AGRUPAMENTO DE
E S C O L A S D E VILA V E R D E
VILA VERDE
Datas da visita: 23, 26 e 27 de Novembro de 2007
Relatório de Avaliação Externa
I – Introdução
A Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação préescolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a auto-avaliação e para a avaliação
externa. Por sua vez, o programa do XVII Governo Constitucional estabeleceu o lançamento de um “programa
nacional de avaliação das escolas básicas e secundárias que considere as dimensões fundamentais do seu
trabalho”.
Após a realização de uma fase piloto, da responsabilidade de um Grupo de Trabalho (Despacho conjunto n.º
370/2006, de 3 de Maio), a Senhora Ministra da Educação incumbiu a Inspecção-Geral da Educação de acolher e
dar continuidade ao processo de avaliação externa das escolas. Neste sentido, apoiando-se no modelo construído
e na experiência adquirida durante a fase piloto, a IGE está a desenvolver esta actividade, entretanto consignada
como sua competência no Decreto Regulamentar n.º 81-B/2007, de 31 de Julho.
O presente relatório expressa os resultados da avaliação externa do Agrupamento de Escolas de Vila Verde
realizada pela equipa de avaliação que visitou este Agrupamento entre 23 e 27 de Novembro de 2007.
Os capítulos do relatório ― caracterização do agrupamento, conclusões da avaliação por domínio, avaliação por
factor e considerações finais ― decorrem da análise dos documentos fundamentais do Agrupamento, da sua
apresentação e da realização de entrevistas em painel.
Espera-se que o processo de avaliação externa fomente a auto-avaliação e resulte numa oportunidade de melhoria
para o Agrupamento, constituindo este relatório um instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao identificar
pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades e constrangimentos, a avaliação externa oferece
elementos para a construção ou o aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola,
em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere.
A equipa de avaliação externa congratula-se com a atitude de colaboração demonstrada pelas pessoas com quem
interagiu na preparação e no decurso da avaliação.
O texto integral deste relatório, bem como um eventual contraditório apresentado pelo Agrupamento, será
oportunamente disponibilizado no sítio internet da IGE (www.ige.min-edu.pt).
Escala de avaliação utilizada
Níveis de classificação dos cinco domínios
Muito Bom ― Predominam os pontos fortes, evidenciando uma regulação sistemática, com base em
procedimentos explícitos, generalizados e eficazes. Apesar de alguns aspectos menos conseguidos, a
organização mobiliza-se para o aperfeiçoamento contínuo e a sua acção tem proporcionado um impacto
muito forte na melhoria dos resultados dos alunos.
Bom ― Revela bastantes pontos fortes decorrentes de uma acção intencional e frequente, com base em
procedimentos explícitos e eficazes. As actuações positivas são a norma, mas decorrem muitas vezes do
empenho e da iniciativa individuais. As acções desenvolvidas têm proporcionado um impacto forte na
melhoria dos resultados dos alunos.
Suficiente ― Os pontos fortes e os pontos fracos equilibram-se, revelando uma acção com alguns aspectos
positivos, mas pouco explícita e sistemática. As acções de aperfeiçoamento são pouco consistentes ao longo
do tempo e envolvem áreas limitadas do Agrupamento. No entanto, essas acções têm um impacto positivo
na melhoria dos resultados dos alunos.
Insuficiente ― Os pontos fracos sobrepõem-se aos pontos fortes. Não demonstra uma prática coerente e
não desenvolve suficientes acções positivas e coesas. A capacidade interna de melhoria é reduzida, podendo
existir alguns aspectos positivos, mas pouco relevantes para o desempenho global. As acções desenvolvidas
têm proporcionado um impacto limitado na melhoria dos resultados dos alunos.
Agrupamento de escolas de Vila Verde, Vila Verde
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Relatório de Avaliação Externa
II – Caracterização do agrupamento
O Agrupamento de Escolas de Vila Verde (AEVV) constituiu-se no ano lectivo 2003/2004, resultado da fusão com o
antigo agrupamento horizontal de escolas de Vila Verde, integrando 26 estabelecimentos de educação e ensino.
No ano lectivo 2007/2008, o Agrupamento de Escolas de Vila Verde foi objecto de reorganização da sua rede
escolar passando a ser constituído por 19 estabelecimentos de educação e ensino, 8 Jardins de Infância (JI), 7
Escolas Básicas de 1ºciclo (EB1), 3 escolas do 1º ciclo com Jardim de Infância (JI/EB1) e 1 Escola Básica 2,3, (EB2,3),
sendo esta última a sede do Agrupamento.
O AEVV situa-se no concelho que lhe dá o nome e abrange dez freguesias: Vila Verde, Lanhas, Sabariz, Geme,
Esqueiros, Barbudo, Travassós, Loureira, Turiz e Soutelo. Com excepção de Travassós, todas as freguesias estão
servidas por JI e EB1ou por EB1/JI.
As condições físicas apresentadas pelos diversos estabelecimentos de educação e ensino são variadas, a maioria
dos JI são edifícios adaptados e têm sido objecto de intervenções, no sentido de adequar o seu funcionamento e
melhorar as condições a nível de espaços e segurança. As EB1 foram, em regra, objecto de intervenções a nível
dos espaços e logradouros, no entanto, a implementação da escola a tempo inteiro obrigou a novas reformulações
e a criação de novos espaços. Neste momento, está em construção o Centro Escolar de Vila Verde, que acolherá as
crianças dos JI de Vila Verde, de Geme, de Loureira e de Sabariz. Existem duas bibliotecas sitas nas escolas EB1 de
Turiz e de Vila Verde que pertencem à rede nacional de Bibliotecas, no entanto, a de EB1 de Turiz debate-se com
falta de espaço devido à mudança de horário da escola para regime normal. A todos os alunos das EB1, com
excepção dos alunos da EB1 de Vila Verde, por falta de espaços, são proporcionadas actividades desportivas, de
Inglês, Música, Expressão Plástica e Ciências Experimentais.
A escola EB2,3, construída há 27 anos, é composta por três blocos: o bloco administrativo, onde se situam os
serviços administrativos, papelaria, reprografia, sala dos encarregados de educação, recepção, bufete, refeitório,
cozinha, gabinete do Conselho Executivo, duas salas de educação musical, arquivo, biblioteca escolar e o salão
polivalente; o bloco de aulas composto por 22 salas de aula, 2 salas de Tecnologia de Informação e Comunicação
(TIC) gabinete dos serviços de psicologia e orientação (SPO), gabinete do núcleo de apoio educativo (NAE),
laboratório de Físico-Química, sala de professores e o pavilhão desportivo que dispõe de três espaços de aula.
Existe ainda um bloco pré-fabricado onde está instalada uma oficina de madeiras e o atelier de pintura, escultura e
cerâmica. Os espaços exteriores apresentam campo de ténis, amplas zonas ajardinadas e pracetas, numa
variedade de espaços amplos e aprazíveis muito bem concebidos. As zonas interiores encontram-se limpas, bem
conservadas e decoradas.
A escola sede debate-se com alguma falta de espaço para o número de turmas que integra, além de outros
constrangimentos a nível de acessibilidades, isolamento térmico e acústico, instalações sanitárias e instalação
eléctrica. A escola foi objecto de diversas intervenções, tanto da Direcção Regional de Educação do Norte nos
campos exteriores, no pavilhão, na cozinha, no refeitório, no bufete, na instalação de aquecimento, na instalação
de uma plataforma e na construção de instalações sanitárias para pessoas com mobilidade condicionada, assim
como fruto da acção do próprio Agrupamento que tem insistido na melhoria de alguns espaços interiores e
exteriores, na criação de espaços específicos e na instalação de uma rede de Intra e Internet.
A população escolar é de 1997 alunos, aproximadamente 17,3% na educação pré-escolar, 37,6% no 1º CEB, 20,9%
no 2º CEB e 24,2% no 3º CEB.
No que diz respeito aos 1652 alunos que frequentam o ensino básico, verifica-se que a maioria (51,9%) tem
computador e Internet em casa.
Do universo de 1652 alunos que frequentam o Ensino Básico, 19,3% são apoiados pelos Serviços de acção Social
Escolar (SASE), 13,3% no escalão A e 5,9% no escalão B.
Dos docentes que leccionam no Agrupamento 26,9% pertencem ao quadro de zona pedagógico, 64,3% pertencem
ao quadro de escola e 8,8% são contratados.
Quanto aos 61 funcionários, 75,4% pertencem ao quadro no regime de função pública, 14,8% pertencem ao
quadro em regime de contrato individual de trabalho e 9,8% exercem funções em regime de contrato a termo
certo.
Relativamente às habilitações dos pais verifica-se que, num total de 3304 pais, 0,4% não apresenta habilitações,
23,1% têm o 1º CEB, 28,5% o 2º CEB, 12,8% o 3º ciclo do Ensino Básico, 8,2% apresenta o secundário e 5,5%
habilitações superiores. No que diz respeito às profissões dos pais, verifica-se que 14,8% inserem-se no item sem
profissão, 7,5% têm profissões não qualificadas, 4% são operadores de instalações e máquinas, 19,4% operadores,
artífices e similares, 0,6% trabalhadores da agricultura e pescas, 8,1% pessoal dos serviços e vendedores, 1,2%
empregados de escritório, 7,9% técnicos de nível intermédio, 4,2% especialistas das profissões intelectuais e
científicas e 4% quadros superiores da administração pública.
Agrupamento de escolas de Vila Verde, Vila Verde
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Relatório de Avaliação Externa
III – Conclusões da avaliação por domínio
1. Resultados
Bom
No que diz respeito ao sucesso académico, verifica-se que as taxas de transição/conclusão no 1º ciclo foram
superiores (92,1%), às do 2º ciclo (86,2%) e ás do 3º ciclo (70,7%). Este com as taxas mais baixas, um pouco acima
dos 70%, apresentando uma taxa de insucesso a nível interno elevada. No entanto, comparando estes resultados
com dados externos das provas aferidas dos 4º e 6º anos e dos exames nacionais do 9º ano, a conclusão é que os
resultados de Língua Portuguesa e Matemática no ano lectivo 2007 são mais elevados no 1º ciclo, descem no 2º
ciclo e são mais elevados novamente no 3º ciclo.
Verifica-se que a prestação do Agrupamento quando comparada com as médias das provas de aferição e de exame
a nível nacional é, de uma forma geral, uma prestação positiva.
O agrupamento comparou os seus resultados internos com os resultados nacionais e de escolas locais,
designadamente com os da Escola Secundária de Vila Verde.
De salientar que o abandono tem vindo a decrescer nos últimos anos, sendo no momento praticamente residual.
O AEVV, de uma forma geral, procura envolver os alunos na discussão do projecto educativo e no desenvolvimento
de actividades, enquanto membros da comunidade educativa de pleno direito, dinamizando algumas actividades
desportivas e culturais e a rádio – escola.
O agrupamento valoriza os sucessos individuais dos alunos, através da organização de exposições, colaboração
com o jornal, dinamização de concursos literários locais e participação em concursos literários nacionais.
O AEVV procura corresponder às expectativas das famílias e dos seus educandos, através da efectivação de
diferentes parcerias e projectos e da diversidade de oferta educativa, nomeadamente Cursos de Educação
Formação (CEF), Cursos de Educação e Formação para Adultos (EFA) com equivalência ao 9º ano de escolaridade e
o Programa de Integração Educação e Formação (PIEF).
2. Prestação do serviço educativo
Bom
Existe uma efectiva coordenação pedagógica a nível intradepartamental, em cada disciplina e entre os docentes
das diversas unidades do agrupamento, assim como uma preocupação com a sequencialidade entre ciclos, o que
se constata nas reuniões de início de ano entre docentes dos diferentes ciclos, na prossecução de uma
planificação conjunta e na reflexão das práticas desenvolvidas. O acompanhamento da prática lectiva dos docentes
não é efectivado de forma directa em sala de aula, realizando-se essencialmente através da reflexão sobre as
práticas e na análise dos resultados obtidos. As lideranças intermédias preocupam-se com o cumprimento dos
programas, procuram calibrar os testes e as classificações tentando modificar as práticas pedagógicas, as
actividades realizadas e os instrumentos de avaliação em função das turmas.
O Núcleo de Apoio Educativo (NAE) apoia os alunos com NEE desde o pré-escolar ao 3º ciclo. Todos os alunos com
dificuldades de aprendizagem são acompanhados pelos apoios sócio-educativos. O NAE promove formação no
sentido de sensibilizar a comunidade educativa para a problemática da deficiência, apoia a transição entre os
ciclos no caso dos alunos com NEE e a sua transição para a vida activa.
O SPO desenvolveu um conjunto de acções nas áreas de orientação escolar e profissional oferecendo orientação a
alunos dos 2º e 3º ciclos, acções de apoio à comunidade e de aconselhamento/consultoria, o Apoio psicológico e
Psicopedagógico na modalidade de intervenção em grupo/turma, envolvendo alunos e directores de turma.
A acção do SPO desenvolveu-se de forma concertada com a comunidade escolar e com parcerias com diferentes
instituições e empresas.
O agrupamento preocupa-se em dinamizar actividades no âmbito das componentes experimental, cultural,
artística e social, através de diversos projectos, ateliês e actividades.
3. Organização e gestão escolar
Muito Bom
A comunidade educativa participou na concepção, elaboração e desenvolvimento do projecto educativo. Este
documento desenvolve-se em torno de duas áreas chave: prevenção do insucesso e risco de abandono precoce e
desenvolvimento de competências sociais na educação para o consumo, para a saúde, ambiental e rodoviária. O
projecto curricular de agrupamento define as competências, conteúdos e estratégias para os vários graus de
ensino e educação, procurando contextualizar as competências nacionais a desenvolver com as linhas de acção
mais contextualizadas e transversais.
Agrupamento de escolas de Vila Verde, Vila Verde
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Relatório de Avaliação Externa
O plano anual de actividades contempla um conjunto de iniciativas, de forma a responder às áreas de intervenção.
O conselho executivo conhece e tem em conta as competências pessoais e profissionais dos docentes e não
docentes na sua gestão, sendo de realçar a estabilidade do corpo docente, o que permite uma gestão rigorosa no
que respeita à distribuição do serviço lectivo, nomeadamente a atribuição das direcções de turma, tendo em conta
a continuidade das equipas pedagógicas e a relação entretanto estabelecida entre docentes e alunos.
Os professores recém colocados salientam o bom clima existente e valorizam os procedimentos de integração e
acolhimento.
A formação desenvolvida adequa-se às necessidades sentidas por docentes e não docentes, relacionando-se com o
desempenho profissional desenvolvido por cada um, articulando-se com a oferta do Centro de Formação de Vila
Verde.
Os serviços administrativos, embora vivendo algumas épocas de maior pressão devido a carência de funcionários
motivada pela criação do agrupamento vertical, conseguem dar resposta às necessidades da comunidade
educativa.
É de realçar a preocupação com a manutenção dos equipamentos e segurança, a limpeza e aprazibilidade dos
espaços interiores e exteriores. A biblioteca da escola sede, inserida na Rede Nacional das Bibliotecas Escolares, é
um espaço muito utilizado e que evidencia um acervo bibliográfico relevante.
O agrupamento demonstra ser capaz de gerir os recursos financeiros e mobilizar outros recursos, nomeadamente
através de candidaturas a projectos, ao PRODEP e ao FEDER, “Ciência Viva”, Gulbenkian, Plano de Acção para a
Matemática (PAM), angariando ainda patrocínios de instituições do meio local.
Os pais/encarregados de educação (E.E.) foram unânimes em relevar o empenho do agrupamento no sentido de
atrair as famílias à escola, através de reuniões iniciais de ano, dos documentos que lhes fazem chegar informando
e orientando na aprendizagem dos seus educandos, no acompanhamento dos alunos e contactos com as famílias
sempre que conveniente, nas reuniões efectuadas em horário pós laboral, na flexibilidade do horário de
atendimento, seja dos professores titulares de turma, seja dos directores de turma. Os directores de turma
registam o número de presenças dos pais, desde as reuniões iniciais de ano, às reuniões por iniciativa dos E.E. e
por convocatória. Esses dados são tratados e analisados nas estruturas de orientação educativa.
As famílias fizeram questão de sublinhar a sua acção na resolução de problemas de instalações, de apoio aos
alunos, a nível organizacional, promovendo o sucesso educativo dos discentes.
A Associação de Pais está presente na assembleia de agrupamento e no conselho pedagógico de forma regular.
Existe a opinião consensualizada de que os responsáveis pelo AEVV actuam com um elevado sentido de justiça, os
critérios de avaliação são amplamente divulgados, vive-se um clima de disciplina e de equidade. Em termos de
oferta educativa, todos os alunos se encontram em situação de igualdade.
4. Liderança
Bom
O conselho executivo é reconhecido pelo seu empenho, dedicação e abertura à inovação. A sua liderança é forte,
partilhada e democrática. Existe uma interacção com as lideranças intermédias, que mostram ser capazes de
mobilizar a comunidade educativa, tanto para se empenharem nos mais diversos projectos como para reflectirem
sobre a prática pedagógica e os resultados que a sustentam.
Existe uma política de diferenciação pedagógica e de incentivo à participação em actividades que correspondam
aos interesses dos alunos e os motivem a novas aprendizagens, como é o caso da dinamização dos diversos
clubes.
Os diversos actores educativos revelaram um conhecimento profundo do projecto a desenvolver e manifestaram
empenho em alcançar as metas pretendidas. Salientam a tranquilidade, a disciplina, a segurança e a imagem
positiva que o agrupamento aufere junto da comunidade.
Os diversos órgãos partilham de uma visão estratégica comum e agem de forma a resolver os problemas que
surgem de forma concertada.
O agrupamento aderiu a um conjunto de projectos locais, nacionais e internacionais e envolveu-se em parcerias
que lhe permitiram desenvolver uma oferta educativa rica e inovadora e potenciar nos seus alunos as
competências transversais da área da Língua Portuguesa e Matemática, bem como competências sociais, culturais
e de índole experimental.
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5. Capacidade de auto-regulação e melhoria do agrupamento
Bom
O AEVV tem vindo a desenvolver procedimentos de auto-avaliação, envolvendo a comunidade escolar,
nomeadamente através de relatórios apresentados em conselho pedagógico e na assembleia.
O relatório anual de actividades procura avaliar todas as actividades desenvolvidas pelo agrupamento, de forma
qualitativa e quantitativa, mas nem sempre de forma objectiva e estratégica.
No domínio dos resultados escolares, a equipa de avaliação interna - observatório de qualidade – tem já
procedimentos rotinados de avaliação de recolha e tratamento de dados, procurando estender estes
procedimentos a todos os ciclos. A informação recolhida nesta área é amplamente analisada e difundida na
comunidade escolar, impulsionando a criação de planos de melhoria que têm sido colocados em prática,
nomeadamente na área da Matemática, na área das Ciências e das Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC).
Estes procedimentos no domínio da auto-avaliação nem sempre são sistemáticos e não contemplam todas as áreas
estratégicas.
O trabalho produzido e os progressos alcançados em determinados áreas asseguram que o agrupamento tem
aproveitado as oportunidades do contexto para incrementar a sua autonomia e realizar um progresso
paulatinamente sustentado.
IV – Avaliação por factor
1. Resultados
1.1 Sucesso académico
No que se refere ao sucesso académico, tendo em conta os dados do “perfil da escola”, verifica-se que, no ano
lectivo 2006/2007, as taxas de conclusão foram de 92,1%, no 1º ciclo, de 86,2% no 2º ciclo e de 70,7% no 3º ciclo.
Comparando os resultados das provas aferidas, em termos de percentagem de níveis positivos obtidos no
agrupamento, com os obtidos a nível nacional, verifica-se que, em relação às provas de aferição de Língua
Portuguesa do 4º ano de 2007, a média dos resultados do agrupamento foi superior em 3,2% à nacional e em
Matemática foi superior em 4,5% à média nacional.
Quanto às provas de aferição do 6º ano de Língua Portuguesa de 2007, os resultados obtidos pelos alunos do
agrupamento foram superiores em 0,6% aos nacionais. Quanto às provas de aferição de Matemática relativas ao
6º ano de 2007, verifica-se que a média dos resultados obtidos pelos alunos do agrupamento foi 1,2% inferior à
média nacional.
Quanto aos exames de 9º ano verifica-se que, em 2006 e 2007, as médias dos resultados obtidos pelos alunos do
agrupamento foram superiores à média nacional, respectivamente, 3,8% e 5,1% em Língua Portuguesa e 14,2% e
3,2%. em Matemática.
O AEVV preocupa-se com o sucesso académico dos alunos que prosseguem os estudos noutras escolas. Para isso,
recolhe e analisa informação relativa aos resultados escolares obtidos pelos seus alunos no 10.º ano na Escola
Secundária de Vila Verde (ESVV), tendo concluído que na maioria das disciplinas os resultados escolares dos seus
alunos são superiores aos dos alunos oriundos de outras escolas.
O abandono escolar tem vindo a decrescer nos últimos anos, sendo nos anos de 2006/2007 e 2007/2008
praticamente residual, na ordem de 1% no conjunto dos três ciclos.
De realçar a abertura de Cursos de Educação Formação (CEF), de Educação e Formação para Adultos (EFA) e de
Programa de Integração Educação e Formação (PIEF) que envolvem um número elevado de alunos em risco, o que
de alguma forma previne o abandono. No que diz respeito ao CEF que terminou em 2006/2007, todos os alunos
concluíram, tendo três alunos obtido a certificação de escolaridade obrigatória. Nenhum aluno abandonou o curso
que teve a duração de dois anos.
1.2 Participação e desenvolvimento cívico
Tendo em conta o nível etário dos alunos, estes são envolvidos na discussão do projecto educativo e no
desenvolvimento de actividades, como membros da comunidade educativa de pleno direito. Na escola sede
formam-se assembleias em que são debatidos os problemas da escola/agrupamento, em que a opinião dos alunos
e a sua forma de ver os problemas é patenteada e em que o conselho executivo é chamado a solucionar
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Relatório de Avaliação Externa
problemas concretos sentidos pelos alunos. São atribuídas responsabilidades concretas aos alunos na vida da
escola, nomeadamente a dinamização da rádio – escola e de actividades desportivas e culturais.
O agrupamento valoriza os sucessos individuais dos alunos através da organização de exposições, colaboração
com o jornal, dinamização de concursos literários locais e participação em concursos literários nacionais.
1.3 Comportamento e disciplina
Os alunos apresentam, de uma forma geral, um comportamento disciplinado, conhecendo e cumprindo as regras
de funcionamento, sendo que casos de procedimento disciplinar são praticamente inexistentes. Existe um código
de conduta consubstanciado nos direitos e deveres dos diversos actores educativos constantes no Regulamento
Interno. O clima vivido no agrupamento é, de uma forma geral, tranquilo, ameno, seguro e propício à
aprendizagem. O relacionamento entre funcionários, alunos e docentes é bom, de uma maneira geral, existindo
um reconhecimento dos direitos mútuos e aceitação da autoridade.
O espaço exterior da escola sede favorece a tranquilidade porque se encontra tratado, limpo, assegurando
diversas zonas de lazer, convívio e jogos, apetrechados com equipamentos diversos. Excepção feita, em termos
de segurança, ao acesso aos transportes, na entrada da escola sede, que coloca algumas questões de segurança,
mormente em hora de ponta.
O conselho executivo manifesta preocupação com as questões de segurança e bem-estar, contratando
inclusivamente uma empresa para testar os equipamentos desportivos da escola sede.
A disciplina, a assiduidade e a pontualidade são componentes trabalhadas no desenrolar do processo ensino –
aprendizagem, sendo esses factores critérios de avaliação das disciplinas em geral.
1.4 Valorização e impacto das aprendizagens
O AEVV procura responder às necessidades e expectativas dos seus alunos e famílias de formas diversas,
nomeadamente através da abertura de cursos que nascem dos interesses dos alunos, como é o caso dos cursos de
Educação Formação (CEF), nas áreas de Electricista de Instalações e de Empregado de Mesa e Bar, dos cursos de
Educação e Formação para Adultos (EFA) com equivalência ao 9º ano de escolaridade e do Programa de Integração
Educação e Formação (PIEF). As parcerias estabelecidas com instituições do meio local possibilitam aos alunos
destes cursos a inserção no mercado de trabalho e o incremento das suas competências a nível social.
Para além destes cursos, e tendo em conta os interesses manifestados pelos alunos, estes são encaminhados para
outras escolas profissionais no sentido de frequentarem cursos do seu interesse.
O agrupamento dinamiza diversas actividades, projectos e clubes com impacto na comunidade educativa,
nomeadamente o projecto das TIC, as diversas actividades relacionadas com a educação rodoviária, para a saúde e
ambiental e os clubes que estimulam os alunos a desenvolverem as suas competências sociais, artísticas e
culturais com impacto na vida das escolas do agrupamento.
2. Prestação do serviço educativo
2.1 Articulação e sequencialidade
A coordenação pedagógica está presente ao nível de cada disciplina e entre os docentes das diversas unidades do
agrupamento, existe uma tentativa de articulação entre os docentes nos departamentos e conselhos de docentes,
dividindo-se em conselhos de ano, conselhos de turma, conselhos de ciclo na tentativa de encontrarem formas
organizativas que promovam graus superiores de articulação, o que está patente também na construção de uma
planificação conjunta e específica para cada grupo/turma e numa reflexão em relação às práticas desenvolvidas.
Ainda existe, no entanto, um caminho a percorrer nesta tentativa de articulação e de reflexão. A articulação
interdisciplinar assume, ainda, contornos pontuais em muitos departamentos e conselhos de docentes.
É visível uma efectiva preocupação com a sequencialidade pedagógica entre ciclos, efectuam-se reuniões entre
educadores e professores titulares de turma do 1º ciclo e entre professores titulares das turmas do 1º ciclo e os
docentes do 2º ciclo. No início do ano lectivo, são elaborados testes diagnósticos a Língua Portuguesa e
Matemática em articulação com os professores dos 1º, 2º e 3º ciclos. Os resultados destas provas diagnóstico são
analisados e apresentados em conselho pedagógico. Os docentes procuram construir instrumentos de trabalho em
conjunto, desenvolvendo práticas intra e inter disciplinares, alguns departamentos elaboraram testes comuns para
serem aplicados na mesma disciplina a todas as turmas. O desenvolvimento de um conjunto de actividades
incrementa a articulação entre as diversas unidades educativas e os diferentes departamentos, especificamente a
dinamização de concursos literários, concurso de dança, as colaborações dos alunos para o jornal Ponto Verde,
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exposições, a comemoração do “dia dos saberes”, a Feira do Livro, visitas de estudo, a participação em projectos
como “Uma aventura no Egipto”, a decoração do laboratório de Matemática, concurso “O sabichão”, a elaboração
do logótipo para a Associação de Pais, a Festa de Natal e de Carnaval, o dia do aluno, o Corta - Mato Escolar entre
outras.
2.2 Acompanhamento da prática lectiva em sala de aula
O planeamento individual integra-se no plano de gestão curricular de departamento e de conselho de docentes e é
objecto de alterações de acordo com as características específicas dos alunos de cada turma. Os docentes têm um
prévio conhecimento das turmas através de reuniões de início de ano lectivo, em que reúnem com anteriores
professores dessas turmas e, no decorrer do ano lectivo, reúnem sempre que consideram necessário para
articularem procedimentos e elaborarem materiais pedagógicos fruto dessa articulação e das dificuldades de
aprendizagem dos alunos.
O acompanhamento da prática lectiva dos docentes não é efectivado de forma directa em sala de aula, realiza-se
essencialmente em reuniões de departamento, de conselho de docentes, conselho de ano e nos conselhos de
turma.
As lideranças intermédias preocupam-se com o cumprimento dos programas, procuram calibrar os testes e as
classificações, fazendo a análise dos alunos, procurando modificar as práticas, as actividades realizadas e os
instrumentos de avaliação em função das turmas, comparando os seus resultados com os de resultados de exame
ou os resultados das suas provas diagnóstico com os níveis atribuídos aos alunos.
2.3 Diferenciação e apoios
Os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) são identificados e apoiados por docentes especialistas.
Os alunos com dificuldades de aprendizagem são acompanhados pelos apoios sócio-educativos. Os alunos com
planos de recuperação e acompanhamento pertencem também à bolsa de alunos acompanhados pelos apoios
sócio-educativos. No caso dos 2º e 3º ciclos, estes alunos têm também apoio pedagógico acrescido por parte dos
professores. Em casos de abandono há uma colaboração com o representante da Comissão de Protecção de
Crianças e Jovens em risco (CPCJ) no sentido de contactar as famílias dos alunos.
É de realçar o trabalho desenvolvido pelo NAE, procurando apoiar os alunos com NEE de diversas formas, seja
facilitando a transição entre os ciclos, seja apoiando a sua transição para a vida activa. O NAE dinamiza acções de
formação de forma a sensibilizar a comunidade educativa para a problemática da deficiência.
É de realçar o trabalho do SPO de orientação escolar e profissional, oferecendo orientação a alunos dos 2º e 3º
ciclos. O SPO desenvolveu acções de apoio à comunidade e de aconselhamento/consultoria, destacando-se a
actividade feira das profissões e cursos que complementaram as acções relativas à orientação escolar e
profissional.
De salientar o apoio psicológico e psicopedagógico que teve lugar nos 2º e 3º períodos, na modalidade de
intervenção em grupo/turma no âmbito dos maus tratos dirigidas a todas as turmas, envolvendo não só os alunos,
mas também os directores de turma e a área de formação cívica com o objectivo de sensibilizar os vários actores
educativos para estas problemáticas. A acção do SPO desenvolveu-se de forma concertada com a comunidade
escolar e com parcerias diversas, Centro de Emprego/UNIVA, Instituto de Emprego e Formação Profissional,
Centros Regionais de Segurança Social, Tribunal de Família e de Menores, Comissão de Protecção de Crianças e
Jovens.
2.4 Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem
A oferta educativa proporcionada pelo agrupamento tem em conta componentes experimentais, bem como as
dimensões artísticas, culturais e sociais. No que concerne às dimensões experimentais, elas estão patentes na
adesão ao projecto “Ciência Viva” e na criação do laboratório de Matemática. No que diz respeito ao 1º ciclo, as
ciências experimentais constam das Actividades de Enriquecimento Curricular, onde são desenvolvidas
experiências desenhadas para o 1º ciclo, promovendo o agrupamento, a articulação em sala de aula.
É de destacar a aposta nas TIC, com a adesão de todos os docentes a uma mesma plataforma @agvv.edu.pt, com
sessões de esclarecimento, dinamização da intranet, tendo sido também facultadas palavras passe a cada
professor/utilizador. A adesão ao projecto “Escolas, professores e computadores portáteis”, com acções de
formação neste âmbito dirigidas aos professores envolvidos no Plano de Apoio à Matemática (PAM). De realçar o
apetrechamento com quadros interactivos, projectores multimédia, utilização de portáteis em sala de aula e
disponibilização de uma conta e-mail aos docentes do agrupamento, permitindo a comunicação entre todos.
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Em termos culturais e artísticos, são de destacar as actividades do desporto escolar, da biblioteca itinerante,
“Contos em Viagem”, “Uma aventura no Egipto”, concurso “O sabichão”, a dinamização da biblioteca da escola
sede, a dinamização das bibliotecas/centros de recursos existentes em duas escolas do 1º ciclo que levaram a
efeito, exposições de trabalhos plásticos e escritos, dramatizações de contos, leituras diversas em sala de aula e a
utilização de meios informáticos, a feira do livro, “dia dos saberes” a Festa de Natal e de Carnaval, o dia do aluno,
o corta - mato escolar e a dinamização dos clubes, centro de aprendizagem e comunicação, clube de guitarra,
clube de teatro, atelier de pintura, escultura e cerâmica, clube de alimentação e saúde, clube de solidariedade,
rádio escolar, clube de bordados, clube de protecção civil.
3. Organização e gestão escolar
3.1 Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade
A comunidade educativa participou na concepção, elaboração e desenvolvimento do projecto educativo. Trata-se
de um documento que aposta em duas áreas de intervenção fundamentais: a prevenção do insucesso e do risco do
abandono precoce e o desenvolvimento de competências sociais, nomeadamente na educação para o consumo,
educação para a saúde, educação ambiental e educação rodoviária. Este documento apresenta um conjunto de
objectivos, embora de uma forma algo genérica. As áreas de interesse partiram da visão da realidade circundante
que as estruturas internas têm, nomeadamente em termos da educação rodoviária e para a saúde, assim como da
necessidade de pôr fim ao abandono escolar e da importância que se reveste o desiderato de incrementar o
sucesso dos alunos em determinadas áreas sócio – cognitivas.
O projecto curricular de agrupamento apresenta as competências e conteúdos programáticos do currículo nacional
a desenvolver, assim como estratégias e actividades diversificadas de enriquecimento curricular e de compensação
educativa, englobando todos os níveis e graus de educação e ensino do agrupamento. Define um conjunto de
linhas e princípios orientadores da acção educativa no âmbito da transversalidade e da contextualização local.
O plano anual de actividades contempla um conjunto de iniciativas que procuram responder às áreas de
intervenção e aos objectivos e linhas de acção definidos nos projectos educativo e curricular de agrupamento.
3.2 Gestão dos recursos humanos
O conselho executivo conhece as competências pessoais e profissionais dos docentes e não docentes e tem-nas
em conta na gestão dos recursos humanos. A estabilidade do corpo docente, cerca de 64,3% dos professores
pertencem ao quadro do agrupamento e 26,9% ao quadro de zona pedagógica, permite uma mais eficaz gestão
anual. O agrupamento tem critérios definidos no que respeita à distribuição do serviço lectivo, nomeadamente no
que concerne aos professores das áreas curriculares não disciplinares, à atribuição das direcções de turma e das
turmas, tendo em conta a continuidade das equipas pedagógicas e a relação entretanto estabelecida entre
docentes e alunos.
O agrupamento promove, de uma forma geral, o bom clima entre a comunidade escolar e valoriza os
procedimentos de integração e acolhimento de professores recém colocados, com relevância para alguns
momentos específicos em que esse acolhimento e essa integração são relevantes, como nas actividades de início
do ano lectivo.
A formação desenvolvida adequa-se às necessidades sentidas por docentes e não docentes, relacionando-se com o
desempenho profissional e articulando-se com a oferta do Centro de Formação de Vila Verde.
Os serviços administrativos, embora vivendo alguns momentos de maior pressão, conseguem dar resposta às
necessidades sentidas pela comunidade educativa.
3.3 Gestão dos recursos materiais e financeiros
Tratando-se de um agrupamento, são várias as realidades encontradas em termos de instalações, espaços e
equipamentos. Nem todos os espaços dos JI e EB1 se encontram adaptados às exigências pedagógicas do
momento, em termos de laboratórios e espaços desportivos, sendo no entanto de realçar as bibliotecas existentes
e a sua dinamização, a biblioteca itinerante dirigida ao pré-escolar e 1º ciclo financiada com 10.000 euros e que
permitiu enriquecer o acervo documental, bem como a parceria com a biblioteca municipal professor Machado
Vilela que proporcionou que uma equipa de educadoras desenvolvesse a actividade da história andarilha, visitando
os estabelecimentos do pré-escolar e 1º ciclo. De realçar ainda a dinamização das bibliotecas/centros de recursos
existentes em duas escolas do 1º ciclo. O acervo documental da biblioteca/centro de recursos, nomeadamente da
escola EB1 de Vila Verde, foi reforçado com 2500 euros do Plano Nacional de Leitura. A biblioteca da escola sede
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encontra-se inserida na Rede Nacional das Bibliotecas Escolares, é muito solicitada e evidencia um acervo
bibliográfico relevante.
Quanto à escola sede, é de realçar a preocupação com a manutenção dos equipamentos e segurança, assim como
a limpeza e aprazibilidade dos espaços interiores e exteriores. No que se refere às EB1 e JI, existe preocupação
com a limpeza e aprazibilidade dos espaços, no entanto, os pais/encarregados de educação referem a existência
de escolas do 1º CEB com instalações e espaços degradados, caso das instalações sanitárias de algumas escolas
por exemplo.
Em termos de comunicação e informação, o agrupamento tem investido de uma forma estratégica, de tal modo
que existe comunicação entre todos os docentes através da intranet. De realçar a adesão ao projecto “Escolas,
professores e computadores portáteis”, com acções de formação neste âmbito dirigidas aos professores
envolvidos no Plano de Apoio à Matemática (PAM) e o apetrechamento com quadros interactivos, projectores
multimédia e a utilização de portáteis em sala de aula.
O agrupamento demonstra capacidade em gerir os recursos financeiros do orçamento e mobilizar outros recursos,
nomeadamente através de candidaturas a projectos do PRODEP, do FEDER, da “Ciência Viva”, da biblioteca
itinerante através da Gulbenkian, do PAM, do Plano Nacional de Leitura e de patrocínios de instituições do meio
local. O agrupamento gere ainda as receitas provenientes de serviços da escola, como sejam as receitas do bar, do
bufete, da papelaria, da reprografia e do aluguer do pavilhão desportivo.
3.4 Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa
É patente a preocupação em atrair os pais à escola, desde logo através das reuniões iniciais do ano lectivo onde
são entregues informações, bem como algumas orientações na forma de acompanhar os seus educandos.
Os pais fizeram questão de sublinhar o seu empenho na resolução de problemas, a nível de instalações,
organizacional e do apoio aos alunos, promovendo, de forma global, o sucesso educativo dos discentes. Os pais
participam em actividades desenvolvidas pelo agrupamento e apresentam actividades que eles próprios
dinamizam.
Os docentes, desde o pré-escolar ao 3º ciclo, recebem os pais/encarregados de educação sempre que necessário,
realizando reuniões em horário pós laboral. A Associação de Pais está presente na assembleia de agrupamento e
no conselho pedagógico de forma regular. Os directores de turma registam as presenças dos pais, desde as
reuniões iniciais de ano, às reuniões por iniciativa dos encarregados de educação e por convocatória. Esses dados
são tratados e analisados nas estruturas de orientação educativa.
3.5 Equidade e justiça
Os intervenientes nos diversos painéis revelaram o empenho e o sentido de equidade e justiça demonstrados
pelos responsáveis do agrupamento e das diferentes estruturas de orientação educativa. Pais e alunos conhecem
os critérios de avaliação. Os alunos consideram ser avaliados de forma justa. As turmas são heterogéneas. Vive-se
um clima de disciplina e de equidade, em que se procura avaliar cada caso de uma forma justa e agir de uma
forma pedagógica. O Agrupamento preocupa-se em criar condições de igualdade de oportunidades a todos os
alunos, nomeadamente através do incremento da diversidade de oferta educativa.
4. Liderança
4.1 Visão e estratégia
O conselho executivo imprime uma liderança democrática e descentralizada que valoriza a intervenção dos
diferentes órgãos e actores educativos, docentes, funcionários, alunos, pais/EE e lhes permite uma visão clara do
projecto a desenvolver. Os documentos orientadores espelham a visão do agrupamento, embora as metas
definidas não estejam ainda devidamente hierarquizadas e calendarizadas, o que nem sempre permite
posteriormente uma avaliação profunda e objectiva das actividades desenvolvidas.
O agrupamento procura desenvolver uma política de diferenciação pedagógica, acompanhamento de alunos com
NEE, desenvolvimento de formas inovadoras de prática educativa, acompanhamento de alunos com dificuldades de
aprendizagem, dinamização de Clubes, clube de Guitarra, de Solidariedade, ateliê de Pintura, Escultura e
Cerâmica, Centro de Aprendizagem de Comunicação, Rádio Escolar, Clube de Bordados, Clube de Teatro, Clube de
Protecção Civil, Laboratório de Matemática, Clube da Saúde e Alimentação. Ainda neste âmbito, as lideranças de
topo e intermédias preocupam-se com a diversidade da oferta educativa, aderindo a projectos inovadores e a
Cursos de Educação Formação. O agrupamento procura ser reconhecido pela qualidade do seu serviço educativo.
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4.2 Motivação e empenho
Os responsáveis do agrupamento e das diferentes estruturas educativas conhecem a sua área de acção e partilham
de uma mesma visão, desenvolvendo de forma empenhada estratégias de modo a atingirem as metas
consubstanciadas no projecto educativo.
O conselho executivo promove o desenvolvimento de funções e responsabilidades inerentes a cada um dos
diversos órgãos, de forma a tomarem decisões e a responsabilizarem-se por elas. A assembleia do agrupamento
desenvolveu acções no sentido de resolver problemas relacionados, por exemplo, com as pessoas com mobilidade
condicionada e com a equidade do financiamento das diferentes unidades educativas e promoveu acções no
sentido de relevar o mérito dos alunos.
Os dados relativos ao absentismo dos docentes foram analisados, tendo o Agrupamento desenvolvido estratégias
com vista à sua diminuição.
4.3 Abertura à inovação
O AEVV está aberto à inovação e procura desenvolver um conjunto de projectos e actividades em parceria com
outras entidades que concretizem essa abertura, nomeadamente o projecto da biblioteca itinerante com o apoio
da Fundação Calouste Gulbenkian e da Câmara Municipal, a “história andarilha 2006/2007” e o projecto “contos
em viagem”. O agrupamento incrementou um conjunto de actividades culturais, artísticas e laboratoriais,
procurando desenvolver determinadas competências das áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e
Competências Sociais de uma forma inovadora, através da dinamização de actividades como a Feira do Livro, o
Centro de Aprendizagem e Comunicação, o clube de Teatro, clube de Ciência, laboratório de Matemática,
actividades dinamizadas na biblioteca como a “comemoração do aniversário da morte de Miguel Torga”, a “escrita
criativa”, a “hora do conto”, o “dia internacional da tolerância”, actividades relativas ao Projecto “Ciência Viva” e
actividades sociais como as visitas de estudo e as visitas proporcionadas aos alunos das restantes unidades
educativas na escola sede do agrupamento.
4.4 Parcerias, protocolos e projectos
O AEVV dinamiza um conjunto de projectos e estabeleceu diversas parcerias com instituições da comunidade
envolvente, nomeadamente o Centro de Saúde Vila Verde, a Escola Profissional e a Escola Secundária de Vila
Verde. Na perspectiva de facilitar a transição para a vida activa dos alunos dos CEF e PIEF, o agrupamento tem
parcerias com entidades locais, a Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, a Empresa Barbosa & Andrade, a
Pastelaria Chói, a INFORVERDE, PETI, ATACHA, a Câmara Municipal, Centro Técnico Eléctrico e a Churrasqueira
Barros e a Universidade do Minho a nível da realização de estágios. No âmbito do SPO, são de realçar as parcerias
com o Centro de Emprego/UNIVA, Tribunal de Menores, Autarquia, Comissão de Protecção de Menores e a
colaboração com a equipa do projecto Laura.
O agrupamento aderiu ao projecto Rede Nacional das Bibliotecas Escolares, Ciência Viva e PAM, o projecto
portáteis, o Projecto “Os livros vão às escolas” e o projecto “contos em viagem”. O agrupamento efectuou ainda
candidaturas ao PRODEP e ao FEDER.
5. Capacidade de auto-regulação e melhoria do agrupamento
5.1 Auto-avaliação
O AEVV desenvolveu procedimentos de auto – avaliação, elabora anualmente um relatório final de actividades que
pretende dar conta do grau de consecução do projecto educativo relativamente ao ano lectivo em questão. Este
relatório faz a avaliação de todas as áreas dinamizadas e todas as actividades desenvolvidas, utilizando dados
qualitativos e quantitativos, desde departamentos, conselhos de docentes, serviços específicos como a biblioteca,
ateliês, projectos, SPO, NAE. Ao longo do ano, os procedimentos de avaliação interna ficam a cargo do
Observatório de Qualidade, designadamente os dados dos resultados escolares dos alunos que são recolhidos,
tratados e sistematizados por esta equipa de avaliação. As análises efectuadas consubstanciam-se na análise dos
resultados escolares, disciplina a disciplina, a comparação com os resultados a nível nacional, na análise da
qualidade do sucesso e da educação ministrados, conferindo os alunos que concluem os 2º e 3º ciclos sem
aproveitamento a uma ou mais disciplinas, a análise comparativa dos resultados escolares dos alunos que
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frequentam a Escola Secundária de Vila Verde no 10º ano e que são oriundos do AEVV e os que são oriundos de
outras escolas, demonstrando o desempenho positivo dos alunos do AEVV.
O agrupamento analisa também o percurso dos alunos após a conclusão do 9º ano, concluindo que na sua maioria
– 90% – prosseguem estudos, 75% na ESVV, 11% noutras escolas secundárias e 4% nas escolas profissionais,
constatando que 7% ingressam no mercado de trabalho e que não conhecem o destino de 3%.
A comunidade educativa envolve-se em todo o processo de avaliação e é informada dos resultados obtidos pelos
seus alunos, nomeadamente através de relatórios apresentados em conselho pedagógico e na assembleia. São
propostos planos de acção para a melhoria, de que são exemplos a codocência nos 2º e 3º ciclos, a formação dos
professores do 3º ciclo, a utilização de quadros interactivos, a atribuição do Estudo Acompanhado a professores
de Matemática no 3º ciclo e a inclusão de um professor desta disciplina no 2º ciclo, a insistência de apoio a todas
as turmas na área de Matemática e Língua Portuguesa, o incremento da articulação entre ciclos e com a Escola
Secundária de Vila Verde.
Apesar de todos os esforços e do impacto que a auto-avaliação tem no planeamento e na organização do
agrupamento, este impacto ainda se faz sentir, superficialmente no desenvolvimento das práticas educativas,
observando-se ainda actividades cuja avaliação se baseia em percepções e os procedimentos adoptados nem
sempre são sistemáticos nem contemplam todas as áreas estratégicas.
5.2 Sustentabilidade do progresso
A visão estratégica evidenciada, os níveis de participação da comunidade educativa, o empenho colocado por
todos os actores educativos na obtenção de elevados resultados escolares, a estabilidade e motivação do corpo
docente, a capacidade de auto – avaliação, o respectivo conhecimento que o agrupamento possui dos seus pontos
fracos e as estratégias de melhoria que promove, revelam que se trata de um agrupamento capaz de aprofundar a
sua autonomia e de desenvolver as estratégias necessárias para superar as dificuldades e melhorar a sua oferta
educativa e o seu desempenho.
V – Considerações finais
Apresenta-se agora uma síntese dos atributos do agrupamento (pontos fortes e pontos fracos) e das condições de
desenvolvimento da sua actividade (oportunidades e constrangimentos) que poderá orientar a sua estratégia de
melhoria.
Neste âmbito, entende-se por ponto forte: atributo da organização que ajuda a alcançar os seus objectivos; ponto
fraco: atributo da organização que prejudica o cumprimento dos seus objectivos; oportunidade: condição externa
à organização que poderá ajudar a alcançar os seus objectivos; constrangimento: condição externa à organização
que poderá prejudicar o cumprimento dos seus objectivos.
Todos os tópicos seguidamente identificados foram objecto de uma abordagem mais detalhada ao longo deste
relatório.
Pontos fortes
ƒ
A gestão e dinamização de uma multiplicidade de cursos, projectos, ateliês e actividades com impactos
positivos nas aprendizagens cognitivas e sociais dos alunos.
ƒ
O empenho na construção de um agrupamento que preserva os seus espaços e os apetrecha e embeleza.
ƒ
A aposta nas tecnologias de informação para todos os actores educativos e o empenho na construção de
um saber mínimo informático que se revela fundamental na circulação da informação e promoção do
saber.
ƒ
O clima de tranquilidade, segurança, disciplina, equidade e justiça vividos por todos os intervenientes no
processo educativo.
ƒ
O empenho e a vontade colocados por todos os actores educativos na prossecução das suas funções e na
resolução dos problemas pedagógicos e organizacionais do agrupamento.
ƒ
A construção e adesão a um conjunto de parcerias, protocolos e projectos colocados ao serviço da
satisfação das expectativas dos alunos e das suas famílias.
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Pontos fracos
ƒ
As deficitárias condições físicas de alguns espaços das unidades educativas do agrupamento e a sua
ƒ
A fragilidade da articulação interdisciplinar que assume ainda contornos pontuais em muitos
inadequação às exigências curriculares da contemporaneidade.
departamentos e conselhos de docentes.
ƒ
A dificuldade em fazer incidir a auto – avaliação do agrupamento em indicadores orientadores da prática
pedagógica, numa perspectiva de partilha, utilização de materiais e sequencialidade entre ciclos.
Oportunidades
ƒ
A existência de um conjunto de instituições/empresas sedeadas no meio circundante pode possibilitar o
ƒ
A existência de um ambiente extra – escolar seguro, tranquilo, sem a proliferação de estabelecimentos
desenvolvimento de uma rede mais abrangente de apoio às actividades do agrupamento.
comerciais que substituam os interesses dos alunos, nomeadamente no que concerne à escola sede, é
propiciador de uma educação para a saúde.
Constrangimentos
ƒ
A possibilidade de transferência de alunos para escolas profissionais, sedeadas na área do agrupamento,
com outras ofertas formativas.
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