UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UNIVALI EM SÃO JOSÉ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – HABILITAÇÃO FINANÇAS FERNANDA DE SOUSA DIAS DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO Estudo de caso: Empresa Via 7 Turismo Ltda São José 2005 FERNANDA DE SOUSA DIAS DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO Estudo de caso: Empresa Via 7 Turismo Ltda Trabalho de Conclusão de Curso – projeto de aplicação – apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração da Universidade do Vale do Itajaí. Professor Orientador: Ciro Aimbiré de Moraes Santos São José 2005 FERNANDA DE SOUSA DIAS DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO Estudo de caso: Empresa Via 7 Turismo Ltda Este Trabalho de Conclusão de Estágio foi julgado adequado e aprovado em sua forma final pela Coordenação do Curso de Administração – Habilitação Finanças da Universidade do Vale do Itajaí, em 01, julho de 2005 – constante da ata de aprovação. Prof. (a) Dra. Luciana Merlin Bervian Univali – CE São José Coordenador (a) do Curso Banca Examinadora: Prof. (o) MSc. Ciro Aimbiré de Moraes Santos Univali – CE São José Professor Orientador Prof. (a) MSc. Ana Paula da Cunda Corrêa da Silva Professora Orientadora Univali – CE São José Membro Prof. (o) MSc. Daniel Augusto de Souza Professor Orientador Univali – CE São José Membro Dedico mais esta vitória a minha mãe (In memorian), pois onde quer que ela esteja, tenho certeza que sempre esteve ao meu lado todos esses anos, e que em nenhum momento esteve ausente. Agradeço primeiramente a Deus. Não só pela conclusão deste trabalho ou do curso de graduação, mas por tudo que tenho, por tudo que sou por tudo que serei e por tudo que terei. A minha mãe Ormisinda de Sousa Dias (In memorian). Se a sua falta diz de um silêncio que cruza minha vida é porque sua existência foi essencial. Hoje, mais que nunca, sua presença se faz sentir, pois, sou a continuação de seu brilho. Mais uma vez sou grata á minha irmã, meu cunhado e meu sobrinho: Rose de Sousa Dias Schmitz, Silvio Schmitz e Eduard Schmitz por toda a paciência, pelo amor e cuidado que têm demonstrado por mim em todos os momentos e situações fáceis e difíceis. Ao meu namorado Marcos Augusto Evangelista, pelo amor, pela disposição, companheirismo, dedicação, paciência e carinho que tem por mim. Ao meu orientador Profº Ciro Aimbiré dos Santos de Moraes, que repartiu comigo os seus conhecimentos, colocando em minhas mãos as ferramentas, rumo à satisfação plena de meus ideais profissionais e humanos, pelo seu indispensável apoio e colaboração durante o desenvolvimento deste trabalho. A todos os professores do curso, que muito contribuíram não só academicamente, mas também profissionalmente e humanamente. Aos meus colegas da universidade, pela paciência, companheirismo, convivência e sinceridade. A todos meus amigos por compreenderem a minha ausência em prol do escasso tempo devido ao trabalho, empresa e universidade. Muito obrigado a todos. Somente os fracos se deixam derrotar sem luta, esperança e principalmente sem fé. Quando as sombras parecem obscurecer, os nossos horizontes vislumbramos a luz. Quando as forças parecem nos deixar, nos reerguemos na coragem. Quando as dificuldades nos apresentam, lutamos com mais garra e trabalho. Quando um sonho termina, alimentamos outro. Acreditamos no agora feito de dedicação e esforço. José Roberto Machado RESUMO Conhecer os dados de tesouraria da empresa é essencial para o setor financeiro. Sendo assim, esse trabalho apresenta um estudo de caso realizado em uma empresa do segmento de turismo, cujo objetivo foi de elaborar um modelo de Planejamento Financeiro mostrando a sua importância e a aplicação, na empresa Via 7 Turismo Ltda. O desenvolvimento do estudo realizou-se por meio de um modelo de planejamento financeiro quantificável para micro e pequenas empresas que podem atuar na área comercial, ou seja, aquelas que tem sua origem de receitas das comissões sobre os produtos que vendem. Procurou-se descrever os principais conceitos sobre planejamento, controle, orçamento, planejamento financeiro e outros conceitos básicos inerentes à área financeira. A partir daí foi desenvolvido um modelo de orçamento de caixa, onde foram classificadas as receitas e as despesas da empresa. Como resultado do estudo observou-se que a empresa apresenta problemas no seu setor financeiro, por falta de planejamento e controle, principalmente pelo fato dos sócios da empresa não conseguirem separar as suas despesas particulares das despesas da empresa, misturando seus pagamentos pessoais com os empresariais. Outro aspecto que foi considerado relevante foi à concessão quase diária e rotineira de antecipação de lucros (retiradas dos sócios), esse procedimento, se evitado, diminuiria os saldos negativos de caixa ocorridos no decorrer do ano de 2004. Enfim, dentro deste contexto foi considerando e exposto o objetivo geral desse estudo, concluiu-se que os sócios e gerentes da empresa Via 7 Turismo Ltda, tomaram conhecimento da importância dos controles e planos financeiros para reduzir as despesas e aumentar as receitas. Cabe ressaltar, que essas ferramentas são muito importantes em qualquer empresa independente de seu segmento, pois, a partir do planejamento financeiro, a empresa pode traçar suas metas de vendas e seus objetivos financeiros por meio das projeções realizadas. Assim, foi possível conhecer as causas e conseqüências da não utilização do planejamento financeiro e controle em uma empresa de turismo, pois a não existência de dados concretos para saber a situação real da empresa pode prejudicar a saúde financeira e econômica, tornando-a dependente financeiramente de capital de terceiros, pagamentos de juros e outras despesas desnecessárias. Palavras-chave: planejamento financeiro, controle e orçamento. ABSTRACT To know the financial data of the company is essential for the financial sector. Thus, this work presents a case study carried through in a company of the segment of tourism, whose objective was to elaborate a model of Financial Planning, showing its importance and the application, in the company Via 7 Turismo Ltda. The development of the study became fulfilled by means of a model of quantities financial planning for small companies who can act in the commercial area, or either, those that its prescription origin has the commissions on the products that vended. It was looked to describe the main concepts on budget, financial planning and control and other inherent basic concepts to the financial area. From a model of cash flow forecast was developed there, where the incomes and the expenditures of the company had been classified. As result of the study was observed that the company presents problems in its financial area, due to lack of planning and control, mainly for the fact of the partners of the company not to obtain to separate to its particular expenditures from the the company’s, mixing its personal payments with the enterprise ones. Another aspect that was considered excellent was to the almost daily concession and routine of anticipation of profits (removed of the partners), this prevented procedure if would diminish occurred the negative balances of cash during the year of 2004. At last, inside of this context it was considering and displayed the general objective of this study, concludes that the partners and controlling of the company Via 7 Turismo Ltda, had acquired knowledge of the importance of the controls and financial plans to reduce the expenditures and to increase incomes. It fits to stand out, that these tools are very important in any independent company of its segment, therefore from the financial planning the company can trace its financial goals of sales and its objectives by means of the carried through projections. Thus it was possible to know the causes and consequences of not the use of the financial planning and control in a tourism company, therefore the existence of concrete data not to know the real situation of the company can harm the financial and economic health, becoming it dependent financially of banks, payments of interests and other unnecessary expenditures. Key-words: financial planning, control and budget. Lista de figuras FIGURA 1 – ORGANOGRAMA DA EMPRESA............................................................... 13 FIGURA 2 – NÍVEIS DE DECISÃO E TIPOS DE PLANEJAMENTO ..........................20 FIGURA 3 – SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES ......................................... 24 FIGURA 4 – ORÇAMENTO EMPRESARIAL ..................................................................35 Lista de quadros QUADRO 1 – TIPOS DE NÍVEIS DE PLANEJAMENTO NAS EMPRESAS................23 QUADRO 2 – PERSPECTIVAS DO CONTROLE.............................................................25 QUADRO 3 – PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO.........................................................35 QUADRO 4 – MODELO DE ORÇAMENTO DE CAIXA.................................................60 QUADRO 5 – MODELO DA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO.............61 QUADRO 6 – PROJEÇÃO REAL PARA 2005 E A PROJEÇÃO IDEAL.......................76 Lista de gráficos GRÁFICO 1 – PONTO DE GRÁFICO 1 – PONTO DE EQUILÍBRIO......................................................44 GRÁFICO 2 – % DE RECEITAS A PARTIR DAS VENDAS DE PASSAGENS INT.................................62 GRÁFICO 3 – % DE RECEITAS A PARTIR DAS VENDAS DE PASSAGENS NACIONAIS..................63 GRÁFICO 4 – % DE RECEITAS A PARTIR DAS VENDAS DE HOSPEDAGENS DE HOTEL.............64 GRÁFICO 5 – % DE RECEITAS A PARTIR DAS VENDAS DE LOCAÇÕES..........................................64 GRÁFICO 6 – % DE RECEITAS A PARTIR DAS VENDAS DE PACOTES DE VIAGENS....................65 GRÁFICO 7 – % DE RECEITAS A PARTIR DAS VENDAS DE OUTROS SERVIÇOS..........................66 GRÁFICO 8 – % DE RECEITAS A PARTIR DAS VENDAS DE EVENTOS..............................................67 GRÁFICO 9 – COMP. DESPESAS COM PESSOAL EM RELAÇÃO AS RECEITAS TOTAIS...............68 GRÁFICO 10 – COMP. DESPESAS DIVERSAS EM RELAÇÃO AS RECEITAS TOTAIS.....................69 GRÁFICO 11 – COMP. RECEITAS OBTIDAS EM 2004 COM AS PROJEÇÕES PARA 2005................71 GRÁFICO 12 – COMP. DESPESAS DIVERSAS EFETUADAS COM AS PROJEÇÕES..........................72 GRÁFICO 13 – PONTO DE EQUILÍBRIO 2004.............................................................................................74 GRÁFICO 14 – SIMULAÇÃO PONTO DE EQUILÍBRIO............................................................................74 GRÁFICO 15 – PROJEÇÃO REAL PARA 2005 E A PROJEÇÃO IDEAL.................................................75 SUMÁRIO Resumo......................................................................................................................................vi Abstract....................................................................................................................................vii Lista de figuras.......................................................................................................................viii Lista de quadros.......................................................................................................................ix Lista de gráficos........................................................................................................................x 1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................14 1.1OBJETIVOS.........................................................................................................................15 1.1.1. Objetivo geral................................................................................................15 1.1.2. Objetivos específicos.................................................................................... 15 1.2 JUSTIFICATIVA................................................................................................................... 15 1.3 LIMITAÇÃO DO ESTUDO....................................................................................................... 16 1.4 APRESENTAÇÃO GERAL DO TRABALHO................................................................................... 17 2 O SEGMENTO DE TURISMO..........................................................................................19 2.1 A SITUAÇÃO ATUAL DO TURISMO.......................................................................................... 20 2.1.1. Características intrínsecas ao turismo........................................................... 22 3 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA................................................................................... 24 3.1 PRODUTOS E SERVIÇOS....................................................................................................... 24 3.2 MERCADOS DE ATUAÇÃO.................................................................................................... 25 3.2.1.Viagens de Negócios......................................................................................25 3.2.2. Viagens de Lazer........................................................................................... 25 3.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL............................................................................................. 26 3.4 O SETOR FINANCEIRO DA EMPRESA..................................................................................... 26 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................................................................... 29 4.1 PLANEJAMENTO................................................................................................................. 29 4.1.1.Conceito de planejamento.............................................................................. 29 4.1.2. Importância do planejamento........................................................................ 31 4.1.3.Objetivos do planejamento.............................................................................31 4.1.4.Princípios do planejamento ........................................................................... 32 4.1.5. Filosofia do planejamento............................................................................. 33 4.1.6. Tipos de planejamento.................................................................................. 33 4.1.6.1. Planejamento estratégico............................................................................34 4.1.6.2. Planejamento tático (administrativo ou integrativo).................................. 34 4.1.6.3. Planejamento operacional.......................................................................... 34 4.2 CONTROLE........................................................................................................................37 4.2.1. Controle orçamentário...................................................................................40 4.3 PLANEJAMENTO FINANCEIRO................................................................................................ 41 4.3.1.Conceito de planejamento financeiro.............................................................42 4.3.2.Importância do planejamento financeiro........................................................43 4.3.3. Objetivos do planejamento financeiro.......................................................... 44 4.4 ORÇAMENTO..................................................................................................................... 44 4.4.1.Características do Orçamento........................................................................ 45 4.4.2. Vantagens e limitações do orçamento...........................................................46 4.4.2.1. Vantagens do orçamento........................................................................... 46 4.4.2.2. Limitações do orçamento........................................................................... 47 4.4.3. Interligação entre planejamento e orçamento................................................47 4.4.4. Orçamento de caixa.......................................................................................51 4.4.5. Orçamento de resultados............................................................................... 53 4.5 PONTO DE EQUILÍBRIO.........................................................................................................56 4.5.1. Ponto de equilíbrio contábil.......................................................................... 58 4.5.2. Ponto de equilíbrio econômico..................................................................... 62 4.5.3. Ponto de equilíbrio financeiro.......................................................................63 4.6 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO................................................................................................ 64 4.7 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL...................................................................................... 66 4.7.1. Análise vertical (ou Análise de estrutura)..................................................... 66 4.7.2. Análise horizontal (ou Análise de evolução)................................................ 66 4.7.2.1. Interpretações da análise horizontal........................................................... 67 4.7.3. Análises horizontal e vertical em inflação.................................................... 68 5 DESCRIÇÃO DO MÉTODO............................................................................................. 70 6 RESULTADOS DA APLICAÇÃO ....................................................................................72 6.1 ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES COLETADAS................................................................................ 73 6.1.1.Receitas.......................................................................................................... 74 6.1.2. Despesas........................................................................................................79 6.1.2.1. Despesas com tributação............................................................................ 82 6.1.2.2 Despesas financeiras................................................................................... 82 6.2 SIMULAÇÕES FINANCEIRAS................................................................................................... 83 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES.................................................... 89 7.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................................89 7.2 RECOMENDAÇÕES.............................................................................................................. 91 7.2.1. Recomendações acadêmicas......................................................................... 91 REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 79 APÊNDICES............................................................................................................................83 1 INTRODUÇÃO Com a nova conjuntura econômica atual, se exige que o administrador financeiro esteja preparado para os novos desafios. É preciso gerenciar com competência todos os recursos financeiros disponíveis na empresa. Porém, isso só será possível se for realizado com a participação e integração de todos os responsáveis pela empresa. Nesse processo de administrar, precisam ser utilizadas técnicas gerenciais para planejar as despesas e projetar as vendas da empresa, de forma que não existam desperdícios para os seus caixas. As alternativas a serem executadas devem ser estabelecidas com antecedência, por meio da elaboração de planos e orçamentos, relacionados com as importantes funções da administração financeira, ou seja, análise, planejamento e controle financeiro, tomadas de decisões de investimentos e financiamentos. Um programa orçamentário apropriadamente formulado e executado possui um longo caminho a seguir até a sua realização. Deve iniciar-se pelo planejamento e, à medida que for sendo executado, precisa ser controlado para que, posteriormente obtenha-se bons resultados. Além disso, o planejamento financeiro deve refletir com precisão a situação econômica da empresa, em termos financeiros de futuro. Devem buscar indicadores para a tomada de decisões de investimentos e/ou financiamentos tanto para a cobertura de eventuais situações de déficits ou aportes adicionais finais da empresa. É na tentativa de evitar o fracasso que se faz necessário exercer com eficiência a administração financeira da empresa Via 7 Turismo Ltda. Monitorar seus dados e planejar suas ações são alternativas que podem contribuir para o sucesso da empresa. Estabelecer critérios previamente definidos, aliados as informações disponíveis na empresa, apurando os desvios (diferenças) entre o que a empresa propõe alcançar e os resultados efetivamente obtidos. Antevendo pontos críticos que podem ser antecipadamente tratados ou situações de excesso de caixa que podem levar o gerente financeiro a tomar decisões de redirecionamento de recursos. A administração da empresa Via 7 Turismo não possuía dados numéricos classificados e organizados de forma que quantificavam suas receitas e suas despesas, logo não conseguia calcular o seu ponto de equilíbrio, cuja finalidade é determinar o ponto em que as vendas cobrem exatamente os custos totais. (LEONE, 1985, p. 439). A falta dessas ferramentas vem provocando sérias imperfeições no processo de tomada de decisão da empresa, debilitando o seu setor financeiro e comprometendo sua sustentação no mercado, devido à falta de planejamento e controle de suas ações financeiras. Dentro deste contexto, busca-se desenvolver com este trabalho um modelo de planejamento financeiro para identificar e determinar as necessidades orçamentárias da empresa. O estudo compreenderá teorias e práticas da administração financeira, apontando sugestões para que, uma vez implementadas, possam vir a contribuir para a melhoria das atividades financeiras da empresa Via 7 Turismo Ltda. 1.1 Objetivos 1.1.1. Objetivo geral Desenvolver um modelo de planejamento financeiro para a empresa Via 7 Turismo Ltda. 1.1.2. Objetivos específicos · Levantar os dados numéricos das rotinas diárias de tesouraria; · Elaborar um orçamento de caixa; · Indicar a posição financeira provável em resultado das operações planejadas; · Calcular o ponto de equilíbrio financeiro da empresa. 1.2 Justificativa O planejamento financeiro é uma parte importante do trabalho do administrador. Definindo os planos financeiros e orçamentos ele estará fornecendo roteiros para atingir os objetivos da empresa. Além disso, esses instrumentos oferecem uma estrutura para coordenar as diversas atividades da empresa e atuam como mecanismos de controle, estabelecendo um padrão de desempenho contra o qual é possível avaliar os eventos reais. (GITMAN, 2002, p. 586). Com a utilização dessa ferramenta, o gerente financeiro possui um forte aliado na administração da empresa, podendo tomar decisões mais acertadas ou precaver-se de eventuais dificuldades. A proposta de implementação de um planejamento vai ao encontro das necessidades do gerente financeiro da empresa Via 7 Turismo Ltda em reconhecer quais as informações, dentre as várias que ele tem acesso, são realmente importantes para que sejam tomadas as decisões. Daí a importância dos planos e controles financeiros, cuja ações envolvem decisões sobre a estrutura e os critérios mais adequados para administrar as saídas e entradas de caixa. Por meio dos orçamentos, a administração da empresa busca obter direções e instruções para a execução dos planos, sendo que, o controle permite a comparação entre o planejado e o executado. Com a implementação da função controle a empresa poderá manter-se informada em relação ao desempenho dos planos e objetivos pré-fixados, para tornar viável a expectativa dos sócios que seria o retorno por meio da essência da atividade empresarial: o lucro. A empresa precisa vender uma quantidade de produtos ou serviços que possa gerar receita suficiente para cobrir os custos, que é o cálculo do ponto de equilíbrio. (Machado, 2002, p. 161). Desse modo, o ponto de equilíbrio determinará em termos de valores (reais), uma certa meta de lucro a ser alcançada. O plano financeiro deve permitir à empresa a quantificação dos resultados financeiros prováveis da agregação de objetivos, estratégias, planos e políticas da administração para um período específico, é, um instrumento que fornece roteiros para atingir os objetivos da empresa. Justifica-se o presente estudo sobre o desenvolvimento de um modelo de planejamento financeiro, uma vez que pode ser utilizado pelo empresário como uma ferramenta de gestão, auxiliando-o na obtenção de conclusões preliminares e na análise do processo financeiro para melhorar o desempenho de suas ações. Para a acadêmica, é visto como uma oportunidade de, mais uma vez, aprofundar-se nos estudos sobre planejamento e adquirir um maior entendimento na área financeira, além de trazer contribuição para a formação profissional. 1.3 Limitação do estudo O presente estudo limita-se ao desenvolvimento de um modelo de planejamento financeiro, para uma empresa do segmento de turismo. A pesquisa envolveu uma empresa do segmento de turismo localizada na cidade de Florianópolis, no estado de Santa Catarina, por este ser um segmento de negócio representativo para o município, devido a sua importância econômica. Em se tratando das limitações da metodologia que se propõe apresentar, uma parte considerável desta será a utilização de dados obtidos a partir de balancetes mensais e relatórios gerenciais. O método trata de um modelo quantitativo que busca diagnosticar a administração financeira, por meio da análise dos processos de rotinas de tesouraria e dos resultados numéricos em si. Deste modo, pretendeu-se com esse estudo analisar a situação econômico-financeira da empresa Via 7 Turismo Ltda, assim como outros aspectos que envolvem o gerenciamento financeiro e a tomada de decisão para projeções futuras. 1.4 Apresentação geral do trabalho Na primeira parte deste estudo, são apresentados os objetivos gerais e específicos, além da relevância do trabalho. Após a parte introdutória descreve-se sobre o segmento analisado e sua conjuntura na economia, bem como a apresentação da empresa objeto do estudo. O referencial teórico deste trabalho descreve os principais conceitos sobre planejamento, controle, orçamento, planejamento financeiro e outros conceitos básicos inerentes à área financeira. Em seguida, conceitua-se análise horizontal e vertical, discorre-se sobre a apuração do cálculo do ponto de equilíbrio e da margem de contribuição, mostrando as fórmulas matemáticas que podem apurar tais valores, apresentando a posição financeira da empresa em relação ao executado e o orçado estabelecendo um prognóstico sobre as eventuais sobras ou falta de recursos. A abordagem metodológica descreve como este estudo foi realizado, apresentando a sua caracterização, como pesquisa aplicada, e define as variáveis no qual foi desenvolvido o estudo. Os resultados da aplicação são apresentados por meio de gráficos e planilhas de excel resultantes da análise documental realizada no ano de 2004 na empresa Via 7 Turismo Ltda, no qual foram avaliados os dados numéricos para realizar as respectivas projeções. As considerações finais mostram os resultados alcançados com o estudo, apresentando algumas melhorias para no setor financeiro da empresa e recomendações a trabalhos futuros e. 2 O SEGMENTO DE TURISMO Para que se possa obter sucesso em qualquer tipo de negócio, é essencial que se detenha todo o conhecimento sobre ele. São itens que vão desde as regras essenciais para o seu bom funcionamento, as características peculiares, o mercado e suas tendências (oferta, demanda, segmentação, e o perfil do cliente), a conjuntura econômica atual e suas oscilações, até atingir a compreensão sobre a visão de futuro, ou seja, quais as perspectivas desse negócio. No segmento de turismo não é diferente, funciona observando as leis de mercado. Por ser um sistema aberto, recebe imputs (entradas), processa-os, elaborando novos produtos e adotando novas posturas, retornando ao público as mensagens recebidas em forma de outimputs, (saídas), oxigenando todas as atividades que dele desmembram. Entretanto, o sistema turístico apresenta uma característica bastante peculiar, possui atividades econômicas e sócio-ambientais que direta ou indiretamente contribuem para que o turismo alcance a finalidade a que se propõe. O turismo movimenta atividades que fazem a economia circular, ao relacionar-se com diversos setores produtivos, que compreendem o setor agrícola, o industrial, energético, florestal, financeiro, de informação, de comunicações, de transportes, entretenimento, comércio e serviços, dentre outros. Como conseqüência das despesas que o turista efetua gerando o chamado efeito multiplicador “para trás e para frente”. O efeito multiplicador na economia gerado a partir da cadeia produtiva do turismo conforme observa-se na economia é imenso, gerando benefícios diretos e indiretos por todo os setores que integram a sua cadeia produtiva.(LAGE e MILONE, 2001). Diante do exposto, observa-se que a indústria turística é bastante abrangente e complexa, envolvendo atividades que interagem e, juntas, buscam soluções para as limitações que se apresentam ao segmento. O conjunto de elos responsáveis, direta ou indiretamente pelos diversos segmentos turísticos, é formado por representantes das esferas governamentais, iniciativa privada, terceiro setor e sociedade, cabendo-lhes num mesmo grau de importância, trabalhar de forma articulada, em prol do desenvolvimento turístico sustentável. Pode-se afirmar que o conceito de turismo praticado no passado, que remete a sua prática como sendo privilégio de desocupados, amparado pelo ócio, não se aplica mais, hoje. O turismo é visto como necessidade de todos, estudantes e profissionais, que afetados pelos problemas das grandes cidades poluídas e caóticas, vêem no turismo uma perspectiva de descanso e lazer como probabilidade de revigoramento físico e mental fazendo surgir o turismo social. (BENI, 1998). Aliado a tudo isso, verifica-se que a partir da prática do turismo, grandes transformações são percebidas no homem, que passa de agente promotor de mudanças para ser a própria figura central catalisadora das mudanças realizadas a partir da interação com o meio (destino visitado). Em perspectiva similar, Trigo (1993, p.64) analisa que: [...] o turismo deixou de ser um entreposto sem grande importância de relacionamentos humanos superficiais e modas passageiras, para ser um produtor e veiculador de atitudes, estilo de vida e novos padrões comportamentais. O turismo, juntamente com o mundo dos negócios em geral, como o campo das artes e das comunicações, do lazer e da educação começou a fazer parte de uma sociedade extremamente ativa, questionada, mutável e multifacetada. O que torna evidente a percepção de que as transformações são muitas e transcendem o campo da economia, ou seja, não se limitam apenas a gerar divisas para um país, indo promover mudanças muito mais significativas no campo sócio-cultural e educacional. Sabe-se que o turismo de massa é visto como predatório, uma vez que permite a exploração de atrativos e/ou equipamentos turísticos por grandes quantidades de indivíduos que, ao mesmo tempo, adotam comportamentos inadequados, muitas vezes por falta de orientação, podendo vir a comprometer as condições desses atrativos e equipamentos. Além de delimitar a interação do turista com o cidadão residente, não permitindo o aprofundamento da convivência entre eles, gerando visitas apenas aos lugares “pasteurizados” expressão aplicada com bastante propriedade por Barreto (1997, p.94). É importante ressaltar que a prática do turismo nos dias de hoje, em todo o mundo, encontra-se basicamente alicerçada no turismo de massa, onde pessoas com poder aquisitivo limitado resolvem visitar lugares comumente tidos como turísticos, e que para lá se deslocam, sozinhas ou acompanhadas por outras pessoas com os mesmos interesses. Na maioria das vezes guiadas por agências de viagens, já estando delimitado o roteiro a ser visitado e os gastos a serem efetuados, não sendo permitido maiores extravagâncias. 2.1 A situação atual do turismo O segmento de turismo por todo o mundo, ao longo das últimas 5 décadas, tem vivenciado momentos distintos, sabe-se da existência de pelo menos 04 fases diferenciadas, que têm variado entre o reconhecimento dos fatores positivos e negativos do turismo, bem como da necessidade de adequação desses aspectos e de maior aprofundamento sobre o conhecimento acerca desse segmento relativamente novo. As fases distintas observadas, em número de 04, são entendidas a partir de diferentes linhas de pensamento, que divergem entre si e contrapõem-se, em determinado momento, e foram denominadas de “plataformas do turismo” (JAFARI, 1994). A primeira delas ficou conhecida como: · Plataforma da Defesa, afirmava ser o turismo gerador de empregos e divisas, ter grande efeito multiplicador, proporcionar a possibilidade de educação, permitir a aproximação e convivência entre as pessoas, eliminando preconceitos e valorizando a cultura. A segunda plataforma em contradição a primeira, iniciada no final dos anos 70, meados da década de 80, aponta o turismo como sendo o responsável pelas mazelas sócioambientais. · Plataforma da Advertência, diz que o turismo causa inflação, produz fuga de capitais, traz desemprego por causa da sazonalidade, causa degradação ambiental, comercializa a cultura e a religião promovendo a aculturação das comunidades litorâneas, gerando a delinqüência e a prostituição. Esta corrente de pensamento ressalta os aspectos negativos do turismo. Somente no início da década de 90, a partir de vários movimentos ocorridos em todo o mundo, vem se consolidar mais tarde, um novo entendimento que foi denominado como: · Plataforma da Adaptação, que reconhece a importância do turismo para o desenvolvimento dos lugares detentores de potencial turístico. Entretanto, não ignora os benefícios e malefícios advindos deste, volta-se para a construção de um turismo mais alicerçado, passando a buscar o equilíbrio entre os aspectos econômicos e sócio-ambientais, amparado no conceito de desenvolvimento sustentado, promovendo a interação e convivência harmônica entre as partes. Recentemente, final dos anos 90, foi dado um novo impulso ao planejamento e desenvolvimento do turismo, o que se pode denominar como: · Plataforma do Conhecimento por entender que o fenômeno turístico, é relativamente novo e, dada a sua crescente expansão, merece ser cada vez mais estudado em sua totalidade, para que se possa conhecê-lo melhor e aprimorá-lo. Assim foi que, o turismo contemporâneo atingiu o estágio atual, mais amadurecido e consciente, entretanto, em decorrência das características intrínsecas à atividade dinâmica e diversificada, ainda enfrenta diversos paradigmas que precisam ser superados. O turismo influencia o sistema econômico financeiro na medida em que cria riqueza e emprego, alcançando níveis de desenvolvimento econômico e dinamizando outras atividades econômicas que produzem bens e serviços utilizando todas as atividades desenvolvidas no turismo. Por sua vez, é o nível de desenvolvimento econômico e a situação da economia que garantem a disponibilidade de rendimentos que permite a realização das viagens ou o contrário, as condicionam em épocas de desemprego e inflação. (LAGE e MILONE, 2001). No Brasil as políticas e estratégias governamentais definidas para o desenvolvimento do seguimento turismo encontram-se voltadas principalmente para o fomento do turismo doméstico (interno) e para a ampliação da fatia do turismo mundial. A partir da expansão de mercados que não se limita somente a países fronteiriços, mas também na busca por clientes em outros continentes, a exemplo do europeu e africano. Conforme Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) há situações adversas que também determinam e limitam o crescimento do turismo. Especialmente no turismo, como o atentado de onze de setembro que repercutiu negativamente por todo o mundo, principalmente no segmento de viagens e turismo, o Brasil foi afetado com uma queda de mais de 10% no turismo internacional em 2001. Além da diminuição do número de turistas estrangeiros e especificamente, dos americanos, além de também ter sido sentido o impacto da crise economia na Argentina. Mesmo assim, o segmento turístico brasileiro vem atravessando um momento de grande desenvolvimento, em função do aumento no fluxo de turistas de lazer e de viagens a negócios, o que tem atraído a atenção de empresários investidores nacionais e estrangeiros. 2.1.1. Características intrínsecas ao turismo Conforme Jafari (1994), o segmento de turismo possui algumas características intrínsecas, como citadas a seguir. · O turismo é consumido no próprio local de produção, apesar de ser um produto de exportação, não podendo ser estocado/armazenado devendo ser consumido no prazo previsto de duração sob pena de causar prejuízos ao empresário, a exemplo de assentos de vôos, leitos de hotéis, eventos, feiras, convenções, shows e entretenimentos diversos. · Outra característica significativa e que repercute por toda a atividade do turismo, é que ele ocorre com mais intensidade no período de alta estação, estando sujeito às regras impostas pela sazonalidade. Dentro deste contexto, foi desenvolvido um estudo encima de um modelo de planejamento financeiro construído/mapeado dentro de uma empresa do segmento de turismo, visando compreender as atividades financeiras realizadas dentro de uma Agência de Viagens e Turismo. 3 Apresentação da empresa A empresa Via 7 Turismo Ltda, iniciou suas atividades em novembro de 2003 é uma agência de viagens, que possui uma equipe com 6 colaboradores. Desde a sua fundação vem dedicando-se à prestação de serviços no turismo de lazer e negócios, com o propósito de oferecer confiança, rapidez e total suporte aos seus clientes. Desde 2004, a Via 7 Turismo possui inscrição junto a Internacional Air Travel Associetion (IATA), que abriga as maiores e principais companhias de aviação comercial do mundo. Seu registro IATA a capacita a representar, praticamente todas as companhias aéreas do mundo. Está ligada à reserva das companhias aéreas que operam no Brasil por meio de sistemas informatizados, e aos principais hotéis e locadoras nacionais e internacionais de todo o mundo. Localiza-se na Avenida Osmar Cunha, 106 - loja 20, no Centro Executivo Irmãos Daux, no Centro de Florianópolis, Santa Catarina. 3.1 Produtos e Serviços O mercado turístico e a formulação do produto turístico possuem uma forte interrelação, uma vez que para que se possa elaborar o produto tem-se que levar em consideração as demandas e tendências ditadas pelo mercado. Na formatação do produto turístico, constata-se a observância das peculiaridades dos hábitos e costumes do cliente potencial, desenvolvendo o produto turístico de acordo com as necessidades dos clientes, sendo assim, a empresa oferece seguintes produtos: · Passagens Aéreas Nacionais e Internacionais; · Reservas de hotéis Nacionais e Internacionais; · Reservas em Parques Temáticos; · Locações de veículos; · Cruzeiros; · Auxilio na obtenção de vistos e passaportes; · Seguros de viagens nacionais e internacionais; · Receptivos e traslados; · Pacotes nacionais e internacionais; · Pacotes de Estudos no Exterior. 3.2 Mercados de atuação A segmentação de mercado reconhece que as pessoas são diferentes quanto aos gostos, necessidades, atitudes, estilo de vida e composição familiar. Esta divisão é o primeiro estágio necessário no processo de definição das metas e objetivos precisos é a base para o planejamento efetivo, elaboração de orçamento e controle das atividades. A empresa em estudo atua na área de prestação de serviços no segmento de turismo oferecendo a seus clientes opções de viagens de negócios e lazer como: turismo de aventura, turismo ecológico, turismo de negócios, roteiros exóticos, roteiros culturais, cruzeiros marítimos e turismo rural, organizando eventos, feiras e seminários. 3.2.1.Viagens de Negócios A Via 7 Turismo atende ás necessidades das empresas públicas e privadas, gerenciando contas de viagens corporativas, assessorando seus clientes na emissão de passagens, reservas de hotéis e demais serviços de turismo. 3.2.2. Viagens de Lazer A empresa oferece os mais variados destinos em viagens nacionais e internacionais proporcionando á seus clientes, diversão em todos os lugares do mundo. 3.3 Estrutura Organizacional A estrutura organizacional da empresa é bastante simples, devido ao seu tamanho e negócio. Na diretoria encontra-se um dos sócios que juntamente com a gerencia comercial tomam as decisões da empresa. Na mesma linha da gerencia comercial encontra-se o gerente administrativo-financeiro, que é assessorado por um assistente administrativo, abaixo da gerencia comercial está o setor comercial responsável por divulgar a empresa externamente. Na última linha do organograma está o setor de vendas, responsável por todas as entradas (vendas) que são efetuadas na empresa. Diretor Gerente Comercial Gerente Administrativo/Financeiro Comercial Assistente Administrativo Vendas Vendas Figura 1 – Organograma da empresa Fonte: Dados da empresa Na empresa Via 7 Turismo, esse organograma é usado somente como uma estrutura informal, pois todas as decisões administrativas, financeiras e comerciais estão concentradas na gerência comercial. 3.4 O Setor Financeiro da Empresa O setor financeiro da Via 7 Turismo é responsável pelas atividades básicas de finanças e controle de capital de giro, desempenhando as seguintes atividades: · Crédito e cobrança; · Contas a pagar; · Orçamento de caixa; · Levantamento de despesas; · Relacionamento com os bancos; · Atendimento a clientes e fornecedores; · Processamento de dados; · Elaboração de relatórios de acompanhamento, entre outros. A contabilidade financeira é realizada por serviço terceirizado. O profissional contratado fica responsável pela elaboração das demonstrações contábeis necessárias a empresa, como: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de lucros ou Prejuízo Acumulados. O processo produtivo de uma agência de viagens e turismo se difere em relação as empresas de prestação de serviços. O preço é formado pelas companhias aéreas e hotéis e operadoras de turismo. As agências recebem comissão sobre as vendas efetuadas. Os pagamentos das companhias aéreas são decendiais, ou seja, o que for vendido no período de 01 a 10, será pago no dia 23; o que for vendido de 11 a 20 será pago dia 03 e o que for vendido 21 a 30 será pago no dia 13. Essas datas são imutáveis, então cabe ao administrador financeiro se planejar para que haja dinheiro nesses respectivos dias, jogando todo o recebimento de clientes para estes vencimentos. O faturamento da empresa Via 7 Turismo é realizado por meio de um sistema gerencial (Saturno), que foi especialmente desenvolvido para agências de viagens. No sistema, são registradas todas as informações a partir do momento em que o setor de vendas disponibiliza os documentos para efetuar os lançamentos. Após, todos os dados da venda inseridos no sistema são geradas todas as informações numéricas (financeiras e contábeis) necessárias para serem repassadas para o contas a pagar (emissão de nota de débito aos fornecedores) e contas a receber (emissão de faturas aos clientes). As faturas são emitidas em duas vias, onde uma via é enviada ao cliente e a outra via devidamente assinadas com data e nome legível do receptor, é separada em uma pasta por data de vencimento, e assim, que for efetuado o pagamento é dada baixa no sistema e arquivada. A nota de débito é arquivada até o boleto de cobrança do fornecedor chegar, depois são conferidas as vendas para serem pagas nas datas já mencionadas nessa seção (10dias após emissão da venda). 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.1 Planejamento Planejar é pensar antecipadamente em objetivos e ações, já que os atos administrativos devem ser baseados em alguns métodos, plano ou lógica e não em palpites. São os planos que organizam e definem o melhor procedimento para alcançá-los, devendo tais planos ser as linhas mestras nas quais (OLIVEIRA, 2003): · as organizações obtêm e aplicam os recursos necessários para alcançarem seus objetivos; · os membros das organizações realizam atividades consistentes com os objetivos e procedimentos escolhidos; · progresso na direção dos objetivos é monitorado e medido, de modo que possam ser tomadas atitudes corretivas, quando não satisfatório. 4.1.1. Conceito de planejamento Segundo Silva (1981, p.77), “o planejamento é o processo administrativo que determina antecipadamente o que um grupo de pessoas deve fazer e quais as metas que devem ser atingidas.” Em outras palavras, o planejamento significa decidir adiantadamente o que deve ser feito para alcançar determinado objetivo ou meta. De forma mais abrangente Hoji (2000, p. 359) ressalta que “[...] o planejamento consiste em estabelecer com antecedência as ações a serem executadas dentro de cenários e condições preestabelecidas, estimando os recursos a serem utilizados e atribuindo as responsabilidades, para atingir os objetivos fixados.” Em perspectiva similar, Sanvicente (1997, p. 208), enfatiza que “ao planejar, uma empresa procura formular de maneira explícita as tarefas a serem cumpridas e prever a obtenção dos recursos necessários para isso, dentro de uma limitação específica de prazo.” Ou seja, estabelecer ações previamente ordenadas com o fim de alcançar os objetivos, compreendendo a alocação de recursos e procedimentos necessários, dentro de um tempo determinado. Em confronto com essa afirmação Oliveira (2003, p. 36), afirma que: O planejamento pode ser definido como o desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes administrativas, as quais proporcionam uma situação viável de avaliar as implicações futuras de decisões presentes em função dos objetivos empresariais que facilitarão a tomada de decisão no futuro, de modo mais rápido, coerente eficiente e eficaz. Dentro desse contexto, o planejamento tende a reduzir a incerteza envolvida no processo decisório e, conseqüentemente, provocar o aumento da probabilidade de alcance dos objetivos, desafios e metas estabelecidas para a empresa. Já Steiner (1969 apud OLIVEIRA, 2003, p.34) estabelece “cinco dimensões do planejamento,” cujos aspectos básicos fornecidos, darão como conseqüência o conceito de planejamento. · A primeira dimensão do planejamento corresponde a diversos assuntos, que pode ser finanças, produção, novos produtos, marketing, recursos humanos, etc; · A segunda dimensão corresponde aos elementos do planejamento, entre os quais podem ser citados orçamentos, propósitos, objetivos, estratégias, políticas, programas, normas e procedimentos, dentre outros; · Uma terceira dimensão corresponde ao tempo do planejamento, que pode ser de longo, médio ou curto prazo; · Outra dimensão corresponde às unidades organizacionais onde o julgamento é elaborado, podendo nesse caso, ser planejamento corporativo, de subsidiárias, de grupos funcionais, de divisões, de departamentos, produtos, etc; · E, finalmente, a quinta dimensão corresponde às características desse planejamento, que podem ser representadas por complexidade ou simplicidade, qualidade ou quantidade, estratégico ou tático, confidencial ou público, formal ou informal, econômico ou caro. Após análise destas cinco dimensões, o autor conceitua planejamento como um processo desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de modo mais eficiente e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos pela empresa, pressupondo a necessidade de um processo decisório que ocorrerá antes, durante e depois de sua elaboração e implementação na empresa. Este processo de planejar envolve, portanto, um “modo de pensar”, que envolve indagações, e indagações envolvem questionamentos sobre o que será feito: como, quando, quanto, para quem, porque, por quem e onde será feito. 4.1.2. Importância do planejamento Para Oliveira (2003, p. 327), a importância do planejamento é, “alcançar os objetivos de modo mais eficiente, eficaz e efetivo, com máximo de desenvolvimento com a melhor concentração de esforços e recursos pela empresa.” Esse contexto serve para avaliar o futuro, os recursos de que dispõe, e decidir sobre as melhores alternativas de como mobilizar e direcionar estes recursos. Isso significa uma considerável ampliação da capacidade das organizações em alcançar os seus objetivos, de forma consistente e sustentável. Na concepção de Kwasnicka (1988, p.163), o planejamento é importante por duas razões básicas: “porque ele tem a primazia em termos de posição dentre todas as funções do processo administrativo, e a segunda razão é o efeito que o planejamento tem sobre as demais funções do processo.” Nesse sentido, a razão de colocar o planejamento em primeiro lugar, passar a existir em determinada fase, surgindo à necessidade de uma tomada de ação posterior, com isso surge à necessidade subseqüente de organizar, dirigir e controlar a ação. O planejamento faz-se necessário para definir a estrutura e as relações de autoridade de cada uma das unidades da empresa. 4.1.3. Objetivos do planejamento Para Jucius e Schlender (1988, p.142), “os objetivos são valores visados pela organização, os quais ela espera que resultem através de sua operação eficiente ou através de quaisquer de suas unidades”. Conforme os autores, as organizações devem ser orientadas em torno da realização de objetivos por meio de valores definidos, pois eles são ingredientes que darão significados a suas operações ou unidades pela qual elas se formam. Os objetivos constituem enunciados das posições em que a empresa deseja estar futuramente, em termos de alguns aspectos ou em vários aspectos essenciais, “[...] a maximização do valor do investimento dos seus proprietários.”(SANVICENTE, 1997, p.209). De acordo com o autor, o planejamento tem como objetivo traçar planos, para que suas metas sejam alcançadas, visando o objetivo principal que é a maximização do capital investido. Segundo Koontz e O’Donnell (1988, p. 76), “[...] os objetivos do planejamento podem ser englobados em dois: determinar objetivos adequados e preparar para mudanças adaptativas e inovativas.” Ou seja, o planejamento deve envolver forças internas e externas, auxiliando a organização a evitar ficar em situação crítica quando surge uma mudança em um desses dois ambientes. Quando os autores mencionam que o planejamento tem como finalidade determinar os objetivos adequados, refere-se ao planejamento como a atividade pela qual os administradores analisam condições presentes para determinar formas de atingir um futuro desejado. 4.1.4. Princípios do planejamento Os princípios do planejamento podem ser classificados em gerais e específicos. Os princípios gerais segundo Oliveira (2003, p. 37-40) são: · Princípio da contribuição aos objetivos: deve-se viabilizar a realização dos objetivos máximos da empresa pela hierarquização dos objetivos estabelecidos, considerando-se a interligação entre eles; · Princípio da precedência: corresponde a uma função administrativa que vem antes das outras (organização, direção e controle); · Princípio da maior penetração e abrangência: o planejamento pode provocar uma série de modificações nas características e atividades da empresa; · Princípio de maior eficiência, eficácia e efetividade: o planejamento deve maximizar os resultados e minimizar as deficiências. Os princípios específicos são descritos a seguir conforme classificados pelo autor: · Planejamento participativo: o papel do responsável pelo planejamento é o de facilitar o processo de sua elaboração pelas próprias áreas envolvidas nesse processo; · Planejamento coordenado: deve ser levado em consideração que a maioria dos aspectos envolvidos no planejamento é interdependente; · Planejamento integrado: geralmente, os objetivos são escolhidos pelos escalões superiores e os meios pra atingi-los são fornecidos pelos escalões médios e inferiores da organização; · Planejamento permanente: os planos devem ser revisados permanentemente. 4.1.5. Filosofia do planejamento De acordo com Ackoff (1974 apud OLIVEIRA, 2003, p. 40-42),existem três tipos de filosofias de planejamento dominante. · Filosofia da satisfação: os objetivos devem ser atingíveis, para proporcionar um nível mínimo de satisfação aos responsáveis pela execução do planejamento; · Filosofia da otimização: com a utilização de técnicas matemáticas e estatísticas e de modelos de simulação, o planejamento deve ser feito para atingir o melhor resultado possível; · Filosofia da adaptação: conhecida também como planejamento inovativo, consiste em responder adequadamente às mudanças externas, pois o planejamento trabalha com diferentes níveis de incertezas. 4.1.6.Tipos de planejamento Na consideração dos grandes níveis hierárquicos, o planejamento pode ser classificado em três tipos: estratégico, tático e operacional. De forma genérica, podem-se relacionar os tipos de planejamento aos níveis de decisão numa “pirâmide organizacional”, conforme mostrado na Figura 2: - Decisões Estratégicas - Planejamento Estratégico NÍVEL ESTRATÉGICO NÍVEL TÁTICO - Decisões Táticas - Planejamento Tático - Decisões Operacionais - Planejamento Operacional NÍVEL OPERACIONAL Figura 2 – Níveis de decisão e tipos de planejamento Fonte: Adaptado pelo autor a partir de Oliveira (2003, p. 45) Na Figura 2, observa-se que o planejamento estratégico consiste no processo de decidir sobre os objetivos e os recursos a serem utilizados para que os mesmo sejam alcançados, o nível tático consiste na consecução dos estágios estratégicos, que utiliza determinados procedimentos para otimizar determinada área de resultado da empresa. No nível operacional acontece a formalização desses procedimentos para desenvolver e implantar técnicas, objetivando os resultados específicos a serem alcançados pelas aéreas funcionais da empresa. 4.1.6.1. Planejamento estratégico Segundo Tavares (1991, p. 68), “planejamento estratégico é o processo de formulação de estratégias para aproveitar as oportunidades e neutralizar as ameaças ambientais utilizando os pontos fortes e eliminando os pontos fracos para a consecução de sua missão.” É o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida, visando e otimizado o grau de interação com o ambiente e atuando de forma inovadora e diferenciada. 4.1.6.2. Planejamento tático (administrativo ou integrativo) O planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacional intermediários, tendo como principal finalidade à utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução dos objetivos previamente fixados. Conforme Hoji (2000, p.361), “o planejamento tático tem um alcance temporal mais curto em relação ao planejamento estratégico, voltando-se para a melhor estruturação possível dos recursos, humanos, físicos e financeiros, otimizando o que foi planejado.” De acordo com o autor, o planejamento tático otimizará somente determinada área de resultados e não a empresa como um todo, trabalhará com decomposições dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidas pelo planejamento estratégico. Para Ackoff (1975 apud OLIVEIRA, 2003, p.51), “estratégia e tática são dois aspectos de comportamento.” A estratégia relaciona-se com os objetivos de longo prazo e com os modos de persegui-lo que afeta, a empresa como um todo. A tática relaciona-se com as metas de curto prazo e com os meios de atingi-las que, geralmente, afetam somente uma parte da empresa. 4.1.6.3.Planejamento operacional No Quadro 1 são apresentados, por Oliveira (2003, p. 46) alguns exemplos dos tipos e níveis de planejamento nas empresas: Tipo Nível Planejamento Estratégico Estratégico Planejamento Planejament Planejamento Planejamento o Financeiro Mercadológico da Produção Plano de Plano de Plano de preços e capacidade de recrutamento produtos produção e seleção Planos de empresa Plano de Plano de Plano de investimento promoção Plano de Plano de Plano de compras vendas estoques Plano de Fluxo de caixa Plano orçamentário Plano de distribuição controle de qualidade Plano de utilização de mão-de-obra de Recursos Humanos Plano de treinamento Planejamento Organizacional Plano diretor de sistemas Plano de estrutura organizacional Plano de Plano de cargos e rotinas salários administrativas Plano de promoções Plano de Plano de Plano de pesquisa de expedição capacitação mercado dos produtos interna Tático Operacional Plano de informações gerenciais Plano de comunicações Quadro 1 – Tipos de níveis de planejamento nas empresas Fonte: Adaptado de Vasconcellos e Machado (1979, p. 5) a partir de Oliveira (2003, p. 46). Oliveira (2003, p. 49) afirma que “os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento tático, e cada um dos planejamentos operacionais deve conter com detalhes:" · os recursos necessários para o seu desenvolvimento e implantação; · os procedimentos básicos a serem adotados; · os produtos ou resultados finais esperados; · os prazos estabelecidos; · os responsáveis por sua execução e implantação. Desse modo, o planejamento operacional tem como finalidade detalhar os recursos e procedimentos, com o objetivo de maximizar os resultados da empresa e aplicá-los nos prazos pré-determinados. Oliveira (2003, p. 52) menciona que, “não existe uma linha divisória perfeitamente definida a partir do qual o executivo possa efetuar uma distinção nítida entre as três modalidades de planejamento, os três tipos coexistem e devem ser operados continuamente.” Cabe ressaltar que as empresas terão acesso a todas as modalidades de planejamento, podendo a qualquer momento os executivos desempenhar consecutivamente todas as modalidades, de acordo com as suas necessidades. Para o autor as únicas variáveis que atuarão sobre essas modalidades serão os efeitos favoráveis ou desfavoráveis das forças ambientais, que poderão ter caráter temporal, isto é, as decisões tomadas, por conseqüência desses estímulos, operando no sentido de reagir a essas situações tomando decisão de curto ou de longo alcance. O planejamento operacional é a execução e implantação previamente estabelecida nos níveis tático e estratégico. No nível tático existe o planejamento financeiro que serve como ferramenta para que a empresa ao planejar procure formular de maneira explícita as tarefas a serem cumpridas e prever a obtenção dos recursos necessários para isso. 4.2 Controle O controle assemelha-se ao planejamento quanto à necessidade de prestar serviços de maneira econômica e eficaz. Conforme Oliveira (apud CATELLI, 1999, p. 162), ”controle liga-se diretamente à função de planejamento, já que seu propósito é assegurar que as atividades da organização sejam desempenhadas de acordo com o plano.” Na mesma linha, Silva (1981, p. 80) apresenta um conceito de controle afirmando que, “controle é o processo administrativo que consiste em verificar se tudo está sendo feito de acordo com o que foi planejado e as ordens dadas, bem como assimilar as faltas e erros, a fim de repará-los e evitar sua repetição”. Verifica-se nesse conceito que o controle permite averiguar se o planejamento e as ordens estão sendo obedecidos, assimilando as faltas e os erros cometidos, reparando suas faltas e erros não permitindo sua repetição. Em outra perspectiva Figueiredo e Caggiano (1993, p.26), ressaltam que o controle é como um sistema de feedback que possibilita desempenhos comparados com os objetivos planejados, controle é essencial para realização do planejamento de longo e curto prazo.” O sistema de feedback é um controle retroativo, ou seja, fornece e possibilita averiguar os resultados de decisões passadas, podendo servir de apoio às necessidades de ajustes ao longo das atividades a serem executadas. No Quadro 2, Gomes e Salas (1997, p. 25) resumem as duas perspectivas do controle: Aspectos Perspectiva limitada Perspectiva ampla Controle de cima para baixo. Controle realizado por todos Controle como sistema Controle como atitude Cumprimento Motivação, autocontrole Medição de resultado baseado na Desenvolvimento de uma consciência análise de desvios e geração de estratégica orientada para o relatórios. Desenho, técnicas de aperfeiçoamento contínuo gestão. Melhora da posição competitiva. Filosofia Ênfase Conceito de controle Consideração do Limitado. Ênfase no desenho de contexto social, aspectos técnicos. Amplo. Contexto social, sociedade, organizacional e Normas rígidas, padrões valores cultura, emoções, valores. humano. monetários. Fundamento teórico Economia, Engenharia. Mecanismos de Controle baseado no resultado da Formal e informal. Outras variáveis, controle contabilidade de Gestão. aprendizado. Antropologia, Sociologia e Psicologia. Quadro 2 – Perspectivas do controle Fonte: A partir de Gomes e Salas (1997, p. 25) O Quadro 2 destaca, em perspectiva limitada, um controle no qual a flexibilidade é descartada, baseando-se apenas em cumprir metas financeiras dentro de um controle hierárquico rígido. Já dentro de uma perspectiva ampla, o controle envolve todos os membros da organização, utilizando-se tanto dos mecanismos formais que seguem regulamentos e normas quanto dos informais, que envolvem os valores humanos. Com controle nas organizações esperam-se atingir resultados favoráveis juntamente com auxílio de todas as pessoas que fazem parte do processo de desenvolvimento e continuidade das empresas, capacitando colaboradores e gerentes de unidades. Gomes e Salas (1997, p. 22) afirmam ainda que: [...] o controle seja muito ou pouco formalizado é fundamental para assegurar que as atividades de uma empresa se realizem de forma desejada pelos membros da organização e contribuam para a manutenção e melhoria da posição competitiva e a consecução das estratégias, planos, programas e operações, consentâneos com as necessidades identificadas pelos clientes. A satisfação da necessidade do cliente é uma das principais preocupações da empresa. Conquistar a credibilidade e a fidelidade do cliente é um grande desafio para as organizações e, assim, a melhoria do relacionamento externo dependerá do empenho e comprometimento dos colaboradores e dirigentes. Nakagawa demonstra um Sistema Integrado de Informações que inclui o processo de tomada de decisões “planejamento – execução – controle”, exibido na Figura 3: Planejamento Processo de Tomada de Decisão Execução Controle Sistema de custo Padrão Sistema Fichas Padrão Contábil (Real) Sistemas de Informações Sistema de Orçamento Orçamento Aprovado Relatório de desempenho Figura 3 – Sistema Integrado de Informações Fonte: A partir de Nakagawa (1995, p.14) O processo de tomada de decisões interage com o planejamento, execução e controle. Portanto, o plano passa por um sistema de informações que, por meio de um orçamento, busca otimizar o resultado econômico das atividades de cada área de funcionamento da empresa. Alguns autores direcionaram o controle para áreas específicas, tais como: Glover e Maze (apud GOMES e SALAS, 1997, p.30) “procuraram explicar os instrumentos e métodos de controle como formas de avaliação de performance, através da utilização de padrões, relacionando controle de gestão à análise de custos”. Dent, no entanto (apud GOMES e SALAS, 1997, p. 31) “abordou controle de gestão do ponto de vista de um analista de orçamento, ou seja, sob o ângulo de controle orçamentário.” Nessa abordagem, controle de gestão é baseado em princípios de planejamento das atividades, delegação de autoridade acoplada à responsabilidade, definição de autoridade e coordenação. Mosimann e Fisch (1999, p.72-73), definem o controle “como uma fase do processo decisório em que, com base no sistema de informações, é avaliada a eficácia empresarial e de cada área (não apenas em termos econômicos) resultando daí ações que se destinam a corrigir eventuais distorções.” O controle auxilia a empresa a interagir com problemas e fatos externos à entidade, oferecendo segurança aos gestores, verificando ineficiências, assim como retificando desvios anteriormente planejados. 4.2.1. Controle orçamentário O controle orçamentário procura acompanhar, avaliar e analisar o planejamento financeiro em suas várias etapas, verificando as defasagens entre os valores orçados e realizados, para sugerir as medidas saneadoras que deverão ser implementadas na próxima proposta orçamentária da empresa. A idéia central de um processo de controle orçamentário é de que não há sentido em fazer planejamento sem um esquema de controle ou vice-versa. Na medida do possível, no entendimento de Sanvicente e Santos (1995, p. 207), “o controle deverá apoiar-se num sistema de informações, cujos produtos serão os relatórios, que forneçam indicações oportunas e rápidas para a tomada de decisões quanto a medidas corretivas ou não, apontando os setores e os responsáveis pelos bons ou maus desempenhos.” Cada unidade deve ser responsável pelo controle das suas receitas e de suas despesas, os relatórios de acompanhamento devem conter os itens que o administrador desse centro possa decidir. Sanvicente (1997, p. 212) corrobora com está posição quando afirma: Incluir no orçamento do seu segmento itens que ele não pode controlar é assoberbar o seu pensamento com coisas sobre as quais ele não exerce influência alguma. Excluir do orçamento do seu segmento itens que ele pode controlar é permitir que escapem ao controle do nível em que medidas apropriadas podem ser tomadas. O autor conclui, a partir daí, pode-se atribuir os seguintes objetivos ao controle orçamentário: · Confrontar os valores realizados com os orçados; · Analisar as defasagens positivas e negativas entre os valores realizados e projetados; · Auxiliar a empresa em sua contínua conquista de retorno sobre o capital investido; · Sugerir medidas preventivas, corretivas e saneadoras, em tempo hábil, para que a empresa possa alcançar seus objetivos e metas. Um sistema de controle orçamentário deve fornecer informações regulares que consistam em uma comparação entre os valores e níveis planejados e os executados, apontando as diferenças entre os dois valores, ou seja, explicitando as variações. Ao avaliar as variações ocorridas ou levantadas à empresa deve considerar, se ela é importante, em caso afirmativo deve identificar as causas. Caso as causas sejam controláveis a empresa deve tomar as providências cabíveis. 4.3 Planejamento financeiro O plano financeiro consiste em uma tentativa de quantificar os resultados financeiros prováveis da agregação de objetivos, estratégias, planos e políticas da administração para um período específico, partindo, portanto, de um planejamento orçamentário. Quando as previsões de estimativas indicarem que os níveis de desempenhos considerados desejáveis não poderão ser alcançados devido a limitações de recursos, será então preciso examinar a possibilidade de apelar para outras fontes de recursos ou rever os planos e orçamentos de desempenho para refletir o que poderá ser conseguido com os meios disponíveis (MEYER, 1972). Assim, o planejamento financeiro garante que se houver necessidades financeiras, estará com fundos disponíveis para que as negociações realizadas aumentem sua rentabilidade. 4.3.1. Conceito de planejamento financeiro Um plano financeiro, portanto, será uma declaração do que deve ser feito no futuro. E a longo prazo é uma forma de reflexão sistemática sobre o futuro da empresa, podendo antecipar os possíveis problemas antes que eles possam acontecer, bem como ser um procedimento lógico e organizado de investigação do desconhecido. Conforme Ross, Westerfield e Jaffe (1995, p. 523): O planejamento financeiro determina as diretrizes de mudanças numa empresa. É necessário porque faz com que sejam estabelecidas as metas da empresa para motivar a organização e gerar marcos de referencias para a avaliação de desempenho, as decisões de investimento e financiamento da empresa não são independentes, sendo necessário identificar sua interação, e num mundo incerto à empresa deve esperar mudanças de condições, bem como surpresas. Verifica-se nessa perspectiva, que o planejamento financeiro estabelece o modo pelos quais os objetivos financeiros podem ser alcançados. Em uma situação de incerteza, devem ser analisadas com grande antecedência é, portanto, uma ferramenta a ser utilizada como base para decisões financeiras futuras. Além disso, o planejamento obriga a administração a refletir sobre os objetivos e fixar prioridades talvez seja o mais importante resultado do processo, conforme propõem. (GITMAN 2002, p.588). Desse modo, os objetivos e planos podem ser elaborados em relação a áreas específicas de operação da empresa, para que sejam viáveis e internamente coerentes, uma vez que a administração deve refletir e priorizar as ações a serem implantadas. Uma visão oposta é apresentada por Groppelli e Nikbakht (1999, p. 364), quando afirmam que “o planejamento financeiro refere-se ao processo de estimar as necessidades futuras de financiamento e identificar como os fundos anteriores foram financiados e por quais propósitos eles foram gastos.” O planejamento financeiro, deste modo, é desenvolvido fundamentalmente por meio de informações de fundos financiados e gastos passados, como estimativa mais aproximada possível da posição econômico-financeira esperada, para estimar as necessidades futuras. No desenvolvimento de um plano, dever-se enunciar explicitamente o ambiente econômico em que a empresa espera viver durante o período por ele coberto. A curto prazo o plano financeiro preocupa-se principalmente com a análise de decisões que afetam os ativos e passivos circulantes. A ausência de planejamento financeiro eficaz a longo prazo é uma razão freqüentemente citada para a ocorrência de dificuldades financeiras e a falência de empresas. O uso eficiente de um plano financeiro é resumido por Cherry (1977, p.35) como: [...] estreitamente associado com a aquisição eficiente de fundos e seu uso adequado está o planejamento da função financeira. O planejamento financeiro ajuda a garantir a disponibilidade de fundos suficientes quando necessários, informa com antecedência as necessidades de fundos de maneira que as negociações sejam eficientes e aumentem as possibilidades de rendimento. Em sua maioria, os modelos de planejamento financeiro exigem que seu usuário especifique algumas hipóteses a respeito do futuro. Os modelos podem ser muito diferentes em termos de complexidade, mas quase todos possuem previsão de vendas também conhecidas como elemento gerador, projeções de balanço, demonstração de resultado e fluxo de caixa, necessidades de ativos, necessidades de financiamentos e premissas econômicas. O futuro é, por definição, desconhecido. Com relação ao crescimento da empresa, ele está diretamente ligado à política financeira adotada pela empresa. O planejamento auxilia ainda na implantação de projetos que exijam análises com antecedência de todas as variáveis a serem analisadas e a situação de incerteza. (ROSS et al., 1995). O planejamento financeiro estabelecerá diretrizes de mudança e crescimento numa empresa, preocupando-se com uma visão global, com os principais elementos de políticas de investimento e financiamento da empresa. 4.3.2. Importância do planejamento financeiro Para Gitman (2002, p. 588), “o planejamento financeiro é um aspecto importante para o funcionamento e sustentação da empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas ações na consecução de seus objetivos.” Em confronto com essa afirmação Gropelli e Nikbakht (1999, p.5) consideram, “o planejamento financeiro como uma parte crucial da administração financeira, inclui a tomada diária de decisões para auxiliar a empresa na suas necessidades de caixa.” Além disso, o planejamento financeiro poderá estimar as quantias necessárias e continuar as operações de uma empresa, auxiliando a decidir quando e como essas necessidades serão supridas. De tal modo, que o planejamento seja importante em qualquer atividade e serve de base para orientar e criar possibilidades para os gestores tomarem decisões, além disso, está sempre em busca de se adequar às novas formas de gerenciar as empresas. 4.3.3. Objetivos do planejamento financeiro Ross, Westeifield e Jaffe (1995, p.36) afirmam que, “o objetivo do planejamento financeiro é a maximização da riqueza da empresa, a riqueza da empresa por sua vez, e aquela riqueza sobre o qual a administração possui controles efetivos”. Em perspectiva similar Sanvicente (1983, p.17) menciona que, “o objetivo básico implícito nas decisões da administração financeira é a maior rentabilidade possível sobre o investimento efetuado por indivíduos ou instituições caracterizados como proprietários ou acionistas ordinários, no caso de uma sociedade anônima”. Entretanto, o autor faz uma ressalva, a rentabilidade máxima, desde que não comprometida à liquidez da empresa. Observa-se teoricamente que o objetivo do planejamento financeiro refere-se ao fato de que os proprietários esperam retorno, que seria uma margem de rentabilidade em relação ao negócio. 4.4 Orçamento Segundo os autores Oliveira, Perez Jr. e Silva (2002 p.117), “orçamento é o instrumento que traz a definição quantitativa dos objetivos e o detalhamento dos fatores necessários para atingi-los, assim como o controle do desempenho”. A partir desse conceito, pode-se afirmar que o orçamento é o método de planejamento e controle financeiro, vinculado aos planos operacionais e ou de investimentos, que visa otimizar o rendimento de recursos físicos e monetários da empresa. A elaboração do orçamento é tarefa de toda a organização. Cada área será responsável por alcançar determinadas metas, as quais deverão estar harmonizadas com as metas de toda a empresa. O processo orçamentário será um dos instrumentos que permitirá acompanhar o desempenho da empresa e assegurar que os desvios do plano sejam analisados e adequadamente controlados. Zdanowicz (1998, p. 21), define orçamento como “[...] um instrumento que descreve um plano geral de operações e/ou de capital, orientada pelos objetivos e pelas metas traçadas pela cúpula diretiva para um dado período de tempo.” Ou seja, o orçamento projeta-se como uma expressão quantitativa de um plano de ação e um apoio à coordenação e controle. Corroborando com essa afirmação o orçamento nada mais é do que um plano escrito, expresso em termos de unidades físicas e/ou monetárias. Sua elaboração implica em planejamento global e seu acompanhamento resulta em controle. Para Leone (1985, p.320), o orçamento é como “um meio de coordenar os esforços individuais num plano de ação que se baseia em dados de desempenho anteriores e guiados por julgamentos racionais dos fatores que influenciarão o rumo dos negócios no futuro”. Conforme o autor o orçamento é desenvolvido por ações individuais por meio de informações passadas, que serão utilizadas para as projeções futuras. Orçamento segundo Moreira (1989, p.15) é: Um conjunto de planos e políticas que, formalmente estabelecidos e expressos em resultados financeiros, permite à administração conhecer, a priori, os resultados operacionais da empresa e, em seguida, executar os acompanhamentos necessários para que esses resultados sejam alcançados e os possíveis sejam analisados, avaliados e corrigidos. Nessa concepção, o processo orçamentário obriga a administração a pensar nos resultados, antes de tomar uma decisão. Considerando todos os aspectos operacionais da empresa e os resultados que se espera alcançar, fazendo as projeções do que vai ocorrer corrigindo-as se houver necessidade. 4.4.1. Características do Orçamento O orçamento pode ser caracterizado pelas seguintes premissas básicas segundo Zdanowicz (2000, p. 24-25): · Projeção para o futuro: deverá especificar o quanto e quando as atividades deverão concretizar-se, considerando, em parte, o presente para projetar o futuro; · Flexibilidade na aplicação: deverão ter mecanismos que permitam a rápida adaptação às mudanças que ocorram no mercado; · Participação direta dos responsáveis: todos os níveis da empresa deverão participar do processo e comprometer-se com a execução; · Global: todas as unidades e atividades da empresa deverão participar; · Prático: a elaboração do orçamento deverá ser em tempo hábil, para que a sua execução possa ocorrer no momento certo; · Critérios uniformes: é necessária a definição de princípios e padrões para ser possível a avaliação do orçamento; · Quantificação: expressa em valores físicos e monetários; · Economicidade: deverá revelar, em termos econômicos, o que se terá de fazer e o que ser pretende fazer na empresa no período orçamentário. 4.4.2. Vantagens e limitações do orçamento Para Welsch, Sanvicente e Santos (apud Hoji, 2000, p. 366), “em qualquer tipo de planejamento existem vantagens e limitações em um sistema orçamentário.” Ou seja, haverá benefícios e barreiras para implementá-lo. 4.4.2.1. Vantagens do orçamento · Com a fixação de objetivos e políticas para a empresa e suas unidades, e por meio da sistematização do processo de planejamento e controle, introduz-se o hábito do exame prévio e minucioso de principais fatores antes da tomada de decisões importantes; · Com base em resultados econômicos e financeiros projetados, importantes decisões financeiras podem ser tomadas com maior grau de acerto; · Aumenta o grau de participação de todos os membros da administração na fixação de objetivos; · Os administradores quantificam e datam as atividades pelas quais são responsáveis os que obrigam a tomar decisões mais consistentes; · Facilita a delegação de poderes; · Identificam os pontos de eficiência ou ineficiência do desempenho das unidades; · Tende a melhorar a utilização dos recursos, bem como ajudá-los às atividades prioritárias. 4.4.2.2. Limitações do orçamento · Os orçamentos baseiam-se em estimativas, estando sujeitos a erros maiores ou menores, segundo a sofisticação do processo de estimação; · O plano de resultados, por si só, não garante os resultados projetados, deve ser continuamente monitorado e adaptado às circunstâncias; · O custo de implantação e manutenção do sistema não permite sua utilização plena por todas as empresas; · Os atrasos na emissão de dados realizados prejudicam significativamente a implantação de ajustes em tempo hábil; · As dificuldades de implementação de ajustes geram desconfianças em relação a resultados projetados. 4.4.3. Interligação entre planejamento e orçamento A elaboração do orçamento tem por base o planejamento estratégico da empresa, e seu acompanhamento sistemático resulta no controle. Planejamento, no sentido de fixar os objetivos e programar as atividades necessárias para alcançar as metas. Controle, no sentido de avaliar os resultados obtidos, confrontando com as estimativas elaboradas, verificando os desvios e indicando as ações corretivas necessárias. O elo de ligação entre o planejamento ou um plano de ação qualquer e a sua execução na realidade de qualquer organização, ocorre a partir do orçamento. Este se coloca como uma forma de visualizar econômica e financeiramente o plano traçado para o futuro da empresa. O orçamento se coloca como uma conseqüência do desencadeamento do processo de planejamento nas organizações. Na medida em que são traçadas diretrizes, objetivos e metas setoriais, torna-se possível a quantificação dessas metas e a orçamentação setorizada. No Quadro 3 são citadas algumas características entre o planejamento e o orçamento apresentando o relacionamento entre os vários elementos que compõem o processo de planejamento das organizações, demonstrando a interligação entre este e o processo de orçamento. O que é planejamento? O que é orçamento? É a definição de um futuro desejado e dos É a expressão monetária de um plano operacional. meios eficazes para alcançá-lo. É um processo de tomada de decisão por É a etapa final de um processo de planejamento. antecipação. É um processo orientado no sentido de É um compromisso de realização. produzir uma ou várias situações futuras. Quadro 3 – Planejamento e Orçamento Fonte: A partir de Oliveira; Perez Jr. e Silva (2002, p.117) As definições dos dois processos expressam a interligação entre os dois, o planejamento expressando o futuro desejado e o orçamento detalhando esses planos no curto prazo e a forma como ele vai sendo executado, avaliando as necessidades de correção do rumo ou não. Para que um planejamento seja base para o orçamento Sanvicente (1983, p. 200-201), ressalta que é necessário: · Verificar se o planejamento prevê a elaboração do orçamento; · Verificar se está traçado os referenciais estratégicos; · Verificar se o planejamento desce ao nível operacional; · Analisar se as metas são passíveis de quantificação financeira; · Verificar os prazos do planejamento – curto, médio e longo prazo. Sendo que o orçamento deverá ser feito descentralizado em subunidades ou divisões, ou seja, centros de responsabilidades, seguindo a estrutura organizacional existente, por meio deles os planos serão executados, os objetivos serão atingidos e o controle é obtido. Segundo Hoji (2000, p.358), o orçamento geral de uma empresa é composto basicamente pelos seguintes orçamentos específicos: · orçamento de vendas; · orçamento de produção; · orçamento de matérias-primas; · orçamento de mão-de-obra-direta; · orçamento de custos indiretos de fabricação; · orçamento de despesas de vendas e administrativas; · orçamento de investimentos; · orçamentos de aplicações financeiras e financiamentos; · análise das movimentações financeiras; · orçamento de caixa (demonstração do fluxo de caixa projetado); · orçamento de resultados (demonstração do resultado projetado); · balanço patrimonial projetado. O orçamento coloca-se como instrumento complementar às demais demonstrações financeiras, especialmente ao Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício, procura esclarecer e historiar as atividades operacionais de receitas e despesas. Estabelece o rastreamento da atividade passada com vistas a esclarecer pontos críticos no desempenho financeiro das organizações, fornecendo subsídios para a tomada de decisões, correção de rumos e incrementos de resultados. A Figura 4 dispõe o fluxograma geral de orçamentos, incluindo a demonstração do resultado do exercício projetada e o balanço patrimonial projetado. Orçamento Vendas Orçamento Administração Orçamento Estoques Orçamento Produção Orçamento de Mão-de-obra-direta Estoque MP no início Orçamento de Matéria-prima Estoque MP Fabricação MP a ser adquirida Orçamento Despesas de vendas Orçamento Despesas de Distribuição Orçamento de Gastos Indiretos Fabricação Estoque MP no final Departamento A Departamento A Departamento B Departamento B Departamento C Departamento C Orçamento de Fluxo de Caixa Demonstração do Resultado do Exercício Projetada Balanço Patrimonial Projetado Figura 4 – Orçamento Empresarial Fonte: Adaptado de Kenski (1983, p.11) Na Figura 4 pode-se observar que o orçamento está ligado a toda empresa, é composto por todos os dados financeiros de todos os setores e, é a partir do orçamento de vendas que serão elaborados o demais orçamento. O orçamento de vendas é o ponto de partida para a elaboração de um orçamento, pois as informações de entradas e saídas serão necessárias para a realização das projeções de receitas de vendas de produtos ou da prestação de serviços da empresa. Sua análise permite avaliar a forma como o recurso de cada fonte vem sendo aplicado e proporciona uma visão acerca do crescimento da organização. Também, aliado a outros indicadores, serve como base para a construção do orçamento de caixa. Embora o modelo apresentado seja apropriado para uma indústria é adaptável para uma empresa prestadora de serviço. Sendo que, onde se inicia o orçamento de produção até a relação com o estoque final pode-se substituir todo esse processo por operações de serviços. Desse modo, substitui-se o estoque inicial, a fabricação e o estoque final por materiais aplicado no serviço, mão-de-obra aplicada no serviço e os custos indiretos, como por exemplo: depreciação de equipamentos aplicados no serviço. Machado (2002, p.128) conclui, a partir daí, que “o orçamento antecipa situações futuras de caixa, antevendo pontos críticos que poderão ser antecipadamente tratados ou situações de excesso de caixa que podem ensejar decisões de redirecionamento de recursos”. Construídos a partir de critérios previamente definidos, aliados as informações disponíveis nas organizações e com auxílio de modelos matemáticos e estatísticos, essas previsões não estão isentas dos efeitos da subjetividade, sendo, portanto de extrema importância à observação do princípio da prudência por ocasião de sua elaboração. Enquanto o balanço patrimonial limita-se a explicar o passado o orçamento de caixa lança-se a frente procurando estabelecer o futuro. A importância de um e de outro é relativa e poderá ser maior ou menor dependendo do momento e da utilização que se deseje dar. (LEONE, 1985, p.320) Se a visão do futuro possibilita agilidade na adaptação a situações novas, o conhecimento do passado e a sua comparação ao planejado se constitui em elemento aferido dos critérios utilizados para as projeções. 4.4.4. Orçamento de caixa O orçamento de caixa, segundo Gitman (2002, p. 590), pode ser definido como sendo, “um demonstrativo dos fluxos das entradas e saídas de caixa a curto prazo.” Para Ross, Westerfield e Jaffe (1995, p. 544), “o orçamento de caixa é uma ferramenta indispensável para o planejamento financeiro de curto prazo, pois permite ao administrador financeiro identificar as necessidades e oportunidades financeiras de curto prazo.” Conclui-se, a partir daí que as empresas que se dedicam à elaboração de um orçamento de caixa podem projetar seus excedentes e insuficiência de caixa. Podendo planejar os investimentos a curto prazo e em caso de falta poder se preparar com antecedência para obter financiamentos. Um orçamento de caixa representa uma projeção de saldos disponíveis por determinado período. O cálculo das entradas e saídas prováveis permite à entidade avaliar sua provável situação financeira no exercício coberto pelo orçamento. Esta avaliação da situação financeira será útil à medida que pode revelar necessidades de financiamentos para cobrir os déficits projetados, e de planejamento para transferência de fundos excedentes em alguma aplicação proveitosa. O desenvolvimento do orçamento de caixa envolve uma projeção das entradas e saídas de caixa, as necessidades de financiamento e o controle dos recursos financeiros. Os orçamentos de caixa ou de disponibilidade devem preocupar-se com a defasagem entre as transações e os fluxos de caixa a elas relacionados (regime de caixa versus regime de competência de exercícios), com as necessidades de caixa e com o excesso de fundos que geram custos de ociosidade. (WELSCH, 1983, p. 258). Convém enfatizar que, a intenção do orçamento de caixa é registrar as entradas e saídas previstas de recursos financeiros e apurar o saldo disponível previsto. Sendo que, essas entradas e saídas são previstas por um período de tempo, de acordo com o vencimento do recebimento de valores de clientes e dos pagamentos efetuados aos fornecedores e a terceiros. Welsch (1983, p.255) cita as principais finalidades do orçamento de caixa: · Revelar a posição financeira provável em um momento futuro, como resultado das operações planejadas; · Indicar excessos ou insuficiências de saldos; · Indicar necessidades de empréstimos ou, inversamente, disponibilidade de fundos para investimentos temporários; · Permitir a coordenação dos recursos financeiros em relação ao capital de giro, às vendas, aos investimentos e ao capital de terceiros; · Estabelecer bases sólidas para a política de crédito; · Estabelecer bases sólidas para o controle da posição financeira. Dessa forma, o orçamento de caixa pode ser utilizado como uma ferramenta gerencial objetivando apurar e controlar os resultados das operações de caixa. 4.4.5. Orçamento de resultados Para Welsch (1983, p. 268), “as partes dos orçamentos precisam ser reunidas em um único plano completo [...], o resultado deve ser elaborado com o objetivo que a empresa atingirá ou acederá todos os objetivos importantes.” De acordo com o autor o orçamento de resultados, avalia as receitas e despesas medidas no período em que ocorrem, e de que forma poderão ser projetadas, para o período seguinte. A elaboração do plano de resultados pode ser dividida em três grandes grupos, com características distintas, porém interdependentes, (OLIVEIRA, PEREZ JR. e SILVA 2002). · Orçamento econômico consiste na fixação de metas para os itens que compõem a demonstração de resultados (receitas e despesas). O ponto chave desse planejamento é o orçamento de vendas. Pode ser o ponto de partida de todo o processo orçamentário. Os principais orçamentos que compõem o planejamento econômico são: orçamento de vendas, orçamento de produção, orçamento de matéria-prima, orçamento de mão-de-obra direta, orçamento de custos indiretos de fabricação, orçamento de despesas administrativas, orçamento de despesas comerciais e de despesas financeiras. · Orçamento financeiro consiste na elaboração de suborçamentos das atividades que influenciam o fluxo de caixa. O planejamento financeiro permite a empresa obter as informações antecipadas quanto à necessidade ou disponibilidade de recursos financeiros, o que beneficia a tomada de decisões sobre os fatores que interferem no gerenciamento do fluxo de caixa. Os principais suborçamentos que compõem o planejamento financeiro são: orçamento de contas a pagar, orçamento de contas a receber, orçamento de aplicações, orçamento de empréstimos e orçamento de caixa. · Orçamento de capital consiste na elaboração das estimativas de investimentos, principalmente em imobilizado, que serão utilizados para geração de receitas futuras, portanto, precisam ser depreciados ou amortizados. As projeções da Demonstração de Resultado permitem avaliar todo o processo orçamentário, com este instrumento estarão reunidas todas as decisões e políticas da empresa para o ano subseqüente. Uma das grandes vantagens de um processo orçamentário é que ele permite a simulação prévia de várias situações possibilitando as empresas corrigirem prováveis distorções no seu orçamento. Essas correções precisam ser feitas em conjunto com quem as elaborou, sob pena de quando alteradas a revelia dos gerentes, desacreditar toda a técnica orçamentária, além de comprometer o planejamento dos próximos anos. Para analisar se o orçamento projetado esta factível com a realidade da empresa o responsável deverá elaborar análises financeiras contendo, (SANVICENTE e SANTOS, 1995): · Análise horizontal; · Análise vertical; · Índices operacionais e financeiros; · Relações de custo, volume e resultado; · Demonstração de origens e aplicações de recursos; · Participação percentual das despesas por natureza; · Participação percentual por centro de custo. Após essa análise se o plano for considerado aceitável ele será aprovado e executado. Entretanto, é possível que sejam necessários ajustes a essa peça orçamentária. Para tanto, é importante que, ao longo de todo o processo, a empresa tenha alternativas de ação, que possibilitem chegar aos resultados projetados e se, estes não forem os desejados ela tenha condições de corrigir rapidamente o seu rumo. Um plano que está praticamente concluído às vezes precisa ser desmanchado, reestudado e reconstruído. Os setores da empresa que representam algumas das situações em que as alternativas de planejamento devem ser consideradas e escolhas precisam ser feitas, é necessário verificar alguns itens para alcançar os resultados esperados segundo, Welsch (1983, p. 270): · Preço de venda; · Política de publicidade; · Expansão ou contração das áreas e equipes de vendas; · Composto de vendas; · Equilíbrio entre produção e níveis de estoque; · Despesas com pesquisas; · Investimentos em imobilizado; · Decisões alternativas – análise do ponto de equilíbrio. A projeção do Demonstrativo de Resultado do Exercício será uma das peças orçamentárias mais importantes dentro do sistema de planejamento global da empresa. Essa demonstração permitirá visualizar, de forma sintética, todos os instrumentos auxiliares, que comporão o planejamento econômico financeiro, ou seja, os orçamentos de vendas, produção e despesas operacionais, bem como o lucro líquido operacional ou prejuízo operacional projetados. Essas informações serão importantes para que se possa analisar e concluir se o retorno sobre o investimento será ou não aceitável, comparado às aplicações dos mercados acionário e financeiro. O Demonstrativo de Resultado do Exercício projetado será a demonstração financeira, por excelência, que irá permitir o conhecimento antecipado sobre a capacidade da empresa em gerar lucros para o período orçado, bem como a taxa de retorno sobre o investimento projetado. Essa projeção permitirá a análise e a avaliação dos resultados que serão alcançados com a implantação do plano estratégico desenvolvido e sua adequação em relação aos objetivos estabelecidos. 4.5 Ponto de equilíbrio O Ponto de Equilíbrio, também denominado ponto de ruptura (break-evenpoint) significa o volume de produção, ou quantidade de mercadorias vendidas ou serviços prestados, no qual a receita total é igual ao custo total, refere-se ao nível de venda que não é lucro nem prejuízo. (SANVICENTE, 1997, p.193). Ou seja, é o mínimo que a empresa precisa produzir vender ou auferir por seus serviços ou produtos para que os custos, tanto fixos como variáveis, sejam cobertos. Abaixo desse ponto, a empresa incorrerá em prejuízo, pois os custos e despesas serão maiores do que a receita total. Em uma perspectiva similar Machado (2002, p.161), menciona que “a análise do ponto de equilíbrio é um instrumento de avaliação de preços e custos, o que ajuda significativamente o profissional de finanças na tomada de decisão”. O autor explica que, quando se faz uma projeção das vendas futuras com diferentes preços, a análise financeira por meio do ponto de equilíbrio, deixa de ser a mais adequada, pois está baseada em preço de vendas constante, sendo necessário um gráfico para cada novo preço. Sanvicente (1997, p.192), explica que “ponto de equilíbrio trata-se de um enfoque formal de planejamento e análise das operações da empresa, baseados no reconhecimento de que certos custos são fixos e outros variáveis.” Dessa forma, depois de separados os custos em fixos e variáveis, a administração da empresa estará de posse de informações úteis para a preparação de instrumentos de análise, que além de responderem as muitas perguntas, auxiliarão no processo de tomada de decisões, no planejamento e no controle. Nesse contexto, Leone (1985, p. 438) afirma que, o ponto de equilíbrio é “o ponto da atividade da empresa no qual não há lucro nem prejuízo, isto é, o ponto em que a receita é igual ao custo total.” Dessa forma, se a empresa quiser obter uma margem de lucro precisa desenvolver uma quantidade maior de atividades, caso contrário vai ter prejuízo ou ainda, estará produzindo somente para pagar seus custos. Dentro deste contexto será esboçado um gráfico para demonstrar do ponto de equilíbrio. $ Receita Total 15.0007.500 12.500 Área de Lucro Custo Total Custo Variável 10.0007.500 7.5007.500 Ponto de Equilíbrio Área de Prejuízo 5.000 Custo Fixo 2.5000 Q 0 250 500 750 1.000 2.250 Gráfico 1 – Ponto de Equilíbrio Fonte: Adaptado a partir Machado (2002, p.160). No Gráfico 1 de ponto de equilíbrio obtém-se no eixo horizontal as quantidades produzidas e vendidas e no eixo vertical os custos e as receitas. Onde: $ = Custo ou Receita Q= Quantidade produzida e vendida Sandroni (2003) define o conceito das seguintes variáveis: · Custos fixos são custos que permanecem inalterados independentes do grau de ocupação da capacidade da empresa. · Custos variáveis são custos que variam conforme o grau de ocupação da capacidade da empresa. · Custo total, é a soma dos custos variáveis e fixos de uma empresa. · Receita em termos contábeis, é a soma de todos os valores recebidos em dado espaço de tempo. · Lucro é o rendimento atribuído especificamente ao capital investido diretamente por uma empresa. · Prejuízo são provenientes das atividades operacionais da empresa, que não teve um rendimento suficiente. Os custos fixos são representados por uma reta horizontal, e não apresentam variações qualquer que seja o número de unidades produzidas, eles permanecem inalterados independentes de qualquer variação nas vendas. A receita total é mostrada como uma linha reta com inclinação positiva, partindo do ponto zero, já o custo total é representado por uma reta que parte do ponto inicial da reta de custos fixos. Os custos variáveis também são representados por uma reta que se inicia a partir do ponto zero, torna-se variável a partir do momento em que a reta passa pela reta dos custos fixos, sendo que, a reta dos custos variáveis possui uma inclinação menos acentuada que a reta da receita total, ficando paralela aos custos fixos. O ponto de equilíbrio é encontrado por meio da interseção das retas da receita total e custo total. Até o ponto de equilíbrio, a empresa tem prejuízo, depois desse ponto começa a ter lucro. O gráfico indica o ponto de equilíbrio quando o nível de custos de venda é igual a R$ 7.500,00 com um nível de produção de 500 unidades. Assim, o ponto de equilíbrio pode ser calculado para uma empresa de serviços, o ponto de equilíbrio vai ser a quantidade de serviços prestados, sendo que, essa quantidade de serviços precisa ser igual a quantidade de seus custos para obter o ponto de equilíbrio, pois abaixo deste ponto a empresa vai ter prejuízo e acima desse ponto a empresa vai começar a obter lucro. Perez Jr., Oliveira e Costa (2001, p. 201), concluem, a partir daí, que o ponto de equilíbrio é calculado basicamente por três tipos: o ponto de equilíbrio (PE): (1) Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC), (2) Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) e (3) Ponto de Equilíbrio financeiro (PEF). 4.5.1. Ponto de equilíbrio contábil Conforme Bruni e Famá (2003, p. 246), “a análise dos gastos variáveis e fixos torna possível obter o ponto de equilíbrio contábil da empresa: representação do volume (em unidades ou $) de vendas necessária para cobrir todos os custos no qual o lucro é nulo”. De forma geral e de acordo com as equações aqui descritas, pode-se obter o Ponto de Equilíbrio Contábil: [1] L = RT -GT Onde: L = Lucro RT = Receitas Totais GT = Gastos Totais Os gastos totais são os valores consumidos para a obtenção de bens/serviços para uma empresa, independente de serem utilizados ou estocados, é todo e qualquer tipo de sacrifício financeiro, independente de sua natureza. (BORNIA, 2002). Em outras palavras, é todo custo e despesa que varia na mesma proporção das vendas produção/serviço, todo o custo que permanece inalterado em função do comportamento das vendas produção/serviço dentro de uma certa unidade de tempo. Receita total é o valor total recebido pela venda de bens ou prestação de serviços ou eventual rendimento de aplicações financeiras. (CREPALDI, 1998). Ou seja, são os ganhos gerados a partir da venda de bens vendidos ou serviços prestados, é a soma de todas as entradas financeiras na empresa. Substituindo os valores das RT e GT, obtêm-se: [2] L = PU × Q - [(GF + G V ) × Q] Onde: L = Lucro PU = Preço Unitário Q = Quantidade GF = Gastos Fixos GV = Gastos Variáveis Para o PEC, tem-se que o lucro é igual a zero, aplicando obtém-se: [3] 0 = PU × Q - [(GF + GV) × Q ] Onde: PU = Preço Unitário Q = Quantidade GF = Gastos Fixos GV = Gastos Variáveis Isolando os Gastos Fixos na equação anterior, obtém-se: [4] GF = (P x Q) – 9GV – Q) Onde: GF = Gastos Fixos P = Preço Q = Quantidade GV = Gastos Variáveis Colocando a Quantidade em evidência: [5] GF = Q x (P – GV) Onde: GF = Gastos Fixos Q = Quantidade P = Preço GV = Gastos Variáveis Desta forma, consegue-se facilmente obter a quantidade de vendas no ponto de equilíbrio (PECQ), conforme equação anterior. [6] PECQ = GF (P - GV) Onde: PECQ = Quantidade de Vendas no Ponto de Equilíbrio Contábil GF = Gastos Fixos P = Preço GV = Gastos Variáveis Então para expressar o valor em unidades monetárias no PEC obtêm-se: [7] PEC$ = P x PECQ Onde: PEC$ = Ponto de Equilíbrio Contábil em Quantidades Monetárias P = Preço PECQ = Quantidade de Vendas no Ponto de Equilíbrio Contábil Reescrevendo a equação anterior e substituindo o valor de PECQ da equação (6), obtêm-se: [8] PEC$ = P × GF (P - GV ) Onde: PEC$ = Ponto de Equilíbrio Contábil em Quantidades Monetárias P = Preço GF = Gastos Fixos GV = Gastos Variáveis 4.5.2. Ponto de equilíbrio econômico Já o Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) tem o objetivo de fazer com que o lucro de uma empresa seja igual à remuneração do capital própria (RCP) ou também chamada de oportunidade do capital próprio. Segundo Bruni e Famá (2003, p. 246) o conceito de ponto de equilíbrio econômico apresenta, “a quantidade de vendas (ou do faturamento) que a empresa deveria obter para poder cobrir a remuneração mínima do capital próprio nela investido.”, assim têm-se: [9] L = RCP Onde: L = Lucro RCP = Remuneração do Capital Próprio Como o lucro é igual ao RCP e utilizando o conceito das equações [1] e [2], obtêm-se: [10] RCP = P × Q - [(GF + GV) × Q] Onde: RCP = Remuneração do Capital Próprio P = Preço Q = Quantidade GF = Gastos Fixos GV = Gastos Variáveis Isolando a RCP e os Gastos Fixos, e colocando em evidência a Quantidade, obtêm-se a quantidade de vendas no ponto de equilíbrio econômico (PEEQ). [11] Q= ( RCP + GF) (P - GVU) Onde: Q = Quantidade RCP = Remuneração do Capital Próprio GF = Gastos Fixos P = Preço GVU = Gastos Variáveis Unitários Assim, as vendas em unidades monetárias no ponto de equilíbrio econômico (PEE$) são: [12] PEE$ = P x PEEQ Onde: PEE$ = Ponto de equilíbrio Econômico em Unidades Monetárias P = Preço PEEQ = Quantidade de Vendas no Ponto de Equilíbrio Econômico E substituindo o valor do PEEQ, tem-se que o PEE$ é igual a: [13] PEE$ = P x (RCP + GF) (P – GVU) Onde: PEE$ = Ponto de equilíbrio Econômico em Unidades Monetárias P = Preço RCP = Remuneração do Capital Próprio GF = Gastos Fixos GVU = Gastos Variáveis Unitários 4.5.3. Ponto de equilíbrio financeiro No ponto de equilíbrio financeiro (PEF) não devem ser considerados gastos relativos a depreciações ou amortizações, pois estas não representam desembolsos para a empresa. Segundo Bruni e Famá (2003, p. 250), o ponto de equilíbrio financeiro, “corresponde à quantidade que iguala a receita total com a soma dos gastos que representam desembolso financeiro para a empresa.” Assim, a quantidade de vendas no PEF pode ser representada por: [14] Q= (GF - GFND) (P - GVU) Onde: Q= Quantidade GF = Gastos Fixos GFND = Gastos Fixos não Desembolsáveis P = Preço GVU = Gastos Variáveis Unitários A obtenção do volume financeiro no PEF é dada pela multiplicação da quantidade pelo preço de venda. Todos os tipos de pontos de equilíbrios aqui estudados referem-se a empresas que produzem apenas um tipo de produto ou serviço prestado, sendo, de fácil compreensão. Quanto mais produtos/serviços diferenciados são fabricados/prestados, aumentando suas variabilidades, maior será o grau de dificuldade para a obtenção do ponto de equilíbrio. 4.6 Margem de contribuição Um dos conceitos mais importantes dentro da análise da relação de custo-volumelucro, e para tomada de decisões gerenciais. “É definida como a diferença entre o preço de venda unitário e o custo variável unitário desta mesma unidade”. (MACHADO, 2002, p. 150). Ou seja, a margem de contribuição demonstra quanto cada produto/serviço vendido gera de margem (diferença) superior a cada custo variável unitário. A análise da margem de contribuição será importante para avaliar como cada produto contribui para a geração de lucro para empresa. Essa análise por produto/serviço poderá ser útil, pois propiciará aos gestores informações para tomada de decisão, por exemplo, quanto à diminuição ou expansão de linhas de produção/prestação de serviços, ou ainda, se é melhor fabricar o produto ou terceirizar o serviço mercado. A margem de contribuição deve ser positiva, caso contrário o preço de venda não estará sendo suficiente para cobrir os gastos necessários prestação de serviço ou fabricação do produto. Não obstante, a separação dos custos fixos, proporciona uma melhor visão sobre o serviço/produto, pois estes ocorrerão com a empresa produzindo ou não. Assim, em alguns casos um produto/serviço pode ter uma margem de contribuição que não cubra os custos fixos, mais a combinação com outros, não prejudicará o lucro final da empresa. Para Oliveira, Perez Jr. e Silva (2002 p.190), “pode-se entender margem de contribuição como a parcela do preço de venda que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá, daí seu nome, para a absorção dos custos fixos e, ainda para a formação do lucro” Dessa forma a margem de contribuição, tem a capacidade de tornar bem mais facilmente visível a potencialidade de cada produto/serviço, mostrando como cada um contribui para, primeiramente, amortizar os gastos fixos e, depois, formar o lucro propriamente dito. Consiste no valor ou percentual que sobra das vendas menos o custo direto variável e as despesas variáveis. A margem de contribuição representa quanto a empresa tem para pagar as despesas fixas e gerar o lucro líquido, é calculada por meio da seguinte equação: [15] MC = PV – (CV + DV) Onde: MC = Margem de Contribuição PV = Preço de Venda CV = Custos Variáveis DV = Despesas Variáveis Margem de Contribuição: Segundo Crepaldi (1998, p. 122), “[...] em termos de produto, a margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e a soma dos custos variáveis e despesas variáveis” e “[...] a parcela do preço de venda que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá para absorção dos custos fixos e, ainda, para formar o lucro”. Serve como mais um instrumento na tomada de decisões gerenciais. Por meio do cálculo da margem de contribuição de cada produto/serviço, o administrador financeiro poderá analisar a viabilidade de continuar prestando serviço ou de fabricar determinado produto. Poderá também, ver quais apresentam maior ou menor rentabilidade antes de receberem a carga de custos fixos. 4.7 Análise Vertical e Horizontal Segundo Sanvicente (1997, p. 173), “a utilidade tanto da análise horizontal quanto da análise vertical reside na possibilidade de comparação dos resultados obtidos com algum outro indicador”. Conforme o autor, essas análises consistem em relacionar a variação de um determinado item em relação ao seu valor total. Esses processos são utilizados para a análise dos demonstrativos contábeis, a análise horizontal que compara as alterações das contas patrimoniais ou de resultado em determinados períodos. A análise vertical ou de estrutura mostra o peso que cada elemento tem no grupo do qual faz parte, dentro de um mesmo período de tempo. 4.7.1. Análise vertical (ou Análise de estrutura) Conforme Hoji (2000, p. 273), “a análise vertical facilita a avaliação do Ativo e do Passivo, bem como a participação de cada item da demonstração de resultado na formação de lucro ou prejuízo”. Esse tipo de análise representa importante ferramenta de interpretação da estrutura de fluxo de caixa. Por meio desta análise é possível identificar itens no fluxo de caixa cuja participação é bastante representativa, tornando-se, assim, alvo de uma análise mais profunda. Para Assaf Neto (2002, p. 108), “a análise vertical, é também um processo comparativo, expresso em porcentagem, que se aplica ao se relacionar uma conta ou grupo de contas com um valor afim ou relacionável, identificado no mesmo demonstrativo”. Em perspectiva similar, Sanvicente (1997, p. 173), afirma que “é necessário comparar as análises verticais de demonstrações de datas ou períodos diferentes para se poder chegar a uma explicação mais apropriada dos acontecimentos observados”. Onde se analisa a estrutura de composição de um grupo ou subgrupo de determinados elementos patrimoniais ou de resultado em determinado período, calculando a participação relativa dos itens da demonstração de resultado em relação à receita liquida. Deve-se observar também a tendência dessa participação ao longo de dois ou mais período. 4.7.2. Análise horizontal (ou Análise de evolução) A análise horizontal fornece a medida de crescimento dos itens do fluxo de caixa. Permite que se tenha conhecimento da evolução de cada item do fluxo de caixa dentro de uma série histórica. Conforme Sanvicente (1997, p. 172) entende-se por análise horizontal: As demonstrações financeiras o acompanhamento da evolução, no tempo, de um dado item de uma demonstração, [...] ela envolve o cálculo de porcentagens de variação de cada item considerado entre um período e outro, quando se trata de Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados. Na mesma linha Hoji (2000, p. 273), complementa que “a análise horizontal tem a finalidade de evidenciar a evolução dos itens das demonstrações contábeis, por período, calculando-se os números-índice estabelecendo o exercício mais antigo com índice-base 100”. Para o autor esse processo é desenvolvido com a finalidade de calcular a variação de um ou mais elementos em determinados períodos, buscando estabelecer tendências, se houve crescimento real ou não desse elemento, como por exemplo, as vendas do exercício cresceram, em termos reais, X% em relação ao ano anterior. Por ocasião da análise horizontal, deve-se ficar atento às variações percentuais elevadas, mas que seu valor absoluto não seja representativo, ou o contrário quando uma variação percentual reduzida pode ter embutido um valor absoluto considerável. Em outra perspectiva, Ludicíbus (1998, p. 75) salienta que, “a análise horizontal pode detectar itens cujo crescimento está acima ou abaixo do desejado, crescimento este que pode passar despercebidos quando analisamos diretamente os valores, principalmente se o valor inicial for pequeno.” Verifica-se, nessa perspectiva, que a principal intenção da análise horizontal é apontar o desenvolvimento dos itens dos balaços e das demonstrações de resultados, procurando identificar, a evolução dos custos e despesas em relação ao volume de vendas. 4.7.2.1. Interpretações da análise horizontal Um procedimento básico para o estudo comparativo da evolução horizontal dos balanços pode ser resumido em três segmentos de estudo, conforme sugeridos por ASSAF NETO (2002, p. 105) a seguir: · Evolução dos ativos (investimentos) e passivos (financiamentos) de curto prazo, como resultado dessa comparação, pode-se avaliar a existência de certa folga financeira (liquidez de curto prazo). Na eventualidade dos ativos circulantes terem crescido mais rapidamente que os passivos circulantes, um de um aperto na liquidez de curto prazo, refletido no caso inverso dos ativos circulantes terem apresentado uma evolução horizontal proporcionalmente menos que as dos passivos circulantes. · Evolução do ativo permanente produtivo, conceitualmente esse grupo patrimonial reflete a capacidade instalada de vendas de uma empresa, devendo corresponder um nível maior de investimento em bens fixos produtivos a um adequado crescimento de vendas. · Evolução da estrutura de capital procura-se nesse segmento da análise horizontal o conhecimento de como a empresa está financiando seus investimentos em ativos. Isto é, se houve maior ou menos preferência por empréstimos/financiamentos em relação ao uso do capital próprio, se é visível algum desequilíbrio na estrutura de capital, notadamente pela presença de um volume mais relevante de dívidas de curto prazo em relação a capitais de longo prazo. Ressalta-se que a análise horizontal não resolve, em muitos casos, como indicador de áreas a serem investigadas com maior profundidade, por isso é preciso vinculá-la com a análise vertical. 4.7.3. Análises horizontal e vertical em inflação Conforme Assaf Neto (2002, p. 112), “quando se analisam demonstrações contábeis de uma empresa, um problema surge à vista do analista: os diferentes níveis de poder aquisitivo da moeda”. Pois quando se compara valor em períodos diferentes não se pode constatar o comportamento real ocorrido, dado que a inconstância da moeda depreciou a capacidade de aquisição da moeda. O autor ressalta ainda que, tornar-se incompatível para o analista trabalhar apenas com os resultados nominais da empresa, sendo necessário à determinação desses valores sob uma unidade monetária inalterável. Pode-se analisar acréscimo na quantidade de vendas das empresas de um período ara outro. Embora, esse aumento não reflete essencialmente em uma elevação do volume físico de vendas, podendo ser decorrência do acréscimo dos valores das vendas dos serviços determinado pela inflação do período. De forma mais abrangente Assaf Neto (2002, p. 114) afirma que: Ainda que, as evoluções apresentadas pelos valores nominais não refletem adequadamente a posição da empresa, produzindo resultados aparentes e, muitas vezes, enganosos para o analista. É indispensável, que se desenvolva na análise correções das diversas contas para moeda de mesmo poder aquisitivo, permitindo com isso, revelações reais sobre a evolução apresentada pela empresa em determinado período. Convém enfatizar que, qualquer que seja o critério de correção escolhido, análise nominal ou real é preciso ficar claro que as análises com base em valores nominais certamente produziram resultados alterados em relação à análise real. Dessa forma, critério a ser utilizado necessitar basear-se, em características de formação dos diversos valores registrados nos demonstrativos financeiros. 5 DESCRIÇÃO DO MÉTODO O presente estudo desenvolveu-se por meio de um modelo de planejamento financeiro quantificável, para micro e pequenas empresas, aplicado à empresa do segmento de turismo. De acordo com Gil (1999, p. 45), “pesquisa quantitativa considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-los e analisá-los”. A idéia é testar se vale à pena introduzir tal sistema ou programas, e verificar se o momento é oportuno e se produz bons resultados. Para classificar o estudo, foram adotados alguns procedimentos técnicos, conforme Vergara (1998), que qualifica a pesquisa em dois aspectos. · Quanto aos fins, trata-se de uma pesquisa aplicada, pois se destina a resolver problemas reais, mais imediatos ou não. Destaca que a pesquisa aplicada tem a intenção de desenvolver o aprendizado, pois não é determinada pela curiosidade intelectual ou reflexão do pesquisador. · Quanto aos meios, a pesquisa trata-se de uma análise documental e bibliográfica ao mesmo tempo, seguida de um estudo de caso. A pesquisa caracteriza-se com o delineamento documental, pois foi realizada em documentos cedidos pela empresa balancetes mensais e relatórios gerenciais. Os dados coletados foram classificados e organizados em uma planilha de excel (receitas e despesas), elaborada a demonstração do resultado do exercício (DRE). Logo após, foram realizadas o cálculo e as análises vertical e horizontal e calculado o ponto de equilíbrio e a margem de contribuição. A pesquisa também é bibliográfica, porque foi desenvolvida com base em material publicado em livros. Segundo Pádua (2002, p. 53), “bibliografia é um conjunto de obras derivadas sobre determinado assunto, escritas por vários autores, em épocas diversas, utilizando todas ou partes das fontes”. Ou seja, é o estudo para reconhecer as contribuições cientificas de determinado tema. Para a apresentação prática do trabalho foi realizado um estudo de caso, que conforme Gil (1999. p, 54) explica é o “o estudo de caso que envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.” Pois surgiu à necessidade de utilizar uma série de conhecimentos teóricos e práticos capazes de manipular as técnicas, conhecer os métodos e outros tipos de procedimentos. Para análise da tendência foram utilizadas as linhas de tendência que são usadas para exibir graficamente tendências nos dados e analisar problemas de previsão. Esta análise também é chamada de análise de regressão. Usando a análise de regressão, pode-se estender uma linha de tendência em um gráfico além dos dados reais para prever valores futuros. 6 RESULTADOS DA APLICAÇÃO O resultado do estudo apresenta-se por um modelo desenvolvido de planejamento financeiro, a partir de gráficos elaborados por meio de planilhas de excel. Os resultados foram alcançados pela classificação e organização dos dados numéricos coletados no início do estudo no ano de 2004. Dessa forma, foi desenvolvido um modelo de orçamento de caixa de acordo com as necessidades da empresa Via 7 Turismo Ltda, o orçamento exibiu as entradas e saídas de caixa, indicando todas as contas utilizadas pela empresa e a forma como foram classificados seus dados numéricos. Na elaboração do orçamento de caixa foram considerados exclusivamente os itens de recebimentos e pagamentos decorrentes da atividade principal da empresa os quais foram encaixados no mês em que o ingresso ou o desembolso foi realizado. Para melhor compreensão do orçamento de caixa, apresenta-se no Apêndice-A como foram relacionados os principais ingressos e desembolsos de caixa da empresa tais como: as receitas, obtidas a partir das vendas, as despesas diretas e com pessoal, despesas financeiras e as demais despesas classificadas como despesas diversas, inclui também no orçamento de caixa a conta investimentos e o lucro antecipado chamado de retirada dos sócios. Foram analisados os dados coletados em pesquisa documental balancetes mensais e relatórios gerenciais cedidos pela empresa, dados como as despesas, e o volume de vendas. Sendo que, as receitas da empresa são obtidas a partir das vendas, uma vez que a empresa recebe comissão sobre as vendas efetuadas. Por meio desses dados coletados, foi implantado um instrumento de gestão financeira, o orçamento de caixa desenvolvido para a empresa. Com a implantação desse instrumento constataram-se algumas falhas de controle, onde por meio do orçamento de caixa pretendeu-se melhorar a situação em que se encontrava a empresa Via 7 Turismo Ltda. O Quadro 5 apresenta o modelo desenvolvido de orçamento de caixa, elaborado com o objetivo de identificar e organizar as entradas e saídas de caixa, classificando as despesas e receitas da empresa. A partir do modelo desenvolvido os dados numéricos da empresa foram inseridos no orçamento conforme mostrado no Apêndice-A. A - VENDAS: jan-04 fev-04 mar-04 abr-04 mai-04 jun-04 jul-04 ago-04 set-04 out-04 nov-04 dez-04 Passagens Aéreas Internacional Passagens Aéreas Nacional Hotéis Locadoras Pacotes de terceiros Receptivo Eventos/Feiras/Seminários Outros Serviços B - RECEITAS: Passagens Aéreas Internacional Passagens Aéreas Nacional Hotéis Locadoras Pacotes de terceiros Receptivo Eventos/Feiras/Seminários Outros Serviços C - DESPESAS 1 - Impostos Diretos I.S.S 2,5% SIMPLES 4,5 % 2 - Pessoal Sálarios F.G.T.S 8,5% Vale transportes Vale refeição Assistência m édica Com bustivel Rescisão trabalhista Provisão 13º salário + FGTS Provisão de férias + 1/3 D - DESPESAS FINANCEIRAS Juros S/ Em préstim os e Financ. Taxas bancarias Financiam ento Juros bancários CPMF E - DESPESAS DIVERSAS Associações de classe Serviço Contabilidade Contratos Aluguel Contas / Loc. Telefones Segurança Loja Material de escritório Àgua / Luz Publicidade / Propaganda Internet Anúncios Im pressos Informática Com issões à terceiros Cursos/treinam entos Viagens / Cursos e Treinamentos Contribuição espontânea Serviços de terceiros Cartório Honorarios Diversos Lim peza Loja Mensageiros/correios TOTAL GERAL DESPESAS Resultado Líquido Resultado Acumulado F - INVESTIMENTOS Aquisição de Moveis Aquisição de Equipam entos Retirada dos Sócios Quadro 4 – Modelo de orçamento de caixa Fonte: Elaborada pelo autor da pesquisa a partir de Zdanowicz (2000, p. 266) Por meio da Demonstração do Resultado do Exercício apresentada no Apêndice – B foi possível calcular os valores como: a margem bruta e a margem de contribuição para a partir dos resultados obtidos calcular o ponto de equilíbrio. O modelo de Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) apresentado no Quadro 6 exibiu os resultados apurados no ano de 2004, foram consideradas todas as receitas e as despesas da empresa. (+) (- ) (=) (-) (-) (=) (=) (- ) (- ) (=) (=) (+) (- ) (=) (+) (+) Receita Bruta Impostos Receitas Líquidas Despesas Diretas Comissões Margem Bruta Despesas Fixas Pessoal Outras Despesas Resultado Operacional Resultado Financeiro Receitas Financeiras Despesas Financeiras Resultado Líquido Investimentos Retirada dos Sócios 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Quadro 5 – Modelo da demonstração do resultado do exercício Fonte: Elaborada pelo autor da pesquisa a partir de Machado (2002, p.44-45) O Quadro 6 foi adaptado pelo autor do estudo, para atender as necessidades da empresa e para uma melhor compreensão dos resultados. 6.1 Análise das informações coletadas De acordo com as informações coletas, foram organizados e classificados os dados numéricos das receitas e despesas da empresa Via 7 Turismo Ltda. Em seguida, apresentam-se graficamente os resultados calculados a partir de planilhas de excel, nos Apêndices – C e D demonstra-se as análises horizontal e vertical, respectivamente, calculadas em percentual para melhor compreensão dos gráficos. Os números para efetuar os cálculos foram retirados do orçamento de caixa conforme Apêndice – A, desenvolvido para a empresa objeto desse estudo. 6.1.1. Receitas A partir das vendas efetuadas a empresa conseguiu apurar o quanto de receita foi recebido no período em estudo e o que cada produto significa em volume total das receitas. Para essa análise foram consideradas todas as entradas (receitas a partir das vendas) no ano de 2004. O Gráfico 2 apresenta em percentual o quanto de receita a empresa recebeu com as vendas de passagens internacionais. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan fev mar abr mai jun % % % % % % jul ago set out nov dez % % % % % % % Passagens Internacionais Linear (% Passagens Internacionais) Gráfico 2 – % de Receitas a partir das vendas de passagens internacionais Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel. Observa-se no Gráfico 2, que no decorrer do período as receitas com as vendas com passagens internacionais não obtiveram muita oscilação, e que a partir do mês de outubro houve um crescimento considerável, devido aos congressos realizados pelas Secretarias de Educação de todo o Brasil, nos países Estados Unidos e Espanha no mês novembro. No mês de abril como demonstrado no Gráfico 2, há um pequeno aumento nas vendas, pois foram vendidas trinta passagens para Argentina, na cidade de Bariloche, pois havia um encontro de doutorado na área de Engenharia. Já no mês de agosto um grupo do interior do estado de Santa Catarina foi conhecer alguns países europeus, aumentando assim as vendas com passagens internacionais. Essas receitas são geradas a partir das tarifas oferecidas pelas companhias aéreas, seu comissionamento depende da companhia e qual o trecho voado, variando de 6% a 9%. O Gráfico 3 dispõe do volume de vendas das passagens nacionais vendidas no ano de 2004 e quanto esse produto representa no volume total das receitas. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % % Pasagens Nacionais jul % ago % set % out % nov % dez % Linear (% Pasagens Nacionais) Gráfico 3 – % de Receitas a partir das vendas de passagens nacionais Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel. Conforme demonstrado no Gráfico 3, as receitas recebidas por meio das vendas de passagens nacionais, apresentaram-se no primeiro semestre de 2004 mais de 30% da receita total, depois desse período as vendas apresentaram uma queda, pois a partir de agosto as pessoas começam a se programar para comprar passagens para o final do ano. Esse é o produto que a empresa obtém maiores receitas, pois mesmo com as quedas no segundo semestre as vendas com passagens nacionais ainda representaram aproximadamente 20% do total das receitas. Esse percentual é mantido devido aos seus clientes corporativos (pessoas jurídicas), empresários que viajam o ano inteiro, fazendo viagens de negócios principalmente para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Cabe ressalta que no mês de outubro foi realizado o congresso da Federação dos Hospitais na cidade de Balneário Camburíu – SC - e compareceram profissionais e demais interessados da área de medicina de todo o Brasil. Em novembro as vendas caíram sensivelmente, no turismo esse mês é considerado um mês de queda decorrente das festas de fim de ano, os indivíduos que já adquiriram suas passagens a partir desse mês não compram mais. Essas são as maiores receitas que a empresa possui, sendo que é comissionado em 10% no valor das tarifas oferecidas pelas companhias aéreas. O Gráfico 4 apresenta as receitas que foram recebidas a partir das reservas de hotel efetivadas em todo o período de análise deste estudo. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % % Hos pedagens de Hotel jul % ago % set % out % nov % dez % Linear (% Hos pedagens de Hotel) Gráfico 4 – % de Receitas a partir das vendas de hospedagens de hotel Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel. Verifica-se no Gráfico 4 que as receitas geradas pelas reservas de hotéis, não representam um índice muito elevado variando de 2% a 10% da receita total. Sendo que, os hotéis pagam um percentual de comissão que pode chegar até 6% em cima das diárias. Os hotéis ainda cobram a taxa de turismo e os extras consumidos (almoço, jantar, lanches etc) pelos hóspedes, a empresa de turismo não recebe nenhum valor sobre esses serviços. Observa-se ainda, que as reservas nos hotéis no mês de outubro aumentaram acentuadamente, devido aos congressos realizados. No mês seguinte as vendas caíram e voltaram a se comportar como nos meses anteriores. No Gráfico 5 são representadas as locações de vans, carros, ônibus realizadas no ano de 2004 na empresa Via 7 Turismo Ltda. Esse serviço é realizado pela empresa, por meio de contatos diretos com as locadoras de veículos, ou por empresas que possuem ônibus e vans disponíveis para aluguéis e fretamentos. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % % Locação jul % ago % set % out % nov % dez % Linear (% Locação) Gráfico 5 – % de Receitas a partir das vendas de locações Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel. As locações não possuem um volume grande de vendas na empresa em estudo e o setor de vendas não se dedica para efetuar esses serviços, pois é um serviço que se perde muito tempo e recebe-se pouco. Somente no mês de outubro esse produto obteve destaque em conseqüência do congresso da Federação dos Hospitais. Esse produto na empresa não é muito representativo, pois as locadoras não estimulam as vendas e não existem incentivos financeiros para a realização destas vendas. A empresa Via 7 Turismo só efetua esse tipo de serviço quando é solicitada pelo cliente, não há iniciativa por parte da empresa para realizar a venda, em média a comissão das locação é de R$ 8,00. O Gráfico 6 demonstra o volume das receitas obtidas pelas vendas dos pacotes de viagens em relação à receita total. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % % Pacotes de Viagens jul % ago % set % out % nov % dez % Linear (% Pacotes de Viagens) Gráfico 6 – % de Receitas a partir das vendas de pacotes de viagens Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel. As vendas de pacotes incluem: passagens, hospedagens, translado e city tour, no ano de 2004 contribuíram com um percentual bem significativo para a receita da empresa em duas épocas do ano, principalmente férias de fevereiro e julho, nesse período as receitas ultrapassam mais de 40%. O pacote de viagem é o produto mais procurado pelos clientes, pois é mais barato para os clientes adquirirem um pacote de viagem que vem incluso todos os benefícios da viagem (passagens, hospedagens, city tour, etc) do que comprar esses produtos separadamente. Esse produto foi muito divulgado pelo setor comercial da empresa no decorrer do período em estudo, uma vez que as vendas no período da divulgação estiveram em queda. No mesmo período a empresa começou a fazer propagandas (Anúncio TV, mala direta, anúncio em revistas) e a montar pacotes próprios para que esse produto despertasse interesse nos clientes locais, mas não surgiu muito efeito. Os pacotes são vendidos pelas Operadoras de Turismo (empresas que fazem a intermediação com os hotéis, as companhias aéreas e as locadoras montando pacotes para vender), esses pacotes são repassados para o cliente final por meio das empresas de turismo. Recebe-se em média de 10% a 12% de comissão sob essas vendas e quando esses pacotes são vendidos à vista a empresa ainda recebe mais 2% de comissão em cima do total do pacote. Como verifica-se no Gráfico 7 as receitas obtidas com outros serviços turísticos não são muito representativa no volume total das receitas da empresa. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % % Outros Serviços jul % ago % set % out % nov % dez % Linear (% Outros Serviços) Gráfico 7 – % de Receitas a partir das vendas de outros serviços turísticos Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel. O Gráfico 7 demonstra o volume de vendas efetuadas de outros serviços comparandoos com a receita total, esses outros serviços são representados pela venda de: reservas em parques temáticos, auxilio na obtenção de passaportes e vistos, seguros de viagens nacionais e internacionais, traslados e transfer. Na empresa em estudo esses produtos não possuem uma classificação particular, pois são vendidos esporadicamente. A empresa deve investir nesses produtos, porque existe a possibilidade de despertar o interesse nos clientes locais, principalmente nas reservas de parques temáticos, pouco divulgados na cidade de Florianópolis. O Gráfico 8 dispõe das receitas que a empresa recebeu com a realização de Eventos/Feiras e Seminários no período de estudo. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % % Eventos/Feiras e Seminários jul % ago % set % out % nov % dez % Linear (% Eventos/Feiras e Seminários) Gráfico 8 – % de Receitas a partir das vendas de Eventos/Feiras e Seminários Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel. Os eventos/feiras e seminários não são constantes no decorrer do ano, a empresa depende de outras empresas, associações, federações entre outros, para executar esse serviço. Existem contratos que são programados deste o início do ano para a realização destes serviços. Na organização dos eventos/feiras e seminários são oferecidos serviços como: contratação de palestrantes, decorações no local, sala de reuniões, jantares, almoços coofe brek, entre outros serviços solicitados pelo contratante. Observa-se, que nos meses de maio, agosto e setembro quando foram efetuados os pagamentos antecipados dos eventos realizados em outubro e novembro houve um aumento de mais de 20% nas receitas. Na realização desses eventos/feiras e seminários a empresa recebe em média 25% do valor contratado pelo cliente, e ainda recebe 10% das companhias aéreas quando precisa deslocar alguns palestrantes de outros estados e países, bem como em reservas de hotéis e locações. 6.1.2. Despesas Na análise das despesas foram apuradas e detalhadas as despesas ocorridas na empresa Via 7 Turismo no ano de 2004. Conforme o orçamento de caixa (APÊNDICE – A) elaborado neste estudo, essa análise apresentou descontroles de desembolso de caixa em todo o período, observou-se também que a empresa desembolsa excessivamente com despesas desnecessárias. No Gráfico 9 foram analisadas todas as saídas de caixa para o pagamento das despesas com pessoal e como essas despesas se comportaram no decorrer do ano. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % % Despesa com Pessoal jul % ago % set % out % nov % dez % Linear (% Despesa com Pessoal) Gráfico 9 – Comparação das despesas com pessoal em relação as receitas totais Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel Como se observa no Gráfico 9 as despesas com pessoal no decorrer do período foram diminuindo, sendo que os salários dos colaboradores ainda permaneceram elevados em todos os períodos. Cabe ressaltar que além do pró-labore dos sócios ainda existe uma retirada quase que diária em dinheiro, e outras despesas pessoais dos sócios que são pagas com o dinheiro da empresa. As comissões pagas aos agentes de viagens foram aumentando no decorre do período, pois foi contratado mais um agente de viagens para auxiliar no setor de vendas. Sendo que, aquele momento não havia necessidade de uma nova contratação, pois essa decisão só gerou um aumento nas despesas. A partir do segundo semestre houve um equilíbrio das contas, pois nesse período foi implantado o modelo de orçamento de caixa apresentado nesse estudo na empresa. Convém enfatizar que nesse mesmo período um dos sócios da empresa foi substituído, em conseqüência desta decisão, a conta da retirada dos sócios diminuiu em 50%, e a conta salários foi reduzida em aproximadamente em 17%. Já as demais contas com despesas com pessoal mantiveram-se inalteradas, mas as despesas com pessoal ainda precisam ser reduzidas. No Gráfico 10 analisaram-se as demais despesas na empresa que foram designadas como despesas diversas, que são todos os outros desembolsos efetuados no período. 50% 40% 30% 20% 10% 0% jan % fev % mar % abr % mai % jun % jul % ago % set % out % nov % dez % % Despesas Diversas Linear (% Despesas Diversas) Gráfico 10 – Comparação das despesas diversas em relação as receitas totais Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel As despesas diversas da empresa constituem-se em um grande grupo de contas e que ao longo do período tiveram algumas oscilações, cabe ressaltar que nos meses de agosto, novembro e dezembro essas despesas ultrapassaram mais de 40% da receita total. Os contratos como: associação de classe, serviço de contabilidade, contrato manutenção do sistema, segurança da loja e Internet ficaram constantes. A conta aluguel da loja houve um aumento de 43%, por que a empresa mudou suas instalações físicas, em busca de um aumento nas vendas, esse valor permanecerá inalterado nos próximos 12 meses de novembro de 2004 a novembro de 2005. Os materiais de escritório não são comprados todos os meses, mas quando há necessidade de fazer algum material personalizado para alguns clientes devido a realização de eventos, feiras e seminários são consumido em maior quantidade. As contas publicidade, propaganda e anúncios impressos são destinadas a divulgação da empresa visando a captação de novos clientes, mas que no período analisado não surgiu efeito. No final do ano a empresa investiu em treinamento e realizou uma permuta (passagem aérea em toca de anúncios na TV) para que fossem divulgados anúncios da empresa Via 7 Turismo. Verificou-se ainda que na conta informática ao final do período, houve investimentos financeiros, a direção da empresa decidiu por investir em um site e personalizar o outlook (email direcionado). Os serviços contratados a terceiros são utilizados somente quando há alguma manutenção em máquinas ou equipamentos. A limpeza da loja é paga mensalmente e pode-se observar que houve um crescimento no decorrer do período, por causa da mudança de endereço, o valor da diária para limpeza foi reajustado. Os honorários diversos que juntamente com as despesas de cartório ocorreram devido as alterações que tiveram no contrato social, por causa do desligamento de um dos sócios e a mudança de endereço. A conta mensageiros e correios aumentaram em conseqüência dos eventos, feiras e seminários que aconteceram durante o ano, pois foi necessário enviar pelo correio e mensageiros as passagens e os vouchers adquiridos pelos clientes não domiciliados nas proximidades da cidade de Florianópolis. 6.1.2.1. Despesas com tributação A empresa possui como forma de tributação a opção pelo Simples, sendo assim os impostos que incidem diretamente em sua carga tributária é o ISS (imposto sobre serviços) 2,5% e o pagamento do próprio Simples conforme receita apurada no mês, em média de 4,5%. Esses impostos representam 7% do valor total da receita, que podem aumentar conforme o volume de vendas, pois quanto maior for a venda maior será a carga tributária a ser paga. No ano de 2004 esses impostos não tiveram uma atuação que viesse a comprometer as receitas da empresa, ficando constante em todo o período. 6.1.2.2. Despesas financeiras As despesas financeiras da empresa ultrapassaram os 1.000%, houve um crescimento bastante expressivo, pois com o afastamento de um dos sócios a empresa ficou vulnerável financeiramente com dívidas com alguns fornecedores, o que ocasionou a buscar recursos financeiros externos, adquirindo empréstimos bancários. O pagamento de encargos de empréstimos pagos pela empresa a partir de agosto contribuiu para o agravamento do quadro, principalmente se for considerado que este compromisso não poderia ser contraído naquele período. Esses contratos financeiros a serem pagos a curto e longo prazo comprometeram ainda mais as receitas da empresa. Os juros e taxas bancárias também aumentaram devido a falta de controle financeiro e os excessivos empréstimos que também foram realizados em nome de pessoa física (proprietário da empresa) para serem pagos pela empresa (pessoa jurídica). 6.2 Simulações financeiras As projeções para o ano de 2005 foram realizadas com uma previsão de inflação de 0,7% a.m e um aumento nas vendas de 5%a.m e as despesas foram projetadas com uma redução de 4%a.m esses percentuais foram projetados de forma que o gerente financeiro da empresa Via 7 Turismo possa transformar em valores suas expectativas. Esses valores vão permitir a avaliação prévia e a viabilidade das operações planejadas. Diante disso, pode-se afirmar que a empresa quer sobreviver e/ou manter uma posição competitiva no mercado de atuação, para isso visualiza para o futuro um mecanismo possível ao planejamento adequado de suas operações, decidiu por implantar o planejamento financeiro proposto. Uma vez definidos os objetivos a partir da formulação do orçamento o gerente financeiro da empresa Via 7 Turismo não se limitou a fazer somente previsões e comparar os resultados executados com os orçados, mas também, buscou analisar as possibilidades de atuações futuras e estabelecer metas para a empresa alcançar. Nos Gráficos 11 e 12 são demonstradas as ações realizadas no ano de 2004 comparando-as com as projeções que foram simuladas para o ano de 2005. 31.000,00 26.000,00 21.000,00 16.000,00 11.000,00 6.000,00 4 ou t/0 4 no v/ 04 de z/ 04 se t/ 0 4 ag o/ 04 ju l /0 /0 4 ju n/ 04 m ai /0 4 m ar /0 4 ab r/ 04 fe v ja n/ 04 1.000,00 Receita em 2004 Projeção da Receita para 2005 Linear (Projeção da Receita para 2005) Gráfico 11 – Comparação das receitas obtidas em 2004 com as projeções para 2005 Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel O Gráfico 11 apresenta a elaboração das projeções de caixa, dentro da seqüência do processo orçamentário, consiste em ilustrar as entradas de caixa decorrentes das receitas de caixa no ano de 2004 em relação a projeção para o ano de 2005. Na verdade essa projeção tende a aumentar a estabilidade da empresa, o que proporciona uma análise sobre os números apresentados, possibilitando os devidos acertos das decisões tomadas na execução do planejamento financeiro em relação aos objetivos fixados para o período. O desenvolvimento do planejamento financeiro e a função controle são ferramentas para realizar as ações projetadas, mas foi o orçamento de caixa que demonstrou o movimento financeiro da empresa para o período orçado, ou quanto de receita pode ser recebido no período. Conforme a linha de tendência as receitas podem aumentar no decorrer do ano de 2005. No planejamento financeiro implantado na empresa foi estabelecido um valor mínimo para ser projetado, por isso, no orçamento de caixa, não se apurou simplesmente o saldo de caixa, e sim todas as contas. No entanto, pode-se verificar que as movimentações de tesouraria foram gerando insuficiências em relação àqueles saldos desejados. As despesas apresentadas no Gráfico 12 complementam os números calculados nas projeções de caixa, sintetizando e abordando os fluxos de saídas de recursos da empresa, podendo possibilitar ao gerente financeiro a visualização e o controle dos futuros excessos ou deficiências no caixa projetado da empresa. R$ 21.000,00 R$ 16.000,00 R$ 11.000,00 R$ 6.000,00 05 de z/ 5 ou t/0 5 no v/ 05 se t/0 5 ag o/ 05 ju l /0 /0 5 ju n/ 05 m ai m ar /0 5 ab r/ 05 /0 5 fe v ja n/ 05 R$ 1.000,00 Despesas em 2004 Projeção das despesas para 2005 Linear (Projeção das despesas para 2005) Gráfico 12 – Comparação das despesas diversas efetuadas com as projeções Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel Com as projeções das despesas para o ano de 2005 pretende-se reduzir a conta antecipação de lucro (retirada dos sócios), e conscientizar os sócios que não pode haver retiradas da empresa para pagar contas particulares, pois essa decisão deixará o caixa com saldos negativos. Por meio das projeções, a direção da empresa poderá analisar se as metas de vendas estabelecidas no começo do processo orçamentário são possíveis de cumprir, e reduzir os desembolsos desnecessários. Esta foi uma vantagem apresentada com a implantação do planejamento financeiro, pois as projeções permitem realizar vários testes e optar pela melhor escolha, mesmo antes da sua implantação, podendo ser alterado qualquer peça do processo orçamentário, quer seja o plano de vendas em termos de volume, ou redução de despesas. Uma vez estabelecidos os objetivos do planejamento, o resultado orçado passa a ser uma ferramenta gerencial que dimensiona o desempenho econômico e financeiro da empresa, bem como, os impactos que podem provocar nas áreas financeiras e patrimoniais da empresa. Nos Gráficos 13 e 14, foram realizadas simulações das ações executadas na empresa no ano de 2004 e calculado o ponto de equilíbrio. 31.000,00 26.000,00 21.000,00 16.000,00 11.000,00 6.000,00 Receita 2004 04 de z/ 4 ou t/0 4 no v/ 04 t/0 se 4 ag o/ 04 ju l/0 ju n/ 04 /0 4 m ai ab r/ 04 ar /0 4 /0 4 m fe v ja n/ 04 1.000,00 Ponto de Equilíbrio Gráfico 13 – Ponto de Equilíbrio 2004 Fonte: Elaborado pelo autor, por meio de planilhas do excel 31.000,00 26.000,00 21.000,00 16.000,00 11.000,00 6.000,00 Ponto de Equilíbrio Projetado 04 de z/ 4 no v/ 04 4 t/0 se ou t/0 ag o/ 04 4 ju l/0 ju n/ 04 /0 4 ai m ab r/ 04 ar /0 4 m /0 4 fe v ja n/ 04 1.000,00 Receita Projetada Gráfico 14 – Simulação Ponto de Equilíbrio Fonte: Elaborado pelo autor, por meio de planilhas do excel O Gráfico 13 e 14 foram elaborados a partir das informações coletadas no cálculo do ponto de equilíbrio (APÊNDICE - E), apresentando o ponto de equilíbrio calculado e o ponto de equilíbrio projetado com um aumento de 5%am nas receitas e uma redução 4%am. Esses seriam os valores reais em receita que a empresa deveria receber para pagar suas despesas fixas, uma vez que, na empresa nenhuma das despesas foram classificadas em despesas variáveis. No Gráfico 15 apresenta-se a simulação do fluxo acumulado de caixa e o fluxo acumulado que deveria ser executado na empresa, mas devido a falta de controle e planejamento de suas ações financeiras, não foi possível alcançar os valores ideais para tornar seu caixa positivo. Com simulação do cálculo do ponto de equilíbrio apresentado no Gráfico 14, a empresa poderia pagar seus compromissos financeiros sem precisar recorrer a recursos externos. No entanto teria que vender o suficiente para cobrir suas despesas e a partir desses valores obtidos haveria excedente de caixa e começaria a ter lucro, não comprometendo a sua capacidade total de vendas. 45.000,00 35.000,00 25.000,00 15.000,00 5.000,00 Ja ne i Fe ro ve re iro M ar ço Ab ril M aio Ju nh o Ju lh o Ag os Se to tem br Ou o tu No bro ve m b De ro ze m br o (5.000,00) (15.000,00) Fluxo Acumulado Simulado Fluxo Acumulado Executado Gráfico 15 – Projeção real para 2005 e a Projeção ideal Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel Pode-se observar no Gráfico 15 que se as simulações realizadas no ano de 2004 se fossem cumpridas, em pouco tempo a empresa Via 7 Turismo Ltda teria um aumento nas vendas e liquidaria seus compromissos financeiros no prazo, deixando de pagar juros e multas por eventuais atrasos nos pagamentos. Conforme proposto foi simulado uma redução de 4% nas despesas, esse procedimento poderia iniciar-se com o fim das retiradas em dinheiro diária dos sócios, sendo que com a eliminação destas saídas, esses valores seriam realocados para pagar outras despesas da empresa. Os empréstimos particulares dos sócios também não seriam mais pagos com a caixa da empresa, essa atitude dos sócios contribuiria sensivelmente para a redução das despesas. As despesas com publicidades e propagandas devem ser melhor planejadas para não haver desembolsos desnecessários. A finalidade da empresa é obter o retorno do capital investido nessas publicidades e propagandas e não despesas, pois se não houver um retorno suficiente para cobrir essas despesas, fica evidenciado que não valeria a pena investir nesses serviços. O Quadro 6 apresenta a comparação do executado na empresa no ano de 2004 e a simulação para o mesmo ano, obtida por meio do orçamento de caixa elaborado no Apêndice A e o cálculo do ponto de equilíbrio Apêndice – E, é demonstrado o fluxo de caixa do período e o fluxo de caixa acumulado. Verifica-se que no executado em 2004, se não houvesse a antecipação de lucros (retiradas dos sócios) e os pagamentos de financiamento, empréstimos e permutas (passagens aéreas em troca de anúncios na TV), ao final do período a empresa estaria com um saldo positivo, sendo que a construção do Quadro 6 foi efetuada com a isenção destas contas. Da mesma forma, o simulado do fluxo de caixa acumulado para o ano de 2004 apresentaria um saldo positivo, sendo maior que o saldo também positivo no executado no mesmo período. Esses resultados só seriam possíveis se houvesse o aumento nas receitas de 5%a.m e a redução nas despesas de 4%a.m de acordo com o indicado para análise desse estudo, mas se os sócios da empresa aceitassem essa proposta, teriam que rever suas ações financeiras em relação a empresa. Simulado 2004 Receita ( - ) Despesa ( = ) Fluxo de Caixa Fluxo de Caixa Acumulado Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 10.107,36 13.314,07 15.285,34 11.406,76 14.524,16 13.722,50 14.384,37 18.665,44 17.657,16 23.962,09 27.435,66 16.563,66 (12.224,19) (11.835,25) (13.694,67) (12.886,64) (14.005,35) (11.314,93) (11.537,74) (14.563,16) (12.416,53) (12.510,58) (18.580,46) (13.834,88) (2.116,83) 1.478,82 1.590,67 (1.479,88) 518,81 2.407,57 2.846,63 4.102,27 5.240,63 11.451,51 8.855,20 2.728,77 (2.116,83) (638,01) 952,67 (527,21) (8,40) 2.399,17 5.245,80 9.348,07 14.588,71 26.040,22 34.895,42 37.624,20 Executado 2004 Janeiro Fevereiro Receita 9.562,31 12.596,10 14.461,06 10.791,64 13.740,93 12.982,50 ( - ) Despesa Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 13.608,68 17.658,88 16.704,98 22.669,91 25.956,16 15.670,44 (12.733,53) (12.328,39) (14.265,28) (13.423,58) (14.588,91) (11.786,39) (12.018,48) (15.169,96) (12.933,89) (13.031,86) (19.354,65) (14.411,34) (3.171,22) 267,71 195,78 (2.631,94) (847,98) 1.196,11 1.590,20 ( = ) Fluxo de Caixa Fluxo de Caixa Acumulado (3.171,22) (2.903,51) (2.707,73) (5.339,68) (6.187,66) (4.991,55) (3.401,35) 2.488,92 (912,43) 3.771,10 2.858,67 9.638,06 6.601,51 12.496,72 19.098,24 Quadro 6 – Projeção real para 2005 e a Projeção ideal Fonte: Elaborada pelo autor, adaptado por meio de planilhas do excel 1.259,11 20.357,34 Desse modo, se a empresa atuar de acordo com as simulações apresentadas, poderá obter resultados que sustentarão a sua atuação no segmento de turismo. Deverá empregar da melhor forma possível, os recursos financeiros que estarão disponíveis na empresa, evitando que fiquem ociosos e analisando antecipadamente a sua melhor aplicação. Com a utilização desses mecanismos a empresa estará com informações financeiras suficientes para a tomada de decisão, bem como prever períodos em que haveria sobras ou necessidade de recursos. 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES 7.1 Considerações finais As empresas vivem hoje com o grande desafio de trabalhar diante de um fluxo rápido de informações e acontecimentos, que exigem a adoção de um posicionamento estratégico por parte de seus gestores, utilizando alguns conceitos como mecanismo para o planejamento e controle. Adotar um posicionamento estratégico exige ações táticas para prevenir problemas e propor soluções adequadas para os desvios. Dentro dessa proposta do trabalho, o planejamento financeiro foi tido como o instrumento mais adequado para a valorização da empresa ao longo do tempo, garantindo dessa forma a sua premissa básica de continuidade. O desenvolvimento do planejamento financeiro apresentado nesse estudo iniciou-se no mês de janeiro até o mês de dezembro de 2004, durante esse período a empresa apresentou diversas situações de desajustes entre os ingressos e desembolsos de caixa. Ressalta-se, que essa ferramenta é muito importante em qualquer empresa independente de seu segmento, pois é preciso planejar para obter alternativas financeiras. Foi de extrema relevância fazer uma descrição sobre o segmento de turismo, pois esse segmento sofre influencia de temporadas (alta e baixa sazonalidade), o objetivo foi demonstrar que em determinados períodos a empresa deve se planejar financeiramente, a fim de evitar problemas com insuficiência de caixa. Dessa forma, o objetivo geral do trabalho, foi desenvolver um modelo de planejamento financeiro (APÊNDICE - A) como mecanismo dentro do processo de projetar e controlar as decisões financeiras da empresa Via 7 Turismo Ltda. Para a empresa apresentou-se com a finalidade de levá-la a prever situações financeiras e adaptar-se ao futuro, trazendo bons resultados. Por meio dos objetivos específicos foi possível atingir o objetivo geral do estudo, que conforme demonstrado com a fundamentação teórica e estudo prático, foi possível desenvolver o planejamento financeiro. · Com o levantamento dos dados numéricos das rotinas diárias de tesouraria (APÊNDICE A), foi possível obter informações necessárias da área financeira da empresa, para analisar e organizar as entradas e saídas de caixa efetuadas no período em estudo. · Em busca de melhorias na gestão de caixa, foi desenvolvido um orçamento de caixa (APÊNDICE - A), para visualizar e compreender as movimentações financeiras realizadas no período, verificando assim, as sobras e faltas de caixa, para que fosse possível simular e projetar recebimentos e pagamentos com base em informações financeiras reais, comparando o executado com o planejado. · Por meio da indicação da posição financeira provável em resultados das operações planejadas (APÊNDICE – B), foi possível indicar os valores prováveis em resultados, para que o gerente da empresa Via 7 Turismo Ltda acompanhasse a situação financeira em qualquer período, bem como, tomar as decisões mais acertadas para corrigir os desvios que estavam prejudicando a performance da empresa. · Constatou-se ainda que o cálculo do ponto de equilíbrio (APÊNDICE – E), quando efetuado pode-se prever o volume necessário de vendas para a empresa e, nesse caso tratase de uma ferramenta que auxilia no planejamento das receitas recebidas em relação as vendas. O cálculo do ponto de equilíbrio teve como objetivo acompanhar a evolução das vendas comparando o volume de vendas planejado com o realizado. Assim, quando as receitas se igualarem com as despesas totais, a empresa não terá lucro nem prejuízo, acima desse volume de vendas obtém lucro, abaixo desse volume de vendas a empresa passará a obter prejuízo. O processo de desenvolver um planejamento financeiro só se viabilizou por causa do desenvolvimento do orçamento de caixa (APÊNDICE – A) e de algumas ferramentas, como: a demonstração do resultado do exercício (APÊNDICE – B), a análise horizontal (APÊNDICE – C), a análise vertical (APÊNDICE – D) e o cálculo do ponto de equilíbrio (APÊNDICE – E), enfim, ferramentas essas que serviram de mecanismos para alcançar os objetivos. É inegável reconhecer que hoje há um controle preciso das despesas e receitas da empresa tornando-a com uma vantagem competitiva, resultante da utilização de uma ferramenta gerencial e estratégica para a tomada de decisão, mostrando claramente a situação financeira da empresa. Considerando-se ainda que o desenvolvimento do planejamento financeiro tornou-se mais conveniente para administrar e controlar o dia a dia das atividades financeiras da empresa, bem como para que o gerente financeiro fique atendo as ferramentas que utiliza no planejamento e acompanhamento para não perder o controle de suas ações. Enfim, a partir do que foi exposto e considerando o objetivo geral deste estudo, verificou-se que os sócios e gerentes da empresa Via 7 Turismo Ltda, conseguiram se conscientizar da importância dos planos e controles para que se reduzam as despesas e aumentem as receitas. Cabe ressaltar que alguns pagamentos de despesas particulares dos sócios eram efetuados com o caixa da empresa, pagamentos de empréstimos pessoais e cartões de crédito, foram reduzindo no decorrer do ano de 2004. A experiência de trabalhar com esse estudo foi importante, pois acompanhar as atividades efetuadas dentro da empresa foi primordial para compreender suas ações, foi possível obter o total conhecimento e domínio de todas as atividades, de maneira que se pode projetar, analisar e controlar as ações financeiras da empresa. Apesar de todas as análises e explicações, o trabalho realizado não esgota o tema proposto, e como o assunto em questão é extremamente complexo, novos estudos são bemvindos nessa área como forma de complementação das informações até aqui tratadas. 7.2 Recomendações De modo geral, o modelo de planejamento financeiro aplicado à empresa em estudo, identificou alguns pontos que se forem melhoradas poderão proporcionar bons resultados, Utilizando-se dos pontos com menor desenvolvimento evidenciado nesse estudo recomendase que a empresa: · Determine um valor fixo e data fixa para pagamento do seu pró-labore, não esquecendo de limitar seu valor dentro das possibilidades da empresa; · Evite sempre que possível adquirir empréstimos e financiamentos, evitando assim o aumento das despesas financeiras; · Analise a capacidade de pagamentos antes de assumir compromissos; · Avalie o momento mais favorável para efetuar publicidades e propagandas. 7.2.1. Recomendações acadêmicas · Recomenda-se para futuros estudos a aplicação dos modelos qualitativo e quantitativo (financeiros), a fim de analisar o nível de gerenciamento obtido no diagnóstico quantitativo e o resultado financeiro do negócio em micro e pequenas empresas. · Outra sugestão seria desenvolver um estudo na área de marketing analisando o custo/beneficio para as empresa do segmento de turismo com o objetivo de aumentar as vendas. · Recomenda-se ainda a aplicação do estudo em outro segmento de serviços e compará-lo com as empresas do segmento de turismo. Referências ASSAF NETO. A. Estrutura e Análise de balanços: Um enfoque econômico e financeiro. 7. ed. São Paulo: Atlas. 2002. BARRETO, M. Manual de iniciação ao estudo do turismo. 2. ed. São Paulo: Papirus, 1997. BENI, M.C. Análise estrutural do turismo. São Paulo: SENAC, 1998. BORNIA, A.C. Análise gerencial de custos em empresas modernas. Porto Alegre: Bookman, 2002. BRUNI, A.; FAMÁ, R. Gestão de Custos e formação de Preços. 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APÊNDICE A – Orçamento de caixa do ano de 2004 da empresa Via 7 Turismo Ltda VIA 7 TURISMO LTDA Orçamento de Caixa 2004 A - VENDAS: Passagens Aéreas Internacional Passagens Aéreas Nacional Hotéis Locadoras Pacotes de terceiros Receptivo Eventos/Feiras/Seminários Outros Serviços B - RECEITAS: Passagens Aéreas Internacional Passagens Aéreas Nacional Hotéis Locadoras Pacotes de terceiros Receptivo Eventos/Feiras/Seminários Outros Serviços C - DESPESAS 1 - Impostos Diretos I.S.S 2,5% SIMPLES 4,5 % 2 - Pessoal Sálarios F.G.T.S 8,5% Vale transportes Vale refeição Assistência médica Combustivel Rescisão trabalhista Provisão 13º salário + FGTS Provisão de férias + 1/3 D - DESPESAS FINANCEIRAS Juros S/ Empréstimos e Financ. jan-04 93.770,50 fev-04 114.906,96 mar-04 141.688,88 abr-04 115.667,26 mai-04 142.742,90 jun-04 140.046,49 jul-04 154.980,45 ago-04 183.683,92 set-04 168.897,12 out-04 215.299,85 nov-04 269.415,37 dez-04 158.539,42 15.789,79 42.968,85 2.357,80 0,00 17.081,32 0,00 12.000,00 3.572,74 9.562,31 14.732,35 53.826,17 7.895,79 406,70 29.304,67 0,00 8.587,36 153,92 12.596,10 3.951,14 53.710,60 5.349,48 2.671,20 62.187,24 0,00 12.369,22 1.450,00 14.461,06 19.603,03 49.261,00 11.209,46 1.073,40 17.950,01 0,00 16.570,36 0,00 10.791,64 10.545,58 63.399,60 2.413,60 0,00 30.664,12 0,00 35.720,00 0,00 13.740,93 16.681,55 81.597,00 7.145,03 0,00 18.236,91 0,00 16.386,00 0,00 12.982,50 11.443,64 59.510,32 5.109,34 62,30 64.285,85 200,00 14.369,00 0,00 13.608,68 27.293,84 52.355,98 4.190,10 0,00 42.775,00 0,00 52.569,00 4.500,00 17.658,88 16.026,51 62.026,60 2.156,09 0,00 27.698,92 0,00 60.889,00 100,00 16.704,98 55.298,82 83.825,00 42.301,79 8.340,10 22.721,14 0,00 0,00 2.813,00 22.669,91 131.825,04 65.739,55 6.089,40 1.402,00 62.413,86 0,00 0,00 1.945,52 25.956,16 34.086,98 80.305,20 10.623,60 0,00 32.203,89 0,00 0,00 1.319,75 15.670,44 1.421,08 4.180,84 270,20 0,00 1.968,61 0,00 1.200,00 521,58 8.933,90 669,36 239,06 430,30 8.264,54 5.670,00 481,95 156,10 273,83 470,00 70,00 0,00 512,66 630,00 82,05 1.219,70 5.257,88 726,68 40,67 4.487,81 0,00 858,74 4,62 9.441,76 881,73 314,90 566,82 8.560,03 5.670,00 481,95 130,00 452,14 470,00 213,28 0,00 512,66 630,00 345,25 355,60 5.242,95 551,61 267,12 6.356,86 0,00 1.236,92 450,00 9.967,27 1.012,27 361,53 650,75 8.955,00 5.670,00 481,95 130,00 229,19 516,00 0,00 785,20 512,66 630,00 575,75 1.517,66 4.794,39 858,72 107,34 1.856,49 0,00 1.657,04 0,00 9.737,28 755,41 269,79 485,62 8.981,87 5.670,00 481,95 298,40 524,71 516,00 348,15 0,00 512,66 630,00 606,15 940,91 5.895,07 217,56 0,00 3.115,39 0,00 3.572,00 0,00 10.554,73 961,87 343,52 618,34 9.592,86 5.670,00 481,95 334,10 405,70 516,00 233,00 809,45 512,66 630,00 1.427,39 1.328,31 7.455,16 710,08 0,00 1.850,35 0,00 1.638,60 0,00 7.486,40 908,78 324,56 584,21 6.577,62 4.370,00 371,45 130,00 9,49 516,00 300,00 0,00 395,12 485,56 588,94 1.029,92 5.613,74 511,43 0,00 6.421,59 32,00 0,00 0,00 8.648,78 952,61 340,22 612,39 7.696,17 4.370,00 371,45 568,20 756,84 516,00 233,00 0,00 395,12 485,56 772,56 2.456,45 4.854,42 405,91 0,00 4.135,20 0,00 5.256,90 550,00 8.647,37 1.236,12 441,47 794,65 7.411,25 4.670,00 396,95 218,50 608,66 576,00 0,00 0,00 422,25 518,89 1.751,71 1.442,39 5.753,09 475,71 0,00 2.934,89 0,00 6.088,90 10,00 8.447,61 1.169,35 417,62 751,72 7.278,27 4.675,00 397,38 316,00 372,20 576,00 0,00 0,00 422,25 519,44 2.219,35 4.580,01 7.833,84 6.066,24 1.566,41 2.272,11 0,00 0,00 351,30 8.998,95 1.586,89 566,75 1.020,15 7.412,06 4.715,00 400,78 153,30 516,80 576,00 100,00 0,00 426,30 523,88 2.966,89 11.864,26 6.048,51 608,94 194,20 6.563,40 0,00 0,00 676,85 9.523,22 1.816,93 648,90 1.168,03 7.706,29 4.715,00 400,78 160,60 624,50 614,00 241,23 0,00 426,30 523,88 3.479,47 3.050,25 7.661,48 1.229,63 0,00 3.416,18 0,00 0,00 312,90 8.604,69 1.096,93 391,76 705,17 7.507,76 4.715,00 400,78 153,30 624,50 664,00 0,00 0,00 426,30 523,88 5.002,16 119,58 74,98 1.122,62 59,20 375,33 114,98 130,60 65,46 128,55 86,90 53,40 93,20 48,20 1.513,20 2.400,51 2.286,61 3.885,13 109,13 395,14 67,25 315,13 99,03 935,17 87,15 853,13 0,00 138,00 122,30 58,30 85,05 243,49 439,26 Taxas bancarias 39,25 23,58 38,00 43,92 72,98 0,00 0,00 Financiamento 0,00 0,00 0,00 0,00 892,52 0,00 0,00 Juros bancários CPMF 0,00 42,80 0,00 183,67 126,09 289,36 145,39 358,54 134,50 242,34 115,78 229,67 62,44 270,86 VIA 7 TURISMO LTDA Orçamento de Caixa 2004 Associações de classe Serviço Contabilidade Contratos Aluguel Contas / Loc. Telefones Segurança Loja Material de escritório Água / Luz Publicidade / Propaganda Internet Anúncios Impressos Informática Comissões à terceiros Cursos/treinamentos Viagens / Cursos e Treinamentos Contribuição espontânea Serviços de terceiros Cartório Honorários Diversos Limpeza Loja Mensageiros/correios TOTAL TOTAL GERAL DESPESA jan-04 4.468,99 38,00 300,00 90,00 1.500,00 1.063,27 28,00 19,95 625,31 18,00 39,00 19,00 0,00 161,11 0,00 0,00 115,78 140,00 3,40 177,60 90,18 40,39 4.468,99 13.484,94 fev-04 3.768,36 38,00 300,00 90,00 1.500,00 1.329,42 28,00 18,26 215,96 18,00 39,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 7,58 0,00 0,00 119,44 64,70 3.768,36 13.555,37 mar-04 5.310,28 38,00 300,00 199,00 1.500,00 2.099,94 70,00 517,30 42,22 24,90 39,00 282,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 30,00 0,00 0,00 60,00 107,92 5.310,28 15.853,30 abr-04 4.441,71 38,00 300,00 90,00 1.500,00 961,09 70,00 0,00 502,24 24,90 39,00 282,00 0,00 382,84 0,00 0,00 0,00 55,08 0,00 0,00 140,33 56,23 4.441,71 14.785,14 mai-04 4.996,05 38,00 300,00 269,00 1.500,00 1.083,49 70,00 190,56 225,36 24,90 39,00 452,00 192,75 401,40 0,00 66,35 0,00 0,00 5,20 0,00 104,20 33,84 4.996,05 16.978,17 jun-04 5.208,77 38,89 300,00 90,00 1.500,00 920,30 76,69 550,40 212,52 59,98 39,00 475,00 0,00 429,18 0,00 302,95 0,00 0,00 0,00 0,00 174,33 39,53 5.208,77 13.284,11 jul-04 4.322,31 38,00 300,00 90,00 1.500,00 301,99 70,83 0,00 30,00 320,00 39,00 205,00 139,16 394,49 0,00 121,41 350,00 30,00 39,29 60,00 253,85 39,29 4.322,31 13.743,65 ago-04 7.758,71 38,00 300,00 90,00 1.500,00 2.459,46 70,17 288,15 144,44 584,07 39,00 923,00 138,65 326,86 0,00 248,00 0,00 0,00 203,71 0,00 330,00 75,20 7.758,71 18.157,79 set-04 5.655,62 38,00 300,00 90,00 850,00 1.220,98 70,00 160,37 311,76 450,00 39,00 690,00 559,78 410,80 0,00 0,00 0,00 230,00 0,00 0,00 200,00 34,93 5.655,62 16.322,58 out-04 5.619,80 38,00 300,00 90,00 0,00 2.233,29 70,00 479,80 95,21 490,00 39,00 0,00 640,00 365,68 0,00 100,00 0,00 96,00 0,00 265,06 250,00 67,76 5.619,80 17.585,64 nov-04 11.648,36 38,00 300,00 90,00 2.300,00 2.158,36 70,54 622,30 0,00 666,40 619,00 809,00 0,00 806,69 0,00 2.578,68 0,00 94,52 277,92 0,00 0,00 216,95 11.648,36 24.651,05 dez-04 6.903,58 38,00 600,00 140,65 2.300,00 1.439,00 78,34 178,60 238,77 73,00 597,00 0,00 0,00 616,34 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 159,38 444,50 6.903,58 20.510,43 Resultado Líquido (3.922,63) (959,27) (1.392,24) (3.993,51) (3.237,24) (301,61) (134,97) (498,91) 382,40 5.084,27 1.305,11 (4.839,99) Resultado Acumulado (3.922,63) (4.881,90) (6.274,14) (10.267,65) (13.504,89) (13.806,49) (13.941,46) (14.440,37) (14.057,98) (8.973,70) (7.668,59) (12.508,58) F - INVESTIMENTOS Aquisição de Moveis Aquisição de Equipamentos 1.978,80 0,00 1.978,80 1.472,90 1.472,90 0,00 1.654,76 0,00 1.654,76 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 410,00 0,00 410,00 995,00 995,00 0,00 995,00 995,00 0,00 971,67 971,67 0,00 893,00 893,00 0,00 528,00 0,00 528,00 127,80 0,00 127,80 Retirada dos Sócios 2.000,00 2.000,00 2.000,00 2.000,00 2.000,00 190,00 951,47 686,00 1.100,00 1.488,85 256,04 4.650,00 E - DESPESAS APÊNDICE B – Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) do ano de 2004 da empresa Via 7 Turismo Ltda Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) 2004 JANEIRO (+) Receita Bruta (- ) Impostos (=) FEVEREIRO 9.562,31 (+) Receita Bruta (669,36) (- ) Impostos Receitas Líquidas 8.892,95 (=) (-) Despesas Diretas (161,11) (-) Comissões (=) Margem Bruta (=) MARÇO 12.596,10 (+) Receita Bruta 14.461,64 (881,73) (- ) Impostos (1.012,27) Receitas Líquidas 11.714,37 (=) Receitas Líquidas 13.449,37 (-) Despesas Diretas 0,00 (-) Despesas Diretas 0,00 (161,11) (-) Comissões (=) Margem Bruta Despesas Fixas 8.731,84 (12.733,53 ) 0,00 (-) Comissões (=) Margem Bruta 13.449,37 Despesas Fixas 11.714,37 (12.328,39 ) (=) (- ) Pessoal (8.264,54) (- ) Outras Despesas (4.468,99) (=) Resultado Operacional (4.001,69) (=) (=) Resultado Financeiro (82,05) (=) (+) Receitas Financeiras 0,00 (+) (=) Despesas Fixas (14.265,28) (- ) Pessoal (8.560,03) (- ) Pessoal (8.955,00) (- ) Outras Despesas Resultado Operacional Resultado Financeiro (3.768,36) (- ) (5.310,28) (614,02) (=) Outras Despesas Resultado Operacional (345,25) (=) Resultado Financeiro (575,75) 0,00 (- ) Despesas Financeiras (=) Resultado Líquido (+) (+) (82,05) (- ) (4.083,74) (=) Resultado Líquido Investimentos 1.978,80 (+) Investimentos 1.472,90 (+) Investimentos 1.654,76 Retirada dos Sócios 2.000,00 (+) Retirada dos Sócios 2.000,00 (+) Retirada dos Sócios 2.000,00 (+) Receita Bruta (- ) Impostos (=) Receitas Líquidas (-) Despesas Diretas (-) Comissões (=) Margem Bruta (=) (+) Receitas Financeiras (345,25) (- ) Despesas Financeiras (959,27) (=) Resultado Líquido (815,91) Receitas Financeiras Despesas Financeiras ABRIL 0,00 0,00 MAIO 10.791,64 (+) Receita Bruta (755,41) (- ) Impostos 10.036,23 (=) (382,84) (-) (382,84) (575,75) (1.391,66) JUNHO 13.740,93 (+) Receita Bruta 12.982,50 (961,87) (- ) Impostos Receitas Líquidas 12.779,06 (=) Receitas Líquidas 12.073,72 Despesas Diretas (401,40) (-) Despesas Diretas (429,18) (-) Comissões (401,40) (-) Comissões (429,18) (=) Margem Bruta Margem Bruta 11.644,54 (=) Despesas Fixas 12.377,66 (14.187,51 ) (=) Despesas Fixas 9.653,39 (13.423,58 ) (=) Despesas Fixas (11.786,39) (- ) Pessoal (8.981,87) (- ) Pessoal (9.592,86) (- ) Pessoal (6.577,62) (- ) Outras Despesas (4.441,71) (- ) (4.594,65) (- ) Resultado Operacional (3.770,19) (=) (1.809,85) (=) Outras Despesas Resultado Operacional (5.208,77) (=) (=) Resultado Financeiro (606,15) (=) Outras Despesas Resultado Operacional Resultado Financeiro (1.427,39) (=) Resultado Financeiro (588,94) (+) Receitas Financeiras 0,00 (+) 0,00 (- ) Despesas Financeiras (606,15) (=) Resultado Líquido (+) Investimentos (+) Retirada dos Sócios (908,78) (141,85) 0,00 (+) Receitas Financeiras (- ) Receitas Financeiras Despesas Financeiras (1.427,39) (- ) Despesas Financeiras (588,94) (4.376,34) (=) Resultado Líquido (3.237,24) (=) Resultado Líquido (730,79) 0,00 (+) Investimentos 0,00 (+) Investimentos 410,00 2.000,00 (+) Retirada dos Sócios 2.000,00 (+) Retirada dos Sócios 190,00 Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) 2004 JULHO (+) Receita Bruta (- ) Impostos (=) AGOSTO SETEMBRO 13.608,68 (+) Receita Bruta 17.658,88 (+) Receita Bruta 16.704,98 (952,61) (- ) Impostos (1.236,12) (- ) Impostos (1.169,35) Receitas Líquidas 12.656,07 (=) Receitas Líquidas 16.422,76 (=) Receitas Líquidas 15.535,63 (-) Despesas Diretas (394,49) (-) Despesas Diretas (326,86) (-) Despesas Diretas (410,80) (-) Comissões (=) Margem Bruta (=) (394,49) (-) Comissões (=) Margem Bruta Despesas Fixas 12.261,58 (12.018,48 ) (326,86) (-) Comissões (=) Margem Bruta Despesas Fixas 16.095,90 (15.169,96 ) (=) Despesas Fixas 15.124,83 (12.933,89 ) (=) (- ) Pessoal (7.696,17) (- ) (4.322,31) (=) Outras Despesas Resultado Operacional 243,10 (=) Resultado Financeiro (+) Receitas Financeiras (- ) (=) (+) (+) (- ) Pessoal (7.411,25) (- ) Pessoal (7.278,27) (- ) (7.758,71) (- ) 925,94 (=) (772,56) (=) Resultado Financeiro (1.751,71) (=) Outras Despesas Resultado Operacional Resultado Financeiro (5.655,62) (=) Outras Despesas Resultado Operacional 0,00 (+) Receitas Financeiras 0,00 (+) Despesas Financeiras (772,56) (- ) Despesas Financeiras (1.751,71) (- ) Receitas Financeiras Despesas Financeiras Resultado Líquido (529,46) (=) Resultado Líquido (825,77) (=) Resultado Líquido (28,41) Investimentos 995,00 (+) Investimentos 995,00 (+) Investimentos 971,67 Retirada dos Sócios 951,47 (+) Retirada dos Sócios 686,00 (+) Retirada dos Sócios OUTUBRO (+) Receita Bruta (- ) (=) NOVEMBRO 22.669,91 (+) Receita Bruta Impostos (1.586,89) (- ) Receitas Líquidas 21.083,02 (=) (-) Despesas Diretas (365,68) (-) Comissões (=) Margem Bruta (=) (410,80) 2.190,94 (2.219,35) 0,00 (2.219,35) 1.100,00 DEZEMBRO 25.956,16 (+) Receita Bruta 15.670,44 Impostos (1.816,93) (- ) Impostos (1.096,93) Receitas Líquidas 24.139,23 (=) Receitas Líquidas 14.573,51 (-) Despesas Diretas (806,69) (-) Despesas Diretas (616,34) (365,68) (-) Comissões (806,69) (-) Comissões (616,34) (=) Margem Bruta Margem Bruta (=) Despesas Fixas 23.332,54 (19.354,65 ) (=) Despesas Fixas 20.717,34 (13.031,86 ) (=) Despesas Fixas 13.957,17 (14.411,34 ) (- ) Pessoal (7.412,06) (- ) Pessoal (- ) Pessoal (7.507,76) (- ) (5.619,80) (- ) (=) 3.977,89 (=) (=) Resultado Financeiro (2.966,89) (=) Resultado Financeiro (3.479,47) (=) Outras Despesas Resultado Operacional Resultado Financeiro (6.903,58) 7.685,48 Outras Despesas Resultado Operacional (- ) (=) Outras Despesas Resultado Operacional (7.706,29) (11.648,36 ) (+) Receitas Financeiras 0,00 (+) Receitas Financeiras 0,00 (+) (- ) Despesas Financeiras (2.966,89) (- ) Despesas Financeiras (3.479,47) (=) Resultado Líquido 4.718,59 (=) Resultado Líquido 498,42 (+) Investimentos 893,00 (+) Investimentos (+) Retirada dos Sócios 1.488,85 (+) Retirada dos Sócios (454,17) (5.002,16) (- ) Receitas Financeiras Despesas Financeiras 0,00 (5.002,16) (=) Resultado Líquido (5.456,33) 528,00 (+) Investimentos 256,04 (+) Retirada dos Sócios 127,80 4.650,00 APÊNDICE C – Análise Horizontal da empresa Via 7 Turismo Ltda Análise Horizontal mar - fev % 123,31% Passagens Aéreas Internacional 26,82% Passagens Aéreas Nacional 99,79% Hotéis 67,75% Locad oras 656,80% Pacotes de terceiros 212,21% Receptivo 0,00% Eventos/Feiras/Seminários 144,04% Outros Serviços 942,05% B - Receitas 114,81% Passagens Aéreas Internacional 29,15% Passagens Aéreas Nacional 99,72% Hotéis 75,91% Locad oras 656,80% Pacotes de terceiros 141,65% Receptivo 0,00% Eventos/Feiras/Seminários 144,04% Outros Serviços 9740,26% C - Impostos + Desp. Pessoal 105,57% 1 - Impostos Diretos 114,81% I.S.S 2,5% 114,81% SIMPLES 4,5 % 114,81% 2 - Pessoal 104,61% Sálarios 100,00% F.G.T.S 8,5% 100,00% Vale transportes 100,00% Vale refeição 50,69% Assistência médica 109,79% Combustivel 0,00% Rescisão trabalhista R$ 785,20 Provisão 13º salário + FGTS 100,00% Provisão de férias + 1/3 100,00% D - Despesas Financeiras 166,76% Juros S/ Empréstimos e Financ. 88,62% Taxas bancarias 161,15% Financiamento 0,00% Juros bancários R$ 126,09 CPMF 157,54% A - Vendas abr - fev % mai - fev % jun -fev % jul -fev % ago - fev % set - fev % 100,66% 124,22% 121,88% 134,87% 159,85% 146,99% 133% 71,58% 113,23% 77,68% 185,26% 108,78% 92% 117,79% 151,59% 110,56% 97,27% 115,24% 142% 30,57% 90,49% 64,71% 53,07% 27,31% 264% 0,00% 0,00% 15,32% 0,00% 0,00% 61% 104,64% 62,23% 219,37% 145,97% 94,52% 0,00% 0,00% 0,00% R$ 32,00 0,00% 0,00% 192,96% 415,96% 190,82% 167,33% 612,17% 709,05% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2923,60% 64,97% 85,67% 109,09% 103,07% 108,04% 140,19% 132,62% 124,43% 77,14% 108,90% 84,44% 201,40% 118,26% 91,18% 112,12% 141,79% 106,77% 92,33% 109,42% 118,17% 29,94% 97,72% 70,38% 55,86% 65,46% 263,93% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 41,37% 69,42% 41,23% 143,09% 92,14% 65,40% 0,00% 0,00% 0,00% R$ 200,00 0,00% 0,00% 192,96% 415,96% 190,82% 0,00% 612,17% 709,05% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 11904,76% 64,97% 103,13% 111,79% 79,29% 91,60% 91,59% 89,47% 85,67% 109,09% 103,07% 108,04% 140,19% 132,62% 85,67% 109,09% 103,07% 108,04% 140,19% 132,62% 85,67% 109,09% 103,07% 108,04% 140,19% 132,62% 104,93% 112,07% 76,84% 89,91% 86,58% 85,03% 100,00% 100,00% 77,07% 77,07% 82,36% 82,45% 100,00% 100,00% 77,07% 77,07% 82,36% 82,45% 229,54% 257,00% 100,00% 437,08% 168,08% 243,08% 116,05% 89,73% 2,10% 167,39% 134,62% 82,32% 109,79% 109,79% 109,79% 109,79% 122,55% 122,55% 163,24% 109,25% 140,66% 109,25% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 100,00% 77,07% 77,07% 82,36% 82,36% 100,00% 100,00% 77,07% 77,07% 82,36% 82,45% 175,57% 413,44% 170,58% 223,77% 507,37% 642,82% 42,25% 61,63% 176,44% 318,30% 86,65% 83,32% 186,26% 309,50% 0,00% 0,00% 317,98% 368,53% 0,00% R$ 892,52 0,00% 0,00% 0,00% 169,54% 0,00% 106,67% 0,00% 0,00% 0,00% 86,55% 195,21% 83,75% 125,04% 147,47% 204,35% 215,14% out - fev % 187,37% 375,36% 155,73% 535,75% 2050,68% 77,53% 0,00% 0,00% 1827,57% 179,98% 375,50% 148,99% 834,79% 3851,51% 50,63% 0,00% 0,00% 1827,57% 95,31% 179,98% 179,98% 179,98% 86,59% 83,16% 83,16% 117,92% 114,30% 122,55% 46,89% 0,00% 83,15% 83,16% 859,35% 94,64% 226,46% 268,96% 53,33% 171,57% nov - fev % 234,46% 894,80% 122,13% 77,12% 344,73% 212,98% 0,00% 0,00% 1263,98% 206,07% 972,72% 115,04% 83,80% 477,50% 146,25% 0,00% 0,00% 1263,98% 100,86% 206,07% 206,07% 206,07% 90,03% 83,16% 83,16% 123,54% 138,12% 130,64% 113,10% 0,00% 83,15% 83,16% 1007,81% 47,43% 395,25% 256,20% 78,54% 509,16% dez - fev % 137,97% 231,38 149,19 134,55 0,00 109,89 0,00 0,00 857,43 124,41 250,08 145,71 169,21 0,00 76,12 0,00 0,00 857,43% 91,13% 124,41% 124,41% 124,41% 87,71% 83,16% 83,16% 117,92% 138,12% 141,28% 0,00% 0,00% 83,15% 83,16% 1448,85% 93,15% 204,41% 435,30% 69,12% 464,49% Análise Horizontal mar - fev % 140,92% Associações de classe 100,00% Serviço Contabilidade 100,00% Contratos 221,11% Aluguel 100,00% Contas / Loc. Telefones 157,96% Segurança Loja R$ 70,00 Material de escritório R$517,30 Àgua / Luz 19,55% Publicidade / Propaganda 0,00% Internet 100,00% Anúncios Impressos R$ 282,00 Informática 0,00% Comissões à terceiros 0,00% Cursos/treinamentos 0,00% Viagens / Cursos e Treinamentos 0,00% Contribuição espontânea 0,00% Serviços de terceiros 395,78% Cartório 0,00% Honorarios Diversos 0,00% Limpeza Loja 50,23% Mensageiros/correios 166,80% TOTAL 140,92% Total Geral Despesas 116,95% E - Despesas Diversas abr - fev % mai - fev % 117,87% 132,58% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 298,89% 100,00% 100,00% 72,29% 81,50% 250,00% 250,00% 0,00% 1043,59% 232,56% 104,35% 138,33% 138,33% 100,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% R$ 192,75 104,85% R$ 382,84 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 726,65% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 117,49% 87,24% 86,91% 52,30% 117,87% 132,58% 109,07% 125,25% jun -fev % jul -fev % 138,22% 114,70% 102,34% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 69,23% 22,72% 109,56% 252,96% 106,40% 0,00% 98,41% 13,89% 0,00% R$320,00 100,00% 100,00% 168,44% 72,70% 0,00% 72,20% 112,10% 103,04% 0,00% 0,00% 40,08% R$302,95 0,00% R$ 350,00 0,00% 395,78% 0,00% 0% 0,00% R$ 60,00 145,96% 212,53% 61,10% 60,73% 138,22% 114,70% 98,00% 101,39% ago - fev % set - fev % 205,89% 150,08% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 56,67% 185,00% 91,84% 100,24% 100,00% 55,70% 31,00% 66,88% 144,36% 182,52% 7704,56% 100,00% 100,00% 327,30% 244,68% 71,93% 290,42% 85,38% 107,30% 0,0% 0,00% 81,86 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 3034,30% 0,00% R$203,71 0,0% 0,00% 276,29% 167,45% 116,23% 53,99% 205,89% 150,08% 133,95% 120,41% out - fev % 149,13% 100,00% 100,00% 100,00% 0,00% 167,99% 100,00% 92,75% 44,09% 2722,22% 100,00% 0,00% 332,04% 95,52% 0,00% 33,01% 0,00% 1266,49% 0,00% 441,77% 209,31% 104,73% 149,13% 129,73% nov - fev % 309,11% 100,00% 100,00% 100,00% 153,33% 162,35% 100,77% 120,30% 0,00% 3702,22% 1587,18% 286,88% 0,00% 210,71% 0,00% 851,19% 0,00% 1246,97% 136,43% 0,00% 0,00% 335,32% 309,11% 181,85% dez - fev % 183,20% 100,00% 200,00% 156,28% 153,33% 108,24% 111,91% 34,53% 110,56% 405,56% 1530,77% 0,00% 0,00% 160,99% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 133,44% 687,02% 183,20% 151,31% Resultado Líquido 145,14% 416,31% 337,47% 31,44% 14,07% 52,01% -39,86% -530,01% -13605,27% 504,55% Resultado Acumulado 128,52% 210,32% 276,63% 282,81% 285,57% 295,79% 287,96% 183,82% 15708,20% 256,22% 112,35% 0,00 R$ 1.654,76 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 27,84% 0,00 24,78% 9,50% 67,55% 67,55% 0,00% 47,57% 67,55% 67,55% 0,00% 34,30% 65,97% 65,97% 0,00% 55,00% 60,63% 60,63% 0,00% 74,44% 3584,76% 0,00% 31,91% 12,80% 8,68% 0,00% 7,72% 232,50% F - Investimentos Aquisição de Moveis Aquisição de Equipamentos Retirada dos Sócios APÊNDICE D – Análise vertical da empresa Via 7 Turismo Ltda Análise Vertical 16 8 ,8 9 7 ,12 R $ 2 15 .2 9 9 ,8 5 A - VENDAS R $ 9 3 .7 7 0 ,5 0 R $ 114 .9 0 6 ,9 6 R $ 14 1.6 8 8 ,8 8 R $ 115 .6 6 7 ,2 6 R $ 14 2 .7 4 2 ,9 0 R $ 14 0 .0 4 6 ,4 9 R $ 15 4 .9 8 0 ,4 5 R $ 18 3 .6 8 3 ,9 2 jan % 100,00% fev % 100,00% mar % 100,00% abr % 100,00% mai % 100,00% jun % 100,00% jul % 100,00% ago % 100,00% set % 100,00% out % 100,00% nov % 100,00% dez % 100,00% Passagens Aéreas Int. Passagens Aéreas Nacional Hotéis Locadoras Pacotes de terceiros Receptivo Eventos/Feiras/Seminários Outros Serviços 16,84% 45,82% 2,51% 0,00% 18,22% 0,00% 12,80% 3,81% 12,82% 46,84% 6,87% 0,35% 25,50% 0,00% 7,47% 0,13% 2,79% 37,91% 3,78% 1,89% 43,89% 0,00% 8,73% 1,02% 16,95% 42,59% 9,69% 0,93% 15,52% 0,00% 14,33% 0,00% 7,39% 44,42% 1,69% 0,00% 21,48% 0,00% 25,02% 0,00% 11,91% 58,26% 5,10% 0,00% 13,02% 0,00% 11,70% 0,00% 7,38% 38,40% 3,30% 0,04% 41,48% 0,13% 9,27% 0,00% 14,86% 28,50% 2,28% 0,00% 23,29% 0,00% 28,62% 2,45% 9,49% 36,72% 1,28% 0,00% 16,40% 0,00% 36,05% 0,06% 25,68% 38,93% 19,65% 3,87% 10,55% 0,00% 0,00% 1,31% 48,93% 24,40% 2,26% 0,52% 23,17% 0,00% 0,00% 0,72% 21,50% 50,65% 6,70% 0,00% 20,31% 0,00% 0,00% 0,83% R$9.562,31 jan % 100,00% R$12.596,10 fev % 100,00% R$14.461,06 mar % 100,00% R$10.791,64 abr % 100,00% R$13.740,93 mai % 100,00% R$12.982,50 jun % 100,00% R$13.608,68 jul % 100,00% R$17.658,88 ago % 100,00% R$16.704,98 set % 100,00% R$22.669,91 out % 100,00% R$25.956,16 nov % 100,00% R$15.670,44 dez % 100,00% Passagens Aéreas Int. Passagens Aéreas Nacional Hotéis Locadoras Pacotes de terceiros Receptivo Eventos/Feiras/Seminários Outros Serviços C- Impostos + Desp Pessoal 14,86% 43,72% 2,83% 0,00% 20,59% 0,00% 12,55% 5,45% 9,68% 41,74% 5,77% 0,32% 35,63% 0,00% 6,82% 0,04% 2,46% 36,26% 3,81% 1,85% 43,96% 0,00% 8,55% 3,11% 14,06% 44,43% 7,96% 0,99% 17,20% 0,00% 15,35% 0,00% 6,85% 42,90% 1,58% 0,00% 22,67% 0,00% 26,00% 0,00% 10,23% 57,42% 5,47% 0,00% 14,25% 0,00% 12,62% 0,00% 7,57% 41,25% 3,76% 0,00% 47,19% 0,24% 0,00% 0,00% 13,91% 27,49% 2,30% 0,00% 23,42% 0,00% 29,77% 3,11% 8,63% 34,44% 2,85% 0,00% 17,57% 0,00% 36,45% 0,06% 20,20% 34,56% 26,76% 6,91% 10,02% 0,00% 0,00% 1,55% 45,71% 23,30% 2,35% 0,75% 25,29% 0,00% 0,00% 2,61% 19,46% 48,89% 7,85% 0,00% 21,80% 0,00% 0,00% 2,00% jan % 93,48% fev % 75,52% mar % 68,92% abr % 90,58% mai % 77,32% jun % 59,36% jul % 64,54% ago % 48,97% set % 50,57% out % 40,37% nov % 38,29% dez % 54,91% 1 - Impostos Diretos I.S.S 2,5% SIMPLES 4,5 % 2 - Pessoal Sálarios F.G.T.S 8,5% Vale transportes Vale refeição Assistência médica Combustivel Rescisão trabalhista Provisão 13º salário + FGTS Provisão de férias + 1/3 7,00% 2,50% 4,50% 86,48% 59,30% 5,04% 1,63% 2,86% 4,92% 0,78% 0,00% 5,36% 6,59% 7,00% 2,50% 4,50% 68,52% 45,01% 3,83% 1,03% 3,59% 3,73% 2,26% 0,00% 4,07% 5,00% 7,00% 2,50% 4,50% 61,92% 39,21% 3,33% 0,90% 1,58% 3,57% 0,00% 5,43% 3,55% 4,36% 7,00% 2,50% 4,50% 83,58% 52,54% 4,47% 2,77% 4,86% 4,78% 3,58% 0,00% 4,75% 5,84% 7,00% 2,50% 4,50% 70,32% 41,26% 3,51% 2,43% 2,95% 3,76% 2,21% 5,89% 3,73% 4,58% 7,00% 2,50% 4,50% 52,36% 33,66% 2,86% 1,00% 0,07% 3,97% 4,01% 0,00% 3,04% 3,74% 7,00% 2,50% 4,50% 57,54% 32,11% 2,73% 4,18% 5,56% 3,79% 2,69% 0,00% 2,90% 3,57% 7,00% 2,50% 4,50% 41,97% 26,45% 2,25% 1,24% 3,45% 3,26% 0,00% 0,00% 2,39% 2,94% 7,00% 2,50% 4,50% 43,57% 27,99% 2,38% 1,89% 2,23% 3,45% 0,00% 0,00% 2,53% 3,11% 7,00% 2,50% 4,50% 33,37% 20,80% 1,77% 0,68% 2,28% 2,54% 1,11% 0,00% 1,88% 2,31% 7,00% 2,50% 4,50% 31,29% 18,17% 1,54% 0,62% 2,41% 2,37% 2,53% 0,00% 1,64% 2,02% 7,00% 2,50% 4,50% 47,91% 30,09% 2,56% 0,98% 3,99% 4,24% 0,00% 0,00% 2,72% 3,34% B - RECEITAS R $ 2 6 9 .4 15 ,3 7 R $ 15 8 .5 3 9 ,4 2 Análise Vertical D - DESPESAS FINANCEIRAS 0,86% 2,74% 3,98% 5,62% 10,39% 4,54% 5,68% 9,92% 13,29% 13,09% 13,41% 31,92% Juros S/ Emp. e Financ. Taxas bancarias Financiamento Juros bancários CPMF E - DESPESAS DIVERSAS 0,00% 0,41% 0,00% 0,00% 0,45% 46,74% 1,10% 0,19% 0,00% 0,00% 1,46% 29,92% 0,85% 0,26% 0,00% 0,87% 2,00% 36,72% 0,54% 0,41% 0,00% 1,35% 3,32% 41,16% 0,62% 0,53% 6,50% 0,98% 1,76% 36,36% 1,88% 0,00% 0,00% 0,89% 1,77% 40,12% 3,23% 0,00% 0,00% 0,46% 1,99% 31,76% 0,68% 0,42% 6,36% 0,34% 2,13% 43,94% 0,69% 0,52% 9,06% 0,65% 2,37% 33,86% 0,58% 0,24% 10,59% 0,30% 1,39% 24,79% 0,25% 0,36% 8,81% 0,38% 3,60% 44,88% 0,82% 0,31% 24,79% 0,56% 5,44% 44,05% Associações de classe Serviço Contabilidade Contratos Aluguel Contas / Loc. Telefones Segurança Loja Material de escritório Àgua / Luz Publicidade / Propaganda Internet Anúncios Impressos Informática Comissões à terceiros Cursos/treinamentos Viagens e Conf. Contribuição espontânea Serviços de terceiros Cartório Honorarios Diversos Limpeza Loja Mensageiros/correios F - INVESTIMENTOS 0,40% 3,14% 0,94% 15,69% 11,12% 0,29% 0,21% 6,54% 0,19% 0,41% 0,20% 0,00% 1,68% 0,00% 0,00% 1,21% 1,46% 0,04% 1,86% 0,94% 0,42% 20,69% 0,30% 2,38% 0,71% 11,91% 10,55% 0,22% 0,14% 1,71% 0,14% 0,31% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,06% 0,00% 0,00% 0,95% 0,51% 11,69% 0,26% 2,07% 1,38% 10,37% 14,52% 0,48% 3,58% 0,29% 0,17% 0,27% 1,95% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,21% 0,00% 0,00% 0,41% 0,75% 11,44% 0,35% 2,78% 0,83% 13,90% 8,91% 0,65% 0,00% 4,65% 0,23% 0,36% 2,61% 0,00% 3,55% 0,00% 0,00% 0,00% 0,51% 0,00% 0,00% 1,30% 0,52% 0,00% 0,28% 2,18% 1,96% 10,92% 7,89% 0,51% 1,39% 1,64% 0,18% 0,28% 3,29% 1,40% 2,92% 0,00% 0,48% 0,00% 0,00% 0,04% 0,00% 0,76% 0,25% 0,00% 0,30% 2,31% 0,69% 11,55% 7,09% 0,59% 4,24% 1,64% 0,46% 0,30% 3,66% 0,00% 3,31% 0,00% 2,33% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 1,34% 0,30% 3,16% 0,28% 2,20% 0,66% 11,02% 2,22% 0,52% 0,00% 0,22% 2,35% 0,29% 1,51% 1,02% 2,90% 0,00% 0,89% 2,57% 0,22% 0,29% 0,44% 1,87% 0,29% 7,31% 0,22% 1,70% 0,51% 8,49% 13,93% 0,40% 1,63% 0,82% 3,31% 0,22% 5,23% 0,79% 1,85% 0,00% 1,40% 0,00% 0,00% 1,15% 0,00% 1,87% 0,43% 5,63% 0,23% 1,80% 0,54% 5,09% 7,31% 0,42% 0,96% 1,87% 2,69% 0,23% 4,13% 3,35% 2,46% 0,00% 0,00% 0,00% 1,38% 0,00% 0,00% 1,20% 0,21% 5,82% 0,17% 1,32% 0,40% 0,00% 9,85% 0,31% 2,12% 0,42% 2,16% 0,17% 0,00% 2,82% 1,61% 0,00% 0,44% 0,00% 0,42% 0,00% 1,17% 1,10% 0,30% 3,94% 0,15% 1,16% 0,35% 8,86% 8,32% 0,27% 2,40% 0,00% 2,57% 2,38% 3,12% 0,00% 3,11% 0,00% 9,93% 0,00% 0,36% 1,07% 0,00% 0,00% 0,84% 2,03% 0,24% 3,83% 0,90% 14,68% 9,18% 0,50% 1,14% 1,52% 0,47% 3,81% 0,00% 0,00% 3,93% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 1,02% 2,84% 0,82% Aquisição de Moveis Aquisição de Equipamentos 0,00% 20,69% 11,69% 0,00% 0,00% 11,44% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 3,16% 7,31% 0,00% 5,63% 0,00% 5,82% 0,00% 3,94% 0,00% 0,00% 2,03% 0,00% 0,82% APÊNDICE E Cálculo do Ponto de Equilíbrio da empresa Via 7 Turismo Ltda Cálculo do Ponto de Equilíbrio MC = MB RL PE = CF MC MB = RL - DD Onde: PE CF MC MB RL DD Cálculo 2004 Ponto de Equilíbrio Custo Fixo Margem de Contribuição Margem Bruta Receitas Líquidas Despesas Diretas JAN FEV MAR ABR 8.731,84 11.714,37 13.449,37 9.653,39 MC = MB RL 0,87 0,92 1,11 0,96 PE = CF MC 14.636,24 13.400,42 MB = RL - DD 12.851,60 13.982,90 MAI JUN JUL AGO 12.377,66 11.644,54 12.261,58 16.095,90 0,97 0,96 0,97 0,98 14.626,30 12.277,49 12.390,19 15.479,55 SET OUT NOV DEZ 15.124,83 20.717,3 4 23.332,54 13.957,17 0,97 0,98 0,97 0,96 13.333,91 13.297,8 2 19.953,25 15.011,81