FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE CARLOS JOSÉ DA LUZ Análise e decisão sobre investimento entre uma filial física e uma loja virtual de uma gráfica tradicional São Paulo 2009 2 CARLOS JOSÉ DA LUZ Análise e decisão sobre investimento entre uma filial física e uma loja virtual de uma gráfica tradicional Monografia apresentada ao Centro Tecnológico Paula Souza, Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, para obtenção do título de Tecnólogo em Logística. Orientador: Prof. Me. Arnaldo Prestes Oliveira. São Paulo 2009 3 Luz, Carlos José Análise e decisão sobre investimento entre uma filial física e uma loja virtual de uma gráfica tradicional / Carlos José da Luz - São Paulo; Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, 2009. 71 páginas. Monografia (Graduação) – Orientador Prof. Me. Arnaldo Prestes Oliveira. 1. Investimento. 2. Decisão Financeira. 3. Análise e comparação. 4. Comércio Eletrônico. 4 FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE Monografia apresentada à Faculdade de Tecnologia da Zona Leste do Centro Paula Souza para obtenção do título de Tecnólogo em Logística. Orientador: Prof. Me. Arnaldo Prestes Oliveira. Aprovado em: _____/_____/2009 Banca Examinadora: Prof. Me. Arnaldo Prestes Oliveira. Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________ Profa. Rosana Aparecida Bueno de Novais Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________ Prof. Paulo Cândido Pires Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________ 5 Dedico este trabalho a meus pais (in memoria) a quem devo minha vida. 6 AGRADECIMENTOS Ao Prof. Arnaldo Prestes Oliveira, que nos anos de convivência, muito me ensinou, contribuindo para meu crescimento científico e intelectual. Aos demais professores desta instituição que me fizeram acreditar no potencial do conhecimento como ferramenta essencial para o desenvolvimento profissional e pessoal. 7 “Para vencer, deve conhecer perfeitamente a terra (a geografia, o terreno) e os homens (tanto a si mesmo quanto o inimigo). O resto é uma questão de cálculo. Eis a arte da guerra.” Sun Tzu 8 LUZ, CALOR JOSÉ. Análise e decisão sobre investimento entre uma filial física e uma loja virtual de uma gráfica tradicional. 71 folhas. Monografia (Graduação) Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, Centro Paula Souza, São Paulo, 2009. RESUMO O objetivo deste trabalho é realizar uma análise de orçamento de capital que servirá de base para a tomada de decisão entre duas alternativas que objetivam aumentar a participação da empresa analisada no mercado de serviços gráficos tanto em nível de produção quanto no retorno financeiro. O problema é que há duas possibilidades mutuamente excludentes de investimento: abrir uma filial de vendas na zona sul da Cidade de São Paulo no Bairro Indianápolis ou investir em uma loja virtual com sistema de impressos préprontos. No desenvolvimento do trabalho são abordados vários temas como: evolução dos mercados, tecnologia, disponibilidade dos serviços nos canais do varejo, evolução do sistema varejista, formas de atendimento e tendências para o setor considerando os novos tempos da economia. Para a análise são utilizadas ferramentas logísticas, financeiras e outras que contribuem com a análise e decisão com o maior grau de acerto possível. As análises de todos os dados apresentados apontaram que a loja virtual envolve menor risco e tem capacidade de apresentar melhores resultados em relação a filial física. Palavras-chave: 1. Investimento. 2. Decisão Financeira. 3. Análise e comparação. 4. Comércio Eletrônico. 9 LUZ, CALOR JOSÉ. Analysis and decision on investment between a branch and a traditional graphics store. 71 pages. Monograph (Graduation) - Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, Centro Paula Souza, São Paulo, 2009. ABSTRACT The aim of this work is to analyze the capital budget which will be the basic for the decision between two alternatives that aim the increase the company participation analyzed in the graphics services market both in level of production and the financial return. The problem is that there are two mutually exclusion possibilities for investment, for instance, opening a sales office in the southern city of Sao Paulo in Indianapolis neighborhood or invest in a pre-printed system store. The development of this work includes several issues such as market trends, technology, service availability in retail channels, retail system development, forms of service and industry trends taking into account the new economic nowadays. Logistic tools are used in the analysis for finance and other tools which contribute making decision with a greater degree of accuracy. The analysis of all data presented showed that the store involves less risk and has the capacity to produce better results than the branch. Keywords: 1. Investment. 2. Decision Finance. 3. Analysis and comparison. 4. Eletronic trade. 10 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 15 2. ANTES DE AMPLIAR UM NOVO NEGÓCIO ................................................................................... 19 2.1. Riscos e incertezas ........................................................................................................................ 21 2.3. Gráfica em números ....................................................................................................................... 21 2.4. Meta empresarial ............................................................................................................................ 22 3. VAREJO TRADICIONAL X MERCADO VIRTUAL............................................................................ 24 3.1. O varejo tradicional ........................................................................................................................ 25 3.1.1. Potenciais consumidores / região de abrangência ..................................................................... 27 3.2. O mercado virtual ........................................................................................................................... 28 3.2.1. Dados econômicos ...................................................................................................................... 28 3.2.2. Composição básica de uma loja virtual....................................................................................... 29 3.2.3. Simulação de um pedido de receituário médico ......................................................................... 31 3.2.4. Análise de interesse pelo produto na internet ............................................................................. 33 3.2.5. Linha de produtos que se enquadram na categoria de pré-prontos. .......................................... 34 4. ESTUDO DE CASO DA FILIAL FÍSICA ............................................................................................ 35 4.1. Necessidade de pessoal ................................................................................................................ 35 4.2. Estimativa do investimento total ..................................................................................................... 35 4.2.1. Investimentos fixos ...................................................................................................................... 36 4.2.2. Investimentos financeiros ............................................................................................................ 36 4.2.3. Investimentos pré-operacionais .................................................................................................. 37 4.2.4. Estimativa do investimento total .................................................................................................. 37 4.3. Estimativa do faturamento bruto mensal........................................................................................ 38 4.4. Resultados financeiros ................................................................................................................... 38 4.4.1. Apuração dos custos mensais com materiais ............................................................................. 38 4.4.2 Custos variáveis (mensais) .......................................................................................................... 39 4.4.3. Custos com depreciação ............................................................................................................. 40 4.4.4. Custos fixos ................................................................................................................................. 40 4.4.5. Demostrativo de resultados......................................................................................................... 40 4.5. Principais fatores para a comparação............................................................................................ 41 4.5.1. Diagrama de ciclo da loja tradicional .......................................................................................... 41 4.5.2. Tempo de retorno de investimento ............................................................................................. 42 4.5.3. Pontos de equilíbrio contábil e econômico.................................................................................. 43 4.5.4. Lucratividade ............................................................................................................................... 46 4.5.4.1. Valor presente líquido .............................................................................................................. 46 4.5.4.2. Taxa interna de retorno ............................................................................................................ 47 4.5.5. Razão lucro / investimento .......................................................................................................... 49 4.5.8. Produtividade .............................................................................................................................. 49 5. ESTUDO DE CASO DA LOJA VIRTUAL .......................................................................................... 51 5.3.1. Diagrama de ciclo da loja virtual ................................................................................................. 51 5.3.2. Necessidade de pessoal ............................................................................................................. 52 5.3.3. Estimativa do investimento total .................................................................................................. 53 5.3.4. Investimentos fixos: ..................................................................................................................... 53 5.3.5. Investimentos financeiros ............................................................................................................ 53 5.3.6. Investimentos pré-operacionais .................................................................................................. 54 5.3.7. Estimativa de investimento total .................................................................................................. 54 5.3.8. Estimativa do faturamento bruto mensal da empresa ................................................................ 55 5.3.9. Apuração dos custos mensais com materiais ............................................................................. 55 5.3.10. Custos variáveis (mensais) ....................................................................................................... 55 5.3.11. Custos com depreciação ........................................................................................................... 56 5.3.12. Custos fixos ............................................................................................................................... 57 5.3.13. Demostrativo de resultados ...................................................................................................... 57 5.3.14. Tempo de retorno de investimento ........................................................................................... 58 11 5.3.15. Pontos de equilíbrio contábil e econômico................................................................................ 59 5.3.16. Lucratividade ............................................................................................................................. 60 5.3.16.1. Valor presente líquido ............................................................................................................ 60 5.3.16.2. Taxa interna de retorno .......................................................................................................... 61 5.3.17. Razão lucro / investimento ........................................................................................................ 62 5.3.18. Produtividade ............................................................................................................................ 62 6. RESULTADOS COMENTADOS ....................................................................................................... 64 6.1. Potenciais consumidores ............................................................................................................... 64 6.2. Custos fixos .................................................................................................................................... 65 6.3. Tempo de retorno sobre investimento ........................................................................................... 65 6.4. Pontos de equilíbrio econômico ..................................................................................................... 65 6.5. Valor presente líquido .................................................................................................................... 66 6.6. Taxa interna de retorno .................................................................................................................. 66 6.7. Razão lucro / investimento ............................................................................................................. 67 6.8. Produtividade ................................................................................................................................. 67 6.9. Resultados...................................................................................................................................... 67 CONCLUSÕES ..................................................................................................................................... 68 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 70 12 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Distribuição das Gráficas no Brasil, em unidades produtivas. ............................................ 22 Figura 2 – Mapa da Cidade de São Paulo com divisão regional. ......................................................... 27 Figura 3 – Seqüência de figuras com simulação de como poderia ser o auto-atendimento de uma loja virtual. Nota: Em todas as telas há a opção de retornar à opção anterior. ......................... 33 Figura 4 – Diagrama de ciclo da loja tradicional. .................................................................................. 41 Figura 5 – Fluxo de caixa anual na linha do tempo para a Filial Física. ............................................... 42 Figura 6 – Linha do tempo de fluxo de caixa acumulado mensal indicando o Tempo de Retorno de Investimento. ........................................................................................................................ 43 Figura 7 – Gráfico do PEC em relação às vendas da Prestograf Ltda. ................................................ 44 Figura 8 – Gráfico do Ponto de Equilíbrio Econômico em relação às vendas da Prestograf Ltda. da Loja Física. ........................................................................................................................... 45 Figura 9 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do VPL. .................................. 47 Figura 10 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do TIR. ................................. 48 Figura 11 – Diagrama de ciclo da loja virtual. ....................................................................................... 51 Figura 12 – Fluxo de caixa na linha do tempo para a Loja Virtual. ....................................................... 58 Figura 13 – Linha do tempo de fluxo de caixa acumulado indicando o Tempo de Retorno de Investimento. ........................................................................................................................ 58 Figura 14 – Gráfico do PEC em relação às vendas da Prestograf Ltda. .............................................. 59 Figura 15 – Gráfico do Ponto de Equilíbrio Econômico em relação às vendas da Prestograf Ltda. da Loja Física ............................................................................................................................ 60 Figura 16 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do VPL. ................................ 61 Figura 17 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do TIR. ................................. 62 Figura 18 – Projeção do Comércio Eletrônico. ..................................................................................... 69 13 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Censo .......................................27 Quadro 2 – Linha de produtos Prestograf/Nº de buscas/mês Google. ................................................34 Quadro 3 – Funcionários da Filial Física. .............................................................................................35 Quadro 4 – Máquinas e Equipamentos para a Filial Física. ................................................................36 Quadro 5 – Móveis e Utensílios para a Filial Física. ............................................................................36 Quadro 6 – Volume de investimento em estoque para a Filial Física..................................................36 Quadro 7 – investimentos pré-operacionais para a Filial Física. .........................................................37 Quadro 8 – Estimativa do investimento total para a Filial Física. ........................................................37 Quadro 9 – Previsão de faturamento para a Filial Física. ....................................................................38 Quadro 10 – Custo com materiais para a Filial Física. ........................................................................38 Quadro 11 – Impostos para a Filial Física. ..........................................................................................39 Quadro 12 – Custos de vendas para a Filial Física. ............................................................................39 Quadro 13 – Despesas mensais com folha de pagamento para a Filial Física...................................39 Quadro 14 – Custos com depreciação para a Filial Física. .................................................................40 Quadro 15 – Custos Fixos para a Filial Física. ....................................................................................40 Quadro 16 – Demonstrativo de resultados para a Filial Física. ...........................................................41 Quadro 17 – Produtividade das diversas unidades físicas da loja física. ............................................50 Quadro 18 – Quadro de funcionários da loja Virtual. ...........................................................................52 Quadro 19 – Investimento para construção da loja virtual. ..................................................................53 Quadro 20 – Volume de investimento em estoque para a loja virtual. ................................................54 Quadro 21 – Investimentos pré-operacionais para a loja virtual..........................................................54 Quadro 22 – Estimativa do investimento total para a loja virtual. ........................................................54 Quadro 23 – Previsão de faturamento para a loja virtual. ...................................................................55 Quadro 24 – Custo com materiais para a loja virtual. ..........................................................................55 Quadro 25 – Impostos para a Filial Física. ..........................................................................................55 Quadro 26 – Custos de vendas para a Filial Física. ............................................................................55 Quadro 27 – Despesas mensais com folha de pagamento para a Filial Física...................................56 Quadro 28 – Custos com depreciação para a Filial Física. .................................................................56 Quadro 29 – Custos Fixos para a Filial Física. ....................................................................................57 Quadro 30 – Demonstrativo de resultados para a Filial Física. ...........................................................57 Quadro 31 – Produtividade das diversas unidades físicas da loja física. ............................................63 Quadro 32 – Número de potenciais consumidores e campo de abrangência de cada alternativa de investimento. ...................................................................................................................64 Quadro 33 – Custos fixos totais de cada alternativa de investimento. ...............................................65 Quadro 34 – Tempo de retorno sobre investimento de cada alternativa. ...........................................65 Quadro 35 – Ponto de Equilíbrio de cada alternativa de investimento. ..............................................65 Quadro 36 – Valor presente líquido de cada alternativa de investimento. .........................................66 Quadro 37 – Taxa interna de retorno de cada alternativa de investimento. ........................................66 Quadro 38 – Razão lucro / investimento de cada alternativa de investimento ...................................67 Quadro 39 – Produtividade de cada alternativa de investimento ........................................................67 14 LISTA DE SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. ISO International Standardization Organization. ABIGRAF Associação Brasileira das Indústrias Gráficas. IDH Índice de Desenvolvimento Humano. CNPJ Cadastro nacional de Pessoa Jurídica. PEC Ponto de Equilíbrio Contábil. PEE Ponto de Equilíbrio Econômico. RCP Remuneração do Capital Próprio. VPL Valor Presente Líquido. TIR Taxa Interna de Retorno. SEDEX Serviço de encomenda expressa. 15 1. INTRODUÇÃO A análise de orçamento de capital tem o objetivo de indicar, entre duas alternativas de investimento, qual é mais rentável a médio e longo prazo, a que envolve menor risco entre outras variáveis estratégicas. O objetivo é aumentar a participação da empresa analisada no mercado de serviços gráficos. “Orçamento de capital é o processo utilizado para avaliar e selecionar gastos de capital compatíveis com o objetivo de maximizar a riqueza dos proprietários da empresa” (Gitmanm, 2004, p. 323). Há duas possibilidades mutuamente excludentes de investimento: • Abrir uma filial de vendas na zona sul da Cidade de São Paulo no Bairro Indianápolis ou, • Investir em uma loja virtual com sistema de impressos pré-prontos. Segundo Carvalho Filho (2003, p. 07), em todos os momentos pessoas tomam decisões de negócios utilizando as mais diferentes ferramentas racionais e intuitivas, todas exercem poder de decisão sobre questões que envolvem estratégia, economia e expectativas de acontecimentos futuros. Quanto ao risco, a sua análise propicia sistematizar a abordagem de fenômenos que não estão controlados ou previstos com exatidão, mas através de ensaios probabilísticos, ensejando a inserção da visão de sucesso ou fracasso nos negócios. O valor esperado, por sua vez, associa a questão do risco e os valores financeiros, no sentido de dar uma resposta que leve em conta as probabilidades e as dimensões econômicas, de forma unificada. A Logística, uma vez que esta essencialmente atrelada às questões econômicas e financeiras, solicita um tratamento sistêmico1 e baseado em conceitos de administração e engenharia, pois passa a pertencer ao conjunto de matérias consideradas diferenciais na produtividade, lucratividade e competitividade empresarial. A empresa analisada é uma gráfica tradicional da Zona Norte de São Paulo, o nome é Prestograf e atua a mais de dez anos no mercado regional. Seus principais clientes são profissionais liberais e pequenas empresas e dentre os 1 Sistêmico: que se refere ou segue um sistema em seu conjunto disposto de modo ordenado, metódico, coerente. Que envolve o organismo como um todo ou em grande parte 16 principais produtos oferecidos temos: Receituários Médicos, Cartões de Visita, Folhetos, Fichas, Notas Fiscais e Impressos Especiais. A tomada de decisão envolve dois caminhos distintos conforme enumerado abaixo: 1. Abertura de uma loja virtual onde o cliente monta seu produto, visualiza na tela e faz seu pedido. Este possui um foco diferenciado, um core business2 mais amplo, maior capacidade de expansão devido ao próprio tamanho do mercado. 2. Abrir uma filial na Zona Sul de São Paulo (Indiánápolis), onde existe uma demanda considerável para seus produtos/serviços. “Deves evitar os que só oferecem passagens estreitas, que são cercados de escarpas ou precipícios, que não dão acesso fácil aos espaços livres de onde pode chegar reforço” (SUN TZU, 2008, p. 101) Embora ambas as opções sejam relacionadas com o mesmo produto, impressos gráficos são hipóteses profundamente distintas uma vez que possui processos, custos e públicos distintos. Como o objetivo de qualquer empresa é obter lucro, o objetivo deste trabalho é fornecer as variáveis que servirão de subsídio para a tomada de decisão. Objetivo geral: aumentar a renda. Objetivo específico: maximizar o aumento da renda minimizando os riscos inerentes a qualquer etapa de ampliação de um negócio. (Gitmanm, 2004, p. 323) Os fluxos de caixa relevantes para as decisões de orçamento de capital são: o investimento inicial, as entradas operacionais de caixa e o fluxo de caixa terminal. Os dados levantados para atingir os objetivos empresariais são: 2 Principais serviços prestados. Foco de Produto/Serviço. 17 a. Público disponível b. Custos fixos c. Tempo de retorno sobre investimento d. Pontos de equilíbrio econômico e. Valor Presente Líquido f. Taxa Interna de Retorno g. Razão lucro / investimento h. Produtividade As Metodologias aplicadas serão as pesquisas: bibliográfica, de campo, jornais regionais, Estatística inferêncial3 e a ferramentas de pesquisa da internet Google. No segundo capítulo abordaremos sobre as necessidades de planejamento que um empresário deve fazer, fatores de risco, sobre o mercado gráfico O terceiro capítulo explicará sobre diversos fatores que compões cada uma das alternativas de investimento. No quarto capítulo são desenvolvidos os cálculos e gráficos dos principais fatores de análise da filial física. No quinto capítulo são desenvolvidos os cálculos e gráficos dos principais fatores de análise da loja virtual. No sexto capítulo será feita uma análise comparativa entre as duas alternativas. Será atribuído peso e será sugerida uma alternativa de investimento baseada em números com discussão de cada caso. Enfim a conclusão com os pontos mais importantes e a sugestão de investimento. Os estudos realizados servirão de parâmetros para que a decisão seja realizada com a maior margem de acerto possível a médio e longo prazo. Entretanto devemos nos precaver quanto à decisão final, pois decisão se diferencia de solução. A Solução é quando há um encadeamento lógico e todas as 3 Estatística inferêncial : Método de estimativa de uma população com base nos estudos sobre amostra. 18 variáveis são conhecidas e estão disponíveis. No mundo dos negócios as variáveis são muito amplas, difíceis de conhecer em sua plenitude e difíceis de quantificar, uma vez que os levantamentos dos dados são por amostras. Valendo-se de várias hipóteses, Zaccarelli (2000, p. 42) constata que [...] A palavra decisão é usada quando não é possível ter a disposição todas as informações no momento de iniciar a ação. [...] A palavra solução é usada quando se dispõe de todas as informações necessárias para realizar determinada escolha [...] [...] Quanto menos informações, maior o risco da decisão. Teoria e prática são inseparáveis. Assim como o estudo, a realidade tem grande peso em um negócio cheio de subjetividades que irão desde a afinidade com o negócio pelo empresário à futuros agentes de inovação, tendência e tecnologia. Segundo Hummel (1995, p. 55), qualquer metodologia a ser adotada no processo de análise necessariamente inclui: a) Valor e época dos pagamentos para cada uma das alternativas. No caso do trabalho exposto será considerada a demanda atual da gráfica como limitador da análise. b) Taxa de retorno mínima que deve ser obtida com aplicação de capital disponível. c) O prazo durante o qual os efeitos da decisão serão analisados. Será feita análise para um período de sete anos a partir do investimento inicial. O processo de orçamento de capital compreende cinco etapas distintas: 1. Geração de proposta; 2. Revisão e análise; 3. Tomada de decisão; 4. Implantação; 5. Acompanhamento. 19 2. ANTES DE AMPLIAR UM NOVO NEGÓCIO Segundo Alessandro Saade (2006, p. 84), na hora de se consolidar em um mercado internacional (outras cidades e estados no caso deste trabalho), toda empresa deve se lembrar destes três Cs: Comprometimento – Estar preparado para atender o cliente em tudo o que for possível, inclusive no desenvolvimento/adaptação do produto. Continuidade – Manter o cliente sempre abastecido na quantidade e no tempo certo. Consistência – Estar preparado para atender pedidos maiores do que o esperado mantendo a qualidade e preço. Para atingir o objetivo geral devemos nos ater que é necessário criar, inovar, investir em tecnologia. Para atingir o objetivo específico devemos estudar cuidadosamente cada caminho, pesquisar, calcular os riscos, comparar. Novas tecnologias são geradas a muito tempo causando verdadeiras revoluções que modificam as formas de pensar e agir. Cada mudança representa uma nova etapa do desenvolvimento humano, gerando necessidades novas. O que antes era utopia hoje é indispensável como o caso das geladeiras, os celulares e atualmente a internet. Segundo Felipini (2007, p. 13), a principal função do planejamento é estimular o gestor a se antecipar aos possíveis problemas e a se preparar para eles. Uma ferramenta muito útil para esse planejamento é o plano de negócios. O Plano de Negócios é basicamente um instrumento de planejamento, no qual as principais variáveis envolvidas em um empreendimento são apresentadas de forma organizada. Segundo o site: www.planodenegocios.com.br, a configuração básica de um bom plano de negócios deve seguir os seguintes parâmetros: DESCRIÇÃO DA EMPRESA: Histórico, crescimento/faturamento dos últimos anos, sua razão social, impostos, estrutura organizacional, localização, parcerias, serviços terceirizados, etc. 20 PRODUTOS E SERVIÇOS: Descrição dos produtos e serviços, como são produzidos, ciclo de vida, fatores tecnológicos envolvidos, pesquisa e desenvolvimento, principais clientes atuais, se detém marca e/ou patente de algum produto etc. ANÁLISE DE MERCADO: Descrição do mercado consumidor dos produtos/serviços (através de pesquisas de mercado): como está segmentado, as características do consumidor, análise da concorrência, a sua participação de mercado e a dos principais concorrentes, os riscos do negócio, etc. PLANO DE MARKETING: Estratégia de venda dos produtos/serviços, conquista e fidelidade dos clientes, aumento da demanda pelos mesmos, métodos de comercialização, diferenciais do produto/serviço para o cliente, política de preços, projeção de vendas, canais de distribuição e estratégias de promoção/comunicação e publicidade. PLANO FINANCEIRO: Apresentação, em números, de todas as ações planejadas da empresa e as comprovações, através de projeções futuras (quanto precisa de capital, quando e com que propósito), de sucesso do negócio. Deve conter itens como fluxo de caixa com horizonte de 3 anos, balanço, ponto de equilíbrio, necessidades de investimento, lucratividade prevista, prazo de retorno sobre investimentos etc. De forma sintética, o plano de negócios abrange os principais aspectos de um empreendimento. Sua confecção bem elaborada não garante o sucesso do empreendimento, mas, representa um enorme passo nessa direção. A elaboração de um bom plano de negócios pode demorar meses e não é o foco desse trabalho, mas pode servir como apoio para a elaboração do mesmo. Sem dúvidas, baseado em estatísticas de empresas que abrem (ou expandem suas atividades) e fecham, é recomendado que antes de iniciar a nova empreitada a empresa elabora cuidadosamente um plano de negócios referente ao plano de ampliação escolhido. 21 2.1. Riscos e incertezas Na análise econômica entre alternativas, o índice de lucratividade é muito importante, mas pode ser inútil se não for acompanhado da análise de risco. Um negócio de alta lucratividade nem sempre constitui uma boa escolha. Todos os negócios estão sujeitos a um razoável grau de risco, seja por fatores internos, ou externos. Segundo o entendimento de Carvalho Filho (2003, p. 71), os conceitos de riscos e incertezas são: • Risco: chance de ocorrência de um evento (fracasso). • Incerteza: magnitude do evento caso ocorra. Também esclarece sobre os principais riscos envolvidos em pagamentos e recebimentos. 1. Previsão das receitas, sensível à demanda dos consumidores e da concorrência. 2. Previsão dos custos operacionais, variáveis e inesperados. 3. Vida econômica do bem ou projeto, em termos de eficiência e obsolecência. 4. Taxa de juros ou reivestimento, ao longo do projeto ou vida útil do ativo. Pode-se verificar que a análise de risco é fundamental, pois como se terá certeza de que serão vendidas 1000 unidades de um produto em um determinado período? Como os concorrentes reagirão: Quebraram abrindo o mercado ou irão aprimorar seus produtos? E os fatores tecnológicos que podem inverter as necessidades com a criação de novas tecnologias. Quanto maior o número de eventos para análise, maior a chance de precisão do resultado. 2.3. Gráfica em números O mercado gráfico esta disponível em todo o país embora apresente distribuição de unidades produtivas e faturamentos bem heterogênea. 22 Segundo a ABRIGRAF a Região Sudeste concentra o maior número de unidades produtivas. Dos 19 mil estabelecimentos gráficos temos: 7% 3% 13% Sudeste Sul Nordeste 54% Centro-Oeste Norte 23% Figura 1 – Distribuição das Gráficas no Brasil, em unidades produtivas. Quanto ao tamanho do mercado, as gráficas são constituídas, em sua maioria, por empresas de micro e pequeno portes, que representam 88,7% do número total e foram responsáveis por 32,2% da mão de obra empregada e 21% do faturamento de 2008. A receita de venda de 2008 foi de 21,49 bilhões de reais. 2.4. Meta empresarial O objetivo do empreendimento é gerar lucro, entretanto deve-se definir um valor mínimo de lucratividade que possa atender a expectativa de sustentabilidade do negócio em si e aumentar a riqueza do investidor. Querendo ou não, todo o investimento por si só já implica em uma análise e decisão financeira. Há sempre em jogo o custo do dinheiro juntamente com seu rendimento se o capital fosse aplicado em investimentos com riscos moderados. De acordo com O Jornal do Comercio (Porto Alegre, sexta-feira, 30 de outubro de 2009, por Marcos Giesteira), o setor de Comunicação e Gráfica esta entre os 34 principais setores da economia brasileira no ranking de rentabilidade, mais precisamente esta em segundo lugar com 15,7%, abaixo apenas das instituições financeiras. Esse ranking foi avaliado pela Austin, que avaliou 4.428 empresas agregadas em 34 setores. O indicador de rentabilidade utilizado foi 23 calculado a partir da relação Lucro Líquido (LL) sobre Patrimônio Líquido (PL), que é um indicador financeiro que mede o retorno do capital próprio investido. O acionista/empresário responsável pela decisão decidiu adotar a Média Ponderada entre o índice de rentabilidade média do setor de Comunicação e Gráfica (15,7%) e o valor médio de juros/ano de empréstimo para sua empresa (30%a.a.) como rendimento mínimo de atratividade do novo empreendimento. De acordo com D´Ambrósio a fórmula de Média Ponderada é: xw= x1.f1+x2.f2+ x3.f3+...xn.fn f1+f2+f3+... Onde: x = valor, f= freqüência. Portando: xw= 0,157x1+0,30x2 1+2 = 0,2523 = 25,23% Estes valores foram escolhidos porque: 1. Se encaixam perfeitamente na média de lucratividade do setor. 2. O dinheiro disponibilizado no projeto pode frustrar outro empreendimento mais atrativo, obrigando à captação de empréstimo a taxa de juros correspondente. 24 3. VAREJO TRADICIONAL X MERCADO VIRTUAL A Prestograf nasceu com a finalidade de explorar um nicho específico pouco cobiçado pela maioria das gráficas tradicionais que são impressos voltados para os profissionais liberais, principalmente da área da saúde. Com o tempo, o amadurecimento, e pela própria história de conquista, suas atividades foram ampliadas para convites de casamentos, impressos e boletins para a indústria e instituições de ensino. A matriz funciona em horário comercial das 8h00 às 17h00. Os principais serviços fornecidos oferecidos são: a) Cartões de Visita b) Receituários Médicos c) Receituários Especiais d) Folders e) Envelopes personalizados f) Flyer g) Carimbos h) Pastas personalizados i) Boletins informativos j) Recibos k) Serviços diversos menos significativos A demanda prevista para a elaboração deste trabalho é baseada na experiência do empresário e utilizava valores estimados. Segundo Hummel (1995, p. 87), em todas as alternativas de investimento sempre há valores estimados, deve-se tomar, portanto, a precaução de atribuir a cada um desses eventos certo grau de incerteza. A conscientização formal do grau e do tipo de incerteza serve para assegurar que a qualidade da solução seja conhecida pelos responsáveis pelas tomadas de decisão. Corrêa, Gianesi e Caon (2001, p. 63) relacionam alguns requisitos que devem ser observados para efetuar previsões eficazes: a. Conhecer os mercados, suas necessidades e comportamentos; b. Conhecer os produtos e seus usos; c. Saber analisar os dados históricos; 25 d. Conhecer a concorrência e seu comportamento; e. Conhecer as ações da empresa que afetam a demanda; f. Formar uma base de dados relevantes para a previsão; g. Documentar todas as hipóteses feitas na elaboração da previsão; h. Trabalhar com fatos e não apenas com opiniões e; i. Articular diversos setores para a elaboração da previsão. No varejo virtual é muito mais difícil calcular a demanda prevista devido a novidade mercadológica que esse nicho significa. Para efeito de comparação, evitando ser influenciado por esse fator foi considerada a mesma demanda prevista para o varejo tradicional. 3.1. O varejo tradicional Segundo Parente (2000, p. 14), varejo consiste em todas as atividades que englobam o processo de venda de produtos e serviços para atender a uma necessidade pessoal do consumidor final, e o varejista é qualquer instituição cuja atividade principal consiste na venda de produtos e serviços para o consumidor final. O varejo é uma das atividades empresariais que vêm atravessando maior ritmo de transformação. Dentre as transformações, destacam-se: a) o aumento da globalização: com grandes grupos empresariais. b) aumento da consolidação: somente um pequeno número de empresas estará assumindo a participação no volume varejista; c) a polarização massificação versus especialização: verifica-se a tendência da polarização entre varejistas pequenos, também chamados de especialistas, que não conseguem as economias de escala ou o poder de negociação dos maiores e, como não são capazes de oferecer preços competitivos nos seus produtos, utilizamse da estratégia da especialização para atingir o seu público. Já os grandes varejistas assumem o posicionamento de varejo em massa, por serem caracterizados em geral como empresas de grande porte, operando na grande maioria do território nacional e desenvolvendo sofisticados sistemas logísticos. 26 Por estar se evidenciando como um dos setores empresariais mais criativos, o setor varejista tem propiciado o surgimento de novos modelos e inovações, como os hipermercados, lojas de conveniências, locadoras de vídeo e/ou DVD, supermercados 24 horas, entre outros. Outra grande tendência é o varejo integrado, isto é, a união de duas ou mais lojas varejistas ocupando o mesmo local, apresentando novas combinações de lojas, tais como lojas de café ou acesso à internet dentro de livrarias, padarias junto com farmácias, lojas de conveniências em posto de gasolina, farmácias em supermercados, entre outros. O surgimento destes novos formatos criativos vem reduzindo o ciclo de vida das instituições mais tradicionais que não participaram deste processo de modernização e que precisam ceder espaço para o desenvolvimento de novos modelos. A proposta da filial física é criar um 2º turno produtivo na matriz e deixar a filial apenas como escritório para recebimento de clientes e base para vendas externas. Os trabalhos na matriz seriam processados no período das 17h00 às 24h36 (após às 22h, de acordo com a CLT, a hora trabalhada equivale a 52min). Na filial ficaria apenas o Atendente/Vendedor e Vendedor Externo. Na matriz, trabalhariam no 2º período os demais funcionários. 27 3.1.1. Potenciais consumidores / região de abrangência Figura 2 – Mapa da Cidade de São Paulo com divisão regional. Com a filial instalada em Indianápolis (Região 4), o objetivo é atuar nas seguintes regiões: Região nº Bairro 23 Vila Mariana 24 Ibirapuera* 28 Saúde 29 Ipiranga* 4 Indianópolis* 47 Jabaquara POPULAÇÃO/IDH TOTAL POPULAÇÃO/IDH CIDADE DE SÃO PAULO Demografia (População Total) 313.036 118.788 118.788 29.235 118.788 14.095 712.730 10.434.252 IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) 0,774 0,622 0,622 0,563 0,622 0,528 0,621 (MÉDIO) 0,850 Quadro 1 – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Censo Demográfico 1991 e 2000; * Estimativa embasada na média das outras regiões. 28 3.2. O mercado virtual Para Druker (2000, p. 6), o comércio eletrônico se constitui em um elemento verdadeiramente revolucionário, no que se convencionou chamar de "Revolução da Informação". Com a evolução da WEB 2.0 e dos sistemas de transporte cada vez mais barato pelo ganho em escala, perde-se o conceito de fronteira tornando o globo como mercado: A Globalização. Pequenas empresas, que disponibilizam de poucos recursos financeiros têm conseguido enorme sucesso explorando os mecanismos de vendas eletrônicas pela Internet. Um dos casos mais famosos é o da Loja Virtual Submarino, que se tornou líder no mercado no Brasil. Segundo Franco Junior (2001, p. 26) são identificadas pelo menos quatro etapas principais da integração do funcionamento de implementação do eCommerce: a) pesquisa por parte do cliente (geralmente utilizando as ferramentas de busca da WEB); b) configuração do produto por parte do vendedor (empresa); c) fechamento do negócio: nessa fase é feita a confirmação do pedido; d) faturamento: esta é a fase final do processo (em que ocorre a emissão de nota fiscal, emissão de fatura para cobrança em forma de boleto bancário ou cartão de crédito). 3.2.1. Dados econômicos As compras de bens de consumo pela Internet atingiram o valor de R$ 8,2 bilhões em 2008, crescimento de 30% em comparação com 2007, segundo pesquisa da consultoria e-bit. O estudo mostra, ainda, que, em 2008, mais de 13 milhões de brasileiros fizeram compras pela Internet, segundo relatório da e-bit. 29 3.2.2. Composição básica de uma loja virtual De acordo com especialistas do ramo (Web Designer) não existe uma configuração específica de uma loja virtual, assim como a maioria dos serviços virtuais, há muita flexibilidade e dinamismo na sua estrutura. Existem algumas configurações gerais que são mais adotadas devido a sua eficácia baseada em analise de retorno e Benchmarking4. Mas de maneira geral uma loja virtual é composta por uma série de outros sistemas para apoiarem as transações de compra e venda, como o controle de estoque, sistema de faturamento, sistema de logística, sistema de relatórios gerenciais, controle de anti-fraude, comunicação com fornecedores e bancos, integração com sistema ERP (Enterprise Resource Planning, ou Sistema Integrado de Gestão) da empresa e outros. Para este trabalho foi escolhido o modelo de loja virtual da empresa lojavirtualbr.com por se adaptar bem aos padrões de uma micro-empresa do ramo gráfico (com adaptação). DESCRIÇÃO DOS RECURSOS DA LOJA VIRTUAL: • Gerenciamento total de conteúdo: fotos, textos e transações financeiras eletrônicas; • Criação de categorias e sub-categorias de produtos; • Inserção de produtos; • Controle de estoque com Bloqueio e Desbloqueio automático de exibição de produtos; • Calculo de frete integrado com os Correios; • Controle e gerenciamento do cadastro de clientes; • Acompanhamento das transações financeiras realizadas; • Controle dos pedidos liberados para o processo de logística; • Área para apresentar as novidades e promoções da loja virtual; • Apresentação dos produtos mais vendidos; • Carrinho de compras; • Sistemas de segurança. SISTEMAS DE PAGAMENTO ON-LINE: 4 Benchmarking é a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior. 30 • boleto bancário; • financiamento; • cartão de crédito das bandeiras VISA e MASTECARD; • transferência bancária. MECANISMOS DE BUSCA POR: • menu com categorias e sub-categoria de produtos/serviços; • Busca Rápida por palavra-chave. INFORMAÇÕES: • envios e devoluções; • segurança; • condições de uso; • contato. SISTEMA DE RELATÓRIOS • clientes • pedidos • status do pedido (informa como esta o processo: Impressão, Acabamento, Embalagem, Entrega) • Estatísticas • produtos mais vistos. • produtos mais vendidos. • total de pedido por cliente A proposta apresentada neste trabalho aponta para os impressos préprontos por questões econômicas, mas ainda há a questão da facilidade. Ninguém fica privado de obter um produto por falta de conhecimento técnico, basta dominar operações simples e intuitivas disponíveis em um site padronizado com os melhores designes do mercado – já prontos. Devido à automatização do processo de comprar por parte do cliente é possível agregar ganhos/reduzir custos. No mercado tradicional há um leque muito maior de produtos e variáveis, fruto da pessoalidade do atendimento. 31 No mercado virtual existe uma necessidade maior de automação, ou seja, redução significativa de opções ao cliente, havendo um mix menos extenso de produtos é possível prever e confeccionar impressos semi-prontos. Nesse caso os pedidos podem ocorrer de duas maneiras: 1. O cliente escolhe entre os modelos pré-prontos acrescentando suas personalizações. 2. O cliente solicita um pedido especial, com valor diferenciado – neste caso a manufatura é personalizada se igualando ao método tradicional. 3.2.3. Simulação de um pedido de receituário médico Exemplo: O cliente deseja solicitar um receituário médico no auto-serviço de modelos pré-prontos da loja virtual. 1ª Etapa: O cliente escolhe entre tipos de fundo. 2ª Etapa: Escolha do tipo de papel. 32 3ª Etapa: As variáveis (dados pessoais) são fornecidas. NOME: ENDEREÇO: FONE: CRM: A rn al d o rna ldo A Arn ald o Ar na ld o do al Ar n A rn al do 4ª Etapa: Escolha da fonte entre opões. 5ª Etapa: Escolha entre disposição das informações. Nome Nome Nome Endereço Nome Nome Endereço Endereço Endereço Endereço Nome Endereço 33 6ª Etapa: Visualização na tela do modelo escolhido. Figura 3 – Seqüência de figuras com simulação de como poderia ser o auto-atendimento de uma loja virtual. Nota: Em todas as telas há a opção de retornar à opção anterior. 3.2.4. Análise de interesse pelo produto na internet Ao contrário do varejo tradicional onde já existe uma demanda, conhecimento do mercado e público esperado o mercado virtual ainda é um mundo inexplorado e desconhecido pela empresa. Como o objetivo maior do trabalho é maximizar o retorno financeiro do empresário e passa pela decisão financeira entre os dois investimentos, é de crucial importância a adequação da linha de produtos com a demanda do mercado alvo. Para facilitar nesta busca de definição da linha de produtos mais adequada para o mercado virtual utilizamos a ferramenta de busca mais popular da internet, o Google. Através da ferramenta Google denominada Google AdWords constatamos que no Brasil, a linha de produtos Prestograf são buscadas pelos internautas nas seguintes intensidades/mês: 34 PRODUTO Gráfica / Impressão / Serviços Impressão Cartões de Visita / Cartão de Visita Receituários Médicos/ Receituário Médico Receituários Especiais/ Receituário Especial Folders/ Folder / panfletos Envelopes personalizados/ Envelope personalizado Flyers/ Flyer Carimbos/ Carimbo Pastas personalizadas/ Pasta personalizada Boletins informativos/ Boletim informativo Recibos/ Recibo Nº de procura pelo Google/mês 290.000 569.000 4.000 11 4.685.000 110 Não retorna o resultado desejado 3.880 825 36 101.000 Quadro 2 – Linha de produtos Prestograf/Nº de buscas/mês Google. Esses números não representam necessariamente que o internauta busca uma gráfica para manufaturar o produto em questão, mas fornece um parâmetro do nº de interesse que se tem por esses produtos. No Google há uma necessidade ativa do cliente que esta procurando aquele produto. Estar disponível em sites onde o público alvo costuma freqüentar compreende uma atitude mais ativa por parte do empresário. O cliente é lembrado de que tem uma necessidade da qual não havia se dado conta. 3.2.5. Linha de produtos que se enquadram na categoria de préprontos. 1. Cartões de Visita 2. Receituários Médicos 3. Receituários Especiais 4. Folders 5. Envelopes personalizados 6. Recibos 35 4. ESTUDO DE CASO DA FILIAL FÍSICA Os estudos de caso apresentados objetivam analisar os principais fatores que influenciam de forma consistente a tomada de decisão empresarial. 4.1. Necessidade de pessoal Inspirado na empresa matriz, a filial terá o seguinte quadro de funcionários: CARGO Atendente / Vendedor Diagramador Vendedor Externo / Entregador Impressor Profissional de Acabamento QUALIFICAÇÕES NECESSÁRIAS Profissional de nível intermediário. Noções sólidas sobre os processos gráficos, conhecimentos de informática em nível de usuário, boa comunicação e pró-ativo. Curso superior em área afim em andamento, sólido conhecimento em Arte final, Programas de Editoração Eletrônica e Processos de gráfica. Profissional de nível intermediário. Noções sólidas sobre os processos gráficos, conhecimentos de informática em nível de usuário, boa comunicação, pró-ativo e com automóvel próprio. Profissional de nível intermediário. Curso profissionalizante na área. Ótima coordenação motora, sólido conhecimento sobre os processos gráficos, conhecimentos de informática em nível de usuário. Profissional de nível intermediário. Curso profissionalizante na área. Ótima coordenação motora, sólido conhecimento sobre os processos gráficos, conhecimentos de informática em nível de usuário. Quadro 3 – Funcionários da Filial Física. 4.2. Estimativa do investimento total Embasado no manual de desenvolvimento do plano de negócios do SEBRAE e no histórico da empresa matriz, foi feito o seguinte levantamento de investimentos: a) Investimentos fixos; b) Investimentos financeiros; c) Investimentos pré-operacionais. 36 4.2.1. Investimentos fixos MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Impressora Laser Multifuncional Impressora DeskJet Notebook com SO QTDD VALOR UNIT VALOR TOTAL 1 R$ 1.200,00 R$ 1.200,00 1 2 R$ 700,00 R$ 2.000,00 R$ 497,28 R$ 700,00 R$ 4.000,00 R$ 994,56 R$ 331,73 R$ 663,46 2 R$ 394,39 R$ 788,78 2 R$ 540,15 R$ 1.080,30 2 R$ 99,00 R$ 198,00 R$ 9.625,10 Office 2007 2 CorelDraw x5 2 Software Adobe Ilustrater PhotoShop CS 4 Anti-Virus SUB-TOTAL Quadro 4 – Máquinas e Equipamentos para a Filial Física. MÓVEIS E UTENSÍLIOS Cadeiras Giratórias Cadeiras Fixas Sofá para recepção Quiosque de bebidas quentes/biscoitos Mesa de recepção Mesa de vendas/reunião Porta Revistas Alarme Outros QTDD VALOR UNIT VALOR TOTAL 3 6 1 R$ 170,00 R$ 130,00 R$ 700,00 R$ 510,00 R$ 780,00 R$ 700,00 1 R$ 750,00 R$ 750,00 1 R$ 650,00 R$ 650,00 1 R$ 1000,00 R$ 1000,00 R$ 100,00 R$ 200,00 ---SUB-TOTAL R$ 100,00 R$ 200,00 R$ 1.200,00 R$ 5.890,00 1 1 ---- Quadro 5 – Móveis e Utensílios para a Filial Física. TOTAL DE INVESTIMENTOS FIXOS: R$ 15.515,10 4.2.2. Investimentos financeiros ESTOQUE INICIAL (ADICIONAL): Descrição Papeis/Envelopes Total R$ 3.500,00 Quadro 6 – Volume de investimento em estoque para a Filial Física. 37 CAPITAL DE GIRO: Segundo informações do (SEBRAE – 2008) A fórmula do Capital de Giro é: Capital de Giro = Valor das Contas a Receber + Valor em Estoque - Valor das Contas a Pagar. Conforme podemos verificar nos quadros 09 e 12, o valor de contas a receber é 50% da previsão de vendas menos os custos de venda. O valor das contas a pagar, conforme quadros 10 e 13 foi dado pela somatória dos custos com materiais + 13º salários proporcional + 1/3 Férias proporcional + Multa FGTS proporcional. Substituindo, teremos: Capital de Giro = R$ 13.781,12 + R$ 3.500,00 - R$ 7.245,62. TOTAL DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS: R$ 10.035,50 4.2.3. Investimentos pré-operacionais INVESTIMENTOS PRÉOPERACIONAIS Despesas de legalização (Jucesp / Receita Federal / Insc. Prefeitura / CNPJ de filial) Obras / Reformas Divulgação Outras Despesas TOTAL TOTAL R$ 450,00 R$ 6.000,00 R$ 1.000,00 R$ 500,00 R$ 7.950,00 Quadro 7 – investimentos pré-operacionais para a Filial Física. TOTAL DE INVESTIMENTOS PRÉ-OPERACIONAIS: R$ 7.950,00 4.2.4. Estimativa do investimento total DESCRIÇÃO Estimativa dos Investimentos Fixos Estimativa dos Investimentos financeiros. Estimativa dos Investimentos PréOperacionais INVESTIMENTO TOTAL TOTAL R$ 15.515,10 R$ 10.035,50 R$ 7.950,00 R$ 33.501,00 Quadro 8 – Estimativa do investimento total para a Filial Física. 38 4.3. Estimativa do faturamento bruto mensal Devido a experiência do empresário que já conhece a área, pois já possui clientes na região, é possível elaborar uma previsão de demanda com um razoável grau de certeza, conforme tabela abaixo. Produto/Serviço Cartões de Visita Receituários Médicos Receituários Especiais Folders Envelopes personalizados Flyer Carimbos Pastas personalizados Boletins informativos Recibos Serviços diversos Quantidade de Preço de Vendas Venda (unitário) 40.000 R$ 0,20 30.000 R$ 0,10 12.000 R$ 0,30 3.500 R$ 0,20 R$ 0,10 12.000 12.000 R$ 0,07 25 R$ 30,00 1.500 R$ 1,50 2.000 R$ 1,20 5.000 R$ 0,10 25.000 R$ 0,20 TOTAL FATURAMENTO BRUTO TOTAL UNIDADES VENDIDAS Faturamento Total R$ 8.000,00 R$ 3.000,00 R$ 3.600,00 R$ 700,00 R$ 1.200,00 R$ 840,00 R$ 750,00 R$ 2.250,00 R$ 2.400,00 R$ 500,00 R$ 5.000,00 R$ 28.240,00 133.025 Quadro 9 – Previsão de faturamento para a Filial Física. 4.4. RESULTADOS FINANCEIROS 4.4.1. Apuração dos custos mensais com materiais Produto/Serviço Cartões de Visita Receituários Médicos Receituários Especiais Folders Envelopes personalizados Flyer Carimbos Pastas personalizados Boletins informativos Recibos Serviços diversos Quantidade de Vendas 40.000 30.000 12.000 3.500 R$ 0,04 R$ 0,02 R$ 0,06 R$ 0,04 Custo com materiais R$ 1.600,00 R$ 600,00 R$ 720,00 R$ 140,00 12.000 R$ 0,02 12.000 R$ 0,01 25 R$ 18,00 1.500 R$ 0,30 2.000 R$ 0,60 5.000 R$ 0,02 25.000 R$ 0,04 CUSTOS MENSAIS COM MATERIAIS R$ 240,00 R$ 120,00 R$ 450,00 R$ 450,00 R$ 1.200,00 R$ 100,00 R$ 1.000,00 R$ 6.620,00 Quadro 10 – Custo com materiais para a Filial Física. Custo unitário 39 4.4.2 Custos variáveis (mensais) IMPOSTOS Descrição Porcentagem Sob Faturamento Custo Total Estimado 6,25% R$ 28.240,00 R$ 1.765,00 IMPOSTOS TOTAIS R$ 1.765,00 Simples Quadro 11 – Impostos para a Filial Física. CUSTOS DE VENDA Descrição Cartão de crédito – sob faturamento específico – 25% Faturamento (Bandeira Visa) Cartão de crédito – sob faturamento específico – 25% Faturamento (Bandeira Mastercard) Porcentagem Mensalidade Custo Total 2,4% ------ R$ 169,44 2,4% ------ R$ 169,44 CUSTOS DE VENDAS TOTAIS R$ 338,88 Quadro 12 – Custos de vendas para a Filial Física. FOLHA DE PAGAMENTO Nº DE CARGO EMPREGADOS ATENDENTE / VENDEDOR Salário 1 DIAGRAMADOR Salário 1 VENDEDOR EXTERNO / ENTREGADOR Salário 1 IMPRESSOR Salário 1 PROFISSIONAL DE ACABAMENTO Salário 1 SALÁRIO MENSAL TOTAL R$ 825,00 R$ 825,00 R$ 1500,00 R$ 1500,00 R$ 825,00 R$ 825,00 R$ 1800,00 R$ 1800,00 R$ 825,00 R$ 825,00 DEMAIS DESPESAS COM FUNCIONÁRIOS DESPESA QTDD FGTS 5 Multa FGTS (40% + 10%) 5 1/3 Férias (Proporcional/mês) 5 13º Salário (Proporcional) 5 Adicional noturno 5 TOTAL DE DESPESAS DESPESAS MENSAIS COM FOLHA DE PAGAMENTO Quadro 13 – Despesas mensais com folha de pagamento para a Filial Física. VALOR R$ 462,00 R$ 231,00 R$ 144,37 R$ 481,25 R$ 367,50 R$ 1.686,12 R$ 7.461,12 40 4.4.3. Custos com depreciação ATIVOS FIXOS Software Equipamentos de Informática Móveis VALOR DOS BENS VIDA ÚTIL (EM ANOS) DEPRECIAÇÃO MENSAL R$ 3.725,10 3 R$ 103,48 R$ 3.900,00 3 R$ 108,40 R$ 5.790,00 5 TOTAL DE CUSTOS COM DEPRECIAÇÃO R$ 96,50 R$ 308,38 Quadro 14 – Custos com depreciação para a Filial Física. 4.4.4. Custos fixos DESCRIÇÃO CUSTO TOTAL MENSAL Aluguel R$ 3.000,00 IPTU (proporcional) R$ 125,00 Cartão de crédito Mensalidade (Bandeira Visa) R$ 80,00 Cartão de crédito Mensalidade (Bandeira R$ 40,00 Mastercard) Propaganda R$ 300,00 Água R$ 45,00 Energia elétrica R$ 200,00 Telefone R$ 600,00 Internet R$ 100,00 Honorários do contador R$ 0,00 Manutenção dos equipamentos R$ 100,00 Salários + Encargos R$ 7.461,12 Material de limpeza R$ 25,00 Material de escritório R$ 50,00 Depreciação R$ 308,38 CUSTOS FIXOS TOTAIS R$ 12.434,50 Quadro 15 – Custos Fixos para a Filial Física. 4.4.5. Demostrativo de resultados TABELA DESCRIÇÃO Receita total com vendas Custos Variáveis Totais (-) Custo com materiais (-) Impostos sobre vendas (-) Gastos com vendas VALOR R$ 28.240,00 R$ 6.620,00 R$ 1.765,50 R$ 338,88 41 SUBTOTAL Margem de contribuição R$ 8.724,38 R$ 19.515,62 Custos Fixos Totais Custos Fixos R$ 12.434,50 RESULTADO DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO FLUXO LÍQUIDO DE CAIXA OPERACIONAL INCREMENTAL R$ 7.081,12 R$ 308,38 R$ 7.389,50 Quadro 16 – Demonstrativo de resultados para a Filial Física. 4.5. PRINCIPAIS FATORES PARA A COMPARAÇÃO 4.5.1. Diagrama de ciclo da loja tradicional CLIENTE/P EDIDO ATENDIMENTO ARTE/ PRÉ-IM PRES-SÃO NECESSIDADE CLIENTE/A PRO VAÇÃO CONSUMO ARTE/ PRÉ-IM PRES-SÃO ENTREGA/ PAGA MENTO ACABAMENTO Figura 4 – Diagrama de ciclo da loja tradicional. PRODUÇÃO 42 4.5.2. Tempo de retorno de investimento Este indicador informa o tempo e a proporção em que o investimento será recuperado. Sempre que se inicia um projeto, o dinheiro aplicado neste gera um fluxo de caixa negativo, no decorrer do tempo esse investimento é recuperado através de lucro. Nesse gráfico foi utilizado o Fluxo de Caixa Convencional onde a linha do tempo apresenta a saída no tempo zero (investimento inicial) e as entradas uniformes já deduzidos os impostos e excluído os juros. Figura 5 – Fluxo de caixa anual na linha do tempo para a Filial Física. Conforme Carvalho Filho (2003, p. 63) “Tempo de retorno de um investimento é a quantidade de tempo necessária para que o sistema recupere o seu investimento e retorne o fluxo de caixa cumulativo para positivo”. Segundo o autor esse fator não deve ser utilizado isoladamente, mas é um fator importante para uma análise e decisão, pois não caracteriza o projeto em si, nem sua rentabilidade. 43 Figura 6 – Linha do tempo de fluxo de caixa acumulado mensal indicando o Tempo de Retorno de Investimento – filial física. Com isso concluímos que o Tempo de Retorno de Investimento ocorre 140 dias após o investimento inicial (Não foi considerado os juros, apenas o fluxo de caixa puro). 4.5.3. Pontos de equilíbrio contábil e econômico Para identificar o faturamento médio mínimo para a empresa obter Lucro deve-se utilizar os fatores: Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) e Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE). De maneira geral os lucros gerados por uma empresa podem revelar três situações distintas: a. Podem estar gerando recursos insuficientes para manter a empresa (prejuízo); b. Podem estar gerando recursos mínimos para manter a sua sobrevivência (Ponto de Equilíbrio Contábil); 44 c. Podem estar gerando recursos para empresa sobreviver e crescer (a partir do Ponto de Equilíbrio Econômico). O PEC é atingido quando os Custos Totais se igualam à Receita. Cálculo para achar a receita necessária para atingir o ponto de equilíbrio contábil: Figura 7 – Gráfico do PEC em relação às vendas da Prestograf Ltda. 45 Quanto mais próximo de seu Ponto de Equilíbrio uma empresa estiver operando, maior sua chance de fracasso. Mas para uma empresa se tornar lucrativa é necessário ultrapassar a barreira dos custos totais que é a soma dos custos fixos mais custos variáveis mais a Remuneração do Capital Próprio (RCP), ou seja, quando a receita se iguala a todos os custos mais a remuneração de capital no final do período analisado. Esse é o PEE. O PEE se da quando o Lucro é igual à Remuneração do Capital (25,23% a.a.). PEC + RCP = PEE R$ 216.252,17 + 25,23% = R$ 270.812,59 Figura 8 – Gráfico do Ponto de Equilíbrio Econômico em relação às vendas da Prestograf Ltda. da Loja Física. 46 Neste caso observamos que o Ponto de Equilíbrio Econômico em relação às vendas é alcançado quando há 1.270.000 unidades vendidas. Isso significa que a Prestograf prevê, para este tipo de modal, uma venda cerca de 25,29% superior ao mínimo necessário para cobrir os Custos Totais + a Remuneração de Capital. 4.5.4. Lucratividade Lucratividade é um indicador que mede o lucro líquido em relação às vendas, está relacionado a competitividade do negócio. Segundo Gitmanm (2004, p. 323) tanto o Valor Presente Líquido quanto a Taxa Interna de Retorno utilizam o custo do capital como retorno exigido. Há diversas maneiras de medir a Lucratividade. Segundo Oscar Filho os mais significativos são: 1. Valor Presente Líquido (VLP), e Este indica a taxa mínima de atratividade ao acionista. 2. Taxa Interna de Retorno (TIR). O TIR absolve todo o investimento para o tempo presente. Este facilita a comparação, pois transforma todo o fluxo de caixa em um único montante com juros deduzidos. 4.5.4.1. Valor presente líquido Segundo GITMANM (2004, p. 342) o Valor Presente Líquido (VLP) é considerado uma técnica sofisticada de orçamento de capital, pois considera o valor do dinheiro no tempo, ou seja, considera o custo do capital estipulado pelo empresário. O VLP é obtido pela seguinte fórmula: n VLP= (Fc t x FVP k,t)-FC0 t=1 Onde: 47 Fct = Entradas de Caixa k = Custo do Capital FC0 = Investimento inicial de um projeto Para realizar o calculo foi utilizada a Planilha Eletrônica Excel, conforme abaixo: Figura 9 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do VPL. Obs.: Conteúdo da célula B13: =VPL(B3; B6:B12)+B5 Sendo assim obtemos o seguinte Valor Presente Líquido: R$ 245.196,90 4.5.4.2. Taxa interna de retorno Segundo GITMANM (2004, p. 342) o Taxa Interna de Retorno (TIR) é a técnica de orçamento de capital mais utilizada. Trata-se da taxa de desconto que iguala o VLP de uma oportunidade de investimento a $0 (porque o valor presente das entradas de caixa se iguala ao investimento inicial). A TIR é obtido pela seguinte fórmula: 48 n $0= t=1 n Fct t -Fc0 (1+TIR) Fct t = Fc 0 (1+TIR) t=1 Para realizar o calculo foi utilizada a Planilha Eletrônica Excel, conforme abaixo: Figura 10 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do TIR. Obs.: Conteúdo da célula B13: =TIR(B5:B12) Sendo assim obtemos a seguinte Taxa Interna de Retorno: 264,66% 49 4.5.5. Razão lucro / investimento Este medidor é fundamental para a análise requerida, pois nem sempre o mais lucrativo é o melhor investimento. Essa informação pode ser justificada pelo exemplo abaixo. Suponhamos que um negócio com investimento de R$ 100 mil gere um lucro líquido de R$ 15 mil no período. Suponhamos agora que um outro negócio com investimento de R$ 50 mil gere um lucro líquido de R$ 10 mil. Qual o mais lucrativo? Se fossemos avaliar pelo lucro o 1º negócio seria mais lucrativo, entretanto, se considerarmos que o 2º negócio disponibiliza R$ 50 mil para investimento (em outro negócio de R$ 50 mil – gerando rendimento de R$ 10 mil + R$ 10 mil, em um negócio diferente gerando outro rendimento e dividindo o risco OU no mercado financeiro OU deixar de pagar o juro do empréstimo para dispor desse dinheiro), este pode ser muito mais atrativo. De acordo com Carvalho Filho, para calcular a razão Lucro/Investimento é devesse pegar o valor acumulado de receita e investimento, sem a indexação de tempo e juros. Razão Lucro/ Investimento= Receita - Investimento Investimento Razão Lucro/ Investimento= R$ 620.718,00 – R$ 33.501,00 R$ 33.501,00 Razão Lucro/ Investimento= 17,53 4.5.8. Produtividade Os custos gráficos são afetados diretamente pelo tamanho do pedido. Isso porque tempos como: tirada de pedido, diagramação, ajuste de máquina, acabamento, etc. são praticamente os mesmos para diferentes números de impressos, ou seja, para se fazer cartões de visita nas quantidades de 10.000 ou 1.000, se gasta praticamente o mesmo tempo nos processos. Portanto, quanto maior o número de impressos menor o custo, maior a produtividade e maior o lucro. 50 Devido a grande flexibilidade e variedade dos produtos gráficos utilizaremos um exemplo fixo simbólico para a análise. Etapas e tempos estimados para um pedido de 2.000 receituários, 1.000 cartões de visita e 1.000 cartões de marcação de consulta, todos impressos em uma cor com o cliente indo ao balcão da gráfica. Atendimento do Cliente Arte/ pré-impressão Cliente/ aprovação Arte/ pré-impressão 25min 30min 10min 20min Acabamento Entrega/ recebimento 80min 30min Produção acrescida do tempo de limpeza de máquina. 70min TEMPO TOTAL 4h25min Quadro 17 – Produtividade das diversas unidades físicas da loja física. Estes tempos são pouco percebidos na produção convencional porque, como são feitos vários serviços simultaneamente e há intervalos de espera entre uma e outra etapa (aprovação do cliente, impressão de outro serviço similar, horasextras) tudo fica camuflado. Baseado nestas estimativas concluímos que a capacidade produtiva é de 1,88 trabalhos similares/dia. 51 5. ESTUDO DE CASO DA LOJA VIRTUAL A implantação de um canal de vendas não convencional, a loja virtual, é uma nova opção para o empresário gráfico. Baixo custo de implantação e operação pode se constituir numa alternativa interessante para o varejo tradicional. 5.3.1. DIAGRAMA DE CICLO DA LOJA VIRTUAL CLIENTE/ ACESSO AUTOSERVIÇO DIAGRA MAÇÃO NECESSIDADE PEDIDO/ PAGA MEMTO CONSUMO PRODUÇÃO ENVIO PELO CORREIO ACABAMENTO Figura 11 – Diagrama de ciclo da loja virtual. Podemos observar que o risco de não recebimento pelos serviços prestados (inadimplência) é praticamente nulo. Também há uma redução de etapas na parte de Arte/Diagramação e Aprovação proporcionando uma economia de etapas: de 10 52 para 8. O maior obstáculo é o elevado custo de entrega/logística reversa para regiões mais remotas, principalmente nos grandes volumes. Por outro lado a entrega via postal promove uma significativa alteração nos custos. O que antes era um custo fixo (Vendedor/Entregador) na loja tradicional tornar-se um custo variável. 5.3.2. Necessidade de pessoal A necessidade de pessoal diminui com a loja virtual, pois o sistema é do tipo Auto-Serviço onde o próprio cliente procura a empresa e monta seu produto. Esse método dispensa a contratação de um Vendedor Externo/Entregador e do Atendente mas exige mais atributos do profissional Diagramador o que eleva o custo com salários deste profissional e aumenta o risco de não encontrar o profissional no mercado de trabalho. CARGO Diagramador com atributos de Web Design Profissional de Acabamento QUALIFICAÇÕES NECESSÁRIAS Curso superior em área afim em andamento, sólido conhecimento em Arte final, Programas de Editoração Eletrônica, Processos de gráfica e Web Designer. Profissional de nível intermediário. Curso profissionalizante na área. Ótima coordenação motora, sólido conhecimento sobre os processos gráficos, conhecimentos de informática em nível de usuário. Quadro 18 – Quadro de funcionários da loja Virtual. Neste projeto foram retirados o recepcionista e o impressor Off-set. Isso se deve porque como há uma padronização muito maior é possível terceirizar o serviço de impressão Off-set. Exemplo: A Prestograf encomenda 5000 receituários do modelo A sem as variáveis dos clientes. Esses receituários são capazes de atender até 10 pedidos deste modelo. Para os serviços especiais é possível convocar o impressor do período diurno que, de acordo com a CLT pode realizar até duas horas extras por dia, ou pode realizar o serviço durante o dia caso possua algum tempo disponível. O recepcionista é dispensável por questões obvias. 53 5.3.3. Estimativa do investimento total Embasado no manual de desenvolvimento do plano de negócios do SEBRAE e no histórico da empresa matriz, foi feito o seguinte levantamento de investimentos: d) Investimentos fixos; e) Investimentos financeiros; f) Investimentos pré-operacionais. 5.3.4. Investimentos fixos: PATRIMÔNIO Loja Virtual QTDD 1 VALOR UNIT R$ 11.000,00 VALOR TOTAL R$ 11.000,00 Quadro 19 – Investimento para construção da loja virtual. O gasto com investimentos fixos é reduzido, pois será utilizada a mesma instalação e equipamentos da matriz. TOTAL DE INVESTIMENTOS FIXOS: R$ 11.000,00 5.3.5. Investimentos financeiros Nesse quesito haverá aumento de itens em estoque, que são os produtos semi-acabados. ESTOQUE INICIA (ADICIONAL) Devido a incerteza do novo mercado e principalmente do desconhecimento dos produtos pré-prontos de maior giro (ABC do estoque) e risco de perda de material (material pré-pronto não utilizado é material perdido) foi definido como estoque inicial a previsão de consumo para um mês. Obs.: Foi conquistado o mesmo custo unitário, embora o serviço seja terceirizado, devido ao ganho em escala. 54 DESCRIÇÃO QUANTIDADE Impressos pré-prontos (Material terceirizado) 40.000 30.000 12.000 3.500 12.000 12.000 25 1.500 2.000 5.000 VALOR TOTAL UNITÁRIO R$ 0,04 R$ 1.600,00 R$ 0,02 R$ 800,00 R$ 0,06 R$ 1.020,00 R$ 0,04 R$ 180,00 R$ 0,02 R$ 320,00 R$ 0,01 R$ 160,00 R$ 18,00 R$ 450,00 R$ 0,30 R$ 600,00 R$ 0,60 R$ 1.500,00 R$ 0,02 R$ 154,00 25.000 R$ 0,04 R$ 1.400,00 TOTAL ESTOQUE INICIA R$ 6.620,00 Quadro 20 – Volume de investimento em estoque para a loja virtual. CAPITAL DE GIRO: Capital de Giro = R$ 11.021,70 + R$ 6.620,00 - R$ 435,03. TOTAL DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS: R$ 17.206,67 5.3.6. Investimentos pré-operacionais Houve um aumento com despesas de divulgação devido aos altos custos exigidos pelos melhores sites. INVESTIMENTOS PRÉ-OPERACIONAIS Divulgação Outras Despesas TOTAL TOTAL R$ 1.800,00 R$ 1.500,00 R$ 3.300,00 Quadro 21 – Investimentos pré-operacionais para a loja virtual. 5.3.7. Estimativa de investimento total DESCRIÇÃO Estimativa dos Investimentos Fixos Estimativa dos Investimentos financeiros. Estimativa dos Investimentos PréOperacionais TOTAL TOTAL R$ 11.000,00 R$ 17.206,67 R$ 3.300,00 R$ 31.506,67 Quadro 22 – Estimativa do investimento total para a loja virtual. 55 5.3.8. Estimativa do faturamento bruto mensal da empresa Devido a grande dificuldade de se prever as vendas por modal e mercado inteiramente novos foram tomadas como base a mesma previsão para a loja física debitando os custos de envio (SEDEX) que serão por conta da empresa para se manter competitiva. TOTAL FATURAMENTO BRUTO TOTAL UNIDADES VENDIDAS VALOR MÉDIO DE COMPRAS POR CLIENTES NÚMERO DE CLIENTES ATENDIDOS R$ 28.240,00 133.025 R$ 135,00 209 Quadro 23 – Previsão de faturamento para a loja virtual. 5.3.9. Apuração dos custos mensais com materiais CUSTOS MENSAIS COM MATERIAIS R$ 6.620,00 Quadro 24 – Custo com materiais para a loja virtual. 5.3.10. Custos variáveis (mensais) IMPOSTOS Descrição Simples Porcentagem 6,25% Sob Faturamento Custo Total Estimado R$ 28.240,00 R$ 1.765,00 IMPOSTOS TOTAIS R$ 1.765,00 Quadro 25 – Impostos para a Filial Física. CUSTOS DE VENDA Descrição Cartão de crédito – sob faturamento específico – 25% Faturamento (Bandeira Visa) Cartão de crédito – sob faturamento específico – 25% Faturamento (Bandeira Mastercard) Boleto Bancário 25% Transf. bancária 25% SEDEX com base no valor médio Porcentagem/ Custo Unitário Quantidade Custo Total 2,4% ------ R$ 169,44 2,4% ------ R$ 169,44 -----0% R$ 2,99 R$ 0,00 R$ 156,00 R$ 0,00 209 R$ 12,50 R$ 2612,50 CUSTOS DE VENDAS TOTAIS Quadro 26 – Custos de vendas para a Filial Física. R$ 3.098,30 56 FOLHA DE PAGAMENTO CARGO Nº DE EMPREGADOS SALÁRIO MENSAL TOTAL DIAGRAMADOR / WEBDESIGNER Salário 1 R$ 1800,00 R$ 1800,00 PROFISSIONAL DE ACABAMENTO Salário 1 R$ 825,00 R$ 825,00 DEMAIS DESPESAS COM FUNCIONÁRIOS IMPOSTO Nº FUNCIONÁRIOS FGTS 2 Multa FGTS (50%) 2 1/3 Férias (Proporcional/mês) 2 13º Salário (Proporcional) 2 Adicional noturno (Proporcional) 2 TOTAL DE GASTOS R$ 288,75 R$ 144,37 R$ 71,91 R$ 218,75 R$ 33,40 DESPESAS MENSAIS COM FOLHA DE PAGAMENTO R$ 3.382,18 Quadro 27 – Despesas mensais com folha de pagamento para a Filial Física. 5.3.11. Custos com depreciação ATIVOS FIXOS Loja Virtual VALOR DOS BENS VIDA ÚTIL (EM ANOS) R$ 11.000,00 5 TOTAL DE CUSTOS COM DEPRECIAÇÃO DEPRECIAÇÃO MENSAL R$ 183,30 R$ 183,30 Quadro 28 – Custos com depreciação para a Filial Física. Os custos de depreciação dos equipamentos são considerados fundos de caixa perdido, pois independentemente de existir esta alternativa de investimento, a despesa existirá. 57 5.3.12. Custos fixos DESCRIÇÃO Aluguel IPTU (proporcional) Cartão de crédito Mensalidade (Bandeira Visa), via internet Cartão de crédito Mensalidade (Bandeira Mastercard), via internet Propaganda Água (adicional) Energia elétrica (adicional) Telefone (adicional) Internet Honorários do contador Manutenção dos equipamentos Salários + Encargos Material de limpeza (adicional) Material de escritório (adicional) Depreciação Manutenção da Loja Virtual Sistema de Segurança do site Hospedagem e Domínio CUSTOS FIXOS TOTAIS CUSTO TOTAL MENSAL R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 40,00 R$ 20,00 R$ 900,00 R$ 25,00 R$ 100,00 R$ 300,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 100,00 R$ 3.382,18 R$ 10,00 R$ 25,00 R$ 183,30 R$ 300,00 R$ 4,99 R$ 12,99 R$ 5.403,46 Quadro 29 – Custos Fixos para a Filial Física. 5.3.13. Demostrativo de resultados TABELA DESCRIÇÃO VALOR Receita total com vendas R$ 28.240,00 Custos Variáveis Totais (-) Custo com materiais R$ 6.620,00 (-) Impostos sobre vendas R$ 1.765,00 (-) Gastos com vendas R$ 3.098,30 SUBTOTAL R$ 11.483,00 Margem de contribuição R$ 16.756,70 Custos Fixos Totais Custos Fixos R$ 5.403,46 RESULTADO DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO FLUXO LÍQUIDO DE CAIXA OPERACIONAL INCREMENTAL Quadro 30 – Demonstrativo de resultados para a Filial Física. R$ 11.353,24 R$ 183,30 R$ 11.536,54 58 5.3.14. Tempo de retorno de investimento Gráfico do Fluxo de Caixa Convencional: Figura 12 – Fluxo de caixa na linha do tempo para a Loja Virtual. Gráfico com o tempo de retorno de investimento. Figura 13 – Linha do tempo de fluxo de caixa acumulado indicando o Tempo de Retorno de Investimento. 59 Com isso concluímos que o Tempo de Retorno de Investimento é de 90 dias após o investimento inicial. 5.3.15. Pontos de equilíbrio contábil e econômico O PEC é atingido quando a Receita atinge a marca de R$ 109.900,88. Figura 14 – Gráfico do PEC em relação às vendas da Prestograf Ltda. Novamente refaremos os cálculos do PEE da loja virtual. PEC + RCP = PEE R$ 109.900,88.+ 25,23% = R$ 137.628,87 60 Figura 15 – Gráfico do Ponto de Equilíbrio Econômico em relação às vendas da Prestograf Ltda. da Loja Física 5.3.16. Lucratividade 5.3.16.1. Valor presente líquido Calculo do Valor Presente Líquido na Planilha Eletrônica Excel: 61 Figura 16 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do VPL. Sendo assim obtemos o seguinte Valor Presente Líquido: R$ 403.598,48 5.3.16.2. Taxa interna de retorno Calculo da taxa Interna de Retorno na Planilha Eletrônica Excel: 62 Figura 17 – Cópia da página do programa Microsoft Excel com cálculo do TIR. Sendo assim obtemos a seguinte Taxa Interna de Retorno: 439,39% 5.3.17. Razão lucro / investimento Razão Lucro/ Investimento= R$ 969.069,40 – R$ 31.506,67 R$ 31.506,67 Razão Lucro/ Investimento= 29,76 5.3.18. Produtividade Na loja virtual o tempo de atendimento é muito reduzido se limitando a alguns pedidos especiais e explicações sobre o auto-atendimento e segurança. Devido a utilização de produtos pré-prontos também há um significativo ganho em escala. 63 Etapas e tempos estimados para um pedido de 2.000 receituários, 1.000 cartões de visita e 1.000 cartões de marcação de consulta, todos impressos em uma cor com o cliente fazendo o pedido pela loja virtual. 1 Atendimento ao Cliente 2min Obs.: Baseado em uma média por cliente. (autoatendimento). 2 Arte / préimpressão e impressão 25min Obs.: Baseado em uma média por cliente. Criação dos modelos, pedidos especiais e impressão das variáveis em impressora a laser. 3 4 5 Acabamento Entrega/ recebimento TEMPO TOTAL 25min 15min 1h07min Obs.: Devido a maior padronização há uma redução de tempo também neste processo. Obs.: Apenas serviço de postagem (malote com vários serviços/nº serviços). Obs.: Baseado em uma média por cliente Quadro 31 – Produtividade das diversas unidades físicas da loja física. Podemos observar no passo 2 da tabela acima que o diagramador, para a demanda inicialmente prevista, tem condições de realizar várias tarefas: 1. Responder on-line dúvidas dos clientes; 2. Criar os modelos de impressos – processo de criação realizado apenas uma vez por modelo; 3. Elaborar pedidos especiais – a previsão é de que esses pedidos sejam raros; 4. Impressão das variáveis em impressora laser – personalização dos impressos pré-prontos. Baseado nestas estimativas concluímos que a capacidade produtiva é de 7,29 trabalhos similares/dia com a utilização de mão de obra reduzida. 64 6. RESULTADOS COMENTADOS Neste capítulo realizaremos um apanhado de todos os pontos cruciais para a elaboração de uma análise comparativa no ponto de vista econômico e logístico. Como estamos tratando de projetos mutuamente exclusivos apenas uma alternativa será indicada (a mais rentável) se oferecer lucro para o empresário. 6.1. Potenciais consumidores Filial física na zona sul Loja virtual Campo de Abrangência Bairros: Vila Mariana, Ibirapuera, Saúde, Ipiranga, Indianópolis, Jabaquara Brasil Potenciais Consumidores 712.730 13 milhões Quadro 32 – Número de potenciais consumidores e campo de abrangência de cada alternativa de investimento. Há de se atentar que dos 13 milhões de consumidores da loja virtual há uma parte que ficará indisponível pelos seguintes motivos: • Alto custo do frete (SEDEX) para pedidos pequenos. • Exigência de trabalhos mais complexos difíceis de serem discutidos sem o contato pessoal. Mesmo assim as pesquisas apontam para um alto aumento no número de consumidores que realizam compras pela internet. Segundo relatório da e-bit: as vendas pela Internet cresceram 30% no Brasil em 2008. Segundo GITMANM (2005, p. 303) a Intel recebe um quarto de seus pedidos fora do horário de expediente e que, em 2001, 90% de sua receita foi gerada em transações de comércio eletrônico. A flexibilidade associada à emissão de pedido on-line adiciona valor para o cliente. Há uma grande perspectiva de que cada vez mais consumidores optem pelo canal internet na hora de fazer seus cartões de visita. 65 6.2. Custos fixos Filial física na zona sul Loja virtual CUSTOS R$ 12.434,50 R$ 5.403,46 Quadro 33 – Custos fixos totais de cada alternativa de investimento. Custos fixos mais baixos implicam em menor risco, principalmente em períodos de menor demanda como nos meses iniciais do ano. Além do mais, o risco é inerente a todo tipo de negócio e com custos fixos mais altos é muito maior a chance da empresa fechar no prejuízo. 6.3. Tempo de retorno sobre investimento Filial física na zona sul Loja virtual CUSTOS 140 dias 90 dias Quadro 34 – Tempo de retorno sobre investimento de cada alternativa. Quanto mais rápido houver o retorno do investimento mais atrativo é o negócio. Os dois resultados não apresentaram diferenças significativas neste item pois o resultado financeiro a longo prazo é muito mais importante do que o retorno sobre o investimento um pouco mais lento. 6.4. Pontos de equilíbrio econômico Filial física na zona sul Loja virtual UNIDADES VENDIDAS R$ 270.812,59 R$ 137.628,87 Quadro 35 – Ponto de Equilíbrio de cada alternativa de investimento. Quanto mais próximo de seu Ponto de Equilíbrio uma empresa estiver operando, maior sua chance de fracasso. Neste caso, há uma diferença muito significativa, apenas um quarto da demanda inicial prevista é necessário para pagar todos os custos. 66 6.5. Valor presente líquido Filial física na zona sul Loja virtual VLP R$ 245.196,90 R$ 403.598,48 Quadro 36 – Valor presente líquido de cada alternativa de investimento. . Os critérios de decisão de aceitação ou rejeição quanto ao projeto de VLP são: • Se o VLP for maior que R$ 0,00, o projeto oferecerá lucro. • Se o VLP for menor que R$ 0,00, o projeto oferecerá prejuízo. Nos dois casos o projeto foi aceito, pois gerarão lucro, deveremos utilizar esse resultado como base de classificação do investimento mutuamente exclusivo. 6.6. Taxa interna de retorno Filial física na zona sul Loja virtual TIR 264,66% 439,39% Quadro 37 – Taxa interna de retorno de cada alternativa de investimento. Os critérios de decisão de aceitação ou rejeição quanto a TIR são: • Se a TIR for maior que o custo de capital, deve-se aceitar o projeto. • Se a TIR for menor que o custo de capital, deve-se rejeitar o projeto. Novamente os dois projetos foram aceitos, pois gerarão lucro. A TIR é a preferida dos executivos por ser mais fácil a analogia com a taxa de retorno das aplicações financeiras tradicionais. 67 6.7. Razão lucro / investimento Filial física na zona sul Loja virtual RAZÃO 17,53 29,76 Quadro 38 – Razão lucro / investimento de cada alternativa de investimento. Quanto maior o índice, maior a atratividade do negócio. Este item também é de grande importância pois relaciona o quanto se ganha com cada real investido. Muitas vezes um grande negócio oferece lucro para o acionista, mas com o mesmo capital poder-se-ia criar vários pequenos negócios que, individualmente dariam menor lucro, mas o conjunto poderia oferecer um lucro superior ao grande negócio. Não necessariamente a rentabilidade está ligada ao tamanho do negócio, pois existem muitos negócios que exigem uma imobilização de capital enorme, porém sua rentabilidade é mínima diante de todo o ativo da empresa. 6.8. Produtividade Filial física na zona sul Loja virtual TRABALHOS SIMILARES/DIA 1,88 7,29 Quadro 39 – Produtividade de cada alternativa de investimento. Este fator é de grande importância por estar relacionado diretamente à capacidade de expansão do negócio bem como o menor custo de mão de obra que é um custo fixo significativo. A loja virtual foi a mais bem conceituada por oferecer: auto-atendimento, sistema de entrega terceirizado e produtos com elevado índice de padronização. 6.9. Resultados De acordo com os dados analisados as duas alternativas são viáveis e lucrativas, mas como o objetivo é apontar a que oferece horizontes mais fartos a loja virtual foi a mais indicada. 68 CONCLUSÕES Atualmente, existem no Brasil muitas empresas que ainda não se modernizarão por motivos que variam desde a aparente falta de necessidade até a falta de enxergar um horizonte longo e repleto de riquezas que é possível com a ajuda de sistemas mais modernos, produtivos e rentáveis. Segundo Schumpeter (1982, p. 53): [...] para que a renda possa subir, é necessário investimento maciço em educação, ciência e tecnologia. Esse trinômio, aliado à dinâmica de ambição do empresário, leva à destruição criativa que é a capacidade de substituir o velho pelo novo, com maior valor, que concentre maior conhecimento, mais competitividade. Em virtude do ponto de vista de Schumpeter e do exposto neste trabalho é fácil concluir que: A Loja Tradicional é mais cara, abrange uma região muito menor e envolve custos fixos muito mais elevados. A Loja Virtual é mais moderna, rentável, produtiva e com um enorme horizonte a ser explorado – pelo menos até a criação de uma tecnologia mais avançada. Os pontos mais surpreendentes da loja virtual na comparação foram: Alta produtividade; alta quantidade de potenciais consumidores; baixo custo fixo e facilidade no atendimento (disponível 24h – auto-atendimento). Pode-se observar nos valores apresentados neste trabalho que o valor do frete é significativo, mas pode ser absolvido pelo sistema sem perda significativa de lucratividade e é compensado facilmente pelo aumento de competitividade no mercado. É relevante analisarmos as projeções realizadas sobre o crescimento do comércio eletrônico, que podem ser observadas no estudo realizado pela consultoria Arthur D. Little: 69 Figura 18 – Projeção do Comércio Eletrônico. Se as tendências explicitadas nesta análise preliminar persistirem, a tecnologia da informação e o comércio eletrônico devem impulsionar o crescimento econômico nos próximos anos. As novas tecnologias modificam e reformulam o nosso jeito de pensar e agir, também nos direciona a abrir novas oportunidades e encontrar novas formas de organização social. Valendo-se de várias hipóteses, Zaccarelli (2000, p. 42) constata que [...] A palavra decisão é usada quando não é possível ter a disposição todas as informações no momento de iniciar a ação. [...] A palavra solução é usada quando se dispõe de todas as informações necessárias para realizar determinada escolha [...] [...] Quanto menos informações, maior o risco da decisão. Com base no exposto neste trabalho a sugestão de decisão oferecida ao proprietário é a abertura de uma loja virtual. 70 REFERÊNCIAS BRUNI, A. L. e FAMÁ, R. Gestão de Custos e Formação de Preços. 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B., Estratégias de Sucesso nas Empresas. Ed. Saraiva, 2000. BORZUN, JACQUER, Trais and the mind of man. Holidei, 1960 72 PARA O TRABALHO Verificar Bibliografia Data apresentação: dia 14 às 17h APÓS APRESENTAÇÃO CD do trabalho entregue junto com capa dura Encadernado em azul royal – ver normas FORA DO TRABALHO MAS URGENTE Comprovante de votação Pedir publicação no Diário Oficial do estado (GDAE) ou visto confere na escola original FALTA: • CONCLUIR BIBLIOGRAFIA, • ABSTRACT • LISTA DE QUADROS 73 Vale ressaltar que o objetivo do trabalho vai muito além de apontar o melhor caminho. Também existe o objetivo de maximizar a riqueza do empresário. Muitas publicações divulgam a necessidade de se ter um foco bem definido para o sucesso. Devemos nos atentar que o foco não pode ser confundido com miopia. Uma empresa do ramo gráfico deve ser muito mais que uma provedora de impressos gráficos promocionais, deve ser uma provedora de comunicação e marketing. Isso oferece espaço para a venda de uniformes, placas, banners, serviços de distribuição, brindes, acessórios de lay-out de loja, em outras palavras: Solução em Marketing. Para auxiliar nesse processo de expansão há a necessidade de se criar parcerias com empresas de TV, revistas, costureiras (para uniformes) e todos os profissionais ligados ao marketing do cliente. Segundo Levitt (1986, p. 26) Miopia em Marketing é quando a preocupação é voltada apenas para o produto, ao invés de ser voltada para o cliente, ele dá exemplos como o do proprietário dos armazéns de bairro que ignoraram o surgimento dos supermercados na década de 30 do século passado. Os supermercados tomaram os lugares dos armazéns com enorme eficiência. Valendo de outras prerrogativas disse Borzun (1960, p. 21): Doi-me ver a organização material e social mais avançada do século passado afundar em ignorância e desprestígios por falta da ampla imaginação que a construiu. O que esta faltando é a vontade das companhias de sobreviver e de atender ao público com engenhosidade e habilidade. Portanto, seja qual for a opção escolhida, é aconselhável melhorar o atendimento ao cliente fornecendo outros produtos relacionados com o campo de atividade. De acordo com Moraes (2005, p. 79): [...] o consumo nasce da combinação de três fatores: a população, a renda que essa população tem e os hábitos de escolha dela. O que forma tais hábitos de escolha são outros determinantes intrínsecos: confiança na marca, preço, cultura, hábitos e o marketing que a empresa desenvolve para promover seus produtos.