UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇAO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU EM HIGIENE E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA DE CARNES DE AVES CONGELADAS NO SETOR DE RECEPÇÃO EM UM SUPERMERCADO SITUADO NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO - RJ Ana Paula Azevedo de Holanda Santos Rio de Janeiro, fevereiro de 2008. Ana Paula Azevedo de Holanda Santos Aluna do Curso de Especialização Latu sensu em Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA DE CARNES DE AVES CONGELADAS NO SETOR DE RECEPÇÃO EM UM SUPERMERCADO SITUADO NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO - RJ Trabalho monográfico do curso de pós-graduação Latu sensu em Higiene e Inspeção de produtos de Origem Animal apresentado à Universidade Castelo Branco, como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Higiene e Inspeção de produtos de Origem Animal, sob a orientação da Professora Marta Maria B. Baptista S. Xavier. Rio de Janeiro, fevereiro de 2008. . Aos meus pais, irmãos, sobrinhos trigêmeos e marido, com todo amor e carinho... AGRADECIMENTOS Ao meu pai, mais uma vez, por me fornecer tudo o que precisei para os meus estudos e cada vez mais meu amigo. À minha mãe pelas incontáveis caronas, ouvidos e carinho. Amo muito vocês. Ao meu marido, Fernando, que sempre me apoiou, me deu forças e que além de ser o meu grande amor, é o meu grande amigo. À minha orientadora Marta Maria pela dedicação, paciência e carinho. Nunca tive uma coordenadora tão prestativa e amiga dos alunos. Aos professores do curso, sem exceção, que muito contribuíram, seja pelo material de estudo fornecido, aulas, relato das experiências da profissão e convivência por três dias seguidos. Aos colegas Bruno, Camila Lopes, Claudio Manoel, Priscilla Damato, Nádia, Raquel Becker, Vinícius, Vitinho, e todos os demais colegas de turma por serem pessoas do bem, amigos e especiais. Foi uma turma muito unida, com certeza. A todos aqueles que direta ou indiretamente colaboram de alguma forma para realização deste, e que possa tê-los esquecidos de mencionar. A Deus, pois sem Ele nada poderíamos conseguir forças para realizarmos tanto em nossas vidas. “Seja universal, goste igualmente de todas as coisas - jamais desprezes a diversidade infinita das coisas e suas formas”. (Leonardo Da Vinci) RESUMO Durante o período de Dezembro de 2007 e Janeiro de 2008, foram efetuadas 20 monitorizações, da temperatura de carne de aves congeladas em um estabelecimento varejista situado no Município do Rio de Janeiro. As temperaturas foram registradas na etapa de recepção, com o objetivo de verificar a cadeia de frio aplicada a estes produtos, de acordo com as legislações vigentes. Com relação à temperatura dos produtos verificada na recepção, as marcas A, B, C e D apresentaram 100% de não conformidade com a legislação vigente, que prevê temperatura de até – 8ºC. Os parâmetros de temperatura utilizados no estudo não foram atendidos em todas as verificações no setor de recepção, além de não estarem compatíveis e em condições adequadas de temperatura a que o produto deveria estar submetido durante seu processo de conservação para evitar o processo de recristalização da água de constituição, e assim a perda de sua qualidade. O transporte e a recepção demonstraram ser os segmentos mais frágeis da cadeia de frio, tornando-se necessário a revisão da legislação, dos procedimentos de fiscalização e do controle de qualidade, de forma evitar as oscilações das temperaturas acima do limite inaceitáveis. Palavras chave: Carne de aves, temperatura, congelada, recristalização. ABSTRACT During the period of time between 2007, December and 2008, January it was done 20 temperature monitoring procedures of frozen poultry meat of 4 different brands (A, B, C and D), in a retailing establishment in the city of Rio de Janeiro. The temperatures were registered during the reception in order to verify frozen poultry meat cold chain, according to the valid legislation. According to the temperature of products in the reception section, brands A, B, C and D presented 100% of non conformity with the valid legislation that establishes maximum temperature of –8 º C. The parameters that were used in this study were not achieved in all of the verifications in reception section, besides not being compatible with the correct temperature during the production chain in order to avoid the re-crystallization of the water that composes the product and the loss of quality as well as the security of products. The trasnportation and reception demonstrated to be the most fragile segments of the cold chain, becoming necessary the reviewing of the legislation and the process of inspection and quality control with the purpose to avoid the temperature floatation over the acceptable limits. Keywords: Poultry meat, temperature, frozen, re-crystallization. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................. 9 2 REVISÃO DE LITERATURA................................................................... 11 2.1 CONSUMO E QUALIDADE DAS CARNES EM NATUREZA................ 11 2.2 A CADEIA DE FRIO.................................................................................... 12 2.3 ALTERAÇÕES DAS CARNES................................................................... 14 2.4 TRANSPORTE DE PRODUTOS PERECÍVEIS........................................ 17 2.5 RECEPÇÃO DE PRODUTOS PERECÍVEIS EM ESTABELECIMENTO VAREJISTA................................................................................................. 18 3 MATERIAL E MÉTODO......................................................................... 21 3.1 MATERIAL................................................................................................. 21 3.2 MÉTODO.................................................................................................... 21 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................... 22 5 CONCLUSÃO............................................................................................ 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................... 27 APÊNDICE A – coleta de dados................................................................ 31 1. INTRODUÇÃO A manutenção da cadeia de frio na conservação de produtos perecíveis, como carnes resfriadas e congeladas, garante a qualidade e segurança dos alimentos frigorificados, prevenindo perdas e prejuízos ao longo de toda a cadeia produtiva. O atendimento às normas vigentes torna-se necessário na medida em que estabelecem as condições de temperatura a que devem estar submetidos os produtos na produção, armazenamento, distribuição e comercialização. As condições de temperatura em que os produtos são recebidos nos estabelecimentos onde são comercializados (supermercados, cozinhas industriais e outros), são indicativas de um tratamento frigorífico adequado efetuado pelos fornecedores e distribuidores. A verificação das condições de funcionamento dos diversos equipamentos de frio utilizados na conservação de alimentos, bem como a capacitação dos funcionários e a calibração periódica dos instrumentos de controle de temperatura, entre outros, são aspectos fundamentais das Boas Práticas de Fabricação que permitem o controle efetivo da cadeia de frio, garantindo a qualidade e segurança dos alimentos perecíveis, ao longo de toda a cadeia produtiva, ou seja, da produção até o consumo final. Atualmente, os supermercados se constituem em uma parcela representativa dos estabelecimentos varejistas que manipulam e comercializam carnes em natureza, oferecendo uma variedade de produtos resfriados e congelados, entre eles a carne de aves nas suas diferentes apresentações. No caso do frango congelado (inteiro ou fracionado, em cortes) processado em estabelecimentos industriais, a legislação vigente, a Portaria nº. 210 (BRASIL, 1998), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA)/ Ministério da Agricultura Pecuária e do Abastecimento (MAPA), prevê o armazenamento após o congelamento a temperatura máxima de –18ºC, não devendo apresentar na intimidade da massa muscular temperatura superior a –12ºC com tolerância máxima de 2ºC (BRASIL, 1998). Observa-se nas embalagens de frango ou cortes de frango congelados, produzidos em diferentes estabelecimentos industriais a recomendação de armazenamento à temperatura máxima de – 12ºC e a comercialização e transporte a – 8º C, declarada no rótulo. As condições de temperatura no transporte e comercialização dos produtos congelados estão previstas na legislação nacional através da Resolução da Comissão Interministerial da Saúde e Agricultura (CISA) / Ministério da Agricultura (MAPA)/ Ministério da Saúde (MS) nº. 10 (BRASIL, 1984), que indica na comercialização e transporte de carne de aves congeladas a temperatura máxima de –8ºC. A Resolução municipal vigente da Secretaria Municipal de Governo (SMG) do Estado do Rio de Janeiro, nº. 604 (RIO DE JANEIRO, 2002), exige que no veículo utilizado para transporte de produtos congelados, entre eles produtos cárneos, a faixa de temperatura varie entre –12ºC a –18ºC. O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo, através da Portaria nº. 15 (SÃO PAULO, 1991), prevê a temperatura de no máximo –15ºC para o transporte, como forma de garantia da qualidade e segurança destes produtos. O presente trabalho teve por objetivo verificar a manutenção da cadeia de frio de carne de aves congelada (frango inteiro ou cortes), com base nos parâmetros previstos na legislação sanitária vigente para carne de ave congelada, através da verificação da temperatura dos produtos no setor de recepção em um supermercado situado no Município do Rio de Janeiro. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. CONSUMO E QUALIDADE DAS CARNES EM NATUREZA A carne de frango é um produto fundamental na dieta alimentar de praticamente todos os países, observando-se um constante crescimento do consumo e da produção mundial. O custo de produção de frangos mantém-se relativamente estável tornando fácil a sua aquisição, principalmente pela população de menor renda. A boa digestibilidade e o baixo percentual de gordura na carne de frango demonstram a importância nutritiva de tal alimento para as diferentes categorias de consumidores (ALMEIDA et al., 2000). A prevenção de doenças de origem alimentar depende de uma série de elementos, componentes da cadeia produtiva dos alimentos desde sua origem até o consumidor. Cada elo desta cadeia deve ser tratado, cuidadosamente, pois não adianta, por exemplo, fazer o abate em condições higiênicas e sob temperatura controlada e destinar o produto para o consumo em veículos sem refrigeração adequada ou em péssimas condições de higiene (GERMANO e GERMANO, 2003). O controle higiênico-sanitário dos gêneros alimentícios, principalmente os perecíveis, é de fundamental importância tanto para garantir a saúde do consumidor como para incentivar o fornecimento de serviços com qualidade por parte dos fornecedores. Para tanto, faz-se necessário que o controle da matéria-prima seja uma rotina nas unidades de alimentação e nutrição (LIMA e GÓES, 1999). Segundo Arruda et al. (1996), o controle da temperatura do alimento no recebimento representa um dos critérios de maior importância no controle higiênico- sanitário dos alimentos no sentido de prevenir, reduzir ou eliminar os riscos de ocorrência de perigos de origem microbiana de produtos e da matéria-prima. 2.2. A CADEIA DE FRIO A utilização da frigorificação de determinados alimentos é uma prática utilizada em toda a cadeia produtiva, desde a produção até o armazenamento doméstico, passando pela comercialização e o transporte destes alimentos. Essa integração é conhecida como cadeia do frio (ANDRADE, 2000 apud VIEIRA, 2003). De acordo com Lima (2001), a cadeia de frio se inicia no instante em que se resfria e /ou congela o alimento, passando pelo transporte, armazenamento, exposição, até o momento de seu consumo. No passado o congelamento era realizado em câmaras frigoríficas que possuíam baixa capacidade de congelamento e congelavam de forma inadequada os produtos. Desde então, a evolução da indústria mecânica produziu equipamentos com elevada capacidade de congelamento. Os evaporadores ou trocadores de calor tiveram grande melhoria na eficiência, assim como materiais isolantes e outros componentes envolvidos no sistema de produção de frio industrial, fazendo com que um alimento fosse congelado corretamente e ao ser descongelado, apresentasse poucas e imperceptíveis diferenças do alimento não congelado (IBRAGEL, [199-]). Os especialistas em produção de frio industrial estão de acordo que todos têm a ganhar com uma cadeia de frio responsável: fabricantes de equipamentos, processadores, distribuidores, prestadores de serviço para transportes, armazenagem e, principalmente, o consumidor (ABRAVA; SINDRATAR, [199-]) Cada alimento tem características diferentes, o que exige condições diferenciadas, no congelamento. A massa do produto é uma das principais, assim como a quantidade de água que o alimento contém, pois é a água que congela e não os sólidos (IBRAGEL, [199-]). A água é o componente em maior quantidade nos alimentos, principalmente nas carnes em natureza, sendo seu papel decisivo no processo de congelamento. A água pura normalmente torna-se sólida a 0ºC, mas se no sistema em questão existirem outras substâncias, tais como: sais, açúcares, proteínas, etc., a temperatura de congelamento poderá diminuir em alguns graus, sendo que este abaixamento será tanto maior quanto mais concentrada for a substância. É importante compreender a relação entre a capacidade de congelamento do sistema e o tempo de congelamento do produto, visto que cada produto tem associado um tempo que depende de sua composição e dimensões, assim como a eficiência dos sistemas de congelamento. Cabe ainda ressaltar que o Instituto Brasileiro do Frio, através de seu Comitê de Alimentos, desenvolveu uma série de normas envolvendo manuseio, estocagem, distribuição e comercialização de alimentos congelados, tendo como objetivo a manutenção adequada da cadeia de frio e a proteção do consumidor (CLEMENTE e GIORGIO, 1995). É preciso esclarecer as pessoas que trabalham com alimentos, que o alimento “duro” não está necessariamente bem congelado. A câmara de armazenamento (estocagem) de congelados, o caminhão frigorífico e as ilhas polares dos supermercados não são equipamentos adequados para congelar um alimento (Ibid). 2.3. ALTERAÇÕES DAS CARNES Os microrganismos mais importantes na alteração dos produtos protéicos são aqueles que crescem em temperaturas nas faixas de mesofilia (22 a 45ºC) e psicrofilia (15ºC a 22ºC), incluindo o grupo dos psicotróficos cuja faixa de crescimento é mais ampla, aumentando o seu poder de deterioração (-5º C a 45ºC). Além da produção enzimática que propicia a deterioração, os microrganismos produzem uma série de substâncias decorrentes da multiplicação, como os pigmentos responsáveis por algumas alterações de cor, ácidos, gases, substâncias alcalinizantes e substâncias fétidas (JÚNIOR e PANETTA, 1992). A carne de ave é muito susceptível à deterioração, devido ao seu elevado teor de nutrientes, alta atividade de água e pH próximo à neutralidade, fatores estes que vão possibilitar a proliferação e o desenvolvimento de microrganismos contaminantes oriundos da própria ave ou de fontes externas devendo ser mantida sob refrigeração ou congelamento (HOFFMAN; GARCIA-CRUZ; VINTURIM, 1995). Os tipos mais comuns de deterioração de carnes podem ser classificados de acordo com a atmosfera que envolve os produtos e se são provocados por bactérias, bolores ou leveduras. A temperatura é outro fator de importância que influenciará no tipo de deterioração. Assim, a carne refrigerada será deteriorada por microrganismos que crescem nessas temperaturas, incluindo muitos daqueles capazes de produzir limosidade superficial, alterações na cor e pontos de crescimento superficial (FRANCO e LANDGRAF, 1996). As bactérias são as principais causadoras da deterioração da carne de frango, sendo o conteúdo intestinal a fonte primária desses microrganismos. A maioria delas cresce na superfície (pele, parte interna da cavidade do corpo e qualquer superfície cortada), com os produtos de decomposição difundindo-se vagarosamente para o interior da carne. Odores estranhos podem ser notados quando a contagem bacteriana atinge, aproximadamente, 2,5 milhões de UFC/cm². Em frango eviscerado, mantido a 10ºC ou abaixo, a deterioração ocorre, principalmente, por Pseudomonas spp. e leveduras. Com o tempo, aparece limosidade na superfície da carne, e dependendo da quantidade de íons de ferro na água de lavagem, há produção do pigmento pioverdina pelo próprio microrganismo citado. Odores alterados são comuns em pedaços de frango refrigerados, causados principalmente por Pseudomonas spp. (Ibid) Uma das grandes preocupações no abate de aves é a obtenção da carne desses animais com a menor quantidade possível de contaminação, devendo permanecer em níveis baixos durante todo o processamento. Os cuidados observados em alguns estabelecimentos e indústrias muitas vezes são negligenciados e ainda podem-se encontrar estabelecimentos comerciais que vendem carnes de frango em condições higiênico-sanitárias insatisfatórias, fornecendo ao consumidor um produto inadequado (GONÇALVES et al., 1998 apud CARDOSO et al., 2005). Durante o armazenamento de aves congeladas o crescimento microbiano é retardado, mas as alterações oxidativas ou lipolíticas continuam ocorrendo sendo considerado um grande problema (CICHOSKI e TERRA, 1996). O perfil tempo/temperatura característico do descongelamento por oscilações da temperatura na cadeia produtiva é, potencialmente, mais prejudicial do que o perfil do congelamento. Durante o descongelamento, a temperatura eleva-se rapidamente até o ponto de liquefação, onde permanece durante um longo período de tempo, dando oportunidade para que ocorram reações químicas, recristalização e até mesmo crescimento microbiano (FRANCO e LANDGRAF, 1996). De acordo com Filho (2003), a legislação nacional vigente apresenta pontos conflitantes ou mesmo incoerentes, como é o caso da CISA/MA/MS, Resolução nº. 10 (BRASIL, 1984), que indica na comercialização e transporte de carne de aves congelada a temperatura máxima de -8ºC e no caso de carne resfriada, a temperatura máxima de 10ºC. Este valor de -8ºC para os produtos congelados, está dentro de uma faixa crítica de temperaturas, de -2ºC a -12ºC, onde o processo da formação de cristais de gelo é extremamente instável, provocando um fenômeno conhecido como recristalização. A recristalização determina na carne, mudanças na concentração do soluto na fase nãocongelada, formação e crescimento de novos cristais, migração de água através da membrana celular nos dois sentidos, alterações de fase dos componentes da membrana ou da textura, maior perda de peso, além de acelerar certas reações que irão contribuir para a depreciação do produto. Neste caso, a Portaria nº. 15 (SÃO PAULO, 1991) do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) está coerente quando permite a temperatura máxima de -15ºC durante curtos períodos no transporte. Nota-se a importância do controle adequado do sistema frigorífico, pois tais processos são provocados pela flutuação excessiva da temperatura durante a estocagem, distribuição e comercialização. Amostras descongeladas a 25ºC talvez não consigam preservar a sua capacidade de retenção de água devido à recristalização. Altas temperaturas de descongelamento podem ocasionar maior oportunidade para a formação de novos cristais de gelo, devido à permanência da carne por grandes intervalos de tempo próximo a 0ºC (temperatura de equilíbrio entre a do meio e a temperatura das porções de carne). A recristalização aumenta as reduções de peso em carnes, já que ocasiona rompimento das membranas celulares e perdas de sucos durante o descongelamento (JUDGE et al., 1989 apud PIRES et al., 2002). A carne de frango pode se tornar veículo de transmissão de inúmeros microrganismos, alguns deles patogênicos ao homem, destacando-se Salmonella spp., Campylobacter spp., E. coli enteropatogênica, S. aureus, comumente associados à operacionalização insatisfatória das diversas etapas do processamento das aves (CARVALHO; COSTA; CARVALHO, 2002). A carne de aves refrigerada é susceptível a problemas microbiológicos, uma vez que na própria linha de abate existem alguns pontos críticos de contaminação. Entre eles podem ser citados o tanque de escaldagem, as depenadeiras, a linha de evisceração e o tanque de resfriamento, nos quais podem ocorrer contaminações cruzadas entre as carcaças. A microbiota natural da carne fresca é constituída de microrganismos mesófilos e psicotróficos, mas há tendência à predominância dos últimos, devido ao uso de temperaturas de refrigeração (CONTRERAS et al., 2002). 2.4. TRANSPORTE DE PRODUTOS PERECÍVEIS De acordo com a legislação municipal vigente, a Resolução nº. 604 (RIO DE JANEIRO, 2002), da Secretaria Municipal de Governo (SMG), que normatiza a uniformização das ações de fiscalização dos veículos que transportam alimentos, no anexo 1, estão previstas as características mínimas necessárias aos meios de transporte, de acordo com o tipo de produto. No que tange as carnes e produtos cárneos congelados ou refrigerados, o veículo deve ser fechado, isotérmico, refrigerado ou congelado, sendo necessário o sistema gerador de frio, exigindo que o transporte para congelados esteja na faixa de temperatura de –12ºC a –18ºC. A Resolução nº. 10 (BRASIL, 1984), CISA/MAPA/MS, indica na comercialização e transporte de carne de aves congelada a temperatura máxima de –8ºC e no caso de carne resfriada, a temperatura máxima de 10ºC. A Portaria nº. 15 (SÃO PAULO, 1991), do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), que normatiza e padroniza o transporte de alimentos para consumo humano prevê que para o transporte de carnes e derivados, entre outros, os meios de transporte de alimentos destinados ao consumo humano, refrigerados ou não, devem garantir a integridade e a qualidade a fim de impedir a contaminação e deterioração do produto; os equipamentos de refrigeração não devem apresentar riscos de contaminação para o produto e devem garantir, durante o transporte, temperatura adequada para o mesmo; os alimentos perecíveis congelados devem ser transportados em veículo fechado, em temperatura ao redor de – 18º C e nunca superior a – 15º C; os veículos de transporte de produtos sob controle de temperatura devem ser providos permanentemente de termômetros adequados e de fácil leitura. 2.5. RECEPÇÃO DE PRODUTOS PERECÍVEIS EM ESTABELECIMENTO VAREJISTA O comércio varejista é o último elo da cadeia produtiva de alimentos entre o produtor e o consumidor final e representa um ponto em que o controle deve ser aplicado adequadamente considerando o manuseio e armazenamento do produto. Portanto, o varejista tem a especial responsabilidade de garantir que no ponto de venda não haja riscos de perda de qualidade e de comprometimento da segurança dos alimentos. Isto demanda uma avaliação, por parte do pessoal dos estabelecimentos varejistas, dos perigos potenciais que podem ocorrer e das medidas de controle a serem instituídas para este controle (ICMSF, 1997 apud LOGUERCIO et al., 2002). De acordo com Lima e Góes (1999), através de experiências vivenciadas em atuação profissional, observaram que o número de fornecedores despreparados no mercado é elevado. As entregas de gêneros alimentícios acontecem sem a devida preocupação com a qualidade do serviço, faltando critérios de paramentação do entregador, acondicionamento e temperatura adequada do produto e transporte utilizado situações que podem gerar riscos à saúde dos consumidores e à qualidade do serviço oferecido pelas unidades de alimentação e nutrição. Segundo Lima (2001), afirma que em estabelecimentos varejistas, após a recepção dos produtos conservados pelo frio, os mesmos devem ser imediatamente levados para as câmaras de refrigerados e de congelados, garantindo-se com isso a manutenção das características dos produtos visando dar continuidade à cadeia de frio. Lima e Góes (1999), pesquisaram as condições de entrega de gêneros alimentícios perecíveis em unidades de alimentação e nutrição na cidade de Salvador – Bahia, onde foram verificados itens como falhas no processamento do produto ainda no fornecedor; falhas no percurso devido à defeitos na refrigeração do veículo; veículo inadequado para o tipo de produto que transporta; temperatura inadequada por economia de energia por parte do transportador e roteiros de entrega muito longos; falta de treinamento do funcionário entregador que manipula o produto indevidamente, e até mesmo utiliza o produto como assento ou apoio além da falta de estrados que separem o produto do chão do veículo, prejudicando a integridade e limpeza de algumas embalagens; a ausência de dados como validade do produto, razão social, carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e informações sobre o produto assim como produtos estrangeiros que não passaram por reinspeção oficial, rótulos ou marcas oficiais do SIF e as devidas traduções para o idioma local na embalagem do produto foram da mesma forma observados e condições inadequadas de conservação de higiene dos uniformes uma vez que também são considerados manipuladores de alimentos. 3. MATERIAL E MÉTODO 3.1. MATERIAIS Foi utilizado nas mensurações um termômetro a laser ICEL TD-960 –50ºC a 500ºC, denominado “Infra Red Thermometer”. Para anotações foi criada e utilizada uma planilha de registro para o controle tempo de espera e de temperatura dos produtos na recepção (APÊNDICE A). 3.2. MÉTODOS No período de 10/12/07 a 30/01/008 foram efetuadas 20 verificações em diferentes datas das para verificação das temperaturas das carnes de aves congeladas no setor de recepção em um supermercado situado no município do Rio de Janeiro. Foram mensuradas as temperaturas de um total de 30 amostras de produtos, utilizando termômetro a laser. A planilha foi usada para o registro das temperaturas dos produtos e tempo de espera entre a recepção e o armazenamento dos produtos nas datas das verificações. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Na Figura 1, podemos observar os resultados das temperaturas dos produtos na recepção. ºC 100 80 60 40 20 0 A B C D MARCAS Conf Não conf Figura 1: Percentual de conformidades e não conformidades das temperaturas na recepção dos produtos. As temperaturas aferidas nas 20 verificações na recepção da carne congelada de aves demonstraram que as 30 amostras apresentaram temperaturas superiores a –8°C, correspondendo a um percentual de 96,4% de não conformidade com a legislação, não atendendo as determinações previstas na Resolução nº. 10 (BRASIL, 1984), CISA/MAPA/MS, uma vez que esta dispõe sobre instruções para conservação nas fases de transporte, comercialização e consumo de alimentos perecíveis, recomendando que as empresas produtoras classifiquem os alimentos congelados com a indicação da temperatura de até –8ºC (menos oito graus centígrados). De acordo com Filho (2003), a legislação nacional vigente CISA/MAPA/MS, a Resolução nº. 10 (BRASIL, 1984), apresenta pontos conflitantes ou mesmo incoerentes, pois o valor de –8ºC está dentro de uma faixa crítica de temperaturas, de –2ºC a –12ºC, onde o processo de formação de cristais de gelo é extremamente instável, provocando a recristalização, contribuindo para a depreciação do produto. Considerando que os valores de temperatura variaram de –5,5ºC a 8,9ºC as amostras avaliadas indicando que estes produtos ficaram submetidos a condição ótima para a recristalização, o que também foi descrito por Judge et al. (1989) apud Pires et al. (2002) que, assim como Filho (2003) afirmaram que a recristalização aumenta as reduções de peso em carnes e ocasiona rompimento das membranas celulares e perdas de suco durante o descongelamento. Em função da perda de qualidade dos produtos submetidos às condições de temperatura na recepção, Filho (2003) coloca a coerência da legislação do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), a Portaria nº. 15 (SÃO PAULO, 1991), que prevê a temperatura máxima de –15ºC para o transporte de produtos perecíveis congelados, o que permitiria temperaturas mais adequadas na recepção destes produtos nos locais de comercialização. Na avaliação da conformidade das condições de entrega de gêneros perecíveis em unidade de alimentação e nutrição, observados no estudo feito por Arruda et al. (1996), foi também verificado um índice de não conformidade de quase 70% na temperatura dos alimentos analisados com base nos critérios estabelecidos na legislação do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), a Portaria nº. 15 (SÃO PAULO, 1991), demonstrando a necessidade de maior rigor no controle da temperatura dos alimentos recebidos. Lima e Góes (1999) observaram que o índice de não conformidade nas condições de entrega de produtos perecíveis (carne bovina, carne de aves, pescado e laticínios) foi de 88% em uma unidade de alimentação e nutrição situada na cidade de Salvador – Bahia. Os produtos se constituíam na sua totalidade de produtos congelados, resfriados e refrigerados. Do total de produtos avaliados, 75,60% eram congelados apresentando em média a temperatura de –2,16ºC. Os autores verificaram que 100% dos produtos congelados e refrigerados não estavam em conformidade com o parâmetro de temperatura estabelecido na legislação. Os autores, Arruda et al. (1996), Lima e Góes (1999) e Filho (2003) utilizaram como critério a Portaria nº. 15 (SÃO PAULO, 1991) que estabelece a temperatura de – 15ºC no transporte e conseqüentemente recepção dos produtos congelados e ainda assim encontraram altos percentuais de não conformidade. Se considerarmos os resultados encontrados, onde o parâmetro de temperatura para transporte e comercialização foi mais alto, ou seja, de no máximo – 8ºC, observamos que ocorreu o comprometimento da cadeia de frio. O parâmetro de temperatura usado no estudo de Santos, Cavallo e Ristow (2005) para avaliação da temperatura de carnes de aves congeladas na recepção, armazenagem e comercialização, está previsto na Resolução nº. 10 (BRASIL, 1984) e coincide com a recomendação das temperaturas de transporte e comercialização declarados em rótulos de alguns fabricantes. Foi observado que o parâmetro para temperatura máxima de -8ºC, não foi atendido em quase todas as monitorizações, além de não estar compatível com a condição adequada de temperatura a que o produto deve estar submetido para garantia que não ocorra recristalização e perda de qualidade no transporte e recepção. A amplitude de temperatura observada na recepção dos produtos indicou valores que chegaram às temperaturas positivas como 8,9ºC e 5,9ºC em função do tempo de espera dos produtos, no caminhão, no dia da verificação, que chegou a 05h00min entre a recepção e o armazenamento. O mesmo ocorreu com os produtos que apresentaram temperaturas de 6,4ºC e 6,2ºC quando submetidos a um tempo de espera de 01h40min. Além da perda de qualidade decorrente da recristalização, as temperaturas observadas principalmente nos dias em que houve tempo de espera prolongado podem ter comprometido a condição microbiológica destes produtos. No presente estudo, foi utilizado o mesmo parâmetro previsto na Resolução nº. 10 (BRASIL, 1984), em que foi observado que o parâmetro para temperatura máxima de –8ºC, não foi atendido em todas as monitorizações. Todas as amostras encontravam-se com temperaturas positivas e a amplitude observada indicou valores como 9,5°C e 5,1°C em função do tempo de espera no caminhão e entre a recepção e armazenamento. Segundo Bryan (1980 apud ALMEIDA et al., 2000), entre os microrganismos patogênicos de grande interesse nos alimentos, destacam-se os pertencentes ao gênero Salmonella spp., com freqüência encontrados principalmente em carcaças de frango resfriadas. Hayes (1993 apud ALMEIDA et al., 2000) complementa que entre as fontes de Salmonella spp., as carnes são mencionadas como predominantes, principalmente as carnes de aves que possuem os maiores níveis de contaminação, podendo alcançar números importantes nos alimentos sem produzir alterações sensoriais detectáveis. Germano e Germano (2003) afirmam que as salmonelas multiplicam-se em temperaturas entre 7ºC e 49ºC, sendo 37ºC a temperatura ótima para desenvolvimento. Os resultados demonstraram que os produtos submetidos a tempos de espera prolongados, atingiram temperaturas que dependendo do binômio tempo/temperatura, podem ter favorecido a multiplicação destes microrganismos. 5. CONCLUSÃO A recepção é o elo mais vulnerável da cadeia de frio devido a flutuações significativas de temperaturas observadas nestes segmentos, em diversos estudos. As empresas produtoras, distribuidoras e os estabelecimentos comerciais, juntamente com os órgãos fiscalizadores são os principais elementos responsáveis pela manutenção adequada da cadeia de frio dos alimentos congelados. A legislação aplicada aos elos da cadeia de frio precisa ser revista de forma a garantir efetivamente a manutenção das condições ideais de temperatura do produto, evitando as temperaturas elevadas que determinam prejuízos relativos a perda de qualidade pela recristalização e eliminando ou minimizando os riscos da multiplicação de microrganismos patogênicos nos alimentos. Produtos como a carne de aves, cujo principal perigo potencial é a veiculação das salmoneloses, devido à contaminação cruzada, devem ser controlados cuidadosamente na manipulação e na conservação, principalmente nos segmentos onde o elo da cadeia de frio tem se mostrado mais frágil. A cadeia de frio é composta de elos que contemplam toda a cadeia produtiva. O início da cadeia de frio da carne de aves congelada inicia na indústria, no processo tecnológico do preparo de carcaças congeladas, devendo ser efetuados de forma que o produto acabado tenha baixa carga microbiana e atenda a temperatura prevista na legislação específica vigente, necessitando ser mantida nessas condições ao longo de todos os segmentos da cadeia produtiva, para a garantia da qualidade destes produtos, com a menor flutuação possível de temperatura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAVA; SINDRATAR. Em Agosto, o julgamento da cadeia do frio. Setorial Refrigeração, p.73, [199-]. ALMEIDA I.C.; GONÇALVES, P. M. 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