COOPERATIVISMO DE CRÉDITO
Conquistas e
desafios de
uma história
escrita por
muitas mãos:
ferramentas que
mudam a realidade
na agricultura familiar
Leive Almeida1
O Cooperativismo de
Crédito, que já tem
mostrado sua força nas regiões mais
desenvolvidas, tem
tudo para contar uma
história de sucesso
também no Nordeste
do país.
1— Assessora de Comunicação, Jornalista, Técnica
da Superintendência de Agricultura Familiar – SUAF/
SEAGRI; e-mail: [email protected]
34
N
ão seria diferente com o Sistema Ascoob que apoia e fomenta o cooperativismo de crédito,
amparado por um marco legal em
aperfeiçoamento constante, prosseguindo de forma transparente e
focado no atendimento das necessidades de seus associados.
Em todas as organizações sociais,
o processo de formação apresenta-se como importante instrumento
na busca de qualificar as intervenções desenvolvidas pelas entida-
Foto: Cláudio Zakka
SOCIOECONOMIA
des. A formação desenvolvida com
uma metodologia adequada permite ampliar e melhorar processos
organizacionais. Acredita-se que
toda organização necessite formar e capacitar os membros que
a compõe, caso contrário, incorrerá em isolar e/ou fragmentar suas
ações, podendo perder o foco de
atuação pela estagnação no tema
do conhecimento por parte dos
seus membros.
A partir desta afirmação é que
desenvolveremos uma reflexão
concernente a um conjunto de aspectos que se referem à necessidade e importância da formação
para o fomento do cooperativismo, enfatizando o fortalecimento
do Sistema Ascoob. Pretendemos
apontar um conjunto de avanços
importantes dentro das cooperativas, na medida em que aconteçam processos formativos com
os sujeitos envolvidos.
Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo fazer uma
apresentação sobre a importância do Sistema Ascoob, visando compreender sua missão e
estrutura, bem como campo de
atuação de uma entidade não
governamental. Em particular,
apresentaremos estratégia de
erradicação da pobreza extrema rural, a partir das ações do
cooperativismo de crédito, bem
como uma reflexão sobre seus
principais desafios e os investimentos das políticas públicas –
o que tem provocado inserção
de milhões de indivíduos em
novos patamares sociais. Além
disso, destacando a importância
do cooperativismo, no qual promove várias ferramentas para
concretização de ações voltadas para o desenvolvimento local e regional, organizados com
instrumentos que fortalecem a
gestão de cada comunidade e
o envolvimento das pessoas em
processos inclusivos de formação, autonomia e decisão.
UM POUCO DE
HISTÓRIA:
CONTRIBUINDO NO
FORTALECIMENTO
DA AGRICULTURA
FAMILIAR E ECONOMIA SOLIDÁRIA
Qualquer esforço empreendido
para a redução da pobreza e para
a melhoria dos demais indicadores que refletem as desigualdades regionais passa, necessariamente, por ações efetivas em
apoio ao segmento da Agricultura Familiar e Economia Solidária.
Foi com base nesses argumentos, e alinhado com as Políticas
do Governo Federal para a agricultura familiar, que o Sistema
Ascoob inseriu como prioridade
nas suas ações o apoio a esse
segmento produtivo.
Caracterizado como uma rede de
cooperativas de crédito rural com
interação solidária, a Associação das Cooperativas de Apoio
à Economia Familiar – Ascoob,
busca promover a inclusão so35
cial de agricultores e agricultoras
familiares, e facilitar o acesso a
produtos e serviços para a ampliação de suas rendas, diferenciando-se das demais instituições
financeiras. Para tanto, a Ascoob
tem como missão fortalecer a
economia familiar solidária, através do cooperativismo de crédito e fomentar os processos de
desenvolvimento local integrado,
sustentável e solidário do Estado
da Bahia, bem como aprofundar
o combate às desigualdades sociais por meio de ações no campo
da inclusão produtiva e do fortalecimento da agricultura familiar e
economia solidária. É a partir desses objetivos que há doze anos
a Ascoob vem exercendo ações
importantes na articulação das
cooperativas, com uma dimensão
em razão da confiança e do apoio
de seus associados.
A Ascoob Associação foi criada
em setembro de 1999, por cinco
Cooperativas de Crédito Rural,
nas microrregiões semiáridas e
litorâneas da Bahia, com a finalidade de aglutinar forças para o
cumprimento dos princípios do
cooperativismo de crédito tendo
por base o fortalecimento da economia familiar rural. Atualmente,
conta com 10 cooperativas filiadas, com pontos de atendimento
em 36 municípios do Estado presentes nos territórios do Sisal, Bacia do Jacuípe, Portal do Sertão,
Recôncavo Sul, Piemonte da Diamantina, Litoral Norte e Agreste
de Alagoinhas, Irecê e Baixo Sul.
A Ascoob é uma referência no cooperativismo de crédito no Brasil,
O projeto continua fiel aos princípios de interação solidária: descentralização, participação dos
associados, profissionalização e
ampliação do apoio e acesso ao
crédito, transparência em todo o
processo e contribuição para o
desenvolvimento alternativo, socialmente justo e não degradante do meio ambiente. Reconhecendo o seu valor e importância
para toda a sociedade brasileira,
e atendendo ao compromisso
de promover políticas públicas
de geração de trabalho, renda e
promoção da qualidade de vida
no campo, o Sistema Ascoob estabelece canais de financiamento
adequados para sua realidade – a
exemplo do Programa Nacional
de Fortalecimento da Agricultura
Familiar – PRONAF, na agricultura
familiar, em suas diversas modalidades, proporcionando condições de produção e agregação
de valor à grande maioria dos
agricultores: assistência técnica,
suporte aos empreendimentos
nos mais diversos setores e nos
vários estágios organizativos em
que se encontram e oferecendo
mecanismos que facilitem o acesso dos produtores ao crédito.
O pioneirismo da Cooperativa
mostrou que a sustentabilidade
de instituições financeiras não
convencionais, como é caso do
Sistema Ascoob, depende muito
mais de fatores não econômicos,
ou seja, da rede de relações sociais construídas na convivência
solidária dos agricultores familiares. “Estar entre as primeiras
cooperativas do sistema é um
privilégio para os/as agricultores/
as familiares, mas também representou um grande desafio”,
admite o agricultor e sindicalista
Dionísio Pereira (Entrevista realizada no dia 10 de outubro de 2011, em
Feira de Santana/BA), primeiro pre-
sidente da Ascoob Associação,
demonstrando o orgulho de ser
um dos fundadores da entidade.
Já o atual presidente, José Paulo
Crisóstomo (Entrevista realizada no
dia 13 de outubro de 2011, em Feira
de Santana/BA), ao avaliar as pers-
pectivas para o cooperativismo
de crédito no Brasil, afirma que:
“Estamos assistindo, de maneira
crescente, à conscientização da
sociedade de que o cooperativismo de crédito é a grande alavanca para resolver os problemas
sociais das comunidades pela via
econômica”.
O segmento experimenta uma
fase de franca expansão nos últimos doze anos. Sucesso que lhe
é atribuído, em primeiro lugar, à
ação dos pioneiros, que souberam
conduzir o projeto apesar das limitações impostas, até então, desde a criação do Sistema Ascoob
foram realizadas várias atividades
nas cooperativas filiadas ao Sistema, como oficinas e cursos com
representantes de entidades dos
municípios, diretores, associados
e funcionários, discutindo a importância da participação, educação
e cooperação para o processo de
Foto: Cláudio Zakka
pois é dirigida pelos agricultores
familiares sem subordinação a
outro tipo de agricultor, bem como
são cooperativas que estimulam a
participação das mulheres e dos
jovens. Além disso, conta com o
apoio e convênios com o Banco
do Brasil e o Banco do Nordeste
do Brasil, como também as redes
da sociedade civil, com destaque
para a Rede de Assistência Técnica e Extensão Rural das Organizações Não-Governamentais do
Nordeste (Rede Ater/NE) e organizações em nível local e regional,
nos municípios e estado voltados
para a promoção da agricultura
familiar e da economia solidária.
36
crescimento e comprometimento
dos parceiros, com o desenvolvimento local sustentável.
NASCE UM NOVO
COOPERATIVISMO:
CENTRAL DE
COOPERATIVAS
A Cooperativa Central de Crédito
da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bahia – Ascoob
Central foi autorizada no dia 30
de janeiro de 2008, estando possibilitada a realizar seus atos de
constituição, que aconteceram no
dia 12 de abril de 2008, em Feira
de Santana/BA. Em 25 de Agosto
de 2008, começou efetivamente
a operar com suas cooperativas.
A entidade surgiu a partir de uma
necessidade para ser representante legal das suas Cooperativas de
Crédito Rural e fruto de um processo natural de evolução e amadurecimento da Ascoob Associação.
A instituição é uma das quatro do
semiárido baiano autorizadas pelo
Banco Central a formar a primeira
cooperativa central de crédito do
país, dentro das novas normas
para a profissionalização do setor, estabelecidas por Resolução
3106/2003, que tem como objetivo
executar serviços administrativos,
financeiros, econômicos, creditícios e educativos em benefício de
suas Cooperativas filiadas, e promover a integração financeira do
cooperativismo de crédito em sua
área de atuação, com o propósito
de cumprir sua missão no fortalecimento das práticas de agricultura
familiar e economia solidária, e de
desenvolvimento sustentável, conforme podemos ver na Figura 1 na
qual destacam as cooperativas filiadas à Ascoob Central.
Ao longo de sua trajetória, as
cooperativas filiadas à Ascoob
Central têm se empenhado em
configurar o papel importante do
sistema, sobretudo, através do
cooperativismo e a união coletiva
do Sistema.
O papel da Ascoob Central é intermediar os interesses das cooperativas filiadas, capacitando os cooperados, dirigentes e técnicos, além
de manter o Banco Central informado sobre as atividades desenvolvidas. Dessa forma, tomou-se a
iniciativa da nova Cooperativa Central, sob as principais motivações:
ƒƒ Foco na agricultura familiar.
Todas as cooperativas são ligadas a esse segmento e a prioridade de aplicação de recursos,
a exemplo do PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar);
ƒƒ Desenvolvimento de um
sistema de Gestão Financeiro
adequado;
ƒƒ Possibilidade de ofertar
melhores condições operacionais e apoio às filiadas;
ƒƒ Incrementar programas financeiros mais adequados aos
associados principalmente crédito rural e microcrédito;
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ƒƒ Contribuir com a Associação Nacional do Cooperativismo
de Crédito da Economia Familiar e Solidária – Ancosol, principalmente em apoio às cooperativas do Nordeste Brasileiro.
Numa perspectiva de constituir um
“estado” de relações entre sujeitos, é que se consolida a proposta dessa cooperativa, ao mesmo
tempo em que comunga com as
ideias do educador Paulo Freire
(1977, p. 27) ao afirmar que: “Ninguém educa ninguém, ninguém
se educa sozinho, os homens se
educam juntos mediados pelo
mundo”. Nesses entrelaces de
pesquisas experimental e busca
de soluções, tornam-se notórias
as relações entre sujeitos com
características próprias de indivíduos, que em grupo, realizam o
processo do cooperativismo. [...]
de refletir sobre um ato. Existe
uma reflexão do homem face à realidade. O homem tende a captar
uma realidade, fazendo-a objeto
de seus conhecimentos. Assume
a postura de um sujeito cognoscente de um objeto cognoscível.
Isto é próprio de todos os homens
e não privilégio de alguns, por isso
a consciência reflexiva deve ser
estimulada: conseguir que o educando reflita sobre sua própria realidade (FREIRE, 1981, p. 30).
Com esta afirmação, o Sistema
Ascoob, promove um cooperativismo atendendo às necessidades dos seus cooperados, na
medida em que as cooperativas
se desafiam a construir e a pensar ações que permitam aos sujeitos se sentirem envolvidos no
processo, sendo “fiéis” a um dos
sete princípios do cooperativismo que trata exatamente da formação, educação e informação,
ou seja, é missão, função do cooperativismo fazer com que seus
cooperativados possam receber
formação, capacitação, informações e que este processo lhes
traga primeiramente a qualificação pessoal, para que esta possa
ser colocada a serviço da cooperativa no sentido de garantir o seu
próprio fortalecimento.
Percebe-se, portanto, que com o
acesso ao crédito e à assistência
técnica os agricultores e agricultoras familiares vêm conseguindo estruturar suas propriedades.
Além disso, é importante destacar
que os resultados desse processo
apresentam pontos positivos ao
combate da extrema pobreza rural e os avanços são notáveis em
termos de inclusão social, devido
a assessoria de Assistência Técnica e Extensão Rural – Ater, que
são realizadas de forma sistemática, através de reuniões, oficinas
e intercâmbios. E, a partir dessas
iniciativas, a Ascoob Credimonte,
localizada no município de Jacobina, território Piemonte da Diamantina tem beneficiado inúmeras famílias e pequenos empreendedores.
Um deles é Juscelino Martins da
Silva, produtor rural e cultivador
de abacaxi, que mora na comunidade de Serra do São Maurício,
município de Umburanas/BA (Com
informações do Assessor de Crédito
Rural e de Ater, da Ascoob Credimonte, Leonardo Lino). Para ele, depois
do crédito e da assistência técnica
sua vida melhorou bastante, e se
orgulha de ser filiado à Cooperativa de Crédito Rural do Piemonte,
em Jacobina/BA. “A cooperativa
vem contribuindo para que o agricultor tenha espaço na sociedade”, acentuando que hoje a família
tem mais animais, já existe energia
solar na casa e o potencial da unidade de produção melhorou bastante. “Hoje está tudo muito bom,
estamos avançando e podemos
contar com o apoio da Ascoob,
e depois desta parceria estamos
comercializando os nossos produtos”, comemora seu Juscelino.
A Ascoob Central conta ainda com
outro importante órgão para melhoria da eficiência de suas filiadas: a Ascoob Baser. É uma base
de serviços que congrega funções
como suporte em tecnologia, assessoria à gestão e contabilida-de das cooperativas, qualificando
mais o trabalho e potencializando
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os controles internos. Observa-se
que as cooperativas de crédito vêm
ampliando também sua visibilidade
sociopolítica. Além do trabalho de
divulgação efetuado pelas organizações do próprio setor, entidades
privadas de ação internacional passaram a fomentar a sua expansão
no país, como Rabobank, um dos
maiores bancos de crédito cooperativo do mundo, tem se dedicado
a popularizar o debate sobre o cooperativismo de crédito enquanto instrumento estratégico para a
consolidação de programas de desenvolvimento e fortalecimento de
arranjos produtivos locais.
Com o objetivo em contribuir para
a expansão dos serviços de microfinanças no Nordeste do Brasil
– um projeto pioneiro no país, a
Ascoob Central e o BID/FOMIM se
uniram e criaram o Programa de
Fortalecimento da Ascoob Central
para Expansão dos Serviços de
Microfinanças Cooperativas no interior da Bahia (Figura 2). Dessa
forma, utiliza-se das cooperativas
filiadas a Ascoob Central para gerir eficiência de serviços, de forma
a atender a infindável demanda
de agricultores familiares, trabalhadores da economia solidária e
microempreendedores em geral.
Além disso, o programa pretende
criar condições favoráveis para
a ampliação de ofertas, destacando três eixos: constituição de
novas Cooperativas, abertura de
novos PAC’s e Caixas Avançadas
das Cooperativas filiadas; e ade-
são de Cooperativas existentes.
E, para o alcance dos objetivos
o programa dividiu-se em quatro
componentes:
4. Fortalecimento da Ascoob
Central para acompanhar e
supervisionar as cooperativas de crédito singulares.
1. Planejamento de negócios
para o desenvolvimento das
microfinanças;
Para complementar o programa, a Ascoob Central está desenvolvendo outras ações que
visam ampliar a disponibilidade
de recursos para funding. Nesse
sentido organizações nacionais
e internacionais têm demonstrado interesses em parceria com
a Central para ampliar o volume
de crédito para o desenvolvimento das comunidades atendidas pelo programa. Participam
inicialmente do programa as
2. Desenho e ajustes de produtos e metodologias de
microfinanças;
3. Fortalecimento da capacidade gerencial das cooperativas de crédito singulares
para expandir serviços de
microcrédito;
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cooperativas e cidades abaixo
elencadas:
ƒƒ Ascoob Itapicuru: Santa
Luz, Queimadas, Cansanção,
Quijingue e Nordestina;
ƒƒ Ascoob Cooperar: Araci,
Teofilândia, Tucano e Euclides
da Cunha;
ƒƒ Ascoob Serrinha: Serrinha,
Barrocas e Ichú;
lhoria da qualidade de vida dos
agricultores e agricultoras familiares, tais como:
ƒƒ Ascoob Móvel: veículo
equipado com tecnologias
para atender os cooperados
em suas comunidades;
ƒƒ Ascoob Fácil: instalação
de um ponto de atendimento
nos espaços físicos dos
nossos parceiros.
Ainda nesta perspectiva, a Ascoob Central pretende consolidar o sistema e, ao mesmo
tempo, atender plenamente as
demandas das cooperativas,
buscando estratégias para me-
Assim sendo, é inquestionável a necessidade da implementação de políticas públicas
fundamentadas no desenvolvimento rural sustentável, principalmente, para a região semiárida,
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
No Sistema Ascoob é perceptível que, na medida em que o
processo é construído e desenvolvido de forma conjunta e participativa, ocorre um aumento no
comprometimento de todos para
com as ações da cooperativa,
pois os cooperados passam a
perceber-se como atores sociais
do projeto e não como meros espectadores.
O conjunto de ações diferenciadas no âmbito do modelo desenvolvido e implantado pelo Sistema
Ascoob, destaca-se na metodolo-
Foto: Cláudio Zakka
ƒƒ Ascoob Costa do Dendê:
Valença e Taperoá.
ƒƒ Placa: implantação de
Placas para divulgação dos
empreendimentos financiados
com o Crédito das Cooperativas Ascoob.
ƒƒ Ascoob Credimonte:
Jacobina;
direcionadas, sobretudo, para
o agricultor e agricultora familiar.
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Entre as ações voltadas para estimular o desenvolvimento socioeconômico nas diversas regiões
do país, as cooperativas de crédito, têm incentivado e apoiado
projetos empreendedores nas formas associativista e cooperativista. Dessa forma, a assessoria aos
agricultores e suas famílias não
está apenas vinculado ao projeto
de crédito, mas ao enfoque sistêmico aplicado a projetos com
Foto: Cláudio Zakka
gia específica empreendida pelos
assessores de crédito, que atuam
junto aos agricultores familiares
em todo o ciclo do processo, associado às parcerias institucionais
com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), a Secretaria
da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia,
através da Superintendência de
Agricultura Familiar - SUAF, a Associação Nacional do Cooperativismo de Crédito de Economia
Familiar e Solidária (Ancosol) e a
União Nacional das Cooperativas
de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), o que
têm permitido grandes avanços
em termos de aprimoramento e
expansão do sistema.
alternativas para erradicação da
extrema pobreza rural.
Vale ressaltar que são essas
ações que estimulam a criação
e manutenção de postos de trabalho, resultando na geração de
renda. Contudo, o diferencial que
o Sistema Ascoob vai promover
aos seus associados é a permanência, de forma satisfatória
e sustentável, do produtor rural
no campo, reduzindo significativamente migrações aventureiras
dos filhos do semiárido a grandes
centros urbanos.
LEITURAS COMPLEMENTARES
ASSOCIAÇÃO DAS COOPERATIVAS DE APOIO À ECONOMIA FAMILIAR. Estatuto e regimento geral (com últimas emendas e atualizações).
Feira de Santana/BA, 2011.
ASSOCIAÇÃO DAS COOPERATIVAS DE APOIO À ECONOMIA FAMILIAR. Institucional. Disponível em: <http://www.ascoobcentral.com.br/
nossa-historia> Acesso em: 11 out. 2011.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. 4.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 12.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
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