PLANO DE CONTROLE DE
POLUIÇÃO VEICULAR –
PCPV
ESTADO DO PARANÁ
MAIO/2011
2
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ
Carlos Alberto Richa
SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS
HÍDRICOS – SEMA
Jonel Nazareno Iurk
INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ
Luiz Tarcisio Mossato Pinto
3
COLABORAÇÃO TÉCNICA
Química: Aimara Tavares Puglielli
Ana Cecília Bastos Aresta Nowacki
Engº André Luciano Malheiros
Engª. Dirlene Cavalcanti e Silva
Engª. Luciana Sicupira Arzua
Engº Nelson Luis Dias
4
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................... 10
2
OBJETIVO...................................................................................................................................................... 12
3
4
5
2.1
Objetivo Principal .................................................................................................................................. 12
2.2
Objetivos Específicos ............................................................................................................................. 12
CONSIDERAÇÕES .......................................................................................................................................... 14
3.1
Programa Nacional De Controle De Qualidade Do Ar ............................................................................. 14
3.2
Padrões de Qualidade do Ar .................................................................................................................. 14
3.3
Efeitos da Poluição Atmosférica ............................................................................................................. 17
3.3.1
Material Particulado (MP) .............................................................................................................. 18
3.3.2
Dióxido de Enxofre (SO2) ................................................................................................................ 18
3.3.3
Dióxido de nitrogênio (NO2) ........................................................................................................... 19
3.3.4
Monóxido de Carbono (CO)............................................................................................................ 19
3.3.5
Ozônio (O3) .................................................................................................................................... 19
3.4
Programa de Controle do Ar por Veículos Automotores ......................................................................... 20
3.5
Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar do IAP.............................................................................. 20
3.5.1
Situação da Qualidade do Ar na RMC ............................................................................................. 23
3.5.2
Aspectos que contribuem para a Qualidade do Ar na RMC ............................................................. 33
3.6
ASPECTOS CLIMÁTICOS E METEOROLÓGICOS ........................................................................................ 40
3.7
POLUIÇÃO SONORA ............................................................................................................................... 40
METODOLOGIA DE CÁLCULO DAS EMISSÕES DE POLUENTES POR VEÍCULOS AUTOMOTORES .................... 43
4.1
Como estimar emissões veiculares?....................................................................................................... 43
4.2
Categorias de veículos ........................................................................................................................... 43
4.3
Poluentes considerados ......................................................................................................................... 44
4.4
Fatores de emissão veicular................................................................................................................... 45
LEVANTAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE DADOS DE FROTA VEICULAR ............................................................ 51
5.1
Macrorregião 1: Litoral .......................................................................................................................... 56
5.2
Macrorregião 2: Região Metropolitana de Curitiba ................................................................................ 58
5.3
Macrorregião 3: Região de Ponta Grossa ............................................................................................... 60
5
5.4
Macrorregião 4: Macrorregião de Londrina ........................................................................................... 63
5.5
Macrorregião 5: Macrorregião de Maringá ............................................................................................ 66
5.6
Macrorregião 6: Macrorregião de Cascavel ............................................................................................ 69
6
EMISSÕES VEICULARES – INVENTÁRIO DE FONTES MÓVEIS ......................................................................... 72
7
PROGRAMA DE INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS EM USO – I/M ................................................... 80
8
7.1
Introdução............................................................................................................................................. 80
7.2
Fundamentação para Criação do Programa I/M no Estado do Paraná .................................................... 81
7.3
Extensão Geográfica e Regiões a Serem Priorizadas ............................................................................... 85
7.4
Definição da Frota-Alvo ......................................................................................................................... 86
7.5
Cronograma de Implantação ................................................................................................................. 87
7.6
Periodicidade da Inspeção ..................................................................................................................... 88
7.7
Vinculação com Sistema Estadual de Registro e Licenciamento de Trânsito de Veículos ......................... 89
7.8
Integração com Programas de Inspeção e Segurança ............................................................................. 89
7.9
Postos/Centros de Inspeção Veicular, Localização e Procedimentos de Inspeção ................................... 90
7.10
Análise Econômica ................................................................................................................................. 91
7.11
Ações Complementares ......................................................................................................................... 91
CONCLUSÃO ................................................................................................................................................. 93
6
FIGURAS
Figura 1 - Rede de Monitoramento da RMC ............................................................................... 21
Figura 2 - Esquema da RIT......................................................................................................... 34
Figura 3 - Sistema Trinário de Vias............................................................................................. 34
Figura 4 - Corredores de transporte coletivo .............................................................................. 35
Figura 5 - Estrutura Viária Básica ............................................................................................... 35
Figura 6 - Modelo Esquemático do Terminal de Integração ....................................................... 36
Figura 7 - Composição da Frota da RMC, 2010 ......................................................................... 36
Figura 8 - Evolução da RIT ......................................................................................................... 39
Figura 9 - Evolução da frota veicular do Estado do Paraná ........................................................ 52
Figura 10 - Macrorregiões do Paraná para o Inventário de emissões de fontes móveis ............ 56
Figura 11 - Percentagem de veículos por macrorregião ............................................................. 72
Figura 12 - Percentagens de contribuição nas emissões de CO por tipo de veículo .................. 75
Figura 13 - Percentagens de contribuição nas emissões de NOx por tipo de veículo ................ 75
Figura 14 - Percentagens de contribuição nas emissões de NMHC por tipo de veículo ............ 76
Figura 15 - Percentagens de contribuição nas emissões de CH4 por tipo de veículo ................. 76
Figura 16 - Percentagens de contribuição nas emissões de MP por tipo de veículo .................. 77
Figura 17 - Percentagens de contribuição nas emissões de CO 2 por tipo de veículo................. 77
Figura 18 - Contribuição, em %, por macrorregião nas emissões de cada poluente .................. 78
Figura 19 - Contribuição nas emissões totais (somados todos os poluentes) por macrorregião 79
Figura 20 - Emissão total de gases tóxicos (CO, NOx, RCHO, NMHC, CH4 e MP) por
macrorregião (em toneladas de poluentes). ............................................................................... 82
Figura 21 - Frota separada por grupos de veículos (em unidades). ........................................... 83
Figura 22 - Taxa de crescimento da frota no Estado do Paraná de 2000 a 2010. ...................... 83
Figura 23 - Faixas de idade da frota no Estado do Paraná. ........................................................ 84
7
TABELAS
Tabela 1 - Padrões Primários e Secundários de Qualidade do Ar.............................................. 15
Tabela 2 - Critérios para Episódios Agudos de Poluição do Ar .................................................. 16
Tabela 3 - Classificação da Qualidade do Ar Através do Índice de Qualidade do Ar ................. 17
Tabela 4 - Estações de monitoramento de qualidade do ar na RMC no ano de 2009 ................ 22
Tabela 5 - Resultados do monitoramento de PTS ...................................................................... 24
Tabela 6 - Resultados do monitoramento de Fumaça ................................................................ 25
Tabela 7 - Resultados do monitoramento de Partículas Inaláveis .............................................. 26
Tabela 8 - Resultados do monitoramento de SO2 em Curitiba ................................................... 27
Tabela 9 - Resultados do monitoramento de SO2 em Araucária ................................................ 28
Tabela 10 - Resultados do monitoramento de CO ...................................................................... 29
Tabela 11 - Resultados do monitoramento de O3 em Curitiba.................................................... 30
Tabela 12 - Resultados do monitoramento de NO2 .................................................................... 31
Tabela 13 - Quantidade de violações por Estação e parâmetro registrado em 2009 ................. 32
Tabela 14 - Registros de violações aos Padrões Diários, por Mês, Estação Parâmetro em 2009
.................................................................................................................................................... 32
Tabela 15 - Limites de ruído conforme Resolução CONAMA 272/2000 ..................................... 41
Tabela 16 - Limite máximo de emissão de ruído para veículos novos de duas rodas e
assemelhados, segundo a NBR 8433 – veiculo em aceleração ................................................. 41
Tabela 17 - Categorias de veículos consideradas pelo INEA ..................................................... 44
Tabela 18 - Poluentes considerados pelo INEA ......................................................................... 45
Tabela 19 - Fatores de emissão de escapamento de veículos zero km para CO, NO x, RCHO,
NMHC, CH4 e MP para automóveis e veículos comerciais leves movidos a gasolina e a etanol,
em g km-1 ................................................................................................................................... 46
Tabela 20 - Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem, em g km-1 por 80000 km
.................................................................................................................................................... 47
Tabela 21 - Fatores de emissão de CO, NOx, RCHO, NMHC e CH4 para veículos movidos a
GNV ............................................................................................................................................ 47
Tabela 22 - Fatores de emissão de CO, NOx, NMHC, CH4 e MP para motocicletas, em g km-147
Tabela 23 - Fatores de emissão de CO, NOx, NMHC e MP para motores Diesel, em g km-1 .... 48
Tabela 24 - Fatores de emissão de CO2 por tipo de combustível ............................................... 48
Tabela 25 - Fatores de emissão de escapamento zero km de CO, NO x, RCHO, NMHC, CH4, MP
e CO2 para automóveis e veículos comerciais leves bicombustível ou Flex, em g km-1 ............ 49
Tabela 26 - Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem para veículos
bicombustível ou Flex, em g km-1 por 80000 km ...................................................................... 49
Tabela 27 - Compatibilização entre as categorias de veículos utilizadas pelo INEA e as
categorias utilizadas pelo DETRAN ............................................................................................ 51
Tabela 28 - Evolução da frota veicular do Estado do Paraná ..................................................... 52
Tabela 29 - Composição da frota do Estado do Paraná por idade ............................................. 53
Tabela 30 - Distribuição de veículos por tipo de combustível ..................................................... 53
Tabela 31 - Quantidade de veículos por tipo de combustível ..................................................... 54
Tabela 32 - Estimativas de % de automóveis e veículos comerciais leves de acordo com o ano
de fabricação .............................................................................................................................. 54
Tabela 33 - Estimativas de % de motocicletas por ano de fabricação ........................................ 55
Tabela 34 - Estimativas de % de veículos movidos a diesel por ano de fabricação ................... 55
8
Tabela 35 - Quilometragem média anual rodada por tipo de veículo ......................................... 55
Tabela 36 - Composição da frota veicular – Macrorregião Litoral ............................................... 56
Tabela 37 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves
movidos a gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião Litoral ................................ 57
Tabela 38 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina –
Macrorregião Litoral .................................................................................................................... 57
Tabela 39 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião
Litoral .......................................................................................................................................... 57
Tabela 40 - Composição da frota veicular – Região Metropolitana de Curitiba .......................... 58
Tabela 41 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves
movidos à gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Região Metropolitana de Curitiba ............ 59
Tabela 42 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina – Região
Metropolitana de Curitiba ............................................................................................................ 59
Tabela 43 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Região
Metropolitana de Curitiba ............................................................................................................ 59
Tabela 44 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Ponta Grossa.............................. 60
Tabela 45 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves
movidos à gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Ponta Grossa ............... 62
Tabela 46 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina –
Macrorregião de Ponta Grossa ................................................................................................... 62
Tabela 47 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de
Ponta Grossa .............................................................................................................................. 62
Tabela 48 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Londrina...................................... 63
Tabela 49 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves
movidos à gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Londrina ....................... 65
Tabela 50 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina –
Macrorregião de Londrina ........................................................................................................... 65
Tabela 51 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de
Londrina ...................................................................................................................................... 65
Tabela 52 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Maringá....................................... 66
Tabela 53 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves
movidos à gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Maringá ........................ 68
Tabela 54 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina –
Macrorregião de Maringá ............................................................................................................ 68
Tabela 55 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de
Maringá ....................................................................................................................................... 68
Tabela 56 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Cascavel ..................................... 69
Tabela 57 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves
movidos à gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Cascavel ...................... 71
Tabela 58 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina –
Macrorregião de Cascavel .......................................................................................................... 71
Tabela 59 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de
Cascavel ..................................................................................................................................... 71
Tabela 60 - Resumo da quantidade de veículos por macrorregião ............................................ 72
Tabela 61 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião Litoral ......... 73
Tabela 62 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Região Metropolitana de
Curitiba ....................................................................................................................................... 73
9
Tabela 63 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Ponta
Grossa ........................................................................................................................................ 73
Tabela 64 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Londrina 73
Tabela 65 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Maringá . 73
Tabela 66 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Cascavel74
Tabela 67 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Estado do Paraná ............ 74
Tabela 68 - Quantidades de poluentes emitidos (em 1000 toneladas) por macrorregião ........... 78
Tabela 69 - Cronograma de implantação do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos
em Uso – I/M no Estado do Paraná ............................................................................................ 88
10
1
INTRODUÇÃO
As
fontes
móveis
ou
veículos
automotores
contribuem
significativamente
para
o
comprometimento da qualidade do ar. O Brasil possui uma extensa lista de legislações, resoluções e
instruções normativas relacionadas à qualidade do ar que vem sendo estudadas, desenvolvidas e
atualizadas desde os anos 80. Dentre as criações destas legislações estão:

PRONAR – Programa Nacional de Controle de Qualidade do Ar;

PROCONVE – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores e

PROMOT – Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares.
O primeiro a ser estabelecido foi o PROCONVE, criado pela Resolução Nº 18/86 do CONAMA –
Conselho Nacional do Meio Ambiente. O PROCONVE foi desenvolvido pela CETESB – Companhia
Ambiental do Estado de São Paulo – durante os anos 80; posteriormente foi complementado por outras
Resoluções CONAMA e instruções normativas e consolidado pela Lei Federal Nº 8.723, de 29 de
outubro de 1993. Com base em legislações de países europeus, foram estabelecidos limites máximos
de emissão em ensaios padronizados e com combustíveis de referência para diferentes tipos de
veículos automotores. Também foram impostas as necessidades de certificação de protótipos e veículos
em produção, de autorização especial do órgão ambiental federal para uso de combustíveis alternativos,
de recolhimento e reparo dos veículos ou motores encontrados em desconformidade com a produção ou
projeto e de proibição de comercialização de modelos de veículos não homologados junto aos órgãos
responsáveis.
O PRONAR foi criado pela Resolução CONAMA Nº 5, de 15 de julho de 1989, com o intuito de
“permitir o desenvolvimento econômico e social do país de forma ambientalmente segura, pela limitação
dos níveis de emissão de poluentes por fontes de poluição atmosférica, com vistas à melhora da
qualidade do ar, ao atendimento dos padrões estabelecidos e o não comprometimento da qualidade do
ar nas áreas consideradas não degradadas”. São estabelecidos limites para emissões por tipo de fonte e
de poluente, padrões de qualidade do ar, classificação de áreas conforme o nível de qualidade do ar,
além da implantação de uma Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar e a criação de
Inventários de Fontes e de Emissões. Como forma de instrumentalizar as medidas, o PRONAR
incorporou programas que já estavam em funcionamento em 1989, tais como:

PRONACOP: Programa Nacional de Controle da Poluição Industrial;

PROCONVE;

Programa Nacional de Avaliação da Qualidade do Ar;

Programa Nacional de Inventário de Fontes Poluidoras do Ar;

Programas Estaduais de Controle da Poluição do Ar.
11
O PROMOT – Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares –
também elaborado pela CETESB foi estabelecido nacionalmente pela Resolução CONAMA Nº 297, de
26 de fevereiro 2002, e complementado pela Resolução CONAMA Nº 342, de 25 de setembro de 2003;
esta, assim como o PROCONVE, seguiu padrões estabelecidos em países europeus.
Tanto o PROCONVE quanto o PROMOT estabeleceram fases de implantação, considerando os
tipos de veículos e combustíveis utilizados, sendo que em cada uma delas os veículos novos deveriam
sempre ter uma produção menor de poluentes. A implantação em fases teve como objetivo o
desenvolvimento tecnológico dos veículos automotores e consequentemente, a redução das emissões
de poluentes para a atmosfera. Um histórico mais detalhado pode ser obtido no Anexo A do Primeiro
Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, publicado em
Janeiro de 2011 pelo MMA – Ministério do Meio Ambiente – e nos Relatórios de Qualidade do Ar do
Estado de São Paulo elaborados pela CETESB – o último disponível e utilizado como referência neste
Inventário é o de 2009 (CESTESB, 2010). Neste contexto, os inventários de fontes de emissão de
poluentes atmosféricos, além de serem necessários para o cumprimento de leis, constituem um dos
instrumentos básicos da gestão ambiental para proteção da saúde e bem estar da população e melhoria
da qualidade de vida, tendo como objetivo permitir o desenvolvimento econômico e social de forma
ambientalmente segura.
A Resolução CONAMA N°418, de 25 de novembro de 2009, vem ao encontro deste fato, ao
dispor sobre critérios para a elaboração do PCPV – Plano de Controle de Poluição Veicular –
considerando que a Inspeção Veicular Ambiental, pode ser um instrumento eficaz para a redução de
gases, partículas poluentes e ruídos gerados pela frota automotiva circulante. Esta Resolução tem por
objetivo desenvolver estratégias para a redução da poluição veicular, especialmente em áreas urbanas
com problemas de poluição atmosférica e sonora. O PCPV tem em vista a evolução da tecnologia
veicular e o desenvolvimento de novos procedimentos de inspeção, visando o aperfeiçoamento contínuo
das políticas públicas de controle da poluição atmosférica. Nesta linha, o programa é um importante
instrumento do PRONAR e do PROCONVE.
Para o Estado do Paraná, o Inventário de Emissões Veiculares ou de Fontes Móveis, foi
realizado em três etapas. A primeira delas refere-se à definição de metodologia para o cálculo das
emissões veiculares; a segunda parte refere-se ao levantamento e organização dos dados de frota
veicular (incluindo simplificações e considerações necessárias para aplicação da metodologia utilizada);
a terceira e última refere-se à quantificação dos poluentes emitidos pela frota de veículos do Estado do
Paraná. Todas as partes são apresentadas, com detalhes, nas próximas seções.
12
2
OBJETIVO
2.1
Objetivo Principal
O Plano de Controle de Poluição Veicular do Estado do Paraná tem por objetivo principal atender
ao disposto no artigo 5° da resolução N° 418, de 25 de novembro de 2009.
“Art. 5° Os órgãos ambientais dos estados e do Distrito Federal
deverão, no prazo de 12 (doze) meses, elaborar, aprovar, publicar o
PCPV e dar ciência do mesmo aos respectivos conselhos estaduais
do meio ambiente, a partir da data de publicação desta Resolução."
2.2
Objetivos Específicos
Os objetivos específicos do PCPV do Estado do Paraná vão ao encontro dos objetivos do
PROCONVE, dispostos na resolução N° 18 do CONAMA, de 15 de junho de 1989, que estão
especificados no item 3.2 deste relatório. Dentre estes, o PCPV busca:

A redução dos níveis de emissão de poluentes por veículos automotores visando o
atendimento aos Padrões de Qualidade do Ar, especialmente nos centros urbanos;

Promover o desenvolvimento tecnológico nacional, tanta na engenharia automobilística, como
também em métodos e equipamentos para ensaios e medição físicos e químicos, métodos de
medição da poluição atmosférica e das condições meteorológicas que podem agravar a esta
substancialmente, técnicas estatísticas de avaliação das condições de poluição;

Criar o programa de Inspeção Veicular e manutenção para veículos automotores em uso, com o
intuito de este programa estar implantado em um prazo de 3 anos;

Promover a conscientização da população com relação à questão da poluição do ar por veículos
automotores;

Promover alternativas de uso de veículos particulares, tanto de natureza colaborativa e
voluntária, como de natureza comercial;

Promover a melhoria das características técnicas dos combustíveis líquidos, postos à disposição
da frota nacional de veículos automotores, visando à redução de emissões de poluentes
atmosféricos.
13
14
3
CONSIDERAÇÕES
3.1
Programa Nacional De Controle De Qualidade Do Ar
O PRONAR – Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar – foi instituído pela resolução
CONAMA Nº 5, de 15 de junho de 1989, como um dos instrumentos básicos da gestão ambiental para
proteção da saúde, do bem estar da população e melhoria da qualidade de vida. Este tem por objetivo,
permitir o desenvolvimento econômico e social do país de forma ambientalmente segura, pela limitação
dos níveis de emissão de poluentes por fontes de poluição atmosférica com vistas:
a) a melhoria na qualidade do ar;
b) ao atendimento aos padrões estabelecidos;
c) ao não comprometimento da qualidade do ar em áreas consideradas não degradadas.
A estratégia básica do programa é limitar, a nível nacional, as emissões por tipologia de fontes
e poluentes prioritários, reservando o uso dos padrões de qualidade do ar como ação complementar
de controle.
O PRONAR entende por limite máximo de emissão a quantidade de poluentes permissível de ser
lançada por fontes poluidoras na atmosfera. Estes limites foram diferenciados em função da
classificação de usos pretendidos para as diversas áreas.
3.2
Padrões de Qualidade do Ar
Os poluentes atmosféricos são classificados em primários e secundários. Os poluentes primários
são aqueles lançados diretamente ao ar, como o monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e o dióxido
de enxofre. Os secundários formam-se na atmosfera por meio de reações que ocorrem devido à
presença de substâncias químicas e condições físicas, como o ozônio urbano e o trióxido de enxofre.
A resolução CONAMA N° 3, de 28 de junho de 1990, resolve que são padrões de qualidade do ar
as concentrações de poluentes atmosféricos que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde, a segurança e
o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora e à fauna, aos materiais e ao meioambiente em geral. A S E MA – Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do
Estado do Paraná – confirmou estes padrões através da Resolução SEMA N° 041/02, atualmente
revisada e substituída pela Resolução SEMA Nº 054/06. Portanto, os padrões paranaenses e
nacionais estão em convergência. Ficaram assim estabelecidos, para todo território do Estado, padrões
primários e secundários de qualidade do ar para os sete parâmetros a seguir:

Partículas Totais em Suspensão – PTS;
15

Fumaça;

Partículas Inaláveis – PI (outra nomenclatura o chama PM10 ou MP10);

Dióxido de Enxofre – SO2;

Monóxido de Carbono – CO;

Ozônio – O3;

Dióxido de Nitrogênio – NO2.
Os padrões primários definem as concentrações máximas de um componente atmosférico, ou
seja, são os níveis toleráveis, que ao serem ultrapassados, podem afetar a saúde da população. Por não
contemplar toda a natureza, não pode ser considerado como sendo uma proteção ampla, e sim o
mínimo para a proteção à saúde da população, da fauna e da flora, constituindo-se assim como uma
meta de curto e médio prazo.
Os padrões secundários foram criados com base no conhecimento científico atual, para
proporcionar uma maior proteção, definido legalmente às concentrações abaixo das quais se prevê o
mínimo efeito adverso sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna e flora, aos
materiais e ao meio ambiente. Pode ser entendido como o nível máximo desejado de concentração de
poluentes, constituindo-se desta maneira como uma meta de longo prazo. A Tabela 1 ilustra os padrões
primários e secundários de Qualidade do Ar, regulamentados pela Resolução SEMA N° 054/06 e os
respectivos tempos de amostragem. Para todos os poluentes há um padrão de curto prazo (horas) e
outro que se aplica para longo prazo, exceto para Ozônio. Os padrões de curto tempo consideram os
efeitos irritantes e agudos dos poluentes, enquanto aqueles de longo tempo consideram os efeitos
acumuladores e crônicos. Os efeitos de curto prazo geralmente são reversíveis, enquanto os de longo
prazo não o são.
Tabela 1 - Padrões Primários e Secundários de Qualidade do Ar
Poluente
Partícula Totais em Suspensão
PTS
Fumaça
Partícula Inaláveis
PI
Dióxido de Enxofre
SO2
Monóxido de Carbono
CO
Ozônio
O3
Dióxido de Nitrogênio
NO2
Tempo de
Amostragem
24 horas
1 ano²
24 horas
1 ano²
24 horas
1 ano²
24 horas
1 ano²
1 hora
8 horas
Padrão Primário
(µg/m³)¹
240³
80
150³
60
150³
50
365³
80
40.000³
10.000³
Padrão Secundário
(µg/m³)¹
150³
60
100³
40
150³
50
100³
40
40.000³
10.000³
1 hora
160³
160³
1 hora
1 ano²
320
100
190
100
Notas: Resoluções CONAMA N ° 03/90 e SEMA N° 054/06
1) Ficam definidas como condições de referência à temperatura de 25°C e a pressão de 101,32 kPa.
16
2) Média geométrica para PTS; para as outras substâncias as médias são aritméticas.
3) Não deve ser excedida mais de uma vez por ano.
Para episódios agudos de poluição do ar são estabelecidos os níveis de Atenção, Alerta e
Emergência conforme a Tabela 2.
Tabela 2 - Critérios para Episódios Agudos de Poluição do Ar
Poluente
Partícula Totais em Suspensão (PTS)
Fumaça
Partícula Inaláveis (PI)
Dióxido de Enxofre (SO 2)
Monóxido de Carbono (CO)
Ozônio (O3)
Dióxido de Nitrogênio (NO 2)
Tempo de
Nível de
Nível de
Nível de
Amostragem Atenção (µg/m³) Alerta (µg/m³) Emergência (µg/m³)
24 horas
24 horas
24 horas
24 horas
8 horas
1 hora
1 hora
375
250
250
800
17.000¹
400
1.130
625
420
420
1.600
34.000²
800
2.260
875
500
500
2.100
46.000³
1.000
3.000
Notas: Conforme Resoluções CONAMA nº 03/90 e SEMA nº 054/06
1) corresponde a uma concentração volumétrica de 15 ppm
2) corresponde a uma concentração volumétrica de 30 ppm
3) corresponde a uma concentração volumétrica de 40 ppm
O padrão – primário ou secundário – que deve ser aplicado depende da Classe da área do
local. A Resolução CONAMA N° 05/89 estabeleceu as Classes I, II e III, sendo que cabe ao Estado a
definição das áreas. No Estado do Paraná, conforme consta no artigo 31 da Lei N° 13.806, áreas de
Classe I são áreas de preservação, lazer e turismo, onde se devem manter as concentrações a um nível
mais próximo possível do verificado sem a intervenção antropogênica. Nas áreas de Classe II é
aplicado o padrão secundário e nas áreas da Classe III o padrão menos rígido, o primário.
Para facilitar a divulgação da informação sobre a qualidade do ar e ao mesmo tempo padronizar
todas as substâncias em uma única escala, tem-se o Índice de Qualidade do Ar. Para cada
concentração gravimétrica (μg/m³) a função atribui um valor índice, que é um número adimensional. Por
definição, ao nível do padrão primário é atribuído um índice de 100, o nível de Atenção equivale a um
índice de 200, o nível de Alerta a um índice de 300 e o nível de Emergência a um índice de 400. Por
exemplo: se analisarmos uma média horária de Ozônio de 160 μg/m³, isto seria exatamente o padrão
primário e, portanto corresponde a um índice de 100. Caso o resultado seja a metade, apenas 80 μg/m³,
o correspondente índice seria 50.
O Índice de Qualidade do Ar também é utilizado na classificação da Qualidade do Ar, separando
esta em seis categorias, de BOA até CRÍTICA, como ilustra a Tabela 3.
17
Tabela 3 - Classificação da Qualidade do Ar Através do Índice de Qualidade do Ar
Índice de
PTS 24 h Fumaça 24 h
Qualidade do Classificação
(µg/m³)
(µg/m³)
Ar
0 - 50
>50 - 100
>100 - 200
>200 - 300
>300 - 400
>400
Fonte: IAP.
3.3
Boa
Regular
Inadequada
Má
Péssima
Crítica
0 - 80
>80 - 240
>240 - 375
>375 - 625
>625 - 875
>875
0 - 60
>60 -150
>150 - 250
>250 - 420
>420 - 500
>500
PI 24 h
(µg/m³)
0 - 50
>50 - 150
>365 - 800
>250 - 420
>420 - 500
>500
SO2 24 h
(µg/m³)
0 - 80
>80 - 365
>365 - 800
>800 - 1.600
>1.600 - 2.100
>2.100
O3 24 h
(µg/m³)
0 - 80
>80 - 160
>160 - 400
>400 - 800
>800 - 1.000
>1.000
CO 24 h
(µg/m³)
0 - 4,5
>4,5 - 9,0
>9,0 - 15
>15 - 30
>30 - 40
>40
NO2 24 h
(µg/m³)
0 - 100
>100 - 320
>320 - 1.130
>1.130 - 2.260
>2.260 - 3.000
>3.000
Efeitos da Poluição Atmosférica
O ar puro é formado por uma mistura de gases, cuja distribuição percentual média é: 78,0% de
nitrogênio, 20,1% de oxigênio, 0,9% de argônio, 0,03% de dióxido de carbono, 0,002% de neônio e
0,0005% de hélio. Porém, este ar não é encontrado na natureza, servindo apenas como referência
(VESILIND e MORGAN, 2011). O poluente é então a denominação dada a qualquer substância presente
no ar, que devido a sua concentração, possa torná-lo impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde,
inconveniente ao bem estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança,
ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade.
Braga et al., (2005), consideram que existe poluição atmosférica quando uma ou mais
substâncias estão presentes em concentrações suficientes para causar danos aos seres humanos. A
poluição atmosférica corresponde às alterações que geram um ar nocivo a população, fauna, flora e aos
materiais, ou seja, alteram as suas características, tornando-o impróprio. Os efeitos desta poluição
podem se manifestar de forma aguda, como, por exemplo, quando olhamos uma fogueira e a fumaça
entra em nossos olhos causando uma forte irritação, com a vantagem de que ao nos afastarmos, os
sintomas desaparecem, porque são reversíveis. Os sintomas irritantes ou tóxicos, que acontecem
quando as concentrações de poluentes se encontram muito elevadas, são graves e por isso mais fáceis
de estudar, porém sua ocorrência é pouco frequente.
Os novos índices indicados pela OMS – Organização Mundial de Saúde – reduziram a média
diária recomendada para inaláveis em um terço, passando de 150 para 50 μg/m³. Com referência
aos demais parâmetros, o teor de ozônio baixou de 160 para 100 μg/m³ (média de 1 hora máxima), o
dióxido de enxofre teve a média reduzida de 100 para 20 μg/m³.
Os outros poluentes não foram
avaliados (GUIMARÃES, 2006).
Segundo a Resolução CONAMA N° 03/90, um episódio crítico de poluição atmosférica ocorre na
presença de altas concentrações de poluentes atmosféricos em um período de curto prazo, resultante
da ocorrência de condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão dos poluentes. A seguir os
poluentes atmosféricos e seus efeitos sobre a saúde e meio ambiente.
18
3.3.1 Material Particulado (MP)
Sob a denominação de material particulado (MP), se encontra uma classe de poluentes
constituídas de poeiras, fumaças e todo o tipo de material sólido e líquido que, devido ao pequeno
tamanho, mantém-se suspenso na atmosfera. As fontes destes poluentes vão desde as incômodas
“fuligens” emitidas pelos veículos até as fumaças expelidas pelas chaminés industriais, passando pela
poeira que se deposita nas ruas e é movimentada pelos veículos (SMA, 1997).
A legislação brasileira preocupava-se até 1989, apenas com as Partículas Totais em Suspensão
(PTS), ou seja, todos os tipos e tamanhos de materiais sólidos ou líquidos que ficam suspensos no ar,
na forma de poeira, neblina, aerossol, fumaça, fuligem, etc.; com uma faixa de tamanho menor que 100
mm, causando efeitos significativos em pessoas com doença pulmonar, asma e bronquite (SMA, 1997).
Porém, pesquisas mostram que quanto menor o tamanho da partícula, maior o efeito sobre a
saúde, ou seja, quanto mais fina a partícula, mais profunda esta penetra no aparelho respiratório. Desta
forma, a partir de 1990, a legislação brasileira passou a também se preocupar com as Partículas
Inaláveis (PI), menores que 10 mm, originadas do processo de combustão industrial, de veículos
automotores e do aerossol secundário (formado na atmosfera). Partículas minúsculas como as emitidas
por veículos, principalmente os movidos a diesel, podem ser menores do que a espessura de um fio de
cabelo (VESILIND e MORGAN, 2011).
3.3.2 Dióxido de Enxofre (SO2)
O dióxido de enxofre é um importante precursor dos sulfatos, que são um dos principais
componentes das partículas inaláveis. É um gás incolor, que provoca asfixia intensa, com um forte odor,
sendo altamente solúvel em água, formando o ácido sulforoso, H 2SO3. É originado de processos que
queimam de óleo combustível, refratários de petróleo e veículos a diesel (SMA, 1997; VESILIND e
MORGAN, 2011).
Mesmo em baixos níveis de concentração, a inalação do dióxido de enxofre pode provocar
espasmos passageiros dos músculos lisos dos bronquíolos pulmonares, causar o aumento da secreção
mucosa e redução do movimento ciliar no trato respiratório, responsável pela remoção do muco e de
partículas estranhas. Pessoas com asma, doenças crônicas cardíacas e pulmonares são mais sensíveis
ao dióxido de enxofre (BRAGA et al., 2005; SMA, 1997).
Em certas condições, o dióxido de enxofre pode se transformar em trióxido de enxofre e, com a
umidade atmosférica, transformar-se em ácido sulfúrico, um dos componentes da chuva ácida, podendo
causar corrosão aos materiais e danos à vegetação, folhas e colheitas (VESILIND e MORGAN, 2011).
19
3.3.3
Dióxido de nitrogênio (NO2)
Gás de cor marrom alaranjada, altamente tóxico ao ser humano, com odor forte e irritante. Pode
levar a formação de acido nítrico, nitratos (o qual contribui para o aumento das partículas inaláveis na
atmosfera) e compostos orgânicos tóxicos. Além disto, pode levar a formação da chuva ácida,
causando danos à vegetação e a colheita (SMA, 1997; VESILIND e MORGAN, 2011).
Originado do processo de combustão envolvendo veículos automotores, processos industriais,
usinas térmicas que utilizam óleo ou gás, incinerações, este poluente gasoso causa o aumento da
sensibilidade da asma e à bronquite. Além de irritante das mucosas, provocando uma espécie de
enfisema pulmonar, o dióxido de carbono pode ser transformado nos pulmões em nitrosaminas, algumas
das quais são conhecidas como potencialmente carcinogênicas (SMA, 1997).
3.3.4 Monóxido de Carbono (CO)
É um gás incolor e inodoro, venenoso e produto de combustões incompletas em veículos
automotores. Por isso, a poluição por monóxido de carbono é encontrada em altos níveis de
concentração, em áreas de intensa circulação de veículos nos centros urbanos. Os altos níveis de
monóxido de carbono estão associados a prejuízos para o ser humano e a fauna, tornando este um
dos tóxicos respiratórios de maior periculosidade. Em face de sua afinidade com a hemoglobina do
sangue, este gás tende a se combinar a esta, ocupando o lugar que era destinado ao transporte do
oxigênio, podendo assim causar morte por asfixia. Mesmo baixos níveis de concentração deste gás
podem causar afecções de caráter crônico, quando a exposição for permanente, sendo especialmente
nocivo a pessoas anêmicas e com deficiências respiratórias ou circulatórias, produzindo efeitos nos
sistemas nervosos central, cardiovascular, pulmonar, entre outros (SMA, 1997; VESILIND e MORGAN,
2011).
3.3.5 Ozônio (O3)
O ozônio é um gás altamente reativo, incolor e inodoro nas concentrações ambientais, sendo o
principal componente da névoa fotoquímica. É produzido quando os hidrocarbonetos e óxidos de
nitrogênio reagem na atmosfera, ativados pela radiação solar. Embora tenha origem natural nas
camadas superiores da atmosfera, onde exerce uma importante função ecológica, absorvendo as
radiações ultravioletas do sol, pode ser nocivo nas camadas inferiores da atmosfera. Causa diminuição
da capacidade pulmonar, irritação aos olhos e vias respiratórias. É um perigo para vegetações e
propriedade, causando danos às colheitas, à vegetação natural, plantações agrícolas e a plantas
ornamentais (BRAGA et al., 2005; SMA, 1997; VESILIND e MORGAN, 2011).
20
3.4
Programa de Controle do Ar por Veículos Automotores
O PROCONVE – Programa de Controle do Ar por Veículos Automotores – foi instituído pela
resolução CONAMA N° 18, de 6 de maio de 1986, com o objetivo de:

Reduzir os níveis de emissão de poluentes por veículos automotores visando o atendimento aos
Padrões de Qualidade do Ar, especialmente nos centros urbanos;

Promover o desenvolvimento tecnológico nacional, tanto na engenharia automobilística, como
também em métodos e equipamentos para ensaios e medições da emissão de poluentes;

Criar programas de inspeção e manutenção para veículos automotores em uso;

Promover a melhoria das características técnicas dos combustíveis líquidos, postos à disposição
da frota nacional de veículos automotores, visando à redução de emissões poluidoras à
atmosfera;
A resolução do CONAMA N° 315, de 29 de outubro de 2002, dispõe sobre a nova etapa do
PROCONVE, em caráter nacional, para serem atendidas nas homologações dos veículos automotores
novos, nacionais e importados, leves e pesados, destinados exclusivamente ao mercado interno
brasileiro, com os seguintes objetivos:

Reduzir os níveis de emissão de poluentes pelo escapamento e por evaporação, visando o
atendimento aos padrões nacionais de qualidade ambiental vigentes;

Promover o desenvolvimento tecnológico nacional, tanto na engenharia de projeto e fabricação,
como também em métodos e equipamentos para o controle de emissão de poluentes;

Promover a adequação dos combustíveis automotivos comercializados, para que resultem em
produtos menos agressivos ao meio ambiente e à saúde pública, e que permitam a adoção de
tecnologias automotivas necessárias ao atendimento de exigido por esta resolução.
3.5
Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar do IAP
A Região Metropolitana de Curitiba – RMC – composta por 26 municípios, com uma área de
13.041 km². Em 2009, esta possuía uma população de 3.647.468 habitantes (IPARDES, 2000-2010),
apresentando uma taxa de crescimento da população de 49,9 % em relação a 1996. A área urbana da
RMC se estende por 1.051 km², o que corresponde a 8,1 % da área total da mesma (COMEC, 2006).
Além de Curitiba existem outros sete municípios na RMC que possuem uma população acima de
100.000 habitantes: São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Almirante Tamandaré, Araucária, Campo
Largo e Fazenda Rio Grande.
A rede de monitoramento da Qualidade do Ar da RMC, atualmente conta com doze estações de
amostragem do ar, das quais sete são automáticas. Quatro delas estão localizadas em Curitiba (Cidade
Industrial, Santa Cândida, Boqueirão e Praça Ouvidor), analisando de 30 em 30 segundos os poluentes
21
O3, SO2, NO, NO2, CO, PTS e PI. Em Araucária estão localizadas quatro estações automáticas que
analisam O3, SO2, NO, NO2, CO e o PTS ou o PI. A estas estações automáticas, somam-se às quatro
estações manuais de Araucária e Curitiba, as quais fornecem médias diárias de SO2, Fumaça e em
uma delas, o PTS. As estações automáticas e as manuais constituem uma rede de monitoramento que
possibilita a real avaliação das condições da qualidade do ar de Curitiba e da RMC. A Figura 1 mostra
a localização geral das estações de monitoramento dentro dos municípios de Curitiba, Araucária e
Colombo.
Figura 1 - Rede de Monitoramento da RMC
A Tabela 4 mostra a lista das estações que compõem a rede de monitoramento da RMC, sua
localização e categoria, os parâmetros medidos em 2009, a data de início de operação e as
instituições/empresas responsáveis pelos custos de operação e manutenção.
22
Tabela 4 - Estações de monitoramento de qualidade do ar na RMC no ano de 2009
Estação
Localização/ Categoria1)
Parâmetros medidos no ano
de 2009
Poluentes
automática
Santa
Cândida
(STC)
Cidade
Industrial
(CIC)
Assis
automática
(ASS aut.)
Ouvidor
Pardinho
(PAR)
Boqueirão
(BOQ)
Nordeste de Curitiba, Bairro
Santa Cândida/ bairro
SO2, O3, NO,
Oeste de Curitiba, Bairro
Cidade Industrial/ industrial
SO2, NO,
Centro/Norte de Araucária,
Bairro Fazenda Velha/
industrial
Região central de Curitiba,
Bairro Rebouças/ centro
Sudeste de Curitiba, Bairro
Boqueirão/ bairro
Região central de Araucária,
UEG (EUG) Bairro Centro/ industrial e
centro
CSN-CISA
(CISA)
Centro/Nordeste de
Araucária, Bairro Sabiá/
industrial
REPAR
(REP)
Centro/Nordeste de
Araucária, industrial
Santa Casa Região central de Curitiba,
Bairro Centro/ centro
(SC)
manual
São
Sebastião
(SS)
Centro/Leste de Araucária,
Bairro Tindiquera/ bairro
Centro/Norte de Araucária,
Assis (ASS
Bairro Sabiá/ industrial e
man.)
centro
Região central de Araucária,
Seminário
Bairro Sabiá/ industrial e
(SEM)
centro
Colombo
(COL)
Região central de Colombo,
industrial e centro
Meteorologia
Período de
funcionamento/
Responsável
pelo custo
desde 1998/
LACTEC
NO2
Todas as
estações:
temperatura,
NO2, O3
umidade relativa,
SO2, NO,
radiação global,
NO2, O3, PTS pressão,
velocidade e
SO2, O3, NO, direção do vento
desde 1998/
desativada 06/06
LACTEC
desde abril de
2000/ SMMA
Araucária
NO2, PTS, PI
desde agosto de
2002/ IAP
SO2, O3,
PTS, PI, CO
desde setembro
de 2001/ IAP
reativada 08/09
Exceções:
BOQ: sem
umidade, global,
UVA, UVB, ASS:
SO2, CO, O3 , sem radiação
PI, NO, NO2 UVA, UVB,
PAR: sem
SO2, NO,
velocidade vento
NO2, O3, PI, CSN-CISA: sem
radiação global,
PTS
UVA, UVB
SO2, NO,
REP: sem
NO2, CO, O3 , radiação UVA,
PTS, PI
UVB umidade
relativa, pressão
Fumaça, SO2 ,
PTS, NH3
Fumaça, SO2 , Sem medição
de parâmetros
NH3
meteorológicos
Fumaça, SO2 ,
desde agosto de
2002/ CSN-CISA
desde julho de
2003/ REAPAR
desde 1985/ IAP
desde 1985/ IAP
desde 1985/ IAP
NH3
Fumaça, SO2 ,
desde 1985/ IAP
NH3
PTS, PI
desde maio de
2003/ IAP
Com medição
de parâmetros
meteorológicos
desde 2006/ IAP
Fonte: Relatório da Qualidade do Ar na Região Metropolitana de Curitiba; Ano de 2009.
23
3.5.1 Situação da Qualidade do Ar na RMC
A situação da Qualidade do Ar é apresentada de acordo com os dados do monitoramento
realizado em 2009. Conforme a exigência legal – CONAMA N° 03/90, SEMA N° 054/06 – os resultados
do monitoramento se encontram em forma de médias de curto prazo (horária ou diária) e de longo prazo
(anual).

Partículas Totais em Suspensão - PTS:
Em Araucária este parâmetro foi monitorado em três estações. Comparando-se ao ano anterior,
houve uma diminuição no número de violações, passando de sete em 2008, para uma em 2009, ambas
classificadas como INADEQUADAS na estação CSN-CISA. As médias anuais atenderam ao padrão
primário anual de 80 µg/m³ estabelecidos na Resolução do CONAMA 03/90.
Em Curitiba não foi observada nenhuma violação do parâmetro PTS nas três estações
monitoradas. A média anual é um indicador importante para a proteção da saúde da população, pois
considera os efeitos acumulativos e geralmente não reversíveis, enquanto o padrão diário visa mais o
incômodo causado pelas partículas em suspensão. As médias anuais atenderam ao padrão primário.
Em Colombo foram observadas dez violações do padrão primário na categoria INADEQUADA. A média
anual passou de 96,0 µg/m³ em 2008 para 65,1 µg/m³ em 2009 atendendo ao padrão anual de 80
µg/m³.
Cabe salientar que as ultrapassagens do padrão primário na categoria INADEQUADA, ocorreram
por contribuição de fontes fixas, uma vez que a região possui várias empresas de cal, que contribuíram
para que fossem registrados esses índices. A Tabela 5 mostra as localidades e o resultado do
monitoramento de PTS por estação.
24
Tabela 5 - Resultados do monitoramento de PTS
monitoramento de PTS no ano de 2009
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PTS
Estação:
Curitiba,
Santa Casa
BOA: 223
REGULAR: 102
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 67,5 µg/m³
média diária máxima: 182,0 µg/m³ (em 04 de fevereiro de 2009)
Disponibilidade 24h:
91,8 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PTS
BOA: 113
REGULAR: 15
Estação:
Boqueirão
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 43,9 µg/m³
média diária máxima: 172,0 µg/m³ (em 14 de agosto de 2009)
Disponibilidade 24h:
40,5 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
PTS
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Curitiba,
Praça Ouvidor
Pardinho
BOA: 355
REGULAR: 2
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 17,7 µg/m³
média diária máxima: 108,0 µg/m³ (em 30 de abril de 2009)
Disponibilidade 24h:
97,8 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
PTS
nº de classificações das médias diárias (janeiro - setembro)
Estação:
Araucária,
CSN-CISA
BOA: 194
REGULAR: 36
INADEQUADA: 1
MA: 0
média anual: 38,8 µg/m³
média diária máxima: 282,0 µg/m³ (em 01 de setembro de 2009)
Disponibilidade 24h:
63,3 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: uma
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PTS
Estação:
Araucária Assis
automática
BOA: 320
REGULAR: 36
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 26,3 µg/m³
média diária máxima: 356,0 µg/m³ (em 14 de agosto de 2009)
Disponibilidade 24h:
97,5 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações da médias diárias (janeiro - dezembro)
PTS
Estação:
Araucária,
REAPAR
BOA: 304
REGULAR: 51
INADEQUADA: 0
MA: 0
PÉSSIMA: 0
média anual: 35,9 µg/m³
média diária máxima: 220,0 µg/m³ (em 14 de agosto de 2009)
Disponibilidade 24h:
97,3 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PTS
BOA: 208
Estação:
Colombo
REGULAR: 119
INADEQUADA: 10
MA: 0
média anual: 65,1 µg/m³
Disponibilidade 24h:
92,3 %
média diária máxima: 368,0 µg/m³ (em 18 de maio de 2009)
nº de ultrapassagens das médias diárias: dez
Nota:
1) Não atende ao critério de representatividade
PÉSSIMA: 0
25

Fumaça:
Este parâmetro foi monitorado em 4 estações (3 em Araucária e 1 em Curitiba). Este poluente é
na grande maioria das vezes de categoria BOA. De 2008 para 2009 houve diminuição nas médias
anuais em todas as estações e não foi registrada nenhuma violação ao padrão primário anual de 60
µg/m³ estabelecido na Resolução do CONAMA 03/90. A Tabela 6 mostra o monitoramento de Fumaça
por estação.
Tabela 6 - Resultados do monitoramento de Fumaça
monitoramento de Fumaça no ano de 2009
3.2.2.1
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Fumaça
Estação:
Curitiba,
Santa Casa
BOA: 353
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
BOA: 355
MA: 0
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
BOA: 363
REGULAR: 2
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 7,9 µg/m³
média diária máxima: 71,0 µg/m³ (em 13 de agosto de 2009)
Disponibilidade 24h:
100 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
3.2.2.2 Fumaça
BOA: 365
Disponibilidade 24h:
100 %

INADEQUADA: 0
média diária máxima: 39,0 µg/m³ (em 13 de agosto de 2009)
Fumaça
Nota:
REGULAR: 0
média anual: 2,6 µg/m³
Disponibilidade 24h:
97,3 %
Estação:
Curitiba,
São Sebastião
MA: 0
média diária máxima: 92,0 µg/m³ (em 13 de agosto de 2009)
Fumaça
Estação:
Araucária,
Seminário
INADEQUADA: 0
média anual: 15,7 µg/m³
Disponibilidade 24h:
97,8 %
Estação:
Araucária
Assis manual
REGULAR: 4
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 3,8 µg/m³
média diária máxima: 41,0 µg/m³ (em 22 de junho de 2009)
nº de ultrapassagens das médias diárias: uma
1) Não atende ao critério de representatividade
Partículas Inaláveis - PI:
Com medições em seis estações, as informações sobre este poluente ainda são reduzidas. Em
Curitiba não foram observadas violações ao padrão diário, sendo obtidas classificações de qualidade
somente nas categorias BOA e REGULAR. Em Colombo foram observadas três ultrapassagens do
26
parâmetro PI, sendo as três enquadradas na categoria INADEQUADA. A média anual registrada nesta
estação foi de 38,0 µg/m³ o que atende ao padrão anual de 50 µg/m³. O padrão anual é um indicador
mais importante para a proteção da saúde da população, do que o padrão diário, pois este considera os
efeitos acumulativos e geralmente não reversíveis, enquanto o padrão diário visa mais o incômodo
causado. A Tabela 7 mostra o resultado do monitoramento de Partículas Inaláveis - PI por estação.
Tabela 7 - Resultados do monitoramento de Partículas Inaláveis
monitoramento de Partículas Inaláveis no ano de 2009
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PI
Estação:
Curitiba,
Ouvidor Pardinho
BOA: 354
REGULAR: 8
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 15,6 µg/m³
média diária máxima: 84,0 µg/m³ (em 03 de abril de 2009)
Disponibilidade 24h:
99,2 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (agosto - dezembro)
PI
Estação:
Curitiba,
Boqueirão
BOA: 80
REGULAR: 14
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 34,6 µg/m³
média diária máxima: 110,0 µg/m³ (em 02 de setembro de 2009)
Disponibilidade 24h:
25,8 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PI
Estação:
Araucária,
CSN-CISA
BOA: 306
REGULAR: 39
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 27,9 µg/m³
média diária máxima: 122,0 µg/m³ (em 02 de setembro de 2009)
Disponibilidade 24h:
94,5 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações da médias diárias (janeiro - setembro)
PI
Estação:
Araucária,
UEG
BOA: 249
REGULAR: 59
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 31,1 µg/m³
média diária máxima: 150,0 µg/m³ (em 04 de julho de 2009)
Disponibilidade 24h:
84,4 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PI
Estação:
Araucária,
REAPAR
BOA: 319
REGULAR: 42
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 28,5 µg/m³
média diária máxima: 118,0 µg/m³ (em 14 de agosto de 2009)
Disponibilidade 24h:
98,9 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
PI
BOA: 220
Estação:
Colombo
REGULAR: 58
INADEQUADA: 3
média anual: 38,0 µg/m³
Disponibilidade 24h:
97,0 %
média diária máxima: 203,0 µg/m³ (em 13 de agosto de 2009)
nº de ultrapassagens das médias diárias: três
Nota:
1) Não atende ao critério de representatividade
MA: 0
27

Dióxido de Enxofre - SO2:
O Dióxido de Enxofre é a substância com o maior número de pontos de monitoramento na RMC.
O SO2 foi monitorado nas onze localidades em operação durante o ano de 2009. Em Curitiba todos os
registros foram enquadrados na categoria BOA, enquanto que em Araucária foram observados 2
registros na categoria INADEQUADA na Estação REPAR. A média anual registrada nesta estação foi de
14,7 µg/m³, o que atende ao padrão anual de 80 µg/m³. As Tabelas 8 e 9 mostram o resultado do
monitoramento de SO2 em Curitiba e em Araucária respectivamente.
Tabela 8 - Resultados do monitoramento de SO2 em Curitiba
monitoramento de SO 2 no ano de 2009
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
SO2
Estação:
Curitiba,
Santa Casa
BOA: 355
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 8,9 µg/m³
média diária máxima: 26,0 µg/m³ (em 10 de março de 2009)
Disponibilidade 24h:
97,3 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Curitiba,
Santa Cândida
BOA: 361
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 2,6 µg/m³
média diária máxima: 6,7 µg/m³ (em 30 de setembro de 2009)
Disponibilidade 24h:
98,9 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Curitba,
Praça Ouvidor
Pardinho
BOA: 365
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 1,5 µg/m³
média diária máxima: 19,5 µg/m³ (em 26 de abril de 2009)
Disponibilidade 24h:
100 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (novembro - dezembro)
Estação:
Curitiba,
Boqueirão
Disponibilidade 24h:
8,8 %1)
Nota:
BOA: 32
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
média anual: 8,0 µg/m³
média diária máxima: 13,5 µg/m³ (em 10 dedezembro de 2009)
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
1) Não atende ao critério de representatividade
MA: 0
28
Tabela 9 - Resultados do monitoramento de SO2 em Araucária
monitoramento de SO 2 no ano de 2009
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
SO2
Estação:
Araucária Assis
Automática
BOA: 365
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 6,4 µg/m³
média diária máxima: 48,4 µg/m³ (em 21 de abril de 2009)
Disponibilidade 24h:
100 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária
Assis Manual
BOA: 355
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 5,5 µg/m³
média diária máxima: 40,0 µg/m³ (em 03 de maio de 2009)
Disponibilidade 24h:
97,3 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária,
Semenário
BOA: 365
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 8,1 µg/m³
média diária máxima: 41,0 µg/m³ (em 11 de janeirol de 2009)
Disponibilidade 24h:
100 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária,
São Sebastião
BOA: 365
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 4,7 µg/m³
média diária máxima: 32,0 µg/m³ (em 2 de maio de 2009)
Disponibilidade 24h:
100 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (janeiro - outubro)
Estação:
Araucária,
CSN-CISA
BOA: 178
REGULAR: 2
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 13,5 µg/m³
média diária máxima: 196,7 µg/m³ (em 01 de maio de 2009)
Disponibilidade 24h:
49,3 %1)
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
nº de classificações da médias diárias (janeiro - dezembro)
SO2
Estação:
Araucária,
UEG
BOA: 257
REGULAR: 0
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 5,0 µg/m³
média diária máxima: 74,2 µg/m³ (em 6 de maio de 2009)
Disponibilidade 24h:
100 %
nº de ultrapassagens das médias diárias: zero
SO2
nº de classificações das médias diárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária,
REAPAR
BOA: 344
REGULAR: 15
INADEQUADA: 2
média anual: 14,7 µg/m³
média diária máxima: 563,44 µg/m³ (em 10 março de 2009)
Disponibilidade 24h:
98,9 %
Nota:
nº de ultrapassagens das médias diárias: duas
1) Não atende ao critério de representatividade
MA: 0
29

Monóxido de Carbono - CO:
Em 2009 o componente CO foi monitorado em três localidades – uma em Curitiba na Estação
Boqueirão, duas em Araucária nas Estações REPAR e UEG – onde as médias diárias obtidas se
caracterizam na categoria BOA. As classificações das médias diárias, as médias anuais e as
médias diárias máximas estão apresentadas na Tabela 10. O padrão de 8 horas não foi violado nem em
Curitiba nem em Araucária.
Tabela 10 - Resultados do monitoramento de CO
monitoramento de CO no ano de 2009
nº de classificações das médias para 8 horas (agosto - dezembro)
CO
Estação:
Curitiba,
Boqueirão
Disponibilidade 1h:
41,0 %1)
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
449
0
0
0
média máxima 8 horas: 3364 µg/m³ (em 19 de setembro de 2009 às 15-16 hs)
nº de ultrapassagens das médias e de 8 horas: zero
nº de classificações das médias para 8 horas (janeiro - dezembro)
CO
Estação:
Araucária,
REAPAR
Disponibilidade 1h:
96,3 %
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
1055
0
0
0
média máxima 8 horas: 2562 µg/m³ (em 14 de agosto de 2009 às 00-08 hs)
nº de ultrapassagens das médias e de 8 horas: zero
nº de classificações das médias para 8 horas (janeiro - março)
CO
Estação:
Araucária,
UEG
Disponibilidade 1h:
18,2 %1)
Nota:

BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
119
0
0
0
média máxima 8 horas: 3808 µg/m³ (em 15 de janeiro de 2009 às 00-08 hs)
nº de ultrapassagens das médias e de 8 horas: zero
1) Não atende ao critério de representatividade
Ozônio – O3:
As concentrações de O3 foram registradas em sete pontos nas estações automáticas. A Tabela
11 apresenta os números de classificações das médias horárias e das médias horárias máximas.
30
Tabela 11 - Resultados do monitoramento de O3 em Curitiba
monitoramento de O 3 no ano de 2009
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
O3
Estação:
Curitiba,
Ouvidor Pardinho
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
8648
89
0
0
média horária máxima: 120,2 µg/m³ (em 28 de agosto de 2009 às 15-16 hs)
Disponibilidade 1h:
99,7 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
O3
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Curitiba,
Santa Cândida
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
7921
172
0
0
média horária máxima: 149,1 µg/m³ (em 16 de setembro de 2009 às 15-16 hs)
Disponibilidade 1h:
92,2 %1)
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
O3
nº de classificações das médias horárias (agosto - dezembro)
Estação:
Curitiba,
Boqueirão
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
3480
101
0
0
média horária máxima: 146,5 µg/m³ (em 15 de dezembro de 2009 às 15-16 hs)
Disponibilidade 1h:
40,9 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
O3
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária Assis
automática
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
8601
83
1
0
média horária máxima: 167,1 µg/m³ (em 29 de março de 2009 às 14-15 hs)
Disponibilidade 1h:
99,2 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: uma
O3
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária,
CISA
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
8542
39
0
0
média horária máxima: 116,6 µg/m³ (em 30 de março de 2009 às 15-16 hs)
Disponibilidade 1h:
98,0 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
O3
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária,
UEG
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
7043
25
0
0
média horária máxima: 120,3 µg/m³ (em 29 de março de 2009 às 14-15 hs)
Disponibilidade 1h:
80,7 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
O3
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária,
REAPAR
BOA
REGULAR
INADEQUADA
MA
8600
73
0
0
média horária máxima: 152,9 µg/m³ (em 21 de dezembro de 2009 às 08-09 hs)
Disponibilidade 1h:
99,0 %
Nota:
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
1) Não atende ao critério de representatividade
31

Dióxido de Nitrogênio – NO2:
Em 2009 foram registradas 5 violações do parâmetro NO2, número este menor que os 9 casos
observados em 2008. Em Araucária foram observados 97,4% das medições classificadas como BOA,
2,6% na classificação REGULAR e 0,02 % na categoria INADEQUADA. As 5 violações observadas em
Araucária ocorreram nas estações UEG (01) e REPAR (04). Em Curitiba não houve violação deste
poluente, sendo que foram observados 99,4% das medições na classificação BOA e 0,6% na
classificação REGULAR. A Tabela 12 mostra os resultados do monitoramento do NO 2.
Tabela 12 - Resultados do monitoramento de NO2
monitoramento de NO 2 no ano de 2009
NO2
Estação:
Curitiba
Praça Ouvidor
Pardinho
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
BOA: 8669
REGULAR: 69
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 32,3 µg/m³
média horária máxima: 203,2 µg/m³ (em 4 de junho de 2009, às 09-10)
Disponibilidade 1h:
85,2 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
NO2
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Curitiba
Santa Cândida
BOA: 8239
REGULAR: 37
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 20,4 µg/m³
média horária máxima: 151,4 µg/m³ (em 5 de junho de 2009, às 08-09)
Disponibilidade 1h:
94,5 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
NO2
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária
Assis automática
BOA: 8678
REGULAR: 44
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 23,5 µg/m³
média horária máxima: 192,5 µg/m³ (em 14 de agosto de 2009, às 09-10)
Disponibilidade 1h:
99,6 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
NO2
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária
CSN-CISA
BOA: 7269
REGULAR: 11
INADEQUADA: 0
MA: 0
média anual: 30,2 µg/m³
média horária máxima: 182,4 µg/m³ (em 14 de agosto de 2009, às 09-10)
Disponibilidade 1h:
83,1 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: zero
NO2
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária
UEG
BOA: 7495
REGULAR: 520
INADEQUADA: 1
MA: 0
média anual: 40,0 µg/m³
média horária máxima: 358,1 µg/m³ (em 27 de agosto de 2009, às 06-07)
Disponibilidade 1h:
91,5 %
nº de ultrapassagens das médias horárias: uma
NO2
nº de classificações das médias horárias (janeiro - dezembro)
Estação:
Araucária
REAPAR
BOA: 7125
REGULAR: 244
INADEQUADA: 4
média anual: 31,4 µg/m³
média horária máxima: 623,5 µg/m³ (em 8 de junho de 2009, às 09-10)
Disponibilidade 1h:
84,2 %
Nota:
nº de ultrapassagens das médias horárias: quatro
1) Não atende ao critério de representatividade
MA: 0
32
As violações aos padrões primários registradas em 2009 e sua distribuição por Estação e
Parâmetros, pode ser vista na Tabela 13. Quando o parâmetro foi monitorado e não houve violações,
tem-se o valor zero (0) em cor azul, quando o parâmetro não foi monitorado tem-se o traço (-), observase em cor laranja os valores superiores a zero.
Tabela 13 - Quantidade de violações por Estação e parâmetro registrado em 2009
MUNICÍPIO
ESTAÇÃO
STA CÂNDIDA
BOQUEIRÃO
CURITIBA
STA CASA
PARDINHO
CSN-CISA
ASSIS Automática
UEG
ARAUCÁRIA
REAPAR
SEMINÁRIO
S. SEBASTIÃO
ASSIS Manual
COLOMBO
COLOMBO
POR
MUNICÍPIO
CURITIBA
ARAUCÁRIA
COLOMBO
TOTAL
PTS
0
0
1
0
0
10
FUMAÇA
0
0
0
0
-
PI
0
0
0
0
0
3
SO2
0
0
0
0
0
0
0
2
0
0
0
-
CO
0
0
0
-
O3
0
0
0
0
1
0
0
-
NO2
0
0
0
0
1
4
-
TOTAL
0
0
0
0
1
1
1
6
0
0
0
13
0
1
10
11
0
0
0
0
0
3
3
0
2
2
0
0
0
0
1
1
0
5
5
0
9
13
22
Na Tabela 14 se encontram os registros obtidos na Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar
na RMC, mês a mês, a quantidade de violações por estações e os parâmetros durante o ano de 2009.
Tabela 14 - Registros de violações aos Padrões Diários, por Mês, Estação Parâmetro em 2009
LOCAL
CURITIBA
ARAUCÁRIA
ESTAÇÕES
STC
BOQ
SC
PARD
CSN-CISA ASS aut.
COLOMBO
UEG
REAPAR
SEM
SS
ASS man.
COL
TOTAL
Janeiro
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Fevereiro
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Março
0
0
0
0
0
1(O3)
0
1(SO2)
0
0
0
2
Abril
0
0
0
0
0
0
0
1(SO2)
0
0
1(PTS)
2
Maio
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2(PTS)
2
Junho
0
0
0
0
0
0
0
3(NO2)
0
0
4(PTS) 1(PI)
8
Julho
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Agosto
0
0
0
0
0
0
1(NO2)
1(NO2)
0
0
2(PTS) 1(PI)
5
Setembro
0
0
0
0
1(PTS)
0
0
0
0
0
0
1(PTS) 1(PI)
3
Outubro
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Novembro
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Dezembro
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
ano 2009
0
0
0
0
1
1
1
6
0
0
0
13
22
0
0
Em 2009, a Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar da RMC contou com 12 de suas 13
estações (sete estações automáticas e cinco manuais). As estações CIC e Boqueirão tiveram a
operação interrompida respectivamente, em junho de 2006 e em outubro de 2007, em função de ações
33
de vandalismo. O reinício das operações na Estação Boqueirão ocorreu em agosto de 2009 e da
Estação CIC em janeiro de 2011, funcionando agora junto a Polícia Militar, com o propósito de evitar a
vandalismo da mesma.
De maneira geral podemos concluir que a qualidade do ar na RMC, principalmente nos
municípios de Curitiba e Araucária é considerada na maior parte do tempo para todos os parâmetros
monitorados como sendo BOA. Em alguns momentos passa a ser considerada REGULAR e em
algumas situações pontuais, apresenta violações aos limites estabelecidos.
Em 2006 foi instalada a estação de Colombo e após um estudo preliminar, denúncias feitas ao
IAP sobre a poluição por materiais particulados provenientes das indústrias de cal e calcário
instaladas na região se confirmaram. Mesmo após várias ações de controle realizadas nos
empreendimentos locais, inclusive com interdições temporárias das atividades de algumas empresas, a
situação ainda exige monitoramento e atenção especial.
Em Colombo para o parâmetro PTS, a qualidade do ar esteve abaixo dos índices diários
aceitáveis em 2,97% dos dias monitorados (10 dos 327 dias). O padrão primário para a média anual
de 80 µg/m³ estabelecidos na Resolução do CONAMA 03/90 não foi ultrapassado, apresentando
concentração de 65,1 µg/m³. Na mesma estação, o parâmetro PI - Partículas Inaláveis, registrou em
1,06% dos dias dados de qualidade inferior ao padrão primário para medias diárias (3 dos 281 dias
monitorados). Para este parâmetro a média anual de qualidade (38,0 µg/m³) não ultrapassou o padrão
primário de 50 µg/m³ estabelecidos na Resolução do CONAMA 03/90.
3.5.2 Aspectos que contribuem para a Qualidade do Ar na RMC
Em constante busca por um Transporte Sustentável, Curitiba já possui políticas públicas
relacionadas com o sistema de transportes e com o uso do solo, que buscam desta maneira ampliar a
mobilidade urbana e reduzir os impactos sobre o meio ambiente, melhorando assim a qualidade de vida
de sua população. Conforme dados da URBS de Curitiba, a Rede Integrada de Transporte da RMC
esta estruturada seguindo as seguintes características:
1. Esquema da Rede Integrada de Transportes - RIT:

Integração com o uso do solo e do sistema viário, configurando uma cidade com crescimento
linear;

Ampla acessibilidade com o pagamento de uma única tarifa;

Prioridade do transporte coletivo sobre o individual;

Caracterização tronco/alimentador;

Terminais de integração fechados;

81 km de canaletas, vias ou faixas exclusivas, caracterizando corredores de transporte;

Terminais fora dos eixos principais ampliam a integração;
34

Abrangência Metropolitana.
A Figura 2 mostra o Esquema da Rede Integrada de Transporte na RMC.
Figura 2 - Esquema da RIT
2. Sistema Trinário de Vias:

Via Central: canaleta central exclusiva para a circulação das linhas expressas (transporte de
massa) e duas vias lentas para acesso às atividades lindeiras. A via exclusiva confere ganhos
significativos para a velocidade operacional das linhas expressas;

Vias Estruturais: Duas vias paralelas à via central com sentido único, situadas a uma quadra de
distância do eixo, destinadas às ligações centro-bairro e bairro- centro, para a circulação dos
veículos privados. A Figura 3 mostra o sistema Trinário de Vias.
Figura 3 - Sistema Trinário de Vias
3. Corredores de Transporte: os corredores de transporte coletivo, componentes dos sistemas
trinários, são elementos referenciais aos eixos estruturais de desenvolvimento, pois:

Ordenam o crescimento linear do centro;

Caracterizam as maiores densidades demográficas;

Priorizam a instalação de equipamentos urbanos;

Concentram a infraestrutura urbana;

Definem uma paisagem urbana própria;

Traduzem os mecanismos do planejamento integrado do uso do solo;

Ordenam o sistema viário e o transporte coletivo;
35

Retenção de destinos (Em 1974, 92% dos usuários se deslocavam até a região central de
Curitiba. A partir de 2003, apenas 30% dos usuários tem como destino o centro da cidade).
A Figura 4 mostra os corredores de transporte coletivo da RMC.
Figura 4 - Corredores de transporte coletivo
4. Estruturação Viária: A Figura 5 mostra a estrutura Viária básica da RMC.
Figura 5 - Estrutura Viária Básica
36
5. Terminais de Integração: São equipamentos urbanos que permitem a integração entre as
diversas linhas que formam a RIT (expressas, alimentadoras, linhas diretas e interbairros);

Possibilitam a implantação de linhas alimentadoras mais curtas, com melhor atendimento
aos bairros, ampliando o número de viagens a partir da diminuição do tempo de percurso;

A concentração de demanda nestes espaços facilita a substituição de modal nos corredores;

Os terminais promovem ainda a estruturação dos bairros, concentrando atividades diversas no
seu entorno.
A Figura 6 mostra o Modelo Esquemático do Terminal de Integração.
Figura 6 - Modelo Esquemático do Terminal de Integração
6. Composição da Frota: A Figura 7 mostra a Composição da Frota da RMC, em 2010.
Figura 7 - Composição da Frota da RMC, 2010
37
7. Categoria das Linhas

Linhas Expressas: São operadas por veículos tipo biarticulados, na cor vermelha que ligam os
terminais de integração ao centro da cidade, através de canaletas exclusivas. Embarques e
desembarques são feitos em nível nas estações tubo existentes no trajeto.

Linhas Diretas (Ligeirinhos): Operam com veículos tipo padron, na cor prata, com paradas em
média a cada 3 km, com embarque e desembarque em nível nas estações tubo. São linhas
complementares, principalmente das linhas expressas e interbairros.

Linhas Alimentadoras: são operadas por veículos tipo micro, comum ou articulados, na cor
laranja que ligam terminais de integração aos bairros da região.

Linhas Interbairros: são operados por veículos tipo padron ou articulados, na cor verde, que ligam
os diversos bairros e terminais sem passar pelo centro.
38

Linhas Troncais: Operam com veículos tipo padron ou articulados, na cor amarela, que ligam os
terminais de integração ao centro da cidade, utilizando vias compartilhadas.
8. Linhas Especiais:

Linhas Convencionais: Operam com veículos tipo micro ou comum, na cor amarela, que ligam os
bairros ao centro, sem integração.

Linha Interhospitais: Liga os principais hospitais e laboratórios em um raio de 2,5 km da área
central, com saídas da Rodoferroviária.

Linha Turismo: Com saída do centro, passa pelos principais parques e pontos turísticos da
cidade (tarifa diferenciada).
39

SITES: Sistema Integrado de Transporte do Ensino Especial. Atende aos alunos da rede de
escolas especializadas para deficientes físicos e/ou mentais de Curitiba, sem custo para estes
usuários.
9. Evolução da RIT
Figura 8 - Evolução da RIT
40
3.6
ASPECTOS CLIMÁTICOS E METEOROLÓGICOS
A RMC está localizada no primeiro Planalto do Estado, com um clima subtropical úmido. Os
invernos são brandos, com geadas ocasionais e temperaturas mínimas de aproximadamente -3°C. No
verão são registradas temperaturas de até 35°C. A umidade relativa varia entre 75 e 85% (média
mensal). As precipitações ocorrem durante o ano inteiro, com maior intensidade nos meses de verão
(dezembro, janeiro, fevereiro) e menor no inverno (junho, julho, agosto). A velocidade do vento e a
estabilidade térmica da atmosfera são os parâmetros mais importantes para as condições de dispersão
de poluentes. Boas condições de dispersão expressam que os poluentes estão sendo bem espalhados
pelos mecanismos de transporte, evitando assim a acumulação dos mesmos nas proximidades das
fontes. Se as condições forem consideradas desfavoráveis à dispersão, observa-se uma acumulação,
resultando em altas concentrações dos poluentes ocasionando uma eventual ultrapassagem dos
padrões estabelecidos. É importante salientar que uma concentração menor do que a apresentada no
ano anterior de certo poluente não significa necessariamente que foi lançada uma menor concentração
do mesmo para a atmosfera. Isto também pode ser causado pelas condições mais favoráveis à
dispersão atmosférica.
Outro fator importante para a qualidade do ar, que não pode ser medido na superfície, é a
espessura da camada-limite atmosférica – também chamada de camada de mistura – para a qual são
necessários perfis de temperatura do ar através da camada-limite atmosférica (até no mínimo 2000 m
acima da superfície). As condições reais de qualidade do ar na RMC dependem tanto da estabilidade
atmosférica avaliada na superfície, quanto da espessura desta camada. Pode-se observar que nos
meses de março até outubro as condições desfavoráveis à dispersão prevaleceram, enquanto que no
restante do ano, ocorreram condições favoráveis à dispersão.
3.7
POLUIÇÃO SONORA
Vesilind e Morgan (2011) caracterizam o som como ondas de pressão que se propagam em um
meio, definidas por sua amplitude e frequência, sendo o nível do som designado por dB(A) – decibéis na
escala em A, mais próxima da audição humana. O ruído é como é denominado o som indesejável para
os ouvidos dos seres vivos, em especial os humanos. A poluição sonora é caracterizada como sendo o
conjunto de todos os ruídos provenientes de uma ou mais fontes, que se manifestam ao mesmo tempo
em um determinado local.
Considerando que o ruído excessivo causa danos à saúde física e mental, afetando
particularmente a audição, a Resolução CONAMA N° 272, de 14 de setembro de 2000, estabelece para
os veículos automotores nacionais e importados, fabricados após a data de publicação desta Resolução
– com exceção de motocicletas, bicicletas com motor, motonetas e ciclomotores – limites máximos de
41
ruído. A Tabela 15 apresenta os limites máximos permitidos de ruído de acordo com a Resolução
272/2000.
Tabela 15 - Limites de ruído conforme Resolução CONAMA 272/2000
Categoria
Otto
Veículo de passageiro até nove lugares
74
75
74
PBT até 2.000 kg
76
77
76
PBT entre 2.000 kg e
3.500 kg
77
78
77
Potência máxima menor
que 150 kW (204 cv)
78
78
78
Potência máxima igual
ou superior a 150 kW
(204 cv)
80
80
80
Potência máxima menor
que 75 kW (102 cv)
77
77
77
78
78
78
80
80
80
Veículo de passageiro
com mais de nove
lugares
Veículo de carga ou de
tração e veículo de uso
misto
Veículo de passageiro ou
de uso misto com PBT
maior que 3.500 kg
Nível de Ruído dB(A)
Diesel
Injeção Direta Injeção Indireta
Veículo de carga ou de Potência máxima entre
tração com PBT maior 75 kW (102 cv) e 150 kW
que 3.500 kg
(204 cv)
Potência máxima igual
ou superior a 150 kW
(204 cv)
Designação do veículo conforme NBR 6067
PBT: Peso Bruto Total
Potência: Potência efetiva líquida máxima (NBR/ISO 1585)
A Tabela 16 mostra os Limites máximos de emissão de ruído para veículos novos de duas
rodas e assemelhados, segundo a NBR8433 – veiculo em aceleração.
Tabela 16 - Limite máximo de emissão de ruído para veículos novos de duas rodas e assemelhados,
segundo a NBR 8433 – veiculo em aceleração
CATEGORIA
Até 80 cm³
81 cm³ a 125 cm³
126 cm³ a 175 cm³
176 cm³ a 350 cm³
Acima de 350 cm³
NÍVEL DE RUÍDO
1ª FASE dB(A)
77
80
81
82
83
NÍVEL DE RUÍDO
2ª FASE dB(A)
75
77
77
80
80
A redução das fontes do ruído costuma ser a maneira mais eficiente para o controle dos
mesmos. Para os ruídos veiculares, a redução da fonte pode ser feita por meio da alteração de projetos
de veículos e da pavimentação. Além disso, a adesão da população a transportes alternativos –
incluindo o transporte público, a bicicleta e o andar à pé – reduzem o excesso de ruídos. Para as áreas
42
residenciais, as estratégias de redução do som indesejável incluem o incentivo ao uso de rotas
alternativas, a diminuição do limite de velocidade e o replanejamento das vias (VESILIND e MORGAN,
2011).
43
4
METODOLOGIA DE CÁLCULO DAS EMISSÕES DE POLUENTES POR
VEÍCULOS AUTOMOTORES
A metodologia de cálculo de emissões de poluentes por veículos automotores apresentada e
adotada neste Inventário é, integralmente, a mesma utilizada no programa Breve.py desenvolvido no
Lemma (Laboratório de Estudos em Monitoramento e Modelagem Ambiental da UFPR) e utilizado neste
trabalho. A metodologia utilizada no programa BReve.py para estimar as emissões de poluentes por
veículos automotores foi baseada no Primeiro Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por
Veículos Automotores Rodoviários (denominado daqui em diante apenas de INEA). Este inventário,
publicado em Janeiro de 2011, foi elaborado por um grupo de trabalho composto pelo Ministério do Meio
Ambiente (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA),
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Associação Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) e Petróleo Brasileiro S/A (Petrobrás). Cabe
salientar
que
o
programa
Breve.py
está
disponível
gratuitamente
no
sítio
do
Lemma
(www.lemma.ufpr.br). A descrição desta metodologia é apresentada detalhadamente na sequência.
4.1
Como estimar emissões veiculares?
A quantidade de poluentes emitidos por automóveis que percorrem uma determinada distância L
(pode ser o comprimento de uma via qualquer ou então a distância percorrida durante um determinado
período de tempo, por exemplo, um ano) pode ser obtida através de
Ei = Fr, j  Fe,i  L
onde Ei é quantidade emitida do poluente i (em g), Fr,j é a quantidade total de veículos da categoria j, Fe,i
é o fator de emissão do poluente i (dado em g km-1) e L é a quilometragem rodada pelo veículo (em km).
Especificações sobre as informações necessárias para o cálculo das emissões veiculares, ou seja,
sobre categorias de veículos, poluentes considerados e fatores de emissão são apresentados na
sequência.
4.2
Categorias de veículos
As categorias de veículos utilizadas pelo INEA e neste Inventário de Emissões com respectivas
definições são apresentadas na Tabela 17.
44
Tabela 17 - Categorias de veículos consideradas pelo INEA
Categorias
Combustível
Definição
Automóveis
Gasolina
Flex Fuel
GNV
Etanol
Veículo automotor destinado ao transporte de
passageiros, com capacidade para até 8 pessoas,
exclusivo o motorista
Veículos comerciais leves
Gasolina
Flex Fuel
GNV
Etanol
Veículo automotor destinado ao transporte de pessoas
ou carga, com peso bruto total de até 3500 kg
Motocicletas
Gasolina
Etanol
Veículo automotor de duas rodas com ou sem sidecar, dirigido em posição montada
Caminhões leves, médios e
pesados (acima de 3,5, 10 e 15 ton)
Diesel
Veículo automotor destinado ao transporte de carga,
com carroçaria e PBT superior a 3500 kg
Ônibus urbanos e rodoviários
Diesel
Veículo automotor de transporte coletivo
Fonte: MMA, 2011.
A frota em circulação corresponde à quantidade de veículos que circulam no local para o qual se
quer estimar as quantidades de poluentes emitidos. Dados referentes à frota de veículos divididos por
categoria, tipo de combustível e ano de fabricação podem ser obtidos junto ao órgão de trânsito
(DETRAN) ou então estimados de acordo com informações disponíveis.
4.3
Poluentes considerados
Com base no INEA, tipicamente as emissões veiculares compreendem os seguintes poluentes:

MP – Material particulado: pequenas partículas sólidas ou líquidas compostas pelos mais
variados componentes químicos podendo ser inaláveis (quando seu diâmetro é menor que
2,5 µm) ou não-inaláveis.

CO2 – Dióxido de carbono: resultante da combustão completa do carbono presente no
combustível; importante atualmente devido a sua expressiva contribuição ao efeito estufa.

CO – Monóxido de carbono: resultante da combustão incompleta do carbono contido no
combustível; gás extremamente tóxico.

CH4 – Metano: mais simples dos hidrocarbonetos, resultante da combustão; expressivo gás de
efeito estufa.

NMHC – Hidrocarbonetos não-metano: proveniente da combustão incompleta do combustível no
motor; compreende todas as substâncias orgânicas geradas no processo de combustão exceto o
metano; é precursor na formação do ozônio troposférico (O3), altamente prejudicial à saúde
nesse nível da atmosfera.

RCHO – Aldeídos: os mais comuns são o acetaldeído e o formaldeído; um dos precursores do
ozônio troposférico.
45

NOx – Óxidos de nitrogênio: formado pela reação de oxigênio e nitrogênio presentes na
atmosfera sob condições de alta temperatura e elevada pressão; assim como os NMHC e os
RCHO, são precursores do ozônio troposférico.
Neste Inventário serão estimadas quantidades dos sete poluentes citados acima; estes sete
poluentes também são os considerados pelo INEA e incluem todos os poluentes cujos limites de
emissão são regulamentados pelas resoluções CONAMA. O INEA, com base nas resoluções CONAMA
e em sua própria metodologia, considera que, de acordo com o tipo de combustível, diferentes poluentes
são emitidos. Na Tabela 18 são apresentados os poluentes emitidos de acordo com a categoria de
veículo e combustível.
Tabela 18 - Poluentes considerados pelo INEA
Categoria/Poluente
Automóveis e comerciais
leves - Gasolina
CO NOx MP RCHO NMHC CH4 CO2
×
×
Automóveis e comerciais
leves - Etanol
×
×
Motocicletas a gasolina
×
×
Motocicletas a etanol
×
×
Veículos a diesel
×
×
Veículos a GNV
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
Fonte: MMA (2011).
4.4
Fatores de emissão veicular
Diversos conjuntos de fatores de emissão veicular, tais como os utilizados pela EPA (United
States Environmental Protection Agency), podem ser utilizados no cálculo das emissões veiculares;
porém, é necessário levar em consideração a composição diferente dos combustíveis, diferentes
motores e diferentes limites máximos de emissão (se existirem) existentes no Brasil.
Os fatores de emissão de poluentes para cada uma das categorias de veículos, conforme a
Tabela 18 são apresentados nesta seção. A Tabela 19 apresenta os fatores de emissão para
automóveis e veículos comerciais leves, por ano de fabricação, para veículos movidos a gasolina e a
etanol para CO, NOx, RCHO, NMHC, CH4 e MP. Como já citado anteriormente os fatores de emissão
foram retirados do Primeiro Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores
Rodoviários (MMA, 2011); em alguns casos foram feitas algumas adaptações que serão descritas
posteriormente. Estes fatores são utilizados para veículos novos e que rodaram até 80000 km. A partir
de, e a cada, 80000 km, os fatores de emissão para automóveis e veículos comerciais leves de alguns
dos poluentes devem ser incrementados pelos valores apresentados na Tabela 20.
46
Tabela 19 - Fatores de emissão de escapamento de veículos zero km para CO, NOx, RCHO, NMHC, CH4 e
MP para automóveis e veículos comerciais leves movidos a gasolina e a etanol, em g km-1
Ano de fabricação
Até 1983
1984–1985
1986–1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006–2007
2008
2009
Fonte: INEA.
Combustível
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
Gasolina
33
1,4
0,05
2,55
0,45
0,0024
Etanol
18
1
0,16
1,36
0,24
–
Gasolina
28
1,6
0,05
2,04
0,36
0,0024
Etanol
16,9
1,2
0,18
1,36
0,24
–
Gasolina
22
1,9
0,04
1,7
0,3
0,0024
Etanol
16
1,8
0,11
1,36
0,24
–
Gasolina
18,5
1,8
0,04
1,445
0,255
0,0024
Etanol
13,3
1,4
0,11
1,445
0,255
–
Gasolina
15,2
1,6
0,04
1,36
0,24
0,0024
Etanol
12,8
1,1
0,11
1,36
0,24
–
Gasolina
13,3
1,4
0,04
1,19
0,21
0,0024
Etanol
10,8
1,2
0,11
1,105
0,195
–
Gasolina
11,5
1,3
0,04
1,105
0,195
0,0024
Etanol
8,4
1
0,11
0,935
0,165
–
Gasolina
6,2
0,6
0,013
0,51
0,09
0,0024
Etanol
3,6
0,5
0,035
0,51
0,09
–
Gasolina
6,3
0,8
0,022
0,51
0,09
0,0024
Etanol
4,2
0,6
0,04
0,595
0,105
–
Gasolina
6
0,7
0,036
0,451
0,149
0,0024
Etanol
4,6
0,7
0,042
0,514
0,186
–
Gasolina
4,7
0,6
0,025
0,451
0,149
0,0024
Etanol
4,6
0,7
0,042
0,514
0,186
–
Gasolina
3,8
0,5
0,019
0,3
0,1
0,0024
Etanol
3,9
0,7
0,04
0,44
0,16
–
Gasolina
1,2
0,3
0,007
0,15
0,05
0,0011
Etanol
0,9
0,3
0,012
0,22
0,08
–
Gasolina
0,79
0,23
0,004
0,105
0,035
0,0011
Etanol
0,67
0,24
0,014
0,139
0,051
–
Gasolina
0,74
0,23
0,004
0,105
0,035
0,0011
Etanol
0,6
0,22
0,013
0,125
0,045
–
Gasolina
0,73
0,21
0,004
0,098
0,032
0,0011
Etanol
0,63
0,21
0,014
0,132
0,048
–
Gasolina
0,48
0,14
0,004
0,083
0,027
0,0011
Etanol
0,66
0,08
0,017
0,11
0,04
–
Gasolina
0,43
0,12
0,004
0,083
0,027
0,0011
Etanol
0,74
0,08
0,017
0,117
0,043
–
Gasolina
0,4
0,12
0,004
0,083
0,027
0,0011
Etanol
0,77
0,09
0,019
0,117
0,043
–
Flex (Gas.)
0,5
0,04
0,004
0,038
0,012
0,0011
Flex (Etanol)
0,51
0,14
0,02
0,11
0,04
–
Gasolina
0,35
0,09
0,004
0,083
0,027
0,0011
Etanol
0,82
0,08
0,016
0,125
0,045
–
Flex (Gas.)
0,39
0,05
0,003
0,06
0,02
0,0011
Flex (Etanol)
0,46
0,14
0,014
0,103
0,037
–
Gasolina
0,34
0,09
0,004
0,075
0,025
0,0011
Etanol
0,82
0,08
0,016
0,125
0,045
–
Flex (Gas.)
0,45
0,05
0,003
0,083
0,027
0,0011
Flex (Etanol)
0,39
0,1
0,014
0,103
0,037
–
Gasolina
0,33
0,08
0,002
0,06
0,02
0,0011
Etanol
0,67
0,05
0,014
0,088
0,032
–
Flex (Gas.)
0,48
0,05
0,003
0,075
0,025
0,0011
Flex (Etanol)
0,47
0,07
0,014
0,081
0,029
–
Gasolina
0,37
0,039
0,0014
0,042
0,014
0,0011
Etanol
0,67
0,005
0,014
0,088
0,032
–
Flex (Gas.)
0,51
0,041
0,002
0,069
0,023
0,0011
Flex (Etanol)
0,71
0,048
0,0152
0,052
0,019
–
Gasolina
0,3
0,02
0,0017
0,034
0,011
0,0011
Flex (Gas.)
0,33
0,03
0,0024
0,032
0,011
0,0011
Flex (Etanol)
0,56
0,032
0,0104
0,03
0,011
–
47
Tabela 20 - Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem, em g km-1 por 80000 km
Combustível/Poluente
Gasolina
Etanol
CO
0,263
0,224
NOx
0,03
0,02
NMHC RCHO
0,023 0,0007
0,024 0,0028
Fonte: INEA.
Para os veículos movidos a GNV, os fatores de emissão são apresentados na Tabela 21. Na
Tabela 22 são apresentadas as quantidades de poluentes emitidos por quilômetro rodado para
motocicletas. Para veículos movidos a diesel, os fatores de emissão são apresentados na Tabela 23.
Tabela 21 - Fatores de emissão de CO, NOx, RCHO, NMHC e CH4 para veículos movidos a GNV
Combustível/Poluente
GNV
CO
0,56
NOx
0,29
RCHO NMHC
0,0038 0,026
CH4
0,22
Fonte: INEA.
Tabela 22 - Fatores de emissão de CO, NOx, NMHC, CH4 e MP para motocicletas, em g km-1
Ano de
fabricação
CO
NOx
NMHC
CH4
MP*
Até 2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
19,1
6,36
6,05
3,12
2,21
1,83
1,12
1,02
0,1
0,18
0,18
0,16
0,17
0,16
0,09
0,1
2,21
0,71
0,66
0,49
0,27
0,3
0,18
0,14
0,39
0,13
0,12
0,09
0,05
0,05
0,03
0,03
0,0287
0,014
0,014
0,0035
0,0035
0,0035
0,0035
0,0035
Fonte: INEA.
*Para motocicletas usando apenas gasolina.
48
Tabela 23 - Fatores de emissão de CO, NOx, NMHC e MP para motores Diesel, em g km-1
Categoria
Comerciais leves
Caminhões leves
(3,5–10 ton)
Caminhões médios
(10–15 ton)
Caminhões pesados
(mais de 15 ton)
Ônibus urbanos
Ônibus rodoviários
Ano
Até 1993
1994 – 1997
1998 – 2002
2003 – 2008
2009 em diante
Até 1993
1994 – 1997
1998 – 2002
2003 – 2008
2009 em diante
Até 1993
1994 – 1997
1998 – 2002
2003 – 2008
2009 em diante
Até 1993
1994 – 1997
1998 – 2002
2003 – 2008
2009 em diante
Até 1993
1994 – 1997
1998 – 2002
2003 – 2008
2009 em diante
Até 1993
1994 – 1997
1998 – 2002
2003 – 2008
2009 em diante
CO
0,77
0,69
0,38
0,35
0,37
0,92
0,83
0,45
0,42
0,44
1,26
1,14
0,62
0,58
0,6
2,21
1,99
1,08
1,01
1,06
3,06
2,75
1,5
1,39
1,46
2,32
2,08
1,14
1,06
1,11
NOx
0,28
0,23
0,13
0,07
0,07
0,34
0,28
0,15
0,08
0,09
0,46
0,38
0,21
0,11
0,12
0,81
0,66
0,37
0,19
0,2
1,12
0,92
0,51
0,27
0,28
0,85
0,69
0,39
0,2
0,21
NMHC
4,45
2,81
2,74
1,98
0,8
5,31
3,36
3,28
2,37
0,96
7,28
4,6
4,49
3,25
1,31
12,73
8,04
7,85
5,68
2,3
17,57
11,1
10,84
7,84
3,17
13,34
8,43
8,23
5,95
2,4
MP
0,274
0,136
0,053
0,033
0,008
0,328
0,163
0,064
0,04
0,01
0,449
0,223
0,087
0,054
0,013
0,785
0,391
0,153
0,095
0,023
1,084
0,539
0,211
0,131
0,032
0,823
0,409
0,16
0,099
0,024
Fonte: INEA.
Para o CO2 o INEA apresenta fatores de emissão em kg L-1. Para compatibilizar as unidades com
os outros fatores de emissão foram utilizadas valores médios de quilometragem rodada por litro de
combustível (km L-1) e fatores de emissão em g km-1 foram obtidos; estas informações são apresentadas
na Tabela 24.
Tabela 24 - Fatores de emissão de CO2 por tipo de combustível
Combustível
Gasolina
Etanol
Diesel
GNV
Valor do INEA
kg de CO2.L
2,269
1,233
2,671
1,999
Fonte: baseado no INEA.
-1
Quilometragem média
por litro de combustível
km rodado.L-1
10
7
6
7
Fator de
emissão
-1
g de CO2.km
227
176
445
286
49
Em função dos fatores de emissão, algumas adaptações foram realizadas no desenvolvimento
do programa BReve.py. São elas:

Para automóveis e veículos comerciais leves bicombustíveis ou Flex foi utilizada a média os
fatores de emissão para gasolina e etanol; isto corresponde a dizer que os veículos utilizam 50% do
tempo gasolina e outros 50% do tempo, etanol. os novos fatores de emissão para carros Flex (baseados
naqueles apresentados na Tabela 19) são apresentados na Tabela 25. Para CO2 o valor médio foi
retirado da Tabela 24;
Tabela 25 - Fatores de emissão de escapamento zero km de CO, NOx, RCHO, NMHC, CH4, MP e CO2 para
automóveis e veículos comerciais leves bicombustível ou Flex, em g km-1
Ano
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009

CO
0,5
0,43
0,42
0,47
0,47
0,61
0,45
NOx
0,09
0,09
0,08
0,06
0,06
0,044
0,031
RCHO NMHC
0,012
0,074
0,0085 0,081
0,0085 0,083
0,0085 0,078
0,0085 0,078
0,0086
0,06
0,0064 0,031
CH4
0,026
0,028
0,032
0,027
0,027
0,021
0,011
MP
0,005
0,005
0,005
0,005
0,005
0,005
0,005
CO2
202
202
202
202
202
202
202
Os incrementos dos fatores de emissão (a cada 80000 km rodados) para automóveis
bicombustíveis ou Flex seguiram a mesma ideia: utilizou-se médias entre os incrementos dos fatores
para veículos movidos a gasolina e a etanol. Obtidos a partir da Tabela 20, os incrementos dos fatores
de emissão para veículos bicombustíveis, para cada 80000 km, são apresentados na Tabela 26.
Tabela 26 - Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem para veículos bicombustível ou Flex,
em g km-1 por 80000 km
Poluente
Flex
CO
0,243
NOx
0,025
NMHC RCHO
0,024 0,0007
Para incrementar os fatores de emissão de automóveis e veículos comerciais leves considerouse que, em média, a cada 5 anos um veículo roda 80000 km. Assim, os fatores de emissão para CO,
NMHC, RCHO e NOx para esta categoria foram incrementados de acordo com o ano de fabricação do
veículo da seguinte forma:

fabricados de 2005 a 2009: não são incrementados;

fabricados de 2000 a 2004: são incrementados uma vez;

fabricados de 1995 a 1999: são incrementados duas vezes;

fabricados de 1990 a 1994: são incrementados três vezes;

fabricados de 1984 a 1989: são incrementados quatro vezes;
50

fabricados até 1983: são incrementados cinco vezes.
Para todas as outras categorias de veículos e tipos de combustíveis foram utilizados os fatores
de emissão apresentados anteriormente.
51
5
LEVANTAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE DADOS DE FROTA VEICULAR
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Paraná possui uma população
de 10.444.526 pessoas (dados de 2010), em uma área de aproximadamente 199.317 km2, distribuída
entre 399 municípios. Segundo os últimos dados disponíveis do DETRAN/PR, de março de 2010, o
número total de veículos no Estado é de 5.127.648 veículos, o que corresponde a 49,01 veículos por
100 habitantes. No entanto, este índice difere bastante quando calculado separadamente para Capital e
interior. Na Capital, sem considerar a região metropolitana, existem 1.210.839 veículos (DETRAN, 2011)
e 1.751.907 habitantes (IBGE, 2010), ou seja, 69,11 veículos por 100 habitantes; no interior existem
3.472.792 veículos (DETRAN, 2011) e 8.692.619 habitantes (IBGE, 2010) resultando em 39,95 veículos
por 100 habitantes.
Para este Inventário os dados da frota móvel foram obtidos na página eletrônica do DETRAN e
referem-se à composição da frota por tipo de veículo no mês de março de 2011. As categorias de
veículos utilizadas pelo DETRAN diferem das utilizadas no programa BReve.py, sendo necessária uma
compatibilização entre as duas classificações. A forma de compatibilização é apresentada na Tabela 27.
Tabela 27 - Compatibilização entre as categorias de veículos utilizadas pelo INEA e as categorias utilizadas
pelo DETRAN
Categoria INEA
Automóveis e comerciais leves
(Gasolina, Álcool e Flex)
Categoria DETRAN
Automóvel
Motocicletas
Ciclomotor, motocicleta,
motoneta, quadriciclo,
sidecar, triciclo
Veículos comerciais leves (diesel)
Caminhonete, camioneta
Caminhões leves (diesel)
Utilitário
Caminhões médios (diesel)
Caminhão-trator, reboque
Caminhões pesados (diesel)
Caminhão, semi-reboque,
trator esteira, trator rodas,
trator misto
Ônibus urbanos (diesel)
50% dos micro-ônibus, 50%
dos ônibus
Ônibus rodoviários (diesel)
50% dos micro-ônibus, 50%
dos ônibus, motor casa
Cabe salientar que o programa BReve.py permite o cálculo das emissões veiculares por tipo de
veículo, ou seja, automóveis e veículos comerciais leves movidos a gasolina, álcool e Flex
52
(bicombustível), motocicletas e veículos movidos a diesel (incluindo comerciais leves a diesel,
caminhões leves, médios e pesados, ônibus urbanos e rodoviários). Portanto, de forma geral, os
veículos automotores serão classificados dentro destas três categorias.
A frota veicular do Estado do Paraná tem evoluído consideravelmente nos últimos anos conforme
pode ser observado na Tabela 28 e na Figura 9. Os dados de 2011 correspondem à frota existente até o
mês de março de 2011 (DETRAN, 2011) e estão divididos entre Capital, Interior e total do Estado.
Tabela 28 - Evolução da frota veicular do Estado do Paraná
ANO
CAPITAL
INTERIOR
ESTADO
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
674781
722997
761582
791286
843300
907154
963464
1035819
1097830
1149456
1197974
1210839
1676627
1809260
1957197
2138376
2338872
2525213
2712239
2963664
3260263
3534175
3843872
3916809
2351408
2532257
2718779
2929662
3182172
3432367
3675703
3999483
4358093
4683631
5041846
5127648
Fonte: DETRAN (2011).
Figura 9 - Evolução da frota veicular do Estado do Paraná
53
A distribuição geral da frota veicular do Estado do Paraná, por faixa de idade, é apresentada na
Tabela 29. Esta distribuição está dividida entre Capital e Interior do Estado.
Tabela 29 - Composição da frota do Estado do Paraná por idade
Região
Faixa de idade
0 a 05 anos
06 a 10 anos
11 a 20 anos
21 a 30 anos
acima de 30 anos
Total
Capital
número de
veículos
522648
190870
264270
105980
65688
1149456
%
45,47
16,61
22,99
9,22
5,71
100
Interior
número de
veículos
1111906
598272
930751
576250
316996
3534175
%
31,46
16,93
26,34
16,31
8,97
100
Fonte: DETRAN (2010).
O número de veículos por tipo de combustível é apresentado na Tabela 30. A terceira coluna
desta tabela refere-se a adaptação/classificação por tipo de combustível para organização dos dados de
entrada do programa BReve.py. Veículos adaptados para uso de GNV foram somados ao número de
veículos de seu combustível de origem; veículos que utilizam combustíveis alternativos assim como
veículos cadastrados no DETRAN que não utilizam combustíveis foram desconsiderados. A Tabela 31
apresenta, de forma resumida, as quantidades de veículos por tipo de combustível utilizado.
Tabela 30 - Distribuição de veículos por tipo de combustível
Combustível
Álcool
Álcool/GNV
Álcool/Gasolina
Diesel
Diesel/GNV
Elétrico/Fonte externa
GÁS METANO
GNV
Gasogênio
Gasolina/Álcool/GNV
Gasolina/GNV
Gasolina
Gasolina/Elétrico
N/A - Veículos que não
utilizam combustível
TOTAL GERAL
Fonte: DETRAN (2010).
Número de
veículos em 2009
Combustível considerado
405906
1610
734748
443736
3
99
80
28
10
4559
22056
2921204
7
Álcool
Álcool
Flex
Diesel
Diesel
Desconsiderado
Desconsiderado
Desconsiderado
Desconsiderado
Flex
Gasolina
Gasolina
Gasolina
149585
Desconsiderado
4683631
54
Tabela 31 - Quantidade de veículos por tipo de combustível
Tipo de veículo
Combustível
Automóveis e veículos comerciais
leves
Todos os veículos movidos a diesel
Álcool
Gasolina
Flex
Diesel
Veículos por tipo de
combustível
407516
2943267
739307
443739
Até 2002
A partir de 2003
12%
88%
0%
100%
10%
72%
18%
100%
De acordo com as Tabelas 29 e 31, foram estimadas percentagens de automóveis e veículos
comerciais leves conforme o ano de fabricação; estas estimativas, realizadas separadamente para
Capital e Interior, são apresentadas na Tabela 32 e foram realizadas de forma a atender a necessidade
de entrada de dados no programa BReve.py. Da mesma forma foram estimadas as porcentagens de
motocicletas e de veículos movidos a diesel por ano de fabricação – apresentadas respectivamente nas
Tabelas 33 e 34. Ao ano de 2009 somaram-se as quantidades referentes a 2010 e 2011 – até o mês de
março – visto que os fatores de emissão apresentados no INEA vão até o ano de 2009.
Tabela 32 - Estimativas de % de automóveis e veículos comerciais leves de acordo com o ano de
fabricação
Ano fabricação
Até 1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009 em diante
Capital
Interior
% por ano de fabricação
5,7
8,9
1,31
2,33
1,31
2,33
1,31
2,33
1,31
2,33
1,31
2,33
1,31
2,33
1,31
2,33
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
2,3
2,63
4,6
3,39
4,6
3,39
4,6
3,39
4,6
3,39
4,6
3,39
9,08
6,29
9,08
6,29
9,08
6,29
11,86
12,59
55
Tabela 33 - Estimativas de % de motocicletas por ano de fabricação
Ano de fabricação Interior (%) Capital (%)
até 2002
51,5
38,5
2003
5,67
5,33
2004
5,67
5,33
2005
5,67
5,33
2006
6,3
9,1
2007
6,3
9,1
2008
6,3
9,1
2009 em diante
12,6
18,21
Tabela 34 - Estimativas de % de veículos movidos a diesel por ano de fabricação
Ano de fabricação Capital Interior
até 1993
21,82
33,12
1994 - 1997
9,2
10,52
1998 - 2002
13,58
14,69
2003 - 2008
37,29
25,93
2009 em diante
18,11
15,74
Para fins de estimativas de quantidades de poluentes emitidos adotou-se a seguinte
quilometragem rodada por tipo de veículo (Tabela 35):
Tabela 35 - Quilometragem média anual rodada por tipo de veículo
Tipo de veículo
Automóveis e veículos comerciais leves
motocicletas
Veículos movidos a diesel
Capital
-1
Interior
‑1
(km ano ) (km ano )
20000
16000
20000
16000
96000
96000
Com o intuito de identificar as diferenças de emissões de poluentes nas diferentes regiões do
Estado do Paraná, este foi dividido em 6 macrorregiões levando em conta a possível área de circulação
das frotas. Os respectivos municípios que compõe cada uma das macrorregiões juntamente com a
distribuição geral de suas frotas são apresentados na sequência. Também são apresentadas as
composições estimadas das frotas por tipo de veículo, ano de fabricação e combustível conforme as
percentagens apresentadas. As macrorregiões foram divididas de acordo com a Figura 10, sendo:

Macrorregião 1: Região do Litoral

Macrorregião 2: Região Metropolitana de Curitiba (RMC)

Macrorregião 3: Região de Ponta Grossa

Macrorregião 4: Região de Londrina

Macrorregião 5: Região de Maringá
56

Macrorregião 6: Região de Cascavel
Figura 10 - Macrorregiões do Paraná para o Inventário de emissões de fontes móveis
5.1
Macrorregião 1: Litoral
A macrorregião do Litoral é composta por 7 municípios. A Tabela 36 mostra a composição da
frota por município e categoria de veículo. As Tabelas 37, 38 e 39 mostram a composição da frota por
ano de fabricação estimada conforme descrição anterior respectivamente para automóveis e veículos
comerciais leves, motocicletas e veículos movidos a diesel.
Tabela 36 - Composição da frota veicular – Macrorregião Litoral
Município/Categoria
Autom óveis e veículos
com erciais leves
Veículos
Motocicletas com erciais leves
a diesel
Cam inhões Cam inhões Cam inhões
leves
m édios
pesados
Ônibus
urbanos
Total de
Ônibus
veículos por
rodoviários
m unicípio
ANTONINA
1593
949
224
5
60
99
19
19
GUARAQUECABA
152
155
52
1
1
22
5
4
2969
392
GUARATUBA
5106
2642
842
22
261
308
32
32
9246
8835
MATINHOS
4851
2679
763
16
199
278
25
24
MORRETES
2221
1273
458
11
106
187
24
24
4305
PARANAGUA
23658
13576
2907
106
2131
3072
130
131
45755
PONTAL DO PARANA
2962
1260
483
7
150
221
26
25
5134
Total por categoria
40543
22534
5729
168
2908
4187
261
259
76636
Fonte: DETRAN (2011).
57
Tabela 37 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves movidos a
gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião Litoral
Ano fabricação Total por ano Gasolina
1983
3636
3200
1984
944
831
1985
944
831
1986
944
831
1987
944
831
1988
944
831
1989
944
831
1990
944
831
1991
1067
939
1992
1067
939
1993
1067
939
1994
1067
939
1995
1067
939
1996
1067
939
1997
1067
939
1998
1067
939
1999
1067
939
2000
1067
939
2001
1372
1208
2002
1372
1208
2003
1372
988
2004
1372
988
2005
1372
988
2006
2551
1837
2007
2551
1837
2008
2551
1837
2009
5116
3685
Total
40543
32983
Etanol
436
113
113
113
113
113
113
113
128
128
128
128
128
128
128
128
128
128
164
164
138
138
138
255
255
255
511
4525
Flex
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
246
246
246
459
459
459
920
3035
Tabela 38 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina – Macrorregião Litoral
Ano de Fabricação Número de motocicletas
2002
11605
2003
1276
2004
1276
2005
1276
2006
1419
2007
1419
2008
1419
2009
2844
Total
22534
Tabela 39 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião Litoral
Categoria/Ano de fabricação Até 1993 1994 a 1997 1998 a 2002 2003 a 2008 2009 em diante Totais
Veículos comerciais leves
1897
602
841
1485
904
5729
Caminhões leves
55
17
24
43
29
168
Caminhões médios
963
305
427
754
459
2908
Caminhões pesados
1386
440
615
1085
661
4187
Ônibus urbanos
86
27
38
67
43
261
Ônibus rodoviários
85
27
38
67
42
259
58
5.2
Macrorregião 2: Região Metropolitana de Curitiba
A Região Metropolitana de Curitiba é composta por 29 municípios. A composição de sua frota
veicular, por município, é apresentada na Tabela 40. As Tabelas 41, 42 e 43 mostram a composição
estimada da frota por ano de fabricação, respectivamente para automóveis e veículos comerciais leves,
motocicletas e veículos movidos a diesel.
Tabela 40 - Composição da frota veicular – Região Metropolitana de Curitiba
Município/Categoria
Autom óveis e veículos
com erciais leves
Motocicletas
Veículos
com erciais
leves a diesel
Cam inhões
leves
Cam inhões Cam inhões
m édios
pesados
Ônibus
urbanos
Total de
Ônibus
veículos por
rodoviários
m unicípio
ADRIANOPOLIS
787
497
166
1
22
131
10
10
AGUDOS DO SUL
1642
856
295
2
53
343
14
15
1624
3220
ALMIRANTE TAMANDARE
22192
7305
2528
37
630
1689
139
139
34659
ARAUCARIA
35875
9225
4979
154
1939
4312
498
498
57480
BALSA NOVA
2831
1347
459
3
132
446
29
30
5277
BOCAIUVA DO SUL
2048
793
345
5
61
300
15
15
3582
CAMPINA GRANDE DO SUL
10420
2340
1339
27
379
904
60
60
15529
CAMPO DO TENENTE
1361
366
191
2
61
164
20
21
2186
CAMPO LARGO
31669
10269
4797
122
1331
2959
320
324
51791
CAMPO MAGRO
5213
1829
780
21
89
429
35
37
8433
CERRO AZUL
1727
1833
485
5
15
368
29
29
4491
COLOMBO
54247
16704
7265
142
2062
5127
353
361
86261
CONTENDA
3925
1135
708
9
101
703
29
29
6639
1210839
CURITIBA
859370
133648
122620
8786
27509
48545
5095
5266
DOUTOR ULYSSES
383
365
123
1
2
43
5
6
928
FAZENDA RIO GRANDE
17655
3608
1852
23
569
1255
135
136
25233
ITAPERUCU
4479
1765
951
9
96
649
44
43
8036
LAPA
9806
3771
1667
48
425
1395
121
121
17354
MANDIRITUBA
4938
1799
990
15
244
1084
37
37
9144
PIEN
3403
1564
503
8
102
431
17
17
6045
PINHAIS
37206
10800
5433
208
1197
2342
270
270
57726
PIRAQUARA
17095
5999
1693
35
368
563
122
122
25997
QUATRO BARRAS
5892
1336
866
52
363
831
94
95
9529
QUITANDINHA
3142
1720
563
3
111
567
29
29
6164
RIO BRANCO DO SUL
6607
2211
1298
22
353
1045
86
86
11708
RIO NEGRO
10564
3701
1662
28
320
968
55
56
17354
SAO JOSE DOS PINHAIS
84795
20391
11695
479
4574
9214
663
664
132475
4931
TIJUCAS DO SUL
2504
1394
456
8
77
451
20
21
TUNAS DO PARANA
720
497
146
2
25
91
18
19
1518
Total por categoria
1242496
249068
176855
10257
43210
87349
8362
8556
1826153
Fonte: DETRAN (2011).
59
Tabela 41 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves movidos à
gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Região Metropolitana de Curitiba
Ano fabricação Veículos por ano Gasolina Etanol Flex
1983
70822
62324
8498
0
1984
16329
14370
1959
0
1985
16329
14370
1959
0
1986
16329
14370
1959
0
1987
16329
14370
1959
0
1988
16329
14370
1959
0
1989
16329
14370
1959
0
1990
16329
14370
1959
0
1991
28577
25148
3429
0
1992
28577
25148
3429
0
1993
28577
25148
3429
0
1994
28577
25148
3429
0
1995
28577
25148
3429
0
1996
28577
25148
3429
0
1997
28577
25148
3429
0
1998
28577
25148
3429
0
1999
28577
25148
3429
0
2000
28577
25148
3429
0
2001
41499
36520
4979
0
2002
41499
36520
4979
0
2003
41499
29880
4150
7469
2004
41499
29880
4150
7469
2005
41499
29880
4150
7469
2006
112818
81230
11281 20307
2007
112818
81230
11281 20307
2008
112818
81230
11281 20307
2009
225652
162470 22565 40617
Total
1242496
983234 135317 123945
Tabela 42 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina – Região Metropolitana
de Curitiba
Ano Fabricação Número de motocicletas
2002
95891
2003
13283
2004
13283
2005
13283
2006
22665
2007
22665
2008
22665
2009
45333
Total
249068
Tabela 43 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Região Metropolitana de
Curitiba
Ano fabricação
Até 1993 1994 a 1997 1998 a 2002 2003 a 2008 2009 em diante Totais
Veículos comerciais leves 38589
16270
24016
65949
32031
176855
Caminhões leves
2238
943
1392
3824
1860
10257
Caminhões médios
9428
3975
5867
16113
7827
43210
Caminhões pesados
19059
8036
11861
32572
15821
87349
Ônibus urbanos
1824
769
1135
3118
1516
8362
Ônibus rodoviários
1866
787
1161
3190
1552
8556
60
5.3
Macrorregião 3: Região de Ponta Grossa
A macrorregião de Ponta Grossa é composta por 76 municípios. A composição de sua frota
veicular, por município, é apresentada na Tabela 44. Nas Tabelas 45, 46 e 47 são apresentadas as
composições estimadas das frotas por ano de fabricação, respectivamente, para automóveis e veículos
comerciais leves, motocicletas e veículos movidos a diesel.
Tabela 44 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Ponta Grossa
Município/Categoria
Autom óveis e
veículos
com erciais leves
ANTONIO OLINTO
1286
712
192
3
16
130
13
16
2366
ARAPOTI
4968
1982
1053
22
240
603
43
43
8954
BITURUNA
3104
1212
828
5
63
412
58
58
5740
BOA VENTURA DE SAO ROQUE
876
516
195
0
50
201
17
17
1872
BOM SUCESSO DO SUL
643
327
194
5
24
134
7
8
1342
CAMPINA DO SIMAO
512
207
138
0
2
68
8
9
944
CANDOI
2715
863
531
7
62
378
52
53
4661
CANTAGALO
1950
521
421
0
48
267
19
22
3248
CARAMBEI
4586
1422
933
33
388
920
38
39
8359
CASTRO
14599
5389
3386
88
851
2169
176
177
26837
Motocicletas
Veículos
com erciais
leves a diesel
Cam inhões
leves
Cam inhões Cam inhões
m édios
pesados
Ônibus
urbanos
Total de
Ônibus
veículos por
rodoviários
m unicípio
CHOPINZINHO
4713
1540
999
13
217
760
38
39
8318
CLEVELANDIA
3749
799
899
22
165
647
31
31
6342
CORONEL DOMINGOS SOARES
650
252
210
4
10
120
14
14
1274
CORONEL VIVIDA
5361
2121
1152
17
133
711
49
52
9596
CRUZ MACHADO
3143
1948
1039
3
85
509
39
41
6807
ESPIGAO ALTO DO IGUACU
651
295
123
0
3
63
7
8
1150
FERNANDES PINHEIRO
882
472
96
0
11
105
10
11
1587
FOZ DO JORDAO
1005
177
157
3
15
80
7
7
1451
GENERAL CARNEIRO
2301
526
571
8
76
440
31
32
3984
GOIOXIM
792
404
179
0
7
97
15
15
1509
GUAMIRANGA
1419
898
236
1
26
162
15
15
2772
GUARAPUAVA
42241
10907
8302
328
2150
5838
389
390
70552
HONORIO SERPA
1123
457
187
1
14
112
15
15
1924
IMBAU
1605
946
336
9
55
230
22
23
3226
IMBITUVA
6132
2717
1033
30
231
818
33
33
11028
INACIO MARTINS
1206
576
342
1
35
268
25
26
2479
IPIRANGA
2758
1267
544
7
73
331
36
37
5052
IRATI
14613
5187
2461
68
640
1724
96
96
24885
ITAPEJARA D'OESTE
2537
1114
439
8
97
396
14
14
4619
IVAI
2179
1656
613
10
51
359
18
22
4908
JAGUARIAIVA
6569
2448
1239
31
509
1079
67
68
12010
LARANJAL
457
474
154
0
2
50
10
9
1156
LARANJEIRAS DO SUL
7171
1533
1390
26
266
846
43
42
11317
MALLET
2575
1318
495
1
70
354
23
24
4859
MANGUEIRINHA
3365
1149
739
9
131
572
37
41
6039
MARIOPOLIS
1486
509
364
3
48
245
17
16
2688
MARQUINHO
616
288
212
0
2
58
10
9
1195
MATO RICO
334
349
99
0
2
39
6
5
834
NOVA LARANJEIRAS
1414
597
341
0
31
159
14
14
2564
NOVA TEBAS
1073
610
264
0
17
106
7
7
2084
ORTIGUEIRA
2790
1805
679
8
56
341
43
42
5764
61
PALMAS
8472
1735
1958
52
365
1238
60
61
13944
PALMEIRA
7311
2540
1611
26
399
1154
53
52
13149
PALMITAL
2137
1228
811
5
40
253
26
25
4517
PATO BRANCO
23295
7335
4759
254
1280
3039
217
218
40415
PAULA FREITAS
1108
499
218
0
42
148
8
8
2034
PAULO FRONTIN
1531
686
236
3
50
199
8
7
2719
PINHAO
4472
1148
1131
12
81
490
54
54
7442
PIRAI DO SUL
4762
1769
850
8
187
521
50
51
8198
PITANGA
6827
2537
1742
12
309
1068
60
61
12616
PONTA GROSSA
85434
22264
14575
526
6533
11798
734
748
142613
PORTO AMAZONAS
794
238
166
1
28
84
9
9
1329
PORTO BARREIRO
597
297
136
1
8
56
9
8
1112
PORTO VITORIA
826
319
160
2
28
187
5
5
1532
PRUDENTOPOLIS
9218
4976
2586
20
240
1249
68
67
18424
QUEDAS DO IGUACU
6215
2259
1098
32
262
802
64
64
10797
REBOUCAS
2661
1309
362
3
56
262
23
23
4700
RESERVA
3755
2050
925
5
162
688
41
41
7668
RESERVA DO IGUACU
879
221
177
0
17
78
13
13
1399
RIO AZUL
3237
1347
419
2
55
248
31
31
5370
RIO BONITO DO IGUACU
2168
962
383
2
26
233
31
30
3835
SANTA MARIA DO OESTE
1467
625
423
2
24
209
13
14
2778
SAO JOAO
2686
880
554
6
84
362
21
21
4617
SAO JOAO DO TRIUNFO
2277
994
361
1
41
226
21
21
3942
SAO MATEUS DO SUL
9711
3880
1726
32
382
945
102
102
16883
SAUDADE DO IGUACU
1091
315
176
3
13
74
14
14
1700
SENGES
3097
1353
632
20
204
556
45
45
5950
SULINA
743
343
106
3
10
80
7
8
1298
TEIXEIRA SOARES
1646
793
292
1
58
215
39
39
3075
TELEMACO BORBA
17518
6509
2423
90
801
1619
193
194
29356
4880
TIBAGI
2785
915
637
18
101
348
38
38
TURVO
2463
1070
670
6
71
454
28
29
4791
UNIAO DA VITORIA
14461
5272
2692
78
506
1576
49
49
24682
VENTANIA
1486
691
226
5
97
233
24
24
2786
VIRMOND
846
194
188
2
25
108
7
7
1377
VITORINO
1422
347
348
9
163
411
11
11
2721
Total por categoria
401547
138390
79522
2016
19720
54112
3788
3832
702945
Fonte: DETRAN (2011).
62
Tabela 45 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves movidos à
gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Ponta Grossa
Ano fabricação Veículos por ano Gasolina Etanol
1983
35737
31449
4288
1984
9350
8229
1122
1985
9350
8229
1122
1986
9350
8229
1122
1987
9350
8229
1122
1988
9350
8229
1122
1989
9350
8229
1122
1990
9350
8229
1122
1991
10572
9304
1268
1992
10572
9304
1268
1993
10572
9304
1268
1994
10572
9304
1268
1995
10572
9304
1268
1996
10572
9304
1268
1997
10572
9304
1268
1998
10572
9304
1268
1999
10572
9304
1268
2000
10572
9304
1268
2001
13652
12014
1638
2002
13652
12014
1638
2003
13652
9830
1366
2004
13652
9830
1366
2005
13652
9830
1366
2006
25273
18197
2527
2007
25273
18197
2527
2008
25273
18197
2527
2009
50561
36405
5056
Total
401547
326606 44833
Flex
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2457
2457
2457
4549
4549
4549
9100
30118
Tabela 46 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina – Macrorregião de Ponta
Grossa
Ano Fabricação Número de motocicletas
2002
71270
2003
7842
2004
7842
2005
7842
2006
8718
2007
8718
2008
8718
2009
17440
Total
138390
Tabela 47 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de Ponta
Grossa
Ano fabricação
Até 1993 1994 a 1997 1998 a 2002 2003 a 2008 2009 em diante Totais
Veículos comerciais leves 26337
8365
11681
20620
12519
79522
Caminhões leves
667
212
296
522
319
2016
Caminhões médios
6531
2074
2896
5113
3106
19720
Caminhões pesados
17921
5692
7949
14031
8519
54112
Ônibus urbanos
1254
398
556
982
598
3788
Ônibus rodoviários
1267
402
562
992
605
3828
63
5.4
Macrorregião 4: Macrorregião de Londrina
A macrorregião de Londrina é composta por 95 municípios. Na Tabela 48 é apresentada a
composição de sua frota veicular por município. As Tabelas 49, 50 e 51 mostram a composição
estimada da frota por ano de fabricação, respectivamente, para automóveis e veículos comerciais leves,
motocicletas e veículos movidos a diesel.
Tabela 48 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Londrina
Município/Categoria
Autom óveis e
veículos
com erciais leves
Motocicletas
Veículos
Cam inhões Cam inhões Cam inhões
com erciais
leves
m édios
pesados
leves a diesel
Ônibus
urbanos
Ônibus
rodoviários
Total de veículos
por m unicípio
ABATIA
1277
637
247
0
41
127
18
18
2365
ALVORADA DO SUL
1850
713
370
7
124
353
25
26
3468
ANDIRA
5103
2313
930
13
243
633
48
48
9331
APUCARANA
33632
14097
5500
180
1222
3148
271
275
58324
ARAPONGAS
30723
18436
5009
179
1425
3849
129
129
59882
ARAPUA
618
491
160
0
15
95
11
12
1394
ARIRANHA DO IVAI
355
263
94
1
1
46
6
7
772
ASSAI
4081
2137
863
5
84
483
26
27
7706
BANDEIRANTES
7650
3357
1446
38
352
870
61
62
13837
BARRA DO JACARE
549
346
87
1
9
42
7
7
1048
BELA VISTA DO PARAISO
4076
1252
988
8
332
774
37
38
7506
BOM SUCESSO
1181
365
189
2
57
113
19
19
1945
BORRAZOPOLIS
1797
741
460
2
63
297
5
6
3371
CAFEARA
511
211
77
1
28
36
8
9
881
CALIFORNIA
2032
946
376
5
65
291
12
12
3739
CAMBARA
6222
3457
1179
21
282
916
50
51
12178
CAMBE
24914
11334
3562
55
975
2100
164
166
43270
CAMBIRA
2000
919
447
6
66
261
8
9
3716
CANDIDO DE ABREU
1989
1530
528
1
48
235
24
24
4379
CARLOPOLIS
2956
1592
616
12
95
307
31
32
5613
CENTENARIO DO SUL
2152
1270
363
5
121
163
35
36
4145
CONGONHINHAS
1337
675
254
1
18
122
16
16
2439
CONSELHEIRO MAIRINCK
597
214
135
0
15
38
5
5
1009
CORNELIO PROCOPIO
13328
7168
2590
70
482
1190
101
103
25039
CRUZMALTINA
477
212
120
0
12
75
5
5
906
CURIUVA
2197
1119
468
13
72
258
44
45
4216
FAXINAL
3408
1842
799
10
110
451
22
23
6665
FIGUEIRA
1558
531
321
1
42
153
15
15
2636
FLORESTOPOLIS
2194
549
305
3
136
282
48
49
3566
GODOY MOREIRA
439
462
86
0
2
43
4
5
1041
GRANDES RIOS
947
707
251
2
12
87
6
7
2019
GUAPIRAMA
601
364
131
0
22
111
9
10
1248
GUARACI
1229
430
181
1
33
111
13
21
2012
IBAITI
5838
1876
1164
21
267
644
86
87
9982
IBIPORA
11933
5591
1845
22
451
1109
61
62
21075
ITAMBARACA
1272
526
241
1
52
156
15
16
2280
IVAIPORA
8453
3971
1998
29
231
896
58
60
15696
JABOTI
731
541
198
0
17
74
6
7
1574
JACAREZINHO
8851
4240
1405
35
405
614
97
98
15745
JAGUAPITA
2498
1085
593
8
157
387
32
32
4792
JANDAIA DO SUL
5862
1811
1368
24
261
706
55
56
10143
JAPIRA
775
290
122
0
12
47
3
3
1252
JARDIM ALEGRE
2274
1219
479
1
169
438
16
16
4612
64
JATAIZINHO
2605
1375
489
4
94
352
23
24
4966
JOAQUIM TAVORA
2045
1116
452
9
79
258
13
14
3986
JUNDIAI DO SUL
454
212
70
1
7
29
7
8
788
KALORE
1027
587
174
0
33
154
12
13
2000
1255
LEOPOLIS
710
289
160
0
14
72
5
5
LIDIANOPOLIS
727
464
157
1
36
109
11
11
1516
LONDRINA
173097
66077
28777
1256
6066
10806
1294
1294
288692
LUNARDELLI
996
652
257
3
13
84
6
7
2018
LUPIONOPOLIS
1183
435
283
0
30
107
70
71
2179
MANOEL RIBAS
2675
1104
646
2
159
507
16
16
5125
MARILANDIA DO SUL
1880
1232
359
4
73
280
16
16
3860
MARUMBI
976
515
229
2
23
103
8
9
1865
MAUA DA SERRA
1557
796
267
11
70
235
14
15
2963
MIRASELVA
401
181
78
1
21
40
13
14
748
NOVA AMERICA DA COLINA
691
257
156
4
73
132
8
9
1330
NOVA FATIMA
1554
513
294
0
28
227
17
17
2650
NOVA SANTA BARBARA
741
402
153
0
20
140
5
5
1464
NOVO ITACOLOMI
626
404
119
0
5
77
3
4
1236
PINHALAO
1056
567
332
2
14
90
10
10
2081
PITANGUEIRAS
630
241
120
1
11
57
13
14
1087
PORECATU
3393
1024
421
9
229
521
71
72
5740
PRADO FERREIRA
664
170
104
3
38
109
8
9
1105
PRIMEIRO DE MAIO
2261
1293
549
4
132
336
16
17
4608
QUATIGUA
1688
1054
386
7
108
435
12
14
3702
RANCHO ALEGRE
811
341
177
3
40
113
7
7
1498
RIBEIRAO CLARO
2366
1342
568
20
90
186
24
24
4620
RIBEIRAO DO PINHAL
2334
854
436
6
37
205
27
27
3926
RIO BOM
706
446
180
0
13
73
4
5
1427
RIO BRANCO DO IVAI
531
388
83
1
8
49
6
8
1071
ROLANDIA
15327
7883
2540
48
661
1908
85
87
28541
ROSARIO DO IVAI
758
700
194
1
12
71
12
12
1758
SABAUDIA
1421
787
316
3
77
212
11
11
2839
SALTO DO ITARARE
1129
522
220
4
24
98
8
9
2014
SANTA AMELIA
711
324
133
0
14
78
10
10
1282
SANTA CECILIA DO PAVAO
780
405
151
0
12
72
8
9
1437
SANTA MARIANA
2460
863
458
8
245
459
28
28
4549
SANTANA DO ITARARE
815
516
166
1
45
117
9
9
1670
SANTO ANTONIO DA PLATINA
9717
6041
2129
61
340
692
133
133
19254
SANTO ANTONIO DO PARAISO
573
159
107
1
8
77
5
5
933
SAO JERONIMO DA SERRA
1666
862
334
3
12
137
12
12
3034
SAO JOAO DO IVAI
2365
1776
560
8
55
316
19
20
5119
SAO JOSE DA BOA VISTA
823
797
171
1
52
126
9
31
1982
SAO PEDRO DO IVAI
1933
1072
508
8
173
464
25
26
4210
SAO SEBASTIAO DA AMOREIRA
1747
536
314
6
31
184
20
20
2857
SAPOPEMA
1068
616
209
1
12
102
8
9
2020
SERTANEJA
1423
468
321
4
59
213
15
16
2515
SERTANOPOLIS
3637
2521
971
8
420
913
25
25
8523
SIQUEIRA CAMPOS
4062
2324
737
16
127
389
27
27
7712
TAMARANA
1952
1475
372
3
35
273
20
20
4151
TOMAZINA
1168
753
308
4
17
92
11
11
2364
URAI
2467
1255
600
5
93
333
19
20
4792
WENCESLAU BRAZ
3800
1761
757
7
173
541
44
45
7129
Total por categoria
484654
220577
87597
2339
18887
46884
4014
4108
869008
Fonte: DETRAN (2011).
65
Tabela 49 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves movidos à
gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Londrina
Ano fabricação Veículos por ano Gasolina Etanol
1983
43134
37958
5176
1984
11285
9931
1354
1985
11285
9931
1354
1986
11285
9931
1354
1987
11285
9931
1354
1988
11285
9931
1354
1989
11285
9931
1354
1990
11285
9931
1354
1991
12760
11229
1531
1992
12760
11229
1531
1993
12760
11229
1531
1994
12760
11229
1531
1995
12760
11229
1531
1996
12760
11229
1531
1997
12760
11229
1531
1998
12760
11229
1531
1999
12760
11229
1531
2000
12760
11229
1531
2001
16478
14501
1977
2002
16478
14501
1977
2003
16478
11865
1648
2004
16478
11865
1648
2005
16478
11865
1648
2006
30504
21963
3050
2007
30504
21963
3050
2008
30504
21963
3050
2009
61023
43937
6102
Total
484654
394188 54114
Flex
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2966
2966
2966
5490
5490
5490
10984
36352
Tabela 50 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina – Macrorregião de
Londrina
Ano Fabricação Número de motocicletas
2002
113597
2003
12499
2004
12499
2005
12499
2006
13896
2007
13896
2008
13896
2009
27795
Total
220577
Tabela 51 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de Londrina
Ano fabricação
Até 1993 1994 a 1997 1998 a 2002 2003 a 2008 2009 em diante
Veículos comerciais leves 29012
9215
12867
22713
13790
Caminhões leves
774
246
343
606
370
Caminhões médios
6255
1986
2774
4897
2975
Caminhões pesados
15527
4932
6887
12157
7381
Ônibus urbanos
1329
422
589
1040
634
Ônibus rodoviários
1360
432
603
1065
648
Totais
87597
2339
18887
46884
4014
4108
66
5.5
Macrorregião 5: Macrorregião de Maringá
Esta macrorregião, de Londrina, é composta por 115 municípios. A composição de sua frota
veicular, por município, é apresentada na Tabela 52. As composições estimadas da frota por ano de
fabricação, respectivamente, para automóveis e veículos comerciais leves, motocicletas e veículos
movidos a diesel são apresentada nas Tabelas 53, 54 e 55.
Tabela 52 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Maringá
Município/Categoria
Autom óveis e
veículos
com erciais leves
Motocicletas
Veículos
com erciais
leves a diesel
Cam inhões
leves
Cam inhões
m édios
Cam inhões
pesados
Ônibus
urbanos
Ônibus
rodoviários
Total de
veículos por
m unicípio
ALTAMIRA DO PARANA
484
388
188
ALTO PARAISO
543
319
135
0
3
41
6
7
1117
3
17
46
6
7
ALTO PARANA
2475
1449
1076
554
2
82
281
39
39
ALTO PIQUIRI
1640
4921
980
305
3
58
206
17
18
ALTONIA
3227
4134
3215
788
5
180
446
23
23
8814
AMAPORA
692
504
139
2
24
85
21
22
1489
ÂNGULO
531
298
129
0
25
72
4
4
1062
ARARUNA
2749
1918
497
4
96
414
18
21
5716
ASTORGA
6407
2878
1264
18
611
1273
58
58
12567
ATALAIA
809
482
188
0
47
119
15
17
1675
BARBOSA FERRAZ
1937
1419
372
2
20
171
14
15
3950
BOA ESPERANCA
953
673
266
0
46
183
10
11
2142
BRASILANDIA DO SUL
508
389
118
0
9
58
5
5
1092
CAFEZAL DO SUL
789
450
136
0
29
85
12
13
1514
CAMPINA DA LAGOA
2878
1487
701
5
115
464
19
20
5689
CAMPO MOURAO
25385
11572
4822
107
1334
3002
270
277
46770
41030
CIANORTE
20086
13867
3895
86
1013
1835
123
124
CIDADE GAUCHA
2437
1333
395
3
190
351
40
41
4790
COLORADO
6097
2856
1259
16
682
1189
66
67
12233
CORUMBATAI DO SUL
650
487
173
0
6
56
11
12
1395
CRUZEIRO DO OESTE
4615
2532
696
9
146
495
35
36
8564
CRUZEIRO DO SUL
1040
548
209
1
55
105
10
11
1979
DIAMANTE DO NORTE
1331
731
213
1
77
89
12
13
2467
DOURADINA
1383
1222
259
8
182
455
9
10
3527
DOUTOR CAMARGO
1399
964
279
2
82
210
21
21
2978
ENGENHEIRO BELTRAO
3089
1258
665
8
256
550
39
41
5907
ESPERANCA NOVA
432
266
81
2
12
22
2
2
819
FAROL
587
322
115
0
10
84
4
5
1127
FENIX
886
500
178
2
28
118
5
6
1723
FLORAI
1261
614
295
5
67
169
15
15
2441
FLORESTA
1678
873
487
9
81
274
15
16
3433
FLORIDA
666
259
149
0
22
60
11
12
1179
FRANCISCO ALVES
1074
958
214
1
61
173
11
14
2503
GOIOERE
7001
3425
1441
30
437
1009
38
38
13420
2130
GUAIRACA
1000
684
238
0
46
135
13
14
GUAPOREMA
380
263
80
0
20
55
4
7
805
ICARAIMA
1757
1065
368
3
75
130
15
15
3428
IGUARACU
967
351
151
2
82
147
8
10
1717
INAJA
565
280
127
0
21
37
9
10
1049
INDIANOPOLIS
1004
550
190
4
69
189
4
4
2014
IPORA
3205
2286
613
3
158
409
24
24
6722
IRETAMA
1708
973
345
1
33
183
14
16
3272
ITAGUAJE
1176
447
222
3
60
93
13
13
2027
ITAMBE
1314
821
305
5
96
251
12
12
2816
ITAUNA DO SUL
706
471
80
0
25
49
4
4
1339
IVATE
1342
950
255
5
193
218
30
31
3024
IVATUBA
541
258
93
1
23
63
5
6
990
JANIOPOLIS
1155
767
251
1
35
139
11
12
2371
4090
JAPURA
2033
1209
453
4
119
253
9
10
JARDIM OLINDA
560
163
56
0
30
36
4
4
853
JURANDA
1740
1049
502
5
65
325
7
7
3700
JUSSARA
1390
721
257
1
217
266
16
19
2885
67
LOANDA
4943
3110
1124
17
324
580
30
41
10158
LOBATO
965
434
238
3
121
241
15
16
2036
LUIZIANA
1004
430
187
0
21
150
10
10
1812
MAMBORE
3230
1474
1024
6
171
653
16
17
6591
MANDAGUACU
4428
1864
786
13
409
881
29
32
8440
MANDAGUARI
8574
4489
1629
35
367
851
40
41
16027
MARIA HELENA
915
728
179
0
34
108
12
13
1989
MARIALVA
9070
3792
1914
30
738
1489
52
53
17120
MARILENA
1187
1047
208
1
25
118
12
25
2610
MARILUZ
1536
976
283
1
107
254
32
33
3222
MARINGA
132717
54587
23671
1133
10084
17295
676
677
240871
MIRADOR
321
221
43
0
4
13
5
5
612
MOREIRA SALES
2046
1271
367
2
96
276
29
30
4119
MUNHOZ DE MELLO
775
262
140
0
31
73
6
6
1293
NOSSA SENHORA DAS GRACAS
772
173
119
1
20
33
16
17
1151
NOVA ALIANCA DO IVAI
220
201
53
0
6
16
6
6
508
NOVA CANTU
1039
703
240
0
10
106
8
9
2114
NOVA ESPERANCA
7008
3689
1486
20
440
1031
42
42
13759
NOVA LONDRINA
3994
2118
686
12
256
546
22
22
7662
NOVA OLIMPIA
1116
835
223
0
53
111
9
10
2357
OURIZONA
709
348
103
1
31
101
8
9
1307
PAICANDU
7633
4858
998
6
265
552
39
42
14396
PARAISO DO NORTE
2705
1390
541
3
136
269
32
33
5112
PARANACITY
1790
927
342
2
247
277
29
29
3610
PARANAPOEMA
529
187
89
1
17
76
8
9
906
PARANAVAI
22163
15551
4707
106
1223
2588
116
120
46582
PEABIRU
2826
1118
496
2
68
325
19
19
4873
PEROBAL
1052
594
162
1
38
118
15
16
1994
PEROLA
2626
1878
449
13
121
220
8
9
5324
PLANALTINA DO PARANA
750
552
169
2
31
113
9
10
1636
PORTO RICO
460
294
96
1
38
20
3
3
915
PRESIDENTE CASTELO BRANCO
1028
412
172
2
91
125
14
14
1858
QUARTO CENTENARIO
862
405
165
3
49
177
6
7
1674
QUERENCIA DO NORTE
1664
1279
365
6
43
204
13
13
3588
QUINTA DO SOL
929
397
185
3
36
156
9
10
1725
RANCHO ALEGRE DO OESTE
541
360
123
1
95
254
4
5
1383
RONCADOR
1908
1098
576
1
46
329
16
17
3989
RONDON
2091
1040
449
4
165
342
26
27
4152
SANTA CRUZ MONT CASTELO
1880
1080
388
1
46
208
18
19
3640
SANTA FE
2499
1187
477
4
111
271
15
16
4580
SANTA INES
345
101
58
2
5
14
5
6
536
SANTA ISABEL DO IVAI
1940
1186
380
4
98
201
21
22
3852
1038
SANTA MONICA
471
411
76
2
15
52
5
6
SANTO ANTONIO DO CAIUA
447
320
81
0
14
21
6
6
895
SANTO INACIO
1282
554
269
8
77
130
10
11
2339
SAO CARLOS DO IVAI
1222
981
254
1
115
279
16
17
2887
SAO JOAO DO CAIUA
1071
484
227
0
18
78
14
15
1908
SAO JORGE DO IVAI
1291
623
426
3
114
372
10
12
2849
SAO JORGE DO PATROCINIO
1177
1032
280
1
39
134
9
9
2681
SAO MANOEL DO PARANA
409
331
63
0
4
43
6
8
861
SAO PEDRO DO PARANA
413
266
73
0
16
34
3
4
809
SAO TOME
1167
641
183
1
73
136
18
18
2237
SARANDI
17624
13447
2258
11
1097
1831
92
93
36459
TAMBOARA
897
782
223
0
33
85
10
10
2040
TAPEJARA
3078
1758
509
4
331
432
52
52
6218
TAPIRA
1161
850
222
1
37
148
15
15
2448
TERRA BOA
3953
2007
658
6
263
613
37
38
7575
TERRA RICA
3214
2804
602
5
309
404
34
35
7407
TUNEIRAS DO OESTE
1303
1229
264
0
28
125
16
17
2982
UBIRATA
5216
2803
1356
15
273
925
32
32
10651
UMUARAMA
29197
16695
5634
178
1752
3441
141
143
57182
UNIFLOR
504
237
102
0
16
46
8
8
920
XAMBRE
1138
636
175
1
61
125
7
7
2149
Total por categoria
452194
242281
86216
2052
28472
58387
3247
3375
876186
Fonte: DETRAN (2011).
68
Tabela 53 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves movidos à
gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Maringá
Ano fabricação Veículos por ano Gasolina Etanol
1983
40245
35416
4829
1984
10529
9266
1263
1985
10529
9266
1263
1986
10529
9266
1263
1987
10529
9266
1263
1988
10529
9266
1263
1989
10529
9266
1263
1990
10529
9266
1263
1991
11906
10478
1428
1992
11906
10478
1428
1993
11906
10478
1428
1994
11906
10478
1428
1995
11906
10478
1428
1996
11906
10478
1428
1997
11906
10478
1428
1998
11906
10478
1428
1999
11906
10478
1428
2000
11906
10478
1428
2001
15374
13530
1844
2002
15374
13530
1844
2003
15374
11070
1538
2004
15374
11070
1538
2005
15374
11070
1538
2006
28461
20492
2846
2007
28461
20492
2846
2008
28461
20492
2846
2009
56933
40993
5693
Total
452194
367797 50483
Flex
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2767
2767
2767
5122
5122
5122
10247
33914
Tabela 54 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina – Macrorregião de
Maringá
Ano Fabricação Número de motocicletas
2002
124774
2003
13729
2004
13729
2005
13729
2006
15263
2007
15263
2008
15263
2009
30531
Total
242281
Tabela 55 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de Maringá
Ano fabricação
Até 1993 1994 a 1997 1998 a 2002 2003 a 2008 2009 em diante
Veículos comerciais leves 28554
9069
12665
22355
13573
Caminhões leves
679
215
301
532
325
Caminhões médios
9429
2995
4182
7382
4484
Caminhões pesados
19337
6142
8577
15139
9192
Ônibus urbanos
1075
341
476
841
514
Ônibus rodoviários
1117
355
495
875
533
Totais
86216
2052
28472
58387
3247
3375
69
5.6
Macrorregião 6: Macrorregião de Cascavel
A sexta e última macrorregião considerada é a de Cascavel. Esta é composta por 77 municípios.
Para cada município a frota veicular é apresentada na Tabela 56 As composições estimadas da frota
por ano de fabricação, respectivamente, para automóveis e veículos comerciais leves, motocicletas e
veículos movidos a diesel são apresentada nas Tabelas 57, 58 e 59.
Tabela 56 - Composição da frota veicular – Macrorregião de Cascavel
Município/Categoria
Autom óveis e veículos
com erciais leves
Motocicletas
Veículos com erciais
leves a diesel
Cam inhões
leves
Cam inhões Cam inhões
m édios
pesados
Ônibus
urbanos
Ônibus
rodoviários
Total
m unicípio
AMPERE
3897
2359
631
18
184
ANAHY
513
453
126
1
3
564
19
19
7691
67
3
4
ASSIS CHATEAUBRIAND
8698
4832
1899
23
1170
483
1308
43
43
17330
BARRACAO
3181
752
554
10
370
506
30
30
5432
BELA VISTA DA CAROBA
679
573
81
0
8
62
8
9
1420
BOA ESPERANCA DO IGUACU
530
351
79
1
15
71
6
7
1060
BOA VISTA DA APARECIDA
1424
1023
258
4
39
160
13
14
2935
BOM JESUS DO SUL
612
366
98
2
11
53
6
6
1154
BRAGANEY
995
870
256
4
18
151
12
13
2319
CAFELANDIA
3623
1670
786
5
208
710
28
28
7058
CAMPO BONITO
757
324
154
1
13
97
8
8
1362
CAPANEMA
4701
2092
659
9
151
490
28
29
8159
CAPITAO LEONIDAS MARQUES
3505
1855
691
19
176
702
20
21
6989
CASCAVEL
91647
34191
16306
715
5485
10970
527
546
160412
CATANDUVAS
1759
742
345
8
46
207
15
15
3138
CEU AZUL
2674
1195
600
15
390
727
26
27
5654
CORBELIA
4057
1823
1189
28
246
822
27
27
8219
CRUZEIRO DO SUL
1040
548
209
1
55
105
10
11
1979
DIAMANTE DO SUL
426
266
82
1
6
44
4
4
832
DIAMANTE D'OESTE
779
393
150
1
8
70
11
12
1424
DOIS VIZINHOS
10502
4472
1992
24
603
1515
66
70
19245
ENEAS MARQUES
1431
654
236
3
145
301
13
14
2797
ENTRE RIOS DO OESTE
1034
618
249
3
77
175
4
5
2165
FLOR DA SERRA DO SUL
1019
347
144
0
43
132
12
13
1710
FORMOSA DO OESTE
1978
1164
463
3
57
199
20
29
3905
FOZ DO IGUACU
75871
24201
10185
345
3652
5170
905
905
121242
FRANCISCO BELTRAO
22478
9557
4174
166
1275
3045
146
146
40990
GUAIRA
8924
4909
2013
54
834
1527
48
49
18358
GUARANIACU
3032
1014
745
8
144
513
38
38
5535
IBEMA
1096
383
198
4
54
191
9
10
1945
IGUATU
314
330
72
0
6
38
4
5
769
IRACEMA DO OESTE
532
279
125
1
20
80
4
4
1045
ITAIPULANDIA
1858
1394
421
4
101
242
21
21
4063
JESUITAS
2239
1155
608
2
82
277
15
16
4394
LINDOESTE
926
519
180
0
52
148
10
14
1832
MANFRINOPOLIS
463
235
52
0
0
33
10
11
804
MARECHAL CANDIDO RONDON
14099
9166
2706
43
1216
2263
91
91
29679
MARIPA
1601
615
456
4
82
322
10
11
3101
MARMELEIRO
3112
1170
537
4
364
836
27
29
6079
MATELANDIA
3887
1818
731
19
328
823
22
24
7652
MEDIANEIRA
11947
5773
2410
54
930
1819
64
67
23066
MERCEDES
1279
1066
307
3
95
266
16
17
3049
MISSAL
2697
1736
608
5
212
505
25
30
5816
NOVA AURORA
3069
1479
665
2
132
474
20
21
5862
NOVA ESPERANCA DO SUDOESTE
1001
589
166
2
32
149
14
15
1968
NOVA PRATA DO IGUACU
2068
1238
389
5
124
370
15
15
4224
70
NOVA SANTA ROSA
2330
1175
512
4
105
401
15
16
OURO VERDE DO OESTE
1042
594
208
0
30
173
5
7
4560
2052
PALOTINA
8199
4135
2434
21
579
1625
64
65
17119
PATO BRAGADO
1166
725
238
1
57
163
8
8
2348
PEROLA DO OESTE
1587
748
232
3
112
314
10
40
3018
PINHAL DO SAO BENTO
401
366
55
0
5
38
4
5
874
PLANALTO
2830
1766
404
3
115
430
20
20
5587
PRANCHITA
1448
744
333
5
140
380
9
9
3068
QUATRO PONTES
1159
690
265
5
110
291
3
5
2526
RAMILANDIA
528
281
75
0
3
53
7
7
954
REALEZA
4336
2100
949
22
312
819
28
28
8594
RENASCENCA
1387
476
352
2
97
319
14
15
2661
SALGADO FILHO
948
441
182
2
47
143
10
11
1785
SALTO DO LONTRA
3013
1389
489
4
102
331
14
14
5354
SANTA HELENA
5337
3757
976
19
381
762
65
68
11365
SANTA IZABEL DO OESTE
2110
1240
423
10
131
362
17
17
4309
SANTA LUCIA
793
404
160
3
22
101
4
4
1491
SANTA TEREZA DO OESTE
2141
701
410
7
121
293
21
22
3711
SANTA TEREZINHA DO ITAIPU
4942
1392
898
9
449
679
40
41
8455
SANTO ANTONIO DO SUDOESTE
4151
1858
654
10
175
504
27
27
7408
SAO JORGE D'OESTE
2109
967
410
2
69
254
18
18
3847
SAO JOSE DAS PALMEIRAS
702
487
131
1
29
79
16
17
1401
SAO MIGUEL DO IGUACU
6396
2672
1414
30
451
1057
51
52
12125
SAO PEDRO DO IGUACU
1146
670
277
1
45
195
17
17
2367
SERRANOPOLIS DO IGUACU
1207
569
264
2
46
173
10
11
2281
TERRA ROXA
3580
2311
735
9
226
518
25
26
7430
TOLEDO
35390
19226
6636
178
2045
4204
215
224
68118
TRES BARRAS DO PARANA
2094
1305
411
2
88
391
13
14
4318
TUPASSI
1894
1073
567
3
129
411
23
23
4123
VERA CRUZ DO OESTE
1805
728
405
3
151
393
7
8
3500
VERE
1791
814
304
3
70
276
15
16
3289
Total por categoria
421916
188363
77788
1988
25017
55431
3268
3398
777070
Fonte: DETRAN (2011).
71
Tabela 57 - Estimativa de composição de frota de automóveis e veículos comerciais leves movidos à
gasolina, álcool e Flex (bicombustíveis) – Macrorregião de Cascavel
Ano fabricação Veículos por ano Gasolina Etanol
1983
37551
33045
4506
1984
9824
8646
1178
1985
9824
8646
1178
1986
9824
8646
1178
1987
9824
8646
1178
1988
9824
8646
1178
1989
9824
8646
1178
1990
9824
8646
1178
1991
11109
9776
1333
1992
11109
9776
1333
1993
11109
9776
1333
1994
11109
9776
1333
1995
11109
9776
1333
1996
11109
9776
1333
1997
11109
9776
1333
1998
11109
9776
1333
1999
11109
9776
1333
2000
11109
9776
1333
2001
14345
12624
1721
2002
14345
12624
1721
2003
14345
10328
1435
2004
14345
10328
1435
2005
14345
10328
1435
2006
26555
19121
2655
2007
26555
19121
2655
2008
26555
19121
2655
2009
53117
38245
5311
Total
421916
343167 47105
Flex
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2582
2582
2582
4779
4779
4779
9561
31644
Tabela 58 - Estimativa de composição de frota de motocicletas movidas à gasolina – Macrorregião de
Cascavel
Ano Fabricação Número de motocicletas
2002
97006
2003
10673
2004
10673
2005
10673
2006
11866
2007
11866
2008
11866
2009
23740
Total
188363
Tabela 59 - Estimativa de composição de frota de veículos movidos à diesel – Macrorregião de Cascavel
Ano fabricação
Até 1993 1994 a 1997 1998 a 2002 2003 a 2008 2009 em diante
Veículos comerciais leves 25763
8183
11427
20170
12245
Caminhões leves
658
209
292
515
314
Caminhões médios
8285
2631
3674
6486
3941
Caminhões pesados
18358
5831
8142
14373
8727
Ônibus urbanos
1082
343
480
847
516
Ônibus rodoviários
1125
357
499
881
536
Totais
77788
1988
25017
55431
3268
3398
72
6
EMISSÕES VEICULARES – INVENTÁRIO DE FONTES MÓVEIS
De posse das informações obtidas e apresentadas anteriormente é possível estimar as
quantidades de emissões veiculares utilizando o programa BReve.py. As quantidades estimadas de CO,
NOx, MP, RCHO, NMHC, CH4 e CO2 serão apresentadas separadamente para cada um dos três tipos de
veículos (automóveis e veículos comerciais leves, motocicletas e veículos movidos a diesel). Na Tabela
60 temos um resumo da quantidade de veículos divididos por tipos; a participação na quantidade total,
em percentagens e para cada macrorregião estão na Figura 11. Percebe-se quantidades totais
aproximadas de veículos nas macrorregiões de Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel.
Tabela 60 - Resumo da quantidade de veículos por macrorregião
Macrorregião/Categoria
Litoral
RMC
Ponta Grossa
Londrina
Maringá
Cascavel
Totais por categoria
Automóveis e veículos
comerciais leves
40543
1242496
401547
484654
452194
421916
3043350
Motocicletas
22534
249068
138390
220577
242281
188363
1061213
Veículos movidos
a diesel
13512
334589
162990
163829
181749
166890
1023559
Figura 11 - Percentagem de veículos por macrorregião
As Tabelas 61 a 66 mostram a quantidade de CO, NO x, RCHO, NMHC, CH4 e MP, por
macrorregião, para cada um dos três tipos de veículos juntamente com o total estimado para cada um
deles. Os valores são apresentados em 1000 toneladas – para saber a quantidade em toneladas devese multiplicar o valor apresentado na tabela por 1000, por exemplo, a quantidade total de MP emitido na
73
macrorregião do Litoral é 0,4 x 1000 ton = 400 toneladas ou 400000 kg. Estas tabelas referem-se,
respectivamente, às macrorregiões do Litoral, RMC, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel.
Tabela 61 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião Litoral
Poluente
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
CO2
Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Veículos movidos a diesel Total de poluente emitido
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
5,079
4,052
1,995
11,127
0,401
0,046
0,607
1,054
0,015
0
0
0,015
0,384
0,479
9,943
10,805
0,021
0,085
0
0,106
0,001
0,007
0,393
0,4
140,907
91,653
955,219
1187,779
Tabela 62 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Região Metropolitana de Curitiba
Poluente
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
CO2
Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Veículos movidos a diesel Total de poluente emitido
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
128,08
45,289
30,551
203,92
10,671
0,749
9,292
20,712
0,417
0
0
0,417
9,979
5,557
152,252
167,788
0,869
0,977
0
1,846
0,042
0,084
6,013
6,139
5361,507
1631,497
15593,654
22586,659
Tabela 63 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Ponta Grossa
Poluente
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
CO2
Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Veículos movidos a diesel Total de poluente emitido
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
50,17
24,984
24,108
99,262
3,963
0,294
7,329
11,586
0,149
0
0
0,149
3,792
2,965
120,127
126,883
0,207
0,524
0
0,731
0,011
0,042
4,745
4,798
1395,586
599,974
11529,487
13525,047
Tabela 64 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Londrina
Poluente
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
CO2
Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Veículos movidos a diesel Total de poluente emitido
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
60,551
39,724
23,138
123,413
4,783
0,458
7,036
12,277
0,18
0
0
0,18
4,576
4,699
115,306
124,581
0,249
0,832
0
1,081
0,013
0,065
4,554
4,633
1684,382
918,625
11589,295
14192,303
Tabela 65 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Maringá
Poluente
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
CO2
Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Veículos movidos a diesel Total de poluente emitido
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
56,496
43,583
26,538
126,617
4,462
0,498
8,069
13,028
0,168
0
0
0,168
4,27
5,148
132,242
141,66
0,233
0,911
0
1,144
0,013
0,071
5,223
5,307
1571,577
989,575
12856,798
15417,95
74
Tabela 66 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Macrorregião de Cascavel
Poluente
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
CO2
Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Veículos movidos a diesel Total de poluente emitido
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
52,714
33,927
24,707
111,348
4,164
0,392
7,511
12,067
0,157
0
0
0,157
3,984
4,014
123,112
131,111
0,217
0,71
0
0,927
0,012
0,056
4,863
4,93
1466,348
786,408
11805,886
14058,641
Para o Estado do Paraná as emissões totais de cada poluente, considerando todas as
macrorregiões estão na Tabela 67.
Tabela 67 - Quantidades de poluentes emitidos (1000 toneladas) – Estado do Paraná
Poluente
CO
NOx
RCHO
NMHC
CH4
MP
CO2
Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Veículos movidos a diesel Total de poluente emitido
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton)
353,09
191,559
131,037
675,687
28,443
2,437
39,844
70,724
1,087
0
0
1,087
26,984
22,862
652,983
702,829
1,795
4,039
0
5,834
0,092
0,324
25,791
26,208
11620,308
5017,732
64330,339
80968,379
As Figuras 12 a 17 mostram as contribuições, em porcentagem, de cada um dos três tipos de
veículos respectivamente para CO, NO x, NMHC, CH4, MP e CO2. Para RCHO todas as contribuições
são provenientes de automóveis e veículos comerciais leves movidos a gasolina, álcool ou Flex. Ao
observar essas figuras é possível verificar que automóveis e veículos comerciais leves tem sua maior
parcela de contribuição nas emissões de CO enquanto as motocicletas, mesmo em quantidade bem
menor, têm uma contribuição muito maior nas emissões de CH 4. Os veículos movidos a diesel, os quais
possuem uma utilização muito maior (em termos de quilometragem rodada por ano considerada neste
Inventário), tem uma contribuição expressiva nas quantidades emitidas de NO x, NMHC, MP e CO2.
75
Figura 12 - Percentagens de contribuição nas emissões de CO por tipo de veículo
Figura 13 - Percentagens de contribuição nas emissões de NOx por tipo de veículo
76
Figura 14 - Percentagens de contribuição nas emissões de NMHC por tipo de veículo
Figura 15 - Percentagens de contribuição nas emissões de CH4 por tipo de veículo
77
Figura 16 - Percentagens de contribuição nas emissões de MP por tipo de veículo
Figura 17 - Percentagens de contribuição nas emissões de CO2 por tipo de veículo
A contribuição de cada uma das macrorregiões nas emissões de cada um dos 7 poluentes, em
1000 toneladas, é apresentada na Tabela 68. A Figura 18 representa a parcela de contribuição de cada
macrorregião nas emissões de cada um dos sete poluentes.
78
Tabela 68 - Quantidades de poluentes emitidos (em 1000 toneladas) por macrorregião
Macrorregião/ Litoral
RMC
Ponta Grossa Londrina Maringá Cascavel
Poluente
(1000 ton) (1000 ton)
(1000 ton)
(1000 ton) (1000 ton) (1000 ton)
CO
11,127
203,92
99,262
123,413
126,617
111,348
NOx
1,054
20,712
11,586
12,277
13,028
12,067
RCHO
0,015
0,417
0,149
0,18
0,168
0,157
NMHC
10,805
167,788
126,883
124,581
141,66
131,111
CH4
0,106
1,846
0,731
1,081
1,144
0,927
MP
0,4
6,139
4,798
4,633
5,307
4,93
CO2
1187,779 22586,659
13525,047
14192,303 15417,95 14058,641
Figura 18 - Contribuição, em %, por macrorregião nas emissões de cada poluente
A contribuição nas emissões totais de poluentes de cada macrorregião – somadas todas as
quantidades de poluentes emitidos pela frota de cada uma delas – é apresentada na Figura 19.
Obviamente a contribuição da Região Metropolitana de Curitiba é a maior, pois é a que possui a maior
frota veicular do Estado enquanto as macrorregiões de Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa
possuem contribuições semelhantes.
79
Figura 19 - Contribuição nas emissões totais (somados todos os poluentes) por macrorregião
As estimativas de emissões apresentadas neste Inventário foram obtidas para a frota de veículos
existente no Estado do Paraná no mês de março de 2011. As estimativas de quantidades de veículos
por ano de fabricação foram realizadas de acordo com informações de número de veículos por faixa de
idade e por tipo de combustível; desta forma, tanto a composição de frota por ano de fabricação como
os valores de poluentes emitidos são aproximados. Salienta-se também que as emissões estimadas
correspondem às emissões da frota existente no Estado do Paraná para o período de um ano e para a
quilometragem média por veículo considerada.
80
7 PROGRAMA DE INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS EM USO – I/M
7.1
Introdução
O PCPV apresentado auxilia na definição de áreas onde a frota veicular é uma importante fonte
de poluentes atmosféricos. Com base nas informações apresentadas, verifica-se, de maneira geral, a
necessidade da redução das emissões de poluentes geradas pela frota de veículos circulantes no
Estado do Paraná, com base no inventário de emissões de fontes móveis e em dados do monitoramento
da qualidade do ar.
Os benefícios diretos esperados com a implantação do Programa de Inspeção e Manutenção de
Veículos em Uso – I/M são, principalmente, a diminuição do consumo de combustível e a redução da
emissão de poluentes e ruídos, com a melhoria da qualidade do ar, particularmente nos maiores centros
urbanos. A redução de emissões dos veículos em uso é necessária para garantir que as exigências para
os
veículos novos
sejam
mantidas ao
longo
de
sua
vida
útil,
conforme
previsto
pelo
PROCONVE/PROMOT.
Embora a rede de qualidade do ar do Estado do Paraná seja monitorada continuamente apenas
na RMC, outras regiões do estado possuem frotas veiculares com um número expressivo o suficiente
para lançar anualmente muitas toneladas de poluentes tóxicos na atmosfera (ver detalhes no item 6).
A rede estadual de monitoramento da qualidade do ar possui estações em locais em que
elevadas concentrações ambientais de poluentes emitidos por indústrias e frota automotiva, são
esperadas. No caso de Curitiba, algumas estações estão instaladas em áreas estritamente urbanas
(bairro e centro), onde as concentrações medidas são de origem veicular.
Segundo o Art. 12 da Resolução CONAMA 418/09, o Programa de Inspeção e Manutenção de
Veículos em Uso – I/M deverá ser implantado prioritariamente em regiões que apresentem, com base
em estudo técnico, um comprometimento da qualidade do ar devido às emissões de poluentes, pela
frota circulante.
Entretanto, como meta de longo prazo, é desejável que todos os veículos do estado estejam
contemplados na frota-alvo, a exemplo de outros estados brasileiros, que estão estendendo o programa
para toda a frota circulante. Desde o Código de Trânsito Brasileiro, de 1997, já existe a previsão de
inspeção veicular, tratando não apenas das emissões atmosféricas, mas também dos itens de
segurança.
A ampliação da rede de monitoramento de qualidade do ar, o uso de estações móveis, as
informações de emissões por fontes fixas industriais e levantamentos de dados da saúde da população
81
– principalmente os associados à poluição do ar – deverão agregar informações para o PCPV, que
deverá ser revisto, no mínimo, a cada três anos.
7.2
Fundamentação para Criação do Programa I/M no Estado do Paraná
A base para a elaboração deste programa é a Resolução CONAMA 418/09, que obriga todos os
estados a criarem o seu PCPV e, quando aplicável, definir o Programa de Inspeção e Manutenção de
Veículos em Uso (Programa I/M). Este programa deve priorizar ações em locais cuja frota veicular seja
importante fonte de poluição atmosférica, ou seja, onde é necessária a adoção de medidas de controle e
redução das emissões atmosféricas para a melhoria ou proteção da qualidade do ar. Além do problema
do lançamento de gases tóxicos pelos veículos, o programa prevê o controle das emissões sonoras,
visando o conforto acústico quanto aos níveis de ruídos.
O CONAMA atribui ao órgão estadual de meio ambiente a responsabilidade pela execução do
Programa I/M. Com base no PCPV e nos dados apresentados do Inventário de Fontes Móveis, a
emissão total de poluentes no Estado do Paraná é de 80.968.379 t de gás carbônico e mais 1.482.369 t
de gases tóxicos, sendo:

675.687 t de CO;

70.724 t de NOx;

1.087 t de RCHO;

702.829 t de NMHC;

5.834 t de CH4;

26.208 t de MP.
A distribuição dessas emissões não é homogênea no território paranaense e variam ainda com o
tipo de veículo, conforme detalhado no inventário.
Dentre as macrorregiões definidas no PCPV, a da RMC possui a maior emissão total: 400.822 t
de material particulado e gases tóxicos (não se considera aqui as emissões de CO 2), conforme mostra a
Figura 20. O litoral é a macrorregião que tem a menor frota e, portanto, a menor emissão: 23.507 t de
material particulado e gases tóxicos. As demais regiões possuem quantidades de emissão que variam
entre 243.409 a 287.924 t de poluentes emitidos, capazes de causar impactos locais e regionais. Neste
contexto, a análise da emissão do CO 2 não é inserida, por se tratar de um poluente importante para a
escala global de poluição.
82
Figura 20 - Emissão total de gases tóxicos (CO, NOx, RCHO, NMHC, CH4 e MP) por macrorregião (em
toneladas de poluentes).
Segundo o inventário de fontes móveis, a distribuição de emissão por macrorregião e o tipo de
poluente mostrou-se pouco variável para quatro macrorregiões (Ponta Grossa, Cascavel, Maringá e
Londrina). As maiores diferenças estão nas outras duas macrorregiões: a de maior frota (RMC) e a de
menor frota (Litoral). Para os três grandes grupos de veículos (veículos movidos a diesel, motocicletas e
automóveis e veículos comerciais leves) a emissão para cada poluente (CO, NO x, NMHC, CH4, MP e
CO2) varia significativamente:

as emissões de RCHO são provenientes de automóveis e veículos comerciais leves movidos a
gasolina, álcool ou Flex, sendo insignificante para motocicletas e caminhões;

as emissões de CO são provenientes principalmente dos automóveis e veículos comerciais
leves, com 52% do total, enquanto motocicletas emitem 28% e veículos a diesel emitem 20%;

as motocicletas têm uma contribuição alta nas emissões de CH 4, com 69% do total, sendo
automóveis e veículos comerciais leves responsáveis por 31%;

as emissões de NOx são originadas principalmente dos caminhões, com 56%, sendo que os
automóveis e veículos comerciais leves emitem 40%;

os veículos movidos a diesel tem contribuição expressiva nas quantidades emitidas de NMHC
(93%) e, principalmente, MP (99% do total).
Quanto à distribuição da frota nas macrorregiões em função dos grupos veiculares, a Figura 21
ilustra o maior número de veículos para a RMC, de todos os tipos, com pouco mais de 1,82 milhões de
83
automóveis e veículos comerciais leves, quase 250 mil motocicletas e quase 335 mil veículos a diesel.
No litoral, são pouco mais de 40 mil veículos leves, 22,5 mil motocicletas e 13,5 mil veículos a diesel.
Nas demais regiões, há em média 440 mil veículos leves, 197 mil motocicletas e perto de 170 mil
veículos a diesel.
Figura 21 - Frota separada por grupos de veículos (em unidades).
Quanto ao crescimento da frota veicular, a Figura 22 apresenta um resumo para o período de
2000 a 2010. Nestes últimos anos a frota cresceu em média 7,9% no estado. Observa-se ainda que o
crescimento é maior no interior do estado, com 8,7% contra 5,9% da capital. Isto justifica a importância
do envolvimento de todos os municípios paranaenses nas metas de longo prazo.
Figura 22 - Taxa de crescimento da frota no Estado do Paraná de 2000 a 2010.
Fonte: DETRAN (2011)
84
Os dados do DETRAN/PR permitem concluir (Figura 23) que o interior possui frota mais
envelhecida do que na capital. Enquanto Curitiba tem 45,5% dos seus veículos com até 5 anos de uso, o
interior tem uma proporção menor, de 31,5%. Para veículos de 6 a 10 anos a diferença é baixa, mas
para veículos mais velhos o interior supera consideravelmente a capital. O interior possui mais de 25%
dos veículos com mais de 21 anos de uso.
Figura 23 - Faixas de idade da frota no Estado do Paraná.
Fonte: DETRAN (2011)
O Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M, conforme estabelece a
Resolução 418/09 (Art. 10), tem o objetivo de identificar desconformidades dos veículos em uso, tendo
como referência:

as especificações dos veículos;

as exigências da regulamentação do PROCONVE; e

as falhas de manutenção e alteração do projeto original que causem aumento na emissão de
poluentes.
Com base nas informações acima, este Programa I/M estabelece a extensão geográfica e as
regiões a serem priorizadas, a frota-alvo, o cronograma de implantação, a periodicidade da inspeção e
outras características importantes ao programa.
85
7.3
Extensão Geográfica e Regiões a Serem Priorizadas
A Macrorregião RMC é a área prioritária para a implantação do Programa I/M. Além das fontes
industriais existentes nessa região, a frota veicular é bastante expressiva e a principal contribuinte para
alguns dos poluentes nas áreas urbanas e até mesmo nas áreas industriais. Mais especificamente, as
primeiras etapas do plano irão considerar dos municípios da RMC, como sendo prioritários os que
possuem frota de pelo menos 25 mil veículos, com base nos dados de março de 2011, utilizados na
elaboração deste PCVC. São eles: Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo
Largo, Almirante Tamandaré, Piraquara e Fazenda Rio Grande.
Em princípio, a macrorregião com menor problema de poluição veicular é o Litoral, por haver
uma frota reduzida em relação às outras macrorregiões. Entretanto, o estado possui forte atividade
agrícola com uso intensivo do modal rodoviário para transporte da safra. Isso faz com que haja uma
circulação de médias e longas distâncias de caminhões que atravessam várias cidades em direção ao
Porto de Paranaguá, no litoral paranaense (e também para outros estados vizinhos). Além disso, o
acesso ao litoral por veranistas faz com que a circulação nas estradas de acesso e vias locais seja
elevada em algumas épocas do ano, com aumento significativo das emissões atmosféricas e ruídos.
Esse é um dos motivos pelo qual se tem como meta de longo prazo a adoção de medidas de
controle e fiscalização de poluição aplicável a toda a frota, que será uma tendência não só do Estado do
Paraná, mas de muitos outros estados no Brasil. Além desse motivo, a não exigência da implantação do
Programa I/M pode acarretar em evasão de veículos licenciados das cidades em que há exigência de
inspeção, mesmo que isso seja uma prática em desacordo com as legislações e normativas de trânsito.
Portanto, após a macrorregião da RMC, será implantado o Programa I/M nas demais macrorregiões do
estado, a médio e longo prazo.
Em todas as seis macrorregiões definidas no PCPV a implementação de inspeção veicular
ocorrerá de forma gradativa, das cidades com maior número de veículos licenciados para as que
possuem menor frota cadastrada.
Na fase correspondente ao início de atuação do Programa I/M nas demais regiões, se juntarão
aos municípios já citados da RMC, os que possuem frota superior a 30 mil veículos (base de dados de
março de 2011). São eles: Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo Largo,
Almirante Tamandaré, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato
Branco, Londrina, Arapongas, Apucarana, Cambé, Maringá, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí,
Cianorte, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Francisco Beltrão. Na última fase do plano, no sexto ano, o
Programa I/M terá abrangência em todos os municípios do estado.
86
7.4
Definição da Frota-Alvo
A frota-alvo será definida de forma a abranger parcelas diferentes da frota licenciada para cada
etapa de implantação do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M.
Serão dispensados da inspeção os veículos concebidos unicamente para aplicações militares,
agrícolas, de competição, tratores, máquinas de terraplenagem e pavimentação e outros de aplicação ou
de concepção especial sem procedimentos específicos para a obtenção do licenciamento. Serão
dispensados também os veículos de fabricação anterior a 1970 e veículos equipados com motor 2
tempos.
A frota-alvo deve ser definida por município, com base na sua contribuição para o
comprometimento da qualidade do ar (Art. 6º; Inciso VII, Paragrafo 3º da Resolução CONAMA 418/09).
Por isso, conforme já abordado na seção anterior, a implantação não será igual em cada macrorregião
do estado, mas priorizará as cidades que possuem número significativo de veículos. Apenas como meta
de longo prazo e considerando o que já é estabelecido no Código de Trânsito Brasileiro, todos os
municípios farão parte do Programa I/M.
A frota-alvo inicial compreenderá a frota de veículos de uso intenso das maiores cidades do
estado, especialmente aquela voltada ao transporte público e de cargas. Desta maneira, integrarão a
primeira etapa do programa todos os veículos com motores do Ciclo Diesel.
Em seguida, em outra etapa de implantação, serão adicionados à frota-alvo os veículos do Ciclo
Otto (incluindo as motocicletas) mais novos (fabricação a partir de 2005), depois os fabricados a partir
de 2002 e, por fim, os veículos mais antigos.
Veículos novos devem atender aos padrões específicos de emissão. No seu primeiro ano de
licenciamento, estes veículos estarão dispensados da vistoria. Pelos estudos apresentados no PCPV, os
veículos mais antigos são os que mais poluem. A título de exemplo, segundo dados do INEA, um veículo
leve com fabricação anterior a 1983, quando novo, tinha fator de emissão de 33,0 g/km de CO contra
0,30 g/km de CO para um veículo produzido em 2009, conforme mostrado detalhadamente em seção
anterior do PCPV. O INEA considera ainda, nas emissões veiculares, um acréscimo na taxa de emissão
para cada 80.000 km rodados, que no caso ainda do CO o incremento é de 0,263 g/km (quase
equivalente a um veículo novo, fabricado em 2009). Da mesma forma, para os veículos com motores a
Diesel e de motocicletas a redução das emissões ao longo dos últimos anos foi bastante expressiva,
resultado do PROCONVE/PROMOT.
Entretanto, este programa prevê a necessidade de que os Postos de Inspeção Veicular tenham
tempo para estarem operando adequadamente. Haverá também a necessidade de reestruturação de
oficinas particulares que oferecem serviços de reparos e manutenção em veículos. Como a frota mais
nova terá menor índice de reprovação nas inspeções, a rede de oficinas para reparação terá tempo
87
suficiente para adequação gradativa, possibilitando um crescimento na qualidade e na oferta de
atendimento aos serviços e atividades correlatos ao Programa I/M.
Durante todas as etapas de implantação do Programa I/M deverá haver programas de
capacitação para os centros de inspeções e oficinas. Deverá haver oferta de cursos para treinamento
adequado de mecânicos, inspetores e assistentes técnicos que irão atuar nos serviços relativos à
inspeção veicular. Estes cursos podem ser oferecidos a partir de parcerias com universidades ou com o
SENAI.
Todos os veículos que não fazem parte da frota-alvo, mesmo que temporariamente, deverão
fazer parte de outras medidas de redução da poluição, através de campanhas educativas e outros
meios.
Como o Código de Trânsito Brasileiro prevê a implantação de programas de inspeção de
segurança, estes poderão ser implantados juntamente com a inspeção ambiental, de forma integrada. O
avanço da inspeção veicular de itens de segurança exigirá revisão no PCPV do Estado do Paraná.
7.5
Cronograma de Implantação
Antes do início da operação do Programa I/M, deverá haver tempo hábil para processos
licitatórios ou equivalentes, tempo para construção dos postos de inspeção em número e tamanho
adequado para as áreas prioritárias, instalação de equipamentos e também para integração do sistema
de informações com os órgãos de trânsito.
A Instrução Normativa IBAMA 6/2010 determina prazos máximos para que os fabricantes e
empresas de importação de veículos automotores disponham de procedimentos e infraestrutura para
divulgação sistemática das recomendações e especificações de calibração, regulagem e manutenção do
motor, dos sistemas de alimentação de combustível, de ignição, de partida, de arrefecimento, de
escapamento e, sempre que aplicável, dos componentes de sistemas de controle de emissão de gases,
partículas e ruído, bem como dos parâmetros de verificação do sistema de diagnose de bordo (ODB).
Os prazos para a divulgação pelas montadoras e importadoras são (a partir da publicação da IN, que foi
em 08/06/2010):

180 dias – veículos a partir do ano-modelo 2003, inclusive, até os veículos ano-modelo 2011;

360 dias – veículos a partir do ano-modelo 1997, inclusive, até os veículos ano-modelo 2002;

540 dias – veículos a partir do ano-modelo 1987, inclusive, até os veículos ano-modelo 1996;

720 dias – veículos a partir do ano-modelo 1986, inclusive, até os veículos ano-modelo 1970.
Este último item motivou neste Programa a dispensa de carros com ano-modelo inferior a 1970
da realização da inspeção obrigatória, seguindo o mesmo critério da Instrução Normativa citada. O maior
prazo de adequação das montadoras e importadoras para fornecerem os dados é mais um motivo que
88
impede
o
início
do
cronograma
de
implantação do Programa
I/M considerando
a frota
independentemente da idade dos veículos.
O Programa I/M deverá ser implantado considerando as suas diferentes etapas, em função da
abrangência e da frota-alvo, conforme a Tabela 69 a seguir.
Tabela 69 - Cronograma de implantação do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M
no Estado do Paraná
ETAPA/
ANO
Macrorregião
Abrangência
Frota-alvo
1
2013
RMC
Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo Largo,
Almirante Tamandaré, Piraquara e Fazenda Rio Grande
Ciclo Diesel – Licenciados de 1970 a 2011
2
2014
RMC
Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo Largo,
Almirante Tamandaré, Piraquara e Fazenda Rio Grande
Ciclo Diesel – Licenciados de 1970 a 2012;
Ciclo Otto, Motocicletas e Assemelhados do
Ciclo Otto – Licenciados de 2005 a 2012
3
2015
RMC, LITORAL, PONTA GROSSA,
LONDRINA, MARINGÁ, CASCAVEL
Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo Largo,
Almirante Tamandaré, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Ponta
Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Londrina, Arapongas, Apucarana, Cambé,
Maringá, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí, Cianorte, Cascavel, Foz do
Iguaçu, Toledo e Francisco Beltrão
Ciclo Diesel – Licenciados de 1970 a 2013;
Ciclo Otto, Motocicletas e Assemelhados do
Ciclo Otto – Licenciados de 2002 a 2013
4
2016
RMC, LITORAL, PONTA GROSSA,
LONDRINA, MARINGÁ, CASCAVEL
Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo Largo,
Almirante Tamandaré, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Ponta
Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Londrina, Arapongas, Apucarana, Cambé,
Maringá, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí, Cianorte, Cascavel, Foz do
Iguaçu, Toledo e Francisco Beltrão
Ciclo Diesel – Licenciados de 1970 a 2014;
Ciclo Otto, Motocicletas e Assemelhados do
Ciclo Otto – Licenciados de 1996 a 2014
5
2017
RMC, LITORAL, PONTA GROSSA,
LONDRINA, MARINGÁ, CASCAVEL
Curitiba, São Jse dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo Largo,
Almirante Tamandare, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Ponta
Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Londrina, Arapongas, Apucarana, Cambé,
Maringá, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí, Cianorte, Cascavel, Foz do
Iguaçu, Toledo e Francisco Beltrão
Ciclo Diesel – Licenciados de 1970 a 2015;
Ciclo Otto, Motocicletas e Assemelhados do
Ciclo Otto – Licenciados de 1970 a 2015
6
2018
RMC, LITORAL, PONTA GROSSA,
LONDRINA, MARINGÁ, CASCAVEL
Todos
Ciclo Diesel – Licenciados de 1970 a 2016;
Ciclo Otto, Motocicletas e Assemelhados do
Ciclo Otto – Licenciados de 1970 a 2016
Conforme descrito anteriormente, as Etapas 1 e 2 contemplam os municípios da
Macrorregião RMC que possuem frota superior a 25 mil veículos; nas Etapas 3, 4 e 5, são
incluídos os municípios das demais macrorregiões com frota superior a 30 mil veículos. Na
Etapa 6 o Programa é de abrangência total do Estado, com todos os municípios.
7.6
Periodicidade da Inspeção
Uma vez fazendo parte da frota-alvo, o veículo passará pela inspeção anualmente, pois
ela será obrigatória e estará vinculada ao processo de licenciamento anual do veículo.
Entretanto, futuras revisões do PCPV poderão modificar a frota-alvo.
Nas futuras revisões do Programa, veículos de uso intenso (veículos leves comerciais, veículos
pesados e taxis) poderão ter inspeções com menor intervalo de tempo ou ainda terem medidas
específicas de incentivo à manutenção e fiscalização da frota, principalmente aquela voltada ao
89
transporte público e de cargas, a exemplo do que já acontece na capital do Estado. Pode-se
também estabelecer programas empresariais de inspeção e manutenção para a melhoria da
manutenção dos veículos diesel.
A Resolução CONAMA 418/09 (Art. 20, § 1º) estabelece que os veículos pertencentes à
frota-alvo deverão ser inspecionados com antecedência máxima de noventa dias da data limite
para o seu licenciamento anual.
7.7
Vinculação com Sistema Estadual de Registro e Licenciamento de Trânsito
de Veículos
O Artigo 22 da Lei 9503/97 (Código de Trânsito Brasileiro) estabelece a competência dos
órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua
circunscrição. No Inciso III do referido Artigo, uma das competências é: “vistoriar, inspecionar
quanto às condições de segurança veicular, registrar, emplacar, selar a placa, e licenciar
veículos, expedindo o Certificado de Registro e o Licenciamento Anual, mediante delegação do
órgão federal competente.”
No Estado do Paraná os procedimentos relacionados aos veículos são feitos pelo
DETRAN/PR. Os órgãos responsáveis pela inspeção ambiental deverão promover ações
visando à celebração de convênio com o órgão executivo de trânsito competente, que objetive o
cumprimento dos procedimentos de sua competência na execução do Programa de Inspeção e
Manutenção de Veículos em Uso I/M.
Os veículos pertencentes à frota-alvo só poderão obter o licenciamento anual se tiverem
sido inspecionados e aprovados quanto aos níveis de emissão de poluentes. Por isso, deverá
haver intercâmbio permanente de informações entre o órgão ambiental e o órgão de trânsito,
para um bom fluxo de dados, especialmente os relativos à inspeção ambiental necessários ao
processo de licenciamento do veículo e, no outro sentido, as informações dos órgãos
executivos de trânsito necessárias à adequada operação da inspeção ambiental.
7.8
Integração com Programas de Inspeção e Segurança
Dentre as competências dos órgãos e entidades executivos de trânsito do Estado estão:
vistoriar e inspecionar quanto às condições de segurança veicular. É necessário haver
integração entre as atividades relacionadas às vistorias ambientais e das condições de
90
segurança, quando estas forem implantadas no Estado do Paraná, devendo ser evitada a
coexistência de programas duplicados de emissões e segurança.
Dessa forma, o Programa I/M deverá ser implantado de modo a possibilitar integração
futura com o programa de inspeção de segurança veicular previsto no Código de Trânsito
Brasileiro.
Os centros de inspeção deverão prever espaço adicional para o caso de integração com
as atividades de verificação das condições de segurança dos veículos.
O plano para implantação de inspeção de segurança deverá ser implantado
considerando em consonância com PCPV, embora este possa ser alterado em função da
inclusão das inspeções de segurança em futuras revisões, caso seja necessário.
7.9
Postos/Centros de Inspeção Veicular, Localização e Procedimentos de
Inspeção
A inspeção veicular é atribuição do Estado, que pode realizar os serviços técnicos
inerentes à sua execução ou contratar serviços especializados. Neste caso, os contratos
deverão ter prazo de dez anos, podendo ser renovado por igual período.
Os lotes deverão ser distribuídos de forma que a tarifa seja equilibrada para todo o
Estado.
Os órgãos ambientais responsáveis pela implantação do Programa I/M devem
desenvolver sistemas permanentes de auditoria, realizada por instituições idôneas e
tecnicamente capacitadas, abrangendo a qualidade de equipamentos e procedimentos, bem
como o desempenho estatístico dos registros de inspeção, conforme requisitos a serem
definidos pelo órgão responsável (Art. 23 da Resolução CONAMA 418/09).
Os centros de inspeção deverão ser distribuídos em função da frota existente nas
macrorregiões. Deverá ser levada em consideração localização das unidades CIRETRANS no
Estado. A distribuição deve ser de modo que os proprietários dos veículos não sejam obrigados
a percorrer longas distâncias. Considera-se como máxima distância de deslocamento
aproximadamente 50 km (eventualmente, uma pequena fração da frota poderá percorrer
distâncias um pouco maiores). Municípios com mais de 30 mil veículos licenciados deverão, ao
longo da implantação do Programa I/M, ter postos de inspeção instalados. O número de postos
e sua capacidade de atendimento nas regiões onde a frota é mais elevada devem ser
91
dimensionados de modo a não gerar demora ou grandes filas de atendimento. Deverá ser
limitado em 30 minutos o tempo de espera para o início da inspeção.
Os centros de inspeção devem ser construídos em locais onde sua operação não
implique em prejuízo ao tráfego em suas imediações. Eles devem ter área de estacionamento
para funcionários e visitantes, áreas de circulação e espera dos veículos, área coberta para
serviços gerais e administrativos e instalações para guarda de equipamentos, materiais, peças
de reposição e outros suprimentos necessários à adequada operação de um centro de
inspeção.
A operação e os procedimentos devem prever agendamento prévio para evitar horários
de picos de atendimento e também ociosidade do centro de inspeção.
Outros procedimentos e características das linhas de inspeção estão detalhadamente
descritos na Instrução Normativa IBAMA 6/2010.
7.10
Análise Econômica
Para a implantação do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M,
será necessário elaborar análise econômica para a definição do valor a ser pago pelo usuário.
No caso de diferentes lotes no estado, os preços não deverão ser muito variáveis ou ainda,
preferencialmente, os preços deverão ser iguais para as diferentes macrorregiões.
Além disso, o órgão responsável pela execução da inspeção e seus operadores deverão
desenvolver e manter atualizados, a cada três anos, estudos sobre a relação custo/benefício do
Programa em andamento, contabilizando os custos totais envolvidos e os diversos benefícios,
que deverão ser valorados com metodologias e técnicas adequadas.
7.11
Ações Complementares
A implantação do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M
deverá trazer diversos benefícios ao Estado. Com base em resultados obtidos em locais onde
já há programas de inspeções de emissões veiculares, especialmente no Rio de Janeiro e São
Paulo, os benefícios esperados são, entre outros:

aumento na cultura dos motoristas quanto à realização de manutenção correta do
veículos;
92

desestímulo à adulteração de veículos quanto aos seus dispositivos de controle de
emissões de poluentes e ruídos;

fortalecimento da legalização da frota;

redução de 5 a 10% no consumo de combustível no veículos que passam por
manutenção corretiva;

redução de 10 a 20% da emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e fumaça
preta;

redução significativa de emissão de ruídos;

melhoria da capacitação de serviços da rede de oficinas mecânicas;

mudanças na produção dos veículos, exigindo que os veículos mantenham ao longo de
sua vida útil níveis baixo de emissão de poluentes.
Entretanto, outras medidas devem ser implantadas paralelamente ao Programa I/M. Devese incentivar o menor uso do automóvel e maior uso de transporte público, ou, pelo menos,
aumento da prática de transporte solidário. O uso de transporte não motorizado também deve
ser incentivado, o que deve ser feito acompanhado de melhorias na infraestrutura e segurança
para ciclistas e pedestres, principalmente nos maiores centros urbanos.
Ações complementares devem ser estruturadas em função das características e da
realidade de cada município ou região. A avaliação detalhada de possíveis medidas e
propostas de ações eficazes devem fazer parte da revisão deste PCPV.
93
8
CONCLUSÃO
O PCPV/PR em sua magnitude e importância procurou acatar ao contido na Resolução
CONAMA Nº418/2009, em consonância com a Normativa Nº6 do IBAMA, com os ajustes e os objetivos
direcionados à melhoria da qualidade de vida da população paranaense, buscando uma preservação
da qualidade do ar e um meio ambiente mais sustentável.
Embora o Estado do Paraná possua a qualidade do ar considerada BOA, mantendo uma rede de
monitoramento eficiente dentro da RMC, não apresentando índices críticos de poluição atmosférica,
conclui- se que são necessárias as seguintes implementações ao sistema:

Expansão da rede de monitoramento para outros centros urbanos do Estado, como Londrina,
Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Litoral, que são os municípios com uma frota numerosa
veicular no Paraná;

Recuperação e ampliação da Rede de Monitoramento da RMC, além da transformação das
estações manuais em automáticas e aquisição e operação de uma estação móvel;

Desenvolvimento de um sistema de informação pleno, cujo objetivo seria para absorver e
processar as informações do automonitoramento;

Destinar parte dos recursos provenientes da implantação do Programa I/M à ampliação,
manutenção e operação da rede Estadual de monitoramento da qualidade do ar que possibilitará
o acompanhamento e a avaliação dos resultados alcançados com a implantação do Programa;

Realizar anualmente o Inventário das Emissões Atmosféricas de Poluentes Atmosféricos para
avaliação da contribuição das emissões das fontes móveis do Estado;

Coordenar a implantação de um Programa Estadual de Educação Ambiental, juntamente com
iniciativas locais, com o objetivo de sensibilizar, conscientizar e engajar a população no controle
da emissão de poluentes atmosféricos e ruídos gerados pela frota circulante.

Avaliação periódica do Plano a cada 3 anos, contribuindo para atualização das informações e
ampliação do sistema, atendendo a Resolução CONAMA 418/2009 no seu artigo 9º.
Desta forma, o PCPV/PR do Estado do Paraná, versão 2010 passa a ser o marco inicial dos
futuros estudos e uma ferramenta a ser considerada quando do estabelecimento de políticas públicas no
Estado. A partir da publicação do PCPV/PR/2011 o Paraná passa a atender a Resolução Federal
vigente.
94
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2009.
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ESTADO DO PARANÁ. Anuário Estatístico de 2009. Disponível em: <www.detran.pr.gov.br>. Acesso
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2011. Disponível em: <www.detran.pr.gov.br>. Acesso em 09 maio 2011.
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Download

plano de controle de poluição veicular – pcpv