ANEXO XIII
CONSTRUÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO
FÍSICA DA 10ª REGIÃO
CADERNO DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DE
MATERIAIS E SERVIÇOS
1
PARTE I
GENERALIDADES
2
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
OBJETO
O presente caderno de especificação de materiais e serviços refere-se à construção da nova sede do
Conselho Regional de Educação Física 10a região. A obra está compreendida com serviços de demolições da
atual edificação existente, trabalhos em terra com a parte de escavação, fundações, estrutura em concreto
armado, alvenaria de vedação, coberta, revestimento, pavimentação, esquadria, instalação hidrossanitária,
instalações elétricas, instalações de cabeamento estruturado, pintura, equipamentos como extintores e
plataforma para acessibilidade e ainda impermeabilização. A edificação será construída em 2 pavimentos na
Rua: Arquiteto Hermenegildo Di Láscio, nº 36 - Tambauzinho, João Pessoa - PB.
NOÇÕES BÁSICAS
CONVENÇÕES E ABREVIATURAS
1.
CONVENÇÕES
1.1.
PROJETISTA - por autor do Projeto. Designa-se, na NBR-5671/90, pela expressão “Autor do Projeto” e
define-se como “pessoa física”, legalmente habilitada, contratada para elaborar o projeto de um
empreendimento ou parte do mesmo.
1.2.
CONTRATADA - por firma com a qual for contratada a execução dos serviços. Designa-se na NBR5671/90, pelo vocábulo “executante” e define-se como “pessoa física ou jurídica, técnica e juridicamente
habilitada, escolhida pelo contratante para executar o empreendimento, de acordo com o projeto e em
condições mutuamente estabelecidas, conforme Lei nº 5.194, de 24-12-66”.
1.3.
CRONOGRAMA - por tradução literal ou gráfica da previsão de desenvolvimento dos serviços em razão
do tempo.
1.4.
FISCALIZAÇÃO - por engenheiro, arquiteto ou preposto credenciado pela CONTRATANTE. Designase, na NBR-5671/90, pelo vocábulo “Fiscal” e define-se como “pessoa física” ou jurídica legalmente
habilitada para verificar o cumprimento parcial ou total das disposições contratuais.
1.5.
CONTRATANTE - por contratante das obras. Define-se, na NBR-5671/90, como “pessoa física ou
jurídica de direito, com capacidade para determinar a execução de um empreendimento, correndo por
sua conta todas as despesas inerentes”.
2.
ABREVIATURAS
2.1.
AASHO - por American Association of State Highway Officials.
2.2.
ABNT - por Associação Brasileira de Normas Técnicas.
2.3.
ANSI - por American National Standard Institute.
2.4.
ASTM - por American Society for Testing Materials.
2.5.
AWG - por American Wire Gauge.
2.6.
BTU - por British Thermal Unit.
3
2.7.
BWG - por Birmingham Wire Gauge (fieiras de Birmingham para arames e chapas).
2.8.
DIN - por Deutsche Institut Fur Normung.
2.9.
INMETRO - por Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade.
2.10.
INPM - Instituto Nacional de Pesos e Medidas.
2.11.
INT - por Instituto Nacional de Tecnologia.
2.12.
IPT - por Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo
2.13.
ISO - por International Standards Organization.
2.14.
NBR - por Norma Brasileira Registrada, Classes 1 a 4.
2.15.
SAE - por Society of Automotive Engineers.
NOÇÕES BÁSICAS
CRITÉRIOS DE ANALOGIA
1.
DISPOSIÇÕES GERAIS
1.1.
Todos os materiais a serem empregados nos serviços deverão ser novos, comprovadamente de primeira
qualidade e deverão satisfazer rigorosamente às condições estipuladas nesta Especificação, salvo
disposição diversa expressa em documento formal emitido pela FISCALIZAÇÃO.
1.2.
A CONTRATADA só poderá utilizar materiais depois de submetê-los ao exame e aprovação da
FISCALIZAÇÃO, à qual caberá aprovar, ou não, seu emprego, quando em desacordo com esta
especificação.
1.3.
Cada lote, ou partida de material, deverá além de outras averiguações, ser contrastado com a respectiva
amostra, previamente aprovada.
1.4.
As amostras de materiais aprovadas pela FISCALIZAÇÃO, depois de convenientemente autenticadas
por esta e pela CONTRATADA, serão cuidadosamente conservadas no canteiro de obra até o fim dos
trabalhos, de forma a facultar, a qualquer tempo, a verificação de sua perfeita correspondência aos
materiais fornecidos ou já empregados.
1.5.
Obriga-se a CONTRATADA a retirar do recinto das obras, os materiais porventura impugnados pela
FISCALIZAÇÃO, dentro de 48 horas, a contar do recebimento de comunicação formal.
1.6.
Será expressamente proibido manter no recinto das obras quaisquer materiais que não satisfaçam esta
especificação.
2.
CRITÉRIO DE ANALOGIA
2.1.
Se as circunstâncias ou as condições locais tornarem aconselhável a substituição de alguns dos
materiais especificados no Caderno de Especificação, nos desenhos do projeto ou na planilha
4
orçamentária, essa substituição obedecerá ao disposto nos itens subsequentes e só poderá ser efetuada
mediante expressa autorização, por escrito, do CONTRATANTE, para cada caso particular.
2.2.
A substituição referida no item precedente será regulada pelo critério de analogia, conforme definido a
seguir.
2.3.
Diz-se que dois materiais ou equipamentos apresentam analogia total ou equivalência se
desempenham idêntica função construtiva e apresentam as mesmas características exigidas na
especificação.
2.4
Diz-se que dois materiais ou equipamentos apresentam analogia parcial ou semelhança se
desempenham idêntica função construtiva, mas não apresentam as mesmas características exigidas na
especificação, planilha orçamentária ou nos desenhos.
2.5.
Na eventualidade de uma equivalência, a substituição se processará sem haver compensação financeira
para as partes, ou seja, CONTRATANTE e CONTRATADA.
2.6.
Na eventualidade de uma semelhança, a substituição se processará com a correspondente
compensação financeira para uma das partes, ou seja, CONTRATANTE e CONTRATADA.
2.7.
O critério de analogia a que se refere o item 2.2., retro, será estabelecido, em cada caso, pelo
PROJETISTA, sendo objeto de registro no “Diário de Obras”.
2.8.
A consulta sobre analogia, envolvendo equivalência ou semelhança, será efetuada, em tempo oportuno,
pela CONTRATADA, não admitindo a CONTRATANTE, em nenhuma hipótese, que tal consulta sirva
para justificar o não-cumprimento dos prazos estabelecidos na documentação contratual.
2.9.
Na hipótese de verificar-se uma semelhança (vide item 2.6., retro), a compensação financeira será
devidamente registrada com a aprovação da FISCALIZAÇÃO, sendo possível o abatimento dos valores
previstos ou a substituição por serviços inerentes ao objeto contratado.
2.10.
Na Especificação, a identificação de materiais ou equipamentos por determinada marca implica, apenas,
a caracterização de uma analogia, ficando a distinção entre equivalência e semelhança subordinada ao
item 2.7., retro.
NOÇÕES BÁSICAS
RESPONSABILIDADE E GARANTIA
1.
RESPONSABILIDADE
1.1.
A CONTRATADA assumirá integral responsabilidade pela boa execução e eficiência dos serviços que
efetuar, de acordo com o Caderno de Especificação e demais documentos técnicos fornecidos, bem
como pelos danos decorrentes da realização dos serviços.
1.2
Fica estabelecido que a realização, pela CONTRATADA, de qualquer elemento ou seção de serviços
implicará a tácita aceitação e ratificação, por parte dele, dos materiais, processos e dispositivos adotados
e preconizados no Caderno de Especificação para a seção de serviço ou elemento executado.
5
2.
GARANTIA
2.1.
Com relação ao disposto no Código Civil, entende-se que o prazo de 5 (cinco) anos, nele referido, é de
garantia e não de prescrição.
NOÇÕES BÁSICAS
DISCREPÂNCIAS, PRIORIDADES E INTERPRETAÇÕES
Para solucionar divergências entre documentos contratuais, fica estabelecido que:
1.
Em caso de divergência entre as planilhas orçamentárias e o Caderno de Especificação, prevalecerá
esse último.
2.
Em caso de divergência entre o Caderno de Especificação e os desenhos do Projeto, prevalecerão
esses últimos.
3.
Em caso de divergência entre as cotas dos desenhos e suas dimensões, medidas em escala,
prevalecerão sempre as primeiras.
4.
Em caso de divergência entre desenhos de escalas diferentes, prevalecerão sempre os de maior escala,
tomando, por exemplo, os detalhes em escala maior (1:25, por exemplo), prevalecerão sobre os
desenhos de menor escala (1:100, por exemplo).
5.
Em caso de divergência entre os desenhos de datas diferentes, prevalecerão sempre os mais recentes.
6.
Em caso de dúvida quanto à interpretação dos desenhos do projeto, das especificações, e, finalmente
do Edital, deverá sempre ser consultada a CONTRATANTE.
NOÇÕES BÁSICAS
DISPOSIÇÕES GERAIS
1.
SERVIÇOS
Os serviços contratados serão executados, rigorosamente, de acordo com o Caderno de Especificação,
os desenhos do projeto e com os documentos nele referidos.
2.
MATERIAIS
Todos os materiais, salvo o disposto em contrário, no Caderno de Especificação, serão fornecidos pela
CONTRATADA.
3.
MÃO-DE-OBRA
Toda a mão-de-obra, salvo disposição em contrário no Caderno de Especificação, será fornecida pela
CONTRATADA..
6
4.
IMPUGNAÇÕES
4.1.
Serão impugnados pela FISCALIZAÇÃO todos os trabalhos que não satisfaçam às
contratuais.
4.2.
Ficará a CONTRATADA obrigada a demolir e a refazer os trabalhos impugnados logo após o
recebimento da comunicação formal correspondente, ficando por sua conta exclusivas as despesas
decorrentes dessas providências.
5.
VERIFICAÇÃO PRELIMINAR
5.1.
Por sua implicação no desenvolvimento da obra - particularmente em se tratando de obra de reforma, a
“Verificação Preliminar” será descrita neste Caderno de Especificação.
5.2.
A CONTRATADA, ainda na condição de proponente, terá procedido à prévia visita ao local onde será
realizado o serviço, com minucioso estudo, verificação e comparação de todos os desenhos do projeto,
inclusive detalhes, das especificações e demais documentos técnicos fornecidos pela CONTRATANTE
para a execução da obra.
5.3.
Dos resultados dessa “Verificação Preliminar”, terá a CONTRATADA, ainda na condição de proponente,
dada imediata comunicação escrita à CONTRATANTE, antes da apresentação da proposta, apontando
discrepâncias sobre qualquer transgressão a normas técnicas, regulamentos ou posturas de leis em
vigor, de forma a serem sanados os erros, omissões ou discrepâncias que possam trazer embaraços ao
perfeito desenvolvimento da obra.
5.4.
Face ao disposto nos itens precedentes, a CONTRATANTE não aceitará, a posteriori, que a
CONTRATADA venha a considerar como serviços extraordinários aqueles resultantes da interpretação
dos desenhos dos projetos, inclusive detalhes, e do prescrito neste Caderno de Especificação.
6.
DIÁRIO-DE-OBRAS
condições
A CONTRATADA deverá, obrigatoriamente, manter na obra o livro “Diário-de-obras”, onde deverão ser
lançadas as ocorrências diárias, descrevendo condições climáticas, efetivo, considerações da fiscalização e da
contratada. Caberá à CONTRATADA o seu preenchimento diário, com exceção dos campos sob a
responsabilidade da Fiscalização.
7.
HORÁRIO DE TRABALHO
A CONTRATADA deverá realizar as atividades descritas na presente especificação, no horário
comercial, no endereço determinado, desde que não interfiram direta ou indiretamente nas atividades
desenvolvidas no âmbito deste Conselho. Caso contrário caberá a adoção de horário alternativo concernente às
atividades que estejam interferindo no perfeito desenvolvimento das atividades institucionais da CONTRATANTE
sem qualquer ônus ao Conselho Regional de Engenharia10ª Região.
8.
PRAZO MÁXIMO DE EXECUÇÃO
O prazo máximo para a execução dos serviços (inclusive limpeza da obra) deverá ser de 180 (cento e
oitenta dias)
7
9.
PRAZO PARA INÍCIO DOS SERVIÇOS
Será considerado tempo máximo de 5 (cinco) dias corridos a partir do recebimento da ordem de serviços.
10.
PROJETO ESTRUTURAL
A CONTRATADA deverá elaborar, às suas expensas, o projeto estrutural dos eventuais acréscimos de
área solicitado pelo Conselho Regional de Educação Física, devidamente acompanhado da respectiva ART com
a assinatura do engenheiro responsável em todos desenhos, sem o qual não será autorizado o início destes
serviços.
11.
ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA E DEMAIS EMOLUMENTOS
A CONTRATADA deverá providenciar a Anotação de responsabilidade Técnica – ART concernente aos
serviços previstos, incluindo o pagamento da taxa correspondente, assim como toda e qualquer providência
concernente aos emolumentos decorrentes da execução dos serviços previstos.
12.
RESPONSÁVEL TÉCNICO - PREPOSTO
12.1.
O canteiro de obras será dirigido por Engenheiro, na habilitação civil, ou Arquiteto Residente,
devidamente inscrito no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia sob a qual esteja
jurisdicionada a obra, sendo admitidas outras modalidades desde que respeitadas as atribuições
definidas na Lei nº 5.194, de 24.12.1966, cabendo à CONTRATANTE a realização de diligências junto
ao CREA-PB para ratificar a participação de profissionais de outras modalidades diante do
acompanhamento técnico dos serviços previstos.
12.2.
A condução do trabalho de construção será exercida de maneira efetiva, diariamente, pelo referido
profissional.
12.3.
Será devidamente comprovada pela CONTRATADA a experiência profissional do seu responsável
técnico – preposto, adquirida na supervisão de obras com características semelhantes, com
complexidade igual ou superior, avaliada pela área do projeto.
12.4.
Todo contato entre a FISCALIZAÇÃO e a CONTRATADA será, de preferência, procedido através do
Engenheiro Residente.
8
PARTE II
PROCEDIMENTOS
9
IMPLANTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
DEMOLIÇÕES E RETIRADAS
1.
NORMAS
1.1.
As demolições serão reguladas, sob o aspecto de segurança e medicina do trabalho, pela
Norma Regulamentadora NR-18, item 18.5., aprovada pela Portaria 3.214, de 08/06/1978, do
Ministério do Trabalho.
2.
PRESCRIÇÕES COMPLEMENTARES
2.1.
As demolições necessárias serão efetuadas dentro da mais perfeita técnica, tomados os devidos
cuidados de forma a se evitar danos a terceiros.
2.2.
A remoção e o transporte de todo o entulho e detritos provenientes das demolições serão executados
pela CONTRATADA, de acordo com as exigências da municipalidade local.
2.3.
Os materiais remanescentes das demolições e que possam ser reaproveitados serão transportados pela
CONTRATADA, desde que não haja outras instruções a respeito, para depósitos indicados pela
CONTRATANTE. A distância máxima de transporte desses materiais será de 20 km do local da obra.
2.4.
O eventual aproveitamento de construções e instalações existentes para funcionamento, à
guisa de Instalações Provisórias do canteiro de obras ficará a critério da FISCALIZAÇÃO, desde
que respeitadas as especificações estabelecidas em cada caso e verificado que os locais e suas
instalações não interferem com o plano de construção, principalmente em relação à locação da
obra.
IMPLANTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
ELEMENTOS AUXILIARES
1.
DISPOSIÇÕES GERAIS
1.1.
O dimensionamento da equipe de profissionais encarregados ficará a cargo da CONTRATADA, de
acordo com o plano de construção previamente estabelecido.
2.
SUBSTITUIÇÃO
2.1.
A CONTRATANTE poderá exigir da CONTRATADA a substituição de qualquer profissional
canteiro de obras.
do
10
2.2.
A substituição do profissional prevista no item 2.1 será processada, no máximo, até 48 (quarenta e
oito) horas após a comunicação, por escrito, da FISCALIZAÇÃO.
IMPLANTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
ENGENHEIRO RESIDENTE
1.
DISPOSIÇÕES GERAIS
1.1.
O canteiro de obras será dirigido por Engenheiro, na habilitação civil, ou Arquiteto Residente,
devidamente inscrito no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, sendo admitidas
outras modalidades desde que respeitadas as atribuições definidas na Lei nº 5.194, de 24.12.1966,
cabendo à CONTRATANTE a realização de diligências junto ao CREA-PB para ratificar a participação
de profissionais de outras modalidades diante do acompanhamento técnico dos serviços previstos.
1.2.
A condução do trabalho de construção será exercida de maneira efetiva, diariamente, pelo referido
profissional.
1.3.
Será devidamente comprovada pela CONTRATADA a experiência profissional do seu Engenheiro
Residente, adquirida na supervisão de obras com características semelhantes, com complexidade igual
ou superior, avaliada pela área do projeto.
1.4.
Todo contato entre a FISCALIZAÇÃO e a CONTRATADA será, de preferência, procedido através do
Engenheiro Residente.
2.
SUBSTITUIÇÃO
2.1.
A CONTRATANTE poderá exigir da CONTRATADA a substituição do Engenheiro Residente.
2.2.
A substituição do profissional prevista no item 2.1 será processada, no máximo, até 48 (quarenta e
oito) horas após a comunicação, por escrito, da FISCALIZAÇÃO.
IMPLANTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO
1.
NORMAS
1.1.
Serão obedecidas todas as recomendações, com relação à Segurança e Medicina do Trabalho,
contidas nas Normas Regulamentadoras (NR) aprovadas pela Portaria do Ministério do Trabalho nº
3214, de 08.06.78.
1.2.
1.2.1.
Dentre essas NR’s, cumpre destacar:
NR-4: “Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho-SESMET”.
1.2.2.
NR-6: “Equipamento de Proteção Individual - EPI”.
1.2.3.NR-10: “Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade”.
11
1.2.4.NR-18: “Obras de Construção, Demolição e Reparos”.
2.
CARACTERIZAÇÃO
2.1.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI
Serão de uso obrigatório os seguintes equipamentos, obedecido o disposto na Norma Regulamentadora
NR-6, “Equipamentos de Proteção Individual - EPI” :
2.1.1.
Equipamentos para Proteção da Cabeça
1- Capacetes de Segurança: para trabalhos em que haja o risco de lesões decorrentes de queda ou projeção de
objetos, impactos contra estruturas e de outros acidentes que ponham em risco a cabeça do trabalhador.
Nos casos de trabalhos realizados junto a equipamentos ou circuitos elétricos será exigido o uso de
capacete especial.
2- Protetores Faciais: para trabalhos que ofereçam perigo de lesão por projeção de fragmentos e respingos de
líquidos, bem como por radiações nocivas.
3-Óculos de Segurança Contra Impactos : para trabalhos que possam causar ferimentos nos olhos.
4- Óculos de Segurança Contra Radiações: para trabalhos que possam causar irritações nos olhos e outras
lesões decorrentes da ação de líquidos agressivos.
2.1.2.
Equipamentos para Proteção das Mãos e Braços
Luvas e Mangas de Proteção: para trabalhos em que haja possibilidade do contato com substâncias
corrosivas ou tóxicas, materiais abrasivos ou cortantes, equipamentos energizados, materiais aquecidos ou
quaisquer radiações perigosas. Conforme o caso, as luvas serão de couro, de lona plastificada, de borracha ou
de neopreno.
2.1.3.Equipamentos para Proteção dos Pés e Pernas.
1- Botas de Borracha ou de PVC : para trabalhos executados em locais molhados ou lamacentos, especialmente
quando na presença de substâncias tóxicas.
2-
Calçados de Couro : para trabalhos em locais em que apresentem riscos de lesão do pé.
2.1.4.
Equipamentos para Proteção de tronco Capa de chuva.
2.1.5. Equipamentos para Proteção contra Quedas com Diferença de Nível
Cintos de Segurança: para trabalhos em que haja riscos de queda.
2.1.6.
Equipamentos para Proteção Auditiva
Protetores auriculares, para trabalhos realizados em locais em que o nível do ruído seja superior a
estabelecido na NR-15, “Atividades e Operações Insalubres”.
2.1.7.
Equipamentos para Proteção Respiratória
12
1-
Respiradores Contra Poeira: para trabalhos que impliquem produção de poeira.
2-
Máscaras para Jato de Areia : para trabalhos de limpeza por abrasão, através de jato de areia.
3- Respiradores e Máscaras de Filtro Químico : para trabalhos que ofereçam riscos provenientes de ocorrência
de poluentes atmosféricos em concentrações prejudiciais à saúde.
2.1.8.
Equipamentos para Proteção do Tronco
Avental de raspa: para trabalhos de soldagem e corte a quente e de dobragem e armação de ferros.
2.2.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC
2.2.1.
Plataforma de Proteção (Apara-Lixo ou Bandeja)
1- Poderá ser exigida, pela Municipalidade local, a instalação de bandejas protetoras “Para Lixo” com a finalidade
de evitar que fragmentos, advindos da obra, acarretem ferimentos ou danos a terceiros.
2- A instalação das bandejas protetoras será de inteira responsabilidade da CONTRATADA, sem ônus adicionais
para a CONTRATANTE.
2.2.2.
Transporte Vertical
1- O transporte vertical de materiais e de pessoas, objeto de subtítulo específico na NR-18, será executado com
os equipamentos e as precauções ali preconizados.
2-
É terminantemente proibido o transporte simultâneo de cargas e pessoas.
2.2.3.
Condutor de Entulhos
1-
Será, de preferência, constituído por sistema cujos componentes principais são :
1.1-
Tubo coletor : integrado por módulos cônicos de polietileno de alta densidade.
1.2-
Corrente de fixação.
1.3-
Coletor superior.
1.4-
Coletor intermediário.
1.5-
Anel de apoio.
1.61.7-
Suporte regulável.
Anel direcional.
1.8-
Carretilha.
1.9-
Extensor de suporte.
2- A forma cônica do módulo do tubo coletor é condição indispensável, visto permitir que ditos módulos, situados
na parte inferior, possam ser recolhidos, evitando, desse modo, furtos e danos.
13
2.3.
PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO
2.3.1. Eficiente e ininterrupta vigilância será exercida pela CONTRATADA para prevenir riscos de incêndio ao
canteiro de obras. Caberá à FISCALIZAÇÃO, sempre que julgar necessário, ordenar providências para modificar
hábitos de trabalhadores e depósitos de materiais que ofereçam riscos de incêndio às obras.
IMPLANTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
INSTALAÇÃO PROVISÓRIA DE ÁGUA, ESGOTO E ENERGIA ELÉTRICA
1.
PRESCRIÇÕES
1.1.
A Fiscalização indicará os pontos de interligação para as instalações provisórias de água, esgoto e
energia elétrica. A contratada deverá utilizá-los conforme as prescrições das concessionárias destes
serviços.
1.2.
Caberá à contratada restabelecer as condições originais depois de concluídos os serviços e a
manutenção destas instalações durante o período de uso.
2.
REDE ELÉTRICA
2.1.
Os ramais e sub-ramais internos serão executados com condutores isolados por camada termoplástica,
devidamente dimensionados para atender as respectivas demandas dos pontos de utilização.
2.2.
Os condutores aéreos serão fixados em postes de madeira com isoladores de porcelana.
2.3.
As emendas de fios e cabos serão executadas com conectores apropriados e guarnecidos com fita
isolante. Não serão admitidos fios decapados.
2.4.
Todos os circuitos serão dotados de disjuntores termomagnéticos. Cada máquina e equipamento
receberão proteção individual, de acordo com a respectiva potência, por disjuntor termomagnético,
fixado próximo ao local de operação do equipamento, devidamente abrigado em caixa de madeira com
portinhola.
3.
VIGILÂNCIA
Caberá à FISCALIZAÇÃO exercer enérgica vigilância das instalações provisórias de energia elétrica, a
fim de evitar acidentes de trabalho e curtos-circuitos que venham prejudicar o andamento normal dos trabalhos.
IMPLANTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
SANITÁRIOS E VESTIÁRIO DE OPERÁRIOS
1.
PRESCRIÇÕES
1.1.
A Fiscalização indicará as áreas de utilização para os vestiários e sanitários.
1.2.
Caberá à CONTRATADA restabelecer as condições originais depois de concluídos os serviços,
assim como prover toda a manutenção destas instalações durante o período de uso.
14
LABORATÓRIO
EXAMES E TESTES
1.
REQUISITO
1.1.
Para exames e testes de materiais e equipamentos, os laboratórios terão de estar credenciados pelo
INMETRO, órgão subordinado ao Ministério da Indústria e Comércio e integrante do SINMETRO
(Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).
1.2.
Por “equipamentos” entende-se esquadrias, - de madeira e metálicas -, ferragens, equipamentos
sanitários e de cozinha, bombas de água e de esgoto, interruptores, reatores, equipamentos de arcondicionado, geradores, transformadores e outros da espécie.
2.
VERIFICAÇÃO
2.1.
Compete à CONTRATADA apresentar à FISCALIZAÇÃO o “Certificado de Credenciamento”, atualizado,
expedido pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), sem o
que poderá a CONTRATANTE considerar inaceitáveis os resultados dos exames e dos testes realizados
por iniciativa da CONTRATADA.
2.2.
A apresentação do “Certificado” a que se reporta o item precedente será efetuada a priori, ou seja,
antes da realização dos testes e dos exames ou, quando muito, concomitantemente
com
os
resultados desses exames e testes.
ESTRUTURA
CONCRETO ARMADO - CONDIÇÕES GERAIS
Este item refere-se às estruturas de concreto armado, compostas por sapatas, cintas, pilares vigas e
lajes a serem adotadas nas eventuais ampliações necessárias ao atendimento dos projetos de arquitetura, cujo
projeto deverá ser elaborado pela CONTRATADA.
1.
PROJETO
1.1.
O projeto estrutural e a respectiva memória de cálculo serão elaborados pela CONTRATADA à luz
das normas estruturais da ABNT aplicáveis ao caso, isto é, a NBR 6118, NBR 6120, NBR 7190 e
NBR 8800, em suas redações mais recentes.
1.2.
Será observada rigorosa obediência a todas as particularidades do
projeto arquitetônico.
Para isto será feito estudo das especificações e plantas, exame de normas e códigos.
2.
MATERIAIS
2.1.
ARMADURAS
Conforme NBR 6118.
2.2.
AGREGADOS
Conforme NBR 7211 e NBR 6118.
15
2.3.
ÁGUA
Conforme Parte III - Materiais
2.4.
CIMENTO
Conforme NBR 6118.
2.5.
FORMAS E ESCORAMENTOS
As fôrmas e escoramentos obedecerão aos critérios da NBR 7190 e/ou NBR 8800.
2.5.ADITIVOS
Conforme Parte III - Materiais
2.7.
EQUIPAMENTOS
2.7.1.
A CONTRATADA manterá permanentemente na obra, como mínimo indispensável para execução do
concreto, uma betoneira e dois vibradores.
2.7.2.
Caso seja usado concreto pré-misturado, torna-se dispensável a exigência da betoneira, a critério da
FISCALIZAÇÃO.
2.7.3.
Poderão ser empregados vibradores de imersão, vibradores de fôrma ou réguas vibradoras, de acordo
com a natureza dos serviços executados e desde que satisfaçam à condição de perfeito adensamento
do concreto.
2.7.4.
A capacidade mínima da betoneira será a correspondente a um traço com consumo mínimo de um saco
de cimento.
2.7.5.
Serão permitidos todos os tipos de betoneira, desde que produzam concretos uniformes e sem
segregação dos materiais.
2.8.
DOSAGEM
Conforme
Parte III - Materiais
2.9.
RESISTÊNCIA DE DOSAGEM
A fixação da resistência de dosagem será estabelecida em função da resistência característica do concreto (fck)
estabelecida no projeto, obedecendo-se à NBR 6118.
2.10.CONTROLE TECNOLÓGICO
O controle tecnológico abrangerá as verificações da dosagem utilizada, da trabalhabilidade, das características
dos constituintes e da resistência mecânica, tudo de conformidade com a NBR 6118.
2.11.CONTROLE DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO
Independentemente do tipo de dosagem adotado, o controle da resistência do concreto obedecerá
rigorosamente ao disposto na NBR 6118.
16
3.
EXECUÇÃO
3.1.
A execução de qualquer parte da estrutura implica integral responsabilidade da CONTRATADA por
sua resistência e estabilidade.
3.2.
A execução dos elementos estruturais de projeto adaptado (vide item 1.3., retro) será atribuição
da CONTRATADA e não acarretará ônus para a CONTRATANTE.
3.3.
TRANSPORTE DO CONCRETO
3.3.1.
O transporte do concreto será efetuado de maneira que não haja segregação ou desagregação de seus
componentes nem perda sensível de quaisquer deles por vazamento ou evaporação.
3.3.2.
Poderão ser utilizados, na obra, para transporte de concreto da betoneira ao ponto de descarga ou local
da concretagem, carrinhos de mão com roda de pneu, jirica, caçambas, pás-mecânicas ou outros. Em
hipótese nenhuma será permitido o uso de carrinhos com roda de ferro ou de borracha maciça.
3.3.3.
No bombeamento de concreto deverá existir um dispositivo especial na saída do tubo para evitar a
segregação. O diâmetro interno do tubo será, no mínimo, três vezes o diâmetro máximo do agregado,
quando utilizada brita, e 2,5 vezes o diâmetro no caso de seixo rolado.
3.3.4.
O transporte do concreto não excederá o tempo máximo permitido para seu lançamento, conforme item
3.4.5., adiante especificado.
3.3.5.
Sempre que possível será escolhido sistema de transporte que permita o lançamento direto nas fôrmas.
3.3.6.
Não sendo possível o lançamento direto, serão adotadas precauções para manuseio do concreto em
depósitos intermediários.
3.3.7.
O transporte a longas distâncias só será admitido em veículos especiais dotados de movimento capaz
de manter uniforme o concreto misturado.
3.3.8.
No caso de utilização de carrinhos ou padiolas (jiricas), buscar-se-ão condições de percurso suave, tais
como rampas, aclives e declives, inclusive estrados.
3.3.9.
Quando os aclives a vencer foram muito grandes - caso de um ou mais andares -,recorrer-se-á ao
transporte vertical por meio de elevadores de obra (guinchos).
3.4.
LANÇAMENTO
Conforme NBR 6118.
3.5.
ADENSAMENTO
Conforme NBR 6118.
17
3.6.
JUNTAS
DE
CONCRETAGEM
Conforme NBR 6118.
3.7.
CURA
DO
CONCRETO
Conforme NBR 6118.
3.8.
DESMOLDAGEM DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS
2.
A retirada das formas obedecerá ao disposto na NBR 6118, devendo-se atentar para os prazos
recomendados:
-
Faces laterais: 03 (três) dias.
-
Faces inferiores: 14 (quatorze) dias.
-
Faces inferiores sem pontaletes: 21 (vinte e um) dias.
A retirada do escoramento de tetos será feita de maneira conveniente e progressiva, particularmente
para peças em balanço, o que impedirá o aparecimento de fissuras em decorrência de cargas
diferenciais.
3.9.
INSPEÇÃO DO CONCRETO
3.9.1.
3.9.2.
Após a retirada das fôrmas, o elemento concretado será exibido à FISCALIZAÇÃO para exame.
Somente após este controle, e a critério da FISCALIZAÇÃO, poderá a CONTRATADA proceder à
reparação de eventuais lesões (“ninhos de abelha”, vazios e demais imperfeições) e a remoção das
rugosidades, estas no caso de concreto aparente, a fim de que as superfícies internas e externas venham
a se apresentar perfeitamente lisas.
3.9.3.
Em caso da não aceitação por parte da FISCALIZAÇÃO, do elemento concretado, a CONTRATADA se
obriga a demoli-lo imediatamente, procedendo a sua reconstrução, sem ônus para a CONTRATANTE,
tantas vezes quantas sejam necessárias até aceitação final.
3.9.4.
As imperfeições citadas no item 3.9.2., retro, serão corrigidas da seguinte forma :
1-
Desbaste com ponteira, da parte imperfeita do concreto deixando-se uma superfície áspera e limpa.
2- Preenchimento do vazio com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, usando adesivo estrutural à base
de resina epóxi. No caso de incorreções grandes, substituir-se-á a argamassa por concreto no traço
1:2:2.
3- Quando houver umidade e/ou infiltração de água, o adesivo será substituído por impermeabilizante de pega
rápida, devendo tal produto ser submetido à apreciação da CONTRATANTE, antes de sua utilização.
3.9.5.
A FISCALIZAÇÃO procederá, posteriormente, a um segundo exame para efeito de aceitação.
Fica claro e estabelecido que os critérios de áspero, limpo, grande, úmido e infiltração, ficam a critério da
FISCALIZAÇÃO.
18
4.
TESTES
4.1.
Os testes obedecerão ao disposto no item 2.11.
4.2.
Os resultados de todos os testes exigidos serão fornecidos em duas vias, com parecer conclusivo, pela
CONTRATADA à CONTRATANTE, que devolverá à mesma uma das vias autenticadas e, se for o caso,
acompanhada de comentários que julgar oportuno tendo em vista o resultado dos testes.
4.3.
A CONTRATANTE poderá exigir da CONTRATADA, caso julgue necessário e independentemente da
apresentação dos testes exigidos no item 2.11., retro, a realização complementar de testes não
destrutivos.
4.4.
O pagamento dos testes mencionados no item anterior será efetuado de acordo com o disposto no
“Edital de Licitação”.
4.5.
A autenticação da CONTRATANTE não exime a responsabilidade da CONTRATADA definida no item
3.1., retro.
4.6.
Caso o resultado dos testes mencionados no item 4.2., não seja aceitável, a CONTRATADA arcará com
todo o ônus que advenha dos testes mencionados no item 4.3.
ESTRUTURA
CONCRETO ARMADO – DOSAGEM NÃO EXPERIMENTAL
1.
DEFINIÇÃO
Entender-se-á por dosagem não experimental a que estabelecer traços, sem fundamento em critério
lógico, que tenha em vista produzir concreto com uma determinada resistência e a atender a qualidade dos
materiais em disponibilidade.
2.
CONDIÇÕES GERAIS
A dosagem não experimental somente será permitida para obras de pequeno vulto, respeitadas as
seguintes condições.
7.
O consumo mínimo de cimento será de 300 kg/m3 de concreto.
8.
A proporção de agregado miúdo no volume total do agregado será fixada, entre 30% e 50%, de maneira
a obter-se um concreto de trabalhabilidade adequada a seu emprego.
9.
A quantidade de água será a mínima compatível com a trabalhabilidade necessária.
10.
É indispensável o controle de resistência.
ESTRUTURA
CONCRETO ARMADO – TESTES DESTRUTIVOS -CORPOS DE PROVA
19
1.
NORMAS
O controle de resistência do concreto, através de testes destrutivos, obedecerá ao disposto na NBR
6118, “Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado”.
2.
ACEITAÇÃO DA ESTRUTURA
A aceitação da estrutura ficará sujeita a duas hipóteses :
2.1.
Aceitação automática.
2.2.
Decisão a adotar quando não há aceitação automática.
2.3.
Em ambos os casos citados no item precedente, prevalecerá o disposto na NBR 6118.
ESTRUTURA
CONCRETO ARMADO - TESTES NÃO-DESTRUTIVOS CONSISTÊNCIA DO CONCRETO
1.
NORMAS
A consistência de concretos plásticos e coesivos será determinada pelo abatimento do tronco de cone,
na forma estabelecida no NBR 7223, “Concreto - Determinação da Consistência pelo Abatimento do Tronco de
Cone”.
2.
ABATIMENTO
Na falta de indicação do autor do projeto estrutural, o abatimento do tronco de cone - “slump” - estará
compreendido entre 5 e 8 centímetros.
ALVENARIA E OUTRAS VEDAÇÕES
TIJOLOS CERÂMICOS FURADOS SEM FUNÇÃO ESTRUTURAL – VEDAÇÃO
Refere-se às alvenarias de vedação e fechamento, indicadas no projeto, destinadas à compartimentação
do ambiente de trabalho.
1.
NORMAS
A execução da alvenaria de tijolos furados obedecerá às normas da ABNT atinentes ao assunto,
particularmente a NBR 8545, “Execução de Alvenaria Sem Função Estrutural de Tijolos e Blocos Cerâmicos”
(procedimento).
2.
TERMINOLOGIA
Para efeito desta norma, entende-se por:
2.1.
CONTRAVERGA
Componente estrutural localizado sob os vãos de alvenaria. Também designada por verga inferior.
20
2.2.
ESCANTILHÃO
Régua de madeira, com o comprimento do “pé-direito” do andar (distância do piso ao teto), graduada
com distâncias iguais à altura nominal do componente cerâmico, mais 10 mm (junta entre fiadas).
2.3.
JUNTAS DE AMARRAÇÃO
Sistemas de assentamento dos componentes de alvenaria nos quais as juntas verticais são
descontínuas.
2.4.
JUNTAS DE PRUMO
Sistema de assentamento dos componentes de alvenaria no qual as juntas verticais são contínuas.
2.5
LIGAÇÃO
União entre alvenaria e componentes da estrutura (pilares, vigas
emprego de materiais de disposições construtivas particulares.
2.6.
etc.)
obtida
mediante o
VERGA
Componente estrutural, localizado sobre os vãos da alvenaria.
3.
DISPOSIÇÕES DIVERSAS
3.1.
As alvenarias de tijolos furados cerâmicos obedecerão às dimensões e aos alinhamentos determinados
no Projeto de Arquitetura.
3.2.
As espessuras indicadas no Projeto de Arquitetura referem-se às paredes depois de revestidas. Admitese, no máximo, uma variação de 2 cm em relação à espessura projetada.
3.3.
Se as dimensões dos tijolos a empregar abrigarem a pequena alteração dessas espessuras, serão
efetuadas as necessárias modificações nos desenhos, depois de consultada a FISCALIZAÇÃO.
3.4.
3.5.
Haverá o cuidado de não deixar panos soltos de alvenaria durante a execução.
Haverá o cuidado de executar os panos de alvenaria em duas vezes, para garantir a cura da argamassa.
4.
COMPONENTES CERÂMICOS
4.1.
As paredes serão molduradas, de modo a utilizar-se o maior número possível de componentes
cerâmicos inteiros.
4.2.
Os componentes cerâmicos serão abundantemente molhados antes de sua colocação.
5.
ASSENTAMENTO
5.1.
O assentamento dos componentes cerâmicos será executado com juntas de amarração.
5.2.
As fiadas serão perfeitamente de nível, alinhadas e prumadas.
21
5.3.
Será utilizado o escantilhão como guia das juntas. A marcação dos traços no escantilhão será efetuada
com serrote.
5.4.
Para o alinhamento vertical da alvenaria - prumada - será utilizado o prumo de pedreiro.
5.5.
As juntas de argamassa terão, no máximo, 10 mm. Serão alegradas ou rebaixadas, à ponta de colher,
para que o emboço adira fortemente.
5.6.
No caso de alvenaria de tijolos furados cerâmicos é vedada a colocação de componente cerâmico com
furos no sentido da espessura das paredes.
5.7.
Todas as saliências superiores a 40 mm serão construídas com componentes cerâmicos.
5.8.
A execução da alvenaria será iniciada pelos cantos principais ou pelas ligações com quaisquer outros
componentes e elementos da edificação.
5.9.
Após o levantamento dos cantos será utilizada como guia uma linha entre eles, fiada por fiada, para que
o prumo e a horizontalidade fiquem garantidos.
5.10.
Para as obras com estrutura de concreto armado a alvenaria será interrompida abaixo das vigas e/ou
lajes. Esse espaço será preenchido, após sete dias, de modo a garantir o perfeito travamento entre a
alvenaria e a estrutura.
5.11.
O preenchimento do espaço - aludido no item anterior - poderá ser executado por um dos seguintes
processos construtivos:
5.11.1. Argamassa com expansor, com altura de 30 mm, aproximadamente.
5.11.2. Cunhas de concreto pré-fabricadas, com altura de 80 mm, aproximadamente.
5.11.3. Tijolos maciços dispostos obliquamente, com altura de 150 milímetros.
6.
COMPONENTES ESTRUTURAIS
6.1.
Os panos de alvenarias não poderão ter comprimento superior a 5 metros. Quando tal acontecer, serão
embutidos pilaretes, de concreto armado, para que essa exigência venha a ser atendida.
6.2.
Os panos de alvenaria não poderão ter altura superior a 3 metros. Quando tal acontecer, serão
embutidas cintas de amarração, de concreto armado, para que essa exigência venha a ser atendida.
6.3.
O dimensionamento dos pilaretes e das cintas de amarração será efetuado pela CONTRATADA e
autenticada pela FISCALIZAÇÃO, antes da execução desses componentes estruturais.
6.4.
Para obras que não exijam estrutura de concreto armado, a alvenaria não deve servir de apoio direto
para lajes. Nessa hipótese, será prevista uma cinta de amarração, em concreto armado, sob a laje e
sobre todas as paredes que dela recebam carga.
6.5.
Sobre o vão de portas e janelas serão moldadas ou colocadas vergas.
6.6.
As vergas e contra-vergas excederão a largura do vão de, pelo menos, 30 cm em cada lado e terão
22
altura, mínima, de 10 centímetros.
6.7.
Quando os vãos forem relativamente próximos e na mesma altura, recomenda-se uma única verga sobre
todos eles.
6.9.
As vergas dos vãos maiores do que 2,40 m serão calculadas como viga.
7.
LIGAÇÃO
7.1.
Para a perfeita aderência das alvenarias às superfícies de concreto, essas últimas serão chapiscadas
com Argamassa de traço volumétrico 1:3, cimento e areia grossa.
7.2.
Essa recomendação é válida para todas as superfícies de concreto em contato com as alvenarias,
inclusive o fundo de vigas.
7.3.
No caso dos pilares, além do chapisco, a ligação será efetuada com o emprego de barras de aço, com
diâmetro de 5 a 10 mm, distanciadas cerca de 60 cm e engastadas no pilar e na alvenaria.
8.
INSPEÇÃO
8.1.
GENERALIDADES
8.1.1. Cabe à FISCALIZAÇÃO a inspeção e o recebimento das alvenarias.
8.1.2. Todas as alvenarias serão inspecionadas conforme critérios indicados nesta norma. 8.2.
ESPESSURAS
Estarão de acordo com o Projeto de Arquitetura
8.3. LOCAÇÃO
8.3.1. Será verificada antes do início do levantamento da alvenaria e comprovada após a alvenaria erguida,
obedecendo ao indicado nos desenhos do Projeto de Arquitetura.
8.3.2. Nessa verificação, são empregados instrumentos com a precisão de trenas e esquadros de obra. 8.4.
PLANEZA DE PAREDE
8.4.1. Será verificada, periodicamente, durante o levantamento da alvenaria e comprovada após a alvenaria
erguida, não devendo apresentar distorção maior de que 5 milímetros.
8.4.2. A verificação será precedida com régua, de metal ou de madeira, posicionando-a em diversos pontos da
parede.
8.5. PRUMO
Será verificado, periodicamente, durante o levantamento da alvenaria e comprovado após a alvenaria erguida.
23
8.6.
NÍVEL
8.6.1.
Será verificado, periodicamente, durante o levantamento da alvenaria e comprovado após a alvenaria
erguida.
8.6.2.
Essa verificação será efetuada com mangueira plástica, transparente, que tenha diâmetro maior ou igual
a 13 milímetros.
9.
CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS
Ver Parte III – Materiais.
IMPERMEABILIZAÇÃO
CONDIÇÕES GERAIS
Refere-se aos serviços que garantirão a estanqueidade nas áreas propícias a receberem umidade, tais
como áreas molhadas, destinadas aos banheiros, copas e áreas de serviço e coberturas externas.
1.
NORMAS
Os serviços terão primorosa execução, por pessoal especializado, que ofereça garantia dos trabalhos a
realizar, os quais obedecerão, rigorosamente, às normas da ABNT, especialmente as seguintes:
1.1.
NBR 12190 - Seleção da Impermeabilização.
1.2.
NBR 9575 - Elaboração de Projetos de Impermeabilização.
1.3.
NBR 9574 - Execução de impermeabilização.
2.
DEFINIÇÃO
Assegurar, mediante emprego de materiais impermeáveis e de outras disposições, a perfeita proteção
da construção contra a penetração de água.
3.
DISPOSIÇÕES DIVERSAS
3.1.
Durante a realização da impermeabilização, será estritamente vedada a passagem, no recinto dos
trabalhos, de pessoas ou operários estranhos àqueles serviços.
3.2.
Nas impermeabilizações com asfalto ou elastômeros, será terminantemente proibido o uso de tamancos
ou sapatos de sola grossa.
3.3.
Serão adotadas medidas especiais de segurança contra o perigo de intoxicação ou inflamação de gases,
quando da execução de trabalhos de impermeabilização betuminosa ou de elastômeros, em ambientes
confinados - caixas d’água, subsolos, sanitários de pequenas dimensões, etc. -, devendo assegurar-se
ventilação suficiente e prevenir-se a aproximação de chamas, brasa de cigarro etc. Será obrigatório o
uso de máscaras especiais, bem como o emprego exclusivo de equipamento elétrico garantido contra
centelhas.
As impermeabilizações do tipo colado ou análogas só poderão ser aplicadas a superfícies
resistentes, unidas e secas, apresentando ângulos e cantos arredondados.
24
3.5.
Quando as circunstâncias ou as condições locais se verificarem tais que tornem aconselhável o emprego
de sistema diverso do previsto nas especificações, serão tais circunstâncias constatadas pela
FISCALIZAÇÃO, sendo adotado o sistema mais adequado ao caso, mediante prévios entendimentos
com a CONTRATANTE.
3.6.
As impermeabilizações serão executadas por pessoal habilitado, cabendo à CONTRATADA fazer prova,
perante a CONTRATANTE, desse fato, mediante atestado fornecido pelos fabricantes dos produtos
especificados para cada tipo ou sistema.
3.7.
Os tipos de impermeabilização a empregar serão objeto de especificação para cada caso.
3.8.
O tipo adequado de impermeabilização será determinado segundo a solicitação imposta pela água. Essa
solicitação poderá ocorrer de duas maneiras distintas, subdividindo as impermeabilizações em:
3.8.1.
Impermeabilização contra água sob pressão.
3.8.2.
Impermeabilização contra água de percolação.
4.
TIPOS DE IMPERMEABILIZAÇÃO
4.1.
Os tipos de impermeabilização contra água sob pressão compreendem:
2.5.1.
Concreto impermeável
2.5.2.
Argamassa impermeável
2.5.3.
Membrana asfáltica
2.1.4.
Membrana de polímeros
4.2.
Os tipos de impermeabilização contra água de percolação compreendem:
4.2.1.
Concreto impermeável
4.2.2.
Argamassa impermeável
4.2.3.
Membrana asfáltica
4.2.4.
Membrana de polímeros
4.2.5.
Manta asfáltica
4.2.6.
Manta Polimérica
25
IMPERMEABILIZAÇÃO
VERIFICAÇÃO E ENSAIOS
1.
RECEBIMENTO DOS SERVIÇOS
Além das verificações e ensaios dos materiais, da execução dos trabalhos, dos níveis e outros, a critério
da FISCALIZAÇÃO, serão submetidos os serviços de impermeabilização, como condições prévias de
recebimento, a provas de perfeita estanqueidade, depois da execução da camada de aderência, porém antes
do lançamento da camada protetora e de pavimentação.
IMPERMEABILIZAÇÃO
MANTA ASFÁLTICA - PROCEDIMENTOS
1.
DEFINIÇÃO
1.1.
O sistema consistirá na impermeabilização de superfície por aplicação de manta asfáltica nas
superfícies internas e externas sujeitas à ação da água.
1.2
A impermeabilização deverá atender ao disposto na norma NBR-9575/2003-Impermeabilização Seleção e projeto.
2.
METODOLOGIA DE APLICAÇÃO
2.1
As superfícies a tratar serão convenientemente expurgadas de óleo, tinta etc.
2.2.
As superfícies não poderão apresentar saliências e bordas que possam danificar a manta.
2.3
As superfícies, depois de regularizadas com caimentos adequados e cantos arredondados (meia-cana)
devem ser imprimadas com duas demãos de PRIMER.
2.4
Durante a aplicação da manta esta deverá estender-se pelas paredes perimetrais, até cerca de 20 cm
acima do nível do piso acabado.
3.
TESTES E VERIFICAÇÃO
Antes da proteção mecânica, fazer o teste de estanqueidade, enchendo o local impermeabilizado com
água, mantendo o nível por no mínimo 72 (setenta e duas) horas.
REVESTIMENTO
ARGAMASSA - CONDIÇÕES GERAIS
Encontram-se definidos neste item todos os revestimentos das superfícies de paredes novas ou a
recuperar, necessárias ao atendimento do objeto deste projeto.
1.
NÚMERO DE CAMADAS
Os revestimentos de argamassa - salvo indicação em contrário no Caderno de Especificação, serão
constituídos, por uma camada contínua e uniforme aplicada sobre a superfície a revestir, denominada
26
emboço.
2.
PREPARO DO SUBSTRATO
À guisa de pré-tratamento e com o objetivo de melhorar a aderência do emboço será aplicada, sobre a
superfície a revestir uma camada irregular e descontínua de argamassa forte, o chapisco.
3.
CARACTERÍSTICAS DIVERSAS
3.1.
Para garantir a estabilidade do paramento, a argamassa do emboço terá maior resistência que a de
reboco.
3.2.
Os revestimentos apresentarão paramentos perfeitamente desempenados e aprumados.
REVESTIMENTO
ARGAMASSA - CHAPISCO
1.
CHAPISCO COMUM
1.1.
O chapisco comum - camada irregular e descontínua - será executado com argamassa pré-fabricada,
conforme com traço volumétrico 1:3 (cimento e areia).
1.2.
As superfícies destinadas a receber o chapisco serão limpas a vassoura e abundantemente molhadas
antes de receber a aplicação desse tipo de revestimento.
1.3.
Considera-se insuficiente molhar a superfície projetando-se a água com o auxílio de vasilhames. A
operação terá de ser executada, para atingir o seu objetivo, com o emprego de esguicho de mangueira.
REVESTIMENTO
ARGAMASSA - EMBOÇO
1.
PRELIMINARES
1.1.
Os emboços só serão iniciados após completa pega de argamassa das alvenarias e chapiscos.
1.2.
O emboço de cada pano de parede só será iniciado depois de embutidas todas as canalizações que por
ele devam passar.
1.3
.Antes da aplicação do emboço, a superfície será abundantemente molhada.
2.
PREPARO E DOSAGEM
2.1.
As argamassas serão preparadas mecânica ou manualmente.
2.2.
O amassamento mecânico deve ser contínuo e durar pelo menos 90 segundos, a contar do momento
em que todos os componentes da argamassa, inclusive a água, tiverem sido lançados na betoneira ou
misturados.
27
2.3.
Quando a quantidade de argamassa a manipular for insuficiente para justificar a mescla mecânica, será
permitido o amassamento manual.
2.4.
O amassamento manual será de regra para as argamassas que contenham cal em pasta.
2.5.
O amassamento manual será feito sob coberta e de acordo com as circunstâncias e recursos do canteiro
da obra, em masseiras, tabuleiros ou superfícies planas impermeáveis e resistentes.
2.6.
Misturar-se-ão, primeiramente, a seco, os agregados (areia, saibro, quartzo, etc.), revolvendo-se os
materiais a pá até que a mescla adquira coloração uniforme. Será então disposta a mistura em forma de
coroa e adicionada, paulatinamente, a água necessária no centro da cratera assim formada.
2.7.
Prosseguir-se-á o amassamento, com o devido cuidado para evitar perda de água ou segregação dos
materiais, até conseguir-se massa homogênea de aspecto uniforme e consistência plástica adequada.
2.8.
Serão preparadas quantidades de argamassa na medida das necessidades dos serviços a executar em
cada etapa, de maneira a ser evitado o início de endurecimento antes de seu emprego.
2.9.
As argamassas contendo cimento serão usadas dentro de uma hora, a contar do primeiro contato do
cimento com a água.
2.10.
Nas argamassas de cal contendo pequena proporção de cimento, a adição do cimento será realizada
no momento do emprego.
2.11.
Será rejeitada e inutilizada toda a argamassa que apresentar vestígios de endurecimento, sendo
expressamente vedado tornar a amassá-la.
2.12.
A argamassa retirada ou caída das alvenarias e revestimentos em execução não poderá ser novamente
empregada.
2.13.
As dosagens especificadas adiante serão rigorosamente observadas, salvo quanto ao seguinte:
2.13.1. Nas argamassas contendo areia e saibro, poderá haver certa compensação das proporções relativas
desses materiais, tendo-se em vista a variação do grau de aspereza do saibro e a necessidade de ser
obtida determinada consistência.
2.13.2. Não poderá ser alterada a proporção entre o conjunto dos agregados e o dos aglomerantes.
2.14. Jamais será admitida a mescla de cimento Portland e gesso, dada a incompatibilidade química desses
materiais.
3.
APLICAÇÃO
3.1.
Os emboços serão fortemente comprimidos contra as superfícies e apresentarão paramento áspero ou
entrecortado de sulcos para facilitar a aderência. Esse objetivo poderá ser alcançado com o emprego
de uma tábua, com pregos, conduzida em linhas onduladas, no sentido horizontal, arranhando a
superfície do emboço.
3.2.
A espessura do emboço não deve ultrapassar 15 mm, de modo que, com a aplicação de 5 mm de reboco,
o revestimento da argamassa não ultrapasse 20 milímetros.
28
3.3.
O emboço de superfícies internas será executado com argamassa com traço volumétrico 1:3:3 (cimento,
areia e saibro), com emprego de areia média, entendendo-se como tal a areia que passa na peneira de
2,4 mm e fica retida na de 0,6 mm, com diâmetro máximo de 2,4 milímetros.
3.4.
Preferencialmente os emboços serão executados com argamassa pré-fabricada.
PAVIMENTAÇÃO
CONTRAPISO
Os serviços previstos neste item referem-se à aplicação do novo revestimento de piso conforme
apresentado nos desenhos do projeto.
1.
COMUNS
1.1.
Os contrapisos, serão obrigatoriamente obtidos pelo simples sarrafeamento e desempeno, a fim de
proporcionar perfeita base para a aplicação dos pisos, atendendo as especificações do projeto. Será
adotada para este fim argamassa com traço volumétrico 1:3 (cimento e areia).
1.2.
Quando for de todo impossível a execução dos cimentados e respectiva base numa só operação, será
a superfície de base perfeitamente limpa e abundantemente lavada, no momento do lançamento do
contrapiso, o qual será inteiramente constituído por uma camada argamassa volumétrico traço 1:3
(cimento e areia)
1.3.
A superfície do contrapiso não será dividida em painéis.
1.4.
Para pavimentos térreos, o tempo mínimo de secagem será de quatro semanas. Para os demais, será
de duas semanas.
1.5.
Os cimentados terão espessura de cerca de 20 mm, a qual não poderá ser, em nenhum ponto, inferior
a 10 milímetros.
PAVIMENTAÇÃO
GRANITO
Refere-se ao serviço de pavimentação, sendo prevista a utilização de placas de granito.
2.2.11. ASSENTAMENTO CONVENCIONAL
1.1.
PREPARO DA SUPERFÍCIE
1.1.1.
Remoção da poeira e de partículas soltas existentes sobre a laje.
1.1.2.
Umedecer a superfície da laje e aplicar pó-de-cimento, o que implica na formação de pasta com a
finalidade de proporcionar melhor ligação entre a citada superfície e a argamassa de regularização.
1.2.
ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO
1.2.1.
Para reduzir as tensões decorrentes da retração, a argamassa de regularização, ou contrapiso, terá
espessura de 20 mm ou, no máximo, 25 milímetros.
29
1.2.2.
Na hipótese de ser necessário espessura superior a 25 mm, a camada de regularização será executada
em duas etapas. A segunda etapa só poderá ser iniciada após cura completa da argamassa da primeira.
1.2.3.
A quantidade de argamassa a preparar será tal que o início da pega do cimento - ou seja, de seu
endurecimento - venha a ocorrer posteriormente ao término do assentamento. Na prática, isso
corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2 m² por vez.
1.2.4.
A argamassa da camada de regularização será “apertada” firmemente com a colher e, depois,
sarrafeada. Entenda-se “apertar” como significando reduzir os vazios preenchidos de água, o que implica
diminuir o valor da retração e atenuar o risco de desprendimento dos ladrilhos.
1.2.5.
Sobre a argamassa ainda fresca espalha-se pó-de-cimento de modo uniforme e na espessura de 1 mm
ou 1 litro/m².
1.2.6.
O pó não deverá ser atirado sobre a argamassa, pois a espessura resultante será irregular. O
precedimento correto consiste em deixá-lo cair entre os dedos e a pequena distância da argamassa.
1.2.7.
Esse pó-de-cimento será hidratado, exclusivamente, com a água existente na argamassa da camada de
regularização, constituindo, dessa forma, a pasta ideal.
1.2.8.
Para auxiliar a formação da pasta, passar levemente a colher de pedreiro.
1.3.
COLOCAÇÃO DAS PLACAS DE GRANITO
1.3.1.
As placas de granito serão imersas em água limpa e estarão apenas úmidos - e não encharcados quando da colocação.
1.3.2.
Após terem sido distribuídos sobre a área a pavimentar, as placas serão batidos com auxílio de bloco
de madeira de cerca de 12 x 20 x 6 cm - aparelhado - e martelo de pedreiro.
1.3.3.
As placas maiores serão batidos uma a uma, com a finalidade de garantir a perfeita aderência com a
pasta de cimento.
1.3.4.
Terminada a pega da argamassa de regularização, será verificada a perfeita colocação dos ladrilhos,
percutindo-se as peças e substituindo-se aquelas que denotarem pouca segurança.
1.3.5.
Nos planos ligeiramente inclinados - 0,3%, no mínimo - constituídos pelas pavimentações de ladrilhos,
não serão toleradas diferenças de declividade em relação à prefixada ou flechas de abaulamento
superiores a 1 cm em 5 m, ou seja 0,2%.
1.3.6.
Antes do completo endurecimento da pasta de rejuntamento, será procedida cuidadosa limpeza da
pavimentação.
1.4.
JUNTAS
1.4.1.
Entre Peças
1-
A colocação de placas justapostas, ou seja, com junta seca, não será admitida.
2-
Quando não especificado de forma diversa, as juntas serão corridas e rigorosamente alinhadas. A
30
espessura das juntas será deverá estar compreendida entre 3,0 e 5,0 mm.
3- Decorridos sete dias do assentamento, inicia-se a operação de rejuntamento, o que será efetuado com pasta
de cimento Portland - cinza ou branco - e pó-de-mármore, no traço volumétrico de 1:4, a qual deverá ser
previamente autorizada pela Fiscalização.
4- Na eventualidade de adição de corante à pasta, a proporção desse produto não poderá ser superior a 20%
do volume de cimento.
5-
De preferência, o rejuntamento será executado com argamassa pré-fabricada.
6- As juntas serão, inicialmente, escovadas e umedecidas, após o que receberão a argamassa de rejuntamento.
1.4.2.
De Expansão / Contração
1- Além das juntas entre peças, haverá as juntas de expansão / contração. Tais juntas, a cada 5 a 10 m, terão,
no mínimo, 3 mm de largura e a sua profundidade deverá alcançar a laje ou lastro de concreto.
2- As juntas de expansão / contração serão sempre necessárias nos encontros com paredes, pisos, colunas,
vigas, saliências, re-entrâncias, etc.
3- As juntas de expansão / contração receberão, como material de enchimento, calafetadores ou seladores que
mantenham elasticidade permanente.
2.
RECEBIMENTO DO SERVIÇO
2.1.
ASPECTOS A EXAMINAR
São os seguintes os aspectos a examinar por ocasião do recebimento do serviço de pavimentação.
2.1.1.
Limpeza
2.1.2.
Rejuntamento
2.1.3.
Juntas de dilatação
2.1.4.
Teste de elasticidade
2.1.5.
Níveis
2.1.6.
Caimentos
2.1.7.
Acabamento superficial
2.2.
LIMPEZA
2.2.1.
A limpeza da pavimentação em placas de granito será executada com uma simples lavagem com água
e sabão ou com detergente de boa qualidade.
2.2.2.
Na hipótese de a limpeza referida no item precedente não apresentar resultados satisfatórios,
31
admite-se procedê-la com uma solução de ácido, obedecidas, rigorosamente, as seguintes
recomendações:
MATERIAIS:
1- O ácido muriático - nome comercial do ácido clorídrico - será de boa qualidade, com o objetivo de não provocar
manchas no piso. Não se deve usar o ácido muriático que apresente uma coloração amarela muito
intensa.
2- No preparo da solução de ácido será utilizado um balde plástico ou um recipiente de vidro. É vedado o
emprego de recipientes ou ferramentas de ferro.
3- A aplicação da solução de ácido será efetuada com desempenadeira, de madeira, provida de borracha
esponjosa. É a mesma desempenadeira usada pelos pedreiros para executarem o acabamento de
massa fina.
4-
Como medidas acautelatórias, aconselha-se :
4.1-
Ter sempre à disposição um balde com água limpa, para o caso de interrupção da água corrente.
4.2-
Proteger os operadores com luvas, botas etc.
4.3- As partes metálicas, os mármores e outros materiais suscetíveis de dano pela ação do ácido serão
protegidos com vaselina.
5- A mistura da solução de ácido será constituída por uma parte de ácido e dez partes de água. A critério do
bom senso do operador permite-se uma mistura de 1,5 parte de ácido para dez partes de água.
MÉTODO:
1- Molha-se bem o piso, empregando-se água em abundância e, em seguida, retira-se o excesso com rodo de
borracha.
2- Com o piso ainda úmido, aplica-se a solução de ácido friccionando-se a superfície com a desempenadeira
acima descrita.
3- A aplicação será efetuada em áreas limitadas e a solução de ácido só permanecerá sobre a superfície por
alguns minutos.
4- Lava-se, em seguida, o piso com água limpa, operação que se repetirá até a remoção completa da solução
de ácido.
5- Não será admitida a aplicação do ácido com o piso seco, nem será permitido que a solução venha a secar
sobre a superfície, ocorrências que acarretariam danos as rejuntamento e à argamassa de
assentamento, além de provocar manchas nos ladrilhos.
6- Na hipótese de haver dificuldades para a remoção do ácido, será usada uma solução de amônia para efeito
de neutralização.
7- A solução de amônia será preparada em recipiente plástico, preferivelmente com tampa, na seguinte
proporção : uma parte de amônia para quatro partes de água.
32
8- A aplicação da solução de amônia será feita com broxa, após decorridos alguns minutos do lançamento da
solução de ácido e antes da lavagem final.
9- O aparecimento de fumaça branca, por ocasião da aplicação da solução de amônia, é decorrente da formação
de cloreto de amônio.
10- Seguido o método descrito nos itens precedentes, o resultado será um piso limpo. Na hipótese de tal não
ocorrer, a operação será repetida.
INSTALAÇÕES ESPECIAIS
REFRIGERAÇÃO
Refere-se à instalação de sistema de ar condicionado, conforme definido em projeto.
1.
NORMAS
Deverão ser obedecidas as últimas edições das seguintes Normas Brasileiras: NBR-6401 - Instalações
de Ar Condicionado para conforto - Parâmetros Básicos de Projetos. NB-643 - Instalações de Ar
Condicionado para salas de computadores.
P-EB-502 - Instalações de Ar Condicionado para compartimentos habitáveis. EB-33 - Isolantes térmicos de lã
de vidro – Filtros
EB-376 - Isolantes térmicos de lã de vidro - Painéis.
Na falta ou na insuficiência das normas acima, deverão ser obedecidas as últimas edições das seguintes normas
padrão estrangeiras:
ASHRAE - “American Society of Heating Refrigerating and Air Conditioning Engineers”.
SMACNA- “Sheet Metaland Air Conditioning Contractors National Association”.
ARI - “Air Conditioning and Refrigerating Institute”.
AMCA -
“Air Movement and Control Association”.
ANSI
- “American National Standards Institute”.
ASTM -
“American Society of Testing and Materials”.
NEMA -
“National Electrical Manufactures Association”.
2.
MATERIAIS E MONTAGEM
4.1. Dutos Retangulares ou Quadrados 4.1.1
Materiais
33
Serão construídos integralmente em chapas de aço galvanizado nas bitolas de chapa indicadas pela
Norma NBR-6401/80 da ABNT, segundo a maior das suas dimensões máximas externas, sendo fabricados de
acordo com a Norma SMACNA, para dutos de baixa velocidade com junções tipo “chaveta” e “ilharga”
executadas com o mesmo material dos dutos ou flangeados com perfis próprios com suas superfícies internas
livres e totalmente desimpedidas, sem qualquer saliências ou obstruções, devendo ser fabricados de forma
esmerada e estanques.
4.1.2 Emendas e Vedações
Deverá ser prevista a utilização de massa de calafate nas emendas ou junções dos dutos ou fita de
vedação.
4.2. Dutos Flexíveis Cilíndricos
4.2.1 Materiais
Deverão ser construídos com um tubo espiralado interno em alumínio super flexível com o isolamento
térmico constituído por mantas de fibra mineral com 25 mm de espessura, recobertas por uma capa de PVC
anti-chama, reforçada e aderida ao isolamento térmico, formando um único conjunto com o duto flexível interno.
4.2.2 Emendas e Vedações
Deverá ser prevista a utilização de massa de calafate nas emendas ou junções dos dutos ou fita de
vedação para os dutos flangeados, sendo que em todas as emendas ou junções, deverão ser utilizadas fitas
adesivas aluminizadas, visando manter a integridade do conjunto e evitar condensações externas, devendo os
dutos apresentarem um raio de curvatura no mínimo, igual ao seu diâmetro externo e previsto suportes por cintas
especiais a cada 150cm de intervalo máximo.
4.3. Derivações
4.3.1 Materiais
As mudanças de direção dos dutos deverão ser executadas ou por curvas ou por meio de derivações
perpendiculares, sempre que possível de forma atenuada (30º ou 45º) em relação ao ramal principal,
empregando raios apropriados e veias internas defletoras com o espaçamento adequado, para sempre manter
o fluxo laminar do ar.
4.3.2 Emendas e vedações
Deverá ser prevista a utilização de massa de calafate nas emendas ou junções dos dutos.
4.4 - Isolamento Térmico
O isolamento térmico dos dutos de ar condicionado será realizado com placas de lã mineral da Isover –
Isoflex RT Painel de 25 mm de espessura (densidade 40kg/m3), revestidas externamente com de filme de
alumínio, aderido às mantas pelo fabricante, sendo fixadas aos dutos por meio de cola especial, aplicada em
toda a sua superfície, sendo que as junções das mantas fechadas com fita auto adesiva especial de alumínio
(do mesmo fabricante das mantas), de modo a tornar o isolamento térmico completamente vedado, conservando
a barreira de vapor intacta, considerando a utilização da mesma fita para a correção das falhas no isolamento
antes da conclusão dos serviços. Os cantos deverão receber
34
cantoneiras em chapas de aço galvanizada # 26, sendo, ainda, aplicadas fitas plásticas com selo, a cada metro.
4.5. Conexões Flexíveis
As conexões dos equipamentos com os dutos serão através de lona flexível plástica reforçada
perfeitamente estanque e com dimensões apropriadas para que se evite qualquer vibração para os dutos e
consequentemente para os ambientes (Ref. Locomotiva, Nortene).
4.6. Fixações
Os dutos deverão ser apoiados em tirantes de aço ajustáveis, apoiados na estrutura do prédio, teto, piso
estruturas auxiliares ou paredes, conforme o caso pintados contra corrosão executados conforme detalhe nos
desenhos de projeto.
As fixações deverão guardar um espaçamento máximo de 1,5 metros, utilizando buchas ou
chumbadores adequados.
4.7. Acessórios
Deverão ser fabricados e montados todos os acessórios necessários e suficientes para o perfeito
funcionamento da instalação, exigidos ou não no projeto.
5.
EQUIPAMENTOS
Todos os materiais e equipamentos fornecidos pela CONTRATADA deverão ser obrigatoriamente
acompanhados dos respectivos catálogos e manuais de operação.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
NORMAS E REGULAMENTOS
As instalações elétricas previstas nesta especificação referem-se à instalação de luminárias, tomadas,
interruptores, e demais instalações previstas no projeto.
1.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, deverá haver particular atenção para o disposto nas
seguintes:
1.1.
NBR 5354: Requisitos Gerais Para Material de Instalações Elétricas Prediais.
1.2.
NBR 6689: Requisitos Gerais Para Condutos de Instalações Elétricas Prediais.
1.3.
1.4.
NBR 6150: Eletroduto de PVC Rígido.
NBR 6148: Condutores Elétricos Com Isolação Sólida Extrudada de Cloreto de Polivinila (PVC) Para
Tensões Até 750 V, Sem Cobertura.
1.5.
NBR 6235: Caixas de Derivação Para Uso em Instalações Elétricas Domésticas e Análogas.
1.6.
NBR 6980: Cabos e Cordões Flexíveis Com Isolação Extrudada de Cloreto de Polivinila Para
35
Tensões Até 750 V.
1.7.
NBR 7288: Cabos de Potência Com Isolação Sólida Extrudada de Cloreto de Polivinila (PVC) Para
Tensões de 1 a 20 KV.
1.8.
NBR 8661: Cabos de Formato Plano Com Isolação Sólida Extrudada de Cloreto de Polivinila (PVC) Para
Tensões Até 750 V.
1.9.
NBR 5410: Instalações Elétricas de Baixa Tensão.
1.10.
NBR 5431: Caixas de Derivação Para Uso em Instalações Elétricas Domésticas e Análogos –
Dimensões.
1.11.
NBR 6880: Condutores de Cobre Para Cabos Isolados – Características.
1.12.
NBR 5444: Símbolos Gráficos Para Instalações Elétricas Prediais.
1.13.
NBR 5461: Iluminação.
2.
REGULAMENTOS E PRESCRIÇÕES
2.1.
O material para instalações elétricas satisfará, além das normas referidas no item anterior, ao disposto
no Regulamento para Instalações Elétricas de Baixa Tensão no Estado da Paraíba.
2.2.
Além de atender às normas da ABNT e ao Regulamento aludido no item precedente, o material satisfará,
ainda, às prescrições constantes das normas a seguir.
2.3.
Só serão aceitos materiais que tiverem a classe e a procedência impressas.
2.4.
A CONTRATADA entregará à CONTRATANTE os seguintes documentos
2.4.1.
Plantas e esquemas atualizados
2.4.2.
Manuais de operação e manutenção de todos os equipamentos
2.4.3.
Catálogos técnicos de todos os componentes empregados nas instalações
2.4.4.
Certificados de garantia de todos os equipamentos
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
CONDIÇÕES GERAIS E PROTEÇÃO
1.
CONDIÇÕES GERAIS
1.1.
Todas as instalações elétricas serão executadas com esmero e bom acabamento, os condutores,
condutos e equipamentos cuidadosamente dispostos nas respectivas posições e firmemente ligados às
estruturas de suporte e aos respectivos pertences, formando um conjunto mecânico e eletricamente
satisfatório e de boa qualidade.
1.2.
Todo equipamento será preso firmemente no local de sua instalação prevendo-se meios de fixação
36
ou suspensão, condizentes com a natureza do suporte e com o peso e as dimensões do equipamento
considerado.
1.3.
As partes do equipamento elétrico que, em operação normal, possam produzir faíscas, centelhas,
chamas ou partículas de metal em fusão, deverão possuir uma separação incombustível protetora ou
ser efetivamente separados de todo material facilmente combustível.
1.4.
Só serão empregados materiais rigorosamente adequados para a finalidade em vista e que satisfaçam
às normas da ABNT que lhes sejam aplicáveis.
1.5.
Em lugares úmidos ou normalmente molhados, nos expostos às intempéries, onde o material possa
sofrer a ação deletéria dos agentes corrosivos de qualquer natureza, nos locais em que, pela natureza
da atmosfera ambiente, possam facilmente ocorrer incêndios ou explosões e onde possam os materiais
ficar submetidos a temperaturas excessivas, serão usados métodos de instalação adequados e
materiais destinados especialmente a essa finalidade.
2.
PROTEÇÃO E VERIFICAÇÃO
1.1.
Todas as extremidades livres dos tubos serão, durante a construção, convenientemente obturados, a
fim de evitar a penetração de detritos e umidade.
INSTALAÇÃO DE ÁGUA
CONDIÇÕES GERAIS
1.
NORMAS
No que se refere à sua execução, a instalação de água obedecerá às seguintes normas da ABNT.
1.1.
NBR 5626: Instalações Prediais de Água Fria.
1.2.
NBR 5651: Recebimento de Instalações Prediais de Água Fria.
1.3.
1.4.
NBR 5648: Tubos de PVC Rígido para Instalações Prediais de Água Fria.
NBR 5657: Instalações Prediais de Água Fria - Verificação da Estanqueidade à Pressão Interna.
1.5.
NBR 5658: Instalações Prediais de Água Fria - Determinação das Condições de Funcionamento das
Peças de Utilização.
1.1.
CONDIÇÕES CONSTRUTIVAS
2.1.
As canalizações serão assentes antes da execução das alvenarias de tijolos ou pedra.
2.2.
As colunas de canalização correrão embutidas nas alvenarias, porém, de preferência, em chaminés
falsas ou outros espaços para tal fim previstos, devendo, neste caso, serem fixadas por braçadeiras de
3 em 3 m, no mínimo, observado o disposto no item seguinte.
2.3.
Nos casos em que as canalizações devem ser fixadas em paredes e/ou suspensas em lajes, os tipos,
dimensões, e quantidades dos elementos portantes ou de fixação - braçadeiras, perfilados “U”, bandejas,
etc. - serão determinados de acordo com o diâmetro, peso e posição das tubulações.
37
2.4.
As derivações correrão embutidas nas paredes ou, de preferência, em vazios ou lajes rebaixadas,
evitando-se a sua inclusão no concreto; quando indispensável, serão alojadas em re-entrâncias
(encaixes) adrede previstas na estrutura.
2.5.
As furações, rasgos e aberturas necessárias em elementos da estrutura de concreto armado, para
passagem de tubulações, serão locadas e tomadas com taco, buchas ou bainhas antes da concretagem.
2.6.
Precauções serão adotadas para que não venham a sofrer esforços não previstos, decorrentes de
recalques ou deformações estruturais e para que fique assegurada a possibilidade de dilatações e
contrações. Na passagem através de elementos estruturais de reservatórios, serão empregadas as
medidas complementares que assegurem perfeita estanqueidade e facilidade de substituição.
2.7.
As canalizações de distribuição de água nunca serão inteiramente horizontais, devendo apresentar
declividade mínima de 2% no sentido de escoamento.
2.8.
As canalizações enterradas serão devidamente protegidas contra o eventual acesso de água poluída.
2.9.
As canalizações não poderão passar dentro de fossas, poços absorventes, poços de visita, caixas de
inspeção ou valas.
2.10.
As curvaturas dos tubos, quando inevitáveis, serão efetuadas sem prejuízo de sua resistência à pressão
interna, da seção de escoamento e da resistência à corrosão.
3.
PROTEÇÃO
3.1.
Durante a construção e até a montagem dos aparelhos, as extremidades livres das canalizações serão
vedadas com bujões rosqueados ou plugues convenientemente apertados, não sendo admitido, para tal
fim, o uso de buchas de madeira ou papel.
3.2.
Com exclusão dos elementos niquelados, cromados ou de latão polido, todas as demais partes
aparentes da instalação em aço galvanizado, tais como canalizações, conexões, acessórios,
braçadeiras, suportes, tampas, etc., serão pintadas, depois de prévia limpeza das superfícies, com
benzina.
INSTALAÇÃO DE ÁGUA
REDE DE MONTAGEM - PVC
1.
NORMAS
A montagem e a execução de tubulações PVC obedecerão ao disposto na NBR 7372, “Execução de
Tubulações de Pressão de PVC Rígido com Junta Soldada, Rosqueada ou com Anéis de Borracha”.
2.
SELEÇÃO DAS CLASSES
A seleção das classes dos tubos será procedida levando-se em conta a temperatura e a ação simultânea
das solicitações, máximas, decorrentes de pressão interna, compressão diametral e flexão longitudinal (ver item
3., a seguir).
38
3.
ESFORÇOS SOLICITANTES
3.1.
TEMPERATURA
É aquela a que o tubo estará submetido por influência do líquido a ser transportado ou por influências
exteriores.
3.2.
PRESSÃO MÁXIMA INTERNA
É a pressão de serviço mais a eventual sobrepressão.
3.3.
COMPRESSÃO DIAMETRAL
É a decorrente da ação das cargas permanentes e acidentais sobre a tubulação.
3.4.
FLEXÃO LONGITUDINAL
É a decorrente da ação de cargas permanentes e acidentais sobre a tubulação quando não houver apoio
contínuo.
4.
ESFORÇOS DE RESISTÊNCA
4.1.
TEMPERATURA
Será obedecida a seguinte redução na pressão máxima de serviço com relação à temperatura:
4.1.1.
Para 30ºC: 0,8 de pressão de serviço a 20ºC.
4.1.2.
Para 40ºC: 0,6.
4.1.3.
Para 60ºC: 0,2.
4.2.
PRESSÃO MÁXIMA INTERNA
A relação entre a pressão que define a classe e a pressão máxima interna de serviço será, no mínimo,
igual a 2.
4.3.
COMPRESSÃO DIAMETRAL
Será levada em consideração a carga sobre a tubulação, com vista a que não produza o seu
esmagamento.
4.4.
FLEXÃO LONGITUDINAL
O espaçamento máximo entre apoios, para instalações externas e não sujeitas a sobrecargas acidentais,
obedecerá à seguinte tabela:
4.4.1.
Tubos até a ref. 1: 0,60 m
4.4.2.
Tubos até a ref. 2: 1,00 m
39
4.4.3.
Tubos até a ref. 3: 2,00 m
5.
DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS
5.1.
INSTALAÇÕES DOMICILIARES EMBUTIDAS
5.1.1.
Canalizações
1-
As canalizações terão o traçado mais curto possível, evitando-se colos altos e baixos
2 - Serão tomadas precaução para que não venham a sofrer esforços decorrentes de recalques e/ou
deformações das estruturas e para que fique assegurada a possibilidade de dilatações e contrações
dessas mesmas estruturas
3 - As canalizações não serão embutidas em elementos estruturais de concreto - sapatas, pilares, vigas, lajes
etc. -, podendo, entretanto, quando inevitável, serem alojadas em re-entrâncias (encaixes) projetadas,
para essa finalidade específica, nos referidos elementos estruturais
4 - Conforme previsto na NBR 5626, as canalizações não atravessarão vigas ou lajes senão em passagens de
maior diâmetro
5 - Os tubos de PVC só poderão ser curvados depois de inteiramente cheios de areia fina e seca. A maleabilidade
será obtida por intermédio de calor sem chama
5.1.2.
Medidas Especiais
1 - Os eventuais esforços produzidos pela dilatação dos tubos serão levados em consideração, adotando-se
para cálculo o coeficiente linear de 8 x 10 m por ºC e o módulo de elasticidade de 3.000 Mpa
2 - Para evitar perfuração acidental dos tubos por prego, parafusos etc., as re-entrâncias ou canaletas (encaixes)
serão fechados com ARG.A.4, cimento e areia média no traço volumétrico de 1:3. Entende-se por areia
média a areia que passa na peneira de 2,4 mm e fica retida na de 0,6 mm, com diâmetro máximo de 2,4
milímetros
5.1.3.
Juntas
1-
Soldadas
1.1 - Na classe de tubo com juntas soldadas não será permitida, a qualquer título, a abertura de rosca
1.2 - A solda será executada conforme segue:
1.2.1 - Lixa-se a ponta do tubo e a bolsa da conexão com lixa d’água até remover o brilho das superfícies.
1.2.2 - Limpa-se com solução própria as partes lixadas.
1.2.3 - Aplica-se o adesivo, uniformemente, nas duas partes a serem soldadas, encaixando-as rapidamente e
removendo-se o excesso com solução própria.
1.3 -
Antes da solda, é recomendável que se marque a profundidade da bolsa sobre a ponta do tubo,
objetivando-se, com essa medida, a perfeição do encaixe, que deve ser bastante justo, uma vez que a
ausência de pressão não estabelece a soldagem.
40
2-
Rosqueadas
2.1 - Os tubos de PVC rígido, segundo a ABNT, serão conectados por meio de luvas rosqueadas - roscas
cônicas, do tipo Withworth, cone 1:16, para tubos - de PVC rígido, de ferro maleável, bronze, cobre,
alumínio ou outro material adequado.
2.2 - A abertura da rosca será necessariamente efetuada com a utilização de ferramentas adequadas, sendo a
tarraxa empregada na operação própria para esse fim, ou seja, exclusiva para tubos de PVC.
2.3 - O corte dos tubos será procedido rigorosamente em esquadro, o que evitará que as roscas se desenvolvam
tortas.
2.4 - As roscas serão concêntricas à periferia do tubo.
2.5 - O número de filetes de rosca será tal que sejam - os filetes - integralmente cobertos pela luva.
:2.6 - A vedação da rosca será efetuada por meio de vedantes específicos, com preferência para as fitas de
Teflon”
2.7 - Para rosquear os tubos nas luvas será empregada a chave de cinta, evitando-se o uso de chave de grifo
3-
Com Anel de Borracha
3.1 - Antes da montagem da junta, verificar se a luva, a bolsa, os anéis de borracha e a extremidade dos tubos
a conectar se encontram bem secos e limpos, ou seja, isentos de areia, terra, lama, óleo etc
3.2 - Montada a junta, deve-se provocar uma folga de, no mínimo, 1 cm entre as extremidades, o que permitirá
eventuais deformações. Essa folga será obtida imprimindo-se, à extremidade livre do tubo recémconectado, vários movimentos circulares.
3.3 - Verificar, em seguida, a posição dos anéis, os quais devem localizar-se dentro das sedes existentes para
abrigá-los.
3.4 - Para facilitar a montagem, lubrifica-se o anel de borracha com glicerina e a ponta do tubo com produto
específico para a finalidade, então, o encaixe.
6.
MATERIAL
Os tubos e conexões a serem utilizados nas canalizações serão de PVC, conforme descrito na Parte III
- Materiais.
INSTALAÇÃO DE ÁGUA
RECEBIMENTO DAS INSTALAÇÕES
1.
NORMAS
O recebimento da instalação de água obedecerá rigorosamente ao disposto na NBR 5651:
“Recebimento de Instalações Prediais de Água Fria”, e ao prescrito nesta especificação.
41
2.
PROJETO
2.1.
A instalação de água será executada de acordo com o projeto aprovado, o qual, por sua vez, terá sido
elaborado consoante o prescrito na NBR 5626.
2.2.
Todas as alterações processadas no decorrer da obra - as quais só poderão ter ocorrido após consulta
à FISCALIZAÇÃO e aprovação pela CONTRATANTE - serão objeto de registro para permitir a
apresentação do cadastro completo por ocasião do recebimento da instalação.
2.3.
Após o término da execução da instalação de água, serão atualizados todos os desenhos do respectivo
projeto, o que permitirá a representação do serviço “as built e servirá de cadastro para a operação e
manutenção dessa mesma instalação.
3.
FORMAÇÃO DA AMOSTRA
3.1.
Compete à FISCALIZAÇÃO selecionar, adotando o critério de representatividade, no mínimo três de
cada conjunto de 100 pontos de água ou fração, excetuando-se válvulas de descarga e/ou caixas de
descarga.
3.2.
Nesses pontos selecionados, que se constituem na amostra da instalação, serão executados os ensaios
a que se reporta o item 4, a seguir.
3.3.
Compete, ainda, à FISCALIZAÇÃO selecionar, adotando o mesmo critério de representatividade, três
de cada 15 válvulas e/ou caixas de descarga instaladas e em funcionamento.
3.4.
Nessas válvulas de descarga ou caixas de descarga serão executados os ensaios a que se reporta o
item 4, a seguir.
4.
ENSAIOS
4.1.
Compete à CONTRATADA, antes dos ensaios, limpar toda a tubulação com descargas sucessivas de
água e, a seguir, enchê-la, deixando os pontos de água selecionados na amostragem em condições de
uso.
4.2.
O enchimento da tubulação será lento para evitar golpes de aríete e para eliminar o ar existente em seu
interior.
4.3.
Todas as tubulações serão ensaiadas à estanqueidade por pressão interna de água 50% superior à
pressão estática máxima na instalação, não devendo descer, em ponto algum da tubulação, a menos
de 0,1 Mpa - vide NBR 5657.
4.4.
Os pontos de água selecionados na amostragem serão postos a funcionar com a peça de utilização
correspondente, determinando-se a subpressão, na abertura rápida, as condições de vazão e a
subpressão de fechamento rápido - vide NBR 5658.
4.5.
Deverão, também, ser efetuados ensaios de funcionamento das instalações elevatórias e/ou instalações
hidropneumáticas, observando-se o disposto nas normas próprias para os casos da espécie.
42
5.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
5.1.
As tubulações ensaiadas à estanqueidade por pressão interna de água (vide item 4.3., retro) não
apresentarão vazamentos ou exsudação em seis horas de ensaio.
5.2.
As peças de utilização ensaiadas conforme o item 4.4., retro, e a NBR 5648, não provocarão, na abertura
rápida, subpressões na rede e não devem baixar a pressão a mais de 0,2 Mpa acima da pressão estática.
5.3.
A pressão estática em qualquer ponto não será superior a 0,4 Mpa.
5.4.
A vazão será a apropriada para a peça de utilização a que se destine. Nos casos de dúvida, serão
efetuadas medidas de vazão, registrando-se que essas vazões deverão estar acima dos valores
estabelecidos na Tabela II da NBR 5626.
5.5.
Para as válvulas de descarga, além do estabelecido no item anterior, será observado, também, se a
pressão estática no ponto é compatível com o respectivo tipo, utilizando-se, para isso, a Tabela V da
NBR 5626, admitindo-se uma tolerância de ± 10%. A vazão máxima dessas válvulas de descarga não
será maior do que 3,0 l/s.
5.6.
Para as caixas de descarga, além do prescrito no item 5.2., retro, será observado, também, se o volume
de descarga é suficiente para a limpeza da bacia sanitária.
6.
ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO
6.1.
Na inspeção, caso a instalação não obedeça ao estatuído no item 2.1., retro, e as exigências construtivas
integradas na NBR 5626 e nestes Procedimentos, será rejeitada ou aceita condicionalmente para os
ensaios, sendo que a CONTRATADA ficará obrigada a modificá-la com o objetivo de adaptá-la aos
dispositivos acima referidos.
6.2.
Na “Verificação da estanqueidade à Pressão Interna” pelo NBR 5657, caso o número de ocorrências,
quer de vazamento quer de exsudação, seja maior do que dez nos pontos selecionados de acordo com
o item 3. - “Formação de Amostra”, a instalação será rejeitada.
6.3.
Na hipótese de o número de ocorrências não ser superior a dez, a instalação será aceita após a correção
de todos os defeitos e a repetição dos ensaios.
6.4.
Na “Determinação das Condições de Funcionamento das Peças de Utilização” pelo NBR 5658, a
instalação será rejeitada caso o números dos pontos de água não aprovados supere 1/3 do total
ensaiado, separando-se peças de utilização em geral de válvulas de descarga e caixa de descarga.
6.5.
Na hipótese de o número de pontos não aprovados ser menor ou igual a 1/3 do total ensaiado,
separando-se peças de utilização em geral de válvulas de descarga e caixa de descarga, a instalação
será aceita depois de a CONTRATADA adaptá-la às condições específicas (vide item 5., retro) e de ser,
dita instalação, submetida a novo ensaio, utilizando-se, nesse segundo teste, outra “formação de
amostra”.
6.6.
Caso persista a existência de pontos de água não aprovados, a CONTRATADA procederá aos reparos
e adaptações nesses pontos que apresentarem defeito.
6.7.
As válvulas de descarga que apresentarem vazão superior a 3,0 I/s serão reguladas por dispositivos
43
internos próprios, não sendo admitida a utilização, nessa regulagem, do registro de passagem - integrado
na tubulação - ou de registro de isolamento acoplado à válvula de descarga.
11.
DESINFECÇÃO
Concluídos os trabalhos e antes de entrarem em serviço, as tubulações destinadas à distribuição de
água devem ser lavadas e as de água potável devem ser desinfectadas com uma solução que apresente, no
mínimo, 50 mg/1 de cloro e que atue no interior dos condutores durante 3 horas no mínimo. A desinfecção deverá
ser repetida sempre que o exame bacteriológico assim o indicar, tudo de acordo com a orientação do órgão de
tratamento da CEDAE.
INSTALAÇÕES SANITÁRIAS
CONDIÇÕES GERAIS
1.
NORMAS E REGULAMENTOS
2.1.
As instalações sanitárias obedecerão às normas da ABNT atinentes ao assunto, com particular atenção
para o disposto nas seguintes:
1.1.1.
NBR 8160: Instalações Prediais de Esgotos Sanitários.
1.1.2.
NBR 9814: Execução de Rede Coletora de Esgoto Sanitário.
1.1.3.
NBR 9649: Projeto de Rede Coletora de Esgoto Sanitário.
1.2.
Obedecerão, igualmente, ao “Regulamento de Esgotos Prediais do Estado da Paraíba” e serão
executadas rigorosamente de acordo com o projeto respectivo, após aprovação pelas entidades
governamentais com jurisdição sobre a matéria.
2.
TUBULAÇÕES EMBUTIDAS E APARENTES
2.1.
As colunas de esgoto correrão embutidas nas alvenarias, quando não passarem por chaminés falsas ou
outros espaços previstos, devendo, neste caso, ser fixadas por braçadeiras, de 3 em 3 m, no mínimo,
observando o disposto no item seguinte.
2.2.
Nos casos em que as canalizações devam ser fixadas em paredes e/ou suspensas em lajes, os tipos,
dimensões e quantidades dos elementos suportantes ou de fixação - braçadeiras, perfilados “U”,
bandejas etc. - serão determinados de acordo com o diâmetro, peso e posições das tubulações.
2.3.
As derivações que correrem embutidas nas paredes ou rebaixos de pisos, não poderão jamais
estender-se embebidas no concreto da estrutura; quando indispensável, serão alojadas em
reentrâncias (encaixes) previamente previstas na estrutura.
2.4.
As furações, rasgos e aberturas, necessários em elementos da estrutura de concreto armado, para
passagem de tubulações, serão locados e tomados com tacos, buchas ou bainhas, antes da
concretagem. Medidas devem ser tomadas para evitar que ditas tubulações venham a sofrer esforços,
não previstos, decorrentes de recalques ou deformações estruturais e para que fique assegurada a
possibilidade de dilatações e contrações.
44
3.
DECLIVIDADES
3.1.
As declividades indicadas no projeto serão consideradas como mínimas, devendo ser procedida uma
verificação geral dos níveis, até a rede urbana, antes da instalação dos coletores.
3.2.
Serão observadas as seguintes declividades mínimas:
3.2.1.
Ramais de Descarga: 2%
3.2.2.
Ramais de Esgoto e Sub-coletores: de acordo com o quadro a seguir:
DIÂMETRO DO TUBO
(mm)
100 ou menos
150
200
200
250 ou mais
4.
DECLIVIDADE
%
mm/m
2,00
20
1,20
12
0,50
7
0,50
5
0,40
4
ASSENTAMENTO
Os tubos - de modo geral - serão assentes com a bolsa voltada em sentido oposto ao lado do
escoamento.
5.
PROTEÇÃO E VERIFICAÇÃO
5.1.
PROTEÇÃO
5.1.1.
As extremidades das tubulações de esgotos serão vedadas, até a montagem dos aparelhos sanitários,
com bujões de rosca ou plugues, convenientemente apertados, não sendo permitido o
emprego de buchas de papel ou madeira para tal fim.
5.1.2.
5.1.3.
Durante a execução das obras serão tomadas especiais precauções para evitar-se a entrada de detritos
nos condutores de águas pluviais.
Serão tomadas todas as precauções para se evitarem infiltrações em paredes e tetos, bem como
obstruções de ralos, caixas, calhas, condutores, ramais ou redes coletoras.
5.2.
VERIFICAÇÃO
5.2.1.
Todas as canalizações primárias da instalação de esgotos sanitários serão testados com água ou ar
comprimido, sob pressão mínima de 3 m de coluna d’água, antes da instalação dos aparelhos e
submetidas a uma prova de fumaça, sob pressão mínima de 25 m de coluna d’água, depois da colocação
dos aparelhos. Em ambos os testes, as canalizações deverão permanecer sob a pressão da prova
durante 15 minutos. Os ensaios serão executados de acordo com o prescrito na NBR 8160.
6.
MONTAGEM DE APARELHOS
Serão cuidadosamente montados - de forma a proporcionar perfeito funcionamento, permitir fácil limpeza
e remoção, bem como evitar a possibilidade de contaminação de água potável - os aparelhos sanitários.
45
7.
ELEMENTOS DE INSPEÇÃO
7.1.
A instalação será dotada de todos os elementos de inspeção necessários e obedecer, rigorosamente ao
disposto a respeito na NBR 8160 e no “Regulamento de Esgotos Prediais do Estado da Paraíba”.
7.2.
Toda a instalação será executada tendo em vista futuras operações de inspeção e desobstrução.
7.3.
As canalizações internas deverão ser acessíveis por intermédio de caixas de inspeção ou peças
especiais de inspeção, como tês com inspeção e bujões.
7.4.
Os sifões deverão ser visitáveis ou inspecionáveis na parte correspondente ao fecho hídrico, por meio
de bujões com rosca de metal ou outro meio de fácil inspeção.
7.5.
Os tubos de queda apresentarão opérculos - tubos radiais com inspeção - nos seus trechos inferiores.
7.6.
Os opérculos em tubos de ferro fundido serão, também, de ferro fundido e fixados por parafusos de aço
ou de metal não-ferroso.
7.8.
As tampas das caixas de inspeção na instalação de esgotos e das caixas de areia na instalação de
pluviais, localizadas no interior das edificações, receberão sobre-tampa de material idêntico ao das
pavimentações adjacentes.
INSTALAÇÕES SANITÁRIAS
VENTILAÇÃO
1.
NORMAS
Conforme “Normas e Regulamentos” descrito anteriormente.
2.
SISTEMA
2.1.
O sistema de ventilação da instalação de esgoto, constituído por colunas de ventilação, tubos
ventiladores e ramais de ventilação, será executado de forma a não permitir que os gases emanados
dos coletores entrem no ambiente interno dos prédios.
2.2.
Os tubos de queda serão sempre ventilados na cobertura.
2.3.
A ligação de um tubo ventilador a uma canalização horizontal, deverá ser feita acima do eixo de
tubulação, elevando-se o tubo ventilador até 15 cm, pelo menos, acima do nível máximo de água, nos
mais altos dos aparelhos servidos, antes de desenvolver-se horizontalmente ou de ligar-se a outro tubo
ventilador.
2.4.
A extremidade superior dos tubos ventiladores individuais poderá ser ligada a um tubo ventilador
primário, uma coluna de ventilação ou a um ramal de ventilação, sempre a 15 cm, pelo menos, acima
do nível máximo de água no aparelho correspondente.
2.5.
Os tubos ventiladores primários e as colunas de ventilação serão verticais e, sempre que possível,
instalados em um único alinhamento reto; quando for impossível evitar mudanças de direção; estas serão
feitas mediante curvas de ângulo central menor de 90º.
46
2.6.
O trecho de um tubo ventilador primário, ou coluna de ventilação situado acima da cobertura do edifício,
medirá, no mínimo 30 cm, no caso de telhado ou simples laje de cobertura, e 2,00 m, no caso de laje
utilizada para outros fins, sendo, neste último caso, devidamente protegido contra choques ou acidentes
que possam danificá-lo.
2.2.
A extremidade aberta de um tubo ventilador primário, ou coluna de ventilação situada a menos de 4,00
m de distância de qualquer janela ou porta, deverá elevar-se, pelo menos, 1,00 acima da respectiva
verga.
CARPINTARIA E MARCENARIA
ESQUADRIAS - CONDIÇÕES GERAIS
Refere-se ao fornecimento e instalação de esquadrias e armários.
1.
DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS
1.1.
As portas, janelas e guarnições obedecerão, rigorosamente, às indicações contidas nos desenhos do
projeto.
1.2.
Serão sumariamente recusadas todas as peças que apresentem sinais de empenamento,
descolamento, rachaduras, lascas, desigualdades de madeira ou outros defeitos.
1.3.
O revestimento final das portas será pintura em esmalte sintético.
1.4.
As guarnições de madeira serão fixadas aos tacos, de canela parda preferencialmente, por intermédio
de parafusos do tipo EC-latão, de 6 x 2 1/4 “(nomenclatura da NB-45/53). Serão empregados oito
parafusos, no mínimo, por guarnição”.
1.5.
Os arremates das guarnições, com rodapés e/ou revestimentos de paredes adjacentes, merecerão, de
parte da CONTRATADA, cuidados especiais. Sempre que necessário tais arremates deverão ser
submetidos à aprovação da Fiscalização antes da sua conclusão.
2.
ENVIDRAÇAMENTO
2.1.
NORMAS
2.1.1.
Os caixilhos destinados a envidraçamento obedecerão ao disposto na NB-22/88 (NBR 7199),
“Projeto, Execução e Aplicações - Vidros na Construção Civil”.
2.2.
DISPOSIÇÕES PARTICULARES
2.2.1.
O assentamento das chapas de vidro será efetuado com o emprego de um dos seguintes dispositivos:
1- Baguetes de madeira associadas com calafetador de base de elastômero, de preferência silicone, que
apresente aderência com o vidro e a madeira.
47
2- Gaxetas de compressão, em perfil rígido de elastômero, de preferência EPDM ou neopreno, dotadas de tira
de enchimento.
3-
Baguetes, de madeira, e gaxetas de elastômero.
2.2.4.
Quando do emprego de baguetes associadas com calafetador, as chapas de vidro ficarão assentes em
calços de elastômero, de preferência EPDM ou neopreno, obedecendo - quanto às características,
dimensões e posicionamento - ao disposto na NB-226/88 (NBR 7199).
2.2.5.
As gaxetas de compressão apresentarão as seguintes características :
1-
Dureza da gaxeta, ao durômetro tipo A : 75 + 5 pontos (ASTM C-542).
2-
Dureza da tira de enchimento, ao durômetro tipo A : 80 + 5 pontos (idem).
3-
Pressão de vedação : 0,071 Mpa, no mínimo (idem).
CARPINTARIA E MARCENARIA
PORTAS
1.
DEFINIÇÃO
De acordo com a NBR 8037, “Portas de Madeira de Edificações”, porta de madeira é o conjunto em que
a folha, o quadro, as capas e/ou as almofadas são constituídas por madeira maciça e/ou seus derivados.
2.
NORMAS
2.1.
NBR 6479: Portas e Vedações - Método de Ensaio ao Fogo.
2.2.
NBR 8543: Porta de Madeira de Edificação - Verificação das Dimensões e Formato da Folha.
2.3.
NBR 8051: Porta de Madeira de Edificação - Verificação da Resistência a Impactos da Folha.
2.4.
NBR 8053: Porta de Madeira de Edificação - Verificação de Deformações da Folha Submetida a
Carregamentos.
2.5.
NBR 8054: Porta de Madeira de Edificação - Verificação do Comportamento da Folha Submetida a
Manobras Anormais.
2.6.
NBR 8544: Porta de Madeira de Edificação - Verificação do Comportamento da Folha sob a Ação da
Água e sob a Ação do Calor.
2.7.
NBR 8542: Desempenho de Porta de Madeira de Edificação.
2.8.
NBR 8052: Porta de Madeira de Edificação – Dimensões.
2.9.
NBR 6507: Símbolos de Identificação das Faces e Sentido de Fechamento de Porta e Janela de
Edificação.
48
2.10. NBR 8037: Porta da Madeira de Edificação.
CARPINTARIA E MARCENARIA
ESQUADRIAS - NÚCLEOS DE PORTAS COMUNS
1.
CARACTERIZAÇÃO
Estrado constituído por peças de madeira - verticais e horizontais - garantida a estabilidade do conjunto
pelo conveniente seccionamento dessas peças e os seus respectivos encaixes.
Para aplicação em portas e elementos afins a serem instalados em locais não sujeitos a molhaduras.
2.
ENQUADRAMENTO
2.1.
O enquadramento do núcleo das portas será constituído por peças - montante ou pinásio vertical e
travessa ou pinásio horizontal - de Cedro Aromático, para o acabamento destinado à pintura.
2.2.
Os montantes ou pinásios verticais do enquadramento do núcleo terão largura tal que permita, de um
lado, o embutimento completo das fechaduras e, do outro, a fixação dos parafusos das dobradiças na
madeira maciça.
MADEIRA
COMPENSADA
1.
CONTRACHAPEADA
1.1.
A madeira compensada contra-chapeada apresenta-se sob a forma de placas constituídas de núcleo de
sarrafos, chapeado, em ambas as faces, por laminado de espessura variável entre 3 e 5 mm.
1.2.
1.3.
Os sarrafos terão cerca de 5 mm de espessura para evitar ondulações nas lâminas exteriores, defeito
que poderia ocorrer no caso de emprego de maiores espessuras.
Os sarrafos e as lâminas serão aglutinados com adesivo apropriado, sendo as lâminas dispostas com
as fibras em sentido ortogonal.
1.4.
No caso de emprego da placa em locais sujeitos a molhaduras frequentes, o adesivo empregado será
do tipo à prova d’água e o material será caracterizado com a designação de “compensado naval”.
2.
LAMINADA
2.1.
A madeira compensada laminada é constituída por um número ímpar de lâminas - 3,5 ou 7 - coladas
sob pressão, com as fibras em sentido ortogonal, de forma que o movimento higroscópico transversal
de uma lâmina é compensada pelas fibras ortogonais da lâmina adjacente, considerando que no sentido
longitudinal é praticamente nula a deformação de madeira.
2.2.
A união das lâminas de uma mesma camada será perfeita, para evitar defeitos ou ondulações nas
chapas exteriores.
49
2.3.
Madeiras empregadas na fabricação : virola, cedro misto e cedro puro.
2.4.
No caso do emprego de placa em locais sujeitos a molhaduras frequentes, o adesivo empregado será
do tipo à prova d’água e o material será caracterizado com a designação de “compensado naval”.
2.5.
As espessuras padrões - comercializadas - são de 4, 6, 10, 15, 18, 20 e 25 mm.
SERRALHERIA
CONDIÇÕES GERAIS
1.
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1.
Todos os trabalhos de serralheria comum, artística ou especial serão realizados com a maior perfeição,
mediante emprego de mão-de-obra especializada, de primeira qualidade, e executados rigorosamente
de acordo com os respectivos desenhos de detalhes, indicações dos demais desenhos do projeto e o
adiante especificado.
1.2.
Caberá à CONTRATADA elaborar, com base nas pranchas do projeto, os desenhos de detalhes de
execução os quais serão, previamente, submetidos à autenticação da CONTRATANTE.
Quando, por acaso, não houver nos desenhos do projeto indicações suficientemente claras,
relativamente à localização dos punhos de janelas basculantes, deverá a CONTRATADA dirigir-se à
CONTRATANTE, com a necessária antecedência, solicitando todos os esclarecimentos a respeito.
1.3.
1.4.
Levando em conta a particular vulnerabilidade das serralharias nas juntas entre os quadros ou marcos
e a alvenaria ou concreto, serão ditas juntas cuidadosamente tomadas com calafetador, de composição
que lhe assegure plasticidade permanente.
1.5.
As partes móveis das serralherias serão dotadas de pingadeiras - tanto no sentido horizontal quanto no
vertical - de forma a garantir perfeita estanqueidade, evitando, dessa forma, penetração de água de
chuva.
2.
MATERIAL
2.1.
O material a empregar será novo, limpo, perfeitamente desempenado e sem nenhum defeito de
fabricação.
2.2.
Só poderão ser utilizado perfis de materiais idênticos aos indicados nos desenhos e às mostras
apresentadas pela CONTRATADA e aprovados pelo CONTRATANTE.
3.
COLOCAÇÃO
3.1.
As serralharias só poderão ser assentadas depois de aprovadas pela CONTRATANTE as amostras
apresentadas pela CONTRATADA.
3.2.
Todas as unidades de serralharia, uma vez armadas, serão marcadas com clareza, de modo a permitir
a fácil identificação e assentamento nos respectivos locais da construção.
3.3.
Caberá à CONTRATADA assentar as serralharias nos vãos e locais adrede preparados, inclusive selar
os respectivos chumbadores e marcos.
50
3.4.
Caberá à CONTRATADA inteira responsabilidade pelo prumo e nível das serralharias e pelo seu
funcionamento perfeito, depois de definitivamente fixadas.
3.5.
As serralharias não serão jamais forçadas em rasgos porventura fora do esquadro ou de escassas
dimensões.
3.6.
Os chumbadores serão solidamente fixados à alvenaria ou ao concreto, com argamassa, a qual será
firmemente socada nos respectivos furos.
3.7.
Haverá especial cuidado para que as armações não sofram qualquer distorção, quando parafusadas
aos chumbadores ou marcos.
APARELHOS SANITÁRIOS
METODOLOGIA DE APLICAÇÃO
1.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
2.
Serão assentadas conforme as recomendações dos diferentes fabricantes
GRUPAMENTO
Conforme descrição apresentada na Parte III – Materiais.
PINTURA
CONDIÇÕES GERAIS
1.
SUBSTRATO DE ARGAMASSA OU CONCRETO
1.1.
Os substratos deverão estar suficientemente endurecidos, sem sinais de deterioração e preparados
adequadamente, conforme instruções do fabricante da tinta, para evitar danos na pintura em decorrência
de deficiências da superfície.
Será evitada a aplicação prematura de tinta em substratos com cura insuficiente, pois a umidade e
alcalinidade elevadas acarretam danos à pintura.
1.2.
1.3.
Em superfícies muito porosas, é indispensável a aplicação de tinta de fundo para homogeneizar a
porosidade do substrato. As tintas de acabamento, emulsionadas em água, podem ser utilizadas com
tinta de fundo quando diluídas.
1.4.
As tintas serão aplicadas sobre substrato isento de óleo, graxa, algas, bolor, eflorescência e materiais
soltos. Os substratos contaminados serão limpos do seguinte modo:
1.4.1.
A remoção de sujeiras pode ser efetuada por secagem e lavagem com água, bem como com a seguinte
solução: 80 g de fosfato trissódico, 30 g de detergente, ¼ galão de hipoclorito de sódio (conhecido
usualmente como “Cândida” ou “água de lavadeira”) e água até completar um galão; a seguir, enxaguar
com bastante água. Deve-se evitar molhar em excesso o substrato.
1.4.2.
A remoção de contaminantes gordurosos pode ser realizada aplicando-se, no local, solventes
adequados, por exemplo, à base de hidrocarbonetos (“Varsol” ou qualquer outro removedor).
1.4.3.
A remoção de material eflorescente será efetuada por meio de escovação, da superfície seca, com
51
escova de cerdas macias.
1.4.4.
A remoção de algas, fungos e bolor será efetuada por meio de escovação, com escova de fios duros, e
lavagem com a solução referida no item 1.4.1., retro. A seguir, enxaguar com água em abundância.
2.
SUBSTRATO DE AÇO OU FERRO COMUM
2.1.Os perfis e as chapas empregadas na confecção dos perfilados serão submetidos a tratamento preliminar
antioxidante.
2.2.
O preparo da superfície será função do sistema de pintura e obedecerá ao disposto na Norma Sueca Swedish Institution SIS 05590 - 1967.
3.
CARACTERÍSTICAS DAS TINTAS
3.1.
A tinta aplicada em ambientes externos ou exposto às intempéries deve possuir boa resistência à
radiação solar incidente.
3.2.
A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir ou favorecer a formação de bolor
e algas.
3.3.
A tinta aplicada em substrato muito úmido, sem condições de secagem, deve formar uma película porosa
e resistente à alcalinidade.
4.
SERVIÇOS DE PINTURA
4.1.
Os serviços de pintura devem ser realizados em ambientes com temperatura variando entre 10ºC e 35º
C.
4.2.
Em ambientes externos, não aplicar pintura quando da ocorrência de chuvas, condensação de vapor de
água na superfície de base e ocorrência de ventos fortes com transporte de partículas em suspensão.
4.3.
Pinturas, em ambientes internos, devem ser realizadas em condições climáticas que permitam
manter ventilação natural.
4.4.
A tinta aplicada será bem espalhada sobre a superfície e a espessura da película, de cada demão, será
a mínima possível, obtendo-se o cobrimento através de demãos sucessivas.
4.5.
A película de cada demão será contínua, com espessura uniforme e livre de escorrimentos.
4.6.
Cada demão de tinta só poderá ser aplicada quando a precedente estiver perfeitamente seca, o que
evitará enrugamentos e deslocamentos.
4.7.
Igual cuidado haverá entre demãos de tinta e de massa.
5.
RECOMENDAÇÕES COMPLEMENTARES
5.1
Serão adotadas precauções especiais no sentido de evitar salpicaduras de tinta em superfícies não
destinadas a pinturas (tijolos aparentes, mármores, vidros, ferragens de esquadrias etc.), convindo
prevenir a grande dificuldade de ulterior remoção de tinta adesiva a superfícies rugosas (vidros em relevo
etc.).
52
5.2.
A fim de proteger as superfícies acima referidas, serão tomadas precauções especiais, tais sejam:
5.2.1.
Isolamento com tiras de papel, cartolina, fita crepe, pano etc.
5.2.2.
Separação com tapumes de madeira, chapas metálicas ou de fibra de madeira comprimida etc.
5.2.3.
Enceramento provisório para proteção de superfícies destinadas a enceramento ulterior e definitivo.
5.2.4.
Pintura com preservador plástico que acarrete a formação de película para posterior remoção.
5.3.
Os salpicos que não puderem ser evitados serão removidos enquanto a tinta estiver fresca, empregandose removedor adequado sempre que necessário.
5.4.
Antes da execução de qualquer pintura será submetida à aprovação da FISCALIZAÇÃO uma amostra,
com as dimensões mínimas de 0,50 x 1,00 m, sob iluminação semelhante e em superfície idêntica à do
local a que se destina.
5.5.
A indicação exata dos locais a receber os diversos tipos de pintura e respectivas cores será,
oportunamente, determinada em desenhos ou definida diretamente pela FISCALIZAÇÃO.
5.6.
Salvo autorização expressa da FISCALIZAÇÃO, serão empregadas, exclusivamente, tintas já
preparadas em fábrica, entregues na obra com sua embalagem original intacta.
5.7.
Os tipos de pintura a empregar serão especificados no projeto.
6.
RENDIMENTO PRÁTICO
6.1.
O rendimento prático de uma tinta é função do rendimento teórico.
6.2.
O rendimento teórico, na espessura recomendada pelo fabricante da tinta, é obtido através da seguinte
fórmula:
T = 3.776 x Sm² / gal
E X 100
Sendo:
T - rendimento teórico
Sporcentagem de sólidos por volume
E - espessura, em mícron
6.3.
O rendimento prático é decorrência do rendimento teórico, conforme segue:
P = T X R X Cm²/gal
Sendo:
PTR-
rendimento prático
rendimento teórico
Fator de Rugosidade da Superfície
53
C-
Fator de Condições da Aplicação
6.4. O Fator de Rugosidade da Superfície apresenta os seguintes valores (Superfícies/Fundo/Acabamento):
6.4.1.
Lisa / 0,95 / 0,98
6.4.2.
Levemente camurçada / 0,90 / 0,95
6.4.3.
Camurçada / 0,80 / 0,85
6.4.4.
Apicoada / 0,60 / 0,75
6.5.
O Fator de Condições de Aplicação apresenta os seguintes valores:
6.5.1.
Aplicação a rolo, trincha ou pincel: 0,90
6.5.2.
Aplicação a pistola:
12-
Interiores (sem circulação de ar): 0,80
Exteriores (com circulação de ar): 0,70
6.6.
Caso a porcentagem de sólidos por volume não seja fornecida pelo fabricante da tinta, ela poderá ser
calculada através da seguinte fórmula:
S=WxX
V
Sendo:
SWXV-
porcentagem de sólidos por volume
peso específico da tinta
6.7.
Os valores aproximados do peso específico dos voláteis são os seguintes:
6.7.1.
Tintas a óleo, “primers” e esmaltes sintéticos: 0,78
6.7.2.
Esmaltes rápidos, epóxi, lacas NC e tintas vinílicas: 0,83
6.7.3.
Borracha clorada, silicone e poliuretano: 0,86
6.7.4.
Tintas de emulsão (base de água): 1,00
porcentagem de sólidos por peso
peso específico dos voláteis
PINTURA DE TUBULAÇÕES
CORES CONVENCIONAIS
54
1.
NORMAS
Haverá particular atenção para as normas da ABNT atinentes ao assunto, com particular atenção para
o disposto nas seguintes :
1.1.
NBR 6493 - Emprego de Cores Fundamentais para Tubulações Industriais.
1.2.
NBR 7195 - Cor na Segurança do Trabalho.
1.3.
NBR 7532 - Identificação de Extintores de Incêndio - Dimensões e Cores.
1.4.
NBR 6503- Cor.
1.5.
NBR 7679 - Termos Básicos Relativos a Cor.
2.
CONDIÇÕES DIVERSAS
2.1.
O sentido de escoamento dos fluídos, quando não suficiente a diferenciação pela cor convencionada,
será caracterizado por setas pintadas, a intervalos convenientes, em cor preta ou branca.
2.2.
A seta na cor preta aplica-se em todas as canalizações, exclusive as destinadas a inflamáveis e a
combustíveis de alta viscosidade.
2.3.
Conforme o caso, a critério da FISCALIZAÇÃO, as cores serão aplicadas a toda a superfície do tubo ou
pintadas em anéis de 40 cm, a intervalos suficientes para fácil identificação.
3.
CORES CONVENCIONAIS
Serão adotadas as seguintes cores convencionais :
3.1.
CANALIZAÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL
- Verde forte.
3.3.
CANALIZAÇÃO DE ÁGUA PLUVIAL
- Verde claro.
3.3.
CANALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES CONTRA INCÊNDIO
- Vermelha.
3.4.
CANALIZAÇÃO DE ESGOTOS
- Marrom.
3.5.
CANALIZAÇÃO DE GASES NÃO LIQUEFEITOS
- Amarela.
55
3.6.
CANALIZAÇÃO
VISCOSIDADE
DE GASES LIQUEFEITOS, INFLAMÁVEIS
E COMBUSTÍVEIS DE BAIXA
- Alumínio.
3.7.
CANALIZAÇÃO DE AR COMPRIMIDO
- Azul.
3.8.
CANALIZAÇÃO DE ÁCIDO
- Laranja.
3.9.
CANALIZAÇÃO DE ÁLCALIS
- Lilás.
3.10.CANALIZAÇÃO DE INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS DE ALTA VISCOSIDADE
- Preta. 3.11.CANALIZAÇÃO
DE VAPOR
- Branca.
3.12.ELETRODUTOS
- Cinza.
LIMPEZA E VERIFICAÇÃO FINAL
CONDIÇÕES E NORMAS
1.
LIMPEZA
Os serviços de limpeza geral deverão satisfazer aos seguintes requisitos:
1.1.
deverá ser removido todo o entulho da edificação, sendo cuidadosamente limpos e varridos os acessos.
1.2.
O entulho deverá ser removido em horário definido pela Fiscalização, observadas as rotinas de utilização
dos elevadores e a ocupação temporária dos locais destinados ao acúmulo do entulho.
1.3.
Todo o entulho deverá ser transportado pela CONTRATADA, incluindo qualquer royalties ou demais
despesas acessórias de transportes.
1.4.
Haverá particular cuidado na remoção de quaisquer detritos ou salpicos de argamassa endurecida nas
superfícies das cantarias, das alvenarias de pedra, dos azulejos e de outros materiais.
1.5.
Todas as manchas e salpicos de tinta serão cuidadosamente removidos, dando-se especial atenção à
perfeita execução dessa limpeza nos vidros e ferragens das esquadrias.
56
2.
VERIFICAÇÃO FINAL
2.1.
Será procedida cuidadosa verificação, por parte da FISCALIZAÇÃO, das perfeitas condições de
funcionamento e segurança de todas as instalações elétricas envolvidas nos serviços executados.
2.2.
Na verificação final será obedecida a NBR 5675: Recebimento de Serviços e Obras de Engenharia e
Arquitetura.
57
PARTE III
MATERIAIS
58
ACETATO DE POLIVINILA (PVA)
1.
EMULSÕES
As emulsões de acetato de polivinila, para efeito desta Especificação, são dispersões aquosas estáveis,
de polímeros ou copolímeros de monômero PVA, obtidas por processo de polimerização em emulsão.
2.
SOLUÇÕES
As soluções de acetato de polivinila, para efeito desta Especificação, são soluções orgânicas, de
polímeros ou copolímeros de monômero PVA, obtidas por polimerização em solução.
AÇO
CONCRETO ARMADO
1.
NORMAS
As barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado obedecerão ao disposto na NBR
7480.
2.
TERMINOLOGIA
2.1.
BARRAS
Para efeito desta norma, classificam-se como barras os produtos de bitola 5 ou superior, obtidos por
laminação a quente ou por esse método associado a encruamento a frio.
2.2.
BITOLA
O número correspondente ao valor arredondado, em milímetros, do diâmetro da seção transversal
nominal do fio ou da barra.
2.3.
FIO
Para efeito desta norma, classificam-se como fios os produtos de bitola 12,5 ou inferior, obtidos por
trefilação ou processo equivalente; por exemplo, estiramento.
3. CLASSIFICAÇÃO
3.1.
RESISTÊNCIA AO ESCOAMENTO
De acordo com o valor característico da resistência ao escoamento, as barras e fios de aço são
classificados nas categorias CA-25, CA-40, CA-50 e CA-60. A categoria CA-60 aplica-se somente para fios.
3.2.
PROCESSO DE FABRICAÇÃO
De acordo com o processo de fabricação, as barras e fios de aço para concreto armado classificamse em:
3.2.1. Barras de aço classe A, obtidas por laminação à quente sem posterior deformação a frio;
3.2.2.
Barras de aço classe B, obtidos por deformação a frio.
59
4.
DESIGNAÇÃO
4.1.
A designação da categoria (vide item 3.1., retro) será seguida da letra maiúscula correspondente à
classe do aço. Por exemplo: CA-50-A, CA-40-B.
4.2.
A designação da categoria pode, ainda, ser complementada com a indicação do coeficiente de
conformação superficial, especialmente quando este for superior ao valor mínimo exigido para a
categoria. Por exemplo: CA-50-B; Nb = 1,8.
4.3.
Não é permitida qualquer designação comercial contendo caracteres que possam dar lugar a confusões
sobre a categoria e a classe da barra ou do fio.
5.
CARACTERÍSTICAS DE FIOS E BARRAS
Ver Anexo 1.
6.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
Ver Anexo 2.
ANEXO 1
Características de fios e barras
Bitola 0
Massa por unidade de comprimento e
sua tolerância (kg/m)
Fios Barras
min.
min.
exata max.
max.
Perímetro
(-10%) (-6%)
(+6%) (+10%
)
3,2
----0,0586 0,0624 0,0661 --4
----0,0929 0,0988 0,105 --5
5
0,141 0,147 0,157 0,166 0,172
6,3
6,3 0,223 0,233 0,248 0,263 0,273
8
8
0,354 0,370 0,393 0,417 0,433
10
10
--0,586 0,624 0,661 --12,5
12,5 --0,929 0,988 1,05
----16
--1,47
1,57
1,66
----20
--2,33
2,48
2,63
----25
--2,70
3,93
4,17
----32
--5,86
6,24
6,61
----40
--9,29
9,88
10,5
---
Valor nominal para cálculo
cm²
0,080
0,125
0,200
0,315
0,50
0,80
1,25
2,00
3,15
5,00
8,00
12,5
unidade de
comprimen
to
0,063
0,100
0,160
0,250
0,40
0,63
1,00
1,60
2,50
4,00
6,3
10,0
(cm)
1,00
1,25
1,60
2,00
2,5
3,15
4,00
5,00
6,30
8,00
10,0
12,5
Nota : A massa exata correspondente ao produto do valor da área exata, definida pela série de Renard, por 7,85 km/dm³
Fonte : NBR-7480
60
ANEXO 2
Ensaios de tração
(valores mínimos)
Resistênci
a caract.
Categor de
ia
escoament
o
fyk(A)
(MPa)
Limite de
resistênc
ia
CA-25
CA-40
CA-50
CA-60
1,20 fy
1,10 fY
250
400
500
600
fst(B)
(MPa)
1,10 fy
1,50 fy (E)
Ensaios de
dobramento a
180°
Alongamento Diâmetro de
em 10,0 (%) (C) pino (m) (D)
Para
aço
classe
A
18
10
8
---
Para
aço
classe
B
--8
6
5
0 < 20
0 >=
20
20
30
40
50
40
50
60
0
Aderência
Distintivo da
categoria
Coeficiente
de
conformação Cor
superficial
min.
para 0 >= 10
nb
1,0
1,2
1,5
1,5
amarela
vermelha
branca
azul
(A) Valor característico do limite superior de escoamento (LE ou Oe da NBR-6152 ou fy da NBR-6118).
(B) O mesmo que resistência convencional à ruptura ou resistência convencional à tração. Conforme NBR-6152, o símbolo LR ou Or.
(C) O é a bitola, definida no item 2.2.
(D) As barras de bitola 0 >= 32 das categorias CA-40 e CA-50 devem ser dobradas sobre pinos de 8 > 0 (em mm).
(E) fst mínimo de 660 Mpa.
Nota: Para efeitos práticos de aplicação desta Norma, pode-se admitir 1 Mpa - 0,1 kgf/mm2
Fonte: NBR-7480
AÇO
ESTRUTURA METÁLICA
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, será considerado aço para perfilados destinados a execução de
estruturas de aço todo ferro forjável sem necessidade de tratamento, que satisfaça às especificações abaixo,
convindo não confundi-lo com aço para concreto armado. Refere-se ao empregado na escada de acesso ao
mezanino e outras estruturas metálicas previstas.
2.
NORMAS
2.1.
NBR 9971: Elementos de Fixação dos Componentes das Estruturas Metálicas
2.2.
EB-1742/86: Aços para Perfis Laminados, Chapas Grossas e Barras, Usadas em Estruturas Fixas
2.3.
NBR 6152: Material Metálico - Determinação das Propriedades Mecânicas à Tração.
2.4.
NBR 6153: Produto Metálico - Ensaio de Dobramento Semi guiado.
2.5.
NBR 8800: Projeto e Execução de Estrutura de Aço de Edifícios - Método dos Estados Limites.
2.6.
NB-143/67: Cálculo de Estruturas de Aço Constituídas por Perfis Leves
61
2.7.
NBR 6355: Perfis Estruturais de Aço, Formados a Frio.
2.8.
NBR 5884: Perfis Estruturais Soldados de Aço.
3.
CARACTERÍSTICAS
Os perfilados de aço poderão ser de duas categorias, conforme for exigido para cada cas particular,
respectivamente designados pelos símbolos alfanuméricos PA-37 e PA-45, indicando a parte alfabética sua
natureza de perfilados de aço, e a numérica, sua resistência mínima de ruptura em kg/m2.
AÇO
ZINCADO - CHAPAS
1.
DEFINIÇÃO
Para os fins desta Especificação, chapa zincada (CZ) é uma chapa fina de aço, de baixo teor de carbono,
revestida em ambas as faces de uma camada de zinco, aplicada por imersão da chapa em banho de metal
fundido ou por eletro posição. Refere-se ao empregado na escada de acesso ao mezanino e outras estruturas
metálicas previstas.
2.
NORMAS
2.1.
NBR 7005: Chapas de Aço-Carbono Zincadas pelo Processo Semicontínuo de Imersão a Quente.
2.2.
NBR 7008: Chapas de Aço-Carbono Zincadas pelo Processo Contínuo de Imersão a Quente.
2.3.
NBR 7013: Chapas de Aço-Carbono Zincadas por Imersão a Quente - Requisitos Gerais.
3.
CARACTERÍSTICAS
3.1.
O aço-base das CZ será de baixo teor de carbono.
3.2.
No caso de condições corrosivas mais severas, as CZ serão produzidas com aço de composição química
modificada - adição de cobre.
3.3.
As CZ receberão revestimentos dos tipos A e C da NBR-7005/81, sendo o tipo A ou comum para uso
geral e o tipo C ou especial para uso em condições mais severas ou quando se deseja maior duração
da chapa, como no caso de calhas de águas pluviais.
3.4.
O aço das chapas suportará dobramento transversal a 180o sem que haja ocorrências de trincas na face
externa do corpo-de-prova, conforme EB-167/81 (NBR 7005).
3.5.
O revestimento de zinco suportará dobramento da chapa a 180o sem que haja ocorrência de fissura ou
esfoliação da camada protetora, constatáveis a vista desarmada, conforme EB-167/81 (NBR 7005).
4.
PADRÕES
As chapas zincadas poderão ser lisas ou corrugadas.
62
5.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
5.1.
Companhia Siderúrgica da Guanabara (COSIGUA).
5.2.
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
ACRÍLICO
VEDANTES
1.
DEFINIÇÃO
O vedante acrílico é o produto destinado a obturar trincas, fendas e rachaduras, nos tratamentos
superficiais.
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Produto formulado a base de resina acrílica e agregado, em geral pó de mármore.
2.2.
Tempo de cura e de secagem: variável para cada produto.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
3.1.
Glasurit do Brasil Ltda., sob a marca “Selatrinca”, ref. 6380, de elasticidade permanente. Secagem: no
mínimo, 24 horas.
3.2.
Telafix Indústria e Comércio Ltda., sob a marca “Tapatrinca”, com pó de mármore como agregado.
Embalagem: bisnaga de 350 ml.
ACRÍLICO
LIGANTES-ADITIVOS
1.
DEFINIÇÃO
Ligante ou aditivo acrílico é o produto que, adicionado à água de amassamento, aumenta a aderência
das argamassas.
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Produto formulado a base de resina acrílica e de reticuladores que influenciam a catálise e a
polimerização.
2.2.
Resistência de aderência: 35 a 55 kgf/cm2.
3.
APLICAÇÕES
Com base no produto Chapix SBR (vide item 4., a seguir), as aplicações dos ligantes são as
63
seguintes:
3.1.
CHAPISCO
3.1.1.
A argamassa para chapisco será constituída de uma parte de cimento Portland comum, três partes
de areia média lavada, relação água/cimento menor que 0,45, aditivada com “Chapix SBR” na
proporção de uma parte de “Chapix SBR” para cada parte de água de amassamento, em volume.
3.1.2.
Consumo estimado: 0,2 kg/m2
3.2.
PONTE DE ADERÊNCIA PARA ARGAMASSAS DE REPARO
3.2.1.
A ponte de aderência será constituída por pasta de cimento aditivada com “Chapix SBR” na
seguinte proporção, em volume: uma parte de “Chapix SBR”, uma parte de água e três partes de
cimento Portland comum.
3.2.2.
Consumo: 0,3 kg/m2
3.3.
ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO PARA PISOS
3.3.1.
A argamassa de regularização para pisos será constituída por uma parte de cimento Portland comum,
três partes de areia média lavada, relação água/cimento menor que 0,48, aditivada com uma parte de
“Chapix XBR”para cada duas partes de água de amassamento, em volume.
3.3.2.
Espessura máxima recomendável: 3 cm.
3.3.3.
Consumo estimado: 0,5 kg/m2 por centímetro de espessura.
4.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
4.1.
Foseco Industrial e Comercial Ltda. - Divisão Fosroc, sob a marca “Chapix SBR”.
4.2.
Sika S.A., sob a marca “Sika-Fix”.
ADESIVOS
1.
NORMAS
1.1.
NBR 8916: Adesivos a Base de Elastômeros - Determinação da Densidade
1.2.
NBR 8877: Adesivos a Base de Elastômeros - Determinação do Teor de Sólidos
1.3.
NBR 9223: Adesivos a Base de Elastômeros - Determinação do Tempo de Escoamento Através do Copo
DIN.
1.4.
1.5.
NBR 9224: Adesivos a Base de Elastômeros - Determinação do Teor de Cinzas
NBR 9277: Adesivos a Base de Elastômeros - Determinação da Viscosidade Brookfield.
1.6.
NBR 9278: Adesivos a Base de Elastômeros - Determinação do Tempo de Escoamento Através do
64
Fluxômetro de Pressão.)
1.7.
NBR 9424: Adesivos de Fusão - Determinação do Ponto de Amolecimento - Anel e Bola.
1.8.
NBR 9393: Adesivos de Fusão - Determinação da Viscosidade.
1.9.
NBR 9683: Adesivos de Fusão e Selantes - Determinação da Densidade Relativa.
1.10.
NBR 9684: Adesivos a Base de Elastômeros - Determinação do Tempo em Aberto.
2.
SELEÇÃO E EMPREGO
2.1.
A seleção dos adesivos será procedida considerando-se a finalidade de sua aplicação.
2.2.
O emprego dos adesivos obedecerá, rigorosamente, às recomendações do respectivo fabricante.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego dos produtos a seguir relacionados para a colagem de:
3.1.
AZULEJOS, CERÂMICAS E MÁRMORE
3.1.1.
“Brancol A”, da Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A. (azulejos).
3.1.2.
“Iberê”, da Romirez & Cia. Ltda. (mármore).
3.1.3.
“Rhodopás-508D”, da Rhodia S.A..
3.2.
AZULEJO SOBRE AZULEJO
3.2.1.
“Over Coll”, da Usina Fortaleza Indústria e Comércio de Massa Fina Ltda.
3.4.
ESPELHOS
3.4.1.
“Brascoplast BX.99”, cola de contato, da Brascola Ltda.
3.5.
FIBROCIMENTO X MADEIRA
3.5.1.
“PVArte 103”, da Artecola Indústrias Químicas Ltda.
3.6.
LAMINADOS PLÁSTICOS E CHAPAS DE FIBRA DE MADEIRA
3.6.1.
3.6.2.
“PVArte 103” e “PVArte 112,”, da Artecola Indústrias Químicas Ltda.
“Pattex Extra”, da Henkel S.A. Indústrias Químicas
3.6.3.
“Cola de Contato da Cola Line”, da Formiline S.A.
3.6.4.
3.7.
“Cola de Contato Marca Fórmica”, da Formilam Indústria e Comércio Ltda.
MADEIRA X MADEIRA
3.7.1.
“PVArte 103” e “PVArte 112,”, da Artecola Indústrias Químicas Ltda
65
3.8.
PLACAS DE BORRACHA SINTÉTICA
3.8.1.
“Brascoplast KE.173”, “Solvente 3.21” (limpeza) e “Co-Solvente B.21” (diluição), da Brascola Ltda.
3.8.2.
“Cascola”, da Alba Química Indústria e Comércio Ltda.
3.8.3.
“Cascopox”, para locais sujeitos a molhaduras frequentes
3.8.4.
”Plurigoma”, da Plurigoma - Pisos de Borracha e Plásticos Ltda.
3.9.
PLACAS DE VINIL E DE VINIL-AMIANTO
3.9.1.
“Cascola”, da Alba Química Indústria e Comércio Ltda., para locais sujeitos a molhaduras frequentes
3.9.2.
“Flexofix PF”, da Fademac S.A., para locais não sujeitos a molhaduras frequentes
3.10.PLACAS DE ESPUMA DE POLIURETANO E DE POLIESTIRENO (EXPANDIDO E EXTRUDADO)
3.10.1. “PVArte 431”, da Artecola Indústrias Químicas Ltda.
3.10.2. “Brascoplast CE 5575N”, da Brascola Ltda.
3.10.3. “Fixopor”, de base de resinas sintéticas, da Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A.
3.10.4. “Igol 2”, emulsão de asfalto, da Sika S.A.
3.11.PLACAS DE CORTIÇA E FILME VINÍLICO
3.11.1. “Brascoplast BX.99”, cola de contato, da Brascola Ltda.
3.11.2. “Metylan Vinílico”, da Henkel S.A. Indústrias Químicas.
3.12.TACOS E PARQUÊS
3.12.1. “PVArte 103” e “PVArte 111”, da Artecola Indústrias Químicas Ltda.
3.12.2. “Fixotac”e “Fixotac Branco”, da Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A.
3.12.3. “Rhodopás - 501D” e “Colataco”, da Rhodia S.A.
ADITIVOS
PARA CONCRETO - DEFINIÇÃO, NORMAS E CLASSIFICAÇÃO
1.
DEFINIÇÃO
Substâncias de ação química, física ou físico-química que, adicionadas ao concreto, modificam certas
características do produto, tais como a trabalhabilidade, o endurecimento ou a pega (DIN 1045).
66
2.
NORMAS
2.1.
EB-1763/87: Aditivos Plastificantes (redutores de água) e Modificadores de Pega para Concretos de
Cimento Portland.
2.2.
EB-1842/87: Aditivos Super plastificantes para Concreto de Cimento Portland.
3.
CLASSIFICACÃO
3.1.
A ABNT adota a seguinte classificação:
1-
Tipo A: Aditivos Plastificantes (redutores de água)
2-
Tipo B: Aditivos Retardadores
3-
Tipo C: Aditivos Aceleradores
4 - Tipo D: Aditivos Plastificantes (redutores de água) - Retardadores 5 - Tipo
E: Aditivos Plastificantes (redutores de água) - Aceleradores
3.1.2.
A EB-1763/87 acompanha a Norma C494 da ASTM, com exceção dos aditivos super plastificantes Tipo F - e Super plastificantes retardadores - Tipo G - (eng. Salvador E. Giammusso, “ÄCSP”, no 1976,
23-12-85)
3.2.
A Norma DIN adota a seguinte classificação:
1-
BV-DIN: Aditivos Plastificantes (redutores de água), equivalente ao Tipo A
2-
BE-DIN: aditivos Aceleradores, equivalente ao Tipo C
3-
VZ-DIN: aditivos Plastificantes (redutores de água) - Retardadores, equivalente ao Tipo D
4-
LP-DIN: Aditivos Incorporadores de Ar, sem equivalência
ADITIVOS
ACELERADORES (TIPO C E BE - DIN)
1.
DEFINIÇÃO
Aditivos que provocam a aceleração do enrijecimento e das resistências iniciais do concreto.
Recomendados para concretos com teor de cimento superior a 300 kg/m3.
2.
CARACTERÍSTICAS
Segundo o eng. Salvador E. Giammusso (“ACSP”, no 2054, de 22-06-87), as características dos aditivos
aceleradores são as seguintes:
2.1. Os aditivos aceleradores são, basicamente, constituídos por cloretos, especialmente o de cálcio, ou por
formatos, nitratos e compostos alcalinos.
67
2.2. De acordo com o ACI, os teores-limites de cloreto em relação à massa de cimento no concreto são os
seguintes:
2.2.1.
Concreto protendido: 0,06%
2.2.2.
Concreto armado (exposição à umidade e cloretos): 0,10%
2.2.3.
Sem cloretos: 0,015%
2.2.4. Outros casos (exclusive os casos de locais expostos à umidade, como cozinhas, sanitários, garagens
etc): s/limite
3.
EMPREGO DOS ACELERADORES
Segundo o eng. Salvador E. Giammusso, o emprego dos aceleradores é recomendado:
3.1.
Quando se necessita de tempo menor de pega e, sobretudo, resistência maior às primeiras idades
3.2.
Na indústria de pré-moldados, onde é importante a abreviação do tempo de uso das fôrmas
3.3.
Para dispensar a aceleração de cura por um processo térmico, como a cura a vapor, com sensíveis
vantagens econômicas.
4.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
4.1.
Montana S.A. Indústria e Comércio, sob a marca “Monta 3” (base cloreto)
4.2.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob as marcas “Cemix Rápido Especial”(isento de cloretos) e
“Vedacit Rápido CL” (base cloreto)
4.3.
Sika S.A., sob as marcas “Sika-Set-N” (uso não extensivo ao concreto protendido) e “Sika-Rapid”,
acelerador isento de cloreto de cálcio
ADITIVOS
INCORPORADORES DE AR (LP - DIN)
1.
DEFINIÇÃO
Aditivos com moléculas polares, semelhantes aos plastificantes, que as localizam na superfície ar-água,
formando pequenas bolhas de ar que se repetem e, portanto, se mantém no meio do líquido (eng. Salvador E.
Giammusso, “ACSP”, no 1.976, 23-12-85).
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
As bolhas de ar têm tamanho entre 0,05 mm e 1,0 mm e o espaçamento ideal entre 0,20mm e 0,25mm.
2.2.
No concreto fresco, o ar incorporado desempenha função semelhante ao de agregado em partículas
esféricas, muito pequenas, que melhoram a fluidez e a coesão da argamassa.
68
2.3.
O ar incorporado reduz a exsudação e, consequentemente, a retração plástica. Esse efeito é mais
sensível nos concretos com pequenos teores de material fino, como os concretos pobres (com baixo
teor de cimento).
2.4.
No concreto endurecido, as bolhas de ar incorporado fazem parte de um mecanismo de proteção contra
os efeitos do congelamento e degelo.
2.5.
A adição de ar incorporado provoca uma queda de resistência do concreto endurecido, mas possibilita
uma redução de quantidade de água de amassamento, resultando um aumento de resistência às vezes
maior do que a perda devida aos vazios.
2.6.
Segundo o Federal Bureau of Reclamation, a incorporação de 1% reduz a resistência em 5,5% e permite
uma redução de 3% de água de amassamento.
3.
EMPREGO DOS ACELERADORES
Segundo o eng. Salvador E. Giammusso, o emprego de incorporadores de ar é recomendado:
3.1.
No caso do concreto exposto a temperaturas abaixo de 0oC durante longo período de tempo, como, por
exemplo, pavimentos de concreto em regiões frias e pisos, também de concreto, de câmaras frigoríficas.
O teor que se recomenda, nesses casos, é de 9% em relação ao volume da argamassa, ou seja, de
4,5% a 5,5% em relação ao volume de concreto.
3.2.
Nos casos em que é necessário melhorar a trabalhabilidade e a coesão de concreto fresco sem o
aumento de material ultra fino (cimento e fração de agregado passante na peneira 0,30 mm).
Solucionam-se, assim, os problemas com concretos pobres ou nos casos de teores médios de cimento
(aproximadamente 280 kg/m3) associados com areia dispondo de pouco material fino.
4.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
4.1.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob a marca “Cemix Air”.
4.2.
Sika S.A., sob a marca “Sika-Aer”.
4.3.
Wolf Hacker & Cia. Ltda., sob a marca “Duroplast Inc-De Ar”.
ADITIVOS
PLASTIFICANTES (TIPO A E BV - DIN)
1.
DEFINIÇÃO
Aditivos constituídos por moléculas polares que são absorvidas na superfície das partículas de cimento,
ficando expostas as extremidades com cargas elétricas iguais, o que provoca a repulsão dessas partículas (eng.
Salvador E. Giammusso, “ACSP”, no 1976, 23-12-85).
69
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Os plastificantes são usados em proporções de 0,2% e 0,5% da massa de cimento.
2.2.
A redução mínima da água estabelecida pela norma C 494 (ASTM), que vem sendo adotada pela
Comissão de Estudo da Norma Brasileira, é de 5%, mas é normal encontrarem-se valores de até 10%.
3.
EMPREGO DOS PLASTIFICANTES
Segundo o eng. Salvador E. Giammusso, “ACSP”, no 2054, de 22-06-87, os aditivos plastificantes
podem ser empregados com três finalidades:
3.1.
Reduzindo a água de amassamento e mantendo o teor de cimento, o uso de plastificantes possibilita a
obtenção de maior resistência do concreto, pois a relação água/cimento é diminuída.
3.2.
Mantendo-se constantes os teores de água e de cimento, o uso de plastificantes permite maior
trabalhabilidade do concreto, pois o efeito que eles acarretam é o mesmo que se obteria com um
aumento do teor de água.
3.3.
Reduzindo-se os teores de água e de cimento, mas conservando constante a relação água/cimento, o
uso de plastificantes permite a obtenção de concreto com resistência idêntica ao original, porém de
menor custo, pois o teor de cimento é diminuído.
4.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
4.1.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob a marca “Cemix “.
4.2.
Sika S.A., sob as marcas “Plastiment BV-40” e “Sikament 120”.
4.3.
Wolf Hacker & Cia. Ltda., sob as marcas “Duroplast Líquido” e “Duroplast 400”.
ADITIVOS
RETARDADORES (TIPO B)
1.
DEFINIÇÃO
Aditivos que atuam, quimicamente, retardando a dissolução da cal e, consequentemente, as reações de
hidratação do cimento (eng. Salvador E. Giammusso, “ACSP”, no 1976, 23-12-85).
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Os retardadores são usados em proporções de 0,2% a 0,5% da massa de cimento.
2.2.
Em geral, os produtos básicos para a formação dos retardadores não provocam nenhum efeito
secundário no concreto, mas dosagens excessivas podem provocar retardamento exagerado ou, até
mesmo, inibição das reações de hidratação. Uma dosagem de 0,6% provoca essa inibição.
2.3.
É imprescindível uma dosagem cuidadosa e, particularmente, uma mistura bem feita, para evitar
70
falta em alguns pontos e excesso em outros.
2.4.
Recomenda-se que a adição do retardador seja feita algum tempo depois que o cimento tenha entrado
em contato com a água;.assim, evita-se que o retardador reaja, com o aluminato tricálcico.
2.5.
O tempo decorrido entre o momento em que o cimento entra em contato com a água (colocação da água
na betoneira) e o momento da adição do retardador será, pelo menos, de dois a três minutos.
3.
EMPREGO DOS PLASTIFICANTES
Segundo o eng. Salvador E. Giammusso, o emprego dos retardadores é recomendado:
3.1.
Quando o concreto tem de ser transportado em distâncias longas ou através de locais com trânsito lento.
3.2.
Nos casos de temperatura ambiente elevada.
3.3.
Para evitar juntas de concretagem, hipótese em que o retardamento deve ser tal que, ao chegar o
concreto para a nova etapa, o concreto da etapa anterior ainda não tenha tido início de pega.
4.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
4.1.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob as marcas “Retard“ e “Retard RD”
4.2.
Sika S.A., sob a marca “Plastiment RD”
4.3.
Wolf Hacker & Cia. Ltda., sob a marca “Durocret Retardador”
ADITIVOS
PLASTIFICANTES (REDUTORES DE ÁGUA) E RETARDADORES (TIPO D E VZ - DIN)
1.
DEFINIÇÃO
Aditivos a base de composto carboxilídrico que atuam como tensoativo, como dispersor, como
controlador na formação do “gel” e como retardador de pega.
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Como tensoativo, a dissolução do aditivo em água resulta em uma solução de menor tensão capilar, o
que implica, em termos práticos, maior “poder de molhagem”.
2.2.
Como dispersor, o aditivo impede a formação de “grumos”, o que possibilita uma hidratação regular.
2.3.
Como controlador do “gel”, o aditivo reduz a espessura da película, o que possibilita acesso direto da
água de amassamento ao núcleo do grão de cimento, garantindo hidratação integral.
2.4.
Nas dosagens normais do aditivo, o retardamento do início de pega é da ordem de 50%.
71
Desejando-se retardamento maior, serão empregadas dosagens maiores, previamente determinadas
em razão das condições locais, tipo de cimento, temperatura ambiente etc.
3.
EMPREGO DOS PLASTIFICANTES
Os aditivos plastificantes-retardadores são empregados com as seguintes finalidades:
3.1.
Reduzindo a água de amassamento e mantendo o teor de cimento, o uso de plastificantes-retardadores
possibilita a obtenção de maior resistência do concreto, pois a relação água/cimento é diminuída.
3.2.
Mantendo-se constantes os teores de água e de cimento, o uso de plastificantes-retardadores permite
maior trabalhabilidade do concreto, pois o efeito que eles acarretam é o mesmo que se obteria com um
aumento do teor de água.
3.3.
Reduzindo os teores de água e de cimento, mas conservando constante a relação água/cimento o uso
dos plastificantes-retardadores permite a obtenção de concreto com resistência idêntica ao original,
porém de menor custo, pois o teor de cimento é diminuído.
3.4.
Reduzindo a segregação, melhorando a trabalhabilidade, a aderência e a densidade, o uso dos
plastificantes- retardadores ajuda na obtenção de uma estrutura mais compacta e, consequentemente,
estanque.
3.5.
Para permitir o transporte do concreto por distâncias longas ou através de locais com trânsito lento.
3.6.
Para preparo do concreto em temperaturas elevadas.
3.7.
Para evitar juntas de concretagem, hipótese em que o retardamento deve ser tal que, ao chegar o
concreto para a nova etapa, o concreto da etapa anterior ainda não tenha tido início de pega.
4.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
2.4.10. Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob as marcas “Retard VZ“ e “Retard RD”
2.4.11. Sika S.A., sob as marcas “Plastiment VZ” e “Plastiment RD”.
AFASTADORES
ARMADURA
1.
CARACTERÍSTICA
1.1.
Os afastadores ou distanciadores, para posicionamento dos vergalhões das armaduras de concreto
armado, serão do tipo “clips” plásticos.
1.2.
Os “clips” plásticos deverão garantir um recobrimento mínimo de 25 mm.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de distanciadores da Homerplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda.,
72
fabricados nos seguintes tipos:
2.1.
Características “A” e “F”: modelos circulares, com entradas radial e lateral, respectivamente.
2.2.
Característica “B”: indicado para uso em lajes com a armadura de bitola reduzida.
2.3.
Característica “B/P” e “B/PE”: “torres plásticas” para emprego em lajes projetadas com armaduras
pesadas.
2.4.
Características C: dispositivo vedante empregado em conjunto com conduto plástico, constituindo
espaçador para fôrmas de pilares, vigas, placas e paredes de concreto armado.
2.5.
Característica “D”: distanciador apropriado para malha soldada reforçada.
2.6.
Característica “E” e “G”: recomendados para uso em concreto pré-moldado.
AGENTE
CURA
1.
CARACTERÍSTICA
Líquido branco, leitoso, peso específico entre 1,00 e 1,01 g/cm3 e satisfazendo as especificações da
ASTM no que se refere à eficiência e finalidade dos compostos de cura (curing compound).
2.
PROPRIEDADES
2.1.
Formação de filme impermeável sobre o concreto fresco, protegendo-o contra os efeitos da
desidratação.
2.2.
Proporciona um processo de cura sem interrupção, evitando a formação de fissuras e favorecendo o
desenvolvimento das resistências mecânicas.
2.3.
Proteção pelo período de 20 a 30 dias, o que deverá ocorrer mesmo com o desaparecimento da
pigmentação.
3.
APLICAÇÃO
3.1.
Será efetuada com o uso de pulverizador de baixa pressão, sendo indispensável homogeneizá-lo
cuidadosamente antes de vertê-lo no aparelho.
3.2.
O início da aplicação ocorrerá logo após a segregação da água (bleeding) na superfície da
pavimentação, e o consumo do produto é de 100 g/m2 - este último em condições particularmente
severas.
3.3.
Para obtenção de uma película contínua, desloca-se rapidamente o pulverizador em direções cruzadas,
superpondo as camadas.
4.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
73
4.1.
Montana S.A. Indústria e Comércio, sob a marca “Hidrosol”.
4.2.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob as marcas “Curing” e “Tri-Curing”, esse último caso a
superfície venha a receber pintura ou revestimento.
4.3.
Sika S.A., sob a marca “Antisol”.
4.4.
Wolf Hacker & Cia. Ltda., sob a marca “Protesol”.
AGENTE
PROTETOR DE FORMAS
1.
CARACTERÍSTICA
Composição oleosa, fina, para ser emulsionada em água no momento de seu emprego.
2.
PROPRIEDADES
O agente protetor de fôrmas apresentará as seguintes propriedades:
2.1.
Evitar a aderência entre a fôrma e o concreto.
2.2.
Facilitar a desmoldagem.
2.3.
2.4.
Propiciar a obtenção de superfícies aparentes de bom aspecto.
Não manchar o concreto.
2.5.
Ser aplicável em fôrma de madeira, aparelhada ou não, ou metálica.
3.
APLICAÇÃO
3.1.
Diluir uma parte do produto em 10, 15 ou 20 partes de água, conforme recomendação do fabricante.
3.2.
Agitar bem até obter um líquido de cor homogênea.
3.3.
Aplicar a emulsão sobre a fôrma antes da colocação das armaduras e, no mínimo, quatro horas antes
da concretagem.
3.4.
Após a aplicação, conservar as fôrmas abrigadas da chuva.
4.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
4.1.
Foseco Industrial e Comercial Ltda., sob a marca “Reebol WB”.
4.2.
Montana S.A. Indústria e Comércio, sob a marca “Desmoldante Montana”.
4.3.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob as marcas “Desmol” (base mineral) e “Desmol CD”, (base
vegetal).
74
4.4.
Quartzolit Argamassas e Rebocos Ltda., sob a marca “Desform”.
4.5.
Sika S.A., sob a marca “Separol”.
AGLOMERANTES
DEFINIÇÃO E TIPOS
1.
DEFINIÇÃO
Elementos ativos na confecção de mesclas, pastas, argamassas e concretos.
2.
TIPOS
2.1.
CAL
2.1.1.
Virgem
2.1.2.
Hidratada
2.2.
CIMENTO
2.2.1.
Portland
1234567-
Branco
Comum
De Alta Resistência Inicial
Alto-Forro
Pozolânico
Moderada Resistência a Sulfatos e Moderado Calor de Hidratação
Alta Resistência a Sulfatos
2.3.
GESSO
2.3.1.
Calcinado
2.3.2.
Para Estuque
2.3.3.
Para Revestimento
AGLOMERANTES
CAL
1.
VIRGEM
1.2.
DEFINIÇÃO
Material calcinado, do qual o constituinte principal é o óxido de cálcio ou o óxido de cálcio em associação
natural com o óxido de magnésio, capaz de extinção com água.
75
1.2.
CARACTERÍSTICA
A cal virgem - cal aérea não hidratada - apresentará as seguintes características:
1.2.1.
Perda ao fogo, % máxima: 12
1.2.2.
Ca O + MgO, % em relação aos compostos não voláteis: 88
1.2.3.
Resíduo de extinção, % máxima:15.
1.3.
NORMAS
1.3.1.
Os métodos de ensaio, para verificação das características referidas no item 1.2., retro, são os
estabelecidos na E-57 (Especificação de Cal Virgem para Construção) do IPT e nas normas da ABNT
referentes à matéria.
1 - NBR 6472: Cal - Determinação do Resíduo de Extinção 2 - NBR
6473: Cal Virgem e Cal Hidratada - Análise Química
3-
NBR 10791: Cal Virgem - Determinação do Tempo de Extinção
1.4.
PRODUTOS
Admite-se o emprego dos seguintes produtos:
1.4.1.
Campical Indústria e Comércio de Cal Ltda. (Campinas - SP)
1.4.2.
Cobrascal Indústria da Cal Ltda. (São Paulo - SP)
1.4.3.
Ical-Indústria de Calcinação S.A. (Belo Horizonte - MG)
2.
HIDRATADA (EXTINTA)
2.1.
DEFINIÇÃO
2.1.1. Pó seco obtido pelo tratamento da cal virgem com água em quantidade suficiente para satisfazer a
afinidade química, consideradas as condições em que se processa a hidratação.
2.1.2. Constituída, essencialmente, de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio ou, ainda, de uma mistura
de hidróxido de cálcio, hidróxido de magnésio e óxido de magnésio.
2.1.3. O hidróxido de cálcio ou a mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio são os principais
constituintes da cal hidratada para argamassa “Tipo E” (especial).
2.1.4. A mistura de hidróxido de cálcio, hidróxido de magnésio e óxido de magnésio é a principal constituinte
da cal hidratada para argamassa “Tipo C” (comum).
2.2.
NORMAS
1-
NBR 7175: Cal Hidratada para Argamassa.
76
2 - NBR 6471: Cal Virgem e Cal Hidratada - Retirada e Preparação de Amostra. 3 - NBR
6473: Cal Virgem e Cal Hidratada - Análise Química.
4 - NBR 9205: Cal Hidratada para Argamassas - Determinação da Estabilidade. 5 - NBR
9206: Cal Hidratada para Argamassas - Determinação da Plasticidade.
6 - NBR 9207: Cal Hidratada para Argamassas - Determinação da Capacidade de Incorporação de Areia no
Plastômero de Voss.
7-
NBR 9289: Cal Hidratada para Argamassas - Determinação da Finura.
8-
NBR 9290: Cal Hidratada para Argamassas - Determinação de Retenção da Água.
2.3.
PRODUTOS
Idem item 1.4., retro.
AGLOMERANTES
CIMENTO PORTLAND
1. CONDICÃO PRELIMINAR
Será de fabricação recente, só podendo ser aceito na obra com a embalagem e a rotulagem de fábrica
intactas.
2.
TIPOS DE NORMALIZAÇÃO
2.2.
Os principais tipos de cimento são os seguintes:
2.1.1.
Os constituídos, principalmente, do clínquer tipo Portland, tais como:
1 - O cimento Portland comum, nas modalidades CP-25, CP-32 e CP-40. 2 - O
cimento Portland de alta resistência inicial.
3 - O cimento Portland de moderada resistência a sulfatos. 4 - O
cimento Portland de alta resistência a sulfatos.
2.1.2.
Os constituídos, principalmente, do clínquer tipo Portland e adições ativas, tais como:
12-
O cimento pozolânico
O cimento de alto-forno
2.1.3.
O cimento Portland branco, cujo clínquer praticamente não contém óxido de ferro.
2.1.4.
O cimento aluminoso, produzido a partir da fusão de uma mistura de calcário e bauxita.
2.2.
Normas da ABNT referentes ao assunto:
2.2.1.
NBR 57328: Cimento Portland Comum.
77
2.2.2.
NBR 5733: Cimento Portland de Alta Resistência Inicial.
2.2.3.
NBR 5735: Cimento Portland de Alto-Forno.
2.2.4.
NBR 5736: Cimento Portland Pozolânico.
2.2.5.
NBR 5737: Cimento Portland de Moderada Resistência a Sulfatos (MRS) e Cimento Portand de Alta
Resistência a Sulfatos (ARS) -
2.2.6.
NBR 7215: Ensaio de Cimento Portland.
2.2.7.
NBR 5740: Análise Química de Cimento Portland - Disposições Gerais.
2.2.8.
NBR7224: Cimento Portland e Outros Materiais em Pó - Determinação da Área Específica.
2.2.9.
NBR 5741: Cimento Portland - Extração e Preparação de Amostras.
2.2.10. NBR 5742: Análise Química de Cimento Portland - Processos de Arbitragem para Determinação de
Dióxido de Silício, Óxido Férrico, Óxido de Alumínio, Óxido de Cálcio e Óxido de Magnésio.
2.2.11. NBR 5743: Cimento Portland - Determinação de Perda ao Fogo.
2.2.12. NBR 5744: Cimento Portland - Determinação de Resíduo Insolúvel
2.2.13. NBR 5745: Cimento Portland - Determinação de Anidrido Sulfúrico.
2.2.14. NBR 5746: Cimento Portland - Determinação de Enxofre na Forma de Sulfeto.
2.2.15. NBR 5747: Cimento Portland - Determinação de Óxido de Potássio por Fotometria de Chama.
2.2.16. NBR 5748: Cimento Portland - Determinação de Óxido de Cálcio Livre
2.2.17. NBR 5762: Pozolanas - Determinação do Índice de Atividades Pozolânica com Cimento Portland Pozolânico
2.2.18. NBR 5753: Cimentos - Método de Determinação de Atividades Pozolânica com Cimento Portland Pozolânico
2.2.19. NBR 7227: Cimento Portland - Determinação de Óxido de Cálcio Livre pelo Etileno Glicol
2.2.20. NBR 8347: Cimento Portland Pozolânico - Análise Química
2.2.21. NBR 8809: Cimento Portland - Determinação do Calor de Hidratação a Partir do Calor de Dissolução
2.2.22. NBR 9202: Cimento Portland e Outros Materiais em Pó - Determinação da Finura por Meio da Peneira
0,044 mm (número 325).
2.2.23. NBR 7226: Cimento.
78
3.
CONSTITUINTES DOS CIMENTOS
3.1.
Os cimentos do tipo Portland são constituídos de clínquer Portland, obtido pela calcinação, a 1.300oC 1.500 oC, de uma mistura de calcário e argilas e de uma certa quantidade de gipsita (comumente
chamada de gesso) para controlar o tempo de pega.
3.2.
Conforme a ABNT, os cimentos Portland comuns (CP-25 e CP-32) podem conter até 10% de escória.
3.3.
Os principais compostos do cimento (compostos potenciais de Bogue), calculados a partir dos
constituintes maiores da análise química, são os seguintes:
3.3.1.
Gipsita.
3.3.2.
Ferro Aluminato Tetracálcico.
3.3.3.
Aluminato Tricálcico.
3.3.4.
Silicato Tricálcico.
3.3.5.
Silicato Dicálcico.
3.4.
As fórmulas desses compostos, inclusive fórmulas condensadas, são as seguintes:
-
CaSo4 . 2H2O CSH2
-
4CaO . AI2O3 . Fe2O3 C4AF
-
3CaO . AI2O3
-
3CaO . SiO2
C3S
-
2CaO . SiO2
C2S
3.5.
Além desses principais compostos, estão presentes no cimento os constituintes menores, tais como os
álcalis (Na2O, K2O), que se encontram na forma de sulfatos, o óxido de magnésio (MgO), a cal livre
(CaO) e outros.
1.6.1.
CIMENTO PORTLAND
4.1.
COMUNS
4.1.1.
Definição
C3A
Aglomerante hidráulico obtido pela moagem do clínquer Portland, cuja composição, dita potencial,
calculada a partir do teor de óxidos do cimento, pela fórmula de Bogue, é a seguinte, de acordo com o IPT:
-
CSH2 de 3,66 a 4,08%
C4 AF de 8,51 a 11,2%
C3 A de 10,0 a 12,9%
C3 S de 11,8 a 45,9%
79
-
C2S
de 26,6 a 46,2%
4.1.2. Resistência à Compressão
As resistências à compressão, das três modalidades de cimento Portland comum, são as seguintes:
CP-25 CP-32 CP-40
-
a 3 dias (Mpa): = 8 = 10 = 14
-
a 7 dias (Mpa):= 15 = 20 = 24
-
a 28 dias (Mpa):= 25 = 32 = 40
4.1.3.
Produtos
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
1.1- BAHIA (BA)
Cia. de Cimento Salvador
Cimento Aratu S.A.
1.2-
CEARÁ (CE)
Cia. Cearense de Cimento Portland
1.3-
DISTRITO FEDERAL (DF)
1.4-
GOIÁS (GO)
Cimento Pirineus S.A.
1.5-
MINAS GERAIS (MG)
Cimento Cauê S.A.
Cia. Materiais Sulfurosos-Matsulfur
1.6-
PARÁ (PA)
1.7-
PERNAMBUCO (PE)
1.8-
PARANÁ (PR)
Cimento Tocantins S.A.
Ciplan - Cimento Planalto S.A.
Cimentos do Brasil S.A. - Cibrasa
Cia. de Cimento Portland Poty
Itapessoca Agro-Industrial S.A.
Itapetinga Agro-Industrial S.A.
Ibacip-Indústria Barbalhense de Cimento Portland S.A.
Itapicuru Agro-Industrial S.A.
Cia. de Cimento Atol
Cia. Paraíba de Cimento Portland-Cimepar
Cia. de Cimento São Francisco-Cisafra
Cia. de Cimento Portland Rio Branco
Cia. de Cimento Itambé
80
-
Cimento Itaú do Paraná S.A.
1.92.1.
2.2.
2.3.
2.4.
2.5.
RIO DE JANEIRO (RJ)
S.A. Indústrias Votorantim
Cimento Irajá S.A.
Cimento Mauá S.A. (Cantagalo, Matozinhos, Arcos e São Gonçalo)
Soeicom S.A. - Soc. de Empreendimentos Industriais, Comerciais e Mineração
Cimento Tupi S.A.
1.10-RIO GRANDE DO SUL (RS)
Cia. Cimento Portland Gaúcho
1.11-SERGIPE (SE)
Cia. Cimento Portland de Sergipe S.A.
Cimento Sergipe S.A.
1.12-SÃO PAULO (SP)
S.A. Indústrias Votorantim
Cia. Cimento Portland Itaú
Cimento Itaú de Corumbá S.A.
Cia. de Cimento Portland Maringá
Cia. de Cimento Portland Ponte Alta
Itabira Agro-Industrial S.A.
Cia. de Cimento Portland Paraíso (Paraíso, Barroso, Alvorada e Goiás)
Ciminas-Cimento Nacional de Minas S.A.
Serrana S.A. de Mineração
Camargo Corrêa Industrial S.A.
Cia. Nacional de Cimento Portland Perus
Cimento Santa Rita S.A.
2-
CP-40
São considerados análogos os produtos fabricados por:
-
Ciminas-Cimento Nacional de Minas S.A. (SP)
Cia. de Cimento Portland Paraíso-Alvorada (SP)
4.2.
DE ALTA RESISTÊNCIA INICIAL (ARI)
4.2.1.
Definição
Aglomerante hidráulico semelhante ao cimento Portland comum, porém com a composição potencial,
segundo o IPT, de acordo com o seguinte quadro:
CSH2 7,68%
-
C4 AF 7,05%
-
C3 A 11,50%
-
C3 S 64,50%
81
-
C2S 3,78%
4.2.2.
Resistência à Compressão
-
a 24 h (MPa) > = 11
-
a 3 dias (MPa) > = 22
-
a 7 dias (MPa) > = 31
4.3.
DE MODERADA RESISTÊNCIA À SULFATOS (MRS)
4.3.1.
Definição
Aglomerante hidráulico semelhante ao cimento comum, porém com teor baixo de C3A e teor elevado de
C4AF, pois o C3A e o C4AF são interdependentes.
4.3.2.
Resistência à Compressão
As resistências à compressão, das duas modalidades de MRS, são as seguintes:
MRS-25 MRS-32
-
a 3 dias (MPa) > = 8 > = 10
a 7 dias (MPa) > = 15 > = 20
a 28 dias (MPa) > = 25 > = 32
4.4.
DE ALTA RESISTÊNCIA A SULFATOS (ARS)
4.4.1.
Definição
Aglomerante hidráulico semelhante ao cimento Portland comum, porém com a composição potencial,
segundo o IPT, de acordo com o seguinte quadro:
-
CSH2 5,98%
-
C4 AF 16,50%
-
C3 A
0,90%
-
C3 S
46,80%
-
C2S 26,10%
4.4.2.
Resistência à Compressão
-
a 7 dias (MPa) > = 10
-
a 28 dias (MPa) > = 20
82
5.
CIMENTO PORTLAND COM ADIÇÕES ATIVAS
5.1.
CIMENTO POZOLÂNICO (POZ)
5.1.1.
Definição
1 - Aglomerante hidráulico constituído de clínquer Portland, gipsita (alguns por cento) e cerca de 10% a 40% de
pozolana.
2 - Pozolanas são materiais naturais ou artificiais finamente divididos que, em contato com hidróxido de cálcio,
na presença de umidade, formam compostos aglomerantes análogos aos do cimento Portland.
3-
As pozolanas naturais mais importantes são as cinzas vulcânicas.
4 - As principais pozolanas artificiais são as cinzas volantes - resultantes da combustão do carvão mineral em
usinas termelétricas - ou argilas ou folhelhos argilosos ativados por calcinação entre 700oC e 900oC.
5.1.2.
Características de Uso:
1 - O desenvolvimento da resistência nas primeiras idades é menor que no cimento Portland comum, mas a
resistência final pode ser maior que a do cimento sem adições.
2 - Em consequência dessa reação mais lenta do cimento pozolânico, o seu calor de hidratação é menor, como
também a temperatura máxima atingida. Além do mais, esse calor de hidratação é liberado com mais
lentidão, tornando o cimento pozolânico indicado para a construção de estruturas maciças de concreto,
tipo barragens, onde a resistência química e o baixo calor de hidratação são muito importantes.
3 - A resistência química do cimento pozolânico é devida à reação da pozolana com o hidróxido de cálcio liberado
durante a hidratação do C3S e do C2S. O hidróxido de cálcio, facilmente solúvel no cimento pozolânico,
encontra-se combinado na forma de silicato de cálcio, de difícil solubilização.
4 - Todas essas propriedades vantajosas do cimento pozolânico só existem se o material, misturado com o
clínquer, apresentar atividade pozolânica, isto é, a capacidade de reagir com o hidróxido de cálcio na
presença de umidade. Esse fato pode ser facilmente verificado, realizando-se o ensaio Fratini, já
normalizado: NBR 5753/80.
5.1.3.
Resistência à compressão
As resistências à compressão, das duas modalidades do cimento pozolânico, são as seguintes:
POZ-25 POZ-32
-
a 3 dias (MPa) > = 7 > = 10
-
a 7 dias (MPa) > = 15 > = 18
-
a 28 dias (MPa)
-
a 90 dias (MPa) > = 32 > = 40
> = 25 > = 32
83
5.1.4.
Produtos
Consideram-se análogos os produtos POZ-32 fabricados por:
1-
PERNAMBUCO (PE)
2-
PARANÁ (PR)
3-
RIO GRANDE DO SUL (RS)
4-
SANTA CATARINA (SC)
5-
SÃO PAULO (SP)
5.2.
CIMENTO DE ALTO-FORNO (AF)
5.2.1.
Definição
Cia. de Cimento Portland Poty
Itapessoca Agro-Industrial S.A.
Itapetinga Agro-Industrial S.A.
Cia. Paraíba de Cimento Portland-Cimepar
Cia. de Cimento Portland Rio Branco
Cimento Itaú do Paraná S.A.
Cia. de Cimento Itambé
Cia. Cimento Portland Gaúcho
Cimento de Mineração Bagé S.A.
Cia. Catarinense de Cimento Portland
Camargo Corrêa Industrial S.A.
1 - Aglomerante hidráulico constituído de clínquer Portland e escória granulada de alto-forno, entre 25% e 65%,
com adição de gipsita para controlar a pega.
2 - As escórias granuladas de alto-forno são vidros constituídos dos mesmos óxidos presentes no cimento
Portland, isto é, cal (CaO), sílica (SiO2) e alumina (Al2 O3 ), mas em proporções diferentes.
5.2.2.
Características de Uso
1 - O cimento de alto-forno, em termos de resistência mecânica comporta-se de maneira análoga ao cimento
pozolânico (vide item 5.1., retro), isto é, resistência um pouco menores nas primeiras idades e altas
resistências finais.
2 - O calor de hidratação é menor que o do cimento Portland comum e inversamente proporcional ao teor de
escória presente no cimento.
3 - A resistência química do cimento de alto-forno varia em razão do teor de escória; quanto menor esse teor,
mais ele se assemelha ao cimento Portland comum.
4 - Para teores de escória acima de 50%, tem-se uma redução significativa do teor de hidróxido de cálcio liberado
durante a hidratação do cimento, tendo-se, portanto, um aumento de resistência química, principalmente
a sulfatos da água do mar.
5 - O teor de escória de um cimento pode ser determinado por contagem em microscópio, método já normalizado:
- NBR-5754/77.
84
6 - Quanto ao problema de corrosão de armaduras em concreto armado, a proteção é equivalente à do cimento
Portland comum, desde que se obedeça ao prescrito nas normas técnicas sobre a espessura do
recobrimento.
7 - Recomenda-se não utilizar o cimento de alto-forno como constituinte de pastas e caldas de injeção de bainhas
de cabos de protensão, no caso do concreto protendido.
5.2.3.
Resistência à compressão
As resistências à compressão, das duas modalidades de cimento de alto-forno, são as seguintes:
AF-25 AF-32
-
a 3 dias (MPa) > = 8 > = 10
-
a 7 dias (MPa) > = 15> = 20
-
a 28 dias (MPa) > = 25> = 32
-
a 90 dias (MPa) > = 32 > = 40
5.2.4.
Produtos
Consideram-se análogos os produtos AF-32 fabricados por:
-
Cimento Cauê S.A. (MG)
Cimento Tupy S.A. (RJ)
S.A. Indústrias Votorantim - Departamento Rio Negro (RJ)
Cimento Mauá S.A. (Matozinhos - RJ)
Cimento Santa Rita S.A. (SP)
6.
CIMENTO PORTLAND BRANCO
6.1.
DEFINIÇÃO
6.1.1. Aglomerante hidráulico obtido pela moagem do clínquer Portland resultante da calcinação de uma
mistura - previamente moída e convenientemente dosada - de calcita, caulim e areia branca. As matérias-primas
serão objeto de rigorosa seleção, com vistas a obter um produto com elevado índice de brancura.
6.1.2. Apenas para efeito de referência, a composição potencial típica, conforme Adam M. Neville
(“Propriedades do Concreto”), é a seguinte:
-
C4 AF
1,0%
-
C3 A
-
C3 S
51,0%
-
C2 S
26,0%
-
SO3 2,6%
11,0%
85
-
Álcalis 0,25%
6.1.3.
Segundo o autor citado, é grande a variedade dos teores de C3S e C2S.
6.2.
APLICAÇÕES
6.2.1.
Em concreto estrutural, substituindo o cimento Portland comum CP-25.
6.2.2.
Pré-moldados.
6.2.3.
Mármore artificial, conhecido por “marmorite”, “granilite” ou “terrazo comum”.
6.2.4.
Fabricação de ladrilhos hidráulicos.
6.2.5.
Assentamento e rejuntamento de ladrilhos em mosaico (“pastilhas”).
3.1.3.
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
Deverá atender aos valores exigidos pelas normas da ABNT para os cimentos Portland comuns CP-25,
ou seja, no mínimo.
-
a 3 dias (MPa) > = 8
-
a 7 dias (MPa) > = 15
-
a 28 dias (MPa) > = 25
6.4.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produto fabricado por Cimento Irajá S.A. (RJ), na modalidade CP-25,
apresentado em duas embalagens: sacos de 50 kg e sacos plásticos de 1 kg (“Irajazinho”).
AGLOMERANTES
GESSO
1.
GESSO CALCINADO
1.1.
Será obtido pela calcinação da gipsita natural - sulfato de cálcio - com duas moléculas de água, em
geral acompanhado de impurezas como SiO2 , Al 2 O3 , CaCO3 , MgO, num total que não ultrapasse
6%.
1.2.
O cozimento industrial feito a baixa temperatura (150 a 300o) transforma o diidrato em hemiidrato:
CaSO4 . 2H2O
Ca SO4 . 0,5H2O + 1,5H2O
1400
1.3.
Na sua fabricação destacam-se três fases, britagem da pedra, trituração e queima.
1.4.
O semi-hidrato puro, gesso de Paris, apresenta pega tão rápida (entre dois e cinco minutos) que é
virtualmente inútil como material de construção.
86
1.5.
A presença de impurezas, que naturalmente ocorrem na gipsita original, diminui muito a velocidade de
endurecimento.
1.6.
As normas da ASTM C-26-33 especificam:
1.6.2.
Tração: 1,4 Mpa
1.6.3.
Compressão: 7,0 Mpa
1.6.4.
Tempo de pega sem retardo: 10 a 40 minutos
1.6.5.
Tempo de pega com retardo: 40 minutos a seis horas
1.6.6.
Nenhum resíduo na peneira 14 (1,41 mm)
1.6.7.
45 a 75% passam na peneira 100 (0,15mm)
1.7.
Em caso de verificação das características gerais do gesso, serão adotados métodos de ensaio referidos
nas normas da ASTM aplicáveis ao caso.
1.8.
A quantidade teórica de água necessária à hidratação é de 19 a 25%.
1.9.
Maiores quantidades de água de amassamento possibilitam o aumento do tempo de pega.
1.10.
Normalmente amassa-se o gesso com excesso de água para evitar uma pega muito rápida, devendose evitar quantidades superiores a 70%.
1.11.Pode-se variar o tempo de pega pela adição de aceleradores e retardadores:
1.11.1. Aceleradores: alúmen (silicato duplo de alumínio e potássio), sulfatos de alumínio e potássio.
1.11.2. Retardadores: sulfato de sódio, bórax, fosfato, caseína, açúcar e álcool.
1.11.3. Como regra geral, a quantidade de retardadores não deverá ultrapassar 0,2%.
1.12.
O gesso corrói o aço, tanto mais facilmente quanto mais água contiver em seus poros.
1.13.As armaduras para peças de gesso serão galvanizadas. 1.14.O
gesso não adere bem à madeira e aos agregados lisos.
1.15.Pela sua solubilidade, o uso do gesso será restrito a interiores, não podendo ter função estrutural.
1.16.
Apresenta bom isolamento térmico e boa proteção contra fogo, facilidade de corte, perfuração e fixação
por meio de parafusos e pregos com características especiais.
2.
GESSO PARA ESTUQUE
2.1.
O material para estuques, molduras e ornatos conterá, no mínimo, 70% de gesso calcinado.
2.2.
O gesso para estuque terá pega entre 20 e 40 minutos depois de seu preparo.
87
3.
GESSO PARA REVESTIMENTO
O gesso para revestimento não conterá menos de 60% de gesso calcinado.
AGREGADOS
AREIA E BRITA
1.
NORMAS
As normas da ABNT atinentes ao assunto - agregados - são as seguintes:
1.1.
NBR 7211: Agregados para Concreto.
1.2.
NBR 7174: Pedra Britada, Pedrisco e Pó-de-Pedra para Base de Macadame Hidráulico.
1.3.
NBR 7582: Pedra Britada Graduada e Solo para Base Tipo Macadame.
1.4.
NBR 7214: Areia Normal para Ensaio de Cimento.
1.5.
NBR 7217: Agregado - Determinação da Composição Granulométrica.
1.6.
NBR 7220: Agregado - Determinação de Impurezas Orgânicas Húmicas em Agregado Miúdo.
1.7.
NBR 7221: Agregado - Ensaio de Qualidade de Agregado Miúdo.
1.8.
NBR 7225: Reconhecimento e Amostragem para Fins de Caracterização de Pedregulho e Areia.
1.9.
NBR 7225: Materiais de Pedra e Agregados Naturais.
2.
AREIA
2.1.
CARACTERÍSTICA
Será quartzosa, isenta de substâncias nocivas em proporções prejudiciais, tais como: torrões de argila,
gravetos, mica, grânulos tenros e friáveis, impurezas orgânicas, cloreto de sódio, outros sais deliquescentes etc.
2.2.
GRANULOMETRIA
2.2.1.
Grossa
Areia de granulometria grossa ou simplesmente areia grossa é a que passa na peneira de 4,8 mm e fica
retida na peneira de 2,4 mm, com diâmetro máximo de 4,8 mm.
2.2.2.
Média
Areia de granulometria média ou simplesmente areia média é a que passa na peneira de 2,4 mm e fica
retida na peneira de 0,6 mm, com diâmetro máximo de 2,4 mm.
2.2.3.
Fina
88
Areia de granulometria fina ou simplesmente areia fina é a que passa na peneira de 0,6 mm, com
diâmetro máximo de 1,2 mm.
2.3.
USOS
2.3.1.
A areia para argamassa de chapisco será a de granulometria grossa.
2.3.2.
A areia para argamassa de alvenaria e de emboço será a de granulometria média.
2.3.3.
A areia para argamassa de reboco será a de granulometria fina.
3.
BRITA
3.1.
DEFINIÇÃO
É o produto resultante da britagem artificial de cascalho, sendo que, substancialmente, todas as faces
das partículas são oriundas do processo de britagem (“Construções de Concreto”), eng. Francisco Rodrigues
Andriolo, Editora Pini Ltda.).
3.2.
CLASSIFICAÇÃO
Comercialmente, as britas são classificadas em:
3.2.1.
Brita 0: com diâmetro variando de 4,8 a 9,5 mm.
3.2.2.
Brita 1: com diâmetro variando de 9,5 a 19 mm.
3.2.3.
Brita 2: com diâmetro variando de 19 a 38 mm.
3.2.4.
Brita 3: com diâmetro variando de 38 a 76 mm.
3.2.5.
Pedra de mão: com diâmetro acima de 76 mm, devendo seu emprego ser restrito apenas a
concretos ciclópicos, quando utilizada como agregado para concreto.
AGREGADOS
SAIBRO
1.
DEFINIÇÃO
Rocha em decomposição que se apresenta, principalmente, com grãos de quartzo (areia), de feldspato
(muito pouca quantidade) e de argila.
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
TEOR DE ARGILA
2.1.1. O teor de argila varia de 7% a 18% para os saibros ásperos e de 31% a 32% para os saibros
macios.
2.1.2.
As porcentagens de argila referidas no item precedente foram determinadas simplesmente por
89
decantação.
2.1.3.
As argilas presentes em cada variedade são de tipos diversos, o que é denunciado pela coloração e os
aspectos particulares de cada saibro.
2.2.
DENSIDADE ABSOLUTA
2.2.1.
As densidades absolutas de cada saibro foram determinadas pelo “frasco de Chapman”,
observando-se a técnica geral recomendada pelo IPT.
2.2.2.
Para todas as variedades, a densidade absoluta encontrada foi de 2,50.
2.3.
DENSIDADE APARENTE
2.3.1.
Como densidade aparente dos materiais granulados varia conforme o método empregado na medição,
foram utilizados, com o objetivo de apresentar números mais chegados à realidade prática, caixotes
semelhantes aos que são usados nas obras para as dosagens em volumes das argamassas.
2.3.2.
Os resultados obtidos foram os seguintes:
:1 -
Saibro áspero: 1,33 a 1,51
:2 -
Saibro macio: 1,18 a 1,21
2.4.
OBSERVAÇÃO
Em nenhuma hipótese o saibro poderá ser utilizado como agregado para concreto.
ÁGUA
1.
NORMAS
1.1.
NBR 5759: Água - Determinação de Cloreto - Método Argentométrico.
1.2.
NBR 5761: Água - Determinação da Dureza - Método Complexo-métrico
1.3.
NBR 5762: Água - Determinação da Alcalinidade - Método por Titulação Direta
1.4.
NBR 6118: Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado
2.
ARGAMASSAS E CONCRETOS
2.1.
A água destinada ao amassamento de argamassas e concretos obedecerá ao disposto na NBR 6118
2.2.
A água destinada ao amassamento do concreto será isenta de teores prejudiciais de substâncias
estranhas. Presumem-se satisfatórias as águas potáveis e as que tenham pH entre 5,8 e 8,0 e respeitem os
seguintes limites máximos:
2.2.1. Matéria orgânica (expressa em oxigênio, consumido)
3 mg/l
90
2.2.2.
Resíduo sólido 5.000 mg/l
2.2.3.
Sulfatos (expressos em íons SO4)
300 mg/l
2.2.4.
Cloretos (expressos em íons CI-)
500 mg/l
2.2.5.
Açúcar 5 mg/l
3.
ÁGUA DA REDE
Presume-se satisfatória a água potável fornecida pela rede de abastecimento público da cidade.
4.
OBSERVAÇÃO
Caso ocorra, durante a estação chuvosa, uma turbidez excessiva da água, será providenciada a
decantação ou filtragem.
ALUMÍNIO
PURO E LIGAS
1.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção par o disposto nas
seguintes:
1.1.
NBR 6834: Alumínio e Suas Ligas
1.2.
NBR 6835: Alumínio e Suas Ligas
1.3.
NBR 8968: Tratamento de Superfícies do Alumínio e Suas Ligas
1.4.
NBR 7000: Alumínio e Suas Ligas - Propriedades Mecânicas de Produtos Extrudados
1.5.
1.6.
NBR 8117: Alumínio e Suas Ligas - Barras, Arames, Perfis e Tubos Extrudados
NBR 8118: Alumínio e Suas Ligas - Arames e Barras
1.7.
NBR 9243: Alumínio e Suas Ligas - Tratamento de Superfície - Determinação da Qualidade de Selagem
de Anodização pelo Método de Perda de Massa
1.8.
NBR 7823: Alumínio e Suas Ligas - Chapas - Propriedades Mecânicas
1.9.
NBR 8116: Alumínio e Suas Ligas - Tolerâncias Dimensionais de Produtos Extrudados
1.10.
NBR 6599: Alumínio e Suas Ligas - Processos e Produtos
2.
ALUMÍNIO PURO
Será do tipo H - Metalúrgico.
91
3.
LIGAS DE ALUMÍNIO
3.1.
As ligas de alumínio - considerados os requisitos de aspecto decorativo, inércia química ou resistência
à corrosão e resistência mecânica - serão selecionadas entre os grupos discriminados nos itens
seguintes.
3.2.
GRUPO BINÁRIO
Ligas do tipo Al-Mn, Al-Mg, Al-Si e Al-Mg2Si
3.3.
GRUPOS TERNÁRIOS OU MAIS COMPLEXOS
Ligas do tipo Al-Mg-Si, Al-Mn-Mg, Al-Mn-Si, Al-Cu-Si, Al-Mg-Mn, etc.
3.4.
As ligas a empregar, em cada caso particular, serão perfeitamente caracterizadas pela indicação das
proporções relativas a cada componente ou pela sua designação industrial patenteada, sempre, porém,
acompanhada do indispensável sufixo designativo do tipo escolhido, conforme exemplos seguintes:
“Hidumínio 66”, “Noral 322”, “Duralumínio B”, “Peraluman 30”, “3S”, etc.
ALUMÍNIO
PERFÍS PARA SERRALHARIA
1.
CARACTERÍSTICAS
As serralharias de alumínio serão confeccionadas com perfis fabricados com liga de alumínio que
apresente as seguintes características:
1.1.
Limite de Resistência à Tração: 120 a 154 Mpa
1.2.
Limite de Escoamento: 63 a 119 Mpa
1.3.
Alongamento (50 mm): 18 a 10%
1.4.
Dureza (Brinell - 500/10): 48 a 68
2.
ACABAMENTOS
O acabamento das superfícies dos perfis é caracterizado por linhas de matriz - riscos longitudinais. A
maior ou menor profundidade desses riscos é definida pela rugosidade média da superfície (RMS), medida em
micropolegadas.
2.1.
Acabamento nº 1: é o acabamento mais grosseiro, obtido em extrusão, normalmente para superfícies
não-expostas. É o acabamento comum obtido na extrusão de ligas duras. Para ligas moles, o limite máximo de
rugosidade média de 100 RMS, só possível para ligas moles.
2.2.
Acabamento nº 2: é o acabamento que se obtém para superfícies expostas, com um limite máximo de
rugosidade média de 100 RMS, só possível para ligas moles.
2.3.
Anodização: a anodização é caracterizada pela letra A colocada após a RMS.
92
3.
PRODUTOS
Admite-se que as ligas, a seguir relacionadas, apresentam as características exigidas no item 2,
retro.
4.1.
Liga “6063”, da Alcoa Alumínio S.A.
4.2.
Idem “50 S”, da Alcan Alumínio do Brasil S.A.
4.3.
Idem “50 M”, da Companhia Brasileira de Alumínio
4.4.
Idem “Extrudal”, da Alumínio Industrial S.A.
4.5.
Idem “A-GS”, AFNOR
4.6.
Idem “Al-Mg-Si 0,5”, DIN
ALUMÍNIO
CANTONEIRAS
1.
CARACTERÍSTICAS
As cantoneiras de alumínio serão fabricadas com ligas de alumínio que apresentem bom aspecto
decorativo, inércia química, resistência à corrosão e resistência mecânica.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.1.
Alcan Alumínio do Brasil S.A.
2.2.
Alcoa Alumínio S.A.
2.3.
Belmetal Industria e Comércio Ltda.
2.4.
Formetal S.A. Indústria e Comércio, nos tipos “Perfil no 1.315”, “Perfil no 1.420”, “Perfil no 1.444”, “Perfil
no 1.447”, “Perfil no 1.449”, “Perfil no 1.525”.
ANTIDERRAPANTE
TIRAS E DISCOS
1.
DEFINIÇÃO
Produtos - em forma de tiras ou discos - destinados a evitar acidentes por escorregamento, em
pavimentações que apresentem superfície de trânsito muito lisa.
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Os antiderrapantes apresentam dorso de poliéster ou de lâmina de alumínio.
93
2.2.
O dorso é revestido de granilha mineral aglutinada por resina em uma das faces e apresenta
característica de auto-adesividade na outra face.
2.3.
A superfície auto-adesiva é protegida por um forro de papel (“liner”).
2.4.
O dorso de poliéster é recomendado para uso sobre superfícies lisas, e o de alumínio, para superfícies
irregulares.
2.5.
Em superfícies porosas, inclusive madeira, e/ou úmidas, o emprego do antiderrapante será precedido
pela aplicação de um “primer” de base de neopreno.
2.6.
Em locais sujeitos a lavagens frequentes e em áreas externas, as bordas do antiderrapante serão
protegidas por resina acrílica.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por 3M do Brasil Ltda., sob as marcas:
3.1.
“Safety-Walk- Uso Geral”, em tiras com 5-7, 5-10-15-20 e 25 cm de largura, com dorso de poliéster.
3.2.
“Safety-Walk Conformable”, idem, idem, com dorso de alumínio.
3.3.
“Safety-Walk Modelo Circular”, com 13 cm de diâmetro, com dorso de poliéster ou de alumínio.
3.4.
“Selador EC-2140 3M”, “primer” de neopreno (vide item 2.5., retro).
3.5.
“Vedador de Bordas EC-4475-A 3M” (vide item 2.6., retro).
APARELHOS SANITÁRIOS
1.
CARACTERIZAÇÃO
1.1.
Os aparelhos sanitários deverão ser compostos de material cerâmico, conforme descrito nos desenhos
do projeto e na Parte II - Procedimentos.
1.2.
A louça para os diferentes tipos de aparelho sanitário e acessórios será de grês branco (grês
porcelânico), salvo quando expressamente especificado de modo diverso.
1.3.
As peças serão bem cozidas, desempenadas, sem deformações e fendas, duras, sonoras, resistentes
e praticamente impermeáveis.
1.4.
O esmalte será homogêneo, sem manchas, depressões, granulações ou fendilhamentos.
2.
NORMAS
2.1.
NBR 6452: Aparelhos Sanitários de Material Cerâmico.
2.2.
NBR 6463: Material Cerâmico Sanitário - Determinação da Absorção de Água.
2.3.
NBR 6498: Bacia Sanitária de Material Cerâmico de Entrada Horizontal e Saída Embutida Vertical –
Dimensões.
94
2.4.
NBR 6499: Bacia Sanitária de Material Cerâmico de Entrada Horizontal e Saída Embutida Vertical –
Dimensões.
2.5.
NBR 6499: Lavatório de Material Cerâmico de Fixar na Parede – Dimensões.
2.6.
NBR 6500: Mictórios de Material Cerâmico – Dimensões.
2.7.
NBR 9065: Bidê de Material Cerâmico – Dimensões.
3.
PRODUTOS
Deverão ser utilizados louças em estrita observância ás especificações de projeto
ARAME
1.
DE AÇO GALVANIZADO
1.1.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes:
1.1.1.
NBR 6331: Arame de Aço de Baixo Teor de Carbono, Zincado, para Uso Geral.
1.1.2.
NBR 6003: Arames de Aço - Ensaios de Torção Simples.
1.1.3.
NBR 6004: Arames de Aço - Ensaio de Dobramento Alternado.
1.1.4.
NBR 6005: Arames de Aço - Ensaio de Enrolamento.
1.1.5.
NBR 6207: Arame de Aço - Ensaio de Tração.
1.1.6.
NBR 5589: Arame de Aço de Baixo Teor de Carbono - Diâmetro, Tolerâncias e Pesos.
1.1.7.
1.2.
NBR 6365: Símbolos para Acabamentos de Superfície de Arames de Aço.
CARACTERÍSTICAS
Será o fio de aço estirado, brando e galvanizado a zinco, de bitola adequada a cada caso.
1.3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.2.7.
Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira
2.2.8.
Companhia Siderúrgica da Guanabara (Cosigua)
2.2.9.
Siderúrgica Açonorte S.E. (Recife - PE)
2.2.10. Siderúrgica Riograndense S.A. (Sapucaia do Sul - RS)
95
2.
DE AÇO RECOZIDO
2.1.
NORMAS
Idem, item 1.1., retro.
2.2.
CARACTERÍSTICA
O arame para armaduras de concreto armado será fio de aço recozido, preto, de 1,65 mm (no 16 SWG)
e de 1,24 m (no 18 SWG).
2.3.
PRODUTOS
Idem, item 1.3., retro
3.
DE ALUMÍNIO
3.1.
NORMAS
3.1.1.
NBR 8117: Alumínio e Suas Ligas - Barras, Arames, Perfis e Tubos Extrudados.
3.1.2.
NBR 8118: Alumínio e Suas Ligas - Arames e Barras.
3.1.3. NBR 8309: Alumínio e Suas Ligas - Rebites, Barras e Arames para Recalque a Frio - Determinação da
Resistência ao Cisalhamento.
3.2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
3.2.1.
Alcan Alumínio do Brasil S.A.
3.2.2.
Alcoa Alumínio S.A.
ARGAMASSA
ALTA RESISTÊNCIA – EPÓXI OU SIMILAR
1.
COM AGREGADOS ROCHOSOS E METÁLICOS
1.1.
CARACTERÍSTICA
Produto composto por agregados metálicos de alta dureza entre 47 e 52 na escala Rockwell
dimensionados granulometricamente, de forma a permitir a obtenção de argamassas compactas, sem espaços
vazios em sua estrutura, capazes de constituir pisos de alta resistência a esforços mecânicos - impacto e
abrasão. No presente projeto refere-se ao revestimento de piso da área de trânsito no setor operacional.
1.2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produto fabricado por Montana S.A. Indústria e Comércio, sob a marca “Korosthal”.
96
2.
COM AGREGADOS ROCHOSOS
2.1.
CARACTERÍSTICA
Produto composto por agregados rochosos de alta dureza, dimensionados granulometricamente,
obedecendo à curva de Fuller, de forma a permitir a obtenção de argamassas compactas, sem espaços vazios
em sua estrutura, capazes de constituir pisos de alta resistência a esforços mecânicos e de receber acabamento
polido.
2.2.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
2.2.1.
Durox Materiais de Acabamento Ltda., sob a marca “Durox-Oxiduro”.
2.2.2.
Fulget Industrial e Comercial Ltda., sob a marca “Fulget/Dhur”, em placas pré-moldadas de 40 x 40, 33
x 33 e 25 x 25 cm, com 3 cm de espessura.
2.2.3.
Grani-Mat Ltda., sob as marcas “Granidur”e “Oxicret”.
2.2.4.
Incomex S.A. Engenharia, Indústria e Comércio, sob a marca “Pisodur”.
2.2.5.
Durbeton Rio Pisos Industriais Ltda., sob a marca “Durbeton”.
2.2.6.
Montana S.A. Indústria e Comércio, sob as marcas “Korodur WH”e “Korodur PL”.
2.2.7.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob a marca “Piso Industrial Otto”.
2.2.8.
Revestimentos Grani-Torre Ltda., sob a marca “GT Dhur”.
2.2.9. Revex Industrial e Mineradora Ltda., sob a marca “Revedur-S”.
2.2.10. Sika S.A., sob as marcas:
1 - “Sika - Piso AR-4”: superfície polida (desgaste médio p/abrasão: 4 cm3/50 cm2 , norma DIN 52.108). 2 - “Sika
- Piso SP-7”: superfície polida (desgaste médio p/abrasão: 7 cm3/50 cm2 , norma DIN 52.108).
2.2.12. Unipiso Revestimentos Técnicos Ltda.
2.2.13. Wolf Hacker & Cia Ltda., sob a marca “Durocret”.
3.
COM AGREGADOS ROCHOSOS E NEOPRENO
3.1.
CARACTERÍSTICA
Idem item 2.1., retro, com adição de neopreno, na proporção de 20%, em peso, da quantidade de
cimento.
97
3.2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produto fabricado por Incomex S.A. Engenharia Indústria e Comércio, sob a
marca “Pisodur Elástico”.
ARGAMASSAS
USUAIS
1.
PREPARO E DOSAGEM
1.1.
As argamassas serão preparadas mecânica ou manualmente.
1.2.
O amassamento mecânico deve ser contínuo e durar pelo menos 90 segundos, a contar do momento
em que todos os componentes da argamassa, inclusive a água, tiverem sido lançados na betoneira ou
misturados.
1.3.
Quando a quantidade de argamassa a manipular for insuficiente para justificar a mescla mecânica, será
permitido o amassamento manual.
1.4.
O amassamento manual será de regra para as argamassas que contenham cal em pasta.
1.5.
O amassamento manual será feito sob coberta e de acordo com as circunstâncias e recursos do canteiro
da obra, em masseiras, tabuleiros ou superfícies planas impermeáveis e resistentes.
1.6.
Misturar-se-ão, primeiramente, a seco, os agregados (areia, saibro, quartzo, etc.), revolvendo-se os
materiais a pá até que a mescla adquira coloração uniforme. Será então disposta a mistura em forma de
coroa e adicionada, paulatinamente, a água necessária no centro da cratera assim formada.
1.7.
Prosseguir-se-á o amassamento, com o devido cuidado para evitar perda de água ou segregação dos
materiais, até conseguir-se massa homogênea de aspecto uniforme e consistência plástica adequada.
Serão preparadas quantidades de argamassa na medida das necessidades dos serviços a executar em
cada etapa, de maneira a ser evitado o início de endurecimento antes de seu emprego.
1.8.
1.9.
As argamassas contendo cimento serão usadas dentro de uma hora, a contar do primeiro contato do
cimento com a água.
1.10. Nas argamassas de cal contendo pequena proporção de cimento, a adição do cimento será realizada no
momento do emprego.
1.11.
Será rejeitada e inutilizada toda a argamassa que apresentar vestígios de endurecimento, sendo
expressamente vedado tornar a amassá-la.
1.12. A argamassa retirada ou caída das alvenarias e revestimentos em execução não poderá ser novamente
empregada.
1.13.
As dosagens especificadas adiante serão rigorosamente observadas, salvo quanto ao seguinte:
1.13.1. Nas argamassas contendo areia e saibro, poderá haver certa compensação das proporções
relativas desses materiais, tendo-se em vista a variação do grau de aspereza do saibro e a necessidade
de ser obtida determinada consistência.
98
1.13.2. De qualquer modo, não poderá ser alterada a proporção entre o conjunto dos agregados e o dos
aglomerantes.
1.14.Jamais será admitida a mescla de cimento Portland e gesso, dada a incompatibilidade química desses
materiais.
2.
TRAÇOS
Serão adotados, conforme o fim a que se destinem, os seguintes tipos de argamassa definidos pelos
seus traços volumétricos:
2.1.
ARGAMASSA A.1 - Traço 1:1, de cimento e areia
2.2.
ARGAMASSA A.2 - Traço 1: 2, idem, idem
2.3.
ARGAMASSA A.3 - Traço 1:3, idem, idem
2.4.
ARGAMASSA A.4 - Traço 1:4, idem, idem
2.5.
ARGAMASSA A.5 - Traço 1:5, idem, idem
2.6.
ARGAMASSA A.6 - Traço 1:6, idem, idem
2.7.
ARGAMASSA A.7 - Traço 1:8, idem, idem
2.8.
ARGAMASSA A.8 - Traço 1:6, de cimento e saibro áspero
2.9.
ARGAMASSA A.9 - Traço 1:8, idem, idem
2.10.
ARGAMASSA A.10 - Traço 1:2:3, de cimento e saibro macio
2.11.
ARGAMASSA A.11 - Traço 1:3:3, idem, idem
2.12.
ARGAMASSA A.12 - Traço 1:3:5, idem, idem
2.13.
ARGAMASSA A.13- Traço 1:1:6, de cimento cal em pasta e areia fina peneirada
2.14.
ARGAMASSA A.14 - Traço 1:2:3, idem, idem
2.15.
ARGAMASSA A.15 - Traço 1:2:5, idem, idem
2.16.
ARGAMASSA A.16 - Traço 1:2:7, de cimento cal em pasta e areia fina peneirada
2.17.
ARGAMASSA A.17 - Traço 1:2:9, idem, idem
2.18.
ARGAMASSA A.18 - Traço 1:3, de cal em pasta e areia, com adição de 100 kg de cimento para cada
m3 de traço
99
2.19.
ARGAMASSA A.19 - Traço 1:4, idem, idem
2.20.
ARGAMASSA A.20 - Traço 1:0, 5:5, de cimento, cal em pó e areia
2.21.
ARGAMASSA A.21 - Traço 1:1:2, idem, idem
2.22.
ARGAMASSA A.22 - Traço 1:1:4, idem, idem
2.23.
ARGAMASSA A.23 - Traço 1:1:6, idem, idem
2.24.
ARGAMASSA A.24 - Traço 1:2:6, idem, idem
2.25.
ARGAMASSA A.25 - Traço 1:2:8, idem, idem
2.26.
ARGAMASSA A.26 - Traço 1:2;9 , idem, idem
2.27.
ARGAMASSA A.27 - Traço 1:3:5, de cimento, cal em pó e areia fina peneirada
2.28.
ARGAMASSA A.28 - Traço 1:3, 5:4, idem, idem
2.29.
ARGAMASSA A.29 - Traço 1:6:6, idem, idem
2.30.
ARGAMASSA A.30 - Traço 1:4, de cal em pó e areia, com adição de 100 kg de cimento para cada m3
de traço
2.31.
ARGAMASSA A.31 - Traço 1:0,5, de cal em pó e areia fina
2.32.
ARGAMASSA A.32 - Traço 1:1 , idem, idem
2.33.
ARGAMASSA A.33 - Traço 1:2:5, de cimento branco, cal em pó e areia
2.34.
ARGAMASSA A..34 - Traço 1:0, 5:6, de cimento branco, cal em pasta e quartzo moído, de granulometria
apropriada à rugosidade desejada, com adição de corante mineral e impermeabilizante
2.35.
2.36.
ARGAMASSA A.35 - Traço 1:1, de gesso calcinado em pó e areia
ARGAMASSA A.36 - Traço 1:2 a 1:4, de gesso calcinado e areia fina peneirada, variando a proporção
de areia com o tipo de emboço adotado.
ARGAMASSAS
PRÉ-FABRICADA/ALVENARIA
1.
DEFINIÇÃO
1.1.
Argamassa fabricada a base de cimento Portland, minerais pulverizados, cal hidratada, areia de quartzo
termo tratada e aditivos especiais.
1.2.
As argamassas, para assentamento de blocos de concreto celular, têm a sua composição adaptada para
a finalidade específica a que se destinam.
100
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.1.
Argamassas Quartzolit Ltda., sob as marcas:
2.1.1.
“Multimassa Quartzolit”, para assentamentos de tijolos cerâmicos.
2.1.2.
“Argamassa Assentabloco Quartzolit”, para assentamento de blocos de concreto em alvenaria
autoportante.
2.1.3.
“Argamassa Fixoblok Quartzolit”, para assentamento de blocos de concreto, em alvenaria de vedação e
blocos de vidro.
2.1.4.
“Argamassa Colabloco Celular”, para assentamento de blocos de concreto celular.
2.2.
Cimento Mauá S.A., sob a marca “Qualimassa”.
ARGAMASSAS
PRÉ-FABRICADA/EMBOÇO
1.
DEFINIÇÃO
Argamassa fabricada a base de cimento Portland minerais pulverizados, cal hidratada, areia de quartzo
termo tratada e aditivos especiais.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.1.
“Argamassas Quartzolit Ltda., sob a marca “Multimassa Quartzolit”.
2.2.
Pancreto Indústria e Comércio Ltda., sob a marca “Ünimass”.
ARGAMASSAS
PRÉ-FABRICADA/REBOCO PARA PINTURA
1.
DEFINIÇÃO
Argamassa pré-dosada, constituída, basicamente, de areia com tratamento térmico e rigoroso controle
granulométrico, cimento Portland, cal hidratada e aditivos especiais que lhe conferem características de
plasticidade e aderência.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.1.
“Argamassas Quartzolit Ltda., sob a marca “Reboquit”, para as paredes internas.
2.2.
Rio Argamassas Técnicas Ltda., sob a marca “Argabase Mix 3”, para paredes internas.
101
ARGAMASSAS
PRÉ-FABRICADA/ASSENTAMENTO DE AZULEJOS E LADRILHOS
1.
DEFINICÀO
Argamassa dosada gravimetricamente e constituída de cimento Portland, areia selecionada e aditivos
especiais.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.1.
“Argamassas Quartzolit Ltda., sob a marca “Argamassa Cimentcola Quartzolit” , com as seguintes
características:
2.1.1.
Emprego: sobre emboço desempenado, blocos de concreto e contrapiso de argamassa de cimento e
areia.
2.1.2.
Cores: Branca ou cinza.
2.2.
Arga-Rio Argamassas Técnicas Ltda.
2.2.1. “Argacola Fix 1”, com as seguintes características:
1 - Emprego: sobre emboço desempenado, blocos de concreto e de concreto celular, contrapiso de argamassa
de cimento e areia, painéis de fibro-cimento, etc..
2-
Cores: Branca ou cinza.
2.2.2. “Argacola Especial”, para fixação e rejuntamento, em cores e tonalidades diversas, com as demais
características idênticas às da “Argacola Fix 1”.
ARGAMASSAS
PRÉ-FABRICADA/REJUNTAMENTO
1.
DEFINICÃO
Argamassa composta, basicamente, de calcário dolomítico - classificado granulometricamente e isento
de matéria orgânica -, cimento Portland e/ou cimento Portland aluminoso, óxidos minerais e aditivos especiais.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.1.
Argamassas Quartzolit Ltda., sob a marca “Nata Quartzolit para Juntas” , com as seguintes
caracterísitcas:
102
2.1.1.
Emprego e cor, conforme itens 2.2.1. e 2.2.2., adiante.
2.1.2.
Com ou sem agente hidro fugante (SH).
2.2.
Arga-Rio Argamassas Técnicas Ltda., sob a marca “Argajunta”, com as seguintes características:
2.2.1.
2.2.2.
Emprego: rejuntamento de azulejos e ladrilhos.
Cores: diversas.
ARGAMASSAS
PRÉ-FABRICADA/REBOCO ACABADO
1. TIPO TRAVERTINO
1.1.
DEFINIÇÃO
Argamassa composta, basicamente, de calcário dolomítico, areia industrializada e classificada
granulometricamente, cimento Portland, cal hidratada, óxidos metálicos e aditivos especiais, todos em
formulação que lhe confira acabamento semelhante ao mármore travertino.
3.
PRODUTOS
1.2.1.
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
Argamassas Quartzolit Ltda., sob a marca “Travertino-Quartzolit”, com hidro fugante “Super-H”e as
seguintes características:
1-
Emprego: idem item 1.2.2:1, adiante.
2-
Cor: creme, em diversas tonalidades.
1.2.2.
1-
Arga-Rio Argamassas Técnicas Ltda., sob a marca “Argatraço Travertino”, com aditivo
hidrorrepelente e as seguintes características:
Emprego: em paredes externas e internas, sobre o emboço sarrafeado, áspero.
2-
Cores: branca e creme, esta última em três tonalidades.
2.
TIPO RASPADO
2.1.
DEFINIÇÃO
Idem item 1.1., retro, com formulação que confira ao reboco possibilidade de acabamento raspado.
2.2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.2.1.
Argamassas Quartzolit Ltda., sob a marca “Quartzolit”, com hidro fugante “Super-H”
103
2.2.2.
Arga-Rio Argamassas Técnicas Ltda., sob a marca “Argatraço Raspado”, com aditivo hidrorrepelente e
as seguintes características:
1-
Emprego: em paredes externas e internas, sobre o emboço sarrafeado, áspero.
2-
Cores: diversas.
3.
TIPO CAMURÇADO
3.1.
DEFINIÇÃO
Idem item 1.1., retro, sem a formação que lhe confira acabamento semelhante ao mármore travertino.
3.2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
3.2.1.
Argamassas Quartzolit Ltda., sob as marcas “Rebotex” e “Elasticret”, com aditivos impermeabilizantes.
3.2.2.
Arga-Rio Argamassas Técnicas Ltda., sob a marca “Argatraço Camurçado”, com aditivos
impermeabilizantes e as seguintes características:
1 - Emprego: em paredes externas - fachadas secundárias, áreas de ventilação, etc. - sobre emboço sarrafeado
áspero.
2-
Cores: branca, cinza e tons pastel.
ARGAMASSAS
PRÉ-FABRICADA/CHAPISCO
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta norma, entende-se por “chapisco pré-fabricado” o chapisco preparado com argamassa
à base de cimento Portland, com aditivos especiais e cargas minerais, de forma a garantir perfeita aderência
entre concreto, alvenaria e revestimento, também de argamassa.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
2.1.
Rejuntabrás Indústria e Comércio Ltda., sob a marca “Chapiscom”.
2.2.
Usina Fortaleza Indústria e Comércio de Massa Fina Ltda., sob a marca “Chapisco Fort”.
104
BORRACHA
PLACAS
1.
DEFINIÇÃO
1.1.
Para efeito desta Especificação, entende-se por placas de borracha as placas constituídas de
borracha sintética do tipo SRB, resina de estireno, plastificantes, cargas reforçantes e pigmentos.
1.2.
A designação correta do produto seria “placas de elastômero”. Todavia, em face do uso
generalizado na construção civil, optou-se pela terminologia “placas de borracha”.
2.
CARACTERÍSTICAS
As placas de borracha deverão apresentar as seguintes características :
2.1.
Dureza Shore A : 80 + - 5
2.2.
Peso específico : + - 1,38 g/cm³
2.3.
Resistência aos seguintes agentes químicos : suco de limão, vinagre, detergentes domésticos, sabão
em pó e soda cáustica a 10%
2.4.
Abrasão (perda em gramas) : 0,18
3.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
3.1.
BORCOL INDÚSTRIA DE BORRACHA LTDA.
3.1.1.
Preto, com pastilhas baixas, em placas de 500 x 500 mm, espessura de 5 mm, para colocação com cola,
código 1251.1, fornecido em caixas de papelão com 20 placas (5 m²).
3.1.2.
Preto, com pastilhas baixas, em placas de 500 x 500 mm, espessura de 12 mm, para colocação com
argamassas, código 1252.1, fornecido em caixas de papelão com 20 placas ( 5m²).
3.1.3. Colorido - marrom, cinza, azul e verde - com pastilhas baixas, espessura de 5 mm, para colocação com
cola, código 1451, fornecido em caixas de papelão com 20 placas (5 m²).
3.2.
PLURIGOMA PISOS DE BORRACHA E PLÁSTICOS LTDA.
3.2.1.
Para assentamento com argamassa, “Linha Plurigoma”:
1 - Al. 15, superfície pastilhada, placas de 500 x 500 mm, espessura de 15,0 mm (tráfego intenso) 2 - Al.
25, idem, com superfície canelada
3 - A. 15, superfície pastilhada, placas de 500 x 500 mm, espessura de 8,5 mm 4 - A.
15 Soft Plus, idem
105
5-
A. 25, idem
6-
A. 45, idem com superfície frisada
7-
Cores : preta, marrom, cinza, azul, vermelha, marfim, verde e amarela
3.2.2.
Para assentamento com adesivo, “Linha Gomaplac”:
1 - G. 15, superfície pastilhada, placas de 500 x 500 mm, espessura de 4,5 mm 2 - G.
15 Soft, idem, idem
3 - G. 16, superfície pastilhada, placas de 600 x 600 mm, espessura de 4,5 mm 4 - G.
25, superfície canelada, placas de 500 x 500 mm, espessura de 4,5 mm 5 - G. 45, idem
com superfície frisada
6 - A “Linha Gomaplac” é recomendada para locais não sujeitos a umidade 7 Cores : idem item 3.2.1:7, retro
3.2.3.
Para assentamento com argamassa, “Linha Sportgoma”: 1
- Espessura : 15 mm
2 - Cores : idem item 3.2.1:7, retro
3.2.4.
Acessórios
1 - A “Plurigoma” fabrica os seguintes acessórios: degraus, rodapés, canaletas e faixas de alerta. 2 - Os
degraus têm as dimensões de 32 cm de profundidade, 50 cm de largura e 3 cm de quina.
3 - Os desenhos antiderrapantes dos degraus são do tipo estriado ou tronco cônico, e o assentamento é efetuado
com adesivo ou argamassa.
BRAÇADEIRAS
1.
METÁLICAS
1.1.
Todas as braçadeiras para fixação de canalização de cimento-amianto, ferro fundido ou aço, galvanizado
ou não , serão de aço galvanizado ou metalizado, bem assim os respectivos parafusos, porcas e
arruelas.
1.2.
Para o caso de tubulações de cobre, serão usadas braçadeiras de bronze, latão, cobre ou outro material
preconizado pelo fabricante dos tubos, tomando-se todas as precauções no sentido de evitar a formação
de par elétrico.
1.3.
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
106
1.3.1.
Brasmetal - Cia. Brasileira de Metalúrgica
1.3.2.
Elpasa Metalúrgica S.A., sob a marca “Sobenial”
1.3.3.
Walsywa Industrial Ltda., especializada em fitas metálicas
1.3.4.
Pabat Produtos de Alta e Baixa Tensão S.A.
1.3.5.
Sisa - Sociedade Eletromecânica Ltda.
2.
DE NÁILON
2.1.
Serão dos tipos seguintes:
2.1.1.
Braçadeiras de uma só peça
2.1.2.
Carretel de fita contínua
2.1.3.
Tubo formado por espiral contínuo
2.2.
O náilon receberá tratamento que lhe confira características de grande resistência à tração, e o que for
empregado em braçadeiras para uso externo deverá suportar variações de temperatura de considerável
amplitude.
2.3.
As braçadeiras de náilon satisfarão ao disposto nas especificações militares americanas No. 321.190 B
e nas especificações da Nato No. 5120-99-203-6306.
2.4.
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
2.4.1.
Hellermann do Brasil Indústria e Comércio Ltda., nos sistemas “braçadeiras Insoluk”, “Tylon”, “Kabelrap”
e “Spiral-Tube”.
2.4.2.
Plásticos Fischer do Brasil Ltda.
3.
DE PVC OU POLIPROPILENO
3.1.
Serão dos seguintes tipos :
3.1.1.
Braçadeira de uma só peça
3.1.2.
Rolo de fita contínua
3.2.
Admite-se o emprego de braçadeiras de PVC ou polipropileno de fabricação da Hellermann do Brasil
Indústria e Comércio Ltda, sistemas “P-Clip”, “Perfurstrip” e “Laços”.
4.
DE POLIETILENO
4.1.
Serão dos seguintes tipos:
4.1.1.
Braçadeira de rebite
107
4.1.2.
Braçadeira de fivela
4.2. Admite-se o emprego de braçadeiras de polietileno de fabricação da Hellermann do Brasil Indústria e
Comércio Ltda., sistemas “Revit-Bra” e “Fiv-Bra”.
5.
DE NÁILON E PVC
5.1.
Serão do tipo berço, que é prefixado com braçadeira flexível de engate.
5.2.
Admite-se o emprego de braçadeiras de “náilon” e PVC de fabricação da Hellermann do Brasil Indústria
e Comércio Ltda., sistema “Berço-Fix”.
BUCHAS E CHUMBADORES
1.
DE AÇO
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
1.1.
1.2.
Plásticos Fischer do Brasil Ltda., do tipo “SL”
Tecnart Importação e Comércio Ltda.
1.3.
Walsywa Industrial Ltda.
2.
DE NÁILON
2.1.
O náilon empregado na fabricação das buchas será resistente a golpes e a corrosão, não será afetado
por variações atmosféricas e suportará temperaturas entre mais de 100°C e menos de 40°C.
2.2.
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
2.2.1.
Duben-BAC Indústria e Comércio de Plásticos Ltda.
2.2.2.
2.2.3.
Fixal Equipamentos de Fixação Ltda.
Plásticos Fischer do Brasil Ltda.
3.
CHUMBADOR QUÍMICO
Admite-se o emprego de produtos fabricados por Walsywa Industrial Ltda., conforme segue :
3.1.
“Walsywa WQA”, chumbador químico de ampola, para fixações de alta resistência em concreto. O
“Walsywa WQA” é um composto de resina química, à base de acrilato de epóxi, acondicionado em
ampolas de vidro
3.2.
“Walsywa WQI”, chumbador químico em que a fixação é feita por adesão e não por atrito. Recomendase para aplicação em blocos vazados.
4.
BUCHA DE PRESSÃO - SEM PARAFUSO
4.1.
Utilizada em extensões de fios, fabricada de polipropileno, e para fixação em tijolos e blocos de concreto.
108
4.2.
Admite-se o emprego de produto fabricado por Duben-BAC Indústria e Comércio de Plásticos Ltda., sob
a referência “Série A - Bucha de Pressão”.
CONCRETO
ESTRUTURAL
1.
COMPOSIÇÃO
Os concretos estruturais serão constituídos de cimento portland, areia, brita e água, de qualidade
rigorosamente de acordo com o estabelecido para esses materiais nas normas respectivas, bem como ao
disposto na NBR 6118, “Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado”.
2.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes :
2.1.
NBR 8953 Concreto - Classificação pela resistência à compressão e de Concreto para Fins Estruturais;
2.2.
NBR 7223 Concreto - Determinação da Consistência pelo Abatimento do Tronco de Cone;
2.3.
NBR 6118 Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado;
2.4.
NBR 7187 Projeto e Execução de Pontes de Concreto Armado e Protendido;
2.5.
NBR 6120 Cargas para Cálculo de Estruturas de Edificações;
2.6.
2.7.
NBR 6122 Projeto e Execução de Fundações;
NBR 12655 Preparo, Controle e Recebimento de Concreto.
3.
DOSAGEM EXPERIMENTAL OU RACIONAL
3.1.
Na confecção do concreto para estruturas, a dosagem experimental obedecerá ao disposto na NBR6118.
3.2.
A dosagem não experimental, efetuada no canteiro de obras, por processo rudimentar, somente
será permitida para obras de pequeno vulto, respeitadas as condições estipuladas na NBR 6118.
4.
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
4.1.
Os conceitos aqui emitidos foram extraídos do artigo “Estruturas de Concreto”, de Carlos Eduardo de
Siqueira Tango e James Campanha Alvim, ambos do IPT, publicado na reviste “Téchne”, Ano 1 No. 2,
jan./fev. 93, da Editora Pini Ltda.
4.2.
As normas tratam de segurança estrutural, ligadas, portanto, à resistência à compressão.
4.3.
A NBR 8953, classifica os concretos por grupos de resistência I ou II, respectivamente, até 50 Mpa de
resistência característica à compressão ou a partir de 55 Mpa. Cada grupo é subdividido em classes,
designadas pela letra “C” (de “Concreto”) e um número indicativo da resistência em Mpa.
109
Exemplo: C40 é a classe de um concreto com resistência característica igual a 40 Mpa. As classes do
grupo I vão de C10 a C50, de 5 em 5 Mpa; e as classes do grupo II são C55, C60, C70 e C80.
4.4.
O Projeto de Estrutura ficará, obrigatoriamente, o valor da resistência característica - adotada no
dimensionamento estrutural - sob a designação de Fck.
4.5.
Essa resistência característica significa, estatisticamente, o valor abaixo do qual se esperam, no máximo,
5% (cinco por cento) dos resultados obtidos em ensaios de concreto da obra.
4.6.
Sendo Fck um valor característico mínimo, CONSTRUTOR e FISCALIZAÇÃO não devem confundí-lo
com a resistência à compressão visada pelo engenheiro responsável pela dosagem do concreto.
4.7.
A fórmula dada pela NBR 12655 que fornece a resistência à compressão de dosagem - Fcd - em função
da resistência à compressão característica mínima - Fck - é :
Fcd = Fck + 1,65Sd
Onde Sd é o desvio padrão esperado para o concreto a ser preparado na obra.
4.8.
Quanto maior o valor de Sd - que exprime a variabilidade dos resultados de resistência à
compressão a serem obtidos na obra - maior será o Fcd , o que acarretará um maior consumo de
cimento para a obtenção de um concreto, em média, mais resistente.
4.9.
A FISCALIZAÇÃO e o CONSTRUTOR devem procurar obter menores valores de Sd , com o Fck
próximo, resultando, em decorrência, menores consumos de cimento.
4.10.
A NBR 12655 não admite Sd menor que 2,0 Mpa, por motivos de segurança.
4.11.
Para visualização do que foi expresso nos itens 4.7 a 4.10, retro, vide figuras 1 e 2, do Anexo 1.
4.12.
Na hipótese do emprego de concreto pré-fabricado, a opção será pelas usinas que apresentem os
menores valores de Sd, o que acarreta um Fcd próximo ao Fck e, consequentemente, redução no
consumo de cimento.
4.13.
Caso o concreto seja produzido na própria obra, pode-se adotar o valor de Sd conforme as prescrições
da NBR 12655, que se resumem na Tabela 1 - vide Anexo 1.
4.14.
Ao comprar o concreto de uma usina, o CONSTRUTOR especificará o Fck, a dimensão máxima do
agregado e a consistência expressa pelo abatimento do tronco de cone - vide item 5, adiante.
5.
CONSISTÊNCIA
5.1.
Será expressa pelo abatimento do tronco de cone - “slump” - conforme NBR 7223. A consistência
exprime a coesão e a fluidez do concreto.
5.2.
Deve-se especificar o menor abatimento possível, para obter-se economia de cimento, levando-se em
consideração, todavia, que o valor desse abatimento não venha a dificultar a moldagem, requerendo
excesso de energia de vibração, dando margem ao aparecimento de “ninhos” de concretagem.
5.3.
Para ter noção sobre os valores de consistência - que devem ser ajustados em função da densidade da
armadura, da eficiência dos equipamentos e da equipe - pode-se usar a Tabela 2 - vide Anexo 1.
110
5.4.
Os valores da Tabela 2 referem-se a consistências tradicionais, para uso de vibrador.
5.5.
Com o uso dos aditivos super fluidificantes, os concretos auto-adensáveis, de abatimento superior a 250
mm, permitem grande rapidez de execução. Nessa hipótese, o dimensionamento das formas será objeto
de atenção especial, considerando que as pressões hidrostáticas do concreto serão mais expressivas.
6.
AMASSAMENTO E CURA
O amassamento e cura do concreto obedecerão ao disposto nos itens 12.3, 12.4 e 14.1, da NBR 6118,
levando-se em conta o processo de amassamento - manual ou mecânico.
7.
DOSAGEM NÃO EXPERIMENTAL OU EMPÍRICA
7.1.
O PROPRIETÁRIO só admitirá a dosagem não experimental ou empírica, processada no canteiro por
método rudimentar, para obras que julgar de pequeno vulto.
7.2.
Nessa hipótese, todavia, serão satisfeitas as seguintes condições :
7.2.1.
A quantidade mínima de cimento será de 300 kg/m³ de concreto;
7.2.2.
A porcentagem de agregado miúdo no volume total do agregado será fixada de maneira a obter-se um
concreto de trabalhabilidade adequada a seu emprego. Dita porcentagem estará situada entre 30 e 50%.
7.2.3.
A quantidade de água será a mínima compatível com a trabalhabilidade necessária.
8.
CLASSIFICAÇÃO
A NBR 8953 classifica os concretos por grupo de resistência I ou II.
9.
MÉTODOS
9.1.
No caso de utilizar-se dosagem não experimental ou empírica, a CONTRATANTE admite o emprego
dos traços indicados pelo “Calculador Caldas Branco’, do engenheiro Abílio de Azevedo Caldas Branco,
desde que satisfaçam as condições estabelecidas nos itens 3.2 e 7, retro.
9.2.
Recomenda-se atenção especial, quando do emprego do “Calculador” citado no item precedente, para
o fato de que o traço escolhido satisfará tanto a resistência à compressão característica - Fck estabelecida no Projeto de Estrutura, como também, à compressão de dosagem - Fcd - no que concerne
ao disposto no item 4.5, retro.
111
TABELA 1 - Valores de Sd a adotar
Condição
Classes
Medidas
de
da
Concreto Concreto agregados água
C10
a
C80
A
C10
a
C20
C10
a
C15
B
C
Exigido consumo
em
massa
em
massa
em
massa
ou
volume
Correção
Correção
Valor
do
inchamento
da
Umidade
-
Sim, c/medida
da umidade
4,0
de Sd
a adotar
(MPa)
em
em
massa volume
em
volume
Sim c/medida
da umidade
sim
5,5
em
em
massa volume
em
volume
-
Sim, pela
consistência
do concreto
7,0
mínimo de 350 kg de cimento/m³ de concreto
TABELA 2 - Sugestões de abatimento a especificar para uso de vibrador
Peça estrutural
Abatimento* (mm)
lajes de edifícios
30 a 90
Pilares de edifícios, brocas paredes
60 a 90
Vigas de edifícios, baldrames, sapatas
50 a 90
*OBS : Para abatimentos maiores, recomenda-se o uso de aditivo plastificante ou super plastificante, além de maior cuidado com as fôrmas
e para não vibrar em excesso. Esses aditivos também podem ser empregados para os abatimentos sugeridos, permitindo redução
na relação água/cimento com aumento da resistência, ou redução no consumo de cimento, mantendo-se a relação água/cimento
e empobrecendo o traço.
Fonte : Revista “Téchne”, ano 1, No. 2, jan/fev.93, artigo “Estruturas de Concreto”.
CONCRETO
SIMPLES
1.
COMPOSIÇÃO
Os concretos simples terão composição análoga à especificada para o concreto estrutural (vide ECON.1). Esses concretos somente serão utilizados em obras e elementos sem qualquer responsabilidade
estrutural.
2.
DOSAGEM
O CONTRATANTE admitirá qualquer tipo de dosagem.
3.
TIPOS
Serão adotados os seguintes tipos de concreto simples:
3.1.
CONCRETO CS.1
3.1.1.
Teor mínimo de cimento : 300 kg/m³ de concreto
3.1.2.
3.1.3.
Diâmetro máximo de agregado graúdo : 60 mm
Fator água/cimento : 0,681/kg (areia com 3% de umidade)
3.1.4.
Traço volumétrico : 1:2:4, de acordo com o “Calculador Caldas Branco”
112
3.2.
CONCRETO CS.2
3.2.1.
3.2.2.
3.2.3.
3.2.4.
Teor mínimo de cimento : 250 kg/m³ de concreto
Diâmetro máximo de agregado graúdo : 60 mm
Fator água/cimento : 0,791/kg (areia com 3% de umidade)
Traço volumétrico : 1:2, 5:5, idem, idem CS.1
3.3.
CONCRETO CS.3
3.3.1.
Teor mínimo de cimento : 230 kg/m³ de concreto
3.3.2.
Diâmetro máximo de agregado graúdo : 60 mm
3.3.3.
Fator água/cimento: 0,88 l/kg (areia com 3% de umidade)
3.2.4.
Traço volumétrico: 1:3:5, idem, idem CS.1
3.4.
CONCRETO CS.4
3.4.1.
Teor mínimo de cimento : 200 kg/m³ de concreto
3.4.2.
Diâmetro máximo de agregado graúdo : 60 mm
3.4.3.
Fator água/cimento : 0,951l/kg (areia com 3% de umidade)
3.4.4.
Traço volumétrico : 1:3:6, idem, idem CS.1
3.5.
CONCRETO CS.5
3.5.1.
Teor mínimo de cimento : 160 kg/m³ de concreto
3.5.2.
Diâmetro máximo de agregado graúdo : 60 mm
3.5.3.
Fator água/cimento : 1,20 l/kg (areia com 3% de umidade)
3.5.4.
Traço volumétrico : 1:4:8, idem, idem CS.1
CORANTES E PIGMENTOS
1.
TERMINOLOGIA
1.1.
Para efeito desta Especificação, entende-se por pigmentos os produtos sólidos - em pó - de cor própria
e que permanecem em suspensão, sem diluir-se, na fase líquida da mistura. Admite-se, apenas, o
emprego de pigmentos inorgânicos: óxido de ferro ou de cromo.
1.2.
Para efeito desta Especificação, entende-se por corantes os produtos, líquidos, que têm por finalidade
fixar a cor das pigmentações.
3.
PARA ARGAMASSAS
2.1.
Os pigmentos para argamassas de cimentados, de chapiscos, de revestimentos e de rejuntamento terão
coloração resistente à ação da luz solar e da chuva.
2.2.
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
113
2.2.1.
Globo S.A. Tintas e Pigmentos, sob a marca “Xadrez” (RJ)
2.2.2.
Hoechst do Brasil Química e Farmacêutica S.A.
2.2.3.
Syntechrom Indústria Nacional de Pigmentos e Derivados S.A. (SP)
3.
PARA TINTAS DE BASE DE PVA
3.1.
Os corantes para tintas de base de PVA terão coloração resistente à ação da luz solar e da chuva.
3.2.
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
3.2.1.
Glasurit do Brasil Ltda., sob a marca “Suvinil Corantes”
3.2.2.
Globo S.A. Tintas e Pigmentos, sob a marca “Corantes Líquidos Xadrez”
3.2.3.
Sherwin Williams do Brasil Indústria e Comércio Ltda., sob a marca “Color Tone PVA”
4.
PARA ANODIZAÇÃO
Os corantes para anodização de perfis e ligas de alumínio serão de base de anilina - isto é,
aminobenzeno ou fenilamina - da maior pureza, havendo preferência pelos de fabricação alemã.
5.
PARA TESTES
5.1.
Nos testes de vazamentos - em impermeabilizações, tubulações, etc. - será empregada uma solução de
fucsina ou fucsina em água. O termo provém do antropônimo Fucks, tradução alemã de Renard, nome
dos irmãos que fabricavam o produto.
5.2.
A fucsina é uma substância cristalina, de fórmula C20H20N3CL e é preparada por oxidação da anilina
e de seus homólogos.
5.3.
Para a finalidade aqui apontada - testes de vazamento -, pode-se empregar o produto ácido ou básico.
6.
PARA CONCRETOS E ARGAMASSAS
6.1.
Os pigmentos para concretos e argamassas serão constituídos de óxidos metálicos fabricados dentro
do mais criterioso controle técnico.
6.2.
Apresentarão as seguintes propriedades:
6.2.1.
Resistência constante à luz solar e às intempéries
6.2.2. Idem à alcalinidade do cimento e a ácidos fracos, sem efeito na cura do cimento e não reativos com
outros ingredientes que integram a mistura
6.2.3.
Minimizar a eflorescência em artefatos de cimento
6.2.4. Dispersar as partículas do pigmento, o que exige que elas sejam superfinas, para garantir uma grande
rentabilidade na cor final
114
6.3. Admite-se o emprego de produto fabricado por Globo S.A. Tintas e Pigmentos, sob a marca “Colorcret”.
CORTADORES E FURADORES
RODEL CORTANTE E CORTANTE
1.
CARACTERIZAÇÃO
1.1.
Para efeito desta Especificação, entende-se por cortadores os equipamentos destinados ao corte de
materiais diversos, tais como ladrilhos, azulejos, mármores, granitos, etc.
1.2.
Idem, idem por furadores os equipamentos destinados a abrir “janelas” - de forma retangular,
quadrada, circular etc, - em material cerâmico, tais como ladrilhos e azulejos.
2.
EQUIPAMENTOS
Admite-se o emprego de equipamentos fabricados por:
2.1.
Fermatic Indústria e Comércio de Máquinas Ltda., cortadores com separador incorporado - modelo “2G40” - destinados ao corte e à abertura de “janelas” em ladrilhos e azulejos.
2.2.
Makita do Brasil Ferramentas Elétricas Ltda.
2.3.
Roberto Bosch Ltda.
DIVISÓRIAS
REMOVÍVEIS
Divisórias removíveis com características específicas de isolamento acústico.
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, entende-se por “divisórias removíveis” um sistema modulado, de perfis
e painéis, montado por simples processo de encaixe.
2.
PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS
2.1.
PAINÉIS
2.1.1.
Os painéis são constituídos por núcleo - “miolo” - e revestimento
2.1.2.
Os núcleos ou “miolos” podem ser de :
1-
Madeira aglomerada
2-
Idem, idem de alta densidade idem
3-
Gesso maciço
115
4-
Isolantes de fibra de madeira
5-
Chapas de vermiculita expandida
6-
Compensado naval
7-
Mineral maciço
8-
Gesso nervurado
9-
Lã de vidro
2.1.3.
O revestimento será composto de chapas duras de fibra de madeira - ou de chapas de cimento-amianto,
com os seguintes acabamentos :
1-
Lâmina de madeira natural
2-
Laminado plástico termoestável
3-
Pintura
4-
Resina alquídica
5-
Pintura em epóxi (com chapa de cimento-amianto)
6-
Tecidos
7-
Carpetes
2.1.4.
O isolamento sonoro médio dos painéis será de 32db e, no caso de locais em que o sigilo seja condição
necessária, de 40db.
2.1.5.
O peso dos painéis - com 35 mm de espessura - varia de 11 a 18 kg/m².
2.1.6.
A espessura dos painéis apresenta os seguintes valores : 35, 36, 50, 55, 56 e 76 mm
2.1.7.
A modulação e as dimensões dos painéis serão decorrência do projeto arquitetônico e do fabricante
escolhido.
2.1.8.
A remoção dos painéis será frontal, sem deslocamento dos que lhe forem adjacentes.
2.2.
PERFIS
2.2.1.
Os perfis que integram a estrutura das divisórias removíveis serão de alumínio anodizado - acabamento
acetinado - ou fabricados com chapa de aço ABNT 1008/1010, zincada e pintada, por eletrodeposição,
com epóxi em pó formando camada de 60 micra (espessura mínima)
2.2.2.
Os montantes, batentes, rodapés e guias de teto poderão permitir a passagem de fiação elétrica e
telefônica
2.2.3.
Os rodapés serão fixados por encaixe, dispensando o uso de parafusos
116
2.2.4.
Os baguetes e leitos - para sustentação de vidros - serão também fixados por encaixe
2.2.5. Todos os batentes serão guarnecidos com amortecedores de plástico. A finalidade é reduzir a
transmissão de ruídos e proteger as bordas das portas
2.3.
ELEVAÇÕES
As elevações ou composições padronizadas serão as esquematizadas nos catálogos dos fabricantes.
2.4.
MONTAGEM
Conforme orientação do fabricante, incluindo todos os acessórios necessários.
3.
PRODUTOS
Encontram-se previstos os seguintes produtos e seus respectivos fabricantes:
3.1 Divisória tipo painel-painel, com 50mm de espessura, constituída de painel cego, com miolo semi-oco,
revestido em chapa dura de alta densidade, com laminado melamínico de baixa pressão, estruturado
em perfis de aço galvanizado, pintado, inclusive portas e exclusive suas ferragens.
3.2 Divisória tipo painel-bandeira de vidro, com 35mm de espessura, considerando uma área superior a 100m2,
constituída de painel de vidro na parte superior (inclusive este), com miolo semi-oco, revestido em chapa
dura de alta densidade, com laminado melamínico de baixa pressão, estruturado em perfis de aço
galvanizado, pintado, inclusive portas e exclusive suas ferragens.
3.3 Divisória acústica de 110 mm de espessura cega do piso ao teto revestimento madeira natural pau-marfim,
miolo lã de rocha e placa de gesso acartonado - estrutura de alumínio estruturado na cor de alumínio
fosco, com sistema para a locomoção da mesma, dando a visão para um quadro.
3.4 Divisória sem tratamento acústico cegas do piso ao teto - revestimento madeira natural - pau marfimestrutura alumínio estruturado.
Os fabricantes com produtos que atendem às especificações apresentadas:
3.1.
Marca Bradiv Ltda ou similar.
DIVISÓRIAS
SANITÁRIOS COLETIVOS
Refere-se à descrição das divisórias empregadas nos reservados previstos nos banheiros coletivos
masculino e feminino.
1.
TIPO
Divisória Sanitária com painéis e portas em laminado melamínico estrutural TS (fórmica maciça), com
acabamento texturizado dupla face.
117
2.
MONTAGEM
2.1.
A montagem das divisórias obedecerá às indicações dos desenhos do Catálogo do fabricante.
2.2. O Perfil batente será em alumínio anodizado natural fosco e ferragens das portas incluindo dobradiças
automáticas de alumínio anodizado natural fosco acetinado e fecho universal em Technyl preto fosco, com
espelhos em ABS brilhante na cor cromo acetinado.
3.
PRODUTOS
3.1.
Admite-se o emprego dos produtos comercializados por NEOCOM SYSTEM ou similar.
ELASTÔMEROS E CORRELATOS
SILICONE - SELANTES E VEDANTES
1.
DEFINIÇÃO
Polissiloxana reativa, com cargas inertes que dão ao elastômero as características desejadas e um
agente de reticulação.
2.
TIPOS DE SILICONE
2.1.
As principais diferenças entre os selantes e os vedantes de silicone são :
2.1.1.
O sistema de cura
2.1.2.
As propriedade mecânicas
2.2.
SISTEMA DE CURA
2.2.1. O sistema de cura é escolhido segundo a natureza do material sobre o qual o selante vai estar em
contato
2.2.2.
São dois os sistemas de cura :
1-
Sistema de cura acético
2-
Sistema de cura neutro (oxímico, alcoólico, amínico)
2.2.3.
O sistema de cura acético não deve ser utilizado em superfícies como zinco, chumbo, cobre, vidros
laminados e concreto
2.2.4.
Sobre o zinco, o chumbo e o cobre ocorre o fenômeno da corrosão
2.2.5.
O filme de polivinil butiral (PVB) - empregado nos vidros laminados - é sensível aos silicones com sistema
de cura acético, o que acarreta a restrição mencionada
2.2.6.
Os silicones com sistema de cura acético, quando aplicados no concreto, reagem quimicamente com as
substâncias alcalinas integrantes desse concreto, o que poderá acarretar um deslocamento da massa
de vedação e, consequentemente, permitir infiltrações
118
2.2.7.
Os silicones com sistemas de cura neutra são de emprego mais universal e, geralmente, não apresentam
efeito corrosivo nos substratos mais usuais
2.3.
PROPRIEDADES MECÂNICAS - MÓDULOS DE ELASTICIDADE
2.3.1.
O módulo de elasticidade representa a tensão necessária para provocar uma deformação (permanente
ou não) de 100% num copo-de-prova feito de acordo com a norma ASTM D 624-54-C
2.3.2.
Com relação ao módulo de elasticidade, os selantes de silicone classificam-se em :
1-
Baixo Módulo 0,25 Mpa (35 psi)
2-
Médio Módulo 0,35 Mpa (50 psi)
3-
Alto Módulo 0,50 Mpa (70 psi)
2.3.3.
Caso o movimento seja o fator preponderante na seleção do selante, o silicone de baixo módulo permitirá
maiores deformações da junta, com menores tensões sobre as superfícies do substrato. Juntas de
dilatação requerem um selante de baixo módulo
2.3.4.
Drásticas variações de temperatura e movimentos de dilatação do solo são fatores que geram
movimento, exigindo que a junta apresente características de elasticidade. Recomenda-se, para esses
casos, selantes de médio módulo
2.3.5.
Na hipótese de não haver necessidade de a junta ter características de elasticidade, utiliza-se o selante
de alto ou médio módulo
2.3.6.
Caso a alta adesão seja um fator desejado, assim como um limitado alongamento da junta, recomendase um selante de médio ou alto módulo. Exemplo : juntas de aquário e juntas de “structural glazing”
3.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes :
2.1.
EB-362/74 : Sistema de Classificação de Materiais Elastoméricos Vulcanizados para Aplicações Gerais
2.2.
NBR 9396: Elastômeros em Solução para Impermeabilização
2.3.
NBR 9229: Mantas de Butil para Impermeabilização
2.4.
NBR 7462: Elastômero Vulcanizado - Ensaio de Tração
2.5.
NBR 10025: Elastômero Vulcanizado - Ensaio de Deformação Permanente a Compressão
2.6.
NBR 6565: Elastômero Vulcanizado - Ensaio de Envelhecimento Acelerado em Estufa
2.7.
MB-407/68: Elastômero Vulcanizado - Ensaio de Rasgamento
119
2.8.
NBR 6566: Elastômeros Vulcanizados - Ensaio de Resistência e Penetração, por Impacto Pendular
(Pêndulo Goodyear - Healey)
2.9.
MB-465/69: Elastômero Vulcanizado - Ensaio de Envelhecimento Acelerado em Oxigênio
2.10.
MB-522/72: Elastômero Vulcanizado - Determinação da Resistência ao Envelhecimento Acelerado Método do Tubo de Ensaio
2.11.
MB-523/72: Elastômero Vulcanizado - Deflexão à Compressão
2.12.
MB-524/72: Elastômero Vulcanizado-Deformação Aparente à Compressão a Baixa Temperatura
2.13.
MB-580/73: Elastômero - Determinação da Resistência à Dilaceração por agulha
2.14.
MB-748/74: Elastômero Vulcanizado - Determinação do Número de Endentação Pusey e Jones
2.15.
MB-1111/77: Elastômero Vulcanizado - Determinação da Aderência com Metais
2.16.
MB-1161/77: Plásticos e Elastômeros - Determinação da Temperatura de Fragilidade por Impacto
2.17.
NBR 8360: Elastômero Vulcanizado - Envelhecimento Acelerado em Câmara de Ozônio - Ensaio
Estático
2.18.
NBR 8676: Elastômeros - Determinação do Teor de Cinzas Totais e das Cinzas Solúveis em Água
2.19.
NBR 8690: Elastômero Vulcanizado - Determinação da Resiliência (Elasticidade ao Impacto Pêndulo
Schob)
2.20.
NBR 9275: Elastômeros - Determinação da Taxa de Mistura
2.21.
NBR 9299: Elastômero Vulcanizado - Retração a Baixa Temperatura
2.22.
NBR 10551: Elastômeros - Determinação da Porcentagem de Encolhimento
2.23.
NBR 9801: Preparação de Placa de Borracha Vulcanizada para Ensaios Físicos e Químicos
2.24.
NBR 6573 : Elastômeros
4.
CARACTERÍSTICAS
Após a vulcanização, o produto apresentará as seguintes características :
4.1.
Resistência à ruptura MB-57/82
(NBR 7462), Mpa 2,7
4.2.
Alongamento na ruptura MB57/82 (NBR 7462), % 600
4.3.
Resistência ao rasgamento MB407/68, N/cm 70
120
4.4.
Dureza Shore A (Instantânea)
NBR 7318, pontos 27
5.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
5.1.
Dow Corning do Brasil Ltda., sob as marcas:
5.1.1.
Selante “Dow Corning 780”
1Sistema de cura : neutro
2Módulo : médio módulo
3Cores : Branca, preta e cinza
4 - Embalagem : cartuchos ou tubos de 300 ml e baldes com 18 kg 5 Substratos
Excelente adesão a vários tipos de substrato, tais como vidros, tijolo, madeira, cerâmica, concreto,
mármore, diversos tipos de metal e borracha e fibra natural ou sintética
6Limitações
6.1Não recomendado para aplicações envolvendo submersão contínua em água ou para juntas de
locais onde haja excesso de abrasão ou desgaste
6.2-
Não se recomenda a aplicação de pintura sobre o selante
5.1.2.
Selante “Dow Corning 795”
12345-
Sistema de cura : neutro (alcoólico)
Módulo : médio módulo
Cores : “concreto”, cinza, branca, preta e bronze
Embalagem : cartuchos ou tubos de 317 ml e baldes com 7,5 litros
Usos
5.15.25.35.4-
Selagem de juntas de expansão e controle de painéis de concreto pré-moldado e cortinas metálicas
Sistemas de vidro não estrutural
Plásticos
Selagem perimetral de esquadrias
6-
Limitações
Idem selante “Dow Corning 780”, item 5.1.1:6, retro
5.1.3.
Selante “Dow Corning Q4-4825”
1234-
Sistema de cura : neutra
Módulo : baixo módulo
Cores : branca e cinza
Embalagem : não declarada
5-
Usos
121
5.1-
Materiais porosos
5.2-
Painéis de concreto pré-moldados
5.3-
Selagem de juntas de grande movimentação
5.1.4.
Selante “Dow Corning Q3-5814”
1234-
Sistema de cura : neutra
Módulo : baixo módulo
Cores : branca e cinza
Embalagem : não declarada
5-
Usos
5.1-
Selagem de granito, cimento e metais
5.2idem de vidros, principalmente os laminados
5.1.5. Vedante “Dow Corning Vidro e Alumínio”
1234-
Sistema de cura : ácida
Módulo : não declarado
Cores : incolor, alumínio, bronze e preta
5-
Usos
5.1-
Vedação de vidro comum ou temperado
5.2-
idem de alumínio e outros metais
5.3-
idem de cerâmica
5.4.
Henkel S.A. Indústrias Químicas, sob as marcas :
5.4.1.
Selante “Sista F 1000”
1234-
Sistema de cura : neutro (amínico)
5-
Usos
Embalagem : cartuchos ou tubos de 300 ml
Módulo : médio módulo
Cor padrão : cinza
Embalagem : cartuchos ou tubos de 325 ml
Selante de juntas de concreto, cimento, tijolo, madeira, cimento-amianto, instalações de aquecimento,
de ar condicionado, hidráulicas etc
6-
Limitações
Idem item 5.1.1:6, retro
122
5.2.2.
Selante “Sista F 1010”
1234-
Sistema de cura : acético
Módulo : alto
Cores : bege, amarela, ouro, caramelo, ocre, marrom, azul e verde
Embalagem : cartuchos ou tubos de 325 ml
5-
Usos
5.1Produto específico para vedação de juntas em vasos sanitários, banheiras, boxes, pias, bidês,
azulejos etc.
5.2- O “Sista F 1010” não permite a formação de bolor devido aos aditivos especiais existentes na sua formulação
66.1-
Limitações
Idem item 5.1.1:6, retro
6.2Não recomendado para uso com vidro laminado
5.2.3. Selante “Sista F 1041”
1234-
Sistema de cura : acético
5-
Usos
Módulo : alto módulo
Cores : branco, preto, alumínio e “transparente”
Embalagem : cartucho ou tubos de 325 ml e bisnaga de alumínio de 85 g em cartela “blister”
5.1- Vedação e colagem de vidros entre si ou em esquadrias de alumínio 5.2Idem de aquários
5.3- Idem de cortina de vidros em prédios (“curtain-wall”) 5.4Idem de instalações de vapor e água quente
6-
Limitações
6.1- Idem, idem item 5.1.1:6, retro, admitindo, todavia, a submersão contínua em água 6.2Não recomendado para uso com vidro laminado
5.3.
Incomex S.A. Engenharia, Indústria e Comércio, sob a marca :
5.3.1.
Selante “Silicomex”
1 - Sistema de cura : não declarado pelo fabricante 2 Módulo : não declarado pelo fabricante
3Cores : não declaradas pelo fabricante
4 - Embalagem : galão (3,6 l) e balde de 20 l 5 - Usos
123
Particularmente recomendado para concreto e alvenaria
6-
Limitações
6.1- Não recomendado para aplicações envolvendo submersão contínua em água ou para juntas de locais onde
haja excesso de abrasão ou desgaste
6.2-
Não se recomenda a aplicação de pintura sobre o selante
5.4.
Otto Baumgart Indústria e Comércio S.A., sob a marca :
5.4.1.
Selante “Siliflex”
1 - Sistema de cura : não declarada pelo fabricante 2 Módulo : não declarado pelo fabricante
3Cores : cinza e “cristal”
4 - Embalagem : bisnagas de 450 g (cinza) e de 310 g (“cristal”) 5 - Usos
Vedação de caixilhos e esquadrias, arremate de acabamento de equipamentos sanitários
5.5.
Rhodia S.A., sob as marcas :
5.5.1.
Selante “Rhodiastic 70”
1Sistema de cura : neutro
2Módulo : alto módulo
3Cores : preto, branco, cinza e “limestone”
4 - Embalagem : cartucho ou bisnaga de 300 ml e balde de 18 kg 5 - Usos
Particularmente recomendado para as obras de “structural glazing”
6-
Limitações
Idem, item 5.1.1:6, retro
5.5.2.
Selante “Rhodiastic 151”
1Sistema de cura : acético
2Módulo : médio módulo
3 - Cores : “transparente”, preto, branco e alumínio 4 Embalagem : cartucho ou tubos de 300 ml
5-
Usos
5.1-
Vedação entre esquadria de alumínio e painel de vidro, exclusive laminado
5.2- Idem de juntas em vasos sanitários, banheiras, boxes, bidês, azulejos, etc. O “Rhodiastic 151” não permite
a formação de bolor devido aos aditivos fungicidas existentes na sua composição
124
5.3-
Vedação de juntas “vidro a vidro”, exclusive vidros laminados
6-
Limitações
6.1-
Idem, idem item 5.1.1:6, retro
6.2-
Não recomendado para uso com vidro laminado
5.5.3.
Selante “Rhodiastic 303”
1Sistema de cura : acético
2 - Módulo : médio (ligeiramente inferior ao do “Rhodiastic 151”) 3 Cores : “transparente”, preto, branco e alumínio
4Embalagem : cartucho ou tubo de 300 ml
5-
Usos
5.1-
Vedação entre esquadria de alumínio e painel de vidro, exclusive laminado
5.2- Vedação de juntas “vidro a vidro”, exclusive vidros laminados 5.3Vedação de aquários
6-
Limitações
6.1-
Idem, idem item 5.1.1:6, retro
6.2-
Não recomendado para uso com vidro laminado
7-
Observação
As diferenças entre o “Rhodiastic 151” e o “Rhodiastic 303”, ambos de sistema de cura acético, são o
módulo de elasticidade, o tempo de polimerização (o do “Rhodiastic 303” é mais curto) e a aplicação envolvendo
imersão permanente em água (apenas o “Rhodiastic 303”)
5.5.4.
Selante “Rhodiastic 666”
1Sistema de cura : neutro
2Módulo : médio módulo
3 - Cores : “transparente”, cinza, “limestone”, preto, branco e bronze 4 Embalagem : cartucho ou tubo de 300 ml
5-
Usos
5.1-
Vedação entre esquadrias - de alumínio, de aço etc, - e painéis de vidro, inclusive laminado
5.2-
Vedação de juntas “vidro a vidro”, inclusive vidros laminados
6-
Limitações
Idem item 5.1.1:6, retro
125
FERRAGENS E ARTEFATOS SIMILARES
1.
NORMAS
1.1.
CREMONA
Normas da ABNT atinentes ao assunto :
1.1.1.
NBR 7805: Cremona e Seus Acessórios - Padrão Superior
1.1.2.
NBR 7806: Cremona - Ensaio de Campo.
1.1.3.
NBR 7807: Cremona - Ensaio de Laboratório.
1.2.
DOBRADIÇA
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes:
1.2.1. NBR 7178 : Dobradiças de Abas.
1.2.2.
NBR 7782: Dobradiças Invisível.
1.2.3.
EB-1359/82 : Dobradiça Helicoidal para Porta Corta-Fogo
1.2.4.
EB-1360/82 : Dobradiça de Mola para Porta Corta-Fogo
1.2.5.
EB-1361/82 : Dobradiça Excêntrica para Porta Corta-Fogo
1.2.6.
NBR 7780: Dobradiça - Ensaio de Laboratório
1.2.7.
NBR 7781: Dobradiça - Ensaio de Campo
1.2.8.
NBR 7783: Dobradiça Invisível - Ensaio de Laboratório.
1.2.9.
NBR 7784: Dobradiça Invisível - Ensaio de Campo.
1.2.10. MB-1781/82: Fechadura e Dobradiça para Porta Corta-Fogo - Verificação da Resistência ao
Funcionamento.
1.3.
FECHADURA
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes:
1.3.1.
EB-606/72: Cilindro para Fechaduras com Travamento por Pinos
1.3.2.
NBR 5635: Fechadura de Embutir Tipo Interna - Padrão Superior
1.3.3.
NBR 5638: Fechadura de Embutir Tipo Banheiro - Padrão Superior
1.3.4.
NBR 5632: Fechadura de Embutir Tipo Cilindro - Padrão Superior
126
1.3.5.
NBR 7804: Fechadura de Sobrepor de 80 mm, de cilindro - Tipo A
1.3.6.
NBR 8207: Fechadura de Sobrepor de Cilindro 100 mm - Tipo B
1.3.7.
MB-817/72 : Cilindros para Fechaduras Com Travamento por Pinos - Ensaio de Resistência à Corrosão
1.3.8.
MB-1781/82 : Fechadura e Dobradiça Para Porta Corta-Fogo - Verificação de Resistência ao
Funcionamento
1.3.9.
NBR 8203: Fechadura de Embutir : Ensaio de Campo .
1.3.10. NBR 8489: Fechadura de Embutir - Ensaio de Laboratório.
1.4.
FECHO E TRINCO
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes :
1.4.1.
NBR 7177: Trincos e Fechos .
1.4.2.
NBR 7791: Fechos de Segurança Tipo Pega-Ladrão - Padrão Médio.
1.4.3.
NBR 7792: Fechos de Segurança Tipo Pega-Ladrão - Padrão Superior
1.4.4.
NBR 7794: Fecho de Embutir - Padrão Superior)
1.4.5.
NBR 7796: Fecho de Segurança - Padrão Médio
1.4.6.
NBR 7797: Fecho de Segurança - Padrão Luxo.
1.4.7.
NBR 8209: Fecho Com Mola Para Janela Tipo Guilhotina - Padrão Popular
1.4.8.
NBR 7787: Trinco e Fecho - Ensaio de Laboratório.
1.4.9.
NBR 7788: Trinco e Fecho - Ensaio de Campo
1.4.10. NBR 7789: Fecho de Segurança Tipo Pega-Ladrão e Fecho de Embutir - Ensaio de Laboratório.
1.4.11. NBR 7790: Fecho de Segurança Tipo Pega-Ladrão e Fecho de Embutir - Ensaio de Campo.
2.
PRODUTOS
2.1.
Sanitários e lavabos PNE
3.
Fechadura, dobrabiças e maçaneta em aço cromado, linha INOVA, cód. 235, marca La Fonte ou similar.
4.
Barra de apoio para lavatório 80 cm. linha conforto, cor branco, cód. 4924, fabricado por ED METAL ou
similar.
127
5.
Barra de apoio para lavatório 70 cm. linha conforto, cor branco, cód. 6008, fabricado por ED METAL ou
similar.
6.
Barra de apoio para lavatório 45 cm. linha conforto, cor branco, cód. 4921, fabricado por ED METAL ou
similar.
2.2.
Sanitários e lavabos
7.
Fechadura e maçaneta em aço cromado, linha INOVA, cód. 235, marca La Fonte ou similar.
8.
Mola hidráulica aérea para portas, fechamento ajustável de 180o até 20o, corpo em alumínio fundido,
duas válvulas independentes, reversível, acabamento em prata, marca Mob Soprano ou similar.
FITAS VEDADORAS
POLIÉSTER
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, as fitas vedadoras de poliéster são produtos destinados ao tratamento
de trincas, fendas e rachaduras (vide Anexo 1).
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Tela auto-adesiva, de material elástico e anti mofo, 100% poliéster.
2.2.
Fabricada em fio torcido, para assegurar a elasticidade em torno de 50%, com malha aberta, para
permitir a aplicação de qualquer tipo de revestimento.
2.3.
A tela apresentará resistência ao meio alcalino e suportará trações de até 318 deca newton (da N).
2.4.
Bandame central sem adesivo.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por Telafix Indústria e Comércio Ltda., sob as marcas :
3.1.
“Telafix Ponte Adesiva”, em rolos com :
: - 100/20 x 10 m
: - 100/20 x 40 m
: - 150/50 x 10 m
: - 150/50 x 40 m
3.2.
“Telafix Preventiva”, em rolos com :
: - 50 x 40 m
: - 150 x 40 m
: - 250 x 40 m
128
ANEXO 1:
1 - Tapar a fenda com “Tapatrinca” e aguardar a secagem (cerca de 3 horas), vide E-ACR.26
2 – Aplicar a bandagem central de Telafix Ponte Adesiva atentamente sobre a fenda, cuidando para que não
seja colada e fique livre de qualquer tração. A bandagem central não é adesiva, para evitar ser solidária ao
suporte.
3 – A fixação definitiva acontecerá após aplicação da massa, pintura texturada ou qualquer tipo de acabamento
desejado.
129
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
CONDUTORES ELETRODUTOS E ACESSÓRIOS - PLÁSTICOS
1.
NORMAS
1.1.
Serão adotadas as normas da ABNT atinentes ao assunto.
2.
CARACTERIZAÇÃO - ELETRODUTOS
2.1.
Os eletrodutos de PVC, para instalações embutidas serão corrugados, com diâmetros indicados nos
desenhos do projeto.
2.2.
Os eletrodutos de PVC, para instalações aparentes deverão ser rígidos e fixados por braçadeiras
adequadas ao diâmetro indicado no projeto.
2.3..
A distribuição sobre o forro deverá ser efetuada por eletro-calhas suspensas.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de eletrodutos e acessórios plásticos fabricados por:
3.1.
Tubos e Conexões Tigre S.A., eletrodutos corrugados e eletrodutos rígidos roscáveis - para uso geral
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
CAIXAS DE DERIVAÇÃO
1.
NORMAS
As caixas de derivação, no que diz respeito à sua instalação, obedecerão às normas da ABNT atinentes
ao assunto.
130
2.
REQUISITOS GERAIS
2.1. Serão empregados caixas de derivação, além dos pontos indicados em projeto, nos seguintes lugares:
2.1.1.
Em todos os pontos de entrada ou saída dos condutores na tubulação, exceto nos pontos de transição
ou passagem de linhas abertas para linhas em condutos, os quais, nestes casos, serão arrematados,
pelo menos, com bucha adequada.
2.1.2.
Em todos os pontos de emenda ou derivação de condutores.
2.1.3.
Em todos os pontos de instalação de luminárias, aparelhos e outros dispositivos, desde que haja
condições construtivas que permita tal instalação.
2.2. As caixas terão as seguintes características:
2.2.1. Octogonais, de fundo móvel, para pontos de luz no teto, concomitantemente, com distribuição elétrica.
2.2.2.
Quadradas, de 100 x 100 mm (4 “x 4”), quando o número de interruptores ou tomadas exceda a três, ou
quando usadas para caixas de passagem.
2.2.3.
Retangulares, de 50 x 100 mm (2 “x 4”), para o conjunto de interruptores ou tomadas igual ou inferior a
três.
2.2.4.
Especiais, em chapa nº 16, no mínimo, de aço zincado, com pintura antioxidante e isolante, com tampa
lisa e aparafusada e nas dimensões indicadas no projeto.
2.3.
Só poderão ser abertos os olhais destinados a receber ligações de eletrodutos.
2.4.
As caixas embutidas nas paredes deverão facear o paramento de alvenaria - de modo a não resultar
excessiva profundidade depois de concluído o revestimento - e serão niveladas e aprumadas.
2.5.
As alturas das caixas em relação ao piso acabado serão as seguintes:
2.5.1.
Interruptores e botões de campainha (bordo superior de caixa): 1,30 m
2.5.2.
Tomadas baixas, quando não indicadas nos rodapés ou em locais úmidos (bordo inferior da caixa): 0,30
m
2.5.3.
Tomadas em locais úmidos (bordo inferior da caixa): 1,30 m
2.5.4.
Caixas de passagem (bordo inferior da caixa): 0,30 m
2.6.
As caixas de arandelas e de tomadas altas serão instaladas de acordo com as indicações do projeto ou,
se este for omisso, em posição adequada, à critério da FISCALIZAÇÃO.
2.7.
As caixas de interruptores, quando próximas de alisares, serão localizados a, no mínimo, 0,10 m desses
alisares.
131
2.8.
As diferentes caixas de uma mesma sala serão perfeitamente alinhadas e dispostas de forma a não
apresentarem discrepâncias sensíveis no seu conjunto.
2.9.
As caixas de pontos de luz dos tetos serão rigorosamente centradas ou alinhadas nas respectivas salas
em conformidade com as cotas apresentadas em projeto.
2.10
.As caixas serão colocadas em lugares facilmente atingíveis e serão providos de tampas adequadas. As
caixas que contiverem interruptores, tomadas e congêneres serão fechadas pelos espelhos que
completam a instalação desses dispositivos; as caixas de saída para alimentação de aparelhos poderão
ser fechadas pelas placas destinadas à fixação desses aparelhos.
2.11.
A distância entre caixas será determinada de modo a permitir, em qualquer tempo, fácil enfiação e
desenfiação dos condutores. Nos trechos retilíneos, o espaçamento terá, no máximo, o comprimento de
15 metros; nos trechos dotados de curvas, este espaçamento será reduzido de três metros para cada
curva de 90º.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
CONDUTORES DE BAIXA TENSÃO
Na instalação elétrica caberá o emprego de condutores novos, com emendas apenas nas caixas de
derivação, obedecendo a codificação de cores definida adiante.
1.
CONDIÇÕES GERAIS
1.1.
Os condutores serão instalados de forma que não estejam submetidos a esforços mecânicos
incompatíveis com sua resistência, o que prevalece, também, para o seu isolamento e/ou revestimento.
1.2.
Nas deflexões, os condutores serão curvados segundo raios iguais ou maiores do que os mínimos
admitidos para seu tipo.
1.3.
As emendas e derivações dos condutores serão executadas de modo a assegurarem resistência
mecânica adequada e contato elétrico perfeito e permanente por meio de um conector apropriado.
1.4.
As emendas dos condutores serão sempre efetuadas em caixas de passagem com dimensões
apropriadas.
1.5.
O desencapamento dos condutores para emendas, será cuidadoso, só podendo ocorrer nas caixas.
1.6.
O isolamento das emendas e derivações terá características, no mínimo, equivalentes às dos condutores
respectivos.
1.7.
As ligações dos condutores, aos bornes de aparelhos e dispositivos, serão efetuados de modo a
assegurarem resistência mecânica adequada e contato elétrico perfeito e permanente, sendo que:
1.7.1.
Os fios, de seção igual ou menor que 10 mm2, poderão ser ligados diretamente aos bornes, sob pressão
de parafuso.
1.7.2.
Os condutores, de seção maior do que as acima especificadas, serão ligados por meio de terminais
adequados.
132
1.8. Todos os condutores serão instalados de maneira que, quando completada a instalação, o sistema esteja
livre de curto-circuito.
2.
LIGAÇÃO À TERRA
2.1.
A instalação dos condutores de terra obedecerá às seguintes disposições:
2.1.1.
O condutor será tão curto e retilíneo quanto possível, não terá emendas e nem chaves ou quaisquer
outros dispositivos que, ao longo do seu percurso, possam causar interrupção.
2.1.2.
Será devidamente protegido por eletrodutos, rígidos ou flexíveis, nos trechos em que possa sofrer
danificações mecânicas. Esses eletrodutos serão conectados ao condutor.
2.2.
Em equipamentos elétricos fixos e suas estruturas, as partes metálicas, expostas que, em condições
normais, não estejam sob tensão, serão ligadas à terra quando:
O equipamento estiver dentro do alcance de uma pessoa sobre pavimento de terra, cimentado, ladrilhos
ou materiais semelhantes.
2.2.1.
2.2.2.
O equipamento for alimentado por meio de instalação em condutos metálicos.
2.2.3.
O equipamento estiver instalado em local úmido.
2.2.4.
O equipamento estiver instalado em localização perigosa.
2.2.5.
O equipamento estiver instalado sobre ou em contato com uma estrutura metálica.
2.2.6.
O equipamento opere com um terminal a mais de 150 volts contra a terra.
2.3.
Serão ligadas à terra as partes metálicas que, em condições normais, não estejam sob tensão, dos
seguintes equipamentos :
2.3.1.
Caixas de equipamentos de controle ou proteção dos motores.
2.3.2.
Equipamentos elétricos de elevadores e guindastes.
2.3.3.
Equipamento elétrico de garagens, teatros e cinemas, exceto lâmpadas pendentes em circuitos com
menos de 150 volts contra a terra.
2.3.4.
Estrutura de quadros de distribuição ou de medidores.
2.4.
O condutor de ligação à terra será preso ao equipamento por meios mecânicos, tais como braçadeiras,
orelhas, conectores, e outros da espécie, que assegurem, contato elétrico perfeito e permanente. É
vedado o emprego de dispositivos que dependam do uso da solda de estanho.
2.5.
Os condutores para ligação à terra, do equipamento fixo, podem ou não fazer parte do cabo alimentador
desse equipamento. Serão instalados de forma a assegurar sua proteção mecânica e não terão qualquer
dispositivo capaz de causar ou permitir sua interrupção.
133
4.
APOIO DOS CONDUTORES
3.1.
Nos trechos verticais das instalações em eletrodutos rígidos, os condutores serão convenientemente
apoiados na extremidade superior da canalização.
3.2.
O apoio dos condutores será procedido por suportes isolantes, com resistência mecânica adequada ao
peso a sustentar e que não danifiquem seu isolamento ou suportes isolantes que fixem diretamente o
material condutor (recomendável no caso de isolamentos com tendência a escorregar sobre o condutor),
devendo o isolamento ser reconstituído no trecho em que for removido.
4.
INSTALAÇÃO DOS CONDUTORES
4.1.
A instalação dos condutores, sem prejuízo do estabelecido na NBR 5410, só poderá ser procedida
depois de executados os seguintes serviços:
Limpeza e secagem interna da tubulação, pela passagem de buchas embebidas em verniz isolante ou
parafina.
4.1.1.
4.1.2.
Pavimentações que levam argamassa (cimentados, ladrilhos, etc.).
4.1.4.
Assentamento de portas, janelas e outras vedações que impeçam a penetração de chuva.
4.1.5.
Revestimentos de argamassa ou que levam argamassa.
4.2.
A fim de facilitar a enfiação serão usados como lubrificantes talco, diatomita ou pedra-sabão.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
CONDUTORES DE BAIXA TENSÃO – MATERIAIS
1.
NORMAS
1.1.
Serão adotadas as normas da ABNT atinentes ao assunto.
2.
CARACTERIZAÇÃO
2.1.
Os condutores na bitola mínima de de 1,5 mm2 para iluminação e 2,5mm² para alimentação, escala
métrica, serão de cobre eletrolítico de alta condutibilidade.
2.2.
Isolamento termoplástico, de PVC, resistente a chama (antichama).
2.3.
Tensão de isolamento: 450/750 V.
2.4.
Serão adotados condutores de fio singelo para as bitolas 1,5 a 6 mm2. Para as bitolas 10 a 16 mm2
serão usados cabos, nos quais o condutor será constituído de fios de cobre trançado ou de dois ou três
fios de cobre sólido.
2.5
Os condutores de isolamento termoplástico serão fornecidos em cores diversas, cujo emprego
obedecerá à seguinte convenção:
134
3.
Cores
Azul
Verde
Branco
Condutores
Fase
Terra
Retorno
Vermelho
Neutro
PRODUTOS
Admite-se o emprego de condutores de baixa tensão fabricados por Pirelli S.A. Companhia Industrial
Brasileira, sob as marcas “Fios/Pirastic Antiflam 450/750 V” e “Cabo Pirastic-Flex Antiflam 450/750V”.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
MATERIAIS COMPLEMENTARES
1.
FITAS ISOLANTES
1.1.
NORMAS
Haverá particular atenção para as normas da ABNT atinentes ao assunto, especialmente para o disposto
nas seguintes:
1.1.1.
NBR 5037: Fitas Adesivas Sensíveis à Pressão Para Fins de Isolação Elétrica.
1.1.2.
NBR 5057: Fitas Adesivas Sensíveis à Pressão Para Fins de Isolação Elétrica.
1.2.
FITAS DE PVC
1.2.1.
Caracterização
1-
Tira de PVC coberta, em uma das superfícies, com substância adesiva.
2-
São características principais da fita isolante de PVC : espessura do filme e qualidade do adesivo.
1.2.2.
Produtos
Admite-se o emprego de produtos fabricados por:
1 - Alba Química Indústria e Comércio Ltda., de 19 mm de largura, para baixa tensão, sob as marcas “Adesite” rolo com 20 m - e “Cascofio” - rolo com 5 m
2 - Pirelli S.A. Companhia Industrial Brasileira, de 19 mm de largura, para baixa tensão, “Antiflam”, sob a marca
“P 40” em rolos com 5 e 20 m de comprimento
3-
3M do Brasil Ltda. sob as marcas:
3.1-
”Fita Elétrica No. 33, marca Scotch”, para uso geral - 6 kVA.
3.2-
“Fita Elétrica No. 22, marca Scotch”, para uso na construção e na manutenção de instalações
135
industriais pesadas e em companhias fornecedoras de energia elétrica - 13 kVA.
4-
Tubos e Conexões Tigre S.A., sob a marca “Fita Isolante Tigre”, com as seguintes características:
4.1-
Cor : preta
4.2-
Largura : 19 mm
4.3-
Espessura do filme : 0,18 mm.
4.4-
Adesivo : à base de borracha natural
4.5-
Rigidez dielétrica : 7.000 V (temperatura ambiente)
4.6-
Comprimento : rolos com 5, 10 e 20 m
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
INTERRUPTORES
Neste item encontram-se caracterizadas os interruptores que deverão ser fornecidos visando atender
ao especificado no projeto.
1.
NORMAS
Os interruptores, no que diz respeito à sua instalação, satisfarão a todas as normas ABNT atinentes ao
assunto, particularmente às seguintes: NBR 6262 a NBR 6278.
2.
REQUISITOS GERAIS
2.1.
O posicionamento e as características técnicas dos interruptores serão definidos no projeto de
instalação elétrica.
3.
CARACTERIZAÇÃO
3.1.
Os interruptores terão as marcações exigidas pelas normas da ABNT, especialmente o nome do
fabricante, a intensidade (10 A) e a tensão (250 V) da corrente.
3.2.
Serão de embutir e, só eventualmente, de sobrepor, o que será objeto de referência específica no projeto
de instalação elétrica.
3.3.
Contatos de prata e demais componentes de função elétrica em liga de cobre. É vedado o emprego de
material ferroso nas partes condutoras de corrente.
3.4.
Parafusos de fixação e molas bicromatizados.
3.5.
Distância de 3 mm, no mínimo, entre os bornes e os contatos abertos.
3.6.
Corpo em poliamida 6.6 (auto-extinguível).
136
4.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de placas ou espelhos fabricados por Pial Eletro-Eletrônicos Ltda, linha PIAL PLUS
ou similar.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
PONTOS DE UTILIZAÇÃO – LUMINÁRIAS
Neste item encontram-se caracterizadas as luminárias que deverão ser instaladas, conforme
especificado nos projetos.
1.
NORMAS
Os aparelhos para luminárias, no que concerne à instalação e aos materiais componentes, obedecerão
ao disposto nas normas da ABNT atinentes ao assunto.
2.
REQUISITOS GERAIS
2.1.
O posicionamento e as características dos aparelhos para luminárias encontram-se definidos no
projeto de locação de luminárias.
3. CARACTERIZAÇÃO
3.1.
Os aparelhos para luminárias fluorescentes serão construídos de forma apresentar resistência adequada
e dimensões tais que propiciem espaço suficiente para as ligações elétricas, indispensáveis ao
funcionamento dessas luminárias. Serão empregadas, basicamente, luminárias de sobrepor e luminárias
de embutir, em detrimento da existência, ou não, de forro no compartimento a ser iluminado.
3.2.
Todas as seções de aço serão protegidas contra corrosão, mediante pintura, esmaltação, zincagem ou
outro processo equivalente.
3.3.
As seções de vidro dos aparelhos serão montadas de forma a oferecer segurança, com espessura
adequada e arestas expostas lapidadas, de forma a evitar cortes quando manipuladas.
3.4.
Os aparelhos destinados a ficarem embutidos serão construídos de material incombustível e que não
seja danificado sob condições normais de serviço. Seu invólucro deve abrigar todos os condutores de
corrente, condutos, porta-lâmpadas e lâmpadas.
3.5.
Todas as luminárias projetadas deverão ser interligadas à rede existente empregando-se cabos PP
# 1,5 mm2, dotados de plugues monobloco em material termoplástico, pinos e contatos em liga de cobre,
10 A – 250 V, ref. 51000 e 51002 da PIAL – eletro-eletrônicos S.A. ou similar.
4.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de aparelhos para luminárias conforme descrito na planilha orçamentária.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
PONTOS DE UTILIZAÇÃO – LÂMPADAS
137
1.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto será, também, respeitado o estabelecido na NBR 5160,
“Lâmpadas Fluorescentes para Iluminação Geral”, e na NBR 9312, “Receptáculos para Lâmpadas Fluorescentes
e Starters”.
2.
REQUISITOS GERAIS
2.1.
As características das lâmpadas e fluorescentes - para luminárias serão definidos no Projeto de
Instalação Elétrica.
1.
CARACTERIZAÇÃO
Serão empregadas lâmpadas fluorescentes tri fósforo revestindo o bulbo das lâmpadas, observando-se
as potências indicadas no projeto.
1.1.
1.2.
Os bulbos serão isentos de impurezas, manchas ou defeitos que prejudiquem o seu desempenho.
As bases obedecerão, no mínimo, ao seguinte:
1 - Não devem rodar, em relação ao bulbo, quando sujeitos, no ensaio de torção, aos momentos de força
estabelecidos na NBR 5160.
2 - O deslocamento angular máximo entre os planos que passam pelos pinos da base não será maior do que 6°.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de lâmpadas fluorescentes fabricadas por:
2.2.
OSRAM S.A
2.3.
General Eletric S.A.
2.4.
Philips do Brasil Ltda.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
PONTOS DE UTILIZAÇÃO – REATORES
1.
NORMAS
Os reatores para luminárias obedecerão ao disposto nas normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá
particular atenção para o disposto na NBR 5114, “Reatores para Lâmpadas Fluorescentes Tubulares”. Será,
também, respeitado o estabelecido na NBR 5172, “Reatores para Lâmpadas Fluorescentes - Ensaios”.
2.
REQUISITOS GERAIS
2.1.
As características dos reatores para luminárias encontram-se definidos nos desenhos do projeto.
138
3. CARACTERIZAÇÃO
3.1.
Todo reator será provido de invólucro incombustível e resistente à umidade.
3.2.
Serão utilizados reatores eletrônicos observando-se as potências e tensões apresentadas nos projetos
de instalação elétrica.
3.3.
O invólucro do reator será protegido, interna e externamente, contra a oxidação por meio de pintura,
esmaltação, zincagem ou processo equivalente.
3.4.
O núcleo do reator será laminado em aço-silício de reduzida perda magnética.
3.5.
As bobinas serão enroladas com fio de cobre, esmaltado, classe térmica 130°C.
3.6.
As características de funcionamento, tais como tensão de saída, condições de aquecimento, fator de
potência e outros, são as estabelecidas na NBR 5114/77.
4.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de reatores fabricados por HELFONT S.A, ou similar, eletrônico 2x16W e 2 x 32
W - 127V/60 Hz, ref.: HRD 3216.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
ACESSÓRIOS DIVERSOS
1.
DEFINIÇÃO
Entende-se por “Acessórios Diversos” os receptáculos, soquetes e outros da espécie que se integram e
complementam as luminárias.
2.
REQUISITOS GERAIS
2.1.
As características dos acessórios diversos serão definidas no Projeto de Instalação Elétrica.
3.
CARACTERIZAÇÃO
3.1.
Os receptáculos para lâmpadas fluorescentes serão, também, especificados para cada caso e
apresentarão, no mínimo, as seguintes características:
3.1.1. Proteção contra vibração (antivibratórios).
3.1.2.
Proteção contra queda da lâmpada.
3.1.3.
Molas de aço inoxidável para garantia de contato elétrico.
3.1.4.
Sempre que possível, os “acessórios diversos” serão da mesma linha e fabricação dos reatores e/ou
lâmpadas, satisfarão as normas da ABNT atinentes ao assunto e serão objeto de especificação
discriminada no projeto de instalação elétrica.
139
4.
PRODUTOS
A CONTRATADA submeterá à aprovação da FISCALIZAÇÃO os tipos - marcas e fabricantes - dos
“acessórios diversos” que pretende empregar na instalação elétrica.
4.1.
NBR 6256 a NBR 6265
4.2.
NBR 6266
4.3.
NBR 6267
4.4.
NBR 7846
INSTALAÇÃO ELÉTRICA E TELEFÔNICA
PONTOS DE UTILIZAÇÃO – TOMADAS
1.
NORMAS
As tomadas de parede, no que diz respeito à sua instalação, obedecerão ao disposto nas normas da
ABNT, seguindo o posicionamento indicado nos desenhos do projeto.
2.
REQUISITOS GERAIS
O posicionamento e as características tomadas de parede, elétrica, telefônica e lógica serão definidos
nos desenhos do projeto.
3.
CARACTERIZAÇÃO
3.1.
TOMADAS DE PAREDE
3.1.1. As tomadas de parede serão do tipo universal, com contatos em liga de cobre com referência indicada
nos desenhos do projeto.
3.1.2.
Para segurança contra choques elétricos, os contatos ficarão distantes - cerca de 8 mm - da placa
3.1.3.
Haverá conexão perfeita da tomada com qualquer tipo de plugue - pino chato ou pino redondo
3.1.4.
Os bornes permitirão ligação rápida e segura de até dois fios de seção 2,5 mm², cada
3.1.5.
os corpos da tomada serão em poliamida 6.6 (auto-extinguível) para garantia de isolamento elétrico total.
3.1.6.
As tomadas telefônicas, conforme indicado no projeto, apresentarão encaixe tipo “jack”, mantendo a
especificação vigente para tomadas de baixa tensão aparentes ou embutidas.
4.
PRODUTOS
4.1.
Pial Eletro-Eletrônicos Ltda, linha PIAL PLUS.
140
INSTALAÇÃO HIDRÁULICA
NORMAS E REGULAMENTOS
1.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes :
1.1.
NBR 5626: Instalações Prediais de Água Fria.
1.2.
NBR 5651: Recebimento de Instalações Prediais de Água Fria.
1.3.
NBR 5648: Tubos de PVC Rígido para Instalações Prediais de Água Fria.
1.4.
NBR 5657: Instalações Prediais de Água Fria - Verificação da Estanqueidade à Pressão Interna.
1.5.
NBR 5658: Instalações Prediais de Água Fria - Determinação das Condições de Funcionamento das
Peças de Utilização.
2.
REGULAMENTOS E PRESCRIÇÕES
O material para instalações hidráulicas satisfará além das normas referidas no item anterior, ao disposto
no Regulamento de Instalações Prediais de Esgotos Sanitários do Ex-Estado da Guanabara, aprovado pelo
Decreto “E” No. 2.886, de 10- 6-1969, às Normas Referentes às Instalações de Água e Esgotos de São Paulo
(SP), expedidas com a Portaria GS-No. 31, de 29-10-1971, e às prescrições constantes das normas
subsequentes.
INSTALAÇÃO HIDRÁULICA
RALOS
1.
MATERIAL DE FABRICAÇÃO
Os ralos e grelhas poderão ser de cerâmica, de cobre, de ferro fundido, de latão, de chumbo, de plástico
ou de concreto.
INSTALAÇÃO HIDRÁULICA
VEDANTES E SIMILARES
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, entende-se por vedantes e similares os produtos, em forma de fitas,
fibras ou pastas, destinados a garantir a estanqueidade dos circuitos hidráulicos.
2.
PRODUTOS
2.1.
VEDANTES
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
141
2.1.1.
Cia Industrial “DOX”, sob as marcas :
1 - “Pasta de Vedação DOX”, em bisnagas de 150 e 400 g e em latas de 500 g. Recomendada para vedação de
juntas de circuitos de vapor, água, ar, gases e solventes à base de petróleo. Não recomendada para uso
em presença de álcool.
2 - “Fita Vedante de Teflon”, para vedação de juntas de circuito de valor, óleo, solventes, ar, gases, ácidos etc.
Em carretéis de 5, 10, 25 e 50 m e nas larguras de 1/2”, 3/4” e 1”.
2.1.2.
Firlon S.A. Vedações Industriais, sob a marca “Fita Firlon”, de PTFE (vide E-PLA.1), fabricada nas
larguras de 12,70 mm (1/2”), 19,05 mm (3/4”) e 25,4 mm (1”) e nos comprimentos de 5m, 10m, 25m e
50 m
2.1.3.
Fundição Tupy S.A., sob a marca “Vedante para Roscas Tupy”
2.1.4.
Tintas Coral S.A., sob a marca “Fita Veda rosca Coral”, em carretel de 5 m e na largura de 1/2”
2.2.
SIMILARES
Admite-se o emprego de produtos fabricados por :
2.2.1.
Asfaltos Vitória Ltda., sob as marcas :
1 - “Asfalto para Junção de Manilhas”, para rejuntamento de manilhas de barro e tubos de concreto armado. Em
tambores de 370 kg e latas de 35 kg
2 - “Estopa Amealhar Alcatroada”, consistindo de fibras longas de juta impregnadas com alcatrão de hulha. Para
rejuntamento de manilhas e tubulações de esgoto, de água e de águas pluviais. Fornecida em tambores
2.2.2.
Companhia Metalúrgica Barbará sob as marcas :
1 - “Massa Epóxi Barbará”, em dois componentes - A e B -, para execução de juntas rígidas. Em latas de 0,5 kg
2 - “Lubrificante Barbará”, composição pastosa neutra destinada a facilitar a operação de encaixe dos tubos. Em
latas de 1 ou 3,5 kg.
JUNTAS
DILATAÇÃO POLIESTIRENO (PLÁSTICO)
1.
CARACTERIZAÇÃO
1.1.
As juntas serão confeccionadas em poliestireno “standard” ou alto impacto, este último para pisos de
alta resistência.
1.2.
O perfil das juntas será apropriado para garantir perfeita aderência com a pavimentação em que se
integram.
1.3.
Serão fabricadas em várias cores e dimensões.
142
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por :
2.1.
Grani-Torre Artefatos de Cimento, Indústria e Comércio Ltda.
2.2.
2.3.
IMP-Indústria de Material Plástico Ltda.
Montana S.A Indústria e Comércio, sob a marca “Koroplast”
LADRILHOS
1.
CERÂMICA
1.1.
CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO
1.1.1.
Serão de primeira qualidade, na cor e dimensões indicadas no projeto, apresentando esmalte liso,
vitrificação homogênea e coloração perfeitamente uniforme, dureza e sonoridade características e
resistência suficiente.
1.1.2.
A CONTRATANTE não admite outras classes de cerâmica, pois tem por objetivo prestigiar a norma
ABNT - NBR 7169.
1.1.3.
As características técnicas das cerâmicas são as seguintes:
1-
Variações nas medidas das peças:
1.1-
Entre lados: 1%, DIN 18155
1.2-
Entre peças: 1%, NBR-5644/77
1.3-
Espessura entre peças: 10%, DIN 18155
2-
Impermeabilidade absoluta.
3-
Porosidade do biscoito:
3.1-
Faixa admissível: 15 e 22%, DIN
3.2-
Máximo admissível 25%, NBR 5644/77
4-
Resistência a ácidos: normal, DIN 51092
5-
Resistência a choque térmico: 100% das peças, DIN 51093
1.1.4. A massa será pouco porosa, branca ou levemente amarelada e dificilmente raiável por ponta de aço.
1.1.5 Buscando a padronização das suas instalações, a CONTRATANTE não admitirá o emprego de cerâmicas
que difiram daquelas especificadas, excetuando-se os casos de analogia e semelhança já descritos nesta
Especificação.
143
1.2
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por:
1.2.1
Indústria Atlas S.A..
1.2.2
1.2.3.
Cerâmica Criciúma S.A., sob a marca “Cecrisa”
Cerâmica Eliane.
2.
ARREMATES
As arestas dos revestimentos das cerâmicas serão bisotados ou boleados.
MADEIRA
NATURAL
1.
CARACTERÍSTICAS
1.1.
Toda a madeira para emprego definitivo será de lei, abatida há mais de dois anos, bem seca, isenta de
branco, caruncho ou broca; não ardida e sem nós ou fendas que comprometam sua durabilidade,
resistência ou aparência.
1.2.
A de emprego provisório, para andaimes, tapumes, moldes e escoramentos, será Pinho do Paraná, ou
equivalente, em pranchões, tábuas, couçoeiras ou pernas, com as dimensões necessárias aos fins a
que se destine, sendo admitido o uso de roliços desde que resistentes.
2.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes:
2.1.
NBR 9194- Madeira Serrada em Bruto - Acondicionamento e Embalagem
2.2.
NBR 6230 - Madeira - Ensaios Físicos e Mecânicos
2.3.
MB-1269/79 - Madeira - Determinação da Densidade Básica
2.4.
NBR 7987 - Madeira - Livre de Extrativos - Preparação
2.5.
NBR 7988 - Madeira - Determinação da Solubilidade em Água
2.6.
NBR 7990 - Madeira - Determinação do Teor de Extraíveis com Hidróxido de Sódio a 1%
2.7.
NBR 7991- Madeira - Determinação do Teor de Extraíveis com Etanol-Benzeno
2.8.
NBR 7992 - Determinação da Celulose “Cross + Bevan” na Madeira
2.9.
MB-1547/81 - Madeira - Determinação do Teor de Cinzas
2.10.
NBR 7994 - Madeira - Determinação do Teor de Solúveis em Éter Etílico
144
2.11.
NBR 7993 - Madeira - Determinação da Umidade por Secagem em Estufa Quando Reduzida a Serragem
2.12.
NBR 7190 - Cálculo e Execução de Estruturas de Madeira
2.13.
NBR 9487 - Classificação de Madeira Serrada de Folhosas
.14.
NBR 7203- Madeira Serrada e Beneficiada
2.15.
TB-12/49 - Madeiras Brasileiras
3.
FINALIDADE E USO
3.1.
Baseado no trabalho “Grupamento de Madeiras Conforme sua Finalidade e Uso” - elaborado pelo
Sindicato do Comércio Atacadista de Materiais de Construção do Rio de Janeiro e pelo Centro de
Materiais de Construção - a CONTRATANTE. nos itens subsequentes, relaciona as madeiras de acordo
com sua finalidade e uso, o que permite à FISCALIZAÇÃO definir uma alternativa na eventualidade de
falta de essência especificada.
3.2.
As abreviaturas utilizadas no trabalho citado no item precedente são as seguintes:
3.2.1.
Cor : Clara (C) e escura (E)
3.2.2.
Dureza: mole (Mo), média (Me) e dura (D)
3.2.3.
Uso: alternativo (Al) e comum (Co)
3.3.
RESISTÊNCIA À ÁGUA E ESTRUTURAS
Angelim-Pedra (E-Al), Camaru (E-Al), Imbuia (E-Al), Ipê (C-Co), Itaúba (E-Al), Massaranduba (E-Co),
Muiracatiara (E-Al), Pequiá (C-Al), Sapucaia (E-Al) e Sucupira (E-Al).
3.4.
PARA PISOS INDUSTRIAIS
Angelim-Pedra (E-Al), Jatobá (E-Co), Massaranduba (E-Co), Muriacatiara (E-Al), Pau-Amarelo (C-Al),
Peroba-Rosa (C-Co), Pequiá (C-Al), Sapucaia (E-Al) e Tatajuba (E-Al).
3.5.
PARA PISOS COMUNS DOMÉSTICOS
Angelim (C-D-Al), Araracanga (C-D-Al), Canela-Preta (E-D-Al), Cumaru (E-D-Al), Imbuia (E-D-Al), Ipê
(E-D-Co), Jarana (C-D-Al), Jatobá (E-D-Co), Massaranduba (E-D-Co), Muiracatiara (E-D-Al), Pa-Amarelo (C-DAl), Pau-Marfim (C-D-Al), Sapucaia (E-D-Al) e Sucupira (E-D-Al).
3.6.
GANZEPES
Canela-Preta (E-Co), Louro-Inhamuí (C-Al), Mogno (E-Co), Pequiá-Amarelo (C-Al) e Tatjuba (E-Al).
3.7.
BARROTEAMENTO PARA FORROS, LAMBRIS E DIVISÓRIAS
Andiroba (E-Al), Angelim (C-Al), Canela (E-Co), Cedro (E-Co), Cedrorona (E-Al), Cerejeira (C-Al),
145
Freijó (C-Al), Ipê (E-Al), Jatobá (E-Al), Louro-Inhamuí (C-Al), Louro-Vermelho (E-Al), Mogno (E-Al), Muiracatiara
(E-Al), Pau-Amarelo (C-Al), Pau-Marfim (C-Al), Quaruba (E-Al) e Tatajuba (E-Al).
3.8.PARA LAMBRIS, FORROS E DIVISÓRIAS
Abiurana (C-Al), Andiroba (E-Al), Canela-Preta (E-Al), cedro (E-Co), Cerejeira (C-Co), Freijó (C-Co),
Imbuia (E-Al), Ipê (E-Co), Jarana (C-Al), Massaranduba (E-Al), Mogno (E-Al), Muiracatiara (E-Al), Pau-Amarelo
(C-Al), Pau-Marfim (C-Al), Pinho-do-Paraná (C-Co), Pinus (C-Al), Quaruba (E-Al), Sucupira (E-Co) e Tatjuba (EAl).
3.9.PARA ESQUADRIAS, ADUELAS, ALIZARES, RODAPÉS, JANELAS E PORTAS
Andiroba (E-MO-Al), Canela-Preta (E-D-Co), Castanheira (E-D-Al), Cedro (E-Mo-Co), Cerejeira (C-DAl), Cumaru (E-D-Al), Freijó (C-D-Al), Ipê (E-D-Co), Jatobá (E-D-Al), Louro-Inhamuí (C-D-Al), Louro-Vermelho
(E-Me-Al), Massaranduba (E-D-Co), Mogno (E-Me-Co), Muiracatiara (E-D-Al), Pau-Amarelo (C-D-Al), Quaruba
(E-Me-Al), Sucupira (E-D-Al) e Tatajuba (E-D-Al).
3.10.PARA ESCADAS, BALAÚSTRES, CORRIMÕES E TORNEADOS
Angelim-Pedra (E-Al), Cumaru (E-Al), Freijó (C-Al), Imbuia (E-Al), Ipê (E-Co), Jarana (C-Al), Jatobá (EAl), Mogno (E-Co), Pau-Marfim (C-Al) e Sucupira (E-Al).
3.11.PARA LÂMINAS DE MADEIRAS DECORATIVAS
Angelim-Rajado (C-Al), Cerejeira (C-Co), Freijó (C-Co), Gonçalo Alves (E-Al), Imbuia (E-Co), Ipê (E-Co),
Jacarandá (E-Co), Jatobá (E-Al), Louro (C-Co), Macacaúba (C-Al), Mogno (E-Co) e Sucupira (E-Al).
MADEIRA
COMPENSADA
1.
CONTRACHAPEADA
1.1.
A madeira compensada contra chapeada apresenta-se sob a forma de placas constituídas de núcleo de
sarrafos, chapeado, em ambas as faces, por laminado de espessura variável entre 3 e 5 mm.
1.2.
Os sarrafos terão cerca de 5 mm de espessura para evitar ondulações nas lâminas exteriores, defeito
que poderia ocorrer no caso de emprego de maiores espessuras.
1.3.
Os sarrafos e as lâminas serão aglutinados com adesivo apropriado, sendo as lâminas dispostas com
as fibras em sentido ortogonal.
1.4.
No caso de emprego da placa em locais sujeitos a molhaduras frequentes, o adesivo empregado será
do tipo à prova d’água e o material será caracterizado com a designação de “compensado naval”.
2.
LAMINADA
2.1.
A madeira compensada laminada é constituída por um número ímpar de lâminas - 3,5 ou 7 - coladas
sob pressão, com as fibras em sentido ortogonal, de forma que o movimento higroscópico
146
transversal de uma lâmina é compensada pelas fibras ortogonais da lâmina adjacente, considerando
que no sentido longitudinal é praticamente nula a deformação de madeira.
2.2.
A união das lâminas de uma mesma camada será perfeita, para evitar defeitos ou ondulações nas
chapas exteriores.
2.3.
Madeiras empregadas na fabricação : virola, cedro misto e cedro puro.
2.4.
No caso do emprego de placa em locais sujeitos a molhaduras frequentes, o adesivo empregado será
do tipo à prova d’água e o material será caracterizado com a designação de “compensado naval”.
2.5.
As espessuras padrões - comercializadas - são de 4, 6, 10, 15, 18, 20 e 25 mm.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de madeira compensada comercializada por Soares da Costa Comércio e
Indústria de Madeiras Ltda. (RJ).
MADEIRA
FIBRAS, CHAPAS DURAS
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, entende-se por chapas duras- ou “hard boards” - as chapas obtidas
pela prensagem a quente de colchão de fibras formado pelo processo úmido, aglutinadas pela própria resina ou
ácidos orgânicos naturais, sem emprego de produtos especiais.
2.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
2.1.
Duratex S.A. Indústria e Comércio nos seguintes tipos :
2.1.1.
“Duratex Normal”, produto que, após a prensagem, é submetido a tratamento térmico e úmido
2.1.2.
“Duratex Temperado”, produto que, após a prensagem é submetido a tratamento de óleo secativo, por
imersão, e em seguida, ao tratamento térmico
2.1.3.
“Duratex Marfim”, produto obtido por recobrimento do tapete de polpa com fina camada de celulose
branca, procedendo-se, em seguida, à prensagem e ao tratamento térmico
2.1.4.
“Duraplac”, chapa rígida, com a superfície endurecida por resinas alquídicas aplicadas a fogo
2.2.
Eucatex S.A. Indústria e Comércio, nos seguintes tipos :
2.2.1. “Xapadur Liso”, com uma face lisa e outra corrugada, nas seguintes dimensões : 1 Com 2,5 mm de espessura : 610 x 2.750, 1.220 x 2.750, 1.830 x 2.750 mm
147
2 - Com 3,2 mm de espessura : 610 x 2.750, 1.220 x 2.750, 1.360 x 1.700, 1.360 x 1.830, 1.830 x 2.440, 1.830
x 2.750 mm
3Com 4,8 mm de espessura : 1.220 x 3.050 mm
4-
Com 6,4 mm de espessura : 1.220 x 3.050 mm
2.2.2.
“Xapadur Couro”, apresentando uma face com matriz em relevo couro, na dimensão 1.830 x 2.750 x 3,2
mm
2.2.3.
“Xapadur-Perfurado”, Redondo Linha, com furos de 3,175 mm (1/8”) a cada 25.400 mm (1”), na
espessura de 3,2 mm e nas dimensões de : 610 x 2.750, 910 x 2.750 e 1.220 x 2.750 mm
2.2.4.
“Xapadur Perfurado”, redondo Diagonal, idem, idem, Redondo Linha
2.2.5.
“Xapadur Dupla-Face”, duas chapas coladas, com faces lisas para fora e nas seguintes dimensões :
1.200 x 2.730 x 6,4, 1.200 x 3.030 x 9,6 e 1.200 x 3.030 x 12,8 mm
2.2.6.
“Eucaplac”, chapa dura, acabamento liso e proteção com resina alquídica-melamínica
1 - No ensaio ASTM-D-968-51, “Eucaplac” resiste à queda de areia acima de 20 litros para desgaste total da
película protetora. Resistência a riscos : 5H
2 - Padrões : “Areia Pérola”, “Mel”, “Areia Jundiaí”, “Juta Bege”, “Branco”, “Jacarandá da Bahia”, “Pinho de Riga”,
“Perobinha”, “Angico Prata”, “Cerejeira”, “Caviúna Exportação”, “Jacarandá Exportação”, “Nogueira
Exportação” e “Pau ferro”
3-
As chapas “Eucaplac” apresenta, as seguintes dimensões :
3.1- Com 4 mm de espessura : 840 x 2.130, 900 x 2.130, 900 x 2.750, 1.220 x 2.130, 1.220 x 2.440, 1.220 x
2.750, 1.220 x 3.050 mm
3.2- Com 3 mm de espessura : 900 x 2.130, 900 x 2.750, 1.200 x 2.130, 1.220 x 2.440, 1.220 x 2.750, 1.220 x
3.050 e 1.830 x 2.750 mm
2.2.11. “Formidur”, antigo “Eucaplac F”, chapa dura, acabamento liso, convenientemente protegida por camada
de verniz termofixo, à base de poliéster de alto desempenho a abrasão
1 - No ensaio ASTM-D-968-51, “Formidur” resiste à queda de areia acima de 40 litros para desgaste total da
película à base de poliéster. Resistência a riscos : 6H
2-
Padrões : “Pau-Ferro”, “Jacarandá da Bahia”, “Branco”, “Amarelo”, “Azul Paris” e “Vermelho”
3-
As chapas “Formidur” apresentam as seguintes dimensões :
3.1-
Padrão Cor : 1.220 x 3.050 x 3, 1.830 x 2.750 x 3, 1.830 x 2.750 x 4 e 1.220 x 3.050 x 6,4 mm
3.2-
Padrão Madeira : 1.220 x 3.050 x 3 e 1.220 x 3.050 x 6,4 mm
148
MADEIRA
PORTAS
1.
DEFINIÇÃO
De acordo com a NBR 8037, “Portas de Madeira de Edificações”, porta de madeira é o conjunto em que
a folha, o quadro, as capas e/ou as almofadas são constituídas por madeira maciça e/ou seus derivados.
2.
NORMAS
2.6.
NBR 6479: Portas e Vedações - Método de Ensaio ao Fogo
2.7.
2.8.
NBR 8543: Porta de Madeira de Edificação - Verificação das Dimensões e Formato da Folha
NBR 8051: Porta de Madeira de Edificação - Verificação da Resistência a Impactos da Folha
2.9.
NBR 8053: Porta de Madeira de Edificação - Verificação de Deformações da Folha Submetida a
Carregamentos
2.10.
NBR 8054: Porta de Madeira de Edificação - Verificação do Comportamento da Folha Submetida a
Manobras Anormais
2.11.
NBR 8544: Porta de Madeira de Edificação - Verificação do Comportamento da Folha sob a Ação da
Água e sob a Ação do Calor
2.12.
NBR 8542: Desempenho de Porta de Madeira de Edificação
2.13.
NBR 8052: Porta de Madeira de Edificação - Dimensões
2.14.
NBR 6507: Símbolos de Identificação das Faces e Sentido de Fechamento de Porta e Janela de
Edificação
2.15. NBR 8037: Porta da Madeira de Edificação.
3.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
3.1.
Duratex S.A., sob a marca “Duradoor”
3.2.
Eucatex S.A., Indústria e Comércio, sob as marcas “Portas Divilux” e “Portas Lakra”
3.3.
Sincol S.A. Indústria e Comércio
3.4.
Solidor Industrial Ltda.
149
MADEIRA
FÔRMAS, CONCRETO APARENTE
1.
CARACTERÍSTICAS
1.1.
As fôrmas para concreto aparente - de madeira compensada laminada - serão constituídas por uma
chapa com revestimentos plástico “Tego-Film” em ambas as faces.
1.2.
A chapa de madeira compensada terá cinco lâminas de madeira. A primeira e a quinta adjacentes ao
revestimento plástico terão fibras no sentido longitudinal. São designadas por “capas” e confeccionadas
com material de alta qualidade.
1.3.
A segunda, terceira e quarta, constituindo o “miolo”, têm fibras em sentidos alternados, sendo a segunda
e a quarta no sentido transversal e a terceira, no sentido longitudinal.
1.4.
1.5.
O revestimento plástico “Tego-Film” será um filme impregnado com resina sintética e aplicado às
superfícies das chapas por meio de prensagem e alta temperatura e grande pressão.
A colagem das lâminas de madeira será executada com resina fenólica, sintética e à prova d’água.
2.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
2.1.
Atlantic Veneer do Brasil S.A., sob a marca “Tegoflex”, nas medidas de 2,20 x 1,10 m e 3,00 x 1,10 m e
nas espessuras de 6, 10, 12, 14, 17, 20 e 24 mm
2.2.
Indústrias Madeirit S.A., sob a marca “Madeirit Combi”, nas medidas de 1.220 x 2.440 mm e nas
espessuras de 6, 10, 12, 15, 18, 21 e 25 mm.
MANTAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO
1.
MANTAS DE POLIÉSTER
1.1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, entende-se por manta asfáltica à base de asfaltos modificados com
polímeros e armados com estruturantes especiais, apresentando total impermeabilidade, além de elevado
resistência à tração, à punção e ao rasgamento.
1.6.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos, nos seguintes tipos :
1.2.1.
Otto Baumgart - Manta Asfáltica VEDACIT: Manta revestida, em uma das faces, por asfaltos modificados
e, em ambas as faces, por fina camada de poliéster, com espessura de 4 mm em áreas externas e 3
mm em áreas internas. A aplicação é realizada com o emprego de maçarico, sendo empregado na
colagem PRIMER MANTA VEDACIT, com sobreposição entre mantas de 10 cm, empregando-se, no
entanto, 20 cm nos rodapés. A proteção mecânica deve ser precedida da colocação de papel kraft.
150
1.2.2.
VIAPOL – Manta asfáltica LAJE POLIÉSTER, espessura com 4mm , aplicada a maçarico, destinada
à proteção de superfícies internas e externas em áreas molhadas. A manta VIAPOL LAJE POLIÉSTER
é uma manta asfáltica impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros, estruturada com
um não tecido de filamentos contínuos de poliéster, resinado e termofixado. Ensaios e especificações
segundo NBR 9952/98-TipoIII. Acabamento superficial: PP : Polietileno/Polietileno. Na aplicação deve
ser empregado primer ECOPRIMER, composto por emulsão asfáltica isenta de solvente, com a função
de incrementar a aderência da manta asfáltica ao substrato.
2.
MANTAS DE FIBRA DE VIDRO
2.1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, entende-se por manta asfáltica de fibra de vidro a manta de fibra de
vidro saturada de asfaltos modificados com polímeros.
2.2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados por Viapol Impermeabilizantes Ltda. nos seguintes
tipos:
3.2.1.
VIAPOL LAJE GLASS é uma manta asfáltica com espessura de 3mm , aplicado a maçarico, a base
de asfalto modificado com polímeros, estruturada com véu de fibra de vidro especial, imputrescível, não
higroscópico e de elevada estabilidade dimensional. Ensaios e especificações segundo NBR 9952/98Tipo. II.
3.2.2.
“Viapol Glass 3” : com 3 mm de espessura, peso de 3,5 kg/m² e fornecimento em bobinas de 1 x 10m.
METAIS
EQUIPAMENTO SANITÁRIO
1.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
1.1.
Os artigos de metal para equipamento sanitário serão de perfeita fabricação, esmerada usinagem e
cuidadoso acabamento; as peças não poderão apresentar quaisquer defeitos de fundição ou usinagem;
as peças móveis serão perfeitamente adaptáveis às suas sedes, não sendo tolerado qualquer empeno,
vazamento, defeito de polimento, acabamento ou marca de ferramentas.
1.2.
A galvanoplastia dos metais será primorosa, não se admitindo qualquer defeito na película de
recobrimento, especialmente falta de aderência com a superfície de base.
2.
METAIS FORJADOS
2.1.
CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS
2.1.1.
2.1.2.
Os metais forjados são os produtos obtidos a partir de vergalhões de qualidade controlada.
Esses vergalhões são cortados em pequenos blocos, denominados batoques, os quais são aquecidos
para adquirir plasticidade.
151
2.1.3.
Em seguida, os blocos são trabalhados em prensas e submetidos às operações de acabamento.
2.1.4.
Como o metal não é derretido e depois resfriado - caso da fundição -, o produto resulta isento de bolhas
de ar, compacto, sem porosidades e preciso em suas dimensões.
3.
METAIS FUNDIDOS
3.1.
CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS
3.1.1.
Os metais fundidos são os produtos obtidos a partir do aquecimento do metal - até a liquefação - e o seu
posterior resfriamento na forma da peça que se procura fabricar
3.1.2.
Para obter-se o produto compacto, o resfriamento deve processar-se com todos os requisitos e cautelas,
evitando-se a formação de bolha de ar, defeito que poderá prejudicar o funcionamento da peça.
NÁILON
TECIDO
1.
CARACTERÍSTICAS
1.1.
O tecido de náilon apresentará as seguintes características :
1.1.1.
Urdidura : 7 a 10 fios por cm
1.1.2.
Trama : 7 a 10 fios por cm
1.1.3.
1.1.4.
Peso : 250 g/m²
Fio : 840 denier, no mínimo
1.2.
Denier: unidade de medição de fios de seda, náilon e “rayon”, equivalente ao peso de 0,5 g por 450 m
de fio.
1.3.
Trama: fio conduzido pela lançadeira através da urdidura na tecelagem de pano (fio transversal).
1.4.
Urdidura: agrupamento dos fios que compõem a teia, com comprimento determinado e dispostos
paralelamente entre si.
2.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produto fabricado por Wolf Hacker & Cia. Ltda., sob a marca “WH.1.140”.
PREGOS
1.
NORMAS
Dentre as normas da ABNT atinentes ao assunto, haverá particular atenção para o disposto nas
seguintes :
1.1.
NBR 6627 - Pregos Comuns e Arestas de Aço para Madeira
152
1.2.
NBR 6374 - Pregos Comuns de Cabeça Cônica
2.
DESIGNAÇÃO
2.1.
A designação de pregos com cabeça será feita por dois Nos. a x b.
2.2.
O primeiro deles - referente ao diâmetro - é o número do prego na Fieira Paris.
2.3.
O segundo número representa o comprimento medido em “linhas” - 2,3 mm -, unidade que corresponde
a 1/12 da polegada antiga.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produto da Companhia Siderúrgica da Guanabara (Cosigua), sob a marca
“Pregos Gerdau”.
FIEIRA PARIS
No.
Diâmetro (mm)
1
0,6
2
0,7
3
0,8
4
0,9
5
1,0
6
1,1
7
1,2
8
1,3
9
1,4
10
1,5
11
1,6
12
1,8
13
2,0
14
2,2
15
2,4
16
2,7
17
3,0
18
3,4
19
3,9
20
4,4
21
4,9
22
5,4
23
5,9
24
6,4
25
7,0
26
7,6
27
8,2
28
8,8
29
9,4
30
10,0
153
TIJOLOS E BLOCOS
CERÂMICOS SIMPLES
1.
TIJOLOS MACIÇOS
1.1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta norma, entende-se por tijolo maciço o tijolo que possui todas as faces plenas de
material, podendo apresentar rebaixos de fabricação em uma das faces de maior área.
1.2
NORMAS
Os tijolos maciços obedecerão às normas da ABNT atinentes ao assunto, particularmente às seguintes
:
1.2.1.
NBR 7170 - Tijolo Maciço Cerâmico para Alvenaria
1.2.2.
NBR 6460 - Tijolo Maciço Cerâmico para Alvenaria - Verificação da Resistência à Compressão
1.2.3.
NBR 8041 - Tijolo Maciço para Alvenaria - Forma e Dimensões
1.3.
TERMINOLOGIA
Para efeito desta norma entende-se por
1.3.1.
Dimensão Nominal
Dimensão especificada pelo fabricante para as arestas do tijolo
1.3.2.
Dimensão real
Dimensão obtida de acordo com o processo “Determinação das Dimensões” definido na NBR 7170
1.3.3.
Área Bruta
Área de qualquer uma das faces do tijolo.
1.4.
CONDIÇÕES GERAIS
1.4.1.
Fabricação
O tijolo maciço cerâmico é fabricado com argila, conformado por extrusão ou prensagem, queimado a
temperatura que permita ao produto final atender às condições determinadas nesta norma
1.4.2.
Identificação
O tijolo maciço deve trazer a identificação do fabricante, o que será efetuado sem prejuízo para o uso
do produto
154
1.4.3.
Fornecimento
Os tijolos maciços serão fornecidos em lotes ou sub lotes identificáveis, constituídos de unidades do
mesmo tipo e qualidade, essencialmente fabricados nas mesmas condições
1.4.4.
Unidade/Compra
A unidade de compra é o milheiro
1.4.5.
Classificação
Os tijolos se classificam em :
1-
Comuns
2-
Especiais
1.4.6.
Tijolos Comuns
São de uso comum e podem ser classificados em A, B e C, conforme sua resistência à compressão:
1-
Categoria A : 1,5 Mpa
2-
Idem B : 2,5 Mpa
3-
Idem C : 4,0 MPa
1.4.7.
Tijolos Especiais
Serão os fabricados em formatos e especificações acordados entre as partes. Nos quesitos nãodefinidos no acordo, prevalecerão as condições desta norma
1.4.8.
Características Visuais
Os tijolos não apresentarão defeitos sistemáticos, tais como trincas, quebras, superfícies irregulares,
deformações e desuniformidade de cor
1.4.9.
Características Geométricas
1-
Formas e Dimensões Nominais
Os tijolos comuns possuirão a forma de um paralelepípedo retangular, sendo suas dimensões nominais
as seguintes, obedecida a ordem comprimento, largura e altura : 190 x 90 x 57 e 190 x 190 x 90
2-
Tolerância de Fabricação
As tolerâncias máximas de fabricação, para os tijolos comuns, serão de 3 mm para mais ou para menos,
nas três dimensões
155
1.4.10. Determinação das Dimensões
1 - Colocam-se 24 tijolos em fila, no sentido do comprimento e mede-se com auxílio de uma trena metálica
(aproximação de 2 mm). Se, por alguma razão, for impraticável medir os 24 tijolos dispostos em uma
fila, a amostra será dividida em duas filas de doze ou três filas de oito, que serão medidas
separadamente. Somam-se os resultados obtidos em qualquer dos casos e divide-se o resultado por 24
para obter a dimensão real do comprimento dos tijolos
2 - Idêntico processo utiliza-se para determinar a dimensão real da largura e da altura, sendo as filas organizadas
no sentido de uma ou de outra dessas dimensões
1.5.
INSPEÇÃO
1.5.1.
Inspeção Geral
As exigências quanto às “características visuais” (vide item 1.4.8., retro) serão objeto de verificação no
lote inteiro
1.5.2.
Inspeção por Medição Direta
As exigências quanto às características geométricas (vide item 1.4.9., retro) serão verificadas em lotes
não superiores a 10 mil tijolos
1.5.3.
Inspeção por Ensaio
A resistência à compressão dos tijolos (vide item 1.4.6., retro) será verificada por dupla amostragem.
1.7.
ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO
1.6.1.
Os tijolos que forem rejeitados na inspeção serão retirados do lote e substituídos pelo fornecedor.
1.6.2.
A fim de reduzir a duração da inspeção geral, pode-se, a partir de acordo entre as partes, transformá-la
em dupla amostragem. Nesse caso, se houver a reprovação do lote o fornecedor pode solicitar a
inspeção geral, desde que providencie a reposição dos tijolos defeituosos
1.6.3.
Na inspeção por medição direta, o lote será aceito se a dimensão real encontrada atender ao disposto
nos itens 1.4.9. e 1.4.10., retro
1.6.4.
Na inspeção por ensaio, o lote pode ser aceito na 1a. ou na 2a. amostragem, de acordo com o prescrito
nas normas da ABNT
1.6.5.
Para que o lote seja aceito na 1a. amostragem é necessário que o número de unidades defeituosas seja
inferior ou igual ao número de aceitação
1.6.6.
O lote será rejeitado na 1a. amostragem se o número de unidades defeituosas for superior ao número
de rejeição
1.6.7.
O lote passará para a 2a. amostragem se o número de unidades defeituosas for superior ao número de
aceitação e inferior ao número de rejeição
1.6.8.
Para que o lote seja aceito, na segunda amostragem, é necessário que a soma das unidades
156
defeituosas, da 1a. e 2a. amostragens, seja inferior ou igual ao número de aceitação indicado nas
normas da ABNT
2.
BLOCOS CERÂMICOS
2.1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta norma, entende-se por bloco cerâmico o componente de alvenaria que possui furos
prismáticos e/ou cilíndricos perpendiculares às faces que os contêm.
2.
NORMAS
Os blocos cerâmicos para alvenaria obedecerão às normas da ABNT atinentes ao assunto,
particularmente às seguintes :
2.2.1.
NBR 7171 - Bloco Cerâmico para Alvenaria
2.2.2.
NBR 6461- Bloco Cerâmico para Alvenaria - Verificação da Resistência à Compressão
2.2.3.
NBR 8042 - Bloco Cerâmico para Alvenaria - Formas e Dimensões
2.3.
TERMINOLOGIA
Para efeito desta norma entende-se por:
2.3.1.
Dimensão Nominal
Dimensão especificada pelo fabricante para as arestas do bloco
2.3.2.
Dimensão real
Dimensão obtida para as arestas do bloco através da média das dimensões de 24 blocos
2.3.3.
Área Bruta
Área de qualquer uma das faces do bloco
2.3.4.
Área Líquida
Área bruta de qualquer uma das faces do bloco diminuída da área dos vazios contidos nessa face
2.4.
CONDIÇÕES GERAIS
2.4.1.
Fabricação
O bloco cerâmico é fabricado com argila, conformado por extrusão e queimado a temperatura que
permita ao produto final atender às condições determinadas nesta norma
2.4.2.
Identificação
O bloco cerâmico deve trazer a identificação do fabricante, o que será efetuado sem prejuízo para o
uso do produto
157
2.4.3.
Fornecimento
Os blocos cerâmicos serão fornecidos em lotes ou sub lotes identificáveis, constituídos de blocos do
mesmo tipo e qualidade, essencialmente fabricados nas mesmas condições
2.4.4.
Unidade de Compra
A unidade de compra é o milheiro
2.4.5.
Classificação
Os blocos classificam-se em :
1-
De Vedação
2-
Portantes
2.4.6.
Blocos de Vedação
São os blocos projetados para ser assentados com os furos na horizontal. Classificam-se em comuns e
especiais
2.4.7.
Blocos de Vedação Comuns
São os de uso corrente e serão classificados em A e B, conforme sua resistência à compressão
(vide adiante)
2.4.8.
Blocos de Vedação Especiais
São os fabricados em formatos e especificações acordados entre as partes. Nos quesitos não definidos
no acordo, prevalecerão as condições desta norma
2.4.9.
Blocos Portantes
São os blocos projetados para ser assentados com os furos na vertical. Classificam-se em comuns e
especiais
2.4.12. Blocos Portantes Comuns
São os de uso corrente e serão classificados em C, D e F, conforme sua resistência à compressão
2.4.13. Blocos Portantes Especiais
São os fabricados em formatos e especificações acordados entre as partes. Nos quesitos não definidos
no acordo, prevalecerão as condições desta norma
2.4.12. Características visuais
Os blocos não apresentarão defeitos sistemáticos, tais como trincas, quebras, superfícies irregulares,
deformações e desuniformidade de cor
158
2.4.13. Características Geométricas
1-
Forma
Os blocos de vedação e portantes comuns possuirão a forma de um paralelepípedo retangular,
entendendo-se por largura (L), altura (H) e comprimento (C) desse paralelepípedo o seguinte :
1.1- Largura (L) de blocos de vedação comum : a dimensão da menor aresta da face perpendicular aos furos
1.2- Altura (H) idem, idem : a dimensão da maior aresta da face perpendicular aos furos 1.3Comprimento (C) idem: a dimensão da aresta paralela ao eixo dos furos
1.4- Largura (L) de blocos portantes comuns : a dimensão da menor aresta da face perpendicular aos furos
1.5-
Altura (H) idem, idem : a dimensão da aresta paralela ao eixo dos furos
1.6-
Comprimento (C) idem, idem: a dimensão da maior aresta da face perpendicular aos furos
2-
Dimensões
As dimensões comerciais e nominais dos blocos de vedação e portantes comuns são as indicadas na
ABNT.
2.4.14. Determinação das Dimensões
A sistemática para a determinação das dimensões é a mesma definida no item 1.4.10., retro
2.4.15. Determinação do desvio em Relação ao Esquadro
O desvio em relação ao esquadro será medido entre as faces destinadas ao assentamento e ao
revestimento do bloco, empregando-se um esquadro metálico de (90 + 0,5) e uma régua metálica com
precisão de 0,5 mm
2.4.16. Determinação da Planeza das Faces
A planeza das faces destinadas ao revestimento será determinada através da flecha na região central
de sua diagonal, empregando-se as réguas metálicas com precisão de 0,5 mm.
2.4.17. Determinação da Área Líquida
Será procedida de acordo com o método de ensaio constante do NBR 8043
2.5.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
2.5.1.
Tolerância de Fabricação
As tolerâncias máximas de fabricação para os blocos serão as indicadas nas normas da ABNT
159
2.5.2.
Resistência à Compressão
A resistência à compressão mínima dos blocos, na área bruta, atenderá ao estabelecido nas normas da
ABNT
2.6.
INSPEÇÃO
2.6.1.
Toda a partida será dividida em lotes, conforme itens 2.6.4 e 2.6.5, adiante
2.6.2.
A inspeção será procedida em local determinado pelas partes para a completa verificação dos pontos
preestabelecidos
2.6.3.
Inspeção Geral
As exigências quanto às características visuais serão verificadas no lote inteiro
2.6.4.
Inspeção por Medição Direta
1 - As exigências quanto às dimensões nominais (vide item 2.4.14., retro) serão verificadas em lotes não
superiores a 10 mil blocos
2 - As exigências quanto ao desvio em relação ao esquadro e planeza dos blocos serão verificadas por dupla
amostragem.
2.6.5.
Inspeção por Ensaio
1-
A resistência à compressão (vide item 2.5.2., retro) será verificada por dupla amostragem.
2-
Cada bloco da amostra será ensaiado
3 - A resistência à compressão do bloco será determinada de acordo com o método de ensaio constante da
NBR-6461/83
2.7.
ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO
2.7.1.
Os blocos que forem rejeitados na inspeção geral serão retirados do lote e substituídos pelo fornecedor
2.7.2.
Com o objetivo de reduzir a duração da inspeção geral, pode-se, a partir de acordo entre as partes,
transformá-la em dupla amostragem. Nesse caso, se houver a reprovação do lote, o fornecedor pode
solicitar nova inspeção geral, desde que tenha providenciado a reposição dos blocos defeituosos
2.7.3.
Na inspeção por medição direta quanto às dimensões nominais, o lote será aceito se a dimensão
encontrada atender às condições das tabelas constantes das normas da ABNT
2.7.4.
Na inspeção por medição direta quanto ao desvio em relação ao esquadro e à planeza, o lote pode ser
aceito na 1a. ou na 2a. amostragem
2.7.5.
Na inspeção por ensaios, o lote pode ser aceito na 1a. ou na 2a. amostragem
160
2.7.6.
Para que o lote seja aceito na 1a. amostragem - nas inspeções a que se reportem os dois itens
precedentes - é necessário que o número de unidades defeituosas seja inferior ou igual ao número de
aceitação
2.7.7.
O lote será rejeitado na 1a. amostragem se o número de unidades defeituosas for superior ao número
de rejeição
2.7.8.
O lote passará para a 2a. amostragem se o número de unidades defeituosas for superior ao número de
aceitação e inferior ao número de rejeição.
2.7.9.
Para que o lote seja aceito na 2a. amostragem é necessário que a soma das unidades defeituosas,da
1a. e 2a. amostragens, seja inferior ao número de aceitação indicado nas tabelas da ABNT.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos fabricados e/ou comercializados por :
3.1.
Tenaz S.A., sob a marca “Forja Tenaz”
3.2.
Tijolos e Telhas Mavi Ltda., (RJ), ref. 15.508, para os tijolos maciços, e ref. 40.501, para os tijolos
cerâmicos.
TINTAS E VERNIZES
NORMAS E CLASSIFICAÇÃO
1.
NORMAS
Haverá particular atenção para o disposto nas seguintes normas da ABNT :
1.1.
CB-124/84 - Tintas e Vernizes
1.2.
NBR 9662 - Tinta de Acabamento Alquídica, de Secagem ao Ar.
1.4.
NBR 10994 - Tinta de Acabamento Alquídica Silicone Semi brilhante Monocomponente.
1.5.
NBR 10998 - Tinta de Acabamento Acrílica à Base de Solvente Orgânico
1.6.
NBR 5839 - Coleta de Amostras de Tintas e Vernizes.
1.7.
NBR 5840 - Exame Prévio e Preparação para Ensaio de Amostras de Tintas e Vernizes.
2.
CLASSIFICAÇÃO DE TINTAS
Para efeito destas Especificações, a classificação de tintas será a seguinte:
2.1.
TINTAS COM VEÍCULO NÃO-AQUOSO E ÓLEO SECATIVO
2.1.1.
Tintas a Óleo
161
2.1.2.
Lacas
1-
Esmalte Tipo “Duco”
2-
Esmalte Sintético
2.1.3.
Tintas Alquídicas
2.2.
TINTAS COM VEÍCULO TERMOPLÁSTICO
2.2.1.
Não-Aquosas 1 -
Tintas Acrílicas
2 - Tintas Betuminosas (vide E-BET.2, “Betuminosos - Soluções ou Tintas”) 3 Tintas de Borracha Clorada
4 - Tintas de “Hypalon” (vide E-ELA.3, “Elastômeros e Correlatos-Hypalon”) 5 - Tintas
de Neopreno (vide E-ELA.4, “Elastômeros e Correlatos-Neopreno”) 6 - Tintas
Vinílicas
7 - Tintas Formol - Fenólicas
8 - Tintas ASTV
2.2.2.
Aquosas
1-
Tintas de Látex
2-
Tintas de PVA
2.3.
TINTAS COM VEÍCULO REATIVO
2.3.1.
Não-Aquosas
1-
Tintas de Epóxi (vide E-EPO.1, “Epóxi”)
2 - Tintas de Epóxi - Alcatrão - E-EPO.1, “Epóxi” 3 Tintas de Poliuretano
4-
Tintas de Zinco - Epóxi (vide E-EPO.1, “Epóxi” e E-ZIN.1, “Zinco”)
2.3.2.
Aquosas
1-
Tintas de Zinco - Silicato (Base Água)
162
2.4.
EXTRACLASSIFICACÃO
2.4.1.
Como o critério de classificação tomou por base o veículo permanente, as tintas incluídas nesta categoria
- extra classificação - escapam a essa diretriz
2.4.2.
Hidrófugas
1 - De base de Cimento - vide E-HID.3, “Hidrófugos - Superficiais, Cimento Branco” 2 - De
base de Silicone - vide E-HID.2, “Hidrófugos - Superficiais, Silicone”
2.4.3.
Ignífugas
2.4.4.
Imunizantes
2.4.5.
Resistentes ao Calor
2.4.6. Minerais
1De base de Cal (Caiação)
2-
Gesso e Cola ou Têmpera ou, ainda, Pintura a Cola.
3.
CLASSIFICAÇÃO DE VERNIZES
3.1.
A classificação de vernizes é semelhante à de tintas, considerando que o critério adotado em sua
elaboração foi o de tomar como base o veículo permanente.
3.2.
Para efeito desta Especificação, a diferença entre tintas e vernizes reside apenas no fato de que os
últimos não possuem em sua constituição elementos de cobertura, entendendo-se como tal pigmentos,
corantes e cargas.
TINTAS E VERNIZES
ÓLEO
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, tintas e vernizes a óleo são aqueles que secam por oxidação e em que
o veículo permanente é constituído exclusivamente por produtos à base de óleo.
2.
COMPONENTES
Os componentes fundamentais são os seguintes:
2.1.
Veículo permanente : óleo de linhaça cru, para interiores, e cozido, para exteriores.
2.2.
Idem, volátil : aguarrás (essência de terebintina) atuando como solvente, associada a um secante, tais
como sais de chumbo, de magnésio ou de cobalto.
2.3.
Pigmentos e cargas, no caso de tintas.
163
3.
PRODUTOS
3.1.
TINTAS
Consideram-se análogas as tintas à óleo fabricadas por :
3.1.1.
Glasurit do Brasil Ltda., sob a marca “Suvinil Óleo Brilhante 2670”
3.1.2.
Mobil Química Ltda., sob a marca “Tintas a Óleo Berry-Kote”
3.1.3.
Polidura S.A. Tintas e Vernizes, sob a marca “Polidura Tinta a Óleo”
3.1.4.
Química Industrial União Ltda., sob a marca “Jumboil” (“Linhas 100 e 200”)
3.1.5.
Renner Hermann S.A. e Tintas Renner S.A., sob as marcas “Tintas a Óleo Reko” e “Rekolit”
3.1.6.
3.1.7.
Tintas Coral S.A. e Tinta Coral do Nordeste S.A., sob as marcas “Coral”, “Coralsol” e “Coraltine”
Tintas International S.A., sob a marca “Hélice”
3.1.8.
Tintas Ypiranga S.A., sob as marcas “Condor” (linha 100) e “Marveline” (Linha 200)
3.2.
VERNIZES
Admite-se o emprego de vernizes fabricados por Tintas Ypiranga S.A., sob as marcas “Verniz Carriage
No. 99.030” e “Verniz Copal No. 99.060”.
TINTAS E VERNIZES
PVA
1.
DEFINIÇÕES E CARACTERÍSTICAS
1.1.
Para efeito desta Especificação, tintas de PVA são aquelas em que o veículo permanente é constituído
por resina de acetato de polivinilo obtido pela ação do acetileno e ácido acético em presença de
catalisadores.
1.2.
Entende-se por emulsões copolímeras de PVA aquelas em que os plastificantes estão quimicamente
ligados ao PVA e, por conseguinte, absolutamente fixados.
1.3.
Entende-se por taxa de plastificação, a porcentagem do plastificante em relação ao peso da resina seca.
Para tintas de uso em superfícies exteriores a taxa de plastificação deve situar-se entre 6% e 12%. Para
tintas de uso em superfícies interiores a taxa de plastificação deve situar-se entre 12% e 25%.
1.4.
A relação entre elementos de cobertura (P) e ligante (L) deverá situar-se entre os seguintes limites :
1.4.1.
Tintas para exterior : entre 1,0 e 2,5
1.4.2.
Tintas para interior : entre 3,0 e 4,5.
164
2.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
2.1.
Glasurit do Brasil Ltda., sob as marcas :
2.1.1.
“Suvinil Látex Exterior-Interior”, com emprego de “Suvinil Liqui-Brilho” para conferir mais brilho à
superfície
2.1.2.
“Novinil Látex Interior-Exterior” e “Novinil Látex Interior”, ambos com menos teor de PVA do que o
produto referido no item anterior
2.2.
Renner Hermann S.A. e Tintas Renner S.A., sob a marca “Rekolar” e “Rekoplast”
2.3.
Sherwin Williams do Brasil S.A., sob a marca “Excello Color-Tone PVA”
2.4.
2.5.
Tintas Coral S.A. e Tintas Coral do Nordeste S.A., sob a marca “Coralar Plástico”
Tintas Ypiranga S.A., sob as marcas “Super Concretina” (Linha 1000) e “Decortint” (Linha 3700)
VIDROS
DEFINIÇÃO E TIPOS
1.
DEFINIÇÃO E CONSTITUIÇÃO
1.1.
Para os fins desta Especificação, vidros são complexos químicos resultantes da combinação de dois
silicatos - um alcalino (potássio de sódio) e outro terroso ou metálico (cálcio, bário, chumbo etc.) -, nas
quais a sílica atua como elemento ácido e os óxidos agem como elementos básicos.
1.2.
A configuração tridimensional da sílica - bióxido de silício - é a base das propriedades típicas do vidro.
Os ingredientes modificadores, adicionados à base de sílica, têm por finalidade controlar o
processamento e conferir determinadas propriedades ao produto, dando origem aos vários tipos de
vidro.
2.
NORMAS
Haverá particular atenção para o disposto na NBR 7210, “Vidro na Construção Civil”.
3.
TIPOS
3.1.
VIDRO “A”
3.1.1.
É o vidro empregado em vidraças, garrafas etc
3.1.2.
Os óxidos alcalinos (sódio e potássio) que são usados para baixar a temperatura de fusão do dióxido de
silício tornam o vidro solúvel em água e atacável pela umidade. Nas aplicações usuais esse fato passa
despercebido, o que não ocorre quando se trata de filamentos de pequeno diâmetro. A desproporção
entre a massa e a superfície exposta ao ataque é tal que, no caso de filamentos, essa pequena
solubilidade deve ser considerada
165
3.1.4.
A composição típica do vidro “A” é a seguinte :
SiO2 - 72%
Na2O - 14%
CaO - 10% etc
3.2.
VIDRO “C”
3.2.1.
Trata-se de produto desenvolvido para aplicação onde necessária se faz maior resistência ao
ataque de ácidos
3.2.2.
É empregado na fabricação de filtros químicos e na indústria dos plásticos reforçados, de véus de
superfície (surfacing mat).
3.3.
3.3.1.
VIDRO “E”
Vidro têxtil padrão, possuindo excelentes propriedades físicas, mecânicas e elétricas
VIDROS
RECOZIDO - PLANO, COMUM
1.
LISOS, TRANSPARENTES
1.1.
CONDIÇÕES GERAIS
1.1.1.
Os vidros recozidos, planos, comuns, lisos e transparentes recebem, unicamente, “polimento ao fogo”,
não sofrendo as suas superfícies, após o resfriamento, qualquer tratamento
1.1.2.
Deverão satisfazer à EB-92/55 - “Vidro Plano Transparente Comum”
1.1.3.
O peso dos vidros planos é de 2,5 kg/m²/mm de espessura
1.1.4.
Serão admitidos - exclusivamente - vidros da Qualidade A
1.2.
ESPESSURAS
Terão as seguintes espessuras, com tolerância em mm, de menos 0,3 a mais 0,1 :
1.2.1.
Simples : com 2 mm de espessura
1.2.2.
Duplos : com 3 mm de espessura
1.3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produtos da Cia. Vidraria Santa Marina, sob a marca “Vidro Liso”.
2.
LISOS, TRANSPARENTES, COLORIDOS
2.1.
CONDIÇÕES GERAIS
166
Vidros planos, lisos, transparentes, coloridos na massa e com superfícies perfeitamente polidas.
2.2.
ESPESSURAS
Espessuras nominais de 4, 5 e 6 mm.
2.3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produto da Cia. Vidraria Santa Marina, sob a marca “Colorglass”, nas cores
bronze e cinza.
3.
LISOS, DIÁFANOS
Os vidros planos, comuns, lisos, diáfanos, tais como os polidos e os opalinos, não apresentarão
empenamento e terão espessura mínima de 1,6 mm.
4.
IMPRESSOS
4.1.
Serão vidros translúcidos, laminados por cilindros de impressão, terão espessura mínima de 3 mm e não
poderão apresentar empenamento. A determinação do padrão será especificada para cada caso
particular.
4.2.
Admite-se o emprego de produtos fabricados por :
4.2.1. Cia. Vidraria Santa Marina, nos tipos :
1“Ártico”, com 3 mm
2“Boreal”, com 3, 4 e 5 mm
3“Caleidoscópio”, com 3 mm
4“Canelado”, com 3 a 4 mm
5“Diamante”, com 3 mm
6“Granito”, com 3 mm
7“Martelado”, com 3 mm
8“Miniboreal”, com 3 mm
9“Moronês”, com 3 mm
10 - “Pontilhado”, com 3, 4, 5, 8 e 10 mm 11 “Silésia”, com 3 mm
12 “Quadradinho”, com 3 a 4 mm
VIDROS
PLANOS ESPECIAIS, ARAMADOS
1.
DEFINIÇÃO
Para efeito desta Especificação, entende-se por vidros planos, especiais, aramados os vidros
translúcidos, com inserção, durante a laminação, de fina tela de arame.
2.
CARACTERÍSTICAS
2.1.
Coeficiente global de transmissão luminosa : 0,78
167
2.2.
Coeficiente global de transmissão térmica : 4,9 kcal x m/m² x h x °C
2.3.
Poder antichamas : 62 minutos
2.4.
Índice de atenuação acústica : 28 a 31 db.
3.
PRODUTOS
Admite-se o emprego de produto fabricado por Cia. Vidraria Santa Marina, sob a marca “Vidro Aramado”,
nas seguintes dimensões de fabricação:
Espessura Nominal (mm)
Comprimento (mm) Largura (mm) Peso Aproximado p/chapa (kg)
7
7
7
2.000
2.500
3.000
1.500
1.500
1.500
43
54
65
VINIL COM CARGAS, SEM AMIANTO
PLACAS
1.
DEFINIÇÃO
1.1.
Para efeito desta Especificação, entende-se por placas de vinil com cargas as placas constituídas por
liga termoplástica, homogênea, composta por resina vinílica, plastificantes, cargas inertes e pigmentos,
pertencente à categoria dos ladrilhos semi flexíveis
1.2.
A liga termoplástica deve constituir, substancialmente, de um ou de ambos os materiais seguintes :
1.2.1.
Polímero de cloreto de vinila
1.2.2.
Copolímero de cloreto de vinila
3.
NORMAS
Haverá particular atenção para o disposto nas seguinte normas da ABNT :
2.1.
NBR 7374 - Ladrilho Vinílico Semi flexível
2.2.
NBR 7375 - Ladrilho Vinílico Semi flexível - Verificação de Solidez à Ação da Luz Solar
2.3.
NBR 7376 - Idem, idem - Determinação da Resistência ao Impacto
2.4.
NBR 7377MB-1241/87 - Idem, idem - Verificação das Dimensões Lineares
2.5.
NBR 7378 - Idem, idem - Verificação da Estabilidade Dimensional.
2.6.
NBR 7379 - Idem, idem - Verificação de Perda de Material por Volatilidade
2.7.
NBR 7380 - Idem, idem - Verificação da Ocorrência de Empeno
168
2.8.
NBR 7381- Idem, idem - Verificação de Resistência à Deflexão
2.9.
NBR 7382 - Idem, idem - Determinação de Penetração - Método Mack-Burney
2.10. NBR 7383 - Idem, idem - Verificação de Dureza - Método Shore D
2.11. NBR 7384 - Ladrilho Vinílico Semi flexível - Verificação de Profundidade de Gravação
2.12. NBR 7385 - Placa Vinílica para Revestimento de Piso e Parede - verificação de Resistência a Agentes
Químicos
2.13. NBR 7386 - Ladrilho Vinílico Semi flexível - Verificação da Espessura
2.14. NBR 7387 - Idem, idem - Verificação da Folga nos Cantos
2.15. NBR 7388 - Idem, idem - Verificação da Ortogonalidade - Esquadro
3.
CARACTERIZAÇÃO
3.1.
FABRICAÇÃO
Após a dosagem e pesagem, os diversos componentes da formulação são misturados a quente. A massa
obtida é laminada, em calandras aquecidas, até a obtenção da espessura desejada, sendo cortada em seguida,
nas dimensões padronizadas.
3.2.
COR E ACABAMENTO
3.2.1.
as placas de vinil com cargas serão monocromáticas ou marmorizadas, de superfície lisa ou gravada
3.2.2.
As placas de vinil com cargas monocromáticas serão coloridas uniformemente
3.2.3.
As placas de vinil com cargas marmorizadas serão coloridas de maneira aleatória em toda a sua
espessura
3.2.4.
As placas de vinil com cargas gravadas em baixo ou alto-relevo devem atender aos mesmos limites e/ou
tolerâncias das placas lisas.
3.3.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
3.3.1.
Resistência à luz solar : deve corresponder pelo menos, à escala azul 5 quando testada pelo método
definido na NBR 7375.
3.3.2.
Ortogonalidade: quando testada pelo método definido no NBR 7388, a folga máxima permitida entre as
bordas da placa e a do esquadro será de 0,15 mm
3.3.3.
Estabilidade Dimensional: quando testada pelo método definido na NBR 7378, a alteração das medidas
não deve ultrapassar 0,25%.
3.3.4.
Volatilidade: a presença de matérias voláteis, quando verificada pela NBR 7379, não deve exceder a 1%
169
3.3.5.
Empenamento: o valor máximo aceitável é de 0,75 mm, quando testado pelo método definido na NBR
7380.
3.3.6.
Penetração (edentação) - quando testada pelo método definido na NBR 7382, os valores são os
seguintes :
1-
Penetração a 1 minuto, a 25°C : o valor deve estar compreendido entre 0,18 mm e 0,38 mm
2 - Penetração a 10 minutos, a 25°C : será em função da penetração inicial a 1 minuto, situando-se os valores
entre 0,30 e 0,58 mm
3-
Penetração a 30 segundos, a 46°C : o valor não pode exceder a 1,00 mm
3.3.7.
Impacto : as placas não deverão quebrar quando submetidas a teste pelo método definido na NBR 7376.
3.3.8.
Resistência a agentes químicos : quando testadas pelo método definido na NBR 7385, não deverá haver
descoloração acentuada das placas, sob ataque dos agentes químicos, óleo vegetal refinado, soda
cáustica, amônia, detergente doméstico, água sanitária, ácido fênico, vinagre doméstico e carbonato de
sódio
3.3.9.
Flamabilidade: classificado com auto-extinguível, segundo a norma ASTM-D-635-63.
4.
PRODUTOS
Consideram-se análogos os produtos fabricados por :
4.1.
Fademac S.A., sob as marcas “Paviflex Classic”, “Paviflex TP”, “Paviflex Chroma”, com as seguintes
características :
4.1.1.
“Paviflex Classic”
1Placas de 300 x 300 mm, nas espessuras de 1,6 mm, 2,0 mm e 3,0 mm, em 15 padrões
2 - O “Paviflex Classic”, de 2,0 e 3,0 mm, pode apresentar-se com “Flash” (PF) ou sem “Flash” (PL) 3 - O
“Paviflex Classic”, de 1,6 mm, apresenta-se apenas com “Flash”
4.1.2.
“Paviflex TP”
12-
Placas de 300 x 300 mm, na espessura de 2,0 mm, em seis padrões
O “Paviflex TP” pode apresentar-se com “Flash” (PF) ou sem “Flash” (PL).
4.1.3.
“Paviflex Chroma”
1 - Placas de 300 x 300 mm, na espessura de 2,0 mm, em doze padrões 2 - O
“Paviflex Chroma” apresenta-se apenas sem “Flash” (PL)
170
4.1.4.
Acessórios
1-
Testeira
1.1-
Perfil para guarnecer arestas de degraus de escada, com características antiderrapantes
1.2-
Dimensões :
1.2.1- Largura : 60 mm
1.2.2- Afastamento : 40 mm
1.2.3- Espessura : 3 mm
1.3-
Cores : 12 padrões
2-
Rodapé
2.1-
Perfil utilizado como arremate entre a pavimentação e o revestimento
2.2-
Fabricado em dois tipos : “S” Standard e “L” Hospitalar
2.3-
O tipo “S” Standard é apresentado com as seguintes dimensões :
2.3.1- Espessura : 2 mm 2.3.2Altura : 50 ou 75 mm 2.3.3Afastamento : 7 mm
2.4- O tipo “L” Hospitalar é apresentado com as seguintes dimensões : 2.4.1Espessura : 2 mm
2.4.2- Altura : 75 mm 2.4.3Afastamento : 46 mm
2.4.4-Acabamento da extremidade inferior : em aresta viva ou declinante
2.5- Cores : 12 padrões
3-
Faixa de Arremate
3.1-
Perfil para proteção e acabamento de soleiras
3.2- Dimensões : 3.2.1Largura : 30 mm
3.2.2-Espessura : variável de 0,5 mm a 1,6 ou 2,0 mm
171
3.3-
Cores : 12 padrões
4-
Corrimão
4.1- Empregado para recobrir armações, de metal ou madeira, de guarda-corpo de escadas e parapeitos 4.2Devido à sua flexibilidade, pode ser colocado em armações retas ou curvas
4.3- Fabricado em quatro tipos : C-O4-S, C-O5-S, C-O6-S e C-O7-S 4.4As bitolas desses quatro tipos são as seguintes :
4.4.1- C-O4-S : 1 1/2” X 1/4”
4.4.2- C-O5-S : 1 1/2” X 3/8”
4.4.3- C-O6-S : 2” X 1/4”
4.4.4- C-O7-S : 2” X 3/8”
4.5-
Cores : vermelha (0510), azul (0710), preta (0803), dourada (0321) e prateada (0391)
4.2.
Vinamiflex Indústria e Comércio Ltda., sob as marcas “Vinamipiso Tradition”, “Vinamipiso Tradition TI”,
“Vinamipiso Stone” e “Vinamipiso Stone TI”, com as seguintes características :
4.2.1.
“Vinamipiso Tradition”
1Placas de 300 x 300 mm, nas espessuras de 1,6 mm, 2,0 mm e 3,0 mm, em 14 padrões
2 - O “Vinamipiso Tradition”, de 2,0 e 3,0 mm, pode apresentar-se com “Flash” ou sem “Flash” 3 - O
“Vinamipiso Tradition”, de 1,6 mm, apresenta-se apenas com “Flash”
4.2.2.
“Vinamipiso Tradition TI (Tráfego Intenso)”
1Placas de 300 x 300 mm, nas espessuras de 1,6 mm e 2,0 mm, em 14 padrões
2 - O “Vinamipiso Tradition TI”, de 2,0, pode apresentar-se com “Flash” ou sem “Flash” 3 - O
“Vinamipiso Tradition TI”, de 1,6 mm, apresenta-se apenas com “Flash”
4.2.3.
“Vinamipiso Stone”
1 - Placas de 300 x 300 mm, nas espessuras de 2,0 mm e 3,0 mm, em 15 padrões 2 - O
“Vinamipiso Stone”, apresenta-se apenas sem “Flash” (padrão liso)
4.2.4.
“Vinamipiso Stone TI”
1-
Placas de 300 x 300 mm, nas espessuras de 1,6 mm e 2,0 mm, em 15 padrões
24.2.5.
O “Vinamipiso Stone TI”, apresenta-se apenas sem “Flash” (padrão liso)
Acessórios
11.1-
Testeira
Idem item 4.1.4:1.1, retro
172
1.2- Dimensões : 1.2.1Largura : 62 mm
1.2.2- Afastamento : 38 mm
1.2.3- Espessura : 3 mm
2-
Rodapé
2.1-
Idem, idem item 4.1.4:2.1, retro
2.2-
Fabricado em dois tipos : “Standard” e “Hospitalar”
2.3- O tipo “Standard” é apresentado com as seguintes dimensões : 2.3.1Espessura : 2 mm
2.3.2- Altura : 50 ou 70 mm 2.3.3Afastamento : 5 e 7 mm
2.4- O tipo “Hospitalar” é apresentado com as seguintes dimensões : 2.4.1Espessura : 3 mm
2.4.2- Altura : 76 mm 2.4.3Afastamento : 46 mm
2.5- Acabamento da extremidade inferior : em aresta viva 2.6Cores : em qualquer das cores das placas
3-
Faixa de Arremate
3.1-
Idem, idem item 4.1.4:3.1, retro
3.2- Dimensões : 3.2.1Largura : 30 mm
3.2.2- Espessura : variável de 0,5 a 2,0 mm
3.3-
Cores : em qualquer das cores das placas.
João Pessoa, 10 de agosto de 2015
Alessandro da Cunha Diniz
Engenheiro Civil/Eng. de Seg. do Trabalho
CREA 160589133-9
173
Download

Anexo XIII - Caderno de Especificação Técnica