O USO DA ÁGUA NA TOMATICULTURA1
M.Sc. Christiane Coletti2 e Prof. Dr. Roberto Testezlaf3.
A agricultura é uma atividade produtiva realizada a milhares de anos no mundo todo.
No Brasil a agricultura tem grande importância não só econômica como também social e
cultural, devido à origem agrícola de nosso país. Essa atividade constitui uma alteração no
meio ambiente, ao ser conseqüência de uma atividade humana que requer o uso de
determinados recursos naturais originando uma série de resíduos potencialmente
contaminantes.
Hoje no Brasil um dos cultivos mais expressivos é o do tomate principalmente por sua
importância econômica e social, que a cada dia vem tomando novos rumos. A produção total
de tomate no país em 2001 girou em torno de 3 milhões de toneladas de acordo com o
Ministério da Agricultura, sendo que cerca de 60% vão para o consumo in natura (tomate
estaqueado) e o restante é utilizado como matéria-prima para indústria (tomate rasteiro). Entre
os principais produtores está o Estado de São Paulo com uma a área total ocupada em torno de
12.000 ha, sendo destinada à produção do tomate estaqueado cerca de 68% da área. A
produção total no Estado em 2002 foi de 765.990 ton, dos quais 497.454 ton foram de tomate
estaqueado (IEA, 2004).
Dentro do setor agrícola uma atividade de extrema importância é a irrigação das
culturas, principalmente no que se refere à produção final e aos empregos gerados. O cultivo
de tomate estaqueado em sua maioria faz o uso da técnica. Essa técnica tem sido cada dia
mais difundida e utilizada no Brasil, transformando cultivos de sequeiro em irrigados e com
isso modificando grande número de fatores ou elementos do meio físico. A alteração do meio
será diferente dependendo do método de irrigação instalado e da grandeza do método, e é por
isso que há uma crescente preocupação com relação ao caminho que a irrigação está seguindo
no Brasil e com suas possíveis conseqüências para o ambiente onde será estabelecido.
Quando já se faz uso de um sistema de irrigação e pretende-se mudar para outro a
troca de método, seja ele por superfície, aspersão ou localizado, também pode gerar tanto
impacto ambiental como social e por isso deve ser realizado com critério e com bastante
conhecimento da tecnologia e dos equipamentos.
É preciso no entanto que fique claro que, a irrigação nem sempre origina em um
impacto ambiental negativo, sendo que em numerosos casos se produz impactos positivos que
favorecem diferentes aspectos do meio. Todavia, a agricultura irrigada tem provocado mais
impactos negativos do que positivos, ainda que considere-se o grau de deterioração menor do
que os provocados por outras atividades tais como a indústria. Essa deterioração ocorre quase
sempre porque a atividade geralmente é tratada com desatenção, sem técnicas e
conhecimentos, não importando os danos que isso venha causar para o ambiente ou a própria
população.
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Projeto de doutorado financiado pela FAPESP.
Engenheira Agrícola, Doutoranda na área de Água e Solos, Faculdade de Engenharia Agrícola/UNICAMP, Campinas/SP,
CEP:13083-970, CxPostal: 6011, tel: (19) 3788-1029, Fax: (19) 3788-1010, e-mail: [email protected].
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Prof. Titular da Faculdade de Engenharia Agrícola/UNICAMP, Campinas-SP, CEP:13083-970, CxPostal: 6011, tel: (19)
3788-1024, Fax:(19)3788-1010, e-mail:[email protected].
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Efeitos Ambientais Positivos.
É difícil citar um aspecto “ambiental” positivo quando se trata da implantação de um
sistema de irrigação, isso porque sempre há uma considerável modificação do ambiente,
dependendo é claro da magnitude da área a ser irrigada e do tipo de irrigação a ser instalada.
De qualquer forma, podemos citar um exemplo que no Brasil foi de grande valia. Os
benefícios do projeto de irrigação do Vale do Rio São Franscisco, que deu vida à paisagem
seca, ao se desviar a água do rio por uma grande rede de distribuição artificial, criando em
torno dos canais fauna e flora antes não existentes, além disso as benfeitorias sociais
proporcionadas às regiões favorecidas foram sem dúvida valiosas.
No entanto, com todas as vantagens proporcionadas pelo projeto, com o passar dos
anos um detalhe muito importante foi esquecido, a manutenção do próprio Rio São
Franscisco, que hoje tem problemas graves de assoreamento e em alguns pontos sérios
conflitos pelo uso da água.
O acúmulo da água das chuvas nos reservatórios utilizados para irrigação, também é
um fator positivo para as regiões onde estão instalados esses reservatórios, pois o
aproveitamento da água de precipitação natural pode ser maior.
A utilização da irrigação como complemento da chuva para manter a umidade do solo,
também é um aspecto positivo pois se tivermos somente a água da chuva sem a irrigação a
planta sofrerá com a falta d’água da mesma maneira. Quando se faz a complementação com a
irrigação não há queda de produtividade e a eficiência de uso da água da chuva é maior.
Efeitos Ambientais Negativos.
Ao implantar um sistema de irrigação é necessário construir uma infraestrutura
apropriada para o correto funcionamento do sistema. Destacando-se: obras de captação e
armazenamento, redes de distribuição, canais e caminhos de acesso da água, etc.
A instalação de um sistema de irrigação em larga escala pode supor além da alteração
do meio, a modificação de áreas úmidas, superexploração dos aqüíferos e até extinção de
plantas e espécies animais em uma região.
Um mal uso da água na agricultura ocasiona um sério problema, já que a irrigação em
muitas regiões do país é uma das atividades que mais consome dos recursos hídricos.
O desperdício de água é um problema ambiental que tem ocorrido com freqüência em
grande parte dos sistemas de irrigação, ou por serem antigos e as redes de distribuição estarem
em mal estado de conservação, ou por componentes mal instalados, ou ainda por projetos e
manejos mal realizados.
Durante a realização do evento de irrigação alguns processos que contribuem para o
desperdício e contaminação da água e ocorrem freqüentemente nas propriedades rurais:
 Perdas na rede de distribuição, ou seja, na condução da água do bombeamento
até o cultivo. A maioria destas perdas ocorrem por descuido ou por descaso
por parte do irrigante. Isso porque a água ainda não é contabilizada no seu
ganho e gasto final com o produto, não se importando com problemas de falta
d’água e problemas ambientais, que possam ser causados, cenário que vem se
modificando nas áreas rurais nos últimos anos.
 Outro impacto ao meio ambiente causado por irrigações mal manejadas é o
risco de salinização do solo, que em algumas regiões áridas torna-se um
problema cada vez mais sério. Perdas de solo e fertilizantes também são
freqüentes em algumas regiões.
A solução destes problemas não é única e deve ser estudada e tratada
independentemente para cada caso. Muitos problemas poderiam ser evitados explorando os
sistemas de irrigação de maneira otimizada, melhorando na medida do possível a eficiência de
condução, distribuição e aplicação da água em campo, reduzindo ao máximo as perdas de
água e a possibilidade de contaminação dos recursos hídricos.
Sistema de irrigação utilizado na Tomaticultura
No Brasil a maioria dos produtores de tomate utilizam a irrigação por sulcos em suas
lavouras. Este método consiste na condução da água através de canais ou sulcos, situados
paralelos as linhas de plantas, permanecendo o tempo necessário para que a água infiltrada ao
longo do sulco seja suficiente para umedecer o solo na zona radicular da cultura.
O sistema é largamente utilizado por ter baixo custo de implantação e operação, pois
não utiliza tubulações e sistemas pressurizados de aplicação, e ainda pela facilidade de
instalação já que a cultura do tomate é móvel e a cada ano é necessária a mudança de todo o
sistema para outro local.
Hoje este método tem sido criticado pois sua baixa eficiência de condução,
distribuição e aplicação de água em campo, em relação a outros métodos, o tornam um
problema com a atual falta d’água, principalmente nas épocas de seca.
Segundo TYAGI (1984) os métodos de irrigação por superfície, destacando-se os por
sulcos, muito raramente alcançam uma eficiência de uso da água de irrigação ultrapassando a
marca de 50%, dada a não uniformidade da aplicação da água e a sua percolação. Para esses
sistemas, a prática mais importante para melhorar a eficiência da irrigação e da fertilização é a
do nivelamento topográfico preciso, sendo que o necessário não é o nivelamento do terreno e
sim o nivelamento da superfície a um declive uniforme. A precisão do nivelamento beneficia
a cultura ao permitir uma aplicação uniforme de água e uma menor lâmina de irrigação em
intervalos mais freqüentes. Trabalhando com uma eficiência baixa de uso da água uma maior
quantidade de água tem que ser aplicada para satisfazer as necessidades da planta e com isso
há um aumento no consumo da energia elétrica.
Na irrigação por sulcos algumas modificações possibilitam o aumento da eficiência de
irrigação tais como: variação da vazão utilizada, fazer irrigações com redução da vazão
inicial, aumentar a lâmina real aplicada por irrigação, reutilizar a água escoada no final do
sulco, melhorar a uniformização do terreno e semi-automatizar a irrigação. ELLIOT &
WALKER (1982) redigiram que, embora os valores da eficiência de aplicação em irrigação
por superfície bem dimensionada fiquem entre 50 a 70%, é possível alcançar valores de 85 a
90%, quando se adotam a automação e um cuidadoso monitoramento da umidade do solo.
Em muitas regiões produtoras de tomate no Brasil este tipo de irrigação é realizada em
áreas com acentuado declive. Isso faz com que a irrigação se torne um potencial poluidor dos
corpos d’água e o inimigo número um quando se trata de consumo, pois desta maneira muitos
desperdícios acabam ocorrendo e mais água tem que ser bombeada e mais energia elétrica é
gasta.
Quando a irrigação é mal manejada outros problemas podem surgir. O excesso de água
que geralmente ocorre na irrigação por sulcos resultará em perdas d’água por percolação e, ou,
por escoamento no final do sulco (“runoff”), e perdas de nutrientes por lixiviação para as
camadas abaixo da zona radicular das culturas, bem como causará problemas de afloração de
lençol freático nas áreas abaixo da que está sendo irrigada ou na própria área de irrigação,
criando problemas potenciais de salinização e por conseqüência resultará em baixo
rendimento da cultura e baixa eficiência da irrigação (BERNARDO,1995).
A erosão do solo
A erosão do solo consiste no arrastamento das partículas sólidas do solo e o seu
transporte para outros locais onde se depositam. As principais conseqüências da erosão são a
perda das camadas mais superficiais e mais férteis do solo e a degradação do mesmo e de
outros componentes do meio ambiente.
Normalmente, a erosão hídrica ocorre em solos descobertos, ou seja, sem vegetação,
por fenômenos naturais como chuvas intensas ou ainda por irrigações mal manejadas. Neste
contexto a irrigação por sulcos é a que tem maiores chances de causar erosão por ser feita
através de canais abertos no próprio solo, essas perdas de solo ficam evidentes em regiões
produtoras na época de chuvas. Em irrigações por aspersão as chances são menores, mas
podem ocorrer erosões caso a irrigação seja mal conduzida aplicando-se altas lâminas de água
fazendo com que ocorra escoamento superficial com conseqüente arraste de partículas.
Na irrigação por sulcos, o risco de erosão aumenta quando se utilizam altas vazões de
água, quando se reduz o comprimento das parcelas e quando a declividade é excessiva.
Quando se tem erosão em sistemas de irrigação por superfície, os principais efeitos
que podem ocorrer são:
 Descamamento do solo, principalmente na entrada do canal, onde a força da
água é maior;
 Acúmulo de sedimentos no final dos canais, onde a água se movimenta com
menor velocidade, fazendo com que as partículas se depositem fechando os
poros do solo e dificultando a infiltração da água;
 Deterioração dos canais se não forem construídos corretamente;
 Degradação das áreas de canais e carreadores (tomate).
Evitar o risco de erosão é muito simples realizando um bom projeto, nivelamento do
terreno e manejo adequado, ou utilizando proteções no solo em regiões pontuais, ou seja, em
locais onde a força da água é maior e com maiores chances do arrastamento de partículas.
Os efeitos da erosão do solo refletem em uma deterioração do solo que afeta em sua
fertilidade e na produção das culturas, originando uma perda de valor da terra. Além disso
outros problemas podem ser causados pela erosão: a contaminação de corpos d’água por
fósforo (aplicado na agricultura) carreado com as partículas do solo para a água, águas com
alta quantidade de sólidos suspensos pode acarretar entupimentos em sistemas de irrigação e o
assoreamento de rios, riachos e lagoas, que hoje é um problema bastante comum nas cidades e
nas áreas rurais.
Contaminação dos Corpos D’Água.
A agricultura irrigada tem intensificado o uso de terras e de elementos químicos, dessa
forma os efluentes agrícolas têm se constituído um grave problema para os recursos hídricos.
A busca por altas produtividades no meio agrícola tem gerado sérios problemas de qualidade
das águas superficiais, principalmente devido à perda de nutrientes (Nitrogênio e Fósforo). O
nitrogênio por ter alta solubilidade na água é facilmente transportado pelo escoamento, seja
ele superficial, subsuperficial ou de percolação em direção ao lençol freático.
Da mesma forma que os fertilizantes são levados à água superficial e subterrânea por
conseqüência de irrigações mal manejadas e de baixa eficiência, os produtos usados no
controle fitossanitário também representam uma ameaça à qualidade das águas.
A produção de tomate de mesa no Brasil é uma das atividades agrícolas que mais
intensivamente utiliza defensivos agrícolas ou agrotóxicos, em pulverizações, devido à
freqüência e a gravidade dos problemas fitossanitários na lavoura. Análises do Instituto
Biológico da Secretaria da Agricultura paulista mostram que o tomate está entre os alimentos
que apresentam resíduos de agrotóxicos, muitas vezes acima do permitido e ainda com alguns
produtos não autorizados para a utilização na cultura.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2002) divulgou que o uso de
defensivos agrícolas por hectare no Brasil aumentou cerca de 21,6%, e algumas das culturas
que mais utilizam a substância são tomate, batata e morango. OLIVEIRA et al. (1999)
realizando monitoramento econômico na região de Sorocaba/SP, ressalta que a cultura do
tomate, dentre outras estudadas (abóbora, abobrinha, beterraba, cebola, couve-flor e repolho),
foi a que mais utilizou defensivos agrícolas e a que realizou maior número de pulverizações
por safra e dos 38 produtos utilizados na região, 8 não tinham registro para a utilização na
cultura.
Os defensivos químicos são geralmente aplicados à lavoura de tomate em caráter
preventivo e curativo, sendo utilizados em grandes quantidades e durante todo o período de
cultivo. Isso se deve a falta de conhecimentos técnicos, a carência de agrônomos nas lavouras
e a atual situação dos produtores que tem que sobreviver da atividade, e por isso aplicam
doses excessivas de produtos com receio de perder a plantação e imaginando que desta
maneira solucionará os problemas das pragas e doenças na lavoura.
Desta forma essa atividade agrícola tem sido considerada um potencial poluidor, pelo
uso excessivo de defensivos químicos associado à tratos culturais ineficientes, e, unindo-se a
isso, uma área de plantio expressiva em todo o país.
Contaminação por Nitratos
O nitrato é um composto químico cujo componente principal é o nitrogênio, nutriente
fundamental para as plantas.
Quando se trata de solos cultivados o nitrato provém sobretudo de produtos
nitrogenados, tanto orgânicos como minerais, da matéria orgânica contida no solo e, se for o
caso, do nitrato contido na água usada para irrigação.
Os problemas ocasionados pelo excesso de nitratos fazem referência principalmente a
três aspectos relacionados com sua capacidade de contaminar:
1. Contaminação de águas subterrâneas,
2. Contaminação de águas superficiais,
3. Problemas para a saúde humana.
Contaminação das Águas Subterrâneas
O nitrato se move dissolvido na água através da água da chuva ou de irrigações. A
perda de nitratos pode ser elevada, ocorrendo desde a zona ocupada pelas raízes até o lençol
freático, contaminando as águas subterrâneas. Este processo é chamado lixiviação.
O carreamento do nitrato para a água subterrânea ocorre de diferentes maneiras
dependendo do tipo de irrigação utilizado. Nos métodos por superfície e por aspersão as
oportunidades de perdas são maiores, porque a percolação de água pode ser elevada.
Para evitar que a água passe para zonas mais profundas do solo em quantidades
excessivas, é necessário evitar na medida do possível, as perdas por percolação.
A quantidade de nitratos lixiviados dependerá da:
 Dose aplicada na fertilização,
 Características do solo, principalmente a capacidade para infiltrar a água e produzir
percolação,
 Momento em que se realizam a aplicação do fertilizante e a irrigação.
Contaminação das Águas Superficiais
Na irrigação por superfície e em alguns momentos na irrigação por aspersão um
fenômeno muito natural pode ocorrer, o chamado escoamento superficial.
Com a incidência deste fenômeno além de ocorrerem importantes perdas de água, ele
pode haver notável contribuição para a contaminação das águas superficiais, já que em muitas
situações estes escoamentos vão diretamente para os cursos d’água.
Quando a água superficial contém uma grande quantidade de nutrientes, pode-se
produzir um problema sério denominado eutrofização, que nada mais é que o crescimento
excessivo de plantas aquáticas nos corpos d’água, por conter grandes quantidades de
nitrogênio e fósforo, principalmente. Quando essa vegetação morre, se decompõe, consome o
oxigênio da água e provoca a morte da fauna aquática.
Além do risco de eutrofização, o excesso de vegetação nos corpos d’água pode:
 Dificultar o escoamento natural do curso d’água,
 Causar impacto visual negativo,
 Reduzir a possibilidade de usar as águas para fins recreativos.
O excesso de nitrato em águas para o consumo humano pode acarretar sérios
problemas de saúde. É importante salientar que as empresas responsáveis pelo tratamento de
água nas cidades, ainda não fazem a extração de componentes químicos da água, desta forma
se houver a captação de água com excedentes de nitrogênio provavelmente ele será
consumido nas cidades e nas áreas rurais pela população.
Vale a pena lembrar que: o Brasil ainda não faz irrigações em toda a sua área
cultivada. Apesar de ser um país essencialmente agrícola os investimentos na área de
irrigação, ainda não são elevados, mas essa tecnologia começa a ser usada com maior
intensidade e em áreas cada vez maiores. Se nos próximos anos a água não for conservada
teremos sérios problemas de contaminações e de falta d’água e esse problema se estenderá não
somente as áreas rurais, mas também as cidades que além da contaminação doméstica e
industrial ainda terá problemas com águas contaminadas pela agricultura.
Apesar de o Brasil ser um país rico em recursos hídricos os conflitos pelo uso da água
nas áreas rurais já tem sido uma realidade, por isso a busca pela eficiência deve ser aumentada
e valorizada.
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