COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS XXVII SEMINÁRIO NACIONAL DE GRANDES BARRAGENS BELÉM – PA, 03 A 07 DE JUNHO DE 2007 T100 – A08 UHE TUCURUÍ - ETAPA DE EXPANSÃO CONTROLE TECNOLÓGICO DAS OBRAS DE TERRA E ENROCAMENTO Fabio de Oliveira PENNA Neto Engenheiro Líder do Laboratório de Materiais de Construção da UHE Tucuruí Eletronorte Diyoiti SHINOHARA Técnico Especializado do Laboratório de Materiais de Construção da UHE Tucuruí Eletronorte João Benedito Ribeiro de FARIAS Técnico Especializado do Laboratório de Materiais de Construção da UHE Tucuruí Eletronorte Raimundo de Jesus Santos PINHEIRO Técnico Especializado do Laboratório de Materiais de Construção da UHE Tucuruí Eletronorte RESUMO Este trabalho apresenta os resultados dos ensaios realizados “in-situ” e em laboratório para controle tecnológico de materiais e serviços, durante a construção das obras de terra e enrocamento da etapa de expansão da UHE Tucuruí. ABSTRACT This paper presents the test results carried out “in-situ” and in the soil laboratory for the technological control of the materials and field works during the construction of the earth-rockfill dam of the extension works of Tucurui power plant. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 1 1. INTRODUÇÃO A Usina Hidrelétrica Tucuruí, construída e operada pela ELETRONORTE, possui potência total de 8.370 MW, instalada em 2 fases distintas, sendo 4.275 MW na 1ª Etapa e 4.125 MW na 2ª Etapa de construção do empreendimento. A construção de uma usina hidrelétrica do porte da UHE Tucuruí, movimenta volumes expressivos de materiais e serviços, para execução das estruturas de concreto, barragens de terra e enrocamento e montagem dos equipamentos eletromecânicos. No âmbito das obras de terra e rocha, foco deste trabalho, durante a construção da 2ª Etapa da UHE Tucuruí, foram executados os seguintes volumes de serviços: • • • • • • Escavação comum (incluindo remoção) Escavação comum (empréstimos) Escavação em rocha a céu aberto Aterro compactado Enrocamento e Rip-Rap Filtros e Transições 3.482.400 m3 3.209.600 m3 2.233.100 m3 2.430.163 m3 723.200 m3 127.856 m3 As equipes do Laboratório de Materiais de Construção - Solos, da Eletronorte, submeteram materiais e serviços das obras de terra e enrocamento a inspeções e ensaios freqüentes, de forma a garantir o cumprimento de todas as exigências das especificações técnicas da obra [1]. Os procedimentos de fiscalização e controle de qualidade executados estiveram, durante todo o período construtivo, embasados nas normas NBR-ISO-9002/94 e NBR-ISO-9001/2000 e foram submetidos a auditorias periódicas pelo órgão certificador. 2. MAPA DE LOCALIZAÇÃO A UHE Tucuruí está localizada no rio Tocantins, no Estado do Pará, distante 300 km, em linha reta, ao sul da cidade de Belém. A Figura 1 mostra o mapa do Brasil com a localização da usina. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 2 UHE TUCURUÌ 8.370 MW FIGURA 1: Mapa com a localização da UHE Tucuruí 3. PERFIS DA OBRA A BTE - Barragem de Terra e Enrocamento da 2ª Etapa, dá forma definitiva ao barramento da margem esquerda do rio Tocantins. Abraçando o MTE - Muro de Transição Esquerdo, das estruturas de concreto, em seção mista de terra e enrocamento, avança por uma extensão de aproximadamente 624m, agora em seção homogênea, até interligação com a BTME - Barragem de Terra da Margem Esquerda, construída na 1ª Etapa da UHE Tucuruí. As Figuras 2 e 3, respectivamente, ilustram em perfil, as seções típicas, mistas de terra e enrocamento e a seção homogênea de terra, da BTE (Barragem de Terra e Enrocamento). EL.72,00 NA. NORMAL T2 A2 F2 1,4 1,4 1 1 ENROCAMENTO 1 L 0,15 A3 I B BARRAGEM DE TERRA E ENROCAMENTO ER ER F2 T2 0,65 1 T2 T1 D2 SOLO ARGILOSO T1 A3 F2 ENROCAMENTO A3 EL.10,00 LINHA DE REFERÊNCIA CONCRETO DE REGULARIZAÇÃO SEÇÃO TÍPICA DA BARRAGEM DE TERRA / ENROCAMENTO EY2 5+20,00 FIGURA 2: Perfil da seção mista de terra e enrocamento XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 3 85 75 EL.72,00 NA. NORMAL 1,8 2,0 LT D2 45 2,3 1 35 SOLO ARGILOSO I C TRINCHEIRA L EXPLORATÓRIA 55 A3 I B BARRAGEM DE TERRA L 1 A2 1 65 2,0 1 D2 F2 F2 2,2 SOLO ARGILOSO 1 ER 2,2 1 EL.25,00 1,5 A2 1 2 25 A3 1 EL.15,00 LINHA DE REFERÊNCIA 15 F2 T2 T1 SEÇÃO TÍPICA DA BARRAGEM DE TERRA EY2 6+60,00 FIGURA 3: Perfil da seção homogênea de terra 4. MÉTODOS DE ENSAIOS UTILIZADOS Na Tabela 1, estão discriminados os métodos de ensaios utilizados no controle da qualidade da construção da obra. Os métodos com a sigla PTCTM-ME, foram elaborados pela equipe do Laboratório de Materiais de Construção - Solos com base nas Normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, correspondentes, quando existentes. Na ausência de normas oficiais brasileiras, foram adotados procedimentos de órgãos internacionais e aqueles consagrados pela experiência brasileira na construção de barragens. Todos os métodos de ensaios utilizados estão registrados no Sistema da Qualidade das Obras de Expansão da UHE Tucuruí, baseado na NBR-ISO-9001/2000. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 4 Item Métodos de Ensaios Normas de Referência 01 Preparação de Amostras de Solos para Ensaios de NBR-6459 e Compactação e Caracterização. PTCTM-ME-0101 02 Análise Granulométrica 03 Grãos de Solos que Passam na Peneira de 4,8mm NBR-6508 e Determinação da Massa Específica PTCTM-ME-0202 04 Determinação do Limite de Liquidez NBR-6459 e PTCTM-ME-0203 05 Determinação do Limite de Plasticidade NBR-7180 e PTCTM-ME-0204 06 Ensaio de Compactação NBR-7182 e PTCTM-ME-0307 07 Controle de Compactação pelo Método de HILF MB-3443 e PTCTM-ME-0308 08 09 10 11 Determinação da Massa Específica Aparente “IN-SITU” pelo Método da Membrana Plástica Determinação da Massa Específica Aparente “IN-SITU”, com Emprego do Aparelho WASHINGTON DENSOMETER Determinação da Massa Específica Aparente “IN-SITU” pelo Método da Balança Hidrostática para Solos Argilosos. Determinação da Massa Específica Aparente “IN-SITU” pelo Método do Cilindro Amostrador (Cravação). NBR-7181 e PTCTM-ME-0201 PTCTM-ME-0303 PTCTM-ME-0304 PTCTM-ME-0305 NBR-9813 e PTCTM-ME-0302 12 Granulometria de Enrocamento PTCTM-ME-0207 13 Determinação do Coeficiente de Permeabilidade em PTCTM-ME-0401 Materiais Granulares - Carga Constante 14 Determinação do Índice de Vazios mínimo de Solos NãoNBR-12051 e coesivos. PTCTM-ME-0306 Determinação do Índice de Vazios Máximo de Solos NBR-12004 e Não-coesivos. PTCTM-ME-0306 TABELA 1: Métodos de ensaios utilizados no controle da qualidade da Barragem de Terra e Enrocamento 15 5. PLANEJAMENTO E FREQUÊNCIA DE ENSAIOS A Tabela 2 apresenta o planejamento de ensaios, com as freqüências especificadas [1] e realizadas, dos ensaios de controle de qualidade dos aterros. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 5 Número de Ensaios Materiais Volume Compact Locais Aplicados ado (m3) Solos (D2) Maciços - Basalto de Solo Metassedimen Compact ado to - Laterizado Filtro Vertical, Inclinado e Transição (F2) Filtro Horizontal - Areia Natura e (F2) Transição Pedrisco (F2) (T2) - Brita 1 (T1) Transição Pedrisco (T2) Transição Brita (T1) Maciço de Enrocam ento Compact ado (A3) Enrocamento Maciço de Enrocam ento Fino Compact ado (ER/GR) 2.430.16 3 Volume Compactado por Ensaio Realizado (m3) Liberação de Caracterização Permeabilidade Camadas Previst Realiza Previst Realiza Previst Realiz o do o do o ado 405 1.541 90 163 - - 6.000 1.577 60.000 14.909 - - 19 158 19 150 5 37 2.000 245 1.500 258 7.500 1.047 16 29 16 29 4 16 2.000 1.086 2.000 1.086 10.000 1.968 16 50 16 46 3 14 2.000 654 2.000 711 10.000 2.337 12 37 12 34 3 12 2.000 673 2.000 733 10.000 2.076 7 25 7 29 - - 100.00 0 22.339 - - 38.731 31.488 32.718 24.919 647.824 100.00 25.913 0 11 11 11 11 - - 5.000 5.006 5.000 5.006 - - 55.073 TABELA 2: Planejamento e freqüência de ensaios XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 6 6. RESULTADOS DOS ENSAIOS 6.1 MACIÇO DE SOLO COMPACTADO 6.1.1 Controle de Compactação O controle da qualidade na execução dos aterros do maciço de solos compactados foi realizado por meio de determinação da massa específica aparente seca “in-situ”, com emprego do aparelho Washington Densometer, norma PTCTM-ME-0304 e pelo método do cilindro amostrador de cravação, NBR-9813 e PTCTM-ME-0302. Para agilizar a liberação das camadas compactadas, todos os ensaios de compactação foram realizados pelo método Hilf, MB-3443 e PTCTM-ME-0308, com a determinação, no mínimo, de quatro pontos e a cada número par do ensaio, foi determinado o teor de umidade de cada ponto, para o traçado da curva de compactação, denominada neste trabalho de Hilf/Proctor. O grau de compactação (GC) mínimo, exigido para as camadas de solo argiloso compactado foi de 95% com relação ao ensaio Proctor Normal (NBR-7182) [1]. Para o controle de compactação pelo método Hilf, o grau de compactação (GC) mínimo foi de 95,5% [2]. O teor de umidade do maciço compactado deveria estar entre 0,9 e 1,17 hot e o teor de umidade, das camadas compactadas, no encontro com o MTE (Muro de Transição Esquerdo) entre 1,0 e 1,2 hot [2]. A espessura das camadas lançadas seria de no máximo 0,20m [1]. Nas apresentações gráficas dos resultados obtidos, estão englobados todos os tipos de gêneses de material D2 (solo argiloso). Por possuírem valores especificados diferentes no desvio de umidade, os resultados de grau de compactação e desvio de umidade dos materiais aplicados no encontro com o MTE (Muro de Transição Esquerdo), estão apresentados em separado. Nos gráficos de freqüências relativas acumuladas e de histogramas de freqüências relativas, são mostradas as variações dos seguintes parâmetros: - Grau de compactação do maciço compactado, mostrado na Figura 4; Desvio de umidade do maciço compactado, mostrado na Figura 5; Grau de compactação do encontro com MTE, mostrado na Figura 6; Desvio de umidade do encontro com MTE, mostrado na Figura 7; Espessura da camada compactada onde medido, mostrado na Figura 8. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 7 B.T.E. - Material D2 - Maciço Compactado Grau de Compactação 100 100 Acumulados 90 Hilf Hilf/Proctor 968 1.395 Nº Eventos = 99,3 Média (%) = 99,5 D. Padrão (%) = 2,2 2,3 80 70 60 80 Hilf - Acumulado Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa 60 —————————————————— Hilf/Proctor - Acumulado 50 70 50 Frequência Relativa Acumulada 40 40 Frequência Relativa —————————————————— Limite Mínimo - GC = 95 % 30 30 20 20 10 10 0 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 90 0 110 Grau de Compactação ( % ) FIGURA 4: Freqüência relativa - grau de compactação Hilf e Hilf/Proctor do maciço compactado B.T.E. - Material D2 - Maciço Compactado (0,9 hot) 31,9 27,2 24,5 Desvio de Umidade (hot) (1,17 hot) 90 80 70 60 100 90 Acumulados Hilf Hilf/Proctor 968 Nº Eventos = 1.395 1,0 Média (%) = 0,7 1,8 D. Padrão (%) = 1,5 80 Hilf - Acumulado 70 Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa 60 —————————————————— Hilf/Proctor - Acumulado 50 50 Frequência Relativa Acumulada 40 40 Frequência Relativa —————————————————— Limites de Desvio Especificado 30 30 20 20 10 10 0 -7,0 -6,0 -5,0 -4,0 -3,0 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 100 0 9,0 Desvio de Umidade ( % ) = Umidade do Aterro - Umidade Ótima FIGURA 5: Freqüência relativa - desvio de umidade Hilf e Hilf/Proctor do maciço compactado XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 8 B.T.E. - Material D2 - Encontro com MTE Grau de Compactação 100 100 Acumulados 80 Nº Eventos Média (%) D. Padrão (%) 70 60 Hilf = 146 = 98,9 = 2,0 90 Hilf/Proctor 143 98,8 2,2 80 70 Hilf - Acumulado Frequência Relativa Acumulada 60 Frequência Relativa 50 50 —————————————————— Hilf/Proctor - Acumulado 40 40 Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa 30 30 —————————————————— Limite Mínimo GC = 95 % 20 20 10 10 0 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 90 0 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 Grau de Compactação ( % ) FIGURA 6: Freqüência relativa - grau de compactação Hilf e Hilf/Proctor do encontro com MTE (Muro de Transição Esquerdo), B.T.E. - Material D2 - Encontro com MTE 32,8 27,3 Desvio de Umidade (1,0 hot) (1,2 hot) 90 80 70 60 100 90 Acumulados Hilf Hilf/Proctor 143 Nº Eventos = 146 1,5 Média (%) = 1,5 1,4 D. Padrão (%) = 1,1 80 Hilf - Acumulado Frequência Relativa Acumulada 70 Frequência Relativa —————————————————— Hilf/Proctor - Acumulado 50 50 Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa 40 —————————————————— Limites de Desvio Especificado 30 60 40 30 20 20 10 10 0 -7,0 -6,0 -5,0 -4,0 -3,0 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 100 0 9,0 Desvio de Umidade ( % ) = Umidade do Aterro - Umidade Ótima FIGURA 7: Freqüência relativa - desvio de umidade Hilf e Hilf/Proctor do encontro com MTE (Muro de Transição Esquerdo) A compactação das camadas de solo argiloso é considerada satisfatória, uma vez que, a média obtida dos 1395 ensaios de liberação de Hilf com 99,5% de grau de compactação e, dos 968 ensaios de Hilf/Proctor com média de 99,3% e o desvio padrão menor que 3% atendeu valores especificados [1]. Lembrando ainda que, dos 1395 ensaios de liberação executados, 125 ensaios tiveram que ser realizados XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 9 novamente para as camadas não liberadas, sendo 77 de camadas recompactadas e 48 para correção da umidade. Na análise dos resultados de desvio de umidade do maciço compactado Figura 5 e do encontro com MTE, Figura 7, esclarecemos que no inicio da construção dos aterros de solos, o desvio de umidade deveria situar-se entre 0,90 e 1,13 hot, exceto nos aterros próximos às estruturas de concreto (MTE), onde deveria situar-se entre 1,0 e 1,2 hot [1]. Em novembro de 2000, através da nota técnica PTCT-NT-001, o desvio do maciço passou a ser de 0,9 e 1,17 hot ou ao limite de +5,2% e no encontro com MTE até o limite de +6% [2]. Na mesma nota técnica citada acima diz: “Ao termino de cada mês, será procedida uma retroanálise dos resultados dos ensaios, computando os eventuais valores de ensaios aprovados fora das referidas faixas de umidade, não sendo considerada como não conformidade a aprovação das camadas, nesta situação, deste que a porcentagem mensal de valores eventualmente fora da faixa especificada seja de no máximo 20%.”[2]. Os valores limites das Figuras 5 e 7 devem ser analisados levando em conta que foi utilizada a média da umidade ótima de compactação para esses limites. Os dois gráficos apresentados nas Figuras 5 e 7, de desvio de umidade, estão com 5% e 10%, respectivamente, de resultados de ensaios fora dos limites, entretanto, abaixo dos 20% especificados [2]. B.T.E. - Material D2 Espessura de Camada Compactada 100 100 Acumulado Nº Eventos Média (cm) D. Padrão (cm) 80 90 1.480 16,3 2,0 = = = 80 70 70 60 60 Epessura de Camada Frequência Relativa Acumulada 50 Frequência Relativa 50 40 40 30 30 20 20 10 10 0 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 90 0 28 Espessura de Camada Compactada ( cm ) FIGURA 8: Freqüência relativa - espessura da camada compactada Apesar de aproximadamente 3% das camadas compactadas terem apresentado espessura acima dos 20cm, a média de 16,3cm é considerada satisfatória para a espessura lançada de 20cm. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 10 6.1.2 Caracterização dos Solos Os ensaios de caracterização das amostras de solos foram executados conforme NBR-6457, NBR-6458, NBR-6459, NBR-7180 e NBR-7181. Os materiais foram obtidos de áreas de empréstimos localizadas na margem esquerda do rio Tocantins, como também de demolições de aterros. Foram utilizados solos coluvionares, laterizados, residuais, alteração de basalto e metassedimento. Os resultados dos ensaios realizados são apresentados conforme a seguir: - Curva granulométrica média de cada gênese de solo, mostrado na Figura 9; Carta de plasticidade para cada gênese de solo, mostrado na Figura 10; Curvas de saturação para cada gênese de solo, mostrado na Figura 11. BARRAGEM DE TERRA E ENROCAMENTO Curva Granulométrica - Solo Basalto, Metassedimento e Laterizado c 200 100 60 50 40 30 20 16 10 8 4 3/8" 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" 8" 10"12" 16" 20"24" 30" 50" 100 90 Porcentagem que passa (%) 80 70 60 50 40 30 20 Solo de Basalto - Curva média de 75 ensaios. Solo de Metassedimento - Curva média de 41 ensaios. Solo Laterizado - Curva média de 37 ensaios. 10 0 1 0,001 2 3 4 5 6 7 8 90,01 1 2 3 4 5 6 7 8 91 0,1 2 3 4 5 6 7 891 1 2 3 4 5 6 7 891 2 3 4 5 6 7 8 91 10 2 3 4 5 6 7 8 91 100 2 1000 Diâmetro dos grãos (mm) PEDREGULHO AREIA USCS ARGILA SILTE FINA MEDIA GROSSA FINO GROSSO PEDRA FIGURA 9: Curva granulométrica média de cada gênese de solo Os materiais (solos) obtidos de áreas de empréstimos localizadas na margem esquerda do rio, são classificados geologicamente como basalto, metassedimento e solo laterizado com coluvio. Geotécnicamente se apresentam como sendo uma argila silto arenosa com poucos pedregulhos. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 11 BARRAGEM DE TERRA E ENROCAMENTO CARTA DE PLASTICIDADE - SOLO DE BASALTO, METASSEDIMENTO E LATERIZADO 60 Solo de Basalto - 75 ensaios. Solo de Metassedimento - 41 ensaios. Solo Laterizado - 37 ensaios. Índice de Plasticidade - IP (%) 50 CH Linha A 40 30 Linha U CL 20 MH - OH CL - ML 10 ML - OL 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Limite de Liquidez - LL (%) FIGURA 10: Carta de plasticidade de cada gênese de solo Na carta de plasticidade, mostrada na Figura 10, pode ser visto que os materiais predominam na área MH e CH, sendo adequados para aplicação em maciços de barragens, conforme o sistema unificado de classificação de solos. BARRAGEM DE TERRA E ENROCAMENTO CURVAS DE SATURAÇÃO - SOLO DE BASALTO, METASSEDIMENTO E LATERIZADO c Massa Específica Aparente Seca Máxima - (g/cm³) 2,000 S = 100% Solo de Basalto - 466 ensaios. Solo de Metassedimento - 239 ensaios. Solo Laterizado - 172 ensaios. S = 90% S = 80% S = 70% 1,900 3 Média Densidade dos Grãos (g/cm ) = 2,923 1,800 1,700 1,600 1,500 1,400 1,300 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 Umidade Ótima - (%) FIGURA 11: Curvas de saturação de cada gênese de solo As curvas de saturação apresentadas são aproximadas, pois para sua construção foi considerado um valor médio de massa específica dos grãos, igual a 2,923 g/cm3, para todas as gêneses de solos. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 12 6.2 FILTROS E TRANSIÇÕES 6.2.1 Controle de Compacidade Relativa e Massa Específica Aparente Seca Os controles de qualidade dos materiais nos filtros e transições, através de ensaios “in-situ” e de Laboratório, seguiram as seguintes normas: NBR-7182, NBR-12051, NBR-12004, PTCTM-ME-0304 e PTCTM-ME-0303. Na análise mensal dos resultados dos ensaios das areias, as compacidades relativas (CR) especificadas passam a ser consideradas como médias mensais entre 42% < CR < 65% para filtro vertical/inclinado e CR > 65% para filtro horizontal [2]. As transições construídas com materiais T1 e T2, deverão ser compactadas de modo a alcançarem peso específico aparente seco “in-situ” > 1,7g/cm3 [1]. Nos gráficos de freqüências relativas acumuladas e histograma de freqüências relativas, são mostradas as variações dos seguintes parâmetros: - Compacidade relativa do filtro vertical e transição, mostrado na Figura 12; - Compacidade relativa do filtro horizontal e transição, mostrado na Figura 13; - Massa específica aparente seca “in-situ” do pedrisco (T2) e brita 1 (T1), mostrado na Figura 14. B.T.E. - Material F2 - Filtro Vertical /Inclinado e Transição 65 42 Compacidade Relativa do Aterro 100 90 90 Acumulado Nº Eventos 158 = Média (%) = 56,7 D. Padrão (%) = 12,2 80 70 80 70 60 60 ACUMULADO 50 50 Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa —————————————————— Limites CR > 42% e < 65% 40 30 40 30 20 20 10 10 0 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 100 0 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 Compacidade Relativa do Aterro (%) FIGURA 12: Freqüência relativa - compacidade relativa do filtro vertical, inclinado e transição - areia natural XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 13 B.T.E. - Material F2 - Filtro Horizontal e Transição 65 Compacidade Relativa do Aterro 100 Acumulado = Nº Eventos = Média (%) = D. Padrão (%) 90 80 90 29 72,5 10,9 80 70 70 60 60 ACUMULADO 50 50 Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa —————————————————— Limites CR > 65% 40 30 40 30 20 20 10 10 0 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 100 0 100 Compacidade Relativa do Aterro (%) FIGURA 13: Freqüência relativa - compacidade relativa do filtro horizontal e transição - areia natural Na Figura 12 pode ser observado que aproximadamente 38% dos valores não atendem os limites de 42% < CR < 65%, para os filtros verticais e inclinados e na Figura 13, 15% não atendem o limite de CR > 65%, para os filtros horizontais. Vale ressaltar que estes limites tinham caráter orientativo, servindo como balizadores do processo executivo e registro da qualidade dos aterros, não se impondo como critério de rejeição de camadas executadas [2]. B.T.E. - Material T1 e T2 - Transição 1,700 Massa Específica Aparente Seca do Aterro 90 100 Acumulados 80 70 60 90 T1 Nº Eventos Média (g/cm³) D. Padrão (g/cm³) = 37 = 1,864 = 0,084 50 T2 50 1,936 0,089 80 T1 Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa —————————————————— T2 Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa 40 —————————————————— Limite Mínimo 1,700 (g/cm³) 30 70 60 50 40 30 20 20 10 10 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 100 0 0 1,500 1,550 1,600 1,650 1,700 1,750 1,800 1,850 1,900 1,950 2,000 2,050 2,100 2,150 2,200 2,250 2,300 Massa Específica Aparente Seca do Aterro ( g/cm³ ) FIGURA 14: Freqüência relativa - massa especifica aparente seca do aterro da Transição - brita 1 e pedrisco XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 14 Para os materiais de transição, pedrisco (T2) e brita 1 (T1), os resultados ilustrados na Figura 14, mostram que 100% das determinações de massa específica aparente seca estão acima de 1,7g/cm3, limite mínimo especificado [1]. 6.2.2 Características dos Materiais e Permeabilidade A análise granulométrica dos materiais foi executada conforme NBR-7181 e PTCTMME-0201. A determinação do coeficiente de permeabilidade, carga constante, foi executada conforme método PTCTM-ME-0401. A areia natural (F2) deveria ser constituída de partículas limpas, duráveis, de qualidade uniforme, possuir no máximo 5% de finos (Ø < 0,075mm) em peso, se enquadrar em determinada faixa granulométrica e apresentar coeficiente de permeabilidade de 10-2 cm/s, nas condições de compactação de campo [1]. Os materiais de transição, pedrisco (T2) e brita 1 (T1), deveriam apresentar coeficientes mínimos de permeabilidade de 10-1cm/s, para o pedrisco (T2) e 5 x 10-1 cm/s para a brita 1 (T1), nas condições de compactação de campo [1]. As curvas granulométricas dos materiais utilizados na construção dos filtros e transições, como também os resultados de valores médios de coeficientes de permeabilidade, são apresentados nas Figuras 15, 16 e 17, para areia natural (F2), pedrisco (T2) e brita 1 (T1), respectivamente. Barragem de Terra e Enrocamento - B.T.E Curva Granulométrica - Controle de Construção - Material F2 Filtros Vertical, Inclinado, Horizontal e Transições 200 100 60 50 40 30 20 16 10 8 4 3/8" 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" 8" 10"12" 16" 20"24" 30" 50" 100 Permeabilidade n = 53 _ x = 2,68 x 10 -² cm/s Desvio Padrão = 1,28 x 10 -² cm/s 90 Porcentagem que passa (%) 80 Média de 178 ensaios realizados Média ± 2 Desvio Padrão 70 60 50 40 30 20 Faixa Específicada para F2 PTC-BTE-CAP-0010-RO 10 0 1 0,001 2 3 4 5 6 7 8 91 0,01 2 3 4 5 6 7 891 0,1 2 3 4 5 6 7 8 91 2 3 4 1 5 6 7 891 10 2 3 4 5 6 7 8 91 100 2 3 4 5 6 7 891 2 1000 Diâmetro dos grãos (mm) FIGURA 15: Curva granulométrica média da areia natural aplicada nos filtros e transições A característica granulométrica da areia com a curva média dentro da faixa e coeficiente de permeabilidade médio de K20ºC 2,68 x 10-2cm/s, atendem ao especificado. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 15 Barragem de Terra e Enrocamento - B.T.E Curva Granulométrica - Controle de Construção - Material T2 Transição 200 100 60 50 40 30 20 16 10 8 4 3/8" 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" 8" 10"12" 16" 20"24" 30" 50" 100 Permeabilidade = 14 _n x = 1,03 x 10 -¹ cm/s Desvio Padrão = 6,91 x 10 -² cm/s 90 Porcentagem que passa (%) 80 Média de 46 ensaios realizados Média ± 2 Desvio Padrão 70 60 50 40 30 20 Faixa Específicada para T2 PTC-BTE-CAP-0010-RO 10 0 1 0,001 2 3 4 5 6 7 8 91 0,01 2 3 4 5 6 7 891 0,1 2 3 4 5 6 7 891 2 3 4 5 6 7 8 91 1 2 3 4 5 6 7 891 10 2 3 4 5 6 7 8 91 2 1000 100 Diâmetro dos grãos (mm) FIGURA 16: Curva granulométrica média do pedrisco aplicado nas transições Barragem de Terra e Enrocamento - B.T.E Curva Granulométrica - Controle de Construção - Material T1 Transição 200 100 60 50 40 30 20 16 10 8 4 3/8" 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" 8" 10"12" 16" 20"24" 30" 50" 100 Permeabilidade n = 12 _ x = 4,26 cm/s Desvio Padrão = 1,52 cm/s 90 Porcentagem que passa (%) 80 70 60 50 40 30 20 Média de 34 ensaios realizados Média ± 2 Desvio Padrão 10 Faixa Específicada para T1 PTC-BTE-CAP-0010-RO 0 1 0,001 2 3 4 5 6 7 8 91 2 3 4 5 6 7 8 91 0,01 0,1 2 3 4 5 6 7 8 91 1 2 3 4 5 6 7 8 91 10 2 3 4 5 6 7 8 91 100 2 3 4 5 6 7 8 91 2 1000 Diâmetro dos grãos (mm) FIGURA 17: Curva granulométrica média da brita 1 aplicada nas transições As médias das curvas granulométricas, tanto do pedrisco quanto da brita 1 e os valores de coeficientes médios de permeabilidade de K20ºC 1,03 x 10-1cm/s para o pedrisco e K20ºC 4,26cm/s para a brita 1, atendem o especificado. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 16 6.3 MACIÇOS DE ENROCAMENTO 6.3.1 Controle da Massa Específica Aparente Seca A massa específica aparente seca do enrocamento compactado na seção mista (terra e enrocamento), foi determinada conforme a norma PTCTM-ME-0303, utilizando gabarito de madeira quadrado, com dois metros de lado, de forma a delimitar a área de material a ser removido até profundidade aproximada de 1 metro. O volume do furo foi impermeabilizado com folha plástica com espessura de 0,2mm e medido com água. As densidades especificadas para os maciços de enrocamento foram: mínimo > 1,9 t/m3 e média mensal > 2,1t/m3 [1]. A massa específica aparente seca “in-situ” está apresentada em gráfico de freqüências relativas acumuladas e de histograma de freqüências relativas, na Figura 18. Os valores limites são iguais para os dois tipos de enrocamento. B.T.E. - Material A3, ER e GR Massa Específica Aparente Seca 100 80 70 60 ER/GR 11 2,264 0,063 Média Mínima Específicada 2,1 t/m³ 50 90 80 A3 - Acumulado Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa —————————————————— ER/GR - Acumulado Frequência Relativa Acumulada Frequência Relativa 40 —————————————————— Limite Mínimo Especificado 1,9 t/m³ 30 70 60 50 40 30 20 20 10 10 Frequência Relativa (%) Frequência Relativa Acumulada (%) 90 100 Acumulados A3 25 = Nº Eventos = 2,196 Média (t/m³) D. Padrão (t/m³) = 0,096 0 0 1,800 1,850 1,900 1,950 2,000 2,050 2,100 2,150 2,200 2,250 2,300 2,350 2,400 2,450 2,500 2,550 2,600 Massa Específica Aparente Seca do Aterro ( t/m³ ) FIGURA 18: Freqüência relativa - massa especifica aparente seca do - material A3 e ER/GR Todos os resultados dos ensaios de massa especifica aparente seca (t/m3), realizados nas camadas de enrocamento compactado, tanto para o enrocamento tipo A3, quanto para o enrocamento fino (ER e GR), apresentam resultados acima do mínimo de 1,9 t/m3 e médias acima de 2,1 t/m3. 6.3.2 Curvas Granulométricas A determinação da granulometria do enrocamento foi executada conforme norma PTCTM-ME-0207. Todo o material retirado do furo “in-situ”, durante realização do XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 17 ensaio de massa específica aparente seca, foi utilizado para realização dos ensaios de glanulometria, em média um peso de 5,5 toneladas. Os enrocamentos compactados A3 seriam constituídos de fragmentos de rocha bem graduados, com diâmetro máximo de 70% da espessura da camada e no máximo 40% em peso passando na peneira de 4,8mm [1]. Os enrocamentos finos ER e GR seriam compostos de blocos com diâmetro máximo de 0,25m [1]. Nas figuras 19 e 20, estão respectivamente, as curvas granulométricas médias do enrocamento tipo A3 e enrocamento ER/GR fino. Barragem de Terra e Enrocamento - B.T.E Curva Granulométrica - Controle de Construção - Material A3 200 100 60 50 40 30 20 16 10 8 4 3/8" 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" 8" 10"12" 16" 20"24" 30" 50" 100 Média de 29 ensaios realizados Média ± 2 Desvio Padrão 90 Porcentagem que passa (%) 80 n _ x 70 Espessura Compactada 21 0,76 m 60 50 40 30 20 Faixa de Ocorrência de A3 (1ª Etapa ) TUC-40-7520-RE Março/81 10 0 1 0,001 2 3 4 5 6 7 8 91 2 3 4 5 6 7 891 0,01 0,1 2 3 4 5 6 7 8 91 10 1 2 3 100 1000 4 5 6 7 891 2 3 4 5 6 7 8 91 2 3 4 5 6 7 891 2 Diâmetro dos grãos (mm) FIGURA 19: Curva granulométrica de enrocamento - Material A3 XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 18 Barragem de Terra e Enrocamento - B.T.E Curva Granulométrica - Controle de Construção - Material ER/GR Enrocamento Fino 200 100 60 50 40 30 20 16 10 8 4 3/8" 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" 8" 10"12" 16" 20"24" 30" 50" 100 Média referente a 11 ensaios realizados Média ± 2 Desvio Padrão 90 Porcentagem que passa (%) 80 70 _n x Espessura Compactada 9 0,42 m 60 50 40 30 20 Faixa Específicada para ER/GR PTC-BTE-CAP-0010-RO 10 0 1 0,001 2 3 4 5 6 7 8 91 0,01 2 3 4 5 6 7 891 2 0,1 3 4 5 6 7 8 91 2 3 4 5 6 7 891 1 10 Diâmetro dos grãos (mm) 2 3 4 5 6 7 8 91 2 3 4 5 6 7 891 100 2 1000 FIGURA 20: Curva granulométrica de enrocamento - material ER/GR As curvas granulométricas apresentaram média dentro das respectivas faixas especificadas [1]. O diâmetro máximo do enrocamento A3 foi de 0,51m não ultrapassando 70% da espessura média das camadas compactadas, de 0,76m, conforme especificado [1]. O diâmetro máximo do enrocamento fino ER e GR foi de 0,20m, também não ultrapassando o diâmetro máximo de 0,25m especificado [1]. 7. CONCLUSÃO A análise dos resultados de ensaios realizados permite concluir que as estruturas das obras de terra e enrocamento, notadamente a BTE - Barragem de Terra e Enrocamento, da Etapa de Expansão da UHE Tucuruí, foram executadas seguindo as diretrizes especificadas, com materiais de boa qualidade e devem apresentar um comportamento seguro, atendendo as finalidades para as quais foram concebidas, por toda vida útil do empreendimento. 8. AGRADECIMENTOS À Eletronorte - ETC - Gerência das Obras da Expansão da UHE Tucuruí, pelo incentivo e apoio dado à elaboração deste trabalho. À Equipe do Laboratório de Materiais de Construção da Eletronorte - ETCCM, pela realização dos ensaios apresentados neste trabalho e ao técnico Adelmar M. Pinto pela elaboração gráfica do mesmo. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 19 Ao Engenheiro Oscar Machado Bandeira pela versão para o inglês do resumo do trabalho 9. PALAVRAS-CHAVE Laboratório de Solos, Barragem de Terra, Enrocamento, Controle de Qualidade, Resultados de Ensaios. 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Engevix-Themag (1998) – “Especificações Técnicas - DT-TUC-015-03/98 Anexo VI - ET-06 - Barragem de Terra e Enrocamento”, UHE Tucuruí - Projeto Executivo. [2] Diretrizes para liberação das camadas de aterro e a análise dos ensaios de controle da Qualidade dos maciços compactados da Barragem de terra e enrocamento (1999 a 2000) – “BTE - Nota Técnica - PTCM-NT-001”. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 20