CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
ESPECIALIZAÇÃO
MBA do Setor Elétrico
ZMBASE*12/06
Coordenação Acadêmica: Fabiano Simões Coelho, Mestre
Sobre o MBA:
O contexto regulatório, que engloba geração, transmissão, distribuição e comercialização, faz
do MBA do Setor Elétrico da FGV um curso pioneiro no país. As disciplinas são apresentadas de
uma forma sequencial e lógica aos alunos, para que seja compreendido inicialmente o contexto
setorial para depois aprofundar-se nas matérias específicas. Este curso busca repassar, aos
diferentes profissionais que atuam no Setor Elétrico, uma visão geral de como os diferentes
agentes se conectam, e como as decisões da EPE, do ONS, da CCEE e da ANEEL influenciam
seus negócios.
Objetivo:
Agregar, em um único MBA, todos os aspectos jurídicos, regulatórios, operacionais e
financeiros tão particulares ao Setor Elétrico, de forma a gerar valor aos profissionais dos
diferentes departamentos de concessionárias, permissionárias e autorizadas tanto de geração
quanto de transmissão e distribuição. Buscando tornar-se uma referência de especialização no
Setor, foi elaborada uma ementa abrangente que apresenta assuntos pertinentes e práticos,
expondo as dificuldades reais do dia-a-dia das elétricas. Os professores têm formação
acadêmica de ponta, porém são profissionais de mercado que lidam diretamente com as
situações do Setor.
Público alvo:
Este curso destina-se a profissionais que exerçam funções para as quais é indispensável visão
gerencial do setor de Energia Elétrica. Gestores e Administradores do setor elétrico que
percebam a importância do aprofundamento do conhecimento da Gestão da área de Energia
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no seu desenvolvimento profissional com no mínimo 03 anos de experiência profissional
relevante.
Metodologia do TCC:
Cada disciplina terá sua avaliação própria. Além das avaliações por disciplina, ao final do curso
deverá ser entregue um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), conforme as novas exigências
da legislação educacional, Portaria 01/2001 da CES do MEC.
Este TCC será orientado em disciplina específica e refere-se, necessariamente, a construção de
um projeto a ser aplicado no setor.
Carga Horária total: 432 horas
Entrevista para entendimento melhor do programa e seus objetivos
Mudanças impostas pelo Governo Federal valorizam especialistas com capacidade de gestão
estratégica com foco regulatório.
Com as mudanças impostas pela Lei 12.783/2013, que promoveu a renovação das concessões
de transmissão e geração de energia que venciam até 2017, e das medidas provisórias
591/2012 e 605/2013, as empresas do setor elétrico terão um grande desafio pela frente:
adequar-se a uma nova realidade de Revisão Tarifária, uma vez que as receitas serão
reajustadas a cada cinco anos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
“Os especialistas na área precisarão, obrigatoriamente, entender o contexto técnico,
regulatório e financeiro de toda e qualquer decisão tomada pelas empresas. Não existe mais
estratégia sem o pensamento regulatório. Se eles precisavam andar juntos, agora, devem virar
uma coisa só”, garante Diogo Mac Cord e Fabiano Coelho, coordenadores do MBA inédito no
Brasil.
A partir dessa decisão do Governo Federal, como as empresas terão de se reorganizar?
As alterações propostas pela antiga MP 579, atual lei 12.783, terão um enorme impacto em
todas as concessionárias. As geradoras e transmissoras terão um grande desafio, o de se
adequar a uma nova realidade de revisão tarifária, onde as receitas serão reajustadas pela
ANEEL a cada cinco anos. As distribuidoras acabaram de passar por uma revisão tarifária
extraordinária para reconhecer os novos custos da Parcela A, e assumirão, a partir de agora, o
risco hidrológico que deverá ser componente tarifário, podendo onerar o consumidor final.
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Haverá mudanças no quadro funcional, como contratação de especialistas?
O reconhecimento contábil destas transações, aliado ao novo conceito de gestão de ativos que
elas precisarão vivenciar, principalmente, no que se relaciona às decisões de investimento e
manutenção, requer profissionais altamente especializados e que obrigatoriamente precisarão
entender, a partir de agora, o contexto técnico, regulatório e financeiro de toda e qualquer
decisão tomada pelas empresas. Não existe mais estratégia sem o pensamento regulatório. Se
eles já precisavam andar juntos, agora, mais do que nunca, viraram uma coisa só.
Muito se tem falado sobre a carência de profissionais qualificados, em diversos setores. Isso
inclui a área de energia elétrica?
O setor tem muita gente boa, mas faltam profissionais que consigam enxergar além de suas
funções tradicionais. O engenheiro que não entenda como aquele transformador imobilizado
será remunerado, e se será remunerado, não é completo em seu papel, pois pode tomar uma
decisão incorreta na manutenção dos equipamentos. O advogado que cuida de recursos
protocolados junto à ANEEL sem entender todo o arcabouço regulatório setorial corre grandes
chances de ser inócuo em seu pleito. Ou seja, as decisões devem, obrigatoriamente, considerar
o impacto além de suas funções, pois a ANEEL enxerga tudo como uma coisa só e as empresas
devem adotar esta visão em seu dia a dia.
Como é avaliada a área de energia no Brasil? Podemos dizer que as regiões Sul e Sudeste são
os maiores polos de trabalho?
Estas regiões possuem grandes empresas, mas todo o Brasil está observando um movimento
favorável ao setor. No Nordeste vemos grandes fazendas eólicas, no Norte surgem grandes
usinas e em todo o País grandes linhas de transmissão. Ou seja, considerando que a sede da
maioria das empresas com ativos no norte e no nordeste estão, sim, no eixo Sul-Sudeste, há
excelentes oportunidades no Brasil. Sem dúvida o mundo inteiro quer bons profissionais. No
entanto, o cenário regulatório brasileiro é bastante diferente daquele encontrado nos Estados
Unidos, por exemplo. Nosso modelo se aproxima mais do inglês e francês, daí a necessidade da
especialização local.
Qual deve ser o perfil desse especialista para o sucesso na carreira profissional?
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O especialista interessado nesta nova realidade deve saber que, obrigatoriamente, precisará
aprender, além de sua formação original, conceitos técnicos. Os contadores precisarão
entender os padrões construtivos da rede; os administradores de contas contábeis; e os
engenheiros conhecerem de direito regulatório. Claro que ninguém vai virar um especialista
em cada uma destas áreas, ao contrário, o que se busca é a especialização setorial. E, para isso,
é necessário aprender um pouco de tudo.
Quais conhecimentos os especialistas levarão para as companhias?
Darão um cadenciamento coerente às atividades amarrando os diferentes departamentos das
concessionárias e fazendo todos falarem a mesma língua. Como eu disse anteriormente, se um
engenheiro não sabe que um transformador em fim de vida útil não é mais remunerado e
insiste reparar o equipamento que já está 100% depreciado, ele terá um desembolso que
jamais será reconhecido via tarifa. E pode ficar com um equipamento antiquado na rede que
causará mais interrupções (com consequentes multas pelos indicadores DIC e FIC dos
consumidores ligados neste transformador) e não colaborará para a renovação de sua rede.
Defina claramente que profissionais a participação no MBA torna-se indispensável?
Para quem trabalha com regulação, e altamente recomendável para todos os profissionais do
setor que desejam se tornar formadores de opinião dentro de suas respectivas empresas. Sem
este conhecimento, as chances de crescimento se limitam.
Em que áreas o especialistas do setor elétrico podem atuar? É preciso ter experiência
anterior?
Em absolutamente todas. Para ter uma ideia, as turmas do MBA do Setor Elétrico da FGV em
Curitiba e Florianópolis eram compostas por prestadores de serviço e fornecedores de
máquinas e equipamentos do setor elétrico. Eles estão interessados nos rumos do setor para
decidir como atender as concessionárias em um novo contexto regulatório. Os concessionários
e comercializadores, que representam cerca de 70% dos alunos matriculados, enviam
profissionais dos mais diferentes departamentos para buscarem esta visão macrosetorial. Por
isso é interessante que tenham vivência no setor, pois conhecendo uma das pontas do
processo, fica mais fácil amarrar o conhecimento das demais.
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Com o mercado tão ativo, até quanto um profissional com essa especialização pode
aumentar o salário?
Depende muito da função que este profissional já ocupa. Mas, certamente, as chances de
promoção são muito maiores – um gestor que tenha esta visão “fora da caixa” colaborará para
o crescimento da empresa. Vivemos uma tendência de forte consolidação e apenas as mais
eficientes sobreviverão. Então, para algumas concessionárias não falamos nem em crescimento
e sim em sobrevivência. Este, sem dúvida, seria um grande argumento para os profissionais
que possuam esta capacidade de gestão estratégica com foco regulatório.
Podemos considerar o MBA do Setor Elétrico, da FGV, como pioneiro no Brasil?
Com esse contexto regulatório, que engloba geração, transmissão, distribuição e
comercialização podemos dizer, sim, que este é um curso pioneiro no país. Isso porque houve
um cuidado na seleção das disciplinas para apresentá-las de uma forma sequencial e lógica aos
alunos. Por exemplo, o “Modelo Institucional do Setor Elétrico” e “Planejamento e Matriz
Energética” vem antes de disciplinas como “Distribuição de Energia” ou “Transmissão de
Energia”, para que o aluno primeiro entenda o contexto setorial para depois partir para as
matérias específicas. Mas todas as disciplinas, até mesmo “Gestão de Pessoas para o Setor
Elétrico”, foram desenhadas para que tivéssemos uma abordagem bastante direcionada aos
profissionais do setor.
Dê exemplos práticos do diferencial desses especialistas em uma empresa.
Um assunto que está em alta no setor é o Smart Grid ou “Redes Elétricas Inteligentes”. É a
revolução técnica do setor elétrico: redes automatizadas, consumidores acompanhando online seus gastos, preços da energia que variam ao longo do dia e que podem possibilitar o
carregamento automático de carros elétricos de madrugada, quando o preço estiver mais
barato. Algo incrível. Mas quanto isso custará, e quais os retornos financeiros que esta
revolução trará à tarifa? O brasileiro estará disposto a pagar por tudo isso?
E qual a resposta?
Depende dos benefícios e de quanto for a conta. A concessionária fluminense Ampla, por
exemplo, vivia um cenário catastrófico de furto de energia. Por meio de uma medição
eletrônica avançada, conseguiu controlar suas perdas. Investiu mais de 1 bilhão de reais, o que
assustou muita gente. Mas conseguiu ir à ANEEL e comprovar que, apesar do alto custo, o
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retorno seria tão grande que a tarifa iria, no final das contas, diminuir. E chegou essa conclusão
valendo-se de profissionais altamente especializados e com conhecimento de causa. Em nosso
cenário regulatório, onde o CAPEX é 100% reconhecido e onde o OPEX é dado como preço-teto
e as perdas obedecem fórmulas regulatórias, é fundamental olhar a concessionária de cima,
em uma visão macro. Enquanto a Ampla investiu, compartilhou seu ganho com os
consumidores e a tarifa baixou. Ou seja, ela ganha mais e o consumidor gasta menos. Outras
concessionárias, que vivem em um cenário de perdas comerciais próximas a 50%, insistem no
discurso de que o problema não tem solução, e o imbróglio continua. Ou seja, para todo
problema há uma solução no setor elétrico: basta conhecer bem as regras.
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Corpo Docente
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Maria João Rolim, PhD/Researcher/Doutoranda do Centre for Energy, Petroleum and Mineral Law
and Policy (CEPMLP) da Universidade de Dundee/Escócia
André Luís de Castro David, Mestre pela USP, Gerente de Planejamento e Gestão Empresarial na
Copel
Andriei Beber, Doutor pela UFRS e Conselheiro da Celesc
Antonio Fonseca dos Santos, Mestre pela Colorado State University e Diretor da Brookfield Energia
Renovável
Carlos Werlang Lebelein, CIA, CCSA, Especialista pela UFPR e sócio da LMDM Consultoria
Empresarial
Caroline Monteiro Mattar, Mestre pela UNIFEI e Engenheira Sênior no Operador Nacional do Sistema
- ONS
Cláudio Pereira, Mestre pela FGV, consultor em Educação Corporativa na EDUCOR
Diogo Mac Cord de Faria, mestrando pelo LACTEC e sócio da LMDM Consultoria Empresarial
Everaldo Camargo, Especialista pela FGV, Vice Presidente de Finanças e Administração da Efacec
do Brasil
Franklin Miguel, Doutorando pela USP e profissional de carreira da Copel
Gabriel Fiuza de Bragança, Doutor pela Victoria University of Wellington e Pesquisador do IPEA
Gisele Monteiro, Especialista pela UNIFEI, Gerente de Comercialização da Copel
Marcelo Rodrigues Bessa, Doutor pela University of Waterloo e Pesquisador do Instituto de
Tecnologia para o Desenvolvimento – LACTEC
Nelson Leite, Especialista pelo IBMEC e Presidente da ABRADEE
Paulo Eduardo Steele Santos, Doutor pela UNIFEI e sócio da consultoria TR Soluções
OBS: Os professores acima citados ministrarão as disciplinas do MBA do Setor Elétrico. Entretanto, pode
acontecer de alguns deles serem substituídos caso algo aconteça.
GRADE CURRICULAR
I - Módulo Estratégico
1
Aspectos jurídicos e tributários da regulação do Setor Elétrico
2
Modelo institucional do setor elétrico
3
Estratégia Empresarial do Setor Elétrico
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Gestão de Projetos para o Setor Elétrico
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Matemática Financeira
II - Módulo Estrutural do Setor
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Planejamento e Matriz Energética
7
Geração de Energia
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Transmissão de Energia Elétrica
Distribuição de Energia Elétrica, Relacionamento entre
9
Concessionárias e Consumidor e gestão de perdas elétricas
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Comercialização de Energia Elétrica e Leilões
III - Módulo Gerencial
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Gestão de Pessoas para o setor elétrico
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Gestão e Mitigação de Riscos do setor elétrico
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Gestão Ambiental e Desenvolvimento sustentável
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Governança Corporativa
IV - Módulo Financeiro
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Orçamento e Custo do Setor Elétrico
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Operação do Sistema Elétrico Brasileiro e Formação de Preços
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Revisão Tarifária
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
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24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
24 hs/aula
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Finanças Corporativas
TOTAL:
24 hs/aula
432 hs/aula
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1) Aspectos jurídicos e tributários da regulação do setor elétrico
Carga Horária: 24 h/a
Marcos históricos do setor de energia elétrica no Brasil. Regulação de Energia Elétrica e a
Constituição Federal de 1988. Principais aspectos das Leis nº 8.987 e Lei nº 9.074. O modelo
regulatório brasileiro. Estrutura do setor elétrico. Segmentação da Indústria de Energia: geração,
transmissão, distribuição e comercialização. Modalidades de delegação e seus regimes:
concessões, permissões e autorizações de serviços e instalações. O uso do bem público e do
recurso hídrico. Bens Vinculados e Reversibilidade. Licitações de concessão e de compra e
venda de energia elétrica. Operações de transferência de controle societário e de outorgas;
operações intrasetorial entre partes relacionadas. ANEEL: poder normativo (RES, REN e REH),
fiscalizatório (SFE, SFF e SFG) e sancionador (REN nº 63/2004); controle externo dos atos
regulatórios. Tributos e encargos no setor de energia elétrica brasileiro. Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE). Compensação Financeira pela Utilização de Recursos
Hídricos (CFURH). P&D e Eficiência Energética. Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia
Elétrica (TFSEE). Encargos Serviços do Sistema (ESS). ONS. PROINFA. Pagamento pelo UBP
(Uso do Bem Público). Compensação Ambiental. ICMS. PIS/COFINS.
2) Modelo institucional do setor elétrico
Carga Horária: 24 h/a
Fundamentos Econômicos da Regulação, Formas de Regulação no Ambiente do Serviço de
Energia. Interfaces Regulatórias e o Papel das Agências de Regulação na Economia Brasileira.
Agentes Institucionais. Atribuições e Competências. CCEE. ONS. ANEEL. CMSE. CNPE. MME.
EPE. Desregulamentação. Monopólio Verticalizado. Ambiente Regulado. Ambiente Livre.
Regulação por Incentivos. Agentes Econômicos. Negócio de Cada Agente. Distribuição.
Geração. Transmissão. Comercialização. Racionamento. Operações Comerciais. Regulação
técnica e econômica, proteção à concorrência. Livre Acesso. Acesso Direto à Rede Básica.
Consumidores Livres. Consumidores Especiais. Fontes Incentivadas. Universalização e Luz para
Todos. Programa de Eficiência Energética. Programa de Pesquisa e Desenvolvimento.
Características estruturais e operacionais do sistema elétrico brasileiro. Otimização do despacho
em um sistema hidrotérmico. Formação de preços. O Preço de Liquidação de Diferenças.
Ambientes de Contratação. Tendências para o setor.
3) Estratégia empresarial do setor elétrico
Carga Horária: 24h/a
A estratégia empresarial em suas diversas abordagens. Estrat égia em empresas
concessionárias de serviço público (monopólio natural) com receitas e os custos regulados.
Impactos no planejamento estratégico das organizações. Análise do setor elétrico e desafios.
Análise competitiva dos players. O planejamento e sua metodologia clássica. A importância da
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visão, missão e valores. Fatores críticos de sucesso. Analise de cenários, modelo SWOT.
Montagem dos Indicadores e Metas. Montagem do Balanced Scorecard. Desenvolvimento do
portfolio para obtenção da estratégia empresarial.
4) Gestão de Projetos para o Setor Elétrico
Carga Horária: 24 h/a
Fundamentos de gerenciamento de projetos. Evolução dos Conceitos. PMI – PMBOK. As
certificações em gerenciamento de projetos. Técnicas e ferramentas para gerenciamento.
Elaboração de project charter; Criação de EAP - WBS (work breakdown structure). Projeto,
Programa e Portfólio. Ciclo de vida do Projeto e do Produto. Diagrama de Gantt.
Sequenciamento de Atividades e o método do caminho crítico (CPM). Análise, interpretação e
resposta aos riscos do projeto; Cronogramas físico-financeiro e o controle do projeto. Plano de
Ação. Indicadores de desempenho e o Earned Value (valor agregado).
5) Matemática Financeira
Carga Horária: 24 h/a
O valor do dinheiro no tempo. Regime de juros simples. Regime de juros compostos.
Descontos. Séries uniformes. Sistemas de Amortização. Métodos de análise de fluxo de caixa.
6) Planejamento e Matriz Energética
Carga Horária: 24h/a
Planejamento de curto, médio e longo-prazo. Matriz Energética Brasileira x Matriz Energética
Mundial. Planejamento integrado para os setores elétrico e de gás natural. Planejamento da
expansão de oferta de energia, Fontes Renováveis de Energia, Cogeração e Geração
Distribuída, Programas de Eficiência Energética. O Balanço Energético Nacional e o Plano
Decenal de Energia Elétrica.
7) Geração de Energia
Carga Horária: 24h/a
Critérios técnicos e regulatórios de construção de grandes usinas. Análise de viabilidade técnica
e econômica. Operação e manutenção. Automação. Fontes de financiamento. Fontes
alternativas versus fontes convencionais. A interpretação do Planejamento Energético pelos
grandes grupos privados. Problemas de licenciamento ambiental. Estudo de casos.
8) Transmissão de Energia Elétrica
Carga Horária: 24h/a
Perspectivas para expansão da rede de transmissão no Brasil. Projetos de transmissão de
energia elétrica: Análise de viabilidade técnica e econômica. Leilões de expansão. Tarifas de
transmissão: conceitos e evolução recente. Processos de revisão tarifária: Concessões
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existentes e licitadas. Leilões de concessão, a definição da Receita Anual Permitida, outras
Tarifas (RBNI, RCDM, RBSE, TUST, RPC, etc), os Sistemas Isolados, o Sistema Interligado
Nacional, metodologia das novas revisões tarifárias, os contratos CCT e CCI, o banco de preços
regulatório. Estudo de casos.
9) Distribuição de Energia Elétrica, Relacionamento entre
Concessionárias e Consumidor e gestão de perdas elétricas
Carga Horária: 24 h/a
Aspectos técnico-econômicos da distribuição de energia elétrica. Tarifas de distribuição de
energia elétrica. Compra de energia pelas distribuidoras. Fatores que influenciam o
comportamento da carga. O serviço público de distribuição. Leis 8.078/90 e 8.987/95. Usuário e
consumidor. Contrato de Concessão. A regulação da prestação do serviço. PRODIST –
Procedimentos de Distribuição – Qualidade do Serviço e do Produto: indicadores de qualidade
DEC/FEC, DIC/FIC e DMIC. Conformidade dos níveis de tensão de fornecimento DRP e DRC.
Resolução ANEEL 414/2010. Responsabilidade objetiva da distribuidora. Universalização dos
serviços. O acesso e o uso dos sistemas de distribuição. Lei 9.074/95. Os contratos da
distribuidora com consumidores e usuários. Os Conselhos de Consumidores. Concessionárias,
Permissionárias e Cooperativas. Contratos de concessão soberanos. O estímulo ao investimento
em Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética. Perda do monopólio na
comercialização a consumidores residenciais, comerciais e industriais cativos com o Smart Grid.
Medição Eletrônica. Internet por cabos de alta tensão (PLC). Perdas: a Resolução ANEEL n°166,
de 10 de outubro de 2005. Tipos de perdas técnicas e comerciais. Aferição de medidores.
Sistemas para verificação de fraudes e desvios.
10) Comercialização de Energia Elétrica e Leilões
Carga Horária: 24h/a
Contratos no Ambiente de Comercialização Regulado (ACR) e no Ambiente de Comercialização
Livre (ACL). Leilões para compra e venda de energia. O papel dos agentes de comercialização.
Instrumentos de gerenciamento de risco. Formação de preços no mercado de curto prazo.
Conceitos e precificação de opções de compra e venda de energia e SWAPS. Certificados de
Energia Elétrica (que venderá energia no mercado Futuro), o papel da Câmara Comercializadora
de Energia Elétrica, o Mercado Regulado e o Livre, a venda de excedentes, o Smart Grid como o
maior marco transitório do setor em 60 anos, importação e exportação de Energia, auto-geração,
o carro elétrico como grande desenvolvedor do mercado futuro. BRIX. Leilões A-5, A-3 e A-1.
Leilões de Ajuste. Troca de contratos. Leilões específicos (Proinfa e Eólicas), Leilões de
aproveitamento de potencial hidrelétrico, leilões de transmissão.
11) Gestão de Pessoas para o setor elétrico
Carga Horária: 24 h/a
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Liderança. Motivação de Equipes. Gestão por Competências. Estrutura das organizações.
Gestão de Mudanças. Cultura Organizacional. Gestão de Pessoal próprio e terceirizado. Atração
e seleção de pessoas. Capacitação e desenvolvimento de pessoas. O desafio da remuneração
dos custos operacionais das distribuidoras pelo modelo de Benchmarking. Formas de diálogo e
gestão de greves, paralizações, invasões e outras situações típicas em grandes obras.
12) Gestão e Mitigação de Riscos do setor elétrico
Carga horária: 24 h/a
Identificação de riscos e fatores de risco referentes aos processos típicos de concessionárias de
geração, transmissão e distribuição de energia, sobretudo no tocante à regulação técnica,
financeira e ambiental. Elaboração de matriz de riscos e controles (RACM) por meio da
classificação dos riscos quanto à probabilidade e quanto ao impacto. A metodologia COSO. A
diferença entre controles automáticos e manuais; preventivos, detectivos e preditivos. A diferença
entre riscos internos e externos; financeiros, operacionais, estratégicos e compliance. A lei
Sarbanes-Oxley – SOx aplicada a concessionárias de energia. O caso Enron.
13) Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
Carga Horária: 24 h/a
Questão Ambiental: Histórico, Homem e meio ambiente, Conscientização. Problemas Ambientais
em Escala Global: Mudanças Climáticas, Crise da Água, Normas Internacionais de Gestão
Ambiental. Legislação Ambiental Brasileira: Generalidades, Constituição Federal, Resoluções do
CONAMA. Licenciamento Ambiental: Necessidade de licenciamento ambiental, Fases do
empreendimento e o licenciamento, Audiência Pública. Diagnóstico Ambiental e Estudos de
Inventário: Levantamentos necessários, Interação entre estudos ambientais e demais estudos,
Comunicação Ambiental. Estudos de Viabilidade, Projeto Básico e Meio Ambiente: Estudos de
Impacto Ambiental – EIA, Relatório de Impacto ao Meio Ambiente – RIMA, Projeto Básico
Ambiental – PBA. Gestão Sócio Ambiental: Negociação e participação da comunidade,
Implantação de programas ambientais, Auditoria e monitoramento ambiental, Relacionamento
com stakeholders. Desenvolvimento Sustentável: Geração de energia e o Desenvolvimento
Sustentável, Responsabilidade Social, Desenvolvimento Sustentável e o Financiamento de
Projetos.
14) Governança Corporativa
Carga Horária: 24h/a
Agências de classificação de risco. Conceito e ratings das empresas do setor de energia elétrica
no Brasil. Governança corporativa e estrutura de propriedade atual do setor elétrico. Níveis de
Governança Corporativa da BOVESPA: Novo Mercado e Nível 1 e 2. Project Finance. Emissão
de debêntures. Linhas de Financiamento do BNDES, BID e outras agências de financiamento.
Fundos de Investimento. FDIC`s. Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da
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Infra-Estrutura, Grandes consolidadoras da geração, transmissão e distribuição, linhas
específicas do BNDES.
15) Orçamento e Custos do Setor Elétrico
Carga Horária: 24h/a
Noções básicas de Balanço Patrimonial, Demonstrativo de Resultados e Índices Contábeis.
Custos Fixos e Variáveis Operacionais e não Operacionais. Custos, Gastos, Investimentos,
Perdas e Despesas. Introdução aos fundamentos da Estrutura de Orçamentos. Manual de
Contabilidade do Setor Elétrico e suas Instruções Contábeis – IC. O Plano de Contas setorial. As
novas regras de IFRS para Concessionárias de Serviço Público (IFRIC12).
16) Operação do Sistema Elétrico Brasileiro e Formação de Preços
Carga Horária: 24h/a
Características estruturais e operacionais do sistema elétrico brasileiro. Otimização do despacho
em um sistema hidrotérmico. Formação de preços. O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD),
a segurança energética da interligação dos sistemas, a importação e exportação de energia
elétrica, o cálculo do custo de geração por Toneladas Equivalentes de Petróleo.
17) Revisão Tarifária
Carga Horária: 24 h/a
Parcela Econômica e Financeira da tarifa. Estrutura Tarifária. Revisão Tarifária: Empresa de
referência, estrutura ótima de capital, WACC da distribuição, base de remuneração, outras
receitas, perdas, inadimplência, Fator X. Resolução Normativa ANEEL 367/2009: Novo Manual
de Controle Patrimonial do Setor Elétrico – MCPSE. Características do 3 o Ciclo de Revisão
Tarifária (2011-2014).
18) Finanças Corporativas
Carga Horária: 24 h/a
Visão geral de Finanças. Risco e Retorno. Custo médio ponderado de capital (WACC). Ações e
dividendos: avaliação de ações. Análise Fundamentalista. Fluxo de Caixa de Investimentos.
Critérios para análise de projetos e investimentos.
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