01 10/09
05
H O N G K O N G | BCRHAI SNI AL
No.
No.
FISCHER NEWSLETTER
Coating Thickness
«editorial»
Prezadas leitoras,
prezados leitores
O nosso ano do Jubileu, os 40 anos da firma Helmut Fischer AG, foi um ano excitante e com
muitos desafios – pensem por exemplo na crise
do Euro. Mesmo assim, a firma Helmut Fischer
AG suplantou bastante bem o ano de 2011, realizou novos investimentos e contratou, a nível
mundial, novos colaboradores. Investimos, entre
outros, nos Laboratórios de Aplicação e também
em Vendas e na Assistência Técnica, visando
atender ainda melhor os nossos clientes .
Aparelhos de medição hoje não se destinam
somente à verificação do produto porém, cada
vez em maior escala, ao comando dos processos de produção. Visando proporcionar-lhe
total apoio nesta evolução, a firma Fischer
desenvolveu o Software DataCenter – um produto que possibilita visualizar a sua estratégia
de medição na forma de planos de inspeção
e também visualizar e avaliar, de forma expressiva, os valores medidos. No aparelho FMP100 o
inspetor é guiado durante as medição por um
suporte gráfico.
Neste exemplar também serão encontradas novas soluções para a medição táctil da espessura
de camadas múltiplas; no caso, em cilindros
para rotogravura. São apresentadas também
novas aplicações na análise de pedras preciosas
por meio da fluorescência de raios-X.
Informe-se ainda a respeito dos progressos obtidos na difícil determinação do teor de fósforo
em camadas de níquel depositadas por via química – trata-se hoje em dia de uma importante
grandeza tecnológica.
Reporte-se a nos com comentários a respeito
destes artigos técnicos, ou então apresente-nos
os seus problemas de medição específicos.
Teremos o máximo prazer em aconselhá-los
com presteza.
Material Analysis
Microhardness
ut Fischer AG estará
em 2012 a firma Helm
, de 8 a 15 de Março,
presente na Baselworld
ógios e joias. Visite-nos
a Feira Mundial para rel
A50.
no Pavilhão 3U, stand
VIsIT Us @
March, 8 – 15, 2012
switzerland
«observando com atenção»
Determinação com precisão
da corrosão em locais ocos
Com a nova sonda para a
medição em locais ocos V3FGA06H, desenvolvida especialmente para servir à industria automobilística, torna-se
possível medir com precisão,
por via não-destrutiva, a
espessura de camadas de
pintura em locais de difícil
acesso como em componentes de carrosserias: longarinas,
colunas, travessas, reforços e
outros.
As modernas carrosserias de veículos são hoje pintadas por meio de imersão
catódica na tinta de pintura (KTL em alemão), como proteção contra a corrosão.
Até há pouco tempo era praticamente impossível medir a espessura destas delgadas camadas em locais de difícil acesso, a não ser que o componente fosse cortado.
Com o auxílio da nova sonda V3FGA06H os especialistas da firma FISCHER conseguiram resolver este problema. A nova sonda V3FGA06H possui uma forma
extremamente elegante, com uma curvatura específica e uma cabeça de medição
pequena com suspensão cardânica. Desta maneira, pode ser introduzida nos
componentes da carrosseria através
das pequenas aberturas existentes e
possibilita a medição da espessura
da camada de pintura em locais antes
inalcançaveis. A cinemática bem
projetada da cabeça de medição
articulada garante um apoio correto e,
como consequência, uma medição
precisa, tanto nas medições «cegas»
como em superfícies inclinadas.
Walter Mittelholzer
Marcel Koch
CEO
Gerente de Marketing
pintura aplicada em locais ocos com a ajuda
Helmut Fischer Holding AG
Helmut Fischer AG
do aparelho FISCHERSCOPE FMP100 e da
Medição da espessura de uma camada de
Helmut Fischer AG
Material Testing
sonda V3FGA06.
A nova sonda para medições em locais
ocos V3FGA06H é compativel com os
aparelhos de medição da série FMP da
firma HELMUT FISCHER. Em conjunto
com o aparelho de medição DUALSCOPE FMP100 torna-se a ferramenta
ideal para proporcionar um bom nível
de Garantia da Qualidade.
«aplicação prática»
Software FISCHER DataCenter
6
5
4
Otimizar o processo de produção
1
Avaliar os resultados
das medições
Elaborar um plano de inspeção
Transferir
os dados
2
Transferir o plano
de inspeção
Ciclo de inpeção Fischer
DataCenter IP/IP-Multi
3
Medir
A funcionabilidade dos aparelhos de medição FISCHER com interfaces USB e RS232 é bastante ampliada pela utilização do Software
Fischer DataCenter. De maneira simples e rápida, os valores medidos podem ser transferidos a um PC, relatórios de inspeção podem
ser elaborados e imprimidos. No caso da variante DataCenter IP
é possível elaborar no PC planos de inspeção – com a utilização,
em seguida, nas telas Touch Screen dos aparelhos de medição
manuais da série DUALSCOPE® FMP 100/150.
Registro
Um aparelho de medição deverá ser registrado no FISCHER
DataCenter e receber um nome antes da primeira transmissão de
dados. Um assistente guia o usuário através dos poucos passos
necessários. O FISCHER DataCenter memoriza todos os ajustes
importantes. Quando se desejar acessar valores medidos por um
aparelho, será suficiente citar o nome deste e a transmissão poderá
ter início. Não será mais necessário conhecer parâmetros da
interface.
Arquivamento & Interpretação
Os dados de medição recebidos são arquivados em uma estrutura
ordenada e a qualquer momento poderão ser consultados, interpretados e comparados. O DataCenter possibilita uma imediata
interpretação dos dados da medição e, com isto, uma visão rápida
do processo. Por meio de somente um clique, o Software mostra
um histograma, um diagrama de frequências, um cartão de regulagem do processo SPC ou então o diagrama de diagnóstico de
produção FDD, desenvolvido e patenteado pela firma Fischer.
Figura 1: Elaboração de um relatório. Os campos reservados para os valores
medidos e para a estatística apresentam um fundo cinza.
FISCHERSCOPE®
No. 05
INÍCIO
Inserir
comentário
Medir 3x
no ponto
1 do capô
Medir 3x
no ponto
2 do capô
Medir 3x
no ponto
6 do capô
Inserir
comentário
FIM
Figura 2: Esquema da sequência de medições sobre um capô
com 6 pontos de medição
Modelos de relatórios & Relatórios
Visando apresentar os resultados das medições de uma maneira
clara, com todos os parâmetros desejados, o DataCenter FISCHER
oferece a possibilidade de se elaborar modelos de relatórios. A elaboração acontece por meio de um editor integrado ao programa
(figura 1). Para tanto, são colocados à disposição as características
de formatação usuais, tais como tipo, tamanho e cor das letras,
assim como tabelas, gráficos, fotos do objeto medido, caixas de
texto, linhas de topo e de rodapé (logotipo). Com a ajuda de
campos reservados para os valores medidos, detalhes estatísticos,
data e horário etc.e por meio de interpretações gráficas são
definidos a posição, o tamanho e os parâmetros dos valores a
serem inseridos. Mais tarde, este modelo é preenchido com os
dados dos valores medidos, podendo ser imprimido ou então
armazenado como um relatório finalizado.
Planos de inspeção (necessário: DataCenter IP ou IP-Multi)
Um aspecto muito importante do DataCenter IP FISCHER é a
possibilidade de elaborar planos de inspeção para os aparelhos
DUALSCOPE® FMP100/150. Cada plano de inspeção deveria ser
precedido pela elaboração de uma estratégia de medição. A
sequência de medições assim estabelecida é registrada no
DataCenter IP como um plano de medição. Após a transferência do
plano de medição para o aparelho manual FMP100/150 o inspetor
dispõe de informações exatas no Display Gráfico: onde e com qual
frequência deverá efetuar medições no objeto.
No FISCHER DataCenter IP será ainda definido o que o inspetor
deverá, mais tarde, medir ou inserir. Assim podem ser definidos
elementos únicos para o início e o término da sequência de medições, e também características que irão se repetir para cada peça
a ser medida (figura 2).
No caso de características
do tipo «valor medido»
pode-se prescrever a quantidade de medições individuais e os limites de tolerância, que sinalizam ao
inspetor, no ato, se os valores medidos desviam dos
valores prescritos (figura 3).
6
5
4
3
2
1
Um aspecto interessante
das características é que a
cada uma pode ser associada uma figura. Esta figura (por exemplo o capô do
motor) é transferida junto
com o plano de inspeção
ao FMP 100/150, mostrando ao inspetor onde deverá ser medido, ou interpretado. Adicionalmente às
figuras para as características individuais, também pode ser transferida uma figura para o
plano de inspeção todo. Esta figura fornece assim, no aparelho,
uma visão geral de toda a tarefa a ser executada (veja a figura 5
com os 6 pontos de medição sobre o capô do motor).
Figura 3: Definição para a característica “posições de medição” 1, 2, 3, 4 , 5 e 6 sobre um capô de motor.
Plano de inspeção indicando onde e quantas vezes deverá ser medido.
No. 05
FISCHERSCOPE®
Execução do plano de inspeção e a sua interpretação
Depois que um plano de inspeção foi ativado em um aparelho FMP
100/150, o inspetor é guiado intuitivamente, por meio de diversas
indicações no Display do mesmo, através das várias etapas de
medição. Figuras mostram ao inspetor exatamente a posição do
local onde deverá medir (vide capô do motor). Campos a serem
preenchidos podem receber, por exemplo, o número da peça, o
nome do inspetor ou outros atributos. Esta orientação passo-a-passo através de cada definição/característica minimiza o fator de
erro «pessoa», incrementando assim a qualidade e a confiabilidade
das medições.
outros resultados já existentes, poderá ser intrepretado ou utilizado no preenchimento de modelos de relatório prédeterminados
(figura 5). Ficam dispensados assim os formulários preenchidos à
mão com cada valor medido.
O aparelho memoriza como resultado todos os valores medidos,
seleções e entradas do plano de inspeção executado. Após a
transferência para o PC os resultados da inspeção são liberados
como folhas de dados próprios na estrutura ordenada do inspetor.
Neste local o resultado da inspeção, eventualmente junto com
Assim o FISCHER DataCenter oferece uma excelente complementação aos aparelhos de medição da linha Fischer, proporcionando
a cada um a chance de interpretar e de comparar, de modo
simples, os valores medidos. Conclusão
Com o FISCHER DataCenter/IP/IP-Multi o usuário dispõe de uma
ferramenta eficiente para a administração dos valores medidos.
Seja interpretação, seja arquivamento ou protocolização – nunca
foi tão simples resolver todas estas tarefas com somente um único
programa.
Dipl.-Ing.(BA) Steve Tyrann
Figura 4: FMP100 com plano de
inspeção. Sugerida a medição
no ponto 2 (3 repetições).
Figura 5: Resultado da inspeção com os valores medidos e interpretações para
6 pontos de medição sobre um capô de motor.
«olhando com atenção»
A medição de camadas galvanizadas
em cilindros para rotogravura
O processo da rotogravura é muito empregado na impressão de
revistas, catalogos, selos postais, embalagens, papéis de parede
ou decorativos para a indústria moveleira, assim como em publicações artísticas de alto nível. O cilindro de gravação empregado
neste processo consta de um núcleo de aço revestido com Cobre,
no qual se grava a figura/texto a ser imprimido. Em seguida, para
aumentar a resistência ao desgaste, é aplicada uma camada de
Cromo.
Nestes dois processos de revestimento galvânicos, para se obter a
qualidade de impressão desejada, devem ser observadas, e controladas, as devidas tolerâncias. Para esta tarefa a firma Fischer oferece métodos «sob medida» nas áreas da medição da espessura e
da condutividade elétrica.
Condutividade elétrica da camada de Cobre – Uma medida
para a capacidade de gravação
O cobre como material para ser gravado é relativamente «mole»;
para aumentar a sua dureza, são acrescentados aditivos ao banho
de galvanização. A medição direta da dureza da camada de Cobre
durante o processo de produção pode ser substituída por uma
medição muito mais eficiente: a medição da condutividade
elétrica, já que esta apresenta uma correlação direta com a dureza.
Valores típicos encontram-se na faixa de σCu =80%IACS. A condutividade elétrica prescrita pode ser determinada com precisão com
a ajuda do aparelho SMP10 provido da sonda ES40.
Na maioria dos casos a espessura das camadas de Cobre se situa
acima de dCu>150µm, podendo alcançar 2 mm em alguns casos. De
FISCHERSCOPE®
No. 05
dureza superficial insuficiente e, como consequência, em um
número insuficiente de cópias. Valores típicos se acham entre
dCr= 4/µm...15/µm.
Para o necessário controle do processo dispõe-se da sonda FN5D
(veja a figura 1), conectada ao aparelho manual FMP100. Esta
sonda possibilita a medição simultânea e muito precisa das duas
camadas no cilindro acabado (modo Duplex). Porém, tanto a
espessura da camada de Cu como aquela da camada de Cr pode
ser determinada individualmente após a respectiva etapa de
deposição (modo Dual).
Figura 1: Sonda FN5D – medição na prática sobre um cilindro para
rotogravura(Ø=140mm)
acordo com esta espessura escolhe-se no aparelho a frequência
adequada visando alcançar os melhores resultados (profundidade
de penetração do campo magnético). No caso de camadas de
Cobre delgadas (dCu<350µm) dispõe-se da sonda ES40HF (1,25 MHz).
Medição da espessura de camadas –
Observação das tolerâncias prescritas
As espessuras das camadas de Cu, respectivamente de Cr, devem
ser depositadas obedecendo às tolerâncias prescritas. A camada
de Cu depositada determina o diâmetro externo final do cilindro e,
com isto, o perímetro do mesmo, que deverá corresponder ao
comprimento do quadro imprimido, respectivamente a um múltiplo deste. A espessura da camada de Cr não deverá ultrapassar
o limite de tolerância prescrito, pois senão os receptáculos não
poderão receber a quantidade suficiente de tinta de impressão.
Por outro lado, se esta tolerância não for alcançada, resultará uma
A sonda FN5D possibilita medições em todos os diâmetros de
cilindro situados entre 100 e 500mm. Por meio de 2 prismas intercambiáveis (acessório especial; veja a figura 2) a sonda pode ser
apoiada firmemente sobre qualquer tipo de cilindro, resultando
em uma boa reprodutibilidade nas medições. As influências de
curvatura e de condutividade elétrica são compensadas e não
afetam os resultados. Por isso, todas as calibragens do aparelho
podem ser executadas nos padrões planos fornecidos (acessórios
especiais), de diversos materiais. Para a verificação do funcionamento da sonda dispõe-se, entre outros, de um padrão de calibragem dCr=8/µm (veja a figura 2). Também a medição da espessura
de camadas muito delgadas de Cromo, no limite inferior da escala,
atende aos requisitos para os meios de medição e independe da
espessura e da condutividade da camada subjacente de Cobre.
O sistema de medição informa a respeito de não-homogeneidades
nas duas camadas sobre o cilindro.
Assim, é possível realizar o Controle da Qualidade total, de maneira
otimizada e efetiva, das camadas galvânicas de Cobre e de Cromo
em cilindros para rotogravura.
As seguintes faixas de medição são abrangidas com a sonda FN5D,
tanto no modo Duplex como no modo Dual: dCr até 30/µm e dCu
até 7mm.
Dr. Hans-Peter Vollmar
Figura 2: Sonda FN5D com acessórios – 2 prismas de apoio para cilindros (Ø1=80mm até 260mm; Ø2=230mm até 540mm); 1 prisma de apoio para superfícies planas;
1 padrão de calibragem (Cr/Cu com d Cr=8µm, base Cu e Fe)
N o . 0 5 FISCHERSCOPE®
«aplicação prática»
Exemplo de excitação múltipla na análise
de pedras preciosas e de moedas antigas
Figura 2: Verificação automatica de uma série de pedras preciosas com a mesa
XY do aparelho XUV®-773
Desde a versão 6.22 do WinFTM® o Software dos aparelhos
FISCHERSCOPE® X-RAY inclue uma rotina muito potente, que mede
automaticamente um único objeto por meio de diversas condições de excitação (alta tensão da ampola, respectivamente filtro
primário) detectando assim, simultaneamente e de modo otimizado, tanto elementos leves como pesados (leia também o artigo
«Fluorescência de raios-X no vácuo» no boletim FISCHERSCOPE
02/09).
Figura 1: O aparelho RFA XUV®-773 com a sua câmara de vácuo é bastante
Uma possível aplicação desta rotina encontra-se no âmbito da arqueologia, na análise de moedas antigas. A distribuição não-homogênea dos elementos de liga em uma moeda permite obter
conclusões a respeito das técnicas de cunhagem utilizadas.
adequado para medições de pedras preciosas.
Analisou-se uma moeda romana do ano de 355 D.C., que mostra
Constantino II, quanto à sua composição. O resultado de uma
medição no olho é mostrado na tabela 1. A liga é formada por 13
elementos, sendo alguns leves como Alumínio ou Silício e outros
pesados como Prata e Chumbo.
O teor de Cloro pode ser explicado como resultante da corrosão do
conteúdo de Cobre (CuCl2), sendo pouco provável que tenha feito
parte da liga. Um escaneamento da área demarcada pelo quadrado
(veja a figura 4) mostra os sinais de desgaste oriundos do manuseio da moeda: as áreas mais elevadas como bochechas, queixo e
trança conteem menos concentração de elementos menos nobres,
como Alumínio e Chumbo, enquanto que são maiores as concentrações de metais mais nobres como Cobre e Prata.
Figura 3: Moeda romana, cunhada em aprox.355 D.C. em Constantinopla,
encontrada em 2005 no estado do Sarre/Alemanha. O quadrado delimita a
Al
si
P
s
Cl
K
Ca
2.52 ± 0.06
3.16 ± 0.06
0.25 ± 0.01
0.18 ± 0.02
7.37 ± 0.12
0.37 ± 0.01
0.91 ± 0.01
Fe
Ag
sn
As
Pb
Cu
0.16 ± 0.01
0.94 ± 0.04
0.80 ± 0.03
0.09 ± 0.02
3.54 ± 0.05
79.90 ± 0.27
[%]
Tabela 1: Resultados das medições repetidas no olho da cabeça.
área escaneada.
FISCHERSCOPE®
No. 05
Figura 4: Distribuição das concentrações dos elementos Cobre, Prata, Alumínio e Chumbo na moeda.
Precisões de repetibilidade como na Tabela 1.
Uma outra aplicação interessante da excitação múltipla é a análise
de pedras preciosas para identificação e para a detecção de pedras
fabricadas artificialmente. A figura 5 mostra diversas pedras que
foram classificadas pelo seu proprietário como sendo Safiras. Tanto as Safiras como os Rubís são variedades do mineral Coríndon,
sendo constituídos por Óxido de Alumínio (Al2O3) e por uma série
de traços de elementos como p.ex. Titânio, Cálcio, Ferro, Cromo,
Gálio ou Estrôncio.
A pedra contida no anel, na figura 6, também foi analisada por
meio de excitação múltipla; os resultados são apresentados na
Tabela 2. A identificação como sendo Safira foi fácil, mas também
conseguiram-se outras informações pela análise. Os resultados
mostram claramente que nem Gálio e nem Ferro estão contidos na
pedra, ocorrendo no entanto traços de Níquel e Chumbo, fato que
exclui uma origem natural da pedra. Isto posto e a realidade de
que uma Safira natural deste tamanho superaria claramente o
orçamento do autor.
A Tabela 2 mostra o extrato de uma análise destas cinco pedras.
Reconhece-se de imediato que a pedra branca à direita não pode
ser uma Safira, já que contem relativamente pouco Óxido de Alumínio e, na maioria, Óxido de Silício. Trata-se aqui de uma Água
Marinha, uma variedade do silicato metálico Berílio (Be3Al2Si6O18).
Dr. Jens Kessler
Figura 5: Cinco pedras preciosas classificadas pelo proprietário como sendo Safiras. Uma delas foi confirmada como sendo água-marinha.
Safira
amarelo
vermelhoalaranjado
CaO
51
TiO2
10
Fe2O3
14,291
Ga2O3
207
Co3O4
161
Ni
91
Pb
-1
SiO2
1,720
Al2O3
983,268
57
15
8,052
73
22
76
0
1,087
990,116
violeta
marrom
branco
azul (anel)
57
998
56
88
4
109
107
214
9,519
2,189
6,279
35
103
141
78
12
23
18
22
236
85
68
126
243
-1
-2
9
50
635
25,271
812,330
1,020
989,151
970,363
179,913
997,360
Tabela 2: Resultados da análise das 5 pedras mostradas na figura 5 e do anel na figura 6.
Resultados em ppm; a precisão de repetição dos resultados é < 50 ppm para traços de elementos, respectivamente < 5000 ppm para os componentes da matriz SiO2
e Al2O3. Os traços verdes sugerem uma origem natural; os traços vermelhos sugerem uma origem artificial.
Figura 6: Anel com Safira azul, que
foi classificada como tendo sido
fabricada artificialmente através
da análise dos traços de elementos.
No. 05
FISCHERSCOPE®
«aplicação prática»
Medição do teor de Fósforo em camadas de
Níquel depositadas por via química por meio
da fluorescência de raios-X
(cps)
Figura 1: Espectros de
fluorescência de camadas
NiP com diferentes teores de
P. A intensidade dos picos P-K
representa diretamente
a concentração de Fósforo .
(keV)
O teor de Fósforo em uma camada de Níquel depositada por via
química é uma grandeza tecnológica importante cuja determinação, no entanto, apresenta algumas dificuldades. A análise por
meio da fluorescência de raios-X (RFA), bastante difundida na área
da galvanoplastia para a medição da espessura de camadas e na
análise destas, podia ser aplicada apenas indiretamente através da
avaliação do sinal do elemento básico Fósforo.
Ficavam-se assim limitados a sistemas com um único substrato
constituído por um elemento pesado. Além disto, era necessária
uma espessura mínima de aprox. 4µm. A aplicação deste método
continua a ser bastante viável utilizando aparelhos equipados com
tubo de contagem proporcional. Utilizando os seletores de deriva
de Silício (SDD) disponíveis hoje em dia, o pico de fluorescência P-K
pode ser determinado diretamente; veja a figura 1.
Resultam assim diversas novas aplicações para a análise de P em
Níquel químico. Desta maneira pode-se medir o teor de P em
Níquel químico em qualquer material de base, p.ex. em placas de
circuito impresso (Cu/resina de epoxi), ligas revestidas e também
sobre alumínio ou plástico.
Duas características deverão ser observadas na determinação direta do teor de P e da espessura da camada de NiP:
a) a espessura da camada e o teor de P deverão ser medidos com
diferentes modos de excitação ( «excitação múltipla» – DefMA
especiais)
b) devido à reduzida energia da radiação fluorescente P-K a profundidade de informação para o teor de P é de aprox. um micrometro. Durante a excitação branda, que é necessária para se
obter uma medição efetiva de P, surgem reflexos de refração. A
influência destes na avaliação dos espectros pode ser evitada
pela escolha de um ajuste adequado de DefMA. Por isso, na instalação das aplicações NiP em um FISCHERSCOPE® X-RAY com
SDD, será necessário lançar mão de ajustes autorizados.
exemplo de medição:
NiP/Al (Memória em disco rígido). XDV®-SDD, 50 kV com filtro de
Al 0.5 mm e 10 kV sem filtragem. Diafragma Ø 3 mm. Tempo de
medição 20 s por excitação. 10 medições individuais na mesma
posição (medições repetitivas). Pode-se observar neste exemplo
que a precisão da medição é bastante boa.
Mesmo assim uma investigação a respeito de todas as grandezas
influentes mostrou que se deve contar com uma insegurança de
medição para o P de, no mínimo 0.5 massa %. Este é também o
valor da insegurança de medição típica para as amostras de referência FISCHER (padrões de calibragem, veja também a figura 2),
que hoje são geradas para possibilitar uma medição rastreável.
A firma FISCHER coloca à disposição dos seus clientes jogos de
padrões de calibragem de NiP sobre Ferro, Cobre, Latão, material
de placas de circuitos impressos (forração de Cu) e Alumínio.
Valores individuais
n=1
n=2
n=3
n=4
n=5
n=6
n=7
n=8
n=9
n = 10
Valor médio
Desvio padrão
P Ni1 = 8.652 µm
P Ni1 = 8.701 µm
P Ni1 = 8.730 µm
P Ni1 = 8.612 µm
P Ni1 = 8.679 µm
P Ni1 = 8.650 µm
P Ni1 = 8.736 µm
P Ni1 = 8.649 µm
P Ni1 = 8.731 µm
P Ni1 = 8.733 µm
8.687 µm
0.045 µm
P = 11.59 massa %
P = 11.39 massa %
P = 11.92 massa %
P = 11.72 massa %
P = 11.56 massa %
P = 11.12 massa %
P = 11.50 massa %
P = 11.40 massa %
P = 11.72 massa %
P = 11.79 massa %
11.57 massa %
0.232 massa %
Tab 1: Resultados do exemplo de medição acima
Resumo
1. A determinação indireta do teor de P, especialmente no caso
de aparelhos com tubo de contagem, pode ser encarada como
sendo relativamente robusta desde que sejam evitadas as
conhecidas fontes de erro (impurezas, basculamento, camada
fina demais, distância de medição inapropriada…).
2. Aparelhos providos de SDD podem medir bem a radiação P-K
com excitação primária branda (10 kV, sem filtragem).
3. A avaliação da radiação P-K provem de uma profundidade
relativamente pequena (< 1 µm).
4. A espessura da camada deveria ser normalmente medida com
uma excitação mais dura (30 ou 50 kV).
5. Empregar somente as DefMA autorizadas pela firma Fischer.
Neste caso a perturbação da avaliação do espectro por reflexos
de refração permanece praticamente afastada.
6. Recomenda-se enfaticamente a utilização de padrões apropriados FISCHER.
Dr. Volker Rössiger
de calibragem NiP da firma
hellerdruck.com
Fig. 2: Diversos padrões
Arotec S.A.
Av. São Camilo, 29 | Granja Viana
06709-150 COTIA - SP
Fone: 55 11 4613 8610 | www.arotec.com.br
FISCHER (apenas uma
seleção).
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No. 05
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óxido de silício