-Numero 1 - Dezembro 2011-
HISTÓRIA DA REFORMA
AGRARIA NA REGIÃO
>PAG. 2
TV EER RM ERL HAA
JORNAL DO MST REGIÃO CANTUQUIRIGUAÇU
LATICÍNIO EM
CONSTRUÇÃO: FUTURO
TRABALHO E RENDA PARA
AS FAMÍLIAS >PAG. 4
A demarcação para a construção do laticínio no assentamento Oito de Junho, já começou. A obra visa gerar
renda e produtos saudavéis para as familias da região, se concretizando em uma conquista para as famílias
assentadas, que apontam a necessidade econômica voltada para produção orgânica.
IRENO ALVES
DOS SANTOS:
HOMENAGEM
AOS 15 ANOS
DA SUA MORTE
>PAG. 4
CEAGRO VENCE
LICITAÇAO PARA
ASSISTÊNCIA
TÉCNICA
>PAG. 3
UFFS: PRIMEIRA UNIVERSIDADE
EM UMA ÁREA DE REFORMA
AGRÁRIA
>PAG. 3
PAGINA 2 - TERRA VERMELHA
EDITORIAL UMA HISTÓRIA
Elemar Cesimbra Nascimento
E
stamos apresentando aos assentados, acampados e a militância
do MST e à sociedade em geral, o
nosso boletim , com informações, opiniões, sobre temas importantes relacionados a reforma agrária e questões pertinentes , de modos a ajudar a formar
a consciência e o pensamento crítico .
O nome Terra Vermelha quer
trazer a memória a luta durapela terra
e as lutas libertárias da classe trabalhadora. Após mais de 10 anos a região
centro do MST volta a ter o seu órgão
de comunicação com suas bases e com
a sociedade. Antes tínhamos o boletim
informativo da Coagri que foi interrompido. Agora o boletim Terra Vermelha
será desenvolvido pelo setor de comunicação do MST regional, com apoio
importante da parceria do Movimento
Cooperativo de Mondragón , que pelo
terceiro ano consecutivo já desenvolve parceria com o MST regional no
sentido de desenvolver e fortalecer
o movimento cooperativo da reforma
agrária da região centro do Paraná .
Sempre acentuaremos a atualidade da reforma agrária e sua importância não só para os sem terras, bem
como para a sociedade brasileira. A terra constitucionalmente tem uma função
social e hoje ainda há mais de 4,5 milhões de famílias sem terras. E a par
deste enorme problemas social há mais
de 100 milhões de hectares de terras
improdutivas e 200 milhões de terras
públicas, que se quer, estão registradas,
mas com certeza o latifúndio a controla.
Esta região do Paraná com
mais de 5000 famílias assentadas tornou-se um território reformado e com
uma enorme importância para o desenvolvimento regional e condições dignas
de vida para essas famílias. Revitalizou interior de muitos municípios com
comunidades vivas e dinâmicas e com
sua produção, ativa a economia local.
Ninguém em sã consciência pode contestar estes fatos. Mesmo com todas
a limitações que contém o projetos
de reforma agrária em andamento no
país. Hoje na região centro, a Reforma
Agrária, gera mais de 15 mil postos de
trabalho direto na produção agrícola
e mais de mil nos demais serviços da
área social articulados com as demandas da reforma agrária. E um número
muito de empregos indiretos . São mais
de 100 milhões de reais descentralizados do governo federal para região em
função da reforma agrária. Coloca a
região noutro patamar de infraestrutura
social e produtiva de modos a favorecer
toda a população regional. Certamente
não teríamos tantas escolas e hoje até
uma universidade federal dentro de um
assentamento e logo mais, institutos federais na região, sem a presença forte
do MST e da reforma agrária. É neste
sentido que podemos entender a clara
função social da reforma agrária, onde
toda a sociedade ganha. O êxodo rural
forçado pelas políticas agrícolas dos últimos 50 anos, jogou o país numa verdadeira calamidade social verificada a
exaustão nas grandes e médias cidades,
onde os problemas sociais são explosivos. Inegavelmente as favelas com todo
seu rol de problemas são o contraponto da não realização da reforma agrária.
Daí que sua atualidade é inegável para
dar dignidade a milhões de brasileiros
e ter uma sociedade mais igualitária.
Neste
boletim
poderemos
acompanhar também, passo a passo,
o processo de reorganização do grupo
cooperativo da reforma agrária e o seu
desenvolvimento, bem como os diversos setores do MST. Será possível ter
uma ideia do processo mais geral da
luta pela reforma agrária no Brasil e
as lutas mais significativas da classe
trabalhadora, além das informações
cotidianas das atividades regionais e
estaduais ligadas a reforma agrária .
Mobilizaçao no Acampamento Buraco, 1996
EM MOVIMENTO
A maior conquista de assentamentos da América
Latina fica na região centro do Paraná
Jaqueline Boeno D’avila
O
campo, enquanto espaço de
vida, historicamente foi palco
de grandes conflitos e durante
muitos anos, o povo camponês, trabalhador sofreu com as grandes extensões de terras, concentradas nas
mãos de poucos proprietários. Com
essa condição injusta, milhares de pessoas se organizam em um movimento
popular que tenha em sua bandeira a
Reforma Agrária e a transformação social como parte principal de sua luta. Por essas contradições presentes
no campo brasileiro, o Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem terra
(MST), foi fundado por trabalhadores
vindos dos mais variados espaços de
vida. O movimento sobretudo, busca
o acesso a terra, com melhores condições de vida no campo, para todos
aqueles que se beneficiam direta e indiretamente da reforma agrária.
Geralmente, os conflitos pela
posse da terra são ocasionados pela
expansão do agronegócio no campo,
em contraposição da agricultura camponesa de pequenos proprietários,
que ainda fazem resistência contra
esse modelo de agricultura de negócio, que se baseia em um campo
altamente modernizado, pela introdução das máquinas agrícolas,
que têm como objetivo diminuir
o trabalho humano, mas que na
realidade visa um campo sem
gente, logo um campo sem vida.
O sonho pela conquista da
terra toma nossos companheiros
e companheiras sem terra, quando as desigualdades sociais, são
sentidas ou quando o trabalho não
mais sustenta uma vida. Em uma
época, em que as condições de
sobrevivência tornam-se difíceis
nos grandes centros urbanos, a
fuga para o campo é apresentada
como uma das formas de garantir
uma vida com melhor qualidade
de vida.
Dessas dificuldades, é que
surge os movimentos sociais, que
buscam em sua histórica luta,
igualdade de condições ligadas
ao acesso à terra, à educação, à
saúde, à moradia, à lazer e à cultura.
As condições de vida em um
acampamento são mínimas, mas as
necessidades são grandes. Os guerreiros e guerreiras que vivem em
acampamentos chegam ao número
aproximado de umas 600 famílias que
estão acampadas na região. Essas
pessoas estão à espera da reforma
agrária, no caso pela distribuição das
terras improdutivas ocupadas, demarcadas pelo INCRA (Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária),
que se consolida em uma proposta de
desenvolvimento sustentável. Somente em assentamentos consolidados o
número chega a mais de 4.300 famílias assentadas, beneficiadas pela reforma agrária, organizadas pelo Movimento Sem Terra.
Mesmo com todos os desafios, esses sujeitos da história não se
deixam abater perante às dificuldades
da luta, e continuam seguindo em direção ao horizonte da certeza que os
alimenta, que a vitória da conquista
da terra então chegará. E assim, em
nossa região, essa vitória chegou,
trazendo uma vida digna para nosso
povo que tanto almejou o acesso a terra, que representa bem mais que índices de desenvolvimento para região,
lucros e fartura na mesa camponesa,
mas a certeza de que o povo que luta
de forma coletiva consegue fazer grandes mudanças.
Na região centro, a reforma
agrária democratizou a terra, pois o
latifúndio gerava pobreza e miséria.
Hoje, os assentamentos produzem
riqueza e fartura na mesa. Um bom
exemplo dessa mudança na apropriação da terra, foi a ocupação da
fazenda Giacomet-Marondim, que se
deu na madrugada de 17 de abril de
1996, quando 3.000 famílias equivalente a 12 mil pessoas, acamparão às
margens da rodovia BR-158, no município de Rio Bonito do Iguaçu. Essas
famílias, ficaram esperando durante
dois anos, até a liberação do INCRA
para a desapropriação da terra. Dessa
ocupação, surgiu o Assentamento Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire,
com 1.512 famílias assentadas e mais
tarde outros acampamentos foram
surgindo, devido a necessidade da reforma agrária.
JORNAL DO MST REGIÃO CANTUQUIRIGUAÇU - PÁGINA 3
REFORMA AGRÁRIA NÃO SÓ POR TERRA,
MAS TAMBÉM POR EDUCAÇAO
8 de Junho é primeiro Assentamento com Universidade no País
Geani Paula Souza
A
luta pela Reforma Agrária não
fica apenas em ter terra para
plantar e sobreviver do seu
auto sustento, mas sim lutar por saúde, melhores condições de vida, educação, entre outros fatores importantes para a formação do ser-humano.
A Reforma Agrária para a
região centro do Paraná trouxe um
grande avanço para os municípios
como estruturas, economia local,
agricultura, dentre outros. No entanto, uma das grandes conquistas do
MST foi a implantação da primeira
Universidade Federal em uma área
de reforma agrária, que esta sendo implementada no assentamento
Oito de Junho em Laranjeiras do Sul.
A Universidade que ainda
esta sendo construída se originou
a partir de uma mobilização social,
da sociedade e do governo que vem
com o objetivo de ser uma universidade pública, democrática e popular.
As aulas para os primeiros 500 estudantes que iniciaram este ano estão
sendo lecionadas em um prédio da
Universidade Estadual do CentroOeste (UNICENTRO) em Laranjeiras
do Sul e contam com os cursos de
Agronomia com ênfase em Agroecologia, Desenvolvimento Rural e Gestão
Agroindustrial, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aqüicultura e Licenciatura em Educação do Campo.
O Curso de Tecnólogo em
Gestão de Cooperativas que foi elaborado pelo CEAGRO (Centro de Desenvolvimento Sustentável e Capacitação
em Agroecologia) e pela Fundação
Mundukide da Universidade de Mondragon, País Basco, vai ser inserido
na oferta de cursos da UFFS em 2012,
dentro da área de Economia. O curso
que começou em 2008, irá formar a primeira turma neste mês de novembro.
Com a instalação da UFFS
no assentamento a juventude não
precisara ir para outras cidades estudar, fazendo com que possa capacitar os assentados e viabilizar os
assentamentos com base na pro-
TRABALHO
E RENDA PARA AS FAMÍLIAS
DA REGIÃO
Construção de laticínio vai garantir auto-sustento
das Famílias na região Cantuquiriguaçu
Geani Paula Souza
M
ais uma conquista para a Reforma Agrária e das famílias
do Assentamento Oito de
Junho em Laranjeiras do Sul, é a construção de um laticínio que ajudara no
empreendimento dos assentamentos,
onde as famílias assentadas da região
poderão gerar seus próprios lucros e
auto- sustento.
O projeto foi viabilizado por
meio de um convenio da Prefeitura de
Laranjeiras do Sul e o INCRA (Instituto
Nacional de Colonização da Reforma
Agrária), porém quem promoveu as
discussões para o empreendimento
no assentamento foi a Cooperativa do
Coperjunho e o Grupo Cooperativo da
Reforma Agrária. Para a construção
do laticínio foi entregue uma ordem de
serviço no valor de R$ 850.000,00 que
será dividido entre as obras e a compra dos equipamentos.
A capacidade do laticínio é de
20 mil litros por dia e tem por objetivo
ser toda orgânica, porem, ira iniciar
com produção convencional por falta
de produtores de leite orgânico.
O Grupo Cooperativo da Reforma Agrária oferece assistência
técnica e financiamento parcial ás
propriedades pecuária leiteira dos assentamentos que quiserem passar de
leite convencional a leite orgânico, fazendo assim com que a produção do
laticínio se torne ainda mais produtivo.
dução agroecológica e preservação
do meio-ambiente. É uma Universidade do povo camponês, por isso os
filhos e filhas de assentados poderão
estudar nela sem ter o dinheiro como
um obstáculo para adquirir formação.
O INCRA cedeu 42 hectares para a implantação do primeiro prédio, e as prefeituras de Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu,
Nova Laranjeiras e Laranjeiras do
Sul compraram mais uma parte de
45 hectares que faz divisa com a
área do assentamento para a construção do campus definitivo.
As
pessoas
interessadas
em cursos e bolsas de estudos podem encontrar informação no site: www.uffs.edu.br
TLF-36358650 (Silvia ou Márcio)
AGROECOLOGIA,
UMA OPÇÃO DE
VIDA SAUDÁVEL
O grupo de ATER visa construir uma nova
produção econômica para os assentados
Geani Paula Souza
F
omentar a produção das famílias,
de forma a garantir e ampliar o
acesso aos mercados e políticas
públicas, valorizando o potencial das
comunidades e todas as potencialidades especiais à organização, esse
é um dos objetivos do grupo de Assistência Técnica em Extensão Rural
(ATER), que visa construir por meio
da agroecologia a produção com baixo
custo e alimentos saudáveis que garantam a soberania alimentar das famílias.
A ATER foi uma proposta técnica do Centro de Desenvolvimento Sustentável e Capacitação em
Agroecologia (CEAGRO), em convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
como um instrumento de fortalecimento das comunidades dos assentamentos, para assim fortalecer ainda mais a
produção com ênfase em agroecolo-
gia para as famílias na região Cantuquiriguaçu.
As ações da assistência técnica, possuem um grande enfoque
teórico baseado nos princípios da
agroecologia a fim de apoiar o processo sustentável das atividades agropecuárias nos assentamentos, pois além
do aspecto econômico, a produção
agrícola é importante para garantir a
segurança alimentar das famílias.
O grupo está estabelecendo
contatos entre as famílias, para assim
começar as visitas técnicas que atenderão as demandas concretas das
mesmas em relação aos eixos diferenciados, que é a diversificação da produção para subsistência onde serão a
criação de hortas, pequenos animais,
formação de pomar, frutas nativas da
região que normalmente são produzidos sem a utilização de agrotóxicos e
adubos químicos.
PAGINA 4 - TERRA VERMELHA
AGENDA
• 10 Novembro Inaguraçao
do novo Mercado Coopera
na Comunidade Arapongas
(Ireno Alves)
• 25 Novembro Formatura
do curso TGC (Tecnologo
em Gestao de Cooperativas) no assentamento 8 de
Junho.
• 9-12 Dezembro, Brasilia
II Conferência Nacional
de Políticas Públicas da
Juventude
• 12-14 Dezembro, Brasília
III Conferência Nacional
de Políticas Públicas das
Mulheres
TV EERRM ERL HAA
Grupo Cooperativo da Reforma Agrária MST Cantuquiriguaçú
Editado com a colaboração da parceria do MST
com a Fundação Mundukide - MONDRAGON
EQUIPE TÉCNICO:
Coordenação: Andrés Bedia
Editora: Geani Souza
Repórter: Jaqueline Boeno
Desenho gráfico: Xabier Duo
Fotografia: Xabier Duo e Jaqueline Boeno
CONSELHO EDITORIAL:
Elemar Cesimbra
Laureci Leal
Pedro Ivan Christoffoli
Ciliana Federici
Toni Escobar
CONTACTO PARA INFORMAR OU ANUNCIAR:
Resp. Comunicação: Geani Souza
Escritorio CEAGRO-DEPES
Rua 7 de Setembro, 2885
CEP: 85301-070
Laranjeiras do Sul - PR
Tel: (42) 3635-4329
Email: [email protected]
TIRAGEM: 5.000 exemplares
CIRCULAÇÃO: Acampamentos e Assentamentos
da Reforma Agrária da região de Cantuquiriguaçú
Este trabalho foi licenciado com Licença Creative Commons 3.0. Atribuição - Uso Não Comercial - Partilha nos
Mesmos Termos
LUTADOR DO POVO
15 Anos do Morte de Ireno Alves Dos Santos
Jaqueline Boeno Davila
U
m lutador do povo deve cultivar
vários valores, mas destacamos um em principal para definir, Ireno Alves dos Santos. O compromisso, é uma atitude de permanente
vigilância sobre os propósitos feitos
coletivamente, esse valor se fez presente na trajetória de vida de nosso
companheiro Ireno. Sua dedicação
incondicional ao movimento, enquanto
militante, e sua ousadia de lutar contra uma sociedade injusta ficará para
sempre em nossas memórias.
Em 24 de janeiro de 1962,
nascia o lutador do povo, no município
de Barracão/ PR.
Por falta, de políticas públicas que
permitissem aos filhos dos pequenos
produtores camponeses o acesso aos
estudos, ele começou desde jovem a
lutar pela garantia de seus direitos.
O fervor revolucionário sempre
fez parte de sua caminhada. Sempre
atuou de forma sindical pelas demandas dos povos do campo no Sindicato
dos Trabalhadores Rurais, na Pastoral
da Juventude e no Partido dos Trabalhadores. Era um homem de fibra, digno, humilde e justo. Sua capacidade
de indignação ultrapassava os limites
da compreensão humana, tamanha
coragem fazia parte de sua existência.
No ano de 1984 inseriu-se no
Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra (MST), colaborando na auto-organização das pessoas que compõem o movimento. Um pouco mais
tarde, em 1988, aceitou o desafio de
deslocar-se para a região centro do
Paraná, no município de Cantagalo,
onde junto com os demais companheiros organizou oito mil famílias sem
terra, hoje assentadas.
Na luta pela reforma agrária,
deparou com vários obstáculos, porém sua identidade sem-terra era mais
forte que o poder detido por senhores
que fazem da terra um bem individual.
Em 1996, colaborou na organização de uma das maiores ocupações
de terra do Brasil. O resultado foi o assentamento que atualmente leva seu
nome, o Assentamento Ireno Alves
dos Santos, em Rio Bonito do Iguaçu.
Infelizmente, veio a falecer no dia 25 de
dezembro de 1996, na BR 467 km 90,
entre Toledo e Cascavel num acidente automobilístico. Nessa perspectiva,
sua militância foi totalmente de entrega
ao povo, na defesa dos direitos e na
luta pela reforma agrária.
POESIA
Jaqueline Boeno Davila
Pedro Casaldáliga
CHE
CONFISSÕES DO
LATIFÚNDIO
Por onde passei,
plantei
a cerca farpada,
plantei a queimada.
Por onde passei,
plantei
a morte matada.
Por onde passei,
matei
a tribo calada,
a roça suada,
a terra esperada...
Por onde passei,
tendo tudo em lei,
eu plantei o nada.
RECOMENDAÇAO
LITERARIA
O
livro
Ernesto
Guevara,também
conhecido
como
CHE, conta a trajetória de vida de um
grande revolucionário e praticante do
socialismo, desde a história de sua infância até suas viagens pela América
Latina para conhecer a realidade dos
povos latinos-americanos. O livro aponta fatos importantes como da organização da Revolução Cuba. Para aqueles, que acreditam que Che vive em
cada militante, a leitura é de suma importância para a formação da consciência revolucionária. Ainda, no mês de
outubro fez 44 anos da morte de Che.
O livro está disponível para a compra
no Depes (Departamento do CEAGRO)
prõximo a rodoviária em Laranjeiras do
Sul, o preço do livro é 30 Reais
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laticínio em construção: futuro trabalho e renda para as famílias