ECONOMIA DOMÉSTICA: A ESTUDANTE DE 1940 NO ATHENEU SERGIPENSE E O PROFISSIONAL DO SÉCULO XXI Sayonara do Espírito Santo Almeida, Graduanda em História/UFS – [email protected] Iara Alves de Farias, Graduanda em História/UFS – [email protected] Palavras-chave: História das Disciplinas, Economia Doméstica, Atheneu Sergipense. Introdução Disciplina ausente dos conteúdos programáticos atuais e desconhecida por muitos, Economia Doméstica estava inserida nos currículos escolares elaborados com base na Lei Orgânica do Ensino Secundário de 09 de Abril de 1942. Voltada, sobretudo para a educação feminina, a matéria ditava às estudantes da época, entre outras coisas, o modo como deviam se portar em determinados lugares; maneiras de escolher, arrumar e manter a casa que mais tarde viessem a ser donas; os cuidados com os filhos e o marido, desde a alimentação à maneira de educar a prole (Noções de Puericultura e Nutrologia); contabilidade doméstica e trabalhos manuais como corte e costura - que seria útil já na confecção do enxoval das moças. No Colégio Atheneu Sergipense, instituição de grande relevância na formação de jovens sergipanos desde a sua criação (1870), as estudantes que cursavam as 3ªs e 4ªs séries do curso ginasial em meados do século XX, também receberam lições da referida matéria. Entretanto, após constantes mudanças curriculares, Economia Doméstica sai dos currículos escolares, mas adentra o mundo acadêmico, agora não mais como disciplina e sim um curso. Embora a matéria escolar fosse voltada para a educação das mulheres, o curso passa a abranger, também, o público masculino, visto que seu objetivo não está limitado ao lar, mas também formar profissionais preparados para atuarem no mercado de trabalho. Assim, o presente artigo pretende, por meio da análise dos conteúdos ensinados, traçar um perfil das estudantes da disciplina escolar Economia Doméstica, no Atheneu Sergipense de 1940, e do profissional do século XXI, na Universidade Federal do Ceará e na Universidade Rural de Pernambuco, a fim de perceber quais as principais alterações entre as finalidades de ambos. Para alcançar tal fim, utilizou-se como fontes cadernetas, atas, livro de registro, entre outros documentos, arquivados no Centro de Educação e Memória do Atheneu Sergipense (CEMAS), além de grades curriculares dos cursos acadêmicos das universidades supracitadas. A Disciplina: Economia Doméstica A disciplina, ainda que pareça imune por todos os lados, não é uma massa amorfa e inerte [...] Sua transformação como sua constituição estão inteiramente inscritas entre dois pólos: o objetivo a alcançar e a população de crianças e adolescentes a instruir. É ai que se deve encontrar as fontes da mudança pedagógica. Pois é ao mesmo tempo através das suas finalidades e através de seus alunos que elas participam da cultura e da vida social de seu tempo (CHERVEL, 1990, p. 198). Sabe-se que mesmo na década de 1940, as mulheres deveriam receber pouca instrução, uma vez tinha-se como principal objetivo torná-las pessoas com bons princípios (tanto como donas de casa, quanto como boas mães e esposas) e não intelectuais. Havia, portanto restrição à educação feminina. Tal inquietação devia-se ao papel atribuído a mulher na sociedade – o de ser esposa e mãe. As mulheres deviam ser mais educadas do que instruídas, ou seja, para elas, a ênfase deveria recair sobre a formação moral, sobre a constituição do caráter; sendo suficientes, provavelmente, doses pequenas ou doses menores de instrução. Na opinião de muitos, não havia porque mobiliar a cabeça da mulher com informações ou conhecimentos, já que seu destino primordial – como esposa e mãe – exigiria, acima de tudo, uma moral sólida e bons princípios. Ela precisaria ser, em primeiro lugar, a mãe virtuosa, o pilar de sustentação do lar, a educação das gerações do futuro. A educação da mulher, seria feita, portanto, para alem dela, já que a sua justificativa não se encontrava em seus próprios anseios ou necessidades, mas em sua função social de educadora dos filhos, na linguagem republicana, na função social de formadora dos futuros cidadãos (LOURO, 2002. p. 447) O patriarcalismo era o pensamento vigente na sociedade de então. Ao homem cabia a obrigação de prover o sustento da casa e das pessoas que nela habitavam. Dessa forma, faltava-lhe tempo para prestar atenção nas minúcias da residência, ficando isto a cargo da esposa, bem como o cuidado com a formação básica do caráter do indivíduo, que farão dele, posteriormente, um bom cidadão, pois “as mãos femininas constroem, no silencioso e obscuro trabalho de formiga, o grandioso monumento da civilização” declara SERRANO, (1954. p. 17). Todavia, a crescente industrialização do país, o crescimento urbano e, conseqüentemente, o aumento do número de pessoas em busca de instrução, sobretudo secundária, transformações advindas dos ideários após a década de 1930, fizeram com que se percebesse que o modelo educacional vigente não supria mais as necessidades da população, fazendo-se necessário modificações no mesmo. Entre tais mudanças, evidencia-se a Lei Orgânica de Ensino Secundário (Decreto-Lei nº 4.244), idealizada pelo então ministro da educação Gustavo Capanema e promulgada a 09 de abril de 1942. Por meio da referida norma, foram feitas alterações nos currículos do Ensino Secundário, como o acréscimo ou a abolição de disciplinas, no intuito de que através das mesmas se enfatizassem o estudo humanístico e patriótico. Em Sergipe Sergipense1, criado ensino secundário – superiores, que se Preparatórios. essas mudanças se fizeram sentir principalmente no Colégio Atheneu em 1870, o qual tinha por fim proporcionar à juventude sergipana o este seria, também, um pré-requisito para a entrada da mesma em cursos dava por meio da admissão de determinado aluno nos Exames de Tinha, pois, o Atheneu Sergipense, como finalidade do curso de Humanidades: proporcionar a instrução necessária para o acesso aos cursos superiores ministrando as cadeiras exigidas nos Exames Preparatórios, bem como formar indivíduos que pudessem desempenhar funções variadas na sociedade. Assumia, desse modo, não só o caráter propedêutico, mesmo porque havia ainda, na mesma casa o curso Normal, destinado à formação do quadro do magistério primário, iniciando a perspectiva de formação profissional do magistério sergipano (ALVES, 2006). Na década de 1940, o Atheneu Sergipense comportava, dentre outros o Curso Ginasial, dividido em dois ciclos sendo que o primeiro compreendia da 1ª a 4ª série, enquanto no segundo momento os alunos poderiam optar pelo Curso Clássico, o qual dava maior ênfase às humanidades ou o Científico, destacando-se a área das Ciências, ambos feitos em três anos. A Educação, segundo a reformulação curricular de 1942, precisava pôr-se a serviço da nação, ou seja, os conteúdos ensinados deveriam estar de acordo com a realidade moral, política e econômica a ser construída. Para atender a este requisito, foram introduzidas matérias de ensino com conteúdos essencialmente humanísticos e outras voltadas para a moral e os bons costumes. Em meio a estas, se encontra Economia Doméstica, ministrada nos dois últimos anos do primeiro ciclo do Curso Ginasial e nos três anos do segundo ciclo. Incluir-se-á, na terceira e na quarta série do curso ginasial e em todas as séries dos cursos clássico e científico, a disciplina de economia doméstica. A orientação metodológica dos programas terá em mira a natureza da personalidade feminina e bem assim a missão da mulher dentro do lar. (BRASIL, 1942, Título III, Art. 25) De acordo com os conteúdos estabelecidos para Economia Doméstica, as alunas da 3ª série do Atheneu Sergipense que começaram a receber aulas da referida disciplina a partir de 1944, conforme cadernetas localizadas no Centro de Educação e Memória do Atheneu Sergipense, receberam lições sobre o comportamento de uma jovem no lar ; os cuidados com os alimentos e as funções que muitos destes possuíam. Aprenderam ainda que deveriam ser cautelosas com o vestuário e na escolha de seus enxovais; como controlar o orçamento doméstico; trabalhos manuais (corte e costura, bordados, entre outros); arte culinária, conhecendo também as origens do cardápio presente na mesa dos brasileiros. Simultaneamente, as estudantes das quartas séries submetiam-se a instruções relativas a assuntos como: suas atitudes em uma instituição religiosa, enxoval de uma noiva, características de um recém-nascido normal, enxoval do lactante e problemas relacionados ao mesmo, alimentação na infância, evolução da cozinha brasileira, primeiros socorros em casos de envenenamento pelos ácidos cáusticos e mordeduras de, compras a prestação e suas desvantagens, responsabilidades da mulher quanto à união e a prosperidade da família. Estudar as necessidades de uma família, o seu patrimônio e a forma como deveria administrar os bens, constitui-se um dos objetos da disciplina Economia Doméstica. Aliado a isto, era ensinado a maneira como uma dama deveria portar-se e cuidar daqueles que constituem o seu clã, pois: Cada profissão possui sua técnica especializada. Por que somente a mãe de família, a dona de casa, não se especializará na técnica e na ciência de uma das mais elevadas e complexas funções sociais, qual a de formar e dirigir o seu lar, ser mãe e ser espôsa, estruturando o caráter dos homens e das mulheres que irão constituir a sociedade de amanhã? (SERRANO, 1954, p.11) Com isso, infere-se que às mulheres era confiada a responsabilidade primordial de transmitir valores e habilidades que fariam daqueles que passavam por tais orientações, membros bem-sucedidos e produtivos na sociedade. Seriam elas, então, importantes colaboradoras na resolução de problemas sociais, já que as mesmas, sobretudo como mães, encaminhariam moralmente os cidadãos do amanhã. O Curso: Economia Doméstica Ao longo dos anos, a educação passou a valorizar a “feminidade”, ao passo que realçou a importância do comportamento da mulher, permitindo sua inserção no mercado de trabalho e o exercício de funções que em tempos não muito distante dos nossos (na metade do século XX), seriam inviáveis para a mesma, uma vez que as práticas educativas desenvolvidas naquela sociedade lhes davam direito, sobretudo, para aprender prendas do lar. Economia Doméstica estava então associada ao trabalho mulheril de cuidar da casa, do marido e dos filhos. Entretanto, nos dias atuais, esse conceito já não é tão aceito, haja vista que a realidade é um tanto diferente. O universo masculino não parece, hoje, tão distante do feminino, grandes conquistas foram conseguidas pelas mulheres em vários âmbitos: político, econômico, social, cultural e educacional. E, deste modo fez-se necessário modificações, também, em ocupações, antes, exclusivamente femininas. Assim, segundo o currículo do curso, o economista doméstico contemporâneo é o profissional que desenvolve atividades a fim de que seja alcançado o bem-estar físico e social dos indivíduos, famílias e comunidades. Orientando as pessoas sobre a manipulação e produção de alimentos, administração familiar e planejando espaços da habitação e de instituições. Ao longo dos anos, a procura por um economista doméstico tem sido grande, fato que pode ser comprovado pelo surgimento de vários cursos de Economia Doméstica em lugares diversos. Segundo o Conselho Federal de Economistas Domésticos há cerca de 600 profissionais dessa área registrados, ressaltando que existem muito mais pessoas formadas que, no entanto, não possuem registro. Mas de que se trata, de fato, esse curso? Qual a sua grade curricular? Qual atividade é desenvolvida pelos profissionais da área? Conforme o Ministério da Educação existem sete cursos superiores de Economia Doméstica no país, entre eles se encontram os da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), localizada em Recife (PE) e da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza (CE), as quais foram utilizadas como referência para o desenvolvimento da presente pesquisa. O curso de licenciatura em Economia Doméstica foi criado em 1971, na UFRPE, mas suas origens remontam o pós guerra, quando houve a necessidade de estimular a produção agrícola, sendo, a princípio, uma atividade exercida somente por mulheres. Sua finalidade consiste em formar pessoas qualificadas a cuidarem das necessidades básicas da comunidade, a saber: alimentação, vestuário, habitação e saúde proporcionando bem estar físico e moral. As matérias, de ambos os cursos, são bem diversificadas, abordando conhecimentos de várias áreas, como: Estatística, Psicologia, Antropologia, Administração e Planejamento de serviços, Bioquímica da Nutrição, Higiene e Saúde Pública, Família e Sociedade, Conservação e Processamento de Alimentos, Habitação, Vestuário, Anatomia e Fisiologia Humana, Puericultura, além do Estágio Supervisionado Obrigatório. Dessa forma, é pertinente afirmar que por meio da grade curricular do curso, nota-se que o mesmo visa a uma formação crítica do profissional, estimulando-o a pensar, a criar e a estabelecer relações com outros conhecimentos. Considerações Finais Dessa forma, diante do que foi pesquisado até o momento, é possível inferir que Economia Doméstica, como sugere a sua denominação, não era uma disciplina preocupada apenas com a “a arte de administrar uma casa”. Ela conseguia aliar este saber às questões morais, que se constituíam no centro das atenções de formadores femininos, pois “para que se desenvolvam perfeitamente as suas faculdades morais, intelectuais e físicas, é necessário que o indivíduo encontre no lar a base solidamente assentada” (SERRANO, 1954, p.20). Nota-se ainda que ao formar esposas dedicadas, mães exemplares, donas de casa capazes de administrar o seu espaço privado, a matéria de ensino preparava, mesmo que indiretamente, mulheres profissionais, uma vez que seus conteúdos lhes davam suporte para ocupações como a enfermagem, a contabilidade, serviço social e a Nutrição, mas em virtude de uma sociedade que, naquele contexto histórico, impunha certo “preconceito” ao papel feminino em determinadas atividades, estas acabaram limitando-se aos cuidados do lar, do marido e dos filhos ou a profissão de professora que era bem aceita no período. Todavia, como enaltece Lima: Determinados conteúdos programáticos que compõem o currículo estabelecem que parte da cultura será recortada e que tipo de sujeito se pretende formar. Portanto, os conteúdos do ensino expressam valores e funções que a escola difunde num determinado contexto histórico e social concreto. (LIMA, p. 149. 2006) Assim, percebemos que os olhares e os objetivos voltados para a disciplina Economia Doméstica sofreram grandes alterações em decorrência, entre outros fatores, da realidade histórica que vivemos. A mentalidade dos indivíduos difere daquela apresentada na década de 1940 mostrando-nos, dessa forma, que no mundo moderno a Economia Doméstica deixa de ser simplesmente uma matéria e torna-se um curso superior que contribui para a organização de muitas empresas, bem como pela qualidade da alimentação de várias pessoas, conferindo a estes profissionais um papel importante na sociedade de então. Além disso, é necessário salientar que enquanto a disciplina de 1940 preparava as alunas para se tornarem boas mães e donas de casa, o curso de Economia Doméstica visa a formação de profissionais tanto masculinos quanto femininos, os quais auxiliam nos afazeres domésticos ao passo que, contemporaneamente as mesmas exercem funções antes destinadas aos homens não possuindo, deste modo, tanto tempo disponível para os cuidados do lar. Assim sendo, hodiernamente, dissocia-se o termo “Economia Doméstica” de características exclusivamente feminais voltadas para o lar. Referências Bibliográficas ALVES, Eva Maria Siqueira. O Atheneu Sergipense: uma casa de educação literária examinada segundo os planos de estudo (1870/1908). 2005. Tese de Doutorado, Programas de Estudos Pós-Graduados em Educação: História, Política e Sociedade, PUC/SP. _______. A Congregação do Atheneu Sergipense: das ações pedagógicas aos acirrados debates. 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