VIAS ATLANTICAS - FICHA TÉCNICA DOS PARCEIROS TERRITORIAIS
CÂMARA MUNICIPAL: VILA VERDE
DADOS GERAIS
SUPERFÍCIE
POPULAÇÃO
228,7 Km2
46.579 hab./Km2
DENSIDADE POPULACIONAL
203,7 hab./Km2
BREVE DESCRIÇÃO DO TERRITÓRIO
O concelho de Vila Verde está localizado no distrito de Braga, em pleno coração do Minho. É limitado a
norte pelo concelho de Ponte da Barca, a Oeste pelos de Barcelos e Ponte de Lima, a Este por Terras de
Bouro e a Sudeste pelos de Amares e Braga, de que fica separado pelos rios Homem e Cávado,
respectivamente. Situa-se a poucas dezenas de quilómetros das praias que se estendem pela orla costeira
marítima entre os centros urbanos de Porto e Galiza e fica contíguo ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Vila Verde goza de uma excelente localização em termos de acessos aéreos, ferroviários e rodoviários.
Beneficia de um clima temperado agradável, com temperaturas médias anuais de 15º C, sendo o Inverno
chuvoso e o Verão quente e seco.
ORÇAMENTO DA ENTIDADE
Cerca de 30 milhões de Euros
PRINCIPAIS ACTIVIDADES ECONÓMICAS
O sector secundário ocupa cerca de 50% da população activa de Vila Verde, enquanto o sector terciário
beneficia de cerca de 42%, estando na agricultura apenas 7 por cento da população activa. Este panorama
é indicador da difusão da industrialização e do incremento do comércio e dos serviços e de um percurso
descendente da actividade agrícola, que vai perdendo a sua competitividade numa região já de si bastante
limitada e com poucas possibilidades de reconverter as suas estruturas fundiárias, o que contribui para que
empregue cada vez menos pessoas.
A repartição das actividades económicas indica que 34 por cento das empresas pertencem ao COMÉRCIO,
seguindo-se a CONSTRUÇÃO CIVIL com 23 por cento das unidades empresariais. Por ordem de
importância, seguem-se a INDÚSTRIA TRANSFORMADORA (15%), a RESTAURAÇÃO (8%), a
AGRICULTURA (7%).
FESTAS
A população do concelho de Vila Verde, como em todo o Minho, vive com particular devoção as festas e
romarias organizadas anualmente. As festas mais importantes são o Santo António de Mixões da Serra,
onde se faz a bênção dos animais, as festas concelhias, dedicadas a Santo António, na sede do concelho, e
as festas em honra de S. Bento de Pedregais, de Santo Amaro de Atães e da Senhora do Alívio, em
Soutelo.
Benção do Gado - Santo António de Mixões da Serra
O Santuário de Mixões da Serra é dedicado a Santo António, cuja celebração se realiza no dia 13 de Junho.
Situa-se em Mixões da Serra, freguesia de Valdreu, na zona mais montanhosa do concelho de Vila Verde e
nele se realiza uma das tradições mais emblemáticas da região, que é a Bênção dos animais. A origem
desta tradição está relacionada com a protecção que os pastores pediram a Santo António na sequência de
um período em que os rebanhos eram dizimados pelos ataques dos lobos e pela peste.
Romaria da Senhora do Alívio
O Santuário de Nossa Senhora do Alívio localiza-se no Lugar do Alívio, em Soutelo, junto à EN que liga Vila
Verde a Braga. É um edifício de características muito simples, de planta rectangular, cuja frontaria
apresenta duas torres e um frontão triangular encimado pela imagem da Virgem com o Menino.
O Santuário do Alívio é um importante centro de peregrinação, como se comprova pela presença
permanente de peregrinos, em especial ao Domingo, dia em que também se realiza uma pequena feira.
Porém, os dias mais importantes são o segundo e terceiro Domingos de Setembro, altura em que se
realiza a romaria em honra de Nossa Senhora do Alívio, na qual as procissões adquirem particular
destaque.
Nossa Senhora do Bom Despacho
Localizado na freguesia de Cervães, o Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho, foi construído no
séc. XVII. A fachada é tipicamente minhota, de contornos simples e harmoniosos, com dois altos
campanários. A planta é rectangular e o altar fica situado entre duas grandes rochas que lhe dão um
aspecto de gruta. A 10 de Agosto de 1644, foi celebrada a primeira missa.
O primeiro Domingo de Junho é o dia da festa anual da qual faz parte uma procissão, a missa campal e a
feira. Na véspera, a imagem da Senhora é levada para uma Igreja de uma freguesia vizinha, seja do
concelho de Vila Verde ou Barcelos. É a partir daqui que tem início a procissão que vai terminar no
FEIRAS
As feiras do concelho de Vila Verde distribuem-se em duas categorias, aquelas que se realizam com uma
periodicidade anual, e as outras de periodicidade curta. As de periodicidade anual revelam-se mais
"pomposas". Contam, assim, com uma série de diversões preparadas para o momento, dando-lhes uma
imagem de particular festividade. Algumas possuem características especificas, destinando-se à troca de
produtos ou objectos determinados.
As feiras anuais distribuem-se do seguinte modo:
20 de Janeiro - Feira dos Vinte, na Vila de Prado.
19 de Março - Feira de S. José, em Valbom S. Pedro.
13 de Junho - Feira de Santo António, em Vila Verde.
6 de Novembro - Feira dos Santos, em Pico de Regalados.
13 de Dezembro - Feira de Santa Lúzia, em Vila Verde.
Feiras de curta periodicidade:
Pico de Regalados, feira quinzenal, ao Sábado, alternada com Vila Verde.
Vila Verde, feira quinzenal, ao Sábado, alternada com Pico de Regalados.
Rio Mau, feira quinzenal, à Sexta-feira, na semana de Vila Verde.
Vila de Prado, feira semanal, à Terça-feira.
Feira de Velharias e Coleccionismo, 3º Domingo de cada mês, Praça da República (Jardim
Central), Vila Verde.
ACTIVIDADES AO AR LIVRE
Canoagem no Rio Cávado; Caça e Pesca nos Homem, Neiva e Cávado, bem como no Campo de Tiro;
Desportos Radicais de Montanha; Circuitos de Montanha.
ACTIVIDADES CULTURAIS
Bienal Internacional de Arte Jovem; Festa das Colheitas; Encontro de Reis; Encontro Nacional de
Cavaquinhos; Encontro de Grupos Corais; Feira de Coleccionismo e Antiguidades.
ACTIVIDADES CONJUNTAS COM OUTRAS INSTITUIÇÕES
DO PROJECTO
PRODUTOS GASTRONÓMICOS
A gastronomia minhota é muito rica e diversificada. De várias gerações recebemos essa herança cultural
que muito nos enriquece e orgulha. Hoje, numa atitude de respeito pelos hábitos de uma comunidade
multi- secular, continuamos na recolha e preservação desse património cultural.
Quem visita Vila Verde não fica indiferente à cozinha tradicional servida nos restaurantes, tabernas, tascas
típicas das festas, feiras e romarias, no alojamento turístico do espaço rural, bem como no aconchego
familiar. Nos dias festivos das festas religiosas dos santos padroeiros que ocorrem ao longo de todo o ano,
no Carnaval, Páscoa, Natal, Corpo de Deus, casamentos, baptizados, bem como, embora mais contido no
dia-a-dia, os vilaverdenses orgulham-se de apresentar uma boa mesa. Ainda é também através dela que
se mostra o poder económico.
Rojões à moda do Minho, papas de sarrabulho, arroz de frango "pica no chão", cozido à portuguesa,
caldo verde, sempre acompanhado pela broa de milho, cabrito assado no forno, vitela barrosã criada na
Serra do Gerês, bacalhau, coelho à caçador, pataniscas de bacalhau, enchidos e o presunto. Ao nível da
sobremesa, rabanadas, aletria, creme queimado, pão-de-ló, sonhos, formigos, pudim de ovos e pudim
Abade de Priscos, são uma pequena amostra das iguarias com que se pode deliciar. De salientar que foi
na freguesia de Turiz (Vila Verde), que nasceu, em 1834, o famoso Abade de Priscos, considerado o PAPA
DOS COZINHEIROS.
O vinho verde de grande qualidade, produzido na região, nas encostas de Vila Verde, Amares, Terras de
Bouro e Póvoa de Lanhoso, é um elemento indispensável que acompanha muito bem esta suculenta
gastronomia, muitas vezes também como ingrediente, dando-lhe um paladar único em todo o mundo.
OUTROS DADOS DE INTERESSE
Vila Verde celebra em 2005 os 150 anos passados sobre a criação do Concelho, prevendo-se que tal se
assuma como um importante momento de revitalização da vida cultural e social do Município.
DADOS ARQUEOLÓGICOS
ARQUEÓLOGO
METROS DE CALÇADA NO SEU TERRITÓRIO
(LOCALIZAÇÃO)
Sim/não:
Não
Nome:
Por inventariar
METROS DE CALÇADA CONSERVADA (LOCALIZAÇÃO)
Por inventariar
METROS DE CALÇADA QUE VÃO SER RECUPERADOS,
ASSINALADOS, ETC. (LOCALIZAÇÃO)
Por definir
SINALIZAÇÃO DA CALÇADA EXISTENTE (Localização e
tipo de sinais)
Não existe qualquer sinalização
PONTES ROMANAS (BREVE DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO)
Ponte de Prado, sobre o rio Cávado. Foi um dos principais pontos da travessia romana entre Braga e
Astorga, através de Tuy. A primeira construção parece remontar ao período romano. A ponte foi objecto de
uma primeira reforma na Idade Média, mantendo a importância da ligação de Bracara Augusta aos
territórios do Noroeste peninsular. Em 1616, em pleno período Filipino, a ponte foi reconstruída ao estilo da
época.
SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS ROMANOS
Romanização
1 - Fundações da Ponte Velha de Goães
2 - Marco miliário (Tibério) - Arcozelo Depósito no Museu Pio XII (BRAGA)
3 - Troço de Via Romana - Rua
4 - Castro de S. Julião
5 - Envasamento de coluna - S. Sebastião
6 - Povoado romanizado - Sabroso
7 - Marco miliário - Santa Marta
8 - Troço de via romana
9 - Troço de via romana e tesouro de moedas
de bronze
10 - Quinta da Arca - Vestígios de roamanização
11 - 1 Marco miliário (Valentiniano I) - Oleiros
12 - 1 Marco miliário (Tibério) e achado de
moedas de bronze
MILIÁRIOS
Henrique Regalo inventariou cinco miliários no troço de Vila Verde da Via IV (ou XIX de Antonino):
1. Marco Miliário de Augusto (27 ac – 15 dc) – Assinala os primeiros mil passos desde Bracara
Augusta até Prado; Encontrava-se junto à Ponte de Prado, mas hoje é considerado perdido.
Apenas se conhece a inscrição reproduzida em Contador de Argote.
2. Marco de Tibério (14-37 dc) e de Valentiniano e Valente (363-375) – Encontra-se em Panoias
(Braga), onde serve de cruzeiro, mas tem origem em Cervães ou Prado;
3. Marco de Tibério de Prado (encontrado numa bouça de Prado, encontra-se no Museu Martins
Sarmento, em Guimarães);
4. Marco de Tibério de Arcozelo – Está no Museu Pio XII, em Braga, depois de ter sido
encontrado nas ruínas da Igreja velha de Arcozelo (Vila Verde);
5. Marco de Valentiniano I – Encontrado na freguesia de Oleiros, junto a Prado, encontra-se agora
no Museu Pio XII.
OUTROS VESTÍGIOS ROMANOS
LUGARES DE INTERESSE TURÍSTICO
Santo António de Mixões da Serra, Santuário do Alívio, Praias Fluviais dos Rios Homem e Cávado, Monte
Castelo,
SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DE INTERESSE
Sítios Arqueológicos
Megalitismo
1 - 1 Mamoa – Lagoa – Duas Igrejas
2 - 3 Mamoas – Porrinhoso - Godinhaços
3 - 1 Mamoa - S. Miguel - Codeceda
4 - 2 Mamoas - Penedos Mourinhos - Gondomar
5 - 1 Mamoa - Fojo do Lobo - Gondomar
6 - 25 Mamoas - Necrópole do Bustelo – Dossãos, Gondiães e Prado (S. Miguel)
7 - 1 Mamoa - Chã do Couce – Dossãos
8 - 1 Menhir - Penedos da Portela – Portela das Cabras
9 - 1 Mamoa - Moínho Velho - Nevogilde
10 - 6 Mamoas – Portelinha - Gondiães
11 - 1 Mamoa – Linhares - Coucieiro
Povoados e outeiros fortificados (Castros)
1 - Castro - Castelo da Nóbrega
2 - Vestígios de local fortificado - Penedos do Inferno - Gondomar
3 - Castelo dos Mouros - Monte dos Francos – Rio Mau
4 - Castro da Moega – Rio Mau
5 - Outeiro fortificado - Reducto – Sobradelo – Duas Igrejas
6 - Castro de Vairão - Monte de S. Tomé - Gomide
7 - Castro de S. Julião – Ponte S. Vicente
8 - Castro - Monte de Mouros – Coto - Dossãos
9 - Vestígios de atalaia - Penedos de Portela
10 - Castro de Santos Ilus – Escariz (S. Martinho)
11 - Castro de Barbudo - Monte do Castelo - Barbudo
12 - Castro de Sta. Engrácia - Sta. Engrácia - Esqueiros
13 - Castro de S. Sebastião - Atiães
14 - Outeiro fortificado - Monte de Santa Cruz - Turiz
Romanização
1 - Fundações da Ponte Velha de Goães
2 - Marco miliário (Tibério) - Arcozelo Depósito no Museu Pio XII (BRAGA)
3 - Troço de Via Romana - Rua
PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO
Antigo Paços do Concelho da Vila de Prado
Vila de Prado
Capela de Santo António
Localização: Vila Verde, no centro da vila, sobrelevada em relação à Av. António Sérgio
Tipologia: Arquitectura religiosa
Classificação: Sem classificação
Data de Construção: Séc. XVII / XVIII
Capela de São João de Padronelo
Localização: Aboim da Nóbrega, à saída do Lugar de Casais da Vide, a cerca de 100 m a sul do aglomerado
Tipologia: Arquitectura Religiosa
Classificação: Sem classificação
Data de Construção: Séc. XVII
Capela de São Tiago de Francelos
Localização: Vila de Prado, Lugar de Francelos
Tipologia: Arquitectura religiosa
Classificação: Em estudo
Data de Construção: Séc. XVII (conjectural)
Casa da Câmara (antiga)
PATRIMÓNIO NATURAL
Inserido na Província do Minho, o concelho de Vila Verde alberga no seu seio dos mais pitorescos trechos
desta região.
A beleza natural, fielmente traduzida no seu nome, Vila Verde, é recheada de grandes variedades de
perspectivas visuais, sejam os caminhos cobertos com ramadas de videiras ou os aglomerados rurais de
montanha, seja nos percursos viários de onde, regra geral, se vislumbram extensos panoramas.
Assenta este facto na diversidade morfológica, onde, a Norte, a barreira montanhosa forma um anfiteatro
natural, o que concede ao concelho uma insolação excelente.
Se, da primitiva paisagem natural, grande parte foi alterada com a ocupação humana do território para
satisfação das necessidades de cultivo, essa ocupação, de tão sabiamente integrada no meio ambiente,
veio apenas enriquecê-lo, embora recentemente se venha assistindo a um processo de degradação da
paisagem.
A zona baixa do concelho, constituída pelos vales dos rios Cávado e Homem e rios afluentes e ainda o vale
do Neiva, foi sendo objecto de regularização para cultivo. As construções de habitação e de apoio agrícola
constituem um habitat disperso, com grandes casas senhoriais ligadas à agricultura. Ligados a vias de
comunicação e a mercados daí inerentes originaram-se pequenos aglomerados de cariz urbano: Vila de
Prado, Vila Verde e Pico de Regalados.
A zona da meia encosta assiste a um processo de socalcamento e terraciamento do seu solo, enquanto na
zona alta do território, mais montanhosa, a parca existência de solos propícios à agricultura gera o
aparecimento de pequenos habitats concentrados, tais como Cabaninhas, Azedo, Mixões da Serra ou
Porrinhoso.
A introdução de novas espécies da flora continental, atlântica e mediterrânea, que aqui encontraram
ambiente propício ao seu desenvolvimento, veio pouco a pouco substituir a flora primitiva.
O pinheiro bravo e mais recentemente o eucalipto têm vindo a substituir o carvalho, o castanheiro e
demais vegetação que dominava as áreas serranas. Este processo de substituição da flora, os incêndios, os
efeitos dos pesticidas e ainda a caça desportiva têm sido a causa directa da diminuição progressiva de
várias espécies de fauna regional (lobo, javali, corça, raposa, lebre, coelho, aves de rapina, galinholas,
etc.), que, apesar de constituírem um elevado potencial cinegético, vêem hoje comprometida a sua
sobrevivência.
Nas zonas altas subsistem áreas consideráveis onde os elementos primitivos ainda prevalecem, merecendo
um cuidado especial na sua protecção.
PATRIMÓNIO CULTURAL
O Artesanato é uma das riquezas do concelho, destacando-se os famosos LENÇOS DE NAMORADOS.
Realce também para a produção cerâmica, na zona sul do concelho, é conhecida já desde o séc. XII.
Louça, telha e louça preta são algumas das produções já identificadas.
Hoje, a olaria constitui uma actividade muito importante e é caracterizada pela sua função utilitária e pela
diversidade de formas. A reprodução de figuras típicas (padre, freira, bispo), a utilização dos lenços de
namorados, como elementos decorativos, são outras facetas da actual produção artesanal.
O folclore, a música filarmónica e tradicional, são também componentes essenciais da cultura vilaverdense
Meios de Comunicaçao
PRENSA
RADIO
TELEVISIÓN
Jornal quinzenário TERRAS DO HOMEM
Rádio VOZ DO NEIVA
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