EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
ANEXO 6G
LOTE G
INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO
COMPOSTAS PELA
SE 230/138 KV CASTANHAL
SE 230/138 KV TOMÉ-AÇU E PELA
LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2
CARACTERÍSTICAS
E
REQUISITOS TÉCNICOS BÁSICOS
DAS
INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO
VOL. III - Fl. 1 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
ÍNDICE
1. DESCRIÇÃO ....................................................................................................................... 7 1.1. DESCRIÇÃO GERAL ....................................................................................................................... 7 1.2. CONFIGURAÇÃO BÁSICA ............................................................................................................. 7 1.3. DADOS DE SISTEMA UTILIZADOS................................................................................................ 9 1.4. REQUISITOS GERAIS ..................................................................................................................... 9 1.5. REQUISITOS TÉCNICOS NO CASO DE SECCIONAMENTO DE LINHA DE TRANSMISSÃO ..... 9 2. LINHA DE TRANSMISSÃO AÉREA – LTA ...................................................................... 11 2.1. REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................11 2.2. CARACTERÍSTICAS OPERATIVAS BÁSICAS .............................................................................11 2.2.1. PARÂMETROS ELÉTRICOS ................................................................................................................11 2.2.2. CAPACIDADE DE CORRENTE.............................................................................................................11 2.2.3. REQUISITOS ELÉTRICOS ..................................................................................................................11 2.2.4. REQUISITOS MECÂNICOS ................................................................................................................17 2.2.5. REQUISITOS ELETROMECÂNICOS.....................................................................................................20 3. LINHA DE TRANSMISSÃO COMPOSTA POR PARTE AÉREA E PARTE
SUBTERRÂNEA – LTAS.......................................................................................................... 21 4. LINHA DE TRANSMISSÃO SUBTERRÂNEA – LTS ....................................................... 21 5. SUBESTAÇÕES ................................................................................................................ 22 5.1. INFORMAÇÕES BÁSICAS .............................................................................................................22 5.2. ARRANJO DE BARRAMENTOS E EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES ..............................23 5.3. CAPACIDADE DE CORRENTE ......................................................................................................23 5.4. SUPORTABILIDADE ......................................................................................................................24 5.5. EFEITOS DE CAMPOS ...................................................................................................................25 5.6. INSTALAÇÕES ABRIGADAS ........................................................................................................25 6. EQUIPAMENTOS DE SUBESTAÇÃO.............................................................................. 27 6.1. DISJUNTORES ...............................................................................................................................27 6.2. SECCIONADORAS, LÂMINAS DE TERRA E CHAVES DE ATERRAMENTO..............................28 6.3. PARA-RAIOS ..................................................................................................................................28 6.4. TRANSFORMADORES DE CORRENTE E POTENCIAL ...............................................................29 6.5. UNIDADES TRANSFORMADORAS DE POTÊNCIA .....................................................................29 6.6. TRANSFORMADOR DEFASADOR ................................................................................................32 VOL. III - Fl. 2 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
6.7. REATORES EM DERIVAÇÃO ........................................................................................................32 6.8. TRANSFORMADOR DE ATERRAMENTO .....................................................................................32 6.9. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE.............................................................................................32 6.10. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO ..................................................................................................32 6.11. COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS - CER ..............................................................32 6.12. COMPENSADOR SÍNCRONO ........................................................................................................32 6.13. EQUIPAMENTOS LOCALIZADOS EM ENTRADAS DE LINHA ....................................................32 6.13.1. TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA EM VAZIO..................................................................32 6.13.2. TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA SOB CARGA EM TERMINAIS COM CAPACITORES SÉRIE ...32 7. SISTEMAS DE PROTEÇÃO ............................................................................................. 33 7.1. DEFINIÇÕES BÁSICAS ..................................................................................................................33 7.2. REQUISITOS GERAIS PARA PROTEÇÃO, REGISTRADORES DE PERTURBAÇÕES E
TELECOMUNICAÇÕES ...............................................................................................................................34 7.3. REQUISITOS GERAIS DE PROTEÇÃO .........................................................................................34 7.4. LINHA DE TRANSMISSÃO ............................................................................................................34 7.4.1. GERAL ..........................................................................................................................................34 7.4.2. ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO ..............34 7.4.3. LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV ....................................34 7.4.4. LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL DE 230 KV ................................................................34 7.4.5. LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU INFERIOR A 138 KV ..........................34 7.4.6. ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO ......................................................................................34 7.4.7. FUNÇÃO PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO ..................................................................................34 7.5. REQUISITOS PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO MANUAL. ............................................34 7.6. TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES ...........................................................34 7.6.1. TRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO NOMINAL É IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV .......35 7.6.2. TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO NOMINAL É 230 KV
35 7.7. TRANSFORMADORES DE ATERRAMENTO ................................................................................35 7.8. REATORES EM DERIVAÇÃO ........................................................................................................35 7.9. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO ..................................................................................................35 7.10. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE.............................................................................................35 7.11. BANCOS DE FILTROS ...................................................................................................................35 7.12. COMPENSADOR ESTÁTICO .........................................................................................................35 7.13. COMPENSADORES SÍNCRONOS .................................................................................................35 7.14. BARRAMENTOS COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV ...........................35 7.15. FALHA DE DISJUNTOR COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV ................35 7.16 SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO ...............................................................................................35 VOL. III - Fl. 3 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
8. SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE ................................................................. 38 8.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................38 8.2. REQUISITOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES .....................38 8.2.1. REQUISITOS GERAIS .......................................................................................................................38 8.2.2. INTERLIGAÇÃO DE DADOS ...............................................................................................................38 8.2.3. RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES....................................................................38 8.3. REQUISITOS PARA A SUPERVISÃO E CONTROLE DE EQUIPAMENTOS PERTENCENTES À
REDE DE OPERAÇÃO ................................................................................................................................38 8.3.1. INTERLIGAÇÃO DE DADOS ...............................................................................................................39 8.3.2. INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA A SUPERVISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO ............................................39 8.3.3. INFORMAÇÕES E TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE GERAÇÃO (CAG) 39 8.3.4. TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE TENSÃO ......................................39 8.3.5. REQUISITOS DE QUALIDADE DA INFORMAÇÃO ....................................................................................39 8.4. REQUISITOS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS .........................................................39 8.4.1. INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS..................................................39 8.4.2. REQUISITOS DE QUALIDADE DOS EVENTOS .......................................................................................39 8.5. ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS .....................................................................39 8.6. ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE
TRANSMISSÃO. ..........................................................................................................................................41 8.7. REQUISITOS DE SUPERVISÃO PELO AGENTE CONCESSIONÁRIO DA(S)
INSTALAÇÃO(ÕES) (SUBESTAÇÃO(ÕES)) COMPARTILHADA(S) DA REDE DE OPERAÇÃO. ...........42 8.8. AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE E DA QUALIDADE DOS RECURSOS DE SUPERVISÃO E
CONTROLE ..................................................................................................................................................42 8.9. REQUISITOS PARA A ATUALIZAÇÃO DE BASES DE DADOS DOS SISTEMAS DE
SUPERVISÃO E CONTROLE ......................................................................................................................42 9. REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES ...... 43 9.1. REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................43 9.2. REQUISITOS FUNCIONAIS ...........................................................................................................43 9.3. REQUISITOS DA REDE DE COLETA DE REGISTROS DE PERTURBAÇÕES PELOS AGENTES
43 9.4. REQUISITOS MÍNIMOS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES....................................................43 9.4.1. TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV ...............43 9.4.2. TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL INFERIOR A 345 KV ..............................43 9.4.3. BARRAMENTOS ..............................................................................................................................43 9.4.4. TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL É IGUAL OU
SUPERIOR A 345 KV ....................................................................................................................................43 9.4.5. TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL É INFERIOR A
345 KV 43 9.4.6. REATORES EM DERIVAÇÃO. .............................................................................................................43 9.4.7. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE .....................................................................................................43 9.4.8. COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS (CER) ..........................................................................43 VOL. III - Fl. 4 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
9.4.9. BANCOS DE CAPACITORES EM DERIVAÇÃO ........................................................................................43 9.4.10. COMPENSADORES SÍNCRONOS .............................................................................................43 10. REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES........................ 44 10.1. REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................44 10.1.1. DISPONIBILIDADE ...........................................................................................................................44 10.1.2. QUALIDADE ...................................................................................................................................44 10.1.3. REQUISITOS DE CONFIGURAÇÃO DE VOZ E DE DADOS. .......................................................................44 10.1.4. SISTEMA DE ENERGIA .....................................................................................................................44 10.1.5. SUPERVISÃO .................................................................................................................................44 10.1.6. INFRAESTRUTURA ....................................................................................................................45 10.1.7. ÍNDICES DE QUALIDADE ...................................................................................................................45 10.1.8. CONTATO TÉCNICO ........................................................................................................................45 10.2. REQUISITOS TÉCNICOS DOS CANAIS PARA TELEPROTEÇÃO ..............................................45 10.3. TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU
SUPERIOR A 345 KV...................................................................................................................................45 10.4. TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO DE 230 E 138 KV ..........45 10.5. REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE VOZ ...................................................45 10.5.1. ENTRE SUBESTAÇÕES ADJACENTES .................................................................................................45 10.5.2. COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................46 10.5.3. SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................46 10.5.4. OUTROS........................................................................................................................................47 10.6. REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS ..............................................47 10.6.1. SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA SUPERVISÃO E CONTROLE ............................................47 10.6.2. COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................47 10.6.3. SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL .................................................................................................48 10.6.4. RECURSOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA A REDE DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES ...................48 10.6.5. OUTROS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS ..............................................................................48 11. DEMONSTRAÇÃO DA CONFORMIDADE DOS EQUIPAMENTOS AOS REQUISITOS
DESTE ANEXO TÉCNICO........................................................................................................ 49 11.1. TENSÃO OPERATIVA ....................................................................................................................49 11.2. SOBRETENSÃO ADMISSÍVEL PARA ESTUDOS A 60 HZ ...........................................................50 11.3. CRITERIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS A 60 HZ .........................51 11.3.1. ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA ..................................................................................................51 11.3.2. ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO....................................................................................51 11.3.3. REJEIÇÃO DE CARGA......................................................................................................................52 11.3.4. ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA NOS BARRAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES ...............52 11.4. CRITÉRIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS DE TRANSITÓRIOS DE
MANOBRA ...................................................................................................................................................53 11.4.1. ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO....................................................................................53 11.4.2. RELIGAMENTO TRIPOLAR DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO .....................................................................53 11.4.3. RELIGAMENTO MONOPOLAR ............................................................................................................54 VOL. III - Fl. 5 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
11.4.4. REJEIÇÃO DE CARGA ......................................................................................................................57 11.4.5. ESTUDOS DE TENSÃO DE RESTABELECIMENTO TRANSITÓRIA (TRT)...................................................58 11.4.6. ESTUDOS DE ENERGIZAÇÃO DE TRANSFORMADORES .........................................................................58 11.4.7. ESTUDOS DE MANOBRA DE BANCOS DE CAPACITORES .......................................................................58 11.4.8. MANOBRAS DE FECHAMENTO E ABERTURA DE SECCIONADORES E SECCIONADORES
DE ATERRAMENTO ................................................................................................................................58 11.5. OUTROS ESTUDOS .......................................................................................................................58 11.5.1. CAMPOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS ....................................................................................59 11.5.2. ESTUDOS DE RESSONÂNCIA SUBSÍNCRONA.......................................................................................59 11.5.3. ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DOS COMPENSADORES ESTÁTICOS ..........................59 11.5.4. ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DA COMPENSAÇÃO SÉRIE ..............................................................59 12. REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO ...... 59 13. DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO .......................... 60 13.1. RELATÓRIOS DE ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO ........................................60 13.1.1. ESTUDOS (RELATÓRIOS R1 E R2) .....................................................................................................60 13.1.2. MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO (RELATÓRIOS R3) .........................................................................60 13.1.3. CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES (RELATÓRIOS R4) ....................61 14. DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS ................................................. 62 14.1. ESTUDOS DE SISTEMA E ENGENHARIA ....................................................................................62 14.2. PROJETO BÁSICO DAS SUBESTAÇÕES ....................................................................................62 14.3. PROJETO BÁSICO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO.................................................................63 14.4. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES ....................................................64 14.5. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE ...........................................64 14.6. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO ......................................................................64 14.7. PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE OSCILOGRAFIA DIGITAL ................................................65 14.8. PLANILHAS DE DADOS DO PROJETO ........................................................................................65 15. CRONOGRAMA ............................................................................................................ 65 15.1. CRONOGRAMA FÍSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABEL A) .........................................67 15.2. CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B)..........................................................68 VOL. III - Fl. 6 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
1.
DESCRIÇÃO
1.1.
DESCRIÇÃO GERAL
Este anexo apresenta as características e os requisitos técnicos básicos das instalações de transmissão
compostas por:
 Subestação Tomé-Açu 230/138 kV composta por 2 transformadores trifásicos de 100 MVA;
 Novo pátio de 138 kV na Subestação Castanhal composto por 2 transformadores trifásicos de
150 MVA;
 Linha de Transmissão Vila do Conde – Tomé-Açu C2, circuito simples, em 230 kV, com
aproximadamente 126 km de extensão;
 Seccionamento da Linha de Transmissão Vila do Conde – Miltônia 3 nas imediações da Subestação
Tomé-Açu e construção de 2 trechos de linha, circuito simples, em 230 kV, com aproximadamente
1 km de extensão cada trecho;
A Linha de Transmissão Vila do Conde – Miltônia 3 em 230 kV pertence ao consumidor livre Norsk Hydro
Brasil Ltda. (Hydro), conforme a Resolução Autorizativa nº 819, de 13 de fevereiro de 2007, e está de acordo
com o Decreto nº 5.597, de 28 de novembro de 2005, que regulamenta o acesso de consumidores livres às
redes de transmissão de energia elétrica.
1.2.
CONFIGURAÇÃO BÁSICA
A configuração básica é caracterizada pelas instalações listadas nas Tabelas 1.2.1 e 1.2.2 a
seguir.
Tabela 1.2.1 – Obras de linhas de transmissão
Origem
SE Vila do Conde
SE Tomé-Açu
Destino
SE Tomé-Açu
Ponto do seccionamento1 da
LT Vila do Conde – Miltônia 3
Circuito
Simples
Extensão (km)
126
Tensão (kV)
230
2 x Simples
2x1
230
Os trechos de linha e equipamentos associados ao seccionamento serão transferidos, sem ônus, um para Hydro e outro para
Eletronorte, que ficarão responsáveis pela manutenção e operação.
1
VOL. III - Fl. 7 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
Tabela 1.2.2 – Obras de subestações
Subestação
Vila do Conde
Tensão (kV)
230
230
Tomé-Açu
138
230
Castanhal
138
Empreendimentos principais
1 Módulo de Infraestrutura Geral de Acessante – MIG-A
1 Módulo de Infraestrutura de Manobra – MIM
1 Entrada de Linha – DJM
1 interligação de barras - DJM
1 Módulo de Infraestrutura Geral – MIG
6 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM
3 Entradas de Linha – BD4
2 Transformadores trifásicos 230/138-13,8 kV de 100 MVA
2 Conexões de Transformador – BD4
1 Interligação de Barras – BD4
1 Módulo de Infraestrutura Geral – MIG
4 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM
1 Entrada de Linha – BPT
2 Conexões de Transformador – BPT
1 Interligação de Barras – BPT
1 Módulo de Infraestrutura Geral de Acessante – MIG-A
2 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM
2 Transformadores trifásicos 230/138-13,8 kV de 150 MVA
2 Conexões de Transformador – BD4
1 Módulo de Infraestrutura Geral – MIG
5 Módulos de Infraestrutura de Manobra - MIM
2 Entradas de Linha – BPT
2 Conexões de Transformador – BPT
1 Interligação de Barras – BPT
A configuração básica supracitada constitui-se na alternativa de referência. Os requisitos técnicos deste
ANEXO 6G caracterizam o padrão de desempenho mínimo a ser atingido por qualquer solução proposta. Este
desempenho deverá ser demonstrado mediante justificativa técnica comprobatória.
A utilização pelo empreendedor de outras soluções, que não a de referência, fica condicionada à
demonstração de que a mesma apresente desempenho elétrico equivalente ou superior àquele
proporcionado pela alternativa de referência.
No entanto, nesta proposta de configuração alternativa, a TRANSMISSORA NÃO tem liberdade para
modificar:

Níveis de tensão (somente CA);

Distribuição de fluxo de potência em regime permanente;
VOL. III - Fl. 8 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU

A localização das SEs Vila do Conde e Castanhal.
O empreendimento objeto do Leilão compreende a implementação das instalações detalhadas nas Tabelas
1.2.1 e 1.2.2. Estão ainda incluídos no empreendimento os equipamentos terminais de manobra, proteção,
supervisão e controle, telecomunicações e todos os demais equipamentos, serviços e facilidades necessários
à prestação do SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSMISSÃO, ainda que não expressamente indicados neste
ANEXO 6G.
1.3.
DADOS DE SISTEMA UTILIZADOS
Os dados de sistema utilizados nos estudos em regime permanente e transitório, efetuados para a
definição da configuração básica estão disponibilizados, conforme documentação relacionada no
item 13.1 deste ANEXO 6G.
Os dados relativos aos estudos de regime permanente estão disponíveis nos formatos dos
programas do CEPEL de simulação de rede, ANAREDE e ANATEM/ANAT0, no site da Empresa
de Pesquisa Energética – EPE (www.epe.gov.br).
Os dados relativos aos estudos de transitórios eletromagnéticos estão disponibilizados, conforme
documentação relacionada no item 13.1 deste ANEXO 6G.
1.4.
REQUISITOS GERAIS
O projeto e a construção das linhas de transmissão e demais equipamentos das subestações
terminais devem estar em conformidade com as últimas revisões das normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, no que for aplicável. Na falta destas, com as últimas
revisões das normas da International Electrotechnical Commission - IEC, American National
Standards Institute - ANSI ou National Electrical Safety Code - NESC, nesta ordem de preferência,
salvo onde expressamente indicado.
Os requisitos aqui estabelecidos aplicam-se ao pré-projeto, aos projetos básico e executivo bem
como às fases de construção, manutenção e operação do empreendimento. Aplicam-se ainda ao
projeto, fabricação, inspeção, ensaios e montagem de materiais, componentes e equipamentos
utilizados no empreendimento.
É de responsabilidade da TRANSMISSORA obter os dados, inclusive os descritivos das condições
ambientais e geomorfológicas da região de implantação, a serem adotados na elaboração do
projeto básico, bem como nas fases de construção, manutenção e operação das instalações.
É de responsabilidade e prerrogativa da TRANSMISSORA o dimensionamento e especificação
dos equipamentos e instalações de transmissão que compõem o Serviço Público de Transmissão,
objeto desta licitação, de forma a atender este ANEXO 6G e as práticas da boa engenharia, bem
como a política de reservas.
1.5.
REQUISITOS TÉCNICOS NO CASO DE SECCIONAMENTO DE LINHA DE TRANSMISSÃO
Para a implementação dos trechos de linha de transmissão Vila do Conde – Tomé-Açu e ToméAçu – Miltônia 3 entre o ponto de seccionamento da linha de transmissão Vila do Conde – Miltônia
3, com extensão aproximada de 1 km, das 2 entradas de linha em 230 kV correspondentes na
subestação Tomé-Açu, a TRANSMISSORA deverá observar os requisitos descritos neste Anexo
Técnico 6G e, adicionalmente, as normas e padrões técnicos da Centrais Elétricas do Norte do
Brasil S.A. (Eletronorte) e Hydro, respectivamente.
VOL. III - Fl. 9 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
A linha de transmissão Tomé-Açu – Miltônia 3, incluindo o módulo de entrada de linha na SE
Tomé-Açu, resultante do seccionamento ficará sob responsabilidade da Hydro que, a seu critério e
mediante acordo operacional poderá mantê-la total ou parcialmente com a transmissora
vencedora do leilão.
A linha de transmissão Tomé-Açu – Vila do Conde, incluindo o módulo de entrada de linha na SE
Tomé-Açu, resultante do seccionamento será transferida, sem ônus, para a Eletronorte, conforme
disposto na Resolução nº 67, de 8 de junho de 2004, que será a responsável por sua operação e
manutenção.
A TRANSMISSORA deverá fornecer à Eletronorte e à Hydro, antes do início do primeiro ensaio,
uma lista, com o cronograma de todos os ensaios a serem realizados, sendo necessária a
realização dos ensaios requeridos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Para
os casos em que a ABNT não for aplicável, deve-se realizar os ensaios requeridos pelas Normas
Técnicas Internacionais mencionadas no item 1.4 Deve ser emitido um certificado para cada
ensaio. Os ensaios de rotina deverão ser executados em todos os painéis incluídos no
fornecimento.
O comissionamento das instalações será realizado em conjunto pela TRANSMISSORA com a
Eletronorte e pela TRANSMISSORA com a Hydro nos respectivos trechos de linha de
transmissão.
A TRANSMISSORA deverá adquirir os equipamentos necessários para as modificações nas
entradas de linha das linhas de transmissão Vila do Conde – Tomé-Açu e Tomé-Açu – Miltônia 3,
localizada nas subestações Vila do Conde e Miltônia 3 e transferi-los, conforme cada caso, para a
Eletronorte e Hydro, que serão a responsáveis pela sua implementação, devendo estes
equipamentos serem entregues nos locais onde serão instalados.
Para os equipamentos associados aos trechos de linhas de transmissão, a TRANSMISSORA
deverá fornecer à Eletronorte e à Hydro peças sobressalentes em quantidade suficiente, que
viabilizem a disponibilidade requerida para o sistema e que compreendam os equipamentos
necessários para substituição de uma fase completa do módulo de entrada de linha (polo de
disjuntor, chave seccionadora, transformador de potencial, transformador de corrente e pararaios).
A TRANSMISSORA será responsável pelo fornecimento para Eletronorte e para Hydro de todas
as ferramentas e acessórios necessários para o comissionamento, operação e manutenção dos
equipamentos transferidos.
A TRANSMISSORA deverá prover treinamento adequado abrangendo os equipamentos
fornecidos para as entradas de linha, caso esses equipamentos sejam diferentes dos utilizados
pela Eletronorte e pela Hydro na linha de transmissão Vila do Conde – Miltônia 3..
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SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
2.
LINHA DE TRANSMISSÃO AÉREA – LTA
2.1. REQUISITOS GERAIS
A nova subestação 230/138 kV Tomé-Açu será suprida pela linha de transmissão Vila do Conde –
Tomé-Açu C1, resultante do seccionamento da LT 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3, e pela nova
LT 230 kV Vila do Conde – Tomé-Açu C2, originadas na Subestação Vila do Conde integrada ao
SIN. As cargas do consumidor livre Hydro passarão a ser supridas pela SE Tomé-Açu.
Tendo em vista que os novos trechos de linha virão a se constituir em extensão da linha existente,
os mesmos deverão ter características elétricas e mecânicas e desempenho iguais ou superiores
a das linhas a serem seccionadas.
Além dos requisitos mínimos descritos neste Anexo Técnico, a TRANSMISSORA deverá respeitar,
também, em cada novo trecho de linha oriundo de seccionamento, os critérios e padrões de
projeto e de construção das proprietárias da linha existente.
2.2. CARACTERÍSTICAS OPERATIVAS BÁSICAS
2.2.1.
PARÂMETROS ELÉTRICOS
O desempenho sistêmico do conjunto formado pela linha de transmissão e sua compensação
reativa série e/ou paralela, quando for o caso, deve ser similar ao do conjunto considerado na
configuração básica. Esse desempenho é caracterizado pelo resultado obtido em termos de fluxo
de potência e resposta dinâmica em regime normal e nas situações de contingência apresentadas
nos estudos documentados nos relatórios listados no item 13.
2.2.2.
CAPACIDADE DE CORRENTE
A(s) linha(s) ou trecho(s) de linha de transmissão deve(m) ter capacidades operativas de longa e
de curta duração não inferiores aos valores indicados na Tabela 2.2.2.1.
TABELA 2.2.2.1 - CAPACIDADES OPERATIVAS DE LONGA E DE CURTA DURAÇÃO
Linha ou trecho(s) de linha de transmissão
Longa duração (A)
Curta duração (A)
840
1050
700
875
Trechos de linha entre o ponto de seccionamento da LT
230 kV Vila do Conde – Miltônia 3 e a SE Tomé-Açu
LT 230 kV Vila do Conde - Tomé-Açu C2
A capacidade de corrente de longa duração corresponde ao valor de corrente da linha de
transmissão em condição normal de operação e deve atender às diretrizes fixadas pela norma
técnica NBR 5422 da ABNT. A capacidade de corrente de curta duração refere-se à condição de
emergência estabelecida na norma técnica NBR 5422 da ABNT.
2.2.3.
REQUISITOS ELÉTRICOS
2.2.3.1.
DEFINIÇÃO DA FLECHA MÁXIMA DOS CONDUTORES
As linhas de transmissão devem ser projetadas de acordo com as prescrições da Norma Técnica
NBR 5422, da ABNT, de forma a preservar, em sua operação, as distâncias de segurança nela
estabelecidas. Devem ser previstas a circulação das capacidades de longa e de curta duração na
linha de transmissão e a ocorrência simultânea das seguintes condições climáticas:
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(a) Temperatura máxima média da região.
(b) Radiação solar máxima da região.
(c) Brisa mínima prevista para a região, desde que não superior a um metro por segundo.
Na operação em regime de longa duração, as distâncias do condutor ao solo ou aos obstáculos
devem ser iguais ou superiores às distâncias de segurança (mínimas) em condições normais de
operação estabelecidas na Norma Técnica NBR 5422 da ABNT ou sua sucessora.
Na operação em regime de curta duração, as distâncias do condutor ao solo ou aos obstáculos
devem ser iguais ou superiores às distâncias de segurança (mínimas) em condições de
emergência estabelecidas na Norma Técnica NBR 5422 da ABNT ou sua sucessora. As linhas de
transmissão para cuja classe de tensão essa norma não estabeleça valores de distâncias de
segurança devem ser projetadas segundo as prescrições contidas no NESC, em sua edição de
2002.
Em condições climáticas comprovadamente mais favoráveis do que as estabelecidas acima, a
linha de transmissão pode ser solicitada a operar com carregamento superior à capacidade de
longa ou curta duração, desde que as distâncias de segurança, conforme definidas nos itens
acima, sejam respeitadas.
As linhas de transmissão devem ser projetadas de sorte a não apresentar óbices técnicos à
instalação de monitoramento de distâncias de segurança, uma vez que, a qualquer tempo, pode
vir a ser solicitada pela ANEEL a sua implantação.
2.2.3.2.
DEFINIÇÃO DA CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE DOS ACESSÓRIOS, CONEXÕES E
DEMAIS COMPONENTES
Os acessórios, conexões e demais componentes que conduzem corrente devem ser
dimensionados de forma a não criar restrição à operação da linha, incluindo as condições
climáticas comprovadamente mais favoráveis referidas no item 2.2.3.1 Deverão ser atendidas,
também, as prescrições das normas de dimensionamento e ensaios de ferragens eletrotécnicas
de linhas de transmissão, em especial à norma NBR 7095 da ABNT, ou sua sucessora.
2.2.3.3.
CAPACIDADE DE CORRENTE DOS CABOS PARA-RAIOS
Nas condições climáticas estabelecidas no item 2.2.3.1, os cabos para-raios – conectados ou não
à malha de aterramento das subestações terminais e ao sistema de aterramento das estruturas da
linha – devem ser capazes de suportar, sem dano, durante o período de concessão da linha de
transmissão, a circulação da corrente associada à ocorrência de curto-circuito monofásico franco
em qualquer estrutura por duração correspondente ao tempo de atuação da proteção de
retaguarda. No dimensionamento dos cabos para-raios, deve ser adotada a corrente de curtocircuito indicada nas tabelas abaixo, conforme o caso:
(a) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para o dimensionamento dos
novos cabos para-raios da linha de transmissão em projeto.
O dimensionamento dos cabos para-raios – seja no caso de nova linha de transmissão ou de
novo(s) trecho(s) de linha originado(s) a partir de seccionamento de LTA existente – deve
adotar, como premissa, no mínimo, o(s) valor(es) de corrente de curto-circuito fase-terra
indicado(s) na Tabela 2.2.3.3.1. Esse(s) valor(es) de corrente está(ão) referido(s) ao nível de
tensão do(s) barramento(s) da(s) subestação(ões) terminal(is).
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Tabela 2.2.3.3.1 – Corrente(s) de curto-circuito na(s) SE(s) terminal(is) para o dimensionamento
dos cabos para-raios de nova LTA ou novo(s) trecho(s) de LTA em projeto
Linha ou trecho(s) de linha de
transmissão
Subestação(ões)
terminal(is)
Nível de tensão
do barramento de
referência (kV)
Valor de corrente de
curto-circuito faseterra (kA)
LT 230 kV Vila do Conde - Tomé-Açu
C2
Trechos de linha entre o ponto de
seccionamento da LT 230 kV Vila do
Conde – Miltônia 3 e a SE Tomé-Açu
Vila do Conde e ToméAçu
230
40
Tomé Açu
230
40
(b) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para a verificação dos cabos
para-raios existentes da linha de transmissão a ser seccionada, se aplicável.
A TRANSMISSORA deverá verificar se os cabos para-raios existentes da linha a ser
seccionada, nas proximidades do ponto de seccionamento, suportam, sem dano, a circulação
de corrente quando da ocorrência de curto-circuito. Nessa verificação deverá ser adotado o
valor da corrente de curto-circuito fase-terra, na nova subestação terminal, conforme indicado
na Tabela 2.2.3.3.2 (coluna verificação).
(c) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para o redimensionamento dos
cabos para-raios existentes da linha de transmissão a ser seccionada, se aplicável.
Caso a verificação de capacidade de corrente, referida no item (b), constate a superação dos
cabos para-raios existentes, o projeto básico deverá estudar e propor um novo arranjo de
cabos para-raios que suporte, sem dano, a circulação de corrente quando da ocorrência de
curto-circuito, de forma a garantir, ao menos, o desempenho original da LTA a ser
seccionada. Nesse redimensionamento deverá ser adotado o valor da corrente de curtocircuito fase-terra, na nova subestação terminal, conforme indicado na Tabela 2.2.3.3.2
(coluna dimensionamento).
Tabela 2.2.3.3.2 – Correntes de curto-circuito na nova SE terminal para a verificação e
dimensionamento dos cabos para-raios existentes da LTA a ser seccionada
2.2.3.4.
Linha de
transmissão a
ser seccionada
Nova
subestação
terminal
Nível de
tensão do
barramento
de
referência
(kV)
LT 230 kV Vila do
Conde – Miltônia 3
Tomé-Açu
230
Valor da corrente de curto-circuito fase-terra
(kA)
Verificação
Dimensionamento
10
40
APLICAÇÃO DE CABOS PARA-RAIOS COM FIBRA ÓTICA – OPGW
A aplicação de cabos para-raios com fibra ótica em linhas de transmissão deve ser feita com base
nas seguintes regras:
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(a) No caso de nova linha de transmissão
As novas linhas de transmissão devem ser projetadas com pelo menos um cabo para-raios
do tipo Optical Ground Wire – OPGW.
(b) No caso de linha de transmissão existente, a ser seccionada, que já possuir OPGW
Se a linha de transmissão a ser seccionada já possuir OPGW, o(s) novo(s) trecho(s) de linha
de transmissão, originado(s) a partir do seccionamento da linha existente, deve(m) ter,
também, cabo para-raios com fibra ótica com confiabilidade e capacidade de transmissão de
dados iguais ou superiores a do cabo existente.
(c) (c) No caso de linha de transmissão existente, a ser seccionada, que não possuir OPGW
Se as linhas existentes a serem seccionadas não possuírem cabos pára-raios tipo OPGW, a
TRANSMISSORA deverá implementar solução que mantenha, no mínimo, a confiabilidade e
a capacidade de transmissão de dados originais das linhas, adquirindo, caso necessário,
cabos para-raios tipo OPGW e demais acessórios, sendo responsável pela instalação apenas
no novo trecho. Os cabos tipo OPGW e demais acessórios adquiridos para instalação em
trechos existentes serão transferidos sem ônus para proprietária da linha existente, que será
a responsável por sua implementação.
2.2.3.5.
PERDA JOULE NOS CABOS CONDUTORES E PARA-RAIOS
A resistência de sequencia positiva por unidade de comprimento da linha ou trechos de linha de
transmissão deve ser igual ou inferior a da configuração básica, conforme indicado na Tabela
2.2.3.5.1.
Tabela 2.2.3.5.1 – Resistência de sequência positiva da linha por unidade de comprimento (Ω/km)
Linha ou trecho(s) de linha de
transmissão
LT 230 kV Vila do Conde – Tomé-Açu
C1
Trechos de linha entre o ponto de
seccionamento da LT 230 kV Vila do
Conde – Miltônia 3 e a SE Tomé-Açu
Temperatura de
referência (°C)
Resistência de sequência
positiva da linha por unidade
de comprimento (Ω/km)
50
0,0832
50
0,0832
A perda Joule nos cabos para-raios deve ser inferior a 5% das perdas no cabo condutor para
qualquer condição de operação.
2.2.3.6.
DESEQUILÍBRIO
As linhas de transmissão de comprimento superior a 100 km devem ser transpostas com um ciclo
completo de transposição, de preferência com trechos de 1/6, 1/3, 1/3 e 1/6 do comprimento total.
Caso a linha não seja transposta, o desequilíbrio de tensão de sequencia negativa e zero deve
estar limitado a 1,5% em vazio e a plena carga.
Linhas de transmissão em paralelo na mesma faixa ou em faixas contíguas ou linhas de circuito
duplo, que necessitem ser transpostas, devem ter os ciclos de transposição com sentidos opostos.
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Com a implantação da nova SE 230/138 kV Tomé-Açu, a partir do seccionamento da linha de
transmissão em 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3, existente e de propriedade da Hydro, a
TRANSMISSORA deverá calcular os desequilíbrios de tensão de sequencia negativa e zero, em
vazio e a plena carga, na barra de 230 kV da nova subestação. Caso os desequilíbrios de tensão
calculados fiquem acima de 1,5%, a TRANSMISSORA deverá propor, no projeto básico, solução
para adequar a instalação, visando o atendimento deste requisito.
2.2.3.7.
TENSÃO MÁXIMA OPERATIVA
A tensão máxima operativa da linha de transmissão para a classe de tensão correspondente está
indicada na Tabela 2.2.3.7.1.
Tabela 2.2.3.7.1 – Tensão máxima operativa
Classe de tensão [kV]
69
88
138
230
345
440
500
525
765
2.2.3.8.
Tensão máxima operativa [kV]
72,5
92,4
145
242
362
460
550
550
800
COORDENAÇÃO DE ISOLAMENTO
A TRANSMISSORA deverá comprovar por cálculo ou simulação que o dimensionamento dos
espaçamentos elétricos das estruturas da família de estruturas da linha de transmissão foi feito de
forma a assegurar o atendimento dos requisitos abaixo.
(a)
Isolamento à tensão máxima operativa
Para dimensionar o isolamento da linha de transmissão para tensão máxima operativa deve
ser considerado o balanço da cadeia de isoladores sob ação de vento com período de
retorno de, no mínimo, 30 (trinta) anos.
A distância de escoamento mínima da cadeia de isoladores deve ser determinada conforme
a norma IEC 60815, considerando o nível de poluição da região de implantação da LTA.
Caso o nível de poluição da região seja classificado como inferior ao nível I – leve, a
distância específica de escoamento deverá ser igual ou superior a 14 mm/kV eficaz fasefase.
Deve ser garantida a distância de segurança entre qualquer condutor da linha e objetos
situados na faixa de segurança, tanto para a condição sem vento quanto para a condição de
balanço dos cabos e cadeias de isoladores devido à ação de vento com período de retorno
de, no mínimo, 50 (cinquenta) anos. Na condição de balanço dos cabos e cadeias de
isoladores devido à ação de vento, essa distância de segurança deve ser também
garantida:
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
Ao longo de toda a LTA, independentemente do comprimento do vão, mesmo que
para tanto a largura da faixa de segurança seja variável ao longo da LTA, em função
do comprimento do vão.
Para qualquer topologia de terreno na faixa de segurança, especificamente quando
há perfil lateral inclinado (em aclive).

(b)
Isolamento para manobras
A sobretensão adotada no dimensionamento dos espaçamentos elétricos das estruturas
deverá ser, no mínimo, igual à maior das sobretensões indicadas nos estudos de
transitórios eletromagnéticos.
Os riscos de falha (fase-terra e fase-fase) em manobras de energização e religamento
devem ser limitados aos valores constantes da Tabela 2.2.3.8.1.
Tabela 2.2.3.8.1 – Risco máximo de falha por circuito em manobras de energização e
religamento
Manobra
Energização
Religamento
(c)
Risco de falha (adimensional)
Fase-terra
Fase-fase
–
3
10
10 – 4
10 – 2
10 – 3
Desempenho a descargas atmosféricas
O número total de desligamentos por descargas atmosféricas da linha de transmissão, para
a configuração de cabos para-raios adotada, deve ser inferior ou, no máximo, igual àqueles
indicados na Tabela 2.2.3.8.2:
Tabela 2.2.3.8.2 – Número mínimo de cabos para-raios por estrutura e desempenho da LTA
frente a descargas atmosféricas
Classe de
tensão [kV]
Número mínimo de
cabos para-raios por
estrutura
≥ 345
230
2.2.3.9.
Desligamentos de um circuito por 100 km
por ano
Devido a falha de
blindagem
Total
2
≤10-2
≤1
2
-2
≤2
≤10
EMISSÃO ELETROMAGNÉTICA
Os efeitos tratados nas alíneas (a) a (c) devem ser verificados à tensão máxima operativa da linha
indicada na Tabela 2.2.3.7.1.
(a)
Corona visual
A linha de transmissão, com seus cabos e acessórios, bem como as ferragens das cadeias
de isoladores, não deve apresentar corona visual em 90% do tempo para as condições
atmosféricas predominantes na região atravessada pela linha de transmissão.
(b)
Rádio-interferência
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A relação sinal/ruído no limite da faixa de segurança deve ser, no mínimo, igual a 24 dB,
para 50% do período de um ano. O sinal adotado para o cálculo deve ser o nível mínimo de
sinal na região atravessada pela linha de transmissão, conforme norma DENTEL ou sua
sucessora.
(c)
Ruído audível
O ruído audível no limite da faixa de segurança deve ser, no máximo, igual a 58 dBA em
qualquer uma das seguintes condições não simultâneas: durante chuva fina
(0,00148 mm/min); durante névoa de 4 (quatro) horas de duração; ou durante os primeiros
15 (quinze) minutos após a ocorrência de chuva.
(d)
Campo elétrico
Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de
março de 2010.
(e)
Campo magnético
Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de
março de 2010.
2.2.3.10.
TRAVESSIA DE LINHAS DE TRANSMISSÃO EXISTENTES
A TRANSMISORA deve evitar ao máximo o cruzamento sobre linhas de transmissão existentes.
Caso o cruzamento seja inevitável, a TRANSMISSORA deve identificar esses casos, tanto nas
entradas/saídas das subestações quanto ao longo do traçado das LTA, e informar no projeto
básico as providências que serão tomadas no sentido de minimizar os riscos inerentes a esses
cruzamentos, ficando a critério da ANEEL a aprovação dessas providências.
A TRANSMISSORA deverá relacionar no projeto básico os cruzamentos da LTA em projeto com
outra(s) LTA existente(s) da Rede Básica. Seguem, abaixo, as informações mínimas da(s) LTA em
cruzamento a serem prestadas pelo agente:
(a)
Identificação com as SEs terminais do trecho em questão.
(b)
Tensão nominal.
(c)
Número de circuitos.
(d)
Disposição das fases (horizontal, vertical, triangular etc).
Nos casos relacionados a seguir, de cruzamento da LTA em projeto com outra(s) LTA da Rede
Básica, a LTA em projeto deverá cruzar necessariamente sob a(s) existente(s):
(a)
Quando um circuito simples (em projeto) cruzar, num mesmo vão de travessia, mais de um
circuito de LTA existente com tensão igual ou superior à de projeto.
(b)
Quando a tensão nominal da LTA em projeto for menor que a da LTA existente.
2.2.4.
REQUISITOS MECÂNICOS
2.2.4.1.
CONFIABILIDADE
O projeto mecânico da linha de transmissão deve ser desenvolvido segundo a IEC 60.826 –
International Electrotechnical Commission: Loading and Strength of Overhead Transmission Lines.
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O nível de confiabilidade do projeto eletromecânico, expresso pelo período de retorno do vento
extremo, deve ser compatível com um nível intermediário entre os níveis 2 e 3 preconizados na
IEC 60826. Deve ser adotado período de retorno do vento igual ou superior a 250 anos para linha
de transmissão de tensão nominal superior a 230 kV. Deve ser adotado período de retorno do
vento igual ou superior a 150 anos para linha de transmissão de tensão nominal igual ou inferior a
230 kV
2.2.4.2.
PARÂMETROS DE VENTO
Para o projeto mecânico de uma linha de transmissão, os carregamentos oriundos da ação do
vento nos componentes físicos da linha de transmissão devem ser estabelecidos a partir da
caracterização probabilística das velocidades de vento da região, com tratamento para fenômenos
meteorológicos severos, tais como, sistemas frontais, tempestades, tornados, furacões etc.
Os parâmetros explicitados a seguir devem ser obtidos a partir de dados fornecidos por estações
anemométricas selecionadas adequadamente para caracterizar a região atravessada pela linha de
transmissão:
(a)
Média e coeficiente de variação (em porcentagem) das séries de velocidades máximas
anuais de vento a 10 m de altura, com tempos de integração da média de 3 (três) segundos
(rajada) 10 (dez) minutos (vento médio).
(b)
Velocidade máxima anual de vento a 10 m de altura, com período de retorno
correspondente ao vento extremo, como definido no item 2.2.4.1, e tempos de integração
para o cálculo da média de 3 (três) segundos e 10 (dez) minutos. Se o número de anos da
série de dados de velocidade for pequeno, na estimativa da velocidade máxima anual deve
ser adotado, no mínimo, um coeficiente de variação compatível com as séries mais longas
de dados de velocidades de ventos medidas na região.
(c)
Coeficiente de rajada para a velocidade do vento a 10 m de altura, referenciado ao tempo
de integração da média de 10 (dez) minutos.
(d)
Categoria do terreno adotada para o local das medições.
No tratamento das velocidades de vento, para fins de dimensionamento, deve ser considerada a
categoria de terreno definida na IEC 60826 que melhor se ajuste à topologia do corredor da LTA.
2.2.4.3.
CARGAS MECÂNICAS SOBRE OS CABOS.
O cabo deve ser dimensionado para suportar três estados de tracionamento – básico, de tração
normal e de referência – definidos a partir da combinação de condições climáticas e de
envelhecimento do cabo como se segue.
(a)
Estado básico



(b)
Para condições de temperatura mínima, a tração axial máxima deve ser limitada a 33%
da tração de ruptura do cabo.
Para condições de vento com período de retorno de 50 anos, a tração axial máxima
deve ser limitada a 50% da tração de ruptura do cabo.
Para condições de vento extremo, como definido no item 2.2.4.1, a tração axial máxima
deve ser limitada a 70% da tração de ruptura do cabo.
Estado de tração normal (EDS everyday stress)
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
(c)
Estado de referência

2.2.4.4.
No assentamento final, à temperatura média, sem vento, o nível de tracionamento
médio dos cabos deve atender ao indicado na norma NBR 5422. Além disso, o
tracionamento médio dos cabos deve ser compatível com o desempenho mecânico no
que diz respeito à fadiga ao longo da vida útil da linha de transmissão conforme será
abordado no item 2.2.4.4.
A distância mínima ao solo do condutor (clearance) deve ser verificada sem considerar
a pressão de vento atuante.
FADIGA MECÂNICA DOS CABOS
Os dispositivos propostos para amortecer as vibrações eólicas devem ter sua eficiência e
durabilidade avaliadas por ensaios que demonstrem sua capacidade de amortecer os diferentes
tipos de vibrações eólicas e sua resistência à fadiga, sem perda de suas características de
amortecimento e sem causar danos aos cabos.
É de inteira responsabilidade da TRANSMISSORA a elaboração de estudos, o desenvolvimento e
a aplicação de sistema de amortecimento para prevenção de vibrações eólicas e efeitos
relacionados com a fadiga dos cabos, de forma a garantir que estes não estejam sujeitos a danos
ao longo da vida útil da linha de transmissão.
A solicitação aos cabos deve ser dimensionada de forma compatível com seu tipo e sua formação.
2.2.4.5.
CARGAS MECÂNICAS SOBRE AS ESTRUTURAS
O projeto mecânico de uma linha de transmissão deve ser desenvolvido segundo a IEC 60826.
Além das hipóteses previstas na IEC, é obrigatória a introdução de hipóteses de carregamento
que reflitam tormentas elétricas. Devem ser previstas necessariamente as cargas a que as
estruturas estarão submetidas nas condições mais desfavoráveis de montagem e manutenção,
inclusive em linha viva.
Para o caso de uma linha de transmissão construída com estruturas metálicas em treliça, as
cantoneiras de aço-carbono ou microligas laminadas a quente devem obedecer aos requisitos de
segurança estabelecidos na Portaria nº 178 do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial – INMETRO, de 18 de julho de 2006.
2.2.4.6.
FUNDAÇÕES
No projeto das fundações, para atender o critério de coordenação de falha, as solicitações
transmitidas pela estrutura às fundações devem ser majoradas pelo fator mínimo 1,10. Essas
solicitações, calculadas a partir das cargas de projeto da estrutura, considerando suas condições
particulares de aplicação – vão gravante, vão de vento, ângulo de deflexão, fim de linha e altura da
estrutura – passam a ser consideradas cargas de projeto das fundações.
As fundações de cada estrutura devem ser projetadas estrutural e geotecnicamente de forma a
adequar todos os esforços resultantes de cada estrutura às condições específicas do solo.
As propriedades físicas e mecânicas do solo devem ser determinadas de forma científica, de
modo a retratar, com precisão, os parâmetros geomecânicos do solo. Tal determinação deve ser
realizada a partir das seguintes etapas:
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
Estudo e análise fisiográfica preliminar do traçado da linha com a consequente elaboração
do plano de investigação geotécnica.

Estabelecimento dos parâmetros geomecânicos a partir do reconhecimento do subsolo com
a caracterização geológica e geotécnica do terreno, qualitativa e quantitativamente.

Parecer geotécnico com a elaboração de diretrizes técnicas e recomendações para o
projeto.
No cálculo das fundações, devem ser considerados os aspectos regionais geomorfológicos que
influenciem o estado do solo, seja no aspecto de sensibilidade, de expansibilidade e
colapsividade, levando-se em conta a sazonalidade.
A definição do tipo de fundação, bem como o seu dimensionamento estrutural e geotécnico, deve
considerar os limites de ruptura e deformabilidade para a capacidade de suporte do solo à
compressão, ao arrancamento e aos esforços horizontais, valendo-se de métodos racionais de
cálculo, incontestáveis e consagrados na engenharia geotécnica.
2.2.5.
REQUISITOS ELETROMECÂNICOS
2.2.5.1.
DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
Os cabos para-raios de qualquer tipo e formação devem ter desempenho mecânico frente a
descargas atmosféricas igual ou superior ao do cabo de aço galvanizado EAR de diâmetro 3/8″.
Todos os elementos sujeitos a descargas atmosféricas diretas da superestrutura de suporte dos
cabos condutores e cabos para-raios, incluindo as armações flexíveis de estruturas tipo “CrossRope”, Trapézio ou Chainette, não devem sofrer redução da suportabilidade mecânica original
após a ocorrência de descarga atmosférica. As cordoalhas de estruturas estaiadas mono-mastro
ou V protegidas por cabos para-raios estão isentas deste requisito.
2.2.5.2.
CORROSÃO ELETROLÍTICA
É de inteira responsabilidade da TRANSMISSORA a elaboração de estudos para prevenção dos
efeitos relacionados à corrosão em elementos da linha de transmissão em contato com o solo, de
forma a garantir a estabilidade estrutural dos suportes da linha de transmissão e o bom
funcionamento do sistema de aterramento ao longo da vida útil da mesma.
2.2.5.3.
CORROSÃO AMBIENTAL
Todos os componentes da linha de transmissão devem ter sua classe de galvanização compatível
com a agressividade do meio ambiente, particularmente em zonas litorâneas e industriais.
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3.
LINHA DE TRANSMISSÃO COMPOSTA POR PARTE AÉREA E PARTE SUBTERRÂNEA –
LTAS
Não se aplica.
4.
LINHA DE TRANSMISSÃO SUBTERRÂNEA – LTS
Não se aplica.
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5.
SUBESTAÇÕES
5.1.
INFORMAÇÕES BÁSICAS
A TRANSMISSORA deve desenvolver e apresentar os estudos necessários à definição das
características e dos níveis de desempenho de todos os equipamentos, considerando que os
mesmos serão conectados ao sistema existente.
Todos os equipamentos devem ser especificados de forma a não comprometer ou limitar a
operação das subestações, nem impor restrições operativas às demais instalações do sistema
interligado.
Nas subestações, a configuração básica deve contemplar equipamentos com características
elétricas básicas similares ou superiores às dos existentes, as quais estão apresentadas nos
documentos listados no item 13. O dimensionamento dos novos equipamentos deve considerar as
atuais e futuras condições a serem impostas pela configuração prevista pelo planejamento da
expansão do Sistema Interligado Nacional - SIN.
A TRANSMISSORA será acessante à subestação 230 kV Vila do Conde, sob concessão da
Eletronorte, e deverá observar os critérios e requisitos básicos dessa subestação, bem como
providenciar as obras de infraestrutura incluídas no Módulo Geral – Resolução ANEEL nº 191, de
12 de dezembro de 2005, necessárias para a instalação, manutenção e operação do módulo de
entrada de linha. Entre as possíveis obras necessárias encontram-se, dentre outros: a extensão
de barramentos, compra de terreno, serviços auxiliares, cabos, tubos, estruturas, suportes,
pórticos, cercas divisórias de seus ativos, conexões de terra entre seus equipamentos e a malha
de terra da subestação, canaletas secundárias e recomposição da infraestrutura construída como,
por exemplo, reposição de britas.
Nas subestações 230/138/13,8 kV Tomé-Açu e Castanhal, deverão ser realizadas todas as obras
de infraestrutura, descritas no módulo geral – Resolução ANEEL nº 191, de 12 de dezembro de
2005, como terraplenagem, drenagem, malha de terra, serviço auxiliar, casa de comando, acesso,
dentre outras, para a instalação, manutenção e operação dos módulos de entrada de linha,
interligação de barras, transformadores, reatores e demais equipamentos integrantes do lote. A
área mínima a ser considerada para cada uma das subestações Tomé-Açu e Castanhal é de
50.000 m² (cinco hectares), devendo contemplar espaço suficiente para as futuras ampliações
descritas nos relatórios mencionados no item 13.1.
Deverá ser previsto espaço adicional, externo e contíguo à casa de comando da
TRANSMISSORA, com área no mínimo igual à utilizada para a construção desta. Este espaço
ficará reservado para expansões futuras da casa de comando da TRANSMISSORA ou
alternativamente para eventuais novas casas de comando de outras transmissoras, quando da
implantação de novas instalações de transmissão.
O Módulo Geral é composto pelos custos diretos de: terreno, cercas, terraplenagem, drenagem,
grama, embritamento, arruamento, iluminação do pátio, proteção incêndio, sistema abastecimento
de água, sistema de esgoto, malha de terra, canaletas principais, acessos, edificações, serviço
auxiliar, área industrial, sistema de ventilação e ar condicionado, sistema de comunicação, sistema
de ar comprimido e canteiro de obras.
Os serviços auxiliares, sistema de água, sistema de incêndio, edificações da subestação (casa de
comando, casa de relés, guaritas), acesso, área industrial, sistema de ventilação e ar
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condicionado, sistema de comunicação, e canteiro de obras podem ser compartilhados com
outra(s) transmissora(s), não havendo impedimento que a transmissora atenda as suas
necessidades de forma autônoma, observando sempre a adequada prestação do serviço público
de transmissão de energia elétrica, Cláusula Terceira do Contrato de Concessão.
5.2.
ARRANJO DE BARRAMENTOS E EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES
As novas subestações 230/138 kV Tomé-Açu e Castanhal deverão ter arranjos de barramentos do
tipo BD4 – barra dupla a 4 chaves no setor de 230 kV e do tipo BPT – barra principal e de
transferência no setor de 138 kV.
Os diagramas unifilares orientativos encontram-se nos relatórios R4 listados no item 13.1.3, no
entanto a Transmissora tem liberdade para propor alternativas e submetê-las a aprovação da
ANEEL juntamente com o Projeto Básico.
5.3.
CAPACIDADE DE CORRENTE
(a)
Corrente em regime permanente
Os barramentos da subestação devem ser dimensionados considerando a situação mais
severa de circulação de corrente, levando em conta a possibilidade de indisponibilidade de
elementos da subestação e ocorrência de emergência no Sistema Interligado Nacional –
SIN, no horizonte de planejamento, conforme estudo definido no item 11.
No caso de subestação existente, se a máxima corrente verificada for inferior à capacidade
do barramento, o trecho de barramento associado a esse empreendimento deve ser
compatível com o existente.
A TRANSMISSORA deve informar a capacidade de corrente dos barramentos, para todos
os níveis, rígidos ou flexíveis, para a temperatura de projeto.
Para o dimensionamento da corrente nominal dos equipamentos (disjuntores,
seccionadoras, TCs e bobina de bloqueio) a TRANSMISSORA deve identificar as correntes
máximas a que poderão ser submetidos, desde a data de entrada em operação até o ano
horizonte de planejamento, por meio dos estudos de fluxo de potência descritos no item 11
deste anexo técnico.
A corrente nominal dos disjuntores e chaves secionadoras de vãos de linha das
subestações Vila do Conde, Castanhal e Tomé Açu 230 kV deve ser 3150 A, ou superior,
caso a Transmissora identifique a sua necessidade.
Para os demais vãos de linha em 138 kV, a corrente nominal deve ser, no mínimo, igual a
corrente de curta duração da linha.
A corrente nominal dos equipamentos de vãos de transformadores, reatores etc., deve ser
no mínimo igual a máxima corrente de sobrecarga admissível nestes equipamentos.
A corrente nominal dos equipamentos do vão interligador de barras (disjuntor,
seccionadoras e TCs, nos arranjos de barramentos BD4 ou 5 chaves e BPT) deve ser, no
mínimo, igual ao maior valor dentre as correntes determinadas para os demais vãos.
Para os equipamentos utilizados nos arranjos de barramento DJM, Anel e BD duplo
disjuntor a determinação da corrente nominal de seus equipamentos deve também
considerar as indisponibilidades de equipamentos, pertencentes ou não a este
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empreendimento, pois estas podem submeter os equipamentos remanescentes a valores
de correntes ainda mais elevados que os determinados para a linha, transformador, reator,
etc.
(b)
Capacidade de curto-circuito
Os equipamentos e demais instalações das subestações em 230 kV Tomé-Açu, Castanhal
e Vila do Conde devem suportar, no mínimo, as correntes de curto-circuito simétrica e
assimétrica relacionadas a seguir:

Corrente de curto-circuito nominal: 40 kA

Valor de crista da corrente suportável nominal: 104 kA (fator de assimetria de 2,6)
Os equipamentos e demais instalações das subestações em 138 kV Tomé-Açu e Castanhal
devem suportar, no mínimo, as correntes de curto circuito simétrica e assimétrica abaixo
relacionadas:

Corrente de curto-circuito nominal: 31,5 kA

Valor de crista da corrente suportável nominal: 81,9 kA (fator de assimetria de 2,6)
Ressalta-se que o atendimento a fatores de assimetria superiores àqueles acima definidos
pode ser necessário em função dos resultados dos estudos, considerando inclusive o ano
horizonte de planejamento, a serem realizados pela TRANSMISSORA, conforme descrito
no item 11 desse anexo técnico.
(c)
Sistema de aterramento
O projeto das subestações deve atender ao critério de um sistema solidamente aterrado.
5.4. SUPORTABILIDADE

Tensão em regime permanente
O dimensionamento dos barramentos e dos equipamentos para a condição de operação em
regime permanente deve considerar os valores de tensão da tabela a seguir.
TABELA.5.4.1 – CONDIÇÃO DE OPERAÇÃO EM REGIME PERMANENTE
TENSÃO NOMINAL DO SISTEMA
(kV)
13,8
34,5
TENSÃO NOMINAL DOS EQUIPAMENTOS (kV)
15
38
69
72,5
88 (*)
92,4
138
145
230
245
345
362
440 (*)
460
500 ou 525
550
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TENSÃO NOMINAL DO SISTEMA
(kV)
765
TENSÃO NOMINAL DOS EQUIPAMENTOS (kV)
800
(*) valores não padronizados pela ABNT
O dimensionamento dos equipamentos conectados às extremidades das linhas de
transmissão deve observar o disposto no item 6.13.

Isolamento sob poluição
As instalações devem ser isoladas de forma a atender, sobretensão operativa máxima, às
características de poluição da região, conforme classificação contida na Publicação IEC 815
– Guide for the Selection of Insulators in Respect of Polluted Conditions.

Proteção contra descargas atmosféricas
O sistema de proteção contra descargas atmosféricas das subestações deve ser
dimensionado de forma a assegurar um risco de falha menor ou igual a uma descarga por
50 anos.
Além disso, deve-se assegurar que não haja falha de blindagem nas instalações para
correntes superiores a 2 kA.
Caso existam edificações, as mesmas devem atender às prescrições da Norma Técnica
NBR 5419.
5.5. EFEITOS DE CAMPOS
(a)
Efeito corona
Atender item 6.6.2 do SM 2.3 revisão 2.0
(b)
Rádio interferência
Atender item 6.6.1 do SM 2.3 revisão 2.0
(c)
Campo elétrico
Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de
março de 2010.
(d)
Campo magnético
Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº 398, de 23 de
março de 2010.
5.6. INSTALAÇÕES ABRIGADAS
Todos os instrumentos, painéis e demais equipamentos dos sistemas de proteção, comando,
supervisão e telecomunicação devem ser abrigados e projetados segundo as normas aplicáveis,
de forma a garantir o perfeito desempenho destes sistemas e sua proteção contra desgastes
prematuros.
Em caso de edificações, é de responsabilidade da TRANSMISSORA seguir as posturas
municipais aplicáveis e as normas de segurança do trabalho.
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6.
EQUIPAMENTOS DE SUBESTAÇÃO
6.1.
DISJUNTORES
(a)
O ciclo de operação dos disjuntores deve atender aos requisitos das normas aplicáveis.
(b)
O tempo máximo de interrupção para disjuntores classe de tensão de 550 kV e 362 kV deve
ser de 2 ciclos e, para os disjuntores classe de 245 kV, 145 kV e 72,5 kV deve ser de 3
ciclos para a frequência de 60 Hz.
(c)
A corrente nominal do disjuntor deve ser compatível com a máxima corrente possível na
indisponibilidade de um outro disjuntor, no mesmo bay ou em bay vizinho, pertencente ou
não a este empreendimento, para os cenários previstos pelo planejamento e pela operação.
(d)
Os disjuntores devem ser dimensionados respeitando os valores mínimos de corrente de
curto- circuito nominal (corrente simétrica de curto-circuito) e valor de crista da corrente
suportável nominal (corrente assimétrica de curto-circuito) dispostos no item 5.3 (b).
Relações de assimetria superiores a indicada no item 5.3 (b) poderão ser necessárias, em
função dos resultados dos estudos a serem realizados pela TRANSMISSORA, descritos no
item 11 deste anexo técnico.
(e)
Os disjuntores devem ter dois circuitos de disparo independentes, lógicas de detecção de
discrepância de polos e acionamento monopolar. O ciclo de operação nominal deve ser
compatível com a utilização de esquemas de religamento automático tripolar e monopolar.
Para disjuntores em níveis de tensão iguais ou inferiores a 138 kV, não se aplicam
acionamento e religamento automático monopolar, podendo o acionamento ser tripolar.
(f)
Caberá à nova TRANSMISSORA fornecer disjuntores com resistores de pré-inserção ou
com mecanismos de fechamento ou abertura controlados, quando necessário.
(g)
Os disjuntores devem ser especificados para operar quando submetidos às solicitações de
manobra determinadas nos estudos previstos no item 11.
(h)
Os disjuntores que manobrarem linhas a vazio devem ser especificados como de
“baixíssima probabilidade de reacendimento de arco”, classe C2, conforme norma IEC
62271-100.
(i)
Os requisitos mínimos para o disjuntor na manobra de linha a vazio devem levar em conta o
valor eficaz da tensão fase-fase da rede de 770 kV à frequência de 60 Hz, para os
disjuntores dos pátios de 500 kV. Os correspondentes valores para os pátios de 345 kV é
de 507 kV, 230 kV é de 339 kV, 138 kV é de 203 kV e 69 kV é de 102 kV à frequência de 60
Hz. Valores superiores a estes podem ser necessários, caso os estudos definidos no item
11 assim o determinem.
(j)
Os disjuntores que manobrem banco de capacitores em derivação devem ser do tipo de
“baixíssima probabilidade de reacendimento de arco”, classe C2 conforme norma IEC
62271-100. Caso os estudos de manobra especificados no item 11 indiquem a necessidade
de adoção de chaveamento controlado ou resistores de pré-inserção, os disjuntores
deverão ser equipados com estes dispositivos.
(k)
Os disjuntores devem ser especificados para abertura de corrente de curto-circuito nas
condições mais severas de X/R no ponto de conexão do disjuntor, condições estas que
deverão ser identificadas pelo Agente. Em caso de disjuntores localizados nas proximidades
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de usinas geradoras, especial atenção deve ser dada à determinação da constante de
tempo a ser especificada para o disjuntor. Isto se deve à possibilidade de elevada
assimetria da corrente de curto-circuito suprida por geradores.
6.2.
(l)
Capacidade de manobrar outros equipamentos / linhas de transmissão existentes na
subestação onde estão instalados, em caso de faltas nesses equipamentos seguidas de
falha do referido disjuntor, considerando inclusive disjuntor em manutenção.
(m)
Capacidade de manobrar a linha de transmissão licitada em conjunto com o(s)
equipamento(s) / linha(s) de transmissão a elas conectadas em subestações adjacentes,
em caso de falta no equipamento / linha de transmissão da subestação adjacente, seguido
de falha do respectivo disjuntor.
(n)
Os disjuntores utilizados na manobra de reatores em derivação devem ser capazes de abrir
pequenas correntes indutivas e ser especificados com dispositivos de manobra controlada.
(o)
Nos casos em que forem utilizados mecanismos de fechamento ou abertura controlados
devem ser especificados a dispersão máxima dos tempos médios de fechamento ou de
abertura, compatíveis com as necessidades de precisão da manobra controlada.
SECCIONADORAS, LÂMINAS DE TERRA E CHAVES DE ATERRAMENTO
Estes equipamentos devem atender aos requisitos das normas IEC aplicáveis e serem capazes de
efetuar as manobras listadas no item 11.4.8.
As seccionadoras devem ser especificadas com, pelo menos, a mesma corrente nominal utilizada
pelos disjuntores deste empreendimento, aos quais estejam associadas.
A TRANSMISSORA deve especificar o valor de crista da corrente suportável nominal (corrente de
curto-circuito assimétrica) e a corrente suportável nominal de curta duração (corrente de curto
simétrica) respeitando os valores mínimos dispostos no item 5.3 (b).
Fatores de assimetria superiores ao indicado em 5.3 (b) poderão ser necessários, em função dos
resultados dos estudos a serem realizados pela TRANSMISSORA, descritos nos item 11 deste
anexo técnico.
As lâminas de terra e chaves de aterramento das linhas de transmissão devem ser dotadas de
capacidade de interrupção de correntes induzidas de acordo com a norma IEC 62271-102. Caso
os estudos transitórios identifiquem valores superiores aos normalizados, as lâminas de
aterramento deverão ser especificadas para atender a estas solicitações.
Esses equipamentos devem ser dimensionados considerando a relação X/R do ponto do sistema
onde serão instalados.
6.3.
PARA-RAIOS
Deverão ser instalados para-raios nas entradas de linhas de transmissão, nas conexões de
unidades transformadoras de potência, de reatores em derivação e de bancos de capacitores não
autoprotegidos. Os para-raios devem ser do tipo estação, de óxido de zinco (ZnO), adequados
para instalação externa.
Os para-raios devem ser especificados com uma capacidade de dissipação de energia suficiente
para fazer frente a todas as solicitações identificadas nos estudos descritos no item 11 deste
anexo técnico.
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A TRANSMISSORA deverá informar, ainda na fase de projeto básico, em caso de
indisponibilidade dos dados finais do fornecimento, os valores de catálogo da família do para-raios
escolhido para posterior utilização no empreendimento.
6.4.
TRANSFORMADORES DE CORRENTE E POTENCIAL
As características dos transformadores de corrente e potencial, como: número de secundários,
relações de transformação, carga, exatidão, etc., devem satisfazer as necessidades dos sistemas
de proteção e de medição das grandezas elétricas e medição de faturamento, quando aplicável.
Os transformadores de corrente devem ter enrolamentos secundários em núcleos individuais e os
de potencial devem ter enrolamentos secundários individuais e serem próprios para instalação
externa.
Os núcleos de proteção dos transformadores de corrente devem possuir classe de desempenho
TPX ou TPY, conforme estabelecido na Norma IEC 60.044-6 1992 (Instrument transformers - part
6: Requirements for protective current transformers for transient performance), considerando a
constante de tempo primária (relação X/R) do ponto de instalação, o ciclo de religamento previsto
e a real carga secundária do transformador de corrente. Este requisito objetiva limitar a saturação
do transformador de corrente durante curtos-circuitos e religamentos rápidos, de forma que o erro
instantâneo de medição até o instante de atuação da proteção não ultrapasse 10%.
A TRANSMISSORA deve especificar transformadores de corrente com o valor de crista da
corrente suportável nominal (corrente de curto-circuito assimétrica) e a corrente suportável
nominal de curta duração (corrente de curto simétrica) que respeitem o disposto no item 5.3 (b).
Fatores de assimetria superiores ao indicado em 5.3 (b) poderão ser necessários, em função dos
resultados dos estudos a serem realizados pela TRANSMISSORA, descritos no item 11 deste
anexo técnico.
6.5.
UNIDADES TRANSFORMADORAS DE POTÊNCIA
Deverá ser previsto espaço para 4 unidades transformadoras 230/138-13,8 kV, nas subestações
Tomé-Açu e Castanhal, cada uma com potência nominal de 100 e 150 MVA, respectivamente,
sendo apenas dois em cada subestação para instalação imediata, os quais fazem parte deste
leilão.
As características dos transformadores, tais como impedâncias e curva de saturação encontramse especificadas no relatório R2, listado no item 13.1.1.
(a)
Potência nominal
As unidades transformadoras trifásicas deverão ser especificadas com potência nominal de
150 MVA, nos enrolamentos primário e secundário, para a operação em qualquer tape
especificado.
(b)
Comutação
O comutador de derivação em carga deve ser projetado, fabricado e ensaiado de acordo
com a publicação IEC-214 On Load Tap Changers.
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As unidades transformadoras devem ser providas de comutadores de derivação em carga.
A TRANSMISSORA definirá o enrolamento onde serão instalados os comutadores, cuja
atuação deve ser no sentido de controlar a tensão no barramento de 138 kV.
Deve ser especificada a faixa de derivações de tape de no mínimo ±10% da tensão
nominal, com no mínimo 21 posições de ajuste.
Caso os estudos de fluxo de potência, a serem executados durante a etapa de projeto
básico, identifiquem a necessidade de uma faixa mais extensa de tapes, a Transmissora
deverá atendê-la.
(c)
Condições operativas
As unidades transformadoras das Subestações 230/138-13,8 kV Tomé-Açu e Castanhal
devem ser especificadas para operar desde sua entrada em operação com:
A.
Carregamento não inferior a 120% da potência nominal definida no item 6.5 (a), por
período de 4 horas do seu ciclo diário de carga, para a expectativa de perda de vida
útil normal estabelecida nas normas técnicas de carregamento de transformadores. A
sobrecarga de até 20% deve ser alcançada para qualquer condição de carregamento
do transformador no seu ciclo diário de carga.
B.
Carregamento não inferior a 140% da potência nominal definida no item 6.5 (a), por
período de 30 minutos do seu ciclo diário de carga, para a expectativa de perda de
vida útil normal estabelecida nas normas técnicas de carregamento de
transformadores. A sobrecarga de até 40% deve ser alcançada para qualquer
condição de carregamento do transformador no seu ciclo diário de carga.
As unidades transformadoras submetidas ao regime de carregamento dos itens (A) e (B)
devem ser especificadas para a expectativa de vida útil de 40 anos.
As unidades transformadoras devem ser capazes de operar nas condições estabelecidas na
norma ABNT NBR 5416 e na Resolução Normativa ANEEL nº 191, de 12 de dezembro de
2005, resguardado o direito de adicional financeiro devido a sobrecargas que ocasionem
perda adicional de sua vida útil, em conformidade com os procedimentos da Resolução
Normativa ANEEL nº 513, de 16 de setembro de 2002.
As unidades transformadoras devem ser capazes de operar com as suas potências
nominais, em regime permanente, para toda a faixa operativa de tensão da rede básica,
tanto no primário quanto no secundário, com ou sem comutadores de derivações, sejam
eles em carga ou não. Caso o transformador possua comutadores de derivações, em carga
ou não, eles devem poder operar para a referida faixa operativa, em todas as posições dos
comutadores.
Deve ser possível energizar as unidades transformadoras sem restrições, tanto pelo
enrolamento primário quanto pelo secundário, para toda a faixa de tensão operativa.
As unidades transformadoras devem ser adequadas para operação em paralelo nos
respectivos terminais de alta e baixa tensão.
A unidade transformadora de potência deve ser capaz de suportar o perfil de
sobreexcitação em vazio a 60 Hz, de acordo com a Tabela 6.5.1 em qualquer derivação de
operação.
Tabela 6.5.1 – Sobreexcitação em vazio a 60 Hz, em qualquer derivação
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(d)
Período (segundos)
Tensão de derivação (pu)
10
1,35
20
1,25
60
1,20
480
1,15
Impedâncias
O valor da impedância entre o enrolamento primário e secundário deve ser compatível com
o sugerido nos estudos de sistema, disponibilizados na documentação anexa a este Edital.
Estes estudos devem ser detalhados pela TRANSMISSORA quando da execução do
projeto básico, observando-se, no entanto, o valor de impedância máximo de 14% na base
nominal das unidades transformadoras (com todo o sistema de refrigeração em operação),
salvo quando indicado pelos estudos de planejamento ou para limitação da corrente de
curto-circuito, visando evitar a superação de equipamentos. Os valores de impedância
devem estar referenciados à temperatura de 75°C. Em caso de transformadores paralelos
os valores de impedância dos mesmos devem ser compatibilizadas de forma a atender as
condições de paralelismo das unidades.
(e)
Perdas
O valor das perdas máximas para autotransformadores e transformadores monofásicos ou
trifásicos de qualquer potência deve ser inferior ou igual a 0,3% da potência nominal na
operação primário-secundário.
No caso de transformadores trifásicos ou monofásicos de potência trifásica nominal superior
a 5 MVA e de tensão nominal do enrolamento de alta tensão igual ou superior a 230 kV, as
perdas máximas entre o primário e o secundário devem atender à Tabela 6.5.2 a seguir.
Tabela 6.5.2 – Perdas para transformadores trifásicos
Perdas em porcentagem da potência nominal(1)
Potência Trifásica Nominal (Pn(2) )
Perdas Máximas
5 < Pn < 30 MVA
0,70 %
0,60 %
30  Pn < 50 MVA
0,50 %
50  Pn < 100 MVA
0,40 %
100  Pn < 200 MVA
0,30 %
Pn  200 MVA
Notas: 1) Perdas totais na tensão nominal e freqüência nominal para a
operação primário-secundário.
2) Pn: potência nominal no último estágio de refrigeração.
(f)
Nível de ruído
O máximo nível de ruído audível emitido pelas unidades transformadoras de potência deve
estar em conformidade com a norma NBR 5356 da ABNT.
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6.6. TRANSFORMADOR DEFASADOR
Não se aplica.
6.7. REATORES EM DERIVAÇÃO
Não se aplica
6.8. TRANSFORMADOR DE ATERRAMENTO
Não se aplica.
6.9. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE
Não se aplica.
6.10. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO
Não se aplica.
6.11. COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS - CER
Não se aplica.
6.12. COMPENSADOR SÍNCRONO
Não se aplica.
6.13. EQUIPAMENTOS LOCALIZADOS EM ENTRADAS DE LINHA
6.13.1.
TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA EM VAZIO
Equipamentos localizados nas extremidades de linha e que possam ficar energizados após a
manobra da mesma no terminal em vazio, tais como reatores de linha, disjuntores, secionadores e
transformadores de potencial, deverão ser dimensionados para suportar por uma hora as
sobretensões à freqüência industrial de acordo com a Tabela 6.13.1.1.
Tabela 6.13.1.1 – Tensão eficaz entre fases admissível nas extremidades das linhas de
transmissão 1 hora após manobra (kV)
Tensão nominal
138
230
345
440
500/525
6.13.2.
Tensão sustentada
152
253
398
506
600
TENSÃO MÁXIMA EM REGIME A 60 HZ APLICADA SOB CARGA EM TERMINAIS COM
CAPACITORES SÉRIE
Não se aplica.
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7.
SISTEMAS DE PROTEÇÃO
7.1.
DEFINIÇÕES BÁSICAS
Componente do sistema de potência ou componente: é todo equipamento ou instalação
delimitado por disjuntores, elos fusíveis ou religadores automáticos. Uma exceção existe para
reator shunt de linha de transmissão que também é classificado como componente, mesmo sem
disjuntor próprio.
Sistema: quando aplicado à proteção, à supervisão e controle ou a telecomunicações, significa o
conjunto de equipamentos e funções requeridas e necessárias para seu desempenho adequado
na operação da instalação e da rede básica.
Sistema de proteção: conjunto de equipamentos composto por relés de proteção, relés auxiliares,
equipamentos de teleproteção e acessórios destinados a realizar a proteção em caso de falhas
elétricas, tais como curtos-circuitos, e de outras condições anormais de operação dos
componentes de um sistema elétrico (linhas de transmissão, barramentos e equipamentos).
Proteção unitária ou restrita: destina-se a detectar e eliminar, seletivamente e sem retardo de
tempo intencional, falhas que ocorram apenas no componente protegido. São exemplos os
esquemas com comunicação direta relé a relé, os esquemas de teleproteção, as proteções
diferenciais, os esquemas de comparação de fase etc.
Proteção gradativa ou irrestrita: destina-se a detectar e eliminar falhas que ocorram no
componente protegido e a fornecer proteção adicional para os componentes adjacentes. Em sua
aplicação como proteção de retaguarda, sua atuação é coordenada com a atuação das proteções
dos equipamentos adjacentes por meio de retardo de tempo intencional. São exemplos as
proteções de sobrecorrente e as proteções de distância.
Proteção de retaguarda: destina-se a atuar quando da eventual falha de outro sistema de
proteção. Quando esse sistema está instalado no mesmo local do sistema de proteção a ser
coberto, trata-se de retaguarda local; quando está instalado em local diferente daquele onde está
o sistema de proteção a ser coberto, trata-se de retaguarda remota.
Proteção principal: esquema de proteção composto por um sistema de proteção unitária ou
restrita e um sistema de proteção gradativa ou irrestrita.
Proteção alternada: esquema composto por um sistema de proteção unitária ou restrita e por um
sistema de proteção gradativa ou irrestrita, funcionalmente idêntico à proteção principal e
completamente independente desta.
Proteção intrínseca: conjunto de dispositivos de proteção normalmente integrados aos
equipamentos, tais como relés de gás, válvulas de alívio de pressão, sensores de temperatura,
sensores de nível etc.
SIR: relação entre a impedância de fonte e a impedância da linha de transmissão (SIR), é definida
por meio da divisão da impedância da fonte atrás do ponto de aplicação de um relé pela
impedância total da linha de transmissão protegida:
SIR = ZS / ZL
Onde, ZS = Impedância da Fonte e ZL = Impedância da linha de transmissão
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Comprimento relativo de linha de transmissão: determinado em função do SIR e utilizado para
a seleção do tipo de proteção mais indicado. No âmbito do presente Anexo Técnico, as linhas de
transmissão classificam-se como:
Linhas de transmissão curtas, as que apresentam SIR > 4;
Linhas de transmissão longas, as que apresentam SIR ≤ 0,5.
7.2.
REQUISITOS GERAIS
TELECOMUNICAÇÕES
PARA
PROTEÇÃO,
REGISTRADORES
DE
PERTURBAÇÕES
E
Atender item 5 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.3.
REQUISITOS GERAIS DE PROTEÇÃO
Atender item 6.1 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.4.
LINHA DE TRANSMISSÃO
7.4.1.
GERAL
Atender item 6.2.1 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.4.2.
ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE
TRANSMISSÃO
Atender item 6.2.2 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.4.3.
LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV
Não se aplica.
7.4.4.
LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL DE 230 KV
Atender item 6.2.4 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.4.5.
LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU INFERIOR A 138 KV
Para as entradas de linha com tensão nominal igual ou inferior a 138 kV, a TRANSMISSORA deve
atender os requisitos de proteção da CONCESSIONÁRIA ao qual o circuito se conectará, bem
como os demais requisitos constantes deste Anexo Técnico.
7.4.6.
ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO
Atender item 6.2.5.1 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.4.7.
FUNÇÃO PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO
Atender item 6.2.5.2 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.5.
REQUISITOS PARA VERIFICAÇÃO DE SINCRONISMO MANUAL.
Atender item 6.2.6 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.6.
TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES
Atender item 6.3 do SM 2.6 revisão 2.0.
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7.6.1.
TRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO NOMINAL É IGUAL OU SUPERIOR A
345 KV
Não se aplica.
7.6.2.
TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES CUJO MAIS ALTO NÍVEL DE TENSÃO
NOMINAL É 230 KV
Atender item 6.3.2 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.7.
TRANSFORMADORES DE ATERRAMENTO
Não se aplica.
7.8.
REATORES EM DERIVAÇÃO
Não se aplica.
7.9.
CAPACITORES EM DERIVAÇÃO
Não se aplica.
7.10.
BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE
Não se aplica.
7.11.
BANCOS DE FILTROS
Não se aplica.
7.12.
COMPENSADOR ESTÁTICO
Não se aplica.
7.13.
COMPENSADORES SÍNCRONOS
Não se aplica.
7.14.
BARRAMENTOS COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV
Atender item 6.5 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.15.
FALHA DE DISJUNTOR COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 138 KV
Atender item 6.6 do SM 2.6 revisão 2.0.
7.16
SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO
O Sistema Especial de Proteção - SEP, a ser definido nos estudos pré-operacionais do ONS, deve
ser implementado por Relés IED (Intelligent Eletronic Device), Controladores Lógicos
Programáveis (CLP), ou dispositivos específico para processar emergências envolvendo o
Sistema Interligado Nacional - SIN.
Deve ser previsto um SEP para cada subestação.
Os Relés IED, os CLPs e os dispositivos específicos devem ser funcionalmente independentes
dos demais equipamentos do sistema de Proteção, Controle e Supervisão (SPCS) no que diz
respeito ao desempenho das suas funções. Estas unidades devem estar conectadas ao sistema
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supervisório das subestações e dos Centros de Operação, somente para enviar informações
pertinentes à atuação do SEP.
As especificações descritas a seguir deverão ser previstas para a implantação do SEP e devem
ser rigidamente observadas pela TRANSMISSORA.
Os Relés IEDs devem:

Possuir porta de comunicação com protocolos compatíveis com o sistema supervisório da
subestação onde será implantado o SEP;

Possuir portas de comunicação com protocolos compatíveis para conexão com outros Relés
IEDs (locais e/ou remotos) inerentes ao SEP, e dedicadas à função;

Possuir no mínimo 16 saídas digitais (desligamentos e alarmes) e 32 entradas digitais;

Possuir 4 entradas analógicas para corrente e 4 entradas analógicas de tensão;

Possuir as funções Direcional de Potência (F.32), Subtenção (F.27), Sobretensão (F.59),
Frequência (F.81), Sobrecorrente (F.50/51) e Subcorrente (F.37). Todas estas funções
devem possuir parâmetros para atuações temporizadas e instantâneas;

Apresentar tempo total de atuação menor ou igual a 200 ms, compreendidos entre a
identificação da contigência e a tomada de ação.
Os CLPs devem:

Possuir porta de comunicação com protocolos compatíveis com o sistema supervisório da
subestação onde será implantado o SEP;

Possuir portas de comunicação com protocolos compatíveis para conexão com outros CLPs
(locais e/ou remotos) inerentes ao SEP, e dedicadas à função;

Possuir portas de comunicação para conexão com Muiltimedidores inerentes ao SEP;

Possuir no mínimo 16 saídas digitais (desligamentos e alarmes) e 32 entradas digitais;

Possuir no mínimo 4 entradas analógicas para corrente e 4 entradas analógicas de tensão;

Apresentar tempo total de atuação menor ou igual a 200 ms, compreendidos entre a
identificação da contigência e a tomada de ação.
Os dispositivos específicos devem:

Ser capazes de atender as necessidades definidas nos estudos pré-operacionais com os
requisitos mencionados para os IEDs e CLPs relatados anteriormente.
Cabe ressaltar, que caso os estudos pré-operacionais desenvolvidos pelo ONS, por ocasião da
entrada em operação do empreendimento, não indicar a necessidade de instalação de SEP, a
TRANSMISSORA fica liberada desse fornecimento imediato. Essa liberação fica condicionada ao
seu fornecimento, durante todo o período de concessão do empreendimento, sem direito a receita
adicional, se assim for recomendado pelo ONS, em função de necessidades sistêmicas futuras.
Se o empreendimento em questão estiver em área com SEP em operação, a TRANSMISSORA
deverá comprovar a compatibilização de SEP a ser implantado com o existente.
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8.
SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE
8.1.
INTRODUÇÃO
Este item descreve os requisitos de supervisão e controle que devem ser implantados para que
seja assegurada a plena integração da supervisão e controle dos novos equipamentos à
supervisão dos equipamentos existentes, garantindo-se, com isto, uma operação segura e com
qualidade do sistema elétrico interligado. Assim, são de responsabilidade do agente a aquisição e
instalação de todos os equipamentos, softwares e serviços necessários para a implementação dos
requisitos especificados neste item e para a implementação dos recursos de telecomunicações,
cujos requisitos são descritos em item à parte.
Os requisitos de supervisão e controle são divididos em:

Requisitos gerais de supervisão e controle dos agentes, detalhados em requisitos gerais,
interligação de dados e, recursos de supervisão e controle dos agentes.

Requisitos para a supervisão e controle de equipamentos pertencentes à rede de operação,
divididos em interligação de dados, informações requeridas para a supervisão do sistema
elétrico, informações e telecomandos requeridos para o Controle Automático de Geração
(CAG), telecomandos requeridos para o Controle Automático de Tensão (CAT), requisitos
de qualidade de informação e, parametrizações.

Requisitos para o sequenciamento de eventos (SOE), divididos em interligação de dados,
informações requeridas para o sequenciamento de eventos e, requisitos de qualidade dos
eventos.

Requisitos de supervisão do agente proprietário de instalações (subestações)
compartilhadas da rede de operação.

Avaliação da disponibilidade e da qualidade dos recursos de supervisão e controle,
divididos em item geral, conceito de indisponibilidade de recursos de supervisão e controle,
conceito de qualidade dos recursos de supervisão e controle e, indicadores.

Requisitos de atualização das bases de dados dos sistemas de supervisão e controle do
ONS, divididos em requisitos para cadastramento dos equipamentos e, requisitos para teste
de conectividade da(s) interconexão(ões) e testes ponto a ponto.
8.2.
REQUISITOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES
8.2.1.
REQUISITOS GERAIS
Atender item 6.1 do submódulo 2.7 Revisão 2.0
8.2.2.
INTERLIGAÇÃO DE DADOS
Atender item 6.2 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.2.3.
RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES
Atender item 6.3 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.3.
REQUISITOS PARA A SUPERVISÃO E CONTROLE DE EQUIPAMENTOS PERTENCENTES À REDE
DE OPERAÇÃO
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Este item define os requisitos de supervisão e controle necessários às funções de supervisão e
controle do ONS, aplicáveis aos equipamentos pertencentes à rede de operação.
Os requisitos necessários à função de sequenciamento de eventos são objetos de um item à
parte.
8.3.1.
INTERLIGAÇÃO DE DADOS
Atender item 7.2 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.3.2.
INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA A SUPERVISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO
Atender item 7.3 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.3.3.
INFORMAÇÕES E TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE
GERAÇÃO (CAG)
Atender item 7.4 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.3.4.
TELECOMANDOS REQUERIDOS PARA O CONTROLE AUTOMÁTICO DE TENSÃO
Atender item 7.7 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.3.5.
REQUISITOS DE QUALIDADE DA INFORMAÇÃO
Atender item 7.8 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.4.
REQUISITOS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS
8.4.1.
INFORMAÇÕES REQUERIDAS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS
Atender item 8.2 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.4.2.
REQUISITOS DE QUALIDADE DOS EVENTOS
Atender item 8.3 do submódulo 2.7 Revisão 2.0
8.5.
ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS
A supervisão e controle é um dos pilares da operação em tempo real do sistema elétrico, estando
hoje na região de Castanhal, Vila do Conde e Tomé-Açu, estruturada em um sistema hierárquico
com sistemas de supervisão e controle instalados em 2 Centros de Operação do ONS, quais
sejam:

Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste – COSR-NCO;

Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico - CNOS.
Esta estrutura é apresentada de forma simplificada, para fins meramente ilustrativos, na figura a
seguir, sendo que a TRANSMISSORA deverá prover as interconexões de dados entre o Centro de
Operação do ONS (exceto o CNOS) e cada um dos sistemas de supervisão das subestações
envolvidas, devidamente integrados aos existentes. A interconexão de dados com o Centro do
ONS se dá através de dois sistemas de aquisição de dados, sendo um local (SAL) e outro remoto
(SAR). SAL e SAR são sistemas de aquisição de dados (front-ends) do ONS que operam numa
arquitetura de alta disponibilidade, sendo o (SAL) localizado no centro de operação de propriedade
do ONS (COSR-NCO), e o outro (SAR), localizado em outra instalação designada pelo ONS.
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Figura .8.5.1 – Arquitetura de interconexão com o ONS.
Observa-se na figura acima que a interconexão com o Centro do ONS se dá através das seguintes
interligações de dados:
Interconexão com o Centro Regional de Operação Norte Centro-Oeste (COSR-NCO), para o
atendimento aos requisitos de supervisão e controle dos equipamentos das linhas de transmissão
e subestações objeto deste leilão, através de dois sistemas de aquisição de dados, um local (SAL)
e outro remoto (SAR).
Alternativamente, a critério da TRANSMISSORA, a interconexão com os Centros do ONS poderá
se dar por meio de um centro de operação próprio da TRANSMISSORA ou contratado de
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terceiros, desde que sejam atendidos os requisitos descritos para supervisão e controle e
telecomunicações. Neste edital, este centro é genericamente chamado de “Concentrador de
Dados”. Neste caso, a estrutura dos centros apresentada na figura anterior seria alterada com a
inserção do concentrador de dados num nível hierárquico situado entre as instalações e os COSRNCO do ONS e, portanto, incluído no objeto desta licitação.
A figura a seguir ilustra uma possível configuração.
Figura 8.5.2 – Arquitetura alternativa de interconexão com o ONS.
8.6.
ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO DAS EXTREMIDADES DE UMA LINHA DE
TRANSMISSÃO.
Na implantação da nova Subestação 230/138 kV Tomé-Açu decorrente do seccionamento da
Linha de Transmissão 230 kV Vila do Conde – Miltônia 3, com a inclusão de novas entradas de
linha, deve-se adequar os sistemas de supervisão das entradas de linha existentes, referentes à
linha seccionada, nas subestações Vila do Conde e Miltônia 3, conforme requisitos apresentados
no subitem “Requisitos para a Supervisão e Controle de Equipamentos Pertencentes à Rede de
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Operação”. Todos os equipamentos a serem instalados devem ser supervisionados segundo a
filosofia adotada pela Eletronorte, na SE Vila do Conde, e pela Hydro, na SE Miltônia 3, devendo
esta supervisão ser devidamente integrada aos sistemas de supervisão e controle já instalados
nestas subestações.
Adicionalmente, o agente de transmissão concessionário da nova instalação deve prover aos
centros de operação da Eletronorte e da Hydro, responsáveis pela operação e manutenção da LT
seccionada, a supervisão remota referente à entrada da LT na nova subestação, conforme
requisitos apresentados no subitem “Requisitos para a Supervisão e Controle de Equipamentos
Pertencentes à Rede de Operação”.
8.7.
REQUISITOS DE SUPERVISÃO PELO AGENTE CONCESSIONÁRIO DA(S) INSTALAÇÃO(ÕES)
(SUBESTAÇÃO(ÕES)) COMPARTILHADA(S) DA REDE DE OPERAÇÃO.
Atender item 11 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.8.
AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE E DA QUALIDADE DOS RECURSOS DE SUPERVISÃO E
CONTROLE
Atender item 12 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
8.9.
REQUISITOS PARA A ATUALIZAÇÃO DE BASES DE DADOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E
CONTROLE
Atender item 13 do submódulo 2.7 Revisão 2.0.
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9.
REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES
9.1.
REQUISITOS GERAIS
Atender item 7.1 do SM 2.6 revisão 2.0
9.2.
REQUISITOS FUNCIONAIS
Atender item 7.2 do SM 2.6 revisão 2.0
9.3.
REQUISITOS DA REDE DE COLETA DE REGISTROS DE PERTURBAÇÕES PELOS AGENTES
Atender item 7.3 do SM 2.6 revisão 2.0
9.4.
REQUISITOS MÍNIMOS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES
9.4.1.
TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV
Não se aplica
9.4.2.
TERMINAIS DE LINHA DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL INFERIOR A 345 KV
Atender item 7.4.2 do SM 2.6 revisão 2.0
9.4.3.
BARRAMENTOS
Atender item 7.4.3 do SM 2.6 revisão 2.0.
9.4.4.
TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL
É IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV
Não se aplica
9.4.5.
TRANSFORMADORES/AUTOTRANSFORMADORES CUJO NÍVEL MAIS ALTO DE TENSÃO NOMINAL
É INFERIOR A 345 KV
Atender item 7.4.5 do SM 2.6 revisão 2.0
9.4.6.
REATORES EM DERIVAÇÃO.
Não se aplica
9.4.7.
BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE
Não se aplica
9.4.8.
COMPENSADORES ESTÁTICOS DE REATIVOS (CER)
Não se aplica
9.4.9.
BANCOS DE CAPACITORES EM DERIVAÇÃO
Não se aplica
9.4.10.
COMPENSADORES SÍNCRONOS
Não se aplica
VOL. III - Fl. 43 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
10.
REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES
10.1.
REQUISITOS GERAIS
Os sistemas de telecomunicações das linhas de transmissão e subestações, integrantes deste
lote, devem atender aos sistemas de comunicação de voz operativa e administrativa, teleproteção,
supervisão e controle elétrico, supervisão de telecomunicações, controle de emergência, medição,
faturamento e manutenção da linha de transmissão de energia elétrica, entre as subestações de
energia elétrica envolvidas e destas aos centros de operação do sistema elétrico envolvidos.
10.1.1.
DISPONIBILIDADE
Atender item 4.1 do SM 13.2 Revisão 2.0
10.1.2.
QUALIDADE
Atender item 4.2 do SM 13.2 Revisão 2.0
a.
Sistema de Teleproteção
Para o sistema de teleproteção também devem ser seguidos os requisitos das normas IEC
834-1, IEC 870-5 e IEC 870-6 onde aplicável.
10.1.3.
REQUISITOS DE CONFIGURAÇÃO DE VOZ E DE DADOS.
Atender item 4.3 do SM 13.2 Revisão 2.0
10.1.4.
SISTEMA DE ENERGIA
O sistema de energia para todos os equipamentos de telecomunicações fornecidos deverá ter as
seguintes características:
10.1.5.

Unidade de supervisão e, no mínimo, duas unidades de retificação.

Dois bancos de baterias. Em caso de falta de alimentação CA, cada banco de bateria deve
ter autonomia de no mínimo 10 (dez) horas, para atender à carga total dos equipamentos de
telecomunicação da subestação.

No caso de utilização de baterias do tipo chumbo-ácido, os bancos de baterias deverão
estar acondicionados em ambiente especial, isolado das demais instalações e com sistema
de exaustão de gases.

As unidades de retificação deverão ter a capacidade de alimentar, simultaneamente, o
banco de baterias em carga e todos os equipamentos de telecomunicações.

O sistema de energia deverá estar dimensionado para uma carga adicional de pelo menos
30%.
SUPERVISÃO
Os equipamentos de telecomunicações devem ser supervisionados local e remotamente. Os
alarmes e eventuais medidas analógicas deverão ser apresentados nas instalações onde se
encontram os equipamentos e também permitir a transmissão para um Centro de Supervisão
remoto.
VOL. III - Fl. 44 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
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SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
Os equipamentos digitais devem permitir remotamente o gerenciamento, diagnóstico e
parametrização.
10.1.6.
INFRAESTRUTURA
A TRANSMISSORA será responsável pela total operacionalização dos sistemas de comunicações
devendo ser prevista toda a infraestrutura necessária para implantação do sistema de
telecomunicações, tais como: edificações, alimentação de corrente contínua, aterramento, bem
como qualquer outra infraestrutura que se identificar necessária para o pleno funcionamento do
sistema de telecomunicações.
10.1.7.
ÍNDICES DE QUALIDADE
A TRANSMISSORA será responsável pela manutenção dos índices de qualidade e de
disponibilidade dos serviços de comunicação de dados e voz que se interligam com o ONS e os
demais agentes envolvidos, tais como, àquele(s) proprietário(s) de ativos de função transmissão
localizados na(s) subestação(ões) deste lote e os demais que se interliguem, por meio de linha(s)
de transmissão ou outro equipamento de função transmissão, com a(s) subestação(ões) deste
lote.
Em caso de indisponibilidade programada de quaisquer serviços de comunicação de dados ou de
voz de interesse do ONS e/ou dos demais agentes interligados, a TRANSMISSORA deve manter
entendimentos com o ONS e/ou os Centros de Operação das demais concessionárias que
detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote,
a fim de obter a aprovação da solicitação de realização do serviço, para a data e horário
convenientes.
10.1.8.
CONTATO TÉCNICO
A TRANSMISSORA deverá indicar um contato técnico para tratar dos assuntos relacionados a
telecomunicações com o ONS e os demais agentes interligados.
10.2.
REQUISITOS TÉCNICOS DOS CANAIS PARA TELEPROTEÇÃO
Atender item 8.1 do SM 2.6 revisão 2.0
10.3.
TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR
A 345 KV
Atender item 8.2 do SM 2.6 revisão 2.0
10.4.
TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO DE 230 E 138 KV
Atender item 8.3 do SM 2.6 revisão 2.0
10.5.
REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE VOZ
A TRANSMISSORA deve prover serviços de telefonia para comunicação de voz, full duplex, com
sinalização sonora e visual para comunicação operativa do sistema elétrico em tempo real.
10.5.1.
ENTRE SUBESTAÇÕES ADJACENTES
VOL. III - Fl. 45 de 68
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10.5.2.
(a)
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação
telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe B.
(b)
Serviço de telefonia para comunicação de voz, podendo ser discado via sistema de telefonia
comutada e apresentando, no mínimo, Classe C.
COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL
Se a TRANSMISSORA optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado
para atendimento às subestações envolvidas, deverão ser previstos:
(a)
(b)
Entre o Centro de Operação Local e as subestações envolvidas

Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem
comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe B.

Serviço de telefonia para comunicação de voz, podendo ser discado via sistema de
telefonia comutada e apresentando, no mínimo, Classe C.
Entre o Centro de Operação Local e os Centros de Operação das demais concessionárias
que detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento
deste lote.

(c)
Entre o Centro de Operação Local e o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS,
responsável(is) pela operação da região de instalação do empreendimento:

10.5.3.
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem
comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. Em decorrência da alta
disponibilidade exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com
recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e
independentes.
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem
comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. O serviço Classe A,
com o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS, deve ser prestado com
recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e
independentes.
SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL
Se a TRANSMISSORA não optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado
para atendimento às subestações envolvidas, deverão ser previstos:
(a)
Entre cada uma das subestações e os respectivos Centros de Operação das demais
concessionárias que detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o
empreendimento deste lote:

(b)
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem
comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. Em decorrência da alta
disponibilidade exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com
recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e
independentes.
Entre cada uma das subestações envolvidas e o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do
ONS, responsável(is) pela operação da região de instalação do empreendimento:
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
10.5.4.
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem
comutação telefônica) e apresentando, no mínimo, Classe A. O serviço Classe A,
com o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS, deve ser prestado com
recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e
independentes.
OUTROS
Adicionalmente, deverá ser fornecido um sistema de comunicação móvel (comunicação de voz)
que possa cobrir toda a extensão das linhas de transmissão e as subestações envolvidas, para
apoio às equipes de manutenção em campo.
Para comunicação com o(s) centro(s) de operação do ONS, responsável(is) pela operação da
região de instalação do empreendimento, e Centros de Operação das demais concessionárias que
detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote,
a TRANSMISSORA deve dispor de serviço de telefonia comutada Classe C, no mínimo, em seu
centro de operação local próprio ou contratado para suporte às atividades das áreas de
normatização, pré-operação, pós-operação e apoio e coordenação dos serviços de
telecomunicações.
Para comunicação com o escritório central do ONS, a TRANSMISSORA deve dispor de serviço de
telefonia comutada Classe C, no mínimo, em seu centro de operação local próprio ou contratado
para suporte às atividades das áreas de planejamento e programação da operação.
10.6.
REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS
Os serviços de comunicação de dados abaixo especificados devem ser dimensionados
(quantidade de canais, velocidade, uso de rotas alternativas, etc.) de forma a suportar o
carregamento imposto pela transferência das informações especificadas e apresentar a
disponibilidade e qualidade conforme descrito neste edital. Cada circuito de comunicação de
dados é formado pelo respectivo canal de dados e associado às interfaces necessárias para
permitir a comunicação de dados entre dois pontos.
10.6.1.
SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA SUPERVISÃO E CONTROLE
Para a supervisão e controle pelo ONS e agentes interligados, deverão ser fornecidos os
seguintes serviços de comunicação de dados e atendendo a Classe A. Em decorrência da alta
disponibilidade exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de
telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes.
10.6.2.
COM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL
Se a TRANSMISSORA optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado,
devem ser previstos os seguintes serviços de comunicação de dados:
(a)
Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e as subestações
envolvidas.
(b)
Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e os computadores de
comunicação dos Centros de Operação dos agentes Interligados.
(c)
Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e o computador de
comunicação do(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS responsável(is) pela
VOL. III - Fl. 47 de 68
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SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
operação da região de instalação do empreendimento. O serviço Classe A com o(s)
Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS deve ser prestado com recursos de
telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes.
10.6.3.
SEM CENTRO DE OPERAÇÃO LOCAL
Se a TRANSMISSORA não optar pelo uso de um Centro de Operação Local, devem ser previstos
os seguintes serviços de comunicação de dados:

Entre cada subestação envolvida e o computador de comunicação do Centro de Operação
do agente Interligado correspondente.

Entre cada subestação envolvida e o computador de comunicação do Centro Regional de
Operação do ONS. O serviço Classe A com o Centro Regional de Operação do ONS deve
ser prestado com recursos de telecomunicações disponibilizados através de duas rotas
distintas e independentes.
Os serviços acima deverão ser independentes de qualquer outro serviço de comunicação de
dados.
10.6.4.
RECURSOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA A REDE DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES
Para a aquisição de dados de registro de perturbação devem ser previstos dois ramais telefônicos
DDR (discagem direta ao ramal) e ligados a modem para conexão ao Concentrador Central de
Dados de Registro de Perturbações da TRANSMISSORA ou diretamente aos RDP localizados nas
subestações envolvidas, para acesso pelo ONS ou outros Agentes autorizados.
Soluções alternativas que permitam o acesso via rede de dados poderão ser admitidas, uma vez
assegurado, no mínimo, os mesmos índices de desempenho atribuídos aos circuitos acima
especificados.
10.6.5.
OUTROS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS
Para suporte às atividades de normatização, pré-operação, pós-operação, planejamento da
operação, programação da operação, administração de serviços e encargos da transmissão e
demais sistemas de apoio disponibilizados pelo ONS para os agentes, a TRANSMISSORA deve
dispor de meio de acesso à Internet, dimensionado de forma a suportar o carregamento imposto
pelo conjunto dessas atividades, através de serviço de comunicação de dados Classe B.
Soluções alternativas que permitam a comunicação via outros tipos de redes de dados poderão
ser admitidas, uma vez assegurado, no mínimo, os mesmos índices de desempenho atribuídos
aos serviços acima especificados.
VOL. III - Fl. 48 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
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11.
DEMONSTRAÇÃO DA CONFORMIDADE DOS EQUIPAMENTOS AOS REQUISITOS DESTE
ANEXO TÉCNICO
Seja qual for a configuração proposta, básica ou alternativa, a TRANSMISSORA deve realizar, no
mínimo, os seguintes estudos:

Fluxo de potência, rejeição de carga e energização na frequência fundamental.

Estudos de curto – circuito.

Estudos de fluxo de potência nos barramentos das subestações.

Estudos de transitórios de religamento tripolar e rejeição de carga.

Estudos de religamento monopolar de linhas de transmissão.

Estudos de transitórios de energização de linhas de transmissão e de transformadores.

Estudos de tensão de restabelecimento transitória (TRT) dos disjuntores.

Estudo de coordenação de isolamento das subestações.
Esses estudos devem demonstrar o atendimento ao estabelecido no documento de critérios da
EPE, nos relatórios de estudos indicados no subitem 13.1, e aos critérios e requisitos
estabelecidos nesse item.
A TRANSMISSORA deve certificar-se de que os parâmetros das linhas a serem avaliados pelos
estudos de transitórios eletromagnéticos são aqueles definidos pelos estudos de coordenação de
isolamento das linhas elaborados pela TRANSMISSORA.
Ressalta-se que a TRANSMISSORA deve analisar o empreendimento para o ano de entrada em
operação, utilizando a base de dados disponibilizada pelo ONS em sua página na internet,
www.ons.org.br. Para estudos no horizonte do planejamento, a base de dados disponibilizada pela
EPE em sua página na internet, www.epe.gov.br.
Os estudos de transitórios eletromagnéticos deverão ser desenvolvidos na ferramenta ATP
(Alternative Transients Program). A TRANSMISSORA deverá disponibilizar à ANEEL os casos
base de cada um desses estudos, no formato do programa ATP, em meio digital, para fins de
registro na base de dados de estudos.
A especificação do conjunto das características elétricas básicas dos diversos equipamentos
integrantes deste empreendimento deverá levar em conta os resultados dos estudos supra
mencionados.
11.1.
TENSÃO OPERATIVA
A tensão eficaz entre fases de todas as barras do sistema interligado, em todas as situações de
intercâmbio e cenários avaliados, deve situar-se na faixa de valores listados na Tabela 11.1.1, que
se refere às condições operativas normal (regime permanente) e de emergência (contingências
simples em regime permanente nos estudos que definiram a configuração básica ou
alternativa).
VOL. III - Fl. 49 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
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TABELA 11.1.1 – TENSÃO EFICAZ ENTRE FASES ADMISSÍVEL (KV)
Tensão nominal Condição operativa Condição operativa
de emergência (kV)
do sistema (kV) normal (kV)
69
66 a 72,5
62 a 72,5
230
218 a 242
207 a 242
345
328 a 362
311 a 362
500 ou 525
500 a 550
475 a 550
Notas: Na análise de contingências devem ser observados:
Os limites de tensão identificados como condição operativa normal na Tabela 11.1.1, nas barras
de conexão à rede básica de agentes de distribuição e de consumidores livres ou potencialmente
livres.
Os limites de tensão identificados como condição operativa de emergência na Tabela 11.1.1, nas
demais barras da rede básica.
11.2.
SOBRETENSÃO ADMISSÍVEL PARA ESTUDOS A 60 HZ
A máxima tensão em regimes permanente e dinâmico na extremidade das linhas de transmissão
após manobra (energização, religamento tripolar e rejeição de carga) deve ser compatível com a
suportabilidade dos equipamentos das subestações terminais, dos isolamentos das linhas e das
torres de transmissão.
A tensão dinâmica (tensão eficaz entre fases no instante imediatamente posterior à manobra dos
disjuntores) e a tensão sustentada (tensão eficaz entre fases nos instantes subsequentes) devem
situar-se dentro dos limites constantes da Tabela 11.2.1 abaixo.
Tabela 11.2.1 – Sobretensões eficazes entre fases máximas admissíveis na extremidade das
linhas de transmissão após manobra (kV)
(kV)
138
230
345
440
500 ou 525
Tensão
dinâmica
máxima
sem elementos
saturáveis
(kV)
203
339
507
645
770
765
1120
Tensão
nominal de
operação
Tensão dinâmica
máxima
com elementos
saturáveis
Máxima tensão
sustentada
em vazio
(kV)
193
322
483
616
735
(kV)
152
253
380(1) / 398 (2)
484(1) / 506 (2)
575(1) / 600 (2)
1070
800
VOL. III - Fl. 50 de 68
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(1) Tensão máxima em regime permanente contínuo
(2) Tensão máxima por 1 hora em terminal em vazio de linha de transmissão
após manobra
11.3. CRITERIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS A 60 HZ
11.3.1.
ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA
Devem ser avaliados os níveis de tensão nos barramentos e os carregamentos nas linhas,
transformadores e demais componentes da rede de transmissão, para múltiplas condições de
carga (mínima, leve, média e máxima), de topologia e de despacho de geração.
Devem abranger, além da condição operativa normal, a análise de contingências de linhas,
transformadores e outros equipamentos do sistema elétrico, com o objetivo de se definirem ações
para que o SIN opere sem perda de carga e sem violações inadmissíveis dos limites de tensão e
de carregamento.
Caso faça parte do empreendimento a inclusão de novos transformadores, deve ser demonstrado
pela Transmissora que a faixa de tapes especificada é adequada para o controle de tensão da
região em análise.
Estes estudos de fluxo de potência devem ser efetuados com a principal finalidade de comprovar
que a entrada em operação das novas instalações de transmissão, na configuração efetivamente
disponível em sua entrada em operação e durante o horizonte operativo (até o último ano do Plano
de Ampliação e Reforços vigente), não importará em restrições a operação da rede. Os estudos
deverão também identificar a eventual necessidade de compensação reativa adicional.
Por fim, tendo em vista a característica de dimensionamento de equipamentos dos estudos
apresentados na fase do projeto básico, algumas investigações no horizonte do planejamento
poderão vir a ser necessárias, como por exemplo, identificar as tensões máximas, em regime
permanente, as quais ficarão sujeitos os equipamentos situados na conexão do banco de
capacitores série a linha ou a subestação.
11.3.2.
ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO
Os estudos de energização visam definir as estratégias a serem adotadas nas manobras
programadas de forma a evitar a ocorrência de sobretensões acima da suportabilidade dos
equipamentos associados à manobra programada. Devem também identificar se a compensação
reativa fixa é adequada à manobra de energização da linha associada.
Devem ser consideradas as seguintes premissas:

Adotar configurações que resultem nas solicitações mais severas para o sistema analisado,
com o menor número de unidades geradoras sincronizadas (menor potência de curto-circuito
a montante da manobra).

Adotar o status “em operação” para toda a compensação reativa indutiva fixa em derivação,
existente no trecho a ser analisado.

Adotar o status “fora de operação” para toda a compensação reativa indutiva manobrável em
derivação, existente no trecho a ser analisado, verificando-se o efeito de ligar essa
compensação, quando necessário.
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
Adotar o status “disponível” para qualquer fonte controlada de potência reativa, como
compensadores estáticos e/ou síncronos, verificando-se as consequências da
indisponibilidade desses equipamentos, com o objetivo de liberar o maior número possível de
configurações para a operação.
As sobretensões no instante imediatamente após a manobra (t0+) não deverão ultrapassar os
valores de Tensão Máxima com/sem elementos saturáveis da Tabela 11.2.1 (sobretensão
dinâmica). A sobretensão sustentada não deverá ser superior ao limite máximo estabelecido na
Tabela 11.1.1 (Tensão Eficaz entre fases Admissível), para a classe de tensão do
empreendimento em análise.
Devem ser apresentados, para cada configuração analisada, os valores de tensão nas barras de
interesse para os instantes T0-, T0+ e no regime permanente posterior a manobra.
11.3.3.
REJEIÇÃO DE CARGA
Estes estudos de carga visam identificar a eventual existência de restrições à operação do
sistema, de forma a não ocorrerem sobretensões acima da suportabilidade dos equipamentos
como consequência da ocorrência de aberturas intempestivas em um dos terminais das linhas em
análise.
Devem ser consideradas as seguintes premissas:

Adotar configurações que resultem nas solicitações mais severas para o sistema analisado,
como, por exemplo, o maior fluxo possível na linha onde está sendo avaliada a rejeição
associado a menor potência de curto-circuito a montante da abertura.

Adotar o status “em operação” para toda a compensação reativa indutiva fixa em derivação,
existente no trecho a ser analisado.

Adotar o status “fora de operação” para toda a compensação reativa indutiva manobrável em
derivação, existente no trecho a ser analisado, verificando-se o efeito de ligar essa
compensação, quando necessário.

Adotar o status “disponível” para qualquer fonte controlada de potência reativa, como
compensadores estáticos e/ou síncronos, verificando-se as consequências da
indisponibilidade desses equipamentos, com o objetivo de liberar o maior número possível de
configurações para a operação.
As sobretensões no instante imediatamente após a manobra (t0+) não deverão ultrapassar os
valores de Tensão Máxima com/sem elementos saturáveis da Tabela 11.2.1 (sobretensão
dinâmica). A sobretensão sustentada não deverá ser superior ao limite máximo estabelecido na
Tabela 11.1.1 (Tensão Eficaz entre fases Admissível), para a classe de tensão do
empreendimento em análise.
Devem ser apresentados, para cada configuração analisada, os valores de tensão nas barras de
interesse para os instantes T0-, T0+ e no regime permanente posterior a manobra.
11.3.4.
ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA NOS BARRAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES
Esses estudos têm por objetivo identificar as correntes máximas em regime permanente as quais
estão sujeitos os barramentos (incluindo os vãos interligadores de barras) e os equipamentos das
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subestações, de forma a prover os subsídios necessários à determinação da corrente nominal dos
equipamentos e barramentos das subestações.
Os seguintes aspectos devem ser levados em conta nas avaliações:

Condições normal e emergência (n-1) de operação do sistema, com os valores máximos dos
fluxos em linhas que se conectam às subestações em análise, tanto para o ano de entrada
em operação como para o ano horizonte de planejamento.

Condição degradada das subestações em análise, com indisponibilidade de um equipamento
ou mesmo de um trecho do barramento, para as condições normal e emergência (n-1) do
sistema.

Evolução prevista da topologia da subestação.
11.4. CRITÉRIOS E DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS DE TRANSITÓRIOS DE MANOBRA
11.4.1.
ENERGIZAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO
A energização das linhas de transmissão deve ser viável em todos os cenários avaliados, atendido
o critério de tensão em condições operativas normais definido na Tabela 11.1.1.
Em particular, deve ser prevista a possibilidade de energização nos dois sentidos, considerando,
inclusive, o sistema degradado, por conta de possíveis manobras de recomposição.
Devem ser avaliadas energizações com e sem aplicação de defeito ao longo da linha, respeitandose o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms
para a rede abaixo de 345 kV.
Devem ser respeitadas as premissas, definidas nos estudos de coordenação de isolamento das
linhas de transmissão, elaborados pela TRANSMISSORA, quanto às máximas tensões fase-terra
e fase-fase admissíveis ao longo da LT.
Os para-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia advinda da
manobra de energização.
Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos,
elaborados pela TRANSMISSORA, devem levar em conta os resultados dos estudos em epigrafe,
bem como as características dos equipamentos de controle de sobretensões considerados nestes
estudos.
11.4.2.
RELIGAMENTO TRIPOLAR DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO
Deve ser prevista a possibilidade de religamento tripolar, por ambos os terminais, em todas as
linhas de transmissão.
Deve ser avaliado o religamento com aplicação de defeito ao longo da linha, respeitando-se o
tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms para a
rede abaixo de 345 kV.
Devem ser respeitadas as premissas, definidas nos estudos de coordenação de isolamento das
linhas de transmissão, elaborados pela TRANSMISSORA, quanto às máximas tensões fase-terra
e fase-fase admissíveis ao longo da LT.
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SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
Os para-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia advinda da
manobra de religamento tripolar.
Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos,
elaborados pela TRANSMISSORA, devem levar em conta os resultados dos estudos em epigrafe,
bem como as características dos equipamentos de controle de sobretensões considerados nestes
estudos.
11.4.3.
RELIGAMENTO MONOPOLAR
Deve ser prevista a possibilidade de religamento monopolar da linha de transmissão. Cabe à
TRANSMISSORA a viabilização técnica do religamento monopolar, conforme o seguinte
procedimento:

Priorizar as soluções técnicas no sentido de garantir uma probabilidade adequada de
sucesso na extinção do arco secundário em tempos inferiores a 500 ms, de acordo com o
critério estabelecido no item 11.4.3 (a).

Somente nos casos em que for demonstrada, por meio da apresentação de resultados de
estudos, a inviabilidade técnica de atender tal requisito, a TRANSMISSORA poderá optar
pela utilização do critério definido no item 11.4.3 (b), para tempos de extinção superiores a
500 ms.

Quando só for possível a solução técnica para tempos mortos acima de 500 ms, devem ser
avaliadas, pela TRANSMISSORA, as implicações de natureza dinâmica para a Rede
Básica, advindas da necessidade de operar com tempos mortos mais elevados.

A TRANSMISSORA deve evitar soluções que possam colocar em risco a segurança do
sistema elétrico, tais como a utilização de chaves de aterramento rápido em terminais de
linha adjacentes a unidades geradoras, onde a ocorrência de curtos-circuitos devidos ao
mau funcionamento de equipamentos e sistemas de proteção e controle possa causar
severos impactos à rede.

Todos os equipamentos associados, tais como disjuntores, bem como a proteção, o
controle e o nível de isolamento dos equipamentos, incluído o neutro de reatores em
derivação, o espaço físico e demais facilidades necessárias ao religamento monopolar
devem ser providos, de forma a permitir a sua implementação.
(a)
Critério com Tempo Morto de 500 ms
A Figura 11.4.3.1 deve ser utilizada para a avaliação da probabilidade de sucesso da
extinção do arco secundário. São considerados, como pontos de entrada, o valor eficaz do
último pico da corrente de arco secundário (em Ampères) e o valor do primeiro pico da
tensão de restabelecimento transitória (em kVp). Um religamento monopolar, para ser
considerado como sendo de boa probabilidade de sucesso para faltas não mantidas, deve
ser caracterizado pelo par de valores (V, I) localizado no interior da curva ilustrada na Figura
11.4.3.1.
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SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
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Primeiro Pico da TRV (kV)
200
150
Zona de Provável
Extinção do Arco
100
50
0
0
10
20
30
40
50
60
Iarc(rms)
Figura 11.4.3.1 – Curva de referência para análise da extinção da corrente de arco secundário, considerando-se tempo
morto de 500 ms.
A TRANSMISSORA deve dimensionar os seus equipamentos de forma a tentar obter uma
corrente máxima de arco secundário de 50 A e com TRV, dentro da “zona provável de
extinção”, o que indica uma probabilidade razoável de sucesso na extinção do arco
secundário.
A demonstração do atendimento deste critério deve ser oferecida pela TRANSMISSORA
por meio de estudos de transitórios eletromagnéticos, considerando, inicialmente, a não
utilização de quaisquer métodos de mitigação.
Caso estas simulações demonstrem a improbabilidade da extinção dos arcos secundários
dentro do tempo de 500 ms, novas simulações devem ser efetuadas, considerando a
utilização de métodos de mitigação. Apenas no caso dessas novas simulações
demonstrarem não ser possível atender o requisito da Figura 11.4.3.1, poderá a
TRANSMISSORA optar pela utilização do critério definido no item 11.4.3 (b).
(b)
Critério com Tempo Morto superior a 500 ms
Para avaliação do sucesso do religamento monopolar com tempo morto superior a 500 ms,
deve ser considerada a curva de referência da Figura 11.4.3.2, que relaciona o tempo morto
necessário para a extinção do arco secundário com o valor eficaz do último pico da corrente
de arco, da forma proposta a seguir:

A TRANSMISSORA deve refazer os estudos de transitórios de forma a viabilizar o
menor valor possível de corrente de arco, utilizando, inicialmente, apenas os meios
de mitigação convencionais. Caso estes não se mostrem suficientes, outros meios de
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mitigação poderão ser considerados. Em qualquer caso, os tempos mortos a serem
considerados nos ajustes para definição do tempo para religamento do disjuntor
devem ser aqueles definidos pela curva da Figura 11.4.3.2 para a corrente
encontrada;

Nessa avaliação, devem ser consideradas, preferencialmente, soluções de
engenharia que não demandem equipamentos que requeiram fabricação especial.
Nos casos em que os tempos mortos definidos de acordo com a alínea a acima forem iguais ou
superiores a 1,75 segundos, a TRANSMISSORA deve avaliar a viabilidade técnica da adoção de
medidas de mitigação não usuais, tais como chaves de aterramento rápido, entre outras,
procurando o menor tempo morto possível, sem exceder 1,75 segundos.
Notas:
Quando da adoção de chaves de aterramento rápido a extinção do arco pode ocorrer mesmo com
correntes mais elevadas que as indicadas nesse critério. Nesse caso, a TRANSMISSORA deve
demonstrar a extinção do arco, de forma independente da Figura 11.4.3.2.
A adoção de solução que demande tempo morto superior a 500 ms fica condicionada à
demonstração, pela TRANSMISSORA, por meio de estudos dinâmicos, que a mesma não
compromete o desempenho do SIN.
Figura 11.4.3.2 – Curva de referência - Tempo Morto para Extinção do Arco Secundário X Valor eficaz da Corrente de
Arco Secundário, para tensões até 765 kV
Os estudos de religamento monopolar têm por objetivo não apenas avaliar a extinção do arco
secundário, mas também prover as informações necessárias ao correto dimensionamento do
isolamento do neutro do reator de linha, nos casos em que for necessária a utilização de um reator
de neutro.
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Dessa forma, deve também ser apresentada pela TRANSMISSORA a simulação no tempo (com o
programa ATP), considerando toda a sequencia de eventos, com o tempo de eliminação de falta
de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms para a rede abaixo de 345 kV.
Para as linhas dotadas de reatores em derivação, incluindo-se eventuais reatores de neutro,
deverá ser verificado o desempenho para a faixa de frequência dinâmica permissível para o
sistema (56 Hz a 66 Hz) de forma a certificar que não haverá problemas de ressonância entre os
reatores e a linha de transmissão durante o religamento monopolar.
As simulações devem identificar as solicitações de dissipação de energia nos para-raios de linha e
nos para-raios do reator de neutro, quando for o caso.
Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos,
elaborado pela TRANSMISSORA , deve levar em conta os resultados desses estudos.
11.4.4.
REJEIÇÃO DE CARGA
Devem ser atendidas sem violação dos critérios de desempenho as situações de rejeição de carga
avaliadas para a configuração básica ou alternativa.
Devem ser avaliadas rejeições com e sem aplicação de defeito monofásico ao longo da linha,
respeitando-se o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e
de 150 ms para a rede abaixo de 345 kV.
Deve ser avaliada também a rejeição sem aplicação de falta prévia, com a ocorrência de curto
circuito posterior à rejeição, no instante de máxima tensão.
A TRANSMISSORA deverá avaliar a rejeição nos dois sentidos, com fluxos o mais próximo
possível da capacidade da linha em análise, mesmo que os casos operativos indiquem fluxos mais
baixos.
Em caso de circuitos duplos deverá ser considerada a possibilidade de rejeição dupla em
condições de fluxo máximo nos dois sentidos.
Em todos os casos supra mencionados os para-raios de linha deverão ser dimensionados para
dissipar sozinhos a energia resultante da rejeição de carga.
Devem ser atendidas sem violação dos critérios de desempenho as situações de rejeição de carga
avaliadas para a configuração básica ou alternativa.
Devem ser avaliadas rejeições com e sem aplicação de defeito monofásico ao longo da linha,
respeitando-se o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede de 500 kV e de 150 ms para
a rede de 230 kV.
Deve ser avaliada também a rejeição sem aplicação de falta prévia, com a ocorrência de curtocircuito posterior à rejeição, no instante de máxima tensão.
A TRANSMISSORA deverá avaliar a rejeição em ambos os sentidos, com fluxos o mais próximo
possível da capacidade da linha em análise, mesmo que os casos operativos indiquem fluxos mais
baixos.
Em caso de circuitos duplos deverá ser considerada a possibilidade de rejeição de ambos circuitos
em condições de fluxo máximo nos dois sentidos.
Em todos os casos supra mencionados os para-raios de linha deverão ser dimensionados para
dissipar sozinhos a energia resultante da rejeição de carga.
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11.4.5.
ESTUDOS DE TENSÃO DE RESTABELECIMENTO TRANSITÓRIA (TRT)
Esses estudos transitórios têm por objetivo quantificar as solicitações as quais estarão sujeitos os
diversos disjuntores integrantes deste empreendimento. Compreendem as avaliações de TRT as
seguintes condições de manobra:
11.4.6.

Abertura de defeito terminal trifásico à terra e trifásico não aterrado, sendo o ponto de
aplicação da falta no barramento ou saída de linha.

Abertura de defeito terminal monofásico sendo o ponto de aplicação da falta no barramento
ou saída de linha.

Abertura de defeito quilométrico.
ESTUDOS DE ENERGIZAÇÃO DE TRANSFORMADORES
Esses estudos têm por objetivo identificar as solicitações de corrente e tensão impostas à rede e
aos equipamentos próximos pela manobra de energização dos transformadores. Devem ainda
demonstrar que os transformadores podem ser energizados em situações de rede completa e
degradada, pelos seus dois terminais e para toda a faixa de tensão operativa. Estão incluídas
neste escopo as situações de recomposição de rede.
Os estudos compreendem avaliações de energização em vazio, com e sem falta aplicada,
considerando os recursos de controle de sobretensões disponíveis, tais como, disjuntores com
resistores de pré-inserção e/ou dispositivos de manobra controlada. Deve ser levado em conta o
fluxo residual do transformador.
Devem ser avaliados também o montante de energia a ser absorvido pelos para-raios do
transformador e a necessidade de utilização dos mecanismos de controle de sobretensões
supramencionados, bem como as correntes inrush.
Para a realização desses estudos, os transformadores devem ser modelados considerando a sua
curva de saturação e a impedância especificada no documento da TRANSMISSORA que define
as características elétricas básicas dos equipamentos principais do empreendimento. No caso de
indisponibilidade da curva de saturação real do equipamento, poderá ser utilizada curva típica,
desde que sejam feitas parametrizações quanto ao joelho e à reatância de núcleo de ar, alterandose esses valores no sentido de verificar os seus efeitos sobre os resultados dos estudos.
11.4.7.
ESTUDOS DE MANOBRA DE BANCOS DE CAPACITORES
Não se aplica.
11.4.8.
MANOBRAS DE FECHAMENTO E ABERTURA DE SECCIONADORES E SECCIONADORES DE
ATERRAMENTO
As manobras de fechamento e abertura de seccionadores e de seccionadores de aterramento
devem considerar as condições mais severas de tensões induzidas de linhas de transmissão
existentes em paralelo, incluindo carregamento máximo e situações de ressonância.
Deverão ser avaliadas, sem considerar a aplicação de medidas operativas, os efeitos de eventuais
induções ressonantes provocadas pela linha de transmissão objeto dessa licitação sobre outras
linhas de transmissão existentes.
11.5.
OUTROS ESTUDOS
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ANEXO 6G- LOTE G
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SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
11.5.1.
CAMPOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS
Devem ser atendidas as exigências da Resolução Normativa ANEEL nº398, de 23 de março de
2010.
11.5.2.
ESTUDOS DE RESSONÂNCIA SUBSÍNCRONA
Não se aplica.
11.5.3.
ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DOS COMPENSADORES ESTÁTICOS
Não se aplica.
11.5.4.
ESTUDOS DE DIMENSIONAMENTO DA COMPENSAÇÃO SÉRIE
Não se aplica.
12.
REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO
Não se aplica.
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13.
DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO
Os relatórios de Estudos de Engenharia e Planejamento elaborados pela EPE e os documentos
elaborados pela Eletronorte, Hydro e ERTE para as linhas de transmissão e para as subestações
interligadas estão relacionados a seguir.
Estes relatórios e documentos são partes integrantes do ANEXO 6G devendo suas
recomendações ser consideradas pela TRANSMISSORA no desenvolvimento dos seus projetos
para implantação das instalações, exceto quando disposto de forma diferente no Edital,
incluindo este Anexo 6A.
13.1.
RELATÓRIOS DE ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO
13.1.1.
ESTUDOS (RELATÓRIOS R1 E R2)
DOCUMENTO
Nº EMPRESA
EPE-DEE-DEA-RE-001/2013-rev0
EPE-DEE-RE-041/2012-rev0
ERTE-CST-2104
RE-EPPT-1.002/13
13.1.2.
ESTUDOS PARA A LICITAÇÃO DA EXPANSÃO DA
TRANSMISSÃO - ANÁLISE TÉCNICO-ECONÔMICA DE
ALTERNATIVAS: RELATÓRIO R1 - Suprimento às Regiões
Metropolitana de Belém e Nordeste do Pará, 23 de janeiro de
2013.
ESTUDOS ASSOCIADOS AO PLANO DECENAL DE
EXPANSÃO DE ENERGIA - Estudo de Suprimento às Cargas
das Regiões de Paragominas e Tomé Açu 2015-2029, 5 de
junho de 2012.
RELATÓRIO R2 - SUBESTAÇÃO CASTANHAL 230 Kv, 23 de
março de 2013.
RELATÓRIO R2 - SE Tomé-Açu 230/138 kV - 2x100MVA,
Seccionamento da LT 230
kV Vila do Conde / Miltônia e LT 230 kV Vila do Conde / ToméAçu - C2, 8 de abril de 2013.
MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO (RELATÓRIOS R3)
A TRANSMISSORA deve implantar as instalações de transmissão deste LOTE G, observando a
legislação e os requisitos ambientais aplicáveis.
Nº EMPRESA
RELATÓRIO S/Nº
EEMT_RE_004/2013
DOCUMENTO
Relatório R3 - CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE
SOCIOAMBIENTAL - Ampliação da SE Castanhal 230 kV, 28 de
fevereiro de 2013.
Relatório R3 - CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE
SOCIOAMBIENTAL - SE TOME-AÇU 230/138 kV (nova),
SECCIONAMENTO DA LT 230 kV VILA DO CONDE / MILTÔNIA
na futura SE TOME-AÇU e LT 230 kV VILA DO CONDE / TOMEAÇU - C2, 12 de abril de 2013.
VOL. III - Fl. 60 de 68
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13.1.3.
CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES (RELATÓRIOS R4)
Nº EMPRESA
ERTE-CST-2103
2787-1-130411
EET_R4_NNE TMA_001-2013
EET_R4_NNE VDC_001-2013
DOCUMENTO
Relatório R4 – SUBESTAÇÃO CASTANHAL 230 kV
CARACTERÍSTICAS E REQUISITOS BÁSICOS DAS
INSTALAÇÕES, 18 de março de 2013.
Relatório R4 - Caracterização da Rede Existente SUBESTAÇÃO MILTÔNIA III, 27 de março de 2013.
Relatório R4 - Caracterização da Rede Existente SUBESTAÇÃO TOMÉ-AÇU – 230/138/34,5 kV, 8 de abril
de 2013.
Relatório R4 - Caracterização da Rede Existente –
SUBESTAÇÃO VILA DO CONDE 500/230/69/13,8 kV, 10
de abril de 2013.
VOL. III - Fl. 61 de 68
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14.
DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Conforme previsto no Edital e para fins de verificação da conformidade com os requisitos técnicos
exigidos, a TRANSMISSORA deve apresentar à ANEEL para liberação o Projeto Básico das
instalações deste lote.
A TRANSMISSORA deve entregar 2 cópias de toda documentação do Projeto Básico em papel e
em meio magnético ou ótico.
14.1.
ESTUDOS DE SISTEMA E ENGENHARIA
A TRANSMISSORA deve apresentar os relatórios dos estudos apresentados no item 11.

Estudos de regime permanente






Estudos de transitórios eletromagnéticos










Modelagem da rede
Energização de linhas de transmissão
Religamento monopolar
Energização de transformadores
Rejeição de carga
Tensão de restabelecimento transitória

Curto-circuito terminal

Curto-circuito quilométrico
Tensões e correntes induzidas em lâminas de terra de seccionadoras
Coordenação de isolamento
Integração dos estudos de manobra e de coordenação de isolamento das estruturas
da LT
Outros estudos

14.2.
Estudo de fluxo de carga
Estudos de rejeição de carga
Estudos de energização de linhas
Estudos de curto-circuito
Estudos de fluxo de potência em barramentos
Campos elétricos magnéticos.
PROJETO BÁSICO DAS SUBESTAÇÕES
Os documentos de projeto básico da subestação devem incluir:

Relação de normas técnicas oficiais utilizadas.

Critérios de projeto para as obras civis, projeto eletromecânico, sistemas de proteção,
comando, supervisão e telecomunicações, instalações de blindagem e aterramento,
inclusive premissas adotadas.

Desenho de locação das instalações.

Diagrama unifilar simplificado.

Diagrama unifilar de proteção, medição e controle.
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14.3.

Desenho de arquitetura das construções: plantas, cortes e fachadas.

Arranjo geral dos pátios: planta e cortes típicos.

Arranjo dos sistemas de blindagem e aterramento.

Características técnicas dos equipamentos (reator, transformador, seccionadoras, TC, TP,
banco de capacitores, unidades de compensação série, CE, para-raios, bobina de bloqueio
etc.).

Descrição dos sistemas previstos para proteção, comando, supervisão e telecomunicações,
inclusive diagramas esquemáticos.

Descrição dos sistemas auxiliares, inclusive diagramas esquemáticos e folha de dados
técnicos de equipamentos e materiais principais.

Capacidade de corrente dos barramentos.

Alimentação dos serviços auxiliares em corrente contínua 125 Vcc

Alimentação dos Serviços auxiliares em corrente alternada 13,8 kV
PROJETO BÁSICO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO
Os documentos de projeto básico das linhas de transmissão devem apresentar:

Parâmetros elétricos da linha de transmissão

Capacidade de corrente dos cabos para-raios

Distâncias de segurança

Perdas Joule nos cabos

Desequilíbrio

Coordenação de isolamento




Isolamento à tensão máxima operativa
Isolamento a manobras
Desempenho a descargas atmosféricas
Emissão eletromagnética





Corona visual
Rádio-interferência
Ruído audível
Campo elétrico
Campo magnético

Cargas mecânicas sobre os cabos

Cargas mecânicas sobre as estruturas

Memória de cálculo dos suportes

Fadiga mecânica dos cabos

Requisitos para cantoneiras das torres de transmissão
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14.4.

Fundações

Série de estruturas

Planta do traçado das linhas

Informações sobre cruzamentos com outras LTs da Rede Básica

Informações sobre grandes travessias de rio

Projeto do seccionamento de LTs da Rede Básica
PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES
Os documentos de projeto básico de telecomunicação devem apresentar:
14.5.

Descrição sumária dos sistemas de telecomunicações.

Descrição sumária do sistema de energia (alimentação elétrica).

Diagramas de configuração dos sistemas de telecomunicações.

Diagramas de configuração do sistema de energia.

Diagramas de canalização.

Comentários sobre as alternativas de provedores de telecomunicações prováveis e sistemas
propostos.
PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE
Os documentos de projeto básico de supervisão e controle devem apresentar:

14.6.
Sistema de supervisão e controle das instalações

Requisitos gerais

Interligação de dados

Dimensionamento dos sistemas utilizados

Elenco de informações a serem supervisionadas

Sistema de supervisão pelos agentes proprietários das subestações

Sistema de supervisão pelo ONS

Requisitos básicos para a supervisão dos equipamentos

Arquitetura da interconexão com o ONS

Requisitos para o cadastramento dos equipamentos

Disponibilidade e avaliação de qualidade

Sistema para teste de conectividade da(s) interconexão(ões)
PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO
Os documentos de projeto básico de proteção devem apresentar:

Sistema de proteção da linha de transmissão
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
Esquemas de proteção utilizados

Esquemas de religamento





Geral
Religamento tripolar
Religamento monopolar
Relés verificadores de sincronismo
Sistema de proteção de transformador

Esquemas de proteção utilizados

Sincronização manual
 Lado de alta tensão
 Lado de baixa tensão
14.7.

Sistema de proteção de barramentos

Sistema de proteção de reatores shunt

Sistema de proteção de bancos de capacitores em derivação

Sistema de proteção de bancos de capacitores série

Sistema de proteção para falha de disjuntor

Sistema de proteção de compensador estático

Sistemas Especiais de Proteção
PROJETO BÁSICO DO SISTEMA DE OSCILOGRAFIA DIGITAL
Os documentos de projeto básico de oscilografia digital devem apresentar:
14.8.

Descrição funcional

Disparo do registrador digital de perturbações

Sincronização de tempo

Requisitos de compatibilidade eletromagnética

Características dos sinais de entrada e saída

Capacidade de registro de ocorrências

Requisitos de comunicação

Requisitos mínimos de registro
PLANILHAS DE DADOS DO PROJETO
A TRANSMISSORA deverá fornecer na apresentação do Projeto as planilhas disponíveis no CD
“Planilhas de Dados do Projeto” preenchidas com dados requeridos, no que couber, do
empreendimento em licitação.
15.
CRONOGRAMA
VOL. III - Fl. 65 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
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SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
A TRANSMISSORA deve apresentar cronograma de implantação das instalações de transmissão
pertencentes a sua concessão, conforme modelos apresentados nas tabelas A e B deste ANEXO
6G, com a indicação de marcos intermediários para as seguintes atividades, não se restringindo a
essas: licenciamento ambiental, projeto básico, topografia, instalações de canteiro, fundações,
montagem de torres, lançamento dos cabos condutores e instalações de equipamentos, obras
civis e montagens das instalações de Transmissão e das Subestações, e comissionamento, que
permitam aferir, mensalmente, o progresso das obras e assegurar a entrada em OPERAÇÃO
COMERCIAL no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses.
A ANEEL poderá solicitar a qualquer tempo a inclusão de outras atividades no cronograma.
A TRANSMISSORA deve apresentar mensalmente, à fiscalização da ANEEL, Relatório do
andamento da implantação das instalações de transmissão, em meio ótico e papel.
VOL. III - Fl. 66 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
15.1. CRONOGRAMA FÍSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABEL A)
NOME DA EMPRESA:
LINHA DE TRANSMISSÃO:
DATA:
No
DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA IMPLANTAÇÃO
1
PROJETO BÁSICO
2
ASSINATURA DE CONTRATOS
2.1
EPC – Estudos, projetos e construção
2.2
CCT – Acordo Operativo
2.3
CCI – Acordo Operativo
2.4
CPST
3
IMPLANTAÇÃO DO TRAÇADO
4
LOCAÇÃO DE TORRES
5
DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA
6
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
6.1
Termo de Referência
6.2
Estudo de Impacto Ambiental
6.3
Licença Prévia
6.4
Licença de Instalação
6.5
Autorização de Supressão de Vegetação
6.6
Licença de Operação
7
PROJETO EXCUTIVO
8
AQUISIÇÕES
8.1
Pedido de Compra
8.2
Estruturas
8.3
Cabos e Condutores
9
OBRAS CIVIS
9.1
Canteiro de Obras
9.2
Fundações
10
MONTAGEM
10.1
Montagem de Torres
10.2
Lançamento de Cabos
11
ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO
12
OPERAÇÃO COMERCIAL
OBSERVAÇÕES:
MESES
1
2
3
DATA DE INÍCIO
DATA DE CONCLUSÃO
ASSINATURA
ENGENHEIRO
22
23
24
DURAÇÃO
CREA No
REGIÃO
VOL. III - Fl. 67 de 68
EDITAL DE LEILÃO NO 007/2013-ANEEL
ANEXO 6G- LOTE G
SES 230/138 KV CASTANHAL E TOMÉ-AÇU; LT 230 KV VILA DO CONDE – TOMÉ-AÇU C2 E
SECCIONAMENTO DA LT 230 KV VILA DO CONDE – MILTÔNIA 3 NA SE TOMÉ-AÇU
15.2. CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B)
NOME DA EMPRESA
SUBESTAÇÂO
DATA
Meses
No
1
2
2.1
2.2
2.3
2.4
3
4
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5
4.6
5
6
6.1
6.2
6.3
DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA OBRA
1
PROJETO BÁSICO
ASSINATURA DE CONTRATOS
EPC – Estudos, projetos e construção
CCT – Acordo Operativo
CCI – Acordo Operativo
CPST
DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Termo de Referência
Estudo de Impacto Ambiental
Licença Prévia
Licença de Instalação
Autorização de Supressão de Vegetação
Licença de Operação
PROJETO EXCUTIVO
AQUISIÇÔES
Pedido de Compra
Estruturas
Equipamentos Principais (Transformadores e
Compensadores de Reativos)
6.4
Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e
etc)
6.5
Painéis de Proteção, Controle e Automação
7
OBRAS CIVIS
7.1
Canteiro de Obras
7.2
Fundações
8
Montagem
8.1
Pedido de Compra
8.2
Estruturas
8.3
Equipamentos Principais (Transformadores e
Compensadores de Reativos)
8.4
Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e
etc)
8.5
Painéis de Proteção, Controle e Automação
9
ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO
10
OPERAÇÃO COMERCIAL
DATA DE INÍCIO
DATA DE CONCLUSÃO
ENGENHEIRO
ASSINATURA
2
3
4
22 23 24
OBSERVAÇÕES:
DURAÇÃO DA OBRA
CREA No
REGIÃO
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ANEXO 6G LOTE G INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO