OUTUBRO 2007
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação de Pelotas
STICAP
33 ANOS
Filiada a CUT e CONTAC
www.sticap.org.br [email protected]
Rua Almirante Barroso, 3124 Centro – Pelotas/RS
de Luta
Frigoríficos
Condições precárias de trabalho e
ritmo acelerado de produção liquidam
com a saúde dos trabalhadores
P
rojeto Alerta,
que investi
gou a situação
dos trabalhadores dos
frigoríficos do RS, inclusive em Pelotas e
região, revelou que o
ritmo acelerado de trabalho e condições totalmente inadequadas
dentro das linhas de
produção acabam por
causar sérias doenças
nos trabalhadores,
como as Lesões por
Esforço Repetitivo
(LER), que afastam os
operários da atividade
e por vezes comprometem até em definitivo sua saúde. Resultados da pesquisa foram apresentados em
Pelotas.
Páginas Cen trais
Audiência pública na Câmara de Pelotas apresentou resultados da pesquisa
Fale com o Sindicato
Nesta Edição
Tudo sobre a posse da nova direção
Página 2
Lair de Mattos, novo presidente do
Sindicato, fala sobre a categoria
Página 7
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02
Assume nova direção do Sindicato
Perante um público que lotou o auditório do
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação de Pelotas e Região, foi empossada no dia 29 de setembro à noite a nova direção da entidade, que reúne hoje mais de 2,2 mil trabalhadores associados. O novo presidente, Lair de
Mattos, disse durante o ato que a postura do Sindicato não mudará, com a entidade mantendo-se presente e atuante na luta em defesa dos direitos dos
trabalhadores.
Em sua fala, Lair afirmou que alguns dos pontos que mais preocupam no momento são exatamente os projetos que ameaçam os direitos dos trabalhadores. "Temos de estar mais unidos e organizados do
que nunca, pois os conservadores não têm limites para
tentar frear a luta dos trabalhadores", observou. O
novo presidente reiterou que o Sindicato continuará
aberto para acolher e apoiar outras organizações sempre que for preciso. Referiu-se ainda à questão das
doenças ocupacionais que atingem os trabalhadores,
como um dos pontos principais que merecerão a atenção do Sindicato, recordando o Projeto Alerta, que
traçou as difíceis condições de trabalho e situação de
saúde dos operários dos frigoríficos do Rio Grande
do Sul.
Elton Lima, que deixou a presidência, agradeceu a todos os funcionários, assessores, profissionais
e colegas de direção pela colaboração durante sua
gestão e frisou que "politicamente respondemos a tudo,
Lair diz que postura do Sindicato não mudará
não deixamos passar nada em branco durante este
tempo". Fez menção ao Seminário Internacional sobre Neoliberalismo, evento do qual participou recentemente no Rio de Janeiro. Informou que fruto desta
reunião estará sendo criado em Pelotas um Núcleo da
Casa das Américas, que é uma instalação da Coordenação Continental Bolivariana. Falando sobre o movimento dos trabalhadores e seu futuro, disse que "a luta
é hoje, é agora, a transformação social está logo ali na
frente".
Presente na posse, o presidente da Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do
RS, Cairo Fernando Reinhardt, previu um panorama
de dificuldades pela frente para a luta dos trabalhadores. "As centrais não implementam mais as lutas do
O abono do PIS
O denominado abono salarial instituído pela Constituição Federal, corresponde ao valor do salário mínimo pago na Caixa Econômica Federal a todo o
trabalhador que atender os requisitos estabelecidos
pela Lei.
Quem tem direito?
Para que o trabalhador tenha direito a receber o
abono do PIS, no valor de um salário mínimo vigente
na data do pagamento, terá que atender as seguintes condições: Estar cadastrado no PIS/PASEP há
pelo menos 5 anos; ter trabalhado pelo período mínimo de 30 dias no ano-base; ter recebido como remuneração até dois salários mínimos, na média mensal,
no período trabalhado.
Portanto, o fato do trabalhar, num determinado
mês ter recebido remuneração superior a dois salários mínimos, não estará impedindo de receber o
abono, se em outros meses do período recebeu
valor inferior.
Para o trabalhador saber se atendeu os requisitos, solicite da empresa uma cópia da RAIS ou observe sua remuneração e faça o cálculo, somando
os valores recebidos e dividindo-se pelo número
dos meses trabalhados no ano base. O resultado
não poderá ultrapassar a dois salários mínimos.
Caso o trabalhador atenda os requisitos e não
recebeu o abono salarial deve procurar o Sindicato
para ser orientado de como proceder e, se for o
caso, receber assessoria jurídica para não ficar no
prejuízo.
passado", registrou, complementando que é preciso
encaminhar a luta de forma coletiva e "dar uma sacudida no país".
Representando a CUT Regional, Edelmar Vieira reforçou a parceria com o Sindicato e afirmou
que a sociedade não é igualitária, que os poderes têm
lado e não defendem a maioria. Estreitando mais ainda os laços com o Sindicato, a representante do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD),
Elizabete Pires, disse que "mesmo estando desempregados, fazemos parte de uma classe social e vamos lutar juntos".
Diversas representações de sindicatos, não só
da alimentação, se fizeram presentes no ato de posse
da nova diretoria.
Torneio Pré-Olímpico
O torneio pré-olímpico dos trabalhadores da categoria da alimentação, ocorrido no ginásio esportivo XV de julho, teve a participação de equipes de trabalhadores do Frigorifico Mercosul ( Gelo dia, Gelo noite, Abate) Josapar (Parborizado noite) Biscoitos Zezé, Engenho São Joaquim e Cosulati.
Classificação:
1.º lugar - Biscoitos Zezé (equipe campeã)
2.º lugar - Josapar
3.º lugar - Cosulati
4.º lugar - São Joaquim
5.º lugar - Frigorífico Mercosul A
6.º lugar - Frigorífico Mercosul B
7.º lugar - Frigorífico Mercosul C
A equipe campeã estará representando o Sindicato na Olimpíada Estadual da
Alimentação que será realizada no dia 13 de outubro, no município de Erechim.
Atenção Oderich
Processo sobre insalubridade tem audiência dia 22
Em setembro, o sindicato ingressou com mais um processo trabalhista contra
a empresa Oderich. Desta vez o objetivo da ação busca reverter a decisão equivocada
da empresa de retirar o pagamento do adicional de insalubridade dos trabalhadores.
Foi marcada a primeira audiência para o dia 22 de outubro e o sindicato relacionou
579 trabalhadores. Alertamos aos trabalhadores: entrem em contato com o sindicato
até o dia 19 de outubro (sexta-feira) para conferir se seu nome está relacionado. Após
esta data não será mais possível incluir ninguém. Neste processo será determinado a
realização de uma perícia técnica nos setores da empresa e o sindicato acompanhará
a análise destes setores.
Biscoitos Zezé foi o campeão
Os textos contidos nesta publicação são de responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação de Pelotas e
Região. Presidente: Lair de Mattos Secretário de Imprensa: Clóvis Rogério. Conselho Editorial: Clóvis Rogério, Elton Lima, Lair de Mattos. Rua Almirante
Barroso, 3124 - Fones (Fax)(053) 3225.3564 Pelotas-RS. Jornalista: Paulo Otávio Pinho,r.p. 179\92\7461. Gráfica Signus Tiragem: 3.500 exemplares
03
Maioria esmagadora quer anular
plebiscito da Vale do Rio Doce
Mais de 97% dos votantes no plebiscito sobre
a privatização da Vale do Rio Doce disseram não
ao verdadeiro crime de lesa-pátria que foi a venda desta empresa para a iniciativa privada, durante o governo de FHC. Na primeira parcial, que
incluiu resultados totais de Goiás, Tocantins, Sergipe, Mato Grosso, Espírito Santo, Pernambuco,
e parciais das Centrais Alagoas e São Paulo, foram totalizados 134.047 votos. Deste total,
129.151 registram a opção NÃO - equivalendo a
96,35% dos votos apurados. A opção SIM aparece em 3.927 votos, seguida de 768 nulos e 201
brancos. Os números apurados no plebiscito indicam que mais de 97% querem a Vale de volta e
por isso votaram NÃO - ou seja, não querem que
a CVDR continue nas mãos do capital privado.
Esta parcial nos mostra a resposta do povo brasileiro a este crime de lesa-pátria, que o Governo e
o Poder Judiciário podem reverter, anulando o leilão fraudulento que privatizou esse importante patrimônio do povo brasileiro.
Via Campesina e
MST fazem protestos
Os meses de setembro e outubro marcaram
fortemente as presenças de movimentos de trabalhadores do campo na região, em protesto contra
os projetos de monocultura de eucaliptos e pela
reforma agrária e produção de alimentos. No dia
11 de setembro, mil integrantes da Via Campesina
pela Reforma Agrária acamparam em frente ao
portão principal da Votorantim Celulose e Papel,
no Capão do Leão, numa manifestação contra o
florestamento devastador que está sendo implementado na Zona Sul. Participaram do ato também os Movimentos dos Trabalhadores Rurais
sem Terra(MST), dos Pequenos Agricultores, dos
Trabalhadores Desempregados(MTD) e das Mulheres Camponesas, além de representantes de
sindicatos de trabalhadores urbanos, como da Alimentação de Pelotas. A partir daí, a Via Campesina e o MST deram partida a marchas que cruzaram o Rio Grande do Sul em vários trajetos, como
protesto contra as grandes empresas do setor de
florestamento e pela reforma agrária.
SAIBA MAIS
Os direitos oferecidos pela CLT
Manter a categoria informada de
seus direitos é o objetivo do Jornal
Nossa Luta, bem como esclarecer dúvidas que os trabalhadores venham a
ter. Atendendo pedido de um trabalhador da categoria, estamos publicando um resumo dos artigos da CLT
(Consolidação das Leis Trabalhistas).
Lembramos que informações e sugestões podem ser enviadas para o
email [email protected]
Estabilidades provisórias
Dirigente Sindical e Membro da Cipa: desde
o registro da candidatura até um ano após o término do mandato (Art. 543 CLT).
Gestante: da confirmação da gravidez até 5
meses após o parto (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 10, inciso II, letra "b").
Acidentado do Trabalho: até 12 meses após
a cessação do auxílio-doença pela Previdência (Lei 8.213/91, art. 118).
Terras indígenas invadidas pela Aracruz
são reconhecidas pelo governo federal
O ministro da Justiça, Tarso Genro, assinou e mandou publicar dia 28 de setembro, no Diário Oficial da
União, portaria que demarca e garante a posse permanente aos indígenas das áreas Tupinikim e Guarani
de terras localizadas no município de Aracruz, no Espírito Santo. São 14.227 hectares tradicionalmente
ocupados pelos dois povos
que, no final da década de
1960, haviam sido invadidos pela transnacional Aracruz Celulose, que os utilizavam para a monocultura
de eucalipto.
O próximo passo é a
homologação do território
– identificado como indígena desde 1973 – pelo presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva. Avalia-se que, como o Ministério da Justiça já determinou a posse permanente, tal
ação deve ocorrer em breve.
Em seguida, a Fundação Nacional do Índio (Funai) mediará as conversações entre indígenas, a empresa e o governo, com vistas à celebração de um
Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deverá estabelecer como será feita a retirada dos eucaliptos da área.
“Os indígenas entendem a decisão como um novo
estágio de luta. Dá mais força porque agora é um posicionamento oficial, do governo. Esse é um momento
que reflete a firmeza que eles demonstram desde 2005.
Permaneceram firmes na convicção de que a terra seria deles e não arredaram pé de seus direitos originários, garantidos pela Constituição”, analisa Arlete Schubert, assessora indígena da Federação de Órgãos para
Assistência Social e Educacional (Fase). Para ela,
soma-se à persistência dos Tupinikim e Guarani o grande apoio de pessoas e organizações para a causa.
HISTÓRICO
Em 2005, os Tupinikim e os Guarani decidiram em
assembléia que voltariam a reivindicar o direito de posse
da terra que havia sido invadida pela Aracruz Celulose.
Na época, existiam quatro estudos da Funai que concluíam que o território era, de fato, indígena. Como o governo federal não se mostrou disposto a agir, eles realizaram a chamada auto-demarcação: entraram na área,
retiraram os eucaliptos e reconstruíram suas aldeias.
No ano seguinte, a Polícia Federal os retirou de lá,
de forma violenta, segundo
os indígenas. O então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, apesar de ter
prometido assinar as portarias, não o fez. Além disso,
requisitou mais estudos por
parte da Funai. Após a posse de Tarso Genro, a entidade afirmou que não havia
mais necessidade de novos
estudos, não restando outra
alternativa senão a decisão tomada hoje.
PRESSÃO CORPORATIVA
De acordo com Arlete, a demora para o governo
assinar a portaria se deveu ao pesado lobby exercido
pela Aracruz junto aos políticos brasileiros. Além disso, localmente, desde o início do conflito, a transnacional vinha realizando campanhas na mídia contra a reivindicação dos indígenas, chegando a contestar um
relatório da Funai que reconhecia a área como indígena, questionando inclusive a identidade étnica dos povos Tupinikim e Guarani.
Segundo a assessora da Fase, a empresa se valia
de investimentos sociais para manipular seus trabalhadores e a sociedade em geral para defendê-la. “A própria imprensa achincalhava os indígenas, chamandoos de falsos indígenas. Hoje, no mesmo dia da publicação da portaria, o jornal Gazeta chama os quilombolas de falsos quilombolas. Existe uma mobilização
para colocar a opinião pública contra as comunidades, usando o poder de influenciar e manipular a mídia. Plantando matérias, usando colunistas, fazendo
anúncios”, explica Arlete.
04
Resultados do projeto
A audiência pública sobre a saúde dos trabalhadores
dos frigoríficos no RS, realizada dia 27 de setembro na
Câmara de Vereadores de Pelotas, oportunizou a apresentação dos resultados alarmantes do projeto "Atenção às Lesões por Esforço Repetitivo dos Trabalhadores da Alimentação" (Alerta). A conclusão da pesquisa é
preocupante principalmente no que concerne às condições precárias e ao ritmo acelerado de produção. Como
conseqüência, as enfermidades em funcionários das indústrias de carne chegam em massa ao SUS e afastam o
grande contingente dos chãos de fábrica. A audiência
foi proposta pelo vereador Paulo Oppa (PT) e presidida pelo companheiro de bancada Ivan Duarte.
Discursaram, sobre o estudo, o então presidente
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Pelotas, Elton Lima; o secretário da
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do RS (FTIA-RS), Darci Pires da Rocha;
o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS), Paulo Albuquerque; e o coordena-
Alerta
dor regional/CUT Sul, Edelmar Dias Vieria.
PESQUISA
O Alerta consiste num projeto coletivo destinado à
formação de um diagnóstico que permita aos sindicatos e a FTIA-RS apropriarem-se da tecnologia de pesquisa a fim de replicar esta ação em diferentes momentos. Conforme Albuquerque, tornou-se, neste setor,
imperativa a construção de um banco de dados sobre
Legislativo pelotense debate o problema
Capitalismo selvagem
Para o vereador Ivan Duarte (PT), os dados do estudo são sintomáticos em razão de
espelharem uma fase industrial capitalista embrionária, ou seja, "selvagem": "Existem regras
e leis, mas, como não são cumpridas pelo empresariado, parece que se vive num estágio
inicial do sistema regido pelo "Capital" em que
a exploração e as condições desumanas preponderam", afirmou.
No que diz respeito à pesquisa encomendada pelas entidades, Elton Lima explica que,
apoiada pelas universidades, serve de instru-
mental para gerar políticas públicas. "Não adianta alterar jornadas se não houver mudanças
no ritmo de trabalho", alerta o presidente do
Sindicato da Alimentação. Ademais, como se
não bastasse, informa Lima, ocorre uma espécie de "maquiagem" por ocasião das visitas de
vigilantes do Ministério do Trabalho, por exemplo. Como são agendadas, a classe patronal
espera os funcionários do governo de forma
diferenciada: somente nestes dias, denuncia, fornece roupas e material de segurança conforme
exige a lei.
Sindicalistas e vereadores analisam a situação
a são apresentados em Pelotas
as condições concretas de trabalho e de vida. Entre
os profissionais na ativa e afastados - bem como aposentados - por motivos de doença, participaram da
pesquisa os funcionários da produção dos abatedouros de carne de cinco cidades do estado: Pelotas,
Bagé, Alegrete, São Gabriel e Santa Maria.
O perfil do trabalhador lesionado, de acordo com
a pesquisa, decorre de ritmos fortemente acelerados
de trabalho - confirmados por exemplos expostos,
como o abate de 10 animais por trabalhador em apenas uma hora -; da falta de equipamentos e uniformes adequados; do alto índice de insalubridade sem
remuneração extra; do manuseio de instrumentos perigosos e da demanda de um alto índice de concentração; movimentos repetitivos e contínuos durante
longos períodos; e da ausência de rodízios ou revezamentos.
Por conseguinte, destacou Darci Rocha, em menos de seis meses 80% dos funcionários passam a
utilizar sistematicamente analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos e 20% do universo total são usuários de medicamentos controlados, como antidepressivos e tranqüilizantes.
Projetando uma tabela com a relação dos percentuais dos sintomas de Lesões por Esforços Repetitivos (Ler) e Doenças Relacionadas ao Trabalho (Dort),
Albuquerque acentuou a marca dos 42% dos empregados que acusam cansaço insuportável após a jornada. Do total pesquisado, 50% sentem tremores no
corpo ao chegarem em casa e 67,1% agitam as mãos
porque estavam "adormecidas" ou "formigando". "O Alerta
não é uma pesquisa inocente ou ingênua; não se pode reduzi-lo, porém, a denúncias e há de lembrar-se sempre
Ritmo acelerado causa doenças
Sintomas que apontam a presença de LER
Dor é uma constante na vida dos trabalhadores
Relato da presença de dores
O trabalho apontou que
80% dos entrevistados queixaram-se da presença de
dores constantes e 48,6% já
sofreram acidentes de trabalho. O professor Paulo Albuquerque, especialista nas
questões do mundo do trabalho, disse que Ler/Dort não
são doenças individuais do
trabalhador, mas sociais e no
segmento dos abatedouros já
podem ser caracterizadas
como epidemia.
As lesões são resultado do
conjunto das condições de
trabalho como ambiente frio e
úmido, velocidade da linha de
produção, exigência de produtividade e também assédio
moral. Segundo ele, as áreas
de produção são planejadas
por engenheiros que não vi-
vem esse dia-a-dia.
Paulo Albuquerque afirmou
que quando os funcionários
assumem o trabalho realizam
exames que determinam ótimas
condições e em um ano têm sua
saúde prejudicada.
A rotatividade no segmento é
alta, pois 33% dos trabalhadores têm menos de um ano de
empresa e outros 33% têm de
um a dois anos. O fato de mais
da metade do quadro mudar em
menos de dois anos revela um
ambiente de trabalho predador,
afirmou o especialista. Conforme o pesquisador, as empresas
adotam apenas medidas paliativas como rodízio de função e
ginástica laboral com 15 minutos de duração, antes e depois
de uma jornada aproximada de
oito horas por dia.
05
FRENTE
COSTAS
06
PISOS SALARIAIS 2007
PARA OUTROS MUNICIPIOS EXTENÇÃO DE
BASE (MORRO REDONDO, CANGUÇU,
PIRATINI, PINHEIRO MACHADO, CERRITO,
PEDRO OSÓRIO, ARROIO GRANDE,
JAGUARÃO E ARROIO DO PADRE).
PELOTAS E CAPÃO DO LEÃO
ARROZEIRAS
LATICINIOS
Serviços Gerais R$ 450,09
Vigias R$ 466,00
Profissionais R$ 531,50
Ingresso para R$ 450,07 - até 90 dias
Efetivação R$ 480,00 - após 90 dias
AUXÍLIO-ESCOLAR - PADARIAS
CONSERVAS R$ 450,20
PADARIAS
Balconista e Serviços Gerais R$ 451,00
Quadristas e Ajudantes R$ 481,95
Padeiros, Masseiros, Forneiros e Confeiteiros
R$532,35
O valor do Auxílio-Escolar, pago para os trabalhadores da Panificação é de R$ 108,00. Pagos no
mês de novembro de 2007.
Os trabalhadores/dependentes deverão apresentar o comprovante de matricula no mês de outubro de 2007.
Telefones úteis
Caixa Econômica Federal: 2123-1660.
Ligar das 9h às 17h.
Sine: 3225-7494
Procon: 3284-4477
Conselho Tutelar:
9118-1661 (Plantão)
Delegacia Regional do Trabalho: 32222111/ 3225-4405
Conselho Municipal de Saúde: 3227-6555
CONVÊNIOS
Para ter direito é preciso ter a carteira de sócio ou dependente
Conselho Municipal de Meio
Ambiente: 3284-4445
RadioCom 104.5 FM: 3222-1571
Rádio Liderança 89.9 FM: 32755059
Vigilância Sanitária: 3284-7700
Centro de Referência em Saúde do
Trabalhador:
3225-6688
SAMU: 192
Classificados
VENDO – (motivo Mudança) Terreno com frente
para a Br 293, medindo 47,5 m² de frente por 71 m²
fundos. Valor R$ 7.000,00 + R$ 2.000,00 de documentação. Tratar fones; 32214424 ou 91366627
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ALIMENTAÇÃO GERAL
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Ingresso para R$ 450,07 - até 90 dias
Efetivação R$ 480,00 - após 90 dias
FRIGORIFICOS
Ingresso para R$ 450,70 - até 90 dias
Efetivação R$ 475,20 - após 90 dias
FUMO
R$ 450,09
Cardiologista
Michel Halal ............................................................................................ 3222.8099
Neurologista
F. F. de Freitas .......................................................................................... 3225.4930
Oftalmologista
Jose Ananias Silveira do Amaral ............................................................... 3227.1343
SALÁRIO
MÍNIMO
NACIONAL
R$ 380,00
Raio X
Instituto de Pneumologia .......................................................................... 3222.2791
Análises Clínicas
Laboratório Maurício Guimarães VIP- 20% de desconto ........................ 3222.5969
Laboratório Oswaldo Cruz - Tabela do SUS .......................................... 3222.2597
SALÁRIO FAMÍLIA
Pronto Socorro Infantil
Pronto Baby ............................................................................................ 3222.1293
Remuneração
até R$ 449,93 - R$ 23,08
de R$ 449,94
a R$ 676,27- R$ 16,26
Psicólogas
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ATENDIMENTO JURÍDICO
De terças a sextas-feiras, a
partir das 18h.
ATENDIMENTO MÉDICO
De segundas a sextas-feiras,
a partir das 18h30min.
GINÁSTICA
FEMININA
Às terças e
quintas-feiras,
das 18h45min às
19h45min, com
aulas gratuitas a
sócias e
dependentes.
ATENDIMENTO
ODONTOLÓGICO
Sócios
De segundas a sextas-feiras, a
partir das 18h, com consultas
agendadas com antecedência.
Dependentes
De segundas a quintas-feiras, das
9h às 11h, por agendamento e
pagamento de taxa de manutenção de R$ 8,00 e nas quintas-feiras também das 13h30min às
15h30min.
GRUPO
DA LER
Às quartasfeiras, às
18h30min.
Reuniões
para
assistência
e terapias
para
portadores
de LER.
07
Entrevista
"Nada virá de graça"
Nossa Luta- A questão da saúde está vinculada às
condições de trabalho. Como melhorar estas condições e quais são os principais problemas que fazem
os trabalhadores adoecer por causa do trabalho na
nossa região ?
Lair- A situação de saúde dos trabalhadores só
vai melhorar com uma atuação mais efetiva do
Estado, punindo os patrões que desrespeitam a
legislação de saúde e segurança. Para isso é preciso uma vontade política dos governantes da esfera municipal, estadual e federal, que devem estruturar devidamente os organismos de fiscalização, como as secretarias de saúde, o Ministério do
Trabalho e o Ministério Público do Trabalho. Os
poderes legislativo e judiciário também têm obrigações nesta área, pois é necessário a criação de
leis que contemplem as novas situações de agressão á saúde que as novas máquinas e processos de
trabalho apresentam.
O novo presidente do Sindicato, Lair de
Mattos, é o entrevistado desta edição de outubro do Nossa Luta. Trabalhador, sindicalista
experiente e ex-vereador, Lair fala sobre os
problemas da categoria, que não divergem
muito do todo dos trabalhadores, sobre o movimento sindical e conclama a todos a se organizarem e lutaram pelas causas da maioria, como
única forma de garantir direitos já conquistados e um futuro melhor.
Nossa Luta- Como vê a situação dos trabalhadores
nas indústrias da alimentação de Pelotas e região?
Lair- A situação dos trabalhadores da alimentação não diverge muito da dos demais. Baixos salários, alta rotatividade, muita doença do trabalho e falta de respeito à dignidade
Nossa Luta- Têm havido progressos significativos
nos últimos anos?
Lair- Não. Tivemos uma estabilização do nível de
emprego, comparando com a década de 90, quando tivemos uma grande quantidade de empresas
do ramo fechadas. Em contrapartida, devido em
grande parte à globalização, houve um aumento
da exploração, com intensificação do ritmo de trabalho, arrocho salarial produzido pela rotatividade de mão de obra.
Nossa Luta- Os trabalhadores estão suficientemente organizados para tentar uma mudança de quadro?
Lair- Não. As lutas precisam ser unificadas, pois
os interesses são basicamente os mesmos. Precisamos superar esta fragmaentação que só interessa a quem nos explora.
Lair: “Só com luta e organização garantiremos nossos direitos”
Nossa Luta- O movimento sindical tem sido um instrumento eficaz neste sentido?
Lair- A solidariedade entre os sindicatos na nossa
cidade têm se manifestado em várias ocasiões, e
quando os sindicatos se unem para um determinado objetivo, os resultados sempre têm sido positivos.
Nossa Luta- Como pretende levar a relação com os
patrões?
Lair- Nosso Sindicato tem uma postura em relação aos patrões que se mantém há várias gestões
e não irá mudar. Somos sempre abertos à negociação e ao diálogo, porém intransigentes na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Nossa Luta- As conjunturas políticas afetam diretamente a vida dos trabalhadores. O que se pode esperar dos governos(municipal, estadual e federal) contra e a favor dos trabalhadores, num futuro próximo
ou mesmo a longo prazo?
Lair- Nada vai vir de graça. Os governos estão
profundamente comprometidos com os interesses
do grande capital, que só têm um objetivo: aumentar as suas taxas de lucro, o que só pode ser
realizado com o aumento da exploração dos trabalhadores. Somente a organização e a mobilização da classe trabalhadora é capaz de impedir as
perdas que virão no caso de uma reforma trabalhista e previdenciária e do fim do piso salarial
regional, anunciado para o ano que vem pela governadora Yeda Crusius.
40 anos da morte de Che Guevara, um símbolo na luta pela libertação da América Latina
Este mês de outubro marca a passagem dos 40 anos da morte de Ernesto Che Guevara, um dos mairores líderes e símbolos da história da defesa do
povo latino-americano contra a opressão e a miséria. Ele nasceu em 14 de
junho de 1928 na cidade de Rosário,
Argentina.
Em 1947, Ernesto entrou na Faculdade de Medicina da Universidade de
Buenos Aires. Depois de se formar e
rodar toda a América Latina, trabalhando como médico e vendo a miséria do
povo, já convicto de suas idéias, ele foi
apresentado a Fidel Castro pelo irmão
mais novo do líder cubano, Raul. Tiveram a famosa conversa de uma noite
inteira onde debateram sobre política
mundial e, ao final, estava acertada a
participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em
Cuba.
A partir desse momento começaram
a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários
desembarcam em Cuba e se refugiam
na Sierra Maestra, de onde comandam
o exército rebelde na bem-sucedida
guerrilha que derrubou o governo de
Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em
1959, Che torna-se cidadão cubano e
virou o segundo homem mais podero-
so de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como
o responsável pela adesão de Fidel ao
bloco soviético e pelo confronto do
novo governo com os Estados Unidos.
Guevara queria levar o comunismo
a toda a América Latina e acreditava
apaixonadamente na necessidade do
apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África.
Sem a barba e a boina tradicionais,
disfarçado de economista uruguaio, Che
Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos
e peruanos, numa base num deserto do
Sudeste do país. Seu plano era treinar
guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.
Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa
escola de La Higuera, a 50 quilômetros
de Vallegrande, e, no dia seguinte, por
ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com
nove tiros numa escola na aldeia de La
Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia
seguinte à sua captura pelos rangers do
Exército boliviano, treinados pelos Estados Unidos.
Sua morte, no dia 9 de outubro de
1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à
América Latina, mas não impediu que
seus ideais continuassem a gozar de
popularidade entre as esquerdas. Embora seus ideais sejam românticos aos
olhos de um mundo globalizado, ele se
transformou num ícone na história das
revoluções do século 20 e num exemplo de coerência política. Sua morte
determinou o nascimento de um mito,
até hoje símbolo de resistência para os
países latino-americanos.
Denúncias
Denuncie: Ligações à cobrar: 9090 3225 35 64
Frigorífico Extremo Sul
Mais uma vez os trabalhadores do
Extremo Sul foram agredidos na sua
dignidade. Foram obrigados a trabalharem no sábado, sob ameaça e sabendo
que não vão receber por aquele dia de
trabalho. Não tem limite à falta de respeito da direção do frigorífico pelas
pessoas que, com o seu trabalho, garantem os polpudos salários dos chefões, que nada produzem, apenas sugam o resultado do esforço alheio.
Trabalho aos sábados não é obrigatório
A semana de trabalho dos funcionários do Extremo Sul é de segunda a sexta-feira, portanto, o trabalho aos sábados é jornada extraordinária.
Hora extra o trabalhador faz se quiser, portanto não podem ser punidos
aqueles que não trabalharam sábado.
É ilegal e a direção do frigorífico sabe
disso. Que moral tem a direção do frigorífico para punir os que não trabalharam no sábado, se ela não cumpre
com a sua obrigação que é pagar as
horas extras?
Feriado e domingo não podem
ser descontados
A direção do frigorífico deu gancho
para os que não trabalharam sábado e
disse que vai descontar o feriado e o
domingo. Isso é ilegal. O patrão só pode
descontar domingo e feriado em caso
de falta injustificada do trabalhador, o
que não é o caso dos funcionários que
receberam suspensão, pois a própria
suspensão é a justificativa. A empresa é
que os impediu de trabalhar.
Quem está embolsando as horas
extras?
Conservas Oderich
Os funcionários do Extremo Sul fazem horas extras e não recebem. Todo
mundo sabe que o Extremo Sul presta
serviço para o Mercosul e recebe por
isso. Se o Mercosul está pagando o serviço prestado, a parte relativa às horas
extras está ficando no bolso de quem?
Sindicato já entrou na Justiça
As horas extras não pagas pelo Frigorífico Extremo Sul já são objeto de
uma ação trabalhista do Sindicato contra a empresa. Na mesma ação, o Sindicato requer que seja pago como hora
extra o tempo despendido pelos funcionários para troca de uniforme e deslocamento na entrada e na saída do trabalho.
Abusos e ilegalidades foram denunciadas
Ministério Público do Trabalho e
Delegacia Regional do Trabalho já foram informadas das barbaridades que
acontecem no Extremo Sul. O desrespeito e a truculência das chefias, os banheiros trancados, os uniformes e calçados esfarrapados, os atrasos de salários, o não pagamento das horas extras e todos os demais abusos praticados contra os funcionários foram denunciados pelo Sindicato às autoridades.
Saúde
Funcionários da limpeza noturna estão com sérios problemas de alergia.
As luvas oferecidas pela empresa são
de baixa qualidade, não protegem contra a agressão dos produtos químicos
utilizados. Para completar, não podem
bater o cartão-ponto na saída, quando fazem horas extras, e estas não são
pagas.
Arrozeira
Pérola
Arrozeira
Pérola
Há trabalhadores que não têm a carteira de trabalho assinada. A empresa, em
caso de acidente, nega-se a fornecer a CAT.
PIS
NOVO CALENDÁRIO / ANO-BASE 2006 / EXERCÍCIO 2007/2008
Nascidos em: Recebem a partir de:
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
08/08/2007
15/08/2007
22/08/2007
12/09/2007
19/09/2007
25/09/2007
09/10/2007
17/10/2007
24/10/2007
09/11/2007
13/11/2007
21/11/2007
Até:
30/06/2008
30/06/2008
30/06/2008
30/06/2008
30/06/2008
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30/06/2008
30/06/2008
Comida ruim - a comida servida pela Oderich continua de péssima qualidade.
Apesar do esforço das cozinheiras, é impossível fazer uma refeição que preste
com os produtos que empresa oferece, dos quais boa parte deveria ter como
destino o lixo.
Democracia - funcionário foi demitido por que pediu esclarecimentos sobre os
critérios para pagamento de insalubridade. E no setor de produção, é proibido
ingressar sem cobertura na cabeça, por questões de higiene. À exceção do chefe,
que talvez se julgue com a cabeça mais limpa que os outros.
Segurança - vários funcionários já sofreram queimaduras em uma autoclave, e
nenhuma providência foi tomada
Explosão de amônia intoxica trabalhadores na Cosulati
Os funcionários da empresa Cosulati, localizada no Capão do Leão, passaram
por momentos de apreensão e pânico na tarde do dia 27 de setembro. A explosão
de um cilindro de amônia próximo ao almoxarifado mobilizou a Samu, o Corpo de
Bombeiros, a 3.ª Companhia Ambiental da Brigada Militar e a Fepam. Oito pessoas foram levadas para o Pronto-Socorro de Pelotas por causa da intoxicação provocada pelo produto. O gás amônia é altamente tóxico e em caso de acidente o
atendimento às vitimas deve ser rápido. A intoxicação por amônia leva a morte em
menos de 30 minutos.
Declaração Gratuita de isento CPF 2007
Atenção associados e dependentes. Para fazer a declaração de isento da
receita federal é preciso informar seu CPF, data de nascimento e número do
título de eleitor. A declaração é obrigatória para todas as pessoas que possuem CPF. O prazo vai até 30 de novembro 2007. Pessoas que estejam com o CPF
pendente ou suspenso podem regularizar a situação com a simples apresentação da declaração deste ano, até 30 de novembro.
PROCESSO TRABALHISTA
CONSERVAS ALMEIDA
Tania Mara da Silva Pereira
Tania Mara porto da Rosa
Tania Regina Dutra Soares
Tania Regina Farias
Tania Regina Pedra dos Santos
Tania Souza Lessa
Tereza Costa Garcia
Tereza Gonçalves de Moura
Terezinha de Fatima Teixeira
Terezinha de Jesus de A. Leal
Terezinha Duarte
Terezinha Edi Tavares
Vania de Oliveira Neves
Vania Maria G. da Silva
Vanir Aires Peres
Venaci Domingues de Domingues
Vera Candida Lages Duarte
Vera Liliana Acosta
Vera Lucia Coibra de Couto
Vera Lucia Fúculo
Vera Lucia Plamer Cavalheiro
Vera Lucia Vargas Valadão
Vera Lucia Vieira Domingues
Vera Luiza dos Santos
Vera Maria Borges Barbosa
Vera Maria de Tunes Nunes
Vera Maria Doro Ludtke
Veraci pereira Rocha
Veridiana Dias Amorim
Vilson Solemar Lopes Luche
Wilma Goularte Duarte
Zaida Bachini Morelo
Zaida Ribeiro Vargas
Zaida Tavares
Zerafina Reys Morales
Zeila Maria Soares Silva
Zelair Rosa Luz
Zeli Gularte Rosa
Zely Dias da Cruz
Zenaide Ceni Martins
Zenaide Terezinha R. de Moura
Zeneida Valadão Borges
Zeni Lopes Kern
Zenira Pires da Silva
Zila Pires da Silva
Zila Ribeiro Vasconcellos
Zila Siqueira da Silva
Zilda Oliveira
Zilda Pacheco Vargas
Zilda Silva
Zilma Correa da Rosa
Zilma Fischer do Amaral
Zilma Macedo de Oliveira
Zoica de Oliveira Nunes
Zulce Maldema F. da Silva
Zuleica Abrel Souza
Sindicato no Rádio
VOZ TRABALHADORA
Todas as sextas-feiras das 18h às 19h na Radiocom
104.5 FM - Pelotas. Ligue e participe pelo
fone - 3222.1571
TRIBUNA SINDICAL
Todos os sábados das 12h 30min às 13h na
Radio Liderança FM 89.9
Capão do Leão - fone - 32755059
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