1 SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA - SESVALI FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO COM LINHA DE FORMAÇÃO EM GESTÃO DE NEGÓCIO TALITA POLIANE DA SILVA OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE PESSOAL PARA A ORGANIZAÇÃO: ESTUDO DE CASO NA EMPRESA MARAVILHA MOTOS EM CARUARU- PE CARUARU/PE 2011 2 TALITA POLIANE DA SILVA OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE PESSOAL PARA A ORGANIZAÇÃO: ESTUDO DE CASO NA EMPRESA MARAVILHA MOTOS CARUARU-PE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração da Faculdade do Vale do Ipojuca, como exigência parcial para a obtenção do titulo de Bacharel em Administração. Orientador: Professor Erivam Albuquerque CARUARU/PE 2011 3 Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE O484i Oliveira, Talita Poliane da Silva. A importância do treinamento de pessoal para a organização: estudo de caso na empresa Maravilha Motos em Caruaru-PE / Carlos Henrique Ribeiro Melo. -- Caruaru : FAVIP, 2011. 51 f. Orientador(a) : Erivam Anselmo de Albuquerque. Trabalho de Conclusão de Curso (Administração de Empresas) -Faculdade do Vale do Ipojuca. Inclui apêndice. 1. Treinamento – Maravilha Motos (Caruru). 2. Mudanças comportamentais. 3. Rede de computadores. I. Título. CDU 658[12.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 4 Diretor Superintendente Luiz de França Leite Diretor superintendente Vicente Jorge Espíndola Rodrigues Diretora executiva Mauricélia Bezerra Vidal Diretora acadêmica Mauricélia Bezerra Vidal Coordenador do curso de administração Júlio Cesar de Santana Goncalves 5 TALITA POLIANE DA SILVA OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE PESSOAL PARA A ORGANIZAÇÃO: ESTUDO DE CASO NA EMPRESA MARAVILHA MOTOS CARUARU - PE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração da Faculdade do Vale do Ipojuca, como exigência parcial para a obtenção do titulo de Bacharel em Administração. Orientador: Professor Erivam Albuquerque Aprovado em: ____/____/____ _______________________________________ Prof. Esp. Erivam Anselmo de Albuquerque - FAVIP _______________________________ Profa. Solange Barros – FAVIP _______________________________ Profa. Marcella Mignac – FAVIP CARUARU/PE 2011 6 Dedico este trabalho aos meus pais, minha irmã e a todos da minha família, que estiveram ao meu lado nesta trajetória, torcendo pela minha vitória: a concretização desse trabalho. 7 AGRADECIMENTOS Agradeço a todas as pessoas, que direto ou indiretamente, me ajudaram a realizar esse trabalho. A nosso Deus, que sem sua forte presença, nada seria possível, por sempre esta ao meu lado, me iluminando e dando forças nos momentos que achei tão difícil percorrer essa trajetória, quando teve dias que achei que não seria capaz, mas que no meu interior existia uma pessoa com determinação e muita perseverança, vindas de muitas graças recebidas, com a certeza que um dia esse momento iria chegar. Aos meus pais Lizete e Heleno, que sempre me apoiaram e me ajudaram para que conseguisse realizar esse objetivo e compartilharam comigo os momentos difíceis e de felicidade. A minha querida irmã, que na correria do nosso dia a dia, sempre esteve ao meu lado, me ajudando em algumas atividades que sempre eu atrasava ou deixava de fazer. Ao meu namorado Valdeilson que sempre esteve ao meu lado, incentivando a realização desse trabalho e pela compreensão nos momentos que estive ausente. As minhas inesquecíveis amigas: Fernanda, Fabíola e Renata, pela a amizade que construímos e por todos os momentos que passamos juntas. A todos que fazem parte da Maravilha Motos, que direto e indiretamente, contribuíram também para realização desse trabalho. Ao orientador, Erivam Anselmo, pela sua recepção, atenção e orientação durante todo caminho, sempre nos motivando. A todos os familiares, que acreditaram em mim e fizeram parte dessa história, muito obrigado. 8 RESUMO O treinamento é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento de uma empresa, aperfeiçoa continuamente os conhecimentos, as habilidades e aptidões dos funcionários, tornando-os pessoas mais qualificadas para desempenhar suas atividades dentro da organização. Esta pesquisa constitui uma análise sobre a Importância do treinamento de pessoal para organização, baseada em conceitos acadêmicos, observando a prática na organização, identificando os treinamentos realizados nos setores que fizeram parte da pesquisa e quais as necessidades de treinamentos dos funcionários. Utilizando-se de uma pesquisa exploratória e descritiva e a coleta de dados foi realizada através de um questionário e uma entrevista. Verificou-se que, a empresa busca a qualificação de seus profissionais, para oferecer um padrão de qualidade na prestação de serviço. Palavra - chave: Treinamento, mudanças comportamentais, profissional. 9 ABSTRACT Training is a strategic tool for developing a company continuously improves the knowledge, skills and abilities of employees, making it the most qualified people to perform their activities within the organization. This research is an analysis of the importance of staff training to organization, based on academic concepts, observing the practice in the organization, identifying the training carried out in sectors that were part of the research and what the training needs of employees. Using an exploratory and descriptive research and data collection was conducted through a questionnaire and an interview. It was found that the company seeks the qualification of its professionals, to provide a standard of quality in service delivery Keyword: training, behavioral changes, professional 7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Fluxo da avaliação no treinamento ................................................................... 18 Figura 2 - Treinamento como um sistema ......................................................................... 21 Figura 3 - Tela Treinamento de Vendas ............................................................................ 42 Figura 4 - Tela Treinamento de Vendas ............................................................................ 43 Figura 5 - Tela Trilhas de Treinamento .............................................................................. 43 Figura 6 - Tela Treinamento Pós Venda ............................................................................ 44 Figura 7 - Tela Treinamento LMS ....................................................................................... 45 Figura 8 - Tela Treinamento Administrativo Consórcio ................................................... 46 8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Gênero dos funcionários ................................................................................... 29 Gráfico 2 - Faixa etária dos funcionários ........................................................................... 30 Gráfico 3 - Grau de instrução dos funcionários ................................................................ 30 Gráfico 4 - Funções dos funcionários ................................................................................. 31 Gráfico 5 - Tempo de serviço............................................................................................... 32 Gráfico 6 - Setor que o funcionário trabalha ..................................................................... 32 Gráfico 7 - Realização de treinamento ............................................................................... 33 Gráfico 8 - Dificuldade para realização de tarefas ........................................................... 34 Gráfico 9 - Fator importante para execução das atividade ............................................. 34 Gráfico 10 - Necessidade de treinamento ......................................................................... 35 Gráfico 11 - Definição de treinamento ................................................................................ 36 Gráfico 12 - Tempo para aplicar treinamento ................................................................... 36 Gráfico 13 - Treinamentos realizados (setor consórcio) ................................................. 37 Gráfico 14 - Treinamentos realizados (setor oficina) ....................................................... 38 Gráfico 15 - Treinamentos realizados (setor oficina) ....................................................... 39 Gráfico 16 - Treinamentos realizados (setor administrativo) .......................................... 39 Gráfico 17 - Treinamentos realizados (setor de vendas-financiamento) ...................... 40 Gráfico 18 - Treinamentos realizados (supervisores de vendas de consórcio)........... 41 9 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS .......................................................... 10 1. Introdução ............................................................................................................. 10 1.1 Objetivos .......................................................................................................... 11 1.1.1 Objetivo geral ................................................................................................ 11 1.1.2. objetivos específicos .................................................................................... 11 1.2 Justificativa ...................................................................................................... 11 CAPÍTULO 2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................... 13 2. Definição de treinamento....................................................................................... 13 2.1 Objetivos do treinamento..................................................................................... 13 2.2 Etapas do treinamento ........................................................................................ 14 2.3 Benefícios do treinamento ................................................................................... 18 2.4 Mudanças comportamentais através do treinamento .......................................... 20 2.5 Ciclo do treinamento ........................................................................................... 20 2.6 Método PROPER para o treinamento referente ao trabalho. .............................. 21 2.7 Critérios para avaliação do treinamento .............................................................. 22 2.8 Treinamento E – Learning ................................................................................... 24 CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA ............................................................................... 25 3 Classificação da pesquisa ...................................................................................... 25 3.1 Quanto aos fins ................................................................................................... 25 3.2 Quanto aos meios ............................................................................................... 25 3.3 Forma de abordagem .......................................................................................... 25 3.4 Instrumento de coleta de dados .......................................................................... 26 3.5 Locus e sujeitos de pesquisa .............................................................................. 26 CAPÍTULO 4- APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ...................... 27 4.1 Caracterização da empresa ................................................................................ 27 4.2 Resultados da pesquisa ...................................................................................... 29 4.2.1 Treinamento Setor- Vendas de Veículos Novos ........................................... 41 4.2.2 Treinamento Setor - Oficina .......................................................................... 44 4.2.3 Treinamento Setor – Administrativo Consórcio ............................................. 45 4.2.4 – Entrevista ................................................................................................... 46 CAPITULO 5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................. 47 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 49 APÊNDICE A: QUESTIONÁRIO ............................................................................... 50 APÊNDICE B: ENTREVISTA .................................................................................... 55 10 CAPÍTULO 1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS 1. Introdução Em um mundo instável e competitivo, muitas empresas precisam estar constantemente preparadas para os desafios da inovação e da concorrência. E como diferencial competitivo, o capital humano, é algo vital para sobrevivência da organização. Por isso, um dos caminhos a ser percorrido utilizando diferentes mecanismos e ferramentas é o do treinamento, que envolve a transmissão de conhecimentos específicos relacionados ao trabalho, desenvolvimento de habilidades e atitudes frente a aspectos da organização. O treinamento agrega valor às pessoas, à organização, enriquece o patrimônio humano da empresa e o capital intelectual das organizações. Esta pesquisa busca enfatizar a importância do treinamento para organização, contribuindo para o entendimento de conceitos da área de atuação, como seus objetivos, etapas, benefícios e o ciclo do treinamento. E para empresa, tem como importância, a transformação do aprendizado, em desenvolvimento contínuo, enriquecendo o capital humano com resultados satisfatórios, melhorando as atitudes de cada um, para serem pessoas proativas, inovadoras e que melhorem o trabalho em equipe, pois é assim que todos podem alcançar resultados positivos. Neste contexto esta pesquisa busca identificar quais as contribuições que o treinamento pode proporcionar para a empresa Maravilha Motos em Caruaru – PE? 11 1.1 Objetivos 1.1.1 Objetivo geral Avaliar o processo de treinamentos de pessoal, conhecendo o planejamento e o objetivo da Maravilha Motos. 1.1.2. Objetivos específicos a) Descrever o perfil dos colaboradores da empresa Maravilha Motos em Caruaru-PE; b) Analisar/ Registrar as propostas de treinamentos executados na empresa, apontando os aspectos positivos e negativos do processo; c) Identificar as necessidades de treinamento para os colaboradores tomando por base as características de cada setor da empresa; 1.2 Justificativa Esta pesquisa busca demonstrar como uma equipe treinada pode trazer um importante retorno para organização como também os colaboradores estarão mais qualificados, preparados constantemente para os desafios do dia-a-dia, pois em meio a tantas mudanças dentro do ambiente organizacional e conseqüentemente o aumento das exigências pela qualificação do profissional, as organizações precisam buscar um maior desenvolvimento dos seus colaboradores, através da realização de treinamentos, incentivando – os a auto desenvolver, buscando seu próprio meio de reciclagem, aperfeiçoando suas habilidades e seus conhecimentos. O interesse pelo tema surgiu, após a empresa tomar algumas atitudes inovadoras relacionada a qualificação dos colaboradores, pois aproximadamente a dois anos foi criado o Centro de Treinamento e Desenvolvimento na empresa, com a 12 coordenação do controller e a responsável pelo departamento de Recursos Humanos, onde juntos, com a autorização da diretoria, elaboraram um planejamento de treinamento de pessoal e que no decorrer do ano, iniciaram a realização de treinamentos, obtendo resultados positivos, equipe motivada e cada vez mais qualificados. Esse processo quando implementado nas organizações, torna-se mais competitivo, que certamente resultará em ganhos maiores e em especial o comportamento de seus colaboradores é transformado para a obtenção de resultados reais e satisfatórios. Apenas informações, através de emails ou comunicados internos não é o suficiente para manter os colaboradores bem informados e preparados, é necessário treinamentos, a prática, para que estejam capacitados a desempenhar suas funções. Para Academia, esta pesquisa servirá como fonte de pesquisa de conclusão de curso e a mesma poderá utilizar o conteúdo em benefício próprio, para perfeiçoar a prática de treinamentos na instituição. 13 CAPÍTULO 2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. Definição de treinamento Segundo Chiavenato (2002, p.497) treinamento é o processo educacional de curto prazo aplicado de maneira sistemática e organizada, através do qual as pessoas aprendem conhecimentos, atitudes e habilidades em função de objetivos definidos. Ao conceito de Marras (2000, p.145) treinamento é um processo de assimilação cultural a curto prazo, que objetiva repassar ou reciclar conhecimentos, habilidades ou atitudes relacionadas diretamente à execução de tarefas ou à sua otimização no trabalho. Diante os conceitos citados verifica-se que o treinamento é um processo de extrema importância para organização, além de preparar as pessoas, traz resultados positivos para empresa, envolvendo todo conjunto em busca de um único objetivo. Uma equipe bem treinada, além de oferecer um excelente atendimento, fideliza os clientes, caracteriza-se sobretudo como uma equipe motivada, fiel e comprometida aos objetivos e planejamentos da empresa. Segundo Chiavenato (1999, p.294), a conceituação de treinamento apresenta significados diferentes. Antigamente alguns especialistas em RH consideravam o treinamento um meio para adequar cada pessoa ao seu cargo e desenvolver a força de trabalho da organização a partir dos cargos ocupados. Mais recentemente passou-se a ampliar o conceito considerando o treinamento um meio para alavancar o desempenho no cargo. Quase sempre o treinamento tem sido estendido como o processo pelo qual a pessoa é preparada para desempenhar de maneira excelente as tarefas específicas do cargo que deve ocupar. Modernamente, o treinamento é considerado um meio de desenvolver competências nas pessoas para que elas tornem-se mais produtivas, criativas e inovadoras, a fim de contribuir melhor para os objetivos organizacionais, e cada vez mais valiosas. Assim o treinamento é uma fonte de lucratividade ao permitir que as pessoas contribuam efetivamente para os resultados do negócio. 2.1 Objetivos do treinamento Segundo Chiavenato (2002, p.498) os principais objetivos do treinamento são: preparar o pessoal para execução imediata das diversas tarefas de cargo; 14 proporcionar oportunidades para o contínuo desenvolvimento pessoal, não apenas e seus cargos atuais, mas também para outras funções para as quais a pessoa pode ser considerada; mudar a atitude das pessoas, seja criar um clima mais satisfatório entre empregados, aumentar lhes a motivação e torná-las mais receptivas às técnicas de supervisão e gerência. Percebe-se que os objetivos citados tem o propósito de preparar todo pessoal, para que possam cada vez mais serem melhores nas suas atitudes que comprometem o cargo ao qual exerçam, mas também, para os cargos que um dia possam vim exercer, dentro de um ambiente propício e colaborador para crescimento. Os objetivos são, essencialmente, o núcleo central de todo o plano de trabalho bem elaborado, refletindo nas mudanças econômicas, tecnológicas e sociais do mercado em que empresa atua. 2.2 Etapas do treinamento Levantamento de necessidades de treinamento (diagnóstico); Como fase inicial, o LNT é o primeiro passo no processo de treinamento, pelo qual detecta o conjunto de carências cognitivas e inexperiências na função que o pessoal exercem. E em alguns casos essa carência tem origem no próprio recrutamento e seleção do pessoal, levando a organização a implementar ações de treinamento para sanar as carências e desenvolver o perfil de cada funcionário. E como o treinamento não é um processo que tenha fim, pois o mundo competitivo está sempre em mudanças, o LNT está presente de forma constante na organização para diagnosticar em tempo hábil toda e qualquer mudança que se fizer necessária. Enfatiza Gil (2001) que o diagnóstico das necessidades de treinamento pode ser definido como o processo que tem como objetivo identificar as carências de indivíduos e grupos para a execução das tarefas necessárias para o alcance dos 15 objetivos organizacionais. Colaborando com esse pensamento, Boog (2006) ressalta que a necessidade de treinamento está entre o nível de eficiência atual e o nível de eficiência desejada. Ou seja, essa primeira etapa é diagnosticar quais são as reais necessidades de se fazer um treinamento, e ainda, saber se o treinamento a ser realizado irá suprir de fato as necessidades que o originou. O levantamento de necessidades de treinamento deve ser baseado em informações relevantes. Cabe ao responsável de linha de frente perceber os problemas provocados pela carência de treinamento na organização. Os principais meios utilizados para o LNT são: avaliação de desempenho, observação, questionários, solicitações de supervisores e gerentes, reuniões interdepartamentais, modificação de trabalho e análise de cargos. Para Chiavenato (1999, p.300) o levantamento de necessidades de treinamento pode ser feito em quatro níveis de análises, como: Análise organizacional: a partir de do diagnóstico de toda organização, para verificar os aspectos da missão, da visão e dos objetivos estratégicos que o treinamento deve atender. Análise dos recursos humanos: conhecendo o perfil das pessoas, determina quais comportamentos, atitudes, conhecimentos e competências necessários para que as pessoas possam contribuir para o alcance dos objetivos estratégicos da organização. Análise da estrutura de cargos: a partir do exame dos requisitos e especificações dos cargos, determinar quais são as habilidades, destrezas e competências que as pessoas deverão desenvolver para desempenhar adequadamente os cargos. Análise do treinamento: a partir dos objetivos e metas que deverão ser utilizados como critério para avaliação da eficiência e eficácia do programa de treinamento. Programação de treinamento para atender às necessidades; 16 Realizado o diagnóstico do treinamento, é a vez de prescrever os meios que serão tratados para sanar as necessidades apresentadas. O LNT deve fornecer as seguintes informações para que seja feito a programação de treinamento: O QUE DEVE ser ensinado? QUEM deve aprender ? QUANDO deve ser ensinado ? ONDE deve ser ensinado? COMO se deve ensinar ? QUEM deve ensinar ? A partir desse questionário, com suas devidas respostas, ou seja, a empresa decide o conteúdo que será colocado em prática através do treinamento, quem serão os treinandos, em que período poderá ser realizado, em que local físico, quais métodos e recursos serão utilizados e quem será o treinador ou instrutor, dará inicio a programação do treinamento. A programação do treinamento é uma decorrência do diagnóstico das necessidades de treinamento. Implementação e execução; Entende-se que a execução do treinamento é a aplicação prática do treinamento, após todo processo de levantamento das necessidades e planejamento. Segundo Marras (2000, p. 157) “a execução é a aplicação prática daquilo que foi planejado e programado para suprir as necessidades de aprendizagem detectadas na organização.” Com relação, ao treinador e os treinandos, Gil (1994, p.78) comenta que: “a execução do treinamento centra-se na relação instrutor- treinando. Avaliação de resultados; 17 A etapa final do processo de treinamento é a avaliação dos resultados obtidos, considerando os seguintes aspectos: Verificar se o treinamento produziu as modificações desejadas no comportamento dos empregados; e Verificar se os resultados do treinamento apresentam relação como o alcance das metas da empresa. Para Chiavenato (1999, p.307) alguns dados podem nos ajudar a avaliar os resultados do treinamento: Dados concretos: economias de custo, melhorias da qualidade, economia de tempo e satisfação dos funcionários. Medidas de resultados: clientes atendidos, tarefas completadas, produtividade, processos completados e dinheiro aplicado. Exemplos de economias de custo: custos variáveis, custos fixos, projetos de redução de custos, custos operacionais e custos administrativos. Exemplos de dados sobre melhoria da qualidade: índices de erros e de refugos, volume de retrabalho, porcentagem de tarefas bem sucedidas, variância ao redor de padrões organizacionais preestabelecidos. Possibilidades de economias de tempo: tempo para completar um projeto, tempo de processamento, tempo de supervisão, tempo de equilíbrio para novos funcionários, tempo de treinamento, eficiência e dias de tempo perdido. Segundo Marras (2000, p. 159) a avaliação de treinamento tem por finalidade aferir os resultados conseguidos comparativamente aquilo que foi projetado e esperado pela organização. É visto que para organização é fundamental saber o retorno que o programa de treinamento trouxe para empresa, se as metas sugeridas foram alcançadas, pois caso as metas não seja alcançadas, as etapas de treinamento deverão ser revistas e o treinamento novamente realizado, para conclusão real das necessidades. 18 Toledo e Milioni (1986, p. 89) fazem o seguinte comentário: Ao investir em treinamento espera-se que haja aumento de produtividade, mudanças de comportamento, melhoria do clima humano na organização, redução de custos e de acidentes, rotação de pessoal, além de outros resultados. É possível observar na figura 1 o Fluxo da avaliação no treinamento, que no primeiro, a avaliação é realizada após a aplicação do pré – teste; no segundo, uma nova avaliação deve ser feita, após a aplicação do módulo de treinamento, possibilitando uma análise comparativa entre os resultados antes e depois do evento. Figura 1 - Fluxo da avaliação no treinamento Fonte: MARRAS (2000) 2.3 Benefícios do treinamento De acordo com Carvalho; Nascimento (2000, p.156), em termos de segmentos empresariais, o processo de treinamento proporciona os seguintes benefícios: 2.3.1 Quanto ao mercado de trabalho 19 o Definição das características e atribuições dos empregados ; o Racionalização dos métodos de formação e aperfeiçoamento de colaboradores; o Melhoria dos padrões profissionais treinados; 2.3.2 Quanto ao pessoal em serviço o Melhor aproveitamento das aptidões dos empregados; o Maior estabilidade de mão de obra; o Estímulo ao espírito de emulação e fortalecimento da confiança no mérito como processo normal da melhoria funcional; o Dignificação do trabalho e elevação do ambiente moral da empresa; 2.3.3 Quanto à empresa como um todo o Aprimoramento dos produtos ou serviços produzidos; o Maiores possibilidades de ampliação ou transformação dos programas de trabalho ; o Disponibilidade para os opostos de gerência e supervisão imediata dentro da própria organização ; o Melhores condições de adaptação aos progressos da tecnologia industrial; o Economia de custos pela eliminação dos erros na execução do trabalho; o Condições de competitividade mais vantajosa dada a capacidade de oferecer melhores produtos e serviços; 20 o Maior segurança econômica, em virtude da maior estabilidade de pessoal; o Diminuição acentuada dos acidentes e do desperdício pela melhorias técnicas de trabalho. 2.4 Mudanças comportamentais através do treinamento O processo de treinamento promove mudanças comportamentais, de acordo com Chiavenato (1999, p. 295), são elas as seguintes mudanças: o Aumentar o conhecimento das pessoas: informações sobre a organização, seus produtos/serviços, políticas e diretrizes, regras e regulamentos e seus clientes. o Melhorar as habilidades e destrezas: habilitar para execução e operação de tarefas, manejo de equipamentos, máquinas, ferramentas. o Desenvolver/ modificar comportamentos: mudança de atitudes negativas para atitudes favoráveis, de conscientização e sensibilidade com as pessoas, com os clientes internos e externos. o Elevar o nível de abstração: desenvolver idéias e conceitos para ajudar as pessoas a pensar em termos globais e amplos. 2.5 Ciclo do treinamento Seja qual for o treinamento aplicado a determinada área, para determinada função ou cargo, este processo terá um ciclo a ser seguido e este se renova a cada vez que repete o processo de treinamento. Para Chiavenato (2002, p.499) o ciclo segue a seguinte sequência descrito na figura 2. 21 Figura 2 - Treinamento como um sistema Fonte: CHIAVENATO (2002) o Entradas (inputs) como treinandos, recursos organizacionais, informações, habilidades etc. o Processamento ou operação (throughputs) como processos de aprendizagem individual, o programa de treinamento etc. o Saídas (outputs) como pessoal habilitado, sucesso ou eficácia organizacional etc. o Retroação (feedback) como avaliação dos procedimentos e resultados do treinamento através de meios informais ou de pesquisas sistemáticas. 2.6 Método PROPER para o treinamento referente ao trabalho. Um dos métodos utilizados na realização de treinamentos é o PROPER que segundo Bohlander e Snell (2009, p.264) tem a seguinte orientação: Preparar - decidir o que precisa ser ensinado aos funcionários. Identificar as etapas do treinamento, ou seja, que seqüência seguir. Reafirmar- saber sobre as experiências dos funcionários e adequá-las conforme for necessário. Tentar deixa-los interessados, relaxados e motivados para aprender. 22 Orientar- mostrar aos funcionários o modo correto de realizar o trabalho e explicar por que deve ser feito desse modo. Mostrar a relação desse trabalho com um outro. Proceder- quando os funcionários estiverem prontos, permitir que eles tente fazer o trabalho para que possam praticar e obter orientações sobre os aspectos mais difíceis. Primeiro, forneça ajuda e assistência e, depois, deixe que eles prossigam. Examinar- avalie o desempenho dos funcionários e os questione sobre como, por que, quando e onde eles deveriam ter feito algo específico. Corrija os erros, repita as instruções que foram dadas. Reforçar e revisar- elogie, incentive e dê um feedback sobre como o empregado está se saindo. Continue a conversar com ele e demonstre confiança no trabalho que está sendo realizado. 2.7 Critérios para avaliação do treinamento De acordo com Bohlander e Snell (2009, p.278) há quatro critérios básicos para avaliar o treinamento: (1) reações, (2) aprendizado, (3) comportamento e (4) resultados. Critério 1: Reações – os treinandos satisfeitos terão mais probabilidade de concentrar-se nos princípios do treinamento e utilizar as informações no trabalho. De outro modo, a insatisfação com o treinamento relacionado ao trabalho contribui para a baixa satisfação do funcionário com o seu trabalho. O participantes podem proporcionar insights para o conteúdo e as técnicas que acharam mais úteis. Podemos incluir as seguintes perguntas nesse critério: o Quais eram seus objetivos de aprendizagem para este programa ? o Você os atingiu? o Você gostou deste programa? 23 o Você o recomendaria aos outros que têm metas de aprendizagem semelhantes? o Que sugestões você tem para aprimorar o programa? o A empresa deve continuar a oferecê-lo? Critério 2 : Aprendizado - saber se os participantes realmente aprenderam alguma coisa é fundamental. Os testes de conhecimentos e habilidades efetuados antes de iniciar um programa de treinamento oferecem resultados que podem ser aferidos novamente após o treinamento para determinar se houve aprimoramento. Critério 3 : Comportamento – de acordo com medidas das reações e do aprendizado do funcionário, o programa de treinamento pode ter resultados positivos, mas muito do que se aprende nunca é aplicado no trabalho, os treinandos podem não demonstrar mudança de comportamento. Para maximizar a transferência do treinamento, diz respeito a aplicação efetiva dos princípios aprendidos ao que é exigido no trabalho, pode ser adotado as seguintes abordagens: o Apresentar elementos idênticos: quando as condições no programa de treinamento se aproximam daquelas do trabalho, o processo de transferência de treinamento é mais facilitada. o Focalizar princípios gerais: essa abordagem ajuda os treinandos a aplicarem os principais pontos aprendidos a condições variáveis no emprego o Estabelecer clima propício para transferência : neste caso o gerente deve assegurar que o ambiente de trabalho apóia, reforça e recompensa o funcionário para aplicar as novas habilidades ou conhecimentos. o Dar aos funcionários estratégias de transferência: os gerentes devem fornecer aos treinandos estratégias e táticas para lidar com seu ambiente de transferência, ajudando os funcionários a ganhar mais controle, de modo a manter os comportamentos aprendidos. 24 Critério 4: Resultados ou Retorno do Investimento O retorno do investimento (RDI) se refere aos benefícios derivados do treinamento relativos aos custos gerados. Como benefícios podemos citar: maiores rendimentos obtidos, aumento da produtividade, melhoria da qualidade, redução de custos, clientes mais satisfeitos, maior satisfação com o trabalho e menor rotatividade de funcionários. 2.8 Treinamento E – Learning Segundo Bohlander e Snell (2009, p.270) o e- learning (aprendizado eletrônico) abrange uma ampla variedade de aplicações, como TPC (treinamento por computador) e na web, e também em salas de aulas virtuais, além de incluir o fornecimento de conteúdo por internet, intranets e extranets, fitas de áudio, fitas de vídeo, satélites e transmissões interativos, TV,DVD e CD-ROM. Através do E-learning, as empresas levam o treinamento até seus funcionários, podendo ser revisado rapidamente, de uma maneira mais eficiente e com a melhor relação custo-benefício, como também permiti aos funcionários personalizar seu aprendizado, em horários e locais desejados. Para realização do treinamento é necessário investimento a nível de qualidade e facilidade de acesso a internet, pois para que o treinamento chegue até os funcionários, internos ou externos, é necessário que os funcionários internos possam se conectar por meio de uma veloz conexão corporativa com a internet e para os que trabalham externos, utilizem modems sem fio, para que tenham condições de acessar o material de treinamento. Na empresa pesquisada, alguns departamentos já realizam treinamentos elearning, a Honda está cada vez mais investindo nessa tecnologia e exigindo a participação de todas as concessionárias a nível nacional, buscando aperfeiçoar todos que representam a marca. Atualmente os departamentos que já usufruem dessa tecnologia são: departamento de vendas de veículos novos, oficina e administrativo do consórcio. 25 CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA 3 Classificação da pesquisa 3.1 Quanto aos fins A pesquisa se caracterizou quantos aos fins, como sendo exploratória, de acordo com Baptista (2007, p.168) “a análise exploratória de dados é utilizada para organizar, medir, analisar e apresentar os dados referentes às variáveis de uma pesquisa, informando sobre sua distribuição, tendências, variabilidade e explicando informações subjacentes ao fenômeno estudado” (baptista ,2007, p. 168). Como também, foi uma pesquisa descritiva, pois segundo Barros (1986), “é aquela em que observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Procura descobrir a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua natureza, características, causas, relações e conexões com outros fenômenos .” 3.2 Quanto aos meios A pesquisa se deu também como bibliográfica, porque para a fundamentação teórica – metodológica do trabalho recorreu ao uso de material acessível ao público em geral, como livros, internet e artigos já publicados sobre o assunto em questão. A pesquisa bibliográfica ou de fontes secundárias, segundo Lakatos e Marconi (1991), envolve toda a bibliografia já tornada pública com relação ao tema estudado, e tem como finalidade colocar o pesquisador em contato direto com tudo que foi escrito sobre o assunto. Foi um estudo de caso, por tratar da observação e descrição do processo de treinamento na Maravilha Motos Caruaru – PE. Segundo Chizzotti (1995, p. 102), estudo de caso “é a pesquisa para coleta e registro de dados de um ou vários casos, para organizar um relatório ordenado e crítico ou avaliar analiticamente a experiência com o objetivo de tomar decisões ou propor ação transformadora.” 3.3 Forma de abordagem Para realização da pesquisa foi adotado como forma de abordagem a pesquisa de cunho qualitativa, segundo Triviños (1987), esse método analisa as práticas nas organizações. 26 A pesquisa qualitativa não procura enumerar e/ou medir os eventos estudados, nem emprega instrumental estatístico na análise dos dados, envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situação estudada, procurando compreender os fenômenos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes da situação em estudo (GODOY, 1995, p.58). Como também foi adotado o caráter de pesquisa quantitativo, para Roesch (1996) tem o propósito no projeto de obter informações sobre determinada população, pois busca medir alguma coisa de forma objetiva, o quantitativo é o observável e o mensurável, ou seja, significa quantificar dados na forma de coleta de informações. O método quantitativo foi empregado neste trabalho para quantificar os dados coletados através do questionário que foram aplicados aos funcionários da empresa em estudo. 3.4 Instrumento de coleta de dados Foi utilizado o método da observação na organização. Segundo Gil (1994), “a observação nada mais é que o uso dos sentidos com vistas a adquirir os conhecimentos necessários para o cotidiano”. É a partir da observação que se consegue obter informações sobre uma dada realidade, possibilitando o registro e a análise de fatos e fenômenos. Foi aplicado o questionário para 44 funcionários da empresa, que fazem parte do setor comercial, oficina e administrativo, onde foi abordado o perfil do funcionários, sugestões sobre treinamento e os treinamentos que já os funcionários participaram e quais necessidades. E a entrevista com responsável pelo setor de Recursos Humanos da empresa. 3.5 Locus e sujeitos de pesquisa A pesquisa foi realizada na empresa Maravilha Motos em Caruaru – PE, com 44 funcionários da empresa, porém o quadro de funcionários é composto por 104 pessoas. 27 CAPÍTULO 4- APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.1 Caracterização da empresa NOME DA EMPRESA: MARAVILHA MOTOS LTDA RAZÃO SOCIAL: MARAVILHA MOTOS LTDA FORMA JURÍDICA: MARAVILHA MOTOS LTDA NATUREZA DA EMPRESA: Comercio varejista de motocicletas, motonetas, peças e serviços. LOCALIZAÇÃO: Rua Visconde de Inhaúma, 1030 - Maurício de Nassau – Caruaru PE RAMO DE ATIVIDADE PRINCIPAL: Comercio Varejista. ATIVIDADES E SERVIÇOS AGREGADOS: Pós-Venda, Oficina mecânica, Peças, Contratos de CNH. NOME PELO QUAL É MAIS CONHECIDA: Maravilha Motos (HONDA) DATA DA CONSTITUIÇÃO: 20/10-1998 (MATRIZ) INÍCIO DAS OPERAÇÕES: 17/08/2007 (FILIAL CARUARU) . A Maravilha Motos Ltda. teve início em 1998 quando dois irmãos e empresários, LEONARDO E LUCIANA MARANHÃO, sob o compromisso do gestor Carlos Koblitz, adquiriram, com autorização da MOTO HONDA DA AMAZÔNIA, a bandeira HONDA de outra concessionária na cidade de Recife-PE. Na época, substituindo, então, no mercado a concessionária MOTORVIA. Desde o início os empresários tiveram como modelo de gestão a profissionalização de seus funcionários, a satisfação dos seus serviços, objetivando, assim, criar um diferencial que contribuísse para o melhor desempenho em um mercado multi-atendido e com forte concorrência de outras marcas. Logo após o funcionamento da matriz, foi autorizada a abertura de uma filial da cidade do Cabo de Santo Agostino, permanecendo até meados de 2005, quando a mesma foi substituída pela filial Jiquiá. No início de 2004, confirmando o interesse de crescimento de seus negócios com a Honda, os mesmos empresários adquiriram as bandeiras da Dimave e da Montmotos respectivamente no estado da Paraíba. Foi iniciada, no mesmo ano, uma operação comercial nessa região que resgatou em pouco tempo a liderança da Marca Honda e reduziu a participação no mercado dos concorrentes a índice abaixo 28 das médias nacionais. Tais investimentos ousados foram importantíssimos para uma reorganização estrutural da empresa, pois o grupo passava a ter a responsabilidade de gerenciar empresas distantes com culturas distintas. Daí houve, ainda, mais a necessidade da implantação de uma gestão mais estruturada. Com isso, foram alterados os sistemas, reavaliados as operações internas, a forma de gestão, as análises de relatórios, novas necessidades de informações, a comunicação entre as lojas, etc. Em meados de 2007, concretizando mais um planejamento da diretoria com o processo de expansão, foi autorizado a abertura de mais uma filial na cidade de Caruaru, sendo considerada mais uma vitória do grupo pela forma de trabalho, qualidade o que faz e gerenciamento das operações. A empresa Maravilha Motos, comercializa produtos (Motocicletas Nacionais, Quadriciclos, Contratos do Consorcio Nacional Honda, Peças e Acessórios, Serviços Pós-Venda) para todas as regiões e cidades autorizadas através da área demarcada para a concessionária. Toda essa estrutura comercial tem como suporte uma equipe administrativa pronta para ajudar em tudo que for necessário. Ainda há uma equipe de CAL CENTER para verificar a qualidade dos atendimentos dos departamentos. Este procedimento atinge hoje muitos clientes devidamente cadastrados, em que a empresa busca a conquista e a manutenção de relacionamento próximo, caminhando para aumentar ainda mais seu espaço junto ao mercado. MISSÃO: Promover a satisfação do cliente mediante a excelência na comercialização e manutenção de motocicletas, objetivando o diferencial no atendimento, a melhoria contínua, o aumento de rentabilidade da empresa e o bemestar da comunidade envolvida. VISÃO: Ser concessionária modelo por excelência no atendimento, preferida pelos clientes e referência para o mercado, comprometida com o crescimento, com a criatividade e com a inovação. VALORES: Veracidade, Respeito ás pessoas, Respeito ao meio ambiente, Solidariedade, Harmonia, Compromisso, Transparência. 29 4.2 Resultados da pesquisa Este capítulo apresenta os dados coletados na pesquisa realizada através de um questionário aplicado para os funcionários da Maravilha Motos, com a participação de 44 funcionários representando 30% da população de funcionários da empresa, no período de outubro. A primeira parte do questionário buscou identificar o perfil dos funcionários da empresa. O gráfico 1 apresenta o gênero dos funcionários da empresa. Gênero 22,73% masculino feminino 77,27% Gráfico 1 - Gênero dos funcionários Fonte: Elaboração própria (2011) De acordo com o gráfico 1, os funcionários que participaram da pesquisa 77,27% são do sexo masculino e 22,73% são do sexo feminino. A faixa etária dos funcionários é destacado no gráfico 2. 30 Faixa etária 0,00% 23,26% 27,91% 18 a 25 anos 26 a 35 anos 36 a 45 anos mais de 45 anos 48,84% Gráfico 2 - Faixa etária dos funcionários Fonte: Elaboração própria (2011) Conforme o gráfico 2, a faixa etária dos funcionários da empresa que corresponde a 48,84% esta entre 26 a 35 anos e os demais entre 18 a 45 anos distribuído entre 27,91% e 23,26%. O gráfico 3 destaca o grau de instrução dos funcionários. Grau de instrução 4,44% 17,78% ensino médio superior completo superior incompleto 11,11% ensino técnico 66,67% Gráfico 3 - Grau de instrução dos funcionários Fonte: Elaboração própria (2011) Verifica-se o gráfico 3 que 66,67% dos funcionários da empresa concluíram o ensino médio; 17,18% superior incompleto ; 11,11% superior completo e os demais o ensino técnico. 31 E para projeto de 2012 a empresa tem planos de firmar convênios com Faculdades, para que seus funcionários tenham a oportunidade de ingressar na sociedade universitária, adquirindo mais conhecimento, qualificação e estejam preparados para os desafios e exigências do dia a dia ou até mesmo para função que exercem. O gráfico 4 destaca as funções dos funcionários. Função vendedor externo 4,55% 2,27% vendedor interno 6,82% coordenadora supervisor de vendas 15,91% supervisor oficina 50,00% 0,00% supervisor peças mecanico 2,27% 11,36% 4,55% garantista recepcionista auxiliar administrativo 2,27% Gráfico 4 - Funções dos funcionários Fonte: Elaboração própria (2011) Observa-se no gráfico 4 que 50% dos funcionários exercem a função de vendedores externos (consórcio) e é do trabalho de cada um, que a empresa hoje tem 50% share do mercado em vendas de consórcio; 11,36% corresponde a função de vendedores internos que vendem o produto: motocicleta, através de financiamento, á vista, cartão de crédito ou consórcio terceiro, e os demais exercem a função de coordenadora do setor vendas, supervisor de vendas, supervisor de oficina, mecânicos, garantista, recepcionista e administrativa. O Tempo de serviço dos funcionários está destacado no gráfico 5. 32 Tempo de serviço 23,26% menos de 1 ano de 1 a 2 anos 51,16% mais de 2 anos 25,58% Gráfico 5 - Tempo de serviço Fonte: Elaboração própria (2011) Conforme destaque, a empresa tem 51,16% que trabalham há mais de 2 anos na empresa e os demais entre 1 a 2 anos com 25,58% e menos de 1 ano com 23,26%. A empresa por ter 4 anos no mercado tem uma grande parte dos funcionários desde de sua inauguração e os demais contratados se deu devido ao crescimento da empresa, e em alguns casos, por substituição. O gráfico 6 mostra o setor que o funcionário trabalha. Setor 9,09% 0,00% comercial financeiro 25,00% oficina peças 0,00% 65,91% administrativo Gráfico 6 - Setor que o funcionário trabalha Fonte: Elaboração própria (2011) De acordo com o gráfico 6, no setor comercial trabalham 65,91% dos funcionários da empresa; 25% trabalham no setor de oficina e os demais no setor administrativo. O foco maior da empresa é no setor comercial, na comercialização 33 da motocicleta, seja através do consórcio ou financiamento, por isso é o setor que tem mais pessoas trabalhando. O gráfico 7 mostra se para o funcionário exercer a função, a empresa realizou treinamento. Realização de treinamento 2,27% 9,09% sim, em tempo necessário sim, em tempo insuficiente não 88,64% Gráfico 7 - Realização de treinamento Fonte: Elaboração própria (2011) Como resultado apresentado, 88,64% dos funcionários participaram de treinamento em tempo necessário para aquisição de conhecimento para executar a função para qual foi admitido; 2,27 % participaram de treinamento, porém o tempo não foi suficiente e os demais iniciaram suas atividades exercendo a função sem treinamento 34 O gráfico 8 apresenta quais as dificuldades que os funcionários tem para realização das tarefas. Dificuldades para realização de tarefas 13,95% 4,65% acúmulo de tarefas 0,00% inovação no ambiente falta de treinamento 13,95% outro motivo não existe dificuldades 67,44% Gráfico 8 - Dificuldade para realização de tarefas Fonte: Elaboração própria (2011) Observa-se através do gráfico 8 que para 67,44% dos funcionários não existe dificuldades para realização das tarefas do dia a dia, os demais funcionários responderam que o acúmulo de tarefas, inovação no ambiente e outros motivos como: colaboração da equipe, decisão centralizada, comunicação interna e inadimplência são motivos que dificultam a realização das tarefas. Com relação aos fatores importantes para execução das tarefas o gráfico 9 mostra a percepção dos funcionários. Fator importante para execução das atividades 27,91% cursos técnicos reuniões internas treinamentos 55,81% 16,28% Gráfico 9 - Fator importante para execução das atividade Fonte: Elaboração própria (2011) 35 Conforme representado no gráfico 9, o treinamento é o fator mais importante para execução das atividades e os demais sendo cursos técnicos e reuniões internas. E para complementar, o gráfico 10 destaca a opinião dos funcionários sobre a necessidade da realização de treinamentos. O treinamento é necessário 0,00% não sim 100,00% Gráfico 10 - Necessidade de treinamento Fonte: Elaboração própria (2011) A necessidade de treinamento para que o funcionário desempenhe melhor sua função corresponde a 100% e alguns funcionários responderam o porque da necessidade, como por ex.: capacita o profissional, o funcionário adquiri segurança e agilidade nas tarefas, conhecimento do produto, inovações, amplia os conhecimentos, renovação dos conhecimentos, clientes mais exigentes. 36 Como melhor definição de treinamento o gráfico 11 destaca a opinião dos funcionários Definição de treinamento 0,00% 0,00% perda de tempo 40,91% não é necessário amplia o CHA 59,09% qualificação do funcionário Gráfico 11 - Definição de treinamento Fonte: Elaboração própria (2011) Segundo o gráfico 11, para 59,09% dos funcionários definem treinamento como processo que amplia o CHA (conhecimento, habilidade e aptidão) do funcionário e para os demais treinamento é o processo de qualificação do funcionário. O gráfico 12 mostra o resultado quando se é necessário aplicar o treinamento. Tempo necessário para aplicar treinamento a cada 6 meses 15,00% 37,50% quando há mudanças administrativas a cada 2 meses 22,50% anualmente 25,00% Gráfico 12 - Tempo para aplicar treinamento Fonte: Elaboração própria (2011) 37 Com relação ao gráfico 12, o tempo necessário para aplicar treinamento é a cada 6 meses para 37,50% dos funcionários , para 25% quando há mudanças administrativas e para os demais a cada 2 meses e anualmente. O gráfico 13 relaciona os treinamentos realizados no setor de vendas de consórcio. Treinamentos realizados 18,39% 24,14% conhecendo o produto quem conhece, vende atendimento ao cliente qualidade no atendimento 20,69% 17,24% procedimentos da empresa 19,54% Gráfico 13 - Treinamentos realizados (setor consórcio) Fonte: Elaboração própria (2011) Neste gráfico 13, percebe-se que a equipe de vendas do setor de consórcio apenas um funcionário não participou do treinamento conhecendo o produto, a empresa teve 24,14% dos funcionários treinados, e os demais treinamentos: quem conhece vende, atendimento ao cliente, qualidade no atendimento ainda existe vendedores que não foram treinados, com variações de 17,24% a 20,69%, destacando 17,24% que é o treinamento para conhecer os procedimentos da empresa, que nem todos os funcionário participaram, e que é de extrema importância para que conheçam todos os procedimentos, normas e política da empresa ao qual foram admitidos. Com relação aos treinamentos realizados pelo o setor da oficina, mecânicos e montador de motocicleta, o gráfico 14 destaca quais foram realizados com suas respectivas porcentagem. 38 Treinamentos realizados 0,00% 0,00% mecânica básica 0,00% 20,00% chassi - nivel 1 20,00% chassi - nivel 2 elétrica- nive 1 elétrica - nivel 2 10,00% 10,00% motor- nivel 1 motor- nivel 2 20,00% 20,00% atendimento ao cliente procedimentos da empresa Gráfico 14 - Treinamentos realizados (setor oficina) Fonte: Elaboração própria (2011) O gráfico 14 apresenta os resultados quanto aos treinamentos realizados para equipe do setor da oficina, mecânicos e montador de motocicleta, onde 20% da equipe de onze funcionários realizaram o treinamento de mecânica básica assim como também treinamento sobre chassi nível 2, elétrica nível 1 e motor nível 2, os demais com uma porcentagem abaixo de 20% ou ainda não realizaram os treinamentos. Todos esses treinamentos são exigidos pela Honda, onde a mesma disponibiliza o calendário para as concessionárias inscreverem seus funcionários e durante duas vezes ao ano, a concessionária é inspecionada e umas das exigências são os treinamentos realizados pela equipe. Porém um treinamento essencial, que é sobre os procedimentos da empresa, a equipe não foi treinada ou não está ciente que existe os procedimentos ao qual a empresa exige que seja cumprido e notificado na realização das atividades. No gráfico 15, apresenta os resultados dos treinamentos realizados pela equipe do setor da oficina, sendo recepcionistas e garantista. 39 Treinamentos realizados 12,50% 25,00% consultor de serviço mecanica básica garantia 25,00% atendimento ao cliente 12,50% procedimentos da empresa 25,00% Gráfico 15 - Treinamentos realizados (setor oficina) Fonte: Elaboração própria (2011) Observa-se que no gráfico 15, os recepcionistas e garantista do setor da oficina, estão com 75% dos treinamentos realizados, com apenas dois treinamentos incompletos, o de mecânica básica e procedimentos da empresa. O gráfico16, detalha os treinamentos do setor administrativo do consórcio. Treinamentos realizados 27,27% 36,36% conhecendo o produto qualidade no atendimento vendas de seguros procedimentos da empresa 9,09% 27,27% Gráfico 16 - Treinamentos realizados (setor administrativo) Fonte: Elaboração própria (2011) Os treinamentos realizados pelo setor administrativo, descrito no gráfico 16, correspondem a 36,36% da equipe participativa do treinamento Conhecendo o produto, 40 sendo que existe um déficit no treinamento de Vendas de seguro, com apenas 9,09% da equipe treinada. Os demais treinamentos: Qualidade no atendimento e Procedimentos da empresa com 27,27%. No setor de vendas – financiamento de motocicletas, o gráfico 17 representa os treinamentos que foram realizados com a equipe. Treinamentos realizados 26,32% 26,32% Quem conhece, vende vendas de seguros atendimento ao cliente procedimentos da empresa 21,05% 26,32% Gráfico 17 - Treinamentos realizados (setor de vendas-financiamento) Fonte: Elaboração própria (2011) Observa-se no gráfico 17, que a participação da equipe do setor de vendas de financiamento é bem representativa nos treinamentos realizados, apenas 5,27% da equipe não participou do treinamento de Atendimento ao cliente, os demais 26, 32% participaram dos treinamentos: Quem conhece, vende; Vendas de seguros e Procedimentos da empresa. O gráfico 18 apresenta o resultado do questionário aplicado relacionado aos treinamentos realizados pelos supervisores de vendas do setor de consórcio. 41 Treinamentos realizados 10,00% 20,00% conhecendo o produto desenvolvendo lideranças 20,00% atribuições - Honda e Empresa atendimento ao cliente 20,00% 20,00% 10,00% procedimentos da empresa outros Gráfico 18 - Treinamentos realizados (supervisores de vendas de consórcio) Fonte: Elaboração própria (2011) Observa-se no gráfico 18, que os treinamentos realizados pelos supervisores de vendas do setor de consórcio, apenas um treinamento específico um dos supervisores não participaram, os demais treinamentos participaram e outros como: Superando objeções apenas um deles participaram 4.2.1 Treinamento Setor- Vendas de Veículos Novos Para o departamento de vendas de veículos novos, a Honda disponibiliza o site: www.treinamentodevendashonda.com.br, para que os vendedores tenham acesso a matéria sobre cada produto, ou seja, cada modelo de motocicleta, vídeos, simulações de vendas, apresentação do produto, comparativos com produtos concorrentes, atualizações e avaliações. O objetivo é qualificar os profissionais da rede para que os mesmos estejam cada dia mais capacitados e preparados para os desafios e constantes mudanças no mercado. Para cada categoria de modelo, existe uma trilha a ser percorrida e para que chegue ao ponto final, passa por todos os conteúdos disponíveis, realizando a avaliação. Ao final, é realizado uma reunião de fechamento, comandada pelo gestor e monitor de treinamento indicado no site, é considerado um momento para revisão do conteúdo, troca de informações e aprendizado. Em seguida, é gerado os certificados para cada participante, ou seja, para os funcionários que participaram da etapa do treinamento. E como incentivo, a Honda tem como 42 planejamento o PROHONDA, que será um vestibular para os profissionais de vendas 2011, com premiações para os melhores qualificados, a data prevista para essa avaliação será dia 22 de janeiro de 2012. A figura 3 apresenta a primeira tela de acesso ao site. Figura 3 - Tela Treinamento de Vendas Fonte: site: www.treinamentodevendashonda.com.br A figura 4 corresponde aos aplicativos disponíveis no site, como: trilhas de treinamento e reuniões de fechamento. 43 Figura 4 - Tela Treinamento de Vendas Fonte: site: www.treinamentodevendashonda.com.br A figura 5 mostra detalhadamente a sequência das trilhas de treinamento. Figura 5 - Tela Trilhas de Treinamento Fonte: site: www.treinamentodevendashonda.com.br 44 4.2.2 Treinamento Setor - Oficina Para o departamento da oficina, todos que formam a equipe técnica ( mecânicos) e administrativo (recepcionista, garantista e supervisor), tem acesso aos treinamentos através do site: www.hondaposvenda.com.br, o “Programa Best Quality” que é uma iniciativa de caráter motivacional da Moto Honda da Amazônia Ltda., que visa estimular e disseminar o conhecimento e o aprimoramento das atividades desenvolvidas em serviços pós-venda, através de assuntos voltados ao apoio de informações: boletins técnicos , circulares, treinamentos, atividades e avaliações. As avaliações geram pontuação e premiações para equipe e concessionária, são realizadas através de fases, que no final da avaliação atingindo uma porcentagem de 80% na última fase a equipe participa da avaliação final para concorrer as premiações e a concessionária ao certificado “Best Quality ”. A figura 6 apresenta a tela inicial do site, mostrando o aviso das atividades Best Quality 2011. Figura 6 - Tela Treinamento Pós Venda Fonte: site: www.hondaposvenda.com.br O LMS (Learning Management System) é o site de treinamento específico para o pós venda (oficina), acessando o site: www.lmshonda.com.br, toda equipe tem 45 acesso a conteúdos sobre novas tecnologias das motocicletas, projeto 5S’s, cursos administrativos e técnicos, tendo como objetivo aprimorar e disseminar o conhecimento técnico da equipe pós venda, de forma planejada tratando das necessidades de cada colaborador. Na figura 7, apresenta a tela inicial do site: www.lmshonda.com.br Figura 7 - Tela Treinamento LMS Fonte: site: www.lmshonda.com.br 4.2.3 Treinamento Setor – Administrativo Consórcio Para o departamento administrativo do consórcio, o funcionário tem acesso ao treinamento, através do site www.portalhsf.com.br/treinamento, que tem como objetivo aprimorar e avaliar os conhecimentos da equipe, em busca de melhoria continua e desenvolvimento dos perfis para função. 46 A figura 8 tem como tela inicial do treinamento com os ícones detalhados, assim como: avaliações online. Figura 8 - Tela Treinamento Administrativo Consórcio Fonte: site: www.portalhsf.com.br/treinamento Atualmente, para os funcionários participarem de treinamentos presenciais é pré-requisito ter realizado os treinamentos e-learning disponíveis para o departamento, caso contrário, não é permitido a participação. 4.2.4 – Entrevista A entrevista foi realizada com a responsável do setor de Recursos Humanos, Márcia Cabral, da empresa Maravilha Motos, foi realizado 8 perguntas, como: o que levou a empresa criar o Centro de Treinamento e Desenvolvimento, qual é o objetivo da empresa ao realizar treinamentos, qual o planejamento anual da empresa para realização de treinamentos, quais são os meios mais utilizados pela empresa para o levantamentos das necessidades de treinamento entre outras perguntas. A entrevista foi satisfatória e contribuiu para os resultados da pesquisa. 47 CAPITULO 5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS Buscou-se nesta pesquisa aprimorar os conhecimentos sobre a importância do treinamento de pessoal, podendo perceber a importância do processo para organização e para as pessoas que nela convivem. Com relação a análise dos treinamentos que foram realizados na organização para cada setor, percebe-se que a grande maioria dos funcionários exercem sua função após terem sido treinados e que a própria Honda incentiva o processo, para capacitação e qualificação dos profissionais. Com relação as dificuldades apresentadas para realização das tarefas a maioria dos funcionários afirmam não ter nenhuma dificuldade, porém acredito que independente da função e do tempo que exerçam, existe dificuldades no cotidiano, que no entanto sendo tratadas com intuito de resolução podem vim a deixar de existir em um determinado momento, portanto essa deve ser a maneira que os funcionários se comportam sempre em busca da resolução das dificuldades, por isso devem ter respondido que não existe dificuldades. Para que o funcionário desempenhe melhor suas atividades, o treinamento é de extrema importância, definindo – o como processo que amplia o conhecimento, habilidade e aptidão de todos que participam, sendo necessário ser realizado a cada seis meses. Como detalhes dos treinamentos realizados, o departamento de vendas de consórcio, a equipe é participativa aos treinamentos, sendo que é necessário realizar com maior ênfase o treinamento sobre os procedimentos da empresa assim como também para o setor da oficina. O setor de vendas também tem uma representação significativa na participação de treinamentos assim como o administrativos do consórcio, com destaque a esse último setor, o treinamento de vendas de seguros foi o qual poucos participaram do treinamento. Porém a empresa, neste mês de novembro, realizou o treinamento e todos que formam o setor participaram, mudando assim, o quadro de deficiência apresentado no inicio da pesquisa. Com o investimento no processo de treinamento, a empresa tem alcançado bons resultados, melhorias na produtividade, qualidade nos serviços e uma equipe de profissionais preparados. Hoje com quatro anos de atuação na cidade de Caruaru – PE e região, a empresa conquistou 51% do mercado. E um método utilizado pela empresa para aferir as necessidades de treinamento e consequentemente fazer o seu planejamento é o da avaliação de desempenho que 48 este ano foi realizado no mês de setembro, para que em 2012 possam traçar quais treinamentos serão realizados de acordo com as necessidades identificadas. Conclui-se que a organização em estudo está voltada para qualificação dos funcionários, com objetivo de motivá-los e torna-los cada vez mais capacitados e preparados para atender as exigências do mercado. 49 REFERÊNCIAS BARROS, Adil Jesus Paes de. Lehfeld, Neide Aparecida de Souza.Fundamentos de Metodologia: Um guia para a iniciação científica. Mc Graw - Hill, São Paulo, 1986. BOOG, Gustavo; BOOG, Madalena. Manual de Treinamento e Desenvolvimento: processos e operações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006 BOHLANDER,George; SNELL Scott. Administração de Recursos Humanos. São Paulo: Cengage Learning, 2009 CARVALHO, Antonio Vieira; NASCIMENTO, Luiz Paulo. Administração de Recursos Humanos. 2 ed. São Paulo: Pioneira. CHIAVENATO, Gestão de Pessoas : O novo papel do recursos humanos nas organizações. Ed.Campus. Rio de Janeiro : Campus, 1999. ___________, Idalberto. Recursos Humanos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2002 CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1995. GIL, Antônio C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1994. GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. In: Revista de Administração de Empresas. São Paulo: v.35, n.2, p. 57-63, abril 1995. LAKATOS, E.M.; MARCONI, M.A. Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991 MARRAS, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: Do operacional ao Estagiário.3. ed. São Paulo: Futura, 2000. TOLEDO F. E MILIONI, B. Dicionário de Recursos Humanos.3.ed. São Paulo: Atlas. TRIVUÑOS, Augusto N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1987. ROESCH, Sylvia M.A. Projetos de estágio do curso de administração: guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalhos de conclusão de curso. São Paulo: Atlas, 1996. 50 APÊNDICE A: QUESTIONÁRIO O Questionário aplicado foi divido em 5 partes (setor de vendas de consórcio, setor de vendas de financiamento, setor de consórcio – administrativo, supervisor de vendas e setor oficina) sendo que, em todas verifica-se também o perfil do funcionário da empresa. 1. Qual seu perfil ? sexo: ( ) masculino ( ) feminino idade: ( ) de 18 anos a 25 anos; ( ) de 26 anos a 35 anos; ( ) de 36 anos a 45 anos; ( ) mais de 45 anos; grau de instrução: ( ) ensino médio; ( ) ensino superior (completo); ( ) ensino superior ( incompleto); ( ) ensino técnico; função: __________________________________ 2. Tempo de serviço: ( ) menos de 1 ano ; ( ) de 1 a 2 anos ; ( ) mais de 2 anos ; 51 3. Qual setor você trabalha : ( ) setor comercial ; ( ) setor financeiro; ( ) setor oficina; ( ) setor de peças ( ) setor administrativo ; 4. Para exercer sua função, a empresa realizou treinamento ? ( ) sim, o tempo necessário para aquisição de conhecimento; ( ) sim, mas o tempo não foi suficiente; ( ) não, iniciei exercendo a função sem treinamento; 5. Quais as dificuldades para realizar as atividades do dia a dia ? ( ) acúmulo de tarefas ; ( ) inovação no ambiente de trabalho; ( ) falta de treinamento; ( ) outro motivo; Qual ? _______________________________ ( ) não existe dificuldades 6. Qual fator mais importante para execução das suas atividades? ( ) investir em cursos técnicos; ( ) participar das reuniões internas; ( ) participar de treinamentos internos ; 52 7.Na sua opinião, o treinamento é necessário para que o funcionário desempenhe melhor sua função? ( ) não ; ( ) sim ; porque ? __________________________________________________ 8. Na sua opinião, o treinamento é : (marque apenas 1 opção) ( ) perda de tempo; ( ) não é necessário, pois no dia a dia o funcionário aprende a executar as atividades; ( ) amplia o CHA ( conhecimento, habilidade e aptidão ) do funcionário; ( ) é essencial para qualificação do funcionário; 9. Quando se é necessário aplicar o treinamento? ( ) a cada 6 meses ; ( ) quando há mudança nas rotinas administrativas; ( ) a cada 2 meses ; ( ) anual, apenas para reciclagem 53 SETOR DE VENDAS – CONSÓRCIO 1. - Para exercer a função de vendedor externo, quais treinamentos você participou? a-( ) conhecendo o produto- Consórcio Nacional Honda; b-( ) quem conhece, vende ; c-( ) atendimento ao cliente ; d-( ) qualidade no atendimento; e-( ) procedimentos da empresa ; SETOR DE OFICINA 2. Para exercer a função de mecânico quais treinamentos você participou ? a-( ) mecânica básica; b-( ) chassi (nivel 1); c-( ) chassi ( nivel 2); d-( ) elétrica (nivel 1) ; e-( ) elétrica ( nivel 2); f-( ) motor ( nivel 1); g-( ) motor (nivel 2); h-( ) atendimento ao cliente; i-( ) procedimentos da empresa ; 3. Para exercer a função de recepcionista ou garantista quais treinamentos você participou? a-( ) consultor de serviço; b-( ) mecanica básica; c-( ) garantia; d-( ) atendimento ao cliente; e-( ) procedimentos da empresa 54 SETOR DE CONSÓRCIO – ADMINISTRATIVO 4. Para exercer a função administrativo de CNH, quais treinamentos você participou? ( ) conhecendo o produto Consórcio Nacional Honda ; ( ) qualidade no atendimento; ( ) vendas de seguros – honda; ( ) procedimentos da empresa ; SETOR DE VENDAS – FINANCIAMENTO 5. Para exercer a função de vendedor interno, quais treinamentos você participou? ( ) quem conhece, vende; ( ) atendimento ao cliente; ( ) vendas de seguros – honda; ( ) procedimentos da empresa; SUPERVISOR DE VENDAS 1. Para exercer a função de supervisor de vendas do Consórcio Nacional Honda você participou de quais treinamentos ? a-( ) conhecendo o produto Consórcio Nacional Honda ; b-( ) desenvolvendo lideranças; c-( ) atribuições - Honda e Maravilha Motos ; d-( ) atendimento ao cliente; e-( ) procedimentos da empresa; f-( ) outros, quais :_____________________________ 55 APÊNDICE B: ENTREVISTA A entrevista foi realizada com a responsável do setor de Recursos Humanos, Márcia Cabral, que trabalha na empresa há 2 anos . 1) O que levou a empresa criar o Centro de Treinamento e Desenvolvimento ( CTD )? R/ Com a implantação do RH, percebeu-se a necessidade de um espaço físico para promovermos treinamentos para nossos funcionários. 2) Qual é o objetivo da empresa ao realizar treinamentos para os funcionários? R/ Acreditamos que somente através da capacitação dos nossos funcionários conseguiremos aumentar a satisfação dos nossos clientes internos e externos, pois, estes estarão sendo atendidos por profissionais habilitados para suas atividades. 3) Qual o planejamento anual da empresa para realização de treinamentos em 2011? R/ Através das avaliações de desempenho realizadas anualmente, identificamos junto aos gestores quais são as necessidades de cada funcionário. Uma vez recebido todos os formulários de avaliação dos funcionários , o RH faz uma tabulação dos resultados e, prepara o plano de treinamento focado nestas necessidades. Este material é levado a diretoria que analisará para uma possível autorização. Alguns treinamentos não previstos no início de cada ano, podem ser inseridos no plano de treinamento de acordo com as necessidades identificadas durante todo o ano. 4) Os treinamentos realizados na empresa supriram as necessidades originadas? R/ Sim 56 5) Quais são os meios mais utilizados pela empresa para o levantamento das necessidades de treinamento? R/ Além da avaliação de desempenho, as entrevistas com os gestores. 6) A empresa tem a prática de aferir se o treinamento produziu as modificações desejadas? R/ Estamos em fase de implantação através da AVALIAÇÃO DE EFICÁCIA. 7) Existem evidências na empresa, positivas e negativas, para os treinamentos que foram realizados? R/ Os treinamentos oferecidos pela Honda , são avaliados constantemente através de avaliações que através das pontuações, podem aprovar ou não os participantes. No caso dos demais treinamentos, como citei anteriormente o processo de avaliação está em fase de implantação. 8) Com a prática de treinamento na empresa, há melhoria dos padrões profissionais e maior estabilidade de mão de obra? R/ Sim