Política O Estado do Maranhão - São Luís, 21 de janeiro de 2013 - segunda-feira Sebastião Madeira quer recursos federais da saúde também para Imperatriz Membro da Comissão Intergestores Bipartite, prefeito vota pelo envio de recursos a São Luís, desde que a segunda maior cidade do estado também seja beneficiada Arquivo Gilberto Léda Da editoria de Política O prefeito de Imperatriz e membro da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) Sebastião Madeira (PSDB) declarou ontem que não se opõe a que o Ministério da Saúde envie recursos para auxiliar a Prefeitura de São Luís a investir na área, desde que sua cidade também seja beneficiada. A ajuda do Governo Federal à capital foi pedida semana passada, pelo secretário municipal de Saúde, Vinícius Nina, em audiência com o secretário de Atenção à Saúde do MS, Helvécio Magalhães. Os detalhes da reunião só devem ser apresentados se o pleito for atendido, mas O Estado apurou que o auxiliar do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) solicitou R$ 100 milhões para investimentos na rede de urgência e emergência de São Luís. Magalhães, número 2 dos ministério, sinalizou com a possibilidade de enviar R$ 20 milhões. Como a rede de saúde em todo o estado é integrada, pelo menos em tese, qualquer aporte financeiro do Governo Federal deve ser autorizado pela CIB, da qual fazem parte representantes do Governo do Estado e dos municípios. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) também não deve se opor à ajuda. Segundo Sebastião Madeira, no entanto, a condição para que a proposta apresentada pelo secretário da capital seja aprovada é o envio de ajuda financeira também a Imperatriz. O tucano argumenta que a situação da saúde na segunda maior cidade do Maranhão “é igual ou pior que a de São Luís”. “Não vemos problema nenhum em o Ministério da Saúde enviar qualquer recurso que seja para São Luís, desde que Imperatriz também receba. Aqui só não está dando esse escândalo porque eu seguro com recursos do Município, mas a situação é igual, ou pior”, declarou. Prefeito Sebastião Madeira é membro da CIB, que precisa aprovar ajuda do Governo Federal para São Luís Mais Após a reunião de sexta-feira passada, o secretário Vinícius Nina explicou como pretende investir os recursos que o Ministério da Saúde pode encaminhar à Prefeitura de São Luís. “Com medidas rápidas, como a garantia de suprimentos e a redistribuição de pacientes para outras unidades, conseguiremos manter os serviços essenciais neste momento de dificuldade sem precisar desarticular a rede", afirmou o secretário. Pacientes - Madeira explicou que, assim como São Luís, Imperatriz também recebe pacientes de várias cidades vizinhas. “Só que a gente não recebe só do Maranhão. Recebe também das cidades do Pará e do Tocantins, que mandam pacientes, mas não mandam recursos”, completou, acrescentando que, com o atendimento de pacientes de cidades vizinhas, o Município gasta cinco ou seis vezes mais do que aquilo que recebe pelos serviços. “Aqui tudo é por conta do Município”, disse. Para o prefeito, existem duas maneiras de resolver o impasse: repassando para Imperatriz parte do que o Governo Federal autorizar a São Luís, ou disponibilizando um novo aporte de recursos para a cidade, sem mexer no que deve ser disponibilizado para a capital. “Então, a gente não se opõe a esse aporte para São Luís, desde que Imperatriz também seja contemplada. Não sei como seria feito isso, se receberíamos parte desse recurso que vai para a capital ou se mandariam um recurso exclusivo, mas nós também precisamos de ajuda”, finalizou. Posicionamento - O secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, fará um pronunciamento hoje, em coletiva no auditório do Hospital Carlos Macieira, às 10h, sobre a proposta de parceria que a governadora Roseana Sarney (PMDB), acatando sugestão da SES, fez ao prefeito Edivaldo Júnior. O petecista foi acionado por O Estado, via Secretaria de Comunicação, para opinar sobre as declarações de Sebastião Madeira, mas não havia enca- TSE terá estatística sobre raça e cor de candidatos Ag. Brasil Novas informações já estarão valendo a partir das eleições do ano que vem RIO - O Tribunal Superior Eleitoral não tem estatísticas sobre o número de negros na política brasileira, nem políticos eleitos nem candidatos. A dificuldade para levantar o dado é que a autodeclaração de raça/cor, já incluída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, não entra na ficha de registro das candidaturas. Depois de questionamento sobre o levantamento e a falta de dados, o tribunal informou, por meio da assessoria de imprensa, que o grupo responsável pela avaliação das últimas eleições passou a considerar a inclusão do item raça/cor no processo eleitoral. O TSE informou que, depois de uma eleição, se inicia os preparativos para a próxima com uma série de avaliações das práticas que devem ser mantidas e as que podem ser aprimoradas. Segundo o tribunal, a sugestão de agregar ao sistema de registro de candidaturas a opção para o candidato declarar a sua cor foi encaminhada ao grupo de estatística, que está analisando a viabilidade e o formato da produção desse dado para as Eleições 2014. A assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Eliana Graça, diz que Ângela Nascimento é a favor das informações sobre raça e cor a entidade tentou implantar a medida por meio de articulação no Congresso Nacional, mas não obteve sucesso. “É uma batalha [nossa] de um bom tempo, tentando convencer os parlamentares de que isso tinha que entrar na minirreforma política de 2009, [na qual foram feitas] algumas proibições, se regulamentou alguma coisa das campanhas. Uma das coisas que nós queríamos naquela época era que constasse na lei a obrigatoriedade, na hora da inscrição do candidato, da autodeclaração de cor/raça”, informou. Preconceito - Segundo ela, a negativa demonstra o preconceito existente no parlamento brasileiro. Diz que os parlamentares não aceitaram a sugestão “porque têm medo de que seja interpretada como cota”, da mesma forma que tem a cota para mulheres. Segundo ela, os parla- mentares foram taxativos: “Não. Esse negócio de botar na ficha, daqui a pouco vem uma cota”. Eliana acredita que isso “é o receio, o medo mesmo que o pessoal tem de você mudar o perfil do parlamento”. A secretária de políticas de ações afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Ângela Nascimento, diz que é um pedido do órgão que todos os formulários usados pelo Governo Federal passem a incorporar informações sobre raça/cor e que para se estenda essa prática ao Legislativo e ao Judiciário. Para ela, será fundamental que o Tribunal Superior Eleitoral incorpore os dados sobre raça/cor em todos os seus formulários, já que uma dificuldade que a Seppir encontra hoje no campo da pesquisa é saber o percentual de negros no poder político, no Legislativo, principalmente. “ Temos uma população de 250 mil habitantes, mas atendemos pacientes de todas as cidades vizinhas, e até de municípios do Pará e Tocantins”, Sebastião Madeira, prefeito de Imperatriz minhado qualquer posicionamento oficial até o fechamento desta edição. Cresce total de brasileiros que se dizem apartidários SÃO PAULO - Pela primeira vez desde 1988, o número de brasileiros que se declaram apartidários superou o de pessoas que afirmam ter preferência por alguma legenda política. Levantamento feito pelo Ibope mostra que, no fim de 2012, 56% das pessoas diziam não ter nenhuma preferência partidária, contra 44% que apontavam preferência por alguma legenda. Vinte e quatro anos antes, na esteira da redemocratização, apenas 38% das pessoas declaravam não ter um partido da sua preferência - 61% apontavam um favorito. A perda de simpatizantes ocorreu em todas as legendas. Há menos petistas, tucanos, peemedebistas, democratas e pedetistas hoje do que há cinco anos. Os dados do Ibope mostram uma queda na popularidade do PT entre os brasileiros desde março de 2010, último ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele momento, antes de a campanha eleitoral esquentar, o partido atingiu o auge na preferência dos eleitores: 33% dos entrevistados. Em outubro de 2012, o porcentual caíra para 24%. O momento de maior desencanto com os partidos, em 2012, coincide com o julgamento do mensalão, quando 13 políticos do PT, PP, PR, PMDB e PTB foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Também naquele ano houve eleição municipal, quando aumentaram ataques e acusações entre legendas. 3 Estado maior Posição e parceria O secretário de Estado de Saúde, Ricardo Murad, reúne hoje a imprensa para tornar pública a posição do Governo do Estado em relação à proposta de pareceria com a Prefeitura de São Luís. Na quinta-feira (17), a governadora Roseana Sarney (PMDB) respondeu à solicitação do prefeito Edivaldo Júnior (PTC) para que o Governo prorrogue a parceria na área da saúde. Em ofício, após análise e orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Governo do Estado respondeu propondo assumir a gestão do Hospital Clementino Moura (Socorrão II). Para tanto, a Prefeitura disponibilize os recursos de outros municípios repassados anualmente ao Município de São Luís pelo Sistema Único de Saúde (SUS), referentes a atendimentos, nas unidades de saúde da capital. Esses recursos, segundo levantamento feito pela SES, totalizam R$ 77 milhões. O documento informa, por exemplo, que a Prefeitura de São Luís recebe do SUS o montante global de R$ 248.911.141,07 em recursos para o custeio das unidades/ano. Há ainda a contrapartida obrigatória correspondente a 15% do total da receita líquida de impostos e transferências arrecadadas anualmente. O Governo do Estado, por sua vez, recebe o total de R$ 218.154.879,31 ao ano. As demais despesas na área de saúde saem da sua receita própria. A proposta de parceria é o desdobramento natural de uma ação do Governo do Estado realizada em dezembro do ano passado. Na primeira semana daquele mês, o sistema municipal de saúde praticamente entrou em colapso. O governo municipal pediu socorro ao governo estadual, que atendeu e realizou uma gigantesca operação para tirar a rede municipal de saúde do caos em que se encontrava. A SES assumiu a gestão dos dois Socorrões e dos Hospitais da Criança e da Mulher. Em uma semana de ação e R$ 7 milhões aplicados, devolveu normalidade às casas de saúde. Vale, portanto, aguardar os desdobramentos da proposta de parceria. Verdade I Adversários estão usando redes sociais afirmando que o Governo do Estado não investe na saúde em São Luís, quando a verdade é exatamente o contrário. O Governo do Maranhão gasta em São Luís, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), com recursos do Tesouro do Estado, mais recursos do que nas unidades estaduais no interior. Em 2012, 57% dos recursos próprios do Estado foram investidos em unidades de saúde instaladas em São Luís, enquanto 43% foram para outros municípios. Verdade II Em 2012, o Governo do Estado gastou R$ 635.293.709,07 para manter sua rede de serviços hospitalares em todo o território maranhense. Do total, R$ 365.921.348,83 foram aplicados nas unidades da Ilha de São Luís. Os outros R$ 269.372.360 bancaram o funcionamento de hospitais do Estado no interior. Verdade III (PSD) avalia como positivo o balanço das atividades realizadas, durante o ano de 2012, pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, que preside. - Foram várias reuniões, audiências públicas e debates que proporcionaram uma discussão cada vez mais ampla dos problemas da violência e da criminalidade em nosso Estado - afirmou. Cutrim garante que em 2013 a Comissão será mais atuante ainda. Nada certo A coluna perguntou a quatro vereadores sobre a definição do líder do Governo na Câmara Municipal. Nenhum deles quis declarar certeza de que a vereadora Rose Sales (PCdoB) está escolhida para o posto pelo prefeito Edivaldo Júnior. Um deles chegou até a prever que pode haver uma reviravolta nessa articulação. Novo comando O Estado gasta mais em São Luís porque na capital está concentrada a maioria das UTIs, várias unidades estaduais e os procedimentos de alta complexidade, como os oferecidos nos hospitais Carlos Macieira e Tarquínio Lopes Filho. Esses serviços servem de apoio para todo o Maranhão, nos atendimentos mais especializados. Além disso, as cinco UPAs mantidas pelo Estado em São Luís atenderam mais de 970 mil pessoas no ano de 2012. A Assembleia Legislativa tem novo diretor de Informática, Antônio Azevedo Neto, de 32 anos, nomeado na semana passada pelo presidente Arnaldo melo (PMDB). Azevedo Neto assumiu anunciando que pretende aperfeiçoar cada vez mais os mecanismos de funcionamento do setor. A Diretoria de Informática coordena todo o sistema de informática da Casa, abrangendo todos os gabinetes, diretorias, plenário e presidência. Verdade IV Vida melhor Na ponta do lápis, 57,60% dos recursos do Governo do Estado para a área de saúde em 2012 foram gastos para manter serviços hospitalares em São Luís. Menos da metade, portanto, 42,40%, foram para as demais unidades da rede estadual de saúde. Em resumo: o governo vem fazendo a sua parte quando se trata de dar assistência à saúde da população na capital. Pacto Tão logo deixe a presidência do Senado e do Congresso Nacional, o senador José Sarney abraçará uma gigantesca tarefa política. Será o grande coordenador e articulador das negociações para a redefinição do pacto Federativo. Para quem não sabe do que se trata, o Pacto é o conjunto de regras que norteiam as relações entre os estados e destes com a União. Segurança O deputado Raimundo Cutrim O deputado Dr. Pádua (PSD) tem um projeto ambicioso para 2013: desenvolver projeções e programas destinados a melhorar a qualidade de vida da população acima dos 60 anos. Ele pedirá ao Governo do Estado e à Prefeitura de Imperatriz a construção de um Centro de Convivência do Idoso, naquela cidade. - É um equipamento público de grande relevância social à comunidade da terceira idade defende. Balanço O deputado Léo Cunha (PSC) fez as contas e chegou à conclusão de que 2012 foi um ano muito produtivo na sua atuação parlamentar. Ele relaciona assinatura de convênios, aplicação de emendas, solicitações atendidas e uma série de benefícios que conseguiu para a Região Tocantina, sua base política e eleitoral. Cunha se diz cada vez mais afinado com a linha de ação da governadora Roseana Sarney. E MAIS • Em conversas reservadas, a vereadora Helena Duailibe (PMDB) tem reafirmado que vai apoiar o governo do prefeito Edivaldo Júnior, mas de maneira independente. • O prefeito José Alberto (PMDB) tem se desdobrado para colocar em ordem as contas da Prefeitura de Bacabal, que encontrou em situação complicada. • Repercutiu nacional e negativamente a revelação de que a Prefeitura de São Luís mantinha um depósito abarrotado de material escolar se deteriorando. • Repercutiu positivamente a declaração do secretário Fernando Fialho (Desenvolvimento Social) de que o Governo investirá R$ 500 milhões contra a pobreza. • No fim de semana, São Luís entrou de vez no clima carnavalesco.