CISC Encontro internacional
“Os símbolos
vivem mais que
os homens”
Vários países debatem no Mackenzie.
Apresentados 18 trabalhos sobre Comunicação, Cultura e Mídia
N
os dias 16 e 17 de outubro
de 2004 foi realizado na
Universidade Presbiteriana
Mackenzie o 2º Encontro Internacional de Comunicação, Cultura
e Mídia, promovido pelo Centro
Interdisciplinar de Semiótica da
Cultura e da Mídia (CISC), enfocan-
do o tema Os Símbolos Vivem Mais
Que os Homens, título da conferência de abertura, do professor
Günter Gebauer, da Universidade
Livre de Berlim,Alemanha. À tarde,
os palestrantes foram os chilenos
Victor Manuel Silva Echeto, da
Universidad Playa Ancha, de
Valparaíso, que falou sobre Topologias de la virtualidad: comunicación, subjetivación e poder, e
Rodrigo Browne Sartori, da Universidad Austral, Valdívia, com o
tema Resistencia y relectura antropófaga, estúdios culturales e
(in)disciplina. No primeiro dia
Os palestrantes chilenos Victor Manuel Silva Echeto, da Universidad Playa Ancha de Valparaíso (à esquerda),
e Rodrigo Browne Sartori, da Universidad Austral de Valdívia
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Mackenzie
A fala de Malena Contrera,
professora de Semiótica da Cultura
e Teoria da Comunicação (FCA)
houve o lançamento dos livros Realismo e Realidade, das autoras Malena Segura Contrera, Rosali Figueiredo e Leila Reinert; O Espírito
do Nosso Tempo, com textos do 1º
Encontro do CISC (2002); e
Mimese na Cultura, de Günter
Gebauer e Christoph Wulf.
Na segunda etapa, o professor
doutor Norval Baitello Júnior, fundador e diretor científico do CISC,fez
a conferência de abertura: Ocidentação – a perda dos símbolos diretores e o esvaziamento das imagens.
Em seguida falou Gustavo Bernardo,
da Universidade Estadual do Rio de
Janeiro, que apresentou a palestra
Ficção e luto. Christoph Wulf, da
Universidade Livre de Berlim, encerrou o encontro com Linguagem,
imaginação e performatividade. –
nova perspectiva para a Teoria da
Mídia e para a Antropologia.
Para André de Arruda, aluno do
8º semestre de Jornalismo, a fala
que mais o impressionou entre as
apresentadas por palestrantes
estrangeiros foi a de Rodrigo
Sartori:“Ela aponta caminhos originais para uma teoria crítica da cultura, diversa do discurso ocidental
vigente e apoiado nas perspectivas
do Manifesto Antropófago de
Oswald de Andrade”, disse. Mariza
Reis, professora de Ciência da
Comunicação da Faculdade de
Publicidade e Propaganda Mackenzie, enfatiza a apresentação de
Christoph Wulf como uma das mais
interessantes: “Contribuiu muito
para o tema que estou desenvolvendo no doutorado – ‘legendagem,
interpretação, contexto em hipermídia’. Até surgiu a oportunidade
de que eu mande para o professor
Wulf artigo sobre o que estou
pesquisando”, conta. Durante o 2º
Encontro Internacional de Comunicação, Cultura e Mídia foram apresentados 18 trabalhos, resultados
de pesquisas, que podem ser conferidos no http://www.cisc.org.br
Para Malena Contrera, professora de Semiótica da Cultura I e II e
Teoria da Comunicação I, da
Faculdade de Comunicação e Artes
Mackenzie, e uma das fundadoras
do CISC, a avaliação geral é de que
o evento cresceu muito, com presenças internacionais de peso e
crescente visibilidade no cenário
acadêmico. “Estamos planejando
estratégias de como democratizar
o conteúdo científico que produzimos, passando-as à comunidade
acadêmica, sem cairmos na lógica
da produção. Ou seja, como democratizar a pesquisa gerada pelo
grupo sem criar relação de consumo com nossos interlocutores.
O que equivale dizer que a
pesquisa não se produz da noite
para o dia como outros textos.
Requer tempo lento, do estudo, da
reflexão, do debate”, conclui a
pesquisadora.
Trabalhos
Mesas de apresentação de trabalhos – José Eugênio Menezes:
Vínculos sonoros – o rádio e os
múltiplos tempos; Renato Vaisbih:
O rádio e o neonomadismo nos
centros urbanos; Marina Quevedo:
O inoticiável humano; Nalu de
Paula Fernandes: O vazio na comunicação jornalística; Paulo Brito:
Exclusão digital, exclusão cultural;
Milton Pelegrini: O tempo da
máquina; Maurício Ribeiro da
Silva: Os símbolos são mais altos
que os homens; Alberto Klein: O
sagrado em videoteipe: deslocamentos televisivos do espaço e do
tempo, na religião; Malena Segura
Contrera: A dessacralização do
mundo e a sacralização da mídia –
consumo imaginário televisual,
mecanismos projetivos e busca da
experiência comum; Luiz Carlos
Assis Iasbeck: A opressão pelos
símbolos ou quando os símbolos
abreviam a vida dos homens;
Denise Paiero: O corpo em protesto; Fernando Oliveira e Adriana
Bittencourt: A imagem dos corpos
e a imagem dos deuses; Cláudia
Maria Busato: O fascínio pelas
imagens da moda; Cleide Riva
Campelo: A sobrevida do corpo
erótico; Heloísa de Araújo Duarte
Valente: Madonna, madonnas e
prime-donne – da diva assoluta às
divas pop; Orlando Maneschy:
Imagens desdobradas – algumas
anotações sobre a arte contemporânea brasileira sob a perspectiva
da
semiótica
da
cultura;
Josimey Costa da Silva: O encontro no cinema – mídia e vínculo
social; Luciano Guimarães: Da
esquerda para a direita – polarização dos códigos da imagem.
Mackenzie
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