Comício de apresentação da lista da CDU pelo Distrito do Porto
16 de Julho – Praça dos Leões
Intervenção de Jorge Machado
Camaradas e amigos
Apresentamos hoje a lista dos candidatos da CDU, do distrito do Porto, para as próximas eleições legislativas.
Uma lista composta por gente capaz, que conhece a realidade porque emana da realidade do nosso distrito.
Uma lista de pessoas, homens e mulheres, jovens e menos jovens, que não se resignam, que não desistem e
estão empenhados em dar, ao distrito e ao país soluções para um futuro digno, para uma vida melhor.
Uma lista composta por candidatos comprometidos com o projeto político da CDU, de transformação da
sociedade, e não comprometidos com interesses pessoais ou dos grandes grupos económicos. Uma lista de
pessoas que, com origens e características diferentes, estão nesta tarefa para servir o povo e os
trabalhadores do distrito com a profunda convicção que é possível construir uma sociedade mais justa e
solidária.
Camaradas e amigos
Esta é uma lista que colocará a rutura com esta política e o combate às injustiças e desigualdades no centro
das atenções.
O nosso distrito, tal como o país, não está condenado a viver no buraco em que a política de direita o
colocou.
Importa lembrar que o distrito do Porto sofreu, de uma forma particular, as consequências da política de
direita agora concretizada pelo Governo PSD/CDS.
Se a situação económica e social do distrito do Porto já era profundamente marcada por injustiças,
desemprego e pobreza, por culpa de sucessivos Governos, PSD/CDS e PS e os seus pactos de agressão, o
distrito do Porto viu agravada a já gigantesca exploração a que os trabalhadores estão sujeitos, viu agravada
a pobreza, viu milhares de jovens e menos jovens a emigrar, viu todos os indicadores económicos regredir.
É caso para dizer que com os Governos PSD/CDS e o anterior Governo PS o distrito do Porto só andou para
trás.
Por culpa das opções políticas dos Governos PS/PSD e CDS, aquela que é a principal causa da pobreza e a
principal preocupação dos portugueses - o desemprego -, atinge níveis inaceitáveis no país, e no distrito do
Porto está acima da média nacional.
Ao mesmo tempo que temos desemprego acima da média nacional os salários estão abaixo da média e há
milhares de trabalhadores que não recebem subsídio de desemprego.
Ao desemprego e salários de miséria juntam-se as reformas de miséria. Na verdade, depois de décadas de
baixos salários e exploração, muitos trabalhadores enfrentam a reforma com muitas dificuldades.
Assim, não é por acaso que se registam no distrito do Porto, não obstante os gigantescos cortes operado
por este Governo de desgraça nacional, o maior número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção e
um dos maiores no complemento solidários para idosos.
Também não é por acaso que nos últimos quatro anos dezenas de milhares de pessoas deste distrito foram
empurradas para a emigração forçada, muitas famílias entraram em insolvência e todos os dias há centenas
de lares que ficam sem luz porque há um governo que prefere ver o povo a sofrer para que os acionistas da
EDP e outros grupos económicos acumulem lucros escandalosos!
Camaradas e amigos
Este verdadeiro descalabro social não resulta por acaso, nem decorre de nenhuma fatalidade.
A situação dramática em que vivem milhares de famílias, a falta de emprego, os jovens que abandonam os
estudos por falta de dinheiro para pagar propinas e as pensões de miséria que auferem muitos reformados
após uma vida de trabalho resultam de opções políticas que ao longo dos anos os governos do PS e do
PSD/CDS foram tomando. Foram opções que atiraram o distrito para a situação mais grave do ponto de vista
económico e social desde o fascismo.
Camaradas e Amigos
Ao longo deste mandato tivemos presente esta realidade e apresentamos na Assembleia da República, um
projeto de resolução que definia a criação de um Plano de Emergência Social para o Distrito do Porto.
Apesar do PSD e do CDS terem chumbado, não desistiremos.
Sabemos que é necessário, urgente e possível a criação de um plano integrado de medidas que respondam à
situação de emergência social em que o distrito se encontra e que garanta:
- o recenseamento urgente das situações de pobreza, das famílias que vivem sem água e luz, e a intervenção
com vista à inclusão social.
- o aumento do investimento público com o objetivo de dotar o distrito das infraestruturas capazes de
aumentar a competitividade e a qualidade de vida das pessoas.
- reforço dos serviços público com particular destaque para os da área da saúde, educação e segurança
social.
- O aumento das qualificações atendendo às necessidades do tecido produtivo.
- A aposta na investigação científica que permita, em articulação com os setores produtivos, encontrar novas
áreas de produção e desenvolvimento industrial.
- A criação de um programa de intervenção específica para as sub-regiões do interior como o Vale do Ave
ou do Vale do Sousa e Baixo Tâmega.
- O investimento na rede pública de equipamentos sociais.
- Uma redefinição dos critérios e prioridades na utilização dos fundos comunitários para modernizar a
ferrovia, a construção de novas linhas do metro e até a construção de equipamentos sociais.
- e por fim, a criação de mecanismos no plano distrital que viabilize a elevação dos salários e o aumento do
poder de compra.
Camaradas e amigos
É possível romper com o desastre, o sofrimento, as injustiças e as desigualdades. A CDU tem soluções para o
distrito.
Com uma melhor distribuição da riqueza, valorizando salários e reformas e pensões, mais justiça fiscal,
pondo os mais ricos a pagar os impostos que deviam pagar e não pagam para diminuir os impostos sobre os
trabalhadores, aumentando a produção nacional, com a renegociação da dívida e a rejeição das imposições
da união europeia que são um verdadeiro garrote ao nosso desenvolvimento soberano, podemos dar a volta
a isto e construir um país onde quem vive do seu salário ou reforma seja feliz.
É preciso dar mais força à CDU, eleger mais deputados da CDU para termos mais força para defender quem
vive e trabalha neste distrito.
É preciso dar mais força à CDU para penalizar quem promoveu a introdução de portagens nas ex-SCUT e
cancelou de importantes investimentos que há muito a região reclama.
É preciso dar mais força à CDU para impedir que prossigam os favorecimentos, a opacidade e os atos ilícitos,
como é exemplo do processo relacionado com o depósito dos resíduos perigosos em São Pedro da Cova
cuja remoção total e a requalificação daquela zona continuaremos a exigir, por muito que governantes e exgovernantes do PS, PSD e CDS não queiram.
É preciso dar mais força à CDU para que ora PSD/CDS ora PS não continuem a afundar o nosso distrito e a
tornar a vida da pessoas um autêntico inferno.
Camaradas e amigos
Há outro caminho, há soluções e alternativas, mas estas não passam por quem nos últimos 3 9 anos afundou
o nosso distrito e o país, ou seja o PS/ PSD e CDS, mas sim pelo reforço da CDU a única alternativa para
quem vive do seu salário ou reforma.
Com a apresentação dos nossos candidatos podemos dizer que temos projeto para transformar a sociedade
e temos gente, séria e capaz de dar corpo e voz a esse projeto que recupera e projeta os valores de Abril no
futuro de Portugal.
Com este passo dado, o da apresentação da lista, todos nós, ativistas, militantes e apoiantes da CDU nos
transformamos em candidatos da CDU. E se cada um de nos juntar à nossa força um amigo, um colega do
trabalho ou um familiar podemos encarar as eleições com otimismo e podemos olhar para o futuro com a
certeza que outro modelo da sociedade, não só possível, como urgente.
Viva a CDU
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intervenção de Jorge Machado