REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AA ANO LIX - Nº 126 - SEXTA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2004 - BRASÍLIA-DF MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biênio 2003/2004) PRESIDENTE JOÃO PAULO CUNHA – PT – SP 1º VICE-PRESIDENTE INOCÊNCIO OLIVEIRA – PFL – PE 2º VICE-PRESIDENTE LUIZ PIAUHYLINO – PSDB – PE 1º SECRETÁRIO GEDDEL VIEIRA LIMA – PMDB – BA 2º SECRETÁRIO SEVERINO CAVALCANTI – PPB – PE 3º SECRETÁRIO NILTON CAPIXABA – PTB – RO 4º SECRETÁRIO CIRO NOGUEIRA – PFL – PI 1° SUPLENTE DE SECRETÁRIO GONZAGA PATRIOTA – PSB – PE 2º SUPLENTE DE SECRETÁRIO WILSON SANTOS – PSDB – MT 3º SUPLENTE DE SECRETÁRIO CONFÚCIO MOURA – PMDB – RO 4º SUPLENTE DE SECRETÁRIO JOÃO CALDAS – PL – AL CÂMARA DOS DEPUTADOS SEÇÃO I SUMÁRIO 1 – ATA DA 156ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ORDINÁRIA, DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 52ª LEGISLATURA, EM 5 DE AGOSTO DE 2004 I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente OFÍCIOS Nº 180/04 – Do Senhor José Antonio Savaris, Juiz Federal da 1ª Vara Federal de Ponta Grossa, Paraná, comunicando o arquivamento dos autos de Ação Penal nº 2002.7009.010814-0 do Ministério Público. .................................................................. Nº 179/04 – Da Senhora Pepita Durski Tramontini Mazini, Juíza Federal Substituta da 1ª Vara Federal de Ponta Grossa, Paraná, comunicando o arquivamento dos autos de Procedimento Criminal Diverso nº 2002.70.09.010874-6. .......................... Nº 1.810/04 – Do Senhor Deputado João Paulo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados, devolvendo ao Senhor Deputado Dimas Ramalho o PL nº 3.958/04, de sua autoria, pelas razões que aduz. .... Nº 373/04 – Do Senhor Deputado Júlio Delgado, Líder do PPS, indicando o Deputado Ivan Paixão para integrar a Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC nº 349-A/01. ................... Nº 153/04 – Do Senhor Deputado Guilherme Menezes, encaminhando cópia do Ofício nº 13/04 da Câmara Municipal de Mirante, Bahia, em 3.6.04... 33745 33748 33751 33753 33753 33758 PROJETOS DE LEI Nº 3.922/2004 – do Sr. Fernando de Fabinho – Altera a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e a Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, para dispor sobre a responsabilidade técnica do técnico de farmácia e sua inscrição nos ConselhosRegionais de Farmácia ................................................... 33763 33767 33768 33768 33769 INDICAÇÕES PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 301/2004 – do Sr. Romel Anizio – Acresce o inciso III ao art.º 98 da Constituição Federal, criando os juizados de conciliação. ....................... Nº 3.927/2004 – da Srª. Dra. Clair – Altera a Consolidação das Leis do Trabalho, dispondo sobre o Processo e Recursos no âmbito da Justiça do Trabalho. .......................................................... Nº 3.929/2004 – do Sr. Clóvis Fecury – Dispõe sobre atendimento diferenciado nos guichês de caixa das instituições financeiras ..................... Nº 3.930/2004 – do Sr. Clóvis Fecury – Dispõe sobre a veiculação de programação educativa pelas emissoras de rádio e televisão. .................... Nº 3.933/2004 – do Sr. Nilson Pinto – Inclui a pesca industrial nas atividades vinculadas ao setor rural e dá outras providências. .............................. Nº 3.957/2004 – da Srª. Ann Pontes – Dispõe sobre o licenciamento ambiental e dá outras providências. ................................................................. 33761 Nº 3.406/2004 – da Srª. Mariângela Duarte – Sugere ao Excelentíssimo Senhor Ministro do Trabalho e Emprego que o Poder Executivo envie ao Congresso Nacional Projeto de Lei criando os Conselhos Federal e Regionais de Massagistas... Nº 3.412/2004 – do Sr. Luciano Castro – Sugere ao Ministro dos Transportes a adoção das providências necessárias para a criação de carreiras e organização de cargos efetivos no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, com o conseqüente enquadramento dos servidores que compõem o Quadro de Pessoal Específico desta autarquia. ..................................................... Nº 3.413/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro da Fazenda a adoção pelo Poder Executivo de providências visando a dar cumprimento integral à Convenção com o Paraguai, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 972, de 2003. .................................................... Nº 3.414/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República a extinção do Comitê 33776 33777 33777 33742 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Interministerial de Combate à Pirataria e a criação de um Plano Nacional de Combate à Pirataria...... Nº 3.415/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República a revisão dos Convênios assinados entre o Brasil e o Paraguai, que dispõem sobre a utilização dos entrepostos de depósitos franco em Santos e Paranaguá............. Nº 3.418/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro da Saúde a adoção das medidas que especifica................... Nº 3.419/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro de Estado da Justiça maior atenção ao inquérito policial nº 12.0102 / 97, que investiga ações relacionadas ao sr. Law Kin Chong, supostamente relativas ao crime organizado, que se encontra paralisado na Polícia Federal de São Paulo, avaliando-se ainda a necessidade de apuração das competentes responsabilidades....................................................... Nº 3.420/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Sr. Procurador – Geral da República maior atenção ao inquérito policial nº 12.0102 / 97, que investiga ações relacionadas ao Sr. Law Kin Chong, supostamente relativas ao crime organizado, que se encontra paralisado na Polícia Federal de São Paulo, avaliando-se ainda a necessidade de apuração das competentes responsabilidades....................................................... Nº 3.422/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro da Justiça a constituição de uma força-tarefa entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal, com a finalidade de investigar as atividades supostamente ilícitas de Law Kin Chong. ..................................................... Nº 3.423/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro de Estado da Fazenda a constituição de uma força-tarefa entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal, com a finalidade de investigar as atividades supostamente ilícitas de Law Kin Chong. ..................................................... 33778 33780 33780 33781 33782 33782 33783 Agosto de 2004 Nº 3.424/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Procurador – Geral da República a constituição de uma força-tarefa entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal, com a finalidade de investigar as atividades supostamente ilícitas de Law Kin Chong. ..................................................... Nº 3.425/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República a alteração das alíquotas específicas que constam da Nota Complementar NC (22-2). ............................................. Nº 3.426/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere a inclusão, no curso de Direito, de Direitos Autorais como matéria obrigatória e a realização, pelo Ministério da Educação, de alerta a todas as Universidades e Faculdades perante ele cadastradas sobre a importância do respeito aos direitos autorais................................. Nº 3.428/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro da Fazenda a adoção de “scanners” na fiscalização aduaneira das mercadorias que adentram o Território Nacional..... Nº 3.429/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro da Justiça dar cumprimento integral ao Protocolo de Assistência Jurídica Mútua em Assuntos Penais. . Nº 3.430/2004 – da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal. – Sugere ao Ministro das Relações Exteriores enviar ao Governo da República do Paraguai informações colhidas pela CPI da Pirataria. ................................................................ SESSÃO ORDINÁRIA DE 5-8-04 IV – Pequeno Expediente CHICO ALENCAR (PT – RJ) – Congratulações às Lideranças partidárias pela inclusão, na pauta do esforço concentrado da Casa, da proposta de desapropriação de terras no caso de constatação da prática de trabalho escravo. Defesa de inserção na pauta da proposta sobre a reforma previdenciária, a chamada PEC Paralela, e da proposta de revisão do período do recesso parlamentar. Manifesto de Parlamentares brasileiros sobre o referendo revogatório do mandato do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez. ........................................................ 33784 33784 33784 33785 33785 33786 33786 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS CARLOS NADER (PFL – RJ) – Excelência do atendimento prestado às crianças recém-nascidas pelo Hospital São João Batista, no Município de Volta Redonda, Estado do Rio de Janeiro. ....... SÉRGIO MIRANDA (PCdoB – MG) – Homenagem póstuma à servidora da Câmara dos Deputados Marilda Soares............................................. ÁTILA LINS (PPS – AM) – Importância da regulamentação da Lei do Abate, sobre a interceptação de aeronaves classificadas como hostis no espaço aéreo brasileiro.......................................... PEDRO CHAVES (PMDB – GO – Pela ordem) – Apresentação, pelo IBAMA, do Estudo de Impacto Ambiental sobre a duplicação da BR-020, entre o Distrito Federal e o Município de Formosa, no Estado de Goiás. .............................................. B. SÁ (PPS – PI) – Inauguração de sistema de abastecimento de água no Município de Acauã, localizado na divisa do Estado do Piauí com o Estado de Pernambuco. Compromisso do Governador Wellington Dias de contemplação dos Municípios de Queimada Nova e Betânia com igual benefício. Alcance social de emendas apresentadas pelos Parlamentares ao Orçamento Geral da União. ..... MAURO BENEVIDES (PMDB – CE) – Empenho do Governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, no combate à hantavirose. Defesa de participação do Governo Federal nos trabalhos empreendidos contra a doença. Comunicado da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal sobre o assunto. ................................................................. LUIZ COUTO (PT – PB) – Reconhecimento do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva como líder mundial dos países em desenvolvimento. Artigo sobre a popularidade dos candidatos do PT a Prefeituras Municipais e a conseqüente onda de denúncias oportunistas da Oposição, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo. Verificação, pelo Tribunal de Contas da União, de irregularidades na compra de medicamentos pela Secretário de Saúde do Estado da Paraíba, Joácio Morais. Requerimento ao Ministério Público do Estado do Ceará de prisão preventiva do Prefeito Hellosman Sampaio de Lacerda, do Município de Milagres, acusado de abuso sexual contra adolescentes. .................................. AIRTON ROVEDA (PMDB – PR) – Urgente inclusão, pelo Ministério dos Transportes, de trechos paranaenses das BRs 153 e 476 em programas de recuperação de rodovias. ...................................... B. SÁ (PPS – PI – Como Líder) – Frustração das expectativas de crescimento econômico do País no primeiro ano do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Expectativa de aumento do PIB nacional até o final de 2004. Lucros exorbitantes auferidos pelas instituições financeiras no País, em especial os bancos Itaú e BRADESCO. Afastamento das agências bancárias nacionais dos investimentos de risco no setor produtivo em face dos altos lucros 33788 33788 33789 33789 33790 33790 33791 33796 Sexta-feira 6 33743 proporcionados pela cobrança de taxas de serviços e pelos papéis emitidos pelo Governo. ................. JOÃO BATISTA (PFL – SP) – Acerto da decisão do Ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, favorável à interrupção de gestação no caso de anencefalia. .............................................. DR. PINOTTI (PFL – SP) – Necrológio do pintor Hermelindo Fiaminghi. Ineficiência do projeto Farmácia Popular para a universalização do acesso a medicamentos no País. Conveniência da aprovação do Projeto de Lei nº 2.127, de 2003, sobre a regulamentação dos serviços farmacêuticos de distribuição, dispensação e manipulação de medicamentos. ...................................................... ZELINDA NOVAES (PFL – BA) – Transcurso do 42º aniversário da emancipação político-administrativa do Município de Lauro de Freitas, localizado na Região Metropolitana de Salvador, Estado da Bahia................................................................. V – Grande Expediente DR. PINOTTI (PFL – SP) – Ineficiência do sistema de saúde pública no País. Despropósito da política de favorecimento às operadoras de planos de saúde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANSS. Reflexos da não-aprovação de projeto de lei de conversão da Medida Provisória nº 148, de 2003, no agravamento da crise no setor. Anúncio da encaminhamento de petição ao Tribunal de Contas da União para realização de auditoria na ANSS. Ociosidade nos hospitais públicos. Conveniência de controle externo da Agência................. MAURO BENEVIDES (PMDB – CE) – Solicitação ao Presidente João Paulo Cunha e às Lideranças partidárias de inclusão dos projetos de recriação da SUDENE e da SUDAM na pauta do esforço concentrado da Câmara dos Deputados. . Apresentação de proposições: PROFESSOR LUIZINHO. .................................................... VI – Comunicações Parlamentares FERNANDO FERRO (PT – PE) – Solicitação ao Ministério dos Transportes de imediata restauração da BR-101 no Estado de Pernambuco. Expectativa de recuperação da malha rodoviária brasileira pelo Governo Federal. ........................................... WAGNER LAGO (PP – MA – Como Líder) – Realização, pela Associação Brasileira de Imprensa, de ato em defesa das atribuições investigadoras do Ministério Público, na cidade do Rio de Janeiro. ... LUIZ COUTO (PT – PB) – Constatação, pelo Tribunal de Contas da União, de irregularidades praticadas pelo Secretário de Saúde do Estado da Paraíba, Sr. Joácio Morais. .................................... ÁTILA LINS (PPS – AM) – Potenciais prejuízos ao Pólo Industrial de Manaus, Estado do Amazonas, ocasionados pelo veto presidencial a dispositivo do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória 33796 33797 33797 33799 33800 33804 33808 33808 33809 33810 33744 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nº 183, de 2004, sobre a redução das alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS. ..................................... 33811 PAES LANDIM (PTB – PI – Como Líder. Discurso retirado pelo orador para revisão.) – Solicitação ao Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de instalação de posto da Polícia Federal no Município de São Raimundo Nonato, Estado do Piauí. Pedido à Polícia Rodoviária Federal de reforço da vigilância sobre a rodovia de ligação do Município de Petrolina, no Estado de Pernambuco, ao Município de São Raimundo Nonato. ............................ 33812 VIEIRA REIS (PMDB – RJ – Pela ordem) – Transcurso do 50º aniversário de fundação da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Estado do Rio de Janeiro.................................. 33812 CARLOS ABICALIL (PT – MT – Pela ordem) – Saudações aos Deputados e aos funcionários da Casa. Realização da 2ª Conferência Nacional de Educação no Campo, no Município de Luziânia, Estado de Goiás. Tarefa da Comissão de Educação e Cultura da Casa de avaliação e execução do 1º Plano Nacional de Educação. Anúncio de ampliação dos recursos orçamentários destinados ao setor educacional. Trabalhos realizados pela Comissão de Educação e Cultura com vistas à modificação das leis de incentivo ao sistema audiovisual brasileiro. Urgente implantação de política cultural no País... Agosto de 2004 PRESIDENTE (Luiz Couto) – Transcurso do aniversário de emancipação político-administrativa de João Pessoa, Capital do Estado da Paraíba. ... VII – Encerramento 33814 COMISSÕES 2 – ATAS DA COMISSÃO a) Comissão de Educação e Cultura, ( Ata de Instalação e Eleição de Presidente e Vice-Presidentes), em 23.3.04, 1ª Reunião (Ordinária), em 31.3.04, 2ª Reunião (Ordinária), em 14.4.04, 3ª Reunião (Ordinária), em 28.4.04, 5ª Reunião (Ordinária), em 5.5.04, 6ª Reunião (Ordinária), em 12.5.04, * 7ª Reunião (Audiência Pública), em 13.5.04, 8ª Reunião (Ordinária), em 19.5.04, 11ª Reunião (Ordinária), em 26.5.04, * 12ª Reunião (Audiência Pública), em 26.5.04, 14ª Reunião (Ordinária), em 2.6.04, 17ª Reunião (Ordinária), em 9.6.04, 18ª Reunião (Ordinária), em 16.6.04, e 19ª Reunião (Ordinária), em 23.6.04 e 20ª Reunião (Ordinária), em 30.6.04. ... * Atas com notas taquigráficas 3 – DESIGNAÇÃO a) Comissão de Finanças e Tributação, em 27.7.04................................................................... SEÇÃO II 33813 4 – MESA 5 – LÍDERES E VICE-LIDERES 6 – DEPUTADOS EM EXERCÍCIO 7 – COMISSÕES 33831 33932 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33745 Ata da 156ª Sessão, em 5 de agosto de 2004 Presidência dos Srs.: Luiz Couto, Átila Lins, Mauro Benevides; § 2º do artigo 18 do Regimento Interno. I – ABERTURA DA SESSÃO O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Havendo número regimental, declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. O Sr. Secretário procederá à leitura da ata da sessão anterior. II – LEITURA DA ATA O SR. B. SÁ, servindo como 2º Secretário, procede à leitura da ata da sessão antecedente, a qual é, sem observações, aprovada. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Passa-se à leitura do expediente. O SR. MAURO BENEVIDES, servindo como 1º Secretário, procede à leitura do seguinte III – EXPEDIENTE Ofício nº 180/2004-GAB2 Ponta Grossa, 15 de abril de 2004 Excelentíssimo Senhor Doutor João Paulo Cunha Digníssimo Presidente da Câmara dos Deputados Brasília – DF Senhor Presidente, Por meio deste, comunico a Vossa Excelência arquivamento dos autos da Ação Penal nº 2002.70.09.010814-0, Ministério Público Federal moveu em face de Ademir de Oliveira, oriundo das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito – Narcotráfico, resultaram na instauração do Processo Administrativo nº 1.25.000.003474/2001-78 do Ministério Público Federal. Atenciosamente, _ José Antonio Savaris Juiz Federal OFÍCIO PGR/GAB/Nº 94 Brasília, 12 de fevereiro de 2001 Excelentíssimo Senhor Doutor MÁRIO JOSÉ GISI Digníssimo Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Estado do Paraná Curitiba – PR Senhor Procurador-Chefe, Cumprimnentando-o, encaminho a Vossa Excelência cópia do Oficio SGM/P nº 1028/00, de 14 de dezembro de 2000, de lavra do Exmo. Deputado Federal Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados, e da documentação a ele acostada, listando-se do Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o avanço e a impunidade do narcotráfico, no que se refere exclusivamente ao Estado do Paraná, para as providências de sua competência, consoante o disposto no Art. 58, § 3º in fine da Constituição Federal – ... “para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores”. Esclareço a Vossa Excelência que conforme o descrito no segundo parágrafo do aludido expediente, o Ministério Público Federal ainda está no aguardo da remessa, pela Câmara dos Deputados, de cópias de documentos que estio sendo reproduzidos e que posteriorniente, saio enviadas a essa unidade. Aproveito a oportunidade para reiterar a Vossa Excelência protestos de elevada estima e distinta consideração. Atenciosamente, – Geraldo Brindeiro Procurador-Geral da Republlca OFÍCIO CIRCULAR/PGRJGABJ Nº Brasilia, 23 de maio de 2001 Excelentíssimo Senhor Doutor MÁRIO JOSÉ GISI Dign[issimo Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Estado do Paraná Curitiba – PR Senhor Procurador-Chefe, Cumprimentando-o, tenho a honra de me dirigir a Vossa Excelência, para encaminhar os documentos reproduzidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito, destinada a investigar o avanço e a impunidade do narcotrâfico, recebidos nesta Procuradoria Geral da República, com vasta documentação, através do Oficio SGM/P nº 444, de 18 de abril de 2001, do Excelentíssimo Deputado Aécio Neves, Presidente da Câmara dos Deputados. Esclareço, por oportuno, que as caixas não foram abertas nesta Procuradoria Geral da República e estão sendo enviadas, sob sigilo, em embalagem lacradas, com selo plástico, identificados por número, e que deverá ser acusado, formalmente, o seu recebimento. Aproveito a oportunidade para apresentar a Vossa Excelência protestos de elevada estima e distinta consideração. Atenciosamente, _ Geraldo Brindeiro Procurador-Geral da República 33746 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Procedimento Criminal Diverso Autos nº 2002.70.09.010814-0 Origem: lª Vara Federal de Ponta Grossa Meritíssimo Juiz Federal, O Ministério Público Federal requereu a quebra de sigilo bancário dos documentos extraídos dos presentes autos e seu ulterior envio à Delegacia da Receita Federal, a fim de se verificar a regularidade da movimentação financeira de Ademir de Oliveira, mvestigado pela CPI do Narcotráfico. O pedido de quebra de sigilo bancário foi indeferido pela MM. Juíza às fls. 222/226. Visando complementar a instrução do pedido de quebra de sigilo bancário, este parquet federal solicitou â Superintendência Regional da Receita Federal que realizasse fiscalização nas declarações de ajuste de imposto de renda de Ademir de Oliveira dos anos de 1998 a 2002 a fim de apurar eventual existência de acréscimo patrimonial sem contrapartida nos rendimentos do investigado. Conforme se depreende pelo ofício nº 004/2004 – FIANA, que ora se requer a juntada, o qual complementa as informações prestadas através dos ofícios nº Agosto de 2004 004/2003 e 054/2003 – FIANA, da análise das Declarações do contribuinte Ademir de Oliveira, não foram encontrados indicios de irregularidade. Pelo exposto, o Ministério Público Federal requer o arquivamento do presente feito. Ponta Grossa, 19 de fevereiro de 2004. _ João Vicente Beraldo Romão Procurador da República Ofício nº 004/2004 – FIANA Em, 5 de Janeiro de 2004 Ilmº Senhor, João Francisco Bezerra de Carvalho – Procurador da República Senhor Procurador, Em resposta ao ofício nº 315/2003-PRM/PG, datado de 13-11-2003, temos a informar que da análise da Declaração do contribuinte Ademir de Oliveira, do Ano Calendário de 2002, não foram encontrados indícios de irregularidade. Atenciosamente,_ Dorli Ferreira AFRF – Matricula 1.291 Chefe da FIANA. Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa Seção de Fiscalizaçào e Controle Aduaneiro – FIANA Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33747 33748 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ofício nº 179/2004-GAB2 Ponta Grossa, 15 de abril de 2004 Excelentíssimo Senhor Doutor João Paulo Cunha Digníssimo Presidente da Câmara dos Deputados Brasília – DF Senhor Presidente, Por meio deste, comunico a Vossa Excelência o arquivamento dos autos do Procedimento Criminal Diverso nº 2002.70.09.010874-6, que o Ministério Público Federal moveu em face de João Almir Troyner, oriundo das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito – Narcotráfico, que resultaram na instauração do Processo Administrativo nº 1.25.000.003470/2001-90 do Ministério Público Federal. Atenciosamente, – Pepita Durski Tramontini Mazini, Juíza Federal Substituta. OFÍCIO PGR/GAB/Nº 94 Brasília, 12 de fevereiro de 2001 Excelentíssimo Senhor Doutor Mário José Gisi Digníssimo Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Estado do Paraná Curitiba – PR Senhor Procurador-Chefe, Cumprimentando-o, encaminho a Vossa Excelência cópia do Ofício SGM/P nº 1028/00, de 14 de dezembro de 2000, de lavra do Exmº Deputado Federal Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados, e da documentação a ele acostada, tratando-se do Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o avanço e a impunidade do narcotráfico, no que se refere exclusivamente ao Estado do Paraná, para as providências de sua competência, consoante o disposto no art. 58, § 3º in fine da Constituição Federal – ... “para que romova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores”. Esclareço a Vossa Excelência que conforme o descrito no segundo parágrafo do aludido expediente, o Ministério Público Federal ainda está no aguardo da remessa, pela Câmara dos Deputados, de cópias de documentos que estão sendo reproduzidos e que posteriormente, serão enviadas a essa unidade. Aproveito a oportunidade para reiterar a Vossa Excelência protestos de elevada estima e distinta consideração. Atenciosamente, – Geraldo Brindeiro, Procurador-Geral da República. Agosto de 2004 OFÍCIO CIRCULAR/PGR/GAB/Nº 7 Brasilia, 23 de maio de 2001 Excelentíssimo Senhor Doutor Mário José Gisi Digníssimo Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Estado do Paraná Curitiba–PR Senhor Procurador-Chefe, Cumprimentando-o, tenho a honra de me dirigir a Vossa Excelência, para encaminhar os documentos reproduzidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito, destinada a investigar o avanço e a impunidade do narcotráfico, recebidos nesta Procuradoria Geral da República, com vasta documentação, através do Ofício SGM/P nº 444, de 18 de abril de 2001, do Excelentíssimo Deputado Aécio Neves, Presidente da Câmara dos Deputados. Esclareço, por oportuno, que as caixas não foram abertas nesta Procuradoria Geral da República e estão sendo enviadas, sob sigilo, em embalagem lacradas, com selo plástico, identificados por número, e que deverá ser acusado, formalmente, o seu recebimento. Aproveito a oportunidade para apresentar a Vossa Excelência protestos de elevada estima e distinta consideração. Atenciosamente, – Geraldo Brindeiro, Procurador-Geral da República. Procedimento Criminal Diverso Autos nº 2002.70.09.010874-6 Origem: 1ª Vara Federal de Ponta Grossa Meritíssimo Juiz Federal, O Ministério Público Federal requereu a quebra de sigilo bancário dos documentos extraídos dos presentes autos e seu ulterior envio à Delegacia da Receita Federal, a fim de se verificar a regularidade da movimentação financeira de João Almir Troyner, investigado pela CPI do Narcotráfico. O pedido de quebra de sigilo bancário foi indeferido pela MM. Juíza às fls. 310/314. Visando complementar a instrução do pedido de quebra de sigilo bancário, este parquet federal solicitou à Superintendência Regional da Receita Federal que realizasse fiscalização nas declarações de ajuste de imposto de renda de João Almir Troyner dos anos de 1998 a 2002, a fim de se apurar eventual existência Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de acréscimo patrimonial sem contrapartida nos rendimentos do investigado. Conforme se depreende pelo ofício nº 006/2004 – FIANA, que ora se requer a juntada, o qual complementa as informações prestadas através dos ofícios nº 004/2003 e 054/2003 – FIANA, da análise das Declarações do contribuinte João Almir Troyner, não foram encontrados indícios de irregularidade. Pelo exposto, o Ministério Público Federal requer o arquivamento do presente feito. Ponta Grossa, 19 de fevereiro de 2004. – João Vicente Beraldo Romão, Procurador da República Sexta-feira 6 33749 Ofício nº 006/2004 – FIANA Em, 5 de Janeiro de 2004 Ilmº Senhor Carlos Alberto Sztolz – Procurador da República Senhor Procurador, Em resposta ao ofício nº 242/2003-PRM/PG, datado de 17-9-2003, temos a informar que da análise da Declaração do contribuinte João Almir Troyner, do Ano Calendário de 2002, não foram encontrados indícios de irregularidade. Atenciosamente, – Dorli Ferreira AFRF – Matrícula 1.291, Chefe da FIANA. 33750 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Agosto de 2004 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS SGM/P nº l8l0/2004 Brasília, 5 de agosto de 2004 A Sua Excelência o Senhor Deputado Dimas Ramalho Anexo IV – Gabinete nº658 Nesta Senhor Deputado, Reporto-me ao Projeto de Lei nº 3.958, de 2004, de sua autoria, que “Cria o Sistema Nacional de Controle de Acidentes de Consumo – SINAC.” Informo a Vossa Excelência que não será possível dar seguimento à proposição em apreço, em virtude de ela conter matéria cuja iniciativa é privativa do Presidente da República, consoante o disposto no art. 61, § 1º, inciso II, alínea e, da Constituição Federal. Nesse sentido, encaminho-lhe em devolução o Projeto de Lei nº 3.958, de 2004, nos termos do artigo 137, § 1º, inciso II, alínea b, do Regimento Interno, sugerindo-lhe, outrossim, a forma de Indicação, conforme prevista no art. 113, inciso I, do mesmo Diploma. Colho o ensejo para expressar a Vossa Excelência protesto de apreço e consideração. – João Paulo Cunha, Presidente. PROJETO DE LEI Nº 3958, DE 2004 (Do Sr. Dimas Ramalho) Cria o Sistema nacional de Controle de Acidentes de Consumo – SINAC. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica criado o Sistema Nacional de Controle de Acidentes de Consumo – SINAC, com o objetivo de fazer o controle social da saúde e segurança dos consumidores de produtos e serviços colocados no mercado. § 1º Os dados do Sinac auxiliarão o Poder Público em atuações preventivas e de educação dos consumidores. § 2º Os dados do Sinac subsidiarão o Poder Público para estudos de adequação de produtos e serviços no intuito de se resguardar a saúde e segurança dos consumidores. § 3º Os dados do Sinac possibilitarão que o Poder Público, por meio de seus órgãos e agências, proceda a regulação e normatização para a exigência, junto aos fornecedores, da adequação de produtos e serviços que apresentem grau de insegurança ou nocividade. Sexta-feira 6 33751 Art. 2º O Sinac criará o Cadastro Nacional de Controle de Acidentes de Consumo, responsável pelo levantamento, registro e análise das informações sobre acidentes de consumo, sem prejuízo do registro e alimentação de sistemas próprios dos órgãos setoriais. § 1º O Sinac solicitará informações relativas à acidentes de consumo dos órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo. § 2º Os hospitais e prontos-socorros encaminharão trimestralmente ao Sinac o registro especificado dos atendimentos decorrentes de acidentes de consumo. § 3º O Sinac enviará as informações sistematizadas aos órgãos públicos competentes e aos respectivos representantes das categorias dos fornecedores de bens e serviços, a fim de subsidiá-los na atuação preventiva e dirigida à educação dos consumidores e na adequação de produtos e serviços. Art. 3º O Sinac poderá expedir notificações aos fornecedores para que, sob pena de desobediência e independente da responsabilidade civil e criminal, prestem informações sobre questões relativas a periculosidade e nocividade dos produtos ou serviços oferecidos. Art. 4º O Sinac estará vinculado ao Ministério da Saúde e será composto por representantes do: a) Ministério da Justiça; b) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; c) Ministério da Ciência e Tecnologia; d) Ministério da Educação; e) Ministério do Meio Ambiente; f) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; g) Órgão público de defesa do consumidor; h) Órgão não governamental de defesa do consumidor; i) Órgão de classe da indústria; j) Órgão de classe do comércio; k) Associação Médica Brasileira; § 1º O Sinac será o órgão encarregado das articulações necessárias à adoção das providências cabíveis. § 2º. O Sinac em trabalho conjunto com os Ministérios da Justiça; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Ciência e tecnologia; da Educação; do Meio Ambiente e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior procederá os estudos para a implantação das notificações decorrentes dos acidentes de consumo. 33752 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 5º Aplica-se subsidiariamente no que couber a Lei nº 8.078, de 11 setembro de 1990. Art. 6º Esta lei será regulamentada pelo Poder Executivo. Art. 7º Esta lei entra em vigor Cento e Oitenta dias após sua publicação. Justificação A Constituição Federal brasileira estabelece que saúde é direito de todos e dever do Estado, que, por sua vez, deve, por intermédio de políticas sociais e econômicas, garantir a redução de riscos de doenças e outros agravos para a sociedade. Ainda nos termos da Constituição Federal, a defesa do consumidor é não só um direito individual, cuja garantia deve se dar por ações estatais, mas também um princípio que deve ser observado por todas as empresas que estejam envolvidas com a atividade econômica. Regulamentando esses direitos, há o Código de Proteção e Defesa do Consumidor – CDC – Lei nº 8.078/90, que ao dispor sobre a Política Nacional das Relações de Consumo, estabelece princípios importantes como o reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor, bem como estudos constantes para o aperfeiçoamento do mercado (art. 4º, inciso I e VIII). O CDC determina que a proteção da vida, saúde e segurança contra riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços, são direitos básicos do consumidor (art. 6º, inciso I) e, ao dispor especificamente sobre esses direitos, o faz privilegiando as ações de caráter preventivo (arts. 8º a 10º), sendo destinatários dessas normas não só consumidores e fornecedores, mas também e principalmente o Poder Público. Considerando-se, então, o arcabouço jurídico principal que delimita as ações sobre saúde e segurança, e, também, as normas que atribuem às associações de defesa do consumidor, um importante papel no aperfeiçoamento do mercado (CDC, arts. 4º e 5º e Decreto nº 2.181/97, art. 2º), a Pro Teste – Associação de Defesa do Consumidor, em março de 2003, levou à sociedade civil organizada, cujas atuações estão ligadas à saúde, a proposta de desenvolvimento de um projeto envolvendo o controle social da saúde e segurança de consumidores de produtos e serviços colocados no mercado. Apoiou o projeto a Associação Médica Brasileira – AMB, e bem como parceiras, o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo, o Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade Agosto de 2004 de São Paulo, o Hospital Universitário, da Universidade de São Paulo, e Centro de Controle de Intoxicações da Prefeitura da cidade de São Paulo, como apoiadores. Apesar da grande importância que a legislação brasileira destina à saúde e segurança, não existem instrumentos de controle social dos acidentes ocorridos por defeitos nos produtos e serviços (fato do produto e serviço – art. 12, CDC). Os relatos das entidades médicas indicam que há um expressivo número de acidentes de consumo por inadequações, defeitos e falha de informação nos produtos e serviços, sendo que, as crianças são, na maior parte das vezes, as maiores vítimas. O atendimento dessas ocorrências gera para a rede pública custos significativos, que poderiam ser minimizados caso houvesse políticas públicas de caráter preventivo para evitar esses acidentes. Nos Estados Unidos, conforme relatório do ano de 2001, da U.S Consumer Product Safety Commission (Comissão de Segurança de Produtos de Consumo) divulgou estatística oficial do governo americano sobre acidentes de consumo: 4.308 mortes1 (brinquedos, produtos para bebês, equipamentos domésticos, ferramentas, e outros); 14.163.817 ferimentos tratados em salas de emergência de hospitais, que envolveram gastos da ordem de 300 milhões de dólares. Nesta linha, apresentamos o presente projeto de lei criando o Sistema Nacional de Controle de Acidente de Consumo – SINAC, com o objetivo de fazer o controle social da saúde e segurança dos consumidores de produtos e serviços colocados no mercado. Os dados do Sinac auxiliarão o Poder Público e os fornecedores na atuação preventiva e dirigida à educação dos consumidores e na adequação de produtos e serviços. Estamos certos, pela relevância da medida ora proposta, e em face das razões aqui expostas que, com o indispensável apoio dos eminentes pares, será esta proposição aprovada. Sala da Comissão, 8 de julho de 2004. – Deputado Dimas Ramalho, PPS/SP. Devolva-se a proposição, por contrariar o disposto no art. 61, § 1º,inciso II, alínea e, da Constituição Federal (art. 137, § lº, inciso II, alínea b, do RICD). Oficie-se ao Autor, sugerindo-lhe a forma de Indicação. Publique-se. Em: 5-8-2004. _ João Paulo Cunha, Presidente. ¹Os dados relativos às mortes correspondem ao período de outubro de 1998 a setembro de 1999espacho: Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS OF./LID/Nº 373/2004 Brasília-DF, 4 de agosto de 2004 A Sua Senhoria o Senhor Deputado João Paulo Cunha Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Indico a Vossa Excelência o Deputado Ivan Paixão – PPS/SE, na vaga de titular, em substituição ao Deputado Roberto Freire-PPS-PE, na Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC 349-A/01, que abole o voto secreto nas decisões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Atenciosamente, – Deputado Julio Delgado, Líder do PPS. Defiro: Publique-se. Em:5-8-04. _ João Paulo Cunha, Presidente. Ofício nº 153/2004 Brasília, 8 de julho de 2004 A Sua Senhoria o Senhor José Umberto de Almeida Chefe de Gabinete Presidência da Câmara dos Deputados Assuntos: Encaminhamento de denúncia Senhor, Incumbiu-me o Deputado Guilherme Menezes, em atenção ao pedido do Vereador do Município de Mirante – BA, Francisco Lucio Meira Santos, de encaminhar o Of. 013/2004, datado de 18 de junho do corrente ano, Sexta-feira 6 33753 que versa sobre possíveis acusações contra o nosso Chefe do Poder Executivo. Para detalhamento dos fatos expostos na correspondência, enviamos, anexa, cópia da ata da sessão ordinária realizada no dia 3 de junho de 2004 na Câmara de Vereadores daquele Municípios. Atenciosamente, _ Nadjara Regis, Chefe de Gabinete. Ofício 013/2004 Mirante Bahia, 18 de junho de 2004 Exmº Senhor Guilherme Menezes – Deputado Federal Brasília-DF Senhor Deputado, O vereador, que subscreve, vem por meio deste reivindicar a V. Exª que providencias sejam tomadas perante as declarações feitas pelo Secretário Municipal deste município de Mirante senhor José Marinho Lima Neto, onde o mesmo declarou na sessão da câmara que o governo Lula recebeu notas frias, isso é um crime onde essas pessoas tentando confundir a cabeça do povo passam as informações de forma equivocada, por isso pedimos que algo seja feito para incriminar essas pessoas. Segue ata da câmara anexo. Diante ao exposto, na certeza de que contaremos com a sua colaboração e que a nossa solicitação será atendida, desde já agradecemos e aproveitando a oportunidade para renovar os nossos laços de companheirismo. Cordialmente, _ Francisco Lucio Meira Santos, Vereador PT. 33754 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Agosto de 2004 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33755 33756 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Agosto de 2004 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33757 33758 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N.º 301, DE 2004 (Do Sr. Romel Anizio e outros) Acresce o inciso III ao art.º 98 da Constituição Federal, criando os juizados de conciliação. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Apreciação: Proposição Sujeita À Apreciação Do Plenário As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional: Art. 1º Fica acrescido ao art. 98 da Constituição Federal o seguinte inciso III: “Art.º 98 ................................................ .............................................................. Agosto de 2004 III – juizados de conciliação, que funcionarão com o apoio da sociedade e sob supervisão do Poder Judiciário, integrados por voluntários, buscando a solução de conflitos por meio da conciliação e obtenção de acordos entre interessados, sem caráter jurisdicional. (NR)” Art.2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Esta proposta de emenda à Constituição visa a incluir em sede constitucional dispositivo referente aos juizados de conciliação, que, em experiência no Estado de Minas Gerais, tem se revelado um dos mais eficientes mecanismos de solução de conflitos na esfera extrajudicial. Com efeito, se o homem é um ser gregário que necessita viver em grupo para desenvolver a natureza Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS humana, não é menos verdade que onde ele estiver estará também o conflito. Ademais, com o progresso pós-revolução industrial, os homens se aglomeraram em grandes cidades, o que causou o aumento dos conflitos e, em conseqüência, dá violência que deles nascem. O Poder Judiciário brasileiro, a despeito de sempre ter se preocupado com aprimoramento da prestação jurisdicional, visando à solução de situações contenciosas que lhe são apresentadas, como forma de propiciar harmonia na convivência em sociedade, sabe que seus órgãos não são suficientes para atender à demanda por justiça, especialmente a da camada mais pobre da população, em razão de suas enormes carência e limitações. Nesse contexto, avulta-se a importância da conciliação, a constituir-se em nova cultura de Justiça, tendo como premissa a solução pacífica de controvérsias, conforme colocado no preâmbulo da Constituição Federal, no qual deve espelhar-se todo o nosso ordenamento jurídico. A realidade mostra que a forma de composição de conflitos com interesses pelos métodos existentes em nossa legislação, com muita formalidade e grande número de recursos, além de cara e morosa, não traz a tão almejada paz social. E isso por ser uma Justiça materializada num procedimento formal, em que as partes se contendem – atacam e defendem – saindo ao final um vencido e um vencedor e, consequentemente, um ou mais descontentes. Assim, o processo judicial torna-se uma guerra. A decisão é imposta e por conseguinte não traz a tão almejada paz, que deve nascer dentro das próprias pessoas, como acontece na conciliação, em que são elas que decidem se lhes é conveniente ou não fazer o acordo. Sensível a essa realidade, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais está implantando os Juizados de Conciliação, em parceria com a sociedade, oferecendo aos grupos mais vulneráveis da população espaço para a resolução consensual dos seus conflitos, por meio do cultivo do diálogo, promovendo uma nova cultura de Justiça, que certamente nos levará à paz social. Trata-se de uma iniciativa baseada na solidariedade, mobilizando Estado e Comunidade numa atitude conjunta em prol de uma sociedade melhor. É esse o exemplo que pretendemos ver estendido a todo o território nacional, razão pela qual submetemos esta proposição ao crivo de nosso pares, esperando que, com seu elevado espírito público, venham a subscrevê-la e apoiá-la. Sala das Sessões, 7 de Julho de 2004. – Deputado Romel Anízio. Sexta-feira 6 33759 Proposição: PEC-301/2004 Autor: ROMEL ANIZIO E OUTROS Data de Apresentação: 7/7/2004 Ementa: Acresce o inciso III ao art.º 98 da Constituição Federal, criando os juizados de conciliação. Possui Assinaturas Suficientes: SIM Total de Assinaturas: Confirmadas:183 Não Conferem:10 Fora do Exercício:1 Repetidas:27 Ilegíveis:1 Retiradas:0 Assinaturas Confirmadas 1 – AGNALDO MUNIZ (PPS – RO) 2 – ALBERTO FRAGA (PTB – DF) 3 – ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP) 4 – ALCESTE ALMEIDA (PMDB – RR) 5 – ALEX CANZIANI (PTB – PR) 6 – ALMEIDA DE JESUS (PL – CE) 7 – ALMERINDA DE CARVALHO (PMDB – RJ) 8 – ALMIR MOURA (PL – RJ) 9 – ALOYSIO NUNES FERREIRA (PSDB – SP) 10 – ÁLVARO DIAS (PDT – RN) 11 – ANDERSON ADAUTO (PL – MG) 12 – ANDRÉ LUIZ (PMDB – RJ) 13 – ANDRÉ ZACHAROW (PP – PR) 14 – ANGELA GUADAGNIN (PT – SP) 15 – ANÍBAL GOMES (PMDB – CE) 16 – ANN PONTES (PMDB – PA) 17 – ANTONIO CAMBRAIA (PSDB – CE) 18 – ANTÔNIO CARLOS BIFFI (PT – MS) 19 – ANTONIO CARLOS BISCAIA (PT – RJ) 20 – ANTONIO NOGUEIRA (PT – AP) 21 – ARACELY DE PAULA (PL – MG) 22 – AROLDO CEDRAZ (PFL – BA) 23 – ASDRUBAL BENTES (PMDB – PA) 24 – ÁTILA LINS (PPS – AM) 25 – BISMARCK MAIA (PSDB – CE) 26 – BONIFÁCIO DE ANDRADA (PSDB – MG) 27 – CABO JÚLIO (PSC – MG) 28 – CARLOS DUNGA (PTB – PB) 29 – CARLOS MOTA (PL – MG) 30 – CARLOS NADER (PL – RJ) 31 – CELCITA PINHEIRO (PFL – MT) 32 – CEZAR SILVESTRI (PPS – PR) 33 – CLAUDIO CAJADO (PFL – BA) 34 – CLEONÂNCIO FONSECA (PP – SE) 35 – CLEUBER CARNEIRO (PFL – MG) 36 – CONFÚCIO MOURA (PMDB – RO) 37 – CORIOLANO SALES (PFL – BA) 38 – COSTA FERREIRA (PSC – MA) 39 – CUSTÓDIO MATTOS (PSDB – MG) 33760 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 40 – DARCI COELHO (PP – TO) 41 – DARCÍSIO PERONDI (PMDB – RS) 42 – DAVI ALCOLUMBRE (PDT – AP) 43 – DELEY (PV – RJ) 44 – DILCEU SPERAFICO (PP – PR) 45 – DR. BENEDITO DIAS (PP – AP) 46 – DR. FRANCISCO GONÇALVES (PTB – MG) 47 – DR. PINOTTI (PFL – SP) 48 – DR. RIBAMAR ALVES (PSB – MA) 49 – DR. RODOLFO PEREIRA (PDT – RR) 50 – EDMAR MOREIRA (PL – MG) 51 – EDNA MACEDO (PTB – SP) 52 – EDSON EZEQUIEL (PMDB – RJ) 53 – EDUARDO BARBOSA (PSDB – MG) 54 – EDUARDO CUNHA (PMDB – RJ) 55 – EDUARDO GOMES (PSDB – TO) 56 – EDUARDO PAES (PSDB – RJ) 57 – EDUARDO SCIARRA (PFL – PR) 58 – ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA – SP) 59 – ELISEU PADILHA (PMDB – RS) 60 – ELISEU RESENDE (PFL – MG) 61 – ENIVALDO RIBEIRO ( – ) 62 – FÉLIX MENDONÇA (PFL – BA) 63 – FERNANDO CORUJA (PPS – SC) 64 – FERNANDO DE FABINHO (PFL – BA) 65 – FERNANDO DINIZ (PMDB – MG) 66 – FRANCISCO APPIO (PP – RS) 67 – FRANCISCO RODRIGUES (PFL – RR) 68 – FRANCISCO TURRA (PP – RS) 69 – GERALDO THADEU (PPS – MG) 70 – GERVÁSIO SILVA (PFL – SC) 71 – GILBERTO KASSAB (PFL – SP) 72 – GILBERTO NASCIMENTO (PMDB – SP) 73 – GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE) 74 – HAMILTON CASARA (PSB – RO) 75 – HOMERO BARRETO (PTB – TO) 76 – HUMBERTO MICHILES (PL – AM) 77 – IBRAHIM ABI – ACKEL ( – ) 78 – INALDO LEITÃO (PL – PB) 79 – IRIS SIMÕES (PTB – PR) 80 – IVAN RANZOLIN (PP – SC) 81 – JAIME MARTINS (PL – MG) 82 – JAIR BOLSONARO (PTB – RJ) 83 – JOÃO BATISTA (PFL – SP) 84 – JOÃO CORREIA (PMDB – AC) 85 – JOÃO FONTES (S.PART. – SE) 86 – JOÃO MAGALHÃES (PMDB – MG) 87 – JOÃO MAGNO (PT – MG) 88 – JOAQUIM FRANCISCO (PTB – PE) 89 – JOSÉ CARLOS MACHADO (PFL – SE) 90 – JOSÉ DIVINO (PMDB – RJ) 91 – JOSÉ MILITÃO (PTB – MG) 92 – JOSÉ ROBERTO ARRUDA (PFL – DF) Agosto de 2004 93 – JOSÉ THOMAZ NONÔ (PFL – AL) 94 – JOSUÉ BENGTSON (PTB – PA) 95 – JOVINO CÂNDIDO (PV – SP) 96 – JÚLIO DELGADO (PPS – MG) 97 – JÚLIO REDECKER (PSDB – RS) 98 – JULIO SEMEGHINI (PSDB – SP) 99 – JÚNIOR BETÃO (PPS – AC) 100 – JURANDIR BOIA (PSB – AL) 101 – LAURA CARNEIRO (PFL – RJ) 102 – LEANDRO VILELA (PMDB – GO) 103 – LEONARDO MONTEIRO (PT – MG) 104 – LEONARDO PICCIANI (PMDB – RJ) 105 – LEONARDO VILELA (PP – GO) 106 – LEÔNIDAS CRISTINO (PPS – CE) 107 – LUCIANA GENRO (S.PART. – RS) 108 – LUCIANO CASTRO (PL – RR) 109 – LUCIANO LEITOA (PSB – MA) 110 – LUIS CARLOS HEINZE (PP – RS) 111 – LUIZ BITTENCOURT (PMDB – GO) 112 – LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR) 113 – LUIZ DANTAS ( – ) 114 – LUIZ PIAUHYLINO (PTB – PE) 115 – MANATO (PDT – ES) 116 – MANOEL SALVIANO (PSDB – CE) 117 – MARCELO CASTRO (PMDB – PI) 118 – MARCELO ORTIZ (PV – SP) 119 – MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP – MG) 120 – MARCOS ABRAMO (PFL – SP) 121 – MARIA HELENA (PPS – RR) 122 – MAURÍCIO RABELO (PL – TO) 123 – MAURO BENEVIDES (PMDB – CE) 124 – MAURO LOPES (PMDB – MG) 125 – MAURO PASSOS (PT – SC) 126 – MAX ROSENMANN (PMDB – PR) 127 – MENDES RIBEIRO FILHO (PMDB – RS) 128 – MIGUEL DE SOUZA (PL – RO) 129 – MILTON CARDIAS (PTB – RS) 130 – MOACIR MICHELETTO (PMDB – PR) 131 – MUSSA DEMES (PFL – PI) 132 – NARCIO RODRIGUES (PSDB – MG) 133 – NEIVA MOREIRA ( – ) 134 – NELSON BORNIER (PMDB – RJ) 135 – NELSON MARQUEZELLI (PTB – SP) 136 – NELSON TRAD (PMDB – MS) 137 – NEUCIMAR FRAGA (PL – ES) 138 – NEUTON LIMA (PTB – SP) 139 – NEY LOPES (PFL – RN) 140 – NILSON MOURÃO (PT – AC) 141 – NILTON CAPIXABA (PTB – RO) 142 – ODAIR (PT – MG) 143 – ORLANDO DESCONSI (PT – RS) 144 – ORLANDO FANTAZZINI (PT – SP) 145 – OSMÂNIO PEREIRA (PTB – MG) Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 146 – OSÓRIO ADRIANO (PFL – DF) 147 – OSVALDO REIS (PMDB – TO) 148 – PAES LANDIM (PTB – PI) 149 – PASTOR PEDRO RIBEIRO (PMDB – CE) 150 – PASTOR REINALDO (PTB – RS) 151 – PAULO BAUER (PFL – SC) 152 – PAULO KOBAYASHI (PSDB – SP) 153 – PEDRO CHAVES (PMDB – GO) 154 – PEDRO CORRÊA (PP – PE) 155 – PEDRO NOVAIS (PMDB – MA) 156 – PHILEMON RODRIGUES (PTB – PB) 157 – POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) 158 – PROFESSOR IRAPUAN TEIXEIRA (PP – SP) 159 – RAFAEL GUERRA (PSDB – MG) 160 – RAUL JUNGMANN (PPS – PE) 161 – REINALDO BETÃO (PL – RJ) 162 – RENATO CASAGRANDE (PSB – ES) 163 – RICARDO BARROS (PP – PR) 164 – ROBERTO MAGALHÃES (PTB – PE) 165 – ROBERTO PESSOA ( – ) 166 – ROGÉRIO TEÓFILO (PPS – AL) 167 – ROMEL ANIZIO (PP – MG) 168 – ROMEU QUEIROZ (PTB – MG) 169 – RONALDO DIMAS (PSDB – TO) 170 – ROSE DE FREITAS (PMDB – ES) 171 – RUBINELLI (PT – SP) 172 – SERAFIM VENZON ( – ) 173 – SERGIO CAIADO (PP – GO) 174 – SÉRGIO MIRANDA (PCdoB – MG) 175 – SILAS BRASILEIRO (PMDB – MG) 176 – SIMÃO SESSIM (PP – RJ) 177 – VALDENOR GUEDES ( – ) 178 – VANDERLEI ASSIS (PP – SP) 179 – VITTORIO MEDIOLI (PSDB – MG) 180 – WAGNER LAGO (PP – MA) 181 – WALTER FELDMAN (PSDB – SP) 182 – ZEQUINHA MARINHO (PSC – PA) 183 – ZONTA (PP – SC) Assinaturas que Não Conferem 1 – AUGUSTO NARDES (PP – RS) 2 – COLBERT MARTINS (PPS – BA) 3 – DOMICIANO CABRAL (PSDB – PB) 4 – EDUARDO VALVERDE (PT – RO) 5 – GONZAGA MOTA (PSDB – CE) 6 – JOSÉ LINHARES (PP – CE) 7 – JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS (PL – MG) 8 – NÉLIO DIAS (PP – RN) 9 – ROMMEL FEIJÓ (PTB – CE) 10 – WELLINGTON ROBERTO (PL – PB) Assinaturas de Deputados(as) fora do Exercício 1 – ROBERTO BALESTRA ( – ) Sexta-feira 6 33761 Assinaturas Repetidas 1 – ALMERINDA DE CARVALHO (PMDB – RJ) 2 – ANN PONTES (PMDB – PA) 3 – ANTONIO CAMBRAIA (PSDB – CE) 4 – CONFÚCIO MOURA (PMDB – RO) 5 – DARCI COELHO (PP – TO) 6 – DELEY (PV – RJ) 7 – DR. BENEDITO DIAS (PP – AP) 8 – DR. RIBAMAR ALVES (PSB – MA) 9 – EDUARDO SCIARRA (PFL – PR) 10 – FRANCISCO APPIO (PP – RS) 11 – GILBERTO KASSAB (PFL – SP) 12 – GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE) 13 – JAIME MARTINS (PL – MG) 14 – JOSÉ MILITÃO (PTB – MG) 15 – JOSUÉ BENGTSON (PTB – PA) 16 – JURANDIR BOIA (PSB – AL) 17 – LUIZ BITTENCOURT (PMDB – GO) 18 – MANATO (PDT – ES) 19 – MARIA HELENA (PPS – RR) 20 – MAURO LOPES (PMDB – MG) 21 – MILTON CARDIAS (PTB – RS) 22 – ODAIR (PT – MG) 23 – PEDRO NOVAIS (PMDB – MA) 24 – ROMEU QUEIROZ (PTB – MG) 25 – SILAS BRASILEIRO (PMDB – MG) PROJETO DE LEI Nº 3.922, DE 2004 (Do Sr. Fernando de Fabinho) Altera a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e a Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, para dispor sobre a responsabilidade técnica do técnico de farmácia e sua inscrição nos ConselhosRegionais de Farmácia Despacho: Apense-se ao PL4385/1994. Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário. Publicação Inicial – Art. 137, caput – RICD. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º A responsabilidade técnica do técnico de farmácia e sua inscrição nos Conselhos Regionais de Farmácia regulam-se por esta Lei. Art. 2º O caput e o § 3º do art. 15 da Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 15. A farmácia terá, obrigatoriamente, a assistência de técnico responsável, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, na 33762 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS forma da lei, e de acordo com os seguintes critérios: I – a responsabilidade técnica das farmácias será atribuição exclusiva dos farmacêuticos; II – a responsabilidade técnica das drogarias poderá ser atribuída a farmacêuticos ou a técnicos de farmácia. .............................................................. § 3º Em razão do interesse público, caracterizada a necessidade da existência de farmácia, e na falta do farmacêutico, o órgão sanitário de fiscalização local licenciará as farmácias sob a responsabilidade técnica de técnico de farmácia, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, na forma da lei.” (NR) Art. 3º O art. 15 da Lei nº 5.991, de 1973, passa a vigorar acrescida do seguinte parágrafo: “Art. 15. ................................................ § 4º Em razão do interesse público, caracterizada a necessidade da existência de farmácia ou drogaria, e na falta do farmacêutico e do técnico de farmácia, o órgão sanitário de fiscalização local licenciará os estabelecimentos sob a responsabilidade técnica de prático de farmácia, oficial de farmácia ou outro, igualmente inscrito no Conselho Regional de Farmácia, na forma da lei.” Art. 4º O parágrafo único do art. 14 da Lei nº 3.820, de 1960, passa a vigorar acrescido da seguinte alínea: “Art. 14. ................................................ .............................................................. c) os técnicos de farmácia.” Art. 5º O caput do art. 16 da Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 16. Para inscrição nos quadros a que se referem as alíneas ‘a’ e ‘b’ do parágrafo único do art. 14, além de preencher os requisitos legais de capacidade civil, o interessado deverá: .................................................... ” (NR) Art. 5º A Lei nº 3.820, de 1960, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo: “Art. 16-A. Para inscrição nos quadros a que se refere a alínea ‘c’ do parágrafo único do art. 14, além de preencher os requisitos legais de capacidade civil, o interessado deverá apresentar diploma de curso de educa- Agosto de 2004 ção profissional de nível médio em técnico de farmácia, registrado nos termos do art. 41, parágrafo único, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.” Art. 6º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação De acordo com a legislação vigente, as farmácias e drogarias somente podem funcionar sob a responsabilidade técnica de um farmacêutico, devendo esse profissional permanecer no estabelecimento durante todo o período de funcionamento. Um grande abismo, entretanto, separa a realidade brasileira dessa regra, avançada e aparentemente benéfica. É do conhecimento geral que a exigência contida na lei vigente, cujo cumprimento mostra-se inviável na maioria das farmácias e drogarias do Brasil, muitas vezes leva o Poder Público a fazer vista grossa à atuação desses estabelecimentos. Há, neste caso, um bem maior que deve ser atendido, que é a necessidade de a comunidade ter acesso aos medicamentos. Dessa forma, um sem número de farmácias e drogarias estão, teoricamente, sob a responsabilidade de um farmacêutico, mas, na prática funcionam sem qualquer assistência técnica. É com o objetivo de buscar solução para esse problema que oferecemos o presente Projeto de Lei. Não podemos mais continuar de olhos vendados para o abandono técnico em que funcionam muitas farmácias e drogarias. Não é recomendável, por outro lado, impedir seu funcionamento, pois tal medida acarretaria grande prejuízo à população. Assim, é necessário encontrar uma saída, que permita o funcionamento regular das drogarias, porém com as medidas de proteção do interesse público que esse ramo de atividade exige. Nesse sentido, este Projeto de Lei estabelece que as drogarias poderão funcionar sob a responsabilidade técnica dos técnicos de farmácia, profissionais capacitados para trabalhar no balcão desses estabelecimentos e na dispensação de medicamentos. Cumpre lembrar que a legislação diferencia farmácias e drogarias. Enquanto estas se dedicam tão-somente à dispensação e ao comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais, naquelas pode haver também a manipulação de fórmulas magistrais e oficiais, atividades que devem ser exclusivas dos farmacêuticos. A proposição disciplina, também, a inscrição dos técnicos de farmácia nos Conselhos Regionais fiscalizadores da profissão. Entendemos ser necessária Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS essa medida pois, apesar de ser perfeitamente possível essa inscrição, nos termos da legislação atual, são muitas as notícias de que os Conselhos Regionais de Farmácia recusam a inscrição dos técnicos, sob os mais variados argumentos. Com as alterações propostas pelo Projeto, ficará explícito que os técnicos de farmácia têm direito à inscrição, conforme, aliás, já decidiu o Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial nº 497.222/RS. No mesmo sentido se manifestou o Conselho Nacional de Educação, no Parecer CNE/CEB nº 30/2002. Por esses motivos, apresento este Projeto de Lei e peço o apoio dos nobres Colegas para sua aprovação. Sala das Sessões, 7 de julho de 2004. – Deputado Fernando de Fabinho. PROJETO DE LEI Nº 3.927, DE 2004 (Da Sra. Dra. Clair) Altera a Consolidação das Leis do Trabalho, dispondo sobre o Processo e Recursos no âmbito da Justiça do Trabalho. Despacho: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Os artigos 840, 841, 843, 844, 845, 846, 847 e 848 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 840. A reclamação deverá ser escrita, formulada por advogado legalmente habilitado, em duas vias e acompanhada de documentos em que se fundar. Parágrafo único. A reclamação deverá conter a designação do Juiz a que for dirigida, a qualificação do reclamante e do reclamado, uma exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido e seus fundamentos, as provas que pretende produzir, a data e a assinatura do advogado da parte.”(NR) “Art. 841. Recebida e protocolizada a reclamação, a secretaria designará o dia e a hora da audiência que será a primeira desimpedida a contar da data do ajuizamento da reclamação. Em 48 horas, remeterá a segunda via da reclamatória ao reclamado, notificando-o para, no prazo de 10 (dez) dias, contestar o pedido, sob pena de revelia e confissão quanto aos fatos alegados na inicial, juntando os documentos necessários, inclusive contrato social, e para Sexta-feira 6 33763 comparecer à audiência de conciliação, instrução e julgamento, podendo o juiz em casos de urgência e relevância alterar os prazos. § 1º........................................................ § 2º A secretaria notificará imediatamente o reclamante da data e hora da audiência de conciliação, instrução e julgamento e para, em 10 (dez) dias, a contar da sua intimação, falar sobre a defesa e documentos apresentados. § 3º Em caso de revelia, o juiz deverá proceder ao julgamento antecipado da lide.”(NR) “Art. 843. Na audiência de conciliação, instrução e julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, acompanhados por seus advogados legalmente habilitados e as testemunhas. § 1º É facultado ao empregador fazerse representar por preposto-empregado que tenha conhecimento dos fatos e poderes para transigir, cujas declarações obrigarão o proponente. § 2º........................................................ § 3º No caso de reclamatórias plúrimas ou ações de cumprimento, o sindicato poderá representar os empregados na audiência.”(NR) “Art. 844. O não-comparecimento das partes à audiência de conciliação, instrução e julgamento importa em confissão quanto à matéria de fato, devendo o juiz decidir segundo o ônus da prova que a cada uma incumbe. Parágrafo único. Ocorrendo motivo relevante devidamente comprovado, poderá o juiz adiar a audiência, designando nova data, no prazo máximo de 10 (dez) dias. Essa comprovação será dispensada quando se tratar de fato notório.” (NR) “Art. 845. Só é lícito às partes juntar aos autos documentos após a inicial e a defesa, até o encerramento da instrução, em contraposição aos que foram produzidos nos autos e, a qualquer tempo, os documentos novos, quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados.” (NR) “Art. 846. Declarada aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação. § 1º Se houver acordo, lavrar-se-á termo, assinado pelo juiz, pelos litigantes e seus respectivos advogados, consignando-se o prazo e demais condições para seu integral cumprimento. § 2º Entre as condições a que se refere o parágrafo anterior, deverá ser estabelecido 33764 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que, em caso de descumprimento da obrigação assumida, a parte se obriga a satisfazer, de imediato, integralmente, o acordo e pagar a indenização que obrigatoriamente será convencionada.” (NR) “Art. 847. Não havendo acordo, seguirse-á a instrução do processo, lavrando-se ata, com entrega imediata de cópia às partes. Parágrafo Único. A audiência será pública, podendo ser gravada e/ou filmada e a cópia da ata ser remetida eletronicamente, a pedido das partes, em até 24 (vinte e quatro) horas.”(NR) “Art. 848. A oitiva das partes será obrigatória, salvo se houver dispensa pelos procuradores, podendo o juiz ouvir de ofício. § 1º ....................................................... § 2º Serão, a seguir, ouvidas as testemunhas. § 3º Havendo necessidade de perícia, o juiz designará perito, abrindo-se prazo de 5 (cinco) dias sucessivos para cada parte apresentar quesitos e indicar assistentes. As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo sucessivo de 5 (cinco) dias, podendo requerer a oitiva dos peritos, devendo o juiz apreciar o pedido, designando nova audiência, em caso de deferimento. § 4º Deverá o perito informar o Juízo, com antecedência de 10 dias, o dia, a hora e o local em que se realizarão as diligências, para que as partes possam ser notificadas. § 5º O laudo pericial deverá ser entregue em 10 (dez) dias, sob pena de destituição, sendo facultada a dilação do prazo por igual período, desde que requerida antes do vencimento inicial.” (NR) .............................................................. Art. 2º O art. 850 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar com a seguinte redação, suprimindo-se o seu parágrafo único e acrescentando-lhe os parágrafos seguintes. “Art. 850. Encerrada a instrução, o juiz renovará a proposta de conciliação e, não havendo acordo, as partes poderão aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 minutos cada uma, sendo facultada a apresentação por escrito, no prazo sucessivo de cinco dias, caso o juiz não venha a proferir a sentença naquela oportunidade. Agosto de 2004 § 1º A ata será assinada pelo juiz, procuradores, partes e por todos que prestarem depoimentos e informações. § 2º O juiz poderá proferir a decisão de imediato ou designar data, no prazo máximo de 15 (quinze) dias, ficando as partes e seus advogados cientes e desobrigados de comparecimento. § 3º A cópia da decisão ficará à disposição das partes na secretaria da Vara, exceto se a decisão for proferida na própria audiência, caso em que a cópia deverá ser entregue, de imediato, às partes. § 4º O prazo para recurso será de 8 (oito) dias contado do primeiro dia útil subseqüente ao julgamento, salvo nos casos de revelia em que o revel deverá ser intimado na forma do § 1º do art. 841. § 5º O juiz procederá a intimação da sentença ao Instituto Nacional de Seguro Social – INSS, por intermédio do órgão competente, por via postal. Em caso de discordância dos cálculos referentes à contribuição previdenciária, o prazo para recurso será de 8 dias, contados da data do recebimento da intimação.” (NR) Art. 3º Os arts. 851 e 852 da Consolidação das Leis do Trabalho passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 851. O juiz proferirá a decisão acolhendo ou rejeitando, no todo ou em parte, o pedido, de forma fundamentada, resumindo os seus termos e os da defesa, os fatos relevantes, os fundamentos de convicção de fato e de direito, sob pena de nulidade.” (NR) “Art. 852. Havendo condenação, a decisão deverá descrever, individualmente, as parcelas a serem pagas, com os valores líquidos a elas atribuídos, explicitando os critérios utilizados no cálculo, com base na prova dos autos, constando ainda os valores devidos a título de contribuição previdenciária e fiscal, juros de mora e correção monetária e honorários de sucumbência e contábeis. §1º O juiz valer-se-á do contador do juízo ou designará contador para elaborar o cálculo que integrará a decisão, cujos honorários ficará a cargo da parte vencida. § 2º Caso as provas dos autos não possibilitem a definição dos valores, o juiz, definindo os critérios adotados, poderá arbitrálos. “ (NR) Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 4º O caput do art. 876 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 876. As decisões proferidas pelos juízes e Tribunais do Trabalho, os acordos judiciais, assim como os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho, os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia, os cheques, as notas promissórias de natureza trabalhista, os termos de rescisão contratual, quando não cumpridos, serão levadas à imediata execução, de ofício ou a requerimento da parte interessada, na forma estabelecida neste capítulo. “(NR) Art. 5º O parágrafo primeiro e o caput do art. 879 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar com a seguinte redação, revogando-se os demais parágrafos: “Art. 879. A liquidação se processará, no juízo de origem, não podendo haver modificação ou inovação na sentença liquidanda, nem discutir matéria pertinente à causa principal. § 1º A liquidação abrangerá também o cálculo das contribuições previdenciárias e fiscais devidas. § 2º A atualização dos créditos Previdenciário e Fiscal observará os critérios estabelecidos nas respectivas legislações. § 3º Não incidem contribuições previdenciárias e fiscais sobre os juros de mora e parcelas indenizatórias. “ (NR) Art. 6º O caput do art. 882 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar com a seguinte redação, acrescentando-se as alíneas e o parágrafo único a seguir: “Art. 882. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da mesma, atualizada e acrescida das despesas processuais, ou nomeando bens à penhora, observada a ordem preferencial a seguir elencada: I – dinheiro; II – carta de fiança; III – imóveis; IV – veículos; V – títulos de crédito, que tenham cotação em bolsa; VI – pedras e metais preciosos; VII – direitos e ações; Sexta-feira 6 33765 VIII – títulos da dívida pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; IX – navios e aeronaves; X – móveis; Parágrafo único. A ordem preferencial a que se refere o caput deste artigo deve ser observada seja a execução definitiva ou provisória.” (NR) Art. 7º O art. 883 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar acrescido dos parágrafos a seguir: “Art. 883 ................................................ § 1º Quando a penhora recair sobre dinheiro depositado em conta corrente ou aplicação financeira, o bloqueio limitar-se-á ao valor da condenação, atualizado e acrescido das despesas processuais. § 2º Para fins do cumprimento da ordem legal a que se refere o caput do art. 882, a penhora da renda, do crédito junto a terceiros ou sobre o faturamento de empresa, equivale à penhora em dinheiro. § 3º É assegurado aos Tribunais do Trabalho acessar sistema que permita o encaminhamento de determinações judiciais de bloqueio e desbloqueio de contas correntes e de ativos financeiros de clientes do Sistema Financeiro Nacional através do Banco Central do Brasil.” (NR) Art. 8º O art. 884 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar com a seguinte redação e acrescido dos artigos 884-A, revogando-se os demais parágrafos: “Art. 884. Garantida a execução ou penhorados os bens, terão as partes ou terceiros, cinco dias para apresentar impugnação, cabendo igual prazo para a defesa. § 1º A matéria da impugnação somente versará sobre: I – penhora incorreta ou avaliação errônea; II – excesso de penhora; III – ilegitimidade da parte; IV – qualquer causa modificativa, impeditiva ou extintiva da obrigação desde que superveniente à sentença; V – desconstituição dos títulos executados; VI – cumulação indevida de execuções; VII – inexigibibilidade do título. 33766 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS § 2º Quando o executado alegar excesso de penhora, penhora incorreta ou avaliação errônea, cumprir-lhe-á indicar de imediato o bem em substituição, que será avaliado pelo Juízo, sob pena de rejeição liminar da impugnação. § 3º Quando a execução se fundar em título extrajudicial, o devedor poderá alegar, em embargos, além das matérias previstas no art. 741, qualquer outra que Ihe seria lícito deduzir como defesa no processo de conhecimento. § 4º Julgar-se-ão na mesma sentença as impugnações apresentadas pelas partes e terceiros. § 5º A decisão da impugnação é recorrível mediante agravo de petição, que não terá efeito suspensivo e será processado em autos apartados.” (NR) “Art. 884-A. É definitiva a execução da sentença transitada em julgado e será provisória quando se tratar de sentença impugnada mediante recurso. § 1º Caso o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação, em decisão transitada em julgado, não o efetue no prazo de quinze dias, a contar da intimação do devedor, o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de 10% (dez por cento). § 2º Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no § 1º , a multa de 10% (dez por cento) incidirá sobre o restante. § 3º A requerimento do credor ou de ofício será expedido mandado de penhora e avaliação, do qual será intimado de imediato o executado ou, na falta deste, o seu representante legal, por mandado ou pelo correio, com Aviso de Recebimento – AR. § 4º O exeqüente poderá, em seu requerimento, indicar os bens a serem penhorados, respeitada a ordem do art. 882.” (NR) Art. 9º O art. 888 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos, revogando-se os demais: “Art. 888 ................................................ § 1º A arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados e os bens serão vendidos pelo maior lance, permitida a participação do exeqüente, tendo este preferência para a adjudicação. § 2º O arrematante deverá garantir o lance com o sinal correspondente a 20% (vinte por cento) do seu valor, salvo se for o exe- Agosto de 2004 qüente, quando o valor do lance da arrematação será deduzido do valor do crédito. Se o valor da arrematação for superior ao valor do crédito, deverá o exeqüente depositar o valor da diferença no prazo de 24 (vinte e quatro) horas.”(NR) Art. 10. O art. 892 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 892. Tratando-se de prestações sucessivas, por tempo indeterminado, a execução compreenderá as prestações devidas até a data da elaboração do cálculo e será complementada após até o cumprimento da obrigação de fazer, assegurando-se a efetividade das parcelas vincendas.”(NR) Art. 11. O § 1º do art. 895 da Consolidação das Leis do Trabalho passa a vigorar com a seguinte redação, mantendo-se os incisos e acrescentando-se os parágrafos 3º e 4º: “Art. 895. .............................................. § 1º Nas reclamações sujeitas ao procedimento sumaríssimo e impugnações de terceiros, o recurso ordinário: .............................................................. § 3º Os acórdãos das Turmas e/ou dos Tribunais Regionais deverão ser líquidos, descrevendo os valores das parcelas alteradas, inclusive no tocante aos juros de mora e correção monetária. § 4º Havendo majoração do crédito devido ao reclamante, a parte deverá complementar o depósito, em dinheiro, com a diferença correspondente a 30% (trinta por cento) do valor do crédito para a interposição de recurso, sob pena de deserção.” (NR) Art. 12. Revoga-se o art. 896-A da CLT. Art. 13. O caput e os parágrafos 1º e 2º do art. 899 da Consolidação das Leis do Trabalho passam a vigorar com a seguinte redação, revogando-se o parágrafo 6º: “Art. 899. O recurso ordinário será interposto por simples petição versando sobre as questões de fato e de direito e só será recebido se o recorrente delimitar os valores devidos de cada parcela e os controversos. Terão efeito meramente devolutivo e se processarão em autos apartados, cumprindo ao recorrente instruir o pedido com cópias das peças processuais pertinentes, permitida a execução provisória até o julgamento de impugnações. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS § 1º Só será admitido o recurso ordinário com a garantia de 30% (trinta por cento) do valor do crédito em dinheiro, sendo que deverá haver depósito integral se a condenação for até 20 vezes o salário mínimo regional e de 40 vezes, em caso de recurso extraordinário, salvo nos casos de matéria sem cunho econômico. § 2º O juiz determinará de imediato a liberação dos valores incontroversos ao reclamante. § 3º ....................................................... § 4º........................................................ § 5º........................................................ § 6º (Revogado)”(NR) Art. 14. São revogados os arts 731, 732, 786 e 791 da Consolidação das Leis do Trabalho. Art. 15. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Muito se tem discutido sobre a necessidade de reformulação da legislação processual trabalhista em vigor, em razão do excesso de recursos e de procedimentos, prazos e instâncias. A sociedade reclama pela celeridade da prestação jurisdicional. Um processo não pode demorar anos para efetivar o direito dos reclamantes. O projeto que ora apresentamos tem justamente o objetivo de dotar a sociedade brasileira de um processo do trabalho ágil e eficaz. Nesse sentido, propõe-se a unificação do processo de conhecimento e de liquidação, com a sentença líquida, a diminuição de audiências, suprimindo-se a audiência inicial, e a adoção de procedimentos que permitam a execução tramitar paralelamente ao processamento dos recursos, restrição aos embargos, agravos. Assim, reduzimos o número de audiências e de recursos e o número de vezes que o mesmo processo possa ir para os Tribunais. Também estabelecemos prazos para o Juiz cumprir os atos judiciais. São essas as razões por que contamos com sua aprovação. Sala das Sessões, 7 de julho de 2004. – Deputada Dra. Clair. PROJETO DE LEI Nº 3.929, DE 2004 (Do Sr. Clóvis Fecury) Dispõe sobre atendimento diferenciado nos guichês de caixa das instituições financeiras. Despacho: Às Comissões de Defesa do Consumidor; Finanças e Tributação (Mérito e Sexta-feira 6 33767 Art. 54, RICD); e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º As instituições financeiras ficam obrigadas a manter guichês de caixa para atendimento exclusivo ao cliente com pequena quantidade de transações. Parágrafo único. Para os fins do disposto neste artigo entende-se por pequena quantidade de transações aquela limitada a cinco operações, de qualquer modalidade, realizada pelo mesmo cliente junto ao operador de caixa. Art. 2º As instituições financeiras terão o prazo de seis meses para implementar o disposto nesta lei, sob pena de sofrerem as sanções previstas nos incisos I, II e V do art. 44, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964. Art. 3º Caberá ao Banco Central do Brasil, no âmbito de suas atribuições legais, regulamentar o disposto nesta lei. Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Nos últimos anos tem sido crescente a utilização de pessoas que exercem a atividade de contínuos ou despachantes para efetuarem um grande número de transações nas agências bancárias. Freqüentemente essas pessoas são portadoras de todo a movimentação financeira de um dia de uma empresa ou de grande parte de seus funcionários, causando um inaceitável estrangulamento na velocidade com que o serviço é prestado pelos bancos. Tal situação causa ainda uma enorme insatisfação e grande constrangimento nos demais clientes do banco, que ficam muitos minutos e até horas aguardando para efetivarem sua pequena quantidade de transações. Assim, clientes ou pessoas que entram nas filas das agências bancárias para descontarem um único cheque ou efetuarem o pagamento de um conta de energia elétrica, ficam sujeitos à falsa esperteza desses funcionários e à desorganização dos bancos. Faz-se necessário, portanto, que tenhamos uma medida legislativa que venha obrigar as instituições financeiras a disponibilizarem alguns guichês de caixa para o atendimento exclusivo às pessoas que desejem realizar uma pequena quantidade de operações no banco. Acreditamos que a adoção dessa medida proporcionará melhores condições no atendimento ao usuários dos serviços bancários, evitando a ocorrência de enormes filas e desgastes para milhares de brasileiros. Sala das Sessões, de de 2004. – Deputado Clóvis Fecury. 33768 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Agosto de 2004 PROJETO DE LEI Nº 3.930, DE 2004 (Do Sr. Clóvis Fecury) PROJETO DE LEI Nº 3.933, DE 2004 (Do Sr. Nilson Pinto) Dispõe sobre a veiculação de programação educativa pelas emissoras de rádio e televisão. Despacho: Apense-se ao PL5269/2001. Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – ART. 24 II. Publicação Inicial – Art. 137, caput – RICD Inclui a pesca industrial nas atividades vinculadas ao setor rural e dá outras providências. Despacho: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o Esta Lei estabelece a obrigatoriedade de veiculação de programação educativa pelas emissoras de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Art. 2º As emissoras de radiodifusão sonora e de sons e imagens são obrigadas a reservar 5 (cinco) minutos de sua programação diária, para veicular programação educativa, nos horários compreendidos entre 12 e 14 horas e 19 e 21 horas, de segunda a sexta-feira. Parágrafo único A programação a que se refere o caput será fornecida pelo Poder Público. Art. 3º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º. Fica classificada a pesca industrial como atividade vinculada ao setor rural, para fins creditícios, fiscais e/ou tributários, além de outros existentes ou que venham a existir, bem como daqueles em que o referido setor é beneficiado. Parágrafo Único: beneficiam-se dessa classificação as pessoas jurídicas que se dedicam exclusivamente à captura e/ou industrialização de pescados, ainda que efetuem essa atividade com matérias primas de terceiros. Art. 2º Revogam-se todas as disposições em contrário. Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação O inciso I do artigo 221 da Constituição Federal estabelece que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão, dentre outros, ao princípio da preferência a finalidades educativas. O artigo 16 do Decreto-lei nº 236, de 28 de fevereiro de 1967, prevê que as emissoras transmitam 5 horas semanais de programas educativos, em horários compreendidos entre 7 e 17 horas. Este dispositivo, no entanto, carece de regulamentação, de tal forma que as emissoras de rádio e TV estão desobrigadas de apresentar qualquer programação educativa. Entendemos ser absolutamente necessário que as emissoras cumpram o dispositivo constitucional e no horário nobre, quando sua audiência é maior. Assim sendo, nosso projeto obriga a inserção de mensagens educacionais, com a duração de apenas 5 minutos diários, nos horários compreendidos entre 12 e 14 horas e 19 e 21 horas, de segunda a sexta-feira. Com esta providência as emissoras de rádio e TV no Brasil estarão dando uma contribuição, embora mínima, em prol da educação do povo brasileiro. Por estes motivos esperamos contar com o indispensável apoio de todos os Parlamentares para a aprovação do nosso projeto. Sala das Sessões, 7 de julho .de 2004. – Deputado Clóvis Fecury. Justificação As indústrias brasileiras de pesca têm contribuído de forma decisiva para o desenvolvimento nacional, por meio da oferta de grande número de empregos diretos e indiretos, da preservação do meio ambiente e da implantação de novas tecnologias de produção, além de terem um impacto altamente positivo na redução do déficit da balança comercial. O setor pesqueiro representa hoje 0,4% do PIB nacional e é responsável por 834 mil empregos diretos. Apesar de nosso enorme potencial, no entanto, a produção brasileira é inferior à de países como Peru, Chile, Argentina e México. Com a injeção de novos investimentos, calcula-se que o consumo de peixe pelo brasileiro pode saltar de 6,8 kg por ano para 12 kg por ano, até 2006, gerando, como conseqüência, 150 mil novos empregos diretos e mais de 350 mil indiretos. Para que isso aconteça, é necessário estabelecer novas linhas de financiamento para o setor e corrigir as distorções hoje existentes, particularmente no que se refere ao tratamento inadequado dedicado às empresas de pesca. Pescadores artesanais, colônias e associações de pesca, quando pleiteiam financiamento para suas atividades, têm acesso ao crédito rural, beneficiando- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS se de prazos razoáveis, taxas de juros compatíveis e garantias adequadas. Contudo, quando o pleito é formulado por pessoas jurídicas, mesmo de pequeno porte, o financiamento é automaticamente classificado como destinado ao setor industrial, com as mesmas condições de crédito aplicadas à uma grande indústria de transformação. Com isso, onera-se a atividade, impedindo o seu desenvolvimento, e reduz-se a produção e a oferta de pescado, com o conseqüente prejuízo para a geração de empregos. O presente projeto de lei pretende corrigir essa distorção, com a finalidade de permitir à pesca industrial o acesso aos benefícios do crédito rural. Sala das Sessões, 7 de julho de 2004. – Deputado Nilson Pinto, PSDB/PA. PROJETO DE LEI Nº 3.957, DE 2004 (Da Sra. Ann Pontes) Dispõe sobre o licenciamento ambiental e dá outras providências. Despacho: Apense-se ao PL3729/2004. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei disciplina o licenciamento ambiental e sua aplicação pelos órgãos ou entidades competentes, integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA, instituído pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por: I – empreendimento: atividade, obra ou ação, ou conjunto de atividades, obras ou ações, de caráter transitório ou permanente; II – empreendedor: responsável por empreendimento, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado; III – impacto ambiental: qualquer alteração, benéfica ou adversa, das propriedades dos componentes físicos, biológicos, socioeconômicos e culturais do meio ambiente, bem como de suas interações, causada por empreendimento, direta ou indiretamente; IV – licença ambiental: ato administrativo pelo qual o licenciador analisa e, se apropriado, valida a viabilidade, a implantação, a ampliação ou a operação de empreendimento potencialmente causador de impacto ambiental; V – licenciamento ambiental: processo administrativo pelo qual o licenciador emite ou não licença ambiental para empreendimento; VI– licenciador: órgão ou entidade competente, integrante do Sisnama, responsável Sexta-feira 6 33769 pelo licenciamento ambiental de empreendimento; VII – Estudo de Impacto Ambiental – EIA: conjunto de estudos multi e interdisciplinares com o objetivo de prever, interpretar, mensurar, qualificar e estimar a magnitude e a amplitude espacial e temporal do impacto ambiental de empreendimento; VIII – Relatório de Impacto Ambiental – RIMA: resumo do EIA, apresentado de forma objetiva e adequada à sua compreensão, com informações em linguagem acessível ao público em geral e ilustradas com mapas, cartas, quadros, gráficos e outras técnicas de comunicação visual que assegurem a plena compreensão dos impactos ambientais do empreendimento; IX – condicionantes ambientais: ações minimizadoras e compensatórias dos impactos ambientais adversos do empreendimento, bem como potencializadoras de seus impactos ambientais benéficos, propostas pelo empreendedor, estabelecidas pelo licenciador e, se for o caso, advindas de audiência pública. Art. 3º A aprovação da viabilidade, a implantação, a ampliação e a operação de empreendimento potencialmente causador de impacto ambiental dependem de licenciamento pelo órgão ou entidade competente, integrante do Sisnama, sem prejuízo de outras exigências legais. Parágrafo único. O licenciador também pode exigir que políticas, planos e programas potencialmente causadores de impacto ambiental sejam submetidos a processo de licenciamento ambiental, em etapa única, não se lhes aplicando o disposto no art. 9º, mantida a necessidade de licenciamento específico para cada empreendimento, observadas as licenças previstas no citado artigo e as demais exigências desta Lei. Art. 4º O licenciamento ambiental é conduzido em uma única esfera de competência, preferencialmente no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, ressalvado o disposto nos arts. 5º e 6º. § 1º No processo de licenciamento ambiental, o órgão seccional do Sisnama deve considerar o exame técnico feito pelos órgãos locais, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 2º O órgão seccional do Sisnama deve manter disponível na internet cadastro atualizado de todos os empreendimentos licenciados ou em processo de licenciamento no âmbito de seu território, incluindo os 33770 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS licenciados pelo órgão federal executor e pelos órgãos locais do Sisnama. Art. 5º O órgão federal executor do Sisnama atua como licenciador no caso de empreendimento potencialmente causador de impacto ambiental de âmbito regional ou nacional. § 1º Considera-se empreendimento potencialmente causador de impacto ambiental de âmbito regional ou nacional: I – o assim reconhecido por decisão específica do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA; II – o desenvolvido: a) em dois ou mais Estados; b) conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; c) na plataforma continental e na zona econômica exclusiva; d) em terras indígenas; e) em unidades de conservação do Grupo de Proteção Integral de domínio da União; III – o destinado a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilize energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações; IV – o que envolva organismo geneticamente modificado; V – o desenvolvido pelas Forças Armadas, no âmbito de sua atividade-fim. § 2º No licenciamento de que trata este artigo, o órgão federal executor do Sisnama deve considerar o exame técnico feito pelos órgãos seccionais e locais, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 3º O órgão federal executor do Sisnama pode firmar convênio com os órgãos seccionais para o desempenho da atribuição prevista neste artigo, sem prejuízo de sua competência supletiva. § 4º O órgão federal executor do Sisnama deve enviar mensalmente aos órgãos seccionais os dados atualizados relativos ao licenciamento de empreendimentos localizados nos seus territórios. Art. 6º O órgão local do Sisnama pode atuar como licenciador no caso de empreendimento cujo impacto ambiental circunscreva-se ao território do Município ou cujo licenciamento lhe seja delegado pelo órgão seccional. § 1º Para que o órgão local do Sisnama possa atuar como licenciador, o Município deve possuir: I – legislação ambiental própria; Agosto de 2004 II – plano diretor, nos termos do art. 182, § 1º, da Constituição Federal; III – conselho municipal de meio ambiente, ou órgão assemelhado, com caráter deliberativo; IV – equipe técnica multidisciplinar, capacitada para atuar no licenciamento e na fiscalização ambiental. § 2º O órgão seccional do Sisnama pode avocar a si o licenciamento ambiental de empreendimento que considere potencialmente causador de impacto ambiental não circunscrito ao limite territorial do Município. § 3º O órgão local do Sisnama deve enviar mensalmente ao órgão seccional os dados atualizados relativos aos licenciamentos de sua competência. Art. 7º Resolução do Conama deve estabelecer prazos máximos para a manifestação conclusiva do licenciador sobre o pedido de licença ambiental de empreendimento, considerados a complexidade do licenciamento ambiental e o aparelhamento material e humano do licenciador. § 1º Além do disposto no caput, podem ser estabelecidos, por resolução do Conama, relação de atividades ou empreendimentos sujeitos a licenciamento ambiental, bem como diretrizes e critérios para o processo de licenciamento de empreendimentos específicos. § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem estabelecer normas, diretrizes, critérios e procedimentos específicos para o licenciamento ambiental, respeitado o disposto nesta Lei e em resoluções do Conama. Art. 8º Para os efeitos desta Lei, considera-se empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental: I – o assim considerado pelo licenciador, dado o porte do empreendimento ou a magnitude do impacto ambiental que possa produzir; II – o incluído na relação de atividades e empreendimentos potencialmente causadores de significativo impacto ambiental estabelecida por resolução do Conama; III – o incluído na relação de atividades e empreendimentos potencialmente causadores de significativo impacto ambiental estabelecida pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, a qual pode conter: a) empreendimento não compreendido na relação estabelecida pelo Conama; Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS b) critérios mais rígidos relativos aos constantes na relação estabelecida pelo Conama. Art. 9º No caso de empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental, definido na forma do art. 8º, o licenciamento ambiental consiste na obtenção das seguintes licenças: I – Licença Prévia – LP: tendo como base a aprovação do EIA/RIMA, incluindo as condicionantes ambientais, reconhece a viabilidade ambiental do empreendimento quanto à sua concepção e localização e autoriza a elaboração dos projetos executivos; II – Licença de Instalação – LI: tendo como base a aprovação dos projetos executivos do empreendimento e das condicionantes ambientais previstas na etapa anterior, autoriza a sua implantação; III – Licença de Operação – LO: tendo como base a verificação da implantação dos projetos executivos elaborados na etapa anterior, autoriza a operação do empreendimento. § 1º A LP e a LI são concedidas por prazo determinado, podendo ser renovadas. § 2º A LO é concedida por um prazo máximo de oito anos, devendo ser revalidada periodicamente em prazo mínimo de quatro e máximo de oito anos, sem prejuízo da eventual declaração de desconformidade do empreendimento por motivo superveniente de ordem ambiental. Art. 10. No caso de empreendimento de médio ou pequeno porte ou potencialmente causador de impacto ambiental de menor magnitude, a critério do licenciador, o EIA/RIMA pode ser substituído por estudo ambiental específico ou o empreendimento ser dispensado de licenciamento ambiental, devendo, neste caso, ser submetido a processo de cadastramento ambiental, de natureza autodeclaratória, na forma estabelecida pelo órgão ou entidade competente, integrante do Sisnama. § 1º De acordo com as peculiaridades do empreendimento e de sua área de implantação e respeitadas as normas estabelecidas neste artigo, o licenciador deve definir os estudos ambientais específicos previstos no caput ou as informações necessárias para subsidiar, respectivamente, os processos de licenciamento ou de cadastramento ambiental. § 2º Com base nas informações fornecidas pelo empreendedor ou em outro motivo devidamente justificado, o licenciador pode, a qualquer momento, sub- Sexta-feira 6 33771 meter a licenciamento ambiental o empreendimento objeto de cadastramento ambiental, sob pena de crime contra a administração ambiental, nos termos do art. 67 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. § 3º O licenciador também pode submeter a processo de cadastramento ambiental empreendimento situado na mesma área de influência e em condições semelhantes às de outro já licenciado pelo mesmo empreendedor, desde que este adote sistema de gestão ambiental em seu processo operacional, apresente os projetos executivos das condicionantes ambientais previstas no art. 9º e, se for o caso, comprove as exigências do art. 11. Art. 11. Na concessão de licença ambiental, o licenciador deve exigir do empreendedor medidas capazes de assegurar que as matérias-primas e outros insumos, os processos de produção e os bens produzidos tenham padrão de qualidade e procedimentos técnicos que eliminem ou reduzam os efeitos adversos ao meio ambiente. Parágrafo único. Além do disposto no caput, o licenciador deve, sob pena de crime contra a administração ambiental, nos termos do art. 67 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, exigir do empreendedor, conforme o tipo de empreendimento: I – a manutenção, em caráter permanente, de equipe técnica especializada responsável pelo empreendimento como um todo e, se for o caso, por setor ou área de atuação específicos; II – a realização periódica de auditorias ambientais; III – a análise de risco ambiental e o plano de contingência; IV – a comprovação da idoneidade econômico-financeira do empreendedor para arcar com os custos decorrentes da obrigação de recuperar ou reabilitar áreas degradadas e de reparar danos pessoais e materiais eventualmente causados pelo empreendimento à população e ao patrimônio público, facultada sua substituição por instrumentos de garantia, tais como caução, hipoteca de bens, carta de fiança bancária ou seguro de responsabilidade civil por dano ambiental. Art. 12. Devem ser publicados no Diário Oficial da União ou em jornal oficial do Estado ou do Município, conforme o caso: I – os pedidos de licença e de sua renovação ou revalidação, sem prejuízo, se prevista a exigência pelo Conama ou por legislação esta- 33772 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dual ou municipal, da publicação em periódico local ou regional de grande circulação; II – os atos de emissão, renovação e revalidação de licença, bem como de seu indeferimento. Parágrafo único. Os atos do inciso II devem ser justificados com pareceres técnico e jurídico do licenciador, garantido o direito de recurso à autoridade competente. Art. 13. Resolução do Conama pode estabelecer critérios específicos para a adoção de uma nova estratégia de relacionamento do licenciador com os empreendedores, de forma a propiciar a classificação destes como colaboradores, assessorados ou controlados. § 1º Os empreendedores classificados como colaboradores podem adotar o procedimento do autolicenciamento, de natureza declaratória, conforme critério estabelecido pelo Conama e por procedimento específico do licenciador. § 2º Os empreendedores classificados como assessorados podem ter aumentados os prazos de validade de suas licenças, bem como reduzidos os prazos máximos de licenciamento, conforme critério estabelecido pelo Conama e por procedimento específico do licenciador. § 3º Os empreendedores classificados como controlados podem melhorar sua classificação específica, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Conama e por procedimento específico do licenciador. Art. 14. O empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental, definido na forma do art. 8º, depende de elaboração e aprovação de EIA/RIMA para a obtenção de LP. § 1º O EIA/RIMA deve ser elaborado nos termos dos arts. 15 a 19. § 2º O anúncio de recebimento do EIA/RIMA pelo licenciador deve ser publicado em jornal oficial do Estado ou Município, se o licenciador for órgão seccional ou local do Sisnama, ou no Diário Oficial da União, se o for o órgão federal executor. Art. 15. A elaboração do EIA/RIMA deve ser confiada a equipe multi e interdisciplinar, habilitada nas respectivas áreas de atuação. §1º A equipe técnica deve ter um ou mais coordenadores, registrados no Cadastro Técnico Nacional de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, que são os responsáveis técnicos pelo EIA/RIMA. § 2º O trabalho de coordenação de que trata o § 1º deve ser registrado nos respectivos conselhos profissionais. Art. 16. O EIA deve ser elaborado de forma a contemplar: Agosto de 2004 I – as características principais do empreendimento, expressas por meio da identificação dos componentes ambientais associados a todos os processos, serviços e produtos que o compõem, bem como a identificação e a análise de todas as suas alternativas tecnológicas e locacionais, confrontando-as entre si e com a hipótese de sua não implantação; II –a definição dos limites geográficos da área diretamente afetada pelo empreendimento e da área de influência, considerando, neste último caso, a bacia hidrográfica em que ele se localiza ou, se assim o exigir o tema ambiental em estudo, o conjunto dos municípios envolvidos; III – o diagnóstico ambiental da área diretamente afetada e da área de influência, com a completa análise dos componentes físicos, biológicos, socioeconômicos e culturais do meio ambiente, bem como de suas interações, de modo a caracterizar a situação ambiental antes da implantação do empreendimento; IV – a identificação e a avaliação dos impactos ambientais associados aos componentes ambientais identificados, apontando aqueles considerados significativos, benéficos ou adversos, nas fases de planejamento, implantação e operação de empreendimento; V – a identificação das políticas, planos e programas governamentais existentes, propostos e em implantação na área de influência do empreendimento e sua compatibilidade com este, bem como de empreendimentos semelhantes situados nessa área, do mesmo empreendedor ou não, e seu efeito cumulativo sobre o meio ambiente; VI – o prognóstico da evolução do meio ambiente na área de influência do empreendimento, nas hipóteses de sua implantação ou não; VII – a proposição de ações minimizadoras e compensatórias dos impactos ambientais adversos do empreendimento, bem como potencializadoras de seus impactos ambientais benéficos, com ênfase, em ambos os casos, àqueles considerados significativos; VIII – a identificação de indicadores que permitam acompanhar e monitorar o desempenho das ações propostas; IX – a definição dos recursos humanos e materiais necessários, do cronograma e dos custos de implantação e operação das ações propostas; Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS X – os programas de monitoramento dessas ações, coerentes com os indicadores identificados. § 1º A critério do licenciador, podem ser feitas outras exigências, de acordo com as características específicas do empreendimento, bem como do meio ambiente em que está inserido. § 2º No diagnóstico ambiental e no prognóstico da evolução do meio ambiente, os componentes físicos, biológicos, socioeconômicos e culturais devem ser analisados de forma integrada, ressaltando-se suas interações. § 3º Na hipótese de empreendimentos de natureza semelhante localizados na mesma área de influência, o licenciador pode exigir apenas um EIA/RIMA para o conjunto, dispensando a elaboração de EIAs/RIMAs individuais, mantida a necessidade de licenciamento específico para cada empreendimento a partir da instrução das respectivas LIs. Art.17. O RIMA é elaborado a partir dos documentos integrantes do EIA, devendo ser entregue ao licenciador em meio digital, além de documento impresso ou audiovisual, com o seguinte conteúdo mínimo: I – características principais do empreendimento, bem como as conclusões do estudo comparativo entre suas alternativas tecnológicas e locacionais; II – delimitação da área diretamente afetada e da área de influência do empreendimento; III – resumo e conclusões do diagnóstico ambiental; IV – explicitação, qualificação e mensuração, em termos de magnitude e amplitude espacial e temporal, dos impactos ambientais adversos e benéficos; V – descrição dos indicadores desses impactos ambientais e das formas de mensurá-los e avaliá-los; VI – relação das ações minimizadoras e compensatórias dos impactos ambientais adversos do empreendimento, bem como potencializadoras de seus impactos ambientais benéficos, com ênfase, em ambos os casos, àqueles considerados significativos, incluindo a definição dos recursos humanos e materiais necessários, do cronograma e dos custos de implantação e operação das ações propostas; VII – conclusão objetiva sobre a viabilidade ambiental do empreendimento. Sexta-feira 6 33773 Art. 18. Os empreendimentos potencialmente causadores de significativo impacto ambiental, bem como políticas, planos e programas levados a licenciamento ambiental, sujeitam-se a uma ou mais audiências públicas, desde que convocadas pelo licenciador ou solicitadas pelo Ministério Público, por entidade ambientalista legalmente constituída e em funcionamento há mais de um ano ou por cinqüenta ou mais cidadãos. § 1º O edital de convocação para a audiência pública prevista no caput deve ser publicado no diário oficial do Estado em que ela deve realizar-se e em pelo menos um jornal local e regional de grande circulação, no mínimo 30 (trinta) dias antes da sua realização. § 2º Durante o período entre a publicação do edital e a realização da audiência pública, os documentos integrantes do EIA/RIMA devem ficar à disposição do público interessado. § 3º No caso de empreendimento cujo licenciamento seja de competência do órgão federal executor do Sisnama, podem ser realizadas audiências públicas nas localidades inseridas na área de influência, em datas não coincidentes, não se excluindo a possibilidade de tais audiências serem regionalizadas. § 4º As conclusões e recomendações das audiências públicas, se técnica e economicamente pertinentes, a critério do licenciador, devem originar novas ações ambientais ou complementar as propostas pelo empreendedor. Art. 19. O ato de aprovação do EIA/RIMA deve ser publicado em diário oficial do Estado ou Município, se o licenciador for órgão seccional ou local do Sisnama, ou no Diário Oficial da União, se o for o órgão federal executor do Sisnama. § 1º Deve constar no ato de aprovação do EIA/ RIMA o seu prazo de validade, fixado a critério do licenciador, bem como as condicionantes ambientais do empreendimento, constituídas pelas ações ambientais propostas pelo empreendedor, pelas advindas das audiências públicas e pelas eventualmente estabelecidas pelo licenciador. § 2º O mesmo procedimento aplica-se ao ato de aprovação do estudo ambiental específico previsto no art. 10. Art. 20. Sem prejuízo da imposição de outras sanções nas esferas administrativa e penal, bem como da responsabilização civil por seus atos, fica o empreendedor obrigado a cumprir integralmente as condicionantes ambientais contidas na licença ambiental, sob pena de sua suspensão ou cancelamento. Art. 21. O licenciador pode suspender ou cancelar a licença concedida se ocorrer: I – violação de normas legais ou das condicionantes ambientais; 33774 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS II – omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a concessão da licença; III – superveniência de graves riscos ambientais ou à saúde pública. Art. 22. As entidades financeiras e as instituições governamentais de fomento devem, sob pena de crime contra a administração ambiental, nos termos do art. 68 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, condicionar à licença ambiental a concessão de financiamentos e incentivos de qualquer natureza a empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental. Parágrafo único. Iniciada a implantação ou a operação de empreendimento antes da expedição das respectivas licenças, o licenciador deve comunicar o fato às entidades financiadoras do empreendimento, sem prejuízo da imposição de sanções administrativas e outras medidas cabíveis. Art. 23. A concessão de quaisquer incentivos ou benefícios fiscais ou financeiros por parte do Governo federal para empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental subordina-se à obtenção das respectivas licenças ambientais. Parágrafo único. No caso de comprovada transgressão às condicionantes ambientais previstas no licenciamento, cabem medidas de efeito suspensivo de atividades e cancelamento dos recursos financeiros correspondentes, sem prejuízo da imposição de outras sanções administrativas, devendo o empreendedor arcar civil e penalmente por seus atos. Art. 24. As concessões de serviços e obras públicas e as permissões de serviços públicos relacionadas a empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental não podem ser outorgadas sem a aprovação da respectiva licença ambiental. Parágrafo único. No caso previsto neste artigo, os contratos de concessão ou permissão devem conter previsão de sanções a serem aplicadas em razão do descumprimento das condicionantes ambientais previstas no licenciamento, que, conforme a gravidade da infração, podem incluir a extinção da concessão ou permissão. Art. 25. O licenciador é responsável pelo sigilo das informações caracterizadas como segredo industrial ou militar obtidas no processo de licenciamento ambiental. Art. 26. As despesas técnico-administrativas do processo de licenciamento ambiental realizadas pelo órgão federal executor do Sisnama são custeadas pelos valores estabelecidos no art. 17-A da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, acrescido pela Lei nº 9.960, de 28 de janeiro de 2000. Agosto de 2004 Art. 27. Correm às expensas do empreendedor: I – as despesas de elaboração do EIA/ RIMA ou do estudo ambiental específico previsto no art. 10, bem como dos projetos executivos das condicionantes ambientais; II – as despesas do processo de cadastramento ambiental previsto no art. 10; III – o custeio das exigências previstas no art. 11 e em seu parágrafo único; IV – as despesas da publicação de que trata o inciso I do art. 12; V – as despesas da realização de uma ou mais audiências públicas, nos termos do art. 18; VI – as despesas técnico-administrativas do licenciamento ambiental, nos termos do art. 26. Art. 28. O licenciador deve disponibilizar em meio digital, para consulta por meio da internet, informações completas sobre o licenciamento ambiental, como forma de zelar pela transparência e publicidade dos processos administrativos sob sua responsabilidade, incluindo, no mínimo: I – o requerimento de licença apresentado pelo empreendedor; II – o RIMA, nos casos em que é exigido; III – análises, estudos e planos integrantes do processo de licenciamento ambiental, caso apresentados em meio digital ou cuja digitalização seja técnica e economicamente viável; IV – as atas das reuniões realizadas entre o licenciador e o empreendedor ao longo do processo de licenciamento ambiental; V – as atas das audiências públicas, com suas principais conclusões e recomendações; VI – os pareceres técnicos e jurídicos elaborados pelo licenciador; VII – o ato de concessão ou de indeferimento da licença ambiental, incluindo, no primeiro caso, a relação das condicionantes ambientais do empreendimento; VIII – os atos de renovação ou de revalidação da licença, incluindo o prazo de validade e as eventuais condicionantes ambientais adicionais; IX – os laudos de vistoria do empreendimento durante e após o seu licenciamento, incluindo análise do cumprimento das condicionantes ambientais e sua eficácia; Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS X – eventuais sanções administrativas aplicadas ao empreendedor em razão do descumprimento de condicionantes ambientais constantes na licença; XI – eventuais termos de compromisso ou de ajustamento de conduta firmados com o empreendedor e relacionados, direta ou indiretamente, à licença ambiental requerida ou concedida. XII – outros documentos julgados pertinentes. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se também, no que couber, a procedimentos administrativos de autorização de ações potencialmente capazes de causar impacto ambiental, efetivados no âmbito de órgão ou entidade competente, integrante do Sisnama. Art. 29. O empreendimento potencialmente causador de impacto ambiental, em processo de implantação, ampliação ou operação na data de publicação desta Lei, sem as respectivas licenças ambientais, fica convocado a cadastramento ambiental junto ao licenciador. § 1º O licenciador tem o prazo de um ano para vistoriar o empreendimento cadastrado e emitir parecer conclusivo acerca da necessidade de informações complementares ou de licenciamento ambiental, caso em que deve definir os estudos ambientais necessários ou, diretamente, as ações minimizadoras e compensatórias dos impactos ambientais adversos do empreendimento, bem como potencializadoras de seus impactos ambientais benéficos, estabelecendo os prazos de execução. § 2º O descumprimento do previsto neste artigo sujeita o empreendedor à paralisação do empreendimento e às sanções a que se refere o art. 30, com as agravantes advindas do exercício ilegal de atividade clandestina. Art. 30. As infrações às disposições desta Lei sujeitam os infratores às sanções administrativas e penais previstas na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, independentemente da existência de culpa e sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos causados ao meio ambiente ou à saúde humana. Art. 31. Esta Lei entra em vigor noventa dias após a data de sua publicação oficial. Art. 32. Revoga-se o art. 10 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Justificação A questão do licenciamento ambiental e da elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental – EIA/RIMA de empreendimentos potencialmente causadores de im- Sexta-feira 6 33775 pacto ambiental vem sendo discutida nesta Câmara dos Deputados há mais de 16 anos, sem que nenhum projeto de lei tenha sido aprovado até o momento. O assunto é abordado de maneira mais abrangente pelo Projeto de Lei nº 710, de 1988, de autoria do Deputado Fábio Feldmann, e seus Substitutivos. Ao PL 710/88 estão apensadas duas proposições, mas há ainda diversos outros projetos tramitando separadamente, tratando acerca de aspectos específicos de impactos ambientais. O PL 710/88 deu entrada nesta Casa em 24 de maio de 1988, portanto ainda antes da promulgação da atual Constituição. Foi inicialmente encaminhado à então Comissão de Constituição e Justiça e de Redação – CCJR, onde, em 20/06/90, foi aprovado unanimemente o parecer do relator pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação com emendas. Na então Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior – CDUI, só logrou aprovação em 20/11/96, na forma de um Substitutivo, tendo sido, em seguida, encaminhado à então Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias – CDCMAM, onde foi também aprovado unanimemente em 09/12/98, na forma de outro Substitutivo, e em seguida enviado ao Plenário, onde ainda se encontra aguardando deliberação. Pode-se dizer que, em razão do decurso do tempo, tanto o texto original quanto o Substitutivo da CDUI estão bastante ultrapassados, pois prevêem apenas a obrigatoriedade de elaboração de EIA/RIMA, não incorporando o conceito mais amplo de licenciamento de empreendimentos potencialmente causadores de impacto ambiental, o que é feito pelo Substitutivo da CDCMAM. Todavia, mesmo este último encontra-se igualmente desatualizado, uma vez que não aborda uma série de dispositivos já previstos em algumas leis estaduais e em projetos de lei em tramitação nesta Casa. Em linhas gerais, os Substitutivos refletem o conteúdo das Resoluções nº 001, de 1986, e 237, de 1997, ambas do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Tais resoluções, juntamente com as legislações ambientais estaduais e algumas municipais, vêm regulando o assunto até hoje. Desta forma, o projeto de lei ora proposto objetiva adequar o projeto original e seus Substitutivos a certos aspectos inerentes ao processo de licenciamento ambiental que já têm sido praticados no âmbito da União, dos Estados e mesmo de Municípios, bem como incorporar conceitos que vêm sendo debatidos em diversos fóruns de discussão sobre o tema do licenciamento, alguns dos quais, aliás, também objeto de proposições em tramitação nesta Casa. Alguns dispositivos incluídos nesta proposição visam, portanto, 33776 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS simplificar o licenciamento ambiental de empreendimentos, ao passo que outros objetivam adequá-los ambientalmente à sua área de implantação, bem como dar maior transparência ao processo de licenciamento. Entre as alterações previstas, destacam-se: O estabelecimento formal de que o licenciamento ambiental é conduzido em uma única esfera de competência, preferencialmente no âmbito dos Estados e do Distrito Federal. A possibilidade de que políticas, planos e programas potencialmente causadores de impacto ambiental também sejam submetidos a licenciamento ambiental, em etapa única. A determinação de que apenas o empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental está sujeito à elaboração e aprovação de EIA/ RIMA para a obtenção de Licença Prévia – LP, Licença de Instalação – LI e Licença de Operação – LO. A obrigatoriedade de que, no ato de aprovação do EIA/RIMA, constem as condicionantes ambientais do empreendimento, compostas pelas ações ambientais propostas pelo empreendedor, advindas das audiências públicas ou eventualmente estabelecidas pelo licenciador. A possibilidade de que se exija apenas um EIA/ RIMA para o conjunto de empreendimentos de natureza semelhante localizados na mesma área de influência, dispensando a elaboração de EIAs/RIMAs individuais. A previsão de que, para os demais empreendimentos potencialmente causadores de impacto ambiental não significativo, o EIA/RIMA pode ser substituído por estudo ambiental específico ou o empreendimento ser dispensado de licenciamento ambiental, devendo, neste caso, ser submetido a processo de cadastramento ambiental, de natureza autodeclaratória. A possibilidade de cadastramento ambiental também de empreendimento situado na mesma área de influência e em condições semelhantes às de outro já licenciado pelo mesmo empreendedor. A hipótese de que o licenciador exija do empreendedor, conforme o tipo de empreendimento: a manutenção em caráter permanente de equipe técnica especializada, a realização periódica de auditorias ambientais, a análise de risco ambiental, o plano de contingência e a comprovação de sua idoneidade econômico-financeira. A previsão da adoção de uma nova estratégia de relacionamento do licenciador com os empreendedores, de forma a propiciar a classificação destes como colaboradores, assessorados ou controlados. A possibilidade de que o órgão local do Sisnama possa atuar como licenciador, desde que o Município Agosto de 2004 possua legislação ambiental própria, plano diretor, conselho municipal de meio ambiente com caráter deliberativo e equipe técnica multidisciplinar capacitada. A obrigatoriedade de que o empreendedor entregue o RIMA ao licenciador em meio digital, além de documento impresso ou audiovisual, a fim que ele possa ser disponibilizado na internet e facilmente acessado pelos interessados. A determinação de que o órgão seccional do Sisnama mantenha cadastro completo e disponibilize na internet informações sobre todos os empreendimentos licenciados ou em processo de licenciamento no território de sua competência. A obrigatoriedade de condicionar à licença ambiental de empreendimento potencialmente causador de impacto ambiental a concessão de financiamentos e incentivos de qualquer natureza, incluindo benefícios fiscais ou financeiros por parte do Governo federal, bem como concessões de serviços e obras públicas e permissões de serviços públicos. A convocação imediata a cadastramento ambiental de todos os empreendimentos potencialmente causadores de impacto ambiental já implantados, em ampliação ou em operação sem as devidas licenças, sob pena das sanções civis, administrativas e penais. Desta forma, em razão da necessidade de todos esses ajustes, além de outros de menor monta, aqui não externados, bem como da relevância do tema no cenário atual brasileiro, é que solicitamos o apoio dos nobres Pares para a aprovação deste projeto de lei. Sala das Sessões, 7 de julho de 2004. – Deputada Ann Pontes. INDICAÇÃO N.º 3.406, DE 2004 (Da Sra. Mariângela Duarte) Sugere ao Excelentíssimo Senhor Ministro do Trabalho e Emprego que o Poder Executivo envie ao Congresso Nacional Projeto de Lei criando os Conselhos Federal e Regionais de Massagistas. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro do Trabalho e Emprego A profissão de Massagista foi regulamentada pela Lei nº 3.968, de 5 de outubro de 1961. Decorridos mais de 40 anos do legal reconhecimento da profissão, ainda não foram criados os conselhos de fiscalização profissional. Porém, para que se possa proceder à efetiva fiscalização das atividades vinculadas à profissão, fazse necessária a criação dos respectivos conselhos federal e regionais. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A criação desses órgãos conferirá maior credibilidade às atividades desenvolvidas pelos profissionais da área, porque suprirá o vácuo legal hoje existente que não permite o controle e a punição daqueles que praticam a massagem sem os mínimos conhecimentos necessários, lesando toda a sociedade. Estas, pois, as razões que nos levam a sugerir a V. Exa. que seja elaborado e, posteriormente, enviado a esta Casa Projeto de Lei criando os Conselhos Federal e Regionais de Massagistas. Sala das Sessões, 8 de julho de 2004. – Deputada Mariângela Duarte. INDICAÇÃO N.º 3.412, DE 2004 (Do Sr. Luciano Castro) Sugere ao Ministro dos Transportes a adoção das providências necessárias para a criação de carreiras e organização de cargos efetivos no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, com o conseqüente enquadramento dos servidores que compõem o Quadro de Pessoal Específico desta autarquia. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro dos Transportes. Considerando que constituem objetivos de Estado, insculpidos nos artigos 1º e 3º da Constituição Federal: oferecer condições plenas de cidadania e dignidade humana a todos os brasileiros; promover o bem de todos, independentemente de credo, ideologia, raça, sexo, ou qualquer outra forma de discriminação; construir uma sociedade livre, justa e solidária. Considerando que, para alcançar os objetivos propostos, evidencia-se indispensável que o Estado seja exemplo para toda a sociedade brasileira, inclusive quanto às condições de tratamento dignas e justas que devem ser oferecidas ao seu quadro de servidores para o seu desempenho profissional. Considerando, ainda, o relevante papel destinado aos servidores do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, dos quais cerca de 70% (setenta por cento) são oriundos do DNER (Quadro de Pessoal Específico do DNIT), incumbidos das atividades de planejamento, gerenciamento, pesquisas, estudos, elaboração de projetos, acompanhamento de obras e fiscalização de contratos e convênios, operação e fiscalização de trânsito e engenharia de tráfego, com vistas à construção, restauração, manutenção e operação da infra-estrutura de transportes federal (rodoviária, ferroviária, portuária e hidroviária), num país de dimensões continentais, com mais de 55.000 Sexta-feira 6 33777 (cinqüenta e cinco mil) quilômetros de extensão de malha rodoviária. Considerando, ainda, que o próprio Tribunal de Contas da União, em Decisão proferida no âmbito do Processo TC-015.719/2001-5 (Ata nº 28, de 23 de julho de 2003), reconheceu que “um dos graves problemas enfrentado pela administração do DNER é a falta de uma política de cargos e salários compatível com as atribuições de seus servidores. Os baixos salários pagos e a falta de perspectiva de progressão funcional levaram o seu quadro de pessoal a um nível de satisfação e desmotivação insustentável.” Considerando, afinal, a grave situação a que estão submetidos tais servidores, que hoje se encontram com patamares remuneratórios muito inferiores a outras carreiras de Estado e discriminados (num quadro de pessoal a parte) dentro da própria autarquia onde trabalham, sem quaisquer horizontes de melhoria profissional, entendemos, tendo em vista o disposto no art. 61, § 1º, II, “a” e “c” da Constituição Federal, sugerir à V.Exa. a adoção de providências visando à criação de carreiras, com novas tabelas salariais mais compatíveis com as atribuições dos cargos, e a organização de cargos efetivos no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, com o conseqüente enquadramento nessas carreiras dos servidores que compõem o Quadro de Pessoal Específico desta autarquia, de que trata o art. 113 da Lei nº 10.233, de 2001. É como encaminho a presente Indicação. Sala das Sessões, 12 de julho de 2004. – Deputado Luciano Castro. INDICAÇÃO Nº 3.413, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Ministro da Fazenda a adoção pelo Poder Executivo de providências visando a dar cumprimento integral à Convenção com o Paraguai, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 972, de 2003. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Fazenda: A Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de “investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e à sonegação fiscal” (CPIPirataria) dirige-se a V. Exa. para expor e requerer o que segue: Com base em levantamentos realizados pelas empresas especializadas em pesquisa de mercado, 33778 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nielsen e IDS, o consumo de cigarros em nosso país gira em torno de 145 bilhões de unidades ao ano, dos quais 33% são provenientes do Mercado Ilegal, havendo uma enorme evasão fiscal e também desrespeito ao controle executado pela ANVISA. Em 2002 houve uma perda da ordem de R$ 1,4 bilhões, respondendo por 72% do mercado e evasão fiscal da ordem de 28%. Diante desse contexto exornado de ilegalidade e sendo a luta contra a pirataria um exercício permanente de cumprimento e aprimoramento da legislação vigente, encareço a Vossa Excelência que determine providências para o integral cumprimento da “Convenção para evitar a dupla tributação em matéria de impostos de renda, prevenir e combater a evasão fiscal sobre matérias aduaneiras entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Paraguai”, aprovado pelo Decreto Legislativo nº 972, de 2003. Com efeito, a mencionada Convenção no seu Título II – Das Disposições sobre Depósitos Francos (Artigos 28 a 37) e no Título III – Das Disposições sobre Prevenção e Repressão ao Descaminho e à Falsificação de Produtos Derivados do Fumo (Artigos 38 a 41), prevê, entre outras medidas: a) o estabelecimento de “restrições com relação a determinadas mercadorias para sua admissão no referido regime aduaneiro (de Depósito Franco) e/ou à concessão do regime de trânsito aduaneiro” (art. 31, § 2º) especialmente em relação ás mercadorias falsificadas (art. 31, § 3º); b) as autoridades aduaneiras do Estado concedente dos regimes aduaneiros de Depósito Franco e/ou trânsito aduaneiro poderão submeter as respectivas cargas, objeto de importação ou de exportação, a verificação física para comprovação do conteúdo declarado, segundo critérios de seletividade e análise de risco. Em caso de falsa declaração de conteúdo ou de inadmissibilidade nos referidos regimes aduaneiros, as mercadorias serão obrigatoriamente reembarcadas ao país de procedência. (art. 31, § 5º); c) os importadores, os exportadores, os transportadores, os agentes de transportes e os agentes de transporte multimodal considerados como não idôneos, de conformidade com procedimento administrativo regular, pela autoridade aduaneira de qualquer dos Estados Contratantes, não poderão utilizar os regimes aduaneiros de Depósito Franco e de trânsito aduaneiro de que trata a presente Convenção. (art. 31, § 6º); Agosto de 2004 d) as autoridades aduaneiras e aquelas consideradas pelos Estados Contratantes como competentes empreenderão ações conjuntas de fiscalização e o intercâmbio de informações tendentes à prevenção, investigação e repressão do contrabando, do descaminho e da falsificação de cigarros e outros derivados de fumo, materiais e insumos utilizados para sua fabricação, em consonância com o o Artigo 11 do Convênio de Cooperação e Assistência Recíproca entre as Administrações de Aduanas do Mercosul relativo à Prevenção e Luta contra ilícitos Aduaneiros, aprovado pela Decisão nº 1/97 do Conselho do Mercado Comum. (art. 38); e) mediante requerimento de qualquer dos Estados Contratantes, as autoridades do Estado requerente estarão autorizadas a realizar ações de fiscalização consideradas necessárias para a prevenção, investigação e repressão dos ilícitos mencionados no Artigo anterior e a investigar eventuais repercussões destas atividades ilícitas na economia e na arrecadação de tributos de qualquer dos Estados Contratantes. (art. 39); f) as ações de fiscalização previstas nos Artigos 38 e 39 serão realizadas conjuntamente com as autoridades competentes do Estado requerido e de conformidade com os procedimentos estabelecidos por este e por sua legislação. (art. 40). Assim, esta CPI, , para coibir eficazmente a falsificação e o contrabando de cigarros e demais produtos derivados do fumo, encarece a V. Exa. a necessidade da adoção das medidas previstas na mencionada Convenção. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. INDICAÇÃO Nº 3.414, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República a extinção do Comitê Interministerial de Combate à Pirataria e a criação de um Plano Nacional de Combate à Pirataria. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Presidente da República: Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Após quase um ano de exaustivo trabalho, a Comissão Parlamentar de Inquérito com a Finalidade de Investigar Fatos Relacionados à Pirataria de Produtos Industrializados e à Sonegação Fiscal – CPI da Pirataria, constatou que por trás da prática da pirataria há diversas organizações criminosas que se comunicam e se vinculam na clandestinidade, formando uma imensa rede de ilegalidade. Essa rede se aproveita da banalização dos considerados pequenos delitos, da omissão e tolerância do Estado, justificada muitas vezes pelo problema social do desemprego, da corrupção dos agentes públicos, de brechas na legislação e da impunidade. Na verdade, o que se apurou é que a organização criminosa da pirataria outra coisa não é, senão uma face do chamado crime organizado: grupo que detém estrutura hierárquica para a prática de infrações penais, que conta com uma divisão de tarefas entre membros restritos e envolvimento direto ou indireto de agentes públicos, com vistas à obtenção de dinheiro, poder e domínio de um espaço territorial determinado. Referida organização vai muito além dos limites de cada uma das unidades da federação, pois além de atingir toda a extensão do território nacional, ultrapassa suas fronteiras, em razão de sua vinculação com máfias internacionais. Apesar de toda essa extensão, o combate à pirataria é realizado microscopicamente por delegacias de bairro, onde sequer as informações de um inquérito policial são aproveitadas nos demais inquéritos. Acaba por limitar-se a reportar o produto de uma apreensão, o laudo pericial e a identificação de quem o detinha, sem investigar a rede criminosa envolvida. A desorganização do Estado (falta de controle, desarticulação, corrupção, omissão, tolerância e falta de compromisso com resultados positivos) pode ser considerado o principal motivo da ineficácia no enfrentamento da organização criminosa da pirataria. Por tudo isso, a CPI da Pirataria sugere a extinção do Comitê Interministerial de Combate à Pirataria, instituído pelo Decreto de 13 de março de 2001, que, com ampla competência, infelizmente, não produziu os efeitos esperados. Em seu lugar, sugere ainda a CPI da Pirataria, a formulação de um PLANO NACIONAL DE COMBATE À PIRATARIA com a criação de um órgão público de inteligência, articulação e implantação de políticas públicas de combate à pirataria. Referido órgão seria o responsável pela coordenação das ações entre as Polícias Estaduais e Federal, o Ministério Público, os Ministérios da Ciência e Tecnologia, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e da Justiça, com a função de armazenar e cruzar infor- Sexta-feira 6 33779 mações permanentemente, além de elaborar medidas preventivas e repressivas de combate à pirataria. O órgão a ser criado, evidentemente, contaria também com a colaboração de representantes da sociedade civil organizada, tais como as entidades que combatem a pirataria nos diversos setores e teria como metas: a realização de campanhas educativas e o apoio institucional a campanhas realizadas pela iniciativa privada, que esclareçam a sociedade sobre o que é o direito autoral e a sua violação; que conscientizem sobre os malefícios que a pirataria traz à economia do país e que informem sobre a relação da pirataria com o crime organizado, mostrando que aquele que compra o produto pirata financia outros tipos de crime; a criação e manutenção de um banco de dados nacional sobre a pirataria e o contrabando que cruze informações e atue com inteligência na investigação do crime organizado; apoiar a criação, em cada Estado, de órgão específico na Secretaria de Segurança Pública que coordene operações, centralize informações através da criação de delegacias especializadas; que interligue e monitore a ação nos municípios e preste treinamento a policiais e fiscais, tanto estaduais quanto municipais; incentivar operações especiais, investigadoras e sigilosas, junto ao Ministério Público e à Polícia Federal, com a finalidade de desmantelar quadrilhas que atuem com pirataria no país exemplo da Operação Anaconda;. o combate à entrada de produtos ilegais em território nacional, bem como de produtos legais com destinação para o crime; a coordenação e a fiscalização nos portos, aeroportos, fronteiras e malha rodoviária, o treinamento de pessoal, o fornecimento de informações e a articulação de delegacias e agências competentes; a prestação de treinamento e capacitação aos órgãos policiais e de fiscalização, nas esferas federal, estadual e municipal. Finda a CPI, outra triste constatação foi a de que a situação precária em que se encontra a Polícia Federal e as secretarias da Receita colaboram para a entrada de mercadorias proibidas ou irregulares no país. Para o sucesso no combate à pirataria é imprescindível também que o governo compreenda que o investimento feito nas polícias e secretarias de re- 33780 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ceita, tanto patrimonial quanto de capacitação de funcionários, tem retorno a curto prazo, tanto em função da maior arrecadação tributária como na eficiência do desembaraço aduaneiro. São essas as razões pelas quais a CPI da Pirataria espera ver concretizada as ações ora sugeridas. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal. INDICAÇÃO Nº 3.415, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República a revisão dos Convênios assinados entre o Brasil e o Paraguai, que dispõem sobre a utilização dos entrepostos de depósitos franco em Santos e Paranaguá. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Presidente da República: A Comissão Parlamentar de Inquérito com a Finalidade de Investigar Fatos Relacionados à Pirataria de Produtos Industrializados e à Sonegação Fiscal – CPI da Pirataria, durante seus trabalhos, apurou que quanto à questão da entrada de mercadorias ilegais em território nacional, apesar de elas entrarem por vários portos, o de Santos e de Paranaguá ocupam lugar de destaque, em razão de Convênio firmado entre o Brasil e o Paraguai em que se estabeleceram entrepostos de depósito franco, em ambos os portos, para o recebimento, a armazenagem e a expedição das mercadorias destinadas ao Paraguai com regime aduaneiro livre. Na verdade, o porto de Paranaguá hoje, além de ser o segundo porto brasileiro em movimentação de mercadorias, é também o grande corredor de importação de cds, materiais eletrônicos, autopeças, enfim, de todo tipo de mercadoria para o Paraguai. Como esse país não tem capacidade de consumo de todo o volume de mercadorias que importa, o excedente volta ao Brasil através do contrabando ou do descaminho. Dessa forma grande quantidade de cds com destino à violação de direitos autorais (pirataria) e eletrônicos sem o pagamento do imposto de importação invadem o mercado brasileiro. O que ocorre, portanto, é que a economia paraguaia se movimenta enquanto o mercado legal brasileiro estagnado fica e o ilegal em franca expansão. Agosto de 2004 Além de fiscalização mais rigorosa nos portos, com o conseqüente investimento em tecnologia e capacitação profissional, a solução desse problema passa por uma renegocição entre os dois países. Apesar de o Brasil adotar uma política internacional extremamente pacífica e tolerante, não é possível que ele permita que o Paraguai se beneficie do uso de seus próprios portos causando, com isso, transtornos em nossa fronteira com o contrabando e o descaminho. A CPI da Pirataria entende que para que o Paraguai continue a se beneficiar do uso dos portos brasileiros, deve-se comprometer a coibir a entrada irregular de mercadorias no país e manter estrita vigilância em suas fronteiras. Por essas razões, a CPI espera que o governo brasileiro proceda às negociações necessárias com o país vizinho para que seja solucionada essa questão, que tantos prejuízos nos tem trazido. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. INDICAÇÃO Nº 3.418, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Ministro da Saúde a adoção das medidas que especifica. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Saúde: No decorrer dos trabalhos da CPI, vários itens surgiram exigindo maior rigor nas fiscalizações de competência deste Ministério ou da ANVISA. No que se refere ao cigarro, a CPI concluiu que ele deve ser visto como produto que exige fiscalização diferenciada e autorização especial para sua produção e comercialização. Por isso, sugerimos a este Ministério que medidas mais severas sejam tomadas para a autorização de funcionamento de fábricas de cigarro. Quando da investigação dos óbitos em decorrência do uso do CELOBAR, o relatório da ANVISA recebido pela CPI foi omisso em enviar os laudos com análises microbiológicas e físico-químicas do Controle de Qualidade do Laboratório Enila sobre o produto final Celobar. A CPI sabe que a ANVISA dispunha dessa documentação em razão do depoimento do Diretor-Presidente do Laboratório Enila, que disse não ter mais acesso às dependências do Laboratório, e que documentos como esses laudos haviam sido Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS recolhidos pelas inspeções realizadas pela VISA/RJ e pela ANVISA. A CPI recomenda, portanto, maior empenho da ANVISA nas investigações de casos como este e maior cuidado na elaboração dos seus relatórios. Recomenda também melhor avaliação das inspeções de rotina realizadas nas empresas quanto à sua qualidade e a suas possíveis deficiências, bem como reforço em todo o sistema de vigilância sanitária especialmente nos aspectos de informação e da fiscalização. No caso de inspeção no Laboratório Enila, duas inspeções foram realizadas, sendo uma delas no período imediatamente anterior aos acontecimentos, e não conseguiram perceber as insuficiências do setor de controle de qualidade e a sistemática interferência das áreas administrativas no processo de produção e de controle de qualidade dos produtos. Finalmente, no caso do Methyl Lens Hypac 2% e no do Visc Lens Hypac 2%, por muito tempo eles foram produzidos, distribuídos e consumidos por todo o Brasil sem que a fiscalização sanitária identificasse sua origem clandestina. Toda a legislação e o controle da cadeia do medicamento foi fraudada por vários agentes, desde o produtor clandestino até os estabelecimentos de saúde que compravam e utilizavam os produtos em seus pacientes, passando pelos distribuidores e representantes que também, ostensivamente, ignoraram a legislação sanitária. Por isso a CPI recomenda que: a) sejam realizados esforços, administrativos e financeiros, junto à ANVISA para que sejam reforçadas as ações de fiscalização nos estabelecimentos de saúde, nas distribuidoras e nos produtores; b) que nestas ações estejam incluídas coletas sistemáticas de produtos em uso nos estabelecimentos de saúde e a venda nos estabelecimentos varejistas, para que estas amostras sejam submetidas a análise laboratorial; c) que os bancos de dados e cadastros de estabelecimentos submetidos ao regime de vigilância sanitária, especialmente os bancos de dados da ANVISA proporcionem informação segura e rápida para a contenção de riscos envolvidos em produtos e serviços de saúde; d) que o Ministério da Saúde e a ANVISA determinem providências para que os estabelecimentos de saúde, especialmente os hospitais envolvidos com o uso do Methyl (Visc) Lens Hypac, organizem seus sistemas de compras e dispensação de produtos farmacêuticos segundo as normas vigentes, que mantenham Sexta-feira 6 33781 profissionais qualificados que possam garantir a qualidade dos produtos adquiridos e utilizados em seus serviços; e) que a ANVISA determine a autuação de todas as empresas distribuidoras dos produtos da LENS SURGICAL LTDA. em todos os estados do Brasil; f) que a ANVISA planeje e execute, como já foi recomendado no Relatório da CPI dos Medicamentos (Câmara dos Deputados, 2000), um extenso programa de inspeções às farmácias de manipulação do país e que avalie as normas atuais que regulamentam essa atividade sob o ponto de vista da sua suficiência e efetividade. Por ser a saúde pública de grande importância na autação desse Ministério, a CPI da Pirataria espera ver concretizadas as ações ora sugeridas. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. INDICAÇÃO Nº 3.419, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Ministro de Estado da Justiça maior atenção ao inquérito policial nº 12.0102 / 97, que investiga ações relacionadas ao sr. Law Kin Chong, supostamente relativas ao crime organizado, que se encontra paralisado na Polícia Federal de São Paulo, avaliando-se ainda a necessidade de apuração das competentes responsabilidades. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Justiça: Das apurações feitas por esta Comissão Parlamentar de Inquérito, foi constatada a existência de um inquérito policial (nº 12.0120/97) instaurado em decorrência de apreensão feita pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado/DELECOIE, no interior do estabelecimento comercial da empresa TAI CHI TURISMO LTDA., em Santo André-SP. Na apreensão constava vasta documentação probatória de remessas de divisas ao exterior, inclusive com anotações pertinentes a operações de remessas de valores ao exterior feitas pela Sra. Hwu Su Chiu Law (esposa de Law Kin Chong, mais conhecida como Míriam), em favor de 33782 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS seu marido, em conta corrente mantida junto ao LOS ANGELES NATIONAL BANK. O que ocorre é que, após sete anos, o inquérito em questão não foi concluído, não tendo havido, por isso, oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. A inércia das autoridades no caso em questão demonstra o poderio do investigado, Sr. Law Kin Chong, que, em sua organização criminosa, dispõe de tentáculos em vários órgãos estatais que impedem o andamento das investigações. Há, inclusive, dois desembargadores federais afastados de suas funções que respondem a processo perante o Superior Tribunal de Justiça. Para um eficaz combate ao crime organizado, é necessário que sejam averiguadas as razões pelas quais o inquérito em questão não foi concluído (correse, inclusive, o perigo da prescrição das condutas lá descritas), até mesmo com a apuração das responsabilidades devidas. Com tais atitudes, aliadas às recentes operações realizadas pela Polícia Federal, a instituição gozará cada vez mais de credibilidade junto à população brasileira. Por essas razões, a CPI da Pirataria espera ver concretizadas as ações ora sugeridas. Salas das Comissões, 6 de agosto de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente. INDICAÇÃO Nº 3.420, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Sr. Procurador – Geral da República maior atenção ao inquérito policial nº 12.0102 / 97, que investiga ações relacionadas ao Sr. Law Kin Chong, supostamente relativas ao crime organizado, que se encontra paralisado na Polícia Federal de São Paulo, avaliando-se ainda a necessidade de apuração das competentes responsabilidades. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Sr. Procurador Geral da República: Das apurações feitas por esta Comissão Parlamentar de Inquérito, foi constatada a existência de um inquérito policial (nº 12.0120/97) instaurado em decorrência de apreensão feita pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado/DELECOIE, no interior do esta- Agosto de 2004 belecimento comercial da empresa TAI CHI TURISMO LTDA., em Santo André-SP. Na apreensão constava vasta documentação probatória de remessas de divisas ao exterior, inclusive com anotações pertinentes a operações de remessas de valores ao exterior feitas pela sra. Hwu Su Chiu Law (esposa de Law Kin Chong, mais conhecida como Míriam), em favor de seu marido, em conta corrente mantida junto ao LOS ANGELES NATIONAL BANK. O que ocorre é que, após sete anos, o inquérito em questão não foi concluído, não tendo havido, por isso, oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. A inércia das autoridades no caso em questão demonstra o poderio do investigado, Sr. Law Kin Chong, que, em sua organização criminosa, dispõe de tentáculos em vários órgãos estatais que impedem o andamento das investigações. Há inclusive, dois desembargadores federais afastados de suas funções que respondem a processo perante o Superior Tribunal de Justiça. Para um eficaz combate ao crime organizado, é necessário que sejam averiguadas as razões pelas quais o inquérito em questão não foi concluído (correse, inclusive, o perigo da prescrição das condutas lá descritas), até mesmo com a apuração das responsabilidades devidas. Com tais atitudes, aliadas às recentes operações realizadas pela Polícia Federal, a instituição gozará cada vez mais de credibilidade junto à população brasileira. Por essas razões, a CPI da Pirataria espera ver concretizadas as ações ora sugeridas. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. INDICAÇÃO Nº 3.422, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Ministro da Justiça a constituição de uma força-tarefa entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal, com a finalidade de investigar as atividades supostamente ilícitas de Law Kin Chong. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Justiça, Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS No decorrer dos trabalhos desta CPI, principalmente com a realização das diligências feitas na cidade de São Paulo e dos depoimentos lá colhidos, ficou patente o envolvimento de Law Kin Chong com o contrabando e a receptação de mercadorias, bem como outras atividades criminosas. O que foi por nós apurado é que os crimes relacionados à pirataria não são cometidos isoladamente: fazem parte do chamado crime organizado e como tal devem ser tratados. Prova disso é o inquérito nº 12.0102/97, que corre perante a Justiça Federal nesse Estado, e que até hoje não foi concluído. Olhado isoladamente, pode parecer que é referente apenas a um próspero “empresário” da cidade e que se trata de crime federal, fora da competência da Polícia do Estado. Mas o conjunto das ações ali constantes, na realidade, estão inseridas em um contexto muito maior, que atinge, principalmente, o Estado de São Paulo como um todo. Para a CPI ficou patente que é simplesmente impossível combater o crime organizado como se este se constituísse de pequenos delitos e com as informações disponíveis apenas nas delegacias em que são autuados. É necessária a interligação das informações obtidas e das ações efetuadas pela Polícia Federal, Receita Federal, Secretaria de Segurança Pública nesse Estado de São Paulo e Ministério Público Federal, sob pena de dispender-se tempo e dinheiro inutilmente, além de permitir que o crime grasse com total descontrole estatal. Por isso a CPI da Pirataria sugere a formação de uma força-tarefa entre essas intituições, para que sejam investigadas as pessoas constantes do Inquérito nº 12.0102/97, o que culminaria, com certeza, com o desbaratamento de uma das maiores quadrilhas de contrabando no país. Certa de que a importância do tema merecerá acolhida das providências ora sugeridas, a CPI da Pirataria conta com a colaboração do Poder Executivo. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado 1Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. INDICAÇÃO Nº 3.423, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Ministro de Estado da Fazenda a constituição de uma força-tarefa entre a Secretaria de Segurança Pública Sexta-feira 6 33783 do Estado de São Paulo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal, com a finalidade de investigar as atividades supostamente ilícitas de Law Kin Chong. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, No decorrer dos trabalhos desta CPI, principalmente com a realização das diligências feitas na cidade de São Paulo e dos depoimentos lá colhidos, ficou patente o envolvimento de Law Kin Chong com o contrabando e a receptação de mercadorias, bem como outras atividades criminosas. O que foi por nós apurado é que os crimes relacionados à pirataria não são cometidos isoladamente: fazem parte do chamado crime organizado e como tal devem ser tratados. Prova disso é o inquérito nº 12.0102/97, que corre perante a Justiça Federal nesse Estado, e que até hoje não foi concluído. Olhado isoladamente, pode parecer que é referente apenas a um próspero “empresário” da cidade e que se trata de crime federal, fora da competência da Polícia do Estado. Mas o conjunto das ações ali constantes, na realidade, estão inseridas em um contexto muito maior, que atinge, principalmente, o Estado de São Paulo como um todo. Para a CPI ficou patente que é simplesmente impossível combater o crime organizado como se este se constituísse de pequenos delitos e com as informações disponíveis apenas nas delegacias em que são autuados. É necessária a interligação das informações obtidas e das ações efetuadas pela Polícia Federal, Receita Federal, Secretaria de Segurança Pública nesse Estado de São Paulo e Ministério Público Federal, sob pena de dispender-se tempo e dinheiro inutilmente, além de permitir que o crime grasse com total descontrole estatal. Por isso a CPI da Pirataria sugere a formação de uma força-tarefa entre essas intituições, para que sejam investigadas as pessoas constantes do Inquérito nº 12.0102/97, o que culminaria, com certeza, com o desbaratamento de uma das maiores quadrilhas de contrabando no país. Certa de que a importância do tema merecerá acolhida das providências ora sugeridas, a CPI da Pirataria conta com a colaboração do Poder Executivo. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. 33784 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS INDICAÇÃO Nº 3.424, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Procurador – Geral da República a constituição de uma força-tarefa entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal, com a finalidade de investigar as atividades supostamente ilícitas de Law Kin Chong. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Procurador Geral da República, No decorrer dos trabalhos desta CPI, principalmente com a realização das diligências feitas na cidade de São Paulo e dos depoimentos lá colhidos, ficou patente o envolvimento de Law Kin Chong com o contrabando e a receptação de mercadorias, bem como outras atividades criminosas. O que foi por nós apurado é que os crimes relacionados à pirataria não são cometidos isoladamente: fazem parte do chamado crime organizado e como tal devem ser tratados. Prova disso é o inquérito nº 12.0102/97, que corre perante a Justiça Federal nesse Estado, e que até hoje não foi concluído. Olhado isoladamente, pode parecer que é referente apenas a um próspero “empresário” da cidade e que se trata de crime federal, fora da competência da Polícia do Estado. Mas o conjunto das ações ali constantes, na realidade, estão inseridas em um contexto muito maior, que atinge, principalmente, o Estado de São Paulo como um todo. Para a CPI ficou patente que é simplesmente impossível combater o crime organizado como se este se constituísse de pequenos delitos e com as informações disponíveis apenas nas delegacias em que são autuados. É necessária a interligação das informações obtidas e das ações efetuadas pela Polícia Federal, Receita Federal, Secretaria de Segurança Pública nesse Estado de São Paulo e Ministério Público Federal, sob pena de dispender-se tempo e dinheiro inutilmente, além de permitir que o crime grasse com total descontrole estatal. Por isso a CPI da Pirataria sugere a formação de uma força-tarefa entre essas intituições, para que sejam investigadas as pessoas constantes do Inquérito nº 12.0102/97, o que culminaria, com certeza, com o desbaratamento de uma das maiores quadrilhas de contrabando no país. Agosto de 2004 Certa de que a importância do tema merecerá acolhida das providências ora sugeridas, a CPI da Pirataria conta com a colaboração do Poder Executivo. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. INDICAÇÃO Nº 3.425, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República a alteração das alíquotas específicas que constam da Nota Complementar NC (22-2). Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Presidente da República, A CPI da Pirataria, em suas investigações, detectou que existem, na tributação das bebidas, especificamente das águas, refrigerantes, repositores hidroeletrolíticos e cervejas de malte, alíquotas específicas estabelecidas na Nota Complementar NC (22-2), que se desvinculam do valor dos respectivos produtos, configurando falta de equidade fiscal. De fato, com a sistemática adotada, pagam relativamente mais imposto as bebidas de menor custo, beneficiando as de preço mais alto. Ora, isso configura claramente uma tributação regressiva e envolve uma concorrência desleal patrocinada pelo próprio Estado. Assim, Excelentíssimo Senhor Presidente, esta CPI sugere a Vossa Excelência a alteração do Decreto n° 4.488, de 26 de novembro de 2002, que introduziu as referidas alíquotas específicas, para fazer com que elas se aproximem da proporcionalidade ad valorem, evitando assim, que produtos mais baratos paguem relativamente mais impostos do que os de custo mais alto e corrigindo, dessa forma, a regressividade tributária existente. Sala da Comissão, 6 de agosto de 2004. – Deputado Medeiros. INDICAÇÃO Nº 3.426, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere a inclusão, no curso de Direito, de Direitos Autorais como matéria obrigatória e a realização, pelo Ministério da Educação, de alerta a todas as Universidades Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS e Faculdades perante ele cadastradas sobre a importância do respeito aos direitos autorais. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Educação, O que foi apurado, durante os trabalhos da CPI da Pirataria, é que a comunidade acadêmica não vê a cópia de livros, praticada diuturnamente dentro das Faculdades e Universidades brasileiras, como um ato ilícito, mas como um pecadilho à toa, facilmente perdoável ou justificável. O que é incompreensível é que justamente os professores, difusores que são da ciência, da educação e da cultura, promovam a atividade criminosa. “As famosas pastas de professor são uma tradição nacional e reúnem textos de diversas procedências para compor a bibliografia de uma determinada disciplina: capítulos soltos, artigos de jornais, uma seqüência de páginas” (in A Pirataria do Livro no Brasil – ABPDEA – Brasília – 2003). Evidentemente, tal comportamento provoca concorrência desleal, uma vez que os copiadores não pagam impostos, não desenvolvem produtos, não investem em treinamento e aprimoramento de mão-de-obra nem investem em marketing. O resultado é que as editoras investem cada vez menos recursos para a pesquisa e para os trabalhos de maior ousadia. As tiragens diminuem e a atividade está se tornando menos atraente para novos empreendimentos. Os autores não percebem o resultado da venda de suas obras, sentem-se lesados em seus direitos e desistem de escrever. Os alunos, sem incentivo para a leitura e a pesquisa, graduam-se, a cada dia com menos conhecimentos e, em conseqüência, com menos preparo para atender às necessidades do mercado. Para criar a consciência de respeito aos direitos autorais no cidadão brasileiro, a CPI sugere que a matéria Direito Autoral passe a ser obrigatória nos cursos jurídicos e ainda que o Ministério da Educação proceda a um alerta a todas as Universidades e Faculdades por ele credenciadas, reforçando que a conduta por elas tolerada é criminosa e reiterando os malefícios que esse tipo de pirataria traz à difusão da cultura, à formação do jovem e ao respeito pelos direitos alheios. Certa de que a importância do tema merecerá acolhida das providências ora sugeridas, a CPI da Pirataria conta com a colaboração do Poder Executivo. Salas das Comissões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. Sexta-feira 6 33785 INDICAÇÃO Nº 3.428, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Ministro da Fazenda a adoção de “scanners” na fiscalização aduaneira das mercadorias que adentram o Território Nacional. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Fazenda, A CPI da Pirataria constatou que grande parte dos produtos falsificados entra no território nacional pelos portos, aeroportos e fronteiras secas do país, burlando muitas vezes o controle aduaneiro de mercadorias, o que é possível, dado o grande volume de cargas entradas, assim como a sistemática adotada de controle com prioridade hierarquizada pelo grau de risco. Ocorre que, muitas vezes, não é possível avaliar adequadamente o grau de risco e a verificação manual de toda a carga se torna impraticável. Dessa forma, cumpre adotar equipamentos de alta tecnologia que permitam a inspeção de toda a mercadoria sem que, necessariamente, se deva fazer a verificação manual. Um equipamento desse tipo são os scanners adotados em diversos países para coibir a internação de produtos contrabandeados, como armas e outras mercadorias de potencial ofensivo. Poderão, assim, as alfândegas, em tempo relativamente curto e com eficácia monitorar a entrada no país seja de mercadorias indesejáveis, suspeitas de pirataria, de armas para as facções criminosas e qualquer produto cujo conhecimento seja relevante detectar. Dessa forma, Exmo. Sr. Ministro da Fazenda, estará V. Ex.ª. contribuindo para aumentar a segurança do país e evitar os danos que a pirataria causa à economia nacional. Sala das Sessões, 16 de julho de 2004 – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. INDICAÇÃO Nº 3.429, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Sugere ao Ministro da Justiça dar cumprimento integral ao Protocolo de Assistência Jurídica Mútua em Assuntos Penais. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. 33786 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS INDICAÇÃO Nº 3.430, DE 2004 (Da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar fatos relacionados à pirataria de produtos industrializados e sonegação fiscal.) Excelentíssimo Senhor Ministro da Justiça, A CPI da Pirataria constatou a existência de numerosos atos inflacionais que podem constituir crimes cometidos na tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai. Verificou, outrossim, que existe Acordo assinado no âmbito do Mercosul que prevê a assistência jurídica mútua entre os Estados signatários. Especificamente, o acordo prevê a cooperação nos seguintes aspectos: a) notificação de atos processuais; b) recepção e produção de provas, tais como testemunhos ou declarações, realização de perícias e exames de pessoas, bens e lugares; c) localização ou identificação de pessoas; d) notificação de testemunhas ou peritos para o comparecimento voluntário a fim de prestar testemunho no Estado requerente; e) traslado de pessoas sujeitas a um processo penal para comparecimento como testemunhas no Estado requerente ou com outros propósitos expressamente indicados na solicitação, conforme o presente Protocolo; f) medidas acautelatórias sobre bens; g) cumprimento de outras solicitações a respeito de bens, como por exemplo o seqüestro; h) entrega de documentos e outros elementos de prova; i) apreensão, transferência de bens confiscados e outras medidas de natureza similar; j) retenção de bens para efeitos do cumprimento de sentenças judiciais que imponham indenizações ou multas impostas por sentença judicial; e k) qualquer outra forma de assistência em conformidade com os fins deste Protocolo que não seja incompatível com as leis do Estado requerido. Assim sendo, Exm.º Senhor Ministro, encarecemos a V. Exª. a necessidade de tornar efetivo o cumprimento integral do referido Acordo, visando a agilizar os processo relativos aos atos criminais ocorridos na Tríplice Fronteira, especialmente quando implicam os comportamentos ilegais caracterizados como pirataria. Sala das Sessões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. Agosto de 2004 Sugere ao Ministro das Relações Exteriores enviar ao Governo da República do Paraguai informações colhidas pela CPI da Pirataria. Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Exmo. Sr. Ministro das Relações Exteriores, A Comissão Parlamentar de Inquérito da Pirataria constatou a existência, na República do Paraguai de empresas que exportam irregularmente para o Brasil cigarros com marcas falsificadas, contrafeitos ou com baixa qualidade sanitária, além de sonegarem impostos internos e direitos aduaneiros. Nosso País tem assinado com a vizinha República, no âmbito do Mercosul, diversos acordos que prevêem a assistência e cooperação mútua na repressão a ilícitos criminais, a irregularidades vinculadas à área aduaneira e, especificamente à prevenção e à repressão ao contrabando, ao descaminho e à falsificação de produtos derivados do fumo. Assim, a CPI solicita a V.Exa. a adoção de procedimento para enviar ao governo daquele país, notícia dos fatos por ela apurados e a lista de empresas que comprovadamente realizam tais atividades. É também conhecida a extensa lista de empresas que, embora não possam ser comprovadamente imputadas de irregularidades, mereceriam das autoridades do país vizinho maior vigilância. A lista dessas empresas constitui o Anexo desta indicação. A Comissão coloca à disposição das autoridades paraguaias as informações colhidas nas investigações no espírito de colaboração e boa vontade que preside aos acordos e espera lhes possam ser úteis na prevenção e repressão dessas atividades. Sala das Sessões, 16 de julho de 2004. – Deputado Medeiros, Presidente – Deputado Josias Quintal, Relator. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Finda a leitura do expediente, passa-se ao IV – PEQUENO EXPEDIENTE Concedo a palavra ao Sr. Deputado Chico Alencar. O SR. CHICO ALENCAR (PT-RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, tentarei ser o mais breve possível no meu discurso. Agradeço ao Deputado Sérgio Miranda por ter permutado o horário comigo. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, vou enfocar neste meu pronunciamento 2 assuntos. O primeiro diz respeito à pauta da Câmara dos Deputados para o esforço concentrado da próxima semana. Parabenizo o Governo e nossas Lideranças por terem colocado na agenda de votação a proposta de emenda constitucional que confisca terras onde haja trabalho escravo. Com o fim dessa prática, completaremos de vez o processo de abolição da escravatura. A Polícia Federal fez sua parte: está desbaratando a máfia assassina do latifúndio e da grande propriedade, inclusive a produtiva, que se associa de forma criminosa a pistoleiros. Em memória dos fiscais, servidores públicos, assassinados em Unaí, temos o dever de aprovar, na próxima semana, a PEC sobre a expropriação de terras onde é mantido o trabalho escravo. Por outro lado, destaco que nessa pauta há 2 importantes omissões. Peço, por isso, às nossas Lideranças que a revisem: está faltando a PEC Paralela da Previdência, objeto da convocação extraordinária no início do ano, que precisa de segundo escrutínio nesta Casa. A cada semestre acontece algo no Poder Legislativo que macula sua imagem. Refiro-me ao recesso parlamentar. Daí, a importância da proposta de emenda constitucional que visa a reordenar o ano legislativo. É preciso – até mesmo para que a população entenda algo muito difícil, que é o recesso branco bienal, a cada período eleitoral – reordenarmos o ano legislativo de acordo com a realidade e as necessidades desse presidencialismo parlamentarista existente no Brasil. Isso acabaria com o desgaste político das convocações extraordinárias, que geram dispêndios extraordinários aos cofres públicos. Portanto, para esse esforço de votação, nos meses de agosto e setembro, temos de melhorar a pauta. Devemos focar não apenas os interesses da área econômica do Governo, mas também os da própria Casa. Por fim, quero deixar registrado manifesto que conta com o apoio de V.Exa., nobre Deputado Luiz Couto, e do Deputado Sérgio Miranda – e certamente outros Parlamentares o endossarão. Trata ele da posição de Parlamentares brasileiros quanto ao democrático referendo revogatório, que ocorrerá na Venezuela domingo, dia 15 de agosto, de apoio ao governo democrático e constitucional da revolução bolivariana do Presidente Hugo Chávez. É uma experiência singular. O referendo será vitorioso, apesar de quase toda a mídia privada da Venezuela estar em conluio, até mesmo com o Departamento de Estado norte-americano, para, não conseguindo derrubar o Presidente Hugo Chávez Sexta-feira 6 33787 pelo golpe, numa manobra eleitoral, tentar vencer o referendo e revogar seu mandato. Vamos tornar público esse manifesto, que está aberto à adesão de todos os Parlamentares. No dia 12, quinta-feira, às 10h, vamos levá-lo à Embaixada da Venezuela. Ele expressa nossa posição em relação àquele país coirmão e às mudanças sociais que lá ocorrem sob a liderança do Governo do Presidente Hugo Chávez. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que autorize a divulgação deste manifesto nos Anais da Casa. Muito obrigado. MANIFESTO A QUE SE REFERE O ORADOR VENEZUELA: O PROCESSO DEMOCRÁTICO PRECISA CONTINUAR! Ao aproximar-se o referendo de 15/8 sobre o Mandato do presidente Hugo Chávez, fica patente a existência de um esforço golpista que articula os setores da elite oligárquica venezuelana, o Departamento de Estado norte-americano e a direita conservadora do nosso continente, que sempre operou como artífice da subordinação ao império do norte. A Venezuela inquieta o governo Bush e o conservadorismo continental porque vive uma experiência política nova, que gera curiosidade e interesse entre os povos da nossa América. Virou uma pedra no sapato das oligarquias ao construir, na trilha da democracia participativa, uma alternativa de poder em contraponto à aplicação do destrutivo receituário neoliberal dominante e ao globalitarismo excludente. Afirma-se, com apoio popular, uma proposta de Nação livre, soberana e democrática, importantíssima para os países latinoamericanos. O processo tumultuário de protagonismo popular, gerado a partir da decadência dos partidos oligárquicos e da falência do modelo liberal-petroleiro, incomoda os poderosos porque aponta para a existência de um outro caminho possível: um projeto de mudança marcado pelo alargamento da democracia. O próprio instrumento constitucional do qual lança mão a direita, o referendo revogatório, é um avanço sem precedentes na democracia representativa. Ao contrário do que alardeia a propaganda predominante na mídia privada daquele país irmão, o que coloca em risco a democracia na Venezuela é a articulação golpista contra o governo Chávez. Não podemos esquecer o que aconteceu na tentativa de golpe de Estado em 2002: a primeira providência dos que se julgavam vitoriosos foi fechar o Congresso. Na crise venezuelana, a autodeterminação, a soberania nacional, os avanços no campo social e o aprofun- 33788 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS damento da democracia estão ao lado da Revolução bolivariana. Como representantes mandatados pelo voto popular, juntamo-nos aos Comitês de Solidariedade, sindicatos, movimentos sociais e personalidades do mundo cultural e artístico brasileiro, no rechaço a qualquer tipo de ingerência externa e no mais firme apoio ao processo de transformação social na Venezuela. Brasília-DF, agosto de 2004. – Chico Alencar, PT/ RJ – Ivan Valente, PT/SP – Sérgio Miranda, PCdoB/MG – João Alfredo, PT/CE. Para apoiamento, até 11/8, de todos os parlamentares interessados O SR. CARLOS NADER (PFL-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quando a administração pública se propõe a trabalhar com seriedade e determinação, os resultados aparecem mesmo nas áreas mais complexas. Hoje, quero ressaltar desta tribuna o trabalho, digno de todos os elogios, que vem sendo realizado na cidade de Volta Redonda, no Hospital São João Batista, o maior do SUS no Sul Fluminense, com o público infantil. A instalação de uma UTI neonatal naquele hospital, 5 anos atrás, produziu um efeito altamente positivo: a mortalidade infantil foi reduzida de 18,8%, em 1998, para 13,3% em 2003. Antes de contar com a unidade, havia muitos óbitos de bebês prematuros, por falta de recursos e porque a rede particular não tinha como absorver o número de crianças nascidas prematuramente. Mas é preciso ressaltar que não se trata apenas de tecnologia. Trata-se de um trabalho bem mais amplo, que inclui treinamento de pessoal e humanização no atendimento, que têm, indubitavelmente, contribuído para os resultados. A UTI Neonatal dispõe de 17 leitos, 10 para bebês em estado grave e 7 para os que se encontram no estado intermediário, ou seja, apresentaram melhorias, mas ainda precisam de acompanhamento médico. Para cada 2 bebês em estado grave, há uma enfermeira; para cada 3 intermediários, uma outra enfermeira, além de 3 médicas plantonistas durante o dia e 2 à noite, mantendo o mesmo atendimento, independentemente do horário ou do plantonista. Os pais têm livre acesso aos leitos 24 horas por dia. Os leitos das mães também ficam ao lado da UTI, possibilitando que elas entrem a qualquer momento. Até os vovôs podem fazer visitas 2 vezes por semana, sendo ainda permitida a entrada dos irmãos. Um psicólogo assiste a família, explicando detalhadamente à família o quadro de saúde do bebê. Todo o ambiente foi pensado de forma a apresentá-lo mais humano, sem aquela característica sombria de hospital. Agosto de 2004 Tudo isso vem possibilitando que o Hospital São João Batista venha conseguindo diminuir outro índice importante: o tempo de internação caiu de 30 para 15 dias, em média, nos casos menos graves. Apesar de ficarem nas incubadoras, o aleitamento materno continua sendo oferecido aos bebês, mesmo para os que não têm condições de se alimentarem por mamadas. Foi criado um banco de leite materno. Os bebês são alimentados por meio de sondas, sem prejuízos com relação ao grau de nutrientes que o leite materno oferece. Assim, eles também ficam protegidos de futuras doenças. Quero parabenizar a administração do Hospital São João Batista e todos os responsáveis por esse projeto que se constitui em um exemplo de competência e humanidade no tratamento dos pequenos pacientes. Muito obrigado. O SR. SÉRGIO MIRANDA (PCdoB-MG. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, vários servidores públicos da Câmara dos Deputados, amigos e familiares de Marilda Soares foram ontem ao cemitério de Brasília fazer seu enterro. Talvez esse acontecimento devesse ficar restrito às pessoas que com ela conviveram, mas é importante prestar essa informação pública pela extraordinária figura que ela representou e pela sua dimensão política. A servidora pública a que me refiro foi a expressão mais profunda da dedicação ao trabalho. Compreendia bem o papel do Estado e o defendia a serviço da causa republicana. Foi assessora da bancada do PT, depois, assessora-chefe da bancada do PCdoB. Quando assumi o mandato, ela era assessora do Líder do meu partido. Em toda a sua atividade na Casa, sempre revelou espírito público. Além de servidora pública, a cidadã Marilda Soares era comprometida com o bom desempenho profissional. É verdade que no último ano estava bastante desiludida com os rumos – e isso ela não previu – que o Governo estava tomando. Tinha aquela expressão, que chamamos de a “ira dos justos”, quando se indignava com certos acontecimentos que presenciava. Além de servidora e cidadã, Marilda foi grande poeta. Seus amigos comprometeram-se a divulgar sua obra, que revela enorme sensibilidade e assimilação completa do chamado fazer poético. Marilda foi mulher, mãe e amiga sincera. Quero prestar este depoimento público. A perda que todos tivemos com o passamento de Marilda é muito forte, e cada um tem a dimensão precisa desse sentimento. No entanto, esta Casa tem uma perda mais ampla e coletiva: a ausência nos seus quadros de uma pessoa ímpar, verdadeira referência no que diz Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS respeito ao serviço público e à dedicação às causas democráticas, enfim, de uma cidadã exemplar. Quero expressar minhas condolências a seus familiares e àqueles que a amavam, admiravam e respeitavam. Muito obrigado. O SR. ÁTILA LINS (PPS-AM. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na semana passada, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que regulamenta a chamada Lei do Abate, instrumento pelo qual a Força Aérea poderá derrubar aviões que estejam sobrevoando o espaço aéreo brasileiro sem autorização. Essa regulamentação vinha sendo aguardada desde 1998, quando definitivamente a Lei do Abate foi sancionada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso. A demora se deu devido à pressão exercida pelo Governo dos Estados Unidos. Para que a Lei do Abate não entrasse em vigor, o Governo americano chegou a fazer ameaças de sanções econômicas, entre elas a suspensão do fornecimento de peças e equipamentos utilizados pelos aviões no serviço de vigilância da região amazônica. Sem regulamentação, a Lei do Abate transformou-se num instrumento inócuo, uma lei sem nenhuma validade prática. Em função disso, em meados do ano passado, apresentei o Projeto de Lei nº 1.219/03, que pedia a revogação da Lei nº 9.614/98, exatamente a Lei do Abate. O projeto que apresentei a esta Casa tinha a finalidade precípua de exercer pressão junto ao Governo, para que regulasse a lei ou a revogasse, a fim de que não restasse uma lei inexeqüível e inócua. Com a regulamentação feita pelo Presidente da República, parece-me que deixa de existir a necessidade da tramitação desse projeto. Vamos tomar providências para que ele saia do rol das matérias em tramitação. Estou certo de que a regulamentação da Lei do Abate vai tornar as fronteiras do Brasil mais protegidas, além de inibir as ações dos narcotraficantes internacionais. A segurança nacional vinha correndo perigo, já que o País não podia abater aviões que invadem o espaço brasileiro, de forma clandestina, pirata, enfim, criminosa, normalmente usados por traficantes e contrabandistas. A certeza da impunidade era tamanha que, segundo relatos de integrantes da Força Aérea, houve casos em que tripulantes de aeronaves interceptadas fizeram sinais obscenos, ridicularizando os pilotos de caças brasileiros, que só eram autorizados a acompanhar os aviões e a dar tiros de aviso. Nada mais. Sexta-feira 6 33789 Agora, com a regulamentação tão esperada da Lei do Abate, quero crer que os brasileiros que vivem nas fronteiras deste imenso País vão estar mais amparados e a soberania nacional, mais garantida. É claro que também estamos preocupados com a possibilidade de cometimento de excessos. Daí o entendimento de que os 9 itens constantes no decreto regulamentador devem ser observados religiosamente, para que o abate só ocorra em casos extremos. Ou seja, depois que os aviões piratas e clandestinos tiverem desobedecido a esses 9 itens é que o Comando da Aeronáutica vai autorizar o abate, exatamente para demonstrar que o Governo brasileiro não pretende, a qualquer momento, abater avião sem levar em conta peculiaridades que possam ocorrer em função de seu ingresso no espaço aéreo. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tudo isso nos deixa tranqüilos quanto à guarnição das fronteiras, mas também um pouco preocupados com a possibilidade de se cometerem excessos, que, sem dúvida alguma, poderão trazer prejuízos incalculáveis, como algumas pessoas perderem a vida por conta de abate feito de forma açodada, mesmo no caso de criminosos, narcotraficantes, pessoas que realmente põem em risco a nossa soberania. Portanto, exalto a decisão do Governo de regulamentar a referida lei e incluir todas essas precauções que deverão ser observadas pelos pilotos da Força Aérea Brasileira. Ao mesmo tempo, quero dizer que ficamos satisfeitos ao sentir que o Governo fez um acordo com o Governo americano, que propiciou a regulamentação dessa lei, que estava impedida de ser regulamentada em decorrência das pressões vindas do Governo dos Estados Unidos. Era o que eu tinha a dizer. O SR. PEDRO CHAVES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. PEDRO CHAVES (PMDB-GO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, registro nesta Casa a realização, na última terça-feira, de audiência pública promovida pelo IBAMA na qual foi apresentado o Estudo de Impacto Ambiental relativo à BR-020. Tal fato ocorreu na cidade de Planaltina, Distrito Federal. Aproveito a oportunidade para cumprimentar o IBAMA, por seus técnicos, e também o DER e o DNIT pelo empenho na aprovação tanto do Estudo de Impacto Ambiental quanto do projeto final de engenharia, para que assim possamos efetivamente ter condições de iniciar a duplicação da BR-020, que liga Brasília a 33790 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Formosa, rodovia muito importante tanto para o Distrito Federal quanto para a cidade de Formosa e o nordeste goiano. São 2 importantes eixos de desenvolvimento que serão implementados com a duplicação dessa rodovia. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado B. Sá. O SR. B. SÁ (PPS-PI. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no último sábado, na pequenina cidade de Acauã, situada na divisa do Piauí com Pernambuco, foi inaugurado o sistema de abastecimento de água local. Era um sonho antigo, acalentado desde quando Acauã ainda era uma povoação, ainda não havia sido elevada à categoria de cidade, o que só alcançou há 8 anos. Trata-se de uma região extremamente árida, incrustada no cristalino, onde praticamente não existe água de subsolo. Quando eventualmente se encontra água é em pequenas quantidades, e, ainda mais, imprestável para o consumo humano. Sr. Presidente, eu e vários Deputados – e não são poucos, talvez a imensa maioria – travamos uma luta, apresentamos emendas, injetamos recursos no Orçamento da União e conseguimos que um pouco de verba fosse destinado à construção de uma adutora com pouco mais de 12 quilômetros, que vai trazer água do Açude Ingazeira, no Município de Paulistana, até a cidade de Acauã. Foi bonita a festa de inauguração, realizada com muita emoção, pois a adutora representa para aquele povo humilde, trabalhador e lutador uma perspectiva. Há muitos anos eles sonhavam com uma vida melhor, com mais facilidades, com maior condição de progresso e de desenvolvimento. Esteve presente à inauguração o jovem Governador do Estado do Piauí Wellington Dias, que assumiu o compromisso público de fazer com que igual benefício chegue a duas cidades relativamente próximas, a cerca de 60 quilômetros de Acauã, que, por estarem na mesma região de semi-árido cristalino, não têm água no subsolo. Para se ter uma idéia, uma delas, a pequenina cidade de Queimada Nova, com 1.100 pessoas na zona urbana e pouco mais de 7 mil na zona rural, é abastecida por carros-pipa tanto na época de chuvas como no verão, como dizemos. Ali diariamente desfila uma grande quantidade de carros-pipa para prover a população de aproximadamente 400 mil litros d’água. Conversei com pessoas daquela cidade, que ainda não conheço bem, e cheguei à conclusão de que essa água, na maior parte das vezes de origem duvidosa, contaminada, ao preço de R$2,00 o tambor de 200 Agosto de 2004 litros, representa para aquela população um custo de R$1,6 milhão por ano. Ora, Sr. Presidente, há um projeto de construção de barragem num riacho que passa literalmente dentro da cidade, obra essa que, ao custo de aproximadamente R$1,6 milhão, poderá resolver de vez o problema da zona urbana. E se esse projeto for desenvolvido, como se espera – há o compromisso do Governador do Estado de viabilizá-lo -, a população continuará a pagar pela água à concessionária estadual, certamente a AGESPISA, só que dessa vez a água será de boa qualidade, e não mais um instrumento veiculador de doenças para a imensa maioria das crianças de até 5 anos. São essas as observações que trago, realçando o sentido extremamente social e oportuno das emendas que os Deputados desta Casa fazem ao Orçamento, mesmo muitas vezes sendo atacados por certos setores ranhetas da imprensa, que, sem uma grande visão do País, fazem críticas intempestivas, chamando-nos de paroquiais, de fisiológicos e outros termos semelhantes. Na verdade, uma emenda parlamentar pode, como no caso citado, resolver um grande problema social. Doravante, não será por falta de água que habitante algum de Acauã baterá em retirada, como muitos já fizeram até então, simplesmente porque faltava água para o consumo. Por outro lado, essa obra chama a atenção para o fato de que basta um pequeno investimento para resolver um problema social que muitas vezes se arrasta por décadas. Por último, Sr. Presidente, destaco o compromisso do Governo Estadual, irmanado com o Governo Federal, de resolver de vez o problema de cidades que enfrentam as mesmas dificuldades que Queimada Nova e Betânia, e são abastecidas por carros-pipa. Esse problema pode ser resolvido com relativa facilidade, desde que haja decisão política e vontade de fazê-lo. Muito obrigado. O SR. MAURO BENEVIDES (PMDB-CE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a imprensa brasiliense vem noticiando, com amplo destaque, a incidência de surto de hantavirose na Capital da República, apontando, simultaneamente, as providências que estão sendo postas em prática pelo Governo local com vistas a restabelecer a tranqüilidade dos que aqui residem e passaram a viver sobressaltados, agora, com o registro de alguns casos fatais, totalizando 11 vítimas. Ontem, neste plenário, o assunto foi trazido à discussão pela Deputada Maninha e pelo Deputado Alberto Fraga, obrigando-me a também interferir nos Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS debates, para defender a participação do Poder central nos trabalhos do combate empreendido por Brasília e Goiás, numa parceria anunciada pelos Governadores Joaquim Roriz e Marconi Perillo. Aliás, ao apartear a ilustre representante do PT, procurei manifestar-me em torno do episódio sem passionalismo partidário, no instante em que se pretendeu apresentar a existência do vírus como conseqüência de qualquer tipo de omissão ou negligência por parte da Secretaria de Saúde, cujas providências estão sendo postas em prática com eficiência e presteza. Ontem, por sinal, o Governador Joaquim Roriz reuniu soldados e oficiais do Corpo de Bombeiros e mobilizou outros segmentos de sua administração para o combate obstinado à hantavirose, numa comprovação do firme propósitos de tranqüilizar os habitantes das chamadas áreas de risco, preocupados com a divulgação de matérias intranqüilizadoras, geradoras de apreensão para os que residem em nossa metrópole. Por sua vez, o Deputado Alberto Fraga ocupou-se da mesma temática, apontando aquelas medidas que o GDF já pusera em prática, incluindo com redobrada atenção a região do Entorno, para o que contou com o decidido apoio do Executivo goiano. Registra-se, assim, sob o comando do Governador Joaquim Roriz, uma ampla operação, pronta e enérgica, para evitar que outros fatos venham a verificar-se, numa cidade que possui reconhecidos padrões de qualidade de vida sob múltiplos aspectos, o que foi constatado por organismo internacionais de renome inquestionável. A imprensa abre espaço, hoje, para um comunicado da Secretária de Saúde sobre o assunto, vazado nos seguintes termos: “O Governo do Distrito Federal reconhece a preocupação dos brasilienses com o surto de hantavirose que há 74 dias atinge regiões do DF e do entorno. Por essa razão mobilizou mais de 6 mil pessoas com o objetivo de treinar agentes multiplicadores para investigar os possíveis focos da doença e orientar a população. Informativos de utilidade pública estão sendo divulgados nas televisões, rádios, jornais, postos de atendimento à população, restaurantes comunitários, escolas e praças. Os Governadores do Distrito Federal e Goiás iniciaram uma parceria para combater a doença nos municípios do Entorno. O GDF está cumprindo a sua parte e necessita da colaboração de todos. É preciso transformar o medo em prevenção e o preconceito em solidariedade. Juntos vamos vencer a batalha contra o hantavírus”. Sexta-feira 6 33791 Esse é o texto do comunicado expedido pela Secretaria de Saúde do GDF. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a postura firme e determinada do Governador Joaquim Roriz, ao assumir pessoalmente o comando das providências delineadas, é mais uma positiva indicação de seu estilo de administrar, mostrando sensibilidade para solucionar questões que digam respeito tão de perto ao povo desta cidade. Há quase 30 anos residindo nesta Capital, desde quando, em 1975, assumi mandato de Senador da República pelo Estado do Ceará, compartilho de todos os problemas aqui vivenciados, oferecendo, quando possível, a minha modesta colaboração para o seu equacionamento. Conhecendo, de perto, a clarividência de Roriz para enfrentar questões relevantes – como o persistente combate à hantavirose -, estou convicto de que ao seu lado estarão os nossos 2 milhões de habitantes, infensos a qualquer tipo de insinuação política com que se queira mesclar o episódio. O Governador possui credibilidade bastante para manter-se compenetrado de seus encargos, alheio a interpretações que objetivem desprestigiá-lo diante da comunidade, cujos destinos lhe foram confiados, através da soberania popular, no pleito de 2002. Muito obrigado. Durante o discurso do Sr. Mauro Benevides, o Sr. Luiz Couto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Átila Lins, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Com a palavra o Sr. Deputado Luiz Couto. O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, desejo fazer 3 comentários. Primeiro, quero registrar que nosso Presidente é hoje reconhecido como líder mundial. Até mesmo nossos rivais argentinos reconhecem S.Exa. como o líder mundial dos países em desenvolvimento, como registra a própria imprensa. E solicito a transcrição aos Anais da matéria intitulada Mais Uma, do jornalista Nelson de Sá, publicada no jornal Folha de S.Paulo, edição de hoje. Em segundo lugar, Sr. Presidente, registro o avanço das candidaturas do Partido dos Trabalhadores, em função do qual aparece o “denuncismo”, como tábua de salvação da Oposição – mas não vai funcionar, porque nunca houve um Governo tão transparente como o nosso. Basta ver a atuação da Polícia Federal no Governo Lula, investigando, prendendo, realizando várias operações para acabar com a corrupção. E 33792 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS por oportuno solicito também a transcrição do Acórdão nº 967, de 2004, do Tribunal de Contas da União, que identificou irregularidades na compra de medicamentos no Estado da Paraíba. Pelo preço de 3 caixas de remédio, foi comprada apenas uma. É um caso de superfaturamento. Estamos até pedindo a demissão do Secretário de Saúde do Estado da Paraíba, Joácio Morais, para que efetivamente a moralidade possa retornar. Não é possível que as pessoas continuem reclamando uma medicação que nunca chega. Agora verificamos essa imoralidade, o superfaturamento na compra desses medicamentos. Sr. Presidente, também recebi denúncias sobre fatos que estão acontecendo na cidade de Milagres, no Ceará, onde a CPMI investigou a denúncia de abuso sexual contra meninos adolescentes praticado pelo Prefeito Hellosman Sampaio de Lacerda, e solicitou celeridade e rigor no julgamento. Além do indiciamento do Prefeito por outras acusações, estamos também pedindo sua prisão preventiva, a fim de que pare de ameaçar e intimidar as vítimas, seus familiares e testemunhas, como vem acontecendo; D. Valdete, uma das pessoas que assumiu a iniciativa da denúncia, teve seu filho ameaçado de seqüestro. É assim que age o Prefeito: com capangas armados, ameaça e intimida as pessoas que tiveram a coragem de denunciá-lo. Houve ainda um episódio em que forjaram, sob ameaça de morte, o depoimento de um professor de capoeira, que se encontrava preso em Campos Sales, no Ceará, e foi transferido para Crato. Lá, em depoimento, ele afirmou que tudo que tinha dito na gravação era falso, mas fora obrigado a dizê-lo porque estava sob ameaça de morte, de espancamento, de tortura. Inclusive o Delegado estava presente e deveria fazer com que a ordem fosse estabelecida, mas não o fez porque estava a serviço do Prefeito. Quanto a esse caso venho fazer duas solicitações. Em primeiro lugar, quero pedir à Polícia Federal que designe um grupo especial para realizar o desarmamento, como prevê o Estatuto, uma vez que os aliados do Prefeito não querem entregar suas armas, e investigue todas as acusações feitas contra o Sr. Hellosman Sampaio. Em segundo lugar, quero pedir ao Ministério Público do Ceará que diligencie para que seja decretada a prisão preventiva desse Prefeito, que está ameaçando pessoas e, neste tempo de campanha eleitoral, usando o cargo para intimidar cidadãos, promovendo todo tipo de perseguição contra aqueles que tiveram coragem de denunciá-lo. Portanto, solicito ao Ministério Público do Ceará a prisão preventiva do Sr. Hellosman Sampaio, que ameaça a ordem e a tranqüilidade do povo de Milagres. Não podemos aceitar essa situação. Era o que tinha a dizer. Agosto de 2004 DOCUMENTOS A QUE SE REFERE O ORADOR Mais uma NELSON DE SÁ Na manchete do Jornal Nacional, “Brasil consegue mais uma vitória”. No UOL, “Brasil vence europeus”. Na Bloomberg, “vitória para o Brasil”. No Times, “doce vitória do Brasil”. Mas nenhum ufanismo, ontem, rivalizaria com a manchete do argentino Âmbito Financiero – Lula é líder mundial dos países em desenvolvimento. Para o jornal, em contraste com o argentino Néstor Kirchner, o presidente brasileiro “está a caminho de ser um estadista, sem cair no estatismo nem no clássico populismo latino-americano”: – O Brasil uniu, junto a si, China e Índia na luta pela eliminação dos subsidios dos EUA e Europa. Graças à sua gestão, conseguiu-se, depois de 60 anos de luta. O jornal falava do acordo na Organização Mundial do Comércio, mas acrescentou depois, no site, sobre a decisão de ontem da OMC contra o açúcar europeu: Outra vitória de Lula. Outros saíram exaltando Lula, mas o Financial Times se concentrou em Celso Amorim. O jornal vinha de publicar artigo do chanceler, ainda em destaque na home, e na reportagem de ontem deu apenas a sua reação – de que a decisão é “outro passo importante na eliminação das distorções no mercado mundial”. No artigo para o FT, o chanceler usa a retórica lulista da “nova dinâmica no comércio mundial”, um eco da “nova geografia”. Com tamanha exposição, Lula e Amorim deixaram para o Ministro Roberto Rodrigues (Agricultura) os louros midiáticos da vitória sobre o açúcar europeu. Do JN aos portais, foi ele o protagonista da boa nova, bradando “o Brasil é o país mais competitivo do mundo em açúcar” etc. Mas ninguém pense que mais uma “vitória” de tal repercussão será aceita sem algum troco. Deverá beneficiar o país. Segundo o FT, “a decisão deverá ter impacto nas negociações de Boba e do acordo entre o Mercosul e a União Européia”. O Wall Street Journal, ontem no site, adiantou uma avaliação semelhante. Mas o representante da UE, Pascal Lamy, já “estuda” como responder. E um representante dos produtores americanos partiu para o ataque, na Bloomberg: – O Brasil quer desviar a atenção dos seus subsídios e dirigir a atenção contra EUA e Europa. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33793 33794 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Agosto de 2004 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33795 33796 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. AIRTON ROVEDA (PMDB-PR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna, mais uma vez, na condição de representante da região sul do Estado do Paraná, implorar ao Sr. Ministro dos Transportes que determine ao DNIT a imediata inclusão dos trechos das BRs 153 e 476, que cortam a região de União da Vitória, São Mateus do Sul e Lapa, em programas de recuperação e restauração de rodovias. Sr. Presidente, é lastimável e doloroso para este Deputado presenciar, ao longo dos anos, o estado de abandono em que se encontram as BRs 153 e 476, nos trechos do sul do Estado do Paraná. São milhares de veículos que circulam por aquelas rodovias todo dia, oriundos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sudoeste do Paraná e do MERCOSUL, transportando a produção com destino aos grandes centros consumidores e exportadores deste País. Muito mais lastimável que ver cargas sendo perdidas ao longo das rodovias, é chorar a morte de cidadãos, pais de família, trabalhadores, que, muitas vezes, têm visto seus familiares agonizando entre as ferragens, em acidentes ocasionados pelas péssimas condições daquelas rodovias. Sr. Presidente, como se pode falar em MERCOSUL, em receber e encaminhar produtos e cargas para os países vizinhos se nossos parceiros são recebidos por estradas que não apresentam as mínimas condições de trafegabilidade, que lhes dêem a certeza de sair e chegar a seu destino com segurança. Os trevos de acesso aos Municípios de General Carneiro, Bituruna, Porto Vitória, União da Vitória, Cruz Machado, Paula Freitas e Paulo Frontin mais parecem verdadeiras armadilhas que a qualquer momento podem surpreender os condutores de veículos que circulam por aquela região. O descaso é tanto que a recuperação de uma única ponte sobre o Rio Iguaçu, na BR-153, em União da Vitória, demorou mais de 3 anos. Os veículos passavam por apenas uma pista. Não eram poucos os acidentes e roubos face à vulnerabilidade dos motoristas parados à espera de autorização para transpor o obstáculo da pista única. A população da região sul do Estado do Paraná não mais suporta esperar nem que os responsáveis pela manutenção das BRs 153 e 476, verdadeiras artérias, se calem ante tamanho apelo popular. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, já solicitei ao Sr. Ministro apoio do DNIT para a recuperação da BR-153, estrada que tem importância muito grande para a produção do sul do País. Os frigoríficos de Chapecó, Videira e Joaçaba a utilizam para passar pelo Município de União da Vitória. Ela é importantíssima e corta todo Agosto de 2004 o Brasil. Gostaria que fossem tomadas providências sérias para a manutenção dessa rodovia. Conversei com o pessoal do DNIT. Aliás, lá fui muito bem recebido. Mas há um fato lamentável: faz mais de 1 mês que pedi fossem tapados os buracos da BR-476, no trecho entre Lapa e São Mateus do Sul, e até agora o serviço não foi realizado. Motoristas fizeram uma paralisação na rodovia, por onde passam milhares de caminhões carregados com riquezas do sul do País. É lastimável a morte de cidadãos que trafegam por aquelas estradas, em decorrência de acidentes ocasionados pelas péssimas condições de trafegabilidade. Estou pedindo encarecidamente ao Sr. Ministro dos Transportes que esse problema seja resolvido com urgência. Fui muito bem recebido no DNIT, repito, mas até agora nada aconteceu. Fui informado também de que uma das firmas que participou da licitação para tapar os buracos da BR-476 entrou na Justiça para impugnar a licitação. É lamentável que empresas que não têm competência entrem em licitações, complicando a vida do DNIT e do Ministério dos Transportes. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Concedo a palavra ao nobre Deputado B. Sá, para uma Comunicação de Liderança, pelo PPS. O SR. B. SÁ (PPS-PI. Como Líder. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, como que respondendo às angústias de nós todos, o Presidente Lula, quando se completavam 4 meses de seu Governo, prometia um espetáculo de crescimento, que teria início já no mês de julho do ano passado. Seus projetos, no entanto, logo se desvaneceram. O ano de 2003 terminou com uma queda do PIB, com redução da renda dos assalariados e aumento do desemprego. Um fiasco! Um fiasco que, de alguma forma, se vai recompondo porque, nos primeiros meses deste ano, a economia dá sinais, ainda que tênues, de que se recupera e pode, enfim, reiniciar a caminhada na direção de um crescimento econômico e social por que tanto esperamos e razão por que votamos, maciçamente, nas eleições que conduziram o companheiro Lula ao Palácio do Planalto. Mas desses azares da sorte parece que nosso sistema financeiro não tem medo. Haja o que houver, com estagnação ou não, com inflação ou sem ela, com maior ou menor PIB, os lucros bancários chegam à estratosfera. Sem querermos nos alongar demais, basta ver que, nos primeiros 6 meses deste ano, os dois maiores bancos privados do País, o Itaú e o BRADES- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS CO, apresentaram lucros, cada um deles, superiores a 1 bilhão de reais, apresentando rendimentos mais que 20% maiores que os obtidos em igual período no ano passado. E o PIB nacional, se tudo correr bem, não aumentará, até o final do período, em mais que 4% ou 4,5%. Há, Sr. Presidente, um inafastável descompasso entre o que ocorre no País, como um todo, e os sucessos grandiosos de seu sistema financeiro. Nada contra, insistimos em dizer, quanto ao fato de bons resultados serem atingidos por quem investe seus capitais, por exemplo, no setor produtivo nacional, tão carente de financiamentos bancários. Mas o crescimento, quando se trata do futuro de um país, tem que ser universal; isto é, há necessidade de que o Brasil avance, em bloco, no caminho do progresso, porque, caso contrário, estaríamos diante de um estranho fenômeno, como este: uma criança crescer apenas de um lado; teríamos crescimento, sem dúvida, mas, ao mesmo tempo, aberração e impossibilidade, por isso mesmo, de o organismo funcionar. Um tipo de aberração já ocorre no nosso sistema financeiro. Os bancos, que foram criados para captar e emprestar, estão apenas captando e ganhando somas fabulosas com a prestação de pequenos serviços e a cobrança de imensas taxas. Uma análise, a mais aligeirada, dos números apresentados no balanço do BRADESCO nos mostra que somente essas taxas de serviços são mais que suficientes para cobrir suas despesas administrativas. Em suma, por que emprestar, enfrentar os riscos inerentes aos negócios bancários, se os serviços e, sobretudo, a especulação com os papéis do Governo já garantem gordos lucros? Era o que tínhamos a dizer. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado João Batista. O SR. JOÃO BATISTA (PFL-SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho parabenizar, nesta oportunidade, a decisão do Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal – STF, de conceder liminar no sentido de autorizar a interrupção da gestação quando existir laudo médico atestando a anencefalia do feto, independentemente de a gestante dispor de ordem judicial para o caso específico. Vale lembrar que a anencefalia é a ausência dos ossos cranianos, exceto pelo osso frontal, e a inexistência de um hemisfério cerebral ou de ambos, o que impede a sobrevivência extra-uterina. No caso da anencefalia, senhoras e senhores, a interrupção da gravidez não se configura em aborto, considerando-se que não há menor chance de o feto sobreviver após o nascimento. Sexta-feira 6 33797 A decisão permite que a gestante opte por levar a gravidez a termo ou não. Assim, desobriga a gestante a carregar por longos 9 meses um feto com sobrevida de, no máximo, algumas horas após o parto, aliviando não só o seu sofrimento psicológico, mas também o de suas famílias. Além de suprimir a angústia e a frustração da gestante, mantém, inclusive, sua integridade física. Ressalte-se que o Brasil é um Estado Democrático de Direito e laico. Em que pesem as crenças religiosas e as convicções filosóficas, todas as relações devem ser regidas à luz da Constituição Federal e das leis. Abro aqui um parêntese para dizer que sou pastor evangélico. No entanto, não posso misturar as coisas. A vida humana e o bem-estar da população são muito mais importantes do que o apego a crenças sem que se olhe o contexto. Assim, nobres colegas, a decisão do Ministro preserva a dignidade da pessoa humana, o direito à liberdade e à saúde, preceituados pela Carta Magna. Para concluir, Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que determine a divulgação deste discurso pelos órgãos de comunicação da Casa, bem como no programa A Voz do Brasil. Muito obrigado. O SR. DR. PINOTTI (PFL-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, faleceu no dia 29 de junho de 2004 Hermelindo Fiaminghi, um pintor símbolo do concretismo brasileiro, assim saudado por Haroldo de Campos, em 1996: “geômetra amoroso da reta e da curva precisas das retículas sutis que se entre-reticulam como texturas movediças (o violeta entrando pelo verde pervasivo insinuante feito um véu que desvela outro véu)” Fiaminghi foi quem melhor interpretou o “comportamento concreto” que dita claramente “a obra deve ser inteiramente concebida no espírito antes de sua execução. Nada deve receber das formas da natureza, nem da sensualidade, nem do sentimentalismo. Queremos excluir o lirismo, o dramatismo, o simbolismo etc. O quadro deve ser inteiramente construído com elementos puramente plásticos, quer dizer, planos e cores. Um elemento pictórico só tem por significação ele mesmo e, conse- 33798 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS qüentemente, o quadro não tem outra significação do que ele mesmo... A técnica deve ser mecânica, ou seja, antiimpressionista...” Um poema de Décio Pignatari explica muito bem quem é e quem foi o pintor Fiaminghi: “Fialuz Pode acontecer com qualquer um mas, em Fiaminghi, a tela é ela e toda e qualquer coisa que não ela, desde que cor e luz. Screen lenticular em colunas, tira s, listras, troncos, nós , uma talvez natureza micromacr oscópica é trazida à ecolog ia do cérebro, mediante uma gesticulação go ghiana, ordenada em ritual preciso e misterioso o que quer dizer isto? Res posta: pintura. Pintura? Res posta: escritura. Escritura? Resposta: natureza. Natureza? Resposta: gente. Gente? Resposta: vida: Resposta:” Hermelindo, cujo nome originariamente deveria ser sem H, nasceu em 22 de outubro de 1920 em São Paulo e morreu em 29 de junho de 2004. Viveu no século passado e em um pouco deste, em seus mais de 80 anos. Conheceu Lotar Charoux, fez curso de geometria com Waldemar da Costa, descobriu cedo em sua vida Cézanne, Monet e Van Gogh. Em 1951 casou-se com uma santa, Mercedes Ribeiro da Silva, e continuou, como todo artista pobre, morando na casa de seus pais. Em 1953 começou a produzir seus primeiros trabalhos abstratos: Composição Vertical e Seqüência de Curvas. Em 1955 conheceu Alfredo Volpi, para quem foi apresentado por Mário Schemberg, com quem conviveu, freqüentando seu ateliê por alguns anos. A partir daí, em sua carreira, participou de diversas bienais e foi premiado em vários salões oficiais de artes plásticas. Participou ainda de exposições importantes no Brasil e no exterior, e em 1984 inaugura a galeria UNICAMP com a mostra Tradição e Ruptura – momento do meu primeiro encontro com Fiaminghi, pois nessa ocasião eu era Reitor da UNICAMP. A partir desse momento tornamo-nos amigos. Convivemos até a sua morte. Eu tive e tenho a honra de cuidar de Mercedes, sua mulher, sua enfermeira, Agosto de 2004 sua secretária, sua amiga, sua companheira durante toda a vida. Fiaminghi foi um dos principais participantes do grupo que iniciou o Movimento Concreto com Pintores e Poetas de São Paulo, razão para Haroldo Campos homenageá-lo. Fiaminghi era um grande artesão dos seus quadros. Quem os vê pensa que foram leves pinceladas, mas quem conhece a dinâmica da sua pintura sabe que foram anos de inspiração e meses de trabalho. Sou um leigo na pintura, pois consigo ter, à visão de cada obra, apenas um sentimento de apreciação ou de repúdio. A obra de Fiaminghi sempre me encantou. Ela é original. Ela é elaborada. Ela é continuada. Ela não copia, ela cria. Ela não é gestual, ela é intelectual. Ela foge inclusive da forma intransigente e geométrica da pintura concretista original. Nas mãos de Fiaminghi ela torna-se cor e luz e mantém o concretismo, como a Fênix ressurgida das cinzas e agora exumada. Das primeiras figuras com alguma conotação acadêmica, passando pelo figurativo, expressionista e até cubista, as obras das últimas fases de Fiaminghi convergem para o geométrico puro, e depois fogem dele para culminar num construtivismo de grande força e grande significado, concentrado nas cores. Os efeitos cromáticos na luz, na meticulosidade dos pormenores, são um constante dilema entre as formas geométricas e as composições que se transformam em fontes de luminosidade. Lembro-me do dia em que fui a seu ateliê, em 1994, para comprar 2 quadros. Estava com minha filha Mirella, que faleceu em 1995, ou seja, um ano depois. Na minha dificuldade de escolher e de apreciar, fiquei em dúvida sobre o que levar, e perguntei a Mirella. Ela olhou, olhou, voltou a olhar os quadros, e não demorou 2 minutos para dizer: “É aquele”. Tinha apenas 18 anos. Perguntei-lhe: “Mas por que aquele?” Ela me desfilou um conjunto de características do quadro que eu não conseguiria descobrir. Ela tinha um olhar para as artes, e tenho até hoje ao lado, da minha mesa de médico, no meu consultório eterno, os quadros que pintou quando tinha 8, 9, 12 anos de idade. Só quem tem esse gene, esse dom, é que pode entender Fiaminghi e saber o que escolher da sua obra. Nasceu pobre, e morreu pobre. Deixou Mercedes, uma mulher fantástica, linda, inteligente, carinhosa e maternal, filhos e quadros, mas acima de tudo deixou um legado para a arte brasileira, sincero, autêntico, original, porque o artista, como dissertou Yung sobre sua discípula Eliana Jafet, “é aquele que com os instrumentos do seu tempo cria o belo”. Fiaminghi foi um artista. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero tratar agora da preocupação com o acesso à medicação, uma preocupação legítima, que atende à necessidade premente do sistema de saúde, onde a maioria dos usuários do setor público não tem condição de adquirir os remédios prescritos. Entretanto, mais uma vez o Governo comete um erro de estratégia, criando com a Farmácia Popular uma estrutura insuficiente, com despesas consideráveis, tentando duplicar o que já existe e está disponível em mais de 60 mil centros de saúde e nas 53.900 farmácias distribuídas pelo País. Mais uma vez se confunde, talvez por razões de marketing, política pública com construção ou locação de prédios, quando na realidade se deveria implementar a política pública por meio de um programa que utilize a estrutura já existente, com economia de gastos e possibilidade de universalização, o que não ocorrerá jamais nesse novo projeto, que, se multiplicado por 10, representará 170 farmácias – uma gota de água no oceano de necessidades do País. A proximidade nos centros de saúde entre o médico que receita e a farmácia do próprio posto que fornece o medicamento, ambos sob a mesma direção, pode harmonizar uma e outra ação, tornando possível a dispensação correta, com menor custo e maior eficiência na cura das doenças. Esse procedimento ocorreu durante quase toda a década de 90 no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, para as 3 mil mulheres que diariamente freqüentavam seus ambulatórios e recebiam, nas farmácias do hospital, gratuitamente, os remédios receitados. As farmácias comerciais também poderiam ser utilizadas para esse tipo de dispensação gratuita, e até para outras ações de saúde, se as transformássemos, com um movimento de volta ao futuro, em braço descentralizado do Sistema de Saúde, onde o farmacêutico estará presente e atuante, com orientação na dispensação dos medicamentos e acompanhamento de tratamentos, e com alguma delegação para a realização de procedimentos mais simples, na prevenção e detecção de doenças. Existe um projeto de lei na Câmara Federal, o PL nº 2.127, de 2003, exatamente nessa direção. Para que isso se concretize, basta dar-lhe caráter de urgência. A Farmácia Popular venderá remédios, prejudicando de forma inexplicável a distribuição gratuita. Existem várias declarações dos laboratórios públicos no sentido de que não têm condições de suprir essas farmácias sem reduzir o fornecimento para as unidades públicas de saúde. Além disso, essa dispensação gratuita já se faz de modo incipiente, mas progressivo e sério, nos Centros de Saúde, por meio de um progra- Sexta-feira 6 33799 ma denominado Cesta Básica de Medicamentos, que precisa e pode ser ampliado, mas o comportamento político entrópico de destruir o que vem de Governo anterior e a falta de integração com os programas semelhantes em alguns Estados infelizmente continuam inabalados. Tudo ao gosto da moda, com a griffe Duda Mendonça: construir novos prédios, inaugurar, deixar marca física para efeitos eleitorais e fazer tantas pirotecnias quanto possível. Mal se inventou a farmácia popular e já surge outro modismo, a distribuição pelo correio, que é dispendiosa, discrimina os que não têm endereço e despreza a dispensação na farmácia, que faz parte do ato médico. Com todos esses penduricalhos pirotécnicos, não se faz o que é importante, usando-se a fantástica máquina pública, instalada e ociosa, sem placas, palmas ou fotografias, mas com impacto real, para todos e com menor custo. Além do mais, com esses projetos pontuais equivocados, deixa-se de fazer o que é essencial para a implementação de uma política de medicamentos correta e sustentável no médio prazo. Perdeu-se na década de 80 a oportunidade de independência em sais básicos abortando o Projeto CODETEC da UNICAMP. Perdeu-se na década de 90 a oportunidade de introduzir salvaguardas vitais na lei das Patentes. As indústrias farmoquímicas brasileiras fecharam. Tínhamos mais de 100; hoje temos menos de 50. E a Índia, de quem compramos sais, tem mais de mil. Hoje, ao lado de uma estratégia de distribuição e dispensação corretas, deveríamos estar trabalhando em duas outras direções: 1) incentivo à produção interna de sais básicos para baratear efetivamente os medicamentos no Brasil e 2) término da ociosidade e ampliação das plantas dos laboratórios oficiais para o atendimento gratuito de toda a necessidade da rede pública de saúde, o que seria um passo além dos genéricos, que comprovadamente não atendem à população mais carente. Precisamos urgentemente de uma política nacional de medicamentos à altura das necessidades e do interesse do povo brasileiro, uma política que, além de oferecer acesso a todos para essa questão essencial, gere novos empregos e desenvolvimento cientifico e tecnológico. Não se constroem políticas públicas sérias com penduricalhos pirotécnicos pré-eleitorais como esses e a desnecessária HEMOBRÁS, para citar apenas 3 exemplos recentes. Era o que tinha a dizer. A SRA. ZELINDA NOVAES (PFL-BA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no último dia 28, comemoramos na Região 33800 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Metropolitana de Salvador o 42º aniversário de emancipação política do Município de Lauro de Freitas. A história da bela Lauro de Freitas, cujo topônimo é uma homenagem ao grande político e engenheiro Lauro Farani Pedreira de Freitas, falecido durante campanha eleitoral ao Governo do Estado, em 1950, registra a existência de inúmeros engenhos de açúcar, que fomentou um grande comércio até os idos de 1855. Ainda como distrito, no início deste século, abrigou o primeiro campo de aviação da Bahia, construído pelos franceses, na antiga Vargem Grande (Fazenda Portela). No princípio da década de 60, inicia-se o movimento pró-emancipação do distrito de Salvador, o qual se concretiza em 1962. Em 1973, foi declarada Zona de Segurança Nacional, passando a ser governada por Prefeitos nomeados, porém mantendo o Poder Legislativo ativo, até que em 1985 recuperou sua autonomia política. Lauro de Freitas, apesar da redução de seu território original, a partir da década de 70 povoou-se rapidamente, com taxas de crescimento de até 12,5% anuais, e hoje é um importante vetor de expansão urbana da RMS, destacando-se por inúmeros e importantes loteamentos, condomínios, por suas belas praias e pela implantação de instituições educacionais particulares e públicas, a exemplo da Escola Estadual Hermano Gouveia Neto, que, através do Projeto de Educação Tecnológica do Ensino Fundamental, lançado neste mês pela Secretaria de Educação do Estado, utiliza uma experiência desenvolvida na Dinamarca, promovendo a aprendizagem dos alunos na construção de novos conceitos e habilidades. A cidade possui um belo kartódromo, que já sediou o Campeonato Brasileiro de Kart, numa competição que reuniu cerca de 140 pilotos e trouxe à Bahia grandes nomes do automobilismo. Desejamos aos habitantes, governantes e demais autoridades da cidade uma vida pautada no que expressa a legenda do brasão municipal – “Nós confiamos em Deus”. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Passa-se ao V – GRANDE EXPEDIENTE Concedo a palavra ao Sr. Deputado Dr. Pinotti. O SR. DR. PINOTTI (PFL-SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, vou fazer uma reflexão, neste despertar do 2º semestre na Câmara dos Deputados, sobre o setor de saúde no nosso País, particularmente sobre a inegável crise que o setor está sofrendo, seja no sistema público como no sistema privado. Agosto de 2004 A crise no sistema público de saúde é crônica. Ela vem dos últimos 10 anos, da contra-revolução da saúde, que começa no início dos anos 1990, com o processo de globalização, com a tentativa de se transformar um direito essencial da cidadania em produto vendido no mercado. Essa crise pode ser caracterizada pelos recentes índices de mortalidade e morbidade. Se compararmos esses índices com os de países da América Latina que têm a mesma renda per capita do Brasil, vamos verificar que aqui eles estão duplicados, talvez até mais do que isso. Portanto, está caracterizada uma ineficiência do sistema público de saúde. E mais do que isso: a falta de acesso e acolhimento pelo cidadão. É preciso que os Deputados e Deputadas freqüentem os centros de saúde brasileiros para verificar qual é o acesso e o acolhimento que são dados ao usuário do sistema público de saúde. Neles não há acesso ou acolhimento que seja agradável, amistoso; pelo contrário, são cheios de arestas, de problemas. Portanto, essa crise no sistema público de saúde já existia bem antes de começar a crise no sistema privado. E a crise no sistema privado atinge hoje 40 milhões de brasileiros, que não estão sendo cuidados com o mínimo de solidariedade, como seria de desejar, pela Agência Nacional de Saúde. O Sr. Mauro Benevides – Permite-me V.Exa. um aparte? O SR. DR. PINOTTI – É claro que sim, Deputado Mauro Benevides. O Sr. Mauro Benevides – Deputado Dr. Pinotti, quero saudá-lo pela presença na tribuna desta Casa, sobretudo porque, para abordar tema dessa magnitude, só há um Parlamentar do porte, da inteligência, da experiência e do tirocínio que V.Exa. há revelado como profissional da medicina e como político. Agora, o que posso dizer ao nobre colega é que, nesta Casa, há realmente conscientização quanto ao nosso dever, que é imperioso e inadiável, de lutar para que se corrijam essas distorções da política de saúde e, sobretudo, para garantir os recursos orçamentários indispensáveis para o Poder Público atuar em favor da nossa população. Portanto, pode ficar certo de que já há um clima propício na Câmara dos Deputados, a julgar por aquela mobilização feita neste plenário alguns meses atrás, quando usamos aquelas batas, que, embora sendo de material plástico, caracterizavam a indumentária que os médicos utilizam na assistência aos pacientes nos nosocômios do nosso País. Portanto, este tema é da maior palpitância, e ninguém melhor do que V.Exa., pela sua autoridade, para abordá-lo da tribuna. E haverá de fazê-lo com o brilho proverbial que caracteriza Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS suas intervenções como representante do Estado de São de Paulo nesta Casa. O SR. DR. PINOTTI – Muito obrigado, Deputado Mauro Benevides, que honra este Congresso. O aparte de V.Exa. traz-me muita alegria. Também concordo em que a grande maioria dos Deputados desta Casa deseja um sistema de saúde que realmente funcione em nosso País. Por isso, sei que não falo em vão; sei que estou plantando algumas sementes quando venho, com certa freqüência, a esta tribuna, para discutir problemas tão importantes, problemas que dizem respeito à questão mais relevante da vida humana, que é a da área de saúde. Eu dizia, nobre Deputado Mauro Benevides, que a crise no sistema público de saúde soma-se hoje à crise no sistema privado de saúde. E essa crise no sistema privado de saúde é produto de 5 anos de incompetência da Agência Nacional de Saúde, que foi criada exatamente para estabelecer equilíbrio entre o apetite de lucro das operadoras – e não falo contra as operadoras, que estão aí para terem lucro – dos hospitais que prestam este serviço, a remuneração dos médicos e dos trabalhadores do setor e o bom atendimento aos usuários. Pois bem. Os 5 anos de incompetência da Agência Nacional de Saúde geraram essa crise, que teria sido resolvida no início deste ano com a Medida Provisória nº 148. Fui Relator dessa MP e sabia da iminência da crise. Discuti com muitos Deputados da Casa, com representantes da FENASEG, ABRANGE, APM, AMB, com o Conselho Federal de Medicina, com grupos de usuários, com o IDEC, o PROTESTE e o PROCON, e, por isso, fiz algumas modificações na medida provisória do Presidente da República que poderiam ter dirimido os principais problemas que geraram essa recente crise no setor privado da saúde. Em primeiro lugar, minha medida de conversão evitaria que se agredisse o usuário com o aumento de faixa etária. Ora, aumento de 500% na faixa etária, à medida que a idade progride, significa 6 vezes mais. A faixa etária que começava a partir dos 70 anos de idade baixou para os 59 anos, sem que houvesse qualquer diminuição na prestação dos planos de saúde. Ou seja, o Estatuto do Idoso foi perversamente utilizado para se aumentar ainda mais a prestação do idoso para com os planos de saúde. Procurei corrigir isso na medida de conversão, como também procurei corrigir o absurdo que é o atendimento de emergência cronometrado. Não sei se os Srs. Deputados sabem que o atendimento de emergência dado durante a carência é válido por 12 horas. Passadas essas 12 horas, o usuário não tem mais direito, como se fosse possível cronometrar uma emergência. Ora, Sexta-feira 6 33801 enquanto durar o risco de vida, o cidadão tem que ser atendido. E estão cronometrando isso! Retirou-se o cheque-caução, mas não se deu solução para situações, tais como atendimento do paciente em fim de semana, de noite ou de madrugada, se a operadora de plano de saúde não tiver um número de telefone em plantão permanente, para se ligar a qualquer hora. Retirou-se a possibilidade de se dar um cheque-caução, mas, como disse, não se substituiu essa hipótese. Na minha medida de conversão, eu coloquei a obrigatoriedade de um plantão pela operadora de plano de saúde, para confirmar se o indivíduo a ser atendido está em dia com sua prestação. Portanto, sem o cheque-caução e sem esse plantão pela operadora, simplesmente as pessoas podem não ser atendidas numa emergência, tampouco nos finais de semana. Isso sem contar as carências, que são repetidas, e uma série de outras providência que eu estava tentando introduzir, valendo-me desse projeto de conversão, que, diga-se, mereceu discursos favoráveis em plenário, no começo deste ano, porque evitaria essa crise que agora presenciamos. Sr. Presidente, não quero ser aqui um profeta do passado. No entanto, se a minha medida de conversão tivesse sido aprovada pela maioria dos Deputados – e quase conseguimos isso -, não teríamos a crise de hoje. A Liderança do Governo encaminhou contrariamente, a Agência Nacional de Saúde foi contra e o Plenário, diante disso, votou contra. E, infelizmente, instalouse a crise. E, com a crise, a Justiça teve de entrar em cena. A caracterização maior da existência da crise é a Justiça ter tido a oportunidade e a necessidade de entrar, para pacificar a questão. Pois bem. O que a Justiça fez? Ela proibiu a propaganda enganosa, que vergonhosamente a Agência Nacional de Saúde estava fazendo com o dinheiro público, a fim de empurrar o cidadão para a migração e a adaptação, sem contudo dizer o que o esperava do outro lado: 500% de aumento; carências; aumentos de 15% a 20% imediatamente na prestação, e uma série de outras barbaridades. Propaganda enganosa, sim senhor! Tanto é assim que a Justiça a considerou enganosa e mandou suspendê-la. E ainda feita com dinheiro público! A Agência não tinha o direito de usar essa soma considerável de dinheiro público para veicular essa propagando enganosa em quase todos os jornais, grandes revistas, emissoras de televisão. Mas proibiu a Justiça a migração e a adaptação. Estão suspensas, graças a Deus! Graças a Deus, principalmente pelos idosos deste País, que, ao migrarem, caíam na armadilha da faixa etária, passando a pagar prestações até 6 vezes mais caras. Mas agora estão 33802 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de certa forma protegidos – agora, por enquanto. Portanto, temos de tomar medidas. E mais do que isso: a Justiça proibiu aumentos abusivos que iam além do permitido (11,75%), que já cobre a inflação do período. Com isso, repito, os cidadãos brasileiros que têm planos de saúde estão transitoriamente protegidos pela Justiça. Mas não é justo que isso aconteça, Sras. e Srs. Deputados, porque cabe a esta Casa, à Agência Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde protegerem o cidadão. Não podemos esperar que as crises aconteçam, que a Justiça interfira, enquanto o Legislativo e o Executivo, de braços cruzados, observam os fatos. Sr. Presidente, há algo mais grave ainda: a questão do ressarcimento. Se a Agência usou dinheiro público para financiar propaganda enganosa, ela está usando muito mais dinheiro público para financiar o lucro das operadoras e não praticando o ressarcimento. Rapidamente explico o ressarcimento. Todos nós, que pagamos ou não por planos de saúde, somos usuários do SUS. E, pelo art. 196, da Constituição Federal, todos nós temos direito a usar os hospitais públicos. Mas a Lei nº 9.656, que aprovamos nesta Casa, determina que, quando um cidadão brasileiro, portador de plano de saúde, for atendido por um hospital público, seu plano de saúde tem de indenizar o Erário. Desse modo, será usado no sistema público de saúde o dinheiro correspondente à tabela do SUS, ou um pouquinho mais. Nada mais justo. Isso gera enorme economia para o plano de saúde e ressarcimento para o sistema público de saúde. Pois bem. Quem deve praticar isso, pela Lei nº 9.656, é a Agência Nacional de Saúde. Existem cálculos do Partido dos Trabalhadores, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, recentemente publicados pelos jornais, e vários outros cálculos demonstrando que cerca de 15% a 20% dos hospitais públicos brasileiros, principalmente os de referência, os universitários, são utilizados por pessoas que detêm planos de saúde. E esses cálculos vão além. Eles mostram que se deveria recolher aos cofres públicos, em função dessa prevista indenização em lei, entre 1 bilhão e 1 bilhão e meio de reais por ano. Portanto, decorridos 5, 6 anos de Agência, pelo menos, de 5 a 7 bilhões de reais já deveriam ter sido recolhidos. E, se eu disser o que até agora foi recolhido, Deputado Mauro Benevides, V.Exa. vai se espantar. E vou dizê-lo: não foram recolhidos nesse período mais do que 50 milhões de reais. Portanto, a Agência Nacional de Saúde está fazendo com que os Agosto de 2004 cofres públicos financiem as operadoras num momento em que, como V.Exa. mesmo acabou de dizer, esta Casa faz enorme esforço para que o Governo cumpra com o financiamento do sistema público de saúde. Mas, ao mesmo tempo, a ANSS permite que 5, 6 ou mesmo 7 bilhões de reais não sejam repassados ao sistema público de saúde. Isso é insuportável! Estou entrando com petição no Tribunal de Contas da União, para que ele faça auditoria na Agência e esta seja obrigada a fazer o que deve fazer. Aliás, no projeto de conversão de minha autoria, referi-me a isso, porque é muito simples. Basta criar um pequeno campo na Autorização de Internação Hospital – AIH, dizendo se o cidadão que foi internado, ou que fez um exame, ou que se submeteu à quimioterapia tem plano de saúde e qual é. Basta isso para que o batimento entre a internação e os planos seja feito pela agência. A Agência não faz, não quis, foi contra esse projeto de conversão, o que é verdadeiro absurdo, para continuar financiando as operadoras, que são donas de banco. Agora mesmo ouvimos um Deputado dizer o lucro que os bancos tiveram. Eles não podem atuar dessa forma com o beneplácito da ANSS. E mais: no projeto de conversão havia uma medida de solidariedade para com os médicos brasileiros e com hospitais prestadores de serviço; ou seja, que a cada aumento de prestação do usuário, praticado pela Agência, correspondesse um percentual de aumento nos honorários dos médicos e hospitais. O Sr. Mauro Benevides – Permite-me V.Exa. um outro aparte? O SR. DR. PINOTTI – Com prazer, Excelência. O Sr. Mauro Benevides – Deputado Dr. Pinotti, quando eclodiu, com a repercussão que a mídia assegurou, com sucessivas publicações na televisão, em rádios e jornais, essa crise dos planos de saúde e o aumento da taxação imposta pelas operadoras aos usuários, o Ministro da Saúde insistia em dizer que a ANSS adotaria todas as providências para resguardar o interesse dos usuários. Na argumentação expendida por V.Exa., chega-se à evidência de que a Agência não teria autoridade, ou competência, ou prerrogativa de redirecionar uma política que equivocadamente estaria sendo levada a efeito pelo Ministério da Saúde. Portanto, se se apresentava a ANSS sempre como órgão modelar, capaz de reenquadrar os planos de saúde, a julgar pelo que V.Exa. destaca neste instante, isso não vem ocorrendo até o momento. Era só isso. Muito obrigado. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DR. PINOTTI – Nobre Deputado Mauro Benevides, o que estava para falar é exatamente o que V.Exa. acabou de dizer. Aliás, a ANSS praticou um ato que não consigo adjetivar. Depois de a Justiça brasileira ter impedido a propaganda enganosa, a migração e adaptação e que se concedessem aumentos maiores do que 11,75%, a Agência entrou com pedido na Justiça para que isso aconteça. Ela poderia ter feito antes essa mediação. Muitas coisas, nobre Deputado Mauro Benevides, que estavam em nosso projeto de conversão poderiam ter sido resolvidas por resoluções normativas da Agência Nacional de Saúde. Ela não resolveu porque faltou tudo isso que V.Exa. mencionou, e também vontade política e competência. Costumo dizer, e repito neste plenário, que a ANSS muito se preocupa e se solidariza com a saúde financeira das operadoras de planos de saúde, mas, com o resto, praticamente nada... O Sr. Átila Lins – Nobre Deputado Dr. Pinotti, permite-me V.Exa. um aparte? O SR. DR. PINOTTI – Pois não, com todo o prazer. O Sr. Átila Lins – Nobre Deputado Dr. Pinotti, não poderia deixar de, ouvindo V.Exa. neste plenário, destacar seu posicionamento. Sabemos que o nobre Deputado é ligado à área de medicina, conceituadíssimo médico no Estado de São Paulo, conhecido em todo o País, e, portanto, tem autoridade para trazer a esta Casa assunto que interessa a toda a população brasileira. E o faz com muita competência e conhecimento de causa, características de sua inteligência. De forma que, ao aparteá-lo neste momento, destaco e reconheço o esforço de V.Exa. para tentar minimizar os impactos negativos que a atuação da ANSS tem causado no cenário da saúde pública do nosso País. Esse órgão foi criado, sem dúvida alguma, para cumprir finalidade histórica e necessária. No entanto, se desvirtuou de tal modo, conforme comprovado nas brilhantes observações de V.Exa., que há agora urgente necessidade de se adotar medidas capazes de fazê-la voltar ao seu leito natural para o qual foi concebida. Aproveito a oportunidade para exaltar o discurso de V.Exa., a análise que faz, dando-nos informações concretas e corretas a respeito da real situação em que se encontra a área de saúde, que está à mercê da Agência Nacional de Saúde. Agradeço-lhe pelo aparte, que é uma contribuição para exaltar o pronunciamento de V.Exa. O SR. DR. PINOTTI – Muito obrigado, Deputado Átila Lins. Concordo plenamente com V.Exa. e penso Sexta-feira 6 33803 que cabe a nós uma solução. O diagnóstico a ser feito da Agência Nacional de Saúde é de que sua organização ainda não produziu resultados positivos. Não deu certo no governo anterior nem está dando certo na atual Administração. Um homem só, o Presidente da ANSS, sem nenhum controle social, toma as decisões que julga necessárias. E, sem dúvida nenhuma, é vítima de pressão violenta de um setor econômico no qual circulam hoje cerca de 30 bilhões de reais por ano; portanto, com grande poder de pressão. Precisamos discutir nesta Casa uma forma de reorganizar a Agência Nacional de Saúde. Deputado Átila Lins, deveríamos criar um controle externo para a ANSS, talvez um Conselho. Poderíamos decidir pelo Conselho Nacional de Saúde ou por outro, mas não há dúvida de que é necessário um controle externo sobre a ANSS. Essa é uma das soluções que quero propor, e V.Exa. também me direciona a ela. Não quero encerrar meu pronunciamento, Sr. Presidente, sem antes dizer que essa situação tem solução. A solução para a ANSS é essa que o Deputado Átila Lins acabou de me permitir propor. Contudo, há outra solução muito mais importante e relevante, pelo seguinte: saúde é cara. As operadoras de planos de saúde não vão se contentar com juros baixos, porque são de bancos. Vivemos em um país que, de maneira absurda, pratica um spread bancário de 45% ao ano. As operadoras talvez não tenham esse lucro ao tratar de saúde e, com todos os inconvenientes e reclamações, vão querer sair do mercado, provocando o retorno de boa parte da classe média ao sistema público de saúde. Aliás, vai voltar também porque não tem dinheiro para continuar pagando os aumentos das prestações dos planos de saúde. Então, precisamos reorganizar o sistema público de saúde. E isso não é tarefa impossível. É preciso somente tomar algumas providências fundamentais. O primeira é organizar a atenção primária. Sr. Presidente, Deputado Átila Lins, há hoje no Brasil 60 mil centros de saúde vazios, apesar de parcela significativa da população estar doente. Por quê? Porque a atenção primária não está organizada, embora seja a mola mestra do sistema de saúde. Desde que se organize uma atenção primária que integre ações de atendimento, a partir dos primeiros sintomas de problema com a saúde, com ações de prevenção de doenças; num mesmo lugar, numa mesma hora, sem burocracia, com bom acolhimento, a população será atendida 33804 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS na atenção primária, como acontece nos países onde isso já foi implantado. É necessário acabar com a ociosidade nos hospitais públicos. Começo pelo meu. Sou professor da Faculdade de Medicina do Hospital das Clínicas. Se V.Exas. visitarem o ambulatório desse hospital depois das 15h, não verão ninguém. E a população está doente. Mas há muitos leitos ociosos. Repito: é preciso acabar com a ociosidade nos hospitais públicos. Deve-se tomar essas providências, além de se mudar um pouco o local de comando, que é melhor ficar na atenção primária e não no hospital. Não é o hospital que vai decidir se pode ou não atender, se deve ou não atender, mas a atenção primária, o centro de saúde, o ambulatório. Estes farão a triagem, por exemplo, de um caso de suspeita de câncer de próstata, indicando que o serviço de urologia do hospital, nos próximos 30 dias, deve oferecer um local para que o indivíduo seja melhor examinado. Isso é possível. Se adotarmos esses gestos, organizaremos o SUS. E, se assim ocorrer, atenderemos, pelo menos, boa parte da classe média, que tem poder de controle social, porque reclama. Diferentemente do proletariado, que ainda entende saúde como favor e não como direito, a classe média pensa justamente o oposto e pode melhorar a saúde de todos. Quero terminar, Sr. Presidente, dizendo que existe solução, mas isso vai exigir muita vontade política, competência e participação do Congresso Nacional. Conversei ontem com o Deputado Miro Teixeira, que me disse que, se meu projeto de lei de conversão tivesse sido aprovado, não haveria a grave crise que vivemos hoje. E disse mais: se o Congresso tivesse discutido com tempo, com vagar e profundidade, teria aprovado a proposta, que é lógica. Precisamos discutir melhor os problemas brasileiros nesta Casa. Há competência, seriedade, vocação, brasilidade e patriotismo aqui. O que não temos tido é tempo de discutir com profundidade nem de votar com liberdade sobre essas questões. A saúde brasileira precisa ser rediscutida nesta Casa, que tem de dar uma solução. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Concedo a palavra ao Deputado Mauro Benevides, do PMDB do Ceará. S.Exa. disporá de 25 minutos. O SR. MAURO BENEVIDES (PMDB-CE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, nobre Deputado pela Paraíba Luiz Couto; Sras. e Srs. Deputados, ocupo Agosto de 2004 a tribuna no período do Grande Expediente da sessão de hoje para transmitir apelo ao Presidente João Paulo Cunha e, naturalmente, às Lideranças partidárias para que, no esforço concentrado já programado para o próximo dia 10, a Câmara dos Deputados afinal aprecie o projeto que vai recriar a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE. Simultaneamente a essa recriação, esperamos que surja também a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM, para incrementar o desenvolvimento e planejar o crescimento do Norte do País. Posso recordar neste momento que, no dia 28 de julho do ano passado – portanto, há mais de 1 ano -, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, honrou o Ceará com sua visita. Naquela ocasião, ao lado de todos nós, Parlamentares do Estado, de Ministros, de técnicos qualificados do Governo Federal, de alguns Governadores, especialmente, o do Ceará, Lúcio Alcântara, o Presidente Lula, nordestino, anunciou, enfática e peremptoriamente, que a SUDENE ressurgiria qual uma fênix das cinzas da extinção, que condenamos veementemente naquele instante de péssima inspiração do Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Em conseqüência daquela determinação do Presidente da República, diante do Ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, começamos a admitir que aquela hipótese haveria de ser concretizada em razoável espaço de tempo, com o envio ao Parlamento brasileiro da proposta do Poder Executivo, que foi discutida também pelo idealizador da concepção original da SUDENE, nos idos de 1959, atendendo à recomendação explícita do Presidente Juscelino Kubitschek, o economista Celso Furtado. O Ministério da Integração Nacional confiou a uma técnica da melhor qualificação, Tânia Bacelar, a tarefa de ouvir os segmentos da sociedade nordestina, com vistas à elaboração de projeto que fosse inspirado em algo modernizante para a antiga autarquia especial, de cujo conselho administrativo me honro de haver sido integrante, ao exercer a Presidência do Banco do Nordeste do Brasil. A técnica Tânia Bacelar, com nobreza de sentimentos e a dinamicidade emprestada às suas atividades, elaborou o projeto. Naturalmente, por recomendação do próprio Ministro Ciro Gomes, entendeu de discuti-lo com os representantes do Nordeste nesta Casa. Não sei se o fez em relação aos Senadores – é bem possível que isso também tenha ocorrido -, mas, Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS quanto aos Deputados Federais, foi recebida aqui num café da manhã e discutiu à exaustão conosco todos os itens basilares da estrutura de um projeto de que se incumbira ouvindo outras pessoas qualificadas que puderam colaborar para que chegasse a esta Casa um instrumento em condições de atender aos anseios maiores da região nordestina. O que posso dizer é que até o presente momento, mais de 1 ano depois da chegada da determinação do Presidente da República e alguns meses do ingresso na Câmara dos Deputados do projeto do Poder Executivo que recria a SUDENE, nada mais fizemos do que apreciar a matéria na Comissão Especial, de que fiz parte e cujo Relator é o Deputado Zezéu Ribeiro, que desenvolveu esforços inauditos, ouvindo todas as Assembléias Legislativas do chamado Polígono das Secas para buscar diretrizes, sugestões, propostas que pudessem aprimorar o texto enviado ao Congresso Nacional pelo Chefe do Poder Executivo. Trabalhamos infatigavelmente em torno do projeto e, ao concluirmos a tarefa, considerada até ciclópica pelo Deputado Zezéu Ribeiro em pronunciamento à TV Câmara, ficamos neste plenário à espera de que as lideranças partidárias, por meio da coordenação sempre lúcida e eficiente do timoneiro maior desta Casa, Deputado João Paulo Cunha, chamassem o Plenário para deliberar a respeito, a fim de que se pudesse, então, chancelar iniciativa de vital importância para o desenvolvimento da região. O Sr. Átila Lins – Permite-me V.Exa. um aparte, nobre Deputado? O SR. MAURO BENEVIDES – Pois não, Deputado Átila Lins. O Sr. Átila Lins – Deputado Mauro Benevides, cumprimento V.Exa. por trazer mais uma vez ao conhecimento da Casa assunto da maior importância para sua região e o País. Quanto ao projeto de recriação da SUDAM, estamos observando sua tramitação, assim como a que teve o projeto de recriação da SUDENE nesta Casa. Sou o Presidente da Comissão Especial que examina o projeto da SUDAM, que tem como Relator o prezado companheiro do Pará nobre Deputado Paulo Rocha. O projeto da SUDAM veio para esta Casa no dia 22 de agosto, 20 dias após o da SUDENE. À época, o Presidente Lula foi a Fortaleza anunciar a recriação da SUDENE e também a Belém, Capital do Pará, anunciar para os Governadores da região – estava presente o Governador Eduardo Braga, do meu Estado, o Amazonas -, a recriação da SUDAM, ocasião Sexta-feira 6 33805 em que o projeto de lei complementar foi assinado e encaminhado para esta Casa. Já se passou, portanto, 1 ano que o projeto da SUDENE está na Casa e daqui a 15 dias fará 1 ano de tramitação do projeto da SUDAM, sem deliberação do Plenário. Eu e o Deputado Paulo Rocha fizemos o mesmo percurso da Comissão Especial da SUDENE, fomos a todos os Estados do Norte, ouvimos representantes da Assembléia Legislativa, visitamos os Governadores, realizamos audiências públicas com empresários, sindicatos, entidades organizadas da sociedade civil, ONGs. Enfim, procuramos auscultar todas essas lideranças aqui em Brasília, para que o projeto fosse aprimorado e pudesse receber o beneplácito deste Plenário. V.Exa. sabe que esses projetos vieram para o Congresso em regime de urgência, que foi retirado a nosso pedido. Com relação ao da SUDAM, pedimos ao Ministro Ciro Gomes que nos ajudasse a retirar a urgência porque precisávamos ouvir mais a sociedade. Depois disso, o plenário aprovou novo pedido de urgência. Lamentavelmente, nobre Deputado Mauro Benevides, apesar do regime de urgência, até hoje o projeto da SUDAM e o da SUDENE não foram submetidos à deliberação do Plenário, num flagrante prejuízo para nossas regiões. No Norte, por exemplo, onde atua a SUDAM, dos recursos alocados para a ADA – agência criada para substituir a SUDAM -, nenhum centavo foi aplicado. A ADA nem sequer aprovou um projeto, não liberou 1 centavo. Infelizmente, a região sob jurisdição daquele órgão não se tem beneficiado desses recursos, que poderiam estar sendo altamente benéficos para resolução de tantos problemas por que passa a região amazônica. Portanto, também comungo da preocupação de V.Exa. O Presidente João Paulo Cunha poderia aproveitar o esforço concentrado, até porque as lideranças partidárias haverão de dar aval, para que esses projetos, que já tiveram aprovado o regime de urgência, sejam encaminhados ao Plenário, devidamente aprovados e remetidos ao Senado. Dessa forma, talvez possamos, em 2005, ver esses órgãos em pleno funcionamento, em benefício das nossas regiões. Deputado Mauro Benevides, cumprimento V.Exa. pelo oportuno pronunciamento e pela louvável iniciativa de trazer ao conhecimento da Casa assunto que tem preocupado a todos nós. O SR. MAURO BENEVIDES – Muito grato a V.Exa., nobre Deputado Átila Lins, pela oportuna intervenção, sobretudo porque aduz àqueles argumentos esse outro de igual relevância: a protelação registrada também em relação à SUDAM. Aquilo que nós, nor- 33806 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS destinos, reclamamos – e o faço agora com a maior veemência possível – V.Exa. torna público por meio da menção a todos esses fatos que guardam similitude. São fatos praticamente análogos que se registraram nesse período e que deixam para nós – eu, V.Exa., o Deputado Fernando Ferro, de Pernambuco, e o Deputado Luiz Couto, da Paraíba – situação extremamente delicada diante daqueles que nos mandaram para esta Casa. Pernambuco sedia a SUDENE; o Ceará integra o elenco de Estados beneficiados pela sua profícua ação. V.Exa., representante do Amazonas, compõe a área jurisdicionada pela SUDAM. Quando V.Exa., na campanha eleitoral, visitar suas bases – sem dúvida, é um dos Deputados mais bem votados no Amazonas -, vai ser interpelado. Ocorre comigo no Ceará: “Por que a SUDENE não surgiu?” De igual maneira, ocorrerá no Amazonas: “Deputado Átila Lins, por que a SUDAM não foi ainda aprovada pelo Congresso?” Destaco, outrossim, que no último dia 19 de julho o Presidente João Paulo Cunha esteve em Fortaleza, a convite da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, para participar de debate. Homem extremamente competente, hábil, integrou-se à problemática da nossa região e assegurou que ele próprio, com a respeitabilidade que tem, na condição de Presidente da Câmara dos Deputados, mostraria sua sensibilidade diante da questão que lhe foi apresentada, já que entendemos, como também S.Exa., que a SUDENE é instrumento impulsionador do desenvolvimento regional. No próprio instante em que nós, Deputados e Senadores da Região Nordeste, como igualmente os da Amazônia, cruzamos os braços, mostramos omissão, desídia e negligência injustificáveis, o que vamos dizer àqueles que nos mandaram para esta Casa a fim de cumprir o mandato de representação popular? Que não estamos cumprindo cabalmente a missão que nos delegou o povo das nossas respectivas unidades federadas. Exatamente por isso fiz questão de falar hoje neste Grande Expediente, para transmitir meu veemente apelo, porque fatos supervenientes fazem com que discutamos essa matéria com alguma preocupação. A técnica Tânia Bacelar, muito conhecida nos círculos nordestinos – o Deputado Fernando Ferro, que está presente, conhece muito bem sua competência e dignidade -, afastou-se do problema, exonerou-se dessa responsabilidade, dessa tarefa, no desempe- Agosto de 2004 nho da qual vinha satisfazendo a todas as expectativas, ainda mais porque democratizou o processo de consulta, como desejava, ou deseja naturalmente, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: que se democratizasse, desse amplitude e abrangência bem maiores ao trabalho de elaboração dos projetos de recriação da SUDENE e, como lembrou o nobre Deputado Átila Lins, da SUDAM. O Sr. Osório Adriano – V.Exa. me concede um aparte? O SR. MAURO BENEVIDES – Com todo o prazer, Deputado Osório Adriano. O Sr. Osório Adriano – Nobre Deputado Mauro Benevides, eu não sei se esse mal se generalizou, porque nós, do Centro-Oeste, temos as mesmas queixas. Fizemos várias reuniões no Distrito Federal para a recriação da SUDECO, às quais estive presente; foram feitas reuniões em Mato Grosso e em Goiás, e continuamos aguardando. Os planos não eram maravilhosos. Não posso elogiar aquilo que se pretendia, porque não havia recursos algum para os Estados que compõem o Centro-Oeste. Tratava-se somente a criação da SUDECO com um programa imenso de criação de empregos, mais de 100, mas recursos para o desenvolvimento desses Estados eram zero – como o Fome Zero, criado pelo nosso Presidente Lula. De modo que temos a mesma queixa aqui no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estamos aguardando, mas, se vier a SUDECO, que seja para nos ajudar, não somente para gerar empregos, como nos foi apresentado. O mesmo que estou dizendo aqui a V.Exa. disse aos representantes do Ministério da Integração Nacional. Eram as minhas palavras. O SR. MAURO BENEVIDES – Muito grato a V.Exa., nobre Deputado Osório Adriano. O aparte de V.Exa. traz aquela característica de insatisfação que atinge as Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, exatamente aquelas que foram atendidas pelo próprio texto constitucional por conta da desigualdade que existe em relação ao Sul e ao Sudeste. Esses 3 instrumentos, o aludido por V.Exa., a SUDENE em relação ao Nordeste e a SUDAM em relação ao Norte, estimulados pelo Governo Federal, poderiam, como já o fizeram ao tempo em que existiam, dar uma contribuição inestimável, valiosíssima, a um incremento maior de nossas atividades produtivas. Em relação à SUDENE, posso dizer tudo isso a V.Exa. porque acompanhei aquele órgão em sua fase Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS áurea. Como membro de seu conselho deliberativo, Presidente que era do Banco do Nordeste, assisti à SUDENE transformar-se num fórum de grandes debates regionais, e até nacionais, com a presença de Governadores, Secretários e Parlamentares – havia uma representação do Senado Federal e uma da Câmara dos Deputados em todas as reuniões do conselho deliberativo. Agora, inexiste a SUDENE. Criou-se em seu lugar uma agência de desenvolvimento que ninguém sabe a que veio, pois atuou de forma improfícua e até desestimuladora para os seus próprios dirigentes. Nesse espaço de tempo, ficou um vácuo que a SUDENE teria de imediatamente ocupar a fim de restabelecer a confiança de todos nós no Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, como homem do Nordeste, tem o compromisso de fazer com que aquele órgão ressurja. Então, ela poderia continuar a realizar aquele trabalho, naturalmente de acordo com novos critérios, eticamente mais consentâneos com a orientação que deve prevalecer neste Governo, a fim de que não mais se registrem aquelas distorções, aqueles equívocos, aqueles desvios que frontalmente atingiram a sua imagem. Concedo, com imenso prazer, um aparte a ilustre representante do Maranhão nobre Deputado Wagner Lago. O Sr. Wagner Lago – Muito obrigado, nobre Deputado Mauro Benevides. Gostaria de cumprimentar não V.Exa., mas o Ceará, que o fez mandatário nesta Casa política, onde, com um cabedal de quase meio século de vivência política, coloca-se a serviço não só do seu Estado mas do Brasil. Nobre Deputado, comungo com sua posição no tocante ao restabelecimento de uma agência de desenvolvimento para o Nordeste. Celso Furtado foi feliz quando concebeu essa agência, que deveria tirar dinheiro do Brasil rico para dar ao Brasil pobre. Assim era com a SUDENE e com a SUDAM. Porém, a corrupção tomou conta desses órgãos. Ao invés de atuarem, nobre Deputado Fernando Ferro, ao invés de investigarem a corrupção que dominou a estrutura da SUDAM e da SUDENE, extinguiram esses órgãos. Esse foi um erro político. Se não fosse pela corrupção que se instalou na SUDENE e na SUDAM, o Maranhão, Estado vizinho ao de V.Exa., seria rico, porque as terras foram disponibilizadas para grandes projetos agropecuários com incentivos fiscais. O que aconteceu foi muita corrupção, muito assalto, a expulsão do homem do campo em nome de um pro- Sexta-feira 6 33807 jeto modernizante. Por último, no caso da SUDAM, se apurou e foi encontrado, em uma gaveta do marido da ex-Governadora do meu Estado, 1,5 milhão de reais, o que terminou defenestrando a atual Senadora de uma candidatura fictícia à Presidência da República. Hoje, eles são contra o Ministério Público, dizem que sofreram uma perseguição política quando o Ministério Público de 3 Estados apurou o desvio de recursos da SUDAM. Foi esse o triste fim dessas 2 agências de desenvolvimento e o triste fim do meu Estado, que alienou suas terras em benefício desses projetos que obtiveram incentivo fiscal. Parabéns a V.Exa., parabéns ao Ceará e parabéns ao Brasil. V.Exa. é um mestre do vernáculo, um experiente político que coloca sua experiência a serviço de causas como as da SUDAM e da SUDENE. O SR. MAURO BENEVIDES – Muito grato, nobre Deputado Wagner Lago. V.Exa., que convive comigo há tanto tempo, desde quando exercíamos outros mandatos, traz uma contribuição inestimável, proclamandome defensor de uma causa que é também sua, como nordestino, e dos amazonenses, por intermédio do Deputado Átila Lins. Aqueles que vivenciam a realidade do Norte e do Nordeste entendem ser indispensável o ressurgimento tanto da SUDENE como da SUDAM. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma demonstração extremamente positiva da sua sensibilidade quando propôs o renascimento da SUDENE e da SUDAM, mas, para a opinião pública brasileira, fica a impressão de que nós, Deputados e Senadores, naturalmente por uma extensão da estrutura bicameral predominante no País, somos responsáveis pela forma inexplicavelmente modorrenta como se processa essa tramitação. A Comissão Especial apreciou, discutiu o projeto com técnicos qualificados. A economista Tânia Bacelar afastou-se do processo por razões que não foram ainda suficientemente esclarecidas. Agora, Deputado Wagner Lago, o que se alega é que os recursos destinados à recriação da SUDAM e da SUDENE passaram a ser, por intermédio do Fundo de Desenvolvimento Regional, reivindicados pelos Governadores dos vários Estados que estariam sob a jurisdição dessas autarquias. Não tenho nenhum dado concreto para assegurar que essa é a razão dessa indefinição, dessa protelação que atinge a votação de uma matéria de inquestionável relevância. Minha presença hoje aqui é exatamente para fazer esse alerta e, sobretudo, um apelo veemente e 33808 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS patético ao Presidente João Paulo Cunha: que S.Exa., ouvidas as lideranças partidárias, inclua essa matéria no esforço concentrado que teremos a partir do próximo dia 10. Já existem medidas provisórias embargando a Ordem do Dia, mas S.Exa. tem gênio e arte bastantes para encontrar a oportunidade, a brecha regimental para garantir a aprovação desses projetos, que são fundamentais para o desenvolvimento daquelas regiões e o bem-estar de sua gente. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Vai-se passar ao horário de VI – COMUNICAÇÕES PARLAMENTARES Tem a palavra o Sr. Deputado Fernando Ferro, pelo PT. O SR. FERNANDO FERRO (PT-PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero expressar minha preocupação – por sinal, já a encaminhei ao Ministério dos Transportes – com a principal via de acesso do sul do País ao Estado do Pernambuco, a BR-101. O trecho que liga Recife a Alagoas está intransitável. Uma seqüência de crateras praticamente destruiu aquela via de acesso tão importante, o que está a prejudicar os seus usuários provocando acidentes, danificando veículos e constrangendo toda uma população e os interesses do transporte por aquela rodovia. Reitero publicamente apelo que fiz ao Ministério dos Transportes quanto à necessidade urgente da liberação de recursos para a reparação daquela rodovia, pois é inaceitável o estado em que se encontra. Na condição de Deputado da base de sustentação do Governo, não me posso silenciar diante de tal calamidade. Que o Ministério dos Transportes e o Governo analisem com urgência os problemas atinentes a essa rodovia. Ao transitar por lá, correndo risco de vida, vi acidentes e pessoas desesperadas. Precisamos dar uma solução para esse caso. Sei que o Governo está desembolsando recursos para a recuperação da malha rodoviária, mas os Agosto de 2004 Durante o discurso do Sr. Mauro Benevides, o Sr. Átila Lins, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Luiz Couto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Apresentação de proposições. Os Senhores Deputados que tenham proposições a apresentar queiram fazê-lo. casos com os quais nos deparamos na BR-101, no sul de Pernambuco, é desesperador, porque é uma rodovia de risco e onde já ocorreram vários acidentes com vítimas fatais e prejuízos diversos. Ficam registrados nossa manifestação e apelo ao Ministério dos Transportes, ao qual já me dirigi de maneira solidária e comprometido com a solução do problema. Sem sombra de dúvidas, trata-se do principal ramo rodoviário de acesso ao sul do País e por onde passa a maior parte das cargas do Estado de Pernambuco para Alagoas e a Região Sul do Brasil. Queremos contribuir com a fiscalização e observação das necessidades de infra-estrutura rodoviária do País que está a merecer uma intervenção rápida, urgente e reparadora para, pelo menos, de imediato, amenizar os transtornos provocados aos usuários e à população da região. O Governo deve dedicar atenção especial a essa política de restauração da malha rodoviária, o que é uma grita geral. Temos registrado algumas manifestações, inclusive da Confederação Nacional dos Transportes, que, por sinal, em outros momentos, nunca vi tão combativa, não querendo tirar seu mérito de reclamar e cobrar ações do Governo, mas também não posso deixar de compreender que a restauração da malha rodoviária é um apelo que faz parte do interesse de toda a população brasileira. Temos esperança e a certeza de uma ação do Governo no sentido de restaurar esse importante patrimônio de infra-estrutura para o transporte rodoviário brasileiro, que é fundamental para respondermos Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS à necessidade de crescimento da economia do Brasil, que, cada vez mais, exige rodovias adequadas ao transporte de cargas e ao progresso do País. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Wagner Lago, para uma Comunicação de Liderança, pelo PP. O SR. WAGNER LAGO (PP-MA. Como Líder.) – Sr. Presidente, Deputado Luiz Couto, Deputado Mauro Benevides, Sras. e Srs. Deputados, o que me traz hoje à tribuna desta Casa é, em primeiro lugar, a leitura de uma nota da Associação Brasileira de Imprensa: “A Associação Brasileira de Imprensa, em parceria com outras entidades representativas de segmentos da sociedade, estará promovendo, no próximo dia 9 de agosto, às 10 horas, em seu auditório situado à Rua Araújo Porto Alegre, nº 71, 7º andar, Centro, Rio de Janeiro, ato em defesa das atribuições investigatórias do Ministério Público. O ato, aberto ao público, tem a finalidade de chamar a atenção da população para o perigo que representa a supressão dos poderes investigatórios do Ministério Público. Apoiar o Ministério Público, neste momento, significa defender os interesses da sociedade, principalmente no tocante ao combate ao crime e à corrupção em nosso País, já que as investigações conduzidas diretamente pelo Ministério Público têm-se mostrado, em nossa história recente, meio de grande eficácia na luta contra a impunidade”. Sr. Presidente, outras entidades, além da ABI, apóiam a iniciativa. São elas: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro; Instituto dos Advogados do Brasil; CNBB; e Associação dos Magistrados Brasileiros. Gostaria também de comentar o assunto. Se há uma instituição que emergiu da Carta Democrática de 1988 com poderes para defender a sociedade como um todo, é o Ministério Público, que, no uso de suas atribuições constitucionais, tem-se revelado instrumento muito forte no sentido de perquirir e defender os direitos da sociedade, nos quais estão inseridos o combate ao crime organizado, ao crime do colarinho branco, a titularidade da ação penal. Hoje há abrangência de atribuições constitucionais acometidas pela Carta de 1988 ao Ministério Público. Sr. Presidente, Deputado Mauro Benevides, o Ceará agora substitui a Paraíba na direção dos trabalhos da Casa do povo brasileiro, em perfeita sintonia, como Sexta-feira 6 33809 diz o Deputado Luiz Couto, com o Maranhão. Estamos cumprindo nossa tarefa, nosso mandato. Há uma preocupação em relação à limitação do poder investigatório do Ministério Público. Não devemos ter medo dessa investigação. O Ministério Público, com as prerrogativas constitucionais que tem, está mais imune, mais afastado das nefastas influências políticas. A Polícia, por melhor que apure, não pode exclui-lo desse leque investigatório. As investigações do Ministério Público são importantes. A Polícia talvez não tenha as prerrogativas da inamovibilidade, da irredutibilidade de vencimentos, como ocorre com o Ministério Público. Cito 2 casos: o escândalo do Fórum trabalhista de São Paulo e a participação de Hildebrando Pascoal no crime organizado do Acre, que está preso graças à ação do Ministério Público. Ele mandava serrar e esquartejar seres humanos. Era uma figura forte na política do Acre, a ponto de ter assento aqui na Casa do povo brasileiro. Poderia apresentar dezenas de outros exemplos, mas meu tempo na tribuna está se esgotando, conforme determina o Regimento, que tenho obrigação de cumprir. Com a tolerância do Presidente e do nobre Deputado Átila Lins, que também nos está assistindo, agradecemos à Mesa a generosidade que nos permitirá concluir o discurso, dizendo que esse ato público em defesa das atribuições investigatórias do Ministério Público, patrocinado pela ABI, não é restrito, mas engloba vários segmentos representativos da sociedade e operadores do Direito, como a magistratura, a advocacia, a OAB e outros setores. Para concluir, o Ministério Público deve ser fortalecido. Deputado Luiz Couto, temos obrigação, no Congresso Nacional, de elaborar imediatamente legislação no sentido de regulamentar a atribuição investigatória do Ministério Público, que não quer exclusividade na investigação e, sim, atuar da mesma forma como se atua em países civilizados da Europa, ou seja, com autoridade para apurar crimes. É esse o Ministério Público que queremos; foi esse Ministério Público que ajudamos a emergir da Carta de 1988, juntamente com o Deputado Mauro Benevides. Registro essa ocorrência da tribuna da Casa do povo brasileiro e convido a população do Rio de Janeiro e todos que queiram a participar desse enriquecedor debate. Haverá esclarecimentos, de uma vez por todas, a respeito da possibilidade constitucional de o Ministério Público ter entre as suas atribuições a investigação. Nós, representantes do povo brasileiro, não devemos ter receio. Quem tem receio do Ministério Público são os corruptos, os criminosos de colarinho branco, aqueles que não cumprem a lei. Por isso queremos 33810 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS um Ministério Público forte, atuante, independente, soberano, com autonomia administrativa e financeira. Esperamos todos nós que, com esse acervo de autonomia, ele represente bem a defesa dos interesses da sociedade brasileira. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Mauro Benevides) – A Casa registra o oportuno pronunciamento do nobre Deputado Wagner Lago, que defende as prerrogativas do Ministério Público no momento em que se discutem as faculdades atribuídas a esse importante órgão que tem por objetivo primordial a defesa da sociedade. O Sr. Luiz Couto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Mauro Benevides, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Mauro Benevides) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Luiz Couto, pelo PT. O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em sucessivos ofícios ao TCU e também à CGU solicitei providências para a falta de medicamentos de uso contínuo para pacientes portadores do Mal de Parkinson, que fazem hemodiálise, transplantados e outros que igualmente necessitam desses remédios. Eis que agora o Tribunal de Contas da União, em acórdão publicado no Diário Oficial, em 23 de julho, comprova as inúmeras e sucessivas irregularidades cometidas pelo Sr. Joácio Morais, Secretário de Saúde do Estado da Paraíba. Há irregularidades a perder de vista e para todo gosto. Baseado em ações levantadas pelo Ministério Público, o TCU apontou um leque de irregularidades, com claros indícios de superfaturamento. Eis algumas, retiradas da documentação elaborada pelo TCU e reproduzidas no Correio da Paraíba, edição de 4 de agosto de 2004, na coluna do jornalista Rubens Nóbrega: a) Constante carência de medicamentos para atender à população, mesmo tendo o Governo Federal repassado todos os recursos necessários – e mais, pois houve acréscimo de verbas. Mesmo assim, o Secretário foi à Assembléia dizer que os remédios não estavam chegando porque o Governo Federal não havia repassado a verba; foi desmascarado, porque no mesmo dia o repasse estava lá, e com acréscimo. Melhor seria se ele tivesse ficado calado. b) Prática usual de inexigibilidade e dispensas de licitações, favorecendo Elfa e Atma, Agosto de 2004 com base em suposta exclusividade de vendas conferidas àquelas empresas. c) A Secretaria aceitava declarações de exclusividade duvidosa, algumas com teor que denunciavam a armação para a qual tinham sido expedidas. d) Os processos de compras eram para aquisição de princípio ativo, mas a Secretaria comprava marcas de medicamentos e quase sempre das mesmas empresas. e) Ausência de justificação de preços nos processos de aquisição de medicamento, favorecendo o superfaturamento. Esta lista é apenas uma pequena amostra do rol de irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas da União, que estabeleceu prazo para que o Secretário de Saúde, Sr. Joácio Morais, preste conta de todos esses atos, nitidamente danosos ao Erário. O Ministério da Saúde deu um grande exemplo ao desbaratar os “vampiros” que estavam sugando os recursos públicos. Não podemos permitir que “vampiros” se ramifiquem pelos Estados, desdobrando-se num vôo de nuvens de “morcegos” que aqui e ali, no varejo, mas de soma volumosa, desviem, por meio de licitações fraudulentas, os recursos destinados à população carente. Não é de se estranhar, portanto, que, com um descalabro dessa natureza, estejam faltando medicamentos para portadores do Mal de Parkinson, para pacientes que fazem hemodiálise, transplantados e outros que necessitam de remédios de uso contínuo, os quais estão sujeitos a danos colaterais irrecuperáveis por conta da aguda incompetência do atual Secretário de Saúde, que deveria pôr a mão na consciência e conscientizar-se de que não possui requisitos técnicos para o cargo. O ápice dessa monumental incompetência foi a ameaça de morte sofrida, via telefonemas anônimos, por pacientes que sofrem do Mal de Parkinson, que, após fazerem denúncias, passaram por perseguições e ameaças de morte. Isso mesmo, ameaça de morte dirigida a pacientes e a seus parentes – muito provavelmente saída de dentro da Secretaria de Saúde – que ousaram reclamar do sagrado direito de ter acesso aos medicamentos essenciais à continuidade de seus tratamentos. Acuada, a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, cujo titular foi indicado pelo Senador Efraim Morais, do PFL, reconhece o rol de irregularidades, suspendendo pagamentos e substituindo a comissão de licitação. Essa confissão de culpa não basta. Há de se cumprir as determinações do TCU, da CGU e também do Ministério Público. Mas, exigên- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cias maiores estão por vir. Entre estas, a demissão do Secretário Joácio Morais e o prosseguimento das investigações, para que se apurem as irregularidades, punindo autoridades públicas, inclusive o Secretário e também as empresas que ajudaram a montar essa indevida transfusão de sangue do Erário. Por fim, aonde anda o recém-convertido a paladino da moralidade pública, o ex-Deputado e atual Senador Efraim Morais, do PFL, que nomeou o condutor-mor desse descalabro financeiro? Quando Deputado, o atual Senador não tinha a mínima vontade de combater quaisquer sinais de irregularidades. Passou os 8 anos do Governo Fernando Henrique calado sem apontar quaisquer condutas irregulares do Governo do qual fazia parte, sem qualquer questionamento. E agora, com o maior cinismo, se apresenta como paladino da moralidade. Ora, esse papel não cabe a quem possui um passado cevado nas estufas da ditadura e que sabiamente não tem muita propensão para a ética na política. Não Senador, esse papel não cabe no seu biotipo político, soa artificial. A sociedade enxerga pretensão demais na busca do Senador em desempenhar esse papel. Principalmente quando o Governo Lula, o nosso Governo, por meio dos mecanismos existentes – aliás, esses mecanismos não eram tão utilizados no Governo anterior, do qual o Senador fazia parte -, está a postos, vigilante o tempo inteiro. Vide o caso da Polícia Federal que tem investigado e desbaratado quadrilhas como nunca. Então, Senador Efraim Morais, que tal utilizar a mesma virulência usual e exigir também que seu irmão deixe a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba para quem de fato saiba exercer o cargo? Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Mauro Benevides) – Concedo a palavra ao ilustre representante do Amazonas, nobre Deputado Átila Lins, pelo PPS. O SR. ÁTILA LINS (PPS-AM. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há dias o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o art. 5º da Medida Provisória nº 40, de 2004, que reduziu a zero as alíquotas do PIS e da COFINS. Esse ato, Sr. Presidente, foi extremamente nocivo à economia do Estado do Amazonas, uma vez que, com a redução dessas alíquotas na aquisição de componentes e bens intermediários, o consumidor amazonense será duramente castigado e terá o seu custo de vida elevado. A questão é simples: com a perda do crédito presumido, provocada pela redução a zero das alíquotas, os custos das empresas vão aumentar, porque tudo que elas comprarem de outros Estados vai ter o preço Sexta-feira 6 33811 onerado, e naturalmente esses gastos serão repassados aos consumidores finais. A reação das autoridades do Estado do Amazonas foi imediata. Tendo à frente o Governador Eduardo Braga e a bancada federal do Amazonas, foi realizada terça-feira, no Palácio do Planalto, uma reunião que contou com a presença dos Ministros José Dirceu, da Casa Civil; Antônio Palocci, da Fazenda; Luiz Fernando Furlan, da Indústria e Comercio; Alfredo Nascimento, dos Transportes; a Sra. Flávia Grosso, do nosso Estado, Superintendente da Zona Franca de Manaus, representantes do empresariado amazonense e da Zona Franca e presidentes de entidades dos diversos segmentos da Zona Franca de Manaus. No encontro foram apresentados estudos elaborados por técnicos do Governo do Amazonas, da SUFRAMA e de entidades empresariais, demonstrando os impactos do veto presidencial no custo da produção e das exportações. Se mantido o veto, haverá grande perda de competitividade da indústria da Zona Franca de Manaus nos mercados externo e interno. O encontro teve um resultado animador. A reunião no Palácio do Planalto foi realizada por determinação do Presidente Lula, que solicitou aos Ministros da área ouvissem o Governador do Estado, os empresários da Zona Franca e os políticos do Amazonas para se cientificarem dos impactos causados pelo veto presidencial e pela medida provisória assinada e fazer eventuais correções à economia amazonense. O Presidente Lula, em seguida, fez questão de almoçar com o Governador Eduardo Braga, e prometeu dar nesta semana uma solução capaz de reverter os impactos causados pelo fim do crédito de 9,25%, relativo ao PIS/COFINS, para as indústrias de bens finais da Zona Franca de Manaus. O Presidente Lula demonstrou todo o interesse em resolver a questão, deixando claro que não passa por sua cabeça a adoção de qualquer medida que possa prejudicar o Pólo Industrial de Manaus. O Presidente disse ainda ao Governador Eduardo Braga ser favorável ao modelo da Zona Franca de Manaus. Os amazonenses estão agora na expectativa da medida provisória, a ser editada pelo Presidente da República, que vai proceder às modificações necessárias para salvaguardar os interesses da Zona Franca de Manaus eventualmente prejudicados pelo veto e pela outra MP. É preciso que se destaque, Sr. Presidente, que, na reunião no Palácio do Planalto, o Governador Eduardo Braga foi bastante eficaz na defesa dos pontos básicos do modelo Zona Franca, e foi eficaz na medida em que apresentou documentos, dados estatísticos, indicadores econômicos; enfim, fez uma defesa vee- 33812 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mente e competente de quem conhece em profundidade a legislação e os impactos que geram no mercado da Zona Franca de Manaus, que têm reflexos no País e no exterior. Sr. Presidente, concluo dizendo que nós que participamos da reunião representando a Câmara e o Amazonas na discussão ficamos envaidecidos com a forma como o Governador defendeu os interesses da Zona Franca e a maneira como os Ministros do Governo Lula, especialmente os Ministros José Dirceu e Luiz Fernando Furlan, participaram. Eles procuraram realmente certificar-se dos impactos e dos prejuízos que essa medida causa à Zona Franca de Manaus, aos trabalhadores, aos empresários e à economia amazonense. Quero crer, Sr. Presidente, que nós haveremos de receber do Presidente Lula a nova medida provisória, que virá compensar eventuais perdas que a Zona Franca de Manaus certamente teve, em função da medida adotada pelo Governo na semana passada. Estamos, portanto, Sr. Presidente, convencidos de que somente com uma discussão ampla, efetiva e esclarecedora é possível tirarmos as dúvidas que a Receita Federal e o Ministro da Fazenda tinham em relação ao veto, à medida provisória e aos impactos da redução da alíquota zero do PIS/COFINS para a Zona Franca de Manaus. O Ministro e o Secretário da Receita Federal fizeram questão de afirmar que a questão tributária tem de ter neutralidade. Ocorre que a Zona Franca de Manaus sempre teve um diferencial. As legislações sempre estabeleceram normas para o País, mas afirmavam sempre, ao final, “Excluída a Zona Franca”, porque ela, por força do Decreto-Lei nº 288, tem essas diferenciações que impulsionam seu desenvolvimento e seu crescimento. Era o que tinha a dizer. Agradeço a V.Exa., Sr. Presidente, a paciência. Durante o discurso do Sr. Átila Lins, o Sr. Mauro Benevides, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Luiz Couto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Paes Landim, para uma Comunicação de Liderança, pelo PTB. S.Exa. dispõe de até 6 minutos. DISCURSO DO SR. DEPUTADO PAES LANDIM QUE, ENTREGUE À REVISÃO DO ORADOR, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO. Agosto de 2004 O SR. VIEIRA REIS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. VIEIRA REIS (PMDB-RJ. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho à tribuna prestar justa homenagem aos 50 anos de fundação da ABBR – Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Estado do Rio de Janeiro, que, na data de 5 de agosto de 1954, foi instituída pelo arquiteto Fernando Lemos e pelo grande empresário Percy Murray que congregaram um grupo da elite social do Estado em torno do nobre ideal de proporcionar aos deficientes físicos um atendimento médico diferente, pois englobaria todas as modalidades de assistência médico-social. Já na década de 60, a ABBR teve seu grande crescimento e aprimoramento com a criação pioneira da Escola de Formação Profissional de Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, nos moldes do curriculum da Escola de Reabilitação da Universidade de Columbia, em Nova York. A Escola de Reabilitação e o Centro de Reabilitação da ABBR nasceram sob a inspiração da filantropia, com o concurso diuturno e gratuito de muitos médicos que, ao longo de décadas, militaram, formando os novos profissionais, no atendimento médico de pacientes carentes de reabilitação. Sr. Presidente, em constante progresso, a ABBR, por meio de suas instalações, sempre inovou no atendimento. Foi em 1999, que a ABBR entrou em um processo de reformulação, modernizando suas instalações e proporcionando aos pacientes novos recursos especializados. A despeito da sua imensa folha de serviços prestados à comunidade, a ABBR, infatigável, continua se empenhando no excepcional atendimento de todas as pessoas que batem à sua porta. Continua lutando, com intrepidez e muito zelo, pela redenção dos nossos cidadãos atingidos por lesões, tênues ou graves. Seu sublime propósito persiste: reabilitar. A ABBR, além de ser referência para toda a população do Estado do Rio de Janeiro, goza de reconhecimento e grande prestígio. Por sua ação pioneira nas atividades de reabilitação, como centro de referência nacional, é detentora de títulos de utilidade pública municipal, estadual e federal, e instituição de notório saber. Sr. Presidente, em 50 anos, a ABBR é uma instituição saudável e eficiente, mantendo-se na condição Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de pioneira do Brasil em relação à reabilitação. Nesse período acolheu mais de 280 mil pacientes. Hoje, realiza cerca de 3.500 procedimentos diários e atende a aproximadamente 2.500 pacientes naquele recinto. E seus tratamentos em reabilitação e serviços são prestados a crianças, jovens, adultos e idosos. A ABBR vem adotando princípios de gestão empresarial, com rígidos processos nas suas diversas atividades, com ênfase na recuperação médica dos seus pacientes, assim como valorização do seu capital intelectual, fator preponderante na condução de vencer o seu desafio: solucionar o déficit financeiro encontrado e a melhoria da qualidade dos seus serviços, mesmo atravessando grandes dificuldades estruturais e financeiras. Não poderia deixar de homenagear o enorme empenho e participação do Dr. Deusdeth Gomes do Nascimento, que está à frente dessa instituição que tanto nos orgulha. Está de parabéns a ABBR, o seu Presidente, Dr. Deusdeth Gomes do Nascimento, seus conselheiros, associados e também aqueles funcionários que, com tanta dedicação, têm trabalhado com afinco e carinho em prol daqueles pacientes que ali chegam portando dificuldades físicas, psíquicas e são realmente bem atendidos. Era o que tinha a dizer. O SR. CARLOS ABICALIL – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exa a palavra. O SR. CARLOS ABICALIL (PT-MT. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, nobre Deputado Luiz Couto, Sras. e Srs. Deputados, ao término desta primeira semana de trabalho legislativo, gostaria de expressar meus cumprimentos a todos os Deputados e Deputadas que nesses dias fizeram o uso da tribuna com seus importantes discursos. Sr. Presidente, gostaria de comunicar aos colegas uma atividade importante que, na sua segunda edição, alcança o apoio da Câmara dos Deputados. Trata-se da 2ª Conferência Nacional de Educação do Campo, que será concluída amanhã de manhã. Em 1998, a iniciativa tinha no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e na Confederação de Trabalhadores na Agricultura seus principais motores. Realizou-se em Brasília a 1ª Conferência Nacional, que resultou em atenção especial de política pública dirigida às populações do campo. Ainda hoje, o campo no Brasil é o mais empobrecido do que em qualquer outro lugar – compreende dois terços dos Sexta-feira 6 33813 analfabetos adultos com mais de 15 anos de idade. Lá estão concentrados também 70% daqueles que sequer concluíram a 4ª série do ensino fundamental. Movimentos e organizações da sociedade civil estão reunidos em Luziânia, no Estado de Goiás, para debater o assunto. Eles concluirão os trabalhos amanhã e vão mostrar o que é necessário para o aprimoramento das políticas públicas para a área de educação no campo, seja ela voltada para a melhoria da qualidade das escolas, valorização dos seus profissionais, incorporação de novos contingentes da população nessas escolas, seja para propor escolas agrícolas, que também já têm um movimento nacional consolidado. Enfim, vão nos mostrar a projeção de componentes curriculares e de organização da própria maneira de ter os tempos escolares e o calendário das escolas rurais e do campo voltados às suas especificidades, às condições climáticas e de produção, particularmente da agricultura familiar, dando, sem dúvida alguma, enorme contribuição, especialmente neste ano de 2004, em que a Câmara dos Deputados, por intermédio da Comissão de Educação e Cultura, tem a tarefa legal de avaliar a execução do 1º Plano Nacional de Educação, com validade de 10 anos – plano esse aprovado em 2001 por voto simbólico de liderança e unanimidade no plenário da Casa. Sofreu 9 vetos do então Presidente Fernando Henrique Cardoso. Curiosamente, todos os vetos foram relativos aos aspectos atinentes ao financiamento da educação, um dos pontos nevrálgicos para se atingir o direito das populações brasileiras de terem acesso à educação de qualidade, universal e democrática. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados está dando grande contribuição ao apoiar o evento. Trata-se de importante avanço não apenas para a elaboração de projetos de leis nesta Casa, mas para acertar políticas públicas que dêem à população do campo bem-estar, vida digna, educação de qualidade e, mais do que isso, condições de ela poder ver valorizada sua forma de entender o mundo, as relações sociais, com a natureza, com a produção e com a família. A agricultura familiar é o maior instrumento de promoção da repartição da riqueza e da renda no País. Ontem à tarde, com muita alegria, participei daquele evento na condição de conferencista. Amanhã, teremos a oportunidade de encerrá-lo. À ocasião, enviaremos todas as sugestões às autoridades do Poder Executivo Federal – na pessoa do Presidente da 33814 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS República; do Poder Executivo Estadual e Municipal: Governadores e Prefeitos. Na próxima etapa, no segundo semestre, em ano de eleições municipais, as sugestões serão muito oportunas para o debate político em cada uma das cidades, tendo em vista que a maior parte da região produtora do País – falo da agricultura familiar – tem a atividade educacional delegada aos Municípios. Tive oportunidade, ontem, de estar com o Ministro da Educação, Tarso Genro. Sobre o encontro falarei da tribuna na próxima segunda-feira. À ocasião, recebemos notícias alvissareiras a respeito do Orçamento para o próximo ano. Crescerão, consideravelmente, os investimentos públicos em educação, particularmente para a educação básica e para o ensino superior público. Parabenizo a Comissão de Educação e Cultura pelo importante trabalho. Refiro-me à modificação das leis de incentivo ao audiovisual brasileiro, compromisso de campanha deste Governo. É uma aspiração dos produtores culturais do Brasil a descentralização dos recursos, a valorização da produção regional e o aproveitamento da intensa, densa e diversificada capacidade criadora. Nossa capacidade está espalhada pelo Brasil afora e necessita urgentemente de uma política cultural voltada para a produção, encontrada em cada rincão do País, ainda desprovida de fundos públicos e de incentivos à altura do que o povo merece. O Brasil é capaz de produzir, gerar riqueza e, principalmente, cultura e cidadania. Essa tarefa, sem dúvida alguma, no segundo semestre, será desenvolvida, com muito destaque, na Comissão de Educação e Cultura. Tenho a convicção de que estaremos acertando o passo para que o País venha a ser de fato de todos nós. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Srs. Parlamentares, a Capital do meu Estado, João Pessoa, comemora hoje seu aniversário de emancipação política. Portanto, parabenizo-a pela passagem dessa data, assim como o povo de João Pessoa que luta para torná-la cada vez mais acolhedora e digna. VII – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Encerro a sessão, convocando outra para amanhã, sexta-feira, dia 6 de agosto, às 9 horas. Agosto de 2004 AVISOS PROPOSIÇÃO EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS OU RECURSOS EMENDAS RECURSOS 1.CONTRA APRECIAÇÃO CONCLUSIVA DE COMISSÃO – ART. 24, II, DO RI INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: ART. 58, § 3º, combinado com ART. 132, § 2º, DO RI PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: ART. 58, § 1º, DO RI COM PARECERES FAVORÁVEIS PROJETOS DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 617-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Cidade de Maracaju Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Maracaju, Estado do Mato Grosso do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 797-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio FM Esperança Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Nova Esperança, Estado do Paraná. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 853-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Araripe de Campos Sales Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Campos Sales, Estado do Ceará ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 856-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Clube de Curvelo Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Curvelo, Estado de Minas Gerais ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.040-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Emissora de Educação Rural Santarém Ltda. para explorar, serviço de radiodifusão sonora em onda tropical, na cidade de Santarém, Estado do Pará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33815 Nº 1.041-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Brotense Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Porecatu, Estado do Paraná. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.205-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Porto Santo Radiodifusão Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Quirinópolis, Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.054-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Sociedade Rádio Vila Real Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Cuiabá, Estado do Mato Grosso. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.220-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à FM São Bento de Amontada Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Pindoretama, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.158-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Clube Pontagrossense Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Ponta Grossa, Estado do Paraná. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.229-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza o Governo do Estado de Alagoas a executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Arapiraca, Estado de Alagoas. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.173-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Fundação Cultural Celinauta para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Pato Branco, Estado do Paraná ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.239-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Universidade do Contestado – Campus de Concórdia, para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Concórdia, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.180-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Evangélica de Comunicação – FUNEC, para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de João Pessoa, Estado da Paraíba. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.182-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Santa Tereza do Oeste Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Santa Tereza do Oeste, Estado do Paraná ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.188-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Sistema Montes Belos de Comunicação Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Palmeiras de Goiás, Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.240-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Rádio Educativa Brumas FM, para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Brumado, Estado da Bahia. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.241-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Alagoas Comunicação Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Pio IX, Estado do Piauí. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.242-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Papanduva Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Papanduva, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 33816 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 1.243-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Cidade Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de São José do Cedro, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.245-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Cultural de Joinville, para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Joinville, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.248-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Fronteira Oeste Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Dionísio Cerqueira, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.249-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Sociedade Rádio Guarujá Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em ondas curtas, na cidade de Florianópolis, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.250-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio e Televisão Ponta Negra Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Santarém, Estado do Pará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.254-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Cidade do Rio de Janeiro Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.256-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Portal Sistema FM de Comunicação Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade São Carlos, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Agosto de 2004 Nº 1.258-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Artístico e Cultural de Fonte Boa – ASCOMADAFB a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Fonte Boa, Estado do Amazonas. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.261-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação para o Desenvolvimento Sustentável de Gravatá, para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Gravatá, Estado de Pernambuco. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.262-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Super Rádio DM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Afonso Cláudio, Estado do Espírito Santo. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.267-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Lopes & Passamani Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Mara Rosa, Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.277-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Ultra FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de São João da Barra, Estado do Rio de Janeiro. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.278-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Educacional e Social Dídimo Ribeiro Gomes, para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.284-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Aquarela Cearense Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Itapagé, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33817 Nº 1.285-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – prova o ato que outorga permissão à Rádio Rural de São João Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de São João D’’Aliança, Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.306-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Clube do Pará PRC-5 Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Belém , Estado do Pará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.286-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Aquarela Cearense Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Canindé, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.309-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Fundação Cultural Princesa do Sul para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.289-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade de Assaré a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Assaré, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.311-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão ao Sistema Interativa de Comunicação Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Laguna, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.291-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Benevente de Moradores a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Anchieta, Estado do Espírito Santo. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.292-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Nativa FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Edéia, Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.294-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural de Itapipoca a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Itapipoca, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.296-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Movimento Comunitário Rádio Comunitária FM-AMCRC/FM a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Taquarussu, Estado de Mato Grosso do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.319-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Centralinense de Radiodifusão Comunitária a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Centralina, Estado de Minas Gerais. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.321-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Sociedade Civil para o Desenvolvimento de Barbalha a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Barbalha, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.335-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de Antônio Dias a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Antônio Dias, Estado de Minas Gerais. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.336-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Lopes & Passamani Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Santo Antônio da Barra, Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 33818 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 801-A/03 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Tropical de Dionísio Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Dionísio, Estado de Minas Gerais. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-8-04 Nº 1.246-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Desenvolvimento Social e Comunicação Popular de Paraipaba a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Paraipaba, Estado do Ceará. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-8-04 Nº 1.260-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Amigos de Caraí (ACAC) a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Caraí, Estado de Minas Gerais. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-8-04 PROJETOS DE LEI Nº 7.398-B/02 (ALOYSIO NUNES FERREIRA) – Altera o art. 9º da Lei nº 9.434/97. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 727-B/03 (EDNA MACEDO) – Define prioridades para a destinação de produtos de origem animal ou vegetal apreendidos na forma da Lei. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Agosto de 2004 1.2 COM PARECERES, QUANTO AO MÉRITO, CONTRÁRIOS (Art. 133, DO RI) PROJETOS DE LEI Nº 466/99 (MILTON MONTI) – Estabelece prazo de dez anos e as condições para a recomposição das áreas de preservação permanente. (E seu apensado: PL nº 1.364/03, do Dep. Inocêncio Oliveira). ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 5.203/01 (LAVOISIER MAIA) – Institui o programa de avaliação seriada nas instituições federais de ensino superior. (E seus apensados: PLs nºs 5.726/01, do Dep. Mário Assad Júnior; 5.793/01, do Dep. Gilberto Kassab e 549/03, do Dep. José Roberto Arruda). ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.584/03 (WELINTON FAGUNDES) – Acrescenta o inciso VII ao art. 67 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “ Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional “. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.776/03 (ANDRÉ LUIZ) – Dispõe sobre a proibição do comércio em todo o Território Nacional, fornecer sacolas plásticas, utilizadas para carregar compras, devendo as mesmas serem substituídas por sacolas de papel. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.809/03 (ROGÉRIO SILVA) – Dispõe sobre a criação do “Dia Nacional do Taxista”. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 2.759/03 (MILTON MONTI) – Institui o Dia Nacional do Caixa de Supermercado. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 1.638-B/03 (ELISEU PADILHA) – Denomina “Rodovia Deputado Wilson Mattos Branco” a rodovia BR-392, desde o município de Pelotas até o de Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 2. CONTRA PARECER TERMINATIVO DE COMISSÃO – ART 54, DO RI Nº 2.828-C/00 (ANTONIO CARLOS BISCAIA) – Projeto de lei que acrescenta parágrafo único ao art. 1º da Lei nº 7102, de 1983, dispondo sobre o acesso de pessoas portadoras de deficiência nos estabelecimentos financeiros. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-8-04 PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: ART. 58, § 1º, DO RI Nº 5.918-B/01 (IVAN VALENTE) – Dá nova redação ao § 3º, do art. 87, da Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-8-04 PROJETOS DE LEI (SUJEITAS A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO EM APRECIAÇÃO PRELIMINAR, NOS TERMOS DO ART. 144, DO RI) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: ART 58, § 3º, combinado com ART. 132, § 2º, DO RI 2.2 PELA INADEQUAÇÃO FINANCEIRA E/OU ORÇAMENTÁRIA Nº 4.290/98 (VIC PIRES FRANCO) – Dispõe sobre a criação da Zona Franca de Santarém, no Pará. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 7.392/02 (DR. ROSINHA) – Dispõe sobre o cancelamento de débitos para com a Fazenda Nacional, nos casos que especifica. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 255/03 (SENADO FEDERAL) – Dispõe sobre as dívidas do crédito rural na área da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 552/03 (MARIA DO ROSÁRIO) – Acrescenta parágrafo ao art. 4º da Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 657/03 (BABÁ) – Autoriza o Poder Executivo a instituir a Universidade Federal do Oeste do Estado do Pará e dá outras providências. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 2.601/03 (MEDEIROS) – Acrescenta alínea h ao inciso II do artigo 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. (E seu apensado: PL nº 2.686/03, do Dep. Durval Orlato). ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 3. CONTRA DECLARAÇÃO DE PREJUDICIALIDADE – ART. 164, § 1º, DO RI (SUJEITOS A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO, APÓS OUVIDA A CCJR, NOS TERMOS DO ART. 164, § 2º E § 3º, DO RI) PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: ART. 164, § 2º, DO RI PROJETOS DE LEI Nº 1.829/03 (JÚLIO REDECKER) – Altera a Lei n.º 8.989, de 1995, modificada pela Lei n.º 10.690, de 2003, no que se refere à aquisição de veículo com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados por pessoa portadora de deficiência. (E seu apensado: PL nº 1.951/03, do Dep. Eduardo Paes). ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 2.870/04 (RUBINELLI) – Revoga-se o art. 188 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, que institui o Código de Processo Civil. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 1.921/04 (EDSON DUARTE) – Solicita ao Sr. Ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, informações sobre fiscalização de conteúdo nas emissoras de rádio e televisão. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-8-04 Sexta-feira 6 33819 4. SUJEITO A DEVOLUÇÃO AO AUTOR, nos termos do artigo 137, § 1º, do RI. Prazo para apresentação de recurso artigo 137, § 2º (05 sessões), as seguintes proposições: PROJETOS DE LEI Nº 3.816/04 (MAX ROSENMANN) – Dispõe sobre o adiamento da satisfação das obrigações tributárias devidas pelas empresas fabricantes de veículos automotores. ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 Nº 3.863/04 (CARLOS NADER) – “Dispõe sobre o assédio sexual no âmbito da Administração Pública e dá outras providências.” ÚLTIMA SESSÃO: 6-8-04 ORADORES SORTEADOS PARA O GRANDE EXPEDIENTE DO MÊS DE AGOSTO DE 2004 Dia 6, 6ª-feira 10:00 ÁTILA LINS (PPS – AM) 10:25 COLOMBO (PT – PR) 10:50 TELMA DE SOUZA (PT – SP) 11:15 SUELY CAMPOS (PP – RR) 11:40 JOÃO CALDAS (PL – AL) 12:05 ÉRICO RIBEIRO (PP – RS) 12:30 MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP – MG) 12:55 NEUCIMAR FRAGA (PL – ES) 13:20 DR. RIBAMAR ALVES (PSB – MA) Dia 9, 2ª-feira 15:00 JACKSON BARRETO (PTB – SE) 15:25 TEREZINHA FERNANDES (PT – MA) 15:50 IVAN VALENTE (PT – SP) 16:15 ZENALDO COUTINHO (PSDB – PA) 16:40 ZEZÉU RIBEIRO (PT – BA) 17:05 NEYDE APARECIDA (PT – GO) 17:30 MARCONDES GADELHA (PTB – PB) 17:55 MOACIR MICHELETTO (PMDB – PR) 18:20 RUBENS OTONI (PT – GO) Dia 10, 3ª-feira 15:00 JULIO SEMEGHINI (PSDB – SP) 15:25 LUIZ ALBERTO (PT – BA) Dia 11, 4ª-feira 15:00 ANGELA GUADAGNIN (PT – SP) 15:25 CABO JÚLIO (PSC – MG) Dia 12, 5ª-feira 15:00 GERALDO RESENDE (PPS – MS) 15:25 JOSÉ ROBERTO ARRUDA (PFL – DF) 33820 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Dia 13, 6ª-feira 10:00 GERVÁSIO SILVA (PFL – SC) 10:25 ROGÉRIO TEÓFILO (PPS – AL) 10:50 MILTON CARDIAS (PTB – RS) 11:15 MARIÂNGELA DUARTE (PT – SP) 11:40 CARLOS MOTA (PL – MG) 12:05 LUIZ CARLOS SANTOS (PFL – SP) 12:30 ZULAIÊ COBRA (PSDB – SP) 12:55 NICIAS RIBEIRO (PSDB – PA) Dia 16, 2ª-feira 15:00 LUIZ CARREIRA (PFL – BA) 15:25 IVAN RANZOLIN (PP – SC) 15:50 SANDRA ROSADO (PMDB – RN) 16:15 ROBERTO GOUVEIA (PT – SP) 16:40 JOÃO CORREIA (PMDB – AC) 17:05 CORIOLANO SALES (PFL – BA) 17:30 VIC PIRES FRANCO (PFL – PA) 17:55 DRA. CLAIR (PT – PR) 18:20 WILSON SANTIAGO (PMDB – PB) Dia 17, 3ª-feira 15:00 ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB – SP) 15:25 NILTON BAIANO (PP – ES) Dia 18, 4ª-feira 15:00 BISMARCK MAIA (PSDB – CE) 15:25 BARBOSA NETO (PSB – GO) Dia 19, 5ª-feira 15:00 JOÃO BATISTA (PFL – SP) 15:25 RONALDO DIMAS (PSDB – TO) Dia 20, 6ª-feira 10:00 INOCÊNCIO OLIVEIRA (PFL – PE) 10:25 JOSUÉ BENGTSON (PTB – PA) 10:50 VANDER LOUBET (PT – MS) 11:15 GERVÁSIO OLIVEIRA (PDT – AP) 11:40 ANN PONTES (PMDB – PA) 12:05 LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR) 12:30 LEONARDO VILELA (PP – GO) 12:55 GILBERTO NASCIMENTO (PMDB – SP) 13:20 PAULO PIMENTA (PT – RS) Dia 23, 2ª-feira 15:00 ZONTA (PP – SC) 15:25 PAULO KOBAYASHI (PSDB – SP) 15:50 POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) 16:15 EDUARDO PAES (PSDB – RJ) 16:40 GIACOBO (PL – PR) 17:05 REINALDO BETÃO (PL – RJ) 17:30 NAZARENO FONTELES (PT – PI) 17:55 MANATO (PDT – ES) Agosto de 2004 18:20 ARY VANAZZI (PT – RS) Dia 24, 3ª-feira 15:00 PAULO ROCHA (PT – PA) 15:25 VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB – AM) Dia 25, 4ª-feira 15:00 EDUARDO CUNHA (PMDB – RJ) 15:25 JOSÉ CARLOS ELIAS (PTB – ES) Dia 26, 5ª-feira 15:00 ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDB – SP) 15:25 LUCIANO CASTRO (PL – RR) Dia 27, 6ª-feira 10:00 OSVALDO REIS (PMDB – TO) 10:25 LUIZ EDUARDO GREENHALGH (PT – SP) 10:50 FRANCISCO RODRIGUES (PFL – RR) 11:15 JOSÉ CARLOS ARAÚJO (PFL – BA) 11:40 IRINY LOPES (PT – ES) 12:05 JUTAHY JUNIOR (PSDB – BA) 12:30 NELSON PROENÇA (PPS – RS) 12:55 FERNANDO FERRO (PT – PE) 13:20 PEDRO FERNANDES (PTB – MA) Dia 30, 2ª-feira 15:00 ZÉ GERALDO (PT – PA) 15:25 JOÃO CAMPOS (PSDB – GO) 15:50 MORONI TORGAN (PFL – CE) 16:15 MARCUS VICENTE (PTB – ES) 16:40 NELSON TRAD (PMDB – MS) 17:05 HOMERO BARRETO (PTB – TO) 17:30 ANTONIO JOAQUIM (PP – MA) 17:55 ORLANDO FANTAZZINI (PT – SP) 18:20 PROFESSOR LUIZINHO (PT – SP) Dia 31, 3ª-feira 15:00 PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA (PSDB – GO) 15:25 JOSÉ LINHARES (PP – CE) ORDEM DO DIA DAS COMISSÕES I – COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-08-04 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 62/99 – da Sra. Iara Bernardi – que “altera os arts. 482, 483 e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943”. (Apensados: PL 1265/1999 e PL 1831/1999) RELATORA: Deputada LAURA CARNEIRO. PROJETO DE LEI Nº 7.298/02 – do Sr. Cabo Júlio – que “dispõe sobre a proibição de regalias no Sistema Penitenciário Brasileiro”. (Apensados: PL 908/2003 e PL 2121/2003) RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS BISCAIA. PROJETO DE LEI Nº 1.281/03 – do Sr. Inaldo Leitão – que “dispõe sobre assistência em processos de interesse da Administração Pública “. RELATOR: Deputado ROBERTO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 1.830/03 – do Sr. Vander Loubet – que “altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. PROJETO DE LEI Nº 2.090/03 – do Sr. Zico Bronzeado – que “altera a Lei do Inquilinato para dispor sobre o pagamento de tributos”. RELATOR: Deputado SIGMARINGA SEIXAS. PROJETO DE LEI Nº 2.179/03 – do Sr. Chico Alencar – que “altera a Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, que dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais”. RELATOR: Deputado VIC PIRES FRANCO. PROJETO DE LEI Nº 2.426/03 – do Sr. Ricardo Fiuza – que “regulamenta o disposto no art. 50 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, disciplinando a declaração judicial de desconsideração da personalidade jurídica e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. Sexta-feira 6 33821 PROJETO DE LEI Nº 2.918/04 – do Sr. Carlos Nader – que “”Dispensa da execução por dívidas os imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação, e dá outras providências .”” RELATOR: Deputado RUBINELLI. PROJETO DE LEI Nº 3.264/04 – do Sr. Fernando Lopes – que “acrescenta inciso ao Artigo 2º da Lei nº 8.866, de 11 de abril de 1994”. RELATOR: Deputado OSMAR SERRAGLIO. PROJETO DE LEI Nº 3.809/04 – do Sr. Coronel Alves – que “altera o art. 669 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, e dá outras providências”. RELATORA: Deputada JUÍZA DENISE FROSSARD. PROJETO DE LEI Nº 3.840/04 – do Sr. Mendes Ribeiro Filho – que “dá nova redação ao art. 30 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, que dispõe sobre os registros públicos”. RELATORA: Deputada FÁTIMA BEZERRA. PROJETO DE LEI Nº 3.852/04 – do Sr. Carlos Sampaio – que “acrescenta o art. 92 – A e altera a redação do parágrafo único do art. 93 do Decreto – Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal”. RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS BISCAIA. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 6.043/02 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “assegura ao recém-nascido o direito de realização de exames de identificação de catarata congênita e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ALEXANDRE CARDOSO. PROJETO DE LEI Nº 6.090/02 – do Sr. Orlando Fantazzini – que “veda a exposição de mulheres nuas ou em trajes sumários em material de divulgação turística”. RELATOR: Deputado ZENALDO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 6.164/02 – do Sr. Cabo Júlio – que “dispõe sobre a destinação de produtos, substâncias ou drogas ilícitas apreendidas que causem dependência física ou psíquica” RELATOR: Deputado DARCI COELHO. PROJETO DE LEI Nº 2.661/03 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “revoga o § 1º, do art. 9º, da Lei Federal nº 4. 380, de 21 de agosto de 1964”. RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS. PROJETO DE LEI Nº 6.167/02 – do Senado Federal – LUIZ PONTES – que “autoriza a criação do Fundo de Apoio à Cajucultura – Funcaju, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado MAURO BENEVIDES. PROJETO DE LEI Nº 2.823/03 – do Sr. Vander Loubet – que “acrescenta dispositivo à Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, que institui a Lei de Execução Penal”. RELATOR: Deputado ROBERTO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 6.411/02 – do Sr. Alberto Fraga – que “estabelece a especialização de polícias militares do Distrito Federal no policiamento escolar”. RELATOR: Deputado OSMAR SERRAGLIO. 33822 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Agosto de 2004 PROJETO DE LEI Nº 6.493/02 – do Sr. Alceste Almeida – que “ Altera a Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973 (Estatuto do Índio), autorizando a construção de guarnições militares em terras indígenas”. RELATOR: Deputado SÉRGIO MIRANDA. PROJETO DE LEI Nº 452/03 – da Sra. Iara Bernardi – que “acrescenta novo parágrafo ao artigo 87 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação”. RELATOR: Deputado CELSO RUSSOMANNO. PROJETO DE LEI Nº 6.531/02 – do Sr. Inácio Arruda – que “dispõe sobre a inclusão do exame de mamografia nos Hospitais Públicos de Referência dos Municípios-Pólo”. RELATOR: Deputado ALCEU COLLARES. PROJETO DE LEI Nº 483/03 – do Sr. Carlos Nader – que “altera o art. 588 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT”. RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS. PROJETO DE LEI Nº 6.681/02 – do Sr. José Pimentel – que “estabelece prazo para o pagamento de indenização aos segurados”. RELATOR: Deputado CARLOS MOTA. PROJETO DE LEI Nº 6.797/02 – do Sr. Rodrigo Maia – que “altera a Lei nº 9.430, de 27/12/96, relativamente ao tratamento tributário dado aos créditos de pessoas jurídicas registrados em perdas, em vias de recuperação”. RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. PROJETO DE LEI Nº 7.098/02 – do Sr. Roberto Pessoa – que “altera a redação dos arts. 2º e 9º, da Lei nº. 4.767, de 30 de agosto de 1965, ampliando a abrangência dos beneficiários dos direitos assegurados aos Militares Veteranos da Segunda Guerra Mundial”. (Apensado: PL 7342/2002) RELATOR: Deputado LINDBERG FARIAS. PROJETO DE LEI Nº 7.188/02 – do Poder Executivo – (MSC 762/2002) – que “desvincula, parcialmente, no exercício de 2003 e subseqüentes, a aplicação dos recursos de que tratam os arts. 48, 49 e 50 da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, pertencentes à União”. RELATOR: Deputado SIGMARINGA SEIXAS. PROJETO DE LEI Nº 7.301/02 – do Sr. Cabo Júlio – que “dispõe sobre a criação de cadastro de estabelecimentos que comercializam autopeças usadas, recondicionadas ou remanufaturadas”. RELATOR: Deputado EDMAR MOREIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.457/02 – do Sr. Eni Voltolini – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que “institui o Código de Trânsito Brasileiro””. RELATOR: Deputado RUBINELLI. PROJETO DE LEI Nº 399/03 – do Sr. Carlos Alberto Leréia – que “altera o art. 3º, § 1º, da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993”. RELATOR: Deputado EDMAR MOREIRA. PROJETO DE LEI Nº 443/03 – do Sr. José Chaves e outros – que “dispõe sobre a disponibilização na Internet do mapa da violência”. RELATOR: Deputado JOÃO CAMPOS. PROJETO DE LEI Nº 547/03 – do Sr. Reginaldo Lopes – que “dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas de beneficiamento e comércio de laticínios informar ao produtor de leite o valor pago pelo produto até o dia cinco de cada mês e a proibição de diferenciação de preços entre produtores e a proibição da prática de cotas de excedente, chamado de produção excedente, entre os períodos das águas”. (Apensado: PL 1051/2003) RELATOR: Deputado ISAÍAS SILVESTRE. PROJETO DE LEI Nº 566/03 – do Sr. Rogério Silva – que “dá nova redação ao artigo 2º da Lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999, obrigando o estabelecimento de ensino a divulgar a lista de material escolar quarenta e cinco dias antes da data final para matrícula”. RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS. PROJETO DE LEI Nº 616/03 – do Sr. Ary Vanazzi – que “autoriza o Poder Executivo a alienar os imóveis que menciona, pertencentes à Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – CGTEE”. RELATOR: Deputado MENDES RIBEIRO FILHO. PROJETO DE LEI Nº 629/03 – do Sr. Moisés Lipnik – que “proíbe a importação de mercadorias produzidas com trabalho infantil ou com contrato de aprendizagem, nas condições que especifica”. RELATOR: Deputado JEFFERSON CAMPOS. PROJETO DE LEI Nº 653/03 – do Sr. Luciano Zica – que “dispõe sobre a distribuição de materiais escolares e equipamentos de informática compatíveis com a atividade escolar declarados abandonados ou objeto de pena de perdimento”. RELATOR: Deputado JUTAHY JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 673/03 – do Sr. Rogério Silva – que “acrescenta dispositivo ao art. 105 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, estabelecendo como equipamento obrigatório dos veículos de carga, as barras laterais de proteção”. (Apensado: PL 1026/2003) RELATOR: Deputado PAULO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 696/03 – do Sr. Zezéu Ribeiro – que “dispõe sobre o acesso à informação de valor didático por alunos e professores nas áreas de engenharia e arquitetura, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOSÉ ROBERTO ARRUDA. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 6 33823 PROJETO DE LEI Nº 700/03 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de câmeras de filmagem nos shopping centers e similares”. RELATOR: Deputado REGINALDO GERMANO. agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado BOSCO COSTA. PROJETO DE LEI Nº 802/03 – do Sr. Paulo Gouvêa – que “acrescenta artigo à Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que “Institui o Código de Trânsito Brasileiro””. RELATOR: Deputado PAULO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 1.494/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome de Osvaldo Cruz no Livro dos Heróis da Pátria”. RELATOR: Deputado SÉRGIO MIRANDA. PROJETO DE LEI Nº 899/03 – do Sr. Rogério Silva – que “altera a redação do inciso IX do art. 22, da Lei nº 9.503 / 97, que institui o Código de Trânsito Brasileiro”. RELATOR: Deputado ANTONIO CRUZ. PROJETO DE LEI Nº 1.016/03 – do Sr. Renato Casagrande – que “acresce o art. 19-A à Lei nº 9.795, de 1999, que “dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências”, para determinar a destinação à educação ambiental de um percentual dos gastos com propaganda comercial de produtos com embalagens descartáveis”. RELATOR: Deputado WAGNER LAGO. PROJETO DE LEI Nº 1.162/03 – do Sr. Rogério Silva – que “acrescenta dispositivo ao art. 158 do Código de Trânsito Brasileiro, para tornar obrigatória a aprendizagem noturna”. RELATOR: Deputado RUBINELLI. PROJETO DE LEI Nº 1.314/03 – do Sr. Josué Bengtson – que “altera a Lei nº 7.986, de 28 de dezembro de 1989, para acrescentar artigo assegurando aos seringueiros aposentados e aos pensionistas e seus dependentes, o direito ao recebimento da gratificação natalina”. RELATOR: Deputado MAURO BENEVIDES. PROJETO DE LEI Nº 1.339/03 – do Sr. Fábio Souto – que “altera a Lei nº 9.433, de 8 de Janeiro de 1997, prevendo aplicação de recursos na recuperação das áreas de preservação permanente que especifica”. RELATOR: Deputado OSMAR SERRAGLIO. PROJETO DE LEI Nº 1.391/03 – do Sr. Ricarte de Freitas – que “altera a Lei nº 6.938, de 1981, dispondo sobre a destinação dos recursos obtidos com o pagamento de reposição florestal ou autorização de desmatamento”. RELATOR: Deputado LUIZ COUTO. PROJETO DE LEI Nº 1.467/03 – do Sr. Chico Alencar – que “altera o art. 11 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, que “Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos PROJETO DE LEI Nº 1.509/03 – do Sr. Carlos Sampaio – que “altera o artigo 140, inciso I do Decreto-Lei n° 7.661 / 45, adaptando-o ao atual Código Civil”. (Apensados: PL 1510/2003, PL 1511/2003, PL 1513/2003, PL 1514/2003, PL 1515/2003, PL 1516/2003, PL 1517/2003, PL 1519/2003, PL 1520/2003, PL 1521/2003 e PL 1518/2003) RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. PROJETO DE LEI Nº 1.526/03 – do Sr. Vicentinho – que “proíbe a aquisição de veículos de procedência estrangeira pelos órgãos públicos governamentais das esferas federal, estadual e municipal”. RELATOR: Deputado ZENALDO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 1.601/03 – do Sr. Zico Bronzeado – que “dispõe sobre o aproveitamento de vagas em Instituições Públicas de Ensino Superior”. RELATOR: Deputado LINDBERG FARIAS. PROJETO DE LEI Nº 1.652/03 – do Sr. Luiz Alberto – que “”Altera o art.2º da Lei nº 5.859 de 11 de dezembro de 1972 e dá outras providências””. RELATOR: Deputado DARCI COELHO. PROJETO DE LEI Nº 1.763/03 – do Sr. Lobbe Neto – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de placas de sinalização nas Rodovias Federais”. RELATOR: Deputado JUTAHY JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 1.767/03 – do Sr. Neucimar Fraga – que “fixa prazo para conclusão de ação fiscalizatória do Tribunal de Contas da União realizadas em obras e edificações e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOSÉ PIMENTEL. PROJETO DE LEI Nº 1.826/03 – do Sr. Alberto Fraga – que “institui a Medalha Sérgio Vieira de Mello”. RELATOR: Deputado ANTONIO CRUZ. PROJETO DE LEI Nº 1.876/03 – do Sr. Colbert Martins – que “dá nova redação ao Art. 159 da Lei nº 9.503 de 23/09/1997 (Código de Trânsito Brasileiro)”. (Apensado: PL 2078/2003) RELATOR: Deputado JOSÉ DIVINO. PROJETO DE LEI Nº 1.984/03 – do Sr. Ricardo Barros – que “altera o inciso XIII do artigo 7º da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado COLBERT MARTINS. 33824 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 1.985/03 – do Sr. Eduardo Valverde – que “altera a Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973, dando-lhe a redação a seguir”. RELATORA: Deputada DRA. CLAIR. PROJETO DE LEI Nº 1.990/03 – do Sr. Ronaldo Vasconcellos – que “modifica a Lei nº 10.671, de 15 de maio de 2003, que dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor e dá outras providências” (Apensado: PL 1991/2003) RELATOR: Deputado ANDRÉ DE PAULA. PROJETO DE LEI Nº 2.005/03 – do Sr. Ronaldo Vasconcellos – que “modifica a Lei nº 10.671, de 15 de maio de 2003, que dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor e dá outras providências”. RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS. PROJETO DE LEI Nº 2.040/03 – do Sr. Walter Pinheiro – que “altera para dois anos o limite máximo para retroação de débitos, junto a qualquer empresa ou fornecedor”. (Apensado: PL 2102/2003) RELATOR: Deputado JOSÉ PIMENTEL. PROJETO DE LEI Nº 2.055/03 – do Sr. Giacobo – que “estabelece o prazo de cinco dias para apreciação e pronunciamento, por Junta Comercial, do pedido de registro de pequena ou microempresa”. RELATOR: Deputado JOSÉ PIMENTEL. PROJETO DE LEI Nº 2.136/03 – do Sr. Welinton Fagundes – que “altera a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, estabelecendo tratamento diferenciado na regulamentação da inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal das agroindústrias de pequeno porte localizadas em propriedades rurais e dá outras providências”. RELATOR: Deputado FERNANDO CORUJA. PROJETO DE LEI Nº 2.155/03 – do Sr. Coronel Alves – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de divulgação dos valores arrecadados a título de multas de trânsito e dá outras providências”. RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS. PROJETO DE LEI Nº 2.170/03 – TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO – que “dispõe sobre a criação de funções comissionadas no Quadro de Pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ZENALDO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 2.184/03 – do Sr. Almir Moura – que “obriga as instituições de ensino superior públicas e privadas a acrescentar em seus conteúdos curriculares de todos os cursos, pelo menos um crédito referente a disciplina cujo objeto seja a prática de atividades esportivas”. RELATOR: Deputado JOSÉ DIVINO. Agosto de 2004 PROJETO DE LEI Nº 2.320/03 – do Sr. Chico da Princesa – que “altera a Lei nº 6.682, de 27 de agosto de 1979, para dispor sobre as condições para a denominação suplementar de vias e estações terminais do Plano Nacional de Viação”. RELATOR: Deputado ELISEU PADILHA. PROJETO DE LEI Nº 2.397/03 – do Sr. Luciano Zica – que “veda o patrocínio, por órgãos e entidades públicas, de eventos e produções que induzam ao consumo de tabaco ou bebidas alcoólicas ou co-patrocinados por fabricantes de tais produtos”. RELATOR: Deputado MENDES RIBEIRO FILHO. PROJETO DE LEI Nº 2.416/03 – do Sr. Professor Irapuan Teixeira – que “altera o inciso I do art.44, da Lei Nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996”. RELATORA: Deputada DRA. CLAIR. PROJETO DE LEI Nº 2.576/03 – do Sr. Ronaldo Vasconcellos – que “altera a Lei n.º 9.985, de 18 de julho de 2000, dispondo sobre a visitação pública em parques”. RELATOR: Deputado MARCELO ORTIZ. PROJETO DE LEI Nº 3.177/04 – do Sr. Eduardo Paes – que “altera a legislação reguladora do processo administrativo de determinação e exigência de créditos tributários da União, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. PROJETO DE LEI Nº 3.320/04 – do Sr. Pastor Francisco Olímpio – que “dá nova redação ao Inciso II do artigo 20 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996”. RELATORA: Deputada FÁTIMA BEZERRA. PROJETO DE LEI Nº 3.432/04 – do Sr. Welinton Fagundes – que “dispõe sobre o atendimento pessoal ao consumidor nas empresas que oferecem atendimento por telefone, Internet ou outro meio similar”. RELATOR: Deputado NELSON TRAD. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 1.361/03 – do Sr. Francisco Turra – que “altera a redação do art. 20 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992”. (Apensado: PL 1448/2003) RELATORA: Deputada JUÍZA DENISE FROSSARD. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 06-08-04 Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 91/03 – do Sr. João Alfredo – que “considera efeito prejudicial sobre o meio ambiente socioeconômico o deslocamento de populações imposto pela construção de barragens, rodovias e outras obras, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado LUIZ EDUARDO GREENHALGH. PROJETO DE LEI Nº 2.478/03 – da Sra. Kátia Abreu – que “dispõe sobre o direito real de habitação”. RELATORA: Deputada JUÍZA DENISE FROSSARD. PROJETO DE LEI Nº 2.730/03 – do Sr. Almir Moura – que “dispõe sobre a sociedade unipessoal”. RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. PROJETO DE LEI Nº 3.397/04 – do Sr. Alberto Fraga – que “altera o art. 391 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. PROJETO DE LEI Nº 3.671/04 – do Sr. Almir Moura – que “altera o artigo 820 da Lei nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002 – Código Civil, para dispor sobre a vedação à exigência de fiança nas dívidas de pessoas físicas já garantidas por hipoteca”. RELATOR: Deputado NEY LOPES. PROJETO DE LEI Nº 3.685/04 – do Sr. Gustavo Fruet – que “altera os arts. 11 e 62 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que institui o Código Civil”. RELATOR: Deputado ROBERTO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 3.737/04 – do Sr. Anderson Adauto – que “altera a Lei nº 8.009, de 29 de março de 1990, para dispor sobre a impenhorabilidade do imóvel destinado ao exercício da atividade profissional liberal”. RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. PROJETO DE LEI Nº 3.757/04 – do Sr. Josué Bengtson – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de a preleção de cursos a jurados sorteados (art. 427, do Código de Processo Penal, Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941)” RELATOR: Deputado ODAIR. PROJETO DE LEI Nº 3.762/04 – do Sr. Carlos Abicalil – que “define o acórdão de Tribunal de Contas como título executivo extrajudicial”. RELATOR: Deputado JOSÉ PIMENTEL. PROJETO DE LEI Nº 3.780/04 – do Sr. Renato Casagrande – que “altera a redação do art. 1.418 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que institui o Código Civil”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. Sexta-feira 6 33825 B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 2.243/99 – da Sra. Miriam Reid – que “altera dispositivos da Lei nº 9.478, de 06 de agosto de 1997, especialmente no que refere a distribuição das parcelas dos valores devidos a título de royalties excedentes e especiais, destinando-os aos Municípios para incentivar programas no setor pesqueiro”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. PROJETO DE LEI Nº 6.915/02 – do Senado Federal – GERALDO CAMPOS – (PLS 212/1999) – que “regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos”. RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS BISCAIA. PROJETO DE LEI Nº 7.260/02 – do Sr. Lincoln Portela – que “dispõe sobre a manutenção de instalações e equipamentos de sistema de climatização de ambientes”. RELATOR: Deputado RUBINELLI. PROJETO DE LEI Nº 7.304/02 – do Sr. Cabo Júlio – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de fornecimento de colete à prova de balas aos policiais militares e civis dos Estados e do DF”. RELATOR: Deputado EDMAR MOREIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.414/02 – do Sr. Jovair Arantes – que “dispõe sobre o trabalho escolar de estudantes de nível superior que participem periodicamente de competições desportivas ou exerçam atividades artísticas itinerantes”. RELATOR: Deputado ROBERTO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 7.473/02 – da Sra. Jandira Feghali – que “dispõe sobre o repasse de contribuições de órgãos da administração pública direta, indireta e fundacional para clubes de caráter social, recreativo esportivo que congreguem os respectivos servidores ou empregados, e seus familiares”. RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO. PROJETO DE LEI Nº 49/03 – do Sr. Alceu Collares – que “acrescenta parágrafo único ao art. 7º da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, obrigando as concessionárias de serviço público a prestarem atendimento não automatizado gratuito aos usuários”. RELATOR: Deputado JUTAHY JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 64/03 – do Sr. Dr. Heleno – que “cria o Subsistema de Informações sobre Áreas Degradadas – SIAD – e dá outras providências”. RELATOR: Deputado SARNEY FILHO. 33826 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 95/03 – do Sr. Paulo Rocha – que “acrescenta artigo à Consolidação das Leis do Trabalho, a fim de determinar que a dispensa por justa causa da empregada gestante ocorra após a respectiva apuração em inquérito”. RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS. PROJETO DE LEI Nº 127/03 – do Sr. Antonio Carlos Biscaia – que “dispõe sobre a efetivação de pagamentos e recebimentos da remuneração do trabalho e dos benefícios previdenciários efetuados mediante depósito bancário, por pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado”. RELATOR: Deputado IVAN VALENTE. PROJETO DE LEI Nº 143/03 – do Sr. Luciano Castro – que “disciplina a captação de recursos financeiros para projetos ambientais e dá outras providências”. RELATOR: Deputado COLBERT MARTINS. PROJETO DE LEI Nº 184/03 – do Sr. Maurício Rabelo – que “altera os incisos I e II do art. 26 da Lei nº 8.078, de 1990, para aumentar o prazo em que o consumidor tem o direito de reclamar de vícios aparentes ou de fácil constatação em produtos e serviços”. RELATORA: Deputada DRA. CLAIR. PROJETO DE LEI Nº 231/03 – do Sr. Bernardo Ariston – que “dispõe sobre a criação de áreas e instalação de assentos para pessoas portadoras de deficiência (PPDs) e pessoas obesas e dá outras providências”. RELATOR: Deputado RUBINELLI. PROJETO DE LEI Nº 256/03 – do Senado Federal – WALDECK ORNELAS – que “dispõe sobre requisitos e condições para o registro de nomes de domínio na rede internet no Brasil”. RELATOR: Deputado LUIZ EDUARDO GREENHALGH. PROJETO DE LEI Nº 267/03 – do Sr. Carlos Nader – que “acrescenta o Art. 439 ao Decreto – lei 5.452 , de 1° de maio de 1943, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado TAKAYAMA. PROJETO DE LEI Nº 274/03 – do Sr. Sarney Filho – que “acrescenta parágrafo ao art. 25 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, referente à destinação de bens apreendidos”. (Apensado: PL 2100/2003) RELATOR: Deputado NELSON TRAD. PROJETO DE LEI Nº 293/03 – do Sr. Pastor Jorge – que “acrescenta artigo à Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, fixando prazo para apresentação, pelas concessionárias, de contas relativas à cobrança dos serviços prestados aos consumidores e usuários”. RELATOR: Deputado JEFFERSON CAMPOS. Agosto de 2004 PROJETO DE LEI Nº 300/03 – do Sr. Gilmar Machado – que “dispõe sobre a criação de salas de arte nos shoppings centers para exibição de filmes nacionais e de arte”. RELATOR: Deputado DARCI COELHO. PROJETO DE LEI Nº 326/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de exame preventivo de acuidade auditiva nos alunos matriculados na 1ª série de estabelecimentos de ensino fundamental”. RELATORA: Deputada EDNA MACEDO. PROJETO DE LEI Nº 344/03 – do Sr. Confúcio Moura – que “dispõe sobre modificações do § 3º do art. 98 da Lei nº 9.527, de 1997, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ALEXANDRE CARDOSO. PROJETO DE LEI Nº 362/03 – do Sr. Feu Rosa – que “determina a divulgação ao público dos anunciantes e financiadores dos veículos de imprensa”. RELATOR: Deputado ODAIR. PROJETO DE LEI Nº 1.542/03 – do Sr. Iris Simões – que “altera a redação do art. 162 da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997”. RELATOR: Deputado ZENALDO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 1.571/03 – do Sr. Carlos Nader – que “”Acrescenta dispositivo ao artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto – Lei n.º 5.452 de 1º de maio de 1943, e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado PAULO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 1.607/03 – do Sr. Rogério Silva – que “proíbe a fabricação e comercialização de produtos de qualquer natureza, destinados ao público infantil, reproduzindo a forma de cigarro e similares”. RELATORA: Deputada FÁTIMA BEZERRA. PROJETO DE LEI Nº 2.558/03 – do Sr. Confúcio Moura – que “altera a lei nº 10.738, de 17 de setembro de 2003 que dispõe sobre a criação de subsidiárias integrais do Banco do Brasil S.A. para atuação no segmento de microfinanças e consórcios”” RELATOR: Deputado JOSÉ PIMENTEL. PROJETO DE LEI Nº 2.706/03 – do Sr. Bernardo Ariston – que “institui o Selo de Qualidade Nacional de Turismo, no âmbito do Território Nacional, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado BOSCO COSTA. PROJETO DE LEI Nº 2.883/04 – do Sr. Chico Alencar – que “altera a Lei nº 6.494, de 07 de Dezembro de 1977”. RELATOR: Deputado LÉO ALCÂNTARA. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 3.054/04 – do Sr. Daniel Almeida – que “acrescenta inciso ao art. 473 da CLT, a fim permitir a ausência do empregado ao trabalho, na data de seu aniversário de nascimento, sem prejuízo de salário”. RELATOR: Deputado PAULO MAGALHÃES. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 06-08-04 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.562/03 – da Sra. Vanessa Grazziotin – que “obriga as empresas concessionárias de serviços públicos a enviar a todos os consumidores cópia do respectivo contrato de concessão para a prestação de serviços”. RELATOR: Deputado JOSÉ CARLOS MACHADO. COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 11-08-04 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 3.058/04 – do Sr. Mário Heringer – que “altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que “dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde”, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DR. FRANCISCO GONÇALVES. PROJETO DE LEI Nº 3.767/04 – do Sr. Pastor Francisco Olímpio – que “”Dá nova redação ao inciso II do art. 1.094 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 “” RELATOR: Deputado REINALDO BETÃO. Sexta-feira 6 33827 PROJETO DE LEI Nº 3.769/04 – do Sr. Celso Russomanno – que “altera o art. 32 da Lei n° 8.078, de 11 de setembro de 1990”. RELATOR: Deputado BERNARDO ARISTON. PROJETO DE LEI Nº 3.774/04 – do Sr. Carlos Nader – que “”Torna obrigatório o fornecimento de cadeiras de rodas para deficientes físicos e idosos em estabelecimentos centrais de compras e shopping centers.”” RELATOR: Deputado BISMARCK MAIA. PROJETO DE LEI Nº 3.786/04 – da Sra. Almerinda de Carvalho – que “institui o ressarcimento obrigatório aos estabelecimentos públicos de saúde, pelas indústrias de bebidas alcóolicas, das despesas com o tratamento de pacientes portadores de doenças causadas ou agravadas pelo álcool, bem como a proibição de veiculação de propaganda de bebidas alcóolicas nos meios de comunicação”. RELATOR: Deputado DR. BENEDITO DIAS. PROJETO DE LEI Nº 3.792/04 – da Sra. Laura Carneiro – que “dispõe sobre a concessão de empréstimo financeiro a pessoas que queiram empreender e gerar emprego e renda, criando o programa “Talento Empreendedor””. RELATOR: Deputado REGINALDO LOPES. PROJETO DE LEI Nº 3.806/04 – do Sr. Geddel Vieira Lima – que “inclui as entidades e associações de classe de âmbito nacional entre os beneficiários dos financiamentos dos Fundos Constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO)”. RELATOR: Deputado JAIRO CARNEIRO. PROJETO DE LEI Nº 3.819/04 – do Sr. Rubinelli – que “altera o art. 37 da Lei nº 9.492, de 10 de setembro de 1997, que define competência, regulamenta os serviços concernentes ao protesto de títulos e outros documentos de dívida e dá outras providências”. RELATOR: Deputado RONALDO DIMAS. PROJETO DE LEI Nº 3.820/04 – do Sr. Rubinelli – que “acrescenta o inciso III, ao art. 3º, da Lei nº 5.768, de 20 de dezembro de 1971, que altera a legislação sobre distribuição gratuita de prêmios, mediante sorteio, valebrinde ou concurso, a título de propaganda, estabelece normas de proteção à poupança popular, e dá outras providências”. (Apensado: PL 3887/2004) RELATOR: Deputado REINALDO BETÃO. PROJETO DE LEI Nº 3.836/04 – do Sr. Fernando de Fabinho – que “altera a redação do inciso XX do artigo 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, alterada pela Lei nº 10.865, de 2004”. (Apensado: PL 3886/2004) RELATOR: Deputado OSÓRIO ADRIANO. 33828 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-08-04 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 4.783/01 – da Sra. Almerinda de Carvalho – que “dispõe sobre a isenção de Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados de peças e aparelhos de geração de energia solar”. (Apensado: PL 621/2003) RELATOR: Deputado ARMANDO MONTEIRO. PROJETO DE LEI Nº 3.318/04 – do Sr. Carlos Rodrigues – que “cria fundo constituído por 5% (cinco por cento) da arrecadação dos royaltys, pagos em decorrência da extração de petróleo, para ser investido nos 10 (dez) Municípios, com IDH mais baixo, nos Estados da Federação beneficiados com os royaltys pagos”. RELATOR: Deputado ALEXANDRE SANTOS. Agosto de 2004 COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10-08-04 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.338/02 – do Sr. José Carlos Coutinho – que “Modifica os arts. 27 e 34 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, e dá outras providências”. (Apensado: PL 6.498/2002) RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS BISCAIA. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 11-08-04 B – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária (art. 54): Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 414/03 – da Sra. Thelma de Oliveira – que “institui nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios o Programa de Atendimento Integrado à adolescente gestante e dá outras providências”. RELATORA: Deputada YEDA CRUSIUS. PROJETO DE LEI Nº 2.899/04 – do Sr. Alberto Fraga – que “estabelece normas gerais de transferência de tecnologia produzida por entidades públicas e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DANIEL ALMEIDA. COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PROJETO DE LEI Nº 3.583/04 – do Sr. Nelson Marquezelli – que “acrescenta parágrafo único ao artigo 531 do Decreto-Lei nº 5.452, de 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 06-08-04 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 2.678/03 – da Sra. Selma Schons – que “altera a Lei nº 10.507, de 10 de julho de 2002, que “Cria a Profissão de Agente Comunitário de Saúde e dá outras providências””. RELATOR: Deputado GIVALDO CARIMBÃO. PROJETO DE LEI Nº 3.691/04 – do Sr. Ildeu Araujo – que “acrescenta inciso ao art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, dispensando de licitação as autorizações e permissões de uso de pequenas áreas públicas, para os fins que especifica”. RELATOR: Deputado JOVAIR ARANTES. PROJETO DE LEI Nº 3.692/04 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “dispõe sobre procedimento de pagamentos pela Administração Pública e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ISAÍAS SILVESTRE. PROJETO DE LEI Nº 3.696/04 – do Sr. Salvador Zimbaldi – que “disciplina e torna obrigatória a realização de auditoria externa nas empresas para minimizar acidentes e doenças profissionais”. RELATOR: Deputado LUCIANO CASTRO. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 3.711/04 – do Sr. Augusto Nardes – que “acrescenta dispositivos à Consolidação das Leis do Trabalho, a fim de definir os deveres das partes e de seus procuradores nos processos trabalhistas”. RELATOR: Deputado CARLOS ALBERTO LERÉIA. PROJETO DE LEI Nº 3.713/04 – do Sr. João Caldas – que “autoriza o Poder Executivo a instituir a Universidade Federal da Zona da Mata, no município de União dos Palmares, Estado de Alagoas, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOVINO CÂNDIDO. PROJETO DE LEI Nº 3.720/04 – do Sr. Carlos Nader – que “”Altera o art. 6º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965.”” RELATOR: Deputado MILTON CARDIAS. PROJETO DE LEI Nº 3.745/04 – do Sr. Coronel Alves – que “dá nova redação ao art. 11 da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, que dispõe sobre contratação por tempo determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal”. RELATOR: Deputado MILTON CARDIAS. PROJETO DE LEI Nº 3.759/04 – do Sr. Wilson Santos – que “”Dispõe sobre o exercício da Profissão de Historiador e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 3.782/04 – da Sra. Dra. Clair – que “altera a Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972, a fim de conceder estabilidade à gestante, tornar obrigatória a inclusão do doméstico no regime do FGTS e a concessão do benefício do seguro-desemprego, e dá outras providências”. RELATORA: Deputada ANN PONTES. PROJETO DE LEI Nº 3.795/04 – da Sra. Laura Carneiro – que “institui bolsa de estudos, denominada “bolsaestágio’’, com o objetivo de apoiar estudantes do ensino superior, tendo como contrapartida a prestação de serviços destes, como estagiários”. RELATORA: Deputada VANESSA GRAZZIOTIN. PROJETO DE LEI Nº 3.800/04 – da Sra. Laura Carneiro – que “permite o depósito do FGTS, por parte do empregador, em conta poupança de livre acesso em nome do trabalhador”. RELATORA: Deputada NEYDE APARECIDA. PROJETO DE LEI Nº 3.818/04 – da Sra. Maninha – que “torna obrigatório o fornecimento de protetores ou bloqueadores solares, nas condições que especifica”. RELATOR: Deputado JOVAIR ARANTES. Sexta-feira 6 33829 PROJETO DE LEI Nº 3.825/04 – do Sr. Milton Monti – que “acrescenta inciso ao art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, para permitir a movimentação da conta vinculada para a realização de reforma na moradia do titular”. RELATORA: Deputada DRA. CLAIR. PROJETO DE LEI Nº 3.837/04 – do Sr. Ricarte de Freitas – que “estabelece critérios de classificação em concurso público de nível médio, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CARLOS ALBERTO LERÉIA. PROJETO DE LEI Nº 3.859/04 – do Poder Executivo – que “dispõe sobre a transformação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas – Centro Universitário Federal – EFOA / CEUFE em Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL- MG e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ISAÍAS SILVESTRE. PROJETO DE LEI Nº 3.860/04 – do Poder Executivo – que “autoriza a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE a alienar os imóveis que especifica, localizados em Brasília – Distrito Federal”. RELATOR: Deputado LUCIANO CASTRO. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 324/99 – da Sra. Angela Guadagnin – que “altera dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, para permitir a ausência ao serviço a cada seis meses, por motivo de doação de sangue, sem prejuízo salarial”. (Apensados: PL 1705/1999, PL 2641/2000, PL 4105/2001, PL 756/2003, PL 277/2003, PL 2739/2003 e PL 3079/2004) RELATOR: Deputado CARLOS SANTANA. PROJETO DE LEI Nº 2.574/00 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “assegura às pessoas portadoras de deficiência auditiva o direito de serem atendidas nas repartições públicas federais e estaduais por meio da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, e dá outras providências”. (Apensados: PL 3115/2000, PL 5690/2001 e PL 3249/2004) RELATOR: Deputado ÉRICO RIBEIRO. PROJETO DE LEI Nº 2.639/00 – do Sr. Alex Canziani – que “dispõe sobre a atividade de curta duração em propriedades rurais”. RELATOR: Deputado MILTON CARDIAS. PROJETO DE LEI Nº 2.693/03 – do Sr. Roberto Gouveia e outros – que “regulamenta a negociação coletiva de trabalho no setor público”. RELATOR: Deputado CLÁUDIO MAGRÃO. 33830 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 3.554/04 – do Sr. Chico Alencar – que “dispõe sobre a concessão de preferência a produtos nacionais nas aquisições de bens e serviços pela administração pública federal”. RELATOR: Deputado RICARDO RIQUE. Agosto de 2004 III – COMISSÕES MISTAS COMISSÃO MISTA DE PLANOS, ORÇAMENTOS PÚBLICOS E FISCALIZAÇÃO COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 09/08/2004) Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 2.135/03 – do Sr. Eduardo Seabra – que “denomina a BR – 156 Governador JANARY GENTIL NUNES e determina outras providências” RELATOR: Deputado BETO ALBUQUERQUE. II – COMISSÕES TEMPORÁRIAS COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 349-A, DE 2001, DO SR. LUIZ ANTONIO FLEURY, QUE “ALTERA A REDAÇÃO DOS ARTS. 52, 53, 55 E 66 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL PARA ABOLIR O VOTO SECRETO NAS DECISÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL”. AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (10 SESSÕES) DECURSO: 7ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 11-08-04 Proposta de Emenda à Constituição (Art. 202, §3º) PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 349/01 – do Sr. Luiz Antonio Fleury – que “altera a redação dos arts. 52, 53, 55 e 66 da Constituição Federal para abolir o voto secreto nas decisões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal”. (Apensados: PEC 350/2001, PEC 352/2001, PEC 361/2001, PEC 390/2001, PEC 403/2001 e PEC 39/2003) RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (2 DIAS) Decurso:2º Dia Último Dia: 06/08/2004 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO referente ao AVISO Nº 15/2004-CN, que “Encaminha ao Congresso Nacional cópia do Acórdão nº 645, de 2004-TCU (Plenário), bem como dos respectivos Relatório e Voto que o fundamentam, referente ao Levantamento de Auditoria realizado nas obras de Construção de Trechos Rodoviários na BR-429 no Estado de Rondônia (Construção de Trecho Presidente Médici – São Miguel do Guaporé) (TC nº 003.187/2004-4)”. RELATORA: Deputada PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (2 DIAS) Decurso:1º Dia Último Dia: 13/08/2004 PROJETO DE LEI Nº 37/2004-CN, que “abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, crédito suplementar no valor de R$ 41.500.000,00 (quarenta e um milhões e quinhentos mil reais), para reforço de dotações constantes da Lei Orçamentária vigente, e dá outras providências. RELATOR: Senador VALDIR RAUPP PROJETO DE LEI Nº 40/2004-CN, que “abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor do Ministério da Fazenda e de Operações Oficiais de Crédito, crédito suplementar no valor global de R$ 206.524.299,00 (duzentos e seis milhões, quinhentos e vinte e quatro mil, duzentos e noventa e nove reais), para reforço de dotações constantes da Lei Orçamentária vigente. PROJETO DE LEI Nº 41/2004-CN, que “abre ao Orçamento da Seguridade Social da União, em favor do Ministério da Saúde, crédito suplementar no valor de R$ 199.450.000,00 (cento e noventa e nove milhões, quatrocentos e cinqüenta mil reais), para reforço de dotações consignadas na Lei Orçamentária vigente. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 42/2004-CN, que “abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, crédito especial no valor de R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais), para os fins que especifica, e dá outras providências. IV – COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES ENCAMINHAMENTO DE MATÉRIA ÀS COMISSÕES EM 05/08/2004: Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural: PROJETO DE LEI Nº 3.933/2004 Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: PROJETO DE LEI Nº 3.924/2004 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 301/2004 Comissão de Defesa do Consumidor: PROJETO DE LEI Nº 3.929/2004 PROJETO DE LEI Nº 3.942/2004 Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio: PROJETO DE LEI Nº 3.921/2004 Comissão de Educação e Cultura: PROJETO DE LEI Nº 3.916/2004 PROJETO DE LEI Nº 3.925/2004 Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: PROJETO DE LEI Nº 3.957/2004 Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado: PROJETO DE LEI Nº 3.941/2004 Comissão de Seguridade Social e Família: PROJETO DE LEI Nº 4.158/2001 PROJETO DE LEI Nº 4.464/2001 PROJETO DE LEI Nº 5.356/2001 PROJETO DE LEI Nº 3.930/2004 Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público: PROJETO DE LEI Nº 3.927/2004 Comissão de Viação e Transportes: PROJETO DE LEI Nº 3.914/2004 (Encerra-se a sessão às 16 horas e 36 minutos.) Sexta-feira 6 33831 ATAS DA COMISSÃO COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Reunião de Instalação e Eleição, realizada em 23 de Março de 2004. Às quatorze horas e cinqüenta e cinco minutos do dia vinte e três de março de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, convocada pelo Presidente da Câmara dos Deputados, nos termos regimentais, para a eleição do Presidente e Vice-Presidentes deste Órgão Técnico, na 2º Sessão Legislativa da 52ª Legislatura. Nos termos do art. 39 § 4º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, o Deputado Gastão Vieira assumiu a presidência da Mesa. Assinaram a lista de presença os Senhores Deputados Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Carlos Abicalil, Celcita Pinheiro, César Bandeira, Chico Alencar, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, João Matos, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Marinha Raupp, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Professor Irapuan Teixeira, Professora Raquel Teixeira, Rogério Teófilo e Severiano Alves – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Athos Avelino, Carlos Nader, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Henrique Afonso, Humberto Michiles, Pedro Irujo, Rafael Guerra, Selma Schons, Sérgio Miranda e Vanderlei Assis – Suplentes. Também compareceram os Deputados Arlindo Chinaglia, Gilmar Machado, Inocêncio de Oliveira, Luiz Couto e Murilo Zauith, como não-membros. Deixaram de assinar a lista de presença os Deputados Eduardo Seabra, Milton Monti e Osvaldo Biolchi. O Deputado Osvaldo Coelho justificou a sua ausência por estar de atestado médico. A Deputada Suely Campos justificou sua ausência por estar participando de diligência promovida pela Comissão Mista de Inquérito que “investiga as situações de violência e redes de exploração sexual de crianças e adolescentes”. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e anunciou, conforme acordo de Lideranças, os nomes dos candidatos aos cargos de Presidente, Deputado Carlos Abicalil, e os do primeiro, do segundo e do terceiro Vice-Presidentes, Deputados César Bandeira, João Matos e Professora Raquel Teixeira, respectivamente. A seguir, designado pelo Presidente para servir como secretário, o Deputado Severiano Alves procedeu à chamada nominal dos Deputados. Finda a votação, o Presidente solicitou ao Deputado 33832 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Átila Lira que promovesse a apuração dos votos dos senhores Deputados. Foi constatada a coincidência entre o número de cédulas e o de votantes: 23 votos. Processada a apuração, o Presidente anunciou o seguinte resultado: para Presidente, Deputado Carlos Abicalil, com 21 votos, 1 voto em branco e 1 voto nulo; para 1º Vice-Presidente, Deputado César Bandeira; para 2º Vice-Presidente, Deputado João Matos; e para 3º Vice-Presidente, Deputada Professora Raquel Teixeira, todos eles com 21 votos, 1 voto em branco e 1 voto nulo. O Presidente anunciou a presença de Nelson Maculan Filho, Secretário de Ensino Superior – SESU, do Ministério da Educação – MEC ; da Dra. Fátima Cleide; do Dr. Pederneiras; do senhor Padre Roque, representando o Ministro de Estado da Educação, Tarso Genro; de Denilson Bento da Costa, Secretário de Projetos e Cooperação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE; do Dr. Carlos Eduardo Valadares Araújo, representando o Ministro de Estado da Cultura, Gilberto Gil Moreira; e de Maria José Feres, ex-Secretária de Ensino Fundamental do MEC. A seguir, o Presidente convidou o Deputado Carlos Abicalil a assumir a Presidência e declarou a Mesa empossada. O Presidente eleito convidou para comporem a Mesa os Deputados César Bandeira, João Matos e Professora Raquel Teixeira, 1º, 2º e 3º Vice-Presidentes, respectivamente. No uso da palavra, o Presidente a todos cumprimentou, agradeceu ao seu Partido a indicação para dirigir os trabalhos deste Órgão Técnico, disse da alegria de assumir essa nova missão e convidou para participarem da Mesa o Deputado Arlindo Chinaglia, na qualidade de líder do Partido dos Trabalhadores, e o Deputado Inocêncio de Oliveira, 1º Vice-Presidente desta Casa. A seguir, fizeram uso da palavra os Deputados Arlindo Chinaglia, Átila Lira, Maria do Rosário, Lobbe Neto, Neyde Aparecida, José Ivo Sartori, Celcita Pinheiro, Rogério Teófilo, Antônio Carlos Biffi, Professora Raquel Teixeira, João Matos, Humberto Michilles, Gilmar Machado e Gastão Vieira. O Presidente convidou o senhor Padre Roque para participar da Mesa e concedeu-lhe a palavra. Nada mais havendo a tratar, o Presidente encerrou os trabalhos às dezesseis horas e quarenta minutos, antes convocando reunião ordinária a realizar-se no dia 31 de março, às 10 h, neste Plenário. E, para constar, eu ______________________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, Secretária, lavrei a presente Ata, que, depois de ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil _______ _______________, e encaminhada à publicação no Diário da Câmara dos Deputados. Agosto de 2004 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 1ª Reunião Ordinária, realizada em 31 de Março de 2004 Às dez horas e trinta e nove minutos do dia trinta e um de março de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 – Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira, João Matos e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Milton Monti, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Osvaldo Coelho, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo, Severiano Alves e Suely Campos – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Domiciano Cabral, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Henrique Afonso, Humberto Michiles, Murilo Zauith, Rafael Guerra, Selma Schons e Vanderlei Assis – Suplentes. Compareceram também os Deputados Gilmar Machado, Serafim Venzon e Thelma de Oliveira, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Marinha Raupp e Osvaldo Biolchi. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário a Ata da Reunião de Instalação e Eleição, realizada no dia 23 de março de 2004. Não havendo quem quisesse discutir, em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O senhor Presidente, nos termos do Art. 163, I, combinado com o §1º e incisos I e II do art. 164 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, declarou a prejudicialidade do Projeto de Lei n.º 2.037/03, do senhor Beto Albuquerque, que “altera a Lei n.º 10.260, de 12 de julho de 2001, disciplinando a repactuação dos saldos devedores e resgate de passivo previdenciário, de qualquer período, no âmbito do FIES”, pela decorrência da aprovação da Lei n.º 10.846/04, que regulamenta a matéria. A seguir, o Presidente chamou a atenção dos senhores Parlamentares para o prazo de recebimento de emendas a Projetos de Lei, que é o de cinco sessões a partir da entrada da proposição na Comissão e informou que, nos requerimentos de Audiência Pública ou Seminário, deverão constar os nomes das entidades e órgãos a serem convidados para debater o assunto, em atenção à exigência da administração da Casa para autorização de emissão de passagem aérea e hospedagem para os convidados, nos termos do Ato da Mesa n.º 38/79. Após, o Presidente subme- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS teu à apreciação do Plenário a indicação da senhora ZULEIDE ARAÚJO TEIXEIRA para ocupar, nesta Comissão, o cargo de Assessora Técnica – CNE 7. Sem discussão, a indicação foi aprovada por unanimidade. O Presidente informou ao Plenário o recebimento de um convite para o Fórum Mundial de Educação Temático de São Paulo em que se discutirá “A Educação Cidadã e a Cidade Educadora”. Sem discussão, foi aprovada por unanimidade a participação do Deputado Carlos Abicalil como representante da Comissão de Educação e Cultura. Também informou o recebimento de um convite da Fundação Perseu Abramo para a 3ª Conferência da Amazônia, a realizar-se em Porto Velho, Rondônia. Sem discussão, foi aprovada por unanimidade a participação do Deputado Carlos Abicalil como representante deste Órgão Técnico. ORDEM DO DIA: O Presidente informou ao Plenário a existência de requerimentos de Audiência Pública aprovados na Sessão Legislativa anterior, cujas reuniões ainda não foram realizadas, e consultou sob a conveniência da permanência do encaminhamento destas matérias. Trata-se dos seguintes requerimentos: 1) da Deputada Professora Raquel Teixeira, uma que “requer reunião de Audiência Pública para debater sobre o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações – FUST” e outra que requer a realização de reunião de audiência pública para debater sobre o ensino de ciências no Brasil; 2) dos Deputados Gilmar Machado, Ivan Valente e João Matos que “requer reunião de audiência pública para debater sobre o sistema de cotas para ingresso nas universidades públicas”; 3) da Deputada Alice Portugal, que “requer reunião de audiência pública para debater sobre a meia-entrada estudantil e outra para debater sobre as mensalidades escolares”; 4) do Deputado Henrique Afonso e outros que “requer reunião de audiência pública para debater sobre a regulamentação dos cursos de teologia”; 5) do Deputado Carlos Abicalil que “requer audiência pública sobre a prática do vestibulinho; 6) da Deputada Iara Bernardi que “requer reunião de audiência pública para debater sobre a redução da maioridade penal”. A Deputada Iara Bernardi, no uso da palavra, sugeriu a retirada do seu requerimento, por entender que a matéria está sendo encaminhada em outras instâncias desta Casa. A Deputada Professora Raquel Teixeira considerou que os temas dos seus requerimentos ainda são pertinentes para o debate nesta Comissão e solicitou a realização das audiências públicas já propostas. O Deputado Ivan Valente também considerou a relevância do tema por ele proposto para debate e reiterou a realização da audiência pública. O Presidente, Deputado Carlos Abicalil, entendeu que a proposta expressa no seu requerimento é matéria vencida e propôs o Sexta-feira 6 33833 seu cancelamento. Findo os debates, em votação, foi aprovada por unanimidade a proposta de cancelamento de todos os requerimentos de audiência pública, exceto aqueles que os seus autores solicitaram a permanência de suas propostas, a saber, os requerimentos dos senhores Deputados Ivan Valente, Gilmar Machado, João Matos e Professora Raquel Teixeira. A – Matéria sobre a Mesa: O Deputado Lobbe Neto apresentou requerimento para inclusão na ordem do dia do Requerimento n.º 12/2004, sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 1 – REQUERIMENTO N.º 12/04 – dos Srs. Lobbe Neto e Outros – que “solicita que seja convocado o MINISTRO DA EDUCAÇÃO para, em audiência pública, prestar esclarecimentos sobre as recentes noticias publicadas no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, nesta data, sobre troca de verbas atualmente gastas em bolsas de estudo por investimentos nas universidades federais.” O Deputado Lobbe fez a defesa do requerimento e substituiu a expressão ‘convocado’ por ‘convidado’, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. B – Requerimentos: O Presidente propôs, e foi aceito pelo Plenário, a votação em bloco dos itens 2, 3 e 4 da pauta. Discutiram os requerimentos os Deputados Ivan Valente, César Bandeira, José Ivo Sartori, Severiano Alves e Maria do Rosário. Em votação, os requerimentos foram aprovados por unanimidade. 2 – REQUERIMENTO N.º 1/04 – do Sr. Severiano Alves – que “requer a realização de Audiência Pública com a presença do Ministro da Educação Tarso Genro”. Aprovado por unanimidade. 3 – REQUERIMENTO N.º 7/04 – do Sr. Ivan Valente – que “requer a realização de audiência pública da Comissão de Educação e Cultura para tratar da proposta de criação de vagas públicas em instituições privadas de ensino superior.” Aprovado por unanimidade. 4 – REQUERIMENTO N.º 9/04 – da Sra. Maria do Rosário – que “solicita que seja convidado o Sr. Tarso Fernando Herz Genro, Ministro de Estado da Educação, a comparecer a esta comissão para prestar esclarecimentos sobre as iniciativas do Ministério previstas para o ano de 2004”. Aprovado por unanimidade o requerimento. 5 – REQUERIMENTO N.º 2/04 – do Sr. Henrique Afonso – que “solicita a realização de seminário para debater “Qualidade da Educação: da escola que temos à escola possível” a ser promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados.” Retirado de pauta, de ofício. 6 – REQUERIMENTO N.º 5/04 – do Sr. Átila Lira – que “solicita ao Senhor Ministro de Estado da Educação informações sobre a implementação de medidas decorrentes do Decreto n.º 4.914, de 11 de dezembro de 2003.” O Deputado Átila Lira fez a defesa do seu requerimen- 33834 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS to. Discutiu a matéria o Deputado César Bandeira. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 7 – REQUERIMENTO N.º 6/04 – da Sra. Neyde Aparecida – que “requer a realização de audiência pública para debater sobre a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica Pública e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB.” A Deputada Neyde Aparecida defendeu a sua proposta e, não havendo quem a quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 8 – REQUERIMENTO N.º 8/04 – da Sra. Iara Bernardi – que “realizar audiências públicas para discutir a Reforma Universitária anunciada pelo Ministério da Educação.” A Deputada Iara Bernardi defendeu o seu requerimento que, sem discussão, em votação, foi aprovado por unanimidade. 9 – REQUERIMENTO N.º 10/04 – do Sr. Colombo – que “requer sejam convidados o Secretário de Ensino Médio e Tecnológico do Ministério da Educação, diretores de Escolas Técnicas Federais, representantes do Sindicato Nacional dos Servidores das Escolas Técnicas Federais e representantes do Sistema “S” para uma reunião de audiência pública na Comissão de Educação Cultura, para debater sobre o ensino profissional.” Retirado de pauta, de ofício. 10 – REQUERIMENTO N.º 11/04 – do Sr. João Matos – que “requer a realização de reunião de audiência pública para discutir a matéria objeto do Projeto de Lei nº 1.643/99.” O Presidente declarou a prejudicialidade desta proposição, por já ter sido aprovada matéria do mesmo teor na Sessão Legislativa anterior e revalidado na presente reunião. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: PRIORIDADE – 11 – PROJETO DE LEI N.º 6.630/02 – do Senado Federal – (PLS 212/2001) – que “dá nova redação ao § 1º do art. 19 da Lei n.º 10.260, de 12 de julho de 2001 (dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao estudante do Ensino Superior), para atribuir prioridade absoluta aos alunos afrodescendentes e ameríndios.” Relator: Deputado João Matos. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator, discutiram a matéria os Deputados Professora Raquel Teixeira, Severiano Alves e Ivan Valente. A seguir, o projeto de lei foi retirado de pauta pelo relator, Deputado João Matos. ORDINÁRIA: 12 – PROJETO DE LEI N.º 30/03 – do Sr. Bismarck Maia – que “institui o Fundo de Aquisição de Livros para as Universidades Públicas.” Relator: Deputado Antônio Carlos Biffi. Parecer: pela rejeição. O Deputado Lobbe Neto solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 13 – PROJETO DE LEI N.º 2.033/03 – do Sr. Bernardo Ariston – que “dispõe sobre a transferência e a destinação de recursos financeiros recolhidos ao FNDE, e dá outras providências.” Relator: Deputado Rogério Agosto de 2004 Teófilo. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. 14 – PROJETO DE LEI N.º 2.274/03 – do Sr. Serafim Venzon – que “dispõe sobre a publicação semestral do índice do custo médio do estudante nas instituições educacionais públicas e privadas do País.” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela rejeição. A Deputada Professora Raquel Teixeira solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 15 – PROJETO DE LEI N.º 833/03 – do Sr. Neucimar Fraga – que “dispõe sobre a oferta de transporte escolar para alunos do ensino superior.” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. 16 – PROJETO DE LEI N.º 414/03 – da Sra. Thelma de Oliveira – que “institui nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios o Programa de Atendimento Integrado à adolescente gestante e dá outras providências.” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. O Deputado Lobbe Neto solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 17 – PROJETO DE LEI N.º 1.272/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “cria o Programa Especial de Pecúlio Estudantil e dá outras providências.” Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. O Deputado Lobbe Neto solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 18 – PROJETO DE LEI N.º 776/03 – do Sr. Eduardo Cunha – que “cria o programa de incentivo ao atendimento voluntário para alunos com deficiência no aprendizado escolar.” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. 19 – PROJETO DE LEI N.º 451/03 – da Sra. Laura Carneiro – que “altera a Lei n.º. 4.375 / 64 (Lei do Serviço Militar), estabelecendo a obrigatoriedade de alfabetização dos conscritos analfabetos.” Relator: Deputado Colombo. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. O Deputado Severiano Alves requereu, e foi unanimemente aprovado, a retirada de pauta deste projeto de lei. 20 – PROJETO DE LEI N.º 1.944/03 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “define condições para circulação de veículos automotores em áreas urbanas tombadas e dá outras providências”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta, de ofício. 21 – PROJETO DE LEI N.º 1.984/03 – do Sr. Ricardo Barros – que “altera o inciso XIII do artigo 7º da Lei n.º 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, e dá outras providências.” Relator: Deputado Chico Alencar. Parecer: pela aprovação. O Deputado Chico Alencar fez a defesa do seu voto e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 22 – PROJETO DE LEI N.º 2.327/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “torna obrigatória a presença de um exemplar da Bíblia Sagrada em todas as salas de aula no Território Na- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cional.” Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. O Presidente convidou as senhoras Deputadas, os senhores Deputados e o público em geral para a retransmissão da Teleconferência promovida pelo Ministério da Educação a respeito da Reforma Universitária, a realizarse hoje, das 15 às 17 h, neste Plenário. Nada mais havendo a tratar, às doze horas e seis minutos, o senhor Presidente encerrou a reunião, antes convocando para reunião ordinária a realizar-se no dia 7 de abril, às 10 h, neste Plenário. E, para constar, eu _______ _______________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, depois de ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil ______________________, e encaminhada à publicação no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 2ª Reunião Ordinária, realizada em 14 de Abril de 2004. Às dez horas e vinte e sete minutos do dia quatorze de abril de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira, João Matos e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Marinha Raupp, Milton Monti, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo e Severiano Alves – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Athos Avelino, Clóvis Fecury, Colombo, Costa Ferreira, Domiciano Cabral, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Henrique Afonso, Luciano Leitoa, Márcio Reinaldo Moreira, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago, Pedro Irujo, Rafael Guerra e Vanderlei Assis – Suplentes. Compareceram também os Deputados Gilmar Machado e Neucimar Fraga, como nãomembros. Deixou de comparecer o Deputado Osvaldo Coelho. A Deputada Suely Campos justificou a sua ausência por estar participando de compromissos político-partidários em seu Estado. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário a Ata da 1ª reunião, realizada no dia 31 de março de 2004. O Deputado Severiano Alves solicitou a dispensa da leitura da Ata que, sem discussão, foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente informou o Sexta-feira 6 33835 recebimento de um convite das Faculdades Metropolitanas Unidas – UniFMU, para o Seminário “A Reforma Universitária e o Desenvolvimento Brasileiro”, a realizar-se no dia 19 de abril, em São Paulo. O Presidente indicou os Deputados Iara Bernardi, Professor Irapuan Teixeira e Milton Monti para representarem a Comissão nesse evento. Sem discussão, as indicações foram aprovadas por unanimidade. Também informou o recebimento de um convite do Parlamento Cultural do Mercosul – PARCUM, para o XVI Encontro do PARCUM, a realizar-se em Assunção, Paraguai, nos dias 26, 27 e 28 de abril. Sem discussão, foi aprovada por unanimidade a posterior indicação de um representante da Comissão para participar do Encontro. A seguir, o Presidente declarou a prejudicialidade, nos termos do Art. 163, I, combinado com o § 1º e Incisos I e II do Art. 164 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, do Requerimento n.º 14/04 – da senhora Alice Portugal – que “requer a realização de audiência pública para discutir a proposta do Ministro de Educação de trocar incentivos fiscais por vagas para estudantes carentes nas instituições privadas de ensino superior”. Após, o Presidente distribuiu a todos os presentes um folder do evento “A educação para um outro mundo possível – construindo uma plataforma de lutas” do Fórum Mundial da Educação, a realizar-se de 28 a 31 de julho, em Porto Alegre; informou, a pedido do Deputado Gilmar Machado, a realização de um curso para a formação de alfabetizadores, sob a coordenação do GEEMPA, a realizar-se dos dias 21 a 25 de abril, em Uberlândia/MG; e saudou a presença da Secretária Municipal de Educação de Porto Alegre/RS, Maria de Fátima Bayerli, que trouxe para o conhecimento da Comissão a publicação “Caderno Pedagógico n.º 9”, apresentando a proposta pedagógica da Escola-Cidadã. ASSUNTOS INTERNOS: O Presidente comunicou que, em reunião da Mesa da Comissão, foi acordada a criação de três subcomissões especiais, pela análise dos requerimentos dos senhores Deputados: 1) para estudar os procedimentos relativos à primeira avaliação do PNE – de autoria do Deputado Carlos Abicalil; 2) para tratar da qualidade da educação – de autoria do Deputado Henrique Afonso; 3) de valorização do magistério – de autoria do Deputado Humberto Michilles. Todas as subcomissões terão a composição de 9 membros titulares e 9 membros suplentes. Sem discussão, o acordo foi aprovado por unanimidade. O Presidente declarou extintas as subcomissões especiais em funcionamento no ano passado e solicitou aos coordenadores de bancada dos partidos com representantes na Comissão o envio, até 29 de abril, dos nomes dos parlamentares designados para integrarem as subcomissões. ORDEM DO DIA: 33836 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A – Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO N.º 3/04 – do Sr. Henrique Afonso – que “solicita a realização de seminário para debater “Qualidade da Educação: da escola que temos à escola possível” a ser promovido pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados”. O Deputado Henrique Afonso fez a defesa do seu requerimento. No uso da palavra, o Deputado Nilson Pinto concordou com a proposta e sugeriu novos participantes, assim como o Deputado Lobbe Neto. Discutiu a matéria o Deputado Átila Lira. O Presidente, Deputado Carlos Abicalil, sugeriu que essa matéria fosse aprovada nos termos em que se encontra e que a Subcomissão Especial de Qualidade de Ensino se encarregasse de encaminhála, no formato e dimensão que julgasse conveniente. O Deputado Afonso Henrique concordou com o encaminhamento proposto e, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 2 – REQUERIMENTO N.º 10/04 – do Sr. Colombo – (REQ 1/2004) – que “requer sejam convidados o Secretário da SEMTEC, diretores de Escolas Técnicas Federais, representantes do Sindicato Nacional dos Servidores das Escolas Técnicas Federais e representantes do Sistema “S” para uma reunião de audiência pública na Comissão de Educação e Cultura, para debater sobre o ensino profissional”. A Deputada Neyde Aparecida defendeu a matéria. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado César Bandeira assumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. 3 – REQUERIMENTO N.º 13/04 – do Sr. Carlos Abicalil – que “requer a realização da “Semana de Educação para Todos”. O Deputado Carlos Abicalil fez a defesa da matéria e, não havendo quem a quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Carlos Abicalil assumiu a Presidência da Mesa. 4 – REQUERIMENTO N.º 16/04 – do Sr. César Bandeira – que “requer o envio de Indicação ao Poder Executivo, sugerindo a utilização do instrumento PROJETO DE LEI para a proposição do Programa que trata da criação de vagas públicas em instituições de ensino superior privadas.” No uso da palavra, o Deputado César Bandeira fez a defesa do seu requerimento. Discutiram a matéria os Deputados Osvaldo Biolchi, Severiano Alves, Alice Portugal, Nilson Pinto, Neyde Aparecida, Maria do Rosário, Atila Lira, Lobbe Neto, Ivan Valente, João Matos e Bonifácio de Andrada. Findo os debates, em votação, a indicação foi aprovada, com a modificação proposta pelo Deputado Nilson Pinto, de também incluir a questão das cotas como objeto dessa indicação, contra os votos dos Deputados Henrique Afonso, Maria do Rosário e Neyde Aparecida. O Deputado César Bandeira assumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. 5 – REQUERI- Agosto de 2004 MENTO N.º 17/04 – dos Srs. Iara Bernardi e Carlos Abicalil – que “requer a realização de Seminário conjunto das Comissões: de Educação e Cultura; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional sobre Pós-Graduação, Ciência e Tecnologia na Amazônia Legal.” O Deputado Carlos Abicalil defendeu o seu requerimento. Discutiram a matéria os Deputados Henrique Afonso; Nilson Pinto, que sugeriu fossem convidados para participarem desse seminário representantes do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Universidade Federal do Pará e solicitou que tal pedido constasse desta Ata; Alice Portugal, que sugeriu fosse convidado o senhor José Alberto Hermogénes, Secretário do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde; Ivan Valente; Bonifácio de Andrada que, por considerar ser o grande problema da Amazônia a questão da segurança nacional, sugeriu fossem convidados para participarem desse seminário a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e o Ministério da Defesa e pediu que constasse nesta Ata a sua solicitação. O Deputado Carlos Abicalil, no uso da palavra, esclareceu aos senhores Deputados sobre a origem da proposta desse seminário, que foi em uma reunião coordenada pelos pró-reitores das universidades com todas as instituições de ciência e de tecnologia brasileiras, e onde então foi sugerido o formato e os participantes do referido seminário. Por esse motivo e, apesar de considerar a importância da proposta feita pelo Deputado Bonifácio de Andrada sobre a questão da segurança nacional na Região Amazônica, ponderou que esse seminário fosse realizado no formato inicialmente proposto e falou da conveniência que o tema da segurança nacional na Amazônia fosse abordado em outra ocasião. O Deputado Bonifácio de Andrada solicitou que também constasse em Ata a proposta feita pelo senhor Presidente de que a questão da segurança nacional na Amazônia fosse objeto de um outro seminário. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Carlos Abicalil reassumiu a Presidência da Mesa. A Deputada Fátima Bezerra, no uso da palavra, saudou a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, pela realização da V Semana em Defesa e em Promoção da Educação Pública, saudação essa que foi acompanhada pelo senhor Presidente. 6 – REQUERIMENTO N.º 18/04 – da Sra. Iara Bernardi – que “solicita informações ao Ministro de Estado da Educação sobre a Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO.” A Deputada Iara Bernardi fez a defesa do seu requerimento. O Deputado Bonifácio de Andrada sugeriu mais uma indagação a constar do requerimento a ser enviado ao Ministério da Educação, ou seja, tam- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS bém perguntar “Qual o texto da decisão e do parecer do Conselho Nacional de Educação que autorizou o funcionamento da referida Universidade”. Com a anuência da Deputada Iara Bernardi às alterações propostas, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA – O Deputado Lobbe Neto apresentou requerimento, nos termos regimentais, para a retirada do Projeto de Lei n.º 30/03. Não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 7 – PROJETO DE LEI N.º 30/03 – do Sr. Bismarck Maia – que “institui o Fundo de Aquisição de Livros para as Universidades Públicas.” Retirado de pauta, pela aprovação de requerimento do Deputado Lobbe Neto. 8 – PROJETO DE LEI N.º 2.033/03 – do Sr. Bernardo Ariston – que “dispõe sobre a transferência e a destinação de recursos financeiros recolhidos ao FNDE, e dá outras providências.” Relator: Deputado Rogério Teófilo. Parecer: pela rejeição. O Deputado Severiano Alves solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. A Deputada Professora Raquel Teixeira apresentou requerimento, nos termos regimentais, para a retirada do Projeto de Lei n.º 2.274/03. Não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 9 – PROJETO DE LEI N.º 2.274/03 – do Sr. Serafim Venzon – que “dispõe sobre a publicação semestral do índice do custo médio do estudante nas instituições educacionais públicas e privadas do País.” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, pela aprovação de requerimento da Deputada Professora Raquel Teixeira. A Deputada Fátima Bezerra apresentou requerimento, nos termos regimentais, para a retirada do Projeto de Lei n.º 833/03. Não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 10 – PROJETO DE LEI N.º 833/03 – do Sr. Neucimar Fraga – que “dispõe sobre a oferta de transporte escolar para alunos do ensino superior.” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento da Deputada Fátima Bezerra. 11 – PROJETO DE LEI N.º 1.272/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “cria o Programa Especial de Pecúlio Estudantil e dá outras providências.” Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. A Deputada Marinha Raupp solicitou a retirada deste Projeto de Lei da pauta, nos termos regimentais. 12 – PROJETO DE LEI N.º 451/03 – da Sra. Laura Carneiro – que “altera a Lei n.º. 4.375 / 64 (Lei do Serviço Militar), estabelecendo a obrigatoriedade de alfabetização dos conscritos analfabetos.” Relator: Deputado Colombo. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. O Deputado Sexta-feira 6 33837 Severiano Alves falou sobre a matéria. Discutiu a matéria o Deputado José Ivo Sartori. Finda a discussão, em votação, o Deputado Severiano Alves solicitou a verificação de votação. Constatada a falta de quorum para votação, às doze horas e quarenta e um minutos, o senhor Presidente encerrou a reunião.13 – PROJETO DE LEI N.º 1.944/03 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “define condições para circulação de veículos automotores em áreas urbanas tombadas e dá outras providências” Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. E, para constar, eu ______________________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, depois de ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil _________________ _____, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 3ª Reunião Ordinária, realizada em 28 de Abril de 2004. Às dez horas e quarenta e seis minutos do dia vinte e oito de abril de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira, João Matos e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Milton Monti, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo, Severiano Alves e Suely Campos – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Antonio Carlos Magalhães Neto, Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Henrique Afonso, Humberto Michiles, Márcio Reinaldo Moreira, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago, Promotor Afonso Gil, Rafael Guerra, Selma Schons e Vanderlei Assis – Suplentes. Compareceram também os Deputados Carlos Souza e Gilmar Machado, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Marinha Raupp, Osvaldo Biolchi e Osvaldo Coelho. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário a Ata da 2ª reunião, realizada no dia 14 de abril de 2004. Em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente informou o recebimento de um convite do conselho diretor do Instituto de Altos Estudos – INAE, na pessoa do senhor João Paulo dos Reis Velloso, para a sessão 33838 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de abertura do XVI Fórum Nacional sobre Economia do Conhecimento, Crescimento Sustentado e Inclusão Social. A solenidade consistirá de pronunciamento do Excelentíssimo senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a realizar-se às 14h30 do dia 17 de maio de 2004, no Rio de Janeiro/RJ. A seguir, o Presidente declarou prejudicado, nos termos do Art. 163, I, combinado com o § 1º e Incisos I e II do Art. 164 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei n.º 1.496/03 – do senhor Átila Lira – que “altera o art. 3º da Lei n.º 9.131, de 24 de novembro de 1995, que “altera dispositivos da Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e dá outras providências”. A prejudicialidade se deu em virtude da sanção da Lei n.º 10.861, de 14 de abril de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. Após, o Presidente lembrou aos coordenadores de bancada de cada partido o próximo encerramento do prazo para a indicação dos membros da subcomissões, o dia 29 de abril, e que o não-cumprimento do prazo atribui ao Presidente a competência de designar, de ofício, nos termos regimentais, os membros das referidas subcomissões. O Presidente indicou as senhoras EVA GOMES TAVARES, MARIZE SANTOS BORGES e CLÁUDIA PATRÍCIA RIBEIRO DUTRA para ocuparem o cargo de Assessor Técnico Adjunto D, CNE 14. Sem discussão, as indicações foram aprovadas por unanimidade. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO N.º 20/04 – da Sra. Maria do Rosário – que “solicita que seja realizada pela Comissão de Educação e Cultura, reunião de audiência pública afim de discutir a necessidade da preparação de recursos humanos em questões do envelhecimento humano”. A Deputada Maria do Rosário fez a defesa do seu requerimento e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 2 – REQUERIMENTO N.º 21/04 – do Sr. José Ivo Sartori – que “solicita realização de audiência pública por parte da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para debater a situação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) em relação ao Programa de Contemplação ao Atendimento Educacional Especializado aos Portadores de Deficiência (PAED).” O Deputado José Ivo Sartori fez a defesa do seu requerimento. Discutiu a matéria o Deputado Severiano Alves, que sugeriu a inclusão nessa audiência pública de um representante das APAE’s do Estado da Bahia. O Deputado José Ivo Sartori acolheu a sugestão e considerou que a presença de representantes das APAE’s de todo o país nessa reunião poderia ser muito profícua para o debate proposto. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 3 – REQUERIMENTO N.º 22/04 Agosto de 2004 – da Sra. Alice Portugal – que “requer a realização de audiência pública para tratar da situação da assistência estudantil nas Escolas Agrotécnicas Federais”. A Deputada Alice Portugal fez a defesa do seu requerimento e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 4 – REQUERIMENTO N.º 23/04 – do Sr. Carlos Abicalil – que “requer a realização de reunião de audiência pública na Comissão de Educação e Cultura, sobre o programa Universidade para Todos.” Retirado de pauta, de ofício. B – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA 5 – PROJETO DE LEI N.º 451/03 – da Sra. Laura Carneiro – que “altera a Lei n.º 4.375 / 64 (Lei do Serviço Militar), estabelecendo a obrigatoriedade de alfabetização dos conscritos analfabetos.” Relator: Deputado Colombo. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. O Deputado Severiano Alves apresentou voto em separado. O Deputado Colombo requereu a retirada de pauta deste Projeto de Lei, nos termos do Art. 57, Inciso XI. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. A Deputada Iara Bernardi, no uso da palavra, informou aos senhores deputados o lançamento, nesta Casa, da campanha “Fique Sabendo” para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, DST/AIDS, uma promoção da Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual, da Frente Parlamentar HIV/AIDS e da Comissão Especial do Ano da Mulher, sob a coordenação do Ministério da Saúde. O Deputado Chico Alencar apoiou a iniciativa e solicitou que o Departamento Médico da Câmara dos Deputados disponha desse exame de forma permanente, para os Deputados e funcionários. 6 – PROJETO DE LEI N.º 30/03 – do Sr. Bismarck Maia – que “institui o Fundo de Aquisição de Livros para as Universidades Públicas.” Relator: Deputado Antônio Carlos Biffi. Parecer: pela rejeição. O Deputado Lobbe Neto apresentou voto em separado, contrário ao do relator. Discutiram a matéria os Deputados Lobbe Neto, Colombo, Professora Raquel Teixeira, Iara Bernardi e Nilson Pinto. Em votação, foi aprovado o parecer do relator, contra os votos dos Deputados José Ivo Sartori, Átila Lira, Gastão Vieira, Lobbe Neto, Professora Raquel Teixeira e Nilson Pinto. 7 – PROJETO DE LEI N.º 1.117/03 – do Sr. Carlos Nader – que “estabelece a gratuidade de livros didáticos para alunos da rede pública”. Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. A Deputada Maria do Rosário procedeu à defesa do seu parecer. Discutiram a matéria as Deputadas Neyde Aparecida e Professora Raquel Teixeira. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. A Deputada Fátima Bezerra apresentou requerimento de inversão de pauta, Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para imediata apreciação do item 22 da pauta, o Projeto de Lei n.º 509/03. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 22 – PROJETO DE LEI N.º 509/03 – do Sr. Carlos Souza – que “acrescenta inciso e parágrafo ao art. 14 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. A Deputada Fátima Bezerra procedeu à defesa do seu parecer. A seguir, o Deputado Carlos Souza, autor do Projeto de Lei e presente na reunião, fez a defesa de sua proposição. Discutiram a matéria os Deputados Nilson Pinto, Professora Raquel Teixeira, Átila Lira, Gastão Vieira, Neyde Aparecida, Alice Portugal, Iara Bernardi, Ivan Valente, Maria do Rosário, Paulo Rubem Santiago, Lobbe Neto, José Ivo Sartori e Carlos Abicalil, que sugeriu o seguinte texto para o substutivo oferecido pela relatora – “a escolha dos ocupantes de cargo ou função de diretor de escola pública através de eleição com a participação da comunidade escolar, professores, funcionários da escola, alunos e pais”. A Deputada Fátima Bezerra concordou com a alteração proposta e, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora, com complementação de voto. 8 – PROJETO DE LEI N.º 2.033/03 – do Sr. Bernardo Ariston – que “dispõe sobre a transferência e a destinação de recursos financeiros recolhidos ao FNDE, e dá outras providências.” Relator: Deputado Rogério Teófilo. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 9 – PROJETO DE LEI N.º 1.748/03 – do Sr. Carlos Nader – que “estimula a criação e manutenção de escolas técnicas de ensino industrial de nível médio, mediante a concessão de incentivos tributários”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado.10 – PROJETO DE LEI N.º 1.997/03 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre incentivo fiscal para contratação de trabalhadores, nas condições que especifica.” Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 11 – PROJETO DE LEI N.º 2.274/03 – do Sr. Serafim Venzon – que “dispõe sobre a publicação semestral do índice do custo médio do estudante nas instituições educacionais públicas e privadas do País.” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 12 – PROJETO DE LEI N.º 1.272/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “cria o Programa Especial de Pecúlio Estudantil e dá outras providências.” Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 13 – PROJETO DE LEI N.º 326/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de exame preventivo de acuidade auditiva nos alunos matriculados na 1ª série de estabelecimentos de ensino fundamental.” Relator: Deputado Eduardo Barbo- Sexta-feira 6 33839 sa. Parecer: pela aprovação deste, na forma do Substitutivo aprovado da Comissão de Seguridade Social e Família, com subemenda. Não deliberado. 14 – PROJETO DE LEI N.º 5.963/01 – do Sr. Milton Monti – que “que torna obrigatório o exame de acuidade visual em todos os alunos matriculados no ensino fundamental das escolas públicas e particulares.” Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação deste e da EMC 3/2003 CEC, na forma do Substitutivo da CSSF e pela rejeição das Emendas n.º 1 e 2/2003 CEC. Não deliberado. 15 – PROJETO DE LEI N.º 7/03 – da Sra. Iara Bernardi – que “dispõe sobre a criação de Programa de Orientação Sexual, de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis e do Uso de Drogas.” Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela aprovação deste, e da Emenda apresentada na CEC, na forma do substitutivo. Não deliberado. 16 – PROJETO DE LEI N.º 414/03 – da Sra. Thelma de Oliveira – que “institui nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios o Programa de Atendimento Integrado à adolescente gestante e dá outras providências.” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Não deliberado.17 – PROJETO DE LEI N.º 4.392/01 – do Sr. Luiz Bittencourt – que “implanta na rede pública de ensino o “Programa Respire Bem.” Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação, com emenda. Não deliberado. 18 – PROJETO DE LEI N.º 1.765/99 – do Sr. Sérgio Carvalho – que “institui o currículo mínimo para os diversos cursos superiores e dá outras providências.” (Apensados: PL 1819/1999 e PL 4413/2001). Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela aprovação deste, do PL 1819/1999, e do PL 4413/2001, apensados, com substitutivo. Não deliberado. 19 – PROJETO DE LEI N.º 1.413/03 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino de informática nos currículos plenos dos estabelecimentos de ensino médio e fundamental.” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela aprovação, com emendas. Não deliberado. 20 – PROJETO DE LEI N.º 1.584/03 – do Sr. Welinton Fagundes – que “acrescenta o inciso VII ao art. 67 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.” Relator: Deputado Costa Ferreira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 21 – PROJETO DE LEI N.º 372/03 – do Sr. Bispo Wanderval – que “altera a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, incluindo a merenda escolar entre as despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino.” Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 23 – PROJETO DE LEI N.º 388/99 – do Sr. Milton Monti – que “regulamenta a realização de rodeios, similares e dá providências correlatas.” (Apensados: PL 1679/1999 e PL 3560/2000) 33840 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição deste, do PL 1679/1999, e do PL 3560/2000, apensados. Não deliberado. 24 – PROJETO DE LEI N.º 1.944/03 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “define condições para circulação de veículos automotores em áreas urbanas tombadas e dá outras providências.” Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 25 – PROJETO DE LEI N.º 2.327/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “torna obrigatória a presença de um exemplar da Bíblia Sagrada em todas as salas de aula no Território Nacional.” Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. Nada mais havendo a tratar, às 13h05, o senhor Presidente, Deputado Carlos Abicalil, encerrou os trabalhos, antes convocando reunião de audiência pública para debater o “Programa Universidade para Todos”, a realizar-se no dia 04 de maio, às 14h30, neste Plenário. E, para constar, eu ______________________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, depois de ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil _________________ _____, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 5ª Reunião Ordinária, realizada em 5 de Maio de 2004. Às dez horas e quarenta e seis minutos do dia cinco de maio de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; João Matos e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Milton Monti, Nilson Pinto, Osvaldo Coelho, Professor Irapuan Teixeira e Rogério Teófilo – Titulares; Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Domiciano Cabral, Eduardo Barbosa, Elaine Costa, Fátima Bezerra, Henrique Afonso, Humberto Michiles, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago, Rafael Guerra e Selma Schons – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Celcita Pinheiro, César Bandeira, Marinha Raupp, Osvaldo Biolchi, Severiano Alves. As Deputadas Suely Campos e Neyde Aparecida apresentaram justificativa de ausência, por estarem participando de atividades político –partidárias. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu Agosto de 2004 ao Plenário as Atas da 3º e da 4º reunião, realizadas, respectivamente, no dia 27 de abril e 04 de maio de 2004. O Deputado Murilo Zauith solicitou a dispensa da leitura das Atas e, não havendo quem as quisesse discutir, em votação, as Atas foram aprovadas por unanimidade. EXPEDIENTE: O senhor Presidente informou o recebimento de um convite do PresidenteExecutivo do Centro de Integração Empresa-Escola, Luiz Gonzaga Bertelli, para participação no VII Seminário CIEE-Gazeta Mercantil do 3º setor “A Empregabilidade, pela Juventude Brasileira”, a realizar-se no dia 7 de maio, às 8h30. A seguir, o Presidente informou que as emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias não serão apreciadas hoje, por um problema técnico, mas que, no entanto, poderia ser definido a quantidade de emendas para cada campo temático desta Comissão. A Deputada Iara Bernardi propôs que fosse adotado o mesmo número do ano anterior, ou seja, quatro emendas para a área de educação e uma emenda para a área da cultura. Sem discussão, a proposta foi unanimemente aprovada. O Presidente indicou a senhora FRANCISCA DAS CHAGAS PICANÇO MONTEJO para ocupar o cargo de Assessor Técnico Adjunto D, CNE 14. Sem discussão, a indicação foi aprovada por unanimidade. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO N.º 24/04 – da Sra. Alice Portugal – que “Requer a realização de audiência pública para discutir a crise institucional e de identidade dos Centros Federais de Educação Tecnológica” A Deputada Alice Portugal procedeu à defesa da sua proposta e, não havendo quem a quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Átila Lira assumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. 2 – REQUERIMENTO N.º 25/04 – do Sr. Carlos Abicalil – que “requer a realização de Seminário para debater sobre o Sistema Nacional de Educação e as Políticas Públicas de Educação do Campo.” O Deputado Carlos Abicalil defendeu o seu requerimento. Discutiu a matéria o Deputado Átila Lira. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Carlos Abicalil reassumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. 3 – REQUERIMENTO N.º 26/04 – do Sr. Paulo Rubem Santiago – que “ requer seja realizada uma reunião de audiência pública, para a qual convidaremos o Sr. Ministro da Cultura, Gilberto Gil, para dar conhecimento a esta Comissão das mudanças que estão sendo elaboradas na Lei Rouanet, de incentivo à cultura.” A Deputada Iara Bernardi, no uso da palavra, apoiou o requerimento e solicitou a sua inclusão como autora. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. B – Proposições Sujeitas à Aprecia- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ção Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA 4 – PROJETO DE LEI N.º 451/03 – da Sra. Laura Carneiro – que “altera a Lei n.º. 4.375 / 64 (Lei do Serviço Militar), estabelecendo a obrigatoriedade de alfabetização dos conscritos analfabetos. Relator: Deputado Colombo. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. O Deputado Colombo apresentou o seu parecer reformulado que, em votação, foi aprovado por unanimidade. A Deputada Iara Bernardi apresentou requerimento para a retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 2.033/33. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 5 – PROJETO DE LEI N.º 2.033/03 – do Sr. Bernardo Ariston – que “dispõe sobre a transferência e a destinação de recursos financeiros recolhidos ao FNDE, e dá outras providências.” Relator: Deputado Rogério Teófilo. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento da Deputada Iara Bernardi. 6 – PROJETO DE LEI N.º 1.748/03 – do Sr. Carlos Nader – que “Estimula a criação e manutenção de escolas técnicas de ensino industrial de nível médio, mediante a concessão de incentivos tributários”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. A Deputada Iara Bernardi solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. A Deputada Iara Bernardi apresentou requerimento para a retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 1.997/03. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 7 – PROJETO DE LEI N.º 1.997/03 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre incentivo fiscal para contratação de trabalhadores, nas condições que especifica.” Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento da Deputada Iara Bernardi. 8 – PROJETO DE LEI N.º 2.274/03 – do Sr. Serafim Venzon – que “dispõe sobre a publicação semestral do índice do custo médio do estudante nas instituições educacionais públicas e privadas do País.” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela rejeição. O Deputado Colombo procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. A Deputada Maria do Rosário apresentou requerimento de inversão de pauta, para imediata apreciação do Projeto de Lei n.º 7/03, item 12 da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. PROJETO DE LEI N.º 7/03 – da Sra. Iara Bernardi – que “dispõe sobre a criação de Programa de Orientação Sexual, de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis e do Uso de Drogas.” Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela aprovação deste, e da Emenda apresentada na CEC, na forma do substitutivo. Os Deputados Lobbe Neto e Professor Irapuan Teixeira Sexta-feira 6 33841 solicitaram, e lhes foi concedida, vista conjunta da matéria, nos termos regimentais. O Deputado Professor Irapuan Teixeira apresentou requerimento de inversão de pauta, para imediata apreciação dos Projetos de Lei n.º 1.765/99 e n.º 2.327/03, itens 15 e 21 da pauta, respectivamente. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. PROJETO DE LEI N.º 1.765/99 – do Sr. Sérgio Carvalho – que “institui o currículo mínimo para os diversos cursos superiores e dá outras providências.” (Apensados: PL 1819/1999 e PL 4413/2001). Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela aprovação deste, do PL 1819/1999, e do PL 4413/2001, apensados, com substitutivo. O Deputado Professor Irapuan Teixeira solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. PROJETO DE LEI N.º 2.327/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “torna obrigatória a presença de um exemplar da Bíblia Sagrada em todas as salas de aula no Território Nacional.” Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela rejeição. O Deputado Professor Irapuan Teixeira solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. Os Deputados Lobbe Neto e Gastão Vieira apresentaram requerimento para a retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 1.272/03. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 9 – PROJETO DE LEI N.º 1.272/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “cria o Programa Especial de Pecúlio Estudantil e dá outras providências.” Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento dos Deputados Gastão Vieira e Lobbe Neto. 10 – PROJETO DE LEI N.º 326/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de exame preventivo de acuidade auditiva nos alunos matriculados na 1ª série de estabelecimentos de ensino fundamental.” Relator: Deputado Eduardo Barbosa. Parecer: pela aprovação deste, na forma do Substitutivo aprovado da Comissão de Seguridade Social e Família, com subemenda. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 11 – PROJETO DE LEI N.º 5.963/01 – do Sr. Milton Monti – que “que torna obrigatório o exame de acuidade visual em todos os alunos matriculados no ensino fundamental das escolas públicas e particulares.” Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação deste e da EMC 3/2003 CEC, na forma do Substitutivo da CSSF e pela rejeição das Emendas n.º 1 e 2/2003 CEC. Lido o parecer pelo relator, discutiu a matéria o Deputado Professor Irapuan Teixeira. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 13 – PROJETO DE LEI N.º 414/03 – da Sra. Thelma de Oliveira – que “institui 33842 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios o Programa de Atendimento Integrado à adolescente gestante e dá outras providências.” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. O Deputado Lobbe Neto, na qualidade de vice-líder do PSDB, apresentou requerimento de adiamento da votação desse Projeto de Lei. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 14 – PROJETO DE LEI N.º 4.392/01 – do Sr. Luiz Bittencourt – que “implanta na rede pública de ensino o “Programa Respire Bem”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação, com emenda. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 16 – PROJETO DE LEI N.º 1.413/03 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino de informática nos currículos plenos dos estabelecimentos de ensino médio e fundamental.” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela aprovação, com emendas. O Deputado Costa Ferreira procedeu à leitura do parecer do relator. Discutiram a matéria os Deputados Átila Lira, Iara Bernardi, Lobbe Neto, Carlos Abicalil e José Ivo Sartori. O Deputado Costa Ferreira solicitou a verificação de votação. Constatada a falta de quorum para votação, o senhor Presidente encerrou a reunião. 17 – PROJETO DE LEI N.º 1.584/03 – do Sr. Welinton Fagundes – que “acrescenta o inciso VII ao art. 67 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “ Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional “. Relator: Deputado Costa Ferreira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 18 – PROJETO DE LEI N.º 372/03 – do Sr. Bispo Wanderval – que “altera a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, incluindo a merenda escolar entre as despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino.” Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 19 – PROJETO DE LEI N.º 388/99 – do Sr. Milton Monti – que “regulamenta a realização de rodeios, similares e dá providências correlatas.” (Apensados: PL 1679/1999 e PL 3560/2000) Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição deste, do PL 1679/1999, e do PL 3560/2000, apensados. Não deliberado. 20 – PROJETO DE LEI N.º 1.944/03 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “define condições para circulação de veículos automotores em áreas urbanas tombadas e dá outras providências” Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. Nada mais havendo a tratar, às 12h16, o senhor Presidente, Deputado Carlos Abicalil, encerrou a reunião, antes convocando para o Seminário sobre Pós-Graduação, Ciência e Tecnologia da Amazônia Legal. E, para constar, eu ________________ Agosto de 2004 ______, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 6ª Reunião Ordinária, realizada em 12 de Maio de 2004. Às dez horas e quarenta e seis minutos do dia doze de maio de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 – Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; João Matos – Vice-Presidente; Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Milton Monti, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Osvaldo Biolchi, Osvaldo Coelho, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo e Suely Campos – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Athos Avelino, Clóvis Fecury, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Henrique Afonso, Luiz Bittencourt, Márcio Reinaldo Moreira, Murilo Zauith, Osmar Serraglio, Pedro Irujo, Rafael Guerra, Selma Schons e Vanderlei Assis – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados César Bandeira, Ivan Valente, Marinha Raupp e Severiano Alves. A Deputada Professora Raquel Teixeira justificou a sua ausência por estar participando do Lançamento Mundial do Índice de Desenvolvimento Juvenil, em Paris, França. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário a Ata da 5ª reunião, realizada no dia 05 de maio de 2004. O Deputado João Matos solicitou a dispensa da leitura da Ata e, não havendo quem a quisesse discutir, em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente informou o recebimento de um convite da prefeita municipal de São Paulo, Marta Suplicy, para a inauguração do Centro Educacional da Paz, no próximo dia 15 de maio, em São Paulo e indicou a Deputada Iara Bernardi para representar esta Comissão no evento; também informou o recebimento de um convite do secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Roberto Jaguaribe, para participar da II OFICINA DE EDUCAÇÃO CORPORATIVA, a realizar-se nos dias 18 e 19 de maio, no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. O Presidente indicou Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS o Deputado Colombo para representar a Comissão neste evento. ORDEM DO DIA: A – Matéria sobre a Mesa: A Deputada Iara Bernardi apresentou, nos temos regimentais, requerimento para a inclusão na pauta do Requerimento n.º 116. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 1 – REQUERIMENTO N.º 116/04 – da Sra. Iara Bernardi – que “solicita audiência pública para debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias com a presença de representantes do Ministério da Educação”. A Deputada Iara Bernardi fez a defesa do seu requerimento e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. B – Requerimentos: 2 – REQUERIMENTO N.º 27/04 – do Sr. Osvaldo Biolchi – que “requer a realização de reunião para debater sobre o Financiamento Estudantil – a audiência publica FIES”. O Deputado Osvaldo Biolchi fez a defesa o seu requerimento. Discutiram a matéria os Deputados Gastão Vieira e Átila Lira. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Gastão Vieira assumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. 3 – REQUERIMENTO N.º 28/04 – do Sr. Carlos Abicalil – que “requer a realização de audiência pública na Comissão de Educação e Cultura, com o objetivo de discutir a Política Nacional de Museus e o Sistema Brasileiro de Museus.” O Deputado Carlos Abicalil procedeu à defesa do seu requerimento e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Carlos Abicalil reassumiu a Presidência da Mesa. 4 – REQUERIMENTO N.º 29/04 – da Sra. Professora Raquel Teixeira – que “solicita audiência pública para tratar do PET”. O Deputado Átila Lira, no uso da palavra, defendeu a matéria. Discutiu o requerimento o Deputado Lobbe Neto que sugeriu a inclusão na pauta dessa audiência pública dos itens: 1 – a expansão do Programa Especial de Treinamento – PET para 2004, e a modificação da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO2005 para o pagamento de bolsas para estudantes sem atraso. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade, com as modificações propostas. 5 – REQUERIMENTO N.º 30/04 – da Sra. Fátima Bezerra – que “requer seja convidado o Sr. Francisco das Chagas Fernandes, Secretário de Educação Infantil e Fundamental do Ministério da Educação, para que exponha as nova políticas a serem implementadas por aquele Ministério.” A Deputada Neyde Aparecida procedeu à defesa da matéria e, não havendo quem a quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Sexta-feira 6 33843 Comissões: PRIORIDADE – 6 – PROJETO DE LEI N.º 2.854/03 – do Poder Executivo – que “autoriza a Universidade Federal de Goiás a alienar, por meio de doação, imóveis à Universidade Federal do Tocantins.” Relatora: Deputada Professora Raquel Teixeira. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta, de ofício. ORDINÁRIA – 7 – PROJETO DE LEI N.º 414/03 – da Sra. Thelma de Oliveira – que “institui nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios o Programa de Atendimento Integrado à adolescente gestante e dá outras providências.” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. A Deputada Thelma de Souza retirou de pauta este Projeto de Lei, nos termos regimentais. 8 – PROJETO DE LEI N.º 1.413/03 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino de informática nos currículos plenos dos estabelecimentos de ensino médio e fundamental.” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela aprovação, com emendas. Já encerrada a discussão, o Deputado Átila Lira encaminhou a votação em nome do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB. Em votação, foi rejeitado por unanimidade o parecer do relator. O Presidente designou o Deputado Átila Lira para redigir o parecer vencedor, que, sem discussão, foi aprovado por unanimidade. O Deputado Rogério Teófilo apresentou requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 2.033/03. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 9 – PROJETO DE LEI N.º 2.033/03 – do Sr. Bernardo Ariston – que “dispõe sobre a transferência e a destinação de recursos financeiros recolhidos ao FNDE, e dá outras providências.” Relator: Deputado Rogério Teófilo. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação de requerimento do Deputado Rogério Teófilo. O Deputado Professor Irapuan Teixeira apresentou requerimento para a retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 1.272/03. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 10 – PROJETO DE LEI N.º 1.272/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “cria o Programa Especial de Pecúlio Estudantil e dá outras providências.” Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento apresentado pelo Deputado Professor Irapuan Teixeira. 11 – PROJETO DE LEI N.º 7/03 – da Sra. Iara Bernardi – que “dispõe sobre a criação de Programa de Orientação Sexual, de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis e do Uso de Drogas.” Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela aprovação deste, e da Emenda apresentada na CEC, na forma do substitutivo. O Deputado Professor Irapuan Teixeira, na qualidade de vice-líder do Partido Progressista- 33844 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PP, apresentou requerimento para o adiamento da discussão desse Projeto de Lei. Não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 12 – PROJETO DE LEI N.º 1.584/03 – do Sr. Welinton Fagundes – que “acrescenta o inciso VII ao art. 67 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “ Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional “. Relator: Deputado Costa Ferreira. Parecer: pela aprovação. O Deputado Professor Irapuan Teixeira solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 13 – PROJETO DE LEI N.º 372/03 – do Sr. Bispo Wanderval – que “altera a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, incluindo a merenda escolar entre as despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino.” Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela rejeição. Os Deputados Iara Bernardi e Professor Irapuan Teixeira solicitaram, e lhes foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 14 – PROJETO DE LEI N.º 388/99 – do Sr. Milton Monti – que “regulamenta a realização de rodeios, similares e dá providências correlatas.” (Apensados: PL 1679/1999 e PL 3560/2000) Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição deste, do PL 1679/1999, e do PL 3560/2000, apensados. O Deputado Chico Alencar procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 15 – PROJETO DE LEI N.º 1.944/03 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “define condições para circulação de veículos automotores em áreas urbanas tombadas e dá outras providências”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. O Deputado Chico Alencar procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 16 – PROJETO DE LEI N.º 696/03 – do Sr. Zezéu Ribeiro – que “dispõe sobre o acesso à informação de valor didático por alunos e professores nas áreas de engenharia e arquitetura, e dá outras providências.” Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. A Deputada Maria do Rosário procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. Nada mais havendo a tratar, às 11h54, o senhor Presidente, Deputado Carlos Abicalil, encerrou a reunião, antes convocando para reunião de audiência pública para debater “O Sistema de Cotas em Instituições de Ensino Superior Público”, a realizar-se no dia 13 de maio, às 10h, neste Plenário. E, para constar, eu _____________ _________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei Agosto de 2004 a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 7ª Reunião Ordinária Audiência Pública, realizada em 13 de Maio de 2004. Às dez horas do dia treze de maio de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a Presidência do Deputado Carlos Abicalil, em reunião de audiência pública para debater o “SISTEMA DE COTAS EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICO”, em atenção a requerimento apresentado pelos Deputados Ivan Valente, João Matos e Iara Bernardi. Assinaram a lista de presença os senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; João Matos – Vice-Presidente; Átila Lira, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Milton Monti, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo, Severiano Alves e Suely Campos – Titulares; Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Luciano Leitoa, Luiz Bittencourt, Murilo Zauith, Osmar Serraglio, Rafael Guerra, Selma Schons e Vanderlei Assis – Suplentes. Compareceram também os Deputados Eduardo Valverde e Mariângela Duarte, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Alice Portugal, Bonifácio de Andrada, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Marinha Raupp, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Osvaldo Biolchi, Osvaldo Coelho e Professora Raquel Teixeira. Justificou a sua ausência o Deputado César Bandeira, por estar em viagem oficial para participar da Reunião da Comissão de Meio Ambiente e Turismo do Parlamento Latino-Americano, em Buenos Aires, Argentina. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos, agradeceu a presença de todos, esclareceu sobre as normas a conduzirem os trabalhos e convidou para comporem a Mesa os senhores Nelson Maculan Filho, Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação; Matilde Ribeiro, Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial; Sônia Malheiros Miguel, Diretora da Subsecretaria de Articulação Instittucional da Secretaria Especial de Políticas para a Mulher; e Timothy Martin Mulholland, Vice-Reitor da Universidade de Brasília. A seguir, o senhor Presidente anunciou a presença em Plenário do grupo musical afro-brasileiro Tumbatakue, que então fez uma apresentação do seu trabalho. Após, o Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS senhor Presidente convidou o Deputado João Matos, na qualidade de um dos autores do requerimento e relator da matéria ora em pauta, para assumir a Presidência da Mesa. O Deputado João Matos anunciou a presença dos senhores João Paulo Adamol, Neusa Luzia Pinto e Márcia Abreu, diretores da Federação Nacional dos Sindicatos dos Servidores das Universidades Brasileiras – FASUBRA, e concedeu a palavra aos senhores expositores, para as suas explanações. O Deputado Carlos Abicalil reassumiu a Presidência da Mesa. Na fase de debates, fizeram uso da palavra os senhores Deputados João Matos, Ivan Valente, Iara Bernardi, Gilmar Machado, Átila Lira, Severiano Alves, Chico Alencar, Gastão Vieira, Luciano Leitoa, Colombo e Murilo Zauith. A seguir, o Presidente devolveu a palavra aos senhores expositores, para as suas considerações finais. Nada mais havendo a tratar, às 13h36, o senhor Presidente encerrou a reunião, antes convocando para reunião ordinária a realizar-se no dia 19 de maio, às 10h, neste Plenário. E, para constar, eu ______________________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados, juntamente com as notas taquigráficas O SR.PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Havendo número regimental, declaro abertos os trabalhos da presente reunião da Comissão de Educação e Cultura. Bom dia a todos. Sejam bem-vindos a esta audiência pública, que discutirá temas tão importantes, em data repleta de simbolismo, 13 de maio, dia institucional da Lei Áurea, tendo em vista a história de apartação social e exploração da força de trabalho do negro no Brasil, e no dia seguinte ao da aprovação de importante relatório pela Comissão Especial que trata do fim do trabalho escravo no País. Esta audiência pública se insere no debate que, na última década, resultou em diversas proposições legislativas, no sentido de instituir caminhos para respeitar a diversidade, e, mais recentemente, na decisão do Governo da República de instituir a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, reforçar a Política Nacional de Direitos Humanos e apontar, com o conjunto da sociedade, a consolidação de matérias legislativas atinentes à implementação do sistema de cotas em instituições de ensino público. Levando em conta todo o debate realizado no âmbito do Poder Executivo e o envolvimento do movimento social representativo da diversidade racial brasileira, convido para fazer parte da Mesa a Sra. Matilde Ribeiro, Secretária Especial de Políticas de Sexta-feira 6 33845 Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. (Palmas.) Convido também para integrar a Mesa, tendo em vista o envolvimento do Ministério da Educação, a concentração de proposições nessa área e a inclusão do sistema de cotas no ensino superior, o Sr. Nelson Maculan Filho, Secretário de Educação Superior, que nesta oportunidade representa o Ministro Tarso Genro (Palmas.) Convido ainda para fazer parte da Mesa a Sra. Sônia Malheiros Miguel, Diretora da Subsecretaria de Articulação Institucional da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, que neste evento representa a Sra. Secretária Nilcéa Freire, e o Sr. Timothy Martin Mulholland, Vice-Reitor da Universidade de Brasília, que instituiu também propostas de ações afirmativas, já praticadas por essa instituição federal. Antes de o primeiro convidado iniciar sua exposição, gostaria de chamar o grupo de percussão afrobrasileiro Tumbatakue para realizar uma apresentação musical, uma manifestação específica da cultura afrodescendente. (Apresentação musical.) (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Neste chão em que é irrigada a raiz da liberdade, devo registrar, por dever de justiça, que esta audiência pública foi proposta pelos Deputados Ivan Valente, João Matos e Gilmar Machado. Ela se insere no contexto de um ciclo de debates, instaurado há 2 semanas, como parte das atividades da Comissão, em que serão discutidos diversos temas atinentes ao ensino superior no Brasil, particularmente à sua reforma. Isso será feito ao longo do ano, para desvelar soluções relativas a propostas que há muito tempo tramitam na Casa e têm relação com a reforma da educação superior e as políticas de promoção da igualdade racial no País. No momento, diversos projetos tramitam na Comissão de Educação sobre o tema. Ainda não temos notícia de quantos de igual natureza tramitam no Senado Federal, mas seguramente são muitos. Convido para presidir os trabalhos o Sr. Deputado João Matos, Relator que, no que diz respeito a essa temática, analisa uma série de projetos, que estão apensados a um principal, de origem do Senado Federal. O SR. PRESIDENTE (Deputado João Matos) – Ao cumprimentar as autoridades presentes, informo que cada convidado disporá de 15 minutos para a exposição, após o que passaremos aos debates. Concedo a palavra à Sra. Ministra Matilde Ribeiro, Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. 33846 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DEPUTADO CARLOS ABICALIL – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado João Matos) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO CARLOS ABICALIL – Sr. Presidente, desejo apenas reparar um equívoco de minha parte. Ao anunciar os proponentes do ciclo de debates, não mencionei a Deputada Iara Bernardi, que também tem proposições atinentes ao tema da reforma da educação superior. Por isso, faço esse reparo, pedindo escusas à S.Exa. por não a ter mencionado anteriormente. O SR. PRESIDENTE (Deputado João Matos) – Pois não, Deputado. Está feito o registro. Tem a palavra a Sra. Ministra Matilde Ribeiro. A SRA. MINISTRA MATILDE RIBEIRO – Bom dia a todos os presentes neste auditório, principalmente os integrantes da Comissão de Educação e Cultura. Entendo que este momento é de extrema importância, pois, ao longo de 2 horas, poderemos debater exclusivamente a implementação de cotas para negros e indígenas nas instituições de educação superior pública do País. Cabe também tratar dos processos em andamento em relação às instituições privadas, entendendo que a sociedade brasileira, com todas as suas instituições, é responsável pela tão falada democracia com cidadania para todos, não só falada como também afirmada em leis e processos normativos do País. Na qualidade de Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, tenho-me ocupado, nos últimos 14 meses, com diversas questões próprias da ação do Governo e com a proposição que cabe à minha Secretaria no campo da promoção da igualdade racial, as políticas de ações afirmativas. O debate e o trabalho cotidiano de diálogo para formulação dessa proposta juntamente com outros organismos de Governo, em especial o Ministério da Educação, têm ocupado boa parte dessa tarefa, considerando ser esse um tema debatido historicamente pela sociedade, mas pouco apreendido e pouco incluído como prioridade nas políticas públicas brasileiras. Estamos, portanto, vivendo um momento ímpar na história do País. Não somos os primeiros a ter iniciativa dessa natureza, mas, com certeza, neste momento, estamos dando maior continuidade, levando-se em conta que, pela primeira vez, temos uma secretaria no primeiro escalão do Governo tendo como tarefa exclusiva propor, formular ações afirmativas, como já disse, no campo da promoção da igualdade racial. Então, não estamos sem espaço, sem locus no Governo para fazer os debates e os encaminhamen- Agosto de 2004 tos relativos ao tema. O papel da SEPPIR é coordenar políticas de governo para a promoção da igualdade racial. Isso significa que, para darmos andamento a essa agenda, temos de desenvolver um trabalho continuado, com a participação dos mais tradicionais Ministérios responsáveis pelas políticas sociais. Ressalto que este debate, como já disse, não nasceu hoje. Repito uma frase de uma pessoa muito importante no cenário histórico brasileiro, que já passou por esses espaços parlamentares em Brasília, o Sr. Abdias do Nascimento, que, no dia 14 de março, completou 90 anos. Lúcido e ainda com muita energia para contribuir com o País, disse que terá energia para muito mais, que apoiará nossa pauta e continuará lutando pelos direitos humanos no Brasil. Há muito tempo, Abdias disse que a luta pela liberdade, pela dignidade e pela cidadania da população negra brasileira não começou conosco, e sim a partir do momento em que o primeiro negro chegou ao Brasil na condição de escravo, quando, no trabalho forçado, lutava pela liberdade. Então, não estamos inventando nada, estamos apenas potencializando uma luta ancestral de construção da dignidade e da liberdade não só para a população negra, mas para toda a Nação brasileira. Nesse sentido, Abdias do Nascimento, em 1946, sugeria o debate sobre ações afirmativas no Brasil, chamando a atenção das instituições públicas e privadas para que assumissem sua parcela de responsabilidade na construção da igualdade e da justiça social, a fim de garantir cidadania à população negra ex-escrava. Em 1967, o Brasil passou a ser signatário da convenção da ONU contra todas as formas de discriminação, quando foi anunciada a importância de os Governos assumirem políticas de ações afirmativas, nos mesmos termos discutidos hoje. Em 1988, nossa Carta Magna definiu a igualdade de direitos para todos, independentemente de raça, credo, idade, sexo. Pela primeira vez, declara-se que racismo é crime inafiançável e imprescritível. De lá para cá, muitas coisas aconteceram, e ainda hoje buscamos direitos iguais para todos. Em 2001, houve uma importante movimentação internacional: a III Conferência contra a Discriminação, o Racismo, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, realizada em Durban, na África do Sul. Nessa conferência, o mais recente movimento mundial a reunir vários Estados, muitos Governos assinaram uma intenção de afirmação da responsabilidade dos Estados em garantir cidadania e direitos, desenvolvimento de políticas públicas que dessem conta de todas as necessidades humanas e programas de ações afirmativas, considerando-se medidas reparatórias de injustiças Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sociais históricas e fazendo-se referência à escravidão como um marco de mediocridade e crueldade do gênero humano. Portanto, devemos, a cada dia, ser conseqüentes com essa agenda de direitos humanos em âmbito internacional e fazer das ações afirmativas um caminho para a construção da tão almejada igualdade. A partir dessa conferência, o Governo brasileiro, já comprometido com essas medidas que acabei de relatar, intensificou sua responsabilidade no desenvolvimento de uma agenda propositiva em relação a essas questões. O atual Governo tem dado continuidade às ações existentes em âmbito federal. Como conseqüência de árdua luta do movimento negro e anti-racista do Brasil, foi realizada em 1995 a brilhante Marcha Zumbi dos Palmares contra o Racismo, pela Cidadania e pela Vida. Integrantes dessa marcha, uma homenagem a Zumbi dos Palmares, afirmando-o como herói nacional, entregaram ao Governo Federal, presidido, na época, por Fernando Henrique Cardoso, uma plataforma de reivindicações e proposições para a sociedade brasileira no sentido da garantia de cidadania e direitos para a população negra. Naquele momento, destacavam-se as políticas relativas às comunidades remanescentes de quilombos, somando todas as áreas da política pública e social brasileira, com a urgente necessidade de o Governo e as instituições públicas e privadas do País serem conseqüentes com suas definições históricas em relação aos direitos de cidadania para as populações negra e indígena. De 1995 para cá, avançamos bastante no que diz respeito às proposições para garantia dos preceitos de cidadania e direitos humanos para a população negra. Diversos programas foram desenvolvidos no Governo anterior. No atual, com a decisão do Presidente da República de criar uma secretaria com status de Ministério, estamos intensificando a agenda de promoção de igualdade racial. A SEPPIR não é responsável apenas pelas políticas voltadas à população negra. A lei que a criou determina que ela seja responsável pelo diálogo permanente e o encaminhamento de proposições, visualizando os grupos discriminados racialmente, com ênfase na população negra. Então, essa ênfase é o motor da SEPPIR e da relação com os demais organismos do Governo. Para abordar diretamente o tema de hoje – a implementação de políticas de cotas -, senti necessidade de me reportar a esse histórico, para reafirmar que estamos dando seqüência a antigas proposições e responsabilidades do Estado e do Governo de longa data. Sexta-feira 6 33847 O debate sobre a política de cotas intensificouse do ano passado para cá. Foi formado um grupo de trabalho interministerial, coordenado pela SEPPIR e pelo MEC, composto por mais 8 organismos do Governo Federal. Em 4 meses de trabalho, foi elaborada uma proposição, entregue ao Presidente da República no final do ano passado, tendo sido reformulada em janeiro. E essa é a matéria que está em pauta hoje. O grupo de trabalho interministerial, após uma avaliação desse processo histórico, apresentou ao Presidente da República proposta de medida provisória contendo diversos artigos em que se externava a importância de se levar à frente a política de implementação de cotas para negros e indígenas nas universidades públicas federais. A partir de janeiro, após várias reflexões, formulações e debates – o representante do Ministro Tarso Genro vai falar a respeito do processo interno do MEC -, chegamos a uma proposição. Estamos aguardando o posicionamento do Presidente da República em relação a esta matéria, conclusão do trabalho do GTI e de negociações entre os 2 organismos de Governo, SEPPIR e MEC. A proposição, repito, está sendo analisada pelo Presidente da República, portanto, ainda não é uma matéria final. O passo posterior de S.Exa. é o envio desse projeto de lei ao Congresso Nacional, a fim de que passe pelos trâmites oficiais. Trata-se de instituição do sistema especial de reserva de vagas para estudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, nas instituições públicas federais de educação superior no País. O primeiro indicativo é que, para os concursos de ingresso nos cursos de graduação, se considere uma proporção de alunos oriundos do ensino médio em escola pública. Na seqüência, coloca-se a necessidade de que, dentro de um percentual de alunos oriundos da escola pública, haja consideração de preenchimento de vagas em uma proporção de alunos autodeclarados negros e indígenas, levando-se em conta a proporção de negros e indígenas nas unidades da Federação, a partir dos dados do último censo do IBGE. Não sendo preenchidas as vagas por negros ou indígenas, consideram-se os alunos oriundos da escola pública. Havia 2 debates no cenário nacional: o de cotas para estudantes oriundos de escolas públicas e o de cotas para negros e indígenas. Procuramos unificar as 2 posições em um só projeto de lei, considerando ser um encaminhamento democrático, que leve em consideração que os alunos que permanecem nas escolas públicas são, em sua maioria, pobres, dentre os quais a maioria é negra. Essa síntese é a mais óbvia possível. 33848 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ressalto que, às vezes, obviedades também devem ser matéria de muito debate. Para chegarmos a consensos, temos de considerar processos históricos, indicadores sociais, alcance das ações governamentais e também a relação dos vários interesses dos Poderes Públicos brasileiros. Não estamos falando de uma matéria fácil de ser tratada. Estamos falando de um tema que é gerador de debate histórico. Nesse sentido, enquanto fazemos essa discussão no Executivo e, hoje, no Legislativo, a sociedade age. Temos 2 importantes experiências, 2 referências pioneiras em âmbito estadual – a da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) -, que causaram debates, impactos e dores de cabeça, inclusive em âmbito nacional, porque foi questionada sua constitucionalidade. Ontem estive no Rio de Janeiro, com uma agenda intensa. Passei pela UFRJ, pela UERJ, pela Universidade Cândido Mendes, participei de debates em relação à essa temática. A UERJ reavalia seu sistema, mas afirma que foi de uma grandiosidade imensa a mudança causada com a inserção dos alunos pelo sistema de cotas. Ouvi depoimentos dos alunos e vi um público não muito comum dentro de uma universidade pública, de cerca de 300 pessoas, representando grupos raciais diferenciados. Percebi o orgulho dos negros por terem tido a oportunidade de ingressar numa universidade pública. Ouvi depoimentos muito emocionantes de que, com essa medida, houve efetiva movimentação de justiça dentro daquela universidade. Na UFRJ, ontem, estava reunido um conselho para discutir as possibilidades de implementação do sistema de cotas. Em Brasília, a experiência da UnB, que inclusive está representada na Mesa pelo Prof. Timothy Martin Mulholland, é pioneira no âmbito federal. Ela está no desfecho de seu primeiro processo de vestibular com cotas. Sabemos que outras experiências estão em curso pelo País. Inclusive, uma votação favorável à implementação do sistema de cotas poderá acelerar esses processos. Com referência às experiências que estão sendo realizadas no País, quero dizer que nós, tanto o Executivo quanto o Legislativo, ao assumirmos nossa parcela de responsabilidade de levar adiante o sistema que cria oportunidades para quem não as teve, reforçaremos muitas experiências já em curso espalhadas pelo Brasil e também daremos condição para que instituições de ensino que se têm posicionado de forma contrária à proposta ou que estejam em dúvida possam se ver respaldadas por uma lei que garanta esse encaminhamento. Com isso, podemos dar passos para a alteração dessa realidade de exclusão que Agosto de 2004 tanto repudiamos. Creio que é necessário um somatório de esforços. Esse também não é um debate fácil dentro das instituições de ensino. Sabemos que há manifestações de que a autonomia universitária deve ser preservada, não temos dúvida disso, mas sabemos também que autonomia universitária não deve ser sobreposta aos nossos ideais de democracia e de justiça social e racial. Portanto, é necessário visualizar a mesma realidade por vários prismas, para que possamos garantir encaminhamentos que possam privilegiar o todo e não apenas uma parte. Numa linguagem com base no senso comum, costuma-se dizer que a política de cotas já está implementada há muito no País – 99% para os brancos -, uma vez que os índices estão comprovando que, dentre as pessoas que conseguem concluir a universidade, apenas 2% ou 3% são negros. Vivemos uma realidade explícita em que temos papel ativo. Não é um papel fácil; se fosse, o Governo Lula, do qual faço parte, já teria tomado essa decisão nos seus primeiros dias. Não é uma decisão fácil, existem visões diferenciadas dentro desse processo. Mas sabemos que, diante de visões diferenciadas, nossa principal arma é o diálogo, a negociação e uma proposição a mais próxima possível da chamada democracia. Para finalizar, quero dizer que a posição do Governo tem sido construída, desde a campanha do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sentido de garantir as políticas de ações afirmativas, inclusive, a de cotas. Mas, como já disse também, há interesses diferenciados que devem firmar-se numa construção única. Portanto, o debate tem sido travado. Minha posição pessoal – sei que serei questionada -, mesmo antes de ser integrante do Governo Federal e de estar Ministra, é atuar junto aos setores da sociedade, em especial os movimentos negro e feminista, favoravelmente às políticas de ações afirmativas e às políticas de cotas. Entendo que as políticas de cotas são necessárias, mas não são o todo, não são a salvação da lavoura. Elas constituem um aspecto muito importante, uma alavanca que poderá levar, nos próximos anos, a mudanças significativas no todo. Elas são um aspecto relevante, que não deve ser considerado como eterno, são transitórias, necessárias para criar impactos que levem à mudança. O que deve ser eterno é a educação de qualidade e pública para todos. Isso, sim, deve ser eterno. A política de cotas causa impactos, leva-nos a mudanças de postura e muda a fotografia dentro das instituições públicas. Essa mudança de fotografia vi ontem na UERJ, debati ontem na UFRJ e tenho espe- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS rança de, em breve período, vê-la na UnB e em outras universidades públicas federais do País. Estou à disposição para o debate. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado João Matos) – Agradeço à Ministra Matilde Ribeiro a participação. Registro a presença de representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras – FASUBRA, nas pessoas dos Diretores João Paulo Adamoli, Neuza Luzia Pinto e Márcia Abreu. Concedo a palavra ao Sr. Nelson Maculan Filho, Secretário de Educação Superior, que nesta oportunidade representa o Ministro da Educação. O SR. NELSON MACULAN FILHO – Bom dia a todos. Deputado João Matos, que preside a Mesa; Ministra Matilde Ribeiro, que acabou de fazer excelente exposição; Sônia Malheiros Miguel, representante da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres; meu colega Timothy Martin Mulholland, Vice-Reitor da Universidade de Brasília, Sras. e Srs. Deputados, autoridades presentes, integrantes de movimentos organizados, minhas senhoras, meus senhores, na última década, o grave problema das desigualdades sociais, econômicas, raciais e étnicas assumiu lugar de destaque em debates entre a sociedade civil, a comunidade acadêmica e administrações governamentais, fazendo emergir como temática das mais relevantes a questão da promoção da igualdade racial e étnica. A posição do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a esse tema é clara desde a campanha, quando se comprometeu com a implantação de políticas de ações afirmativas para negros e índios nas universidades. Vivemos numa sociedade que celebra a democracia racial, o que acabou se traduzindo num senso comum que atribui à nossa identidade social um valor que procura distingui-la de tantas outras sociedades. Por esta razão, quando tratamos de ações afirmativas, como o Fórum de Combate ao Racismo, em verdade, o nosso trabalho está orientado para o aprofundamento da democracia no Brasil. Para um novo Estado brasileiro que expresse um novo ciclo histórico e político, o combate às desigualdades e opressões de todos os gêneros e tipos deve estar colocado como desafio prioritário de sua agenda política e social. No que concerne às políticas de Estado, a urgência está colocada na prática. Temos prioridade em resolver como combater de forma adequada todas as formas de exclusão social, especialmente a racial e étnica, e que direção escolher como País desejável para a atividade legislativa. Que tipo de estímulos podemos tentar para formulação de políticas públicas de combate à discriminação? O fato é que temos de politizar Sexta-feira 6 33849 a inclusão das camadas de baixa renda, tratando de modo especial negros e índios. É fundamental que as políticas públicas se orientem pelo entendimento de que não basta apenas resolver a questão da desigualdade econômica para que se processe a inclusão de grupos étnicos e raciais. O discurso político ideológico, não importa se conservador ou progressista, de esquerda ou de direita, não tem conseguido dar conta de compreender as sutilezas dos disfarces do sistema excludente brasileiro, que aparta não só os pobres, mas também os pobres negros e índios, como mostram os dados. A luta por medidas sociais de caráter compensatório não deve abandonar o desafio que representa um outro modelo de desenvolvimento, capaz de promover a dignidade de todos, justiça social e solidariedade. A defesa de políticas específicas não deve e não pode significar uma subestimação da necessidade de se promover a luta geral que beneficie a todos. Assim, políticas públicas que se orientam no sentido de garantir o direito de todos não podem deixar de lado que, para além da exploração e espoliação econômica, impõe-se a garantia dos direitos dos oprimidos e excluídos por suas diferenças étnicas, raciais, de gênero ou de qualquer outra espécie – diferenças essas ainda pouco percebidas pelos atores históricos das lutas de classe. Reparar é, pois, uma tentativa de se corrigir desigualdades a partir de ações políticas, econômicas, sociais, jurídicas, entre outras, que busquem restaurar a auto-estima, a dignidade, a integridade da memória cultural, física e psicológica de negros e índios no Brasil, que promovam o resgate do patrimônio cultural, artístico, religioso, principalmente a ascensão socioeconômica educacional dos negros e índios atingidos pela herança criminosa do racismo e da exclusão social. Nesse contexto, o Ministério da Educação vem estudando e discutindo com outros órgãos do Governo, e também com a sociedade civil, a organização e implementação de política pública de aceso e permanência de negros e índios na educação superior. É muito importante o papel da permanência, porque o acesso pode ser só uma vitrine. Como disse muito bem a Ministra Matilde Ribeiro, o importante é a permanência. As universidades, as escolas superiores, todo o ensino superior federal terá de criar condições de permanência para essas pessoas. Nesse sentido, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviará a esta Casa projeto de lei que institui o Programa Universidade para Todos, voltado para o acesso democrático nas instituições de ensino nãopúblico e que prevê a utilização das vagas ociosas dessas instituições de ensino superior privadas por 33850 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS meio da concessão de bolsas a estudantes originários de famílias de baixa renda. As bolsas serão concedidas pelas próprias instituições mediante processo seletivo implementado pelo Ministério da Educação. A adesão das instituições de ensino ao programa se fará por intermédio de convênio com o Governo Federal, concedendo-se isenção de alguns impostos e contribuições. Em relação às universidade federais, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará ainda muito brevemente encaminhando à apreciação dos Parlamentares projeto de lei que institui sistema especial de reserva de vagas para estudantes egressos das escolas públicas, em especial negros e indígenas, em instituições públicas federais de educação superior, que, pelo decreto de lei citado, deverão reservar, na ocasião de cada concurso ou seleção para o ingresso em curso de graduação, um número mínimo de vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. O fato é que a reserva de vagas para negros e índios nas instituições de educação superior nos coloca diante do desafio de admitir a exclusão e trabalhar politicamente contra ela. Estudos realizados nos Estados Unidos, país que adotou importante programa de ação afirmativa nas escolas e que defende que a diversidade de gênero, racial e ética é especialmente importante para uma universidade que pretenda responder aos desafios do século XXI. O fato é que a diversidade incorporada ao processo pedagógico e educativo bem, como a pesquisa, qualifica o processo de formação e saber veiculado pelas universidades, o que resulta inclusive em revisão de teorias e conteúdos já estabelecidos, que são repassados em inúmeras disciplinas em nossas universidades. O olhar não branco sobre inúmeras dimensões do conhecimento humano representa o emergir de novos paradigmas no campo do conhecimento. No âmbito específico da educação também devem ser ressaltadas as diretrizes da Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001 (Plano Nacional de Educação), que estabelece a necessidade de política de inclusão de minorias étnicas. Nossa reflexão sobre o tema da inclusão racial nos leva à constatação de que muitas universidades que já implantaram o sistema de reserva especial de vagas para negros e índios sofrem diante da perspectiva de ações judiciais, em razão da ausência de lei federal que regule o tema. Já defendemos instituições de ensino superior que estão assumindo essa posição de conceder cotas para negros e índios em inúmeras ações judiciais. Então é muito importante que exista uma lei que regularize esse tipo de trabalho, senão nossos colegas reitores ficarão expostos a batalhas Agosto de 2004 judiciais, com dificuldade de tocarem seus projetos de cotas nas universidades. Nesse sentido, o Ministério da Educação entende que as ações afirmativas agregarão e certamente virão revisar muito do conhecimento acadêmico produzido em nossas universidades, retratando a real experiência social e histórica do Brasil. O esforço pela construção de políticas públicas para o combate e erradicação do racismo nas universidades brasileiras procura sintonizar-se com os desafios postos por inequívoca necessidade de inclusão de parcela significativa da população brasileira no processo de construção de novos saberes e novas práticas capazes de superar a homogeneização elitizadora, que hoje é a face desigual e injusta da nossa comunidade universitária. O Brasil, como sabemos muito bem, é capaz de desenvolver ensino e pesquisa de ponta para poucos. Temos a dificuldade de termos ensino de massa. A experiência de boas universidades federais, estaduais e até privadas visam muito à elitização. Desconhecemos talvez os fenômenos do estudo do ensino francês alemão, italiano, que também são ensinos de massa. No ano passado, atuei como professor convidado no Instituto Politécnico de Milão e dei aula para 330 alunos com o uso de microfone. Um Prêmio Nobel fazia o mesmo lá. É interessante observarmos a experiência de outros países. Olhamos muito só para a América do Norte: Canadá e Estados Unidos. Então chamo a atenção também para a idéia de ter mais gente na universidade. Temos pessoal muito bem formado. Talvez a melhor coisa que temos nas universidades públicas hoje são nossos professores, técnicos administrativos e alunos. No entanto, é preciso aumentar um pouco mais a capacidade de salas de aula, laboratórios, porque não só nas salas de aulas se ensina ou se faz pesquisa, mas também nos laboratórios, em convivência com grandes centros de pesquisa. Então é isso que tem de ser demarcado muito bem. Por outro lado, foi discutido muito bem pela Ministra Matilde Ribeiro o projeto que será também fruto das discussões presentes. Seria também interessante, nessas discussões, mostrar que a universidade não vai baixar o nível. Tem-se que tomar muito cuidado com discussões muito elitistas no País, em que parece que a integração de novas possibilidades para pessoas de menor renda irá atrapalhar. Não, a universidade tem de assumir essa responsabilidade que algumas colegas já têm assumido. Sobre a autonomia universitária, grande parte das universidades federais já está realizando esse processo de discussão interna. Estamos, talvez, até correndo atrás de universidades como a UERJ, a UnB, Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a UFRJ. É importante também convencer os nossos colegas das estaduais, em especial das 3 universidades de São Paulo, importantíssimas neste País, para que também dêem o exemplo. Algumas universidades demarcam o desenvolvimento deste País, como a UFRJ, a USP, a UNICAMP, por serem as maiores. É interessante também que isso passe para uma discussão nacional. Para mim é uma honra estar nesta Casa, que garante a democracia no País. Qualquer pessoa como eu, na posição de Secretário, tem a honra de estar aqui. Agradeço o convite desta Comissão, que está discutindo assunto tão interessante, permitindo que eu aqui esteja representando o meu Ministro. Estamos aqui para o debate. Muito obrigado! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado João Matos) – Neste momento, tem a palavra a Sra. Sônia Malheiros Miguel, Diretora da Subsecretaria de Articulação Institucional da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República. A SRA. SÔNIA MALHEIROS MIGUEL – Em nome da Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, agradeço o convite para participar desta audiência. Infelizmente, a Ministra não está em Brasília, até porque tem S.Exa. um interesse especial sobre este tema, na medida em que foi sob sua gestão, como Reitora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que foram implantadas a política de cotas. Gostaria de cumprimentar a Mesa, as autoridades e Parlamentares aqui presentes. A minha intenção é fazer um paralelo, a partir da experiência que se teve com políticas de cotas para mulheres, com a questão de políticas raciais e étnicas. Em primeiro lugar, é importante entendermos que o processo de democracia, de combate às discriminações, sejam elas quais forem, precisa ser realizado em parceria. Nesse sentido, da mesma forma que o Governo do Presidente Lula criou, como Secretaria Especial ligada diretamente à Presidência da República, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o mesmo status foi dado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, colocando esses dois temas, a questão do gênero e a questão racial, como transversais a todas as políticas desenvolvidas no Governo. Considero fundamental tentarmos implantar nas políticas instituídas, seja em que área for, educação ou saúde, a questão de raça e de gênero, para que sejam tratadas como fundamentais desde a concepção até a elaboração dessas políticas. Sexta-feira 6 33851 A questão das ações afirmativas, de uma maneira geral – e aí se insere a política de cotas como possibilidade de ação afirmativa -, são fundamentais para a conquista de uma democracia efetiva e real. As ações afirmativas e a política de cotas têm um caráter bastante específico: são políticas reparatórias, compensatórias, distributivas e de inclusão. As características desse tipo de política são soluções que trazem muitos conflitos, porque geram maior polêmica. Isso ocorre porque as políticas de cotas incidem diretamente nas relações de poder. Saem do discurso e trazem as questões do combate à discriminação e da busca da igualdade, seja entre homens e mulheres, racial e étnica, para o concreto, para a esfera do dia-a-dia. Esse é o grande ponto positivo das políticas de cotas e, por isso, essa polêmica é tão grande. Saímos, portanto, do discurso. Deixa-se para trás a retórica de democracia ou necessidade de igualdade e traz-se a questão para a vida, para o concreto e para o dia-adia. Na medida em que se mexe diretamente nas relações de poder, também se instala a grande polêmica na sociedade, porque falar em igualdade é fácil, mas abrir espaço para que essa igualdade se efetive já não é tão simples assim. Quando pensamos, por exemplo, na experiência que se teve com a proposta de cotas para mulheres na política, no momento de sua implantação – a primeira lei de cotas para candidatura de mulheres é de 1995 -, lembramos que foi levantada a polêmica em relação a ser ou não constitucional. Também houve a crítica de que as mulheres que entrassem como candidatas pelas cotas seriam “candidatas de cotas” – entre aspas – e, por essa questão, teriam menor valor. Hoje tais críticas se repetem na questão das cotas raciais; ou seja, os alunos que entrarem pelas cotas raciais teriam menos valor porque acobertados por essa legislação específica. Enfrentamos também essas questões na discussão da política de cotas para as mulheres. Agora, há uma outra legislação, que é de 1997. A primeira legislação de cotas para mulheres contemplava a proporção de 20%; hoje é de 30%. Esse debate ainda existe, de alguma forma, mas a sociedade acabou se acostumando com a idéia da política de cotas para candidatura de mulheres. Uma diferença muito grande em relação à política de cotas raciais e de cotas para mulheres na política é que esta última refere-se apenas a candidaturas, ou seja, não assegura a eleição de mulheres, enquanto as cotas raciais asseguram a entrada de negros nas universidades. Voltando à questão de relação de poder, a diferença se torna muito mais evidente. Para as mulheres 33852 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS candidatas há uma possibilidade maior de eleição. Mas há dificuldade de os partidos preencherem as cotas etc. Pensando um pouco no paralelo entre cotas para mulheres na política e cotas raciais, ressalto dois pontos. Ficou evidente, com a experiência que adquirimos durante esses anos – desde 1996 temos política de cotas para mulheres na política -, que só essa política não resolve; a ela têm de ser associadas outras. A política de cotas tem importância educativa muito grande, pois coloca a sociedade discutindo temas que antes não eram discutidos. Mesmo com eficácia não tão grande quanto a esperada, por exemplo, em relação à política de cotas para mulheres, o debate da participação política das mulheres tomou conta. Em todas as eleições esse debate volta, e rediscutimos por que as mulheres têm pouca participação. Em relação às cotas raciais, também. A discriminação racial toma conta da discussão da sociedade como um todo. Por si só, esse fator é muito positivo, porque a discriminação racial vem à tona a partir dessa discussão. Se elas são implantadas ou não; se há dificuldades; se as experiências precisam ser revistas, tudo isso tem que ser visto. O que importa é que o debate está colocado, e só isso já é um grande avanço. O debate está colocado e crescem estudos em relação ao tema. Isso aconteceu em relação às mulheres e está acontecendo quanto à questão racial e étnica. Crescem os estudos no sentido de tentar entender o fenômeno e tentar conseguir políticas e atitudes da sociedade que dêem conta dele. De qualquer forma, já é positivo o tema ser colocado como importante para debate na sociedade. Associar essas políticas a outras de promoção de igualdade racial e de gênero é fundamental, pois o que temos como experiência na questão de políticas de cotas para mulheres é que, sozinha, ela não resolveu. Trouxe dados positivos, mas as mulheres continuam sendo minoria na política. Vimos que é preciso haver um outro processo paralelo ao de distribuição de cotas. E entendo que isso também é importante para as cotas raciais. Para as mulheres, propriamente, é fundamental a política de cotas raciais. Hoje, vemos que as mulheres estão presentes nas universidades. Dizem: “As mulheres estão presentes nas universidades; são maioria.” Hoje, nas universidades, há mais mulheres que homens, mas só que mulheres brancas. Se fizermos um recorte racial em relação a essa questão, veremos que as mulheres negras são minoria dentro das universidades. Além de as cotas raciais trazerem à população homens e mulheres, elas vão incidir sobre mais mulheres dentro das universidades; mais mulheres negras dentro das uni- Agosto de 2004 versidades. E isso é fundamental para conseguirmos um equilíbrio maior em nossa sociedade. É importante também vermos que vários estudos mostram a correlação direta entre educação, rendimento e condições de vida. Se investimos no sentido de abrir as universidades para que estas possam dar ensino de qualidade para a população, de uma maneira geral, com a perspectiva de poderem também atender a populações de menor poder aquisitivo, que têm maior dificuldade, essa política irá influenciar na melhoria das condições de vida e de rendimento. As cotas raciais vão incidir também na melhoria de qualidade de vida da população brasileira. A visibilidade que traz a discussão da política de cotas, seja qual for, é fundamental e, por si só, é um fator positivo. A discussão que as cotas levantam quanto à relação de poder estruturada em nossa sociedade é outro ponto fundamental, porque, a partir dela, podemos debater outras relações desiguais de poder existentes. Ela é um ponto de entrada na discussão desse tema que entendemos ser fundamental. A política de ação afirmativa reconhece a discriminação e age não só no sentido de impedir que essa discriminação se perpetue, mas também no sentido de recuperar mais rapidamente a situação de equilíbrio. Ela intervém na sociedade para além do discurso e atua no sentido de fazer com que as desigualdades percebidas, de ordem racial ou sexual, sejam radicalmente resolvidas por meio de políticas compensatórias, com objetivo de reequilibrar mais rapidamente esse jogo de forças. Não precisamos esperar mais 500 anos para que, como dizem alguns, haja uma mudança na sociedade e, naturalmente, chegue-se a isso. Se há políticas no sentido de intervir nisso de maneira mais radical, por que não fazê-lo? A política de cotas vai possibilitar a presença de mais mulheres e de mais negros e negras nos espaços de poder e, nesse sentido, fazer com que a presença de mulheres e negros deixe de ser isenção e passe a ser a regra, a norma. Que a Ministra Matilde não precise ir a uma universidade e olhar um público diferente e que isso seja normal; e não um fato que cause surpresa, mesmo que, neste momento, positivamente. Outro ponto importante a ser falado é que, junto com a política de cotas que estaria ligada a uma política de presença, seja de mulheres nos diferentes espaços, seja de negros e de negras, é preciso que se associem políticas de idéias para a presença de mais negros e negras nas universidades, mais mulheres nos espaços de poder, mais negros e negras nos espaços de poder. Junto com isso, espero que transformemos e façamos uma política de idéias no combate à discriminação, na busca por igualdade e por democracia. Que isso seja Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS colocado no debate e que novas idéias sejam ventiladas nos diferentes espaços, tendo a democracia e a igualdade como valor fundamental. Conjugar a política de presença com a política de idéias é outro desafio que as políticas de ações afirmativas, sejam cotas raciais ou para mulheres, colocam. O Brasil assinou uma série de convenções e tratados internacionais que reforçam e apóiam a adoção de ações afirmativas, sejam para mulheres ou contra o racismo, a exemplo do que ocorreu na ocasião da 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim, China, em 1995; a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres; a Convenção de Belém do Pará; a Convenção de Durban. Essas políticas são internacionalmente apoiadas, e o Brasil é signatário dessas convenções e acordos, apoiando a adoção dessas medidas. Nesta Casa, tramitam proposições legislativas de cotas para portadores de deficiência, para mulheres, para negros, para idosos, além de cotas nas mais diferentes áreas: empresarial, da educação e do trabalho. Esse tema também está dentro desta Casa e é fundamental que aqui seja debatido. Por isso, parabenizo a Comissão de Educação por fazer esse debate. Acho que outros devem ser feitos no sentido de que as Sras. e os Srs. Parlamentares se apropriem do tema e possam utilizá-lo como forma de ampliar e radicalizar a democracia neste País de forma bastante efetiva. Muito obrigada. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado João Matos) – Agradecemos à Subsecretária Sônia Malheiros Miguel a sua exposição. Com a palavra o Sr. Timothy Martin Mulholland, Vice-Reitor da Universidade de Brasília, que neste ato representa a entidade. O SR. TIMOTHY MARTIN MULHOLLAND – Bom dia, Deputado João Matos, Presidente da Mesa; Deputado Carlos Abicalil, Presidente da Comissão; Sra. Ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; Prof. Nelson Maculan Filho, Secretário de Educação Superior, e meu chefe; Dra. Sônia Malheiros Miguel, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Todos que me antecederam me facilitaram muito, porque posso começar assinando em baixo tudo o que já foi dito aqui. Agradeço ainda pelas intervenções, porque aprendi com elas. Registro a presença e cumprimento os estudantes da UnB, do grupo Enegrecer, em especial o Gustavo Mora, além de outros colegas que foram e são motor de mudanças nessa área na Universidade de Brasília. Sexta-feira 6 33853 A presença desses estudantes na Universidade é um dos grandes privilégios que temos, porque se posicionam com clareza e pressionam quando têm muita convicção. A contribuição desses alunos foi então fundamental. Cumprimento os representantes da FASUBRA, que representam nossos técnicos administrativos. Cumprimento e parabenizo os Deputados que engendraram essa iniciativa: Iara Bernardi, Gilmar Machado, Ivan Valente. É um momento nacional de grande importância, e esta Comissão está no centro do furacão que se estabeleceu no País. Tenho imensa honra em representar aqui o nosso Reitor, Prof. Lauro Morhy. A Universidade de Brasília tem uma história de preocupação com seu papel na sociedade. Citarei, muito rapidamente, que nos anos 1990 várias iniciativas foram tomadas. Uma foi a abertura de cursos noturnos, o que não tínhamos. Isso foi feito sem qualquer apoio oficial maior. Foi simplesmente a força de vontade da UnB de crescer e oferecer cursos para aqueles que não podiam estudar de dia. O Programa de Avaliação Seriada, dirigido à escola pública, acabou desvirtuado dessa finalidade por conta da falta de sensibilidade da sociedade, como também da Justiça; mas se trata de um programa que ainda se volta para uma interação muito forte com as escolas públicas da nossa região. Não posso deixar de citar o programa para portadores de necessidades especiais: o candidato ao nosso vestibular que porte alguma necessidade especial tem atendimento profissional extremamente diferenciado, para permitir-lhe realmente uma concorrência à universidade em pé de igualdade com os demais. A partir de movimentos dos estudantes e do evento de Durban, citado pela nossa Ministra, o debate sobre a exclusão étnica e racial se intensificou. Vários professores se envolveram com muita garra, assim como muitos estudantes, e o processo avançou. São 3 anos, praticamente, desde que se instalou esse processo. Podemos até ser acusados de lentos, mas não de afobados nesse pormenor. Era necessário o debate porque a Universidade de Brasília, como todas, provavelmente, teve dificuldade de assimilar essa discussão. Foi um processo importante e, quando se chegou a uma conclusão, foi pela quase totalidade do Conselho responsável. Foi uma coisa amadurecida e, do ponto de vista institucional, uma vitória importante. O que se estabeleceu na UnB foi um programa – e o distribuímos em uma pequena pasta aos Parlamentares da Comissão – cujo sumário é o Plano de Metas para Integração Social Étnica e Racial. Influenciou-nos também o trabalho de vários pesquisadores 33854 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS importantes em nosso País, principalmente do INEP, dentre eles Ricardo Henriques, que hoje está no MEC, Roberto Martins e Rafael Osório. Gostaria de mostrar rapidamente alguns dados. Selecionei 3 gráficos que mostram um impacto grande para nós. (Segue-se exibição de imagens.) Este é um gráfico feito pelo Ricardo Henriques e mostra, na abscissa, a data de nascimento e, na ordenada, a escolarização. Pode-se notar que, desde aqueles que nasceram na geração do meu pai (anos 1920) até os que nasceram em 1974 há uma diferença de acesso à escola entre brancos e negros no Brasil. O que mais marcou nosso debate é que essa diferença é uma constante; ou seja, o brasileiro teve cada vez mais acesso à escola – a escolarização básica passou de 4 para 8 anos nesse período -, mas essa diferença permaneceu constante. É uma diferença quase fixa. Parece até que havia uma lei... Em nossas aulas de geometria, aprendemos que linhas paralelas jamais se encontram. Se projetarmos essa linha para o futuro, veremos que, a se manterem as coisas como estão, as coisas não vão mudar. Vamos conseguir aumentar a escolarização do brasileiro, de modo geral, de brancos e negros, mas manteremos um hiato essencialmente ad aeterno. Este outro gráfico mostra a situação um pouco mais recente. Aqui temos a proporção de jovens de 18 a 24 anos na universidade, entre 1992 e 2001. Podemos verificar que, nesse período de 10 anos, a proporção do número de alunos brancos dobrou; a proporção de alunos negros dobrou, mas a diferença entre eles permanece constante. Ou seja, aquela mesma situação do gráfico anterior se revela aqui também. Teremos o maior prazer em passar estes dados aos Deputados. Registramos os dados no computador, e a qualquer momento poderão eles ser disponibilizados. Também no site da UnB há outras informações que nossa assessoria está disponibilizando. Seria útil consultá-lo, também. O que estes dados mostram, usando informações mais recentes, é que a situação não se alterou. Este próximo gráfico, do Rafael Osório, também do INEP, muito nos impressiona: faz uma comparação, ao longo da escala, de pobre para rico. Na abscissa, verificamos os 10% mais pobres até os 10% mais ricos da população; na ordenada, a escolarização e os anos de escola de cada um. Há uma história que se conta no Brasil: quando o negro ganha algum status social, a discriminação desaparece. Pois este gráfico é um desmentido absoluto desse mito. Os senhores vêem – estes dados são do Censo e não uma amostra de uma pesquisa Agosto de 2004 – que, mesmo quando participam da riqueza nacional em grau maior, o acesso do negro à escola é menor na sociedade brasileira. São pessoas com 25 anos ou mais. O que se verifica é que a exclusão não é apenas histórica, de 500 atrás; ela é de ontem, é de hoje, e, se não houver nenhum tipo de intervenção, vai permanecer por mais 500 anos em nosso País. A convicção da UnB é de que a universidade, como já dito aqui, é a porta para a disputa do poder, que dá acesso ao poder e aos bens maiores que a sociedade oferece. E não podemos ser uma porta semiaberta, uma porta seletiva; temos que ser uma porta para toda a sociedade brasileira. Esses dados, e outros tantos que nos foram trazidos por pesquisadores da estirpe dos que temos no País, levaram a UnB a definir um plano de 3 pontos básicos de ação. O primeiro ponto é a inclusão propositada, planejada, de estudantes indígenas. Fruto desse programa, em convênio com a FUNAI, que dá suporte aos alunos e ajuda a escolhê-los, temos hoje na UnB 11 estudantes indígenas; e, para o próximo semestre, teremos mais 10 ou 12, e assim por diante. É um programa numericamente modesto, até porque nossa região não tem populações indígenas maiores, como em outras partes do País; mas ele tem um valor simbólico importante. Vimos que 5 mil estudantes indígenas se formam no 2º Grau a cada ano, mas apenas 1 mil estão cursando universidade, e a grande maioria nas universidades particulares. Então, entendemos que nosso papel era abrir essa porta, trazer esses alunos para a UnB e oferecer-lhes cursos de interesse para as comunidades indígenas. A escolha do curso vem da comunidade, que também nos encaminha os estudantes. Eles fazem uma prova, para averiguação de conhecimentos do 2º Grau, mas não competem no nosso vestibular tradicional. O segundo ponto é o estabelecimento de uma cota de 20% para estudantes negros. Verificamos, no vestibular passado, que, dos mais de 20 mil candidatos, 19,7% se declararam pretos, negros ou pardos. Na população, em geral, chega a mais de 40% esse número de pessoas. Mas, entre candidatos ao vestibular da UnB, arredondando o número, seriam 20%. Então, a cota retrata essencialmente, no corpo discente da nossa Universidade, o perfil de nossos candidatos, dos quais 20% se declaram pretos, pardos e negros. Esse processo está em plena marcha. A inscrição foi feita e as provas serão no mês que vem. Esperamos uma avalanche de processos judiciais e estamos nos preparando para isso. Acreditamos que, se o Poder Legislativo sinalizar claramente para a sociedade, principalmente para as universidades públicas – como é o nosso caso -, teremos respaldo legislativo para fazer Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS esse tipo de experiência, teremos mais tranqüilidade. O mesmo acontecerá com outras universidades. E muitas hoje foram aqui citadas, como o mais recente exemplo do Paraná, de Alagoas, da Estadual do Mato Grosso, e outras estaduais. O Brasil está olhando para esse processo que está ocorrendo na UnB. A imprensa se manifesta com intensidade até assustadora, às vezes, mas é o que nos convence cada vez mais de que é importante trilhar esse caminho. E é importante que ele seja vencedor. Sr. Presidente, dos argumentos que nos apresentam, com relação às cotas, alguns foram citados pela Dra. Sônia. Há, por exemplo, a idéia de que vamos empobrecer academicamente a universidade. Mas nosso vestibular vai selecionar os melhores candidatos, como sempre fez; vai selecionar os melhores candidatos brancos e os melhores candidatos negros. (Palmas.) A outra reação típica e esperada da nossa sociedade é a de que estaríamos tirando as vagas da nossa comunidade. Essa crítica nos chega com muita intensidade. A resposta é que, em verdade, estamos devolvendo as vagas para os negros; somos nós, os brancos, que ocupamos indevidamente as vagas deles. Em terceiro lugar, quanto ao argumento de que estaríamos trazendo o racismo para dentro da universidade, trazendo conflitos raciais e promovendo o racismo no Brasil, temos duas coisas a falar: primeiro, que no Rio de Janeiro não houve qualquer reação. O Rio de Janeiro recebeu os alunos cotistas com naturalidade, e é o que esperamos de nossos alunos da Universidade de Brasília: absoluta tranqüilidade e naturalidade. O racismo que apareceu, infelizmente, foi motivado muito mais por alguns opositores que entraram em discussões esotéricas, sobre, por exemplo, o que seria raça. Sabemos que, biologicamente, não existem raças, que o que existem são grupos sociais que atuam entre si, estabelecem hierarquias de poder e coisas desse tipo. E isto é muito claro, em nosso caso, com 2% de alunos negros e 1% de professores negros. Estamos sendo parte do problema, mas queremos ser parte também da solução. Esse é o processo que se deu na UnB. Estou à disposição do Sr. Presidente e dos demais membros da Comissão para outros esclarecimentos. Com muita satisfação estamos aqui hoje para fazer este relato aos senhores. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado João Matos) – Agradeço ao Prof. Timothy Mulholland a participação. Registro a presença do Sr. Fernando Correia, representando a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Neste momento, agradeço ao Presidente da Comissão, Deputado Carlos Abicalil, pela possibilidade que Sexta-feira 6 33855 tive de coordenar os trabalhos na fase de apresentação. E, para poder participar do debate, gostaria de passar ao nobre Presidente a direção dos trabalhos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Senhoras e senhores, vamos iniciar a fase de debates. Como tradicionalmente ocorre em nossas audiências públicas, concederemos precedência aos proponentes das audiências públicas. A Ministra Matilde, entretanto, informa à Mesa que tem compromisso na Universidade de Brasília. Em função disso, o tempo dela está reduzido. Farei então um primeiro bloco com os 3 proponentes que estão inscritos. Depois faço voltar a palavra aos membros da Mesa, e, na seqüência, aos demais, pela ordem de inscrição. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Pela ordem, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, queria ter uma noção de quantos inscritos temos, porque haverá Ordem do Dia ao meio-dia, e poderemos nos organizar melhor. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Está certo. Temos os.. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Uma nova rodada de mesa aqui é... O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Temos inscritos os 3 proponentes desta audiência pública: Deputados João Matos, Ivan Valente e Deputada Iara Bernardi. Na seqüência, os Deputados Átila Lira, Severiano Alves, Chico Alencar, Gastão Vieira, Eduardo Valverde e Luciano Leitoa. Portanto, há 8 inscritos. Com a palavra o Deputado João Matos. O SR. DEPUTADO JOÃO MATOS – Na condição de Relator dos 28 projetos de lei que tiveram origem no Senado – o primeiro deles e os demais 27 apensados que tramitam nesta Casa -, tecerei rapidamente algumas considerações. As autoridades que participaram fizeram explanações a esse respeito, nos trouxeram ricas contribuições, as quais, com outras que haveremos de juntar nos debates de que participaremos em instituições de nível superior de outras Unidades da Federação, poderemos incluir em nosso relatório, o que, por certo, o tornará mais apropriado e rico em conteúdo. Por outro lado, informo que estive em audiência com o Ministro da Educação, Tarso Genro, há poucos dias, quando expliquei a S.Exa. a situação desses 28 projetos e sobre o que já tinha acontecido. Informei S.Exa. a respeito desta audiência pública e de outros procedimentos. Colhi daquele encontro com o Ministro uma demonstração de muita sensibilidade para com 33856 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS essa questão, tanto de parte do Ministério quanto do Governo como um todo. Por isso, por meio do Prof. Nelson Maculan Filho, gostaria de cumprimentar o Ministro e toda a equipe do Ministério por essa sensibilidade, que já havia sido manifestada nesta Casa por meio de projetos de lei, o que demonstra que o atual Governo soube auscultar os interesses, as reivindicações lídimas da sociedade, sobretudo das classes menos favorecidas. Por fim, formulo uma pergunta ao Secretário Nelson Maculan Filho, relativamente à questão do aluno carente proveniente de família de baixa renda que tem dificuldade para sua manutenção, mesmo numa universidade pública. No programa do antigo Crédito Educativo, o aluno carente podia se inscrever e recebia, quando selecionado, uma bolsa de 1 salário mínimo para sua manutenção. O meu questionamento tem o sentido de saber se está embutido na proposta que deve vir a esta Casa algum tratamento específico, especial, com vistas à manutenção do aluno carente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Muito obrigado, caro Deputado João Matos. Com a palavra o Deputado Ivan Valente O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhores convidados, primeiro parabenizo a Mesa pela qualidade das intervenções e o alto nível do debate. Acho que estamos avançando nesse tema com relativa segurança, digamos assim, mas sem ainda nos furtarmos das dificuldades, porque a injustiça social e a discriminação racial no Brasil são absolutamente explícitas e patentes. E encontramos grande dificuldade de avançar. Acho que a política de cotas para negros e também para outros setores discriminados, excluídos da sociedade, é uma política afirmativa, muito positiva. Concordo integralmente com ela. Acho que temos que avançar a passos seguros. A vanguarda desse processo tem que chegar até quem está no centro da discriminação; ou seja, o movimento tem que ser orgânico, porque não é um movimento de sensibilização geral – é movimento de luta por direitos, por cidadania, por igualdade social. Então, parabenizo os senhores. Quero também externar algumas preocupações que temos que enquadrar no bojo do debate sobre cotas. Qual é a questão? A primeira delas é a luta pela expansão do ensino superior público. Sou proponente e encabeço a proposta do Plano Nacional de Educação aqui no Congresso. Quero dizer que não está havendo expansão do ensino superior público; a condição dele é vegetativa. Isso cria um grave problema. Ao observar o mapa que o Vice-Reitor expôs, apesar de não haver entendido algumas coisas, verifico que os dados do Plano Nacional de Educação e do Ministério de Educa- Agosto de 2004 ção demonstram que apenas 11 – e agora se fala em 9 – de cada 100 jovens de 18 a 24 anos freqüentam universidade no Brasil. Vamos considerar esse dado de hoje. Eu trabalhava com a estatística que apontava para esses 11 jovens, mas os dados do Plano Nacional, se trabalharmos com os dados de hoje, apontam que são 9, e desses 9 apenas 3 estão em universidades públicas. O sistema de cotas vai tentar enfrentar a questão primeiro na universidade pública. Então, rigorosamente, não estamos conseguindo avançar. E aí entra o papel simbólico das cotas, um papel político, de vanguarda, o de causar impacto, de mostrar a discriminação, mas da igualdade social e racial estamos muito distantes. Muito distantes! Por quê? Porque o ideal seria, Secretário Maculan, que pudéssemos acompanhar a luta pela implantação da política de cotas com ações conjuntas que expandissem o ensino superior público, porque a inclusão social, a visibilidade seria ainda maior. A expansão do ensino superior público no Brasil está congelada. Cito sempre o exemplo de quando, no primeiro mês do Governo Fernando Henrique, estivemos no MEC com o Ministro Paulo Renato e propusemos a criação de universidades públicas; disse-nos o Ministro de então: “Não haverá expansão do ensino superior público em nossa gestão”. Pode-se fazer uma análise e constatar que não houve mesmo, rigorosamente. Então, como é que trabalhamos essa questão conjuntamente? Como é que se faz para que uma luta tão positiva, tão afirmativa como a das cotas não obscureça um problema real, concomitante? Temos que expandir o ensino superior público, e essa é uma luta de igualdade geral, para garantir o acesso de todos à educação. Não quero, com isso, tirar a importância da luta; pelo contrário, reforço a luta pelas cotas, mas ela tem que ser encampada pela luta por mais verbas para a educação, e a expansão do ensino superior público tem que ser o alicerce político, inclusive para se garantir maior visibilidade. A segunda questão, Sr. Presidente, é também sobre esse ponto. Falei da organicidade do movimento, da importância de ele ser orgânico, por uma razão muito simples: acho que, nessas condições em que estamos, ao se fazer justiça racial e social com o sistema de cotas, quero que esses cidadãos brasileiros que ganharem acesso, em razão da luta e por ser de seu direito, tornem-se também lutadores pela expansão de direitos, sob pena de criarmos apenas um outro setor que foi incluído, vamos dizer assim, mas que também se torna privilegiado na sociedade brasileira. Ou seja, temos que formar na universidade lutadores pela igualdade social e racial. Esse ponto também é Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS muito importante. Por isso valorizo muito a luta orgânica que faz esse movimento. Em terceiro lugar, para finalizar, na proposta que a Ministra Matilde apresentou, está-se tentando uma solução para a sobreposição. Imagino que a universidade esteja enfrentando esse problema. Não é fácil, parece-me, porque, mesmo que coloquemos na lei uma proposta que dê prioridade aos oriundos da escola pública, com prioridade para negros, índios etc., ainda assim ela não tem a precisão necessária, porque haverá triagem do mesmo jeito. Não a eliminamos, porque ainda são bastante restritas as possibilidades de acesso. Queria ouvir dos senhores sugestões sobre como enfrentaremos esse problema, inclusive sob o aspecto jurídico, que certamente já está em pauta, a fim de avançarmos o mais rapidamente possível nesse processo, certamente com o apoio da sociedade civil. Sabemos que o melhor argumento é o de enfrentar as resistências conservadoras da sociedade brasileira. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Muito obrigado, caro Deputado Ivan Valente. Com a palavra a Deputada Iara Bernardi. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Bom dia a todos. Não serei repetitiva relativamente à apresentação do Deputado Ivan sobre a necessidade de ampliação de vagas públicas para que todos tenham acesso inclusive à implantação do sistema de cotas de forma muito mais ampla. A companheira Sônia citou um exemplo sobre a política de cotas de mulheres. Foi o resultado prático de uma campanha mundial do movimento feminista. Quando se implanta uma política de cotas e muitas vezes os partidos políticos não conseguem contemplar em suas chapas os 30% reservados às mulheres, desmistifica-se essa questão de que elas estão presentes em todas as áreas da sociedade e que já superaram quase todas as barreiras. Isso não é verdade. Quando se mostra que na Câmara dentre os 513 Parlamentares há 45 Deputadas e no Senado há 8 Senadoras, as pessoas ficam muito espantadas, porque se faz toda uma propaganda de que muitas dessas barreiras já foram superadas. As ações afirmativas com relação às mulheres são exemplares porque desmistificam e colocam a público essa questão. Há uma lei regulamentando isso e os partidos políticos têm de obedecer a ela. Portanto, considero exemplar a política de cotas para as mulheres. O Deputado João Matos, o Prof. Nelson e a nossa Ministra disseram que outras ações afirmativas precisariam ser implementadas em conjunto com a política de cotas, inclusive para manter os estudantes dentro da Sexta-feira 6 33857 universidade. Os números que o Reitor da UnB trouxe são claríssimos. Não se modificam as linhas paralelas, e permanece a desigualdade, mesmo se todas as crianças tiverem acesso ao ensino fundamental. Portanto, é fato que as outras ações não se complementam. E reforço a pergunta do Deputado João Matos com relação às outras ações, que trabalhariam juntas para manter esse estudante na universidade, encampando, evidentemente, o que o Deputado Ivan já apresentou: a luta pela ampliação de vagas públicas. Esse trabalho tem de ser elogiado, porque está sendo feito de forma conjunta com o MEC, com a Ministra Matilde e com a Ministra Nilcéa, bem como estão sendo providenciadas ações complementares. Indago da Ministra Matilde e do Secretário Nelson como se complementam as propostas do projeto de lei que instituirá o sistema de cotas e o Projeto Universidade Para Todos. Antes esses projetos eram trabalhados de forma conjunta, hoje estão separados, mas em algum momento as duas propostas se complementam, nessa questão de cotas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, cara Deputada Iara Bernardi. Com a palavra o último proponente desta audiência, o Deputado Gilmar Machado. O SR. DEPUTADO GILMAR MACHADO – Obrigado, Sr. Presidente. Senhores debatedores, tive de sair algumas vezes porque sou coordenador da bancada na área de Orçamento. Estamos tendo reunião também em outra Comissão. Este debate é fundamental para todos. O Brasil está repleto de cotas. Por exemplo, há cota para o sistema profissional que o Sistema “S” utiliza, mas ninguém a discute, já está sacramentada e é dirigida pela elite brasileira, pelo setor empresarial. Contra aquelas cotas não há questionamento jurídico. O Judiciário não reclama. Não há problema com essa cota. E no Brasil temos ainda outros sistemas de cotas, a exemplo das cotas para as pequenas e médias empresas, que é o sistema SIMPLES. Então, aí também não há problema jurídico. Não há dificuldade para essas cotas no Brasil. E poderia elencar uma série de outras cotas que adotamos no Brasil para determinados setores. Evidentemente, poderiam esses setores competir entre si e disputar um lugar privilegiado, mas a sociedade entendeu que era importante que essas cotas fossem elaboradas, não permanentemente, mas para ajudar a desenvolver o País em determinados setores, em determinadas áreas. No entanto, quando vamos discutir a questão da cota racial encontramos problemas. Por quê? Historicamente, repetem-se os discursos: há nisso um problema 33858 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS jurídico, isso quebra a igualdade etc. Mas quando o Sistema “S” recebe recursos para oferecer cursos profissionalizantes para determinados setores empresariais não há problema. O filho do trabalhador que não tem carteira assinada e não tem acesso, desse ninguém vai lá tirar fotografia. Quando a cota é de origem racial, brota do espírito do Brasil o mito da democracia racial e todo o mundo começa a criar problema. E quero cumprimentar a UnB pela coragem, pela ousadia de ter implantado o sistema de cotas, e por não ter recuado quando uma parte da imprensa dita liberal, igualitária, tentou comprometer a imagem daquela instituição, a fim de fazê-la recuar, e a UnB manteve-se firme no propósito de manter e debater essa experiência, que não é nem será permanente – se Deus quiser, não será necessário -, mas é importante neste momento para que possamos aprofundar-nos nesse debate. Peço mais uma vez desculpas pela minha ausência, mas cumprimento a Comissão, em especial o Presidente Carlos Abicalil e a Ministra Matilde Ribeiro pelo brilhante trabalho que vêm fazendo, debatendo abertamente, sem aceitar a provocação daqueles que dizem que é o Movimento Negro quem está tentando trazer novamente o racismo e criar confusão no País. Estavam todos muito tranqüilos, a sociedade muito bonita, e agora estamos querendo trazer ao povo brasileiro novamente o rancor, o ódio. Alguns maravilhosos articulistas de importantes jornais do Brasil começam a dizer que vamos criar aqui uma guerra civil-racial. O discurso é o mesmo. Se lermos os discursos dos Deputados da época do Império e os de agora, parece que nada mudou. O texto é o mesmo. As discussões são as mesmas. Só mudou a época. Quero cumprimentá-los e dizer que precisamos reforçar este debate. Particularmente, fiz um pronunciamento tratando dessa questão das cotas. Estou preparando um texto sobre isso. É verdade que os jornais não estão querendo publicar, mas não há problema; vou tirar cópias e distribuí-las. Quem sabe? Talvez um dia as pessoas discutam essa questão do sistema brasileiro de cotas, até porque não podemos deixar prevalecer a idéia de que as cotas existem apenas para os negros. Há cotas no Brasil para uma série de outras situações. Finalmente, Prof. Maculan, cumprimento o MEC pela idéia de expansão de vagas em instituições que estão trabalhando, principalmente por essa proposta de fazer com que as universidades federais hoje existentes possam apresentar um projeto multicampi. Digo isso porque a Universidade Federal de Uberlândia prepara um projeto para expansão em mais 3 cidades da região, com abertura de outros cursos, a partir da Universida- Agosto de 2004 de Federal de Uberlândia. É a experiência dos projetos multicampi. Em vez de os alunos dessas regiões mudarem para Uberlândia, a Universidade vai buscá-los onde estiverem. Reitero meus cumprimentos ao MEC por essa iniciativa, que é o caminho exatamente para a expansão de vagas no ensino superior. Temos de juntar as experiências para depois começar a fazer as propostas. Só dessa forma vamos conseguir equacionar os problemas. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Muito obrigado, meu caro Deputado Gilmar Machado. Pelas razões já expostas, vou manter a ordem de exposição da Mesa, de modo que possamos favorecer a participação da Ministra Matilde Ribeiro até o limite que S.Exa. já havia indicado originalmente. Na seqüência falarão os demais membros da Mesa e logo em seguida passaremos à segunda rodada de intervenções do Plenário. Tem a palavra a Ministra Matilde Ribeiro. A SRA. MINISTRA MATILDE RIBEIRO – As questões expostas até o momento são bastante instigantes para que possamos seguir o debate sabendo que estamos lidando com um terreno de dificuldades. Não estamos aqui falando de uma matéria fácil. Se fosse fácil, não haveria sentido em esta Mesa e este debate acontecerem hoje, no dia 13 de maio, considerando a importância que a data tem para a História do Brasil. De fato, em 1888 não era mais possível o Brasil seguir com o regime de escravidão, que vai contra qualquer princípio de humanidade. A pergunta que tem sido feita historicamente é: o que aconteceu no dia seguinte ao 13 de maio? A sociedade brasileira ainda não conseguiu responder firmemente o que aconteceu no dia seguinte, e nos anos e décadas e décadas seguintes. Cento e dezesseis anos depois, estamos aqui falando da exclusão, da ausência de uma grande parcela da população nas universidades públicas, nas instituições públicas brasileiras. Com isso, quero reforçar que a resposta ainda está por vir, na sua totalidade. E é importante que persigamos essa pergunta: o que aconteceu efetivamente com a população negra brasileira nas décadas e décadas e décadas seguintes à abolição da escravidão? Creio que a resposta está aqui entre nós, não está lá fora. Pelos dados expostos anteriormente, pelas reflexões feitas, estamos concordando que não há a suposta igualdade, tão cantada e decantada nas leis e em nossos discursos. Isso não existe na prática. Portanto, pensarmos em medidas é extremamente significativo. E, concordando com as falas anteriores, Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS em especial com a do Deputado Gilmar Machado, não teremos condições, não podemos esperar o todo para resolvermos questões históricas. O todo tem de vir, mas enquanto não vem devemos influir nas mudanças. E o sistema de cotas, repito, é uma dessas influências. Considerando rapidamente os 3 aspectos: manutenção, expansão e vinculação entre propostas no campo da Educação, concordo com as reflexões feitas; creio que é de suma importância o investimento na expansão do ensino público, e acima de tudo do ensino superior. É importantíssimo que pensemos na manutenção dos alunos que ingressam nas universidades públicas e privadas pelo sistema de cotas, dentro das proposições que estamos fazendo. Mas, sobre a manutenção, quero ressaltar que não podemos – o próprio Ivan disse isso, e também o Deputado João Matos -, a pretexto de pensarmos em todos os detalhes de um novo sistema, deixar de tomar a decisão por ele. Caso contrário, vamos trabalhar com a idéia de que enquanto não tivermos certeza absoluta de todas as formas de manutenção não tomaremos a decisão. Repito que, enquanto estamos aqui elaborando e pensando, a vida está seguindo lá fora; os alunos pobres que ingressam nas universidades públicas e privadas historicamente usaram estratégias para conseguir essa colocação, e digo que temos de potencializar as estratégias já existentes. A proposta do grupo de trabalho interministerial vem acompanhada de uma medida legal. Trata-se de uma proposição de monitoramento e de medidas que possam garantir o acesso, a permanência e a finalização da trajetória dos alunos que entram pelo sistema de cotas, e creio que isso não deve restringir-se apenas a esses, e sim estender-se ao todo. Isso passa pela garantia de alojamento escolar, alimentação, transporte e acompanhamento tecnológico. Uma ação tem tudo a ver com a outra. Agora, essa discussão desemboca na discussão sobre orçamento, sobre prioridades, sobre a visão do que é particular e do que é o todo. Sabemos das responsabilidades de ambas as partes, do Legislativo e do Executivo, nessa proposição. Quanto à visão do todo, o Sr. Nelson Maculan Filho, que aqui representa o MEC, falou sobre as duas medidas, o Programa Universidade Para Todos e o sistema de cotas para negros nas universidades públicas; creio que ambas são complementares. Uma versa sobre o ensino privado, outra sobre o público, mas as duas se complementam. A qualidade do ensino que tanto almejamos deve estar em todos estabelecimentos de ensino, sejam públicos, sejam privados. Na minha concepção, são medidas complementares que têm um pano de fundo comum: a democratização do ensino e a Sexta-feira 6 33859 responsabilização das instituições públicas e privadas para essa democratização, rumo à cidadania. Cabem ao Legislativo e ao Executivo os detalhamentos disso, um profundo estudo e uma tomada de posição conjunta, visando à implementação desses sistemas e à criação de oportunidades para uma boa parcela da população que está fora do sistema escolar. Finalizo dizendo que este debate é extremamente importante. Dentro desta sala há posturas distintas, favoráveis e contrárias, mas, na minha concepção, não devemos escamotear a situação real de que estamos falando. Se ficarmos presos entre os argumentos favoráveis e os contrários, perderemos de vista a matéria de que estamos tratando: democratização do ensino e acesso de todas as representações raciais do País à universidade por que todos pagam, brancos, negros e indígenas. (Palmas.) Tenho que me retirar, porque o dia 13 de maio é repleto de atividades. Cheguei do Rio de Janeiro, passo uma parte do dia em Brasília e ainda vou para São Paulo hoje. Desculpem-me, adoraria ficar até o final, mas tenho que dinamizar este debate pelo Brasil afora também. Muito obrigada. Coloco-me à disposição para outros momentos. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, minha cara Ministra Matilde Ribeiro. A Comissão de Educação e Cultura agradece a V.Exa. a presença e o desempenho que tem tido no trabalho de gerir a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ao mesmo tempo que deseja a V.Exa. o mais pleno êxito nas atividades de hoje e no prosseguimento da condução dessas políticas. Passamos a palavra neste momento ao Dr. Nelson Maculan Filho, para que possa dar uma resposta àquilo que foi apresentado no debate em plenário. O SR. NELSON MACULAN FILHO – Foram excelentes perguntas, que me ajudarão até a desenvolver assuntos mais interessantes. Os questionamentos foram sobre a manutenção de aluno carente e dos alunos de um modo geral, a expansão da educação federal pública, a complementação da política de cotas nos 2 projetos e expansão dos campi das federais. Como a maioria dos Deputados sabem, hoje só temos 23% – ou 22%; depende um pouco da origem dos dados – dos estudantes em universidades públicas federais e estaduais. A partir de 2004 houve mais vagas para vestibulares em universidades estaduais do que em federais. Houve realmente uma retração dos serviços federais de educação superior no Brasil. Para um país republicano, isso é muito triste, é um certo atraso em relação ao processo. 33860 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Não poderá existir um projeto de maior envergadura sem que o Ministério da Educação encaminhe aos órgãos responsáveis – o Ministério do Planejamento e também o Congresso Nacional – um projeto de Orçamento melhorado, para que a mudança possa acontecer a partir de 2005. São muito importantes os concursos para professores e demais funcionários das universidades federais públicas do País. Hoje há uma forte demanda para a criação de novos campi, a fim de que o ensino superior público possa expandirse. Quem quiser conseguir isso tem de passar pelas barreiras normais impostas pelo Ministério. Já foi comentada nesta reunião a idéia dos restaurantes universitários, dos vales-transporte e dos alojamentos. Na minha opinião, essa despesa não deveria ficar a cargo apenas das universidades. O Estado, o Município, enfim, a comunidade em geral deveria discutir o assunto junto à Caixa Econômica. Por que algumas universidades públicas federais têm restaurantes e outras não? Por que um aluno de faculdade privada não tem direito a restaurantes universitários? Por que não podemos ter no País algo semelhante ao que é feito na Itália, na França ou na Alemanha? Nesses países, os centros universitários não pertencem à universidade, mas à comunidade. Então, os alunos podem comer a preços subvencionados. É interessante chamar a atenção dos senhores para esse fato. Como organizar a manutenção dos centros universitários com orçamento apertado? Já sabemos de antemão que o orçamento para o próximo ano não é suficiente. Para as 45 universidades federais e os CEFETs conseguirem pagar suas dívidas seriam necessários R$ 150 milhões a mais no orçamento. Isso daria novo ânimo para todos. Certamente as instalações seriam melhoradas, facilitando ao aluno o acesso. O orçamento de que dispomos não é suficiente para nós. As despesas são altas. Esses R$ 150 milhões a mais, no orçamento deste ano, fora o que já está sendo discutido, dariam às universidades federais, todas públicas, enorme estímulo para oferecer mais 20% de vagas no vestibular do próximo ano. Temos boas idéias para trazer de volta a universidade republicana, com ensino primário e secundário de qualidade. E educação perdeu um pouco de qualidade. Atualmente, o Brasil é mau exemplo em termos de América Latina, porque 77% dos seus alunos pagam pelo curso superior. Ninguém na América Latina tem um índice igual ao nosso. Isso não existe na Ásia, nem na Europa, tampouco nos Estados Unidos. Ou seja, apenas este País possui essa grande quantidade de escolas que cobram pelo ensino de terceiro grau. Não estou aqui tirando a importância das universidades privadas. Elas desempenham um importante Agosto de 2004 papel na sociedade. Mas a idéia do Universidade Para Todos é apenas uma solução passageira para o problema que aí está. Este Governo tem de responder imediatamente as demandas sociais do Brasil. Espero ter respondido as indagações. O PPA tem de prover recursos para a manutenção dos novos alunos na universidade. Não basta eles conseguirem entrar no ensino superior gratuito; têm de lá se manter até a conclusão do curso. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, Sr. Nelson Maculan. Com a palavra a Prof. Sônia. A SRA. SÔNIA MAILHEIROS MIGUEL – Concordo com o que foi dito aqui. É fundamental associarmos a política de quotas à ampliação da universidade pública superior com qualidade, e que essa qualidade seja fiscalizada e monitorada nas universidades particulares também. O ensino superior público tem de ser valorizado de todas as formas: o próprio espaço da universidade, a saúde dos alunos e os meios de transporte. Essa tem de ser uma preocupação do Governo. Para atingirmos a democracia, plena temos de valorizar o ensino público. Como garantirmos um ensino de qualidade? Com verba suficiente. As cotas não necessariamente devem ser permanentes. Temos, isso sim, de assegurar a igualdade social em todos os sentidos. É essa preocupação que tem de ser permanente. Uma das coisas mais importantes é o diálogo. Temos de valorizá-lo. Todas essas políticas têm de ser permanentemente discutidas com a sociedade e com os setores diretamente nelas interessados, como, por exemplo, o movimento de mulheres negras, dentre outros. Essa conquista tem de ser feita em parceria. Não devemos ficar esperando o momento ideal para implementar essas políticas. Temos desde de logo que colocá-las em prática e avaliá-las periodicamente. Sempre que necessário, quando surgirem problemas, devemos readequá-las. Nesse sentido, concordo com a Deputada Iara Bernardi. Disse S.Exa. que a experiência da política de cotas para candidaturas de mulheres é exemplar e pode ensinar-nos muito. Talvez com as políticas de cotas raciais possamos ganhar tempo, a partir de uma experiência já vivida. Obrigada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, minha cara Profª. Sônia. Com a palavra o Prof. Timothy. O SR. TIMOTHY MARTIN MULHOLLAND – Talvez a grande razão da discussão de hoje seja o que disse o Deputado Ivan Valente: o sistema público de Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ensino superior no Brasil vem sendo negligenciado há mais de 10 anos. As universidades estão no limite da sua capacidade, muitas delas. A UnB, por conta própria, dobrou seu alunado nos anos 90, mas fez isso realmente por conta própria. Outras instituições também assumiram esse tipo de compromisso, mas a situação hoje se encontra realmente no limite. Quero fazer um lobby junto ao MEC, aproveitando o ensejo, mas é fundamental a sensibilidade que a SESU e o Ministro têm demonstrado. As universidades federais precisam ser resgatadas como instituições e recolocadas no papel social fundamental que têm. Deputado Ivan Valente, a fala de V.Exa. é da mais alta pertinência. A expansão é necessária. A UnB tem um campus em Planaltina, onde temos um prédio construído, mas ainda faltam professores. Realmente, estamos ansiosos para obter o apoio do Ministério da Educação. A cooperação com o Governo local permite-nos pensar em coisas desse tipo. Essas parcerias existem em outros Estados. Em Goiás é muito intenso o trabalho de cooperação, a fim de que a universidade tenha seu alcance aumentado. Talvez nem estivéssemos aqui discutindo cotas se o ensino público oferecido aos jovens fosse de qualidade. Noventa por cento dos jovens de 18 a 24 anos são excluídos desse processo; entre eles, esses sobre os quais estamos hoje discutindo. Consideramos esse aspecto de fundamental importância. Temos ouvido vários argumentos em relação às cotas. Segundo alguns, se estabelecermos políticas para atender aos alunos pobres vamos também atender aos alunos negros. É como se eu fosse ao médico com um problema de estômago e ele dissesse: “tome esse remédio para o coração, porque ele tem um efeito colateral que vai ajudar seu estômago”. Os vários problemas que temos têm de ser abordados de frente. Se o problema é o coração, vamos lá; se é o estômago, vamos lá. E a exclusão racial é tão clara e cristalina na sociedade brasileira que não precisamos mais de muitas pesquisas. Temos dados. Temos instituições capazes de realizar diretamente a alteração do processo. Concordo com o Deputado Ivan Valente. Somos uma gota d’água no oceano. Realmente, a universidade pública, infelizmente, não tem o impacto que deveria ter, mas certamente tem algum. Era o que eu queria acrescentar. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Muito obrigado, meu caro Vice-Reitor. Antes de passarmos à lista de oradores inscritos, proponho que se faça um único bloco, de modo a contemplar todos os presentes. Sexta-feira 6 33861 Registro a presença dos seguintes Parlamentares, durante esta audiência pública: Átila Lira, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Ivan Valente, João Matos, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Milton Monti, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo, Suely Campos, Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Luciano Leitoa, Luiz Bittencourt, Osmar Serraglio, Rafael Guerra, Selma Schons, Vanderlei Assis, Murilo Zauith, Mariângela Duarte, Eduardo Valverde e Reginaldo Germano. Registro também a presença dos seguintes representantes da sociedade civil: Profª. Maria José Neves, do ANDES, Sindicato Nacional; Sra. Santa Alves, Diretora Regional da UNEGRO; Sr. Emanoel Lima, SecretárioGeral do SINDURCA; Sr. João Paulo Ribeiro, Coordenador de Políticas Sociais da UNICAMP. Passo a palavra ao Deputado Átila Lira. O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Cumprimento todos os presentes, Parlamentares e expositores. Passei a acreditar que o combate à desigualdade, da forma tradicional, não estava alcançando os resultados esperados. Observamos que nada tem evoluído na economia e na distribuição de renda durante 20 anos. Por isso acredito nas ações afirmativas para acabar com a postura contemplativa que existe em relação à desigualdade social. Acredito que a economia pode redistribuir renda. Ela não vai fazer isso nunca, porque nossa economia é toda privada, e só poderemos romper o sistema por meio de uma revolução para a qual não temos mais vocação; passou, desapareceu. Não vejo mais ninguém radical. Todo o mundo hoje é reformista. Este tipo de intervenção vai causar uma grande reação, sobretudo porque a nossa estrutura legal é toda conservadora e discriminadora. Não tenham dúvida. Temos de mudar esse aparato legal para que decisões como a relativa à UnB sofram o descompasso da realização dessa política de cotas, que é correta. Simpatizo com a idéia de cotas nas escolas públicas que beneficiem os grupos sociais mais vulneráveis, como os étnicos. A UnB tomou iniciativas exemplares. E aqui me reporto ao Prof. Nelson Maculan, que é do Piauí. Por que as universidades públicas federais e as públicas estaduais, que hoje têm a liderança na oferta de vagas, não avançaram nessa questão? Por que o Ministério da Educação não avança também na questão das proposições, inclusive legislativas, para andarmos depressa? Já estamos no segundo ano de Governo. A professora fez uma observação fantástica, no sentido de radicalizar a democracia quebrando o tradicional. Não basta esperar a reunião de reitores para propor, porque sabemos que os reitores de maneira geral são tímidos quanto à mudança em relação às cotas. 33862 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Recordo que, na Legislatura anterior, quando se lançou essa proposta, da qual o Deputado João Matos é um dos Relatores, sobre a vinculação das vagas públicas justamente para criar um cinturão de proteção social para os segmentos mais pobres, só faltaram quebrar esta Comissão, porque não aceitavam sequer que essa proposição pelo menos tivesse um encaminhamento normal. Hoje temos uma nova equipe no Ministério da Educação, comprometida sobretudo com a causa social. Pergunto: por que essa radicalização da democracia está andando devagar? Márcio Pochmann veio aqui e falou muito sobre a questão da desigualdade e a forma tradicional de avaliá-la somente pela renda. Não. A renda não tem solução. Não haverá distribuição de renda na democracia tradicional. Tem de haver, portanto, ações afirmativas que possam contemplar esses segmentos mais pobres. O Sr. Secretário tem de andar depressa com as respostas a este debate, que não é de hoje, mas é antigo. Já temos algumas idéias bem acabadas, como essa experiência da UnB, ou a universidade que V.Sa. dirigia, ou a estadual que tinha essa prática. O Deputado Ivan Valente tem razão. Se andarmos depressa na expansão da rede pública federal, o processo de absorção pela sociedade do sistema de cotas será acelerado, porque há também uma reação cultural. Temos uma discriminação racial que é cultural. Esse segmento de classe média, o mais privilegiado educacionalmente, vê com certa reação a questão das cotas. É isto que eu queria dizer: andem depressa, pois já está em tempo de dar respostas. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Já temos como companheiro de caminhada o Deputado que acaba de falar. Com a palavra o Deputado Severiano Alves. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, sei que não é regimental, mas começarei por requerer a V.Exa., e vou encaminhar por escrito, o retorno da Ministra a esta Comissão. Como cidadão e como membro de um partido que é defensor dessa causa, fiquei frustrado porque não pude fazer nenhuma pergunta principalmente a ela, considerando que o PDT é o único partido que tem movimentos organizados, como temos na Bahia, a exemplo do Movimento Negro e do Movimento de Mulheres, do qual sou o Presidente, e em todos os lugares. A luta começou na Bahia, onde temos o Olodum, o Ilê Aiê, o Prof. Ubiratan, Capinam, o Deputado Luiz Alberto, o Deputado Caó, que vive no Rio, e a ex-Deputada Maria José, Chefe de Gabinete da própria Ministra, que são pessoas que lutaram. Eu estava interessado na audiência pública com a Ministra. Ontem mesmo tive um compromisso na Agosto de 2004 Bahia, mas vim por causa desta audiência. V.Exa. sabe que temos dificuldades de permanecer no plenário por mais de 1 ou 2 horas, assim como os Ministros também têm. Já que essa causa não vai encerrar-se agora, infelizmente, pois ainda vamos aguardar o Projeto Universidade Para Todos, apelo para V.Exa. no sentido de que faça outro convite à Ministra para voltarmos a discutir isso. Interessa-me também fazer um questionamento à SESU, Sr. Presidente. Sabemos que a única vez que se fez reforma universitária no Brasil, pelo menos na minha existência, foi na década de 60, mais precisamente em 1968, no Governo militar. O Constituinte de 1988 apenas estabeleceu os princípios do ensino universitário. Desde 1988 estamos sem regulamentar o ensino superior. Poderíamos fazer a reforma de 3 maneiras. Uma seria regulatória, apenas para regulamentar o art. 207, já que as universidades gozam de autonomia científica, didática e de gestão financeira e patrimonial. Tentou-se fazer a regulamentação dessa autonomia por meio de um projeto de emenda à Constituição em 1995, no Governo Fernando Henrique. V.Exa. fazia parte da CNTE, como membro dirigente. Tentamos e até avançamos, pois fizemos debates muito extensos sobre a reforma universitária. Mas como não interessava ao Governo, naquele momento, conceder autonomia universitária, ou pelo menos definir quanto as universidades poderiam investir no ensino superior, inclusive na expansão, o projeto foi retirado, foi para o arquivo, foi sepultado, e não se fez mais qualquer tentativa. No Governo Lula, porém, nossa esperança renovou-se. Outro critério que também foi adotado no Governo passado, eu diria, foi o disciplinatório. A expansão universitária tornou-se algo gigantesco em 10 anos; mais que dobraram as vagas. Mas o Governo tinha de pôr um freio; então, veio o que chamo de reforma disciplinatória, em que com uma medida provisória se criou a avaliação do ensino. Repito sempre que a medida não saiu pior porque naquela época o Relator admitiu uma emenda global nossa ao seu projeto de conversão. Conseguimos mudar a forma do Conselho Nacional de Educação naquela medida provisória, e também tiramos o exame nacional, que era a prova do aluno, o chamado Provão. Na reedição da medida provisória que criou a avaliação do ensino, essa avaliação passou a ser institucional, avaliação da qualidade institucional. Está escrito na lei, mas essa lei também já foi revogada por outra lei do Presidente Lula criando uma nova avaliação. Sobre o Universidade Para Todos, estamos agora numa reforma reparatória, já que estamos crian- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do medidas paliativas. Isso não significa que eu seja contra as cotas. Longe disso. Como medida paliativa, sou favorável. Mas concordo com a Ministra: isso é para atender a um momento social, em face de um processo histórico que temos de reparar. Não podemos também ficar com a “herança maldita” que vem do primeiro Governo brasileiro, de D. Pedro I. A dívida social é nossa, e temos de assumi-la, seja lá quem tenha governado no passado. Posso dizer isso porque fiz oposição ao Governo passado, assim como V.Exa., durante 8 anos. Apesar de meu partido já se ter desligado nacionalmente da base de apoio, ainda estou apoiando o Governo Lula. Eu continuo acreditando no Governo Lula, e assumi esta responsabilidade, como muitos companheiros da bancada do PDT. Prof. Nelson, sobre o Universidade Para Todos, ouvi dizerem que vamos criar vagas compulsórias, vagas essas que não devem ser confundidas com expansão, mas sim entendidas como reservas de vagas compulsórias do Governo nas instituições filantrópicas e/ou sem fins lucrativos. Disse-se até o número. Essas instituições são desoneradas de tributos e por isso não estariam fazendo favor algum ao Governo. Essas cotas que às vezes elas concedem, por terem essa natureza jurídica, serão modificadas – mas me pareceu que o Governo não quer. Por exemplo, determinada universidade filantrópica tem que destinar 20% das suas vagas para os alunos carentes, mas essas vagas serão fiscalizadas pelo Governo, não mais concedidas. Vamos em busca dessas vagas de forma compulsória. Citou-se até o percentual. Para as sem fins lucrativos, teríamos para cada 9 alunos uma vaga; nas outras, as filantrópicas, para cada 4 alunos uma vaga. Em outras palavras, 10% em uma e 20% na outra. Quanto ao crédito educativo, não ficou claro para nós que ele seria também levado a uma composição da oferta de vagas, para ampliá-las. O critério estabelecido para selecionar o acesso no Universidade Para Todos é a condição de pobreza. Então, quem tem renda acima de 1 salário mínimo estaria fora, mas até esse patamar de renda seria considerado aluno pobre? Gostaria que V.Exa. esclarecesse isso. E nessa classificação de acesso, sobretudo dos oriundos da rede pública de ensino, teriam preferência os negros e índios? Pergunto a V.Exa. como ficariam aqueles que, não sendo negros, porventura sejam classificados no mérito, façam uma boa prova e obtenham pontuação acima dos negros e dos índios. Estou repetindo a pergunta que me foi feita na Universidade de Salvador, onde fiz uma palestra e abordei esse tema como proposta que já está idealizada e minutada na Casa Civil e deverá ser oficializada. Como ficaria o aluno pobre classificado por mérito, com boa nota, Sexta-feira 6 33863 acima dos negros e dos índios? Ele teria de ceder a preferência em razão das cotas, ou estaria dentro do processo? Viriam primeiro os que tiveram boas notas e estão na faixa de apenas um salário mínimo? Quero saber se é isso mesmo que o Governo tem a nos propor no projeto de lei que virá a esta Casa. Se me alonguei, Sr. Presidente, peço desculpas. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Faço 2 esclarecimentos. Primeiro, foi absolutamente involuntária, por parte da Ministra Matilde Ribeiro, a ausência a partir do meio-dia, a qual se deu em função de compromissos assumidos anteriormente. Quero, em segundo lugar, lembrar que temos prevista uma audiência pública específica sobre cotas raciais. A Ministra será convidada a comparecer, independentemente de já estarmos ou não na análise do projeto de lei que tratará especificamente desse tema. Com a palavra o Deputado Chico Alencar. O SR. DEPUTADO CHICO ALENCAR – Sr. Presidente, serei breve, e já lhe peço desculpas, porque terei de comparecer à nossa sessão. Não vou propriamente indagar, mas exortar-nos a nós Parlamentares a que façamos o nosso papel. O Prof. Maculan, querido amigo, lembrou muito bem que vivemos uma crise das instituições republicanas. O fato de a universidade pública brasileira vir sofrendo um processo de decadência e hoje ter apenas 23% dos já poucos estudantes universitários é gravíssimo. Esse tem de ser um movimento conjunto. O Deputado Átila Lira tem razão. Precisamos ousar, entender que a política de cotas é um paliativo, é uma emergência. Eu sempre disse, inclusive quando votei o projeto específico do Rio de Janeiro para isso, que o sistema de cotas deveria ser provisório e reavaliado após 5 anos, porque se tratava de uma política de discriminação positiva e portanto muito conjuntural. Hoje percebo que o fato de ter um aluno de um segmento secularmente discriminado causa uma pequena revolução até na cabeça dos professores. Mesmo tendo toda uma literatura, vamos dizer, de esquerda, igualitária e engajada, os professores não estão acostumados com o pobre e com as etnias espoliadas ao longo da nossa história na universidade. Isso tem causado uma pequena revolução. E é ótimo! Temos de bagunçar o coro dos contentes, que acham que tudo está bem ou que naturalmente as coisas estão evoluindo. Há pessoas que pensam assim até na economia. “Com tempo, cautela, ajustes e superávites, um dia tudo vai dar certo. Esses apressadinhos podem desestabilizar tudo.” Ora, é preciso desestabilizar, porque estamos na crise republicana. 33864 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Queria saber do Prof. Maculan que medidas concretas podemos vislumbrar para o resgate da universidade? Amanhã cedo participarei de debate na UFMG sobre reforma universitária. Certamente vai haver uma faixa lá, como já vi na UnB, contra a contra-reforma universitária privatizante. Eu disse, então: “Vocês estão sabendo mais do que eu. A aula magna do Ministro Tarso Genro e as oitivas do MEC não apontam nesse sentido, embora haja forças que pensem assim, e não são muito fracas, e agem até dentro do Governo. Vamos fazer essa disputa; vamos fazer esse debate e vamos desestabilizar”. Quero parabenizar o Prof. Timothy Mulholland, um piauiense, não é? Que beleza! Eu também sou filho do Piauí! Até brinquei com o Deputado Carlos Abicalil: “Esse norte-americano pode cair nas graças do Presidente Lula, pois não tem nem o sotaque do Mangabeira Unger”. Professor, autonomia universitária é o que a UnB está fazendo. Não há por que ficar esperando a lei para trabalhar o sistema de cotas. Quero elogiar os pontos básicos da UnB nessa política de reforço à igualdade social. Integração social e étnica é o acesso pela via da ação afirmativa. Mas não basta o acesso e a permanência. Há 116 anos houve o fim da escravidão. E daí? O ingresso no mundo livre sem o anteparo do Estado gerou os problemas que conhecemos. Eu gostaria de saber quais os elementos concretos para essa permanência. E o programa de apoio ao ensino público, médio, suponho, e fundamental no Distrito Federal? Se não houver integração, vira demagogia ou estatística. Um detalhe, Sr. Presidente: a preocupação que devemos ter quando definirmos isso legalmente. Não basta falar do ingresso percentual na universidade pública. É preciso garanti-lo em cada curso, porque há cursos mais elitistas do que outros, como se sabe. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Por uma razão emergencial, passo a palavra a Profa. Sônia Malheiros Miguel. A SRA. SÔNIA MALHEIROS MIGUEL – Quero pedir desculpas a V.Exa. por ter de me retirar agora. Acabo de receber um telefonema sobre a ocorrência de um problema de saúde na minha família. Agradeço, mais uma vez, em nome da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o convite para esta audiência e quero reafirmar nosso apoio às políticas de cotas e à conquista da efetiva igualdade no País. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Agradeço à Profa. Sônia Miguel. Em nome da Comissão de Educação e Cultura, desejo a imediata Agosto de 2004 reabilitação do seu familiar e peço-lhe a extensão dos nossos agradecimentos à Ministra Nilcéa Freire. Com a palavra o Deputado Gastão Vieira. O SR. DEPUTADO GASTÃO VIEIRA – Sr. Presidente, em primeiro lugar, quero cumprimentar os propositores desta audiência pública, os participantes da Mesa e dizer que sou absolutamente a favor de que a sociedade brasileira, que custeia as universidades públicas, imponha a essas instituições a obrigação de ter cotas para negros, índios etc. O que me incomoda neste debate é o fato de essa questão estar sendo tratada fora do contexto mais amplo da pobreza brasileira. O Vice-Reitor Timothy Mulholland trouxe a nosso conhecimento números que demonstram essa discriminação. Junto com a carteira parlamentar, eu trago comigo vários números. Uma diz que eu sou Parlamentar e os outros justificam a minha presença nesta Casa. Gostaria que as duas convidadas não tivessem se retirado, porque eu queria que elas tivessem uma visão mais ampla dessas questões, não restrita apenas ao ponto de vista racial. Dos 32 milhões de alunos do ensino fundamental público, mais da metade encontra-se com 2 anos ou mais de defasagem. O aluno médio conclui a 8ª série depois de cursar mais de 11 anos de escola. Dos 35 milhões de alunos do ensino fundamental, mais de 10 milhões possuem mais de 15 anos de idade e, portanto, não deveriam estar mais nesse estágio. A maioria desses alunos desiste no meio do caminho. As últimas estimativas do INEPE dão conta de que a probalidade de um aluno que entra, hoje, na primeira série concluir o ensino fundamental é de pouco mais de 60%. Portanto, discutir cota, admitir que há discriminação, podemos até fazê-lo, mas o fato é que eles não estão entrando na universidade pública porque o ensino fundamental brasileiro é de péssima qualidade, o que deveria nos envergonhar tanto quanto a discriminação que determinados setores da sociedade brasileira sofrem. Não adianta querer resolver algumas questões isoladamente. Faz bem para o espírito democrático, mas, como disse o Deputado Átila Lira, está na hora de fazer. E temos de compreender que não vamos resolver. Pelo contrário, em alguns casos, vamos diminuir a qualidade de grandes instituições universitárias, a não ser que um curso de nivelamento à noite prepare esses alunos que vão entrar por meio das cotas para acompanharem o ritmo da instituição. Gostaria que a ex-Reitora da UERJ estivesse aqui para nos explicar por que 50% dos alunos que entraram no sistema de cotas desistiram de continuar nos cursos. A qualidade é o verdadeiro empecilho. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Dizia-se que o Ministro Cristovam Buarque falava demais, que tinha idéias demais. Estou começando ver esse filme se repetir. E venho, novamente, fazer minhas as palavras do Deputado Átila Lira: está na hora de fazer. Não há necessidade de manchetes nos jornais mostrando que o MEC vai criar 2 cursos – não me lembro quais, mas são bem modernos. Isso aparece como manchete de jornal enquanto as crianças brasileiras não têm o direito de aprender a ler e escrever no final do primeiro ano do ensino fundamental. E quando o Presidente Lula, corretamente, bota o dedo na ferida, o Ministério da Educação responde: vamos fazer mais SAEB. Para quê? Para conhecer o que já conhecemos? Chega de conversa. Está na hora de atacar a raiz dos principais problemas brasileiros. Não tenho perguntas, Sr. Presidente. Queria apenas fazer essa afirmação. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Com a palavra o Deputado Luciano Leitoa. O SR. DEPUTADO LUCIANO LEITOA – Sr. Presidente, Sr. Secretário do MEC, Sr. Vice-Reitor da UnB, a questão das cotas tem sido bastante discutida aqui. Gostaria também que as palestrantes estivessem presentes, mas, infelizmente, por motivo de força maior, tiveram de retirar-se. Eu fui aluno de instituição pública – Universidade Estadual do Piauí -, porque eu moro na divisa do Estado do Maranhão com o Piauí. Lá, a grande maioria dos alunos era de classe média. Eu nunca estudei em escola pública. Na minha opinião, a dificuldade está no próprio ensino: professores que ganham mal fazem que dão aula e os alunos fazem de conta que assistem às aulas. O grande problema, portanto, está no ensino. Quanto à questão das cotas – principalmente o Movimento Negro tem discutido essa questão -, percebemos que às vezes há uma discussão desigual. Defendo a teoria de que ninguém pede para nascer, onde vai nascer e com que cor. O fator determinante é situação financeira, o acesso à informação e a condições de aprendizagem. Todos sabemos que há desigualdade. Em relação à questão de cotas – sou negro e tenho orgulho da minha cor; cada um de nós tem um traço negro -, para realmente haver mudança no sentimento da população, a participação dos negros tem de estar inserida em outros processos. É preciso haver maior inserção dos negros no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas, nas Câmaras de Vereadores e nas instituições públicas. Nos programas de televisão, a maioria dos apresentadores, apresentadoras e atores é branca. Há poucos negros. As crianças vão crescendo e vêem sempre apresentadores brancos. O negro, às vezes, tem preconceito em relação ao pró- Sexta-feira 6 33865 prio negro em virtude da visão passada por algumas emissoras de televisão. No que diz respeito às cotas – sei que é de direito, mas de certa forma tem de ser feita uma avaliação e deve ser voltada preferentemente para o ensino médio -, é preciso analisar a questão da renda familiar. Pergunto ao representante do MEC – já foi perguntado aqui, mas quando se fala por último torna-se redundante – o seguinte: quais os critérios que serão utilizados na eventualidade de haver cota para negro? Haverá confusão jurídica na hora de dizer se é negro ou não? Vemos aqui que o Deputado Chico Alencar cuja pele é um pouco da tonalidade branca, mas seu cabelo mostra que há traços negros. Como será feita essa diferenciação? Portanto, a questão de cotas para negros tem de ser bastante discutida, como também os critérios para a sua aplicação. Sr. Presidente, parabenizo os autores do requerimento pela iniciativa de realização desta audiência pública. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, Deputado Luciano Leitoa. Com a palavra o Deputado Colombo. O SR. DEPUTADO COLOMBO – Sr. Presidente, Srs. convidados, além dessa experiência da UnB, tive oportunidade de entrar em contato, no Departamento de História da UnB, com pesquisadores da história da África e do Atlântico. Há várias teses sobre a história da África. A história européia dizia que na História não tinha África, porque a maioria dos negros africanos não tinha escrita, portanto, não tinha história. A UnB, por meio do Departamento de História, enfrenta esse debate, em âmbito internacional, a fim de ajudar, a partir do Brasil, a escrever a história da África. Parece incrível, mas é importante assinalar esse aspecto, além da tarefa para a UnB em relação às cotas. A questão das cotas deve ser tratada de forma emergencial e em regime de extinção. Por quê? Porque ela em si, em razão da emergência e da necessidade de inclusão, tem 2 aspectos positivos. Primeiro, se o debate levanta o problema, cria o tremor; segundo, faz um processo dialético de percepção do que é e não é possível, interage com a sociedade, estudantes, instituições e racistas. Portanto, trata-se de um aspecto positivo. Mas, do ponto de vista estruturante da inclusão, deve ser em regime de extinção. Por isso, temos de apontar para o que está nos documentos da UNESCO, quando trata da educação superior. Refiro-me à Cláusula 29 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece que o acesso ao ensino superior deve ser por mérito e cabe 33866 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS à universidade, dentro do princípio da autonomia, promover políticas inclusivas. A cota está no meio, porque está no acesso. Temos que perceber a universidade como agente transformador da sociedade estruturante, antes e depois. Portanto, devemos ter um itinerário formativo e educativo, de tal sorte que tenhamos a universidade interagindo com o ensino médio e os grupos negros organizados e não organizados. Devemos estimular a organização e fazer um processo preferencialmente educativo-formativo. Temos o acesso por mérito, se isso é estruturante. Após o acesso, temos a assistência material no processo de formação, conclusão e pós-graduação para ele se tornar, por exemplo, professor ou pesquisador negro na universidade, e assim por diante. De tal sorte que – e cabe na reforma universitária – podemos discutir essa questão no projeto da Universidade para Todos. No entanto, temos que dar, na minha concepção, o seguinte passo: cotas em regime emergencial, mas em regime de extinção, absolutamente necessária. Vou fazer uma caricatura sobre a libertação dos escravos. Ministrava aulas na 6ª série e adotava um livro de um famoso professor do Rio de Janeiro chamado Chico Alencar, que está aqui compartilhando este debate. A minha dificuldade – um esforço tremendo, Deputado Chico Alencar – era dizer aos meus alunos da Escola Olavo Bilac, todos brancos, da compreensão cultural e histórica dessa discriminação existente até hoje. Sr. Presidente, aproveito a oportunidade para ajudar os demais colegas a raciocinarem comigo. Imaginem da seguinte forma: a Princesa Isabel declara a libertação dos escravos; o proprietário fazendeiro chega ao negro que está trabalhando – analfabeto, pois lhe foi negada sua cultura, laços familiares e educação; ele só sabe trabalhar com enxada e nada mais – e diz o seguinte: “Me dá aqui a enxada; você está liberto, saia da minha propriedade”. Esse negro não sabia ler, não tinha laços familiares, não tinha herança material, pois não tinha o que passar – os Códigos permitiam passar a herança material de um branco para outro -, nem herança cultural, familiar e institucional, e ainda tiram a enxada dele. Pior ainda, lembremos que os brancos eram indenizados pelo Tesouro pela perda do negro. Portanto, defendo que esse itinerário, inclusive formativo de negros e índios, tenha uma rubrica orçamentária em cada universidade, assim como teve uma rubrica orçamentária para pagar indenização ao branco, mas não teve para o negro à época da libertação dos escravos. A rubrica orçamentária seria uma clara demonstração de que vamos fazer isso. Por exemplo, a Universidade do Paraná acaba de anunciar, a pedido do Movimento Organizado Negro, a cota de 20% Agosto de 2004 – 20% grosso modo, mas existem todas as variantes lá. Em Curitiba, sul do País, às vezes imaginamos que há poucos negros, mas existem negros muito bem apartados da sociedade. A instituição começa a interagir com alguns grupos no sentido de dar um processo formativo na ante-sala, antes de entrar na universidade, com processos paralelos à formação do ensino médio, inclusão digital, reforço escolar, enfim, vários mecanismos e articulações que podem possibilitar uma forma natural para o ingresso na universidade. Parece-me que se trata de uma boa experiência que vale a pena observar. Vou defender cota como conceito emergencial, em regime de extinção. A universidade tem a responsabilidade de preparar um grande itinerário, inclusive formativo, com rubrica orçamentária. As universidades deverão estabelecer metas, como o documento da UnB. Por exemplo, o Reitor da UnB tem como meta tantos por cento de negros e índios daqui a 5 anos. Ele tem de fazer um esforço e adaptar a estrutura universitária para fazer todo itinerário de acesso, permanência, conclusão e formação dos professores para a retroalimentação sistêmica desse processo de inclusão. Podemos prever até responsabilização para o Reitor que não cumprir o projeto de metas, não a meta imediata de cotas e tal, mas a meta de inclusão social. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, Deputado Colombo. Em tempo, registro a presença do Deputado Reginaldo Lopes, Presidente da Comissão Especial de Políticas Públicas da Juventude. Concedo a palavra ao nobre Deputado Murilo Zauith. O SR. DEPUTADO MURILO ZAUITH – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, demais presentes a esta reunião, a discussão que ora fazemos é proveitosa. Quero participar trazendo um pouco da minha experiência no Estado do Mato Grosso do Sul sobre cotas. Quando Deputado Estadual, criamos cotas na Universidade Estadual para índios e negros. Fomos a primeira universidade do País a trabalhar com o sistema de cotas, principalmente para índios, pois temos a segunda população indígena do País. Essa experiência vai ao encontro do projeto a que o Sr. Maculan se referiu, que não se limitar a levar o negro e o índio à universidade. O Estado precisa ter condições de subvencionar os alunos nessa condição enquanto universitários. É o que está acontecendo no meu Estado. Muitos índios estão tendo acesso à universidade pública, mas não têm suporte para manter-se na cidade e prosseguir os estudos. O Governo está criando a bolsa universitária para que esses alu- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nos do sistema de cotas possam se manter durante o curso superior. Mas o que me preocupa mais, quando se discute a questão das cotas – ouvi meus colegas falando em reforma universitária, que está sendo criada uma comissão para isso -, é como foi vista a educação superior no Brasil nos últimos anos, o mal que foi feito com a educação superior. Criou-se no Brasil a idéia de que a educação superior tinha de ser um negócio, e se abriram faculdades e universidades à vontade. Existem campus espalhados por todo o País, o que, no meu modo de ver, não contribui em nada. Aliás, contribui para que o Brasil aumente seus índices e possa exibi-los no exterior, mostrando que tem mais alunos cursando nível superior. Vejam que se chegou a discutir nesta Comissão, no ano passado, a possibilidade de passar a educação superior para outro Ministério, o que seria algo terrível. Quando alguém faz avaliação de uma escola e vemos a quantidade de alunos e o faturamento que tem, isso é ruim. Para mim, educação não é nada disso. A universidade pública, hoje, passa por uma série de dificuldades, porque ela deve cumprir um tripé – ensino, pesquisa e extensão -, e os seus professores, com tempo integral, se dedicarem ao trabalho de ensino, pesquisa e extensão. A universidade particular não trabalha em cima da LDB. Ela promove o curso de ensino de 3º grau – e, muitas vezes, a maior parte deles muito mal avaliados. Temos de discutir na LDB o papel da universidade particular, se ela vai simplesmente oferecer cursos de 3º grau. E agora, com a espantosa abertura que houve, o que aconteceu? Esgotou-se a clientela que pode pagar para cursar uma universidade particular. E sinto que agora os empresários do setor, não satisfeitos – eles fazem anúncios dos cursos em outdoors, nos jornais, nas rádios e nas televisões -, querem buscar o aluno que não tem recurso. Não sei se está existindo pressões desses empresários para que o Ministério da Educação busque esse aluno que não tem recursos. Aliás, tive oportunidade de conversar sobre o assunto com o Secretário-Executivo do Ministério Disse a ele que isso é tudo que o empresário quer. Se o dono de uma universidade particular tem uma sala de 40 alunos, ele vai pôr mais 4 carteiras lá dentro e dizer: essas 10 pertencem à cota de 10%, e o MEC vai ter de buscar o aluno. O MEC, hoje, tem estrutura para buscar o aluno em todos os Municípios? Não existem mais delegacias, não existe mais o pessoal do MEC nos Estados. Então, quem vai fazer esse trabalho? A carteira vai estar disponível para o MEC, mas pôr mais carteira numa sala não vai mudar em nada a vida da universidade particular. Sexta-feira 6 33867 Quero saber, ao criar um projeto de impacto, que estrutura o MEC tem de buscar o aluno e colocá-lo na sala de aula. Gostaria de continuar com essa discussão. Espero que possamos fazê-lo em outros momentos, pois temos de caminhar muito em relação à solução desse problema. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, meu caro Deputado Murilo Zauith. Reitero a V.Exa., a exemplo do fiz anteriormente, que teremos um ciclo, que provavelmente nos tomará todo o ano, de debates sobre a reforma do ensino superior e sobre outros aspectos que deverão ser abordados, segundo o calendário nos permitir. Passo a palavra, para que se manifeste sobre as intervenções do Plenário e também para que possa fazer suas considerações finais, ao Vice-Reitor da UnB, Prof. Timothy Martin Mulholland. O SR. TIMOTHY MARTIN MULHOLLAND – Muitas questões, de muitíssima pertinência, foram abordadas. Vou tentar versá-las de forma rápida, mas desde já ponho-me à disposição dos Srs. Deputados para qualquer tipo de pergunta ou esclarecimento. Defendemos a autonomia da universidade, como foi aqui mencionado por vários dos que se manifestaram. A universidade precisa ter o seu espaço de ajuste e de detalhamento de políticas. É importante que isso aconteça. Vou dar um simples exemplo. Nossa cota aqui é de 20%; na Bahia é de 40 ou 41% na federal, mas está chegando a um ponto. O principal é que o número de cotas deles é o dobro da nossa, por razões que eles avaliaram com muito cuidado e nós também. A nossa cota é por curso, Deputado Chico Alencar. Talvez seja aí onde se dê a maior mexida. No curso de História, por exemplo – o Deputado Colombo é pós-graduando nosso, com muita honra para nós -, hoje, 36% dos alunos se identificam como negros. Nossa cota estabelece o piso de 20%, e os candidatos com o mérito acadêmico que sobrarem da cota vão concorrer normalmente às demais vagas. O Deputado Gastão Vieira talvez tenha acertado a mosca mais importante, ao dizer que o ensino começa no pré-escolar, se não até antes, e isso tem de ser objeto de intensa e permanente atenção da sociedade e dos diversos níveis de governo. De pouco adiantaria tentar, na universidade, remediar uma situação que vem de tão longe. Mas isso tem de ser feito, e é responsabilidade da sociedade. A universidade pública cumpre vários papéis nesse sentido. Primeiro, formamos professores. Esse é um papel que temos de cumprir com muita seriedade. Quase todos os nossos cursos noturnos, por exemplo, são de licenciaturas. Havia necessidade de formar mais professores, e a UnB caminhou nessa direção. 33868 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O ensino fundamental merece atenção da sociedade. Na universidade, o outro papel que podemos desenvolver – e a intenção é intensificar – é promover uma cooperação com as escolas públicas de 1º e 2º graus. O nosso programa de avaliação seriada já faz isso há quase 10 anos. Em debates que tive oportunidade de participar sobre uma interação mais intensa, colocamos a universidade a serviço do ensino público. Na nossa região, inclusive a do Entorno, de certa forma, temos de adotar a universidade pública de referência. Concordo, também, que a permanência desses alunos na universidade deve ser uma preocupação permanente, porque admiti-los e deixar que fracassem seria uma forma cruel de exclusão, pior do que não admiti-los. Hoje, na UnB, temos 3 mil estudantes bolsistas carentes. Precisamos de mais. Essas bolsas saem de recursos próprios da instituição. Estamos contando com a sensibilidade do MEC e de outros órgãos do Governo para que a quantia destinada a bolsas seja ampliada. Dados de pesquisa realizada em nosso último vestibular – simulamos a cota no sentido de uma simulação estatística -, revelam que hoje precisamos de, pelo menos, mais 2 mil bolsas para enfrentar o ingresso desses alunos. Vamos ter de buscar esses recursos junto a quem pode nos ajudar. Os dados do desempenho do estudante de cota, e vou falar com certa cautela, mostram que, academicamente, o aluno da cota é comparável ao aluno tradicional da universidade. Isso se dá por um motivo razoavelmente claro: aumentou, e muito, no Brasil a demanda por universidade, porque o ensino de 1º e 2º graus estão fazendo o seu trabalho, bem ou mal, estão produzindo estudantes que querem fazer universidade. Esse número quadriplicou e vai quadriplicar outra vez. A demanda pelo ensino superior, entre esses muitos estudantes qualificados, é imensa. Nosso vestibular tem 15 candidatos por vaga. Desses, não apenas um está habilitado, mas 4, 7 ou 10. Há muitos estudantes que poderiam ser nossos alunos e não o são não porque lhes falta competência, mas porque não temos como colocá-los para dentro. Temos a expectativa – dispomos de alguns dados, mas realmente a realidade vai ser o dado principal – de que nosso estudante cotista seja um aluno com desempenho normal, semelhante aos demais alunos. Não esperamos que ele seja um fracasso por razões acadêmicas. Ele pode sê-lo por questões econômicas realmente. Isso tem que ser nossa preocupação e de todos que apóiam esse tipo de iniciativa. O Deputado Luciano Leitoa falou do problema da identificação. Recebemos, na imprensa, um ataque Agosto de 2004 surpreendente sobre essa questão e desviado, de forma às vezes maldosa, para a impossibilidade de se estabelecer com precisão a raça. O que temos claro é o seguinte: a discriminação negativa se dá tranqüilamente na sociedade. Quer dizer, o negro é excluído. Esse dado ninguém questiona. Se ele é socialmente excluído, ele pode ser socialmente incluído. Tem de ser; se não, negamos a origem. Se não é possível saber quem é negro no Brasil, não há discriminação racial. E sabemos que existe. Esse é o processo que adotamos. Ele vai encontrar seus críticos mais adiante, na Justiça Federal, com certeza. Há toda uma rede de apoio que eu gostaria de citar, tanto da ACP, como da Secretaria de Direitos Humanos, como do Movimento Negro. Há pessoas que vêm à Brasília para oferecer ajuda. Hoje, assinamos um convênio com a ACP para um curso de especialização – História da África -, que será coordenado pela Profa. Selma. Nosso prazo para esse plano de metas é de 10 anos. Ele está sendo avaliado antes de existir e vai ser avaliado constantemente. No caso de nossos alunos indígenas, por exemplo, colocamos um professor como uma espécie de tutor de cada um deles, para que tenhamos muito claras as dificuldades que possam surgir, a fim de que o aluno indígena não fracasse, mas, sim, tenha êxito, que o ingresso desse estudante não seja uma atitude meramente demagógica, e é o que seria escancarar-lhe as portas da universidade e dele não cuidar. Deputado Colombo, apóio integralmente a sua idéia da rubrica de apoio. Isso é necessário. A UnB tem um espaço próprio de gerar recursos, espaço que tem sido fundamental, mas não o suficiente. Precisaríamos que houvesse destinação de verbas públicas para esse fim. Gostaria de agradecer ao Deputado Murilo Zauith suas palavras. Realmente, o Mato Grosso, para nós, é uma referência, e o estamos acompanhando. Vamos manter contato com os procuradores de Mato Grosso do Sul esta semana, para que eles também nos ajudem a enfrentar eventuais questões jurídicas que surgirem. A idéia de metas, levantada pelo Deputado Colombo, é muito interessante. Não nasci no Piauí, Deputado, mas sou piauiense de coração. Criei-me naquela região e tenho muito carinho e respeito pelo Piauí, mas a minha aparência não é realmente típica. Na universidade de lá talvez tivesse de haver cotas para pessoas como eu. (Risos.) A idéia de metas é interessante. Se uma lei nos dissesse que teríamos de estabelecer algumas metas em várias áreas e essa lei também previsse certo apoio, Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Deputado, para que não tivéssemos de dar passos sem pernas, ou seja, uma lei que estabelecesse metas claras, a fim de que pudéssemos nos programar e cumpri-las, do meu ponto de vista pessoal – e creio que do Prof. Lauro também -, seria uma lei realmente adequada e moderna para esse tema. O Prof. Maculan sabe que, do MEC, não dá para administrar 54 instituições. Ele sabe que cada qual tem a sua maneira de ser e o seu perfil. Se trabalharmos com um sistema de metas e objetivos que tenha certa flexibilidade de planejamento, com adequações para cada Estado – por exemplo, no Rio Grande do Sul haverá uma adequação diferente da posta em prática na Bahia ou no Pará -, e até punição caso não haja o cumprimento delas, parece-me oportuno que a Comissão considere a idéia na legislação que virá, e esperamos que venha logo. Ao encerrar, agradeço-lhes profundamente o convite. É uma honra muito grande – para mim pessoalmente e para a UnB – estar aqui. Estamos à disposição de V.Exas. para quaisquer outros esclarecimentos e iniciativas. Poderemos promover, eventualmente, eventos de maior porte, de natureza acadêmica, uma vez que a Universidade tem facilidades para tanto e está, repito, à disposição, Sr. Presidente, para qualquer contribuição que nos for solicitada. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Agradeço ao Prof. Timothy Mulholland a participação. Como também sou aluno de pós-graduação da UnB – não apenas o Deputado Colombo -, do curso de Educação e Gestão de Políticas Púbicas, tive a oportunidade de conversar com o Reitor, há uma semana mais ou menos, sobre a possibilidade de aproveitar uma instituição federal como a UnB e iniciativas que guardam sintonia com o tema que estamos abordando na Casa. Esta é oportunidade que não podemos deixar escapar. Passo a palavra, neste instante, ao Dr. Nelson Maculan, para trazer sua contribuição ao Plenário e encerrar sua participação na audiência de hoje. O SR. NELSON MACULAN FILHO – Obrigado. Vou tentar responder às perguntas. O Deputado Átila Lira citou as desigualdades. Creio que temos de responder de maneira desigual. Já estou com 62 anos. Não podemos errar mais. Minha geração tem de responder ao menos algumas coisas. Temos de avançar na área da educação. O projeto de lei que está sendo encaminhado ao Congresso propõe que 50% das vagas sejam destinadas a estudantes do ensino público. Aqui foi aventada a idéia de se fazer isso por curso. Sexta-feira 6 33869 O próprio Congresso Nacional vai adaptar os casos mais sensíveis – acredito que isso é importante -, levando em conta os dados do IBGE. Tudo faz parte da discussão de como será feito. A matéria foi muito discutida; ouvi vários Deputados; foi ouvida a FUNAI e assim por diante. Há um ponto importante, citado pelo Deputado Severiano Alves. Falo muito sobre ele nas discussões que tenho com o Ministro. O projeto Universidade para Todos não faz parte da idéia de reforma universitária. Trata-se de um projeto paliativo que, com os atuais recursos e nossas restrições orçamentárias, poderá responder imediatamente a certa demanda, mas não é um projeto, como foi aqui referido, para a vida toda. Por outro lado, há o debate acerca de um projeto para a educação superior do País, projeto que chamamos de reforma universitária. Temos reforma, contra-reforma, reforma reformista e neoliberal. Isso faz parte da discussão. Nas aulas que já ministrei pela Amazônia e por todo o País – estou começando a conhecê-lo um pouco melhor, embora já o conhecesse no passado -, digo que a posição do Ministério da Educação, do Ministro e minha com relação à idéia da reforma universitária é que as universidades públicas continuarão gratuitas. Essa é uma discussão complicada, mas é exatamente isso que respondo. Como o Deputado Chico Alencar disse, as pessoas cobram do Governo, mas não é essa visão e chamo a atenção para isso. Para o Ministério da Educação, não se encontra ali a grande dificuldade. Vou tentar responder ao questionamento do Deputado Severiano Alves. Vamos supor que nessas cotas para a universidade se tenha coberto os 5% ou 20% e muitos que tinham média mais alta do que aqueles de etnia diferente tenham ficado de fora. Esse é o problema das cotas e não é fácil de responder. O Colégio de Aplicação da UFRJ sorteia – não há concurso – e faz um tipo de prova, mas a metade é sorteada. Há pais que entram na Justiça, ganham e colocam o filho na universidade. É complicado. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Gostaria de esclarecer a minha pergunta. Ficou claro que, no sistema de cotas, a escolha parte do critério econômico. Cem alunos são classificados porque têm renda menor do que um salário mínimo. Há brancos, negros e índios. Um pobre daqueles teve a maior nota. Pergunto: ele vai ficar lá para o final, já que temos de inserir primeiro os negros? Essa pergunta me foi feita e fiquei com dificuldade de respondê-la. O SR. NELSON MACULAN FILHO – Não estudamos essa questão, mas é interessante. No próprio projeto podemos supor essa hipótese. Nesse caso, certamente que adotaremos, também, a nota seletiva. 33870 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Não sei essa resposta, porque a questão foi bem elaborada. Por isso, o projeto de lei é importante. A questão ainda não foi discutida, mas é interessante. O Deputado Chico Alencar enfatizou a função do professor. Quem já deu aula, como eu, para 50, 600 alunos, sabe da importância disso. Por outro lado, no Brasil, temos a visão de que a universidade é para poucos, é para uma elite, 20 alunos em sala de aula. As pessoas não entendem que hoje, com os novos métodos, a área de pesquisa e a de educação mostram que, quanto maior a massa, é mais fácil escolher e até fazer uma boa pesquisa. Outro aspecto interessante nessa discussão é o fato de que a universidade não pode deixar de fazer pesquisa de ponta. O Brasil é um país continental, que lidera um importante movimento internacional. Não podemos ficar atrás. Não podemos abaixar o nível da universidade. A universidade tem que continuar, tem que ter recursos, a fim de realizar importantes trabalhos. Estamos formando 7 mil doutores por ano no País e atingiremos rapidamente 10 mil doutores. Para muitos deles não há concursos na universidade; hoje, estão trabalhando com bolsas. O próprio projeto na parte espacial é mantido em grande parte com bolsistas, bolsistas de 5 ou 6 anos, já com doutorados e pós-doutorados. Temos, hoje, um sistema errado; temos de fazer concurso público, sim. Há muita gente sendo paga por meio de bolsa neste País e isso é errado. É preciso realizar concursos. Atualmente, temos 2.040 instituições de ensino superior no País e mais de 18 mil cursos reconhecidos. Mas ainda persiste a idéia de concentrar, como se o Brasil fosse um país pequeno, quando, na verdade, tem dimensões continentais. Temos de começar a acreditar que essas instituições podem funcionar também nos Estados. Mas quem fará o trabalho de seleção, aspecto muito bem lembrado pelo Deputado Murilo Zauith, e de apoio aos alunos que irão para as universidades privadas, de acordo com o Universidade para Todos? Nossa idéia é que as universidades públicas, estaduais ou federais, em convênio conosco, façam esse serviço. Temos de acreditar um pouco. Não podemos desconfiar de todo mundo neste País. Essa é a minha visão. Não é unânime. Muitos acham que temos de concentrar cada vez mais aqui. Acho que ainda estamos atrasados e não temos competência para responder. Deputado Colombo, morei 2 anos na Casa da África, em Paris. Fui preso e saí do País em 1964. Conheci muito a cultura africana, aprendi algumas línguas, freqüentei salas de aula e sei que o Egito é na África. Muita gente se esquece disso. (Risos.) No antigo Egito já havia hieróglifos, já se escrevia. Mas ainda há uma Agosto de 2004 tese segundo a qual os egípcios eram uma raça negra, talvez relacionada com os etíopes. No Brasil, ignoramos os africanos. Já os europeus, de Portugal até a França e a Alemanha, estudam muito a África, porque no passado eles tiverem interesse naquele continente. Deputado Gastão Vieira, um dos problemas da UFRJ foi o atraso no pagamento das bolsas pelo Estado. Vários alunos não tiveram acesso à condução. Temos de lembrar que estudantes com mais dificuldades só têm recursos para almoçar e tomar o ônibus de ida e volta. Então, temos de montar um sistema de apoio. Temos de ver se será o Ministério da Educação, o Estado, o Município ou um fundo em comum. É importante chamar a atenção para isso. É o que eu ouvi dos meus colegas que trabalham na UFRJ. Eles me disseram que grande parte do pessoal que foi embora devido ao atraso no pagamento dessas bolsas. Eles não puderam continuar. Perderam muitas aulas no início. Para os senhores terem uma idéia, um aluno do curso médio faz cópia; outro não tem dinheiro para fazer cópia, não tem um computador. Por isso, temos de pensar seriamente nesse assunto. Sou professor, estou há 34 anos na UFRJ, conheço bem a situação, que não é de hoje. A maioria dos cursos noturnos da UFRJ foi criada na minha gestão. Sem apoio, aumentamos em 20% o número de vagas. Todo mundo era contra: alunos, professores e funcionários. Interessante isso. Agora, os resultados vão aparecendo. Quem me ajudou muito foi a mídia e o Congresso Nacional. Isso acontece por causa da nossa cultura. Não é por mal. Faz parte da concepção universitária. Em Ouro Preto só entravam 40 alunos por ano. No vestibular, concorriam mais de 60, 70 candidatos por vaga e achávamos que não podia entrar mais ninguém. Para se ter uma idéia, basta dizer que nunca tive um colega de Ouro Preto. Vinha todo mundo do Rio, de São Paulo, do Ceará. Era a elite do País. O pessoal da região nunca teve vontade. Fala-se agora na criação da Universidade Federal do Vale do São Francisco, um trabalho novo e interessante. Vai-se abrir uma Faculdade de Medicina e vamos tentar destinar metade das vagas para o pessoal da região. Se não for assim, não haverá ninguém da região, porque quando se faz vestibular para o curso de Medicina de uma universidade pública aparece gente até de São Paulo. Então, alguns cursos, como Medicina, Odontologia, Comunicação, Direito, Psicologia – Engenharia já saiu um pouco de moda -, têm enorme demanda no vestibular; se não se fizer reserva de vagas para os candidatos da região, elas serão ocupadas pelos Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS melhores do País. Temos de chamar a atenção para esse aspecto. Por outro lado, quero recuperar um pouco o papel que a universidade privada desempenhou em relação às próprias comunidades. Muitas vezes, como o Estado não avançou, o Prefeito foi obrigado a negociar com cursos particulares. Vim de Londrina, Paraná, hoje uma grande cidade, mas, no meu tempo, não havia universidade, nem mesmo uma faculdade. A minha geração teve de sair de lá para estudar. Ninguém ficou em Londrina. Todos foram para Curitiba, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro. Hoje, não. Hoje, a escola privada vem dando a resposta que o Estado não conseguiu dar. Não podemos também ser contra tudo o que muitos fizeram, porque também levaram o Brasil crescer. Como voltar a ser monarquista hoje? Temos de pensar um pouco. Até 2010, segundo o Plano Nacional de Educação, temos que colocar 7 milhões de alunos entre 18 e 24 anos no ensino superior. Hoje, só temos 2,5 milhões. Mais de um milhão têm mais de 24 anos. Será um desafio. Não sei se conseguiremos, mas seremos incompetentes se nós, Executivo e Legislativo, não trabalharmos nesse sentido. Acredito ter respondido o que me foi perguntado. Foi uma satisfação estar nesta Casa democrática. Estou à disposição dos senhores na Secretaria de Educação. Respeito muito os que receberam voto, porque representam a população. Quando não os recebo, não é culpa minha. Faço questão de receber, conversar, trocar idéias. Ontem mesmo recebi 7 Deputados. Vários aqui já estiveram lá conversando comigo. Somos obrigados a responder aos colegas. É muito importante a diversidade para crescermos. Acho que a prioridade é para quem tem voto no País. Congratulo-me com esta Casa pela importante idéia de realizar esta discussão. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, Dr. Nelson Maculan. Quero, por intermédio de V.Sa., estender os agradecimentos ao Ministro Tarso Genro pela atenção que nos foi dispensada. Peço-lhes paciência, porque pretendo fazer algumas considerações que poderão nos orientar no próximo ciclo. Como afirmei no início, esse tema já havia sido levantado em 1946 por Abdias do Nascimento. Portanto, há 68 anos, 7 décadas de discussão sobre a questão de cotas e a participação do negro nas instituições de ensino superior. E, como disse a Ministra Matilde Ribeiro, o óbvio tem de ser motivo de aprofundamento Sexta-feira 6 33871 e debates, sob pena de ficar pálido – houve aqui um acréscimo de minha parte. O enfrentamento da constitucionalidade e o pretexto do mérito acadêmico como um arcabouço de defesa das posições contrárias à política que estamos discutindo.... O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – A visão elitista acadêmica: discriminar. Se não, não quebraremos nunca o ciclo. Achar que a educação básica é pobre e que por isso se reproduzirá... É claro que ela vai, mas essa seleção, dentro do regime de cotas, vai excluir os piores. E, como disse o Prof. Timothy., não adianta colocar o aluno para dentro do sistema e deixá-lo solto. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Isso não quer dizer que se deve ferir o princípio da liberdade. Ao contrário, queremos apoiá-lo. A autonomia universitária, do ponto de vista das instituições universitárias, e o princípio da liberdade de ensino das instituições privadas são 2 dos importantes motes de debate para amadurecimento de matéria, de iniciativa parlamentar ou do Executivo, que será alvo de análise legislativa. O tema da interiorização, como já foi apontado, a discussão sobre ser a instituição multicampi ou não, a repartição e a territorialidade da reserva, mencionada ao final por Nelson Maculan, impõem-nos também desafios, que, no curso dos debates, não tinham ainda alcançado a importância que têm demonstrado. Da mesma forma, o item relativo à manutenção – foi a palavra usada aqui, mas nós costumamos falar em “permanência nos cursos”, indicando rubrica própria, uma vez que temos a tarefa de discutir a Lei de Diretrizes Orçamentarias, de compatibilizá-la com o Plano Plurianual e de votar o Orçamento da União -, requer importantes instrumentos de suporte em matéria legislativa. E, a partir do momento em que estiver garantido, o acesso dessa diversidade ao ensino superior interferirá decididamente nas práticas curriculares, requerendo sua alteração, bem como dos horários de funcionamento do curso, dos espaços acadêmicos que deverão ser criados. Além disso, evidentemente, o estabelecimento de cotas tornará patentes no meio universitário e não apenas latentes a nível reflexivo muitas das contradições existentes na sociedade brasileira, em especial no mundo acadêmico. Ele as transformará em dado real, objetivo, no interior dessas instituições. Mas, ao mesmo tempo, todas essas contradições, sejam elas jurídicas ou não, reais ou imaginárias, vão estimular a mobilização pela ampliação de vagas, conforme lembrado pelo Deputado Ivan Valente, com muita competência. Será uma pressão positiva em prol de uma expansão 33872 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS democratizada, que não reproduza a elitização tradicional da oferta que há no caso brasileiro. Com relação aos dados mencionados pelo Deputado Gastão Vieira, se não estou enganando, eles se referem à rede de ensino fundamental do Estado do Maranhão. Evidentemente, o Deputado Gastão Vieira, ao reclamar o “fazer”, que é urgência em toda a sociedade brasileira, traz à tona tema que esta Comissão estará debatendo: o Sistema Nacional de Educação e o famoso regime de colaboração previsto na Constituição Federal, que reparte responsabilidades que deveriam ser cooperativas e não concorrenciais. Um Estado pobre como o Maranhão, além de outros, necessita de forte colaboração dos entes federados, inclusive da União, desde a educação básica, com o fim mesmo de superar o senso comum de que a União só teria responsabilidade com o ensino superior e que Estados e Municípios responderiam pelo ensino básico ou fundamental e o médio. Esse regime de co-responsabilidade inclusive será matéria de um seminário que a Comissão realizará. O SR. DEPUTADO GASTÃO VIEIRA – Sr. Presidente, eu gostaria, como maranhense, que esses dados fossem relativos ao meu Estado, mas, infelizmente, dizem respeito ao Brasil. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – O que é mais grave ainda. Mas não há razão para lamentar. Evidentemente, não devemos apenas reiterar os dados, mas, no horizonte da nossa atividade política no Legislativo, procurar a superação desses temas. Alguém já disse – salvo engano, foi o Deputado Chico Alencar ou o Deputado Átila Lira – que a ruptura com a postura contemplativa é que nos move a fazer esse ciclo de debates. Agradeço a todos os convidados que aqui estiveram durante quase 4 horas. Convoco as Sras. e os Srs. Parlamentares para a próxima reunião deliberativa ordinária, que se realizará no dia 19 de maio, próxima quarta-feira, quando trataremos das emendas da Comissão à Lei de Diretrizes Orçamentárias – 4 delas na área de educação e 1 na área de cultura. Muito obrigado. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a reunião. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 8ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de Maio de 2004 Às dez horas e um minuto do dia dezenove de maio de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 – Anexo II da Câ- Agosto de 2004 mara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira, João Matos e Professora Raquel Teixeira – VicePresidentes; Alice Portugal, Átila Lira, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Milton Monti, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira e Rogério Teófilo – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Athos Avelino, Colombo, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Henrique Afonso, Luiz Bittencourt, Murilo Zauith, Osmar Serraglio, Pedro Irujo, Promotor Afonso Gil, Rafael Guerra e Selma Schons – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Bonifácio de Andrada, Marinha Raupp, Osvaldo Coelho, Severiano Alves e Suely Campos. A Deputada Kelly Moraes justificou a sua ausência. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário as Atas da 6ª e da 7ª reuniões, realizadas nos dias 12 e 13 de maio. Em votação, as Atas foram aprovadas. EXPEDIENTE: O senhor Presidente informou da reunião realizada para definição da mesa das subcomissões no dia 13 de maio, na sala da Presidência. Ficou então definido que, em respeito à proporcionalidade partidária, as presidências das subcomissões serão assim distribuídas: o Partido dos Trabalhadores – PT – será contemplado com a presidência de duas subcomissões: a Subcomissão Especial para Estudar os Procedimentos Relativos à Primeira Avaliação do Plano Nacional de Educação e a Subcomissão Permanente de Educação; o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB – será contemplado com duas Subcomissões: a Subcomissão Especial de Valorização do Magistério e a Subcomissão Especial de Qualidade na Educação; e o Partido da Frente Liberal ficará com a Presidência da Subcomissão Permanente de Cultura. A seguir o Presidente indicou o senhor PAULO EMÍLIO RODRIGUES FERREIRA para ocupar nesta Comissão o cargo de Assistente Técnico de Comissão – CNE 9. Sem discussão, a indicação foi aprovada por unanimidade. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO N.º 115/04 – da Sra. Maria do Rosário e outros – que “solicita que seja realizada reunião de audiência pública afim de discutir o direito das crianças e dos adolescentes a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos”. A Deputada Maria do Rosário fez a defesa da matéria. Discutiu a matéria a Deputada Iara Bernardi. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. B – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Comissões: PRIORIDADE – 2 – PROJETO DE LEI N.º 2.639/03 – do Senado Federal – que “designa o cupuaçu fruta nacional”. Relator: Deputado Henrique Afonso. Parecer: pela aprovação. O Deputado Henrique Afonso fez a defesa do seu voto. Discutiram a matéria os Deputados Iara Bernardi, Carlos Abicalil, Gastão Vieira, José Ivo Sartori e Professora Raquel Teixeira. Em votação, foi aprovado o parecer do relator, contra os votos dos Deputados Gastão Vieira, José Ivo Sartori e Professor Irapuan Teixeira. O Deputado Gastão Vieira saudou a presença neste Plenário do senhor Michal Gartenkraut, reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica – ITA. 3 – PROJETO DE LEI N.º 2.854/03 – do Poder Executivo – que “autoriza a Universidade Federal de Goiás a alienar, por meio de doação, imóveis à Universidade Federal do Tocantins”. Relatora: Deputada Professora Raquel Teixeira. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pela relatora e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. ORDINÁRIA 4 – PROJETO DE LEI N.º 414/03 – da Sra. Thelma de Oliveira – que “institui nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios o Programa de Atendimento Integrado à adolescente gestante e dá outras providências”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. A Deputada Thelma de Oliveira solicitou a retirada de pauta desse Projeto de Lei, nos termos regimentais. 5 – PROJETO DE LEI N.º 1.584/03 – do Sr. Welinton Fagundes – que “acrescenta o inciso VII ao art. 67 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “ estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional”. Relator: Deputado Costa Ferreira. Parecer: pela aprovação. A Deputada Iara Bernardi procedeu à leitura do parecer do relator. Discutiu a matéria a Deputada Neyde Aparecida. Em votação, foi rejeitado por unanimidade o parecer do relator. O Presidente, Deputado Carlos Abicalil, designou a Deputada Neyde Aparecida para redigir o parecer vencedor que, sem discussão, foi aprovado por unanimidade. 6 – PROJETO DE LEI N.º 372/03 – do Sr. Bispo Wanderval – que “altera a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, incluindo a merenda escolar entre as despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino”. Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela rejeição. Lido o parecer pela relatora e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado o parecer da relatora. O Deputado Irapuan Teixeira apresentou voto em separado. 7 – PROJETO DE LEI N.º 1.832/03 – do Sr. Átila Lira – que “dá nova redação ao Capítulo III, da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.”” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela aprovação, com emenda. Retirado de pauta, de ofício. Sexta-feira 6 33873 8 – PROJETO DE LEI N.º 837/03 – do Sr. Durval Orlato – que “dispõe sobre a participação de assistentes sociais e psicólogos na estrutura funcional das escolas”. Apensados: PL 1497/2003, PL 1674/2003, PL 2513/2003, PL 2855/2004 e PL 3154/2004. Relatora: Deputada Celcita Pinheiro. Parecer: pela aprovação deste, do PL 1497/2003, do PL 1674/2003, do PL 2513/2003, e do PL 3154/2004, apensados, com substitutivo, e pela rejeição da emenda oferecida ao Substitutivo e do PL 2855/2004, apensado. A Deputada Maria do Rosário solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 9 – PROJETO DE LEI N.º 1.252/03 – do Sr. Onyx Lorenzoni – que “institui a obrigatoriedade de exames laboratoriais para determinação dos níveis de aflatoxina em alimentos destinados à merenda escolar”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta, de ofício. 10 – PROJETO DE LEI N.º 434/03 – do Sr. Paes Landim – que “dispõe sobre estágio remunerado para treinamento e capacitação profissional em serviço, inclusive pelos órgãos de segurança pública”. Relator: Deputado Humberto Michilles. Parecer: pela aprovação deste e da Emenda da Comissão de Segurança Pública. Retirado de pauta, de ofício. A Deputada Alice Portugal apresentou requerimento para retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 663/03. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 11 – PROJETO DE LEI N.º 663/03 – da Sra. Alice Portugal – que “obriga as instituições privadas de ensino que usufruem de isenções fiscais e tributárias, em decorrência de obtenção de certificado de filantropia, a repassar às associações de pais e mestres, no caso da educação básica e entidades representativas da comunidade, no caso do ensino superior, seus balancetes contábeis e planilhas de custo anuais”. Relator: Deputado César Bandeira. Parecer: pela aprovação, com emenda. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento da Deputada Alice Portugal. 12 – PROJETO DE LEI N.º 2.327/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “torna obrigatória a presença de um exemplar da Bíblia Sagrada em todas as salas de aula no Território Nacional”. Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. Nada mais havendo a tratar, às 11h 02, o senhor Presidente, Deputado Carlos Abicalil, encerrou os trabalhos, antes convocando reunião de audiência pública para “DEBATE SOBRE A LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO 2005”, com o objetivo de subsidiar a elaboração das emendas deste Órgão Técnico, a realizar-se a seguir, neste Plenário. E, para constar, eu ______________________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, 33874 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Deputado Carlos Abicalil ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 11ª Reunião Ordinária, realizada em 26 de Maio de 2004. Às dez horas e onze minutos do dia vinte e seis de maio de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Átila Lira, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Neyde Aparecida, Osvaldo Biolchi, Osvaldo Coelho, Professor Irapuan Teixeira e Severiano Alves – Titulares; Athos Avelino, Eduardo Barbosa, Elaine Costa, Fátima Bezerra, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago, Pedro Irujo, Selma Schons e Vanderlei Assis – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Bonifácio de Andrada, Gastão Vieira, João Matos, Kelly Moraes, Marinha Raupp, Milton Monti, Nilson Pinto, Rogério Teófilo. Justificaram a ausência as Deputadas Alice Portugal e Suely Campos. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário as Atas das 8ª, 9ª e 10ª reuniões, realizadas nos dias 19 e 20 de maio, respectivamente. Em votação, as Atas foram aprovadas por unanimidade.. EXPEDIENTE: O senhor Presidente informou o recebimento de um convite dos trabalhadores em educação pública do Estado do Paraná para participar da mesa “A POLÍTICA NACIONAL DE VALORIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO: CARREIRA, FORMAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO” no II Encontro Estadual de Funcionários(as) da Educação, a realizar-se no dia 4 de junho, em Curitiba/PR; o convite da presidente do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul para participar do I FÓRUM ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E DO IV ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, a realizar-se de 9 a 11 de junho, em Campo Grande/MS; o convite para proferir uma palestra sobre “Reforma Universitária”, dia 7 de junho, na Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. O Deputado Carlos Abicalil propôs que fosse indicado para comparecer a esses eventos, na qualidade de Presidente desta Comissão. Sem discussão, a indicação foi aprovada por unanimidade. A seguir, comunicou aos Agosto de 2004 senhores parlamentares que haverá reunião para instalação e eleição das Mesas das Subcomissões, no dia 27 de maio, às 14h30, na sala da Presidência da Comissão, e chamou atenção para o prazo de apresentação de indicações ao Prêmio Darcy Ribeiro. ORDEM DO DIA: A – ASSUNTOS INTERNOS: PREJUDICIALIDADE DE PROPOSIÇÕES: Nos termos do artigo 163, I, combinado com o §1º e incisos I e II do artigo 164 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, declaro prejudicada a seguinte proposição: PROJETO DE LEI N° 3.473/04, do Sr. Sandro Matos, que “acrescenta inciso e parágrafo ao art. 14 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.” O senhor Presidente convidou à Mesa a senhora Raquel Dolabella, consultora de orçamento da Câmara dos Deputados, para assessorar na fase de discussão e votação das emendas da Comissão ao Orçamento. A seguir, apresentou a relação das emendas anteriormente acordadas pelos senhores Deputados. Inicialmente, foram apreciadas as emendas da Comissão ao orçamento. São elas: 1 –Ementa; Inclusão de Prioridade e Meta para a área da Cultura; Programa 0171 – Museu Memória e Cidadania; Ação 2838 – Fomento a Projetos na Área Museológica; Produto (Unidade de Medida) – Projeto apoiado (unidade);Acréscimo de Meta – 35; 2 – Ementa – Acréscimo de Prioridade e Meta relativa ao Ensino Superior; Programa 1073 – Universidade do Século XXI ; Ação 0525 – Complementação para o Funcionamento das Entidades de Ensino Superior Federais; Produto (Unidade de Medida) – entidade apoiada (unidade); Acréscimo de Meta – 54; 3 -Ementa – Inclusão de Prioridade e Meta do Ensino Profissional e Tecnológico ; Programa 1062 – Democratizando o Acesso da Educação Profissional; Ação 6380 – Fomento ao Desenvolvimento da Educação Profissional, Tecnológica e Universitária; Produto (Unidade de Medida) Instituição Apoiada (unidade); Acréscimo de Meta – 83; 4 – Ementa – Inclusão de Prioridade e Meta para o Ensino Médio; Programa 1061 – Brasil Escolarizado; Ação 0962 – Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Médio; Produto (Unidade de Medida) Projeto Apoiado (unidade); Acréscimo de Meta – 27; 5 – Ementa – Expansão de Meta da Educação Infantil; Programa 1072 – Valorização e Formação de Professores e Trabalhadores da Educação; Ação 0973 – Apoio à Capacitação de Professores da Educação Infantil; Produto (Unidade de Medida) Professor capacitado (unidade); Acréscimo de Meta – 4.050. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação , as emendas foram aprovadas por unanimidade. A seguir, o senhor Presidente apresentou as emendas de redação. São elas: 1 – Ementa – Excluir do Contigencia- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mento as despesas vinculadas à função educação; Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Anexo V, Inciso II; Texto Proposto – Despesas vinculadas à função educação; 2 -Ementa – Exclusão de recursos do Fundo Nacional de Cultura do contigenciamento; – Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Anexo V, Inciso II; Texto Proposto – Despesas do Fundo Nacional de Cultura; 3 – Ementa – Flexibilização da incorporação ao orçamento de receitas próprias das Instituições de Ensino; Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Corpo da Lei, Art. 59; Texto Proposto – Incluir novo artigo após o artigo 59, com a seguinte redação: “Art... Nos termos do art. 165, § 8º da Constituição Federal, a Lei Orçamentária poderá autorizar a abertura de créditos suplementares para atendimento das despesas das Instituições Federais de Ensino à conta de recursos diretamente arrecadados objetivando a apropriação oportuna desses recursos.”; 4 – Ementa – Incluir programa criado pela Lei n.º 10.845, de 05.03.2004 (PAED), no rol das despesas que não serão objeto de limitação de empenho (Anexo V, item I); Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Anexo V, Inciso I; Texto Proposto – 59. Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de Deficiência ( Lei n.º 10.845, de março de 2004); 5 – Ementa – Incluir Programa criados pela MP 173 no rol das Despesas que constituem obrigações legais da União (Anexo V); Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Anexo V, Inciso I; Texto Proposto – 57. Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (Medida Provisória n.º 173, de 16 de março de 2004); 6 – Ementa – Incluir Programas criados pela MP 173 no rol das Despesas que constituem obrigações legais da União (Anexo V); Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Anexo V, Inciso I; Texto Proposto – 56. Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Medida Provisória n.º 173, de 16.03.2004); 7 – Ementa – Incluir Programa criados pela MP 173 no rol das Despesas que constituem obrigações legais da União (Anexo V); Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Anexo V, Inciso I; Texto Proposto – 58. Programa Brasil Alfabetizado (Medida Provisória n.º 173, de 16.03.2004); 8 – Ementa – Liberação de 8,33% das dotações de custeio do MEC se o projeto de lei orçamentária não for sancionado até 31 de dezembro; Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Corpo da Lei, Artigo 64; Texto Proposto – Inserir um novo inciso ao Art. 64, com a seguinte redação: IV – despesas de custeio do Ministério da Educação, Sexta-feira 6 33875 em um montante equivalente a 8,33% do montante anual programado; 9 – Ementa – Possibilitar aos órgãos públicos contratar serviços de consultoria prestado por servidor de IFE; Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Aditiva; Referencia – Corpo da Lei, Artigo 26; Texto Proposto – Incluir novo parágrafo ao art. 26: “§3º Os servidores de Instituição Federal de Ensino que prestar os serviços descritos no inciso VIII, ou outros congêneres, deverá estar devidamente autorizado pela instituição a qual se vincula, conforme disposto em resolução aprovada pela instância máxima de deliberação da respectiva instituição.”; 10 – Ementa – Possibilitar aos órgãos públicos contratar serviços de consultoria prestado por servidor de IFE; Modalidade – Comissão; Tipo de Emenda – Modificativa; Referencia – Corpo da Lei, Artigo 26, Inciso VIII; Texto Proposto – Dá-se nova redação ao inciso VIII do art. 26: “Art. 26.... VIII – pagamento , a qualquer título, a militar ou a servidor público , da ativa, exceto servidor de Instituição Federal de Ensino, ou a empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista, por serviços de consultoria ou assistência técnica, inclusive os custeados com recursos provenientes de convênios, acordos, ajustes ou instrumentos congêneres, firmados com órgãos ou entidades de direito público ou privado, nacionais ou internacionais.” Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, as emendas de redação foram aprovadas por unanimidade. Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO N.º 118/04 – do Sr. Átila Lira – que “requer sejam convidados representantes e especialistas representando as entidades a seguir listadas, Associação Nacional de Universidades Privadas – ANUP, Associação Brasileira de Mantenedoras de Instituições de Ensino Superior” ABMES; Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES; União Nacional dos Estudantes –UNE; Eunice Durham; e Roberto Lisa Cury, para Reunião de Audiência Pública, com o objetivo de subsidiar a apreciação, por este órgão técnico, dos Projetos de Lei n.º 3.582/04 – PROUNI e n.º 3.627/04 – Cotas em Universidades Públicas.” O Deputado Átila Lira defendeu o requerimento. Discutiu a matéria o Deputado Osvaldo Biolchi que sugeriu a inclusão do senhor Yves Gandra nessa audiência. Com a anuência do Deputado Átila Lira sobre a proposta feita, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. B – Requerimentos: 2 – REQUERIMENTO N.º 117/04 – do Sr. Carlos Abicalil – que “requer o envio de Indicação ao Poder Executivo, relativa à viabilidade de adoção da proposta de ‘’Programa de Incentivo à Alfabetização de Jovens e Adultos’’, apresentada por servidor da Câmara dos Deputados, no concurso ‘’Câmara em 33876 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS idéias – edição 2003.”. O Deputado Carlos Abicalil defendeu o seu requerimento e, sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Carlos Abicalil assumiu a condução dos trabalhos. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA 3 – PROJETO DE LEI N.º 1.252/03 – do Sr. Onyx Lorenzoni – que “institui a obrigatoriedade de exames laboratoriais para determinação dos níveis de aflatoxina em alimentos destinados à merenda escolar”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 4 – PROJETO DE LEI N.º 434/03 – do Sr. Paes Landim – que “dispõe sobre estágio remunerado para treinamento e capacitação profissional em serviço, inclusive pelos órgãos de segurança pública”. Relator: Deputado Humberto Michiles. Parecer: pela aprovação deste, e da EMR 1/2003 CSPCCOVN. Não deliberado. 5 – PROJETO DE LEI N.º 2.327/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “torna obrigatoria a presença de um exemplar da Bíblia Sagrada em todas as salas de aula no Território Nacional”. Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 6 – PROJETO DE LEI N.º 1.765/99 – do Sr. Sérgio Carvalho – que “institui o currículo mínimo para os diversos cursos superiores e dá outras providências”. Apensados: PL 1819/1999 e PL 4413/2001. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela aprovação deste, do PL 1819/1999, e do PL 4413/2001, apensados, com substitutivo. Não deliberado. 7 – PROJETO DE LEI N.º 4.637/01 – do Sr. Léo Alcântara – que “dispõe sobre a concessão da meia-entrada em eventos culturais aos profissionais do ensino”. Apensados: PL 1671/2003, PL 2394/2003, PL 3325/2004 e PL 5278/2001 (Apensados: PL 5362/2001 e PL 5767/2001. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição deste e dos PLs 5278/2001, 5362/2001, 5767/2001, 1671/2003, 2394/2003 e 3325/2004, apensados. Não deliberado. 8 – PROJETO DE LEI N.º 5.149/01 – dos Srs. Paulo Rocha e Professor Luizinho – que “dispõe sobre informações prestadas pelas instituições de ensino superior ao candidato, no ato de inscrição do vestibular”. Apensado: PL 5928/2001 e PL 6707/2002. Relator: Deputado Severiano Alves. Parecer: pela aprovação deste e do PL 5928/2001, apensado, com substitutivo, e pela rejeição do PL 6707/2002, apensado, e da emenda apresentada ao substitutivo Não deliberado. 9 – PROJETO DE LEI N.º 5.203/01 – do Sr. Lavoisier Maia – que “institui o programa de avaliação seriada nas instituições federais de ensino superior”. Apensados: PL 5726/2001, PL 5793/2001 e PL 549/2003. Relator: Deputado Osvaldo Biolchi. Parecer: pela aprovação deste, e do PL 549/2003, apensado, com substitutivo, e pela rejeição do PL 5726/2001, e do PL 5793/2001, Agosto de 2004 apensados. Não deliberado. 10 – PROJETO DE LEI N.º 776/03 – do Sr. Eduardo Cunha – que “cria o programa de incentivo ao atendimento voluntário para alunos com deficiência no aprendizado escolar”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 11 – PROJETO DE LEI N.º 1.272/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “cria o Programa Especial de Pecúlio Estudantil e dá outras providências”. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 12 – PROJETO DE LEI N.º 1.997/03 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre incentivo fiscal para contratação de trabalhadores, nas condições que especifica”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 13 – PROJETO DE LEI N.º 2.315/03 – do Sr. Jorge Bittar – que “dispõe sobre os critérios para definição dos valores das bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural, e dá outras providências”. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 14 – PROJETO DE LEI N.º 2.963/04 – do Sr. Átila Lira – que “dispõe sobre a distribuição de exemplares da Constituição Federal às escolas públicas de ensino fundamental e médio”. Relator: Deputado Athos Avelino. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. O Presidente submeteu esta Ata aos senhores Deputados e, não havendo quem a quisesse discutir, em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. Nada mais havendo a tratar, às 11h08, o senhor Presidente encerrou a reunião, antes convocando para reunião de audiência pública para debater o “Projeto de Lei de Iniciativa do Poder Executivo sobre o “Programa Universidade para Todos” e a criação de cotas para o ingresso na educação superior”, a realizar-se a seguir, neste Plenário. E, para constar, eu _______ _______________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da12ª Reunião Extraordinária Audiência Pública, realizada em 26 de Maio de 2004. Às onze horas e quatorze minutos do dia vinte e seis de maio de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a Presidência do Deputado Carlos Abicalil, em reunião de audiência pública para debater o ““PROJETO DE LEI DE INICIATIVA DO PODER EXECUTIVO SOBRE O PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS E A CRIAÇÃO DE Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COTAS PARA O INGRESSO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR”, em atenção a requerimento apresentado pelos Deputados Ivan Valente, Iara Bernardi, Lobbe Neto, Maria do Rosário e Alice Portugal. Assinaram a de presença os senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Milton Monti, Neyde Aparecida, Osvaldo Biolchi, Osvaldo Coelho, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo e Severiano Alves – Titulares; Athos Avelino, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Luciano Leitoa, Luiz Bittencourt, Márcio Reinaldo Moreira, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago, Pedro Irujo, Rafael Guerra, Selma Schons e Vanderlei Assis – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Alice Portugal, Gastão Vieira, João Matos, Maria do Rosário, Marinha Raupp e Nilson Pinto. A Deputada Suely Campos justificou a sua ausência. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos, agradeceu a presença de todos, esclareceu sobre as normas a conduzirem os trabalhos, convidou para a Mesa os senhores Roberto Leher, professor de Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; reitor Paulo Jorge Sarkis – representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES; Elmara Lúcia de Oliveira Bonini Corauci – Presidenta interina do Conselho de Reitores das Unversidades Brasileiras – CRUB; e José Domingues de Godói – 1º Vice-Presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES; e Gustavo Lemos Pettei – Presidente da União Nacional dos Estudantes – UNE. O Presidente solicitou ao Deputado Ivan Valente que coordenasse a reunião, na qualidade de autor do requerimento desta audiência pública. A seguir, o Deputado Ivan Valente concedeu a palavra aos senhores expositores, para as suas explanações e anunciou os presentes nesta reunião: Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Públicos Federais – CENESF; Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior – ABMES; Associação Nacional dos Centros Universitários – ANACEU; Associação Nacional de Universidades Particulares – ANUPE; Associação Brasileira dos Reitores da Universidades Estaduais e Municipais – ABRUEM; Universidade Católica de Pelotas; Universidade Paulista; Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL; Universidade Federal da Paraíba; Universidade Federal de Mato Grosso; Universidade Federal de Santa Catarina; Universidade Federal de Goiás; Centro Universitário UNIFATES; União de Estudantes Secundarista de Brasília – seção Sexta-feira 6 33877 Planaltina; estudantes da Educafro; Conselho de Negros de Goiânia; e Centro Cultural de Brasília – prévestibular popular. Na fase de debates, ficou acordado que os senhores Deputados falariam em blocos, na quantidade de 5 por vez. Fizeram uso da palavra os Deputados Ivan Valente, Iara Bernardi, Carlos Abicalil, Fátima Bezerra, Severiano Alves, César Bandeira, Osvaldo Biolchi, Átila Lira, Lobbe Neto, Osvaldo Coelho, Professora Raquel Teixeira, Neyde Aparecida, Luciano Leitoa, Clóvis Fecury, Paulo Rubem Santiago e Couraci Sobrinho. Após, o Presidente concedeu a palavra aos senhores expositores, para as suas considerações finais. Nada mais havendo a tratar, às 15h30, o senhor Presidente, Deputado Carlos Abicalil, encerrou os trabalhos, antes convocando para reunião de audiência pública destinada a debater “O ENSINO DE CIÊNCIAS NO BRASIL”, a realizar-se no dia 27 de maio, às 10h, neste Plenário. E, para constar, eu ______________________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados, juntamente com as notas taquigráficas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Havendo número regimental, declaro abertos os trabalhos. Votação da ata da reunião anterior. Indago aos presentes sobre a necessidade da leitura da ata. (Pausa.) Em discussão. (Pausa.) Não havendo quem queira discutir, coloco-a em votação. Os Srs. Deputados que são pela aprovação permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada. Expediente. Correspondências recebidas: Convite do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná para participar da Mesa Política Nacional de Valorização dos Funcionários da Educação – Carreira, Formação e Profissionalização, do II Encontro Estadual de Funcionários da Educação, a realizar-se no dia 4 de junho em Curitiba, Paraná; Convite da Presidenta do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul para participar do I Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos e do IV Encontro Nacional do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adul- 33878 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tos, a realizar-se entre os dias 9 e 11 de junho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Comunico às Sras. e aos Srs. Parlamentares que haverá reunião para eleição das Mesas das Subcomissões, amanhã, quinta-feira, dia 27 de maio, às 14h30, na Sala da Presidência da Comissão. São as seguintes: Subcomissão Permanente de Educação, Subcomissão Permanente de Cultura, Subcomissão Especial para estudo dos procedimentos relativos à primeira avaliação do Plano Nacional de Educação, Subcomissão Especial de Valorização do Magistério; e Subcomissão Especial de Qualidade na Educação. Chamo a atenção para o prazo de apresentação das indicações ao Prêmio Darci Ribeiro de Educação, criado pela Resolução nº 30/1998 e regulamentado pelo Ato da Mesa nº 31/2000. Este prazo se encerrará no próximo dia 1º de junho, e por esta razão a Mesa está encaminhando aos gabinetes dos Parlamentares membros desta Comissão o regulamento próprio, de modo que, até o dia 1º de junho, cada companheira ou companheiro possa fazer a sua indicação para o Prêmio Darci Ribeiro. Tem a palavra o Deputado José Ivo Sartori. O SR. DEPUTADO JOSÉ IVO SARTORI – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero me pronunciar sobre o assunto que V.Exa. acaba de abordar, que é extremamente importante para a educação do País. A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados é extremamente importante e tem muita responsabilidade, pois é sabido que é o exemplo, o testemunho e a vida das pessoas que ajudam a elevar o processo educativo. Consulto V.Exa. se os agraciados da medalha com a efígie de Darci Ribeiro, personalidades que tiveram relevante papel na educação, podem ser pessoas falecidas e se a homenagem pode ser prestada in memoriam. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – A regulamentação do Prêmio não estabelece a condição de premiar apenas indivíduos vivos, o que significa que tanto personalidades vivas como aquelas que ao longo da sua vida e pelo seu currículo emprestaram alta contribuição ao processo educativo nacional estão aptas a serem indicadas ao prêmio. O prêmio não se limita apenas a personalidades, mas se estende também a instituições e entidades que tenham igualmente caráter relevante na garantia do direito à educação de qualidade. O SR. DEPUTADO JOSÉ IVO SARTORI – Obrigado, Sr. Presidente. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Pela ordem, Sr. Presidente. Agosto de 2004 O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, chamo a atenção de V.Exa. e da Comissão para fazer uma reclamação. A maneira como as audiências públicas estão sendo encaminhadas, na minha opinião, não é produtiva. Quero exemplificar com a audiência que se realizará hoje às 11h. Faço esta reclamação antes da chegada dos convidados, que não têm nada a ver com isso, para que interna corporis nós discutamos esse problema. Os Parlamentares apresentam suas reivindicações, propõem audiências públicas. Aprovamos aqui audiência pública para discutir proposta da minha autoria, o programa Universidade para Todos. A proposta é de minha autoria e foi aprovada por unanimidade. No mesmo dia, fizemos algumas consultas aos Parlamentares para saber quem iríamos convidar. Foram sugeridos alguns nomes, entre eles o de Paulo Alcântara e alguns representantes da UNE. Encaminhamos os convites. Posteriormente, fomos surpreendidos pela notícia de que já estava marcada uma audiência com alguém que já havíamos convidado – o Sr. Fernando Haddad, representante do MEC. Só que essa audiência foi realizada antes da nossa. V.Exa. tinha apresentado um requerimento, mas o retirou em virtude de acordo feito com os Parlamentares. No entanto, compareceu o representante do MEC, antecipando um debate que deveria ser feito de modo amplo. Esperamos cerca de 1 mês por essa audiência, e ontem fui surpreendido novamente. Ficou decidido um tipo de formação em que vários Parlamentares promovem as reuniões, mas eu não fui avisado de como será composta essa Mesa. Então, temos hoje 2 problemas. Primeiro, demoramos mais de 1 mês para compor a Mesa; além disso, o MEC nos enviou uma correspondência dizendo que não mandará representante. Segundo, convidamos o Prof. Roberto Leher, ex-Presidente do ANDES. Mas hoje soubemos que 2 pessoas do ANDES farão parte da mesma Mesa. Podemos ter até 3, mas isso não é producente. Como vamos trabalhar assim? A audiência tem que ser marcada. O Parlamentar que solicitou a audiência formula as propostas, que devem ser aprovadas em comum acordo, para depois realizarmos a audiência. Não podemos continuar desse jeito. Ontem, às 15 horas, tive informação sobre quem participaria da audiência. Às 20 horas, recebi outra informação sobre os convidados propostos por outros Parlamentares. Sem nenhum demérito, aceitamos as indicações; não há problema. Mas, se 6 Parlamentares promoverem uma audiência, todos têm direito a indicar Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nomes. Então, teremos uma Mesa de 10 ou 15 convidados?! Não vejo produtividade nisso. Hoje vai haver um debate da maior importância, e possivelmente não haverá representação do MEC, que seria mais do que necessária. Qual é o sentido de promovermos uma audiência dessa forma? Portanto, não concordo com isso. Estou bastante agastado com essa situação. Sinceramente, não concordo com isso. Estou tentando marcar essa audiência há muito tempo. Chamei os convidados, mas cada dia acontece um impedimento diferente: ou é um adiamento ou alguém não pode vir. De outra vez, um convidado veio com antecedência. Não estou entendendo o que está acontecendo. Quero saber de V.Exa. o que está se passando, porque acho que audiências feitas dessa forma não são produtivas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – V.Exa. faz referência ao requerimento de sua autoria, que foi aprovado nesta Comissão. Para entendimento de todos os membros da Comissão, informo que houve o entendimento de se promover em torno desses temas um círculo de audiências públicas, incorporando diversas proposições. V.Exa. reivindica, com razão, a audiência pública no formato em que apresentou. Da parte da Comissão, cada um dos indicados pelo requerimento de V.Exa. foi consultado devidamente. E incorporaram-se às indicações outras designações de Parlamentares. Com relação à representação do ANDES, este sindicato apresentou como seu representante o Sr. José Domingues de Godoi Filho. O convite expressado por V.Exa. ao Sr. Roberto Leher foi encaminhado e acolhido pelo professor, que inclusive confirma sua presença na audiência de hoje. O Sr. Paulo Jorge Sarkis foi indicado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES, em que pese haver no requerimento de V.Exa., se não estou enganado, a indicação da Profa. Wrana Panizzi. A resposta foi dada pela instituição, em nome da professora, indicando o Sr. Paulo Jorge Sarkis. O Sr. Gustavo Lemos Petta é Presidente da União Nacional dos Estudantes, e seu nome foi apresentado pela própria UNE. O requerimento que V.Exa. apresentou tem uma justificação absolutamente consistente em torno do tema. Ocorre que não havia no requerimento original a indicação nominativa de pessoas. Estou com a cópia do requerimento em mãos. Os entendimentos foram feitos, inclusive com acompanhamento do seu gabinete. Um requerimento similar, com o mesmo conteúdo, para discutir a proposta, foi apresentado pela Deputada Alice Portugal, Sexta-feira 6 33879 mas, desta feita, apresentando nomes de pessoas e instituições. Encaminhamos a todas as instituições, inclusive ao MEC – quero reiterar isso -, ao próprio Ministro Tarso Genro, o convite para participar da audiência de hoje, como de resto faremos com relação a cada um que estiver envolvido no tema da reforma do ensino superior, seja no que se refere ao PROUNI – Programa Universidade para Todos, seja quanto ao conjunto do debate que incorpora aspectos do ensino superior. No requerimento da Deputada Alice Portugal constam nominalmente o Ministro da Educação, o reitor Presidente do CRUB, a Presidência da ANDIFES, o Presidente do ANDES, sindicato nacional, e o Presidente da UNE. Deputado Ivan Valente, a Comissão procura fazer o acompanhamento do tema, compatibilizando as indicações. Tenho informações de que o gabinete de V.Exa. foi informado e consultado, tanto sobre a lista de convidados quanto sobre a posterior confirmação ou não dos presentes. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, uma informação. Virá hoje a representação do MEC? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Não tenho a informação. Até ontem à tarde eles fariam uma indicação substitutiva, em função da ausência do Ministro Tarso Genro, que se encontra em Fortaleza representando o Governo brasileiro no encontro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Seu Secretário Executivo, Fernando Haddad, disse que, por essa razão, não poderia se ausentar do Ministério. Já Nelson Maculan informou estar acompanhando o Ministro, e, por isso, não estaria presente. Mas temos uma informação de hoje de manhã, da parte do Gabinete do Ministro, de que eles enviariam um representante. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, acho que temos de adotar uma metodologia. Quero discutir a metodologia. Os Deputados têm o direito e até o dever de apresentar propostas, em relação às quais devemos firmar acordo, mas há uma ordem. Começamos uma discussão. Propusemos o Universidade para Todos há um e meio. O projeto, se não me engano, deu entrada na semana passada e hoje extingue-se o prazo regimental para emendas. Não conseguimos fazer o debate antes. Começa por aí o prejuízo. Tentamos fazer antes. A praxe na Casa e nas Comissões é aprovar um requerimento e, depois, decidir quais serão os convidados. Não necessariamente vem antecipadamente a lista de convidados. Dessa forma, uma semana depois apresentamos uma lista com 4 nomes, que nem eram necessariamente de representantes da entidade. Por exemplo, meu convite 33880 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS era dirigido à Prof. Wrana Panizzi e não diretamente à ANDIFES. Poderia ser, mas não era, neste caso. Também não é esta a praxe da Comissão. Ao Prof. Roberto Leher também não. Acho que tínhamos de encaminhar dessa forma. Diz-me agora V.Exa. que há um requerimento da Deputada Alice Portugal. Muito bem, ela só faz novas sugestões. Poderíamos ter uma mesa de 7, 8, 9 pessoas, mas seria contraproducente – diga-se que todos os convidados são bem-vindos. Outra questão. Fomos adiando e a presença do Ministério da Educação no momento certo não estava prevista, a despeito da importância do debate. Recebi isso ontem. E a pessoa mais adequada para fazer o debate – no caso, o Prof. Fernando Haddad ou o Ministro da Educação -, não vai estar presente. Esta é a informação que tenho. Sinceramente, quero discutir essa metodologia. Acho que devíamos seguir a seguinte regra: uma vez aprovado um requerimento na Comissão, o Parlamentar que o apresentou tem uma semana para indicar os nomes; a Comissão discute, apresenta sugestões e marca o debate. Quero propor esse procedimento de agora em diante, porque me senti muito prejudicado em todo esse processo. Não considero esse um bom procedimento. Por mais que possa parecer aglutinador e democrático, isso assim não funciona. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – V.Exa. está propondo uma revisão do procedimento relativo a requerimentos que tenham o mesmo pano de fundo, mas que, efetivamente, não representem uma mesma intencionalidade. V.Exa. também tem razão quanto a isso. V.Exa. enviou uma lista de convidados: Ministro Tarso Genro, Prof. Roberto Leher, Sr. Fernando Haddad, Sra. Ana Lúcia Gazzola, da ANDIFES, Sra. Elmara Lúcia de Oliveira Bonini Corauci, do CRUB, Sr. Luiz Carlos Gonçalves Lucas, do ANDES, Sr. Gustavo Lemos Petta, da UNE. Dessas sugestões, não estava na condição representativa da instituição, segundo a relação que possuo, apenas o Sr. Roberto Leher, que estava indicado por ser membro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na outra relação, em todas elas, nominalmente, na frente aparece o nome da instituição. Por essa razão nos referimos ao nome que V.Exa. indicou e à instituição aposta logo na seqüência. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Só mais um esclarecimento, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Pois não. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Na lista há alguns nomes que não foram dados por minha assessoria, mas pela de outro Parlamentar que fez a pro- Agosto de 2004 posta em conjunto. Essa é a lista geral. Como V.Exa. pode ver, ela é ampla. Não proporíamos nunca uma lista de 8 pessoas. A SRA. DEPUTADA FÁTIMA BEZERRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Só um minutinho, Deputada Fátima Bezerra. A relação correta da assessoria de V.Exa., Deputado Ivan Valente, mencionava 5 nomes: Tarso Genro, Roberto Leher, da UFRJ, Fernando Haddad, também do MEC, Ana Lúcia Almeida Gazzola, da ANDIFES, e Elmara Lúcia de Oliveira Bonini, do CRUB. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – A proposta original era Wrana Panizzi, mas essa já é outra discussão. Ana Lúcia é a nova Presidenta da ANDIFES. Sr. Presidente, acho que agora temos que discutir a metodologia. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Sim. A Mesa tomará todo o cuidado de a cada requerimento esclarecer bastante bem se é possível ou não fundi-lo com outras proposições que estejam em tramitação ou já aprovadas, tendo em vista que temos aprovada uma série de audiências públicas, que inclusive nos têm tomado 2 dias de trabalho, no mínimo, a cada semana. De sorte que, de abril para cá, o número de audiências públicas realizadas já supera o volume de audiências e debates realizados no 1º semestre do ano passado pela Comissão, sem contar as reuniões deliberativas. Com a palavra a Deputada Fátima Bezerra. A SRA. DEPUTADA FÁTIMA BEZERRA – Sr. Presidente, quero fazer 2 registros rápidos. Primeiro, comunicar a esta Comissão que ontem, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, foi aprovado, por unanimidade, um substitutivo de minha autoria ao projeto de lei do Deputado Professor Luizinho, que trata do controle social dos recursos do FUNDEF. Essa matéria foi fruto de intenso debate, inclusive nesta Comissão, desde o ano passado. Quando fui designada Relatora pela Comissão de Constituição e Justiça constatei que desde 1999 havia iniciativas no sentido de aperfeiçoar a Lei nº 9.424, que criou o FUNDEF. Fizemos um debate ano passado, inclusive ouvindo a CNTE, o Ministério Público, a representação estudantil e o próprio MEC, que nos deram subsídios importantes para que pudéssemos apresentar o substitutivo. E ele foi, portanto, aprovado ontem, por unanimidade, Deputado Carlos Abicalil. Agora ele vai ao plenário da Casa. Será uma tramitação rápida: 5 sessões. Se ninguém apresentar recurso, já irá para o Senado. Digo isso com muita alegria porque, sem dúvida alguma, é uma legislação superimportante, que vem aperfeiçoar os mecanismos do controle social em re- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS lação aos recursos do FUNDEF. É um mecanismo que visa, portanto, coibir a prática de irregularidades e a prática de má gestão, que, infelizmente, acontecem muito ainda por este Brasil afora, no que diz respeito aos recursos do FUNDEF. No nosso substitutivo, melhoramos a legislação, principalmente no que se refere à composição do Conselho. Ele terá uma ampliação agora, uma maior participação, inclusive da representação estudantil. Um outro mecanismo importante que inserimos no projeto foi o de avaliar melhor quem pode se candidatar ao cargo de conselheiro ou conselheira. O segundo registro que eu gostaria de fazer aos membros da Comissão, Sr. Presidente, diz respeito à situação dos professores da Universidade Estadual do meu Estado, Rio Grande do Norte. Eles estão em greve – uma greve que se vem se arrastando há mais de 50 dias. Isso está causando muita preocupação, não só aos professores e alunos, mas também à comunidade. Infelizmente, até o presente momento, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Educação, tem adotado uma postura de muita frieza e muita indiferença. Hoje haverá uma audiência pública na Assembléia Legislativa do nosso Estado. A nossa expectativa é de que essa audiência pública contribua para que se inicie um diálogo entre o Governo e os representantes dos professores e se supere esse impasse. Portanto, eu gostaria de expressar desde já a minha solidariedade à luta que os professores da nossa universidade estadual estão travando neste momento, uma luta justa, por melhores condições de trabalho, por melhores condições de salário, tendo em vista que os salários pagos pela nossa universidade estadual são humilhantes. Certamente, esses estão classificados, Deputado Carlos Abicalil, como os piores salários pagos aos professores de universidades estaduais espalhadas por este Brasil afora. Então, aqui fica a nossa manifestação de solidariedade e a nossa expectativa de que realmente essas negociações possam avançar, a fim de se resolver esse conflito, superar esse impasse. Obrigada, Sr. Presidente. O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Sr. Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Vou conceder-lhe a palavra. Antes, contudo, passarei um informação, como havia dito. Às 9h30min, o MEC informou que enviaria o seu representante, e acaba de comunicar que será o Prof. Nelson Maculan, Secretário de Ensino Superior. Portanto, estará presente na audiência pública o Sr. Nelson Maculan. Com a palavra o Deputado Átila Lira. Sexta-feira 6 33881 O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, assim como o Deputado Ivan Valente, falarei a respeito dos critérios sobre essas audiências públicas. Estou vendo aqui na programação que o sistema de cotas para ingresso nas universidades públicas está programado para o dia 15 de junho. Ora, estamos com essa matéria em regime de urgência também. (Intervenção inaudível.) O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Não?! Ainda não é em regime de urgência?! O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – O programa de cotas não está em regime de urgência, mas em regime regular. Inclusive, está sendo distribuído hoje. O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Mas o que quero dizer é que, estando a matéria na Ordem do Dia, teríamos que antecipar todos esses debates para um período próximo. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – V.Exa. há de convir em que já iniciamos, no dia 13 de maio, de maneira antecipada, o debate em torno das cotas, quando compareceram aqui a Secretária Especial de Políticas de Igualdade Racial, a representante da Secretaria Especial da Mulher e outros representantes. O próprio Nelson Maculan esteve presente. Não me recordo de quem era o quarto representante. Mas, certamente, já no dia 13 de maio iniciamos o debate em torno desse projeto, antes de ele entrar na Casa, portanto. Ordem do Dia. Assuntos internos. Da prejudicialidade das proposições. Item nº 1. Nos termos do art. 163, inciso I, combinado com o § 1º, incisos 1 e 2, do art. 164 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, declaro prejudicada a proposição, Projeto de Lei nº 3.473, do Sr. Sandro Matos, que acrescenta inciso e parágrafo ao art. 14 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. A prejudicialidade desta proposição é em decorrência da aprovação, por este órgão, do Projeto de Lei nº 509/03, que regulamentou a matéria. Item nº 2. Concedo a palavra à Sra. Deputada Professora Raquel Teixeira, para relatar a sua participação no lançamento do Índice de Desenvolvimento Juvenil, realizado entre 8 e 12 de maio, na sede da UNESCO em Paris, ocasião em que a Deputada pôde representar esta Comissão. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, serei breve, porque está circulando um relatório de viagem no qual presto contas aos colegas. Tive a honra 33882 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de ser designada representante desta Comissão em um encontro da UNESCO em Paris, em que a UNESCO/Brasil lançou para o mundo um índice desenvolvido aqui. Desde 1997, a UNESCO tem desenvolvido uma linha de pesquisa na área da juventude. Começou com o tema da violência, na época em jovens de Brasília haviam ateado fogo ao índio Galdino. Desde então, a linha de pesquisa sobre juventude na UNESCO tem nos dado informações importantes para definir políticas de juventude. A UNESCO de Paris resolveu convidar todos os países filiados à UNESCO para que ouvissem falar sobre o Índice de Desenvolvimento Juvenil, com a recomendação de que os países membros adotassem esse índice em seus levantamentos. O índice se compõe de 3 dimensões: saúde, educação e renda. Explico rapidamente no relatório como esse índice é composto. Se realmente aplicado com sistematicidade, não só pelo Brasil, como também pelos demais países membros, passaremos a ter, assim como existe o IDH, o IDJ como um indicador da qualidade de vida dos jovens. Preocupa-nos a situação da juventude. Sabemos que o futuro das nações depende da juventude e que o mundo, no começo do século XXI, está sendo cruel com os jovens, em razão da complexidade do mercado de trabalho, das exigências de qualidade. Por isso, precisamos de políticas públicas específicas para essa faixa etária, que, pelo Índice, compreende as pessoas de 15 a 24 anos. Aproveitei e incluí também um artigo sobre o IDJ, que, em decorrência da viagem, publiquei nos jornais de Goiás. Coloco-me à disposição para prestar esclarecimentos, Sr. Presidente, e agradeço a esta Comissão a oportunidade que tive de representá-la. Obrigada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigada, cara Deputada Professora Raquel Teixeira. Quero reiterar aos membros da Comissão que ambos os textos estão disponíveis nas vossas pastas e seguramente serão uma importante contribuição para a Conferência Nacional de Juventude, a se realizar no mês de junho, aqui mesmo na Câmara. Convido a Sra. Raquel Dolabella, consultora da Casa, para compor a Mesa, em função da apreciação que faremos, na seqüência: discussão e votação de emendas da Comissão ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias – PL nº 3, de 2004, do Congresso Nacional. (Pausa.) Com base no debate que tivemos na última semana acerca da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a nossa consultoria preparou, de acordo com critério aprovado nesta Comissão, 4 emendas de metas na área de Agosto de 2004 educação e 1 emenda de meta na área de cultura. Ao mesmo tempo, durante os estudos efetivados pela consultoria técnica da Comissão, tivemos a oportunidade de apontar 10 emendas de texto que dizem respeito à cultura e à educação, cuja apresentação é também prerrogativa desta Comissão. Reitero que, além dessas 10 emendas de texto e de outras 4 relativas à meta para educação, há mais 1 na área de cultura; a consultoria está colocando à disposição dos membros da Casa sugestões de outras emendas que poderão ser apresentadas até a data de hoje, como emendas individuais ou emendas de bancada, à Comissão Mista de Orçamento. De sorte que, além daquelas que vamos apreciar como emendas de Comissão, cada um dos Parlamentares pode apresentar, individualmente, emendas com a mesma data. Há um leque de alternativas sendo sugerido pela nossa consultoria, que poderão ser aproveitadas por cada Parlamentar que assim o desejar fazer. O prazo é exatamente o mesmo e deve-se preencher os requisitos, conforme formulário próprio, de acordo com o que iremos agora analisar. Na ordem dos materiais distribuídos a V.Exas, o primeiro bloco refere-se às 10 emendas de texto. Vamos considerá-las a posteriori, de modo a dar tratamento àquelas emendas de metas que obedecem à prioridade – como disse, 4 na área de educação e 1 na área de cultura. Elas compõem a última parte do bloco. Espelho de Emendas de Acréscimo à Meta – este é o subtítulo – encontra-se na folha 11 do bloco distribuído. Com a palavra nossa Conselheira. A SRA. RAQUEL DOLABELLA – Na área de educação, foram propostas 4 emendas. A primeira sugestão é incluir entre as prioridades ação já constante do PPA, que visa complementar o funcionamento das IFES, possibilitando uma oferta com mais qualidade de ensino nessas instituições, e também propiciando aumento de vagas. Estabelece-se essa prioridade com o fim de garantir esse recurso adicional para um conjunto de 54 instituições de ensino superior. Esta seria a indicação de emenda para o ensino superior, no bojo do Programa Universidade do Século XXI. Portanto, a Ação nº 0525 visa à complementação do funcionamento das IFES. A segunda emenda diz respeito ao ensino profissional e tecnológico, no bojo do Programa Democratização do Acesso à Educação Profissional, Tecnológica e Universitária, com a indicação de uma atividade geral de fomento à educação profissional, que visa sobretudo ao desenvolvimento de projetos, em conjunto com Estados e Municípios, para melhoria e expansão do ensino tecnológico. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Sr. Presidente, pela ordem. Nessas emendas de acréscimo à meta vamos avaliar exatamente o quê? Temos de estabelecer prioridades, ou todas elas já o fazem? Estou um pouco perdida. As emendas de metas, acho que todas vão... O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – As emendas de metas correspondem àquele limite de 5 emendas: 4 na área de educação e 1 na área de cultura. As proposições que fizemos são essas 5, que atingem metas na área de educação, nos diversos níveis de ensino, e na área de cultura – aquela de caráter mais abrangente. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Mas com possibilidade de discutir substituição ainda. Ou não? Elas já estão prontas? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Sim, se houver outras sugestões. Mas elas estão prontas, conforme esta avaliação aqui. Além das 5 emendas de metas, existem outras 10, que são intituladas emendas de textos e que detalham programas específicos tanto na área de educação quanto na área de cultura. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – E vamos encaminhar as 10 também? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Encaminharemos as 10, o que é uma prerrogativa da Comissão. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Está claro. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Além dessas 5 emendas da Comissão e das outras 10, que são relativas a emendas de texto, cada um dos Parlamentares tem ainda o direito de apresentar outras 20, para as quais nossa Consultoria está encaminhando sugestões. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Agradeço o esclarecimento. A SRA. RAQUEL DOLABELLA – Ainda dentro da área de educação, busca-se incluir prioridade para o Ensino Médio, através de uma ação de apoio ao desenvolvimento do ensino médio. À semelhança da emenda anterior, da educação profissional, essa ação engloba iniciativas em cooperação com Estados e Municípios para expansão de vagas e melhoria da qualidade do ensino médio. Essas 3 emendas, a de educação superior, ensino médio e profissional, ainda não figuram no anexo de metas e prioridades, conforme projeto da LDO que veio do Executivo. A última emenda relativa à área de educação propõe a expansão de meta já constante no projeto de lei da LDO, relativa à educação infantil, dando apoio à Sexta-feira 6 33883 capacitação de professores na educação infantil. Propomos expansão dessa meta, a fim de que haja possibilidade de qualificação de pelo menos 5 profissionais para cada um dos Municípios brasileiros. A meta veio aquém disso, e a Comissão propõe sua expansão, de forma a alcançar pelo menos esse resultado. Essas seriam as emendas da área de educação. Há uma última, para a área da cultura, dentro do programa Museu Memória e Cidadania. Fomenta ela projetos na área museológica, com indicação de apoio a 35 projetos no exercício de 2005. Ela visa dar reforço a esses programas com a constituição de uma rede entre museus, objetivando valorizar a questão da preservação e difusão dos aspectos patrimoniais e de memória nacional. Essas seriam as 5 emendas da Comissão de Educação e Cultura ao anexo de metas e prioridades da LDO de 2005. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – A Mesa propõe primeiro a apreciação desse bloco de 5 emendas e, na seqüência, a consideração do outro bloco de 10 metas. Em discussão as emendas. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-las, encerro a discussão. Passa-se à votação. Os Srs. Deputados que as aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovadas. Agora as emendas de texto. Segundo o espelho, constam 10 proposições. Com a palavra a Consultora Raquel Dolabella. A SRA. RAQUEL DOLABELLA – As duas primeiras sugestões de emendas de texto que chegaram à Comissão são no sentido de excluir da base contingenciável as ações relativas à função educação. Esse dispositivo constava da LDO de 2003, o que foi muito bom para a área. Na LDO de 2004 não constou; foi vetado. Foi introduzido pelo Congresso e posteriormente vetado. Hoje, um recurso maior da base contingenciável do MEC está sendo indisponibilizado, durante o exercício, para execução. O objetivo dessa primeira emenda é restabelecer esse dispositivo, de modo que as ações da educação não sofram esse tipo de limitação de empenho. A segunda emenda, no mesmo sentido, é em relação aos recursos do Fundo Nacional de Cultura, que também nos últimos exercícios têm sido bastante contingenciados. A terceira emenda, em função daquela exposição do Ministério da Educação, visa incluir novo artigo depois do art. 59, a fim de que sinalize que a lei orça- 33884 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mentária trará dispositivo em seu texto flexibilizando a incorporação das receitas próprias das instituições federais de ensino. De acordo com o art. 165 da Constituição Federal, a Lei Orçamentária pode tratar sobre e regulamentar a abertura de créditos adicionais, suplementares e especiais. Neste momento, a LDO estaria fazendo uma sinalização de que a Lei Orçamentária tratará disso; quer dizer, dará tratamento mais flexível, ampliará os limites, estabelecerá dispositivo específico sobre a receita própria das universidades e escolas técnicas. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Sr. Presidente, pela ordem. Esse art. 59 é ligado a créditos adicionais? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – É o artigo da proposição atual ligado a créditos adicionais que está sendo alterado de acordo com a emenda que estamos propondo. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – E essa flexibilização interna ocorreria posteriormente? Nesse primeiro momento autoriza a flexibilização? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Autoriza a lei orçamentária a tratar dessa flexibilidade que foi reclamada na audiência da semana passada. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Isso é importante. Obrigada. A SRA. RAQUEL DOLABELLA – As 4 próximas emendas foram propostas em razão da edição da Medida Provisória nº 173, que instituiu o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar e o Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos, e da Lei nº 10.845, que institui o Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de Deficiência – PAED, que passam a ter amparo legal. À semelhança do Programa da Alimentação Escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola, que já estão entre aquelas despesas ressalvadas do contingenciamento, aqueles programas, por terem características semelhantes, também deveriam estar abrigados nesse anexo. É com esse objetivo que estão sendo propostas essas 4 emendas. A próxima visa garantir, uma vez não sancionada a lei orçamentária até o final do exercício, o duodécimo às despesas de custeio da educação. Foi reclamado aqui que se passa grandes dificuldades, principalmente nas universidades, para manter o mesmo nível de atividade com os recursos abaixo desse duodécimo. Então, pretende-se inserir novo inciso no art. 64, que trata da execução provisória, garantindo pelo menos Agosto de 2004 um duodécimo por mês para as despesas de custeio da educação. As duas últimas emendas de texto são relacionadas uma à outra. Tratam da possibilidade de o servidor das instituições federais de ensino prestarem consultoria a órgãos públicos, quer dizer, de os órgãos públicos poderem contratar esses profissionais. Para tanto, estamos inserindo ressalva no inciso VIII do art. 26 e introduzindo parágrafo com algumas regras, no sentido de que, quando contratados os serviços de consultoria, isso esteja autorizado pela instituição, de acordo com regulamento. Então, as 2 emendas são relativas a esse assunto. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Encerrada a exposição. Procuramos, com a Consultoria, tratar do conjunto de proposições que discutimos na última reunião de audiência pública, da semana passada, de sorte a contemplar a lista de preocupações que foi debatida na ocasião. Em discussão as emendas de texto. Com a palavra a Deputada Iara Bernardi. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – A Consultora Raquel falou sobre a emenda relativa ao atendimento da educação de jovens e adultos? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Sim. A SRA. RAQUEL DOLABELLA – Dentro do escopo da Medida Provisória nº 173, que estabelece regras de centralização automática, de recursos para diversos programas do Ministério. Os programas passaram a ser considerados despesa legal, transferência legal. A sugestão é que se integrem àquele Anexo da LDO que contém o rol de despesas legais que não deverão sofrer contingenciamento. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Perfeito. De acordo com a emenda que trata do atendimento educacional especializado para as pessoas portadoras de deficiência (Lei nº 10.845), a União poderá fazer repasse diretamente às instituições? A SRA. RAQUEL DOLABELLA – Sim, de acordo com os critérios fixados, assim como ocorre com o Programa Dinheiro Direto na Escola e o Programa de Alimentação Escolar, que já constam daquele demonstrativo. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – E, a partir disso, esses repasses que nós estamos prevendo nessa emenda só vão para essas instituições? A SRA. RAQUEL DOLABELLA – Os repasses são feitos de acordo com o que estabelece a lei. As condições do repasse já estão todas na lei. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Lei nº 10.845, que muito debatemos. A SRA. RAQUEL DOLABELLA – Sim. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Perfeitamente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Não havendo mais quem queira discutir, encerrada a discussão. Passa-se à votação. Aqueles e aquelas que concordam com a aprovação das emendas permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovadas. Dos requerimentos. Requerimento nº 117/2004. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Sr. Presidente, as emendas que os Deputados podem fazer individualmente seriam apresentadas como e onde? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Em formulário próprio da Comissão Mista de Orçamento e até o final da Ordem do Dia de hoje. Muito obrigada, Conselheira Raquel. Convido a Deputada Professora Raquel Teixeira, Vice-Presidenta da Comissão, a tomar assento à mesa e dirigir os trabalhos, para que passemos à apreciação do requerimento. A SRA. PRESIDENTA (Deputada Professora Raquel Teixeira) – Dando seqüência à reunião, passamos à análise dos requerimentos. Sexta-feira 6 33885 A sugestão feita pelo servidor é no sentido de que o projeto de erradicação do analfabetismo, nele incluída a educação de jovens e adultos, de acordo com nova orientação do Ministério, possa contar com a participação de instituições federais de ensino, aproveitando não apenas sua infra-estrutura, mas também o quadro competente de pessoal que essas instituições já atua na condição de servidores ou docentes das instituições federais de ensino. Trago a indicação à consideração deste Plenário como forma de valorizar iniciativas de servidores da Casa empenhados na superação do problema do analfabetismo, como o que apresentou a proposta no concurso Câmara em Idéias. A SRA. PRESIDENTA (Deputada Professora Raquel Teixeira) – Obrigada, Sr. Deputado. Em discussão o requerimento do Deputado Carlos Abicalil. (Pausa.) Não havendo quem queira discutir, encerrada a discussão. Em votação o requerimento. Aqueles que forem favoráveis permaneçam como estão. (Pausa.) Aprovado. Devolvo a condução dos trabalhos ao Deputado Carlos Abicalil. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Requerimento sobre a mesa. Requerimento nº 117/04, do Sr. Deputado Carlos Abicalil, que “requer o envio de indicação ao Poder Executivo relativa à viabilidade de adoção da proposta de ‘Programa de Incentivo à Alfabetização de Jovens e Adultos’, apresentada por servidor da Câmara dos Deputados no concurso Câmara em Idéias, edição 2003”. Requerimento nº 118/2004, do Sr. Átila Lira, que “requer sejam convidados representantes e especialistas a seguir listados para reunião de audiência pública com o objetivo de subsidiar a apreciação, por este órgão técnico, dos Projetos de Lei nºs 3.582/2004 – PROUNI, e nº 3.627/2004 – Cotas em Universidades Públicas”. Concedo a palavra, para encaminhar a votação do requerimento, ao Deputado Carlos Abicalil. O SR. DEPUTADO CARLOS ABICALIL – Minha cara Presidenta Professora Raquel Teixeira, o requerimento apenas deseja fazer com que essa proposição de incentivo à educação de jovens e adultos, colhida em concurso interno da Câmara, particularmente nesse programa, seja desenvolvida, aproveitando-se a infraestrutura das universidades federais, como a UnB e outras, órgãos competente. Para implantar o programa, segundo a sugestão do servidor da Câmara que apresentou a proposta, faz-se necessário constituir comissão, que deverá ser composta por profissionais que tenham conhecimento na área. Sugere S.Exa., para essa audiência pública, a presença de representantes da Associação Nacional de Universidades Privadas, da Associação Brasileira de Mantenedoras de Instituições de Ensino Superior, da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, da União Nacional dos Estudantes, da Sra. Eunice Duran e do Sr. Roberto Lisa Curi. Em votação o requerimento do Deputado Átila Lira. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Pela ordem, tem a palavra o Deputado Severiano Alves. 33886 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, indago se V.Exa. interrompe a pauta e encaminha o requerimento de audiência pública. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Trata-se de requerimento extrapauta que estava sobre a mesa e que, portanto, a Presidência tem a obrigação de submeter à apreciação de V.Exas.. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Mas V.Exa. não está interrompendo a pauta? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Não, vamos dar seqüência à pauta. Em votação o requerimento. Concedo a palavra ao Sr. Deputado Osvaldo Biolchi, pela ordem. O SR. DEPUTADO OSVALDO BIOLCHI – Sr. Presidente, também tenho requerimento de convocação do Prof. Ives Gandra, conceituado tributarista, para dar parecer sobre o Projeto de Lei nº 3.582, e do Prof. Roberto Cláudio Frota Bezerra, Presidente do Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação. Seria possível incluir nesse requerimento extrapauta os nomes dessas pessoas para participarem da mesma audiência? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Em virtude do procedimento mencionado anteriormente pelo Deputado Ivan Valente, V.Exa. necessita do apoiamento do proponente original, Deputado Átila Lira, para incorporação do convite que faz. O SR. DEPUTADO OSVALDO BIOLCHI – É importantíssima a presença do Prof. Ives Gandra. Mas, se for anti-regimental, vamos analisar. Sei que há uma ADIN no Supremo, provocada pela Lei nº 10.260 – nesta Casa, fui Relator do projeto que a originou – que evita futuras ADINs. Por isso, considero interessante convidar o Prof. Ives Gandra. O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Informo que o requerimento por mim apresentado tem o propósito de esgotar o quanto antes a discussão desse projeto, que está em regime de urgência. Temos de nos articular para estar presentes nessa audiência, se for possível marcá-la o mais rápido possível, a fim de discutirmos o assunto. Concordo com a presença do Prof. Ives Gandra, apesar de que ele vai tratar da questão sob o ponto de vista jurídico, o que seria mais apropriado na Comissão de Justiça. No entanto, tê-lo aqui vai enriquecer o debate. Em relação ao Prof. Roberto Cláudio, concordo também com sua presença, porque ele faz parte do Conselho Nacional de Educação. Mas peço ao Sr. Presidente que crie condições para que o debate se realize o quanto antes, porque a matéria tramita em regime de urgência. Agosto de 2004 O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Passo à votação extrapauta do requerimento de autoria do Deputado Átila Lira. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, sinceramente, não estou entendendo o caráter desse requerimento. Poderia V.Exa. explicá-lo? O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – O requerimento apresentado pelo Deputado Átila Lira propõe a realização de reunião de audiência pública com os representantes indicados para tratar do projeto em debate e acrescenta outro, relativo às cotas para ingresso em universidades públicas. Convida a ANUP, a ABMES, a ANDIFES, a UNE, a Profa. Eunice Duran e o Sr. Roberto Lisa Curi. O Deputado Osvaldo Biolchi pede a inclusão de 2 outros nomes, o que é acolhido pelo Deputado Átila Lira. Em votação extrapauta o requerimento do Sr. Átila Lira. Aqueles e aquelas que concordam com o requerimento permaneçam como estão. (Pausa.) Aprovado. Dado o adiantado da hora e em virtude de estarem presentes os convidados para a audiência pública prevista para hoje, a Presidência, de ofício, suspende o restante da pauta. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente reunião deliberativa, antes convidando os Srs. Deputados e o público presente para a reunião de audiência pública em que será debatido o projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo sobre o Programa Universidade para Todos e a criação de cotas para o ingresso no curso superior, a realizar-se dentro de alguns minutos neste plenário. Está encerrada a reunião. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Bom-dia a todos. Solicitamos aos presentes que tomem assento. Dando seqüência ao ciclo iniciado no começo deste mês, atinente ao conjunto de iniciativas que dizem respeito à educação superior no Brasil, passaremos ao debate do Programa Universidade para Todos. A realização desta audiência pública resulta de iniciativa do Deputado Ivan Valente, à qual foram incorporadas requerimentos de outros Parlamentares, como a Deputada Iara Bernardi, Maria do Rosário e Alice Portugal, e tem por objetivo dar prosseguimento ao debate acerca de projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo sobre o Programa Universidade para Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Todos e a criação de cotas para o ingresso no curso superior. Convido para sentar-se à mesa o Prof. Roberto Leher, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ex-Presidente do Sindicato Nacional de Docentes do Ensino Superior – ANDES/Sindicato Nacional; o Prof. José Domingues de Godoi Filho, 1º Vice-Presidente do Sindicato Nacional de Docentes do Ensino Superior – ANDES/ Sindicato Nacional; o Prof. Paulo Jorge Sarkis, Reitor da Universidade de Santa Maria e representante da Presidenta da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES; o Sr. Gustavo Lemos Petta, Presidente da União Nacional dos Estudantes – UNE; o Dr. Nelson Maculan, Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação; a Sra. Elmara Lúcia de Oliveira Bonini Corauci, Presidenta do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. Convido para a coordenação dos trabalhos o Deputado Ivan Valente, proponente da iniciativa original de realização desta audiência pública. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Bom-dia a todos. Esta audiência pública tem por objetivo debater o projeto que institui o Programa Universidade para Todos, atualmente bastante ventilado pelos meios de comunicação do País. O projeto encontra-se em tramitação nesta Casa, que terá papel decisivo na elaboração final proposta oriunda do Ministério da Educação, e hoje se encerra o prazo para a apresentação de emendas . O debate envolverá os sistemas público e privado de ensino e os estudantes brasileiros. No Brasil, apenas 9% dos jovens de 18 a 24 anos cursam o 3º grau, sendo que destes somente 3% estão matriculados em universidade pública. Ao longo das últimas 4 décadas, foi praticamente nula a expansão do ensino superior público, ao passo que houve grande expansão do ensino privado, o que não significa que este seja capaz de absorver todos os estudantes. Ao apresentar projeto dessa magnitude, o Governo despertará o interesse de expressiva parcela da juventude que está fora da universidade. Temos problemas a resolver no que diz respeito à demanda de ensino de 2º grau, freqüentado por apenas um em cada 4 jovens brasileiros, de acordo com o Plano Nacional de Educação. A média brasileira equivale a um terço do número de jovens matriculados no 2º grau na América Latina, particularmente no Cone Sul. São vários os gargalos existentes, e as respostas devem ser de monta para atender a essa demanda, considerando sobretudo a lógica imposta de pesa- Sexta-feira 6 33887 dos ajustes fiscais que cortam recursos para a área social. Por outro lado, está em vigor legislação que trata de bolsas de estudo, de entidades filantrópicas, da relação com o setor privado de ensino e da imensa demanda por vagas gratuitas no ensino superior. Como esse tema está sendo tratado nesta Comissão, consideramos o projeto da maior importância. A Deputada Iara Bernardi lembra que esse projeto em particular, ao lado de outro que trata especificamente do problema, introduz a questão de cotas para ingresso no curso superior. Cabe salientar que foi realizada audiência pública nesta Comissão a respeito desse tema, e haverá outras especificamente sobre a introdução de cotas para estudantes oriundos do ensino público do 2º grau, com preferência para negros, índios, setores excluídos da sociedade. Neste instante, passo a apresentar os debatedores: Prof. Roberto Leher, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ex-Presidente do Sindicato Nacional de Docentes do Ensino Superior – ANDES/Sindicato Nacional; o Prof. Paulo Jorge Sarkis, Reitor da Universidade de Santa Maria e representante da ANDIFES; a Sra. Elmara Lúcia de Oliveira Bonini Corauci, Presidenta interina do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras – CRUB; Prof. José Domingues de Godoi Filho, 1º Vice-Presidente do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior – ANDES/Sindicato Nacional; o Sr. Gustavo Lemos Petta, Presidente da União Nacional dos Estudantes; e Prof. Nelson Maculan Filho, que dirige a Secretaria de Ensino Superior – SESu e representa o Ministério da Educação. Vou fazer uma escolha aleatória. Peço paciência aos Srs. Deputados, aos presentes e aos debatedores, porque a montagem da audiência teve alguns problemas e temos grande representação na Mesa. Passo imediatamente a palavra ao Sr. Gustavo Lemos Petta, representante da UNE. S.Sa. dispõe de 15 minutos. O SR. GUSTAVO LEMOS PETTA – Sr. Deputado Ivan Valente, que preside os trabalhos; Sr. Presidente, Deputado Carlos Abicalil; Sras. e Srs. Deputados; demais representantes da Mesa; Prof. Roberto Leher; Reitor Paulo Jorge Sarkis, que representa a ANDIFES; Sra. Elmara Lúcia de Oliveira Corauci, que representa o CRUB; Prof. José Domingues de Godoi Filho, que representa a ANDES; Prof. Nelson Maculan Filho, que representa o Ministério da Educação e a Secretaria de Ensino Superior; representantes da sociedade civil presentes a este importante evento, nosso tema está mais focado no debate sobre o Programa Universidade para Todos e nas cotas para negros e egressos de 33888 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS escolas públicas, tanto nas universidades particulares quanto nas federais que adotarem o programa. A União Nacional dos Estudantes tem longa história de luta por mudanças no ensino superior. O ensino superior brasileiro precisa estar ligado a um projeto de Nação ou a um projeto realmente emancipador, que busque intensamente a soberania, a conquista da nossa independência e a superação dos nossos graves problemas sociais. Assim foi carregada a bandeira da reforma universitária nos anos 60, durante o Governo João Goulart, quando a UNE conseguiu conquistar o apoio de boa parte da sociedade para as suas reivindicações democráticas de buscar a reforma do ensino superior brasileiro para inseri-lo em um projeto de desenvolvimento nacional soberano, com melhor distribuição de renda. Infelizmente, a campanha da UNE foi superada e vencida por brutal e violento regime que perseguiu os principais líderes estudantis e impediu que a reforma universitária fosse realizada naquele período com caráter popular e democrático. A reforma universitária ocorrida na época estava ligada a um projeto de desenvolvimento que, na nossa visão, era antinacional e aprofundador das desigualdades sociais. Ela foi realizada por acordo com a USAID, agência norte-americana que forneceu parâmetros para os currículos brasileiros e, de certa forma, departamentalizou a produção do conhecimento nas nossas universidades e aprofundou a antidemocracia e o regime autoritário nas universidades brasileiras exatamente em paralelo com o que acontecia no País. A reforma universitária dos anos 60, que costumamos chamar de contra-reforma universitária, até hoje traz conseqüências para nossas universidades. Após, houve algumas mudanças, mas muito pequenas. No período da redemocratização, ocorreram importantes avanços, mas, depois, foi lançada uma agenda, protagonizada pelo Ministro Paulo Renato e pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, que, segundo a UNE, somente aprofundou o caráter conservador do ensino superior brasileiro. Primeiro, porque esvaziou a universidade pública, tanto em relação ao seu financiamento, quanto ao seu poder de decidir sobre suas próprias pesquisas. O esvaziamento no que diz respeito ao financiamento impediu que a universidade pública atendesse à crescente demanda de jovens por ensino superior. Dados atuais mostram que somente 9 entre 100 jovens, de 18 a 24 anos, ingressam no ensino superior, e, desses, apenas 2 ou 3 estão na universidade pública. Houve no Brasil um processo de expansão do ensino superior – necessário e importante -, mas Agosto de 2004 muitas faculdades não foram criadas com o intuito de suprir as demandas regionais de formar profissionais. Por isso, muitos dos jovens que hoje se formam nessas universidades nos cursos de Direito, Administração e Ciências Contábeis, os que mais cresceram, não conseguem espaço no mercado de trabalho pelas dificuldades impostas pela crise econômica por que passa o País. A nosso ver, a reforma universitária precisa estar ligada a esse projeto de Nação que atualmente sofre mudanças em razão da política econômica do Governo Lula, que deve sinalizar sobre elas de forma concreta – mudanças que precisam ocorrer para incentivar o mercado interno, o setor produtivo e, dessa forma, gerar empregos. A universidade deve estar envolvida nesse projeto de desenvolvimento nacional, baseado na nossa soberania, na distribuição de renda e na superação dos nossos problemas. Um dos grandes impasses da reforma universitária é a democratização do acesso. Certamente, se realizamos uma pesquisa popular, constataremos o anseio da população por acesso fácil dos jovens à universidade e também por eles terem formação ampla, crítica e cidadã. Algumas propostas foram apresentadas pelo Governo no debate sobre a reforma universitária. Primeiramente, desejo destacar a importância da proposta que reserva 50% das vagas das universidades federais para estudantes oriundos das escolas públicas e, dentro dessa reserva, cotas para negros e índios. A UNE apóia essa proposta em caráter emergencial, porque acredita ser ela determinante na democratização do acesso ao ensino superior, mas não pode estar desacompanhada de outras políticas. Propomos, por exemplo, na reserva de vagas para as universidades federais, que a lei assegure investimentos para assistência estudantil nas universidades públicas. Não adianta o estudante carente entrar na universidade pública por meio dessa reserva e não ter o acompanhamento de política de bolsas de estudo, não ter direito restaurante universitário, a moradia estudantil e outras políticas estudantis que garantam sua permanência nela. Muitos críticos dizem que, com isso, a universidade pública poderia perder qualidade. Pesquisas da UERJ revelam o contrário. Apesar de a UNICAMP ainda não ter política de reserva de vagas, os estudantes oriundos das escolas públicas que nela ingressaram, devido ao senso de oportunidade, conseguiram superar os estudantes de outras escolas e concluir o curso universitário. Isso é muito importante e determinante para pensarmos, a curto prazo, na democratização do acesso à Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS universidade pública, já que nos cursos mais concorridos é muito pequeno o acesso do estudante oriundo da escola pública. Na Universidade de São Paulo, por exemplo, menos de 35% dos estudantes que se inscrevem para o vestibular são oriundos da escola pública, sendo que 89% dos estudantes que se formam no ensino médio, naquele Estado, são oriundos da escola pública. Essa distorção precisa ser corrigida pelo Congresso Nacional e pelo Governo Federal, com a adoção de medidas de curto, médio e longo prazos. Não podemos esperar muito por essas medidas estruturantes, pois os jovens estão tendo cada vez menos acesso à universidade pública. Em relação às cotas para negros, é também importante que seja travado um debate a respeito, pois no Brasil o processo de abolição está inconcluso. Na reserva de vagas para estudantes das escolas públicas, deve haver políticas afirmativas que permitam mais jovens negros ter acesso à universidade pública. E aí se inclui também o Programa Universidade para Todos. Uma das críticas que fizemos ao Ministério da Educação foi a de que essa proposta não foi discutida conosco antes de ser apresentada, tendo, por isso, causado grande desinformação nas pessoas envolvidas no debate sobre a reforma universitária. A propósito, algumas considerações precisam ser feitas. Nas universidades filantrópicas, aquelas a que já foi concedida a isenção de impostos, deve haver logicamente um processo de diferenciação relativamente àquelas que têm fins lucrativos, com objetivos garantidos na Constituição de 1988. Muitas universidades sem fins lucrativos, segundo denúncias, não cumprem esse papel da filantropia. Temos de fazer com que essas instituições estejam ligadas a um projeto de desenvolvimento do País e de superação dos problemas sociais. É importante haver regras claras e objetivas que regulamentem ainda mais as ações de filantropia nas instituições. As universidades públicas são fiscalizadas, prestam contas aos Tribunais de Contas da União. E as universidades que recebem recursos públicos, garantidos na Constituição de 1988, também devem prestar contas do que estão realizando. A garantia de bolsas para estudantes carentes nessas instituições é bem-vinda, na opinião da União Nacional dos Estudantes. Mas a última resolução da nossa Diretoria é muito crítica em relação ao fato de as universidades com fins lucrativos – que cumprem também papel importante – receberem isenção de impostos, tendo em vista, no que diz respeito a questões básicas das universidades públicas, como seu fi- Sexta-feira 6 33889 nanciamento, ser urgente e prioritário que destinemos recursos para elas. O caminho do Governo no debate sobre a reforma universitária deve ser o do fortalecimento da universidade pública, duramente atacada e esvaziada nos últimos anos. Ela precisa ser fortalecida com a ampliação de suas vagas, principalmente nos cursos noturnos, que são adaptados à realidade do estudante trabalhador. Atualmente, para esse estudante hoje só existe uma opção: as universidades privadas. Essa opção é importante e digna, mas deve haver outras formas de ter acesso ao ensino gratuito, pela ampliação da universidade pública gratuita, das instituições federais de ensino superior. Na opinião da União Nacional dos Estudantes, a prioridade da reforma universitária deve ser a ampliação da universidade pública brasileira, principalmente nos cursos noturnos, que permitem maior democratização do acesso do estudante à ela. Não adianta criar um sistema de cotas e de reserva de vagas se não houver a ocupação dos espaços ociosos nas instituições públicas de ensino superior no período noturno. Quando visitamos a Universidade de Brasília – UnB e outras universidades, percebemos muito espaço ocioso e a existência de muitas vagas no quadro professores, espaço que deve ser ocupado e vagas que devem ser preenchidas por concurso público, já que o déficit das instituições federais nessa área é muito grande. A nosso ver, precisamos de uma reforma universitária que entenda, logicamente, o sistema nacional de educação superior como um todo, o papel das instituições privadas e públicas do País, mas que inverta o processo de esvaziamento da universidade pública adotado no Governo anterior. A prioridade tem de ser a ampliação e o fortalecimento da autonomia das instituições federais e o comprometimento delas com o interesse nacional, o atendimento de suas demandas emergenciais de financiamento, a expansão de suas vagas para acolher a crescente camada da juventude que cada vez mais anseia por ensino superior. Os números brasileiros são vergonhosos comparativamente aos de países como Argentina e Uruguai. Repito: no Brasil, só 9% dos jovens têm acesso ao ensino superior. Sras. e Srs. Deputados, tenho certeza de que V.Exas., principalmente os membros desta Comissão, irão aprofundar este importante debate para contribuir muito com a reforma universitária ocorrerá no País. Obrigado. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. 33890 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Tem V.Exa. a palavra pela ordem. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Não pela importância das exposições, mas pela ordem da prioridade, requeiro a V.Exa., de forma oral, se preciso o farei de maneira formal, que seja ouvido primeiramente o Secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação. Para nós, é interessante que ele se manifeste primeiro, porque vamos discutir com as demais entidades o projeto que já consta na pauta. E, nas argüições, podemos inquirir se ele vai ser mantido como está, se o Governo negociará ou não, já que teríamos de conversar agora com o Relator. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Deputado Severiano Alves, já tivemos o debate com o Prof. Fernando Haddad, que expôs a posição do MEC. O Prof. Maculan pediu para se manifestar antes e não vi nenhum problema, porque estamos fazendo um debate público. Deixo ao critério do Prof. Maculan. A SRA. DEPUTADA FÁTIMA BEZERRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Tem V.Exa. a palavra. A SRA. DEPUTADA FÁTIMA BEZERRA – Sr. Presidente, se Prof. Maculan desejar falar agora, não há inconveniência alguma. Contudo, peço a V.Exa. que assegure, em seguida, a concessão da palavra aos demais membros da Mesa. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Certamente. A SRA. DEPUTADA FÁTIMA BEZERRA – Digo isso exatamente para subsidiar o debate com visão de conjunto. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Deputado Severiano Alves, vamos dialogar sobre isso. O projeto apresentado pelo MEC é do conhecimento de todos, pois houve ampla divulgação nos meios de comunicação. O pedido de V.Exa. é para o MEC se manifestar, mas posteriormente haverá uma rodada de perguntas e questionamentos. Se V.Exa. achar necessário, poderemos atendê-lo. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Apresentei a minha opinião. Não é nem necessário submeter meu requerimento a votação. Se V.Exa. o indeferir de pronto, acato a decisão, mas essa é a minha preferência. O SR. DEPUTADO OSVALDO COELHO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. Agosto de 2004 O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO OSVALDO COELHO – Sr. Presidente, desejo fazer uma ponderação em relação ao tempo. V.Exa. concedeu 15 minutos ao primeiro debatedor. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Esse o tempo estabelecido pela Presidência. O SR. DEPUTADO OSVALDO COELHO – Solicito uma reconsideração. Se V.Exa. conceder 10 minutos aos expositores, o debate vai ser mais proveitoso, democrático e participativo. É a sugestão que faço a V.Exa. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Estou seguindo a norma regimental, mas considero a proposta de V.Exa. pertinente. Peço desculpas aos debatedores e ao Plenário. Realmente, começamos tarde e precisamos aproveitar o tempo ao máximo. Avisarei a cada um, com antecedência, o término do tempo e adotarei o procedimento proposto por V.Exa. Minhas escusas aos oradores seguintes, que não disporão do mesmo tempo do antecedente. Dessa forma, porém, sobrará mais tempo para o debate, quando todos poderão se manifestar. Passamos a palavra ao Prof. José Domingues de Godoi Filho, da ANDES. O SR. JOSÉ DOMINGUES DE GODOI FILHO – Bom-dia a todos. Sr. Presidente, Deputado Ivan Valente, em nome de quem cumprimento os membros da Mesa, em especial o Prof. Maculan; Deputado Carlos Abicalil, do meu Estado; demais presentes: em nome do ANDES, agradeço a oportunidade de discutir mais uma vez nesta Comissão a reforma universitária. A grande questão a ser levantada, antes de se falar em reforma da universidade: por que não se discutir a reforma da educação como um todo, em face dos pressupostos estabelecidos pelo Plano Nacional de Educação, em vez de continuarmos fatiando a discussão da educação? O pior é que, além de fatiarmos, separarmos os níveis, como se uma coisa nada tivesse a ver com a outra, e fazemos isso também na universidade. Esse é um complicador muito grande para que se discuta qualquer questão na universidade. Não se discute educação pela educação, mas como forma de saber que poderá levar-nos à transformação dos recursos naturais e da própria sociedade, a serviço da espécie humana. Já foi citado a reforma universitária de 1967, que atendia a determinado modelo econômico e que acabou sendo atropelada, antes de ser concluída. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Não podemos esquecer que, em 1967, alguns fatos importantes aconteceram no mundo e interferiram diretamente na construção do conhecimento. Acabaram por complicar ainda mais o rumo da universidade o fim do padrão-ouro como lastro de moeda e a explicitação dos limites dos recursos naturais para os diferentes países do mundo, já que não havia simetria de distribuição dos recursos. Além disso, houve a guerra energética, explicitada na famosa Guerra de Junho ou Guerra dos Seis Dias, como alguns preferem chamá-la, que expôs uma série de situações que levou o mundo à reorganização das áreas de ciência, tecnologia e educação. A Rodada Uruguai do GATT, por exemplo, levou à criação da Organização Mundial do Comércio e ao estabelecimento de Lei de Propriedade Intelectual, a chamada Lei de Patentes – o Brasil foi um dos poucos países que a estabeleceu antes do tempo necessário, portanto, sem adequada discussão. Foi imposta ao País uma lei que interfere nas transformações dos recursos naturais, nas transformações energéticas e nas próprias relações sociais e culturais do País. É importante deixar isso registrado. Tínhamos até 2005 para fazê-lo, mas não nos utilizamos dessa prerrogativa. Isso interfere na universidade, porque limita o que vamos trabalhar particularmente na educação universitária. A situação que atualmente estamos vivendo no mundo não é diferente, quer seja como decorrência da reorganização surgida lá atrás, quer seja em decorrência dessas questões que se tornam novamente explicitadas. A simetria de recursos naturais impõe certa visão diferenciada para um país como o nosso, que tem nesse setor vantagens comparativas brutalmente superiores a qualquer outro neste momento. Isso significa dizer que, para debater a reforma universitária, devemos discutir essas questões que antecedem a educação, se é que queremos propor outro modelo. Mas não é o que vem acontecendo. Não bastassem esses aspectos, consideramos o que está previsto no PPA 2004/2007, com limitações brutais da utilização do espaço territorial brasileiro e, portanto, limitações àqueles que vamos formar no conjunto da educação em qualquer um dos níveis, em particular na universidade. Ele não nos autoriza a dizer que se trata de um projeto muito diferente daquele reivindicado pelo Presidente da UNE – um projeto nacional. Se, por exemplo, cruzarem o PPA com o portfólio de projetos vendidos pelo Ministro do Planejamento mundo afora e o que está sendo assinado na China neste momento, os senhores chegarão a algumas razoáveis conclusões sobre o que estou dizendo e que vai em sentido contrário a muito do que se está pretendendo fazer ou ao discurso em relação à reforma Sexta-feira 6 33891 universitária. O próprio projeto do programa parcerias público-privadas, de novo, é outro fator que interfere nessa discussão e que não vem sendo considerado. O projeto de lei de inovação tecnológica encaminhado para o Congresso Nacional, associado a um projeto de política industrial e à criação de uma agência – que não é uma agência, mas uma fundação de direito privado – com o nome fantástico de Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, amarra também o tipo de profissional que vamos formar e os objetivos se pretende atingir. São pontos que deveríamos debater, para, na reforma da educação, sabe o que queremos fazer com a universidade. Não vamos formar engenheiros, médicos, geólogos etc. para qualquer coisa, mas para um projeto que atenda a determinados pressupostos. Foi aprovado no Congresso Nacional um sistema de avaliação a priori, porque se não fizermos o projeto de reforma universitária já estamos definindo aprioristicamente como vai se dar a avaliação, sinal de que ou já se conhece o projeto que se quer ou então estamos fazendo maluquice, o que não acredito que esteja acontecendo. Esses 2 itens vêm da mesma fôrma – aparentemente podem ser idéias até interessantes, como a história dos 50% de vagas – e partem de alguns pressupostos. Teríamos de discuti-los num processo de reforma da educação e da universidade, e, salvo engano, na página do Governo consta que o projeto estaria tramitando em regime de urgência. Ora, temos de debater a questão com mais vagar, temos de ter mais clareza no debate. O PROUNI, por exemplo, diz que a reserva de vaga é questão fundamental. Por que não ampliar vagas nas universidades públicas em vez de ampliar vagas nas universidades privadas ou recomprar vagas oferecidas por concessão do Estado, pelas razões que ele teve de explicar ao longo do tempo, para o setor privado? Os próprios Reitores, no ano passado, apresentaram projeto de expansão das vagas nas escolas públicas a custo inferior e em número muito maior. Ao mesmo tempo, diz-se que não há recurso público envolvido. Pergunto, e fica para os outros responderem, porque não estou entendendo de onde vem isso: isenções, por acaso, são ou não recursos que iriam para os cofres públicos? Se não são, é melhor mudarmos de opinião. E o FIES, como fica? Há uma série de questões envolvendo o PROUNI que deveriam ser discutidas com mais clareza. Ainda no que se refere a cotas, o sindicato tem posição firmada ao longo deste ano: cotas especificamente para agrupamentos étnicos. 33892 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quanto aos povos indígenas, que não passam de 1 milhão de pessoas, se chegar a tanto no Brasil como um todo, reivindicam uma universidade indígena, que inclusive começou a ser estabelecida em Mato Grosso, mas não atingiu o nível pretendido por restrições impostas pelo Governo do Estado, que poderia ter universidade muito melhor. E isso eu conheço de perto: fui um dos autores do projeto original, não do que está em implantação. A mesma coisa está acontecendo em Roraima. Será que estamos atendendo aos índios dessa forma? Há outros mecanismos e outros formatos para fazer o atendimento dos povos indígenas. Também não é correto dizer, como aparece na Exposição de Motivos, que só temos negros em determinados setores pobres na população brasileira. Não é verdade. Na Frente de Expansão Amazônica predominam índios e favelados de olhos azuis e de cabelo claro, num perverso processo de ocupação de 54% do território brasileiro. Então, há uma série de situações sobre as quais deveríamos dar conta no nosso debate e inserir na discussão conjunta da reforma da educação. Outro aspecto é a questão da discriminação, que poderá haver ou não. Inequivocamente, com as raríssimas exceções de sempre, a educação nas escolas particulares não tem a mesma qualidade das escolas públicas. A discriminação, portanto, estará aprioristicamente estabelecida na medida em que se abrem vagas não na escola pública, mas na particular. Esse é um nó importante, que também deve ser considerado, que nós estamos levando para lá. E a situação poderá piorar muito mais se considerarmos os mecanismos que estão vindo, de parceria numa inovação tecnológica, muito mais do que antes, até porque, recentemente, já houve denúncia da própria SBPC de que as universidades particulares estão demitindo os profissionais mais titulados. Cito o caso de uma universidade de Brasília que demitiu 36 doutores nos últimos 2 meses, para os senhores terem idéia. Há outros descaminhos que começam a aparecer, mas teríamos que discuti-los com mais vagar e mais tempo. Outra medida que aparece na página do MEC e que também envolve a discussão do dia de hoje: a formação de professores escolhidos pelas universidades. De novo, uma medida desconectada, desarticulada. Vai formar professor para fazer o quê? Fala-se, no PROUNI, em beneficiar professores que estão em sala de aula. Houve um projeto de licenciatura em ciências matemáticas e da natureza que também não foi à frente por decisões dessa ordem, de impedir o avanço público, com mecanismos para o professor não precisar se afastar da universidade. É Agosto de 2004 possível universidade pública sem ensino a distância, com ensino presencial, e manter e capacitar esses professores. São exemplos que não acabam mais de projetos estruturados nessa linha que poderiam ser implementados. Não é possível continuarmos fatiando a reforma universitária, sob o risco de, ao chegarmos em novembro, quando se anuncia que haverá um projeto, ele já ter sido totalmente fechado e arrumado. Salvo engano, a Comissão Especial de Reforma Universitária desta Casa não foi para a frente até agora. Quando for, parece-me que as questões já terão sido definidas. Finalmente, entendo que o papel desta audiência pública é o seguinte: discutir o projeto no conjunto, retirar o regime de urgência para ele e para os demais, debater os projetos que interferem na educação e na universidade em face do que se quer para o País e de acordo com os projetos aqui apresentados, seja o PPA, seja o de política industrial, seja o de política de inovação tecnológica. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradecemos ao Sr. José Domingues de Godoi Filho. Passo a palavra imediatamente ao Reitor Paulo Jorge Sarkis, da Universidade Federal de Santa Maria, representante da ANDIFES. O SR. PAULO JORGE SARKIS – Deputado Ivan Valente, Presidente dos trabalhos; Deputado Carlos Abicalil, Presidente da Comissão de Educação; Srs. Deputados; demais membros da Mesa; senhores convidados, antes de me manifestar objetivamente sobre os 2 temas que nos foram apresentados e expressar a opinião da nossa Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior sobre eles, apresento uma questão de procedimento que a Associação está adotando, para os senhores entenderem o contexto da nossa participação nesta Comissão. Em primeiro lugar, nos meses de fevereiro, março e abril, a ANDIFES promoveu uma série de seminários em que foram abordados vários aspectos que certamente serão importantes no momento de se discutir a reforma universitária em contexto global e não separadamente, como ensejam os 2 projetos de lei encaminhados a esta Casa e motivo desta reunião. Esses seminários permitiram-nos, baseados em princípios relativos a metas e estratégias a serem implementadas, formular de forma concreta um projeto de Lei Orgânica das Universidades Federais, que será oportunamente encaminhado. Apesar de esse documento ter sido aprovado ontem à tarde, por estratégia, sua divulgação vai ser feita em solenidade para a qual todos serão convidados, inclusive esta Casa. Na oportunidade, manifestaremos Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a posição da ANDIFES sobre as muitas situações expostas pelos 2 debatedores que me antecederam e os que certamente me seguirão a respeito das questões mais amplas da reforma universitária. Quanto ao Programa Universidade para Todos e quanto às cotas, a nossa Associação tem posição consolidada a respeito desse programa. Essa posição aponta para a necessidade de privilegiar as proposições anteriores da ANDIFES, que prevêem expressivo aumento de vagas. É bom recordar que no Governo anterior houve mútuo comprometimento entre nós e ele no sentido do aumento de vagas, naquela ocasião em torno de 30%. Isso foi feito, mas a contrapartida por parte do Governo nunca foi alcançada. No atual Governo, já tivemos a oportunidade de apresentar ao Exmo. Sr. Presidente da República proposta para duplicar o número de vagas das universidades públicas no período de 4 anos. Também ainda não obtivemos resposta concreta em relação à possibilidade ou não de implementação desse projeto apresentado pela nossa Associação. Mas estamos procurando resgatar minimamente o papel ao longo do tempo retirado das universidades públicas, o de serem as principais responsáveis pela educação superior no País. De 30 anos para cá houve inversão quase que perfeita nos percentuais de formação. Antes, éramos responsáveis por mais de 70% dos alunos matriculados em cursos superiores, e, ao longo do tempo, pelas continuadas restrições orçamentárias, estamos hoje exatamente na posição contrária. Somos responsáveis pela formação de 25% a 30% dos nossos jovens. Essa situação precisa ser invertida. É preciso também considerar que essa inversão automaticamente irá incidir sobre o conjunto das duas propostas que estamos analisando. Ela terá reflexos tanto na questão de recebermos mais estudantes do ensino público quanto na questão de cotas raciais, também em discussão. À medida que as universidades públicas – atualmente ainda são as que acolhem, apesar de todas as restrições, os estudantes de menor renda – se aproximarem desses estudantes, estarão automaticamente contemplando também a questão da cota racial, uma vez que a maior distinção hoje existente não é meramente de cor, mas, sim, de renda. É nesse aspecto que se dá a maior parte da exclusão. Outrossim, é importantíssimo as políticas serem articuladas de modo consistente. Uma verdadeira política de inclusão social e de eqüidade de acesso à educação superior não há de se limitar a meramente garantir o acesso à universidade, sem dar condições de permanência. A condição de permanência na uni- Sexta-feira 6 33893 versidade é importantíssima para qualquer política ser bem-sucedida nesse aspecto. A posição da ANDIFES, portanto, está claramente expressa no documento que espero tenha sido distribuído aos Srs. Deputados. Os recursos, sejam eles novos, resultantes da isenção fiscal, de renúncia fiscal, por parte do Estado, sejam aqueles já direcionados para universidades privadas, poderiam ser mais bem aproveitados se empregados no financiamento da expansão da educação pública superior federal no País. Sobre isso já adotamos uma posição. Quanto ao outro documento que estabelece cotas para ingresso de alunos de escolas públicas e também a cota racial, a ANDIFES iniciou os debates apenas na tarde de ontem, e não há ainda posição definida a respeito do alcance ou das mudanças que iremos sugerir ao Congresso Nacional. Com toda a certeza, devemos privilegiar ações mais concretas e de maior profundidade para combater essas desigualdades. Em primeiro lugar, a partir da melhoria da formação na nossa rede pública de ensino básico, seja fundamental, seja de ensino médio, e também de políticas de assistência na universidade. Além disso, muitas outras políticas devem ser implementadas, tais como a motivação e a difusão das escolas de ensino público, para termos mais candidatos a essas escolas, com uma série de orientações ao aluno antes de ele ingressar no ensino superior. Dessa forma, obteremos nivelamento mais próximo possível da qualidade de ensino, de motivação e de informação entre os alunos de escolas de ensino básico públicas e os de escolas privadas. Em síntese, estas são as observações que trago para este debate, ressalvando que nos resguardamos para análise mais profunda, sobretudo em relação ao segundo texto. Certamente, contribuiremos com esta Comissão ao encaminhar as proposições da ANDIFES. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradeço ao Reitor Paulo Jorge Sarkis. Sem mais delongas, passo a palavra a Sra. Elmara Lúcia de Oliveira Bonini Corauci, Presidenta do CRUB. A SRA. ELMARA LÚCIA DE OLIVEIRA BONINI CORAUCI – Sr. Deputado Ivan Valente, que preside os trabalhos neste instante; Sr. Presidente da Comissão de Educação, Deputado Carlos Abicalil; Sras. e Srs. Deputados; demais membros que compõem a Mesa; alunos; minhas senhoras, meus senhores, desde o dia 17 deste mês presido o Conselho de Reitores, que congrega vários segmentos do ensino do sistema educacional brasileiro. 33894 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Registro também a presença de segmentos como a ABRUC, a ANUPe a ABROEM com seus Presidentes, ou seja, 80% do sistema educacional brasileiro está aqui. Ouvimos com muita atenção que temos muito em comum com a universidade pública estatal, que não se faz representar, e praticamente um dos projetos trata basicamente de questões ligadas ao ensino público particular – gosto de usar muito a terminologia público particular e público estatal. Trouxe um texto, mas vou tentar reduzi-lo porque tive a orientação de esclarecer mais os senhores. A primeira parte dele expõe uma questão básica: a educação é, sem dúvida, um dos pilares do crescimento da economia de um país e principal vetor para inclusão social. Lembro também a questão do Plano Plurianual do atual Governo que retrata essa preocupação, ao se propor, em seu primeiro item, a construir uma sociedade dinâmica e moderna, tirar o País da letargia, gerar empregos, riquezas e estabelecer justiça social. Promover desenvolvimento sustentado com eqüidade social requer grande união de esforços e mobilização da sociedade brasileira, com o que concordamos. No entanto, para gerar empregos numa sociedade dinâmica e moderna é preciso qualificar a mão-de-obra a ser empregada, ou seja, preparar e formar cidadãos continuamente para o mundo do trabalho de forma a obter o crescimento sustentado. Verifica-se também que o Plano Plurianual estabelece alguns megaobjetivos: os desafios que visam concretizar tais propostas. Mas para isso é preciso desenvolver projetos por meio de políticas claras que tragam resultados efetivos ao País. Nesse ponto, temos posicionamento semelhante a ANDIFES, isto é, a reforma é importante e precisa ser ampla. Não podemos tratar da reforma universitária como uma colcha de retalhos. Para alcançar esse desafio sem pensar em educação é o mesmo que construir – nenhum desenvolvimento se constrói sem educação. O Governo atual tem buscado desenvolver alguns projetos que visam à inclusão social por meio da educação. Por exemplo, Programa Universidade para Todos, que está em questão, e o sistema especial de reserva de vagas para estudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, nas instituições públicas federais da educação superior, assunto alvo do debate de hoje. Tais iniciativas são louváveis. Este é o pensamento de todos nós, é tudo aquilo que almejamos. Neste momento, falo um pouco da iniciativa pública não-estatal, que envolve as universidades com fins lucrativos, as Agosto de 2004 sem fins lucrativos, as filantrópicas, as confessionais e as comunitárias. Para ser mais simples, usei a terminologia não-estatal pública. Esse segmento conhece muito essa realidade, porque não se trata da questão de estar preocupado com a situação de ter entre seus alunos pessoas de origem mais carente. O sistema particular, por incrível que seja, os tem atendido ao longo desses anos, e a sua maior experiência se dá exatamente no tratamento do aluno com carências econômicas. Neste momento, temos situação extremamente grave no ensino não-estatal: o maior índice de inadimplência se deve ao desemprego e à baixa renda dos nossos alunos. Há, sem dúvida alguma, enorme interesse de todo o segmento – das católicas, das confessionais, das comunitárias, das não-filantrópicas, das filantrópicas – em participar desse brutal esforço de inclusão social e em trazer o aluno para a universidade, segundo conhecimento que efetivamente adquirimos – e aqui já foi referido os percentuais, por isso não vou ser repetitiva e analisar a situação do ensino superior no Brasil comparando-o tanto a países da América Latina quanto a de outros continentes. Uma questão às vezes passa despercebida. O reconhecimento das universidades particulares se deu ao longo do tempo com uma exigência básica: para ser reconhecida, a universidade precisava não ter fins lucrativos. Não foi opção da iniciativa privada, mas exigência governamental, à época. Então, quando se discute a questão que analisamos, neste momento estou me referindo muito mais ao setor das não-estatais – as universidades públicas estão muito bem representadas na Mesa -, na verdade, elas foram criadas com a exigência de não-lucratividade. De acordo com informações de diversos juristas que tivemos oportunidade de consultar, o art. 11 dessa proposta é inconstitucional, porque subordina a Constituição Federal à lei ordinária. Reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, antes e depois da atual Constituição, declara que a lei ordinária é e deve ser subordinada à Constituição Federal, cabendo-lhe apenas explicar o texto constitucional. As entidades sem fins lucrativos são isentas de impostos. Discute-se – e isso passa pela cabeça de muitos – se essas universidades estão fazendo o devido uso dessa isenção. No projeto não vi nenhuma referência a respeito da prestação de serviços gratuitos das universidades. Isso é muito sério. Como em qualquer setor, universidades podem não cumprir de maneira desejada a prestação de serviços. Mas há enorme número de universidades que cumprem efetivamente a prestação de serviço à população mais carente local e regional. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Inclusive existe parecer da Ministra Ellen Gracie dizendo que a questão do ensino não pode se reduzir apenas a bolsas de estudo. Mas, há possibilidade de negociação? Lembro do pedido de alguém que queria ouvir exatamente nosso querido diretor da SESu. Claro que sim. Há interesse no setor de analisar o percentual de bolsas que poderão ser destinadas. Teremos de discutir também a validade da questão da bolsa total. Há um segundo problema que precisa ser analisado com muita seriedade: a autonomia das universidades. Os alunos vão ingressar com duas formas de avaliação. Isso pode ser resolvido? Claro que sim. Pergunto: somente a bolsa de estudos será suficiente para o estudante se manter na faculdade? Não seria importante desenvolver políticas de assistência ao estudante para garantir moradia, transporte, alimentação, livros, material didático, entre outras necessidades básicas? Essa experiência já vivemos porque atendemos alunos carentes e sabemos que, além dessas necessidades básicas do aluno, ele necessita de complementação educacional por causa da situação do nosso ensino básico. Os projetos de lei ferem o princípio de igualdade. Isso não seria motivo para abertura de processos judiciais? Os projetos de lei ferem a autonomia das universidades fixada na Constituição Federal, principalmente no processo seletivo, quando nos deparamos com dois processos distintos de seleção, sendo que um deles nem sempre será realizado pela IES, gerando sobretudo a ausência de igualdade. Isso não seria mudar a lei? As instituições de ensino superior filantrópicas possuem imunidade fiscal. Então, como podem destinar 20% das suas vagas em troca da isenção? Isso não seria confiscar as vagas? E onde fica a prestação de serviços dessas instituições? As instituições de ensino superior privadas e não filantrópicas devem destinar 10% de suas vagas em troca de isenção de alguns impostos. A proporcionalidade entre porcentagem de tributos e porcentagem de bolsas de estudos não está sendo respeitada. Isso não precisa ser revisto? Abordo também o FIES. O projeto determina que as instituições que não assinarem a participação no PROUNI não poderão ter o FIES. Isso não prejudicaria o aluno? O que farão as instituições educacionais com o aluno que tem bolsa de estudo na universidade no momento em que esse projeto for aprovado? Essas indagações agora fazem parte do debate, que é fundamental, sério. Ninguém tem idéias preestabelecidas. O que precisamos e procurarmos neste momento é atender aquele que é o alvo da educação brasileira: o aluno de qualquer classe social. Portan- Sexta-feira 6 33895 to, dispomo-nos a debater e a responder a todas as questões. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradecemos à Prof. Elmara. Peço desculpas aos nossos debatedores, mais uma vez, pela rigidez do tempo, mas é uma solicitação do plenário e dos Deputados. Certamente todos os debatedores gostariam de fazer uma exposição mais detalhada, mas não temos tempo hábil. Com a palavra o Prof. Roberto Leher, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-Presidente do ANDES, sindicato nacional. O SR. ROBERTO LEHER – Boa tarde a todos. Saúdo o Deputado Ivan Valente pela iniciativa, os demais Deputados que viabilizaram esta audiência pública, o Presidente da Comissão de Educação e Cultura, Deputado Carlos Abicalil, e todos os membros da Mesa. Inicialmente registro um fato muito positivo. O Governo, ao invés de mandar o projeto por medida provisória, mudou seu plano e o está apresentando por projeto de lei. Essa mudança tem de ser registrada e saudada, tendo em vista que por medida provisória, como era o desejo do Sr. Ministro, certamente o debate seria muito prejudicado. Registro a necessidade de trabalharmos o ensino superior no conceito de sistema, tão trabalhado nesta Casa pelo ex-Deputado Florestan Fernandes na época da Constituinte e nos primeiros projetos da Lei de Diretrizes e Bases. Sabemos que hoje a maior parte dos estudantes pobres – e classe social tem cor -, a maior parte dos afro-descendentes não chegam ao ensino superior porque sequer chegam ao terceiro ano do ensino médio. Então, sem o debate sobre sistema, obviamente estamos limitando e podemos chegar a conclusões bastante incorretas sobre a evolução do sistema de ensino brasileiro. Examinando o Projeto de Lei nº 3.582, encontramos uma premissa verdadeira. O número de estudantes no ensino médio, no período de 1998 a 2002, de fato cresceu de forma extraordinária, passando de 5,7 para 9,8 milhões de estudantes, o que significa 2,2 milhões de estudantes concluindo o ensino médio a cada ano. Portanto, há demanda crescente da juventude para ingressar no ensino superior. A partir dessa premissa fundamental, o Executivo trabalha alguns corolários que devem ser questionados. O primeiro corolário do Governo é de que o Estado não dispõe de recursos para ampliar a universidade pública. E mais, esses recursos públicos, se utilizados na gratuidade do ensino superior, seriam desvirtuados e teriam finalidade anti-social, conforme assevera o Mi- 33896 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nistério da Fazenda, que analisa os gastos sociais do Brasil no período 2001/2002. O segundo corolário é que o setor privado é mais eficiente no fornecimento do ensino. Encontramos a noção de eficiência nos documentos da parceria público-privada. A alternativa clara que o Governo está nos apresentando é de que o caminho possível para ampliação da oferta do ensino superior é estabelecer parcerias público-privadas, com todas suas nuanças e complexidades. A partir da parceria público-privada, teríamos um eixo que ocorre na vida real, ou seja, o eixo da expansão dar-se-ia por meio do ensino privado. Se examinarmos os 2 corolários, veremos que é preciso debate muito mais rigoroso, fino e complexo a respeito da capacidade de o Estado brasileiro ampliar ou não o ensino público. Não vou deter-me na análise da política macroeconômica. Sabemos que na ótica do Executivo essa política não é passível de questionamentos. Temos conhecimento de que o Brasil tem riqueza social acumulada, que permitiria ampliação consistente do ensino público. Do Orçamento líquido da União de 2003, 66% foi para pagamento de juros e serviços da dívida, cuja soma alcançou 145 bilhões de reais. De outra parte, segundo dados da UNESCO, o Brasil é hoje um dos países da América Latina e do mundo que menos gastam com educação. A comparação foi feita entre países que têm perfil econômico semelhante ao nosso. Apenas 3,8% do PIB está sendo utilizado na educação. A União, que sempre reclama do peso das universidades, só gasta 0,7% do Produto Interno Bruto no ensino superior e na educação como um todo. Os demais percentuais são oriundos dos Estados e Municípios. É importante destacar que países muito pobres, como Zimbábue, gastam cerca de 7% a 8% do PIB na educação, porque entendem que é função do Estado prover ensino público. Se passarmos para análise mais detida das verbas educacionais, veremos que a afirmação de que não é possível expandir o ensino público não se sustenta empiricamente. A desvinculação de receitas da União sonega em torno de 4,5 bilhões todos os anos da educação brasileira e da União. O Orçamento de 2004 é minguado. Está em torno de 13,4% em relação ao exíguo Orçamento de 2003. O subsídio às filantrópicas totalizam hoje 840 milhões. Se somarmos as confessionais e comunitárias, além de verbas subsidiadas do BNDES, seguramente chegaremos a 2 bilhões no conjunto das isenções fiscais. A verba do FIES soma 900 milhões. Há renegocia- Agosto de 2004 ção do crédito educativo, dívida de 2 bilhões de reais, que está sendo reestruturada. Não sabemos quanto de desconto haverá para a dívida, mas seguramente são valores importantes. O essencial talvez seja a economia que a União vem fazendo, que foi agravada na gestão Fernando Henrique Cardoso, mas que segue na atual, em relação às verbas do FUNDEF. Há estimativa de cerca de 20 bilhões de reais que foram sonegados da educação no País com a não correção do per capita do FUNDEF. A ANDIFES, entidade dos reitores, destaca que com apenas 1 bilhão seria possível generalizar a oferta de ensino noturno. Seguramente, com 3 bilhões não apenas teríamos a generalização de todas as carreiras no ensino noturno, mas expansão consistente e melhoria substantiva da oferta de ensino diurno nas universidades públicas. É preciso destacar o descompasso entre o que o Governo está – e não apenas este Governo, mas também o Governo Fernando Henrique Cardoso – retirando da Educação e o que alegam depois: que não há meios de expandir o ensino público. É importante salientar que, caso esse projeto venha a ser aprovado na forma como está, teremos mais 1.125 instituições que poderão fazer jus às verbas públicas por meio de isenções. A segunda afirmação, segundo a qual o setor privado é mais eficiente, igualmente precisa ser discutida. Se computássemos apenas o gasto das universidades públicas com a graduação, seguramente o custo per capita dos estudantes seria menor nas públicas do que nas privadas. É óbvio que o cômputo geral das públicas é maior porque elas atendem a outras funções que muito poucas das privada atendem. Refiro-me, sobretudo, às atividades de hospitais universitários, pesquisas etc. De toda forma, não é possível fazer uma conta apenas na ponta do lápis. É preciso analisar o diferencial, a capacidade da Nação solucionar seus problemas tão graves. A agricultura brasileira, por exemplo, não seria a mesma sem as universidades publicas, que formaram os mestres e doutores que hoje estão na EMBRAPA, e que permitem que um hectare de feijão tenha cinco vezes mais produtividade do que outrora, com menos agrotóxico. Essas pesquisa foram feitas na universidade. Igualmente, temos a contribuição da universidade pública para o setor de energia, se pensarmos na prospecção de petróleo – temos aqui nosso colega Maculan. Boa parte da tecnologia foi desenvolvida. Em suma, na saúde pública, na medicina tropical, educação etc. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quer dizer, a Nação brasileira não seria a mesma sem as suas universidades públicas. É preciso destacar que a argumentação desse projeto de universidade – e o “para todos” sumiu do título, enfim, do PROUNI – nos é apresentada quase como se fosse um ovo de Colombo. Na vida real, não existe esse ovo de Colombo tão genial. A meta destacada pelo Ministro em várias oportunidade para os 3 anos é termos 1 milhão de novas “vagas públicas” – entre aspas. Acredito ser necessário qualificar que o público se constituiu historicamente em oposição ao privado e não em continuidade ao privado. Se formos destacar essa possibilidade de 1 milhão de novas vagas sem recursos públicos, seria obviamente um milagre. Rigorosamente, a afirmação de que ocuparíamos apenas vagas ociosas – 37% de vagas ociosas – também não se sustenta. Essas vagas ociosas obviamente inexistem. Não temos docentes sem turma nas instituições privadas, nenhuma instituição. De outra forma, é preciso que reflitamos um pouco sobre o paradoxo. De um lado, o Governo compraria vagas no setor privado e, de outra parte, o setor privado, melhor dizendo, a sociedade brasileira não consegue manter seus jovens na instituição privada porque não há recursos sociais. A renda dos trabalhadores brasileiros não permite que os estudantes fiquem nas instituições privadas. Há algo em torno de 40% de inadimplência, segundo alguns indicadores das instituições privadas; outros trabalham com 30%. Mas, de toda forma, o nível de inadimplência é extremamente elevado. É importante destacar outra característica do projeto do Governo: a possibilidade de expansão por meio de cursos seqüenciais, que não têm rigor epistemológico, não têm lógica interna capaz de definir com clareza determinada formação. Isso é muito grave. Permitir que a formação se dê por meio desses cursos seqüenciais, que cresceram sete vezes em 3 anos, ou então por cursos de educação à distância e outras modalidades, com isso – nesse caso, a questão merece debate à parte, do acesso dos segmentos mais pobres da população a essas vagas -, seguramente, teremos uma situação de alteridade muito problemática, porque teremos guetos de vagas, enfim, para os setores mais pobres. No meu entendimento, a questão central do debate deve ser a reflexão sobre as parcerias públicoprivadas. Essa parceria público-privada é o que dá materialidade ao Projeto Universidade para Todos. Teremos uma indução privada, ou seja, os contratos feitos do setor privado serão uma indução privada para nichos de mercado. Ninguém faz investimento ignorando o que o mercado quer. E o mercado, num país capitalista-dependente, lembrando novamente Flores- Sexta-feira 6 33897 tan Fernandes, não está requerendo a produção de conhecimento novo. Isso apenas institucionaliza uma situação de apartheid educacional planetário. De outra parte, com a indiferenciação entre as instituições públicas e privadas, que está no cerne do conceito de parceria público-privada, como vem sendo trabalhada pelo Secretário do Ministério, Fernando Haddad, e pelo próprio Ministro Tarso Genro, as instituições perderão seus antigos adjetivos de públicas ou privadas por meio do sistema de avaliação. Esse sistema indiferenciaria as instituições. Teríamos apenas instituições de interesse público ou de interesse social, e todas fariam jus às verbas públicas. Essa é exatamente a reivindicação do Acordo Geral de Comércio e Serviços feito pelo Estados Unidos, Inglaterra e outros países, para liberalizar, no âmbito da OMC, o serviço educacional. Trata-se do mesmo conteúdo e da mesma reivindicação, que, inclusive, está na Área de Livre Comércio das Américas. Ou seja, implementaremos, com essa indiferenciação do público e do privado, com o credenciamento das instituições, para fazer jus às verbas públicas, a Área de Livre Comércio das Américas no setor educacional e o Acordo Geral de Comércio e Serviços. Em suma, é muito bom que meu querido colega e Secretário da SESu possa nos esclarecer o enigma da afirmação do Ministro Tarso Genro e de seu Secretário-Executivo a respeito do aposto que eles colocam na questão da gratuidade, porque em matéria da Folha de S.Paulo os dois afirmam que “o MEC concorda, em linhas gerais, com o princípio da gratuidade”. Seria muito importante, dentro dessa lógica de indiferenciação do que é público e do que é privado, caracterizar com mais cuidado quais são as outras linhas, que não as gerais. Para concluir, o projeto precisa discriminar com clareza 3 situações embutidas em seu interior. O primeiro problema é o eixo da expansão, que é a questão central. Qual será o eixo da expansão do ensino superior? Publico ou privado? Como será feito isso e com que verbas? O segundo problema embutido é o maior rigor na regulamentação da filantropia, que merece instrumentos próprios. Há sutilezas e complexidades que merecem tratamento específico. Finalmente, as políticas de ação afirmativa que também estão embutidas no projeto e que merecem tratamento cuidadoso. Se não conseguirmos fazer isso, há o risco de não trabalharmos a questão fundamental para a Nação brasileira: políticas que permitam que a população pobre, sobretudo as vítimas da escravidão, tenham acesso ao ensino superior indiferenciado, dentro de um projeto que tenha um outro eixo funda- 33898 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mental, ou seja, a expansão por meio das parcerias públicas ou privadas. Alegra-me estar nesta Comissão. Em 2001, quando eu estava na presidência do sindicato, foi importante como lugar de reflexão e de condução das questões educacionais na solução da greve naquele ano. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradeço ao Prof. Roberto Leher a contribuição. Passo a palavra ao Prof. Nelson Maculan, Secretário de Ensino Superior do MEC. O SR. NELSON MACULAN – Sr. Presidente, Deputado Ivan Valente, colegas da Mesa, Sras. e Srs. Deputados, é prioritário para o Ministério da Educação participar das discussões no Congresso. Por isso, mais uma vez, agradeço à Comissão pelo convite. Neste último mês, estivemos presentes no Congresso mais de 5 vezes, seja o Ministro da Educação, o SecretárioExecutivo ou eu, Secretário de Ensino Superior. Existe grande confusão. Os dois projetos, Universidade para Todos e o de cotas, são temporários. Em um país igualitário, onde não existe pobreza, problema de inserção, nem de exclusão, não haveria necessidade desses 2 projetos. Vou mais longe. Por exemplo, a idéia de fixar em Constituições Estaduais ou Federal percentual para a educação, é característica típica de país que não respeita a educação. Em país desenvolvido não há nada na Constituição que obrigue a destinar 15%, 18%, 20%. Aqui, se não estabelecermos na Constituição, não darão. É importante mencionar que isso, muitas vezes, é antidemocrático em relação à sociedade. Na Europa, onde se investe muito em educação e quase toda ela é pública, não há nada escrito sobre percentagem, mas há o respeito com o Estado, se é da Direita ou da Esquerda. A idéia de cotas é uma resposta que o Presidente Lula tem querido dar a uma demanda rápida e necessária, que a sociedade espera há muito tempo. Dentro do Ministério da Educação, tanto o Ministro como o Secretário-Executivo sempre disseram – eu também sempre disse – que queremos a educação pública gratuita neste País. Essa é uma posição nossa, ideológica mesmo, de trabalho, republicana. Manifesto isto outra vez. Sempre digo que minha discussão começa com esse ponto, que sempre volta à baila. Parece que as pessoas querem que o ensino seja privado. A insistência é tão grande que fico até na dúvida se realmente as pessoas que perguntam querem que seja gratuito. Defendemos a gratuidade no ensino público do País. Desde 1980 eu escrevo isso nos jornais. Então, não tenho problema. Agosto de 2004 Há outra coisa que gostaria logo de cortar. Gastos são investimentos. Não se pode comparar gastos da universidade pública com a privada. Na pública, há pesquisa, prédios universitários. É investimento mesmo, os alunos da universidade pública usam os laboratórios de pesquisa e, por isso, são bem informados. Sou contra começar a comparar quem custa menos ou mais. É preciso aplicar os recursos necessários para a educação. Daqui a pouco o aluno vai custar zero. Não entro na discussão de gastos. A educação é um investimento que o Estado tem de fazer, é obrigatório. Por outro lado, não podemos ter políticas iguais para pessoas desiguais no País. É muito sério. Por exemplo, o ensino médio é deficiente ainda. Quem se formou agora? Vamos pegar os dois milhões e meio que se formam por ano no secundário. Vou esperar 10 anos ainda para o ensino médio ficar bom para eu entrar na universidade pública? Esse é um ponto importante. Pensamos muito que vai baixar o nível. Hoje já são 43%, em média, os alunos, de acordo com o INEP, que vieram do sistema público, estadual ou federal, para as universidades públicas do País. Isso já é importante, mas em alguns cursos não há ninguém. O Governo fala em 50%, em termos gerais. Eu gostaria que fosse por curso. Isso tem de ser discutido, é importante, mas acho que temos de ouvir as universidades, é claro. Vejam que, nesse sentido, a discussão com as universidades seria muito importante. O Ministério da Educação e as universidades têm de estar presentes aqui para a discussão. Quero falar rapidamente sobre projetos de lei que são discutidos no Congresso. As duas Casas terão toda a independência para discutir conosco. Volto outra vez às cotas. Nosso País é racista, profundamente racista nas suas tradições. Somos muito bons para formar pouca gente com boa qualidade. Somos capazes de ter uma boa pós-graduação, temos alguns nichos de excelência no País. Isso é muito pouco. Nunca estudamos a introdução do ensino de massa de qualidade, como a Europa tem feito nos últimos anos. Esses são pontos que devem ser trabalhados, e assim por diante. Não tem sentido proceder a uma reforma universitária. Prefiro referir-me a um projeto de estudo para a organização do sistema de educação superior do País. Esse projeto é a lei orgânica que virá. Não haverá nada se não houver mais recursos para a educação pública neste País. Não adianta fazermos aqui até mais de um projeto, discutirmos. Aproveito, inclusive, esta oportunidade para mostrar os recursos destinados às universidades federais Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS este ano, que chamam de não pessoal. Com o que já foi aprovado, um pouco menos de 600 milhões de reais – há uma emenda da ANDIFE de 53 milhões para ser distribuída -, estamos pedindo mais 85 milhões de reais para pagarmos todas as dívidas federais, de 1997 a 2003. Assim mesmo, só para arrumar a situação. Há universidades em condições precariíssimas. É bom chamar a atenção. No MEC estamos vendo as dificuldades, o estado das salas de aula. Há bibliotecas que não estão funcionando. São universidades federais. Temos de olhar isso muito bem. Tenho uma proposta, conversei com os colegas da ANDIFE. Precisamos, ainda este ano, de 150 milhões de reais para as universidades, até para responder às demandas que estamos fazendo. A exigência é importante. Mas temos de dar condições a essa exigência; exigir sem condições não é interessante. Hoje, a política do Ministério da Educação está preocupada sobretudo com a manutenção do patrimônio – as unidades federais do País e as instituições federais de educação, como o CEFETE e as escolas isoladas federais -, que está ligado diretamente ao Ministério da Educação. Esse é um ponto importante. Agora, sabemos perfeitamente que os 2 projetos – Universidade para Todos e Cotas – são provisórios. O dia em que o País for igualitário, esses projetos não terão mais sentido. Essa é a minha resposta mais política. Depois, vou entrar em outros pontos e chamarei atenção para o que for abordado. O meu colega Fernando Haddad, ontem mesmo na ANDIFES, disse que o nosso projeto de educação, na área federal, é gratuito – os colegas da ANDIFES que estiveram lá ontem podem confirmar. Ao trabalhar com colegas percebo que temos idéias diferentes. A sociedade só evolui com idéias diferentes. Mas trabalhando com nosso Ministro, buscaremos ter um projeto para a educação, trazendo-a para discussão outra vez, haja vista que esteve fora da discussão do ensino superior nos últimos 6, 7 anos. Essa discussão não foi um grande palco do Governo. Claro, na sociedade, entre os reitores, nos sindicatos, tem sido uma discussão forte, mas o Governo não assumiu o debate. Desse modo, o grande mérito do Ministério da Educação é trazer a discussão de volta. As nossas universidades federais são um patrimônio da sociedade, em termos de pesquisa, extensão, trabalho de fundo e boa formação dos nossos alunos. Sabemos disso. Talvez deve ser o modelo de universidade a ser seguido. Então, como é um patrimônio, é muito importante que trabalhemos em conjunto com o Congresso para darmos continuidade. Sexta-feira 6 33899 Outro ponto é o descontingenciamento das emendas de bancada. Temos 150 milhões que não foram descontingenciados de vários Estados do Brasil ligados a universidades. Isso é importante e ajudaria, e muito, nossa política de recursos. Há projetos especiais para várias regiões do País. Por exemplo, para o Rio Grande do Norte são 7,5 milhões – a Universidade Federal do Rio Grande do Norte está em situação muito difícil uma vez que conseguimos desbloquear as emendas parlamentares individuais e, não as de bancada, que são as mais importantes para o Ministério da Educação. (Não identificado) – Quase 8 milhões, Secretário. Isso para o Rio Grande do Norte. O SR. NELSON MACULAN – Por isso, estou chamando a atenção. (Não identificado) – Exatamente. Vamos liberar. O SR. NELSON MACULAN – Como todo mundo falou demais, vou falar de menos, porque sei que depois as perguntas virão para mim. E com razão, eu sou Governo, e tenho que responder às perguntas feitas ao Governo. Agradeço à Comissão pela oportunidade e volto a palavra ao nosso Deputado Ivan Valente. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Antes de começar o debate, vamos fazer um rápido registro das instituições presentes – não vou poder detalhar o nome comprido de cada uma. Vou citar apenas as siglas: SEMESP, ABMIES, ANASEL , ANUP, ABRUEN, Universidade Paulista, UNISUL, Universidade Católica de Pelotas, Universidade Federal da Paraíba, de Mato Grosso, de Santa Catarina, de Goiás, Centro Universitário UNIVATES, estudantes da EDUCAFRO, aqui presentes, União de Estudantes Secundaristas de Brasília e Planaltina, Conselho de Negros de Goiânia e o Centro Cultural de Brasília, Pré-Vestibular Popular. Agradecemos a todos pela presença. Vamos, agora, dar prosseguimento. Temos quatro proponentes, dos quais este Deputado que vos fala e as Deputadas Alice Portugal, Iara Bernardi e Maria do Rosário. Estão presentes apenas eu e a Deputada Iara Bernardi, que iremos falar. Dada a extensa lista de inscrições, proponho à nossa colega e companheira, Deputada Iara Bernardi, que falemos no bloco também para ir mais rápido. Falaremos primeiro; vamos falar cinco de cada vez. Peço ao Deputado Carlos Abicalil que assuma momentaneamente a presidência dos trabalhos, pois vou questionar nossos debatedores. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Com a palavra o Deputado Ivan Valente, o primeiro dos proponentes desta audiência pública. 33900 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, nossos convidados, inicialmente, espero que este debate não seja o esgotamento da nossa discussão. Pelo que foi falado aqui, hoje, temos muitas questões a aprofundar e debater. Frente ao desafio da expansão do ensino superior público, inclusive a universalização da educação básica, há também um projeto de país que queremos construir. Não se trata só de dar oportunidade aos jovens que estão fora da escola. Isso não resolve nada. Quer dizer, se não tivermos um projeto de desenvolvimento econômico e social para o Brasil, não adianta darmos oportunidade a todos. Para isso, primeiro, precisamos garantir o acesso ao ensino básico, e sua permanência nele, e expandir o ensino superior que, do meu ponto de vista, deve ser público. Na minha opinião, temos a condicionante histórica, que se apresenta para este País e para países de Terceiro Mundo, ou seja, a restrição de recursos, dada pelo estrangulamento causado pela dívida pública brasileira. A partir daí, então, pensamos em saídas. O esforço nacional arrecadatório desliza para a área social, teremos um plano de expansão do ensino superior público. Saúdo o MEC, que tem apresentado algumas propostas de expansão do ensino superior público e quebrado o mito do Governo anterior que era zero. O Ministro Paulo Renato nos declarou, claramente, que não haveria expansão em ensino superior. E ele é um homem de palavra, cumpriu, não houve. (Risos.) Mas já reconheço que há enorme restrição. E essa restrição nos abala. Ou seja, procuram-se rotas de fuga. E esse é o ponto que apresento para o Prof. Nelson Maculan, representante do MEC. Para mim, o determinante tem de ser um plano de expansão de ensino superior público. Esse tem de ser o condutor. E vou dizer por quê. Digo a todos os representantes da iniciativa privada que temos o esgotamento da expansão do ensino privado no Brasil, dado pela concentração de renda. E a inversão que foi feita no País precisa ser revertida. Desculpem-me os que pensam diferente, mas precisa ser revertida. O ensino particular não pode ser o comando do ensino superior público. Ele teria de ser, no máximo, suplementar. Mas aconteceu o contrário no Brasil. Em São Paulo, 87% das vagas são oferecidas em ensino privado. Isso não pode, deve haver um plano de expansão. Nesse sentido, a proposta de Universidade para Todos não resolve o problema, nem pelo número, nem pela inversão que faz. Para mim, há um esgotamento. Tanto que, no ensino básico, parece-me, 11% das va- Agosto de 2004 gas são do ensino privado, na educação fundamental; e 18%, na educação do 2º grau. E também está esgotado. Para reverter isso, precisamos expandir o ensino superior público. A segunda questão é o eixo de expansão que o Prof. Roberto Leher mencionou. Se o Governo tem um estrangulamento, ele não pode sair para rotas de fuga, porque não vai resolver o problema e criará mais dificuldades. E qual é o problema? É que há recursos públicos envolvidos, sim. Há recursos públicos envolvidos, há isenções fiscais. Isso se chama recurso público, não tem outro nome. Isenção fiscal é recurso público que vai ser canalizado para as entidades privadas. Nesse sentido, o Governo deveria ter um caminho que, na minha opinião, seria exatamente não pensar em abrir mais oportunidades ou transferir recurso público para o setor privado, mas dizer que há esgotamento e cobrar o que não é cobrado hoje, porque chegamos ao ponto de dizer: olha, nas filantrópicas e outras entidades, onde há isenções, se fôssemos de fato cobrar, ir fundo no cumprimento da lei, haveria aumento das mensalidades e evasão escolar ou fechamento. O sistema está falido. Vamos reconhecer a falência do sistema, porque se esse for o argumento, não podemos usar. O princípio é o da transferência de recurso, e essa vaga não é estatal nem a universidade é para todos, como podemos verificar claramente. Entendo, pelo contrário, que deveríamos caminhar para restringir transferências ou, como já foi dito aqui, toda experiência do credor, a anistia, o FIES. Transferência de recursos públicos, de alguma forma, é cobertura; os estudantes estão pagando. Vamos apostar nesse caminho. Esse é o problema. Então, se ela aparece dentro de uma proposta de reforma universitária como uma saída para o momento, mesmo o Prof. Maculan dizendo que é transitória, entendo que há um problema: não podemos criar ilusões desse tipo. Creio que ela não resolverá nosso problema. Pelo contrário, as escolas privadas também precisam entender que estamos nesse limite. É preciso haver comando do ensino em nosso País para termos qualidade. Quero dizer com isso – e nosso tempo é curto – o seguinte: há um problema maior ainda nessa questão. Concordo com a inserção de cotas – e fizemos um debate sobre cotas aqui. O grande problema da introdução das cotas não é a cota, que é muito justa, mas o fato de que ela não vem acompanhada da expansão do ensino superior público. Então, corremos o risco inclusive de não garantir a qualidade do ensino ou aquilo que queremos eliminar, que é a discriminação, que permanece, à medida que a qualidade das escolas é diferenciada. Podemos cair na lógica de uma escola pobre para os Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pobres. Isso também é discriminatório, não resolve nosso problema. Prevejo que devamos fazer esse debate com rigor. Precisamos de verbas, recursos públicos e da expansão do ensino superior público. Entendo que as escolas particulares não devem reivindicar mais recursos públicos porque chegou ao esgotamento. É essa a minha visão e devemos lutar para isso. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Carlos Abicalil) – Obrigado, Deputado Ivan Valente. Com a palavra a Deputada Iara Bernardi. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Bom dia a todos. Em todos os debates que fazemos em relação a esse projeto de lei levanta-se a premissa da expansão do ensino superior. Hoje, pela manhã, discutimos na Comissão a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Esta Comissão teve de fazer (ininteligível) a Lei de Diretrizes Orçamentárias, porque não previa algumas questões básicas para essa expansão, como a exclusão das despesas da educação do contingenciamento, a flexibilização da incorporação do Orçamento nas receitas das universidades para que elas possam utilizar os recursos com maior facilidade, os recursos para o ensino médio, metas e acréscimo de prioridades para o ensino superior, expansão de metas para o ensino profissional e tecnológico. Se isso não aparecia como meta de Governo, e nós da Comissão de Educação tivemos de acrescentar, é preocupante, porque é em cima da LDO que vamos redigir o Orçamento. Espero que essas metas sejam incluídas e, de fato, assumidas pelo Governo na confecção do orçamento da educação, e pelo Relator da LDO. Fizemos isso também na cultura em relação a prioridades e metas do ensino médio, porque teremos de discutir em breve o FUNDEB e, portanto, universalizar também o ensino médio para todo o País. Faço um questionamento aos profs. Nelson Maculan e Elmara Lúcia de Oliveira. O art. 11 estabelece que: ”A instituição do ensino superior, ainda que atue no ensino básico em área distinta da educação, somente poderá ser considerada entidade beneficente de assistência social se oferecer, no mínimo, bolsa de estudo integral”. Estão previstas as premissas para ela ser considerada entidade beneficente. Entendo que deveria, e isso existia pelo menos até a gestão do Ministro Ricardo Berzoini, haver uma lei de filantropia clara no País para que as entidades, de fato, obedecessem à filantropia, coisa que a maioria não faz atualmente. Assim, com essa lei, as entidades cumpririam a legislação de filantropia, teriam isenções e dariam suas respostas em Sexta-feira 6 33901 relação principalmente a vagas e não a outras metas de filantropia e assistência social que são dificilmente fiscalizáveis em termos de valores. Várias entidades sem fins lucrativos, as beneficentes, hoje usam, muitas vezes, todos os argumentos e ações na Justiça para não cumprirem a lei de filantropia. Elas não oferecem as vagas devidas, os valores a serem colocados nas suas isenções em retorno de bolsas de estudo. Esse é um dos pontos mais importantes do projeto. Espero que isso tenha consistência jurídica séria para que as entidades, que se dizem sem fins lucrativos, beneficentes e filantrópicas, cumpram o mínimo da sua obrigação dita constitucional, pois se respaldam sempre na Constituição, mas não obedecem, na prática, a legislação da beneficência, da assistência social e da filantropia. Esse o questionamento que faço sobre a consistência jurídica do artigo para que não seja derrubado na Justiça – como tenho visto nos debates ser anunciado que as entidades contratariam os melhores juristas para derrubarem essa questão na Justiça – e sobre a real resposta, como abordou a Profa. Elmara, que se dá por entidades sem fins lucrativos e filantrópicas. A assistência social feita por essas entidades é de difícil fiscalização. O que podemos fiscalizar, de fato, é a cessão de vagas. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Os 2 proponentes já falaram. Vou chamar os 3 primeiros inscritos da lista. Vamos estabelecer um tempo, porque vamos voltar para a Mesa. Vou conceder 3 minutos a cada Parlamentar. Primeiro, o Deputado César Bandeira e, depois, o Deputado Osvaldo Biolchi. O Deputado Átila Lira está inscrito, mas é o quarto, após o Deputado Carlos Abicalil. A Mesa entende a ansiedade de S.Exa., que tem grandes contribuições a dar, mas está seguindo a ordem de inscrição. Com a palavra o Deputado César Bandeira. O SR. DEPUTADO CÉSAR BANDEIRA – Sr. Presidente, membros da Mesa, Sras. e Srs. Deputados, devido ao tempo ser muito curto, vou ser breve e fazer algumas considerações necessárias. Concordo plenamente com o Vice-Presidente da ANDES quando diz que a reforma universitária está sendo fatiada. Há uma Comissão a ser instalada, mas ainda não o foi porque o PT não indicou seus membros – e faço parte dessa Comissão. Mas o Governo diz que tem urgência na solução dos problemas, principalmente em relação à Universidade para Todos e às cotas das universidades destinadas aos carentes. Quero fazer um comentário a respeito desses 2 temas. Em relação às cotas sou contrário à discriminação racial. O que devemos fazer? Estabelecer cotas 33902 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para pessoas carentes. No meu Estado, Maranhão, foi criado o Vestibular Solidário, no qual 10 mil jovens recebem do Governo do Estado bolsas ou treinamento para habilitação para o ingresso em universidades públicas e privadas. Ora, obrigatoriamente as vagas estão sendo destinadas às universidades e as cotas raciais não são destinadas aos carentes, que não vêm obrigatoriamente das escolas do ensino médio e fundamental. Não há obrigatoriedade de ter essas cotas para o ensino médio e fundamental; há no superior, sob a forma de discriminação racial. Temos de estabelecer critérios para que as cotas nas universidades públicas sejam destinadas aos alunos carentes, e esses critérios não devem ser de cor, credo e raça, o que, inclusive, é contrário à Constituição Federal. Nesse debate sobre a reforma universitária temos de retirar privilégios de certos setores, como a OAB e o Conselho Regional de Medicina, que têm o privilégio de emitir pareceres prévios para aprovação do MEC. Discordo desse procedimento, porque acredito que o MEC tem competência para fazer essas análises. Por que os CREAs e outras entidades são deixadas em segundo plano? Na reforma, faremos esse reparo. E reforço essa tese. Segundo informação retirada do site do MEC, houve sugestão de um então Presidente da OAB ao Ministro, depois de publicada portaria no Diário Oficial, de prejudicar o direito adquirido. Vejam bem, a sugestão partiu de um presidente de uma entidade de classe jurídica. Sr. Presidente, temos de fazer um amplo estudo do Programa Universidade para Todos e das cotas. V.Exa. sabe, fui autor da sugestão para discutir o projeto de lei nesta Comissão, fui contrário à medida provisória. Temos de buscar elementos nesse debate que nos permitam propor um projeto provisório, como disse o Dr. Nelson Maculan, e, no futuro, fazer uma reforma universitária definitiva. Vamos abolir a discriminação e direcionar para os alunos carentes. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradeço ao Deputado César Bandeira a participação. Concedo a palavra ao Deputado Osvaldo Biolchi. O SR. DEPUTADO OSVALDO BIOLCHI – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, temos grande responsabilidade na aprovação desse projeto. Na qualidade de membro do PMDB, analisarei com profundidade e tentarei conduzir a bancada. Deixando de lado as inconstitucionalidades, que são claras, ouviremos o Ives Gandra sobre os arts. 9, 11, 12, 13. Por que bolsas integrais? O Governo tem dinheiro para arcar com essas despesas? No meu Estado, o Rio Grande do Sul, podemos acender a vela, Agosto de 2004 Sr. Maculan, mas não encontraremos alunos com renda média de um salário mínimo. Isso vale para o Norte e para o Nordeste. A renda per capita de um salário mínimo é impossível. Em relação aos alunos egressos da escola pública, a Prefeitura de Carazinho desenvolve programa que concede bolsa de estudo aos alunos de 2º grau. Portanto, isso é um desestímulo à Prefeitura, que está incentivando o 2º grau, porque não tem escolas de 2º grau publicas suficientes, e por isso os alunos recebem a bolsa de estudo. Com muita simplicidade, apresentei em 2002 a obrigatoriedade de as instituições filantrópicas aplicarem 10% em bolsas de estudos e outros 10% em programas de ações de natureza assistencial. Devemos reconhecer que no Estado do Rio Grande do Sul a maioria delas faz filantropia. Segundo, vamos mudar o FIES, vamos reduzir os juros, vamos alongar o prazo para pagamento e propor contraprestação de serviço, porque desde o ano passado somente 50 mil jovens foram beneficiados pelo FIES. Concluo dizendo que apenas alteraria o art. 208 da Constituição Federal, acrescentando aos deveres do Estado, da União, o de garantir financiamento a aluno carente da escola pública e da escola particular. Por que pública? Como se disse há pouco, o aluno precisa de recursos para a aquisição de livros, para manterse, pagar despesas de habitação, entre outras, e os alunos da escola pública não têm condições de pagar. Precisamos atender a isso também. Por essas razões, nos ateremos a essa questão. Preocupa-me a ausência do Relator, que deveria estar presente a esta discussão. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Concedo a palavra ao Deputado Carlos Abicalil. O SR. DEPUTADO CARLOS ABICALIL – Caro Deputado Ivan Valente, Sras. e Srs. Parlamentares, senhores membros da Mesa, quero manifestar minha satisfação com a Comissão, que dá prosseguimento a um debate que não se inicia nesta audiência, iniciouse anteriormente, com temas diversos, e este, concretamente voltado a um projeto específico, intitulado PROUNI, entrou em tramitação posteriormente ao nosso primeiro encontro para discutir sobre esse tema. Devo considerar, inclusive por respeito à ANDIFES, que o documento distribuído refere-se à data de 18 de março, portanto avaliação quando o projeto ainda não era conhecido – fez registro a esse fato o Prof. Paulo Jorge Sarkis. Em segundo lugar, esse projeto dialoga com muitas frentes e hoje só estão presentes à Mesa as frentes de inclusão, ou seja, aquelas que já estão no ensino superior. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Em oportunidade próxima deveremos ouvir aqueles que buscam entrar na educação superior. A EDUCAFRO, particularmente, no ano passado não apenas foi premiada com o Prêmio Darci Ribeiro, concedido por esta Comissão, como também representou muitos outros importantes segmentos da sociedade nesse debate de acessibilidade à educação superior. Na minha concepção, esse é um direito público, como reiteradas vezes pronunciou-se a ANDIFES. Por diversas vezes questionei o que era esse conceito de bem público, para debater em torno da evolução do tratamento desse tema, inclusive sob a égide da condução do mercado e das 3 áreas que apontam para o aprofundamento. De fato, o projeto, a meu juízo, não trata da expansão do ensino superior. Está-se colocando uma cunha necessária na relação público-privada da regulação da educação superior no País. Fez referência a isso a Profa. Elmara, que para se instalarem diversas instituições de educação superior tiveram de obedecer ao pré-requisito de serem consideradas de finalidade não lucrativa. Por essa razão, desde 1959 recursos públicos, pela via indireta da isenção ou da imunidade, foram apostos nessas instituições sem que houvesse controle público do resultado desse investimento. O projeto tem o mérito de dialogar com esse espaço de regulação do setor privado que aufere essa condição pela via da imunidade ou da isenção de diversos tributos. Em segundo lugar, o projeto levanta o tema do financiamento da educação superior pública e, nesse caso a área de expansão deve ser apontada, dada a condição de inverter, por dever legal, a relação que temos entre público e privado no País, que é de 70 para 30, ou menos do que 30 hoje, se considerarmos apenas a graduação. Quero dizer que o PNE aprovado na Casa estabelece que nesta década tenhamos 40%, uma relação 40/60, que, a meu juízo, ainda é insuficiente para a condução hegemônica do público e o projeto de desenvolvimento social sustentado para o País. Essa relação público e particular que o projeto aborda, e por dentro dela a condicionalidade de ter um perfil de inclusão racial e de inclusão de alunos oriundos da educação pública de ensino médio, dialoga com importante etapa de superação, que, quero reiterar, deve ser transitória em razão de contingente cada vez mais intenso de estudantes concluindo o ensino médio. Se a qualidade do ensino médio é discutível, quero crer que a avaliação de mérito pelo vestibular também merece críticas, se é mérito ou não em razão do que é aplicado hoje. E a conjugação do que é ofertado pelo setor privado como contrapartida da imunidade, do interesse social ou da condição de beneficente, seja filantrópica confessional, comunitária, pois nem todas Sexta-feira 6 33903 são filantrópicas. Que tenhamos condições de entender que, se há boa vontade para o diálogo, a meu juízo, não estamos tratando de expansão. Em segundo lugar, não estamos neste momento buscando alterar a relação e onerar ainda mais mensalidade escolares, o que é importante. Em terceiro lugar, creio que o projeto caminha na direção de ampliar oportunidades, particularmente para aqueles que hoje alimentam esse índice de inadimplência, convivem com financiamento insuficiente. E, a meu juízo, o projeto visa não apenas a vaga ociosa, mas a gratuidade de acesso pela população que ainda não ingressou. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, Deputado Carlos Abicalil. Com a palavra o Secretário Nelson Maculan. (Intervenções simultâneas inaudíveis.) O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, os expositores poderiam responder de uma só vez. Há indagações repetitivas e, muitas vezes, são apenas comentários e não perguntas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Consulto o Plenário se julga conveniente esse procedimento. Alguém se opõe a esse encaminhamento? Vamos conceder primeiro a palavra a todos Parlamentares inscritos. Com a palavra o Deputado Carlos Abicalil. O SR. DEPUTADO CARLOS ABICALIL – Sr. Presidente, ressalto que a lista é muito extensa, restam 12 oradores. É evidente que o interesse de cada Parlamentar em participar é absolutamente reconhecido. Agora, gostaríamos de saber duas coisas: há tempo para a Mesa responder e contestar as observações e, em segundo lugar, se essa extensão de mais 12 oradores na seqüência não traria o risco de ter temas que ao final não seriam tratados em razão da limitação de tempo. Talvez a composição fosse repartir em dois blocos. Prosseguimos um pouco mais adiante com as perguntas, fazemos um intervalo para que a Mesa responda e depois um segundo bloco de igual tamanho. (Não identificado) – Só para fazer uma pequena réplica. (Não identificado) – Só para dialogar com a Comissão, mesmo a esta hora – são quase 1h20min, temos presentes 11 Parlamentares inscritos. Isso demonstra o interesse dos Parlamentares. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – A pressão do Deputado Átila Lira sobre a Mesa é muito forte – eu reconheço -, mas S.Exa. é nosso decano. Vamos adotar a proposta do Deputado Carlos Abicalil e vamos ouvir até o Deputado Osvaldo Coelho. 33904 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Com a palavra o Deputado Átila Lira. O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Sr. Presidente, Srs. Parlamentares, caríssimos convidados, esses 2 projetos são interessantíssimos e regulam temas conflitantes: o público e o privado na Educação. Mas, sei que o representante do MEC pouco pode interferir nesse projeto, porque hoje já está tramitando na Casa. O projeto tem alguns problemas que tínhamos de resolver para tornar-se mais democrático e mais viável do ponto de vista operacional. Primeiro essa questão do universo de um salário mínimo. Queria saber se o critério do corte de um salário mínimo não restringiria muito o universo de pobreza. A opção do aluno tem de ficar por conta dele, não pode ser burocratizada. O próprio ENEM já é reconhecido como grande instrumento de seleção. Basta o aluno responder: “Eu quero estudar primeiro na Federal, segundo, na Estadual e, terceiro, nessa outra instituição.” A computação resolve isso. Quanto às questões do sistema de avaliação e do desligamento das instituições, temos de conciliar as regras do sistema de avaliação, e não criarmos uma nova regra para a avaliação. Outra questão é o critério estabelecido sobre os percentuais obrigatórios: de 20 para filantropia e 10 para outras instituições. Outro aspecto, quando o FIES será implementado no segundo semestre? É importante termos uma idéia do FIES, independente ou não da aprovação do projeto. (Intervenção inaudível.) O SR. DEPUTADO ÁTILA LIRA – Não. Já há recursos no Orçamento, o dinheiro está disponível. Em relação à questão dos fundos, o Secretário de Ensino Superior, na alocação de recursos, considera que os fundos de pesquisa representaram muito para o ensino superior? Fui Relator do Fundo do Petróleo, que hoje está possibilitando a pesquisa. Isso não significou muito para a educação? Quanto à questão das cotas, por que o Governo, no projeto de cotas, não aplicou o mesmo dispositivo do PROUNI, aplicando a proporção prevista em cada curso, turno e unidade administrava? Vamos estabelecer isso no Congresso Nacional. Só ouvi pessoas favoráveis às cotas da UNE e do Governo – este porque é obrigado a defender o projeto. Não ouvi do pessoal da ANDIFES uma posição veemente nessa questão, nem da ANDES, nem do Roberto Leher. Vocês têm de ser mais abertos. Está claro que essa concentração de renda, que é histórica em nosso País, carrega também um preconceito secular. Nossa elite, não só a burguesa dominante, mas também a intelectual e acadêmica, é contrária às co- Agosto de 2004 tas. Temos de rasgar isso e abrir essas escolas para implantar o sistema de cotas. Não vi uma defesa clara do pessoal, sobretudo dos progressistas que normalmente lutavam pela inclusão social. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, Deputado Átila Lira. Como a Deputada Celcita Pinheiro não está presente, concedo a palavra ao Deputado Lobbe Neto. O SR. DEPUTADO LOBBE NETO – Deputado Ivan Valente, serei rápido. Cumprimento a Mesa de maneira geral e os Srs. Parlamentares. Algumas questões que destaquei já foram comentadas, mas vou repetir um questionamento. Gostaria de saber do Sr. Nelson Maculan, Secretário da SESu, qual a meta atual para 2004, 2005 e 2006 em relação às novas universidades públicas, aos novos cursos, ao não-contingenciamento, à autonomia das universidades públicas federais com verba carimbada. O Governo vai aguardar o andamento desse projeto para, depois, definir sobre os novos cursos nas federais ou haverá novas universidades federais? O que me espanta é que o próprio Secretário chamou nossa atenção para o contingenciamento, como se ele não fosse do Governo. Quer dizer, V.Sa. é do Governo, não dá para falar como se fosse da Oposição ou estivesse fora, na universidade, por exemplo. O Ministro da Educação tem de conversar com os Ministros da área econômica para resolverem essa questão. Todos são Governo. Em segundo lugar, gostaria de saber como seria a inscrição dos alunos das escolas públicas, porque não está muito explícito. Qual será o critério de escolha. Isto é, se haverá vestibular como critério, se acontecerá após o vestibular, se o aluno vai escolher a universidade ou a faculdade que desejar ou se será via MEC. Quem vai colocá-lo e como será a classificação? Como será a fiscalização da relação das vagas por faculdades particulares e como o Governo prevê fazê-la? É algo que ainda está um pouco nebuloso. Com relação à questão das universidades públicas federais, gostaria de saber por que não avançam nos cursos noturnos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, Deputado Lobbe Neto. Concedo a palavra ao Deputado Severiano Alves. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, ouvi todos e achei tudo muito interessante. Foram brilhantes as exposições. Chamo a atenção para algumas ponderações, sobretudo a do Prof. Roberto. Desde 1995, estamos tentando realizar uma reforma universitária, que poderia ser uma reforma regulatória, disciplinatória ou ampliatória. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Como regulatória, bastaria dizer, no art. 207, que a autonomia da universidade, no caso da administração, da ciência e da didática, é assim ou assado, no caso da gestão financeira e patrimonial, ela universidade receberia xis do Orçamento. E pronto! Mas, do ponto de vista disciplinatório, como o Governo não teve como impedir o avanço do ensino particular – até porque se omitiu na sua expansão -, ficamos apenas criando, por exemplo, normas para avaliar a qualidade e disciplinar a expansão do crescimento do ensino público e privado. Quando tratamos as questões da regulação e do disciplinamento na reforma universitária, queremos uma reforma ampliatória. Assim, faríamos não apenas uma política afirmativa, mas também a política do crescimento universitário. Sr. Presidente, V.Exa. me acena com 1 minuto, mas falou por 5 minutos e ninguém disse nada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Deputado Severiano Alves, V.Exa. tem dado grande contribuição no sentido de disciplinarmos o uso do tempo para que todos os Deputados se manifestem. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, V.Exa. pode descontar o tempo, até porque minha presença deve-se exatamente ao merecimento que todos têm de serem ouvidos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – E V.Exa. abrilhanta esta reunião. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Para ser mais breve, diria que a proposta da UNE é a de que o Governo aproveite as vagas ociosas, oriundas da evasão, por exemplo, do 2º semestre ao último, e crie o curso noturno. Por que a universidade pública não quer curso noturno? Por que não se disciplina o horário? O professor que dá aula à noite na UNICAMP poderia deixar de dar aula no outro dia de manhã. Mas ficou muito claro que esse projeto não pretende a expansão de vagas, mas a sua redistribuição. E mais: na rede pública. Está muito claro! Portanto, ficamos preocupados, porque é um projeto discriminatório. Chamaram-me também a atenção as palavras da Profa. Elmara, ou seja, simplesmente colocar na universidade um aluno pobre, miserável, por ser negro ou índio. Não podemos deixar que as pessoas os apontem e digam: “Esse é da cota”. Não é por aí. Temos de dar tratamento igual a todos. Por isso, defendo que a reforma não seja apenas de cotas. Ninguém quer cotas. Ainda bem que o Sr. Secretário disse que esse é um ponto particular. Mas não vamos brincar, porque a proposta do Governo, na campanha eleitoral, não era bem essa e, sim, de expansão. Sexta-feira 6 33905 Conforme disse o Deputado: trata-se de rota de fuga do Governo. (Intervenção inaudível.) O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sintome à vontade. Ainda estou apoiando o seu Governo, ainda acredito nele. Talvez V.Exa. não acredite. Temos de cobrar do Governo a redistribuição de vagas com políticas afirmativas. Mas é a expansão das vagas que levará ao cumprimento do artigo da Constituição, segundo o qual todos são iguais perante a lei. Não queremos discriminar ninguém, nem prejudicar alguns em favor de outros. Temos de tratar todos com igualdade. Acredito que podemos fazê-lo, até para nos mantermos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, nobre Deputado. Baixou um espírito brizolista aqui hoje no Deputado Severiano Alves. Tudo bem. (Risos.) O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – É melhor um espírito brizolista. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Pois é. V.Exa. tem sido, sem dúvida, mais governista do que este Deputado, com certeza. (Risos.) Passo a palavra ao Deputado Osvaldo Coelho, depois aos membros da Mesa. O SR. DEPUTADO OSVALDO COELHO – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, durante a Assembléia Nacional Constituinte, foi aprovado um artigo, incluído no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que dizia o seguinte: no mínimo, 50% dos recursos da educação serão destinados ao ensino fundamental. Céus quase caíram, pois esse dispositivo implicaria enorme sacrifício por parte das universidades. Na verdade, eu sou o autor desse dispositivo. E foi difícil aprová-lo. Depois, fui ao Judiciário defender o seu cumprimento. Mas não houve jeito, porque implicava realmente enorme prejuízo para as universidades. Naquele tempo, víamos que todo o dinheiro da educação destinava-se ao ensino universitário, e o ensino fundamental era relegado a plano muito inferior. As coisas mudaram bastante de lá para cá: hoje, o ensino fundamental deu alguns passos positivos, e a universidade continua com as dificuldades de sempre. V.Exas. terão dificuldade de me entender, mas vou facilitar o entendimento de todos. No Município de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, a renda per capita é de 54 mil reais por ano, sendo que a renda per capita do Brasil é de 6 mil reais. A renda per capita do Nordeste é de 3 mil reais. Lá, um lugar chamado semiárido ocupa 65% da área total da região, e a renda per capita é de pouco mais de mil reais, o que representa 132 reais por mês. Esse é o maior retrato da desigual- 33906 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dade neste País. E das desigualdades esta República nunca cuidou. Nunca! Até outro dia, o Nordeste era objeto de alguns programas especiais da SUDENE, como o PROINE – Programa de Irrigação do Nordeste, que se tornou logo projeto nacional. A SUDENE foi extinta. Se buscarmos um programa hoje, não encontraremos nenhum. O Presidente da República está agora na China e lá aprende que, no período de 1997 a 1999, aquele país irrigou 1 milhão e 500 mil hectares por ano, enquanto no Brasil irrigamos por ano 70 mil hectares, sendo que no Vale do São Francisco irrigam-se de 4 a 5 mil hectares por ano. Este País é mesmo das desigualdade. Vejo como loucura as desigualdades na educação. Penso que deve haver um acerto, porque está tudo errado. Estamos falando sobre universidade, mas será que não é o ensino fundamental que merece mais atenção? Será que não é o ensino médio? Será que não é o ensino profissional de 2º grau? Somos muito pobres de ensino profissional de 2º grau. Sei que o MEC não tem 100 escolas profissionais de ensino médio; e tem somente 50 universidades. Na minha região o problema é mais grave. Todas as universidades do Nordeste estão no litoral, à exceção da Universidade de Teresina, que para mim é litoral porque é Capital. Faço aqui uma louvação ao atual Governo. O anterior foi exceção e criou uma universidade, a UNIVAS – Universidade do Vale do São Francisco, mas a deixou no papel. E o atual Governo, com uma decência excepcional, deixou que ela navegasse e já fez a seleção dos professores. Agora haverá vestibular. Mas prestem atenção ao seguinte: essa universidade está na região do semi-árido, onde há 1.100 Municípios e a palavra “reitor” nunca foi pronunciada, porque nunca houve uma universidade no semi-árido. Recentemente, foi criada a de Campina Grande, região em que chove muito, portanto é diferente, é outra exceção. Então, vivemos nesse estado de abandono total. Peço aos senhores que participam desta reunião que, por favor, lembrem-se do fator igualdade quando tratarem desse assunto. Dêem preferência à diminuição das desigualdades; não comecem a distribuir bolsas e a criar cursos noturnos em locais onde já existem universidades. Na minha cidade, para se chegar a uma universidade, são quase mil quilômetros. Quando disse isso na Califórnia, nos Estados Unidos, ao reitor da universidade de Fresno, ouvi o seguinte como resposta: “Mas Deputado, a escola é que tem de ir ao encontro do aluno. Que história é essa? O aluno vai andar mil quilômetros para chegar a uma universidade?” Pois é assim neste País. Agosto de 2004 Quero adverti-los sobre a desigualdade, porque tudo o que fizerem em relação à universidade que não atentar para o aspecto da distribuição espacial será uma rota muito errada. Termino repetindo a pergunta do colega: por que não se fazem cursos noturnos na universidade? O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradeço ao Deputado Osvaldo Coelho. Passo a palavra imediatamente ao Secretário Nelson Maculan. O SR. NELSON MACULAN – Vou começar pelo ensino noturno. Acredito que algumas universidades já os têm. A Universidade de Brasília tem, talvez não em número suficiente, V.Exa. tem razão. Há um estudo muito interessante da Universidade Federal de Minas Gerais que mostra que o ensino noturno já satisfaz muito a questão da exclusão, que o ensino noturno nas universidades públicas fornece muito mais facilidade ao alunado novo que trabalha durante o dia. As universidades têm evoluído no que diz respeito a sua autonomia. E temos realmente estimulado a discussão desse assunto. Há uma política importante, um estudo nesse sentido... (Intervenção inaudível.) O SR. NELSON MACULAN – Isso é geral. Sou favorável a todos os cursos. No Japão, há curso de Medicina à noite. São discussões que virão com o tempo e serão tratadas com o Ministério da Educação. São pontos importantes para as universidades. Quando fui reitor, na década de 90, criei 11 cursos noturnos: de Matemática, Física, Química, Direito, Administração, etc. Não havia esses cursos na minha universidade, só na área de formação de professores. E o rendimento é enorme hoje em termos de formação de professores nessas áreas. (Não identificado) – Na Universidade do Rio de Janeiro há quantos cursos noturnos? O SR. NELSON MACULAN – Na Universidade Federal do Rio de Janeiro há 12, mas só havia 1 ou 2. Não foi fácil. Enfim, faz parte da discussão política do País. Quero levantar o problema da expansão do ensino superior. A proposta do Ministério da Educação é de fazer projetos de expansão do ensino superior federal, visando mostrar a importância da demanda. Há mais de 110 demandas de universidades federais nos Estados. Temos de estudar politicamente cada caso e estamos trabalhando com 7 ou 8 neste momento. O Presidente Lula já anunciou esses dados. Isso vai impulsionar pelo menos uma discussão maior no próprio Governo, visando à liberação de recursos. Foi muito bem levantado pelo Deputado Lobbe Neto que faço parte do Governo, mas também desta discussão. É Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS importante usar esta Casa, onde a base do Governo pode nos ajudar. Quanto às rotas de fuga muito bem observadas pelo Deputado Ivan Valente, essa não pode ser a nossa política. Existe atualmente a grande dificuldade levantada aqui de distribuição dos recursos, dada a dívida pública, ou seja, rotas de fuga e plano de expansão. É claro que está no contexto realista que temos de levantar. E o Governo está adotando a política de debate dessas questões. Não posso responder diretamente, mas não queremos que haja rotas de fuga. Disse no início que os 2 projetos são passageiros e que deve haver uma associação igualitária. Foi uma resposta imediata a uma série de demandas da sociedade, que não pode esperar mais. É preciso responder de acordo com as condições do trabalho. Sobre os arts. 9, 10 e 11, a parte jurídica, estou de acordo mas os juristas vão questionar a capacidade. O Ministério da Educação analise o assunto com cuidado. Já houve algumas consultas também, mas outras virão com o tempo. Sobre o FIES, dadas as discussões, será liberado no segundo período. São recursos da ordem de 900 milhões. Hoje são mais ou menos 800 milhões, mas chegará a 1 bilhão e tanto; se ele continuar, chegará, daqui a 3 ou 4 anos, a 1,5 bilhão por ano. São recursos passados (ininteligível). Quanto à autonomia universitária, é complicado. (Falha na gravação) vão dar uma única prova, vão fazer o exame do ENEM. Quer dizer, são processos que temos de discutir. A própria sociedade tem muita dificuldade de falar sobre vestibular, mais democrático aqui do que em outros países, onde só entram na universidade aqueles que foram bons alunos no primeiro ou no último ano. O aluno que foi mais ou menos no último ano vai entrar numa universidade boa, como é o caso dos Estados Unidos. O vestibular dá uma chance ao aluno que teve dificuldade no passado, de se recuperar numa prova. O vestibular não é uma coisa simples, como o quadro de futebol do Brasil. Agora, o Ministério da Educação tem estudado novas maneiras para o ingresso na universidade. Sobre o salário mínimo o Deputado Átila Lira falou muito bem. Seguindo o estudo do INEP, vamos analisar o nível do alunado que entra, que faz vestibular, por exemplo. Há número enorme com renda abaixo de 1 salário mínimo per capita. Isso chama a atenção. Então, baseamo-nos muito nesses dados para fazer esse tipo de proposta que vai ser discutida aqui. É muito grande o número de vestibulandos dessa camada da sociedade que ganha 1 salário mínimo per capita. Quantos aos sinais, já era um projeto feito. Temos de continuar avaliando. É importante. O Ministério da Sexta-feira 6 33907 Educação não pode parar, ele está fazendo um trabalho visando à discussão da reforma universitária. No entanto, há problemas que têm de ser tratados, como a avaliação, etc. O que tem situado o Ministro nessa discussão é que essa lei orgânica pode modificar completamente as propostas que estamos debatendo aqui. Quer dizer, o aspecto é muito mais amplo. O que vemos é que esses processos são de aperfeiçoamento de avaliação. Estou respondendo um pouco rapidamente. Tenho de chamar a atenção porque há muitos tópicos. Desculpem-me. Algo bem observado: acesso e permanência. Não adianta só ter acesso, tem de ter permanência. E vou mais longe. Tem gente que fala só do Ministério da Educação, mas se esquece da Prefeitura, do Estado. Tem de existir um projeto único de educação. O Governo Federal tem obrigação com o ensino superior, está na Constituição. Ele tem de fazer políticas, mas tem obrigação direta com as universidades federais, deve ter uma resposta para isso. É importante que isso seja dito. Tenho dito que não adianta fazer todos esses projetos sem assistência estudantil que estimule a permanência. E vou mais longe. Eu gostaria muito mais de que o restaurante universitário não fosse da universidade, mas do Município ou do Estado, que todos os alunos que tivessem a carteirinha da UNE pudessem comer lá, como é feito na França, na Itália. A universidade européia não tem um restaurante universitário; os restaurantes são da cidade, da municipalidade, da esfera federal, estadual ou regional, como eles chamam lá. As casas de estudantes não são da universidade, mas da região. Isso é interessante. É um tipo novo de pensamento. Pensamos que a universidade tem que fazer isso. Não. Trata-se de um serviço mais democrático para a sociedade: aqueles que tivessem a carteirinha da UNE ou de outra entidade poderiam fazer isso. Sobre a autonomia e o financiamento, comentados aqui, é importante a visão do Ministério da Educação sobre a reforma universitária. Do Orçamento, uma parte não poderá ser contingenciada, outra será destinada a sua manutenção, e outra, conforme o projeto de desenvolvimento da própria instituição, terá como objetivo o aumento de sua capacidade. Não é uma competição entre as universidade, mas uma autocompetição. Esta é a minha visão. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – A Presidência vai dar a palavra por 3 minutos a cada um dos outros membros da Mesa. O SR. DEPUTADO LOBBE NETO – Sobre o salário mínimo, eu estava conversando com o Depu- 33908 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tado Severiano Alves e queria entender uma questão. Aquele jovem de família pobre, de classe média/baixa – hoje a classe média está bem empobrecida -, que quiser estudar na universidade pública, ocupar essas vagas, se estiver fazendo um estágio ou trabalhando, será excluído do processo. Vamos privilegiar o jovem ou o aluno que não faz estágio ou que não está trabalhando naquele momento. Queria saber se algo nesse sentido foi analisado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – O Prof. Nelson Maculan responderá ao final. Com a palavra o Prof. José Domingues de Godoi Filho, por 3 minutos. O SR. JOSÉ DOMINGUES DE GODOI FILHO – Três minutos é muito pouco. Lamentavelmente, já é a segunda ou a terceira vez que o Deputado Átila Lira faz as perguntas e depois, premido por compromissos, não fica para ouvir as respostas. De duas uma: já começo a desconfiar nessa direção. O ANDES não abriu e não abre mão dos seus pressupostos. Está aqui nas decisões em relação a cotas, na defesa da escola pública, gratuita e democrática. Tanto é verdade que nas eleições da semana passada tivemos de enfrentar até situações constrangedoras, causadas pela chapa governista, como holerites falsos encaminhados aos docentes. Só para dar uma idéia da dimensão dos fatos. A proposta do ANDES sobre cotas e coisas do gênero vai ficar aqui para que também seja do conhecimento de todos, porque em 3 minutos não é possível responder a tudo. Também é importante dizer que as escolas públicas foram impedidas, de certa maneira, de ampliar seus quadros, não só no curso noturno, mas também no diurno. Na minha universidade não foi possível abrir cursos, mas isso foi aprovado para as universidades privadas, com recursos do BNDES, do Banco do Brasil e do então Banco do Estado de Mato Grosso, que, salvo erro de interpretação, são públicos. No entanto, não fizeram isso. Talvez devêssemos pensar mais quando falamos em escola noturna. Por que não pensar em escola em tempo integral para meninos de 4 a 18 ou 23 anos de idade, como já existe em países mais ou menos sérios que entendem educação como investimento? O custo disso, certamente, é bem inferior ao da segurança, tendo em vista o índice de mortes envolvendo meninos de rua. É nisso que devíamos pensar. Quanto ao fundo de pesquisa mencionado, respondo ao Deputado Átila Lira que as relações anteriores eram muito melhores com as CEMPES, CEPEL e CPqD, 3 centros de pesquisas que financiavam muito mais do que os atuais fundos de pesquisa juntos. Ficará Agosto de 2004 pior com a inovação tecnológica porque o setor privado também terá acesso. Por isso alertei para o fato de que não se podem discutir essas questões isoladamente de outros programas de governo. Com o acesso que terão as empresas e as universidades corporativas aos 12 fundos, essa transitoriedade dificilmente será mantida. Não dá para ser entendida dessa forma. São questões importantes que têm de ser verificadas nesse conjunto. A relação entre universidades e fundos vão piorar e muito. Precisamos pensar nisso. Em relação à transitoriedade na área de educação, não há nenhum caso em que a situação tenha-se mantido como tal. E, com os programas que temos, isso será pouco provável. Apesar de o Deputado Átila Lira não estar presente, gostaria de registrar uma questão. Será que queremos que aqueles que se formaram na Universidade Federal ou na Universidade Estadual do Piauí trabalhem no que pretende a (ininteligível) no Jalapão? É para isso que queremos formar as pessoas? O resultado disso vai modificar a diferença social entre as pessoas? Eu duvido. Será que, se a UFMG ou a Universidade de Montes Claros continuarem formando pessoas para trabalhar no Jaíbas com algodão chinês e coisas do gênero, conforme consta de um dos projetos, melhorará a condição de vida daquelas 400 mil pessoas só de Montes Claros, para não falar nas demais? Mudará alguma coisa em Itaqui, no Maranhão, com o porto chinês? Em que a formação se diferenciará? Na região de Açailândia, o que se modificará na (ininteligível)? E na Vale do Rio Doce? Temos de discutir universidade e educação versus a realidade concreta do País que queremos. Esses são projetos concretos que tramitam no Congresso Nacional. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Tem a palavra o Prof. Paulo Jorge Sarkis. Mais uma vez, peço desculpas porque o tempo é muito curto. Esse formato não permite, infelizmente, que o debate deslanche. O SR. PAULO JORGE SARKIS – Aproveitando o tempo extremamente curto, começo reivindicando para a ANDIFES, na nossa sede ou aqui, uma oportunidade de abordagem do tema com mais detalhes, porque tudo o que está sendo discutido é fortemente vinculado às universidades, às instituições federais de ensino superior. Temos uma grande contribuição a dar ao debate. Portanto, deixo essa minha reivindicação. Farei rápidos comentários. A restrição devido à dívida, aventada pelo Deputado Carlos Abicalil, é apenas uma face do problema. Na verdade, é uma questão também de priorização dos poucos recursos que existem. Recentemente, foi anunciado que estão Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sendo preenchidas 16 mil vagas no serviço público federal, e não há nenhuma para as instituições federais de ensino superior. Verificamos também que o superávit acima do necessário para cumprir as exigências de pagamento da dívida público é dividido entre outras áreas, mas não é destinado à educação. Em relação às cotas, tivemos oportunidade de apresentar exemplos da nossa universidade em reunião nesta Comissão há alguns meses. Todo o sistema federal de educação superior é muito rico em soluções para este problema. É importante que esses exemplos sejam mais bem avaliados para que tenhamos uma solução de profundidade. Por exemplo: na nossa instituição, conseguimos, com interação ao 2º grau e assistência ao estudante carente, fazer com que o contingente de estudantes provenientes de escola pública passasse de 50% para 63%, com grande reflexo também na questão da cota racial. Portanto, é importante que se conheçam os exemplos do sistema, como curso noturno, interiorização, multicampi, soluções que visam melhorar a inclusão social a partir da questão econômica, com reflexo nas demais. Quanto aos cursos noturnos, não vejo resistência de professores à implantação. A resistência é das administrações que não têm dinheiro para pagar a conta de luz. Estamos sendo cobrados pelo Tribunal de Contas da União, para reduzirmos os gastos com energia, em função de um decreto da época do apagão. Estas são as questões básicas: custeio e pessoal. Como posso abrir um curso noturno, se não tenho servidor para manter a biblioteca setorial aberta à noite? Mesmo assim, está se fazendo o possível. Várias universidades, inclusive a minha, têm cursos noturnos. Estamos ampliando e criando, este ano, outros cursos. Já se falou bastante sobre a expansão. Quanto à divisão da vinculação orçamentária constitucional, levantada pelo Deputado Osvaldo Coelho, ela é completamente insatisfatória. Ao longo do tempo, sucessivos Governos procuraram transformar o imposto ao qual estava vinculada em contribuição. Dessa maneira, o bolo sobre o qual está definida a vinculação constitucional diminuiu. Hoje ela é insuficiente, mesmo que fosse toda destinada ao ensino superior. Teríamos de rever o dispositivo constitucional, para vinculá-lo ou ao PIB, ou ao total da arrecadação pública, e não apenas ao imposto ou ao total do dispêndio. As desigualdades regionais são consideradas em vários dispositivos da ANDIFES, tanto na matriz que distribui recursos quanto na matriz que distribui pessoal. Precisaríamos de muito mais tempo para abordar todas essas questões com a profundidade necessária. Sexta-feira 6 33909 O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Prof. Paulo Jorge Sarkis, agradeço a concisão. Passamos imediatamente a palavra à Profa. Elmara Lúcia de Oliveira, representante do CRUB. A SRA. ELMARA LÚCIA DE OLIVEIRA BONINI CORAUCI – Procurando ser breve, dirijo-me inicialmente à Deputada Iara Bernardi, que me citou. Deputada, atualmente sou Presidenta do Conselho de Reitores das Universidades Públicas. Neste momento, sou a única integrante da Mesa que falará um pouco sobre o ensino particular, que costumo chamar de ensino público não-estatal. Fui Secretária de Educação do Município de Ribeirão Preto, experiência muito importante em minha vida. Fui trabalhar no ensino público porque estava cansada de ser rotulada de comerciante de ensino ou de instituição “pilantrópica”. Trabalhei 4 anos no ensino público. A rede tinha aproximadamente 6 mil alunos, número que elevei para 22 mil em Ribeirão Preto. Fui membro do Conselho Estadual de Educação durante 6 anos, e Presidenta da Câmara de Terceiro Grau por duas vezes. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Professora, fiz apenas observações sobre a sua entidade. Nada pessoal. A SRA. ELMARA LÚCIA DE OLIVEIRA BONINI CORAUCI – É comum, Deputada, atribuírem ao ensino particular algumas responsabilidades que não lhe cabem. A SRA. DEPUTADA IARA BERNARDI – Professora, dirigi as observações à representante da entidade. A SRA. ELMARA LÚCIA DE OLIVEIRA BONINI CORAUCI – É claro. Eu a estou representando, sou a Presidenta do Conselho de Reitores. Na verdade, vejo que a iniciativa privada está sendo submetida à seguinte situação: ao se reduzir a isenção tributária das bolsas de estudo totais, deixa-se de levar em conta uma experiência importante que o ensino particular tem: as bolsas parciais. Não se falou sobre isso aqui. Por quê? Porque temos a possibilidade de conseguir que empresas custeiem a metade do curso. Com os outros 50% totalizaremos 100%. Temos mecanismos e experiências dentro da instituição particular que demonstram que não deveria haver proibição da bolsa parcial. Quero também analisar a extensão da universidade voltada para a prestação de serviços. Ela é real, séria, em muitas universidades particulares. Há um senhor lá atrás fazendo um sinal com a cabeça. Na verdade, é necessário que se conheça o ensino particular. O ensino particular cometeu um erro ao não divulgar devidamente essa questão. O que acon- 33910 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tece? Num dado momento, expõem-se na imprensa algumas instituições que não cumprem esse papel. Mas isso não quer dizer que todas sejam assim. Deputada, sei que a senhora não pensa assim. A senhora disse: “Nós precisamos de mecanismos para aferir a imunidade”. É claro que sim! O pessoal do INSS está permanentemente dentro das universidades particulares. O que precisa ser analisado é o que realmente está sendo glosado, como prestação de serviço, por exemplo. A concepção do órgão é de que o estágio é obrigatório, mas não no montante da prestação de serviço das instituições. Hoje as universidades já têm contabilidade de custo, exatamente para demonstrar essa diferença. Já usei um minuto do meu tempo, mas a abordagem desse aspecto merece mais espaço. Disponho-me a dizer, depois, como é possível avaliá-lo perfeitamente na instituição particular. Outra questão cuja análise é importante é a expansão do ensino particular. Isso não é responsabilidade dos dirigentes do ensino particular. Isso foi uma política governamental. Durante todo esse período, lutamos contra essa expansão desordenada do ensino particular, o que, aliás, nos criou um grande problema. Da mesma forma, não somos responsáveis pela não-existência de cursos noturnos no ensino público. Entendo a posição do ensino público, até porque tenho acompanhado a carência de investimentos. Somos favoráveis ao aumento de vagas no ensino público, inclusive o noturno. Outra questão que precisa ser analisada é o fato de o ensino particular sofrer um preconceito muito interessante. Hoje temos pós-graduação nas universidades. A que dirijo tem 4 cursos de pós-graduação autorizados pela CAPES. A iniciativa particular tem dificuldade para instalar cursos de pós-graduação. É necessário que isso seja dito. Quanto à pesquisa na universidade particular, temos áreas de pesquisa importantes. Contudo, esse todo precisa ser analisado. Fiquei muito preocupada quando foi dito que esses são projetos provisórios, que podem acabar de repente, com uma possibilidade real de não retornar. Há hoje um entrosamento entre o ensino público e o privado. Em nossa região, temos uma relação direta com o ensino público. Para finalizar, gostaria de lembrar que não foi mencionado o problema da economia informal. Não consigo entender, por exemplo, já que temos 60% da população na economia informal, como o aluno vai poder caracterizar a renda per capita de um salário mínimo. Temos 60% da população na economia informal. Agosto de 2004 Eu teria muito mais a falar, mas ficarei por aqui, porque o tempo é exíguo. Muito obrigada pela atenção. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Eu gostaria de fazer uma réplica. Quero dizer à Reitora Elmara que nesta Comissão não há, pelo menos por parte da maioria esmagadora de seus membros, preconceito algum. Tínhamos preconceito em 1995. Lembro-me de que, quando presidia esta Comissão, eu tinha dificuldade de colocar a educação particular na mesma mesa. Está presente, por exemplo, um precursor dessa abertura ocorrida em 1995, o Prof. Edson Franco. Naquele tempo, havia preconceito, inclusive da parte do PT. Hoje, contudo, o Governo do PT vê a educação particular como parceira. O meu partido, o PDT, tem como bandeira número 1 a educação. Sinto-me muito à vontade para discutir educação, porque estamos preocupados com a qualidade, não com a expansão. O Governo tem de fazer a parte dele, que é criar a expansão com a oferta de vagas no setor público, criando o curso noturno. Volto a defender veementemente a criação de curso noturno. Agora, vamos expandir também para que se faça o disciplinamento, porque nós precisamos de uma reforma ampliatória. É o que quero defender no ensino particular. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Hoje está difícil a Mesa controlar o Deputado Severiano! (Risos.) Passo a palavra ao Prof. Roberto Leher, para as suas considerações. O SR. ROBERTO LEHER – Eu gostaria de frisar e reiterar um equívoco fundamental desse projeto, no meu entendimento. É a indiferenciação de 3 problemas que merecem um tratamento sistemático. Uma questão diz respeito à expansão do ensino, políticas de expansão. Isso deve ser objeto de uma matéria específica. Outro problema é de regulação, sobretudo, de instituições que recebem verbas públicas e que, obviamente, devem estar submetidas ao controle social. Isso é outro projeto de lei. E é fundamental que tratemos isso. Nos Estados Unidos, nos anos de 1940, 55% das instituições de ensino superior eram de direito privado. Pensemos em Reagan e nas políticas neoliberais: qual seria o quadro? Atualmente, 22% das instituições de ensino superior estadunidenses são de direito privado. Por que reduziram? Questão de controle social. Então, é preciso uma política – e esse projeto claramente não dá conta disso – voltada para o controle social, sobretudo para instituições que a Constituição permitiu tenham acesso a verbas públicas. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E o terceiro problema é a política de democratização do acesso, sobretudo, de segmentos vitimados pelo racismo e pela condição econômica. Então, são 3 questões que estão obviamente interligadas, mas que merecem um tratamento mais sistemático. A Deputada Iara Bernardi tem toda a razão de chamar atenção para uma contradição. No momento em que se fala de ampliação de acesso de oportunidade dos segmentos populares, sobretudo de afro-descendentes – ou seja, classe no Brasil tem cor; o processo de formação de classes no Brasil é indissociável do racismo e da escravidão -, não se tem no Plano Plurianual nenhuma política de assistência estudantil; não há política consistente de suporte à ampliação do ensino público. Em suma, a verba prevista no PPA para o ensino superior federal é algo entre 6,5 bilhões e 6,8 bilhões de reais. Ora, isso não cobre nem a folha vegetativa, nem o custo vegetativo das universidades federais. Então, é preciso equacionar essa contradição entre as declarações e o que está sendo feito efetivamente para as universidade públicas. Quanto à questão da ampliação, é preciso destacar que quem tem sustentado que este projeto é para ampliação é o Ministro Tarso Genro. Eu ouvi a entrevista de S.Exa., que disse que criaria 1 milhão de vagas. Então, é preciso que fique claro; quer dizer, como vão ser expandidas as matrículas, porque isso não está claro. Na questão público-privada, talvez o ponto mais sensível desse debate e de maior complexidade conceitual, é o que o Secretário Fernando Haddad, meu colega da Universidade de São Paulo, fala explicitamente: “vamos demolir a fronteira entre o que é público e o que é privado”. E aqui eu insisto: historicamente, a esfera pública constituiu-se como a esfera do direito de todos, e se contrapõe ao que é específico e particular. Então, é preciso que nós problematizemos essa afirmação de que a polarização do que é público e do que é privado é algo que está demolido na esfera da modernidade, e que na pós-modernidade não vai mais existir essa diferenciação. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – E como é que pode ser transitória uma coisa que está sendo demolida, professor? Se o Secretário Haddad fala que vai demolir esse conceito, como é que pode ser transitório isso? O SR. ROBERTO LEHER – Aí, é melhor o Fernando Haddad esclarecer como que se avalia isso. Agora, há uma nova criação que, no nosso entendimento, é deletéria, que é essa indiferenciação; uma conceituação que vem sendo trabalhada nas instituições de interesse social. Essas instituições de interesse social Sexta-feira 6 33911 não teriam mais os seus adjetivos, cuja conquista é tanto pública como particular; conceitos construídos na modernidade e importantes na vida social. Parece-me que, nesse aspecto, há uma questão conceitual a ser trabalhada e mais refinada. Concluo, referindo-me às cotas, tema dos mais importantes deste início de década. Espero que os defensores das cotas não representem forças políticas que tenham corroborado para que a expansão tenha de se dar por meio da esfera privada. Espero que não sejam os protagonistas do ressurgimento de uma – que não é o que o movimento negro defende – “biologização” da raça, mas que está presente. Trata-se de algo gravíssimo porque estaríamos voltando ao século XIX. Espero que não desvinculemos etnia de classe, porque o acesso não é um problema de insuficiência biológica, mas de natureza social e econômica. Só que a exploração tem cor e, a meu ver, este é o mérito da discussão. Mas nós não podemos, a título de defender a cota, permitir que trabalhemos com uma noção biológica de raça, passemos pela esfera privada e desvinculemos a questão do problema social. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradecemos ao Prof. Roberto Leher a excelente contribuição. Concedo a palavra ao Presidente da UNE, Sr. Gustavo Lemos Petta. O SR. GUSTAVO LEMOS PETTA – Sr. Presidente, Deputado Ivan Valente, demais Deputados e Deputadas, o debate é realmente muito rico e nós, da UNE, em caravana, estamos percorrendo as principais universidades brasileiras. Ontem, por exemplo, eu estava na Universidade Federal de Viçosa. Estamos ouvindo diversos Deputados desta Comissão, a fim de que nos ajudem a subsidiar uma proposta final da UNE, a ser apresentada no mês de julho ao Congresso Nacional e ao Ministério da Educação. A nossa luta é para que a reforma universitária seja uma sinalização do Governo, não mais para o mercado financeiro e para os organismos internacionais, mas uma sinalização para a sociedade brasileira, uma sinalização para um projeto de nação que precisa ser construído de maneira pactuada entre os diversos setores, a fim de resolver diversas questões que estão postas e enfrentar as adversidades externas por que passamos frente à ditadura do capital financeiro. Nesse enfrentamento, a universidade, principalmente a universidade pública, é indispensável. É necessário o fortalecimento da universidade pública como instrumento importante para a conquista da nossa soberania, da nossa independência e também para a maior inclusão social. 33912 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS No atual sistema de ensino superior é igualmente indispensável a participação das instituições privadas. Isto precisa ficar bem claro, porque não está estabelecida, a curto e a médio prazo, a estatização das universidades privadas ou o atendimento da juventude brasileira somente através das universidades públicas. É preciso haver um processo de regulamentação do ensino superior privado e não apenas a regulamentação das instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos. Elas, sim, precisam passar por um processo de regulamentação mais rígido, porque possuem verbas oriundas do Estado brasileiro. Refiro-me também às universidades com fins lucrativos, que precisam ser vistas como uma concessão que o Estado faz à iniciativa privada, e não como qualquer outro setor de serviço a ser comercializado, como qualquer outro tipo de mercadoria. Dentro dessa visão, precisamos pensar na democratização do acesso que passa pela inclusão de reservas de vagas a estudantes oriundos das escolas públicas e pela política de cotas para negros e índios. Principalmente na universidade pública, precisamos encarar uma certa visão “meritocrática” relativa ao acesso à universidade. Essa mesma visão “meritocrática” faz com que hoje boa parte das nossas pesquisas fique concentrada no Estado de São Paulo, no Sudeste, fazendo com que não se pense no Brasil como um todo, com que não se pense num desenvolvimento nacional que leve em conta as peculiaridades regionais e a necessidade de haver mais investimentos nas Regiões Norte e Nordeste. A visão “meritocrática” defende a idéia de que quem tiver a melhor nota nos concursos para bolsas na CAPES é que terá a bolsa. Por isso, é preciso pensar no desenvolvimento do País com a inclusão social. Políticas emergenciais como a adoção de cotas e reserva de vagas se fazem necessárias na visão da União Nacional dos Estudantes. Logicamente, devem ser associadas a um processo de expansão do ensino superior público, principalmente no curso noturno, hoje o mais adaptado aos jovens que precisam trabalhar durante o dia. É preciso ainda que estejam ligadas a um plano de assistência estudantil, porque não adianta pensar no acesso dos estudantes à universidade sem pensar também na sua permanência. Senão, cria-se uma ilusão maior no jovem brasileiro, que chega à universidade pública, através do sistema de cotas ou de reserva de vagas, que não vai conseguir concluir seu curso, porque não há política que garanta a sua permanência. Para a realização de tais objetivos serão necessários mais investimentos públicos em educação superior. Agosto de 2004 A reforma universitária deverá reverter o processo de esvaziamento da universidade pública, que ocorreu através da expansão desordenada do ensino superior privado, sem levar em conta as demandas sociais e regionais, e dissociada de um projeto de nação. Por isso, a reforma universitária deve ligar-se a esse projeto de país e aos desafios que o Brasil tem para o próximo período. Isso passa, logicamente, pelo fortalecimento da nossa instituição pública, da nossa universidade. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – V.Sa. está de parabéns e, por extensão, a atual direção da UNE. A nobre Deputada Neyde Aparecida está ausente. Quando S.Exa. retornar, terá direito à palavra. Concedo a palavra à Deputada Professora Raquel Teixeira. A SRA. DEPUTADA PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA – Sr. Presidente, senhores convidados que compõem esta Mesa, com certeza, ao discutir esses 2 projetos de lei, nós estamos falando da busca da eqüidade e da superação das desigualdades históricas que caracterizam o nosso País. Qualquer pessoa sensata que mora no Brasil tem que ser favorável às ações afirmativas, se realmente quiser que sejam superadas as desigualdades históricas. Nos últimos 10 anos, aliás, eqüidade e qualidade foram 2 termos introduzidos nas discussões educacionais. Se analisarmos os textos educacionais, constataremos que nem eqüidade, nem qualidade eram palavras muito freqüentes, mas eu acho que isto é um bom sinal. Também não podemos cuidar da eqüidade sem esquecer a qualidade. Se estamos falando de inclusão de grupos racial e/ou socialmente discriminados, temos que lembrar também que, no mundo do século XXI, no mundo globalizado, temos que pensar na inclusão internacional do País. Por isso, chamo a atenção para a qualidade e a reserva de universidades que têm historicamente liderado a produção do conhecimento, a “dessistematização”, a distribuição e organização desse conhecimento. Dito isso, declaro ser favorável, sim, às ações afirmativas. Prof. Nelson Maculan, exatamente por tais ações serem afirmativas, quero expressar a minha estranheza com relação ao fato de o MEC, antes de mandar um projeto de financiamento da educação básica, ter enviado para esta Casa um projeto ligado às universidades. Isto pode sinalizar que a prioridade do MEC é o ensino superior, enquanto sabemos que a verdadeira solução para a eqüidade é a educação básica de qualidade para todos. Daí ser importante que o MEC tenha sinalizado com o financiamento da educação básica. Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Há 2 projetos que concretamente têm de ser analisados. Ouvimos – não quero ser repetitiva – dúvidas e objeções com relação aos dois. Em relação ao PROUNI, eu mesma teria vários pontos a levantar: as instituições, o sistema de entrada, o ENEM, a inconstitucionalidade, como salientou o Prof. Elmara Oliveira, a quantidade das cotas proporcionalmente ao incentivo que cada tipo de instituição tem, se filantrópica, nãolucrativa ou lucrativa. Na parte relativa aos estudantes eu também teria algumas objeções. Se a universidade for desligada porque não vai bem no programa, o aluno permanece. Quer dizer, a universidade não é boa para ser mantida no programa, mas o coitado do aluno que permaneça lá! Enfim, eu tenho várias objeções – que já foram levantadas – em relação ao PROUNI. Tenho também dúvidas em relação à reserva de cotas para universidades federais. Porque 50% no concurso, como está no texto, não afeta muito a situação hoje existente. Por exemplo, na minha universidade, a Universidade Federal de Goiás, 52% dos alunos são oriundos das instituições públicas; só que estes alunos não entram nos chamados cursos nobres. Eu quero discutir como é que fica a situação dos cursos nobres na política de cotas; quero ver medidas de salvaguarda da qualidade em relação ao apoio acadêmico, ao apoio com livros etc. Nas experiências que temos, relativas simplesmente a abertura de cotas, o aluno abandona o curso porque não tem dinheiro para comer, para comprar livros; enfim, ele enfrenta uma série de dificuldades. Diante dos impasses – e não vou levantá-los todos por falta de tempo -, eu queria retomar a primeira fala do Prof. José Domingues, quando disse que talvez o regime de urgência urgentíssima seja negativo neste momento. A discussão que ora realizamos, Prof. Ivan Valente, esvazia a discussão da reforma universitária, que, aliás, não deve ser chamada de reforma universitária; deveria ser um planejamento estratégico para o desenvolvimento do ensino superior em que se falasse dos CEFETs, dos institutos de formação de professores, das faculdades integradas, isoladas. Nós não podemos falar. São 2.048 instituições de ensino superior, menos de 200 universidades. Então não podemos restringir a nossa discussão à questão universitária. Portanto, com toda ênfase possível, quero apelar ao bom senso desta Casa para que trabalhemos no sentido de retirar o regime de urgência urgentíssima, a fim de que essa questão possa ser discutida com o tempo, a atenção e o respeito que ela merece. Obrigada. Sexta-feira 6 33913 O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, Deputada. Concedo a palavra à Deputada Neyde Aparecida. A SRA. DEPUTADA NEYDE APARECIDA – Deputado Ivan Valente, que preside esta Mesa, Sras. e Srs. Deputados, palestrantes, convidados, primeiro, apesar de já ter sido bastante mencionado, quero falar da assertiva do Ministério em relação a esse projeto, que – entendo – é muito mais de regulação do que de expansão de vagas. Temos 85% dos alunos matriculados em escolas que se dizem sem fins lucrativos, ou seja, que são confessionais e filantrópicas. Desejo saber do Secretário Nelson Maculan se há previsão de em quanto tempo nós poderemos atender ou atingir aquilo que prevê o Plano Nacional de Educação – PNE, de pelo menos 30% para ingresso no curso superior. Há uma previsão para isso? Vamos ter condições de cumprir? Esse projeto por si só, até o ano de 2011, nos dará conta de que cumprir a meta de ter pelo menos 30% na universidade? Desejo também fazer referência ao que disse a Profª Elmara sobre a meia bolsa. Acho que o projeto, em nenhum momento, proíbe as universidades de continuarem a trabalhar com a meia bolsa, até porque a universidade recebe o valor total, pois normalmente as empresas pagam a meia-bolsa. Se nós estamos aqui trabalhando a favor de um projeto de inclusão de alunos de baixa renda, com renda per capita de até 1 salário mínimo, se passarmos a trabalhar com a meia-bolsa certamente não teremos incluído esses alunos de forma alguma, até porque foi falado – e eu concordo – que teremos que ter outras políticas públicas de assistência para a manutenção desses alunos, mesmo com a bolsa total. Será necessária uma política pública de manutenção desses alunos na universidade, porque ainda há a alimentação, o transporte, o material didático e tudo mais. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, Deputada Neyde Aparecida. Os Deputados Bonifácio de Andrada e Fátima Bezerra não se encontram em plenário. Concedo a palavra ao Deputado Luciano Leitoa. O SR. DEPUTADO LUCIANO LEITOA – Sr. Presidente Ivan Valente, autor da iniciativa desta grande audiência, cumprimento os integrantes da Mesa em nome do nosso amigo Gustavo Petta, que tem desempenhado um bom trabalho em nome dessa grande massa na área universitária. Inicialmente, quero falar da grande discussão sobre as cotas que está havendo no País e no meio da classe universitária. 33914 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Eu praticamente me considero negro, e, com certeza, as cotas têm relevância para os movimentos que tratam dessa questão. Mas, ao mesmo tempo, fica a preocupação de se abrir precedente maior para o surgimento de outras cotas, por exemplo, em prol dos deficientes físicos, das mulheres... Somos políticos e vejo que alguns têm medo de tocar nessa questão de cotas. Ficam com medo de serem de repente questionados por algum representante de movimentos populares. Mas eu acho que temos que procurar realmente qual é a melhor saída para a proposta de cotas universitárias no tocante a raças e etnias. Eu tive algumas experiências. Sou do Maranhão, mas estudei em universidade pública no Piauí, a Universidade Estadual do Piauí – UESP, porque morava na divisa destes Estados. Hoje estou estudando numa universidade particular. Assim pude sentir os incentivos diferentes que se têm na escola pública e na particular. Ingressei numa escola pública, e a vida toda tinha estudado em escola particular. Infelizmente, a concorrência é desigual para com aqueles que estudam em escola pública. Sou totalmente a favor de cotas em favor daqueles que vêm do ensino público. Mas desejo fazer uma indagação ao representante do MEC que está aqui. O art. 4º do projeto do Governo determina que o beneficiário do PROUNI não poderá sofrer qualquer forma de discriminação, devendo receber tratamento idêntico aos demais alunos matriculados na instituição de ensino superior. Fica aquela indagação que até o Deputado Severiano Alves agora há pouco levantou. Infelizmente, nas redes particulares, a maior parte das pessoas tem maior poder aquisitivo. De repente, coloca-se uma pessoa de pouco poder aquisitivo, discriminado até pela própria roupa que veste e do meio de transporte que utiliza para ir a sua universidade. Um estudante pode chegar de bicicleta, e outro, de carro particular. Estou falando da questão psicológica mesmo do estudante que está chegando, ingressando no meio disso. Esses aspectos têm de ser analisados porque fazem parte de um pensamento que envolve tudo isso. Outra questão que gostaria de discutir é com relação ao percentual. O inciso II do art. 7º estabelece que o percentual de bolsa de estudos destinado à política afirmativa de acesso de autodeclarados negros e indígenas ao ensino superior e que o percentual de que trata o inciso II deverá ser, no mínimo, igual ao percentual de cidadãos autodeclarados pretos, pardos e indígenas pelo último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística – IBGE, respectivo a cada Unidade da Federação. Agosto de 2004 Sou do Maranhão, e justamente a maior parte das pessoas que moram próximas à região de Teresina, onde estão a UFPI e a UESPI, ingressa naquelas universidades, porque o Maranhão, de certa forma, possui a maior deficiência em ensino público no País. Com relação a esse apanhado do IBGE, levar-se-ia em conta o Piauí ou o Maranhão, na eventualidade de se usar as cotas? Fica a indagação das pessoas que residem nas divisões de Estados, porque, de certa forma, se considera o percentual de um Estado e de outro; ambos interferem nesse processo. A última indagação é quanto ao art. 7º, que determina que o Ministério da Educação poderá, em caráter excepcional e mediante ato fundamentado, afirmar o termo de adesão com a instituição, cujo processo de avaliação não tenha sido concluído. Como o processo de avaliação não foi concluído e o Ministério da Educação, de certa forma, via caráter excepcional e mediante ato fundamentado, vai permitir isso? Acho que deve haver maior discussão sobre o projeto. Parabenizo os responsáveis por este grande encontro, mas o tempo é muito pouco tempo para o tamanho da discussão a ser realizada. Fica o convite para a Conferência Nacional que ocorrerá nos dias 16, 17 e 18, em Brasília, quando a maior discussão será sobre a questão das cotas raciais. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, Deputado Luciano. Concedo a palavra ao Deputado Paulo Rubem Santiago, de Pernambuco. O SR. DEPUTADO PAULO RUBEM SANTIAGO – Sr. Presidente, comunico que, na condição de 2º Vice-Presidente da Comissão de... O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Eu peço desculpas porque o Deputado Clóvis Fecury está à frente na lista de inscrição. V.Exa. permite?! Foi um engano meu. O SR. DEPUTADO PAULO RUBEM SANTIAGO – Pois não. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Concedo a palavra ao Deputado Clóvis Fecury. O SR. DEPUTADO CLÓVIS FECURY – Sr. Presidente, em nome de quem saúdo todos da Mesa, serei breve. Em primeiro lugar, quero dizer que o Governo Lula começou com um grande projeto social, um projeto temporário: o Fome Zero. Em pouco mais de um ano de seu Governo estamos aqui discutindo um projeto já reconhecidamente temporário. Não seria melhor estarmos discutindo um projeto mais sólido, mais consistente? Ou seja, não seria melhor tocarmos na ferida, que é a questão sobre a melhoria do ensino público, seja Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS médio ou fundamental? O Governo fatiou a discussão da matéria, o que enfraquece o diálogo e as contribuições. Na minha opinião, deveríamos discutir o ensino e a educação como um todo. Fala-se em educação a curto prazo. Isso não existe. O tempo necessário para a educação é, no mínimo, 20 anos. Não existe também ensino superior sem o ensino fundamental e sem o ensino médio. Se não temos qualidade no ensino superior, é porque não tivemos qualidade no ensino fundamental. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto. O Deputado Luciano Leitoa, do meu Estado, abordou um ponto muito importante: a igualdade. Esse artigo é desnecessário, porque a igualdade é constitucional. S.Exa. questionou como o estudante com a renda, digamos, de um salário mínimo, vai poder chegar a uma faculdade, onde encontrará colegas que provavelmente têm uma situação econômica muito melhor. Qual o apoio que o Governo vai dar a esse estudante para que o mesmo não se sinta inferiorizado e possa freqüentar a faculdade em pé de igualdade, uma vez que ele chega àquela faculdade por um processo de seleção diferente? Esse é outro ponto. Ou seja, se ele merece um tratamento igual, por que não passa pelo mesmo processo de seleção da instituição? O terceiro ponto seria a retomada do FIES. O incentivo ao FIES seria um projeto vitorioso. Por último, não vi como o Governo pretende financiar ou ajudar esses estudantes carentes, que chegam a essas instituições, na compra de livros, no transporte etc. Este ponto já foi bastante debatido. E como estes estudantes são assalariados, vou dar aqui uma sugestão aos amigos do PT: vamos aprovar um salário mínimo maior! O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Com a palavra o Deputado Paulo Rubem Santiago. O SR. DEPUTADO PAULO RUBEM SANTIAGO – Sr. Presidente, exercemos a 2ª Vice-Presidência da Comissão de Finanças e Tributação e fomos nomeados Relator deste projeto pelo Deputado Nelson Bornier. De antemão, informo que vamos convidar não apenas os nossos representantes das universidades públicas, das entidades docentes, técnico-administrativas e estudantis, mas também os representantes das universidades estaduais, autarquias e fundações municipais. Tenho ao meu lado o professor Presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais. No ano passado, conduzimos uma audiência pública nesta Comissão, e, mais uma vez, nos parece que o imenso campo de vagas oferecidos pelas universidades estaduais e municipais entra nesse debate como primo pobre da conversa. O PROUNI não trata das universidades estaduais, autarquias e fundações municipais, que representam hoje quase a Sexta-feira 6 33915 metade das vagas no ensino superior público. Então há uma enorme lacuna, e a discussão está absolutamente desafinada. Quero destacar alguns pontos e, depois, concluir com uma avaliação. Primeiro, é profundamente meritória a preocupação do Deputado Ivan Valente e de vários outros, no tocante ao debate quanto à expansão das vagas no ensino superior público. Não se trata da discussão de regulação, de presunção ou do estabelecimento de auditorias sobre quem não recolhe impostos. Esses seriam outros debates, e parece-me que este não é esse o fórum adequado para tal discussão. Em segundo lugar, há a discussão da proporção de alunos atualmente matriculados em relação àqueles que têm escolarização média ou idade de curso de nível médio ou superior. Em terceiro lugar, uma questão que nós já havíamos apontado para o Secretário Fernando Haddad: analisar um projeto de lei sob o ponto de vista que pode vir a ser lei federal é uma questão; outra coisa é quando essa lei federal desce para a realidade, para um Brasil desigual, desarmônico e com realidades regionais absolutamente diferentes. Se o projeto propõe uma parceria com universidades privadas, filantrópicas, sem fins lucrativos, etc., a distribuição dessas universidades no território nacional é algo profundamente desigual. A distribuição em relação à população em idade escolar de nível superior no Sul e Sudeste é uma, enquanto no Norte, Nordeste e Centro-Oeste é outra. E mesmo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste a disponibilidade de vagas nas Capitais e regiões metropolitanas é uma, enquanto a disponibilidade de vagas no interior do País, ou naquelas regiões interioranas como o Agreste, o Sertão, a Zona da Mata, é outra completamente diferente. Do ponto de vista do próprio projeto, há erros técnicos, como aquele do art. 2º. Se o projeto propõe a abertura de vagas, o ingresso na universidade para aqueles que não têm nível superior, a referência a professor da rede pública de educação básica é imperfeita, porque professor de educação básica em nível médio é portador de diploma de nível superior. Também não está clara, no nosso ponto de vista, a referência aos arts. 5º e 11. (Intervenção inaudível.) O SR. DEPUTADO PAULO RUBEM SANTIAGO – Deveria ser, mas não é. Na maior parte dos casos, nas redes públicas estaduais, com exceção dos Governadores que superexploram os contratos precários, como o do meu Estado: 55 mil professores na rede, sendo que 20% com contrato precário, há anos. Os arts. 5º e 11 parecem-me confusos. O art. 13 é a pedagogia de Pôncio Pilatos. O aluno é beneficiado, 33916 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS entra na escola por esse sistema e, se ele não tem um bom desempenho, se evade, o sistema lava as mãos. Para que não caia a proporção, são oferecidas novas vagas. Não me parece que isso seja correto. Um dos Deputados fez referência à nossa renitente defesa da reforma universitária. Nós estamos há 3 décadas, no mínimo, submetidos a um modelo de política econômica: na primeira década, de 1970, a expansão com endividamento; na década de 1980, uma inflação galopante; na segunda metade dos anos 1980 até o início dos anos 1990, planos sucessivos de combate à inflação; a partir do final da primeira metade dos anos 1990 até o início dos anos de 2000, 2001 e 2002, a sobrevalorização da moeda, a hipertrofia da estabilidade e um salto da dívida pública, que passou de 61 bilhões de reais para 730 bilhões de reais, em títulos. Então, não dá para discutir reforma universitária, expansão do ensino superior público, plano de cargos e carreiras, valorização dos trabalhadores em educação, enquanto estamos submetidos a uma centralização da macroeconomia. Encerraria, Deputado Ivan Valente, para não faltar ao hábito que há muito tempo eu não pratico aqui, fazendo, em versos nordestinos, uma avaliação desse projeto: “Chegou, enfim, o PROUNI, e chega para ampliar o acesso à Educação para quem não pode estudar, mas é preciso entender que pode não convencer; vamos, pois, avaliar. A renúncia de receitas que aqui nos parece a base não está bem calculada, colocada em cada fase, mas, mesmo sendo boa a intenção, está confusa a questão., O PROUNI talvez não case. E, se formos, então, olhar como ficam no País as vagas anunciadas, tudo o que o PROUNI diz, talvez não haja harmonia. Do centro à periferia, a idéia não condiz. Cadê as estaduais que avançam no interior e ainda as municipais? Muitas de grande valor não aparecem no texto, e, mesmo firmes no contexto, a omissão causa dor. Agosto de 2004 Nós sabemos desiguais o acesso e a condição de quem, no Norte, Nordeste, caminha na Educação. No Centro-Oeste, olhe lá, facilidades não há! Como fica a opção? O PROUNI é boa idéia, mas tem arranjos pendentes. A renúncia está em aberto, deixa muitos descontentes. Queremos chegar mais perto; o ensino público, decerto, é um caminho consistente. E, falando da evasão, um grande susto tomamos: se o aluno não freqüenta, que caminhos adotamos? Deixar o estudante assim, parece-me idéia ruim; só novas bolsas nós damos. Nosso risco no setor é não chegar mais à frente. Tanto contingenciamento... Que modelo dependente! Por isso é preciso abrir, novas contas redigir, para um caminho decente. Algumas décadas idas e a economia não cresce; cresce em tributos e dívidas enquanto o povo padece. O ensino público pede, quem sabe, o Governo cede e a Educação enriquece.” Obrigado. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Esse é o Deputado Paulo Rubem Santiago que sempre valoriza a nossa Comissão de Educação, a nossa cultura brasileira, além de ter um conteúdo fantástico para colaborar com o nosso debate. Finalizaremos agora, chamando o Deputado Corauci Sobrinho, que fechará nosso debate com chave de ouro. S.Exa. é não membro da Comissão, mas está aqui por várias razões. O SR. DEPUTADO CORAUCI SOBRINHO – Inclusive pela Presidência de V.Exa., pois sou seu fã desde a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Cumprimento V.Exa., o Deputado Carlos Abicalil, Presidente da Comissão, por este rico debate. Não vou reiterar tudo que já foi dito de importante, mas este debate nos remete exatamente para uma discussão já feita aqui hoje: a de que nós deveríamos instalar a Comissão da Reforma Universitária. Eu fui Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS indicado membro da Comissão pelo meu partido, e já tentamos, durante 5 ou 6 vezes, nos reunir para indicar o Presidente, o Relator. E, infelizmente, provavelmente por ação deliberada do Governo, nós não conseguimos fazer nenhuma reunião. Conseguimos quorum em uma reunião e eu próprio instalei a comissão, não sei se regimentalmente ou anti-regimentalmente, sem que houvesse possibilidade de elegermos o Presidente, o Vice-Presidente e o Relator. Isso já foi colocado aqui pelo Prof. Godoi. O Governo está fatiando essa reforma universitária, e a única coisa fatiada boa que conheço é a picanha. Eu não conheço nenhuma outra coisa que, fatiada, dê resultado. De todo desse debate temos que tirar uma lição. Não dá para aprovar em regime de urgência, com todas as dúvidas levantadas aqui hoje. Cada Deputado que falou suscitou dúvidas, divergências. Agora mesmo, o último orador acabou de levantar a questão das universidades estaduais e municipais, que estão praticamente fora da proposta, como lembrava aqui. Então, tudo isso nos remete ao fato de que é necessário retirar essa urgência do projeto, sob pena de que ele vá ao plenário do jeito que está e o Governo ponha a funcionar o seu rolo compressor e o aprove. Esse projeto, quando chegar ao Senado, certamente será totalmente modificado ou não será votado, porque da forma como está redigido não atende a nenhum dos segmentos interessados. Faço um apelo à Liderança do Governo, à Liderança do PT, para que retire essa urgência de tramitação desse projeto. Quero fazer uma última pergunta ao Secretário da SESu, baseado inclusive em uma colocação da Deputada Iara Bernardi – lamento que ela não esteja aqui neste momento. Ela colocou a importância de que esse projeto contemple em 20%, ou no percentual que a Câmara definir, em bolsas de estudo, no caso de 100% como foi lembrado aqui – e eu não concordo absolutamente como isso, pela experiência que tenho de professor universitário e de vice-reitor de uma universidade. Prof. Maculan, na minha cidade, a Universidade de Ribeirão Preto, que é particular, atende a 30 mil pessoas na sua prestação de serviços, nos cursos de Medicina, Fisioterapia, Odontologia, Farmácia e Direito, gratuitamente. A pergunta que eu vou fazer não é de interesse nem do professor, nem do aluno nem da universidade; é da comunidade que me elegeu. A Prefeitura Municipal não atende a essas 30 mil pessoas; ao contrário, remete para a universidade atender. O sistema de saúde do Estado não atende e o Governo Federal também não atende. Essa universidade instalou o seu modelo baseado naquilo que a lei determinava à época, como lembrou aqui a Profª Elmara, de que Sexta-feira 6 33917 um sistema de filantropia teria de ter, além do sistema de bolsas, também um atendimento, uma prestação de serviços. Não é verdade que isso não possa ser fiscalizado. Se nós formos pensar dessa forma, então vamos acabar com o Imposto de Renda no Brasil porque há milhões de sonegadores. A Receita Federal não consegue fiscalizar e, então, acaba-se com o Imposto de Renda, ninguém mais paga Imposto de Renda. Se não conseguimos fiscalizar tudo o que está errado no País, vamos extinguir tudo, então?! Isso não é verdade. Parece aquele raciocínio dos bingos, que foi utilizado recentemente pelo Governo. Se não dá para fiscalizar tudo, vamos extinguir. Não é essa a forma de governar. Há forma de fiscalizar, sim. É fiscalizado. Tem universidades que não cumprem, é verdade. Essas é que têm de ser fiscalizadas, para que voltem a cumprir os seus objetivos. A pergunta que faço é a seguinte, Prof. Maculan: quem vai atender a esses 30 mil pobres, que não podem pagar um médico, um dentista, uma vez que o sistema de saúde não lhes atende, uma vez que eles não têm convênio público? Apenas 40% da população brasileira ativa tem um convênio médico ou um sistema de saúde privado através da sua empresa. Pergunto: se todo o sistema vai para as bolsas de estudo, isto é, 20% daquilo que é a isenção, quem vai atender essa população pobre, cerca de 30 mil pessoas/mês, 360 mil pessoas/ano? Vamos jogá-las no olho da rua?! Vamos deixá-las à morte?! Vamos deixá-las à própria sorte?! Essa a pergunta que faço, porque o projeto não prevê nenhum tipo de atendimento, nenhum tipo de prestação de serviços. Isso foi muito pouco falado aqui hoje. Falou-se de bolsa de estudo, do negro, do índio, mas não se falou das universidades que prestam verdadeiramente esses serviços. Essa é a pergunta que eu quero colocar ao Prof. Maculan e, naturalmente, também aos Srs. Deputados desta Comissão. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Obrigado, Deputado Waldemar Corauci. Encerramos as inscrições. E, dado o adiantado da hora – são 14h46 -, vou seguir a ordem. Começamos com o Gustavo Petta, que tem 2 minutos para as considerações finais. O SR. GUSTAVO LEMOS PETTA – Respeitando o tempo, serei bem objetivo em relação aos projetos aqui discutidos. Primeiro, é lógico que esta Comissão de Educação da Câmara precisa se engajar, e vem se engajando, no esforço de fortalecer a universidade pública e a sua expansão. Um dos grandes debates agora é sobre a LDO, em que está colocada a possibilidade de uma emenda da Comissão com vistas à expansão, principalmente, dos cursos noturnos, questão essa quase unânime entre os Deputados que 33918 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS utilizaram a palavra em defesa do fortalecimento da universidade pública. Em relação aos 2 projetos em discussão, é preciso primeiro diferenciar. Um deles é projeto da reserva de vagas para estudantes oriundos das escolas públicas, com cotas raciais e indígenas para ingresso nas universidades federais. Em relação a esse projeto, uma mudança precisa ser feita: tem de ser garantida a reserva por curso e por turno para os estudantes oriundos das escolas públicas, porque, senão, a medida será insuficiente. Hoje, nas universidades federais, 42% dos estudantes são oriundos de escolas públicas. Então, a medida fica muito de fachada e realmente não resolve o problema da democratização do acesso aos cursos concorridos, como Direito, Medicina e outros. Então, isso precisa ficar entendido. Uma outra questão que precisa ter no projeto como emenda é a necessidade de o Estado arcar com o plano de assistência estudantil. O Presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-Ministro Paulo Renato retiraram do Orçamento da União a rubrica especial para assistência estudantil. Ela precisa voltar para garantir não só os estudantes que já estão nas universidades públicas e têm dificuldades de nelas permanecer, mas também os egressos do sistema de reserva de vagas. Em relação ao Programa Universidade para Todos – PROUNI, a UNE defende que é preciso haver uma regulamentação mais clara quanto às universidades filantrópicas, ou seja, aquelas sem fins lucrativos, porque muitas, infelizmente, não cedem bolsas. Eu, por exemplo, sou estudante da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Lá existem diversos serviços feitos, mas não existe política de bolsas de estudo para estudantes carentes. Isso precisa estar garantido nesse plano de assistência. Outra questão, dado o estrangulamento que o Deputado Ivan Valente colocou: isenção de impostos para universidades com fins lucrativos. É preciso que haja uma diferenciação. O programa Universidade para Todos abre a possibilidade de haver mais isenção de impostos para as universidades com fins lucrativos. Essas isenções, garantidas na Constituição, já fazem com que o Estado gaste o dobro com as universidade privadas do que gasta com as federais. Acredito que a possibilidade de mais isenção de impostos não seria correto neste momento em que precisamos discutir o fortalecimento da universidade pública. Diante de todas essas questões que se fazem realmente necessárias no Programa Universidade para Todos, sugiro que haja mais debates na Câmara dos Deputados e Senado Federal e com representantes de toda a sociedade brasileira. Agosto de 2004 O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Com a palavra o Prof. Roberto Leher. O SR. ROBERTO LEHER – Sr. Presidente, parece-me que ficou bastante clara a necessidade do aprofundamento da matéria, sobretudo quanto ao chamado fatiamento da reforma universitária. O assunto parceria público-privada não é menor. É preciso examinar no grupo de trabalho interministerial o lugar da parceria público-privada na redefinição do funcionamento do sistema de ensino superior do País. Vejam o que significa, em termos de parceria público-privada, a inovação tecnológica que permite a mercantilização do cotidiano das nossas universidades públicas que produzem conhecimento. Esse projeto Universidade para Todos operacionaliza, como eixo de expansão, o setor privado. Em suma, temos um sistema de avaliação já aprovado pelo Parlamento que permite a criação desse ente exótico chamado instituição de interesse social, que não tem adjetivo de pública ou privada. Inclusive, surpreendentemente, permite que a nota do Provão entre no histórico escolar dos estudantes. Há um retrocesso. No México, hoje, as empresas devem olhar antes o certificado do Provão do que o histórico, o currículo do estudante; eles qualificam a universidade, mantendo as questões importantíssimas de quotas e da reserva. Precisamos fazer esse debate de forma mais articulada. Isso requer que o projeto não tenha tramitação acelerada para que a sociedade o discuta com mais profundidade. São problemas estruturais da universidade pública, mas temos de encontrar soluções duradouras, porque soluções tidas como “ovo de Colombo” e idéias mirabolantes todos os governos têm apresentado para a educação. Apesar de tantas boas idéias, infelizmente, o ensino público está sofrendo forte pressão. Só se mantém com qualidade porque há um trabalho muito devotado das pessoas que atuam no ensino público. Em suma, precisamos debater mais, e o eixo não pode deixar de ser o ensino público. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Concedo a palavra à Profa. Elmara Lúcia de Oliveira, represente do CRUB. A SRA. ELMARA LÚCIA DE OLIVEIRA BONINI CORAUCI – Sr. Presidente, agradeço a oportunidade que esta Comissão de Educação, através do Sr. Presidente e dos Srs. Deputados, nos propiciou para discutirmos uma matéria de tal complexidade. Assim como o Professor, também acho que precisamos de um tempo maior para fazer o que de fato é necessário: uma grande reforma universitária. Enquanto estou na Presidência do Conselho de Reitores, faço um apelo aos diversos segmentos, em especial à ANDIFES, Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para que articulemos intensamente com os demais segmentos do Conselho de Reitores, a fim de que possamos definir questões claras sobre a universidade brasileira. Finalizando, quero novamente reafirmar a posição da questão da urgência urgentíssima e pedir aos Srs. Deputados que repensem claramente essa questão, que é séria, grave e merece realmente uma discussão maior. Obrigada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Com a palavra o Prof. Paulo Jorge Sarkis. O SR. PAULO JORGE SARKIS – Sr. Presidente, quero, primeiramente, agradecer o convite feito a nossa entidade. Reconhecemos o importante trabalho que esta Comissão tem desenvolvido. Agradecemos a cada um dos membros desta Comissão pelo apoio que sucessivamente têm nos dado nas tramitações aqui no Congresso. Evidentemente, já fizemos alguns apelos, mas queremos colocar mais outros em termos de reforçar posições que já foram externadas ao longo deste debate. Em primeiro lugar, a importância capital que a nossa instituição dá à ampliação do sistema público de ensino superior. Isso é condição sine qua non para qualquer política de inclusão no País, e será muito difícil termos sucesso, se essa condição inicial não for cumprida. Além disso, sugerimos que se estabeleçam programas envolvendo universidades e o ensino básico, no sentido de aumentar a qualidade do ensino básico. Propomos isso com base na experiência da nossa instituição. Já tivemos oportunidade de trazer essas idéias a esta Comissão. Essa experiência teve resultados muito satisfatórios na nossa região. Outra questão importantíssima: a permanência do estudante. Se pretendemos que haja eqüidade no acesso, também precisamos de assistência estudantil, senão esse estudante poderá entrar e sair logo. Aliás, se quisermos ver exemplo de eqüidade de acesso malsucedida – e, infelizmente, tenho visto várias vezes o número de estudantes incluídos – basta olharmos os nossos vizinhos da América do Sul. A eqüidade lá é perfeita; simplesmente, não há vestibular. No entanto, o índice de insucesso é enorme: há 90% de evasão. As melhores universidades conseguem 10% apenas de sucesso. Sempre repetimos que eles já atingiram 30%, 40% da faixa etária de 18 a 24 anos. Contudo, esse pessoal todo permanece somente até o 2º semestre; depois, eles abandonam os estudos. Portanto, precisamos ter um pouco de cuidado também para não sermos traídos nas nossas boas intenções e chegarmos a uma fórmula não condizente com a nossa realidade. Sexta-feira 6 33919 Com relação à dificuldade de estabelecimento cotas, a nossa instituição não tem posição formada. Ela está determinada a implementar políticas de inclusão social, e isto está muito claro nas nossas decisões. Mas essas políticas afirmativas, no nosso entendimento, mesmo quando se incluir cotas, se se vier a incluílas, tem de passar por soluções de profundidade. Só para enriquecer a questão da dificuldade das cotas, eu lembro que, ao longo da história, todas as questões de cotas sempre foram fraudadas. Já tivemos anteriormente a questão da valorização do filho de produtor rural. Houve época em que as pessoas ricas da cidade compravam uma chácara, tiravam um talão de produtor rural e gozavam da isenção. Se tivermos, por exemplo, a questão da escola pública como parâmetro, também teremos um grande número de matrículas em escolas públicas da parte daqueles que podem ter seus filhos estudando em instituições particulares. A questão racial ainda é mais fácil de ser fraudada, porque é uma simples autodeclaração. Nós vamos começar a tirar fotos, fazer julgamento, uma confusão sem fim! E aproveito o exemplo mencionado daquela universidade que estava na divisa dos 2 Estados, Maranhão e Piauí, para citar o exemplo da minha universidade. Como falei, com a eqüidade de acesso que estamos promovendo, conseguimos ter 63%, 64% de alunos da escola pública. Com isso, no nosso entendimento, aproximamo-nos do atendimento da eqüidade racial. Temos, por exemplo, no Rio Grande do Sul, 86,6% de brancos; na universidade, temos 89,5%, um pouco superior. Temos 12,7% de afro-descendentes; 8,5% na universidade. Temos 0,4% de índios na população, sendo 1% na universidade. Aqui é óbvio: somos uma universidade do interior onde existem índios, e na Grande Porto Alegre não tem índio! Então, pega-se a média do Estado. É diferente! Temos mais índio do que a média do IBGE. E, pela mesma razão, temos menos afro-descendentes na universidade do que aponta o índice do IBGE. Pouca coisa, mas temos, porque na Grande Porto Alegre é onde se encontra a maior concentração de afro-descendentes. É uma questão muito complicada esta de se atingir justiça através de dispositivo meramente adequado. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agrademos ao Prof. Paulo Jorge Sarkis e à Associação dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior. Agora, passamos a palavra ao Prof. José Domingues de Godoi, do ANDES, sindicato nacional, para suas considerações finais. O SR. JOSÉ DOMINGUES DE GODOI FILHO – Reitero a proposta que fiz inicialmente, com a contri- 33920 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS buição dos que tocaram no assunto, de que o projeto não comporta urgência e que também que o Projeto de Lei de Inovação Tecnológica não seja aprovado em 60 dias, como se pretende, porque dessa forma também estaríamos sepultando uma série de situações na própria universidade. O fatiamento da reforma pode ter uma boa contribuição desta Comissão, se ela conseguir juntar e retomar a discussão e dar-lhe outro rumo. Quero deixar claro também que, a despeito de tudo que foi falado aqui de público, não temos posição favorável àquilo que se depreende que é possível interpretar do que produziu o Secretário do MEC, Sr. Fernando Haddad, ou o Ministro Tarso Genro, que se compara claramente àquilo que se convencionou chamar de terceira via. Não é para isso que discutimos educação. Finalmente, no caso do ANDES, continuamos na luta por um ensino público, gratuito, democrático, laico e de qualidade. Continuamos preconizando autonomia didático-científica nos termos da Constituição Federal. Continuamos discutindo as condições de trabalho, que nem sempre, na ampla maioria das universidades particulares e em boa parte das estaduais, é razoável; consegue ser pior do que estamos experimentando agora nas federais. Isso também não está sendo discutido. Como a espécie humana não conseguiu produzir algo diferente e professor é algo da espécie humana, não é macaco ou algo do gênero... Sem o professor em sala de aula será impossível fazer qualquer projeto. Isso também não está sendo discutindo. Merece ser discutido o plano de capacitação desse conjunto de professores, uma carreira única. Quanto ao que ficou decidido no nosso congresso, para não deixar margem à dúvida, quero levantar uma discussão que tem de aparecer em algum momento: E quanto aos descendentes – que o Banco Mundial também chama de afro-latinos, mas que aqui resolvemos chamar de afro-descendentes – de imigrantes da Líbia, do Marrocos, da Mauritânia, do Egito que vieram para cá. Como ficam esses? O ANDES decidiu, no congresso da categoria, que devemos defender as políticas de ação afirmativa que beneficiem os setores historicamente oprimidos e excluídos da sociedade brasileira: negros, índios e pobres. Mas isso está posto no quadro da luta pela universalização, igualdade e eqüidade do acesso à universidade pública, ou seja, no bojo da ampliação das vagas, condições de permanência, verbas públicas e quadros efetivos das instituições em direção ao fim do vestibular e generalização do direito ao acesso. Estamos promovendo, ao longo deste ano, debates e seminários para que a Agosto de 2004 entidade tenha uma posição mais clara, mais definida e melhor articulada. Em relação às vagas, é importante deixar claro também que foi fruto de acordo da greve de 2001, época em que o Roberto era Presidente do ANDES, e com participação de Parlamentares que deram uma contribuição importante, as questões de expansão de vagas no vestibular, de preenchimento das vagas docentes, dos hospitais universitários, e por aí afora. Houve um acordo que não foi cumprido no governo passado e que esperamos possa vir a ser cumprido no atual, com a Mesa Setorial que começa a trabalhar no MEC a partir do dia 27. No mais, muito obrigado. Deixarei aqui a proposta do ANDES para a Comissão, e parabéns a todos pela realização desta audiência. O SR. DEPUTADO SEVERIANO ALVES – Sr. Presidente, uma comunicação. Estou encaminhamento requerimento ao Deputado Carlos Abicalil pedindo que seja convidado o Deputado Colombo para debater com os membros da Comissão o projeto, até porque não queremos fazer papel de bobo. Discutimos aqui com tanta gente importante e recebemos muitas contribuições valiosas. Queremos conversar com o Relator na Comissão da Educação, saber o que ele pensa sobre o projeto e também se ele pode adiantar alguma coisa do seu projeto de conversão. Então, peço ao Deputado Carlos Abicalil que atenda com urgência a esse requerimento. Poderíamos fazer isso na próxima quarta-feira, depois da Ordem do Dia da Comissão. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Entendo que esse assunto deva ser tratado na Comissão de Educação, com os membros convocados para fazerem parte da reforma universitária. O SR. DEPUTADO CARLOS ABICALIL – Sr. Presidente, pela ordem, para que não fique qualquer informação omitida. Eu quero aqui reiterar que a ausência dos Deputados Gastão Vieira e Colombo diz respeito à participação de S.Exas. em missão no exterior não outorgada por esta Comissão, porque não passou por aqui, mas pela Mesa da Casa. De sorte que a ocasião da audiência hoje coincidiu com a ausência deles. Reitero que existe uma série de audiências ainda por ocorrer, todas elas atinentes a ambos os temas que estamos tratando aqui hoje. Da parte da Mesa, elas serão cumpridas na medida do possível, tendo em vista que esse projeto relativo ao PROUNI tramita simultaneamente em 3 Comissões. Portanto, para além desta Comissão, temos debates na Comissão de Finanças e Tributação, já informada aqui pelo Deputado Paulo Rubem Santiago, Relator, e na Comissão Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de Constituição e Justiça, cujo Relator é o Deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Finalizando nossa audiência, passamos a palavra ao Sr. Secretário Nelson Maculan, da SESu. O SR. NELSON MACULAN – Primeiramente, vou responder ao Deputado Lobbe Neto sobre o salário mínimo. É um salário dividido. Se, por exemplo, o pai, o homem que trabalha, ganhar 1 mil reais e tiver ele a mulher e mais 3 filhos, divide por 5. Quer dizer, o salário mínimo é dividido pela família. Esse é um dos critérios. Pode não ser o melhor. Tanto é que está aqui na Casa para ser modificado. Eu sou muito simples e acho que as coisas são assim na democracia. É uma proposta. É muito difícil ter uma proposta exata e completa. Mas essa proposta faz parte da regulamentação, tramita na Casa e acredito que vocês poderão melhorar muito esse projeto. A Deputada Professora Raquel Teixeira perguntou por que estão discutindo muito mais a reforma universitária, o ensino superior do que os outros. Eu acredito que os 3 sistemas têm de ser organizados. Mas, no entanto, um setor que foi muito pouco discutido pelos governos nos últimos 7 anos foi o setor universitário. Houve até um sucateamento do ensino superior no País. A própria SESu foi sucateada. Tive um certo trabalho lá para recuperar o nível dos secretários de educação pública no País, para ter mais visibilidade. Não foi fácil. É uma discussão importante. Essa idéia do Ministro Tarso Genro de chamar isso de reforma universitária... Eu preferia ter chamado isso de um projeto de estudo para a educação superior, porque trata-se de 2.040 instituições de ensino superior no País. Quando eu digo reforma universitária, eu chamo educação superior do País, e isso é que é importante. Acredito certamente que o mais importante seria a expansão de vagas no ensino público. Hoje, foi abordado aqui que todas as universidades estaduais já oferecem mais vagas no vestibular que todas as federais. Eu já tinha dito isso aqui. Das públicas, foi a que mais interiorizou. As federais, com raras exceções. Agora, discutimos na época o problema de constituição das estaduais, porque o Ministério da Educação tem uma ligação muito forte. Quer dizer, por lei, são as federais, as particulares, as confessionais etc. Com as estaduais existem convênios, mas não temos, por exemplo, uma legislação com as estaduais. Então, é um problema mais de legislação. Esse é um problema que tem de ser discutido; por isso não está incluído no bojo da discussão sobre cotas. Então, estou dizendo, mais ou menos, o que colocaria. Sexta-feira 6 33921 A pergunta do Deputado Corauci Sobrinho é discutível. Eu sou uma pessoa aberta à discussão. Sei que muitas universidades têm um papel importante na área de extensão. No entanto, a visão do grupo que organizamos é de que seria uma maneira mais importante, no momento atual, de responder à demanda da sociedade via bolsas. Mas estamos abertos a esse debate. Da maneira que foi colocado aqui, eu, pessoalmente, sou plenamente aberto; temos de reconhecer um trabalho que muitas universidades têm feito, sejam privadas, sejam públicas. Com todas as dificuldades, volto a dizer que há regiões onde o único ensino superior que se instalou foi o que não foi público; nem federal, nem estadual – foi estatal. Então, muitas vezes, essas escolas isoladas, sejam particulares, sejam comunitárias, como queiram, são o único acesso em muitas regiões. Nasci numa cidade pequena, hoje enorme, Londrina, no Paraná, mas toda a minha geração foi embora de lá porque não havia faculdade. Ninguém voltou para lá. Muitas vezes, a própria Prefeitura é obrigada a tomar iniciativa porque o Estado não fez o papel dele. Hoje, no Brasil, há 75% dos estudantes matriculados em universidades não estatais, o que é, realmente, um retrocesso em termos de educação republicana no País. Então, para atingir os 50%, como foi dito aqui, no ano 2010, é um desafio nosso, e temos de chegar lá. Temos de ter um plano do Estado, não de governo. Hoje, seriam 7 milhões de alunos, mais ou menos, nessa faixa, que estariam na universidade. Não estou dizendo que temos de jogar a toalha, mas é importante continuarmos um trabalho nesse sentido. Agradeço esta oportunidade, porque esse tipo de debate é muito importante para o Ministério da Educação, para mim, principalmente, porque são todos representantes aqui do povo brasileiro, a quem respeito muito. Estou à disposição dos Srs. Deputados e virei aqui o número de vezes que eu for convidado. Eu hoje fui pego meio de surpresa, porque tinha outra reunião. Houve uma mudança de planos, mas acho muito mais importante estar aqui do que fazer o que eu tinha de fazer. Muito obrigado, e estou à disposição para discussão. O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivan Valente) – Agradecemos ao Secretário Nelson Maculan a participação e a todos os nossos convidados a contribuição e, pelo tempo que permaneceram aqui, aos nossos Deputados. Está encerrada a reunião. 33922 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 14ª Reunião Ordinária, realizada em 2 de Junho de 2004. Às dez horas e dezenove minutos do dia dois de junho de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 – Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira e João Matos – Vice-Presidentes; Átila Lira, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Maria do Rosário, Marinha Raupp, Milton Monti, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo, Severiano Alves e Suely Campos – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Márcio Reinaldo Moreira, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago, Promotor Afonso Gil, Rafael Guerra, Rommel Feijó, Selma Schons e Vanderlei Assis – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Alice Portugal, Bonifácio de Andrada, Osvaldo Coelho e Professora Raquel Teixeira. Também assinaram a lista de presença os Deputados Gilmar Machado e Cézar Silvestri, como não membros. Os Deputados Lobbe Neto e Kelly Moraes justificaram as suas ausências. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário as Atas da 12ª e da 13ª reuniões, realizadas no dia 26 e 27 de março de 2004, respectivamente. O Deputado Severiano Alves pediu a dispensa da leitura das Atas. Em votação, as Atas foram aprovadas por unanimidade. ORDEM DO DIA: A – Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO N.º 123/04 – do Sr. Milton Monti – (PL 1971/2003) – que “requer inclusão de matéria na Ordem do Dia para apreciação imediata”. Discutiram a matéria os Deputados Iara Bernardi, Severiano Alves, César Bandeira, José Ivo Sartori e Rogério Teófilo. Em votação nominal, foram contrários ao requerimento os Deputados Carlos Abicalil, Chico Alencar, Iara Bernardi, Ivan Valente, Neyde Aparecida, José Ivo Sartori, Celcita Pinheiro, César Bandeira, Suely Campos, Eduardo Barbosa, Eduardo Seabra, Selma Schons, Costa Ferreira, Rogério Teófilo e Severiano Alves, sendo, então, rejeitado unanimemente o requerimento. 2 – REQUERIMENTO N.º 124/04 – do Sr. Wilson Santos – que “requer a inclusão na Ordem do Dia da Comissão de Educação e Cultura, pauta de reunião ordinária deliberativa do dia 02/06.04, quarta-feira, do Projeto de Lei n.º 1958, Agosto de 2004 de 2003, de minha autoria, que “denomina rodovia André Antônio Maggi o trecho federal da BR-364 situado entre os municípios de Diamantino e Comodoro”. A Deputada Celcita Pinheiro, relatora desse Projeto de Lei, defendeu o requerimento que, sem discussão, foi aprovado por unanimidade. B – Requerimentos: 3 – REQUERIMENTO N.º 119/04 – do Sr. Severiano Alves – que “requer a Realização de Audiência Pública para debater sobre o Projeto de Lei 3.582/2004 – “Programa Universidade Para Todos”. O Deputado Severiano Alves, na qualidade de autor dessa matéria, retirou de pauta o requerimento. 4 – REQUERIMENTO N.º 120/04 – da Sra. Iara Bernardi – que “requer a realização de audiência pública para debater sobre os projetos de lei que tratam sobre direitos autorais que tramitam nesta Comissão”. A Deputada Iara Bernardi defendeu a matéria, sugeriu que fossem convidados os artistas relacionados em seu requerimento e acrescentou na lista de convidados um representante da Comissão Parlamentar de Inquérito “Pirataria de Produtos Industrializados”.Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 5 – REQUERIMENTO N.º 121/04 – do Sr. Chico Alencar – que “requer, nos termos do Art. 24, inciso XIII do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a realização de exposição, para homenagear Chico Buarque de Hollanda”. Retirado de pauta, de ofício. 6 – REQUERIMENTO N.º 122/04 – da Sra. Alice Portugal – que “requer a realização de audiência pública para subsidiar o parecer ao Projeto de Lei n.º 4.199, de 2001, que regulamenta a profissão de quiropraxista e dá outras providências”. Retirado de pauta, de ofício. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA – O Deputado Colombo apresentou requerimento de inversão de pauta, para imediata apreciação do Projeto de Lei n.º 2.754/o3, item 14 da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. PROJETO DE LEI N.º 2.754/03 – do Sr. Cezar Silvestri – que “autoriza o Poder Executivo a doar o imóvel que especifica”. Relator: Deputado Colombo. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator, discutiu a matéria o Deputado Cezar Silvestri. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 7 -PROJETO DE LEI N.º 1.252/03 – do Sr. Onyx Lorenzoni – que “institui a obrigatoriedade de exames laboratoriais para determinação dos níveis de aflatoxina em alimentos destinados à merenda escolar”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. O Deputado Professor Irapuan Teixeira solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. O Deputado Severiano Alves apresentou requerimento para a retirada de pauta do Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Projeto de Lei 4.637/01. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 8 – PROJETO DE LEI N.º 4.637/01 – do Sr. Léo Alcântara – que “dispõe sobre a concessão da meia-entrada em eventos culturais aos profissionais do ensino”. Apensados: PL 1671/2003, PL 2394/2003, PL 3325/2004, PL 5278/2001, 5362/2001 e PL 5767/2001. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição deste e dos PLs 5278/2001, 5362/2001, 5767/2001, 1671/2003, 2394/2003 e 3325/2004, apensados. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento apresentado pelo Deputado Severiano Alves. 9 – PROJETO DE LEI N.º 5.149/01 – dos Srs. Paulo Rocha e Professor Luizinho – que “dispõe sobre informações prestadas pelas instituições de ensino superior ao candidato, no ato de inscrição do vestibular”. Apensado: PL 5928/2001, PL 6707/2002. Relator: Deputado Severiano Alves. Parecer: pela aprovação deste e do PL 5928/2001, apensado, com substitutivo, e pela rejeição do PL 6707/2002, apensado, e da emenda apresentada ao substitutivo. O Deputado Paulo Rocha, nos termos regimentais, apresentou requerimento de retirada de pauta deste Projeto de Lei. 10 – PROJETO DE LEI N.º 2.132/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “institui Campanha Educacional sobre Aleitamento Materno, nas Escolas de Ensinos fundamental e médio; hospitais, clínicas e maternidades, públicas ou privadas, bem como todo e qualquer estabelecimento ou espaço comunitário, que estimulem o aleitamento e a doação do leite materno e dá outras providências”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. 11 – PROJETO DE LEI N.º 2.963/04 – do Sr. Átila Lira – que “dispõe sobre a distribuição de exemplares da Constituição Federal às escolas públicas de ensino fundamental e médio”. Relator: Deputado Athos Avelino. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 12 – PROJETO DE LEI N.º 1.822/96 – do Sr. Ary Kara – que “destina as receitas financeiras dos prêmios prescritos da Loteria Federal aos municípios onde se deu a premiação”. Apensados: PL 2645/1996, PL 3835/1997, PL 582/2003 e PL 4213/1998. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição deste, do PL 2645/1996, do PL 3835/1997, do PL 4213/1998, e do PL 582/2003, apensados. Retirado de pauta, de ofício. 13 – PROJETO DE LEI N.º 2.355/03 – do Sr. Roberto Pessoa – que “denomina Ponte Nicanor Linhares a ponte sobre o Rio Jaguaribe, localizada no distrito de Peixe Gordo, entre os municípios de Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte, no Ceará”. Relator: Deputado Rommel Feijó. Pa- Sexta-feira 6 33923 recer: pela aprovação. Retirado de pauta, de ofício. 15 – PROJETO DE LEI N.º 2.898/04 – da Sra. Ann Pontes e outros – que “altera artigos da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 5.452, de 1º de maio de 1943, para garantir aos aprendizes a conclusão do ensino médio e jornada reduzida”. Relator: Deputado José Ivo Sartori. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 16 – PROJETO DE LEI N.º 2.943/04 – da Sra. Maninha – que “institui o direito a passe livre, em transporte público, a acompanhantes de crianças matriculadas em educação infantil”. Relator: Deputado César Bandeira. Parecer: pela aprovação. O Deputado Severiano Alves solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 17 – PROJETO DE LEI N.º 1.958/03 – do Sr. Wilson Santos – que “denomina “Rodovia André Antônio Maggi” o trecho federal da BR – 364 situado entre os municípios mato-grossenses de Diamantino e Comodoro”. Relatora: Deputada Celcita Pinheiro. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pela relatora e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. No uso da palavra, o Presidente informou o nome dos convidados para a audiência pública “Implantação do Sistema de Cotas Raciais para Afrodescendentes na Universidade Pública Brasileira”, que dará prosseguimento ao “Ciclo de Debates sobre a Reforma Universitária”, em atenção aos requerimentos n.º 18/03, do deputado Gilmar Machado, e n.º 8/04, da Deputada Iara Bernardi, aprovados nas reuniões ordinárias de 02/04/03 e de 31/03/2004, respectivamente. São eles: Professor Frei Davi – Coordenador da Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes; Marcelo Galvão, Presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES; Luiz Antônio Alvares Gonçalves, Magnífico Reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso – UEMS; e o Professor Doutor Hédio Silva, Professor e Advogado Constitucionalista. Sem discussão, os nomes foram unanimemente aprovados. Nada mais havendo a tratar, às 11h06, o Presidente encerrou a reunião, antes convocando reunião de audiência pública para debater “A POLÍTICA DE MUSEUS E O SISTEMA BRASILEIRO DE MUSEUS”, a realizarse amanhã, às 10h, neste Plenário. E, para constar, eu Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.. 33924 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 17ª Reunião Ordinária, realizada em 9 de Junho de 2004 Às dez horas e vinte e um minutos do dia nove de junho de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; João Matos e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Marinha Raupp, Milton Monti, Neyde Aparecida, Osvaldo Biolchi, Rogério Teófilo e Suely Campos – Titulares; Antônio Carlos Biffi, Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Márcio Reinaldo Moreira, Osmar Serraglio, Paulo Rubem Santiago, Rafael Guerra e Selma Schons – Suplentes. Compareceu também o Deputado Léo Alcântara, como não-membro. Deixaram de comparecer os Deputados César Bandeira, José Ivo Sartori, Nilson Pinto, Osvaldo Coelho, Professor Irapuan Teixeira e Severiano Alves. A Deputada Kelly Moraes justificou a sua ausência. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário as Atas das 14ª, 15ª e 16ª reuniões, realizadas, respectivamente, nos dias 2 e 3 de junho. A Deputada Fátima Bezerra solicitou a dispensa da leitura das Atas. Em votação, as Atas foram aprovadas por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente informou o recebimento de um convite do Deputado Reginaldo Lopes, Presidente da Comissão Especial Destinada a Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para a Juventude, para participar dos painéis Educação Superior; Educação Profissional; Educação Básica; e Cultura e Arte, da Conferência Nacional da Juventude, a realizar-se no período de 16 a 18 de junho de 2004, em Brasília. O Deputado Carlos Abicalil confirmou a sua presença nos três primeiros painéis e indicou a Deputada Alice Portugal para representar esta Comissão no quarto painel. Sem discussão, as indicações foram aprovadas por unanimidade. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO N.º 121/04 – do Sr. Chico Alencar – que “requer, nos termos do Art. 24, inciso XIII do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a realização de exposição, para homenagear Chico Buarque de Hollanda”. O Deputado Rogério Teófilo encaminhou favoravelmente e, sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 2 – REQUERIMENTO N.º 122/04 – da Agosto de 2004 Sra. Alice Portugal – que “requer a realização de audiência pública para subsidiar o parecer ao Projeto de Lei n.º 4.199, de 2001, que regulamenta a profissão de quiropraxista e dá outras providências”. A Deputada Alice Portugal defendeu o seu requerimento. Discutiram a matéria as Deputadas Maria do Rosário e Iara Bernardi que solicitaram a inclusão, como expositores, de representantes das duas faculdades existentes no Brasil, a FEVALE, no Rio Grande do Sul, e uma Faculdade em São Paulo. A Deputada Alice Portugal concordou com a sugestão apresentada e sugeriu que a lista de convidados para essa Audiência Pública fosse a de representantes das seguintes entidades: Conselho Federal de Medicina; Conselho Federal de Fisioterapia; uma Faculdade de São Paulo, a FEVALE; a Sociedade Brasileira de Fisiologia e Traumatologia; e a Secretaria de Ensino Superior – SESU, do Ministério da Educação – MEC. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade, com as modificações propostas. B – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: PRIORIDADE : 3 – PROJETO DE LEI N.º 2.738/03 – do Sr. Carlos Abicalil – que “regulamenta a instituição do Piso Salarial Profissional Nacional – PSPN para os profissionais da educação escolar, nos termos do Art. 206 da Constituição Federal”. Apensado: PL 3183/2004. Relatora: Deputada Neyde Aparecida. Parecer: pela aprovação deste, e pela rejeição do PL 3183/2004, apensado. O Deputado Ivan Valente solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 4 – PROJETO DE LEI N.º 2.405/03 – do Senado Federal – que “institui o ano de 2005 como o “Ano de Defesa da Soberania Nacional sobre a Amazônia Brasileira””. Relator: Deputado Humberto Michilles. Parecer: pela aprovação. A Deputada Iara Bernardi procedeu a leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 5 – PROJETO DE LEI N.º 2.520/03 – do Senado Federal – que “institui o ano de 2006 como “Ano Nacional Santos Dumont””. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. No uso da palavra, o Deputado Chico Alencar agradeceu ao Plenário a aprovação do Requerimento N.º 121/04, de sua autoria, que propõe uma homenagem ao senhor Chico Buarque de Hollanda. Também falaram os Deputados Gastão Vieira e Alice Portugal. 6 – PROJETO DE LEI N.º 1.822/96 – do Sr. Ary Kara – que “destina as receitas financeiras dos prêmios prescritos da Loteria Federal aos municípios onde se deu a premiação”. Apensados: PL 2645/1996, PL 3835/1997, PL 582/2003 e PL 4213/1998. Relatora: Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição deste, do PL 2645/1996, do PL 3835/1997, do PL 4213/1998, e do PL 582/2003, apensados. O Deputado Átila Lira procedeu à leitura do parecer da relatora e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. 7 – PROJETO DE LEI N.º 4.637/01 – do Sr. Léo Alcântara – que “dispõe sobre a concessão da meia-entrada em eventos culturais aos profissionais do ensino”. Apensados: PL 1671/2003, PL 2394/2003, PL 3325/2004, PL 5278/2001, PL 5362/2001 e PL 5767/2001. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição deste e dos PLs 5278/2001, 5362/2001, 5767/2001, 1671/2003, 2394/2003 e 3325/2004, apensados. Lido o parecer pela relatora, discutiram a matéria os Deputados Átila Lira, Alice Portugal, Maria do Rosário e Paulo Rubem Santiago. Na fase de votação, a Deputada Maria do Rosário apresentou requerimento de adiamento de votação por cinco sessões que, sem discussão, foi aprovado por unanimidade. O Deputado Rogério Teófilo apresentou requerimento para a retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 5.149/01, o próximo item da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 8 – PROJETO DE LEI N.º 5.149/01 – dos Srs. Paulo Rocha e Professor Luizinho – que “dispõe sobre informações prestadas pelas instituições de ensino superior ao candidato, no ato de inscrição do vestibular”. Apensado: PL 5928/2001, PL 6707/2002. Relator: Deputado Severiano Alves. Parecer: pela aprovação deste e do PL 5928/2001, apensado, e da emenda apresentada ao substitutivo. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento apresentado pelo Deputado Rogério Teófilo. 9 – PROJETO DE LEI N.º 2.132/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “institui Campanha Educacional sobre Aleitamento Materno, nas Escolas de Ensinos fundamental e médio; hospitais, clínicas e maternidades, públicas ou privadas, bem como todo e qualquer estabelecimento ou espaço comunitário, que estimulem o aleitamento e a doação do leite materno e dá outras providências”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. O Deputado Pastor Reinaldo solicitou a retirada de pauta deste Projeto de Lei, na qualidade de autor da proposição, nos termos regimentais. 10 – PROJETO DE LEI N.º 2.355/03 – do Sr. Roberto Pessoa – que “denomina Ponte Nicanor Linhares a ponte sobre o Rio Jaguaribe, localizada no distrito de Peixe Gordo, entre os municípios de Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte, no Ceará”. Relator: Deputado Rommel Feijó. Parecer: pela aprovação. O Deputado Paulo Rubem Santiago procedeu à leitura do parecer do relator. Discutiu a matéria o Deputado Chico Alencar. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 11 Sexta-feira 6 33925 – PROJETO DE LEI N.º 2.943/04 – da Sra. Maninha – que “institui o direito a passe livre, em transporte público, a acompanhantes de crianças matriculadas em educação infantil”. Relator: Deputado César Bandeira. Parecer: pela aprovação. A Deputada Iara Bernardi procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. O Deputado Gastão Vieira apresentou requerimento para a retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 776/03, o próximo item da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 12 – PROJETO DE LEI N.º 776/03 – do Sr. Eduardo Cunha – que “cria o programa de incentivo ao atendimento voluntário para alunos com deficiência no aprendizado escolar”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação do requerimento apresentado pelo Deputado Rogério Teófilo. 13 – PROJETO DE LEI N.º 1.095/03 – do Sr. Lincoln Portela – que “institui a abertura de todas as escolas públicas da Federação aos sábados, domingos e feriados”. Relator: Deputado Chico Alencar. Parecer: pela rejeição. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 14 – PROJETO DE LEI N.º 2.184/03 – do Sr. Almir Moura – que “obriga as instituições de ensino superior públicas e privadas a acrescentar em seus conteúdos curriculares de todos os cursos, pelo menos um crédito referente a disciplina cujo objeto seja a prática de atividades esportivas”. Relator: Deputado Chico Alencar. Parecer: pela aprovação, com emenda. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 15 – PROJETO DE LEI N.º 2.883/04 – do Sr. Chico Alencar – que “altera a Lei n.º 6.494, de 07 de Dezembro de 1977”. Relator: Deputado Milton Monte. Parecer: pela aprovação. A Deputada Alice Portugal procedeu à leitura do parecer do relator. Discutiu a matéria o Deputado Chico Alencar. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 16 – PROJETO DE LEI N.º 3.195/04 – do Sr. Lobbe Neto – que “acrescenta parágrafo ao art. 44 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, com relação a processo seletivo de acesso a cursos superiores de graduação”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela aprovação. O Deputado Gastão Vieira, na qualidade de autor do parecer, apresentou requerimento de retirada deste Projeto de Lei. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. No uso da palavra, o Deputado Carlos Abicalil propôs a votação em bloco dos itens 17 a 25 desta pauta, naqueles em que haja concor- 33926 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dância por parte do Plenário. O Deputado Chico Alencar solicitou a retirada do bloco de votação do item 22, o Projeto de Lei N.º 1.923/03. Em votação, foi aprovado por unanimidade o encaminhamento proposto pelo Presidente. 17 – PROJETO DE LEI N.º 819/03 – do Sr. Sandes Júnior – que “denomina “Rodovia Ministro Alfredo Nasser” a rodovia BR-174, desde a cidade de Cáceres – MS até a fronteira com a Venezuela”. Relator: Deputado Murilo Zauith. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 18 – PROJETO DE LEI N.º 1.065/03 – do Sr. Wladimir Costa – que “declara São Severino padroeiro dos Parlamentares”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela rejeição. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 19 – PROJETO DE LEI N.º 1.426/03 – do Sr. Rogério Silva – que “institui o ano de 2005 como “Ano do Turismo””. Relator: Deputado Rogério Teófilo. Parecer: pela aprovação deste, e da EMR 1 CTD. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 20 – PROJETO DE LEI N.º 1.533/03 – do Sr. Rubens Otoni – que “denomina Rodovia Federal Governador Henrique Santillo o trecho da BR-060 – Goiânia / Brasília”. Relatora: Deputada Neyde Aparecida. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer da relatora. 21 – PROJETO DE LEI N.º 1.852/03 – do Sr. Fernando Ferro – que “institui o dia 17 de outubro como o “Dia Nacional da Música Popular Brasileira””. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 22 – PROJETO DE LEI N.º 1.923/03 – do Sr. Beto Albuquerque – que “confere ao município de Passo Fundo o título de “Capital Nacional da Literatura”. Relatora: Deputada Maria do Rosário. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta, de ofício. 23 – PROJETO DE LEI N.º 2.150/03 – do Sr. Coronel Alves – que “institui o Dia do Alerta sobre o uso nocivo do Álcool” Relator: Deputado Costa Ferreira. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 24 – PROJETO DE LEI N.º 2.506/03 – do Sr. Adelor Vieira – que “institui na República Federativa do Brasil o dia 28 de junho como sendo o “Dia Nacional da Renovação Espiritual””. Relator: Deputado Rogério Teófilo. Parecer: pela rejeição. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 25 – PROJETO DE LEI N.º 2.871/04 – da Sra. Rose de Freitas – que “institui o dia 12 de agosto como o “Dia Nacional de Direitos Humanos””. Relator: Deputado Milton Monti. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. Nada mais havendo a tratar, às 11h48, o senhor Presidente encerrou os trabalhos, antes convocando para reunião de Audiência Pública para debater “Cotas Raciais e Étnicas” a realizar-se no dia 15, às 14h30. E, para constar, eu , Anamélia Lima Rocha Fernandes, Agosto de 2004 lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 18ª Reunião Ordinária, realizada em 16 de Junho de 2004. Às dez horas e vinte minutos do dia dezesseis de junho de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 – Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; César Bandeira, João Matos e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Kelly Moraes, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Neyde Aparecida, Osvaldo Biolchi, Rogério Teófilo, Severiano Alves e Suely Campos – Titulares; Athos Avelino, Colombo, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Fátima Bezerra, Henrique Afonso, Humberto Michiles, Márcio Reinaldo Moreira, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago e Selma Schons – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados José Ivo Sartori, Marinha Raupp, Milton Monti, Nilson Pinto, Osvaldo Coelho e Professor Irapuan Teixeira. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário a Ata da 17ª reunião, realizada no dias 9 de junho. O Deputado Rogério Teófilo solicitou a dispensa da leitura da Ata. Em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente informou aos senhores Parlamentares o recebimento de um convite para a participação desta Comissão, na condição de promotora, do VI Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos do Rio Grande do Sul – VI ENEJA, que terá como temática central as políticas públicas atuais para educação de jovens e de adultos, o financiamento, a alfabetização e a continuidade, a realizar-se de 8 a 11 de setembro, em Porto Alegre. Sem discussão, foi aprovado por unanimidade a participação da Comissão no referido encontro, na condição de promotora, assim como a de seu Presidente e dos membros que na ocasião estiverem participando das exposições. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO N.º 125/04 – do Sr. Severiano Alves – que “requer a realização de Audiência Pública para debater sobre o Descaso Público com os prédios da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ”. O Deputado Severiano Alves defendeu o seu requerimento. Discutiram a matéria os Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Deputados Carlos Abicalil e Iara Bernardi. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 2 – REQUERIMENTO N.º 126/04 – do Sr. Paulo Rubem Santiago – que “solicita a realização de audiência pública para debatermos sobre o Sistema Nacional de Cultura”. O Deputado Paulo Rubem Santiago defendeu o seu requerimento e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. B – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: PRIORIDADE – 3 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 314/02 – do Sr. Inocêncio Oliveira – que “altera o art. 3º da Lei Complementar n.º 111, de 6 de julho de 2001, que “dispõe sobre o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, na forma prevista nos artigos 79, 80 e 81 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e dá outras providências”. Apensado: PLP 318/2002. Relator: Deputado Carlos Abicalil. Parecer: pela rejeição deste, e do PLP 318/2002, apensado. Retirado de pauta, de ofício. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: PRIORIDADE 4 – PROJETO DE LEI N.º 1.709/03 – do Senado Federal – que “dá a denominação “Rodovia Wilson Pinheiro” a BR – 317”. Relator: Deputado Henrique Afonso. Parecer: pela aprovação. O Deputado Rogério Teófilo procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. ORDINÁRIA 5 – PROJETO DE LEI N.º 5.203/01 – do Sr. Lavoisier Maia – que “institui o programa de avaliação seriada nas instituições federais de ensino superior”. Apensados: PL 5726/2001, PL 5793/2001 e PL 549/2003. Relator: Deputado Osvaldo Biolchi. Parecer: pela aprovação deste, e do PL 549/2003, apensado, com substitutivo, e pela rejeição do PL 5726/2001, e do PL 5793/2001, apensados. O Deputado Osvaldo Biolchi, na qualidade de relator, retirou de pauta a matéria. A Deputada Iara Bernardi apresentou requerimento para a retirada do Projeto de Lei n.º 2.827/03, o próximo item da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 6 – PROJETO DE LEI N.º 2.827/03 – do Sr. Ivan Valente – que “institui a obrigatoriedade de incluir o quesito cor/raça nas fichas de matrícula e nos dados cadastrais das Instituições de Educação Básica e Superior, públicas ou privadas, em suas diversas modalidades de ensino”. Relator: Deputado César Bandeira. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação de requerimento apresentado pela Deputada Iara Bernardi. O Deputado Lobbe Neto apresentou requerimento para a retirada do Projeto de Lei n.º 3.195/04, o próximo item da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 7 – PROJETO DE LEI N.º 3.195/04 – do Sr. Lobbe Neto – que “acres- Sexta-feira 6 33927 centa parágrafo ao art. 44 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, com relação a processo seletivo de acesso a cursos superiores de graduação”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta pela aprovação de requerimento do Deputado Lobbe Neto. O Deputado Eduardo Seabra apresentou requerimento para a retirada do Projeto de Lei n.º 2.132/03, o próximo item da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 8 – PROJETO DE LEI N.º 2.132/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “institui Campanha Educacional sobre Aleitamento Materno, nas Escolas de Ensinos fundamental e médio; hospitais, clínicas e maternidades, públicas ou privadas, bem como todo e qualquer estabelecimento ou espaço comunitário, que estimulem o aleitamento e a doação do leite materno e dá outras providências”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação de requerimento do Deputado Eduardo Seabra. O Deputado Osvaldo Biolchi apresentou requerimento para a retirada do Projeto de Lei n.º 776/03, o próximo item da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 9 – PROJETO DE LEI N.º 776/03 – do Sr. Eduardo Cunha – que “cria o programa de incentivo ao atendimento voluntário para alunos com deficiência no aprendizado escolar”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação de requerimento do Deputado Osvaldo Biochi. A Deputada Iara Bernardi apresentou requerimento para a retirada do Projeto de Lei n.º 2.827/03, o próximo item da pauta. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 10 – PROJETO DE LEI N.º 1.997/03 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre incentivo fiscal para contratação de trabalhadores, nas condições que especifica”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. A Deputada Celcita Pinheiro procedeu à leitura do parecer do relator. A seguir, o Deputado Severiano Alves apresentou requerimento para a retirada de pauta deste Projeto de Lei. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. No uso da palavra, o Deputado Carlos Abicalil propôs que fossem votados em bloco do item 11 até o item 17, desde que houvesse anuência dos senhores parlamentares, em relação a todos os itens. Sem discussão, a proposta foi aprovada por unanimidade. 11 – PROJETO DE LEI N.º 6.961/02 – do Sr. Mendes Ribeiro Filho – que “denomina “Rodovia Synval Guazzelli”, o trecho da rodovia BR-116, entre as cidades de Vacaria e Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul”. Relator: Deputado José Ivo Sartori. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo Deputado Osvaldo Biolchi e, não havendo 33928 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 12 – PROJETO DE LEI N.º 585/03 – da Sra. Maria do Rosário – que “dispõe sobre a denominação do Aeroporto Federal de Alegrete, no Estado do Rio Grande do Sul para Aeroporto Federal Gaudêncio Machado Ramos”. Relator: Deputado Osvaldo Biolchi. Parecer: pela aprovação deste, e do SBT 1 CVT. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 13 – PROJETO DE LEI N.º 1.138/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “acrescenta o nome do Professor Milton Santos à atual denominação do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística – IBGE”. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. Lido o parecer pela relatora e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relatora. 14 – PROJETO DE LEI N.º 1.531/03 – do Sr. Medeiros – que “institui o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes no Trabalho”. Relator: Deputado Antônio Carlos Biffi. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo Deputada Iara Bernardi e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 15 – PROJETO DE LEI N.º 2.000/03 – do Sr. Narcio Rodrigues – que “denomina Rodovia “Joaquim Prata dos Santos” o trecho da Rodovia BR – 262 / MG, que vai de Uberaba na BR – 050 / MG até a BR – 153/MG (Boa Sorte)”. Relator: Deputado Márcio Reinaldo Moreira. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pela Deputada Suely Campos e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 16 – PROJETO DE LEI N.º 2.768/03 – do Sr. Milton Monti – que “institui o dia Nacional do Servidor Público Municipal” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela rejeição. Lido o parecer pela Deputada Celcita Pinheiro e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 17 – PROJETO DE LEI N.º 2.948/04 – do Sr. Max Rosenmann – que “institui o dia 26 de outubro como o “Dia Nacional do Tropeiro””. Relator: Deputado Rogério Teófilo. Parecer: pela aprovação, com emenda. Lido o parecer pelo Deputado Severiano Alves e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. Nada mais havendo a tratar, às 11h08, o Presidente encerrou os trabalhos, antes convocando para reunião ordinária a realizar-se no dia 23 de junho, às 10h, neste Plenário. E, para constar, eu, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA Agosto de 2004 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 19ª Reunião Ordinária, realizada em 23 de Junho de 2004. Às nove horas e trinta e cinco minutos do dia vinte e três de junho de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; João Matos e Professora Raquel Teixeira – Vice-Presidentes; Átila Lira, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Ivan Valente, Lobbe Neto, Milton Monti, Neyde Aparecida, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Severiano Alves e Suely Campos – Titulares; Clóvis Fecury, Colombo, Costa Ferreira, Eduardo Barbosa, Henrique Afonso, Humberto Michiles, Luiz Bittencourt, Osmar Serraglio, Paulo Rubem Santiago, Rafael Guerra, Selma Schons e Sérgio Miranda – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Alice Portugal, Bonifácio de Andrada, César Bandeira, Iara Bernardi, José Ivo Sartori, Maria do Rosário, Marinha Raupp, Nilson Pinto e Osvaldo Coelho. Os Deputados Rogério Teófilo e Kelly Moraes justificaram a sua ausência. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário a Ata da 18ª reunião, realizada no dia 16 de junho de 2004. O Deputado Severiano Alves solicitou a dispensa da leitura da Ata que, sem discussão, foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente informou o recebimento de um convite para esta Comissão participar da III Edição do Fórum Mundial de Educação, a realizar-se dos dias 28 a 31 de julho de 2004, em Porto Alegre/RS. Sem discussão, foi aprovada por unanimidade a indicação do Presidente que, impossibilitado de comparecer, indicará membro do Colegiado para participar desse evento, assim como representantes da assessoria técnica desta Comissão. Informou o recebimento de convite do Movimento Brasil Competitivo – MBC, para esta Comissão participar do Seminário Internacional de Educação, na qualidade de painelista na mesa que debaterá o tema “Gestão em Instituições de Ensino”, a realizar-se no dia 29 de julho de 2004, em Brasília-DF. Sem discussão, foi aprovada por unanimidade a participação do Presidente que, na impossibilidade de comparecer, indicará membro da Comissão para participar desse evento. Também informou o recebimento de convite para o III Congresso Sul MatoGrossense dos Estudantes de Letras que debaterá o tema “Da Formação à Transformação, a Inclusão Social pela Linguagem”, a realizar-se em outubro, em Dourados/MS. Sem discussão, foi aprovado por unanimidade a participação do Presidente que, na impos- Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sibilidade de comparecer, indicará membro da Comissão para representá-lo nesse evento. A seguir, informou o recebimento de convite para participar do Fórum Cultural Mundial, a realizar-se de 29 de junho a 04 de julho, em São Paulo. Sem discussão , foi aprovado por unanimidade a indicação do Presidente que, impossibilitado de comparecer, indicará membro do Colegiado para representá-lo, assim como representante da assessoria técnica desta Comissão. ORDEM DO DIA: A – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: PRIORIDADE 1 – PROJETO DE LEI N.º 2.276/03 – do Senado Federal – Flávio Arns – que “institui a data de 16 de novembro como o Dia Nacional dos Ostomizados”. Relator: Deputado Ivan Valente. Parecer: pela aprovação. O Deputado Severiano Alves procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. O Deputado Severiano Alves assumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. 2 – PROJETO DE LEI N.º 2.738/03 – do Sr. Carlos Abicalil – que “regulamenta a instituição do Piso Salarial Profissional Nacional – PSPN para os profissionais da educação escolar, nos termos do Art. 206 da Constituição Federal”. Apensado: PL 3183/2004. Relatora: Deputada Neyde Aparecida. Parecer: pela aprovação deste, e pela rejeição do PL 3183/2004, apensado. Por já ter sido lido o parecer da relatora, o Deputado Carlos Abicalil, na qualidade de autor desse Projeto de Lei, fez a sua defesa. Discutiu a matéria o Deputado Professor Irapuan Teixeira. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 3 – PROJETO DE LEI N.º 2.904/04 – do Sr. Walter Pinheiro – que “dispõe sobre o impedimento de repasses de verbas federais a Municípios que deixam de respeitar a legislação pertinente aos servidores públicos municipais no tocante a pagamento de vencimentos e demais títulos de natureza salarial”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação. O Deputado Professor Irapuan Teixeira expressou o voto do relator. Discutiu a matéria o Deputado Severiano Alves. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 4 – PROJETO DE LEI N.º 5.203/01 – do Sr. Lavoisier Maia – que “institui o programa de avaliação seriada nas instituições federais de ensino superior”. Apensados: PL 5726/2001, PL 5793/2001 e PL 549/2003. Relator: Deputado Osvaldo Biolchi. Parecer: pela aprovação deste, e do PL 549/2003, apensado, com substitutivo, e pela rejeição do PL 5726/2001, e do PL 5793/2001, apensados. Por já ter sido lido o parecer do relator, foi dispensada a sua leitura. Discutiu a matéria o Deputado Severiano Alves. Em votação, foi rejeitado o parecer do relator, contra o voto do Deputado Professor Irapuan Teixeira. Sexta-feira 6 33929 O Deputado Carlos Abicalil designou o Deputado Severiano Alves para redigir o parecer vencedor, pela rejeição do PL 5.203/01 e dos PLs 5.726/01, 5.793/01 e 549/03, apensados, que, sem discussão, foi aprovado por unanimidade. 5 – PROJETO DE LEI N.º 2.416/03 – do Sr. Professor Irapuan Teixeira – que “altera o inciso I do art.44, da Lei N.º 9.394, de 20 de Dezembro de 1996”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator, discutiram a matéria os Deputados Professor Irapuan Teixeira, Ivan Valente, e Severiano Alves. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 6 – PROJETO DE LEI N.º 2.592/03 – do Sr. Max Rosenmann – que “altera a Lei n.º 9.782, de 26 de janeiro de 1999, para dispor sobre a cooperação institucional entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e instituições de ensino universitário e de pesquisa mantidas pelo Poder Público”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. A Deputada Professora Raquel Teixeira procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 7 – PROJETO DE LEI N.º 2.827/03 – do Sr. Ivan Valente – que “institui a obrigatoriedade de incluir o quesito cor/raça nas fichas de matrícula e nos dados cadastrais das Instituições de Educação Básica e Superior, públicas ou privadas, em suas diversas modalidades de ensino”. Relator: Deputado César Bandeira. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pelo Relator, nos termos regimentais. 8 – PROJETO DE LEI N.º 3.195/04 – do Sr. Lobbe Neto – que “acrescenta parágrafo ao art. 44 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, com relação a processo seletivo de acesso a cursos superiores de graduação”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela aprovação. A Deputada Neyde Aparecida procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 9 – PROJETO DE LEI N.º 2.736/03 – do Sr. Antonio Carlos Magalhães Neto – que “institui benefício fiscal para incentivo ao ingresso no ensino superior”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. A Deputada Neyde Aparecida solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 10 – PROJETO DE LEI N.º 776/03 – do Sr. Eduardo Cunha – que “cria o programa de incentivo ao atendimento voluntário para alunos com deficiência no aprendizado escolar”. Relator: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. O Deputado Eduardo Cunha retirou de pauta a matéria, nos termos regimentais. 11 – PROJETO DE LEI N.º 1.832/03 – do Sr. Átila Lira – que “dá nova redação ao Capítulo III , da Lei 33930 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.”” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela aprovação, com emenda. A Deputada Neyde Aparecida solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 12 – PROJETO DE LEI N.º 2.132/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “institui Campanha Educacional sobre Aleitamento Materno, nas Escolas de Ensinos fundamental e médio; hospitais, clínicas e maternidades, públicas ou privadas, bem como todo e qualquer estabelecimento ou espaço comunitário, que estimulem o aleitamento e a doação do leite materno e dá outras providências”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. O Deputado Lobbe Neto, solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. 13 – PROJETO DE LEI N.º 3.203/04 – do Sr. Dr. Rodolfo Pereira – que “dispõe sobre a utilização de recursos financeiros de fonte estrangeira aplicados na Amazônia para fins de pesquisa ou preservação da biodiversidade”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação, com emenda. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 14 – PROJETO DE LEI N.º 1.252/03 – do Sr. Onyx Lorenzoni – que “institui a obrigatoriedade de exames laboratoriais para determinação dos níveis de aflatoxina em alimentos destinados à merenda escolar”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator, discutiram a matéria os Deputados Onyx Lorenzoni, na qualidade de autor desse Projeto de Lei, e Professor Irapuan Teixeira, que fez sugestão ao relator. Acolhida pelo relator a sugestão, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator, com complementação de voto. 15 – PROJETO DE LEI N.º 3.310/04 – do Sr. Eduardo Paes – que “estabelece princípios e diretrizes para as ações voltadas para a educação nutricional e segurança alimentar e nutricional da população e dá outras providências”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 16 – PROJETO DE LEI N.º 2.653/03 – do Sr. Wilson Santos – que “dispõe sobre a distribuição geográfica igualitária de cinqüenta por cento dos recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) entre projetos culturais executados nas vinte e sete Unidades da Federação”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 17 – PROJETO DE LEI N.º 2.166/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “institui o Dia da Cruz Vermelha Brasileira”. Relatora: Deputada Kelly Moraes. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 18 – PROJETO DE LEI N.º 2.392/03 – do Sr. Marcelo Ortiz – que “institui o Dia do Advogado” Relator: Deputado Lobbe Neto. Agosto de 2004 Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 19 – PROJETO DE LEI N.º 2.922/04 – dos Srs. Virgílio Guimarães e Eduardo Valverde – que “institui o Dia Nacional do Auditor Fiscal” Relator: Deputado Lobbe Neto. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 20 – PROJETO DE LEI N.º 7.006/02 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “institui o “Dia Nacional dos Renais Crônicos e dá outras providências”” Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação deste, e da EMR 1 CSSF. Não deliberado. 21 – PROJETO DE LEI N.º 2.286/03 – da Sra. Vanessa Grazziotin – que “institui o dia 1º de agosto como Dia da Indústria Farmacêutica Nacional”. Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 22 – PROJETO DE LEI N.º 2.992/04 – do Sr. Carlos Santana – que “institui o Dia Nacional do Quilo”. Relator: Deputado Pedro Irujo. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 23 – PROJETO DE LEI N.º 2.759/03 – do Sr. Milton Monti – que “institui o Dia Nacional do Caixa de Supermercado”. Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 24 – PROJETO DE LEI N.º 2.786/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “institui o Dia da Esperança”. Relator: Deputado Vanderlei Assis. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 25 – PROJETO DE LEI N.º 2.494/03 – do Sr. Bismarck Maia – que “confere à nadadora Maria Lenk a designação de “Patronesse do Esporte Nacional””. Relator: Deputado Promotor Afonso Gil. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. Nada mais havendo a tratar, às 10h31, o senhor Presidente encerrou os trabalhos. E, para constar, eu, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 20ª Reunião Ordinária, realizada em 30 de Junho de 2004. Às dez horas e vinte minutos do dia trinta de junho de dois mil e quatro, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 10 – Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Carlos Abicalil – Presidente; Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Iara Bernardi, Ivan Valente, José Ivo Sartori, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Osvaldo Biolchi e Professora Raquel Teixeira – Titulares; Colombo, Eduardo Barbosa, Luiz Bittencourt, Murilo Zauith, Paulo Rubem Santiago, Promotor Afonso Gil, Rafael Guerra e Sérgio Miranda – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Alice Portugal, Átila Lira, Bonifácio Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de Andrada, César Bandeira, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, João Matos, Marinha Raupp, Milton Monti, Neyde Aparecida, Nilson Pinto, Osvaldo Coelho, Professor Irapuan Teixeira, Rogério Teófilo, Severiano Alves e Suely Campos. Os Deputados Humberto Michiles e Kelly Moraes justificaram as suas ausências. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu ao Plenário a Ata da 19ª reunião, realizada no dia 23 de junho de 2004. O Deputado Rafael Guerra solicitou a dispensa da leitura da Ata. Em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Deputado Carlos Abicalil informou o recebimento de um convite da Comissão Organizadora do VI Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos – VI ENEJA, para participar de reunião de trabalho com os demais apoiadores nacionais do encontro, a realizar-se no dia 5 de julho, às 14h, em Porto Alegre/RS. Em votação, foi aprovada por unanimidade a participação do Presidente, Deputado Carlos Abicalil, que, impossibilitado de comparecer, indicou a Deputada Maria do Rosário para participar desse evento. O Deputado Rafael Guerra assumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO N.º 127/04 – do Sr. Carlos Abicalil – que “requeiro, nos termos regimentais e de acordo com o Ato da Mesa n.º 125, de 27 de junho de 2002, que esta Comissão de Educação e Cultura participe da promoção da II Conferência Nacional “POR UMA POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO”, a ser realizada no período de 02 a 06 de agosto do corrente ano, em Brasília”. O Deputado Carlos Abicalil fez a defesa do seu requerimento e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 2 – REQUERIMENTO N.º 128/04 – do Sr. Carlos Abicalil e outros – que “nos termos do artigo 24, inciso III, combinado com o artigo 255 do Regimento Interno, requeremos a Vossa Excelência a realização de uma audiência pública na Comissão de Educação e Cultura, para a qual convidaremos a Sr.ª Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente, a fim de debatermos sobre o Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA”. O Deputado Carlos Abicalil fez a defesa do seu requerimento e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Deputado Carlos Abicalil reassumiu a Presidência da Mesa, nos termos regimentais. B – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: PRIORIDADE – 3 – PROJETO DE LEI N.º 7.498/02 – da Comissão de Legislação Participativa – SUG 56/2002 – que “denomina “Deputado Pedro Tassis” o trecho da rodovia BR-116 situado no perímetro urbano de Governador Valadares/MG”. Relator: Sexta-feira 6 33931 Deputado Athos Avelino. Parecer: pela aprovação. A Deputada Iara Bernardi procedeu à leitura do voto do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 4 – PROJETO DE LEI N.º 2.366/00 – do Sr. Welinton Fagundes – que “dispõe sobre o Dia Nacional do Idoso”. Relatora: Deputada Neyde Aparecida. Parecer: pela aprovação da EMS 2366/2000. O Deputado Osvaldo Biolchi procedeu à leitura do voto da relatora e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA – O Deputado Rafael Guerra apresentou requerimento de inversão de pauta, para a imediata apreciação dos Projetos de Lei n.º 3.310/04 e de n.º 7.006/02, item 10 e 16 da pauta, respectivamente. Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 10 – PROJETO DE LEI N.º 3.310/04 – do Sr. Eduardo Paes – que “estabelece princípios e diretrizes para as ações voltadas para a educação nutricional e segurança alimentar e nutricional da população e dá outras providências”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. Lido o parecer pelo relator, discutiram a matéria os Deputados Iara Bernardi e Ivan Valente. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 16 – PROJETO DE LEI N.º 7.006/02 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “institui o “Dia Nacional dos Renais Crônicos e dá outras providências”” Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação deste, e da EMR 1, CSSF. Lido o parecer pelo relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 5 – PROJETO DE LEI N.º 3.320/04 – do Sr. Pastor Francisco Olímpio – que “dá nova redação ao Inciso II do artigo 20 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. O Deputado Ivan Valente procedeu à leitura do parecer do relator e, não havendo quem o quisesse discutir, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. O Deputado Rafael Guerra apresentou requerimento para a retirada de pauta do Projeto de Lei n.º 2.827/03. Sem discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade. 6 – PROJETO DE LEI N.º 2.827/03 – do Sr. Ivan Valente – que “institui a obrigatoriedade de incluir o quesito cor/raça nas fichas de matrícula e nos dados cadastrais das Instituições de Educação Básica e Superior, públicas ou privadas, em suas diversas modalidades de ensino”. Relator: Deputado César Bandeira. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta pela aprovação de requerimento do Deputado Rafael Guerra. 7 – PROJETO DE LEI N.º 1.832/03 – do Sr. Átila Lira – que “dá nova redação ao Capítulo III , 33932 Sexta-feira 6 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.”” Relator: Deputado Clóvis Fecury. Parecer: pela aprovação, com emenda. Retirado de pauta, de ofício. 8 – PROJETO DE LEI N.º 960/03 – do Sr. Rogério Teófilo – que “revoga o parágrafo único do art. 13 do Decreto-Lei n.º 236, de 28 de fevereiro de 1967”. Apensado: PL 991/2003. Relator: Deputado Bonifácio de Andrada. Parecer: pela rejeição deste, e pela aprovação do PL 991/2003, apensado. A Deputada Iara Bernardi procedeu à leitura do parecer do relator. A seguir, por acordo de líderes, foi adiada a votação da matéria. 9 – PROJETO DE LEI N.º 1.272/03 – da Sra. Marinha Raupp – que “cria o Programa Especial de Pecúlio Estudantil e dá outras providências”. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. 11 – PROJETO DE LEI N.º 2.653/03 – do Sr. Wilson Santos – que “dispõe sobre a distribuição geográfica igualitária de cinqüenta por cento dos recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) entre projetos culturais executados nas vinte e sete Unidades da Federação”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição. Retirado de pauta, de ofício. 12 – PROJETO DE LEI N.º 2.609/03 – do Sr. Pastor Reinaldo – que “dispõe sobre o uso de figuras, fotos, símbolos, palavras ou frases que insinue, estimule ou evidencie o racismo nos livros didáticos e dá outras providências”. Relatora: Deputada Marinha Raupp. Parecer: pela aprovação. A Deputada Iara Bernardi solicitou, e lhe foi concedida, vista da matéria, nos termos regimentais. No uso da palavra, o Presidente, Deputado Carlos Abicalil, propôs que os itens seguintes da pauta fossem votados em Bloco. Eles seriam apreciados por asssunto, ou seja, dias comemorativos e homenagens. Sem discussão, a proposta foi aprovada por unanimidade. A seguir, o Presidente submeteu ao Plenário os itens em questão e, não havendo quem os quisesse discutir, em votação, foram aprovados por unanimidade. 13 – PROJETO DE LEI N.º 2.166/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “institui o Dia da Cruz Vermelha Brasileira”. Relatora: Deputada Kelly Moraes. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer da relatora. 14 – PROJETO DE LEI N.º 2.392/03 – do Sr. Marcelo Ortiz – que “institui o Dia do Advogado” Relator: Deputado Lobbe Neto. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 15 – PROJETO DE LEI N.º 2.922/04 – dos Srs. Virgílio Guimarães e Eduardo Valverde – que “institui o Dia Nacional do Auditor Fiscal” Relator: Deputado Lobbe Neto. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 17 – PROJETO DE LEI N.º 2.286/03 – da Sra. Vanessa Grazziotin – que “institui o dia 1º de agosto como Agosto de 2004 Dia da Indústria Farmacêutica Nacional”. Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer da relatora. 18 – PROJETO DE LEI N.º 2.992/04 – do Sr. Carlos Santana – que “institui o Dia Nacional do Quilo”. Relator: Deputado Pedro Irujo. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer da relatora. 19 – PROJETO DE LEI N.º 2.759/03 – do Sr. Milton Monti – que “institui o Dia Nacional do Caixa de Supermercado”. Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela rejeição. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 20 – PROJETO DE LEI N.º 2.786/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “institui o Dia da Esperança”. Relator: Deputado Vanderlei Assis. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 21 – PROJETO DE LEI N.º 2.190/03 – da Sra. Angela Guadagnin – que “institui o “Dia do Fisioterapeuta”, a ser comemorado no dia 13 de outubro”. Relator: Deputado Humberto Michiles. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. 22 – PROJETO DE LEI N.º 2.494/03 – do Sr. Bismarck Maia – que “confere à nadadora Maria Lenk a designação de “Patronesse do Esporte Nacional””. Relator: Deputado Promotor Afonso Gil. Parecer: pela aprovação. Aprovado por unanimidade o parecer do relator. Nada mais havendo a tratar, às 11h11, o Presidente, Deputado Carlos Abicalil, encerrou os trabalhos, antes convocando reunião ordinária a realizarse no dia 7 de julho, às 10h, neste Plenário, no caso de esta Casa continuar os seus trabalhos. E, para constar, eu, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Carlos Abicalil , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados DESIGNAÇÃO COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO DESIGNAÇÃO DE RELATOR Faço, nesta data, a(s) seguinte(s) designação(ões) de relatoria: Ao Deputado Alexandre Santos PROJETO DE LEI Nº 3.318/04 – do Sr. Carlos Rodrigues – que “cria fundo constituído por 5% (cinco por cento) da arrecadação dos royaltys, pagos em decorrência da extração de petróleo, para ser investido nos 10 (dez) Municípios, com IDH mais baixo, nos Estados da Federação beneficiados com os royaltys pagos”. Ao Deputado Armando Monteiro PROJETO DE LEI Nº 1/95 – do Sr. Paulo Paim – que “dispõe sobre a Política Nacional de Salários, o salário mínimo e dá outras providências”. (Apensados: Agosto de 2004 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PL 71/1999, PL 194/1999, PL 221/1995, PL 347/1999 (Apensados: PL 386/1999 e PL 414/1999), PL 385/1999, PL 403/1995, PL 408/1999, PL 630/1995, PL 648/1995, PL 691/1995, PL 717/1995, PL 803/1995, PL 1032/1999, PL 1033/1999, PL 1170/1999, PL 1847/1996, PL 2079/1999, PL 2377/2000, PL 2396/2000, PL 2455/2000, PL 2456/2000, PL 2457/2000, PL 2596/2000, PL 2729/2000, PL 2743/2000, PL 3166/2000, PL 3167/2000, PL 3332/1997, PL 3396/2000, PL 4027/1997, PL 4459/1998, PL 4587/1998 e PL 4905/1999) Ao Deputado Eduardo Cunha PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 72/03 – do Sr. Antônio Carlos Magalhães Neto – que “altera dispositivos da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, e dá outras providências”. (Apensados: PLP 73/2003 e PLP 97/2003) Ao Deputado Francisco Dornelles PROJETO DE LEI Nº 5.477/01 – do Sr. Givaldo Carimbão – que “acrescenta inciso ao art. 6º da Lei nº 7713, de 22 de dezembro de 1988, alterado pela Lei nº 9250, de 26 de dezembro de 1995, para estabelecer a isenção de imposto de renda para aposentados com 70 anos de idade ou mais”. (Apensados: PL 5638/2001 e PL 5585/2001) Ao Deputado José Pimentel PROJETO DE LEI Nº 2.087/99 – da Sra. Luiza Erundina – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de briquedotecas nos hospitais da rede pú- Sexta-feira 6 33933 blica. NOVA EMENTA: Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de briquedotecas”. Ao Deputado Luiz Carlos Hauly PROJETO DE LEI Nº 3.463/04 – do Sr. João Fontes – que “dispõe sobre a possibilidade de imputação de rendimentos do trabalho aos períodos em que forem devidos, nos casos em que o respectivo ônus fiscal for mais favorável”. Ao Deputado Max Rosenmann PROJETO DE LEI Nº 1.125/99 – do Sr. Enio Bacci – que “aumenta em 50% (cinqüenta por cento) o valor da aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar do auxílio de outra pessoa”. (Apensado: PL 3974/2000) Ao Deputado Paulo Afonso PROJETO DE LEI Nº 2.056/99 – do Sr. Silas Brasileiro – que “estabelece incentivos fiscais para alimentos integrantes da cesta básica do trabalhador”. (Apensado: PL 7281/2002) À Deputada Yeda Crusius PROJETO DE LEI Nº 414/03 – da Sra. Thelma de Oliveira – que “institui nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios o Programa de Atendimento Integrado à adolescente gestante e dá outras providências”. Sala da Comissão, 27 de julho de 2004. – Nelson Bornier, Presidente. SEÇÃO II MESA DIRETORA Presidente: JOÃO PAULO CUNHA - PT - SP 1º Vice-Presidente: INOCÊNCIO OLIVEIRA - PFL - PE 2º Vice-Presidente: LUIZ PIAUHYLINO - PTB - PE 1º Secretário: GEDDEL VIEIRA LIMA - PMDB - BA 2º Secretário: SEVERINO CAVALCANTI - PP - PE 3º Secretário: NILTON CAPIXABA - PTB - RO 4º Secretário: CIRO NOGUEIRA - PP - PI 1º Suplente de Secretário: GONZAGA PATRIOTA - PSB - PE 2º Suplente de Secretário: WILSON SANTOS - PSDB - MT 3º Suplente de Secretário: CONFÚCIO MOURA - PMDB - RO 4º Suplente de Secretário: JOÃO CALDAS - PL - AL Ricardo Izar, Pastor Reinaldo, Marcondes Gadelha, Roberto Magalhães, Iris Simões, Paes Landim e Ronaldo Vasconcellos. PSDB Líder: CUSTÓDIO MATTOS Vice-Líderes: Alberto Goldman (1º Vice), Jutahy Junior, Zenaldo Coutinho, Yeda Crusius, Antonio Cambraia, Ronaldo Dimas, Lobbe Neto, Carlos Alberto Leréia, Antonio Carlos Mendes Thame, Luiz Carlos Hauly, João Almeida, Antonio Carlos Pannunzio e Walter Feldman. Bloco PL, PSL Líder: SANDRO MABEL Vice-Líderes: Miguel de Souza, Carlos Rodrigues, Inaldo Leitão, Lincoln Portela, João Paulo Gomes da Silva, Carlos Mota, Maurício Rabelo, Aracely de Paula, Luciano Castro, Paulo Marinho, João Mendes de Jesus e Almir Moura. PPS Líder: JÚLIO DELGADO Vice-Líderes: Lupércio Ramos (1º Vice), B. Sá, Cláudio Magrão, Maria Helena, Geraldo Resende e Cezar Silvestri. LÍDERES E VICE-LÍDERES PT Líder: ARLINDO CHINAGLIA Vice-Líderes: Angela Guadagnin, Antônio Carlos Biffi, Vignatti, Durval Orlato, Fernando Ferro, Henrique Fontana, Iara Bernardi, Iriny Lopes, Ivan Valente, João Grandão, José Eduardo Cardozo, José Pimentel, Luiz Sérgio, Maria do Rosário, Nilson Mourão, Neyde Aparecida, Orlando Desconsi, Paulo Pimenta, Paulo Rocha, Roberto Gouveia, Wasny de Roure e Zezéu Ribeiro. PMDB Líder: JOSÉ BORBA Vice-Líderes: Mendes Ribeiro Filho, Sandra Rosado, Benjamin Maranhão, Asdrubal Bentes, André Luiz, Adelor Vieira, Osvaldo Biolchi, Carlos Eduardo Cadoca, Gustavo Fruet, Leandro Vilela, Osmar Serraglio, Mauro Benevides, Henrique Eduardo Alves, Wilson Santiago, Jorge Alberto, Zé Gerardo, José Divino, Rose de Freitas, Jader Barbalho e Silas Brasileiro. PFL Líder: JOSÉ CARLOS ALELUIA Vice-Líderes: Rodrigo Maia (1º Vice), Roberto Brant, Murilo Zauith, Kátia Abreu, José Roberto Arruda, Luiz Carlos Santos, José Rocha, Antonio Carlos Magalhães Neto, Onyx Lorenzoni, Ronaldo Caiado, Abelardo Lupion, Paulo Bauer, Pauderney Avelino, Nice Lobão, José Carlos Machado, Moroni Torgan, Ney Lopes e Corauci Sobrinho. PSB Líder: RENATO CASAGRANDE Vice-Líderes: Dr. Evilásio (1º Vice), Dr. Ribamar Alves, Isaías Silvestre e Pastor Francisco Olímpio. PDT Líder: DR. HÉLIO Vice-Líderes: Pompeo de Mattos (1º Vice), Álvaro Dias e Severiano Alves. PCdoB Líder: RENILDO CALHEIROS Vice-Líderes: Jamil Murad, Perpétua Almeida e Inácio Arruda. PSC Líder: PASTOR AMARILDO Vice-Líderes: Renato Cozzolino (1º Vice) e Zequinha Marinho. PV Líder: SARNEY FILHO Vice-Líderes: Edson Duarte (1º Vice) e Marcelo Ortiz. Parágrafo 4º, Artigo 9º do RICD PRONA Repr.: ENÉAS PP Líder: PEDRO HENRY Vice-Líderes: Celso Russomanno (1º Vice), José Linhares, Francisco Dornelles, Romel Anizio, Ivan Ranzolin, Francisco Appio, Mário Negromonte, Ricardo Fiuza, Ricardo Barros, Sergio Caiado, Professor Irapuan Teixeira, André Zacharow, Reginaldo Germano e Julio Lopes. PTB Líder: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO Vice-Líderes: Ricarte de Freitas (1º Vice), Arnaldo Faria de Sá, Nelson Marquezelli, Eduardo Seabra, Josué Bengtson, José Carlos Elias, Liderança do Governo Líder: PROFESSOR LUIZINHO Vice-Líderes: Beto Albuquerque, Sigmaringa Seixas, Vicente Cascione e Renildo Calheiros. Liderança da Minoria Líder: JOSÉ THOMAZ NONÔ DEPUTADOS EM EXERCÍCIO Roraima Alceste Almeida - PMDB Almir Sá - PL Dr. Rodolfo Pereira - PDT Francisco Rodrigues - PFL Luciano Castro - PL Maria Helena - PPS Pastor Frankembergen - PTB Suely Campos - PP Amapá Antonio Nogueira - PT Coronel Alves - PL Davi Alcolumbre - PDT Dr. Benedito Dias - PP Eduardo Seabra - PTB Gervásio Oliveira - PDT Hélio Esteves - PT Janete Capiberibe - PSB Pará Anivaldo Vale - PSDB Ann Pontes - PMDB Asdrubal Bentes - PMDB Babá - S.PART. Jader Barbalho - PMDB José Priante - PMDB Josué Bengtson - PTB Nicias Ribeiro - PSDB Nilson Pinto - PSDB Paulo Rocha - PT Raimundo Santos - PL Vic Pires Franco - PFL Wladimir Costa - PMDB Zé Geraldo - PT Zé Lima - PP Zenaldo Coutinho - PSDB Zequinha Marinho - PSC Amazonas Átila Lins - PPS Carlos Souza - PP Francisco Garcia - PP Humberto Michiles - PL Lupércio Ramos - PPS Pauderney Avelino - PFL Silas Câmara - PTB Vanessa Grazziotin - PCdoB Rondônia Agnaldo Muniz - PPS Anselmo - PT Confúcio Moura - PMDB Eduardo Valverde - PT Hamilton Casara - PSB Marinha Raupp - PMDB Miguel de Souza - PL Nilton Capixaba - PTB Acre Henrique Afonso - PT João Correia - PMDB João Tota - PL Júnior Betão - PPS Nilson Mourão - PT Perpétua Almeida - PCdoB Ronivon Santiago - PP Zico Bronzeado - PT Tocantins Darci Coelho - PP Eduardo Gomes - PSDB Homero Barreto - PTB Kátia Abreu - PFL Maurício Rabelo - PL Osvaldo Reis - PMDB Pastor Amarildo - PSC Ronaldo Dimas - PSDB Maranhão Antonio Joaquim - PP César Bandeira - PFL Clóvis Fecury - PFL Costa Ferreira - PSC Dr. Ribamar Alves - PSB Eliseu Moura - PP Gastão Vieira - PMDB João Castelo - PSDB Luciano Leitoa - PSB Nice Lobão - PFL Paulo Marinho - PL Pedro Fernandes - PTB Pedro Novais - PMDB Remi Trinta - PL Sarney Filho - PV Sebastião Madeira - PSDB Terezinha Fernandes - PT Wagner Lago - PP Ceará Almeida de Jesus - PL Aníbal Gomes - PMDB Antonio Cambraia - PSDB Ariosto Holanda - PSDB Arnon Bezerra - PTB Bismarck Maia - PSDB Gonzaga Mota - PSDB Gorete Pereira - PL Inácio Arruda - PCdoB João Alfredo - PT José Linhares - PP José Pimentel - PT Léo Alcântara - PSDB Leônidas Cristino - PPS Manoel Salviano - PSDB Marcelo Teixeira - PMDB Mauro Benevides - PMDB Moroni Torgan - PFL Pastor Pedro Ribeiro - PMDB Rommel Feijó - PTB Vicente Arruda - PSDB Zé Gerardo - PMDB Piauí Átila Lira - PSDB B. Sá - PPS Ciro Nogueira - PP Júlio Cesar - PFL Marcelo Castro - PMDB Moraes Souza - PMDB Mussa Demes - PFL Nazareno Fonteles - PT Paes Landim - PTB Promotor Afonso Gil - PDT Rio Grande do Norte Álvaro Dias - PDT Carlos Alberto Rosado - PFL Fátima Bezerra - PT Henrique Eduardo Alves - PMDB Lavoisier Maia - PSB Nélio Dias - PP Ney Lopes - PFL Sandra Rosado - PMDB Paraíba Benjamin Maranhão - PMDB Carlos Dunga - PTB Damiao Feliciano - PP Domiciano Cabral - PSDB Inaldo Leitão - PL Lúcia Braga - PT Luiz Couto - PT Marcondes Gadelha - PTB Philemon Rodrigues - PTB Ricardo Rique - PL Wellington Roberto - PL Wilson Santiago - PMDB Pernambuco André de Paula - PFL Armando Monteiro - PTB Carlos Eduardo Cadoca - PMDB Fernando Ferro - PT Gonzaga Patriota - PSB Inocêncio Oliveira - PFL Joaquim Francisco - PTB Jorge Gomes - PSB José Chaves - PTB José Mendonça Bezerra - PFL José Múcio Monteiro - PTB Luiz Piauhylino - PTB Marcos de Jesus - PL Maurício Rands - PT Miguel Arraes - PSB Osvaldo Coelho - PFL Pastor Francisco Olímpio - PSB Paulo Rubem Santiago - PT Pedro Corrêa - PP Raul Jungmann - PPS Renildo Calheiros - PCdoB Ricardo Fiuza - PP Roberto Freire - PPS Roberto Magalhães - PTB Severino Cavalcanti - PP Alagoas Benedito de Lira - PP Givaldo Carimbão - PSB Helenildo Ribeiro - PSDB João Caldas - PL João Lyra - PTB José Thomaz Nonô - PFL Jurandir Boia - PSB Olavo Calheiros - PMDB Rogério Teófilo - PPS Sergipe Bosco Costa - PSDB Cleonâncio Fonseca - PP Heleno Silva - PL Ivan Paixão - PPS Jackson Barreto - PTB João Fontes - S.PART. Jorge Alberto - PMDB José Carlos Machado - PFL Bahia Alice Portugal - PCdoB Antonio Carlos Magalhães Neto - PFL Aroldo Cedraz - PFL Claudio Cajado - PFL Colbert Martins - PPS Coriolano Sales - PFL Daniel Almeida - PCdoB Edson Duarte - PV Fábio Souto - PFL Félix Mendonça - PFL Fernando de Fabinho - PFL Geddel Vieira Lima - PMDB Gerson Gabrielli - PFL Guilherme Menezes - PT Jairo Carneiro - PFL João Almeida - PSDB João Carlos Bacelar - PFL João Leão - PL Jonival Lucas Junior - PTB José Carlos Aleluia - PFL José Carlos Araújo - PFL José Rocha - PFL Josias Gomes - PT Jutahy Junior - PSDB Luiz Alberto - PT Luiz Bassuma - PT Luiz Carreira - PFL Marcelo Guimarães Filho - PFL Mário Negromonte - PP Milton Barbosa - PFL Nelson Pellegrino - PT Paulo Magalhães - PFL Pedro Irujo - PL Reginaldo Germano - PP Robério Nunes - PFL Severiano Alves - PDT Walter Pinheiro - PT Zelinda Novaes - PFL Zezéu Ribeiro - PT Minas Gerais Anderson Adauto - PL Aracely de Paula - PL Athos Avelino - PPS Bonifácio de Andrada - PSDB Cabo Júlio - PSC Carlos Melles - PFL Carlos Mota - PL Carlos Willian - PSC César Medeiros - PT Cleuber Carneiro - PFL Custódio Mattos - PSDB Dr. Francisco Gonçalves - PTB Edmar Moreira - PL Eduardo Barbosa - PSDB Eliseu Resende - PFL Fernando Diniz - PMDB Geraldo Thadeu - PPS Gilmar Machado - PT Isaías Silvestre - PSB Ivo José - PT Jaime Martins - PL João Magalhães - PMDB João Magno - PT João Paulo Gomes da Silva - PL José Militão - PTB José Santana de Vasconcellos - PL Júlio Delgado - PPS Lael Varella - PFL Leonardo Mattos - PV Leonardo Monteiro - PT Lincoln Portela - PL Marcello Siqueira - PMDB Márcio Reinaldo Moreira - PP Maria do Carmo Lara - PT Mário Assad Júnior - PL Mário Heringer - PDT Mauro Lopes - PMDB Narcio Rodrigues - PSDB Odair - PT Odelmo Leão - PP Osmânio Pereira - PTB Paulo Delgado - PT Rafael Guerra - PSDB Reginaldo Lopes - PT Roberto Brant - PFL Romel Anizio - PP Romeu Queiroz - PTB Ronaldo Vasconcellos - PTB Saraiva Felipe - PMDB Sérgio Miranda - PCdoB Silas Brasileiro - PMDB Virgílio Guimarães - PT Vittorio Medioli - PSDB Espírito Santo Feu Rosa - PP Iriny Lopes - PT José Carlos Elias - PTB Manato - PDT Marcelino Fraga - PMDB Marcus Vicente - PTB Neucimar Fraga - PL Nilton Baiano - PP Renato Casagrande - PSB Rose de Freitas - PMDB Rio de Janeiro Alexandre Cardoso - PSB Alexandre Santos - PP Almerinda de Carvalho - PMDB Almir Moura - PL André Luiz - PMDB Antonio Carlos Biscaia - PT Bernardo Ariston - PMDB Carlos Nader - PL Carlos Rodrigues - PL Carlos Santana - PT Chico Alencar - PT Deley - PV Dr. Heleno - PP Edson Ezequiel - PMDB Eduardo Cunha - PMDB Eduardo Paes - PSDB Elaine Costa - PTB Fernando Gabeira - S.PART. Fernando Lopes - PMDB Francisco Dornelles - PP Itamar Serpa - PSDB Jair Bolsonaro - PTB Jandira Feghali - PCdoB João Mendes de Jesus - PSL Jorge Bittar - PT José Divino - PMDB Josias Quintal - PMDB Juíza Denise Frossard - PSDB Julio Lopes - PP Laura Carneiro - PFL Leonardo Picciani - PMDB Lindberg Farias - PT Luiz Sérgio - PT Maria Lucia - PMDB Miro Teixeira - PPS Moreira Franco - PMDB Nelson Bornier - PMDB Paulo Baltazar - PSB Paulo Feijó - PSDB Reinaldo Betão - PL Renato Cozzolino - PSC Roberto Jefferson - PTB Rodrigo Maia - PFL Sandro Matos - PTB Simão Sessim - PP Vieira Reis - PMDB São Paulo Alberto Goldman - PSDB Aloysio Nunes Ferreira - PSDB Amauri Gasques - PL Angela Guadagnin - PT Antonio Carlos Mendes Thame - PSDB Antonio Carlos Pannunzio - PSDB Arlindo Chinaglia - PT Arnaldo Faria de Sá - PTB Carlos Sampaio - PSDB Celso Russomanno - PP Cláudio Magrão - PPS Corauci Sobrinho - PFL Delfim Netto - PP Devanir Ribeiro - PT Dimas Ramalho - PPS Dr. Evilásio - PSB Dr. Hélio - PDT Dr. Pinotti - PFL Durval Orlato - PT Edna Macedo - PTB Elimar Máximo Damasceno - PRONA Enéas - PRONA Gilberto Kassab - PFL Gilberto Nascimento - PMDB Iara Bernardi - PT Ildeu Araujo - PP Ivan Valente - PT Jamil Murad - PCdoB Jefferson Campos - PMDB João Batista - PFL João Herrmann Neto - PPS João Paulo Cunha - PT José Eduardo Cardozo - PT José Mentor - PT Jovino Cândido - PV Julio Semeghini - PSDB Lobbe Neto - PSDB Luciano Zica - PT Luiz Antonio Fleury - PTB Luiz Carlos Santos - PFL Luiz Eduardo Greenhalgh - PT Luiza Erundina - PSB Marcelo Ortiz - PV Marcos Abramo - PFL Mariângela Duarte - PT Medeiros - PL Michel Temer - PMDB Milton Monti - PL Nelson Marquezelli - PTB Neuton Lima - PTB Orlando Fantazzini - PT Paulo Kobayashi - PSDB Paulo Lima - PMDB Professor Irapuan Teixeira - PP Professor Luizinho - PT Ricardo Izar - PTB Roberto Gouveia - PT Robson Tuma - PFL Rubinelli - PT Salvador Zimbaldi - PTB Telma de Souza - PT Vadão Gomes - PP Valdemar Costa Neto - PL Vanderlei Assis - PP Vicente Cascione - PTB Vicentinho - PT Walter Feldman - PSDB Wanderval Santos - PL Zarattini - PT Zulaiê Cobra - PSDB Mato Grosso Amador Tut - PL Carlos Abicalil - PT Celcita Pinheiro - PFL Lino Rossi - PSB Pedro Henry - PP Ricarte de Freitas - PTB Teté Bezerra - PMDB Thelma de Oliveira - PSDB Distrito Federal Alberto Fraga - PTB Jorge Pinheiro - PL José Roberto Arruda - PFL Maninha - PT Osório Adriano - PFL Sigmaringa Seixas - PT Tatico - PTB Wasny de Roure - PT Goiás Barbosa Neto - PSB Carlos Alberto Leréia - PSDB Enio Tatico - PTB João Campos - PSDB Jovair Arantes - PTB Leandro Vilela - PMDB Leonardo Vilela - PP Luiz Bittencourt - PMDB Neyde Aparecida - PT Pedro Chaves - PMDB Professora Raquel Teixeira - PSDB Ronaldo Caiado - PFL Rubens Otoni - PT Sandes Júnior - PP Sandro Mabel - PL Sergio Caiado - PP Vilmar Rocha - PFL Mato Grosso do Sul Antônio Carlos Biffi - PT Antonio Cruz - PTB Geraldo Resende - PPS João Grandão - PT Murilo Zauith - PFL Nelson Trad - PMDB Vander Loubet - PT Waldemir Moka - PMDB Paraná Abelardo Lupion - PFL Affonso Camargo - PSDB Airton Roveda - PMDB Alex Canziani - PTB André Zacharow - PP Assis Miguel do Couto - PT Cezar Silvestri - PPS Chico da Princesa - PL Colombo - PT Dilceu Sperafico - PP Dr. Rosinha - PT Dra. Clair - PT Eduardo Sciarra - PFL Giacobo - PL Gustavo Fruet - PMDB Hermes Parcianello - PMDB Iris Simões - PTB José Borba - PMDB José Janene - PP Luiz Carlos Hauly - PSDB Max Rosenmann - PMDB Moacir Micheletto - PMDB Nelson Meurer - PP Odílio Balbinotti - PMDB Oliveira Filho - PL Osmar Serraglio - PMDB Paulo Bernardo - PT Ricardo Barros - PP Selma Schons - PT Takayama - PMDB Santa Catarina Adelor Vieira - PMDB Carlito Merss - PT Edison Andrino - PMDB Fernando Coruja - PPS Gervásio Silva - PFL Ivan Ranzolin - PP João Matos - PMDB João Pizzolatti - PP Jorge Boeira - PT Leodegar Tiscoski - PP Luci Choinacki - PT Mauro Passos - PT Paulo Afonso - PMDB Paulo Bauer - PFL Vignatti - PT Zonta - PP Rio Grande do Sul Adão Pretto - PT Alceu Collares - PDT Ary Vanazzi - PT Augusto Nardes - PP Beto Albuquerque - PSB Cezar Schirmer - PMDB Darcísio Perondi - PMDB Eliseu Padilha - PMDB Enio Bacci - PDT Érico Ribeiro - PP Francisco Appio - PP Francisco Turra - PP Henrique Fontana - PT José Ivo Sartori - PMDB Júlio Redecker - PSDB Kelly Moraes - PTB Luciana Genro - S.PART. Luis Carlos Heinze - PP Maria do Rosário - PT Mendes Ribeiro Filho - PMDB Milton Cardias - PTB Nelson Proença - PPS Onyx Lorenzoni - PFL Orlando Desconsi - PT Osvaldo Biolchi - PMDB Pastor Reinaldo - PTB Paulo Gouvêa - PL Paulo Pimenta - PT Pompeo de Mattos - PDT Tarcisio Zimmermann - PT Yeda Crusius - PSDB COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL Presidente: Leonardo Vilela (PP) 1º Vice-Presidente: Fábio Souto (PFL) 2º Vice-Presidente: Assis Miguel do Couto (PT) 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Adão Pretto Guilherme Menezes Anselmo Odair Assis Miguel do Couto Orlando Desconsi João Grandão Paulo Pimenta Josias Gomes Rubens Otoni Zé Geraldo Vignatti PMDB vaga do PTB Darcísio Perondi Airton Roveda Confúcio Moura José Ivo Sartori vaga do PSC Leandro Vilela Moacir Micheletto Odílio Balbinotti Osvaldo Reis Silas Brasileiro Pedro Chaves Waldemir Moka Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Fábio Souto Abelardo Lupion Kátia Abreu Cleuber Carneiro vaga do PC do B Ronaldo Caiado João Carlos Bacelar (Dep. do PP ocupa a vaga) Lael Varella (Dep. do PP ocupa a vaga) PP Augusto Nardes Benedito de Lira vaga do PSDB Cleonâncio Fonseca Dilceu Sperafico vaga do Bloco PFL, PRONA Francisco Turra Érico Ribeiro Leonardo Vilela Romel Anizio Luis Carlos Heinze 1 vaga vaga do PC do B Nélio Dias vaga do Bloco PFL, PRONA Zonta PSDB Anivaldo Vale Bosco Costa Antonio Carlos Mendes Julio Semeghini Thame Júlio Redecker 2 vagas (Dep. do PP ocupa a vaga) PTB Carlos Dunga Alberto Fraga José Carlos Elias Joaquim Francisco Rommel Feijó Josué Bengtson (Dep. do PMDB ocupa a Nelson Marquezelli vaga) Bloco PL, PSL Almir Sá Amador Tut Anderson Adauto Heleno Silva Roberto Pessoa Mário Assad Júnior (Licenciado) PPS Cezar Silvestri Júnior Betão PSB Luciano Leitoa 1 vaga PDT Dr. Rodolfo Pereira Pompeo de Mattos PC do B (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa (Dep. do PP ocupa a vaga) a vaga) PSC (Dep. do PMDB ocupa a Zequinha Marinho vaga) Secretário(a): Moizes Lobo da Cunha Local: Anexo II, Térreo, Ala C, sala 36 Telefones: 216-6403/6404/6406 FAX: 216-6415 COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL Presidente: Júnior Betão (PPS) 1º Vice-Presidente: Agnaldo Muniz (PPS) 2º Vice-Presidente: Davi Alcolumbre (PDT) 3º Vice-Presidente: Asdrubal Bentes (PMDB) Titulares Suplentes PT Antônio Carlos Biffi Josias Gomes Antonio Nogueira Paulo Rocha Henrique Afonso Terezinha Fernandes Nilson Mourão Zé Geraldo PMDB Ann Pontes Mauro Lopes (Dep. do PSDB ocupa a Asdrubal Bentes vaga) (Dep. do PPS ocupa a vaga) 2 vagas (Dep. do PSC ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Enéas Elimar Máximo Damasceno 2 vagas Nice Lobão Vic Pires Franco PP vaga do Bloco PL, PSL Eliseu Moura Carlos Souza Francisco Garcia Suely Campos Zé Lima PSDB vaga do PMDB Helenildo Ribeiro Anivaldo Vale 1 vaga João Castelo Zenaldo Coutinho PTB (Dep. do PDT ocupa a vaga) Ricarte de Freitas 1 vaga (Dep. do PPS ocupa a vaga) Bloco PL, PSL Miguel de Souza Luciano Castro (Dep. do PP ocupa a vaga) Raimundo Santos PPS vaga do PMDB Lupércio Ramos Agnaldo Muniz vaga do PTB Júnior Betão Maria Helena PSB Janete Capiberibe Hamilton Casara PDT Davi Alcolumbre Dr. Rodolfo Pereira vaga do PTB Gervásio Oliveira PC do B Perpétua Almeida Vanessa Grazziotin PSC vaga do PMDB Zequinha Marinho Secretário(a): Cristiano Ferri Soares de Faria Local: Anexo II - Sala T- 59 Telefones: 216-6432 FAX: 216-6440 COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA Presidente: Gilberto Kassab (PFL) 1º Vice-Presidente: Wilson Santiago (PMDB) 2º Vice-Presidente: Julio Semeghini (PSDB) 3º Vice-Presidente: Júlio Cesar (PFL) Titulares Suplentes PT Jorge Bittar Angela Guadagnin Mariângela Duarte Fernando Ferro Nazareno Fonteles Mauro Passos Professor Luizinho Paulo Delgado Walter Pinheiro Zarattini (Dep. do PSB ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PMDB vaga do PTB vaga do PT Adelor Vieira Confúcio Moura vaga do PP Aníbal Gomes Edson Ezequiel Eduardo Cunha Luiz Bittencourt Gustavo Fruet Pastor Pedro Ribeiro Henrique Eduardo Alves Vieira Reis Jader Barbalho Zé Gerardo Wilson Santiago Bloco PFL, PRONA Corauci Sobrinho José Carlos Araújo Gilberto Kassab José Carlos Machado (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa vaga do PP João Batista a vaga) José Mendonça Bezerra (Dep. do PDT ocupa a vaga) José Rocha vaga do PDT Júlio Cesar PP Ricardo Barros Antonio Joaquim Vanderlei Assis Augusto Nardes (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Reginaldo Germano (Dep. do Bloco PFL, PRONA 1 vaga ocupa a vaga) PSDB Ariosto Holanda Alberto Goldman Julio Semeghini Carlos Alberto Leréia Narcio Rodrigues Nilson Pinto PTB Iris Simões Antonio Cruz (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Romeu Queiroz (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a Salvador Zimbaldi vaga) Bloco PL, PSL Mário Assad Júnior Almir Moura vaga do Bloco PFL, PRONA Paulo Marinho Carlos Nader vaga do PTB Pedro Irujo João Mendes de Jesus Raimundo Santos Maurício Rabelo PPS Nelson Proença Raul Jungmann PSB vaga do PT Renato Casagrande Jurandir Boia Luiza Erundina PDT (Dep. do Bloco PFL, PRONA vaga do Bloco PFL, PRONA Dr. Hélio ocupa a vaga) 1 vaga PC do B Jamil Murad Alice Portugal PSC Costa Ferreira Pastor Amarildo Secretário(a): Myriam Gonçalves Teixeira de Oliveira Local: Anexo II, Térreo, Ala A, sala 49 Telefones: 216-6452 A 6458 FAX: 216-6465 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA Presidente: Maurício Rands (PT) 1º Vice-Presidente: Antonio Carlos Biscaia (PT) 2º Vice-Presidente: Vic Pires Franco (PFL) 3º Vice-Presidente: Nelson Trad (PMDB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Dra. Clair José Eduardo Cardozo Fátima Bezerra José Mentor Iara Bernardi Luiz Eduardo Greenhalgh Ivan Valente Maurício Rands João Alfredo Odair José Pimentel Rubens Otoni Lindberg Farias Rubinelli Luiz Couto Sigmaringa Seixas Nelson Pellegrino (Dep. do PSDB ocupa a 1 vaga vaga) PMDB Eliseu Padilha Jefferson Campos José Divino Mendes Ribeiro Filho Michel Temer Nelson Trad Osmar Serraglio Takayama Asdrubal Bentes Cezar Schirmer João Matos Mauro Benevides Sandra Rosado 3 vagas Bloco PFL, PRONA Antonio Carlos Magalhães André de Paula Neto José Roberto Arruda Coriolano Sales Luiz Carlos Santos Enéas Ney Lopes Laura Carneiro Paulo Magalhães Marcos Abramo Vic Pires Franco Mendonça Prado (Licenciado) vaga do PP Vilmar Rocha Moroni Torgan Onyx Lorenzoni vaga do PC do B Robson Tuma vaga do PSB Ronaldo Caiado PP Darci Coelho Celso Russomanno Ildeu Araujo Ivan Ranzolin Odelmo Leão (Dep. do PPS ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Reginaldo Germano a vaga) Ricardo Fiuza 2 vagas Wagner Lago PSDB Aloysio Nunes Ferreira Antonio Carlos Pannunzio Bosco Costa Átila Lira João Almeida Bonifácio de Andrada Juíza Denise Frossard Helenildo Ribeiro vaga do PSC Jutahy Junior João Campos vaga do PT Vicente Arruda Léo Alcântara Zenaldo Coutinho Wilson Santos (Licenciado) PTB Antonio Cruz Jair Bolsonaro Edna Macedo Jovair Arantes Paes Landim Luiz Antonio Fleury Roberto Magalhães Neuton Lima Vicente Cascione Roberto Jefferson Bloco PL, PSL Carlos Mota Almeida de Jesus Carlos Rodrigues Coronel Alves Edmar Moreira Jaime Martins Inaldo Leitão João Leão João Paulo Gomes da Silva Neucimar Fraga PPS Dimas Ramalho Agnaldo Muniz Roberto Freire Colbert Martins vaga do PP Fernando Coruja PSB Alexandre Cardoso Isaías Silvestre (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Gonzaga Patriota a vaga) PDT Alceu Collares Severiano Alves PC do B (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Sérgio Miranda a vaga) PSC Pastor Amarildo (Dep. do PSDB ocupa a vaga) PV Marcelo Ortiz Sarney Filho Secretário(a): Rejane Salete Marques Local: Anexo II,Térreo, Ala , sala 21 Telefones: 216-6494 FAX: 216-6499 Edson Ezequiel Paulo Afonso Bloco PFL, PRONA COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Presidente: Paulo Lima (PMDB) 1º Vice-Presidente: Luiz Bittencourt (PMDB) 2º Vice-Presidente: Julio Lopes (PP) 3º Vice-Presidente: Jonival Lucas Junior (PTB) Titulares Suplentes PT Dr. Rosinha Antonio Nogueira Maria do Carmo Lara Luiz Bassuma Paulo Bernardo Rubinelli (Dep. do PMDB ocupa a Walter Pinheiro vaga) PMDB vaga do PPS André Luiz Leandro Vilela Luiz Bittencourt Max Rosenmann Olavo Calheiros Silas Brasileiro vaga do PV Pastor Pedro Ribeiro Paulo Lima vaga do PT Wladimir Costa Bloco PFL, PRONA José Carlos Machado Marcelo Guimarães Filho Marcos Abramo Ney Lopes Robério Nunes (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) PP Celso Russomanno Alexandre Santos Julio Lopes Ricardo Fiuza PSDB Paulo Kobayashi Manoel Salviano Sebastião Madeira Professora Raquel Teixeira PTB Jonival Lucas Junior Alex Canziani (Dep. do PSC ocupa a vaga) Ricardo Izar Bloco PL, PSL Maurício Rabelo Amauri Gasques Sandro Mabel Wellington Roberto PPS (Dep. do PMDB ocupa a Dimas Ramalho vaga) PSB Jorge Gomes Givaldo Carimbão PV (Dep. do PMDB ocupa a Deley vaga) PCdoB vaga do Bloco PFL, PRONA Daniel Almeida PSC vaga do PTB Renato Cozzolino Secretário(a): Lilian de Cássia Albuquerque Santos Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 152 Telefones: 216-6920 A 6922 FAX: 216-6925 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO Presidente: Gonzaga Mota (PSDB) 1º Vice-Presidente: Dr. Benedito Dias (PP) 2º Vice-Presidente: Almeida de Jesus (PL) 3º Vice-Presidente: Reginaldo Lopes (PT) Titulares Suplentes PT Durval Orlato Luiz Eduardo Greenhalgh Jorge Boeira Paulo Bernardo Lindberg Farias Vicentinho Reginaldo Lopes Zico Bronzeado PMDB Bernardo Ariston Luiz Bittencourt Carlos Eduardo Odílio Balbinotti Cadoca Fernando de Fabinho Gerson Gabrielli Osório Adriano Carlos Melles Jairo Carneiro (Dep. do PTB ocupa a vaga) PP Dr. Benedito Dias Sergio Caiado Delfim Netto Nélio Dias PSDB vaga do PV Gonzaga Mota vaga do PV Léo Alcântara vaga do PTB Ronaldo Dimas Vittorio Medioli Bismarck Maia Júlio Redecker Yeda Crusius PTB Nelson Marquezelli (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Armando Monteiro Dr. Francisco Gonçalves vaga do Bloco PFL, PRONA Enio Tatico Bloco PL, PSL Almeida de Jesus Reinaldo Betão Giacobo Ricardo Rique PPS Lupércio Ramos Nelson Proença PSB 1 vaga 1 vaga PV (Dep. do PSDB ocupa (Dep. do PSDB ocupa a vaga) a vaga) Secretário(a): Aparecida de Moura Andrade Local: Anexo II, Térreo, Ala A, sala 27 Telefones: 216-6601 A 6609 FAX: 216-6610 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO Presidente: Silas Câmara (PTB) 1º Vice-Presidente: Jackson Barreto (PTB) 2º Vice-Presidente: Walter Feldman (PSDB) 3º Vice-Presidente: Cezar Schirmer (PMDB) Titulares Suplentes PT Ary Vanazzi Carlito Merss Fátima Bezerra Devanir Ribeiro Terezinha Fernandes Ivo José Zezéu Ribeiro Maria do Carmo Lara PMDB Cezar Schirmer Jader Barbalho Jorge Alberto Leonardo Picciani Mauro Benevides Marinha Raupp (Dep. do PTB ocupa a vaga) 1 vaga Bloco PFL, PRONA Claudio Cajado Dr. Pinotti (Dep. do PTB ocupa a vaga) Francisco Rodrigues 1 vaga José Roberto Arruda PP Eliseu Moura Zé Lima (Dep. do PTB ocupa a Romel Anizio vaga) PSDB Walter Feldman Paulo Kobayashi Wilson Santos (Licenciado) Sebastião Madeira PTB Jackson Barreto José Carlos Elias vaga do PDT Pastor Frankembergen Joaquim Francisco vaga do PMDB vaga do PP Tatico José Chaves vaga do Bloco PFL, PRONA Pedro Fernandes vaga do Bloco PL, PSL Ricardo Izar Silas Câmara Bloco PL, PSL Paulo Gouvêa Anderson Adauto (Dep. do PTB ocupa a vaga) Chico da Princesa PPS Maria Helena B. Sá PSB Dr. Evilásio Ivan Valente vaga do PSB Maria do Rosário Neyde Aparecida PMDB Barbosa Neto vaga do PTB PDT (Dep. do PTB ocupa a vaga) PC do B Inácio Arruda Secretário(a): James Lewis Gorman Júnior Local: Anexo II, Pavimento Superior, Ala C, Sala 188 Telefones: 216-6551/ 6554 FAX: 216-6560 1 vaga 1 vaga COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS Presidente: Mário Heringer (PDT) 1º Vice-Presidente: Luiz Couto (PT) 2º Vice-Presidente: Jairo Carneiro (PFL) 3º Vice-Presidente: Zelinda Novaes (PFL) Titulares Suplentes PT Iriny Lopes Adão Pretto Luci Choinacki Carlos Abicalil Luiz Couto Chico Alencar Orlando Fantazzini Luiz Alberto vaga do PMDB Maria do Rosário PMDB Fernando Diniz (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PPS ocupa a vaga) 2 vagas 1 vaga Bloco PFL, PRONA Jairo Carneiro (Dep. do PDT ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a Zelinda Novaes vaga) PP 2 vagas José Linhares Nilton Baiano PSDB Thelma de Oliveira João Almeida (Dep. do PV ocupa a vaga) (Dep. do PV ocupa a vaga) PTB (Dep. do PDT ocupa a vaga) Marcus Vicente 1 vaga Pastor Reinaldo Bloco PL, PSL vaga do Bloco PFL, PRONA (Dep. do PDT ocupa a vaga) Lincoln Portela Paulo Gouvêa PPS Geraldo Thadeu Cláudio Magrão vaga do PMDB Miro Teixeira PSB Pastor Francisco Olímpio Lavoisier Maia PDT vaga do Bloco PL, PSL vaga do Bloco PFL, PRONA Enio Bacci Mário Heringer vaga do PTB Promotor Afonso Gil PV vaga do PSDB vaga do PSDB Leonardo Mattos Edson Duarte Secretário(a): Ruy dos Santos Siqueira Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 185 Telefones: 216-6575 FAX: 216-6580 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA Presidente: Carlos Abicalil (PT) 1º Vice-Presidente: César Bandeira (PFL) 2º Vice-Presidente: João Matos (PMDB) 3º Vice-Presidente: Professora Raquel Teixeira (PSDB) Titulares Suplentes PT Carlos Abicalil Antônio Carlos Biffi Chico Alencar Colombo Iara Bernardi Fátima Bezerra Henrique Afonso Paulo Rubem Santiago vaga do PMDB Selma Schons Gastão Vieira João Matos José Ivo Sartori Marinha Raupp Osvaldo Biolchi Luiz Bittencourt Osmar Serraglio Paulo Lima (Dep. do PT ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Antonio Carlos Magalhães Neto César Bandeira Clóvis Fecury Osvaldo Coelho Murilo Zauith PP Professor Irapuan Teixeira Márcio Reinaldo Moreira Suely Campos Vanderlei Assis (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Wagner Lago PSDB Átila Lira Domiciano Cabral vaga do PP Eduardo Barbosa Bonifácio de Andrada Lobbe Neto Rafael Guerra vaga do Bloco PL, PSL Nilson Pinto Professora Raquel Teixeira PTB Eduardo Seabra Elaine Costa Kelly Moraes Rommel Feijó (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PSC ocupa a vaga) Bloco PL, PSL Milton Monti Humberto Michiles (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Pedro Irujo PPS Rogério Teófilo Athos Avelino PSB (Dep. do PT ocupa a vaga) Luciano Leitoa PDT Severiano Alves Promotor Afonso Gil PC do B Alice Portugal Sérgio Miranda PSC vaga do PTB Costa Ferreira Secretário(a): Anamélia Lima Rocha Fernandes Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 170 Telefones: 216-6622/6625/6627/6628 FAX: 216-6635 Celcita Pinheiro COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO Presidente: Nelson Bornier (PMDB) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: Paulo Rubem Santiago (PT) 3º Vice-Presidente: Carlos Willian (PSC) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Henrique Fontana José Pimentel Jorge Bittar Paulo Rubem Santiago Jorge Boeira Vignatti José Mentor Virgílio Guimarães Wasny de Roure PMDB vaga do PTB André Luiz Marcelino Fraga Max Rosenmann Eduardo Cunha Nelson Bornier João Magalhães Paulo Afonso 1 vaga Pedro Novais Bloco PFL, PRONA Coriolano Sales Gerson Gabrielli Eliseu Resende João Batista Félix Mendonça José Carlos Araújo Luiz Carreira Júlio Cesar vaga do Bloco PL, PSL vaga do PSC Paulo Bauer Mussa Demes vaga do PC do B Onyx Lorenzoni vaga do PSB Pauderney Avelino vaga do PTB Roberto Brant Sandro Matos PP vaga do PDT Alexandre Santos Benedito de Lira Delfim Netto Francisco Dornelles Feu Rosa Francisco Turra Zonta PSDB Antonio Cambraia Luiz Carlos Hauly Yeda Crusius Gonzaga Mota Ronaldo Dimas Vittorio Medioli PTB Armando Monteiro Jonival Lucas Junior (Dep. do PMDB ocupa a vaga) José Militão (Dep. do Bloco PFL, PRONA Sandro Matos ocupa a vaga) Bloco PL, PSL João Leão Almir Sá (Dep. do Bloco PFL, PRONA José Santana de Vasconcellos ocupa a vaga) PPS Fernando Coruja Miro Teixeira PSB (Dep. do Bloco PFL, PRONA Beto Albuquerque ocupa a vaga) PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PC do B (Dep. do Bloco PFL, PRONA 1 vaga ocupa a vaga) PSC (Dep. do Bloco PFL, PRONA Carlos Willian ocupa a vaga) Secretário(a): Maria Linda Magalhães Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 136 Telefones: 216-6654/6655/6652 FAX: 216-6660 COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE Presidente: José Priante (PMDB) 1º Vice-Presidente: André Luiz (PMDB) 2º Vice-Presidente: João Magno (PT) 3º Vice-Presidente: Enio Bacci (PDT) Titulares Suplentes PT Eduardo Valverde Luiz Sérgio João Magno Professor Luizinho Wasny de Roure Roberto Gouveia (Dep. do PP ocupa a vaga) Virgílio Guimarães PMDB André Luiz Aníbal Gomes vaga do Bloco PL, PSL Nelson Bornier João Correia João Magalhães Wladimir Costa José Priante Bloco PFL, PRONA José Carlos Araújo José Carlos Machado Paulo Bauer José Roberto Arruda (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa (Dep. do PSC ocupa a vaga) a vaga) PP vaga do PT Dr. Heleno Leodegar Tiscoski vaga do PV Márcio Reinaldo Moreira José Janene Ronivon Santiago Odelmo Leão vaga do PV vaga do PTB Pedro Corrêa Simão Sessim PSDB Alberto Goldman Luiz Carlos Hauly Manoel Salviano Walter Feldman PTB Elaine Costa (Dep. do PSC ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) Bloco PL, PSL Almir Moura Carlos Rodrigues vaga do Bloco PFL, PRONA João Caldas Carlos Nader (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PPS (Dep. do PDT ocupa a vaga) Rogério Teófilo PSB Barbosa Neto 1 vaga PV (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) PDT vaga do PPS Enio Bacci PSC vaga do PTB Cabo Júlio vaga do Bloco PFL, PRONA Renato Cozzolino Secretário(a): Edilson Saraiva Alencar Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 161 Telefones: 216-6671 A 6675 FAX: 216-6676 COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA Presidente: André de Paula (PFL) 1º Vice-Presidente: Mendonça Prado (PFL) 2º Vice-Presidente: Colombo (PT) 3º Vice-Presidente: Jaime Martins (PL) Titulares Suplentes PT Colombo Orlando Fantazzini Lúcia Braga Tarcisio Zimmermann 1 vaga (Dep. do PSB ocupa a vaga) PMDB Almerinda de Carvalho 3 vagas Moraes Souza 1 vaga Bloco PFL, PRONA André de Paula Fernando de Fabinho Mendonça Prado vaga do PTB Laura Carneiro (Licenciado) 1 vaga PP Nilton Baiano Enivaldo Ribeiro (Licenciado) 1 vaga Ronivon Santiago PSDB 2 vagas Eduardo Gomes Vicente Arruda PTB (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a Marcondes Gadelha vaga) Roberto Jefferson 1 vaga Bloco PL, PSL Heleno Silva Inaldo Leitão Jaime Martins Marcos de Jesus S.PART. João Fontes 2 vagas 1 vaga PSB vaga do PT Luiza Erundina Secretário(a): Gardene Maria Ferreira de Aguiar Local: Anexo II, Pavimento Superior, Ala A, salas 121/122 Telefones: 216-6692 / 6693 FAX: 216-6700 COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Presidente: Paulo Baltazar (PSB) 1º Vice-Presidente: Givaldo Carimbão (PSB) 2º Vice-Presidente: César Medeiros (PT) 3º Vice-Presidente: João Alfredo (PT) Titulares Suplentes Gervásio Silva PT César Medeiros vaga do PTB Ivo José João Alfredo Leonardo Monteiro Luciano Zica vaga do PTB Luiz Alberto Anselmo Assis Miguel do Couto Iriny Lopes Nazareno Fonteles PMDB vaga do PDT José Divino Osvaldo Reis Teté Bezerra Luiz Bittencourt (Dep. do PV ocupa a vaga) Max Rosenmann 1 vaga Bloco PFL, PRONA (Dep. do PSB ocupa a vaga) Aroldo Cedraz 2 vagas Gervásio Silva vaga do Bloco PL, PSL Milton Barbosa (Dep. do PSC ocupa a vaga) PP Antonio Joaquim Sergio Caiado Damiao Feliciano (Dep. do PV ocupa a vaga) PSDB (Dep. do PSB ocupa a vaga) Affonso Camargo 1 vaga Antonio Carlos Mendes Thame PTB (Dep. do PT ocupa a vaga) Paes Landim (Dep. do PT ocupa a vaga) Ronaldo Vasconcellos Bloco PL, PSL Amador Tut Wanderval Santos (Dep. do Bloco PFL, PRONA Oliveira Filho ocupa a vaga) PPS B. Sá Cezar Silvestri PSB vaga do PSDB Janete Capiberibe Givaldo Carimbão Paulo Baltazar vaga do Bloco PFL, Renato Casagrande PRONA PDT (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Davi Alcolumbre PV vaga do PMDB vaga do PP Jovino Cândido Edson Duarte Sarney Filho Marcelo Ortiz S.PART. Fernando Gabeira 1 vaga PSC vaga do Bloco PFL, PRONA Carlos Willian Secretário(a): Aurenilton Araruna de Almeida Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 150 Telefones: 216-6521 A 6526 FAX: 216-6535 COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA Presidente: João Pizzolatti (PP) 1º Vice-Presidente: Eduardo Gomes (PSDB) 2º Vice-Presidente: Rose de Freitas (PMDB) 3º Vice-Presidente: Eduardo Sciarra (PFL) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Eduardo Valverde Luiz Bassuma Hélio Esteves Luiz Sérgio Luciano Zica Mauro Passos Vander Loubet PMDB Marcello Siqueira Alceste Almeida Moreira Franco João Matos Rose de Freitas Josias Quintal (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga Bloco PFL, PRONA vaga do PSC Aroldo Cedraz Celcita Pinheiro Eduardo Sciarra César Bandeira Luiz Carlos Santos vaga do PDT Pauderney Avelino Robério Nunes PP Dr. Heleno João Pizzolatti vaga do PMDB José Janene vaga do PPS Vadão Gomes Nelson Meurer Ricardo Barros vaga do PTB Simão Sessim PSDB Eduardo Gomes Nicias Ribeiro vaga do PSB Paulo Feijó Antonio Cambraia Lobbe Neto PTB vaga do PDT Edna Macedo (Dep. do PP ocupa a vaga) Marcus Vicente Osmânio Pereira Salvador Zimbaldi Bloco PL, PSL João Caldas José Santana de Vasconcellos Aracely de Paula Miguel de Souza PPS (Dep. do PP ocupa a vaga) Leônidas Cristino PSB (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Jurandir Boia PDT (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) PSC (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a 1 vaga vaga) Secretário(a): Damaci Pires de Miranda Local: Anexo II, Térreo, Ala C, sala 56 Telefones: 216-6711 / 6713 FAX: 216-6720 (Dep. do PTB ocupa a vaga) COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL Presidente: Carlos Melles (PFL) 1º Vice-Presidente: Maninha (PT) 2º Vice-Presidente: Marcos de Jesus (PL) 3º Vice-Presidente: André Zacharow (PP) Titulares Suplentes PT Maninha João Magno Paulo Delgado Leonardo Monteiro Zarattini Nilson Mourão Zico Bronzeado Sigmaringa Seixas PMDB Edison Andrino Marcelino Fraga Fernando Lopes Moreira Franco Vieira Reis (Dep. do PV ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a (Dep. do PSDB ocupa a vaga) vaga) Bloco PFL, PRONA Carlos Melles Claudio Cajado vaga do Bloco PL, PSL João Carlos Bacelar Francisco Rodrigues vaga do Bloco PL, PSL José Thomaz Nonô Robério Nunes vaga do PTB Murilo Zauith Roberto Brant Vilmar Rocha PP André Zacharow Dilceu Sperafico Feu Rosa Francisco Dornelles vaga do PPS Ivan Ranzolin Luis Carlos Heinze Professor Irapuan Teixeira PSDB Antonio Carlos Pannunzio Aloysio Nunes Ferreira João Castelo Antonio Carlos Mendes Thame vaga do PMDB Zulaiê Cobra Luiz Carlos Hauly Professora Raquel Teixeira PTB Arnon Bezerra Jair Bolsonaro Jackson Barreto (Dep. S.PART. ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PFL, PRONA Pastor Frankembergen ocupa a vaga) Bloco PL, PSL vaga do PMDB João Paulo Gomes da Silva Lincoln Portela (Dep. do Bloco PFL, PRONA Marcos de Jesus ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) PPS Átila Lins (Dep. do PP ocupa a vaga) vaga do PDT João Herrmann Neto PSB (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Dr. Evilásio PDT (Dep. do PPS ocupa a vaga) Manato PCdoB vaga do PSB Renildo Calheiros PV vaga do PMDB Leonardo Mattos S.PART. vaga do PTB Fernando Gabeira Secretário(a): Fernando Luiz Cunha Rocha Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 125 Telefones: 216-6739 / 6738 / 6737 FAX: 216-6745 COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO Presidente: Wanderval Santos (PL) 1º Vice-Presidente: Coronel Alves (PL) 2º Vice-Presidente: Moroni Torgan (PFL) 3º Vice-Presidente: João Campos (PSDB) Titulares Suplentes PT Nelson Pellegrino Antonio Carlos Biscaia Paulo Pimenta Maurício Rands Vander Loubet Reginaldo Lopes PMDB Gilberto Nascimento Luiz Bittencourt Josias Quintal 2 vagas (Dep. do PSC ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Moroni Torgan 1 vaga PP (Dep. do PDT ocupa a vaga do Bloco PL, PSL Carlos Souza vaga) 1 vaga Darci Coelho Francisco Appio PSDB Carlos Sampaio Juíza Denise Frossard João Campos Zulaiê Cobra PTB Alberto Fraga Vicente Cascione Ronaldo Vasconcellos 1 vaga Bloco PL, PSL Coronel Alves Edmar Moreira Wanderval Santos (Dep. do PP ocupa a vaga) PPS Raul Jungmann Roberto Freire S.PART. Babá Luciana Genro PDT vaga do PP Pompeo de Mattos PCdoB vaga do Bloco PFL, PRONA Perpétua Almeida PSC vaga do PMDB Cabo Júlio Secretário(a): Kátia da Consolação dos Santos Viana Local: Anexo II, Pavimento Superior - Sala 166-C Telefones: 216-6761 / 6762 FAX: 216-6770 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA Presidente: Eduardo Paes (PSDB) 1º Vice-Presidente: Eduardo Barbosa (PSDB) 2º Vice-Presidente: Dr. Francisco Gonçalves (PTB) 3º Vice-Presidente: Selma Schons (PT) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Dr. Rosinha Guilherme Menezes Durval Orlato Henrique Fontana Luci Choinacki Roberto Gouveia Maninha Selma Schons Telma de Souza PMDB Benjamin Maranhão Almerinda de Carvalho Darcísio Perondi Jorge Alberto vaga do PSC Silas Brasileiro Hermes Parcianello Sandra Rosado Teté Bezerra Saraiva Felipe Bloco PFL, PRONA Dr. Pinotti José Mendonça Bezerra Elimar Máximo Zelinda Novaes Damasceno Milton Barbosa (Dep. do PSB ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a Nice Lobão vaga) PP José Linhares André Zacharow (Dep. do PPS ocupa a Dr. Benedito Dias vaga) (Dep. do PSB ocupa a (Dep. do PTB ocupa a vaga) vaga) PSDB Eduardo Barbosa Thelma de Oliveira Eduardo Paes Walter Feldman Rafael Guerra 1 vaga PTB vaga do PP Arnaldo Faria de Sá Arnon Bezerra Dr. Francisco Gonçalves Kelly Moraes Homero Barreto Marcondes Gadelha vaga do PSC Milton Cardias Osmânio Pereira Bloco PL, PSL Amauri Gasques Carlos Mota vaga do Bloco PFL, PRONA Neucimar Fraga Gorete Pereira Medeiros PPS Athos Avelino Geraldo Thadeu vaga do PP Geraldo Resende PSB vaga do Bloco PFL, PRONA Dr. Ribamar Alves Alexandre Cardoso vaga do PP Lavoisier Maia Jorge Gomes PDT Manato Mário Heringer PC do B Jandira Feghali Jamil Murad PSC (Dep. do PMDB ocupa a (Dep. do PTB ocupa a vaga) vaga) Secretário(a): Flávio Alencastro Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 145 Telefones: 216-6787 / 6781 A 6786 FAX: 216-6790 COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO Presidente: Tarcisio Zimmermann (PT) 1º Vice-Presidente: Dra. Clair (PT) 2º Vice-Presidente: Isaías Silvestre (PSB) 3º Vice-Presidente: Luciano Castro (PL) Titulares Suplentes PT Dra. Clair Carlos Santana Paulo Rocha José Eduardo Cardozo Tarcisio Zimmermann Lúcia Braga Vicentinho Neyde Aparecida PMDB Leonardo Picciani Ann Pontes (Dep. do PTB ocupa a vaga) Luiz Bittencourt 1 vaga 1 vaga Bloco PFL, PRONA Clóvis Fecury (Dep. do PDT ocupa a vaga) Rodrigo Maia 2 vagas (Dep. do PC do B ocupa a vaga) PP Érico Ribeiro Mário Negromonte Pedro Corrêa Vadão Gomes PSDB Carlos Alberto Leréia Ariosto Holanda (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a Carlos Sampaio vaga) 1 vaga Narcio Rodrigues PTB Jovair Arantes Arnaldo Faria de Sá Luiz Antonio Fleury Eduardo Seabra vaga do PMDB vaga do PPS Homero Barreto Milton Cardias Bloco PL, PSL Luciano Castro Paulo Marinho Medeiros Sandro Mabel vaga do PSDB Ricardo Rique PPS Cláudio Magrão (Dep. do PTB ocupa a vaga) PSB Isaías Silvestre Pastor Francisco Olímpio PC do B Daniel Almeida 1 vaga vaga do Bloco PFL, Vanessa Grazziotin PRONA PV Jovino Cândido Leonardo Mattos PDT Alceu Collares Secretário(a): Anamélia Ribeiro Correia de Araújo Local: Anexo II, Sala T 50 Telefones: 216-6805 / 6806 / 6807 FAX: 216-6815 vaga do Bloco PFL, PRONA COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: José Militão (PTB) 1º Vice-Presidente: Pastor Reinaldo (PTB) 2º Vice-Presidente: Colbert Martins (PPS) 3º Vice-Presidente: Hamilton Casara (PSB) Titulares Suplentes PT Gilmar Machado César Medeiros vaga do PP João Grandão Orlando Desconsi (Dep. do PTB ocupa a Mariângela Duarte vaga) (Dep. do PTB ocupa a vaga) PMDB Alceste Almeida Edison Andrino (Dep. do PTB ocupa a Jefferson Campos vaga) (Dep. do PTB ocupa a vaga) Marcelo Teixeira Bloco PFL, PRONA Cleuber Carneiro Eduardo Sciarra vaga do Bloco PL, PSL Marcelo Guimarães Filho José Rocha (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) PP (Dep. do PV ocupa a vaga) Ildeu Araujo (Dep. do PT ocupa a vaga) Julio Lopes PSDB Bismarck Maia Carlos Alberto Leréia (Dep. do PTB ocupa a Jutahy Junior vaga) PTB vaga do PT Philemon Rodrigues Alex Canziani vaga do PSDB Enio Tatico Ronaldo Vasconcellos José Militão vaga do PT Josué Bengtson Pastor Reinaldo vaga do PMDB Ricarte de Freitas vaga do PMDB Tatico Bloco PL, PSL João Mendes de Jesus Reinaldo Betão (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa João Tota a vaga) PPS Colbert Martins João Herrmann Neto PSB Hamilton Casara Dr. Ribamar Alves PCdoB vaga do Bloco PFL, PRONA Renildo Calheiros PV vaga do PP Deley Secretário(a): Elizabeth Paes dos Santos Local: Anexo II, Ala A , Sala 5,Térreo Telefones: 216-6831 / 6832 / 6833 COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES Presidente: Wellington Roberto (PL) 1º Vice-Presidente: Giacobo (PL) 2º Vice-Presidente: Pedro Chaves (PMDB) 3º Vice-Presidente: Neuton Lima (PTB) Titulares Suplentes PT Carlos Santana Ary Vanazzi Devanir Ribeiro Zezéu Ribeiro Hélio Esteves (Dep. do PTB ocupa a vaga) Telma de Souza 1 vaga PMDB Marcelo Castro Eliseu Padilha Marcelo Teixeira Marcello Siqueira Mauro Lopes Osvaldo Reis Pedro Chaves 1 vaga Bloco PFL, PRONA Lael Varella Aroldo Cedraz (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a Cleuber Carneiro vaga) (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a (Dep. do Bloco PL, PSL vaga) ocupa a vaga) PP Francisco Appio Francisco Garcia Mário Negromonte Leodegar Tiscoski PSDB Affonso Camargo Nicias Ribeiro Domiciano Cabral Paulo Feijó PTB Neuton Lima Carlos Dunga Philemon Rodrigues Iris Simões vaga do PSC vaga do PSC José Chaves Romeu Queiroz Pedro Fernandes vaga do PT Nelson Proença Bloco PL, PSL vaga do Bloco PFL, PRONA 1 vaga PDT vaga do Bloco PFL, PRONA João Tota Aracely de Paula vaga do PDT Chico da Princesa Milton Monti Giacobo Oliveira Filho vaga do Bloco PFL, PRONA Humberto Michiles Wellington Roberto PPS Leônidas Cristino Átila Lins PSB Beto Albuquerque Gonzaga Patriota PDT (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a Mário Heringer vaga) PSC (Dep. do PTB ocupa a vaga) (Dep. do PTB ocupa a vaga) Secretário(a): Ruy Omar Prudencio da Silva Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 175 Telefones: 216-6853 A 6856 FAX: 216-6860 COMISSÕES TEMPORÁRIAS COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A "ACOMPANHAR AS NEGOCIAÇÕES DA ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS". Presidente: José Thomaz Nonô (PFL) 1º Vice-Presidente: Edson Ezequiel (PMDB) 2º Vice-Presidente: Alberto Goldman (PSDB) 3º Vice-Presidente: Francisco Garcia (PP) Relator: Maninha (PT) Titulares Suplentes PT José Pimentel Ary Vanazzi Lindberg Farias Dra. Clair Maninha Henrique Fontana Paulo Delgado Ivan Valente Rubens Otoni Luci Choinacki Tarcisio Zimmermann Paulo Pimenta PFL Fábio Souto Robério Nunes José Thomaz Nonô (Dep. do PTB ocupa a vaga) Marcos Abramo 3 vagas Ney Lopes Ronaldo Caiado PMDB Cezar Schirmer Bernardo Ariston Edson Ezequiel Moacir Micheletto Max Rosenmann 2 vagas Silas Brasileiro PSDB Alberto Goldman Aloysio Nunes Ferreira Antonio Carlos Mendes Thame Luiz Carlos Hauly Antonio Carlos Pannunzio Nilson Pinto Yeda Crusius 1 vaga PP Feu Rosa Francisco Dornelles Francisco Garcia Leodegar Tiscoski Francisco Turra Vadão Gomes PTB Jackson Barreto Arnaldo Faria de Sá Roberto Jefferson Arnon Bezerra vaga do PFL Paes Landim PL Amador Tut Humberto Michiles João Paulo Gomes da Silva Paulo Marinho PSB Alexandre Cardoso Janete Capiberibe Luiza Erundina Renato Casagrande PPS Severiano Alves Manato PC do B Jamil Murad Inácio Arruda PRONA 1 vaga Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Mário Dráusio Oliveira de A. Coutinho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6203 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL COM A FINALIDADE DE DEFINIR A ATUAÇÃO DESTA CASA NAS AÇÕES DESTINADAS A IMPLEMENTAR AS PROVIDÊNCIAS REFERIDAS NA LEI Nº 10.745, DE 9 DE OUTUBRO DE 2003, QUE DEFINE O ANO DE 2004 COMO O "ANO DA MULHER". Presidente: Jandira Feghali (PCdoB) 1º Vice-Presidente: Vanessa Grazziotin (PCdoB) 2º Vice-Presidente: Iara Bernardi (PT) 3º Vice-Presidente: Laura Carneiro (PFL) Relator: Rose de Freitas (PMDB) Titulares Suplentes PT Fátima Bezerra Iriny Lopes Iara Bernardi Lúcia Braga Luci Choinacki Maninha vaga do PDT Selma Schons Maria do Rosário Mariângela Duarte PFL Celcita Pinheiro 3 vagas Kátia Abreu Laura Carneiro PMDB Almerinda de Carvalho Marinha Raupp Rose de Freitas Teté Bezerra Sandra Rosado 1 vaga PSDB Juíza Denise Frossard Professora Raquel Teixeira Thelma de Oliveira Zulaiê Cobra Yeda Crusius 1 vaga PP Suely Campos 2 vagas (Dep. do PC do B ocupa a vaga) PTB Elaine Costa 2 vagas 1 vaga PL Maurício Rabelo (Dep. do PC do B ocupa a vaga) PSB Luiza Erundina Janete Capiberibe PPS Maria Helena 1 vaga PDT (Dep. do PT ocupa a vaga) Severiano Alves PC do B vaga do PL Jandira Feghali Alice Portugal vaga do PP Vanessa Grazziotin Perpétua Almeida Secretário(a): Maria de Fátima Moreira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6204/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A ESTUDAR OS PARECERES PROFERIDOS PELAS COMISSÕES TÉCNICAS AO PROJETO DE LEI Nº 5.979, DE 2001, DA COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTE, QUE "ACRESCENTA O ART. 66-A E ALTERA A REDAÇÃO DO "CAPUT" DO ART. 104 DA LEI Nº 9.503/97, E ESTABELECE NORMAS REFERENTES À INSPEÇÃO TÉCNICA VEICULAR - ITV" E OFERECER INDICATIVO À CASA SOBRE A MATÉRIA. Presidente: Humberto Michiles (PL) 1º Vice-Presidente: Neuton Lima (PTB) 2º Vice-Presidente: Marcelo Guimarães Filho (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: José Mentor (PT) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Carlos Santana Devanir Ribeiro José Mentor Luiz Alberto PMDB Luiz Bittencourt Marcelo Castro Mauro Lopes (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Gerson Gabrielli José Carlos Machado Marcelo Guimarães Filho PP Alexandre Santos Cleonâncio Fonseca Julio Lopes PSDB Bosco Costa Narcio Rodrigues Paulo Kobayashi PTB Neuton Lima Ricardo Izar Romeu Queiroz Bloco PL, PSL vaga do PMDB Giacobo Humberto Michiles Wellington Roberto PPS Colbert Martins PSB Givaldo Carimbão PDT Mário Heringer Secretário(a): Valdivino Tolentino Filho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6206/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, Nº 3-A, DE 1999, QUE "ALTERA OS ARTS. 27, 28, 29, 44 E 82 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E INTRODUZ DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS, DE FORMA A FAZER COINCIDIR OS MANDATOS ELETIVOS QUE MENCIONA E ATRIBUIR-LHES NOVO PERÍODO DE DURAÇÃO" E APENSADAS. Presidente: Affonso Camargo (PSDB) 1º Vice-Presidente: Vicente Arruda (PSDB) 2º Vice-Presidente: Rubens Otoni (PT) 3º Vice-Presidente: Eliseu Padilha (PMDB) Relator: Eduardo Sciarra (PFL) Titulares Suplentes PT Chico Alencar Luiz Couto José Eduardo Cardozo Maria do Carmo Lara Paulo Delgado 4 vagas Paulo Rocha Rubens Otoni Rubinelli PFL André de Paula Eduardo Sciarra Jairo Carneiro Mendonça Prado (Licenciado) Nice Lobão PMDB Cezar Schirmer Eliseu Padilha Henrique Eduardo Alves Jefferson Campos PSDB Affonso Camargo Aloysio Nunes Ferreira Rafael Guerra Vicente Arruda PP Enivaldo Ribeiro (Licenciado) Pedro Corrêa Romel Anizio PTB Roberto Magalhães Vicente Cascione PL João Paulo Gomes da Silva Lincoln Portela Fernando de Fabinho Rodrigo Maia Ronaldo Caiado (Dep. do PL ocupa a vaga) 1 vaga Marcelo Castro 3 vagas Antonio Carlos Pannunzio Bonifácio de Andrada Bosco Costa Zenaldo Coutinho Leodegar Tiscoski Mário Negromonte 1 vaga Arnaldo Faria de Sá Luiz Antonio Fleury vaga do PFL Carlos Nader Inaldo Leitão Oliveira Filho PSB Pastor Francisco Olímpio 1 vaga 2 vagas PPS Raul Jungmann Colbert Martins PDT Manato Davi Alcolumbre PC do B Renildo Calheiros 1 vaga PV Jovino Cândido Secretário(a): Ana Lucia R. Marques Local: Anexo II Pavimento Superior s/170-A Telefones: 261-6214/6232 FAX: 216-6225 Marcelo Ortiz COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 54-A, DE 1999, QUE "ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS" (DISPONDO QUE O PESSOAL EM EXERCÍCIO QUE NÃO TENHA SIDO ADMITIDO POR CONCURSO PÚBLICO, ESTÁVEL OU NÃO, PASSA A INTEGRAR QUADRO TEMPORÁRIO EM EXTINÇÃO À MEDIDA QUE VAGAREM OS CARGOS OU EMPREGOS RESPECTIVOS). Presidente: Laura Carneiro (PFL) 1º Vice-Presidente: Antonio Nogueira (PT) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Eduardo Barbosa (PSDB) Relator: Átila Lira (PSDB) Titulares Suplentes PT Antonio Nogueira 6 vagas Carlos Abicalil Fátima Bezerra Jorge Boeira Odair Tarcisio Zimmermann PFL João Carlos Bacelar Antonio Carlos Magalhães Neto Laura Carneiro José Roberto Arruda Ney Lopes 3 vagas (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PMDB Jefferson Campos Jorge Alberto José Ivo Sartori Leonardo Picciani Adelor Vieira 3 vagas PSDB Átila Lira Eduardo Barbosa Helenildo Ribeiro (Dep. do PSB ocupa a vaga) Ariosto Holanda Zenaldo Coutinho 2 vagas PP Feu Rosa Nélio Dias Sandes Júnior vaga do PFL Vanderlei Assis Nilton Baiano Zé Lima 1 vaga PTB Eduardo Seabra José Carlos Elias Philemon Rodrigues Ronaldo Vasconcellos PL Luciano Castro Paulo Marinho Gonzaga Patriota vaga do PSDB Hamilton Casara Pastor Francisco Olímpio Medeiros Welinton Fagundes (Licenciado) PSB 2 vagas PPS Agnaldo Muniz Geraldo Thadeu PDT Alceu Collares Pompeo de Mattos PC do B Alice Portugal 1 vaga Pedro Henry Ronivon Santiago Sergio Caiado vaga do PSC Zonta 1 vaga PSDB Antonio Carlos Mendes Thame Helenildo Ribeiro Júlio Redecker Manoel Salviano Thelma de Oliveira Nicias Ribeiro PTB Nelson Marquezelli Iris Simões Ricarte de Freitas Silas Câmara 1 vaga 1 vaga Bloco PL, PSL Amador Tut Anderson Adauto Carlos Mota Edmar Moreira Inaldo Leitão João Paulo Gomes da Silva PPS Maria Helena Lupércio Ramos PSB (Dep. do PP ocupa a vaga) Barbosa Neto PDT Gervásio Oliveira Dr. Rodolfo Pereira PC do B Jamil Murad 1 vaga PSC (Dep. do PP ocupa a vaga) Zequinha Marinho PV (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II - Pavimento Superior sala 170-B Telefones: 216.6215 FAX: 216.6225 PV Jovino Cândido Secretário(a): Carla Rodrigues de M. Tavares Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6207 / 6232 FAX: 216-6225 Marcelo Ortiz COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 58-A, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE A CONVALIDAÇÃO DE ALIENAÇÕES DE TERRAS PROCEDIDAS PELOS ESTADOS NA FAIXA DE FRONTEIRA". Presidente: João Grandão (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: Eduardo Sciarra (PFL) 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Ary Vanazzi Antonio Nogueira Eduardo Valverde Hélio Esteves João Grandão Zico Bronzeado José Eduardo Cardozo 3 vagas Nilson Mourão Vignatti PMDB Alceste Almeida Darcísio Perondi Confúcio Moura João Matos Osmar Serraglio Moacir Micheletto Teté Bezerra Nelson Trad Waldemir Moka 1 vaga Bloco PFL, PRONA Eduardo Sciarra Ronaldo Caiado Francisco Rodrigues 3 vagas Murilo Zauith Onyx Lorenzoni PP vaga do PV Ivan Ranzolin Cleonâncio Fonseca vaga do PSB José Janene Luis Carlos Heinze COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR E PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 92-A, DE 1995, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO ART. 101 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", DETERMINANDO QUE OS MEMBROS DO STF SERÃO ESCOLHIDOS DENTRE OS MEMBROS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES QUE INTEGREM A CARREIRA DA MAGISTRATURA, MENORES DE SESSENTA E CINCO ANOS DE IDADE, INDICADOS EM LISTA TRÍPLICE PELO PRÓPRIO TRIBUNAL, COM NOMEAÇÃO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E APROVAÇÃO DO SENADO FEDERAL. Presidente: Antonio Carlos Biscaia (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Divino (PMDB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Iriny Lopes Eduardo Valverde 5 vagas João Alfredo José Eduardo Cardozo Maurício Rands Paulo Delgado PFL Coriolano Sales Antonio Carlos Magalhães Neto José Roberto Arruda José Thomaz Nonô Luiz Carlos Santos (Dep. do PTB ocupa a vaga) Marcelo Guimarães Filho 2 vagas (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB José Divino Ann Pontes José Ivo Sartori Osmar Serraglio Marcelino Fraga 2 vagas Nelson Trad PSDB Carlos Sampaio Bonifácio de Andrada Juíza Denise Frossard Nicias Ribeiro Vicente Arruda Helenildo Ribeiro Zenaldo Coutinho (Dep. do PL ocupa a vaga) PP Cleonâncio Fonseca vaga do PFL Darci Coelho Dilceu Sperafico Ricardo Fiuza vaga do PDT Wagner Lago Ivan Ranzolin 2 vagas PTB Luiz Antonio Fleury Vicente Cascione Antonio Cruz vaga do PFL Paes Landim 1 vaga PL Edmar Moreira Mário Assad Júnior vaga do PSDB Inaldo Leitão José Santana de Vasconcellos Raimundo Santos PSB (Dep. do PSC ocupa a vaga) 2 vagas 1 vaga PPS Cezar Silvestri Dimas Ramalho PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) Severiano Alves PC do B Jamil Murad 1 vaga PV Sarney Filho Marcelo Ortiz PSC vaga do PSB Carlos Willian Secretário(a): Walbia Vânia de Farias Lora Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6205 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 101-A, DE 2003, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO § 4º DO ART. 57 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL" (AUTORIZANDO A REELEIÇÃO DOS MEMBROS DAS MESAS DIRETORAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL). Presidente: Arlindo Chinaglia (PT) 1º Vice-Presidente: Vic Pires Franco (PFL) 2º Vice-Presidente: Jader Barbalho (PMDB) 3º Vice-Presidente: Luiz Sérgio (PT) Relator: Paes Landim (PTB) Titulares Suplentes PT Arlindo Chinaglia Devanir Ribeiro José Pimentel Fernando Ferro Luiz Sérgio Neyde Aparecida Professor Luizinho Nilson Mourão Rubens Otoni Paulo Rocha Zarattini 1 vaga PMDB Fernando Diniz Almerinda de Carvalho Gastão Vieira Aníbal Gomes Jader Barbalho Pastor Pedro Ribeiro José Borba Wilson Santiago Nelson Trad Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro Ney Lopes Moroni Torgan Rodrigo Maia Robério Nunes 2 vagas Vic Pires Franco PP Benedito de Lira Feu Rosa Leodegar Tiscoski Romel Anizio Professor Irapuan Teixeira 1 vaga PSDB Aloysio Nunes Ferreira Jutahy Junior Luiz Carlos Hauly Bismarck Maia Bosco Costa Carlos Alberto Leréia PTB José Múcio Monteiro Iris Simões Paes Landim Jovair Arantes (Dep. do PSC ocupa a vaga) 1 vaga Bloco PL, PSL Luciano Castro Inaldo Leitão Sandro Mabel Medeiros Valdemar Costa Neto Paulo Marinho PPS João Herrmann Neto Átila Lins PSB Dr. Evilásio Jorge Gomes PDT Álvaro Dias Mário Heringer PC do B Daniel Almeida Jamil Murad PV Sarney Filho Jovino Cândido PSC vaga do PTB Pastor Amarildo Secretário(a): Carla Rodrigues de M. Tavares Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6207/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 115-A, DE 1995, DO SR. GERVÁSIO OLIVEIRA, QUE "MODIFICA O PARÁGRAFO 4º DO ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, INCLUINDO O CERRADO NA RELAÇÃO DOS BIOMAS CONSIDERADOS PATRIMÔNIO NACIONAL". Presidente: Ricarte de Freitas (PTB) 1º Vice-Presidente: Celcita Pinheiro (PFL) 2º Vice-Presidente: Luiz Bittencourt (PMDB) 3º Vice-Presidente: Relator: Neyde Aparecida (PT) Titulares Suplentes PT Antônio Carlos Biffi Zezéu Ribeiro João Grandão 5 vagas Maninha Neyde Aparecida Rubens Otoni Wasny de Roure PFL Celcita Pinheiro Eliseu Resende José Roberto Arruda Lael Varella Vilmar Rocha Ronaldo Caiado 2 vagas 2 vagas PMDB Aníbal Gomes 4 vagas Fernando Diniz Luiz Bittencourt Moacir Micheletto PSDB Carlos Alberto Leréia Átila Lira Professora Raquel Teixeira João Campos Ronaldo Dimas (Dep. do PSB ocupa a vaga) Thelma de Oliveira 1 vaga PP Romel Anizio Carlos Souza Sergio Caiado Eliseu Moura Zé Lima 1 vaga PTB Ricarte de Freitas Ronaldo Vasconcellos Sandro Matos 1 vaga PL Jaime Martins Maurício Rabelo Raimundo Santos Ricardo Rique PSB Janete Capiberibe 1 vaga Hamilton Casara vaga do PSDB Raul Jungmann Dr. Evilásio Paulo Baltazar Dr. Ribamar Alves Jurandir Boia PPS Leônidas Cristino Júnior Betão PDT Dr. Rodolfo Pereira Wellington Roberto PSB 2 vagas PPS Geraldo Thadeu PDT Alceu Collares Enio Bacci PC do B Daniel Almeida Milton Monti Manato PC do B Jamil Murad 1 vaga PRONA 1 vaga Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Leila Machado C. de Freitas Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 227-A, DE 2004, QUE "ALTERA OS ARTIGOS 37, 40, 144, 194, 195 E 201 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, PARA DISPOR SOBRE A PREVIDÊNCIA SOCIAL, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS" ( PEC PARALELA - ALTERANDO A EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41, DE 2003 - REFORMA DA PREVIDÊNCIA). Presidente: Roberto Brant (PFL) 1º Vice-Presidente: Onyx Lorenzoni (PFL) 2º Vice-Presidente: Antonio Joaquim (PP) 3º Vice-Presidente: Yeda Crusius (PSDB) Relator: José Pimentel (PT) Titulares Suplentes PT Eduardo Valverde Devanir Ribeiro Henrique Fontana Durval Orlato José Pimentel Guilherme Menezes Maurício Rands Ivan Valente Nelson Pellegrino Mariângela Duarte Nilson Mourão Paulo Pimenta Professor Luizinho Roberto Gouveia PFL Gervásio Silva Dr. Pinotti Júlio Cesar Laura Carneiro Murilo Zauith Pauderney Avelino Onyx Lorenzoni Robson Tuma Roberto Brant 2 vagas Vilmar Rocha PMDB Aníbal Gomes Adelor Vieira Fernando Diniz Mauro Benevides Jorge Alberto Silas Brasileiro Olavo Calheiros 2 vagas Wilson Santiago PSDB Alberto Goldman Antonio Carlos Pannunzio Anivaldo Vale Bismarck Maia Eduardo Barbosa Juíza Denise Frossard João Campos Zenaldo Coutinho Yeda Crusius 1 vaga PP Antonio Joaquim Benedito de Lira José Linhares Dr. Benedito Dias Ronivon Santiago 1 vaga PTB Arnaldo Faria de Sá Ricardo Izar Iris Simões Ricarte de Freitas Luiz Antonio Fleury 1 vaga PL Carlos Rodrigues Almir Moura Inaldo Leitão Chico da Princesa Inácio Arruda PV Leonardo Mattos Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6215 / 6232 FAX: 216-6225 Deley COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 255, DE 2004, QUE "ALTERA O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Mussa Demes (PFL) 1º Vice-Presidente: Gerson Gabrielli (PFL) 2º Vice-Presidente: Pedro Novais (PMDB) 3º Vice-Presidente: Luiz Carlos Hauly (PSDB) Relator: Virgílio Guimarães (PT) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Devanir Ribeiro Jorge Bittar José Pimentel José Mentor Nilson Mourão Paulo Bernardo Paulo Delgado Virgílio Guimarães Paulo Pimenta Walter Pinheiro Paulo Rubem Santiago Zezéu Ribeiro Wasny de Roure PFL Antonio Carlos Magalhães Neto Abelardo Lupion Gerson Gabrielli Eduardo Sciarra José Roberto Arruda Eliseu Resende Mussa Demes José Carlos Machado Pauderney Avelino Luiz Carreira Vic Pires Franco Paulo Bauer PMDB Eduardo Cunha André Luiz Henrique Eduardo Alves Ann Pontes Osmar Serraglio Benjamin Maranhão Pedro Chaves José Priante Pedro Novais Wilson Santiago PSDB Antonio Cambraia Anivaldo Vale Julio Semeghini Antonio Carlos Mendes Thame Luiz Carlos Hauly Gonzaga Mota Walter Feldman Ronaldo Dimas Zenaldo Coutinho Yeda Crusius PP Delfim Netto Enivaldo Ribeiro (Licenciado) Francisco Dornelles Feu Rosa Romel Anizio Professor Irapuan Teixeira PTB Armando Monteiro Jackson Barreto José Militão Pedro Fernandes Philemon Rodrigues Vicente Cascione PL Miguel de Souza Carlos Rodrigues Raimundo Santos Humberto Michiles Sandro Mabel Jaime Martins PSB Beto Albuquerque Barbosa Neto Renato Casagrande Gonzaga Patriota PPS Lupércio Ramos João Herrmann Neto PDT Manato 1 vaga Dr. Rodolfo Pereira PC do B Sérgio Miranda 1 vaga Secretário(a): - Daniel Almeida PRONA Enéas Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Angélica Fialho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6218/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 272-A, DE 2000, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO À ALÍNEA "C" DO INCISO I DO ART. 12 DA CONSTITUIÇÃO E ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, ASSEGURANDO O REGISTRO NOS CONSULADOS DE BRASILEIROS NASCIDOS NO ESTRANGEIRO". Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Leonardo Monteiro 6 vagas Maninha Nilson Mourão Orlando Fantazzini Paulo Delgado Zarattini vaga do PMDB Zé Geraldo PMDB Fernando Lopes 5 vagas João Correia Vieira Reis Wilson Santiago (Dep. do PT ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Francisco Rodrigues 4 vagas João Carlos Bacelar Murilo Zauith Vilmar Rocha PP André Zacharow Dilceu Sperafico Feu Rosa Francisco Dornelles Ivan Ranzolin Professor Irapuan Teixeira PSDB Bosco Costa Antonio Carlos Pannunzio Helenildo Ribeiro Luiz Carlos Hauly João Castelo Manoel Salviano PTB Arnon Bezerra 3 vagas Jackson Barreto 1 vaga Bloco PL, PSL Almeida de Jesus Edmar Moreira Carlos Mota Inaldo Leitão João Paulo Gomes da Silva Jaime Martins PPS João Herrmann Neto Átila Lins PSB Alexandre Cardoso 1 vaga PDT Severiano Alves Mário Heringer PC do B Jamil Murad 1 vaga PSC Zequinha Marinho Carlos Willian PV COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 347-A, DE 1996, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO PARÁGRAFO 2º DO ARTIGO 57 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL" (INCLUINDO O DISPOSITIVO QUE PROÍBE A INTERRUPÇÃO DA SESSÃO LEGISLATIVA SEM APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO ANUAL). Presidente: Orlando Desconsi (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Isaías Silvestre (PSB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Mauro Passos Chico Alencar 5 vagas Gilmar Machado Orlando Desconsi Selma Schons Walter Pinheiro PFL Corauci Sobrinho Laura Carneiro Dr. Pinotti Marcelo Guimarães Filho Milton Barbosa 3 vagas Vilmar Rocha 1 vaga PMDB Almerinda de Carvalho Alceste Almeida Edson Ezequiel João Correia Nelson Bornier 2 vagas Pedro Chaves PSDB Alberto Goldman Átila Lira Nicias Ribeiro Helenildo Ribeiro Ronaldo Dimas Paulo Kobayashi 1 vaga Professora Raquel Teixeira PP vaga do PDT 3 vagas André Zacharow Cleonâncio Fonseca Márcio Reinaldo Moreira Roberto Balestra (Licenciado) PTB José Carlos Elias Milton Cardias 1 vaga Pastor Reinaldo PL Carlos Rodrigues Heleno Silva Wellington Roberto João Paulo Gomes da Silva PSB Isaías Silvestre 2 vagas Pastor Francisco Olímpio PPS Leônidas Cristino Lupércio Ramos PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) Mário Heringer PC do B Jamil Murad Daniel Almeida PRONA Elimar Máximo Damasceno 1 vaga Secretário(a): Leila Machado C. de Freitas Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 349-A, DE 2001, DO SR. LUIZ ANTONIO FLEURY, QUE "ALTERA A REDAÇÃO DOS ARTS. 52, 53, 55 E 66 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL PARA ABOLIR O VOTO SECRETO NAS DECISÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL". Presidente: Juíza Denise Frossard (PSDB) 1º Vice-Presidente: Ney Lopes (PFL) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Eduardo Cardozo (PT) Titulares Suplentes PT Chico Alencar 6 vagas José Eduardo Cardozo Nilson Mourão Orlando Desconsi Rubens Otoni Sigmaringa Seixas PMDB Cezar Schirmer 5 vagas Eliseu Padilha José Ivo Sartori Paulo Afonso 1 vaga Bloco PFL, PRONA José Roberto Arruda Eduardo Sciarra Luiz Carlos Santos Onyx Lorenzoni Ney Lopes 2 vagas Ronaldo Caiado PP Francisco Turra Enivaldo Ribeiro (Licenciado) Romel Anizio Márcio Reinaldo Moreira 1 vaga 1 vaga PSDB Bosco Costa Antonio Carlos Pannunzio Juíza Denise Frossard Átila Lira Zenaldo Coutinho Bonifácio de Andrada PTB Luiz Antonio Fleury Jovair Arantes Roberto Magalhães 2 vagas 1 vaga Bloco PL, PSL Almir Sá João Leão Carlos Rodrigues Mário Assad Júnior João Paulo Gomes da Silva Oliveira Filho PPS Ivan Paixão Dimas Ramalho PSB Alexandre Cardoso Renato Casagrande PDT Promotor Afonso Gil Enio Bacci PC do B Renildo Calheiros Jamil Murad PSC Costa Ferreira 1 vaga PV Marcelo Ortiz Sarney Filho Secretário(a): Mário Dráusio de O. Coutinho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6203/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 431-A, DE 2001, QUE "ACRESCENTA PARÁGRAFOS PRIMEIRO E SEGUNDO AO ARTIGO 204 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", DESTINANDO 5% DOS RECURSOS DO ORÇAMENTO DA UNIÃO FEDERAL, ESTADOS, DF E MUNICÍPIOS PARA CUSTEIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL. Presidente: Jamil Murad (PCdoB) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Mário Heringer (PDT) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Jorge Boeira Maria do Rosário Selma Schons Tarcisio Zimmermann Telma de Souza 6 vagas PFL André de Paula Fábio Souto Jairo Carneiro Laura Carneiro Mendonça Prado (Licenciado) PMDB Cezar Schirmer vaga do PSB Gilberto Nascimento Marcelo Castro Max Rosenmann Paulo Afonso PSDB Antonio Cambraia Eduardo Barbosa Thelma de Oliveira Yeda Crusius PP Benedito de Lira José Linhares Suely Campos 5 vagas João Correia Osvaldo Reis Sandra Rosado 1 vaga Carlos Alberto Leréia Juíza Denise Frossard Rafael Guerra Walter Feldman vaga do PDT André Zacharow Antonio Joaquim Zonta 1 vaga PTB Kelly Moraes Marcondes Gadelha Arnaldo Faria de Sá 1 vaga PL Almeida de Jesus Oliveira Filho Marcos de Jesus Wanderval Santos PSB Luiza Erundina 2 vagas (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PPS Athos Avelino Geraldo Resende PDT Mário Heringer (Dep. do PP ocupa a vaga) PC do B Jamil Murad Alice Portugal PRONA Elimar Máximo Damasceno 1 vaga Secretário(a): Angélica Maria L. F. Aguiar Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6218 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 438-A, DE 2001, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO ART. 243 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL" (ESTABELECENDO A PENA DE PERDIMENTO DA GLEBA ONDE FOR CONSTADA A EXPLORAÇÃO DE TRABALHO ESCRAVO; REVERTENDO A ÁREA AO ASSENTAMENTO DOS COLONOS QUE JÁ TRABALHAVAM NA RESPECTIVA GLEBA). Presidente: Isaías Silvestre (PSB) 1º Vice-Presidente: José Thomaz Nonô (PFL) 2º Vice-Presidente: Bernardo Ariston (PMDB) 3º Vice-Presidente: Anivaldo Vale (PSDB) Relator: Tarcisio Zimmermann (PT) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Chico Alencar Dra. Clair Eduardo Valverde vaga do PSB Leonardo Monteiro Neyde Aparecida Paulo Rocha Tarcisio Zimmermann João Grandão Jorge Boeira Orlando Fantazzini Zé Geraldo 1 vaga Fernando de Fabinho José Rocha Luiz Carreira Osvaldo Coelho 1 vaga PFL Francisco Rodrigues José Thomaz Nonô Kátia Abreu Marcos Abramo Ronaldo Caiado José Carlos Araújo Júlio Cesar 3 vagas PMDB Abelardo Lupion Fernando de Fabinho José Carlos Araújo Milton Barbosa (Dep. do PSC ocupa a vaga) PMDB Almerinda de Carvalho Asdrubal Bentes Bernardo Ariston Teté Bezerra Sandra Rosado 3 vagas Jorge Alberto Mauro Lopes Olavo Calheiros Wilson Santiago 4 vagas PSDB Eduardo Gomes Gonzaga Mota Helenildo Ribeiro João Almeida Antonio Cambraia Narcio Rodrigues Vicente Arruda Walter Feldman PP PSDB Aloysio Nunes Ferreira Anivaldo Vale Eduardo Barbosa Helenildo Ribeiro Bosco Costa João Almeida Júlio Redecker Léo Alcântara PP André Zacharow Wagner Lago Zé Lima Cleonâncio Fonseca Enivaldo Ribeiro (Licenciado) Ivan Ranzolin Cleonâncio Fonseca Márcio Reinaldo Moreira Mário Negromonte PTB Jackson Barreto Marcondes Gadelha PL João Leão Roberto Pessoa (Licenciado) PSB Alberto Fraga Pastor Reinaldo Givaldo Carimbão Gonzaga Patriota PL 2 vagas PPS Luciano Castro (Dep. do PSC ocupa a vaga) PSB Isaías Silvestre Luiza Erundina PPS Colbert Martins Colbert Martins PDT Severiano Alves PC do B Daniel Almeida 1 vaga PRONA Geraldo Resende PDT Enio Bacci Raul Jungmann Mário Heringer (Dep. do PT ocupa a vaga) 1 vaga Dr. Rodolfo Pereira PC do B Daniel Almeida Jonival Lucas Junior 1 vaga Heleno Silva Jaime Martins PTB Homero Barreto Josué Bengtson Medeiros Ricardo Rique 3 vagas Jamil Murad 1 vaga Secretário(a): Angélica Maria L. Fialho Aguiar Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6218/6232 FAX: 216-6225 1 vaga PV Marcelo Ortiz 1 vaga PSC vaga do PL Pastor Amarildo vaga do PFL Zequinha Marinho Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II, Pavimento Superior s/ 170-A Telefones: 216.6211 FAX: 216.6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PEC 524-A, DE 2002, QUE "ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, A FIM DE INSTITUIR O FUNDO PARA A REVITALIZAÇÃO HIDROAMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO". Presidente: Fernando de Fabinho (PFL) 1º Vice-Presidente: Luiz Carreira (PFL) 2º Vice-Presidente: Daniel Almeida (PCdoB) 3º Vice-Presidente: Jackson Barreto (PTB) Relator: Fernando Ferro (PT) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Josias Gomes José Pimentel 5 vagas Luiz Bassuma Virgílio Guimarães Walter Pinheiro Zezéu Ribeiro PFL COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 534-A, DE 2002, QUE "ALTERA O ART. 144 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, PARA DISPOR SOBRE AS COMPETÊNCIAS DA GUARDA MUNICIPAL E CRIAÇÃO DA GUARDA NACIONAL". Presidente: Iara Bernardi (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Arnaldo Faria de Sá (PTB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Durval Orlato Devanir Ribeiro José Mentor Eduardo Valverde Odair Iara Bernardi Patrus Ananias (Licenciado) Mariângela Duarte 2 vagas Paulo Rubem Santiago PFL César Bandeira Abelardo Lupion Coriolano Sales José Carlos Araújo Dr. Pinotti 3 vagas Félix Mendonça Paulo Magalhães PMDB Benjamin Maranhão Edison Andrino Cezar Schirmer Osmar Serraglio Gilberto Nascimento Silas Brasileiro Mauro Lopes 1 vaga (Dep. do PL ocupa a vaga) PSDB João Campos Juíza Denise Frossard Zenaldo Coutinho Zulaiê Cobra Bosco Costa Helenildo Ribeiro Vicente Arruda 1 vaga Érico Ribeiro Julio Lopes Leodegar Tiscoski PTB Alberto Fraga Arnaldo Faria de Sá Ricardo Izar Romeu Queiroz PL PSB Pastor Francisco Olímpio (Dep. do PSC ocupa a vaga) 2 vagas PPS Humberto Michiles Maurício Rabelo Cezar Silvestri vaga do PMDB Maria Helena PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) PSB Givaldo Carimbão Gonzaga Patriota Carlos Mota Chico da Princesa vaga do PSDB Inaldo Leitão João Tota Mário Assad Júnior Oliveira Filho Geraldo Thadeu PL Coronel Alves Edmar Moreira 2 vagas vaga do PP PP Dr. Heleno Francisco Garcia Nelson Meurer PTB Iris Simões José Militão 2 vagas Mário Heringer PC do B Jamil Murad 1 vaga PPS Geraldo Resende PV Dimas Ramalho Leonardo Mattos PDT Pompeo de Mattos Mário Heringer PC do B Perpétua Almeida Sarney Filho PSC 1 vaga PV Jovino Cândido Leonardo Mattos Secretário(a): Heloísa Pedrosa Diniz Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6201 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR E PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 544-A, DE 2002, QUE "CRIA OS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS DA 6ª, 7ª, 8ª E 9ª REGIÕES". Presidente: Luiz Carlos Hauly (PSDB) 1º Vice-Presidente: Custódio Mattos (PSDB) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Eduardo Sciarra (PFL) Titulares Suplentes PT Dra. Clair Orlando Fantazzini Eduardo Valverde 5 vagas Gilmar Machado Guilherme Menezes Iriny Lopes João Magno PFL Coriolano Sales Murilo Zauith Eduardo Sciarra (Dep. do PP ocupa a vaga) Fábio Souto 3 vagas Fernando de Fabinho 1 vaga PMDB Gustavo Fruet (Dep. do PPS ocupa a vaga) Mauro Lopes 3 vagas vaga do PSDB Rose de Freitas Wilson Santiago Zé Gerardo PSDB Custódio Mattos Affonso Camargo João Almeida Narcio Rodrigues Luiz Carlos Hauly Sebastião Madeira (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PL ocupa a vaga) PP vaga do PDT vaga do PFL Darci Coelho André Zacharow Dilceu Sperafico Mário Negromonte Herculano Anghinetti (Licenciado) 2 vagas vaga do PSB Carlos Willian Secretário(a): Leila Machado Campos de Freitas Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 1399, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA MULHER E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Sandra Rosado (PMDB) 1º Vice-Presidente: Marinha Raupp (PMDB) 2º Vice-Presidente: Celcita Pinheiro (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Edna Macedo (PTB) Titulares Suplentes PT Iara Bernardi Iriny Lopes Luci Choinacki Maninha Maria do Rosário 4 vagas Mariângela Duarte Selma Schons Telma de Souza PFL Celcita Pinheiro (Dep. do PSC ocupa a vaga) Kátia Abreu 4 vagas Laura Carneiro Nice Lobão Zelinda Novaes PMDB Almerinda de Carvalho Benjamin Maranhão Ann Pontes Teté Bezerra Marinha Raupp 2 vagas Sandra Rosado PSDB Juíza Denise Frossard Eduardo Barbosa Professora Raquel Teixeira Ronaldo Dimas Thelma de Oliveira Sebastião Madeira Yeda Crusius Zulaiê Cobra PP Benedito de Lira Celso Russomanno Cleonâncio Fonseca 2 vagas Suely Campos PTB Edna Macedo Kelly Moraes Elaine Costa 1 vaga PL Maurício Rabelo Carlos Mota Oliveira Filho Marcos de Jesus PSB PDT Janete Capiberibe Luiza Erundina 2 vagas Mário Heringer 1 vaga PC do B PPS Sérgio Miranda Maria Helena Geraldo Thadeu PDT Vanessa Grazziotin PSC Carlos Willian Alceu Collares Álvaro Dias PC do B Alice Portugal Jandira Feghali PV (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Leonardo Mattos PSC Renato Cozzolino Zequinha Marinho PV Marcelo Ortiz Secretário(a): Carla Medeiros Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6207/6232 FAX: 216-6225 Edson Duarte vaga do PFL S.PART. vaga do PV Fernando Gabeira Secretário(a): Fernando Maia Leão Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6205/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR E PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 146, DE 2003, QUE "REGULAMENTA O ART. 37 INCISO XXI DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, INSTITUI PRINCÍPIOS E NORMAS PARA LICITAÇÕES E CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: José Carlos Elias (PTB) 1º Vice-Presidente: Enio Tatico (PTB) 2º Vice-Presidente: Eliseu Padilha (PMDB) 3º Vice-Presidente: Abelardo Lupion (PFL) Relator: Sérgio Miranda (PCdoB) Titulares Suplentes PT João Grandão 6 vagas José Pimentel Paulo Bernardo Paulo Rubem Santiago Vander Loubet 1 vaga PMDB Eliseu Padilha 5 vagas Marcelino Fraga Max Rosenmann Nelson Trad Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Abelardo Lupion Eduardo Sciarra Corauci Sobrinho Pauderney Avelino Gilberto Kassab Paulo Bauer Mussa Demes 1 vaga PP Pedro Corrêa 3 vagas Ricardo Barros Zonta PSDB João Almeida Julio Semeghini Léo Alcântara Luiz Carlos Hauly Paulo Kobayashi Walter Feldman PTB Elaine Costa Dr. Francisco Gonçalves Enio Tatico José Chaves José Carlos Elias 1 vaga Bloco PL, PSL José Santana de Vasconcellos Edmar Moreira Miguel de Souza João Leão Milton Monti 1 vaga PPS Átila Lins Geraldo Thadeu PSB Gonzaga Patriota 1 vaga COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 1756, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE A LEI NACIONAL DA ADOÇÃO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Maria do Rosário (PT) 1º Vice-Presidente: Zelinda Novaes (PFL) 2º Vice-Presidente: Severiano Alves (PDT) 3º Vice-Presidente: Kelly Moraes (PTB) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Luiz Couto Fernando Ferro Neyde Aparecida Maria do Rosário Terezinha Fernandes Rubens Otoni 3 vagas Selma Schons Telma de Souza PFL Corauci Sobrinho Celcita Pinheiro Laura Carneiro Kátia Abreu Paulo Bauer Nice Lobão Zelinda Novaes 2 vagas (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB João Matos Ann Pontes Marcelo Castro Marinha Raupp Paulo Afonso 2 vagas Teté Bezerra PSDB Eduardo Barbosa Professora Raquel Teixeira Helenildo Ribeiro Yeda Crusius Júlio Redecker 2 vagas Thelma de Oliveira PP vaga do PFL Antonio Joaquim Darci Coelho Francisco Garcia 2 vagas José Linhares 1 vaga PTB Kelly Moraes Jonival Lucas Junior Rommel Feijó 1 vaga PL Amador Tut Almeida de Jesus Marcos de Jesus Lincoln Portela PSB Luiza Erundina 2 vagas 1 vaga PPS 1 vaga 1 vaga PDT Severiano Alves Enio Bacci PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PV Marcelo Ortiz Deley Secretário(a): Fernando Maia Leão Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6205/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 2109, DE 1999, QUE "DISPÕE SOBRE A CONSTITUIÇÃO DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO NAS INCORPORAÇÕES IMOBILIÁRIAS DE QUE TRATA A LEI Nº 4.591, DE 16 DE DEZEMBRO DE 1964". Presidente: Murilo Zauith (PFL) 1º Vice-Presidente: Paulo Bauer (PFL) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Ricardo Izar (PTB) Titulares Suplentes PT Ary Vanazzi Devanir Ribeiro Durval Orlato Hélio Esteves Fátima Bezerra José Eduardo Cardozo Maria do Carmo Lara 3 vagas Tarcisio Zimmermann Zezéu Ribeiro PMDB Henrique Eduardo Alves Aníbal Gomes Marcello Siqueira Mauro Benevides Max Rosenmann Nelson Bornier Moreira Franco Zé Gerardo Osmar Serraglio 1 vaga Bloco PFL, PRONA Eduardo Sciarra Mussa Demes Murilo Zauith Rodrigo Maia Pauderney Avelino 2 vagas Paulo Bauer PP Enivaldo Ribeiro (Licenciado) André Zacharow Leodegar Tiscoski Eliseu Moura Ronivon Santiago Pedro Corrêa PSDB Carlos Alberto Leréia Luiz Carlos Hauly Léo Alcântara Ronaldo Dimas Vicente Arruda Zenaldo Coutinho PTB Alex Canziani José Chaves Ricardo Izar Jovair Arantes Ronaldo Vasconcellos 1 vaga Bloco PL, PSL Almeida de Jesus Edmar Moreira Almir Moura José Santana de Vasconcellos Inaldo Leitão Reinaldo Betão PPS Raul Jungmann Cezar Silvestri PSB Dr. Ribamar Alves Renato Casagrande PDT Mário Heringer Promotor Afonso Gil PC do B Daniel Almeida 1 vaga PSC Zequinha Marinho Carlos Willian PV Leonardo Mattos Jovino Cândido Secretário(a): Valdivino Tolentino Filho Local: Anexo II Pavimento Superior s/170-A Telefones: 216.6206 FAX: 216.6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 2377, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE LINHAS DE CRÉDITO FEDERAIS DIRECIONADAS ÀS ATIVIDADES TURÍSTICAS QUE MENCIONA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT João Grandão Maninha Mariângela Duarte 3 vagas César Medeiros 5 vagas PMDB Alceste Almeida 5 vagas Carlos Eduardo Cadoca João Matos Pedro Chaves 1 vaga Bloco PFL, PRONA Fábio Souto 4 vagas Marcelo Guimarães Filho Ney Lopes 1 vaga PP Alexandre Santos Francisco Garcia Dr. Benedito Dias 2 vagas João Pizzolatti PSDB Bismarck Maia Eduardo Paes Carlos Alberto Leréia Luiz Carlos Hauly Domiciano Cabral Professora Raquel Teixeira PTB Alex Canziani Arnon Bezerra Ronaldo Vasconcellos 2 vagas 1 vaga Bloco PL, PSL Chico da Princesa João Tota João Mendes de Jesus Ricardo Rique Reinaldo Betão Roberto Pessoa (Licenciado) PPS Geraldo Thadeu Nelson Proença PSB Isaías Silvestre Barbosa Neto PDT Severiano Alves Álvaro Dias PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PSC Costa Ferreira 1 vaga PV 1 vaga 1 vaga Secretário(a): Carla Rodrigues de M. Tavares COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 2401, DE 2003, QUE "ESTABELECE NORMAS DE SEGURANÇA E MECANISMOS DE FISCALIZAÇÃO DE ATIVIDADES QUE ENVOLVAM ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS - OGM E SEUS DERIVADOS, CRIA O CONSELHO NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA - CNBS, REESTRUTURA A COMISSÃO TÉCNICA NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA - CTNBIO, DISPÕE SOBRE A POLÍTICA NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Silas Brasileiro (PMDB) 1º Vice-Presidente: Darcísio Perondi (PMDB) 2º Vice-Presidente: Kátia Abreu (PFL) 3º Vice-Presidente: Yeda Crusius (PSDB) Relator: Renildo Calheiros (PCdoB) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Adão Pretto João Grandão Anselmo José Pimentel Assis Miguel do Couto Josias Gomes Luci Choinacki Paulo Pimenta João Alfredo Selma Schons Zé Geraldo PFL Abelardo Lupion Celcita Pinheiro Kátia Abreu Onyx Lorenzoni Ronaldo Caiado Aroldo Cedraz Carlos Melles José Carlos Araújo Murilo Zauith (Dep. do PPS ocupa a vaga) PMDB Darcísio Perondi Marcelo Castro Moacir Micheletto Silas Brasileiro Jorge Alberto Leandro Vilela 2 vagas PSDB Antonio Carlos Mendes Thame Nilson Pinto Yeda Crusius 1 vaga PP Dilceu Sperafico Leonardo Vilela Luis Carlos Heinze PTB Dr. Francisco Gonçalves Iris Simões PL Chico da Princesa Paulo Gouvêa PSB Beto Albuquerque (Dep. do PC do B ocupa a vaga) PPS Nelson Proença Ariosto Holanda Helenildo Ribeiro Júlio Redecker Julio Semeghini Augusto Nardes Francisco Turra 1 vaga Alberto Fraga Arnaldo Faria de Sá Giacobo Oliveira Filho Hamilton Casara 1 vaga vaga do PFL Cezar Silvestri Roberto Freire PDT Dr. Hélio 1 vaga PMDB Eliseu Padilha Gilberto Nascimento João Matos Paulo Afonso Eduardo Cunha 3 vagas PSDB Alberto Goldman Aloysio Nunes Ferreira Eduardo Gomes João Almeida Anivaldo Vale Júlio Redecker Ronaldo Dimas Yeda Crusius PP Feu Rosa Mário Negromonte Nelson Meurer Benedito de Lira Francisco Appio Ricardo Barros PTB Eduardo Seabra Jovair Arantes Armando Monteiro 1 vaga PL Miguel de Souza Milton Monti Luciano Castro Welinton Fagundes (Licenciado) PSB Alexandre Cardoso Barbosa Neto Hamilton Casara Gonzaga Patriota PPS Dimas Ramalho Leônidas Cristino PDT Dr. Hélio Enio Bacci PC do B Alice Portugal Inácio Arruda PV Leonardo Mattos Jovino Cândido Secretário(a): Leila Machado C. de Freitas Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212 / 6232 FAX: 216-6225 Dr. Rodolfo Pereira PC do B Renildo Calheiros vaga do PSB Vanessa Grazziotin Vilmar Rocha Perpétua Almeida PV Edson Duarte Secretário(a): Wálbia Vânia de Farias Lora Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6205 / 6232 FAX: 216-6225 Sarney Filho COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 2546, DE 2003, QUE "INSTITUI NORMAS GERAIS PARA LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA, NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA". Presidente: Dimas Ramalho (PPS) 1º Vice-Presidente: Paulo Afonso (PMDB) 2º Vice-Presidente: Eliseu Resende (PFL) 3º Vice-Presidente: João Almeida (PSDB) Relator: Paulo Bernardo (PT) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Iriny Lopes Luiz Couto Mauro Passos Maria do Carmo Lara Professor Luizinho Nilson Mourão Walter Pinheiro Paulo Bernardo Wasny de Roure Roberto Gouveia Zezéu Ribeiro PFL Eliseu Resende Aroldo Cedraz Gerson Gabrielli Eduardo Sciarra José Roberto Arruda Fernando de Fabinho Luiz Carlos Santos Luiz Carreira COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 3.337, DE 2004, QUE "DISPÕE SOBRE A GESTÃO, A ORGANIZAÇÃO E O CONTROLE SOCIAL DAS AGÊNCIAS REGULADORAS, ACRESCE E ALTERA DISPOSITIVOS DAS LEIS Nº 9.472, DE 16 DE JULHO DE 1997, Nº 9.478, DE 6 DE AGOSTO DE 1997, Nº 9.782, DE 26 DE JANEIRO DE 1999, Nº 9.961, DE 28 DE JANEIRO DE 2000, Nº 9.984, DE 17 DE JULHO DE 2000, Nº 9.986, DE 18 DE JULHO DE 2000, E Nº 10.233, DE 5 DE JUNHO DE 2001, DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.228-1, DE 6 DE SETEMBRO DE 2001, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Henrique Fontana (PT) 1º Vice-Presidente: Eliseu Resende (PFL) 2º Vice-Presidente: Ricardo Barros (PP) 3º Vice-Presidente: Eduardo Gomes (PSDB) Relator: Leonardo Picciani (PMDB) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Devanir Ribeiro Henrique Fontana Eduardo Valverde Luciano Zica José Pimentel Mauro Passos Telma de Souza Paulo Bernardo Zezéu Ribeiro Terezinha Fernandes 1 vaga PMDB Eliseu Padilha Almerinda de Carvalho Leonardo Picciani Darcísio Perondi Mauro Lopes Eduardo Cunha Moreira Franco Gilberto Nascimento Osmar Serraglio José Priante Bloco PFL, PRONA Eduardo Sciarra Aroldo Cedraz Eliseu Resende José Carlos Araújo José Roberto Arruda Vilmar Rocha Rodrigo Maia 1 vaga PP Dr. Benedito Dias Francisco Appio Ricardo Barros André Zacharow Leodegar Tiscoski Vadão Gomes PSDB Alberto Goldman Antonio Carlos Mendes Thame Eduardo Gomes Julio Semeghini Ronaldo Cezar Coelho (Licenciado) Ronaldo Dimas PTB Iris Simões Jackson Barreto Jonival Lucas Junior Jovair Arantes Luiz Antonio Fleury Nelson Marquezelli Bloco PL, PSL José Santana de Vasconcellos Luciano Castro Mário Assad Júnior PSDB Ariosto Holanda Julio Semeghini Ronaldo Dimas PTB Armando Monteiro Jovair Arantes Nelson Marquezelli Paulo Marinho Ricardo Rique Bloco PL, PSL João Mendes de Jesus Mário Assad Júnior Maurício Rabelo PPS Roberto Freire Luiza Erundina PDT Dr. Hélio Severiano Alves PC do B Sérgio Miranda 1 vaga Renato Cozzolino Carlos Willian PV Dr. Evilásio PDT Severiano Alves PC do B Sérgio Miranda Nelson Proença PSB PSC PSB Dr. Hélio Almir Moura Paulo Marinho Pedro Irujo Roberto Freire PPS Renato Casagrande Josué Bengtson Marcondes Gadelha 1 vaga Renato Casagrande Medeiros Fernando Coruja Carlos Alberto Leréia Narcio Rodrigues Nilson Pinto Inácio Arruda 1 vaga Secretário(a): Heloisa Pedrosa Diniz Local: Anexo II, Pavimento Superior, sala 170-A Telefones: 216.6201 FAX: 216.6225 1 vaga PSC Renato Cozzolino Cabo Júlio PV Sarney Filho Secretário(a): Leila Machado Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212 FAX: 216-6225 Deley COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 3.476, DE 2004, QUE "DISPÕE SOBRE INCENTIVOS À INOVAÇÃO E À PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA NO AMBIENTE PRODUTIVO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Renato Casagrande (PSB) 1º Vice-Presidente: Gerson Gabrielli (PFL) 2º Vice-Presidente: Wilson Santiago (PMDB) 3º Vice-Presidente: Relator: Zarattini (PT) Titulares Suplentes PT Luiz Bassuma Mauro Passos Luiz Couto 5 vagas Mariângela Duarte Nazareno Fonteles Walter Pinheiro Zarattini PMDB Bernardo Ariston 5 vagas Gustavo Fruet Henrique Eduardo Alves Wilson Santiago Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Aroldo Cedraz Pauderney Avelino Gerson Gabrielli 3 vagas Luiz Carreira Rodrigo Maia PP Antonio Joaquim Augusto Nardes Érico Ribeiro Pedro Corrêa Reginaldo Germano Ricardo Barros COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 3582, DE 2004, QUE "DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS – PROUNI, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Gastão Vieira (PMDB) 1º Vice-Presidente: Marinha Raupp (PMDB) 2º Vice-Presidente: Clóvis Fecury (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Colombo (PT) Titulares Suplentes PT Colombo Antônio Carlos Biffi Henrique Afonso Ary Vanazzi Lindberg Farias Chico Alencar Maria do Rosário Gilmar Machado Neyde Aparecida Iara Bernardi Vignatti Paulo Rubem Santiago PMDB Gastão Vieira Gilberto Nascimento João Matos 4 vagas Marinha Raupp Osmar Serraglio Osvaldo Biolchi Bloco PFL, PRONA Clóvis Fecury Celcita Pinheiro Corauci Sobrinho César Bandeira Murilo Zauith 2 vagas Paulo Magalhães PP Márcio Reinaldo Moreira Celso Russomanno Simão Sessim Professor Irapuan Teixeira Suely Campos Vanderlei Assis PSDB Átila Lira Aloysio Nunes Ferreira Bonifácio de Andrada Nilson Pinto Lobbe Neto Professora Raquel Teixeira PTB Eduardo Seabra Luiz Antonio Fleury Marcus Vicente Ricardo Izar Paes Landim (Dep. do PDT ocupa a vaga) Bloco PL, PSL Humberto Michiles Milton Monti Paulo Marinho Almir Moura Carlos Mota João Caldas Severiano Alves Daniel Almeida PPS 1 vaga PSC Rogério Teófilo Fernando Coruja PSB Pastor Amarildo Costa Ferreira PV Luciano Leitoa Jorge Gomes PDT vaga do PTB Severiano Alves Enio Bacci PC do B Mário Heringer Promotor Afonso Gil PC do B Alice Portugal Leonardo Mattos Secretário(a): Mário Dráusio Coutinho Local: Anexo II - Pavimento Superior s/ 170-A Telefones: 216.6203 FAX: 216.6225 Sarney Filho Jamil Murad PSC Costa Ferreira PV Leonardo Mattos Secretário(a): Ana Lúcia Ribeiro Marques Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6214/6232 FAX: 216-6225 Carlos Willian Edson Duarte COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PL Nº 3638, DE 2000, QUE "INSTITUI O ESTATUTO DO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Leonardo Mattos (PV) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Celso Russomanno (PP) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Luci Choinacki Antônio Carlos Biffi 5 vagas Assis Miguel do Couto Maria do Rosário Neyde Aparecida 1 vaga PMDB Almerinda de Carvalho 5 vagas Marinha Raupp Osvaldo Biolchi Rose de Freitas 1 vaga Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro 4 vagas Milton Barbosa Zelinda Novaes 1 vaga PP Celso Russomanno José Linhares Ildeu Araujo Suely Campos Julio Lopes 1 vaga PSDB Eduardo Barbosa Juíza Denise Frossard Professora Raquel Teixeira Rafael Guerra Thelma de Oliveira Walter Feldman PTB Arnaldo Faria de Sá Luiz Antonio Fleury Pastor Reinaldo Marcus Vicente Rommel Feijó Ricardo Izar Bloco PL, PSL Lincoln Portela Coronel Alves Maurício Rabelo Gorete Pereira Paulo Gouvêa Marcos de Jesus PPS Athos Avelino 1 vaga PSB Dr. Evilásio Luciano Leitoa PDT COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A OFERECER PARECER ÀS EMENDAS DE PLENÁRIO RECEBIDAS PELO PROJETO DE LEI Nº 4874, DE 2001, QUE "INSTITUI O ESTATUTO DO DESPORTO". Presidente: Deley (PV) 1º Vice-Presidente: Marcelo Guimarães Filho (PFL) 2º Vice-Presidente: Bismarck Maia (PSDB) 3º Vice-Presidente: Relator: Gilmar Machado (PT) Titulares Suplentes PT César Medeiros Antônio Carlos Biffi Dr. Rosinha 5 vagas Gilmar Machado João Grandão Jorge Bittar Mariângela Duarte PMDB Aníbal Gomes Nelson Bornier Darcísio Perondi Tadeu Filippelli (Licenciado) Gastão Vieira 3 vagas Pedro Chaves Wilson Santiago Bloco PFL, PRONA José Roberto Arruda Claudio Cajado José Rocha Corauci Sobrinho Marcelo Guimarães Filho Onyx Lorenzoni Ronaldo Caiado Rodrigo Maia PP Ivan Ranzolin Alexandre Santos Julio Lopes Pedro Corrêa Ronivon Santiago 1 vaga PSDB Bismarck Maia Lobbe Neto Léo Alcântara Nilson Pinto 1 vaga Professora Raquel Teixeira PTB José Militão Josué Bengtson Jovair Arantes Ronaldo Vasconcellos Marcus Vicente Sandro Matos Bloco PL, PSL Carlos Rodrigues João Mendes de Jesus Paulo Marinho João Tota Reinaldo Betão Maurício Rabelo PPS Júnior Betão Cláudio Magrão PSB Dr. Ribamar Alves Luciano Leitoa PDT Pompeo de Mattos Davi Alcolumbre PC do B Daniel Almeida 1 vaga PSC Carlos Willian Costa Ferreira PV Deley Leonardo Mattos Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II - Pavimento Superior s/ 170-A Telefones: 216.6211 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 76, DE 2003, QUE "INSTITUI, NA FORMA DO ART. 43 DA CONSTITUIÇÃO, A SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE - SUDENE, ESTABELECE A SUA COMPOSIÇÃO, NATUREZA JURÍDICA, OBJETIVOS, ÁREA DE COMPETÊNCIA E INSTRUMENTOS DE AÇÃO". Presidente: Marcelino Fraga (PMDB) 1º Vice-Presidente: José Pimentel (PT) 2º Vice-Presidente: Fábio Souto (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Zezéu Ribeiro (PT) Titulares Suplentes PT Fátima Bezerra João Alfredo José Pimentel Josias Gomes Leonardo Monteiro Luiz Alberto Luiz Couto Maurício Rands Paulo Rubem Santiago Terezinha Fernandes Zezéu Ribeiro 1 vaga PFL André de Paula José Carlos Araújo César Bandeira 4 vagas Fábio Souto Luiz Carreira 1 vaga PMDB Jorge Alberto Carlos Eduardo Cadoca Marcelino Fraga Mauro Lopes Mauro Benevides Moraes Souza Sandra Rosado Zé Gerardo PSDB Antonio Cambraia Átila Lira Bosco Costa Gonzaga Mota Helenildo Ribeiro João Castelo João Almeida 1 vaga PP Enivaldo Ribeiro Benedito de Lira (Licenciado) Cleonâncio Fonseca Márcio Reinaldo Moreira vaga do PDT Ricardo Fiuza Wagner Lago Zé Lima PTB Armando Monteiro José Carlos Elias 1 vaga 1 vaga PL Jaime Martins Inaldo Leitão Roberto Pessoa (Licenciado) Sandro Mabel PSB Eduardo Campos Isaías Silvestre (Licenciado) Maurício Quintella Lessa 1 vaga (Licenciado) PPS B. Sá Leônidas Cristino PDT Álvaro Dias (Dep. do PP ocupa a vaga) PC do B Renildo Calheiros Inácio Arruda PRONA Elimar Máximo Damasceno 1 vaga Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6211 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 91, DE 2003, QUE "INSTITUI, NA FORMA DO ART. 43 DA CONSTITUIÇÃO, A SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA - SUDAM, ESTABELECE A SUA COMPOSIÇÃO, NATUREZA JURÍDICA, OBJETIVOS, ÁREA DE COMPETÊNCIA E INSTRUMENTOS DE AÇÃO". Presidente: Átila Lins (PPS) 1º Vice-Presidente: Marinha Raupp (PMDB) 2º Vice-Presidente: Vic Pires Franco (PFL) 3º Vice-Presidente: Hamilton Casara (PSB) Relator: Paulo Rocha (PT) Titulares Suplentes PT Anselmo Antonio Nogueira Carlos Abicalil Eduardo Valverde Hélio Esteves Nilson Mourão Henrique Afonso Zé Geraldo Paulo Rocha Zico Bronzeado Terezinha Fernandes 1 vaga PFL Kátia Abreu Clóvis Fecury Pauderney Avelino Francisco Rodrigues Vic Pires Franco 3 vagas (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PMDB Alceste Almeida Ann Pontes Asdrubal Bentes Confúcio Moura Marinha Raupp Wladimir Costa Osvaldo Reis 1 vaga PSDB Nicias Ribeiro Anivaldo Vale Nilson Pinto Eduardo Gomes Wilson Santos (Licenciado) João Castelo (Dep. do PSB ocupa a vaga) Zenaldo Coutinho PP vaga do PFL Zé Lima Darci Coelho Francisco Garcia (Dep. do PL ocupa a vaga) Ronivon Santiago 1 vaga Suely Campos PTB Pastor Frankembergen Josué Bengtson Silas Câmara 1 vaga PL vaga do PSB Humberto Michiles Coronel Alves vaga do PP Raimundo Santos João Tota Luciano Castro Maurício Rabelo PSB Dr. Ribamar Alves (Dep. do PL ocupa a vaga) vaga do PSDB 1 vaga Hamilton Casara Janete Capiberibe PPS Átila Lins 1 vaga PDT Dr. Rodolfo Pereira Davi Alcolumbre PC do B Perpétua Almeida Vanessa Grazziotin PV Sarney Filho Deley Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6215 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A ACOMPANHAR E ESTUDAR PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A JUVENTUDE. Presidente: Reginaldo Lopes (PT) 1º Vice-Presidente: Alice Portugal (PCdoB) 2º Vice-Presidente: Lobbe Neto (PSDB) 3º Vice-Presidente: Marcelo Guimarães Filho (PFL) Relator: Benjamin Maranhão (PMDB) Titulares Suplentes PT Odair Ary Vanazzi Reginaldo Lopes Carlos Abicalil Vignatti César Medeiros Zico Bronzeado Ivo José vaga do PSB Lindberg Farias PFL Celcita Pinheiro Clóvis Fecury Marcelo Guimarães Filho Laura Carneiro 1 vaga 1 vaga PMDB Benjamin Maranhão Ann Pontes Leonardo Picciani Darcísio Perondi vaga do PSDB Marinha Raupp Rose de Freitas 1 vaga PSDB Eduardo Barbosa Thelma de Oliveira Lobbe Neto (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Professora Raquel Teixeira 1 vaga PP Julio Lopes Ivan Ranzolin Zonta Sandes Júnior PTB Eduardo Seabra Elaine Costa Milton Cardias Homero Barreto PL Mário Assad Júnior Heleno Silva Pedro Irujo Maurício Rabelo PSB Isaías Silvestre (Dep. do PT ocupa a vaga) vaga do PDT Luciano Leitoa PPS Júnior Betão 1 vaga PDT (Dep. do PSB ocupa a vaga) Davi Alcolumbre PC do B Alice Portugal Daniel Almeida PV Deley Jovino Cândido Secretário(a): Ana Clara Fonseca Serejo Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6235 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA PREVIDENCIÁRIA. Presidente: Roberto Brant (PFL) 1º Vice-Presidente: Onyx Lorenzoni (PFL) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Pimentel (PT) Titulares Suplentes PT Arlindo Chinaglia Adão Pretto Dr. Rosinha Assis Miguel do Couto Eduardo Valverde Durval Orlato Henrique Fontana Guilherme Menezes Ivan Valente Lindberg Farias vaga do PSB José Pimentel Maninha vaga do PSB Nilson Mourão Mariângela Duarte Roberto Gouveia (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PFL vaga do PTB Luiz Carreira Félix Mendonça Gervásio Silva Vic Pires Franco Murilo Zauith Vilmar Rocha Onyx Lorenzoni Roberto Brant Robson Tuma (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PTB ocupa a vaga) (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB Adelor Vieira Darcísio Perondi Jorge Alberto Mendes Ribeiro Filho (Dep. do PTB ocupa a vaga) Osvaldo Biolchi 4 vagas PSDB Alberto Goldman Custódio Mattos Eduardo Barbosa Yeda Crusius (Dep. do PP ocupa a vaga) Anivaldo Vale Bismarck Maia João Campos (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PP vaga do PSDB Antonio Joaquim vaga do PSDB Feu Rosa Ivan Ranzolin vaga do PFL Reginaldo Germano Ronivon Santiago Alexandre Santos vaga do PFL Darci Coelho José Linhares (Dep. do PTB ocupa a vaga) 1 vaga PTB vaga do PMDB Jair Bolsonaro vaga do PFL Marcondes Gadelha Ricardo Izar Vicente Cascione Alberto Fraga Arnaldo Faria de Sá Dr. Francisco Gonçalves vaga do PP Marcus Vicente (Dep. do PFL ocupa a vaga) PL Carlos Mota Chico da Princesa Medeiros Humberto Michiles Maurício Rabelo vaga do PFL Paulo Marinho Wellington Roberto PSB Dr. Evilásio Paulo Baltazar (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PT ocupa a vaga) PPS Leônidas Cristino Geraldo Thadeu PDT Alceu Collares (Dep. do PSL ocupa a vaga) PC do B Jandira Feghali Alice Portugal PRONA Enéas 1 vaga PSL vaga do PDT João Mendes de Jesus S.PART. vaga do PT Luciana Genro Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II, Pavimento Superior, sala 170-A Telefones: 216-6215 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA DO JUDICIÁRIO. Presidente: José Eduardo Cardozo (PT) 1º Vice-Presidente: João Alfredo (PT) 2º Vice-Presidente: Nelson Trad (PMDB) 3º Vice-Presidente: João Campos (PSDB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Iriny Lopes Dra. Clair Mariângela Duarte João Alfredo 5 vagas José Eduardo Cardozo José Mentor Maurício Rands Rubinelli PFL Coriolano Sales José Mendonça Bezerra Jairo Carneiro Robério Nunes Luiz Carlos Santos Vilmar Rocha Mendonça Prado (Licenciado) (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) 2 vagas (Dep. do PTB ocupa a vaga) PMDB Bernardo Ariston Osmar Serraglio Marcelino Fraga Paulo Lima Nelson Trad 3 vagas Wilson Santiago 1 vaga PSDB Aloysio Nunes Ferreira Bonifácio de Andrada João Campos Bosco Costa Juíza Denise Frossard Nicias Ribeiro Vicente Arruda Zenaldo Coutinho 1 vaga Zulaiê Cobra PP Benedito de Lira Celso Russomanno vaga do PFL Nélio Dias Darci Coelho Ricardo Fiuza Roberto Balestra (Licenciado) vaga do PDT Wagner Lago 1 vaga PTB Luiz Antonio Fleury Arnaldo Faria de Sá vaga do PFL Jair Bolsonaro Paes Landim Vicente Cascione 1 vaga 1 vaga PL Carlos Mota João Paulo Gomes da Silva vaga do PFL Inaldo Leitão Paulo Marinho José Santana de Vasconcellos Raimundo Santos Wellington Roberto PSB Renato Casagrande 2 vagas (Dep. do PSC ocupa a vaga) PPS Dimas Ramalho Fernando Coruja PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) Pompeo de Mattos PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PRONA 1 vaga 1 vaga PSC vaga do PSB Carlos Willian Secretário(a): Heloisa Pedrosa Diniz Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6201 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA POLÍTICA. Presidente: Alexandre Cardoso (PSB) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Ronaldo Caiado (PFL) Titulares Suplentes PT Chico Alencar César Medeiros Devanir Ribeiro Colombo Fernando Ferro João Alfredo José Eduardo Cardozo Luiz Sérgio Luiz Couto Maria do Carmo Lara Paulo Delgado (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Rubens Otoni 1 vaga PFL André de Paula Luiz Carlos Santos Marcos Abramo Ronaldo Caiado Vic Pires Franco (Dep. do PTB ocupa a vaga) Cezar Schirmer José Divino Marcelino Fraga Osmar Serraglio Osvaldo Biolchi Affonso Camargo Aloysio Nunes Ferreira Bonifácio de Andrada João Almeida Professora Raquel Teixeira Leodegar Tiscoski Mário Negromonte Nilton Baiano Jackson Barreto vaga do PFL Paes Landim Philemon Rodrigues Roberto Magalhães Antonio Carlos Magalhães Neto Eduardo Sciarra José Rocha Marcelo Guimarães Filho Paulo Bauer Zelinda Novaes PMDB Almerinda de Carvalho Jorge Alberto Leandro Vilela Mauro Benevides Vieira Reis PSDB Carlos Alberto Leréia Nicias Ribeiro Thelma de Oliveira Vicente Arruda 1 vaga PP Nélio Dias Ricardo Barros 1 vaga PTB Edna Macedo José Múcio Monteiro Neuton Lima PL Carlos Rodrigues João Paulo Gomes da Silva Lincoln Portela Almeida de Jesus Mário Assad Júnior Oliveira Filho PSB Alexandre Cardoso Luiza Erundina 2 vagas PPS Agnaldo Muniz Átila Lins PDT Severiano Alves Mário Heringer PC do B Renildo Calheiros Inácio Arruda PV Jovino Cândido Marcelo Ortiz S.PART. João Fontes Secretário(a): Ana Lúcia Ribeiro Marques Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6214 / 6232 FAX: 216-6225 vaga do PT COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA TRABALHISTA. Presidente: Vicentinho (PT) 1º Vice-Presidente: Maurício Rands (PT) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Chaves (PTB) Titulares Suplentes PT Carlos Santana Antônio Carlos Biffi Dra. Clair Antonio Carlos Biscaia Luiz Alberto Henrique Afonso Maurício Rands Josias Gomes Orlando Desconsi Neyde Aparecida Paulo Rocha Tarcisio Zimmermann Vicentinho (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PFL Coriolano Sales Celcita Pinheiro João Batista Gerson Gabrielli Paulo Bauer Onyx Lorenzoni Robson Tuma Vilmar Rocha (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do PTB ocupa a vaga) 2 vagas PMDB Leonardo Picciani Marcelo Teixeira Wladimir Costa (Dep. do PTB ocupa a vaga) (Dep. do PPS ocupa a vaga) Jefferson Campos Leandro Vilela Pastor Pedro Ribeiro Takayama 1 vaga PSDB Antonio Carlos Pannunzio Carlos Alberto Leréia Eduardo Paes Ronaldo Dimas Zenaldo Coutinho Ariosto Holanda Átila Lira Carlos Sampaio 2 vagas PP Francisco Dornelles Nelson Meurer Roberto Balestra (Licenciado) Leonardo Vilela Luis Carlos Heinze Vadão Gomes PTB Iris Simões Joaquim Francisco vaga do PMDB José Chaves José Múcio Monteiro Homero Barreto vaga do PFL Paes Landim Philemon Rodrigues 1 vaga PL Almir Moura Miguel de Souza vaga do PFL Paulo Marinho Sandro Mabel Heleno Silva Milton Monti Raimundo Santos PSB vaga do PDT Dr. Ribamar Alves Isaías Silvestre Luciano Leitoa 2 vagas PPS Cláudio Magrão vaga do PMDB Maria Helena Raul Jungmann PDT Pompeo de Mattos (Dep. do PSB ocupa a vaga) PC do B Daniel Almeida Jamil Murad PRONA 1 vaga 1 vaga S.PART. vaga do PT Babá Secretário(a): Valdivino Tolentino Filho Local: Anexo II, Pavimento Superior, sala 170-A Telefones: 216-6206 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL. Presidente: Mussa Demes (PFL) 1º Vice-Presidente: Gerson Gabrielli (PFL) 2º Vice-Presidente: Carlos Eduardo Cadoca (PMDB) 3º Vice-Presidente: Luiz Carlos Hauly (PSDB) Relator: Virgílio Guimarães (PT) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Ary Vanazzi Jorge Bittar Paulo Pimenta José Mentor Reginaldo Lopes Paulo Bernardo Telma de Souza Paulo Rubem Santiago Vignatti Virgílio Guimarães Wasny de Roure Walter Pinheiro (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PFL Gerson Gabrielli Aroldo Cedraz José Carlos Machado Eduardo Sciarra José Roberto Arruda Eliseu Resende Mussa Demes Gervásio Silva Pauderney Avelino Júlio Cesar (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Vic Pires Franco PMDB Carlos Eduardo Cadoca Ann Pontes Luiz Bittencourt Jorge Alberto Marcelo Teixeira Paulo Afonso Max Rosenmann Pedro Chaves (Dep. do PTB ocupa a vaga) 1 vaga PSDB Antonio Cambraia Anivaldo Vale vaga do PFL Antonio Carlos Mendes Thame Eduardo Paes Julio Semeghini Gonzaga Mota Luiz Carlos Hauly Yeda Crusius Narcio Rodrigues (Dep. do PTB ocupa a vaga) Walter Feldman PP vaga do PDT Augusto Nardes André Zacharow Delfim Netto Márcio Reinaldo Moreira Francisco Dornelles 1 vaga Romel Anizio PTB vaga do PMDB vaga do PSDB Arnon Bezerra Armando Monteiro José Militão Enio Tatico Nelson Marquezelli Pedro Fernandes Ronaldo Vasconcellos (Dep. do PSC ocupa a vaga) PL Edmar Moreira Jaime Martins João Leão João Paulo Gomes da Silva Sandro Mabel Reinaldo Betão PSB Beto Albuquerque Pastor Francisco Olímpio Renato Casagrande 1 vaga PPS Lupércio Ramos João Herrmann Neto PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PC do B Sérgio Miranda Vanessa Grazziotin PV Edson Duarte Leonardo Mattos PSC vaga do PTB Zequinha Marinho S.PART. vaga do PT Fernando Gabeira Secretário(a): Angélica Maria Landim Fialho de Aguiar Local: Anexo II, Pavimento Superior, sala 170-A Telefones: 216-6218 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A OUVIR OS DIVERSOS POSICIONAMENTOS A RESPEITO DO TEMA E PROPOR MEDIDAS VISANDO A REFORMA UNIVERSITÁRIA. Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT 6 vagas 6 vagas PMDB Gastão Vieira Osmar Serraglio João Matos 4 vagas José Ivo Sartori Marinha Raupp Osvaldo Biolchi Bloco PFL, PRONA César Bandeira 4 vagas Clóvis Fecury Corauci Sobrinho Murilo Zauith PP Feu Rosa Professor Irapuan Teixeira Simão Sessim Vanderlei Assis Márcio Reinaldo Moreira Ronivon Santiago Suely Campos Wagner Lago PSDB Átila Lira Nilson Pinto Professora Raquel Teixeira Bonifácio de Andrada Lobbe Neto Rafael Guerra PTB Alberto Fraga Eduardo Seabra Jonival Lucas Junior Alex Canziani Elaine Costa Paes Landim Bloco PL, PSL Carlos Mota Milton Monti Paulo Marinho Almir Moura João Caldas Pedro Irujo PFL José Carlos Araújo Marcelo Guimarães Filho vaga do PRONA Mendonça Prado (Licenciado) 1 vaga PMDB Josias Quintal Marcelo Castro Mauro Lopes PSDB Bosco Costa Helenildo Ribeiro Vicente Arruda PP PSB Mário Negromonte Jonival Lucas Junior Romeu Queiroz Promotor Afonso Gil João Caldas Marcos de Jesus Jamil Murad Dr. Ribamar Alves 1 vaga Geraldo Thadeu Colbert Martins PDT PV Sarney Filho Secretário(a): - 1 vaga PPS PSC Costa Ferreira Almeida de Jesus Edmar Moreira PSB PC do B Alice Portugal Arnaldo Faria de Sá Osmânio Pereira PL 1 vaga PDT Severiano Alves Carlos Sampaio João Campos 1 vaga PTB Fernando Coruja Luciano Leitoa Pastor Pedro Ribeiro Sandra Rosado 1 vaga Márcio Reinaldo Moreira Nélio Dias Enivaldo Ribeiro (Licenciado) PPS Rogério Teófilo Fernando de Fabinho Rodrigo Maia 1 vaga Marcelo Ortiz Promotor Afonso Gil Davi Alcolumbre PC do B Daniel Almeida COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR AS SOLICITAÇÕES DE ACESSO A INFORMAÇÕES SIGILOSAS PRODUZIDAS OU RECEBIDAS PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES PARLAMENTARES E ADMINISTRATIVAS, ASSIM COMO SOBRE O CANCELAMENTO OU REDUÇÃO DE PRAZOS DE SIGILO E OUTRAS ATRIBUIÇÕES PREVISTAS NA RESOLUÇÃO N º 29, DE 1993 Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia PMDB Mendes Ribeiro Filho PFL Moroni Torgan Secretário(a): Local: CEDI Telefones: 216-5615 / 5625 COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A "INVESTIGAR A AÇÃO CRIMINOSA DAS MILÍCIAS PRIVADAS E DOS GRUPOS DE EXTERMÍNIO EM TODA A REGIÃO NORDESTE". Presidente: Bosco Costa (PSDB) 1º Vice-Presidente: Vicente Arruda (PSDB) 2º Vice-Presidente: Luiz Alberto (PT) 3º Vice-Presidente: Geraldo Thadeu (PPS) Relator: Luiz Couto (PT) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Guilherme Menezes João Alfredo José Pimentel Luiz Alberto Maurício Rands Luiz Couto Nelson Pellegrino 1 vaga PRONA (Dep. do PFL ocupa a vaga) Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Francisco de Assis Diniz Local: Anexo II, Sala 151-B Telefones: 216-6213 / 6252 FAX: 216-6285 COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO COM A FINALIDADE DE INVESTIGAR A ATUAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS ATUANTES NO TRÁFICO DE ÓRGÃOS HUMANOS. Presidente: Neucimar Fraga (PL) 1º Vice-Presidente: Pastor Frankembergen (PTB) 2º Vice-Presidente: Zico Bronzeado (PT) 3º Vice-Presidente: Dr. Pinotti (PFL) Relator: Pastor Pedro Ribeiro (PMDB) Titulares Suplentes PT Ivo José Nelson Pellegrino Paulo Rubem Santiago 3 vagas Rubinelli Zico Bronzeado PFL André de Paula 3 vagas Dr. Pinotti Laura Carneiro PMDB vaga do PV Adelor Vieira Benjamin Maranhão Jefferson Campos Jorge Alberto José Ivo Sartori 1 vaga Pastor Pedro Ribeiro PSDB João Campos Eduardo Barbosa Rafael Guerra Thelma de Oliveira Walter Feldman 1 vaga PP vaga do PL Antonio Joaquim Carlos Souza Dr. Benedito Dias José Linhares Nilton Baiano PTB Marcus Vicente Pastor Frankembergen Dr. Francisco Gonçalves Marcondes Gadelha Secretário(a): José Maria Aguiar de Castro Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6209 / 6232 FAX: 216-6225 PL Carlos Mota Neucimar Fraga João Tota (Dep. do PP ocupa a vaga) PSB Dr. Ribamar Alves Jurandir Boia PPS Geraldo Resende Geraldo Thadeu PDT Manato Dr. Rodolfo Pereira PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PV (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Secretário(a): Manoel Alvim Local: Anexo II, Sala 151-B Telefones: 216-6210 FAX: 216-6285 1 vaga REQUER A INSTALAÇÃO DE COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR E TOMAR MEDIDAS CABÍVEIS NAS DENÚNCIAS DE DESVIO DE VERBAS FEDERAIS RELATIVAS À SAÚDE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Titulares Suplentes PT Chico Alencar PMDB José Divino PFL Laura Carneiro PSB Alexandre Cardoso PC do B Jandira Feghali Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A FAZER DIAGNÓSTICO TÉCNICO SOBRE O ACIDENTE COM O VEÍCULO LANÇADOR DE SATÉLITE VLS-1 E SOBRE O PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO, PODENDO DESLOCAR-SE À BASE DE ALCÂNTARA - MA, AO CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL CTA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP, OU A QUALQUER OUTRA LOCALIDADE QUE SE FIZER NECESSÁRIO. Coordenador: Corauci Sobrinho (PFL) Titulares Suplentes PT Terezinha Fernandes 1 vaga PFL César Bandeira Corauci Sobrinho PMDB Pastor Pedro Ribeiro Pedro Novais PSDB João Castelo PP Wagner Lago PTB Pedro Fernandes PL Paulo Marinho PSB Dr. Ribamar Alves PC do B Vanessa Grazziotin COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A VERIFICAR, "IN LOCO", AS CAUSAS DO INCÊNDIO E BUSCAR CONHECIMENTO PARA QUE AS POLÍTICAS PÚBLICAS FEDERAIS POSSAM DESENVOLVER O ESTADO DE RORAIMA. Titulares Suplentes PT Josias Gomes Paulo Rocha Professor Luizinho Zico Bronzeado PMDB Alceste Almeida PFL Francisco Rodrigues PTB Pastor Frankembergen PP Suely Campos PDT Dr. Rodolfo Pereira PC do B Vanessa Grazziotin Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A REALIZAR VISITAS ÀS INSTALAÇÕES DE ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO LOCALIZADAS EM RESENDE - RJ, EM CAITITÉ - BA EM OUTROS MUNICÍPIOS, E ELABORAR RELATÓRIO DESCRITIVO, CONTENDO ANÁLISE E AVALIAÇÃO CIRCUNSTANCIAL DOS PROCESSOS E PRECEDIMENTOS OBSERVADOS NO PROJETO NUCLEAR BRASILEIRO. Titulares Suplentes PT Maninha Zarattini PMDB Moreira Franco PFL Carlos Melles Murilo Zauith Robério Nunes PP Feu Rosa Ivan Ranzolin PTB Jair Bolsonaro PSDB Antonio Carlos Pannunzio PL Marcos de Jesus PPS João Herrmann Neto PV Edson Duarte S.PART. Fernando Gabeira Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES DO ASSASSINATO DOS AUDITORES FISCAIS E DO MOTORISTA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO, NA REGIÃO NOROESTE DE MINAS GERAIS, NA CIDADE DE UNAÍ. Coordenador: Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) Titulares Suplentes Luiz Carlos Hauly S.PART. PT Fernando Gabeira Secretário(a): - Eduardo Valverde Luiz Eduardo Greenhalgh Virgílio Guimarães PFL José Roberto Arruda PTB Arnaldo Faria de Sá PSDB Eduardo Barbosa PL Carlos Mota PPS Colbert Martins PCdoB Sérgio Miranda Secretário(a): Maria de Fátima Moreira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6204/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A VISITAR A BAHIA E AVERIGUAR AS RAZÕES DO CONFLITO ENTRE OS MÉDICOS BAIANOS E OS PLANOS DE SAÚDE. Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Guilherme Menezes Nelson Pellegrino PMDB Geddel Vieira Lima Jorge Alberto Bloco PFL, PRONA José Rocha 1 vaga PP Nilton Baiano Vanderlei Assis PSDB João Almeida PTB Jonival Lucas Junior Bloco PL, PSL Amauri Gasques PPS Colbert Martins PSB Jorge Gomes PC do B Alice Portugal Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A AVERIGUAR A SITUAÇÃO DE CONFLITO EXISTENTE ENTRE OS MORADORES E O IBAMA, NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU, NO ESTADO DO PARANÁ. Titulares Suplentes PT Assis Miguel do Couto PMDB Osmar Serraglio PFL Eduardo Sciarra PP Nelson Meurer PTB Alex Canziani PSDB COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A AVALIAR O ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA PROVOCADO PELAS ENCHENTES EM VÁRIOS ESTADOS DA REGIÃO NORDESTE. Titulares Suplentes PT Fernando Ferro João Alfredo PFL Fernando de Fabinho José Carlos Machado PMDB Marcelo Castro Wilson Santiago PSDB Antonio Cambraia Átila Lira PP Reginaldo Germano PTB Rommel Feijó PL Inaldo Leitão PSB Luciano Leitoa PPS Rogério Teófilo PDT Severiano Alves Secretário(a): Mário Dráusio de O Coutinho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6203 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES SOBRE O ENVENENAMENTO DE ANIMAIS OCORRIDO NA FUNDAÇÃO ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO. Coordenador: Marcelo Ortiz (PV) Titulares Suplentes PT Devanir Ribeiro Roberto Gouveia PMDB Ann Pontes (Dep. do PV ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Dr. Pinotti (Dep. do PV ocupa a vaga) PP Ildeu Araujo Professor Irapuan Teixeira PSDB Antonio Carlos Mendes Thame PTB Arnaldo Faria de Sá Bloco PL, PSL Amauri Gasques PPS Geraldo Thadeu PSB Dr. Evilásio PV vaga do PMDB Edson Duarte Marcelo Ortiz vaga do Bloco PFL, PRONA Sarney Filho Secretário(a): José Maria Aguiar de Castro Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6209/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES SOBRE OS CONFRONTOS ENTRE OS GARIMPEIROS E ÍNDIOS CINTA-LARGA PELA EXPLORAÇÃO ILEGAL DO GARIMPO DE DIAMANTES NA RESERVA ROOSEVELT, SITUADA NO SUL DE RONDÔNIA. Coordenador: Alberto Fraga (PTB) Relator: Luis Carlos Heinze (PP) Titulares Suplentes PT Carlos Abicalil Eduardo Valverde PP Luis Carlos Heinze PTB Alberto Fraga Nilton Capixaba PL Miguel de Souza PPS Agnaldo Muniz PCdoB Perpétua Almeida PV Edson Duarte Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6211/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A VISITAR AS UNIDADES PRISIONAIS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DESENVOLVER DIÁLOGO COM AS AUTORIDADES DO ESTADO PERTINENTES À ÁREA, COM VISTAS A BUSCAR SOLUÇÃO PARA A GRAVE CRISE DO SETOR. Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Chico Alencar PMDB Gilberto Nascimento Josias Quintal Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro PP Reginaldo Germano PSDB Juíza Denise Frossard Bloco PL, PSL Almir Moura Wanderval Santos PPS Geraldo Thadeu PSB Alexandre Cardoso PDT Mário Heringer Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA COM A FINALIDADE DE AVERIGUAR AS CAUSAS E A EXTENSÃO DOS DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE PELO VAZAMENTO DE UMA BARRAGEM DE REJEITOS DA INDÚSTRIA CATAGUASES DE PAPEL LTDA., ATINGINDO MUNICÍPIOS DOS ESTADOS DE MINAS GERAIS E DO RIO DE JANEIRO. Coordenador: César Medeiros (PT) Relator: Renato Cozzolino (PSC) Titulares Suplentes PT César Medeiros Leonardo Monteiro PMDB Luiz Bittencourt Nelson Bornier PP Julio Lopes PTB Ronaldo Vasconcellos Sandro Matos PSC Renato Cozzolino PV Deley Edson Duarte Jovino Cândido Leonardo Mattos Marcelo Ortiz Sarney Filho S.PART. Fernando Gabeira Secretário(a): . GRUPO DE TRABALHO DESTINADO A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO AOS PROJETOS EM TRAMITAÇÃO REFERENTES AO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E À REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E OFERECER INDICATIVO À CASA SOBRE A MATÉRIA. Presidente: Osmar Serraglio (PMDB) Relator: Vicente Cascione (PTB) Titulares Suplentes PT Durval Orlato Jorge Boeira Maria do Rosário Terezinha Fernandes PFL Laura Carneiro Zelinda Novaes (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB Ann Pontes Osmar Serraglio Rose de Freitas PSDB Aloysio Nunes Ferreira Eduardo Barbosa Thelma de Oliveira PP vaga do PFL Darci Coelho Ivan Ranzolin Ricardo Fiuza PTB Luiz Antonio Fleury Vicente Cascione PL Carlos Mota PSB Luiza Erundina PPS Rogério Teófilo PDT Severiano Alves Secretário(a): Saulo Augusto Pereira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6276/6232 FAX: 216-6225 GRUPO DE TRABALHO DESTINADO A, NO PRAZO DE 20 DIAS, EXAMINAR E OFERECER UM INDICATIVO AO PLENÁRIO REFERENTE AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 383, DE 2003, QUE "SUSTA O DECRETO N° 3.860, DE 9 DE JULHO DE 2001, QUE DISPÕE SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR, A AVALIAÇÃO DE CURSOS E INSTITUIÇÕES, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS", INCLUINDO O RECADASTRAMENTO DAS UNIVERSIDADES. Titulares Suplentes PT Iara Bernardi PMDB Gastão Vieira PFL Paulo Magalhães PSDB Aloysio Nunes Ferreira Professora Raquel Teixeira Secretário(a): - EDIÇÃO DE HOJE: 232 PÁGINAS