01 10/09 05 H O N G K O N G | BCRHAI SNI AL No. No. FISCHER NEWSLETTER Coating Thickness «editorial» Prezadas leitoras, prezados leitores O nosso ano do Jubileu, os 40 anos da firma Helmut Fischer AG, foi um ano excitante e com muitos desafios – pensem por exemplo na crise do Euro. Mesmo assim, a firma Helmut Fischer AG suplantou bastante bem o ano de 2011, realizou novos investimentos e contratou, a nível mundial, novos colaboradores. Investimos, entre outros, nos Laboratórios de Aplicação e também em Vendas e na Assistência Técnica, visando atender ainda melhor os nossos clientes . Aparelhos de medição hoje não se destinam somente à verificação do produto porém, cada vez em maior escala, ao comando dos processos de produção. Visando proporcionar-lhe total apoio nesta evolução, a firma Fischer desenvolveu o Software DataCenter – um produto que possibilita visualizar a sua estratégia de medição na forma de planos de inspeção e também visualizar e avaliar, de forma expressiva, os valores medidos. No aparelho FMP100 o inspetor é guiado durante as medição por um suporte gráfico. Neste exemplar também serão encontradas novas soluções para a medição táctil da espessura de camadas múltiplas; no caso, em cilindros para rotogravura. São apresentadas também novas aplicações na análise de pedras preciosas por meio da fluorescência de raios-X. Informe-se ainda a respeito dos progressos obtidos na difícil determinação do teor de fósforo em camadas de níquel depositadas por via química – trata-se hoje em dia de uma importante grandeza tecnológica. Reporte-se a nos com comentários a respeito destes artigos técnicos, ou então apresente-nos os seus problemas de medição específicos. Teremos o máximo prazer em aconselhá-los com presteza. Material Analysis Microhardness ut Fischer AG estará em 2012 a firma Helm , de 8 a 15 de Março, presente na Baselworld ógios e joias. Visite-nos a Feira Mundial para rel A50. no Pavilhão 3U, stand VIsIT Us @ March, 8 – 15, 2012 switzerland «observando com atenção» Determinação com precisão da corrosão em locais ocos Com a nova sonda para a medição em locais ocos V3FGA06H, desenvolvida especialmente para servir à industria automobilística, torna-se possível medir com precisão, por via não-destrutiva, a espessura de camadas de pintura em locais de difícil acesso como em componentes de carrosserias: longarinas, colunas, travessas, reforços e outros. As modernas carrosserias de veículos são hoje pintadas por meio de imersão catódica na tinta de pintura (KTL em alemão), como proteção contra a corrosão. Até há pouco tempo era praticamente impossível medir a espessura destas delgadas camadas em locais de difícil acesso, a não ser que o componente fosse cortado. Com o auxílio da nova sonda V3FGA06H os especialistas da firma FISCHER conseguiram resolver este problema. A nova sonda V3FGA06H possui uma forma extremamente elegante, com uma curvatura específica e uma cabeça de medição pequena com suspensão cardânica. Desta maneira, pode ser introduzida nos componentes da carrosseria através das pequenas aberturas existentes e possibilita a medição da espessura da camada de pintura em locais antes inalcançaveis. A cinemática bem projetada da cabeça de medição articulada garante um apoio correto e, como consequência, uma medição precisa, tanto nas medições «cegas» como em superfícies inclinadas. Walter Mittelholzer Marcel Koch CEO Gerente de Marketing pintura aplicada em locais ocos com a ajuda Helmut Fischer Holding AG Helmut Fischer AG do aparelho FISCHERSCOPE FMP100 e da Medição da espessura de uma camada de Helmut Fischer AG Material Testing sonda V3FGA06. A nova sonda para medições em locais ocos V3FGA06H é compativel com os aparelhos de medição da série FMP da firma HELMUT FISCHER. Em conjunto com o aparelho de medição DUALSCOPE FMP100 torna-se a ferramenta ideal para proporcionar um bom nível de Garantia da Qualidade. «aplicação prática» Software FISCHER DataCenter 6 5 4 Otimizar o processo de produção 1 Avaliar os resultados das medições Elaborar um plano de inspeção Transferir os dados 2 Transferir o plano de inspeção Ciclo de inpeção Fischer DataCenter IP/IP-Multi 3 Medir A funcionabilidade dos aparelhos de medição FISCHER com interfaces USB e RS232 é bastante ampliada pela utilização do Software Fischer DataCenter. De maneira simples e rápida, os valores medidos podem ser transferidos a um PC, relatórios de inspeção podem ser elaborados e imprimidos. No caso da variante DataCenter IP é possível elaborar no PC planos de inspeção – com a utilização, em seguida, nas telas Touch Screen dos aparelhos de medição manuais da série DUALSCOPE® FMP 100/150. Registro Um aparelho de medição deverá ser registrado no FISCHER DataCenter e receber um nome antes da primeira transmissão de dados. Um assistente guia o usuário através dos poucos passos necessários. O FISCHER DataCenter memoriza todos os ajustes importantes. Quando se desejar acessar valores medidos por um aparelho, será suficiente citar o nome deste e a transmissão poderá ter início. Não será mais necessário conhecer parâmetros da interface. Arquivamento & Interpretação Os dados de medição recebidos são arquivados em uma estrutura ordenada e a qualquer momento poderão ser consultados, interpretados e comparados. O DataCenter possibilita uma imediata interpretação dos dados da medição e, com isto, uma visão rápida do processo. Por meio de somente um clique, o Software mostra um histograma, um diagrama de frequências, um cartão de regulagem do processo SPC ou então o diagrama de diagnóstico de produção FDD, desenvolvido e patenteado pela firma Fischer. Figura 1: Elaboração de um relatório. Os campos reservados para os valores medidos e para a estatística apresentam um fundo cinza. FISCHERSCOPE® No. 05 INÍCIO Inserir comentário Medir 3x no ponto 1 do capô Medir 3x no ponto 2 do capô Medir 3x no ponto 6 do capô Inserir comentário FIM Figura 2: Esquema da sequência de medições sobre um capô com 6 pontos de medição Modelos de relatórios & Relatórios Visando apresentar os resultados das medições de uma maneira clara, com todos os parâmetros desejados, o DataCenter FISCHER oferece a possibilidade de se elaborar modelos de relatórios. A elaboração acontece por meio de um editor integrado ao programa (figura 1). Para tanto, são colocados à disposição as características de formatação usuais, tais como tipo, tamanho e cor das letras, assim como tabelas, gráficos, fotos do objeto medido, caixas de texto, linhas de topo e de rodapé (logotipo). Com a ajuda de campos reservados para os valores medidos, detalhes estatísticos, data e horário etc.e por meio de interpretações gráficas são definidos a posição, o tamanho e os parâmetros dos valores a serem inseridos. Mais tarde, este modelo é preenchido com os dados dos valores medidos, podendo ser imprimido ou então armazenado como um relatório finalizado. Planos de inspeção (necessário: DataCenter IP ou IP-Multi) Um aspecto muito importante do DataCenter IP FISCHER é a possibilidade de elaborar planos de inspeção para os aparelhos DUALSCOPE® FMP100/150. Cada plano de inspeção deveria ser precedido pela elaboração de uma estratégia de medição. A sequência de medições assim estabelecida é registrada no DataCenter IP como um plano de medição. Após a transferência do plano de medição para o aparelho manual FMP100/150 o inspetor dispõe de informações exatas no Display Gráfico: onde e com qual frequência deverá efetuar medições no objeto. No FISCHER DataCenter IP será ainda definido o que o inspetor deverá, mais tarde, medir ou inserir. Assim podem ser definidos elementos únicos para o início e o término da sequência de medições, e também características que irão se repetir para cada peça a ser medida (figura 2). No caso de características do tipo «valor medido» pode-se prescrever a quantidade de medições individuais e os limites de tolerância, que sinalizam ao inspetor, no ato, se os valores medidos desviam dos valores prescritos (figura 3). 6 5 4 3 2 1 Um aspecto interessante das características é que a cada uma pode ser associada uma figura. Esta figura (por exemplo o capô do motor) é transferida junto com o plano de inspeção ao FMP 100/150, mostrando ao inspetor onde deverá ser medido, ou interpretado. Adicionalmente às figuras para as características individuais, também pode ser transferida uma figura para o plano de inspeção todo. Esta figura fornece assim, no aparelho, uma visão geral de toda a tarefa a ser executada (veja a figura 5 com os 6 pontos de medição sobre o capô do motor). Figura 3: Definição para a característica “posições de medição” 1, 2, 3, 4 , 5 e 6 sobre um capô de motor. Plano de inspeção indicando onde e quantas vezes deverá ser medido. No. 05 FISCHERSCOPE® Execução do plano de inspeção e a sua interpretação Depois que um plano de inspeção foi ativado em um aparelho FMP 100/150, o inspetor é guiado intuitivamente, por meio de diversas indicações no Display do mesmo, através das várias etapas de medição. Figuras mostram ao inspetor exatamente a posição do local onde deverá medir (vide capô do motor). Campos a serem preenchidos podem receber, por exemplo, o número da peça, o nome do inspetor ou outros atributos. Esta orientação passo-a-passo através de cada definição/característica minimiza o fator de erro «pessoa», incrementando assim a qualidade e a confiabilidade das medições. outros resultados já existentes, poderá ser intrepretado ou utilizado no preenchimento de modelos de relatório prédeterminados (figura 5). Ficam dispensados assim os formulários preenchidos à mão com cada valor medido. O aparelho memoriza como resultado todos os valores medidos, seleções e entradas do plano de inspeção executado. Após a transferência para o PC os resultados da inspeção são liberados como folhas de dados próprios na estrutura ordenada do inspetor. Neste local o resultado da inspeção, eventualmente junto com Assim o FISCHER DataCenter oferece uma excelente complementação aos aparelhos de medição da linha Fischer, proporcionando a cada um a chance de interpretar e de comparar, de modo simples, os valores medidos. Conclusão Com o FISCHER DataCenter/IP/IP-Multi o usuário dispõe de uma ferramenta eficiente para a administração dos valores medidos. Seja interpretação, seja arquivamento ou protocolização – nunca foi tão simples resolver todas estas tarefas com somente um único programa. Dipl.-Ing.(BA) Steve Tyrann Figura 4: FMP100 com plano de inspeção. Sugerida a medição no ponto 2 (3 repetições). Figura 5: Resultado da inspeção com os valores medidos e interpretações para 6 pontos de medição sobre um capô de motor. «olhando com atenção» A medição de camadas galvanizadas em cilindros para rotogravura O processo da rotogravura é muito empregado na impressão de revistas, catalogos, selos postais, embalagens, papéis de parede ou decorativos para a indústria moveleira, assim como em publicações artísticas de alto nível. O cilindro de gravação empregado neste processo consta de um núcleo de aço revestido com Cobre, no qual se grava a figura/texto a ser imprimido. Em seguida, para aumentar a resistência ao desgaste, é aplicada uma camada de Cromo. Nestes dois processos de revestimento galvânicos, para se obter a qualidade de impressão desejada, devem ser observadas, e controladas, as devidas tolerâncias. Para esta tarefa a firma Fischer oferece métodos «sob medida» nas áreas da medição da espessura e da condutividade elétrica. Condutividade elétrica da camada de Cobre – Uma medida para a capacidade de gravação O cobre como material para ser gravado é relativamente «mole»; para aumentar a sua dureza, são acrescentados aditivos ao banho de galvanização. A medição direta da dureza da camada de Cobre durante o processo de produção pode ser substituída por uma medição muito mais eficiente: a medição da condutividade elétrica, já que esta apresenta uma correlação direta com a dureza. Valores típicos encontram-se na faixa de σCu =80%IACS. A condutividade elétrica prescrita pode ser determinada com precisão com a ajuda do aparelho SMP10 provido da sonda ES40. Na maioria dos casos a espessura das camadas de Cobre se situa acima de dCu>150µm, podendo alcançar 2 mm em alguns casos. De FISCHERSCOPE® No. 05 dureza superficial insuficiente e, como consequência, em um número insuficiente de cópias. Valores típicos se acham entre dCr= 4/µm...15/µm. Para o necessário controle do processo dispõe-se da sonda FN5D (veja a figura 1), conectada ao aparelho manual FMP100. Esta sonda possibilita a medição simultânea e muito precisa das duas camadas no cilindro acabado (modo Duplex). Porém, tanto a espessura da camada de Cu como aquela da camada de Cr pode ser determinada individualmente após a respectiva etapa de deposição (modo Dual). Figura 1: Sonda FN5D – medição na prática sobre um cilindro para rotogravura(Ø=140mm) acordo com esta espessura escolhe-se no aparelho a frequência adequada visando alcançar os melhores resultados (profundidade de penetração do campo magnético). No caso de camadas de Cobre delgadas (dCu<350µm) dispõe-se da sonda ES40HF (1,25 MHz). Medição da espessura de camadas – Observação das tolerâncias prescritas As espessuras das camadas de Cu, respectivamente de Cr, devem ser depositadas obedecendo às tolerâncias prescritas. A camada de Cu depositada determina o diâmetro externo final do cilindro e, com isto, o perímetro do mesmo, que deverá corresponder ao comprimento do quadro imprimido, respectivamente a um múltiplo deste. A espessura da camada de Cr não deverá ultrapassar o limite de tolerância prescrito, pois senão os receptáculos não poderão receber a quantidade suficiente de tinta de impressão. Por outro lado, se esta tolerância não for alcançada, resultará uma A sonda FN5D possibilita medições em todos os diâmetros de cilindro situados entre 100 e 500mm. Por meio de 2 prismas intercambiáveis (acessório especial; veja a figura 2) a sonda pode ser apoiada firmemente sobre qualquer tipo de cilindro, resultando em uma boa reprodutibilidade nas medições. As influências de curvatura e de condutividade elétrica são compensadas e não afetam os resultados. Por isso, todas as calibragens do aparelho podem ser executadas nos padrões planos fornecidos (acessórios especiais), de diversos materiais. Para a verificação do funcionamento da sonda dispõe-se, entre outros, de um padrão de calibragem dCr=8/µm (veja a figura 2). Também a medição da espessura de camadas muito delgadas de Cromo, no limite inferior da escala, atende aos requisitos para os meios de medição e independe da espessura e da condutividade da camada subjacente de Cobre. O sistema de medição informa a respeito de não-homogeneidades nas duas camadas sobre o cilindro. Assim, é possível realizar o Controle da Qualidade total, de maneira otimizada e efetiva, das camadas galvânicas de Cobre e de Cromo em cilindros para rotogravura. As seguintes faixas de medição são abrangidas com a sonda FN5D, tanto no modo Duplex como no modo Dual: dCr até 30/µm e dCu até 7mm. Dr. Hans-Peter Vollmar Figura 2: Sonda FN5D com acessórios – 2 prismas de apoio para cilindros (Ø1=80mm até 260mm; Ø2=230mm até 540mm); 1 prisma de apoio para superfícies planas; 1 padrão de calibragem (Cr/Cu com d Cr=8µm, base Cu e Fe) N o . 0 5 FISCHERSCOPE® «aplicação prática» Exemplo de excitação múltipla na análise de pedras preciosas e de moedas antigas Figura 2: Verificação automatica de uma série de pedras preciosas com a mesa XY do aparelho XUV®-773 Desde a versão 6.22 do WinFTM® o Software dos aparelhos FISCHERSCOPE® X-RAY inclue uma rotina muito potente, que mede automaticamente um único objeto por meio de diversas condições de excitação (alta tensão da ampola, respectivamente filtro primário) detectando assim, simultaneamente e de modo otimizado, tanto elementos leves como pesados (leia também o artigo «Fluorescência de raios-X no vácuo» no boletim FISCHERSCOPE 02/09). Figura 1: O aparelho RFA XUV®-773 com a sua câmara de vácuo é bastante Uma possível aplicação desta rotina encontra-se no âmbito da arqueologia, na análise de moedas antigas. A distribuição não-homogênea dos elementos de liga em uma moeda permite obter conclusões a respeito das técnicas de cunhagem utilizadas. adequado para medições de pedras preciosas. Analisou-se uma moeda romana do ano de 355 D.C., que mostra Constantino II, quanto à sua composição. O resultado de uma medição no olho é mostrado na tabela 1. A liga é formada por 13 elementos, sendo alguns leves como Alumínio ou Silício e outros pesados como Prata e Chumbo. O teor de Cloro pode ser explicado como resultante da corrosão do conteúdo de Cobre (CuCl2), sendo pouco provável que tenha feito parte da liga. Um escaneamento da área demarcada pelo quadrado (veja a figura 4) mostra os sinais de desgaste oriundos do manuseio da moeda: as áreas mais elevadas como bochechas, queixo e trança conteem menos concentração de elementos menos nobres, como Alumínio e Chumbo, enquanto que são maiores as concentrações de metais mais nobres como Cobre e Prata. Figura 3: Moeda romana, cunhada em aprox.355 D.C. em Constantinopla, encontrada em 2005 no estado do Sarre/Alemanha. O quadrado delimita a Al si P s Cl K Ca 2.52 ± 0.06 3.16 ± 0.06 0.25 ± 0.01 0.18 ± 0.02 7.37 ± 0.12 0.37 ± 0.01 0.91 ± 0.01 Fe Ag sn As Pb Cu 0.16 ± 0.01 0.94 ± 0.04 0.80 ± 0.03 0.09 ± 0.02 3.54 ± 0.05 79.90 ± 0.27 [%] Tabela 1: Resultados das medições repetidas no olho da cabeça. área escaneada. FISCHERSCOPE® No. 05 Figura 4: Distribuição das concentrações dos elementos Cobre, Prata, Alumínio e Chumbo na moeda. Precisões de repetibilidade como na Tabela 1. Uma outra aplicação interessante da excitação múltipla é a análise de pedras preciosas para identificação e para a detecção de pedras fabricadas artificialmente. A figura 5 mostra diversas pedras que foram classificadas pelo seu proprietário como sendo Safiras. Tanto as Safiras como os Rubís são variedades do mineral Coríndon, sendo constituídos por Óxido de Alumínio (Al2O3) e por uma série de traços de elementos como p.ex. Titânio, Cálcio, Ferro, Cromo, Gálio ou Estrôncio. A pedra contida no anel, na figura 6, também foi analisada por meio de excitação múltipla; os resultados são apresentados na Tabela 2. A identificação como sendo Safira foi fácil, mas também conseguiram-se outras informações pela análise. Os resultados mostram claramente que nem Gálio e nem Ferro estão contidos na pedra, ocorrendo no entanto traços de Níquel e Chumbo, fato que exclui uma origem natural da pedra. Isto posto e a realidade de que uma Safira natural deste tamanho superaria claramente o orçamento do autor. A Tabela 2 mostra o extrato de uma análise destas cinco pedras. Reconhece-se de imediato que a pedra branca à direita não pode ser uma Safira, já que contem relativamente pouco Óxido de Alumínio e, na maioria, Óxido de Silício. Trata-se aqui de uma Água Marinha, uma variedade do silicato metálico Berílio (Be3Al2Si6O18). Dr. Jens Kessler Figura 5: Cinco pedras preciosas classificadas pelo proprietário como sendo Safiras. Uma delas foi confirmada como sendo água-marinha. Safira amarelo vermelhoalaranjado CaO 51 TiO2 10 Fe2O3 14,291 Ga2O3 207 Co3O4 161 Ni 91 Pb -1 SiO2 1,720 Al2O3 983,268 57 15 8,052 73 22 76 0 1,087 990,116 violeta marrom branco azul (anel) 57 998 56 88 4 109 107 214 9,519 2,189 6,279 35 103 141 78 12 23 18 22 236 85 68 126 243 -1 -2 9 50 635 25,271 812,330 1,020 989,151 970,363 179,913 997,360 Tabela 2: Resultados da análise das 5 pedras mostradas na figura 5 e do anel na figura 6. Resultados em ppm; a precisão de repetição dos resultados é < 50 ppm para traços de elementos, respectivamente < 5000 ppm para os componentes da matriz SiO2 e Al2O3. Os traços verdes sugerem uma origem natural; os traços vermelhos sugerem uma origem artificial. Figura 6: Anel com Safira azul, que foi classificada como tendo sido fabricada artificialmente através da análise dos traços de elementos. No. 05 FISCHERSCOPE® «aplicação prática» Medição do teor de Fósforo em camadas de Níquel depositadas por via química por meio da fluorescência de raios-X (cps) Figura 1: Espectros de fluorescência de camadas NiP com diferentes teores de P. A intensidade dos picos P-K representa diretamente a concentração de Fósforo . (keV) O teor de Fósforo em uma camada de Níquel depositada por via química é uma grandeza tecnológica importante cuja determinação, no entanto, apresenta algumas dificuldades. A análise por meio da fluorescência de raios-X (RFA), bastante difundida na área da galvanoplastia para a medição da espessura de camadas e na análise destas, podia ser aplicada apenas indiretamente através da avaliação do sinal do elemento básico Fósforo. Ficavam-se assim limitados a sistemas com um único substrato constituído por um elemento pesado. Além disto, era necessária uma espessura mínima de aprox. 4µm. A aplicação deste método continua a ser bastante viável utilizando aparelhos equipados com tubo de contagem proporcional. Utilizando os seletores de deriva de Silício (SDD) disponíveis hoje em dia, o pico de fluorescência P-K pode ser determinado diretamente; veja a figura 1. Resultam assim diversas novas aplicações para a análise de P em Níquel químico. Desta maneira pode-se medir o teor de P em Níquel químico em qualquer material de base, p.ex. em placas de circuito impresso (Cu/resina de epoxi), ligas revestidas e também sobre alumínio ou plástico. Duas características deverão ser observadas na determinação direta do teor de P e da espessura da camada de NiP: a) a espessura da camada e o teor de P deverão ser medidos com diferentes modos de excitação ( «excitação múltipla» – DefMA especiais) b) devido à reduzida energia da radiação fluorescente P-K a profundidade de informação para o teor de P é de aprox. um micrometro. Durante a excitação branda, que é necessária para se obter uma medição efetiva de P, surgem reflexos de refração. A influência destes na avaliação dos espectros pode ser evitada pela escolha de um ajuste adequado de DefMA. Por isso, na instalação das aplicações NiP em um FISCHERSCOPE® X-RAY com SDD, será necessário lançar mão de ajustes autorizados. exemplo de medição: NiP/Al (Memória em disco rígido). XDV®-SDD, 50 kV com filtro de Al 0.5 mm e 10 kV sem filtragem. Diafragma Ø 3 mm. Tempo de medição 20 s por excitação. 10 medições individuais na mesma posição (medições repetitivas). Pode-se observar neste exemplo que a precisão da medição é bastante boa. Mesmo assim uma investigação a respeito de todas as grandezas influentes mostrou que se deve contar com uma insegurança de medição para o P de, no mínimo 0.5 massa %. Este é também o valor da insegurança de medição típica para as amostras de referência FISCHER (padrões de calibragem, veja também a figura 2), que hoje são geradas para possibilitar uma medição rastreável. A firma FISCHER coloca à disposição dos seus clientes jogos de padrões de calibragem de NiP sobre Ferro, Cobre, Latão, material de placas de circuitos impressos (forração de Cu) e Alumínio. Valores individuais n=1 n=2 n=3 n=4 n=5 n=6 n=7 n=8 n=9 n = 10 Valor médio Desvio padrão P Ni1 = 8.652 µm P Ni1 = 8.701 µm P Ni1 = 8.730 µm P Ni1 = 8.612 µm P Ni1 = 8.679 µm P Ni1 = 8.650 µm P Ni1 = 8.736 µm P Ni1 = 8.649 µm P Ni1 = 8.731 µm P Ni1 = 8.733 µm 8.687 µm 0.045 µm P = 11.59 massa % P = 11.39 massa % P = 11.92 massa % P = 11.72 massa % P = 11.56 massa % P = 11.12 massa % P = 11.50 massa % P = 11.40 massa % P = 11.72 massa % P = 11.79 massa % 11.57 massa % 0.232 massa % Tab 1: Resultados do exemplo de medição acima Resumo 1. A determinação indireta do teor de P, especialmente no caso de aparelhos com tubo de contagem, pode ser encarada como sendo relativamente robusta desde que sejam evitadas as conhecidas fontes de erro (impurezas, basculamento, camada fina demais, distância de medição inapropriada…). 2. Aparelhos providos de SDD podem medir bem a radiação P-K com excitação primária branda (10 kV, sem filtragem). 3. A avaliação da radiação P-K provem de uma profundidade relativamente pequena (< 1 µm). 4. A espessura da camada deveria ser normalmente medida com uma excitação mais dura (30 ou 50 kV). 5. Empregar somente as DefMA autorizadas pela firma Fischer. Neste caso a perturbação da avaliação do espectro por reflexos de refração permanece praticamente afastada. 6. Recomenda-se enfaticamente a utilização de padrões apropriados FISCHER. Dr. Volker Rössiger de calibragem NiP da firma hellerdruck.com Fig. 2: Diversos padrões Arotec S.A. Av. São Camilo, 29 | Granja Viana 06709-150 COTIA - SP Fone: 55 11 4613 8610 | www.arotec.com.br FISCHER (apenas uma seleção). FISCHERSCOPE® No. 05