A
AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS
Relatório
Agrupamento de Escolas
Padre José Augusto da
Fonseca
AGUIAR DA BEIRA
13 a 15 março
2013
Área Territorial de Inspeção
do Centro
1 – I NTRODUÇÃO
A Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação
pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a autoavaliação e para a
avaliação externa. Neste âmbito, foi desenvolvido, desde 2006, um programa nacional de avaliação dos
jardins de infância e das escolas básicas e secundárias públicas, tendo-se cumprido o primeiro ciclo de
avaliação em junho de 2011.
A então Inspeção-Geral da Educação foi
incumbida de dar continuidade ao programa de
avaliação externa das escolas, na sequência da
proposta de modelo para um novo ciclo de
avaliação externa, apresentada pelo Grupo de
Trabalho (Despacho n.º 4150/2011, de 4 de
março). Assim, apoiando-se no modelo construído
e na experimentação realizada em doze escolas e
agrupamentos de escolas, a Inspeção-Geral da
Educação e Ciência (IGEC) está a desenvolver
esta atividade consignada como sua competência
no Decreto Regulamentar n.º 15/2012, de 27 de
janeiro.
ES C A LA D E AV AL I AÇ Ã O
Ní v e i s d e c l a s s i f i c a ç ã o d o s t r ê s d o m í n i o s
EXCELENTE – A ação da escola tem produzido um impacto
consistente e muito acima dos valores esperados na melhoria
das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos
respetivos percursos escolares. Os pontos fortes predominam
na totalidade dos campos em análise, em resultado de
práticas organizacionais consolidadas, generalizadas e
eficazes. A escola distingue-se pelas práticas exemplares em
campos relevantes.
MUITO BOM – A ação da escola tem produzido um impacto
consistente e acima dos valores esperados na melhoria das
aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos
percursos escolares. Os pontos fortes predominam na
totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas
organizacionais generalizadas e eficazes.
O presente relatório expressa os resultados da
avaliação externa do Agrupamento de Escolas
Padre José Augusto da Fonseca – Aguiar da
Beira, realizada pela equipa de avaliação, na
sequência da visita efetuada entre 13 e 15 de
março de 2013. As conclusões decorrem da
análise dos documentos fundamentais do
Agrupamento, em especial da sua autoavaliação,
dos indicadores de sucesso académico dos alunos,
das respostas aos questionários de satisfação da
comunidade e da realização de entrevistas.
BOM – A ação da escola tem produzido um impacto em linha
com os valores esperados na melhoria das aprendizagens e
dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos
escolares. A escola apresenta uma maioria de pontos fortes
nos campos em análise, em resultado de práticas
organizacionais eficazes.
SUFICIENTE – A ação da escola tem produzido um impacto
aquém dos valores esperados na melhoria das aprendizagens
e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos
escolares. As ações de aperfeiçoamento são pouco
consistentes ao longo do tempo e envolvem áreas limitadas
da escola.
Espera-se que o processo de avaliação externa
fomente e consolide a autoavaliação e resulte
numa oportunidade de melhoria para o
Agrupamento, constituindo este documento um
instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao
identificar pontos fortes e áreas de melhoria,
este relatório oferece elementos para a
construção ou o aperfeiçoamento de planos de
ação para a melhoria e de desenvolvimento de
cada escola, em articulação com a administração
educativa e com a comunidade em que se insere.
INSUFICIENTE – A ação da escola tem produzido um impacto
muito aquém dos valores esperados na melhoria das
aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos
percursos escolares. Os pontos fracos sobrepõem-se aos
pontos fortes na generalidade dos campos em análise. A
escola não revela uma prática coerente, positiva e coesa.
A equipa de avaliação externa visitou a escolasede do Agrupamento, o Jardim de Infância e a Escola Básica do 1.º Ciclo de Aguiar da Beira.
A equipa regista a atitude de empenhamento e de mobilização do Agrupamento, bem como a colaboração
demonstrada pelas pessoas com quem interagiu na preparação e no decurso da avaliação.
O relatório do Agrupamento e o eventual contraditório apresentado(s) no âmbito da
Avaliação Externa das Escolas 2012-2013 serão disponibilizados na página da IGEC.
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
1
2 – CARACTERIZAÇÃO DO A GRUPAMENTO
O Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca de Aguiar da Beira foi criado no ano de
2002. Tem como território educativo o concelho de Aguiar da Beira e a escola-sede situa-se no centro da
referida vila. É constituído por cinco jardins de infância (Aguiar da Beira, Carapito, Cortiçada, Dornelas
e Penaverde), cinco escolas básicas com o 1.º ciclo (Aguiar da Beira, Carapito, Cortiçada, Dornelas e
Penaverde), e a Escola Básica e Secundária Padre José Augusto da Fonseca (escola-sede). Todos os
estabelecimentos de educação e ensino dispõem de condições adequadas ao desenvolvimento dos
processos de ensino e aprendizagem.
No presente ano letivo (2012-2013), a população escolar totaliza 649 crianças e alunos: 85 da educação
pré-escolar (seis grupos), 164 do 1.º ciclo (11 turmas), 99 do 2.º ciclo (cinco turmas), 163 do 3.º ciclo (nove
turmas) e 17 alunos do curso de educação e formação, 121 do ensino secundário (64 dos cursos científicohumanísticos – quatro turmas - e 57 dos cursos profissionais – quatro turmas). As ofertas de dupla
certificação são: curso de educação e formação de Serviço de Mesa, cursos profissionais de Técnico de
Restauração, Técnico de Gestão Desportiva e Técnico de Gestão. Da totalidade dos alunos, 13,4% possui
nacionalidade estrangeira e 46,0% não beneficia de auxílios económicos da ação social escolar. No que
respeita às tecnologias de informação e comunicação, 56,0% dos alunos do ensino básico e 50,4% do
ensino secundário possuem computador e Internet. Exercem funções no Agrupamento 87 docentes, dos
quais 72,4% pertence aos quadros. A experiência destes trabalhadores é significativa, sendo que 47,1%
leciona há 20 ou mais anos. O pessoal não docente é composto por 42 elementos, dos quais 88,1% tem 10
ou mais anos de serviço. Os indicadores relativos à formação académica e à atividade profissional dos
pais dos alunos permitem verificar, para o ensino básico, que 22,9% possui uma habilitação académica
secundária ou superior e 8,0% exerce uma profissão de nível superior ou intermédia. Para o ensino
secundário, 13,4% dos pais dos alunos tem habilitações de nível secundário ou superior e 10,7%
desempenha uma atividade profissional de nível superior ou intermédio.
No ano letivo de 2010-2011, para o qual há referentes nacionais calculados, o Agrupamento, quando
comparado com outras escolas/agrupamentos com contextos semelhantes, apresenta, de um modo geral,
valores bastante favoráveis (média dos alunos por turma, idade média dos alunos, percentagem de
alunos no ensino básico jovem que estão no ensino regular, percentagem de docentes do quadro no 1.º
ciclo) embora não seja dos mais favorecidos. Porém, os valores relativos à média de anos de habilitação
dos pais, à percentagem de alunos sem apoio social escolar, à percentagem de docentes de quadro nos 2.º
e 3.º ciclos ensino secundário situam-se aquém da mediana.
3- A VALIAÇÃO POR DOMÍNIO
Considerando os campos de análise dos três domínios do quadro de referência da avaliação externa e
tendo por base as entrevistas e a análise documental e estatística realizada, a equipa de avaliação
formula as seguintes apreciações:
3.1 – R ESULTADOS
R ESULTADOS ACADÉMICOS
Na educação pré-escolar são preenchidos instrumentos de observação, organizados em função das áreas
de conteúdo e da idade das crianças, cuja informação avaliativa se dá conta aos encarregados de
educação, não sendo porém evidente que a evolução do desenvolvimento e das aprendizagens sejam
objeto de uma análise reflexiva crítica ao nível dos órgãos de direção, administração e gestão.
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
2
No ano letivo de 2010-2011, os resultados observados, para as provas de aferição a Língua Portuguesa e
a Matemática do 4.º ano de escolaridade, posicionam-se aquém dos valores esperados e situam-se aquém
da mediana para as escolas do mesmo grupo de referência.
No que respeita aos 2.º e 3.º ciclos, os resultados da avaliação externa a Língua Portuguesa e a
Matemática estão acima dos valores esperados para escolas de contexto análogo e situam-se acima da
mediana para as escolas do mesmo grupo de referência, determinados para o ano letivo 2010-2011.
Os resultados observados, relativamente aos exames nacionais do ensino secundário, apresentam
diferenças: a Português está aquém dos valores esperados e aquém da mediana; a Matemática está
acima dos valores esperados para escolas de contexto análogo e acima da mediana para as escolas do
mesmo grupo de referência.
Relativamente às taxas de conclusão para os três ciclos do ensino básico e para o ensino secundário, os
resultados observados, para o ano letivo 2010-2011, apresentam variações: estão aquém dos valores
esperados para escolas de contexto análogo nos 4.º, 9.º e 12.º anos e acima no 6.º ano. Situam-se aquém
da mediana para as escolas do mesmo grupo de referência nos 4.º e 9,º anos e acima nos 6.º e 12.º anos.
O contexto socioeconómico do Agrupamento revela que os valores das respetivas variáveis são
genericamente favoráveis. Contudo, os resultados observados situam-se globalmente em linha com os
valores esperados quando comparados com os das escolas de contexto análogo e com as do mesmo grupo
de referência, determinados para o ano de 2010-2011.
Não tendo em conta as variáveis de contexto, que influenciam os resultados, constata-se que no último
triénio (2009-2010 a 2011-2012), as taxas de transição/conclusão registadas no ensino básico superam as
correspondentes nacionais, com exceção das do 9.º ano, que se posicionam abaixo, e de forma muito
acentuada no último ano. O sucesso nas provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática, no
4.º ano, evidencia uma tendência de se posicionar abaixo do verificado a nível nacional, e acima no 6.º
ano. Porém, neste ano de escolaridade os resultados das provas finais, realizadas em 2011-2012, estão
abaixo da taxa de sucesso verificada a nível nacional. O sucesso nos exames nacionais do 9.º ano revela
uma tendência de se posicionar abaixo do verificado a nível nacional. As taxas de transição/conclusão
dos cursos científico-humanísticos apresentam em geral valores acima dos nacionais. Nos exames
nacionais do ensino secundário (1.ª fase), os resultados a Português evidenciam um desempenho
instável, mas próximo das médias nacionais, tendo-as superado em 2011-2012. Em Matemática A os
resultados situam-se acima das médias nacionais em 2011-2012, mas a Biologia e Geologia e Física e
Química A posicionam-se nos três anos abaixo dos valores nacionais. As taxas de conclusão no ensino
profissional são claramente superiores às nacionais, nos anos 2009-2010/2010-2011, verificando-se uma
quebra acentuada em 2011-2012. As taxas de conclusão dos cursos de educação e formação são muito
elevadas.
Não existem dados trabalhados sobre o nível de empregabilidade dos cursos profissionais, mas são
apontados vários casos de sucesso de ex-alunos integrados em empresas da zona.
É de notar que o ponto fraco apontado na primeira avaliação externa, resultados obtidos nos exames do
9.º ano e do ensino secundário abaixo dos valores nacionais, se mantém no triénio agora avaliado.
A reflexão do Agrupamento acerca dos resultados escolares não encontra razões explicativas para o
sucesso e insucesso dos alunos, denotando-se diferentes desempenhos nos vários ciclos de ensinos e em
distintas disciplinas (p. ex., os bons resultados internos e externos no 6.º ano em contraponto com os que
foram obtidos no 9.º).
O abandono, no ensino básico regular, apresenta caráter residual; nos cursos de educação e formação e
profissionais, tem decrescido claramente, apresentando 1,5%, em 2011-2012; e no ensino secundário
regular tem-se mantido (cerca de 2,5%).
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
3
R ESULTADOS SOCIAIS
A organização e a prática escolar prosseguem os resultados sociais atinentes à participação, partilha de
responsabilidades, ao sentido cívico e ao “efeito da escolaridade” no percurso dos alunos, a um nível
expectável. Assim, para além da presença e participação dos alunos e encarregados de educação nos
órgãos e estruturas escolares, estimula-se o seu envolvimento através: da ação direta dos
docentes/diretores de turma, de reuniões regulares com a direção, de iniciativas como a Escola Aberta
aos Pais, da disponibilização da informação escolar, da participação em atividades e projetos, a nível
interno e externo, e da existência da associação de estudantes.
A maior parte dos comportamentos desadequados são enquadrados no quotidiano pela ação direta e em
tempo real dos diretores de turma e pelo Gabinete de Apoio ao Aluno, e em casos muito pontuais pela
comissão de proteção de crianças e jovens, pelo que a perturbação que tem lugar não é suficiente para
descaracterizar o ambiente escolar, tendo em conta o reduzido número de processos disciplinares (média
de 5, ao ano), apesar do número de participações ter alguma expressão (média de 70). As participações,
de acordo com as tipologias tratadas, revelam uma maior atenção dos vários agentes no controlo da
disciplina e no melhor cumprimento das regras estabelecidas.
Estimula-se o sentido cívico e o desenvolvimento moral, de que são exemplo as campanhas de
solidariedade, que requerem a organização necessária, a participação ativa e a responsabilização, ou a
visita a instituições sociais, como lares de idosos.
É dada atenção ao efeito da escolaridade no percurso dos alunos. Desde logo, e a título preventivo, pela
diversificação das ofertas educativas e formativas (incluindo os currículos específicos individuais), de
forma a dar resposta às diferentes necessidades e evitar o abandono/saída antecipada, mas também pela
organização de estágios e de planos individuais de transição para a vida ativa. Além disso acompanhase o grau de empregabilidade dos alunos das vias profissionalizantes, através da informação empírica
colhida no meio, e as colocações no ensino superior dos que prosseguem estudos, os quais têm sido
colocados em primeira opção entre os 60-70%.
R ECONHECIMENTO DA COMUNIDADE
Das respostas aos questionários de satisfação aplicados no âmbito do presente processo de avaliação
externa, verifica-se que a comunidade educativa faz uma apreciação muito positiva do serviço prestado
pelo Agrupamento.
Os alunos do 1.º ciclo manifestam um grau de satisfação elevado, sobressaindo como mais positivo o ter
amigos na escola, a atuação justa dos professores e a educação física e o desporto que se praticam, e
como menos positivo a frequência na realização de experiências, o uso do computador em sala de aula e
o almoço servido na escola. Os alunos dos demais ciclos também se mostram bastante satisfeitos,
ressaltando com maior grau de concordância o conhecimento das regras de comportamento, as visitas de
estudo na ajuda às aprendizagens e o conhecimento dos critérios de avaliação e com maior grau de
discordância a satisfação quanto ao almoço, a participação em clubes e projetos e o uso do computador
em sala de aula.
Os encarregados de educação das crianças dos jardins de infância dizem-se muito satisfeitos, sendo
praticamente total o grau de satisfação quanto ao desenvolvimento dos educandos, participação das
crianças em atividades e limpeza dos estabelecimentos, e revelam um grau de satisfação menor sobre a
segurança dos mesmos. Os encarregados de educação dos alunos dos restantes ciclos também exprimem
um grande grau de satisfação, sobressaindo o facto dos educandos terem bons amigos na escola, a
disponibilidade dos diretores de turma e a boa ligação às famílias e ainda o funcionamento dos serviços
administrativos, enquanto que como menos positivo ressalta a qualidade dos serviços do refeitório e
bufete.
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
4
Os trabalhadores não docentes estão muito satisfeitos com o funcionamento do Agrupamento, referindo
como mais positivo a disponibilidade da direção, a partilha de competências e responsabilidades e a
qualidade da liderança. Os docentes também manifestam um bom grau de satisfação, sendo este maior
quanto à abertura da escola ao meio, à disponibilidade da direção e ao funcionamento e apetrechamento
da biblioteca.
Reconhece-se e dá-se visibilidade ao mérito escolar, com a atribuição de prémios pecuniários e diplomas
aos melhores alunos, em parceria com Câmara Municipal de Aguiar da Beira, com a participação em
atividades, concursos e projetos de diversa natureza, dentro e fora do Agrupamento, e com a obtenção de
alguns prémios.
A ação do Agrupamento tem produzido um impacto em linha com os valores esperados na melhoria das
aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. O Agrupamento
apresenta uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas
organizacionais eficazes. Tais fundamentos justificam a atribuição da classificação de BOM no domínio
Resultados.
3.2 – P RESTAÇÃO DO SERVIÇO EDUCATIVO
P LANEAMENTO E ARTICULAÇÃO
O atual projeto educativo resulta de uma avaliação do anterior que, a par de um diagnóstico cuidado e
de um trabalho participado e coerente, aponta estratégias que são corporizadas nos planos plurianual e
anual de atividades. Os planos de turma obedecem a uma estrutura comum e surgem como elementos
facilitadores do desenvolvimento do trabalho docente, pois que são minuciosos e detalhados,
promovendo a articulação horizontal do currículo e uma atuação comum e concertada. Estes
instrumentos são potenciadores de práticas pedagógicas que integram elementos locais e regionais do
currículo, através de um conjunto de atividades com impacto local (p. ex., Festa de S. Martinho, Feira
Medieval, Marchas Populares).
Verifica-se ainda uma certa fragilidade na transição da informação relevante entre os ciclos de ensino,
apesar da prática instituída de reuniões entre docentes para a articulação curricular. De facto, se entre
a educação pré-escolar e o 1.º ciclo estão já devidamente consolidadas as práticas de transmissão de
dados relevantes sobre as crianças que vão ingressar neste último, é certo que não há uma replicação
perfeita para os demais. Por exemplo, não existe a rotina generalizada de dar a conhecer aos anos de
escolaridade anteriores os resultados da avaliação diagnóstica de modo a serem superadas as
dificuldades detetadas.
A coerência entre o ensino e a avaliação está presente no facto dos alunos e as suas famílias terem
conhecimento efetivo dos momentos e da natureza dos instrumentos utilizados na avaliação das
aprendizagens. A publicação na página do Agrupamento na Internet da Informação – Teste (matrizes
dos testes de avaliação) é um elemento fundamental na ligação dos alunos à sua aprendizagem, situação
reconhecida pelos próprios, pelos professores e pelos encarregados de educação. Constatou-se que esta
prática começa a traduzir um certo impacto na melhoria dos resultados e das aprendizagens dos alunos.
O ciclo anual da gestão pedagógica contempla tempos comuns de trabalho para os docentes das mesmas
disciplinas e anos de lecionação. Esta estratégia contribui, de forma sustentada, para a construção
conjunta de materiais de ensino e avaliação e ainda para a preparação próxima das aulas, situação que
evoluiu positivamente desde a última avaliação externa.
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
5
P RÁTICAS DE ENSINO
A adequação do ensino às capacidades e aos ritmos de aprendizagem dos alunos é neste ano letivo
facilitada devido à existência de professores de apoio a tempo inteiro para a quase totalidade das
turmas do 1.º ciclo. Esta situação possibilitou o desenvolvimento de práticas sistemáticas de
diferenciação pedagógica, mas que pelo facto de ocorrer apenas no presente ano letivo não há ainda
evidências do seu impacto na melhoria das aprendizagens dos alunos. Também ao nível da educação
pré-escolar existe esse recurso nos grupos de maior dimensão, o que se afigura positivo na gestão das
práticas na sala de atividades.
Estão implementadas outras modalidades de apoio aos alunos da escola-sede. Um exemplo
paradigmático deste apoio é o projeto TurmaMais, em funcionamento há já quatro anos e que apresenta
resultados muito positivos na melhoria das aprendizagens dos discentes. A implementação de medidas
de flexibilidade curricular nas disciplinas de Matemática e de Português levou ao progresso do
desempenho escolar dos alunos. São ainda facultadas aulas de reforço em disciplinas com piores
resultados (p. ex., Inglês), sendo avaliada a sua eficácia através de relatórios trimestrais. Os estudantes
têm vindo a ser envolvidos para participarem em aulas de apoio às disciplinas com exame nacional no
ensino secundário. A adesão é grande, porém, a eficácia ainda não pode ser medida porque é recente a
sua operacionalização. Aos alunos com necessidades educativas especiais são facultadas respostas
diversificadas tendo em consideração o seu nível de funcionalidade. A insuficiência de meios humanos
próprios levou o Agrupamento a criar parcerias para implementar as medidas educativas devidas. Os
resultados obtidos são positivos, na sua vertente académica e na preparação para a vida pós-escolar.
A exigência e incentivo à melhoria do desempenho dos alunos faz-se através da criação de ambientes
propícios para a aprendizagem, designadamente pela adesão aos testes intermédios e pela
disponibilização das Informação-Teste, que os introduz num maior rigor concetual relativamente à
linguagem própria das diferentes disciplinas.
A atividade experimental está integrada na planificação; contudo, no âmbito das práticas tem a sua
maior expressão ao nível do ensino secundário, tendo menor expressão nos restantes ciclos de educação
e ensino.
A biblioteca constitui-se como um polo dinamizador da leitura e da pesquisa, respondendo eficazmente
às exigências das disciplinas. A dimensão artística é valorizada através da existência de clubes
temáticos e pela realização de exposições de trabalhos dos alunos. Também as atividades com o
envolvimento da comunidade têm uma dimensão criativa de assinalar. É prática habitual a realização
de uma visita de estudo por ano e por cada turma sendo que a maior parte das crianças e dos alunos
participa. Estas visitas têm servido para complementar a abordagem às dimensões locais do currículo.
As tecnologias de informação e comunicação são usadas de modo ativo na prática letiva e o computador
tem sido um instrumento fundamental para a comunicação entre professores e alunos, particularmente
no uso da plataforma moodle, de blogs e de algumas páginas eletrónicas, designadamente de clubes,
biblioteca e projetos específicos.
Não há procedimentos instituídos, programados e sistemáticos, de supervisão direta da prática letiva
dos docentes. A supervisão é feita exclusivamente nas reuniões de departamento curricular ao nível da
verificação do cumprimento formal da planificação anual e da análise dos resultados e, ainda, durante a
preparação conjunta dos materiais pedagógicos nas reuniões semanais de trabalho. Apenas no âmbito
da avaliação do desempenho dos docentes houve observação de aulas. Não se conhecem situações de
dificuldade de lecionação por parte de algum docente.
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
6
M ONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO ENSINO E DAS APRENDIZAGENS
As aprendizagens das crianças da educação pré-escolar são monitorizadas, sendo preenchidos
instrumentos de observação, organizados em função das áreas de conteúdo e da idade das crianças, que
são objeto de uma análise reflexiva crítica ao nível do respetivo departamento curricular.
O Agrupamento tem procedimentos regulares implementados para a análise e reflexão sobre os
resultados escolares, consolidados nos últimos anos e suportados no tratamento de dados estatísticos
das avaliações interna e externa, incluindo a comparação com referentes nacionais. Neste trabalho são
envolvidos os órgãos de direção, administração e gestão e as estruturas de coordenação educativa e de
supervisão pedagógica, o que tem permitido a identificação das áreas e disciplinas em que os alunos
revelam maiores dificuldades e a definição de estratégias de remediação. Nos departamentos
curriculares e nos conselhos de turma é feita a monitorização do desenvolvimento e concretização das
atividades, realçando em que medida foram atingidos os resultados, merecendo depois uma apreciação
dos conselhos pedagógico e geral, a partir do relatório de execução apresentado pela diretora.
Os critérios específicos de avaliação definidos nos departamentos curriculares, por ano de escolaridade e
por disciplina, e aprovados em conselho pedagógico, são do conhecimento dos alunos e dos pais e
encarregados de educação, havendo a perceção de que a sua execução é rigorosa, não sendo conhecidos
pedidos de revisão das classificações.
Existe uma prática generalizada de avaliação diagnóstica no início do ano letivo em todas as disciplinas
e áreas disciplinares, sendo os seus instrumentos construídos de forma colaborativa. Aliás, esta
organização comum nesta modalidade de avaliação, bem como na formativa, designadamente nos testes,
garante maior fidelidade aos resultados. Outra instrumentação utilizada tende a ser elaborada e
aplicada por cada docente no contexto da sua sala de aulas, tendo em consideração a adequação de cada
turma. Estas outras formas de avaliação, nomeadamente o trabalho de pares, questões de aula
regulares e testes curtos têm ponderações definidas.
Para os alunos com necessidades educativas especiais, a avaliação contempla formas ajustadas ao perfil
de funcionalidade, existindo situações de alteração dos critérios de avaliação e correção e também da
própria estrutura da prova.
Há uma ação conjugada, envolvendo os parceiros locais, designadamente a câmara municipal, para a
prevenção do abandono precoce ou saída antecipada, que inclui a diversificação da oferta formativa
A ação do Agrupamento tem produzido um impacto em linha com os valores esperados na melhoria das
aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. O Agrupamento
apresenta uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas
organizacionais eficazes. Tais fundamentos justificam a atribuição da classificação de BOM no domínio
Prestação do Serviço Educativo.
3.3 – L IDERANÇA E GESTÃO
L IDERANÇA
Os diversos documentos estruturantes identificam uma visão estratégica para o Agrupamento e traçam
metas e prioridades de ação educativa, assim como estratégias e objetivos, constituindo-se como
instrumentos de desenvolvimento que visam a qualidade do ensino. Embora exista a necessidade da
quantificação/mensurabilidade de algumas das metas apresentadas no projeto educativo, assim como
uma melhor priorização da ação educativa à realidade escolar, o papel central da diretora e da sua
equipa dá coerência, estabilidade e solidez ao trabalho desenvolvido. A visão e o planeamento da ação
são sustentados, essencialmente, nos resultados da avaliação externa do Agrupamento (março de 2009)
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
7
e no projeto de intervenção da diretora (2009-2013), o que lhe potencia a sua capacidade estratégica
operativa. A ação segura, disponível, humana e aberta da diretora tem possibilitado a emergência de
novas lideranças, com a delegação de competências e liberdade de ação fomentando uma cultura
democrática de trabalho. O bom papel desempenhado pelas lideranças intermédias (em destaque o
diretor de turma) é marcadamente valorizado pelos docentes, pais e alunos.
São de realçar as relações interpessoais entre os elementos da comunidade, alicerçados no empenho e na
capacidade de trabalho de docentes e não docentes, com reflexo na qualidade do serviço prestado. Tem
contribuído para esta situação a realização de reuniões periódicas entre a direção e os alunos, através
dos seus delegados, e os trabalhadores não docentes.
As intenções expressas no projeto educativo estão articuladas com os demais documentos orientadores
da ação. A existência de um relatório de execução anual de atividade do Agrupamento acrescenta
qualidade à monitorização do plano anual de atividades, assim como à prestação do serviço educativo.
Apesar da existência de alguma dinâmica na efetivação de iniciativas mobilizadoras da comunidade
educativa, de que são exemplo, Escola Aberta aos Pais: “Ser Voluntário” – 11.º ano, “Ser GNR” – 7.º ano,
são ainda poucas as iniciativas propiciadoras de identificação com o Agrupamento. As estratégias
conducentes a um maior envolvimento dos encarregados de educação não têm a eficácia desejada, dada
a falta de adesão às solicitações do Agrupamento, traduzida, por exemplo, numa escassa participação
nas reuniões para que são convocados ou convidados. Um envolvimento mais forte da associação de
estudantes poderia reforçar o dinamismo e a participação dos alunos nas atividades escolares, não
apenas como meros operacionais, mas também como pensadores/criadores de atividades a incluir no
plano anual, o que ajudará a dar maior “voz” aos alunos.
É notória a adesão a múltiplos projetos, dos quais se destacam Rock in Rio Escola Solar (projeto no
âmbito da criatividade e no desenvolvimento sustentável; Desafios Seguranet; Marie Curie –
Universidade da Beira Interior – 2011; O Meu Blog da República – Comissão Nacional para as
Comemorações do Centenário da República – 2011; Perigos Online (Animação) – 1.º prémio - Gigabyte
Seguro: navega em segurança à tua maneira (DREC) – 2011; Os monstros da Rita (Animação) – 1.º
prémio - Eu no meio dos outros (Festival de cinema Avanca – 2012); Concurso… Uma Aventura e
Parlamento Jovem; são ainda de destacar as múltiplas participações no âmbito do Desporto Escolar
(futebol, atletismo, natação, trampolins, ginástica e basquetebol). Todas estas atividades permitem
maior leque formativo e dão visibilidade ao Agrupamento.
São de realçar o dinamismo e a ligação à comunidade para o estabelecimento de parcerias e protocolos,
tendo em vista o estímulo à participação das crianças e alunos e atendendo às prioridades do projeto
educativo. A autarquia é um parceiro privilegiado e mantém contacto regular com o Agrupamento,
tendo participação na dinamização de diversas atividades lúdico-pedagógicas, no transporte de crianças,
na cedência do pavilhão gimnodesportivo e na aquisição de equipamentos. O Centro de Saúde de Aguiar
da Beira, os Bombeiros Voluntários, o CAO de Dornelas, a Psicoathome (SPO – no Agrupamento), a
IPSS do concelho, a GNR/Escola Segura e a Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Aguiar da
Beira alargam a possibilidade formativa dos alunos e possibilitam um maior acompanhamento.
G ESTÃO
A diretora manifesta uma boa capacidade organizativa e conhecimento das competências pessoais e
profissionais do pessoal docente e não docente, que tem em conta para uma gestão eficaz do
Agrupamento. Os trabalhadores, na generalidade, encontram-se motivados, dado que a sua participação
decorre da abertura às suas ideias e sugestões, bem como do reconhecimento público do seu trabalho.
Existem critérios formalmente definidos na gestão de recursos com enfoque nas pessoas e no bem-estar
de todos (alunos e trabalhadores), nas expectativas e sugestões dos docentes e não docentes.
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
8
Os recursos e os projetos são partilhados com eficácia pelos diferentes estabelecimentos. Os
equipamentos tecnológicos das escolas encurtam distâncias (físicas e culturais) e possibilitam a
utilização de metodologias de ensino diversas e inovadoras.
Afigura-se positivo a existência de um plano de formação plurianual, porém, ainda não se atendeu a
todas as necessidades diagnosticadas. Não é evidente a rentabilização dos recursos disponíveis,
nomeadamente em ações de replicação do conhecimento em contexto de trabalho, tendo em vista a
melhoria das práticas profissionais.
A informação é disponibilizada através de diversos canais de comunicação (placards, página web do
Agrupamento, Facebook e jornal escolar O Trapalhão), o que torna fácil o acesso da comunidade
educativa à comunicação facultada por todos os estabelecimentos. É de relevar o grau de satisfação dos
pais com o tipo e a qualidade da informação dada sobre os seus educandos.
A UTOAVALIAÇÃO E MELHORIA
O projeto de autoavaliação, enquanto instrumento de gestão do progresso do Agrupamento, numa
perspetiva sistematizadora e articulada das diferentes práticas autoavaliativas não está ainda
devidamente consolidado. O Agrupamento, denotando alguma experiência de conhecimento de
metodologias e modelos distintos de autoavaliação, implementou, inicialmente, o processo de
autoavaliação baseado no modelo de monitorização da CAF (Common Assessment Framework /
Estrutura Comum de Avaliação), coincidindo temporalmente com o primeiro ciclo da avaliação externa.
Na atualidade, dispõe de um modelo próprio baseado na execução e análise de inquéritos por
questionário relativos a pessoal docente, pessoal não docente, encarregados de educação e alunos.
A equipa responsável por este dispositivo de autoavaliação é constituída por cinco elementos, sendo
todos docentes, o que lhe limita a capacidade operativa. Este processo até ao momento originou a
recolha e análise de dados relativos à organização e gestão (exercício de liderança pela direção;
funcionamento do conselho geral, do conselho pedagógico, do departamento curricular, do grupo
disciplinar, do conselho de turma; cultura de escola); ao conhecimento dos documentos estruturantes; à
comunicação interna; ao trabalho em equipa; à avaliação; à participação em planos de melhoria; às
condições de trabalho; às relações pessoais; à satisfação com o local de trabalho/profissão; ao
envolvimento dos encarregados de educação; ao ensino-aprendizagem; ao professor titular/direção de
turma; à indisciplina/civismo; à segurança e ao serviço de psicologia e orientação.
Existem outras práticas de autorregulação (p. ex., análise dos resultados escolares e da consecução dos
objetivos do projeto educativo) que não têm ligação a esta equipa de autoavaliação.
Apesar da articulação entre os resultados da autoavaliação e os planos de ação de melhoria, a equipa
revela pouco conhecimento da monitorização desses planos, não tendo no presente ano letivo
apresentado qualquer trabalho relativo ao processo de autoavaliação, o que poderá condicionar as ações
de melhoria.
O processo tem possibilitado o planeamento e implementação de ações de melhoria, não apenas as
elencadas pela equipa de autoavaliação, mas sobretudo as que decorreram da avaliação externa.
Com a sustentação nos resultados da avaliação externa, o Agrupamento tem conseguido, nos últimos
anos, superar pontos fracos então apontados (p. ex. trabalho colaborativo dos docentes, monitorização
dos apoios e o trabalho das lideranças intermédias) e utilizar os fortes como alavanca de
desenvolvimento, dos quais destacamos, a melhoria das práticas profissionais, trabalho em equipa e a
relação inter e intradepartamental, reunindo as condições necessárias ao seu sucesso futuro, como o
demonstram os relatórios anuais de execução e o texto de apresentação para a presente avaliação
externa.
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
9
A ação do Agrupamento tem produzido um impacto em linha com os valores esperados na melhoria das
aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. O Agrupamento
apresenta uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas
organizacionais eficazes. Tais fundamentos justificam a atribuição da classificação de BOM no domínio
Liderança e Gestão.
4 – P ONTOS FORTES E ÁREAS DE MELHORIA
A equipa de avaliação realça os seguintes pontos fortes no desempenho do Agrupamento:

Resultados do 6.º ano de escolaridade, na avaliação interna e externa, acima dos valores
esperados;

Resultados no exame nacional de Matemática do 12.º ano, acima dos valores esperados;

Oferta educativa e diversidade de respostas na prevenção do abandono escolar;

Adequação do ensino às capacidades e ritmos de aprendizagem dos alunos de forma a melhorar
os resultados escolares;

Reforço do trabalho cooperativo entre docentes, nomeadamente na preparação e partilha de
materiais, com efeitos positivos na gestão curricular;

Abertura e estabelecimento de parcerias, com impacto no desenvolvimento de competências
sociais e profissionais dos alunos.
A equipa de avaliação entende que as áreas onde o Agrupamento deve incidir prioritariamente os seus
esforços para a melhoria são as seguintes:

Promoção de ações no âmbito da prestação do serviço educativo com vista à melhoria dos
resultados dos alunos, designadamente os do 4.º ano (internos e externos) e os do 12.º ano
(internos e exame nacional de Português), que ficaram aquém dos valores esperados;

Implementação da observação de aulas enquanto estratégia para fomentar a reflexão com vista
à deteção de dificuldades de lecionação e promover a disseminação de boas práticas científicopedagógicas, o desenvolvimento profissional e a melhoria da qualidade do ensino;

Definição de metas quantitativas que ajudem a orientar os profissionais para os resultados e a
medir os progressos;

Valorização da participação efetiva dos pais e encarregados de educação e dos alunos na vida do
Agrupamento;

Modelo de autoavaliação (identificando de forma clara o referencial de avaliação utilizado) como
processo facilitador da capacidade de autorregulação e de desenvolvimento de ações de
melhoria.
A Equipa de Avaliação Externa:
Adelino Almeida, João Rocha e Joaquim Brigas
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca AGUIAR DA BEIRA
10
Download

Relatório de Avaliação Externa