«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
1
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
2
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
«Coaching ABM»
GABINETE TÉCNICO DA ABM
João Paulo Silva (Juca)
Carlos Sousa
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade
com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas
inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Sabino
"Para ensinar há uma formalidade a cumprir: saber."
Eça de Queiroz, Aforismos
2005/2006
Lança-te em: www.abm-madeira.com
3
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Índice
1. Introdução
7
2. Objectivos
9
9
9
3. Conteúdos Técnicos
11
4. Conteúdos Tácticos
12
2.1 Objectivos Gerais
2.2 Objectivos Específicos
4.1 Ofensivos
4.1.1 Contra-Ataque
4.1.2 Transição
4.1.3 “Flex” – Polegar para Cima (dedo)
4.1.4 Movimento 2 (M2)
4.1.5 Punho
4.1.6 Movimento 4 (M4)
4.1.7 Reposição Linha Lateral
4.1.8 Reposição Linha Final
4.1.9 Saída Contra Pressão Todo o Campo
12
12
22
24
26
27
28
29
30
31
4.2 Defensivos
Situações Específicas
Recuperação Defensiva
Defesa ao Atacante com Bola
Defesa ao Atacante Sem Bola do Lado da Bola
Defesa ao Atacante Sem Bola do Lado Contrário da Bola
Defesa dos Cortes
Defesa dos Postes
Defesa dos Bloqueios Indirectos
Principio do “5 contra a bola”
4.2.1 Defesa 5 – HxH ½ Campo
4.2.2 Defesa 11 – 1:2:2 Pressão Todo Campo
35
36
36
37
37
38
38
39
40
40
42
43
5. Referências Bibliográficas
CAPA ELABORADA POR: «Francisco
47
Silva»
5
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
6
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
1 - Introdução
Coaching ABM é mais um argumento favorável à valorização do “Espaço
de Qualidade” imprescindível no trabalho desenvolvido com as Selecções
Regionais. Acertado exclusivamente como elemento físico, este documento
não será seguramente viável à construção de um processo de formação
adequado. A sua orientação estrutural carece de uma reciprocidade prática,
fundamental ao seu êxito.
Numa perspectiva muito peculiar e, obviamente susceptível de ser criticada,
julgamos dispensável existir uma uniformização absoluta entre o modelo
utilizado pelos clubes e o operado na Selecção. A importância que sempre
focamos no trabalho desenvolvido pelos clubes, essencialmente ao nível dos
Fundamentos do Jogo, predispõe os atletas para a tomada de decisões, mais
ou menos autónomas, adequadas às dissemelhantes situações anunciadas,
independentemente do sistema perfilhado. “Espaço de Qualidade” funciona
como complemento de formação onde a rentabilização de meios, avoca um
papel capital.
Estas são as linhas directoras de um caminho que pretendemos percorrer
numa lógica de formação desportiva. Estão delimitados os propósitos que
presumivelmente nos conduzirão a avaliações mais precisas relativamente
ao nosso desempenho.
Não temos a ousadia de qualificar este documento como exemplar. Este, é
somente uma menção formativa, revestida da maleabilidade necessária ao
7
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
seu constante aperfeiçoamento. No entanto, a sua mutação requer
conhecimento profundo dos conteúdos inerentes.
Numa perspectiva sequencial, os conteúdos mencionados visam o
desenvolvimento de um processo de ensino/aprendizagem onde, o conexo de
etapas que o compõem, iniciam-se no escalão de “Iniciados” e percorrem o
grupo de “Cadetes”.
Queremos deixar claro a todos os atletas que são Seleccionados que a fracção
mais importante do treino é o treinador. Como líderes de um processo de
formação,
operamos
segundo
referências
dominantes
dos
seus
comportamentos e, fundamentalmente, somos o garante de um método de
crescimento adequado à sua integração sócio-desportiva.
8
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
2 - Objectivos
2.1 Objectivos Gerais
a) Padronizar o trabalho desenvolvido com as Selecções Regionais;
b) Permitir uma identificação objectiva dos conteúdos, auxiliando assim o
compromisso participativo dos clubes e dos atletas;
c) Contribuir para que o trabalho realizado com as Selecções Regionais
seja compreendido numa perspectiva de complemento de formação;
d) Autenticar o programa de trabalho das Selecções Regionais como
“Espaço de Qualidade”.
2.2 Objectivos Específicos
a) Descrever conteúdos, permitindo assim uma eficaz continuidade de
trabalho;
b) Responsabilizar cada jogador por um conjunto de tarefas adequadas às
funções que lhes são exigidas, facilitando assim o desempenho
individual e colectivo;
c) Consolidar
as
capacidades
condicionais
(força,
velocidade,
flexibilidade...) de forma a podermos promover um jogo de acordo com
as características dos nossos jogadores: velocidade de execução
progressivamente maior;
d) Facilitar a articulação deste programa com o trabalho desenvolvido ao
nível das Selecções Nacionais;
e) Articular o trabalho das Selecções Regionais com o dos clubes, sendo
que, esta associação seja dirigida aos conceitos básicos inerentes ao
jogo. Não é pretensão desta programação convergir para uma
uniformidade absoluta de estruturas ofensivas e defensivas, que de
alguma forma possam condicionar o comportamento dos atletas;
f) Perante o reconhecimento das tarefas, dotar os atletas da capacidade
para tomarem decisões autónomas, sejam de carácter individual ou
colectivo;
9
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
g) Valorizar os fundamentos do jogo, aplicados no trabalho realizado pelos
clubes, em benefício de uma progressão colectiva devidamente
estruturada;
h) Desenvolvimento das capacidades psíquicas, nomeadamente
atenção/percepção, vontade, ambição, disciplina, espírito colectivo...;
a
i) Possibilitar o enquadramento destes atletas numa competição de alto
rendimento;
j) Dotar as Selecções Regionais de condições humanas, materiais e
técnicas, no sentido de motivar os atletas para a sua participação neste
“Espaço de Qualidade”;
k) Possibilitar a participação em competições de nível elevado, quer sejam
no panorama nacional ou internacional, contribuindo assim para uma
avaliação sistemática deste programa e, sobretudo, para o
desenvolvimento desportivo dos jogadores.
l) Assegurar a transição adequada para o escalão de Cadetes,
acautelando assim uma maior eficiência do trabalho aí desenvolvido.
10
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
3 – Conteúdos Técnicos
Graças ao desenvolvimento dos conteúdos técnicos, podemos conseguir que a
sua aplicação permita uma leitura adequada do jogo, tornando-o colectivo em
função dos conceitos tácticos que se pretende.
Refira-se que o trabalho específico ao nível dos conteúdos técnicos é
essencialmente da responsabilidade dos clubes. A rentabilização do tempo
disponível para trabalhar na Selecção, é um factor que condiciona uma
intervenção fortemente dirigida a aspectos de ordem Técnico-táctica.
No entanto, entendemos que os elementos técnicos abaixo apresentados são
determinantes para a aquisição de uma condição comportamental favorável ao
entendimento colectivo.
Técnica Individual Defensiva
- Posição defensiva básica
- Orientação racional no espaço
- Deslizamentos
- Enquadramento
- Agressividade/Condicionar os atacantes
- Comunicação
- Defesa ao jogador com bola
- Defesa ao jogador sem bola:
- Do lado da bola
- Do lado da ajuda
- Defesa ao bloqueio indirecto
- Ajuda e recuperação
- Rotações
Técnica Individual Ofensiva
- Posição ofensiva básica (tripla
ameaça)
- Trabalho de pés:
- Mudanças de direcção
- Trabalho de recepção
- Paragens a 1 e 2 tempos
- Rotações
- Lançamento
- Passe (em função da oposição e da
distancia)
- Drible:
- Arranques
- Paragens
- Mudanças de direcção e de ritmo
- Inversões
- Desmarcações – Criação de linhas de
passe
Agressividade/Condicionar
os
defensores
- Ocupação racional do espaço
- Bloqueio indirecto
- Bloqueio directo
11
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4 – Conteúdos Tácticos
4.1 Ofensivos
4.1.1
Contra-Ataque
Este é o conteúdo táctico ao qual dedicamos mais tempo de preparação pois,
de acordo com as nossas características necessitamos adoptar uma estratégia
que nos permita jogar mais rápido, procurando situações de superioridade
numérica que nos possibilite lançamentos em áreas próximas do cesto,
elevando assim as percentagens de concretização. Perante as desvantagens
morfológicas que normalmente manifestamos, a solução é procurarmos
executar todos os elementos de forma mais agressiva e mais rápida, o contraataque apresenta-se assim como um aspecto determinante do nosso jogo.
A) Aspectos Gerais
o
O contra-ataque inicia-se através da recuperação da
posse de bola mas, constrói-se com base numa atitude
defensiva muito agressiva;
o
Para que se possa beneficiar de um contra-ataque
organizado, as tarefas de cada jogador devem estar
claramente definidas:
O1 jogador responsável
por
garantir uma linha de 1º passe (base), O2 e O3 ocupam
os dois corredores laterais, O4 e O5 correm no corredor
central assumindo respectivamente as funções de “1º e
2º trailer”.
o
Oportunidades para iniciar um contra-ataque:
- Após cesto sofrido
- Após uma violação cometida pelo adversário
- Após um roubo de bola
- Após ressalto defensivo
12
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
o O contra-ataque deve ser abordado segundo um
princípio de continuidade, onde exista transferência das
tarefas de cada jogador para novas situações de
finalização (transições)
o Razões pelas quais o contra-ataque é determinante no
modelo utilizado pelas Selecções Regionais:
a)
Praticamente
todos
os
jogadores
gostam
de
participar num jogo rápido e organizado;
b)
Os
espectadores
adoram
ver
um
jogo
com
movimentos rápidos e eficazes, onde os jogadores
correm
muito,
beneficiando
passam
bem,
assim
a
consequentemente,
acções
driblam
rápido,
criatividade
e,
espectaculares
de
finalização;
c)
Beneficia as equipas que estão bem preparadas
fisicamente e que têm jogadores suplentes capazes
de assumir essas funções (jogar em contra-ataque);
d)
Dá mais oportunidades a vários jogadores de
poderem contribuir para o rendimento da equipa;
e)
Cria mais dificuldades ao adversário, obrigando-os a
uma preparação defensiva para impedir o contraataque;
f)
Ajuda
a
disciplinar
individualmente.
uma
Temos
equipa,
como
colectiva
exemplo
e
a
necessidade de decidir bem e rápido sobre a
selecção dos lançamentos;
g)
Incute uma forma agressiva de jogar,
tendo
repercussão em tarefas onde este aspecto também
é determinante: defender, ressaltar...
13
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
B) Proposta de Desenvolvimento do Contra-Ataque
Fig. 1
Fig. 2
2
2
1
«2x0» Em grupos de 2 jogadores com 1 bola, o jogador O2 atira a bola à tabela
e executa ressalto, fazendo rotação para a linha lateral mais próxima e
passando sem baixar a bola (por cima da cabeça). O jogador O1 abre uma
linha de passe, recebendo a bola de O2. O1 entra em drible pelo centro e O2
ocupa o corredor lateral para contra-ataque. No prolongamento da linha de
lance-livre, O2 corta para o cesto, finalizando na passada após passe de O1
(Fig. 1).
Após lançamento na passada, O2 abre linha de passe, recebendo a bola de O1
que executou ressalto. O percurso contrário é igual ao anterior havendo apenas
troca de tarefas entre os jogadores (Fig. 2).
Nota: O exercício deve ser realizado a grande velocidade. A finalização vai
variando entre: lançamento na passada, recepção/paragem a 1 ou 2 tempos e
lançamento de curta distância, recepção/paragem/finta de lançamento e
penetração com lançamento na passada...
14
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig. 3
Fig. 4
3
3
4
4
1
Fig. 5
1
Fig. 6
3
3
4
4
1
1
«3x0» Grupos de 3 com uma bola, o jogador O4 atira a bola à tabela, executa
ressalto e passa para O1 que abre uma linha de passe. O1 entra em drible pelo
centro. No momento que O4 apanha o ressalto, O3 ocupa o corredor lateral do
lado contrário saindo para contra-ataque. O1 dribla pelo centro e finaliza na
passada fazendo “costa-a-costa”. Após passe para O1, O4 corta pelo centro
entrando no ressalto na tabela contrária (Fig. 3).
Nas situações seguintes, apresentamos várias possibilidades de finalização:
- O exercício inicia-se sempre da mesma forma. Na Fig. 4, O1 (base) passa
para O3 que, correndo pelo corredor lateral, corta para o cesto no
prolongamento da linha de lance livre, realizando lançamento na passada. O4
corta para o cesto pelo centro e entra no ressalto.
- Na Fig. 5, O1 após driblar pelo centro e passar o meio campo, dribla sobre
uma das laterais abrindo o ângulo de passe para comunicar com o corte de O4
para o interior que finaliza (variar estas finalizações: passada, com rotação, 1x1
no interior...). Perante esta leitura, O3 continua o seu movimento para o canto.
- Após drible pelo centro, O1 executa passe para O3 que correu pelo corredor
lateral. No entanto, não havendo possibilidade de penetrar, O3 comunica em
passe para o corte de O4 para o interior (Fig. 6).
Nota: Estes exercícios devem ser feitos nos dois sentidos do campo,
imprimindo assim mais ritmo e velocidade. Nesta situação, o regresso deve ser
feito com o cruzamento do jogador O3, ocupando o corredor lateral contrário.
15
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig. 7
3
Fig. 8
3
4
2
4
1
2
Fig.9
3
Fig. 10
3
4
2
1
4
1
2
1
«4x0» Grupos de 4 com uma bola. Todas as situações verificadas nas figuras
anteriores são repetidas em situação de 4x0, adicionando-se a possibilidade do
jogador O1 poder decidir o lado do campo onde realizar as acções (2
corredores laterais). Nesta situação, O4 corta pelo centro controlando o lado da
bola (decisão tomada pelo base) (Fig. 7).
Na Fig. 8, apresentamos uma variante de finalização. Após corte para o interior
de O4 sem receber a bola, este coloca-se na posição de poste baixo,
garantindo uma linha de passe. O3 comunica com o interior, passando para O4
que após recepção muda a bola de lado para O2 colocado na diagonal. À
recepção O2 executa lançamento longo. Após passe de O1 para O3, O1
desloca-se sobre o lado da bola dando apoio.
Na Fig. 9, repete-se a situação anterior sendo que, O4 ao receber a bola no
interior passa para o movimento de O3 para o canto e este executa lançamento
longo.
Fig. 10, idem a anterior, sendo que O3 após passe para O4, corta para o
interior recebendo passe de O4 e finalizando numa área próxima do cesto.
Nesta situação é importante que O1 ocupe a vaga de O3 que acabou de cortar.
16
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig.11
Fig. 12
3
3
T
4
5
2
1
4
5
2
1
Fig.13
5
3
2
1
1
«5x0» Grupos de 5 com uma bola. Todas as situações descritas anteriormente
devem ser realizadas também em 5x0. Os jogadores O4 e O5, colocam-se no
interior da área para disputar o ressalto do lançamento executado pelo
treinador. Após ressalto ganho, ou reposição pela linha final em caso de cesto
convertido, o jogador que ganha o ressalto ou faz a reposição, no caso da Fig.
11 o O5, será o jogador mais atrasado. O1 entra em drible pelo centro e O2 e
O3 ocupam os corredores laterais. O4 corta para o cesto pelo centro, fazendo
movimento de “1º trailer”, se não receber no corte coloca-se a poste baixo do
lado da bola. O5 é o último jogador a entrar no ataque e coloca-se na posição
contrária de O1 (Fig. 11).
- Após saída de contra-ataque, os jogadores ficam estruturados de acordo com
o apresentado na Fig. 12.
- Na Fig. 13 podemos observar três possibilidades de O1 receber o primeiro
passe, factor determinante no sucesso do contra-ataque. Sendo assim, O1
pode receber a bola em progressão (situação 1), no prolongamento da linha de
lance-livre (situação 2) e abaixo da linha de lance livre (situação 3).
Nota: O movimento de “1º trailer” deve ser realizado pelo jogador livre, isto é,
entre O4 e O5 aquele que não apanha o ressalto ou que não faz a reposição
pela linha final.
Para que o contra-ataque seja uma realidade, deve ser cumprido o principio de
que, entre o ressalto ou a reposição e o 1º passe, decorra o menor tempo
possível.
Progressivamente devem ser introduzidos defensores no sentido de garantir a
realidade do jogo. Sendo assim, é possível criarmos situações de 2x1, 3x2,
4x3.
17
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig.14
4
2
3
1
5
Fig.15
Fig.16
4
4
2
3
1
5
2
3
1
5
«Variantes de Finalização» Após a bola penetrar com passe de O3 para O4,
O5 coloca-se junto à linha de lance livre, recebendo a bola de O4 e realiza
lançamento curto. Perante o passe de O4 para O5, O2 e O3 cortam para os
cantos tornando-se possíveis lançadores de longa distância (Fig. 14).
- Idem a situação anterior. No entanto, O5 executa corte para o cesto,
recebendo passe de O4 e finalizando próximo do cesto. O2 reage repondo a
posição de O5 (Fig. 15).
- Na Fig. 16 está expresso a comunicação entre poste baixo e poste alto. Ao
passe de O1 para O5, O4 executa movimento de rotação sobre o seu defensor
ganhando posição no interior para receber a bola de O5. Se O5 lançar, O4
entra no ressalto. Perante este movimento, O3 corta para o canto colocando-se
na diagonal e sendo um possível lançador de longa distância.
18
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
«Situações de Superioridade Numérica»
O sucesso do contra-ataque passa fundamentalmente por sabermos
concretizar as situações de superioridade ofensiva. Neste sentido, é
determinante trabalharmos o comportamento ofensivo perante tais situações,
sendo que este tipo de trabalho visa consolidar o previsto na programação do
Minibasquete (“MiniForm”).
Acção 1 (2x1) – O jogador com bola, deve concentrar-se na linha de passe e
na linha de penetração para o cesto. Este, deve “ler a defesa”. Se o defensor
pressionar a linha de passe, o atacante com bola deve penetrar para o cesto,
Fig. 1e 2. Se o defensor impedir a penetração para o cesto, o atacante com
bola deve optar pela linha de passe e favorecer assim a penetração do outro
atacante, Fig. 3 e 4. Os atacantes devem dividir a atenção dos defensores
através de movimentações com e sem bola, cumprindo dois príncipios
fundamentais: “Espaço” entre jogadores e “Tempo” de movimentação de cada
atacante.
Fig. 1
Fig. 3
Linha de Penetração
Linha de Passe
Fig. 2
Fig. 4
19
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Acção 2 (3x1) – O atacante com bola em dribling pelo meio, deve adiantar o
passe para o corredor lateral mais póximo de forma a transformar numa
situação de 2x1 (o atacante que passou atrasa intensionalmente a sua entrada
no ataque e garante apoio). Cumpre-se os príncipios utilizados para
um
contra-ataque de 2x1.
20
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Acção 3 (3x2) – Os jogadores que ocupam os corredores laterais devem correr
olhando para a bola, cortando para o cesto no prolongamento da linha de
lance-livre. O jogador com bola no meio, deve procurar que o defensor mais
recuado defina um dos lados (dividir a defesa) e neste momento, deve o
atacante com bola passar para o lado oposto relativamente à posição do
respectivo defesa. Caso o defensor se mantenha numa posição central, o
atacante com bola deve passar para o atacante do seu lado que, ou lança ou
ataca em situação de 2x1, beneficiando da não recuperação do defensor
adiantado. Sempre que o atacante com bola no meio é pressionado, deve
passar para um dos seus companheiros, consoante “leitura” da posição do
defensor recuado relativamente a eles. Ao jogador do meio cumpre, após
passe, garantir um passe de retorno, no caso dos dois defensores recuperarem
posições próximas do cesto.
21
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.2
Transição
Garante a continuidade do contra-ataque, permitindo assim que o jogo
permaneça caracterizado por movimentos rápidos e agressivos. Explora
situações de indefinição defensiva. No entanto, as transições podem
apresentar um inconveniente, os jogadores moldam-se aos movimentos de
transição e vão progressivamente deixando de realizar as acções de contraataque. É fundamental distinguir os momentos. Esta situação deve ser sempre
trabalhada e prevenida.
Fig.17
3
5
Fig. 18
3
4
4
5
1
2
O trabalho de transição em 5x0 pode ser iniciado da mesma forma que o
contra-ataque de 5x0. Após ocupados os dois corredores laterais por O2 e O3,
O1 dribla pelo centro passando para um dos corredores laterais (O3). O4 corta
para o cesto fazendo movimento de trailer, colocando-se aposte baixo do lado
da bola. O1 e O5 fazem duplo bloqueio no lado contrário (O2). No decurso
deste movimento de duplo bloqueio, O3 e O4 têm oportunidade de jogar
situação 2x2. A intenção será libertar O2 para lançamento de longa distância.
Após duplo bloqueio, O1 abre uma linha de passe a O2, garantindo a mudança
do lado da bola e O5 corta para o interior ganhando posição de poste baixo
(Fig. 17 e 18).
«Variantes de Finalização» Após a recepção, O2 tem a possibilidade de
executar um lançamento de longa distancia ou realizar uma penetração da bola
em drible ou em passe (Fig. 19).
Optando por mudar o lado da bola através de passe para O1, este pode criar
uma situação de passe interior para O5. Nesta condição (bola no interior em
O5), O4 executa um movimento de subida (“flash- post”) para a linha de lance
livre, criando espaço para que O5 possa jogar 1x1. Ao movimento de O4, O3 e
O2 executam rotação libertando espaço e garantindo linhas de passe (Fig. 20).
22
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Se o defensor de O4 ajudar sobre a bola, então O5 opta pelo passe para O4
que pode realizar um lançamento de curta distância. Perante a recepção de
O4, O3 e O2 aprofundam a sua rotação e O5 executa corte para o interior
(“duck-in-move”) garantindo nova linha de passe para O4, fazendo assim o jogo
entre poste alto e poste baixo (Fig. 21).
Fig.19
Fig. 20
4
5
3
Fig. 21
4
1
5
3
5
1
2
3
4
1
2
2
Após a mudança do lado da bola, se O1 não passa para o interior, então, O5
inicia o movimento de triplo-poste. O5 bloqueia cruzado (“post across”) para
O4, criando assim a possibilidade para a bola penetrar com passe de O1 para
O4 que corta sobre o bloqueio. Após este bloqueio, O2 executa bloqueio para
O5 que sobe para lançamento (Fig. 22).
Essencial que após bloqueio O2 aclare para o canto libertando espaço no
interior para O5 poder decidir: lançamento ou penetração da bola em drible ou
passe para O4 (Fig. 23).
Fig.22
Fig. 23
4
4
5
3
2
1
1
3
2
5
23
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.3 “Flex” – Polegar para cima (dedo)
Fig.25
Fig. 26
4
3
1
2
1
2
5
Fig. 27
3
2
5
4
1
3
5
4
O “Flex” é um movimento ofensivo contínuo e versátil, garantindo assim que
todos os jogadores possam tomar decisões em várias áreas do campo. A
leitura dos bloqueios indirectos é fundamental para que se possa tirar
rendimento de cada movimentação, de acordo com a reacção defensiva. O
espaçamento entre os jogadores é um factor determinante pois, facilita as
decisões individuais ou colectivas.
A estrutura utilizada (4 jogadores exteriores e 1 interior) permite a criação de
espaço no interior, possibilitando assim situações de penetração da bola
(passe ou drible) para finalizações em áreas próximas do cesto.
A estrutura ofensiva inicial apresentada mantém-se constante pois, facilita a
compreensão do jogo ofensivo por parte dos jovens atletas.
O1 indica o início do movimento através de passe para O2. Após recepção de
O2, O4 coloca bloqueio indirecto para O1 que corta na direcção do cesto
(UCLA). Após passagem de O1 pelo bloqueio, O4 abre garantindo uma linha
de passe para O2 (Fig. 25).
Para que aconteça o corte do “Flex”, é importante que a bola mude
rapidamente de lado, através de passe de O2 para O4 e deste para O5. Após
esta rotação da bola, O1 que está colocado numa posição de poste baixo,
reage à mudança do lado da bola, colocando bloqueio cego para O2 que
executa o corte do “Flex”. O3 executa finta abrindo uma linha de passe (Fig.
26).
O5 tem a possibilidade de penetrar a bola em passe para o corte do “Flex” ou,
passando para O3 e este assim executar passe penetrante para o corte de O2.
Após O2 realizar o corte do “Flex”, O4 coloca bloqueio indirecto para O1 que
também pode receber de O5 para executar um lançamento longo. O4 deve
abrir para fora libertando espaço no interior para a possibilidade de se realizar
novo corte do “Flex” no lado contrário (Fig. 27).
24
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig.28
Fig. 29
4
3
2
4
2
5
Fig. 30
3
1
2
1
4
3
1
5
5
Em substituição do corte da “UCLA”, O1, após passar para O2, pode decidir
colocar bloqueio indirecto para O5, permitindo que este possa ter um
lançamento longo (Fig. 28).
No entanto o mais importante será mudar o lado da bola em passe de O2 para
O5 e deste para O1 que abriu. Perante esta rotação, inicia-se todo o processo
referido anteriormente (Fig. 29 e 30).
Fig.31
Fig. 32
2
4
3
1
2
4
2
5
Fig. 33
3
1
3
5
1
5
4
O1 tem ainda a possibilidade de iniciar esta movimentação através de passe
directamente para O5, mudando assim o lado da bola de forma mais rápida, o
que garante que o corte do “Flex” seja executado logo de princípio. Esta opção,
torna os movimentos mais agressivos causando alguma indefinição para os
defensores pois, muitas vezes ainda se encontram numa fase de organização
defensiva (Fig. 31, 32 e 33).
25
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.4 Movimento 2 (M2)
Fig. 34
Fig. 35
4
3
2
5
2
3
4
5
1
1
Fig. 36
4
3
1
2
5
A estrutura inicial mantém-se (4 jogadores exteriores:O1, O2, O3 e O5 e 1
jogador interior: O4). Ao sinal de O1 (base) para iniciar M2, este inicia drible na
direcção de O2, ou passe para este indo receber a bola à mão, que aclara para
o canto desse lado, sendo que O4 e O5 colocam duplo bloqueio directo para
O1. Ao mesmo tempo O3 corta ligeiramente para o canto contrário
assegurando um lançamento de longa distância (Fig. 34).
O1 dribla sobre o duplo bloqueio de O4 e O5, tentando penetrar para
lançamento curto. Perante este movimento, O4 corta para o cesto tornando-se
num possível passe. O1 fica ainda com a alternativa de passar para
lançamento longo de O3 ou de O2. (Fig. 35).
Se O1 passa para lançamento longo de O3, então O1 corta para o canto
contrário e O2 sobe repondo posição. O3 fica ainda com a possibilidade de
penetrar beneficiando do espaço livre interior (Fig. 36).
Nota: Todos os jogadores devem respeitar o princípio da tripla-ameaça: lançar,
driblar ou passar. Os sistemas ofensivos por si só, não produzem resultados.
Neste sentido, podemos afirmar que o sucesso advém da correcta decisão
relativamente à utilização de cada um dos fundamentos de jogo. A autonomia
que se ambiciona não deve favorecer o individualismo mas sim as
individualidades. Daí que, seja necessário agir e reagir em função de uma
estrutura colectiva.
26
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.5 Punho
Esta movimentação ofensiva, que designamos de “Punho”, indica a construção
de um bloqueio directo:
Perante uma condição de jogo em que o tempo está a acabar (tempo total ou
24 segundos de ataque), sendo necessário recorrer a uma situação de
bloqueio directo (2x2 – entre um jogador interior e um exterior com bola);
Fig. 37
Fig. 38
5
5
1
3
Fig. 39
4
2
1
4
3
3
4
5
1
2
2
Ao sinal de “Punho”, pedido pelo jogador com bola (O2), o jogador interior mais
próximo (O4) faz bloqueio directo. O1 e O3 estão colocados em cantos opostos
e O5 fica no interior do lado contrário ao bloqueio. O2 e O4 criam uma situação
de finalização em função da condicionante do tempo, decidindo de acordo com
a resposta defensiva. O4 reage de acordo com O2. (Fig. 37).
Perante as ajudas defensivas, O2 não pode penetrar em drible, sendo que
podem surgir as seguintes situações (Fig. 38):
a) O2 lança de longa ou curta distância;
b) O2 executa passe penetrante para O4 que corta para o cesto;
c) Em função das ajudas defensivas, O2 passa para lançamento longo de
O1 ou O3.
Na eventualidade do defensor de O2 ficar retido no bloqueio e, não surgirem
ajudas defensivas, então O2 deve penetrar e lançar junto ao cesto. Perante
esta leitura de O2, O4 não corta para o cesto, mas sim para o canto curto
criando espaço. O1 e O3 reagem com movimento para cima sendo possíveis
lançadores e responsáveis pela recuperação defensiva (Fig. 39).
27
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.6 Movimentação 4 (M4)
Esta movimentação é utilizada fundamentalmente por comando do treinador e
deriva de duas situações:
1) Necessidade de encontrar uma finalização rápida pois, o tempo
de jogo está terminando (tempo total ou os 24 segundos de
ataque);
2) Explorar uma situação de 1x1, onde se observa que o atacante
tem vantagem clara sobre o seu defensor. Esta decisão pode
obrigar a que existam muitas ajudas defensivas libertando assim
lançadores de longa distância ou passes penetrantes para
jogadores interiores.
Fig. 40
Fig. 41
4
3
3
Fig. 42
4
5
2
3
5
4
2
1
2
5
1
1
Normalmente são utilizados jogadores com uma boa capacidade para jogar
1x1. Ao comando do treinador, o jogador escolhido, O1, procura o centro do
campo e os restantes jogadores deslocam-se para próximo da linha final. A
identificação desta movimentação (M4) significa 4 jogadores em posições
baixas. A iniciativa pertence a O1 (Fig. 40 e 41).
Se O1 ganha vantagem ao seu defensor, deve penetrar até ao cesto. Em
situação de ajudas defensivas sobre a penetração de O1, este deve procurar
assistir o jogador livre para lançamento. É importante destacar o movimento de
O2 e O3, coordenado com a penetração de O1, possibilitando assim ganhar
posições de lançamento e garantir a recuperação defensiva (Fig. 42).
28
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.7 Reposição Linha Lateral
Fig. 43
2
3
Fig. 44
4
4
3
5
Fig. 45
2
4
3
5
5
1
1
1
2
As reposições pelas linhas laterais, no meio campo ofensivo, são sempre feitas
pelos jogadores O2 e O3. O3 faz reposição, O2 e O5 colocam-se do lado da
bola, respectivamente nas posições indicadas na Fig. 50. À entrega da bola
pelo árbitro, O2 coloca bloqueio indirecto para O4 e O5 para O1 para que este
receba de O3 (Fig. 43).
Após bloquear para O4, O2 recebe bloqueio de O5 que sobe no centro para
lançamento longo (Fig. 44).
Se O2 não lança nem penetra a bola, O3 corta para o lado contrário, passando
pelos bloqueios de O4 e O5, tornando-se um possível lançador, pois a
mudança do lado da bola dificulta as acções defensivas (Fig. 45).
Nota: Em todas as situações devem ser exploradas possibilidades de
penetração da bola em drible ou em passe. Em cada bloqueio indirecto devem
ser criadas duas linhas de passe: quem recebe e quem coloca o bloqueio.
29
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.8 Reposição Linha Final
Fig. 46
Fig. 47
1
Fig. 48
1
2
1
4
5
4
5
5
2
2
3
4
3
3
A reposição pela linha final é sempre feita pelo jogador O1. O4 e O5 colocamse lado a lado junto ao “cotovelo” e pela ordem apresentada na figura. O2 na
posição de poste baixo do lado contrário e O3, na diagonal da bola, assegura
um passe longo (passe de segurança). O2 inicia movimento colocando
bloqueio cego para O4 que corta para o cesto tentando receber no interior (Fig.
46).
Após corte de O4 para o interior, O5 coloca bloqueio para O2 que corta para
fora recebendo a bola de O1. O5 corta para o cesto sendo uma possibilidade
de passe interior para O1 antes do passe e para O2 após o passe (Fig. 47).
Após passe para O2, O1 recebe duplo bloqueio de O4 e O3 para um possível
lançamento longo da zona central. O3 abre para fora garantindo a mudança do
lado da bola (Fig. 48). A continuidade é feita através do movimento do “triplo
poste”, demonstrado em situações anteriores.
30
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.1.9
Saída Contra Pressão Todo o Campo
Após cesto sofrido devemos reagir sempre com a agressividade ofensiva
necessária à realização do contra-ataque. Esta reacção permite-nos muitas
vezes anteciparmo-nos a possíveis defesas pressionantes evitando-as.
No entanto, é necessário trabalharmos alguns princípios fundamentais para a
eventual possibilidade de nos depararmos com defesas deste tipo. Sendo
assim, além da configuração apresentada nas figuras, devemos cumprir os
seguintes procedimentos:
o Contra-ataque – deve ser sempre a primeira das reacções
ofensivas, independentemente das intenções manifestadas pela
defesa;
o Insistir com a penetração da bola pelas zonas centrais do campo
– evitar que a defesa condicione a condução da bola pelos
corredores laterais possibilitando assim situações de dois contra
um (“trap”);
o Utilizar preferencialmente o passe – o passe é a “arma” mais
eficaz para ultrapassarmos defesas pressionantes. Permite
mudanças de lado rápidas criando muitas dificuldades à defesa;
o Enquadramento com o cesto – esta atitude de todos os atacantes
permite um domínio visual sobre a área para onde queremos
avançar: o ataque;
o Evitar finalizações precipitadas – um dos objectivos das defesas
pressionantes é criar alguma ansiedade nos ataques, levando a
que estes tentem finalizar muitas vezes perante situações de
grande desvantagem: desorganização ofensiva, lançamentos
forçados e sem garante de ressalto ofensivo (...);
o Manter espaço entre os atacantes (“spacing”) – esta atitude cria
muitas dificuldades à defesa e a eventuais situações de “trap”.
Pelo contrário, beneficia o ataque ao nível da movimentação da
bola e dos jogadores;
31
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
o Respeitar regras – todos os jogadores devem cumprir um
conjunto de regras de acordo com as suas funções. Esta
necessidade, admite reagir adequadamente a situações
imprevistas que casualmente possam surgir, em função da
agressividade e organização defensiva apresentada:
Quem repõe a bola (O4 ou O5)
Zonas laterais da linha final evitando
assim a área da tabela;
Comunicar com os restantes atacantes
pois, tem o domínio visual de todo o
campo;
Ponderar rápido e bem sobre o passe
a executar (olhar antes de passar).
Quem executa um passe
Fintar antes de passar;
Optar mais por passes curtos do que
longos (executar passes longos
apenas em clara vantagem atacante);
Passar sempre do meio para os lados
ou dos lados para o meio (diagonais).
Os passes executados dentro do
mesmo corredor dificultam a sua
recepção.
Quem recebe um passe
Olhar para a bola;
Movimentar-se criando linhas de
passe;
Após recepção enquadrar-se com o
cesto.
Quem dribla
Fintar passe antes de driblar;
Driblar para áreas centrais do campo;
Progredir com o drible. Ser agressivo;
Dividir as defesas antes de passar.
32
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig.49
Fig. 50
3
3
1
4
5
4
5
1
2
2
Na Fig. 49 apresentamos a configuração dos atacantes perante uma defesa
pressionante campo todo. A reposição da bola pela linha final é sempre feita
pelos jogadores O4 ou O5. O1 e O4 colocam-se em lados opostos no
prolongamento da linha de lance livre e, se não conseguem criar uma linha de
passe directa, então, O4 coloca bloqueio para O1 permitindo assim a abertura
de duas linhas de passe. O5 passa para O1 e entra no campo tornando-se num
possível passe de segurança atrás da linha da bola. O3 e O2 ocupam os
corredores laterais, intenção de sair para o contra-ataque, e ficam em lados
opostos junto à linha de meio campo.
Após entrada da bola em O1, O3, que está na diagonal da bola, cria uma linha
de passe no centro do campo, O4 corta para o cesto e O2 corre no corredor
lateral (Fig. 50).
Fig.51
Fig. 52
3
4
5
5
3
1
1
2
4
2
Optando preferencialmente pelo passe, O1 coloca a bola em O3 no centro que
ao se enquadrar com o cesto fica com várias possibilidades de passe. O5
acompanha sempre atrás da linha da bola mantendo-se como possível passe
de segurança. O4 corta para o lado da bola e coloca-se na posição de poste
baixo. O3 passa a O2 e corta para o lado oposto a este. O1 entra no ataque no
lado da bola e O5 coloca-se no lado contrário a O1 (Fig. 51).
33
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
A configuração apresentada na Fig. 52 (4 jogadores exteriores e 1 interior),
permite respeitar o princípio existente para todos os movimentos ofensivos,
facilitando assim a sua funcionalidade. A partir desta disposição, podemos
iniciar os movimentos que pretendermos de acordo com a leitura adequada da
defesa. Enquanto atacantes e, perante uma oposição de pressão todo o
campo, não devemos patentear perturbação nas nossas decisões de
finalização.
34
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.2 Defensivos
As defesas são a principal causa de motivação dos
ataques. Elas vencem campeonatos...
Cumpre à defesa condicionar sistematicamente os atacantes, não permitindo
que estes se movimentem como e por onde querem, sendo um dos processos
defensivos mais eficazes para o conseguir o de defender HxH.
O sucesso da defesa é um objectivo que deve ser encarado colectivamente. A
sua eficácia começa no momento em que quem lança ao cesto se organiza e
reage o mais rapidamente tendo em vista a transição para a defesa, sem
comprometer a intervenção no ressalto ofensivo.
«» Princípios básicos para uma correcta orientação defensiva:
1. Ver a bola e o jogador que se defende: Usar a visão periférica de modo
a nunca perder de vista a bola e o atacante respectivo;
2. A movimentação das defesas deve ser simultânea com a da bola: As
posições defensivas devem ser permanentemente ajustadas de acordo
com a movimentação da bola (5 jogadores na defesa da bola);
3. Comunicar: Os defensores devem utilizar a comunicação tendo como
objectivo o aviso recíproco das movimentações dos atacantes. A
comunicação representa uma maior coesão defensiva;
4. Ser agressivo: Querer recuperar a posse de bola é o factor nobre da
motivação defensiva, sendo necessário para tal utilizar uma grande
“agressividade” sem que esta signifique ser faltoso;
5. Impedir/Dificultar as mudanças do lado da bola: Esta situação permite
reduzir o espaço utilizado pelos atacantes, facilitando a intervenção
defensiva. Sempre que a bola muda de lado, a defesa é obrigada a
cobrir um espaço maior do campo, tornando-se assim mais penetrável.
«» A eficácia defensiva está directamente dependente do cumprimento dos
seguintes factores específicos:
a) Pressionar e desviar o atacante com bola para zonas laterais do campo;
b) Sobremarcar as linhas de primeiro passe;
c) Impedir cortes pela frente;
35
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
d) Desviar os atacantes que cortam para o cesto da área próxima do cesto;
e) Ajudar sobre o lado da bola, impedindo cortes, passes ou penetrações
em drible;
f) Evitar que jogadores atacantes ganhem posições favoráveis na área
próxima do cesto;
g) Fazer 2x1 (“trap”) aos atacantes que recebam a bola na área próxima do
cesto, ou que penetrem em drible pela linha final.
«» Situações Específicas:
Recuperação defensiva;
Ser rápido e agressivo é uma das características determinantes da
recuperação defensiva (RD). Sempre que executamos um lançamento, a
RD deve ser uma preocupação imediata. Optamos por colocar 3 jogadores
no ressalto ofensivo e 2 a recuarem no campo precavendo situações de
contra-ataque.
Fig. 53
4
3
2
5
1
Ao lançamento de O1, 3 jogadores disputam o ressalto ofensivo – O3
do lado contrário ao lançamento, O4 e O5 por terem características
apropriadas à disputa de ressaltos. O1 e O2 recuperam na direcção
do meio campo tendo maior atenção sobre as tentativas de passe
longo e impedindo a progressão do contra-ataque. Uma vez perdido
o ressalto ofensivo, apenas o jogador mais próximo deve dificultar o
1º passe. Os restantes devem recuperar em direcção ao seu cesto
(Fig. 53).
36
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Defesa ao atacante com bola;
Fig. 54
1
Condicionar sistematicamente a movimentação do atacante através
de uma agressividade muito forte, imposta pela movimentação dos
braços sobre a bola e da colocação dos pés orientando para as
laterais, preferencialmente para o lado menos forte do driblador. Esta
atitude faz com que o atacante esteja mais atento ao seu defensor e
menos ao jogo em geral;
Os deslizamentos devem ser realizados sem nunca perder o
equilíbrio, tendo em atenção as mudanças de direcção e de ritmo;
Prioridade do defesa vai para impedir as penetrações da bola, em
drible ou em passe, fundamentalmente pela zona central;
A pressão defensiva deve ser feita de forma a reduzir tanto quanto
possível o campo de visão do atacante;
Prever os movimentos atacantes possibilitando agir de forma
antecipada (favorece roubos de bola);
Forçar a paragem do drible, permitindo assim uma maior pressão
defensiva (mais próxima), dificultando o lançamento ou o passe com
a colaboração dos outros defensores (forçar um turn-over);
“Convidar” a entrada da bola nas zonas determinadas para
situações de 2x1 (trap – áreas assinaladas a amarelo) – (Fig. 55).
Defesa ao atacante sem bola do lado da bola;
Fig. 56
Fig. 57
5
2
2
1
1
Sobremarcação da linha de passe, impedindo a entrada da bola;
Ajudar sobre a penetração em drible;
37
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Forçar o atacante a se afastar do cesto (Fig. 56);
Colocação dos pés e das mãos impedindo os cortes nas costas;
Reagir aos cortes nas costas:
Recuperar a posição defensiva através de – rotação e
abrir para a bola dando as costas ao atacante e
correndo para o interior, ajudando quem ajudou –
rotação defensiva (Fig. 57).
Defesa ao atacante sem bola do lado contrário da bola;
Fig. 58
Fig. 59
5
Fig. 60
5
5
2
2
2
Ver a bola e o atacante (visão periférica);
Variar a sua posição de ajuda de acordo com a posição da bola e do
seu atacante (linha de lance-livre e linha “cesto-cesto” como
referência);
Posição de intercepção da linha de passe (Fig. 58);
Impedir cortes do atacante pela frente e na direcção da bola;
Ajudar sobre a penetração da bola em drible (Fig. 59);
Ajuda sobre atacantes que se libertem dos seus defensores (Fig.
60).
Defesa dos cortes;
Fig. 61
Fig. 62
1
3
3
2
1
Obrigar o corte a ser realizado por detrás e nunca pela frente;
38
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Após o passe o defensor deve separar-se do seu jogador em
direcção à bola (salto para a bola), entrando em ajuda;
Acompanhar o corte sempre pela frente: para o lado forte (Fig. 61);
Quando a bola muda de lado, o defensor coloca-se em ajuda sem
perder a visão do seu jogador. Se este cortar, o corte deve ser
marcado pela frente (Fig. 62).
Defesa dos postes;
Conceito fundamental: “Chegar primeiro”. A luta pela posição é
uma característica da movimentação interior.
•
Fig. 63
5
Fig. 64
4
Fig. 65
5
4
1
1
4
3
1
2
Poste do lado da bola (poste alto, médio ou alto) é sobremarcado a
¾ do lado da bola;
Poste do lado contrário da bola (poste alto, médio ou alto), é
defendido em posição de ajuda (defensor rosa – visão periférica)
(Fig. 63);
Entrada da bola no poste baixo: é regra para fazermos “trap” (2x1)
com o defensor do lado contrário pela linha final (Fig. 64),
procedendo-se aos respectivos ajustos defensivos (Fig. 65).
39
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Defesa dos bloqueios indirectos;
Fig. 66
3
1
4
Tendo em atenção que qualquer bloqueio indirecto visa criar duas linhas de
passe, então, a atenção defensiva deve tentar contrariar essa intenção
anulando penetrações da bola em áreas próximas do cesto e impedindo
recepções favoráveis a lançamentos fáceis.
Defesa do “bloqueador” deve controlar a movimentação do bloqueio
e a posição da bola: ajudas sobre penetração da bola em drible,
impedir movimentos em “curl” do jogador que beneficia do bloqueio e
impedir que o bloqueador ganhe posição interior pela frente. O
defesa do bloqueador deve ainda abrir espaço para que o defensor
do jogador que beneficiar do bloqueio possa passar a meio,
dificultando ou impedindo a recepção do atacante. È fundamental
que todos os defensores controlem o espaço no sentido de poderem
reagir favoravelmente aos movimentos dos seus atacantes e da bola
(Fig. 66).
Principio do “5 contra a bola”
Este princípio visa reduzir o espaço ao ataque, criando assim maiores
dificuldades nas suas acções. Possibilita um maior envolvimento da defesa na
recuperação da posse de bola através de acções colectivas. A noção de que
todos defendem a bola, valoriza a necessidade de estabelecer uma
comunicação constante entre os defensores. Esta dinâmica, responsabiliza
colectivamente os aspectos bons e menos bons do empenhamento defensivo
dos intervenientes.
40
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig. 67
4
3
2
5
1
Quando a bola se movimenta, todos os defensores devem reagir de
imediato ajustando as suas posições no sentido de poderem
controlar sempre o seu defensor e a bola. As linhas de 1º passe
devem ser defendidas através de sobremarcação fechada e os
atacantes mais distantes da bola devem ser defendidos em ajuda.
Esta, varia de acordo com a posição da bola e do atacante (ajuda
mais ou menos profunda). Uma vez cumprido o princípio de “5 contra
a bola”, as ajudas sobre as penetrações e os cortes e as rotações
defensivas terão maior sucesso (Fig. 67).
41
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.2.1
Defesa 5 – HxH ½ Campo
A defesa 5 significa que devemos aplicar toda a agressividade defensiva no
nosso meio campo defensivo. Condicionar permanentemente os atacantes é
um dos aspectos determinantes, levando a que a equipa adversária seja
forçada a jogar em zonas do campo favoráveis à defesa (laterais e cantos).
Todos devem ter presente que os roubos de bola não se apresentam como
condição principal da nossa defesa. No decurso de uma defesa 5, se o
treinador sinalizar “2” significa que deve ser feito rapidamente um “trap” (2x1
sobre o jogador com bola) tendo em atenção as respectivas rotações
defensivas. É determinante que se cumpra o princípio do “5 contra a bola”.
Fig. 68
Fig. 69
4
4
3
2
3
2
5
1
5
1
Defesa de O1 desviar o atacante para a linha lateral retirando-o do
centro. Os restantes defensores cumprem o princípio de “5 contra a
bola” (Fig. 68). Entrada da bola no poste baixo, reagimos com 2x1
(ver Fig. 64).
Sempre que conseguimos colocar a bola nos cantos reagimos
fazendo “trap” de acordo com o apresentado na Fig. 69: os
defensores amarelos e azul fazem 2x1 sobre a bola, garantindo que
O2 fica sem soluções de decisão fácil. Defensor verde defende o
poste baixo pela frente impedindo a entrada da bola. O defensor rosa
ajusta a sua posição impedindo que O1 receba o passe de retorno de
O2. Defensor cinza está em ajuda reagindo aos passes por cima e,
na eventualidade de O3 ou O5 receberem a bola, este deverá ser
defendido de imediato pelo defensor cinza.
42
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
4.2.2 Defesa 11 – 1:2:2 Pressão Todo o Campo
Esta defesa pressionante tem como objectivo global comandar o ritmo do jogo.
Este tipo de defesa exige um alto grau de responsabilidade individual, no
sentido de podermos articular as acções tácticas defensivas.
O sucesso defensivo passa pelo cumprimento de 3 conceitos básicos:
Pressão – sobre a equipa atacante, gerando mais ansiedade nas suas
decisões ofensivas;
Dificultar – todas as acções previstas pelos atacantes, diminuindo os
seus êxitos e aumentando os erros;
Impedir – situações de finalização fácil, e movimentações, com e sem
bola, por zonas desejadas pelos atacantes.
Para que este tipo de defesa se revele devidamente adequada às pretensões
da nossa equipa, há que conhecer e dominar um conjunto de características
fundamentais:
Motivação – cada jogador deve acreditar no sucesso desta defesa, caso
contrário torna-se desadequada. Neste sentido, devemos valorizar o
aspecto psicológico através de uma preparação sistematizada dos
treinos;
Concentração – a colocação e os deslocamentos, executados a grande
velocidade e agressividade, exigem que se conheça as zonas
apropriadas para executar determinadas acções tácticas. A necessidade
de agir e reagir eficazmente, obriga a uma constante concentração;
Surpresa – o factor surpresa, pelo impacto táctico que provoca
(...situações de “trap”), cria grande indefinição nas decisões a tomar pelo
ataque, retirando-lhes capacidade de organização;
Variar as posições clássicas e o ritmo de jogo do adversário – força os
ataques a utilizarem situações de recurso, promovendo assim a
desordem e alterações não previstas;
Potência as possibilidades de recuperar desvantagens no resultado – o
envolvimento colectivo em torno de um objectivo permite que os
jogadores acreditem no seu aumento de rendimento recuperando assim
um resultado desfavorável.
43
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig. 70
Fig. 71
2
4
3
5
3
4
1
1
5
2
Na Fig. 70 apresentamos a disposição inicial da defesa 11 (1:2:2).
Esta defesa é aplicada obviamente após cesto convertido (lance-livre
ou cesto de campo);
Os defensores devem condicionar a reposição da bola de acordo
com as suas intenções (Fig. 71):
• Impedir passes longos – intercepção pelos
jogadores da última linha (4 e 5);
• Impedir a entrada da bola para qualquer zona
central do campo;
• Permitir a entrada da bola nos cantos abaixo da
linha de lance-livre (zonas cinza).
Fig. 72
3
4
5
1
2
Todos os defensores devem cumprir com o princípio de “5 contra a
bola”
O “trap” (2x1) deve ser feito na zona indicada e garantir que o
jogador com bola não passa entre os dois defensores nem pela linha
lateral (“no split no lines”);
O defensor de O2 fecha a linha de passe;
4 e 5, defensores mais recuados, devem impedir a entrada da bola
no centro, sempre pelo jogador que está na diagonal da bola (Fig.
72).
44
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
Fig. 73
3
4
5
1
1
3
4
2
5
2
Se O1 ganhar vantagem pela linha final, os defensores devem reagir
como indicam as setas: defensor 5 aguarda que O1 passe a linha de
meio campo. Defensor 2 acompanha O1 e, juntamente com o
defensor 5, fazem “trap” na zona cinza beneficiando da
impossibilidade de O1 passar para trás de meio campo (retorno);
Defensor 3 recupera na direcção do cesto, impedindo passes
interiores para O3;
Defensor 1 cobre o meio do campo, impedindo qualquer recepção
nessa zona
Defensor 4 fecha a linha de passe para O2 (Fig. 73 e 74).
Fig. 74
4
3
1
3
5
2
1
4
5
2
O sector mais avançado da defesa, 1, 2 e 3, devem impedir que a bola entre na
zona central do campo, condicionando a condução desta pelas laterais onde
devem ser feitas situações de “trap”, enquanto a bola não passar o meio
campo. Após a bola estar no campo atacante, as defesas devem ajustar HxH
tendo em atenção o atacante mais próximo, cumpre-se os princípios da defesa
HxH.
45
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
46
«Coaching ABM»
Gabinete Técnico 05/06 – Iniciados
5 – Referências Bibliográficas
Adelino, J. (1996). As coisas simples do Basquetebol. ANTB, Lisboa.
Araújo, J. (1992). Basquetebol, Preparação técnica e táctica. Federação
Portuguesa de Basquetebol e Associações Regionais de Basquetebol.
Araújo, J. (1998). Manual de metodologia e didáctica nível 1. Federação
Portuguesa de Basquetebol: Escola Nacional de Basquetebol.
Sacharski, Eric (1999). Blackboard Stategies.
Krause, Jerry (1994). Coaching Basketball.
Murrey, Bob (2004). Entrenar El Contraataque
47
Download

Coaching ABM Iniciados