unesp
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
Campus de Rosana - SP
GABRIEL DE LIMA FIRMINO
Turismo ambiental responsável em áreas
urbanas é possível? O estudo de viabilidade de um
roteiro turístico ambiental-cultural na cidade de São Paulo.
ROSANA – SP.
2009
1
GABRIEL DE LIMA FIRMINO
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L? O ESTUDO DE
VIABILIDADE DE UM ROTEIRO TURÍSTICO AMBIENTALCULTURAL NA CIDADE DE SÃO PAULO.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
ao Curso de Turismo – Unesp/Rosana, como
requisito parcial para obtenção do título de
Bacharel em Turismo.
Orientador: Prof. Dr Sérgio Domingos de
Oliveira.
ROSANA – SP.
2009
2
Gabriel de Lima Firmino
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L? O ESTUDO DE
VIABILIDADE DE UM ROTEIRO TURISTICO AMBIENTALCULTURAL NA CIDADE DE SÃO PAULO.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
ao Curso de Turismo – Unesp/Rosana, como
requisito parcial para obtenção do título de
Bacharel em Turismo.
Orientador: Sérgio Domingos de Oliveira
Data de aprovação: ___/___/____
MEMBROS COMPONENTES DA BANCA EXAMINADORA:
Presidente e Orientador: Sérgio Domingos de Oliveira Dr.
UNESP.
Membro Titular:
Claudia Correa de Almeida Moraes Msc.
UNESP.
Membro Titular:
Letícia Maria Vieira Dr.
UNESP
Local: Universidade Estadual Paulista
UNESP – Campus Experimental de Rosana
3
Dedico este trabalho ao meu pai Alonso e a minha mãe Maria Marajú, que nunca
mediram esforços desde o meu nascimento, pelo amor, apoio e suporte incondicionais
em todos os momentos que precisei. A minha irmã Karolina pela sua guarda e proteção,
que sempre estará olhando por mim.
4
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradeço a Deus por me dar o dom da vida, com saúde, amor, e
conhecimento adquirido a cada dia. Por ter me guiado para chegar a este momento tão
especial, a ajuda na realização de cada sonho que tive, pelas pessoas que colocou ao
meu lado, e as pessoas que irá colocar ao meu lado e aos outros tantos sonhos que
realizarei.
Agradeço a mim mesmo também (por que não agradecer ?). Gabriel te agradeço a toda
força que teve para realizar seus sonhos que teve durante esses quatro anos, assim como
aqueles a ainda serem realizados, no dia que você almejar tantos outros não vai ser
surpresa para mim.Agradeço não só a mim por realizar meus sonhos, mas também pelas
pessoas que estão ao meu lado e me ajudaram de um jeito ou de outro.
Agradeço ao meu pai e minha mãe simplesmente sem vocês eu não existiria, não seria o
que sou hoje, não teria realizado um terço dos sonhos que realizei, vocês são os
espelhos da minha vida, que me inspiram e impulsionam e me dão motivo de ser maior
do que já sou, e ser sempre aquilo que se poder ser de melhor, amo vocês com todas as
forças e sentimentos mais sublime que se pode existir, mais uma vez obrigado amo
vocês.
Ka, agradeço a você sei que de algum lugar você sempre está me vigiando e guiando em
cada passo meu, me cobrindo com o seu amor que é infinito, muitas vezes sinto sua
presença do meu lado e nos momentos que mais preciso, você é uma das pessoas que
me dá forças para levantar a cabeça e passar por cima de todas as dificuldades impostas.
Irmã só enquanto eu respirar vou me lembrar de você meu anjo da guarda eterno, te
amo.
Agradeço aos meus avôs infelizmente alguns já se foram, mas durante o pouco tempo
de convivência me ensinaram o que significa as palavras simplicidade, ternura e
principalmente amor, e por todas as lições que me foram passadas.
Lugarzinho diga-se peculiar essa tal de Primavera, agradeço a você também.Cidade que
eu tanto tinha raiva no começo da faculdade, mas foi exatamente neste lugar que
aprendi algumas coisas da vida e dar os primeiros passos neste mundo com tantas
pessoas especiais, e me permitiu conhecer pessoas que vão ficar marcadas para o resto
da minha vida. Dentre elas:
Professor DOUTOR SÉRGIO DOMINGOS DE OLIVEIRA, simplesmente
SERGINHO.Muito, mas, muito obrigado mesmo Serginho, principalmente por
compartilhar comigo a sua amizade, obrigado por deixar eu participar da sua vida e te
agradeço por você fazer parte da minha,e por toda a paciência que teve comigo em
vários momentos (principalmente nas ressacas matinais rs) obrigado meu grande amigo
Serginho.
Agradeço também a RAFAEL TOMIO REZENDE IKAWA, vulgo TUMITINHA,
rapaz você num vale nada, é um vagabundo sem vergonha rs. Muito obrigado pela tua
amizade não te chamo de amigo por que já não o considero assim. Você é um irmão, e
que saudades eu tenho de você, também depois de quatro anos fazendo tanta burrada
junto, e mais 1 ano morando junto num é para menos, te amo rapaiz,e te agradeço por
todo as vezes que me ajudou me escutou.
VICTOR CALLIL agradeço também a sua amizade e por todos as conversas e
devaneios, e a moradia cedida rs. Meu grande amigo obrigado pela sua amizade.
Agradeço também a Gabriela e faço questão de tirar sarro de você, mais conhecida
como (Gon... rs), sei que você vai ler isso e já deixo avisado de antemão NÃO! NÃO
VOU RETIRAR ISSO, te adoro, você é uma amiga muito especial na minha vida,
apesar de algumas, você realmente me tirar do sério (rs).JULIANE LAMPIASI também
5
agradeço a você minha amiga por me suportar tantas vezes, que me escutou, te adoro
muito e quero que você seja muito feliz na sua vida.
Agradeço também a todas as integrantes da ex-Rep.Kebraderas obrigado pela amizade e
ter deixado eu fazer parte de um pedaço da vida de vocês, aqui também agradeço a
todas as integrantes da Rep.Nostravamos um beijo a todas.
Nilson Wagner Leone ou como todos conhecem NILSÃO, apesar de conhecer você em
a menos tempo em relação as outra pessoas citadas, já te considero como um grande
amigo, obrigado pela amizade pelas risadas e por tantas conversas trocadas, e pela ajuda
que tantas vezes que precisei, pena que nem todos enxergam isso, mas mesmo assim
desejo todas as melhores coisas do mundo pra você meu amigo,abraços.
Agradeço a um grupo de pessoas de fundamental importância na minha vida acadêmica
em Primavera a ASSOCIAÇÃO ETÍLICA AMIGOS DO LÚ composta por: Buda,
Deeva, Biro (EU), Balão, Boto, Castor, Carlinhas, Amnésia, Titica fica até difícil
conseguir falar mas muitas vezes mesmo sem saber conseguiam salvar meu dia. Tenho
à chance de agradecer a Deus por ter amigos tão especiais.
Buda: Obrigado pela sua amizade gordinho, se é um lazarento sempre vou me lembrar
de você para sempre e sempre vai ter um caranabuda para nos reunirmos e
comemorarmos, um beijo no seu coração te amo rapaiz.
Deeva: ou JUVENAL A você também muito obrigado apesar de você ter umas manias
um tanto quanto exóticas e o pé que quando está frio fica roxo se é uma ótima pessoa
(rs). Agradeço-te pela amizade e sim toda vez que reencontrar você vou ficar tossindo
do seu lado (rs). Te amo rapaiz você está no meu coração.
Balão: Cabeçudinho, cara muito obrigado a você também pela sua amizade pelas
risadas, pelos conselhos, por ter me escutado tantas vezes, por ter deixado eu ir morar
com você quando tava sem lar rs. Te amo também rapaiz, e você não ta no meu coração
! (Também com uma cabeça desse tamanho, só se for um coração de um elefante rs)
Boto: ou melhor BOZENA, BURCA OU SAVANA (rs). Boto muito obrigado pela sua
amizade também, pela paciência e pelas vezes que você me lembrava aonde tinha sido a
festa rs. Obrigado por ser minha amiga e assim como todos os outros, você também
mora no meu coração (te amo mulher).
Castor: ou simplesmente BUMBUM muito obrigado a você também pela amizade e por
todos os momentos de risada e as historias, conselhos e paciência, cara muito obrigado
por tudo amo você.
Carlinhas: ou VEIO TARADO muito obrigado também pela sua amizade, e por toda
vez sempre me arrastar pro copo sujo, àquelas horas pós-copo sujo que sempre
comprávamos algumas cervejas e simplesmente ficávamos conversando e dado risada,
(EU ODEIO VC rs).
Amnésia: Cara como os lazarentos sempre ficam por ultimo, agora é sua vez. Agradeço
pela amizade velho, apesar de você não se lembrar de nenhuma história engraçada, te
agradeço por tudo cara e como já disse: “Para com essa vida você ta só a capa da gaita”
(rs).
6
Titica: agradeço a você também pela amizade e por todas as risadas, como você vai ser
o ultimo remanescente ai em primavera dos Amigos do Lú, vê se num deixa o bar
fechar e começa dar uma ajuda lá pro LU.
Resumindo agradeço a todos pelo amor, carinho, amizade. Obrigado amo todos, vocês
sempre estarão em um lugar muito especial nas minhas lembranças e no meu coração.
Por último, mas não menos importantes Agradeço ao lugar que praticamente foi minha
casa nesses quatro anos BAR COPO SUJO, ao Sr.Luciano a tantas noites, manhãs e
tardes etílicas regadas à conversas de futebol, histórias inusitadas, a tantas refeições
realizadas, e risadas proporcionadas. VIVA O COPO SUJO rs!
7
“Tantas vezes pensamos ter chegado, tantas
vezes é preciso ir além” (Fernando Pessoa).
8
RESUMO
Este trabalho aborda como temática principal o estudo de viabilidade da implementação
de um roteiro turístico integrado, tendo como sítios turísticos selecionados parques e
museus localizados na cidade de São Paulo, contemplando, em especial, a prática do
turismo ambiental e cultural. O estudo foi realizado por meio da avaliação dos recursos
ligados a infra-estrutura, recursos humanos, e pesquisas relacionadas com a demanda a
ser atingida e fundamentar-se-à em alternativas voltadas para o desenvolvimento
responsável do possível produto que poderá ser implementado. Assim, propõe-se um
melhor aproveitamento da infra-estrutura existente nestes sítios turísticos procurando
incentivar a prática do turismo ambiental e cultural na cidade de São Paulo. Ao mesmo
tempo, busca-se enfatizar que o turismo pode contribuir para a amenização da tendência
de degradação do meio ambiente bem como acentuar a idéia de uma identidade cultural,
além de proporcionar uma nova alternativa de desenvolvimento responsável. Para
atingir estes objetivos, serão realizadas pesquisas de campo visando a coleta de dados
qualitativos e quantitativos para analisar o potencial de implementação do roteiro a ser
desenvolvido. Concomitantemente, os parâmetros definidos durante a analise dos dados
terão como critérios aspectos ligados a sustentabilidade econômica, social e ambiental
dos sítios estudados. O processamento destas informações permitirá um planejamento
integrado do roteiro bem como o aproveitamento e a compreensão de suas limitações
envolvendo, conseqüentemente, os aspectos do turismo sustentável, ou seja, os aspectos
socioambientais, culturais e econômicos.
Palavras-Chave: Roteiro turístico integrado, Turismo ambiental, Turismo cultural,
Turismo responsável.
9
ABSTRACT
This paper address the main theme as the feasibility study of implementing an
integrated tourist route, with the travel sites selected parks and museums located in the
city of Sao Paulo, covering in particular the practice of environmental and cultural
tourism. The study was conducted through the evaluation of resources related to
infrastructure, human resources, and research related to demand to be met, this study
will be based on alternatives aimed at the responsible development of products that can
be implemented. Thus, it is proposed that a better use of existing infrastructure in these
travel sites for encouraging the practice of environmental and cultural tourism in the
city of São Paulo. At the same time, we try to emphasize that tourism can contribute to a
softening trend of environmental degradation and enhance the idea of a cultural identity,
and provide a new alternative for responsible development. To achieve these goals will
be carried out field research aimed at collecting qualitative and quantitative data in
order to analyze the potential for implementation of the roadmap to be developed.
Concomitantly, the parameters set out to analyze the data collected will be criteria
sustentabity aspects of economic, social and environmental sites being studied. The
processing of these data will allow for integrated planning of the roadmap and the use
and understanding of the limitations involved, therefore, aspects of sustainable tourism,
or environmental aspects, cultural and economic.
Keywords: Integrated tourist route, environmental tourism, cultural tourism,
responsible tourism.
10
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Localização do município de São Paulo ......................................................... 32
Figura 2:Foto do córrego do Sapateiro ........................................................................... 35
Figura 3:Foto do Lago principal..................................................................................... 35
Figura 4:Área verde do parque da Luz ........................................................................... 37
Figura 5: Espelho d`água com fonte no parque da Luz.................................................. 37
Figura 6: Lago principal Horto Florestal........................................................................ 38
Figura 7: Palácio de verão do governador ...................................................................... 38
Figura 8: Museu MAM................................................................................................... 39
Figura 9: Vista Interna da Pinacoteca do estado............................................................. 40
Figura 10 : Tela- O mestiço............................................................................................ 40
Figura 11: Vista da Fachada do Museu Florestal ........................................................... 41
Figura 12: Vista Lateral Museu Florestal ....................................................................... 41
Figura 13: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 1795-10 Vila Rosa. ..... 51
Figura 14: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 2739-10 Horto florestal51
Figura 15: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 677a-10 Terminal Jardim
Ângela..................................................................................................................... 52
Figura 16: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 35148-10 Jardim Miriam
................................................................................................................................ 53
Figura 17: Mapa da relação entre o sistema metroviário de São Paulo e a localização dos
parques.................................................................................................................... 55
Gráfico 1: Questão1 ......................................................................................................74
Gráfico 2: Questão 2....................................................................................................... 75
Gráfico 3: Questão 3....................................................................................................... 76
Gráfico 4 : Questão 4...................................................................................................... 76
Gráfico 5: Questão 5....................................................................................................... 77
Gráfico 6: Questão 6....................................................................................................... 78
Gráfico 7: Questão 7....................................................................................................... 79
Gráfico 8: Questão 8....................................................................................................... 80
Gráfico 9: Questão 9....................................................................................................... 80
Gráfico 10: Questão 10................................................................................................... 81
Gráfico 11: Questão 11................................................................................................... 82
11
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Quadro de diagnóstico................................................................................... 49
Qaudro 2: Vias de acesso ao parque Alberto Löfgren.................................................... 51
Quadro 3: Vias de acesso ao Parque Ibirapuera ............................................................. 52
Quadro4: Análise de implementação de atividades viáveis ........................................... 63
12
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 14
1 OBJETO DE ESTUDO ............................................................................................. 15
1.1 Problemática do objeto de pesquisa ..................................................................... 15
1.2 Objetivo ................................................................................................................ 16
1.3 Justificativa........................................................................................................... 16
1.4 Materiais e métodos.............................................................................................. 17
2. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA........................................................................... 19
3. APRESENTAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ........................................................ 32
3.1 Apresentação e história do município .................................................................. 32
3.2 Apresentação de Parques e museus ...................................................................... 34
3.2.1 Ibirapuera....................................................................................................... 34
3.2.2 Parque da Luz ................................................................................................ 36
3.2.3 Parque Estadual Alberto Löefgren ................................................................ 37
3.2.4 Museu de arte moderna.................................................................................. 38
3.2.5 Pinacoteca...................................................................................................... 39
3.2.6 Museu florestal .............................................................................................. 40
4. APRESENTAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA INFRA-ESTRUTURA DOS
PARQUES, MUSEUS. ................................................................................................. 42
4.1 Equipamento de Infra-estrutura ............................................................................ 42
4.2 Segurança.............................................................................................................. 43
4.3 Facilidade de acesso ............................................................................................. 44
4.4 Localização e Sinalização..................................................................................... 44
4.5 Atratividade do parque ......................................................................................... 45
4.6 Limpeza e organização do comércio interno........................................................ 46
4.7 Qualidade de acesso aos atrativos ........................................................................ 47
4.8 Flora...................................................................................................................... 47
4.9 Comércio .............................................................................................................. 48
4.10 Museu ................................................................................................................. 48
5 RELAÇÃO DOS MAPAS E LINHAS DO SISTEMA DE TRANSPORTE
PÚBLICO PARA ACESSO AOS PARQUES E MUSEUS ...................................... 50
5.1 Acesso aos Parques Alberto Löfgren e Ibirapuera ............................................... 50
5.2 Mapa temático do roteiro proposto....................................................................... 53
6. POTENCIALIADADE DO ROTEIRO.................................................................. 56
6.1 Diagnóstico das potencialidades do roteiro turístico contido no município......... 56
6.2 Prognóstico do roteiro turístico a partir do diagnóstico das potencialidades
turísticas...................................................................................................................... 57
6.3 Apresentação da potencialidade das atividades que podem ser desenvolvidas nos
parques conforme os aspectos das infra-estruturas apresentadas ............................... 60
7.ANÁLISE DE ENTREVISTAS E QUESTIONARIOS COM
ADMINISTRADORES E VISITANTES DE PARQUES E MUSUES ................... 65
7.1 Resumo das entrevistas realizadas com os diretores dos parques e museus ........ 65
7.2 Análise de Questionários ...................................................................................... 72
8 CONCLUSÃO............................................................................................................ 84
9 REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 87
APÊNDICES ................................................................................................................. 90
APÊNDICE A – Modelo de questionário aplicado aos visitantes dos parques ........ 91
APÊNDICE C – Modelo de ficha de avaliação Parque Luz e Museu Pinacoteca do
Estado ......................................................................................................................... 93
13
APÊNDICE D – Modelo de ficha de avaliação Parque do Ibirapuera e Museu de
Arte Moderna ( MAM) ............................................................................................... 94
APÊNDICE E – Entrevista realizada com diretora do Museu Otavio Vecchi (Museu
Florestal) Florestal...................................................................................................... 95
APÊNDICE F– Entrevista realizada com coordenadora de comunicação e relação do
Museus Pinacoteca do Estado.................................................................................... 97
APÊNDICE G – Entrevista realizada com diretora do Parque Alberto Loefgrn (Horto
Florestal)..................................................................................................................... 98
APÊNDICE H – Entrevista realizada com coordenador de projetos do Parque do
Ibirapuera.................................................................................................................. 100
14
INTRODUÇÃO
Roteiros turísticos são itinerários de visitação organizados. É um termo genérico
utilizado para a apresentação de itinerários e programações efetuados com a finalidade
de desenvolver atividades turísticas. Roteiros existem em qualquer parte onde esteja
sendo praticado o turismo, seja em pequenas localidades ou em grandes cidades. Podem
ocorrer, também, em diferentes ambientações, como áreas urbanas ou rurais, regionais,
nacionais, internacionais ou entre elas (RODRIGUES, 2003).Tomando como partida
esta citação, propõe-se o desenvolvimento de um roteiro em área urbana, tendo como
objetivo promover um modelo alternativo de turismo ambiental e cultural.
Devido aos acontecimentos históricos e culturais que ocorreram na cidade de
São Paulo durante seus 455 anos de existência, constata-se que o seu acervo é
riquíssimo na sua parte cultural como, por exemplo, os museus, que infelizmente não
são devidamente explorados turisticamente.Levando-se em conta a sua grande expansão
urbana acompanhada de um processo de planejamento contestável, a quantidade de
áreas verdes na cidade de São Paulo é escassa causando uma perda do contato entre a
população e os ambientes naturais.
Assim é proposta a criação do roteiro turístico integrado visando promover uma
reaproximação da população com as áreas verdes e a valorização dos museus
localizados em seu interior ou nas proximidades, utilizando-as como instrumento para
revitalizar o contato entre a população e estes importantes patrimônios da cidade de São
Paulo.
Os critérios de escolha para os parques selecionados no roteiro proposto estão
relacionados a aspectos como às datas de fundações dos parques a localização dos
mesmos, e a importância e a temáticas envolvidas na dinâmica de cada parque.
Os parques que previamente foram inseridos no roteiro serão:
•
Parque Estadual Alfredo Löefgren (Horto Florestal), inaugurado em
1896, situado no bairro da Cantareira, na zona norte da capital;
•
Parque da Luz, que é o parque mais antigo de São Paulo, fundado em
1825, localizado no bairro do Bom Retiro, zona central da capital.
•
Parque do Ibirapuera, que é um dos parques mais novos do projeto, mas
devido a sua arquitetura, é um dos mais famosos de São Paulo. Foi
inaugurado em 1954, localiza-se no bairro da Vila Mariana, zona sul da
cidade de São Paulo.
15
Os museus que foram utilizados são respectivamente;
•
Museu Florestal, situado no horto florestal;
•
Pinacoteca do Estado, localizado no parque da luz;
•
MAM (Museu de Arte Moderna), inserido no Parque do Ibirapuera.
Para a locomoção dos turistas será incentivada a utilização do sistema de
transporte coletivo da cidade de São Paulo, como metrô e ônibus, que ainda não se
encontram organizados para atender a demanda de um publico diferenciado em busca de
atividades de lazer. Para tanto, apresentar-se-á propostas de roteiros turísticos que
interliguem esses atrativos no município.
1 OBJETO DE ESTUDO
Este capítulo apresentara aspectos da pesquisa como os objetivos estipulados
para o desenvolvimento da pesquisa, a problemática que envolve o objeto de estudo,
assim como a justificativa do desenvolvimento da pesquisa e os procedimentos técnicos
e ferramentas utilizadas para serem alcançadas as metas estipuladas e os resultados que
foram obtidos ao final da pesquisa.
1.1 Problemática do objeto de pesquisa
Apesar da cidade de São Paulo possuir uma grande variedade de patrimônios
históricos ambientais e culturais os mesmos não são devidamente explorados de uma
maneira apropriada, com exceção de alguns sitos em particular, não sendo explorado
todo o potencial turístico que estes sítios apresentam.
O roteiro proposto é um modo de viabilizar a exploração dos sítios já citados
cujos são de importante relevância para a cidade de São Paulo já que os mesmos têm
uma participação direta na historia da cidade, e refletem aspectos do crescimento do
município e das reflexões humanas abordadas em épocas distintas.
Sendo assim,estes possuem um intrínseco valor histórico ambiental para a
população paulistana, logo através da exploração turística pode ser viabilizada uma
melhor valorização destes sítios turísticos, propiciando tanto uma melhora nas opções
de lazer da população local, assim como o melhor conhecimento da população sobre a
cidade que habita.
16
1.2 Objetivo
O principal objetivo desta pesquisa é levantar informações sobre o potencial para
a criação de um roteiro turístico que integre o sistema de transporte público da cidade de
São Paulo, baseado no conceitos de turismo responsável, tendo como diferencial sua
integração com o turismo cultural e ambiental através dos museus que estão contidos
nos parques ou próximo aos mesmos.
Os objetivos específicos são:
•
Verificar se os parques e museus selecionados possuem facilidades de acesso
por meio do serviço de transporte público local;
•
Reconhecer a infra-estrutura turística, ambiental e cultural existentes nos
parques;
•
Distinguir as possíveis atividades de lazer que podem ser exploradas nos
parques;
•
Identificar, mapear e organizar a relação das linhas de ônibus e metrô que
integrem os parques e museus selecionados;
•
Propor a criação um mapa temático com a localização dos parques e vias de
acesso e as linhas de transporte público disponíveis.
•
Averiguar a existência de estudos de capacidade de carga dos museus e parques
selecionados;
•
Identificar o perfil dos turistas que freqüentam os parques e museus inseridos no
roteiro proposto;
1.3 Justificativa
Os dados aqui coletados e analisados podem auxiliar a implementação de um
roteiro turístico, sendo este voltado para o paulistano, inserido-o no papel de turista,
podendo vir a consumir um produto turístico organizado para conhecer e valorizar a sua
cidade e parte do seu patrimônio cultural e ambiental. Para tanto há a necessidade de um
estudo de viabilidade para a criação do modelo de roteiro turístico cultural e ambiental,
e verificar se o mesmo é viável, a inserção dos parques e museus neste modelo de
roteiro turístico selecionados deve-se ao valor intrínseco destes patrimônios para a
cidade de São Paulo. Destaca-se a existência de facilidades de acesso aos mesmos, já
17
que os parques selecionados localizam-se próximos a estações de metrô, sendo este um
meio de transporte seguro, rápido e prático para locomoção na cidade de São Paulo.
Entretanto, apesar de existir uma infra-estrutura já implementada e funcional
com relação ao sistema de transporte na cidade de São Paulo, o mesmo não é utilizado
para a realização de uma atividade turística, no caso do presente estudo, a visitação dos
parques e museus. Porém, algumas atitudes já estão sendo tomadas por iniciativa do
metrô visando o lazer e a visitação a sítios turísticos na cidade de São Paulo, como o
programa “Vai de metrô”.
Para potencializar a possibilidade de despertar o interesse de turistas e da
população local levou-se em conta os tipos de museus que estão localizados dentro dos
parques ou próximos a eles, já que estes apresentam temas distintos em sua maioria,
bem como as características dos parques que abordam temas diferentes e peculiaridades
na sua infra-estrutura, proporcionando condições de uso para todas as faixas etárias.
É importante destacar o ponto de indissociabilidade dos elementos estudados e
a infra-estrutura já existente nos mesmos. Essas infra-estruturas são representadas pelos
parques, museus e o sistema de transporte público, sendo que estes três pontos estão
ligados entre si e se houver a ausência de algum o roteiro no modelo proposto torna-se
inviável.
1.4 Materiais e métodos
O estudo apresentado pode ser classificado como uma pesquisa de uma natureza
básica, que consisti em gerar novos conhecimentos para o avanço da ciência sem
aplicação prática prevista sendo de uma abordagem qualitativa e quantitativa: o
primeiro é o método de pesquisa que não utiliza o uso das técnicas de estatística, pois os
dados são representados indutivamente. Quanto ao método quantitativo, este considera
que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números os dados coletados
para melhor classificá-los e analisá-los requerendo o uso de técnicas e métodos de
estatística. Estas definições são necessárias devido ao uso delas no projeto, assim como,
apresentação das ferramentas que irão ser utilizadas para o cumprimento e o
desenvolvimento do projeto (SILVA & MENEZES, 2000).
Para o desenvolvimento do trabalho serão realizadas pesquisas qualitativas,
como por exemplo, a pesquisa bibliográfica e documental, que auxiliará no processo de
18
elaboração e reflexão do estudo proposto e também na pesquisa de campo, que será
tanto qualitativa quanto quantitativa.
No âmbito qualitativo serão aplicadas entrevistas padronizadas para identificar
aspectos da qualidade das estruturas existentes nos parques e museus. As entrevistas
serão realizadas com os dirigentes de ambos visando verificar a sua posição em relação
ao projeto proposto e obter informações dos sítios turísticos.
No campo quantitativo serão aplicados questionários fechados e de múltipla
escolha com os visitantes dos parques. Optou-se pela utilização deste tipo de
questionário com o intuito de se obter uma melhor compreensão dos dados, tornando a
análise mais completa e melhor estruturada, já que as amostras serão feitas por
agrupamento, sendo aplicados por meio de amostragem intencional e não probabilística.
Serão levantadas hipóteses - dedutivas que serão a somatória da experiência
baseada no pensamento pré-estabelecido na metodologia indutiva de acordo com a
reflexão que foi realizada no decorrer discussão bibliográfica e o confronto das
informações coletadas no decorrer da pesquisa. O método hipotético – dedutivo foi
proposto por Popper consiste na adoção da seguinte linha de raciocínio: “quando os
conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são insuficientes para a
explicação de um fenômeno, surge o problema”. (GIL 1999, apud SILVA; MENEZES,
2001, p.30.).
Na análise das alternativas de transporte coletivo que oferecem acesso aos
parques selecionados para a pesquisa, será utilizado o método de observação
sistemática, método no qual há um planejamento do procedimento antes de ser
realizado, já que se espera um resultado pré-estabelecido.
19
2. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA
O turismo é hoje uma importante área de interesse acadêmico, governamental,
industrial e político. Embora a afirmação de que ele é a maior área de atividade
econômica do mundo seja uma verdade, o turismo é importante não só por seu tamanho
em termos de pessoas que viajam número de empregados ou às divisas que leva até o
destino, mas também pelo enorme impacto que exerce na vida das pessoas e nos locais
em que elas vivem e devido à forma pela qual ela é significativamente influenciada pelo
mundo que o rodeia (HALL, 2001). Outros autores seguem a mesma linha de
pensamento:
em nossa época, o turismo é resultado de processos sociais e culturais
não inteiramente quantificáveis, e que são imprescindíveis para sua
compreensão e para implementar ações que permitam obter dele os
melhores rendimentos globais, sejam eles financeiros ou não.
(MOLINA & RODRIGUEZ, 2001, p. 12).
Esses processos sociais e culturais e a exploração turística ocorrem dentro de um
espaço que pode ser definido como a paisagem Santos (1997), define a paisagem como
parte integrante do espaço e sofre, juntamente com o mesmo, um processo de
transformação natural e antropológica, pois a paisagem não é estática, está sempre
sofrendo alterações sejam elas humanas ou naturais. Apesar de definições e estudos,
esta ultrapassa a linha da geografia ou até mesmo das ciências ambientais.
É justamente dentro deste espaço transformados, sejam eles espaços naturais
ou espaços naturais modificados, que o turismo se desenvolve. Acompanhando este
pensamento, Henz e Oliveira afirmam que “o turismo se ocupa destas configurações
espaciais para desenvolver sua atividade, sejam elas paisagens construídas ou
vislumbradas na exploração dos recursos naturais” (HENZ & OLIVEIRA 2008 p.1-2)
Dentre os meios citados acima, é dentro do espaço natural modificado, ou seja, a
cidade, na qual o turismo urbano se desenvolve. Este tipo de turismo é praticado
principalmente em áreas inseridas em grandes centros urbanos, voltando-se
principalmente para o patrimônio cultural localizado nestes ambientes. O turismo
urbano, segundo o Instituto Camões (2008), pode ser definido como à exploração
turística desenvolvida em cidades ou outros espaços urbanos, que leva ao contato com
as vivências humanas, e o consumo do patrimônio histórico-cultural e artístico da
cidade.
Após a utilização turística, o espaço urbano é modificado devido às novas
atividades desenvolvidas, tornando-se um espaço turístico urbano. Segundo Siviero
20
(2005) o espaço turístico urbano resulta da apropriação de um local por meio da
exploração turística, resultando no desenvolvimento de atividades turísticas mediante a
utilização da infra-estrutura e facilidades do espaço urbano para seu pleno
desenvolvimento.
Os fatores que determinam a potencialidade de um destino turístico em uma área
urbana podem ser definidos como a diversidade dos recursos e a capacidade do destino
urbano associar atrações e eventos que em grande parte definem a atratividade da
cidade, bem como o nível e a qualidade dos efeitos positivos gerados pelo turismo.
Ainda nas palavras de Siviero (2005) “este ainda pode ser responsável pela (re)
produção deste espaço, de acordo com as necessidades que impulsionam a
concretização da atividade turística nas destinações” (SIVIERO, 2005 p.56).
Essa necessidade da concretização de um produto turístico leva ao planejamento
das ações a serem desenvolvidas devido aos impactos negativos que podem ser gerados
pela sua exploração. Há ainda o fator da área a ser explorada, no caso, a cidade, já que
esta contém a sua infra-estrutura e um planejamento voltado para outros fins ligados a
sua própria dinâmica.
Assim, há uma demanda pela adoção de um planejamento e de uma política, que
vise atender a todos os agentes envolvidos na exploração turística dentro da cidade. Esta
idéia é defendida pela Comissão Européia (2000) voltada para o turismo ao afirmar que:
No turismo, e particularmente quando se trata de cidades, este
processo implica uma política de gestão integrada, isto é, que diz
respeito ao conjunto de agentes que participam em simultâneo, não só
na oferta turística de base, pólo de atracção para o visitante, mas
também nos serviços complementares, importante suporte da
experiência global. (COMISSÃO EUROPÉIA, 2000, p.8).
O planejamento do ordenamento territorial do espaço turístico no qual se
desenvolvem as atividades turísticas é um dos problemas, cuja busca de novas soluções
foi timidamente encarado na América Latina, este fato se comprova no valor que é
atribuído à utilização turística de um país para o outro, isso de acordo com a
importância do turismo com relação a aspectos econômicos, sociais, ambientais dentre
outros.
Nas palavras de Boullon (2002) os organismos públicos responsáveis pela
administração do setor turístico na América Latina, oscilam do nível mais alto,
representado por um ministério ou secretaria, aos de direção ou institutos ligados ao
bem estar social ou a outros organismos do Estado.
21
Para tanto, devem ser definidos segmentos responsáveis de planejamento entre
os atores envolvidos e a atividade turística explorada visando causar o menor dano
possível para o local a ser utilizado para esta atividade. Corroborando com essa idéia
Ruschmann (2003) aponta que o planejamento necessita abordar a atuação humana e
que esse possa vir a implicar no conjunto turístico.
Ainda
nas
palavras
de
Boullon
os
organismos
responsáveis
pelo
desenvolvimento da atividade turística têm funções especificas como:
a promoção turística no exterior, o controle da qualidade dos serviços,
a fixação e o controle de preços, o planejamento do desenvolvimento,
a promoção de investimentos da iniciativa privada, a promoção do
turismo interno, o desenvolvimento do turismo social e as vezes, a
construção de equipamentos turísticos (BOULLON, 2002 p.63).
Segundo o ponto de vista de Bezerra (2003) faz-se necessário adotar uma
política pública voltada para um modelo de turismo que envolva segmentos da
sociedade como o poder público, a iniciativa privada e a comunidade local em si, sendo
que cada segmento tem que assumir o seu papel no desenvolvimento, já que este
implica na:
...implantação da gestão turística, onde o poder público regulamenta
as atividades a serem definidas, e a iniciativa privada patrocina essas
atividades e eventos culturais e, finalmente, a comunidade zela por seu
patrimônio (BEZERRA, 2003, p.112).
Por outro lado à falta de planejamento do turismo pode levar a impactos
negativos sobre a cultura das regiões visitadas, conforme observação de Boiteux e
Werner (2002) que afirmam que o atrativo turístico pode ser descoberto por acaso, mas
se não houver o devido planejamento, o produto pode desenvolver-se por si só, não
havendo uma reflexão durante o processo de implementação bem como na sua
execução, o que pode acarretar na localidade uma deterioração que pode tornar-se
irreversível.
A concepção de planejamento para Bonfato (2000) pode ser definida como uma
atividade não estática, sendo um passo primordial para qualquer projeto. Além disso,
deve-se levar em consideração os fatores internos e externos relacionados a este
processo, sendo monitorado e coordenado para alcançar um objetivo que está em outro
tempo. Bonfato (2007) categoriza a ação do pensar o planejamento, e as ações que dessa
reflexão derivam como um processo dinâmico, que exige a sua “licita a permanente
22
revisão, a correção do rumo, pois exige um pensar constante, mesmo após a
concretização dos objetivos”(BONFATO apud BARRETO, 2007 p.27).
Assim, a finalidade do planejamento turístico consiste em ordenar as ações do
homem sobre o território e ocupa-se em direcionar a construção de equipamentos e
facilidades de forma adequada, evitando, assim, efeitos negativos nos recursos, como
sua destruição e a redução de sua atratividade.
Levando-se em conta esta possibilidade e para minimizar ou não ocasionar tais
impactos negativos Rose (2002) sugere que “o processo de desenvolvimento turístico
deve ser acompanhado de um trabalho integrado de planejamento, comercialização e
promoção do produto, respeitando suas características e peculiaridades. (ROSE 2002, p.
xxxi).
Deve-se destacar que ao não serem realizados esses processos de esforços
promocionais o desenvolvimento turístico torna-se mais suscetível à falhas em seus
conteúdos, podendo ainda se transformar em uma publicidade contrária, já que não há
uma preocupação com o produto turístico, subjetivando em um impacto negativo ao
consumidor (turista).
Entretanto como o turismo diferencia-se por ser uma atividade multidisciplinar,
a implementação de processos de planejamento não garantem o seu desenvolvimento,
pois “mesmo quando constitui uma necessidade em nossas sociedades, afetadas por
sérios problemas sociais e econômicos, nem sempre o planejamento tem encontrado eco
entre os dirigentes nacionais” (MOLINA & RODRIGUEZ, 2001 p. 58).
Contudo, para que o estudo quando implementado possa vir de fato à promover
a melhoria da qualidade de vida da população, deve-se adotar conscientemente o
planejamento e a gestão turística, que são os principais elementos para a execução de
um projeto turístico, bem como as políticas publicas a ele relacionada.
Os objetivos a serem traçados para a construção do planejamento devem estar
direcionados a práticas responsáveis do desenvolvimento urbano visando uma melhoria
para todos os envolvidos. A Comissão Européia segue a mesma linha de pensamento ao
afirmar que:
os objectivos devem estar inseridos numa estratégia global de
desenvolvimento urbano que tenha por objectivo maximizar os efeitos
socioeconómicos locais e optimizar a qualidade de vida das gerações
actuais e vindouras. Estas perspectivas deverão ser coerentes com o
conteúdo da Agenda 21. (COMISSÃO EUROPÉIA, 2000, p 9).
23
Atingir estes objetivos implica em elaborar um planejamento integrado e
diversificado, ressaltando a valorização dos recursos do destino; o controle da
canalização de fluxos na cidade; da otimização da acessibilidade dos sítios turísticos,
tanto para os visitantes como para a população local, assim como a organização das
visitas segundo os vários tipos de público.
Com isso, as modificações verificadas no processo de planejamento por meio
dos anos e de todas as influencias globais fez com que fosse defendida a idéia de que o
modelo de planejamento está mudando, de forma que o modelo centralizado do mesmo
está cedendo lugar a um outro tipo, mais participativo. Este novo modelo reconhece as
capacidades e interesses locais e regionais e as realidades dos grupos humanos e
econômicos atuantes em suas respectivas áreas (MOLINA & RODRIGUEZ, 2001).
Este novo modelo de planejamento se norteia principalmente nos modelos
sustentáveis da agenda 21, documento que surgiu após a Eco-92, evento esse de cunho
ecológico realizado no Rio de Janeiro na década de 90. Concordando com este
pensamento Chinaglia afirma que “grande parte das ações hoje empreendidas na direção
do desenvolvimento sustentável baseia-se na Agenda 21 um instrumento de
planejamento estratégico participativo”. (CHINAGLIA, 2007 p.51).
Já Simão (2001) destaca que, quando encarado como um possibilitador da
preservação dos valores culturais e da qualidade de vida local, o turismo potencializa a
(re) apropriação da cidade pelos cidadãos e renova o espírito cívico e o orgulho pelo
lugar. Porém, para haver esse processo citado acima, tem que ter um efetivo
planejamento. Este posicionamento é corroborado por Barreto quando esta afirma que:
Cabe ao planejador de turismo a intervenção consciente e profissional
para que o patrimônio, as tradições - e o legado cultural todo - possam
ser transformados séria e conscientemente num produto turístico de
qualidade, bom para ser usufruído também pela comunidade local
(BARRETO, 2000 p. 75).
Somente através de um processo de planejamento bem elaborado é que o
produto turístico pode ser realizado e firmado, podendo alcançar um bom nível de
qualidade, assim o roteiro pode ser uma ferramenta que poderá vir a ser um incentivo e
uma maneira de ampliação do perfil do visitante que freqüenta o local, já que será
realizado tanto por turistas que buscam o turismo cultural quanto o turismo ambiental.
Em relação ao planejamento do turismo, na formatação de um roteiro em um
espaço urbano, deve-se observar dois quesitos: “se os atrativos estão dispostos em
24
forma de bairro, um próximo ao outro facilitando, assim, o planejamento, ou se estão
espalhados dentro da localidade, dificultando o planejamento e sendo indispensável à
utilização de roteiros” (BARRETTO, 2000, p. 78-79). Este é assim definido pelo
SEBRAE da seguinte forma: “um plano de viagem em que o cliente tem o
conhecimento de todos os pontos a serem visitados, o tempo de permanência em cada
local e os horários para cada parada” (2000, p. 40).
Tavares (apud Castro, 2007, p. 12) segue a mesma linha de pensamento e amplia
o seu espectro de atuação ao definir roteiro turístico da seguinte forma:
um itinerário de visitação organizado, consistindo em um termo utilizado
para apresentação de itinerários e programações com a finalidade de turismo,
possibilitando sua existência em qualquer lugar que seja praticado o turismo,
podendo ocorrer em qualquer ambientação, em áreas urbanas a rurais,
regionais, internacionais ou entre elas.
Sendo assim o presente estudo se encaixa perfeitamente na definição de um
roteiro turístico, sendo este definido como um roteiro local já o que espaço físico
utilizado pelo mesmo restringe-se à região do município de São Paulo. Este roteiro
proposto pode ser definido como um roteiro nacional local, essa afirmação pode ser
realizada ao tomar-se como base à idéia de Bahl (2004) na qual afirma que:
Os roteiros nacionais locais, baseando-se na divisão administrativa do Brasil
em municípios, estados e regiões, são os que utilizam os recursos intrínsecos
de cada localidade: estrutura urbana, acesso, circulação, serviços e os
elementos de interesse turístico (monumentos, igrejas, museus etc.),
localizados na área do município.(BAHL, 2004 p.61)
Tais definições de roteiro turístico, assim como a classificação do mesmo é de
fundamental importância para a reflexão do mesmo, visando a sua promoção e o real
posicionamento e papel do mesmo, quando este pensado como um produto turístico e
sendo voltado para o mercado turístico, Bahl corrobora com este pensamento quando
afirma que:
Através dos roteiros, realmente se pode pensar no aspecto promocional do
turismo, através da ordenação de atividades que promovam a cultura de um
local, sem influencia-la pela imposição de anseios apenas lucrativos, mas sim
na descoberta da essência que diferencia as regiões, cidades e localidades,
adaptando estruturas e buscando a fuga do cotidiano; afinal, são as
peculiaridades que motivam as pessoas a visitarem outros locais, fora do seu
habitat, à procura de algo que seja diferente e que por isso exerce atração
(BAHL, 2004, p.75)
Levando-se em conta a faceta do roteiro em relação à exploração do turismo
ambiental, deve-se levar em conta que este miscigena-se ao patrimônio ambiental
25
existente, que possui um valor cultural intrínseco. Este mosaico permite e valoriza o
contato com a natureza, que poderá viabilizar a educação ambiental, já que o turista terá
acesso à informação e a interpretação do meio ambiente natural. Um outro aspecto que
deve ser considerado, segundo Cândido (2003), é que há uma vontade do turista como
homem moderno “urbanizado” de entrar em contato com a área verde:
...a população dos grandes centros urbanos, em meio à poluição, à
violência e a falta de tempo, necessita de uma volta a natureza,
gerando uma procura por áreas como parques, praças, campo e serra,
dentre outras, na busca de uma forma de lazer nos finais de semana ou
mesmo no período de férias.(CÂNDIDO, 2003, p. 09).
Ao constatar-se este fato, conclui-se que, “em função da metropolização das
zonas urbanas com a construção cada vez maior de prédios, rodovias e indústrias, as
pessoas necessitam, cada vez mais, de ‘espaços naturais’ ou ‘espaços verdes’, para um
restabelecimento tanto emocional quanto físico” (CÂNDIDO, 2003, p.09).
Uma prova deste fenômeno, segundo Neiman (2002), é que o “crescimento do
número de visitas às áreas naturais nos últimos anos vem possivelmente mostrar que, tal
como necessita-se da arte, precisa-se do contato com a natureza, a fonte da
vida”.(MENDONÇA apud NEIMAN, 2002 P. 159).
Nesse contexto, pode-se perceber que o homem tem uma ligação direta com a
“natureza”, mesmo que este tenha se excluído deste meio natura, a partir do momento
que passou a viver nas cidades. Segundo Boullon (2002), o termo cidade pode ser
definida da seguinte forma:
um ambiente artificial inventado e construído pelo homem, cujo
objetivo prático é viver em sociedade.Começou a existir quando o
homem assim o quis, e no principio foi um dos testemunhos mais
reveladores dos níveis alcançados pela cultura a que pertenceram
aqueles que iniciaram e continuaram suas construções, (BOULLON,
2002 p.189).
Porém, é fato que a origem da espécie humana advém da própria “natureza” e
necessita entrar do contato com a mesma, ou seja, o contato com a sua origem. Isso
pode ser realizado através de práticas relacionadas ao turismo através do ecoturismo ou
turismo ambiental. Chinaglia (2007) explana uma melhor contextualização sobre este
fato ao afirmar que:
o homem se excluiu de seu meio ambiente para poder dominá-lo, e
criou outro artificial para poder efetivar essa auto-exclusão - surgiu o
26
meio ambiente urbano, em contraposição ao meio ambiente natural.
Na verdade não há separação, e por esse motivo o homem perdeu o
sentido pertinência inclusive com o meio ambiente urbano - queremos
também ter domínio sobre o meio ambiente urbano e nesse sentido
também queremos ter domínio sobre nos mesmos...Entender isso é
fazer a volta, é entender primeiro que fazemos parte desse ambiente
urbano e depois entender que o urbano e o natural são o mesmo
ambiente. (CHINAGLIA, 2007 p.59).
O mecanismo que será utilizado para que se possa viabilizar a exploração
turística tanto dos parques como dos museus que estarão inseridos no roteiro, será o
turismo responsável, procurando-se respeitar todos os limites e capacidades préexistentes nos mesmos. Para tanto, serão levados em conta fatores como a capacidade
de carga dos lugares a serem visitados, os lugares acessíveis para aqueles que usam
veículos motorizados, a periculosidade do local para os turistas, e os meios de
transportes, preferencialmente coletivos, um dos principais pontos a serem incentivados
no projeto.
Apesar dos parques estarem localizados em uma área urbana, é necessária a
prática dos fundamentos prescritos no ecoturismo, já que os parques são áreas naturais,
o que implica na responsabilidade de gerar o mínimo de impacto possível e procurar
beneficiar a população local. Essas medidas têm como base o ecoturismo que, segundo
Fennel, pode ser assim descrito:
O turismo na natureza, de baixo impacto, que contribui à manutenção
de espécies e habitat diretamente, por meio de uma contribuição à
conservação e / ou indiretamente produzindo rendimentos para as
comunidades... (apud GOODWIN 1996, p. 287).
Somando-se a este pensamento Chinaglia (2007), defende que o ecoturismo
pode ser desenvolvido em parques urbanos, já que em seu conceito o ecoturismo “pode
ser feito às margens do córrego degradado, em nossos quintais e praças, nos centros da
nossa cidade”.(CHINAGLIA, 2007 p.59).
Ainda nas palavras de Fennell (2002), o ecoturismo é compreendido como uma
forma sustentável de turismo baseado nos recursos naturais, que focaliza,
principalmente, a experiência e o aprendizado sobre a natureza. Além disso, é gerido
eticamente para manter um baixo impacto, ou seja, não-predatório e localmente
orientado (controle, benefícios e escala). Ocorre tipicamente em áreas naturais, e deve
contribuir para a conservação ou preservação destas.
27
Para tanto, deve haver uma preocupação também com a capacidade de carga
tanto dos museus como os parques, já que os mesmos têm as suas demandas préestabelecidas. O estudo visa checar o potencial do roteiro, assim como os possíveis
impactos que podem ser gerados por ele, já que o roteiro poderá fazer com essa
demanda venha a aumentar, podendo com isso prejudicar a integridade do patrimônio,
ou mesmo banaliza-lo, assim como deteriorar os parques.
Ao mesmo tempo, para que haja uma maior aproximação dos turistas com os
museus, se faz necessária sua reestruturação para atender a possibilidade de ampliação
do publico, pois com o aumento do fluxo, consequentemente o parque também deverá
passar por esse processo, visto que ambos desempenham um papel de suma importância
para a comunidade local.
Segundo Pires (2002), se percebe que o apelo cultural para o turismo e o lazer
hoje no Brasil é pouco incentivado. Basta observar os pacotes e a forma de divulgação
de nossos atrativos pelos meios de comunicação para se chegar à conclusão de que a
visão antiga dos europeus sobre o Novo Mundo sofreu pouquíssimas alterações. O
turismo que é divulgado sobre o Brasil ainda é o turismo de sol e praia, que tem como
atrativo as belas praias, o calor e o das morenas semi-nuas, ou talvez pior: o das feras
que saem da floresta imensa – em processo de devastação – para as cidades, também
exóticas. Não há dúvida de que, perante a força destes apelos, os atrativos culturais
tornam-se migalhas insignificantes no contexto do aproveitamento turístico (PIRES,
2002).
Devido a isso, é proposto no projeto o incentivo à pratica do turismo cultural na
cidade de São Paulo levando em conta a importância do seu patrimônio cultural.
Segundo definição da OMT (Organização Mundial de Turismo), o Turismo Cultural
pode ser conceituado da seguinte forma: “aquele que é caracterizado pela procura por
estudos,
cultura,
artes
cênicas,
festivais,
monumentos,
sítios
históricos
ou
arqueológicos, manifestações folclóricas ou peregrinações” (OMT apud BARRETTO,
2003, p.20). Outra definição é do Ministério do Turismo, segundo o qual turismo
cultural é aquele que:
...compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do
conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e
cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens
materiais e imateriais da cultura. (MTur, 2006)
28
Já Barreto define que, “o turismo com base no legado cultural é aquele que tem
como principal atrativo o patrimônio cultural” (BARRETO, 1995, PAG. 29).
Seguindo a linha de pensamento em que o patrimônio cultural pode passar a ser
um atrativo, Wall (1997) afirma que o patrimônio deve ser considerado, melhorado e até
mesmo usado. Entretanto, se for interpretado de uma maneira equivocada ele pode até
causar um impacto negativo, vindo a causar uma não identidade com o patrimônio. A
intenção de implementar esse roteiro turístico cultural é exatamente oposta, pois procura
fazer com que o individuo (o turista), seja ele local, regional, nacional ou até mesmo
internacional, conheça o patrimônio cultural e ambiental que estará contido no roteiro,
sendo que a identidade desse patrimônio poderá interferir principalmente nos habitantes
da própria cidade de São Paulo.
Entretanto, deve-se destacar que a própria comunidade muitas vezes desconhece
a oferta turística de sua cidade, assim como as formas como ela pode participar no
processo de desenvolvimento da atividade.
Assim, a questão da identidade leva a recuperação da memória, que leva ao
reconhecimento do patrimônio, e a valorização por parte dos próprios habitantes do
local. Esta idéia é defendida por Simão, quando este afirma que “Se a população
compreender que é dona e guardiã de seus bens e de sua cidade, o turismo se incorpora
para agregar valores e não para subtraí-los” (SIMÃO, 2001, p. 69).
É também importante salientar, segundo Meneses (2003), que outros dois
parâmetros conectados em intimidade devem ser analisados: a necessidade de proteção
do legado histórico, que é dependente ao extremo da atividade interpretativa, já que é
esta que lhe dá sentido; e a necessidade de democratização da gestão das instituições de
proteção do patrimônio cultural, sem a qual não haverá possibilidade de participação da
comunidade que constrói e administra esse legado cultural e, em conseqüência, não
haverá sentido social para a proteção.
Sendo assim, Meneses (2003) ainda afirma que “a demanda do turismo cultural,
que deve considerar o legado cultural como atrativo e, assim, torná-lo atraente ao turista
e, ao mesmo tempo, ajudar a preservá-lo, ampliando as possibilidades de sua apreensão”
(MENESES, 2004, p. 88).
Assim como existe o fator da demanda, o turismo cultural tem que ser visto pelo
aspecto de sua oferta. Segundo Rodrigues (2003), atualmente o turismo cultural não
implica somente pela oferta de espetáculos e eventos, mas também pela existência e
29
preservação de um patrimônio cultural representado por museus, monumentos e locais
históricos.
Apesar desta peculiaridade apresentada pelo turismo cultural, deve haver um
planejamento para que a exploração turística, caso venha a ser implementado, cause o
mínimo de impactos. Esta linha de pensamento é também defendida por Barreto quando
esta afirma que “o turismo pode transformar drasticamente as economias locais, já que a
tendência é de se explorar todos os recursos, naturais, culturais ou históricos, da forma
mais lucrativa possível” (BARRETO, 1995, p. 30).
Mas, por outro lado, a sua exploração pode causar impactos positivos conforme
observa Barreto: “O patrimônio é um modo de os povos manterem a sua identidade”
(2000, p.137).
Já Bezerra (2003) considera que certas condições são fundamentais quando se
leva em conta à imprevisibilidade do ambiente externo, exigindo decisões rápidas e
precisas no que se refere à capacidade de adaptação, flexibilidade e comunicação das
empresas e destinações turísticas para encarar as mudanças. Estas seriam condições
básicas para a sua própria sobrevivência, isto é, manter-se num mercado altamente
competitivo e sensível às intempéries ambientais, o que exige uma gestão eficiente,
eficaz e efetiva, utilizando-se, ainda, um planejamento com estratégias de ação bem
definidas.
Entretanto, outro fator relevante é que o patrimônio não definha conforme o
tempo e não é dependente de outros fatores, ou seja, a importância não está somente no
patrimônio em si. Esta idéia é defendida por Pires quando este afirma que:
Cabe ressaltar a importância não apenas dos museus e localidades
históricas, mas também a do próprio turismo cultural. Até do ponto
de vista econômico, ele merece ser incrementado, pois não depende
muito das condições climáticas, como acontece com os recursos
naturais. A sazonalidade, embora exista, é menor quando o atrativo é
cultura (PIRES, 2002, PÁG 80).
Devido a isso é visualizada a importância do estudo do potencial do roteiro que
integra e usufrui de toda a infra-estrutura com a relação aos parques museus e o sistema
de transporte publico já existente na cidade de São Paulo, podendo assim vir a criar um
roteiro que será favorável a todas os atores envolvidos, principalmente a população do
município de São Paulo. Deve-se destacar que o roteiro proposto é derivado de um
modelo sistemático interdependente, pois cada parte dele é essencial para a sua possível
elaboração e execução.
30
Concordando com esta linha de pensamento, Boullon (2002) defende que “para
um sistema turístico possa funcionar é preciso que aos atrativos e ao empreendimento
turístico se acrescente à infra-estrutura”.(BOULLON, 2002 p.57).
O roteiro idealizado utiliza desta infra-estrutura, assim como parte da
superestrutura já existente na cidade de São Paulo, superestrutura essa que pode ser
definida, segundo Boullon, como:
os organismos especializados, tanto públicos como da iniciativa privada,
encarregados de otimizar e modificar, quando necessário, o funcionamento
de cada uma das partes que integram o sistema, bem como harmonizar suas
relações para facilitar a produção e a venda dos múltiplos e dispares serviços
que compõem o produto turístico. (BOULLON, 2002 p.61)
Além dos aspectos relacionados à infra-estrutura já citada, o roteiro vai de
encontro com as políticas quem estão sendo implementadas pela São Paulo Turismo
(SPTURIS), órgão público, que atualmente é o responsável pelo desenvolvimento do
turismo como atividade econômica no município.
Isto se comprova através da analise do Plano de turismo municipal da cidade de
São Paulo (PLATUM) e as políticas que estão colocadas em ação assim como as
diretrizes e metas estipuladas para o alcance dos objetivos.Este plano segundo a extinta
Anhembi Turismo e Eventos da cidade de São Paulo (2000) fora implementado através
da Lei nº 11.198 em 1992, mas passou apenas realizado e elaborado de fato em 1999
através do Conselho municipal de turismo (COMTUR).
No Platum planejado entre 1999 e 2001, uma das metas estabelecidas era:
“revitalizar os pontos de interesse turístico da cidade, além de criar e fomentar novos
pontos de atração”, assim como “criar, implantar e apoiar a geração de atividades
culturais, artísticas, de eventos e entretenimento em geral” e “disponibilizar roteiros
turísticos culturais, históricos, ecológicos, religiosos, artísticos e de entretenimento em
geral”. (Anhembi Turismo e Eventos, 2000 p.45-49).
O modelo de utilização do transporte público voltado para o turismo também é
um dos pontos, pensados neste roteiro e vai de encontro às metas do PLATUM que
entre eles podem ser citados oferecer opções de transporte que garantam rápidos
deslocamentos, interligar os meios de transportes urbanos, implantar novos terminais
rodoviários, estimular a ampliação da rede metroviária. (Anhembi Turismo e Eventos
,2000).
31
Complementado os dados aqui expostos pode ser utilizado o PLATUM
elaborado 2007 e 2010 elaborado pela SPTURIS, já que este complementa a política
implementada anteriormente entre 1999 e 2001 e da continuidade a mesma.
Seguindo metas e conceitos como “fortalecer a imagem da Cidade de São Paulo,
como destino de lazer, entretenimento, cultura e conhecimento, além de negócios e
eventos”.(SPTURIS,2009 p.42).
A exploração turística na cidade de São Paulo como já citado anteriormente tem
um riquíssimo patrimônio cultural, este fato é confirmado pela Spturis quando esta
afirma que:
Exemplo disso são os inúmeros espaços culturais, entre equipamentos e
atrativos turísticos que estão disponíveis para os turistas e para a população
local. Eles recontam a história de São Paulo e das etnias que contribuíram
para sua formação, retratam o dia-a-dia do paulistano e do brasileiro,
possibilitam o conhecimento e entretenimento daqueles que os
visitam.(SPTURIS, 2009 p.28)
Esta política relacionada à exploração do patrimônio cultural como atividade
turística, é inclusive um dos objetivos da SPTURIS já que no PLATUM essa afirma que
a cidade de São Paulo necessita de uma mudança na sua característica na exploração dos
segmentos dentro do turismo ao afirmar que “este é o momento da virada da nossa
imagem de pólo de negócios e eventos, o que já está consolidado, para capital da cultura
e do entretenimento na América Latina”.(SPTURIS, 2009 p.05).
32
3. APRESENTAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
Este capítulo visa demonstrar as áreas que estão relacionadas no presente objeto
de estudo, introduzindo o leitor na especialidade dos sítios e as características e a
historia pertencente aos mesmos.
3.1 Apresentação e história do município
1
O município de São Paulo está localizado nas bordas da Serra do Mar, sua
latitude Sul é 23º32'36" e longitude W.Gr. 46º37'59". Limita-se ao norte com os
municípios de Franco Rocha, Mairiporã e Guarulhos; a leste com Guarulhos, Moji das
Cruzes, Poá, Santo André, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo; ao sul com
Santo André, São Caetano do Sul, São Vicente e Itanhaém; a oeste com Itapecerica da
Serra, Cotia, Barueri e Santana do Parnaíba.
Figura 1: Localização do município de São Paulo
Fonte: Sampa ART, 2009.
A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das
terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os
colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553),
33
constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de
padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da
Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde
encontraram uma região com um clima mais ameno.
Devido às condições topográficas encontradas na região São Paulo era ótima
para segurança já que situava-se em uma colina alta e plana, cercada por dois rios, o
Tamanduateí e o Anhangabaú. Neste local, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de
janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa
que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho, mas à distância do
litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de
exportação, impedirem o crescimento da Vila.
Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em
1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São
Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as "bandeiras", expedições
organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes.
No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se
como capital da província, já no final do século, a cidade passou por profundas
transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em
várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do
afluxo de imigrantes europeus, um exemplo disto é o crescimento populacional da
cidade em 1885 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes, no final do século
passou a chegar a 239.820 mil.
A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa
transformaram-se em bairros operários por excelência; ali concentravam-se as indústrias
próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios
Tamanduatey e Tietê. A região do Bexiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes
italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas,
pelos palacetes dos grandes cafeicultores .
Do ponto de vista político-administrativo, o poder público municipal ganhou
nova fisionomia. Desde o período colonial São Paulo era governada pela Câmara
Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias. Em
1
As informações aqui neste tópico expostas foram copiladas do site do departamento de cultura da cidade
de São Paulo.
34
1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, os poderes legislativo e executivo
se separaram.
O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a
ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo
"moderna".Uma demonstração da riqueza e progresso que acontecia em São Paulo foi à
construção do Teatro Municipal, celebrizado como sede de espetáculos operísticos,
tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.
Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em
1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise, mas
com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e a Revolução de 1930, alterou-se a
correlação das forças políticas.
Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização urbanística notável,
que testemunhava o seu processo de "verticalização". A década de 40 foi marcada por
uma intervenção urbanística sem precedentes na história da cidade
Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque industrial de
São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana,
esse declínio gradual da indústria paulistana insere-se num processo de "terceirização"
do Município, acentuado a partir da década de 70. Isso significa que as principais
atividades econômicas da cidade estão intrinsecamente ligadas à prestação de serviços e
aos centros empresariais de comércio. As transformações no sistema viário vieram
atender a essas novas necessidades. Assim, em 1969, foram iniciadas as obras do metrô
na gestão do prefeito Paulo Salim Maluf.
3.2 Apresentação de Parques e museus
3.2.1 Ibirapuera
2
O parque do Ibirapuera está localizado no bairro de Moema, na cidade de São
Paulo. Foi inaugurado em 21 de agosto de 1954 durante as comemorações do IV
Centenário da cidade de São Paulo, tornando-se um refúgio de área verde para o
paulistano que visita o parque seja para realizar atividades ligadas à prática de
exercícios, visitar exposições ou simplesmente sentar na grama e admirar a paisagem.
2
As informações aqui neste tópico expostas foram copiladas do site da secretaria municipal do verde e
meio ambiente da cidade de São Paulo.
35
Destacam-se alguns atrativos no parque, como os prédios curvilíneos que foram
projetados por Oscar Niemeyer, os shows ao ar livre, a realização de mostras de arte de
diversos países do mundo, além de sediar as bienais de arte internacional.
O parque, pensado para São Paulo da década de 50, vem passando por alterações
ao longo de seus 51 anos para melhor atender ao novo perfil da cidade e do paulistano.
Entre as mudanças mais recentes estão a ampliação da ciclovia do parque, a reforma da
faixa de cooper. Duas grandes ruas de asfalto foram substituídas por áreas verdes,
totalizando cinco mil metros quadrados de solo, assim como a reforma do prédio do
Planetário, que estava totalmente deteriorado por cupins e infiltrações, sendo totalmente
restaurado.
Mas a construção do auditório foi a mudança mais significativa para o parque. O
prédio está localizado em frente à Oca, completando o projeto original do parque
elaborado por Niemeyer. A sua construção proporcionou mais opção de lazer ao
paulistano, assim como para os visitantes.
A seguir apresenta-se duas fotos de áreas do Parque do Ibirapuera: a figura de
número 2 destaca o córrego do sapateiro e este, por seqüência, deságua no lago
principal do parque, sendo este representado na figura de número 3.
Figura 2:Foto do córrego do Sapateiro
Fonte: O Autor
Figura 3:Foto do Lago principal
Fonte: O Autor
36
3.2.2 Parque da Luz
3
O parque da Luz está localizado no bairro do Bom Retiro, sendo o mais antigo
Jardim Público da cidade. A idéia inicial do poder público era de estabelecer o Jardim
Botânico da Luz, sendo que sua inauguração ocorreu em 1825. Na época, o Jardim era o
único local de divertimento e descanso da população paulistana.
Sua utilização como “Jardim Botânico” logo foi abandonada e, em 1838, tornouse simplesmente um “Jardim Público”. Em 1875, o Jardim já estava totalmente
cultivado e arborizado.
Em 1901 a administração municipal que assumiu na época executou importantes
modificações no Parque, como ruas circulares arborizadas, grandes gramados e bosques
ao estilo inglês, assim como a construção do coreto, quiosque e uma nova residência.
Foi instalado também um mini-viveiro para cultivo de plantas e flores - que
posteriormente eram transplantadas para os canteiros dos jardins - e um mini-zoológico
com capivaras, veados e aves exóticas, que foi fechado em 1930.
Após um determinado período o Jardim da Luz entrou em processo de
deterioração, tornando-se cada vez mais um simples local de passagem. Em 1972, o
Jardim foi recuperado e novamente cercado com grades e portões. Após estas
modificações o parque passou para a administração do DEPAVE e recebendo a
denominação de Parque da Luz.
Devido a sua concepção inicial de jardim botânico, a flora do parque é
extremamente diversificada, sendo que a vegetação é composta por espécies exóticas e
nativas. Algumas árvores chamam a atenção por seu porte e exuberância, a fauna é bem
diversificada, contando com mais de 40 espécies de aves, sendo catalogadas. Existem
ainda algumas carpas e tilápias nos espelhos d’água e dois exemplares de sagui-de-tufobranco, que são originários do nordeste brasileiro. O destaque, porém, vai para as seis
preguiças que vivem na chamada alameda de figueiras, espécies que provavelmente
habitam o Parque desde a época em que era chamado de “Jardim Botânico”.As fotos
abaixo são de áreas do parque da luz a figura de número 4 retrata uma área do parque e
a figura de número 5 sendo o espelho d`água principal com a fonte ao centro.
3
As informações aqui neste tópico expostas foram copiladas do site da secretaria municipal do verde e
meio ambiente da cidade de São Paulo.
37
Figura 4:Área verde do parque da Luz
Fonte: O Autor
Figura 5: Espelho d`água com fonte no parque da Luz
Fonte: O Autor
3.2.3 Parque Estadual Alberto Löefgren
4
O Parque Estadual Alberto Löefgren, também conhecido como Horto Florestal,
se encontra ao lado do Parque Estadual da Serra Cantareira, no bairro do Tremembé da
cidade de São Paulo. Ocupa uma área de 174 alqueires oferecendo um contato direto
com a natureza, através de fauna e flora diversificadas.
O Parque foi criado pelo decreto 335 de 10 de fevereiro de 1896 por iniciativa
do botânico sueco da Comissão Geográfica e Geológica do Estado, Albert Löfgren.
Hoje ele abriga o Instituto Florestal, órgão estadual que coordena as Unidades de
Conservação do estado de São Paulo.
Lá se encontra o horto botânico, o arboreto, a casa de verão do governador do
estado, residência pública que abriga o governador vigente, além de possuir dois lagos
com ilhas formadas por raízes de árvores, um campo de futebol que já abrigou o Esporte
Clube Silvicultura. Possui, também, playground, área para piquenique, trilhas, fontes de
água mineral. Além disso, são encontrados muitos animais, como tartatugas, garças,
macacos-prego, capivaras, patos, gansos, pássaros silvestres entre outros.
4
As informações aqui neste tópico expostas foram copiladas do site do horto florestal de São Paulo.
38
As fotos abaixo são do lago principal do Parque Alberto Löfgren, a figura 6 é
uma imagem que retrata uma vista panarômica do lago, a figura 7 retrata o mesmo lago
mas com o palácio de verão do governador ao fundo.
Figura 6: Lago principal Horto Florestal
Fonte: www. Baixaki.com.Br
Figura 7: Palácio de verão do governador
Fonte:www.turma do horto.com.br
3.2.4 Museu de arte moderna
5
O MAM - Museu de Arte Moderna, criado no pós-guerra, destaca-se na história
cultural da América Latina como um dos primeiros museus de arte moderna do
continente. Este constitui e preserva, desde 1969, um acervo de cerca de 4.000 obras de
arte contemporânea brasileira. Entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, vídeos,
instalações e performances, pode-se destacar peças modernas de Candido Portinari,
Emiliano Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Victor Brecheret, performances de Laura
Lima, além de instalações de Regina Silveira, Nelson Leirner e José Damasceno.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo está situado em uma área privilegiada
do Parque do Ibirapuera, integrando a estrutura paisagística e arquitetônica projetada
5
As informações aqui neste tópico expostas foram copiladas do site do portal do governo do estado de
São Paulo.
39
por Oscar Niemeyer. O prédio, desenhado por Lina Bo Bardi, foi construído sob a
marquise do parque por ocasião da 5ª Bienal de São Paulo, em 1959. A figura 8 é
referente a fachada do MAM.
Figura 8: Museu MAM
Fonte: flickr.com
3.2.5 Pinacoteca
6
O prédio ocupado pela Pinacoteca do Estado foi projetado por Ramos de
Azevedo em 1897, para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios, instituição que formava
técnicos e artesãos para construir as cidades que se enriqueciam com o café. Com
paredes de tijolos não revestidos e amplas janelas incorporadas ao referencial urbano, a
Pinacoteca passou por uma grande reforma durante o governo Mário Covas, abrigando
importantes exposições, como as que realizou com as obras de Rodin e de Miró.
O museu tem em seu acervo cerca de 4 mil peças e é significativo, especialmente
para São Paulo, uma vez que reúne trabalhos de artistas paulistas, como Almeida Júnior,
Pedro Alexandrino e Oscar Pereira da Silva, além de obras representativas de Cândido
Portinari, Anita Malfatti, Victor Brecheret, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.
A figura 9 é uma vista interna do museu da pinacoteca sendo a entrada principal
para o museu, e a figura número 10 é uma foto da pintura de autoria de Cândido
Portinari de titulo O Mestiço, sendo esta uma pintura do acervo permanente do museu.
6
As informações aqui neste tópico expostas foram copiladas do site do portal do governo do estado de
São Paulo.
40
Figura 9: Vista Interna da Pinacoteca do estado
Fonte: O Autor
Figura 10 : Tela- O mestiço.
Fonte: O Autor
3.2.6 Museu florestal
7
O Museu Florestal foi idealizado em 1927 pelo então diretor do Serviço
Florestal, Eng. Agr. Otávio Vecchi, e inaugurado em setembro de 1931. É conhecido
internacionalmente por possuir o maior acervo de madeiras da América Latina. A partir
de 1948, passou a se chamar Museu Florestal “Otávio Vecchi”, em homenagem a seu
fundador e organizador.
O Museu tem como objetivo expor nossas espécies florestais e mostrar a
integração flora e fauna através de um acervo rico e expresso por mobiliários,
carpintaria, xilografia, técnica de charão. As suas amostras de madeira têm entalhes que
reproduzem as folhas e frutos das espécies das quais foram extraídas, elementos
necessários ao estudo da flora lenhosa nativa e das essências exóticas introduzidas no
Estado de São Paulo.
Ao lado do museu está o marco do Trópico de Capricórnio, que passa pelo
parque. Ainda nas proximidades, encontra-se a imagem de São João Gualberto, protetor
41
das florestas do Estado de São Paulo, entronizada no Horto Florestal, em 1957, pelos
monges beneditinos de Valombrosa, Itália.
As imagens 11 e 12 representam as fachadas do museu à figura número 11 é
fachada principal do museu, e a de número 12 é a fachada lateral do museu com
destaque para o marco do tropico de capricórnio (que transpassa pelo parque, localizado
ao lado do museu).
Figura 11: Vista da Fachada do Museu Florestal
Fonte: O Autor
Figura 12: Vista Lateral Museu Florestal
Fonte: O Autor
As áreas selecionadas para a elaboração do roteiro são de fácil acesso e próximas
ao centro da cidade. Além desses fatores, todos esses sítios são servidos pelo sistema de
transporte público, ou seja, ônibus urbano ou metrô. Entretanto, ressente-se a
necessidade de informações sistematizadas que permitam a orientação não apenas de
turistas, mas também para os próprios paulistanos.
7
As informações aqui neste tópico expostas foram copiladas do site do instituto florestal do estado de São
Paulo.
42
4. APRESENTAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA INFRA-ESTRUTURA DOS
PARQUES, MUSEUS.
Este capítulo visa realizar um diagnóstico sobre as condições relacionadas às
infra-estruturas existentes nos parques e museus, os quais foram selecionados para o
estudo de um roteiro turístico cultural-ambiental, localizado na cidade de São Paulo.
Dentre essas situações serão analisados os equipamentos relacionados à infraestrutura dos parques pesquisados, além dos serviços e programas oferecidos para os
visitantes, tais como segurança, facilidade de acesso, localização, atratividade, limpeza
e organização dentre outros fatores que serão descritos no decorrer da análise.
4.1 Equipamento de Infra-estrutura
Tendo como indicador a conservação e quantidade dos equipamentos e
serviços prestados nas dependências do parque, e como parâmetro o número de
banheiros, bebedouros, quantidades de programas de uso público a classificação dos
parques foi a seguinte:
Parque da Luz: considerado regular, pois verificou-se, entre outras atributos, que
a quantidade de equipamentos não supre as necessidades dos usuários. Os serviços e
programas de lazer ou recreação que são realizados para os visitantes do parque não são
devidamente informados, além de existir apenas uma cafeteira dentro do parque, que
tem como público principal o visitante do museu da Pinacoteca do Estado. Destaca-se,
também, a ausência de quadras poliesportivas, apesar de existir um playground assim
como um espaço para a pratica de exercícios, além de equipamentos, como sanitários e
bebedouros;
Parque do Ibirapuera: este parque foi considerado ótimo devido à quantidade e
variedade dos equipamentos e dos serviços realizados dentro do parque, assim como a
oferta de exposições que são realizadas nos pavilhões que estão espalhados em todo o
parque e a diversidade dos temas nestas exposições. Destaca-se também, a quantidade
de quadras poliesportivas, que estão em ótimo estado de conservação, a existência de
um comercio interno organizado e um amplo espaço de estacionamento. Existem ainda
outros equipamentos como playground, espaço para a prática de exercícios e uma
43
ciclovia demarcada, e em diversos pontos do parque podem ser encontrados sanitários e
bebedouros;
Devido às estruturas e programas realizados dentro do Parque Estadual Alberto
Löfgren os seus equipamentos relacionados à infra-estrutura, fora classificado como
bom. Isso devido a programas e projetos realizados dentro do parque, relacionados à
educação ambiental, oficinas voltadas para a terceira idade, a qualidade das quadras poli
esportivas e playground para as crianças, e espaço para a prática de exercícios.
Observou-se, também, a existência de sanitários e bebedouros em vários locais do
Parque, todos aparentando ótimo estado de conservação.
4.2 Segurança
Tendo como indicador os aspectos relativos à segurança, sendo observados os
parâmetros à existência de segurança privada, câmera de segurança, controle de acesso
logo a classificação dos parques foi a seguinte:
Parque da Luz: a segurança foi considerada regular isso devido a câmeras de
segurança que ficam localizadas em pontos estratégicos do parque, outro fator analisado
foi à presença de guardas metropolitanos e policiais militares isso devido à proximidade
dos quartéis em relação ao parque. Por outro, lado em relação à segurança particular
havia poucos indivíduos, exceto na proximidade do museu cujo possui uma empresa
contratada.
Parque do Ibirapuera: em relação ao quesito segurança foi considerado ótimo
devido à quantidade de seguranças particulares, que estão por todo o parque, assim
como a existência de policiais militares. Nos locais de acesso para entrada e saída há
guaritas e cancelas que controlam o fluxo de veículos, além de placas de sinalização
indicando horários não apropriados para a circulação em determinadas áreas do parque
após o período das 22 h.
Parque Estadual Alberto Löfgren: possui seguranças particulares que realizam
rondas constantes pelo parque, cancelas e guaritas que controlam a entrada e saída de
44
veículos, e de pedestres. Além da existência de uma base da policia militar florestal nas
dependências do parque, devido à soma desses fatores à classificação do parque foi
ótima.
4.3 Facilidade de acesso
Tendo o indicador o tempo gasto para percorrer o trajeto entre as estações de
metrô e os parques,sendo como parâmetro à localização dos parques em relação ao
sistema de transporte público sendo a classificação dos parques foi a seguinte:
Parque da Luz: teve a melhor localização em relação ao sistema de transporte
público sendo assim considerado ótimo isso devido à saída do metrô ser em frente à
entrada do parque e do museu da Pinacoteca do Estado, sendo um diferencial a
existência de placas indicando a saída para o parque e para o museu dentro da própria
estação do metrô.
Parque do Ibirapuera: A classificação foi definida como bom, por estar próxima
a região central da cidade e importantes avenidas como a Avenida Paulista, Avenida
Paraíso e 23 de Maio, porém para chegar ao parque existem apenas duas linhas de
ônibus, que viabilizam o trajeto entre as estações de metrô e o parque.
Parque Estadual Alberto Löfgren: A classificação foi definida regular, devido à
distância em relação às estações de metrô e a área central da cidade, além de apenas
duas linhas de ônibus realizarem o trajeto, porém uma das linhas tem o seu
desembarque em frente, ao portão de entrada principal do parque.
4.4 Localização e Sinalização
Tendo como indicador a forma e facilidade de acesso,sendo como parâmetro à
localização dos parques no espaço da cidade de São Paulo e as placas indicando a
localização dos mesmos classificação dos parques foi a seguinte:
45
Parque da Luz: a localização foi classificada como ótima, já que esta na zona
central do município, tornando de fácil acesso, por sua vez a sinalização é muita bem
organizada e distribuída para chegar ao parque.
Parque do Ibirapuera: foi classificado como ótimo, levando em consideração a
sua proximidade com a região central da cidade e a sinalização existente que é
organizada e bem distribuída.
Parque Estadual Alberto Löfgren: foi considerado regular, já que o mesmo
encontra-se em um bairro afastado da zona central, o que poderia dificultar um pouco o
acesso, porém há uma excelente sinalização para chegar ao parque.
4.5 Atratividade do parque
O indicador adotado neste quesito foi o número de atividades que podem ser
realizadas nos parques, a localização do parque o seu acesso, o parâmetro o número de
monumentos e edificações históricas, facilidade de mobilidade sendo assim a
classificação dos parques foi a seguinte,
Parque da Luz: a localização e acesso são ótimos, a beleza cênica do parque é
outro fator que a ser observado, por existir algumas obras espalhadas pelo parque, estas
pertencentes à Pinacoteca e os lagos que são ornamentados com estatuetas e fontes.
Porém o tamanho do parque limita as atividades que nele podem ser desenvolvidas
necessitando a construção de novos espaços, sendo classificado como bom.
Parque do Ibirapuera: a localização e o acesso são fatores que influenciaram na
sua atratividade, somado a isso o seu tamanho e as opções de atividades que podem ser
realizadas, dentre elas diversas exposições, eventos culturais ou esportivos a
classificação é considerada como ótima.
Parque Estadual Alberto Löfgren: foi classificado como ótimo. Os fatores que
contribuíram para essa conclusão foram a sua infra-estrutura que esta em ótimo estado
de conservação, o tamanho do parque cujo permite realizar eventos culturais, artísticos
46
ou esportivos, o próprio parque é um espaço de lazer que pode ser aproveitado por todas
as faixas etárias, e a importância do patrimônio cultural nele contido, como de
construções antigas como o palácio do governador e as casas de antigos moradores, e
seu patrimônio ambiental, por exemplo, o Arboreto das Cerejeiras.
4.6 Limpeza e organização do comércio interno
Tendo como indicador à limpeza do parque, e a sinalização dos atrativos e
organização do comércio, sendo o parâmetro adotado o número de lixeiras disponíveis e
distribuição no parque, a limpeza das vias internas e quantidade e organização do
comercio interno do parque, e quantidade de placas indicativas dos atrativos sendo o
indicador a classificação dos parques foi a seguinte:
Parque da Luz: a sinalização nas dependências do parque pode ser melhorada,
mas devido ao seu tamanho os atrativos são fáceis de serem encontrados, a limpeza do
parque atende as expectativas, já que há lixeiras espalhadas por todo o parque, e
impedindo ocorre acumulo de lixo pelas ruas do parque. Em relação ao comércio
interno este é inexistente, sendo assim o parque foi classificado como regular.
Parque do Ibirapuera: foi classificado como ótimo devido à limpeza nas ruas do
parque e conter lixeiras voltadas para o programa de coleta seletiva e a quantidade
distribuída no parque, bem como a organização e localização da sinalização, indicando
os atrativos e áreas de lazer no parque. A organização do comércio dentro do parque é
ótima, sendo que os estabelecimentos são todos cadastrados.
Parque Estadual Alberto Löfgren: a limpeza é ótima, há lixeiras espalhadas por
todo o parque. A sinalização dos atrativos é muito bem planejada, porém assim como no
parque da Luz, comércio é inexistente, sendo classificado como bom.
47
4.7 Qualidade de acesso aos atrativos
Tendo como indicador o grau de acessibilidade e preservação dos
equipamentos, sendo adotado como parâmetro à conservação e manutenção das vias de
acesso, existência de rampas de acesso para deficientes, grau de conservação dos
equipamentos a classificação dos parques foi a seguinte:
Parque da Luz: a acessibilidade de alguns atrativos deixa a desejar já que não há
rampas de acesso e algumas ruas do parque não tem pavimentação, assim impedindo o
acesso para cadeirantes, porém os equipamentos existentes estão muito bem
conservados, classificando como regular.
Parque do Ibirapuera: considerado ótimo, pois todos os equipamentos e atrativos
tem fácil acesso para portadores de deficiência física e o estado de conservação dos
equipamentos esta excelente.
Parque Estadual Alberto Löfgren: classificado como bom, os equipamentos
estão em ótimo estado de conservação, porém nem todos os atrativos dentro do parque
têm acesso para portadores de deficiência física.
4.8 Flora
O indicador analisado é grau de atratividade da flora, sendo como parâmetro à
diversidade, preservação e sinalização da flora e organização do espaço presente no
parque à classificação dos parques foram as seguintes:
Parque da Luz: classificado como ótimo, devido em seu projeto inicial, o
parque ser idealizado como jardim botânico, fora introduzida uma rica diversificada
espécies de plantas, logo este possui uma grande coleção de espécies nativas e exóticas
sendo quase todas identificadas e em ótimo estado de conservação a área verde como
um todo.
48
Parque Ibirapuera e Alberto Löfgren: foram classificados como bons devido a
grande variedade de espécies existentes em ótimo estado de conservação como um todo,
mas algumas não têm identificação.
4.9 Comércio
O indicador é a existência de um comercio esterno ao parque, tendo como
parâmetro à diversidade e a proximidade de estabelecimentos comerciais em relação aos
parques para suporte turístico a classificação dos parques foi a seguinte:
Parque da Luz: classificado como ótimo, devido à localização do parque ser na
região central da cidade, e os estabelecimentos comerciais que podem fornecer algum
suporte a visitação, pois são diversificados e próximos.
Parque do Ibirapuera e Alberto Löfgren: foi considerado regular, já que não há
uma grande variedade de estabelecimentos que podem vir a dar um suporte para a
visitação.
4.10 Museu
O indicador é analise da infra-estrutura disponibilizada ao visitante, tendo
como parâmetro à diversidade e relevância do acervo, preservação e organização das
obras, vistas monitoradas, qualificação dos monitores e serviços disponíveis,
acompanhamento do grau de satisfação do visitante a classificação dos parques foi a
seguinte:
Pinacoteca: este museu foi considerado como ótimo, devido ao seu variado
acervo e de sua importância como um patrimônio cultural, e a infraestrutura existente
dentro do museu relativa à acessibilidade para portadores de deficiência física, assim
como os serviços e programas realizados dentro do museu e a outros fatores como
organização, segurança, limpeza.
49
MAM: este museu não foi classificado, porque quando a visita técnica foi
realizada este estava fechado, passando por reformas para apresentar uma nova
exposição, contudo não pode ser descartado já que é um dos museus mais importantes
da cidade de São Paulo.
Museu Florestal: classificado como bom, devido ao assunto referente de seu
acervo sendo o único museu que aborda essa temática e a variedade de assuntos
abordados através do acervo do museu, como ferramentas e técnicas que são utilizadas.
Assim como os vitrais e pinturas existentes nas dependências do museu do século
passado.
A quadro 1 abaixo demonstra a síntese da avaliação dos parques permitindo
assim uma rápida compreensão dos resultados das características avaliadas durante a
visitação aos parques.
TABELA DE
DIAGNÓSTICO
PEAL
PL
PI
Infra-estrutura
BOM
REGULAR
ÓTIMO
Segurança
ÓTIMO
REGULAR
ÓTIMO
Facilidade de acesso
REGULAR
ÓTIMO
BOM
Localização
REGULAR
ÓTIMO
ÓTIMO
Atratividade do parque
ÓTIMO
BOM
ÓTIMO
Limpeza e organização
BOM
REGULAR
ÓTIMO
atrativos
ÓTIMO
BOM
ÓTIMO
Flora
BOM
OTIMO
BOM
Comércio
REGULAR
REGULAR
ÓTIMO
Qualidade de acesso aos
NÃO
Museu
BOM
Quadro 1: Quadro de diagnóstico
Fonte: O Autor
ÓTIMO
APLICA
SE
50
5 RELAÇÃO DOS MAPAS E LINHAS DO SISTEMA DE TRANSPORTE
PÚBLICO PARA ACESSO AOS PARQUES E MUSEUS
Neste tópico será apresentado às linhas de ônibus que fazem a ligação entre as
estações de metrô mais próximas aos parques selecionados, o único parque que não terá
essa apresentação será o Parque da Luz devido à proximidade com a saída da estação do
metrô Luz, assim não havendo necessidade apresentação de uma linha de ônibus.
5.1 Acesso aos Parques Alberto Löfgren e Ibirapuera
A cidade de São Paulo é bem servida pelo sistema de transporte público, pois
este integra as linhas de metrô e as linhas de ônibus, ampliando, assim a sua área de
atuação. A acessibilidade com relação ao transporte é demonstrada nos qaudros abaixo
para a realização do roteiro, expondo as linhas de ônibus disponíveis para a locomoção
entre os parques e as estações de metrô mais próximas. Os quadros contêm informações
sobre tempo gasto no deslocamento, bem como imagens ilustrativas dos locais de
embarque e desembarque a partir das estações de metrô próximas aos parques.
Vale ressaltar que o Parque da Luz não possui um quadro especifica porque o
mesmo localiza-se defronte a saída da Estação Luz do metrô. Sendo assim, não há
necessidade do uso de linhas de ônibus para se chegar até o parque.
O quadro 2 demonstra as estações de metrô e linhas de ônibus que podem ser
utilizadas, o tempo que será despendido no deslocamento entre a estação de metrô e a
chegada ao parque, e o local de embarque e desembarque a ser realizado.
51
Destino
Estação metrô
* Tucuruvi
** Santana
Parque Alberto Löfgren
Linha de Ônibus
1795-10 Vila Rosa
2739-10 Horto Florestal
Tempo
36 min
31 min
* Embarcar na Rua Paulo de Faria, 238 distância de 250 metros da estação.
Desembarcar na Rua Mayra Lopes, 331 há 300 metros do parque.
** Embarcar na Rua Ezequiel Freire, 483 distância de 170 metros da estação.
Desembarcar na Rua do Horto, 1663.(Portão principal do Parque)
Qaudro 2: Vias de acesso ao parque Alberto Löfgren
Fonte: O Autor
A figura 13 a seguir representa os pontos de embarque e desembarque aos que
se destinam ao Parque Alberto Löfgren. As figuras são de suma importância para uma
melhor visualização por parte do usuário ao realizar o embarque e desembarque ao
parque. A primeira é a linha 1795-10 - Vila Rosa.
Figura 13: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 1795-10 Vila Rosa.
Fonte: SpTrans
A segunda opção de acesso entre a estação Santana do metrô e o parque, é a
linha 2739-10 Horto florestal, demonstrada na figura 14:
Figura 14: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 2739-10 Horto florestal
Fonte: SpTrans
52
O quadro 3 corrobora com dados das estações de metrô que podem ser
utilizadas e estão mais próximas ao Parque Ibirapuera, informando, ainda, o tempo
despendido entre a estação de metrô e a chegada ao parque, o local de embarque e
desembarque do ônibus e a distância entre o ponto de ônibus e o portão do parque.
Destino
Estação metrô
* Ana Rosa
** Brigadeiro
Parque Ibirapuera
Linha de Ônibus
677a-10 Terminal Jardim Ângela
5148-10 Jardim Miriam
Tempo
20 min
25 min
* Embarcar no Terminal Ana Rosa
Desembarcar na Avenida Pedro Álvares Cabral, 337. Distância de 100 metros do parque
**Embarcar na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 260. Distância de 400 metros da estação.
Desembarcar na Avenida Pedro Álvares Cabral, 140. Distância de 280 metros do parque.
Quadro 3: Vias de acesso ao Parque Ibirapuera
Fonte: O Autor
A figura 15 abaixo representa a via de acesso para o Parque Ibirapuera,
utilizando a linha 677a-10, terminal Jardim Ângela, sendo a mais próxima tanto para o
embarque quanto para o desembarque.
Figura 15: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 677a-10 Terminal Jardim Ângela
Fonte: SpTrans
53
A segunda opção representada pela figura 16 demonstra o acesso entre a
estação Brigadeiro do metrô e o parque do Ibirapuera é a linha 35148-10, Jardim
Miriam , demonstrada na figura abaixo:
Figura 16: Mapa de embarque e desembarque linha de ônibus 35148-10 Jardim Miriam
Fonte: SpTrans
A informação disponibilizada pela SpTrans aos usuários facilita verificar as
opções que os mesmos possuem para a o seu deslocamento entre a estação de metrô e o
Parque. Os dados disponíveis subsidiam-no em relação aos locais de embarque e a linha
a ser utilizada, bem como onde o desembarque será realizado, assim como o trajeto a ser
percorrida a pé.
Além disso, as figuras facilitam a compreensão da localização, bem como o
tempo a ser despendido pelo turista em seu deslocamento, permitindo-lhe visualizar a
distância entre os pontos de embarque, desembarque e portões de entrada dos parques
selecionados pelos mesmos.
5.2 Mapa temático do roteiro proposto
A representação do mapa temático (mapa 1) demonstra os pontos a serem
visitados no roteiro proposto (no caso, parques e museus), sua localização no espaço do
município de São Paulo e a distância com relação às linhas de metrô a serem utilizadas.
Devido à diversidade de atividades apresentada tanto nos parques quanto nos museus,
sugere-se que a visitação dos mesmos seja realizada em dias separados, sendo um dia
para cada ponto determinado, preferencialmente aos finais de semana, já que o
transporte público não estará saturado, proporcionando um maior conforto e rapidez na
locomoção dos visitantes.
54
Para a realização do roteiro não há necessidade de se obter uma ordem
especifica para a visitação tornando-o, assim, um roteiro flexível. Os roteiros serão
organizados da seguinte maneira:
Roteiro 1: Para a visitação ao Parque da Luz e ao museu da Pinacoteca do
estado. Em termos de localização e relação com o transporte metroviário, este é o mais
simples, já que basta o turista desembarcar na estação de metrô Luz (5) e seguir as
placas indicativas até o parque.
Roteiro 2: No caso do Horto Florestal há duas possibilidades para se chegar até
o parque utilizando o sistema de transporte. A primeira pode ser utilizando a estação
Tucuruvi (3) do metrô e depois embarcar na linha de ônibus 1795-10 Vila Rosa. Até a
chegada ao parque, percorre-se um trajeto de 36 minutos; outra alternativa é
desembarcar na estação Santana (4) e embarcar na linha de ônibus 2739-10 Horto
Florestal. Nesta opção, o tempo despendido é de aproximadamente 31 minutos.
Roteiro 3: Para chegar ao Parque do Ibirapuera pode ser utilizada a estação
Brigadeiro do metrô (1) e embarcar na linha 5148-10 Jardim Miriam ou na estação Ana
Rosa (2) e utilizar a linha 677a-10 Terminal Jardim Ângela. O tempo despendido é de
20 e 25 minutos respectivamente.
55
Figura 17: Mapa da relação entre o sistema metroviário de São Paulo e a localização dos parques
56
6. POTENCIALIADADE DO ROTEIRO
Este capítulo relata sobre as potencialidades e falhas apresentadas pelas
estruturas necessárias para o desenvolvimento do roteiro. Estruturas essas referentes aos
parques e museus e o sistema de transporte público.
6.1 Diagnóstico das potencialidades do roteiro turístico contido no município
Após o trabalho de campo foi constado que o roteiro proposto é viável por
múltiplos fatores, um deles se deve as condições relacionadas ao suporte disponível da
infra-estrutura dos equipamentos turísticos a serem utilizados, assim como os agentes
econômicos presentes na cidade de São Paulo.
A proximidade e a localização dos pontos analisados é outro fator relevante
constatado, seja a proximidade entre eles, assim como a proximidade em sua maioria na
zona central do município de São Paulo, ou em relação às linhas disponíveis do
transporte publico.
O sistema de transporte público é ágil e de fácil acesso, o tempo despendido no
deslocamento entre a estação de metrô até o parque é curto devido à pequena distância
entre eles. Um outro ponto que contribui para tal fator é a agilidade do metrô e a sua
praticidade, além da relação custo - beneficio de todo o sistema de transporte coletivo se
considerado integrado a proposta do roteiro como um todo, somando a isso o fator das
as distâncias percorridas e o tempo gasto.
A qualidade dos parques e museus selecionados também são fatores intrínsecos
que elevam o potencial e viabilidade deste roteiro, devido a esses fatores possui o viés
de vir a ser um produto turístico.
Porém para que o roteiro possa realmente vir a ser um produto explorável alguns
problemas devem ser sanados, como a falta de equipamentos ligados à infra-estrutura
dos parques.
Um caso a ser observado é o Parque da Luz, o qual não apresenta em sua infraestrutura áreas especificas para a prática de atividades esportivas ou voltadas a outras
praticas recreativas.
Em relação à falta e manutenção de infra-estruturas foi constatada a ausência de
rampas de acesso em algumas ruas do parque, a falta de pavimentação ou mesmo a má
condição de conservação do mesmo. Tal condição também foi avaliada no Horto
57
Florestal que não possui rampas de acesso para alguns atrativos e algumas ruas têm um
nível de inclinação elevada dificultando a acessibilidade para portadores de deficiência
física.
A limpeza, organização e sinalização dos parques é um ponto positivo já que
todos dentro das proporções em relação ao seu tamanho e nível de visitação estão
limpos e bem organizados e há uma boa sinalização dos seus atrativos, porém a falta de
atividades comerciais dentro dos Parques da Luz e Horto Florestal é um ponto negativo,
assim como a falta de uma empresa de vigilância responsável pela segurança interna do
parque da Luz.
A flora existente nos parques apesar de ser exuberante e de importante valor
como patrimônio ambiental não possue uma identificação das mesmas podendo ser
explorado futuramente como atrativos do parque.
Outro ponto a ser observado é que apesar de haver uma facilidade de acesso aos
parques e museus a serem explorados neste roteiro utilizando o transporte público, é a
visível ausência de um apelo motivando a visitação turística utilizando este
equipamento.
6.2 Prognóstico do roteiro turístico a partir do diagnóstico das potencialidades
turísticas
Conforme visto no diagnóstico algumas falhas foram detectadas e analisadas,
essa reflexão levou a uma provável solução desses problemas, assim como sugestões de
novos programas e iniciativas por parte do poder público em conjunto com outros
setores da sociedade, visando assim a melhoria das infra-estruturas existentes e ações
estratégicas visando uma maior atratividade e utilização do produto e a sua organização,
planejamento e gestão.
Uma possibilidade indicada para a melhor gestão e planejamento do roteiro é
que os parques trabalhem em conjunto e realizem parcerias internas e externas, focando
um trabalho integrado, sendo assim todos os atores participam ativamente das do
processo de tomada decisão, incentivando a troca de informações e experiências com o
intuito de vir a obter novas idéias e técnicas, fortalecendo o roteiro como um produto
turístico integrado e consolidando-o de fato.
Porém os parques devem trabalhar concomitantemente de forma individual e
independente, visando sanar problemas internos e aumentando assim o seu potencial e
58
influenciado a atratividade do roteiro, portanto abordando duas escalas de utilização que
seriam a exploração do parque inserido no roteiro, assim como de maneira
independente.
Deve-se trabalhar em conjunto com os órgãos responsáveis pelo sistema de
transporte público no município, e outras entidades sejam elas de qualquer setor da
sociedade que possam influenciar na exploração positiva deste roteiro.
Como por exemplo, a melhor exploração do transporte público, incentivando a
organização e a estruturação de linhas voltadas ao transporte de turistas entre os pontos
turísticos do roteiro e as estações de metrô que serão utilizadas, estratégia essa que pode
ser aplicada em outras iniciativas seja ela em conjunto ou desassociada a este roteiro
específico.
Para que todos esses sistemas independentes possam trabalhar de maneira
integrada, e organizada é necessária à participação de outras instituições públicas como
as secretarias municipais pertinentes as áreas de atuação dessa exploração, para uma
ação mais coordenada em todos os âmbitos, todavia para que a gestão pública do
município tenha ciência das ações a serem tomadas, e passando a apoiar, incentivar e
divulgar essas ações.
Em relação aos problemas estruturais as decisões a serem tomadas devem ser de
curto prazo incentivando ações de revitalização ou construção de novos equipamentos
almejando que essa estrutura abranja diversas atividades, por seqüência preservando
tanto recursos financeiros, humanos e espaço físico dos parques, além de proporcionar
uma melhor atratividade dos mesmos.
Dentre essas estruturas que podem ser melhoradas e adaptadas podem ser citadas
os coretos existentes no Parque da Luz que podem virar espaços de cunho recreativo ou
educacional, apresentação de peças teatrais ou musicais. Outro espaço a ser explorado é
o tanque de peixes que embora seja um espaço pequeno, se revitalizado e melhor
conservado pode tornar-se um espaço com grande atratividade e multi-funcionalidade.
No Parque da Luz em relação aos equipamentos foi constada a falta de quadras
poliesportivas que poderiam ser utilizadas tanto para a prática de esportes visando o
lazer dos visitantes do parque, ou voltada para realização de eventos como campeonatos
ou atividades recreativas, atividade que poderia ser aplicada aos outros parques.
A casa de oficina de materiais recicláveis dentro do Horto Florestal é uma área
que pode ser utilizada tanto para a educação ambiental dos visitantes do parque, como
59
um espaço para oficina de artesanato, e os produtos confeccionados que podem ser
voltados à comercialização como souvenires do parque.
No Horto florestal os lagos poderiam ser utilizados para a prática de atividades
aquáticas, através da instalação de pedalinhos ou caiaques, sendo assim melhor
explorados e adquirindo um valor para a prática do lazer.
Uma melhor estrutura nas ruas do Horto Florestal também seria pertinente,
podendo passar a permitir o uso de bicicletas, e demarcando o espaço que seria voltado
para a utilização de pedestres e ciclistas evitando futuros acidentes.
A melhor sinalização, pavimentação e a construção de rampas de acesso no
parque levariam a uma utilização de todos os visitantes, dentre eles os idosos e os
portadores deficiência física, facilitando a questão da acessibilidade e elevando o
potencial de atratividade dos pontos a serem visitados dentro do parque alem dos
museus.
A coleta seletiva pode ser explorada dentro do parque, com o propósito de vir a
trabalhar em três vertentes tanto na limpeza e organização do parque em relação aos
resíduos produzidos, o incentivo a consciência ambiental e vir a corroborar como fonte
de matéria prima para oficinas de artesanato.
O comércio dentro dos parques da Luz e Horto Florestal também devem ser
incentivados, já que esse é um agente financeiro de relevante importância como suporte
ao planejamento turístico. A função do comercio na exploração turística é auxiliar o
turista na visita ao ponto turístico, assumindo o papel de facilitador como prestador de
serviços, tornando mais confortável e prazerosa o momento de lazer do visitante, tal
relação entre o prestador de serviço e o turista pode chegar a influenciar até no aspecto
da hospitalidade realizada durante o processo do lazer turístico.
A segurança interna do parque realizada através de empresas de vigilância
privada é outro ator que pode vir a influenciar na hospitalidade interna dos pontos
turísticos a serem explorados, assim como na atmosfera de segurança perceptível ao
turista durante esse tempo de lazer.
Um caso específico, é no Parque da Luz sendo um problema relativamente fácil
de ser sanado, isso devido a dimensão do parque ser pequena, assim o número de
funcionários a serem implementados pela empresa a ser contratada é reduzido, logo o
investimento é pequeno se comparado ao benefício que pode ser propiciado.
Este novo elemento pode ser explorado de inúmeras formas já que este
funcionário pode trabalhar em diversas áreas como na questão da segurança, recepção
60
turística e fonte informações turísticas, além de fonte de possíveis diagnostico, já que
este indivíduo observa a realidade diária do parque.
A flora de todos os parques é exuberante, porém as espécies não possuem
nenhum tipo de identificação uma falha grave já que se considerarmos que os parques
são uma área de patrimônio ambiental, que além do incentivo ao lazer, estes têm como
papel produzir e transpassar o conhecimento ao visitante, isso pode ser incentivado
através de programas de educação ambiental, por exemplo, visitação sensorial ou
através de atividades recreativas por conseqüência abre-se um leque e tem-se um valor
agregado ao produto a ser explorado.
6.3 Apresentação da potencialidade das atividades que podem ser desenvolvidas
nos parques conforme os aspectos das infra-estruturas apresentadas
Para avaliar o potencial destas atividades foram analisadas e avaliadas as
estruturas existentes nos parques e seu estado de conservação, assim como as reformas
que podem ser necessárias para a revitalização ou utilização das estruturas existentes
para outro tipo de atividade.
Outros fatores analisados para o potencial de implementação dessas atividades
são os recursos humanos, financeiros e parcerias com outros órgãos, sejam eles públicos
ou privados, necessários para o alcance das metas estabelecidas.
Aponta-se também, a necessidade de ações que visem à implementação de
programas de desenvolvimento que são necessárias para utilização responsável destes
equipamentos, evitando o abandono dos mesmos e, conseqüentemente, a sua
deterioração ou subtilização.
A partir dos dados coletados e analisados relacionados às estruturas dos parques,
pode-se indicar quais atividades a ser desenvolvidas de acordo com os fatores citados
acima, e que possuam um real potencial de desenvolvimento nos parques, descritos a
seguir e especificados no quadro 4.Este potencial é definido conforme os parâmetros
em: considerado como “ótima” quando todos os parâmetros são atendidos de formas
satisfatórias, já quando é classificada como “boa”, quando a atividade pode ser
implementada, mesmo não atendendo a todos os parâmetros.
A avaliação destes fatores foi realizada por meio das opções disponíveis e de
acordo com os parâmetros a serem adotados em cada um dos casos. Desse modo, no
fator financeiro o parâmetro adotado é a sua capacidade do parque financiar, através de
61
recursos próprios, reformas ou construção de novos equipamentos, investimento em
qualificação, ampliação no quadro de funcionários ou a realização de projetos, sem que
este investimento financeiro afete o orçamento disponível.
Caso não seja viável o investimento por parte do parque, as alternativas podem
ser o patrocínio dos projetos por outras instituições, ou parcerias com outros órgãos,
sejam eles públicos ou privados. Para tanto, deve-se ter como parâmetro imprescindível
à realização de parceria com empresas ou órgãos idôneos e responsáveis.
Para o planejamento e desenvolvimento das ações através de projetos, a mãode-obra deve ser treinada e qualificada, assim como se deve avaliar se o quadro de
funcionários é satisfatório, ou seja, se há no órgão a disponibilidade de recursos
humanos necessários para o desenvolvimento das atividades previstas.Assim, a análise
do potencial de implementação das atividades que podem ser desenvolvidas é descrita a
seguir.
A pesca esportiva pode ser implementada nos lagos dos parques do Ibirapuera e
Alberto Löfgren, sendo uma atividade de fácil implementação, já que o custo dos
equipamentos necessários para a sua implementação é acessível e as necessidades de
implementação ou modificação nas estruturas são mínimas, assim como o investimento
em recursos humanos.
A implementação de atividades aquáticas pode ser considerada como boa opção,
pois podem ser realizadas tanto no parque do Ibirapuera quanto no Alberto Löfgren, já
que ambos possuem lagos. Há também que se considerar que, devido ao seu tamanho,
suportam este tipo de atividade. Porém se faz necessária à realização de parcerias com
empresas privadas para a compra de equipamentos para a prática da atividade, pois
deve-se levar em conta que os custos destes são relativamente elevados.
A atividade cênica consiste na contemplação da paisagem proporcionada pelos
parques. Sendo assim,para a avaliação do potencial em cada parque, podem ser
analisados os aspectos presentes em cada paisagem e, de acordo com suas
especificidades, podem ser criados espaços voltados para atividades como oficinas de
artes, tendo essa uma função recreativa e, ao mesmo tempo, uma atividade reflexiva,
sem a necessidade de alterações na estrutura existente. Com relação aos recursos
humanos, estes não necessitam de um aumento no quadro de funcionários, mas apenas a
qualificação dos mesmos para o desenvolvimento desta atividade. Sendo assim o
potencial de implementação desta atividade foi classificado como ótima.
62
Devido aos parques se constituírem legalmente em áreas de preservação, devem
ser desenvolvidas atividades ligadas à educação ambiental, preferencialmente de uma
maneira lúdica. Outra opção viável é a realização de oficinas de reciclagem recreativas
dentro do próprio parque. As peças confeccionadas neste programa podem vir a ser
comercializadas como souvenires, tornando-se uma fonte de renda alternativa para o
próprio parque. No parque Alberto Löfgren essa atividade é considerada como ótima, já
que possui a infra-estrutura e uma equipe capacitada. Porém, no parque da Luz e
Ibirapuera essa atividade é considerada boa, já que estes não possuem os recursos
humanos capacitados para o desenvolvimento desta atividade, havendo a necessidade de
uma reestruturação nas equipes de trabalho.
A visita sensorial é outra opção com potencial para implementação. Esta é uma
atividade que visa a vivência da experiência da sensibilização através dos sentidos do
individuo como olfato, tato, audição e visão, sendo que as visitas podem ser guiadas por
monitores ou até mesmo auto-guiadas. Além do mais, estas atividades podem ser
realizadas individualmente ou com grupos de pessoas, devem ser coordenadas por um
monitor e a sua implementação não necessita de novas estruturas. É importante levar-se
em conta que os parques possuem elementos diversificados de sua fauna e flora.
Estas atividades visam complementar a vocação inequívoca dos parques para a
implementação de programas de educação ambiental, sendo esta considerada como
ótima opção para o Parque Alberto Löfgren, já que não requer alterações nas infrainstrutoras existentes no parque e sim uma melhor utilização dos elementos préexistentes, mas com uma ótica diferenciada para os turistas. Porém, no Parque da Luz e
no Parque do Ibirapuera a atividade é considerada apenas como boa, pois ressente-se a
falta de recursos humanos capacitados, havendo a necessidade de implementação e
organização de equipes específicas para este fim.
Também é recomendável considerar que algumas infra-estruturas existentes nos
parques podem ser voltadas para a realização de eventos culturais, como dança,
dramaturgia ou shows de grupos musicais. Podem ser criados até mesmo festivais
culturais e, consequentemente, inseri-los no roteiro proposto. Estes eventos podem ser
de grande porte (como por exemplo, no parque do Ibirapuera devido ao seu espaço e a
infra-estrutura existente), eventos de médio porte (no Parque Estadual Alberto Löfgren)
ou de pequeno porte (no Parque da Luz). A aplicabilidade desta atividade é considerada
como boa nos parques da Luz e Alberto Löfgren. Porém, para implementá-la erigir-se-á
a realização de parcerias com outras empresas ou órgãos, assim como a modificação ou
63
criação de estruturas, que podem vir a ser temporárias. No parque do Ibirapuera, a
implementação das atividades é considerada ótima, já que o mesmo possui a estrutura
necessária. Tal qual nos parques da Luz e Alberto Löfgren, deve haver investimento em
número de funcionários e parcerias com outros órgãos.
Já eventos como campeonatos esportivos podem ser realizados nos parques,
podendo estes ser voltados para profissionais ou para amadores, ambos visando uma
maior oferta de opções para os visitantes do parque. O potencial de atratividade dessas
atividades é considerado bom, já que o desenvolvimento destes “atrativos” depende
mais do acordo entre parceiros públicos e privados e da re-adequação dos espaços do
que um investimento em novas estruturas.
Espaços analisados
Parque Estadual
Alberto Löfgren
Parque da Luz
Parque do Ibirapuera
Atividades aplicáveis
Potencial de implementação de
atividade como produto
•
•
•
•
•
•
•
•
Pesca esportiva
Cênica
Eventos
Educação Ambiental
Visitação sensorial
Atividade Aquática
Oficina de reciclagem
Campeonato esportivo
Ótima
Ótima
Boa
Ótima
Boa
Boa
Ótima
Boa
•
•
•
•
•
Eventos
Educação Ambiental
Visitação sensorial
Cênica
Oficina de reciclagem
Ótima
Boa
Boa
Ótima
Boa
•
•
•
•
•
•
•
Campeonato esportivo
Eventos
Educação Ambiental
Visitação sensorial
Cênica
Atividade Aquática
Oficina de reciclagem
Boa
Ótima
Ótima
Boa
Boa
Boa
Ótima
Boa
Quadro4: Análise de implementação de atividades viáveis
Fonte: O Autor
Entretanto, levando-se em conta que estas propostas baseiam-se em
conhecimentos empíricos, fez-se mister reconhecer as necessidades oriundas não apenas
64
das administrações dos locais pesquisados, mas também através das informações
coletadas em campo com os usuários. A realização destas pesquisas tornam-se
imprescindível e indispensáveis para fortalecer as sugestões a serem apresentadas nesta
pesquisa, conforme objetivos propostos.
65
7.ANÁLISE
DE
ENTREVISTAS
E
QUESTIONARIOS
ADMINISTRADORES E VISITANTES DE PARQUES E MUSUES
COM
Para a realização das entrevistas com os diretores/administradores dos parques e
museus, algumas perguntas foram elaboradas objetivando construir um roteiro de uma
entrevista pré-estruturada.
O objetivo desse roteiro é obter uma maior quantidade de informações sobre os
parques e museus envolvidos no projeto, assim como saber a visão dos
diretores/administradores sobre o mesmo, em especial se consideram o projeto viável e
exeqüível, e se haveria algum apoio para o desenvolvimento do mesmo.
Já para os visitantes dos parques, optou-se pela aplicação de questionários com
perguntas fechadas para um maior aprofundamento e mensuração dos dados. As
perguntas contidas no questionário vislumbravam identificar o que os visitantes
conheciam do parque, as atividades lá desenvolvidas, assim como a distância que os
mesmos percorrem até chegar aos parques e se havia algum interesse, por parte da
demanda, em conhecer outros locais se existisse um roteiro envolvendo outros parques e
museus. Além dessas, foram inseridas outras perguntas para analisar o fluxo destes
turistas.
A quantidade final de questionários não é fundamentada em características de
amostragem. Sendo assim, são dados não probabilísticos, mas mesmo assim estes dados
são considerados como uma importante ferramenta que poderá auxiliar no resultado
final desta pesquisa.
7.1 Resumo das entrevistas realizadas com os diretores dos parques e museus
Parque Alberto Löfgren
Entrevistada: Ana Lucia Arromba
Cargo: Diretora do Parque Estadual Alberto Löfgren
O plano de manejo do parque está sendo elaborado e está em fase final de
conclusão. A importância desse estudo é que ele pode auxiliar para um melhor
embasamento das informações sobre o parque.
Com essas informações, as diretrizes que serão adotadas e implementadas nos
parques serão melhor planejadas e as metas adotadas terão maiores chances de serem
66
alcançadas, proporcionando assim um melhor planejamento das ações, bem como um
feedback para a implementação das próximas ações.
Este aspecto também pode vir a colaborar em outras ações, como realizar um
senso do número de visitantes que visitam o parque, já que os dados atuais são baseados
em um estudo que fora realizado a cerca de 10 (dez) anos atrás e, a partir deste estudo, é
calculado, de modo exponencial, o número de visitantes dias atuais. Junto a este estudo
também é levada em consideração a observação empírica dos funcionários do parque
em relação ao fluxo de visitantes para se chegar a um numero aproximado.
Não há um estudo técnico-cientifico com relação ao meio de transporte utilizado
pelos visitantes dos parques. Porém, há sim uma análise empírica que leva em conta
principalmente a análise do fluxo de carros do estacionamento do parque, fluxo nos
pontos de ônibus nos portões do parque, assim como há o conhecimento de que as
maiorias dos visitantes moram próximos ao parque. Estes estudos que ainda não foram
realizados estão ligados a fatos relacionados a recursos financeiros e técnicos da
instituição ligada ao parque.
A importância da implementação do roteiro está relacionada a uma das funções
do parque, que é relacionada ao uso público voltado ao lazer em uma área verde, assim
como a importância do acesso ao patrimônio ambiental e cultural que o parque
proporciona.
Com a implementação do roteiro pode-se gerar uma maior demanda de visitantes
para o parque. Entretanto, tal demanda pode vir a ocasionar impactos negativos. Para
tanto, deve ser respeitada a quantidade de visitantes que o parque suporta, já que a infraestrutura existente não suportará um fluxo maior de visitantes se concentradas em
apenas um dia, por exemplo.
67
Parque Ibirapuera
Entrevistado: Rodrigo Machado
Cargo: Coordenador de Projetos do Parque Ibirapuera
O Parque do Ibirapuera não possui o plano diretor, sendo que este encontra-se
em fase de elaboração. A importância deste documento concentra-se no fato do mesmo
poder vir a propiciar um melhor planejamento das ações e programas a serem
realizados.
O plano diretor do parque ainda não fora realizado devido a fatores externos,
pois a administração do parque priorizou outros projetos, que estão em andamento.
Atualmente as formas de Análise para o cálculo de visitantes são provenientes
de um estudo realizado em 2007. Nesse estudo há um levantamento do perfil dos
visitantes do parque, levando em consideração fatores socioeconômicos, de onde vêm
estes visitantes e a quantidade de visitantes nos parques. Neste mesmo estudo há uma
análise dos meios de transporte que os visitantes utilizam para chegarem ao parque.
Na visão do entrevistado, o projeto é viável e este roteiro ajudaria a dar uma
maior visibilidade ao parque, deixando de ser considerado simplesmente como uma área
verde ou como uma válvula de escape para os urbanóides. O projeto poderia assim dar
uma importância maior ao parque, pois ele evidencia a evolução da cidade de São Paulo
e o reflexo de sua representatividade.
Porém, o papel do parque dentro do roteiro seria cultural, sob a óptica de contar
a história de São Paulo e como o parque está inserido neste processo evolutivo da
metrópole.
Com relação aos impactos que poderiam ser gerados por causa da
implementação do roteiro, na opinião do entrevistado estes não existiriam, já que o
público-alvo do roteiro não seria um público externo ou inédito no parque, mas sim
aqueles indivíduos que já o visitam.
68
Parque da Luz
Entrevistado: André Camili Dias
Cargo: Administrador do Parque da Luz
Não existe um estudo cientifico que documente o fluxo dos visitantes dos
parques, os números adotados são definidos em uma base empírica baseada em eventos
pontuais e depois sendo aproximada como, por exemplo, em um evento realizado no
mês de maio fora estimado um público entre 20.000 a 25.000 pessoas em dois dias. O
público diário gira em torno de 2.000 a 2.500 pessoas sendo no final de semana de
5.000 a 7.000 pessoas.
Assim como não há um estudo do número de visitantes também não há um
estudo de carga limite, já que esta ferramenta não é voltada para o caso de um parque
urbano e sim de unidades de voltadas para a preservação de um recurso natural ou
ecossistema já degradado. Mas se for mantida a ordem de regulamento de uso deste
parque não a problema com relação à quantidade de publico no caso do Parque da Luz.
O plano de manejo ainda não fora realizado já que o mesmo não é a prioridade
para o parque da Luz devido o mesmo ser um parque urbano, assim como estudos do
plano de gestão apontam que as resoluções voltadas para unidades de conservação, não
são voltadas para a realidade de um parque urbano já que o mesmo possui questões
muito diversas. Porém estão sendo elaborados estudos sobre o plano de manejo e
aspectos técnicos do parque, envolvendo parcerias com a secretaria do meio ambiente e
o terceiro setor, procurando saber onde melhor é adapta a realidade do parque urbano
com as resoluções das unidades de conservação adotadas, e características como: a
dinâmica do parque, a área que o mesmo se encontra, o seu entorno, e a função do
parque.
Não há um estudo sobre o tipo de transporte utilizado pelo usuário do parque,
mas sim uma análise empírica, sendo constatado que os modelos de transporte mais
utilizado são os sistemas metroviário e ferroviário, devido estes alcançarem extremos da
cidade de São Paulo, e a facilidade de acesso entre estes modais e a localização do
parque. Além das linhas de ônibus que estão disponíveis no entorno do parque sendo
assim pode-se afirmar que o sistema de transporte público é o principal meio de
transporte utilizado pelos visitantes do parque da Luz.
69
A importância da realização destes estudos está ligada a um melhor
planejamento das ações levando a uma melhor organização das tomadas de decisões,
assim aproveitando melhor os recursos financeiros e humanos do parque tornando-o
assim mais competitivo e melhor estruturado.
O projeto proposto é viável, mas o acesso ao transporte público pode vir a ser
um obstáculo para o visitante, já que este depende de fatores tais como: a localização
desse individuo, a distância entre a sua residência e o ponto a ser visitado, sendo assim
um obstáculo para a acessibilidade do roteiro. Mas a parceria entre estes elementos: o
transporte público, os parques e museus têm de ser incentivada obviamente, melhorando
alguns aspectos dos elementos envolvidos como o transporte público que já está sobrecarregado.
A importância do projeto seria trazer a população para os parques e para os
museus promovendo assim uma maior visitação, levando assim os visitantes a
conhecerem os parques e os elementos culturais envolvidos.Para o parque é de interesse
a maior visitação, sendo assim e tendo uma maior exposição assim como a utilização da
área verde pela população, desde que estes obedeçam ao regulamento de uso do parque
esta exposição leva a um maior número de ações no parque, podendo gerar uma maior
gama de opções de lazer para o paulistano.
Poderiam, porém ser gerados impactos negativos por parte dos visitantes caso
estes não respeitassem o regulamento de uso e provocassem situações ilícitas.Em um
panorama geral a iniciativa do projeto traria muito mais aspectos positivos que viessem
a colaborar com os parques e museus do que vir a prejudicar os locais a serem
explorados.
70
Museu: Horto Florestal
Entrevistada: Roselaine Machado
Cargo: Administradora do Museu Florestal
O museu não possui um estudo de capacidade de carga. Porém, como o piso faz
parte do acervo é necessário colocar pantufas para proteção do mesmo e também para
um controle melhor do monitor que acompanha o grupo, proporcionando um melhor
entendimento das informações. Assim, os gestores do Museu definiram que cada grupo
não ultrapasse de quarenta pessoas. Essa limitação propicia uma melhor qualidade com
relação à experiência de visitação, à conservação do piso, salvaguarda o acervo e
também demonstra a preocupação com a demanda que visita o museu, já que a maioria
dos grupos são escolares. Normalmente, a visita é composta por uma turma por sala de
aula, ou seja, cerca de 40 alunos. Quando a faixa etária é baixa, como por exemplo, um
de grupo de crianças, estes, muitas vezes, são divididos em dois grupos para um melhor
atendimento.
Sendo assim, a capacidade do museu fica limitada em até 90 pessoas de manhã e
90 à tarde, com a visita monitorada no piso superior. Quanto ao piso térreo, não há
objeções. Porém, segundo informação, raramente há visitas agendadas que cheguem a
essa oferta.
Com relação ao meio de transporte utilizado, não há um estudo sistematizado.
Porém, sabe-se que as escolas municipais contam com ônibus cedidos pela prefeitura.
Isso é um fator limitante, pois muitas escolas não visitam o museu devido a essa
dificuldade de transporte. Já outros grupos, como os de terceira idade, utilizam ônibus
fretado.
O projeto proposto é considerado viável, já que este irá ofertar um maior número
de informações aos turistas. Porém, estas informações devem estar todas muito bem
planejadas e que cheguem ao seu destino, ou seja, aos visitantes potenciais do museu. É
importante que o Museu Florestal faça parte de um roteiro turístico, assim a
possibilidade de maximização do número de turistas que possam vir a conhecê-lo e
posteriormente visita-lo será maior.
O trabalho de roteiro e integração destes três importantes museus ameniza
problemas como o da localização, devido a este museu estar numa área distante do
centro da cidade, assim como a falta de informação das pessoas. Se este trabalho for
bem realizado, o número de pessoas interessadas em conhecer o Museu Florestal
71
aumentaria e com certeza os visitantes ficariam satisfeitos ao contemplar o acervo
disposto no mesmo.
Museu: Pinacoteca
Entrevistada: Camila Sampaio
Cargo: Coordenadora de Relacionamento e Comunicação da Pinacoteca do Estado
No museu há um estudo relacionado à capacidade de carga. Este cálculo é parte
integrante do projeto de re-adequação dos espaços do museu. A carga pode ser avaliada
da seguinte forma: pontual, distribuída ou como carga de circulação. Uma
exemplificação deste trabalho com a capacidade de carga é quando o volume de
visitantes é muito grande. A partir de dados, como a área disponível em cada sala para
circulação, é permitida a entrada para visitação por número de pessoas, considerando
essa metodologia como carga em circulação.
Não há um estudo realizado pelo museu que almeje saber qual o tipo de
transporte usado pelo visitante para chegar até o mesmo. Este estudo seria importante, já
que haveria uma maior e melhor quantidade de informações. Sendo assim, haveria um
perfil dos turistas antecipadamente e estas informações poderiam ser usadas para uma
melhoria na comunicação com o público. O projeto proposto é viável, já que o mesmo é
interessante para qualquer instituição cultural.
Museu: MAM
Entrevistados: Patricia Naka e Leonardo Polo Tavares
Cargos: Coordenadora do Núcleo Educativo do Museu de Arte Moderna e Educador
O que define a capacidade de carga é a rotatividade de pessoas durante as
exposições no museu, esse fluxo é definido de forma empírica através das filas para
entrar no museu assim como as informações obtidas de funcionários que estão dentro do
museu como os seguranças.Outro fator que influência na capacidade de carga do museu
é o projeto exponográfico, utilizado pela exposição.
O núcleo educativo do museu possui visitas pré-agendadas atendendo no
máximo 9(nove) grupos de 25 indivíduos por dia totalizando 225 (duzentos e vinte e
cinco) pessoas/dias sendo um desses grupos são específicos para portadores de
deficiência auditiva, sendo que estas visitas são pré-agendadas e gratuitas. Para o
72
público espontâneo do parque que é aquele que não utiliza visitas pré-agendadas há
monitores que para realizar explanações ao público.Assim como não há um estudo
sobre a capacidade de carga do museu, também não há um estudo relacionado ao
transporte utilizado pelo visitante do museu porém devido a um dos públicos principais
serem o de escolas sabe-se que ônibus fretados são muito utilizados, e durante os finais
de semana os principais usados são automóveis particulares , e o sistema rodoviário.
Porém o entrevistado define este estudo como importante, já que definem em um
público alvo para o museu, o conforto destes visitantes durante a visita as exposições,
assim como questões relacionadas a segurança das obras, realizando desta forma um
melhor planejamento para o publico e para as obras exibidas.
Na opinião do entrevistado projeto proposto é viável, apesar de existir um
público do museu, mas o projeto poderia vir a tornar a visitação mais organizada assim
como vir a conectar essa visita com o parque.
A importância do projeto para o museu seria proporcionar o encontro entre as
camadas sociais que podem vir a ser incentivadas a visitar o museu através do roteiro
turístico, já que a iniciativa do roteiro coincide com os objetivos do museu que são
propiciar um espaço aberto para o diálogo.
Um possível impacto negativo no museu seria no planejamento atual que é
realizado em cima da rotatividade, já que este levaria a uma maximização relacionada
ao uso público podendo assim a vir prejudicar a qualidade do atendimento e do conforto
dos turistas.
7.2 Análise de Questionários
Para um maior aprofundamento sobre o atual pensamento da demanda em
relação ao conhecimento de atividades desenvolvidas e a infra-estrutura dos parques e
museus a serem explorados com o roteiro, optou-se pela elaboração de questionários
para saber qual o real potencial de atratividade desse roteiro, assim com o levantamento
do perfil dos visitantes dos mesmos.
O questionário (Apêndice 1) é composto por onze (11) questões. Os dados
coletados através das respostas servirão de base para a realização de um prognóstico.
73
Estes dados estão fundamentados na seleção de alguns pontos relevantes, dentre os
quais:
•
Qual a freqüência que o entrevistado visita o parque no período de um mês;
•
Qual a motivação principal que o leva a visitar o parque;
•
Se o visitante possui algum conhecimento sobre as atividades que são sendo
desenvolvidas nos parques;
•
Como podem ser classificadas as infra-estruturas existentes nos parques e
museus;
•
Se o entrevistado já havia visitado o museu e/ou o parque;
•
Distância a qual o visitante mora do parque;
•
Utiliza o sistema de transporte público para chegar ao parque;
•
Se há a vontade de conhecer outros parques e museus;
•
Se o entrevistado visitaria outros parques ou museus se houvesse alguma opção
de informação organizada e de fácil acesso.
A partir destes pontos, considerados relevantes, podem ser definidos
prognósticos através das respostas dos visitantes dos parques, tais como:
•
Analisar o perfil do visitante;
•
Traçar um perfil do público-alvo;
•
Ações que podem ser desenvolvidas nos parques e museus que podem para
melhorar a experiência turística;
•
Averiguar oportunidades e falhas que os parques possuem;
•
O potencial de atratividade que o roteiro possui.
Para a aplicação dos questionários, optou-se por uma metodologia de
amostragem intencional e não probabilística, já que o fluxo de visitantes anuais destes
parques é elevado, tornando inviável a aplicação de uma porcentagem.
Assim, foram aplicados 100 questionários, porém, em apenas 62 obteve-se
respostas. As respostas estão agrupadas como um todo, já que estão voltadas para a
aplicabilidade do roteiro, não sendo analisado cada parque e cada museu.
74
A seguir, apresenta-se o detalhamento dos resultados obtidos com os
questionários. Para uma melhor sistematização dos dados, elaborou-se um gráfico para
cada questão abordada.
A primeira questiona se é a primeira vez que o entrevistado visita o parque ou o
museu. Como é possível verificar no gráfico 01, 16 entrevistados afirmam que é a
primeira vez que visitam o local e 46 afirmam que já vieram outras vezes. Ou seja, 74%
dos entrevistados consideram-se como usuários efetivos desses locais, ou seja,
representa um público cativo dos parques e museus paulistanos.
É a primeira visita ao parque ou museu?
16
SIM
Não
46
Gráfico 1: Questão1
Fonte: O Autor
A segunda questão é referente à freqüência com a qual o entrevistado visita o
parque no período de um mês. O maior número de respostas obtidas foi uma vez ao
mês. Entretanto, esse número deve-se ao fato de que uma parte das pessoas
entrevistadas estava visitando o local pela primeira vez, ou seja, dos 62 entrevistados,
23 vão apenas uma vez ao mês, representando 38% do total. Por outro lado, 16
entrevistados afirmaram que freqüentam as locais duas vezes por mês, 7 freqüentam três
vezes ao mês, 4 visitam quatro vezes ao mês e 11 visitam mais que cinco vezes ao mês.
Desse modo, se somarmos o número de entrevistados que visitam esses locais mais de
uma vez por mês, teremos o universo de 38 pessoas, ou seja, 62% dos entrevistados.
75
Este dado comprova a relevância e a atratividade que estes locais representam para os
seus usuários, a ponto de atraí-los mais de uma vez por ano.
Com que frequencia visita o parque no mês?
60
50
40
30
23
20
10
16
7
11
Uma Vez
Duas vezes
Três vezes
Quatro vezes
Mais que cinco
4
0
Gráfico 2: Questão 2
Fonte: O Autor
A terceira questão visa averiguar qual a motivação que leva o individuo a visitar os
parques ou museus. Lazer foi à resposta mais citada pelos entrevistados, com 32
afirmações, representando 51% do total. Outros 17 entrevistados (27%) afirmaram que
visitam o parque para sair da rotina, ou seja, não representam visitas freqüentes, 6
entrevistados (7%) responderam que visitam o parque em busca de cultura e conhecer
novos lugares e 7 entrevistados (11%) relataram visitam o parque por curiosidade, como
para saber o que há no parque ou para conhecer as novas atividades que são
implementadas.
Percebe-se que apesar de 17 entrevistados não apresentarem uma motivação
específica e, conseqüentemente, não fazerem parte dos freqüentadores assíduos, os
demais 45, que representam 73% do total de entrevistados relacionam a sua presença
nestes locais por motivações específicas, o que garante seu retorno ao local.
76
Motivo de visitação ao parque
60
50
40
30
Lazer
Sair da rotina
Cultura
Curiosidade
32
17
20
6
10
7
0
Gráfico 3: Questão 3
Fonte: O Autor
A quarta questão aborda se o visitante conhece alguma atividade que é realizada no
parque, como educação ambiental, oficinas e eventos. No gráfico 03 é possível verificar
que 20 entrevistados (32%) não possuem conhecimento das atividades que são
realizadas nos parques. Por outro lado, 42 pessoas entrevistadas (68%) afirmam que tem
conhecimento das atividades que são realizadas no local. Um fato que se deve levar em
conta é que parte desses entrevistados que afirmaram terem conhecimento das
atividades são aqueles que freqüentam o local mais de duas vezes ao mês, ou seja,
podem ter interesse em conhecer outros parques e museus localizados na capital
paulista.
Conhece alguma atividade que é desenvolvida no parque?
20
Sim
Não
42
Gráfico 4 : Questão 4
Fonte: O Autor
77
A quinta questão refere-se às condições apresentadas pela infra-estrutura dos
parques, observando aspectos como quantidade, variedade e conservação dos
equipamentos. Conforme pode ser verificado no gráfico 04, as condições dos
equipamentos foram avaliadas como “Bom” por 31 dos entrevistados, 14 a avaliaram
como “Ótimas”, 12 entrevistados a avaliaram como “Regular” e 3 a avaliaram como
“Ruim”, a opção “Péssima” não recebeu nenhum voto. Levando-se em conta que 45
entrevistados, ou seja, 73% do total consideram as instalações boas ou ótimas, pode-se
inferir que as estruturas existentes nos parques e museus da cidade de São Paulo
encontram-se em condições privilegiadas, ainda mais quando constata-se que nenhum
dos entrevistados considerou-os péssima. Este indicador ressalta, ainda, a importância
não apenas da manutenção regular, mas também da manutenção preventiva, além de um
contínuo e constante acompanhamento e monitoramento do grau de satisfação de seus
usuários.
Como classifica a infra-estrutura do parque?
60
50
Otimo
40
30
20
Bom
31
14
10
Regular
Ruim
Péssimo
12
3
0
Gráfico 5: Questão 5
Fonte: O Autor
A sexta questão trata da quantidade de visitantes dos parques que já visitaram os
museus que estão localizados próximos ou dentro dos parques. Conforme o gráfico 04,
32 entrevistados, ou seja, mais da metade (51%) não conhecem o museu que está
78
próximo ao parque. Os demais 30 entrevistados (50%) afirmam já conhecer os museus
localizados no entorno do parque que freqüenta.
Esta realidade comprova que há a necessidade de gerar informações sistematizadas
acerca das inúmeras e possíveis opções de lazer e recreação que paulistanos e turistas
poderiam usufruir, ressaltando a relevância de organizar-se roteiros que contenham este
tipo de informação.
Já visitou o museu próximo ou dentro do parque?
32
30
Sim
Não
Gráfico 6: Questão 6
Fonte: O Autor
A sétima questão é referente à qualidade da infra-estrutura dos museus. Nessa
questão, a quantidade de respostas obtidas é inferior devido ao fato de que apenas 30
entrevistados afirmaram que conhecem o museu que se localiza no entorno do parque
no qual estes freqüentam. Assim, 10 entrevistados (33%) classificaram como ótima a
infra-estrutura do museu, 14 (47%) classificaram como boa e 6 (20%) a classificaram
como regular, já “Ruim” e “Péssimo” não obteve nenhum voto para ambos.
Percebe-se, novamente, um alto percentual de respostas bom e ótimo, ou seja, 24
entrevistados, representando 80% do universo que conhecem-nos. Este dado reforça o
quanto os atrativos culturais são subtilizados na capital paulista.
79
Qualidade de infra-estrutura do museu
30
25
Otima
20
14
15
10
10
6
5
Boa
Regular
Ruim
Pessima
0
Gráfico 7: Questão 7
Fonte: O Autor
A oitava questão se pauta na distância que os entrevistados moram do parque. A
partir dessa informação pode-se ter a idéia de qual meio de transporte é utilizado pelos
visitantes.
Conforme o gráfico, 16 entrevistados, que representam 26% dos entrevistados
residem próximos ao parque, com a distância variando entre zero e cinco quilômetros
do mesmo; 14 entrevistados (24%) residem a uma distância de curta a média, ou seja, de
10 a 15 quilômetros, 15 entrevistados (23%) moram à uma distancia que pode ser
considerada longa, entre 15 e 20 quilômetros, e 16 entrevistados (27%) moram a vinte
quilômetros ou mais de distância do parque.
Levando-se em conta esses dados, pode-se inferir que a maioria dos usuários dos
parques necessita utilizar transporte motorizado, seja ele público ou particular. Esta
informação reafirma a necessidade premente de disponibilização de informações acerca
de alternativas de transporte, especialmente o transporte. público, visando facilitar o
acesso dos usuários ao destacado acervo existente na cidade.
80
A qual distância reside do parque?
60
0- 5 Km
40
10- 15 Km
20 16
14
15
15 - 20 Km
16
20 ou mais
0
Gráfico 8: Questão 8
Fonte: O Autor
A nona questão aborda o uso do sistema de transporte público pelos
entrevistados para chegar aos parques. A maioria dos entrevistados, que são 36,
representando 58% dos entrevistados, não utilizam o sistema de transporte público, já
que moram próximos aos parques. Os demais, representados pelos 26 entrevistados ou
42% do total residem um pouco mais afastados dos parques. Por esse motivo, estes
utilizam veículos particulares, sendo que uma pequena parcela utiliza o sistema de
transporte público.
Aponta-se, novamente, a falta de informações sistematizadas e confiáveis que
possam incentivar o transporte público aos usuários dos parques e museus da cidade.
Utiliza de transporte público para chegar ao parque?
26
36
Gráfico 9: Questão 9
Fonte: O Autor
Sim
Não
81
A décima questão aborda se os entrevistados possuem o interesse de visitarem
outros parques e museus na cidade de São Paulo. Constata-se que a grande maioria dos
entrevistados, ou seja, 56 pessoas, representando 90% do total de respostas obtidas,
afirmaram que tem interesse em conhecer outros locais para usufruir seu tempo livre.
Por outro lado, apenas nove dos sessenta e dois entrevistados, o que representa o
percentual de 10% não tem interesse em conhecer outros locais.
Este dado é fundamental para verificar que existe um grande potencial para o
aumento do número de visitantes nos parques e museus paulistanos, já que é clara a
demanda reprimida para se conhecer outros sítios turísticos na cidade.
Há o interesse de conhecer outros parques e museus?
9
Sim
Não
53
Gráfico 10: Questão 10
Fonte: O Autor
Na décima primeira questão é verificado o potencial de implementação do
roteiro conforme o interesse da demanda. Apenas 6 entrevistados, que representam 10%
do universo pesquisado, afirmaram que não teriam interesse em realizar o roteiro caso o
mesmo fosse implementado. Porém, 56 entrevistados, que representam a expressiva
marca de 90% do total afirmaram que estariam dispostos a realizar o roteiro em outros
parques e museus da cidade de São Paulo.
Tal informação, coletada diretamente junto aos usuários dos parques e museus
da cidade de São Paulo, demonstra clara e fielmente a representatividade que os
82
mesmos denotam não apenas na população da cidade, mas também aos turistas o
potencial que estes atrativos apresentam. Todavia, carece-se de informações que
promovam o interesse das pessoas para estes indiscutíveis patrimônios paulistanos,
sejam eles ambientais ou culturais.
Visitaria outros parques e museus caso o acesso fosse
mais facilitado e organizado?
6
Sim
Não
56
Gráfico 11: Questão 11
Fonte: O Autor
Assim sendo, levando-se em conta os dados coletados, apresentados e
analisados, pode-se afirmar que o projeto proposto é viável, já que as condições
apresentadas no conjunto das respostas dos visitantes dos parques permitem afirmar
que:
•
Aspectos ligados à infra-estrutura dos parques e museus são analisados
pela maioria dos visitantes como “Bom”. Logo, por parte da demanda,
não há necessidade de um investimento inicial elevado para a melhoria
dos equipamentos;
•
As superestruturas envolvidas no roteiro (os museus) e as atividades
desenvolvidas nos parques são desconhecidas por boa parte dos
próprios visitantes dos parques. Este aspecto expõe uma margem de
maximização do uso destes elementos através da atividade turística;
83
•
Constatou-se o interesse de uma demanda em pequena escala, mas se
extrapolamos esses números levando em consideração o numero da
população paulistana, guardadas as devidas proporções, temos um
público-alvo inicial de número elevado;
•
Verifica-se, também, a possibilidade de ampliação do público-alvo.
Além dos visitantes dos próprios parques, pode-se buscar aqueles
indivíduos residentes na cidade de São Paulo que não conhecem os
sítios turísticos envolvidos no roteiro, assim como os turistas, pois o
fluxo destes na cidade é relevante.
84
8 CONCLUSÃO
O estudo proposto tinha como objetivos principais: identificar o fluxo e o perfil
dos turistas que freqüentam os parques e museus inseridos no roteiro proposto,
averiguar a existência de estudos de capacidade de carga dos museus e parques
selecionados; identificar, mapear e organizar a relação das linhas de ônibus e metrô que
integrem os parques e museus selecionados, propor a criação um mapa temático com a
localização dos parques e vias de acesso e as linhas de transporte público disponíveis, e
as possibilidades de atividades que podem ser realizadas nos parques e museus.
Todos os objetivos propostos pelo estudo foram alcançados de maneira positiva
devido aos dados que foram gerados no decorrer da pesquisa, sendo que estes foram
obtidos através de diferentes ferramentas e procedimentos metodológicos.
Uma dessas ferramentas foi à pesquisa bibliográfica, que desde o inicio da
pesquisa esteve voltada a assuntos pertinentes ao projeto. Tal ferramenta, em conjunto
com a revisão da bibliografia, permitiu agregar novos elementos e pensamentos, assim
como um melhor entendimento do peso e expressão que o projeto pode vir a ter dentro
da dinâmica da cidade de São Paulo caso venha a ser implementado.
A coleta de dados ocorreu dentro do esperado, já que foi possível identificar o
posicionamento dos principais atores envolvidos direta ou indiretamente ao objeto de
estudo.
Com relação às infra-estruturas estudadas dos parques e museus, somadas às
superestruturas pertencentes à cidade, comprova-se que estes são elementos
fundamentais para a prática de qualquer atividade econômica responsável, já que são
esses os equipamentos que auxiliam o turista durante o seu tempo de lazer, sendo de
suma importância para a atratividade e competitividade de um destino ou dos pontos
turísticos de uma região. Logo, quando estes elementos são trabalhados de forma
responsável e em conjunto por todos os envolvidos, tornando assim um produto turístico
auto-sustentável e desenvolvimento responsável.
A análise das infra-estruturas dos parques leva a conclusão de que estas podem
ser utilizadas para viabilizar o roteiro proposto devido à soma de todos os elementos
contidos nos parques serem de boa qualidade e diversificados e estarem distribuídos de
forma equilibrada entre os pontos turísticos envolvidos no roteiro. Outro fator positivo
identificado pode ser relacionado a fatores externos, que são as condições da
superestrutura disponível que poderá ser utilizada para a realização do roteiro, sendo
esta compreendida como o sistema de transporte público da cidade de São Paulo.
85
O fluxo e o perfil dos visitantes dos parques entrevistados foram de fundamental
importância para as conclusões obtidas neste estudo, já que fora verificado que mesmo a
maioria dos visitantes dos parques morarem próximos aos pontos estudados, os mesmos
não tem conhecimento das atividades que são realizadas nos parques. Estas atividades
podem vir a se tornar produtos turísticos com um alto potencial de atratividade, mesmo
para aqueles que são freqüentadores assíduos dos parques. Sendo assim, os visitantes do
parque comprovam uma possível margem de maximização de um público a ser
explorado.
Além do público alvo estipulado na proposta de estudo (o turista paulistano),
pode ser explorado um outro de perfil de turista, sendo este compreendido como o
individuo que tem como destino à cidade de São Paulo, que usufruiu um outro segmento
do turismo, especialmente o turismo de negócios, levando-se em consideração que a
cidade de São Paulo ocupa no ranking de 2009 da ICCA (International Congress and
Convetion Assotiation), o décimo segundo lugar na realização de eventos
internacionais, figurando na América Latina como a primeira cidade na realização de
eventos internacionais, sendo que em 2009 estão programados a realização de 75
eventos.
Foi comprovado, também, que o estudo proposto é viável, já que além de todos
os fatores já expostos e comprovados, há também valores qualitativos e quantitativos
tanto por parte dos administradores que participaram das entrevistas, quanto por parte
dos visitantes entrevistados nos parques. Ambas as partes demonstraram o interesse na
participação do projeto, provando assim que o mesmo se torna viável e exeqüível.
Pode-se afirmar, também, que o investimento financeiro necessário não é
oneroso, já que as estruturas a serem exploradas não vão sofrer drásticas modificações,
ou mesmo, a necessidade de construir novos equipamentos de grande porte.
Os programas e ações que porventura tenham que ser implementados para o
efetivo desenvolvimento do projeto podem ser executados através de parcerias entre
órgãos públicos ou privados. Esses programas, além de propiciarem a participação no
projeto, podem vir a beneficiar uma maior troca de informações entre os parques e
museus, fortalecendo cada elemento de forma individual, ao mesmo tempo este gera o
fortalecimento do roteiro turístico integrado, tornando-se um possível produto turístico
forte e consolidado.
Mediante as reflexões realizadas durante o trabalho e o confronto dos dados e
informações coletadas in loco aqui expostas, pode-se considerar que a implementação
86
do roteiro turístico na cidade de São Paulo é viável e recomendável, pois o mesmo tem
potencial para valorizar importantes patrimônios culturais e ambientais do município,
ofertar opções de lazer e recreação à comunidade e turistas e, ao mesmo tempo,
incentivar o uso do transporte público como prática sustentável e de baixo impacto.
Estes três fatores salientam a importância deste roteiro, pois o mesmo poderá contribuir
para a melhoria de qualidade de vida da população local e também para a captação de
recursos que venham a beneficiar os parques e museus contidos no mesmo.
87
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São Paulo. São Paulo, 2009.
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SIMÂO, Maria C. R. Preservação do patrimônio cultural em cidades. Belo
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SIVIERO, Ana Paula. Os elementos do espaço turístico urbano no processo de
planejamento: uma análise da área central de Curitiba-PR. Curitiba: 2005
Disponível em < http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/2354/1/mestrado.pdf
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do
turismo.
TURISMO
CULTURAL.
Disponível
<http://www.pr.gov.br/turismo/turismo_tipo_cultural.shtml?turistas>. (Acessado
junho de 2007)
em
em
90
APÊNDICES
91
APÊNDICE A – Modelo de questionário aplicado aos visitantes dos parques
92
APÊNDICE B – Modelo de ficha de avaliação Parque Alberto Löfgren e Museu
Florestal
93
APÊNDICE C – Modelo de ficha de avaliação Parque Luz e Museu Pinacoteca do
Estado
94
APÊNDICE D – Modelo de ficha de avaliação Parque do Ibirapuera e Museu de
Arte Moderna ( MAM)
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APÊNDICE E – Entrevista realizada com diretora do Museu Otavio Vecchi
(Museu Florestal) Florestal
1.O museu possui algum estudo sobre a capacidade de carga que ele suporta?
R;Não possui um estudo; porém como o piso faz parte do acervo e é necessário colocar
pantufas para proteção do piso, definimos que cada grupo não ultrapasse de quarenta
pessoas, para um controle melhor do monitor que acompanha o grupo e melhor atenção
dos ouvintes para um bom entendimento das informações.Abrimos para até 90 pessoas
de manhã e 90 à tarde para a visita monitorada ao piso superior, o piso térreo não
fazemos objeção. Raramente temos agendamento de 90 pessoas por período.
2.Se sim, como é aplicada este estudo de capacidade de carga levando em conta o uso
público do museu?
3.Se não, como são realizados os calículos de visitantes para o planejamento das
atividades a serem propostas e de onde são provenientes os dados para as tomadas de
decisão?
R:As decisões foram tomadas principalmente na preocupação com a salvaguarda do
acervo, no atendimento com qualidade e pelas experiências do dia-a-dia. Os grupos que
nos procuram são na maioria uma turma por sala de aula, ou seja, cada sala de aula em
média vêm com 40 alunos, assim atendemos uma sala por vez, se tratando de grupo de
crianças, muitas vezes, dividimos em dois grupos para atende melhor.
4.Há algum estudo que verifica a identificação do meio de transporte utilizado pelos
turistas para chegar até o museu?
R:Não há estudo, porém sabemos que as escolas municipais contam com ônibus cedido
pela prefeitura, isso é um fator limitante, pois muitas escolas não vêm pela dificuldade
de transporte. Outros grupos como a terceira idade eles em com ônibus fretado.
5.Você acha importante estes estudos serem realizados para o museu? Por que?
R:Considero positivo. Sempre é conveniente que o maior número de informações
possam ser oferecidas aos turistas e fáceis de serem disponibilizadas. Para o Museu
Florestal é importante que faça parte de um roteiro turístico, para que um maior número
de pessoas possa vir visitá-lo.
6.Você acha que o projeto proposto é viável? Por que?
R:Considero viável, desde que consiga reunir bem todas as informações e que estas
cheguem ao seu destino, ou seja, as pessoas em geral consigam ter acesso às
informações.
7.Qual a importância da implementação do projeto teria para o museu que você
administra?
R:Acredito que pela localização mais distante do centro da cidade e pela falta de
informação das pessoas, com um trabalho como este de roteiro e integração destes três
96
importantes Museus, um número maior de pessoas conheceriam o Museu Florestal e
com certeza ficariam satisfeitos ao contemplar o acervo disposto no museu.
8.Quais seriam os possíveis impactos da implementação desse projeto no museu?
R:O Museu Florestal seria mais conhecido e teria um público maior de visitantes.
97
APÊNDICE F– Entrevista realizada com coordenadora de comunicação e relação
do Museus Pinacoteca do Estado
1-) O museu possui algum estudo sobre a capacidade de carga que este suporta?
R:Sim.
2-) Se sim, como é aplicado este estudo de capacidade de carga levando em conta o uso
publico do museu?
R:O cálculo de carga é parte integrante do projeto de readequação dos espaços. A
carga pode ser avaliada quando é: Pontual, Distribuída ou Carga em Circulação.
3-) Se não, como é realizado dos calculo de visitantes do museu para o planejamento
das atividades e de que onde são provenientes os dados para as tomadas de decisão?
R:Quando o volume de visitante é muito grande, nós conhecemos a área de cada sala e
permitimos entrada para visitação por número de pessoas, considerando que essa é uma
CARGA EM CIRCULAÇÃO.
4-) Há algum estudo que verifica a identificação do meio de transporte utilizado pelos
turistas para chegar até o museu?
R:Feito pelo museu, não.
5-) Você acha importante estes estudos serem realizados para o museu?Por quê?
R:Sim, porque além de conhecermos a procedência dos turistas antecipadamente,
poderia ser usado também como oportunidade de comunicação com eles.
6-) Você acha que o projeto proposto é viável ? Por quê?
R:Sim, pois é interessante para qualquer instituição cultural.
7-)Qual a importância do implementação do projeto teria para o museu que você
administra?
R:Vide resposta 5
8-) Quais seriam os possíveis impactos da implementação desse projeto para o
museu?R:Sem resposta
98
APÊNDICE G – Entrevista realizada com diretora do Parque Alberto Loefgrn
(Horto Florestal)
1-) O parque possui plano de manejo e estudos de capacidade de carga?
R:O plano de manejo do parque esta sendo elaborado, cujo esta em fase final de
conclusão porem o mesmo ainda não fora aplicado realmente no parque.
2-) Se sim, como é aplicado este estudo de capacidade de carga levando em conta o uso
publico do parque?
R: Não consta devido o parque não ter seu plano de manejo implementado
3-) Se não, como é realizado o calculo de visitantes do parque para o planejamento das
atividades e de que onde são provenientes os dados para as tomadas de decisão?
R: O numero de visitantes do parque é baseado em um estudo que fora realizado a cerca
de 10 (dez) anos atrás, a partir deste estudo é calculado o número de visitantes
atualmente, junto com este estudo também é levado em consideração a observação
empírica dos funcionários do parque, em relação ao fluxo de visitantes.
4-) Há algum estudo que verifica a identificação do meio de transporte utilizado pelos
turistas para chegar até o parque?
R: Um estudo elaborado para este fim não há, há sim uma Análise empírica que leva em
conta principalmente a Análise do estacionamento do parque, assim como o
conhecimento de que alguns visitantes moram próximos ao parque e também a
observação nos pontos finais nas linhas de ônibus.
5-)Por que o plano de manejo e estudo de capacidade de carga ainda não foi realizado?
R: Devido a recursos financeiros e técnicos da instituição ligada ao parque.
6-)Você acha importante estes estudos serem realizados para o parque ?Por quê?
R:Sim. Porque são estes estudos que podem dar um embasamento melhor para as
diretrizes a serem a dotadas e as metas a serem almejadas, assim proporcionando um
melhor planejamento das ações.
7-) Você acha que o projeto proposto é viável ? Por quê?
R:Sim. Devido a uma das funções do parque ser voltada ao lazer em uma área verde e o
acesso ao patrimônio ambiental e cultural que o parque proporciona.
8-)Qual a importância da implementação do projeto teria para o parque que você
administra?
R:Uma maior entrada de pessoas no parque, porém deve ser respeitado a quantidade de
visitantes que o parque suporta, já que a infra-estrutura existente não irá suportar um
fluxo maior de visitantes, concentradas em apenas um dia por exemplo. Devido a essa
infra-estrutura ser projetada para uma demanda menor de visitantes no parque.
9-) Quais seriam os possíveis impactos da implementação desse projeto para o parque?
99
R:Pode haver um impacto na infra-estrutura do parque, uma degradação dos
equipamentos disponíveis, isso se for excedido os limites do parque com relação ao
fluxo de visitantes.
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APÊNDICE H – Entrevista realizada com coordenador de projetos do Parque do
Ibirapuera
1-) O parque possui plano de manejo e estudos de capacidade de carga?
R: Ainda não possui pois o plano diretor do parque esta sendo elaborado.
2-) Se sim, como é aplicado este estudo de capacidade de carga levando em conta o uso
publico do parque?
R: Não consta.
3-) Se não, como é realizado o calculo de visitantes do parque para o planejamento das
atividades e de que onde são provenientes os dados para as tomadas de decisão?
R: Uma das formas de Análise para o calculo de visitantes é através de um estudo
realizado em 2007, nesse estudo há um levantamento do perfil do visitante do parque,
fatores socioeconômicos, o fluxo assim como a quantidade de visitantes do parque.
4-) Há algum estudo que verifica a identificação do meio de transporte utilizado pelos
turistas para chegar até o parque?
R:Sim ele se encontra no estudo de acessibilidade que foi realizado no parque.
5-) Por que o plano de manejo e estudo de capacidade de carga ainda não foi realizado?
R: Devido a fatores externos e ao parque ter prioridades em outros projetos.
6-) Você acha importante estes estudos serem realizados para o parque ?Por quê?
R:Sim. Já que as ações a serem tomadas são fundamentadas em estudos assim
permitindo a eficácia das ações.
7-) Você acha que o projeto proposto é viável ? Por quê?
R:Sim, mas colocando os parques contando a historia da cidade de São Paulo
8-)Qual a importância da implementação do projeto teria para o parque que você
administra?
R: Ele ajudaria a dar uma maior importância ao parque e o mesmo não funcionária
como uma área verde , no papel como uma válvula de escape.Passando a dar uma
importância maior ao parque e como ele mostra a evolução da cidade de São Paulo e o
reflexo que ele representa da cidade.
9-) Quais seriam os possíveis impactos da implementação desse projeto para o parque?
R: Não haveria já que o publico potencial seriam os visitantes do próprio parque e ele
não viria de fora.
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