Notícias de
VILA VERDE
II SÉRIE
ANO 1 Nº3
JULHO / AGOSTO 2014
BIMENSAL
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www.noticiasdevilaverde.wordpress.com
Diretor: Pedro de Vasconcelos I Diretor-adjunto: José Leitão I Subdiretor: Maria da Conceição Alves I Editora: Elisabete Fernandes I Preço: gratuito I Proprietário: Pedro de Vasconcelos I NIF: 219619875 I Nº registo da ERC:
126502 I Sede de redação: Rua Prof. Egas Moniz, Lage, 4730 Vila Verde I Impressão: Publicaciones Tameiga, S.L. - Morada: Av. del Aeropuerto, 83, 36416 Mos (Pontevedra) I Tiragem: 1000 exemplares I Depósito legal: 1693/83
Câmara paga
4 Milhões e
950 mil Euros
a empresa para
recolher o lixo
Transferência de
mais 199.412,13€
para a PROVIVER
Inspeção Geral de Finanças investiga Câmara de Vila Verde
REVISÃO DO
PDM APROVADA
COM 16 ANOS
DE ATRASO
Pág. 9
ARS alerta para
Salmonellas
no Rio Homem
Pág. 7
Pág. 10
Pág. 8
Pág. 5
Pág. 3
Entrevista
ao Vereador
Manuel Araújo
Pág. 3
DGAL diz que dívida da Câmara
Municipal ultrapassa os
29 Milhões de Euros
Pág. 3
Luís Filipe Silva suspende
mandato por 60 dias
PS exige mais
transferências
financeiras para
juntas de freguesia
Pág. 8
Entrevista ao
Presidente da
Junta de Soutelo,
Filipe Silva
Pág. 12
Espaço Cidadão
de Prado gera troca
de palavras azedas
entre PS e PSD
Pág. 10
PROMOVER A CULTURA É A FORMA MAIS SUBLIME DE LIBERTAR UM POVO
Notícias de
VILA VERDE
MUNICÍPIO AO VIVO
Julho / Agosto 2014
2
Fecho de Escolas em Vila Verde
A Câmara esconde o jogo
Do que está falado entre o Presidente da
Câmara de Vila Verde e o Governo quanto
ao fecho de escolas e jardins de infância no
nosso concelho para o próximo ano letivo,
nada se sabe, pairando sobre esta matéria
um manto de silêncio que está a deixar os
pais à beira de um ataque de nervos.
O diálogo que o poder central alega ter promovido com a comunidade local para mais
um corte na escola de proximidade, parece
ter emudecido o presidente dr. António Vilela
e a vereadora Júlia Fernandes, tal é o apagamento com que têm tratado uma questão
que toca de perto a vida de centenas de famílias de Vila Verde, a quem estão obrigados
a dar uma palavra de esclarecimento.
O Notícias de Vila Verde sabe que, perante
o inusitado da situação, este caso será muito
provavelmente levado à barra dos tribunais.
Recurso aos tribunais pode parar o processo
ASSEMBLEIA MUNICIPAL
PS quer bom senso no encerramento de escolas
O Partido Socialista apresentou na última Assembleia Municipal, através da
professora Conceição Alves, um apelo ao executivo
camarário em relação ao
encerramento de escolas
previsto para este ano, a
levar a cabo pelo Ministério da Educação em acordo
com as câmaras municipais.
A professora Conceição Alves referiu, na sua intervenção, que serão 10 as
escolas que não vão abrir
portas já em Setembro próximo, aqui em Vila Verde.
Este encerramento de escolas insere-se na agenda
do Ministro da Educação,
Nuno Crato, que vai fechar
um total de 200 escolas a
nível nacional, implicando
constrangimentos
graves
para a vida das crianças e
das suas famílias.
A deputada municipal cita
a Vereadora da Educação,
Cultura e Acção Social, Júlia Fernandes, na seguinte
afirmação: “As soluções
encontradas não são as desejadas mas as possíveis”,
na qual se percebe que o
executivo camarário tem
conhecimento do panorama
de encerramento de escolas
em Vila Verde.
Conceição Alves aponta a
falta de “planeamento sério
e rigoroso”, referindo que se
fizeram obras de melhoria
em muitas escolas do concelho e que pouco tempo
depois foram encerradas.
A deputada concorda que
é necessária uma reorganização da rede escolar, mas
deixa o aviso, “encerrar uma
escola é como arrancar uma
árvore, desmembrar uma
família, desertificar uma aldeia.” Termina com um apelo ao executivo camarário
para que trate este assunto
“com sentido de responsabilidade” a fim de evitar “maiores constrangimentos” para
alunos e famílias.
Vereadores do PS reclamam maior valorização
do trabalho dos Presidentes de Junta
Em comunicado que chegou à redação do Notícias
de Vila Verde, a vereação
Socialista composta por
Luís Filipe Silva, José Morais e Manuela Machado,
relembra o Presidente de
Câmara, António Vilela,
que é altura de dotar as
Juntas de Freguesia com
“verbas adequadas à satisfação das necessidades
das suas populações, em
alguns casos dando-lhes o
mínimo dos mínimos para
conseguirem funcionar e
corresponder à satisfação
de aspetos básicos.”
Esta exigência pública
dos vereadores do Partido Socialista surgiu na
sequência de várias noticias que deram nota das
transferências que outras
Câmaras Municipais da região estão a fazer para as
Juntas de Freguesia, nomeadamente as Câmaras
Municipais de Braga e de
Barcelos.
De acordo com o entendimento dos socialistas
eleitos na Câmara Municipal de Vila Verde, as Juntas de Freguesia são mais
próximas das populações,
conhecem as suas necessidades e anseios e, por
isso, “estarão em melhor
condições que a Câmara Municipal para investir
cada euro disponível”.
Os eleitos do Partido Socialista continuam dizendo
que é urgente passar das
palavras à prática e que “é
altura de confiar no trabalho, no empenho, na disponibilidade e nos conhecimentos de cada um dos
Presidentes de Junta eleitos, deixando de os tratar
como parentes pobres da
administração local”.
Acusando António Vilela
de ser responsável pela
paralisação de algumas
Juntas de Freguesia, devido aos estrangulamentos
financeiros que lhes impõe, Luís Filipe Silva, José
Morais e Manuela Machado dizem-se apostados em
promover “uma alteração
do relacionamento entre
Câmara
Municipal/Junta
de Freguesia, dando ênfase ao reforço da dotação
e autonomia financeira da
cada uma das Juntas de
Freguesia”, mostrando-se
convictos que essa mudança de atitude permitiria,
através dos Presidentes de
Junta, aplicar melhor o dinheiro público e melhorar
as condições de vida das
populações.
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VILA VERDE
MUNICÍPIO AO VIVO
Julho / Agosto 2014
3
DGAL diz que dívida da Câmara de Vila
Verde ultrapassa os 29 Milhões de Euros
PS e PSD com leituras diferentes
A Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL)
analisou a situação financeira dos municípios portugueses, à data de 31 de dezembro de 2013, e conclui
que a situação de alguns
deles é muito preocupante.
Nessa situação está o
município de Vila Verde,
sendo considerado como
uma das quatro situações
mais graves do distrito de
Braga.
Com efeito, a dívida da
Câmara Municipal de Vila
Verde ascendia a 29,27
milhões de euros, o que representa 120,95% da receita municipal total, situação
que coloca o município de
Vila Verde em incumprimento perante a Lei das
Finanças Locais.
O prazo médio de pagamento a fornecedores é
outro dos indicadores preocupantes apontado na aná-
lise da Direção Geral das
Autarquias Locais. Neste
item, a Câmara Municipal
de Vila Verde é indicada
como estando a demorar
166 dias (mais de 5 meses
e meio) a pagar aos seus
fornecedores.
A este respeito, António
Vilela desmente todos dados publicados pela DGAL,
dizendo que reduziu o endividamento e que “desde
janeiro paga a 90 dias”
a todos os fornecedores.
António Vilela continua dizendo que o atual Governo
alterou as regras da contabilização da dívida das
autarquias, fazendo pender
sobre as mesmas dívidas
que, no seu “ponto de vista”, não lhe dizem respeito,
tal como são as dívidas das
sociedades participadas.
Os Vereadores do Partido
Socialista fazem uma leitura completamente diferente
dos dados divulgados pela
DGAL, afirmando que os
mesmos “deitam por terra
as recentes afirmações de
António Vilela a respeito da
saúde financeira da Câmara Municipal”.
Recuperando a questão
da dívida “escondida” à
Escola Profissional Amar
Terra Verde (superior a 1
milhão e 900 mil euros) os
Vereadores do PS temem
que a situação financeira da
autarquia seja ainda muito
pior. Isso mesmo disseram
em comunicado enviado às
redações dos meios de comunicação social.
Na mesma nota pública,
além da preocupação demonstrada, os Vereadores
Socialistas dizem que é
necessário credibilizar as
contas públicas da Câmara
Municipal e, para isso, exigem toda a verdade sobre
as dívidas da Câmara, para
que não surjam mais surpresas.
Luís Filipe Silva, José
Morais e Manuela Machado remataram a nota às
redações dizendo que vão
apresentar medidas que
contribuam para uma gestão autárquica mais rigorosa, em que não haja lugar
a desperdício de recursos e
onde as empresas fornecedoras da Câmara possam
receber a tempo e horas.
Ao encerrar desta edição, a redação do Notícias
de Vila Verde contactou o
Vereador Luís Filipe Silva
solicitando-lhe uma reação
à desvalorização que António Vilela fez dos dados da
DGAL. Luís Filipe Silva respondeu que “vindo do atual
Presidente de Câmara já
nada surpreende”, afirmando, ainda, que “ao colocar
em causa os dados de um
organismo como a Direção Geral das Autarquias
Locais, o Dr. António Vilela só mostra uma grande
leviandade, uma grosseira irresponsabilidade, no
tratamento de um assunto
muito sério que, em vez de
ser desvalorizado, devia
despertar a máxima atenção nos autarcas de Vila
Verde”.
Câmara transfere mais 199.412,13€
para a PROVIVER
Um poço sem fundo
Embora estando em processo de liquidação e dissolução há quase dois anos, a
empresa municipal PROVIVER continua a gastar dinheiro dos cofres públicos
do município de Vila Verde.
Através da consulta da
ata da reunião de Câmara
do passado dia 21 de Julho,
a redação do Notícias de
Vila Verde tomou conhecimento de mais uma transferência financeira para
a PROVIVER de quase
200.000,00€.
A transferência proposta
por António Vilela suscitou
apreciações contundentes
por parte dos Vereadores
Socialistas que, obrigados a concordar por uma
questão de satisfação das
obrigações legais assumidas pela administração da
PROVIVER junto da banca
e outros credores, não se
inibiram de fazer uma severa resenha histórica do
percurso da empresa municipal.
Em tom muito crítico, os
Vereadores do PS acusam
os executivos PSD de permitirem que a PROVIVER
se tivesse transformado
num “autêntico desastre
para os cofres da Câmara
Municipal de Vila Verde”.
Vão mais longe dizendo
que “tudo, desde o início, foi
mal pensado e mal executado, a começar pelo estudo
de viabilidade económica
que sustentou a decisão
de criar a empresa municipal PROVIVER”. Na sua
dura declaração de voto,
os Vereadores Socialistas
continuam afirmando que
“ao contrário das promessas do então Presidente de
Câmara Eng.º José Manuel
Fernandes e do Sr. Administrador Dr. Manuel Barros, nunca a PROVIVER
EEM foi rentável, nunca foi
auto-sustentável e nunca
desonerou os orçamentos
municipais”, considerando,
ainda, que “os resultados
económicos e financeiros
da PROVIVER EEM são
uma verdadeira nódoa que
mancha quem enaltecia o
seu rigor orçamental, quem
elogiava a sua execução orçamental, quem exaltava a
sua boa saúde financeira”.
A terminar a extensa declaração de voto, a Vereação Socialista remata dizendo que a PROVIVER “é
mais uma das pérolas das
decisões erradas da gestão
PSD no concelho de Vila
Verde” e que ainda continua
a pesar nas contas municipais e a retirar recursos
financeiros de áreas onde
fariam mais falta, dando
como exemplo o apoio às
freguesias.
Estranhamente, o Presidente de Câmara e Vereadores do PSD não disseram
uma palavra que fosse a
respeito desta transferência de 199.412,13€ para a
PROVIVER, nem tão pouco
responderam aos considerandos dos Vereadores do
Partido Socialista. É caso
para afirmar que, como diz
o ditado popular, “quem
cala consente”!
Inspeção Geral de Finanças investiga Câmara de Vila Verde. Inspetores
já levaram vários documentos e contas correntes.
Mais desenvolvimentos na próxima edição do Notícias de Vila Verde
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VILA VERDE
CONCELHO EM FOCO
Julho / Agosto 2014
4
Duas Igrejas: poste de electricidade
ameaça casas
Há um poste de electricidade no lugar de Pinhô, em Duas Igrejas, na Ribeira do Neiva, que não cumpre o
mínimo de condições de segurança e representa uma constante ameaça para as casas em redor.
Alicerçado num buraco
gigante, rodeado de ervas
daninhas, constituído ape-
nas por um fino fio-terra
que, pela sua fragilidade,
pode entrar em curto-cir-
cuito a qualquer momento.
Assim é o poste de eletricidade que alimenta a luz
das casas que o rodeiam,
no lugar do Pinhô, em Duas
Igrejas. Um perigo constan-
Abertura do Lar
de Escariz S. Martinho
te.
Carlos Machado, morador
de uma das casas em redor
do poste, explica porque
é que nunca está descansado,. “Ninguém tem noção do perigo deste poste.
Se o fio-terra queimar, as
casas aqui ao lado ficam
todas destruídas”. O fio-terra, um cabo cinzento
de pouca espessura e aparentemente de pouca importância, constitui o maior
dos perigos para as casas
vizinhas. Além de ser o dispositivo que garante o bom
funcionamento dos aparelhos elétricos, e aumentar
a segurança das casas, o
condutor de eletricidade é
extremamente fino e frágil
pelo que, face às condições
a que se encontra exposto,
pode ser danificado. Os
danos ao fio-terra podem
significar danos incalculá-
veis às casas que rodeiam
o poste em constante perigo. Carlos Machado explica
“Os trabalhadores da EDP
já cá estiveram, avaliaram
a situação, classificaram-na de muita perigosa e depois foram embora e nunca
mais voltaram”. E acrescenta ainda “Os postes
aqui na zona já foram todos
arranjados. Já há anos que
a junta tem alertado para o
perigo da situação, e a EDP
não resolve”.
Além do perigo elétrico, o
próprio poste está sustentado numa base cimentada
com um buraco gigantesco
por baixo, o que significa
que o perigo de ruir é também constante. Enquanto
não existirem perspetivas
de resolução do problema,
as casas do lugar do Pinhô
vão continuar em perigo
contínuo.
“Quando o homem sonha
a obra nasce.” A Casa do
Povo de Escariz S. Martinho
IPSS, vazia de atividades,
candidata-se ao programa
PARES, e contemplada, resolve dar início à disponibilização de um equipamento
social que inclui inicialmente lar e creche.
A empreitada está já em
fase de conclusão e tem
abertura agendada ainda
para este mês de Julho.
Este equipamento social
vem preencher uma lacuna
grave naquela área e cuja
pretensão é proporcionar a
uns um crescimento saudável e a outros um envelhecimento com qualidade. Este
equipamento terá a máxima: “DUAS GERAÇÕES,
DUAS FORMAS DE CUIDAR”.
A creche terá capacidade
para acolher e acompanhar
33 crianças, dos 4 meses
aos 3 anos, distribuídas
por 3 salas autónomas:
berçário, sala dos 12 aos
24 meses e sala dos 24
aos 36 meses. Conta ainda
com uma extensa área de
recreio e equipamentos de
entretenimento adequados
às diferentes idades.
Já o Lar tem capacidade
inicial para 27 utentes e
disponibiliza um serviço de
saúde permanente, apoiado
por profissionais de qualidade. Estão ainda previstos
serviços de animação e haverá lugar para um projeto
inovador: uma horta biológica gerida pelos próprios
utentes.
O Concelho de Vila Verde enriquece-se com mais
esta infra-estrutura de cariz
social.
CopaCabanas: a mítica discoteca da Ribeira do Neiva voltou a abrir as portas
Foi na quarta-feira, 23 de julho, que o espaço da discoteca do Lugar das Cabanas em
Duas Igrejas, que marcou os
anos 80 e 90 em Vila Verde,
reabriu. A gerência está agora
a cargo de uma jovem da terra.
Qualquer jovem vilaverdense
terá um familiar, ou mais, que
recorde com saudade este
espaço, encerrado há mais de
uma década no formato em
que todos o conheciam: discoteca. A CopaCabanas chegou
a transformar-se num café,
tendo voltado a encerrar.
Passados seis anos, a CopaCabanas reabre de “cara lavada”, em formato de café-bar. A
ideia foi de Sandrine Carvalho,
uma jovem emigrante de Duas
Igrejas que decidiu tentar a sua
sorte em Portugal e dar uma
nova imagem à antiga discoteca. O local sofreu algumas
alterações, mas a morfologia é
muito semelhante à da antiga
discoteca, contando também
com uma esplanada no exterior.
O agora “Café Copacabanas” é explorado pela jovem de
Duas Igrejas, que conta com o
apoio de mais jovens da Ribeira do Neiva. Nas últimas semanas, o lugar das Cabanas tem
sido o ponto de encontro para
muitos jovens, principalmente
emigrantes, que ali reencontram os amigos.
O espaço está aberto todos
os dias, entre as 11h e as 2h,
sensivelmente.
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VILA VERDE
CONCELHO EM FOCO
Julho / Agosto 2014
5
Por ato de heroísmo…
Governo condecora
bombeiro de Vila Verde
Vila de Prado em Festa
Comemorações S. Tiago
e Senhora dos Remédios
Medalha de Mérito de Proteção e Socorro
Com publicação no jornal
oficial da República (Diário
da República, 2.ª série —
N.º 107 — 4 de junho de
2014), o Ministro da Administração Interna galardoou
um jovem bombeiro da nossa Associação Humanitária.
Parabéns ao Pedro Charuto e que o seu exemplo
frutifique.
Despacho n. º 7300/2014
No dia 28 de outubro de
2013, o bombeiro de 3.ª,
António Pedro Fernandes
Martins, da Associação
Humanitária de Bombeiros
Voluntários de Vila Verde,
revelou enorme sentido do
dever e de coragem, quando utilizou a sua própria
viatura para servir de travão
a um carro desgovernado,
em que seguia, como único
ocupante, uma criança de 6
anos.
O elevado profissionalismo e a capacidade de discernimento fez com que, ao
aperceber-se que o carro
deslizava, sem condutor,
e com uma criança no seu
interior, imediatamente arrancou, em marcha atrás,
com o seu próprio carro,
colocando-o em posição
estratégica, de forma a travar o carro desgovernado e
assim evitar que o mesmo
entrasse numa avenida.
O bombeiro de 3.ª, António
Pedro Fernandes Martins
com o seu ato altruísta e de
imensa generosidade evitou, deste modo, uma tragédia irreparável, não só para
a mãe da criança que, impotente via o carro deslizar,
como também para outras
pessoas que circulavam naquela zona, demonstrando
com a sua atitude uma total
disponibilidade e dedicação
em prol do ideal de serviço
à comunidade.
Assim:
Nos termos do disposto na
alínea b) do n.º 1 do artigo
2.º, nos n.ºs 1 e 2 do artigo 3.º e no n.º 2 do artigo
4.º, todos do Regulamento
de Concessão da Medalha
de Mérito de Proteção e
Socorro, anexo à portaria
n.º 980-A/2006 (2.ª série),
de 14 de junho, concedo
ao bombeiro de 3.ª, António
Pedro Fernandes Martins,
da Associação Humanitária
de Bombeiros Voluntários
de Vila Verde, a medalha de
mérito de proteção e socorro, no grau prata e distintivo
azul.
26 de maio de 2014. — O
Ministro da Administração
Interna, Miguel Bento Martins Costa Macedo e Silva.
No último fim de semana
de julho decorreram na Vila
de Prado as festas em honra de S. Tiago e de Nossa
Senhora dos Remédios.
No dia 25 de julho, sexta-feira, houve a tradicional
celebração eucarística em
Honra de S. Tiago, seguindo-se a actuação do grupo
“Rusga dos Amigos de Godinhaços.”
Já no sábado, as ativida-
des começaram logo de
manhã cedo com um périplo
por toda a Vila de Prado do
grupo de Zés P’reiras. A animação do serão contou com
a atuação de Ângelo Veloso
e Malheiro, Zé Amaro e culminou com a caraterística
sessão de fogo de artifício,
vista e aplaudida por várias
centenas de pessoas.
No domingo o ponto alto
das celebrações foi a pro-
cissão durante a tarde e à
noite os presentes puderam
assistir ao Festival de Folclore, no qual participaram
os grupos Rancho Casa do
Povo da Vila de Prado, Associação Etnográfica e Cultural Rancho Folclórico da
Vila de Prado e Rancho Folclórico de Cervães. As festas foram encerradas com
mais uma sessão de fogo
de artifício.
XIII Open do Minho no Complexo
de Tiro de Cabanelas
Alberto Nídio Silva
Comemorações da Senhora
da Misericórdia
São já em número de 70, os
anos de existência no apoio e
na ajuda a espalhar sorrisos e
acalentar esperanças. A Misericórdia de Vila Verde e a sua
extensa obra falam por si. Diz
o Dr. Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias
Portuguesas, “vivemos hoje
tempos de tormenta, mas é
nestes contextos que se vê
melhor quem vai ao leme”.
No âmbito das comemorações dos 70 anos estão já
agendadas várias iniciativas,
destacando-se a aquela que
foi levada a efeito no passado
dia 29 de junho. O dia começou com celebração da eucaristia na igreja paroquial de
Vila Verde, onde foi lida uma
mensagem de D. Jorge Ortiga,
que não presidiu por motivo
de agenda. A celebração foi
animada pelo grupo da Santa
Casa de Misericórdia de Vila
Verde, com o brilhantismo a
que já nos habituou. A eucaris-
tia contou com a presença dos
vereadores da Câmara Municipal, órgãos sociais, irmãos,
colaboradores e população
vilaverdense, sendo a principal
ausência a do Presidente da
Câmara Municipal.
Seguiu-se a procissão solene até às instalações da Santa
Casa onde foi servido um buffet que proporcionou franca
confraternização entre os presentes.
O Complexo de Tiro de
Cabanelas foi palco de mais
uma prova internacional de
tiro desportivo nos dias 28
e 29 de junho. Mais de uma
centena de atiradores marcaram presença, com destaque para os participantes
estrangeiros, oriundos principalmente de Espanha e
França.
A sociedade de Tiro de
Braga, organizadora deste evento pretende não só
promover esta modalidade
desportiva mas também “
dar a conhecer a região do
Minho e o distrito de Braga e
em particular o concelho de
Vila Verde”
A prova foi distribuída por
18 pistas, cada uma com di-
ferentes cenários.
O Complexo de Tiro de
Cabanelas sofreu melhorias
significativas para acolher
este Open e foi adaptado
para simular situações reais.
As entidades locais acreditam que aquela estrutura
tem potencialidades para se
tornar uma referencia a nível
mundial na modalidade.
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MUNICÍPIO AO VIVO
Julho / Agosto 2014
6
Poluição prejudica época balnear
Vereador do Ambiente “empurra” responsabilidade
para a Autoridade Regional de Saúde
A edição do Jornal de Notícias de 23 de julho noticiou
que a Administração Regional de Saúde do Norte emitiu um aviso público dando
conta que as águas do rio
Homem não estão reconhe-
cidas como águas balneares. Na origem deste aviso
terá estado a identificação
de salmonellas em locais
frequentados por banhistas,
situação que terá origem em
vários focos de poluição já
sinalizados pela Brigada de
Proteção da Natureza da
GNR de Braga.
Confrontado com a situação, o Presidente de Câmara, Dr. António Vilela, reagiu
dizendo que espera que o
“problema esteja sanado na
próxima época balnear”.
Perante a situação, os
Vereadores do Partido Socialista reagiram, em comunicado enviado à nossa
redação, mostrando a sua
preocupação face às notícias da contaminação das
águas com salmonellas, e,
também, a sua indignação
face ao “silêncio ensurdecedor” de António Vilela e
do Vereador do Ambiente,
que não prestaram, em devido tempo, qualquer esclarecimento às populações. A
Vereação Socialista foi mais
longe ao criticar o Edil por
constantemente, com as referências à “excelência das
águas”, despreocupar os
veraneantes que frequentam as referidas águas, postura que, no entendimento
dos Vereadores do PS, é
uma grave irresponsabilidade que pode fazer perigar a
saúde pública.
No mesmo comunicado,
os Vereadores do Partido
Socialista,
afirmando-se
cansados de ouvir António
Vilela a atirar culpas para o
município de Braga e Amares e a indicar a ETAR de
Cabanelas como solução
para tudo, exigiram esclarecimentos oficiais e prometeram colocar o assunto na
ordem de trabalhos da reunião de Câmara do dia 04
de agosto. Para melhor esclarecimento da questão da
poluição das águas dos rios,
nomeadamente do Homem
e do Cávado, os Vereadores
do PS comunicaram, ainda,
que iriam solicitar reuniões
urgentes com os responsáveis políticos dos municípios
de Braga e Amares.
O assunto da poluição das
águas dos rios que banham
o concelho, nomeadamente o Cávado em Soutelo
(zona do Mirante) e na Vila
de Prado (no Faial), voltou a
ganhar relevo e a gerar tensão entre os Vereadores do
executivo Vilaverdense na
referida reunião de Câmara
do dia 04 de agosto.
Tal como tinham anunciado publicamente, os
Vereadores do Partido Socialista apresentaram uma
recomendação para que,
dada a gravíssima situação
de saúde pública verificada nos referidos locais, o
Presidente de Câmara e o
Vereador do ambiente se
“dedicassem, de uma vez
por todas, à resolução dos
problemas que têm afetado a qualidade de vida dos
Vilaverdenses, em vez de
procurar desculpas e justificações para as falhas contínuas na rede de esgotos
que tem afetado gravemente as zonas ribeirinhas do
concelho”.
Patrício Araújo serve-se das particularidas da Lei para fugir às responsabilidades, afirmam os vereadores do PS
No seguimento desta recomendação, o Vereador
responsável pelo pelouro
do ambiente, Dr. Patrício
Araújo, apresentou em ata
as justificações para o sucedido no rio Cávado, justificações essas que despoletaram severas críticas por
parte de Luís Filipe Silva e
José Morais.
Luís Filipe Silva e José
Morais, em comunicado enviado à redação do Notícias
de Vila Verde, acusam o Sr.
Vereador responsável por
zelar pela qualidade ambiental do Concelho de Vila
Verde, Dr. Patrício Araújo,
de não assumir integralmente as suas responsabilidades, de se refugiar nas
particularidades da Lei que
regula a elaboração das
análises às águas e de imputar falhas na conduta e
ação da Autoridade Regional de Saúde.
Com efeito, analisando
as declarações deixadas
em ata pelo Sr. Vereador
Patrício Araújo, conclui-se
que a Autoridade Regional
de Saúde é acusada, entre outros aspetos, de usar
a legislação para interditar
o uso da Praia Fluvial do
Faial mas de não usar esses mesmos parâmetros
definidos na Lei para avaliar os riscos para a saúde
pública. O Vereador do ambiente, na sua declaração
em ata, mostra-se, ainda,
descontente pelo facto da
Autoridade Regional de
Saúde “adotar de imediato
a medida mais gravosa e
mais extrema da interdição
total ao invés do desaconselhamento da prática balnear.”
Os Vereadores do Partido
Socialista, depois de classificar essas declarações
como desconexas e destinadas a fugir à responsabilidade, afirmaram-se assustados com a forma como o
Vereador do ambiente encarou a questão da poluição
nos rios que atravessam o
território Vilaverdense, e
concluem dizendo que se
dúvidas existissem, a reunião de Câmara “provou
que os Vilaverdenses merecem muito mais da sua
gestão autárquica, nomeadamente na defesa do que
ainda é um dos seus maiores patrimónios: o meio ambiente”.
Contatados
telefonicamente pela redação do Noticias de Vila Verde, os Vereadores do Partido Socialista
mantiveram o seu repúdio
pelas declarações e comportamento do Vereador do
ambiente, afirmando que “o
Sr. Dr. Patrício Araújo deve
ser relembrado da Bandeira
Azul prometida para a Praia
Fluvial do Faial”.
Em nota final, Luís Filipe
Silva e José Morais aconselharam o Sr. Vereador do
Ambiente a conhecer o concelho antes de fazer mais
declarações para as atas,
pois, segundo palavras dos
mesmos “talvez assim, depois de conhecer o concelho se lembre de locais de
lazer como a Ponte Nova
e o Váu (na Loureira), da
zona de lazer junto ao rio
em Cabanelas, ou dos muitos locais paradisíacos no
Vale do Homem, sitos, por
exemplo, nas Freguesias
de Lanhas, Coucieiro, Ponte S. Vicente e Valbom.
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CONCELHO EM FOCO
Julho / Agosto 2014
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Afinal qual é o mal das Salmonellas?
As Salmonellas são bactérias que vivem no intestino
dos animais e dos seres humanos e são libertadas para
o meio ambiente através
das fezes. Infetam os seres
humanos quando presentes
em alimentos ou água contaminada. Os seres humanos
também podem transmitir
a doença entre si, especialmente se ainda não tiverem
sintomas da doença.
Lavar as mãos com frequência, evitar banhos em
águas suspeitas de contaminação, não beber água de
fontes sem a certeza de ser
potável, são algumas formas
de evitar a infeção por esta
bactéria.
Os sintomas associados
à infeção por Salmonella
podem ser diarreia, febre,
arrepios, dores de cabeça
e dores abdominais. A febre
tifóide é provocada por uma
espécie destas bactérias,
a Salmonella typhi, muito
frequente em países subdesenvolvidos, por falta de saneamento básico e hábitos
de higiene deficientes dos
cidadãos.
As gastroenterites provocadas por Salmonella
tornam-se
especialmente
graves para pessoas com
o sistema imunitário enfra-
DECO PROTESTE
aponta falhas
à Praia do Faial
Fonte: Junho 2014 Revista PROTESTE
A edição de Junho da revista Proteste, da Associação de Defesa do Consumidor – DECO, inclui a Praia
Fluvial do Faial, na Vila de
Prado, nas 10 praias fluviais a evitar pelos banhistas, à escala nacional.
Aquela publicação selecionou 30 praias interiores, distribuídas por todo
país, das 98 classificadas
como águas balneares e
inspecionaram itens como
a qualidade da água, a segurança da praia e a informação disponível para os
banhistas. No artigo pode
ler-se que “das 30 praias
visitadas, 10 acusaram
água com falta de higiene”
e neste grupo está incluída
a praia do Faial, na Vila de
Prado. No artigo pode ain-
da ler-se que a limpeza da
praia foi classificada com
Médio e a disponibilidade
de Informação aos banhistas levou um Mau. A Proteste deu um Medíocre na
apreciação global da praia
do Faial e coloca-a no lote
das 10 praias nacionais que
os banhistas devem evitar
pelos riscos que representa
para a saúde.
quecido, anemia, menor acidez no estômago, grávidas,
crianças e idosos. Em casos
de desidratação resultante
de vómitos e diarreia pode
ser de tal ordem severa e
exigir cuidados médicos
imediatos.
Por norma, pessoas saudáveis recuperam da doença em apenas alguns dias,
sem necessidade de uso de
medicamentos.
Fonte: University of Missouri, News Bureau.
Mega Etar em Cabanelas
Um presente envenenado
No passado dia 3 de junho
foi inaugurada a Mega ETAR
Homem-Cávado, em Cabanelas. Este equipamento
de grandes dimensões tem
a função de tratar o saneamento dos concelhos de Vila
Verde, Amares e Terras do
Bouro. É por isso uma obra
extremamente
importante
para estes três municípios e
em particular para o nosso
concelho.
A história terminaria aqui e
com um final feliz.
Como em tudo na vida, nem
tudo são rosas. As Etars são
muito úteis e dada a sua importância estratégica, são
equipamentos que ninguém
pode falar contra. Desde
que longe das nossas casas.
Cabanelas, fruto da sua localização geográfica, teve a
infeliz sorte de lhe sair uma
Etar na raspadinha. E logo
uma das grandes.
Razão essa que tão importante acontecimento na
freguesia, não arrastou mul-
tidões como seria de esperar.
Efetivamente o dia não foi de
festa mas sim de luto. Uma
ETAR de tão grandes dimensões pode acarretar problemas não menos grandiosos.
Se ouvirmos o que dizem os
técnicos, esta ETAR está munida da tecnologia mais atual, quase que tecnologia do
futuro. Infelizmente a história
mostra-nos exemplos de navios inafundáveis que afundaram, aviões supersónicos
à prova de acidentes que os
tiveram, centrais nucleares
que foram arrastadas pelas
águas do mar, etc.
A população de Cabanelas
está consciente disso e vai
acreditando numa manutenção capaz de minimizar tais
problemas que dada a dimensão desta ETAR podem
ser muito graves.
Falar em acreditar é a palavra certa, pois também
acreditou nas promessas da
Câmara Municipal que garantia que este equipamento
só seria inaugurado depois
da freguesia de Cabanelas
ter uma cobertura a 100%
no saneamento em baixa.
Tal como o Titanic, o Concorde ou a Central Nuclear
de Fukushima, o que parecia
impossível, aconteceu.
Ironicamente, Cabanelas
tem uma Etar do mais moderno que existe que coabita
com os problemas de saneamento mais graves do concelho.
A população de Cabanelas
é tolerante, mas está atenta. É uma freguesia pacifica
mas tudo tem limites. Cabe à
Câmara escolher se prefere
deitar água na fervura e dar
prioridade ao saneamento
em Cabanelas, ou apagar
este incêndio com gasolina,
acordando um monstro adormecido nos últimos anos.
Será bom para todos que o
bom senso prevaleça.
Aires Fumega
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MUNICÍPIO AO VIVO
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Luís Filipe Silva suspende por 60 dias
José Morais assume liderança da vereação e Manuel Araújo passa
a integrar o órgão executivo da Câmara Municipal de Vila Verde
Alegando motivos profissionais, o Vereador Luís
Filipe Silva apresentou, na
passada reunião de Câmara
do dia 04 de agosto, a suspensão temporária do mandato autárquico, por um período de 60 dias, confiando
a liderança da Vereação e
dos restantes trabalhos autárquicos ao Vereador José
Morais.
A suspensão temporária
de mandato, abriu caminho
para a entrada de Manuel
Araújo no executivo camarário, Vilaverdense natural
da Ribeira do Neiva que, nas
palavras de Luís Filipe Silva,
“dará um precioso contributo
aos trabalhos autárquicos”.
Em comunicado, Luís Filipe
Silva adianta que podia levar
a cabo os seus compromissos profissionais em data
posterior, mas optou por o
fazer nesta altura, suspendendo o mandato e permitindo com isso a entrada de
Manuel Araújo para o elenco
de Vereadores, uma vez que
continua atual a discussão
das transferências de competências e respetivas verbas financeiras para as Juntas de Freguesia, discussão
de muita importância para a
Ribeira do Neiva, sobretudo
depois do processo de reorganização administrativa
que juntou sete freguesias.
Luís Filipe Silva continuou
dizendo que a zona Norte, e
em especial as sete freguesias da Ribeira do Neiva, ganham, num momento crucial
do mandato autárquico, uma
voz local, ativa, conhecedora da realidade e das necessidades locais.
O Vereador Luís Filipe Silva terminou o seu comunicado salientando que é muito
gratificante saber que pode
contar com pessoas como
o José Morais, a Manuela
Machado e o Manuel Araújo
para a defesa intransigente
dos interesses do concelho
e de todos os Vilaverdenses.
Declarações de Manuel Araújo
“Vou defender a Ribeira do Neiva mas
não esquecerei o resto do concelho”
Quais são as suas expetativas para o trabalho
que se avizinha enquanto
vereador?
Eu encaro a participação
neste projeto político como
um ato de cidadania, como
uma forma de contribuir
para a causa pública, o que
de resto não é novidade
para mim uma vez que tenho tido a minha quota parte de participação na vida
coletiva do concelho, nomeadamente na Ribeira do
Neiva, de onde sou natural.
Nesse sentido, e imbuído
desse espírito, as minhas
expectativas são as melhores.
Integrarei o executivo municipal com todo o empenho
e responsabilidade.
De que forma pretende
defender a autonomia financeira da Ribeira do
Neiva?
Com a minha integração
na vereação vou defender
a Ribeira do Neiva, sem esquecer o concelho como um
todo.
Conheço as problemáticas que afetam o dia-a-dia
da Ribeira do Neiva, é natural que leve à discussão
algumas questões que há
muitos anos continuam por
resolver.
A autonomia financeira
da Junta de Freguesia da
Ribeira do Neiva é uma
dessas questões, pois,
como todos compreendem,
a agregação de sete freguesias coloca aos eleitos
locais grandes desafios,
dificuldades e oportunida-
des, que só fazem sentido
se houver o devido apoio
financeiro por parte da Câmara Municipal.
Sei que a questão da autonomia financeira das Juntas
de Freguesia é comum a
todas as freguesias do concelho, logo, ao colocar este
assunto em discussão estarei a contribuir para uma
maior valorização de todos
os Presidentes de Junta do
concelho de Vila Verde e a
dar-lhes melhores condições de trabalho junto das
suas populações.
O próximo Orçamento Municipal tem que ser construído tendo em mente este
principio, e darei o meu contributo para que assim seja.
O que podem esperar os
Vilaverdenses de si nesta
sua passagem pela vereação socialista?
Espero contribuir, dando o melhor de mim, para
uma gestão municipal mais
próxima e mais atenta aos
problemas que mais afetam
os Vilaverdenses. Tem sido
essa a linha de atuação da
vereação do Partido Socialista e eu irei fazer o mesmo.
Com toda a responsabilidade e com muito entusiasmo,
nesta minha passagem por
funções públicas defenderei exatamente aquilo que
fundamenta a existência de
eleitos políticos, que mais
não é que a boa gestão e
aplicação dos recursos públicos em benefício exclusivo do interesse coletivo.
“Defenderei
exatamente aquilo
que fundamenta a
existência de eleitos
políticos, que mais
não é que a boa
gestão e aplicação
dos recursos
públicos em benefício
exclusivo do
interesse coletivo.”
Notícias de
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Revisão do PDM aprovada com 16 anos de atraso
Vereadores do PS afirmam que os atrasos do PDM comprometeram o
desenvolvimento do concelho
“É preciso fazer a revisão do PDM, por
considerar que há freguesias onde é
praticamente impossível construir.”
José Manuel Fernandes
in Notícias de Vila Verde em 30 de Julho de 1997 (apresentação de candidatura à Câmara de Vila Verde)
A reunião de Câmara do
dia 04 de agosto foi “palco”
para a aprovação da revisão do Plano Diretor Municipal, documento há muito
esperado pelos Vilaverdenses.
Tal como se previa, o documento foi aprovado por
unanimidade. No entanto,
os Vereadores Luís Filipe
Silva e José Morais fizeram
questão de deixar lavrado
em ata algumas considerações a respeito da morosi-
dade do processo.
Recuando ao ano de 1997,
relembraram as promessas
do Eng.º José Manuel Fernandes a respeito da revisão do PDM, altura em que
o então recém-eleito Presidente de Câmara José Manuel Fernandes considerou
o processo de revisão como
sendo de prioridade absoluta e determinante para o
trabalho que se pretendia
fazer no território concelhio.
Os Vereadores do Parti-
do Socialista consideraram
que o processo de revisão
do PDM foi marcado por
“anos e anos de promessas, de expetativas goradas, de empurrar de responsabilidades para outras
entidades e de atropelos
inadmissíveis à Lei do ordenamento do território que
apenas mostraram que,
politicamente, não existia
nenhuma vontade em rever o PDM”, realidade que
fez perder “preciosos anos,
anos de abundância de recursos que poderiam ter
contribuído para o desenvolvimento e crescimento
do Concelho de Vila Verde”.
Em nota final, os eleitos
do PS dizem esperar, agora, “que o PDM resultante de 16 anos de revisão
possa ser um verdadeiro
instrumento de gestão do
território concelhio, sem
ambiguidades, e não seja
apenas uma ferramenta
para resolver as situações
de incumprimento ou para
iniciar um novo processo de
criação de expetativas que
nada beneficiam o concelho
e os Vilaverdenses.
Na altura de aprovação de
tão importante documento para o Concelho de Vila
Verde, Luís Filipe Silva e
José Morais não esqueceram o Ex vereador António
Zamith Rosas, bem como
os funcionários municipais
que no processo de revisão
participaram, elogiando o
seu empenho. Os eleitos
do PS dizem mesmo que,
se não fosse esse empenho, ainda hoje se “estaria
à espera da revisão de tão
importante documento para
o concelho e enrolados no
recorrente e desgastante
exercício de encontrar argumentos e desculpas para
justificar os atrasos, os enviesamentos e todos os episódios que prejudicaram o
processo de revisão do Plano Diretor Municipal”.
Paulina Lira prepara candidatura
ao Departamento Federativo
das Mulheres Socialistas de Braga
Paulina Lira, atual líder
da Juventude Socialista de
Vila Verde, irá apresentar-se como candidata ao Departamento Federativo das
Mulheres Socialistas de
Rui Silva eleito Presidente
da Comissão Política
do PSD de Vila Verde
Decorreu no passado dia
11 de julho a eleição para
os novos órgãos da Concelhia do PSD de Vila Verde,
ato eleitoral que elegeu
o ex-vereador Rui Silva
como o novo “líder” da estrutura laranja.
Sob o lema “Os Vilaverdenses Primeiro”, Rui Silva construiu uma lista que
apelida de “abrangente e
renovadora”, passando a
mensagem do início de um
“novo ciclo” numa estrutura
em que Júlia Fernandes,
Mário Nogueira e Hélder
Forte surgem como Vice
Presidentes.
Na senda da “abrangência e renovação”, surge
António Vilela como Presidente da Mesa do Plenário
e o mesmo António Vilela e
João Lobo como os primeiros indicados na lista de
delegados à Assembleia
Distrital.
Esta foi uma eleição com
interesse redobrado dado o
aproximar das Eleições Legislativas e previsível indicação do próprio Rui Silva
como candidato elegível à
Assembleia da República.
Braga, de acordo com fonte
próxima da candidata. Contactada pelo Notícias de Vila
Verde, Paulina Lira confirma
a notícia da sua candidatura
e adianta que formalizará a
apresentação da sua candidatura em breve sob o lema
“Juntas pela Renovação”.
As eleições para este
órgão estão circunscritas
apenas às mulheres socia-
listas, mas decorrerão em
simultâneo com a eleição
do Presidente da Federação, em todos os concelhos
do distrito, no próximo dia 6
de setembro.
Notícias de
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Câmara paga 4 milhões e
950 mil euros para recolher
o lixo em Vila Verde
Conheça o consórcio EcoRede/Rede Ambiente
No início de Julho, o consórcio
EcoRede/Rede Ambiente iniciou
a sua atividade de recolha do lixo
doméstico no concelho de Vila
Verde.
Importa relembrar que esta
empresa foi contratada por 4 milhões e 950 mil euros (mais IVA),
durante 10 anos, para substituir
as equipas da Câmara Municipal
que faziam esse mesmo serviço.
Este processo ficou marcado
por grandes e acaloradas divergências entre os eleitos do PSD e
do PS na Câmara Municipal.
Enquanto o Presidente da Câmara, António Vilela, diz que a
contratação do consórcio EcoRede/Rede Ambiente vai melhorar
o serviço e diminuir custos, os
Vereadores do Partido Socialista dizem que não se trata de um
contrato de prestação e serviços
mas antes uma concessão, por
um período de 10 anos (renovável por mais 10 anos), sem nenhuma garantia quanto à melhoria do serviço prestado e quanto
às poupanças anunciadas.
Os Vereadores do Partido Socialista vão mais longe nas suas
críticas, e dizem “que a decisão
foi tomada sem nenhuma sustentação, sem termo de comparação e sem acautelar aspetos
básicos”, razão que os levou a
apresentar uma exposição ao Tri-
bunal de Contas.
Segundo os Vereadores do
Partido Socialista, este contrato
“é apenas mais um exemplo da
política de desresponsabilização
da Câmara Municipal de Vila Verde, que está transformada numa
simples agência de promoção e
gestão de festas e eventos”.
Como exemplo dessa política
de desresponsabilização apontam, ainda, o estacionamento
pago, a venda de 51% da Escola
Profissional ou a falhada PROVIVER, afirmando que “antes de
entregar tudo a outras entidades,
a Câmara Municipal devia internamente fazer mais, melhor e
com menos custos, ou pelo menos tentar”.
No processo de análise de propostas e seleção de concorrentes para adjudicação do serviço
de recolha de resíduos sólidos
urbanos de Vila Verde, fazendo
o trabalho do júri que tinha sido
constituído por deliberação camarária, participou a sociedade
CPA- Consultoria e Projectos de
Ambiente, Lda.
A título meramente informativo,
refira-se que empresa CPA – Colsultoria e Projectos de Ambiente, Lda foi parceira da empresa
Vector Estratégico – Estudos e
Consultadoria, SA, entidade que
elaborou a análise da proposta
(única) da Val d`Ensino no concurso público que determinou a
privatização de 51% da Escola
Profissional Amar Terra Verde.
Como exemplo dessa parceria
entre as empresas CPA e Vector
Estratégico está o estudo relativo
ao Parque Empresarial de São
Felix da Marinha, encomendado
pela AMIGAIA EM, empresa municipal de Vila Nova de Gaia que
era tutelada por Marco António
Costa enquanto Vice-Presidente
da Câmara de Vila Nova de Gaia.
A sociedade Vector Estratégico
– Estudos e Consultadoria, com
sede social na Maia, tem como
Presidente do seu Conselho de
Administração João Eduardo
Guimarães Moura de Sá (que é
Vogal das sociedades Rede Ambiente e EcoRede) e como Vogal
do Conselho de Administração
tem Paulo Renato Gonçalves
Reis (que é Presidente do Conselho de Administração da Rede
Ambiente e EcoRede).
Estes são dados informativos
que, entre outros, se podem consultar nos relatórios da Einforma
e que dão a conhecer as ligações
efetivas entre as entidades envolvidas nos processos da Escola Profissional Amar Terra Verde
(EPATV) e da contratação da recolha de lixo no Concelho de Vila
Verde.
Conheça o consórcio
EcoRede/Rede Ambiente:
O consórcio é constituído pelas sociedades EcoRede e Rede Ambiente,
sociedades que desenvolvem atividades relacionadas com serviços de
gestão, recolha, transporte e tratamento de resíduos sólidos urbanos. As
sociedades têm, praticamente, os mesmos órgãos sociais. O Presidente
do Conselho de Administração é o mesmo e nos Vogais do Conselho de
Administração apenas surge António Salvador da Costa Rodrigues como
novidade, desempenhando o cargo de Vogal do Conselho de Administração da Rede Ambiente. Refira-se que António Salvador da Costa Rodrigues é o atual Presidente da Direção do Sporting Clube de Braga, clube a
que o Euro Deputado José Manuel Fernandes também está ligado como
Presidente da Assembleia Geral.
A sociedade EcoRede:
Presidente do Conselho de Administração
Paulo Renato Gonçalves Reis (Ex membro do Conselho Nacional do PSD)
Vogal do Conselho de Administração
João Eduardo Guimarães Moura de Sá (Ex deputado do PSD na Assembleia da República)
A sociedade Rede Ambiente:
Presidente do Conselho de Administração
Paulo Renato Gonçalves Reis (Ex membro do Conselho Nacional do PSD)
Vogal do Conselho de Administração
João Eduardo Guimarães Moura de Sá (Ex deputado do PSD na Assembleia da República)
Vogal do Conselho de Administração
António Salvador da Costa Rodrigues (Presidente do SC de Braga)
Fonte: Einforma
Espaço do Cidadão na Vila
de Prado provoca “palavras”
azedas entre PS e PSD
Após a cerimónia pública
onde o Presidente de Câmara, António Vilela, assinou o
protocolo para futura instalação de um Espaço do Cidadão na Vila de Prado, os
vereadores do Partido Socialista emitiram um comunicado de imprensa dando nota
da sua satisfação pelo facto
do tal Espaço Cidadão ser,
em breve, uma realidade no
concelho, relembrando, contudo, que a implementação
do referido espaço tinha sido
alvo de uma proposta sua,
datada de 18 de novembro
de 2013, e que, na reunião
de Câmara de 02 de dezembro de 2013, foi recusada
pelo Presidente de Câmara
e pelos vereadores do PSD.
António Vilela não terá gostado do que leu e deu instruções ao Gabinete de Apoio à
Presidência para reagir. No
comunicado de reação do
Gabinete de Apoio a António
Vilela, os vereadores do Partido Socialista são acusados
de faltar à verdade e de usar
“jogos políticos pouco claros”.
A resposta dos vereadores
do PS não se fez esperar e,
num comunicado à imprensa
contundente, não só deram a
conhecer o conteúdo da proposta recusada por António
Vilela e vereadores do PSD
como acusam o Gabinete de
Apoio à António Vilela de estar a ser pago com dinheiros
públicos para gerar polémicas desnecessárias em vez
de dar atenção aos assuntos
sérios e preocupantes que
existem no concelho.
Afirmando que a paternidade da proposta é um assunto
menor, até porque na ques-
tão da utilidade dos Espaços Cidadão as duas forças
partidárias estão em pleno
acordo, os vereadores do
Partido Socialista lamentam
a celeridade do dito Gabinete nuns assuntos e o absoluto silêncio noutros assuntos,
bem mais relevantes.
Como exemplo de assuntos que deviam ter despertado a atenção do Presidente
e do seu Gabinete de Apoio,
apontam a descarga de esgotos que, no dia 25 de julho, ocorreu em plena praia
fluvial do Faial, na Vila de
Prado, descarga que alarmou os veraneantes e originou uma diligência da GNR
no local.
A vereação Socialista terminou o seu comunicado à
imprensa lamentando que
“dinheiros públicos estejam
a ser gastos para tratar de
assuntos/polémicas de Gabinete, enquanto os problemas reais, os problemas que
se verificam no terreno, que
afetam diretamente os cidadãos e imagem do concelho,
continuem com a resolução
adiada” e a aconselhar o
Presidente de Câmara e o
seu Gabinete a “dar atenção
ao que realmente tem importância, dando desde já, com
a mesma celeridade e destaque, explicações sobre a
descarga de esgotos ontem
(25 de julho) verificada no
Faial, sobre a qualidade das
águas das zonas ribeirinhas
do concelho e a informação
necessária, com verdade, a
todos os visitantes desses
locais para que ninguém corra graves riscos de saúde”.
Notícias de
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Primeira Festa-Convívio da Ribeira
do Neiva: A Ribeira esteve em festa
Os dois dias de festa tiveram lugar no Largo da Feira,
em Rio Mau. A primeira edição desta festa foi considerada um sucesso.
O último fim-de-semana
de julho ficou marcado pela
primeira Grande Festa-Convívio da Ribeira do Neiva,
uma ideia que teve como
fundamento principal criar
um “dia da Ribeira”, em que
qualquer pessoa das freguesias que formam a Ribeira
do Neiva pudesse participar,
conviver e até promover os
seus produtos em estabelecimentos patrocinados pela
Junta de Freguesia.
No primeiro dia, 26 de julho, decorreu a abertura das
“barraquinhas”, e houve ain-
da espaço para cantares ao
desafio, jogos tradicionais e
uma mega aula de zumba ao
ar livre. A noite ficou marcada pela presença da banda
de Rock “Renegados do Ritmo” e ainda pelo DJ Fudjy,
que animou a festa durante
o resto da noite.
A feira de produtos regionais marcou também o do-
mingo, havendo ainda espaço para uma Missa Campal
durante a manhã. À tarde,
Isolina Carvalho apresentou
o livro “A Violação inscrita
no silêncio”. A festa terminou
com a atuação dos ranchos
folclóricos de Pedregais,
Godinhaços, e a Rusga dos
Amigos de Godinhaços.
Ouro Neiva promoveu Missa de Acção de
Graças em memória dos caçadores falecidos
A iniciativa decorreu ao
final da tarde do primeiro
domingo de agosto, junto à
capela de Cháscua, um dos
recantos do alto da Ribeira
do Neiva, e foi promovida
pela Associação de Caçadores Ouro Neiva.
É a segunda edição des-
ta atividade, e o sucesso é
cada vez maior. A missa em
memória dos caçadores falecidos decorreu às 17h do
dia 3 de agosto, numa bouça
junto à capela de Cháscua,
e contou com centenas de
participantes, entre eles caçadores, familiares e amigos
da Associativa Ouro Neiva,
que esteve a cargo da organização da celebração,
presidida pelo Padre Sandro
Vasconcelos.
No final da missa, houve ainda espaço para uma
bênção dos artigos de caça
e de animais, bem como
para uma sessão de tiros
em homenagem aos caçadores falecidos que outrora
passaram pela Associativa.
A atividade encerrou-se com
um mega piquenique, onde
cada um foi convidado a trazer o seu lanche e a partilhá-lo com os presentes.
Concerto Solidário
em Cabanelas
No passado dia 6 de julho,
Cabanelas recebeu um Concerto Solidário para angariação de fundos para ajudar
Carlos Cunha, de 63 anos,
residente na freguesia e que
sofre de Esclerose Lateral
Amiotrófica, uma doença degenerativa, cuja esperança
reside num tratamento a realizar na Alemanha.
Este evento, que teve a
presença de vários artistas
populares, contou com Ângelo Veloso, Maria Celeste,
Jorge Loureiro e Naty, Paula
Barroso, Tó Fernando, Grupo
Verde Canto, Marciana, Miguel Costa e o jovem grupo
Futuro da Família Machado.
As condições para uma tarde animada estavam mais
que criadas e para ajudar à
festa não faltou o Porco no
Espeto, a sangria e as caipirinhas.
Este Concerto solidário foi
mais uma de um conjunto
mais alargado de iniciativas
que visou o apoio desta causa.
Rio Mau celebrou
São Bento da Ermida
As festividades em honra de São Bento da Ermida
decorreram na freguesia de
Rio Mau, entre os dias 10 e
14 de julho, e não faltou animação. A festa começou na
quinta-feira, dia 10, com música gravada durante o dia.
No dia 11, dia de S. Bento,
decorreu uma missa solene
na capela da Ermida. A noite foi animada pelos artistas
“Os Solitários”. No sábado,
o grupo de Zés Pereiras “Os
Frujeiras” percorreu a fre-
guesia, e a animação noturna esteve a cabo de Hélder
Baptista, seguindo-se a festa
noite dentro com a presença
do DJ Fudjy para animar o
serão. No domingo, dia 13,
celebrou-se mais uma missa
solene em honra do santo
padroeiro da Ermida, seguida de uma procissão. O dia
ficou marcado pela actuação
do Rancho Folclórico e Etnográfico de ‘Entre Ambos
os Rios’ e com os Amigos da
Rusga de Godinhaços.
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CONCELHO EM FOCO
Julho / Agosto 2014
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Entrevista com o Presidente da Junta de Freguesia de Soutelo, Filipe Silva
“Os políticos nacionais deviam ser obrigados a ter
no currículo a liderança de uma Junta de freguesia”
Filipe Silva considera que
os presidentes de Junta estão de joelhos para
conseguirem os recursos
básicos. para cumprir com
as atribuições da junta,
estando dependentes dos
presidentes de câmara e
do próprio poder central.
Acrescenta ainda que os
presidentes de junta precisam de se unir para reclamarem aquilo que é de
direito para as freguesias.
NVV - Quais são as principais questões/problemas
que rodeiam o trabalho do
atual executivo da Junta
de Soutelo?
Filipe Silva - Os constrangimentos da Junta de Soutelo são partilhados por todas
as freguesias do concelho.
Estão sobretudo relacionados com o aumento das
competências atribuídas às
juntas sem reforço de verbas
necessárias, o que acarreta
enormes dificuldades na resposta às necessidades básicas da população.
Os protocolos de execução existentes entre juntas
de freguesia e câmara municipal facilitariam este trabalho se fossem cumpridos,
apesar do atraso com que já
contam.
À semelhança do que já
se faz em outros concelhos,
como Amares, Braga, Ponte de Lima, Vieira do Minho,
Barcelos, em que as autar-
quias confiam nas suas juntas as verbas que permitem
o cumprimento das respectivas competências, também
a Câmara Municipal de Vila
Verde deveria seguir este
exemplo.
As juntas respondem a
questões fora da sua esfera de atuação, algumas da
responsabilidade directa das
câmaras municipais ou de
outras instituições, aprofundando a boa vontade e a ligação forte com a comunidade local.
A crise nacional limitou as
verbas disponíveis para câmaras, juntas e cidadãos
particulares, alguns com situações de vida muito complicadas. Aqui as juntas também têm uma palavra a dizer
porque constituem muitas
vezes a sua primeira linha de
apoio.
Um problema criado pelo
atual governo foi a reforma
administrativa, tratando-se
de um embuste ao país. A
lei das competências é igualmente incompreensível, por
atribuir às juntas mais competências com menos verbas. Este conjunto de reformas vem transformar as
juntas de freguesia no “patinho feio” do poder público, apesar de neste nível, as
juntas serem das poucas instituições que do pouco fazem
muito, sem contribuírem para
o aumento da dívida pública.
Os fundos comunitários
são o maior ativo das juntas
para responderem aos desafios que se lhes opõem. Refiro-me a fundos não têm que
ver com dinheiro, mas sim o
fundo de boa vontade das
pessoas que constituem a
comunidade onde a junta de
freguesia se insere.
Que virtualidades, para
além das margens do rio,
encontra na sua freguesia potenciadoras de desenvolvimento em termos
turísticos, religiosos, ambientais e sociais?
Um dos pontos mais fortes
de Soutelo é a localização
geográfica, favorável e estratégica pela proximidade aos
centros de Braga, Vila Verde
e Amares. Enquanto junta, o
nosso desafio é maximizar
este potencial, sobretudo no
que nos distingue de outras
localidades.
Soutelo posiciona-se nas
margens de dois rios, Homem e Cávado, que incitaram um grupo de cidadãos,
apoiados pela junta, para a
criação de um slogan para
a freguesia: “One Land,
Two Rivers”. Neste espírito
foi criada a Associação Portuguesa de Pesca, sediada em Soutelo, e cujo presidente sou eu enquanto
presidente de junta. Um dos
principais projectos da associação é obter a concessão
do Cávado.
Foi partindo do pressuposto de que a caça e a pesca
geram o maior volume de negócios a nível mundial, que a
associação tem como meta
a promoção da arte da pesca, atraindo pescadores de
todo o mundo. A associação tem no seu horizonte a
criação da figura de um guia,
que apresente e explique a
região nas especificidades ligadas à pesca, e uma academia de pesca, para recuperar esta arte, promovê-la
junto dos mais jovens e aprofundar a relação da pessoas
com o rio.
Outra exigência que temos
feito à Câmara Municipal
de Vila Verde é o aproveitamento das margens dos rios
e a sua colocação ao serviço das populações. Queremos as margens acessíveis
e requalificadas com o objetivo de preservar o ambiente,
valorizar as casas de turismo
rural e proporcionando maior
qualidade de vida à população residente.
O património religioso único é outra das nossas mais
valias. A casa da Torre atrai
anualmente muitos visitantes à freguesia pelos retiros
espirituais que aí têm lugar e
que atraem pessoas vindas
de vários pontos do país.
As margens do rio são
uma riqueza potencial, por
explorar, para o território de Soutelo. O que falta para se fazer um aproveitamento eficaz daquele
potencial?
“Os presidentes de Junta
estão de joelhos para
conseguirem os recursos
básicos para cumprir com
as atribuições da junta,
estando dependentes dos
presidentes de câmara e
do próprio poder central.”
Notícias de
VILA VERDE
CONCELHO EM FOCO
Julho / Agosto 2014
13
Melão Casca
de Carvalho
promovido
com arraial
em Soutelo
“Os políticos nacionais deviam ser obrigados a ter no
currículo a liderança de uma Junta de freguesia, pelos
desafios e dificuldades do cargo e pelo contacto constante
e direto com a população, com os seus problemas e os
seus anseios. A junta de freguesia é a melhor escola
política que qualquer político poderia ter.”
Em Vila Verde falta uma
orientação estratégica em
relação aos rios, falta sensibilidade para colocar os rios
ao serviço das pessoas, falta perceber que dos rios se
podem criar um conjunto de
produtos e serviços em simbiose com a natureza. Para
tal, as margens precisam de
ser limpas e têm de ser criados acessos até elas.
A agenda política tem de
perceber isto e colocar este
aproveitamento como prioridade para fazer a justiça entre as terras e o seu nome:
Vila Verde. Esta é a via para
a promoção efectiva do
turismo.
O último inverno veio mostrar problemas provocados
pela desatenção em relação
aos rios e ribeiros, não há
qualquer informação acerca das espécies autóctones
e das pressões que possam
estar a sofrer devido à poluição, da influência de espécies invasoras.
Se queremos turismo em
Vila Verde é preciso começar
a prestar atenção às questões ambientais de forma
séria.
Dos objetivos/projetos a
que se propôs enquanto
Presidente da Junta quais
o que estão concretizados, quais os que ainda
estão em execução e quais
os que ainda não foram
cumpridos?
O principal objetivo que
cruza com os rios e com o
turismo é sem dúvida o saneamento básico. Trata-se
de uma infraestrutura fundamental para Soutelo por ser
uma freguesia semi-urbana.
A sua inexistência causa inúmeros problemas ambientais à freguesia e é
condição essencial para a
qualidade ambiental que
ambicionamos.
Colocamos este desafio
constantemente junto da câmara municipal, para que o
torne uma realidade o quanto antes e se eu a visse concluída dar-me-ia por satisfeito pelos anos que passei à
frente do executivo da Junta.
A Junta tem outros projetos em carteira sempre
com o objetivo de diferenciar e promover Soutelo e
estão dependentes de condições económicas mais favoráveis geradoras de valor
acrescentado.
Arrancou no dia 8 de Agosto o 5.º Arraial do Melão na
freguesia de Soutelo. Os
temas deste arraial consistiram na festa do Melão Casca de Carvalho e na recepção ao emigrante.
No programa Grandes Manhãs do Porto Canal, o presidente da Junta de Soutelo,
Filipe Silva, disse que este
arraial cumpre dois objetivos, promover e divulgar
um produto da terra e ainda
incentivar outros produtores
ao seu cultivo. Além disso,
o presidente da Junta refere
que este arraial, especificamente nesta época do ano,
atinge um outro objetivo,
igualmente importante, que
é reunir em convívio a comunidade residente com os
seus emigrantes em férias.
A organização do arraial foi
da responsabilidade da Junta de Freguesia de Soutelo e
decorreu no espaço do Clube de Ténis.
No dia 8 de Agosto o cartaz
da festa contou com alvorada musical e a atuação da
dupla Humorística “Dois dos
Varridos”, da Rádio 9.35. No
Sábado a animação esteve
a cargo da fadista Isilda Miranda e mais tarde do vocalista da banda Sinal, Miguel
Oliveira.
Já no Domingo, os Cavaleiros de Soutelo organizaram
um passeio a cavalo pela
freguesia e durante a tarde
houve espaço para o tradicional festival de folclore. À
noite o palco foi para uma
demonstração de Zumba e
para a actuação do grupo
musical LIFE.
Notícias de
VILA VERDE
CONCELHO EM FOCO
Julho / Agosto 2014
14
Casa do Povo de Vila Verde
66 anos de apoio social
A Casa do Povo de Vila
Verde é uma instituição que
conta já com 66 anos de
existência e um legado de
um importante trabalho neste concelho ao longo deste
tempo.
Na actualidade, a Casa
do Povo de Vila Verde tem
o estatuto de IPSS, através
de acordo de cooperação
com o Instituto da Segurança Social. Desenvolve a sua
acção como CATL, Centro
de Actividades dos Tempos
Livres, nas instalações do
Centro Escolar de Vila Verde, prestando o serviço de
CAF, Componente de Apoio
à Família do 1.º Ciclo.
Esta importante instituição
surgiu em 1937 com a designação de “Obra das Mães
pela Educação Nacional”
com a finalidade de formar
as Mães, especialmente
aquelas que eram provenientes dos meios rurais,
predominantes na época,
mas também das raparigas
que não prosseguiam estudos liceais, conferindo-lhes
instrução e conhecimentos
relacionados com a Educação Familiar.
Em 1948, ano em que surgiu em Vila Verde o Centro
Rural de Educação Familiar
da Obra das Mães, este ocupava-se das áreas de acção
educativa, familiar e social,
ministrando assim formação
destinada ao Lar, à Família
e à Sociedade. O Centro
foi dirigido durante algumas
décadas pela Sra. D. Maria
do Céu Vilhena da Cunha,
que além daquelas funções
ainda efectuou as primeiras
recolhas de Lenços dos Namorados.
Nos anos cinquenta, sobre-
tudo no período pós-guerra,
assistiu-se na Europa e especialmente em Portugal, a
uma debandada da população em busca de melhores condições de vida nos
países em reconstrução do
centro da Europa, nomeadamente França e Alemanha. A
Obra das Mães procurava,
com a sua actividade, e dentro do espírito e dos valores
da época, mostrar às raparigas alternativas de melhoria das suas condições de
vida dentro das localidades
onde residiam. Estava assim
dado um importante contributo para a valorização e
desenvolvimento local numa
tentativa de fixação das populações.
Em finais da década de 70,
a Obra das Mães foi extinta
e todos os centros rurais de
formação existentes foram
integrados nas Casas do
Povo locais. Por aquela altura, aquando do processo
de descolonização, regressaram a D. Alice Pinheiro
Marques e Maria da Conceição Pinheiro Marques da
Silva, técnicas da Obra das
Mães e formadas na Escola
de Tenões, em Braga, que
ficaram responsáveis pelo
Centro de Vila Verde. A elas
se deve o reconhecimento
de um trabalho de pesquisa
e sistematização relativo aos
Lenços dos Namorados.
No
ano
lectivo
de
2013/2014, a Casa do Povo
teve ao seu cuidado 168
crianças, incluindo-se aqui
um pequeno grupo já do 2.º
ciclo. Esta valência de ATL
oferece às suas crianças
um apoio diferenciado, fruto
dos vários protocolos que a
casa do Povo celebrou com
Vila Verde
Festas e
romarias
em Agosto
Aboim da Nóbrega
Nossa Senhora do Amparo
(Domingo antes do dia 15 de
Agosto) Senhora da Assunção
(15 Agosto); Senhor da Piedade
(1º Domingo após 15 de Agosto)
António (Agosto); S. Mamede
(Agosto)
Arcozelo
Senhor dos Passos (15, 16 e 17
Agosto)
Gondiães
S. Mamede (17 de Agosto)
Atães
Festa do Senhor e dos Emigrantes (Fim-de-Semana após 17 de
Agosto)
Azões
S. Sebastião (10 Agosto)
Barbudo
Divino Salvador (6 Agosto);
Senhor do Ribeiro (último fim-de-semana de Agosto)
instituições como o Instituto
Britânico de Braga, Escola
Muzzenza (Capoeira) e a
Academia de Dança Apolo Vila Verde. Conta ainda
com a colaboração da Santa Casa da Misericórdia de
Vila Verde, que recebe os
casos alvo de encaminhamento pela Casa do Povo,
sobretudo nos serviços de
Psicologia, Terapia da Fala e
Estomatologia.
A Casa do Povo de Vila
Verde tem como principal
objectivo manter a valência
de ATL para as crianças do
primeiro ciclo, pretendendo
já neste próximo ano alargar
este serviço para o 2.º e 3.º
ciclos. Trata-se de um serviço, completamente novo,
que não existe em Vila Verde, dentro dos moldes em
que será implementado. Tal
como já acontece no primeiro ciclo, as crianças e
adolescentes, de anos subsequentes, contarão com
apoio especializado nas disciplinas escolares.
A Casa do Povo tem como
instalações a sua sede, com
três salas, onde decorre o
atendimento aos pais e encarregados de educação e
reuniões de coordenação/
direcção e logística. As aulas de inglês a cargo do Instituto Britânico para os 5.º e
6.º anos têm lugar também
no edifício sede. Os alunos
do primeiro ciclo têm aulas
de Inglês ministradas pelo
Instituto Britânico nas instalações do centro escolar.
Movimento Jovens de Oleiros organiza Azurela
O Movimento Jovens de Oleiros está a preparar um evento
que terá lugar no próximo dia 14 de Agosto no Lugar da Aldeia. Aquele movimento espera que seja uma megafesta de
Verão e deu-lhe o nome de Azurela, inspirado nas cores do
símbolo do Movimento Jovens de Oleiros, o azul e o amarelo.
O evento terá início às 22 horas e contará com actuações
de MC Y2K, Mickael Akordeon, MagicGroove Dj’s. Está ainda
planeada uma festa de esferovite colorido para que não falte
animação, efeitos luminosos e muita música à mistura.
A entrada na festa é feita através da aquisição de uma pulseira, que a organização colocou à venda em locais publicitados na sua página do facebook, e tem um custo de 5€, se
comprada previamente, ou 7,5€, se comprada no próprio dia
da festa.
Os jovens de Oleiros contaram com o apoio da Junta de Freguesia de Oleiros e prometem muita animação naquela que
dizem ser uma festa “Imperdível” para a juventude.
Barros
Festas de S. Bento e dos Emigrantes (2o domingo de Agosto)
Cabanelas
Senhora da Conceição (15
Agosto)
Carreiras de S. Miguel
Senhora da Pena (15 Agosto) Cervães
Divino Salvador (5 e 6 Agosto)
Codeceda
Festa dos Emigrantes e S.
Pedro (Fim-de-Semana após 10
de Agosto)
Covas
Senhora das Neves (3, 4 e 5
Agosto)
Dossãos
Nossa Senhora dos Milagres
(último fim-de-semana de
Agosto)
Duas Igrejas
Santo António de Cháscua (10
Agosto); Senhora da Assunção
e Santíssimo Sacramento (15
Agosto); S. Pedro da Touceira
(17 de Agosto)
Escariz S. Mamede
S. Mamede (1º domingo após
17 de Agosto); S. Bartolomeu
(1º domingo após 25 de Agosto)
Freiriz
Festa dos Emigrantes em honra
de Nossa Senhora da Purificação (1º domingo de Agosto)
Gême
Festa do Senhor (Agosto)
Godinhaços
Senhora da Conceição, Santíssimo Sacramento e Santo
Gomide
S. Mamede de Gomide (16 e 17
Agosto)
Gondomar
Festa do Senhor (1º domingo de
Agosto)
Lage
Santa Helena (3.º domingo de
Agosto)
Marrancos
Senhora da Guia (8, 9, 10 de
Agosto); S. Mamede (17 Agosto)
Moure
S. Bento e Santo André (2º fim-de-semana Agosto)
Oleiros
Senhora dos Anjos (1.º domingo
de Agosto)
Parada de Gatim
Senhora do Amparo (15 de
Agosto)
Pedregais
S. Salvador (6 de Agosto)
Penascais
Festa dos Emigrantes (3º domingo de Agosto)
Pico de Regalados
Nossa Senhora de Fátima (15
Agosto)
Pico S. Cristóvão
Santo António e Nossa Senhora
do Perpétuo Socorro (3º fim-de-semana de Agosto)
Ponte S. Vicente
S. Julião (1º domingo de
Agosto)
Portela das Cabras
Divino Salvador (6 Agosto)
Prado S. Miguel
S. Miguel – o Anjo (1º fim-de-semana de Agosto)
Rio Mau
Festa de Santa Teresinha (1º
Domingo de Agosto); Festa do
Senhor (3º Domingo Agosto)
Valdreu
Festa do Divino Salvador (9 e
10 Agosto); Nossa Senhora da
Guia (17 Agosto)
Vilarinho
S. Mamede (1º domingo após
15 de Agosto)
Notícias de
VILA VERDE
CONCELHO EM FOCO
Julho / Agosto 2014
15
Grupo “Raízes”: trinta anos a
tocar, a cantar e a recolher a
música tradicional portuguesa
Três décadas depois, o
nosso Grupo Raízes continua vivo e a (en)cantar-nos com o que de melhor
há em Portugal na música
tradicional.
Fiel ao nome que ostenta, é, essencialmente, na
recolha e na evocação dos
cancioneiros e poetas populares que se assenta o
essencial do seu reportório.
Requisitado um pouco
por todo o lado, no país e
no estrangeiro, sobretudo
na Galiza, o Grupo Raízes
continua fiel à qualidade
dos seus cantares e varia-
do instrumental, exibidos
com vitalidade nos espetáculos dados.
A banda tem-se renovado
na continuidade, mantendo
presente o seu núcleo duro,
e continua bem viva no coração dos vilaverdenses.
Não se compreende toda-
via por que razão, no âmbito das comemorações dos
seus trinta anos de existência, não foram acarinhados
com um convite de participação na animação das
festas de Santo António de
Vila Verde.
Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde
59 obras integraram a 8º edição do concurso
Depois de dois anos de
interregno, não cumprindo
a sua periodicidade bienal,
Vila Verde voltou a realizar a
Bienal Internacional de Arte
Jovem, entre 28 de junho e
12 julho, na Biblioteca Municipal Professor Machado
Vilela.
A exposição, que se realiza
com o objectivo de desenvol-
ver culturalmente o concelho
de Vila Verde, está direccionada para jovens artistas e
contou com a participação
de 59 obras, nacionais e internacionais, sendo que “3
desses trabalhos são resultado da iniciativa ‘A Bienal
na Escola 2013/14’”. Esta
edição fica marcada por uma
maior incidência de obras de
pintura, desenho, fotografia
e instalações artísticas.
Este concurso/exposição,
promovido pelo Município de
Vila Verde em colaboração
com a Associação de Artistas do Baixo Minho (D’Arte)
e do Instituto Português do
Desporto e da Juventude
(IPDJ), realiza-se desde
1999, contando com oito
edições.
A iniciativa realizou-se na
sede do concelho, Vila Verde, que continuará a acolher
a iniciativa prevendo-se a realização da próxima edição
na Adega Cultural, conforme
apontado na iniciativa ‘Reflexões sobre a arte na sociedade’ que integrou o encerramento do evento.
Sto. António: um
pouco de história
só nos enriquece
No ano de 1195 nasceu, em
Lisboa, Fernando de Bulhões
apelidado, mais tarde, de Sto.
António.
Fernando
estudou
em
Coimbra onde se dedicou
à oração e aos estudos, no
mosteiro de Sta. Cruz, e onde
os franciscanos o admitiram
na sua ordem.
Daí ruma a Marrocos propondo-se pregar a palavra de
Deus aos mouros. Acometido
de uma enfermidade vê frustrados os seus planos o que o
obriga a voltar à Europa. Foi
parar a Itália, onde vivia na
obscuridade.
Durante umas celebrações,
onde se reuniam dominicanos e franciscanos, por lapso,
ninguém levara o sermão preparado, frei António tomou da
palavra e começou a dissertar sobre a palavra de Deus
e os males do mundo. Todos
os presentes, “embriagados”
pelas suas sábias e eloquentes palavras, ditas com fervor,
viram as suas emoções elevarem-se aos céus. Daí em
diante, frei António passa do
anonimato à luz da fama.
Faleceu a 13 de junho de
1213 (daí a celebração das
festas de Sto. António, no dia
13) em Pádua, Itália, sendo
uns anos depois canonizado.
Apesar de breve, faleceu aos
36 anos, teve uma vida plena
com Deus e o mundo, dedicando-se à pregação e defesa dos mais desfavorecidos.
Muito venerado e centro de
riquíssimo folclore é considerado o padroeiro das coisas
perdidas e das jovens solteiras, entre outras, o que o
torna popular e adorado em
todo o mundo.
Santo António em Vila Verde
Realizou-se em Vila Verde,
uma vez mais, a festa dedicada a este santo que decorreu em junho, durante quatro
dias. Já muito se disse, já
muito se comentou, nomeadamente nos orgãos de comunicação social, sobre estes dias: “Foram quatro dias
com um balanço fortemente
positivo...” ,” ...as festas concelhias foram um verdadeiro
sucesso...”. Eis as palavras
proferidas por elementos do
elenco camarário do nosso
concelho.
Lamenta-se, mas nem todos vemos com os mesmos
olhos, nem todos sentem
com o mesmo coração. Há
que destacar, pela positiva: a
majestosa procissão; a actuação do grupo vilaverdense
de Zé Pedro Ribeiro; o festival de folclore (para os seus
organizadores uma palavra
de agradecimento mas de
reparo pelo seu apresentador...); a Mostra de Talentos;
a atuação do vilaverdense
Miguel Oliveira acompanhado pela orquestra Melodyfusion que, na verdade, fizeram
jus ao que há de bom na
nossa terra. Quanto ao negativo, destacou-se o Berg,
não negando o seu valor (que
funciona melhor em ambientes mais intimistas) para quê
a sua contratação se o nosso
Miguel brilhou mais alto!? E
que dizer do João Paulo Rodrigues, agora tão na moda,
que de seu, só trouxe a sua
voz? Infelizmente, também o
Cortejo da Tradição e as Rusgas foram pouco representativas do nosso concelho.
Não queremos deixar de
referir que, apesar de o concelho albergar outros talentos
de renome nacional, estes
têm andado arredados das
festividades. Por outro lado,
e se “Queremos um Santo António do povo e para o
povo”, onde está a animação
para os mais jovens? Sim,
porque há uma camada da
população que não se revê
em concertinas e não fora
as barracas de associações
instaladas na antiga Adega
com a animação a cargo de
um Disc Jockey, a Festa nada
lhes diria (para a próxima um
pouco mais de atenção para
a juventude).
Outro reparo é a mistura de
músicas, senão vejamos: os
aficionados de música clássica não conseguiam distinguir
o som das bandas do som
dos grupos em palco, aliás,
o que tem acontecido todos
os anos e nunca foi corrigido. Porque não programar
as coisas doutro modo, será
que não aprendemos com os
erros?
Por fim e não menos importante, o que dizer da afluência de público às festas? Será
que não nos apercebemos
que estas foram preteridas
por outras com cartaz bem
mais aliciante, uma delas
realizada num concelho vizinho? A cada ano que passa
é notória a falta de interesse
das pessoas no acompanhamento destas festas, porque
será?
Parabéns pela iluminação,
estava adequada ao santo,
com folclore, luz e cor.
José Leitão
Notícias de
VILA VERDE
ÚLTIMA
Julho / Agosto 2014
16
V Coluna
Alberto Nídio
A Casa do
Conhecimento
e o Conhecimento
da Casa
Parque de merendas
de Cervães aparece
misteriosamente limpo
Anúncio de actividade limpeza da JS
desperta consciências
O Parque de merendas de Cervães foi foco de atenções neste
fim de semana por ter aparecido
inesperadamente limpo depois de
Paulina Lira, líder da JS de Vila
Verde, ter anunciado uma actividade limpeza, agendada para sábado passado.
O grupo que se preparava para
efectuar a limpeza do espaço,
através da recolha do lixo espalhado, teve a agradável surpresa
de, à chegada ao local, ver que
o local já havia sido limpo previamente. Ainda assim foram recolhidos alguns detritos e colocados
sacos de lixo para eventuais utilizadores do parque.
Refere a líder da JS que a visibilidade dada à actividade terá
despertado consciências que desencadearam a limpeza do espaço e acrescenta que “se este tipo
de acções e denúncias resultam,
continuaremos a efectuá-las em
prol de um concelho mais limpo.”
EDITORIAL
A procura elevada que as recentes edições do Notícias de Vila Verde (NVV) tem
registado são reveladoras da avidez de
informação da população vilaverdense. O
intenso trabalho de pesquisa e selecção de
matérias, que permitam ao leitor construir
uma visão global e melhor fundamentada,
tem merecido uma resposta francamente
positiva da parte dos destinatários deste
jornal.
O NVV afirma-se assim como veículo de
cultura e de exercício democrático, sendo
que a democracia se defende através da
sua prática continuada. Dentro desta base
surge a construção deste jornal: os contributos de todos são bem vindos, todas as
opiniões são ouvidas e discutidas, toda a
matéria publicada é previamente escrutinada pelos olhares de uma equipa informada
e inconformada com a actualidade.
A elaboração do jornal é um processo que
ocorre num ambiente onde as hierarquias
ficam à porta. Não há cargos, idades ou títulos. Todos contribuem por iniciativa com
sugestões e ideias. Esta abolição hierárquica abre os temas à discussão e à avaliação
de pertinência enquanto matéria jornalística.
Alguma crítica tem apontado o jornal como
excessivamente contundente ou demasiado populista e por essa via, diz a mesma
crítica, esconde uma agenda associada ao
partido político A ou B. Tal não corresponde
minimamente à verdade, dada a diversidade ideológica dos colaboradores do NVV,
cuja matriz nunca foi tão multifacetada.
O NVV é o resultado do esforço profundo
de encontrar mais elementos, mais dados
e mais factos sobre o caminho que nos vai
sendo apresentado para o nosso concelho.
A equipa do NVV luta para trazer à praça
pública matérias que acrescentem um entendimento pluralista da vida pública do
concelho. Configura-se como mais um elemento que acrescenta identidade cultural
ao povo vilaverdense.
No exercício pleno da liberdade de expressão o NVV não usa a calúnia como
método de trabalho; usa, sim, documentação validada e factos.
Este jornal é feito de pessoas, por pessoas e para pessoas. Nesta linha, o jornal
encerra em si a condição humana na busca
interminável pela igualdade e pela justiça
partilhando informação de qualidade.
Informar mais e informar bem é e será
sempre a meta desta equipa.
O diretor
Depois de incontáveis vicissitudes,
parece aprontar-se a Casa do
Conhecimento que bem ao cimo do
velho Campo da Feira, hoje Praça
da República (nunca compreendi por
que lhe meteram, lá no canto, o “5 de
Outubro), se ergue num belo contexto
paisagístico (em contraste claro, como
já o afirmamos noutra ocasião, com
o mamarracho que, ao fundo, abriga
um Posto de Turismo e, ao que se diz,
também sediará um estabelecimento
de restauração numa vila que já os tem
em excesso).
Vila Verde precisa tanto de uma
Casa do Conhecimento, como de
conhecimento necessita ter acerca de
quase tudo quanto ao concelho e às
suas gentes respeita.
Pouco sabemos da nossa história
coletiva (valha-nos o meritório trabalho
ensaístico que a obra do Serra Nevada
nos lega), nada conhecemos da
nossa sociedade (carências, anseios,
características, perfil, demografia,
entre tantos outros), nada nos fala das
nossas crianças (quem são, quantas
são, donde são, para onde querem
ir, para onde, entretanto foram, etc.)
e muito pouco temos em mãos que
nos ajude a compreender o nosso
pujante movimento associativo (cultural,
desportivo e recreativo).
Conhecer Vila Verde na sua plural
dimensão idiossincrática, é, antes do
mais, decifrar a nossa identidade, saber
quem somos, onde estamos e quais os
caminhos que gostaríamos de seguir no
futuro. Porvir que, irremediavelmente,
nos trará mais e melhor tecnologia,
sobretudo digital, e, por isso, exigirá
a todos competências cada vez mais
aprofundadas.
Sabido isso, é mais fácil decidir bem,
planear com substância, olhar para além
do porão, acabando com a navegação
à vista e o atirar a cálculo que tantas
vezes erra estrondosamente o alvo.
Quem decide bem, gasta com
sustentado a propósito o dinheiro
que localmente lhe cumpre governar
em consonância com a realidade do
contexto em que exerce a sua ação.
Gastar bem os dinheiros públicos é
obrigação primeira de todos os que, para
tanto, receberam, democraticamente, o
mandato do povo para o fazer de forma
significativamente competente.
Não é preciso muito mais para se
perceber o enorme campo de ação que
à novel Casa do Conhecimento de Vila
Verde se abre no momento em que se
avista a sua entrada em funcionamento.
Situada na segunda modernidade
que vivemos, só se afirmará, todavia,
se, pela sua ação científica, se souber
constituir como repositório histórico
do nosso tempo colectivo e zelosa
construtora dos alicerces em que Vila
Verde se tem que (re)fundar para lograr
acompanhar o tempo que todos os dias
se renova.
(continua)
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Agosto de 2014 - Notícias de Vila Verde