devem ser especificados a dispersão máxima dos tempos médios de fechamento ou de abertura, compatíveis com as necessidades de precisão da manobra controlada. SECCIONADORAS, LÂMINAS DE TERRA E CHAVES DE ATERRAMENTO Estes equipamentos devem atender aos requisitos das normas IEC aplicáveis e serem capazes de efetuar as manobras listadas no item 11.4.8. As seccionadoras devem ser especificadas com, pelo menos, a mesma corrente nominal utilizada pelos disjuntores deste empreendimento, aos quais estejam associadas. A TRANSMISSORA deve especificar o valor de crista da corrente suportável nominal (corrente de curto-circuito assimétrica) e a corrente suportável nominal de curta duração (corrente de curto simétrica) respeitando os valores mínimos dispostos no item 5.3 (b). Fatores de assimetria superiores ao indicado em 5.3 (b) poderão ser necessários, em função dos resultados dos estudos a serem realizados pela TRANSMISSORA, descritos nos item 11 deste anexo técnico. As lâminas de terra e chaves de aterramento das linhas de transmissão devem ser dotadas de capacidade de interrupção de correntes induzidas de acordo com a norma IEC 62271-102. Caso os estudos transitórios identifiquem valores superiores aos normalizados, as lâminas de aterramento deverão ser especificadas para atender a estas solicitações. Esses equipamentos devem ser dimensionados considerando a relação X/R do ponto do sistema onde serão instalados. 6.3. PARA-RAIOS Deverão ser instalados para-raios nas entradas de linhas de transmissão, nas conexões de unidades transformadoras de potência, de reatores em derivação e de bancos de capacitores não autoprotegidos. Os para-raios devem ser do tipo estação, de óxido de zinco (ZnO), adequados para instalação externa. Os para-raios devem ser especificados com uma capacidade de dissipação de energia suficiente para fazer frente a todas as solicitações identificadas nos estudos descritos no item 11 deste anexo técnico. VOL. III - Fl. 28 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU A TRANSMISSORA deverá informar, ainda na fase de projeto básico, em caso de indisponibilidade dos dados finais do fornecimento, os valores de catálogo da família do para-raios escolhido para posterior utilização no empreendimento. 6.4. TRANSFORMADORES DE CORRENTE E POTENCIAL As características dos transformadores de corrente e potencial, como: número de secundários, relações de transformação, carga, exatidão, etc., devem satisfazer as necessidades dos sistemas de proteção e de medição das grandezas elétricas e medição de faturamento, quando aplicável. Os transformadores de corrente devem ter enrolamentos secundários em núcleos individuais e os de potencial devem ter enrolamentos secundários individuais e serem próprios para instalação externa. Os núcleos de proteção dos transformadores de corrente devem possuir classe de desempenho TPX ou TPY, conforme estabelecido na Norma IEC 60.044-6 1992 (Instrument transformers - part 6: Requirements for protective current transformers for transient performance), considerando a constante de tempo primária (relação X/R) do ponto de instalação, o ciclo de religamento previsto e a real carga secundária do transformador de corrente. Este requisito objetiva limitar a saturação do transformador de corrente durante curtos-circuitos e religamentos rápidos, de forma que o erro instantâneo de medição até o instante de atuação da proteção não ultrapasse 10%. A TRANSMISSORA deve especificar transformadores de corrente com o valor de crista da corrente suportável nominal (corrente de curto-circuito assimétrica) e a corrente suportável nominal de curta duração (corrente de curto simétrica) que respeitem o disposto no item 5.3 (b). Fatores de assimetria superiores ao indicado em 5.3 (b) poderão ser necessários, em função dos resultados dos estudos a serem realizados pela TRANSMISSORA, descritos no item 11 deste anexo técnico. 6.5. UNIDADES TRANSFORMADORAS DE POTÊNCIA Deverá ser previsto espaço para 4 unidades transformadoras 230/138-13,8 kV, nas subestações Tomé-Açu e Castanhal, cada uma com potência nominal de 100 e 150 MVA, respectivamente, sendo apenas dois em cada subestação para instalação imediata, os quais fazem parte deste leilão. As características dos transformadores, tais como impedâncias e curva de saturação encontramse especificadas no relatório R2, listado no item 13.1.1. (a) Potência nominal As unidades transformadoras trifásicas deverão ser especificadas com potência nominal de 150 MVA, nos enrolamentos primário e secundário, para a operação em qualquer tape especificado. (b) Comutação O comutador de derivação em carga deve ser projetado, fabricado e ensaiado de acordo com a publicação IEC-214 On Load Tap Changers. VOL. III - Fl. 29 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU As unidades transformadoras devem ser providas de comutadores de derivação em carga. A TRANSMISSORA definirá o enrolamento onde serão instalados os comutadores, cuja atuação deve ser no sentido de controlar a tensão no barramento de 138 kV. Deve ser especificada a faixa de derivações de tape de no mínimo ±10% da tensão nominal, com no mínimo 21 posições de ajuste. Caso os estudos de fluxo de potência, a serem executados durante a etapa de projeto básico, identifiquem a necessidade de uma faixa mais extensa de tapes, a Transmissora deverá atendê-la. (c) Condições operativas As unidades transformadoras das Subestações 230/138-13,8 kV Tomé-Açu e Castanhal devem ser especificadas para operar desde sua entrada em operação com: A. Carregamento não inferior a 120% da potência nominal definida no item 6.5 (a), por período de 4 horas do seu ciclo diário de carga, para a expectativa de perda de vida útil normal estabelecida nas normas técnicas de carregamento de transformadores. A sobrecarga de até 20% deve ser alcançada para qualquer condição de carregamento do transformador no seu ciclo diário de carga. B. Carregamento não inferior a 140% da potência nominal definida no item 6.5 (a), por período de 30 minutos do seu ciclo diário de carga, para a expectativa de perda de vida útil normal estabelecida nas normas técnicas de carregamento de transformadores. A sobrecarga de até 40% deve ser alcançada para qualquer condição de carregamento do transformador no seu ciclo diário de carga. As unidades transformadoras submetidas ao regime de carregamento dos itens (A) e (B) devem ser especificadas para a expectativa de vida útil de 40 anos. As unidades transformadoras devem ser capazes de operar nas condições estabelecidas na norma ABNT NBR 5416 e na Resolução Normativa ANEEL nº 191, de 12 de dezembro de 2005, resguardado o direito de adicional financeiro devido a sobrecargas que ocasionem perda adicional de sua vida útil, em conformidade com os procedimentos da Resolução Normativa ANEEL nº 513, de 16 de setembro de 2002. As unidades transformadoras devem ser capazes de operar com as suas potências nominais, em regime permanente, para toda a faixa operativa de tensão da rede básica, tanto no primário quanto no secundário, com ou sem comutadores de derivações, sejam eles em carga ou não. Caso o transformador possua comutadores de derivações, em carga ou não, eles devem poder operar para a referida faixa operativa, em todas as posições dos comutadores. Deve ser possível energizar as unidades transformadoras sem restrições, tanto pelo enrolamento primário quanto pelo secundário, para toda a faixa de tensão operativa. As unidades transformadoras devem ser adequadas para operação em paralelo nos respectivos terminais de alta e baixa tensão. A unidade transformadora de potência deve ser capaz de suportar o perfil de sobreexcitação em vazio a 60 Hz, de acordo com a Tabela 6.5.1 em qualquer derivação de operação. Tabela 6.5.1 – Sobreexcitação em vazio a 60 Hz, em qualquer derivação VOL. III - Fl. 30 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU (d) Período (segundos) Tensão de derivação (pu) 10 1,35 20 1,25 60 1,20 480 1,15 Impedâncias O valor da impedância entre o enrolamento primário e secundário deve ser compatível com o sugerido nos estudos de sistema, disponibilizados na documentação anexa a este Edital. Estes estudos devem ser detalhados pela TRANSMISSORA quando da execução do projeto básico, observando-se, no entanto, o valor de impedância máximo de 14% na base nominal das unidades transformadoras (com todo o sistema de refrigeração em operação), salvo quando indicado pelos estudos de planejamento ou para limitação da corrente de curto-circuito, visando evitar a superação de equipamentos. Os valores de impedância devem estar referenciados à temperatura de 75°C. Em caso de transformadores paralelos os valores de impedância dos mesmos devem ser compatibilizadas de forma a atender as condições de paralelismo das unidades. (e) Perdas O valor das perdas máximas para autotransformadores e transformadores monofásicos ou trifásicos de qualquer potência deve ser inferior ou igual a 0,3% da potência nominal na operação primário-secundário. No caso de transformadores trifásicos ou monofásicos de potência trifásica nominal superior a 5 MVA e de tensão nominal do enrolamento de alta tensão igual ou superior a 230 kV, as perdas máximas entre o primário e o secundário devem atender à Tabela 6.5.2 a seguir. Tabela 6.5.2 – Perdas para transformadores trifásicos Perdas em porcentagem da potência nominal(1) Potência Trifásica Nominal (Pn(2) ) Perdas Máximas 5 < Pn < 30 MVA 0,70 % 0,60 % 30 Pn < 50 MVA 0,50 % 50 Pn < 100 MVA 0,40 % 100 Pn < 200 MVA 0,30 % Pn 200 MVA Notas: 1) Perdas totais na tensão nominal e freqüência nominal para a operação primário-secundário. 2) Pn: potência nominal no último estágio de refrigeração. (f) Nível de ruído O máximo nível de ruído audível emitido pelas unidades transformadoras de potência deve estar em conformidade com a norma NBR 5356 da ABNT. VOL. III - Fl. 31 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 6.6. TRANSFORMADOR DEFASADOR Não se aplica. 6.7. REATORES EM DERIVAÇÃO Não se aplica 6.8. TRANSFORMADOR DE ATERRAMENTO Não se aplica. 6.9. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE Não se aplica. 6.10. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO Não se aplica. 6.11. COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS - CER Não se aplica. 6.12. COMPENSADOR SÍNCRONO Não se aplica. 6.13. EQUIPAMENTOS LOCALIZADOS EM ENTRADAS DE LINHA 6.13.1. TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA EM VAZIO Equipamentos localizados nas extremidades de linha e que possam ficar energizados após a manobra da mesma no terminal em vazio, tais como reatores de linha, disjuntores, secionadores e transformadores de potencial, deverão ser dimensionados para suportar por uma hora as sobretensões à freqüência industrial de acordo com a Tabela 6.13.1.1. Tabela 6.13.1.1 – Tensão eficaz entre fases admissível nas extremidades das linhas de transmissão 1 hora após manobra (kV) Tensão nominal 138 230 345 440 500/525 6.13.2. Tensão sustentada 152 253 398 506 600 TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA SOB CARGA EM TERMINAIS COM CAPACITORES SÉRIE Não se aplica. VOL. III - Fl. 32 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 7. SISTEMAS DE PROTEÇÃO 7.1. DEFINIÇÕES BÁSICAS Componente do sistema de potência ou componente: é todo equipamento ou instalação delimitado por disjuntores, elos fusíveis ou religadores automáticos. Uma exceção existe para reator shunt de linha de transmissão que também é classificado como componente, mesmo sem disjuntor próprio. Sistema: quando aplicado à proteção, à supervisão e controle ou a telecomunicações, significa o conjunto de equipamentos e funções requeridas e necessárias para seu desempenho adequado na operação da instalação e da rede básica. Sistema de proteção: conjunto de equipamentos composto por relés de proteção, relés auxiliares, equipamentos de teleproteção e acessórios destinados a realizar a proteção em caso de falhas elétricas, tais como curtos-circuitos, e de outras condições anormais de operação dos componentes de um sistema elétrico (linhas de transmissão, barramentos e equipamentos). Proteção unitária ou restrita: destina-se a detectar e eliminar, seletivamente e sem retardo de tempo intencional, falhas que ocorram apenas no componente protegido. São exemplos os esquemas com comunicação direta relé a relé, os esquemas de teleproteção, as proteções diferenciais, os esquemas de comparação de fase etc. Proteção gradativa ou irrestrita: destina-se a detectar e eliminar falhas que ocorram no componente protegido e a fornecer proteção adicional para os componentes adjacentes. Em sua aplicação como proteção de retaguarda, sua atuação é coordenada com a atuação das proteções dos equipamentos adjacentes por meio de retardo de tempo intencional. São exemplos as proteções de sobrecorrente e as proteções de distância. Proteção de retaguarda: destina-se a atuar quando da eventual falha de outro sistema de proteção. Quando esse sistema está instalado no mesmo local do sistema de proteção a ser coberto, trata-se de retaguarda local; quando está instalado em local diferente daquele onde está o sistema de proteção a ser coberto, trata-se de retaguarda remota. Proteção principal: esquema de proteção composto por um sistema de proteção unitária ou restrita e um sistema de proteção gradativa ou irrestrita. Proteção alternada: esquema composto por um sistema de proteção unitária ou restrita e por um sistema de proteção gradativa ou irrestrita, funcionalmente idêntico à proteção principal e completamente independente desta. Proteção intrínseca: conjunto de dispositivos de proteção normalmente integrados aos equipamentos, tais como relés de gás, válvulas de alívio de pressão, sensores de temperatura, sensores de nível etc. SIR: relação entre a impedância de fonte e a impedância da linha de transmissão (SIR), é definida por meio da divisão da impedância da fonte atrás do ponto de aplicação de um relé pela impedância total da linha de transmissão protegida: SIR = ZS / ZL Onde, ZS = Impedância da Fonte e ZL = Impedância da linha de transmissão VOL. III - Fl. 33 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Comprimento relativo de linha de transmissão: determinado em função do SIR e utilizado para a seleção do tipo de proteção mais indicado. No âmbito do presente Anexo Técnico, as linhas de transmissão classificam-se como: Linhas de transmissão curtas, as que apresentam SIR > 4; Linhas de transmissão longas, as que apresentam SIR ≤ 0,5. 7.2. REQUISITOS GERAIS TELECOMUNICAÇÕES PARA PROTEÇÃO, REGISTRADORES DE PERTURBAÇÕES E Atender item 5 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.3. REQUISITOS GERAIS DE PROTEÇÃO Atender item 6.1 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.4. LINHA DE TRANSMISSÃO 7.4.1. GERAL Atender item 6.2.1 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.4.2. ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO Atender item 6.2.2 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.4.3. LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV Não se aplica. 7.4.4. LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL DE 230 KV Atender item 6.2.4 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.4.5. LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU INFERIOR A 138 KV Para as entradas de linha com tensão nominal igual ou inferior a 138 kV, a TRANSMISSORA deve atender os requisitos de proteção da CONCESSIONÁRIA ao qual o circuito se conectará, bem como os demais requisitos constantes deste Anexo Técnico. 7.4.6. ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO Atender item 6.2.5.1 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.4.7. FUNÇÃO PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO Atender item 6.2.5.2 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.5. REQUISITOS PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO MANUAL. Atender item 6.2.6 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.6. TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES Atender item 6.3 do SM 2.6 revisão 2.0. VOL. III - Fl. 34 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 7.6.1. TRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO NOMINAL É IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV Não se aplica. 7.6.2. TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO NOMINAL É 230 KV Atender item 6.3.2 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.7. TRANSFORMADORES DE ATERRAMENTO Não se aplica. 7.8. REATORES EM DERIVAÇÃO Não se aplica. 7.9. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO Não se aplica. 7.10. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE Não se aplica. 7.11. BANCOS DE FILTROS Não se aplica. 7.12. COMPENSADOR ESTÁTICO Não se aplica. 7.13. COMPENSADORES SÍNCRONOS Não se aplica. 7.14. BARRAMENTOS COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV Atender item 6.5 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.15. FALHA DE DISJUNTOR COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV Atender item 6.6 do SM 2.6 revisão 2.0. 7.16 SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO O Sistema Especial de Proteção - SEP, a ser definido nos estudos pré-operacionais do ONS, deve ser implementado por Relés IED (Intelligent Eletronic Device), Controladores Lógicos Programáveis (CLP), ou dispositivos específico para processar emergências envolvendo o Sistema Interligado Nacional - SIN. Deve ser previsto um SEP para cada subestação. Os Relés IED, os CLPs e os dispositivos específicos devem ser funcionalmente independentes dos demais equipamentos do sistema de Proteção, Controle e Supervisão (SPCS) no que diz respeito ao desempenho das suas funções. Estas unidades devem estar conectadas ao sistema VOL. III - Fl. 35 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU supervisório das subestações e dos Centros de Operação, somente para enviar informações pertinentes à atuação do SEP. As especificações descritas a seguir deverão ser previstas para a implantação do SEP e devem ser rigidamente observadas pela TRANSMISSORA. Os Relés IEDs devem: Possuir porta de comunicação com protocolos compatíveis com o sistema supervisório da subestação onde será implantado o SEP; Possuir portas de comunicação com protocolos compatíveis para conexão com outros Relés IEDs (locais e/ou remotos) inerentes ao SEP, e dedicadas à função; Possuir no mínimo 16 saídas digitais (desligamentos e alarmes) e 32 entradas digitais; Possuir 4 entradas analógicas para corrente e 4 entradas analógicas de tensão; Possuir as funções Direcional de Potência (F.32), Subtenção (F.27), Sobretensão (F.59), Frequência (F.81), Sobrecorrente (F.50/51) e Subcorrente (F.37). Todas estas funções devem possuir parâmetros para atuações temporizadas e instantâneas; Apresentar tempo total de atuação menor ou igual a 200 ms, compreendidos entre a identificação da contigência e a tomada de ação. Os CLPs devem: Possuir porta de comunicação com protocolos compatíveis com o sistema supervisório da subestação onde será implantado o SEP; Possuir portas de comunicação com protocolos compatíveis para conexão com outros CLPs (locais e/ou remotos) inerentes ao SEP, e dedicadas à função; Possuir portas de comunicação para conexão com Muiltimedidores inerentes ao SEP; Possuir no mínimo 16 saídas digitais (desligamentos e alarmes) e 32 entradas digitais; Possuir no mínimo 4 entradas analógicas para corrente e 4 entradas analógicas de tensão; Apresentar tempo total de atuação menor ou igual a 200 ms, compreendidos entre a identificação da contigência e a tomada de ação. Os dispositivos específicos devem: Ser capazes de atender as necessidades definidas nos estudos pré-operacionais com os requisitos mencionados para os IEDs e CLPs relatados anteriormente. Cabe ressaltar, que caso os estudos pré-operacionais desenvolvidos pelo ONS, por ocasião da entrada em operação do empreendimento, não indicar a necessidade de instalação de SEP, a TRANSMISSORA fica liberada desse fornecimento imediato. Essa liberação fica condicionada ao seu fornecimento, durante todo o período de concessão do empreendimento, sem direito a receita adicional, se assim for recomendado pelo ONS, em função de necessidades sistêmicas futuras. Se o empreendimento em questão estiver em área com SEP em operação, a TRANSMISSORA deverá comprovar a compatibilização de SEP a ser implantado com o existente. VOL. III - Fl. 36 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU VOL. III - Fl. 37 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 8. SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE 8.1. INTRODUÇÃO Este item descreve os requisitos de supervisão e controle que devem ser implantados para que seja assegurada a plena integração da supervisão e controle dos novos equipamentos à supervisão dos equipamentos existentes, garantindo-se, com isto, uma operação segura e com qualidade do sistema elétrico interligado. Assim, são de responsabilidade do agente a aquisição e instalação de todos os equipamentos, softwares e serviços necessários para a implementação dos requisitos especificados neste item e para a implementação dos recursos de telecomunicações, cujos requisitos são descritos em item à parte. Os requisitos de supervisão e controle são divididos em: Requisitos gerais de supervisão e controle dos agentes, detalhados em requisitos gerais, interligação de dados e, recursos de supervisão e controle dos agentes. Requisitos para a supervisão e controle de equipamentos pertencentes à rede de operação, divididos em interligação de dados, informações requeridas para a supervisão do sistema elétrico, informações e telecomandos requeridos para o Controle Automático de Geração (CAG), telecomandos requeridos para o Controle Automático de Tensão (CAT), requisitos de qualidade de informação e, parametrizações. Requisitos para o sequenciamento de eventos (SOE), divididos em interligação de dados, informações requeridas para o sequenciamento de eventos e, requisitos de qualidade dos eventos. Requisitos de supervisão do agente proprietário de instalações (subestações) compartilhadas da rede de operação. Avaliação da disponibilidade e da qualidade dos recursos de supervisão e controle, divididos em item geral, conceito de indisponibilidade de recursos de supervisão e controle, conceito de qualidade dos recursos de supervisão e controle e, indicadores. Requisitos de atualização das bases de dados dos sistemas de supervisão e controle do ONS, divididos em requisitos para cadastramento dos equipamentos e, requisitos para teste de conectividade da(s) interconexão(ões) e testes ponto a ponto. 8.2. REQUISITOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES 8.2.1. REQUISITOS GERAIS Atender item 6.1 do submódulo 2.7 Revisão 2.0 8.2.2. INTERLIGAÇÃO DE DADOS Atender item 6.2 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.2.3. RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES Atender item 6.3 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.3. REQUISITOS PARA A SUPERVISÃO E CONTROLE DE EQUIPAMENTOS PERTENCENTES À REDE DE OPERAÇÃO VOL. III - Fl. 38 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Este item define os requisitos de supervisão e controle necessários às funções de supervisão e controle do ONS, aplicáveis aos equipamentos pertencentes à rede de operação. Os requisitos necessários à função de sequenciamento de eventos são objetos de um item à parte. 8.3.1. INTERLIGAÇÃO DE DADOS Atender item 7.2 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.3.2. INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA A SUPERVISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO Atender item 7.3 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.3.3. INFORMAÇÕES E TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE GERAÇÃO (CAG) Atender item 7.4 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.3.4. TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE TENSÃO Atender item 7.7 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.3.5. REQUISITOS DE QUALIDADE DA INFORMAÇÃO Atender item 7.8 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.4. REQUISITOS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS 8.4.1. INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS Atender item 8.2 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.4.2. REQUISITOS DE QUALIDADE DOS EVENTOS Atender item 8.3 do submódulo 2.7 Revisão 2.0 8.5. ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS A supervisão e controle é um dos pilares da operação em tempo real do sistema elétrico, estando hoje na região de Castanhal, Vila do Conde e Tomé-Açu, estruturada em um sistema hierárquico com sistemas de supervisão e controle instalados em 2 Centros de Operação do ONS, quais sejam: Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste – COSR-NCO; Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico - CNOS. Esta estrutura é apresentada de forma simplificada, para fins meramente ilustrativos, na figura a seguir, sendo que a TRANSMISSORA deverá prover as interconexões de dados entre o Centro de Operação do ONS (exceto o CNOS) e cada um dos sistemas de supervisão das subestações envolvidas, devidamente integrados aos existentes. A interconexão de dados com o Centro do ONS se dá através de dois sistemas de aquisição de dados, sendo um local (SAL) e outro remoto (SAR). SAL e SAR são sistemas de aquisição de dados (front-ends) do ONS que operam numa arquitetura de alta disponibilidade, sendo o (SAL) localizado no centro de operação de propriedade do ONS (COSR-NCO), e o outro (SAR), localizado em outra instalação designada pelo ONS. VOL. III - Fl. 39 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Figura .8.5.1 – Arquitetura de interconexão com o ONS. Observa-se na figura acima que a interconexão com o Centro do ONS se dá através das seguintes interligações de dados: Interconexão com o Centro Regional de Operação Norte Centro-Oeste (COSR-NCO), para o atendimento aos requisitos de supervisão e controle dos equipamentos das linhas de transmissão e subestações objeto deste leilão, através de dois sistemas de aquisição de dados, um local (SAL) e outro remoto (SAR). Alternativamente, a critério da TRANSMISSORA, a interconexão com os Centros do ONS poderá se dar por meio de um centro de operação próprio da TRANSMISSORA ou contratado de VOL. III - Fl. 40 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU terceiros, desde que sejam atendidos os requisitos descritos para supervisão e controle e telecomunicações. Neste edital, este centro é genericamente chamado de “Concentrador de Dados”. Neste caso, a estrutura dos centros apresentada na figura anterior seria alterada com a inserção do concentrador de dados num nível hierárquico situado entre as instalações e os COSRNCO do ONS e, portanto, incluído no objeto desta licitação. A figura a seguir ilustra uma possível configuração. Figura 8.5.2 – Arquitetura alternativa de interconexão com o ONS. 8.6. ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO. Na implantação da nova Subestação 230/138 kV Tomé-Açu decorrente do seccionamento da Linha de Transmissão 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3, com a inclusão de novas entradas de linha, deve-se adequar os sistemas de supervisão das entradas de linha existentes, referentes à linha seccionada, nas subestações Vila do Conde e Miltônia 3, conforme requisitos apresentados no subitem “Requisitos para a Supervisão e Controle de Equipamentos Pertencentes à Rede de VOL. III - Fl. 41 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Operação”. Todos os equipamentos a serem instalados devem ser supervisionados segundo a filosofia adotada pela Eletronorte, na SE Vila do Conde, e pela Hydro, na SE Miltônia 3, devendo esta supervisão ser devidamente integrada aos sistemas de supervisão e controle já instalados nestas subestações. Adicionalmente, o agente de transmissão concessionário da nova instalação deve prover aos centros de operação da Eletronorte e da Hydro, responsáveis pela operação e manutenção da LT seccionada, a supervisão remota referente à entrada da LT na nova subestação, conforme requisitos apresentados no subitem “Requisitos para a Supervisão e Controle de Equipamentos Pertencentes à Rede de Operação”. 8.7. REQUISITOS DE SUPERVISÃO PELO AGENTE CONCESSIONÁRIO DA(S) INSTALAÇÃO(ÕES) (SUBESTAÇÃO(ÕES)) COMPARTILHADA(S) DA REDE DE OPERAÇÃO. Atender item 11 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.8. AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE E DA QUALIDADE DOS RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE Atender item 12 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. 8.9. REQUISITOS PARA A ATUALIZAÇÃO DE BASES DE DADOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE Atender item 13 do submódulo 2.7 Revisão 2.0. VOL. III - Fl. 42 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 9. REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES 9.1. REQUISITOS GERAIS Atender item 7.1 do SM 2.6 revisão 2.0 9.2. REQUISITOS FUNCIONAIS Atender item 7.2 do SM 2.6 revisão 2.0 9.3. REQUISITOS DA REDE DE COLETA DE REGISTROS DE PERTURBAÇÕES PELOS AGENTES Atender item 7.3 do SM 2.6 revisão 2.0 9.4. REQUISITOS MÍNIMOS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES 9.4.1. TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV Não se aplica 9.4.2. TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL INFERIOR A 345 KV Atender item 7.4.2 do SM 2.6 revisão 2.0 9.4.3. BARRAMENTOS Atender item 7.4.3 do SM 2.6 revisão 2.0. 9.4.4. TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL É IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV Não se aplica 9.4.5. TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL É INFERIOR A 345 KV Atender item 7.4.5 do SM 2.6 revisão 2.0 9.4.6. REATORES EM DERIVAÇÃO. Não se aplica 9.4.7. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE Não se aplica 9.4.8. COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS (CER) Não se aplica 9.4.9. BANCOS DE CAPACITORES EM DERIVAÇÃO Não se aplica 9.4.10. COMPENSADORES SÍNCRONOS Não se aplica VOL. III - Fl. 43 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 10. REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES 10.1. REQUISITOS GERAIS Os sistemas de telecomunicações das linhas de transmissão e subestações, integrantes deste lote, devem atender aos sistemas de comunicação de voz operativa e administrativa, teleproteção, supervisão e controle elétrico, supervisão de telecomunicações, controle de emergência, medição, faturamento e manutenção da linha de transmissão de energia elétrica, entre as subestações de energia elétrica envolvidas e destas aos centros de operação do sistema elétrico envolvidos. 10.1.1. DISPONIBILIDADE Atender item 4.1 do SM 13.2 Revisão 2.0 10.1.2. QUALIDADE Atender item 4.2 do SM 13.2 Revisão 2.0 a. Sistema de Teleproteção Para o sistema de teleproteção também devem ser seguidos os requisitos das normas IEC 834-1, IEC 870-5 e IEC 870-6 onde aplicável. 10.1.3. REQUISITOS DE CONFIGURAÇÃO DE VOZ E DE DADOS. Atender item 4.3 do SM 13.2 Revisão 2.0 10.1.4. SISTEMA DE ENERGIA O sistema de energia para todos os equipamentos de telecomunicações fornecidos deverá ter as seguintes características: 10.1.5. Unidade de supervisão e, no mínimo, duas unidades de retificação. Dois bancos de baterias. Em caso de falta de alimentação CA, cada banco de bateria deve ter autonomia de no mínimo 10 (dez) horas, para atender à carga total dos equipamentos de telecomunicação da subestação. No caso de utilização de baterias do tipo chumbo-ácido, os bancos de baterias deverão estar acondicionados em ambiente especial, isolado das demais instalações e com sistema de exaustão de gases. As unidades de retificação deverão ter a capacidade de alimentar, simultaneamente, o banco de baterias em carga e todos os equipamentos de telecomunicações. O sistema de energia deverá estar dimensionado para uma carga adicional de pelo menos 30%. SUPERVISÃO Os equipamentos de telecomunicações devem ser supervisionados local e remotamente. Os alarmes e eventuais medidas analógicas deverão ser apresentados nas instalações onde se encontram os equipamentos e também permitir a transmissão para um Centro de Supervisão remoto. VOL. III - Fl. 44 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Os equipamentos digitais devem permitir remotamente o gerenciamento, diagnóstico e parametrização. 10.1.6. INFRAESTRUTURA A TRANSMISSORA será responsável pela total operacionalização dos sistemas de comunicações devendo ser prevista toda a infraestrutura necessária para implantação do sistema de telecomunicações, tais como: edificações, alimentação de corrente contínua, aterramento, bem como qualquer outra infraestrutura que se identificar necessária para o pleno funcionamento do sistema de telecomunicações. 10.1.7. ÍNDICES DE QUALIDADE A TRANSMISSORA será responsável pela manutenção dos índices de qualidade e de disponibilidade dos serviços de comunicação de dados e voz que se interligam com o ONS e os demais agentes envolvidos, tais como, àquele(s) proprietário(s) de ativos de função transmissão localizados na(s) subestação(ões) deste lote e os demais que se interliguem, por meio de linha(s) de transmissão ou outro equipamento de função transmissão, com a(s) subestação(ões) deste lote. Em caso de indisponibilidade programada de quaisquer serviços de comunicação de dados ou de voz de interesse do ONS e/ou dos demais agentes interligados, a TRANSMISSORA deve manter entendimentos com o ONS e/ou os Centros de Operação das demais concessionárias que detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote, a fim de obter a aprovação da solicitação de realização do serviço, para a data e horário convenientes. 10.1.8. CONTATO TÉCNICO A TRANSMISSORA deverá indicar um contato técnico para tratar dos assuntos relacionados a telecomunicações com o ONS e os demais agentes interligados. 10.2. REQUISITOS TÉCNICOS DOS CANAIS PARA TELEPROTEÇÃO Atender item 8.1 do SM 2.6 revisão 2.0 10.3. TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV Atender item 8.2 do SM 2.6 revisão 2.0 10.4. TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO DE 230 E 138 KV Atender item 8.3 do SM 2.6 revisão 2.0 10.5. REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE VOZ A TRANSMISSORA deve prover serviços de telefonia para comunicação de voz, full duplex, com sinalização sonora e visual para comunicação operativa do sistema elétrico em tempo real. 10.5.1. ENTRE SUBESTAÇÕES ADJACENTES VOL. III - Fl. 45 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 10.5.2. (a) Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe B. (b) Serviço de telefonia para comunicação de voz, podendo ser discado via sistema de telefonia comutada e apresentando, no mínimo, Classe C. COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL Se a TRANSMISSORA optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado para atendimento às subestações envolvidas, deverão ser previstos: (a) (b) Entre o Centro de Operação Local e as subestações envolvidas Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe B. Serviço de telefonia para comunicação de voz, podendo ser discado via sistema de telefonia comutada e apresentando, no mínimo, Classe C. Entre o Centro de Operação Local e os Centros de Operação das demais concessionárias que detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote. (c) Entre o Centro de Operação Local e o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS, responsável(is) pela operação da região de instalação do empreendimento: 10.5.3. Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. Em decorrência da alta disponibilidade exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes. Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. O serviço Classe A, com o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS, deve ser prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes. SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL Se a TRANSMISSORA não optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado para atendimento às subestações envolvidas, deverão ser previstos: (a) Entre cada uma das subestações e os respectivos Centros de Operação das demais concessionárias que detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote: (b) Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. Em decorrência da alta disponibilidade exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes. Entre cada uma das subestações envolvidas e o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS, responsável(is) pela operação da região de instalação do empreendimento: VOL. III - Fl. 46 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 10.5.4. Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. O serviço Classe A, com o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS, deve ser prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes. OUTROS Adicionalmente, deverá ser fornecido um sistema de comunicação móvel (comunicação de voz) que possa cobrir toda a extensão das linhas de transmissão e as subestações envolvidas, para apoio às equipes de manutenção em campo. Para comunicação com o(s) centro(s) de operação do ONS, responsável(is) pela operação da região de instalação do empreendimento, e Centros de Operação das demais concessionárias que detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote, a TRANSMISSORA deve dispor de serviço de telefonia comutada Classe C, no mínimo, em seu centro de operação local próprio ou contratado para suporte às atividades das áreas de normatização, pré-operação, pós-operação e apoio e coordenação dos serviços de telecomunicações. Para comunicação com o escritório central do ONS, a TRANSMISSORA deve dispor de serviço de telefonia comutada Classe C, no mínimo, em seu centro de operação local próprio ou contratado para suporte às atividades das áreas de planejamento e programação da operação. 10.6. REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS Os serviços de comunicação de dados abaixo especificados devem ser dimensionados (quantidade de canais, velocidade, uso de rotas alternativas, etc.) de forma a suportar o carregamento imposto pela transferência das informações especificadas e apresentar a disponibilidade e qualidade conforme descrito neste edital. Cada circuito de comunicação de dados é formado pelo respectivo canal de dados e associado às interfaces necessárias para permitir a comunicação de dados entre dois pontos. 10.6.1. SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA SUPERVISÃO E CONTROLE Para a supervisão e controle pelo ONS e agentes interligados, deverão ser fornecidos os seguintes serviços de comunicação de dados e atendendo a Classe A. Em decorrência da alta disponibilidade exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes. 10.6.2. COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL Se a TRANSMISSORA optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado, devem ser previstos os seguintes serviços de comunicação de dados: (a) Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e as subestações envolvidas. (b) Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e os computadores de comunicação dos Centros de Operação dos agentes Interligados. (c) Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e o computador de comunicação do(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS responsável(is) pela VOL. III - Fl. 47 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU operação da região de instalação do empreendimento. O serviço Classe A com o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS deve ser prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes. 10.6.3. SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL Se a TRANSMISSORA não optar pelo uso de um Centro de Operação Local, devem ser previstos os seguintes serviços de comunicação de dados: Entre cada subestação envolvida e o computador de comunicação do Centro de Operação do agente Interligado correspondente. Entre cada subestação envolvida e o computador de comunicação do Centro Regional de Operação do ONS. O serviço Classe A com o Centro Regional de Operação do ONS deve ser prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes. Os serviços acima deverão ser independentes de qualquer outro serviço de comunicação de dados. 10.6.4. RECURSOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA A REDE DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES Para a aquisição de dados de registro de perturbação devem ser previstos dois ramais telefônicos DDR (discagem direta ao ramal) e ligados a modem para conexão ao Concentrador Central de Dados de Registro de Perturbações da TRANSMISSORA ou diretamente aos RDP localizados nas subestações envolvidas, para acesso pelo ONS ou outros Agentes autorizados. Soluções alternativas que permitam o acesso via rede de dados poderão ser admitidas, uma vez assegurado, no mínimo, os mesmos índices de desempenho atribuídos aos circuitos acima especificados. 10.6.5. OUTROS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS Para suporte às atividades de normatização, pré-operação, pós-operação, planejamento da operação, programação da operação, administração de serviços e encargos da transmissão e demais sistemas de apoio disponibilizados pelo ONS para os agentes, a TRANSMISSORA deve dispor de meio de acesso à Internet, dimensionado de forma a suportar o carregamento imposto pelo conjunto dessas atividades, através de serviço de comunicação de dados Classe B. Soluções alternativas que permitam a comunicação via outros tipos de redes de dados poderão ser admitidas, uma vez assegurado, no mínimo, os mesmos índices de desempenho atribuídos aos serviços acima especificados. VOL. III - Fl. 48 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 11. DEMONSTRAÇÃO DA CONFORMIDADE DOS EQUIPAMENTOS AOS REQUISITOS DESTE ANEXO TÉCNICO Seja qual for a configuração proposta, básica ou alternativa, a TRANSMISSORA deve realizar, no mínimo, os seguintes estudos: Fluxo de potência, rejeição de carga e energização na frequência fundamental. Estudos de curto – circuito. Estudos de fluxo de potência nos barramentos das subestações. Estudos de transitórios de religamento tripolar e rejeição de carga. Estudos de religamento monopolar de linhas de transmissão. Estudos de transitórios de energização de linhas de transmissão e de transformadores. Estudos de tensão de restabelecimento transitória (TRT) dos disjuntores. Estudo de coordenação de isolamento das subestações. Esses estudos devem demonstrar o atendimento ao estabelecido no documento de critérios da EPE, nos relatórios de estudos indicados no subitem 13.1, e aos critérios e requisitos estabelecidos nesse item. A TRANSMISSORA deve certificar-se de que os parâmetros das linhas a serem avaliados pelos estudos de transitórios eletromagnéticos são aqueles definidos pelos estudos de coordenação de isolamento das linhas elaborados pela TRANSMISSORA. Ressalta-se que a TRANSMISSORA deve analisar o empreendimento para o ano de entrada em operação, utilizando a base de dados disponibilizada pelo ONS em sua página na internet, www.ons.org.br. Para estudos no horizonte do planejamento, a base de dados disponibilizada pela EPE em sua página na internet, www.epe.gov.br. Os estudos de transitórios eletromagnéticos deverão ser desenvolvidos na ferramenta ATP (Alternative Transients Program). A TRANSMISSORA deverá disponibilizar à ANEEL os casos base de cada um desses estudos, no formato do programa ATP, em meio digital, para fins de registro na base de dados de estudos. A especificação do conjunto das características elétricas básicas dos diversos equipamentos integrantes deste empreendimento deverá levar em conta os resultados dos estudos supra mencionados. 11.1. TENSÃO OPERATIVA A tensão eficaz entre fases de todas as barras do sistema interligado, em todas as situações de intercâmbio e cenários avaliados, deve situar-se na faixa de valores listados na Tabela 11.1.1, que se refere às condições operativas normal (regime permanente) e de emergência (contingências simples em regime permanente nos estudos que definiram a configuração básica ou alternativa). VOL. III - Fl. 49 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU TABELA 11.1.1 – TENSÃO EFICAZ ENTRE FASES ADMISSÍVEL (KV) Tensão nominal Condição operativa Condição operativa de emergência (kV) do sistema (kV) normal (kV) 69 66 a 72,5 62 a 72,5 230 218 a 242 207 a 242 345 328 a 362 311 a 362 500 ou 525 500 a 550 475 a 550 Notas: Na análise de contingências devem ser observados: Os limites de tensão identificados como condição operativa normal na Tabela 11.1.1, nas barras de conexão à rede básica de agentes de distribuição e de consumidores livres ou potencialmente livres. Os limites de tensão identificados como condição operativa de emergência na Tabela 11.1.1, nas demais barras da rede básica. 11.2. SOBRETENSÃO ADMISSÍVEL PARA ESTUDOS A 60 HZ A máxima tensão em regimes permanente e dinâmico na extremidade das linhas de transmissão após manobra (energização, religamento tripolar e rejeição de carga) deve ser compatível com a suportabilidade dos equipamentos das subestações terminais, dos isolamentos das linhas e das torres de transmissão. A tensão dinâmica (tensão eficaz entre fases no instante imediatamente posterior à manobra dos disjuntores) e a tensão sustentada (tensão eficaz entre fases nos instantes subsequentes) devem situar-se dentro dos limites constantes da Tabela 11.2.1 abaixo. Tabela 11.2.1 – Sobretensões eficazes entre fases máximas admissíveis na extremidade das linhas de transmissão após manobra (kV) (kV) 138 230 345 440 500 ou 525 Tensão dinâmica máxima sem elementos saturáveis (kV) 203 339 507 645 770 765 1120 Tensão nominal de operação Tensão dinâmica máxima com elementos saturáveis Máxima tensão sustentada em vazio (kV) 193 322 483 616 735 (kV) 152 253 380(1) / 398 (2) 484(1) / 506 (2) 575(1) / 600 (2) 1070 800 VOL. III - Fl. 50 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU (1) Tensão máxima em regime permanente contínuo (2) Tensão máxima por 1 hora em terminal em vazio de linha de transmissão após manobra 11.3. CRITERIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS A 60 HZ 11.3.1. ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA Devem ser avaliados os níveis de tensão nos barramentos e os carregamentos nas linhas, transformadores e demais componentes da rede de transmissão, para múltiplas condições de carga (mínima, leve, média e máxima), de topologia e de despacho de geração. Devem abranger, além da condição operativa normal, a análise de contingências de linhas, transformadores e outros equipamentos do sistema elétrico, com o objetivo de se definirem ações para que o SIN opere sem perda de carga e sem violações inadmissíveis dos limites de tensão e de carregamento. Caso faça parte do empreendimento a inclusão de novos transformadores, deve ser demonstrado pela Transmissora que a faixa de tapes especificada é adequada para o controle de tensão da região em análise. Estes estudos de fluxo de potência devem ser efetuados com a principal finalidade de comprovar que a entrada em operação das novas instalações de transmissão, na configuração efetivamente disponível em sua entrada em operação e durante o horizonte operativo (até o último ano do Plano de Ampliação e Reforços vigente), não importará em restrições a operação da rede. Os estudos deverão também identificar a eventual necessidade de compensação reativa adicional. Por fim, tendo em vista a característica de dimensionamento de equipamentos dos estudos apresentados na fase do projeto básico, algumas investigações no horizonte do planejamento poderão vir a ser necessárias, como por exemplo, identificar as tensões máximas, em regime permanente, as quais ficarão sujeitos os equipamentos situados na conexão do banco de capacitores série a linha ou a subestação. 11.3.2. ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO Os estudos de energização visam definir as estratégias a serem adotadas nas manobras programadas de forma a evitar a ocorrência de sobretensões acima da suportabilidade dos equipamentos associados à manobra programada. Devem também identificar se a compensação reativa fixa é adequada à manobra de energização da linha associada. Devem ser consideradas as seguintes premissas: Adotar configurações que resultem nas solicitações mais severas para o sistema analisado, com o menor número de unidades geradoras sincronizadas (menor potência de curto-circuito a montante da manobra). Adotar o status “em operação” para toda a compensação reativa indutiva fixa em derivação, existente no trecho a ser analisado. Adotar o status “fora de operação” para toda a compensação reativa indutiva manobrável em derivação, existente no trecho a ser analisado, verificando-se o efeito de ligar essa compensação, quando necessário. VOL. III - Fl. 51 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Adotar o status “disponível” para qualquer fonte controlada de potência reativa, como compensadores estáticos e/ou síncronos, verificando-se as consequências da indisponibilidade desses equipamentos, com o objetivo de liberar o maior número possível de configurações para a operação. As sobretensões no instante imediatamente após a manobra (t0+) não deverão ultrapassar os valores de Tensão Máxima com/sem elementos saturáveis da Tabela 11.2.1 (sobretensão dinâmica). A sobretensão sustentada não deverá ser superior ao limite máximo estabelecido na Tabela 11.1.1 (Tensão Eficaz entre fases Admissível), para a classe de tensão do empreendimento em análise. Devem ser apresentados, para cada configuração analisada, os valores de tensão nas barras de interesse para os instantes T0-, T0+ e no regime permanente posterior a manobra. 11.3.3. REJEIÇÃO DE CARGA Estes estudos de carga visam identificar a eventual existência de restrições à operação do sistema, de forma a não ocorrerem sobretensões acima da suportabilidade dos equipamentos como consequência da ocorrência de aberturas intempestivas em um dos terminais das linhas em análise. Devem ser consideradas as seguintes premissas: Adotar configurações que resultem nas solicitações mais severas para o sistema analisado, como, por exemplo, o maior fluxo possível na linha onde está sendo avaliada a rejeição associado a menor potência de curto-circuito a montante da abertura. Adotar o status “em operação” para toda a compensação reativa indutiva fixa em derivação, existente no trecho a ser analisado. Adotar o status “fora de operação” para toda a compensação reativa indutiva manobrável em derivação, existente no trecho a ser analisado, verificando-se o efeito de ligar essa compensação, quando necessário. Adotar o status “disponível” para qualquer fonte controlada de potência reativa, como compensadores estáticos e/ou síncronos, verificando-se as consequências da indisponibilidade desses equipamentos, com o objetivo de liberar o maior número possível de configurações para a operação. As sobretensões no instante imediatamente após a manobra (t0+) não deverão ultrapassar os valores de Tensão Máxima com/sem elementos saturáveis da Tabela 11.2.1 (sobretensão dinâmica). A sobretensão sustentada não deverá ser superior ao limite máximo estabelecido na Tabela 11.1.1 (Tensão Eficaz entre fases Admissível), para a classe de tensão do empreendimento em análise. Devem ser apresentados, para cada configuração analisada, os valores de tensão nas barras de interesse para os instantes T0-, T0+ e no regime permanente posterior a manobra. 11.3.4. ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA NOS BARRAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES Esses estudos têm por objetivo identificar as correntes máximas em regime permanente as quais estão sujeitos os barramentos (incluindo os vãos interligadores de barras) e os equipamentos das VOL. III - Fl. 52 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU subestações, de forma a prover os subsídios necessários à determinação da corrente nominal dos equipamentos e barramentos das subestações. Os seguintes aspectos devem ser levados em conta nas avaliações: Condições normal e emergência (n-1) de operação do sistema, com os valores máximos dos fluxos em linhas que se conectam às subestações em análise, tanto para o ano de entrada em operação como para o ano horizonte de planejamento. Condição degradada das subestações em análise, com indisponibilidade de um equipamento ou mesmo de um trecho do barramento, para as condições normal e emergência (n-1) do sistema. Evolução prevista da topologia da subestação. 11.4. CRITÉRIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS DE TRANSITÓRIOS DE MANOBRA 11.4.1. ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO A energização das linhas de transmissão deve ser viável em todos os cenários avaliados, atendido o critério de tensão em condições operativas normais definido na Tabela 11.1.1. Em particular, deve ser prevista a possibilidade de energização nos dois sentidos, considerando, inclusive, o sistema degradado, por conta de possíveis manobras de recomposição. Devem ser avaliadas energizações com e sem aplicação de defeito ao longo da linha, respeitandose o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms para a rede abaixo de 345 kV. Devem ser respeitadas as premissas, definidas nos estudos de coordenação de isolamento das linhas de transmissão, elaborados pela TRANSMISSORA, quanto às máximas tensões fase-terra e fase-fase admissíveis ao longo da LT. Os para-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia advinda da manobra de energização. Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos, elaborados pela TRANSMISSORA, devem levar em conta os resultados dos estudos em epigrafe, bem como as características dos equipamentos de controle de sobretensões considerados nestes estudos. 11.4.2. RELIGAMENTO TRIPOLAR DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO Deve ser prevista a possibilidade de religamento tripolar, por ambos os terminais, em todas as linhas de transmissão. Deve ser avaliado o religamento com aplicação de defeito ao longo da linha, respeitando-se o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms para a rede abaixo de 345 kV. Devem ser respeitadas as premissas, definidas nos estudos de coordenação de isolamento das linhas de transmissão, elaborados pela TRANSMISSORA, quanto às máximas tensões fase-terra e fase-fase admissíveis ao longo da LT. VOL. III - Fl. 53 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Os para-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia advinda da manobra de religamento tripolar. Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos, elaborados pela TRANSMISSORA, devem levar em conta os resultados dos estudos em epigrafe, bem como as características dos equipamentos de controle de sobretensões considerados nestes estudos. 11.4.3. RELIGAMENTO MONOPOLAR Deve ser prevista a possibilidade de religamento monopolar da linha de transmissão. Cabe à TRANSMISSORA a viabilização técnica do religamento monopolar, conforme o seguinte procedimento: Priorizar as soluções técnicas no sentido de garantir uma probabilidade adequada de sucesso na extinção do arco secundário em tempos inferiores a 500 ms, de acordo com o critério estabelecido no item 11.4.3 (a). Somente nos casos em que for demonstrada, por meio da apresentação de resultados de estudos, a inviabilidade técnica de atender tal requisito, a TRANSMISSORA poderá optar pela utilização do critério definido no item 11.4.3 (b), para tempos de extinção superiores a 500 ms. Quando só for possível a solução técnica para tempos mortos acima de 500 ms, devem ser avaliadas, pela TRANSMISSORA, as implicações de natureza dinâmica para a Rede Básica, advindas da necessidade de operar com tempos mortos mais elevados. A TRANSMISSORA deve evitar soluções que possam colocar em risco a segurança do sistema elétrico, tais como a utilização de chaves de aterramento rápido em terminais de linha adjacentes a unidades geradoras, onde a ocorrência de curtos-circuitos devidos ao mau funcionamento de equipamentos e sistemas de proteção e controle possa causar severos impactos à rede. Todos os equipamentos associados, tais como disjuntores, bem como a proteção, o controle e o nível de isolamento dos equipamentos, incluído o neutro de reatores em derivação, o espaço físico e demais facilidades necessárias ao religamento monopolar devem ser providos, de forma a permitir a sua implementação. (a) Critério com Tempo Morto de 500 ms A Figura 11.4.3.1 deve ser utilizada para a avaliação da probabilidade de sucesso da extinção do arco secundário. São considerados, como pontos de entrada, o valor eficaz do último pico da corrente de arco secundário (em Ampères) e o valor do primeiro pico da tensão de restabelecimento transitória (em kVp). Um religamento monopolar, para ser considerado como sendo de boa probabilidade de sucesso para faltas não mantidas, deve ser caracterizado pelo par de valores (V, I) localizado no interior da curva ilustrada na Figura 11.4.3.1. VOL. III - Fl. 54 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Primeiro Pico da TRV (kV) 200 150 Zona de Provável Extinção do Arco 100 50 0 0 10 20 30 40 50 60 Iarc(rms) Figura 11.4.3.1 – Curva de referência para análise da extinção da corrente de arco secundário, considerando-se tempo morto de 500 ms. A TRANSMISSORA deve dimensionar os seus equipamentos de forma a tentar obter uma corrente máxima de arco secundário de 50 A e com TRV, dentro da “zona provável de extinção”, o que indica uma probabilidade razoável de sucesso na extinção do arco secundário. A demonstração do atendimento deste critério deve ser oferecida pela TRANSMISSORA por meio de estudos de transitórios eletromagnéticos, considerando, inicialmente, a não utilização de quaisquer métodos de mitigação. Caso estas simulações demonstrem a improbabilidade da extinção dos arcos secundários dentro do tempo de 500 ms, novas simulações devem ser efetuadas, considerando a utilização de métodos de mitigação. Apenas no caso dessas novas simulações demonstrarem não ser possível atender o requisito da Figura 11.4.3.1, poderá a TRANSMISSORA optar pela utilização do critério definido no item 11.4.3 (b). (b) Critério com Tempo Morto superior a 500 ms Para avaliação do sucesso do religamento monopolar com tempo morto superior a 500 ms, deve ser considerada a curva de referência da Figura 11.4.3.2, que relaciona o tempo morto necessário para a extinção do arco secundário com o valor eficaz do último pico da corrente de arco, da forma proposta a seguir: A TRANSMISSORA deve refazer os estudos de transitórios de forma a viabilizar o menor valor possível de corrente de arco, utilizando, inicialmente, apenas os meios de mitigação convencionais. Caso estes não se mostrem suficientes, outros meios de VOL. III - Fl. 55 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU mitigação poderão ser considerados. Em qualquer caso, os tempos mortos a serem considerados nos ajustes para definição do tempo para religamento do disjuntor devem ser aqueles definidos pela curva da Figura 11.4.3.2 para a corrente encontrada; Nessa avaliação, devem ser consideradas, preferencialmente, soluções de engenharia que não demandem equipamentos que requeiram fabricação especial. Nos casos em que os tempos mortos definidos de acordo com a alínea a acima forem iguais ou superiores a 1,75 segundos, a TRANSMISSORA deve avaliar a viabilidade técnica da adoção de medidas de mitigação não usuais, tais como chaves de aterramento rápido, entre outras, procurando o menor tempo morto possível, sem exceder 1,75 segundos. Notas: Quando da adoção de chaves de aterramento rápido a extinção do arco pode ocorrer mesmo com correntes mais elevadas que as indicadas nesse critério. Nesse caso, a TRANSMISSORA deve demonstrar a extinção do arco, de forma independente da Figura 11.4.3.2. A adoção de solução que demande tempo morto superior a 500 ms fica condicionada à demonstração, pela TRANSMISSORA, por meio de estudos dinâmicos, que a mesma não compromete o desempenho do SIN. Figura 11.4.3.2 – Curva de referência - Tempo Morto para Extinção do Arco Secundário X Valor eficaz da Corrente de Arco Secundário, para tensões até 765 kV Os estudos de religamento monopolar têm por objetivo não apenas avaliar a extinção do arco secundário, mas também prover as informações necessárias ao correto dimensionamento do isolamento do neutro do reator de linha, nos casos em que for necessária a utilização de um reator de neutro. VOL. III - Fl. 56 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Dessa forma, deve também ser apresentada pela TRANSMISSORA a simulação no tempo (com o programa ATP), considerando toda a sequencia de eventos, com o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms para a rede abaixo de 345 kV. Para as linhas dotadas de reatores em derivação, incluindo-se eventuais reatores de neutro, deverá ser verificado o desempenho para a faixa de frequência dinâmica permissível para o sistema (56 Hz a 66 Hz) de forma a certificar que não haverá problemas de ressonância entre os reatores e a linha de transmissão durante o religamento monopolar. As simulações devem identificar as solicitações de dissipação de energia nos para-raios de linha e nos para-raios do reator de neutro, quando for o caso. Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos, elaborado pela TRANSMISSORA , deve levar em conta os resultados desses estudos. 11.4.4. REJEIÇÃO DE CARGA Devem ser atendidas sem violação dos critérios de desempenho as situações de rejeição de carga avaliadas para a configuração básica ou alternativa. Devem ser avaliadas rejeições com e sem aplicação de defeito monofásico ao longo da linha, respeitando-se o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms para a rede abaixo de 345 kV. Deve ser avaliada também a rejeição sem aplicação de falta prévia, com a ocorrência de curto circuito posterior à rejeição, no instante de máxima tensão. A TRANSMISSORA deverá avaliar a rejeição nos dois sentidos, com fluxos o mais próximo possível da capacidade da linha em análise, mesmo que os casos operativos indiquem fluxos mais baixos. Em caso de circuitos duplos deverá ser considerada a possibilidade de rejeição dupla em condições de fluxo máximo nos dois sentidos. Em todos os casos supra mencionados os para-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia resultante da rejeição de carga. Devem ser atendidas sem violação dos critérios de desempenho as situações de rejeição de carga avaliadas para a configuração básica ou alternativa. Devem ser avaliadas rejeições com e sem aplicação de defeito monofásico ao longo da linha, respeitando-se o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede de 500 kV e de 150 ms para a rede de 230 kV. Deve ser avaliada também a rejeição sem aplicação de falta prévia, com a ocorrência de curtocircuito posterior à rejeição, no instante de máxima tensão. A TRANSMISSORA deverá avaliar a rejeição em ambos os sentidos, com fluxos o mais próximo possível da capacidade da linha em análise, mesmo que os casos operativos indiquem fluxos mais baixos. Em caso de circuitos duplos deverá ser considerada a possibilidade de rejeição de ambos circuitos em condições de fluxo máximo nos dois sentidos. Em todos os casos supra mencionados os para-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia resultante da rejeição de carga. VOL. III - Fl. 57 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 11.4.5. ESTUDOS DE TENSÃO DE RESTABELECIMENTO TRANSITÓRIA (TRT) Esses estudos transitórios têm por objetivo quantificar as solicitações as quais estarão sujeitos os diversos disjuntores integrantes deste empreendimento. Compreendem as avaliações de TRT as seguintes condições de manobra: 11.4.6. Abertura de defeito terminal trifásico à terra e trifásico não aterrado, sendo o ponto de aplicação da falta no barramento ou saída de linha. Abertura de defeito terminal monofásico sendo o ponto de aplicação da falta no barramento ou saída de linha. Abertura de defeito quilométrico. ESTUDOS DE ENERGIZAÇÃO DE TRANSFORMADORES Esses estudos têm por objetivo identificar as solicitações de corrente e tensão impostas à rede e aos equipamentos próximos pela manobra de energização dos transformadores. Devem ainda demonstrar que os transformadores podem ser energizados em situações de rede completa e degradada, pelos seus dois terminais e para toda a faixa de tensão operativa. Estão incluídas neste escopo as situações de recomposição de rede. Os estudos compreendem avaliações de energização em vazio, com e sem falta aplicada, considerando os recursos de controle de sobretensões disponíveis, tais como, disjuntores com resistores de pré-inserção e/ou dispositivos de manobra controlada. Deve ser levado em conta o fluxo residual do transformador. Devem ser avaliados também o montante de energia a ser absorvido pelos para-raios do transformador e a necessidade de utilização dos mecanismos de controle de sobretensões supramencionados, bem como as correntes inrush. Para a realização desses estudos, os transformadores devem ser modelados considerando a sua curva de saturação e a impedância especificada no documento da TRANSMISSORA que define as características elétricas básicas dos equipamentos principais do empreendimento. No caso de indisponibilidade da curva de saturação real do equipamento, poderá ser utilizada curva típica, desde que sejam feitas parametrizações quanto ao joelho e à reatância de núcleo de ar, alterandose esses valores no sentido de verificar os seus efeitos sobre os resultados dos estudos. 11.4.7. ESTUDOS DE MANOBRA DE BANCOS DE CAPACITORES Não se aplica. 11.4.8. MANOBRAS DE FECHAMENTO E ABERTURA DE SECCIONADORES E SECCIONADORES DE ATERRAMENTO As manobras de fechamento e abertura de seccionadores e de seccionadores de aterramento devem considerar as condições mais severas de tensões induzidas de linhas de transmissão existentes em paralelo, incluindo carregamento máximo e situações de ressonância. Deverão ser avaliadas, sem considerar a aplicação de medidas operativas, os efeitos de eventuais induções ressonantes provocadas pela linha de transmissão objeto dessa licitação sobre outras linhas de transmissão existentes. 11.5. OUTROS ESTUDOS VOL. III - Fl. 58 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 11.5.1. CAMPOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº398, de 23 de março de 2010. 11.5.2. ESTUDOS DE RESSONÂNCIA SUBSÍNCRONA Não se aplica. 11.5.3. ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DOS COMPENSADORES ESTÁTICOS Não se aplica. 11.5.4. ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DA COMPENSAÇÃO SÉRIE Não se aplica. 12. REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO Não se aplica. VOL. III - Fl. 59 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 13. DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO Os relatórios de Estudos de Engenharia e Planejamento elaborados pela EPE e os documentos elaborados pela Eletronorte, Hydro e ERTE para as linhas de transmissão e para as subestações interligadas estão relacionados a seguir. Estes relatórios e documentos são partes integrantes do ANEXO 6G devendo suas recomendações ser consideradas pela TRANSMISSORA no desenvolvimento dos seus projetos para implantação das instalações, exceto quando disposto de forma diferente no Edital, incluindo este Anexo 6A. 13.1. RELATÓRIOS DE ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO 13.1.1. ESTUDOS (RELATÓRIOS R1 E R2) DOCUMENTO Nº EMPRESA EPE-DEE-DEA-RE-001/2013-rev0 EPE-DEE-RE-041/2012-rev0 ERTE-CST-2104 RE-EPPT-1.002/13 13.1.2. ESTUDOS PARA A LICITAÇÃO DA EXPANSÃO DA TRANSMISSÃO - ANÁLISE TÉCNICO-ECONÔMICA DE ALTERNATIVAS: RELATÓRIO R1 - Suprimento às Regiões Metropolitana de Belém e Nordeste do Pará, 23 de janeiro de 2013. ESTUDOS ASSOCIADOS AO PLANO DECENAL DE EXPANSÃO DE ENERGIA - Estudo de Suprimento às Cargas das Regiões de Paragominas e Tomé Açu 2015-2029, 5 de junho de 2012. RELATÓRIO R2 - SUBESTAÇÃO CASTANHAL 230 Kv, 23 de março de 2013. RELATÓRIO R2 - SE Tomé-Açu 230/138 kV - 2x100MVA, Seccionamento da LT 230 kV Vila do Conde / Miltônia e LT 230 kV Vila do Conde / ToméAçu - C2, 8 de abril de 2013. MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO (RELATÓRIOS R3) A TRANSMISSORA deve implantar as instalações de transmissão deste LOTE G, observando a legislação e os requisitos ambientais aplicáveis. Nº EMPRESA RELATÓRIO S/Nº EEMT_RE_004/2013 DOCUMENTO Relatório R3 - CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE SOCIOAMBIENTAL - Ampliação da SE Castanhal 230 kV, 28 de fevereiro de 2013. Relatório R3 - CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE SOCIOAMBIENTAL - SE TOME-AÇU 230/138 kV (nova), SECCIONAMENTO DA LT 230 kV VILA DO CONDE / MILTÔNIA na futura SE TOME-AÇU e LT 230 kV VILA DO CONDE / TOMEAÇU - C2, 12 de abril de 2013. VOL. III - Fl. 60 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 13.1.3. CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES (RELATÓRIOS R4) Nº EMPRESA ERTE-CST-2103 2787-1-130411 EET_R4_NNE TMA_001-2013 EET_R4_NNE VDC_001-2013 DOCUMENTO Relatório R4 – SUBESTAÇÃO CASTANHAL 230 kV CARACTERÍSTICAS E REQUISITOS BÁSICOS DAS INSTALAÇÕES, 18 de março de 2013. Relatório R4 - Caracterização da Rede Existente SUBESTAÇÃO MILTÔNIA III, 27 de março de 2013. Relatório R4 - Caracterização da Rede Existente SUBESTAÇÃO TOMÉ-AÇU – 230/138/34,5 kV, 8 de abril de 2013. Relatório R4 - Caracterização da Rede Existente – SUBESTAÇÃO VILA DO CONDE 500/230/69/13,8 kV, 10 de abril de 2013. VOL. III - Fl. 61 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 14. DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS Conforme previsto no Edital e para fins de verificação da conformidade com os requisitos técnicos exigidos, a TRANSMISSORA deve apresentar à ANEEL para liberação o Projeto Básico das instalações deste lote. A TRANSMISSORA deve entregar 2 cópias de toda documentação do Projeto Básico em papel e em meio magnético ou ótico. 14.1. ESTUDOS DE SISTEMA E ENGENHARIA A TRANSMISSORA deve apresentar os relatórios dos estudos apresentados no item 11. Estudos de regime permanente Estudos de transitórios eletromagnéticos Modelagem da rede Energização de linhas de transmissão Religamento monopolar Energização de transformadores Rejeição de carga Tensão de restabelecimento transitória Curto-circuito terminal Curto-circuito quilométrico Tensões e correntes induzidas em lâminas de terra de seccionadoras Coordenação de isolamento Integração dos estudos de manobra e de coordenação de isolamento das estruturas da LT Outros estudos 14.2. Estudo de fluxo de carga Estudos de rejeição de carga Estudos de energização de linhas Estudos de curto-circuito Estudos de fluxo de potência em barramentos Campos elétricos magnéticos. PROJETO BÁSICO DAS SUBESTAÇÕES Os documentos de projeto básico da subestação devem incluir: Relação de normas técnicas oficiais utilizadas. Critérios de projeto para as obras civis, projeto eletromecânico, sistemas de proteção, comando, supervisão e telecomunicações, instalações de blindagem e aterramento, inclusive premissas adotadas. Desenho de locação das instalações. Diagrama unifilar simplificado. Diagrama unifilar de proteção, medição e controle. VOL. III - Fl. 62 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 14.3. Desenho de arquitetura das construções: plantas, cortes e fachadas. Arranjo geral dos pátios: planta e cortes típicos. Arranjo dos sistemas de blindagem e aterramento. Características técnicas dos equipamentos (reator, transformador, seccionadoras, TC, TP, banco de capacitores, unidades de compensação série, CE, para-raios, bobina de bloqueio etc.). Descrição dos sistemas previstos para proteção, comando, supervisão e telecomunicações, inclusive diagramas esquemáticos. Descrição dos sistemas auxiliares, inclusive diagramas esquemáticos e folha de dados técnicos de equipamentos e materiais principais. Capacidade de corrente dos barramentos. Alimentação dos serviços auxiliares em corrente contínua 125 Vcc Alimentação dos Serviços auxiliares em corrente alternada 13,8 kV PROJETO BÁSICO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO Os documentos de projeto básico das linhas de transmissão devem apresentar: Parâmetros elétricos da linha de transmissão Capacidade de corrente dos cabos para-raios Distâncias de segurança Perdas Joule nos cabos Desequilíbrio Coordenação de isolamento Isolamento à tensão máxima operativa Isolamento a manobras Desempenho a descargas atmosféricas Emissão eletromagnética Corona visual Rádio-interferência Ruído audível Campo elétrico Campo magnético Cargas mecânicas sobre os cabos Cargas mecânicas sobre as estruturas Memória de cálculo dos suportes Fadiga mecânica dos cabos Requisitos para cantoneiras das torres de transmissão VOL. III - Fl. 63 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 14.4. Fundações Série de estruturas Planta do traçado das linhas Informações sobre cruzamentos com outras LTs da Rede Básica Informações sobre grandes travessias de rio Projeto do seccionamento de LTs da Rede Básica PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES Os documentos de projeto básico de telecomunicação devem apresentar: 14.5. Descrição sumária dos sistemas de telecomunicações. Descrição sumária do sistema de energia (alimentação elétrica). Diagramas de configuração dos sistemas de telecomunicações. Diagramas de configuração do sistema de energia. Diagramas de canalização. Comentários sobre as alternativas de provedores de telecomunicações prováveis e sistemas propostos. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE Os documentos de projeto básico de supervisão e controle devem apresentar: 14.6. Sistema de supervisão e controle das instalações Requisitos gerais Interligação de dados Dimensionamento dos sistemas utilizados Elenco de informações a serem supervisionadas Sistema de supervisão pelos agentes proprietários das subestações Sistema de supervisão pelo ONS Requisitos básicos para a supervisão dos equipamentos Arquitetura da interconexão com o ONS Requisitos para o cadastramento dos equipamentos Disponibilidade e avaliação de qualidade Sistema para teste de conectividade da(s) interconexão(ões) PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO Os documentos de projeto básico de proteção devem apresentar: Sistema de proteção da linha de transmissão VOL. III - Fl. 64 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU Esquemas de proteção utilizados Esquemas de religamento Geral Religamento tripolar Religamento monopolar Relés verificadores de sincronismo Sistema de proteção de transformador Esquemas de proteção utilizados Sincronização manual Lado de alta tensão Lado de baixa tensão 14.7. Sistema de proteção de barramentos Sistema de proteção de reatores shunt Sistema de proteção de bancos de capacitores em derivação Sistema de proteção de bancos de capacitores série Sistema de proteção para falha de disjuntor Sistema de proteção de compensador estático Sistemas Especiais de Proteção PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE OSCILOGRAFIA DIGITAL Os documentos de projeto básico de oscilografia digital devem apresentar: 14.8. Descrição funcional Disparo do registrador digital de perturbações Sincronização de tempo Requisitos de compatibilidade eletromagnética Características dos sinais de entrada e saída Capacidade de registro de ocorrências Requisitos de comunicação Requisitos mínimos de registro PLANILHAS DE DADOS DO PROJETO A TRANSMISSORA deverá fornecer na apresentação do Projeto as planilhas disponíveis no CD “Planilhas de Dados do Projeto” preenchidas com dados requeridos, no que couber, do empreendimento em licitação. 15. CRONOGRAMA VOL. III - Fl. 65 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU A TRANSMISSORA deve apresentar cronograma de implantação das instalações de transmissão pertencentes a sua concessão, conforme modelos apresentados nas tabelas A e B deste ANEXO 6G, com a indicação de marcos intermediários para as seguintes atividades, não se restringindo a essas: licenciamento ambiental, projeto básico, topografia, instalações de canteiro, fundações, montagem de torres, lançamento dos cabos condutores e instalações de equipamentos, obras civis e montagens das instalações de Transmissão e das Subestações, e comissionamento, que permitam aferir, mensalmente, o progresso das obras e assegurar a entrada em OPERAÇÃO COMERCIAL no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses. A ANEEL poderá solicitar a qualquer tempo a inclusão de outras atividades no cronograma. A TRANSMISSORA deve apresentar mensalmente, à fiscalização da ANEEL, Relatório do andamento da implantação das instalações de transmissão, em meio ótico e papel. VOL. III - Fl. 66 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 15.1. CRONOGRAMA FÍSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABEL A) NOME DA EMPRESA: LINHA DE TRANSMISSÃO: DATA: No DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA IMPLANTAÇÃO 1 PROJETO BÁSICO 2 ASSINATURA DE CONTRATOS 2.1 EPC – Estudos, projetos e construção 2.2 CCT – Acordo Operativo 2.3 CCI – Acordo Operativo 2.4 CPST 3 IMPLANTAÇÃO DO TRAÇADO 4 LOCAÇÃO DE TORRES 5 DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA 6 LICENCIAMENTO AMBIENTAL 6.1 Termo de Referência 6.2 Estudo de Impacto Ambiental 6.3 Licença Prévia 6.4 Licença de Instalação 6.5 Autorização de Supressão de Vegetação 6.6 Licença de Operação 7 PROJETO EXCUTIVO 8 AQUISIÇÕES 8.1 Pedido de Compra 8.2 Estruturas 8.3 Cabos e Condutores 9 OBRAS CIVIS 9.1 Canteiro de Obras 9.2 Fundações 10 MONTAGEM 10.1 Montagem de Torres 10.2 Lançamento de Cabos 11 ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO 12 OPERAÇÃO COMERCIAL OBSERVAÇÕES: MESES 1 2 3 DATA DE INÍCIO DATA DE CONCLUSÃO ASSINATURA ENGENHEIRO 22 23 24 DURAÇÃO CREA No REGIÃO VOL. III - Fl. 67 de 68 EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL ANEXO 6G- LOTE G SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU 15.2. CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B) NOME DA EMPRESA SUBESTAÇÂO DATA Meses No 1 2 2.1 2.2 2.3 2.4 3 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 6 6.1 6.2 6.3 DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA OBRA 1 PROJETO BÁSICO ASSINATURA DE CONTRATOS EPC – Estudos, projetos e construção CCT – Acordo Operativo CCI – Acordo Operativo CPST DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA LICENCIAMENTO AMBIENTAL Termo de Referência Estudo de Impacto Ambiental Licença Prévia Licença de Instalação Autorização de Supressão de Vegetação Licença de Operação PROJETO EXCUTIVO AQUISIÇÔES Pedido de Compra Estruturas Equipamentos Principais (Transformadores e Compensadores de Reativos) 6.4 Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e etc) 6.5 Painéis de Proteção, Controle e Automação 7 OBRAS CIVIS 7.1 Canteiro de Obras 7.2 Fundações 8 Montagem 8.1 Pedido de Compra 8.2 Estruturas 8.3 Equipamentos Principais (Transformadores e Compensadores de Reativos) 8.4 Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e etc) 8.5 Painéis de Proteção, Controle e Automação 9 ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO 10 OPERAÇÃO COMERCIAL DATA DE INÍCIO DATA DE CONCLUSÃO ENGENHEIRO ASSINATURA 2 3 4 22 23 24 OBSERVAÇÕES: DURAÇÃO DA OBRA CREA No REGIÃO VOL. III - Fl. 68 de 68