REVISÃO 2ª ETAPA
L. PORTUGUESA - gabarito
EDUCANDO PARA SEMPRE
LÍNGUA PORTUGUESA
Prof. Portela
GABARITO:
SÉRIE AULA
Resposta da questão 1
O último período do texto – "A antiga superalimentação é condenada" – reescrito na voz passiva sintética
fica Condena-se a antiga superalimentação. O uso da voz passiva sintética permite o distanciamento do
enunciador, uma vez que, nessa estrutura frásica, o enunciador ou agente da ação (agente da passiva) não
vem expresso. Tal recurso é adequado à natureza do texto, de caráter informativo e científico.
Resposta da questão 2
a) É um período composto por orações coordenadas. A segunda oração exprime um fato que se opõe ao
que se declara na oração coordenada anterior, estabelecendo um sentido contrastante.
b) A recusa das autoridades em admitir soluções simples para os problemas inferniza a vida dos bastantes
cidadãos.
Resposta da questão 3
a) Os verbos indicam, no contexto, uma ação projetada no futuro, pelo fato de o narrador almejar
relacionar-se afetivamente com o mundo.
b) Fofocas discretamente se difundem.
Resposta da questão 4
As camisolinhas
Objeto direto pleonástico
Resposta da questão 5
Objeto indireto
Desta vez, compro a sua fazenda.
Resposta da questão 6
a) O anúncio publicitário atenta para uma nova política do Governo de Estado da Bahia que dinamizou a
área cultural e incentivou a produção de serviços ligados a essa área. Assim, o verbo “pulsar” adquire,
no contexto, o significado de “vibrar”, “movimentar-se”, “agitar-se”.
b) O fato de a Bahia ter sido recentemente reconhecida como o segundo estado do país que mais investe
em Cultura é objeto de análise que gera uma conclusão. A palavra “cultura” é tomada inicialmente como
tudo o que caracteriza uma sociedade qualquer, compreendendo sua linguagem, suas técnicas,
artefatos, alimentos, costumes, mitos, padrões estéticos e éticos. Ao mencionar “a cultura de todos os
baianos” o anúncio restringe esse significado ao movimento da criação e divulgação das artes e da
ciência das pessoas do estado da Bahia, que são agora beneficiados pelos novos financiamentos.
Resposta da questão 7
a) Sim, pois, provérbio é uma frase curta e popular, com uma mensagem metafórica, que geralmente
apresenta uma regra social ou moral. Segundo a definição do dicionário Aurélio: “1. Máxima ou sentença
de caráter prático e popular, comum a todo um grupo social, expressa em forma sucinta e geralmente
rica em imagens; adágio, ditado, anexim, exemplo, refrão, refrém, rifão. Ex.: „Casa de ferreiro, espeto de
pau‟; „Quanto maior a nau, maior a tormenta‟”.
b) A frase do texto que contribui de maneira mais decisiva para dar um caráter anedótico à breve narrativa
é "Peço licença para fechar a janela, pois estou constipado", pois representa o desfecho para a
expectativa gerada desde o início do texto.
Resposta da questão 8
Sim. No texto a, a propaganda, provavelmente, pretende sugerir que os sonhos, com o decorrer do tempo,
mudam apenas de tamanho, ou seja, de menores para maiores. No entanto, a frase, como está redigida,
apresenta ambiguidade, pois, de acordo com ela, os sonhos também podem mudar de maiores para
menores, configurando, do mesmo modo, alteração de tamanho.
No texto b, a intenção, possivelmente, da campanha em prol de vítimas de enchente é que, já que essas
pessoas perderam tudo, ajudar com pelo menos o básico de que necessitam. Porém, existe uma
ambiguidade, principalmente com o uso de “mínimo”, que pode levar a entender que se fará por essas
pessoas o mínimo possível, ou seja, que os idealizadores da campanha buscarão fazer o menos
que puderem.
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Resposta da questão 9
a) Muitos versos poderiam exemplificar o fato de a linguagem ser nova e cheia de referências visuais. No
entanto, o único que combina engajamento político e tecnologia é "Espaçonave, guerrilhas", pois remete
ao momento histórico que se vivia na época, com o deslumbramento diante das conquistas espaciais
(espaçonaves) e, ao mesmo tempo, ao contexto político da ditadura militar, em que se observavam
movimentos de luta armada (guerrilhas).
b) A própria linguagem do compositor aponta, à maneira cubista (justapondo-se diversas imagens), a
fragmentação do mundo. Isso pode ser visto, principalmente, nas estrofes:
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil
No entanto, o enunciado pede um verso que exemplifique essa fragmentação de modo mais
evidente. Assim, o verso em que se justapõem mais imagens (três), tornando a fragmentação mais patente
é: “Em dentes, pernas, bandeiras”.
Resposta da questão 10
a) O uso da letra maiúscula na palavra “Mesmo” e a colocação do artigo definido “o” transformam a palavra
em um substantivo próprio, individualizando o ser a que se refere. Assim, a palavra adquire a conotação
de um ser misterioso que atemoriza quem vai entrar no elevador.
b) “Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado no elevador.” (Nota: a gramática
normativa aconselha a próclise do pronome em orações subordinativas, como o caso da iniciada pela
conjunção integrante “se”).
Resposta da questão 11
a) A palavra “afinador” é usada com sentidos diferentes pelos dois personagens, produzindo ambiguidade.
Para o primeiro falante da tira significa “aquele que afina, que ajusta o som”, para o segundo, “aquele que
torna o instrumento mais fino”.
b) No primeiro quadro, o personagem apresenta-se com o título da sua profissão o que é perceptível pela
imagem do diapasão na mão esquerda. No segundo quadro, o gesto do morador do apartamento revela a
necessidade de ajustar o tamanho do piano ao ambiente exíguo do local em que se encontra. Finalmente, a
reação do profissional é evidente na imagem do piano quebrado sobre a cabeça do morador o que
estabelece o humor a partir do mal-entendido.
Resposta da questão 12
a) O autor estabelece intertextualidade com algumas definições gramaticais ao apresentar os seus próprios
conceitos sobre determinados termos e explora poeticamente essa relação. Nas duas primeiras estrofes,
por exemplo, apresenta substantivo como “substituto do conteúdo” e adjetivo como a nossa impressão
sobre quase tudo. A associação é pertinente, na medida em que a gramática conceitua o primeiro como a
classe de lexema que nomeia os seres, ou seja, tudo o que existe, e o segundo como a classe que
caracteriza o substantivo, associando-lhe muitas vezes aspectos subjetivos (“nossa impressão sobre
quase tudo”).
b) Uma expressão idiomática ou idiotismo é um conjunto de palavras que se caracteriza por não ser
possível identificar seu significado mediante o sentido literal dos termos analisados individualmente, por
serem associadas a gírias ou contextos culturais específicos a certos grupos de pessoas que se distinguem
pela classe, idade, região, profissão ou outro tipo de afinidade. Na penúltima estrofe, o autor ao associar o
termo à “fala de um imbecil” amplia o significado da palavra: ausência total de inteligência,
estupidez, insânia.
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Resposta da questão 13
A fala de Mafalda, no segundo quadro, expressa a conclusão de que, devido aos inúmeros e variados
afazeres de cada um, a brincadeira deve ser rápida, pois a vida moderna assim o exige. A pergunta poderia
ser formulada com outras conjunções coordenativas conclusivas (“Logo”, “Por isso”, “Portanto”): Portanto,
acho que só dá tempo de brincar de guerra nuclear, não é?
Resposta da questão 14
a) As duas figuras de construção sintática são as seguintes: hipérbato (inversão da ordem canônica dos
termos sintáticos “em tristes sombras” e “a formosura”, no terceiro verso, e dos termos “em contínuas
tristezas” e “a alegria”, no quarto verso); elipse/zeugma (omissão do verbo “morre” no quarto verso).
b) O constituinte “Em contínuas tristezas” exerce função de adjunto adverbial, e o constituinte “a alegria”,
função de sujeito.
Resposta da questão 15
A palavra “ desencontrários” é formada por derivação, processo através do qual de uma palavra se formam
outras, por meio da agregação de certos elementos que lhe alteram o sentido, mas sempre se referindo ao
valor semântico da palavra primitiva. Assim, há duas possibilidades para a formação da palavra em questão,
considerando
o
radical,
prefixos
e
sufixos
e
desinências
flexionais:
des+en+contr+
ário+s;des+en+contr+ari+o+s. “Des” é um prefixo que indica negação.
Resposta da questão 16
O pronome relativo “onde” remete a “pantanal”, podendo ser substituído por “ em que” ou “no qual” para
indicar o lugar onde acontece a ação enunciada na oração principal.
Resposta da questão 17
A ideia de casamento para as mulheres referidas no verso 1 propõe a recusa de funções tradicionalmente
femininas. Para o eu-lírico, a concepção não põe em causa a delimitação de papéis, tendo em vista que
casamento é lugar de encontro.
Resposta da questão 18
a) Enquanto que para Mafalda, “estrangeiro” é todo país que não seja o dela, no caso a Argentina,
independentemente de quem fala, para Manolito, é todo aquele que não constitui a sua pátria, a terra
onde nasceu. Mafalda não entende que o seu país é estrangeiro para todo aquele que não nasceu nele.
b) As palavras que constituem esse jogo de referência são os artigos “o” e “um”, definido e indefinido em
relação a “país” citado duas vezes, ”deixar”, “veio”, “dele”, “cá” e “este”. Mafalda usa “o” para referir-se ao
seu país, Argentina, incluindo todos os outros no grupo de estrangeiros. Já Manolito, filho de imigrantes, usa
“um” para referir-se ao país para onde seu pai emigrou, incorporando-o, portanto, num conjunto genérico.
As outras palavras assinaladas podem ser usadas também para explicitar a diferença espacial em cada
uma das enunciações, como, por exemplo, “deixar” e “veio” que denotam movimentos opostos relativamente
ao enunciador.
Resposta da questão 19
a) O pressuposto é que o acordo ortográfico promoveria a unidade da língua em todos os países lusófonos.
O acordo contempla apenas a ortografia e não interfere nos aspectos morfossintáticos ou lexicais que
caracterizam a relação da Língua e seus falantes com a região onde se desenvolve a sua cultura, razão
pela qual é inadequado o pressuposto do personagem. Embora se possa unificar a ortografia, as
variantes sempre existirão.
b) Ao desconhecer o significado de “peúgas”(*) e “bica”(**) e estranhar a palavra “bicha”(***) no contexto da
frase (termos usados no português europeu e não no Brasil), o personagem fica confuso, pois verifica
que não houve unificação do idioma como afirmara anteriormente.
(*) meias
(**) café
(***) fila
Resposta da questão 20
a) A representação do dicionário, popularmente conhecido como “pai dos burros”, estabelece ligação com a
expressão “bom pra burro”. Essa representação é inadequada, pois as pessoas que buscam o dicionário
para obter conhecimento sobre as palavras não são falhas de inteligência, ao contrário, revelam o bom
senso e a inteligência de quem quer analisar as diversas interpretações a que a língua está sujeita.
b) Existe ambiguidade na expressão “pra burro”, pois pode ser lida com o sentido de intensidade ( “muito”),
ou para estabelecer o complemento nominal de “bom”, remetendo à expressão “´pai dos burros”, ou seja,
“bom” para quem precisa de dicionário porque desconhece o seu significado.
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Resposta da questão 21
“Que maravilha, Tainá!”
Resposta da questão 22
“Com a minha guitarra e uma prancha do lado”.
Resposta da questão 23
“Eu quero ver na hora do jantar/ O seu pai sentado à mesa ao lado de um popstar”.
Resposta da questão 24
a) O verso que inicia a segunda parte é “Mas quando eu virar um astro”, momento em que o enunciador
imagina o reconhecimento público dos seus dotes artísticos, a consequente aceitação da família da moça
e a nova vida que todos terão, incluindo um provável futuro filho de ambos que também será “new wave”.
b) Na segunda parte do texto, manifesta-se a idealização de uma nova vida, oposta à da realidade atual
enfrentada pelo enunciador, que usa a imaginação para se projetar em um mundo de “popstar”.
SÉRIE CASA
Resposta da questão 25
“Esse garoto não combina contigo,/ A gente arranja pra você bom partido.”
Resposta da questão 26
Levando em consideração o contexto do poema em que o eu lírico relata as suas vivências durante a noite
em que ajuda o seu marido a preparar os animais recém-pescados, infere-se que o pronome demonstrativo
“este” se refere ao peixe que o companheiro lhe indicava.
Resposta da questão 27
Trata-se da palavra “belo”.
Resposta da questão 28
A atitude da mãe de regar plantas e a sua última fala, reveladora da consciência da contradição do filho que
atribui as culpas aos adultos, mas não prescinde do carro para se locomover, são fatores que a isentam, em
parte, dessas acusações.
Resposta da questão 29
a) Pode-se inferir que o pronome essa retoma anaforicamente um conteúdo textual anterior referente ao
advento da língua escrita.
b) No texto de Wilkins, iniciam-se com letras maiúsculas os substantivos comuns, ao passo que, em nossa
convenção ortográfica, aplica-se a inicial maiúscula apenas aos substantivos próprios, salvo em casos
excepcionais.
c) Em todos os casos, exceto em (IV), ser funciona como verbo auxiliar em construções na voz passiva. No
caso (IV), ser funciona como verbo de ligação em um predicado nominal que tem como núcleo uma
testemunha falsa e mentirosa.
Resposta da questão 30
a) Trata-se da palavra "veículo", que pode significar meio usado para transportar ou
conduzir pessoas, coisas, animais ou algo capaz de transmitir, propagar algo. No texto, o humor ocorre
porque Mafalda troca um sentido pelo outro.
b) Sim. O sentido crítico da tirinha provém da associação entre os ruídos emanados do televisor, que
sugerem o conteúdo violento e "apelativo" da programação, e a ideia de cultura.
Resposta da questão 31
a) Os preconceitos são em relação à classe social e à raça.
b) Possíveis respostas: Para prender os ricos, a polícia cria uns nomes interessantes. Conosco, agem de
forma agressiva.
Resposta da questão 32
a) Na frase: "você não poderá mais dizer que foi mordido por uma jiboia, e sim por uma jiboia", o jornalista
usou o verbo "dizer" ao invés de escrever, ao sugerir que a reforma afetaria o modo de falar das pessoas.
O quadro comparativo apresentado seria suficiente para desmentir a sugestão do jornalista, porque nele
se vê que não ocorreu alteração na pronúncia das palavras, apenas na grafia.
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b) A ironia do articulista refere-se à suposição de que pequenas alterações ortográficas sejam suficientes
para promover o intercâmbio cultural entre os países lusófonos. Quando se refere a lugares remotos e,
muitas vezes, ignorados, o escritor sugere que o "atraso" econômico, social, cultural seja o principal
problema entre as relações culturais entre os países envolvidos.
Resposta da questão 33
a) Sim, pois há uma afirmação sob a forma de pergunta, e isso se justifica pelo fato de, nela, o autor sugerir
ter sido o próprio pai o "culpado" de seu "gosto pela arte", um gosto que o levaria a contrariar determinações
paternas.
b) As formas cousa e vossemecê, hoje desusadas no Brasil, atestam a evolução da língua.
Resposta da questão 34
a) A moça quis dizer que o rapaz transpirava muito. O rapaz entendeu que ela estava manifestando o
desejo de ser dele.
b) O rapaz entendeu a frase da moça - "Você sua" - como se fosse "Vou ser sua". A confusão fonológica
deveu-se ao fato de o rapaz ter tomado a frase da moça pela pronúncia popular.
Resposta da questão 35
a) O conceito de guerra estrutura, em parte, muitas das coisas que são feitas durante uma discussão.
b) "afirmamos" refere-se aos autores do texto; "discutimos" se refere às pessoas em geral.
c) Nossas estruturas conceptuais ordinárias, em termos das quais não só pensamos mas também agimos,
são fundamentalmente metafóricas por natureza.
d) No texto, a palavra "ordinária" tem o sentido de "cotidiana, comum". Na frase dada, ela significa "reles,
de baixa qualidade".
Resposta da questão 36
a) O advérbio "agora" traz implícita a noção de transitoriedade, reforçando o caráter de estado momentâneo
do estado do narrador.
b) Torna-se obsoleta a oposição entre trabalho e lazer, na sociedade pós-industrial. Uma parcela da
sociedade pode desfrutar das vantagens da tecnologia e de uma nova organização do tempo e do espaço
de trabalho. Enquanto o conceito de trabalho criativo elimina a oposição entre lazer e trabalho como
atividades distintas e incompatíveis.
Resposta da questão 37
a) Firmo representa aqueles que, para obterem vantagens pessoais e estabilidade econômico-financeira
sem esforço, usam a carreira na política ou no funcionalismo público.
b) Nos exemplos destacados, mui é empregado modificando adjetivos, e muito, modificando um verbo.
Resposta da questão 38
a) Gândavo descreve os índios em sua crônica como "desagradecidos", "mui desumanos e cruéis" e
"desonestos", ressaltando a sua ociosidade no seguinte trecho: "Vivem todos mui descansados sem terem
outros pensamentos senão de comer, beber, e matar gente, e por isso engordam muito...". Também de uma
maneira pejorativa, Aluísio Azevedocritica os hábitos da personagem Firmo, em especial a ociosidade, na
passagem a seguir: "Era oficial de torneiro; oficial perito e vadio; ganhava uma semana para gastar
num dia".
b) Na frase citada, o emprego do futuro do pretérito do indicativo (teria) indica incerteza, assim como a
escolha lexical (parecer) e o uso de pronomes indefinidos (tantos, poucos).
c) No fragmento "oficial perito e vadio", o conectivo "e" tem valor adversativo e equivale a "mas", "porém".
Em "desgostou-se com o sistema de governo e renunciou às lutas eleitorais", o conectivo apresenta valor
conclusivo, correspondendo a "por isso", "logo".
Resposta da questão 39
a) A ironia está contida no trecho "ou também quando votam?". Ao questionar se não existe também a
possibilidade de as mães produzirem marginais por meio do voto, o leitor da "Folha" está estabelecendo o
pressuposto de que o governador do Rio de Janeiro, como político eleito, pertenceria à classe
dos marginais.
b) No trecho citado, existe uma crítica à declaração do governador do Rio de Janeiro. Porém, ela é
atenuada, já que não se endereça somente a ele. Ao incluir na pergunta o operador sintático "apenas", o
enunciador não deixa de concordar com o que Sérgio Cabral disse, ou seja, que mães faveladas dão à
luz marginais.
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Resposta da questão 40
A incoerência é que o sol se põe em qualquer época em qualquer lugar. Atrás da construção, a imagem do
pôr-do-sol não é típica dessa época do ano na capital.
Resposta da questão 41
A personagem relata mudanças por ela passadas, que são marcadas por meio dos adjetivos "pessoal" e
"impessoal", bem como pela forma verbal "estava" e pelo advérbio "agora". Ao se transformar
esteticamente, a personagem perdeu a própria identidade.
Resposta da questão 42
a) Com o uso da expressão "passar vergonha", a personagem passa a ideia de que "palavrão" é "palavra
obscena ou grosseira". Cria-se, desse modo, a expectativa de que o papagaio utiliza, frequentemente,
palavras de baixo nível.
b) O efeito cômico do quadrinho acontece pelo descompasso entre a expectativa do leitor em relação a
palavras obscenas e a escolha lexical realizada pelo papagaio. Palavras como "bocó", "xixi", "cocô" e
"bumbum" são vistas como expressões grosseiras, mas que, nas escolhas do jargão infantil, perdem
qualquer efeito de obscenidade. O que a personagem temia ocorre, ela realmente passa vergonha diante
dos amigos, mas muda-se o motivo: o que envergonha não é a obscenidade, mas a ingenuidade
das palavras.
Resposta da questão 43
a) O elemento linguístico gerador da confusão entre as crianças representadas é de ordem fonética: os
nomes (Chaves e Chávez) são homônimos homófonos, isto é, palavras de mesma pronúncia.
b) Nas feições e no comentário da personagem da esquerda, percebe-se uma avaliação positiva do fato de
as crianças da Venezuela poderem assistir ao programa do "Chaves" o dia todo. No caso da observação da
personagem da direita, em que se percebe insatisfação, o adjetivo "coitadas!", em tom interjetivo, faz uma
avaliação negativa do presidente "Chávez".
Resposta da questão 44
a) O Texto 1 associa o esquecimento a fatores de natureza neurofisiológica (patologia). O Texto 2 associa o
esquecimento a fatores de ordem psicológica, ou seja, com a necessidade de evitar lembranças
desagradáveis.
b) A menor atividade foi relacionada a um melhor desempenho dos pesquisados na tarefa experimental que
envolveu associações de palavras.
c) O termo oracional que exerce a mesma função sintática da expressão destacada é: "capaz de exercer
uma influência exageradamente purificadora sobre o jogo de suas forças psíquicas" (predicativo).
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Prof. Valladares
GABARITO
Resposta da questão 1:
a) Não se sabe se Maíra falou acerca de um vídeo no qual fazia sexo com Alemão, ou se mencionou à
Alemão um vídeo de sexo.
b) Maíra fala com Alemão sobre o vídeo de sexo.
Resposta da questão 2:
Semanticamente, não se sabe se ele só a leva a boate gay, ou se ela vai só sem ele a essa boate.
Sintaticamente, esse problema se deve entre a abreviação de duas palavras diferentes da língua
portuguesa:o advérbio ―só‖ (somente) e o adjetivo ―só‖ (sozinho).
Resposta da questão 3:
No primeiro período, foi utilizada em sentido conotativo, ou seja, ser castigado. No segundo período, foi
utilizado denotativamente. Faz-se indiretamente referência aos altos preços da marca do produto
eletrônico.
Resposta da questão 4:
Segundo definição encontrada em vários dicionários, ―ambos‖ (como no latim) significa os dois, ou seja,
deve ser usado apenas quando envolve dois elementos ao mesmo tempo. No caso acima, eram três os
gols, mesmo tendo sido marcados por dois jogadores diferentes. A construção mais adequada seria "(...)
todos marcados no primeiro tempo."
Resposta da questão 5:
a) O diminutivo é construído por meio de um sufixo que pode gerar efeitos diferentes, dependendo do
contexto.Em ―Leandro Hassum (...) é aquele gordinho gente boa‖, o diminutivo ―gordinho‖ tem
conotaçãoapreciativa e gera efeito de afetuosidade.
b) O período reescrito seria: ―Leandro Hassum, 39, é aquele gordinho gente boa, que prefere fazer rir
poralguma palhaçada a fazer rir por alguma grosseria‖.
Resposta da questão 6:
a) A frase, reescrita de acordo com as alterações exigidas pelo enunciado, seria: ―Tenho certeza de que
ele éuma menção à situação atual das artes plásticas‖.
b) Há dois exemplos de derivação, acompanhados das respectivas explicações:
•genial: derivação sufixal, o sufixo -al foi agregado à base gênio.
•minimalista: derivação sufixal, o sufixo -istafoi agregado à base minimal.
―Obra-prima‖ é exemplo de palavra formada por composição, o substantivo ―obra‖ foi justaposto ao
adjetivoerudito ―prima‖.
Resposta da questão 7:
a) Na primeira expressão, ―de Deus‖ serve como um Adjunto Adnominal de ―partícula‖, sendo uma locução
adjetiva que dá uma característica a essa ―partícula‖ e indica uma relação de posse. Já na segunda
expressão, também temos ―Deus‖ como um Aposto de partícula, pois está a nomeando, não apenas
caracterizando-a ou demonstrando relação de posse.
b) A expressão ―partícula de Deus‖ denota que essa partícula que pertence a Deus, que tem relação com
Deus. A segunda forma (partícula Deus) está nomeando a partícula, uma vez que tem um papel
fundamental no funcionamento do universo, relacionando-a com Deus.
Resposta da questão 8:
a) Os textos do jornal ―Já‖ possuem várias marcas de linguagem coloquial. No primeiro, podemos destacar
várias marcas lexicais, como o uso de expressões idiomáticas (―pendurar as chuteiras‖) e palavras
(―quebre‖ para se referir aos sérios prejuízos do INSS). Existe até uma que fica entre a lexical e
morfológica, a expressão ―vovozada‖, que utiliza o sufixo ―-ada‖ para se referir a um ―grupo de avós‖
(como em ―garotada‖).
No segundo, existem também marcas lexicais (como o uso do verbo ―trampar‖ no lugar de trabalhar).
Pode-se destacar também uma marca fonética em ―o brasileiro tá vivendo‖, representando a fala do
verbo ―estar‖ e uma sintática também ―Quem quiser se aposentar antes, pode‖, trecho no qual o sujeito
e verbo estão separados por vírgula, uso não aceito pela norma padrão da linguagem.
b) A diferença está na aceitação das expressões em diferentes contextos. ―Tá‖ e ―botar‖, por mais que
representem uma coloquialidade, são mais generalizadas na fala de diferentes camadas da sociedade
(principalmente pela primeira ser a redução de ―está‖, amplamente usada). Já ―galera‖ e ―grana‖ são
variações lexicais extremamente informais, dificilmente aceitas num discurso formal.
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Resposta da questão 9:
a) A expressão de duplo sentido presente no texto é ―lavar as mãos‖, que pode significar tanto ―retirar a
sujeira das mãos‖ quanto ―fugir da responsabilidade de algo‖.
b) Há ironia em ―aproveita enquanto tem água‖ se considerarmos que a propaganda tem como objetivo
conscientizar o público-alvo quanto às consequências negativas do desmatamento para a natureza e
para a escassez das águas. A expressão não pretende que seu público-alvo aproveite a água, indica
que a água vai acabar se nada for feito por esses leitores para evitar o desmatamento, efeito que é
complementado pelas árvores secas acima da torneira e pela única gota que dela escapa.
Resposta da questão 10:
a) a) A ambiguidade consiste no fato de o trecho ―na pele de uma personagem vingativa na novela
‗Insensato Coração‘‖ poder se referir tanto ao verbo ―retornar‖ — dando a ideia de que ela assumiu essa
personagem na sua volta ao Brasil — quanto ao adjunto adverbial ―após três anos na França‖ — dando
a ideia de que ela esteve nesse papel durante a sua estada na França.
b) O sentido desejado será obtido pela desvinculação do trecho ―na pele de uma personagem vingativa na
novela ‗Insensato Coração‘‖ do adjunto adverbial ―após três anos na França‖. Para isso, um recurso é a
colocação de vírgulas isolando esse adjunto; outro, a mudança da sua colocação na frase:
I. Glória Pires retorna ao Brasil, após três anos na França, na pele de uma personagem vingativa na
novela―Insensato Coração‖…
Observação: No lugar das vírgulas para isolar o adjunto adverbial, poderiam ser empregados travessões, o
que seria melhor para se desvincular o adjunto do termo que o segue.
II. Após três anos na França, Glória Pires retorna ao Brasil na pele de uma personagem vingativa na novela
―Insensato Coração‖…
Resposta da questão 11:
a) Os adjetivos ―invendável‖ e ―imprestável‖ são formados pelo acréscimo do prefixo ―in‖ (forma variante
―im‖ no segundo termo) com o sentido de ―negação‖, ―privação‖. Tem-se, portanto, o processo chamado
derivação prefixal ou prefixação. A afirmação segundo a qual o uso que Vicente Matheus fazia da língua
portuguesa ―nem sempre era aquele reconhecido pelos livros‖ dá a entender que ele se distanciava
daquilo que as gramáticas caracterizam como a norma-padrão. Nos exemplos do texto, o que chama a
atenção, contudo, é o humor involuntário decorrente de tal uso. Querendo dizer que Sócrates não podia
ser emprestado (o que equivaleria ao neologismo ―inemprestável‖), empregou a forma ―imprestável‖,
que significa ―sem serventia‖, ―inútil‖.
b) O termo ―pérola‖ é empregado em sentido metafórico para valorizar algo que seria raro e positivo. No
texto, contudo, seu emprego é irônico, pois enfatiza o absurdo das afirmações de Vicente Matheus. No
caso, em ―bicho aquático e gramático‖, o adjetivo ―gramático‖ no lugar de ―terrestre‖, além de absurdo,
gera comicidade, pois, ainda que se perceba o sentido desejado (―gramático‖ associado a grama), vem
à mente a ideia absurda de que se está afirmando que o ―pato‖ é um animal versado em gramática. A
pérola seria da linguística e da zoologia pela mistura involuntária de dois campos do conhecimento:
―bicho aquático‖ relaciona-se à zoologia e ―gramático‖, à linguística.
Resposta da questão 12:
a) Os enunciados da campanha que exemplificam os dois usos do verbo surfar como transitivo e
intransitivo são, respectivamente, ―Surfamos a Internet‖ e ―As pessoas não deixam de nadar só porque
gostam de surfar‖. O verbo assume, obrigatoriamente, sentido figurado ou não literal (percorrer
rapidamente as diversas páginas disponíveis na rede) no primeiro enunciado, já que para praticar o
surfe, em sentido literal, é necessário que se esteja em meio aquático, na posse de uma prancha e que
haja ondas. A interpretação literal, portanto, é incompatível com o complemento ―a internet‖.
No segundo enunciado, o verbo é usado como intransitivo, em seu sentido literal, de praticar surfe, em
oposição a nadar.
b) No título da campanha da ANER (―Surfamos a Internet, nadamos em revista‖), o verbo surfar está
associado à Internet, uma mídia do momento, nova, que está em seu auge, em um momento de grande
evidência. O verbo nadar, em oposição, vem associado às revistas, uma mídia consolidada, já
tradicional, que mantém a sua relevância há algumas décadas.
No trecho reproduzido no item b,os predicados associados à Internet (―empolga‖, ―agarra‖ e ―é
passageira‖) reforçam os traços de sentido associados ao surfe: intenso e momentâneo, descontínuo ou
cíclico como as ondas, sugerindo uma relação de paixão. Os predicados associados às revistas
(―envolvem‖, ―abraçam‖, ―são permanentes‖), por sua vez, reforçam os traços de sentido associados ao
ato de nadar: menos intenso, mas mais constante e contínuo, sugerindo uma relação de amor, mais
amadurecida. Portanto, o título da campanha e o trecho reproduzido no item b apresentam as revistas e
a Internet como mídias que propõem experiências distintas: esta é um modismo, associado à ideia de
intensidade inconstante e instabilidade; a mídia já estabelecida é associada à ideia de persistência,
sucesso constante e continuidade. O texto da campanha sustenta essa relação apresentando dados
que comprovam o crescente apelo das revistas em plena era da internet: ―a circulação de revistas
aumentou nos últimos cinco anos‖ e ―o número de títulos de revistas no Brasil cresceu 234%‖.
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Resposta da questão 13:
a) A expressão que causa a dependência entre texto e imagem é ―este cavalo-marinho‖ — mais
especificamente, o pronome ―este‖. Sob o ponto de vista das referências, os pronomes podem apontar
para termos mencionados no texto (função fórica) ou situar, no tempo ou no espaço da situação de
comunicação, o elemento a que se referem (função dêitica — palavra que deriva do verbo grego
deíknumi, ―mostrar‖). No texto 2, o demonstrativo ―este‖ aponta para a imagem que integra a matéria de
divulgação científica, um elemento externo ao texto verbal. É por causa desse mecanismo linguístico,
portanto, que a apreensão do significado pleno do texto 2 depende da imagem que o ilustra.
b) Entre os elementos que contribuem para a organização textual, os pronomes desempenham importante
papel: retomando ou antecipando palavras, expressões ou mesmo trechos mais complexos, eles
articulam as partes do texto, estabelecendo coesão entre elas. No texto 1, o pronome ―eles‖ é um
catafórico, ou seja, tem como referência um termo que ainda vai ser mencionado posteriormente:
―animais do fundo do mar‖. Esse expediente linguístico costuma ser empregado para criar expectativa,
porque serve à apresentação de informações gerais de um referencial não revelado. No texto 2, o
pronome ―eles‖ tem função anafórica, ou seja, faz menção a um termo já citado no texto: ―filhotes‖.
Resposta da questão 14:
Em sala.
Resposta da questão 15:
Em sala.
Resposta da questão 16:
Em sala.
Resposta da questão 17:
Em sala.
Resposta da questão 18:
Não. Na primeira ocorrência o ―se‖ é parte integrante do verbo sentar (sentar-se - verbo pronominal); na
segunda, o ―se‖ é partícula apassivadora, ligada ao verbo sentir (na voz passiva analítica, temos: "algo
diferente é sentido").
Resposta da questão 19:
a) A ironia é um mecanismo discursivo que trabalha com sentidos implícitos. Por meio desse recurso, o
enunciador diz explicitamente algo, pretendendo dizer, implicitamente, o contrário. Na tirinha, Hagar
responde afirmativamente à pergunta do filho. Este percebe, contudo, por dados contextuais, que o pai
tem opinião contrária à que declara: se é importante ter boas maneiras apenas considerando o convite
do rei da Inglaterra para jantar, e já que é absolutamente improvável que a família de Hagar receba tal
convite, conclui-se que não é de fato importante ter boas maneiras à mesa. O absurdo da situação,
assim, desencadeia a ironia. Em outros termos, o que Hagar afirma explicitamente é tão insólito, que
não pode ser levado a sério.
b) A resposta de Hagar, no segundo quadrinho da tira, também opera com um mecanismo de implicitação: ao
pedir ao garoto que não comente com a mãe o fato de não achar importante ter boas maneiras, deixa
pressuposto que ela defende a etiqueta. Assim, por meio do jogo com os sentidos implícitos, a tira mostra o
contraste entre dois universos de valores distintos, entre visões de mundo diferentes. Na hesitação de Hagar
também é possível notar uma espécie de ―temor reverencial‖ pela posição da mulher: ainda que ele pense
de modo diferente, no plano da aparência concorda com a opinião da esposa. Trata-se, pois, de uma
representação da polifonia na vida social, isto é, das múltiplas vozes presentes na sociedade.
Resposta da questão 20:
a) Alguém contrair novo casamento sendo casado.
b) Contrair alguém, se for casado, novo casamento. Contrair alguém, que seja casado, novo casamento.
c) Mediante violência ou grave ameaça: adjunto adverbial de modo OUcom o intuito de obter para si ou
para outrem indevida vantagem econômica: oração subordinada adverbial final
Resposta da questão 21:
a) Segundo o artigo 1.548, é ―nulo‖ o casamento em duas situações, descritas nos incisos I e II: respectivamente,
quando uma das partes tiver enfermidade mental que a torne incapaz para realizar os atos da vida civil (como,
no caso, contrair matrimônio), ou quando violar algum impedimento legal, ou seja, incidir numa cláusula que
impossibilite a união (por exemplo, se uma das partes já estiver casada). Isso significa que o casamento,
nesses casos, não tem validade, reconhecimento jurídico. ―Nulo‖, assim, quer dizer ―sem efeito legal‖.
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Conforme o artigo 1.550, é ―anulável‖ o casamento daquele que não tem a idade mínima estipulada por
lei para casar, ou quando a autoridade que celebrar o matrimônio não for legalmente competente para
realizar esse ato (se não for, por exemplo, juiz de paz). Considerando que ―anulável‖ é uma palavra
formada por derivação sufixal a partir de ―anular‖, por sua vez formada por derivação parassintética de
―nulo‖, significa ―que se pode ou deve anular‖.
Assim, se no primeiro caso o casamento sequer é reconhecido, uma vez que é considerado ―nulo‖ já no
momento em que é contraído, como se não tivesse ocorrido; no segundo fica pressuposto que é
inicialmente reconhecido, podendo tornar-se nulo.
b) A palavra ―infringência‖ é um substantivo formado a partir do verbo ―infringir‖ por derivação sufixal, ou
seja, com a anexação do sufixo ―-ência‖ à palavra base. O substantivo ―incompetência‖ é formado por
derivação prefixal do substantivo ―competência‖, com a anexação do prefixo ―-in‖ (com ideia de
negação) à palavra base. Em ―infringência‖, o ―in‖ não é prefixo, já que faz parte do radical da primitiva
―infringir‖, não podendo ser desmembrado, como no caso de ―incompetência‖.
Resposta da questão 22:
a) O Título ―Amorim, pede pra sair‖representa um apelo ao ministro das Relações Exteriores para que
deixe o cargo, tendo em vista seu comportamento desastrado nas negociações comerciais de Doha.
Devido a duas declarações intrinsecamente perversas, o ministro saiu das reuniões com a autoridade
destroçada.
b) A retirada da vírgula causaria alteração do sentido da frase. Com efeito, a vírgula caracteriza Amorim
como vocativo (pessoa a quem se dirige o apelo). A forma verbal ―pede‖ está na segunda pessoa
singular do imperativo afirmativo. Sem a vírgula, Amorim passaria a sujeito da oração, tornando-se o
agente do predicado ―pede pra sair‖. A forma verbal ―pede‖ estaria na terceira pessoa singular do
presente do indicativo.
Então, não teríamos mais um apelo, mas a declaração de uma ocorrência.
Resposta da questão 23:
a) Sim, há diferença de sentido entre as duas frases. Na primeira, diz-se que o feio parece bonito a quem
o ama. Na segunda, afirma-se que o feio parece bonito a todos os que amam.
b) A palavra que falta é a ou para: A(ou para quem ama, o feio parece-lhe bonito).
Resposta da questão 24:
a) O destinatário poderia concluir que, sem os cursos profissionalizantes oferecidos pelo Senai, ele estaria
destinado a viver de pequenos trabalhos avulsos, sem registro em carteira, ou seja, "de bico".
b) A imagem que acompanha o texto mostra que o jovem vai viver frustrado, ―de bico", como uma criança
contrariada, caso não faça um curso no Senai.
Resposta da questão 25:
a) A população prefere ver a polícia na rua a ouvir falar em direitos humanos. O verbo preferir não admite
nenhuma expressão de reforço, no caso da oração a expressão "do que".
b) Sempre me simpatizava com aqueles documentários sobre meio ambiente. O verbo simpatizar não
pode ser conjugado pronominalmente.
c) A perda da folha de consumação implica multa de R$ 200,00. O verbo implicar é VTD.
d) Quando você chegar lá, lembre-se de que tudo começou aqui. O verbo "lembrar‖, quando pronominal,
é VTD.
Resposta da questão 26:
a) Esqueci-me da letra, mas lembrei-me da música.
b) Os verbos "esquecer" e "lembrar" quando não pronominais são VTD's , porém quando pronominais são
VTI's e regem a preposição "DE".
c) a palavra é a preposição "DE", cuja análise morfológica é preposição.
Resposta da questão 27:
Resposta: A - Suponha que você, dentro dessa Universidade, tenha produção científica regular, mas
pertença a uni departamento que não tenha a mesma regularidade. Qual das duas versões é mais
conveniente a você?
Explique sua resposta.
Resposta da questão 28:
a) Sentido I: Qual poder é capaz de refrear esses bárbaros?
b) Sentido II: Qual é o poder que os bárbaros possuem?
Na versão I, o sujeito é ―que poder‖, logo o verbo fica no singular. Na versão 2, o sujeito é ―esses
bárbaros‖, portanto o verbo deve ser flexionado no plural, estabelecendo corretamente a concordância
entre os termos.
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Resposta da questão 29:
a) Hoje em dia, há até sapatos vivendo de aparências.
b) ―...vivendo de aparências...‖ = que vive de aparências, trata-se de uma oração subordinada adjetiva
restritiva reduzida de gerúndio
Resposta da questão 30:
a) Voz passiva analítica:
Em uma recente análise, é mostrado pela revista "The Economist" que a força de trabalho foi dobrada
pela entrada da China, da Índia e da ex-União Soviética na economia mundial.
b) Voz passiva sintética:
Em uma recente análise, mostra-se que a entrada da China, da Índia e da ex-União Soviética na
economia mundial dobrou a força de trabalho.
Resposta da questão 31:
a) "... que ela causou".
b) O antecedente desse pronome é o termo ESTRAGO.
c) Objeto direto do verbo CAUSOU.
Resposta da questão 32:
A pessoa que está mais sujeita a apresentar problemas físicos é a da frase I, pois a palavra ―estressada‖,
colocada ao lado de ―pessoa‖ remete a um estado permanente de estresse. Na frase II, o adjetivo
―estressada‖, estando afastado do nome a que se refere – e colocado depois do verbo – aponta para um
eventual estado de tensão.
Resposta da questão 33:
a) O título "Ideia fixa".
b) "Só pra variar" é uma expressão que indica que alguma coisa acontecerá de forma diferente da
habitual. No entanto, no contexto apresentado, a expressão é irônica, porque representa exatamente o
contrário. O SBT, segundo o articulista, tem o hábito de mostrar cenas ou situações apelativas do ponto
de vista sexual.
Resposta da questão 34:
Os verbos ―bater‖ e ―erguer‖, no trecho em análise, estão, gramaticalmente, no presente do indicativo. No
entanto, tendo em vista que a matéria foi publicada em 29/10/07, a ação expressa pelo verbo ―bater‖, na
primeira oração, refere-se a um fato ocorrido anteriormente, em 28/10/07, e, portanto, tem o sentido de
tempo passado.
Também pelo fato de a matéria ter sido publicada em 29/10/07, a ação expressa pelo verbo ―erguer‖, na
segunda oração, não se refere ao tempo presente, mas a um futuro imaginado ou esperado para 31/10/07.
Essa projeção se confirma com a oração condicional ―se vencer o América na quarta‖. É importante
ressaltar que o uso do presente do indicativo, no lugar do pretérito perfeito e do futuro do presente do
indicativo, dá à notícia um efeito de ―instantaneidade‖.
Resposta da questão 35:
a) A ausência de crase indica que o professor ensinava a sensibilidade artística, além da linguagem
poética. A expressão é complemento do verbo ensinar (em função de objeto direto).
b) Se houvesse crase, a expressão seria coordenada a ritmo e melodia e complementaria o
adjetivo ―mesclada‖.
Resposta da questão 36:
a) Os combatentes destruíram a cidade em que / onde / na qual meus avós moraram.
b) Os jornais no norte do país a que / aos quais os leitores se referiam apresentavam
matérias interessantes.
c) Os parentes cuja presença foi confirmada moram longe.
d) Meus primos, por quem as fotos foram enviadas, estão em outro país,
SÉRIE CASA
Resposta da questão 1:
Como pode uma fêmea ter seis meses e treze anos ao mesmo tempo? Ou será que só haviam dado a ela
seis meses de vida?
Na verdade, nem uma coisa, nem outra. A fêmea contraiu uma doença que a deixou careca aos 6 meses, e
continuava viva aos treze anos de idade.
Sugestão de adequação: "Fêmea, 'careca' aos 6 meses de vida, já vive há 13 anos". Simples, não?
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Resposta da questão 2:
Uma simples mudança para "dos ex" já deixaria claro o assunto da matéria.
Resposta da questão 3:
Não se sabe se o jogo foi interrompido por causa do clima, nesse caso ―para‖ deve ser interpretado com
verbo ―parar‖, ou se essa expressão deve ser interpretada como a preposição ―para‖, ou seja, o clima será
quente, agitado no momento.
Do jogo. Essas interpretações são possíveis, visto que a reforma suprimiu o acento diferencial entre ―para‖
(verbo) e ―para‖ (preposição).
Resposta da questão 4:
A construção equivocada pode levar o leitor a entender que o Alemão queria briga na boate, mas Leo não
aceitou provocação.
Resposta da questão 5:
Existem duas opções: escrever "Tom Cruise dispara QUE odeia Hitler e sempre quis matá-lo" (Discurso
Indireto) ou "Tom Cruise dispara: 'Odeio Hitler e sempre quis matá-lo'" (Discurso direto).
Resposta da questão 6:
Seria recomendada a construção "No quarto Palácio de Cristal com Mirla, Flávio analisa a discussão..."
Resposta da questão 7:
Uma simples reorganização dos elementos da oração poderia acabar com este problema: "Suspeitos de
furto presos em SP" (se levarmos em consideração que SP foi o local da prisão) ou "Suspeitos de furto em
SP presos" (se o furto ocorreu em SP, mas os suspeitos foram presos em outro lugar).
Resposta da questão 8:
Todos esses clichês difundidos pelos meios de comunicação de massa foram combatidos pela
desconstrução desses clichês, já que as respostas se posicionam flagrantemente contra essas regras.
Resposta da questão 9:
a) No primeiro período do texto, temos duas ocorrências da palavra ―público”: ―são de interesse público‖
e ―são de interesse do público‖. Na primeira ocorrência, ―público‖ é empregado como adjetivo, já que
está qualificando diretamente o substantivo ―interesse‖, como ocorre também em ―não tem nenhum
interesse público‖ (2ªlinha). Na segunda ocorrência, a palavra ―público‖ é empregada como substantivo,
pois vem determinada diretamente pelo artigo definido ―o‖, como ocorre também em ―enorme interesse
do público‖ (3ªlinha); igualmente como substantivo é empregado em ―de um certo público‖, aqui
substantivado por meio do determinante indefinido ―um certo‖.
b) No texto, chama-se de ―interesse público‖ tudo aquilo que atende às reais demandas da sociedade, que
se destina ao bem-estar social, como, por exemplo (de acordo com o texto), medidas tomadas para
conter a inflação. Já com a expressão ―interesse do público‖ designam-se os interesses mais
associados ao gosto pessoal, à curiosidade, ou à simples ―fofoca‖.
Resposta da questão 10:
a) Os conceitos ―pobreza absoluta‖ e ―pobreza extrema‖, ambos definidos no primeiro texto, estão relacionados,
respectivamente, aos termos ―pobreza‖ e ―miséria‖, mencionados no segundo texto. Essa relação justifica-se
porque os dois conceitos e os dois termos distinguem diferentes níveis de carência material. O vocábulo
―miséria‖ refere-se a uma pobreza bastante acentuada, traduzindo a situação daqueles que têm um
―rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário-mínimo mensal‖ (―pobreza extrema‖,
segundo o texto I). Já ―pobreza‖ faz referência a um patamar econômico relativamente superior ao dos tidos
como miseráveis; pode ser identificado, portanto, com a condição daqueles cujo rendimento médio familiar é
de até meio salário-mínimo por indivíduo (―pobreza absoluta‖).
b) O texto II critica o contraste entre a teorização sobre os tipos de pobreza (tais como ―pobreza absoluta‖
e ―pobreza extrema‖, do texto I) e a realidade concreta enfrentada pelos indivíduos pobres. Sendo uma
charge, gênero textual sincrético, o texto constrói essa crítica associando elementos verbais e não
verbais. Os dois personagens no centro olham para o chão, procurando a linha que faria fronteira entre
miséria e pobreza. O fato de não a encontrarem sugere o artificialismo dessa divisão, que é reforçado
pela hipótese de que a linha divisória esteja sob o esgoto a céu aberto: sendo compartilhado pelos
indivíduos de ambos os lados, o esgoto figurativiza as péssimas condições de vida comuns a pobres e
miseráveis. Além disso, a semelhança entre as paisagens de cada um dos lados da charge também é
fundamental para evidenciar a ideia de que os diferentes conceitos não distinguem diferentes
realidades, mas criam uma falsa noção de melhora quando se migra de uma condição para outra.
6
Resposta da questão 11:
Em sala.
Resposta da questão 12:
Em sala.
Resposta da questão 13:
a)Este é o filme a que todos assistiram.
b)Este é o filme em que todos acreditam.
Resposta da questão 14:
A palavra jeitinho não expressa um simples diminutivo com relação a jeito,ou seja, não há apenas uma
diferença de forma, há uma diferença semântica. Jeitinho tem o sentido de ―estilo, segredo‖, enquanto jeito
é sinônimo de ―solução‖. Além disso, a primeira frase revela afetividade e a segunda, informalidade.
Resposta da questão 15:
A primeira expressa condição (observe o sentido da oração e o verbo no subjuntivo) e a segunda, tempo.
7
Prof. Gecyclan
SÉRIE AULA
Resposta da questão 1:
Nessa questão, visa-se a verificar se o aluno é capaz de perceber o valor das ideias veiculadas no período,
a partir da relação sintática diferenciada em cada uma das construções apresentadas, mormente no que
tange à mudança de pontuação. Assim, a resposta correta implica explicar que a presença da vírgula após a
palavra ―leão‖, na estrutura sintática I, determina a existência de apenas um leão, enquanto a ausência de
vírgula após a mesma palavra, na estrutura sintática II, determina a existência de mais de um leão. No
período I, a oração ―cuja juba vira‖ é adjetiva explicativa; já no período II, a mesma oração é
adjetiva restritiva.
Resposta da questão 2:
a) Morfologicamente, o ―que‖ e o ―se‖ classificam-se, respectivamente, como conjunção integrante e
pronome oblíquo átono; já no que tange ao aspecto sintático, o pronome ―se‖ é parte integrante do verbo,
e o ―que‖, funcionalmente, integra a oração substantiva objetiva direta à oração principal.
b) Colocando-se a forma verbal ―nega‖ no pretérito perfeito, o último período deve ser reescrito da seguinte
forma: Ele negou que tivesse bebido.
c) A forma verbal ―recusar-se‖ encontra-se no singular porque ―Deputado e ex-jogador‖ são atributos de
uma mesma pessoa: Romário.
Resposta da questão 3:
O texto acima, no seu 2º parágrafo, apresenta erros de concordância nas formas verbais ―Existe‖ e ―tem‖;
erro de pontuação, ao não isolar entre vírgulas a expressão ―ou seja‖; erro na grafia da palavra ―contra
indicada‖; e erro de regência, com ausência de sinal indicativo de crase na expressão ―as pessoas
hipertensas‖. Dessa forma, para que seja corrigido, deve ser reescrito da seguinte maneira: Existem
algumas águas pesadas, ou seja, aquelas que têm altas concentrações de sais dissolvidos, por exemplo,
alto teor de sódio, e são contraindicadas às pessoas hipertensas.
Resposta da questão 4:
a) Se a felicidade é proporcional à renda, é irrespondível a causa das máquinas; se não, a questão toda
precisa ser examinada. As vírgulas marcam orações subordinadas adverbiais condicionais antepostas, e
o ponto e vírgula separa as partes do período composto similares e marcadas por vírgula.
b) ―O mau médico encarece a enfermidade e não lhe dá remédio; o mau conselheiro exagera os
inconvenientes e não dá meio com que os melhorar.‖O ponto e vírgula separa partes de um período
composto que são similares.
c) ―O beijo das mulheres sérias é frio, faz a gente espirrar; o das mulheres ardentes gasta-nos os lábios... e
o dinheiro.‖ A vírgula separa orações coordenadas assindéticas, já o ponto e vírgula separa as partes
semelhantes de um período composto.
d) Chamava-se Isolina; a amiga que a consolava, Piedade. A vírgula marca zeugma, já o ponto e vírgula
separa as orações coordenadas.
e) ―Depois dos pais, que recebem o nosso primeiro grito, o solo pátrio recebe os nossos primeiros passos:
é um duplo receber que é duplo dar.‖ As vírgulas marcam a anteposição do adjunto adverbial e a
presença de uma oração subordinada adjetiva explicativa; os dois pontos introduzem uma explicação.
Resposta da questão 5:
a) A expressão que, segundo Millôr Fernandes, tem um significado estabelecido é ―atirar pérolas aos
porcos‖.
b) Os segmentos ―não deis aos cães o que é santo‖ e ―nem atireis aos porcos as vossas pérolas‖ reforçamse mutuamente, uma vez que convergem para o mesmo sentido que é o de não dar o que se tem como
bom ou sagrado a quem não compreende o seu valor.
Resposta da questão 6:
a) A figura de linguagem nomeada pela personagem Zero, o eufemismo, consiste em suavizar uma ideia,
atenuando-a. Assim, usar ―pneuzinhos‖ para designar a obesidade exagerada do sargento Tainha é
atenuar a descrição do seu aspecto físico. Já no título do texto, verifica-se a presença de uma metáfora
na expressão ―passando a régua‖, que significa fazer o fechamento das contas, o seu balanço final.
b) Na tirinha há a ocorrência duas ocorrências da palavra ―que‖. Na primeira, ela é uma partícula expletiva
ou de realce; na segunda, é um pronome interrogativo. No texto também há duas ocorrências da palavra
―que‖. Na primeira, ela é uma conjunção integrante; na segunda, um pronome relativo.
c) As locuções que integram as três expressões presentes no texto e supracitadas são, respectivamente,
adjunto adnominal, complemento nominal e adjunto adnominal.
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Resposta da questão 7:
a) A ambiguidade presente no título do texto acima consiste em poder haver duas leituras possíveis: a
primeira seria que o papa estaria admitindo que ele usaria camisinha; a segunda seria que o papa
estaria admitindo que fiéis possam usar camisinha. O conhecimento acerca dos fatos tornaria a segunda
leitura coerente com a realidade e afastaria a possibilidade do primeiro entendimento.
b) O processo de formação da palavra ―Bento‖ configura-se em dois planos: primeiro ocorre abreviação ou
redução da forma ―bendito‖ (do latim benedictum); depois ocorre a derivação imprópria com a sua
transformação em substantivo próprio. A palavra ―uso‖ forma-se pelo processo de derivação regressiva,
e a palavra ―Aids‖ é formada pelo processo denominado sigla ou siglonimização.
c) No que tange às formas verbais em foco neste item, verifica-se que, embora estejam no presente do
indicativo, apresentam valor de pretérito perfeito. Assim, as formas: ―surpreende‖, ―reconhece‖ e ―admite‖
devem ser lidas ―surpreendeu‖, ―reconheceu‖ e ―admitiu‖.
Resposta da questão 8:
a) As palavras ―por‖, uma preposição, e ―para‖, também uma preposição, têm como homônimas,
respectivamente, as palavras ―pôr‖, um verbo, e ―para‖, também um verbo. No primeiro caso (―por‖ e
―pôr‖), a homonímia diz-se homófona heterógrafa; já no segundo caso (―para‖ e ―para), a homonímia é
chamada homógrafa homófona.
b) A palavra ―Ideia‖ não recebe mais acento porque o acordo extinguiu o acento gráfico do ditongo aberto
tônico nas palavras paroxítonas. As palavras ―voo‖, ―leem‖ e ―feiura‖ também são exemplos de palavras
que não deverão mais ser acentuadas graficamente.
c) Gabarito em sala de aula.
Resposta da questão 9:
a) O pronome possessivo ―seu‖, presente na frase 1, refere-se às pessoas nascidas sob o signo de Áries. O
pronome relativo ―que‖, presente na frase 2, refere-se ao seu antecedente, o pronome demonstrativo ―o‖,
que significa ―aquilo‖. A expressão ―Nestes‖, contração da preposição ―em‖ com o pronome
demonstrativo ‖estes‖, refere-se aos dois dias presentes, o atual e o vindouro.
b) As frases transpostas para a segunda pessoa do plural, com a manutenção da uniformidade de
tratamento, devem ser escritas assim: 1) Conversai mais com quem vós amais; 2) Fazei vistas grossas
às provocações.
c) Como exemplo de três expressões linguísticas que podem ser apontadas como marca de coloquialidade
podem-se citar ―sair-se bem‖, ―excesso de badalações‖ e ―alternar agito com sossego‖.
Resposta da questão 10:
a) Os erros gramaticais que ocorrem na tirinha acima são o uso do verbo ―ter‖ em vez do verbo haver e a
ausência de acento grave indicativo de crase no ―a‖ antes da palavra ―biblioteca‖. O trecho deve ser
reescrito assim: Se há uma coisa que me deixa melancólica, é vir à biblioteca!
b) A forma verbal ―emprestou‖ classifica-se, sintaticamente, como verbo transitivo direto. No que tange ao
aspecto semântico, esse verbo está sendo utilizado, na tirinha acima, com o sentido de pedir emprestado
e não com o de ceder alguma coisa a alguém.
c) A palavra ―que‖, no primeiro quadrinho é, morfologicamente, um pronome relativo e, sintaticamente,
funciona como sujeito; já no último quadrinho, a palavra ―que‖ é, morfologicamente, um pronome
interrogativo adjetivo e, sintaticamente, funciona como um adjunto adnominal.
Resposta da questão 11:
a) Levando-se em conta as relações sintáticas oracionais, o texto deve ser pontuado da seguinte forma:
Aprendi, muito cedo, que o mundo não gira ao meu redor... Exceto, é claro, quando eu bebo...
b) O valor ideológico das expressões em foco é temporal (―muito cedo‖), locativo (―ao meu redor‖) e
temporal (―quando eu bebo‖).
Resposta da questão 12:
a) As palavras negritadas e sublinhadas apresentam os seguintes processos de formação: a) celeridade:
derivação sufixal; b) CPMI: sigla; c) Cachoeira: derivação imprópria; d) respeito: derivação regressiva; e
e) público: derivação imprópria.
b) No primeiro período do texto, o uso da expressão ―se não‖ se justifica por se tratar de uma oração
condicional. Nesse caso, o ―se‖ é uma conjunção condicional e o ―não‖ é um advérbio de negação. Já na
frase ―Estude, senão você poderá ter dificuldades na prova‖, o uso da expressão ―senão‖ está adequado,
uma vez que, nesse contexto, seu sentido é ―caso contrário‖.
Resposta da questão 13:
a) O processo de formação das palavras ―chapelula‖ e ―lobush‖ é um tipo de composição por aglutinação
chamada convencionalmente de palavra-centauro ou palavra-valise.
b) A relação entre as formações e o ponto de vista do chargista revela uma astúcia e malícia dos Estados
Unidos, representado pelo ―lobush‖, o lobo mau pronto a dar o seu bote, no trato com o Brasil,
representado pelo ingênuo ―chapelula‖, que remete a Chapeuzinho Vermelho, com a sua cesta de
produtos cobiçados pelo lobo.
2
Resposta da questão 14:
Usar um ou outro período implica estabelecer diferentes conteúdos ideológicos no plano da oração
subordinada adverbial. A primeira diferença está na classificação: enquanto no período em negrito a oração
adverbial é condicional, no outro período a adverbial é temporal. Neste período, o fato certamente ocorrerá;
naquele poderá ocorrer ou não. Assim, mesmo que haja o comando de jogar a água no coador, no período
em negrito ele está condicionado à ocorrência do fato (Se a água ferver,...), o que poderá acontecer ou não.
Já no período para comparação, o fato certamente ocorrerá e o comando se relaciona ao momento de seu
acontecimento (Quando a água ferver,...). Implicitamente, pode-se depreender que a mulher não dava como
certo, mas como hipotético, o fato de a água ferver.
Resposta da questão 15:
a) A predicação dos verbos presentes nas duas propagandas é a seguinte: ―pode ser‖: locução verbal de
ligação; ―quiser (ser)‖: locução verbal de ligação; ―Acredite‖: verbo transitivo indireto. Importante é que o
aluno perceba, na primeira propaganda, que o verbo ―ser‖ está elíptico e pode ser deduzido a partir da
leitura da primeira oração ―Você pode ser o (aquilo) que quiser (ser).‖
b) A palavra ―o‖ é, morfologicamente, um pronome demonstrativo e, sintaticamente, um predicativo do
sujeito; já a palavra ―que‖ é, morfologicamente, um pronome relativo e, sintaticamente, um predicativo do
sujeito.
Resposta da questão 16:
Uma das possibilidades de leitura seria considerar o termo ―do gerente‖ como paciente da ação, ou seja, o
gerente foi contratado por alguém da empresa e essa contratação melhorou o rendimento dessa empresa.
Sintaticamente, o termo ―do gerente‖, nesse caso, deve ser classificado como complemento nominal.
A outra possibilidade seria reconhecer o termo ―do gerente― como agente da ação, isto é, o gerente
contratou alguém e essa contratação feita pelo gerente melhorou o rendimento da empresa. Nesse caso, o
termo ―do gerente― deve ser classificado, sintaticamente, como adjunto adnominal.
Dessa forma, podemos afirmar que a organização sintática do discurso não se apresentou assim tão bem
elaborada, fazendo-se necessária uma retificação no enunciado ora expresso, substituindo-o por: ―A
contratação feita pelo gerente melhorou o rendimento da empresa.‖ ou ―Ter contratado o gerente melhorou
o rendimento da empresa.‖
Resposta da questão 17:
a) A expressão ―esbaforido trote‖ significa corrida muito cansativa, que deixa a pessoa ofegante; ―Bátegas‖
é o mesmo que profusão de água da chuva; já a expressão ―guardar as aparências‖ significa não revelar
as preferências pessoais.va ―até a‖
b) Na primeira expressão, a crase é facultativa, uma vez que tanto se pode utilizar a preposição ―até‖
quanto a locução prepositiva ―até a‖; já na segunda expressão, é obrigatória, pois o verbo ―passar‖,
significando ―mover-se para‖ exige a preposição ―a‖ que se vai fundir com o artigo ―a‖ que determina a
palavra sala.
c) No segundo período do trecho da obra Ensaio Sobre a Lucidez, de José Saramago, há duas orações
reduzidas. A primeira, ―não ter sido o último‖, é subordinada substantiva objetiva direta reduzida de
infinitivo; a segunda, ―atiradas pelo vento‖, é oração subordinada adverbial temporal reduzida de
particípio.
Resposta da questão 18:
a) As expressões ―do mercado‖ e ―da renda‖ classificam-se, respectivamente como adjunto adnominal e
complemento nominal. A razão dessa diferença está na relação ativa daquele e passiva deste no que
tange ao substantivo a que se referem.
b) O ―que‖ em destaque é morfologicamente um pronome relativo e sintaticamente um sujeito. A oração
iniciada pelo ―que‖ é subordinada adjetiva restritiva.
c) O ―se‖, um pronome oblíquo átono, desempenha na expressão em análise o papel de partícula
apassivadora. No que diz respeito ao verbo, ele não pode ser utilizado no singular devido ao fato de o
seu sujeito, ―fundamentos da democracia burguesa‖, estar no plural.
Resposta da questão 19:
a) O trecho em que se encontra um erro de natureza sintática é ―O filme que mais gosto é Matrix‖, presente
no primeiro quadrinho da tirinha. O erro ocorreu porque o autor da tirinha não respeitou a predicação do
verbo ―gostar‖, que é transitivo indireto e exige a preposição ―de‖ para relacioná-lo ao seu objeto indireto,
o pronome relativo ―que‖.
b) Para que seja corrigido, o trecho deve ser escrito da seguinte forma: O filme de que mais gosto é Matrix.
3
Resposta da questão 20:
a) Na charge acima, pode-se perceber claramente um exemplo de regência nominal na relação sintática
existente na expressão ―o descaso com o ensino público‖, que exerce o papel de sujeito da oração
escrita no quadro.
b) A expressão ―o descaso com o ensino público‖ tem como núcleo a palavra ―descaso‖, que apresenta
sentido incompleto. A palavra ―descaso‖ rege a locução ―do ensino público‖ e tem o seu sentido
complementado por ela.
c) Resposta livre, a seguir apresenta-se tão somente um exemplo de como o item poderia ser respondido:
Muitas são as críticas feitas ao ensino público brasileiro, na maioria das vezes pertinentes. O descaso
com a educação brasileira, principalmente no que diz respeito ao ensino público, começa pelos péssimos
salários pagos aos professores e continua pelas péssimas condições materiais em que se encontram
muitas das salas de aula espalhadas pelo país. A charge tem razão de ser e constitui um elemento de
denúncia que pode ajudar a sensibilizar as autoridades e a sociedade civil a melhorar a situação precária
em que se encontra grande parte do ensino público do Brasil.
SÉRIE CASA
Resposta da questão 1:
São as seguintes as frases reescritas, corrigindo-se os erros de colocação pronominal cometidos no texto:
a) Sabe-lonão?;
b) Diga-mo. Ensine-mo, vamos.;
c) Ensinar-mo-ias se o soubesses, mas não o sabes.
Resposta da questão 2:
a) O "problema de estilo" consiste em substituir formas verbais simples por locuções com o verbo auxiliar
"estar" seguido do gerúndio do verbo principal. Dessa forma, no texto transcrito, "estaria... enviando"
substitui "enviaria"; "estaremos fazendo" substitui "faremos" e "vamos estar enviando", substitui "vamos
enviar". Reescrito, o texto ficaria da seguinte maneira: "Precisávamos ter certeza de que a nossa matriz
no Brasil nos enviaria a referida peça. Na próxima semana, faremos uma revisão geral no aparelho e o
enviaremos ao senhor".
b) O "desvio da norma-padrão" está no uso do pronome reto "ele" com função de objeto, em que seria de
regra o pronome oblíquo "o": "vamos enviá-lo".
Resposta da questão 3:
a) Na charge que serve de base para a questão, o sentido do verbo ―assistir‖ é ―ver‖, ―presenciar‖.
b) Na charge, a regência do verbo ―assistir‖ não está de acordo com o padrão estabelecido pela norma
culta da língua portuguesa. Ocorre na fala da mulher um desvio comumente praticado pelos falantes da
língua, a omissão da preposição ―a‖ exigida pelo verbo ―assistir‖ na relação com o seu objeto indireto. Tal
omissão altera a regência do verbo, tornando-o transitivo direto, o que a norma culta não admite. Assim,
para que fosse correta dentro dos padrões estabelecidos pela norma culta a frase deveria ter sido escrita
assim: Também pudera, você só assiste a Tela Quente e a Temperatura Máxima.
Resposta da questão 4:
a) Objeto Indireto que complementa, com auxílio da preposição ―de‖, o verbo transitivo indireto ―cuidar‖.
b) Objeto Indireto que complementa o verbo transitivo Indireto ―referir-se‖, que exige a preposição ―a‖.
Resposta da questão 5:
a) O verbo destacado no texto, ―estar‖, apresenta diferenças tanto no plano sintático quanto no plano
semântico. No plano semântico, a primeira ocorrência do verbo ―estar‖ aponta para um estado em que se
encontra o eu-lírico; já a segunda ocorrência caracteriza uma ação praticada por esse mesmo eu-lírico.
No que tange ao plano sintático, ―estar‖ é verbo de ligação na primeira ocorrência e verbo intransitivo na
segunda ocorrência.
b) A construção do verso ―Mas eu sei muito bem aonde estou‖ apresenta um desvio gramatical no que
concerne à regência do verbo, havendo aí um solecismo de regência. O erro ocorre na utilização da
expressão ―aonde‖ em lugar de ―onde‖, uma vez que o verbo estar rege a preposição ―em‖ e não a
preposição ―a‖ na relação com o seu adjunto adverbial de lugar.
Resposta da questão 6:
a) O verbo ―pensar‖ é transitivo indireto e o verbo ―pagar‖ é intransitivo.
b) No que concerne à imagem, o uso da forma ―nisso‖ está adequado, uma vez que se trata de coesão
anafórica; Quanto ao texto presente na propaganda, a forma ―nisso‖ não está de acordo com os
preceitos da norma culta para o processo de coesão, uma vez que o pronome ―isso‖ é adequado à
coesão anafórica e não à catafórica.
4
c) A classificação sintática da palavra ―agora‖ é adjunto adverbial de tempo. Essa palavra permite
depreender que, anteriormente à veiculação da propaganda, mulher acompanhada pagava e que, no
tempo da veiculação da propaganda, mulher acompanhada passou a ter o benefício de não pagar. Podese depreender também que antes essa ―promoção‖ só era válida no almoço ou no jantar e que a
churrascaria ampliou-a para os dois períodos.
Resposta da questão 7:
a) A colocação pronominal é ênclise. O verbo inicia a frase e não está no futuro do presente ou no futuro do
pretérito.
b) A colocação pronominal é próclise. O advérbio ―nunca‖ não seguido de pausa é fator de próclise.
c) A colocação pronominal é próclise. A palavra negativa ―nem‖ e o pronome indefinido ―tudo‖ são fatores
de próclise.
d) A colocação pronominal é mesóclise. O verbo se encontra no futuro do presente e não é antecedido de
fator de próclise.
e) A colocação pronominal é ênclise. O verbo está no gerúndio e iniciando a frase sem que haja fator de
próclise.
Resposta da questão 8:
a) A frase refeita, com a devida preposição exigida pelo verbo, é a seguinte: Esta é a escola em que os pais
confiam.
b) A correção deve ser feita com o acréscimo da preposição ―em‖ porque o verbo confiar é transitivo
indireto (quem confia, confia em alguém ou em algo), exigindo, portanto, essa preposição para introduzir
a oração adjetiva restritiva encabeçada pelo pronome relativo ―que‖, seu objeto indireto.
Resposta da questão 9:
a) Certos verbos apresentam possibilidades estruturais que podem resultar em simples variação do sentido
– sinonímia – ou em modificações do sentido fundamental – polissemia. Todo usuário nativo da língua é
sensível a essas sutilezas. Os verbos ―agradar‖ e ―olhar‖ apresentam diferenças em relação às
respectivas regências.
Ao ser empregado como transitivo direto, como em ―ele não o agrada‖, o verbo ―agradar‖ assume o
significado ―fazer agrados‖.
b) No caso de ―olhar‖, a variação da regência constitui apenas uma preferência estilística, já que a frase ―A
mulher, sentada na cama, olha-o, mas ele não olha para ela‖ é sinônima da que ocorre no texto.
Resposta da questão 10:
Outro exemplo em que essa mesma tensão se verifica, com a prevalência do uso popular em detrimento da
regra prescrita pela gramática da norma culta, é o caso do verbo ―chegar‖ quando significa atingir
determinado ponto para ao qual se dirigia. Enquanto a norma prescreve o uso da preposição ―a‖ para o
adjunto adverbial de lugar, as pessoas em geral utilizam a preposição ―em‖. É comum chegar-se em algum
lugar, em vez de chegar-se a algum lugar. Assim, bastante pertinente é a ideia do autor do texto, uma vez
que a prevalência dos usos dos falantes sobre a regra gramatical é notória.
Resposta da questão 11:
a) objeto direto
b) objeto direto
c) sujeito
d) adjunto adverbial de lugar
e) objeto direto
f) objeto indireto
Resposta da questão 12:
a) Ao chegar ao ancoradouro, Alzira Alves Filha, que estava acompanhada de um grupo de adeptos do
Movimento Evangélico Unido, recebeu um colar indígena feito de escamas de pirarucu e frutos do mar.
b) Porque o pronome relativo ―QUE‖ encontra-se muito distante do termo antecedente a que se refere.
Resposta da questão 13:
a) No contexto de Osman Lins, a passagem em que se encontra um caso de regência verbal semelhante à
ocorrida no trecho grifado no texto da revista IstoÉ ―[...] a quantas edições do programa eu assisti, [...]‖) é
―[...] pois sabia a quem pertenciam.‖ Ambos os verbos (assistir e pertencer) são transitivos indiretos.
b) Na passagem ―[...] a quantas edições do programa eu assisti‖, o verbo ―assistir‖ é complementado por
uma expressão de sentido quantitativo (―edições‖, substantivo feminino, plural) — daí o conectivo
―quantas‖. Na passagem ―... pois sabia a quem pertenciam‖, o verbo ―pertencer‖ é complementado por
uma expressão denotadora de pessoa ―possuidora‖, daí o conectivo ―quem‖.
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Resposta da questão 14:
a) No terceiro quadrinho da tirinha, há impropriedade gramatical, no que tange à norma culta da língua
portuguesa, no tratamento utilizado por Calvin em relação à professora, evidenciado no uso das formas
imperativas dos verbos ―tomar‖ e ―ler‖. Também é condenável, mormente no plano escrito da língua
portuguesa, o uso de ―pra‖ em vez de ―para a‖. A frase, corrigida de modo a eliminar as impropriedades
acima descritas, mantendo-se implícito o objeto direto do verbo ―ler‖, pode ser escrita das seguintes
formas: a) Toma este bilhete e lê para a turma!; b) Tome este bilhete e leia para a turma!
b) A palavra ―se‖, presente no primeiro quadrinho da tirinha, classifica-se, do ponto de vista morfológico,
respectivamente, como conjunção subordinativa condicional e como pronome pessoal; já no plano
sintático, o primeiro ―se‖ introduz a oração subordinada adverbial condicional e o segundo funciona como
parte integrante do verbo, que é pronominal.
c) O pronome ―este‖, usado por Susi e Calvin, está corretamente utilizado, uma vez que evidencia, no plano
espacial, a relação com a primeira pessoa do discurso tanto na fala de um quanto na de outro.
Resposta da questão 15:
São as seguintes as frases reescritas com a adequada substituição dos complementos verbais nominais por
complementos verbais pronominais:
I – Os cristãos amam-no.
II – Já que você irá precisar dos livros, tratarei de trazê-los
III – Tão logo o banco abra, entregar-lhos-ei.
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Prof. Josi
SÉRIE AULA 1
Questão 1
Espera-se que o candidato destaque a característica que, dado o modo como é apresentada na peça
publicitária, justifica a menção à Organização Mundial da Saúde: a de ser um carro econômico. O candidato
deve mostrar que essa menção é possível porque a afirmação de que o carro “anda mais e bebe menos”
(ou seja, é econômico) evoca um discurso voltado a conselhos para manter a boa saúde, como praticar
exercícios físicos e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. O candidato deverá ainda observar que os
termos ele e a sua vida mudam de posição nos enunciados que trazem o verbo caber: o termo ele, que é o
sujeito no primeiro enunciado, funciona como um complemento verbal preposicionado* no segundo
enunciado; o termo sua vida, que, no primeiro enunciado, funciona como um complemento verbal
preposicionado passa a funcionar como sujeito no segundo enunciado. Finalmente, o candidato deverá
mostrar que essa inversão na posição sintática dos termos promove uma identificação entre o leitor da
propaganda e o produto anunciado, com o carro sendo apresentado como um objeto que atenderá a
diferentes expectativas (financeira, familiar, social, profissional, de lazer, etc.) de quem o comprar.
* Pelo fato de a Nomenclatura Gramatical Brasileira não propor uma designação para a função sintática
exercida por complementos verbais com interpretação locativa (que, a rigor, não podem ser analisados
como objetos indiretos), termos preposicionados que servem à complementação de verbos como caber
costumam ser incluídos entre os adjuntos adverbiais.
Questão 2
Espera-se que o candidato apresente uma passagem em que público é um substantivo (como em “há
notícias que são de interesse do público”) e uma passagem em que público é um adjetivo (como em “...têm
óbvio interesse público”). O candidato também deve explicitar o critério linguístico empregado para distinguir
um caso do outro. Esse critério pode ser de base sintática ou morfossintática (por exemplo, o emprego do
artigo antes de público em sua ocorrência como substantivo; a função sintática assumida pelo termo –
núcleo de um sintagma nominal quando substantivo e modificador/adjunto adnominal quando adjetivo;
concordância de público com interesse quando o primeiro funciona como um adjetivo) ou, ainda, de base
semântica (por exemplo, no caso em que é empregado para designar ou nomear, público é um substantivo;
quando é empregado para caracterizar ou qualificar, público é um adjetivo). Também se espera que o
candidato diga qual é a diferença, no texto, entre interesse público e interesse do público: o primeiro diz
respeito a fatos que devem ser, de direito e dever, do conhecimento de toda a sociedade; já o segundo diz
respeito a fatos sobre os quais as pessoas procuram se informar em função de interesses particulares,
independentemente de tais fatos afetarem ou não a sociedade como um todo.
Questão 3
O candidato deve indicar que os termos miséria e pobreza do texto II podem ser relacionados,
respectivamente, a pobreza extrema e pobreza absoluta do texto I, explicando que o conceito de pobreza
extrema (renda per capita de até 1/4 do salário mínimo) indica uma situação pior que a apontada pelo
conceito de pobreza absoluta (renda per capita de até 1/2 salário mínimo). O candidato deve ainda mostrar
que a crítica construída pela charge é relativa aos critérios que são usados para estabelecer a distinção
entre miséria e pobreza. Finalmente, espera-se que o candidato destaque elementos verbais e não verbais
da charge que evidenciam a crítica, tais como: o conteúdo do diálogo entre as personagens, que sugere
uma divisão entre pobreza e miséria e, ao mesmo tempo, a impossibilidade de estabelecer concretamente
essa divisão; e o cenário desenhado, que mostra dois lados de uma favela, divididos por um esgoto a céu
aberto, sem que haja qualquer sinal, no cenário em questão, que permita distinguir a miséria da pobreza.
Questão 4
Espera-se que o candidato descreva o processo de formação das palavras invendável e imprestável e faça
referência ao significado assumido pela palavra imprestável na fala atribuída a Vicente Matheus. Tanto
invendável quanto imprestável são formadas por derivação sufixal (por meio da afixação de -vel a um radical
verbal) seguida de derivação prefixal (por meio da afixação de in(m)- ao resultado da sufixação). Para
1
justificar a afirmação segunda a qual o uso que Vicente Matheus fazia da língua portuguesa “nem sempre
era aquele reconhecido pelos livros”, o candidato deve observar que imprestável assume, na fala do expresidente do Corinthians, não o seu sentido esperado (o de „algo inútil ou que não presta‟), mas o de „algo
que não se pode emprestar‟. Também se espera que o candidato comente a afirmação de que Vicente
Matheus teria criado “uma pérola da linguística e da zoologia”. No tocante à linguística, o candidato deve
reconhecer o sentido inusitado da palavra gramático, chamando a atenção para o fato de ela estar sendo
empregada não para designar aquele que é especialista na gramática de uma língua, mas sim como um
atributo que reporta ao significado de “que ou o que apresenta melhor rendimento nas corridas em pista de
grama”. No que tange à zoologia, o candidato deve destacar uma característica inusitada conferida a pato
(por exemplo, o de ser gramático, característica comumente atribuída a cavalos, ou de ser um bicho ao
mesmo tempo aquático e gramático, condição que não costuma ser atribuída aos patos).
Questão 5
Espera-se que o candidato exemplifique o emprego de surfar como transitivo (“Surfamos a internet”) e como
intransitivo (“porque gostam de surfar”), indicando que o uso necessariamente figurado aparece na
ocorrência do verbo como transitivo. Ao justificar esse uso, o candidato deve explicitar o sentido assumido
por surfar (por exemplo, acessar informações por meio de hipertextos, visitar várias páginas da internet ao
mesmo tempo, etc). Na segunda parte da questão, o candidato deve associar o título da campanha ao
trecho citado, relacionando os sentidos de “empolgar”, “agarrar” e “passageira” ao de “surfar”, e os de
“envolver”, “abraçar” e “permanente” ao de “nadar”. Ao fazer isso, pode, por exemplo, associar a internet a
uma onda (algo empolgante, impactante, fugaz) e as revistas, ao mar (algo envolvente, acolhedor, perene).
O candidato deve, finalmente, mostrar como essa relação é sustentada no restante da campanha. Para
tanto, deve lançar mão das informações apresentadas no segundo parágrafo, que indicam a vitalidade das
revistas (seu crescimento, sua existência duradoura, o fato de não terem sido substituídas por outras
mídias) frente à popularização da internet.
Questão 6
a) A imagem da folha apresenta nervuras como um mapa logístico, ou seja, um mapa que apresenta
pictoricamente a organização de pormenores de deslocamentos.
b) O advérbio “aqui” pode fazer referência tanto ao mapeamento logístico da Amazônia quando ao respeito
pela natureza, representado pela imagem da folha.
Questão 7
a) O trecho que apresenta duplo sentido é “Não posso me queixar”, que pode ser entendido de duas
formas: “Não tenho de que me queixar, estou satisfeito” ou “não tenho permissão para me queixar, pois
posso ser punido caso me manifeste”.
b) Mas se você perguntar a quaisquer cidadãos de uma ditadura o que acham de seu país, eles
respondem, sem hesitação: Não podemos nos queixar.
Questão 8
a) O emprego das expressões “europeizava-se” e “presença europeia”, para indicar a influência da cultura
inglesa na cultura brasileira da primeira metade do século XIX, não é inteiramente adequado, pois essas
expressões referem-se a hábitos que substituíram outros também provenientes da Europa: os do
colonizador português. Os hábitos lusos da cultura brasileira estavam sendo subvertidos, trocados pelos
da cultura inglesa. Superpunham-se novas influências europeias – inglesas – às velhas influências
portuguesas – também europeias.
b) As palavras “litorâneo” e “temperatura” não foram empregadas em sentido literal. “Litorâneo” é sinédoque
que conota o comércio marítimo (de litoral a litoral), a aproximação econômica cultural dos dois países. A
palavra “temperatura” é metáfora para as condições político-culturais do contexto brasileiro. O impacto
estrangeiro na nossa cultura tinha de adaptar-se às condições do Brasil, à nossa “temperatura”.
Questão 9
a) No texto transcrito, a distinção entre o uso comunicativo e o uso cognitivo da linguagem deve-se a que,
para o primeiro, o que importa é o efeito da mensagem sobre o receptor, e não a transmissão de um
conteúdo inteligível. Contrariamente, para que o “emprego cognitivo” da linguagem se efetive, é
essencial que a mensagem tenha um conteúdo determinado e inteligível.
2
b) Nos contextos em que costuma ser empregada, a palavra cidadania, embora seu significado não seja
“evidente”, como afirma o texto, tem sempre sentido positivo: cidadania – subentende-se – é algo a ser
defendido, ampliado, seu valor deve ser comunicado aos jovens etc. Portanto, é a própria indefinição
semântica que torna a palavra útil em discursos que visam a finalidades políticas, pois seu efeito será
sempre despertar uma reação de adesão no receptor, embora seja uma adesão a algo pouco preciso
e determinado.
Questão 10
a) A tecla “delete” representa o avanço tecnológico, que seria responsável pelo fim próximo dos métodos
de organização e trabalho representados pelo carimbo, símbolo da burocracia.
b) O verbo derivado do substantivo burocracia é burocratizar.
Exemplo: Os planos de saúde burocratizam o acesso a exames médicos mais complexos.
c) Seria possível construir frases com as locuções todo dia, dia a dia, dia e noite.
Exemplo: Dia a dia crescem os congestionamentos no trânsito de São Paulo.
Questão 11
a) O título constitui um provérbio quanto à estrutura: frase curta, sintética e sugestiva, com verbo no
presente do indicativo e formulação de um princípio de conduta. Em relação à “mensagem”, o provérbio
se aplica ao comportamento da personagem, que só quebra seu longo silêncio para proferir
uma irrelevância.
b) A frase que contribui para o caráter anedótico do texto é a última, porque ela quebra a expectativa do
leitor, gerando um efeito de humor característico da anedota: narrativa breve de um fato engraçado
ou picante.
Questão 12
a) Não há elementos suficientes para que se decida se a primeira afirmação – “Alguns sonhos não mudam”
– se refere a indivíduos (cada pessoa mantém os mesmos sonhos ao longo do tempo) ou à coletividade
(todos têm os mesmos sonhos). No primeiro caso, se entenderia que a dimensão dos sonhos varia com
o tempo; no segundo, que tal dimensão varia de pessoa para pessoa. Qualquer que tenha sido a
intenção do redator, sua redação admite ambos os entendimentos.
b) “Dar o mínimo” pode implicar tanto uma atitude generosa (todo o mínimo) quanto uma restrição
mesquinha (apenas o mínimo). Tratando-se de uma campanha benemérita, é de supor que a intenção
corresponda ao primeiro sentido, mas o segundo é igualmente possível.
Questão 13
a) O verso que sintetiza engajamento político e tecnologia é Espaçonaves, guerrilhas. Espaçonaves
representa a tecnologia aeroespacial do século XX e guerrilhas refere-se à luta armada empreendida por
movi mentos revolucionários que combatiam o governo ditatorial.
b) A fragmentação do mundo está mais evidente no verso “Em dentes, pernas, bandeiras”, formado de
sinédoques, ou seja, metonímias em que partes são tomadas por todos, representando pessoas e
coletividades ou ideais.
Questão 14
a) São coloquialismos empregados no texto: “feito”, por como; “não dá”, por não é possível, e “um quê”, por
algo ou uma pequena parcela.
b) Não é possível deixar de sacrificar algo da bondade divina.
Questão 15
a) Não, ambas devem ser entendidas em sentido figurado, pois conotam, por similaridade, objetos de
pouco valor.
b) Empregada no texto como preposição, a palavra salvo significa “exceto, com exceção de”, como em:
“Todos chegaram, exceto os noivos.”
Questão 16
a) A imagem apresenta um rosto alegre que se forma a partir de linhas da impressão digital em que se
inscreve, como a sugerir a definição do sujeito e do objeto representados linguisticamente pelos
pronomes indefinidos/interrogativos “quem” e “que”. Em outras palavras, a imagem promete a resposta
às interrogações introduzidas por aqueles pronomes, pois o rosto que se forma com as linhas da
impressão digital sugere a identificação do sujeito pelo qual se pergunta, assim como daquilo que pensa,
uma vez que o rosto é representado com uma expressão denunciadora de seu estado de espírito.
b) “Descubram quem são e o que pensam os moradores de São Paulo”.
3
Questão 17
O povo de Ossevaolep não se preocupa em ter ponto de vista em relação àqueles que teriam a visão
normal do mundo.
Questão 18
a) Os seguintes sintagmas nominais caracterizam o “povo primitivo”: vida organizada; povo feliz; (povo) de
cabeça muito sólida e mãos reforçadas; cabeça muito sólida; mãos reforçadas; coisas aladas; (coisas)
cheias de sabedoria; vida longa; os cabecences-para-baixo.
b) Os sintagmas em (a) recebem, no texto I, conotação positiva – vinculada a felicidade, sabedoria,
organização, longevidade –, o que contrasta com a caracterização normalmente atribuída a
“povo primitivo”.
Questão 19
Os processos de formação utilizados foram composição por justaposição e derivação sufixal.
Questão 20
Os observadores criaram um neologismo que não vai além do nível descritivo superficial porque eles não
conseguiram alcançar um conhecimento aprofundado, conclusivo a respeito do povo de Ossevaolep.
SÉRIE CASA 1
Questão 1
a) O verbo acompanhar é responsável pelo efeito de humor, pois pode ser entendido de duas maneiras: o
guarda o utilizou com o sentido de “ir junto”; já o músico ambulante, com o sentido de “tocar junto”.
b) O fiscal do “rapa” perguntou ao músico se ele tinha licença. O músico respondeu negativamente ao
policial. Então, o policial pediu ao músico que o acompanhasse. O músico ambulante respondeu
afirmativamente e perguntou que música o policial iria cantar.
Questão 2
a) Não. O texto estabelece semelhança entre o que seria a edição “aumentada e correta” da mulher e a
nota diplomática, pois em ambas haveria excesso de adornos enganadores. Portanto, o “exemplar não
correto nem aumentado da edição da mulher” equivaleria à nota diplomática “desataviada” de seus
excessos retóricos.
b) No contexto, capital significa “fundamental, principal, essencial”. O pronome pessoal oblíquo lhe retoma
a expressão “nota diplomática”, funcionando como complemento nominal de “origem” (“… dá origem à
nota diplomática”).
Questão 3
a) Pode ser substituída por “como” ou “tal qual”.
b) Poderia ser substituída por “tudo bem?”.
c) Não. Há figuras de linguagem como metáfora (qual fogueira de São João) e personificação ( o verde dos
teus olhos se espalhar ).
Questão 4
a) -"Matte à vontade." - O sentido é de haver chá da marca anunciada em grande quantidade.
- "Mate a vontade." - A frase, de teor conativo, convida o receptor a satisfazer seu desejo.
-"Mate à vontade". A frase, também conativa, chama o receptor a matar o quanto queira. Aqui o verbo
matar está empregado em sentido próprio.
b) Na primeira, como se viu, "Matte" é substantivo, com grafia que vale como sinédoque da marca
anunciada, e "à vontade" é locução adverbial.
A segunda - "mate a vontade" - vale como uma exortação ao consumo da bebida (como em "Beba CocaCola"), com a sugestão, logo explicitada, de que a vontade seja de beber o "Matte Leão". "A vontade"
tem função sintática de objeto direto.
A terceira - Verbo "matar", no sentido literal. "À vontade" é locução adverbial (adjunto adverbial).
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Questão 5
a) Se considerada a possibilidade de estar ali um dia, não representam sim, pois estão conjugados no
futuro do presente.
b) Difundem-se fofocas discretamente.
Questão 6
a) Não. Na primeira frase, o QUE é pronome relativo e, na segunda, é conjunção integrante.
b) A primeira é adjetiva e a segunda substantiva objetiva direta.
Questão 7
a) “(...) a menina, impaciente e ensopada, bateu na janela do carro de Joel. O carro de Joel estava parado
em frente ao ponto do ônibus atrasado.”
b) Tem a função de sujeito e recupera “carro de Joel”.
Questão 8
Observe a tirinha abaixo e responda ao que se pede.
a) Introduzem orações, respectivamente, substantiva objetiva direta e coordenada adversativa.
b) Como se classifica o período composto “Você espera aqui e faz guarda” (quinto balão)? Justifique.
Classifique as orações presentes em tal período.
Questão 9
a) explicite o problema social denunciado na charge citada anteriormente.
Deixa explícito o problema da marginalização criada em relação aos negros e a forma como eles passam a
se valorizar.
b) justifique sua resposta com base em elementos, verbais e não-verbais, apresentados nela.
Marginalização: a figura da princesa e a roupa do serviçal (escravo).
Valorização: a frase dita pelo escravo e a expressão facial.
Questão 10
a) Quanto à transitividade, como se classifica tal verbo?
Verbo transitivo direto e indireto
b) Se existir (em), cite seu (s) complemento (s) e como se classifica (m)?
OD: que já estão devendo
OI- lhes
c) O pronome “lhes” tem a função de retomar um termo já mencionado, logo é anafórico. Que termo retoma
e por que seu uso (do pronome), no texto, é importante?
Retoma o termo “empregados” e serve para evitar a repetição.
Questão 11
1ª afirmativa
Os termos “da Lei Áurea” (linha 1) e “à possibilidade” ( linha 2) não possuem a
mesma função sintática.
São dois complementos nominais.
2ª afirmativa
No trecho “(...) servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam
responsabilizados pelo crime”, o termo destacado é agente da passiva, pois o
sujeito “fazendeiros” representa um termo passivo.
5
( E )
( E )
O termo destacado é complemento nominal. Não é termo agente e, sim,
paciente.
Questão 12
É possível afirmar que os períodos (adaptados do texto) “Existe trabalho escravo no Brasil” e “Há
fazendeiros derrubando matas nativas no país” têm a mesma estrutura sintática? Justifique sua
resposta.
Não. O primeiro período possui verbo com sujeito (trabalho escravo) e o segundo, verbo impessoal.
O termo “fazendeiros” é objeto direto.
Questão 13
O lugar de enunciação do eu poético nos dois textos é o do homem da cidade ("Abancado à escrivaninha
em São Paulo / Na minha casa da rua Lopes Chaves" - texto 1; "O branco açúcar que adoçará meu café /
nesta manhã de Ipanema" - texto 2), o do escritor que, apesar do distanciamento geográfico, social e
cultural, sensibiliza-se, identifica-se e busca compreender a existência e importância do trabalhador rural, do
homem do interior do Brasil ("Não vê que me lembrei lá no norte, meu Deus! [muito longe de mim, / Na
escuridão ativa da noite que caiu, / Um homem pálido, magro de cabelo escorrendo nos olhos" - texto 1;
"Em lugares distantes, onde não há hospital / nem escola, / homens que não sabem ler e morrem de fome /
aos 27 anos / plantaram e colheram a cana / que viraria açúcar." - texto 2).
Questão 14
Uma combinação inusitada seria "livro palerma". O efeito especial aqui decorre do fato de que o adjetivo
palerma não é comumente utilizado para qualificar objetos inanimados.
Questão 15
a) frase com sujeito indeterminado:
“Acusaram-no de desrespeitar os cânones literários do Além.”
b) frase com verbo na voz passiva:
“Foi acusado de desrespeitar os cânones literários do Além.”
SÉRIE AULA 2
Questão 1
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(10)
tirar a barriga da miséria = ter excelente condição de consumo;
fritados = demitidos sumariamente;
cozinhada em fogo brando = tratada com descaso;
mantida em banho-maria = não ser colocada como prioridade;
acaba em pizza = não é levado a sério;
geleia global = mistura geral, miscelânea;
sentiram na carne = sofreram necessidade, passaram necessidade;
descascar um abacaxi = encarar uma situação difícil;
resolver um pepino = dar solução a um problema;
encarar uma batata quente = enfrentar uma dificuldade.
Questão 2
a)
b)
c)
d)
e)
Se eu aceitar o argumento, você altera o samba.
Eu aceito o argumento, porque você altera o samba tanto assim.
Eu aceito o argumento, e você altera o samba tanto assim.
Você altera o samba tanto assim, ou eu aceito o argumento.
Embora você (não) altere o samba tanto assim, eu aceito o argumento.
Questão 3
Mestre (para Carlos) _ Carlos, o Dom Abade julgou mais prudente que lá não voltassem. Aqui tem a
permissão por ele assinada para sair do convento.
Mestre _ E vocês, senhoras, esperem da justiça dos homens o castigo deste malvado. (para Carlos e
Emília:) E vocês, meus filhos, sejam felizes, que eu pedirei para todos (ao público:) indulgência!
6
Questão 4
Seguem-se quatro opções de resposta:
1. O sangue das mães rega as bocas pretas das magras crianças suspensas às tetas das
negras mulheres.
2. O sangue das mães, negras mulheres, rega as bocas pretas das magras crianças suspensas às suas
tetas (delas).
3. O sangue das mães negras mulheres, que suspendem às (suas) tetas magras crianças, rega-lhes as
bocas pretas.
4. O sangue das mães negras mulheres, que suspendem magras crianças às tetas, rega-lhes as
bocas pretas.
Questão 5
Texto 1 – funções: referencial (informação) e poética (forma).
Texto 2 – funções: emotiva (ênfase no emissor), poética (forma) e metalinguística (definição).
Texto 3 – funções: poética (forma), referencial (informação).
SÉRIE CASA 2
Questão 1
O aluno deveria perceber que, como se trata de uma gráfica, houve a exploração do sentido na palavra
“impressão” que poderia significar “o resultado de se imprimir algo” ou “causar bom impacto”.
Questão 2
A intertextualidade se dá com uma música muito conhecida de Tom Jobim (parte verbal) e com elementos
que lembram o Rio como a imagem ao fundo lembrando o Pão de Açúcar (parte não verbal). A palavra
“couve” é o elemento principal de gancho para a produção da publicidade.
Questão 3
Função conativa ou apelativa. Marcada no uso de verbo no imperativo e na adjetivação feita.
Questão 4
O trecho comparativo se dá em:
“Esquecido na mesa,
Com o cabo voltado para cima
e as bordas arrepanhadas,
é como seu dono vestido”.
Ocorre a comparação entre o esquecido guarda-chuva e o dono em um caixão.
Questão 5
A figura do guarda-chuva é ponto de partida para a abordagem da temática “morte” e o esquecimento que
com ela vem.
7
JARDIM DA PENHA
(27) 3025 9150
JARDIM CAMBURI
(27) 3317 4832
PRAIA DO CANTO
(27) 3062 4967
VILA VELHA
(27) 3325 1001
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