Pró-Reitora Acadêmica
Escola de Negócio
MBA em Gestão de Cooperativas
Trabalho de Conclusão de Curso
ESTUDO DE CASO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA
COOPERATIVA AGRÍCOLA PARA A
AGRICULTURA FAMILIAR E O
DESENVOLVIMENTO SÓCIO ECONÔMICO DO
NÚCLEO RURAL TAQUARA
Autor: Cairo da Rocha Rezende
Orientador: MSc. Paulo Roberto Corrêa Leão
Examinador: MSc. Remy Gorga Neto
Brasília – DF
2015
CAIRO DA ROCHA REZENDE
ESTUDO DE CASO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA COOPERATIVA
AGRÍCOLA PARA A AGRICULTURA FAMILIAR E O DESENVOLVIMENTO
SÓCIO ECONÔMICO DO NÚCLEO RURAL TAQUARA.
Artigo apresentado ao curso de
especialização Lato Sensu MBA em
Gestão
de
Cooperativas
da
Universidade Católica de Brasília,
como requisito parcial para obtenção
do título de especialista em Gestão
de Cooperativas.
Orientador: MSc.
Corrêa Leão.
Brasília
2015
Paulo
Roberto
Artigo de autoria de Cairo da Rocha Rezende, intitulado ESTUDO DE
CASO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA COOPERATIVA AGRÍCOLA PARA A
AGRICULTURA FAMILIAR E O DESENVOLVIMENTO SOCIO ECONÔMICO
DO NÚCLEO RURAL TAQUARA apresentado como requisito parcial para
obtenção do grau de especialista em Gestão de Cooperativas da Universidade
Católica de Brasília, em 27 de novembro de 2015, defendido e aprovado pela
banca examinadora abaixo assinada:
Professor MSc. Paulo Roberto Corrêa Leão
Orientador
Pós-graduação MBA em Gestão de Cooperativas - UCB
Professor MSc. Remy Gorga Neto
Examinador
Pós-graduação MBA em Gestão de Cooperativas - UCB
Brasília
2015
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por ter concedido a graça de estar concluindo esta
etapa na minha vida.
A minha esposa Kamille Katsumi Ramos Kodama pelo apoio e
compreensão quando precisei me ausentar.
Ao meu orientador mestre Paulo Roberto Corrêa Leão pela paciência na
orientação deste trabalho.
Agradeço em especial ao SESCOOP/DF e ao sistema SICOOB pela
oportunidade que foi me dada para fazer essa pós-graduação.
“Que os vossos esforços desafiem
as impossibilidades, lembrai-vos de
que as grandes coisas do homem
foram conquistadas do que parecia
impossível”.
Charles Chaplin
6
ESTUDO DE CASO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA COOPERATIVA
AGRÍCOLA PARA A AGRICULTURA FAMILIAR E O DESENVOLVIMENTO
SÓCIO ECONÔMICO DO NÚCLEO RURAL TAQUARA.
CAIRO DA ROCHA REZENDE
Resumo:
A cooperativa agrícola é verdadeiro diferencial nas práticas atuais de globalização e
no compromisso com a sociedade que a cerca, tendo assim, a necessidade de
integrar os associados na direção do bem coletivo. Para tanto, este estudo teve
como objetivo principal demonstrar e evidenciar o crescimento sócio econômico da
região do Núcleo Rural Taquara após a implantação da Cooperativa agrícola. Além
destes, demonstra se que a implantação de uma cooperativa agrícola na região de
Planaltina – Distrito Federal possibilitou maior visibilidade política; a cooperativa se
fortaleceu criando um melhor resultado na comercialização dos produtos; aumentou
o quadro de associados tornando-se mais sólida; e se com esse aumento da
estrutura, gerou mais empregos diretos, o impacto sócio econômico na região foi
maior, melhorando o desenvolvimento como um todo. Este trabalho foi realizado
através de uma pesquisa bibliográfica e documental.
Palavras chave: Cooperativa Agrícola. Agricultura familiar. Desenvolvimento Sócio
Econômico.
1
INTRODUÇÃO
As cooperativas agrícolas que procuram manter-se no mercado devem ao
mesmo tempo afinar-se a um cenário de negócios cada vez mais competitivo e
instável, sem esquecer as questões sociais e econômicas da região. Neste sentido,
tais cooperativas devem criar métodos e procedimentos para lidar com os problemas
sociais, mediante o apoio dos associados e de toda a comunidade.
Apesar de não ser recente o tema e de já ter sido tratado, por muitos no
passado, como uma questão ideológica de grupos sociais que não aceitavam a
sociedade moderna e capitalista, a preocupação com o desenvolvimento sócio
econômico de uma região assume hoje uma importância cada vez maior para as
cooperativas agropecuárias (SANCHES, 2000).
O presente estudo teve como objetivo principal demonstrar e evidenciar a
importância da cooperativa agrícola para a agricultura familiar e o desenvolvimento
sócio econômico do Núcleo Rural Taquara e qual a contribuição que trouxe para
toda a região. Espera-se a partir dos resultados da pesquisa responder algumas
indagações sobre os pontos como: verificar se com a criação de uma cooperativa
agrícola aumentou a comercialização da produção dos agricultores familiares da
região; analisar se a cooperativa se fortaleceu com aumento do quadro de
associados; observar se houve aumento no quadro de funcionários gerando
emprego e renda para a comunidade; verificar se com a criação da cooperativa
houve aumento de estabelecimento empresarias na comunidade. Os resultados
serão a base para nortear as tomadas de decisões no sentido de melhorar os
investimentos sociais da empresa.
7
A escolha deste tema é muito interessante, porque o autor faz parte da
cooperativa agrícola e acompanha o processo de transformação sócio econômica da
região, e dia após dia visualiza a necessidade de aprofundar e discutir o tema para
servir de fonte de consultas para o conhecimento e desenvolvimento da
comunidade. Diante disso decidiu fazer esse estudo de caso, na Cooperativa
Agrícola da Região de Planaltina.
Diante desse fato, pode-se realizar o seguinte questionamento: Quais os
impactos sócio econômicos com a criação de uma cooperativa agrícola para a
comunidade e a agricultura familiar da região do Núcleo Rural Taquara?
Neste trabalho, foi empregado o método de pesquisa bibliográfica e
documental, com consulta a livros, artigos, internet, documentos da cooperativa que
ressaltam suas teses sobre o objeto de estudo. Além do cunho administrativo a
presente pesquisa ainda tem relevância social e acadêmica na área específica de
cooperativas e ou de outros pesquisadores que tenham interesse em compreender
sobre cooperativas agrícolas.
Este artigo está dividido da seguinte forma: Introdução que é o resumo do que
se vai falar no desenvolvimento do trabalho, referencial teórico, metodologia,
resultados e considerações finais.
2
REFERENCIAL TEÓRICO
Segundo Vergara (2009, p. 29), este tópico possui como finalidade
“apresentar os estudos sobre o tema, ou especificamente sobre o problema, já
realizados por outros autores”.
Desta forma, pode-se tomar conhecimento de abordagens que já existem
sobre o assunto e oferecer contextualização e consistência sobre os temas.
2.1
COOPERATIVISMO
Segundo Menezes (2004, p. 107):
A cooperativa é uma associação de pessoas; autônoma e aberta. Seus
membros, na ajuda mútua e solidariedade, desejam encontrar soluções
para seus problemas comuns e realizar suas aspirações. (MENEZES, 2004,
p. 107).
2.2
COOPERATIVISMO - CONCEITO E ORIGEM
Cooperativismo é a doutrina que preconiza a colaboração e a associação de
pessoas ou grupos com os mesmos interesses, a fim de obter vantagens comuns
em suas atividades econômicas. O associativismo cooperativista tem por
fundamento o progresso social da cooperação e do auxílio mútuo segundo o qual
aqueles que se encontram na mesma situação desvantajosa de competição
conseguem, pela soma de esforços, garantir a sobrevivência. Como fato econômico,
o cooperativismo atua no sentido de reduzir os custos de produção, obter melhores
condições de prazo e preço, edificar instalações de uso comum, enfim, interferir no
sistema em vigor à procura de alternativas a seus métodos e soluções. O Congresso
de Praga de 1948 definiu a sociedade cooperativa nos seguintes termos págs. 1920:
8
“Será considerada como cooperativa, seja qual for a constituição legal, toda
a associação de pessoas que tenha por fim a melhoria econômica e social
de seus membros pela exploração de uma empresa baseada na ajuda
mínima e que observa os Princípios de Rochdale.”
Tais princípios são sete: adesão livre, administração democrática, retorna da
proporção das compras juro limitado ao capital neutralidade política e religiosa
pagamento em dinheiro a vista; e fomento da educação cooperativa.
Esses princípios declarados em 1844 foram a base dos estabelecidos em
1966 pela Aliança Cooperativa Internacional e resumem-se em: adesão livre; gestão
democrática; taxa limitada de juro ao capital social; sobras eventuais aos
cooperados, que podem ser destinadas ao desenvolvimento da cooperativa, aos
serviços comuns e aos associados, proporcionalmente a suas operações;
neutralidade social, política, racial e religiosa; ativa colaboração das cooperativas
entre si e em todos os planos, local, nacional e internacional; constituição de um
fundo de educação dos cooperados e do público em geral.
Uma cooperativa é uma sociedade cujo capital é formado pelos associados e
tem a finalidade de somar esforços para atingir objetivos comuns que beneficiem a
todos. Há muitos tipos de cooperativas. Algumas têm como finalidade a
comercialização de bens produzidos por seus membros. Essas são as chamadas
cooperativas de produção. Outras têm a finalidade de comprar bens de consumo e
revendê-los a seus associados a preços mais baratos que os do mercado; são as
cooperativas de consumo. Outras fornecem recursos financeiros aos seus
associados; chamam-se cooperativas de crédito. Outras, finalmente podem prestar
serviços, como transporte de carga, abastecimento de água, distribuição de energia
elétrica; são as cooperativas de serviço.
Os homens vêm trabalhando em conjunto, desde os tempos primitivos, na
colheita e na produção de bens. Alguns homens defenderam a ideia de que todos os
frutos do trabalho comum deveriam ser repartidos igualmente. Outros argumentam
que todas as vezes que esse sistema foi tentado os trabalhadores perderam o
estímulo pelo trabalho, ficaram desinteressados e insatisfeitos. Robert Owen,
fabricante inglês do final do século XVIII e início do XIX, foi a primeira pessoa no
mundo moderno a tentar organizar uma empresa destinada a beneficiar os
empregados e consumidores. Não obteve grande sucesso. No mesmo período,
William King, médico inglês, recomendou aos operários que possuíssem suas
próprias máquinas. A ONU decretou o ano de 2012 como o ano Internacional das
Cooperativas.
2.2.1 O Cooperativismo agrícola no Brasil
As Cooperativas Agrícolas atualmente são consideradas a chave para reduzir
a fome e a pobreza, além de ser a grande oportunidade para o pequeno agricultor.
As ações das cooperativas agrícolas são importantes mecanismos de
garantia de segurança alimentar e redução da pobreza. Elas beneficiam diretamente
o pequeno agricultor ao aumentar seu poder de negociação e a capacidade de
compartilhar recursos, informam a Organização das Nações Unidas para Agricultura
e Alimentação (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o
Programa Mundial de Alimentos (WFP). As três agências lançaram no dia 31 de
outubro o Ano Internacional das Cooperativas 2012 (IYC, na sigla em inglês), em
Nova York.
9
As agências ressaltaram que não se deve subestimar a importância das
cooperativas para vida dos agricultores e suas famílias. Fortalecidos dentro um
grupo maior, os agricultores têm condições de negociar contratos melhores e preços
mais justos para insumos como sementes, fertilizantes e equipamentos. Além disso,
as cooperativas oferecem condições que os agricultores dificilmente aproveitariam
individualmente, como a garantia do direito à terra e melhores ofertas de mercado.
Desde associações de pequeno porte até em contratos milionários em escala
global, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contam com mais
de 800 milhões de associados e garantem 100 milhões de empregos no mundo 20% a mais do que as empresas multinacionais. Em 2008, as 300 maiores
cooperativas do mundo movimentaram cerca de U$ 1,1 trilhão, cifra comparável ao
PIB (Produto Interno Bruto) de muitas economias de grande porte.
O setor agrícola, que inclui também silvicultura, pesca e pecuária, é a
principal fonte de renda e emprego nas áreas rurais, onde a maior parte da
população pobre e faminta vive. Ao gerar emprego no campo, as cooperativas
desempenham um papel importante no apoio aos pequenos produtores - homens e
mulheres - e grupos marginalizados.
As cooperativas oferecem oportunidades de mercado ao pequeno produtor,
formação na gestão de recursos naturais, acesso à informação, tecnologia, inovação
e serviços de extensão agrária. Em muitos países, a FAO oferece sementes de
qualidade e fertilizantes aos produtores e cooperativas agrícolas e trabalha em
conjunto na aplicação de práticas agrícolas mais sustentáveis e produtivas.
Assim, o pequeno agricultor pode garantir a própria subsistência e a
segurança alimentar das comunidades, além de aumentar sua participação na
economia e ajudar a cobrir a demanda crescente por alimentos nos mercados locais,
nacionais e internacionais.
No Brasil, as cooperativas foram responsáveis por 37,2% do PIB agrícola e de
5,4% do PIB nacional em 2009, garantindo cerca de U$ 3,6 bilhões em exportações.
As três agências da ONU irão promover o crescimento das cooperativas
agrícolas: apoiando iniciativas para entender melhor o funcionamento das
cooperativas e avaliar seu impacto no desenvolvimento econômico e na vida do
pequeno agricultor. Um exemplo é a base de dados da FAO de boas práticas em
inovações institucionais;
Apoiando as cooperativas na formação de redes que permitam aos
agricultores reunir ativos e competências para superar barreiras de mercado e
outras limitações como a falta de acesso aos recursos naturais;
Auxiliando governos na implementação de políticas, leis e projetos que levem
em consideração as necessidades de homens e mulheres no campo e criem um
ambiente adequado para o crescimento das cooperativas agrícolas;
Fortalecer o diálogo e a cooperação entre governos, cooperativas agrícolas,
comunidade internacional de pesquisadores e representantes da sociedade civil
para avaliar as melhores condições de desenvolvimento das cooperativas no mundo.
Durante 2012 e nos anos subsequentes, as agências estarão comprometidas
no apoio às cooperativas, consideradas um modelo de negócio viável e adaptável às
necessidades das comunidades rurais dos países em desenvolvimento.
10
2.2.2 A origem da COOTAQUARA
O Núcleo Rural Taquara, localizado na Região Administrativa de PlanaltinaDF, localidade que hoje é reconhecida como um dos principais polos de produção de
hortaliças do Distrito Federal, e um dos mais importantes do país em produção de
pimentão, pois se caracteriza pelo emprego de tecnologias de ponta, tais como
irrigação localizada, cultivo protegido e pela bem sucedida organização dos
produtores, através da cooperativa local, apresentando consequentemente, boas
condições de vida para os habitantes, oferta de emprego, perspectivas de renda,
principalmente aos jovens rurais. Condição esta estendida nas regiões vizinhas,
coparticipantes do processo, tais como o Núcleo Rural Pipiripau.
Sua história remete a 1997, ano de crise na olericultura regional, com a
criação de uma associação de produtores com o objetivo de comercializar
diretamente a produção, procurando garantir pelo menos o recebimento dos
produtos comercializados. Ficaram evidentes, neste período, as dificuldades dos
pequenos agricultores em comercializar a produção junto aos canais tradicionais
(CEASA) e aos atacadistas, seja pela pequena oferta, sazonalidade da produção,
falta de meios de transporte, custos de comercialização entre outros, e a
consequente pobreza da maioria da população local, hoje facilmente visíveis nos
chamados cinturões verdes do país.
Após reuniões e discussões diversas, decidiu-se pela criação da Associação
dos Horticultores da Taquara e Pipiripau (ASHORT), nascida com sete sócios,
pequenos agricultores familiares. Iniciou-se a experiência da venda conjunta, do
aprendizado coletivo, inicialmente no aspecto organização enquanto entidade e na
sequência, no relacionamento entre os agricultores.
Com o incremento das atividades da associação, foi necessário transformá-la
em cooperativa, contando com investimentos dos agricultores e apoio do governo.
3
METODOLOGIA
Segundo Vergara (2009, p. 42) o método “se refere aos instrumentos de
captação ou de manipulação da realidade. Está, portanto, associado a caminhos,
formas, maneiras e procedimentos para atingir determinado fim”.
Cervo e Bervian (2002, p. 24) dizem:
Entretanto, no sentido estrito (metodologia científica), é o conjunto de
técnicas e procedimentos utilizados na geração de conhecimentos
científicos e também na organização do trabalho investigativo de maneira
que valorize e tornem eficientes seus resultados. O método concretiza-se
como o conjunto das diversas etapas ou passos que devem ser dados para
a realização da pesquisa. (CERVO e BERVIAN, 2002, p. 24).
3.1
DELINEAMENTO DA PESQUISA
Foi realizada uma pesquisa delimitada a uma cooperativa agrícola do Distrito
Federal, caracterizada como estudo de caso. E para técnica de coleta de dados foi
utilizado o método de pesquisa bibliográfica e documental, com consultas em livros,
artigos, internet, documentos da cooperativa que ressaltam suas teses sobre o
11
objeto de estudo deste trabalho, como por exemplo: relatório de gestão, estatuto
social, normas dentre outros.
O estudo de caso é uma modalidade de pesquisa amplamente utilizada nas
ciências biomédicas e sociais. Consiste no estudo profundo e exaustivo de
um ou poucos objetivos, de maneira que permita seu amplo e detalhado
conhecimento. (GIL, 2002, p. 54).
3.2
POPULAÇÃO E AMOSTRA
Segundo Marconi e Lakatos (2011, p. 112) “universo ou população é o
conjunto de seres animados ou inanimados que representam pelo menos uma
característica em comum”.
A cooperativa escolhida para realizar o estudo de caso foi a Cooperativa
Agrícola da Região de Planaltina, é uma cooperativa agrícola, fundada em
03/01/2001, ligada ao Sindicato e Organização das Cooperativas do Distrito Federal
– OCDF, sem fins lucrativos, criada pela Lei 5.764/71 (Legislação Cooperativista), a
qual representa e defende os interesses de seus cooperados na comercialização de
frutas, verduras, legumes e insumos agrícolas.
3.3
INDICADORES
Para a realização deste trabalho, foram analisados vários indicadores, como:
número de associados, número de empregados, quantidade de veículos, número de
comércios, dentre outros.
4
RESULTADOS
A Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina-DF (COOTAQUARA) iniciou
suas atividades em janeiro de 2001, com 21 cooperados. Atualmente, conta com um
total de 269 (duzentos e sessenta e nove) cooperados, número crescente, além de
pelo menos outros 300 agricultores agregados, tais como parceiros e meeiros.
Citado crescimento se dá pela solidez apresentada pela cooperativa estudada ao
comercializar e repassar toda a produção da região.
Analisando os indicadores apresentados na tabela e nos gráficos
relacionados abaixo, percebeu-se a importância da cooperativa agrícola na área
rural diante do volume de hortaliças comercializadas no ano de 2014.
No ano de 2014, a cooperativa comercializou a produção de seus cooperados
em torno de 4.555.424 (quatro milhões, quinhentos e cinquenta e cinco mil,
quatrocentos e vinte e quatro) kg/ano. Como apresenta o Gráfico da Figura1.
12
Figura 1 - Principais indicadores de venda de produção de seus cooperados
Fonte: SITE COOTAQUARA
Percebe-se a partir da analise desses indicadores de comercialização
apresentados na Figura 2, que as vendas geram direta e indiretamente para os
agricultores familiares diversas oportunidades de negócios, fazendo com que haja
investimentos em qualificação de mão de obra, aquisição de equipamentos
agrícolas, investimentos bancários, tudo isso com o intuito de melhorar a economia
da região do Núcleo Rural Taquara.
Com esses dados apresentados nota-se que a Cooperativa Agrícola no mês
de Julho obteve o maior volume do ano, mais de 422 (quatrocentos e vinte e dois)
mil quilos foram comercializados, composto por meio de 52 (cinquenta e dois)
diferentes produtos como listado no Quadro 1.
Quadro 1 - Produtos comercializados.
PRODUTO
ABACATE
LIMAO
ABOBORA BAIANA
MANDIOCA
ABOBORA BRASILEIRA
MANGA
ABOBORA ITALIA
MARACUJA
ABOBORA JAPONESA/CABUTIA MAXIXE
ABOBORA MORANGA
MILHO VERDE
ALFACE
PEPINO CAIPIRA
BANANA NANICA
PEPINO COMUM
BANANA PRATA
PEPINO JAPONES
BATATA DOCE
PIMENTA CAMBUCI
BATATA YACON
PIMENTA DE CHEIRO
BATATINHA
PIMENTA DEDO DE MOCA
BERINJELA
PIMENTAO AMARELO
BETERRABA
PIMENTAO MISTO
BROCOLIS
PIMENTAO ROXO
CARA
PIMENTAO VERDE
CEBOLA
PIMENTAO VERMELHO
CENOURA
QUIABO
CHUCHU
REPOLHO ROXO
COUVE MANTEIGA
REPOLHO VERDE
COUVE-FLOR
TANGERINA PONCAN
ERVILHA
TOMATE CAQUI
FEIJÃO VERDE
TOMATE CEREJA
GENGIBRE
TOMATE EXTRA
INHAME
TOMATE ITALIANO
JILO
VAGEM
Fonte: O próprio autor.
13
O ingresso de novos associados (agricultores familiares) representa
diretamente o aumento na quantidade e variedade de produtos a serem oferecidos
no mercado de consumo, fato que contribui para o fortalecimento da cooperativa e
de toda a comunidade.
O aumento de novos associados tem impacto direto e positivo na geração de
empregos, que por sua vez é o componente de maior expressão do impacto sócio
econômico na região.
Diante desses resultados, podemos demonstrar a importância da cooperativa
agrícola para a agricultura familiar e o crescimento sócio econômico do Núcleo Rural
Taquara, pois abrange mais pessoas com o mesmo objetivo de produzir e
comercializar suas produções, com isso há aumento das receitas e movimentos
financeiros. Todas as hipóteses foram respondidas através da análise dos gráficos e
tabelas.
Nota-se que teve aumento na comercialização de produtos, pois novos
associados entrando gera novas oportunidades de negócios e a evolução constante
dos indicadores demonstra que a cooperativa se fortaleceu e teve melhoria nos
resultados.
5
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se a partir dos resultados apresentados nesse estudo que foi
importante a criação de uma cooperativa agrícola para a agricultura familiar e o
desenvolvimento sócio econômico da região, pois ela conseguiu gerar novos
empregos e oportunidade de negócios no âmbito rural, contribuindo para a
comunidade prosperar financeiramente, socialmente e ambientalmente.
Os termos agricultura familiar cooperativa e integração social junto propiciam
o desenvolvimento da região e da comunidade. Com esse pensamento a
Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina luta em prol da integração social entre
escola, igreja, comércio, policia, dentre outros.
Diante do crescimento dos indicadores, um fator relevante foi o aumento
constante de números de associados, esse crescimento é muito importante para a
manutenção dos trabalhos sociais da cooperativa, uma vez que há maior número de
pessoas trabalhando em prol do crescimento da região. Finalizamos afirmando que
sem a Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina, a agricultura familiar estaria
aquém da importância que já ostenta.
5.1
TRABALHOS FUTUROS
Tomando com base o estudo realizado sugere-se que a cooperativa continue
comercializando a produção dos agricultores familiares, pois gera emprego, que
gera melhorias na comunidade.
Em relação ao investimento, sugiro realizar trabalhos para expandir o
cooperativismo agrícola na região e buscar parcerias em associações e
comunidades vizinhas para buscar novos associados e oportunidades para novos
negócios.
14
6
RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
CASE STUDY ON THE IMPORTANCE OF AGRICULTURAL
COOPERATIVE FOR FAMILY FARM AND DEVELOPMENT SOCIO
ECONOMIC CORE RURAL bamboo.
CAIRO DA ROCHA REZENDE
Resume:
The agricultural cooperative is true differentiator in the current globalization
practices and commitment to the society that surrounds it, thus, the need to
integrate members toward the collective good. Therefore, this study aimed
to demonstrate and highlight the socioeconomic growth of Rura l Taquara
Nucleus region after the implementation of Agricultural Cooperative. Apart
from these, it shows that the implementation of an agricultural cooperative
in the region Planaltina - Federal District allowed greater political visibility;
the cooperative strengthened creating a better result in the
commercialization of products; increased the associated frame becoming
solid; and with this increase the structure, generated more direct jobs, the
social economic impact in the region was higher by enhancing the
development as a whole. This work was conducted through a bibliographic
and documentary research.
Keywords: Agricultural Cooperative. Family farming. Socio Economic
Development.
7
REFERÊNCIAS
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Paulo: Prentice Hall, 2002.
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LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Metologia do trabalho científico. 7ª ed. São
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15
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http://www.cootaquara.com.br/. Acesso em: 20/11/2015.
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