ANÁLISE EXPERIMENTAL DE ESCOAMENTO PARTICULADO PARA O CONTROLE DE FUGA DE FLUIDO EM CANAL FRATURADO 1 Lucas Quadros Obrzut, 1 Fernando C. De Lai, 2 Alex T. A. Waldmann, 2 André L. Martins e 1 Silvio L. M. Junqueira Centro de Pesquisas em Reologia e Fluidos Não Newtonianos – CERNN, Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, Curitiba-PR 80230-901, Brasil, e-mail: [email protected], [email protected], [email protected] 2 Interação Rocha-Fluido – IRF, Centro de Pesquisas da PETROBRAS – CENPES, Rio de Janeiro-RJ 21941-915, Brasil, e-mail: [email protected], [email protected] 1 RESUMO - O escoamento líquido-sólido (particulado) tem despertado o interesse de várias áreas da ciência e da engenharia. A indústria petrolífera possui interesse no estudo de fenômenos de invasão de fluido em processos de perfuração, assim como métodos de controle com o objetivo de eliminar ou diminuir a perda de circulação para a formação. Eventualmente, a formação possui a presença de fraturas, que intensificam a perda de fluido. Uma das maneiras de controlar este fenômeno é através da adição de material particulado ao fluido de perfuração para o preenchimento das fraturas. Neste trabalho é analisada experimentalmente a fluidodinâmica do fenômeno de invasão e de sistemas particulados para o preenchimento de fratura. O circuito experimental utilizado é composto por controles de vazão e sensores de pressão e temperatura. A homogeneização da fase dispersa das partículas é realizada por um tanque misturador. Para a visualização do escoamento é utilizada uma técnica para estimar a velocidade das fases contínua e dispersa, assim como a observação da camada limite, linhas de corrente, padrão do escoamento e formato do leito de partículas na fratura. Os resultados mostram o efeito da variação da concentração de partículas sobre o escoamento disperso no canal e estratificado na fratura. Para caracterizar o escoamento são utilizados os seguintes parâmetros: número de Reynolds, viscosidade dinâmica do fluido, fração volumétrica da fase dispersa e a razão de massas específicas da partícula em relação ao fluido. Com as análises dos resultados é possível findar que o controle do fenômeno de invasão é fundamental para o processo de perfuração. Palavras-Chave: escoamento fluido-sólido, fuga de fluido, estudo experimental INTRODUÇÃO Escoamentos multifásicos envolvendo o transporte de partículas estão presentes em uma ampla gama de aplicações. Nos últimos anos, ocorreram avanços significativos em relação à ciência e tecnologia de escoamento multifásico devido ao aprimoramento dos recursos tanto computacionais como experimentais (Crowe et al., 1998). Em especial na indústria de petróleo e gás, o estudo de escoamentos envolvendo mais de uma fase é fundamental. A perfuração de um poço demanda alto conhecimento técnico para entender os fenômenos que cercam esta atividade. Na perfuração rotativa, por exemplo, as rochas são perfuradas pela ação da rotação e peso aplicados a uma broca existente na extremidade de uma coluna de perfuração (Thomas, 2004). Essa ação pode causar danos à parede da formação rochosa, como por exemplo o sugimento de trincas e fraturas. Isso se deve aos elevados gradientes de pressão existentes no processo, o que facilita o fraturamento da matriz porosa devido a invasão do fluido no sentido da formação. Essas descontinuidades possibilitam o acontecimento de um fenômeno indesejável para a indústria petrolífera: a perda de circulação. O fenômeno de perda de circulação é definido como o escoamento do fluido de perfuração para a formação rochosa. Este fenomeno é agravado na presença de fraturas na formação, devido ao escoamento preferencial proporcionado. Este fenômeno compromete a operação e produtividade de um poço. No entanto, existem diferentes maneiras de tentar controlar este fenômenos, sendo uma delas o processo de injeção de partículas sólidas para a vedação das fraturas. Na Figura 1 é possível observar de forma esquemática o processo de perfuração de um poço e a existência das fraturas na formação rochosa, que são responsáveis pela perda de circulação do fluido no poço. 3 representa esquematicamente, diferentes instantes do preenchimento da fratura, sendo possível observar algumas características, como o escoamento disperso no canal e estratificado na fratura. Figura 1 – Representação da presença de fraturas no processo de perfuração (Fonte: Adaptado de Halliburton, 2013). Neste trabalho é analisada de forma experimental a fluidodinâmica do fenômeno de invasão e de sistemas particulados para o preenchimento de fratura. As fases presentes no escoamento fluidosólido serão tratadas da seguinte maneira: a fase fluida será denominada de contínua e a fase sólida de dispersa. Este tipo de escoamento multifásico apresenta diversos fatores que regem o comportamento do escoamento, a exemplo das propriedades do fluido, a concentração de partículas, o regime de escoamento, a razão de massas específicas entre a fase dispersa e contínua, a forma e o tamanho das partículas, assim como as características geométricas do conjunto poçoformação. Figura 2 – Representação da simplificação do problema de perfuração vertical (Fonte: Adaptado de Matex, 2011). FORMULAÇÃO DO PROBLEMA A Figura 2 apresenta uma simplificação do processo, considerando-o como perfuração vertical. A fratura encontra-se em um único plano horizontal e o problema pode ser considerado como simétrico em relação ao centro da coluna de perfuração. O escoamento através do interior da coluna será desconsiderado, uma vez que será analisado apenas o escoamento ascendente no espaço anular e na fratura, que será considerada como discreta. Além disso, outra hipótese simplificadora do problema é a de que a formação rochosa adjacente ao poço será considerada como um meio impermeável nestas análises. Com isso, pretende-se observar a deposição das partículas na fratura do canal ao longo do tempo, e consequentemente a vedação. A Figura Figura 3 – Representação esquemática das etapas do processo de preenchimento de uma fratura ao longo do tempo (Fonte: De Lai, 2013). Com isso, existe a necessidade de se realizar diferentes testes de verificação tanto do problema quanto dos equipamentos utilizados na unidade experimental. Um desses testes é o estudo apresentado neste trabalho, que apresenta a influência da concentração de material particulado em escoamento vertical disperso. Este problema é monitorado através das pressões geradas para as diferentes condições de operação, como vazão e o fluido utilizado. MATERIAIS E MÉTODOS A partir da consideração das hipóteses e simplificações, o aparato experimental é projetado e construído com o objetivo de simular o problema proposto. A Figura 4 apresenta um esquema do circuito hidráulico utilizado. Na Figura 5 é apresentado o projeto 3D em CAD da unidade experimental. A Tabela 1 lista os equipamentos e instrumentos utilizados, assim como as características das tubulações e válvulas. Figura 4 – Representação esquemática do circuito experimental. Figura 5 – Projeto do circuito experimental. Uma bomba helicoidal modelo NEMO NM 021BY (Netzsch, 2006) é utilizada para proporcionar o escoamento fluido-sólido através de todo sistema do aparato. O controle da vazão da bomba é feito através de um inversor de frequência, que permite uma ampla faixa de operação. A escolha de uma bomba helicoidal se deve pelo fato de que o cisalhamento proporcionado pelas pás da bomba é pequeno e não danifica as partículas no momento que elas estão escoando através da bomba. Um tanque com misturador modelo BMIX 1,5 DF (Bombetec, 2015) é utilizado para fornecer uma mistura homogênea, entre as fases dispersa e contínua, para o sistema. Tabela 1 – Descrição dos itens do circuito experimental. Sigla E-1 E-2 E-3 E-4 E-5 I-1 I-2 I-3 I-4 I-5 P-1 P-2 P-3 P-4 P-5 V-1 Descrição Bomba Helicoidal Tanque Misturador Seção de Testes Fratura Tanque reserva Medidor de Vazão Mássica Coriolis Transmissor de Pressão Relativa Transmissor de Pressão Relativa Transmissor de Pressão Diferencial Termopar Tubulação de sucção Tubulação de recalque Tubulação de entrada na seção de testes Tubulação de saída da fratura Tubulação de saída da seção de testes Válvula de controle de vazão na fratura A seção de testes apresentada na Figura 6, que representa o espaço anular do poço com a presença de uma fratura discreta, é fabricada em acrílico para uma melhor observação e filmagem do escoamento, possibilitando a visualização da formação do leito de partículas que se depositam na fratura. Um medidor de vazão mássica tipo Coriolis modelo RHM-15 (Metroval, 2007) foi instalado para a medição da vazão mássica do escoamento em tempo real. Dois transmissores de pressão relativa modelo S-11 (Wika, 2012) foram instalados na seção de testes, um anterior (I-3) e um posterior (I-2) à fratura na saída do canal, conforme observa-se na Figura 6, com o objetivo de medir as pressões locais, assim como o gradiente de pressão no canal. Um transmissor de pressão diferencial modelo RTP 420-DIF (Rücken, 2014) é instalado na fratura com o objetivo de medir o gradiente de pressão existente na fratura, conforme observa-se na Figura 6 pela indicação (I-4). Um termopar tipo J (Thermometrics, 2013) é utilizado para medição da temperatura do fluido no momento do teste, devido à natureza viscosa do fluido utilizado nos testes deste estudo. Todas as tubulações são fabricadas em PVC. A tubulação de sucção é de 32 mm de diâmetro, já as tubulações de recalque e de entrada na seção de testes são de 25 mm de diâmetro. As tubulações de saída da fratura (P-4) e saída da seção de testes (P5) são mangueiras de 1 1/2 pol e 2 pol de diâmetro, respectivamente. O tanque reserva (E-5) é utilizado para escoamentos monofásicos ou para manutenção e limpeza da seção de testes. A Figura 6 apresenta as dimensões eFR e hFR que correspondem à espessura e ao comprimento da fratura, respectivamente. A dimensão L representa a distância entre os transmissores de pressão relativa I-2 e I-3. Na Tabela 2 são apresentados os principais parâmetros geométricos da seção de testes. Tabela 2 – Dimensões da seção de testes. Variável hCH hFR eFR ZFR L Dimensão (mm) 45 1000 16 16 1800 O fluido utilizado nos testes é uma mistura água-glicerina com variação de concentração de glicerina em água. Para determinar a concentração de glicerina nas soluções utilizadas, inicialmente, calculou-se a proporção mássica exata para atingir a concentração desejada, então adicionou-se a quantidade aproximada de glicerina correspondente. E, para avaliar com maior precisão as soluções obtidas, foram realizados testes reométricos em cada mistura utilizando o viscosímetro LVDV- II+Pro, com o rotor ULA em conjunto com o UL-Adapter (BYK-GARDNER, 2013) A partir do valor determinado para a viscosidade e da temperatura utilizada nos testes, 25ºC, utilizou-se as tabelas de propriedades de fluidos (Dorsey, 1940) para determinar a concentração de água e glicerina presente na solução, assim como a massa específica da mistura. Dessa forma, foram obtidos os resultados apresentados na Tabela 3. Tabela 3 - Valores de concentração de glicerina em água e massa específica da solução interpolados linearmente pela viscosidade dinâmica Figura 6 – Seção de testes (E-3) do aparato experimental. A Figura 7 apresenta na seção de testes, sendo comprimento do canal (hCH) fratura (ZFR), que também toda seção de testes. um corte transversal possível observar o e a profundidade da é considerada para Viscosidade dinâmica [cP] 1,0 (25°C) 8,8 (25°C) 10,0 (25°C) 25,5 (25°C) Concentração Massa es- de glicerina na pecífica água [%] [kg/m³] 0,0 59,3 61,4 73,1 997,1 1146,4 1154,8 1186,8 Observa-se que a influência do aumento da concentração, e por consequência da viscosidade dinâmica e da massa específica, aumenta as pressões do sistema. A Figura 8 apresenta a variação do gradiente de pressão em função da concentração de glicerina em água para diferentes vazões de operação (3, 6 e 12 kg/min). Figura 7 – Vista em corte da seção transversal da seção de testes. devem turvar o fluido de teste; Apresentar uniformidade geométrica e granulométrica; Não necessitarem de aditivos adicionais; Apresentar compatibilidade com os fluidos utilizados. A Figura 9 mostra as imagens das partículas adquiridas para a realização dos testes. Figura 8 - Gradiente de pressão em função da concentração de glicerina em água para diferentes vazões. O gradiente é calculado como sendo a razão entre a diferença de pressão e a distância entre os pontos de pressão medidos, conforme equação (1). p p x p2 p1 L (1) sendo L = 1,8 m e representa a distância entre os pontos de tomada de pressão I-2 e I-3. O aumento da pressão com o valor de concentração de glicerina se apresentar de forma linear para uma determinada vazão, isto indica que o valor de viscosidade da mistura é constante, verificando que para a mistura água-glicerina o comportamento do fluido é newtoniano. Nesta fase do projeto é analisado a adição de material particulado ao fluido de teste, que é composto por uma mistura de água e glicerina. Inicialmente é necessário selecionar e especificar o tipo de aditivo particulado a ser utilizado. Por fim, é investigado a influência da concentração de partículas no escoamento em relação ao gradiente de pressão gerado na seção de testes. Os aditivos particulados são responsáveis pela vedação da fratura. A indústria petrolífera utiliza aditivos chamados de LCM (lost circulation materials) para esse propósito. Estes aditivos são das mais variadas composições com as mais variadas características. As necessidades do escoamento a ser estudado neste projeto acabaram por limitar o tipo de aditivos (partículas) possíveis de serem utilizados no experimento, as quais devem possuir as seguintes características: Não Figura 9 - Partículas utilizadas para os testes de escoamento líquido-sólido. RESULTADOS E DISCUSSÕES Os resultados que são apresentados a seguir foram obtidos a partir de testes preliminares, nas quais apenas o escoamento particulado no canal é analisado. O fluido utilizado como a fase contínua é uma mistura de água e glicerina bidestilada. As concentrações utilizadas são as referentes à Tabela 3 As partículas utilizadas como fase dispersa são fabricadas em UREA (Solidstrip, 2006) e possuem uma faixa de diâmetro variando entre 0,76 a 1,19 mm. A massa específica da UREA pode variar de 1,5 a 1,6 g/cm³. Para se justificar o uso de um fluido mais viscoso do que água pura, compara-se os números de Reynolds obtidos variando a vazão mássica do escoamento, tanto para água como para uma mistura água-glicerina, com a glicerina compondo 61,4% da massa total da mistura. A Figura 10 apresenta os números de Reynolds em função da vazão utilizada. Com isso, garante-se escoamento laminar para a faixa de vazão trabalhada e justifica-se a utilização de um fluido mais viscoso. Porém, ao se trabalhar com uma concentração de glicerina em água, observa-se um aumento nas pressões locais e no gradiente de pressão medidos nos transmissores. A Figura 11 e a Figura 12 apresentam os valores de pressão medidos nos transmissores I2 e I-3. Figura 10 – Número de Reynolds comparando água e uma mistura água-glicerina 61,4%. Figura 11 - Pressões medidas no transmissor de pressão relativa I-2 comparando água e uma mistura água-glicerina 61,4%. A primeira sequência de testes consiste em adicionar 1% de partículas em relação a massa total do fluido (água-glicerina). A Figura 13 mostra a influência no gradiente de pressão ao longo da seção de testes em comparação com uma mistura (61,4% de glicerina) sem a presença de material particulado. Vale ressaltar também a faixa de medição do medidor de vazão mássica tipo coriolis, que é de 4 a 200 kg/min. Figura 12 - Pressões medidas no transmissor de pressão relativa I-3 comparando água e uma mistura água-glicerina 61,4%. Figura 13 – Influência da concentração de partículas sobre o gradiente de pressão para concentração de 61,4% de glicerina A segunda sequência de testes consiste em comparar duas concentrações de glicerinas diferentes para uma mesma concentração de partículas no escoamento. Na Figura 14 é possível observar a comparação para o gradiente de pressão para duas concentrações de glicerina (61,4 e 73,1%), considerando uma mistura com 1% de partículas Figura 14 - Influência da concentração de glicerina sobre o gradiente de pressão para concentração de 1% de partículas. Após a realização dos testes com 1% de partículas em uma solução de 61,4% de concentração mássica de glicerina em água, adicionouse mais glicerina à solução para se obter uma concentração mássica de 73,1% de glicerina em água para realização de testes com 1% e 2% de partículas. Porém, ao tentar retornar à concentração 61,4% de glicerina em água para realização de testes com 2% de partículas, a dificuldade na manipulação dessas substâncias fez com que a concentração de glicerina em água obtida fosse de 59,3%. Na Figura 15 a comparação foi feita para uma mistura com 2% de concentração de partículas no escoamento. Observa-se que a comparação foi feita para as concentrações de 59,3 e 73,1% de glicerina em água devido a ordem de adição de partículas e diluição de glicerina na mistura. A Figura 16 mostra a comparação de duas concentrações de partículas (1 e 2%) para uma mistura de 73,1 % de glicerina em água. Observase um aumento do gradiente de pressão ao longo da seção de testes com o aumento de concentração de partículas ao escoamento. Para a concentração mássica de 73,1% de glicerina em água, não foram realizados testes sem a presença de partículas no escoamento. Figura 15 – Influência da concentração de glicerina sobre o gradiente de pressão para concentração de 2% de partículas. Figura 16 – Influência da concentração de partículas sobre o gradiente de pressão para concentração de 73,1% de glicerina.. Na Figura 17 é possível observar a comparação dos casos com 61,4% de glicerina sem partículas e com 1% de partículas em conjunto com uma solução de 59,3% com 2% de partículas. Fica evidente que, mesmo contendo 2% de partículas a concentração de glicerina em água afetou de forma mais significativa o gradiente de pressão da seção de testes. tamento da formação dos leitos de partículas na fratura do canal. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao apoio do IRF/CENPES/PETROBRAS, ao programa PRHANP/MCT (PRH10-UTFPR), ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Fundação de Apoio à Educação, Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico da UTFPR (FUNTEF-PR). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Figura 17 – Comparação da influência da concentração de partículas e glicerina na solução sobre o gradiente de pressão. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho apresenta as características de um escoamento disperso e a influência da adição de material particulado ao fluido utilizado. Aumentando a concentração de glicerina em água, aumenta-se também a massa específica e a viscosidade do fluido, que por consequência acarreta em um aumento nas pressões do escoamento. A variação de concentração de partículas no escoamento também gera variações de pressão e gradiente de pressão, conforme observado nos resultados apresentados. Outro fator importante a ser observado é o aumento das pressões e do gradiente de pressão em função do aumento da vazão do escoamento. Com isso, os resultados obtidos servirão como base para o estudo da deposição das partículas na fratura do canal, da formação do leito de partículas e a vedação da fratura. Esses resultados são úteis para o entendimento da perda de circulação que ocorrem nas atividades de perfuração de poços de petróleo e gás. As próximas etapas desse estudo envolvem a visualização do escoamento fluido-sólido a partir de uma técnica de visualização, como por exemplo PIV (Particle Image Velocimetry), a observação da deposição das partículas na fratura e a adição de um meio poroso. Com a fratura construída junto à seção de testes, variações de concentração de glicerina em água, variações de concentrações de partículas no escoamento e variações na geometria da fratura serão efetuadas para observação do compor- BOMBETEC, Bombas Químicas LTDA. BMIX-DF, Agitadores / Misturadores BMIX. Catálogo Comercial, Diadema, 2015. BYK-GARDNER, GmbH. BYK Additives & Instruments. Digital Catalog, Germany, 2013. CROWE, C. T.; SOMMERFELD, M.; TSUJI, Y. Multiphase Flows with Droplets and Particles. [S.l.]: CRC Press, 1998. DE LAI, F. C. 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