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REVISTA TEOLóGICA
da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
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Pôrto Alegre 1963 I
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CASA PUBLICADORA CONCôRDIA' S. A .
•
IGREJA· lUTERANA
REVISTA TEOLóGICA
da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
(trimestral)
Autorizada
a circular
por despacho
Redatores: Prof. DI'. H. Rottmann
Prof. O. A. Goerl
Ano XXIV
o
do D. 1. P. - Proc. 9.651-40
Editôra:
Casa Pul.JHcadora C()ncón!ia S.A.
Tiragem: 350
Pôrto Alegre 1963
N'! 1
Relato Bíblico da Criação e a Teologia l\'Ioderna
(Continuação)
~:VHbertGa\vrisch em «'\iVisconsinLutheran Quarteloly-Theologische
Quarta18chrift;~1 julho de 1962,
traduzido por Vi, Kun5tmi3~nn,
II
Dois problemas exegéticos são de importància cruciante em
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.resporlden~ o~sla, quesIao. A. ,eOI'lo:Cl~ .~VOlv~çao eXIge e, 110S arl~·mam, osrestutaoos de pesquisas Clcntlflcas prO\,lam, qt1e o n'IUI1GO
deve ter a idade de rrliIhões mais milhões de anos~ Segu..:ndo BrUnnel\
('a ciência moderna dá a idade da terra - o que de nôvo é sômente
corno sendo de
um fragmento da idade do nltUldo dos astrosalguns biliões de anos, e a idade da raça humana como sendo de
uns 20G',fJOO a·50CLGCO anos." (80) Será que a Bíblia nos petrnite
pensar na idade dê, terra em serrwlhantes têrmos?
tentativa de s.comodar Gênes-is'1. e2 a esta teoria procede-tl
de 'dois modos~ C}u os pr'imeiros dois versículos de Gn 1 tél11
sidó interpretados de tal maneira para permitir um extenso, bas=
tante extenso, período de tempo entre a criaçào
e a obra
de Deus no resto do capítulo; ou a palavra "era" tem sido interpretada no sentido de "período" ou "época".
Vamos discutir êstes pontos logo mais, mas em primeiro lugar ouçamos, como a ciência moderna chega a suas conclusões
"SEguras", que a terra tem de quatro e meio a seis biliões de anos.
Logo de início deve ser constatado que cientistas náo concordam
entre si a respeito da idade da terra ou do homem como habitante
da ·tena.
Antes cientistas procuravam estimar o tempo geológico com
base na medida em que formas geológicas foram desmanteladas, ou
deacôrdo com a medida qué â. porcentagem de sa.l dos oceanos· aumentou, e outros processos similares. Nenhum dêstes métodos, entretanto, é seguro, pois os cientistas não podiam estar cértos que o
processo procedesse na mesma medida através das épocas passadas. Harrison BroV'l11,escrevendo no "Americano Científico" (SdenoL~
(80)
Ibid .. pg. 32
2
o
Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderna.
tific American, abril de 1957) afirma: "Antes da "descoberta da
radioatividade, estimativas da idade da terra e do sistema solar
foram pouco mais do que adivinhação". (81)
Por algum tempo, muitos cientistas da atualidade acreditaram,
como denota Bro",vn, que radioatividade fornecesse a chave para
uma estimativa certa da idade da terra. Radioatividade é um processo mediante o qual certos elementos emanam raios e partículas
e com isto são transformados em outros elementos, chamados produtos de decomposição (decay products) ou elementos derivados.
Urânio, por exemplo, se decompõe para formar hélio e chumbo.
Usando o ritmo de decomposição radioativa que é conhecida, os
cientistas podem calcular o tempo requerido para u..rna dada qmmtia de chumbo. Chamam o ritmo de decomposição "meia-vida"
(half-life) do elemento. É o tempo requerido para a metade da
quantia do elemento primitivo transformar-se em elemento deri,-ado. A "meia-vida" do urânio 238 é de 4.510 milhões de anos. De
acõrdo com éste método, a idade da terra é estimada em 4 1/2 biliôes de anos.
Outros cientistas apontaram falhas neste método. Se por acaso o ritmo de decomposição tivesse sido mais ligeiro quando o universo era nõvo, os resultados seriam errados. Pois a suposição é
que o ritmo da decomposição por radioatividade sempre tenha sido
constante. Outra suposição é a de que nenhum dos elementos derivados ou os estados intermediários originalmente estivessem presentes na rocha. Caso esta segunda hipótese fôsse errÔnea, também seria falsa a idade astronômica atribuída à terra. De fato,
dentistas russos informaram que acharam rochas contendo mais
hélio do que possivelmente podia ter provindo da decomposição
radioativa de urânio.
Uma outra possibilidade que não devia passar despercebida é,
segundo acho, a de que Deus muito bem possa ter criado o mundo
com; estes processos, não começando do ponto de partida, mas, por
assim dizer, "in medias res", assim, como tenho certeza, a luz de
estrelas distantes, que, segundo dizem, estão afastadas milhares de
"anos luz", não tinha de viajar por milhares de anos antes que tais
estréIas se tornassem visíveis na terra. Antes podermos muito bem
crer que aquelas estrelas deram sua luz à terra logo, apesar de
que a luz que delas partiu no 49 dia da criação ainda não tenha alcançado a terra, caso as teorias atuais com respeito à luz são corretas. Como resultado da obra de Eínstein, a ciencia moderna começou a compreender que náo entendemos muito do tem\PO e
seus efeitos. De acôrdo com Zimmermann, "uma das implicações
das teorias de Einstein é esta, que o tempo é retardado, quando corpos , seja homens, relógios ou partículas atômicas se deslocam a uma
velocidade aproximada à da luz". (82)
181)
(82)
Citado em «Dalwiü>\ Evolution, and Cl'eation»,
Zimmcl'mann, st. Louis, 1959, pg., 146.
Op. cit., pg. 154
--.--
editado
por Paul
A.
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I
o Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderna
3
Êle mostra que as implicações disso no cálculo da idade da
terra são tremendas.
O método rádio-carbono nas datas, desenvolvido pelo llSICO
americano W. F. Libby, serviu para reduzir consideràvelmente as
estimativas anteriores da idade da terra. O carbono radioativo-li!:,
produzido por raios cósmicos que entrnm na atmosfera superior" ch
terra, é absorvido por plantas vivas e animais. Quando uma planLu
ou um animal morre, não mais absorve carbono~14. Mas o C-14 na
sua estrutura continua a desintegrar-se. A radioatividade do carbono pode ser determinada, e assim a idade da árvore ou fóssil pode
ser estimada. Também êste método é baseado em certas suposições
que não podem! ser comprovadas. Supõe-se, por exemplo, que o
C-14 no animal morto ou na planta morta não sofra aumento ou
diminuição pela troca química com o seu ambiente. É esta uma suposição bastante incerta. Também improvada e improvável é a suposiçã.o de que raios cósmicos tenham formado C-14 no mesmo
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ritlTIO através dos anos. O· método rádio-carbono de datar, entretanto,
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mário o fato de que esta tentativa mais recente de determinaç?,o
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concIuirqtl€ certos processos geol6gicos não lev3.rQ11elYl aproxlrnadamente tal1to ternpo como 2J1tes sepresu.ll1ira~
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cientlficas. Estarf10s certos de qlIe~ se parecesse 11ér\7er~urn contlíto
€lltre Hciêneia~~ e as Escrittlras; a ciência estaria elTiKJa 113-08.. Dftlavra de Deus~ dPassará o céu. e a teTra~porért1aS IX1.InnnS
não passarào" nos diz o nossoSalvadol". (83) Entr2tantofDzerrlos
bem enl inforn18.r-nOS de como são incertas e vax-iá\;'e-isos 1.4rêsvJtados seguros" da ciénda e como sã.o improvados e improváveis as suposições, nas quais estes resultados se fundamentarn.
l\1Iasé triste notar como certos teólogos torcem as Escrituras
numa tentativa de harmonizá-Ias com os ditames da ciência. Ouvimos declarações de Emil Brunner, cuja posiçào ê representativa.
Outros como Skinner não tentam harmonizar as duas caUSas. Para
êles "os fatos da ciência são indiscutíveis; a Única questão é verifJcar se a linguagem do Gênesis suporta a construção que os cientistas harmonizantes acham necessário impor-lhe". (84)
Para éle "ê um mundo desconhecido à ciência aquêle que aqui
se acha descrito - o mundo de antiquada imaginação". Gente como
Skinner considera totalmente impossível harmonizar o relato do
Gênesis com a ciência. Para tais a ciência, nã.o a Bíblia, apresenta
o retrato verdadeiro do universo.
(83)
(84)
Mt 24.35
Op. cit., pg. 5
I
o
4
Relato Bíblico da Críação e a Teologia Modem""
Devemos reconhecer, entretanto, que, tomando francRrnem€
posição, êstes teÓlogos mostraram como é impossível a exeges-:õ:de::
harmonizantes, prontos para compromissos quando êles, p.ex., interpretam "jour" (dia) como um período geolól:"icode m.ilhares de
anôs e tentam justificar esta interpretação em referindo"se a SI 90.4
e 2 Pe 3.8 que, "para com o Senhor, um dia é como mil 3.1'10S, e mil
anos como um dia".
Se bem que Kar1 Barth, como vimos antes, considera o relato
bíblico tradição folclórica (Sage) i éle rnostra que a significação de
"dia", como usada a palavra
auLor bíblico, não pode ser nada
diferente do que o "dia" ordinário de vinte e quatro horas que conhecemos. Considera-o fato de o dia ser ô.eterminado pela noite e
pela manhã como prova conclusiva para isso, como realmente é.
Contestando Delitzsch escreve: "Só se pode deturpar o quadro
inteiro, só se pede transformá-Io em terrível confusão, que realmente nos pode ensinar pouco, se fóI' introduzido aqui em vez do conceito claro "dia" um grande indefinido período de tempo - e no inteI'êsse apologético de incluir no seu quadro tôcia espécie de períodos
astronômicos e geo16gicos de milhões de anos." Barth com razáo
responsabiliza Delitsc11. por êste falar da interpretação literal da
palavra "dia" como idéia pueril e totalmente tola". (85)
Eduardo Koenig no seu comentário sôbre Gênesis (1919) resume as razões para interpretar a palavra "dia" no sentido ordinário
como seguem; a) em 1.50. uma parte c)ara e uma parte escura são
especificamente diferenciadas no conceito total "dia". b) :L'-Josvs.
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tivanlente mencionadas. c) Ainda, no v. 16 os dias são encarados
como sendo governados pelo sol e pela lua respectivamente. De
C~
3"
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maneira conseqi.1ente, o autor
PC.LI-
a"tribu.lll
unlél parte clara e uma es-
cura também nos seis dias da criação. Por conseguinte, o autor
estafa ralando de dias "ordinários." (86)
John W. Klotz, professor da Escola Normal Concórdia de River
Forest, Illinois, no seu livro "Genes, Genesis and Evolution" (87),
traz um capítulo inteiro sôbre :"Os dias da criação e a idade da
terra~'_
Escreve êle: "É um princípio geral de 'interpretação' bíblica
que uma palavra deve ser tomada no seu sentido comum a não ser
que exista evidência imperiosa para ser tomada em sentido diferente, Assim em Gênesis 2.4 está bem claro do próprio texto que
R palavl'a "dia" aqui significa um período de tempo maior do que
vinte e quatro horas, E isto também está certo quanto a outras passagens da Escritura, onde a palavra "dia" claramente se refere a
um período longo de tempo. Mas nada há no texto de Gn 1 que
indique que êsses dias fóssem períodos longos de tempo. Princí(85)
,86)
(87)
Op. cit., pg.139
Ed. Koenig, «Genesis», Guetersloh, 1919, pg. 168
st. Louis, 1955
J
o Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderna
5
pios corretos de interpretação bíblica requerem que aceitemos êste
'dia' como sendo um dia ordinário." (88)
Klotz também se refere à repetição de noite e manhã e observa
que isto "de certa maneira poderia indicar que Deus previu algumas das controvérsias de nossos dias e que êle queria deixar bem
claro que os dias da criação foram dias ordinários". (89)
Para nós é decisivo também o que lemos em Êx 20.11. Deus dá
a Israel a ordem de descansar no 79 dia, e é feita referência ao fato
de que "em seis dias fêz o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o
que nêles há, e ao sétimo dia descansou." Como Klotz explica, "esta
afirmação claramente significa que os dias da criação foram dias
ordinários e que Deus descansou no sétimo 'dia', e não na sétima
era, pois os judeus foram obrigados a descansar um dia e não durante uma era". (90)
Tomando uma posição parecida, Raymond F. Surburg, professor do Concórdia Teachers College, Seward, Nebraska, no livro
"Darwin, evolução e criação", (Darwin, Evolution and Creation) já
anteriormente citado, apresenta sete razões, por que os dias mendonados em conexão com a atividade creativa de Deus não foram
longos períodos, mas dias ordinários de 24 horas. Acrescenta às
razões já mencionadas ainda as seguintes: "Os dicionários hebráicos
de Buhl, Brown, Briggs, Driver e Koenig não registram a interpretação de "jôm" no hexaemeron como um longo período de tempo.
Quando no Antigo Testamento "jôm" é associado com um numeral definido, significam dias solares (Gn 7.11; 8.14; 17.12; Êx 12.6
e numerosas outras passagens). O teor do relato em Gênesis parece
indicar um tempo curto para os atos criativos descritos. Para ilustrar em Gn 1.11, Deus ordenou literalmente: 'Terra, brota brotos!'
Imediatamente, o v. 12 registra o pronto cumprimento do comando: 'A terra, pois, produziu plantas'. O relato do Gênesis em nenhuma parte nem de leve sugere que eternidades ou períodos de
tempo estivessem envolvidos. O que o autor quer ressaltar parece
ser a ação instantânea," (91)
Finalmente não devíamos ignorar o fato de que Jesus quando
em Mt 19.4 e Mc 10.6 fala sôbre a criação do homem e a mulher afirma que Deus "no princípio da criação os fêz o homem e' mulher". Não disse que foram feitos por Deus milhares ou milhões
de anos após a terra informe e vazia tenho sido chamada à existência. (92)
Embora seja difícil conceber que alguém entenda a palavra
"jôm" em outro sentido do que dia ordinário, se nào fósse pelo fato
de alguns tentarem harmonizar o Gênesis com a teoria evolucionista,
I
,
(88)
(89)
(90)
Op. cit .. pg. 87
Ibid., pg. 88
Ibid., pg. 89
(91) Op. cit., pgs. 59/60
(92) De acôrdo com Otto Súhn na sua coluna «~Nhat's the Answer; no «Lutheran Witnessl>, 17 de outubro ele 1961, pg. 15: «A palavra «jôm~'
"''-,;~~~
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UlliIll
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o Relato Bíblico da Criação e a Teolos"ia Moderna
e
é irônico que nem sete mil ou sete milhões de anos bastam para
satisfazer o evolucionista. Êle necessita até mais tempo. E além
dissoja
ordem, dos eventos no Gênesís 1 de mal1eiraalgtlma
se
ajllsta ao esqllema evolucionista ou à teoria· geológica. Qu~ea es~
cola moderna de geologia interpreta
de maneira
completamente
errada 3. evidência disporlÍvel no i11terêsse da teoria evolucionista,
l~làbilrrteIrte te:nlsido dernonstrado por George M~ r~rice~ professor
de geologia no Union College) l'Jebraska (9;1). Endosséllnos- IPor isso
de to(lo o coraçáo ·0 ponto de 'vista de LeUl}old que 'história antro-
pologica, estudos do Antigo Testarnento e muitas outras ciências têm
sido desorientadas e enlaríleadas pela
rnesrrla
tentativa
"ele coordeJ:lar
os atuais achados da geologia com uma concepção evolucionista dade\/ia ser geologiaii•
(94)
lJrna OlJtra parte no relato do Génesis onde é feita lHTIa tentativa
dar lugar a lH11 longo período de tempo, está nos dois priqLUIO
r:neiros versículos do primeiro capitulo. O resumo que segue dos
vários pontos de vista com respeito a êsses versículos deve-se a
lHTl C3.1}it.ul0 em "Dar\vil1, €'voll.1tion
ar!.d creation"
de Surburg~
De acôrdo corn alguns, G11 1.1 ("No principio criou Deus os
céus e
a
Terra7J)
é o sot:rescrito, Oli títLll0 para tôda a rlarrativa que
seguE'. (95) Isto, entretanto, não se e~rtende pelo texto hebráico,
110i3 a conjunção "vav" liga o versículo 1 à narrativa
que segue.
Tambérn devia ser notado que, caso o versículo fôsse ll'.ero título,
em Gn 1não existiria relato da criação da matéria, como tal, e mais
ainda, nada absolutamente seria dito com respeito à criação dos
céus, caso o versículo 1 não fôsse aceito como afirmando isto.
A traduçáo de King James de Gn 1.1 é a mesma da "British
Revis2d Ve1'sion", "American Standard Version", das "Holy Scriptures according to the Masoretíc Text" (Jewish Publication Sodety
or America)" e da "Revised Standard Version".
Adam Clarke o traduz da seguinte maneira: "Deus no comêço
criou a substância dos céus e a substância da terra". Isto quer
dizer que o primeiro passo na criação foi o de trazer à existência
matéria em seu estado caótico.
(93)
(94)
(95)
Ihebníico para 'dia') é usada 1.152 vêzes pelos avtores do Antigo
Testamento. Moisés usa-a 344 vêzes nos seus cínco livros (o Pentateuco) e cinco vézes no salmo 90. No livro Gênesis, que começa com
a história da criação, a em,prega 65 vêzes. 34 vêzes no Gênesis, 'jam'
OCOITe em taís frases como 'o día, éste dia" neste dia, hoje, día da
morte, dia da desgraça; 17 vézes ocorre com algarismos: um dia, o
primeiro día, o segundo dia, etc.; nove vézes o têr:mo significa 'tempo
do dia' em contraste com a noite; em cinco casos aparece ser usado no
sentido mais amplo de 'tempo'. Em caso algum Moisés usa 'jôm' para
designar um período mais extenso»..
Cf. G. M. Price, ,:The Phantom of Organic Evolution», New York, 1924.
H. C. Leupold, «Exposition Of Genesis», Columbus, Ohio, 1942, pg. 58
Assím Edmond J acob (Universidade de Estrasburgo) em «Theology
of Tire Old Testament», Harper Bros., New York, 1958, traduzido 'por
Heathcote and Allcock.
..
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o Relato Bíblico da Críação e a Teologia Moderna
7
Gramàticalmente, as traduções de Meek e Mofat são possíveis,
mas não prováveis. Ambas tratam do versículo 1 como oração subordinada. A tradução de Meek reza:
"Quando Deus começou
a criar os céus e a terra, a terra era um érmo desolado, com escuridão cobrindo o abismo e um vento tempestuoso bramando sôbre a
superfície das águas. Então Deus disse: 'Haja luz!' (96) Meek combina o v. 1 com o v. 3, tratando-o v. 2 como nota entre p::trênc2::e.J.
O Dr. James Moffat traduz êstes versículos de tal maneira, que deixa fora a criação da matéria: "Quando Deus começou a formar o
universo, a terra era sem forma e vazia, escuridão pairava no abismo; mas o espírito de Deus achava-se suspenso sôbre as águas, e
Deus disse: 'Haja luz', e houve luz!" (97)
Me parece ser bem claro que no v. 1 Moisés está respondendo
a questão fundamental: Qual foi a origem de tôdas as cousas? Sua
resposta é que Deus criou tudo. Também o tempo teve seu inicio
com Gn 1.1. "Os céus e a terra" significa o universo. "Os ééus"
(hashshâmajim) não significa meramente a abóbada celeste que
foi criada no segundo dia, mas, como Bavinck o define "o firmamento e o ar e as nuvens (Gen 1.8,20), as estréIas que constituem
o exército dos céus (Dt 4.19 e SI 8.3) e também o terceiro céu,
ou o céu dos céus, que é a moradia de Deus e dos anjos." (98)
Assim temos em Gn 1 e 2 a descrição de três diferentes criações: "1) Em 1.1, IVIoisésexpõe a criação "cósmica"; em 1.2 - 2.4a,
a criação terrestre, a formação do planêta chamado terra; em
2.4 - 24 uma exposição detalhada da criação dos pais da raça
lmmana, Adão e Eva". (99)
Tendo-nos falado da criação do universo inteiro, "os céus e a
terra" no v. 1, Moisés deixa o assunto dos céus e continua explorando detalhadamente as particularidades concernentes à terra: "E
agora, no que diz respeito à terra, esta era sem forma e vazia e havia
trevas sôbre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sôb:te a
face das águas". (100)
U~a interpretação bastante popular entre os fundamentalistas
é a assim chamada teoria da lacuna. Esta teoria, também chamada
a teoria da restituição ou restauração, foi exposta em pormenores,
no século XIX por George H. Pember no seu livro "As épocas remotíssimas da terra" (Earth's Earliest Ages). Aquêles que sustentam esta teoria acreditam que um grande intervalo, qualquer cousa
entre uns poucos milhares e uns poucos milhões de anos, medeia
(96)
(97)
(98)
(99)
(100)
«The Bíble, An American Translation», Chicago, 1931.
Cf. Heidel, op. cit., pg. 80. «As traduções que tomam v. 1 como uma
oração temporal dão bom sentido, mas militam contra tôdas as versões
antigas e a interpretação mais simples e mais natural do texto masorético». Sua discussão inteíra dêste ponto Vale a pena ser lida.
Herman B. Bavinck, «Our Reasonable Faith». (Erdmann), Grand Rapids,
1956, pg. 176, citado em «Darwin, Evolution ando Creatiom>, pg. 50.
Surburg, op. cit., pg. 50.
Ibid., pg. 51, aparenten:iente a tradução de Surburg. A de Leupold é
quase idêntica.
8
o Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderro",
entre os \'s. 1 e 2 de Gn 1. Desta maneira êles acham lugar para as
vastas épocas requeri das pela teoria geológica. Também crêem que
durante éste tempo tenha acontecido a queda de Satanás e dos
anjos maus. (2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.7-9; 1s 14.12-14). De acôrdo com
êles, v. 1 fala da primeira e perfeita criação de Deus. Por causa da
queda de Satanás e seus anjos, esta primeira criação foi destruída
por Deus e tornada em caos. Em conformidade com êste ponto de
vista, traduzem o v. 2 da seguinte maneira: "Agora a terra se tornou erma e inculta (ou sem forma e vazia), e havia trevas sôbre a
face do abismo." (101) Então, depois de um período de duração indeterminada, acham êles, Deus criou a terra, fazendo-a habitação
para o homem em uma semana de dias solares.
Uns teólogos proeminentes aceitaram esta interpretação, incluindo Hengstenberg (um lute rimo, da Universidade de Berlim,
1802-1869), Franz Delitzsch (professor do Antigo Testamento em
Erlangen, 1813-1890), J. li. Kurtz (professor em Dopat 1809-1890)
e outros. Ainda está sendo sustentada por dispensacionalistas de
hoje. A "Scofield Reference Bible", p.ex., diz: "Jr. 4.23-26; Is 24.1
e 45.18 claramente indicam que a terra sofre uma mudança catacHsmica como resultado de um juizo divino. A face da terra em
tôda parte traz as marcas de tal catástrofe. Não faltam insinuaçôes
que a conexam com uma anterior prova e queda dos anjos."
Um estudo cuidadoso das passagens referentes, entretéh'1to, deixa de confirmar a teoria da lacuna. Demais a mais, o verbo "hâjetâh" significa "era" e não "tornou-se". A ênfase está nos predicados
"tahu wâbohú". A palavra "hâjetâh" é apenas um verbo de ligação.
Por isso, Leupold diz: "Tôdas as tentativas para unir a êsse verbo
uma idéia como: a terra existia lá, ou estava lá por um bom tempo,
S3.0 do ponto de vista gramatical totalmente inadmissíveis". (102)
A matéria primitiva, por isso, se achava em estado de caos
quando foi criada. E além disso, como a malfadada tentativa de reconciliar a teoria evolucionista com Gênesis interpretando dias como eras, também a teoria da lacuna falha em efetuar êste propósito, porque não dispõe de explicação para os fósseis nas várias camadas de rochas a não ser que também existissem. criações sucessivas de animais, seguidas pela sua destruição em massa. (103)
(101 Ibíd.,
(102
(103
pg'.
52
Op. cit., pg. 46
Prof. Joh. P. Mayer apresentou a seguinte observação: «Para enfrentar o argumento de 'milhões de anos' sugeridos pelas eras geológicas
sería bom apontar para três cousas:
"A. O rompimento absoluto entre criação e preservação, Gn 2.2. As
leis da natureza, em cujo arcabouço Deus continua sua obra, de
preservação, ainda não estavam em função durante o período da
críação.
"B, A catástrofe do dilúvio, durante a qual certas leis da natureza
foram 'suspensas' (cf. Gn 7.11 com 1.7), Vivamente descritas
em Gn 6-8.
«C. A maldição pronunciada por Deus· depois da queda. Os resultados não são inteiramente
descritos em Gn 3.17-24, mas as
poucas sugestões abalam a imaginação».
U_~Ii
I
o Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderna
9
De acôrdo com a Escritura, a criação da matéria primitiva deve
ter tido lugar dentro de seis dias. Lutero diz: "Esta matéria-prima
por assim dizer, para sua posterior obra, Deus, de acôrdo com as
palavras claras do decálogo (Êx 20.11), não criou fora dos seis dias,
mas no início do primeiro dia ". (104)
Tendo sido criado no princípio, a terra era "deserta e vazia".
As palavras hebraicas são "tohú wabohü". A palavra "tohú" quer
dizer "sem forma", indicando que a terra ainda não havia sido posta
em ordem. "Bohü" quer dizer "vazio". Ambas as palavras são de
fato substantivos, usados como adjetivos enfáticos ("deformidade" e "vacuidade"). Com base na definição de Koenig no seu
dicionário, Leupold comenta com respeito a "tohú" que "pode chegar a significar 'deserto' somente no sentido de ainda não ter sido
pôsto em ordem, não no sentido de ter sido devastado por alguma
catástrofe, como pretenderiam todos aquêles que a cada momento
procuram abrir caminho para períodos geológicos de desenvolvimento". (105) "Bohü" descreve a terra como ainda não habitada por
sêres de qualquer sorte. Nenhum dêstes têrmos deve ser compreendido como sugerindo qualquer crítica dos resultados da criação primária de Deus, como se esta fôsse uma realização pouco satisfatória. Os têrmos simplesmente descrevem a condição da terra antes
que a ulterior atividade criativa de Deus a organizasse, embelezasse e a povoasse de criaturas vivas.
A teologia moderna também despendeu grandes esforços discutindo a significação da palavra "criar". Será que a palavra hebraica "barâ" implica a criação do mundo do nada? Notando v.27
onde aprendemos que "Deus criou o homem" e tomando em conta
que de acôrdo com 2.7 Deus usou o pó da terra na criação do homem,
vemos que "barâ" pode ser usado no sentido de "fazer", utilizando
materiais antes existentes. Daí não se deve concluir, entretanto,
que materiais previamente existentes invariàvelmente estejam presentes, sempre que a atividade designada por "barâ" ocorra. (106)
A conotação específica de "barâ" pode ser constatada notando-se que em contraste com outras palavras da significação "fazer",
a palavra "barâ" é usada somente de atividade divina, nunca de
humana. Heidel escreve: '''Barâ' tem quase a mesma significação
de 'âsâh', com esta diferença, que 'bârâ' contém a idéia de uma
(104) «American EditiOn:i', voI. I, pg. 6
(105) Op. cit., pg. 46
(106)
A. Heídel cita com aparente aprovação a afirmação de Julian Morgenstern, qUe 'barâ' nunca toma o acusativo do material do qual uma causa
é feita, como fazem outros verbos de produção, mas usa o acusativo
para designar a cousa feita.» (<<The Babyloniam Genesis», pg. 76]. O
comentário de Koenig (<<Genesis», pg. 132), entretanto, aqui é apropositado: «8iraplesmente não é verdade que com êste verbo nunca é
mencionado um material do qual aquilo qUe foi criado tenha sido produzido (Ehrlich et aI.), pois os que fazem esta afirmação ignoram a
declaração de Deus: 'Eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu
povo regozijo' (Is 65 .18b). (A tradução é nossa.)
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I
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I
j
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I
10
o Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderna
realização nova extraordinária, feita sem esfôrço (assim como é
próprio do Onipotente) mediante palavra ou manifestação de vontade (citando Skinner, Gênesis, pg. 15), enquanto 'ãsàh' é usado
no sentido geral, atenuado, de "fazer" ou "produzir". (107),
Afirma êle: "Não existe evidência conclusiva no inteiro Antigo Testamento de que o próprio verbo (bârâ) sempre expresse a
idéia de uma criação do nada." (108) Não obstante, Heidel sustenta
com razão que Gn 1 "afirma a criação do nada (creatio ex nihilo),
isto quer dizer, sustenta que mediante a vontade e o poder soberanos de Deus a matéria foi trazida à existência do nada vazio na
criação do universo." (109) Acha êle que esta doutrina "pode ser
deduzida da expressão 'berêshit', no princípio (Gn 1.1), isto é, no
comêço pràpriamente dito das cousas". (110) Também pode ser
deduzido das palavras "céus e terra", Pois desde que esta expressão
quer dizer 'tôdas as cousas', a existência de qualquer material pri~
mitivo está excluída. (111)
A pretensão daqueles que, como Gerhard von Rad, acham a
doutrina da "creatio ex nihilo" na própria palavra "bârâ" por isso
não pode ser sustentada. Escreve von Rad: "Para exprimir o conceito da divina criação, a língua hebraica prevê um verbo, que, como
o equivalente fenicio mostra, poderia designar a obra criadora de
um artista; mas o uso do Antigo Testamento exclui esta comparação também: o verbo é reservado exclusivamente para designar a
atividade criadora de Deus. Esta influência da teologia no uso da
língua é significativa, " Fala de uma atividade que é inteiramente
sem analogia. Foi dito com razão que o verbo 'bârâ', 'criar', de um
Jado, sugere uma realização absolutamente sem esfôrço e de outro
(07) Op. cit., pg. 77, Heidel regiiJtra OiJ iJeguinteiJ verbos como iJinônimos de
(108)
109)
110)
111)
'barâ': 'âiJâh', fazer, 'produzir' (Gn 1.21-27); 5.2; 1s 41.20; 43.7);
'jâhar', 'formar', 'moldar' (Is 43.1,7; 45.7,18; .A.Jll 4.13;) 'kônên' (o polêl
de kun), 'eiJtabelecer', 'erigir' (Is 45.18), e de 'jâsad', 'fundar' (SI
89.12 iJg.), «Koenig (<<GeneiJis»,pg. 132), explica a significação da
palavra «bârâ» como iJegue: «O uso (Nm 16.30; Am 4.13; Is 40.26;
41.20; 48.6 iJg., etc.,) prova que a eiJcolha dêste verbo dá antes de tudo
ênfase ao caráter divino e miraculso do resultado. A escolha do verbo
'bâl'â' em 1.1, por isso, indica que o autor deseja afirmar qUe isto é
um ato fundamental, marcante da divindade.» (A tradução é nossa).
Ibid., pg. 76. Nota também que a LXX traduz Gen 1.1 como segue: «en
archê apoíêsen ho theós tón ourarón kai tên gên». AiJ palavras «ktízô»
e ,dÜísis» que, como «bârâ» descrevem a atividade divina, freqüentemente são usadas em ambas. a LXX e o Nôvo Testamento, mas em
Gn. 1.1,26,27 e 2. ,1 o têrmo neutro «poiéô» é empregado pela LXX.
Op. cit., pg. 76
roid., pg. 77
Delitzsch: «Não há nada que pertença à com,posição do universo, nem
em material nem em forma, que tivesse uma existência fora de Deus
prévio a êste ato divino no princípio». Cítado no «Keil's Commentary». pg. 47.
J
=---
o Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderna
(118)
(116)
(115)
(117)
--
(112) Op, cit., pg. 37. a tradução é nossa, - Isto também_ é a eanvicção de
A. Hoenecke, qUe diz: «A palavra 'schaffen', 'creare', 'bárâ' (pràpria(114)
(113) mente dito), 'cortar', depois 'formar' e enfim 'criar') si;:,'nifica: produ-
zir algo do nada.» (Dogmatik, voI. n, Milwaukee, 1909, pg. 212). Hoenecke acha que <zàsàh))é subordinado a <;bârâ>."assim que <zbàl'â» define
a maneira de '<facere». A afirmação de vou Rad, que «bàrâ::· nunca se
relaciona com a referência ao material, foi refutada acima,
«Olha para o céu e para 'a teI'ra.,.
e saiba que Deus não as criou de
cousa.s existentes» (ouk ex óntôn epoíêsen autál. Cf. Jacob, «Theology
of The Old Testament», pg. 43, nota: «O original pressuposto pela versão
siríaca e a Vulgata foi 'ex ouk óutôn' que sublinha ainda mais a criação 'ex nihila'.l'
SI 33.6,9
Hb 11.3
Op. dt., pgs, 40/41. Veja George Patrick, «Introduction
Cambridge, Mass., 1935, pgs. 150 sg.
Cf. «Dar'\vin, Evolution and Creation», pg, 76
Ibld .. Pl;. í7
to Philosophy
l,
11
lado, porquanto nunca é combinado com uma referência ao material, sugere a idéia de uma 'creatio ex nihilo'." (112)
Enquanto a expressão "creatio ex nihilo" de fato é derivada
de 2 Macabeus 7.28 (113), a Escritura dá abudante testemunho de
que Deus chamou o céu e a terra à existência sem o uso de material preexistente. O salmista diz: "Os céus por sua palavra se fizeram, e pelo sôpro de sua bóca o exército dêles ... Pois falou éle,
e tudo se fêz; êle ordenou e tudo passou a existir", (114) Paulo
em Romanos 4.17 nos diz que Deus "chama à existência as causas
que não existem". A carta aos Hebreus nos declara expressamente
que as cousas visíveis do mundo não foram criadas de cousas visíveis: "Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra
de Deus, de maneira que o visível veio a existir das causas que não
aparecem". (115) A criação do nada de fato é algo que excede
nossa compreensão humana. Pode ser compreendido sômente pela fé.
Aqui não devemos ocupar-nos com a teoria apresentada pelo
filósofo Henry Bergson e endossada com entusiasmo por Emil
Brunner (116) de uma evolução criativa, a qual pretende que a
evolução seja um processo "criativo". Também não nos queremos
estender nas idéias de autores como De \Valrf e Lever, que falam
de ~~ma "~volução t~ista" ol~de uma "er,ia,cão medic::nte evoluçáo".
(11 n Enaossamos de coraçao o comentano do proresso! Surburg
de que ;<0 sistema hermenêutico que se esforça a acomodar Gn 2
Ú evolução ataca a integridade e a infalibilidade da Bíblia inteira e
coloca a Igreja à mercê das ondas num mar de dÚvidas e incertezas
quanto aquilo que em verdade é a revelação de Deus e o Que é
meramente folclore" (118).
Brunner vê urna evoluçào na doutrina bíblica da criacão do
Antigo Testamento para o Nôvo Testarnento. É seu ponto dê vista,
que o relato biblico da criação tem sua origem na mitologia dos
vizinhos politeístas de Israel. Notamos que êle vê esta influência
também no método da criaçào. Referindo-se à descricão do evento
pelo salmista "Êle falou e tudo se fêz" (33.9), Brunner comenta:
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1
I
12
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"Esta apresentação magnífica da "creatio ex nihilo" ou - e é isto
a mesma cousa -, da cl'Íação 'por meio da palavra divina' é, pàlidamente colorida por um resíduo da idéia mística de um caos original' uma idéia que em outras passagens do Antigo Testamento denuncia ainda mais claramente sua origem politeísta-místico". (119)
Vê êle um plano mais elevado de pensamento religioso em o Nôvo
Testamento onde, conforme êle, "os últimos vestígios de quaisquer
idéias que poderiarn impor limitações a Deus têm desaparecido".
(120) De acôrdo com êle, a importância dos capítulos iniciais do
Gênesis consiste no seu testemunho da verdade proc1amadapor
Cristo, a saber, que Deus é o Senhor. Como Senhor, também deve
ser o Criador. Êstes capítulos, por isso, não apresentam uma cosmogonia. Seu propósito, sustenta êle, é de dar verdade não científica, mas existencial, a verdade que O crente pela fé em Cristo experimenta existencialmente: que Deus é o Criador do universo. (121)
Conclusão
Embora não concordemos com a teoria de uma evolução da
religião em forma alguma, não obs~ante é exato que agradou a
Deus dar aos homens nas Escrituras uma revelação progressiva de
seu plano de salvação. Êle podia, na verdade, ter dado aos homens
sua revelação completa de uma- vez. Mas na sua sabedoria não lhe
a,prouve proceder desta maneira. No Antigo Testamento temos,
para usar uma analogia, o evangelho da graça e do amor de Deus
na forma de um lindo botão de rosa. Em o Nôvo Testamento, o
botão abriu, e a plenitude de sua beleza se manifestou. Em o Nôvo
Testamento temos a revelação de Deus por seu Filho, como o autor
da carta aos Hebreus o apresenta: "Havendo Deus, outrora, falando muitas vêzes, e de muitas maneiras, aos pais, nos profetas,
nestes últimos dias nos falou, em um que é seu Filho". (122)
Há pois uma diferença, não na substância daquilo que Deus
disse, mas nos veículos por meio dos quais êle encaminha sua revelação ao homem. Nestes últimos dias temos uma revelação final,
completa em e por meio de seu Filho. Antes desta revelação,
entretanto, houve uma outra, dada por intermédio dos profetas.
Ainda que a revelação por intermédio de seu Filho é completa
e final, não devíamos considerar a revelação anterior como se fôsse
inferior ou insuficiente para a salvação do homem. Falando das
Escrituras Sagradas que Timóteo aprendeu desde sua meninice, isto
é, o Antigo Testamento, Paulo diz que podem torná-Io "sábio para
a salvação pela fé em Cristo Jesus". (123)
Nos primeiros dois capítulos do Gênesis temos a gênese da
história do reino da graça salvadora de Deus entre os homens. Ês(119) Op. cit., pg. 10. Êle se refere a SI 74.13,14; 104.6 sg.
(120) Ibid., pg. 11
(121) Cf. Surburg,
(122) 1.1,2
(123) 2 Tm 3.15
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op. cit., pg. 75
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13
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curiosidade a respeito de assuntos científicos, apesar de êles em
nenhuma parte entrarem em conflito com a verdadeira ciência.
Mas foram escritos a fim de que aprendamos a apreciar a bondade
e o amor de nosso Deus, que criou êste mundo para ser a morada
do homem e para que aprendamos a engrandecê-lo por sua maravilhosa sabedoria e sua grande onipotência. Êstes capítulos com seu
relato de como Deus criou o homem segundo a sua imagem, do
Paraíso no qual Deus o pôs, e das duas árvores especiais que se
achavam no jardim, são essenciais para a compreensão da queda,
pela qual o homem perdeu a imagem divina e seu lugar no Paraíso.
São essenciais para a compreensão da maldição terrível que a queda
do homem ao pecado trouxe sôbre o mundo inteiro. Como um resultado desta maldição "tôda a humanidade a um sÓ tempo geme e
suporta angústias até agora," (124) ,apesar de que, quando emanou
das mãos de seu Criador, "DEUS viu tudo, quanto fizera, e eis
que era muito bom". (125)
Êstes capitulos são essenciais para a compreensão do fato que
Deus "de um só homem fêz tôda a raça humana para habitar sôbre
tôda a face da terra". (126) Adão é pai de tôda a raça humana, até
de Eva, sendo esta formada de uma costela que o Senhor Deus tomou do seu lado. Assim como, pela ofensa do primeiro Adão, veio
o juizo sôbre todos os homens para condenação, assim pela justiça
do segundo Adão, que é Cristo, a livre dádiva veio sôbre todos os
homens para a justificação da vida. (127). Como Deus é o criador
do primeiro céu e da primeira terra, que passarão (128) ,assim
há de criar "novos céus e uma nova terra, nos quais habita justiça." (129) E assim como no Paraíso do Éden se achava a árvore
da vida, à qual o caminho foi barrado depois do pecado do homem
por "querubin e o refulgir de uma espada que se revolvia, para
guardar o caminho da árvore da vida", (130) assim em meio do
Paraíso de Deus também estará outra árvore da vida, da qual
Deus dará de comer aos que lá chegarem. (131)
Nestes primeiros capitulas de Gênesis, Deus nos tem dado por
seu profeta Moisés uma revelação divina que é básica para nossa
compreensão do seu "Heilsplan" (plano de salvação) e sua subseqüente execução, o que é "Heilsgeschichte" (história da salvação)
no sentido próprio do têrmo.
Considerando éstes capítulos, nunca cessemos a dar glória
a êle, que é nosso Criador e que é, sôbre tudo, nosso Redentor e
(124)
(125)
(126)
(127)
(128)
(129)
(130)
(131)
Rm 8.22
Gn 1.31
At 17.26
Rm 5.18;1 Co 15.45
Ap 21.1
2 Pe 3.13
Gn ·3.24
Ap 2,7
o
Relato Bíblico .da Criaçào e a Teologia Moderna
Salvador. Considerando sua obra, o salrnista Davi é movido a exclamar: "Os céus proclamam a .glÓria de Deus e o firmamento
anuncia as obras das suas mãos". (132) E Paulo exulta na doxologia: "Porque dêle e por meio dêle e para êle são tôdas as causas.
A êle, pois, a glória eternamente!" (1::13)
Ai daqueles que ousam de qualquer modo dimimÜr a glória e
honra do Deus onipotente, que por meio de sua palavra poderosa
e ilimitado poder "chamou à existência as cousas que não existem"!
(134) Nào nos atrevamos a questionar a santa palavra do nosso
Deus e 8Jribuir ao acaso cego aquilo que éle diz que criou e sustenta "pela palavra do seu poder". (135)
Êste g:cande Deus é aquêle que, r.oovido por arnor para con,osco~
suas criaturas caídas, mandou seu Filho a tomar sôbre si nossa
forma humana, a fim de que pudesse redimir-nos com seu precioso
sangue. Pasmado de admiraçáo, Davi é movido a dizer: "Quando
contenlplo os teus CéllS, obra dos tel.lS àedos, e a ltla e as estréIas
que estabeleceste, que é o homem, que dêle te lembres? e o filho
do hOrDjem,que o visites?" (136) Que nossos corações e lábios, como
os de Davi, sempre estejam cheios de admiraçào, amor e gIOl'ificaçáo!
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Louva, ó minha alma, a Deus; louva o seu nome glorioso!
O mundo canta louvores a Deus piedoso!
É tua luz, o rei celeste Jesus!
Louvem-no todos com gõzo!
(132)
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(134)
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(136)
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orações e lábios, como
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,
nome glorioso!
Der Christ und die Arbeit unteI' dem Ersten Gebot
15
Der Christ und die Arbeit unter dern Ersten Gebot
(Fortsetzung)
"Vilhelm Rellr, Frankfurt /Main
Es gilt, sich hier recht von e1r:e1'Unterschãtzung und von elner
Überschãtzung der Arbeit abzugrenzen. Wer die Arbeit nach ihI'em
Sinn unteI'schãtzt, der stOsst Gott von seinem Thron, denn er hat
gesagt: «Du sollst aI'beiten!» Und \Ver hier die Arbeit nach ihrem
Zweck überschãtzt, der stürzt Gott ebenso vom Thron, denn er sagt:
«Wo der Herr nicht das Haus bauet, 50 arbeiten umsonst die daran
bauen.» Luther hilft uns wieder 1n seiner eI'quickHchen Art, dass
wir hier die Zusammenhãnge lmd Beziehungen recht sehen: (zu
Jes. 26, 11, WA 31 I, 365 f).
Alles was wir ausrichten, ha8t du uns gegeben. «'Nas 1St aber
alle unsere Arbeit RUÍ dem Felde, in der 8tadt, im Ranse, im 8tI'eit,
im Regierenanders gegeIl Gott den:n ein solch Kinderwerl-c,daduTch
Gott seine Gaben
/.:11"
Felde;
ztl
1-Iause lJnd allent11alben· g~eben ,viII?
E~ sind uns~rs .
,_.~ottes. Larve~" daI'unter wiU e1' ver~~orgen
sel~, und alies tU:l~. t{arJ~e Gldeonn.:Cf1t d~:zu S~~~nj. lUJ,d ~:':/étre Z11
Felde gezogell 'VICier' :rvIIQlan; 80 \varen ale J\.udlarnter 111cht s:e1 .,
. una II uOtT natl€L
•
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SCI11agen.,
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se h'lagcD.
Er lconnte dir "VOll} I(orn 12nd F1rticl1te ,geben obn dein pj'H'ig,:;n tu!:d
Pflanzell, aber er '~~-Elsnicht
80 "\vill er auch l1ie]1t,
dir.
deirl Pflü_ge11 und Pfla11ZCl1 KorTI llüei FrLlc}~te gebe, sondern deI
,r";1
~.
~.
"-,
sollst pflügen und pflanzen lllld àarallf ej.I1enSegen sprecherl' lu:d
lieber Fle.rr,
beten also; NlID beTat G-ott, nun gib Korl1und
Pflan.zen \verdens nicht geben, es 1.stdei:ne G·a!J8.
unser Pflügen
Gottbesc11eret alies Gut,aber di1 musst .zugreifen tllJd de11 Och.sen
hei den Homem nehmen, das ist, du musst a1'beiten und damit Gott
Ursachen und einen Larven geben.»
Soweit Luther. Aber nun geben wir ja acht, dass wir um der
Larve nicht zuviel Aufhebens machen. Die Gefahr jst, dass wir
aus der Larve das i-'ulgesicht eines Goites, d. h. eines G6tzen machen.
Das geschieht, wenn sie zu1' Funktion eine1' 80rge wird, die wiI'
zu1' Stellvertrete1'in des allmachtigen SchopfeI's machen.
Für den Unglauben und zweifeH05 auch fUI' den Kleinglauben,
das mÜssen auch \Vir Christen immer wieder bekennen, wird die
Arbeit hie1' zum InstI'ument und Mitte1 der So1'ge. Ein solches
30rgen bedeutet aber in 1etzte1' Konsequenz Absetzung Gottes und
lnthronisation des Menschen. Das, was seinem 8inn nach Gottesdienst sein sollte, namlich die Arbeit, sie wird zum G6tzendienst.
Gott gegen Gõtze, Herr gegen HeI'I'n! 30 leitet Jesus selbst in
der BergpI'edigt jene Perikope vom sündlichen SoI'gen ein. Matth.
6, 24-34: «Niemand kann zwei HerI'en dienen. Entweder er wird
einen hassen und. den andern lieben, oder er wi1'd einem anhangen
und den andem verachten. 1hr k6nnt nicht Gott dienen und dem
... ~
~-
16
-~---------------
Der Christ und die Arbeit unteI' dem Ersten Gebot
lVlammon.» Und dann folgt gleich der Abschnitt gegen das sündliche Sorgen: «Da1'um sage ich euch, so1'get nicht fü1' euer Leben,
was ih1' essen und t1'inken we1'det, auch nicht für euren Leib, was
ih1' 8nziehen werdet. 1st nicht das Leben mehI' denn die Speise
und der Leib mehr denn die Kleidung? Sehet die Vogel unter dem
Himmel 8n, sie saen nieht, sie ernten nicht, sie sammeIn nicht in
die Scheunen, und euer himmlischer Vater nãhret sie doch. Seid
ihr denn nicht viel mehr denn sie? Wer ist urtter euch, der seiner
Lãnge eine Elle zusetzen moge, ob e1' gleich da1'um sorget? Und
warum sorget ihr füI' eure Kleidung? Schauet die Lilien auf dem
Feld wie sie w8chsen! Sie a1'beiten nicht, aueh spinnen sie nicht.
Ich sage euch, dass auch SaIomo in alIer seine1' Her1'lichkeit nicht
bekleidet gewesen ist aIs derseIben eins. 80 denn Gott das G1'~s
fluf dem Felde aIso kleidet, das doch heute stehet und morgen m
den Or2n gevio1'fen wird, sollte e1' das nicht vielmehr euch tun, O
ih1' Kleinglãubigen! Darum sollt ihr nicht sorgen und sagen:. Was
werden wir essen Vias we1'den wir trinken, womit \ve1'den Wlr uns
kleiden? Nach ~olchem a11en trachten die Heiden. Denn euer
himmlischer Vate1' \veiss, dass ih1' des a112s bedü1'ft. Trachtet am
e1'sten nach dem Reiche Gottes und seiner Gerechtigkeit, so \vird
euch solehes alIes zufalIen. Darum sorget nicht für den andem
Morgen, denn der morgige Tag wird für' das Seine sorgen. Es ist
genug, dass ein jeglicher Tag seine eigene Plage habe.»
Ich darf dazu einige Lutherzitate geben:
WA 24, 115 f zu 1. Kor. 7,32: «Ich wollte aber, dass ihr ohne
Sorge waret!» «Noch steclÜ der verzweifelte Unglaub so tief in
uns, dass wir immerdar Sorge haben, wir werden nicht e1'nãhret.
Das macht allein, dass wir gewiss vvissen wollen, wie Gott uns
ernãhren wo11e,also, dass wir das Haus volI Koms und die Kasten
valI Gelds haben, v;ol1en Gott also anbinden o.n Haus und Kasten,
so wm .er frei und ungebunden sein, wede1' an Zeit, Person, StãUe
noch dleses oder jenes. Man Iasse ihn dafür sorgen, wie e1' uns
e1'nahren \ve1'de, e1' \vi1'd wohl Korn und Geld geben, die Zeit und
Mass wohl treffen, dass du nur denkst: Ich will heut arbeiten, werde wohI sehen, woher e1's gibt, mo1'gen wieder aIso, so würdest du
inne werden, dass e1' dich ohn deine So1'gen emahre. Darum sol1
man ihm das So1'gen Iassen. Die Arbeit und Mühe, die du tust, ist
nicht wider den Glauben, sondem ist nütze, das Fleisch zu zãhmen,
sorge abeI' nicht wideI' Gott. Das Weib so11der Kinder warten, das
Haus regieren und \varten, was Gott ihr schaffe. Der Mann desselbigengleichen a1'beite und sich Gott befehle, der wird ihn nicht
lassen, e1' hats stark genug verheissen. \Vir tun nicht mehr mit
unsem Sorgen, denn das wir ihn hindern und ihm im Wege liegen.»
Und dann jene StelIe von den Vogeln, die gerade in heutiger
2eit weI't wãre, dass man sie auswendig wüsste: (WA 52,473 zu
Matth. 6,24).
«Also stellt der Herr uns der Kreatur Exempel vor, dass wir
daran Iemen 8011enGott trauen und nit sorgen. Da fliegen die Vog-
..
-
-
sten Gebot
nitt gegen das sündlicht für euer Leben,
für euI'en Leib, was
12h1' denn die Speise
die Vogel unteI' dem
sie sammeln nicht in
'ahret sie doch. Seid
mteI' euch, der seiner
daI'um sorget? Und
et die Lilien auf dem
lch spinnen sie nicht.
ner Herrlichkeit nicht
denn Gott das Gras
3tehet und morgen in
vielmehr euch tun, o
rgen und sagen: VVas
';omit weI'den wir uns
Heiden. Denn euer
bedürft. Trachtet am
3-erechtigkeit, so wird
nicht für den andem
s Seine soI'gen. Es ist
lage habe.»
1:
te aber, dass ihr ohne
te Unglaub so tief in
verden nicht ernãhret.
\vollen, wie Gott uns
Korns und die Kasten
an Haus und Kasten,
m Zeit, Person, Stãtte
Lir sorgen, wie er uns
ld geben, die Zeit und
viU heut arbeiten, weI'.er also, so würdest du
1 ernãhre.
Darum so11
Mühe, die du tust, ist
das Fleisch zu zãhmen,
der Kinder warten, das
affe. Der Mann dessele, der wird ihn nicht
ir tun nicht mehr mit
:l ihm im Wege liegen.»
die gerade in heutiger
üsste: (WA 52,473 zu
Exempel vor, dass wir
en. Da fliegen die Vog-
Der Christ und die Arbeit unter dem Ersten Gebot
17
lein vor unseI'n Augen uns zu kleinen Ehren, dass wir wohl mochten
unseI' Hütlein gegen sie abtun und sagen: Mein lieber Dr., ich muss
bekennen, dass ich die Kunst nicht kann, die du kannst. Du schlãfst
die Nacht über in deinem Nestlein ohn alle Sorge, des Morgens
stehst du wieder auf, bist fI'õhlich und guteI' Dinge, setzest dich
auf ein Blümlein und singest, lobest und dankest Gott, danach
suchest du dein NahI'ung und findest sie. Pfui, was hab ich alteI'
Narr gelernet, dass ich esnicht auch tu, der ich doch soviel Ursach
dazu habe. Kann das Vogelein sein Sorgen lassen und hãlt sich
in solchem Fall wie ein lebendiger Heiliger, und hat dennoch weder
Acker noch Scheunen, wedeI' Kasten noch Keller, es singet, 100et
Gott, ist frohlich und guter Ding, denn es weiss, dass es einen hat,
der für es sorget, der heisst unser Vater im Himmel. \iVarum tun
wirs denn nicht auch, die wir den Vorteil haben, dass wir konnen
arbeiten, das Feld bauen, die Früchte einsammeln, aufschütten und
auf die Not behalten? Dennoch konnen wir das schandliche Sorgen
nicht lassen.»
Hier ist alIes nur Gottes Segen. Was ist das, Segen? Man kann
Gottes Segen auch ralsch auslegen! Namentlich besteht hier d{e
verhãngnisvolIe Gefahr einer Vervvechslung von Segen und Erfolg.
Man sagt Segen und meint eigentlich Erfolg. Da lãsst man Gottes
Segen irgendwie bedingt sein. Unsere Arbeit und Tun machen wir
zur Bedingung dieses gõttlichen Segens. Das ist dann kein eigentlicher Segen mehr, wiewohl, \vie Luther sagt, Gott Ursachsuchet.
Wir dürfen hier vie11eichtden Segen Gottes aIs die Gnade im Bereich
der Schõpfungsordmmg beschreiben. - Dazu Luther WA 15,367 zu
Ps. 145,15: Aller Augen warten auf dich ... :
«Nun arbeitet kein Tier um seine Nahrung, sondern ein jeglich
h1~.tsein Werl~, danach suchts und findets seine Speise. Das Vogelein
flIeget und smget, macht Nester und zeuget Junge, das ist seine
Arbeit, aber da,v0n nãhrt es sich nicht. Ochsen pf1ügen, PIerde
tragen und streIten, Schafe geben Wolle, Milch und Kase, das ist
ihre Arbeit. Aber davon nãhren sie sich nicht, sondem die Erde
tragt Gras und nahret sie durch Gottes Segen. Also soll und mUES
der Mensch auch arbeiten und sol1 etwas tun, aber doch daneben
wissen, dass ein anderer sei, der ihn ernahre denn seine Arbeit
nãmlich gõttlicher Segen, wiewohl es scheinet, aIs nãhre ihn sein~
Arbeit, weil Gott ohn seine Arbeit ihm nichts gibt. Wievvohl das
V6gelein nicht sãet noch erntet, aber doch müsste Hungers sterben,
wo es nicht nach der Speise fliege und suchte. Dass es abeI' SDeise
findet, ist nicht seine Arbeit, sondern Gottes Güte. Denn wer hat
seine Speise dahingelegt? Da findt niemand nichts und sollt sich
alle Welt zu Tod arbeiten und suchen. Das sehen wir mit Augen
und greifens mit Hãnden. Noch glauben wir nicht. Wiederum. wo
er nicht zu Rate hãlt und bewahret, da bleibts nicht, und vvenn
100000 SchIoss davor gelegt wãren, es zerstãubt und verfleucht
dass niemand weiss , wo es bleibt.»
)
Und WA311,443 zu Ps. 145,15: Aller Augen warten ... :
J8
Der Christ und die Arbeit unteI' dem Ersten Gebot
«Wir sollen hier lemen Gott loben und danken, dass er Korn
wachsen lasst und erkennen, dass es nicht unser Arbeit, sondem
seines Segens und seiner Gaben ist, dass Korn und \,rVein und a11erlei FrÜchte wachsen, davon wir essen und trinken und alle Notdurft
haben, wie denn das Vaterunser auch beweist, da wir sagen: «Gib
uns unser taglich Brot!» Hier bekennen wir mit dem V/ort «gib»,
dass es Gottes Gabe sei und nicht unser Gesch6pfe, und wo er nicht
gabe, so würde nicht ein Kornlein wachsen und unser Ackerbau
wÜrde gar umsonst sein, Ja, es ist so eine starke Gabe, dass sie
durch Gottes Kraft muss wunderbarlich
erhalten vverden, bis wir
sie kriegen und geniessen",
Ein fromm, glaubiges Herz siehet
hier v/ohl, wie gar unsere Arbeit ... verloren \vare, wo nicht Gottes
Gabe hier hülfe, wie\voh1 wir solehe Arbelt soIlen mit Fleiss tun
und unser Futter aV,8 der Erde suchen, aber nicht darauf verlassen,
finden wirs mit unserer Band, Gott muss Segen und Gedeihen geben,
dane.ch auch gewaltiglich erhalten.»
An der oben zitierten Matthaus-Stelle
ist viel herumgedeutelt
v/ordeno Zumal hat man es sich schvi/er gemacht mit dem Himveis
des Herrn .Tesu a1.'.f di,e Vogel unteI' dem Himmel unO. die Lilien
auf dem Felde. Die Lilien arbeiten nicht! Damit \vill der Herr
.Jesus nicht etwa sagen, dass der Mens2h auch nicht arbeiten soU.
Der .Auftrag Gottes zur A1'beit wird hier nicl1t berührt
Vielmehr
EolI der Blick vorn Tun des IvIenschen hier auf das Tun Gottes gerichtet werden. Gatt ist es, der die Vogel erhãlt und ihm seine
Speise gibt. Von ihm sol1en vvir alles erwarten. Unser Sorgen macht
die Arbeit zum Vertrauensgrund
unserer Erhaltung
und unseres
Lebens. Das ateI' ist heidnisch und g6tzendienerisch, ein solehes Sorgen steht im Gegensatz zu dem Glauben und zu dem Reich Gottes,
das ln unserm Leben immer das erste bleiben muss: «Trachtet a111
e1'sten ne"ch dem Reich Gottes!" Dazu sagt Luther zu Ps. 127,1 (WA
15,365 f):
«Lass den Herrn bauen und haushalten, greif ihm nicht in sein
Werk, ihm gebührt, darLiber zu. sorgen. Denn wer der Hausherr
1st und haushãlt, den lass :'.~OI'gen.Geho1't viel in ein Haus, wohlan,
so ist Gott grosser denn ein Haus, der Himmel und Erde fÜ11et,
wird jg, wohI auch ein Haus fÜllen k6nnen, sonderlich weil e1'S sich
amÜrnmt und ]asst's \/on 81eh singen. - Aber damit ist nicht zu
verstehen ais verbÜte e1' zu arbeiten. Arbeiten muss und soll man,
aber die' Nahl~ung und des Hauses FUllen nicht der Arbeit zuschreiben, sondern a11ein der Güte und dem Segen Gottes. Denn wo
mans der Arbeit zuschreibet, so hebet sich alsobald der Geiz und
So1'ge und meinet dann, mit vieI ArbeU viel zu erwerben. 80 findet
sich das Widerspiel, dass etliehe ungeheuer
ar'oeiten und haben
doch kaum Brot zu essen. Andere tun gemaeh mit Arbeit, denen
fliesset es zu. Das maeht alles, dass Gott will die Ehre haben, aIs
der a11ein gibt alles Gedeihen. Denn wenn du gleich 100 Jahre
pflÜgest und aller WeIt Arbeit tatest, so moehtest du doeh niOOt
einen Halm aus der Erde bringen, sondem Gott, ohn alI dein Werk,
dieweil du
K6rner 02 ;'c::'.c::,
Alle
des Glad::",,:-_~.
alles bedilif:::",
und dem ',-";:'
Gott! Da"
Goethes i'E:--=-.":..
Herz?>}
bissenheit,
lichen
Christen :0-;mehl'. ko::::..c-::-.einma1
Sprüche
in Poesie:::
rechten \.-",_und arbei
sündliche~-~ verstande.,--
zur Are;'?:- _
7""""
,>Vie
Bestimrn'
brochen
Sorge
\VA.
Ah!
es gew5s
bleiben eii:
Mensch.
nel1!Tlen
diesel' """ec,_
Gleich gÜl:12',~
in allen
sagung
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Das gilt
zu Gott 2'~
Gebets i:-:"_ bestjrr.LLT~
Brot
sten Gebot
anken, dass er Korn
nser Arbeit, sondern
und vVein und aller{en und alle Notdurft
da wir sagen: «Gib
mit dem vVort «gib»,
Ôpfe, und wo er nicht
und unser Ackerbau
~tarke Gabe, dass sie
lten werden, bis \vir
;lãubiges Herz siehet
.,'are, wo nicht Gottes
3011enmit Fleiss tun
icht darauf verlassen,
1 und Gedeihen geben,
t vie1 herumgedeutelt
lcht mit dem Himveis
immel und die Lilien
Damit will der Herr
:h nicht arbeiten soll.
ht berÜhrt. Vielmehr
;f das Tun Gottes geerhãlt und ihm seine
. Unser Sorgen macht
chaltung und unscres
?risch, e1n solehes 801'zu dem Reich Gottes,
muss: «Trachtet am
ther zu Ps. 127,1 (WA
~reif ihm nicht in sein
nn wer der Hausherr
in ein Haus, wohlan,
1mel und .Erde füllet,
mderlich weil ers sich
er damit ist nicht zu
?n muss und soU man,
nicht der Arbeit zuegen Gottes. Denn wo
alsoba1d der Geiz und
u erwerben. So findet
, arbeiten und haben
3.ch mit Arbeit, denen
.ll die Ehre haben, aIs
du gleich 100 Jahre
ochtest du doch niOOt
)tt, ohn a11dein Werk,
i
Der Christ und die Arbeit unteI' dem El'sten Gebot
19
dieweil du schlãfest, machet aus dem Kornlein einen Halm und viel
Korner darauf, wie er wil!.»
A11e Sorge ist dabei stets aufgehoben a11ein in der Gewissheit
des Glaubens, dass unser himmlischer Vater weiss, dass wir des
a11es bedÜI'fen. Hier gilt nicht eine Teilung zwischen Gottes Tun
und dem von uns nach dem Spruch: Eilf dir selbst, so hilft dir
Gott! Das bleibt letzten Endes doch noch bei dem GützendieI'st
Goethes stehen: «Hast du nicht alles selbst vollendet, heilig glühend
Herz?» Hier gilt auch nicht die müde Hoffnung selbsttãtiger Verbissenheit, die sich ausdrückt in jenem kulturchristlichen und eigentlichen katholischen Vers, den man auch in den vVohnungen unserer
Christen immer wieder findet: «\Venn du denkst, es geht nicht
mehr, kommt von irgendwo em Lichtschein heI', dass du es noch
einmal wieder Z'.vingst und von ... und Prende singst.» Solene
Sprüche müssen herunter. Ja, selbst der 8pruch, den man haufig
in Poesiealben fil'c1et, bringt hier das Verhaltnis nur unteI' einem
rechten Verstandnis zum Ausdruck. Ich meine den Spruch: «Bete
und arbeite!» Nur v:enn das Betenals die letzte Aufhebung der
SÜlldlichen
Sorge ausgedrÜ.ckt, l1lu."vve11ndas
dab2i so
verstanden wird; d8.sS die Befel11sfornl: Arbeite! auf Gottes I\1.1ftrag
zur Arbeit zuriicL:.gefül1rt \vird,dann rnag der Spr"Llc11 geltcl1!
\~Tie das gotzendienerisclle
Sorgen tlnd die n}ateriaHstisc11c
BestÜnn1theit der i'~_rbeit irn letzten Sinne TIl.1r durch das Gebet du.rchbrochen v\7ird, sagt PetrllS in seinemersten Brier 5]7: «.A.lleeure
Sorge \v€rfet auf ihn~ denn ersorget fÜr ellch!» - DaZlI Lutl1er
WA 4K53:
«Alle eure So1'ge \veI'fet a.uf ihn, denn e1' sorget fÜr euchI»
Ah! ,ver das V\Terfel1 \vohl lernen k6nnte,der \vtlrde erfahr2n~ àass
es gewiss also sei. \Ver abeI' nicht lemet solch vVerfen, der muss
bleiben' ei11 vervlorfen,a·usge\vorfell~ abge\vorfen llnd 1Jmgevvorfn2ner
Mensch.»
Es ist an der Petrusstelle nicht zufiHlig, dass gleich danach das
Wort folgt: «Seid nÜchtern und wachet, denn eue1' Vvidersachel',
der TeufeI, gehet umher w1e e1n brÜllender L6we und suchet, welchen
er verschlinge.» Dass wir nUr immer das BrÜllen des Lüwen vernehmen mochten, \venn wir uns bei unserem Sorgen an die Dinge
diesel' Welt verlieren. Dabei 1st das Gegenteil von Sorge gew1ss nicht
Gleichgültigkeit. Paulus schreibt PhiL 4,6: «Sorget nichts, sondem
in allen Dingen lasset eure Bitten im Gebet und Flehen mit Danksagung 'lar Gott kund werden.» Wir dürfen ruhig. sagen: das
Gegenteil von sündlicher Sorge 1st das Gebet und die Danksagung.
Das gilt umgekehrt: SÜndliches Sorgen hebt unser Gebetsverhaltnis
zu Gott auf. Ein anderes Verhaltnis des Christen aber aIs das des
Gebets im G1auben gibt es nicht zu Gott. Die 4. Bitte des Vaterunsers
bestimmt für unsere Erhaltung die recnten Masse. «Unser Taglich
Brot gib uns heute!» Damit bekennen wir, dass wir uns selbst nicht
unser tãglich Brot geben. Dass wir es aber von unserem Vater
cnvarten. Und dass er cs geben kann und in jedem Fall auch gibt,
20
Der Christ und die Arbeit unteI' dero EI'sten Gebot
wie Luther in der Erklãrung sagt: «Gott gibt tãglich Brot auch
wohl ohne unsere Bitte, allen bosen Menschen. aber wir bitten in
diesem Gebet, dass ers· uns erkennen lasse, und mit Danksagung
empfangen unser tãglich Brot.»
Der Christ schaut bei alleI' AI'beit nicht auf seine Hand, dass
sie ihm etvvas schaffe oder gebe, sondern immeI' nur auf Gottes
Hand: Ps. 145,15: «Aller Augen warten auf dich, Herr, und du
Gibst ihnen ihre Speise zu seiner Zeit. Du tust deine Hand auf und
eI'füllest alles, ViaSlebt, mit Wohlgefallen.» Das gottliche Du bestimmt
hieI' unser Verhalten im Blick auf unsere Arbeit. Und für den Glauben
ist dieses DU immer VATER; es ist der Vater, zu dem wir um
Jesu Christi willen durch den Heiligen Geist das Abba, lieber Vater,
schreien dürfen, mit aller Zuversicht. Wo aber an die Stelledes DU
das 1CH tritt, wird dies DU aufgehoben, und der Mensch macht
sich selbst zum Gott. Dies Gerichtetsein auf das 1CH des Menschen
ist das ausschlaggebende Merkmal alles Heidentums. Wie wir es
schon in der lVIatthãusstelle horten: «Nach solchem allen trachten
die Heiden.» Dazu gehort Phil. 3,19: « ... welcher Ende ist die
Verdammnis, welchen der Bauch ihr Gott ist, derer, die irdisch
gesinnt sind.» FUr das letzte konnte man geradezu setzen: «die
materialistisch gesind sind,» Das Urbild dieses irdisch und materialistisch Gesinnten finden \vir in dem Gleichnis vom reichen Kombauer, Luk. 12,16-21: "Und er sagte ihnen ein Gleichnis und sprach:
Es war ein reicher lVIel1sch,des Feld hatte wohl getragen. Und er
dachte bei sich selbst und sprach: Was soll ich tun? 1ch ·habe
nicht, dass ich meine FrUchte hinsammle. Und sprach: Das will
ich tun, ich will meine Scheunen abbrechen und grossere bauen und
will dreinsammeln alles, was mil' gewachsen ist und meine GUter.
Und will sagen zu meiner Seele: Liebe Seele, du hast einen grossen
Vorrat auf viele Jahre, habe nun Ruhe, iss, trink und habe guten
Mut. Aber Gott sprach zu ihm: Du Narr, diese Nacht wird man
deine Seele von dir fordem, und Wes wirds sein, das du bereitet
hast? Also gehet es, wer sich Schãtze sammelt und ist nicht reich
in Gott.» Hier gilt das gleiche wie bei den Vogeln unteI' dem Himmel
und den Lilien auf clem Felde, die nicht arbeiten. Jesus will mit
diesem Gleichnis vom reichen Kornbauern nicht sagen, dass wir keine
Scheunen bauen dUrfen. Wir mogen dafür das Lob rechter Vorsorge
einer Hausfrau in Spr. 31 nachlesen. Aber auch da ist diese Vorsorge
immer gehalten in dem Wort, V. 30: «Ein Weib, das den Herrn
fürchtet ... » Vgl. 1. Tim. 5,8. Den Herrn fÜrchten und auf ihn
vertrauen, das wird bei dem Zweck alIeI' Arbeit zu sehen sein. Darum
betet Salomo Spr. 30,8.9: «Armut und Reichtum gib mil' nicht, lass
rDich aber mein bescheiden TeU Speise hinnehmen. 1ch mochte sonst,
wo ich zu satt wUrde, verleugnen und sagen: Wer ist der Herr?
Oder wo ich zu arm wUrde, mochte ich stehlen und mich an dem
Namen Gottes vergreifen.» .Das ist rechte Bescheidenheit und getroste Genügsamkeit, die ihre Ruhe nicht in gefüIlten Scheunen.
sondern in der Zusage Gottes findet. - 1. Tim. 6,6 ff: «Es ist aber
ein .grosser
wir haben nkLG -den auch nich,:s
dung haben, S0
- wohlgemeT~::-::
wollen ist
wir im Vert1'2l;'C'c:.
- die da rekh
und viel
schen ins
alles Übels,
gangen und ':=-.::l --~_.
mensch, flie}:,=
seligkeit, deLl
den guten
auch berureT .-:ceDer GotzendiE~=_
sUndlichen
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gerade in Ur:~-:,]=_
worden, denié:opfert. FrÜh.=,
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oder
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schliessli::r
problenl?,-~:'<:-den hOhe~ 'UnternehLE'
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beiters,ol :,:0.1
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sten Gebot
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n, aber wir bitten in
Llnd mit Danksagung
auf seine Hand, dass
1mer nur auf Gottes
, dich, Herr, und du
deine Hand auf und
gottliche Du bestimmt
Und für den Glauben
lter, zu dem wir um
15 Abba, lieber Vater,
. an die Ste11edes DU
d der Mensch macht
as ICH des Menschen
ientums. Wie wir es
)lchem a11en trachten
,velcher Ende ist die
st, derer, die iI'disch
;eI'adezu setzen: «die
; irdisch und materia5 vom reichen KornGleichnis und spI'ach:
oh1 getragen. Und er
1 ich tun? Ich -habe
Tnd sprach: Das will
ld gI'osseI'e bauen und
ist und meine GüteI'.
du hast einen gI'ossen
tI'ink und habe guten
iese Nacht wird man
sein, das du beI'eitet
~lt und ist nicht reich
~ln unteI' dem Himmel
'eiten. Jesus will mit
t sagen, dass wir keine
Lob I'echter VoI'soI'ge
1 da ist diese Vorsorge
Weib, das den HeI'rn
Eürchten und auf ihn
zu sehen sein. DaI'um
Jm gib mil' nicht, lass
1en. Ich mochte sonst,
: Wer ist der Herr'?
len und mich an dem
,escheidenheit und gel1 gefüllten Scheunen.
n. 6,6 ff: «Es ist aber
c
Der Christ und die Arbeit unter dem Ersten Gebot
21
ein grosser Gewinn, wer gottselig ist und 1ãsset sich genügen. Denn
wir haben nichts in die Welt gebracht, darum offenbar ist, wir werden auch nichts hinausbringen. Wenn wir aber NahI'ung und Kleidung haben, so lasset uns genügen. Denn die da reich weI'den \\'o11en
wohlgemerkt, die da reich werden wo11en. Das Reichwerdenwo11en ist Sünde; beim Reichsein besteht immer die Gefahr, dflSS
wir im VeI'trauen auf bestehenden Reichtum den Glauben verlieren:
- die da reich werden wo11en,die fa11en in Versuchung und Stricke
und viel torichter schãdlicheI' Lüste, welche versenken die Menschen ins VeI'deI'ben und Verdammnis; denn Geiz ist eine Wurzel
anes Übels, und hat etliche geIüstet und sind vom Glauben irregegangen und machen sich selbst vieIe Schmerzen. Aber du Gottesmensch, fliehe solches. Jage aber nach der Gerechtigkeit, der Gottseligkeit, dem Glauben, der Liebe, der Geduld, der Sanftmut. Kampfe
den guten Kampf eles Glaubens, ergreife das ewige Leben, dazu du
auch berufen bist.» - Hier ist noch einmal alJes zusammengefasst.
Der Gotzendienst des Materialismus findet sich nicht nur bei der
sündlichen Sorge um Essen und Trinken, sondem w1ichst sich bei
steigenden AnsprÜchen aus zu dem Mammutgotzen, den wir mit
dem modernen \Vort «Lebensstandard» am besten fassen. Da ist
gerade in unserer heutigen Zeit die Arbeit zu dem Weihrauch geworden, den der Mensch dem Gotzen «Lebensstandard» streut und
opfert. Früher richteten sich wenigstens die Ansprüche nach dem
Lohn oder Gehalt, heute ist es umgekehrt, da muss sich der Lohn
nach den Ansprüchen richten. Rier bricht für den Christen noch
einmal die Problematik der Lohnk1impfe auf. Sie werden zum Element innerhalb eines g6tzendienerischen Materialismus. Noch etwas
ist bezeichnend: Früher waI' das Arbeitsgrundgesetz:
bei wenig
Arbeitsaufwand moglichst hohen Ertrag, gleichviel ob Arbeitgeber
oder Arbeitnehmer. Gewiss ist dies Grundgesetz nicht aufgehoben,
sondem findet gerade in der Automa tion der Arbeit in der Industrie
seine Bestãtigung. Und doch zeichnet sich gerade iu heutiger 2eit
eine ÂndeI'ung in diesen Fragen ab: Heute ist der AI'beiter gewillt,
jede Mühe auf sich zu nehmen, um nur die Bedürfnisse und Ausprüche
zu befriedi.fTen,die man an das Leben stellt, wobei immer der Nachbar, Rerr MeieI' und HeI'I' Schulz das Mass diesel' Ansprüche bestimmt.
Was Meiers haben, mÜssen wir auch haben. Haben Schulzes einen
Femsehapparat oder einen Kühlschrank, dann müssen wir auch einen
haben. Also noch mehr überstunden, noch h6here Akkordleistung,
bis endlich der Apparat abgezahlt isto Von diesem Punkt aus wird
schliesslich das ganze Ringen um eine Verkürzung der .A...rbeitszeit
problematisch und hinf1illig. Jedes Mittel ist recht, um das Ziel,
den hohen Lebensstandard zu erreichen. Das gilt auch für den
Untemehmer und ArbeitgebeI'. Da wird die Technik, die Automation, die Schaffung eines guten BetI'iebsklimas, da wird der Arbeiter selbst zum Mittel auf dem Weg zu diesem Ziel. Wenn hie1'
die Ansprüche und das Ziel der Arbeit so um ihre1' selbst willen
erstI'ebt werden, dann geh6I't das unteI' den Satz des Apostels
I
iiii
I
I
22
Der Christ und die Arbeit unter dem Ersten Gebot
Pau1us: «Die da l'eich werden wollen» mit allen seeIenverderbenden Konsequenzen, die der AposteI PauIus hier ausspricht: Versuchung, Stl'icke, Lüste, Vel'del'ben, Vel'dammnis, vom Glauben il're
gehen usw. El'nstel' kann Gottes Wol't in solchen Zusammenhangen
gar nicht reden. Und darum ist die Mahnung auch ebenso ernst:
«Du Gottesmensch, fliehe solches!» «Ergl'eife das ewige Leben!»
im Gegensatz zu dem irdischen. Unser Beruf geht nach oben und
nicht nach unten! «Du Gottesmensch, fliehe solches!»
Bei dem materialistischen Goetzendienst gegenübel' dem Lebensstandal'd steht für den Christen alles auf dem Spiel. Das sagt der
Herr Jesus schon 1n dem Gleichnis von dem viel'erlei Ackel', Matth.
13,22: Die Sorge diesel' Welt und der Betrug des Reichtums erstickt
das Wort. Dabei liegt die ganze schreckliche Tragik in der Vorstellung des Erstickungstodes, 'NO keine kirchliche Bet:riebsamkeit, wo
kein aussel'er Gottesdienstbesuch helfen kann. Ja, «was hülfe es
dem Menschen, wenn er die ganze \Velt gew6nne und nahme doch
Schaden an seiner Seele? Oder was kann der Mensch geben, damit
er seine Seele wieder lose'?» Matth. 16,26. - Ach, dass Gott in
diesel' 1etzten betrübten Zeit uns unseres eigentlichen Reichtums
gewiss werden 1a830, der über aHe Armut und Erdgebundenheit hinwegl'eisst: «Wenn ich nm dich habe, 80 frage ich nichts nach Himmel
und Erde. Werm mil' gleich Leib und See1e verschmachtet, so bist
du doch, Gott, al1ezeit 111.eine3
Herzens Trost und mein TeU.» Dabei
kann es wirklich an3 Verschmachten gehen. So redet Jesus vor
dem zitierten Wort, Matth. 16,24.25: «wm mil' jemand nachfolgen,
derverleugne sich selbst und nehme sein Kreuz auf sich und folge
1nir nach. Denn wer sein Leben erhalten will, der wird's ver1ieren;
wer abeI' sein Leben ve1'liert um meinetwillen, der wird's finden.»
Was uns Christen hente nottut ist, dass wir ganz schlicht und
einfãltig auf Gottes \Vo1't h6ren. Gel'ade, wenn es um die Fragen
des Lebensstandards geht. Da so11smit uns gehen nach dem Vers
von Matthias Claudius: «Gott, lass dein HeU uns schauen, auf nichts
Vel'ganglichs trauen, nicht Eitelkeit uns freun. Lass uns einfaJtig
werden und vor dir hie1' auf Erden wic Kinder fl'omm und fI'ohlich
sein.» Rechte Einfalt ist hier notig, dass wir nicht auf zwei 8eiten
hink2n. Der Scheidungsruf des Elias trifft uns auch gerade in
heutiger Z21t, 1. K6n. 18,21: «Wie lange hinket ihr auf beiden Seiten?
1st der Herr Gott, so wandelt ihm nach, ists aber Baal - und \vir
k6nnen hinzufügen: 1st8 das goldene Kalb, - so wande1t ihm nach!»
Müssen wir auch hier die Antwort schuldig bleiben? Lassen wir
uns doch durch den Frakfurter Juristen Jakob Schütz 1'ufen in dem
von Grund auf antimaterialistischen Lied «Sei Lob und Ehr dem
H6chsten Gut» (Gesangbuch Nr. 250), Verso 8: «lhr, die ihr Christi
Namen nennt, gebt unserm Gott die Ehre! Die falschen G6tzen
macht zu Spott. Der Her1' ist Gott! Der Herr ist Gott! Gebt unserm
Gott die Ehre!» - Gebt unserm Gott die Eh1'e! das allein macht
uns frei von allem gotzendienerischen Materialismus. 5. Mose
8,10-14a: «Und wenn du gegessen hast und satt bist, dass du den
Herrn, deinen
hat. So hÜte
gessest, damiL __
die er dir hec:~~
hast und S2tt
und deine
du has!, ski-,
du verges.s,'Ô:'=,~
hier alles
empfang'Ô:'é:
dern ~:-;:
gern
\\""elr
\vlr
te}:}
WusstseL:
das
HausheÚlecKeiTE'::
I6sung "·e:c:;c'
deglieden-..
.
,
sem, ilocn
einholen'
Wachter
das \\'Üte
Gerechter
werde icl:
ihn nicb
müssen, '-i::'=
gesehen "c';:>'·
Wo du s!:""c
e1'sündi~ ....
und àu
"Gehf
K"ammeLe~..
Namen
du anI2;';é::'-
sten Gebot
3.l1enseelenverderben21' ausspricht: Versuis, vom Glauben irre
hen Zusammenhãngen
g auch ebenso ernst:
e das ewige Leben!»
, geht nach oben und
olches!»
egenüber dem Lebens:1 SpieL Das sagt der
iererlei Acker, Matth.
~es Reichtums erstickt
Tragik in der Vo1'ste11e Eetriebsamkeit, wo
n. J a, «was hüIfe es
)nne und nãhme doch
. Mensch geben, damit
- Ach, dass Gott in
igentlichen Reichtums
Erdgebundenheit hinch nichts nach Himmel
verschmachtet, so bist
l.md mein Teil.» Dabei
So redet Jesus vaI'
lir jemand nachfo1gen,
2UZ auf sich und folge
1, der wird's verlieren;
~n, der wiI'd's finden.»
wir ganz schlicht und
2nn es um die Fragen
gehen nach dem Ve1's
JDS schauen, auf nichts
.m. Laso>uns einfaJtig
e1' fromm und frohlich
, nicht auf zwei 8eiten
: uns auch gerade in
t ihr auf beiden Seiten?
aber Baa1 - und wir
so wandelt ihm nach!»
; b1eiben? Lassen wir
)b SchÜtz rufen in dem
Sei Lob und Ehr dem
8: «lhr, die ihr Christi
: Die fa1schen Gõtzen
, ist Gott! Gebt unserm
:hre! das allein macht
aterialismus. 5. 1\1ose
satt bist, dass du den
Der Christ und die Arbeit unter dem Ersten Gebot
23
Herrn, deinen Gott, 10best für das gute Land, das er dir gegeben
hat. So hÜte dich nun, dass du des Herrn deines Gottes, nicht vergessest, damit, dass du seine Gebote und seine Gesetze und Rechte,
die er dir heute gebietet, nicht haltst, dass, wenn du nun gegessen
hast und satt bist und schone Rauser erbaust und darin wohnst
und deine Rinder und Schafe und Silber und Go1d und alles, was
du hast, sich mehret, dass dann dein Herz sich nicht überhebe und
du vergessest des Herrn, deines Gottes!» UnteI' der 4. Eitte kommt
hier alles ins rechte VerhaItnis. Mit Danksagung Gottes Gaben
empfangen, auch den Reichtum. Die 4. Bitte bewahrt auf der andern Seite aber auch davor, dass wir zu Asketen und Weltentsagern werden, 1. Kor. 7,31. Christen sind solehe Leute, die diesel'
Welt frahlich gebrauchen, aber nicht missbrauchen. Dabei dürfen
wir dann aber auch wissen, dass ein gesundes Fasten uns hier gu_
ten Dienst tun kõnnte. Aber weltflÜchtig werden wir dabei nicht,
sondern, wo uns etwas gegeben wird, da sehen wir darin Gottes
Schopfungsgabe, die wir mit Lob, Preis und Dank aus Gottes Hand
nehmen.
An diesel' Stelle noch etwas zu der Arbeit in der Kirche, ich
meine in erster Linie die Seelsor,gearbeit des Pastors.
Der Pastor hat seinen Arbeitsauftrag. Noch starker aIs sonstwo.
Das wissen wir. Wir wissen auch, warum wir arbeiten sollen. \Vir
wissen auch, wievie1 wir arbeiten sol1en. Wir wissen auch, dass wir
mit diesel' Arbeit nichts verdienen. «Wenn ihr alles getan habt,
so sprecht: Wir sind unnütze Knechte!»
Das wissen wir alles, und all dies Wissen steht unteI' dem Bewusstsein: Weh, \venn du etwas versaumst, deine Arbeit geht um
das Gewinnen der unsterblichen See1en! \Vehe dem ungetreuen
Rausha1ter! Er wird zur Rechenschaft gefordert we1'den.
Keiner steht da mehr in Versuchung, die Arbeit zur SelbsterIasung werden zu Iassen aIs der Seelsorger. Wir jagen den Gemeindegliedern nach, und weil sie schnell sind, müssen auch wir schnell
sein, noch schneller, um sie einzuholen. Weh, wenn wir sie nicht
einholen! Hes. 3,17.20-21: «Du Menschenkind, ich habedich zum
Wachter gesetzt Über das Haus Israel, ou sollst aus meinem Munde
das Wort haren und sie von meinetwegen warnen. Und wenn ein
Gerechter sich von seiner Gerechtigkeit wendet und tut Bases, so
werde ich ihn Iassen an1aufen, dass er muss sterben. Denn weil du
ihn nicht gewarnt hast, wird er um seiner SÜnde willen sterben
mÜssen, und seine Gerechtigkeit, die er getan hat, wird nicht angesehen werden, aber sein Blut will ich von deiner Hand fordern.
Wo du aber den Gerechten warnst, dass er nicht sÜndigen sol1, und
e1'sündigt auch nicht, so soll er leben, denn er hat sich warnen 1assen,
und du hast deine Seele errettet.»
"Gehe hin, verschIeuss dich in deinem Hause" - gehe in dein
Kammerlein und werde still! Hi::irezuerst auf Gott, ehe du in seinem
Namen redest!Lass
den Heiligen Geist erst an dir arbeiten, ehe
du anfangst, an unsterblichen SeeIen zu arbeiten. Ich mochte hier
24
Der ChI'ist und die Arbeit unteI' dem Ersten Gebot
noch einmal auf das Referat hinweisen, das Prases M. Hein gehalten hat, wo er darauf drangte, dass ein Seelsorger getrost nach
katholischem Vorbild sich am Morgen 2 Stunden der Meditation,
der pers6n1ichen Andacht, danach 2 Stunden dem ernsten theologischen Studium widmen sollte! Stattdessen geht man mit dem
Volkswagen auf Seelenjagd. Man ist Seelenjager geworden, statt
Seelenhirt zu bleiben. Mit Volkswagen und Radio, mit Tonband
rmd immer Deu zu findenden 1\1itteln. Das ist alles in Ordnung. Wie
ist Paulus geí'eist hin und her; wieviel hat er getan und gearbeitet!
«Ich habe mehr gearbeitet aIs sie alle!» Aber Paulus hat nicht auf
seine Arbeit vert1'aut, das ist der Punkt! Aber das wissen wir Seelsorger auch. Gerade in der Kirche und Seelsorge gilt es mehr aIs
sonstwo: An Gottes Segen ist alles gelegen! Das wissen wir. Arbeiten wir auch so? Wir sehen den Segen Gottes so selten! Wir
saen auf Hoffnung und meinen, wir hatten umsonst gearbeitet. Da
kommt uns der Volkswagen in den Weg. Ei, vielleicht, vielleicht
gehts dann besser! und verfallen dabei der verhangnisvollen Verwechslung, dass Segen Erfolg ware oder umgekehrt. Bei dem Propheten J onas ergaben sich noch mehr solcher Parallelen. J onas
haderte mit Gott über sein Arbeitsfeld Ninive, das Gott ihm zugeteilt
hatte. Kann nicht auch, nun allerdings umgekehrt, unsere Betriebsamkeit zu einem solchen Hadern mit Gott und besonders dem Heiligen Geist werden? Aber den «Schwabenstreich» lãsst der Heilige
Geist sich nicht gefallen, aIs k6nnten wir himmlisches Licht in unseren Sacken ins finstere Haus tragen.
Gott helfe uns Pastoren, dass wir bei unserer Arbeit nicht
Fleisch für unseren Arm halten! Gott helfe uns durch unsere Gemeinden, die nicht auf den Herrn Pfarrer so und so h6ren, sondern
auf Gottes Wort. Gott heIfe uns, dass - wie H. L. Poetsch einmal
sagte - unsere Missionsfeste aufh6ren, homiletische Schützenfeste
zu sein, wo die Gemeinden die Schiedsrichter darüber sind, wer von
den Pfarrern Schützenkonig beim Predigen geworden isto Gott bewahre besonde1's uns junge Pastoren vor dem gutgemeinten L0b
aus den Gemeinden! «Der Herr Pfarre1' hats mal wieder schon
gemacht!» ja, da wird e1's so lange sch6n machen, bis es aus ist
mit der Schonheit. Gott hat es schon und herrlich und wunderbarlich und lOblich und kostlich gemacht durch sein Wort. Das soU
der Grund sein und bleiben. Jesus Christus! den wollen wir anrufen.
«Die Sach und Ehr, Herr Jesu Christ, nicht unser, sondern dein ja
ist, darum, so steh du denen bei, die sich auf dich verlassen frei.»
Spr. 29,13: __
Augen erleuch":,,:-,,,
1. Sam. 2.-:
drigt und el'hÜê:::.·
«Mancher bi_ 2::-'-_
Armut.»
Es liegt
10,22: «Der
Not.
Ps. 9,l'-':
Darm-n
Herr, verla5.x,::Hebr.
er hat gesa~:
Von diéS-::-c kann ein Pau:
4,12.13:
aIlen Dinze,:, .
beide, übrig h-=c":::~
der mich m2 -Dabei "".:.::
für den ~:'.clr.:,=des Armere 2-::'_,-,,Gutes ver;ê::-~~
1~·
---• 1I!";-. 0:'_
von diesel' Z.=-auf den
der uns
reich \vel-rl-:,,,:
sammeln.
ergreifen G':_~
1 ---..,.
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selnen br-c:::=-bleibt die
«Wenn ler:
so ware :.-__
Vi?] -'ê-
geht. Au::_
Wie\vohl
ben ver-L~c:--
«Was hilf,-;;:
Werke ri=:_ ein Brudo:'
taglicher :euch, \';2-, - ..-:Leibes l-';-.:
:.~_
"-ir l:
Abschliessend noch einige SchriftsteUen über das Verhaltnis
von Arm und Reich. Der Christ hat dabei auf die folgenden Stellen
zu achten:
Spr. 22,2: «Reiche und Arme müssen untereinander sein. Der
Herr hat sie alIe gemacht.» - Ein Christ kann und darf hier nicht
durch einen gottlosen Sozialismus und Klassenkampf Gott in die
Arme fallen.
die
vore
unsere
~--
_-==-
-
"sten Gebot
::>rasesM. Hein gehalelsorger getrost nach
mden der Meditation,
dem ernsten theo10geht man mit dem
jager geworden, statt
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alIes in Ordnung. Wie
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Das wissen wir. Ar::;'ottes so selten! Wir
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;rr1ich und wunderbar1 sein Wort. Das soll
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.li dich ver1assen frei.»
1 über das VerhaItnis
.li die folgenden Stellen
ntereinander sein. Der
,nn und darf hier nicht
;senkampf Gott in die
Der Christ und die Arbeit unter dem Ersten Gebot
25
Spr. 29,13: «Arme und Reiche begegnen einander, aber beider
Augen erleuchtet der Herr.»
1. Sam. 2,7: «Der Herr macht arm und macht reich, er erniedrigt und erhõht.» Ein ArmeI' soll sich dabei trõsten, Spr.U\7:
«MancheI' ist arm bei grossem Gut, und mancheI' ist reich bei seiner
Armut.»
Es liegt hier alIes in Gottes Willen und an seinem Segen, Spr.
10,22: «Der Segen des Herrn macht reich ohne Mühe.»
Ps. 9,10: «Der Herr ist des Armen Schutz, ein Schutz in der
Not. Darum hoffen auf dich, die deinen Namen kennen, denn du,
Hen, verlassest nicht, die nach dir suchen.»
Hebr. 13,5: "Lasset euch begnügen an dem, was da ist; denn
er hat gesagt: Ich will dich nicht verlassen noch vel'saumen.»
Von diesel' Gewissheit aus dem \Vol't, was Gott zugesagt hat,
kann ein Paulus zu diesem zuversichtlichen Trotzen kommen, Phil.
4,12.13: «Ich kann niedl'ig sein und kann hoch sein, ich bin in
allen Dingen und bei alIem geschickt, beide, satt sein und lmngern,
beide, übl'ig haben und Mangel leiden. Ich vel'mag alIes durch den,
der mich machtig macht, Christus.»
Dabei will Gott, dass der Reiche mit seinem Reichtum immer
fül' den Armen eint1'itt, und zwal' um Gottes willen, denn «Wer sich
des Armen erbarmt, der leihet dem Herrn, der wird ihm wieder
Gutes vergelten.»
1. Tim. 6,17-19 im Zusammenhang unserer Frage: «Den Reichen
von diesel' 2eit gebeut, dass sie nicht stolz seien, auch nicht hoffen
auf den ungewissen Reichtum, sondern auf den lebendigen Gott,
der uns dargibt reichlich, allerlei zu geniessen, dass sie Gutes tun,
reich werden an guten Werken, gerne geben, behilflich seien, SChtltze
sammeln, sich selbst einen guten Grund aurs Zukünftige, dass sie
ergreifen das ewige Leben.»
1. Joh. 3,17: «Wenn jemand diesel' Welt Güter hat und si.eht
seinen Bruder darben und schliesst sein Herz vor ihm zu: \rVie
bleibt die Liebe Gottes bei ihm? Dabei bleibt 1. Kor. 13,3 gelten:
«Wenn ich alle Habe den Armen gabe ... und hatte der Liebe nicht,
so ware mirs nichts nütze!»
Viel weniger wirds nütze sein, wenn es nicht aus dem Glauben
geht. Auch hier gilt: Was nicht aus dem Glauben geht, ist Sünde.
Wiewohl wir uns aIs Reiche auch wiederum nicht hinter dem Glauben verkriechen kõnnen, denn gerade von ihm sagt Jak. 2,14-17:
«Was hilfts, wenn jemand sagt, er habe den Glauben, und hat die
Werke nicht? Kann auch der Glaube ihn seIig machen? So aber
ein Bruder oder eine Schwester bIoss ware und Mangel hatte der
taglichen Nahrung und jemand unte r euch sprache: Gott berate
euch, warme euch und sattige euch, gibt ihm aber nicht, was àe~;
Leibes Notdurft ist, was hülfe das?»
Wir kommen auf unsern Ausgangspunkt zurück: Die Arbeit,
die von Gott ~absieht, dem Geber a11el' guten Gaben, und meint,
unsere Arbeit erhalte uns und gabe uns unser taglich Brot, die
26
Der ChI'ist und die Arbeit unteI' dem EI'sten Gebot
Arbeit, die von Gott absieht und nur das Ich im Auge hat, die
Arbeit, die von Gott absieht und nur 1m Auge hat «reich werdcn
zu wo11en» und so unteI' dem Geiz geschieht, eine sokhe Arbeit
wird zum Akt des Unglaubens, ist getãtigter Materialismus und
Gotzendienst, vgl. Eph. 5,5: «Denn das sollt i)1r wissen, ... dass
kein Geiziger (welcher 1st ein GOtzendiener) Erbe hat an dem Reich
Ch1'isti und Gottes.»
Der letzte Grund dieses und jeden Materialismus liegt 1n der
Liebe zu dem Ich, liegt in der Sünde. Darum ist es nicht unwesentlich, dass Christus gerade hier, was die So1'ge um Leben und Nah1'ung und die Liebe zu den Gütern diesel' Welt anlangt, vom TeureJ
ve1'sucht wurde. Matth. 4: «Da Jesus 40 Tage und 40 Nãchte gefastet hatte, hungerte ihn. Da trat der Versuche1' zu ihm und sprach:
Bist du Gottes Sohn, so sprich, dass diese Steine Brot werden. Und
e1' antwortete und sprach: Es steht geschrieben: Der Mensch Jebt
nicht vom Brot allein, sondern von einem jeglichen Wort, das du1'ch
den Mund Gottes geht ... Wiederum führte ihn der Teufel mit sich
auf einen sehr hohen Berg (und auf diesen Berg hat der TeufeI diese
Welt auch gerade heute geführt) und er sprach zu ihm: Das alles
will ich dir geben, so du niede1'fã11stund mich anbetest. Da sprach
Jesus zu ihm: Hebe dich weg von mil', Satan! Denn es steht geschrieben: Du so11st anbeten Gott deinen Herrn und ihm allein
dienen.»
Anbeten Gott deinen Herrn und ihm a11ein dienen. Das weist
uns mit und durch unsem Glauben den Weg aus dem verhãngnisvo11en Labyrinth der dem Materialismus verfallenen Wirtschaftsund Arbeitswelt, die, wo sie so dem Materialismus verfa11en ist, nichts
anderes tut, aIs dass sie VOrdem TeufeI niederfãllt und ihn anbetet.
Da behüte uns Gott vor durch unsern Herrn und Hohenpriester
Jesum Christum, der Mitleid hat mit unserer Schwachheit, da e1'
versucht ist a11enthalben gleich wie wir, doch ohne Sünde. Nicht
wir konnen uns helfen und erlOsen von der Versuchung, sondern
er a11ein,Jesus Christus, «denn darinnen er gelitten hat und versucht
ist, kann er helfen denen, die versucht werden.» (Hebr. 4,15 und
2,18).
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1ch zu ihm: Das alles
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n! Denn es steht ge~errn und ihm allein
ein dienen. Das weist
, aus dem verhangnisrfallenen Wirtschafts1US verfallen ist, nichts
,rfallt und ihn anbetet.
rn und Hahenpri€ster
~r Schwachheit, da er
:h ahne Sünde. Nicht
Versuchung, sondern
l1tten hat und versucht
len.» (Hebr. 4,15 und
Die Aufgaben
eines
27
Konzils
Gottfried Hoffrnann, Oberursel
Das rõmische Konzil hat mancherlei Aufsehen erregt. Es ist
viel darüber geredet und geschrieben worden. Auch Film und
Fernsehen haben davon berichtet. Trotzdem liegt bisher an authentischem Material herzlich wenig vor, insbesondere sind die Texte
der Schemata, der zu beschliessenden Vorlagen, der üffentlichkeit
noch nicht übergeben worden. Es hat da rum an diesel' Stelle nicht
viel Sinn, das wiederzugeben, was man anderswo auch lesen kann,
zumal eine Wertung des Konzils ohne authentischem Material vorschnell ware und Prognosen, wie es ausgeht, nuI' Vermutungen darstellen.
Das Konzil veranlasst uns aber, eintnal darüber nachzudenken, wie die evangelisch-Iutherische Kirche grundsãtzlich über Konzi1ien denkt, und von daher einige Massstabe aufzustellen, die auch
zur Beurteilung des jetzigen romischen Konzils notwendig und nützlich sein werden. DI'. Martin Luther hat zeit seines Lebens über
die Bedeutung, die VeI'bindlichkeit, den Wert der Konzilien nachgedacht. NIan erinneI'e sich nur an den allgemein bekannten Ausspruch gegen Eck auf der Leipziger Disputation: «Auch eil1 Konzil
kann irren,» 1m Jahre 1539 finden seine Gedanken einen im vvesentlichen abschliessenden Ausdruck in der Schrift «Von den Conci1iis
. und Kirchell». Was er darin schreibt, zeigt die GI'undhaltung der
evangelisch-Iutherischen Kirche so treffend, dass wir nachstehend
mit der Zusammenfassung der Hauptgedanken durch Luther selbst
sogleich den Massstab für die Beurteilung alIeI' Konzile, einschliesslich des jetzigen 1'6mischen, an die Hand bekommen.
Die Hauptfrage diesel' Schrift ist: «Was ist denn nun ein Concilium, oder was ist sein We1'k?» Bislang waI' man der Meinung,
dass das, was ein Konzil besch1iesst, aIs ein Artikel des Glaubens
ode1' wenigstens aIs ein zu1' Seligkeit notiges Werk anzusehen sei,
sodass der, der die Beschlüsse des Konzils nicht hiiIt, nicht selig
we1'den konne. Dagegen setzt Luther:
« ... dass ein Concilium habe erstlkh keine Macht neue
Artikel des GIaubens zu stellen, unangesehen, dass der
Heilige Geist drinnen ist ... Zum andem hat ein Concilium
Macht, und ist's auch schuldig zu tun, neue Artikel des
Glaubens zu dampfen und zu verdammen, nach der Heiligen Schrift und a1tem Glauben ... »
Dass die Konzilien neue, d. h. übe1' die Heilige Schrift hinausgehende Glaubensartikel beschIossen haben, ist LutheI's Hauptvorwurf. Die Kirchedarf nicht mehr und nicht weniger verbindlich
Iehren, aIs was Ch1'istus durch die AposteI sie gelehI't hat. Auch
das alleI'erste Konzil, das in der AposteIgeschichte Kap. 15 beschrieben wird, hat keinen neuen Glaubensartikel gesetzt, sondem vieImehr den alten Glauben gegenübe1' der neuen Lehre der Pharisaer
auf Grund der Heiligen Schrift veI'teidigt.
28
Die Aufgaben
eines Konzils
sie rjch-:
«Zum dritten hat ein Concilium keine Macht, neue gute
Werke zu gebieten, kann's auch nicht tun ...
Zum vierten hat ein Concilium Macht, ist's auch schuldig
zu tun, dass es base Werke, so der Liebe widerstreben,
ve1'damme nach der Heiligen Schrift und allel' Weise der
Kirchen und die Personen strare ... »
Luther meint, die Heilige Schrift gehiete üherreichlich
gute
)'neh1' ais man tun kann, denn sie gebietet die Liebe und
dal'aus folgend: Demut, Geduld, Sanftmut, Barmherzigkeit,
Treue,
Glauhen, Gütigkeit,
Friede, Gehorsam,
Zucht, Keuschheit
usw.
Darum sind schon alle guten Werke mit dem Gebot der Liehe
gehoten; was aher ausserhalh der Liebe getan wird, ist kein gutes
Werk. Er wendet sich dahei besonders gegen die Werke, die den
Anschein grosser Frommigkeit
haben, aber von Gott nicht befohlen und darum selbsterwãhlt
sind, wie Einsiedelei und Monchtum.
«Zum fünften hat ein Concilium nicht Macht, neue Ceremonien den Christen aufzulegen, hei einer Todsünde oder
hei Gefahr des Gewissens zu halten, aIs Festtage, FeieI'tage, Speise, Trank, KleideI' ...
Zum sechsten hat ein Concilium Macht, und ist's schuldig
zu tun, solehe Ceremonien nachder
Schrift zu verdammen ... »
Damit wendet sich Luthe1' gegen alle sogenannten Kirchengebote, wie Fastenspeise,
nüchterner
Abendmahlsgenuss
und vieles
ande1'e mehr; die für die Ch1'isten zu eineI' unertragIichen
Gewissenslast geworden waren. 1hm gi1t: «Was Gott gereinigt hat, das
mache du nicht gemein» (Apg. 10,15).
«Zum siebenten hat ein Concilium nicht Macht, sich in
weltliche Rechte und Regiment zu mischen ...
Zum achten hat ein Concilium Macht und ist schuldig,
solche vorgenoh1mene Weise odeI' neues Recht zu verdammen, das ist, des Papstes Decretal ins Feuer werfen.»
Die Unterscheidung
des geistlichen
und weltlichen
Reiches
Christi, die beide mit ganz verschiedenem Auftrag, Mitteln und Ve1'heissungen versehen sind, fordert, dass nicht das eine in das andere
hineinregiere.
Deshalb sollen alIe diesbezüglichen
papstlichen Besch1üsse aufgehoben sein.
«Zum neunten hat ein Concilium nicht Macht, solehe Statuta oder Decreta zu machen, die lauter nichts mehr suchen,
denn Tyrannei;
das ist, vvie die Bischofe sol1en Gewalt
und Macht haben, zu gebieten, was sie wollen, und jedermann müsse zittern und gehorsam sein. Sondern hat Macht
und ist schuldig, solehes zu verdammen, nach der heiligen
Schrift, 1. Petr. 5,3: «Sollt nicht herrschen üher das Valk»
und Ch1'istus Luk. 22,26: «1h1' abeI' nicht also! Wer der
Obe1'ste sein wiU, so11 euer Diene1' sein.»
Zum zehnten hat ein Concilium Macht, etliche Ceremonien zu setzen, mit so1chem Unte1'schied:
erstlich, dass
VV E:rke,
Sle G2~.
Ve1'such: :T.::
ken zu fass2!'. =~
den Glauben ·7-:
sind, gegeni:c'2.c
und faIscher:
zu wider;2g2':~ .
lei
fü~' d=.;::
.
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die Ge,,';>;o~~2_
una a·s.rr
lehl'en. j -'-
:-~ :.;'::':0
oder
Urteil
1st, UllS-'Õ':unserrn
nach des
bekennen. -"::.'::..,~":;
und RICh:,:cso1ch Rec::-.:. :':'Cist beide:- .:::...~
\Vekt::
BeurteihJn§' -:-"
kleiden sLe ...:~
gewissen s'c::.l.=:':J.::k=
beschIie3-s-e::
der
Ap(;-s--:::
gestellt
aIs ein
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\vi ckl tlli z,=~·
rückgangi;
&'1 d i=:s-:-übeI' die
der BlSCh::c
noch eine E±':~·=
aufzu\'iel'f,,"Werke u. 2.
wie \veit d.i"
voneinan(i-óC"
gelung
Oh das
geI'n
Die Aufgaben eines Konzils
,ine Macht, neue gute
licht tun ...
'ht, ist's auch schuIdig
'r Liebe widerstreben,
't und alIeI' Weise der
.»
'te überreich1ich gute
ebietet die Liebe und
sarmherzigkeit, Treue,
::ht, Keuschheit usw.
tem Gebot der Liebe
11wird, ist kein gutes
n die Werke, die den
,'on Gott nicht befoh"delei und Mõnchtum.
cht Macht, neue Cerej einer Todsünde oder
:1, aIs Festtage, Feier-
êcht, und ist's schuIdig
21' Schrift zu verdam-
igenannten KirchengeahIsgenuss und vieIes
unertraglichen Gewis;ott gereinigt hat, das
nicht Macht, sich in
mischen ...
:tcht und ist schuIdig,
neues Recht zu ver,tal ins Feuer werfen.»
ld we1tl1chen Reiches
'trag, MitteIn und Verdas eine in das andere
lichen papstlichen Be-
1
.cht Macht, solehe Stater nichts mehr suchen,
3ischõfe sol1en Gewalt
; sie wollen, und jeder;in. Sondern hat Macht
men, nach der heiligen
lTschen über das Volk»
T nicht also! Wer der
sein.»
íacht, etliche Ceremorschied: erstlich, dass
29
sie nicht der Bischõfe Tyrannei stãrken. Zum andern, dass
sie dem Volk vonnõten und nützlich seien, und eine feine
ordentliche Zucht und Wesen geben. AIs es ist vonnõten,
etliche Tage zu haben, auch orter, da man zusammenkommen kõnne ... »
Versucht man, den diesen Sãtzen gemeinsamen Grundgedanken zu fassen, so ergibt sich folgender: Ein Konzil hat die Aufgabe,
den Glauben und die guten Werke, wie sie in der Schrift offenbart
sind, gegenüber allen im Laufe der Zeit neu aufkommenden 1rrlehren
und faIschen
Werken zu verteidigen und rein zu erhalten , diese aber
•......
zu wlderIegen und zu verwerfen. Darüber hinaus steht ihm zu, allerlei für das KirchenvoIk nützliche Ordnung zu erstellen, ohne damit
die Gewissen zu binden. AIso steht auch ein Konzil unteI' der Schrift
und darf nicht mehr und nicht weniger aIs die Schrift verbindlich
lehren, ja, es ist vor allem dazu da, in Notzeiten der Kirche zu heIfen,
dass die Schrift auf dem Leuchter bleibe. «So ist nun ein Concilium
nichts anders, denn ein Consistorium, Hofgericht, Kammergericht,
oder dergIeichen, darinnen dieRichter nach Verhor der Part das
Urteil sprechen, doch mit solcher Demut: Van Rechts wegen, das
ist, unser Amt ist anathematisare, verdammen. Aber nicht nach
unserm Kopf noch Willen, oder neuem, erdichtetem Recht, sondern
nach dem alten Recht, das ist nach der Heiligen Schrift, wie sie
bekennen, welches der heiligen Kirche Recht isto SoIch Recht, Reich
und Richter ist wahrlich zu fürchten bei ewiger Verdammnis. Denn
solch Recht ist Gottes Wort, das Reich 1st Gottes Kirche, der Richter
ist beider Amtmann oder Diener.»
Welche Massstabe ergeben sich nun von dem allen heI' für die
Beurteilung eines Konzils und damit auch des gegenwartigen? Wir
kIeiden sie in folgende Fragen: 1st das Konzil bereit, nur sovieI an
gewissensbindenden Lehren und Ordnungen festzustelIen und zu
beschliessen, wie schon vorher von der heiligen Schrift ais dem Wort
der AposteI Jesu Christi gewissensverbindend ausgesagt und festgestellt ist? Versteht sich das Konzil von diesem Grundsatz heI'
aIs ein Konzil, das nicht zuletzt seine Allfgabe darin sieht, Fehlent\vicklungen der romischen Kirche von der Heiligen Schrift heI'
rückgãngig zu machen?
An diesen beiden Fragen sind die Verhandlungen des Konzils
über die Quellen der Offenbarung, die Autoritat des Papstes und
der Bisch6fe, die MarioIogie usw. zu messen; zusãtzIich waren dann
noch eine Reihe anderer, Iebenswichtiger Fragen für die Kirche
aufzuwerfen: die der Rechtfertigung, der Sakramente, der guten
Werke u. a. Aber schon, we11nman diese Fragen ste11t, spürt man,
wie weit die evangelisch-Iutherische Kirche und die romische Kirche
voneinandel' entfernt sind - trotz anel' verbindlichen Sprachregelung und mancheI' wahrhaft christlicher Sehnsucht nach Einheit.
Ob das gegenwãrtige Konzil diesen Abstand vergrõssern oder verringern wird, wird man abwarten müssen.
~-
30
Os Fariseus
OS FARISEUS
Norberto
C.
Ott
"Êste pOVO honra-me com os lábios) mas o
seu cOTação está longe de mim. E em vão me
adoTam) ensinando doutrinas que são preceitos
de homens'» 111ft15.8,9.
A palavra tariseu, provém de perw~chim) cujo significado único
é o separado) ou o segregado (Abgesonderte). A separação consistia
principalmente na observância de certos ritos, e no fato de não se
misturarem com as demais seitas judaicas. Separavam-se dos gentios, não entrando na casa de um goL Mantinham-se afastados também da plebe. O nome taTiseu era para êles motivo de vanglÓria e
ufania. Quanto ao têrmo saduceu, não existe tal precisão. Para uns
O nome provém de Zadoque) sacerdote mencionado em Ez 43.19 e
1 Rs 2.35 (Davis: Dic. Bíblico). Ainda outros tentam uma explicação do nome pela palavra tsadikins) que significa os lwmens Tetos.
(Período Interbíblico, Enéas Tognini, pg. 178).
A orígem dos fariseus é remontada pela maioria para depois
do cativeiro. A seita surgiu no período anterior à Guerra dos Macabeus. Era objetivo dela opor-se ao espírito helênico, que medrava
entre os judeus. Foram por isso cognominados de guardiães da lei
de j1Ifoisés. São mencionados no primeiro e segundo livro de Macabeus.
Antíoco Epífanes encetou contra êles feroz perseguição. Isto
levou-os a se organizarem em partido coeso (175-164 A.C.). Era
da vontade de Antíoco fazer com que os judeus abandonassem o
culto verdadeiro, abraçando a idolatria grega. Tentou, por isso,
destruir a lei de Moisés. Num edital ameaçava com a morte todo
aquêle que fôsse encontrado com o livro da lei.
Com o nome de taTi8e1~8 aparecem êles nos dias de João Hir~
cano, o qual primeiramente pertencia à seita. Devido à grande influência dêstes entre o povo, Hircano, com freqüência, preparava-lhes
festins, bajulando-os (J osephus: Antiq. XIII). Certa feita, estando
João Hircano numa roda de fariseus, perguntou-lhes: "Que mal
vos faço e qual o meu êrro? podeis apontar-mo?" A isto, prontamente, respondeu-lhe um fariseu: "Já que perguntas isso, despe-te do
sumo sacerdócio e contenta-te com o poder civil." (Tognini: Per.
Interb. pg. 175). João Hircano, ofendido, expulsou-os do Sinédrio,
cortou com êles as relações, indo filiar-se aos saduceus (Tognini: Per.
Interb. pg. 175 e Antiq. :h'1II). Alexandre Janeu, filho de João Hircano, tentou exterminá-los ao fio da espada. Votava-lhes ódio, por
causa das massas populares, que haviam acatado a palavra dos fariseus. Em seu leito de morte Alexandre reconheceu o desvario que
cometera, perseguindo a seita. Recomendou à espôsa Alexandra (78)
que, para obter sucesso, era imprescindível favorever os fariseus.
Foi isto que
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Os saduceus
dos judeus, Sâc,
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31
Foi isto que Alexandre fêz. A partir de então dominavam o povo
no que diz respeito à religião.
Os saduceus, por sua vez, dominavam as classes mais ricas
dos judeus. São mencionados nominalmente junto com os fariseus,
no ano de 140, sob o sumo sacerdócio de Jonatã (DI'. Johann F.
Roehr, 1821: Beschreibung des jüdischen Landes zur Zeit Jesu,
pg. 100).
Enquanto os fariseus provinham da classe dos escribas, os saduceus saíam da classe dos sacerdotes, e da aristocracia. Eram, porém, êstes primeiros os mais influentes, os mais numerosos, e os
mais organizados e coesos. Nós dias de Jesus contavam-se na Palestina mais de seis mil fariseus (E. Kirchen-Lexikon, pg. 204). Sua
coessência encontramos em At 23.12-21, onde os quarenta fariseus
juraram nada comerem sem antes matar a Paulo.
Todos os adeptos da seita eram dominados de châber; e os não
adeptos de amhaares, i.e., o pOtlO da terra, os incultos, que não guardam a Thorá e não conhecem a Helácha. (Stauffer: Jerusalem u.
Rom pg. 64). Andavam empenhados em criticar os atos do povo,
e aos transgressores da Thorá pregavam o inferno. Por isso eram
admirados e temidos pelas mulheres, e odiados pelos homens
(Stauffer: Jer. u. Rom,) Os candidatos que pretendiam aderir à
seita, tinham de dar primeiro um ano de prova de fidelidade, e
submeter-se a várias prescrições.
Por causa da sua grande influência entre o povo, tornaram-se
arrogantes. Diziam: "Se só duas pessoas entrarem no céu, uma
será um fariseu". O orgulho levava-os a procurarem os primeiros
lugares nos banquetes, e as primeiras cadeiras na Sinagoga (Mt
parábola do fariseu e publicano. Vemos aí o fariseu, enfatuado e
cheio de si. Êle e Deus são muito "amigos". Por isso avança até
ao pé do altar, e enumera em voz altissonante os favores que prestou a Deus. Oravam em praça pública para serem vistos.
Na qualidade de guardiães da lei de Moisés, gostavam de ser
chamados de mestres (lVIt 23.7). Daí a pergunta de Jesus
feita a Nicodemos: "Tu és mestre em Israel, e não compreendes
estas cousas?" (Jo 3.10).
Usavam uma espécie de distintivo chamado de filactéT'io. (Mt
23.5) Eram tiras dê pergaminho, contendo cada tira uma passagem da lei de Moisés. Nas quatro th'as escreviam as seguintes passagens: Êx 13.2-10: Êx 13.11-17; Dt 6.4-9; e Dt 11.13-27. Estas
tiras eram colocadas numa caixinha de couro e suspensas nas
orlas do vestido. Outros usavam os filactérios no braço e na testa.
Conforme Mt 23.5, os fariseus presunçosos alargavam os seus filactérios. Em dia de festa ou aos sábados dispensava-se o uso dos
mesmos. Era, porém, obrigatório trazê-Ios ao braço nas horas matinaisde oração. (Davis: Dic. Bíbl.; e Huberto Rohden: Jesus Nazareno)
32
Os Fariseus
Os fariseus aceitavam o Pentateuco e os livros proféticos: A
êstes adicionavam preceitos humanos e resoluções dos anciãos. Uns
calculam em 600 o número de preceitos e observâncias (Rohden:
Jesus Naz. vaI. I, pg. 273), enquanto que outros encontram 613 observâncias (Kretzmann: Popular Comentary of the Bible, N. T.
voI. I, pg. 131). Para garantirem suas observâncias contidas na
Mishna, alegam a transmissão oral. Dizem tê-Ias Moisés recebido
no Sinai de Deus, por meio de um anjo. Mais tarde transmitiu-a a
Josué, e êste aos anciãos. Os anciãos aos profetas e êstes ao homem
da Grande Sinagoga. O Cholin era um preceituário para uso doméstico. Observavam o jejum (Me 2.18), o lavar de mãos antes
das refeições (Mc 7.5) e o dar esmolas. Separavam-se dos publicanos e pecadores (Lc 15.1; 18.9). Criticaram a Jesus quando êste
entrou na casa de Zaqueu, o publicano. Uma judia não podia assistir
a uma gentia num parto, mas a pagã podia assistir a judia (Evang.
Kirchen-Lexikon). Permitiam o desleixo em muitas leis, mas a do
sábado era rigorosamente observada, acentuada e enri quecida. Aos
sábados ningu.ém podia caminhar mais de 1.200 metros. No dia de
descanso não lhes era permitido realizar nenhuma obra de caridade.
Puseram, por isso, Jesus à prova, trazendo-lhe um homem com a
m:ão ressequida. Curando o homem na sinagoga, num sábado, deu--lhos Jesus a resposta desejada (Me 3.1-6). Acentuavam muito a
passagem de Ez 20.12, onde o sábado vale como sinal que caracteriza o povo da Thorá. Nos dias de Jesus, tendo por base a passagem de Êx 20.8, formularam uma tabela de 39 trabalhos (Hauptarbeiten) proibidos aos sábados. Conforme relato do Talmude de
Jerusalém, dois juristas nroeminentes da Thorá reuniram-se no
terceiro século, a fim de debaterem sôbre a tabela dos 39 trabalhos
proibidos. Finalmente encontraram para cada um dos 39 trabalhos proibidos, outros seis trabalhos inferiores, perfazendo um total de 234 trabalhos proibidos aos sábados. Dez anos mais tarde,
outros corifeus da seita tomaram os 39 trabalhos proibidos, encontrando para cada um outros 39 trabalhos inferiores, perfazendo um
total de 1521 trabalhos expressamente proibidos aos sábados. Vemos
assim, que para. os -fariseus, o sábado vale mais do que todos os
demais mandamentos em conjunto. Os transgressores do sábado
eram expulsos da seita por sete anos. (Stauffer: Jer. u. Rom,
pg. 64).
Os fariseus eram os representantes do formalismo, enquanto
que os saduceus representavam o racionalismo. Ao contrário aos
fariseus, não aceitavam êles os livros proféticos, atendo-se apenas
ao Pentateuco e à explicação literal do texto.
O farisaísmo adicionava às leis muitas especulações da filosofia e religião das nações orientais. Herdaram estas idéias durante
o exílio. Fundamentavam suas idéias sôbre o dualismo pérsico.
Aceitavam a doutrina da predestinação, dos 3...'1jose demônios, e
do estado futuro de recompensa ou punição. (Kretzmann, Popular Comentary, vol. I, N.T., pg. 131; Josephus: Wars of the Jews,
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J. (Kretzmann, Popu18: Wars of the Jews,
o
33
Book lIl, Chap VII; Antiq. VIII.l;). O estado de felicidade futura,
em que criam "alguns" dos fariseus, era deveras grosseiro. No
outro mundo se come, bebe e goza dos prazeres do amor, vivendo
cada um com sua primeira mulher. Daí a pergunta dos saduceus
dirigida a Jesus, em Mt 23.23ss. Acreditavam os fariseus na imortalidade da alma. Baseados em Dn 12.2 criam na ressurreição dos
mortos. Os pensamentos e desejos não eram pecaminosos, a hão
ser que postos em prática. Se bem que nacionalistas, não pregavam
a resistência à fôrça. Acreditavam no destino, e esperavam que
Deus, dia mais, dia menos, os libertaria do jugo opressor. Honravam os mais velhos, aos quais não ousavam contradizer. Faziam parte do Sinédrio. Sua obra é o Talmude.
Os saduceus, por sua vez, possuíam tendências helênicas. Sendo
assim, adotaram os princípios aristotélicos, recusando-se a aceitar
qualquer doutrina que não pudesse ser provada pela razão pura. Radonalistas que eram, negavam a imortalidade da alma e a ressurreição do corpo (Mt 22.23-33; Mc 12.18~27). Asseguravam a inexistência de anjos e espíritos (At 23.8; Dic. Bíbl.; Josephus: Antiq.
XIII, 10; Wars of the Jews, Book, Chap VIII; Schaller; Kurze
Bibelkunde pg. 105). Rejeitavam a idéia de recompensa e castigo
futuros, seguindo por isso as paixões da carne. Paulo, sabendo da
existência dêstes contrastes entre as duas seitas, aproveitou-se
disto, atirando-os uns contra os outros (At 23.6).
Para fazermos idéia da auto-justiça e arrogância dos fariseus,
transcrevemos aqui uma oração do rabi Nachonja ben Habkana,
contemporâneo de Jesus: "EU agradeço-te Senha!' Deus meu, e
Deus de meus pais, por me haveres dado parte junta daqueles que
estão assentados na sinagoga, e não junto dos que se assentam nos
teatros e representações de circo. Eu esforço-me, e aquêles esforçam-se. Sou diligente, e aquêles também o são. EU morro para o
paraíso, e aquelês morrem para o inferno. Pois está esclito: Tu
não deixarás minha alma ir ao inferno, e não permitirás que o
teu santo veja a corrupção." (Stauffer: Jer. u. Rom, pg. 65).
A Assumptio Mosis é uma réplica. aos fariseus. Na literatura
rabínica encontramos caricaturas irônicas, descrevendo os fadueus. Vemos o primeiro fariseu, que diz: Ivlais uma obrigação, mais
um dever (pretende fazer mais boas obras). O segundo diz: Se
eu soubesse ao menos um pecado por mim cometido. O terceiro
comete um pecado e a seguir realiza uma boa ação. O quarto diz:
sou pobre, mas pouparei mais um pouco, para poder realizar mais
uma obra meritória. O quinto diz: Um momento amigo, preciso
ainda cumprir um mandamento. O sexto anda acabrunhado, para
deixar ver o pêso dos mandamentos que tomou sôbre si. O sétimo
rasteja com os pés tortos pelas ruas, para assim dar mostras de
sua humildade. O oitavo vê uma criança afogar-se, e diz: Quando
eu tiver tirado Os meus filactérios, irei salvá-Ia. O nono vê uma
jovem noiva sendo atacada por um libertino, contudo não node
socorrê-Ia, pois é-lhe vedado· derramar sangue. O décimo ouve o
Luther und das Verhaltnis von Mann undWeib
-------_ ~~~~--------------------------------------
34
..
1, Also muss
ruído da água, na qual se precepitou uma mulher. Não se joga em
seu encalço, pois não deve tocar em mulher. O décimo primeiro
acidenta-se ao ir com a cabeça contra uma parede, pois teve que
passar por uma senhora de olhos fechados. etc. (Stauffer: Jer.
und das
...J-) Alle Zitate a:..-~
Zitate aus Band ::
u. Rom.).
Vimos assim um retrat.o dos "justos", que não ousaram atirar
a primeira pedra na mulher adÚltera. É com razão que Jesus os
desmascara, chamando-os de cegos, guias de cegos, mercenários,
raça de víboras, sepulcros caiados, e hipócritas. São eles iguais à
figueira frondosa coberta de fôlhas, mas estéril (Mt 21.18). Jesus
admoesta e diz: Não os imiteis nas suas obras (Mt 23.3b). É com
razão que o. evangelista Mateus dedica-Ihes um capítulo (23) inteiro. Não devemos coar mosquitos e engolir camelos (Mt 23.24).
Nem andar à cata de argueiros nos olhos dos nossos semelhantes.
2. Siehe, \1.~2cl"'-'---::schafft. Er
geschrieb2':,~
Weib mu,,:,,:c:'
von Adam und Obrigk~;-:
3. Danach ".'·ice::
merkt,
da sie 8.1-:é
und niCfl":
gerecht
Denn
die
der l\lanT"
Contavam-se também entre os fariseus homens de destaque, e
sinceros de coração. Paulo afirmou perante o Sinédrio: Sou faríseu) !'ilha de fariseu)' no tocante Ct esperança e à ress'W7eição dos
mortos sou julgado (At 23.6). E ainda: Vivi fariseu) conforme a
seita mais severa de nossa religião (At 26.5 e Fp 3.5). Lem!Üsainda
em Atos 5.34: Levantou-se no Sinédrio um faT'iseu) chamado Gamaliel) mestre da lei) acatado por todo o povo. Dentre êles vários
1'e converteram ao cristianismo, como por exemplo José de Arimatéia e Nicodemos.
an Adar=c .
licher i;:1
missling-e::
cheren T",,_
sich au:
sie
4. Sie
dem .:\i2-:~-:
Os judeus ainda hoje seguem mais ou menos os princípios farisaicos. A fonte de preceitos é o Talmude. Contudo a Palavra de
Deus permanece para sempre.
--e--
gekomIT'~:-
Lulher
und das Verhaltnis
vou
Mano
sie (beh
Beredu:-,;
und Weib
verfü.hrt
5. Eva
Theodor Reuter
ist,
Es geht bei diesel' Untersuchung um die Feststellung, wie Luther
das Verhaltnis der Frau zum Mann 1. vor und 2. nach dem SÜlldenfall beurteilt, ob er 3. allgemein vom VerhaItnis des weiblichen zum
mannlichen Geschlecht Urteile findet, und 4. sÍCh über das Problem
der Pfarrerinaussert.
1.
Das VerhãItnis, in dem die Frau zum Mann vaI' dem Sündenfall
stand, bestimmt Luther sowohl aus den Aussagen der Schopfungs-,
wie auch der Versuchungsgeschichte.
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d~,~
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6. Also ftL.::
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8. Dass ~'-:_.:,c~
fOI'd~=
undWeib
Luther und das Verhi:iltnis von Mann und i'VVeib
1, Also muss sie von ihm den Namen haben, dass er ihr ihn gebe
und das Regiment behalte (3,70 +)
.uher. Não se joga em
r. O décimo primeiro
parede, pois teve que
. etc. (Stauffer: Jer.
+)
Alle Zitate aus Walch 2
Zitate aus Band 1 und 3 :
5
4, 9, 13a :
12 :
16 :
19
\e não ousaram atirar
razão que Jesus os
e cegos, mercenários,
tas. São eles iguais à
§ril (Mt 21.18). Jesus
as (Mt 23.3b). É com
um capitulo (23) in, camelos (Mt 23.24).
)s nossos semelhantes.
11
10mens de destaque, e
o Sinédrio: SOtt fari, e à ressurreição dos
~i fariseu, conforme a
Fp 3.5). Lemos ainda
fariseu, chamado Gavo. Dentre êles vários
exemplo José de Ari1enOsos princípios faContudo a Palavra de
Mann
35
und Weib
Tl1eodor Reuter
eststellung, wie Luther
1 2. nach dem Sündenlis des weiblichen zum
3ich über das Problem
~
,
8.
:m vor dem Sündenfall
agen der Schopfungs-,
(St. Louis) .
zu 1. Mose
Prediger 7,27 ff.
zu 1. Petri 3
zu Eph. 5
«Vom Predigtamt»
«Vom Missbrauch der Messe»
2. Siehe, warum Gott Adam das Gebot gibt, ehe denn er Eva
schafft. Er (Moses) hat es ohne Zweifel aus dem Heiligen Geist
geschrieben, und St. Paulus (1. Tim. 2,13) rührt es auch. Das
Weib musste nicht Gottes Wort ohne Mittel horen, sondern
von Adam lernen, also, dass auch vor dem Fall das Regiment
und Obrigkeit bei der mannlichen Person gewesen ist (3,63/64).
3. Danach wird diese Listigkeit (der Schlange) auch daran gemerkt, dass der Satan die menschliche Natur anda angreift,
da sie am sch\vachsten ist, namIich die weibliche Person, Eva,
und nicht den Mann, Adam. Denn ob sie wohl alIe beide gleich
gerecht geschaffen sind, so ist doch Adam über Eva gewesen.
Denn gleichwie 80nst in der ganzen Natur die mannliche K1'aft
die weibliche übert1'ifft, so ist auch in der vollkommenen Natur
der Mann über dem Weib gewesen. Darum sich auch der Teufel
an Adam nicht machen darf, weil e1' sieht, dass e1' etwas treff1icher ist; denn e1' besorgt sich, sein Vornehmen mochte ihm
misslingen. Darum macht sich der Satanan Eva, den schwacheren TeU und versucht ihre Starke; denn e1' sieht, dass sie
sich auf ihren Mann aIso verlasst, dass sie nicht meint, dass
sie sündigen konne (1,185).
4. Sie (bestimmte Lehrer) geben vor, die Schlange habe sich vor
dem Mann aIs vor dem Herrn gescheut und sei aIso zum Weibe
gekommen, welche, ob sie wohl auch heilig gewesen sei, so sei
sie doch aIs eine schwachere Kreatur bequemer gewesen, die
Beredung anzunehmen, und sei also Eva allein von der Schlange
verführt worden ... Diese lVIeinung strafe ich nicht (1,222).
5. Eva war nicht so verstãndig wie Adam, wie auch oben gesagt
ist, dass Gott mit Adam selbst geredet habe und ihm ein Gebot
gegeben, dass er Eva sollte lehren. Darum wi11 er sprechen:
Adam hat es wohI (gut) gewusst und verstanden, sie aber war
einfãltiger und dem listigen Teufel zu schwach und versah sich's
7. nicht (3,73).
6. AIso führt er (Satan) das Weib an, dass sie denkt, Adam werde es nicht recht verstanden haben (3,74).
Sie war eine Nãrrin, leicht zu verführen, wusste es nicht anders;
er aber hatte Gottes Wort vor sich, das wusste er wohl (gut)
und sollte sie gestraft haben (3,77).
Dass Moses so fleissig beschreibt, dass Gott Adam vor Gericht
fordert (<<Adam,wo bist du?») und lãsst daneben aussen, dass
36
Luther und das Verh1Htnisvon Mann und 'Weib
er Eva geIaden habe; denn aIs er hervor ist kommen, ist sie
hernachgegangen. Wo sollte sie hin? Sie war an ihn gebunden; wo er hinkam, musste sie' hinnach. Darum schweigt er
davon stille ... Damit hat, sage ich, der Heilige Geist angezeigt, dass Gott das Amt zu regieren, Iehren und predigen der
Mannsperson befiehIt (3,89).
9. Nun kommt aber über die Schmerzen, Kinder zu tragen und
zu gebãren, auch das dazu, dass Eva unteI' des Mannes GewaIt
ist, die zuvor ganz frei und in keinem Ding geringer war aIs
der Mann, sondern teilhaftig aller Gaben Gottes war (1.248).
Es hat den Anschein, aIs spreche Luther in dem Ietzten Zitat
den beiden ersten Mensehen voI' dem Sündenfall volle GIeichstellung
~:1.1ul1d sehe \veder über-, noch Unterordnung in ihrem VerhãItnis
zueinander. Die vorheI'gehenden aeht Zitate aber Iassen deutlieh
merken, dass Luther nur hinsichtlich der Ebenbildlichkeit mit Gott
(<<allebeide gIeich gereeht», «ob sie wohI aueh heilig gewesen sei»)
volle GIeichstellung geIten Iãsst; was abeI' das ãusserliche Leben
anIangt (vgl. Zitat 16 und 17), ist Adam in der «vollkommenen
Natur» (vor dem Sündenfall) «etwas über dem Weibe gewesen»
und «Eva aIs eine sehwaehere Kreatur bequemer gewesen, die Beredung anzunehmen». Eva verIãsst sich auf ihren Mann, d. h. hat
an ihm Halt.
Besonders deut1ieh erkennt Luther die Unterordnung des Weibes im Stand der UnschuId aus der Tatsache, dass die SchIange sich
eben an die untergeordnete Person heranmacht, die Gottes Gebot
aus ihres Herren Munde geh6rt hat und nicht unmitteIbar aus Gottes Mund. Aber schon vorher wird die Unterordnung daraus e1'kenntlich, dass Adam das Recht beansprucht, seinem Weib einen
Namen zu gebén (<<ManwiI'd sie Mãnnin heissen»). Endlich sieht
Luther die Unterordnung der Frau auch in dem Umstand, dass Gott
nur Adam zur Verantwortung ruft, Eva sich aber mitgerufen weiss,
weil er ihr Haupt isto
~
So verstehen wir das Zitat 9 recht, wenn wil' die Ietzten Worte·
(<<teilhaftig alIeI' Gaben Gottes») aIs den beabsichtigten Gegensatz
zu «in keinem Ding geringer» nehmen. AlIes dessen, was die ersten
Menschen umgab, war Eva vorher gleichberechtigterweise teilhaftig,
ganz frei und in keinem Ding geringer. Aber sie hatte nicht dieseIben Begabungen wie Adam, dem von Anfang seiner Ehe an das
Regiment gegeben war.
Zusammenfassung: Auch im Stand der Unschuld war das Ver~
hãltnis der ersten beiden Menschen dureh über- bzw. Unterordnung
gekennzeichnet. Das entspricht der Beweisführung, die PauIus 1.
Tim. 2 der Schopfungs- und Versuchungsgeschichte entnimmt.
Warum hat der Mann das Regiment?
10. Wenn man ihre Beschaffenheit ansieht, so ist das Weib ein
schwaches Gefass, und ihr Geschlecht steht weit unteI' dem,
was das
den Ver2lel:'richtet \\CeTc:1"::"':
konnen f,L:
11. Soll es F~-der Liebe
der Mann
das RegL:c=c~~
wie Pauh;~
Gottes EL::l
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Dass L:;r"2." .2
redet, ist
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Regieramt dE::'
des Mannes ;"..
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13. Dern "'", __
14. Er
Lnte-=--.:.::,~-
Luther
. und Weib
Jr ist kommen, ist sie
:ie war an ihn gebunL Da1'um schweigt e1'
::;1' Heilige Geist angehren und predigen der
Kinder zu tragen und
:e1' des Mannes Gewalt
Ding geringer war aIs
n Gottes wa1' (1.248).
r in dem letzten Zitat
'all volle Gleichstellung
19 in ihrem Verhaltnis
~ aber lassen deutlich
enbildlichkeit mit Gott
~h heilig gewesen sei»)
das ausserliche Leben
in der «vollkommenen
dem Weibe gewesen»
emer gewesen, die Beihren Mann, d. h. hat
Jnterordnung des Weidass die Schlange sich
lcht, die Gottes Gebot
t unmittelbar aus Gotterordnung daraus erlt, seinem Weib einen
;issen») . Endlich sieht
2m Umstand, dass 80tt
aber mitgerufen weiss,
~
1 wir die letzten Worte
'absichtigten Gegensatz
dessen, was die ersten
chtigterweise teilhaftig,
l' sie hatte nicht dieselng seiner Ehe o.n das
Unschuld wo.r das Vere1'-bzw. Untero1'dnung
:ührung, die PauIus 1.
:chichte entnimmt.
. so ist das Weib ein
5teht weit unter dem,
UIld
das Verhaltnis
von Mann und Weib
37
was das mannliche Geschlecht vermag, besonders wenn man
den Vergleich anstellt in den Sachen, die van Mannern ausgerichtet werden. durch Weiber aber nicht ausgerichtet werden
konnen (4,Ei9J).
11. SoU es rechte Ehre und Untertanigkeit sein, so muss sie aus
der Liebe gehen, dass das Weib wisse und dafür halte, dass
der Mann h6her und besser sei denn sie, denn dem Mann geh6rt
das Regiment und Oberhand aIs dem Haupt und Hausherren,
wie PauIus anderswo sagt: «Der Mann ist Gottes Eh1'e und
Gottes Bild»: item: «Der Mann 1Stnicht um des Weibes willen,
sondem das Weio um des Mannes willen» (12,2028).
Das5 Luther in Zitat 10 nicht van schwere1' korperlicher Arbeit
redet, ist einsichtig. denn man muss Luther wie jeden Schriftsteller
immer im ganzen sehen. Dann erkennt man, dass es ihm um das
Regieramt des J\IaL'1eSgeht. Van daher versteht man die Bewertung
des Mannes in Zitat 11 (h6he1' und oesser aIs sie) so, wie Luther
es meint: nicht das \Veib entwÜrdigend, nicht ethisch herabsetzend,
sondem einfach feststeIlend, dass der Mann zum Regieren die besseren Gaben hat und darum über der Frau, hoher aIs sie steht.
Mit dem Charakter hat das nichts zu tun, sondem nur mit der
Qualitãt in des \Vor'ces ureigenster Bedeutung, mit dem qualis, mit
der Beschaffenheit, mit dem
Geschaffensein. Es bésieht sich auf
die Anordnung, die der Schopfer getroffen hat, die das Geschopf
schlechthin anzuerkennen hat (<<Spricht auch ein Werk zu seinem
l\.1eister: 'Warum machst du mich also?'»). Darum findet sich immer
,wieder Luthers Himveis auf die Ordnung, die Gott gesetzt ho.t (Zito.te
25, 27, 30, 31). Ordnung aber kann nie etwas Entwürdigendes sein,
wenn sie aus Gattes Rat kammt, einerlei ob GIeich-, Über- oder
Unterordnung. Darauf weist Luther, wenn er. sagt:
12. Petrus nennt das Weib um gewisser Ursachen willen, aber doch
ohne Schmach, ein schwaches Werkzeug (4,1993) ..
13. Dem Weib seine Ehre geben, das ist: darum sein schonen und
nachgeben, dass es ein schwo.ch Werkzeug ist (130., 1317).
14. Er (der Mo.nn) sollio.uch sehen, dass er ihrer schone und ihr
Ehre gebe aIs dem schwachsten Vv'erkzeug Gottes (9,1054).
Erst durch den Sündenfa11 ist in den Mann der Gedanke gekommen, dass das Weib durch seine anerschaffene Schwachheit
weniger 'geehrt sei, und darum muss die Schrift die Manner ermahnen,
dem Weibe seine Ehre zu lassen. Das Vveib sol1 anerkennen, dass
Gott dem Manne das Regieramt anerschaffen hat, und sich mit dem
Auftrag begnügen, den sie von Gott hat:
15. Untertan sein heisst: nicht regieren, schaffen, gebieten. Das
soU eine Frau gegen das Gesinde und die Kinder tun (13a, 1318).
Zusammenfassung: Es ist ehrenvolle Ordnung Gottes, dass der
Mann dem Weib übergeordnet ist, und 80tt hat dem Mann die dazu
notigen Qualitaten anerschaffen.
"--~""~-~~"~~---------------38
Luther und das Verhaltnis von Mann und 'Weib
2.
Das Verhãltnis der Frau zum Mann nach dem Sündenfall beschreibt Luther mit foIgenden Worten:
16. Also hat es Gott geordnet, da er zum Weib sprach: «Du sollst
dich ducken vor deinem Mann, und er so11 dein Herr sein.»
We1ches auch der Strafen eine ist, die er den Weibern a1.1fgeIegt hat. Solehes ist aber der ãusser1iche WandeI, gehort den
Leib an, nicht den Geist (9,1050).
Will Luther hiermit sagen, dass das Untertansein des Weibes
aIs solehes eine Bestrafung ihrer Sünde ist? Man beachte den Ausdruck «ducken», mit dem Luther die 'Norte «Dein Wille so11deinem
Mann unterworfen se1n» hier wiedergibt. Was Eva vorm Sündenfall
freiwiUig, gemãss der Schopfungsordnung Gottes, sozusagen in aufrechter Haltung getan hat, das muss sie n1.1ngezwungen, d. h. wider
Willen, in gekrümmter Haltung tun. A1Ierdings bezieht sich das
nicht auf sittliche Entscheidungen des We1bes, sondern nur auf das
rein irdische Leben. Das kommt auch im folgenden Wort Luthers
zum Ausdruck:
befreit. Sie
neuen Anfan2
Was
\'eT~2:.
20.
ansehen
und \\ill
Sarahh2~"O'
sie ihrn.. --halten
22. Sara h
für ihl'e:-:
21.
auf
ein2;-:'
23. Gegen dé:::folgen !
24. Demn2c"
nicht alJ:~ -
dass sL" =: ,allein a:-_--Mannes- E ~"~
17. Inner1ich sind wir alle gleich, und 1st kein Unterschied zwischen
Mann und Weib; aberãusserlich will Gott haben, dass der Mann
regiere und das Weib ihm untertan sei (9,1055).
Exernpel
i:~ ~. ,.,.
.rvfann
1m Anschluss an Zitat 9 redet Luther auch von Bestrafung:
18. Und ist diese Strafe auch gewachsen aus der Erbsünde, die
(bezogen auf Strafe) ein Weib ja so unwillig trãgt ais die anderen Schmerzen und Beschwerungen, so auf das Fleisch gelegt
sind (1,248).
Eva ist nicht mehr frei teilhaftig a11er Gaben Gottes, die um
sie herum sind, sondern darin von ihrem Mann abhãngig. Er entscheidet, woran sie teilhat und woran nicht. Dass sie aber ihrem
Mann untertan sein soU, folgt nicht aus dem SÜndenfall, denn Luther
sagt im AnschIuss an Zitat 9 und 18:
19. Darum bleibt die Herrschaft und das Regimentbei dem Manne,
dem das Weib aus Gottes Gebot muss untertan und gehorsam
sein: der regiert das Haus und Po1izei. (1,248).
Zusammenfassung: Die Unterordnung des Weibes nach dem
Sündenfall ist aIs solehe keine Bestrafung, sondem Fortsetzung des
schopfungsmãssigen Zustandes. Die Strafe liegt nur im von jetzt
an auferlegten Zwang. Das christlicheWeib, sofern es nach dem
neuen Menschen beurteilt wird, ist von dieser Strafe, clem Zwang,
----
25. «Déts
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OrdrF7:;
kenneé:
FUrch.,
ist sowenJc:
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wie die
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~...::~::.
und
auf die U"'~,-
bes. &i;;
Gemeinde
dem
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--
li und Weib
Luther und das VerhiiJtnis von Mann und Weib
39
befreit. Sie lebt in frohlicher UnteroI'dnung unteI' den Mo.nn, im
neuen Anfo.ng der Gottesebenbildlichkeit.
lch dem Sündenfall be-
Veib sprach: «Du sollst
i' sol1 dein Herr sein.»
2 er den Weibern auf-·
che WandeI, gehõrt den
-ntertansein des Weibes
Man beachte den Plus«Dein Wille soll deinem
as Eva vorm Sündenfal1
rottes, sozusagen in auf1 gezwungen, d. h. wideI'
rdings bezieht sich das
!es, sondern nuI' auf das
folgenden Wort Luthers
oin Untersehied zwischen
)tt haben, dass der Mann
(9,1055) .
auch von Bestro.fung:
aus der Erbsünde, die
mwillig tragt ais die anso auf das Fleisch gelegt
r Gaben Gottes, die um
Ylann abhangig. Er ent:1t. Dass sie aber ihI'em
l Sündenfall, denn Luther
tegiment bei dem Manne,
; untertan und gehorsam
õi. (1,248).
; des Weibes nach dem
sondem Fortsetzung des
2 liegt nur im von jetzt
'eib, sofern es nach dem
eser Strafe, dem Zwang,
Was versteht Luther unteI' dem Begriff «Untertansein»?
20. We1che ein ehristlieh "'leib sein will, die soB aIso denken: Ich
will nicht ansehen, was ich fü1' einen Mann habe, ob e1' ein
Heide odeI' J ude, fromm oder base sei, sondem das will ich
ansehen, dass mich Gott in den ehelichen Stand gesetzt hat,
und wiII meinem Mo.nn untertan und gehorsam sein (9,105l).
21, Sarah hãtte ."'~b1'o.hamnicht aIso einen He1'1'n geheissen, wenn
sie ihm nicht ware untertan gewesen und vor Augen hãtte geho.lten (9,1053).
22. Saro.h lebt keu.sch mit ihrem l\;lann, den sie doch nicht a11ein
für ihren 1v1o.nnhalt, sondem ehrt ihn und wartet auf ihn wie
auf einen Herm (1,1170).
23. Gegen den Mann soU sie untertan sein, sich gebieten lassen und
foIgen (130., 1318).
24. Demno.ch soll auch im ehelichen Sto.nde das Weib den Mann
nicht a11ein lieben, sondem auch gehorsam und untertan sein,
dass sie sich lasse regieren und vor ihm bücke, und kurz, sich
al1ein an ihn halte und nach ihm richte und nicht allein des
Mannes Hut aIs ih1'es Haupts ansehe, sondeI'n o.n demselben dies
ExempeI sich vorbilde, das sie erinnere, o.lso zu denken: Mein
Mann ist ein BUd des I'echten hohen Haupts Christi (12,2029/30).
Luther fasst den Begriff «Untertanseim nicht im Sinn liebevoller Zi.meigung (<<siesoll ihn nicht nur lieben»), so gewiss die
Liebe im Zusammenhang des Seehsten Gebotes unvergleichlich ist
mit irgendwe1cher Liebe zu Menschen, weil Eheleute ein Fleiseh
sind. Untertan sem ist dasselbe wie GehoI'sam, Folgen, SichgebietenIassen. Das folgert Luther eindeutig aus Eph. 5,33:
25. «Das Weib fürchte den lVlann.» Da h6rst du, dass es Gottes
Ordnung also ist: Du sol1st·deinen Mo.nn aIs deinen Herm erkennen und dureh Furcht und Gehorsam ehren (13a, 1319).
Fureht und Gehorsam vor dem Mann aIs dem Herrn. Damit
ist sowenig sklavische Fureht und knechtischer Gehorsam gemeint,
wie die Gottesfurcht 1.md der Gehorsam gegen ihn nicht sklo.visch
gemeint sind. Gott gefaIlt nur aus Liebe fliessende Gottesfureht
und Gehorsam. Darum legt Luther in Zitat 11 so grossen Naehdruek
auf die Liebe als Triebfeder der Untertanigkeit des christliehen Weibes. Bei anel' Liebe bleibt es aber wirkliehes Untertansein, wie die
Gemeinde Christus liebt und ihm zugleich untertan isto
Wie wõrtlich Luther das Untertansein meint, geht aus foIgendem Ausspruch hervor:
26. Es will aueh den Weibem gebühren, dass sie solche angebome
Sehwachheit erkennen und ihr nicht zu weit naehhangen (nach-
40
Luther und das Verhãltnis von Mann und 'Weib
geben), sondern sich seIbst mit fleissigem Aufmerken am Zaum
halten, dass nicht durch ofteres Vergreifen der Mann zu billigem
Zorn bewegt werde (13a, 1312).
Wo das Recht zum Gebieten und Befehlen, zum Regieren und
Lenken ist, da ist auch das Recht zum billigen Zürnen, 80nst ware
die überordnung nur ein Stück Papier, sinnIose Anordnung. Es ist
aber Gottes Ordnung, die nicht nur dem unbekehrten Menschen (zwischen Sündenfall und GIauben an die ErIosung), sondern auch den
Glãubigen gilt. Luther sagt,
geschaife:-:
er auch 2~-'
. - r::f,
..30 S·le smei
sondenl
Dingen. '::-c:
geho1'er; ;31. Saiamo :::~_~
e1ne1' g2r __
endlich .~:c
V ornêh,L:::"~
taue-lich
27. dass Weiber kein Regiment haben konnen noch sollen, wie die
Erfahrung gibt und Moses 1. Mose 3,16 spricht: «Du soilst
dem Marm untertan sein», das Evangelium abeI' solch natü1'liches Recht nicht aufhebt, sondem bestãtigt aIs Gottes Ordnung und Gesch6pf (16, 2280).
Wie weit die Überordnung des Mannes geht, zeigt Luther an
4. Mose 30,7 f.:
abeI' 2.'.'c~:
soll m2:32. Er I'ede~
Weisheit
GeschlecL,
Mensch :.=
28. Dies Gebot hat Gott so fest wollen gehalten haben, dass er
auch Macht gegeben hat den Mannern, Gelübde aufzulOsen, die
die Weiber getan hatten, wenn es ihnen (den Mannern) nicht
gefiel (9, 1051).
'
Zusammenfassung: Das Untertansein der Frau ist im Sinn von
Gehorsam gemeint, weil sie nicht nur einen Mann, sondern zugIeich
einen Herrn hat. Das Evangelium bestãtigt diese Ordnung. Der
Herr zu sein gibt dem ]\'lann das Recht zum Zorn für den FalI der
Unbotmassigkeit des Weibes. Der Mann hat das Recht, Entscheidungen des Weibes, die i11m nicht gut erscheinen, zu anullieren.
Nur durch die Liebe kann das VerhaItnis von Mann -und Weib in
der von Gott gesetzten Ordnung aufI'echterhalten werden.
3.
Findet Luther in der Bibel auch Hinweise auf das Verhaltnis
des weiblichen Geschlechtes zum mannlichen im allgemeinen?
29. Dass die Mohren Weiber zu Konigen aIs auch zu Fiirsten erwãhIen, tun sie zwar nach ihrer Sitte (wie in der AposteI
Geschichte der Konigin Kandaze in Mohrenland Erwãhnung
geschieht), aber sie tun es torichterweise ...
Niemals aber
ist es VOl1 Gott zugeIassen, dass ein Weib regiere ... Wenngleich
daher ein Weib an die konigliche Stelle gesetzt wird, so ist dadurch doch nicht dieHerrschaft
der Weiber bestãtigt. Denn
der Text ist kIar: «Du sol1st deinem Mann unterworfen sein,
und er so11dein Herr sein.» Das Weib ist zu seinem Nutzen
eme
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1st dem
liche
'1
und 'Weib
1 Aufmerken am Zaum
:n der Mann zu billigem
len, zum Regieren und
~en ZÜrnen, sonst ware
ase Anordnung. Es ist
:;:ehrten Menschen (zwimg), sondern auch den
en noch sollen, wie die
«Du so11st
lium aber solch natÜrstatigt aIs Gottes Ord16 spricht:
geht, zeigt Luther an
?halten haben, dass er
Gelübde aurzulosen, die
1 (den Mannern) nicht
'r Frau ist im Sinn von
Mann, sandern zugleich
;t diese Ordnung. Der
Zom für den FalI der
t das Recht, Entschei;cheinen, zu anullieren.
'on Mann und Weib in
'halten werden.
eise auf das Verhaltnis
n im allgemeinen?
ls auch zu FÜrsten e1'2
(wie in der AposteI
Iohrenland Erwahnung
;eise ... Niemals aber
regiere ... Wenngleich
gesetzt wird, so ist daVeiber bestatigt. Denn
dann unterworfen sein,
) ist zu seinem Nutzen
Luther und das Verhãltnis
von Mann und Weib
41
geschaffen ... Denn wie ein jeglicher geschaffen ist, so wirkt
er auch am geeignetsten (5, 1516/17).
30. Sie sind nicht zufrieden mit ihrem Spinnrocken und ihrer Wolle,
sondern wollen auch den lVIannern Vo1'schriften machen in den
Dingen, die zur Regierung der õffentlichen AngeIegenheiten
gehõren (5, 1517).
31. SaIomo sagt, es kõnne unter tausend Mannern bisweilen nicht
einer gefunden werden, der durch die Erfahrung in den Dingen
endlich dahin gelangt sei, dass e1' sage:' 'Meine Ratschlage und
Vornehmen geraten nicht, richten nichts aus', und dadurch
tauglich gewo1'den sei zum Regie1'en. Von den Weibern geIangt
abe1' auch nicht eine dahin, wegen der Ordnung Gottes. Daher
soU man sie iu diesen Dingen nicht hôren (5, 1518/19).
32. Er 1'edet von einem Weib, die im Regiment ist, welche sich
Weisheit und die Herrschaft zusch1'eibt ... Es wird nicht das
GeschIecht verdammt, welches Gottes Kreatur ist ...
Der
Mensch ist das Werk GoHes, aber Über dies Werk hinaus wil]
er auch noch seinen (eigenen) Ratschlagen folgen und nicht
aUein von Gott regiert werden, wahrend e1' doch allein von
Gott geschaffen und gemacht ist. Denn das Weib, sofern sie
eine Kreatu1' Gottes ist, muss mit Ehrerbietung angesehen
werden, denn sie ist dazu geschaffen, dass sie um den Mann
sei, dass sie die Kinder emahre und gottselig und ehrbar aufbringe, dass sie dem Mann untertan sei. Den Mannern aber
ist geboten, dass sie regieren und die Her1'schaft haben sollen
Über die Weiber und das Gesinde. Wenn abel' das Weib ihr
Amt anstehen Iassen und die Herrschaft über den Mann an
sich nehmen \-vill, dann tut sie bereits nicht mehr das Werk,
Zll dem sie geschaffen ist, sondem etwas, was aus ihrem eigenen
Gebrechen und vam ÜbeI ist (5, 1516).
Aus diesen Zitaten geht kIar hervor, dass Luther nicht nur
dem Eheweib das Recht zum Regieren abspricht, sondern dem
weiblichen Geschlecht im allgemeinen. Man beachte, dass Luther
bei einigen Aussagen nicht vam Mann und vom Weib spricht, sondem von der Mannsperson und der weiblichen Person (Zitate
2, 3. 8, 34, 35) oder vam weiblichen Geschlecht aIs solchem (2itate
10, 32). Nach der Schrift weiss Luther nichts davon, dass Frauen
ein Amt führen dÜrfen, das sie über die Mannel' erhebt, in dem
sie diese leiten, regieren und zum Gehorsam anhalten mÜssen.
Wenn ein Weib Über Mannern steht, ist das für Luther Widergesetzlichkeit, Missachtung der Ordnung Gottes, Die-Herrschaftan-sich-Reissen und sie sich selbst zuschreiben. Es ist dem weiblichen Geschlecht das Regieramt nicht zu geben, denn das ware
wider die Natur. Lassen die Manner es zu, dann tõrichterweise.
Zusammenfassung: Das weib1iche Geschlecht im allgemeinen
ist dem mann1ichen Geschlecht untergeordnet durch seine kreatür!iche Veranlagung. Das Betãtigungsgebiet des Weibes erstreckt sich
42
Luther und das Verhiiltnis von Mann und Weib
auf die Leitung der Manner. Widersprechende Sitten anullieren Got~
tes Ordnung nicht, sondem stellen Widergesetzlichkeit dar, die im
Reich zur Rechten zu strafen isto
4.
schopfungsn:l2s.~~,,--cc
der Frau deL
Recht dazu.
~
Kinder eÍn. accct
~~o~
Den
Sieht Luther das Predigtamt auf gleicher Linie mit dem Regieramt und darum unzuganglich für das Weib?
33. Obschon den Weibern nicht befohlen ist zu predigen, so sollen
sie sich doch a1so halten mit ihren Gebarden und Wande1, dass
sie damit die Manner zum G1auben reizen (9,1050).
34. Wahr ist es aber, dass in diesem Stück (Predigtamt) der Heilige Geist ausgenommen habe Weiber, Kinder und untüchtige
Leute, sondern alleintüchtige IVlannspersonen hierzu erwahlet
(ausgenommen die Not) ... denn solchen Unterschied auch die
Natur und Gottes Kreatur gibt,. dass WeibeI' (vie1 weniger Kinder oder Narren) keln Regiment haben k6nnen noch sollen, wie
die ErfahI'ung gibt unà Moses 1. Mose 3,16 spricht (16,2280)
35. Damit (dass Gott nur Adam rur Verantwortung ruft) hat, sage
ich, der Heilige Geist angezeigt, dass Gott das Amt zu regieren,
1ehren und zu predigen der Mannsperson befieh1t (3,89).
36. Wo nicht Manner da wãren, sondem eitel WeibeI' wie in Nonnenklostem, da mochte man auch ein Weib unteI' ihnen aufwerfen,
das da predigte (9, 1015).
37. A1so verbietet es Paulus den Weibern zu predigen in der Gemeinde, da Mãnner sind, wekhe zu reden geschickt sind, dass
Ehl'e und Zucht geha1ten werde, dieweil einem Manne vie1mehr
zu reden eignet und gebühl'et und auch dazu geschickter isto
Und Paulus hat das nicht aus seinem eigenen Haupte verboten,
sondern er beruft sich aufs Gesetz, welches sagt: «Dle "Veiber
sollen untertãnig sein.» ... Darum fordert die Ordnung, Zucht
und Ehre, dass Vi elbeI' schweigen, wenn die Manner reden. \TV enn
aber kein Mann predigt, so ware es vonnoten, dass die WeibeI'
predigten (19, 1089/90).
38. Vgl. Zitat 2.
digtamt geh;::T:
der Tatsache
Eva noch r-jct~
Unschu1d 1st ~'=~
zugeordnet "--:,,ic=wusst bezeic:l:'C7
sondern ais
sondeI'e .f,..rnt
ist dem
ln ihrem
gegenüber
da sind, "-2'-.':
<
Luthel' stellt Predlgen und RegieI'en auf eine Linie, denn wer
1ehrt, der leitet zugleich. 80 ha1't Luthe1' am allgemeinen Prieste1'tum
alIel' Glãubigen festhait, so wenig duldet er das Weib auf der Kanzel, 1m Predigtamt. Es ist den Weibern nÍCht nur nicht befoh1en,
sondern verboten. Wenn Luther von Ausnahmen I'edet, dann sehr
k1ar in Zitat 36 (Nonnenkloster).
Zum Tragen kommt Luthers Beweisführung besonders durch
die Nebeneinanderstellung von «Weiber, Kinder und untüchtige
Leute». 80 wenig Kinder und Narren (hieI' solehe Tv'rãnner,denen
durch tragische Umstãnde norma1e Begabungen feh1en) zum Predigt- und RegieI'amt geeignet sind, sowenig ist das Weib seiner
Liei.>e
wir jet.Ll
aus der alte- ;~ ~
1
und VVeib
:: Sitten anullieren Gotetzlichkeit dar, die im
ler Linie mit dem Re-
eib?
zu predigen, so sollen
rden und Wandel, dass
?n (9,1050).
(Predigtamt) der HeiKinder und untüchtige
'sonen hierzu erwahlet
11 Unterschied auch die
~lber (viel weniger Kin:zonnen noch sollen, wie
3,16 spricht (16,2280).
vortung ruft) hat, sage
tt das Amt zu regieren,
)TI befiehlt
(3,89).
Weiber wie in Nonnenunter ihnen aufwerfen,
m predigen in der Geen geschickt sind, dass
einem Manne vielmehr
h dazu geschickter isto
genen Haupte verboten,
::hes sagt: «Die Weiber
ert die Ordnung, Zucht
lie Manner reden. Wenn
moten, dass die Weiber
lf eine Linie, denn wer
dlgemeinen Priestertum
das Weib auf der Kancht nur nicht befohlen,
lhmen redet, dann sehr
hrung besonders durch
Kinder und untüchtige
r solche Manner, denen
ngen fehlen) zum Preig ist das Weib seiner
Lass dein Osterlicht
leuchten
43
schopfungsmassigen Veranlagung nach dazu geeignet. Offnet man
der Frau den Weg zum Predigtamt,dann
haben auch Kinder ein
Recht dazu, denn das allgemeine Priestertum schliesst auch glãubige
Kinder ein, auch glaubige «Narrem>.
Den stichfestesten Beweis dafür, dass die Frau nicht ins Predigtamt gehort (wie auch nicht ins Regieramt) nimmt Luther aus
der Tatsache, dass Gott sein Gebot dem Adam gegeben hat, aIs
Eva noch nicht geschaffen war (Zitat 2). Bereits im Stand der
Unschuld ist dem Adamdas Lehramt gegeben, und der Frau ist
zugeordnet worden. dass sie von Adam horen und Iernen soU. Bewusst bezeichnet Luther gerade hie1' Adam nicht aIs den Mann,
sondem aIs die mannliche Person, der die Begabung für das besondere Amt anerschaffen wurde.
Zusammenfassung: Regieren, aIso auéh Lehren und Predigen,
ist dem mannlichen Geschlecht vorbehalten. Der Frau ist es nur
in ihrem Bereich, dem Hause, und zwar den ihr dort Untergebenen
gegenüber zugeordnet. Ausnahmen gelten nur, wenn keine lVlãnner
da sind, wenn die Frau nicht Manner lehren und leiten muss.
---e--
Lass dein Osterlichl leuchten!
H. Rottmann
«Am Abend abel' desselben ersten Tages der Wache, da die
Jünger versammelt und die Türen verschlossen waren aus Furcht
vor den Juden, kam Jesus und trat mitten ein und spricht zu ihnen:
Friede sei mit euch! Und aIs er das gesagt hatte, zeigte er ihnen
die Hande und seine Seite. Da wurden die Jünger froh, dass sie
den Herrn "ahen. Da sprach Jesus abermals zu ~hnen: Friede sei
mit euch! Gleichwie mich der Vater gesandt hat, so sende ich
euch.»
30h, 20, 19-21.
Liebe Freunde! Die christliche Kirche nennt die Zeit, in der
jetzt stehen, die Freudenzeit. Diese Bezeichnung stammt noch
aus der alten Kirche, für die das Osterfest wirkIích das grosse Freudenfest war. Wenn man heute so in das Leben derchristlichen Gemeinden hineinho1'cht, da muss man sich doch fragen: Sind wir
uns noch dessen bew'Usst, was Ostern für uns eigentlich bedeutet?
Wird unser tãgliches Leben wirk1ich noch überstrahlt van der Ostersonne? Spüren unsere Familienangehorigen, unsere Nachbarn,
unsere Arbeitskollegen etwas von der Osterfreude, die wir im
Herzen haben sollten, und die ausstrahlen müsste in unsern Alltag
hinein, die Freude über die Ostergewissheit: Der Tod ist verschlungen in den Sieg. Tod, wo ist dein Sieg? Gott aber sei Dank,
der uns den Sieg gegeben hat durch unsem Herm Jesum Christum!?
Oder geht es uns wie dem grossen und doch so bedauernswerten
Güthe, der seinen Faust, dem die Osterbotschaft verkündigt wirdj
skeptisch sagen lãsst: Die Botschaft hor ich wohl, allein mil' fehIt
\Vir
44
Lass dein Osterlicht leuchten
der Glaube!? Das allerdings ist wahr: Wer die Osterbotschaft hort
und sie flir sich nieht annimmt, dessen Leben ist ein jãmmerliches
Leben, ein Leben, das ich nicht Ieben moehte. Da wird man allerdings keine Osterfreude spüren konnen, die auch in die Hãrte des
Alltags hineinstrahlt.
Der grosse russisehe Diehter Tolstoi hat das in einer seiner
gewaltigen ErzãhIungen einmal ãusserst eindrüeklieh gesehildert.
Da erzãhlt er von einer Gruppe Ieibeigener, gekneehteter Bauern,
die von einem Tyrannen von Gutsverwalter naeh allen Regeln gequãlt, schikaniert und bedrückt wird. AIs der VerwaIter schliesslich
befiehIt, dass am heiligen Osterfest, das ja von den russischen Christen
in besonderer Weise hochgehalten wird, die Ãcker des Gutsherrn
gpnflü~t werden sollen. da konnen dipse Bauem ihre Monate Iang
aufgespeicherte Wut kaum noch bezãhmen.
Trotzdem gehen sie,
eben well sie Sklaven sind, mit finsteren Mienen und geballten Fãusten
rachebrütend an die Arbeit. Nur einer unter ihnen ballt die Fauste
nieht: Der Bauer Peter geht in seinem feierlichen Ostergewand hinter
dem Pfluge her. Er hat ein Licht auf den Querbalken des Pfluges
geklebt, das brennt - und er singt, singt alle Osterlieder, dle er
kennt. Und aIs ein Gehilfe des Verwalters an den Acker kommt,
um nachzuschauen, ob er aueh arbeitet, da sagt er dem zum Gruss
mit strahIendem Gesicht: Der Herr ist auferstanden; er ist wahrhaftig auferstanden! - und arbeitet - und singt weiter.
Freunde, zwei Wochen sind seit dem Osterfest verflossen; baben wir das Osterlicht mit zur Arbeit genommen - oder haben
wir uns in das Sehneekenhaus unseres Herzens zurüekgezogen aus
Fureht davor, man konne etwas merken davon, dass wir aueh Christen sind und an die Osterbotschaft glauben, glauben, dass unser
Heiland Jesus Christus für uns gestorben und auferstanden ist?
Unser Text führt uns zu Menschen, die hinter verschIossenen
Türen sitzen «aus Furcht vor den Juden». Am vergangenen Sonntag
habt ihr von dieser Stelle aus die Geschichte von den beiden Jüngem
Jesu gehort, die auf dem Wege nach dem FIecken Emmaus dem
auferstandenen Heiland begegnet sind. V011 Freude sind. sie nach
Jerusalem zurückgeeilt und haben den Mitjüngern, die da in tiefer
Karfreitagstrauer sassen die Botschart gebracht: Der Herr ist auferstanden; er ist wahrhaftig auferstanden - wir haben ihn gesehen!
- Der Evangelist Markus erzãhIt uns davon - und Markus hat
das, was er hier beriehtet, von Petrus gehort, der ja dabei war:
«AIs Jesus auferstanden war frühe am ersten Tage der Woche,
erschien er zuerst der Maria MagdaIena, von welcher er sieben bose
Geister ausgetrieben hatte. Und sie ging hin und verkündigte es
denen,die mit ihm gewesen waren, die da Leid trugen und weinten.
Und diese, da sie horten, dass er lebte und ware ihr erschienen,
glaubten sie nicht. Danach offenbarte er sich unter anderer Gestalt
zweien von ihnen unterwegs, da sie über Land gingen. Und die gingen
auch hin und verkündigten das den andem. Und denen glaubten
sie auch nicht.» - Welch trauriger Zustand: Da sitzen sie nun, die
da hãtten
sinnen,
auferstaulJe'f' .
haben lDn c:::
einfach nichjünger ds. ê:':·~C~
übersparl.meOn.
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die Osterbotschaft hart
ôn ist ein jammerliches
e. Da wird man allerauch in die Harte des
at das in einer seiner
ndrücklich geschildert .
. geknechteter Bauern,
nach allen Regeln ger Verwalter schliesslich
den russischen Christen
Ãcker des Gutsherrn
uern ihre Monate 1ang
Trotzdem gehen sie,
n und geballten Fãusten
, ihnen ballt die Fauste
hen Ostergewand hinter
Querba1ken des Pfluges
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n. Und denen glaubten
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ô
~
Lass dein Osterlicht leuchten
45
da hãtten jubeln konnen, 1'atlos und trost1os herum, grübeln und
sinnen, obwohl ihnen immer wieder bezeugt wird: Der Herr ist
aurerstanden! 1h1' Ve1'stand kann das einfach nicht fassen. Sie
haben ihn ja doch sterben sehen; e1' wa1' wi1'klich to1. Das kann
einfach nicht moglich sein, was die Frauen und was die Emmausjünger da erzãhlen; das muss Phantasie sein, Illusion, Tãuschung
übe1'spannter Ne1'ven!
Oh, der Aurerstandene hãtte seine Jünger in ihrem Trübsinn
sitzen 1assen konnen: Wenn sie nicht glauben wollen, so sollen sie's
bleiben 1assen, dann ist ihnen eben nicht zu helfen! - Aber sein
erbarmendes Herz lãsst die Seinen nicht hinter verschlossenen Türen
stecken. Er schliesst zwar die Tür nicht auf. Das müssen sie selber
tun und haben es dann auch getan. Aber er steht mit einem Male
in ihrer Mitte; er ist einfach da mitten in ihrer Trübsal, um ihnen
in die Trauer hinein durch seine Gegenwart und seine Botschaft die
Freude zu bringen, die die rechte Osterfreude isto
Der Gruss, den der Auferstandene den Seinen bringt, enthalt
die letzte Ursache einer wahren Osterrreude - und zweima1 wiederholt er diesen Gruss: Friede sei mit euch! - Das war das letzte Ziel
all der Leiden unseres Herrn, das war das 1etzte Ziel seines Sterbens,
seines Begrabemverdens, seiner H611enfahrt: dass e1'Frieden briichte
den Menschen, die mit Gott im Kriege lagen. - Ein schrecklicher
Gedanke: Mit Gott 1m Kriege liegen! Und doch ist es so, dass wir
Ivlenschen du1'ch die SÜnde Gottes Feinde geworden sind. Und da
Gott, der heilige, allgewaltige Gott, in diesem schreckJichen Kriege
unser Gegne1' ist, kann es nur einen einzigen K1'iegsausgang geben:
wir sind verloren, unrettbal', unhaltbal' verloren - denn gegen Gott
kann keiner stehen.
Und da war es nUI1, "\\70 Jesus Christus in den Riss tmt: Er
verlar gewissel'massen in seinem Tode den Krieg für uns: e1' fiel
auf dem Schlachtfeld der Gerechtigkeit Gottes, die den Tod des
Sünders fordern muss. Er starb diesen Tod fül' uns - auf dass wir
Frieden hãtten. Und Gott, der schreckliche, heilige, allgewaltige
Gott liess sich dul'ch das Todesopfer sein;~sSohnes mit der gefallenen
Menschheit versohnen. Er machte Frieden. Und zum Zeichen der
Aussõhnung und des Friedens \veckte er Christum am Ostermorgen
wieder auf. Nun ist gross Fried' ohn Unterlass; alI' Fehd' hat nun
ein Ende!
Das ist die grosse OsterbotschaÍt, die der Auferstandene se1bst
den Seinen bringt - und diese Botschaft glauben sie und freien
und frõhlichen Herzens machen sie die Türen aur, ziehen in die
Welt hinaus mit diesel' Osterbotschaft vom Frieden mit Gott .
Mein Freund: Mein Heiland 1asst dich grüssen: Friede sei mit
dir! Glaubst du, dass Gott auch mit dir durch den Tod seines Sohnes
versõhnt ist? G1aubst du das wirklich? - Ja, warum sitzt du dann
noch hinter versch10ssenen Türen in deinem Herzen, warum singst
du dann nicht bei deiner Arbeit wie jener russische Bauer in der
46
A Corrida do Cristão
geschichte Tolstois, warum lãsst du das Licht deiner Osterfreude
nicht heller leuchten?
Friede sei mit dir! Du hast wirklich das Leben, das Christus
dir erworben! Freue dich! und gehe hin mit deiner Freude und
stecke andere mit deiner Osterfreude an, auf dass in dieser elenden
sterbenden Welt wenigstens unter uns Christen diese heilige Osterzeit wieder rechte Freudenzeit werde. Lass dein Osterlicht leuchten!
Das schenke dir der Auferstandene, der dich heute grüsst: Friede
sei mit dir! Amen.
---.--
A Corrida
(Alocução
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do Cristão
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Hans-Gerhard
tomanCio-r:.ccsê'·=
Romanos le'c'>:'
Rottma.'lll
É manhã em Atenas - V. séc. A. C. Junto a uma praça está
um grupo de jovens. Em seu meio talvez a figura mais estranha
de Atenas; um homem a fazer perguntas, perguntas que ninguém
espera - perguntas que, de início, parecem, na maioria das vêzes,
estúpidas. Os jovens sentem-se atraídos por aquêle homem. Diàriamente encontram-se com êle - também naquele dia lá estão
na praça. Sim, é estranho êsse Sócrates! Dobrando a esquina surge
correndo um jovem atleta - SÓcrates agarra-o pelo braço: "Aonde
vais?" O jovem esbaforido olha para aquêle estranho - a multo
custo consegue dizer: "Correndo, estou correndo ... " - Sócrates
ainda o encara. "Não respondeste à minha pergunta! Aonde vais?"
- O jovem ainda sem fôlego só consegue dizer: "Estou correndo ...
correndo" - Sócrates o larga. "Vejam só como corre! ... e não
sabe para onde vai! Eis assim é Atenas! Correm, correm de manhã
à noite. Correm mas 99 entre 100 não sabem aonde vão!"
Prezados amigos! Os homens correm - correm e não sabem
para onde vão! Corres também tu? Sabes tu para onde vais? Tam~
bém a Bíblia fala de correr; duas vêzes encontramos as palavras
"Porque os seus pés correm para o mal, são velozes para derramar
o sangue inocente" (Isaias 59.7; Provérbios 1.16) Será que existe
somente um tal correr sem rumo, um correr para o mal? Não!
Existe outro correr e é dêste correr que o apóstolo Paulo fala em
Atos 20.24: "Porém, em nada considero a vida preciosa para mim
mesmo, contanto que complete minha carreira e o ministério que
recebi do Senhor". Esta carreira não é um correr ao acaso, sem
rumo, sem finalidade, sem meta. É uma carreira que não deve ser
interrompida. É uma corrida em direção oposta à dos homens
dêste mundo. Sabemos que todo homem que nasce neste mundo,
por si só sabe correr numa única direção - na direção do mal, do
pecado. Também nós assim corríamos até que o nosso rumo passou
a ser outro; e isto, não porque nós decidíssemos mudar de direção,
mas, sim, somente porque alguém outro compadeceu-se de nós e,
bém não \','-7',Sim, nào é
breus, capo ~_
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dear-nos t2todo péso,
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t
47
tomando-nos em suas mãos, mudou no;;so rumo. Na Epístola aos
Romanos lemos: "Assim pois, não depende de quem quer ou de
Quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia." (9.16) Foi por
IrlÍsericórdia de Deus que de uma corrida em direção ao abismo
eterno passássemos a correr para a bem-aventurança eterna. Esta
mudança foi operada em nós pelo Espírito Santo que nos deu a
fé por meio do Batismo. E isto somente porque Cristo em nosso lugar sofreu e morreu, obtendo para nós redenção. Se Cristo não tivesse morrido pelos homens perdidos, ainda hoje, sem exceção,
haveria direção única no correr da humanidade.
Será fácil êste correr em direção oposta ao mundo? Todos nós
sabemos que o bom corredor vai equipar-se para a corrida. Não vai
de botas e casaco; não levará um pêso nos ombros; seus olhos também não vagam etn derredor ao correr, êles estão fitos no alvo.
Sim:, não é fácil correr, é preciso persistência. Na Epistola aos Hebreus, capo 12, encontramos uma passagem que tão bem mostra como
devemos correr: "Portanto, também nós, visto que temos a ro~
dear-nos tão grand2 nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de
todo pêso, e do pcc8do que tenazmente nos assedia, corramos com
perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente
para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da
ignominia, e e8tá assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquêle que suportou tamanha oposiçáo dos
pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando
em vossas almas". (12.1-3) Sim, sàmente desembaraçando-nos de
todo o pêso e do pecado poderemos correr. O pecado tenazmente
nos assedia, trava nossa corrida, faz com que o alvo fique obscurecido. Devemos resistir ao pecado e venCÊ~-locom os olhos fitos em
nosso Salvador. Notemos comJ que ênfase fala o autor nesta passagem: "O pecado que tenazmente nos assedia, COrramos com p2rseverança
olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé,
Jesus
e ainda: "Considerai, pois, atentamente, aquêle que ,suportou tamanha oposiçào dos pecadores contra si mesmo, para que
não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas." Sabemos nós que
por nós mesmos não r;oderemos fazer frente ao diabo, que seniyre
de nôvo investe contra nós, querendo conduzir-nos por caminhos
mais amplos e suaves. lVIasnão estamos sós: Jesus nos dá fôrças,
em sua Palavra nos assegura: "Mas os que esperam no Senhor
renovam as suas fôrças, sobem com asas como águia, correm e
não se cansam, caminham e não se fatigam." (Isaias 40.31) Não
há obstáculo que não possa ser vencido.
Em sua Ia carta aos Corintios o apóstolo Paulo escreve: "Não
sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aquêles para alcançar uma
coroa corruptível; nós, porém, a incorruptíveL Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar."
!
i
~
48
Kirche und Bekenntnis
(1 Cor. 9.24-26) Esta é a maneira de correr: correr para alcançar
o alvo final. Quem corre não tem tempo para dedicar-se a outra
coisa, senão ao seu correr, à sua rota, ao seu alvo. Só o chegar
ao alvo - o alcançar o prênHo lhe interessa. Tôda nossa vida deve
ser um correr assim. Náo há nada que tenha importância maior:
é esta a vida do cristão que confia em seu Salvador. Êste correr do
cristão deve sempre ser um pregar do evangelho, um mostrar
àqueles que correm em sentido oposto, que para aquêle lado não
há nada a não ser o abismo eterno; mas que do outro lado está
Jesus, que abriu o caminho para a salvação com sua morte na cruz,
dando-nos certeza da vitória pela sua ressurreição.
Prezados amigos! Sigamos o exemplo do apóstolo Paulo, cuja
vida foi um constante correr para o alvo, mostrando aos outros o
caminho único e verdadeiro; e exortando os fiéis em suas cartas
que não recuassem. Aos Gálatas teve que escrever: "Vás corríeis
bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade?"
(5.7) Será que em certas épocas estas palavras não são dirigidas
diretamente a nós? - Lembremo-nos que nossa vida passa ràpidamente. Já diz: "Os meus dias foram mais velozes do que um
corredor." - Assim também são os teus e os meus dias. Não estaquemos o nosso passo por nem um dia, nem um minuto. Não
abandonemos a carreira. Miremos a Jesus. Deus conceda que tu e
eu possamos um dia dizer com o apóstolo Paulo: "Combati o bom
combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da
justiça me está guardada." (2 Timóteo 4.7) Amém.
--e---
Kirche und B'ekenntnis
Aulis Jalonen,
lVl:eHiala,
FinnIand.
Wir bringen im folgenden eine Ansprache eines finnischen
Theologiestudenten, Aulis Jalonen; e1' hielt sie am 17.
Juli 1962 vor einem Kreis staatskirchlicher Freunde in
seinem Heimatort Mellilã, am Abend vor seinem Übe1't1'itt
zu unserer Schwesterkirche, der «Freien EV.-Luth. Kirche
in Finnland». Der Ansprache gaben wir die obige Überschrift, die die Leitgedanken des Vortrages wiedergibt,
in welchem ein gutes Bekenntnis abgelegt wird zu dem,
was Kirche heisst und insonderheit Kirche lutherischen
Bekenntnisses. Der Verfasser ste11teseine Ansprache unter
(<<DerLutheraner»)
das Schriftwort Apg. 2,42.
«Sie blieben aber bestandig hl. der AposteI Lehre und in der
Gememschaft lli'ld im Brotbrechen und im Gebet.»
Liebe Freunde! Ich habe euch eingeladen, um euch von Dingen
zu sagen, die mich in den letzten J ahren tief beschãftigt und mil'
das Herz· sowohl bedrückt wie auch erfreut haben.
eine
und ich
Se bli~.S=-:.:-
bekannt .. -'0_=
denn da s=-=
gesucht h?-cc
zu Ende.
auch
geric U.:e-:
+)
Kirche und Bekenntnis
': correr para alcançar
ara dedicar-se a outra
;eualvo. Só o chegar
. Tôda nossa vida deve
ha importância maior:
alvador. Êste correr do
vangelho, um mostrar
para aquêle lado não
.l1.ledo outro lado está
~om sua morte na cruz,
wição.
ia apóstolo Paulo, cuja
nostrando aos outros o
iS fiéis em suas cartas
2screver : "Vós corríeis
obedecer à verdade?"
lvras não são dirigidas
nossa vida passa ràpiais velozes do que um
)s meus dias. Não estanem um minuto. Não
Deus conceda que tu e
)aulo: "Combati o bom
~. Já agora a coroa da
Amém.
~nntnis
en, ThfelliaIii,Finnland.
sprache eines finnischen
1; er hiélt sie am 17.
3kirchlicher Freunde in
;nd voI' seinem übertritt
Freieri EV.-Luth. Kirche
)en wir die obige über3 Vortrages
wiedergibt,
abgelegt wird zu dem,
lcit KiI'che lutherischen
te seine Ansp1'ache unteI'
(<<DerLutheraner»)
ostel Lehre und in der
Gebet.»
2n, um euch von Dingen
ief beschãftigt und mil'
t haben.
49
1hr wisst, dass in diesen vier Jahren die Fragen nach dem Christenglauben für mich d i e Lebensfrage geworden ist. 1n diesel'
Sache habe ich nicht mehr lãnger auf ungewisse und einander widersprechende Menschenmeinungen bauen konnen. 1éh musste hier
endlich vollige Klarheit erhalten. Es ist die Art des christlichen
Glaubens und Bekennens, dass sie sich mit Unklarheiten und Widersprüchen auf die Dauer nicht abfinden konnen. Der Glaube sucht
in allen Dingen Gottes Wahrheit in der Heiligen Schrift, um ihr
in der Tat folgen zu konnen .
Nicht aus irdischem Interesse und in weltlicher Absicht wollte
ich Theologie studieren. Ich fíng vielmehr damit an, weil Gottes
Gnade mil' seinen lieben Sohn verklãrt und zum einzigen Schatz
gemacht hatte. Ich ging nach Helsinki, um noch deutlicher die
Stimme zu horen, die ich lieb hatte und nach der ich dÜrstete. Ich
glaubte, dass die theologische Fakultãt an der Universitãt der Ort
sei, wo ein emster Glaubensgeist und allseitige Demut vor Gottcs
Wort herrsche.
Gleich zu Beginn geriet ich unteI' Widersprüche. AbeI' ich
glaubte meinen Augen und Ohren nicht zu trauen, aIs ich eine Reih~
von Theologen vorfand, die sich nur mit menschlichen religiosen
Ansichten und Auslegungen beschãftigten, ohne sie an der Heiligen
Schrift zu prüfen und zu beurteil~n. Meine Note wurden immer
grosser, aIs ich sah, dass auch überall im Gemeindeleben eine vollstandige Lehrverwirrung herrschte. Es ist woh1 unschwer zu erkennen, wie all das auf einen Menschen wirkt, der allein Gottes
Stimme horen und ihr folgen will. Ich wusste nicht mehr, was ich
tun sollte. Ich ging van einem religiosen Kreis zum andem, alme
eine geistliche Heima t zu finden. überall hoI'te ich Dissonanzen,
und ich konnte es nicht aushalten, sie weiteI' anzuhoren.
Schliesslich wurde ich mit den lutherischen Belreillltnisschriften
bekannt. AIs ich sie zum ersten lVIalIas, war meine Freude gross;
denn da sah ich vor mil' eben die Lehre, nach welcher ich überall
gesucht hatte. AbeI' meine Schwierigkeiten waren damit noch ,Ücht
zu Ende. Denn in unserer Kirche fand ich keinen Kreis, der ~ich
auch wirklich nach der Lehre der lutherischen Bekenntnisschriften
gerichtet hãtte.
Der Evangeliumsverein +) schien mil' in diesel' Hinsicht noch
der beste zu sein. 1m Grunde genommen besteht seine Tãtigkeit
tatsãchIich in dem Ve1'such, gemãss dem gemeinsamen Glauben
und Bekenntnis zusammenzukommen, wie Apg. 2,42 es 1ehrt; aber
ich konnte mich auch mit diesel' Richtung nicht zufriedengeben;
denn Gottes Wort und das lutherische Bekenntnis 1eh1'enkein Vereinswesen. Sie veI'bieten es vielmehr (1. Kor. 3; Eph. 4,1-6). Gottes
Wort und Luthers Lehre sprechen immer nur van der Versamm1ung der Gemeinde. Deshalb suchte ich auch immer nach solchen
Versammlungen, die nach Gottes Wort auf Grund des gemeinsamen
+)
Eine Bewegung innerhaIb der finnischen Staatskirche.
aIs «lutherisch» anzusprechen isto
die noch am ersten
Kirche und Bekenntnis
50
Glaubens und Bekenntnisses aIs Gemeinde zusammenkommen. Die
Gemeinde Gottes ist nach der Schrift ganz offenbar kein Vcrein
der eine Liebhaberei betreibt; sondern sie ist Christi Leib, der imme{.
seine heiligen und rechten Kennzeichen hat.
1hr erlaubt es mil' gewiss, dass ich eine Stelle aus den Bekenntnisschriften anführe, die von diesen Kennzeichen der Kirche spricht
(nach dem lateinischen Text): «Die Kirche ist ... die Gemeinschaft
des Glaubens und Heiligen Geistes in den Herzen, hat aber dennoch
aussere Zeichen, auf dass sie erkannt werden konne, namlich die
reine Lehre des Evangeliums und die mit clem Evangelio Christi
übereinstimmende Verwaltung der Sakramente» (Mü11er S. 152).
Die rechte lutherische Kirche und die rechte christliche Gemeinde
erkennt man daran, dass in ihrer Mitte das Wo1't und die Sakra~
mente einhellig rein bewahrt werden. Das tut sie deswegen, well
diese Gnadenmittel es sind, wodu1'ch Gott in dem Menschen den
Glauben wi1'kt und erhalt. Wo man faIsche Lehre duldet und sich
nicht dagegen wehrt, bietet man dern Menschen statt Glauben und
Segen: Missglauben, Fluch und Tod.
Finden \vir nl.ll!
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versitãt
Lu.ther-
tums? 1h1'habt wohl schon alIe gemerkt, dass man 1n ih1' die gleich
christlichen Lehren verschieden.
i
leI11"t.
Selbst in 50 \vichtigen Dingen,
\vie dem H e I d e s 1\/1 en s c h e n "l.lnd derI1 Z\V t2 c k d e r
P r e di g t, ist man verschiedener Meinung: ",ine1'versucht durch
seine Predigt die ZlJ110rerin tiefe
führen; der al1.dere unterstreicht
ph.ilosoph.ise11e
t}edankerl hineinz1..lVaI' den I,1eDsclle11 Gebet lInd tiefe
Andacht aIs das Wichtigste; ein dritter sucht das moI'alische Streben
des Menschen und die sozialen Tugenden herauszustellen; wieder
2il1 anderer sagt, der Mensch müsse sich für GaU entschelden und
sich Gott welhen ...
Doch kann man n1cht leugnen, dass sich auch solehe finden,
die noch nach reineI' lutherischer Weise Sünde und Gnade predigen;
abeI' vvarum lãsst man denn a11die andersartigen Prediger auftreten
und ho1't sie an? Die Lehre vom Heilsweg 1st aber n1cht das einz1ge
Lehrstück, bei dem Verschiedenheit herrscht, sonderri ahnlich 1st
es mit den verschiedenen buntscheckigen Ansichten über die Heilige
Schri.ft, clie Taufe, das Abendmahl, d1e guten We:rke und ihre Bedeutung, über die Dreieinigkeit, die Gemeinde U3\V. Wieso darf man
eine Kirche, die solehe Verschiedenheiten zulasst, lutherisch nennen?
1n diesel' Sache reicht nieM der blosse I\Jl'chenname aus. Der
entscheidende Faktar ist die Wirldichkeit, die hinter dem Namen
steht; sonst isto der Name Betrug. Wenn die Wirklichkeit anders
ist aIs der Name, was gilt dann? Es reichen auch nicht von Menschen
geschaffene Traditiúnen aus, weil doch die christliche Kirche in
Frage steht und ihre Tãtigkeit in der WeIt. Weil mein Glaube auf
Gottes Wort gegründet ist, habe ich die lutherische Lehre geprüft
und zu meiner Freude gerunden, dass sie die Lehre des Wortes Gottes ist; und ich fordere, dass man ih1' auch den entsprechenden
Platz und die entsprechende GeItung verschafft!
nus
zu seinc'ê-
so dass
lvrein
weiss,
in einmütiz-=::
2,42
ver-::.2I:·--'··~
GIauben
ili:C::
=-
:-:,",'?~,
Kirche und Bekenntnis
~usammenkommen. Die
~ offenba1' kein Verein,
Chl'isti Leib, der immer
:e11eaus den Bekenntnishen der :Kirche spricht
1st... die Gerneinschaft
2rzen, hat aber dennoch
:len konne, namlich die
dem Evangelio Christi
ente» (MüIler S. 152).
te christliche Gemeinde
s Vlo1't und die Sakratut sie deswegen, weil
1n dem Me~schen den
: Lehre duldet l.md sich
211enstatt G1auben une!
\;.erm.zeiellen des Luther,ss man in ihr die gleich
~in 80 \vic11tigenDingel1,
d dem Z w e c k d e r
~: eine1' versucht durch
3.-.:11e Gedanken hineinzuenschen Gebet und tlefe
t das moralische Streben
Í1erauszustellen; wieder
T Gott entscheiden und
'ich auch solche finden,
:d'2 und Gnade predigen;
'tigen Prediger auft1'eten
<;t aber nicht das einzige
~ht, sondern ãhnlich ist
lsichten über die HeHige
1 Werke und ih1'e B€deu. usw. Wieso darf man
1asst, lutherisch nennen?
Kirchenname aus. Der
dic hinter dem Namen
die Wirklichkeit anders
auch nicht von Menschen
ie ch1'istliche Kirche in
, Weil mein Glaube auf
lthe1'ische Lehre gep1'üft
e Lehre des Wortes Gotuch den entsprechenden
hafft!
51
ln unserer Staatskirche ist jedoch nach dem Bekenntnisparagraphen des 1870 verkündeten Kirchengesetzes d i e K i r c h e i n
L e h s a c h e n f r e i . Nach diesem Paragranhen ist also unterschiedliches Lehren innerhalb der Kirche offizi~ll erlaubt, wie wir
das praktisch auch feststellen konnen. Gewissenhafte Lutheraner
werden aIs merkwÜrdige und storende E1emenÚ~empfunden, dürren
aber zur Kirche gehoren, wenn sie nu1' andere Lehren dulden. 1n
unsel'el' Kirche herrscht allgemein ein menschliches von Gottes
Wort gelõstes, freies Denken in Lehrsachen; und di~ser Leh1'freiheit rÜhmt man sich auch noeh! Es sind daher missleitete Menschen,
die diesel' Kil'che noe11anhãngen.
Es schien mil' am Anfang des. Studiums über meine. Krafte
zu gehen, mit diesen Fragen allein fertig zu werden, auf der Universitãt stOrrische Vernunft-Theo1ogie anzuhoren und die herrschende Lehrverwir1'ung in den Gemeinden ansehen zu müssen. Darum
danke ich meinem Gott von ganzem Hel'zen dafür. dass e1' mich
aus grossel' Gnade solche Gemeinden in Finnland finden liess, die
VaI' etwa 40 Jahren aus denselben Anfechtungen heraus entstanden
sind und sich Zl1 selbstandigen Gemeinden konstituierten. Diese haben eine KirchengeElcinschaft gebildet, die den Namen «:Freie Ev.Luth. Kirche :in :Finnland}} tragt. Ich habe diese Kirehe drei Jahre
lang geprüft und zu meinem 3taunen gesehen, dass die ganze Ve1'kündigung in ihr durchaus 'nach der lutherischen Lehre geführt
wird. 1n diesel' Kirche geht es nicht, wie bei einigen 3ekten, um
dle Bildung eine1' Geme1nde der VoIlkommenen, sondern ausschIiesslich darum, dass man Gottes \Vort einmütig und 1'ein 1eh1't
und bekennt und das Leben der Chl'isten danach einrichten wiII.
Die Lehre ist Gottes; sie soll reln s0in. Das Leben ist ein Leben
sÜndiger Menschen; es 1st immel' fehleI'haft und b1e1bt es; aber
auch hier soll man sich nach Gottes Wort richten.
Leider habe ich festgestellt, dass unsere evangelische Richtung,
die mil' in mancheI' Hksicht lieb 1st (der EV8ngeliumsverein) fortwah1'end die Existenz diesel' bekenntnisbewussten Kirche bekampft
nat und sich aus diesem Grunde voI' der nicht bekenntnistl'euen
Landeskirche anfs tiefste beugt. lch selbst kann es nicht 80 halten
und einer bekenntnisbevY1.Isstenlutherischen Kirche fernbleiben, eben
weil ich selbst du1'ch Gottes Gnade eil1 bekenntnisbewussteI' LutheremeI' geworden bin und nicht - davor behüte mich Gott! - ein
aus Pietismus und Rationalismus bestehender Zwitter.
Ich bin nicht stolz, sondem ich fürchte mich; doch danke ich
meinem Gott von ganzem Rerzen, dass e1' mich durch sein Wort
zu seinem Eigentum gemacht und mich im Glauben gestarkt hat,
so dass ich ein Christ sein dal'f, der die lutherische Lehre bekennt.
Mein Suchen brauche ich nicht mehr fortzusetzen, weil ich gewiss
weiss, dass man sich in der Freien EV.-Luth. Ki1'che in Finnland
in einmütigel' Gemeinschaft des Glaubens und der Lehre nach Apg.
2,42 versammelt. Wenn ich jetzt noch zweifelte, würde ich meinen
Glauben und meinen Gott verleugnen, der mil' aus Gnaden Gewissheit
r
52
Kirche und Bekenntnis
gegeben hat. Ich bin bereit, mich auf Gnmd des Wortes Gottes deI'
geftmdenen bekenntnistreuen lutheriscl1en Kirche anzuschliessen.
Wenn ich das tue, so nange ich mich nicht an Menschen, noch
an ihre Vortrefflichkeit; denn wir alIe sind immer nur sündige
Menschen. Ich will mich vielmehr einer Kirche anschliessen, in
der man das Bekenntnis ernstnimmt. Um meines Gewissens vvmen
kann ich nicht zusammenstehen mit solchen, die auch falsche Lehre
dulden; denn ich habe in meinem Ohr immer die Worte meines
Heilandes: «Sehet euch vor vor den falschen Propheten, die in
Schafskleidem zu euch kommen, inwendig aber sind sie reissende
Wülfe.» Ich hore abe1' auch, wie e1' die wah1'en Christen beschreibt:
«Meine Schafe ho1'en meine Stimme, und ich kenne sie und sie
folgen mir», und: «Einem Fremden folgen sie n~cht, sondern fliehen
von ihm; denn sie kennen der Fremden Stimme nicht.» Ich sehe
vo1' mil' die Worte des gottbegnadeten Luther: «AIso schliessen
wir mrn: wo eine christliche Gemeinde ist,- die das Evangelium hat,
dass sie nicht allein Recht und Macht habe, sondem schuldig sei
bei der Seelen Seligkeit ih1'e1' PIlicht nach, die sie Christo in der
Taufe getan hat: zu meiden, zu fliehen, sich abzusetzen, sich zu
entziehen von der Obrigkeit, so die jetzigen Bischofe, Abte, K16ster,
Stifte und ihresgleichen treiben, \veil man 6ffentlich sieht, dass sie
wider Gott und sein Wort lehren und regieren» (St. L. Bd X, S.
1543, vom Jahre 1523).
Konnte das alIes aber nicht viel besser innerhalb unsel'e1' Staa tskirche geschehen? So haben viele ve1'wundert gefl'agt. Doch sind
solehe Fragennicht ebenso toricht, wie wenn man einen Schornsteinfeger fragt: «Kannst du nicht trotz deiner Arbeit einen weissen
Anzug tragen?» Wenn ich zur Staatskirche geho1'e, darf ich falschen Lehren die Gemeinschaft nicht versagen. Damit aber wi.-lrde
ich mich zu solchen bekennen, von denen der AposteI spl'icht, dass
sie «Zel'trennung und .L\rgernis» anrichten neben der. Lehre, die ih1'
gelernt habt». Damit würde ich auch meinen Hel'rn Christus verleugnen; denn - wie man sagt «der Hehler ist so gut wie der
Stehler». Um meiner eigenen und um eul'er Seele willen kann ich
das nicht tun. Ich hore in des Apostels Worten den Befehl Gottes,
den ich nicht missachten da1'f: «Gehet aus von ihnen und sondert
euch ab, spricht der He1'r, und 1'ühl'et kein Unreines an, so will ich
euch annehmen und euer Vater sein, und ihr sollt meine Sühne
und Tochtêr sein» (2. Kor. 6,17,18). Ebenso stehen in meinem
Herzen die Worte der Bekenntnisschriften (Schmalk. Art.: Tractatus): «Schwer ist es, dass man von soviel Landen und Leuten
sich trennen (und ein Schismatike1' genannt werden) soll. Aber
hie stehet Gottes Befehl, dass jedermann sich so11hüten und nicht
mit denen einhellig sein, so unrechte Lehre führen und mit Wüterei
zu erhalten gedenken."
Was solI ich nun tun? Nichts aIs Asche ist mir das Wohlsein
und die Pracht, die die Staatskirche bietet, um damit ihre Lehrverwirrung zuzudecken. Viel wel'tvoller aIs weltliche Ehl'e ist mil' die
80
Stimme meíL~~
~olge! so ,
1hm 1st rneI1~
finnischen
Leicht
wie lieb mil'
und OrgeL S _..
nicht, \vÍe
die ihr mic-b
zu Gott 2e3:
so viele '--el:
k6nnten.
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Aber,liebe
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Kinder
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aber sind sie reissende
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ich kenne sie und sie
e nicht, sondern fliehen
imme nicht.» 1ch sehe
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[ie das Evangelium ha t,
e, sondern schuldig sei
die sie Christo in der
ich abzusetzen, sich zu
Bischofe, Ãbte, K16ster,
;ffentlich sieht, dass sie
~ren» (St. L. Bd X, S.
me1'haIb unserer Staatse1't gefragt. Doch sind
man einen Schornsteinr Arbeit einen weissen
e geh6re, darf ich falsen. Damit aber wÜrde
e1' AposteI sp1'icht, dass
eben der Lehre, die ihr
en Herrn Christus ver,ler ist 80 gut wie der
r Seele willen kann ich
Tten den Befehl Gottes,
von ihneu und sondert
Unreines an, so will ich
ihr sollt meine S6hne
mso stehen iu meinem
Schmalk. Art.: Tractae1 Landen und Leuten
l11twerden) soIl. Aber
ch so11hüten und rueht
führen und mit Wüterei
1e ist mil' das Wohlsein
um damit ihl'e Lehrvel'~ltliche Ehre ist mil' die
53
Stimme meines Heilandes, des guten Hirten. Wenn ich dieser Stimme
foIge, so gehe ich dem himmlischen Vaterland entgegen. Nu1' in
ihm ist mein Leben; und in diesem Sinne t1'enne ich mich vou der
firmischen Staatskirche.
Leicht wird mil' diesel' Schritt auf keinen FalI. 1hr wisst nicht,
wie lieb mir unsere Dorfkirche ist. ih1'e Bãnke, ihr Altar, ihre Kanzel
und Orgel. Schwer ist es, sich von dem allen zu 16sen. 1hr wisst
nicht, wie lieb ihr mil' seid, ihr Einwohnel' meines Heimatdol'fes,
die ihr mich gestützt und auch angespornt habt, fül' die ich so oft
zu Gott geseufzt habe. Es ist mil' schwer, daran zu denken, dass
so vie1e von euch sich an mir argern und mil' den Rücken kehren
konnten.
1hr habt envartet, dass ich hier in Mellilã Pastor werden würde.
Aber, liebe Freunde, ihr braucht nicht enttauscht zu sein: Icu fliehe
nicht von hie1', wenn ihr es nicht wollt. Auch trete ich nleM aus
der lutherischen Rirche aus, sonderll iu sie hinein. Ich habe mich
nicht zu eine1' neuen Lehre bekehrt, sondern zu der alten Lehre der
lutherischen Bekenntnisse. - Es ist wah1', dass ich euch bei keiner
staatskirchlichen Vel'anstaltung Gottes Wort verkündigen werde;
aber wo immer ih1' euch privat um mieh scharen wollt, da bin ich
mit F1'euden bereit, euch gründlicher aIs bishe1' dasseIbe alte und
heilsame Evangelium zu predigen, das ich euch früher verkündigt
habe. \Venn ihr das ho1'en und annehmen wollt, werde ich euch
mit F1eiss den Rat Gottes lehren, damit ihr im Glauben gestãrkt
werdet und in ihm bestãndig bleibt.
. Ich treibe euch nicht, aus der Staatskirche auszutreten. ln
dIeSel' Sache muss man der Stimme des im \Varte Gottes gebundenen
Gewissens folgen. Eine E1'mahnung jedoch gebe ich euch: P1'üfet
alles, was eure Kirche tut! Wird in ihr die luthe1'ische Lehre einmütig rein gepredigt? Kãmpft eure Kirche mit Ernst für den rechten
Glauben, die reine Lehre unO. das treue Bekenntnis und \veh1't sie
si~? ~atk.raf~ig gegen andere Lehren und ]\/Ieinungen'? Das ist nicht
n;o~l1ch I~.ell~er modernel! Volkski1'che, in we1cher Lehrfragen offen
bl~lben mussen. - Ach, lIebe Freunde, denkt an eure Seele, an eUre
Kmder unO.an eure F1'eunde! Lasst euch nicht durch schone Wo1'te
~nd ehrwürdige Überliefe1'ungen einschlãfern! Ich hoffe, dass ihr
m eurem Glauben so stark werdet dass ih1' menschliche Bande die
Gottes Wo1't hindern, zer1'eissen konnt und dass wir miteina~der
mit Pet1'US sagen k6nnen:
«He1'r,
wohin
sollen
wir
ge h e n? D li h a s t W o r t e d e s e w i g e n L e b e n s . "
Amen.
---e--
54
Die «Contergan» - Kinder und die Euthanasie
Die "Contergan"-Kinder und die Euthanasie
Hans Lutz Poetsch, Bremen
Seit Monaten beschaftigt sich die Offentlichkeit
mit den ve1'heerenden Folgen, die sich nach dem Genuss von gewissen Medikamenten seitens der werdenden Mutter bei neugeborenen Kindern
herausstellten:
VerkrÜppelung
der Neugeborenen
an Armen und
Beinen und ande1'e o1'ganische Schaden.
Durch den F1'eisp1'uch eine1' belgischen Mutte1', die in Verzweiflung ih1' missgestaltetes
Baby t6tete, e1'hie1t die.Diskussion eine neue
Wendung. 1st es verstândlich
und berechtigt, wenn man Kindern
den «Gnadentod» gewa,hl't. de1'en Leben auf Grund ihre1.' Verk1.'Üppelung menschlich gesehen :lu einer einzigen Qual werden kann?
.
Eine Bremer ZeJtung hat in diesen Tagen dle Meimmgen von
einigen Ãrzten und Pasto1'en der Landeski1'che und der romischen
Kirche so'\vie die Stellu11gl1al1D1e eines Richters eingellolt (Brerr1er
l\Jaehrichten, 17. Nov, 1962, S. 17). Sehr eindelltig 3.tlSserte sicl1
der o.ktiv im evangeJischen Leben stehende Arzt Professor D. DI'.
I{arl Stoevesandt:
«Die
Letrte
'laTI LÜ.ttic11 haben
tUlS ei11en \7oHzsentscheid
'\701'-
gespielt; der an das beTÜchtigte Sc11el'bengericht
des alten At11en
erinnert; nur dass dort éfUS Unr::lllt eÜ1 verdicnter Staatsmanrl
i1'1
die Verbo.mmng geschickt wurde, hier abeI' Gesclw/oI'ene das geschriebene Recht érus cleI11 Gerichtssaal jagten. Diese Seite des lU1erhorten 'lorga:ngs gel1t vornehrnlieh
der} Jllristen
an~ Der .k\rzt
andereI'seits wird \'on neuern zur Erorterung
der Euthanasie
genotigtj einer Frage~ die nach der über\vindl1ng einer schreck1ichen
Zelt cin füI' alIem aI erledigt seill sollte, offensichtlich
aber noch
immer und nicht nu1' in Deutschland in den K6pfen spukt.»
Landgerichtsrat
D1'. Penning bemerkt:
«Ein Strafgericht
hat die Aufgo.be, den stro.frechtlich bedeutsamen SachverhaIt auf Grund einer Hauptverhandlung
zu ermitteIn,
ihn rechtlich zu würdigen und die angemessene Strafe festzusetzen.
Der Sachverhalt
in BrÜssel war auf Grund der Gestandnisse alIeI'
Angeklagten klar. Dennoch haben die 12 Geschworenen auch die
Fragen mit «nein» beo.ntwortet, die sich auf die zugegebene vorsatzliche T6tung bezogen. Das Iãsst die Vermutung beg1'Ündet erscheinen,
do.ss die Laienrichter ihrem Gefühl folgend, die Antworten weniger
no.ch dem Tatgeschehen
aIs im Hinblick auf die Rechtsfolgen
gegeben haben. Die hier in Frage kommenden Strafvorschriften
in
d. h. nicht Mord
Deutschlo.nd waren die § §212,213 Strafgesetzbuch,
(woro.uf die Anklo.ge in Lüttich lo.utete), sondern Totschlo.g. Bei
Totschlag konnen ganz alIgemein mildernde Umstande berücksichtigt
werden, womit der Strafrahmen
zwischen 6 Monaten und 5 Jahren
Gefãngnis liegen würde. Solche mildernden Umstande würde mit
hoher "Vahrscheinlichkeit
angenommen
werden und konnten bei
Zurn
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von Viilhe~:c--.:~-;:::-~
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und darm", -;:verbindlicLc ==die Skepsic:
und o.n sei,o,:, tri tt, d2cS c.:ic cderem der
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Die é:Contergan» - Kinder und die Euthanasie
die Euthanasie
Lutz l'oetsch, Bremen
:1tlichkeit mit den ve1'ss von gewissen Medineugeborenen Kindern
)renen an Armen und
IIutter, die in VerzweifUe Diskussion eine neue
gt, wenn man Kindern
::;'rundihre1' Verk1'Üppeual werden kann?
;en die Meinungen von
che und der romischen
ters eingeholt (Bremer
elndetitig atlSserte sicll
J\rzt Professor D. DI'.
en '.1oIksentscheid vo1'er1cht des a1ten Athen
~'dienter Staa tsmann in.
(' Gescl1\vorene das ge1. Diese Seite des uner-uristen an. Der .L~rzt
r:g der Euthanasie ge~
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ungelner
,. ,
se h'
.1reCKl1cnen
ffensichtUch aber noch
Kopfen spukt.»
1 strafrechtlich bedeut'l"hanàIung zu ermitteln,
ene Strafe festzusetzen.
der. Gestandnisse a11er
Geschworenen auch àie
die zugegebene vorsatz1.gbegründet erscheinen,
die Antworten weniger
uf die Rechtsfolgen gelen Strafvorschriften in
:zbuch, d. h. nicht Mord
sondem Totschlag. Bei
Jmstande berücksichtigt
Monaten und 5 Jahren
:1 Umstande
würde mit
~rden und konnten bei
55
Festsetzung einer Gefangnisstrafe bis zu neun Monaten überdies
noch zu eine1'Strafaussetzung bei Bewah1'ung führen. Darüber hinaus
besteht die Moglichkeit, die Vollstreckung jeder Strafe durch einen
Gnadenakt abzukürzen oder ganz auszusetzen. Kein deutsches Gericht
würde bei gleichem Sachverhalt zu einem Freispruch kommen kon11011•.»
Zum Schluss sei angegeben, was der ehemalige Studentenpfarrer
von VV'iIhelmshavenund jetzige Bremer Domprediger Günter Abramzik meint:
«Das Ratsel, das uns das Leben heute aufgibt, ist oft so neuartig
und darum so einmalig, dass alle fertigen Normen und Urteile ihre
ve1'bindliche Kraft ve1'lle1'en. Bezeichnend für unseI'e Zeit ist, dass
die Skepsis dem objektivierten Recht und Dogma gegenübe1' vvachst
Llnd an sei11e Stel1e das llntergrLlndige
Gefü.hl ÍÜ.r ein netleS Recht
tritt, das sich noch nicht fol'muliert hat. Das 8chien mil' unteI' anderem der Prozessverlauf und die Urteilsentscheidung im ConterganprOZ2SS zu bevieisen. Der Tatbestand '10m geltcnden Recht heI' ist
leicht formulierbar. Er lautet: Mord an einem Menschen - V011
der eigenen Mutter ausgefÜhrt! Die einmaligen Umstande, die gegen diese Beschuldigung geltend zu machen sind, sind von der
Verteidigung und auch von der üffentlichkeit deutlich gemacht worden. Es ist die eigene Fahrlassigkeit der Gesellschaft, die es erlaubt
habe, ein Thalidomit-Praparat in BeIgien ohne Kontrolle zuzuIassen.
Was aber noch schwerer wiegt: Die Frage der Mutter, ob sie
ein derartig deformiertes Kind überhaupt aIs ihr eigenes Kind ansehen konne. Von den Deformationen sind nur die einfacheren bekanntgeworden: Arme und Hande fehlten. Statt dessen wuchsen
Finger direkt aus den Schultern. Die schviierigeren hat die AnkIage
verheimlicht. Angesichts dieses Tatbestandes ist es schwer, das
Urteil auf Freispruch aIs Prazedenzfall zu nehmen. Ich vermag nur
zu fragen, ob d i e s e Mutter ein Recht hat, ihr Kind zu toten,
und muss mich vor jeder Verallgemeinerung hüten. Ein Theologe
hat es in diesel' Entscheidung leichter aIs ein Jurist. Er ist ein
Anwalt des Menschen. Er hat die Besonderheit des Falles und die
menschliche Not wesentlich vaI' Augen. Und deswegen bin ich in
diesem Falle auf seiten der Mutter gegen die AnkIage des StaatsanwaItes.
Der VergIeich zu den Euthanasieprozessen der Nazizeit drangt
sich auf. Auch hier ist mit der Begründung «Iebensunfãhig» gemordet worden. Ich erinnere auch an den Film: «Ich kIage an!»,
der die Morder zu rechtfertigen suchte. Hier handelte es sich um
einen politischen MoI'd, der sich der offentlichkeit mit gIeichen
Argumenten verstandlich machen wollte, in Lüttich aber um die
VerzweifIung einer Mutter, die, ein gesundes Kind erwartend, die
ausserste Entstellung vor sich sah, der kaum der Name Mensch
zugebilligt werden konnte. VoI' diesem aussersten Notstand, der
ohne VerschuIden der MutteI' gekommen ist, hat die VeI'urteilung
zu schweigen.»
,.
I
56
Die «Contergan» - Kinder und die Euthanasie
Man kõnnte nun noch rõmische Stimmen zitieren, die alle ablehnend dem belgischen Ur1eil gegenüberstehen.
Was haben wir
nun dazu zu sagen? Wir werden gut tun, von Pastor Abramziks
Darlegungen auszugehen. Aus ihnen spricht eindeutig das mitfühlende Verstandnis. Und iéh darf wohl annehmen, dass jeder Chríst
gleichfalls mit der belgischen Mutter und mit allen Eltern empfindet,
unter deren Kindern ein solcher Krüppel isto Man wird aber die
Frage stellen müssen, ob der Domprediger recht hat, wenn er sagt:
Der Theologe «ist ein Anwalt der Menschen». Demgegenüber kõnnen
wir nur mit Nachdruck betonen: Zuerst und vor allen Dingen ist der
Theologe ein Bote Christi und Gottes. Er ist nur in dem Masse
wirklich ein Anwalt der Menschen, aIs er der Botschaft gehorsam
bleibt, die ihm aufgetragen isto St. Paulus betont das sehr ausdrücklich (Gal. 1,10). Darum ist der Theologe an Gottes Wort und
Botschaft gebunden, will er hier Antwort geben. Es ist ihm aur
Grund seiner Gebundenheit an Gott unmõglich, von den Ra.tseln des
modernen Lebens her alle fertigen Normen und Urteile hinwegzufegen. Und erst recht kann sich der Bote Gottes nicht skeptisch oder
misstrauisch dem «objektivierten Recht und Dogma» gegenüberstellen. Pastor Abramzik sollte wissen, dass kirchliche Dogmen, wenn
sie recht sind, nicht juristischen Lehrsatzen oder Gesetzen gleichen,
sondern Bekenntnis der Gemeinde und Kirche zu den zentralen Aussagen der gõttlichen Offenbarung sind. Uns scheint also Professor
D. Dr. Stoevesandt recht zu haben, wenn er von dem Lütticher Urteil
aIs von einem «Volksentscheid» spricht, durch den das geschriebene
Recht aus dem Gerichtssaal gejagt wurde - und zwar ein Recht,
das seine Wurzeln in der gottlicheh Offenbarung hat und dessen
Beseitigung gleichbedeutend ist mit der Beseitigung einer von Gott
gesetzten Norm des menschlichen Lebens.
Es hat sich hinterher herausgestellt, dass die Propaganda der
Nationalsozialisten für die barmherzige T6tung lebensunfãhigen
Lebens politische und selbstsüchtige Motive hatte. Wer zu jener
Zeit den Kampf gegen die Euthanasie führte,· tat das weitgehend
allein aus christlichen Motiven, obwohl man in Presse und Film
mit den gleichen Mitteln und Argumenten warb, wie das bei dem
belgischen Gerichtsverfahren getan wurde. Ich erinnere mich sehr
deutlich, dass der «Theologe» unter den Sch6ffen in dem FEm
«lch klage an!» mit sehr ãhnlichen Gründen für den Freispruch
des Angeklagten pladierte, wie das der zur jüngeren Pfarrergeneration geh6rende Bremer Domprediger tut.
Von Gottes Wort her gibt es keine Moglichkeit, den «Gnadentod» eines derart verkrüppelten Kindes zu rechtfertigen. Denn die
Liebe ist des Gesetzes Erfüllung, nicht aber seine Aurhebung oder
Ausserkraftsetzung.
Und Gott der Herr, der seinen Willen im
Alten und Neuen Testament offenbarte, wusste sehr wohl um die
Rãtsel des heutigen Lebens, so dass sich sein Wort nicht von unserem
Leben her aufheben lãsst ...
Ob
hat, dass
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licher Totscr z
die ein AI-L;' gesprocher-:
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wurde. Es
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Kinder lebe~::scheint mil' ~'.~.:-:
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'n zitieren, die alle ab~hen. Was haben wir
von Pastor Abramziks
eindeutig das mitfüh:men, dass jeder Chríst
allen E1tern empfindet,
t. Man wird aber die
:cht hat, wenn er sagt:
Demgegenüber kõnnen
VaI'allen Dingen ist der
ist nur in dem Masse
er Botschaft gehorsam
tont das sehr ausdrückan Gottes Wort und
:;eben. Es ist ihm auf
:h, von den Rãtse1n des
und Urteile hinwegzutes nicht skeptisch oder
Dogma» gegenübérste1~
l'chliche Dogmen, wenn
oder Gesetzen gleichen,
e zu den zentra1en Ausscheint a1so Professor
on dem Lütticher Urteil
:h den das geschriebene
- und zwar ein Recht,
)arung hat und dessen
?itigung einer von Gott
die Propaganda der
'6tung 1ebensunfãhigen
~ hatte. Wer zu jener
'te, tat das weitgehend
til in Presse und Film
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Ich erinnere mich sehr
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glichkeit, den «Gnadenl'echtfertigen. Denn die
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der seinen willen 1m
lsste sehr woh1 um die
Wort nicht von unserem
Die «Contergan» - Kinder und die Euthanasie
57
Ob Landgerichtsrat DI'. Penning mit seiner Behauptung 1'echt
hat, dass sich das Hande1n der be1gischen Mutter aIs «Totsch1ag»
darstellen 1ãsst, \veiss ich nicht. Imme1'hin scheint mir, dass vo1'sãtzliche1' Totsch1ag in jedem Falle Mord ist, zumaI infoIge der Beihilfe,
die ein A1'zt leistete, nicht von eine1'Hand1ung aus dem Affekt heraus
gesprochen werden kann.
Sehr eindrucksvoll war eine Sendung, die von dem Publizisten
Walter Dierks über eine westdeutsche Rundfunkanstalt gesendetwurde. Es hande1te sich um ein Interview mit dem Ieitenden Orthopãden einer Klinik in Heidelberg-Schliel'bach. aus dem k1ar wurde, was be1'eits alIes getan werden kann, um derart verkrüppelte
Kinder lebens- und sogar arbeitsfãhig zu machen. ln jedem Fall
scheint mil' von Gottes Wort heI' eine Beschãftigung mit diesel' Seite
des Problems rechtmãssig, nicht aber das HerumdeuteIn an moralischen Grundsãtzen, die letztlich von Gott selbst gesetzt sind.
Zu demselben Problem, namlich dem Freispruch im Lütticher
Kindest6tungsprozess schreibt nach dem Kirchenblatt «UnteI' dem
Kreuze» (20. Jan. 1963) Pastor Dr. Lieberg, Braun§chweig, in seinem Rundbrief für evangelisch-lutherische Christen u. a. das foIgende:
«Der Mord an dem mit Missbildungen zur Welt gekommenen
Kinde hat du1'ch das Urteil einen Schein des Rechts erlangt. Es
ist zu befürchten, dass der Freispruch andere Pel'sonen inãhnlichen
Lagen ermutigen wird, ebenso wie das Ehepaar van de Put, das
Leben .eines mit k6rperlichen Missbildungen geborenen Kindes auszu16schen.
Man wird an das Euthanasieverfahren der Nazizeit erinnert.
Die Tõtung sogenannten unwerten Lebens wird zur Wohltat erkIãrt.
Der Mensch masst sich an zu entscheiden, welches Leben lebensunwert sei, und vergisst, dass Gott aIs der Sch6pfer des Lebens allein
das Recht hat, das Ende der irdischen Lebenszeit zu bestimmen.
Der Mensch wird zum Morder «aus Barmherzigkeit», um sich gleichzeitig der Pf1icht wahrer Barmherzigkeit zu entziehen, die ihm ein
behindertes menschliches Leben in seiner Familie oder Umgebung
aufer1egt. Der Freispruch offenbart das Fehlen der einfachsten
Grundbegriffe christlichen Denkens.
Noch el'schreckender ist die spontane Begeisterung der Bevõlkerung über den F1'eispruch und die Woge der BeifalIskundgebungen
für die Tãter und Mittãter, das Danke, Danke-Geschrei der Leute
im Gerichtssaal nach Verkündigung des Spruches, die Spruchbãnder,
B1umen und Hochrufe fÜr den Arzt, der das t6d1iche. Sch1afmitte1
verordnet hatte. Es ist wie der Ausbruch eines unterirdischen Vulkans. Jubel und Begeisterung für die Rechtfertigung eines Mordes!
Tn alIeI' Nacktheit zeigt sich hier die Entchristlichung der modernen GeselIschaft, die innere Los16sung aus der Bindung an Gott
den Herrn ... »
--e---
58
Miscelânea
MISCELÂNEA
Die Passionszeit in der alten Kirche
Das sogenannte Kirchenjahr, beginnend jeweils mit dem ersten Adventssonntag, ist durch die beiden grossen christlichen Feste bestÜmi1t: Ostern und
Weihnachten. Das Osterfest ist das ãlteste Fest der Kirche. Seine Bedeutung
wird darin deutlich, dass seit altester Zeit der erste Tag jeder \Voche, der
Sonntag, aIs Freudentag der Christenheit im Gedenken an die Auferstehung
ihres Herrn gefeiert wird. Das Halleluja, das «GeIobt sei Gott!» in der Liturgie des Gottesdienstes ist der Siegesruf der osterlichen Gerneinde.
Um die beiden Hauptfeste hat sich jeweils ein eigener Festkreis gebildet.
Ul1mittelbar vor Ostern liegt die sogenannte Karwoche oder Stille "Voche mit
Palmsonntag (Tag des Einzugs Jesu in JerusaIem), Karmittwoch
('l'ag des
Verrates Jesu), Gründonnerstag
(Tag der Einsetzung des Abendmahls) und
Karfreitag (Tag des Todes Jesu).
.',.Aber der Osterfestl-\:reis beginnt schon nlit der vou der alten I\::irehe festgelegten «Fastenzeit» am Aschermittwoch. \Venn man die Sonntage aIs Fl'eudentage nicht mitzahlt1 urnJasst diese Rüstzeit genau vie:rzig Tage. Diese ()rdnungist durch das Evangelhxm eles ersten SO:G:ntags in der Fastenzeit1 Invokavit.
bestimmt: die Geschichte vomvierzigtagigen1
Fasten Jesu inder \,\rÜste und
von seiner VerSUChlJng (IvIatth. 4.1-11).
Drei Gedanken bestir!1men d.ie vorosterliche F"astenzeit: das Leiden Christi, die Taufe und die Busse. In der alten Kil'che wurde clie 'Taufe der Katechumenen in der Osternacht vollzogen. In den v,i'ochen zuvor wurclen die
Taufbewel'ber auf dieses E:reignis vOl'bel'eitet. Dabei ging es vor allem um
ih1'e Absage an den Satan, die Dan1.onen und alle Iv1ii.chtediesel' v,iTelt. Darum
wird in den EvangelienIesungen der Sonntage in der Fastenzeit der osterliche
Sieg Christi übeI' alle Gewalten gleichsam vonveg verkündigt.
Aber auch die Gemeindeglieder, die unteI' der Busszucht der alten Kirche
standen und wegen ihrer VerfehIungen nicht am _Â_bendmahlim Gottesdienst
teilnehmen durften, vvurden in der Fastenzeit zugerÜstet, ih1'en Versuchungen
zu widerstehen. Zum Zeichen ihrer Reue und Busse erhieIten sie am Aschermittwoch das Aschenkreuz auf die Stirn uncl das Bussgewancl. Gründonnerstag
\vurden sie dann wieder in die volle Gemeinschaft der Gemeinde aufgenommen.
Uns sind diese Ordnungen und Gebrauche weitgehend unbekannt und
frernd geworden. Die aIte Fastenzeit begehen wir aIs «Passionszeit», die nach
alter Ordnung eigentlich erst mit dem Sonntag Judica einsetzt. \Vir geraten
dabei in die Schwiel'igkeit, dass die hergebrachten gottesdienstlichen Lesungen
oft keinen rechten Bezug zum Leiden Jesu Christi haben. Aber vVochenspruch,
Wochenlied und Predigt lenken unseren Blick aur den Weg dieses Leidens
und rufen die Christen in die gehorsame Nachfolge.
Die fremd klingenden Namen der Sonntage des Osterfestkreises entstanden in aIter Zeit dadurch, dass man jeweils das erste Wort des Psalms, der
am Beginn des Gottesdienstes in Iateinischer Sprache gesungen wurde, aIs
Kennzeichen festhielt: Invocavit, d. h. «Er r i e f m i c h a n ...
(Ps.
91,15); Reminiscere, d. h. ,; G e d e n k e , H e r 1'. an deine Barmherzig-
keit. .. »
Herrn ...
,P;s.
;e.
Diese
in unseren
der Sonntage ~~~~
Lesungen, Sp,·'J.'_c,lichen LesungE'~
Das bedeutet .-:'
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dass man "lei::
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i
59
keit. .. » (Ps. 25,6); Oculi, d. h.
«Mein e
Aug en
sehen stets zum
Herm ... » (Ps. 25,15).
Diese (·Eingangspsalmen» haben bis heute an den bestimmten Sonntagen
in unseren Gottesdiensten ihren Platz. Die von ihnen abgeleiteten Namen
der Sonntage aber haben keine direkte Beziehung zu den ihnen zugeordneten
Lesungen, Sprüchen und Liedern. An diesen Namen wie auch an den aItkirchlichen Lesungen wird um der Tradition willen in der Kirche festgehaIten.
Das bedeutet aber nicht, class sie uns nichts zu sagen haben.
(Dieter Ranke ln epd)
Fiir oder gegen Albert Schweitzer
Ein Privatdazent
in BaseI, Dr. medo Hermann Baur, bemüht sich in
einem ArtikeI mit diesel' Überschrift, den berühmten Arzt aus Lambarene
gegen jede Art von Kritik zu verteidigen. Der Aufsatz findet sich in Heft
23/1962 der medizinischen Zeitschrift «Hippokrates» (S. 982 ff.) und ist wert,
dass man slch mit ihm auseinandersetzt.
Er zeigt namlich in kIassischer
'Weise, mit welchen Verdachtigungen Kritiker eines ZeitidoIs belegt werden
konnen und zugIeich, mit '.velcher tJnkenntnis theologischer Begriffe gegen
die Andersdenkenden geschrieben werden kann.
Um es gleich vorweg zu sagen: Wir haIten Dr. medo AIbert Schweitzer
für eine der bedeutendsten Person1ichkeiten, die das 20. Jahrhundert hervorgebracht hat. Das gilt auch dann, wenn diesel' odel' jenel' andere politische
Anschauungen hat ode1' mit seiner Sicht der Musik oder der Bedeutung der
Kultur usw. r.icht übereinstimmt.
Gleichfalls sind wir weit davon entfernt,
ihn personlicher Eitelkeit, der vVeltflueht oder anderer hasslicher Eigenschaften
zu zeihen, ohne ihn personlich naher kennengeIernt zu haben. Und seIbst dann
wird es immer noch besser sein, sich zuerst der eigenen Schwachen zu erinnern,
ehe man die Schattenseiten
des andern hervorkehrt.
Jedoch sind wir sehr \Vohl interessiert, wenn es um die Frage geht, ob
AIbert Schweitzer Christ und seine Theologie christlich ist. Es scheint hier
so zu sein wie mit vVolfgang von Goethe: Nicht genug damit, dass er ein
bedeutender Dichter war. man versucht mit Gewalt, nachzuweisen, dass er
ein Christ war, obwohI er selber unentwegt etwas anderes zu sein behauptete.
Bei dem Arzt aus Lambarene kommt allerdings hinzu, dass er Theologe, namlich Prediger und Dozent war, ehe e1' Medizin studierte und nach· Afdka gingo
Um nicht missverstanden zu werden, wird es gut sein, zuerst einmal
auszusprechen, wer ais Christ angesehen werden kann und wer nicht. Nach
den klal'en Aussagen der Bibel, ais einziger Quelle des Christentums, ist derjenige Christ, der an den dreieinigen Gott gIaubt, namlich an Gott den Vater,
an Jesus Christus, seinen eingeborenen Sohn und unsern ErlOser von aller
SÜI1de, und an den Heiligen Geist. Das apostolische, das nicanische und das
athanasianische
GIaubensbekenntnis dI'Ücken diese õkumenischen Grundwahrheiten des christlichen Glaubens klar aus; und wer diese teilweise oder ganz
ablehnt, kann nicht ais Christ bezeichnet werden. Er mag im übrigen ein sehr
religiOsel' Mensch sein, er mag moralisch ausserordentlich wertvoll und vorbildlich sein - Christ ist er dann· nicht.
Wer einige der Werke Dr. Schweitzers gelesen hat, der weiss, dass von
einer ubereinstimmung
seiner Theologie mit den Aussagen der altkirchlichen
60
Miscelânea
Bekenntnisse nicht die Rede sein kann. Vielmehr geh6rt der bekannte Arzt
theologisch in eine Richtung, die man allgemein mit dem Schlagwort «liberal»
bezeichnet. Von einem Glauben an Gottes Dreieinigkeit auf Grund der Aussagen der Bibel ist da nicht sehr viel zu finden. VieImehr sind es eindeutig
philosophische Denkgrundsatze, zu denen e1' sich aIs Theologe bekennt und
die er in seinen theologischen Aussagen zur Geltung bringt.
Nun schreibt DI'. Baur in seinem Artikel um AIbert Schweitzer (S. 984):
«Woher kommt diese Ablehnung des Theologen Schweitzer durch
die Mehrzahl seiner Fachkollegen und der Kirchenführer? ~ Sie
entstammen dem Gefühl der Unterlegenheit gegenüber der geistigen Universalitat dieses gütigen Mannes, der es unternommen hat,
nicht nur Glauben, Denken, naturwissenschaftliche Forschung und
Kunst zu einem Ganzen zu verbinden, sondern auch sein ganzes
Leben und Denken zu eincr Einheit zu verschmelzen.»
In diesel' Art und Weise kann man natürlich sehr schnell mit denen fertig werden, die es in der Kirche wagen, an Schweizer Kritik zu üben! Aber
es ist nicht gera de ein Beweis fü1' den Willen DI'. Baurs zur Sachlichkeit und
Wahrhaftigkeit, wenn er seine Gegner in diesel' pauschaIen Art abfertigt. Darüber hinaus aber beweist der A1'tikelschreiber, dass er seIber nicht weis!l,
was eigentlich Christentum isto Denn das, was er an Albe1't Schweitzers Theologie so gross herausstellt, ist das Unchristliche an ihr, z. B. die. folgenden
Zitate aus den Werken des Urwalddoktors:
«Von Jugend an habe ich die überzeugung gehabt, dass alIe religiose Weisheit sich zuletzt auch aIs denknotwendige Wahrheit begreifen lassen müsse.» ~ «Das Christentum kann das Denken nicht
ersetzen, sondern muss· es voraussetzen. Von mil' selber WEÜSS
ich, dass ich durch Denken religi6s und christlich blieb. Der denkende Mensch stehtder überlieferten religi6sen Wahrheit freier
gegenüber aIs der nichtdenkende; aber das Tiefe und Unvergangliche, das in ihr erhalten ist, erfasst er lebendiger aIs dieser.~·
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weiss. B:o.,::-
Zum letzten Satz schI'eibt DI'. Baur:
--
--"._-~~
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«Diese These ist abeI' auch heute noch für viele unannehmbar, da
sie im AusschliesslichkeitsanspI'uch ihres kirchlichen GIaubensbekenntnisses befangen sind. Intolerante Ausschliesslichkeit (nurdie
eigenen Dogmen sind wahr) lehnt aber a priori (~von vornherein)
das Postulat (~ die Forderung) der Denknotwendigkeit und der
fortgesetzten Vergeistigung des christlichen Glaubens ab.»
Gegen diese Auffassung von Christentum müssen wir uns mit Nachdruck abgrenzen. Die Lehren oder Dogmen der Kirche sind nicht zuerst Gesetze des Glaubens, sondern Ausdruck des lebendigen GIaubens, Bekénnens und
der Anbetung Gottes durch die Christenheit. Sie sind die Antwort der Glaubigen auf die gõttliche Offenbarung der für uns geschehenen Heilstatsachen.
Behaunê'==worderi :5:
richtiz. -:i~o_=
det sich '-:c.:
einigkeiê G.:-- "-:'
sucht. TT::':;Gottes a~:::~"
.... ,-"'''''-.--
Miscelânea
gehõrt der bekannte Arzt
; dem Schlagwort «liberal»
gkeit auf Grund der AusVieImehr sind es eindeutig
aIs Theologe bekennt und
19 bringt.
Ubert Schweitzer (S. 984):
heologen Schweitzer durch
der Ki1'chenführer? - Sie
llheit gegenüber der geistiS, der es unternommen hat,
1schaftliehe Forsehung und
sonde1'n aueh sein ganzes
1 versehmeIzen.»
sehr sehneIl mit denen fer,izer Kritik zu üben! Aber
Baurs zur Saehliehkeit und
lschalen A1't abfertigt. Daiass er selber nieht weiss,
,n Albert Schweitzers Theoan ihr, z. B. die folgenden
g'ung gehabt, dass alIe reli'nknotwendige Wah1'heit beltum kann das Denken nicht
;en. Von mil' selber weiss
d christlich blieb. Der denreligiõsen Wahrheit freie1'
das Tiefe und Unve1'ganger lebendige1' aIs diese1'.»
für viele unannehmbar, da
Tes kirchliehen GlaubensbeAusschliessliehkeit (nurdie
a priori (-von vornherein)
Denknotwendigkeit und der
lichen Glaubens ab.»
1
nüssen wir uns mit NachCirehe sind nieht zuerst Ge:en Glaubens, Bekennens und
sind die Antwort der GHiugesehehenen Heilstatsaehen.
61
Auch der mit besonderer Intelligenz Begabte hat nicht das Recht Abstriche
an der Wahrheit zu machen. Vom Wort der Heiligen Sehrift heI' ist es ausgeschIossen, etwa die Dreieinigkeit Gottes deswegen zu bestreiten, weil meine
Vernunft das nicht beg1'eifen kann. Vielmehr gilt hie1', was Paulus an die
Korinther sehreibt:
«Vvirnehmen aIle Vernunft gefangen unteI' den Gehorsam Christi»
(2. Kor. 10,5). Denn «dieweil die Welt du1'ch ihre vVeisheit Gott
in seiner "\Veisheitnieht erkannte, gefiel es Gott wohl, durch tõriehte Predigt selig zu machen die, so daran glauben.:? (1. Kor. 2,21)
Dr. Baur fasst Schweitze1's GIaubensbekenntnis mit folgenden Worten
zusammen:
«Jesus will He1'r werden über unseren Willen; e1' gibt uns die
Hoffnung auf das Reich Gottes; die "\Villenvereinigungmit ihm
bringt uns wieder lebendige Religiositat.»
Das klingt sehr fromm, ist aber zu wenig, wenn wir die FülIe der Frohen
Botsehaft hõren, die Jesus uns gebracht hat. Da geht es nicht bloss um Christi Herrsein über unse1'n Willen und um lebendige Religiositat, sonde1'ndarum,
dass wir dureh des mensehgewordenen Gottessohns Opfer am Kreuz die Vergebung unserer SehuId und durch seine Aufe1'stehung die Gewissheit des ewigen Lebens bei Gott empfangen. Die «Iebendige Religiositat», also die Heiligung des Lebens, ist eine Folge des Vertrauens auf Gottes Heilstat in Christo; nicht aber ist moraliseh hoehwertiges Leben des Mensehen die eigentliche Forderung und Botsehaft Jesu. Verdreht man diese biblisch klar bezeugten Tatsaehen, dann kann man hier nicht mehr von Christentum spreehen.
Dr. Baur erwahnt sehIiesslieh in dem uns interessierenden Teil seines
Beitrags, dass ein Sprecher «der Lutherischen Kirche EngIands» behauptet
USA beigetreten.
hat, Sehweitzer sei der unitarischen Kirche in Baston
Baur beweist, dass es sich hier um eine Falschmeidung handelt und dass
Schweitzer sich naeh wie "101'aIs Glied der protestantisehen Kirehe des Elsass
weiss. Baur bemerkt dazu:
I
«Diese Verleumdung berührt Sehweitzer ga1' nieht, beschimpft aber
in infamer Weise die sehr ehrenwerten amerikanischen Protestanten
(welche historiseh ihren Namen auf die Venverfung des Trinitatsdogmas zurückführen).»
""Virwissen nieht, welche der vielen lutherisehen Kirchen EngIands die
Behauptung aufgestellt hatte, dass Sehweitzer Mitglied der Unitariersekte geworden isto Jedenfalls aber ist die FeststeIlung des genanntenSprechers
riehtig, dass die Unitarier ausserhaIb der Christenheit stehen. Dagegen"wendet sich der Zorn des DI'. Baur, der wohl ebenfalls die Lehre von der. Dreieinigkeit Gottes verwirft, wenn man seine Ausführungen zu beurteilen versueht. Trotzdem bleibt es Tatsache, dass die Leugner des d r e i e i n i g e n
Gottes ausserhalb der Kirche und des Christentums stehen. Unter diese Festc
62
Observador
stellung fiUlt auch die Theologie, die AIbert Schweitzer in seinen Bücnern
bezeugt, und wenn Schweitzer das glaubt, was er geschrieben hat, dann ist
er - das sei bei aller Hochachtung var seiner Person gesagt - kein Christ.
(P-h in «Der Lutheraner», ülzen, 1963,20)
Sch\vierigê~
treffen. Fo'
\virksarnSLeT:
100
Hierzu verweisen wir auf zwei kurze Artikel, diein diesel' Zeitschrift
erschienen sind (1. L. 1962, 101 und 164) und in denen wir zu denselben
Schlussfolgerungen
gekommen sind, V'/ie Pastor Poetsch in diesem Aufsatz
im «Lutheraner»,
der offiziellen Zeitschrift
der Lutherischen
Freikirche
DeutschIands.
H. R.
--ID-·OBSERVADOR
Das Rauchen eine Gm-vissensfrage. ~ Pastor E. VV.Koch von der Evan·
gelisch·Lutherischen
Kirche Australiens, die mit den Kirchen der Synodal·
konferenz in Glaubensgemeinschaft
steht, stellt im «Australian Lutheran» die
Frage: «Kann ein Christ angesichts der Beweise, die die jüngste medizinische
Forschung erbracht haben, noch weiter mit gutem Gewissen 10, 15, 20 und
mehr Zigaretten rauchen? Kann er wissentlich mit dem Rauchen fortfahren
zu tun, was seine Gesundheit schadigen und sein Leben verkürzen kann?» Er
fügt hinzu, dass selbst «massige Zigarettenraucher»
sich der F'rage gegenü·
bersehen: «Ist die nachste Zigarette nur Genussmittel -- oder ist sie Sünde?» Auch Christen h1itten bisheI' oft dahingehend. argumentiert, dass Tabakrauchen
weder ein Laster noch eine Tugend sei. Pastor Koch führt aber einen eindrucks~
vollen Bericht des Royal Callege af Physicians (Kiinigliches Arztekollege) an,
in dem, wie er feststellt, «eine sehr klare Verbindung zwischen Zigarettenrauchen
und Lungenkrebs und andern Krankheiten nachg8wiescn» wird. «Diese Er·
gebnisse bilden gewiss cin Problem für das christliche Gewissen», zumal es
dach auch in diesem Falle gilt, wass der Herr unser Gott sagt: «Du sollst
nicht têiten!:" Nach diesem Gebot ist es ja nicht nur Sünde, das Leben anderer
zu nehmen, zu schadigen oder zu verkürzen. Es ist auch Sünde, dies an unserm
eigenen Leben zu tun. «Ganz gewiss kanll Cill gewissenhafter Christ die "VaI'·
nung, die der Bericht des Royal College of Physicians enthaIt. nicht ohne
weiteres ignorieren. -- Wenn auch vielleicht bis heute nicht bis in die letzte
Gewissheit hinein der Beweis erbracht wurde, dass das Zigarettenrauchen
irgendwie ursachlich mit dem Lungenkrebs oder auch mit Herzkrankhciten
zusammenh1ingt, so ist die doch hêichste VVahrscheinlichkeit für eine sch1idifestgestelIt.
gende Wirkung '101' alIem des übermassigen Zigarettenrauchens
H.R.
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pflichten k: .:..:-~Warum se"
finden T.'
\\·a;:h,-,.~""i""
Genirr der Sprachen erschwert Evangelisierungsarbeit.
- ln diesen Ta·
gen wurden die ersten Probesendungen über die neue Iutherische Sendestation in
Addis Abeba, die vom Lutherischen vVeltbund betrieben und zum Teil auch
von der lnternationalen
Lutherischen Stunde der Missouri-Synode mit lmter·
stützt wird, gesendet. Ein Mitarbeiter des Senders gab in Neu Delhi Ende
1961 von den Schwierigkeiten und Mêiglichkeiten einer kirchlichen Rundfunktatigkeit in Afrika das folgende Bild:
ln Afrika gibt es 800 Sprachen und Dialekte. Jedoch wird keine Sprache
und kein Dialekt von mehr aIs etwa 2 Millionen Menschen gesprochen. Bei·
spielsweise weist der Kongo ein Ge'\vÍlT der verschiedensten Spl'achen und DiaIekte auf, einige von ihnen sogar noch ohne Schriftform, obwohl Stamme von
betrachtlicher Grêisse sie verwenden. überall jedoch, so wird man im alIgemeinen von Afrika sagen dürfen, werden zwei Sprachen immer gesprochen,
oder doch eine von ihnen, namlich Englisch und Franzêisisch. - ln diesel'
Unte:' c~:ê-=~:270000
Wie ':'__
~5 -'~-~..-her'V0';:.~::':
Pap::== :-, ....'..._.
La}l'.1~
€11I.
holt
der Vi"::-:..':.:
\vird :j:~_=-'
des
poli:.:",,_
Papuas,
'óéc
Observador
,veitzer in seinen Büchel'n
geschrieben hat, dann ist
son gesagt - kein Christ.
'anel'», Ülzen, 1963,20)
1. diein diesel' Zeitschrift
denen wir zu denselben
'oetsch in diesem Aufsatz
Luthel'ischen
Freikirche
TI
H. R.
R
E. W. Koch von der Evanden Kirchen der Synodal«Australian Lutheran» die
lie die jüngste medizinische
:1 Gewissen
10, 15, 20 und
it dem Rauchen fortfahren
eben verkürzen kann 7» Er
n sich der F'rage gegenü01- oder ist sie Sünde 7» ~
lentiert, dass Tabakrauchen
führt aber einen eindrucks:inigliches Arztekollege) an,
zwischen Zigarettenrauchen
ô\viesen» wird. «Diese Ertliche Gewissen», zum aI es
lser Gott sagt: \,Du sollst
r Sünde, das Leben anderer
auch Sünde, dies an unserm
issenhafter Christ die 'Varsicians enthlUt, nicht ohne
eute nicht bis in die letzte
3 das Zigarettenrauchen
irauch mit Herzkrankheiten
einlichkeit für eine sch1idilrettenrauchens
festgeste11t.
H. R.
ngsarbeit. - ln diesen Talutherische Senclestation in
trieben und zum Teil auch
::Vrissouri-Synode mit unterl'S gab in N eu DeIhi Ende
oiner kirchlichen Rundfunk2
Jedoch wird keine Sprache
Menschen gesprochen. Beiedensten Sprachen uncl Dia:tform, obwohl Stamme von
toch, so wird man im all;prachen immer gesprochen,
Franzosisch. - ln diesel'
63
schwierigen Situation muss der christliche Rundfunkmann
seine Aus'Vvahl
treffen. Er muss fahig sein, die Sprache herauszufischen.
die je\veils am
vlirksau1sten isto Die Situation inAfrika
ist auchheute
noch 80 --~"-obgleieh
die \lerbesserung rasch rortschreitet
-, dass invielen
Gegenden \veithin
Analphabetentum herrscht. Man hat berichtet, dass es heute noch in Afrika
100 J\I!:il!ionen AnaIphabeten
gibt, die meisten von ihnen Erwachsene.
Die
jungen Staaten haben die l-..rotv-J'endigkeitvon Bildung unà Erziehung dl1!~chaus
erkannt, aber sie ha.ben nur sehr begrenzte Hilfsquellen, siehaben \veder Lehrer
noch Geld1 Eie zu bezahlen. Sie sinc;l klug beraten, dass sie ihreHauptbestrebung
da.rauf·~7e:clegen, die Jugendzu bilct'en. Dadurch abel' ergeben sich in de!' alteren
J'vIillionen
Menschen, zn denen nur
GeneI'ation «kulturellVertriebene»
~100
die Stimnlen des I{olY1ffiUnismus unO. In1perialisrnus sprechen \ve:rden, \i'ileD.ll die
Kirche niel1t spricht. ~ Ganz ge\~liss ist Afrikaein
Land ungeheuren Ulnschílvungs hin zur indl1strialisiel'ten GeselIsc.haft. G·anze StÜdte ~.verden aUSdelTI
~~~~~~I~s~~i~ftIn~~l~~~f~~~~d~ve~~:~h~~\~e;~~11i5~~~c~h~~')tif~h:e~~~~~~~~~l:~~~
hat hier eine /l;<.ufgabe. Ebenso besteht eine starke und schnelle StrOl'Dung
Gla.uben.
'lOTI HeidentU.lll und ill:,rstischen Kulte:n hin zu irgendeinemanderen
DaI'Über hinal.ls tut dei· Kommunisraus sein Bestes, um "VVurzelnzu schlagen.
Trotzden1 bleibt jecloch noch eine goldene Gelegenheit fÜr die Kirche, ihr
Zeugnis geltel1cl zU1112.chcll, und eines der VverkzeugedafÜr kann der Rur.:dfunkmann sein.
, '7erl';:Ündet das Evangeliuln von den D,ach€I'n! \var der
RUf, dem die ersteH:undfunkr;.-lission der lutherischen l-Cirche folgte. JVIoge
das Wort von der Gnade in Jesu Christo c10chauch überden Schvvarzen I{onUnent hinweg iu Millionen von Hauser und Herzen dringen durch diese einz!.gartige IVI6glichkeit, die der Rundfunk in diesen let.zten "'vieltzeiten der lutherischen
Kirche bietet.
H. R.
Nacha.hmenswert! -, 'Veil durch die Taufe nicht nur die Konfession
eines Kindes festgelegt wil'C!, sondenl auch seine Aufnahme in die Kirche erfolgt, sind viele sch\\tedisehe Kirchengelneinden jetzt dazu übergegangen, a.usser den von der Pamilie des T1iufling bestimmtell Paten auch einen «Gemeinde-Paten» zu bestimmen. Er hat die Aufgabe, das Kind durch Hausbesuche und
Fül'bitte bis zum Sonntagsschulalter
zu begleiten. :Man gebt dabei von der
Erfahrung aus, dass bishe1' im Durchschnitt '.veniger aIs zehn Prozent alIeI'
getauften Kinder in die Sonnta.gsschule kamen, weil Eltern und Paten sich
nkht darum kümmerten,
iLWB-Pressedienst)
- Mi:igen die Verhaltnisse in
der: schwedischen StaatsIdrol1e immerhin in m&'1cher Beziehung anders Iiegen
aIs bei uns, so ist die Massnahme, clie diese Gemeinden getroffen haben, auch
bei uns durchaus nachahmenswert.
Bei uns werden vielfaeh Rinder getauft,
deren Taufzeugen nicht Iutherisch sind, die also keineswegs sich dazu verpfllchtenkonnen, die T1iuflinge in Gottes V'lort und Luthers Lehr' zu unterrichten.
\Varum solIten nicht auch in unsern Gemeinden «Gemeinde-Paten» sioh bereit
finden zu solch einem frohlichen Dienst an unsterblichen Kinderseelen?
H. R.
\Vachsellde Gemeinden aui Neuguinea / In einem JuhI' 21 322 Taufen
Unter diesel' überschrift berichtet der LWB-Pressedienst das folgende: Nahezu
270000 Glieder zahlt jetzt die Evangelisch-Iuthel'ische
Kirche Neuguineas.
\Vie aus einem Bericht von Missionar Hans Wagner aus Neuguinea weiter
hervorgeht, konnten in den Gemeinden der Kirche im vergangenen Jahr 21 322
Papuas getauft werden. Die Frage ist, wie die Mission Gottes in diesem
Lande am besten weitergeführt werden sol1. Was ist zu tun, damit den Forderungen der Stunde Recbnung getragen wird 7 Denn die Sache der Mission
eilt. Was wir heute vers1iumen, karul vielleicht morgen nicht mehr nachgeholt werden! Westguinea steht bis zum 1. Mai unter der Interimsverwaltung
der Vereinten Nationen. Doch wird Indonesien das Land übernehmen. 'Vas
wird diesel' \Vechsel mit sich bringen 7 \Vie wird Ostguinea, das unteI' der
Treuhandvel'waItung Australiens steht, davon berührt werden 7 ln diesel' Zeit
des politischen Umbl'uchs, des sozialen und wirtschaftlichen
Aufbruchs der
Papuas, so schreibt der Neuendettelsauer
Missional' weiter, kommt der Ver-
Observador
64
kündigung des Wortes Gottes durch die Mission besondere Bedeutung zu.
Els ist entscheidend für dieses Land und Volk, dass es jetzt die Krafte des
Evangeliums zu spüren vermag, die heilend und aufbauend diesen Prozess
der Umformung und Wandlung beeinflussen konnen. - Übrigens unterhalt
auch die Missouri-Synode in Verbindung mit der Ev. Luth. Kirche Australiens
eine ihrer blühendsten Missionen in Neuguinea. Auch hier zahlen die Tauflinge pI'O Jahr mehrere Tausende. obwohl die Mission dort verhaltnismassig
jung isto Es wurde namlich in dem Gebiet, in dem die Missionare der MissouI'Í-Synode arbeiten, erst im Jahr 1948 angefangen. Gott tut aIs o immer noch
Türen auf. Wenn die Christen heute nur den Mut und die Glaubensfreudigkeit haben, in diese Türen mit der frohen Botschaft einzutreten.
H. R.
Lutherischer Afrikasender in 15 Sprachen. - Der Missionssender, den
der Lutherische Weltbund in Verbindung mit andern interessierten
Gemeinschaften in Addis Abeba, Aethiopien, errichtet hat, und der am 26. Februar ds J.
im Beisein des aethiopischen Kaisers Haile Selassie eingeweiht werden konnte,
nachdem fast eine dreijahrige Bauzeit vorangegangen war, gehort mit zwei
100-Kilowatt-KurzwelIen- und einem Mittelwe11ensender zu den sUirksten Sendeanlagen, die kirchlichen Zwecken dienen. Das Programm sol1 in fünfzehn
verschiedenen Sprachen in dreissig Lander Afrikas und Asiens, von Nigerien in
Westafrika bis nach Indonesien in Asien, ausgestrahlt werden. Es besteht zu
einem Drittel aus religiOsen Sendungen. Die übrige Programmzeit
ist für
kulture11e und erzieherische Sendungen bestimmt, die auf die besondere Situation des Empfangslandes e1ngehen. Die Zahl der Menschen, die das Programm
horen konnen, ist kaum abzumessen. 240 Millionen Einwohner zahlt a11ein
der afrikanische Kontinent;
nur 315 Millionen von ihnen sind Christen, 86
Millionen Moslems. Primitiven Religionen hi!,ngen noch 75 Millionen ano Auch
in ihren Hütten stehen in rasch zunehmender Zahl Rundfunkgerate, desgleichen
bei den 44 Millionen Religionslosen.
(Nach epd)
Nach der letzten Statistik gibt es insgesamt
.Juden in der \VeIt.
12 915 000 Juden verstreut in 122 Landern der Erde. Allerdings leben von
ihnen etwa 94% in elf Li!,ndern, und besonders drei Lãnder beherbergen die
grosse Mehrzahl anel' Juden: In den Vereinigten Staaten wohnen 5 500 000,
in Sowjetrussland
(nach vorsichtiger Schatzung) 2 300 000 und im «Vaterland» der Juden, in Israel, 2 200 000. _u,_ Es 1st interessant festzustellen, dass
die Juden auch heute noch ein Volk in der Diaspora sind. Allerdings ist
Israel raumlich beschrankt;
aber eine Rundfrage hat ergeben, dass die überwiegenden Mehrzahl alIeI' Juden überhaupt nicht daran denkt nach Israel
«heimzuwandern», selbst dann nicht, vJ'enn Raum genug vorhanden ware. Der
Jude ist in den meisten Fallen mit seinem «Gastland» so verwachsen, dass
er sich in nationaler Hinsicht nicht mehr aIs Jude fühlt.
H. R.
u_
Jetzt auch Pastorinnen L'l der Rheinisehen Kirche. -- Mit grosser :Mehrheit hat die rheinische Landessynode einer Verordnung über das Amt der Pastorin in der Evangelischen Kirche der Union zugestimmt, in der die rechtliche
Gleichstellung der ordinierten Theologin mit dem Pfarrer vo11zogen wird. Ein
gleichzeitig von der Synode in erster Lesung angenommenes Kirchengesetz regelt
im einzelnen das Amt der Pastorin für die Evangelische Kirche im Rheinland.
Danach konnen Pastorinnen in Kirchengemeinden mit mehr aIs zwei Pfarrste11en in Zukunft eine Pfarrstelle erhalten und den vollen Dienst eines Pfarrers
wahrnehmen. Gemeindeglieder. die eine Amtshandlung durch die zustandige
Pastorin deswegen, weil sie Fra,u ist, ablehnen, konnen jedoch die Amthandlungen von einem Pfarrer der Gemeinde vo11ziehen lassen. - Soweit epd.
Wir konnen dazu nur bedauernd feststellen, dass es scheinbar kein Aufhalten
mehr gibt in diesem Zug hinweg von der rechten biblischen Praxis. \Vir verweisen auf andere grundsatzliche Ausserungen zu diesel' Frage in vorhergehenden Nummern diesel' Zeitschrift.
H. R.
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Livros
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H. R.
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biblischen Praxis. \-Vir verieser Frage in vorhergehenH. R.
65
LIVROS
Peter Brunner: «PI'O Ecclesiai>. Gesammelte Aufsatze zur dogmatischen
Theologie. - Lutherisches Verlagshaus. Berlin und Hamburg 1962 -- 399
Seiten. Leinen. DM 24. Der Verfasser, der bekannte Systematike1' der Theologischen FakulUit
der Universitat Heidelberg, ist ohne Frage einer der bedeutendsten landeskirchlichen Theologen Iutherischer Pragung in Deutschland. Er hat zu vielen ProbIemen, die in der Zeit nach dem Zweiten vVelU::riez nicht nur in Deutschland,
sondeI'n in der evangelischen Theologie überhaupt brennend wurden, ein oftmals
entscheidendes vVort gesprochen, das sich meistens durch einen kIaren Ton
lutherischen Bekenntnisses auszeichnete (Arnoldshainer Abendmahlsthesen, Zur
Frage von der Taufe, Ordination vou Frauen zum Pfanamt
usw.).
Tn dem vorliegenden, buchtechnisch hervorragend ausgestatteten
Band
legt Peter B1'unner nun, wie e1' im Vorwort mitteilt, «eine Auswahl meiner
im Druck erschienenen Aufsatze in einem SammeIband» vor. Die theologische
Welt muss dem Verfasser und dem LutheI'ischen VerIagshaus dankbar sein für
diese Zusammenfassllng der wichtigsten, seit 1945 erschienenen, AufslÜze (insgesamt 23) Brunners. Die beigefügte Bibliographie bietet eine treffliche übersicht über das literarische Schaffen des nun 60 jahrigen VeI'fassers (seit 1925
insgesamt 136 ver6ffentlichte Arbeiten).
1n diesem SammeIband nun liegen vor allen Dingen dogmatische Aufsatze
vor, die in übersichtlicher Form, etwa der Einteilung einer Dogmatik folgend,
in fünf Gruppen zusammengefasst
sind: 1. Schrift und Bekenntnis;
2. Gott
und Mensch: 3. "\Vort und Sakrament·
4. Kirche und Amt; 5. Christ und
WeIt. Es sind dies tatsach1ich die Probiemkreise, die nach dem Zw~iten WeItkrieg im Vordergrund der theologischen Diskussion stallden. Eine Reihe der
Aufsatze waren uns schon aus den betreffenden Zeitschriften, in denen sie
erstveroffentlicht
wurden, bekannt und wir konnten in der Regel den Ausführungen zustimmen.
Um den Geist zu charakterisiel'en, in dem Brllnner schreibt, greifen wir
hier eine l'eprasentative
Arbeit heraus und zitieren aus ihm einige Satze.
1m grunds.atzlichen TeU I findet sich der sehr beachtliche Aufsatz:
«Was
bedeutet Bindung an das Iutherische Bekenntnis heute?»
(Ursprünglich ein
Vortrag, gehaIten bei einer Pfarrkonferenz in Gõteburg, 8chweden, im August
1956 im Rahmen einer Tagung der Theológischen Kommission des Lutherischen
WeItbundes, dann ver6ffentlicht in: Die Einheit der Kirche. Luth. Verlagshaus,
Berlin 1957). vVir Iesen hier: «Wir dürfen die Augen nicht zumachen vor der
Tatsache, dass auch in unserer Kirche, in der in unseren Kirchen geIehrten
Theologie, die konkrete Autoritat der heiligen Schrift weithin zerfallen isto
vVenn die Frage aufgeworfen wird, welchen Inhalt die Predigt und Unterweisung der Kirche haben muss, damit sie das l'ettende Wort des Evangeliums
ist, werden nicht seIten andere Richter neben der Schrift oder gar unteI'
Umgehung der Schrift zur Entscheidung aufgerufen ...
An die 8telle der
Bindung an das Bekenntnis tritt die Bindung an diese oder jene theologische
SchuImeinung, die nun notwendig selbst mit der exkIusiven Autorititt eines
Dogmas auftreten muss. Vi/odie Autoritat der Schrift verlorengeht, tritt an
die Stelle der Confessio der Kirche die Hairesis der Schule.» (S. 48). - «Die
Iutherischen Kirchen kõnnen und dürfen nicht zulassen, dass die õkumenische
Bewegung auf eine protestantische
Synthese hinausHiuft, in der ei11e mittlere
Linie Z1Nischen der Lehre der Baptisten, der Methodisten, der Calvinisten und
der Lutheraner, verbunden mit der Annahme der bisch6ftlichen Verfassung
der Anglikaner, das einigende Prinzip bildet, unteI' dessen Schutzdach sich
alle sammeIn k6nnen, ohne dass Klarheit und Einverstandnis geschaffen worden ist über die Wahrheit des Evangeliums.» (8. 53). - Das sind beherzigenswerte 'Worte, hineingesprochen in eine Zeit, in der 6kumenische Traumereien
das gesunde Urteil auch so mancheI' sich Iutherisch nennender Theologen verscnleiert. - Man ist versucht, immer neu zu zitieren. Die obigen Satze abemogen als Kostprobe dienen .
...
~
66
Livros
Bemerkenswert besondel's auch für die augenblickliche Auseinandel'setzung über Fragen der Ekklesiologie sind die Aufsatze in der Gruppe IV «Kirche
und Amt», deren Titel Einblick geben in die Fragen, die Brunner. und die
ganze lutherische Welt besonders intel'essieren. Essind
die folgenden Titel:
Von der Sichtbarkeit der Kil'che
Der Heilige Geist führt die Kiche der Vollendung entgegen
Der Geist und die Kirche
Die Einheit der Kirche und die Verwirklichung der Kirchengemeinschaft
Vom Amt des Bischofs
Das Heil und das Amt
Das Hirtenamt und die Frau.
Es ist nicht moglich, in der uns auferlegten Beschranknng anf den reichen
Inhalt dieses Bandes und auf die FüIle und Verschiedenartigkeit
des in ihm
Dargebotenen naher einzugehen. "Vir wünschen dem Buche weiteste Verbreitung
und dass die in ihm gebatenen reichen Anregungen zur Vertiefung lutherischer
Theo!ogie dienen mochten.
H. Rottmann
Wir weisen ferner empfehlend auf die folgenden gl'undlegenden Ar'beiten
lutherischer Theologen hin:
IJI:rich Kti.hn: Natur und (xJ1..ade. lJntersuchunften zur deutschen katholischenThGologie der Gegel1\,v8.rt. ~-- Band -\7"Ider ~':_~rbeit8n zur Geschichte
-~ Lutherigches "\-Terlnggl1aus.., Berlin 1951
und Theologie des LutllertUTI1S»,
180 Seiten broschiert, Dl\T 15,80,
Friedrieh \Vi!helm liünneth: ll!aria; rla§ rorniscn-katho!it:;;ene RUi! vom
ehristliehen l\!enscnen. Del'Zusammenha,ng
-'lan ...
t\nthropologie und J.Vral'iologie
in dergegen\vartigenronÜsch-katholischen
Theologie des deutschen SprachraUlTIS. ~ BaD.d VII der <::Ê::.TbeitenZUl~Geschichte
una Tl1eologi8 desLuthe:rtU111s».
Luthe:ri5ches "VE'I'Ia.gghaus,Berlin 1931 ----.92 Seit;;:TI broschiert" Dl\,:r 11.80,
AIbreeht Peten~: (~Iaube undiVerk"
I~!uthers Rechtfertigungslehre
im
Lichte der I-Ieiligen Schrift. --.- Band v....
111 der <:Arbeiten zur G·eschichte und
Theologie des Ll.lthel'tums~'~ - Luthê:riséhes Ve:rla$;8hau~, Berlín undHamburg
1962· ~ 276 Seiten bl'osch.iert, _ IYivl 27.00.
u
'\!alàerI1al'.'·V:Hlren~ Die "7ertnlng" {ler Kirc:he~ Sonderband I der Sehriftenreihe <<I\t!issionierende Gemeinde;>~ herausgegeben
irn j~;.uftrag dêS .Lt\.usschusses der
Vere:inigtenEvangelisch-Lutherischen
Kirc.heDeutschlar:ds
fÜr 11""rag€TI des geSeitcn
D1eind1ichen Lebens. -'----Lutherisches Verlag3haus, Ber-lin 1961
schon gebunden und reich illustriert (38 Abbildungen). DM 16.80,
J'ollannes FfeUfer: Dichtkunst uni! Kirchenlied. Über das geistliche Lied
im Zeitalter der Sakularisatiol1. - Fl'iedrich 'Wittig VerIa,g, Hamburg 1961 ~
204 Seiten schon in Leinen gebunden. DM 12.00 - Pfeiffer, bekannt aIs Interpret der Dichtung, untersucht die Entwicklung des geistlichen Liedes von Gellert und Klopstock bis in unseI'eI' Zeit. Das Buch, eine Kirchenlieder-Anthologie aus drei JahrhundeI'ten, vermittelt fI'uchtbare Einsichten in den Zusammenhang van Glaubenshaltung und der ihr entspringenden Dichtung.
H.R.
-192
Ernst Lerle, DI'. theol.: Proseiytem1ierbung und Urchristentum. -- Evangelische Verlagsanstalt
BeI'lin, 160 Seiten, Leinen, DM 9,00.
«Beispielslos in der Geschichte war die werbende Aktivillit der Synagoge
im Zeitalter Jesu Christi. Mit versti3ondnisvoller \Vürdigung geht die AI'beit
Lerles den Mativen der Proselytenwerbung nach. Dabei werden altere Schichten
l'abbinischer Theologie sichtbar, die geeignet waren, den neutestamentlichen
Inhalt wie ein Gefass aufzunehmen.
Auf dem lebendig geschildeI'ten zeitgeschichtlichen Hintergrund zeichnet der Verfasser die' Anfange der christlichen Mission.
«Die Arbeit zeigt, wie die ersten Christen missionarische Methaden der
Synagoge übernommen und geandert haben. Der Inhalt der Verkündigung
\VaI' ein anderer und hat neue Prinzipien der Mission gepragt,;?
Der vorstehenden Rezension, die sich auf dem inneren Teil des Schutzumschlages des angeführten Werkes findet, mochten wir noch kurz das Falgende
hinzufügen .
•
Livros
67
·1
:blickliche Auseinanderset" in der Gruppe IV (.Ki1'che
gen, die Brunner und die
sind die folgenden Titel:
dung entgegen
'i'
der Kil'chengernsin2chnft
'chrankung auf
,Üedenartigkeit
Buche weiteste
ZUl' Vertiefung
den reichen
des in ihm
Verbreitung
lutherischer
H. Rottmann
en grundIegenden
Arbeiten
::gen zur deutschen katho(JArbeiten zur Geschichte
"(-l'lagshaus, Ber1in 1961 ~
1i:')eh-katbülh~che RUd 'vonl
:thropologie und Mariologie
~je des deutsehen SpI'acl1Theologie des Luthel'turi1s»,
::en
bros~hie:!."t.
Dlvr
11.80.
's Rechtfertigungslehre
im
~'belten zur G·eschichte und
~hal1s, Berlin und Harn.burg
Sonderband I der Schriftel1\uftrag des Ausschusses der
:-·hlar..ds fÜr Frag€:n des geBerlin 1961 - 192 Seiten
:ren). DM 16.80.
d. tTber das geistliche Lied
;: Vcrhtg, Hamburg 1961 -Pfeiffer, bekannt aIs Interg-eistlichen Liedes von Gel;ine Kirchenlieder-Antholoinsichten in den Zusammel1den Dichtung.
H. R.
lU
Urchristentnffi.
-
Evan-
DM 9,00.
nde Aktivit1it der Synagoge
Vürdigung geht die Arbeit
i.bei werdenaltere
Scl1ichten
en, den neutestamentliehen
ebendig geschildeI'ten zeitêl' die' Anf1inge der christlissionarische Methoden der
, Inhalt der Verkündigung
;ion gepragt.»
inneren Teil des Schutzum..vir noch kurz das Folgende
Wir sind dankbar für Belege und Hinweise auf rabbinische Interpretationen
alttestamentlicher
Weissagungen im Sinne missionarischer Proselytenwerbung,
obgleich ein eigentlicher Missionsbefehl im AT nicht aufzuweisen war. Der
Verfasser schreibt u. a. (S. 17): «Die Heiden sind auch in der Zeit, in der
sie noch den Gottern dienen, nieht ohne Beziehung zu dem Heilsgeschehen.
Nach dem Midrasch zum Hohenlied entsprechen die 70 an Festtagen geopferten
Farren den 70 Volkern. Der Zustrom von Proselyten gehort zur messianischen
Zukunft. So verstand das talmudische Judentum die Schriftstelle Jes. 2,2 f ... »
An Beispielen wie amHauptmann
zu Kapernaum zeigt der Verfassel~
in feiner Weise die gegensatzliche Einstellung Jesu zur Art rabbinischer WeI'bung. Er schreibt (S. 85/86): «Es geht Jesus um etwas ganz anderes aIs
um die Stufen juristischer Rangordnung und kultischer Heiligkeit. Es geht
ihm um den Glauben. Bei dem Centurio fÍndet er einen so starken Glauben,
wie er ihn in Israel nicht gefunden hat. Der glaubende Romer ist kein Heide
mehr, sondern er hat am Himmelreich teil (Matth. 8,11). 1m Aufbau des
MattlÜiusevangeliums ist auch in diesel' Perikope die Beziehung zur Eschatologie am pragnantesten festgehalten.
GIeich anschliessend und in Verbindung
mit der Geschichte vom Hauptmann von Kapernaum lesen wir die í,Veissagung:
«Ich sage euch aber, dass viele von Ost und West kommen werden und zu
Tische liegen mit Abraham, Isaak und Jakob im Himmelreich (Matth. 8,11).»
ln Zukunft, im eschatologischen Geschehen, werden es viele sein. Aber wo
Jesus wirkt, wird die eschatologische Zukunft schon Gegenwart. Die ersten
der grossen Scharen von Ost und West kommen schon. Einer von ihnen ist
der Hauptmann von Kapernaum. Jesus verlangt von ihm nicht, dass er ein
Proselyt wird. Er stellt den Centurio aIs Musterbeispiel hin und erkennt an,
dass diesel' am Reich Gottes teil hatund
nicht ausserhalb des Gottesvolkes
steht, obwohl er nicht im jüdischen Volkstum aufgeht. Der Hauptmann blieb
unbeschnitten, kehrte in seine aIte Umgebung zurück und konnte bei seinem
Truppenteil weiterhin Schweinefleisch essen.»
Am Ende führt der Verfasser den wachsenden Christushass der Synagoge,
beginnend (7) mit der Verfolgung des PauIus, auf die Ablenkung des Proselytenstromes von der Synagoge in die neue christliche Kirche zurück. Dass der
Umstand der wachsenden EI'folglosigkeit rabbinischer Mission ln der HeidenweIt zur Verh1irtung der Herzen gegen die christliche Lehre und infolgedessen
zur Bek1impfung derselben mit allen zur VeI'fügung stehenden Mitteln beigetragen hat, ist zweifelsohne richtig. Der Hass an und für sich abeI' bestand von allem Anfang an und wirkte sich aus gegen den Heiland selbst.
Er ist die Feindschaft alI derer, die Jesum aIs Messias abIehnen und gemãss
dem vVort des Herrn «wer nicht mit mil' ist, der ist wider mich'l im feindlichen Lager stehen. Darum stimmen wir nur mit Vorbehalt zu, wenn der
Verfasser am Schlusse schreibt (8. 134): «Die Rabbinen aus der Zeit um
die erste Jahrhundertwende
verurteilen Meinungen und Ausdrücke nicht deshalb, weil die Meinullg falsch oder der jüdischen Religiosit1it fremd war, sondern deshalb, weil sie einen Ausspruch Jesu aufnahm. Was von Jesus stammt
oder zu Jesus führen kann wurde aus der theologischen Begrifflichkeit verbannt. Dadurch hat sich der Strom des GeistesIebens geteilt. Der Ablauf der
jüdischen Geistesgeschichte war bei der Begegnung mit dem Evangelium»,
vielleicht besser: mit Jesus, «am Scheideweg angeIangt. Nur ein kleiner Teil
mündete in die christliche Kirche. Die überwiegende Mehrzahl schwenkte nach
der anderen 8eite ab und verlor dadurch seine ursprüngliche Richtung. Am
Scheideweg stehen die tragischen Gestalten des Johannan ben Zakkai, Eliezer
ben Hyrkanos und Agiba, die den inneren Konflikt des Judentums starkel' zu
durchIeiden hatten aIs die Rabbinen der andeI'en Generationen. In eindrucksvoller Weise schildert der TaImud die Ietzten Stunden des Johannan ben Zakkai,
eines Zeitgenossen der AposteI. Der Rabbi weint vor seinem Tode. Nach der
Ursache seiner 'I'raurigkeit gefragt, weist er auf das Gericht hin, dem er entgegengeht. Er fürchtet das endgültige und unausweichliche Urteil Gottes, denn
e1' weiss nicht, wie dieses Urteil ausfallen wird. Die Theologie des ste1'benden
Toralehrers kel1nt keine Heilsgewissheit, kennt nicht den begnadenden Zuspruch
Gottes. Es ist dies eine Theologie, die das Evangelium von sich gestossen haL
I
!
68
Díese nachchrístlíche Theologíe kann díe Botschaft ·vom schenkenden· Handeln
und von der begnadenden Güte Gottes nícht mehr aus dem AT herauslesen.»
_ DíeseWorte
sínd abeI' auch eín kleínes Beíspíel derposítiven
Eínstellung
DI'. Lerles und geben einen Begríff von seiner Auffassung des zeítgeschichtlíchen
W. Kunstmann.
Híntergrundes des Zeítalt€l's der Urmíssíon.
--ft-- ÍNDICE
o Relato Bíblico da Criação e a Teologia Moderna (Continuação)
1
Der Christund die Arbeit unteI' dem Ersten Gebot (Fortsetzung)
15
Die Aufgaben eines Konzi1s
Os Fariseus
........
.
;
,
:
.
30
.
-
Luther und das Ve:chi:iJtnisvan :iVlannund Weib ,.. ',
97
,.
34
Lass' dein Osterlicht 'leuchten
43
A Corrida do Cristão
46
Kirche und Bekenntnis
.............
.
,
54
Die "Contergan', - Kinder und die Euthanasie
Miscelânea
..................................
-
48
.
58
Observador
65
Livros
--@-,
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