AUTARQUIA ASSOCIADA À UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
PARQUES TECNOLÓGICOS
PROPONDO UM MODELO CONCEITUAL
PARA REGIÕES URBANAS
O PARQUE TECNOLÓGICO DE SÃO PAULO
DESIRÉE MORAES ZOUAIN
Tese apresentada como parte dos
requisitos para obtenção do Grau de
Doutor em Ciências na Área de
Tecnologia Nuclear-Aplicações.
Orientador:
Dr. José Roberto Rogero
Co-prientador:
Dr. Guilherme Ary Ptonsld
São Paulo
2003
INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES
Autarquía associada à Universidade de São Paulo
PARQUES TECNOLÓGICOS - PROPONDO UM MODELO CONCEITUAL PARA
REGIÕES URBANAS - O PARQUE TECNOLÓGICO DE SÃO PAULO
DESIREE MORAES ZOUAIN
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Tese apresentada como parte dos
requisitos para obtenção do Grau de
Doutor em Ciências na Área de
Tecnologia Nuclear - Aplicações.
Orientador:
Dr. José Roberto Rogero
Co-orientador:
Dr. Guiliierme Ary Plonski
SAO PAULO
2003
COWSSÂ0
N A C I í m DE
B&ím HIXLmSPAm
Aos queridos Edson, Luciana e Danieiia, que
me auxiliaram a transformar um sonho em
doce realidade.
COWSSÂO NACIONAL DE EMERSA NUCL£AR/SF~IPE^.
Agradecimentos
Agradeço a o s P r o f e s s o r e s José R o b e r t o
Rogero e
Guilherme
e
Ary
Plonski
pela
atenção
segura
orientação.
Agradeço a o D r . Cláudio R o d r i g u e s , S u p e r i n t e n d e n t e
do IPEN, por estimular e apoiar o desenvolvimento
desta pesquisa.
Agradeço a D r a . Conceição V e d o v e l l o q u e , c o m s u a
g r a n d e experiência n o t e m a , a u x i l i o u - m e a a p r i m o r a r
m i n h a p e s q u i s a bibliográfica e o p r o c e s s o d a p e s q u i s a
de campo.
Agradeço às p e s s o a s q u e g e n t i l m e n t e r e s p o n d e r a m a o
i n s t r u m e n t o d e p e s q u i s a e às e n t r e v i s t a s , p e r m i t i n d o o
aprofundamento
dos conhecimentos
a respeito d a s
experiências n a c i o n a i s e i n t e r n a c i o n a i s , a l g u m a s a i n d a
m u i t o r e c e n t e s , d e p a r q u e s científicos e tecnológicos.
Agradeço a o D r . S a m u e l J e r o z o l i m s k i q u e c o n t r i b u i u
para que eu pudesse conhecer melhor o movimento d e
p a r q u e s tecnológicos e i n c u b a d o r a s tecnológicas e m
Israel.
Agradeço
aos meus
colegas
Relações
Institucionais
do
da
IPEN
Assessoria
que
de
souberam
compreender e apoiar-me durante o desenvolvimento
desta pesquisa.
F i n a l m e n t e , agradeço a o m e u m a r i d o E d s o n , g r a n d e
c o m p a n h e i r o , p e l a paciência, c a r i n h o e compreensão
d u r a n t e t o d o o período d e realização d e s t a p e s q u i s a .
COMISSÃO m\om
DE moh
KucLEAR/sp-ra
Ill
"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele
conduz somente até onde os outros foram."
(Alexander Graham Bell)
COWSSÃO NAClCm DÊ EMERSIA NUCLE/WSP-lf^M
IV
PARQUES TECNOLÓGICOS - PROPONDO UM MODELO CONCEITUAL
PARA REGIÕES URBANAS - O PARQUE TECNOLÓGICO DE SÃO PAULO
Desirée Moraes Zouain
RESUMO
Este trabalho propõe um modelo conceituai de Parque Tecnológico adaptado
aos requisitos d a sociedade d o conhecimento, contextualizado para regiões urbanas, d e
média a d e n s a m e n t e povoadas, ou metropolitanas. O modelo é particularizado para a
cidade d e São Paulo, focalizando o entorno da Cidade Universitária - campus da
Universidade d e São Paulo, na capital, região onde s e encontra u m a grande densidade
de instituições d e pesquisa e organizações d e apoio a o desenvolvimento científico e à
inovação tecnológica, tais como: o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
(IPEN), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto Butantã e o Centro
Incubador d e Empresas Tecnológicas (CIETEC). O modelo considera a alteração d a
vocação econômica da cidade d e São Paulo, a mudança física de e m p r e s a s de grande
porte d e setores tradicionais, a alta taxa d e desemprego e o mercado extremamente
competitivo, fatos esses q u e são desafios para a implementação d e políticas q u e
possibilitem a substituição de atividades declinantes por atividades nascentes, mais
competitivas e q u e auxiliem na atração d e investimentos para a cidade. Para apoiar o
desenvolvimento d o modelo, é construido u m panorama d e experiências nacionais e
estrangeiras e m parques tecnológicos, detalhando aspectos estratégicos, estruturais,
gerenciais e operacionais, tendo sido analisadas sete experiências nacionais e três
experiências internacionais, por meio d a aplicação d e u m instrumento d e pesquisa e
entrevistas. O modelo conceituai é elaborado tomando por base três pilares q u e se
apresentam importantes para o sucesso das experiências analisadas durante a pesquisa
de c a m p o , a saber: a dinâmica das relações entre o s atores envolvidos, a inserção e
relação c o m o meio urbano e a s características das empresas e respectivos estágios d e
desenvolvimento. O modelo proposto reúne quatro grupos d e atividades no seu contexto:
as atividades d e um centro incubador d e empresas tecnológicas; as atividades d a s
empresas graduadas ou maduras e micro e pequenas e médias empresas, externas a o
sistema, baseadas no conhecimento, b e m c o m o instalações d e pesquisa e
desenvolvimento de grandes corporações e m parceria c o m instituições de pesquisa
instaladas n a região, e a s atividades d o Parque Tecnológico propriamente dito, entidade
que suporta a s ações previstas no modelo. O presente modelo propõe u m passo além d a
idéia d e estruturação de u m parque urbano, prevendo u m núcleo gestor e coordenador,
composto por algumas d e suas estruturas organizacionais, e a disseminação desse
parque n a cidade, permitindo irradiar ações coordenadas n o meio urbano.
cowfssAo N A C K m DE míñoh
maiÁHjsp-íPíU
TECHNOLOGY PARKS - BUILDING UP A MODEL TO URBAN
REGIONS - THE TECHNOLOGY PARK OF SAO PAULO
Désirée Moraes Zouain
ABSTRACT
A c o n c e p t u a l m o d e l of T e c h n o l o g y P a r k is e s t a b l i s h e d , a d a p t e d t o t h e
k n o w l e d g e s o c i e t y r e q u i r e m e n t s . T h e f o c u s is o n m e d i u m a n d h i g h l y d e n s e
p o p u l a t i o n a r e a s a n d g l o b a l megacities, m a i n l y in d e v e l o p i n g c o u n t r i e s . T h e m o d e l
is p a r t i c u l a r i z e d t o t h e S a o P a u l o city a n d t h e n e i g h b o u r h o o d of t h e U n i v e r s i t y of
S a o P a u l o campus. T h i s r e g i o n h a s a h i g h d e n s i t y of r e s e a r c h i n s t i t u t i o n s a n d
other organizations that support scientific, technology a n d innovation activities;
a m o n g t h e s e o r g a n i z a t i o n s a r e : t h e Institute f o r N u c l e a r a n d E n e r g y R e s e a r c h
( I P E N ) , t h e Institute f o r T e c h n o l o g y R e s e a r c h ( I P T ) , t h e B u t a n t a Institute a n d t h e
Incubator Center for Technology Enterprises (CIETEC). T h e model considers the
c h a n g e s in t h e e c o n o m i c v o c a t i o n of t h e S a o P a u l o city, t h e r e m o v a l of t r a d i t i o n a l
industry sectors organizations from t h e region, t h e u n e m p l o y m e n t rates a n d t h e
h i g h l y c o m p e t i t i v e g l o b a l m a r k e t . T h e s e c h a l l e n g e s a s k f o r p o l i c i e s t h a t c a n attract
n e w e c o n o m i c activities, m o r e c o m p e t i t i v e in t h e g l o b a l m a r k e t , a n d n e w i n v e s t o r s .
T o s u p p o r t t h e r e s e a r c h activities it is a p p l i e d a q u e s t i o n n a i r e a n d i n t e r v i e w s t o
seven national a n d three international technology parks experiences. T h e
c o n c e p t u a l m o d e l is b a s e d o n t h r e e m a i n a s p e c t s w h i c h a r e c o n s i d e r e d b y t h e s e
e x p e r i e n c e s v e r y i m p o r t a n t t o t h e s u c c e s s of t h e t e c h n o l o g y p a r k s , a s f o l l o w s : t h e
d y n a m i c s of t h e p l a y e r s r e l a t i o n , t h e u r b a n i n t e r v e n t i o n of t h e p r o j e c t a n d t h e
c o m p a n i e s characteristics a n d development stages. T h e proposed model
c o n c e r n s t o f o u r g r o u p s of activities: t h e t e c h n o l o g y i n c u b a t o r c e n t e r a c t i v i t i e s ; t h e
graduate or mature companies from t h e incubator center or other micro, small or
medium knowledge based companies, from outside the system; t h e cooperative
r e s e a r c h activities a m o n g p r i v a t e o r g a n i z a t i o n s a n d r e s e a r c h i n s t i t u t i o n s ; t h e
T e c h n o l o g y P a r k s e r v i c e s a n d m a n a g i n g activities. T h i s m o d e l i n n o v a t e s
c o n c e r n i n g t h e c o n c e p t i o n of a m a n a g i n g a n d c o o r d i n a t o r c o r e , l o c a t e d i n s i d e t h e
U n i v e r s i t y campus, a n d b y t h e d i s s e m i n a t i o n a n d i r r a d i a t i o n of t h e T e c h n o l o g y
P a r k a c t i v i t i e s a n d b e n e f i t s t o t h e city, f o r m i n g i n n o v a t i v e c l u s t e r s a n d e s t a b l i s h i n g
a dense knowledge network.
COMISSÃO mmN. DE
m^m
Í^CLEAR/SP-ÍPEM
VI
SUMARIO
Página
1 INTRODUÇÃO
1
2 O B J E T I V O S E CONTRIBUIÇÕES O R I G I N A I S
6
3 REVISÃO D A L I T E R A T U R A E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
10
3.1 O s d e s a f i o s d a S o c i e d a d e ( e c o n o m i a ) d o c o n h e c i m e n t o
10
3 . 2 O s e f e i t o s d a globalização d o s m e r c a d o s
17
3.3 O s p a r q u e s científicos e tecnológicos
31
3.3.1 Apresentação d e definições e t e r m i n o l o g i a s
32
3 . 3 . 2 P r i n c i p a i s organizações i n t e r n a c i o n a i s q u e a g r u p a m e f o r m a m
42
r e d e s d e p a r q u e s científicos e tecnológicos e p r i n c i p a i s
i n d i c a d o r e s m u n d i a i s relativos a o m o v i m e n t o
3 . 3 . 3 B r e v e revisão d a experiência d o V a l e d o Silício (Califórnia -
48
Universidade d e Stanford)
3 . 3 . 4 A s p e c t o s p o s i t i v o s e n e g a t i v o s d o m o v i m e n t o d e p a r q u e s científicos
51
e tecnológicos
3.4 D e s e n v o l v i m e n t o u r b a n o e a s m e g a c i d a d e s g l o b a i s : a s
53
características r e g i o n a i s d a c i d a d e d e São P a u l o e d a região d a
C i d a d e Universitária
3.4.1 M e g a c i d a d e s g l o b a i s e s e u s i m p a c t o s n a p r o s p e r i d a d e d a s nações
54
3 . 4 . 2 A classificação d a r e d e u r b a n a b r a s i l e i r a e o p r o c e s s o d e
57
configuração d a s metrópoles n o Brasil
3 . 4 . 3 Caracterização d a s regiões m e t r o p o l i t a n a s d o E s t a d o d e São
59
P a u l o ; o s m o v i m e n t o s u r b a n o s n a G r a n d e São P a u l o
3 . 4 . 4 A s regiões v i z i n h a s à C i d a d e Universitária - características g e r a i s e
65
perspectivas
4 METODOLOGIA DA PESQUISA
73
4 . 1 Método d a p e s q u i s a
73
4 . 1 . 1 B a s e s lógicas d a p e s q u i s a
74
4 . 1 . 2 Complementação d o p a r a d i g m a hipotético-dedutivo c o m o
74
p a r a d i g m a holístico-interpretativo
4.2 O instrumento d e pesquisa
76
5 RESULTADOS
82
C O W Í S ^ N A C K m D£ EWERSiA MUCLEAR/SP-ÍPEH
VII
Página
5.1 Consolidação d o s r e s u l t a d o s d a p e s q u i s a d e c a m p o
83
6 ANÁLISE E DISCUSSÃO D O S R E S U L T A D O S
127
6.1 Caracterização d a s experiências a n a l i s a d a s
127
6 . 1 . 1 Pólo d e Informática d e São L e o p o l d o
127
6 . 1 . 2 P a r q u e d e D e s e n v o l v i m e n t o Tecnológico - P A D E T E C
130
6 . 1 . 3 P o r t o A l e g r e Tecnópole
132
6 . 1 . 4 L o n d r i n a Tecnópolis
134
6 . 1 . 5 P o r t o Digital
137
6 . 1 . 6 Pólo d e A l t a T e c n o l o g i a d e C a m p i n a s
141
6 . 1 . 7 P a r q u e Tecnológico d o R i o d e J a n e i r o
144
6.1.8 Kyriat W e i z m a n n S c i e n c e Park
146
6 . 1 . 9 P a r q u e Tecnológico d e Andalucía S . A
149
6 . 1 . 1 0 T A G U S P A R Q U E S.A.
151
6 . 2 Discussão e interpretação d o s r e s u l t a d o s
152
7 FORMULAÇÃO D O M O D E L O C O N C E I T U A L
167
7.1 A s questões d a p e s q u i s a e a concepção d e p a r q u e s científicos e
168
tecnológicos u r b a n o s
7 . 2 A s características e e s t r u t u r a s d e negócios i n s e r i d a s n o m o d e l o e
171
s u a s relações c o m o s a t o r e s e n v o l v i d o s
7.2.1 C o n c e i t o 1 : a dinámica d a s relações e n t r e o s a t o r e s
172
7 . 2 . 2 C o n c e i t o 2 : Estágios d e d e s e n v o l v i m e n t o d a s e m p r e s a s e
179
r e s p e c t i v a s f o r m a s d e instalação e pennanência n o p a r q u e
7 . 2 . 3 C o n c e i t o 3 : Disseminação d a s ações d o p a r q u e n o m e i o u r b a n o
181
7 . 3 E s t r u t u r a s q u e i n t e g r a m a organização
183
7 . 4 P r o p o s t a s p a r a o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o
187
8 DISCUSSÃO E LIMITAÇÕES D O M O D E L O C O N C E I T U A L
191
8.1 P r i m e i r a a s s e r t i v a : a p r o x i m i d a d e e n t r e o s a t o r e s e n v o l v i d o s
192
8.1.1 A p r o x i m i d a d e d o s a t o r e s c o m o f a t o r d e s u c e s s o d o s p a r q u e s
192
tecnológicos
8.1.2 Discussão s o b r e a p r i m e i r a a s s e r t i v a
193
8.2 S e g u n d a a s s e r t i v a : relações c o m o m e i o u r b a n o e a o s a s p e c t o s d e
194
desenvolvimento regional
VIII
Página
8.2.1 Evolução tecnológica e a questão u r b a n a
195
8.2.2 Localização d e p a r q u e s tecnológicos e s u a inserção n o t e c i d o
196
urbano
8.2.3 Discussão s o b r e a s e g u n d a a s s e r t i v a
198
8.3 T e r c e i r a a s s e r t i v a : a dinâmica d a s relações e n t r e o s a t o r e s
200
e n v o l v i d o s e às e s t r u t u r a s q u e p r o m o v e m e s s a s relações
8.3.1 M o d e l o s ternários e " h a b i t a t s " d e inovação
201
8.3.2 Discussão s o b r e a t e r c e i r a a s s e r t i v a
202
8.4 Limitações e comentários f i n a i s s o b r e a discussão d o m o d e l o
205
9 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
208
APÊNDICE A - O i n s t r u m e n t o d e p e s q u i s a
222
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
236
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
245
IX
LISTA DE TABELAS
T A B . 3.1 - I n d i c a d o r e s q u a n t i t a t i v o s d a emergência d a S o c i e d a d e d o
Página
13
C o n h e c i m e n t o - aspectos gerais
T A B . 3.2 - I n d i c a d o r e s d a emergência d a S o c i e d a d e d o C o n h e c i m e n t o
15
n o Brasil
T A B . 3.3 - A s p e c t o s d e c o n s e n s o q u e c a r a c t e r i z a m o p r o c e s s o d e
19
globalização
T A B . 3.4 - O a d v e n t o d o s "Estados-regiões"
25
T A B . 3.5 - P r i n c i p a i s definições a d o t a d a s p a r a P a r q u e s Científicos e
34
Tecnológicos
T A B . 3.6 - Características d o s m o d e l o s d e P a r q u e s Tecnológicos -
37
classificação histórico-geográfica d e S a n z
T A B . 3.7 - Experiências s e l e c i o n a d a s p o r B e n k o e C a s t e l I s & H a l l
38
T A B . 3.8 - D a d o s estatísticos r e f e r e n t e s à l A S P
43
T A B . 3.9 - Associações N a c i o n a i s e R e g i o n a i s , n o m u n d o , c a t a l o g a d a s
43
pela lASP
T A B . 3 . 1 0 - P r i n c i p a i s i n d i c a d o r e s d o m o v i m e n t o d e p a r q u e s científicos
46
e tecnológicos n o m u n d o
T A B . 3.11 - P a r q u e s Científicos e Tecnológicos - " G r a n j a s d o
52
Conhecimento"
T A B . 3.12 - P a r q u e s Científicos e Tecnológicos - balanço e n t r e
53
aspectos positivos e negativos
T A B . 3.13- Maiores aglomerados urbanos d o m u n d o e m 2000
56
T A B . 3.14 - Características d a s Regiões M e t r o p o l i t a n a s e São P a u l o
60
T A B . 3 . 1 5 - P l a n o M e t r o p o l i t a n o d a G r a n d e São P a u l o 1 9 9 4 / 2 0 1 0 -
61
Diretrizes Metropolitanas
T A B . 3 . 1 6 - C o m p a r a t i v o d a evolução d o número e d o f a t u r a m e n t o d e
63
e m p r e s a s s e d i a d a s n a G r a n d e São P a u l o , n a última década
T A B . 3 . 1 7 - P r i n c i p a i s d a d o s / i n d i c a d o r e s d a i n f r a - e s t r u t u r a científico-
67
tecnológica d e São P a u l o
T A B . 3 . 1 8 - Características d a s S u b p r e f e i t u r a s q u e e n v o l v e m a C i d a d e
Universitária
COMISSÃO NACKML DE B&m
MUCLEAR/SP-iPEM
71
T A B . 4 . 1 - Aplicação d o método científico hipotético-dedutivo e d a
Página
79
p e s q u i s a s o c i a l a o p l a n e j a m e n t o e execução d a s a t i v i d a d e s
deste trabalho
T A B . 5.1 - D a d o s c a d a s t r a i s d a s experiências a n a l i s a d a s n a p e s q u i s a
82
de campo
T A B . 5 . 2 - M a t r i z lógica d a s experiências s e l e c i o n a d a s ( n a c i o n a i s e
84
internacionais)
T A B . 5 . 3 - Dimensão (A) - localização d e P a r q u e s d e C & T
99
T A B . 5 . 4 - Dimensão (B) - c o n t e x t o sócio-econômico, político e c u l t u r a l
101
d a região
T A B . 5 . 5 - Dimensão (C) - Legislação d e a p o i o
102
T A B . 5 . 6 - Dimensão (D) - m o d e l o e e s t r u t u r a a d o t a d o
103
T A B . 5.6.1 - O b j e t i v o s estratégicos
103
T A B . 5 . 6 . 2 - Características d o m o d e l o a d o t a d o
103
T A B . 5.7 - Dimensão (E) - g e r e n c i a m e n t o d o p a r q u e
105
T A B . 5 . 8 - Dimensão (F) - A s p e c t o s f i n a n c e i r o s , i n c e n t i v o s a o
113
investimento
T A B . 5 . 9 - Dimensão ( G ) - M a r k e t i n g e comunicação
117
T A B . 5 . 1 0 - Dimensão (H) - Formação e t r e i n a m e n t o
120
T A B . 5.11 - Dimensão (I) - R e s u l t a d o s o b t i d o s e avaliação d e i m p a c t o
123
n a região
T A B . 6.1 - M a t r i z - r e s u m o d a s principáis contribuições a d v i n d a s d a
154
pesquisa de campo
T A B . 6 . 2 - Consolidação d o s r e s u l t a d o s d a apuração d a p e s q u i s a d e
157
c a m p o , interpretação e comentários - conclusão r e f e r e n t e à
pesquisa de campo
T A B . 7.1 - P r e s s u p o s t o s q u e n o r t e i a m o s p r o j e t o s d e p a r q u e s científicos
168
e tecnológicos u r b a n o s e a s questões d e p e s q u i s a
T A B . 7 . 2 - M a t r i z Lógica p r o p o s t a p a r a o P a r q u e Tecnológico d e São
Paulo
169
XI
LISTA DE FIGURAS
F I G . 3.1 - Apresentação d e u r n a f o r m a gráfica p a r a e x p r i m i r a " e s p i r a l
Página
13
do conhecimento"
F I G . 3 . 2 - O " d i a m a n t e " d e P o r t e r ( 1 9 8 9 , 0.88) - d e t e r m i n a n t e s d a
22
vantagem nacional
FIG. 3.3 - Quatro etapas d o desenvolvimento competitivo nacional
23
F I G . 3 . 4 - E c o n o m i a i m p u l s i o n a d a p e l a inovação
24
F I G . 3.5 - N o v a s tendências d e ocupação n a c i d a d e d e São P a u l o
67
F I G . 4.1 - Dimensões c o n s i d e r a d a s n a p e s q u i s a d e c a m p o
77
F I G . 7.1 - M o d e l o c o n c e i t u a i d o P a r q u e Tecnológico
175
F I G 7 . 2 - D i a g r a m a d o s estágios q u e a p o i a m o c r e s c i m e n t o d o negócio
182
F I G . 7.3 - E s t r u t u r a s q u e compõem o m o d e l o c o n c e i t u a i d o P a r q u e
190
Tecnológico
COHtSSAO N A C K m K BéEROA tóUOEAR/SP-IPEM
1 INTRODUÇÃO
' W e are at the dawn of a new industrial order. We are
leaving behind a worid in which scale, efficiency and replication
were everything. We are tal<ing our first tentative steps into a world
where imagination, experimentation,
and agility are, if not
everything, at least the essential catalysts for wealth creation.
Resource allocation worked fine for the old world, but companies
need something more, and quite different, if they are to capture
their fair share of wealth in the new world." (Gary Hamelf
O
fenômeno
da
globalização
dos
mercados,
que
vem
se
desenvolvendo d e f o r m a acelerada, introduz novas d e m a n d a s e desafios c o m
relação a políticas e a m e c a n i s m o s q u e p r o m o v a m a geração e a disseminação
do conhecimento c o m o base para a competitividade empresarial e o crescimento
econômico ( A l b a g l i , 1 9 9 9 ; C a s s i o l a t o & L a s t r e s , 1 9 9 9 ; Salomão, 1 9 9 8 ; T e r r a ,
2000).
Dentre
esses
mecanismos,
encontram-se
sistemas
e formas
de
cooperação q u e v i s a m o e s t a b e l e c i m e n t o d e relações profícuas e d u r a d o u r a s
e n t r e a s u n i v e r s i d a d e s e instituições d e p e s q u i s a c o m o s e t o r e m p r e s a r i a l ,
p e r m i t i n d o s u a c o n s t a n t e renovação e capacitação p a r a a c o m p e t i t i v i d a d e .
Vários e s t u d o s a b o r d a m , n a a t u a l i d a d e , o a d v e n t o d e u m a d e s s a s
f o r m a s d e cooperação q u e s e t r a d u z n o s c h a m a d o s
Tecnológicos.
E s s e s m o d e l o s têm m o s t r a d o
Parques
Científicos
e
r e s u l t a d o s p o s i t i v o s n o âmbito
i n t e r n a c i o n a l , t a n t o n o q u e s e refere às e x p e c t a t i v a s d o s órgãos g o v e r n a m e n t a i s ,
coordenadores
d e políticas
públicas, q u e têm
como
principal
objetivo
o
desenvolvimento regional, b e m c o m o das empresas que a eles s e associam.
De acordo c o m diversos autores (Parejo, 1992, Medeiros, 1996a, 1996b;
Sanz,
1998; Spolidoro,
tecnológicos
podem
desenvolvimento
1997; Spolidoro,
ser considerados
regional
e,
de forma
1999),
os parques
importantes
geral,
científicos
instrumentos
apresentam
as
para
e
o
seguintes
características:
^ HAMEL, G. Bringing Silicon Valley Inside. Harvard Business
October 1999.
COWtSSAO NACIOMW. !^ &&m
Review, p. 71-84, September-
MIXLEAR'SP-IPEM
>
São iniciativas c o m p o n e n t e s d e políticas públicas p a r a i n c e n t i v o à
inovação
nas
empresas;
contribuem
para
o
aumento
da
c o m p e t i t i v i d a d e d a s e m p r e s a s r e g i o n a i s o u e m s u a área d e influência;
>
São
iniciativas
inovadoras,
impulsionadoras
intensivas
em
para
a
conhecimento
criação
e
novas
de
empresas
tecnologias,
g e r a l m e n t e "spin-off' d e instituições d e p e s q u i s a e e n s i n o , q u e s e
situam nas proximidades;
>
São iniciativas c o m b a s e
e m áreas físicas, o n d e
as
empresas
i n o v a d o r a s o u i n t e n s i v a s e m c o n h e c i m e n t o estão l o c a l i z a d a s , q u e
p o d e m s e r d e l i m i t a d a s o u d i s s e m i n a d a s n a c i d a d e , tendência e s t a
mais inovadora;
>
P r o m o v e m a interação d e s s a s e m p r e s a s c o m instituições d e e n s i n o ,
p e s q u i s a , d e s e n v o l v i m e n t o tecnológico e d e informação, l o c a l i z a d a s
em
u m campus
d e universidade
o u e m regiões q u e a c u m u l a m
instituições d e s s a n a t u r e z a ;
>
A u x i l i a m a evitar a degradação d o t e c i d o u r b a n o , r e v i t a l i z a n d o a n t i g a s
áreas r e s u l t a n t e s d o p a r a d i g m a d a S o c i e d a d e I n d u s t r i a l ;
>
P o s s u e m u m a entidade gestora para atuar c o m o facilitadora n a s
questões imobiliárias, d e e n t r o s a m e n t o e n t r e a s e m p r e s a s , p a r a f i n s d e
divulgação, p a r a e s t i m u l a r ações c o m p a r t i l h a d a s
d e obtenção d e
f i n a n c i a m e n t o s , d e gestão d a i n f r a - e s t r u t u r a c o m u m , d e transferência
d e t e c n o l o g i a , p a r a e s t a b e l e c i m e n t o d e r e d e s c o m o u t r a s iniciativas
s e m e l h a n t e s , e n t r e o u t r a s ações.
A formatação o u configuração d e p a r q u e s tecnológicos n o B r a s i l ,
e m b o r a r e p r e s e n t e m experiências m u i t o j o v e n s o u a i n d a e m p r o j e t o o u e m
implantação, c a r a c t e r i z a - s e p o r e m p r e s a s q u e estão r e u n i d a s n u m m e s m o l o c a l ,
d e n t r o d o c a m p u s d a u n i v e r s i d a d e , a o l a d o d e s t e o u e m u m a área próxima. E x i s t e
u m a e n t i d a d e c o o r d e n a d o r a c o n c e b i d a p a r a facilitar a integração u n i v e r s i d a d e e m p r e s a e p a r a g e r e n c i a r o u s o d a s instalações e x i s t e n t e s . Estão disponíveis,
p a r a v e n d a o u locação, t e r r e n o s o u prédios, o s q u a i s a b r i g a m u m a i n c u b a d o r a o u
condomínio d e e m p r e s a s .
N o B r a s i l , p e s q u i s a s s o b r e a ocorrência d e s t e fenômeno i n d i c a m a
concepção d o p a r q u e tecnológico c o m o a f o r m a m a i s c o m p l e t a d e cooperação
universidades/centros
d e pesquisa - e m p r e s a , pois concentra o s seguintes
benefícios (IVIedeiros, 1 9 9 2 ; M e d e i r o s , 1 9 9 6 a ; S t a l , 1 9 9 8 ) : a p r o x i m i d a d e e s p a c i a l
e n t r e t o d o s o s a t o r e s d e s t e p r o c e s s o d e cooperação; a presença d e institutos d e
p e s q u i s a e e n s i n o ; a aglomeração d e e m p r e s a s e n v o l v i d a s d i r e t a m e n t e c o m a
t e c n o l o g i a d i s p o n i b i l i z a d a p e l a s instituições d e p e s q u i s a ; a captação d e p r o j e t o s
d e inovação tecnológica c o n j u n t o s e n t r e o s e t o r p r i v a d o e a s instituições d e
p e s q u i s a , r e s u l t a n t e s d e ações g o v e r n a m e n t a i s d e caráter estratégico, v i s a n d o o
desenvolvimento local; a disponibilidade d e u m a estrutura organizacional, f o m i a l
o u i n f o r m a l ; a presença d e i n c u b a d o r a s d e e m p r e s a s q u e dispõem d e i n f r a e s t r u t u r a física e a d m i n i s t r a t i v a b e m c o m o c o l o c a m à disposição d o s i n c u b a d o s
d i v e r s o s sen/iços.
Embora existam, n a atualidade, muitos trabalhos sobre os parques
científicos e tecnológicos, são o b s e r v a d a s l a c u n a s n a literatura n o q u e t a n g e a o s
e s t u d o s e p e s q u i s a s s o b r e p a r q u e s tecnológicos e m c e n t r o s u r b a n o s o u e m
regiões m e t r o p o l i t a n a s , p a r t i c u l a n n e n t e e m países e m d e s e n v o l v i m e n t o e n o
B r a s i l ( a s experiências e e s t u d o s são n u m e r o s o s , n e s t e t e m a , porém p a r a
clusters e m municípios d o interior o u e m regiões f o r a d o s g r a n d e s
centros
urbanos).
N o c o n t e x t o d a c i d a d e d e São P a u l o , e m 1 9 9 8 começaram a s u r g i r n o
âmbito d o Instituto d e P e s q u i s a s Energéticas e N u c l e a r e s ( I P E N ) , d o Instituto d e
P e s q u i s a s Tecnológicas (IPT) e d a U n i v e r s i d a d e d e São P a u l o ( U S P ) discussões
s o b r e a p o s s i b i l i d a d e d e i m p l a n t a r u m P a r q u e Tecnológico n a C i d a d e d e São
P a u l o , n a s c e r c a n i a s d a C i d a d e Universitária. E s t a iniciativa s e o r i g i n o u a partir d o
a m a d u r e c i m e n t o d e a l g u m a s ações i s o l a d a s e x i s t e n t e s C i d a d e Universitária t a i s
c o m o : a implantação d o C I E T E C ( C e n t r o I n c u b a d o r d e E m p r e s a s d e B a s e
Tecnológica), o p r o j e t o d a I n c u b a d o r a d e C o o p e r a t i v a s P o p u l a r e s , a I n c u b a d o r a
d e E m p r e s a s d e B i o t e c n o l o g i a e a instalação d e d i v e r s a s associações s e t o r i a i s .
A s s o c i a d o a isto, e s t a v a o r e c o n h e c i m e n t o d a s mudanças q u e estão o c o r r e n d o
c o m relação à alteração d a vocação econômica d a c i d a d e d e São P a u l o . A
mudança física d e e m p r e s a s d e g r a n d e p o r t e d e s e t o r e s t r a d i c i o n a i s , a a l t a t a x a
de desemprego e o mercado extremamente competitivo s e tornaram desafios
p a r a a implementação d e políticas públicas q u e p o s s i b i l i t a s s e m a substituição d e
atividades
declinantes
por atividades
nascentes,
mais
a u x i l i a s s e m n a atração d e i n v e s t i m e n t o s p a r a a c i d a d e .
competitivas
e que
A partir d a s discussões iniciais, e s s a s e n t i d a d e s e s t r u t u r a r a m u m a
p r o p o s t a à S e c r e t a r i a d e Ciência, T e c n o l o g i a e D e s e n v o l v i m e n t o Econômico e
T u r i s m o d o E s t a d o d e São P a u l o ( S C T D E T / S P ) q u e c o n s i s t i a n a implantação d e
u m P a r q u e Tecnológico c o m o f o r m a d e c o n t r i b u i r c o m a política d e atração d e
i n v e s t i m e n t o s d e q u a l i d a d e ; c o n t r i b u i r p a r a a alteração d a vocação econômica d a
região m e t r o p o l i t a n a d e São P a u l o ; criar n o v a s p e r s p e c t i v a s p a r a a revitalização
urbana
d a s cercanias
da Cidade
Universitária; i n t e n s i f i c a r
a interação d a
U n i v e r s i d a d e e d o s Institutos d e P e s q u i s a l o c a l i z a d o s n o campus c o m e m p r e s a s
c r i a n d o u m a motivação p a r a a participação d o s p e s q u i s a d o r e s d o campus;
estimular
a ampliação d o s e m p r e e n d i m e n t o s
b e m sucedidos
a partir d a s
i n c u b a d o r a s d o campus; c o n t r i b u i r p a r a o i n c r e m e n t o d e exportações c o m alto
v a l o r a g r e g a d o ; auxiliar n a alteração d o m o d e l o " e m p r e g o " p a r a "ocupação e
renda".
A
partir
d o reconhecimento
dos pressupostos
apresentados,
a
S C T D E T / S P c a p i t a n e o u esforços e m t o r n o d e ações q u e v i s a v a m g e r a r u m
m o d e l o d e referência a t u a l i z a d o p a r a p a r q u e s tecnológicos u r b a n o s .
E m decorrência d a importância estratégica c o l o c a d a s o b r e o t e m a ,
s u r g e a idéia d e d e s e n v o l v e r e s t a p e s q u i s a , c o m o fomria d e c o n t r i b u i r c o m a
formulação d e u m m o d e l o c o n c e i t u a i d e p a r q u e tecnológico u r b a n o b e m c o m o
i d e n t i f i c a r e a n a l i s a r experiências, p r e f e r e n c i a l m e n t e já e m implantação o u
operação, n a c i o n a i s e i n t e r n a c i o n a i s .
A presente pesquisa é dividida e m d u a s fases: a primeira t e m p o r
o b j e t i v o c o n s t r u i r u m p a n o r a m a d e experiências n a c i o n a i s e e s t r a n g e i r a s e m
p a r q u e s tecnológicos, d e t a l h a n d o a s p e c t o s estratégicos, e s t r u t u r a i s , g e r e n c i a i s e
operacionais,
principais
impactos
experiências
nacionais
e
três
e
resultados,
experiências
sendo
analisadas
internacionais
sete
previamente
selecionadas e q u e c o n c o r d a r a m e m participar d a pesquisa. A s e g u n d a parte
caracteriza-se
pelo
desenvolvimento
de u m modelo
conceituai
de
parque
tecnológico p a r a regiões u r b a n a s a d a p t a d o a o s r e q u i s i t o s d a s o c i e d a d e d o
c o n h e c i m e n t o , s e n d o o m e s m o , e m s e g u i d a , p a r t i c u l a r i z a d o p a r a a região d a
c i d a d e d e São P a u l o .
o t e x t o está e s t r u t u r a d o e m n o v e capítulos, a s a b e r :
>
N o s capítulos 1 e 2 , introdução e o b j e t i v o s , são a p r e s e n t a d a s a
contextualização
da pesquisa,
a importância
do
problema
i d e n t i f i c a d o , a comparação d e s t e t r a b a l h o c o m o u t r o s s i m i l a r e s ,
o s p r e s s u p o s t o s , o s o b j e t i v o s , a s questões d a p e s q u i s a e s u a s
contribuições o r i g i n a i s ;
>
N o capítulo 3 são a p r e s e n t a d a s a revisão d a l i t e r a t u r a e a
fundamentação teórica;
>
N o capítulo 4 é a p r e s e n t a d a a m e t o d o l o g i a d a p e s q u i s a ;
>
N o s capítulos 5 e 6 são a p r e s e n t a d o s , a n a l i s a d o s e d i s c u t i d o s
os resultados d a primeira fase d a pesquisa e
identificados
subsídios p a r a a s e g u n d a f a s e d a p e s q u i s a ;
>
N o s capítulos 7 e 8 são a p r e s e n t a d a s a fonnulação d o m o d e l o
c o n c e i t u a i , a discussão s o b r e o m o d e l o e s u a s limitações;
>
No
capítulo
9
são
apresentadas
as
conclusões
e
recomendações.
A e s t r u t u r a d o t e x t o c o n t a a i n d a c o m a s referências bibliográficas e
c o m u m a bibliografia r e c o m e n d a d a .
2 OBJETIVOS E CONTRIBUIÇÕES ORIGINAIS
Os pressupostos desta pesquisa são:
D e caráter a m p l o :
•
O
advento
do
mercado
global
insere
no
contexto
da
competitividade das empresas u m a maior demanda por produtos
e serviços d e a l t a q u a l i d a d e e i n t e n s i v o s e m c o n h e c i m e n t o e
inovação; o m e r c a d o g l o b a l i z a d o é característico d a e c o n o m i a
do conhecimento;
•
C o m o resposta a o paradigma d a economia d o conhecimento,
são
essenciais
as
políticas
públicas
e
estratégias
que
p r o m o v a m , e n t r e o u t r a s ações, a c o m p e t i t i v i d a d e d a s e m p r e s a s
e a sinergia entre o s diversos setores d a s o c i e d a d e e m prol d o
d e s e n v o l v i m e n t o econômico e d o b e m e s t a r s o c i a l ;
•
A s megaiópoles
mundiais
(com mais
d e 1 0 milhões d e
h a b i t a n t e s ) , e s t a n d o São P a u l o e n t r e a s c i n c o m a i o r e s c i d a d e s
d o m u n d o (Tóquio, C i d a d e d o México, N o v a Y o r k e B o m b a i m ) ,
demandam
políticas
públicas
que possam
solucionar
o
c r e s c i m e n t o d e s o r d e n a d o , c r i a r soluções d e inclusão s o c i a l ,
atraídas
para
a s cidades
pelas
oportunidades
aparentes,
revitalizar a interação e n t r e a s c l a s s e s s o c i a i s n o a m b i e n t e
u r b a n o , criar n o v a s f o r m a s d e atração d e i n v e s t i m e n t o s e c a p i t a l
e m ações b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o , e q u e c o n t e n h a m a l t o
índice d e consciência a m b i e n t a l .
D e caráter específico:
•
N a região d a c i d a d e d e São P a u l o , e municípios a d j a c e n t e s q u e
compõem a região m e t r o p o l i t a n a , p a r t i c u l a r m e n t e n a região d a
C i d a d e Universitária, e x i s t e u m a a l t a d e n s i d a d e d e instituições
de ensino e pesquisa, c o m pessoas altamente
atuantes
n a fronteira
do conhecimento
ou
qualificadas,
na
inovação
tecnológica, c o m características a d e q u a d a s p a r a a estruturação
d e iniciativas t a i s c o m o p a r q u e s científicos e tecnológicos;
e
N a região do e n t o r n o d o campus d a U n i v e r s i d a d e d e São P a u l o
observa-se
várias
áreas
degradadas
que
podem
ser
r e v i t a l i z a d a s p e l a implantação d e iniciativas t a i s c o m o p a r q u e s
científicos e tecnológicos e s u a s ações d i s s e m i n a d a s n o m e i o
urbano;
•
Existem dificuldades importantes para promover a sinergia entre
os
atores
demandantes
e ofertantes
de conhecimento
e
inovação tecnológica;
•
Iniciativas t a i s c o m o o s "habitais" d e inovação, e n t r e e s t e s o s
parques
científicos
facilitam
essa
e
sinergia,
tecnológicos,
são
proporcionando
mecanismos
que
u m ambiente
de
fertilização c r u z a d a .
Referentes
aos modelos
conceituais
de
parques
científicos
e
tecnológicos e m m e i o uriDano:
•
São i n i c i a t i v a s q u e a p o i a m
o desenvolvimento
regional,
d i n a m i z a n d o a a t i v i d a d e econômica local p o r m e i o d e :
- formação e c r e s c i m e n t o d e e m p r e s a s ,
- a u m e n t o d a s a t i v i d a d e s c o m e r c i a i s e d e exportação b a s e a d a s
e m p r o d u t o s e sen/iços c o m alto v a l o r a g r e g a d o ,
- geração d e e m p r e g o e r e n d a ;
•
São iniciativas q u e e n v o l v e m e m p r e e n d i m e n t o s imobiliários
q u e p o s s a m o f e r e c e r a i n f r a - e s t r u t u r a necessária e q u e
t o r n a m compatível e s t a e s t r u t u r a c o m o a m b i e n t e u r b a n o e
s e u s p l a n o s d e d e s e n v o l v i m e n t o e diretor;
•
São i n i c i a t i v a s q u e i n c o r p o r a m e m s e u s p l a n o s o a p o i o a o
desenvolvimento
sustentável e a recuperação d e áreas
degradadas o u economicamente deprimidas nas cidades;
•
São i n i c i a t i v a s
q u e pressupõem
u m a base
científica e
tecnológica d e a p o i o ; q u e t e n t a m e s t a b e l e c e r o u o t i m i z a r , p o r
m e i o d e e s t r u t u r a s o r g a n i z a c i o n a i s f o r m a i s o u infomnais, a
disseminação d o c o n h e c i m e n t o .
8
Proposições deste estudo:
Objetivo superior:
• A d e q u a r e a p r i m o r a r m o d e l o s d e "habitats" d e inovação, n o c a s o
p a r q u e s tecnológicos d i m e n s i o n a d o s p a r a a s p e c u l i a r i d a d e s d e g r a n d e s c e n t r o s
u r b a n o s e m regiões e m e r g e n t e s , d e m o d o a i n c e n t i v a r a s i n e r g i a e n t r e o s a t o r e s
e a p o s s i b i l i t a r i m p a c t o s s o c i a i s e econômicos p o s i t i v o s p a r a e s s a s regiões.
Objetivos imediatos:
•
Identificar
e compreender
o s fatores
críticos d e s u c e s s o e m
iniciativas n a c i o n a i s e i n t e r n a c i o n a i s c a r a c t e r i z a d a s c o m o p a r q u e s científicos e
tecnológicos, i m p l a n t a d o s e m regiões u r b a n a s d e média a d e n s a m e n t e p o v o a d a s ;
• Caracterizar
disseminado
e m meio
u m modelo
conceituai
urbano, particularizando
para
parque
o modelo
para
tecnológico
u m Parque
Tecnológico n a c i d a d e d e São P a u l o .
Contribuições Originais da Proposição do Traballio:
•
A p e s q u i s a propõe a formulação d e u m m o d e l o c o n c e i t u a i d e
p a r q u e tecnológico e m m e i o u r b a n o , p a r t i c u l a r i z a n d o p a r a o P a r q u e
Tecnológico d e São P a u l o , c o m o i n s t r u m e n t o d e a p o i o a políticas
públicas p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d e regiões u r b a n a s . A o contrário
d o s t r a b a l h o s i d e n t i f i c a d o s n a p e s q u i s a bibliográfica e e s t u d o s
exploratórios r e a l i z a d o s , e s t a p e s q u i s a não s e r e s t r i n g e a u m
estudo d e caso, m a s s i m elabora u m m o d e l o conceituai q u e auxilia
o s g e s t o r e s n a condução d e p r o j e t o s d e p a r q u e s tecnológicos
urbanos;
•
A p e s q u i s a c o n t r i b u i p a r a s u p r i r a carência d e e s t u d o s e p e s q u i s a s
s o b r e p a r q u e s científicos e tecnológicos u r b a n o s , p a r t i c u l a r m e n t e
e m países e m d e s e n v o l v i m e n t o .
São a s s e g u i n t e s a s questões d a p e s q u i s a :
•
Como
u m m o d e l o d e p a r q u e tecnológico p o d e c o n t r i b u i r
para
p r o p o r c i o n a r a l t e r n a t i v a s , b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o e n a inovação
tecnológica,
para
o
desenvolvimento
das
regiões
urbanas,
p a r t i c u l a r m e n t e p a r a a c i d a d e d e São P a u l o ?
•
C o m o u m m o d e l o d e p a r q u e tecnológico p o d e a p r o v e i t a r a a l t a
d e n s i d a d e d e instituições d e e n s i n o e p e s q u i s a e x i s t e n t e n a região,
de fomna
a contribuir
c o m iniciativas
organização d a s o c i e d a d e
"estruturantes"^
para
a
local, frente a o s desafios d o n o v o
paradigma do conhecimento?
Q u e características são r e c o m e n d a d a s p a r a u m p a r q u e tecnológico
urbano, c o m o instrumento para estimular a sinergia entre o s atores
demandantes
e
ofertantes
de
conhecimento
e
inovação
tecnológica?
^ "Essas iniciativas se caracterizam por serem intervenções localizadas e específicas, terem o
poder de modificar um conjunto de grande amplitude da realidade a partir da ação sobre seus
aspectos parciais, e serem formuladas com base num conjunto de axiomas definidos a partir das
características das transições de paradigmas, do novo paradigma e do dominio considerado."
(Spolidoro, 1997)
10
3 REVISÃO DA LITERATURA E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
N e s t e capítulo são a p r e s e n t a d o s o s a s p e c t o s r e l a t i v o s à revisão d a
literatura e à fundamentação teórica q u e p e r m i t i r a m o d e s e n v o l v i m e n t o d o t e m a
da pesquisa.
O capítulo f o i o r g a n i z a d o e m t e m a s r e l a c i o n a d o s a o s p r e s s u p o s t o s e
objetivos deste estudo, d e f o r m a a contextualizar a pesquisa, a saber: o s desafios
da sociedade
( e c o n o m i a ) d o c o n h e c i m e n t o , o s e f e i t o s d a globalização d o s
m e r c a d o s , o s p a r q u e s científicos e tecnológicos, o d e s e n v o l v i m e n t o u r b a n o e a s
m e g a c i d a d e s g l o b a i s c o m f o c o n a s características r e g i o n a i s d a c i d a d e d e São
P a u l o e a região d a C i d a d e Universitária.
P a r a c o n s t r u i r a argumentação f o i a d o t a d o o s e g u i n t e método: são
identificados autores e estudiosos d o s t e m a s abordados; e m seguida,
são
a n a l i s a d o s p e n s a m e n t o s d e s s e s e s t u d i o s o s q u e c o n t r i b u e m p a r a a construção d a
argumentação, s e n d o e s s e s p e n s a m e n t o s e x p r e s s o s e o r g a n i z a d o s n a f o r m a d e
t a b e l a s o u comentários; a o final d e c a d a t e m a a b o r d a d o , são a p r e s e n t a d o s o s
comentários e conclusões d e s t a a u t o r a s o b r e c a d a a s p e c t o a b o r d a d o . N o s itens
relativos a p a r q u e s científicos e tecnológicos e às características r e g i o n a i s , o s
comentários e conclusões estão d i s s e m i n a d o s n o t e x t o .
3.1 Os desafios da Sociedade (economia) do conhecimento
"O conhecimento está rapidamente se transformando no único fator de
produção, deixando de iado capital e mão-de-obra. Pode ser prematuro
(e certamente presunçoso) chamar a nossa sociedade de "sociedade de
conhecimento"; por enquanto, temos somente uma economia do
conhecimento."
(Peter Druckerf
"O conhecimento é ensejado pelo estabelecimento de relações de
cooperação entre entes... que se reconhecem distintos, mas que
percebem o potencial de desenvolvimento existente numa relação
marcada pela reciprocidade... O desconhecimento, por sua vez, resulta
do tratamento dos interlocutores não como potenciais parceiros, mas
como objetos a serem explorados oportunisticamente, a partir dos quais
se pode obter vantagens unilaterais."
(Guilherme Ary Plonskif
^ DRUCKER, P. Sociedade pós-capitalista. Tradução de Nivaldo Montingelli Jr. São Paulo:
Pioneira; São Paulo: Publifolha, 1999, p. 5. Título original: Post-capitalist society.
^ PLONSKI,G.A. Questões tecnológicas na sociedade do des(conliecimento). In: SANTOS, L.W.
ICHIKAWA, E.Y.; SENDIN, P.V.; CARGANO, D.F. (Org.) Ciência, tecnologia e sociedade: o
desafio da Interação. Londrina: lAPAR, 2002. p. 83-99.
cmssÂo NACKm DE B E R O A
NUCLÍAR/SP-IPEM
11
E n t r e o s p r e s s u p o s t o s a p r e s e n t a d o s n o capítulo 2 d e s t e e s t u d o , f o r a m
Indicados o advento d a sociedade (economia) d o conhecimento e, c o m o u m a d e
s u a s características, o m e r c a d o g l o b a l i z a d o q u e i n t r o d u z n o v a s d e m a n d a s e
d e s a f i o s p a r a a s organizações, p a r a a s o c i e d a d e e m g e r a l e p a r a a s regiões.
A p r e s e n t a - s e , p o r t a n t o , a argumentação r e f e r e n t e a o p a r a d i g m a d a
s o c i e d a d e d o c o n h e c i m e n t o e s u a relação c o m a p e s q u i s a e m c u r s o b a s e a n d o - s e
n o s s e g u i n t e s princípios e p e n s a m e n t o s d e e s t u d i o s o s d o t e m a :
- A geração e a disseminação d o c o n h e c i m e n t o
c o m o fator d e
v a n t a g e m c o m p e t i t i v a e d e transformação d a s s o c i e d a d e s e d a s organizações;
•
" a gestão
capacidade
lidarem
do conhecimento
das sociedades,
com
crescente
•
competente
o
ambiente
complexidade
mllênid'{P\onsk\,
2002);
e, n a m e s m a
linha:
é determinante
regiões, organizações
em
que
acelerada
caracteriza
a geração
da
e pessoas
transformação
a passagem
de conhecimento
e
do
e sua
disseminação e incorporação e m n o v a s t e c n o l o g i a s e p r o d u t o s é
f o n t e s e g u r a p a r a alcançar v a n t a g e m c o m p e t i t i v a ; n o âmbito d a s
e m p r e s a s e s s a s a t i v i d a d e s c a r a c t e r i z a m a e m p r e s a "criadora de
conhecimento'
( q u e t e m c o m o negócio a inovação contínua)
(Nonaka, 2000);
- A e s p i r a l d o c o n h e c i m e n t o e a inovação sistemática n a s e m p r e s a s - o
novo paradigma:
•
a "espiral do conhecimentd'
individual
em recursos
atividade
central
- " a conversão
disponíveis
da empresa
do
conhecimento
para outras pessoas
criadora
de conhecimento"
é a
(a
conversão d o c o n h e c i m e n t o tácito e m c o n h e c i m e n t o explícito^)
( F I G . 3.1 a p r e s e n t a u m a f o m i a gráfica p a r a i n t r o d u z i r o p r o c e s s o
d a "espiral d o c o n h e c i m e n t o d e Nonaka") ( N o n a k a , 2 0 0 0 ) ;
^ Para Nonaka (2000), o conhecimento tácito consiste em habilidades técnicas (know-hov/) e em
uma dimensão cognitiva (envolve modelos mentais, crenças e perspectivas de difícil
manifestação), ambas as dimensões de difícil especificação e disseminação; o conhecimento
explícito é formal e sistemático e facilmente comunicado. O processo de disseminação do
conhecimento para a promoção da inovação sistemática tem um estágio nevrálgico que é a
transformação do conhecimento tácito em explícito, ou seja, sua padronização e, em seguida, o
desenvolvimento de novos conhecimentos tácitos decorrentes das experiências absorvidas no
processo.
12
•
e , n a m e s m a l i n h a , L u n d v a l l ( 2 0 0 0 ) também c o m e n t a
c o n h e c i m e n t o c o m o infomnação o u c o m o h a b i l i d a d e
sobre
humana
( c o n h e c i m e n t o tácito):
"The most important dividing line in the analysis of knowledge and learning
goes between knowledge as Information and knowledge as tacit skills.
Information is knowledge that has been reduced into bits and than can be
transmitted between localities and agents through
telecommunications
networks. Tacit knowledge is constituted by skills and routines embodied in
people and embedded in organizations."{LundwaW, 2 0 0 0 a )
•
o "conhecimento
aplicado ao conhecimento" - "o
está hoje sendo aplicado, de fomna sistemática
conhecimento
e
detenvinada,
para definir que novo conhecimento é necessário, se ele é viável
e o que precisa ser feito para tomá-lo eficaz...ele
está sendo
aplicado
gerencial"*);
à
inovação
sistemática
("revolução
(Drucker, 1999);
- I n d i c a d o r e s d a s o c i e d a d e d o c o n h e c i m e n t o e a situação b r a s i l e i r a :
•
E m s e u livro "Gestão d o C o n h e c i m e n t o empresarial",
Terra
(2000)
apresenta
o grande
como
desafio
indicadores
q u a n t i t a t i v o s d a emergência d a S o c i e d a d e d o C o n h e c i m e n t o : "a
importância
da
inovação
tecnológica
econômico e a competitividade
T A B . 3 . 1 ) ; "os impactos
o
crescimento
empresarial" ( v i d e T A B . 3 . 1 ) ; " a
evolução dos setores de infonvática
T A B . 3 . 1 ) ; " a importância
para
e telecomunicações"
relativa dos ativos intangíveis"
econômicos
(vide
(vide
e sociais dos níveis de
educação e qualificação profissional" {y\áe T A B . 3 . 1 ) ;
•
A i n d a c i t a n d o T e r r a ( 2 0 0 0 ) , p a r t i c u l a r i z a n d o s u a análise p a r a a
situação b r a s i l e i r a , o a u t o r a p r e s e n t a f a t o s e d a d o s q u e são
i n d i c a t i v o s d o s a s p e c t o s r e l a t i v o s à emergência d a s o c i e d a d e d o
c o n h e c i m e n t o n o Brasil e d e s u a s condições e óbices p a r a
alavancar a competitividade baseada n o conhecimento
(vide
* Para Drucker (1999), "Fornecer conhecimento para descobrir como o conhecimento existente
pode ser mais bem aplicado para produzir resultados é...aquilo que entendemos por
gerência...Esta terceira mudança na dinâmica do conhecimento pode ser chamada de "Revolução
Gerencial". Peter Drucker, resgata a concepção de "gerência" como uma função genérica de todas
as organizações - "é o órgão genérico da sociedade do conhecimento".
13
T A B . 3.2 onde s e encontram discriminados alguns indicadores
apresentados pelo autor).
-•Aprende os segredos tácitos
socialização
Converte os segredos tácitos
em conhecimento explícito
articulação
Padroniza o conhecimento
e incorpora ao produto
combinação
Por meio da experiência de
criação de um novo
produto, enriquece a base
de conhecimentos tácitos
internalízação
F I G U R A 3 . 1 : Apresentação d e u m a f o r m a gráfica p a r a e x p r i m i r a " e s p i r a l d o
conhecimento" de Nonaka.
T A B E L A 3 . 1 - I n d i c a d o r e s q u a n t i t a t i v o s d a emergência d a S o c i e d a d e d o
C o n h e c i m e n t o - aspectos gerais (Terra, 2000)^
Sinais quantificáveis da
Indicadores mais significativos
Sociedade do
Conhecimento
"A inovação tecnológica t e m sido responsável por
"A importância d a inovação
cerca d e 7 0 % d o crescimento econômico e, talvez,
tecnológica
para
o
por entre 8 0 a 9 0 % dos ganhos d e produtividade;"
crescimento econômico e a
"No conjunto dos países d a O C D E , mais d e 5 0 % d o
competitividade
PIB está baseado e m setores intensivos e m
empresarial."
conhecimento;"
"A participação d o s setores high-tech no total d a s
exportações cresceu d e cerca d e 1 6 % e m 1970 para
cerca d e 2 6 % em 1993;"
"Entre 1995 e 1998 o setor high-tech foi responsável
por 3 5 % d o crescimento do PIB americano. O s
preços nesse setor vêm caindo a u m a taxa anual d e
7 % e contribuindo para a manutenção d e u m baixo
índice inflacionário, na década d e 1990, nos EUA;"
"Vários estudos apontam para taxas privadas de
retorno sobre investimentos em P&D entre 20 e 3 0 %
^ A composição desta tabela foi feita a partir de uma seleção de indicadores apresentados por
Terra (2000), em seu livro "Gestão do Conhecimento - o grande desafio empresarial", às páginas
25 a 3 1 .
14
Sinais quantificáveis da
Sociedade do
Conhecimento
Indicadores mais significativos
e para taxas sociais desses m e s m o s investimentos
superiores a 5 0 % ; "
"Estudo c o m mais d e 100 empresas intensivas e m
tecnologia, n o s EUA, mostrou q u e existia u m a forte
correlação entre posição d e mercado e capacidade
inovadora. Q u a s e metade das v e n d a s d a s empresas
líderes era advinda d e produtos lançados n o s
últimos cinco anos."
"A evolução dos setores d e
informática e
telecomunicações."
"A importância relativa d o s
ativos intangíveis."
"Os impactos econômicos e
sociais d o s níveis d e
educação e qualificação
profissional."
"...existem...mais d e 2 0 0 milhões d e computadores e
mais d e 15 bilhões d e chips instalados e m diversos
tipos de máquinas e equipamentos;"
"Em 1997,... o s investimentos n o s setores d e
informática chegaram a cerca d e ÜS$ 2 2 5 bilhões
correspondendo a o dobro d o s investimentos n o s
setores tradicionais" (nos E U A ) , revertendo a
situação anterior onde o s investimentos tradicionais
e m equipamentos industriais e r a m superiores;"
"Estima-se q u e e m cerca d e u m a década a potência
do supercomputador d e hoje passará a ser a
potência do computador de mesa;"
"O valor d e mercado d e e m p r e s a s c o m o Microsoft,
Cisco, Lucent e A O L e outras empresas baseadas
e m tecnologias d e software são absolutamente
fenomenais."
" C o m o desenvolvimento d e u m mercado d e
capitais, não existe mais país rico o u pobre d e
capital, quando s e trata d e investimentos...O
investimento externo direto n o m u n d o cresceu d e
US$ 112 bilhões para U S $ 1,023 trilhão entre 1967 e
1987;"
"O valor d e mercado d a s e m p r e s a s tende a s e r
muito maior d o q u e o valor patrimonial, e m virtude
do valor d o s ativos intangíveis (patentes, marcas,
etc...); "
"Os trabalhadores d e fábricas c o s t u m a v a m ter
baixíssima qualificação n o início d a industrialização;
hoje, nos EUA, cerca d e 1 6 % já possuem a l g u m a
educação d e nível superior e 5 % chegam a s e
graduar;"
"Algumas projeções estimam q u e , n o ano 2000, 8 5 %
de todos o s empregos nos E U A e 8 0 % daqueles n a
Europa serão intensivos e m conhecimento, software
e tecnologia e q u e n a A l e m a n h a , e m 2010, apenas
1 0 % d o s empregos estarão concentrados n o setor
manufatureiro;"
"Estima-se q u e , e m 2006, cerca d e 5 0 % d a
população americana estará e m p r e g a d a na indústria
de informática o u e m setores q u e utilizam
intensamente a informática;"
"A desigualdade d e renda... estaria aumentando, e m
grande parte, por causa d o impacto d o
15
Sinais quantificáveis da
Sociedade do
Contiecimento
Indicadores mais significativos
conhecimento... cada a n o d e estudo implica u m
a u m e n t o d e 2 , 8 % nos salários e q u e a diferença d e
salários entre universitários e náo-universitários
também está aumentando" (nos EUA);
Conclusões do autor (Terra, Na Sociedade d o Conhecimento:
2000):
- ..."a posição d e cada individuo d e p e n d e , d e f o r m a
crescente, d o produto d e conhecimento q u e ele
tenha logrado desenvolver o u construir a o longo d e
s u a vida."
- ... "os vários indicadores apresentados para
empresas e países colocam... o conhecimento c o m o
recurso fundamental a ser buscado, desenvolvido,
incentivado e protegido."
T A B E L A 3 . 2 - I n d i c a d o r e s d a emergência d a S o c i e d a d e d o C o n h e c i m e n t o n o
Brasil ( T e r r a , 2 0 0 0 ) ^
Aspectos associados à
emergência da Sociedade
do Conhecimento
Evolução de investimentos
em tecnologia - impactos
no cenário
empresarial
brasileiro.
Indicadores mais significativos
O ambiente turbulento d o cenário empresarial
brasileiro, c o m o constante aparecimento e
desaparecimento
de
empresas,
reflete,
"parcialmente, o fato de que o recurso
"conhecimento" precisa
ser
constantemente
realimentado, renovado e reinventado. Caso
contrário, posições e vantagens adquiridas são
rapidamente perdidas para novos e velhos
competidores
mais inovadores,
criativos
e
eficientes:"
O autor evidencia a perda d e participação d o capital
nacional n o total d o faturamento d a s e m p r e s a s
privadas, c o m maior incidência sobre o s setores
mais intensivos e m conhecimento. "Segundo dados
da Unctad, divulgados na revista Veja (2/2/2000) os
investimentos estrangeiros no país chegaram a 20%
do PIB diante de um total de apenas 8% do PIB dez
anos antes;"
O autor destaca q u e "...nos últimos 20 anos, setores
intensivos em conhecimento vêm ganhando
participação na economia nacional,
enquanto
setores com baixo valor agregado vêm perdendo
participação na economia e despertando menor
interesse dos grupos internacionais. O s setores q u e
tiveram s u a participação n a economia aumentada,
no m e s m o período, foram o d e bens d e c o n s u m o
(elevados gastos e m marcas e marketing) e d e
indústrias
do
conhecimento
(farmacêutica.
® A composição desta tabela foi feita a partir de uma seleção de indicadores apresentados por
Terra (2000), em seu livro, às páginas 31 a 45.
16
Aspectos associados à
emergência da Sociedade
do Contiecimento
Indicadores mais significativos
-
Conclusão d o autor (Terra,
2000)
A relação educação,
competitividade e
desenvolvimento n o Brasil.
computação e eletroeletrônicos);
Entre o s setores intensivos e m conhecimento q u e
mais cresceram n o país, n a década d e 90, destacase o setor d e informática. Este setor ..."dobrou seu
faturamento no período, saindo de US$ 7,1 biitiôes
em 1991 para US$ 14,1 bilfiões em 1997, com
grande destaque para os setores de software e
sen/iços técnicos,"
..."também no Brasii, são os setores intensivos em
tecnologia ou confiecimento que devem sustentar o
crescimento econômico daqui para a frente."
- ..."em comparação com outros países em
desenvolvimento, a escolaridade média do brasileiro
é muito baixa: 3,8 anos contra 8,7 dos argentinos;
7,5 dos chilenos e 11,0 dos coreanos"; o autor
correlaciona a baixa escolaridade a o s baixos
índices d e produtividade q u e o país apresenta;
- ..."verifica-se que, a exemplo das estatísticas
americanas,... existe também no Brasil uma grande
correlação entre nível de escolaridade, taxa de
ocupação
e
rendimento
financeiro
do
trabalho;...pesquisa da Unesco e da OCDE
envolvendo dados de 22 países referentes a 1999,
mostra que ... o Brasil apresenta as maiores
diferenças salariais (474%) entre pessoas com
diploma universitário e aquelas que concluíram
apenas o ensino fundamental."
..."os índices de escolaridade do país ainda se encontram
em patamares bastante baixos, mesmo em comparação
com países com níveis similares de renda."
"O desafio ... não envolve apenas um aumento expressivo
nos investimentos em P&D, educação, treinamento ou
tecnologia de informação, pois tão ou mais importante é a
produtividade desses investimentos"...
Conclusão d o autor
(Terra, 2000)
C o n c l u i n d o , o b s e r v a - s e q u e a argumentação e n f o c a d a n e s t e i t e m , c o m
relação a o p r e s s u p o s t o a p r e s e n t a d o n o capítulo 2 relativo a o p a r a d i g m a d a
sociedade
(economia)
d o conhecimento,
aponta
para
a
necessidade
de
d e s e n v o l v i m e n t o d e políticas públicas e estratégias q u e e s t i m u l e m , e n t r e o u t r a s
ações, d e f o m n a c o o r d e n a d a e p r o d u t i v a :
-
A c o m p e t i t i v i d a d e d a s e m p r e s a s p e l a gestão d o c o n h e c i m e n t o ,
em
seu amplo
sentido,
e
pela
criação
de
ambientes
o r g a n i z a c i o n a i s i n d u t o r e s d a inovação tecnológica sistemática;
17
-
O
compartilhamento
do
conhecimento
decorrente
das
a t i v i d a d e s d e e n t i d a d e s d e e n s i n o e p e s q u i s a e d a experiência
e
visão d e m e r c a d o
das empresas,
proporcionando u m a
s i n e r g i a p o t e n c i a l m e n t e c r i a t i v a e g e r a d o r a d e n o v a s idéias e
produtos;
-
O a u m e n t o d o s níveis d e e s c o l a r i d a d e e conseqüente inclusão
s o c i a l d e indivíduos q u e estão f o r a d o m e r c a d o d e t r a b a l h o ,
considerando o ambiente d a economia do conhecimento.
3.2 Os efeitos da globalização dos mercados
"...durante o tempo em que estive no Banco l^^undiai, pude ver com
meus próprios oitios o efeito devastador que a giobaiização pode ter
sobre países em desenvolvimento, em especial sobre as populações
pobres desses países. Acredito que a globalização - a remoção de
barreiras ao livre comércio e a maior integração das economias
nacionais - pode ser uma força favorável, com potencial de enriquecer
todas as pessoas do mundo, em especial as menos favorecidas.
Entretanto, também acredito que, se for esse o caso, a maneira como a
globalização tem sido gerenciada,...bem como as políticas que têm sido
impostas aos países em desenvolvimento no processo da globalização,
precisa ser radicalmente repensada."
(Joseph E. Stiglitzf
"O desejo de equilibrar o tribal e o universal sempre existiu. Agora, a
democracia e a revolução nas telecomunicações (que dissemina a idéia
da democracia e a torna premente) alçaram essa necessidade de
equilíbrio entre o tribal e o universal a um patamar novo."
(John Naisbittf
A o a b r i r e s t e i t e m , a p r e s e n t a - s e a l g u m a s definições r e l a c i o n a d a s a o s
t e r m o s "globalização" e " e c o n o m i a g l o b a l " , c o m o subsídios p a r a o t e x t o q u e s e
segue:
-
-
E c o n o m i a G l o b a l {Global Economy) - "an economy with the
capacity to work as a unit in real time on a planetary scale"
(Castells, 1 9 9 8 f ;
"Globalisation is a process in which geographic
distance
becomes less a factor In the establishment and sustenance of
border crossing, long distance economic, political and sociocultural relations. People become aware of this fact. Networks of
relations and dependencies therefore become potentially border
^ STIGLITZ, J.E. A globalização e seus malefícios: a promessa não-cumprida de benefícios
globais. Tradução de Bazán Tecnologia e Lingüística. São Paulo: Futura, p. 10, 2001. Título
original: Globalization and its discontents.
* NAISBÍTT. J. Paradoxo global. Tradução de Ivo Koryíowski. Rio de Janeiro: Campus; São
Paulo: Publifolha, p. 17, 1999. Título original: Global paradox.
^ CASTELLS, M. Ttie rise of the network society. Oxford: Blachwell Publishers, p. 92,1998.
18
crossing and worldwide. This potential Internationalization
of
relations and dependencies causes fear, resistance, actions and
reactions."{Guillen, 2001)^°
A n a l i s a - s e , n e s t e i t e m , o p r e s s u p o s t o a p r e s e n t a d o n o capítulo 2 : " o
advento d o m e r c a d o global insere no contexto d a competitividade d a s e m p r e s a s
u r n a m a i o r d e m a n d a p o r p r o d u t o s e sen/iços d e a l t a q u a l i d a d e e i n t e n s i v o s e m
c o n h e c i m e n t o e inovação; o m e r c a d o g l o b a l i z a d o é característico d a e c o n o m i a d o
c o n h e c i m e n t o " . D i s c u t e - s e , p o r t a n t o , o p a p e l d a s e m p r e s a s , d a s nações e d a s
regiões n o c o n t e x t o d a c o m p e t i t i v i d a d e e o d e s e n v o l v i m e n t o e o i m p a c t o d a
inovação ( o u d o s s i s t e m a s d e inovação) n a p r o s p e r i d a d e d e s s e s a t o r e s .
A p r e s e n t a - s e , a s e g u i r , a argumentação r e f e r e n t e a e s s e p r e s s u p o s t o
e s u a relação c o m a p e s q u i s a e m c u r s o b a s e a n d o - s e n o s s e g u i n t e s princípios e
pensamentos d e estudiosos d o tema, a saber:
•
O p r o c e s s o d a globalização - o c o n c e i t o n a s últimas décadas;
(Cassiolato & Lastres, 1999)
•
A globalização e a s mudanças n a competição: a s características
d e u m a nação q u e c o n t r i b u e m p a r a q u e s u a s e m p r e s a s c r i e m e
m a n t e n h a m v a n t a g e m c o m p e t i t i v a (Porter, 1 9 8 9 ) ;
•
A globalização d i m i n u i a importância d o s estados-nações e f a z
ascender
os
estados-regiões?
Discussões
baseadas
nas
mundial,
mais
posições d e O h m a e ( 1 9 9 9 ) ;
•
O p a r a d o x o g l o b a l : "quanto maior a economia
poderosos são os seus protagonistas m e n o r e s " ( N a i s b i t t , 1 9 9 9 ) .
•
O c o n t r a p o n t o : o s malefícios d a globalização (Stiglitz, 2 0 0 2 )
- O p r o c e s s o d a globalização - o c o n c e i t o n a s últimas décadas:
C a s s i o l a t o & L a s t r e s ( 1 9 9 9 ) e v o c a m a f a l t a d e consistência c o n c e i t u a i
q u e e n v o l v e o t e r m o "globalização" n a c o n j u n t u r a a t u a l . A o d e s e n v o l v e r o t e m a
e m s e u livro, o s a u t o r e s a p r e s e n t a m u m a discussão e m t o r n o d a conjugação d e
fenômenos q u e l e v a m à caracterização d a globalização. N e s t e s e n t i d o , d e s t a c a m se alguns aspectos q u e consistem e m consenso entre estudiosos pesquisados
" GUILLEN, M. The limits of convergence: globalization and organizational change in
Argentina, South Korea and Spain. Princeton, NJ: Princeton University Press, 2001. Ambas as
definições estão disponíveis na página da Internet da International Association of Science Parifs
(lASP): http://www.iasp.ws.
19
pelos autores, quando
s e trata d e aspectos
relacionados a o processo d e
globalização. O s a s p e c t o s m e n c i o n a d o s são a p r e s e n t a d o s n a T A B . 3 . 3 .
TABELA
3.3 -
Aspectos
de consenso
q u e caracterizam
o processo
de
globalização ( C a s s i o l a t o & L a s t r e s , 1999)^^
Aspectos de consenso com relação
ao processo de globalização
.."diante
de um ambiente de
mudanças e incertezas, um grande
número de países respondeu aos
novos desafios com a adoção de
poiíticas de cunho liberal as quais
atribuem ao mercado a prerrogativa
de
prover
a
auto-regulação
econômica."
..."associado ao desenvolvimento do
novo paradigma tecno-econômico,
destaque-se a acelerada difusão das
novas tecnologias de informação e
comunicação
(TICs),
que
possibilitaram radical ruptura quanto à
extensão dos contatos e de trocas de
informações possíveis entre os
atores,
individuais
e
coletivos,
mediante a diferenciação e ampliação
de sistemas, canais, redes e
organizações de geração, tratamento
e difusão de informações."
Conclusão dos autores:
Conseqüências
paradigma:
do
novo
Comentários relacionados
Este comentário relaciona-se à diminuição d e
barreiras nacionais e regionais resultante d e
políticas macroeconômicas q u e prevaleceram n a
década d e 8 0 e m diversas regiões e países n o
mundo. A s ações associadas a essas políticas
envolviam desregulamentações e privatizações e,
nos casos dos países e m desenvolvimento, essas
políticas visavam a atração d e capital externo
como
solução
para
o s problemas
de
competitividade
d a s nações no mercado
globalizado.
A s tecnologias d e informação e comunicação
introduziram diversos avanços significativos
facilitando o processamento, o a r m a z e n a m e n t o e
transmissão d e dados. Essas
tecnologias
permitiram o desenvolvimento d e novos hábitos e
processos comunicacionais q u e caracterizam,
c o m o dizem
o s autores, "...o que se
convencionou
denominar
de
"revolução
Informacionar,
e
q u e caracterizou "...a
conformação de uma nova era, para cuja
caracterização
concorrem
diferentes
designações: sociedade ou economia da
Informação ou do conhecimento; paradigma
tecno-econômico das tecnologias da informação
e comunicação, etc..."
O s autores consideram q u e a junção d o s dois
aspectos apresentados, a saber, o movimento de
liberalização e desregulação dos mercados e o
advento do paradigma das tecnologias de
informação e comunicação, consistem no
..."elemento
catalisador do processo
de
globalização nas últimas décadas.""
- 0 estabelecimento d e u m a nova dinâmica
tecnológica e econômica, e m nível internacional,
onde 0 conhecimento "torna-se um ativo
primordial de competição, ao mesmo tempo em
que vêm-se impondo novas formas de
organização e interação entre as empresas e
entre estas e outras Instituições...e favorecendo
rápidas mudanças nas estruturas de pesquisa,
produção e comercialização."
- Os autores adicionam q u e o processo d e
" A composição desta tabela foi feita a partir de uma seleção de aspectos relativos à globalização
abordados por Cassiolato & Lastres (1999), em seu livro, às páginas 39 a 5 1 .
20
Aspectos de consenso com relação
ao processo de globalização
Comentários relacionados
globalização
envolve
também
mudanças
políticas, comerciais, financeiras, culturais e
sociais q u e vêm delineando u m a nova forma d e
organização espacial econômica, caracterizada
principalmente pela concentração d a atividade
produtiva (e dos fluxos de comércio, informação e
conhecimento) n a Tríade (EUA, Japão e países
da Europa Ocidental) - blocos econômicos
hegemônicos.
- ..."a globalização principalmente daquelas
atividades mais estratégicas, além de concentrarse nos países da Tríade...é vista como
provocando um processo de polarização
crescente entre blocos, países, regiões e grupos
sociais.
- A globalização e a s mudanças n a competição: a s características d e u m a nação
que
contribuem
para
que suas
empresas
criem
e mantenham
vantagem
competitiva
C o m o foi visto n o item anterior, u m d o s principais ativos para a
c o m p e t i t i v i d a d e d a s e m p r e s a s é o c o n h e c i m e n t o , a s s o c i a d o a estratégias d e
p e s q u i s a , produção e comercialização e m nível g l o b a l . P o r t e r ( 1 9 8 9 ) , e m s e u livro
"A V a n t a g e m C o m p e t i t i v a d a s Nações", a b o r d a u m i n t e r e s s a n t e a s p e c t o c o m
relação a o s u c e s s o i n t e r n a c i o n a l d e d e t e r m i n a d a s e m p r e s a s , l e v a n t a n d o u m
paradoxo:
embora
haja
u m a natural
indução
no
sentido
de
que
a
internacionalização d a s e m p r e s a s , n o p r o c e s s o g l o b a l , l e v e a u m a diminuição d a
importância d a s nações, o autor, e m s u a s p e s q u i s a s , c o n t r a d i z e s s a tendência,
m o s t r a n d o q u e " A vantagem competitiva
processo altamente
é criada e mantida através
de um
localizado".
"O papel do país sede parece ser tão forte quanto sempre foi mais
ainda. Embora a globalização da competição possa, aparentemente, tornar a
nação menos importante, em lugar disso parece fazê-la mais importante.
Com menos impedimentos ao comércio para proteger as empresas e
indijstrias internas não-competitivas, a nação sede adquire
significação
crescente, porque é fonte do conhecimento e da tecnologia que sustenta a
vantagem competitiva." (Porter, 1 9 8 9 )
A o estabelecer u m a teoria para compreender a vantagem competitiva
d a s nações, P o r t e r ( 1 9 8 9 ) c r i o u a f i g u r a d e u m " d i a m a n t e " . N e s t a f i g u r a são
representados
os determinantes,
a saber,
os atributos q u e caracterizam
o
a m b i e n t e d e competição d a s e m p r e s a s , c o m o u m s i s t e m a , e q u e p r o m o v e m o u
COMISSÃO HKjmi
DÊ B&ím
maim^-^H
21
criam barreiras à vantagem competitiva. Sendo u m sistema, o "diamante" é
"mutuamente
fortalecedor^,
o s países t e r i a m
maior
probabilidade
d e êxito
c o m p e t i t i v o n o s s e g m e n t o s d e e m p r e s a s o n d e o " d i a m a n t e " d o país é o m a i s
favorável.
Isto s i g n i f i c a d i z e r q u e o s países alcançam êxito não p o r m e i o d e
ações i s o l a d a s d e e m p r e s a s , m a s s i m p o r g r u p o s o u s e g m e n t o s d e e m p r e s a s
(indústrias) q u e a t u a m c o m o u m s i s t e m a . N a F I G . 3 . 2 , a p r e s e n t a - s e o " d i a m a n t e "
d e Porter, c o n t e n d o o s detemninantes d a v a n t a g e m nacional.
A n a l i s a n d o a e c o n o m i a d e u m a nação, s e g u n d o P o r t e r , "a economia de
um país contém uma mistura de grupos, cuja constituição e fontes de vantagem
(desvantagem) competitiva refletem o estado do desenvolvimento
da economia".
O d e s e n v o l v i m e n t o c o m p e t i t i v o d a s e c o n o m i a s d a s nações, s e g u n d o
P o r t e r ( 1 9 8 9 ) a p r e s e n t a q u a t r o e t a p a s q u e o i m p u l s i o n a m . N a F I G . 3 . 3 são
apresentadas essas etapas.
No
interesse
desta
pesquisa,
qual
seja
analisar
o
pressuposto
a p r e s e n t a d o , e x p l o r a - s e a e t a p a d a e c o n o m i a i m p u l s i o n a d a p e l a inovação. O
a u t o r u s a o m o d e l o d o " d i a m a n t e " p a r a ilustrar o s d e t e r m i n a n t e s d a v a n t a g e m
n a c i o n a l e s u a s interações n a e t a p a d a inovação. N a F I G . 3 . 4 , e n c o n t r a - s e a
representação gráfica d o " d i a m a n t e " r e l a c i o n a d o à e c o n o m i a i m p u l s i o n a d a p e l a
inovação.
A partir d o exposto n a FIG. 3 . 4 , pode-se conduzir a o p e n s a m e n t o d e
q u e n a e c o n o m i a i m p u l s i o n a d a p e l a inovação é possível o b s e n / a r - s e u m m a i o r
número d e g r u p o s o u s e g m e n t o s d e e m p r e s a s c a p a z e s d e c o m p e t i r , t e n d o e m
v i s t a u m a conjunção d e d e t e r m i n a n t e s , a s a b e r :
•
Condições d e d e m a n d a
-
há u m a c r e s c e n t e
sofisticação d a
d e m a n d a , tanto p o r parte d o consumidor, q u e s e torna
mais
exigente d e comodidades e acirra a rivalidade intema, b e m c o m o
por
parte
do
surgimento
de
clientes-empresarios
mais
sofisticados;^^
•
Condições d e f a t o r e s - n o c a s o d a e t a p a d e inovação, são c r i a d o s
f a t o r e s d e produção avançados e a s d e s v a n t a g e n s s e l e t i v a s d e
fatores
provocam
a busca
pela
inovação; n e s t e
contexto,
é
Segundo Porter (1989), este aparecimento de clientes-empresarios mais sofisticados gera uma
animação interna favorável que provoca uma constante busca por inovação, fazendo com que
surjam indústrias de apoio de classe mundial.
22
i m p o r t a n t e r e s s a l t a r q u e , e m decorrência, a s instituições d e e n s i n o
e
pesquisa
bem como
a
infra-estmtura
de
desenvolvimento
tecnológico t e n d e m a s e sofisticar;
Estratégias, e s t r u t u r a e r i v a l i d a d e d a s e m p r e s a s - n a e c o n o m i a
i m p u l s i o n a d a p e l a inovação, a s e m p r e s a s e s t a b e l e c e m estratégias
g l o b a i s d e atuação n o s m e r c a d o s ;
Indústrias c o r r e l a t a s e d e a p o i o - o país c o n t a c o m indústrias
a b a s t e c e d o r a s e c o r r e l a t a s e e s t a s são b e m d e s e n v o l v i d a s .
As condições que, no país,
governam a maneira pela qual as
empresas são criadas,
organizadas e dirigidas, mais a<
natureza darivalidadeinterna./'
ESTRATEâlA,
ESTRUTURA E
RIVALIDADE
DAS
EMPRESAS
w
A posição do país nos
fatores de produção,"
como trabalho
especializado ou infraestrutura, necessários à
competição em
determinado segmento.
A natureza da
demanda interna para
os produtos ou
serviços.
A presença ou ausência, no país,
de indústrias ak)astecedoras e
jindústrías correlatas que sejam
internacionalmente competitivas.
F I G U R A 3 . 2 : O " d i a m a n t e " d e P o r t e r ( 1 9 8 9 , p. 8 8 ) - d e t e r m i n a n t e s d a v a n t a g e m
n a c i o n a l ( a título d e e s c l a r e c i m e n t o , f o r a m i n s e r i d a s a s definições d o s
d e t e m n i n a n t e s , q u e não c o n s t a m n a f i g u r a o r i g i n a l d o a u t o r ) .
23
DECLÍNIO
AVANÇO
IMPULSIONADA
POR FATORES
IMPULSIONADA
PELO
INVESTIMENTO
A
V
IMPULSIONADA
PELA
INOVAÇÃO
Aprimoramento sucessivo das vantagens competitivas prosperidade econômica em ascensão
IMPULSIONADA
PELA
RIQUEZA
Etapa de
paralisação
F I G U R A 3 . 3 : Q u a t r o etapas d o desenvolvimento competitivo nacional (Porter,
1 9 8 9 , p . 6 1 4 ) ( a p a r t e inferior d a f i g u r a não c o n s t a d o d e s e n h o o r i g i n a l d o a u t o r ;
e l a f o i a c r e s c i d a c o m o intuito d e e s c l a r e c e r o e n v o l v i m e n t o d a s e t a p a s
a p r e s e n t a d a s c o m o c r e s c i m e n t o d o país).
ESTRATEGIA,
ESTRUTURA E
RIVALIDADE
DAS
EMPRESAS
As empresas desenvolvem
estratégias glotiais.
CONDIÇÕES
DE FATORES
- Fatores avançados e
especializados são
criados e aprimorados.
- Desvantagens seletivas
de fatores aceleram o
aprimoramento da
vantagem competitiva.
- Na etapa da inovação,
todos os determinantes
funcionam e suas
interações são as mais
fortes possíveis.
- As empresas, além de
aprimorar a tecnologia de
outros países, também
são capazes de criar
tecnologia.
CONDIÇÕES
DE DEMANDA
I - A sofisticação da
demanda toma-se uma
vantagem.
- A demanda interna
começa a
intemacionalizar-se
através das
multinacionais do país.
INDUSTRIAS
CORRELATAS
E DE APOIO
As indústrias correlatas e de
apoio são bem desenvolvidas.
F I G U R A 3 . 4 : E c o n o m i a i m p u l s i o n a d a p e l a inovação ( n o d e s e n h o o r i g i n a l , o s
q u a d r o s são t o t a l m e n t e e s c u r o s , p a r a d e m o n s t r a r q u e t o d o s o s d e t e m n i n a n t e s
f u n c i o n a m ; a q u i o p t o u - s e p o r e s c r e v e r e s t a infomnaçào n o c e n t r o d a f i g u r a ) .
P o r t e r ( 1 9 8 9 , p. 6 2 2 ) .
24
C o n c l u i - s e q u e a e c o n o m i a i m p u l s i o n a d a p e l a inovação a p r e s e n t a
v a n t a g e n s s o b o p o n t o d e v i s t a d e p r o s p e r i d a d e econômica.
D e s t a c a - s e também o p a p e l d o g o v e m o e s u a s estratégias e ações n a
e c o n o m i a i m p u l s i o n a d a p e l a inovação. N e s t e c o n t e x t o há u m a n o v a f i l o s o f i a d e
intervenção d o e s t a d o :
"A alocação de capital, proteção, controles de licenciamento,
subsídios de exportação e outras fonvas de inten/enção direta perdem
relevância ou efetividade na competição baseada na inovação. O ímpeto de
inovar, as habilitações para fazê-lo e os sinais que guiam as direções de
inovação devem vir, em grande parte, do setor privado. Quando a economia
se amplia e aprofunda, o governo não pode pretender acompanhar todas as
indústrias existentes e novas e todas as ligações entre elas...Em lugar disso,
os esforços governamentais
são melhor dirigidos para as formas
indiretas, como estímulo à criação de fatores cada vez mais adiantados,
melhoria da qualidade de demanda interna, estímulo à formação de
novos negócios, preservação da rivalidade interna . . . " ( P o r t e r , 1 9 8 9 )
- A globalização d i m i n u i a importância d o s estados-nacões e f a z a s c e n d e r o s
estados-regiões? A r g u m e n t o s b a s e a d o s n a s posições d e O h m a e ( 1 9 9 9 )
F o i a p r e s e n t a d a , n o i t e m a n t e r i o r , a visão d e P o r t e r , q u e c o n d u z à
importância d o s s i s t e m a s n a c i o n a i s , d o s estados-nações, p a r a a p r o s p e r i d a d e e a
c o m p e t i t i v i d a d e . O b s e r v a - s e n e s t a e t a p a a contraposição d o s estados-regiões
a o s estados-nações n o m u n d o g l o b a l i z a d o .
Neste sentido, u m d o s estudiosos dessa teoria é O h m a e (1999) q u e ,
e m s e u livro " O F i m d o Estado-Nação", t r a t a d o e n f r a q u e c i m e n t o d o s e s t a d o s nações e m s u a c a p a c i d a d e d e priorizar a lógica g l o b a l n a s s u a s políticas e
estratégias, c o m s u a s
possibilidades
e impactos
relacionados
ao mercado
g l o b a l i z a d o . O a u t o r a p r e s e n t a a contraposição a o s estados-nações, i n t r o d u z i n d o
as
regiões
q u e ultrapassam
a s fronteiras
territoriais
e estruturam
zonas
econômicas n a t u r a l m e n t e f o r m a d a s a partir d e aproximações c o m e r c i a i s
e
c u l t u r a i s . O s estados-regiões c o n s i s t e m e m u n i d a d e s econômicas ( n a m a i o r i a d a s
v e z e s c o m características c u l t u r a i s c o n v e r g e n t e s ) c u j o f o c o não é l o c a l e ,
p o r t a n t o , são regiões q u e r e c e b e m d e f o m i a confortável ( o u m e s m o e s t i m u l a m ) o
c a p i t a l e p r o d u t o s e s t r a n g e i r o s ( e s s a s regiões p o d e m , i n c l u s i v e , e s t a r l o c a l i z a d a s
d e n t r o d e u m estado-nação).
"...eles acolhem favoravelmente
tudo que contribuir
para
empregar produtivamente sua população, para melhorar sua qualidade de
vida e para dar-lhe acesso aos melhores e mais baratos produtos de
25
qualquer parte do mundo...Os Estados-regiões também aproveitam os
excedentes gerados por essas atividades para elevar ainda mais a qualidade
de vida de seu phvo, e não para financiar o mínimo público ou para
subsidiar indústrias obsoletas." {Ohmae, 1 9 9 9 , p.83)
O h m a e não d e f e n d e u m p o s i c i o n a m e n t o contrário a o s estados-nações
(no q u e tange a o s governos centrais); o autor ressalta a s grandes oportunidades
c r i a d a s p o r e s s a s regiões q u a n d o a s m e s m a s são t r a t a d a s c o m o "portões d e
e n t r a d a " p a r a a e c o n o m i a g l o b a l e , p o r t a n t o , p o d e m t r a z e r benefícios p a r a a s
nações e s u a s populações. T r a n s c r e v e - s e a b a i x o u m p e q u e n o t r e c h o d o a u t o r
onde ele fala sobre a prosperidade regional, citando c o m o u m d o s exemplos d e
f u t u r o o E s t a d o d e São P a u l o .
"Onde existe a prosperidade, sua base é regional. E quando uma
região prospera, sua boa fortuna espalha-se pelos territórios
adjacentes
dentro e fora da federação política a que pertence. O progresso econômico
dentro e ao redor de Bangcoc, por exemplo, levou os investidores a explorar
opções em outros pontos da Tailândia... O mesmo poder-se-ia dizer de
São Pauio -seo governo centrai brasileiro aprender a tratá-la como um
genuíno Estado-região e permitir que se integre à economia global.
Caso o faça, ao menos uma região no Brasil poderia aderir à OECD
dentro de cerca de dez anos. Caso não o faça - devido a preocupações
com o mínimo público ou ao medo de que o equilíbrio entre as regiões
seja sacrificado - o país como um todo poderá até sair da lista das
economias recém-industriallzadas." (Ohmae, 1999, p. 95)
A p r e s e n t a - s e , n a T A B . 3 . 4 , a l g u n s "Estados-regiões" a p o n t a d o s p o r
Ohmae.
T A B E L A 3 . 4 - O a d v e n t o d o s "Estados-regiões"
Uniões Regionais já
Estabelecidas
Norte d a Itália
Baden-Würtemberg
Reno)
País d e Gales
San Diego/Tijuana
13
(alto
Uniões Regionais Emergentes
Zona Econômica Integrada do Nordeste da Asia:
integra o delta do Turnen c o m o projeto d o nordeste d a
Ásia. Pretende criar u m a Zona Econômica Especial
c o m raio d e 150 k m c o m Vladivostok n o centro e
Nakhodka, estabelecendo u m importante vínculo entre
a Ásia e a Europa por meio d a ferrovia transiberiana.
d o Projeto Delta do Tumen: cria u m complexo comercial
e d e transporte d e U S $ 30 bilhões estendendo-se por
Rajin (Coréia d o Norte), Hunchun (China) e Posyet
(Rússia).
Coréia do Norte e do Sul
República da China Meridional Província de
Guangdong, Província de Fujian e Hong-Kong/
Taiwan (esta região engloba u m a população d e cerca
A composição desta tabela foi feita a partir de uma seleção de aspectos relativos aos Estadosregiões abordados por Ohmae (1999), em seu livro, às páginas 73 a 95.
26
Uniões Regionais já
Estabelecidas
Uniões Regionais Emergentes
d e 120 milhões de pessoas e u m Produto Interno Bruto
combinado de US$ 310 bilhões.
O s a k a e a região d e Kansai Hong-Kong e Shenzhen (China): foi a primeira Z o n a
(Japão)
Econômica Especial estabelecida n a China. 0 projeto
d o Centro Tecnológico e Científico d a China pretende
q u e a região se torne o Vale d o Silício chinês.
Vale d o Silício/Bay Area d e S a n Yunnan (China)-Laos-Vietnã
Francisco na Califórnia
Pusan (extremidade sul d a "Sepzone" - a cidade de H o Chi Minh estará atraindo
península d a Coréia) e a s capital estrangeiro c o m o u m a z o n a d e processamento
cidades
de
Fukuoka
e d e exportações.
Kitakyushu (no norte d a ilha
j a p o n e s a d e Kyushu)
Tóquio e regiões adjacentes Triângulo de Maior Crescimento (estreito d e
(Japão)
Malaca): conecta Penang, M e d a n (Sumatra) e Phuket
(Tailândia)
Triângulo d a Pesquisa: Carolina Triângulo do Crescimento: Cingapura,
Johor
d o Norte (EUA)
(Malásia) e a s ilhas Riau (Indonésia).
A região francesa d e Rhône-Alps
(Lyon, c o m estreitos vínculos
c o m a Itália)
Laguedoc-Roussilon (Toulouse,
c o m estreitos vínculos c o m a
Catalunha, n a Espanha)
Conclusões n a visão d e O h m a e :
"Os Estados-regiões acolliem favoravelmente
estrangeiro.
Eles acolhem favoravelmente
estrangeira.
Eles
acolhem
favoravelmente
estrangeiros".
o
a
investimento
propriedade
os
produtos
"Os Estados-regiões são portões de entrada à economia global
tão eficazes porque suas características
definidoras
são
moldadas pelas exigências dessa economia."
"Os Estados-regiões têm que ser suficientemente
pequenos
para seus cidadãos compartilharem
de interesses
como
consumidores,
mas de tamanho suficiente para
justificar
economias não de escala,... mas de sen/iços ...essenciais à
participação na economia global."
..."por estarem voltados para a economia global, e não para
suas nações hospedeiras, os Estados-regiões ajudam a criar um
espírito intemacionalista que neutraliza muitos dos tipos comuns
de tensão social."
"A essência do desafio... não é resolver todos os problemas em
nível local, mas possibilitar sua solução aproveitando
os
recursos globais. A eficácia dos Estados-regiões depende de
sua capacidade de explorar soluções globais."
27
- O p a r a d o x o g l o b a l : "quanto maior a economia mundial, mais poderosos são os
seus protagonistas m e n o r e s " (Naisbitt. 1 9 9 9 )
N o i t e m a n t e r i o r , f o i a b o r d a d o o t e m a d a fomnação d e uniões r e g i o n a i s
c o m o f o r m a d e a t u a r e m dimensão g l o b a l . N e s t e i t e m , a b o r d a - s e u m i n t e r e s s a n t e
a s p e c t o q u e está m u i t o l i g a d o a o t e m a d e s t a p e s q u i s a , a s a b e r , o espírito
empreendedor.
Para desenvolver o tema n a economia global, buscou-se o tratamento
d a d o p o r N a i s b i t t ( 1 9 9 9 ) q u a n d o c o l o c a o p a r a d o x o c i t a d o n o início d e s t e i t e m .
O p a n o r a m a m u n d i a l a p o n t a p a r a o declínio d o s Estados-nações, p a r a
a formação d e uniões r e g i o n a i s (alianças econômicas), p a r a a e c o n o m i a b a s e a d a
n u m m e r c a d o g l o b a l , p a r a a revolução n a s comunicações, p a r a a disseminação
d o s s i s t e m a s democráticos, p a r a a fragmentação d a s g r a n d e s e m p r e s a s e m
confederações d e p e q u e n a s e m p r e s a s e e m p r e e n d e d o r e s . C o m o d i z N a i s b i t t
(1999):
"Quanto mais universais nos tomamos, mais tribalmente agimos, o que, no
paradoxo global, também significa partes menores e em maior número."
"Com a nova ênfase no tribal em um mundo cada vez mais global, o mantra
da Nova Era "pense globalmente, aja localmente" vira de ponta-cabeça. Ele
é agora: "Pense localmente, aja globalmente."{Ha\sb\tt,
1 9 9 9 , p.18)
O comentário d o a u t o r reforça s u a t e o r i a d e q u e q u a n t o m a i s c r e s c e a
e c o n o m i a g l o b a l , m a i s s i g n i f i c a t i v a é a atuação d o s a t o r e s m e n o r e s ; o s g r a n d e s
a t o r e s d a e c o n o m i a g l o b a l estão f i c a n d o m e n o r e s e m a i s c o m p a c t o s . E, n e s t e
p o n t o , e n t r a e m questão a f i g u r a d o e m p r e e n d e d o r .
empresas,
para enfrentarem
a nova era, como
O u seja, a s grandes
aborda
N a i s b i t t , estão s e
f r a g m e n t a n d o e m n o v a s f o r m a s e alianças, e n t r e e l a s estão a s confederações d e
p e q u e n a s e m p r e s a s e e m p r e e n d e d o r e s . A s tendências a p o n t a m
para u m a
c a p a c i d a d e c a d a v e z m a i o r d e e m p r e s a s d e p e q u e n o e médio p o r t e ( a t u a n d o e m
r e d e s e confederações) d e c o m p e t i r n o m e r c a d o , p o r s e r e m m a i s i n o v a d o r a s e
ágeis d o q u e a s g r a n d e s e m p r e s a s .
A cooperação, a s alianças estratégicas, a atuação e m r e d e s , f a c i l i t a d a s
p e l a revolução n a s telecomunicações e n o s s i s t e m a s d e infonnações, são a s
soluções e n c o n t r a d a s p e l a s e m p r e s a s q u e , a o invés d e b u s c a r e m estratégias d e
c r e s c i m e n t o , p r o c u r a m t o m a r - s e r e d e s d e u n i d a d e s d e negócios d e m e n o r p o r t e ,
q u e p o s s a m s u p l a n t a r a s d i f i c u l d a d e s e b a r r e i r a s burocráticas.
28
"A metáfora quase perfeita à transição de toda sorte de burocracia para
unidades pequenas e autônomas é a mudança do "mainframe" para os
computadores pessoais interligados em r e d e s . " ( N a i s b i t t , 2 0 0 2 )
S o b o s p o n t o s d e v i s t a c u l t u r a l e político, o r e t o r n o a o tribalismo p o d e
ser observado, n o mundo, por meio dos seguintes aspectos:
-
o s i d i o m a s d a s m i n o r i a s estão r e t o m a n d o s u a importância n o
c o n t e x t o d a herança d o s p o v o s ;
-
os
governos
importantes,
centrais,
estão
como
sendo
estruturas
gradualmente
governamentais
transformados;
a
e s t r u t u r a d o p o d e r está s e n d o m o d i f i c a d a : "do dilema
esquerda
contra direita para o dilema local versus global ou
universal
versus fr/ba/'1[Naisbitt, 2 0 0 2 ) .
- O c o n t r a p o n t o : o s malefícios d a globalização (Stiglitz. 2 0 0 2 )
Stiglitz,
Prêmio
Nobel
de Economia
d e 2 0 0 1 , e m s e u livro " A
globalização e s e u s malefícios", f a z u m a análise d a s e x p e c t a t i v a s não c u m p r i d a s ,
d o s benefícios d a globalização, b e m c o m o l e v a n t a a s n e c e s s i d a d e s d e mudanças
n a s instituições econômicas i n t e r n a c i o n a i s , d e f o r m a a a u x i l i a r a b u s c a p o r u m a
e s t a b i l i d a d e econômica g l o b a l . O p e n s a m e n t o d e Stiglitz ( 2 0 0 2 ) é u s a d o n e s t a
p e s q u i s a c o m o o c o n t r a p o n t o n a análise d o p r o c e s s o d e globalização. E s t e
c o n t r a p o n t o é e s t r u t u r a d o a partir d o s a s p e c t o s n e g a t i v o s d a globalização e s e u s
impactos n a sociedade e economias globais.
S e g u n d o Stiglitz ( 2 0 0 2 ) , a o l a d o d e d i v e r s o s benefícios o b s e n / a d o s
c o m a globalização ( c o m o , p o r e x e m p l o , o s u c e s s o d a Ásia O r i e n t a l b a s e a d o n a s
n o v a s o p o r t u n i d a d e s d e comércio e n o a c e s s o a m e r c a d o s e a o c o n h e c i m e n t o ) ,
m u i t o s p r o b l e m a s d e c o r r e m d e s s e p r o c e s s o , p r i n c i p a l m e n t e e m nações d o
m u n d o e m d e s e n v o l v i m e n t o , a f e t a d a s p e l a s r e g r a s i m p o s t a s p o r instituições
econômico-financeiras i n t e m a c i o n a i s , t a i s c o m o o F u n d o Monetário I n t e r n a c i o n a l ,
o B a n c o M u n d i a l e a Organização M u n d i a l d o Comércio.
Existem diversos aspectos q u e d e v e m ser observados quando d a
discussão d e soluções p a r a o s p r o b l e m a s g e r a d o s p e l a globalização. E m p r i m e i r o
lugar, c o n f o n n e Stiglitz, é p r e c i s o e n t e n d e r q u e a m a i o r p a r t e d o s p r o b l e m a s está
r e l a c i o n a d a à f o r m a c o m o v e m s e n d o g e r i d o o p r o c e s s o d e globalização e , n e s t e
caso, aponta-se
p a r a u m a necessária r e f o r m a n a s instituições econômico-
29
f i n a n c e i r a s i n t e r n a c i o n a i s q u e são responsáveis p e l o s i m p a c t o s d o p r o c e s s o d e
globalização.
N o e n t a n t o , a s posições r a d i c a i s m u i t a s v e z e s e x t e r n a d a s p o r a t i v i s t a s
e m reuniões d e s s a s instituições, não têm a p r e s e n t a d o contribuições p a r a a
solução d o s p r o b l e m a s . É p r e c i s o c o n s i d e r a r q u e o p r o c e s s o d e globalização t e m
t r a z i d o benefícios p a r a regiões e populações ( m a i o r ação d a s o c i e d a d e civil, e m
b u s c a d e d e m o c r a c i a e justiça s o c i a l , refomnas s o c i a i s e m d i v e r s a s nações, e n t r e
o u t r o s ) . P o r t a n t o , q u e c a m i n h o s p r e c i s a m s e r t r i l h a d o s p a r a b u s c a r soluções p a r a
o s i m p a c t o s n e g a t i v o s d a globalização? Stiglitz ( 2 0 0 2 ) propõe u m a estratégia d e
reforma
"multidirecionada":
"mentalidades"
em
n a s nações
arranjos
desenvolvidas
econômicos
e
intemacionais,
n a s instituições
de
econômico-
f i n a n c e i r a s i n t e r n a c i o n a i s , d e f o m n a a q u e e s t a s v e n h a m a refletir, e m s u a s
políticas, ações d e real i n t e r e s s e " g l o b a l " , q u e b e n e f i c i e m o m e i o a m b i e n t e , q u e
c o n s i d e r e m a s posições d o s p o b r e s , q u e p r o m o v a m a d e m o c r a c i a e r e g r a s m a i s
justas
d e comércio i n t e r n a c i o n a l ; g o v e r n o s
desenvolvimento
democrática,
( " c o m judiciários
fortes
abertura e transparência,
mais
eficazes
n o s países e m
e independentes,
responsabilização
bem como fim da corrupção
que vem
sufocando a eficácia do setor público e o crescimento do setor privado" (Stiglitz,
2002)).
F i n a l i z a n d o e s t e i t e m , o b s e r v a - s e q u e a argumentação e n f o c a d a c o m
relação a o p r e s s u p o s t o a p r e s e n t a d o n o capítulo 2 , r e f e r e n t e a o a d v e n t o d o s
m e r c a d o s g l o b a l i z a d o s e s u a s conseqüências n a s e m p r e s a s , n a s nações e n a s
regiões, a p o n t a p a r a a s s e g u i n t e s reflexões:
•
D o i s a s p e c t o s são c o n s i d e r a d o s c o m o c a t a l i s a d o r e s d o p r o c e s s o
de
globalização, a s a b e r :
desregulamentação
decorrentes
os movimentos
dos mercados,
d a revolução
e
d e liberalização e
os novos
nas tecnologias
paradigmas
d e informação
e
comunicação;
«
N e s t e cenário g l o b a l e s t a b e l e c i d o c o m o s n o v o s
econômicos
e
tecnológicos,
o
conhecimento
movimentos
torna-se
importante ativo para a competitividade d a s e m p r e s a s
organizações; b e m c o m o ,
e m decorrência d e s t e
fato,
um
e das
novos
a r r a n j o s e n t r e e m p r e s a s , n o v o s t i p o s d e organizações e d e r e d e s
d e organizações e instituições estão s u r g i n d o ;
30
A s nações, n e s t e c o n t e x t o , e s e u s g o v e r n o s , d e v e m
estruturar
estratégias
de uma
economia
e ações e m a p o i o
impulsionada
pela
ao desenvolvimento
inovação;
os governos
devem
a p r e s e n t a r u m n o v o estilo d e intervenção d o e s t a d o n a v i d a d a
nação: a o invés d e estratégias d i r e t a s d e proteção, d e alocação d e
capital,
d e controles
e subsídios, d e v e m
desenvolver
ações
i n d i r e t a s , t a i s c o m o estímulos à inovação n a s e m p r e s a s , à m e l h o r i a
e à diversificação d a d e m a n d a i n t e r n a , à formação d e n o v o s e
m e l h o r e s negócios, à m a i o r participação d a iniciativa p r i v a d a n o s
programas d e desenvolvimento, entre outras;
O a d v e n t o d o s estados-regiões o u d a s uniões r e g i o n a i s r e p r e s e n t a
estratégias c o m r e s u l t a d o s p o s i t i v o s , c a p a z e s d e f o r t a l e c e r a s
regiões n a lógica g l o b a l ; e s s a s e s t r u t u r a s t r a n s c e n d e m b a r r e i r a s
territoriais
e s e estruturam
c o m base
e m zonas
econômicas
f o r m a d a s p o r aproximações e i n t e r e s s e s c o m e r c i a i s e c u l t u r a i s ;
elas
podem
ser formadas,
até
mesmo,
dentro
d e nações,
i n t e g r a n d o regiões à e c o n o m i a g l o b a l ; e s t a s regiões, p o r s u a v e z ,
podem
constituir-se
e m atração d e p r o s p e r i d a d e
para
outras
regiões a d j a c e n t e s ;
Novas
estratégias
empresariais
estão
sendo
observadas
na
e c o n o m i a g l o b a l ; a s g r a n d e s e m p r e s a s estão s e f r a g m e n t a n d o e m
b u s c a d e u m p o s i c i o n a m e n t o m a i s ágil e i n o v a d o r p a r a s e t o r n a r e m
m a i s c o m p e t i t i v a s ; n o v a s o p o r t u n i d a d e s estão s u r g i n d o p a r a o s
atores
menores,
entre
eles
os
pequenos
e
médios
e m p r e e n d e d o r e s ; o b s e r v a - s e a formação d e d i f e r e n t e s t i p o s d e
alianças
e
confederações
de
pequenas
empresas
e
e m p r e e n d e d o r e s ; a s g r a n d e s e m p r e s a s b u s c a m estratégias d e
atuação e m r e d e s d e u n i d a d e s d e negócios d e m e n o r p o r t e ;
N o c o n t r a p o n t o , o p r o c e s s o d e globalização a g r a v a
problemas
e x i s t e n t e s n o s países e regiões m e n o s d e s e n v o l v i d a s d o p l a n e t a ; a
m a i o r p a r t e d o s p r o b l e m a s são o c a s i o n a d o s p o r políticas i m p o s t a s
p e l a s instituições econômico-financeiras i n t e r n a c i o n a i s q u e , p o r
s u a v e z , são f o r t e m e n t e i n f l u e n c i a d a s p o r nações d e s e n v o l v i d a s e
seus
interesses
d i r e t o s ; são necessárias r e f o r m a s
cowssÃo N A C K m DE mim
mxmwsp-^n
n a gestão
31
d e s s a s instituições b e m c o m o e m s u a govemança, d e m a n e i r a q u e
possa
existir
uma
maior
participação
dos
países
em
d e s e n v o l v i m e n t o , b u s c a n d o - s e o e s t a b e l e c i m e n t o d e ações q u e
v e n h a m a d i s s e m i n a r o s benefícios d o p r o c e s s o d e globalização e
a m a i n a r o s s e u s malefícios.
3.3 Os parques científicos e tecnológicos
"Science parf(s and incubators frave f)ad varying effects on iocai and
regional economic development around tf)e world. Some have been
extremely robust and others have had average to little success. The
original "raisons d'etre" for the science park phenomenon that began in
the 1950s, especially those related to universities and research
institutes, were to foster enterprise development by creating a special
environment for innovation to occur and to optimize the value of land
assets."
(Frank J. Giuntaf^
N e s t e i t e m a p r e s e n t a - s e u m a visão g e r a l d o m o v i m e n t o d e p a r q u e s
científicos e tecnológicos, n o i n t e r e s s e d e s t a p e s q u i s a . A organização d a revisão
d e s t e fenômeno está a s s i m e s t r u t u r a d a :
-
Item
3.3.1:
apresentação
d a s definições
e
terminologias
r e f e r e n t e s a o t e m a , b e m c o m o a l g u m a s f o m n a s d e classificação;
a situação d o s P a r q u e s Tecnológicos n o B r a s i l ;
-
Item
3.3.2:
apresentação
das
principais
intemacionais
que agrupam
e fomnam
redes
organizações
de
parques
científicos e tecnológicos ( m u i t a s d e l a s a g l u t i n a n d o também a s
incubadoras d e empresas), o s principais indicadores mundiais
relativos a o m o v i m e n t o ;
-
Item 3.3.3: u m a b r e v e discussão d a situação a t u a l d e u m a
experiência i m p o r t a n t e
q u e é considerada
como
início d o
m o v i m e n t o d e p a r q u e s científicos e tecnológicos: o V a l e d o
Silício (Califórnia - U n i v e r s i d a d e d e S t a n f o r d ) . Não s e p r e t e n d e ,
p o r t a n t o , realizar u m a revisão d o s a s p e c t o s históricos d e s t a
experiência, u m a v e z q u e e s s e s já f o r a m b a s t a n t e e x p l o r a d o s
anteriomnente. O objetivo desta a b o r d a g e m é trazer
alguns
a s p e c t o s estratégicos, d e adaptação às mudanças g l o b a i s e
" GIUNTA, F.J. The emerging paradigm of new urbanism in science parl< development. In: V
WORLD CONFERENCE ON SCIENCE PARKS. October 29-31, 1996, Rio de Janeiro.
Proceedings... Rio de Janeiro: AURRP/IASP/ANPROTEC, 1996, p. 17.
32
l o c a i s , q u e i m p a c t a r a m e s s a s experiências. A a b o r d a g e m será
realizada c o m base e m estudos desenvolvidos por Saxenian
(1996) e Murphy (1997);
-
Item 3.3.4: B r e v e discussão d e a s p e c t o s p o s i t i v o s e n e g a t i v o s
d o m o v i m e n t o d e p a r q u e s científicos e tecnológicos.
3.3.1: Apresentação de definições e terminologias
N a b u s c a p o r experiências i n t e m a c i o n a i s q u e p o s s a m c o n t r i b u i r p a r a
e s t e e s t u d o , i n f e r i u - s e q u e a implantação d e P a r q u e s d e Ciência e T e c n o l o g i a , e
d e m e c a n i s m o s s i m i l a r e s , i n i c i o u - s e n a s décadas d e 1 9 6 0 e 1 9 7 0 , t e n d o c o m o
países p i o n e i r o s o s E s t a d o s U n i d o s e a I n g l a t e r r a .
C o m o será a b o r d a d o n o i t e m 3 . 3 . 3 , e s t e m o v i m e n t o t e m s u a s o r i g e n s
n a U n i v e r s i d a d e d e S t a n f o r d (Califórnia -
Estados Unidos), culminando n a
experiência c o n h e c i d a c o m o o " V a l e d o Silício". E s t a experiência i n f l u e n c i o u u m a
série d e m o d e l o s
mundiais
d e criação d e espaços q u e p r i v i l e g i a s s e m
e
e s t i m u l a s s e m o d e s e n v o l v i m e n t o d a relação e n t r e a a t i v i d a d e acadêmica d a s
u n i v e r s i d a d e s ( c e n t r o s d e p e s q u i s a ) e a iniciativa p r i v a d a , c o m v i s t a s a g e r a r
negócios i n o v a d o r e s , a c r i a r o p o r t u n i d a d e s p a r a e v i t a r a evasão d e cérebros d a
região, a a p o i a r o d e s e n v o l v i m e n t o r e g i o n a l , e n t r e o u t r a s ações d e caráter
econômico e imobiliário.
D a d a a necessidade imperativa d e se fazer u m maior uso dos artefatos
científicos
e tecnológicos
tecnológicas
-
como
-
ou das chamadas
fatores
promotores
do
infra-estruturas
desenvolvimento
científicoeconômico
p r i n c i p a l m e n t e f a c e à c r e s c e n t e c o m p e t i t i v i d a d e econômica, c o n f o r m e a b o r d a d o
em
itens
anteriores
neste
capítulo,
esse
movimento
tem se
espalhado
m u n d i a l m e n t e , d e t e c t a n d o - s e u m g r a n d e d e s e n v o l v i m e n t o n a década d e 1 9 9 0 ,
principalmente
emergentes.
planejamento,
entre
Assim,
as
a
chamadas
experiência
economias
em
internacional,
implantação e operacionalização
no
desenvolvimento
ou
que se
ao
de Parques
refere
d e Ciência
e
Tecnologia, consiste e m aspecto essencial a o presente estudo no sentido d e
p r o v e r infonnações d i v e r s i f i c a d a s s o b r e o s d i f e r e n t e s m o d e l o s a d o t a d o s , s o b r e o s
a s p e c t o s q u e n o r t e a r a m t a i s opções, s e u s p r i n c i p a i s a t o r e s , b e m c o m o o s
p r i n c i p a i s estímulos e obstáculos e n f r e n t a d o s n a s u a execução.
Discussões
utilizadas
pelas
têm
iniciativas
sido
realizadas
intemacionais
c o m relação
b e m sucedidas.
às
temninologias
De acordo c o m
33
T o r k o m i a n ( 1 9 9 6 ) , o s t e r m o s Science Parí< e Research
Parl< são g e r a l m e n t e
u t i l i z a d o s e m países anglo-saxões, e n c o n t r a n d o - s e , a i n d a o u t r a s t e n n i n o l o g i a s
t a i s c o m o Tecnópole (França, Japão e Itália), C a s a s d e Inovação (Suécia),
C e n t r o s d e Inovação ( A l e m a n h a ) , porém d e v e - s e c o n s i d e r a r q u e , n a visão d a
presente pesquisa, essas tenninologias encerram diferentes objetivos.
É i m p o r t a n t e m e n c i o n a r a s diferenças e n t r e a s definições p a r a
Science
Parl( e p a r a P a r q u e Tecnológico, d e m o n s t r a d a s p o r B o l t o n ( 1 9 9 7 ) , q u a n d o s e
r e f e r e às visões d a UK Science Parl<s Association e do European Union's
SPRINT
Programme:
•
Science
Parks
( P a r q u e s Científicos) -
n o n n a l m e n t e t e m ligações
f o r m a i s e o p e r a c i o n a i s c o m instituições d e e n s i n o s u p e r i o r o u c o m
c e n t r o s d e p e s q u i s a ; é p r o j e t a d o p a r a e n c o r a j a r a fomnação e o
crescimento
de empresas
baseadas
e m conhecimento
e
outras
organizações n o r m a l m e n t e r e s i d e n t e s n o l o c a l ; t e m u m a gerência q u e
está a t i v a m e n t e e n g a j a d a n a transferência d e t e c n o l o g i a e práticas d e
negócios e m a p o i o às organizações r e s i d e n t e s ;
•
Parques
Tecnológicos -
acomodar
empresas
são d e s e n v o l v i d o s
engajadas
c o m o objetivo
n a aplicação
comercial
de
de
alta
t e c n o l o g i a , c o m a t i v i d a d e s q u e i n c l u e m P & D , produção e v e n d a s .
D i s t i n g u e - s e d a concepção d e Science Parks d e v i d o à s u a g r a n d e
ênfase n a produção, s e n d o o e n v o l v i m e n t o acadêmico não e s s e n c i a l .
F a z e n d o u m p a r a l e l o c o m o s a s p e c t o s q u e estão s e n d o a b o r d a d o s p a r a o
desenvolvimento d o m o d e l o alvo desta pesquisa, pode-se considerar q u e o
m o d e l o a s e r d e s e n v o l v i d o deverá s e r híbrido, p o i s , n e s t e c a s o , o e n v o l v i m e n t o
acadêmico é f a t o r d e g r a n d e importância p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d o s o b j e t i v o s
estratégicos d a p r o p o s t a d e s t a p e s q u i s a .
O u t r o a s p e c t o i m p o r t a n t e d e s t a c a d o p o r B o l t o n ( 1 9 9 7 ) e m s e u t e x t o está
r e l a c i o n a d o às características e s t r u t u r a i s e estratégicas d o s P a r q u e s Científicos
ou
Tecnológicos.
Para
isto, e l e c l a s s i f i c a
os parques
e m "estáticos" o u
"dinâmicos". São a s s e g u i n t e s a s características a p r e s e n t a d a s p a r a c a d a u m a
d a s classificações:
•
Estático - é s i m i l a r a u m e s t a d o i n d u s t r i a l , porém c o m prédios e
instalações
b e m estruturadas
e
projetadas
e
arrendatários e m p r e s a s b a s e a d a s e m c o n h e c i m e n t o ;
buscam
como
34
•
Dinâmico - é p r o j e t a d o d e n t r o d e u m c o n c e i t o d e s e n v o l v i m e n t i s t a
d e c r e s c i m e n t o d o negócio. E l e t e m p o r o b j e t i v o c r i a r m a s s a crítica
d e indústrias b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o q u e s e i n s t a l a m n a região,
o u , p e l o m e n o s , f o r n i a m u m cluster. Também o b j e t i v a m a n t e r u m a
ligação c o m o s c e n t r o s l o c a i s d e e n s i n o s u p e r i o r e d e p e s q u i s a s , d e
f o r m a a a t i v a r a s ações d e disseminação e gestão d o c o n h e c i m e n t o .
C o m o definições m a i s c o m u m e n t e a d o t a d a s , a p r e s e n t a - s e , n a T A B . 3 . 5 ,
a q u e l a s v e i c u l a d a s p o r associações i n t e m a c i o n a i s d o setor, b e m c o m o a visão d a
ANPROTEC
-
Empreendimentos
Associação
Nacional
d e Tecnologias
de
Avançadas
Entidades
Promotoras
(2002), apresentada
de
e m seu
"Glossário Dinâmico d e T e r m o s n a Área d e Tecnópolis, P a r q u e s Tecnológicos e
I n c u b a d o r a s d e E m p r e s a s " , lançado e m s e t e m b r o d e 2 0 0 2 .
TABELA
3.5 -
Principais
definições a d o t a d a s
para
Parques
Científicos
e
Tecnológicos
Fonte
ANPROTEC
lASP
Definição
(a) Complexo industrial d e base científico-tecnológica
planejado, d e caráter formal, concentrado e cooperativo,
que agrega empresas cuja produção s e baseia e m
pesquisa tecnológica desenvolvida e m centros d e P & D
vinculados a o Parque;
(b) Empreendimento promotor d a cultura d a inovação, d a
competitividade, d o aumento da capacitação empresarial
fundamentado n a transferência d e conhecimento e
tecnologia, c o m o objetivo d e incrementar a produção d e
riqueza.
Um Parque Científico é u m a organização gerida por profissionais
especializados, cujo objetivo fundamental é incrementar a
riqueza de sua comunidade promovendo a cultura d a inovação e
da competitividade d a s empresas e instituições geradoras d e
conhecimento instaladas no parque ou associadas a ele.
C o m este objetivo, u m Parque Científico estimula e gere o fluxo
de conhecimento e tecnologia entre universidades, instituições
de pesquisa, empresas e mercados; promove a criação e o
crescimento d e empresas inovadoras mediante m e c a n i s m o s d e
incubação e d e "spin-off, e proporciona outros serviços d e valor
agregado assim c o m o espaço e instalações d e alta qualidade.^^
lASP - International Association of Science Pari<s. Disponível em: http://www.iasp.ws/: acesso
em 15/03/2003.
Em sua definição, a lASP considera a expressão "Parque Científico" também para "Parque
Tecnológico" ou 'Tecnópolis", embora reconheça que podem existir diferenças entre projetos
definidos com essas expressões. As definições, nesta tabela, são apresentada em português, por
meio de tradução livre do texto original (em inglês), de responsabilidade desta autora.
35
Fonte
A U R P TT
Luis Sanz
(Diretor
Geral d a lASP)'^
17
Definição
A definição d a A U R P engloba parques científicos e incubadoras
tecnológicas, considerando-os como:
• Áreas e prédios, existentes o u planejados, projetados,
principalmente,
para
instalações
de
pesquisa
e
desenvolvimento, públicas e privadas, para empresas
baseadas e m ciência e alta tecnologia, e para serviços d e
apoio;
• Possuem um contrato e/ou são de propriedade e mantêm um
relacionamento operacional com uma o u mais universidades
ou outras instituições d e educação superior e pesquisa
científica;
• Têm u m a função d e promoção de pesquisa e
desenvolvimento, por meio d a universidade e m parceria com
a industria, assessorando no crescimento de novos negócios,
e promovendo desenvolvimento econômico;
• Têm uma função d e auxiliar a transferência d e tecnologia e
práticas de negócios entre a universidade e o s arrendatários.
O parque o u a incubadora podem ser entidades para fins
lucrativos o u sem fins lucrativos, d e propriedade, total o u parcial,
da universidade o u d e uma entidade relacionada à universidade.
Alternativamente, o parque o u a incubadora podem ser d e
propriedade d e u m a entidade não-universitária, m a s q u e t e m
contrato o u u m a relação formal c o m a universidade, incluindo
7o/ní venture" ou "cooperative venture" entre um parque
científico privado e a universidade.
Um Parque Científico ou Tecnológico é u m espaço, físico ou
cibernético, gerido por pessoal especializado, que prove serviços
com valor agregado, tendo por objetivo principal aumentar a
competitividade d a s regiões o u territórios sob sua influência, por
meio d o estímulo à cultura d a qualidade e inovação entre o s
negócios associados e a s instituições baseadas no
conhecimento, organizando a transferência de conhecimento e
tecnologia, d e suas respectivas fontes para a s empresas e o
mercado, fomentando a criação d e novas e sustentáveis
empresas baseadas no conhecimento e processos d e "spin-off'.
Esta definição foi amplamente divulgada, e era utilizada pelo
autor antes q u e a lASP formalizasse s u a versão oficial, e m
fevereiro d e 2 0 0 2 , apresentada anteriormente nesta tabela. A
definição de Sanz envolve tanto a concepção d e parques
científicos e tecnológicos c o m o projetos baseados e m
propriedades, c o m o também a s novas tendências d e Parques
"virtuais". Outro importante aspecto trata-se d a constatação de
que o conhecimento não é desenvolvido somente na
universidade o u centros d e pesquisa, embora esses sejam
reconhecidamente atores importantes neste processo. A
definição d e Sanz também contempla a idéia d e que o s parques
científicos e tecnológicos são instrumentos para apoiar o
desenvolvimento regional.
A U R P - A s s o c i a t i o n of U n i v e r s i t y R e s e a r c h P a r k s ; disponível e m : h t t p : / / w w w . a u r r p . o r q ; a c e s s o
em 15/03/2003.
18
Disponível e m : h t t p : / / w w w / i a s p . w s / i n f o r m a t i o n / v e r d e f i n i c i o n . p h p ? i d n o t = 7 ; a c e s s o e m
15/03/2003.
36
Fonte
Definição
U m Parque Científico é u m a iniciativa d e apoio a o s negócios e
d e transferência de tecnologia que:
• Encoraja e apoia o s negócios baseados e m conhecimento,
promovendo seu crescimento;
• Prove u m ambiente onde negócios grandes e internacionais
podem desenvolver interações específicas e próximas c o m
um centro d e criação d e conhecimento, para s e u mútuo
benefício;
• T e m u m a ligação formal e operacional c o m centros d e
criação d e conhecimento tais c o m o universidades, institutos
de educação superior e organizações de pesquisa.
No interesse deste estudo, considera-se a tenninologia d e "Parque
Tecnológico" p a r a o m o d e l o a s e r d e s e n v o l v i d o , i n s e r i d a s n e s t a t e n n i n o l o g i a
também características d e p a r q u e s científicos, p r i n c i p a l m e n t e a e s t r e i t a interação
c o m o m e i o acadêmico. A d o t a - s e a definição d a l A S P c o m o a m a i s a b r a n g e n t e ,
a d i c i o n a n d o - s e a e l a a visão d e S a n z n o q u e t a n g e às n o v a s tendências d e
formação d e p a r q u e s v i r t u a i s , b e m c o m o a r e a l i d a d e d a diversificação d a s f o n t e s
de conhecimento,
e m d i f e r e n t e s t i p o s d e organizações, g e r a n d o
u m fluxo
m u l t i d i r e c i o n a d o d e interação p a r a a inovação e a p o i o a o d e s e n v o l v i m e n t o
regional.
D u a s a b o r d a g e n s i n t e r e s s a n t e s , s o b o p o n t o d e v i s t a d e organização
geográfica d a s experiências m a i s r e l e v a n t e s , f o r a m e n c o n t r a d a s
durante
o
d e s e n v o l v i m e n t o d e s t e e s t u d o , são e l a s :
•
A classificação histórico-geográfica d e S a n z ( 1 9 9 8 ) , q u e a p o n t a o s
s e g u i n t e s m o d e l o s : o m o d e l o c a l i f o m i a n o , o m o d e l o britânico, o
m o d e l o d o n o r t e e u r o p e u o u e s c a n d i n a v o , o m o d e l o mediterrâneo
(sul e u r o p e u -
França, E s p a n h a , Itália e P o r t u g a l ) e o m o d e l o
japonês; n a T A B . 3 . 6 , e n c o n t r a m - s e a s p r i n c i p a i s características d o s
modelos mencionados;
•
O u t r a classificação está r e l a c i o n a d a a o s c a s o s c o n s i d e r a d o s m a i s
relevantes, e m tennos d e desenvolvimento
regional, dentre a s
p e s q u i s a s r e a l i z a d a s p o r B e n k o ( 1 9 9 1 ) , C a s t e l l s & Hall ( 1 9 9 4 ) apud
Tavares (1998), q u e encontram-se
combinam-se
na T A B . 3.7. Nessa
a s experiências s e l e c i o n a d a s
por cada
tabela
um dos
"UKSPA - United Kingdom Science Park Association; disponível em: h t t p : / / w w w . u k s p a . o r q . u k :
acesso em 15/03/2003.
37
autores Benko (1991) e Castells & Hall (1994) a p u d T a v a r e s (1998),
c o n s i d e r a d a s a s m a i s r e l e v a n t e s c o m relação a o s e f e i t o s p o s i t i v o s
s o b r e a s regiões d e influência.
T A B E L A 3 . 6 - Características d o s m o d e l o s d e P a r q u e s Tecnológicos classificação histórico-geográfica d e S a n z ( 1 9 9 8 )
Modelo
Características
Modelo Californiano
São iniciativas promovidas, o u multo vinculadas,
a Universidades;
São ligadas a setores tecnológicos d e ponta,
emergentes e d e altíssimo valor agregado;
Aproveitam, a o máximo, a capacidade d e
atração d a região, b e m c o m o o valor comercial
das
pesquisas
desenvolvidas
pelas
Universidades, na criação d e empresas;
Trata-se d e u m fenómeno espontâneo, o u seja,
não há u m planejamento inicial; não existem
intenções prévias d e constituir-se e m u m
elemento d e desenvolvimento regional;
Concentram a atenção sobre a criação d e novas
e m p r e s a s (tecnológicas), por meio d o "spin-off
de
departamentos
e
laboratórios
das
Universidades,
bem como
d a s próprias
empresas instaladas n o Parque;
São
projetos
auto-financiados,
e
autosuficientes, capazes, inclusive, d e proporcionar
retorno d e investimento a seus promotores.
Modelo Britânico
(mais caracterizado como
"Science Parií')
(a Inglaterra apresentou um boom
na implantação de parques
científicos na década de 1980; o
modelo inglês tem buscado se
fortalecer principalmente por meio
da participação ativa das
universidades)
Modelo Norte-Europeu
(também pode ser identificado
c o m o "Modelo Escandinavo")
Este modelo é afeito não só
aos países escandinavos, m a s
também a outras regiões tais
c o m o a Finlândia e Benelux;
foi também reproduzido fora d a
Europa, c o m variações, na
Austrália e e m alguns países
asiáticos.
São criados por universidades e instalados e m
seus campf,
São caracterizados por mínima presença d e
atividades industriais manufatureiras, centrándose
em
atividades
de
pesquisa
de
desenvolvimento, laboratórios d e empresas,
entre outras;
A s incubadoras d e empresas são consideradas
elementos importantes nos Parques (na
concepção d e q u e a s incubadoras d e empresas
sejam concebidas para facilitar a criação d e
novas empresas, proporcionando apoio para
estudos d e viabilidade, formação empresarial,
apoio logístico e assessoramento para o s novos
projetos empresariais).
Modelo q u e d e u certo e m regiões d e elevado
desenvolvimento econômico o u d e grande
crescimento, e c o m u m a cultura empresarial e
de livre concorrência b e m consolidadas;
Trata-se d o modelo q u e apresenta o maior
número d e casos d e êxito, pois conjuga, d e
forma equilibrada, a s melhores características
de outros modelos existentes;
T e m c o m o características:
o Áreas d e pequena a média extensão;
o Projetos promovidos c o m participação d e
38
Modelo
Características
Universidades, organizações públicas (na
maioria d a s vezes a s municipalidades) e
iniciativa privada;
Oferta reduzida d e áreas, enfatizando-se o
oferecimento d e edifícios (para venda, aluguel
ou leasing);
Possuem equipes d e gestão especializadas,
muito envolvidas nos aspectos d e f o m e n t o à
transferência d e tecnologia e à inserção
comercial n o mercado internacional d e
produtos e sen/iços d e seus usuários.
Modelo Mediterrâneo
Desenvolvido e m países d o
Sul
d a Europa
(França,
Espanha, Itália e Portugal),
baseado n o modelo d e SophiaAntipolis (Nice, França).
(A França, tem um modelo que se
baseia na forte presença dos
agentes governamentais, das
universidades,
centros
de
pesquisa e grandes empresas,
incluindo
multinacionais;
a
Península Ibérica, cujo movimento
de implantação de parques de
ciência e tecnologia iniciou-se
mais tarde, na década de 1990,
tem como principal interesse para
este estudo o fato de se tratar de
regiões emergentes em termos de
desenvolvimento
econômico,
similar à situação brasileira.)
Parques são geralmente promovidos por entidades
públicas (principalmente municipalidades, organizações
governamentais regionais);
São concebidos c o m o instrumentos d e desenvolvimento
regional;
Estão relacionados à ocupação d e grandes áreas d e
extensão.
T A B E L A 3 . 7 - Experiências s e l e c i o n a d a s p o r B e n k o e C a s t e l I s & H a l l
País
Experiência
Vale d o Silício
Estados Unidos d a América
Rodovia 128
Estados Unidos d a América
Tsukuba
Japão
Cité Scientifique Paris-Sud
França
Sophia-Antipolis
França
Cambridge
Inglaterra
J u n t a n d o - s e a e s s a s visões, d e s t a c a m - s e também a s s e g u i n t e s áreas
o n d e e s s a s experiências f l o r e s c e m : n a América d o N o r t e r e s s a i y a n d o a i n d a o
a d v e n t o d o s p a r q u e s tecnológicos m e t r o p o l i t a n o s c a n a d e n s e s ; I s r a e l , o n d e e x i s t e
39
u m esforço l o c a l n o s e n t i d o d e criação d e i n c u b a d o r a s e p a r q u e s tecnológicos
c o m o intuito d e g e r a r n o v o s p o s t o s d e t r a b a l h o p a r a o s p r o f i s s i o n a i s a l t a m e n t e
q u a l i f i c a d o s disponíveis; a Coréia - o d e s e n v o l v i m e n t o c o r e a n o t e m t i d o c o m o
a t o r e s - c h a v e o f o r t e i n v e s t i m e n t o e m educação ( p r i n c i p a l m e n t e n a fomriação d e
engenheiros
e
técnicos
altamente
qualificados)
e
n a implementação
de
considerável i n f r a - e s t r u t u r a tecnológica, m e r e c e n d o d e s t a q u e o s P a r q u e s d e
Ciência e T e c n o l o g i a ; a índia - n a região d e B a n g a l o r e , c o n h e c i d a c o m o o Silicon
Valley da índia, e x i s t e m i n t e r e s s a n t e s experiências - t r a t a - s e d e u m a região c o m
elevada
densidade
tecnológica,
c o m Institutos,
Centros
de Pesquisas
e
U n i v e r s i d a d e s , b e m c o m o p a r q u e s c o m o o Software Technology Parks of India B a n g a l o r e . A s tendências m o s t r a m q u e o m o v i m e n t o d e p a r q u e s tecnológicos s e
d i s s e m i n a p e l o m u n d o t o d o , c o m previsão d e expansão n o s próximos a n o s .
N o B r a s i l o m o v i m e n t o d e p a r q u e s tecnológicos é t a r d i o . A l g u m a s
experiências
pioneiras
foram
lançadas
n a s décadas
de
80-90.
Essas
experiências, e m s u a m a i o r i a , s o f r e r a m o i m p a c t o d a d e s c o n t i n u i d a d e d e ações,
d a f a l t a d e políticas específicas p a r a a p o i o a e s s e t i p o d e i n i c i a t i v a s , d a
resistência p o r p a r t e d o s a m b i e n t e s
académicos-universitarios, d a f a l t a d e
formalização, a t u a n d o , q u a s e s e m p r e , c o m características d e i n c u b a d o r a s d e
e m p r e s a s . E n t r e a s p r i m e i r a s iniciativas b r a s i l e i r a s e n c o n t r a m - s e ( M e d e i r o s e t a l . ,
1 9 9 2 ) : A Fundação P a r q u e Tecnológico d a Paraíba ( P A Q T C - P B ) , e m C a m p i n a
G r a n d e ; A C o m p a n h i a d e D e s e n v o l v i m e n t o d o Pólo d e A l t a T e c n o l o g i a d e
C a m p i n a s ( C I A T E C ) , e m São P a u l o ; o P a r q u e d e S o f t w a r e d e C u r i t i b a ( C I C C o m p a n h i a d e Desenvolvimento d e Curitiba); o Parque Alfa - Conselho d a s
E n t i d a d e s P r o m o t o r a s d o Pólo Tecnológico d a G r a n d e Florianópolis ( C O N T E C ) ,
e m S a n t a C a t a r i n a ; o P a r q u e d e D e s e n v o l v i m e n t o Tecnológico ( P A D E T E C ) d a
U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d o Ceará ( U F C ) , e m F o r t a l e z a ; a Fundação P a r q u e d e A l t a
T e c n o l o g i a d e São C a r l o s ( P A R Q T E C - S C A R ) , e m São P a u l o .
De
fato,
pela primeira
vez, a ANPROTEC,
e m s u a publicação
" P a n o r a m a 2 0 0 2 " ( A N P R O T E C , 2 0 0 2 , p. 3 2 - 3 3 ) , a p r e s e n t a u m l e v a n t a m e n t o d a
situação d o s p a r q u e s tecnológicos n o B r a s i l , a p o n t a n d o p a r a u m c r e s c i m e n t o
d e s s a s i n i c i a t i v a s n o Brasil a partir d a década d e 9 0 . A s tendências d o e s t u d o
m o s t r a m q u e d e v e h a v e r u m a considerável expansão d e p a r q u e s tecnológicos,
n o s próximos a n o s , d i s s e m i n a d o s e m t o d a s a s regiões d o país, c o m m a i o r
ocorrência n o s e s t a d o s d a s regiões s u l e s u d e s t e .
40
A s mudanças c o m relação a o a p o i o político e p a r a
financiamento
d e s s e s projetos n o Brasil p o d e m ser sentidas c o m o advento d e p r o g r a m a s
governamentais
r e c e n t e m e n t e lançados. E x e m p l i f i c a - s e , e m nível f e d e r a l , n o
âmbito d o s F u n d o s S e t o r i a i s d o Ministério d a Ciência e T e c n o l o g i a , a criação d o
Fundo Verde-Amarelo -
Interação U n i v e r s i d a d e - E m p r e s a .
Este programa foi
criado c o m o objetivo principal d e "estimular o desenvolvimento
brasileiro,
mediante
programas
de pesquisa
científica
tecnológico
e tecnológica q u e
i n t e n s i f i q u e m a cooperação d e u n i v e r s i d a d e s , c e n t r o s d e p e s q u i s a e i n s t i t u t o s
tecnológicos c o m o s e t o r p r o d u t i v o , c o n t r i b u i n d o a s s i m p a r a a c e l e r a r o p r o c e s s o
d e inovação tecnológica n o País."^°
O F u n d o V e r d e - A m a r e l o f o i instituído c o m b a s e e m u m arcabouço l e g a l
bem desenvolvido, prevendo o recolhimento d e recursos financeiros para prover o
programa, a saber:
•
L e i n° 1 0 . 1 6 8 ( 2 9 / 1 2 / 2 0 0 0 ) - institui a contribuição d e intervenção
de
domínio econômico d e s t i n a d a
Estímulo
à
Interação
a financiar
Universidade-Empresa
o Programa de
para
o Apoio
à
Inovação, e dá o u t r a s providências;
•
D e c r e t o n° 3 . 9 4 9 ( 0 3 / 1 0 / 2 0 0 1 ) - r e g u l a m e n t a a lei n° 1 0 . 1 6 8 ;
•
P o r t a r i a M C T 6 1 9 ( 2 4 / 1 0 / 2 0 0 1 ) - institui o Comitê G e s t o r c o m a
f i n a l i d a d e d e a d m i n i s t r a r a aplicação d o s r e c u r s o s r e p a s s a d o s a o
F u n d o n a c i o n a l d e D e s e n v o l v i m e n t o Científico e Tecnológico
-
FNDCT,
e
para
financiar
atividades
de
pesquisa
científica
d e s e n v o l v i m e n t o tecnológico d o P r o g r a m a d e Estímulo à Interação
U n i v e r s i d a d e - E m p r e s a p a r a o A p o i o à Inovação;
•
L e i n° 1 0 . 3 3 2 ( 1 9 / 1 2 / 2 0 0 1 ) - institui m e c a n i s m o d e f i n a n c i a m e n t o
p a r a o P r o g r a m a d e Ciência e T e c n o l o g i a p a r a o Agronegócio, p a r a
o P r o g r a m a d e F o m e n t o à P e s q u i s a e m Saúde, p a r a o P r o g r a m a d e
B i o t e c n o l o g i a e R e c u r s o s Genéticos - G e n o m a , p a r a o P r o g r a m a
d e Ciência e T e c n o l o g i a
p a r a o S e t o r Aeronáutico e p a r a o
Programa
para
de
Inovação
Competitividade,
e
dá
outras
providências.
^° Disponível e m h t t p : / / w w w . f i n e p . q o v . b r / f u n d o s
cof^o
mcmi
setoriais/verde amarelo/; acesso e m 17/03/2003.
oe EUíím
MUCLEAR/SP-IPE^
41
Na
chamada
por
edital
do
Fundo
Verde-Amarelo
referente
e s p e c i f i c a m e n t e a o s P a r q u e s Tecnológicos, são c o n t e m p l a d o s d o i s g r u p o s d e
apoio:
ao Apoio
à Elaboração
d e Plano
d e Investimento
para
Parques
Tecnológicos e a o A p o i o à Implantação d e P a r q u e s Tecnológicos. D e s t a c a - s e , n a
regulamentação d o s E d i t a i s , a obrigatória apresentação, n o s p r o j e t o s p r o p o s t o s ,
d e c o n t r a p a r t i d a f i n a n c e i r a p o r p a r t e d e instituições i n t e n / e n l e n t e s c o r r e s p o n d e n t e
a, n o mínimo, 1 0 0 % d o s r e c u r s o s s o l i c i t a d o s a o F N D C T , m u i t o e m b o r a p o s s a m
ser considerados o s aportes d e recursos financeiros, a o s projetos, realizados a
partir d e s e i s m e s e s a n t e r i o r e s à d a t a d e lançamento d o e d i t a l e m questão. T a l
exigência v i s a s e d i m e n t a r a s intenções d a s instituições i n t e r v e n i e n t e s e p a r c e i r a s
c o m relação a o p r o j e t o p r o p o s t o .
O u t r a s legislações d e a p o i o a p r o j e t o s d e P a r q u e s
Tecnológicos
começam a s e r e m o b s e r v a d a s n o país, porém d e caráter m a i s r e g i o n a l , c o m o
regulamentação d e u s o d a t e r r a , ações d e i n c e n t i v o s f i s c a i s , e n t r e o u t r a s , q u e
poderão s e r v i s t a , p o r e x e m p l o , e m a l g u m a s d a s i n i c i a t i v a s a n a l i s a d a s n a
pesquisa d e c a m p o associada a este estudo.
C o m o comentários f i n a i s , c o m relação a e s t e i t e m , o b s e r v a - s e u m a
diminuição p r o g r e s s i v a d a s f r a g i l i d a d e s i n s t i t u c i o n a i s e políticas r e g i s t r a d a s , c o m
relação a o s P a r q u e s
Tecnológicos n o B r a s i l , e m décadas a n t e r i o r e s . A s
experiências i n t e m a c i o n a i s b e m s u c e d i d a s , e n t r e e l a s e s t a n d o a l g u m a s q u e já
p r e s t a m sen/iços d e c o n s u l t o r i a a e m p r e e n d i m e n t o s b r a s i l e i r o s e m p r o j e t o e
implantação, têm e s t i m u l a d o o d e s e n v o l v i m e n t o d e n o v a s iniciativas n o país. N o
e n t a n t o , a i n d a são o b s e r v a d a s a l g u m a s d i f i c u l d a d e s q u e s e c o l o c a m n o c a m i n h o
do desenvolvimento dos parques, entre elas:
•
Maior
coordenação
entre
as
políticas
de
apoio
aos
e m p r e e n d i m e n t o s , n o s d i v e r s o s níveis d e g o v e m o ( f e d e r a l , e s t a d u a l
e municipal);
•
U m arcabouço l e g a l m e l h o r d e s e n v o l v i d o p a r a r e g u l a m e n t a r às
atividades
d e relação e n t r e
o s empresários
e as
entidades
acadêmicas e d e p e s q u i s a e e s t i m u l a r a participação
entidades
nas
conhecimento;
políticas
de
desenvolvimento
destas
baseado
no
42
•
Fonnulação d e estratégias p a r a captação d e i n t e r e s s e d a i n i c i a t i v a
p r i v a d a p a r a a p o i o a o s p r o j e t o s e participação d i r e t a n o s e u
desenvolvimento;
•
N o s c a s o s d o s p a r q u e s e m regiões u r b a n a s , m e l h o r articulação
c o m P l a n o s D i r e t o r e s d a s c i d a d e s e inserção e m políticas e p l a n o s
de desenvolvimento regionais;
•
Melhores
políticas
de
comunicação
e
divulgação
para
e s c l a r e c i m e n t o d a s o c i e d a d e l o c a l e captação d o s e u i n t e r e s s e p a r a
os projetos.
3.3.2 Principais organizações internacionais que agrupam e formam redes
de parques científicos e tecnológicos e principais indicadores mundiais
relativos ao movimento
C o n f o n n e já f o i i n t r o d u z i d o n o i t e m a n t e r i o r , p a r a l e l o a o fenômeno d o s
p a r q u e s científicos e tecnológicos, s u r g e m a s associações, r e g i o n a i s , n a c i o n a i s e
internacionais, que agrupam esses empreendimentos, o u m e s m o , f o r m a m redes.
E n t r e a s p r i n c i p a i s associações d e s t a c a - s e a Associação I n t e m a c i o n a l
d e P a r q u e s Científicos - a I A S P ^ \ c r i a d a e m 1 9 8 4 , s e d i a d a e m Málaga, n a
E s p a n h a , q u e p o d e s e r c o n s i d e r a d a a associação d e m a i s a m p l o e s p e c t r o d e
atuação, n o q u e c o n c e r n e a regiões d o m u n d o q u e a g r e g a , e s t a n d o p r e s e n t e e m
5 7 países, p o r m e i o d e s e u s a s s o c i a d o s . A l A S P a t u a c o m o u m a r e d e m u n d i a l e ,
p o r i s s o m e s m o , s u a definição d e p a r q u e s científicos e tecnológicos p r o c u r a
e n g l o b a r d i v e r s o s m o d e l o s , t e n t a n d o e s t a b e l e c e r u m rol d e r e q u i s i t o s mínimos
para essas iniciativas.
A
lASP
é
u m a organização
internacional
s e m fins
lucrativos,
independente e auto-suficiente s o b o ponto d e vista financeiro, q u e promove u m a
r e d e m u n d i a l d e organizações e p r o f i s s i o n a i s , b a s e a d o s n o c o n h e c i m e n t o . T e m
c o m o principais objetivos:
•
Auxiliar
no desenvolvimento
d e novos
Parques
Científicos
e
Tecnológicos;
•
Encorajar parcerias entre o s diversos atores envolvidos e m Parques
Científicos e I n c u b a d o r a s d e E m p r e s a s ;
Todos os dados sobre a lASP, veiculados neste item, estão disponíveis em: http://www.iasp.ws.
43
•
Fomentar
a formação d e r e d e s
internacionais
entre
os seus
membros;
•
I n c r e m e n t a r a consciência s o b r e a i m p o r t a n c i a e a abrangência d o s
P a r q u e s Científicos e Tecnológicos e n t r e o s t o m a d o r e s d e decisão
e p r o m o t o r e s d e políticas públicas.
N a T A B . 3 . 8 , e n c o n t r a m - s e o s principáis d a d o s estatísticos r e f e r e n t e s à
atuação d a l A S P , d e s d e s u a fundação.
Além d a l A S P , e x i s t e m o u t r a s i m p o r t a n t e s associações, n a m a i o r p a r t e
de
caráter
nacional,
entre
as quais
inclui-se
a
associação
brasileira,
a
A N P R O T E C . N a T A B . 3 . 9 , e n c o n t r a - s e u m a lista d e s s a s associações, c o n f o r m e
dados veiculados pela lASP.
T A B E L A 3 . 8 - D a d o s Estatísticos r e f e r e n t e s à l A S P
251
57
48.000
17
7
Número de m e m b r o s (novembro/2002)
Países que contam com m e m b r o s da lASP
Número de empresas instaladas por m e m b r o s d a lASP
Membros d o Conselho Internacional d a lASP
Número de m e m b r o s da equipe da lASP (em Málaga e e m
Beijing)
T A B E L A 3 . 9 - Associações N a c i o n a i s e R e g i o n a i s , n o m u n d o , c a t a l o g a d a s p e l a
l A S P e m s u a página n a I n t e r n e t
Nome da Associação
AIPYPT-Asociación d e
Incubadoras d e Empresas,
Parques y Polos
Tecnológicos d e Ia
República Argentina
ANZABI-Australian & New
Zealand
Association
of
Business Incubation
Technology
Parks
and
Incubators Australia Ltd.
VTO-Association
of
Austrian
Technology
Centers
EBN-European
Business
and
Innovation
Centre
Network
ANPROTEC-Associação
Nacional de Entidades
Promotoras d e
Empreendimentos de
Tecnologias Avançadas
BARDA-Bulgarian
País
Página na internet
Argentina
www.aipvDt.ora.ar
Australia e Nova
Zelândia
www.anzabi.com.au
Australia
www.TechParksandlncubatorsAust.com
Austria
www.vtow.inna.at
Bélgica
www.ebn.be
Brazil
www.anprotec.orq.br
Bulgaria
www.barda.orq
44
Nome da Associação
Association
o f Regional
Development Agencies a n d
Business Centers
BBIA-Beijing
Business
Incubation Association
CASTIP-China Association
of Science & Technology
Industry Parks
TEKEL-Finnish
Science
Park Association
FTEI-France
Technopoles
Enterprises Innovation
ADT-Arbeitsgemeinschaft
Deutscher Technologie und Gründerzentren e.V.
VISZ-Entrepreneurial
Incubators
Association
Hungary
Association of EC Business
& Innovation Centres in
Ireland
APSTI-Associazione Parchi
Scientifici
e
Tecnologici
Italiani
J A N BO-Japan Association
of N e w Business Incubation
Organization
BASTIC-Baltic
Association
of
Science/Technology
Parks
and
Innovation
Centres
AMIEPAT-Asociación
Mexicana d e Incubadoras
de Empresas y Parques
Tecnológicos
The
Norwegian
Science
Park Association
PBICA-Polish Business a n d
Innovation
Centers
Association
TECNOPARQUESAssociação Portuguesa de
Parques
d e Ciência e
Tecnologia
AT-Association Technopark
KOBIA-Korean
Business
Incubator Association
APTE-Asociación
de
Parques Tecnoiógicos y
Científicos d e España
SWEDEPARK-Swedish
Technology
Parks
in
Cooperation
País
Página na Internet
China
www.biventure.net.cn
China
www.chinatorch.aov.cn
Finlândia
www.tekel.fi
França
www.ftei.orq
Alemanha
www.adt-online.de
Hungria
www.visz.hu
Irlanda
www.shannon-dev.ie
Itália
www.tno.it/aDsti/aDhome.htm
Japan
www.ianbo.ar.iD
Latvia
www.innovation.lv/BASTIC.htm
México
www.diD.uda.mx/tecnoDol.htm
Noruega
www.fin.no/fin/
Polônia
www.sooipD.orq.Dl
Portugal
www.tecnoDaraues.Dt
Rússia
Coréia do Sul
www.technopark.al.ru
www.kobia.or.kr
Espanha
www.aDte.ora
Suécia
www.swedeDark.se
45
Nome da Associação
UKSPA-The
United
Kingdom
Science
Parl<
Association
United Kingdom Business
Incubation
AURP-Association
of
University Researcli Parl<s
NBIA-National
Business
Incubation Association
Página na Internet
Pais
Reino Unido
www.uksDa.orq.uk
Reino Unido
www.ukbi.co.uk
Estados Unidos
www.aurrD.ora
Estados Unidos
www.nbia.ora
O u t r a s f o r m a s d e associações também têm s i d o o b s e r v a d a s c o m
relação a o s p a r q u e s científicos e tecnológicos n o m u n d o . Além d e p a r t i c i p a r e m
e m associações n a c i o n a i s e i n t e r n a c i o n a i s , m u i t o s d e l e s a t u a m o u f o r m a l i z a m
alianças c o m o u t r o s p a r q u e s , e m o u t r o s países, b a s e a d a s e m i n t e r e s s e s c o m u n s ,
n a m a i o r p a r t e d a s v e z e s v i s a n d o a internacionalização d e s u a s
empresas
a s s o c i a d a s , e x p a n d i n d o s u a atuação e m t e r m o s d e operação e , até m e s m o ,
p r o p o r c i o n a n d o a criação d e subsidiárias e escritórios r e g i o n a i s . O u t r o o b j e t i v o
i m p o r t a n t e c o m e s s a s alianças t e m s i d o a promoção d o d e s e n v o l v i m e n t o d a s
regiões, d e f o r m a recíproca, a t i v a n d o e p r o m o v e n d o m e r c a d o s
internacionais
p a r a p r o d u t o s e serviços g e r a d o s n a s l o c a l i d a d e s o n d e estão i n s t a l a d o s o s
clusters o u p a r q u e s . A promoção d a internacionalização d e s u a s e m p r e s a s é
c o n s i d e r a d a u m a i m p o r t a n t e ação d e promoção q u e a gestão d o p a r q u e científico
e tecnológico d e v e d e s e n v o l v e r , u m a v e z q u e a m p l i a o s h o r i z o n t e s d e atuação
das empresas, b e m como apoio a o desenvolvimento
regional, por meio d a
ampliação d a atuação d a região n o s m e r c a d o s g l o b a i s .
Como
International
um dos exemplos
Science Park Alliance',
dessa
aliança,
pode-se
citar
a
"The
u m a aliança f o n n a d a e n t r e q u a t r o p a r q u e s
científicos e tecnológicos e m d i f e r e n t e s c o n t i n e n t e s , s e n d o e l e s : T h e O x f o r d
Science
Park,
T h e University
Science
Center
(Philadelphia,
E U A ) , Kyoto
R e s e a r c h P a r k (Japão), T h e A u s t r a l i a n T e c h n o l o g y P a r k ( S y d n e y , Austrália). E s t a
aliança f o i e s t a b e l e c i d a
c o m os seguintes
objetivos:
estimular
a troca de
conhecimentos e tecnologias entre empresas instaladas nos parques; encorajar e
a u x i l i a r a s e m p r e s a s s i t u a d a s n o s p a r q u e s a e x p a n d i r s u a s operações, c r i a n d o
46
subsidiárias e escritórios e m o u t r o s c o n t i n e n t e s ; p r o m o v e r , r e c i p r o c a m e n t e , o s
p a r q u e s n o s territórios d e influência^^.
Abordando o tema d o s indicadores mundiais d o movimento d e parques
científicos e tecnológicos, a d m i t e - s e q u e o s d a d o s v e i c u l a d o s p e l a l A S P são o s
q u e a p r e s e n t a m o m a i s a m p l o e s p e c t r o d e informações s o b r e e s t e
assunto
sendo, portanto, adotados por este estudo. N a T A B . 3.10, apresenta-se u m breve
resumo d o s principais
indicadores
do movimento
de parques
científicos e
tecnológicos n o m u n d o .
T A B E L A 3 . 1 0 - P r i n c i p a i s i n d i c a d o r e s d o m o v i m e n t o d e p a r q u e s científicos e
tecnológicos n o m u n d o ^ ^
Indicador
Dados
Criação de parques
C & T (período) tendências do
movimento
1960-69:
1970-79:
1980-89:
1990-99:
2000-02:
Áreas ocupadas por
parques C & T ,
no
mundo
Até 2 0 0 . 0 0 0 m ^ : 5 1 %
2 0 0 . 0 0 0 - 6 0 0 . 0 0 0 m^: 2 1 %
6 0 0 . 0 0 0 - 1 . 0 0 0 . 0 0 0 m^: 5 %
> 1.000.000 m^: 2 0 %
(na pesquisa feita, 2 % não
informaram a área)
Area construída nos
parques C & T
Até 15.000 m^: 2 7 %
15.000-40.000 m^: 2 2 %
4 0 . 0 0 0 - 8 0 . 0 0 0 m^: 1 4 %
> 80.000 m^: 3 5 %
(na pesquisa feita, 2 % não
informaram a área
construída)
Planos para
expansão dos
parques C & T
89%
têm
intenções
de
expandir o parque;
1 0 % não têm intenções de
expandir o parque;
(na pesquisa feita, 1 % não
informou a intenção)
Número de
integrantes,
nondnminns nns
Menos de 50: 5 3 %
50-100: 1 8 %
2%
2%
30%
48%
18%
Comentários
A maioria dos parques existentes no
mundo foi criada na década de 90;
observe-se porem que, somente em
dois anos do novo século, foram
criados 18% dos parques, o que
confirma a tendência de crescimento
do movimento.
Observe-se que a maioria dos
parques possui áreas consideradas
de pequena a média (71%), embora
haja uma ocorrência significativa de
modelos que ocupam grandes áreas
de extensão (20%).
Observe-se que 49% possuem área
construída de pequeno a médio porte
e
que
49%
possuem
áreas
construídas de médio a grande
portes. Os modelos, com relação a
áreas construídas, podem apresentar
alta
densidade
de
edificações.
Conforme as estatísticas da lASP,
39%
dos
parques
no
mundo
apresentam áreas verdes em mais de
30% de seu território.
Observe-se que a maiona dos
parques tem intenções de expandilos. Esta expansão pode-se dar por
agregação
de
novos
terrenos,
construção de novas instalações para
arrendamento ou venda, entre outras
iniciativas.
Observe-se que os parques C&T
privilegiam a qualidade (e não a
quantidade) de seus residentes,
22 As informações sobre os parques mencionados e a aliança podem ser encontrados em:
h i t t p : / / w w w . o x f o r d s p . c o m / ; acesso em: 18/03/2003.
As estatísticas sobre parques científicos e tecnológicos no mundo, baseadas nas pesquisas
realizadas pela lASP, encontram-se disponíveis em: h t t p : / / w w w . i a s p w o r l d . o r q / i n f o r m a t i o n . p h p .
Acesso em: 17/03/2003. A maior parte dos dados é de novembro de 2002.
47
Indicador
Dados
Comentários
tendo em vista que 53% têm até 50
101-200: 1 8 %
integrantes e que 36% têm entre 50 e
201-400: 5 %
200 integrantes.
> 400: 4 %
(na pesquisa feita, 2 % não
informaram o número d e
condôminos)
Observe-se que os parques C&T
Empregos gerados Menos de 3 0 0 : 4 2 %
geram, em sua maioria, até 1500
nos parques C & T
300-800: 1 0 %
empregos, sendo que 4 2 % deles
801-1500: 1 2 %
geram
até 300 empregos, sendo
1501-3000: 1 3 %
portanto,
geradores de postos de
>3000: 2 1 %
trabalho para a região em que atuam,
principalmente para a mão-de-obra
qualificada..
Observe-se que a grande maioria dos
Localização
d o s Áreas não urbanas: 1 %
parques C & T
Próximo a cidades pequenas: parques (75%) está localizada em
cidades. 0 maior número de parques
5%
urbanos está relacionado a cidades
Próximo a cidades médias:
pequenas
com até
500.000
4%
habitantes.
Próximo a cidades grandes
(até 25 km): 1 5 %
Em cidades pequenas (até
500.000 habitantes): 4 4 %
E m cidades médias (500.0001 milhão de habitantes): 7 %
E m cidades grandes
(> 1 milhão de habitantes):
24%
Gondôminos, nos
parques C & T
(incluindo empresas
e outras
organizações)
Localização
dos
parques C & T c o m
relação
às
universidades
Distância
dos
parques C & T c o m
relação
às
universidades
Ações e interesses
que o s parques C & T
compartilham c o m
as universidades
Localizados
dentro
do
campus: 2 7 %
Localizados e m terrenos d a
universidade,
porém
não
dentro do campus: 1 7 %
Localizados
em
outros
lugares: 5 0 %
(na pesquisa 6 % não deram
informações sobre este item)
Localizados no campus o u
adjacentes a ele: 4 8 %
Localizados
próximo
à
universidade (até 5 km): 2 8 %
De 5-20 km d a universidade:
11%
Mais de 2 0 k m d a
universidade: 4 %
(na pesquisa 9 % não
informaram sobre este item)
Escritório de Transferência d e
Tecnologia
instalado
no
parque: 3 3 %
Pesquisadores n o parque:
66%
Compartilhamento d e
Observe-se que 4 4 % dos parques
estão localizados em terrenos de
universidades, confirmando a estreita
relação entre os parques e as
universidades.
Observe-se que 76% das ocorrências
de parques C&T estão muito
próximas
das
universidades,
corroborando o que foi dito no item
anterior.
É interessante ressaltar o fato de que
33% das universidades preferem que
seus escritórios de transferência de
tecnologia estejam localizados no
parque, como forma de aproximar-se
dos seus clientes.
48
Indicador
Dados
Comentários
serviços c o m a universidade:
68%
Compartilhamento de infraestrutura científica: 4 9 %
1-5:34%
6-10: 3 1 %
11-15:15%
16-20: 7 %
> 20: 1 3 %
Equipe d e gestão d o
parque C & T
(número d e
empregados
tratjalliando e m
t e m p o integral)
Tipo
d e Empresas de sen/iços: 51 %
empreendimentos e Empresas industriais: 1 8 %
empreendedores
Atividades
de
pesquisa
nos parques C & T
(básica e aplicada): 2 6 %
Outras: 5 %
Estágio e m q u e a s Empresas já existentes q u e
empresas vão para vão para o parque: 5 4 %
os parques C & T
Novas empresas: 2 9 %
Empresas
nascidas
em
incubadoras: 1 0 %
"spin-offs". 7%
Setores
Tecnologia d a informação e
tecnológicos
comunicações: 2 6 %
preponderantes n o s Biotecnologia e ciências d a
vida: 2 0 %
parques C & T
Eletrônica e computadores:
19%
Setor agro-alimentar: 9 %
Meio ambiente: 8 %
Novos materiais: 6 %
Farmacêuticos: 5 %
Outros: 7 %
3.3.3
Breve
revisão
da experiência
Observe-se que as equipes de gestão
dos parques são bem enxutas, sendo
que 65% deles têm equipes de
gestão de até 10 empregados.
A maior parte das empresas situadas
nos parques são de serviços.
Os dados são de novembro de 2001.
A lASP declara que em pesquisas
mais recentes, o número de exincubados e de "spin-off vêm
crescendo nos parques C&T.
Obsen/e-se que tecnologia de
informação, biotecnologia e eletrônica
e computação são as áreas mais
privilegiadas nos parques C&T,
confirmando as tendências mundiais
de mercados.
do Vale do Silício
(Califórnia
-
Universidade de Stanford)
É i n t e r e s s a n t e c o l o c a r , n e s t e m o m e n t o , u m a b r e v e discussão s o b r e a
experiência
que é
considerada
a
precursora
dos parques
científicos
e
tecnológicos. E, n e s t e c a s o , não s e f a z a q u i u m a revisão d e d a d o s históricos
s o b r e o p a r q u e d e S t a n f o r d , já a m p l a m e n t e d i v u l g a d o s , porém r e a l i z a - s e u m a
análise, p o r intermédio d e e s t u d o s d e a l g u n s e s p e c i a l i s t a s n o t e m a ( S a x e n i a n ,
1996;
Murphy,
1997) do seu desenvolvimento
e visão d e f u t u r o
para
o
S e g u n d o S a x e n i a n ( 1 9 9 6 ) , q u e e m s e u livro "Regional Advantage
-
empreendimento.
Culture
and Competition
in Silicon
Valley and Route
12ff
f a z u m a análise
49
c o m p a r a t i v a e n t r e e s s e s d o i s fenômenos, o s u c e s s o d o V a l e d o Silício, n a
Califórnia, s e d e v e , e m g r a n d e p a r t e , a o estilo descontraído e d e b u s c a d e
r e s u l t a d o s q u e a c a b o u p o r a t r a i r o s m a i o r e s cérebros, a s m e l i i o r e s idéias e
também, n o a r r a s t o d o s a c o n t e c i m e n t o s , c a p i t a l i s t a s ( n a m a i o r i a c a p i t a l d e r i s c o ) ,
c r i a n d o u m m o d e l o i n d u s t r i a l , c o m d i v e r s o s t i p o s d e combinações possíveis,
funcionando
como
u m a rede. Este ambiente aberto e a infra-estrutura d e
c o n h e c i m e n t o disponível p r o p o r c i o n a r a m a s condições necessárias, dinâmicas,
p a r a a geração d e t e c n o l o g i a s , c a d a v e z m a i s i n o v a d o r a s , u l t r a p a s s a n d o , n o c a s o
d a comparação f e i t a p o r S a x e n i a n , o fenômeno d a "Route 128". P o r o u t r o l a d o , a s
e m p r e s a s d a "Route 128" a t u a r a m s e m p r e b u s c a n d o a regulamentação, ações
p r o t e c i o n i s t a s e a m a i o r participação d e r e c u r s o s f i n a n c e i r o s f e d e r a i s
(como
política d e a p o i o à c o m p e t i t i v i d a d e ) n a s a t i v i d a d e s d e P & D d e s e n v o l v i d a s n a
região, t e n d o a f u g e n t a d o a inserção d e d i n h e i r o n o v o ( p r i v a d o ) n a região
( M a s s a c h u s s e t s ) q u a n d o , após o s esforços m e n c i o n a d o s , já h a v i a m s i d o r e energizadas
áreas
competitivas
e
captados
recursos
federais
para
desenvolvimento.
O s u c e s s o d o V a l e d o Silício já transpôs f r o n t e i r a s . O b s e n / a - s e , e m
t e n n o s i n t e r n a c i o n a i s , u m a b u s c a p o r imitar e s s e m o d e l o e m d i v e r s a s regiões,
t a i s c o m o : n o Japão, q u e d e s e n v o l v e a "Ilha d o Silício" e m K y u s h u ; T a i w a n , q u e
está c r i a n d o u m a " I l h a d o Silício" própria; a Coréia q u e t e n t a c r i a r a "Península d o
Silício" ( O h m a e , 1 9 9 9 ) . A lição q u e s e tira d e s s a exposição, s e g u n d o S a x e n i a n
( 1 9 9 6 ) é q u e d e v e m s e r d e s e n v o l v i d a s políticas q u e p o s s a m a u x i l i a r a s e m p r e s a s
a r e a g i r r a p i d a m e n t e às mudanças p r o v o c a d a s p e l o s m e r c a d o s e não protegê-las
e isolá-las d a concorrência e d o s i m p a c t o s e x t e m o s .
Z e r a M u r p h y ( 1 9 9 7 ) , então D i r e t o r a d e Administração e Relações
E m p r e s a r i a s d a U n i v e r s i d a d e d e S t a n f o r d , e m s e u t r a b a l h o , a b o r d a a decisão d e
desenvolver
u m p l a n o estratégico p a r a o p a r q u e tecnológico d e S t a n f o r d ,
preparando o futuro d o empreendimento. Aborda-se este estudo n a presente
pesquisa pelo fato d e que, m e s m o u m empreendimento d e sucesso, necessita ser
p e r i o d i c a m e n t e a v a l i a d o e t e r s e u s r u m o s r e - d i r e c i o n a d o s d e f o r m a a adequá-los
às n e c e s s i d a d e s d e s e u s c l i e n t e s e a o s a n s e i o s d e s u a s c o m u n i d a d e s a f i n s .
Segundo Murphy (1997), u m a d a s maiores vantagens apresentadas
p e l o p a r q u e tecnológico é a localização, a d j a c e n t e a S t a n f o r d :
50
"...é na realidade essa localização associada ao desenvolvimento
de vínculos adicionais com a universidade, que garante ao parque um nicho
de mercado e permite que ele seja muito mais resistente à recessão do que
os muitos parques empresariais do mercado. Especificamente, durante o
nosso estudo, percebemos que os parques tecnológicos
verdadeiramente
bem-sucedidos e flexíveis apresentam uma combinação das seguintes
características importantes:
• Infra-estrutura e benfeitorias de alta qualidade;
• Uma base científica ou de pesquisa voltada para o futuro;
• Forte vínculo com uma universidade ou com um complexo de
pesquisa; e
• Grandes
arrendatários
com
um
foco
ou
natureza
especializados." (Murphy, 1 9 9 7 )
C o m o r e s u l t a d o d o s e s t u d o s p a r a o P l a n o Estratégico ( c o m a m p l a
participação
da comunidade
e c o m apoio
de consultores
especializados)
m e n c i o n a d o p o r M u r p h y , são a p o n t a d o s o s s e g u i n t e s a s p e c t o s ( v i d e M u r p h y ,
1 9 9 7 , p. 1 7 ) :
•
O p a r q u e t e m u m a sólida posição n o m e r c a d o p r i n c i p a l m e n t e p o r
c a u s a d o s e u vínculo c o m a U n i v e r s i d a d e d e S t a n f o r d ;
•
A vantagem competitiva d o parque é constantemente desafiada por
outros locais (nacionais e internacionais) q u e oferecem melhores
condições
para
o s arrendatários
(melhores
preços,
melhores
instalações, m a i s próximos a regiões r e s i d e n c i a i s ) ;
•
O s vínculos
empresas
acadêmicos
têm g e r a d o
são f o r t e s
e m nível
u m a quantidade
limitada
individual. A s
d e pesquisas
p a t r o c i n a d a s n a U n i v e r s i d a d e (o q u e e n t r a d e r e c u r s o s s i g n i f i c a t i v o s
são
resultado
de
doações,
que
também
são
feitas
em
equipamentos);
•
E x i s t e u m a falta d e i d e n t i d a d e d o p a r q u e , e m e s m o
algumas
p e s s o a s q u e n e l e t r a b a l h a m não estão c i e n t e s d a s a t i v i d a d e s d o
parque.
•
A política i n c o n s t a n t e
gerenciamento
sobre
d e resíduos
políticas d e a r r e n d a m e n t o
tóxicos
gera
problemas
e de
c o m os
arrendatários;
•
D e s e n v o l v e - s e u m a atuação c o n j u n t a d a c i d a d e d e P a i o A l t o , a
Universidade de Stanford e as empresas do parque no sentido de
íomsÃo NACKm K m?m
MUOEAR/SP-IPEM
51
f a z e r f r e n t e a o s déficits orçamentários e p a r a e s t a b e l e c e r políticas
l o c a i s p a r a o c r e s c i m e n t o d a região.
Segundo a autora, e concluindo o tema, originalmente a universidade
t i n h a u m p a p e l m u i t o v o l t a d o a o i n v e s t i d o r imobiliário, posição e s t a q u e , n o P l a n o
Estratégico p r o p o s t o ,
está s e n d o
mudada
para u m a atitude mais
ativa
e
empreendedora. N o entanto, é preciso que s e diga, q u e o s fatores d e sucesso d o
e m p r e e n d i m e n t o c o n t i n u a m b a s i c a m e n t e o s m e s m o s : idéias s i m p l e s , q u e l e v e m a
atuações d e l o n g o t e m n o , t a i s c o m o - fomialização d e a l g u n s n o v o s p r o g r a m a s
p a r a atração d e i n t e r e s s e p a r a a i n f r a - e s t m t u r a d a U n i v e r s i d a d e e d e vínculos
não-acadêmicos q u e c a p t e m o i n t e r e s s e d a c o m u n i d a d e p a r a o s u c e s s o d o
p a r q u e , e s t a b e l e c e r alianças e m o u t r o s países p o r m e i o d a atuação i n t e r n a c i o n a l
d a U n i v e r s i d a d e d e S t a n f o r d , e m e l h o r a r a s condições d e e s t a c i o n a m e n t o n o
campus fallas, e s t e é u m p r o b l e m a e n f r e n t a d o p o r d i v e r s o s p a r q u e s n o m u n d o ,
segundo pode ser observado durante o desenvolvimento desta pesquisa).
3.3.4 Aspectos positivos e negativos do movimento de parques científicos e
tecnológicos
C o n c l u i n d o o item 3 . 3 , r e a l i z a - s e , n e s t e t e x t o , u m p a r a l e l o e n t r e o s
aspectos positivos e o s negativos relacionados a o m o v i m e n t o d o s parques
científicos e tecnológicos.
N o s p r i m o r d i o s d o a d v e n t o d e m o d e l o s d e p a r q u e s científicos e
tecnológicos o p r i n c i p a l o b j e t i v o
dessas
iniciativas
estava,
quase
sempre,
d i r e c i o n a d o a o i n c r e m e n t o d a transferência d e t e c n o l o g i a d o m e i o acadêmico
p a r a o m e i o e m p r e s a r i a l . C o m a evolução d o m o v i m e n t o , h o u v e u m a alteração
p o s i t i v a n a a b o r d a g e m d e s s a s iniciativas, p a s s a n d o a s m e s m a s a a t u a r e m
atividades
de amplo
decorrência,
havendo
aspecto,
maior
relacionadas
interação
a o apoio
c o m políticas
às e m p r e s a s
de
e, e m
desenvolvimento
econômico e s o c i a l d a s regiões. C o m o conseqüência d e s s a evolução, s u r g e m e
se
disseminam
diversos
modelos
de parques
científicos
e
tecnológicos,
c o n s t a t a n d o - s e q u e a eficiência e o s r e s u l t a d o s d e s s e s d e p e n d e m d e u m a série
d e f a t o r e s , e s t a n d o e n t r e e l e s d e s d e a s p e c t o s r e l a c i o n a d o s à gestão d o s p a r q u e s
até a aproximação c o m a s políticas e características sócio-econômicas d a s
regiões d e influência, b e m c o m o f a t o r e s d e localização, s e n d o a p r o x i m i d a d e c o m
52
instituições d e p e s q u i s a c o n s i d e r a d a i m p o r t a n t e p a r a a captação d e i n t e r e s s e
para o projeto e para o sucesso dos empreendimentos.
Estudiosos d o tema , entre eles Luis S a n z (2001), c o n c o r d a m q u e o
p r i n c i p a l o b j e t i v o estratégico d o s p a r q u e s científicos e tecnológicos n a a t u a l i d a d e
é facilitar
o acesso
de suas
empresas,
e d a s regiões, à E c o n o m i a
do
C o n h e c i m e n t o . L u i z S a n z a p r e s e n t a s u a argumentação n e s t e s e n t i d o , f a z e n d o
u m a comparação e n t r e a atuação d o s p a r q u e s científicos e tecnológicos e u m a
granja,
inferindo
a
idéia
de q u e os parques
seriam
u m a "Granja
do
C o n h e c i m e n t o " . N a T A B . 3.11 e n c o n t r a - s e o p a r a l e l o e l a b o r a d o p o r S a n z e n t r e o s
p r o c e s s o s d e u m a g r a n j a e s u a produção agrícola e o s p a r q u e s científicos e
tecnológicos.
T A B E L A 3.11 - P a r q u e s Científicos e Tecnológicos - " G r a n j a s d o C o n h e c i m e n t o "
Granja
(produtos agrícolas)
Arar e preparar a terra
Semear
Fertilizar e cuidar da
planta
A colheita
Distribuição e venda
Parques C&T
Conhecimento
Preparar a infra-estrutura adequada (física ou
virtual)
Metodologia de incubação ou spin-off
Capital semente & capital de risco
Vínculos com a universidade
Atração de novos investimentos industriais
Programas de formação ad iioc
Serviços com valor agregado
Redes e trabalho em rede
Empresas incubadas com êxito
Desenvolvimento de produtos/sen/iços inovadores
Patentes
Transferência de conhecimento
Transferência de tecnologia
Vendas {offe on-line), licenças e franquias
As
sementes
conhecimento
do
Empresas baseadas
no conhecimento
Conhecimento global
Mercados globais
Não o b s t a n t e o s inúmeros a s p e c t o s p o s i t i v o s a p r e s e n t a d o s s o b r e o s
p a r q u e s científicos e tecnológicos, o b s e n / a - s e q u e e x i s t e a i n d a u m l o n g o c a m i n h o
a s e g u i r . A p r o v e i t a - s e , e n c e r r a n d o a discussão s o b r e o t e m a , a análise d e S a n z
( 1 9 9 8 ) a r e s p e i t o d o s a s p e c t o s n e g a t i v o s d a s experiências d e p a r q u e s científicos
e
tecnológicos,
realizando
u m balanço necessário
e
importante
para
os
f o r m u l a d o r e s d e n o v o s p r o j e t o s e d e políticas q u e e n v o l v e m e s s a s experiências
(vide T A B . 3.12).
53
T A B E L A 3 . 1 2 - P a r q u e s científicos e tecnológicos - balanço e n t r e a s p e c t o s
positivos e negativos (Sanz, 1998)
Aspectos positivos
São impulsionadores d e u m a maior
consciência social e coletiva sobre a
importância d o s papéis d a tecnologia e d a
inovação.
Aspectos negativos
A contrapartida d o apoio público a o s
parques (sem o qual não teriam sido
criados), é d e u m a freqüente e excessiva
"dependência" política, c o m u m prejudicial
cerceamento d a liberdade d e gestão c o m
critérios empresariais.
Criaram e aperfeiçoaram, juntamente c o m A vinculação prática e real c o m a s
as incubadoras, uma série d e metodologias universidades é, e m muitos casos, menor
para a criação d e novas empresas do q u e o desejável e, inclusive, insuficiente.
inovadoras {spin-off e outros processos).
Adotaram e desenvolveram o conceito d e C o m freqüência s e detecta u m excessivo
trabalho e m rede (e pela globalização).
peso
d o aspecto
"imobiliário", e m
detrimento d e outros aspectos q u e
realmente agregam valor às empresas.
Contribuíram para a introdução d a cultura Pequena presença (os parques não a
de qualidade na gestão global d a s f o m e n t a m suficientemente) d e iniciativas d e
empresas.
capital semente e d e capital d e risco
vinculados a o projeto d o parque e a suas
empresas.
Contribuíram, e m geral, para u m impacto Freqüentes confusões a respeito d o papel
positivo e m suas regiões de influência, e dos parques n a captação d e investimentos
não somente para a s empresas instaladas internacionais para s u a região.
e m suas dependências (este fenômeno é
mais claro e m regiões d e baixo o u médio
desenvolvimento econômico).
3.4 Desenvolvimento urbano e as megacidades globais: as características
regionais da cidade de São Paulo e da região da Cidade Universitária
"A giobaiização não é um processo novo nem sinônimo
necessariamente de modernidade ou qualidade de vida...O lado positivo
da cidade global... só existe em partes da cidade, mesmo entre as
líderes da globalização. Estamos falando de Mantiattan e da London
City. Ou, quando se trata de São Paulo, da Paulista, da Oscar Freire,
dos Jardins, da Berrini."
(S.R.Schiffer, 1997f
"If you live in a city, you fiave no cfioice but to sfiare the same
urban environment with millions of Impoverished, dispossessed people.
No one can ignore the issues of migrant people and city slums".
(M. Sato, 2001
"Alguns estudiosos da cidade falam de uma era pós-industrial,
de uma cidade pós-industrial onde tempo e espaço são redefinidos.
^* Texto extraído de entrevista com a arquiteta e pesquisadora Sueli Ramos Schiffer, para a revista
"Notícias FAPESP", n° 23, agosto de 1997, p. 126.
" Texto extraído de entrevista com a pesquisadora do United Nations Centre for Human
Settlements (Habitat) para a revista "Network", uma publicação oficial da Japan International
Cooperation Agency (JICA), v. 13, outubro de 2001, p. 4.
54
Nela não existe mais a necessidade de concentração, uma vez que sob
o paradigma eletrônico-nuclear os terminais e bancos de dados podem
estar dispersos pelo território. Por isso a cidade pode, pela primeira vez
em sua história, não ser mais imã, rompendo seu impulso originário. Se
isso corresponde a um mundo transformado inteiramente em cidade, a
um mundo sem cidades ou ao mundo depois das cidades, só o futuro
poderá dizer."
(R. Rolnik, 1995f
"...A filosofia reencontra o médium (meio e mediação) de seus
primórdios - a Cidade - numa escala colossal e completamente isolada
da natureza. A arfe, também reconhece suas condições iniciais, dirigese para um novo destino, o de servir à sociedade urbana e à vida
quotidiana nessa sociedade. Quanto às ciências, não podem evitar o
confronto com esse novo objeto sem que renunciem a sua
especificidade, deixando o campo livre para uma delas...Elas travam
contato...com uma exigência de totalidade e de síntese. Fato que obriga
a conceber uma estratégia do conhecimento. Inseparável da estratégia
política, ainda que distinta dela. Segundo qual eixo e em que horizontes
pensar essa estratégia do saber? Na direção da entrada para a prática
de um direito: o direito à cidade...à vida uitana, condição de um
humanismo e de uma democracia renovados."
(H. Lefebvre, 2001)
N e s t e i t e m são a p r e s e n t a d a s a s características d a região d a c i d a d e d e
São P a u l o e d o e n t o r n o d a C i d a d e Universitária, c o n s i d e r a n d o o s a s p e c t o s d e
desenvolvimento urbano d e megacidades globais, como é o desta cidade.
A organização d e s t e i t e m está a s s i m e s t r u t u r a d a :
-
Item 3.4.1 -
b r e v e a b o r d a g e m s o b r e o fenômeno d a s " m e g a -
c i d a d e s " g l o b a i s e s e u s i m p a c t o s n a p r o s p e r i d a d e d a s nações,
i n s e r i n d o a c i d a d e d e São P a u l o n e s t e c o n t e x t o ;
-
I t e m 3 . 4 . 2 - b r e v e comentário s o b r e a classificação d a r e d e u r b a n a
b r a s i l e i r a e o p r o c e s s o d e configuração d a s metrópoles n o B r a s i l ;
-
I t e m 3 . 4 . 3 - características d a s regiões m e t r o p o l i t a n a s d o E s t a d o d e
São P a u l o ; o s m o v i m e n t o s u r b a n o s n a G r a n d e São P a u l o ;
-
Item
3.4.4 -
a s regiões
vizinhas
à Cidade
Universitária
-
características g e r a i s e p e r s p e c t i v a s .
3.4.1 Mega cidades globais e seus impactos na prosperidade das nações
A rápida urbanização d o m u n d o e s e u s i m p a c t o s n a s nações e n a v i d a
das
pessoas
nos aglomerados
urtDanos
t e m sido
discutida
p o r órgãos
i n t e r n a c i o n a i s e p e s q u i s a d o r e s . A s c i d a d e s são c o n s i d e r a d a s f o c o s d a civilização
26
Rolnik, R. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 1995, p.84.
55
e, a o m e s m o t e m p o , f o n t e s d e p r o b l e m a s s o c i a i s , corrupção e o u t r o s m a l e s d a
s o c i e d a d e m o d e m a . A g r a n d e questão e n t r e o s p e s q u i s a d o r e s está e m c o m o
t o m a r o p e r a c i o n a i s e s s a s m e g a c i d a d e s , c o m o transformá-las e m regiões q u e
c o n t r i b u a m p a r a a p r o s p e r i d a d e d a s nações e d e s u a s populações. O s números
i m p r e s s i o n a m : p o r v o l t a d o a n o 2 0 3 0 , s e s s e n t a p o r c e n t o d a população m u n d i a l
estará h a b i t a n d o regiões u r b a n a s ( Z w i n g i e , 2 0 0 2 ) .
O
crescimento
demográfico
mundial
t e m seus
números
mais
e x p r e s s i v o s n a s c i d a d e s d e países e m d e s e n v o l v i m e n t o q u e , d e f o r m a g e r a l , são
o s m e n o s e q u i p a d o s p a r a p r o p o r c i o n a r m e i o s d e t r a n s p o r t e , habitação, água e
e s g o t o ( s a n e a m e n t o básico), e n t r e o u t r o s serviços. A s Nações U n i d a s , n o s
t r a b a l h o s d e preparação d a United Nations Conference on Human Settlements
Habitat
II, l e v a n t o u d a d o s estatísticos ( U N C H S , 2 0 0 1 ) q u e c o m p r o v a m
-
essa
tendência.
E n t r e a s infonnações d i s p o n i b i l i z a d a s e n c o n t r a m - s e :
-
O número t o t a l d e aglomerações u r b a n a s
c o m população d e
500.000 habitantes o u mais e r a d e 4 3 8 e m 1980; p o r volta d o a n o
2010, este
número deverá m a i s q u e d o b r a r ,
alcançando 8 9 2
aglomerações u r b a n a s e o número d e p e s s o a s r e s i d i n d o n e s s a s
c i d a d e s crescerão c i n c o v e z e s , d e 7 4 5 milhões p a r a 3 , 8 bilhões d e
pessoas;
-
E m 1 9 5 0 , a p e n a s três d a s d e z m a i o r e s c i d a d e s d o m u n d o e s t a v a m
l o c a l i z a d a s e m países e m d e s e n v o l v i m e n t o
(Shanghai,
Buenos
A i r e s e Calcutá); e m 1 9 9 0 , o u t r a s q u a t r o c i d a d e s d a q u e l e s países
f o r a m a d i c i o n a d a s a e s t a estatística ( B e i j i n , B o m b a i m , C i d a d e d o
México e São P a u l o ) . P o r v o l t a d o a n o 2 0 1 0 , é e s t i m a d o q u e o i t o
d a s d e z m a i o r e s c i d a d e s estarão n o s países e m d e s e n v o l v i m e n t o .
E m l e v a n t a m e n t o feito p e l a P r e f e i t u r a d e São P a u l o ( u t i l i z a n d o c o m o
f o n t e s relatórios d a s Nações U n i d a s , d o Instituto B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e
Estatística - I B G E e p e l a Fundação S E A D E ) , a p r e s e n t a d o n a T A B . 3 . 1 3 , são
identificados c o m o maiores aglomerados
seguintes
urbanos do mundo, e m 2000, as
c i d a d e s : Tóquio, C i d a d e d o México, B o m b a i m , São P a u l o
(aqui
c o n s i d e r a n d o a região m e t r o p o l i t a n a d e São P a u l o ) , N o v a I o r q u e , L a g o s , L o s
A n g e l e s , Calcutá, X a n g a i e B u e n o s A i r e s .
56
T A B E L A 3.13 - Maiores aglomerados urbanos d o m u n d o e m 2000^^
Aglomerados Urbanos^"
Tóquio
Cidade d o México
Bombaim
Região Metropolitana d e São
Paulo
N o v a Iorque
Lagos
Países
Japão
México
India
Brasil
População (em milhões)
26,4
18,1
18,1
17,8
Estados Unidos
Nigéria
16,6
13,4
Los Angeles
Estados Unidos
13,1
Calcuta
India
12,9
Xangai
China
12,9
B u e n o s Aires
Argentina
12,6
A s megaiópoles, c o n f o n n e c o m e n t a d o p e l o p e s q u i s a d o r u r b a n i s t a G r e g
W h i l e y p a r a a Megacities 2000 Foundation (MEGACITIES, 2001), u m a fundação
c r i a d a e m 1 9 9 4 p o r intermédio d a ação d a U N E S C O j u n t o à Academy
Architecture
of
(USA), são f r u t o d e m o v i m e n t o s o c o r r i d o s p r i n c i p a l m e n t e a p a r t i r d a
s e g u n d a m e t a d e d o século 2 0 , o n d e a população rural s e d e s l o c o u p a r a u m o u
d o i s principáis c e n t r o s u r b a n o s n o s países. E l a s c o n t a m c o m u m a população d e
m a i s d e 1 0 milhões d e p e s s o a s e , c o m o já f o i c o m e n t a d o , c o m tendência d e
rápido c r e s c i m e n t o . P o r v o l t a d o a n o 2 0 1 5 a l g u m a s m e g a c i d a d e s poderão t e r
u m a população d e m a i s d e 2 0 milhões d e h a b i t a n t e s , t a i s c o m o : C i d a d e d o
México e São P a u l o , n a América L a t i n a , L a g o s e C a i r o n a África, K a r a c h i , D e l i ,
B o m b a i m , Calcutá, B e i j i n , S h a n g h a i e J a k a r t a n a Ásia.
O s números d a s g r a n d e s aglomerações, a p r e s e n t a d o s n e s t e
item,
r e m e t e m p a r a u m a discussão s o b r e a a t i v i d a d e econômica, n e s s a s c i d a d e s , e
seus impactos regionais e nacionais, considerando o s mercados globais. Quais
s e r i a m então o s f a t o r e s necessários p a r a c a r a c t e r i z a r e s s a s megaiópoles c o m o
megacidades
globais?
P a r a s e r u m a megacidade global o f a t o r i m p o r t a n t e não é a d e n s i d a d e
d e população e s i m a concentração d e e m p r e s a s d o s e t o r f i n a n c e i r o e d e
a t i v i d a d e s d e serviço d e p o n t a q u e a c u m u l a m c o n h e c i m e n t o , e q u e são c a p a z e s
d e a t r a i r i n v e s t i m e n t o s d e alto v a l o r a g r e g a d o .
27
E s s a s cidades-região c o n s t i t u e m
Disponível em: http://www.prefeitura.sp.aov.br: acesso em 18/03/2003.
O conceito de aglomerado urbano utilizado é o adotado pela Prefeitura de São Paulo: "é o
território contíguo habitado com densidade residencial, desconsiderando-se os limites
administrativos."
57
u n i d a d e s e s p a c i a i s f u n d a m e n t a i s d a e c o n o m i a g l o b a l i z a d a e a t o r e s políticos
r e l e v a n t e s n o cenário m u n d i a l ( S C O T T , 1 9 9 9 ) . I s s o s e d e v e a o f a t o d e q u e a s
atividades
econômicas
mais
dinâmicas,
intensivas
e m tecnologia,
estão
interconectadas e m fomna d e redes densas. A s redes estimulam a criatividade e a
inovação, p e n n i t e m a recombinação e a mudança n a s e m p r e s a s e m r a p i d e z
compatível c o m a v e l o c i d a d e d e alteração d o s m e r c a d o s e t e c n o l o g i a s , e f a c i l i t a m
a s transações e n t r e o s a t o r e s d e u m a cidade-região e d e s t e s c o m o r e s t o d o
mundo.
3.4.2 A classificação da rede urbana brasileira e o processo de configuração
das metrópoles no Brasil
A o t r a t a r d e proposições e políticas p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o n a c i o n a l , é
i m p o r t a n t e o b s e n / a r - s e q u e o Brasil é u m país e m i n e n t e m e n t e u r b a n o , u m a v e z
q u e 7 8 % d e s u a população está n a s c i d a d e s ( L a c e r d a e t a l . , 1 9 9 8 ) ; c i d a d e s e s t a s
que p o d e m s e r classificadas, segundo estudo d o I P E A / I B G E / S E A D E / U N I C A M P
( 1 9 9 9 ) , e m : metrópoles g l o b a i s , metrópoles n a c i o n a i s , metrópoles
regionais,
centros regionais e centros sub-regionais, f o n n a n d o u m total d e 111 centros
u r b a n o s , n o país, q u e a t u a m c o m o nós d e u m a i n t e n s a r e d e u r b a n a . O e s t u d o d o
IPEA/IBGE/SEADE/UNICAMP
(1999) q u e estabelece
a Nova
Rede
Urbana
N a c i o n a l , a p o n t a o R i o d e J a n e i r o e São P a u l o c o m o a s d u a s metrópoles g l o b a i s
d o país, a b r a n g e n d o 6 0 municípios e c o n c e n t r a n d o 1 7 , 3 % d a população t o t a l d o
Brasil.
O p r o c e s s o d e metropolização n o B r a s i l i n i c i o u - s e n a s décadas d e 6 0 e
7 0 q u a n d o a s g r a n d e s c i d a d e s , e m s u a m a i o r i a c a p i t a i s d e e s t a d o s d a federação,
sofreram u m significativo processo d e c r e s c i m e n t o relativo, principalmente, à
expansão p o p u l a c i o n a l e i n d u s t r i a l , a d i c i o n a n d o - s e a i s s o a conurbação d e
núcleos u r b a n o s periféricos à c i d a d e c e n t r a l , c a r a c t e r i z a n d o u m m o d e l o d e
organização e s p a c i a l b a s e a d o n a existência d e u m c e n t r o e u m a p e r i f e r i a . São a s
s e g u i n t e s a s f a s e s d e metropolização características n o B r a s i l ( L a c e r d a e t a l . ,
1998):
•
Décadas
de 60/70
-
início d o p r o c e s s o ,
com a
metrópole
a p r e s e n t a n d o u m a área c e n t r a l e u m a p e r i f e r i a , e s t a n d o e s t a última
caracterizada
p o r u m a ocupação d e s o r d e n a d a
d e áreas p o r
m i g r a n t e s d e b a i x a r e n d a , s u r g i n d o o fenômeno d o s l o t e a m e n t o s
5&
c l a n d e s t i n o s e d a s invasões, c o m s e v e r o c o m p r o m e t i m e n t o d o m e i o
a m b i e n t e d a região e c r i a n d o u m a d u a l i d a d e e n t r e o " c e n t r o " ( z o n a
rica e próspera) e a " p e r i f e r i a " ( z o n a p o b r e e c o m i n f r a - e s t r u t u r a
deficiente);
•
Décadas d e 7 0 / 8 0 - período m a r c a d o p e l a substituição d a s a n t i g a s
construções
e
estruturas
por novas,
caracterizando
verticalização d e áreas r e s i d e n c i a i s q u e a p r e s e n t a v a m
ampla
melhores
condições a m b i e n t a i s e d e s t a t u s ; e s t a f a s e é c a r a c t e r i z a d a p o r
u m a f o r t e especulação imobiliária e u m e m p o b r e c i m e n t o d a s
regiões c e n t r a i s , p r o v o c a d o p e l a migração i n t e r n a d a s populações.
N e s t a fase, agravam-se o s problemas d a periferia, pelo a u m e n t o d a
densidade
d e construções, deficiência n o s serviços d e i n f r a -
estrutura, e o agravamento d o s impactos sobre o meio ambiente
d e c o r r e n t e s d a s ocupações d e s o r d e n a d a s ;
•
A n o s 9 0 - registram-se menores taxas d e crescimento d a s grandes
metrópoles, n o q u e t a n g e à expansão d a população; v e r i f i c a - s e u m
considerável r e c u o n o m o d e l o c e n t r o / p e r i f e r i a , característico d e
períodos a n t e r i o r e s ; o m o v i m e n t o d e migração i n t e r n a n a metrópole
c r i a áreas s i g n i f i c a t i v a s d e segregação m a r c a d a s p o r d e s i g u a l d a d e s
n a distribuição d e r e n d a e n a o f e r t a d e b e n s e serviços públicos.
Observa-se,
portanto,
q u e a s metrópoles
brasileiras
tornaram-se
espaços c o m a l t o s índices d e fragmentação e desarticulação, c o m o r e s u l t a d o d e
u m rápido e d e s o r d e n a d o p r o c e s s o d e urbanização.
O
processo
transfonnações
d e urbanização
econômicas
obsen/adas
n o Brasil
no
é
país,
resultado
nos
direto d a s
últimos
anos,
p r i n c i p a l m e n t e relação a o s e f e i t o s d a globalização, q u e i m p a c t a m e n t r e o u t r o s , o
p r o c e s s o d e migração i n t e m a e a e s t r u t u r a d o e m p r e g o u r b a n o . D e a c o r d o c o m
Motta (2001), esse
processo apresenta como
características, o s s e g u i n t e s
aspectos:
•
•
•
•
•
"Interiorização do fenômeno urbano;
Acelerada urbanização das áreas de fronteira econômica;
Crescimento das cidades médias;
Periferização dos centros urbanos;
Formação e consolidação de aglomerações urbanas
metropolitano e não-metropolitano."{Motta, 2001).
de
caráter
59
N o B r a s i l , a p e n a s São P a u l o e R i o d e J a n e i r o i n s e r e m - s e e p a r t i c i p a m
d o fenômeno g l o b a l . V o l t a n d o a o p e n s a m e n t o d e N a i s b i t t c i t a d o a n t e r i o r m e n t e
n e s t e capítulo - "pense localmente,
aja globalmente"
- p a r a não p e r d e r s u a s
características e f a t o r e s d i f e r e n c i a i s f r e n t e a o s i m p a c t o s g e r a d o s p e l a r e d e g l o b a l
(processo
de
"homogeinização"),
faz-se
necessária
a
valorização
das
características l o c a i s , c o m u m i n t e n s o p r o c e s s o d e geração d e v a l o r , d e criação
de cultura e d e conliecimento.
E n e s t e p o n t o , r e m e t e - s e às d i r e t r i z e s d e descentralização política e
a d m i n i s t r a t i v a q u e t e m l e v a d o a u m a revisão d o s p r o c e s s o s d e p l a n e j a m e n t o
u r b a n o e a n o v a s f o r m a s d e participação d a população ( c o m o o s m o v i m e n t o s d e
gestão p a r t i c i p a t i v a já i m p l a n t a d o s e m a l g u m a s
prefeituras brasileiras) n o s
destinos d e suas cidades, valorizando o s aspectos culturais e ambientais d o meio
urbano.
3.4.3 Caracterização das regiões metropolitanas do Estado de São Paulo; os
movimentos urbanos na Grande São Paulo
O E s t a d o d e São P a u l o p o s s u i três regiões m e t r o p o l i t a n a s , a d e São
P a u l o , a d a B a i x a d a S a n t i s t a , e a região d o e n t o r n o d e C a m p i n a s . A s três regiões
metropolitanas
produtivas
paulistas
atuam
complementares,
como
englobando
u m a rede
também,
integrada,
nessa
c o m funções
rede
densa,
as
concentrações u r b a n a s d o V a l e d o Paraíba, d e S o r o c a b a e d e o u t r a s áreas,
nesse
perímetro. A E m p r e s a
Paulista d e Planejamento
Metropolitano S/A,
v i n c u l a d a à S e c r e t a r i a d e E c o n o m i a e P l a n e j a m e n t o d o E s t a d o d e São P a u l o a t u a
d i r e t a m e n t e n a formulação d e d i r e t r i z e s , p l a n o s e p r o g r a m a s d e d i c a d o s a o
d e s e n v o l v i m e n t o d a s metrópoles p a u l i s t a s , e regiões d o e n t o r n o e , n e s t e s e n t i d o
desenvolve estudos sobre essa rede metropolitana, d e n o m i n a d a d e C o m p l e x o
Metropolitano Expandido (CME). O C M E apresenta dados relevantes para o s
f o m i u l a d o r e s d e políticas públicas: c o r r e s p o n d e a u m território d e 4 2 . 7 3 7 k m ^
( 1 7 , 1 8 % d o território d o E s t a d o d e São P a u l o ) , c o n c e n t r a c e r c a d e 2 6 , 3 milhões
d e h a b i t a n t e s , o q u e s i g n i f i c a 7 1 , 1 3 % d a população e s t a d u a l . M a i s i m p o r t a n t e d o
q u e o s d a d o s r e l a t i v o s à d e n s i d a d e demográfica, e s s a s regiões m e t r o p o l i t a n a s
a p r e s e n t a m u m P r o d u t o I n t e r n o B r u t o ( P I B ) s u p e r i o r a a l g u n s países e u r o p e u s
( c o m o a D i n a m a r c a e a N o r u e g a ) , c o r r e s p o n d e n d o , e m 1 9 9 7 , a 2 2 3 , 8 bilhões d e
dólares ( 7 8 , 6 % d o t o t a l d o E s t a d o d e São P a u l o e 2 7 , 8 % d o P I B n a c i o n a l ) .
60
E s p e c i f i c a m e n t e , a s três regiões m e t r o p o l i t a n a s a b r i g a m 5 8 % d a população d o
E s t a d o d e São P a u l o ( 2 1 , 4 milhões d e h a b i t a n t e s ) , c o r r e s p o n d e n d o a 1 3 % d a
população t o t a l d o País, e o c u p a m u m a área d e c e r c a d e 1 4 m i l k m ^ . N a T A B .
3 . 1 4 são a p r e s e n t a d o s d a d o s e comentários s o b r e a s características d a s regiões
m e t r o p o l i t a n a s d e São P a u l o ( E M P L A S A , 2 0 0 3 ) .
T A B E L A 3 . 1 4 - Características d a s Regiões M e t r o p o l i t a n a s d e São P a u l o ^ ^
Região Metropolitana
Comentários
municípios
39
São Paulo - Lei
Um em cada 10 brasileiros mora na Grande São Paulo, o que
Complementar
significa dizer que o contingente populacional da região é
Federal n° 14, de
aproximada mente 66% superior ao da Região Metropolitana
08/06/73 e Lei
do Rio de Janeiro, a segunda maior do país. A região é o
Complementar
maior pólo de riqueza nacional, com um Produto Interno Bruto
Estadual n° 94, de
(PIB) em torno de US$ 99,1 bilhões (16,7% do total nacional)
29/05/74.
e renda per capita de US$ 5 545.
"A Grande São Paulo detém a centralização do comando do
grande capital privado: aqui estão as sedes brasileiras dos
mais importantes complexos industriais, comerciais e
principalmente financeiros, que controlam as atividades
econômicas privadas. Esses fenômenos fizeram surgir e
condensar na Região Metropolitana uma série de serviços
sofisticados, definidos pela íntima dependência da circulação
e transporte de informações: planejamento, publicidade,
marketing, finanças e consultorias, entre outros."
Baixada Santista - Lei
Caracterizada por uma área litorânea, a região possui uma
Complementar n° 815,
população fixa de mais de 1,4 milhão de habitantes que, nos
de 30/07/96.
períodos de férias e feriados, tem seu número duplicado. A
região é responsável por mais de um terço do comércio
exterior do país, por meio do porto de Santos, o maior
complexo da América do Sul (responsável por cerca de 43%
do movimento nacional de contêineres). A região conta ainda
com o parque industrial de Cubatão, importante pólo
siderúrgico nacional. Todo esse movimento industrial e
portuário, bem como as atividades comerciais, serviços e
turismo, são responsáveis pela geração de um PIB de US$
7,4 bilhões e renda per capita de US$ 5 023.
O rápido crescimento de Santos, Cubatão e Guarujá, e a
impossibilidade de comportar as populações aderentes à
região, levou ao crescimento de outros municípios vizinhos
(São Vicente Praia Grande e Vicente de Carvalho) que
constituem,
em
grande
parte,
cidades
dormitórios,
praticamente contínuos (conurbados). A região, em
decorrência dos mesmos fatores que a caracterizam como
expoente no processo de globalização, sofre com graves
problemas ambientais, de infra-estrutura, de transporte, de
habitação e de saneamento.
Campinas é a mais nova região metropolitana do Estado.
Campinas - Lei
19
Esta importante região ganhou, em 10 anos, cerca de meio
Complementar n° 870,
milhão de habitantes. Na região, encontra-se a maior
de 19/06/2000.
concentração de empresas de telecomunicações do país;
outro dado importante é que um terço da carga aérea do
Brasil passa pela Região Metropolitana de Campinas. A
29
Os dados inseridos nesta tabela estão disponíveis em:
http://www.emplasa.sp.qov.br/metropoles/: acesso em 18/03/2003.
C O f ^ O NACIOm DÊ BâERa ItJClEAR/SP-ÍPÊM
61
Região l\/letropolitana
N" de
municípios
Comentários
região tem um PIB maior que o da Coréia do Sul e Suíça e
equivalente ao da Espanha. É um dos mais importantes pólos
de pesquisa científica e tecnológica do país.
F o c a l i z a n d o e s p e c i f i c a m e n t e a área d a Região M e t r o p o l i t a n a d e São
P a u l o , o Plano Metropolitano
da Grande São Paulo v e i c u l a d o p e l a E M P L A S A ,
r e f e r e n t e a o período d e 1 9 9 4 / 2 0 1 0 , propõe, e n t r e s u a s d i r e t r i z e s , a s p e c t o s q u e
estão r e l a c i o n a d o s a o s i m p a c t o s d a globalização n a região. N a T A B . 3 . 1 5
e n c o n t r a m - s e a s diretrizes propostas pelo referido Plano, s o b o s aspectos d e
d e s e n v o l v i m e n t o u r b a n o , e s t r u t u r a u r b a n a e circulação e t r a n s p o r t e s .
T A B E L A 3 . 1 5 - P l a n o M e t r o p o l i t a n o d a G r a n d e São P a u l o 1 9 9 4 / 2 0 1 0 - D i r e t r i z e s
metropolitanas'^"
Desenvolvimento
1. Capacitar a Grande São Paulo ( G P S ) para o
urbano
desempenho eficaz d e s e u papel d e principal metrópole
do País e integrante d a rede mundial d e pólos
econômico-direcionais;
2. Consolidar a s bases para q u e o desenvolvimento d a
G S P seja sustentável tanto n a dimensão físico-ambiental
c o m o na perspectiva dos recursos humanos;
3. Aprimorar o desempenho regional para assentamento
industrial;
4. Consolidar, na G P S , perfil industrial sustentado n a s
inovações tecnológicas e m curso e adequação a o
ambiente metropolitano;
5. Intensificar o processo d e modernização d a indústria d a
GSP;
6. Modernizar a infra-estrutura d e apoio às atividades d e
comércio exterior;
7. Fortalecer, na G S P , a atividade terciária d e apoio à
produção;
8. Incentivar a geração d e emprego e a melhoria n o perfil
de distribuição d a renda;
9. Garantir condições para o desenvolvimento econômico
dos municípios situados total o u majoritariamente e m
unidades de consen/ação ambiental;
10. Contribuir para o re-ordenamento institucional n a s
questões afeitas à organização territorial d a Metrópole,
com vistas a reduzir a s atuais dificuldades para o
desenvolvimento de atividades econômicas e a garantir
maior efetividade na preservação ambiental.
1. Promover a adoção de princípios d e ordenamento d o uso
Estrutura urbana
e ocupação d o solo, c o m u n s para a G S P , q u e reduzam
as disparidades d e tratamento d o território metropolitano
e q u e favoreçam a observância d e critérios técnicos n o
30
Informações que constam nesta tabela, adaptada, estão disponíveis em
http://v^/ww.emplasa.sp.qov.br/planos projetos/DiretrizesI .asp: acesso em 21/03/2003.
62
Circulação e
transportes
assentamento urbano;
2. Promover maior eqüidade n a s condições d e localização
intra-urbanas
na G S P , c o m ênfase
para
a
homogeinização d a acessibilidade pelo sistema d e
transporte público;
3. Promover a expansão d o centro metropolitano e a
consolidação d e pólos sub-regionais e zonais d e
comércio e serviços, q u e favoreçam a descentralização
do emprego terciário;
4. Estimular a descentralização, e m curso, d a s atividades
industriais d e maior porte e impacto e propiciar s e u
assentamento e m áreas periféricas;
5. Reconhecer e estimular o processo d e renovação urbana
e m curso, visando garantir a recuperação e/ou
presen/ação d e padrões urbanos a d e q u a d o s às funções
metropolitanas;
6. Ampliar o Cinturão Verde d a Metrópole, proteger e
expandir o sistema de áreas verdes intra-urbanos;
1. Potencializar áreas retroportuárias e complementares às
funções d o s três aeroportos metropolitanos, d e f o r m a a
acomodar a s atividades d e suporte a o s m e s m o s e p o r
eles induzidas;
2. Implantar melhorias e consolidar, e m bases infraestruturais e d e operação e m alta qualidade técnica, o
sistema ferroviário de cargas e passageiros;
3. Implantar novas ligações e trechos prioritários d e
grandes projetos viários regionais;
4. Executar melhorias e integrar à malha regional trecho d e
vias existentes;
5. Dar continuidade e expandir a s iniciativas d e implantação
de terminais intermodais d e carga geral e/ou
especializados, colocando-os à serviço d o s troncos
rodoferroviários e m áreas periféricas d e maior
adensamento urbano;
6. Implantar rede estrutural d e transporte d e passageiros d e
média capacidade;
7. Reforçar o processo d e integração multimodal d o s
sistemas para passageiro d a G S P ;
8. Desenvolver programa d e melhoramento d e operação e
segurança d e tráfego n o s pontos críticos d a malha
regional onde haja ocorrência freqüente d e acidentes e
congestionamentos;
9. Criar base técnica a d e q u a d a para a melhoria operacional
e de segurança no tráfego.
O perfil p o p u l a c i o n a l e econômico d a região m e t r o p o l i t a n a d e São P a u l o
i m p a c t a , c o n s i d e r a v e l m e n t e , o E s t a d o d e São P a u l o e o país. O b s e r v e - s e
também
q u e , n o s últimos a n o s ,
houve
mudanças
significativas
no
perfil
econômico d e s s a região. S e g u n d o M a s a n o (2001),..."Ha' 15 anos, para
cada
emprego na indústria tiavia um no setor de serviços; tioje, para cada emprego na
indústria
iiá mais de três no setor
de serviços.
Além d i s s o , r e s u l t a d o d a
63
globalização d a região, c o n t i n u a o a u t o r , ..."estão sendo obsen/ados
recorde de fusões e aquisições, em 2001, sendo mais de 60% das
envolvendo o capital
números
negociações
estrangeiro'.
N a T A B . 3 . 1 6 , a n a l i s a n d o d a d o s d i s p o n i b i l i z a d o s n a edição d e 2 0 0 1 d e
Melhores
e
Maiores
d a revista
Exame,
Masano
(2001)
apresenta
um
l e v a n t a m e n t o c o m p a r a t i v o d a evolução, n a última década, d o número e d o
f a t u r a m e n t o d e e m p r e s a s s e d i a d a s n a G r a n d e São P a u l o , q u e estão n a lista d a s
5 0 0 maiores e m p r e s a s privadas listadas n o anuario d a revista E x a m e .
T A B E L A 3 . 1 6 - C o m p a r a t i v o d a evolução d o número e d o f a t u r a m e n t o d e
e m p r e s a s s e d i a d a s n a G r a n d e São P a u l o , n a última década. ( M a s a n o , 2 0 0 1 ,
Evolução do
número de
empresas
Origem
Brasileira
1999
Origem
2000
Estrangeira
2000
1999
Grande São Paulo
Brasil
Evolução em
Faturamento e
vendas
(US$ bilhões)
Grande São Paulo
141
353
76
269
89
147
130
231
32,4
37,7
35,6
91,3
Brasil
83,9
124,3
60
158,7
Há u m a c e n t u a d o a u m e n t o d o número d e e m p r e s a s c o m c a p i t a l d e o r i g e m
e s t r a n g e i r a i n s t a l a d a s n a g r a n d e São P a u l o , o q u e c o r r o b o r a a s características d e
megacidade
global, o u s e j a , a região m e t r o p o l i t a n a d e São P a u l o está s e n d o
c o n s i d e r a d a , i n t e m a c i o n a l m e n t e , u m a área d e i n t e r e s s e p a r a i n v e s t i m e n t o s e
t e c n o l o g i a p o r g r a n d e s corporações.
Reforçando e s s a visão, p o d e - s e
coordenada
pela pesquisadora
citar análise r e a l i z a d a
Sueli Schiffer
que desenvolveu
pela
equipe
u m Projeto
Temático, n o âmbito d a Fundação d e A m p a r o à P e s q u i s a d o E s t a d o d e São
P a u l o - F A P E S P , intitulado " O s i m p a c t o s d a globalização s o b r e São P a u l o "
(Schiffer,
1 9 9 7 ) . A análise r e a l i z a d a p e l o s p e s q u i s a d o r e s p e r m i t i u
confirmar
p o r q u e São P a u l o está incluída n o rol d a s c i d a d e s g l o b a i s . P a r a o m e n c i o n a d o
e s t u d o , o s p e s q u i s a d o r e s u t i l i z a r a m o s parâmetros p r o p o s t o s p o r u m a p e s q u i s a
semelhante realizada n a Universidade d e Columbia, nos Estados Unidos, sobre
c i d a d e s g l o b a l i z a d a s , líderes, a s a b e r : N o v a I o r q u e , L o n d r e s e Tóquio. E n t r e a s
características d a s c i d a d e s g l o b a i s e n c o n t r a m - s e :
64
" . . . a centralização do controle de capital, o crescimento acelerado do setor
de sen/iços (incluindo financeiro) em detrimento do setor secundário, um
processo de desindustrialização acelerado, o crescimento do desemprego
para trabalhadores não qualificados, o crescimento do setor informal de
trabalho e a maior valorização das áreas imobiliárias onde se instalam
atividades e empresas inseridas no processo de globalização". (Schiffer,
1997)
O s p e s q u i s a d o r e s c l a s s i f i c a m , p o r t a n t o , São P a u l o c o m o u m a c i d a d e
g l o b a l , p o i s p a r t i c i p a d e u m a r e d e d e c i d a d e s , a t u a n d o c o m o u m d o s nós, n a s
transações c o m e r c i a i s e f i n a n c e i r a s g l o b a l i z a d a s , porém, a o contrário d e N o v a
I o r q u e , L o n d r e s e Tóquio, p o r e x e m p l o , não a t u a c o m o líder, m a s s i m c o m o nó
a u x i l i a r n o p r o c e s s o d e globalização. S e g u n d o S c h i f f e r ( 1 9 9 7 ) :
"Esta cidade funciona como um centro regional de decisões no processo
econômico mundial...Em São Paulo podem ser tomadas as decisões sobre o
capital relativas ao Mercosul, à América do Sul e mesmo à América Latina."
Os
efeitos
desse
processo
podem
ser observados
com as
transfomnações n a ocupação d o s espaços n a c i d a d e . E m u m e s t u d o s o b r e a s
mudanças n a ocupação d o s espaços u r b a n o s e m São P a u l o , p u b l i c a d o n a
FOLHA
D E SÃO
PAULO
(2001)
observa-se
que grandes
corporações,
p r i n c i p a l m e n t e d o s s e t o r e s d e t e c n o l o g i a e famriacêutico, estão v i s u a l i z a n d o a s
oportunidades
q u e se apresentam
e têm s i d o
protagonistas
dessa
nova
ocupação.
O r e f e r i d o e s t u d o a n a l i s a a ocupação d e a n t i g o s galpões i n d u s t r i a i s d e
São P a u l o p o r c e n t r o s e m p r e s a r i a i s , áreas r e s i d e n c i a i s e d e l a z e r ( F O L H A D E
SÃO P A U L O , 2 0 0 1 ) , r e v e l a n d o q u e 1 9 , 1 % d e t o d o s o s espaços i n d u s t r i a i s n a
c i d a d e já são o c u p a d o s p o r e m p r e s a s d a área d e serviços e não d o r a m o
i n d u s t r i a l . N a F I G . 3 . 5 , são m o s t r a d a s a s n o v a s tendências d e ocupação d e
a n t i g a s áreas i n d u s t r i a i s d e São P a u l o .
D e a c o r d o c o m e s s e e s t u d o , são a s s e g u i n t e s a s regiões a f e t a d a s p o r
e s s e m o v i m e n t o e r e s p e c t i v a s n o v a s características d e ocupação:
-
Região da Barra Funda, Lapa e Vila Leopoldina - tendência d e
concentração d e escritórios d e alto padrão n a B a r r a F u n d a ; n a V i l a
L e o p o l d i n a , instalações d e residências e a t i v i d a d e s c o m e r c i a i s ;
-
Região da Avenida do Estado, Belém, l\Aooca e Tatuapé - tendência
d e s u r g i m e n t o d e área r e s i d e n c i a i s d e t o d o s o s padrões, p r i n c i p a l m e n t e
n o Brás e n a M o o c a ;
65
-
Região da Zonal Sul (Santo Amaro, marginal Pinheiro e Jurubatuba)
- tendência d e ocupação p o r prédios c o m e r c i a i s d e escritórios o u d e
eventos, principalmente n a marginal Pinheiros;
-
Região Sudoeste - Itaim e Vila Olímpia - concentração d e escritórios
d e t e c n o l o g i a n a área próxima à m a r g i n a l P i n h e i r o s e n o I t a i m ; n a s
o u t r a s áreas a tendência é d e ocupação c o m fíats e r e s i d e n c i a i s d e a l t o
padrão;
-
Região do ABC - a p r e s e n t a indústrias a i n d a a t i v a s c o m tendência
d e saída p a r a o u t r a s regiões d o país.
Outro movimento interessante apontado pelo estudo diz respeito à
ocupação d e espaços disponíveis d e galpões a o l o n g o d a s p r i n c i p a i s v i a s d e
acesso
a o município d e São P a u l o
(Anhanguera,
Castelo
Branco,
Régis
B i t t e n c o u r t , A n c h i e t a - l m i g r a n t e s , D u t r a e Femão D i a s ) . E s t e m o v i m e n t o t e m s i d o
p r o t a g o n i z a d o p o r e m p r e s a s d a s áreas d e logística e distribuição.
P a r a concluir este item, urbanistas tais c o m o Jorge W i l h e l m e Raquel
R o l n i k a p o n t a m p a r a o f u t u r o d e São P a u l o c o m o u m a metrópole c a r a c t e r i z a d a
p e l a descentralização, c o m o f o m i a d e s u p e r a r o s p r o b l e m a s e d i f i c u l d a d e s a t u a i s .
Esta
descentralização
seria
caracterizada
pelo
desenvolvimento
d e pólos
(centros) n o s bairros q u e contenham u m a mistura d e atividades, q u e p o s s a m
a t e n d e r a i n t e r e s s e s d e d i v e r s o s g r u p o s . Também l e v a n t a m a n e c e s s i d a d e d e
e s t a b e l e c i m e n t o d e u m a n o v a política p a r a o u s o e ocupação d o s o l o , u m n o v o
z o n e a m e n t o e p a r a u m a requalificação d o s espaços d o c e n t r o e x p a n d i d o d a
cidade.
3.4.4 - As regiões vizinhas à Cidade Universitária - características gerais e
perspectivas
A zona sudoeste, onde se encontra a Cidade
Universitária, t e m
características p e c u l i a r e s , d e v i d o à e l e v a d a d e n s i d a d e d e instituições l i g a d a s a o
s i s t e m a l o c a l d e inovação.
Utilizando
os modelos
ternários
usualmente
considerados
como
metáforas d e s i s t e m a s d e inovação, s e j a o clássico Triângulo d e Sábato o u a
Triple
Helix,
verifica-se
representantes
tecnológica
de
inclui
q u e o s três
excelência
cerca
nesse
d e 5.000
tipos
espaço.
de atores
A
pesquisadores,
institucionais
infra-estrutura
além
têm
científico-
de estudantes
e
p r o f i s s i o n a i s b a s e a d o s n o campus d a c a p i t a l d a U n i v e r s i d a d e d e São P a u l o -
66
U S P , n o Instituto d e P e s q u i s a s Energéticas e N u c l e a r e s - I P E N , n o I n s t i t u t o d e
P e s q u i s a s Tecnológicas - I P T ( p a r c e i r o s n o C I E T E C - C e n t r o I n c u b a d o r d e
E m p r e s a s Tecnológicas), n o Instituto Butantã, e n t r e o u t r a s instituições. A p r i n c i p a l
agência d e f i n a n c i a m e n t o à Ciência e T e c n o l o g i a d o E s t a d o -
a FAPESP,
e n c o n t r a - s e próxima à C i d a d e Universitária. N a T A B . 3 . 1 7 a p r e s e n t a - s e a l g u n s
d a d o s q u e v a l i d a m a visão d e excelência d a i n f r a - e s t r u t u r a científico-tecnológica
d o E s t a d o d e São P a u l o , v e i c u l a d a s e m e s t u d o r e a l i z a d o p e l a F A P E S P
-
Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo ( L a n d i ,
2001).
A mudança d o perfil econômico n o e n t o r n o d a C i d a d e Universitária
g e r a u m a n e c e s s i d a d e e u m a o p o r t u n i d a d e . D e v i d o à falência o u saída d e várias
indústrias e e m p r e s a s t r a d i c i o n a i s , e s t a microrregião v e m p a s s a n d o p o r u m a f a s e
d e diminuição d a a t i v i d a d e econômica l o c a l , v e r i f i c a n d o - s e , e m decorrência, u m a
redução n o m o v i m e n t o c o m e r c i a l e d e serviços, q u e c o n t r i b u e m p a r a a q u e d a d o
nível e d a q u a l i d a d e d o e m p r e g o . O b s e r v a - s e , p o r t a n t o , a n e c e s s i d a d e ( e a
o p o r t u n i d a d e ) d e i n c e n t i v a r a criação d e e m p r e e n d i m e n t o s q u e a l t e r e m e i n o v e m
a vocação econômica d a região.
P r o b l e m a s análogos àqueles e n f r e n t a d o s n a z o n a s u d o e s t e d a Região
M e t r o p o l i t a n a d a G r a n d e São P a u l o o c o r r e m e m o u t r a s regiões f o r t e m e n t e
a d e n s a d a s - t a n t o n o E s t a d o d e São P a u l o ( n a B a i x a d a S a n t i s t a e n a já p r e v i s t a
região m e t r o p o l i t a n a d e C a m p i n a s ) , c o m o e m o u t r o s e s t a d o s d o País e , a i n d a , e m
o u t r a s metrópoles d a América L a t i n a ( C i d a d e d o México, B u e n o s A i r e s , Bogotá,
C a r a c a s e L i m a ) . A s s i m , a revitalização d e áreas, pemriitindo a u m e n t o d e
oportunidades
de emprego
qualificado,
incremento
d a competitividade
de
empresas, estabelecimento d e empreendimentos d a economia d o conhecimento
capazes
d e sustentar
a atividade
econômica é u m a questão d e
importância p a r a o s f o r m u l a d o r e s d e políticas públicas.
grande
67
Av. Do Estado, Belém, Mooca e Tatuapé
Ayrton
Senna
Universidade de
São Paulo-USP
Rodoanel
Régis
Bittencourt
Rodoanel
Rodovias
Rodovias
Zona sul (Santo Amaro,
Marginal Pinlieiros e,
Jurubatuba)
Imigrantes
í
Empresas das áreas de logistica
e dislnbuíção começam a
ocupar os espaços vagos de
galpões ao longo das principais
vias de acesso ao município
(Anhanguera. Castelo Branco.
Régis Biltencourt, Anchietalmigrantes. Dutra e Femâo
Dias), pnnapalmente no
entorno do Rodoanel.
F I G U R A 3 . 5 : N o v a s tendências d e ocupação n a c i d a d e d e São P a u l o ( F O L H A D E
SÃO P A U L O , 2 0 0 1 , a d a p t a d a p a r a inclusão d a região d a C i d a d e Universitária)
T A B E L A 3.17 - Principais dados/indicadores
tecnológica d e São P a u l o ( L a n d i , 2 0 0 1 )
da
infra-estrutura
científico-
Cerca de 70% da produção científica indexada nas bases do ISI (Institute for Scientific Information,
Filadélfia, EUA), originou-se em instituições localizadas no Sudeste.
O perfil de publicações indexadas nas bases do ISI em relação à presença de líderes de pesquisa por
estados brasileiros, os números indicam que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais produziram
75% das publicações indexadas (dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq).
Dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq (1997) revelam que os cientistas doutores do
Estado de São Paulo correspondem a 41,2% em relação ao total do Brasil (Dados colhidos e adaptados
da publicação "Indicadores C&T e Inovação do Estado de São Paulo - FAPESP (LANDI, 2001)
Avaliação dos cursos de Pós-Graduação Estado de São Paulo e Brasil (1998) - com base nos dados
do MEC/Capes (Brasnia/DAV-1999) (adaptado da Tab. 3.27 Indicadores C&Te Inovação do Estado de
SP (LANDI, 2001)
68
Mestrado/doutorado (notas de avaliação)
7
14
22
6
5
4
2
3
1
São Paulo
40
160
8
139
101
5
3
Brasil
102
287
445
401
46
12
4
% SP/Brasil
25,2
63,6
39.2
48,4
36,0
17,4
41,7
75,0
CN-curso novo; CR-curso em reestruturação; AS-sem avaliação
Obs: as notas 7 e 6 são reservadas somente para programas que contam com doutorado com nível de
excelência.
O sistema acadêmico estadual paulista foi capaz de formar e fixar um grande número de
pesquisadores, percentual expressivo se comparado às demais regiões do país.
Dependência
São Paulo
Sudeste
Outras regiões
Brasii
Administrativa
Federal
9,7
35,8
86,9
53,0
Estadual
82,4
6,2
38,8
55,3
Municipal
0,2
0.2
0,3
0,2
Particular
7,7
8,7
6,6
8,0
Total
100
100
100
100
adaptado da Tab. 4.3 Indicadores C&Te Inovação do Estado de SP(2001).
Considerando-se os depósitos de patentes, modelos de utilidade e desenho industrial como
indicadores de inovação, a tabela abaixo expõe as patentes concedidas por modalidade e origem do
depositante (adaptado da Tab. 7.16 Indicadores C&T e Inovação do Estado de SP(LANDi, 2001) fonte:
INPiy.
Modalidade/origem
Patentes de
1989 | 1990 | 1991
T 1992T j j ^ i
ri995Tl996
I 1997
| 1998
279
474
58,9
271
453
59,8
211
341
61,9
151
254
59,4
212
378
233
419
55.6
280
525
53,3
90
189
47,6
119
232
51,3
223
406
54,9
São Paulo
Brasil
% SP/BR
328
506
64,8
331
484
68.4
311
70.1
177
253
70,0
211
297
71,0
352
508
69.3
325
484
67.1
120
192
62,5
183
299
61,2
245
385
63,6
São Paulo
Brasil
% SP/BR
445
627
71,0
346
598
57,9
290
471
61,6
204
353
57,8
225
364
61,8
273
461
59,2
347
454
76,4
413
557
74,1
630
841
74,9
1308
1722
75,9
São Paulo
Brasil
1052
1607
948
1535
719
1123
532
860
648
1039
858
1388
952
1463
623
938
932
1372
1776
2513
%SP/BR
65,5
61,8
64,0
61,9
62.4
61.8
65.1
66,4
67,9
70.7
São Pauio
Brasil
% SP/BR
Modelo de Utilidade
Total
Em 1998, São Pauio contribuiu com 70,7% do total de depósito de patentes, modelos de utilidades e
desenho industrial, somados, em relação ao país.
Os dados comparativos sobre os recursos humanos de pesquisa revelam que na época desses
estudos, dos cerca de 46.000 pesquisadores ativos na área de governo no Brasil, o Estado de São
Pauio concentrava aproximadamente 35% dos pesquisadores do setor público.
Pesquisadores no Brasil, Argentina, México (1998) e São Paulo (1999)
í(í*f,í ^ -"ill ,
Total
Pesquisadores
(a)
49.702
21.821
19.434
Pesquisadores/
PEA(*)
Pesquisadores
Governo (b)
(by(a)
%
Pesquisadores/
iUii habitantes
São Paulo
6,7
45.843
92,2
Brasil
18.092
Argentina
15,0
82,9
89,7
México
17.428
5,5
0,45
São Paulo
15.961
(1999)
*)PEA: população economicamente ativa
adaptado da Tabela 4.1 mais dados Indicadores C&Te Inovação do Estado de SP (UVNDI, 2001) fonte:
OCDE-STEPI-RICYT)
Dispêndios com a atividade de P&D:
•
os gastos médios com P&D no Estado de São Paulo entre 1995 e 1998 corresponderam a US$
2,5 bilhões ao ano, equivalendo, na média, a 0,98% do PIB paulista;
^ a média de gastos com P&D no Estado de São Paulo corresponderam a cerca de 38% do total
nacional;
^ a tabela abaixo (adaptado da Tabela 5.3 Indicadores C&T e Inovação do Estado de SP (LANDI,
69
200^)), o dispêndio estadual em P&D, em percentual, por fonte de recursos, no período de
1995-1998:
Fonte de Recursos
1995
1996
1997
1998
1995-1998
Governo federal
31,3%
29,4%
27,8%
26,0%
-12,0%
37,7%
Governo estadual
34,4%
35,5%
-0,3%
31,5%
Empresas
31,0%
36,2%
40,7%
38,5%
31,1%
industriais
Observe-se que houve uma significativa redução dos recursos aplicados pelo governo federal e que a
aplicação referente ao governo estadual manteve-se estável. É importante ressaltar, no interesse
deste estudo, que os dispêndios com P&D no setor empresarial tiveram uma substancial elevação.
Novas estruturas
político-administrativas e a aprovação d o P l a n o
D i r e t o r p a r a a c i d a d e d e São P a u l o , t r a z e m i m p o r t a n t e s e estratégicas mudanças
n o p l a n e j a m e n t o d a c i d a d e . O P l a n o D i r e t o r a p r o v a d o n a Câmara M u n i c i p a l
c o n t r i b u i p a r a e s t a b e l e c e r a visão, a s d i r e t r i z e s e a s previsões q u e nortearão p o r
d e z a n o s a s ações d a administração pública, d o s a g e n t e s econômicos e d a
sociedade e m geral. Segundo o arquiteto e urbanista Jorge W i l h e i m ^ \ o plano
proposto e amplamente discutido c o m a sociedade envolve conceitos inovadores
de planejamento urbano, prevendo entre outros aspectos:
•
a já c o m e n t a d a n e c e s s i d a d e d e desconcentração d a c i d a d e , c o m
previsão d e e x p a n d i r , d e f o r m a p l a n e j a d a , e m áreas u r b a n a s m e n o s
c o n g e s t i o n a d a s , p o r m e i o d e operações u r b a n a s n a s regiões d e :
V i l a Sônia, V i l a L e o p o l d i n a , Jacu-Pêssego, C e l s o G a r c i a e P e n h a ,
Carandiru e Vila Maria;
•
O P l a n o e v i d e n c i a a existência d e u m a d i a g o n a l d e o p o r t u n i d a d e s
c r u z a n d o a c i d a d e , d a s d i v i s a s c o m São C a e t a n o e S a n t o André,
p a s s a n d o p o r I p i r a n g a , M o o c a , C a m b u c i , Brás e P a r i , até o C e n t r o ,
e p r o s s e g u i n d o p e l a B a r r a F u n d a , Água B r a n c a , L a p a , P i r i t u b a e
Perus
(estão p r e v i s t a s
transportes
de massa,
d u a s operações u r b a n a s
c o m vista
a reocupar
apoiadas por
áreas
ociosas,
revitalizando-as c o m moradias e atividades q u e a s a p r o x i m e m d o
c e n t r o - a q u i também c o n t e m p l a n d o o q u e já f o i d i s c u t i d o p o r
outros urbanistas, referente à necessidade d e revitalizar a m o r a d i a
n a direção d o c e n t r o ) ;
•
O P l a n o dá s i g n i f i c a t i v a ênfase a o a s p e c t o a m b i e n t a l d a c i d a d e ,
prevendo cerca d e vinte novos parques e parques lineares d e
f u n d o s d e v a l e d e córregos não c a n a l i z a d o s , d r e n a g e m d e áreas
As análises e comentários do referido urbanista com relação ao Plano Diretor estão disponíveis
em http://www.fortalsampa.hpq.iq.com.br/pdnews001.htm; acesso em 23/03/2003.
70
impermeabilizadas
("piscinões",
áreas d e d r e n a g e m
natural
e
"piscininhas");
•
O P l a n o prevê c o m p l e t a reformulação d o s i s t e m a viário d a c i d a d e ;
•
O P l a n o e s t a b e l e c e u m n o v o s i s t e m a p a r a regulação d o u s o d o s o l o
e c o n t e m a expansão d e b a i r r o s já c o n g e s t i o n a d o s .
S o b o s a s p e c t o s políticos e s o c i a i s , são p r e v i s t a s ações p a r a e s t i m u l a r
a a m p l a participação d a s o c i e d a d e , c o n f i r m a n d o u m a tendência, p o r m e i o d a
criação d o C o n s e l h o d e Política U r b a n a .
O u t r a ação política q u e i m p a c t o u a administração pública d a c i d a d e f o i
a aprovação d a L e i d a s S u b p r e f e i t u r a s e a criação d a S e c r e t a r i a M u n i c i p a l d a s
S u b p r e f e i t u r a s . N e l a a s a n t i g a s Administrações R e g i o n a i s p a s s a m a a t u a r c o m o
S u b p r e f e i t u r a s , t e n d o e s t e s órgãos m a i o r a u t o n o m i a d e ação e orçamentária. A
c i d a d e está d i v i d i d a e m 3 1 s u b p r e f e i t u r a s , s e n d o q u e p a r a o i n t e r e s s e d e s t a
p e s q u i s a , c a r a c t e r i z a m - s e três s u b p r e f e i t u r a s q u e são responsáveis p o r áreas
a d j a c e n t e s a o campus
d a Cidade
Universitária: Butantã, L a p a e P i n h e i r o s .
N e s s a s áreas, a s s i m c o m o n a s o u t r a s s u b p r e f e i t u r a s d a c i d a d e , está s e n d o
c o n d u z i d a u m a a m p l a discussão c o m a s c o m u n i d a d e s l o c a i s a r e s p e i t o d a s
propostas
para
Subprefeituras.
o
desenvolvimento
do
Plano
N a T A B . 3.18 encontram-se
Diretor
Estratégico
a s características
nas
d a s três
Subprefeituras mencionadas.
O b s e r v a - s e , p r i n c i p a l m e n t e n a s S u b p r e f e i t u r a s d o Butantã e d a L a p a ,
áreas d e a n t i g o s galpões i n d u s t r i a i s v a z i o s , áreas d e g r a d a d a s e z o n a s d e f a v e l a s
e m c o n t r a s t e c o m regiões r e s i d e n c i a i s e c o m e r c i a i s d e alto nível e sofisticação.
P o d e - s e c i t a r c o m o e x e m p l o a Vila L e o p o l d i n a , i n s e r i d a n a S u b p r e f e i t u r a d a L a p a ,
o n d e e s t e q u a d r o é b e m característico. Situações c o m o e s s a s c o n s i s t e m e m
d e s a f i o s q u e estão s e n d o c o n s i d e r a d o s n a s c h a m a d a s "Operações U r b a n a s " . A s
Operações U r b a n a s C o n s o r c i a d a s c o n s i s t e m e m u m c o n j u n t o d e intervenções e
m e d i d a s c o o r d e n a d a s p e l o P o d e r Público M u n i c i p a l , c o m a participação d o s
proprietários, m o r a d o r e s , usuários p e r m a n e n t e s e i n v e s t i d o r e s p r i v a d o s , c o m o
o b j e t i v o d e alcançar e m área específica, transformações urbanísticas e s t r u t u r a i s ,
m e l h o r i a s s o c i a i s , valorização a m b i e n t a l , ampliação e qualificação d o s espaços
públicos.
E s s a s áreas estão s e n d o c o n s i d e r a d a s p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o e
implantação
de empreendimentos
por parte
d e empresários
cwissÃo mciom. DE B&sm mamsp-Jpm
do
mercado
71
imobiliário, já c o n s i d e r a n d o a s o p o r t u n i d a d e s g e r a d a s p e l a s operações u r b a n a s ,
r e s u l t a d o d e e s t r e i t a colaboração e n t r e c o m u n i d a d e s , p o d e r público e iniciativa
privada.
Concluindo
implantação
de
este
item,
iniciativas
comenta-se,
como
parques
portanto,
a oportunidade d e
tecnológicos,
entre
outras,
p r i n c i p a l m e n t e n a s regiões d a s S u b p r e f e i t u r a s d e Butantã e L a p a , próximas à
C i d a d e Universitária, q u e c o n t e n h a m e m s e u s p r o j e t o s , c o m o características
p r i m o r d i a i s p a r a s u a p l e n a inserção n a v i d a d a s regiões, c o n c e i t o s a d e q u a d o s
(com u s o misto) q u e p o s s a m contribuir para o d e s e n v o l v i m e n t o e melhoria d a
q u a l i d a d e d e v i d a e m s u a s áreas a d j a c e n t e s , b e m c o m o e s t e j a m d e a c o r d o c o m
o s r e q u i s i t o s d a s operações u r b a n a s p l a n e j a d a s p a r a a região.
T A B E L A 3 . 1 8 - Características d a s S u b p r e f e i t u r a s q u e e n v o l v e m a C i d a d e
Universitária^^
Butantã
Distritos
Características
Subprefeitura
Área: 56,1 km^
Rio Pequeno, Raposo Tavares Vila
População: 375.943
Sônia, Butantã, Morumbi.
habitantes
Por esta região do município de São
Paulo
passam
rodoviários
importantes
que fazem
a
eixos
ligação
norte-sul do país, além da ligação
F«quOTa
>
/
\
entre a cidade e o interior sul e oeste
do Estado de São Paulo. Também
nesta região encontra-se a Cidade
Universitária (Universidade de São
Paulo),
local onde estão
localizados
três
dos
também
maiores
institutos de pesquisas científicas e
tecnológicas do país: IPEN, IPT e
Instituto Butantan.
Dados sobre as subprefeituras disponíveis em http://www.prefeitura.sp.orq.br; acesso em
23/03/2003.
72
Subprefeitura
Lapa
Distritos
Características
Jaguará,
Área: 40,1 k m ^
População:
270.102
Jaguaré,
Vila
Leopoldina,
Lapa, Barra Funda, Perdizes.
habitantes
Pinheiros
Alto d e Pinheiros, Pinheiros,
Área: 31,7 km""
População:
habitantes
270.798
Paulista, Itaim Bibi.
Jardim
73
4 METODOLOGIA DA PESQUISA
"Um cientista, seja teórico ou experimentai, formuia
enunciados ou sistemas de enunciados e verifica-os um a um. No
campo das ciências empíricas, para particuiarizar, eie formuia hipóteses
ou sistemas de teorias, e submete-os a teste, confrontando-os com a
experiência, através de recursos de observação e experimentação. A
tarefa da iógica da pesquisa científica, ou da iógica do conhecimento é,
segundo penso, proporcionar uma anáiise iógica desse procedimento,
ou seja, anaiisar o método das ciências empíricas."
(Kari Raimund Popperf
Neste
capítulo
são
apresentados
os aspectos
relacionados
à
m e t o d o l o g i a u t i l i z a d a , i n t r o d u z i n d o o s tópicos r e l a t i v o s a o s o b j e t i v o s , métodos e
instrumentos
d e pesquisa.
Esta pesquisa
apresenta
aspectos
d e caráter
exploratório, p r i n c i p a l m e n t e d e v i d o à inovação d o t e m a ( p a r q u e s tecnológicos
u r b a n o s ) e a o r e d u z i d o c o n j u n t o d e infonnações e x i s t e n t e s n o país. C o m relação
a o e n v o l v i m e n t o d o p e s q u i s a d o r , a p e s q u i s a s e c a r a c t e r i z a n a concepção d e
pesquisa-ação, c o n f o n n e será v i s t o n o t r a n s c o r r e r d e s t e capítulo.
4.1 Método da pesquisa
Tendo
e m vista o objeto deste trabalho, confomne
descrito n o s
capítulos 1 e 2 , é i m p o r t a n t e , n a a b e r t u r a d e s t e i t e m , e s t a b e l e c e r a relação e n t r e
a m e t o d o l o g i a científica e s u a utilização p a r a e s t u d a r o s fenômenos s o c i a i s . G i l
( 1 9 9 9 ) d e f i n e b e m e s s a relação:
"Pode-se...definir pesquisa sociai como o processo que, utilizando
a metodologia científica, permite a obtenção de novos conhecimentos no
campo da realidade social.'^
P a r t i n d o , p o r t a n t o , d e s s a correlação, p a s s a - s e a d i s c u t i r e a p r e s e n t a r a
metodologia aplicada à presente pesquisa.
^ Texto extraído da obra "A Lógica da Pesquisa Científica", tradução do original 'The Logic of
Scientific Discovery", 2^ edição. Editora Cultrix Ltda., 1974, p.27.
^ Para Gil(1999) "Realidade social é entendida aqui em sentido bastante amplo, envolvendo todos
os aspectos relativos ao homem e seus múltiplos relacionamentos com outros homens e
instituições sociais".
74
4.1.1 Bases lógicas da pesquisa
N a T A B . 4 . 1 é a p r e s e n t a d a a aplicação d o método científico, b e m
c o m o a correlação c o m a s e t a p a s d a p e s q u i s a s o c i a l , p a r a o p l a n e j a m e n t o e
execução d a s a t i v i d a d e s d e s e n v o l v i d a s n e s t e t r a b a l h o .
O
"método
hipotético-dedutivo"
( o u "método
dedutivo
de
prova"),
d e s e n v o l v i d o p o r P o p p e r ( 1 9 7 4 ) , contrário a o r a c i o c i n i o i n d u t i v o , é o a d o t a d o n o
d e s e n v o l v i m e n t o d a m e t o d o l o g i a d o p r e s e n t e t r a b a l h o . O método i n i c i a - s e p e l a
observação d e u m a l a c u n a n o c o n h e c i m e n t o científico s u r g i n d o , p o r t a n t o , o
problema.
Para
tentar
resolver
o u explicar
a s dificuldades
do
problema
i d e n t i f i c a d o , são f o m n u l a d a s hipóteses o u c o n j e c t u r a s , p a s s a n d o - s e p o r u m
p r o c e s s o d e inferência d e d u t i v a (dedução d e conseqüências o b s e r v a d a s ) . E m
s e g u i d a , é d e s e n v o l v i d a u m a f a s e d e "tentativa de falseamento" o n d e evidências
empíricas p o s s a m f a l s e a r a hipótese f o r m u l a d a . A f a s e f i n a l é a d e corroboração,
o u s e j a , q u a n d o não s e c o n s e g u e m a i s f a l s e a r a hipótese, e s t a s e m o s t r a válida,
pois superou todos o s testes.
No q u e s e refere à metodologia adotada s o b o prisma d a pesquisa
social, n a T A B . 4 . 1 , n a coluna d e "etapas d a pesquisa social", encontram-se
e m b u t i d a s a s três f a s e s p r e v i s t a s n o s p r o c e s s o s clássicos d e p e s q u i s a s o c i a l , a
s a b e r : p l a n e j a m e n t o , c o l e t a d e d a d o s , análise e interpretação e redação f i n a l d o
relatório d a p e s q u i s a . N o c a s o d e s t e e s t u d o , são c o n s i d e r a d a s
as etapas
p r o p o s t a s p o r Gil ( 1 9 9 9 ) , a c r e s c i d a s d e u m a f a s e d e elaboração d a p r o p o s t a p a r a
o P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o , a partir d a s observações e r e s u l t a d o s
obtidos na pesquisa de campo.
4.1.2 Complementação do paradigma hipotético-dedutivo com o paradigma
holístico-interpretativo
A partir d o s e s t u d o s exploratórios r e a l i z a d o s , t e n d o e m v i s t a o t e m a d e
p e s q u i s a p r o p o s t o , além d o s m o d e l o s clássicos d e p e s q u i s a empírica, c o n s t a t o u s e s e r necessária a a b o r d a g e m d e e l e m e n t o s s u b j e t i v o s , d e f o m n a a b u s c a r m a i o r
proximidade c o m a realidade d o q u e simplesmente basear-se e m fatos. Neste
s e n t i d o , n o p r e s e n t e e s t u d o , a d o t a - s e a p e s q u i s a q u a l i t a t i v a , e s e u s métodos
a s s o c i a d o s e m complementação a o p a r a d i g m a hipotético-dedutivo a b o r d a d o n o
i t e m a n t e r i o r . N e s t e s e n t i d o , e m complementação à a b o r d a g e m p o s i t i v i s t a e à
testabilidade d o modelo proposto, encontra-se a a b o r d a g e m interpretativa d a
r e a l i d a d e o b s e n / a d a . D e a c o r d o c o m M y e r s ( 2 0 0 2 ) , o s métodos q u a l i t a t i v o s
75
c a r a c t e r i z a m - s e p e l a imersão d o p e s q u i s a d o r n o c o n t e x t o e n a p e r s p e c t i v a
i n t e r p r e t a t i v a d a p e s q u i s a . E n t r e o s métodos q u a l i t a t i v o s m a i s u s a d o s e n c o n t r a m s e : a pesquisa-ação, e s t u d o s d e c a s o e e s t u d o s etnográficos. N a p r e s e n t e
pesquisa,
tendo
e m vista
o fator
inovativo
do tema,
principalmente
se
c o n s i d e r a m n o s o território n a c i o n a l , o r e l a c i o n a m e n t o , n a f a s e d e p e s q u i s a d e
c a m p o , e n t r e o p e s q u i s a d o r e o p e s q u i s a d o não o c o r r e tão s o m e n t e c o m o u m
p r o c e s s o d e observação d a s práticas, m a s s i m , há u m a identificação e n t r e a m b o s
( m o d o c o o p e r a t i v o - p a r t i c i p a t i v o ) - participação a t i v a n a análise e interpretação d o s
dados. D e acordo c o m Thiolient (2002),
"...a idéia de pesquisa-ação encontra um contexto
favorável
quando os pesquisadores não querem limitar suas investigações
aos
aspectos
acadêmicos
e burocráticos
da maioria
das
pesquisas
convencionais. Querem pesquisas nas quais as pessoas implicadas tenham
algo a "dizer"e a 'iazer". Não se trata de simples levantamento de dados ou
de relatórios a serem arquivados. Com a pesquisa-ação os pesquisadores
pretendem desempenhar um papel ativo na própria realidade dos fatos
observados."
A i n d a s e g u n d o T h i o l i e n t ( 2 0 0 2 ) , a pesquisa-ação é u m a estratégia
metodológica d a p e s q u i s a s o c i a l c a r a c t e r i z a n d o - s e por:
"há uma ampla e explícita interação entre pesquisadores e
pessoas implicadas na situação investigada;
desta interação resulta a ordem de prioridade dos problemas
a serem pesquisados e das soluções a serem encaminhadas sob forma de
ação concreta;
o objeto de investigação não é constituído pelas pessoas e
sim pela situação social e pelos problemas de diferentes
naturezas
encontrados nesta situação;
o objetivo da pesquisa-acão consiste em resolver ou, pelo
menos, em esclarecer os problemas da situação observada;
há, durante o processo, um acompanhamento das decisões,
das ações e de toda a atividade intencional dos atores da situação;
a pesquisa não se limita a uma forma de ação (risco de
ativismo); pretende-se aumentar o conhecimento dos pesquisadores e o
conhecimento
ou o "nível de consciência"
das pessoas e grupos
considerados."
Caracteriza-se,
pesquisa-ação.
portanto,
a presente
pesquisa
n a concepção d e
76
4.2 O instrumento de pesquisa
P a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d o i n s t r u m e n t o d e p e s q u i s a a p l i c a d o às
experiências s e l e c i o n a d a s , f o r a m d e f i n i d a s a s dimensões a n a l i s a d a s n a p e s q u i s a
d e c a m p o . São n o v e a s dimensões p r o p o s t a s ( v i d e F I G . 4 . 1 ) , a s a b e r :
•
Aspectos
relacionados
à localização: p l a n o e s t r u t u r a l ,
impacto
a m b i e n t a l , a r q u i t e t u r a , i n t r a - e s t r u t u r a e serviços;
•
O
contexto
sócio-econômico,
político
e
cultural
da
região:
informações demográficas e econômicas d a região; estratégias e
políticas e d e s e n v o l v i m e n t o r e g i o n a l ; b a r r e i r a s c u l t u r a i s ;
•
Legislação d e a p o i o ;
•
Missão, m e t a s e e s t r u t u r a d o m o d e l o a d o t a d o ;
•
Aspectos
relacionados
ao gerenciamento:
modelo
d e gestão;
p r o c e s s o s d e seleção; p r o g r a m a s d e p a r c e r i a e participação e m
r e d e s ; proteção à p r o p r i e d a d e i n t e l e c t u a l ;
•
A s p e c t o s f i n a n c e i r o s e i n c e n t i v o s a o i n v e s t i m e n t o : orçamento e
c u s t o o p e r a c i o n a l ; estratégias d e auto-sustentação; aproximação
c o m a g e n t e s d e c a p i t a l inicial e c a p i t a l d e r i s c o ;
o
M a r k e t i n g e comunicação: ações d e sensibilização, a s s e s s o r i a d e
marketing para as empresas;
•
A s p e c t o s r e l a c i o n a d o s à formação e t r e i n a m e n t o : t r e i n a m e n t o p a r a
o e m p r e e n d e d o r i s m o e p a r a gestão d e negócios;
•
R e s u l t a d o s o b t i d o s e avaliação d e i m p a c t o n a região.
C o m b a s e n a s dimensões d e f i n i d a s , f o i d e s e n v o l v i d o o questionário,
a p r e s e n t a d o n o APÊNDICE A , q u e f o i e l a b o r a d o e m três versões: português,
e s p a n h o l e inglês.
77
Sistema
ambiental local
Estratégias de
desenvolvimento
regional
(B)
Contexto sócioeconômico,
político e cultural
Informações
demográficas
Políticas para
suplantar barreiras
culturais
Arquitetura, infraestrutura, serviços
Leis de apoio ao
• desenvolvimento
regional
(C)
Legislação de Apoio
(D)
Missão, metas,
estrutura do
modelo adotado
Leis e incentivos
fiscais
Atividade
econômica
Ações de órgãos
de
desenvolvimento
regional
Aspectos
kspecto
nonnativos
Propriedade
intelectual
Aspectos
financeiros.
incentivos ao
investimento
orçamento
Modelo de
aestão
(G)
ly/larketing e
comunicação
Estratégias de
autosustentação
Processo
de seleção
Parcerias e
participação
em redes
Capital inicial
Capital de risco
(H)
Formação e
treinamento
Ações de
sensibilização
Marketing
regional
Assessoria
em marketing
para as
empresas
(I)
Resultados obtidos e
avaliação de impacto
na região
F I G U R A 4 . 1 : Dimensões c o n s i d e r a d a s n a p e s q u i s a d e c a m p o
O instrumento d e pesquisa foi discutido c o m pesquisadores q u e a t u a m
n e s t a área d e p e s q u i s a ( P r o f e s s o r e s D o u t o r e s Cláudio R o d r i g u e s , Conceição
V e d o v e l l o , G u i l h e m i e A r y P l o n s k i e José R o b e r t o R o g e r o ) . C o m a s sugestões
p r o p o s t a s , f o i possível aperfeiçoar e m e l h o r a r o i n s t r u m e n t o d e p e s q u i s a .
O
questionário f o i a p l i c a d o p o r m e i o d a Internet, após o b t i d a a
concordância d o s e n t r e v i s t a d o s p a r a a participação n a p e s q u i s a . A aplicação d o
78
questionário foi a c o m p a n h a d a d e u m a série d e explicações s o b r e a m e t o d o l o g i a e
a t e n n i n o l o g i a u t i l i z a d a . A l g u m a s dúvidas a p r e s e n t a d a s p e l o s e n t r e v i s t a d o s f o r a m
r e s p o n d i d a s p o r m e i o eletrônico. E m s e g u i d a , o s questionários r e s p o n d i d o s f o r a m
tabulados e preparadas a s entrevistas.
P a r a a s experiências e s t r a n g e i r a s , p r i n c i p a l m e n t e P o r t u g a l e E s p a n h a ,
o s fonnulários, c o n t a t o s e e s c l a r e c i m e n t o s f o r a m t o d o s f e i t o s p o r m e i o eletrônico,
t e n d o e m v i s t a a i m p o s s i b i l i d a d e d e realizar e n t r e v i s t a s p e s s o a i s . Q u a n t o a I s r a e l ,
a v i n d a d e u m e s p e c i a l i s t a e p e s q u i s a d o r d a área a o B r a s i l , p e r m i t i u a realização
da entrevista complementar.
A l g u m a s atualizações d a s r e s p o s t a s f o r a m necessárias, d u r a n t e o a n o
de
2002,
tendo
sido
as mesmas
incorporadas
às
respostas
a n t e r i o n n e n t e e c o n s i d e r a d a s n o s t e x t o s d o s capítulos 5 e 6 .
fomecidas
- E s t u d o s exploratórios:
a partir d a s informações descritivas obtidas
durante a revisão bibliográfica, foram feitos o s estudos exploratórios,
obtendo-se uma visão geral sobre o tema deste estudo. Por meio desses
estudos, foram realizadas u m a primeira análise e checagem d e
O problema foi identificado nas questões da pesquisa.
O s objetivos e contribuições originais d a proposição d o trabalho foram
identificados no capítulo 2.
- Revisão bibliográfica: realizada pesquisa de publicações que contêm
dados descritivos e informações analíticas d e pólos e parques científicos e
tecnológicos existentes no país e no exterior, privilegiando a revisão d o
estado d a arte d e experiências e m zonas de média a intensamente
urbanizadas; elaborado cadastro de pesquisas e m sistemas de busca retrospectiva e atualização, a saber: Northern Light Search Aiert Service,
base INSPEC - Centro de Informações Nucleares (CIN), base Web of
Science; obtidos dados veiculados por associações nacionais e
internacionais d e parques científicos e tecnológicos e organizações
assemelhadas (lASP - Internationai Association of Science Pari<s; NBIA National Business Incubation Association, A U R R P - Association University
Related Research Parks; A N P R O T E C - Associação Nacional d e
Entidades Promotoras de Empreendimentos d e Tecnologias Avançadas,
Associação France-Technopoles, Associação de Pólos Tecnológicos d o
Reino Unido (UK Science Parks Association), A P T E - Associação d e
Parques Tecnológicos da Espanha, entre outras. A revisão bibliográfica
também permitiu a seleção de referências sobre os seguintes tópicos
(usados para apoio à fundamentação teórica): impactos dos novos
paradigmas d o conhecimento (a sociedade d o conhecimento); efeitos d a
globalização; ações e mecanismos d e desenvolvimento regional;
características regionais e condições ambientais d a região metropolitana
de São Paulo e d a região d a Cidade Universitária; interação universidadeempresa; políticas públicas e a Inovação tecnológica.
Formulação do problema;
Determinação dos objetivos;
Fase 1 :
A identificação de u m
problema.
Fase 2:
A partir da descrição
do problema,
identificação de outros
conhecimentos e
instrumentos
relevantes ao
problema e obtenção
de um modelo
simplificado, para
auxiliar o
desenvolvimento d a
pesquisa.
Delineamento da pesquisa;
Operacionalização d e
conceitos;
Seleção da amostra;
Elaboração do instrumento
de coleta de dados;
Coleta de dados;
Descrição d a s atividades
Etapas da p e s q u i s a social
M é t o d o científico
hipotético-dedutivo
T A B E L A 4.1 - Aplicação d o método científico hipotético-dedutivo e d a p e s q u i s a social a o p l a n e j a m e n t o e execução d a s
atividades deste trabalho
79
"O
O
o
Fase 3: fase de
obsen/ação de
aspectos do universo
da pesquisa.
Fase 4: Descriçõestentativa consistentes
com o que foi
observado.
Fase 5: tentativa de
falseamento:
elaboração dos
prognósticos a serem
M é t o d o científico
tiipotético-dedutivo
Análise e interpretação
preliminar dos resultados
referentes aos dados
coletados;
Elaboração da proposta a
partir das observações e
resultados obtidos na
pesquisa de campo;
Revisão dos objetivos;
Etapas da pesquisa social
Esta etapa contempla a descrição da proposta para o Parque Tecnológico
urbano, particularizando para o Parque Tecnológico de São Paulo,
consistente com as observações e experiências adquiridas nas fases
anteriores da pesquisa;
Etapa de validação do modelo por aproximação e comparação de suas
características com experiências nacionais e internacionais observadas
durante a pesquisa (de campo e estudos exploratórios). Apresentação das
limitações do modelo.
- D e s e n v o l v i m e n t o do instrumento d e pesquisa: apresentado no item
4.2.
Nos capítulos 5 e 6 são analisados os dados obtidos. São também
identificadas recomendações para o desenvolvimento da proposta alvo
desta pesquisa.
coincidências, semelhanças ou fatores de aproximação com a proposta de
um Parque Tecnológico para a cidade de São Paulo, visando a
determinação do universo do estudo. Foram identificados os aspectos
mais relevantes que devem compor o instrumento de pesquisa.
- Seleção d a s experiências a s e r e m analisadas: as experiências
selecionadas encontram-se discriminadas no capítulo 5, TAB. 5 . 1 . Foram
identificadas experiências nacionais e internacionais, a partir dos modelos
de parques científicos e tecnológicos, bem como de pólos e tecnópoles,
mencionados no capítulo 3. As experiências foram selecionadas de acordo
com os seguintes critérios:
•
Experiências urbanas, em regiões de média a densamente povoadas,
•
Proximidade cultural,
•
Mantém estreitas relações com universidades e instituições de
pesquisa,
•
Estão inseridas em políticas públicas que relacionam a inovação
tecnológica ao desenvolvimento regional,
•
Concordaram em participar da pesquisa,
•
Preferencialmente se encontram em desenvolvimento ou em operação.
Descrição d a s atividades
80
Método científico
hipotético-dedutivo
comprovados ou não
por meio de testes, o u
observações mais
detalhadas.
Fase 6: Em função
dos resultados dos
testes ou observações
mais detalhadas, a s
hipóteses poderão ser
modificadas, até que
não haja
discrepâncias entre a
teoria (o modelo) e a s
observações.
Elaboração do relatório final
da pesquisa.
Etapas da pesquisa social
Revisão das hipóteses formuladas, se for o caso;
Redação das conclusões e recomendações da pesquisa.
Descrição das atividades
81
82
5 RESULTADOS
"Se definimos ciência, de acordo com Sir Peter Medawar, como a Arte
do Possível, podemos igualmente definir estatística e mesmo todas as
técnicas de tratamento de dados como a Arte do
Contiecimento.
Quando reduzimos os dados a indicadores do valor central, grau de
dispersão e outras parametrizações,
nossa intenção é, em primeiro
lugar, obter informação a partir de dados. Em seguida,
tentamos
convencer-nos
de que nossa hipótese é correta (ou não).
Finalmente,
na etapa mais difícil do processo
tentamos convencer
terceiros,
principalmente por meio de publicações, de que nossos resultados são
corretos."
(Júlio César Rodrigues
Pereira)^
O s capítulos 5 e 6 c o r r e s p o n d e m à t e r c e i r a f a s e d a m e t o d o l o g i a
-
apresentação, análise e interpretação d o s d a d o s - c o n f o r m e e x p o s t o n a T A B . 4 . 1
O s resultados organizados e m tabelas e matrizes, apresentados a
s e g u i r , f o r a m o b t i d o s a partir d a aplicação d o i n s t r u m e n t o d e p e s q u i s a às
experiências s e l e c i o n a d a s , b e m c o m o a o s e s t u d o s exploratórios r e a l i z a d o s . N a
T A B . 5.1 são a p r e s e n t a d o s o s d a d o s c a d a s t r a i s d a s experiências a n a l i s a d a s n a
p e s q u i s a d e c a m p o . F o r a m c o n s i d e r a d a s n a p e s q u i s a a s experiências n a c i o n a i s
que, entre a s selecionadas, c o n c o r d a r a m e m participar d a pesquisa, b e m c o m o
a s experiências i n t e r n a c i o n a i s q u e , d o m e s m o m o d o , c o n c e d e r a m e m p a r t i c i p a r
deste estudo.
T A B E L A 5.1 - D a d o s c a d a s t r a i s d a s experiências a n a l i s a d a s n a p e s q u i s a d e
campo
Nome
Dados cadastrais
Responsável
pelas
informações
(1) Pólo de Informática
de São Leopoldo (RS)
(2) P A D E T E C Parque de
Desenvolvimento
Tecnológico (CE)
Av. U N I S I N O S 9 5 0 , São Leopoldo, Prédio UNITEC,
CEP 9 3 3 2 0 - 0 0 3 , Cidade de São Leopoldo, RS
Telefone: ( 5 1 ) 5 9 0 8 6 0 0
[email protected];
www.Dolodeinformatica.com.br
Edemar Antônio W o l f
de Paula
Gerente da U N I T E C
Av. do Contorno, b l o c o 3 1 0 - Campus do PICI Universidade do Ceará, Caixa Postal 6 0 2 2 , CEP 6 0 4 5 5 9 7 0 , Fortaleza, Ceará
Telefone; ( 8 5 ) 2 8 7 4 7 7 9
[email protected]; www.padetec.ufc.br
Ary Marques da Silva
Superintendente
Adjunto
' PEREIRA, J.C.R. Análise de Dados Qualitativos - Estratégias Metodológicas para as
Ciências da Saúde, Humanas e Sociais. São Paulo, S.P.: Editora Universidade de São Paulo,
1999.
83
Nome
Dados cadastrais
Responsável pelas
informações
(3) Porto Alegre
Tecnópole (RS)
Secretaria
Municipal
da
Produção.
Indústria
e
Comércio, Prefeitura de Porto Alegre, Rua dos
Andradas 6 8 0 , 2° andar, sala 2 0 8 , Porto Alegre, R S
Telefone: (51) 2 1 4 1779
Ghissia Häuser
Supervisora
(4) Londrina
Tecnópolis (PR)
Associação do Desenvolvimento
Tecnológico
de
Londrina, Av. Santos Dumont 5 0 5 , 2° andar, sala 2 0 4 ,
Londrina, Paraná
Telefone: ( 4 3 ) 3 2 4 3 2 1 2
[email protected]; www.adetec.orii.br
Mauro Silva Ruiz
Gerente técnico
José
Antonio
Tadeu
Felismino
Coordenador Executivo
(5) Porto Digital (PE)
Rua D o m i n g o s José Martins, 227, Recife, Pernambuco,
CEP 5 0 0 3 0 - 1 7 0
Telefone: ( 8 1 ) 3 4 2 4 6 4 4 4
portodií:[email protected]íj; www.poriodiiiital.ori!
CIATEC - Companhia de Desenvolvimento do Pólo de
Alta Tecnologia de Campinas, Rua Lauro Vanucci,
1020, Jardim Santa Cândida, Campinas, SP, CEP
13087-410
www.ciatec.or2.br
Maria Paula Gonçalves
Gerente
(7) Parque
T e c n o l ó g i c o d o Rio de
Janeiro (RJ)
Parque T e c n o l ó g i c o d o Rio de Janeiro, Cidade
Universitária, Caixa Postal 6 8 . 5 6 8 , CEP 2 1 9 4 5 - 9 7 0 ,
Rio de Janeiro, RJ
parqtec @ inc.coppe.ufrj .br
Mauricio Guedes
Gerente
(8) Kinat
Weizmann
Science Parle (Israel)
N e s s Ziona 7 0 4 0 0 , Israel
Telefone: {+) 9 7 2 - 8 - 9 3 0 1 2 1 4
Fax: (H-) 9 7 2 - 8 - 9 3 0 1 2 1 i
sharons@aí'rica-israel.com; www.africa-israel.coni
Samuel Jerozolimski
Consultor
Sharon Chetrit
Diretor
(9) Parque
Tecnológico
de
Andalucía
S.A.
(Espanha)
Rua Maria Curie, 3 5 , Campanillas, 2 9 5 9 0 , Málaga,
Espanha
Telefone: ( 3 4 ) 5 261 9 1 1 4
Fax: ( 3 4 ) 5 261 9117
[email protected]; [email protected]; www.Dta.es
TagusPark - Parque de Ciência e Tecnologia, N ú c l e o
Central, 100, 2 7 8 0 , Oeiras, Portugal
Telefone: (351-1) 4 2 2 6 9 0 0 / 6 0 01
taauspark@tas:uspark.pt; www.taguspark.pt
(6) Pólo de Alta
Tecnologia de
Campinas (SP)
(10) T A G U S P A R Q U E
S.A. (Portugal)
José Carlos Valladão de
Mattos
Diretor Superintendente
do C I A T E C
Sônia
Palomo
das
Neves
Nuno Vasconcelos
Presidente da C o m i s s ã o
Executiva
P a r a a u x i l i a r n a análise d a s experiências s e l e c i o n a d a s e identificar a s
práticas d e s u c e s s o , f o i e l a b o r a d a u m a m a t r i z lógica ( a d a p t a d a d o c o n c e i t o
Logical Framework ou Logframe) ( R i b e i r o et al., 1 9 9 8 ; M a x i m i n i a n o , 1 9 9 7 ; R o g e r
et al., 1 9 9 6 ) , a c r e s c i d a d a seleção d a s práticas d e s u c e s s o i d e n t i f i c a d a s . N a T A B .
5.2 é a p r e s e n t a d a e s s a m a t r i z p a r a c a d a u m a d a s experiências a n a l i s a d a s .
5.1 Consolidação dos resultados da pesquisa de campo
N a s T A B . 5 . 3 a T A B . 5 . 1 1 são m o s t r a d o s o s r e s u l t a d o s d a p e s q u i s a
c o n s o l i d a d o s p o r dimensão a n a l i s a d a , d u r a n t e a p e s q u i s a d e c a m p o , c o n f o r m e
a p r e s e n t a d o n o capítulo 4 d e s t e e s t u d o , o n d e é d e s e n v o l v i d a a m e t o d o l o g i a
proposta.
Apoiar 0
Programa d e
Governo
Municipal e a
comunidade d e
São Leopoldo,
aproveitando o
alto nível cultural
da região.
disponibilizando
u m espaço
adequado ao
desenvolvimento
científico,
tecnológico e
sócio-econômico
da região.
Lema: pautar-se
nos modelos d o
Vale d o Silício
(Estados Unidos)
e da
Universidade d e
Louvain, n a
Bélgica.
Melhorar o
aproveitamento
das pesquisas
geradas n a
região.
Qualificar
professores e
laboratórios d a
UNISINOS^;
Sedimentar a
interação
universidadeempresa;
Dobrar o
número d e
postos d e
trabalho n a
região;
Objetivos
imediatos
Melhorar a
oferta d e mãode-obra
qualificada n a
região.
Ser referência
e m termos d e
software e
tecnologia d e
informática;
Produtos e
resultados
esperados
E m cinco a n o s
ter 0 Pólo
totalmente
implementado;
Melhoria d o
movimento
comercial d a
região, com a
atração d e
famílias q u e a s
novas empresas
p o d e m gerar.
Geração d e
novos postos d e
trabalho;
Geração d e
tributos para o
desenvolvimento
dos programas
de governo d a
municipalidade;
Efeitos/impactos
^ UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul
^ ÜNITEC - Unidade de Desenvolvimento Tecnológico
Pólo d e
Informática
de São
Leopoldo
(RS)
Objetivo Superior
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
0 Governo d o
Estado precisa
estabelecer u m a
política clara
para a indústria
de informática
no Rio Grande
do Sul;
A Prefeitura tem
u m a política
para incentivar o
estabelecimento
de novas
empresas na
cidade;
A UNISINOS
tem u m a política
de incentivo a o
empreendedor e
oferece cursos e
disciplinas nesta
área.
T A B E L A 5 . 2 - M a t r i z lógica d a s experiências s e l e c i o n a d a s ( n a c i o n a i s e i n t e r n a c i o n a i s )
Empreenderes
instalados no
Pólo.
A população
d o município,
pois a
iniciativa gera
mão-de-obra
qualificada,
c o m melhores
salários;
Alunos d a
Universidade;
Beneficiários
0 amplo apoio
da U N I S I N O S
a o projeto.
A s soluções
encontradas
para facilitar a
implantação
das empresas
no Pólo;
0 Projeto
arquitetônico
da UNITEC^;
Sistema d e
incentivos
fiscais;
Práticas d e
sucesso
identificadas
Legislação e m
apoio a o Pólo
estabelecida
pelo
município;
84
Apoiar a s
políticas públicas
no Estado d o
Ceará no q u e
tange a: apoiar a
transferência d e
empresas d e
base tecnológica
para o Ceará;
apoiar a criação
de pólos
industriais d e
empresas
inovadoras n o
Ceará; estimular
0 aproveitamento
das riquezas
naturais d a
região; estimular
0 crescimento d e
novos postos d e
trabaltio.
Lema: "Algumas
pessoas olham
para as coisas
que existem e
perguntam: Por
quê? Nós
olhamos para o
que não existe e
Estimular a
integração
universidadeempresa n a
região.
Assessorar
empresas d a
região quanto à
criação d e
tecnologias,
produtos e
processos
inovadores;
Incubar
empresas d e
base
tecnológica;
Estimular a
criação d e
empresas d e
base
tecnológica;
Objetivos
imediatos
* PADETEC - Parque de Desenvolvimento Tecnológico
PADETEC^
(CE)
Objetivo Superior
Produtos e
resultados
esperados
Colocar
produtos
inovadores n o
mercado por
meio das
empresas
incubadas o u
associadas.
bem como
através dos
contratos d e
P&D com
empresas
públicas o u
privadas;
Gerar patentes
c o m alto valor
comercial
agregado;
Dar apoio
técnico e
material aos
pesquisadores
q u e buscam
desenvolver
produtos
inovadores;
Emitir laudos d e
qualidade para
equipamentos.
Melhor
aproveitamento
das riquezas
naturais d a
região, por meio
de produtos
inovadores d e
alta qualidade;
Intensificação d o
relacionamento
c o m instituições
internacionais
c o m 0 intuito d e
intercambiar
experiências e
obter apoio
técnico e
científico para a
comunidade d e
pesquisa local;
Criação d e novas
empresas d e
base tecnológica
na região.
melhorando o
nível d o parque
industrial local;
Mão-de-obra
qualificada para a
região.
Efeitos/impactos
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
Continuar a
captar recursos
para
manutenção d e
bolsas para o
pessoal técnico
do PADb 1 t C ;
Apoiar políticas
de incentivo a o
financiamento
das atividades
de empresas d e
base tecnológica
na região.
Região
Nordeste captação d e
interesse de
empresários
de outras
regiões, para o
Nordeste.
Governo d o
Estado d o
Ceará - apoio
a ações
políticas d e
desenvolvimen
to d o Estado;
Comunidade
técnicocientífica que
gravita e m
torno d a
Universidade
Federal d o
Ceará;
Beneficiários
Práticas d e
sucesso
identificadas
Ações d e
estímulo às
pesquisas e
empresas para
colocar n o
mercado
novos
produtos.
aproveitando
as riquezas d a
região - filão
que tem dados
bons
resultados;
Ações d e
articulação
regional e
inter-regional
q u e tem
captado o
interesse d e
instituições e
empresários
de outros
Estados d o
país;
Ações do tipo
"do laboratório
ao mercader,
reunidas sob a
85
Transformar a s
estruturas
regionais, n o
Estado d o Rio
Grande d o Sul,
através d a
inovação
tecnológica
permanente,
possibilitando a
emergência d e
novos pólos d e
desenvolvimento
no Estado.
Aprimorar a s
condições
locais d e
inserção
competitiva n o
âmbito d a
produção d e
bens e
serviços.
Articular o s
agentes d e
inovação local
através d e u m
planejamento
participativo e
globalizado.
Objetivos
imediatos
Produtos e
resultados
esperados
produtos o u
processos.
solicitados por
empresas
públicas o u
privadas.
Institucionalização a
Tecnópole;
Qualificação d e
gestores das
ações
tecnopolitanas;
Estabelecimento d e rede d e
incubadoras d e
empresas;
Instalação d e
u m Parque
Tecnológico;
Programa d e
eventos
voltados a o
estímulo d a
criatividade e
Difusão d o
modelo para
outras regiões d o
Estado que
reúnam
Criação de novas
e melhores
oportunidades d e
emprego.
Estabelecimento
de u m ambiente
de produção
industrial e d e
prestação d e
serviços
altamente
qualificado.
Efeitos/impactos
Ultrapassar a s
limitações
existentes n o
âmbito do poder
público de forma
a viabilizar a
institucionalização d a
Tecnópole.
Ampliar e
fortalecer a s
parcerias c o m o
setor privado.
Facilitar o
acesso a
territórios e
ãreas privadas.
Fortalecer e
ampliar a s
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
Grande d o Sul
FctnHn Hn Rin
Sociedade d o
Beneficiários
Práticas d e
sucesso
identificadas
mesma
coordenação busca d e
soluções
rápidas e
efetivas.
Cooperação
técnica c o m o
governo
francês, o q u e
muito tem
contribuído
com a
estruturação
d o projeto.
A s ações d e
ampliação d a
cooperação
internacional agora
tentando
aproximação
com 0
22@BCN
(Barcelona f-
^ "A palavra tecnópole é formada dos vocábulos gregos tekhné (aptidão, artes, técnica) e polis (comunidade independente centrada numa cidade). Foi
utilizada inicialmente para designar uma cidade construída para promover a geração de conhecimento científico e tecnológico e a sua transformação em
bens e serviços. A iniciativa pioneira foi a fundação em 1969, na França, de Sophia Antipolis".(Spolidoro, 1997).
® A municipalidade de Barcelona propôs uma estratégia de inserir a região na sociedade do conhecimento. Entre os projetos encontra-se a revitalização
do "El PoblenoL/' principal núcleo de industrialização espanhola do século XIX. Com este objetivo foi criada a empresa privada municipal, a 22@bcn S.A.,
um órgão da Prefeitura de Barcelona, para a gestão de sen/iços e atividades municipais com vistas de apoiar o processo de transformação urbana contido
no "Plan General Metropolitano" (disponível em: http://www.bcn.es/22 @ bcn. acesso em 24/01/2003).
Porto
Alegre
Tecnópole^
(RS)
perguntamos: Por
que não?"
(Bernard Shaw)
Objetivo Superior
86
Londrina
Tecnópolis
(PR)
Tornar-se o
primeiro dos
pólos
tecnológicos
regionais d o
Paraná, d e
acordo com a
Política d o
Governo d o
Estado, visando o
desenvolvimento
dos pólos d o
Objetivo Superior
Sensibilizar a
comunidade e m
geral e o s
formadores d e
opinião para a
realidade d a
Sociedade do
Conliecimento,
seus riscos e
oportunidades;
Disseminar a
cultura d o
Objetivos
imediatos
Produtos e
Efeitos/impactos
Pressupostos
resultados
relevantes para
esperados
0 êxito
condições
relações
inventividade;
Programa d e
propícias à
internacionais
qualificação d e
inovação
q u e têm
gestão d a
tecnológica.
contribuído c o m
inovação
a estruturação
tecnológica nas
do projeto.
empresas e
outras
organizações;
Estatuto jurídico
da Porto Alegre
Tecnópole;
Criação d o
Programa
Tecnópole de
Comunicação e
Informação.
Ações d e
Crescimento d a Envolvimento d o
sensibilização:
região d o eixo poder público d e
atingir até
Cornéiio Procópio Londrina n o
200.000
Apucarana.
projeto.
pessoas;
Cursos e ações
Conscientização
de capacitação
e envolvimento
em
do poder público
e das
empreendedorismo: atingir
comunidades do
até 20.000
eixo Cornéiio
Procópio pessoas;
Práticas d e
sucesso
identificadas
revitalização
de u m a antiga
área industrial
na região d e
Catalunia.
0 "orçamento
participativd'u m a ação d o
governo
municipal
local; a
comunidade
participa d a
execução
orçamentária.
O modelo
organizacional
região d o norte
do projeto e
do Paraná
sua estrutura
em
plataformas e
sistemas,
decorrente d o
diagnóstico
realizado para
a região com
relação às
Sociedade d a
Beneficiários
87
empreendedorismo na
comunidade;
Criar/fortalecer
mecanismos d e
pré-incubação
de projetos e
apoio ã
elaboração d e
planos d e
negócios e
estudos d e
viabilidade
técnicoeconômica;
Criar/fortalecer
mecanismos d e
apoio à
inovação e m
empresas
tradicionais;
Criar/fortalecer
incubadoras d e
empresas
inovadoras;
Criar/fortalecer
programas d e
apoio {funding)
para projetos e
empresas
interior.
Consolidar a
região d e
Londrina até
2010 como u m
dos três
principais pólos
de inovação
tecnológica d o
país e c o m o urna
das dez cidades
brasileiras c o m
maior índice d e
crescimento d o
PIB per capita^.
Consolidar a
estruturação d o
Sistema Local d e
Inovação
existente e m
Londrina e
ampliá-lo n o eixo
Cornélio Procópio
- Apucarana, via
implantação das
ações
estruturantes das
plataformas d o
projeto.
^ RIB per capita - Produto Interne Bruto per capita
Objetivos
imediatos
Objetivo Superior
Produtos e
resultados
esperados
Projetos
selecionados
para préincubação:
atingir a marca
de 200 projetos;
Planos d e
negócios
concluídos e
aprovados para
incubação/
Funding: atingir
a marca d e 5 0
projetos;
Novas
empresas de
base
tecnológicas
criadas: atingir
a marca d e 2 5
empresas;
Novos
empregos
gerados: atingir
a marca d e 2 5 0
empregos;
Faturamento
gerado
(R$/ano): atingir
a cifra de 2 5
Efeitos/impactos
Busca d e
sustentabilidade
para o projeto n o
curto e médio
prazos, por meio
da ampliação d e
contatos e d e
possíveis fontes
de financiamento
no país e n o
exterior.
Pressupostos
relevantes para
o êxito
Apucarana.
Beneficiários
Ações d e
Animação sensibilização
da sociedade
d a região.
Práticas d e
sucesso
identificadas
potencialidades e gargalos
por setor d a
economia
(Plataforma d e
Alimentos PLATALI;
Plataforma d o
Conhecimento
- PLATCON;
Plataforma d e
Tecnologia d a
Informação PLATIN)
88
Objetivo Superior
Produtos e
resultados
esperados
milhões;
inovadores;
Patentes d e
Criar
novos produtos:
programas d e
atingir a m a r c a
estruturação e
de 2 5 patentes;
fortalecimento
Plataformas e
de sistemas
sistemas
produtivos
produtivos
locais;
locais
Organizar u m a
estruturados:
base d e dados
atingir a marca
confiável e
de dez;
acessível à
Empresas e
comunidade
investimentos
sobre a sócioatraídos para a
economia d a
região: cinco
região e
empresas e
atividades d e
US$ 5 0 milhões
P&D;
Participações
Articular e
integrar ofertas e m eventos
e d e m a n d a s e m tecnopolitanos
educação, C & T (exclusive
feiras): 10.000
eP&D;
pessoas;
Desenvolver
Programa d e
um Programa
Desenvolvimende Animação,
to d e
com atividades
de
Fornecedores
comunicação e (RodadasA/olume d e
marketing.
Negócios (R$):
dez rodadas
Objetivos
imediatos
Efeitos/impactos
Pressupostos
relevantes para
o êxito
Beneficiários
Práticas d e
sucesso
identificadas
89
Desenvolver e
recuperar urna
região degradada
e
economicamente
deprimida, por
meio d a
construção e
sustentação d e
um ambiente d e
classe mundial.
articulando o s
vários c a m p o s d o
conhecimento.
idéias.
competencias.
capital e redes
(conexões) a fim
de atrair
empresas e
negocios
operando e m
tecnologias d a
Transferir
atividades das
universidades.
empresas e d a
administração
estatal para o
Liberar, após
Transferir, para
0 Porto Digital,
atividades já
existentes e m
outras partes
da cidade, tais
como
incubadoras
(INCUBATEP e
CESARA),
Centro d e
Ciências d a
Computação d a
UFPE^
gabinetes
centrais d a
Secretaria d e
Ciência,
Tecnologia e
Meio Ambiente
do Estado.
Financiar
empresas
envolvidas c o m
tecnologias d a
informação;
Apoiar 0
desenvolvimento d e recursos
humanos em
áreas
estratégicas
que dão
sustentação a
esse segmento
produtivo;
Produtos e
resultados
esperados
para 3 0
milhões.
Objetivos
imediatos
Ampliar vagas
para estudantes
de graduação na
área d e
tecnologias d a
informação (de
100 para 200
vagas);
Ampliar cursos d e
especialização.
de educação à
distância,
mestrado
profissionalizante.
bem como o
treinamento d e
pesquisadores
qualificados e m
nível
internacional;
Fortalecer a
interação entre
universidade e
Efeitos/impactos
INCUBATEP - Incubadora de Empresas do Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco.
CESAR - Centro de Estudos Avançados do Recife.
' UFPE - Universidade Federal de Pernambuco.
Porto
Digital
(PE)
Objetivo Superior
Participação d o
Governo das
esferas
municipal e
estadual.
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
A sociedade
de Recife, d o
Estado d e
Pernambuco,
assim c o m o
possíveis
reflexos na
região
nordeste.
Beneficiários
Articulação
entre o s atores
e m prol d o
desenvolvimento e
recuperação
de uma região
degradada e
economicamente
deprimida.
Práticas d e
sucesso
identificadas
90
Pólo d e
Alta
Tecnologia
de
Campinas
(SP)
Porto Digital.
Promover a
instalação d e
empresas d e
tecnologia e d e
alta tecnologia
na região.
Buscar
condições
(incentivos
fiscais) para
que esse
processo d e
instalação d e
empresas seja
estimulado.
Formar novas
Desenvolver o
Pólo de Alta
Tecnologia d e
Campinas,
fazendo uso d e
u m "caldo"
cultural altamente
propício a o
desenvolvimento
d a atividade d e
alta tecnologia n a
região. Esse
"caldo" cultural
envolve não
somente a s
universidades
Objetivos
imediatos
informação e
comunicação.
Objetivo Superior
Região s e
tornar
conhecida e
atuante n o
setor d e
tecnologia e d e
alta tecnologia.
Produtos e
resultados
esperados
preparação e
recuperação.
u m a área d e
220 mil m^ para
uso das
empresas.
indústria,
ampliando
mercado d e
trabalho n o
segmento
industrial para
pessoal
qualificado;
Fomentar o
empreendedorism o estimulando a
criação de seis a
dez novas
empresas por
ano.
Permitir o
estabelecimento
de políticas d e
a d e n s a m e n t o nas
inter-relações
entre o sistema
de pesquisa e o
meio empresarial.
na região d e
Campinas.
Efeitos/impactos
Agilidade, por
parte das
autoridades, n o
apoio a o
empresariado.
Processo d e
seleção
competente.
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
Região d e
Campinas
(Universidades, Centros
de Pesquisa,
empresas
localizadas n a
região).
Beneficiários
Utilização d o
potencial
econômico.
científico e
tecnológico
existente para
tornar a região
u m pólo d e
desenvolvimento
baseado e m
alta
tecnologia.
Práticas d e
sucesso
identificadas
91
empresas e
uma
mentalidade
empresarial n a
região.
(UNICAMP,
PUC^°), m a s
também u m a alta
concentração dos
diversos institutos
de pesquisa ali
localizados
(Institutos:
Tecnologia d e
Alimentos,
Biológico,
Agronômico, d e
Zootecnia,
Laboratório
Nacional d e Luz
Sincrotrón), d e
excepcional
qualidade e
detentora d e
mão-de-obra
altamente
qualificada,
prontos a atender
uma demanda
que não é
acadêmica. Esse
repositório
científico e
tecnológico atrai
empresas de alta
^° UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas.
PUC - Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Objetivos
imediatos
Objetivo Superior
Produtos e
resultados
esperados
Efeitos/impactos
Pressupostos
relevantes para
o êxito
Beneficiários
Práticas d e
sucesso
identificadas
92
11
Instalação das
primeiras
empresas.
Lançamento
comercial d o
Parque;
Concluir a s
obras d e infraestrutura e
urbanização;
Objetivos
imediatos
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Parque
Tecnológico d o Rio
d e Janeiro
(RJ)
tecnologia para a
região.
Apresentar-se
c o m o u m novo
canal n o
relacionamento
entre a
universidade e a
sociedade;
Oferecer
vantagens
importantes para
as empresas. A s
empresas - de
preferência d e
p e q u e n o e médio
portes - p o d e m
atuar nos
diversos
segmentos
produtivos.
Entretanto, a
prioridade será
d a d a àquelas que
apresentem
maior sinergia
c o m áreas nas
quais a
universidade
apresenta
Objetivo Superior
Gerar 4000
empregos e até
200 e m p r e s a s
no prazo d e 15
anos.
Produtos e
resultados
esperados
Valorização d a
atividade
acadêmica.
Valorização d a
vocação
tecnológica d o
Rio d e Janeiro.
Recuperação d e
área pública
degradada.
Provocar u m
efeito
demonstração
mais forte n o
Brasil,
estimulando
outros projetos
semelhantes n o
país.
Efeitos/impactos
Fortalecimento
das sinergias
(universidadeempresa e
empresaempresa).
Administração
d o Parque c o m
certa autonomia
da Universidade.
Atração d e
serviços para o s
laboratórios e
unidades d a
Universidade.
Seleção muito
criteriosa das
empresas.
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
Comunidade
daUFRJ^^
Comunidade
do Rio d e
Janeiro (o
Parque é parte
integrante d o
Plano
Estratégico d a
cidade).
Beneficiários
Valorização d a
atividade
acadêmica e
da vocação
tecnológica d a
região.
contando com
apoio
institucional e
político dos
agentes
envolvidos.
Práticas d e
sucesso
identificadas
93
Kiryat
Weizmann
Science
Parl<
(Israel)
O modelo d e
parques
tecnológicos e
incubadoras e m
Israel tem por
objetivo apoiar a s
políticas públicas
expertise.
Ampliar e s c o p o
de pesquisa para
a universidade,
bem como a
absorção d e
recém-graduados
no mercado d e
trabalho e
geração d e
estágios para
estudantes;
Promover maior
visibilidade d a
vocação
tecnológica d o
Rio d e Janeiro;
Gerar recursos
financeiros para a
Universidade;
Revitalizar u m a
área pública
degradada (por
mais de 2 5 anos).
Objetivo Superior
Aproveitar o
alto índice
cultural
(científico
tecnológico) d a
população
como
Objetivos
imediatos
Evolução d o
modelo para o
estabelecimento d e u m alto
nivel d e
incentivo para
novos
Produtos e
resultados
esperados
Benefícios
geográficos, c o m
a valorização d e
bairros periféricos
às grandes
cidades;
Aumento d o
Efeitos/impactos
Continuo
desenvolvimento
dos modelos d e
incubação d e
empresas trabalho e m
"redes";
Pressupostos
relevantes para
o êxito
Práticas d e
sucesso
identificadas
A economia d o Israel possui
país;
quatro
O s imigrantes; modelos d e
A sociedade
Parques
israelense e m
Tecnológicos:
geral.
1 - parque
construído por
Beneficiários
94
instrumento
para o
desenvolvimento nacional;
Estimular a
exportação d e
produtos c o m
alto valor
agregado;
Desenvolver e
apoiar o
empreendedor
individual;
Criar
oportunidades
para o s
imigrantes
(principalmente
os provenientes
da ex-União
Soviética);
na promoção d o
desenvolvimento
da indústria
Gerar novos
postos d e
trabalho e
oportunidades
para a mão-deobra altamente
qualificada
disponível na
região.
tecnológica {high
tech) n o país.
Objetivos
imediatos
Objetivo Superior
Produtos e
resultados
esperados
empreendedores
tecnológicos;
Criação d e
empresas
inovadoras;
Sucesso no
desenvolvimento e
comercialização
de novos
produtos;
Aumento do
índice d e
transferência d e
tecnologias d a s
universidades
para a s
empresas;
Atração d e
novos
investimentos
para Israel.
prestígio
internacional d o
país;
Aumento n a
percentagem d e
sucesso d a s
empresas no
mercado;
Benefícios para a
economia d o
país;
Absorção d e
imigrantes.
Efeitos/impactos
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
Ampliação e
evolução d a
atuação d o D C C
(Departamento
do Cientista
Chefe) Ministério d a
Indústria e
Comércio;
Beneficiários
Práticas d e
sucesso
identificadas
empresa à
qual
pertencem os
prédios;
2- parque q u e
consiste n a
concentração
de empresas
n u m a só área
geográfica; o s
edifícios
pertencem às
empresas o u
são
arrendados
pela empresa
construtora;
3- parque q u e
proporciona
vias d e
comercialização junto a
entidades d e
pesquisa;
4- parque
onde a s
empresas
pertencem a o s
proprietários
do parque.
95
Proporcionar às
empresas da
região suporte
na geração d e
conhecimento,
implantação d e
atividades
industriais e
serviços d e alta
qualidade, e
desenvolvimento de atividades
de formação e
treinamento
para a s
empresas e
instituições
locais.
Ser u m núcleo d e
dinamização
tecnológica d a
indústria d a
região d e
Andaluzia.
Produtos e
resultados
esperados
Promover u m a
"fertilização
cruzada" entre
os agentes d e
inovação d a
região.
Gerar novos e
melhores
e m p r e g o s para
os jovens d a
região (a média
de idade d e
trabalhadores
e m Parques
Tecnológicos
espanhóis é d e
30 anos).
Estimular o
aumento da
participação d a
iniciativa
privada nas
atividades d e
pesquisa
científica e
inovação
tecnológica.
Beneficiários
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
A articulação
0 município d e
Positivos:
- Valorização
entre o s poderes Campanilla^^,
imobiliária d a
públicos e juntas Málaga e seus
região;
comerciais locais arredores,
- Melhoria das
para a criação
bem como a
condições d e vida de convênios
região d e
da população
q u e permitam o
Andaluzia.
local;
desenvolvimento O PTA exerce
- Maior
do projeto.
também a
divulgação d a
N o caso, a
importante
região n o país e
criação d o
função d e
no exterior;
núcleo
sediar a A P T E
dinamizador d e
- Aumento da
e a lASP'^
atividade
inovação
econômica;
tecnológica - a
Negativos:
associação
- Problemas c o m IDEA, contribuiu
e é fundamental
falta d e
estacionamento
para o
e m número
desenvolvimento
necessário aos
e sucesso d o
trabalhadores e
parque.
visitantes d o
parque;
- Problemas d e
engarrafamento
no trânsito,
Efeitos/impactos
Práticas d e
sucesso
identificadas
O modelo d e
criação e
gestão d a
Associação
IDEA'*;
0 modelo d e
articulação
q u e traz
benefícios
para a
comunidade
local.
demonstrado
pelas redes d e
cooperação
estabelecidas
c o m 0 PTA , a
saber:
A P T E ; lASP;
ATLANTIS
{T2A-Atlantic
Technology
Parks);
ÂMBAR
(AndalucíaMontpellierBarü;
Municipio de Capanilla - localizado na região metropolitana de Málaga, que se desenvolveu a partir da instalação do PTA.
APTE - Asociación de Parques Tecnoiógicos y Científicos de España.
I ASP - Internacional Association of Technology Parks.
Asociación IDEA - Investigación y Desarrollo en Andalucía - criada em 1991 com o objetivo de cuidar da implantação, fomento e desenvolvimento do
Parque Tecnológico de Andalucía.
Parque
Tecnológico de
Andalucía
S.A. (PTA)
(Espanha)
Objetivos
imediatos
Objetivo Superior
96
TAGUS
P A R K S.A.
(Portugal)
1-
1 —
:-f
—
Reforço e
estruturação d a
atividade d e
incubação d e
empresas d e
base
tecnológica;
Promoção d e
atividades d e
transferência d e
tecnologia e
troca d e
experiências
dentro d o
Parque e entre
este e outras
regiões d o país
e d o exterior;
Estímulo ã
criação d e
Criação e
promoção d o
Parque
assumindo-se
c o m o promotor
de Ciência,
Tecnologia e
Inovação para a
região.
Promoção d a
interação
sinérgica entre a s
comunidades
científicotecnológica e
empresarial, c o m
vista à criação d e
u m clima
favorável à
inovação e ã
í-.í.
Objetivos
imediatos
Objetivo Superior
Finalização d a
t ^ F a s e : 2002
Finalização d a
2^ Fase: 2 0 0 6
Maior oferta d e
empregos
qualificados
(aumento
generalizado d o
número d e
postos d e
trabalho);
Grande
concentração
de empresas d e
base
tecnológica;
Incremento d e
investimentos
e m infra-
Produtos e
resultados
esperados
5.060 postos d e
trabalho e 146
entidades
instaladas n o
Parque.
ocasionando u m
"síress" aos
trabalhadores;
- Necessário
desenvolver nos
projetos
condições d e
habitação
próximo a o
parque.
Efeitos/impactos
Continuação d a
conjugação d e
esforços na
parceria públicoprivado.
Pressupostos
relevantes para
0 êxito
0 conjunto d e
sócios
fundadores d a
Tagusparque
(promotores).
Instituições d e
Ensino
Superior e d e
Formação
Contínua e
Profissional.
Instituições,
centros e
projetos d e
P&D. de
natureza
pública,
privada sem
fins lucrativos
ou
Beneficiários
Três práticas
do TagusPark
foram
apontadas
pelo
Benchmarl<ing
of Business
Incubator
(União
Européia)
c o m o Good
Practices:
- a prática d e
avaliação d e
empreendedor
es que quando
completamente
desenvolvida
poderá ser
Práticas d e
sucesso
identificadas
COPAINS
(Málaga,
Sevilha, O
Porto,
Sheffield, La
Vienne);
Participação
e m programas
da União
Européia.
97
Objetivos
imediatos
redes informais
entre o s
residentes e à
constituição d e
parcerias;
Promoção d e
ações d e
divulgação
científica e
tecnológica;
Atração d e
eventos ligados
às áreas
científicotecnológicas
definidas n o
regulamento.
Objetivo Superior
constituição d e
empresas d e
base tecnológica,
q u e a localização
num mesmo
espaço físico,
com
características
paisagísticas e
ambientais muito
cuidadas,
propicia de forma
comprovada.
Produtos e
resultados
esperados
estrutura para a
região;
Desenvolvimento e
revitalização d a
região, c o m u m
Plano d e
Urbanização
Integrado - O
Taguspark s e
integra a o
Plano
juntamente c o m
outros três
projetos
complementares q u e
apresentam:
zonas
residenciais,
universidade,
museus, u m
c a m p o d e golfe,
hotéis, áreas
comerciais e d e
serviços.
Efeitos/impactos
Pressupostos
relevantes para
o êxito
Centros d e
incubação de
empresas.
Entidades com
vocação para
a promoção e
difusão d a
ciência,
tecnologia e
inovação.
Instituições
que
desenvolvam
empresarial.
Operações ou
sedes d e
grandes
empresas com
u m a atividade
significativa d e
C&T,
pequenas e
médias
empresas de
base
tecnológica
avançada e
empresas d e
consultoria e
serviços
técnicos.
Beneficiários
Práticas d e
sucesso
identificadas
usada por
investidores
para identificar
projetos
vencedores.
- o "Equity
sciiemé' - o
Taguspark irá
investir até
50,000 Euros
no sfiare
capitai das
empresas
"start-uff
(limite d e
2 5 % ) , com o
objetivo d e
que ao final d e
dois anos a
empresa
possa comprar
essa parte o u
vendê-la para
outro
investidor.
- o modelo d e
Science Patk
Virtual - e m
associação
c o m outros
três parques
(Alemanha,
98
CA
-O
o
Objetivos
imediatos
Produtos e
resultados
esperados
Efeitos/impactos
Pressupostos
relevantes para
o êxito
atividades
complementares e à
prestação d e
sen/iços d e
apoio a o
Parque.
Beneficiários
para o s
residentes.
f - freqüência
Afirmações
Sistema ambiental local
Plano estrutural (diretor) considera o impacto ambiental na
região
Localização escolhida levando e m conta fatores relacionados
a:
a- proteção ambiental
b- melhoria e recuperação de áreas
c- herança cultural
d- acesso público a espaços abertos
e- nenhum desses fatores é considerado
A r q u i t e t u r a , I n f r a - e s t r u t u r a , Serviços
Existem acessos diretos a rodovias (plano rodoviário) e m até
20 minutos considerando horário de pico.
Existem acessos fáceis e rápidos a aeroportos (< 20 km o u 3 0
minutos)
Existe disponibilidade d e transporte público
a- ferroviário o u metrô alcançado a pé - máximo 1 k m d e
b
a-b-c
b-c-d
a-bc-d
-
X
X
e
4*')
-
e
X
3*'>
X
e
2
-
d
X
1
b-d
X
X
c-d
X
5
b
-
X
c-d
X
6
b-d
X
X
b-c-d
X
7
a-bc-d
X
X
b-c-d
X
8
b-c
-
X
a-d
X
9
b-c
X
X
c-d
X
10
8
a-3
b-10
6
7
a-1
b-2
c-3
d-7
e-3
line oferecidos
Práticas de
sucesso
identificadas
Finlândia e
Grécia) pacotes d e
serviços on-
T A B E L A 5 . 3 - Dimensão ( A ) - localização d o s P a r q u e s d e C & T ( a s experiências a n a l i s a d a s são i d e n t i f i c a d a s p o r a l g a r i s m o s d e
1 a 10, conforme a primeira coluna d a T A B . 5.1)
Objetivo Superior
99
1
2
3<*'
4'*'
5
6
7
8
9
10
distância
b- ônibus(municipal, inter-municipal) q u e leva a o local
c- estação rodoviária q u e possa ser alcançada e m 2 0
minutos
d - outros tipos d e transportes fretados (caminhonetes,
ônibus, entre outros)
Percentual d e freqüentadores e trabalhadores d o parque q u e
b
b
c
b
d
d
d
u s a m automóvel particular é:
a- d e 0 a 2 0 %
b- d e 21 a 4 0 %
c- d e 41 a 6 0 %
d- acima d e 6 0 %
X
X
X
X
X
C o n c o r d a q u e a proximidade d o parque a instituições d e
X
X
X
pesquisa e universidades traz benefícios para o s residentes.
a-bExiste Plano d e Urbanização considerando o s seguintes itens: a-d-e
a-ba -c- a-ba-ba- planejamento físico-uso dos espaços
c-d-e
c-d-e c-d-e
d-e
c-d-e
b- localização-padrão d e ruas
c- plano d e circulação - tráfego
d - infra-estrutura (água, esgotos, energia elétrica, entre
outras)
e- redes d e comunicação
X
X
X
X
Existem políticas claras quanto à negociação o u cessão d e
X
X
X
terrenos.
X
X
X
Existem ações programadas d e controle arquitetônico e
X
X
X
X
paisagístico.
X
X
X
X
Existem centros d e sen/iços para atender ao parque.
X
X
(*) Nestes casos, não foi possível obter grande parte dos dados referentes a esta dimensão, u m a vez q u e até à época d a pesquisa ainda
não haviam sido estruturados planos referentes aos parques ou pólos q u e fazem parte d o projeto das tecnópoles.
Afirmações
100
6
7
7
a-6
b-4
c-5
d-6
e-5
8
b-3
c-1
d-3
c-6
d-5
f16
Informações econômicas
Principais atividades econômicas influenciadas pelas ações d o
parque:
a- comércio
b- serviços e negócios
c- indústria d e transformação
d- pesca, agricultura, indústria extrativa, agro-industrial
e- educação, treinamento, convenções
f- cultura, turismo e lazer
g- tecnologia d a informação, software, hardware,
telecomunicações
Estratégias de desenvolvimento regional
Existem políticas para suplantar barreiras culturais na região,
c o m base e m :
a- desenvolvimento d e parcerias locais (universidades,
instituições d e pesquisa);
b- ações n o mercado local;
c- desenvolvimento d e u m a linguagem c o m u m ,
dispositivos d e comunicação, ações comportamentais.
Afirmações
Informações demográficas
0 parque está localizado e m :
a- região metropolitana criada por lei
b- próximo d a região d e influência d e u m a região
metropolitana o u urbana de média a densamente povoada
número d e habitantes q u e vivem na região d e influência d o
parque.
a- < 1 milhão
b-> 1 milhão e < 2 milhões
c- > 2 milhões e < 3 milhões
d - > 3 milhões e < 6 milhões
a-b
c-d
c
d
c
d
a-b-c
a
a
a
3
2
1
a-c
d
a
b
4
a-c
b-e-fg
d
b
5
b-e
c
b
6
a
b-ce-g
d
a
7
a-b-c
a-be-c
a
b
8
a-b
b-e-g
b
b
9
a
b-f-g
c
a
10
T A B E L A 5 . 4 - Dimensão ( B ) - C o n t e x t o sócio-econômico, político e c u l t u r a l d a região ( a s experiências a n a l i s a d a s são
identificadas p o r algarismos d e 1 a 10, conforme a primeira coluna d a T A B . 5.1)
101
a-7
b-3
c-4
a-2
b-7
c-4
d-2
e-5
f-2
g-4
a-2
b-1
c-3
d-4
a-5
b-5
f
3
a-bc-d
2
b
1
a-b-d
4
a-bc-d
5
6
7
a-bc-d
8
a-d
9
a-bc-d
10
Afirmações
Legislação de apoio
Existem dispositivos legais adotados e m apoio a o parque, a
saber:
a- dispositivos legais para criação d e pólos c o m doação
ou cessão de terrenos, edificações o u outras
estruturas e ordenação sobre uso d o solo e
planejamento urbano
b- dispositivos legais d e incentivos para instalação d e
empresas e isenção d e impostos (ISS, IPTU, entre
outros) para empresas localizadas nos pólos
c- dispositivos legais para a criação d e Conselhos o u
organismos gestores do parque;
d - fundos d e apoio a empresas
a-b-c
1
b-d
a-b
8
a-b
a-b-c
10
T A B E L A 5 . 5 - Dimensão ( C ) - Legislação d e a p o i o ( a s experiências a n a l i s a d a s são i d e n t i f i c a d a s p o r a l g a r i s m o s d e 1 a 1 0 ,
confonne a primeira coluna d a T A B . 5.1)
Afirmações
entre outras
Benefícios para a s comunidades vizinlias c o m o advento d o
parque:
a- valorização d e imóveis
b- incremento d a movimentação d o comércio local
c- reversão d e benefícios pela arrecadação d e impostos
d- melhoria nas condições d e vida d a população local
102
a-3
b-5
c-2
d-1
f
a-6
b-6
c-4
d-4
f
Nome
Pólo d e Informática d e
São Leopoldo
2,3,5
4,5,7,9
1
2,3,9
1,2,3,4,6
1,4,9
2,6,8,10
2,3,4,5,6,7,8,9,10
1,4,5,6,8,10
5,7,8,9,10
2,3,5,8,10
Importante (1)
1,2,3,4,5,6,7,8,9,10
8,10
IMuito importante
(IVII)
6,7
7
1,3
1,4,6,7,9
Não
Considerado
(NO)
6 0 % M l , 3 0 % 1, 1 0 %
NC
5 0 % Ml, 5 0 % 1
5 0 % M l , 3 0 % 1, 2 0 %
NC
1 0 0 % Ml
20% Ml, 30%l, 5 0 %
NC
4 0 % M l , 4 0 % 1, 2 0 %
NC
9 0 % Ml, 10% 1
% por ação
Descrição do modelo
Pólo d e Informática, constituído d e incubadora d e empresas, condomínio e parque tecnológico, assim
definidos (Lei n° 4420, 31/10/1997):
Incubadora: organismo que, c o m o apoio d a U N I S I N O S e d o parque tecnológico, oferece oportunidade a
pesquisadores e pequenos empreendedores, para realizarem seus projetos d e informática;
Condomínio: local específico e a d e q u a d o para acolher empresas recém saídas d a incubadora o u não, já
possuidoras d e maturidade técnica para desenvolver seus próprios projetos;
Parque tecnológico: o conjunto das empresas já consolidadas n o mercado, c o m sedes definitivas no Pólo d e
Informática d e São Leopoldo;
- Doação d e imóvel (terrenos) pela Prefeitura Municipal d e São Leopoldo à Associação Comercial, Industrial
e d e Serviços d e São Leopoldo (ACIS), para constituir o Pólo.
T A B E L A 5.6.2 - Características d o m o d e l o a d o t a d o :
Ações d e apoio à disseminação d o empreendedorismo
Ações d e busca d a auto-sustentação d o
empreendimento
Ações d e apoio à diversificação das atividades
econômicas d a região
Ações d e apoio a o desenvolvimento tecnológico na
região
Ações d e apoio à geração d e empregos
Ações d e apoio a o desenvolvimento regional
Ações d e estímulo às exportações
Objetivo estratégico - aspectos considerados
T A B E L A 5.6.1 - O b j e t i v o s Estratégicos
T A B E L A 5 . 6 - Dimensão ( D ) - m o d e l o e e s t r u t u r a d o p a r q u e , s u b d i v i d i d a e m d o i s a s p e c t o s : o b j e t i v o s estratégicos e
características d o m o d e l o a d o t a d o .
103
6
Descrição do modelo
Nome
P A D E T E C - Parque d e Parque tecnológico, entidade civil, s e m fins lucrativos, constituído d e u m a incubadora d e empresas d e base
tecnológica e u m centro d e pesquisas, gerido por u m Conselho Diretor. A incubadora d e empresas é
Desenvolvimento
multisetorial (alimentos, química fina, engenharia elétrica e mecânica, informática).
Tecnológico
Projeto institucionalizado por meio d e protocolo d e intenções assinado e m 1995, c o m u m a organização
Porto Alegre
institucional, porém s e m personalidade jurídica própria. Compõem o projeto: incubadoras e a s Regiões d e
Tecnópole
Potencial Tecnológico ( R E P O T S ) .
Criada a A D E T E C - Associação d o Desenvolvimento Tecnológico d e Londrina, entidade civil s e m fins
Londrina Tecnópolis
lucrativos, c o m reconhecimento d e utilidade pública pelo Município d e Londrina (lei 5827, 11/07/94) e pelo
Estado d o Paraná (Lei 11889, 12/07/94), de caráter educacional e d e fomento à pesquisa e a o
desenvolvimento científico e tecnológico d e Londrina e região. Recentemente (4/10/2002) a A D E T E C tornouse u m a O S C I P - organização d a sociedade civil d e interesse público.
O Porto Digital é uma organização social (OS) e, na sua estrutura, para fins d e projetos sociais, conta c o m
Porto Digital
u m a organização d a sociedade civil d e interesse público (OSCIP) - o Instituto Porto Digital para Inclusão
S o c i a l . O Porto Digital é u m a das primeiras organizações sociais d e Pernambuco, tendo sido qualificada por
Decreto e m abril d e 2 0 0 1 ; c o m essa qualificação, pode celebrar contratos d e gestão com o setor público,
c o m o instrumento d e delegação d e atividades, transferência d e recursos, definição e cobrança d e
resultados.
C I A T E C - Pólo de Alta A C I A T E C teve s u a criação autorizada por Lei municipal n° 6850, d e 17/12/1991, q u e cria e constitui u m a
sociedade d e economia mista por ações, c o m o objetivo d e promover e estimular a implantação d e u m o u
Tecnologia d e
mais pólos d e atividades d e alto teor tecnológico no Município d e Campinas. Por esta Lei (artigo 7°), a
Campinas
C I A T E C fica autorizada a: atuar e m desapropriações relacionadas c o m suas atividades; celebrar convênios,
consórcios, contratos, acordos e ajustes d e cooperação e d e prestação d e serviços c o m pessoas físicas,
jurídicas, d e direito privado o u público, nacionais o u estrangeiras; transacionar, locar e d a r e m locação
imóveis; efetuar operações d e crédito; hipotecar bens imóveis d e seu patrimônio.
Parque Tecnológico d o O Parque é u m empreendimento público, desenvolvido por entidades públicas, sendo o s maiores parceiros a
U F R J , a Prefeitura d o Rio d e Janeiro e o Estado d o Rio d e Janeiro. N o modelo, não está prevista a venda d e
Rio d e Janeiro
cotas o u terrenos a o s ocupantes d o Parque; o s lotes serão cedidos e m forma d e aluguel a preços d e
mercado.
O Parque corresponde a u m d o s modelos d e parques tecnológicos d e Israel, a saber, é construído por
Kyriat Weizmann
empresa à qual pertencem o s edifícios, e q u e também o gerencia e fornece o s serviços d e apoio a o s
Science Pari<
empresários ali instalados. A s características gerais são: estrutura d e ambiente agradável; fácil acesso por
diferentes meios d e transporte, política d e locação dos espaços d e diferentes tamanhos, d e acordo com a s
necessidades dos residentes, e m prédios multipropósito; sistema d e gestão simples e desburocratizado.
104
Tagusparque S. A.
Descrição do modelo
O modelo d o parque estrutura-se c o m o u m núcleo dinamizador (tecnológico) d a indústria d a região d e
Andalucía. Foi criado, e m 1990, a partir d e u m convênio firmado entre a "Junta de Andalucíaí'{por meio d a
"Empresa Publica Del Suelo de Andalucía" e d o "Instituto de Fomento de Andalucía^) e a Prefeitura d e
Malaga. E m 1 9 9 1 , foi criada a Associação IDEA, c o m o objetivo d e manter e gerir o Parque e suas
atividades coligadas. O modelo disponibiliza espaços e m edifícios para alugar por tempo determinado,
d e p e n d e n d o d o tipo d e proposta (incubadora o u empresas maiores q u e ali desejem instalar-se), b e m c o m o
existe a possibilidade d e aquisição o u u s o d e terrenos, podendo o usuário construir o prédio, desde q u e
respeitadas a s normas existentes para esta modalidade.
Empresa d e direito privado, c o m capitais mistos (públicos e privados), fazendo u m a gestão empresarial d o
parque orientada para o lucro. Compõe-se d e u m conjunto diversificado d e 17 acionistas, entre eles:
agências ligadas a o governo federal, autoridades locais, bancos públicos e privados, universidades,
institutos d e pesquisa, e m p r e s a s públicas e privadas, associações empresariais e fundações. O parque está
inserido n u m plano d e ordenamento d e terreno e faz parte d e u m projeto mais abrangente, onde houve a
preocupação d e trazer a s componentes d e habitação, d e lazer, d e turismo, d e serviços e d e espaço verde.
Está localizado a 2 0 k m d o centro d e Lisboa, transformando terreno rural e m urbano, valorizando o s imóveis
locais. O s maiores acionistas d o parque são: Câmara Municipal d e Oeiras (17%), Instituto Superior Técnico
(12%), Banco Português d e Investimentos (11%), Banco Comercial Português (10%), Caixa Geral d e
Depósitos (10%).
N^
Gerido por u m Conselho d o
Pólo d e Informática constituído
por
representantes
da
Prefeitura Municipal d e São
Leopoldo, U N I S I N O S , A C I S ,
Associação d e Empresas d e
Software
e
Serviços
de
Informática d o R S , Sindicato
das
Empresas
de
Processamento d e Dados d o
Modelo de Gestão
Processo de Seleção e
acompanhamento
P o s s u e m u m formulário próprio
para a inscrição e proposta
veiculado na Internet. T o d a s a s
e m p r e s a s candidatas d e v e m
inscrever-se n a A C I S o u por
meio d o referido formulário. A s
e m p r e s a s candidatas d e v e m
ser associadas à A S S E S P R O ,
possuir programa d e qualidade,
ser empresa q u e desenvolve
Programas de Parceria e
redes
O Parque não participa e m
redes temáticas e não há
compromissos
formalizados
neste sentido. O Parque, n o
entanto, é considerado n o
projeto Porto Alegre Tecnópole,
devido a o fato d e localizar-se
na grande Porto Alegre.
Não existem ações relatadas
sobre este tema. Porém, há
intenções de estabelecer u m a
política d e atuação, b e m c o m o
u m regulamento c o m relação à
propriedade intelectual.
Propriedade intelectual
T A B E L A 5 . 7 - Dimensão ( E ) - G e r e n c i a m e n t o d o P a r q u e ( a s experiências a n a l i s a d a s são i d e n t i f i c a d a s p o r a l g a r i s m o s d e 1 a 1 0 ,
conforme a primeira coluna d a T A B . 5.1)
10
Nome
Parque Tecnológico de
Andalucía S. A.
105
Lançamento d e edital, análise
das propostas por consultores
ad-hoc, e x a m e d o s Planos d e
Negócios,
elaboração
de
parecer
conclusivo
pelos
analistas, para aprovação d o
Conselho Diretor.
Não existe u m a metodologia
formal para o a c o m p a n h a m e n t o
das empresas. A t u a m somente
quando
as
empresas
apresentam dificuldades.
Processo de Seleção e
acompanhamento
software o u d e sen/iços d e
informática,
tecnologia
da
informação
ou
de
telecomunicações.
Não há processo formalizado
de a c o m p a n h a m e n t o das
empresas.
O Parque está associado à
ANPROTEC'^
Não participa e m redes, porém
desenvolve diversos projetos
e m cooperação c o m entidades
d o Ceará e c o m outras
entidades e m outros estados
brasileiros
(FIOCRUZ-RJ'^
Johson&Johson, R H O D I A - S P ) .
Programas de Parceria e
redes
O Parque conduz atividades d e
registro d e patentes no INPI^°,
porém não há u m a política
formalizada c o m relação a este
assunto.
Propriedade intelectual
'® PADETEC - Parque de Desenvolvimento Tecnológico
SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas; SECITEDE - Secretaria da Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará; lEL Instituto Euvaldo Lodi; FUNCAP - Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico; FIEC - Federação das Indústrias do
Estado do Ceará.
ANPROTEC - Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologia Avançada.
FIOCRUZ - Fundação Oswaido Cruz.
^° INPI - Instituto de Propriedade Industrial.
RS, G o v e m o d o Estado d o R S ,
SOFTSUL,
empresas
instaladas
no
Pólo
de
Informática. Existe ainda u m
síndico e u m Conselho Fiscal.
O s serviços d e assistência
técnica
e
gerencial
às
e m p r e s a s são oferecidos d e
forma
individualizada,
de
acordo c o m a s necessidades
apresentadas.
O PADETEC'*^ é gerido por u m
Conselho Diretor ( c o m quatro
membros
fundadores),
um
Conselho
Fiscal,
uma
Superintendência d e caráter
executivo
(com
um
superintendente
e
quatro
adjuntos, todos aposentados,
c o m bolsas). A s principais
entidades
promotoras
são:
Universidade Federal d o Ceará,
o S E B R A E / C E , Banco d o
Nordeste,
SECITECE,
F U N C A P , B a n c o d o Estado d o
Ceará, IEL7CE, FIEC'^.
Modelo de Gestão
106
Não se aplica.
No entanto, é interessante
identificar
o s projetos e m
desenvolvimento;
Incubadoras:
Incubadora
Empresarial Tecnológica d e
Porto
Alegre,
Centro
de
Empreendimentos d o Instituto
de
Informática,
UNITECUNISINOS,
Incubadora
Tecnológica d a Fundação d e
Ciência
e
Tecnologia,
Incubadora
Empresarial d a
Restinga, Rede Gaúcha d e
Incubadoras;
Regiões
de
Potencial
Tecnológico (REPOTs): Parque
Tecnológico Urbano d o Quarto
Distrito, Cidade d a Saúde,
Parque Tecnológico d a Região
Metropolitana - Campus d a
Fundação
de
Ciência
e
Tecnologia
do
RS
(Cachoeirinha),
Pólo
de
Informática d e São Leopoldo.
Processo de Seleção e
acompanhamento
O projeto está associado à
A N P R O T E C (por intermédio d a
Secretaria Municipal) e t e m
parcerias c o m a A B I N E E ^ \
S O F T S U L ^ ^ Rede Metrológica,
FIERGS^l
Existem acordos d e troca d e
experiências c o m a França
(com referência aos modelos d e
Tecnópoles) e c o m a Prefeitura
de Barcelona (para o modelo d e
parques tecnológicos).
Programas de Parceria e
redes
ABINEE - Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica.
SOFTSUL - Sociedade Sul Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software.
FIERGS - Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul.
O s serviços d e assistência
técnica às empresas
são
oferecidos c o m o apoio d o
SEBRAE.
A Porto Alegre Tecnópole t e m
c o m o estrutura: Conselho d e
Gestores,
Comitê
de
Coordenação
e
Conselho
Técnico-Consultivo. A execução
do projeto propriamente dita
fica a cargo d o Comitê d e
Coordenação, composto por:
Prefeitura Municipal d e Porto
Alegre, Universidade Federal
do Rio Grande d o Sul, Pontifícia
Universidade Católica d o Rio
G r a n d e d o Sul, Universidade d o
Vale d o Rio dos Sinos, Governo
d o Estado d o Rio Grande d o
Sul, Federação d a s Indústrias
do
Rio Grande
d o Sul,
Federação d a s Associações
Comerciais d o Rio Grande d o
Sul,
SEBRAE/RS,
Central
Única dos Trabalhadores.
Modelo de Gestão
Não s e aplica.
Propriedade intelectual
107
O Porto Digital atua c o m u m
modelo d e negócios baseado
e m quatro estruturas: fundos d e
investimentos, instituições d e
gestão
da
inovação
e
A ADETEC^'^, por meio d o
Comitê Executivo (Universidade
Estadual d e Londrina, Instituto
Agronômico
do
Paraná,
Associação
Comercial
e
Industrial
de
Londrina,
Prefeitura
Municipal
de
Londrina, C 0 P E L 2 ^ S E B R A E PR, A D E T E C ) , coordena a s
ações estruturadas, conforme
plano estratégico, e m : projeto
integração
do
sistema
educacional,
plataforma d e
tecnologia
da
informação,
incubadora d e empresas d e
alimentos,
consórcio
de
empresas d e alimentos e
logística, integração d e sen/iços
tecnológicos, estruturação d e
sen/iços d e informação e apoio
a projetos, projeto comunicação
e
marketing
"Londrina
Tecnópolis",
Plataforma
do
Conhecimento,
Plataforma
Agroalimentar.
Modelo de Gestão
Não s e aplica.
Processo de Seleção e
acompanhamento
Não s e aplica.
^•"ADETEC - Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina.
COPEL - Companhia Paranaense de Energia.
N°
Existem ações d e estímulo à
troca d e experiências, podendose citar o programa d e
intercâmbio
técnico-científico
Porto Digital-Bf/Y/s/7 Council,
Programas de Parceria e
redes
A A D E T E C é associada d a
A N P R O T E C . Foi reconhecida
c o m o Núcleo d e Referência e m
Sistemas Locais d e Inovação
da A N P R O T E C .
Não existem ações relatadas
sobre este tema. Porém, consta
do Estatuto Social d o Núcleo d e
Gestão d o Porto Digital "dar
suporte
à
proteção
da
Não existem ações relatadas
sobre este tema. Porém, há
intenções d e estabelecer u m a
política d e atuação, b e m c o m o
u m regulamento com relação à
propriedade intelectual.
Propriedade intelectual
108
rtr
o
As Instituições promotoras do
Porto Digital são: Secretaria
Estadual
de
Ciência,
Tecnologia e Meio Ambiente,
Centro
de
Informática
da
Universidade
Federal
de
Pernambuco,
Centro
de
Estudos Avançados do Recife
(CESAR) e SOFTEX-Recife.
transferência
de
tecnologia,
instituições
de
suporte
ao
surgimento e consolidação de
empreendimentos, centros de
pesquisa e formação de capital
humano.
M o d e l o d e Gestão
P r o c e s s o d e Seleção e
acompanhamento
propriedade
inteiectual
que
resulte
da pesquisa
e
do
desenvolvimento
tecnológico
realizado pelo Porto Digital ou
por seus parceiros em projetos
conjuntos, através de registro
de marcas, patentes,
modelos
de
utilidade,
desenlias
industriais
ou outras
formas
pertinentes previstas em lei'.
que proporciona a troca de
informações
sobre
empreendimentos semelhantes
na
Grã-Bretanha
(Parques
Tecnológicos
inseridos
em
áreas
consolidadas
e
históricas), no que se refere a
arranjos institucionais, urbanos,
funcionais e composição de
empreendimentos.
Também
são
desenvolvidas
ações
para
inserção
internacional das empresas do
Porto Digital, com o intuito de
realizar negócios e estabelecer
parcerias com instituições da
vanguarda
tecnológica
internacional.
Estabelece
uma
ação
coordenadora no que tange às
atividades do ecosistema de
informação
tecnológica
e
comunicações de Pernambuco,
promovidas
por:
SOFTEXRecife,
Centro
de
Estudos
Avançados de Recife ( C E S A R )
e I N C U B A T E P - incubadora de
empresas em tecnologia da
informação e comunicações.
Propriedade intelectual
Programas d e Parceria e
redes
rm
Não existem ações relatadas
sobre este tema.
Propriedade intelectual
O Parque está associado ã Não existem ações relatadas
A N P R O T E C por meio d e s u a sobre este tema.
incubadora
de
empresas.
Também existem articulações
c o m Redes e organizações
internacionais.
Programas de Parceria e
Processo de Seleção e
acompanhamento
redes
O processo d e seleção é Não há participação
aplicado à incubadora. T o d o o sistematizada e m redes.
processo d e apresentação d e
projetos e seleção dos m e s m o s
é feto através d e edital e
concorrência pública.
A C I A T E C é administrada por
u m Conselho d e Administração
e por u m a Diretoria Executiva,
eleita
pelo
Conselho
de
Administração. São dois Pólos
q u e a c o m o d a m empresas d e
várias dimensões e operando
em
qualquer
segmento
produtivo: Pólo I - c o m
e m p r e s a s d e base tecnológica,
porém não d e alta tecnologia;
Pólo II - maior vocação e m
relação
a
tecnologias
avançadas (tem seus limites
físicos junto a o c a m p u s d a
UNICAMP).
A
principal
promotora
(financeira) d o projeto é a
Prefeitura d e Campinas. C o m
relação
à
incutiadora
de
e m p r e s a s , o maior promotor é o
SEBRAE/SP.
O
modelo
do
Parque Só há processo d e seleção
Tecnológico d o Rio d e Janeiro formalizado para a incubadora
está estruturado s o b u m a de empresas.
permanente
vinculação
às
áreas d e ensino, pesquisa e
extensão d a U F R J . A estrutura
de gestão d o Parque dispensa
a criação d e u m a nova
instituição;
será
conduzido
pelas Fundações disponíveis na
UFRJ
(Fundação
José
Modelo de Gestão
110
26
8
PTA - Parque Tecnológico de Andalucía
A estrutura organizacional d o
PTA^^ é formada por: diretor
geral, diretor financeiro, diretor
comercial, diretor de operações,
responsável
por
projetos,
pessoal d e suporte técnico e
e m informática e secretaria
geral. Existe u m Conselho d e
Administração. São a o todo
nove funcionários d o parque e
alguns bolsistas.
Bonifácio
e
COPPETEC),
durante o s primeiros anos d e
funcionamento.
O Parque terá u m Conselho
Diretor, estruturado d e tal forma
q u e deve assegurar à U F R J o
c o m a n d o d o projeto.
O Kiryat Weizmann Science
Parl< é gerido
por u m a
empresa,
a
Africa-Israel
Investments Ltd., q u e também
opera outros empreendimentos
c o m objetivos semelhantes e m
Israel: Retiovot Park e Migdal
Ha'emek Science Park (Haifa).
Modelo de Gestão
São oferecidos espaços para
locação q u e são adaptados às
necessidades
dos
clientes
(tamanho,
estruturas).
Não
existe u m processo d e seleção
formal. O s interessados entram
e m contato e são feitas a s
negociações d e acordo c o m a s
disponibilidades
e
características e histórico d o s
interessados (o contato pode
ser iniciado inclusive
pela
Internet).
São aceitas e m p r e s a s q u e
desenvolvem
atividades d e
tecnologia
avançada.
Para
avaliar a atividade d e P & D d o s
candidatos são levados e m
conta o s seguintes aspectos:
pesquisa
básica
e
desenvolvimentos
em
tecnologias
pré-competitivas,
projetos d e desenvolvimento d e
novos produtos, transferência
Processo de Seleção e
acompanhamento
Este t e m a é tratado pelas
empresas residentes. A gestão
do parque não interfere.
Propriedade inteiectual
O Parque abriga a presidência Não existem ações relatadas
da Associação d e Parques sobre este tema.
Tecnológicos
da
Espanha
(APTE) e também a sede
mundial d a l A S P . T e m u m a
considerável
rede
de
cooperação: A T L A N T I S (T2A)Atlantic
Technology Parks,
ÂMBAR (Andalucia-MontpelierBari),
COPAINS
{MálagaSevilla-Oporto-Sheffield-La
E associado à lASP.
Programas de Parceria e
redes
111
N o T A G U S P A R Q U E existe u m
Conselho d e Administração
composto
por
sete
administradores,
representantes d o s acionistas,
dos
quais
três
são
administradores executivos.
U m a Comissão Executiva é
composta
pelos
três
administradores executivos, à
qual reportam três Diretorias; a
Diretoria d o Parque, a Diretoria
d e Planejamento e Operações
e a Diretoria Administrativa e
Financeira, e ainda o Setor de
Relações Públicas e Apoio a o
Residente.
Existe u m Conselho Científico e
Tecnológico q u e , analisando
todas a s candidaturas d e
Vienne). O Parque também
participa
em
diversos
programas d a União Européia
(ERDF, ESP, Stride, Prisma,
Life,
Leonardo,
IV R & D
Framework Programme, Star,
ADAPT^^).
de tecnologia c o m centros d e
pesquisa o u universidades d a
região,
participação
em
programas europeus, nacionais
ou
regionais
de
desenvolvimento tecnológico. A
empresa
também
deve
respeitar o meio ambiente.
A empresa efetua a candidatura
para instalação n o parque por
preenchimento d e impresso
próprio e realiza reunião c o m a
equipe do Tagusparque.
O
Conselho
Científico
e
Tecnológico
analisa
a
informação sobre a empresa à
luz d o s critérios definidos e
emite u m parecer sobre o
enquadramento d a empresa.
C o m base n o parecer d o
Conselho
Científico
e
Tecnológico,
a
Comissão
Executiva admite a empresa,
após assinatura d e contrato d e
arrendamento.
Não existe metodologia d e
acompanhamento.
Acreditam
q u e a avaliação d a empresa
Associação
Portuguesa
de
Parques
de
Ciência
e
Tecnologia
(TECPARQUES),
cuja sede é no Tagusparque,
lASP e A T L A N T I S
(T2A)Atiantic Technoiogy Parl<s.
O
parque
também
esta
associado à T l l - European
Association for tfie Transfer of
Tecfinoiogies innovation and
Industrial Information.
Participa d a s seguintes redes:
Rede d e Inovação d a Região
de Lisboa e Vale d o Tejo
(TagusiinK).
Programas de Parceria e
redes
Processo de Seleção e
acompanhamento
O Taguspark f a z parte d e u m a
Rede Nacional d e Gabinetes d e
Apolo à Propriedade Intelectual
(GAPI), estando
capacitado
para internamente prestar apoio
nesta área para o s residentes.
Porém, a tomada d e decisão é
do residente e seus parceiros,
não
havendo
qualquer
interferência d o parque.
P r o p r i e d a d e intelectual
^^ERDF - European Regional Development Fund; ESF - European Science Foundation; STRIDE - Science and Technology for Regional Innovation and
Development in Europe; PRISMA - Providing Innovative Service Models and Assessments - Information Society Technologies Programme; LIFE Financial R Instrument for the Environment, LEONARDO - Community Vocational Training Action Programme; STAR - The European Energy Star
Programme; IV R&D Programme - Telematic Applications of Common Interest Programme; ADAPT - é uma iniciativa da European Sociai Fund
Community voltada para o treinamento e atualização professional de trabalhadores europeus, principalmente junto às pequenas e medias empresas.
10
Modelo de Gestão
112
Processo de Seleção e
acompanhamento
e m p r e s a s para instalação n o após a s u a instalação n o
é
efetuada
pelo
parque, emite u m parecer q u e parque
mercado.
permite à Comissão Executiva
fundamentar a s u a decisão d e
admitir o u não determinada
empresa. Este Conselho é
c o m p o s t o por nove membros.
A s "âncoras" d o parque são:
Portugal T E L E C O M , Instituto d e
Soldadura e Qualidade, Banco
Comercial Português.
Programas de Parceria e
redes
Propriedade intelectual
Faixa: Até R $ 100 mil/ano.
Orçamento operacional
(faixas)
Estratégias de autoInvestimentos das entidades
sustentação
parceiras e captados para
implantação
Não há planos estabelecidos
Terreno d a entidade parceira
c o m relação a este tema.
(Prefeitura d e São Leopoldo) O parque deverá continuar a
R$ 6 0 0 mil
Recursos financeiros cedidos receber recursos significativos
pela entidade parceira Governo (mais d e 5 0 % d o s e u custeio
anual) d e órgãos públicos e
Estadual - R$ 4 7 4 mil.
entidades privadas.
A
partir
da
aproximação
independente realizada junto às
próprias empresas, não havendo
a c o m p a n h a m e n t o d a gerência d o
parque o u qualquer participação
no processo.
Há u m a preocupação d o parque
e m disponibilizar
informações
atualizadas sobre oportunidades
relativas à captação d e capital de
risco o u outra forma de capital
para seus associados.
Capital inicial e de risco
T a b e l a 5 . 8 - Dimensão ( F ) - A s p e c t o s f i n a n c e i r o s , i n c e n t i v o s a o i n v e s t i m e n t o ( a s experiências a n a l i s a d a s são i d e n t i f i c a d a s p o r
algarismos d e 1 a 10, c o n f o n n e a primeira coluna d a T A B . 5.1)
Modelo de Gestão
113
N-
Recursos d e pouca monta para
operacionalização d o projeto
provenientes d e : Secretaria d e
C & T e Ensino Superior (Paraná
Tecnologia),
bolsas
CNPq,
recursos d o l E L para bolsas e
custeio, recursos d a própria
ADETEC.
Contrato d e Gestão c o m a
Secretaria
de
Ciência,
Tecnologia e Meio Ambiente d e
Pernambuco ( S E C T M A ) e c o m a
Fundação Instituto Tecnológico
do Estado d e Pernambuco
(ITEP)
c o m finalidade
de
fomentar
a
execução
de
atividades para atrair, criar e
Faixa: d e R $ 101 mil a
R$ 5 0 0 mil/ano
Faixa: acima d e R $ 1 milhão/ano
(considerando-se dados obtidos
no Contrato d e Gestão e
respectivos
Primeiro
Termo
Aditivo
e
Termos
de
Renegociação c o m o Governo
do Estado d e Pernambuco,
referentes a o s exercícios d e
2001 e 2002)
Não s e aplica. Trata-se de u m
projeto ainda e m
desenvolvimento.
Investimentos das entidades
parceiras e captados para
implantação
Não s e aplica.
Custo operacional não
informado.
Faixa: d e R $ 101 mil a R $ 500
mil/ano
( 4 3 , 7 % d e entidades privadas;
8 , 4 % d e pagamentos feitos por
e m p r e s a s residentes; 4 6 , 4 % d e
agências d e fomento; 1,5% de
empresas
graduadas
contribuição durante u m a n o
após a graduação).
Orçamento operacional
(faixas)
Conforme previsto e m s u a
missão, o Porto Digital prevê a
"estruturação
e
gestão
sustentável d e u m ambiente d e
negócios"
e,
em
seu
planejamento
estratégico,
"desenvolver mecanismos d e
auto-sustentação d a instituição",
embora
o
empreendimento
Não há expectativas
neste
sentido.
O
empreendimento
continuará a receber recursos
significativos (acima d e 5 0 % d o
seu custeio anual) provenientes
de órgãos públicos.
Sim (50%), c o m u m horizonte d e
cinco anos, c o m a s seguintes
estratégias: manutenção d e
todos o s galpões industriais
ocupados
por
empresas
incubadas; auferindo recursos
mediante prestação d e sen/iços;
royalties;
subsídios
governamentais; celebração d e
convênios.
Não s e aplica.
Estratégias de autosustentação
Ações d e aproximação: promove
ações d e articulação
entre
investidores
(nacionais
e
internacionais) e empresas locais
de tecnologia d a informação e d e
comunicação;
também
desenvolve ações para auxiliar a s
empresas no acesso a o s fundos
disponíveis - auxilia n o s projetos
A s atividades neste sentido serão
desenvolvidas pelas entidades
q u e compõem a Tecnópole
(incubadoras,
parques
e
REPOTs).
Ações
de
aproximação:
divulgação junto às empresas d a
região sobre fundos d e capital d e
risco; criação d e informativos
sobre
oportunidades
de
investimentos,
fundos,
entre
outras ações.
O parque estimula a participação
de fundos d e capital a partir d a
promoção d a participação d a s
empresas
em
eventos
promovidos por programas d e
capital d e risco d e instituições
governamentais e privadas.
Capital inicial e de risco
114
Custo
operacional
informado.
Custo operacional não
informado.
Orçamento operacional
(faixas)
nao
Investimentos das entidades
parceiras e captados para
implantação
consolidar
investimentos
e
empreendimentos e m tecnologia
d a informação e comunicação
no Estado d e Pernambuco
(dados disponibilizados anos d e
2001 e 2002): R $ 13 milhões
A C I A T E C foi constituída por
decreto
em
1985
e
posteriormente
(1991)
transformada
em
empresa
municipal d e economia mista,
sendo a Prefeitura Municipal d e
C a m p i n a s detentora d e 9 9 % d e
suas ações. A Prefeitura aporta
recursos por meio d e contratos
de prestação d e serviços c o m a
C I A T E C (no a n o d e 2 0 0 1 o s
recursos foram d a ordem d e
R$ 500 mil/ano).
A Prefeitura d o Rio d e Janeiro
está investindo R $ 7 milhões e m
obras d e urbanização para o
Parque.
O Parque apresentou projeto,
q u e foi aprovado, na C h a m a d a II
Edital Verde-Amarelo - Parques
Tecnológicos: FINEP^^ 04/2002,
tendo c o m o intervenientes a
Secretaria
Municipal
de
FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos.
FAPERJ - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.
N2
recursos
Não
há,
no
momento, Não foram apresentadas ações
perspectivas c o m relação à organizadas para atração d e
auto-sustentação. E m termos capital inicial o u d e risco.
operacionais,
n o caso d a
incubadora e m funcionamento,
as empresas instaladas cobrem
cerca d e 4 0 % d o custo; a
Universidade,
além
de
proprietária d o terreno, paga o
salário d e duas pessoas e a
Não hã perspectivas c o m Não foram apresentadas ações
relação à auto-sustentação. A organizadas para atração d e
CIATEC
é
suportada por capital inicial o u d e risco.
recursos d a Prefeitura Municipal
de Campinas para desenvolver
as atividades d e promoção e
administração d o Pólo d e Alta
Tecnologia d e C a m p i n a s (Pólo I
e Pólo II) e d a Incubadora d e
Empresas (projeto NADE).
de
Capital inicial e de risco
dependa
significativamente, para captação
nesta
fase,
de
recursos financeiros.
provenientes
de
órgãos
públicos.
Estratégias de autosustentação
115
N-
Os
investimentos
para
implantação d o Parque, cuja
inauguração remonta a 1990,
foram d e 6,272 milhões d e
pesetas (valor d a época) sendo
a seguintes a distribuição: 4 0 %
da Prefeitura d a Cidade d e
Málaga, 3 0 % d a Empresa
Pública Del Suelo de Andalucía,
3 0 % d o Instituto d e Fomento d e
Andalucía.
E m torno d e 600.000 Euros/ano
> U S 400,000/ano
Investimentos das entidades
parceiras e captados para
implantação
Desenvolvimento
Econômico,
Ciência e Tecnologia d o Rio d e
Janeiro e o S E B R A E / R J .
Para a incubadora q u e está e m
funcionamento, esta contou c o m
u m pacote d e investimentos d a
Prefeitura d o Rio d e Janeiro, d a
FINEP,
da FAPERJ2^
do
SEBRAE-RJ e do SEBRAE
nacional.
US$ 170 milhões da Africa Israei
Investments Ltd. (privado)
Orçamento operacional
(faixas)
As
estratégias
de
autosustentação d o Parque são:
gestão d a s áreas; v e n d a d e
espaços
para
empresas;
programas d e formação e
treinamento - venda d e serviços
e participação e m programas
europeus, nacionais e regionais
(parcerias).
O parque é auto-sustentável por
meio d e negócios realizados e
pagamento d e aluguéis e outras
despesas dos arrendatários.
segurança, e t e m a l g u m a
gerência
em
termos
administrativos. Para o restante
das despesas e investimentos,
busca-se recursos n o mercado,
por meio d e projetos e parcerias.
Estratégias de autosustentação
Não existem ações d e estímulo à
captação d e capital inicial e d e
risco para a s empresas. Essas
ações são realizadas, d e forma
independente, pelas empresas,
junto a organizações d e venture
capital. Essas ações não são
monitoradas pelo Parque.
O Parque estimula a participação
de fundos d e capital d e risco
junto
às
empresas.
A
aproximação s e dá a partir d e
eventos
especificamente
organizados para este fim o u d e
forma planejada pela gestão d o
Parque,
atendendo
às
necessidades das empresas.
O Parque mantém informações
atualizadas para a s empresas
referentes a oportunidades q u e
surgem c o m relação a capital
inicial e capital d e risco.
Capital inicial e de risco
116
Em t o m o d e 2,5 milhões d e
Euros/ano.
Distribuição percentual d o
orçamento operacional (fonte):
6 5 % d e pagamentos feitos pelas
empresas instaladas no Parque;
2 0 % d o Ministério d a Economia;
1 5 % d e outras fontes.
10
Investimentos das entidades
parceiras e captados para
implantação
Total d e investimentos para
implantação: 3 7 milhões d e
Euros:
2 0 % subsídios d e programas d a
União Européia;
1 5 % subsídios de programas
nacionais;
3 0 % capital social;
2 0 % venda d e terrenos;
1 5 % empréstimo bancário.
Capital inicial e de risco
O parque estimula a participação
de fundos d e capital d e risco
junto às empresas do parque.
O parque planeja e organiza, d e
forma regular, a aproximação
c o m fundos d e capital d e risco,
de acordo com os interesses d a s
empresas
e
os
objetivos
estratégicos d o empreendimento.
O parque mantém u m fluxo
contínuo de informações para
seus associados (por meio físico
ou
eletrônico)
sobre
oportunidades
relativas
à
captação de capital d e risco e
capital inicial.
Estratégias de autosustentação
O parque é auto-sustentável. O
valor cobrado pelas rendas e
serviços às empresas instaladas
é suficiente para cobrir os custos
operacionais.
A venda de
terrenos tem sido suficiente para
financiar a construção d e novos
edifícios.
Ações de Sensibilização e visibilidade
Ações
de
comunicação:
página
na
Internet
(http://polodeinformatica.com.br) c o m espaço para notícias sobre o
pólo; u m newsletter (tipo e-lettei) - notícias d o pólo, jornal eletrônico
c o m periodicidade s e m a n a l ; lista d e assinantes (gratuita) b e m
direcionada a o público alvo d o pólo.
Não foi estabelecida uma política d e comunicação e marketing para
a região, e m apoio a o empreendimento.
Ações d e comunicação: elaboração d e informes s e m periodicidade
definida.
Não existe, até o momento, u m a política d e comunicação e
marketing para a região, estabelecida c o m o apoio d a iniciativa
O parque não disponibiliza nem intermédia serviços d e assessoria
e m marketing para a s empresas.
Não existe u m calendário anual d e eventos programados,
organizados pelo parque, porém a equipe se preocupa e m levantar
Assessoria de Marketing para empresas
Não existe u m calendário anual d e eventos programados. A
participação d a s empresas e m eventos é responsabilidade e
decisão das próprias empresas.
Existe u m a prática de disponibilizar a empresa júnior d o
Departamento d e Informática d a UNISINOS para apoiar as
empresas, quando solicitado.
T A B E L A 5 . 9 - Dimensão ( G ) - M a r k e t i n g e Comunicação ( a s experiências a n a l i s a d a s são i d e n t i f i c a d a s p o r a l g a r i s m o s d e 1 a 1 0 ,
c o n f o r m e a primeira coluna d a T A B . 5.1)
Orçamento operacional
(faixas)
N5
117
"Ações Tecnopolitana^'
- ações coordenadas, multi-institucionais,
q u e são realizadas e m parceria e contribuem para o
desenvolvimento d a Tecnópole.
Visibilidade e m nível internacional: intercâmbio nos temas d a
democracia participativa e educação (Protocolo d e Saint-Denis,
França), intercâmbio nos temas d e planejamento urbano e turismo
(Barcelona, Espanha), protocolo d e cooperação com o Programa d e
Gestão Urbana d a O N U para a América Latina e Caribe (Habitat),
participação na Rede d e Cidades d o Mercosul-Mercocidades
(democratização d o processo de integração d o Cone Sul).
Ações d e comunicação:
> portal www.londrinatecnopolis.orq.br:
> sistema SIAP (Sistema d e Informação e Apoio a Projetos)
q u e entre outros objetivos disponibiliza apoio para a s ações
de comunicação e marketing (parceria "Animação"),
divulgação às empresas e instituições de oportunidades para
desenvolvimento d e projetos;
> programa d e "articulação e m p r e s a r i a l " ;
> programa d e "Animação"
> " A D E T E C news" (jornal eletrônico).
Portal Porto Digital (www.portodiqital.org);
Plano d e Comunicação para posicionamento junto a todos o s
públicos-alvo;
Criação e divulgação d o Selo Porto Digital;
Estruturação, articulação e promoção d a imagem d e coesão d o
ecossistema e d e suas instituições âncora;
Marketing d e ações e projetos sociais;
Estruturar e manter u m sistema de informações d e marketing sobre
competências e empresas d e tecnologia d a informação e
comunicações, nacionais e internacionais;
Press-release
e informativo virtual no Portal.
Ações de Sensibilização e visibilidade
privada, porém estão sendo despendidos esforços neste sentido.
Política d e marketing e comunicação estruturada no programa d e
Animação que tem o s seguintes objetivos:
> desenvolver e m parceria c o m instituições âncoras u m a
política d e marketing para a região;
> manter e fortalecer o calendário anual d e eventos d a
ADETEC;
> desenvolver seminários regionais e instrumentos de
comunicação e marketing junto aos municípios d a região;
> intensificar a comunicação direta e o marketing junto a
lideranças e formadores de opinião d a região.
Apoio no desenvolvimento mercadológico d a s empresas d o Porto
Digital;
Apresentação d o s benefícios reais para as empresas q u e s e
instalam no Porto Digital;
Desenvolvimento d o Portfolio d e Negócios;
Entendimento sobre a organização d o mercado de tecnologia d a
informação e comunicação.
Assessoria de Marl<eting para empresas
eventos d e interesse para a s empresas e viabilizar sua participação
nos mesmos.
Não se aplica.
118
Não são fornecidos serviços específicos na área de marketing para
as empresas instaladas.
Não existe uma programação de ações de marketing em apoio às
empresas instaladas no Parque. T a m b é m o Parque não fornece
serviços de assessoria em marketing.
Não existe um calendário anual de eventos programados para
apoiar as atividades de marketing das empresas, porém a equipe
do Parque se preocupa em levantar eventos que possam interessar
e em viabilizar a participação dos empresários nos mesmos.
O Parque disponibiliza e m seus quadros pessoal especialista para
apoiar as empresas no que se refere a estratégia de marketing,
porém os serviços adicionais decorrentes desta ação (serviços
gráficos, desenhos,
entre
outros)
são
contratados
e
de
Não existem ações de sensibilização da comunidade ou de
formadores de opinião para o desenvolvimento do Parque. Não
existem estratégias de marketing ou de comunicação para a região
e m apoio às atividades do Parque.
O Parque mantém ações organizadas junto aos líderes comunitários
e formadores de opinião da região por meio de informativos, um
boletim digital entre outras ações.
Existe uma política de comunicação e marketing bem estruturada,
executada e apoiada pelo setor privado local e pelas entidades
públicas
da
região,
com
vistas
à
ação
estratégica
de
desenvolvimento econômico e social da região.
O Parque iniciou uma prática chamada "Portas Abertas" , em
de
O s dirigentes do Parque e da Incubadora participam ativamente das
ações da A N P R O T E C , e m nível nacional e internacional, o que
permite ampliar a visibilidade do Parque. T a m b é m são associados a
instituições internacionais da área.
O
Parque
conta
com
uma
página
na
Internet:
www.parquetecnoloqico.ufri.br
Ações de sensibilização política são bem estruturadas, estando o
Parque inserido no Plano Estratégico para a Cidade do Rio de
Janeiro (Prefeitura do Rio de Janeiro), na estratégia "Rio
Competitivo", que visa recuperar a competitividade da cidade no
contexto da economia globalizada, reforçando a vocação da cidade
para as indústrias urbanas e instituições universitárias.
O Parque Tecnológico do Rio de Janeiro teve o seu lançamento
comercial recentemente.
para a atividade
A s s e s s o r i a d e M a r k e t i n g para e m p r e s a s
Não são fornecidos serviços nem apoio
marketing das empresas instaladas.
Ações d e Sensibilização e v i s i b i l i d a d e
N ã o existem ações ou programas organizados para sensibilização e
visibilidade;
A atração de interessados em instalar-se nos Pólos I e II e na
incubadora está pautada no interesse generalizado pela região em
que os mesmos estão localizados e pela conhecida infra-estrutura
local de ciência, tecnologia e empresas de alta tecnologia;
A C I A T E C conta com uma página na Internet: www.ciatec.orq.br.
119
Ações de Sensibilização e visibilidade
novembro d e 2 0 0 2 , c o m o intuito d e aproximar a população d a
região d a realidade d e u m parque tecnológico. Houve u m fluxo d e
pelo m e n o s 4.000 pessoas durante o dia d o evento.
Existe u m a política d e comunicação e marketing para a região c o m o
apoio e forte atuação dos setores público e privado.
O Parque desenvolve ações organizadas d e comunicação direta
junto a lideranças e formadores d o opinião d a região por meio d e
jornais, o Newsletter óo Tagusparque e seminários.
Não existe u m calendário anual d e eventos programados para
apoiar a s atividades d e marketing d a s empresas, porém a equipe
do Parque s e preocupa e m levantar eventos que p o s s a m interessar
e e m viabilizar a participação dos empresários nos m e s m o s .
O Parque disponibiliza e m seus quadros pessoal especialista para
apoiar a s e m p r e s a s no q u e s e refere a estratégia d e marketing,
porém o s serviços adicionais decorrentes desta ação (serviços
gráficos, desenhos, entre outros) são contratados e d e
responsabilidade dos interessados.
Assessoria de IVIarketing para empresas
responsabilidade dos interessados.
Ações de treinamento para
empreendedorismo
Associações com organizações ou redes
para promoção de atividades de
treinamento
Têm u m convênio c o m a Escola Técnica O parque não está associado a redes o u
(Fundação ) Liberato Salzano para fins d e organizações para fins d e treinamento
treinamento e formação técnica.
(contam com o apoio d a UNISINOS, parceira
A U N I S I N O S tem nos seus cursos disciplinas do empreendimento).
de empreendedorismo.
São desenvolvidas ações d e treinamento O parque s e associa a o S E B R A E / C E para
c o m o apoio d e entidades d e ensino, ações d e treinamento n a região.
associações comerciais e/ou industriais,
agências governamentais, d a iniciativa
privada (principalmente c o m a Universidade
Federal d o Ceará e o lEL/Ceará). A s ações
de treinamento são voltadas para a
comunidade d o parque b e m c o m o para a
região.
O s associados a o parque utilizam o s cursos
do S E B R A E / C E sobre o tema, por meio d e
convênio estabelecido c o m aquele órgão.
Não proporcionam cursos para elaboração
de Planos d e Negócios, porém estimulam
os associados a buscarem treinamento
neste t e m a e m outras organizações.
Cursos específicos para elaboração de
Planos de Negócios
T A B E L A 5 . 1 0 - Dimensão ( H ) - Formação e T r e i n a m e n t o ( a s experiências a n a l i s a d a s são i d e n t i f i c a d a s p o r a l g a r i s m o s d e 1 a 1 0 ,
conforme a primeira coluna d a T A B . 5.1)
10
Ne
120
Desenvolve ações d e capacitação, e m
tecnologia d a informação e comunicação,
para jovens e adultos carentes d o Estado d e
Pernambuco.
Não têm ações neste sentido. Pautam-se
nas ações d a s entidades d e ensino e
pesquisa d a região.
Para este fim, a incubadora, e m operação,
participa das ações de órgãos regionais.
Iniciado o projeto d e implantação d e u m
Centro Regional d e Treinamento para
Inclusão Digital c o m o objetivo d e capacitar
em
informática
e
desenvolver
o
e m p r e e n d e d o r i s m o para jovens carentes,
visando principalmente a m o n t a g e m d e
micro empresas d e serviços d e informática;
Não tem ainda ações neste sentido.
A Porto Alegre Tecnópole não desenvolve
ações
de
treinamento
para
o
empreendedorismo porém, entidades q u e
integram o s e u Comitê d e Coordenação
atuam nesta área.
Ações de treinamento para
empreendedorismo
a
para
Não são promovidos cursos para
elaboração d e Planos de Negócios.
Não existem cursos específicos
elaboração de Planos de Negócios.
Existem intenções.
Não s e aplica.
Cursos específicos para elaboração de
Planos de Negócios
A gestão d o Parque e d a incubadora Não são promovidos cursos para
associa-se a redes d e tecnologia e d e elaboração d e Planos de Negócios.
informação tecnológica.
Estão também ligados à entidade d e
transferência d e tecnologia d a C O P P E - U F R J
para fins d e facilitar o acesso a o s
laboratórios e centros localizados no campus
da Universidade.
Não s e associam para fins d e treinamento a
redes ou outras organizações.
Associações com organizações ou redes
para promoção de atividades de
treinamento
Não tiá associações c o m organizações
especificamente direcionadas à atividade d e
treinamento. A s ações d e treinamento
(inclusive c o m participações e m eventos n o
exterior) s e dão e m decorrência natural d o s
convênios e acordos desenvolvidos n o
âmbito d a Porto Alegre Tecnópole.
Não são realizadas associações neste
sentido.
O Porto Digital associa-se a outras
instituições d e Pernambuco para fins d e
atividades d e treinamento.
121
10
Ne
O Parque organiza ações d e treinamento e m
empreendedorismo, c o m o apoio d a s
entidades d e ensino e d e organizações
públicas e privadas d a região. São utilizados
fundos públicos d o governo regional e d a
Comissão Européia.
O Parque organiza ações d e treinamento e m
empreendedorismo, c o m o apoio d a s
entidades d e ensino e d e organizações
públicas e privadas d a região. A s ações são
executadas por meio d e parceria c o m o
Instituto d e Formação Empresarial Avançada
(IFEA), pertencente a o Instituto Superior d e
Economia e Gestão d a Universidade Técnica
de Lisboa.
O Parque não organiza atividades d e
treinamento e m gestão d e negócios para a s
e m p r e s a s instaladas, porém estimula a
participação deles e m eventos e cursos
ministrados por outras organizações.
Ações de treinamento para
empreendedorismo
O Parque não estabelece acordos c o m
instituições técnicas ou n a área d e
treinamento. A s iniciativas c o m relação a
este t e m a são d e inteira responsabilidade
dos arrendatários.
O Parque não participa d e redes para fins d e
atividades d e treinamento.
Associações com organizações ou redes
para promoção de atividades de
treinamento
O Parque não estabelece acordos c o m
instituições técnicas o u n a área d e
treinamento. A s iniciativas c o m relação a
este t e m a são d e inteira responsabilidade
dos arrendatários.
O Parque não participa d e redes para fins d e
atividades d e treinamento.
O Parque estabelece acordos e convênios
c o m entidades governamentais o u d a
iniciativa privada c o m o objetivo d e
treinamento e formação técnica.
O Parque proporciona cursos para a
elaboração d e Planos d e Negócios para
seus associados, c o m recursos e pessoal
próprio, b e m c o m o c o m a contratação d e
consultores.
O Parque proporciona cursos para a
elaboração d e Planos d e Negócios para
seus associados, c o m recursos e pessoal
próprio.
O Parque não fornece cursos para a
elaboração d e Planos d e Negócios, porém
as e m p r e s a s são estimuladas a buscarem
treinamento para desenvolver Planos d e
Negócios.
Cursos específicos para elaboração de
Planos de Negócios
122
Nove e m p r e s a s de base tecnológica criadas;
45 empregos diretos gerados;
Sete empresas d e médio e grande portes atraídas para a região;
Vinte eventos d e sensibilização d a comunidade local realizados;
600 participantes nos eventos realizados para sensibilização.
Dezoito empresas criadas d e s d e a implantação d o projeto (três
empresas e m 2000).
Dois sistemas produtivos locais estruturados por influência d o
parque ( u m a incubadora d a E M B R A P A e u m a incubadora d o
Estado, ligada a u m a fundação estadual vinculada à Secretaria de
C & T d o Estado, a N U T E C ) .
Duas empresas d e médio e grande porte atraídas para a região.
Oito eventos de treinamento e m cursos técnicos ou d e qualidade,
incluindo informática.
Concretizada a primeira fase d o Teleporto Descentralizado n o
projeto M E T R O P O A (RNP-Internet 2), q u e interliga a s redes d e seis
instituições: U F R G S , P U C R S , U N I S I N O S , C R T , P R O C E M P A e
PROCERGS^\
Identificadas c o m o REPOTs:
Parque Tecnológico do Quarto Distrito - região composta pelos
bairros d e Navegantes, São Geraldo e Floresta, o projeto tem c o m o
objetivo a reconversão econômica e a revitalização urbana dessa
região, com forte concentração d e empresas de base tecnológica;
Parque Tecnológico Cidade Saúde - está localizado a o longo d a
Avenida Ipiranga e adjacências, onde s e encontram vários hospitais.
Principais resultados
^ RHAE - Programa de Capacitação de Recursos Humanos para Atividades Estratégicas.
UFRFGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul; PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, CRT - Centro de Referência
Tecnológica, PROCEMPA - Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre; PROCERGS - Companhia de Processamento de
Dados do Estado do Rio Grande do Sul.
Transformações regionais significativas traduzem-se n o s projetos
q u e estão sendo desenvolvidos n o âmbito d a Porto Alegre
Tecnópole:
Tecnópole a Domicílio (operacional d e 1998 a 1999, e m toda a
Região Metropolitana d e Porto Alegre) - contou c o m o apoio d o
programa RHAE^°, possibilitando a interação entre a e m p r e s a e a
oferta tecnológica através d a ação d o "extensionista tecnológico".
Teleporto Descentralizado - é u m a ação q u e busca interligar a s
diferentes redes públicas e privadas visando u m a maior eficácia,
proporcionando u m a maior e mais ágil comunicação entre o s
parceiros e o s projetos desenvolvidos pela Porto Alegre Tecnópole.
Transformações regionais observadas com a instalação do
projeto
Começa a ser detectado u m discreto avanço n a atividade econômica
d a região. Q u e r e m alcançar o modelo d o Vale d o Silício e s e g u e m o
modelo d a Universidade d e Louvain (Bélgica). O objetivo é construir
u m a área d e desenvolvimento d e alta tecnologia - o "Vale d o s
Sinos".
Ainda não foram detectadas transformações regionais provocadas
pela instalação d o parque.
T a b e l a 5.11 - Dimensão (I) - R e s u l t a d o s o b t i d o s e avaliação d e i m p a c t o n a região ( a s experiências a n a l i s a d a s são i d e n t i f i c a d a s
por algarismos d e 1 a 10, conforme a primeira coluna d a T A B . 5.1)
123
A partir d o lançamento comercial, c o m a sua localização privilegiada,
próximo a o Aeroporto Internacional, c o m fácil acesso a o Centro e à
Z o n a Sul d a cidade através d a Linha Vermelha, e às Z o n a s Norte e
Oeste através d a Linha Amarela, b e m c o m o à concentração d e
Centros d e Pesquisa Cativos d e Empresas, já há indícios d e q u e
haja u m a ocupação d o Parque e m curto prazo, a partir d o
lançamento comercial. Porém, a expectativa d e ocupação plena d a
área não deve ser esperada e m prazo inferior a dez anos.
C o m benefícios fiscais, a malha viária e a infra-estrutura local, b e m
c o m o a disponibilidade d e mão-de-obra d e alto nível científico e
tecnológico, há a atração d e grandes empresas para a região.
Parque I: nove empresas instaladas (disponibilidade d e 4 0 lotes);
Parque II: d e empresas instaladas;
Empresas graduadas e diplomadas: 19 empresas (dados 2001);
Empresas no programa de pós-incubação: cinco empresas.
Captação d e interesses d e empresas para s e instalarem n o Parque.
Reurbanização d e áreas deterioradas n o campus d a Universidade
Federal d o Rio d e Janeiro.
Promoção d a articulação c o m o poder público (Prefeitura d o Rio d e
Janeiro e Governo d o Estado d o Rio d e Janeiro) inserindo a
comunidade científica e tecnológica local no Plano Estratégico para
a cidade.
Principais resultados
Transformações regionais observadas com a instalação do
projeto
Identificação das Regiões de Potencial Tecnológico no âmbito da laboratórios, universidades, escolas, públicos e privados. O projeto
tem c o m o objetivo a estruturação d e u m pólo voltado para a
Porto Alegre Tecnópole (REPOTs).
produção d e bens e sen/iços na área das ciências da vida.
Parque Tecnológico da Região l\/letropolitana - Campus d a
Fundação d e Ciência e Tecnologia d o Rio Grande d o Sul
(CIENTEC) - o Parque Tecnológico está sendo estruturado junto
aos laboratórios d o C I E N T E C .
Pólo d e Informática d e São Leopoldo - localizado a o lado d a
Universidade d o Vale d o Rio d o s Sinos, o parque s e encontra e m
funcionamento, sendo composto d e u m condomínio d e empresas e
de u m a incubadora d e empresas.
Discretos impactos e m : alguns resultados no setor d e tecnologia d a Realização d e duas Jornadas Tecnológicas;
Realização d e três Seminários regionais;
informação e n o setor de agroindústria familiar.
Realização de u m a feira - F A P E A G R O ;
Participação e m nove palestras e congressos.
Captação d e interesse d e instituições e empresas d a área d e 49 instituições, escritórios e empresas instalados.
tecnologia d a informação e comunicações para a região d o Recife
antigo
(ORACLE,
MICROSOFT,
MOTOROLA,
SOFTEX,
VANGUARD, PROCENGE, NEWSTORM, AXON, SEGMENT, PLUG
NETWORKS, CARTELLO).
124
10
Ñ^n
Mais d e 2 0 0 empresas d e base tecnológica criadas.
Mais d e 6.000 empregos diretos criados.
Total d e receita gerada pelas empresas instaladas: U S $ 14.4
milhões.
Total d e receita gerada pelos sen/iços d o Parque: U S $ 2.3 milhões.
U m a incubadora tecnológica instalada.
Mais d e 2 0 e m p r e s a s tecnológicas d e médio e grande porte atraídas
para a região.
Volume d e investimentos atraídos para a região: US 2 bilhões.
Dez anos d e operações ininterruptas.
250 empresas instaladas, sendo q u e 69 s e instalaram e m 2002.
Faturamento anual das empresas instaladas no Parque e m torno d e
500 milhões d e Euros (em 2002).
4.000 empregos diretos gerados pelo Parque.
Principais resultados
T e n d o celebrado d e z anos d e existência e m dezembro d e 2002, o
Parque Tecnológico d e Andalucía é considerado c o m o u m modelo
para o sistema d e inovação andaluz e u m elemento chave para a
modernização d a região.
Nesse período, o número de empresas instaladas n o Parque
cresceu d e oito para 250, gerando 4.000 e m p r e g o s diretos para a
região.
A atuação c o m o sede d a lASP trouxe u m reconhecimento
internacional, c o m efeitos diretos na captação d e e m p r e s a s
estrangeiras para instalação n a região.
60 empresas, d e base tecnológica, criadas desde a implantação d o
Transformação d o tecido rural e m tecido urbano.
Parque.
Estabelecimento local d e instituições de ensino superior.
Criação d e empresas d e base tecnológica e conseqüente abertura 6.000 empregos diretos gerados.
Criado o conceito d e Centro d e Competências q u e agrupa 86
de postos d e trabalho qualificados.
m e m b r o s entre o s empresários instalados e entidades d o entorno d o
Parque. O seu objetivo é potencializar a cooperação entre o s seus
m e m b r o s e facilitar o acesso às competências instaladas n o Parque,
e m benefício d a comunidade empresarial local.
Eventos d e sensibilização - a pedido dos interessados, são
proporcionadas diversas visitas a o Parque. Foi organizado u m
Transformações regionais observadas com a instalação do
projeto
No entanto, alguns resultados positivos já p o d e m ser obsen/ados
c o m o , por exemplo, a inauguração, e m maio d e 2 0 0 1 , d o Centro d e
Referência Tecnológica (CRT) d a Embratel, numa área d e 1.200 m^
dentro d o Parque Tecnológico d o Rio d e Janeiro.
Houve u m a melhoria e u m aumento d a população local c o m a vinda
de acadêmicos.
Houve melhoria n a qualidade d a infra-estrutura e d e serviços local e
u m aumento d o número d e empregos e d e postos de trabalho.
Houve melhoria d a imagem d a região, tanto nacional c o m o
internacionalmente.
125
Transformações regionais observadas com a instalação do
projeto
grande evento "Oeiras, P a r q u e das Tecnologias"em 1998, que teve
impacto local tendo atraído à exposição mais de 20.000 pessoas.
Existe u m a entidade especializada na formação d e empreendedores
(IFEA - Instituto d e Formação Empresarial Avançada) ligada à
Universidade Técnica d e Lisboa (ISEG - Instituto Superior d e
Economia e Gestão) q u e tem u m plano de formação d e u m curso d e
dez módulos ministrados três vezes a o ano.
Existe u m instituto d e formação técnica ligado a o ISQ - Instituto d e
Soldadura e Qualidade, cuja atividade é exclusivamente voltada
para a formação nas diversas áreas tecnológicas.
Principais resultados
126
127
6 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A seguir, são apresentadas a análise e discussão d o s resultados d o
capítulo anterior. Para organização dessa análise e discussão o capítulo foi
dividido e m dois itens, sendo q u e o primeiro apresenta u m a descrição d a s
experiências analisadas, resumindo e ressaltando o s principais aspectos d e suas
atuações, conforme obsen/ado durante a pesquisa d e c a m p o e respectivas
entrevistas. N o segundo item, são introduzidas duas tabelas que apresentam, d e
f o r m a sucinta, os aspectos conclusivos e interpretação e comentários sobre a
pesquisa d e campo.
6.1 Caracterização das experiências analisadas
6.1.1 Pólo de Informática de São Leopoldo
A s articulações na região d e São Leopoldo para a criação d o Pólo d e
Informática iniciaram-se e m 1 9 9 6 , por iniciativa d a Associação Comercial e
Industrial d e São Leopoldo q u e atraíram a Prefeitura d o Município e a
Universidade d o Vale do Rio d o s Sinos - UNISINOS. A forte participação d a
U N I S I N O S n o processo está caracterizada por s u a integração c o m a c o m u n i d a d e
d a região, principalmente c o m o meio empresarial, por meio d e programas
permanentes. A UNISINOS é também u m a das entidades instituidoras d o
"Movimento Viva São Leopoldo" q u e consiste n u m fórum d e discussões d a s
necessidades e d e busca d e soluções para a promoção d o desenvolvimento
econômico, social e cultural d o município.
O Pólo d e Infomiática d e São Leopoldo foi criado por meio d a Lei
Municipal n- 4420, d e 31 de outubro d e 1997, com uma estrutura que prevê u m a
incubadora, u m condomínio e o parque tecnológico. Essa Lei foi resultado d a
articulação d e diversos atores entre eles: a UNISINOS, a Prefeitura Municipal d e
São Leopoldo, o Governo d o Estado d o Rio Grande d o S u l , a Associação
Comercial e Industrial d e São Leopoldo - A C I S , a Associação d a s Empresas d e
Software e Serviços d e Informática d o Rio Grande d o Sul - A S S E P R O , e o
S O F T S U L (escritório d o Programa S O F T E X no Rio Grande d o S u l ) , cujos
representantes tinham reuniões semanais. Foi definida u m a nomenclatura para
identificar as seguintes estruturas:
128
"Parágrafo Único - Para os fins desta Lei, considera-se:
I - incubadora: organismo que, com o apoio da Universidade do
Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS e do parque tecnológico, oferece
oportunidade a pesquisadores e pequenos desenvolvedores, para
realizarem seus projetos de informática;
II - condomínio: local específico e adequado para acolher
empresas recém saídas da incubadora ou não, já possuidoras de
maturidade técnica, para desenvolver seus próprios projetos;
III - parque tecnológico: o conjunto das empresas já consolidadas
no mercado, com sedes definitivas no Pólo de Informática".
Também por intermédio dessa Lei, a Prefeitura foi autorizada a doar
terras ( 9 0 % d e u m a área d e terras c o m u m total d e 36.589,29 m^) para a A C I S
para nelas constituir o Pólo d e Informática d e São Leopoldo e criou o Conselho d o
Pólo d e Informática com u m representante d e cada parceiro (Prefeitura Municipal
de São Leopoldo, UNISINOS, ACIS, A S S E S P R O , Sindicato d a s Empresas d e
Processamento de Dados do Rio Grande d o Sul - S E P R O R S , Governo d o Estado
do Rio Grande d o Sul, S O F T S U L - parte d o Programa Federal d o S O F T E X 2000 e um representante das empresas instaladas no Pólo).
Em decorrência d o comprometimento
d o poder
público c o m o
empreendimento além d a Lei d e criação d o Pólo, foi promulgada a Lei Municipal
n- 4368, d e 0 5 d e maio d e 1997, q u e altera o artigo 1° d a Lei Municipal n° 3874,
de 0 5 d e agosto d e 1993 que, por s u a vez, concede isenção d e Imposto Sobre
Sen/iços d e Qualquer Natureza - I S S Q N e Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU a empresas d e informática, a saber:
"Art. 1- Às empresas estabelecidas ou que vierem a estabelecerse no Município de São Leopoldo, com atividades de informática,
comunicação de dados, automação, micro-mecânica, é concedida isenção
de imposto sobre serviços de qualquer natureza - ISSQN, e imposto predial
e territorial urbano - IPTU sobre os imóveis que efetivamente utilizam para
suas atividades, até 31 de dezembro de 2003. A partir desta data a carga
tributária será de 1%."
Na prática, a concepção d o modelo estabelece u m a Unidade d e
Desenvolvimento Tecnológico (UNITEC) e o Parque Tecnológico. A U N I T E C é d e
propriedade d a UNISINOS, estando vinculada a o Centro d e Ciências Exatas e
Tecnológicas d a Universidade, e compreende u m a incubadora empresarial e u m
sistema d e condomínio d e empresas. A incubadora abriga novas empresas e
produtos,
enquanto q u e o condomínio recebe
empresas
constituídas n a
129
incubadora, o u não, que já estejam e m condições d e comercializar seus produtos.
Além d e espaço físico e infra-estrutura d e serviços básicos, a Universidade apoia
a UNITEC por meio d o oferecimento d e sen/iços científicos e técnico-profissionais
especializados, tendo inclusive firmado parceria c o m o S E B R A E / R S para apoiar
as microempresas instaladas n a UNITEC.
O prédio d a incubadora t e m u m projeto arquitetônico integrado a o
ambiente d a Universidade, tendo sido contratado e executado c o m recursos d a
U N I S I N O S . São 4 4 módulos d e 2 5 m^, porém a gerência quer ter no máximo 2 5
empresas instaladas. Atualmente, são nove empresas incubadas.
Na fase inicial, para captação d e interesse para o empreendimento, foi
aberta u m a lista d e adesão a o Pólo, mais especificamente para a incubadora d e
empresas, sendo que a seleção baseou-se n a busca por empresas que tivessem
produtos inovadores e m termos d e mercado (não estimulavam, a princípio, a
adesão d e empresas
d e sen/iços). Nessa
chamada, quatorze
empresas
inscreveram-se. Desde o início d a instalação d a incubadora d e empresas d o Pólo,
houve u m a grande interação c o m a U N I S I N O S d e tal forma que, d e acordo c o m o
depoimento d e seu gerente durante a entrevista, " o que mantém os projetos não é
a isenção de impostos, mas sim essa interação".
O Parque Tecnológico está localizado e m área d a Prefeitura, e m frente
ao prédio d a incubadora (Avenida Theodomiro Porto d a Fonseca, 3 1 0 1 , bairro d e
Duque d e Caxias, e m São Leopoldo). O Parque foi concebido c o m o intuito d e
abrigar empresas que desenvolvem software e que prestam sen/iços n a área d e
informática, q u e estejam já consolidadas e m termos d e mercado. Estando as
empresas já n o mercado, o modelo d o Parque busca qualificar e apoiar a
ampliação d a s atividades dessas empresas, e m busca d e novas tecnologias,
utilizando-se para isso d a proximidade física com os laboratórios e instalações d a
Universidade. Atualmente, encontram-se instaladas d e z empresas q u e foram
atraídas para a região. A Prefeitura é d o n a d o terreno e as empresas q u e s e
instalam p a g a m pelo terreno e m d e z anos, c o m pagamentos mensais q u e são
revertidos para o Fundo d e Saúde d o Município d e São Leopoldo (os recursos
são aplicados no Hospital Municipal).
É importante ressaltar, nesta experiência, q u e o s benefícios advindos
d a instalação d o Pólo começam a ser reconhecidos pela comunidade local. E m
130
2000, foi feita uma pesquisa n o município que colocou o Pólo e m primeiro lugar
e m termos de importância de políticas públicas.
À semelhança de outras experiências analisadas, foram utilizados
modelos
internacionais
como
referência, neste
caso,
modelos
franceses,
espanhóis e portugueses. A UNISINOS faz parte d a rede A U S J A L (Rede d e
Cooperação d a s Universidades
Jesuítas para as Américas) q u e grande
contribuição tem trazido ao Pólo e às relações universidade-empresa local.
6.1.2 P a r q u e d e D e s e n v o l v i m e n t o Tecnológico - P A D E T E C
O Parque d e Desenvolvimento Tecnológico - P A D E T E C está situado
no campus d a Universidade Federal d o Ceará, e m Fortaleza. Foi criado e m maio
de
1990, vinculado
ao Centro
de Treinamento
e Desenvolvimento
da
Universidade Federal do Ceará - C E T R E D E , emancipando-se e m 2000, quando
foi instituído c o m o entidade civil, sem fins lucrativos. Atualmente, o P A D E T E C é
respaldado pelas seguintes instituições: Universidade Federal d o Ceará - UFC,
Banco d o Nordeste - BNB, Secretaria d a Ciência e Tecnologia d o Estado do
Ceará - S E C I T E C E , Fundação Cearense de Amparo à Pesquisa - F U N C A P ,
Banco d o Estado d o Ceará - BEC, Federação das Indústrias d o Estado d o Ceará
-
FIEC, S E B R A E - C E , Secretaria de Desenvolvimento
Financiadora
d e Estudos
e
Projetos
-
FINEP,
Econômico - S D E ,
Conselho
Nacional
de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico - C N P q .
Na estrutura d o P A D E T E C encontram-se u m Centro d e Pesquisas
(composto por uma Central Analítica, Laboratórios, atua no desenvolvimento de
novos processos e produtos e interage c o m a pós-graduação d a Universidade),
u m a incubadora de base tecnológica e u m a entidade associada, a empresa
Analytica. A área física constitui-se d e vinte e u m galpões industriais, sendo
quatorze d e 50m^, cinco c o m 68m^ e dois c o m 200m^, dispondo d e instalações
sanitárias, luz, água, esgoto e rede telefônica. O Centro d e Pesquisas ocupa uma
área de 560m^, c o m laboratórios, central analítica, almoxarifado
e setor
administrativo, incluindo salas d e trabalho.Conta também c o m u m a Unidade d e
Produção de Medicamentos Genéricos, q u e faz parte do Programa Nacional de
Produção de Medicamentos Genéricos, d o C N P q , sendo a primeira unidade de
produção desses medicamentos no Ceará. O modelo d e funcionamento dessa
unidade prevê o apoio às empresas incubadas o u emancipadas q u e tenham a
intenção d e atuar no mercado de medicamentos genéricos.
COMISSÃO N A C I C ^ DE EíERâA láDOIAR/SP-^^ÊM
131
Foram disponibilizados, durante o desenvolvimento d a pesquisa, o s
principais indicadores referentes a o período d e 1998 a 2000, a saber: 3 4
empresas incubadas, 12 emancipadas; o faturamento total no ano 2000 foi d e R $
2,2 milhões; nos últimos cinco anos foram geradas 18 patentes e lançados 5 4
novos produtos n o mercado; foram gerados 260 empregos indiretos, no período.
As áreas d e atuação das empresas incubadas estão relacionadas
principalmente a o desenvolvimento d e novos produtos fitoterápicos, produtos
alimentícios e para indústria moveleira, utilizando matéria prima d a região, o q u e
tem sido feito c o m grande sucesso. Além disso, também são encontradas
empresas n a área d e eletro-eletrônicos. Muito d a atuação dessas empresas
decorre
d a tradição, d a aproximação c o m professores
d a Universidade,
principalmente n a s áreas d e química orgânica e inorgânica, química analítica e
físico-química, biologia, bioquímica, biologia molecular, farmácia e odontologia. A
maior parte d o s atuais componentes d a equipe d o P A D E T E C é constituída d e
professores aposentados d a Universidade Federal d o Ceará - UFC.
Ainda a respeito d a equipe técnica do P A D E T E C , optou-se por u m
modelo d e corpo técnico-científico próprio reduzido, negociando-se, a o nível d e
cada projeto o u empresa incubada, o pessoal necessário. O s projetos e m
andamento no âmbito d o P A D E T E C , no ano 2000, contaram c o m oito bolsistas d o
C N P q , três bolsistas d o R H A E / C N P q , dois bolsistas d a FINEP (PADCT) e sete
bolsistas d o Projeto Bolsas lELVSEBRAE/CNPq para o apoio a o desenvolvimento
tecnológico d a s micro e pequenas empresas. Devido à forte interação c o m a
Universidade, também existem alguns estudantes d e pós-graduação d o s cursos
de química (mestrado e doutorado), bolsistas d a C A P E S , F U N C A P e C N P q , q u e
desenvolvem nos laboratórios d o P A D E T E C trabalhos d e pesquisa, sempre
vinculados aos projetos industriais ( P A D E T E C , 2001).
O relacionamento inter-institucional d o P A D E T E C é outro ponto forte
dessa experiência, não só c o m instituições d e pesquisa, como também c o m
empresas d e grande porte. Entre esses
relacionamentos
destacam-se: o
desenvolvimento d e pesquisas nas áreas d e química e produtos naturais c o m a
Johnson&Johnson
Indústria e Comércio Ltda. (avaliação farmacológica d e
extratos vegetais
de espécies selecionadas), cooperação técnica c o m a
E M B R A P A Agroindústria Tropical (processamento d e produtos de origem vegetal
e animal), cooperação técnico-científica c o m a Rhodia Nutrição Animal Ltda.
132
(aumento
da produtividade d e óleos essenciais e m gramíneas,
mediante
utilização d e citocininas), cooperação técnico-científica com a Fundação Oswaido
Cruz (desenvolvimento de medicamentos à base d e extratos d a espécie Spondias
mombin para potencial aplicação no tratamento d e Herpevirus e Papilomavirus).
Faz-se interessante destacar que o P A D E T E C abriga atualmente, c o m o empresa
associada,
a Analytica
instrumentais
Análise
e m produtos
Instrumental
Ltda.,
q u e realiza
orgânicos e inorgânicos, tais c o m o
análises
efluentes
industriais, poluentes ambientais, pesticidas, resíduos d e pesticidas e m alimentos,
bebidas,
água, matrizes
vegetais,
entre
outros,
bem como
desenvolve
formulações à base d e produtos naturais, c o m u m a clientela q u e inclui empresas
públicas e privadas.
O P A D E T E C tem apresentado diversos resultados positivos. E m 2000,
a
empresa
ETETECH
Desenvolvimento
Tecnológico
Ltda.,
incubada
no
P A D E T E C , foi u m a das empresas vencedoras d o Prêmio FINEP d e Inovação
Tecnológica, para a Região Nordeste, n a categoria d e Produto, por ter
desenvolvido u m novo Sistema d e Irrigação Agrícola (SI Agrícola) automático,
inédito n o país, q u e usa microcontroladores para o estudo d o volume d e água
consumido nas plantações, reduzindo o desperdício. E m 2002, A empresa
NUTERAL-Nutrição Clínica, empresa nascida no P A D E T E C e hoje localizada n o
K m 6 d a BR-116-Fortaleza,
foi escolhida c o m o a empresa d o a n o (prêmio
outorgado pela A N P R O T E C ) por u m júri constituído por representantes d a
A N P R O T E C , C N P q , CNI/IEL e S E B R A E . Concorrem a este prêmio a s mais d e
1200 empresas, incubadas e emancipadas, oriundas d e incubadoras brasileiras.
O P A D E T E C também foi distinguido c o m o P R E M I O A N P R O T E C 2 0 0 2 por ter
incubado e abrigado a empresa vencedora.
6.1.3 Porto Alegre Tecnópole
O processo d e institucionalização d o projeto Porto Alegre Tecnópole
constituiu-se e m :
"num esforço multiinstitucional, realizado com o objetivo de aprimorar as
condições locais de inserção competitiva no âmbito da produção de bens e
serviços, tendo em vista o processo de globalização da economia. Trata-se
de levar ao desenvolvimento pleno as potencialidades ora existentes no
âmbito da ciência e da tecnologia tendo, por fim, a produção de bens e
serviços resultantes de trabalhos intensivos em conhecimento."
(Porto Alegre Tecnópole, 1995).
f
133
As articulações para este Projeto iniciaram-se por volta de 1993, c o m a
vinda o professor Jean-Marie Martin, presidente d o Pólo Europeu d e Grenoble,
que proferiu u m a palestra e m Porto Alegre sobre a experiência francesa, o q u e
deflagrou u m movimento encabeçado pela Prefeitura Municipal d e Porto Alegre e
a Universidade Federal do Rio Grande d o Sul. E m 1994, a Prefeitura d e Porto
Alegre lançou o Plano d e Desenvolvimento Econômico no qual u m dos programas
(Tecnologia e Trabalho) tinha c o m o principal atividade a constituição d o projeto
Porto Alegre Tecnópole. No a n o seguinte, foi organizada u m a missão à França
c o m o objetivo d e conhecer, d e perto, a experiência francesa e m tecnópoles. A
partir dessa visita, foi constituído u m grupo d e trabalho que preparou o T e r m o d e
Referência (Porto Alegre Tecnópole, 1995), que faz parte integrante d o T e r m o d e
Cooperação d o Projeto Porto Alegre Tecnópole, assinado pelos
seguintes
parceiros: Prefeitura Municipal d e Porto Alegre, Universidade Federal d o Rio
Grande d o Sul - U F R G S , Federação d a s Indústrias - FIERGS, S E B R A E - R S ,
Pontifícia Universidade Católica - PUC/RS e Universidade d o Vale d o Rio d o s
Sinos - U N I S I N O S . Aderiram ainda a o movimento o Governo d o Estado d o Rio
Grande d o Sul, a Federação das Associações Comerciais d o Rio Grande d o Sul e
a Central Única d o s Trabalhadores. A gerência do projeto está a cargo d a
Prefeitura Municipal d e Porto Alegre.
Outro grande passo e m direção a o estabelecimento d o Projeto foi o
acordo d e cooperação c o m o governo francês, por intermédio d o Ministério d e
Relações Exteriores d o Brasil, cujas atividades iniciaram-se e m 1996, envolvendo
a vinda d e consultores franceses.
A região metropolitana d e Porto Alegre, atualmente c o m cerca d e três
milhões d e habitantes,
possui
u m a considerável infra-estrutura
científico-
tecnológica, b e m c o m o conta c o m u m centro d e sen/iços especializados e c o m
u m a indústria diversificada. Existem n a região metropolitana alguns projetos já e m
desenvolvimento que podem alavancar o projeto, estando divididos nas seguintes
categorias: incubadoras e Regiões d e Potencial Tecnológico (REPOTs).
No âmbito das incubadoras são a s seguintes as iniciativas: Incubadora
Empresarial Tecnológica d e Porto Alegre - l E T E C , Centro d e Empreendimentos
do Instituto d e Informática - CEI, Unidade d e Desenvolvimento Tecnológico d a
UNISINOS -
UNITEC, Incubadora Tecnológica d a Fundação d e Ciência e
Tecnologia - ITC, Incubadora Empresarial d a Restinga - lETINGA, Rede Gaúcha
134
de Incubadoras - REGINC. No âmbito d a s Regiões d e Potencial Tecnológico
(REPOTs) sao a s seguintes a s iniciativas: Parque Tecnológico Urbano d o Quarto
Distrito - Porto Alegre, Cidade Saúde - Porto Alegre, Parque Tecnológico d a
Região Metropolitana - Campus d a Fundação d e Ciência e Tecnologia d o Rio
Grande d o Sul (Cachoerinha), Pólo de Informática d e São Leopoldo.
De acordo c o m o projeto, a estrutura d a Tecnópole será estabelecida
e m três esferas: a d o Conselho d e Gestores, a d o Comitê d e Coordenação e d o
Conselho Técnico Consultivo. O Conselho d e Gestores deve planejar as diretrizes
e linhas d e atuação d a Tecnópole, acompanhar as ações tecnopolitanas e m
andamento e fomentar novas iniciativas. O Comitê d e Coordenação t e m caráter
executivo, tendo c o m o responsabilidades organizar a s reuniões d o Conselho d e
Gestores, selecionando os assuntos d a pauta e divulgando-a nos meios d e
comunicação, b e m c o m o fazer a s convocações d o s gestores e comissões
específicas. O Conselho Técnico Consultivo é integrado por personalidades
reconhecidas por s e u trabalho nos meios técnico o u científico, c o m formação e
experiência
voltadas
a
áreas
d o conhecimento
d e interesse
para
o
desenvolvimento d a Tecnópole. Estão operantes o Conselho d e Gestores e o
Comitê d e Coordenação.
Conforme pôde ser abstraído durante a entrevista, o projeto direcionase para o q u e c h a m a m d e "Tecnópole Poli-Nucleadá' (Porto Alegre Tecnópole,
1995), o u seja, u m movimento buscando a interconexão entre o s atores d e
inovação d a região metropolitana.
Atualmente, a coordenação d o projeto pela Prefeitura está focando os
esforços n o desenvolvimento d o Parque Tecnológico d o Quarto Distrito, muito
b e m localizado, junto a o aeroporto e às principais saídas d e Porto Alegre.
6.1.4 Londrina Tecnópolis
Londrina Tecnópolis trata-se d e u m a experiência q u e s e destaca,
principalmente pelo potencial d e articulação dos atores diretamente envolvidos no
desenvolvimento deste projeto localizado no norte d o Paraná.
O Estado d o Paraná v e m apresentando, nos últimos anos, u m a
agressiva política d e investimentos c o m o intuito d e desenvolver programas e
projetos, visando alterar o perfil d e desenvolvimento d o estado, valorizando,
nessa política, o s pólos d o interior. O Programa Paraná Tecnologia desenvolve
24 programas e projetos direcionados a o desenvolvimento tecnológico d o Paraná.
13S
O projeto Londrina Tecnópolis encontra-se no contexto deste programa. O
município d e Londrina assinou u m convênio e m dezembro d e 2 0 0 0 , c o m vistas a
alavancar o projeto q u e visa, sobretudo, articular a capacitação existente na
região (universidades, centros d e pesquisa, incubadoras d e empresas, redes)
para a formação d o primeiro dos pólos tecnológicos regionais d o Paraná.
Em 1998, foi sancionada pelo governador do Estado d o Paraná a lei d e
criação d a Região Metropolitana d e Londrina (RML), formada pelos municípios d e
Londrina, Tamarana, Jataizinho, Ibiporã, Cambé e Rolândia, q u e compõem u m a
população d e cerca d e 6 3 0 mil habitantes, sendo a segunda maior região d o
Paraná e m população e c o n s u m o d e energia elétrica e água, ficando atrás
s o m e n t e d a Região Metropolitana de Curitiba, criada por lei federal e m 1973.
O Projeto Londrina Tecnópolis está fortemente ligado à atuação d a
Associação d o Desenvolvimento Tecnológico d e Londrina - A D E T E C que, e m
seu nono aniversário, e m 0 4 d e outubro de 2002, por meio d e u m a sessão d e
Assembléia Geral Extraordinária, altera s e u estatuto social para transformar-se
e m Organização d a Sociedade Civil d e Interesse Público - O S C I P . A A D E T E C é
reconhecida c o m o d e Utilidade Pública pelo Município d e Londrina e pelo Estado
do Paraná (1994), d e caráter educacional e d e fomento à pesquisa e a o
desenvolvimento científico e tecnológico d e Londrina e região, e pelo Governo
Federal (2000). O objetivo superior d o Projeto consiste na estruturação d e u m
pólo d e inovação tecnológica no eixo Cornéiio Procópio - Apucarana. Segundo
levantamentos feitos, nessa região existem diversos ofertantes d e pesquisa e
desenvolvimento, entre universidades e instituições d e pesquisa, ativos d e
inovação
tecnológica, entre
incubadoras,
programas
de
desenvolvimento
tecnológico, condomínios industriais, companhia d e desenvolvimento, e empresas
tradicionais e d e base tecnológica d e vários setores industriais
(Londrina
Tecnópolis, 2001).
A A D E T E C v e m , desde 1993, atuando n a tentativa d e aproximar os
ofertantes e demandantes d e sen/iços tecnológicos, c o m o intuito d e criar u m
ambiente fértil à promoção d e inovações tecnológicas e consolidar a região c o m o
u m pólo d e inovação tecnológica. A s ações d a A D E T E C culminaram na
concepção, e m 1998, d o projeto Londrina Tecnópolis, cuja realização foi
efetivamente desencadeada e m janeiro d e 2000. Dadas suas características o
projeto enquadra-se na categoria d e Pólo d e Inovação Tecnológica.
136
As articulações d e parcerias para a viabilização d e recursos para o
projeto foram feitas durante no ano d e 1999, envolvendo a s seguintes entidades:
Secretaria d e Estado d a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior d o Paraná - S E T I ,
o Conselho Nacional d e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - C N P q , a
Federação das Indústrias d o Estado d o Paraná/Instituto Euvaldo Lodi - FIEP/IEL,
a Prefeitura Municipal d e Londrina/CODEL/IPPUL,
Universidade Estadual d e
Londrina - UEL, Instituto Agronômico do Paraná - lAPAR, Instituto d e Pesquisas
Tecnológicas de São Paulo - IPT.
O projeto foi estruturado a partir d e uma análise das potencialidades e
gargalos, realizada por setor, tendo c o m o fronteiras os municípios situados no
eixo Cornéiio Procópio - Apucarana, esperando que estes municipios s e engajem
na meta d e estruturação d o pólo de inovação n o horizonte d e d e z anos. N o
âmbito dessa análise, foram selecionados, para u m a investigação detalhada, os
três segmentos
mais abrangentes e representativos d a região: alimentos,
químicos-fármacos e eletro-info-comunicação, este último abrangendo a s áreas
de eletro-eletrônica, informática e telecomunicações. A partir dessa análise foram
então estruturadas seis ações estratégicas e m apoio a o projeto: a Plataforma d e
Alimentos (PLATALI); a Plataforma Londrina d e Tecnologia d a Informação
(PLATIN) que está integrada à R E D E TIC PARANÁ, a o programa Paraná Classe
Mundial e à S O F T E X ; a Plataforma d o Conhecimento - P L A T C O N , o Sistema d e
Informação e Apoio a Projetos (SIAP), o Programa d e Articulação Empresarial e,
finalmente, o Programa d e Animação, para a s ações d e comunicação e marketing
(Londrina Tecnópolis, 2001).
Atualmente o Projeto é gerido por u m Comitê Executivo, instituído por
resolução conjunta subscrita pelos parceiros d o Projeto Londrina Tecnópolis, e m
10 d e novembro de 2000, tendo e m s u a composição representantes d e :
C o m p a n h i a Paranaense d e Energia Elétrica - C O P E L , Associação Comercial e
Industrial de Londrina - ACIL, Secretaria d e Estado d a Ciência, Tecnologia e
Ensino Superior - S E T I , Universidade Estadual d e Londrina, C N P q , A D E T E C ,
Instituto Agronômico d o Paraná - lAPAR, S E B R A E / P R . Estão previstas as
designações d e representantes oficiais d o Município d e Londrina e d o Ministério
da Ciência e Tecnologia.
O Projeto também está sendo influenciado, s o b o ponto de vista
metodológico, pelas experiências européias de parques científicos-tecnológicos e
137
tecnópoles. Esta influência decorre d a realização d e visitas técnicas às
tecnópoles d e Bilbao (Espanha), Bordeaux, Montpellier, Nantes, Rennes e Lille
(França), todas elas implantadas na década d e 1980. A partir dessa experiência e
de outros contatos estabelecidos, foi instituído o Conselho Técnico Internacional
do projeto, q u e s e reúne u m a v e z por a n o , durante a Jornada Tecnológica
Internacional d e Londrina. Atualmente, este Conselho esta composto por: David
Gibson (Austin, EUA), Daniel Leroy (Universidade d e Lille, França), Ingrid Rosten
(San Jose, EUA), Paolo Onesti (Democenter, Módena, Italia) e u m componente
brasileiro, Sylvio Goulart Rosa (Parque Tecnológico d e São Carlos, São Paulo).
Destacam-se as ações d e sensibilização ("animação") estabelecidas
que estão sendo importantes para a divulgação e estabelecimento d e cultura d e
empreendedorismo
n a região. Entre essas ações encontram-se:
o jornal
eletrônico "ADETEC A/ews", emitido quinzenalmente, de forma regular, atingindo o
meio empresarial, universidades, incubadoras, centros d e pesquisa, entre outros;
de setembro d e 2000 a abril d e 2 0 0 1 , dispunham d e u m programa n a televisão
local (SBT), denominado "Londrina Tecnópolis", onde entrevistavam lideranças
locais, personalidades e políticos e m apoio a o Projeto.
6.1.5 Porto Digital
O Porto Digital é gerido pela Associação Núcleo d e Gestão d o Porto Digital
que, por meio d o Decreto Lei do Governo d o Estado d e Pernambuco n° 23.212,
de 2 0 d e abril d e 2 0 0 1 , foi qualificada c o m o Organização Social.
"O objetivo é articuiar, estruturar e animar um ambiente de
negocios de ciasse mundiai em tecnoiogia da informação e comunicação no
Bairro do Recife através da atração e iocaiização de empresas, do fomento e
ao surgimento de novos empreendimentos, do apoio à inovação e aos
negócios, e do marl<eting das instituições, empresas, produtos e sen/iços
destes ambientes." (Núcleo d e Gestão d o Porto Digital, 2002).
Embutida nesse objetivo, encontra-se u m a ação d e recuperação d e áreas
urbanas degradadas e economicamente deprimidas, pela utilização d o acen/o
arquitetônico e cultural presentes n a região d o Porto d e Recife. O "Porto Digital" é
u m complexo d e tecnologia e inovação estabelecido no coração d o Recife antigo,
e m construções q u e estão sendo recuperadas, algumas delas datadas d e 1654,
época d o domínio holandês na região.
A participação d a academia neste processo s e dá, principalmente, pela
ação d a Universidade Federal de Pernambuco - U F P E que t e m , tradicionalmente,
criado u m a m a s s a crítica d e recursos humanos altamente qualificada na área d e
138
tecnologia d a informação. Buscando dinamizar a relação universidade-empresa
na área d e tecnologia d a informação, e m 1995, foi criado o Projeto C E S A R
(Centro d e Estudos Avançados d o Recife), c o m o u m a empresa privada. O
C E S A R foi instalado no então Departamento de Informática d a U F P E e começa a
buscar projetos no mercado, sendo o primeiro cliente o grupo d e supermercados
Bom Preço. Nesse m e s m o período, foram iniciados o s projetos d e criação d e
cinco empresas, projetadas por alunos do Departamento d e Informática. Essas
pequenas empresas, chamadas de unidades de negócio, passam por u m período
de amadurecimento dentro do C E S A R , q u e atua como u m a incubadora (muito
embora não se utilize esse termo para designar essas atividades d o Centro).
Após esse período d e amadurecimento,
independentes.
O
CESAR
financia
a s jovens
suas
atividades
empresas
s e tornam
(de pesquisa, d e
desenvolvimento e d e produção) por meio dos serviços prestados aos clientes,
que contratam consultoria, pesquisa aplicada, desenvolvimento d e uma solução.
A U F P E participa do processo cedendo o espaço e as instalações. É importante
ressaltar a ligação estreita entre o C E S A R e o Departamento d e Informática d a
U F P E , segundo a entrevistada, não existindo barreiras culturais.
Em paralelo a tudo isso que acontecia no Departamento d e Informática d a
U F P E , dentro do contexto do "Projeto Iniciativa por P e r n a m b u c o " \ são iniciadas
discussões ao estímulo ao empreendedorismo. C o m o resultado, o programa d e
Ciências d a Computação d a U F P E insere u m a disciplina relacionada a esse
tópico no seu currículo, onde o s alunos aprendem a desenvolver u m plano d e
negócios. A o final d a disciplina, o s vários grupos apresentam seus trabalhos e,
d e p e n d e n d o do resultado, por meio d e avaliação, recebem u m maior o u menor
incentivo para aprimorar o s planos d e negócios e lançarem suas empresas.
Aqueles que avançam no processo passam por um período d e pré-incubação (no
próprio Departamento d e Informática d a UFPE) c o m apoio logístico para,
posteriormente, s e dirigirem para uma incubadora o u outras instituições ligadas às
atividades d e empreendedorismo (CESAR, Instituto Tecnológico d o Estado d e
Pernambuco - ITEP). Nessa segunda fase, já como empresas, elas ainda
^ Projeto Iniciativa Pernambuco - U m dos principais objetivos deste projeto é estimular a
parceria público-privada como meio para solucionar os gargalos identificados e m cada
u m dos seis principais clusters, ou a g l o m e r a d o s produtivos, e m d e s e n v o l v i m e n t o e m
P e r n a m b u c o , a saber: turismo, fruticultura irrigada, informática, gesso, m é d i c o hospitalar e avicultura (vide h t t p : / / w w w . c o n d e D e . p e . q o v . b r / i n i c i a t i v a . h t m ) .
139
usufruem
d a s instalações proporcionadas
pela incubadora
(ou similar)
e
preparam-se para o mercado. Muitas dessas jovens empresas encontram n o
C E S A R u m tipo d e "agenciador" (ou brokei), cuja ação esta pautada n a
identificação e atração da d e m a n d a no mercado.
Apesar do acerto estratégico dessas iniciativas, esse conjunto de ações que
constituem o chamado ecossistema formado no entorno da Universidade, não estava
apresentando a visibilidade que o Governo do Estado desejava. Sendo assim, surge a
idéia d e s e estabelecer o ITBC - information Tectinoiogy Business Center (Centro
de Negócios d e Tecnologia d a Informação), q u e se constituiria e m u m local
(único), u m ponto comercial, q u e teria c o m o objetivo abrigar a s empresas
incubadas na pré-incubadora, n a Universidade, n o C E S A R , e facilitar a s
atividades do Programa S O F T E X Recife^, expondo a s empresas a possíveis
investidores.
Inicialmente, o ITBC deveria ser localizado no bairro d o Recife Antigo.
Entretanto, o projeto inicial foi expandido e, a o invés d e contemplar apenas u m
imóvel, pensou-se e m disseminá-lo por todo o bairro d o Recife Antigo, ampliandose a proposta inicial para a construção d e u m ambiente d e congregação d e
empresas. Surge assim a idéia d e criação d o Porto Digitai, fazendo uso d e u m a
infra-estrutura já razoavelmente instalada (todos o s edifícios subutilizados e
abandonados e m u m a área degradada e economicamente deprimida), evitando,
c o m isso, alguns problemas, tais c o m o a s desapropriações d e outras áreas.
O Porto Digital surge c o m o objetivo de aglutinar e organizar a
economia digital d o Estado e m u m ambiente cultural propício e alavancar o
restante d a revitalização d o bairro. O s idealizadores d o Porto Digital estão
convictos d e que o binómio tecnologia-cultura consegue gerar negócios d e ciasse
mundiai, promovendo a desejada visibilidade internacional, para a região.
Os
principais
atores
do projeto
são: Governo
d o Estado de
Pernambuco por meio d e sua Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio
Ambiente, a Universidade Federal de Pernambuco, por meio d o s e u Centro d e
Informática, o ITBC (em fase d e implantação), o C E S A R e o SOFTEX-Recife.
^ "O Softex Recife é uma associação que articula as pnncipais empresas do setor de tecnologia
da informação e comunicação de Pernambuco. No Porto Digital, o Softex Recife está localizado no
ITBC, um edifício empresarial inteligente, com 5.000 rrf preparados para abrigar empresas da
economia digital." (Núcleo de Gestão do Porto Digital, 2002).
140
O
financiamento
é
integrado
pelo Governo
do
Estado,
utilizando
recursos provenientes da privatização de empresas, que devem ser utilizados em
três linhas de ações principáis: fundo de capital humano (fortalecimento
da
formação de recursos humanos), fundo de capital de risco (incluindo fundo de
aval para suportar a instalação das empresas) e transferência de atividades já
existentes e m outras áreas da cidade para o Porto Digital (as chamadas âncoras,
como o S O F T E X Recife, o C E S A R , a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia
e Meio Ambiente). O Escritório de Instalação do Porto Digital (também fazendo
uso do aporte financeiro mencionado) tem como função atrair empresas para ali
se instalarem. As empresas devem ser, prioritariamente, na área de tecnologias
da informação e de comunicação para atender aos objetivos do Porto Digital.
Entretanto, há a necessidade de empresas e serviços de suporte tais como
consultoria, bares, restaurantes, agências de viagem, bancos.
Outra importante ação do Governo do Estado, fundamental para a
atração das empresas, é a criação da rede de comunicação -
Rede do Porto
Digital^ - interligando o bairro todo (serviços avançados, Internet rápida), cujos
trabalhos já se iniciaram.
Em termos de espaço, o Porto Digital
conta
com
um potencial de
2 0 0 mil m^. Dispõe de um cadastro de todos os imóveis disponíveis e realiza a
intermediação de aluguel ou venda dos mesmos, face às necessidades de espaço
específicas de cada empresa. Caso o imóvel escolhido esteja sujeito a obras de
recuperação, os custos dessas obras devem ser arcados pelo proprietário do
imóvel (e também pela empresa, através do fundo de aval).
Cabe ainda mencionar o lado social do projeto Porto Digital que se
refere a re-urbanização e re-inserção social da comunidade do bairro, hoje
definida como uma favela. Pretende-se, assim, a construção de
habitações
populares para essa comunidade, bem como gerar soluções para viabilizar que
essa
mesma
implementada.
população
suporte
os
novos
encargos
da
re-urbanização
Essas atividades voltadas à inclusão social demandaram
da
^ "Implantação da Rede do Porto Digital- esta estratégia tem como meta projetar, construir,
implantar e operar uma rede de alta velocidade para interligar as instituições âncoras do Porto
Digital através da utilização dos dutos de fibra ótica e de outras infra-estruturas necessárias. O
projeto, que inicialmente prevê a interligação de 4 pontos institucionais, pode ser ampliado para
atender aos condomínios empresariais interessados em prover os sen/iços de valor agregado
disponíveis na rede para seus condôminos, em particular para as empresas de tecnologia da
informação e comunicação."(Núcleo de Gestão do Porto Digital, 2002).
l
[ cowssÃo MAciomiix B E f t g  ü J O E W f s i ;
141
diretoria do Porto Digital ações para a criação d e u m a nova área e m sua estrutura
organizacional, d e forma a permitir o aproveitamento d a s oportunidades d e
captação de recursos e o estabelecimento d e novas parcerias. Foi então criado o
"Instituto Porto Digital para Inclusão Social" q u e foi qualificado c o m o u m a
Organização d a Sociedade Civil d e Interesse Público Federal (OSCIP), o q u e
proporcionou a possibilidade d e submeter propostas e receber financiamento d e
alguns projetos d o Governo Federal."*
O s dois principais problemas enfrentados pelo projeto Porto Digital são:
incentivos fiscais para a região (por exemplo, redução d o ISS - Imposto Sobre
Serviços, junto a esfera municipal) ainda s e encontram n a fase d e projeto,
dificultando a atração e a localização d e empresas, principalmente aquelas d a
própria região; a inexistência d e prédios prontos para receber a s empresas,
possibilitando o início d e suas atividades d e imediato (na maioria d a s vezes o s
imóveis necessitam d e recuperação, encarecendo o projeto individual de cada
empresa candidata). Além desses fatores, o Porto Digital localiza-se e m u m a área
de patrimônio histórico (e artístico nacional) onde toda a intervenção é objeto d e
análises especiais pelos órgãos competentes. Apesar d e muito j o v e m , o projeto
Porto Digital já apresenta lições, entre elas, segundo informações obtidas durante
a entrevista: foi subestimada a dimensão dos problemas e m termos dos prazos d e
aprovação e execução d o s projetos (por exemplo, d a s reformas d o s edifícios,
sujeita a legislação especial).
6.1.6 Pólo de Alta Tecnologia de Campinas
De acordo c o m Santos (2000) "a interiorização da indústria pauiista e a
modernização de sua agricuitura expressaram-se no surgimento de áreas
concentradas, tradicionaimente ciiamadas de poios regionais, dentre os quais
Campinas se destaca". Segundo a m e s m a autora, a influência d e Campinas
impacta o desenvolvimento econômico d e cidades c o m o Limeira, Piracicaba, Rio
Claro, São Carlos, Araraquara, Jundiaí, Itu e Sorocaba.
Na região d e Campinas encontram-se hoje concentradas indústrias d e
tecnologia d e ponta, além d e instituições d e pesquisa e universidades q u e são
* "Uma das motivações para a criação do Instituto é que o Núcleo de Gestão do Porto Digital, por
ser qualificado como Organização Social, não pode ser qualificada como OSCIP na legislação
vigente. Portanto, o Núcleo de Gestão não poderia submeter projetos a certos editais,
inviabilizando a realização das ações necessárias na área de inclusão social."(Núcleo de Gestão
do Porto Digital. 2002).
142
referência nacional n a produção científica e tecnológica. Identificando
esta
situação c o m o oportunidade estratégica, a Prefeitura Municipal d e Campinas
criou, por meio d e decreto d e dezembro d e 1985 e posteriormente transformada
e m empresa municipal - Decreto Lei n° 6.850 d e 17 d e dezembro d e 1 9 9 1 , a
Companhia d e Desenvolvimento d o Pólo d e Alta Tecnologia d e C a m p i n a s CIATEC.
É u m a empresa d e economia mista, tendo 9 9 % d e suas ações
pertencentes ã Prefeitura de Campinas. A Prefeitura aporta recursos através d o
estabelecimento de contratos de prestação d e serviços c o m a C I A T E C (para o
ano 2 0 0 1 , recursos d a ordem d e R $ 500 mil/ano) para que possa desenvolver
suas atividades, a saber:
•
Planejar e executar a política de ciência e tecnologia d e Campinas;
•
Coordenar a implantação d e empresas e organizações d e pesquisa
científica e tecnológica n o Pólo d e Alta Tecnologia, e m duas ãreas d a
região constituindo o Parque I e o Parque II;
•
Consolidar a região de Campinas como Pólo Tecnológico;
•
Operar o Núcleo d e Apoio a o Desenvolvimento d e Empresas - N A D E ,
u m a incubadora de empresas d e base tecnológica.
Qualquer empresa que queira s e instalar nas áreas s o b administração d a
CIATEC
t e m q u e ter a anuência d a m e s m a
e ser compatível c o m o
desenvolvimento d a região em termos de tecnologia e d e alta tecnologia.
O s Parques ficam próximos à Universidade Estadual d e C a m p i n a s U N I C A M P . O s terrenos são, e m parte, públicos e e m parte privados (entre eles
áreas rurais e fazendas). A C I A T E C estimula o s proprietários privados a
desenvolverem, c o m investidores, projetos d e condomínios industriais (áreas
menores, d e três a cinco mil m^). A provisão d e benefícios (arruamento c o m
s a l e t a s , galerias pluviais) acontece, por vezes, por ação d a Prefeitura e não d a
C I A T E C , cuja função é acomodar a ocupação d a s áreas, estimulando e
incentivando a alocação industrial d e cunho altamente tecnológico, resguardando
o meio ambiente.
O Parque I localiza-se na Rodovia D o m Pedro I, k m 104, perto d a Rodovia
Anhanguera e abriga empresas vinculadas a o segmento tecnológico, porém não
de alta tecnologia. São 4 9 lotes d e terreno c o m áreas cujas dimensões variam
entre 4.000 e 23.000 m^, sendo q u e nove empresas já adquiriram lotes.
143
O Parque II t e m seus limites físicos junto a o C a m p u s d a U N I C A M P e d a
Pontificia Universidade Católica - P U C C A M P , ocupando u m a área d e 7.000.000
m^ (rodovia Campinas-Mogi Mirim, SP340). A s empresas o u instituições já
instaladas são d e tecnologia d e ponta c o m o , por exemplo, a X T A L Fibras Óticas
S/A, a Magneti Marelli Divisão Eletrônica, o Laboratório d e Luz Sincrotrón
(LNLS),entre outras^
A Incubadora d e Empresas N A D E foi fundada e m 1995. Todas as
empresas incubadas são "spin-off"da Universidade e dos Centros d e Pesquisa d a
região, o u seja, d o sistema d e pesquisa e desenvolvimento d a região d e
Campinas. A incubadora encontra-se n u m momento d e término d e u m ciclo onde algumas empresas já s e graduaram, e m 2000, e outras (doze empresas)
estão e m processo d e graduação - e inicio d e u m outro, c o m novas candidatas
buscando espaço. O processo d e apresentação de projetos e seleção d o s
m e s m o s é feito por meio d e edital e d e concorrência pública. O periodo d e
incubação é d e dois anos, renovável por mais dois. Entretanto, há u m a proposta
de alteração d o tempo d e permanência d a s empresas para três anos, renovável
por mais u m ano. A s empresas pagam u m a taxa d e ocupação, q u e inclui alguns
sen/iços (tais c o m o eletricidade e telefonia). Ainda é prematuro proceder a u m a
análise sobre a performance das empresas incubadas e recentemente graduadas
frente a o mercado. O mercado principal dessas empresas ainda é o nacional,
muito embora algumas delas já estejam buscando inserção internacional.
U m fator que muito contribuiu para que a região d e Campinas s e tornasse
um pólo tecnológico está relacionado à politice d e redução d e impostos. Entre os
beneficios fiscais oferecidos para a s empresas q u e se instalam no pólo
encontram-se: a isenção d e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e d e
Imposto Sobre Sen/iços d e Qualquer Natureza (ISSQN), durante u m prazo d e
cinco a dez anos, entre outros incentivos que variam d e acordo c o m o s projetos.
O s atores principais d e todo esse processo são: o empresário (ator
central); a Prefeitura d e Campinas; a comunidade local, q u e responde c o m u m a
atitude pró-ativa com relação a o projeto. E m termos financeiros, o ator principal
do projeto global é a Prefeitura d e Campinas e, e m termos d a Incubadora d e
' Informações obtidas em http://www.ciatec.oro.br.
144
empresas, o S E B R A E se constitui e m u m parceiro muito importante, pois apoia as
empresas incubadas diretamente.
6.1.7 P a r q u e Tecnológico d o Rio d e J a n e i r o
O Parque Tecnológico do Rio de Janeiro é localizado no campus d a
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, na Ilha do Fundão, Rio d e
Janeiro. O Parque, s e m personalidade jurídica própria, é um projeto d a U F R J ,
tendo a autorização para a s u a implementação sido concedida pelo Conselho
Universitário, em 8 de maio de 1997. A s obras de infra-estrutura tiveram início e m
novembro d e 1999 e ainda s e encontram e m execução. O lançamento comercial
do Parque foi realizado e m 2002. É importante ressaltar que a Incubadora d e
Empresas da Coordenação d e Programas de Pós-Graduação e m Engenharia C O P P E / U F R J - parte integrante do projeto Parque Tecnológico d o Rio d e Janeiro
- já se encontra e m operação desde 1995, tendo, inclusive, graduado algumas
empresas. Pela s u a localização, natureza de suas atividades e envolvimento d a
universidade hospedeira (UFRJ) no projeto, o Parque Tecnológico d o Rio d e
Janeiro se ajusta perfeitamente à concepção de u m Parque d e Ciência e
Tecnologia.
O Parque Tecnológico do Rio d e Janeiro mescla sua história c o m a d a
U F R J , d a C O P P E e de sua incubadora d e empresas. O Parque faz parte o Plano
Estratégico para a Cidade do Rio d e Janeiro, e m sua estratégia "Rio Competitivo",
que busca recuperar a competitividade d a cidade no contexto d a economia
globalizada^. A C O P P E , desde 1970, acumula u m a experiência muito grande
atuando na interface d o relacionamento c o m a indústria. Criou u m escritório d e
transferência de tecnologia, a C O P P E T E C , que administra hoje u m a carteira d e
mais d e mil projetos por ano, apresentando um faturamento, para o ano 2000, d e
aproximadamente R$ 50 milhões. A instituição tem uma forte tradição e m termos
de cursos d e pós-graduação em engenharia e pretende também oferecer cursos
de graduação nas áreas d e meio ambiente, petróleo e informática.
Em 1986, a C O P P E estava terminando as negociações d e u m projeto c o m
a Organização dos Estados Americanos - O E A e a Financiadora d e Estudos e
* Plano Estratégico do Rio de Janeiro tem entre seus projetos: o Parque Tecnológico, a FavelaBairro, o Porto de Sepetiba, o Programa de Design do Rio de Janeiro, Revitalização do Centro,
Teleporto. (disponível em: http://www.rio.ri.qov.br/planoestrateqico/pl proiel .html, acesso em
21/01/2003).
145
Projetos - FINEP
para avaliar,
na América Latina, o estado-da-arte d e
incubadoras, parques tecnológicos e outros mecanismos assemelhados. Esse
projeto d e pesquisa foi concluído c o m a realização d e u m seminário internacional
sobre parques tecnológicos, e m dezembro d e 1987. Este evento pode ser
considerado o primeiro n a América Latina, e possivelmente o primeiro no
Hemisfério Sul, sobre parques tecnológicos. C o m o conseqüência desse projeto e
seminário, foi criada uma associação: a A N P R O T E C - Associação Nacional d a s
Entidades Promotoras d e Empreendimentos d e Tecnologias Avançadas. E m
1990,
foi então
idealizada
a criação d e u m a incubadora
na C O P P E ,
considerando-se ambas a s experiências: a d e relacionamento c o m a s empresas e
a obtida c o m a realização d o projeto financiado pela O E A e FINEP.
Em termos físicos, a alocação d e espaço dentro d o campus é competência
do Conselho Universitário. N o decorrer desse processo, obteve-se a autorização
da Reitoria d a UFRJ para a utilização de u m "barracão" - u m pequeno prédio d e
mais o u menos 2 0 0 m^ - q u e estava subtilizado já havia algum tempo. A s
primeiras empresas foram selecionadas e começaram a funcionar e m condições
extremamente precárias d e instalação - mas foi também u m período muito rico e
de aprendizado - u m a relação d e construção d e u m projeto e m conjunto. E m
paralelo, foi feito u m projeto d e construção d a incubadora e apresentado à
Prefeitura d a cidade d o Rio d e Janeiro que, após algumas dificuldades d e ordem
jurídica q u e foram superadas, aprovou o projeto. A obra foi concluída e m 1995.
Foi nesse momento que, apesar d e alguns focos d e resistência n a comunidade
acadêmica, o Conselho Universitário aprovou o projeto d a incubadora por
unanimidade. O prédio, por opção d o s idealizadores, é pequeno, abrigando u m
total d e doze empresas.
E m termos de critérios d e seleção d e empresas, este segue u m a rotina
c o m u m à maior parte d a s incubadoras, iniciando-se c o m a apresentação d e um
plano d e negócios pela empresa candidata. O Conselho q u e delibera sobre a
aceitação o u não d a candidata tem representantes d a Universidade, d a Prefeitura
da Cidade d o Rio de Janeiro, d o Governo d o Estado, d o S E B R A E , d a Federação
das Indústrias d o Estado d o Rio d e Janeiro - FIRJAN, d a FINEP, d o B N D E S (este
último, com uma participação e m caráter mais informal).
Em termos d e financiamento, a incubadora contou c o m u m pacote d e
investimentos: Prefeitura d o Rio d e Janeiro (construção d o prédio); Universidade
146
(terreno); FINEP (aquisição d e equipamentos, mobiliário - financiamento a título
de empréstimo); Fundação d e Amparo à Pesquisa d o Rio d e Janeiro - F A P E R J ;
S E B R A E - R I O (despesas d e custeio) e, mais recentemente, o S E B R A E Nacional,
que passou a apoiar as incubadoras e m nível nacional. E m termos operacionais,
as empresas cobrem cerca d e 4 0 % d o custo; a Universidade, além d e proprietária
do terreno, paga o salário d e duas pessoas e a segurança, e t e m alguma gerência
e m termos administrativos. Para o restante d a s despesas, são captados recursos
no mercado, por meio d e projetos e parcerias.
A implantação d o Parque Tecnológico é u m a conseqüência e m e s m o u m a
necessidade para ampliar a s atividades d a própria incubadora. Muitas d a s
empresas q u e s e graduam na incubadora não são grandes o suficiente para
construir u m a sede própria e até m e s m o , pela própria natureza d e suas
atividades, necessitam d e u m lugar apropriado para operar, o q u e não e muito
fácil d e encontrar no Rio d e Janeiro. Assim, existe a idéia d e s e construir u m
edifício, dentro do Parque, que abrigue algumas empresas d e s s e tipo e q u e terão
alguns serviços compartilhados. O terreno disponível para a construção d o
Parque deve abrigar cerca d e 2 0 0 empresas, d e várias dimensões, e a idéia
central é alugar o terreno (com infra-estrutura) e a s empresas serem responsáveis
pela construção d e suas dependências. O s atores principais desse processo são
a U F R J , a Prefeitura d o Rio d e Janeiro (recursos financeiros, humanos e espaço)
e o Governo d o Estado (apoio político).
6.1.8 Kyriat Weizmann Science Parl<
O modelo d e parques tecnológicos e incubadoras e m Israel t e m por
objetivo apoiar a s políticas públicas n a promoção d o desenvolvimento d a indústria
de alta tecnológica (higti tech) no país, b e m c o m o gerar novos postos d e trabalho
e oportunidades para a mão-de-obra altamente qualificada disponível na região.
Essa orientação política está baseada n a Lei d a Pesquisa e Desenvolvimento e
nas ações governamentais que suportam essas atividades c o m vistas à geração
de produtos d e exportação c o m alto valor agregado. Essas políticas são
decorrentes
da
necessidade
de
implementar
novas
opções
para
o
desenvolvimento econômico de Israel, u m país pequeno, e m região árida e hostil,
c o m carência d e recursos naturais, c o m dificuldade d e acesso a mercados,
mercado interno pequeno e marcado pelo baixo valor agregado nas atividades d a
economia clássica.
147
A s ações relacionadas à promoção d e incubadoras
e parques
científicos e tecnológicos estão sob a coordenação d o Ministério d a Indústria e d o
Comércio, por meio d o s e u Departamento d o Cientista Chefe (DCC). Esses
órgãos t e m reconhecida e destacada atuação e m apoio a o movimento d e
incubação d e empresas. A partir dessa atuação podem ser observados o s
seguintes benefícios para as incubadoras e incubados: alto índice d e incentivo
para empreendedores tecnológicos, criação d e novas empresas, sucesso n o
desenvolvimento d e novos produtos tecnológicos, alto índice d e captação d e
tecnologias estrangeiras, efetiva transferência d e tecnologia d a s universidades
para empresas, incremento n a criação d e postos d e trabalho, absorção d e
imigrantes com alto nível acadêmico, principalmente provenientes d a antiga União
Soviética, atração d e investimentos para as regiões.^
A Rede d e Incubadoras d e Israel t e m por missão promover o
desenvolvimento d e idéias tecnológicas inovadoras e m "fase zero", provenientes
de
empreendedores
individuais,
e
criar
novas
empresas
para
sua
comercialização.A rede é composta por 2 4 incubadoras q u e são articuladas por
u m a autoridade central. São o s seguintes os principais resultados obtidos (dados
de 2001):
•
Dos 935 projetos aceitos para incubação, 7 3 5 foram graduados,
sendo que 374 continuaram nos negócios;
•
U S $ 5 9 0 milhões foram investidos (investimentos privados) e m
empresas graduadas d e incubadoras;
•
Várias empresas encontram-se na Bolsa de Valores
(Estados
Unidos e Europa).^
Em
Israel
existem
quatro
modelos
d e parques
científicos
e
tecnológicos, a saber:
Modelo 1 : O parque é construído e gerenciado por u m a empresa à qual
pertencem os edifícios e demais instalações. A empresa é responsável pelo
^As informações foram obtidas a partir das entrevistas realizadas com o Prof. Dr. Samuel
Jerozolimski, em agosto de 2002, em apoio à aplicação do questionário. Informações disponíveis
no Relatório de Auxílio Visitante, Processo FAPESP 02/02931-7, de agosto de 2002.
' Dados obtidos na apresentação feita pelo Prof. Dr. Samuel Jerozolimski em Mesa Redonda
organizada pelo Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo
NPGT/USP, em 21 de agosto de 2002, na Sala de Congregação da Faculdade de Economia e
Administração da USP. Apresentação incluída no relatório acima citado.
148
fornecimento d o s sen/iços d e apoio a o s empresários q u e ali s e instalam. Entre
exemplos desta modalidade estão o s Kiryat Weizmann e o Matam Science Parle,
Modelo 2: O parque consiste n u m a concentração d e empresas n u m a
determinada área geográfica. O s edifícios e instalações pertencem às empresas
tecnológicas ali instaladas ou são arrendados pela empresa construtora d o
empreendimento, integralmente o u d e forma parcelada. Entre exemplos desta
modalidade estão: Tamar/Rabin e Atidim Science Parks;
Modelo 3: O parque consiste na organização de m e c a n i s m o s d e
comercialização junto a entidades d e pesquisa científica e tecnológica. Este
modelo apresentou um sucesso limitado.
Modelo 4: Nesta modalidade, a s empresas instaladas pertencem a o s
proprietários do parque (parque "Aldeia das R o s a s " ) .
O Kyriat Weizmann Science Park foi inaugurado e m 1 9 7 2 e, desde
então, tem desenvolvido u m processo contínuo de expansão, ocupando uma área
de aproximadamente 4 0 acres, c o m cerca d e 115.000 m^ d e área construída.O
Parque foi criado a partir d a atuação d o Weizmann Institute of Science, fundado
e m 1934 por aquele que foi o primeiro Presidente d o Estado d e Israel, Dr. Chaim
W e i z m a n n . O Instituto conta c o m u m contingente d e aproximadamente 2.500
trabalhadores
e colaboradores
q u e desenvolvem
atividades
científicas e
tecnológicas nas áreas d e ciências d a vida, física, química, matemática e ciências
da computação. Dezenas d e empresas líder mundiais, d e alta tecnologia, estão
instaladas no Parque, entre elas: INDIGO, InterPharm, General Biotechnology,
N O V A , D P h a r m , PEPTOR, Harlan Biotech, O B I , XTL, Pharmos.
O Parque foi construído e é operado pela África Israel Investments Ltd.
Possui u m a incubadora d e empresas tecnológicas, a ITEK - Incubator for
Technological Entrepreneurship Kiryat Weizmann Ltd., fundada e m 1 9 9 1 , tendo
c o m o fundadores a Yeda Research andDevelopment Co. Ltd. E a África Israel
Investments Ltd. A ITEK oferece sen/iços d e logística (disponibiliza espaço,
secretaria, comunicações, serviços gerais, d e contabilidade e advocacia); realiza
a interface c o m o Departamento Cientista Chefe d o Ministério d e Indústria e
Comércio;
realiza
acompanhamento
financeiro,
técnico
e comercial d o s
incubados; disponibiliza apoio para o s aspectos de gerência d o s negócios,
patentes, marketing, treinamento. A incubadora recebe projetos nas áreas d e :
ótica e eletro-ótica, tecnologia industrial, eletro-mecânica, materiais, biotecnologia,
149
agrinegócios, tecnologia médica. Identifica-se como fatores d e sucesso d a
incubadora o s seguintes aspectos e práticas: critérios rígidos d e admissão e u m
completo processo d e seleção; apoio financeiro, principalmente proveniente d o
Departamento Cientista Chefe; condições ambientais propícias, tanto s o b o
aspecto de instalações quanto d e proximidade c o m laboratórios e suporte técnico
do Instituto W e i z m a n n ; ampla rede d e contatos internacionais; a c o m p a n h a m e n t o ,
controle e gestão dos projetos pelo gerente d a incubadora; credibilidade moral.
6.1.9 Parque Tecnológico de Andalucía S.A.
O Parque Tecnológico de Andalucía S.A.- P T A tem c o m o objetivo s e
configurar c o m o u m núcleo d e inovação tecnológica c o m efeitos diretos n a
indústria d a região d e Andalucía, tornando-se u m a entidade promotora d e sinergia
entre o s agentes locais d e inovação. O s antecedentes históricos apontam para
u m a ação d a "Junta de Andalucía', por meio d a "Empresa Publica Del Suelo de
Andalucía' e d o "Instituto de Fomento de AndalucíaT, q u e resultou e m u m
convênio firmado, e m 1988, c o m o "Ayuntamento de Málaga', cujo objeto era a
criação d e u m núcleo dinamizador d e inovação tecnológica. Este convênio d e u
origem a o Parque Tecnológico d e Andalucía, situado e m Málaga, cuja construção
iniciou-se e m 1989 e foi inaugurado pelos reis da Espanha, e m dezembro d e
1992.
A associação IDEA - Investigación y Desarrollo en Andalucía, q u e
conta entre seus associados c o m empresas, associações d e classe e o próprio
PTA, foi criada nessa m e s m a época (1991) c o m o objetivo d e cuidar d a
implantação, fomento e desenvolvimento d o Parque, d e forma a assegurar o s e u
sucesso. Entre suas atribuições encontram-se: colaborar c o m instituições locais
para apoiar a captação d e projetos para o PTA, com o objetivo d e promover u m a
ocupação ordenada d o Parque; colaborar c o m a gestão d o PTA para otimizar os
serviços gerais; apoiar os associados n a obtenção d e financiamento e subsídios
para seus projetos, bem c o m o assessorá-los n a correta utilização d e incentivos e
benefícios fiscais; assessorar seus membros no q u e concerne a o u s o d o solo
onde os associados implantarão seus projetos; promover a criação e fomentar
empresas d e sen/iços auxiliares para a s atividades a serem desenvolvidas pelos
associados; promover a transferência de tecnologia no âmbito d o PTA.
Instalado na região d o "Valle Del Guadalhorcé', e m uma área d e 168
hectares, n o limite ocidental d o município d e Málaga, próximo a u m bairro
150
denominado
Campanillas (criado a partir da instalação do PTA), o Parque está a
13 l<m do Centro de í\/lálaga, a 7 l<m do
campus da Universidade d e Málaga e a 6
km do Aeroporto Internacional de Málaga, sendo sen/ido pela nova estrada do
"Valle Del Guadalhorcé'. As normas ambientais aplicadas ao PTA são reguladas
pelo
"Ayuntamento de Málaga', por meio dos órgãos municipais de meio
ambiente. São considerados nessas normas parâmetros de emissões gasosas,
de emissões acústicas, de radiações ionizantes, de águas residuais e de residuos
industriais.
Confirmando o ambiente propicio para o desenvolvimento de
um
Parque Tecnológico, a região de Málaga conta com um dos maiores crescimentos
de população universitária da Espanha, com um número de alunos superior a
40.000,
incluindo
pós-graduação.
Além
disso,
a
Universidade
de
Málaga
desenvolve estreita colaboração com o PTA por meio de seus grupos de pesquisa
e centros, havendo mais de cem alunos e recém titulados trabalhando como
estagiários nas empresas do Parque. Entre os centros e grupos de pesquisa que
desenvolvem
parceria com o PTA
encontram-se: Centro de Tecnologia
da
Imagem, Grupo de Engenharia Mecânica, Grupo de Estudos Energéticos, Grupo
de Engenharia de Software, Grupo de Engenharia de Sistemas Integrados, Grupo
de Pesquisas Aplicadas em Matemática e Computação, Grupo de Inteligência
Computacional e Análise de Imagens, Grupo de Arquitetura e Desenho, Grupo de
Microeletrônica Informática, Grupo de Pesquisas e Aplicações e m Inteligência
Artificial, Andalucía Digital Multimídia, Instituto de Processo de Imagem, entre
outros (IDEA, 2 0 0 2 ) .
E m 10 anos de existência, o PTA passou de oito empresas instaladas
no
início
de
sua
operação
para
250
empresas
instaladas
em
sua
área,
atualmente. A maior parte delas dedicadas à tecnologia da informação e às
comunicações (correspondendo a 7 5 % do faturamento das empresas do Parque,
faturamento este que se encontra por volta de 500 milhões de Euros a n u a i s ) . 0
Parque gera 4 . 0 0 0 empregos diretos.
Com forte atuação no âmbito internacional, o Parque abriga a sede da
International Association of Technology Parks - lASP, desempenhando um papel
coordenador de suas atividades. T a m b é m encontra-se instalada no PTA a sede
da
Asociación de Parques Tecnológcios y Científicos de España - A P T E , que é
uma peça chave no sistema de ciência e tecnologia e relações com empresas no
. COMISSÃO mcKm.
o€ a ^ f ^ â f i m f v s p « i
151
cenário espaniiol. Estão instaladas no Parque mais d e 5 0 empresas estrangeiras.
O P T A participa d e diversas redes e projetos internacionais, entre eles: Atlantic
Technology Parks - A T L A N T I S (T2A), rede Andalucía-Montpeilier-Bari - ÂMBAR,
rede Málaga-Sevilla-0 Porto-Sheffield-La Vienne - C O P A I N S .
6.1.10 TAGUSPARQUE S.A.
O Tagusparque (TagusPark) é u m Parque d e Ciência e Tecnologia, e m
pleno funcionamento, localizado n o Conselho de Oeiras, n a área d a Grande
Lisboa, tendo sido originado a partir d e ações d a iniciativa privada, c o m o apoio
de entidades públicas. O Parque ocupa u m a área d e cerca d e 2 0 0 d o s 3 6 0
hectares q u e faz parte d e u m Plano Integrado d e atividades d e ciência,
tecnologia, lazer e serviços. Este Plano Integrado está intimamente ligado a u m
objetivo d e revitalização d e áreas, sendo q u e o Parque encontra-se localizado n a
confluência d o s Conselhos d e Oeiras, Cascais e Sintra, região esta reconhecida
c o m o u m a área turística de grande importância e m Portugal. C o m o indicadores
gerais d e impacto d o Parque destacam-se: 5.060 postos d e trabalho, 146
entidades instaladas, volume d e negócios agregado - 917,8 milhões d e Euros
( T A G U S P A R K , 2001). Interessante destacar entre esses indicadores q u e a
população d o Parque é jovem sendo q u e 5 7 % d o pessoal encontra-se n a faixa
dos 2 0 a 3 0 anos; 8 1 % têm menos de 4 0 anos.
A estrutura d o Parque é composta por: u m Núcleo Central, localizado
num
edifício
multifuncional,
onde
está instalada
a entidade
gestora
(a
T a g u s p a r q u e S.A.) e u m a área d e serviços d e conveniência; o Centro de
Congressos d o Núcleo Central, que dispõe d e u m auditório para 300 lugares, d e
u m a Área d e Exposições (aproximadamente 2.000m^) e um conjunto d e dez salas
de reuniões c o m capacidade para até 7 0 lugares; no aspecto lazer, existe u m
Health Club completo; a Área para a s Micro e Pequenas Empresas d e Base
Tecnológica, dispondo d e u m conjunto d e oito edifícios (escritórios, laboratórios e
áreas d e produção); o Centro de Inovação Empresarial, q u e integra u m a
incubadora d e idéias, u m a incubadora d e empresas d e base tecnológica e m
início d e atividades e u m a área para pequenas e médias empresas, estando
atualmente instaladas no Centro mais d e 100 empresas (1.700 postos d e
trabalho, volume d e negócios agregado - 250,6 milhões d e Euros) c o m os
seguintes
perfis -
tecnologia
d a informação
(44%),
telecomunicações (18%) entre outras áreas de atuação.
eletrônica
(19%) e
152
O s parceiros d o Parque são:
•
N a área d e
Ciência&Tecnologia:
Instituto d e Soldadura
e
Qualidade, Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica d e
Lisboa, Instituto d e Engentiaria d e Sistemas e Computadores,
Universidade
Atlântica, Instituto
d e Biologia
Experimental
e
Tecnológica;
•
N a área empresarial: Banco Comercial Português (BCP), Portugal
TELECOM.
O Tagusparque também atraiu para suas instalações subsidiárias
portuguesas d e algumas empresas multinacionais d e alta tecnologia, a saber:
Convex, Intergraph, Silicon Graphics, Schiumberger, Anixter, Rockwell e Origin.
Além disso, o Tagusparque é sede d a Associação Portuguesa d e Parques d e
Ciência e Tecnologia - T E C P A R Q U E S .
A s atividades d e animação do Parque são b e m organizadas e têm por
objetivo criar u m movimento científico-tecnológico, cultural e social q u e beneficie
todos os seus integrantes. São desenvolvidas, desta forma, ações tais c o m o :
eventos culturais, ações e eventos d e divulgação científica e tecnológica, estímulo
ã criação d e redes informais no Parque, ações d e intercâmbio científico e d e
cooperação internacional que, no conjunto, auxiliam e ampliam a boa imagem q u e
o Parque possui.
6.2 Discussão e interpretação dos resultados
Conforme mencionado no capítulo 5, foi elaborada u m a matriz lógica
resumida acrescida d a seleção d a s práticas d e sucesso identificadas. N a T A B .
6.1 apresenta-se a matriz d e consolidação d o s aspectos relevantes d o s planos
estratégicos identificados nas experiências analisadas. Esta prática contribui para
a formulação dos aspectos estratégicos e d e políticas públicas d o modelo ora e m
desenvolvimento.
Na T A B . 6.2 são mostrados o s aspectos o u práticas relevantes d a s
experiências
analisadas
na
pesquisa
de
campo,
que
subsidiam
o
desenvolvimento d o modelo a ser proposto no capítulo 7, relacionando-se c o m a s
dimensões analisadas na pesquisa d e c a m p o (conclusão referente ã pesquisa d e
campo).
N a coluna d e "resultado d a apuração d a pesquisa d e c a m p o " são
levados e m conta, n a s opções c o m dados quantitativos, o s aspectos q u e
confirmaram a prática por número maior o u igual a 5 0 % entre o s entrevistados,
153
tendo sido descartados aqueles que não s e manifestaram o u que não praticam os
aspectos considerados. N a segunda coluna d a T A B . 6.2 são apresentados a
interpretação e os comentários, considerando também informações obtidas dos estudos
exploratórios.
Produtos e
resultados
esperados
Objetivos
Imediatos
Objetivo
Superior
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
Apoiar políticas públicas (municipais, estaduais, federais) para o desenvolvimento regional, voltadas para o
avanço do conhecimento;
Criar novas o u transformar estruturas regionais (iniciativas "estruturantes") por meio da inovação
tecnológica, articulando os vários atores (governo, academia, capital), proporcionando novos canais de
relacionamento, comunicação e sinergia entre eles;
Identificar e promover maior visibilidade das vocações tecnológicas da região;
Desenvolver e recuperar áreas degradadas o u economicamente deprimidas, por meio d a construção e
sustentação de uma região classe mundial;
Ser um "núcleo de dinamização tecnológica" para as empresas da região.
Gerar novos e melhores postos de trabalho na região;
Estimular a criação d e empresas de base tecnológica;
Buscar condições e instrumentos legais para estimular a instalação de empresas de base tecnológica na
região;
Sedimentar e ampliar a interação empresa-universidade/centros d e pesquisa, criando e fortalecendo
mecanismos de apoio à inovação na empresa (fundos d e apoio), bem como apoio legal à flexibilização das
atividades de pesquisadores nas empresas;
Articular os agentes locais de inovação por meio de redes;
Disseminar a cultura do empreendedorismo;
Sensibilizar a comunidade e os formadores d e opinião para as oportunidades geradas na Sociedade d o
Conhecimento;
Estimular as ações d e incentivo às exportações de produtos e sen/iços com alto valor agregado;
Criar espaços físicos c o m características paisagísticas e ambientais b e m cuidadas, q u e proporcionem
lazer e bem estar às pessoas.
Implantação e operação d a s iniciativas "estruturantes" (pólos, parques tecnológicos, tecnópoles, entre
outros);
Maior oferta de empregos qualificados na região;
Aumento d o número d e empresas saudáveis, d e base tecnológica, na região (micro, pequenas e médias,
ou grandes empresas atraídas para a região);
Incremento no faturamento das empresas de base tecnológica da região;
Aumento das exportações d e produtos com alto valor agregado;
Incremento de produtos inovadores no mercado por meio das empresas tecnológicas instaladas na região;
Incremento do número de patentes com alto valor comercial agregado;
Criação e ampliação das redes temáticas na região, bem como das alianças estratégicas e participação e m
T A B E L A 6.1 - M a t r i z - R e s u m o d a s principais contribuições a d v i n d a s d a p e s q u i s a d e c a m p o
154
Pressupostos
relevantes para
o êxito
Efeitos/
impactos
>
>
>
programas internacionais;
Formação e qualificação de gestores para atuação nas estruturas criadas;
Incremento do número de (novos) empreendedores independentes;
Áreas urbanas revitalizadas, atrativas para outras atividades d a economia (turismo, lazer, comércio, setor
imobiliário);
> Incremento das ações de sensibilização e animação para os projetos inovadores;
> Pessoas felizes.
> Benefícios para a economia da região e do país;
> Maior divulgação (positiva) d a região no país e no exterior (aumento do prestígio);
> Recuperação de áreas públicas degradadas e subutilizadas;
> Valorização de bairros e regiões;
> Melhoria no movimento comercial d a região;
> Geração de tributos para o desenvolvimento de programas governamentais;
> Melhoria das condições de vida d a população d a região;
> Absorção da mão-de-obra local;
> Aumento no percentual de sucesso das empresas no mercado;
> Valorização da atividade acadêmica;
> Melhoria no "parque industrial" local;
> Estímulo à criação de outros projetos inovadores e m outras regiões d o país ("replicar" o s modelos b e m
sucedidos - "irradiar" os benefícios para o país);
> Contribuição para a paz social.
> Articulação d o s poderes públicos para o estabelecimento d e políticas de incentivo à instalação de
empresas de base tecnológica na região;
> Arcabouços legais e m apoio às ações do projeto;
> Estabelecimento de políticas d e incentivo a o empreendedorismo nas universidades e centros de pesquisa
(cursos, disciplinas, treinamento, flexibilização da ação de pesquisadores nas empresas, etc...);
> Fortalecimento das parcerias com a iniciativa privada, captando o interesse para os projetos;
> Fortalecimento e ampliação das relações internacionais;
> Busca de suporte para o s projetos por meio de fontes nacionais e internacionais, públicas e privadas;
> Processo de seleção competente e criterioso de acordo com os objetivos estratégicos do projeto;
> Contínuo desenvolvimento das ações de redes temáticas;
> Benefícios claros para as universidades e centros d e pesquisa d e forma a estimular a sinergia entre os
atores do processo;
> Plano d e comunicação bem estruturado e pessoas atuantes para sensibilizar a comunidade local ("ações
de animação") bem como exportar a visão de sucesso do empreendimento;
155
Práticas d e
Sucesso
Selecionadas
Beneficiários
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
Comunidade d a região integrada ao projeto e consciente de seus benefícios.
Sócios ou associados ao empreendimento;
Comunidade empresarial local;
Comunidade técnico-científica que gravita e m torno do projeto (não somente d a região);
A economia da região e do país;
Poderes públicos e agências de fomento;
A s pessoas da região.
Estrutura d e legislação d e apoio aos empreendimentos destacando-se: legislação referente à utilização e
posse de terrenos, sistema de incentivos fiscais (casos das experiências d e São Leopoldo, Andalucía,
T A G U S P A R K ) ; Lei de Pesquisa&Desenvolvimento e apoio a o empreendedorismo por intermédio do
Ministério da Indústria e Comércio (Departamento Cientista Chefe) - caso d e Israel;
Ação de estímulo às pesquisas e empresas que trabalham c o m produtos inovadores que aproveitam a s
riquezas da região - experiência d o PADETEC do Ceará;
Cooperação técnica internacional b e m articulada que traz amplos benefícios ao projeto: o exemplo do
Porto Alegre Tecnópole (com França e Espanha) e do PTA-Espanha (redes de cooperação internacional);
O modelo d o "Science Park Virtual" - serviços "on-line" para o s associados - exemplo d o TagusPark e m
associação com outros parques da Alemanha, Finlândia e Grécia);
Sistema de "Plataformas" d o Londrina Tecnópolis, decorrente d e diagnóstico realizado na região alvo d o
projeto que identificou as potencialidades e gargalos por setor da economia;
"Ações de Animação" d o Londrina Tecnópolis, que mantém a comunidade informada e sensibilizada para
as ações do projeto; angaria as simpatias para as ações programadas;
Ações de articulação para a recuperação d e u m a área degradada e economicamente deprimida - o
exemplo d o Porto Digital;
Articulação d e atores para utilização d o potencial econômico, científico e tecnológico d e uma região - o
exemplo d o Pólo de Alta Tecnologia de Campinas;
Valorização da atividade acadêmica e da vocação tecnológica da região contando com o apoio institucional
e político dos atores envolvidos - o exemplo do Parque Tecnológico de Rio de Janeiro.
156
Arquitetura, Infraestrutura e serviços
(A) Localização
Sistema ambiental
local
Dimensão/aspecto
1 0 0 % d a s experiências analisadas declararam q u e no
Plano Estrutural (Diretor) consideram o impacto
ambiental na região.
C o m relação à localização escolhida são levados e m
conta, principalmente, fatores relacionados a:
• Disponibilidade de acessos públicos a espaços
abertos - regiões d e fácil acesso e de baixa
densidade d e construções;
• A herança cultural d a região.
São considerados fatores relevantes nos projetos:
• Acessos diretos a rodovias;
• Acessos fáceis e rápidos a aeroportos;
<» Disponibilidade de transporte público (ônibus
municipal e intermunicipal, fretados);
• Amplo estacionamento (a maior parte dos
entrevistados obsen/a que acima de 4 0 % d o pessoal
do parque vai trabalhar com carro próprio);
• Plano de Urbanização priorizando: planejamento d o
uso dos espaços, plano de circulação, infra-estrutura
de serviços públicos, rede de comunicação;
• Políticas claras quanto à negociação e cessão d e
terrenos;
• Ações programadas de controle arquitetônico e
paisagístico;
• Instalação de centros de sen/iços, lazer e cultura
para atender ao parque.
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
referente à pesquisa d e c a m p o
Para a implantação de parques tecnológicos no
meio urbano os fatores relacionados à proteção
ambiental e melhoria/recuperação de áreas devem
ser considerados. A s tendências atuais mostram
ser fundamental para u m projeto deste tipo que
haja bons conhecimentos d a região, considerandose o s seguintes aspectos: localização e acessos,
geotecnia, normas para meio ambiente (emissões
gasosas, águas residuais), entre outros fatores.
A visão holística d e atuação desses projetos,
principalmente quando localizados no meio urbano,
visa integrar a s operações d o parque à vida da
comunidade local, servindo também como u m a
opção de lazer e cultura, e de trabalho, auxiliando
na formação de futuros empreendedores e
apoiando as políticas urbanas implementadas pelo
poder público.
Häuser (1997, p.93) ressalta entre o s elementos
constitutivos d o s parques tecnológicos, além dos
serviços genéricos prestados à população que o s
freqüenta, a existência, e m alguns casos, d e áreas
residenciais e serviços de apoio a estas áreas
(escolas, comércio), com o intuito de facilitar a vida
dos trabalhadores e freqüentadores do parque,
bem como proporcionar um movimento e animação
salutar na região (é apresentado pela autora o caso
de Sophia Antipoiis, na Cote d'Azur, França, como
exemplo).
Interpretação e comentários
T A B E L A 6.2 - Consolidação d o s r e s u l t a d o s d a apuração d a p e s q u i s a d e c a m p o , interpretação e comentários - conclusão
157
Em u m a questão feita no instrumento, 8 0 % dos
entrevistados considera q u e a proximidade d o
parque a instituições de pesquisa e universidades
traz benefícios para a s empresas residentes. E m
decorrência, o desenvolvimento d e instrumentos d e
parceria c o m essas instituições torna-se fator d e
importância para obtenção d e resultados positivos.
A necessidade de investir na visibilidade d o
empreendimento também é considerada importante
para o seu bom desenvolvimento.
Existem políticas para suplantar barreiras culturais na
região, com base e m :
• Desenvolvimento d e parcerias locais (universidades,
instituições de pesquisa, entre outros);
o Desenvolvimento d e u m a linguagem c o m u m , de
dispositivos
de
comunicação,
de
ações
comportamentais, entre outros fatores.
Estratégias de
desenvolvimento
regional
;
J'^.^ ^J.^.
As Informações demográficas obtidas confirmam o
acerto na escolha das experiências analisadas,
uma vez q u e o modelo q u e está sendo
desenvolvido, proposta desta pesquisa, refere-se a
parques tecnológicos urbanos.
O s resultados apresentados refletem a mudança d e
orientação nas atividades econômicas das regiões
urbanas ou metropolitanas.
As atividades culturais e de lazer (apesar d e
apenas mencionadas por duas das experiências
analisadas), devem ser consideradas no modelo a
ser desenvolvido, tendo e m vista a estratégia d e
plena integração na sociedade local.
5 0 % das experiências analisadas estão localizadas
e m regiões metropolitanas criadas por lei; os outros
5 0 % estão na região d e influência d e u m a região
metropolitana o u urbana d e média a densamente
povoada;
7 0 % das experiências analisadas estão e m áreas
onde vivem d e dois a até seis milhões de habitantes.
Interpretação e comentários
As principais atividades econômicas influenciadas pelas
ações do parque são:
• serviços e negócios (70%);
• por área d e atuação: educação, treinamento,
convenções (50%); tecnologia d a informação,
software, hardware, telecomunicações (40%).
•
•
•
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
Informações
econômicas
(B) Contexto sócioeconômico, político
e cultural d a região
Informações
demográficas
Dimensão/aspecto
158
(D) Modelo e
estrutura
Objetivos
estratégicos
60% dos entrevistados informaram achar importante
contar com dispositivos legais para apoio ao projeto;
Desses, 8 0 % consideram fundamental a existência
de dispositivos legais de incentivos para instalação
de empresas ou isenção d e impostos (dentre os que
contam c o m esses dispositivos, a s isenções mais
comuns são d e IPTU e de ISS) para empresas
instaladas no pólo;
Desses, 5 0 % contam o u consideram importante a
existência de dispositivos legais para criação de
pólos c o m doação o u cessão d e terrenos,
edificações o u outras estruturas e ordenação sobre
uso do solo e planejamento urbano.
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
O s objetivos estratégicos que foram classificados como
"muito importantes" ou "importantes" (acima d e 5 0 %
somando-se a s duas opções) são:
• Apoio ao desenvolvimento regional;
• Diversificação das atividades econômicas da região;
• Desenvolvimento tecnológico da região;
• Geração de empregos;
• Disseminação do empreendedorismo;
o Auto-sustentação d o empreendimento.
•
(C) Legislação de
apoio
Dispositivos legais
o
e m apoio ao projeto
•
Dimensão/aspecto
• *
Os objetivos estratégicos apontados confirmam a
interpretação dos objetivos superiores e imediatos
apresentados na TAB. 6.1.
De acordo c o m Fórmica (1997, p.227)), o
surgimento d a indústria d a inovação e dos
chamados ecossistemas territoriais d e inovação
vem sendo apontados como o s campeões d e
concorrência global, partilhando a visão da nova
era d e "mercados e serviços" e m detrimento d a
antiga "era d e produção". A s políticas públicas já
privilegiam esta visão, c o m ações que têm sido
direcionadas ao estímulo às exportações por meio
da introdução da inovação nas empresas; entre
elas encontram-se o apoio aos pólos, parques e
*
o arcabouço legal para apoio a o projeto foi
considerado, durante a s entrevistas, como um fator
determinante para o sucesso d o empreendimento.
Observou-se q u e algumas d a s experiências
enfrentam problemas por falta d e definições legais
quanto a cessão ou arrendamento de terrenos e
edificações.
Considera-se, entre o s entrevistados, q u e o
primeiro fator d e atração d o s empresários para
instalação ou participação no desenvolvimento d o
projeto sejam os incentivos o u benefícios fiscais,
muito embora reconheçam q u e a aproximação e
facilidade de acesso a centros d e ensino e
pesquisa são fatores importantes para manutenção
desses empresários.
Interpretação e comentários
159
R e s u l t a d o d a apuração d a p e s q u i s a d e c a m p o
f a t o r e s c o n s i d e r a d o s relevantes
compõem-se d e e s t r u t u r a s o r g a n i z a c i o n a i s , e n t r e
elas:
incubadoras
de empresas,
condomínios
empresariais,
empresas
"âncoras", c e n t r o s d e
pesquisa cooperativa, empresas privadas de base
tecnológica;
e m a l g u n s c a s o s constituídos p o r l e i s m u n i c i p a i s ;
entidades civis s e m fins lucrativos (o c a s o d o Porto
D i g i t a l é o único d e O S C I P - organização c i v i l d e
i n t e r e s s e público) o u , n o s c a s o s d a E s p a n h a e
P o r t u g a l são e m p r e s a s ( S . A . ) , o u g e r e n c i a d o s p o r
e m p r e s a s proprietárias d o p a r q u e ( c a s o d e I s r a e l ) . O
c a s o d o P a r q u e Tecnológico d o R i o d e J a n e i r o é
a d m i n i s t r a d o p e l a U F R J p o r m e i o d a s fundações d e
apoio.
Dimensão/aspecto
Características d o s
modelos adotados
incubadoras baseadas no conhecimento.
N e s t e m o m e n t o são e v o c a d o s o s a s p e c t o s já
abordados
n o s capítulos
introdutórios
deste
documento, n o q u e diz respeito a o s modelos d e
p a r q u e s tecnológicos e s e u s a s p e c t o s básicos.
V e d o v e l l o ( 2 0 0 0 , p. 2 8 0 ) , q u a n d o m e n c i o n a o
relatório d o European Innovation Monitoring System
d e 1 9 9 6 , a p r e s e n t a d o i s m o d e l o s básicos d e
p a r q u e s e i n c u b a d o r a s tecnológicas, e n t r e o u t r o s
mistos, caracterizando-os segundo o s e u foco d e
ação, a s a b e r : a q u e l e s q u e a p r e s e n t a m u m a
"estratégia universitária" e p r i v i l e g i a m , e m s e u s
modelos,
o
fortalecimento
da
interação
universidade-empresa,
sendo
as
ações
coordenadas pela universidade; e aqueles q u e
a p r e s e n t a m u m a "estratégia r e g i o n a l " , c u j o f o c o d e
ação está v o l t a d o p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o r e g i o n a l
e s u a s ações conseqüentes (geração d e p o s t o s d e
t r a b a l h o , criação d e e m p r e s a s ) . A n a l i s a n d o s o b
e s s e s a s p e c t o s , é possível i d e n t i f i c a r , e n t r e a s
experiências f o c a d a s n e s t e e s t u d o , d u a s q u e
p o d e m ser enquadradas n o primeiro
modelo
( P A D E T E C / C E ; P a r q u e Tecnológico d o R i o d e
J a n e i r o ) ; três p o d e m s e r e n q u a d r a d a s c o m o u m
modelo
m i s t o (Pólo d e Informática d e São
L e o p o l d o , P o r t o D i g i t a l e Pólo d e A l t a T e c n o l o g i a
de Campinas) e as demais podem ser enquadradas
n o s e g u n d o m o d e l o ( P o r t o A l e g r e Tecnópole,
L o n d r i n a Tecnópolis, K i r y a t W e i z m a n n
Science
Park,
Parque
Tecnológico
de
Andalucía,
Tagusparque).
Interpretação e comentários
160
Processo de
seleção e
acompanhamento
(E) Características
de gerenciamento
IVIodelo de gestão
Dimensão/aspecto
As experiências analisadas apresentam a s seguintes
estruturas organizacionais:
• Conselho Gestor, síndico. Conselho Fiscal;
• Conselho Diretor, Conselho Fiscal, Superintendente;
• Conselho Gestor, Comitê d e Coordenação (executor
do projeto). Conselho Técnico-Consultivo;
o Conselho de Administração, Diretoria Executiva;
o A s experiências estrangeiras têm uma configuração
semelhante à d e empresas:
- Diretor geral. Diretor financeiro. Diretor Comercial,
Diretor de Operações, Responsável por projetos
(Espanha);
- Conselho de Administração, Conselho Científico e
Tecnológico, Comissão Executiva (Diretoria do
Parque, Diretoria d e Planejamento, Diretoria de
Operações, Diretoria Administrativa e Financeira,
Setor de Relações Públicas e Apoio a o Residente)
(Portugal);
Gerente operacional. Gerente comercial (Israel).
Processos de seleção - modelos mencionados:
• Formulários de inscrição e requisitos veiculados pela
INTERNET; não há edital; propostas analisadas pelo
conselho gestor;
• Lançamento d e edital, análise das propostas por
consultores ad-hoc, exame dos Planos de Negócios,
elaboração d e parecer conclusivo, aprovação do
Conselho Diretor;
• Em alguns casos, o processo de seleção é aplicado
somente para o s candidatos para a incubadora;
• Edital e concorrência pública;
• C o m relação às experiências estrangeiras: não há
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
Admite-se para o desenvolvimento d o modelo os
seguintes aspectos relevantes c o m relação a este
item:
• Deve existir u m processo de seleção
oficializado, com o s requisitos bem definidos;
e Deve existir a análise por parte de especialistas
ad-hoc o u na forma d o Conselho TécnicoCientífico, como no caso d a experiência
portuguesa, que garantam que a proposta está
de acordo c o m o s princípios e objetivos d o
parque;
• A apresentação d e Plano d e Negócio facilita a
As condições locais determinam a estrutura
possível para
a gestão d o projeto o u
empreendimento. Nos casos nacionais, no entanto,
os entrevistados
consideram
importante a
existência de u m Conselho Superior c o m
representantes de todos o s parceiros e principais
forças indutivas d a comunidade, u m a diretoria ou
gerência executiva e u m órgão fiscal, como
estrutura básica.
As experiências estrangeiras espelham u m a
realidade de estrutura de empresa.
Interpretação e comentários
161
Propriedade
intelectual
Parcerias e redes
Dimensão/aspecto
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
um processo formal de seleção; as candidaturas são
analisadas sob o s aspectos considerados relevantes
dentro
d a política
desenvolvida
para
o
empreendimento e condições de disponibilidade e
econômicas. No caso d e Portugal, a empresa efetua
a candidatura por impresso próprio, realiza a
entrevista, é analisada pelo Conselfio Científico e
Tecnológico q u e envia o parecer para a Comissão
Executiva para a s providências de admissão da
empresa.
A maior parte das experiências nacionais são
associadas à A N P R O T E C e também desenvolvem
cooperações c o m outras entidades d e acordo c o m as
necessidades e oportunidades que se apresentam. São
desenvolvidas também cooperações internacionais que
apoiam o projeto, como é o caso d o Porto Alegre
Tecnópole (França e Barcelona, Espanha) e o Porto
Digital (British Council).
Também c o m relação às experiências nacionais, a
atividade e m redes formais não é muito freqüente
(existem algumas experiências e m redes informais). 0
mesmo
não acontece
c o m as experiências
internacionais onde, a participação e m projetos e redes
de cooperação, inclusive internacionais é c o m u m a
todas a s experiências analisadas.
Nas experiências nacionais, todos declararam não haver
uma política formalizada c o m relação aos aspectos de
propriedade intelectual.
Já nas experiências internacionais foram obsen/adas a s
seguintes situações:
Israel - o tema propriedade intelectual é tratado
diretamente pelas empresas; a gestão d o parque não
interfere no processo, n e m nas negociações sobre o
O que se observa durante as entrevistas é que este
aspecto não é, na maioria das vezes, considerado
no escopo d o planejamento d o empreendimento,
pelo menos com relação às experiências nacionais.
No caso do modelo ora e m desenvolvimento, a
relação
empresa-universidade/instituição
de
pesquisa é considerada importante para o sucesso
do Parque como uma política pública de difusão d o
A atuação e m redes temáticas é considerada
importante para o desenvolvimento de iniciativas
estruturantes como os parques tecnológicos sendo,
portanto,
considerada
no
modelo
em
desenvolvimento.
O s entrevistados, e m sua maioria, consideram q u e
0 estabelecimento de cooperações internacionais
traz ganhos positivos para o desenvolvimento de
iniciativas estruturantes, principalmente os parques
e pólos tecnológicos. Destacam-se aqui os
benefícios q u e foram apresentados pela Porto
Alegre Tecnópole e m sua cooperação c o m a
França na área de projetos de tecnópoles.
»
análise d a proposta, portanto deve haver um
modelo de Plano de Negócio;
O processo deve ser rápido e desburocratizado
e, de preferência, o s requisitos e formulários
devem ser veiculados pela INTERNE 1.
Interpretação e comentários
162
(G) i\/larl<eting e
comunicação
Ações d e
sensibilização e
visibilidade
(F) Aspectos
financeiros
Estratégias d e
auto-sustentação
Dimensão/aspecto
••••>:/••••••
••,
6 0 % das experiências analisadas informaram não existir
uma política d e comunicação e marketing para a região
e m apoio a o empreendimento; algumas dessas
experiências desenvolvem ações isoladas.
4 0 % d a s experiências analisadas informaram existir
uma política d e comunicação e marketing para a região
e m apoio ao empreendimento. 6 0 % d a s experiências
analisadas informaram não existir u m a política de
/ , "
Das dez experiências analisadas, sete informaram a
faixa d e seus custos operacionais, ficando assim
distribuídos: uma apresenta custo inferior a R $ 100 mil
/ano; duas apresentam custo na faixa de R $ 1 0 1 mil
a R$ 500 mil/ano; quatro apresentam custos superiores
a R$ 1 milhão/ano, estando incluídas, neste caso, todas
as experiências internacionais.
Dentre a s experiências nacionais analisadas, cinco não
consideram estratégias de total auto-sustentação.
Apenas
quatro
das experiências
analisadas
apresentaram estratégia de auto-sustentação, dentre
elas encontram-se: o Porto Digital (a médio e longo
prazos) e as experiências internacionais que, conforme
as informações recebidas, já são auto-sustentáveis.
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
assunto;
Parque de Andalucía - acontece o mesmo;
Tagusparque - faz parte de u m a rede nacional de
Gabinetes de Apoio à Propriedade Intelectual (GAPI),
estando capacitado para internamente prestar apoio
nesta área para a s empresas.
Embora a maior parte das experiências analisadas
não possua u m a política o u plano estruturado d e
comunicação e marketing, ações de sensibilização
e de busca de visibilidade são desenvolvidas, entre
elas destacam-se:
• Página na INTERNET c o m espaço para
boletins
com
notícias
sobre
o
empreendimento (jornal eletrônico);
As experiências internacionais, por estarem mais
bem estruturadas, apresentam u m orçamento d e
custeio definido.
Entre
as estratégias d e auto-sustentação
encontram-se
os
seguintes
mecanismos:
recebimento de aluguéis e rendas (arrendatários),
venda d e espaços e terrenos para empresas;
venda de serviços d e consultoria - programas d e
formação e treinamento (inclusive com participação
e m programas nacionais e internacionais).
conhecimento e, e m conseqüência, o tema
propriedade
intelectual/industrial
deve
ser
desenvolvido no modelo. C o m relação a este tema,
a prática d o Tagusparque parece ser a mais
adequada, visto tratar-se de uma ação em rede que
disponibiliza o s serviços e benefícios para todos os
seus nós.
Interpretação e comentários
163
(H) Formação e
treinamento
Ações de formação
e treinamento de
pessoas
Dimensão/aspecto
40%
desenvolvem
ações
de
estímulo
empreendedorismo e gestão d e negócios por meio
treinamento;
6 0 % não desenvolvem ações de estímulo
empreendedorismo e gestão d e negócios por meio
treinamento;
Desses 6 0 % q u e não desenvolvem ações
ao A preocupação e m estimular a s ações de
de treinamento e m empreendedorismo e gestão de
negócios na região de influência das experiências
ao analisadas foi observada durante a s entrevistas e
de nas informações veiculadas, embora a maior parte
delas não atue diretamente na estruturação d e
de cursos e treinamento nesta área. Pode-se obsen/ar
Interpretação e comentários
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
comunicação e marketing para a região e m apoio ao
• Programas de animação e articulação
empreendimento;
algumas
dessas
experiências
empresarial;
desenvolvem ações isoladas.
• Ações organizadas
junto
a líderes
4 0 % d a s experiências analisadas informaram existir
comunitários e formadores de opinião d a
uma política de comunicação e marketing para a região
região.
e m apoio ao empreendimento.
Além dessas ações mais tradicionais, destacam-se
algumas práticas q u e estão ligadas a Planos
Estratégicos para a s regiões de influência dos
empreendimentos
(liderados
por
entidades
governamentais locais e associações de classes,
entre outros atores). Dentre essas práticas
destacam-se:
"Ações Tecnopolitanas" e participação e m
programas internacionais d e planejamento urbano,
social e de integração regional (Porto Alegre
Tecnópole);
Programas de animação e articulação empresarial
(ADETEC-Londrina Tecnópolis);
Selo Porto Digital;
Participação no Plano Estratégico para a Cidade d o
Rio de Janeiro (Parque Tecnológico do Rio d e
Janeiro);
"Portas Abertas" (Parque Tecnológico de
Andalucía).
164
Principais
resultados
(1) Resultados e
impactos na região
Impactos na região
Dimensão/aspecto
Entre o s indicadores utilizados pelas experiências
estrangeiras para acompanhamento dos resultados
quantitativos estão:
• Número de empresas de base tecnológica criadas;
• Número de empregos diretos criados;
• Faturamento total das empresas instaladas;
• Número de empresas tecnológicas d e médio e
grande portes atraídas para a região.
Entre os indicadores d e impacto regional (dados
qualitativos) observados destacam-se:
• Discreto avanço na atividade econômica local;
4 0 % das experiências analisadas declararam não terem
sido detectadas transformações regionais o u terem sido
detectados
discretos
avanços
nas atividades
econômicas no âmbito d a zona de influência dos
empreendimentos.
6 0 % das experiências analisadas declararam haver
transformações regionais significativas devido a projetos
ou
ações
implantadas
e m decorrência dos
empreendimentos.
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
treinamento para o empreendedorismo e gestão de
negócios, 9 0 % utilizam o apoio de entidades d e ensino
e outras entidades locais o u regionais e estimulam a
participação e m eventos e cursos ministrados por outras
organizações.
C o m relação a cursos para a elaboração d e Planos de
Negócios, apenas duas das experiências, a d e Portugal
e a d a Espanha, proporcionam este tipo d e treinamento
para seus associados. No caso d o PADETEC, no
Ceará, utilizam o s cursos d o SEBRAE/CE para este fim.
" '.r •
'
•' }
As experiências analisadas, e m sua maioria, não
dispõem de u m conjunto de indicadores d e
resultados o u de impactos regionais para mensurar
a
influência
dos
empreendimentos
no
desenvolvimento d a região. A exceção das
experiências internacionais que possuem u m
conjunto d e indicadores de resultados b e m
definidos, o levantamento dos resultados nas
demais experiências dependeu de esforços
adicionais de pesquisa para identificá-los.
Os indicadores clássicos d e resultados são
aplicados pelas experiências estrangeiras, o q u e
permite u m a visibilidade d o desenvolvimento dos
empreendimentos. Porém, essa visibilidade não é
medida, o u seja, não são respondidas questões
relativas
ao
grau
de
importância dos
empreendimentos para a vida d a sociedade local
(comentada pela própria sociedade). Alguns
eventos de sensibilização são esporadicamente
realizados (como no caso de Portugal e Espanha)
porém,
não
foram
mencionadas
práticas
-•
a importância q u e é dada a este tema visto que,
entre
as
experiências,
são
identificadas
associações c o m organizações d e ensino e
fomento para fins d e treinamento e estímulo à
cultura d o empreendedorismo, acentuando o
aspecto estratégico regional.
C o m relação ao Plano d e Negócios observou-se
que não existem ações específicas para apoiar os
associados neste sentido, exceto nos casos d e
Portugal, Espanha e do Ceará.
Interpretação e comentários
165
Dimensão/aspecto
•
•
•
•
•
Resultado da apuração da pesquisa de campo fatores considerados relevantes
Identificação de regiões de potencial tecnológico;
Captação de interesse e atração d e instituições e
empresas baseadas no conhecimento;
Sensibilização d o poder público e criação de
dispositivos d e benefícios fiscais para atração de
empresas;
Melhoria d a imagem da região e m âmbito nacional e
internacional;
Transformação d o tecido urbano (melhoria na
qualidade d e infra-estrutura e d e serviços).
estabelecidas neste sentido. Para obtenção das
informações sobre os dados qualitativos obsen/ouse u m a dificuldade adicional, pois não estão
estabelecidas práticas rotineiras d e identificação e
medição de impactos regionais.
Interpretação e comentários
166
167
7 FORMULAÇÃO DO MODELO CONCEITUAL
"...to maintain a successfui deveiopment ttiere is a liigt) need
of reinventing Science Parlis. Tfiey must start again being
- an engine of innovation
- a tectinoiogy transfer and partnering agency
- an incubator center for start-ups and spin-offs.
Tfiat means not oniy to focus on ttie "hardware", their
buildings and square meters. What really brings them to life is the
"software", that means the existence of a living network of information,
communication and cooperation between the world of science and the
business community."
(Klaus Plate^)
N e s t e capítulo são a b o r d a d o s o s a s p e c t o s r e l a c i o n a d o s à p r o p o s t a d e
u m m o d e l o c o n c e i t u a i p a r a u m p a r q u e tecnológico u r b a n o , p a r t i c u l a r i z a n d o p a r a o
P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o , c o n s i s t e n t e c o m a s obsen/ações f e i t a s d u r a n t e
a f a s e d e p e s q u i s a d e c a m p o , c u j a s análises e interpretações f o r a m a p r e s e n t a d a s
nas
T A B . 6.1 e 6 . 2 , b e m c o m o
decorrentes
dos estudos
exploratórios,
a p r e s e n t a d o s n o capítulo 3 .
São o b s e r v a d o s , p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d o m o d e l o , o s o b j e t i v o s
p r o p o s t o s p a r a e s t e e s t u d o , b e m c o m o a s questões d a p e s q u i s a , a p r e s e n t a d o s
n o s capítulos 1 e 2 .
O capítulo foi o r g a n i z a d o n o s s e g u i n t e s tópicos:
•
O p r i m e i r o a p r e s e n t a u m p a r a l e l o e n t r e a s questões d a p e s q u i s a e
a concepção d e p a r q u e s científicos e tecnológicos u r b a n o s a partir
d o s e s t u d o s r e a l i z a d o s ; a b o r d a a formulação d a m a t r i z lógica d o
projeto;
•
O segundo desenvolve o modelo conceituai;
•
O terceiro apresenta e detalha a s estruturas q u e integram
a
organização;
•
O q u a r t o p a r t i c u l a r i z a o m o d e l o p a r a o P a r q u e Tecnológico d e São
Paulo.
' PLATE, K. Reinventing science parl<s. In: V W O R L D CONFERENCE ON SCIENCE PARKS,
October 29-31,1996, Rio de Janeiro. Proceedings...R\o de Janeiro: AURRP/IASP/ANPROTEC,
1996, p. 358-364.
168
E s t e capítulo c o r r e s p o n d e à f a s e 4 d a m e t o d o l o g i a p r o p o s t a n o
capítulo 4 ( v i d e T A B . 4 . 1 ) .
7.1 As questões da pesquisa e a concepção de parques científicos e
tecnológicos urbanos
A
processo
partir d a obsen/ação e d o c o n h e c i m e n t o
d e desenvolvimento
d a pesquisa,
adquirido
considera-se
como
durante
o
principáis
p r e s s u p o s t o s q u e n o r t e i a m o s p r o j e t o s d o s p a r q u e s científicos e tecnológicos
urbanos aqueles expostos n a TAB. 7 . 1 , q u e estabelece u m paralelo entre esses
—
—
—
1
1—
7
—I
p r e s s u p o s t o s e a s questões d e p e s q u i s a c o l o c a d a s p o r e s t e e s t u d o .
T A B E L A 7 . 1 - P r e s s u p o s t o s q u e n o r t e i a m o s p r o j e t o s d e p a r q u e s científicos
tecnológicos u r b a n o s e a s questões d a p e s q u i s a
Questões da pesquisa
e
Pressupostos
C o m o u m modelo d e parque tecnológico • São
iniciativas
q u e apoiam
o
pode
contribuir
para
proporcionar
desenvolvimento regional, dinamizando
alternativas, baseadas no conhecimento e
a atividade econômica local por meio
na
inovação
tecnológica,
para
o
de:
desenvolvimento d a cidade d e São Paulo? - formação e crescimento d e empresas,
- aumento d a s atividades comerciais e d e
exportação baseadas e m produtos e
sen/iços c o m alto valor agregado,
e gerando emprego e renda;
• São
iniciativas
que
envolvem
empreendimentos
imobiliários q u e
p o s s a m oferecer a infra-estrutura
necessária e q u e tornam compatível
esta estrutura c o m o ambiente urbano e
seus planos d e desenvolvimento e
diretor;
• São iniciativas q u e incorporam e m seus
planos o apoio a o desenvolvimento
sustentável e a recuperação d e áreas
degradadas
ou
economicamente
deprimidas nas cidades.
C o m o u m modelo de parque tecnológico São iniciativas q u e pressupõem u m a base
pode aproveitar a alta densidade d e científica e tecnológica d e apoio; q u e
instituições d e ensino e pesquisa existente estabelecem o u otimizam, por meio d e
na região, d e forma a contribuir c o m estruturas organizacionais formais o u
iniciativas
"estruturantes"^
para
a informais,
a
disseminação
do
organização d a sociedade local, frente a o s conhecimento, d o meio acadêmico para o
desafios
do
novo
paradigma
d o meio empresarial.
conhecimento?
^ "Essas iniciativas se caracterizam por serem intervenções locaiizadas e específicas, terem o
poder de modificar um conjunto de grande amplitude da realidade a partir da ação sobre seus
aspectos parciais, e serem formuladas com base num conjunto de axiomas definidos a partir das
características das transições de paradigmas, do novo paradigma e do domínio considerado."
(Spolidoro, 1997)
169
Questões da pesquisa
Pressupostos
para u m parque tecnológico urbano, c o m o
instrumento para estimular a sinergia entre
os atores demandantes e ofertantes d e
conhecimento e inovação tecnológica?
estimulam essa sinergia c o m p r e e n d e m :
- incubadoras d e empresas d e base
tecnológica ou outros arranjos ou habitats;
- estruturas para a gestão d a interação
universidades/centros
d e pesquisa
e
empresas;
- estruturas para proporcionar ações d e
treinamento e formação para a gestão
empresarial e técnica.
C o n s t r u i n d o o m o d e l o a partir d o s p r e s s u p o s t o s a p r e s e n t a d o s , s e g u e s e a estruturação d a m a t r i z lógica p r o p o s t a p a r a o p r o j e t o d o P a r q u e Tecnológico
d e São P a u l o , à l u z d o e x p o s t o n a T A B . 6 . 1 . A T A B . 7 . 2 a p r e s e n t a a r e f e r i d a
m a t r i z , c o n s i d e r a n d o a s u a inserção n a s políticas públicas g o v e r n a m e n t a i s , n o s
d i v e r s o s níveis, e r e l a c i o n a d a s à região.
T A B E L A 7 . 2 - M a t r i z Lógica p r o p o s t a p a r a o P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o
Missão
Visão
Objetivo
superior
Objetivos
imediatos
Ser u m a iniciativa dinamizadora d e ações baseadas n o conhecimento, e m
prol d o desenvolvimento sócio-econômico d a região metropolitana.
Ser referência nacional c o m o modelo d e parque tecnológico disseminado
no tecido urbano.
Apoiar políticas públicas municipais, estaduais e federais, voltadas para o
desenvolvimento regional baseado no conhecimento, por meio d a criação
de habitats q u e estimulem a articulação entre governo, academia e capital
e que p r o m o v a m a sua integração ao meio urbano.
Sócio-econômicos:
• Estimular a criação d e empresas d e base tecnológica, c o m produtos e
serviços c o m alto valor agregado;
• Apoiar a s ações d e incentivo ãs exportações de produtos e serviços
c o m alto valor agregado;
• Estimular a instalação de empresas d e alta tecnologia na região,
alterando sua vocação econômica;
• Estimular a criação de empregos qualificados n a região;
Legais:
• Definir arcabouço legal para implantação e operacionalização d o
Parque;
o Buscar condições e instrumentos legais para estimular a instalação d e
e m p r e s a s de base tecnológica na região;
• Buscar condições e instrumentos legais para a flexibilização d a s
atividades d e pesquisadores d e universidades e centros d e pesquisa
nas empresas;
Acadêmicos e d e interação universidades/centros de p e s q u i s a - e m p r e s a :
• Sedimentar e ampliar a interação universidade/centros d e pesquisaempresa, n a região, por meio d e estruturas e ações d e estímulo à
criação d e mecanismos de apoio ã inovação n a empresa;
• Disseminar a cultura d o empreendedorismo; apoiar a criação d e
disciplinas relativas a o t e m a nos cursos d e graduação e pósgraduação;
» Contribuir para a articulação dos agentes locais d e inovação por meio
170
Resultados
esperados
Impactos
de redes;
Comunicação e visibilidade:
•
Criar e operar programas para sensibilização da comunidade e dos
formadores de opinião, visando captar o interesse e esclarecê-los a
respeito das oportunidades que podem ser geradas a partir das ações
implementadas pelo Parque Tecnológico;
•
Criar um programa de marketing institucional;
Desenvolvimento urbano e meio ambiente:
•
Criar um projeto que busque a integração entre o Parque Tecnológico
e a cidade;
•
Criar um projeto que atraia a animação urbana para seu interior,
criando um ambiente de multifuncionalidade;
•
Criar um projeto que esteja de acordo com as normas ambientais
vigentes.
Sócio-econômicos:
•
Aumento do número de micro, pequenas e médias empresas de base
tecnológica criadas na região;
•
Aumento do movimento comercial (faturamento) de empresas
geradoras de produtos com alto valor agregado na região;
•
Aumento do movimento de exportações de produtos com alto valor
agregado na região;
•
Incremento na oferta de postos de trabalfio qualificados na região.
Legais:
•
Criação de leis e incentivos fiscais em apoio ao Parque e a suas
atividades de atração de empresas;
•
Aumento do número de pesquisadores atuando ou apoiando as
atividades das empresas de base tecnológica instaladas na região;
Acadêmicos e de interação universidade/centros de pesquisa-empresa:
•
Criação de estruturas e mecanismos de incentivo à cooperação
academia-empresa
o
Implantação
e
incremento
de
disciplinas
relacionadas
ao
empreendedorismo nas instituições de ensino, nos diversos níveis,
instaladas na região;
•
Aumento do número de alunos empreendedores.
Comunicação e visibilidade:
•
Incremento no número de inserções na mídia relacionadas ao Parque;
•
Criação de eventos para captar o interesse da comunidade local para
o Parque;
•
Criação de eventos para captar o interesse de representantes das
esferas governamentais e de empresários para o Parque;
•
Participação e promoção de eventos internacionais para captar o
interesse de outros países para a cooperação (e negócios) com o
Parque e suas empresas.
Desenvolvimento urbano e meio ambiente:
e
Recuperação de áreas degradadas ou economicamente deprimidas da
região, por meio da implantação dos "nós" disseminados no meio
urbano, a partir do Parque.
Políticos e sócio-econômicos:
•
Alavancagem das políticas de desenvolvimento regional, nas diversas
esferas;
•
Melhoria nas condições de vida da população local;
•
•
Benefícios para a economia da região;
Geração de tributos para o desenvolvimento
. ccwíssÁo mtom.
D£ m m
moi/mp-m
de
programas
171
governamentais;
Possibilidade de replicar o modelo para outras regiões d e interesse;
Absorção d e mão-de-obra local;
Visibilidade d a região:
Maior divulgação positiva d a região n o país e no exterior;
Captação d e interesse para a região.
Acadêmicos:
Valorização d a atividade acadêmica;
A u m e n t o da experiência e m atividades d e cooperação
universidade/centros de pesquisa-empresa;
A u m e n t o da cooperação e intercâmbio internacional.
Desenvolvimento urbano:
Valorização d e bairros e regiões d a metrópole;
Recuperação de áreas degradadas;
Contribuição para a paz social.
Ações/
Articulação d o s poderes públicos para apoio a o desenvolvimento d o
Pressupostos
modelo e para o estabelecimento d e políticas d e incentivo à instalação
relevantes
de empresas de base tecnológica n a região;
Captação d e suporte financeiro para o projeto, por meio d e fontes
nacionais e internacionais, públicas e privadas;
Competente arcabouço legal para apoio às ações d o projeto;
Estabelecimento d e políticas d e incentivo a o empreendedorismo n a s
universidades e centros de pesquisa;
Competente política d e marketing e d e comunicação;
Fortalecimento e ampliação das relações internacionais;
Desenvolvimento d e ações e m redes temáticas;
Benefícios claros para a s universidades e centros d e pesquisa d e
f o r m a a estimular a sinergia entre o s atores d o processo;
A sociedade local integrada a o projeto e consciente d e seus
benefícios.
Beneficiários
O poder público d a região, por meio d o apoio às políticas d e
desenvolvimento econômico e social;
Sócios ou associados a o parque;
Comunidade técnico-científica que gravita e m torno d o projeto;
Empreendedores e inventores independentes c o m idéias tecnológicas
inovadoras;
Graduados e pós-graduados pelo aumento d a oferta d e postos d e
trabalho qualificados;
Comunidade residente n a região pelo aumento d o movimento
comercial;
Comunidade carente e m regiões adjacentes q u e s e torna alvo d e
programas d e inclusão social promovidos c o m o apoio d o
empreendimento.
7.2 As características e estruturas de negócios inseridas no modelo e suas
relações com os atores envolvidos
O m o d e l o c o n c e i t u a i o r a p r o p o s t o f o i e l a b o r a d o t o m a n d o p o r b a s e três
p i l a r e s q u e s e a p r e s e n t a r a m i m p o r t a n t e s p a r a o s u c e s s o d a s experiências
a n a l i s a d a s d u r a n t e a p e s q u i s a d e c a m p o e p e l a s informações o b t i d a s n o s
estudos
exploratórios, a s a b e r :
a dinâmica
das
relações
entre
os atores
172
e n v o l v i d o s , a inserção e relação com o meio urbano e a s características
empresas e respectivos estágios de desenvolvimento;
relacionado
às
prioridades
focalizadas
nas
das
e s t e último a s p e c t o está
políticas
regionais
para
o
d e s e n v o l v i m e n t o . E m decorrência, constrói-se o m o d e l o c o n c e i t u a i d o p a r q u e
c o m b a s e e m três c o n c e i t o s :
•
Conceito
1: r e f e r e - s e às relações e n t r e o s a t o r e s
envolvidos,
b a s e a n d o - s e n o s m o d e l o s d o 'Triângulo d e Sábato" e d a "Hélice
Tríplice" ( E r n o - K j o l h e d e e t a l . , 2 0 0 1 ; L e y d e s d o r f f & E t z k o w i t z apud
Santos & Ichikawa, 2002; Viale & Campodall'Orto, 2002; Etzkowitz,
2002) s o b o s aspectos relacionados a o s atores envolvidos e suas
relações ( g o v e r n o - e m p r e s a - u n i v e r s i d a d e / c e n t r o s
utilizando, c o m o
inspiração, o m o d e l o
d e pesquisa)
de "parque
e
tecnológico
dinâmico" i d e a l i z a d o p o r B o l t o n ( 1 9 9 7 ) ;
•
Conceito
2:
refere-se
a o s estágios
d e desenvolvimento
das
e m p r e s a s e r e s p e c t i v a s f o r m a s d e instalação e pennanência n o
parque;
•
Conceito 3: r e f e r e - s e à p r o p o s t a d e disseminação d a s ações d o
parque no meio urbano.
7.2.1 Conceito 1 : a dinâmica das relações entre os atores
D e a c o r d o c o m B o l t o n ( 1 9 9 7 ) , o s p a r q u e s científicos e tecnológicos
podem
s e r c l a s s i f i c a d o s c o m o "estáticos" o u "dinâmicos", a p r e s e n t a n d o a s
s e g u i n t e s características p a r a c a d a u m a d a s classificações:
•
"Estático" - é s i m i l a r a u m espaço i n d u s t r i a l , porém c o m prédios e
instalações
b e m estruturadas
e
projetadas;
buscam
como
arrendatários e m p r e s a s b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o ;
•
"Dinâmico" - é p r o j e t a d o d e n t r o d e u m c o n c e i t o d e c r e s c i m e n t o d o
negócio. T e m p o r o b j e t i v o
criar
massa
crítica
d e indústrias
b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o q u e s e i n s t a l a m n a região, o u , p e l o
m e n o s , f o m n a m clusters. Também o b j e t i v a m a n t e r u m a ligação c o m
os centros locais d e ensino superior e d e pesquisas, d e f o r m a a
d i n a m i z a r a s ações d e transferência d e c o n h e c i m e n t o .
O m o d e l o d e B o l t o n ( 1 9 9 7 ) , a p r e s e n t a e s s a s relações dinâmicas e n t r e
o s a t o r e s e n v o l v i d o s c o m o u m s i s t e m a concéntrico, c o m três círculos, o n d e são
173
r e p r e s e n t a d o s três g r u p o s d e a t i v i d a d e s ( i n c u b a d o r a o u c e n t r o d e inovação;
empresas maduras e micro e pequenas empresas baseadas n o conhecimento;
atividades
d e pesquisa e desenvolvimento
de empresas
e instituições). A
i n c u b a d o r a l o c a l i z a - s e n o círculo m a i s i n t e r n o , a partir d o q u a l o s negócios são
i r r a d i a d o s p a r a o círculo intermediário. O círculo e x t e r n o contém o s laboratórios
públicos e p r i v a d o s d e p e s q u i s a e d e s e n v o l v i m e n t o , i n c l u i n d o o s laboratórios d a
u n i v e r s i d a d e . E s s e s laboratórios i r r a d i a m ações p a r a o s círculos i n t e r i o r e s , n u m
m o v i m e n t o c o n s t a n t e , n a f o m i a d e c o n t r a t o s d e p e s q u i s a , alianças estratégicas e
spin-offs.
E x i s t e m também o s a t o r e s e x t e r n o s a o s círculos concêntricos q u e
mantêm vínculos c o m o s c o m p o n e n t e s d o s i s t e m a , e n t r e e l e s a c o m u n i d a d e
e m p r e s a r i a l local. A conexão c o m a u n i v e r s i d a d e é r e a l i z a d a p o r m e i o d e
programas
ou
projetos
tecnológicos
e
de
ações
de
estímulo
ao
e m p r e e n d e d o r i s m o (formação e t r e i n a m e n t o ) .
O m o d e l o a p r e s e n t a d o n e s t e e s t u d o i n o v a c o m relação a o d e B o l t o n
( 1 9 9 7 ) p e l a inserção e proposição d e : C e n t r o s d e P e s q u i s a C o o p e r a t i v a n o
círculo médio; p e l a ampliação d o s a t o r e s e x t e r n o s a o s círculos concêntricos; p e l a
irradiação também d e ações d e f o m a ç ã o e t r e i n a m e n t o , i n c l u i n d o
v o l t a d a s p a r a o estímulo a o e m p r e e n d e d o r i s m o .
aquelas
Reúne q u a t r o g r u p o s d e
atividades no s e u contexto: as atividades do centro incubador d e empresas
tecnológicas q u e s e e n c o n t r a e m s u a área ( n o c a s o d o P a r q u e Tecnológico d e
São P a u l o
considera-se
o Centro
Incubador
d e E m p r e s a s Tecnológicas -
C I E T E C ) ; a s atividades das empresas graduadas o u maduras e micro e pequenas
empresas (MPEs), externas a o sistema, baseadas no conhecimento, b e m c o m o
instalações d e p e s q u i s a e d e s e n v o l v i m e n t o d e g r a n d e s corporações e m p a r c e r i a
c o m instituições d e p e s q u i s a i n s t a l a d a s n a região, c h a m a d a s a q u i d e " C e n t r o s d e
P e s q u i s a C o o p e r a t i v a " ; e a s a t i v i d a d e s d o P a r q u e Tecnológico p r o p r i a m e n t e d i t o
- e n t i d a d e q u e s u p o r t a a s ações p r e v i s t a s n o m o d e l o . N a F I G . 7.1 é a p r e s e n t a d o
g r a f i c a m e n t e o m o d e l o , a p r o x i m a n d o - o p a r a a situação p r o p o s t a p a r a o P a r q u e
Tecnológico d e São P a u l o .
174
Segue-se a tipologia d o s atores e formas d e relacionamento previstos
no modelo conceituai:
•
Universidade - b a s e d o c o n h e c i m e n t o p a r a o m o d e l o e g e r a d o r a d e
u m m e i o a m b i e n t e propício às relações e n t r e o s a t o r e s ; t e m p a p e l
i m p o r t a n t e , s o c i a l e econômico, n o c o n t e x t o d a s o c i e d a d e d o
conhecimento; conta, geralmente, c o m estruturas, centralizadas o u
d i s p e r s a s , fomnais o u i n f o r m a i s , q u e b u s c a m v i a b i l i z a r a interação
universidade-mercado-governo; particularizando para o modelo d o
P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o , n o capítulo 3 f o i f e i t a
caracterização d a U n i v e r s i d a d e
a
d e São P a u l o e Institutos d e
P e s q u i s a l o c a l i z a d o s n a região ( I P E N , I P T , B u t a n t a n , e n t r e o u t r o s ) ;
•
Outros centros de ensino e pesquisa
extemos
ao campus
que
aderirem ao Parque - u m a d a s p r o p o s t a s d o m o d e l o c o n c e i t u a i é
q u e o p a r q u e s i r v a c o m o e l e m e n t o i r r a d i a d o r , p a r a a região d e
influência, p r o p a g a n d o
estratégicas,
pesquisas
u m a "onda"
ações e m r e d e
cooperativas,
t r e i n a m e n t o c o n j u n t a s , joint-ventures,
ações
(alianças
d e formação
e
clusters, e n t r e o u t r a s ) c o m
o u t r a s instituições d e e n s i n o e p e s q u i s a q u e s e i n s t a l e m n a região
o u q u e estabeleçam relações f o r m a i s c o m o p a r q u e ;
•
Centros e institutos de pesquisa
do campus - também estão n a
b a s e d e c o n h e c i m e n t o d o m o d e l o ; mantêm relações próximas c o m
o m e r c a d o , p o r m e i o d e d e s e n v o l v i m e n t o d e p r o d u t o s e serviços
tecnológicos e d e ações e m r e d e s tecnológicas e d e informação;
contam, geralmente, c o m estruturas, fonnais o u informais, q u e
buscam
viabilizar a interação u n i v e r s i d a d e - m e r c a d o - g o v e r n o ;
caracterização d o s I n s t i t u t o s q u e s e l o c a l i z a m
n o campus
U n i v e r s i d a d e d e São P a u l o e n c o n t r a - s e n o capítulo 3 ;
a
da
175
F I G U R A 7 . 1 - M o d e l o C o n c e i t u a i d o P a r q u e Tecnológico - relações e n t r e o s
atores
176
Incubadora
de empresas tecnológicas
empresas
cujos produtos,
- "organização
processos
ou serviços
que abriga
resultam
de
pesquisa científica, para os quais a tecnologia representa alto valor
agregado." {ANPROTEC & S E B R A E , 2 0 0 2 ) . O C e n t r o I n c u b a d o r d e
E m p r e s a s Tecnológicas - C I E T E C e n c o n t r a - s e c a r a c t e r i z a d o n o
capítulo 3 ;
Empresas graduadas
que
passa
pelo
desenvolvimento
incubadora...A
com
a
de incubadoras
processo
suficiente
de
ou maduras incubação
para
ser
e
"organização
que
habilitada
alcança
a
sair
empresa graduada pode continuar mantendo
incubadora
na
condição
de
empresa
da
vínculo
associada."
( A N P R O T E C & SEBRAE, 2002);
MPMEs (micro, pequenas e médias empresas) - e m p r e s a s d e b a s e
tecnológica, o u q u e a t u e m c o m v i s t a s a o d e s e n v o l v i m e n t o d e n o v o s
p r o d u t o s o u p r o c e s s o s , q u e s e i n s t a l a m n a área d o P a r q u e o u q u e
m a n t e n h a m associação fomnal c o m e s t e ;
Centros
de Pesquisa
promovera
Cooperativa
-
"instituições
criadas
para
aproximação entre atividades de P&D e suas aplicações
no setor produtivo.
Tais instituições reúnem, em geral,
centros de P&D e instituições governamentais,
de elo de ligação
entre a pesquisa
empresas,
não apenas
e produção,
mas
sen/indo
também
assumindo a iniciativa de patrocinar projetos de P&D, bem como os
investimentos
instituições,
necessários
que podem
à
sua
utilização
se constituir
prática.
como empresas,
Essas
têm, em
geral, os seguintes objetivos: realizar pesquisas,
desenvolvimentos
e adaptações
tecnológicos;
promover
de tecnologias;
a industrialização
prestar
pioneira
serviços
dos produtos
e
e
processos
resultantes de seus p r p / e t o s . " ( C a s s i o l a t o , 1 9 9 6 )
Instituições governamentais
e de fomento - instituições ( n o s níveis
m u n i c i p a l , e s t a d u a l o u f e d e r a l ) responsáveis p e l a fomnulação e
condução políticas públicas q u e v i s l u m b r a m n o c o n h e c i m e n t o a
b a s e p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o sócio-econômico e c u l t u r a l d e u m a
região. A e s s a s instituições s o m a m - s e a s agências d e f o m e n t o à
177
pesquisa e a o desenvolvimento
que, por meio
d e programas
específicos, d e s t i n a m r e c u r s o s f i n a n c e i r o s , c o m o u s e m r e t o r n o , e m
a p o i o às a t i v i d a d e s d e cooperação e n t r e u n i v e r s i d a d e s - c e n t r o s d e
p e s q u i s a - e m p r e s a s , c o m v i s t a s a e s t i m u l a r a inovação tecnológica
no meio empresarial;
Comunidade empresarial local - organizações d e c l a s s e , e m p r e s a s
e outras entidades representantes do meio empresarial, atuantes na
região o u m e s m o e m nível n a c i o n a l , q u e c o m p r e e n d e m a aplicação
sistemática d o c o n h e c i m e n t o c o m o f o n t e d e v a n t a g e m c o m p e t i t i v a
( n o s a s p e c t o s d e inovação tecnológica, c a p a c i d a d e p r o d u t i v a e
q u a l i d a d e d e gestão e organização d o t r a b a l h o )
no mercado
globalizado;
Atores e redes de cooperação intemacional - ações d e cooperação
intemacional
( e m ciência & t e c n o l o g i a ,
qualidade
d e gestão,
organização d o t r a b a l h o e d e s e n v o l v i m e n t o u r b a n o e r e g i o n a l ) ,
como
veículo
de acesso
ao conhecimento
disponível
e de
incremento d e investimentos d e empresas internacionais e m P & D
n o país, q u e o b j e t i v a m , além d e intercâmbio científico, a realização
d e p r o g r a m a s o u p r o j e t o s c o n j u n t o s , f o c a l i z a d o s e m propósitos b e m
d e f i n i d o s , d e i n t e r e s s e d o s partícipes. São u t i l i z a d o s , e n t r e o u t r o s ,
m e c a n i s m o s d e participação e m r e d e s d e p e s q u i s a e d e infonnação
científica e tecnológica i n t e r n a c i o n a i s ^ ;
Organizações
de
capital
semente
e
de
capital
de
risco:
organizações q u e a t u a m c o m : "capital s e m e n t e " {"seed capital")
"quase
sempre pequenos
montantes
de capital
transfomnar uma boa idéia num produto ou serviço
Pode estar ligado ao desenvolvimento
fornecidos
-
para
comercializável.
do produto, mas
raramente
envolve o marketing inicial. É a forma mais arriscada de capital de
risco dado que o conceito,
mercado
3
a tecnologia,
o empreendedor
e o
ainda não têm provas dadas." ( G E S V E N T U R E , 2 0 0 3 ) ;
"É evidente e necessária a relação entre modernização do perfil de cooperação internacional e
participação crescente do setor privado. A cooperação internacional em CT&I poderá facilitar o
acesso do setor empresarial brasileiro aos circuitos internacionais de P&D, os quais, para boa
execução de suas atividades, fortalecerão sua demanda por recursos humanos altamente
qualificados e pela produção interna de conhecimento." (Mello & Cylon, 2 0 0 1 )
178
" c a p i t a l d e risco"- "financiamento
normalmente
de capitais próprios
fornecido
a empresas jovens e não cotadas para permitir
comecem a se desenvolver
ou que se expandam.
permitem à empresa ter uma base para conseguir
Estes
que
fundos
financiamentos
bancários adicionais e são uma fonte barata de capital nos estágios
menos avançados
do negócio porque os dividendos
podem
ser
adiados até que a empresa comece a dar lucro." ( G E S V E N T U R E ,
2003);
•
Spin-offs: "empresas
geradas
a partir de atividades
de
pesquisa
realizadas no meio acadêmico, cujos resultados são transferidos ao
setor empresarial pela mediação de arranjos específicos
(empresas
de base tecnológica, incubadoras, entre o t / f r o s / " ( C a s s i o l a t o , 1 9 9 6 ) ;
•
Alianças
estratégicas:
ações
interinstitucionais,
fonnais
ou
i n f o r m a i s , q u e p o d e m r e s u l t a r e m c o n t r a t o s o u convênios d e P & D ,
n a formação d e r e d e s , n u c l e a d a s o u p o l i n u c l e a d a s , o u m e s m o e m
clusters
tecnológicos, c u j o o b j e t i v o final é a disseminação d o
c o n h e c i m e n t o e n t r e o s partícipes e d o s benefícios
decorrentes
d e s t a interação, c o m v i s t a s a o i n c r e m e n t o d a c o m p e t i t i v i d a d e ; ' ^
•
Formação e treinamento: ações d e a p o i o a o a p r e n d i z a d o n a s áreas
d e ciência & t e c n o l o g i a , q u a l i d a d e d e gestão, organização d o
trabalho e empreendedorismo, coordenadas pelo Parque, tendo
c o m o e x e c u t o r e s a s instituições o u associações e n t r e instituições
que
integram
o
ambiente.
participação e m r e d e s
São
d e ensino
previstas
associações
e treinamento
externas
ou
ao
ambiente.
O caráter dinâmico d a p r o p o s t a s e t r a d u z p o r m e i o d a s relações,
m o v i m e n t o s e animação d o a m b i e n t e , p r o v o c a d o s p e l o s a t o r e s e r e s p e c t i v a s
* Lundvall (2000a, 2000b, 2000c, Lundvall apud Cassiolato, 1996), em seus escritos sobre política
de inovação e gestão do conhecimento na nova economia do conhecimento, aponta para a
necessidade de estímulo à fomnação de redes densas de empresas e de empresas com
instituições baseadas no conhecimento, com vistas a incrementar as políticas de busca da
competitividade e criar benefícios para indivíduos, empresas e economias nacionais. Com relação
a este tema, também Drucker (1999) comenta: na economia do conhecimento, indivíduos,
empresas e economias nacionais gerarão riqueza na proporção da sua capacidade de aprender;
"faça associações... a capacidade de fazer associações pode ser inata e fazer parte do mistério
que chamamos de genicT.
179
ações, c o n f o r m e d e f i n i d o s a n t e r i o r m e n t e . E s t e m o v i m e n t o ( t r a d u z i d o n a F I G . 7.1
p o r s e t a s ) c o n t r i b u i p a r a a c o n s t a n t e atualização d o s s e u s m e m b r o s , b e m c o m o
auxilia n o processo d e a u m e n t o d a "produtividade d o conhecimento" (Drucker,
1999), o u seja, aumenta o rendimento daquilo q u e é conhecido e aprendido, por
m e i o d a s associações e relações e s t a b e l e c i d a s .
7.2.2 Conceito 2: Estágios de desenvolvimento das empresas e respectivas
formas de instalação e permanência no parque
C o n f o n n e f o i v i s t o n o i t e m a n t e r i o r , e s t e m o d e l o p r i v i l e g i a a criação d e
m e c a n i s m o s q u e p o s s a m estimular a sinergia entre o s centros locais d e ensino
superior e d e pesquisas c o m a s empresas. Ele t e m p o r objetivo proporcionar a
criação d e u m a m a s s a crítica d e e m p r e s a s b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o q u e s e
i n s t a l a m n a região o u , p e l o m e n o s , q u e f o r m e m clusters. A p o i a n d o o s p r o g r a m a s
e políticas públicas r e g i o n a i s ( n o c a s o " P r o g r a m a D e s e n v o l v i m e n t o L o c a l " , d a
P r e f e i t u r a d e São P a u l o e o s p r o g r a m a s d e a p o i o a o d e s e n v o l v i m e n t o d o E s t a d o
d e São P a u l o : " A t e n d i m e n t o E m p r e s a r i a l " , " P r o g r a m a d e D e s e n v o l v i m e n t o e
Competitividade (PDC)" e "Programa d e Desenvolvimento Industrial (PDI)"), q u e
visam, entre outros objetivos, o desenvolvimento d o e m p r e e n d e d o r i s m o e a
geração d e p o s t o s d e t r a b a l h o , e s t e m o d e l o f o r m u l a u m a p r o p o s t a q u e s e b a s e i a
n o c r e s c i m e n t o d o negócio. P o r t a n t o , m u i t o m a i s d o q u e c o n s t i t u i r - s e n u m l o c a l
propício à implantação d e e m p r e s a s b e m c o l o c a d a s n o m e r c a d o o u g r a n d e s
e m p r e s a s ( m u l t i n a c i o n a i s ) , o m o d e l o p r o p o r c i o n a a criação d e u m habitat d e
inovação, o n d e
empresas
d e base
tecnológica, e m d i v e r s o s
estágios d e
d e s e n v o l v i m e n t o p o d e m c o n v i v e r , e s t a b e l e c e r associações e t r o c a r experiências
e conhecimentos.
N a F I G . 7 . 2 é a p r e s e n t a d o u m d i a g r a m a d o s estágios q u e a p o i a m o
m o d e l o d e c r e s c i m e n t o d o negócio o r a p r o p o s t o . N e s t a f i g u r a , estão i n s e r i d o s o s
a s p e c t o s e estágios q u e e n v o l v e m negócios c r i a d o s a p a r t i r d e p e s q u i s a s e
aplicações d e s e n v o l v i d a s n o âmbito d e instituições d e e n s i n o e p e s q u i s a , a s a b e r :
estágios d o d e s e n v o l v i m e n t o
d e p r o d u t o s ; estágios d e d e s e n v o l v i m e n t o d o
negócio; a r r a n j o s q u e a b r i g a m o s negócios e m s e u s d i v e r s o s estágios, dimensões
d a s instalações n o s estágios q u e são passíveis d e a r r e n d a m e n t o ; t e m p o d e
permanência d o s negócios e t i p o d e sen/iços p r e s t a d o s às e m p r e s a s .
N e s t e p o n t o , é p r e c i s o c a r a c t e r i z a r o a r r a n j o "condomínio e m p r e s a r i a l "
q u e não f o i d e f i n i d o n o i t e m a n t e r i o r , b e m c o m o o s s u b - a r r a n j o s p e r t i n e n t e s a o
180
Centro
I n c u b a d o r d e E m p r e s a s Tecnológicas ( a caracterização d e " p a r q u e
tecnológico" f o i feita n o capítulo 3 ) :
•
Condominio empresariai - a A N P R O T E C ( A N P R O T E C & S E B R A E ,
2 0 0 2 ) d e f i n e e m s e u glossário "condomínio e m p r e s a r i a l "
"conjunto
de pequenas
empresas
circunscritas
como
a uma
mesma
região, organizada de forma contratuai, que se unem para viabiiizar
soiuções econômicas
e sociais e investimentos
planejados;
prédio
em que estão localizadas várias empresas que compartilfiam
áreas
comuns". A definição, n o c a s o d e s t e m o d e l o , t e m u m s e n t i d o u m
p o u c o a m p l i a d o , v i s t o q u e a junção d e e m p r e s a s g r a d u a d a s o u
e s t a b e l e c i d a s n o m e r c a d o , não s e dá a p e n a s p a r a c o m p a r t i l h a r
uma
infra-estrutura
d e alto
nível,
possibilidades
de
associações
conhecimentos
e aprendizado
m a s também
e
de
entre
para:
compartilhamento
empresas,
criar
de
usufruir d o s
sen/iços técnicos e d e gestão p r o p o r c i o n a d o s p e l a gerência d o
p a r q u e , u s u f r u i r d o s benefícios d e c o r r e n t e s d a convivência c o m o
/7a¿>/íaí acadêmico;
•
Pré-incubação:
empresas,
"programa de incentivo para o surgimento de novas
sobretudo
na área
tecnológica,
garantindo
formas de aumentar suas chances de maturação
e
também
consolidação
futura no /77ercada"(ANPROTEC & S E B R A E , 2 0 0 2 ) ;
•
Empresas
residentes:
sen/iços inovadores,
"organização
que desenvolve
está abrigada em incubadora
produtos
de
ou
empresas,
passa por processo de seleção e recebe apoio técnico, gerencial e
financeiro de rede de instituições
criar
e
acelerar
o
constituída
especialmente
desenvolvimento
de
para
pequenos
nesfóc/os."(ANPROTEC & S E B R A E , 2 0 0 2 ) ;
•
Incubadora sem paredes - organização q u e s u p o r t a e m p r e s a s q u e
d e s e n v o l v e m p r o d u t o s o u serviços i n o v a d o r e s , s e n d o q u e e s s a s
e m p r e s a s não estão i n s t a l a d a s f i s i c a m e n t e n a i n c u b a d o r a ; t r a t a - s e
d e u m p r o c e s s o d e incubação p o r f o r n e c i m e n t o d e serviços e a p o i o
especializado.
N a F I G . 7 . 2 p o d e - s e o b s e r v a r a i n d a a inserção d e c a t e g o r i a s d e
serviços p r e s t a d o s a o s i n c u b a d o s o u a s s o c i a d o s a o P a r q u e . São a p r e s e n t a d a s
COMÍSSÂO I ^ O m DÊ E t ó £ ^ MÜCLEAR/SP4Pai
181
d u a s c a t e g o r i a s d e prestação d e serviços: a p r i m e i r a , c o m b a s e n o c o n c e i t o d e
"full service providei", o u s e j a , a atuação c o m o f o r n e c e d o r c o m p l e t o d e serviços,
compatível c o m o s estágios pré-incubação e incubação, q u a n d o a s e m p r e s a s ,
a i n d a e m formação, n e c e s s i t a m d e a p o i o , s e j a n o s a s p e c t o s r e l a c i o n a d o s à
gestão e m p r e s a r i a l , s e j a n o s a s p e c t o s d e gestão d o c o n h e c i m e n t o ; a s e g u n d a
pressupõe u m estágio d e d e s e n v o l v i m e n t o e maturação, o n d e são r e q u e r i d o s
serviços e v e n t u a i s d e a p o i o e m gestão e m p r e s a r i a l e gestão d o c o n h e c i m e n t o .
A s "dimensões d a s instalações" e " t e m p o d e permanência" c o l o c a d o s
n a F I G . 7 . 2 são d e d u z i d o s d a obsen/ação d e experiências, p o d e n d o s e r a l t e r a d o s
e m função d a s contingências e o b j e t i v o s d o s p r o j e t o s .
7.2.3 Conceito 3: Disseminação das ações do parque no meio urbano
A p r o p o s t a q u e s e c o l o c a c o m relação a o c o n c e i t o 3 , r e f e r e - s e à
disseminação d a s ações e benefícios d o p a r q u e tecnológico n o m e i o u r b a n o . A s
experiências o b s e r v a d a s e o s e s t u d o s exploratórios r e a l i z a d o s r e v e l a m situações
d e localização d e p a r q u e s científicos tecnológicos q u e p a r e c e m e v o l u i r p a r a u m a
m a i o r participação d o s e m p r e e n d i m e n t o s n a v i d a d a c o m u n i d a d e d a região q u e
o s a b r i g a ( c o m o é o c a s o , p o r e x e m p l o , d o Pólo d e Informática d e São L e o p o l d o e
d o P o r t o Digital).
O p r e s e n t e m o d e l o propõe u m p a s s o além d a idéia d e estruturação d e
u m p a r q u e u r b a n o , n a concepção q u e s e c o n h e c e e q u e f o i abstraída d a s
experiências
analisadas
durante
a pesquisa
de campo,
c o m u m a região
d e l i m i t a d a p o r m u r o s , reais o u v i r t u a i s ; o m o d e l o prevê a criação d e u m núcleo
gestor d o parque, composto por algumas d e suas estruturas organizacionais, e a
disseminação d e s t e p a r q u e n o m e i o u r b a n o , p e l a ocupação d e áreas disponíveis
(na maior parte d a s vezes degradadas o u economicamente deprimidas) por
c o n g l o m e r a d o s d e e m p r e s a s e serviços ( i n c l u i n d o l a z e r e c u l t u r a ) , c u j a s ações
estão a s s o c i a d a s a o núcleo g e s t o r .
182
Posição
estabelecida
no mercado
Produto no
mercado
Produto
pronto para
venda
protótipo
Geração de
idéias
Spin-offs de laboratórios
de universidades e centros
de pesquisa;
Empreendedores;
Inventores independentes.
Dimensão das
instalações
Tempo de
permanência
Tipo de serviços
prestados
Centro
incubador de
Empresas
Tecnológicas
Condomínio
Empresarial
Parque
Tecnológico
— Pré-incubação
_ Empresas
residentes
— Incubadora sem
paredes
10 a 30 m
Até 200 m^
Áreas para
arrendamento de
acordo com a
disponibilidade
3 anos
5 anos
Arrendamento
por tempo
indeterminado
Serviços d e
apoio
opcionais
"Full service
providei^
F I G U R A 7 . 2 - D i a g r a m a d o s estágios q u e a p o i a m o c r e s c i m e n t o d o negócio
O a d v e n t o d o n i j c l e o g e s t o r dá u m caráter m o d u l a r a o p r o j e t o , v i s t o
q u e n u m a p r i m e i r a f a s e , a implantação d e s s e núcleo p o d e s e d a r c o m r e c u r s o s
captados
e m programas
e agências
de fomento
e, possivelmente,
pela
183
associação c o m e m p r e s a s p r i v a d a s , c r i a n d o , d e s t a f o m n a , u m a m b i e n t e d e
experimentação e v i s i b i l i d a d e d o m o d e l o , o q u e ocasionará a captação d e
i n t e r e s s e p a r a a s f a s e s d e implantação p o s t e r i o r e s (disseminação n o t e c i d o
urbano).
N o i t e m 7 . 3 , a s e g u i r , são d e t a i f i a d a s a s e s t r u t u r a s q u e i n t e g r a m a
p r o p o s t a d e m o d e l o c o n c e i t u a i d e organização d o p a r q u e .
7.3 Estruturas que integram a organização
V o l t a n d o a o início d e s t e capítulo, r e c u p e r a - s e a a b o r d a g e m s o b r e a s
e s t r u t u r a s q u e m e l h o r s e i n t e g r a m à p r o p o s t a d o m o d e l o c o n c e i t u a i . C o m o já f o i
c o m e n t a d o anteriormente, considera-se para fins deste estudo q u e a s estruturas
organizacionais
q u e estimulam
a
sinergia
entre
os
atores
envolvidos
c o m p r e e n d e m : i n c u b a d o r a s d e e m p r e s a s d e b a s e tecnológica; e s t r u t u r a s p a r a a
gestão d a interação u n i v e r s i d a d e s / c e n t r o s d e p e s q u i s a e e m p r e s a s ; e s t r u t u r a s
p a r a p r o p o r c i o n a r ações d e t r e i n a m e n t o e formação técnica e p a r a a gestão
e m p r e s a r i a l . N a F I G . 7 . 3 são a p r e s e n t a d a s a s e s t r u t u r a s p r o p o s t a s p a r a o m o d e l o
conceituai d o parque, considerando-se o s conceitos apresentados n o item 7.2.
A
estrutura
d a FIG. 7.3 contempla
os pressupostos
abordados
d e b a s e tecnológica -
agregando
anterionnente, a saber:
«
A incubadora de empresas
negócios o u p r o m e s s a s d e negócios tecnológicos n o s estágios d e
pré-incubação; incubação d e e m p r e s a s r e s i d e n t e s , e i n c u b a d o r a
sem paredes (empresas associadas);
•
E s t r u t u r a s p a r a a gestão d a interação u n i v e r s i d a d e / c e n t r o s d e
p e s q u i s a - e m p r e s a : o condomínio e m p r e s a r i a l e o s c e n t r o s d e
p e s q u i s a c o o p e r a t i v a e o s sen/iços d e a p o i o às e m p r e s a s n o q u e
t a n g e às relações c o m o m e i o acadêmico; representações o u
instalações d e agências d e f o m e n t o à p e s q u i s a e à inovação
tecnológica e d e s e c r e t a r i a s e órgãos g o v e r n a m e n t a i s d e C & T e
d e s e n v o l v i m e n t o econômico; clusters d e negócios tecnológicos;
o
Ações d e t r e i n a m e n t o e formação técnica e e m gestão e m p r e s a r i a l
- promoção, contratação e organização d e c u r s o s , e v e n t o s e o u t r a s
iniciativas e m apoio à c o m u n i d a d e
d o parque, c o m vistas
a
potencializar o sucesso d a s empresas n o m e r c a d o b e m c o m o
difundir e estimular o empreendedorismo.
184
O P a r q u e Tecnológico é c o m p o s t o p o r u m núcleo d e operação e p o r
e s t r u t u r a s e x t e r n a s , e s t a s últimas r e p r e s e n t a n d o a disseminação d o p a r q u e n o
t e c i d o u r b a n o . N o núcleo estão c o n c e n t r a d o s o s principáis sen/iços e a gestão d o
Parque
Tecnológico,
enquanto
q u e a s estruturas
externas
consistem
em
e m p r e e n d i m e n t o s p r i v a d o s q u e são a s s o c i a d o s a o p a r q u e .
Segue-se a tipologia d a s estruturas d o modelo conceituai d o Parque
Tecnológico.
•
Núcleo do parque tecnológico - e s t r u t u r a c a r a c t e r i z a d a p o r u r n a
limitação territorial b e m d e f i n i d a , p o d e n d o e s t a r l o c a l i z a d o e m
t e r r e n o s e campi universitários o u d e c e n t r o s d e p e s q u i s a o u a i n d a
e m regiões próximas, c o n t a n d o c o m i n f r a - e s t r u t u r a física a d e q u a d a
a o u s o d a s instalações q u e a b r i g a ; c o n t e m p l a prédios p a r a u s o
comum
tais
como:
auditório,
salas
d e reunião;
áreas
para
exposições; sen/iços d e escritório e d e comunicações; serviços d e
conveniência
e áreas
d e convivência;
áreas
para
recepção,
s e c r e t a r i a e gestão d o núcleo; c o n t a c o m u m a e q u i p e d e gestão,
sendo
responsável p e l a coordenação
executiva
d a s ações
e
serviços d o p a r q u e ;
•
Incubadora de empresas de base tecnológica - d e f i n i d a n o i t e m 7 . 2 ,
i n c l u s i v e a concepção e t i p o s d e negócios a s e r e m a b r i g a d o s ; c o n t a
c o m u m g e r e n t e o u c o o r d e n a d o r , q u e s e r e p o r t a à coordenação
e x e c u t i v a d o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico, e c o m p e q u e n a i n f r a e s t r u t u r a d e s e c r e t a r i a e recepção; t o d o s o s serviços e s u p o r t e são
fornecidos
por contratos
firmados
pelo
Núcleo
do
Parque
Tecnológico;
•
Condomínio
empresarial
-
estrutura
caracterizada
pelo
a r r e n d a m e n t o , p o r t e m p o d e t e m n i n a d o , d e prédios o u módulos e m
prédios, l o c a l i z a d o s e m t e r r e n o s d o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico,
a e m p r e s a s d e b a s e tecnológica, g r a d u a d a s d e i n c u b a d o r a s o u já
existentes no mercado; conta c o m u m gerente o u coordenador, q u e
se
reporta
Tecnológico,
à coordenação
executiva
e c o m pequena
d o Núcleo
infra-estrutura
do
Parque
d e secretaria
e
recepção; t o d o s o s sen/iços e s u p o r t e são f o r n e c i d o s p o r c o n t r a t o s
f i r m a d o s p e l o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico;
185
Centros
de pesquisa
cooperativa
- estrutura caracterizada
pelo
a r r e n d a m e n t o , p o r t e m p o d e t e m n i n a d o , d e prédios o u módulos e m
prédios, l o c a l i z a d o s e m t e r r e n o s d o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico
a empresas, fomrialmente
constituídas o u não, r e s u l t a n t e s d e
cooperação e n t r e c e n t r o s d e P & D ( d e u n i v e r s i d a d e s e instituições
d e p e s q u i s a , públicas o u p r i v a d a s )
(parcial
ou
integralmente)
governamentais,
que
se
por
unem
e empresas,
instituições
para
patrocinados
ou
realizar
agências
pesquisas,
d e s e n v o l v i m e n t o s e adaptações d e t e c n o l o g i a s , p r e s t a r sen/iços
tecnológicos e p r o m o v e r a industrialização p i o n e i r a d o s p r o d u t o s e
p r o c e s s o s r e s u l t a n t e s d e s e u s esforços; c a d a c e n t r o c o n t a c o m u m
gerente
ou coordenador
q u e mantém e s t r e i t a
relação c o m a
coordenação e x e c u t i v a d o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico; a infrae s t r u t u r a d e serviços e s u p o r t e são d e r e s p o n s a b i l i d a d e d e c a d a
c e n t r o ; a p e n a s o s serviços c o m u n s são f o r n e c i d o s , p o r m e i o d e
c o n t r a t o s , p e l o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico;
Centro de serviços e fomriação empresarial - u n i d a d e q u e a b r i g a a s
a t i v i d a d e s d e a p o i o à relação u n i v e r s i d a d e s / c e n t r o s d e p e s q u i s a e m p r e s a , b e m c o m o d e a p o i o a o d e s e n v o l v i m e n t o e m gestão
empresarial à comunidade do parque; atua c o m o coordenador e
c o n t r a t a d o r e p r e s t a d o r d e sen/iços, p o r d e m a n d a d a s e m p r e s a s
instaladas n o parque, o u m e s m o por d e m a n d a s externas a o parque,
n a s áreas d e : gestão e integração e m p r e s a r i a l ; gestão d a q u a l i d a d e
e a m b i e n t a l ; p r o p r i e d a d e i n t e l e c t u a l ; p r o c e s s o s d e a p o i o à inovação
e d e i n c r e m e n t o d a p r o d u t i v i d a d e ( i n c l u i n d o sen/iços d e c o n s u l t o r i a
e d e e n g e n h a r i a ) ; a c e s s o a p r o g r a m a s r e s u l t a n t e s d e políticas
públicas g o v e r n a m e n t a i s e f o n t e s d e f o m e n t o e d e f i n a n c i a m e n t o ;
contratação e cooperação tecnológica c o m instituições acadêmicas
e d e p e s q u i s a ( i n c l u i n d o demonstração d e t e c n o l o g i a s e a p o i o
l a b o r a t o r i a l à certificação); comercialização e exportação; o c e n t r o
n u c l e i a a s a t i v i d a d e s d e fomriação e t r e i n a m e n t o d o p a r q u e , p o r
m e i o d a coordenação, organização o u promoção d e c u r s o s e
eventos, e m diversas
áreas d o c o n h e c i m e n t o ,
aproximando
o
p a r q u e d o m e i o acadêmico l o c a l ; c a r a c t e r i z a - s e p o r u m e s t i m u l a d o r
186
a o e m p r e e n d e d o r i s m o n a região q u e a t u a ; p a r t i c i p a d e r e d e s d e
infomnação tecnológica e d e e n s i n o ;
formais
ou
infomnais,
universidade/centros
de
com
mantém e s t r e i t a s relações,
os
órgãos
pesquisa-empresa
de
das
interação
instituições
acadêmicas l o c a i s ;
Representações
de agências de fomento e de órgãos de
C&T-
espaço o c u p a d o p o r escritórios d e representação d e agências d e
fomento
e o u t r o s órgãos d e C & T e d a área d e proteção à
p r o p r i e d a d e i n t e l e c t u a l q u e , d e v i d o à concentração d e a t o r e s d o
s i s t e m a local d e inovação, s e i n t e r e s s e m e m e s t a b e l e c e r - s e n o
p a r q u e o u q u e c o n s i d e r e m o p a r q u e c o m o u m "nó" d e r e d e s
temáticas c o n d u z i d a s p o r e s s a s organizações;
"dusters"
de negócios
"clusters
de
tecnológicos
inovação'^,
compartilhamento,
conceito
por parte
- baseados no conceito d e
este
q u e t e m o foco
das empresas
ali i n s t a l a d a s
no
ou
associadas, d e conhecimento, d e aprendizado e d e valores sociais;
p a r a o p r e s e n t e m o d e l o , o s clusters d e negócios tecnológicos estão
a s s o c i a d o s a o p a r q u e p o r m e i o d e c o n t r a t o s d e prestação d e
serviços e participação e m c o n s e l h o s g e s t o r e s ; p a r t i c i p a m d o s
benefícios, d e q u a l q u e r o r d e m , g e r a d o s a p a r t i r d a s ações d o
p a r q u e e p o r m e i o d o s serviços p o r e l e p r e s t a d o s ; p o d e m o u não
f o m n a r r e d e s temáticas e n t r e s i , c o m v i s t a s a o t i m i z a r o s p r o c e s s o s
d e expansão d e e m p r e s a s c o m b a s e n o c o n h e c i m e n t o
{tiigfi-tecti),
c o m a l t o p o t e n c i a l d e atuação n o s m e r c a d o s g l o b a l i z a d o s ; são
empreendimentos
imobiliários,
privados,
c o m forte
apoio d o s
p o d e r e s públicos, p o r m e i o d e legislação d e a p o i o e d e i n c e n t i v o s ,
t e n d o e m v i s t a q u e i n t e g r a m políticas públicas d e d e s e n v o l v i m e n t o
d a região.
^ "...an innovation cluster is an organizational structure that creates new products and enterprises
by means of collective industrial production within restricted geographical boundaries, based on
high concentrations of knowledge exchange, interactive learning and shared social values."
...Innovation clusters should be found within science parks, which are administrative structures that
are supposed to promote their development (focusing on the most technology-intensive types of
industries)."{Bonagaray & T i f f i n , 2000)
187
7.4 Propostas para o Núcleo do Parque Tecnológico de São Paulo
P a r t i c u l a r i z a n d o o m o d e l o p a r a o c a s o d o P a r q u e Tecnológico d e São
P a u l o , c o n s i d e r a n d o - s e a caracterização d a i n f r a - e s t r u t u r a d o c o n h e c i m e n t o e
d e m a i s e s t r u t u r a s e n v o l v i d a s q u e f o i f e i t a n o capítulo 3 , propõe-se a implantação
d o núcleo n o campus d a C i d a d e Universitária, a p r o v e i t a n d o t o d a a b a s e já
existente, incluindo a incubadora d e empresas (CIETEC), confomne
apontam
estudos realizados anteriormente (Zouain et al., 2000, 2 0 0 1 , 2002a, 2002b,
2 0 0 2 d ) . L e v a - s e e m c o n t a também, n e s t e c a s o , o s m o v i m e n t o s u r b a n o s o c o r r i d o s
n a s regiões c i r c u n v i z i n h a s à C i d a d e
Universitária (também c o m e n t a d o s n o
capítulo 3 ) , t e n d o e m v i s t a q u e o a d v e n t o d o s clusters a s s o c i a d o s a o p a r q u e
possa
trazer
benefícios
para
a s áreas
degradadas
ou
economicamente
d e p r i m i d a s e x i s t e n t e s n a s regiões próximas.
C o m referência à e s t r u t u r a d o núcleo d o P a r q u e Tecnológico d e São
P a u l o , s u g e r e - s e a formulação c o n f o r m e c a r a c t e r i z a d a n o m o d e l o p r o p o s t o , n o
i t e m 7 . 3 , d e s t a c a n d o - s e a q u i a p e n a s a e s t r u t u r a d o C e n t r o d e Serviços e
Formação E m p r e s a r i a l e s u a s ações a s s o c i a d a s , c o n f o r m e s e s e g u e :
Centro de Serviços e Formação
Empresarial:
Propõe-se e s t r u t u r a r u m C e n t r o d e Sen/iços e Formação E m p r e s a r i a l ,
c o m o u n i d a d e d o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o , v i s a n d o a
prestação d e sen/iços p a r a e m p r e s a s , e m g e r a l , e a p o i o a o s e m p r e e n d e d o r e s e
e m p r e s a s a s s o c i a d o s a o p a r q u e . O C e n t r o d e Sen/iços e Formação E m p r e s a r i a l
atua, preferencialmente, no engajamento d a s M P M E s para q u e as m e s m a s
t o r n e m - s e c o m p e t i t i v a s e p o s s a m realizar a t i v i d a d e s d e comércio e x t e r i o r , p o r
m e i o d a m e l h o r i a d a capacitação tecnológica d a s m e s m a s e d a potencialização
de fatores produtivos e d e vantagens competitivas e m escalas nacional
e
internacional.
A s ações d o C e n t r o são d e s e n v o l v i d a s p o r e s p e c i a l i s t a s e c o n s u l t o r e s
q u e r e a l i z a m reuniões d e t r a b a l h o c o m s e g m e n t o s e m p r e s a r i a i s p a r a d i s c u t i r e
identificar a s n e c e s s i d a d e s e estabelecer p r o c e d i m e n t o s p a r a a t e n d i m e n t o a
essas necessidades.
São u t i l i z a d a s a s b a s e s d e infomnação já e x i s t e n t e s n a s
instituições p a r c e i r a s , b e m c o m o são r e a l i z a d a s p e s q u i s a s
quando
focadas.
necessário, e s t a b e l e c e n d o
Também
são
previstas
novas
bases
associações
complementares,
d e informação n a s áreas
c o m redes
de
informação
188
tecnológica, n a c i o n a i s e i n t e r n a c i o n a i s . A difusão d a s informações dá-se p o r m e i o
d e c u r s o s específicos p a r a o s s e t o r e s m a i s c a r e n t e s d e informações tecnológicas
básicas e p o r prestação d e serviços u t i l i z a n d o - s e a s instalações d a s e n t i d a d e s
parceiras.
Os
estratégias,
temas
focais
presentes
políticas, gestão
e
n a atuação
integração
do Centro
empresarial;
gestão
abrangem:
ambiental;
inovação, p r o d u t i v i d a d e e q u a l i d a d e ( m e t r o l o g i a , normalização e certificação) p a r a
a c o m p e t i t i v i d a d e ; i n v e s t i m e n t o e promoção d e t e c n o l o g i a ; núcleo d e informações
gerenciais
-
informações
tecnológicas
e
sobre
políticas
governamentais,
contratação e comercialização d e t e c n o l o g i a .
Propõe-se q u e a e s t r u t u r a d o C e n t r o s e j a o r g a n i z a d a e m "ações",
confonne abaixo especificados:
«
Ação de incubação de exportações: c o m a função d e i d e n t i f i c a r e
a u x i l i a r a s e m p r e s a s d e p e q u e n o e médio p o r t e a s u p e r a r e m o s obstáculos q u e
d i f i c u l t a m a s operações d e exportação, s e j a m d e o r d e m tecnológica, c o m e r c i a l o u
burocrática, p o s s i b i l i t a n d o o t r a b a l h o c o o p e r a t i v o e e s t a b e l e c e n d o " m a s s a crítica"
p a r a a superação d e p r o b l e m a s ;
•
Ação de demonstração
de tecnoiogia
e de treinamento:
com o
o b j e t i v o d e p r o m o v e r seminários, c u r s o s , demonstrações d e t e c n o l o g i a , e n t r e
o u t r a s a t i v i d a d e s , q u e p e r m i t a m às M P M E s a rápida absorção d e t e c n o l o g i a a o s
s e u s p r o c e s s o s , p r o d u t o s e gestão;
•
Ação
de informação
tecnológica:
q u e p e r m i t a a o s empresários
c o n h e c e r o " e s t a d o d e a r t e " n o s e u s e g m e n t o d e atuação;
•
Ação
de apoio
à elaboração
de projetos:
q u e possibilite
o
desenvolvimento d e projetos cooperativos d e pesquisa o u o aprimoramento d e
tecnologia
para
conhecimento
melhoria
da competitividade
das empresas.
Disponibiliza
específico p a r a a apresentação d e p r o j e t o s às agências d e
f o m e n t o , c o m v i s t a s à obtenção d e r e c u r s o s , p o r m e i o d e p r o j e t o s (agências /
U S P I P T / I P E N / e m p r e s a s , b e m c o m o o u t r a s instituições d e e n s i n o e p e s q u i s a n o
E s t a d o d e São P a u l o ) ;
189
•
Ação de serviços tecnológicos: q u e intermédia a aproximação c o m
laboratórios, e q u i p a m e n t o s , i n s t r u m e n t o s e serviços, d a U S P , I P T , I P E N , b e m
c o m o d e o u t r a s instituições d e p e s q u i s a e e n s i n o , m e d i a n t e p r o p o s t a s c a s o a
caso, o q u e permite ganhos de competitividade, seja aferindo os insumes q u e
e n t r a m n o p r o c e s s o , s e j a t e s t a n d o e m e s c a l a d e laboratório o u p i l o t o o s n o v o s
processos o u melhorias, seja certificando a qualidade dos produtos finais;
•
Ação de propriedade
intelectual e comercialização
de
tecnologia:
c o m o o b j e t i v o d e c o o r d e n a r e a p o i a r a s ações n e s s a s áreas q u e e n v o l v a m a s
e m p r e s a s e a s instituições v i n c u l a d a s a o P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o .
O
C e n t r o e s t a b e l e c e convênios d e cooperação i n t e r n a c i o n a l c o m
e n t i d a d e s congêneres p a r a m a n t e r - s e a t u a l i z a d o tecnológica e g e r e n c i a l m e n t e e
para
apoiar
as empresas
associadas
e m suas
alianças estratégicas c o m
e m p r e s a s e e n t i d a d e s n o exterior.
O reforço e o a p o i o às políticas públicas d e d e s e n v o l v i m e n t o d o E s t a d o
d e São P a u l o p o d e m s e r c a r a c t e r i z a d o s p e l o e s t a b e l e c i m e n t o d e r e d e d e p a r q u e s
tecnológicos, n o E s t a d o , c o o r d e n a n d o
ações d e i n t e r e s s e d e i n i c i a t i v a s já
existentes e m outras localidades, b e m c o m o utilizando o modelo urbano, o r a
p r o p o s t o , c o m o f o n t e d e inspiração p a r a o u t r a s regiões u r b a n a s , m e t r o p o l i t a n a s
o u e m p r o c e s s o d e metropolização. Z o u a i n e t a l . ( 2 0 0 2 c ) a s s o c i a a s i n i c i a t i v a s d e
e s t a b e l e c i m e n t o d o s habitats d e inovação ( n o c a s o o s p a r q u e s tecnológicos),
c o m o e x e m p l o s d a hélice
tríplice, a p l i c a d a a o d e s e n v o l v i m e n t o
regional n o
E s t a d o , o b t i d o p e l a disseminação d e c o n h e c i m e n t o , a p r e n d i z a d o e v a l o r e s p o r
m e i o d a atuação e m r e d e ( p o d e n d o e s t a s e r n u c l e a d a o u p o l i - n u c l e a d a , d e
acordo c o m o s aspectos contingentes regionais).
190
FIGURA
7.3 -
Estruturas
q u e compõem o m o d e l o
conceituai
tecnológico
COMISSÃO
m:\om.
K B E R Q A MUCL£A.B/SP4PEM
do
parque
191
8 DISCUSSÃO E LIMITAÇÕES DO MODELO CONCEITUAL
...Admito de bom grado, que somente a observação pode proporcionarnos um "contiecimento concernente aos fatos" e que 'só tomamos
consciência dos fatos peia observação". fJIas essa consciência, esse
nosso conhecimento, não justifica nem estabeiece a verdade de
quaiquer enunciado. Não creio, conseqüentemente,
que a
Epistemoiogia
deva indagar"...sobre
que se
apoia
nosso
conhecimento?..ou mais exatamente, como posso eu, tendo tido a
experiência F, justificar a descrição que deia faço e preservá-ia da
dúvida?"
...Presentemente, eu formuiaria a questão desta maneira: de que modo
proceder para meihor criticar nossas teorias (nossas hipóteses, nossas
conjecturas), em vez de defendê-ias contra a dúvida?"
(Kari Raimund Popper)
No
p r e s e n t e capítulo são lançados o s tópicos p a r a a discussão
( t e n t a t i v a d e f a l s e a m e n t o ) d o m o d e l o f o r m u l a d o n o capítulo a n t e r i o r .
E s t e capítulo c o r r e s p o n d e à f a s e c i n c o d a m e t o d o l o g i a p r o p o s t a n o
capítulo 4 ( v i d e T A B . 4 . 1 ) .
São
apresentadas
assertivas
concernentes
ao modelo
proposto,
r e l a c i o n a d a s às questões d e p e s q u i s a , p a r a a t e n t a t i v a d e f a l s e a m e n t o o u crítica,
l e v a n t a n d o o s a s p e c t o s p o s i t i v o s e n e g a t i v o s d e práticas e c o n c e i t o s
abordados.
Neste
sentido,
são
adotados
os
seguintes
nele
procedimentos:
comparação c o m a s experiências o b s e n / a d a s e a n a l i s a d a s d u r a n t e a p e s q u i s a d e
campo,
discussão
exploratórios
e
utilizando
de
o conhecimento
pesquisa
obtido
bibliográfica,
na fase
mencionando
de
estudos
autores
que
proposto,
são
desenvolveram pesquisas sobre os temas abordados.
As
seguintes
assertivas, concernentes
ao modelo
c o l o c a d a s p a r a a t e n t a t i v a d e f a l s e a m e n t o o u crítica:
•
Primeira
assertiva:
refere-se
ã proximidade
entre
os
atores
envolvidos
O m o d e l o d e p a r q u e tecnológico p r o p o s t o a p r o v e i t a a d i s p o n i b i l i d a d e
l o c a l d e instituições b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o , c a r a c t e r i z a n d o - s e p o r
valorizar a proximidade entre o s atores envolvidos n o processo.
•
Segunda assertiva: diz respeito às relações com o meio urbano e
aos aspectos de desenvolvimento
regional
192
O
modelo
proposto
desenvolvimento
apresenta
d e políticas
características
públicas
de
regionais,
apoio
ao
baseadas
no
c o n h e c i m e n t o , s o b o s s e g u i n t e s a s p e c t o s : e s t i m u l a a formação e o
crescimento de empresas baseadas no conhecimento (paradigma da
s o c i e d a d e d o c o n h e c i m e n t o ) ; p r o m o v e a atração d e c a p i t a l p a r a a
região; e s t i m u l a a revitalização d e áreas u r b a n a s d e g r a d a d a s o u
e c o n o m i c a m e n t e d e p r i m i d a s ; o m o d e l o a p r e s e n t a c o m o característica
d e disseminação d a s ações d o p a r q u e n o m e i o u r b a n o , a formação d e
"clusters" de inovação.
•
Terceira assertiva: relaciona-se à dinâmica das relações entre os
atores envolvidos e às estruturas que promovem essas relações
O m o d e l o d e p a r q u e tecnológico p r o p o s t o e s t i m u l a o e s t a b e l e c i m e n t o
d e relações e n t r e e s s a s instituições e a s o c i e d a d e l o c a l , f o c a l i z a n d o
principalmente o desenvolvimento d o meio empresarial, por meio d e
e s t r u t u r a s o r g a n i z a c i o n a i s e ações, f o r m a i s o u i n f o r m a i s , p r o m o v e n d o
a disseminação d o c o n h e c i m e n t o e d o s benefícios d e l a d e c o r r e n t e s ;
c a r a c t e r i z a - s e c o m o e x e m p l o d o s m o d e l o s ternários c o n h e c i d o s , a
Hélice Tríplice e o Triângulo de Sábato.
8.1 Primeira assertiva: a proximidade entre os atores envolvidos
8.1.1 A proximidade dos atores como fator de sucesso dos parques
tecnológicos
A n a l i s a n d o o u n i v e r s o d o s p a r q u e s tecnológicos, p e s q u i s a s têm s i d o
c o n d u z i d a s s o b r e a interação universidade-indústria n o c o n t e x t o d e s s e s habitats
(Murphy, 1997; Saxenian, 1996; Vedovello 1996; Vedovello, 1997).
O b s e r v a - s e q u e , e m u m a p r i m e i r a análise d o s e f e i t o s d a p r o x i m i d a d e
física e n t r e o s a t o r e s , o s P a r q u e s Tecnológicos têm contribuído, p r i n c i p a l m e n t e
e m regiões o n d e o p e r a m p l e n a m e n t e , p a r a facilitar a s ligações d e d i v e r s a s
espécies, s o b r e t u d o a s infomriais, m a i s r e l a c i o n a d a s a i n i c i a t i v a s p e s s o a i s e n t r e
o s p a r c e i r o s , p r i v i l e g i a n d o i n t e r e s s e s mútuos e específicos. I n s e r i d a s
contexto
estão
ações
d o tipo
consultoria,
participação
neste
e m empresas
ou
pesquisadores fundadores de empresas.
O m e s m o não s e p o d e c o m e n t a r n o c a s o d e interações f o n n a i s ,
baseadas e m atividades de pesquisa e desenvolvimento d e universidades e
instituições d e p e s q u i s a , d o t i p o c o o p e r a t i v o o u c o r p o r a t i v o . A p e s a r d a existência
193
n o s p a r q u e s tecnológicos d e p e s q u i s a s p a t r o c i n a d a s p o r e m p r e s a s , b e m c o m o a
ocorrência d e doações f i n a n c e i r a s e d e e q u i p a m e n t o s p a r a a u n i v e r s i d a d e o u
instituições d e p e s q u i s a , não é possível a s s o c i a r e s s e s e v e n t o s à p r o x i m i d a d e o u
localização d a s e m p r e s a s n o p a r q u e . A c r e d i t a - s e q u e a f l e x i b i l i d a d e d e e s t r u t u r a s
e ligações, a s ações e m r e d e s dinâmicas, b e m c o m o a criação d e v a l o r p a r a a
c o m u n i d a d e d a região s e j a m f a t o r e s e s s e n c i a i s p a r a o s u c e s s o d a s relações
e n t r e o s a t o r e s e n v o l v i d o s n o p a r q u e , t o r n a n d o favorável a p r o x i m i d a d e e n t r e
e l e s . M u r p h y ( 1 9 9 7 ) , q u a n d o s e r e f e r e a o P a r q u e Tecnológico d e S t a n f o r d
a s s o c i a d o à The Leiand Stanford Júnior University, u m a d a s m a i s t r a d i c i o n a i s
universidades
americanas,
enxerga
a
proximidade,
nesse
caso,
trazendo
benefícios c l a r o s , não só s o c i a i s , m a s também econômicos, t a n t o p a r a
a
c o m u n i d a d e universitária q u a n t o p a r a a indústria q u e s e l o c a l i z a n a região ( P a l o
A l t o e adjacências). F a z - s e m i s t e r , então, a criação d e ações d e animação e d e
p r o g r a m a s f o r m a i s q u e f a c i l i t e m o a c e s s o às instalações d a u n i v e r s i d a d e ,
p r o m o v a m a circulação r o t i n e i r a d a s publicações d a u n i v e r s i d a d e , c r i e m n o v o s
t i p o s d e vínculos não acadêmicos (ações c u l t u r a i s e comunitárias, cooperação
i n t e r n a c i o n a l , e n t r e o u t r o s ) . N e s s e s e n t i d o , a p r o x i m i d a d e física e n t r e o s a t o r e s ,
p r o m o v e u m a m b i e n t e f e r t i l i z a d o r d e interação c u l t u r a l , s o c i a l e d e p r o c e s s o s
i n o v a d o r e s q u e c o n t r i b u i p a r a a criação d e u m a v a n t a g e m r e g i o n a l , e m d e t r i m e n t o
d e s i m p l e s aglomerações e s p a c i a i s d e e m p r e s a s .
U m relatório p r e p a r a d o p o r p e s q u i s a d o r e s d o I n s t i t u t o N a c i o n a l d e
P e s q u i s a s Científicas d a U n i v e r s i d a d e d e Q u e b e c , Canadá, q u e a n a l i s a a l g u n s
tipos
d e aglomerações
científicas
e tecnológicas, e n t r e
elas
os
parques
científicos, a p o n t a c o m o u m d o s f a t o r e s d e s u c e s s o d e s s a s aglomerações a
p r o x i m i d a d e geográfica e n t r e o s a t o r e s ( M a r t i n e a u e t a l . , 1 9 9 9 ) . O s a r g u m e n t o s
p a r a i s s o são q u e e s s a p r o x i m i d a d e : p r o m o v e a consolidação d e s e t o r e s
i n d u s t r i a i s e m e r g e n t e s e f a c i l i t a m o d e s e n v o l v i m e n t o d e r e d e s d e informação e a
transferência d e c o n h e c i m e n t o s {"parle biais des contacts face à face").
8.1.2 Discussão sobre a primeira assertiva
A s experiências n a c i o n a i s a n a l i s a d a s são, e m s u a m a i o r i a ,
muito
j o v e n s , p r i n c i p a l m e n t e , n o q u e d i z r e s p e i t o àquelas q u e s e c a r a c t e r i z a m c o m o
p a r q u e s tecnológicos. E s s a s , p o r s u a v e z , têm s u a b a s e d e experiência n a
incubação d e e m p r e s a s , g e r a l m e n t e a s s o c i a d a a u n i v e r s i d a d e s e c e n t r o s d e
p e s q u i s a . F o i o b s e r v a d o q u e a experiência c o m incubação d e e m p r e s a s c r i a u m
194
a m b i e n t e fértil p a r a p r o c e s s o s d e inovação, b e m c o m o t r a z benefícios, e até
m e s m o u m a c e r t a revitalização, d a s instituições d e e n s i n o e p e s q u i s a a s s o c i a d a s .
Este
ambiente
d e fertilidade deve
a c o n t e c e r também q u a n d o
os parques
estiverem e m pleno funcionamento.
Nos casos estrangeiros analisados durante este estudo, apesar d a
g r a n d e experiência e r e s u l t a d o s p o s i t i v o s o b t i d o s n o s p a r q u e s , t a n t o
como
e m p r e e n d i m e n t o s d e n e g o c i o s c o m o n a geração d e e m p r e s a s i n o v a d o r a s , não é
possível c o m p r o v a r q u e a p r o x i m i d a d e e n t r e o s a t o r e s e n v o l v i d o s s e j a u m f a t o r
p r e p o n d e r a n t e n a g a r a n t i a d e s s e s u c e s s o , p o i s não f o r a m c o n d u z i d a s p e s q u i s a s
específicas p a r a e s t e f i m , m u i t o e m b o r a t o d o s c o n c o r d e m q u e é f a t o r i m p o r t a n t e .
O m o d e l o d e p a r q u e tecnológico o r a p r o p o s t o v a l o r i z a a p r o x i m i d a d e
e n t r e o s a t o r e s e n v o l v i d o s n o p r o c e s s o , p a r t i l h a n d o o princípio d e q u e , a p e s a r d e
a s relações p o d e r e m s e r f a c i l i t a d a s p o r m o d e r n o s i n s t r u m e n t o s e m e c a n i s m o s d e
comunicação, a p r o x i m i d a d e física é f a t o r i m p o r t a n t e n o p r o c e s s o d e fertilização
c r u z a d a , tão necessária p a r a o s u c e s s o d o e m p r e e n d i m e n t o . E s t a valorização
e n c o n t r a - s e c a r a c t e r i z a d a e m d o i s níveis, n e s t a p r o p o s t a ( r e p r e s e n t a d o s n a s F I G .
7.1 e 7 . 2 ) : p e l o d o núcleo d o p a r q u e tecnológico q u e e n g l o b a a s a t i v i d a d e s d o s
r e p r e s e n t a n t e s d o tripé g o v e r n o - e m p r e s a - a c a d e m i a ,
propondo estruturas q u e
c a r a c t e r i z a m e s s a s relações; b e m c o m o e m s u a localização, n o campus o u
próximo a e l e , f a c i l i t a n d o o c o n t a t o d i r e t o c o m o s d i v e r s o s d e p a r t a m e n t o s e
laboratórios,
sen/iços
tecnológicos
e gerenciais
disponíveis
{"hardware"
e
"soñware"), c r i a n d o u m a m b i e n t e d e estímulo à manutenção d e relações férteis
( s i n e r g i a , r e d e s i n t e r p e s s o a i s ) p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d o s n o v o s negócios e p a r a
a disseminação d o c o n h e c i m e n t o , s e j a m p o r m e i o s f o r m a i s o u i n f o r m a i s .
8.2 Segunda assertiva: relações com o meio urbano e aos aspectos de
desenvolvimento regional
Os
aspectos
d e localização
de parques
tecnológicos
têm
sido
a b o r d a d o s n a literatura, e m b o r a p o u c a s são a s referências r e l a c i o n a d a s à análise
d e s u a localização n o m e i o u r b a n o . N e s t e i t e m , p a r a c o n d u z i r u m a discussão n o
t e m a d e p a r q u e s tecnológicos e s u a inserção n o m e i o u r b a n o , b u s c a - s e , e m
8 . 2 . 1 , a l g u m a s referências e e s t u d o s r e l a c i o n a d o s a o p r o g r e s s o tecnológicos e
s e u s i m p a c t o s n a questão u r b a n a .
195
8.2.1 Evolução tecnológica e a questão urbana
O p r o g r e s s o tecnológico t e m s i d o c o n s i d e r a d o f o n t e d e i m p a c t o n a s
regiões
urbanas
(principalmente
introdução d e n o v a s
eliminação
atividades
d e obstáculos
n a s metrópoles)
tanto
nos aspectos
d e produção e d e c o n s u m o ,
graças
ao desenvolvimento
quanto
de
pela
d a s comunicações,
c o n t r i b u i n d o , p o r t a n t o , p a r a a descentralização d o s c e n t r o s d e produção e
distribuição. O b s e r v a - s e q u e , e m decorrência d a evolução tecnológica, d i m i n u i a
importância d e f a t o r e s d e localização p a r a a indústria, e e s t a d e p e n d e , c a d a v e z
m a i s , d e mão-de-obra q u a l i f i c a d a e i n f r a - e s t r u t u r a disponíveis n o m e i o u r b a n o ^ É
o p o r t u n o c o m e n t a r q u e C a s t e l l s ( 1 9 9 9 ) , n o s e u livro " F i m d e Milênio", t r a z à t o n a o
d e b a t e s o b r e o i m p a c t o d a revolução d a t e c n o l o g i a d a infonnação s o b r e a
s o c i e d a d e : "A tecnologia da infonnação tomou-se ferramenta indispensável
a implantação efetiva dos processos de reestruturação
para
socioeconómica".
É possível, p o r t a n t o , a b s t r a i r - s e q u e a região u r b a n a o u a metrópole s e
r e e s t r u t u r a m c o m b a s e e m n o v a s relações espaço e s o c i e d a d e , e m p a r t e
d e c o r r e n t e d o s avanços tecnológicos ( t e c n o l o g i a d a informação) e m d e t r i m e n t o
d o antigo p a r a d i g m a d e cidades industriais.
Durante a pesquisa d e campo, especificamente estudando a Porto Alegre
Tecnópole^, e m c o n t a t o
c o m os estudos sobre
parques
tecnológicos e a
metrópole, d e s e n v o l v i d o s n o âmbito d a q u e l e p r o j e t o , r e s s a l t a m - s e e s s e s n o v o s
a s p e c t o s e s p a c i a i s u r b a n o s , e s e u s i m p a c t o s n o s p l a n o s d i r e t o r e s e estratégias
territoriais. O u seja, o s planejadores
urbanos
devem
considerar
as novas
características d a s indústrias e m s e u s p r o c e s s o s e estratégias d e ocupação d o s
espaços n a s c i d a d e s , e s t a n d o e n t r e e s s a s características: a s n o v a s dimensões
d a s indústrias, p r i n c i p a l m e n t e a s d e b a s e tecnológica, o n d e a terceirização d a s
a t i v i d a d e s , a s p l a n t a s m a i s a u t o m a t i z a d a s e o t i m i z a d a s e m s e u espaço, não
poluentes,
e
preponderantes;
as
e
reduzidas
a
equipes
necessidade
de
de
trabalfio,
são
infra-estrutura
características
de
transportes,
telecomunicações, comércio, habitação e sen/iços públicos e m g e r a l .
' Remete-se, neste ponto, ao pensamento de Castells (1983, p.54) em seu livro a "Questão
Urbana", com relação ao impacto das conquistas tecnológicas sobre as metrópoles; o autor não
atribui a formação das regiões metropolitanas apenas ao progresso tecnológico, ..."pois a
técnica... é um elemento do conjunto das forças produtivas, que são, elas mesmas,
primordialmente, uma relação social, e comportam assim, um modo cultural de utilização dos
meios de trabalho".
^ Esses aspectos relacionados ao uso do espaço urbano no Projeto Porto Alegre Tecnópole são
mencionados por Häuser (1997).
196
T r a z e n d o a discussão m a i s e s p e c i f i c a m e n t e p a r a a c i d a d e d e São
P a u l o , f o c o d o m o d e l o e m questão, o b s e n / a - s e u m a mudança s i g n i f i c a t i v a n a
configuração d a a t i v i d a d e
industrial
n o município, c o m a concentração d e
e m p r e s a s i n o v a d o r a s , o êxodo d e p l a n t a s i n d u s t r i a i s m e n o s dinâmicas e a g r a n d e
q u a n t i d a d e d e m i c r o , p e q u e n a s e médias indústrias, n o v a s , p e l a c i d a d e ^ . C o m o
características i n o v a d o r a s d a indústria q u e p a s s a a o c u p a r o m e i o
urbano
a p r e s e n t a m - s e a ocupação d e espaços m e n o r e s e a utilização d e serviços
avançados e d e mão-de-obra e s p e c i a l i z a d a .
E s s e p r o c e s s o d e reconversão
i n d u s t r i a l t r a z conseqüências e s p a c i a i s n o t e c i d o u r b a n o , v i s t o q u e a s áreas q u e
f o r a m a n t i g a m e n t e o c u p a d a s p o r indústrias q u e saíram d a c i d a d e , p o d e m a g o r a
ser
novamente
ocupadas,
preocupação.
Os
principalmente,
e m dois
porém,
urbanistas
esta
externam
aspectos:
ocupação
também
esta
preocupação
a indústria o u a t i v i d a d e s
é
motivo
de
baseados,
baseadas no
c o n h e c i m e n t o o u i n o v a d o r a s são p o u p a d o r a s d e mão-de-obra ( o u , p e l o m e n o s ,
u t i l i z a m mão-de-obra q u a l i f i c a d a , c o m o já f o i m e n c i o n a d o a n t e r i o r m e n t e n e s t e
i t e m ) e o s m e g a p r o j e t o s e m p r e s a r i a i s q u e vêm s e n d o i m p l a n t a d o s e m áreas f o r a
d o a n t i g o c e n t r o , c o n s t i t u e m - s e c o m o n o v a s áreas d e concentração e polarização,
c a r a c t e r i z a d a s p e l a m o n o f u n c i o n a l i d a d e e b a i x a d e n s i d a d e d e espaços públicos.
C o m relação a isto, R a q u e l R o l n i k c o m e n t a :
"A entrada - dispersa e fragmentada - das novas formas
comerciais na periferia não rompe com a dualidade tão constitutiva da
cidade, mas tão-somente a repõe, de forma fractal, já que até tioje nada foi
feito para integrar e desenvolver (e não dilacerar e substituir) o tecido
socioeconómico preexistente." ( R o l n i k , 2 0 0 1 ) .
8.2.2 Localização de parques tecnológicos e sua inserção no tecido urbano
Nesta
etapa
coloca-se
para
discussão: q u a i s
são o s benefícios
d e c o r r e n t e s d a implantação d e u m p a r q u e tecnológico n o m e i o u r b a n o ? Q u e m
são o s b e n e f i c i a d o s ? P o d e m o s p a r q u e s tecnológicos t o r n a r e m - s e
enclaves
u r b a n o s , ilhas d e excelência?
A l g u n s a u t o r e s a b o r d a m e s t e t e m a a p o n t a n d o a s p e c t o s favoráveis e
desfavoráveis à implantação d e p a r q u e s tecnológicos n o m e i o u r b a n o ( G i u n t a ,
1 9 9 6 ; Häuser, 1 9 9 7 ; S p o l i d o r o , 1 9 9 6 , 1 9 9 7 , 2 0 0 0 ; S i l v a , 1 9 9 6 ) , s a l v a g u a r d a d a s
' Com relação à mudança da configuração da indústria na cidade de São Paulo, Raquel Rolnik
{2000a, 2000b, 2001) comenta que São Paulo continua sendo ainda um importante centro
industrial, dinâmico, e não uma "metrópole terciaria".
197
a s situações p e c u l i a r e s , p r i n c i p a l m e n t e àquelas r e l a c i o n a d a s à interação d e s s e s
empreendimentos c o m o seu meio, favorecendo a urbanidade.
C o n s i d e r a - s e q u e a inserção d o s p a r q u e s tecnológicos ( e i n c u b a d o r a s
de empresas) n o meio urbano pode trazer vantagens para a s empresas e para a s
regiões n a s q u a i s s e i n s t a l a m . E s s a s iniciativas d e v e m s e i n t e g r a r à c o m u n i d a d e
d a região, b e n e f i c i a n d o - s e d a p r o x i m i d a d e c o m f o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o , d e
c o n h e c i m e n t o e e n s i n o , d e r e d e s d e distribuição; e b e n e f i c i a n d o o m e i o u r b a n o
e m q u e s e i n s e r e m p e l a m e l h o r i a d a q u a l i d a d e d e v i d a d a área, d a renovação d e
prédios, p e l o estímulo à renovação d a a t i v i d a d e econômica l o c a l ( c r i a n d o u m a
relação " g a n h a - g a n h a " ) .
Ainda
c o m relação a o s benefícios, c o n f o r m e já f o i c o m e n t a n d o
a n t e r i o m n e n t e , o s a s p e c t o s d e p r o x i m i d a d e e n t r e o s a t o r e s e n v o l v i d o s n o parque"*
são i m p o r t a n t e s , porém, d e v e m s e r o b s e r v a d a s características d e localização q u e
a p o i e m o d e s e n v o l v i m e n t o d o s p r o j e t o s , b e m c o m o enriqueçam a v i d a d a
c o m u n i d a d e e p r o m o v a m u m a s i n e r g i a profícua n o a m b i e n t e e m q u e e s t e j a m
i n s e r i d o s . N o c a s o d e São P a u l o , c o m o e m m u i t a s o u t r a s c i d a d e s o u metrópoles
b r a s i l e i r a s , p a r a q u e s e j a possível a promoção d e implantação d e p a r q u e s
tecnológicos u r b a n o s , u r g e a t o m a d a d e decisão e a l g u m a s i n i c i a t i v a s c o m
relação a o s espaços q u e p o s s a m s e r s e l e c i o n a d o s p a r a o s p r o j e t o s . E n t r e e s s a s
iniciativas, e n c o n t r a m - s e : a r e s e r v a ( o u previsão n o s P l a n o s D i r e t o r e s l o c a i s ) d e
áreas o u z o n a s , p r e f e r e n c i a l m e n t e a d j a c e n t e s o u próximas às u n i v e r s i d a d e s o u
c e n t r o s d e e n s i n o e p e s q u i s a ; n o intuito d e d e s e n v o l v e r u m a reativação d e áreas
d e p r i m i d a s o u d e t e r i o r a d a s , identificar e facilitar o a c e s s o a prédios o u t e r r e n o s
d e s a t i v a d o s p a r a a implantação d a s e s t r u t u r a s d o p a r q u e tecnológico ( e s t a n d o
incluídas a q u i a s i n c u b a d o r a s d e e m p r e s a s ) ; o s p l a n e j a d o r e s uriDanos e p o d e r e s
públicos p r e v e r e m i n c e n t i v o s (fiscais o u d e o u t r a n a t u r e z a ) p a r a a captação d e
i n t e r e s s e e a p o i o a e s s e s p r o j e t o s , o u s e j a , q u e o s m e s m o s façam p a r t e d e s e u s
discursos e programas, inclusive n o q u e tange à visibilidade d o s m e s m o s para a
sociedade.
P o r o u t r o l a d o , a s p e c t o s desfavoráveis p o d e m s u r g i r c o m relação à
implantação d e p a r q u e s tecnológicos n o m e i o u r b a n o . E n t r e e s s e s
aspectos
e n c o n t r a m - s e : u m a possível b a i x a s i n e r g i a c o m o m e i o u r b a n o , p r i n c i p a l m e n t e
* Spolidor
(2000) comenta que os parques tecnológicos são "laboratórios de criatividade coletiva".
198
n o s c a s o s d o s p a r q u e s tecnológicos i m p l a n t a d o s n a s p e r i f e r i a s d a s c i d a d e s
(Silva, 1 9 9 6 ) ; a s e s t r u t u r a s d e s e n v o l v i d a s n o s camp/universitários m u i t a s v e z e s
s o f r e m c o m b a r r e i r a s burocráticas e n o m i a t i v a s q u e d i f i c u l t a m o u s o d o s o l o o u a
disponibilização d o m e s m o
p a r a a iniciativa p r i v a d a , p r e j u d i c a n d o
assim o
sucesso d o projeto.
8.2.3 Discussão sobre a segunda assertiva
O
m o d e l o d e p a r q u e tecnológico, d i s s e m i n a d o
no tecido
urbano,
propõe a l g u m a s soluções p a r a q u e s t i o n a m e n t o s c o l o c a d o s p e l o s p e s q u i s a d o r e s
c o m relação a o espaço u r b a n o a t u a l , p r i n c i p a l m e n t e n o q u e s e r e f e r e a g r a n d e s
centros urbanos.
A f a s e d e disseminação d o p a r q u e tecnológico n o m e i o u r b a n o p e l a
formação d e "clusters" d e negócios tecnológicos é u m a p r o p o s t a c o l o c a d a p e l o
m o d e l o q u e r e l a c i o n a - s e a o d e s e n v o l v i m e n t o u r b a n o . A intervenção d e políticas
públicas
no
desenvolvimento
e
localização
desses
"clusters"
é
fator
p r e p o n d e r a n t e p a r a o s u c e s s o d e ações d e a p o i o à recuperação d e regiões
d e g r a d a d a s o u e c o n o m i c a m e n t e d e p r i m i d a s d a c i d a d e . C o n s i s t e m também e m
g r a n d e o p o r t u n i d a d e p a r a p r o m o v e r o diálogo e n t r e a iniciativa p r i v a d a e o p o d e r
público e m p r o l d o d e s e n v o l v i m e n t o e d a recuperação u r b a n a . O u s e j a , c a p t a r o
interesse privado para atuar e m projetos q u e geram
lucro e q u e estejam
p e r f e i t a m e n t e i n t e g r a d o s a o p l a n e j a m e n t o u r b a n o p a r a a s regiões n a s q u a i s são
implantados,
e ainda,
que proponham
soluções
para
essas
regiões q u e
c o m p a r t i l h e m espaços públicos e p r i v a d o s e q u e c o n s i d e r e m a s características
culturais d a s c o m u n i d a d e s locais.
Sendo
inteligentes",
conforme
assim,
não
se tornariam
esses
"clusters"
os
"robocops
m e n c i o n a d o s p o r Rolnik (2001), m a s s i m e m p r e e n d i m e n t o s q u e ,
exposto
n o capítulo 7 , e s t a r i a m p l e n a m e n t e
integrados
ao meio
a m b i e n t e sócio-cultural e econômico d a u r b e , o r i e n t a d o s p o r legislação b e m
d e f i n i d a , c o n t a n d o c o m serviços públicos e p r i v a d o s e espaços públicos q u e
proporcionem
u m a animação u r b a n a . N e s t e s e n t i d o , a utilização d e áreas
o c u p a d a s p o r a n t i g o s galpões i n d u s t r i a i s e p o r prédios públicos d e s a t i v a d o s ,
c o n t a n d o c o m p r o j e t o s d e re-urbanização d e s s a s áreas, p o d e s e r u m f a t o r d e
estímulo a o p r o c e s s o d e implantação d o m o d e l o . N o c a s o d e São P a u l o , p o r
e x e m p l o , e x i s t e u m a c l a r a intenção d o s p o d e r e s públicos d e revitalização d o
a n t i g o c e n t r o d a c i d a d e e d e o u t r a s áreas, c o m o a d a região d o e n t o r n o d a
199
C i d a d e Universitária d e São P a u l o , c o n f o r m e foi a p r e s e n t a d o n o capítulo 3 , s e n d o
e s t e m o d e l o u m a p o s s i b i l i d a d e q u e p o d e a p r e s e n t a r soluções p a r a e s t a questão.
O
Programa
Desenvolvimento
Local
da Prefeitura
de São
Paulo
( P r e f e i t u r a M u n i c i p a l d e São P a u l o , 2 0 0 2 ) i d e n t i f i c a "cadeias produtivas que são
alvos preferenciais
de ações de políticas públicas de desenvolvimento
local, a
saben
•
•
•
•
•
"Atividades com maior capacidade de geração de empregos;
Atividades que se caracterizam pela maior capacidade
inovadora
nas áreas de produtos, projetos, design, engenharia de processos,
de gestão e tecnologia da informação, entre outros;
Atividades
pouco ou relativamente
desenvolvidas,
mas que
requerem do poder público iniciativas de apoio e incentivo,
particularmente
nas áreas de tratamento de resíduos
sólidos,
reciclagem,
saneamento,
biotecnologia,
desenvolvimento
de
softwares, entre outros;
Atividades econômicas de base tecnológica e solidária, que deverão
ser implantadas por processo de incubação e financiamento de
microempreendimentos, tendo em vista os principios dos programas
Oportunidade Solidária e São Paulo Confia, da SDTS/PMSP; e
Por último, atividades com potencial exportador."
Obsen/e-se q u e o modelo o r a proposto s e c o a d u n a a o s objetivos d o
P r o g r a m a a c i m a m e n c i o n a d o , t e n d o e m v i s t a q u e e s t i m u l a a t i v i d a d e s econômicas
b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o , c o m alto potencial exportador, q u e p r o p o r c i o n a m a
geração d e e m p r e g o s a t i n g i n d o não só e m p r e g o s não q u a l i f i c a d o s ( n o q u e t a n g e
a o s serviços básicos e d e i n f r a - e s t r u t u r a ) , m a s também e m p r e g o s
altamente
q u a l i f i c a d o s , q u e p o d e m a b s o n / e r a mão-de-obra q u e v e m s e n d o g e r a d a p e l a s
universidades.
Além d i s s o , o m o d e l o
i n c e n t i v a a criação e ampliação d e
e m p r e s a s , d i s s e m i n a n d o o e m p r e e n d e d o r i s m o n a região, m o d i f i c a n d o o q u a d r o
d e geração d e r e n d a .
O u t r o a s p e c t o i m p o r t a n t e d o m o d e l o está r e l a c i o n a d o à criação d e u m a
r e d e e n t r e o s "clusters de negócios tecnológicos" t e n d o c o m o nó c o o r d e n a d o r o
Núcleo d o P a r q u e Tecnológico d e São P a u l o . O b s e r v e - s e q u e e s t a associação a o
Núcleo, s e n d o e s t e c o n s i d e r a d o u m p r o j e t o d e a p o i o a a l g u m a s l i n h a s d e políticas
públicas, t r a z benefícios p a r a a c i d a d e , v i s t o q u e p e r m i t e a disseminação d e
conhecimento
e
experiências
adquiridas
pelo
processo,
durante
d e s e n v o l v i m e n t o e implantação, a t o d a s a s regiões q u e d e l e p a r t i c i p a r e m .
o seu
200
8.3 T e r c e i r a a s s e r t i v a : a dinâmica d a s relações e n t r e o s a t o r e s e n v o l v i d o s e
às e s t r u t u r a s q u e p r o m o v e m e s s a s relações
Especialistas
no tema
d e p a r q u e s tecnológicos têm
desenvolvido
estudos para verificar o grau d e sucesso desses empreendimentos n o q u e se
r e f e r e a o a s p e c t o gestão d o c o n h e c i m e n t o
e a relação a c a d e m i a
e
meio
empresarial, c o m o indicador d e resultado para apoiar o desenvolvimento regional.
E s t e t e m a , a n a l i s a d o s o b u m a ótica a m p l i a d a , não a p e n a s r e l a c i o n a d o
à atuação d o s p a r q u e s tecnológicos, t r a z a l g u n s a s p e c t o s d e l i c a d o s p a r a s u a
análise, v i s t o refletir questões tais c o m o a s missões d a s organizações e n v o l v i d a s .
D i s c u t e - s e , p o r e x e m p l o , até q u e p o n t o a u n i v e r s i d a d e d e v e e n v o l v e r - s e e m
d e s e n v o l v i m e n t o s o u serviços tecnológicos necessários às e m p r e s a s ? O n d e são
g e r a d a s a s inovações tecnológicas q u e são u t i l i z a d a s n a s e m p r e s a s ; e l a s p a r t e m
somente d e conhecimentos gerados n a s universidades e centros d e pesquisa?
Durante a pesquisa d e campo b e m como por meio dos estudos
exploratórios, o b s e n / o u - s e q u e , m u i t a s v e z e s , a inovação, n a s e m p r e s a s , não é
g e r a d a a partir d a ciência, d a a c a d e m i a . M u i t a s idéias o u invenções são
d e c o r r e n t e s , p o r e x e m p l o , d e percepções o u o p o r t u n i d a d e s a p r e s e n t a d a s p e l o
m e r c a d o , m e l h o r a m e n t o e m p r o d u t o s , e n t r e o u t r a s . O u s e j a , a inovação não
d e c o r r e d e u m p r o c e s s o linear, m a s s i m d o c o m p a r t i l h a m e n t o d e u m c o n j u n t o d e
conhecimentos
q u e levam a e l a , incluindo mercado,
engenharia, entre outros.
publicou
recentemente
(FINEP/CNI,
2002)
design,
A Confederação N a c i o n a l d a s Indústrias, n o B r a s i l ,
o relatório "A Indústria e a Questão
cujas
processos de
conclusões
permitem
abstrair
Tecnológica"
que as
empresas
b r a s i l e i r a s ( a p e s a r d e u m e x p r e s s i v o a u m e n t o n a percepção d a importância d o
desenvolvimento
tecnológico c o m o
estratégia c o m p e t i t i v a ) , e m s u a m a i o r i a ,
b u s c a m n o v o s p r o d u t o s , porém não p o r m e i o d a aproximação c o m a u n i v e r s i d a d e
e centros d e pesquisa, mas sim por meio d o mercado e d e seus fornecedores.
"A aquisição de máquinas e equipamentos é, de ionge, a principai
atividade
promovida
peias
empresas
para
o
desenvolvimento
tecnoiógico...As
estratégias
de inovação
foram
predominantemente
realizadas exclusivamente nas próprias empresas, recorrendo-se pouco a
parceira com outros atores. Os principais parceiros identificados são os
clientes e fornecedores...quase
a totalidade das empresas
investigadas
reconfiecem a inovação como estratégia para os seus negócios, embora se
possa afirmar também que uma parcela ainda importante não se considera
capacitada para a inovação, notadamente no caso das pequenas empresas."
(FINEP/CNI, 2002).
COMISSÃO
mcmi DB mim
momi^-^.
201
8.3.1 Modelos ternários e "/lab/fafs" de inovação
São a p r e s e n t a d o s , a s e g u i r , a l g u n s a r g u m e n t o s p a r a d i s c u t i r s e o
m o d e l o o r a p r o p o s t o , e n q u a n t o habitat d e inovação, r e p r e s e n t a u m a p r o p o s t a d e
interação e n t r e ciência e t e c n o l o g i a e s o c i e d a d e .
C o n f o n n e f o i v i s t o n o i t e m 7 . 2 ( n o t a s d e rodapé 3 e 4 ) , o Triângulo d e
Sábato e a Hélice Tríplice são m o d e l o s ternários q u e r e p r e s e n t a m g r a f i c a m e n t e
a s relações e n t r e a a c a d e m i a , o m e i o e m p r e s a r i a l e o g o v e r n o q u e , p o r ações
coordenadas consistem e m elementos fundamentais para o desenvolvimento n a
sociedade d o conhecimento.
E m f i n s d e 1 9 6 8 , Sábato & B o t a n a "advogaram
inserção
da
ciência
desenvolvimento
três
elementos
contemporâneas:
tecnológica"
e da
tecnologia
na própria
trama
a necessidade
da
do processo
de
...esse processo resultaria da ação múltipla e coordenada
fundamentais
para
o
desenvolvimento
o governo, a estrutura produtiva
(Plonski,
1 9 9 5 ; Sábato
&
Botana
das
sociedades
e a infra-estrutura
apud
Plonski,
de
cienífico1998).
A
representação gráfica d e s t e m o d e l o s e dá p o r m e i o d e u m triângulo n o q u a l o
g o v e r n o o c u p a o vértice s u p e r i o r e a s u n i v e r s i d a d e s e instituições d e p e s q u i s a e
a s e m p r e s a s o c u p a m a b a s e . O Triângulo d e Sábato e v i d e n c i a três t i p o s d e
relações: a s intra-relações q u e o c o r r e m e n t r e c o m p o n e n t e s d e u m m e s m o vértice;
a s inter-relações, q u e s e e s t a b e l e c e m d e l i b e r a d a m e n t e e n t r e p a r e s d e vértices; e ,
a s extra-relações, q u e s e c r i a m e n t r e u m a s o c i e d a d e e o e x t e r i o r .
A "Hélice Tríplice" d e L e y d e s d o r f f e E t z k o w i t z ( E t z k o w i t z , 2 0 0 2 ; S a n t o s
& I c h i k a w a , 2 0 0 2 ) t r a t a - s e d e u m m o d e l o c o n c e i t u a i p a r a r e p r e s e n t a r a s relações
e n t r e o m e i o acadêmico ( i n c l u i n d o a q u i t o d o s o s t i p o s d e instituições g e r a d o r a s
d e c o n h e c i m e n t o ) , a e m p r e s a ( d e s d e start-ups d e a l t a t e c n o l o g i a até g r a n d e s
corporações m u l t i n a c i o n a i s ) e o g o v e r n o ( e m s e u s vários níveis), q u e d i f e r e d o s
demais,
principalmente,
p o r inserir
o
desenvolvimento
econômico
(e e m
decorrência o s o c i a l ) também c o m o u m a missão d o m e i o acadêmico. O u s e j a , o
m e i o acadêmico p a s s a a t e r u m p a p e l i m p o r t a n t e n e s s e p r o c e s s o , j u n t a m e n t e
com
os demais
(programas
atores, promovendo
a criação d e organizações e
ações
e políticas) híbridas, d a s q u a i s o s p a r q u e s tecnológicos e a s
i n c u b a d o r a s d e e m p r e s a s são e x e m p l o s .
202
N a discussão d o c o n c e i t o d a Hélice Tríplice, c o n s i d e r a - s e q u e o
m o d e l o t e m p o r o b j e t o r e p r e s e n t a r a interação e n t r e g o v e r n o , u n i v e r s i d a d e e
indústria, b a s e a n d o - s e e m ações g o v e r n a m e n t a i s n a c i o n a i s o u r e g i o n a i s q u e
p r o m o v a m ( o u i n c e n t i v e m ) a colaboração e n t r e a p e s q u i s a acadêmica e a
indústria, q u e l e v a m à inovação tecnológica. O s p r i n c i p a i s i n s t r u m e n t o s p r o p o s t o s
p e l o s órgãos g o v e r n a m e n t a i s p a r a alcançar e s s a interação c o s t u m a b a s e a r - s e
em
ações c o o r d e n a d a s ,
acordos,
e instituições
d e interface,
c o m apoio
econômico público. D i s c u t e - s e , porém, s e e s t e m o d e l o é r e a l m e n t e p r o m o t o r d e
colaboração e n t r e a indústria e o m e i o acadêmico.
Viale
e GampodaH'Orto
(2002),
e m seus
estudos
baseados
na
observação f e i t a s o b r e a s r e a l i d a d e s sócio-econômicas e d o s s i s t e m a s d e
p e s q u i s a e d e s e n v o l v i m e n t o d o s E s t a d o s U n i d o s e d a E u r o p a , propõem u m a
evolução d o m o d e l o d a Hélice Tríplice, c o m o o b j e t i v o d e d e m o n s t r a r q u e
relações f o r t e s e b e m e s t r u t u r a d a s e n t r e o m e i o acadêmico e o e m p r e s a r i a l , q u e
g e r a m b o n s r e s u l t a d o s científicos e tecnológicos são possíveis p o r m e i o d o
estabelecimento
necessidades
d e estruturas
do
mercado,
legais
e
não
b e m definidas
pela
e reconhecimento das
intervenção
direta
de
órgãos
g o v e r n a m e n t a i s públicos.
D e f a t o , o b s e r v a - s e a n e c e s s i d a d e d e u m n o v o t i p o d e atuação d o
s e t o r público, c o m v i s t a s a criar u m a e s t r u t u r a n o r m a t i v a q u e estabeleça u m
ambiente
s e l e t i v o d e i n c e n t i v o s q u e p o d e m s e r i n d u t o r e s d a evolução d a
colaboração, e m p e s q u i s a e inovação, e n t r e m e i o acadêmico e indústria.
8.3.2 Discussão sobre a terceira assertiva
C o n s i d e r a - s e q u e o m o d e l o d e p a r q u e tecnológico o r a p r o p o s t o p o d e
r e p r e s e n t a r o s m o d e l o s t e m a r i o s d e relação m e i o acadêmico-meio e m p r e s a r i a l g o v e r n o , d e v i d o , e n t r e o u t r a s , às s e g u i n t e s características:
•
P a r t i c i p a m d a organização r e p r e s e n t a n t e s d o s três p i l a r e s d o s
modelos ternarios: academia, empresa e governo (representado por
órgãos g o v e r n a m e n t a i s r e g i o n a i s e agências d e f o m e n t o ) ;
•
A atuação e n t r e o s três p i l a r e s s e dá p o r m e i o d e ações ( o u
organizações) q u e p r o m o v e m e e s t i m u l a m a interação e n t r e o s
m e s m o s , c o n f o m n e v i s t o n o capítulo 7 , a s a b e r : a i n c u b a d o r a d e
e m p r e s a s d e b a s e tecnológica, a s e s t r u t u r a s p a r a a gestão d a
interação a c a d e m i a - e m p r e s a
(centros d e pesquisa
cooperativa,
203
c e n t r o d e serviços e formação e m p r e s a r i a l , alianças estratégicas) e
as
ações
d e treinamento
e formação técnica e e m gestão
empresarial;
•
O Condomínio E m p r e s a r i a l e o s clusters d e negócios tecnológicos,
integrantes
ligadas
do modelo,
a o Núcleo
consistem
d o Parque
e m estruturas
Tecnológico
intimamente
e, portanto,
são
e s t i m u l a d o s p e l a interação d o s a t o r e s e n v o l v i d o s n o p r o c e s s o d e
inovação.
C o m relação a o e x p o s t o p o r V i a l e & C a m p o d a l l ' O r t o ( 2 0 0 2 ) , n o i t e m
anterior, durante a pesquisa d e c a m p o , foi o b s e r v a d o q u e iniciativas c o m o a s d o s
p a r q u e s tecnológicos a n a l i s a d o s ( e n t r e o u t r o s habitats d e inovação) d e p e n d e m
d e u m c o n j u n t o d e leis e i n c e n t i v o s q u e p e r m i t e m c a p t a r o i n t e r e s s e d a iniciativa
privada
para os empreendimentos.
A atuação d o s órgãos
governamentais
p r o p o s t a n e s t e m o d e l o prevê o a p o i o à criação d e b a s e l e g a l e d e i n c e n t i v o s p a r a
g a r a n t i r o s u c e s s o d o s p r o j e t o s . E s t a atuação, n o e n t a n t o , não alcança o âmago
d o q u e f o i p r o p o s t o por V i a l e & C a m p o d a l l ' O r t o ( 2 0 0 2 ) o n d e a atuação d o g o v e r n o
"is to provide legal incentives to correctly direct the decision-making
of the basic
actors from the botton-up".
Porém, u m a discussão m a i o r q u e é p o u c o a b o r d a d a d i z r e s p e i t o às
ações l e g a i s e i n c e n t i v o s à participação d o m e i o acadêmico, o u s e j a , c o m o
d e s e n v o l v e r também u m a " p e r s p e c t i v a s o c i a l " d a ciência. A p e r s p e c t i v a clássica
f a z c o m q u e a gestão d a s e n t i d a d e s acadêmicas s e d e p a r e c o m p r o b l e m a s t a i s
c o m o : u m a oposição a a s p e c t o s d e gestão; o c o n f l i t o e n t r e a a c a d e m i a clássica e
a p e r s p e c t i v a s o c i a l d a ciência: a c r e s c e n t e c o m p l e x i d a d e d a p e s q u i s a , e x i g i n d o
cada
v e z mais
a atuação
d o s pesquisadores
e m grupos
de
pesquisa
m u l t i d i s c i p l i n a r e s (cooperação v e r s u s i n d i v i d u a l i s m o ) ( E r n o - K j o l h e d e e t a l . , 2 0 0 1 ) .
E s t a discussão t r a z à t o n a u m a s p e c t o i m p o r t a n t e d o s p r o b l e m a s q u e a
gestão d e u m p a r q u e tecnológico e s u a s e s t r u t u r a s d e v e m e n f r e n t a r , n o q u e d i z
r e s p e i t o às relações c o m o m e i o acadêmico.
Já s e começa a a d m i t i r q u e a c a p a c i d a d e d e g e r a r c o n h e c i m e n t o e
t r a n s f o r m a r e s t e c o n h e c i m e n t o e m r e s u l t a d o s p a r a a s o c i e d a d e não é p a p e l tão
s o m e n t e d a s u n i v e r s i d a d e s . E s t a r e a l i d a d e v e m s e t r a n s f o m n a n d o n a concepção
d e e s t r u t u r a s o r g a n i z a c i o n a i s , n o âmbito d a s u n i v e r s i d a d e s , q u e têm p o r o b j e t i v o
g e r i r a cooperação e n t r e o s s e u s d i v e r s o s d e p a r t a m e n t o s e o m e i o e m p r e s a r i a l ,
204
b e m c o m o a p o i a r a s políticas públicas r e g i o n a i s p o r m e i o d a participação e m
programas e projetos.
P l o n s k i ( 1 9 9 9 ) a b o r d a n d o a s relações e n t r e o m e i o acadêmico e o
m e i o e m p r e s a r i a l e s u a s evoluções, c o m e n t a a r e s p e i t o d a s últimas tendências
com
a
criação
das
"universidades
empreendedoras"
{"entrepreneurial
universities") q u e i n s e r e a s u n i v e r s i d a d e s , e s e u p a p e l d e excelência acadêmica
tradicional, no universo d o "mercado d o conhecimento". D e acordo c o m Plonski
(1999):
"...Essa participação, que caracteriza o capitalismo acadêmico, se
dá mediante a comercialização de resultados de pesquisa e a participação
nos negócios desenvolvidos por seus docentes e estudantes. Para estimular
esses negócios, tais universidades instalam incubadoras de empresas,
exploram parques tecnológicos e adquirem posições no capital de novas
empresas de base tecnológica internamente originadas - neste caso, agindo
a academia como capitalista de oportunidade (venture capitalist)."
Conscientes d e s s a realidade, e buscando criar suporte legal para
facilitar e i n c e n t i v a r e s s a s
relações, a l g u n s
países d e s e n v o l v e r a m
leis d e
p e s q u i s a e d e s e n v o l v i m e n t o q u e r e g u l a m , e n t r e o u t r a s ações, a participação d e
p e s q u i s a d o r e s e instituições d e p e s q u i s a e m e m p r e s a s , a criação d e núcleos o u
o u t r a s organizações d e gestão d a inovação tecnológica. N o B r a s i l , o s esforços
d e s e n v o l v i d o s p e l o Ministério d e Ciência e T e c n o l o g i a s e t r a d u z i r a m n o P r o j e t o
d e L e i d a Inovação ( o p r o j e t o dispõe s o b r e m e d i d a s d e i n c e n t i v o à p e s q u i s a
científica e tecnológica e à inovação, a l t e r a o parágrafo p r i m e i r o , d o a r t i g o
s e g u n d o d a L e i número 8 7 4 5 , d e 9 d e d e z e m b r o
d e 1993, entre
outras
providências), m u i t o s e m e l h a n t e à lei f r a n c e s a p a r a o m e s m o f i m . A íntegra d o
p r o j e t o e n v i a d o a o C o n g r e s s o N a c i o n a l , propõe a flexibilização d a s relações e n t r e
p e s q u i s a d o r e s , institutos d e p e s q u i s a e e m p r e s a s p r i v a d a s n o d e s e n v o l v i m e n t o
d e n o v a s t e c n o l o g i a s p a r a p r o d u t o s , p r o c e s s o s e sen/iços. São
propostas
m e d i d a s d e i n c e n t i v o à p e s q u i s a , mudanças n a gestão d a s instituições científicas
b e m c o m o a s ações d e estímulo à criação d e e m p r e s a s d e b a s e tecnológica.
A s p r i n c i p a i s p r o p o s t a s d o P r o j e t o d e Lei."Instituições
de pesquisa:
os produtos
e processos
inovadores
obtidos por instituições de pesquisa vão poder ser adotados por
privadas interessadas
entanto,
científica.
ficam
a
serem
empresas
na produção de bens e serviços. As instituições,
protegidas
por
mecanismos
eficazes
de
no
transferência
205
Propriedade intelectual: será distribuída entre todas as partes envolvidas nas
parcerias. As patentes passarão a ser reconhecidas em avaliações de mérito
dos pesquisadores,
científicas.
como ocorre
O projeto
ganhos econômicos
hoje com os artigos
também garante
ao pesquisador
auferidos pela instituição
de
publicações
participação
com a exploração
nos
de suas
criações.
Empresas:
poderão
compartilhar
laboratórios
e equipamentos
com
as
instituições públicas de pesquisa, mediante remuneração e, também, formar
alianças estratégicas
• seja com outras empresas, com instituições de C&T
ou com a União. Neste último caso, a União só poderá participar
empreendimentos
se for para
relevante interesse
Pesquisadores
autorização
pesquisas
a criação
de centros
destes
considerados
de
nacional.
(os lotados
em instituições
para afastamento
em outras
poderão
dos cargos, caso queiram
instituições
licença não remunerada
públicas):
ou empresas.
receber
colaborar
com
poderão
tirar
Também
se tiverem interesse em constituir, eles
próprios,
uma
EB'f.
Inventores
independentes:
instituições
de pesquisa,
suas
criações
poderão
visando a elaboração
ser
adotadas
de projetos
que
possibilidade de industrialização ou utilização por parte do setor
por
tenham
produtivo.'^
8.4 Limitações e comentários finais sobre a discussão do modelo
O m o d e l o c o n c e i t u a i d e p a r q u e tecnológico e m m e i o u r b a n o p r o p o s t o
p o r e s t e e s t u d o a p r e s e n t a a l g u m a s limitações, e n t r e e l a s e n c o n t r a m - s e :
- Definição de indicadores - p o d e s e r q u e s t i o n a d a a não definição d e i n d i c a d o r e s
d e d e s e m p e n h o q u a n d o d a formulação d a M a t r i z Lógica p r o p o s t a n o capítulo 7 ;
c o m e f e i t o , a m a t r i z lógica f o i u t i l i z a d a p a r a t o r n a r c l a r o s o s o b j e t i v o s , ações e
r e s u l t a d o s e s p e r a d o s c o m a implantação d e i n i c i a t i v a s e s t r u t u r a n t e s , n o c a s o o
p a r q u e tecnológico, e m a p o i o a políticas públicas r e g i o n a i s v o l t a d a s p a r a o
d e s e n v o l v i m e n t o b a s e a d o n o c o n h e c i m e n t o . Não é propósito d e s t e e s t u d o t r a t a r
d a s f a s e s d e c o n t r o l e e d e ações c o r r e t i v a s r e l a t i v a s à implantação d o m o d e l o ;
* EBT - Empresa de Base Tecnológica
® Disponível em: <
www.mct.aov.br/comunicacao/textos/detault.asp7cod
fev. 2003.
tÍD0=1 &cod texto=2650>. Acesso em: 15
206
u m c o n j u n t o d e i n d i c a d o r e s será d e f u n d a m e n t a l importância p a r a c r i a r u m a b a s e
d e infonnações p a r a a revisão d e e t a p a s d e p l a n e j a m e n t o e d e estratégias p a r a
atingir o s objetivos propostos pela entidade gestora d o parque;
- Modelo de gestão - não são a p r e s e n t a d a s p r o p o s t a s à c e r c a d o m o d e l o d e
gestão a s e r a d o t a d o ; f o r a m o b s e r v a d a s d i v e r s a s formatações n e s s e s e n t i d o
d u r a n t e a p e s q u i s a d e c a m p o , e n t r e e l a s : a formação d e u m a e m p r e s a ;
Organização S o c i a l ( O S ) , Organização d a S o c i e d a d e Civil d e I n t e r e s s e Público
Federal
(OSCIP),
entidade
civil
s e m fins
lucrativos,
departamento
ou
subordinação à u n i v e r s i d a d e . O b s e r v a - s e , porém, q u e a definição d o m o d e l o d e
gestão
depende
de
fatores
contingentes
e
dos
responsáveis
pelo
e m p r e e n d i m e n t o . S u g e r e - s e , n o e n t a n t o , q u e m o d e l o s q u e r e f l i t a m independência
p a r a gestão d o p a r q u e e q u e r e p r e s e n t e m a d e q u a d a m e n t e o s d i v e r s o s a t o r e s e
interesses
envolvidos
são
os
que melhores
possibilidades
de
sucesso
apresentam, segundo diversos gestores entrevistados;
- Localização do Parque Tecnológico de São Paulo - p o r t r a t a r - s e d e u m m o d e l o
c o n c e i t u a i , não f o r a m s u g e r i d o s l o c a i s p a r a a localização d o P a r q u e Tecnológico
d e São P a u l o , n a s u a f a s e d e disseminação n o t e c i d o u r b a n o . O m o d e l o i n d i c a a
localização d o Núcleo o u n o campus universitário o u e m área a e l e a d j a c e n t e . N o
e n t a n t o , n o capítulo 3 são a p r e s e n t a d o s a l g u n s e s t u d o s s o b r e o s m o v i m e n t o s
u r b a n o s n a c i d a d e d e São P a u l o e n a s regiões próximas a o campus
U n i v e r s i d a d e d e São P a u l o , q u e p o d e m s e r u t i l i z a d o s p a r a iniciar
da
estudos
específicos p a r a a localização d o s "clusters" d e negócios tecnológicos, p r o p o s t o s
no modelo;
- Arcabouço legal em apoio ao parque tecnológico - não é o b j e t i v o d e s t e e s t u d o
d e s e n v o l v e r p r o p o s t a d e u m arcabouço l e g a l e m a p o i o a o p a r q u e tecnológico,
e m b o r a este tenha sido considerado, durante a s entrevistas, c o m o u m fator
detenninante para o sucesso do empreendimento. Observou-se q u e algumas das
experiências e n f r e n t a m p r o b l e m a s p o r f a l t a d e definições l e g a i s q u a n t o à cessão
o u a r r e n d a m e n t o d e t e r r e n o s e edificações. C o n s i d e r a - s e , e n t r e o s e n t r e v i s t a d o s ,
q u e o p r i m e i r o f a t o r d e atração d o s empresários p a r a instalação o u participação
n o d e s e n v o l v i m e n t o d o p r o j e t o s e j a m o s i n c e n t i v o s o u benefícios f i s c a i s , m u i t o
e m b o r a reconheçam q u e a aproximação e f a c i l i d a d e d e a c e s s o a c e n t r o s d e
e n s i n o e p e s q u i s a são f a t o r e s i m p o r t a n t e s p a r a manutenção d e s s e s empresários.
207
- A seleção das experiências
focalizadas na pesquisa de campo - d o i s f a t o r e s
f o r a m d e f i n i t i v o s p a r a a seleção d a s e x p e r i e n c i a s a s e r e m a n a l i s a d a s d u r a n t e a
p e s q u i s a d e c a m p o : o p r i m e i r o a s d i f i c u l d a d e s d e c o r r e n t e s d a p o u c a experiência
e m p a r q u e s científicos o u tecnológicos, n a concepção o r a d e s e n v o l v i d a n o país; a
s e g u n d a , d e c o r r e n t e d a p r i m e i r a , f o i identificar experiências i n t e m a c i o n a i s q u e s e
a p r o x i m a s s e m d o s critérios e s t a b e l e c i d o s p a r a a seleção, c o n f o r m e v i s t o n a T A B .
4 . 1 , e q u e c o n c o r d a s s e m e m participar d a pesquisa.
Com
relação
a o primeiro
fator,
embora
o
Panorama
2002
da
A N P R O T E C a p o n t e a existência d e 3 4 p a r q u e s tecnológicos n o país, a p e n a s
n o v e e n c o n t r a m - s e e m operação. D e n t r e e s s e s n o v e , d i s c u t e - s e s e a l g u n s d e l e s ,
na
atualidade,
constituem-se
parques
tecnológicos,
n a concepção
aceita
i n t e r n a c i o n a l m e n t e . C o n s i d e r a n d o - s e a p e r s p e c t i v a d e p a r q u e s u r b a n o s , aí e s t e
número, u m a v e z m a i s s e r e s t r i n g e . D e s s a f o m n a , a p e s q u i s a t e n t o u f o c a l i z a r
experiências q u e c o n t a s s e m c o m e s t r u t u r a s próximas àquelas p r e v i s t a s
para
p a r q u e s tecnológicos, n a concepção u r b a n a o u d i s s e m i n a d o n o m e i o u r b a n o e
q u e s e e n q u a d r a s s e m n o s critérios e s t a b e l e c i d o s n a T A B . 4 . 1 .
C o m relação a o s e g u n d o fator, b u s c o u - s e u m a aproximação c o m
a l g u m a s experiências i n t e r n a c i o n a i s , e m m o d e l o s c o n s a g r a d o s , t a i s c o m o : o
a m e r i c a n o , o c a n a d e n s e , o português, o e s p a n h o l e o i s r a e l e n s e , e n t r e o u t r o s q u e
foram
acessados
durante
a
pesquisa
bibliográfica.
Os
contatos
foram
c o n c r e t i z a d o s c o m o T A G U S P A R Q U E , d e P o r t u g a l , o Parque Tecnológico
Andalucía,
n a E s p a n h a e o Kiryat
concordaram
características
Weizmann
Science
de
Park, d e I s r a e l , q u e
e m participar integralmente n a pesquisa e q u e a p r e s e n t a v a m
culturais
próximas
(Portugal
e
Espanha)
e
experiências
e n r i q u e c e d o r a s e m t e n n o s d e políticas p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o r e g i o n a l b a s e a d a s
no conhecimento
(Israel c o m a n e c e s s i d a d e
d e criar o p o r t u n i d a d e s
para
imigrantes russos e o advento d o Departamento Cientista Chefe, c o n f o n n e visto
n o s capítulos 5 e 6 ) .
T e n d o e m vista q u e o objetivo primordial d a pesquisa d e c a m p o foi o
d e o b t e r c o n h e c i m e n t o s s o b r e p l a n e j a m e n t o , implantação, gestão d e p a r q u e s
tecnológicos, e s u a contribuição p a r a políticas públicas d e d e s e n v o l v i m e n t o
r e g i o n a l ( e m e s m o n a c i o n a l ) , c o n s i d e r a - s e q u e a s experiências a n a l i s a d a s f o r a m
suficientes para permitir o desenvolvimento d o m o d e l o proposto, muito e m b o r a
e l a s não s e j a m e x a u s t i v a s a r e s p e i t o d o t e m a .
208
9 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
"A criação de novos conhecimentos envoive tanto
ideais quanto idéias."
(ll<ujiro Nonal<af
E s t a p e s q u i s a t e v e p o r o b j e t o o e s t u d o d o fenômeno d o s p a r q u e s
tecnológicos, v i s a n d o g e r a r u m m o d e l o c o n c e i t u a i a t u a l i z a d o
para
parques
tecnológicos u r b a n o s , p a r t i c u l a r i z a n d o , e m s e g u i d a , p a r a o c a s o d a c i d a d e d e
São P a u l o , c o m f o c o n a s regiões v i z i n h a s à C i d a d e Universitária.
Foram apresentados os pressupostos para a pesquisa, partindo d e
u m a concepção m a i s a m p l a , e n v o l v e n d o o s i m p a c t o s d a s o c i e d a d e ( e c o n o m i a )
d o c o n h e c i m e n t o e d o s m e r c a d o s g l o b a l i z a d o s s o b r e a s nações e a s regiões,
f o c a l i z a n d o , e s p e c i a l m e n t e , a s g r a n d e s concentrações u r b a n a s e s e u s p r o b l e m a s
e carências intrínsecos, e c h e g a n d o a o s p r e s s u p o s t o s específicos d o e s t u d o ,
r e l a c i o n a d o s à região d a c i d a d e d e São P a u l o , p a r t i c u l a r m e n t e o e n t o r n o d a
Cidade
Universitária, c o m s u a a l t a d e n s i d a d e d e instituições d e e n s i n o
pesquisa,
c o m características
desejáveis
para
a estruturação
de
e
parques
tecnológicos, c o m o i n s t r u m e n t o s f a c i l i t a d o r e s e p r o m o t o r e s d e s i n e r g i a e n t r e
atores demandantes
e ofertantes d e conhecimento
e inovação tecnológica,
c r i a n d o u m a m b i e n t e saudável d e fertilização c r u z a d a .
A
pesquisa
foi contextualizada
e fundamentada
à luz d e seus
pressupostos, estressando os t e m a s a eles associados.
Analisando
competente
do
os aspectos
conhecimento
argumentação a p r e s e n t a d a
relacionados
n a s nações,
aponta
aos processos
regiões
e
d e gestão
organizações,
a
p a r a a relevância e a n e c e s s i d a d e d o
d e s e n v o l v i m e n t o d e políticas e estratégias q u e e s t i m u l e m ações c o o r d e n a d a s
c o m vistas a:
-
o i n c r e m e n t o d a c o m p e t i t i v i d a d e d a s e m p r e s a s p e l a gestão d o
c o n h e c i m e n t o e p e l a criação d e a m b i e n t e s o r g a n i z a c i o n a i s i n d u t o r e s
d e inovação tecnológica, d e f o m i a sistemática;
^ NONAKA, I. A empresa criadora de conhecimento. In: HAVARD BUSINESS REVIEW (Ed.)
Gestão do conhecimento. Tradução de Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Campus,
2000. p. 27-49. Título original: On knowledge management.
209
-
a
disseminação
d o conliecimento
decorrente
de
atividades
acadêmicas, a s s o c i a d a à visão d e m e r c a d o d o m e i o
empresarial
p r o p o r c i o n a n d o a geração d e p r o j e t o s , idéias e p r o d u t o s a l t a m e n t e
competitivos, e m tennos globais;
-
o estímulo à criação d e n o v o s p o s t o s d e t r a b a l h o
qualificados e novos empreendedores
em campos
altamente
d e tecnologia
avançada e o d e s e n v o l v i m e n t o d a s c o m u n i d a d e s , p e l o a u m e n t o d o s
níveis d e e s c o l a r i d a d e , i m p u l s i o n a d o p e l a s o p o r t u n i d a d e s g e r a d a s .
C o m relação a o p r o c e s s o d e globalização d o s m e r c a d o s e s u a s
conseqüências, p o r u m l a d o , o s m e r c a d o s g l o b a i s c o n s i s t e m e m o p o r t u n i d a d e
p a r a a s nações, a s regiões e a s organizações, n o s e n t i d o d o e s t a b e l e c i m e n t o d e
n o v o s e c r i a t i v o s a r r a n j o s , associações, alianças e r e d e s , c a p a z e s d e fortalecêlos p a r a c o m p e t i r n a n o v a lógica g l o b a l , o n d e o c o n h e c i m e n t o t o r n a - s e u m
i m p o r t a n t e a t i v o p a r a a c o m p e t i t i v i d a d e d a s organizações; p o r o u t r o l a d o , n o
c o n t r a p o n t o , o p r o c e s s o d e globalização a m p l i a a g a m a
de problemas
já
e n f r e n t a d o s p o r nações e regiões m e n o s d e s e n v o l v i d a s , i n d i c a n d o a p r e m e n t e
n e c e s s i d a d e d e revisão d a s f o m n a s d e gestão e condução d e p r o g r a m a s e
políticas
d e instituições
econômico-financeiras
intemacionais,
de forma
a
p r o m o v e r u m a participação m a i s s i g n i f i c a t i v a d o s países e m d e s e n v o l v i m e n t o e
e s t a b e l e c e r ações q u e p o s s a m d i s s e m i n a r o s benefícios d a globalização e
a m a i n a r o s s e u s malefícios.
N o i n t e r e s s e d e s t a p e s q u i s a , c o n s i d e r o u - s e p a r a a tipologia do termo
"parque tecnológico" a definição d a l A S P c o m o a fonnulação m a i s a b r a n g e n t e
s e m , n o e n t a n t o , a e l a s e restringir, a d i c i o n a n d o - s e a s n o v a s tendências d e
fonnação d e p a r q u e s v i r t u a i s e a diversificação d e f o n t e s d e c o n h e c i m e n t o , e m
diferentes
tipos
multidirecionado
d e organizações, q u e p e r m i t e m
d e interação,
c o m vistas
à
a geração
inovação
e
d e u m fluxo
ao
apoio
ao
desenvolvimento regional.
F o r a m i d e n t i f i c a d o s modelos regionais de parques
tecnológicos, q u e
c a r a c t e r i z a m m o v i m e n t o s i m p o r t a n t e s e a p r e s e n t a m r e s u l t a d o s sócio-econômicos
relevantes
p a r a a s regiões d e influência, e s t a n d o
entre
eles o s modelos
c a l i f o r n i a n o , o britânico, o n o r t e - e u r o p e u e o mediterrâneo. Também d e s t a c o u - s e
como
u m a tendência
a formação
d e associações
e
redes
regionais
e
i n t e r n a c i o n a i s d e p a r q u e s tecnológicos, p o d e n d o - s e c o m e n t a r , e s p e c i a l m e n t e , o
210
d e s e n v o l v i m e n t o d e s t e m o v i m e n t o , n o s últimos a n o s , n o s países asiáticos. U m
a s p e c t o i m p o r t a n t e r e l a c i o n a - s e a f o r m a s e n c o n t r a d a s p e l o s p a r q u e s tecnológicos
para
permitir
a
internacionalização
de
empresas
a
eles
associadas,
p r i n c i p a l m e n t e p e l a formação d e alianças estratégicas, p r o m o v e n d o a expansão
d e s u a s a t i v i d a d e s e p e r m i t i n d o a criação d e subsidiárias e escritórios r e g i o n a i s
d e s s a s e m p r e s a s e m o u t r o s países.
O s resultados do movimento de parques tecnológicos f o r a m v i s t o s p o r
m e i o d o s seus indicadores em termos mundiais, c o n f o r m e a s p e s q u i s a s d a l A S P .
E s s e s a p o n t a m p a r a u m a intensificação d a criação d e p a r q u e s tecnológicos a
partir d a década d e 9 0 e p a r a u m a tendência d e c r e s c i m e n t o d o m o v i m e n t o n o
n o v o século. O s p a r q u e s tecnológicos são g e r a d o r e s d e e m p r e g o s p a r a a região
e m q u e a t u a m , p r i n c i p a l m e n t e p a r a a mão-de-obra q u a l i f i c a d a . O s números
também i n d i c a m q u e 7 5 % d o s p a r q u e s e n c o n t r a m - s e e m regiões u r b a n a s , o u
próximos a e l a s , s e n d o , porém, e s t a ocorrência r e l a c i o n a d a , p r i n c i p a l m e n t e , a
c i d a d e s p e q u e n a s , c o m até 5 0 0 . 0 0 0 h a b i t a n t e s ; a s experiências e m c i d a d e s
g r a n d e s ( c o m m a i s d e u m milhão d e h a b i t a n t e s ) são a i n d a d i s c r e t a s . O f a t o r
p r o x i m i d a d e c o m a s instituições d e p e s q u i s a e e n s i n o c o n f i r m a - s e c o m o m u i t o
i m p o r t a n t e p a r a o s p r o m o t o r e s d e s s a s iniciativas, v i s t o q u e a m a i o r p a r t e d o s
p a r q u e s tecnológicos está m u i t o próxima a camp/universitários ( 7 6 % ) , s e n d o q u e
4 4 % e n c o n t r a m - s e l o c a l i z a d o s n o s próprios campi; f o c a l i z a n d o a s relações e n t r e
a s u n i v e r s i d a d e s e o s p a r q u e s , c o n f i r m a - s e o e s t a b e l e c i m e n t o d e u m profícuo
a m b i e n t e d e fertilização c r u z a d a v i s t o q u e o número d e e x - i n c u b a d o s e d e "spinoff' n o s p a r q u e s v e m c r e s c e n d o n o s últimos a n o s . V e r i f i c a - s e q u e , n e s s e s e n t i d o ,
a l g u m a s u n i v e r s i d a d e s já p r e f e r e m q u e s e u s escritórios d e transferência e
comercialização d e t e c n o l o g i a e s t e j a m s i t u a d o s n o s p a r q u e s tecnológicos ( 3 3 % ) ,
i n d i c a n d o u m a b u s c a p e l a aproximação c o m s e u s c l i e n t e s p o t e n c i a i s .
Com
relação a o movimento
no Brasil,
observou-se
que, embora
a l g u m a s i n i c i a t i v a s p i o n e i r a s t e n h a m s i d o lançadas n a s décadas d e 8 0 e 9 0 , o
m o v i m e n t o d e p a r q u e s tecnológicos n o Brasil é t a r d i o . E s t u d o s a p o n t a m p a r a u m
c r e s c i m e n t o d o m o v i m e n t o n o Brasil n a década d e 9 0 , c o m tendência p a r a u m a
expansão p a r a o s próximos a n o s , p r i n c i p a l m e n t e n a s regiões s u l e s u d e s t e ;
g r a n d e p a r t e d o estímulo a o d e s e n v o l v i m e n t o d e s s e s m o d e l o s r e l a c i o n a - s e a o s
p r o g r a m a s , i n c e n t i v o s e a p o i o s políticos ( n o s níveis m u n i c i p a l , e s t a d u a l e f e d e r a l ) ,
d e m o n s t r a n d o u m a c r e s c e n t e conscientização d a n e c e s s i d a d e d e políticas e
cofiíssÃo w m m . DE B M A moiÁñj^-mi
211
estratégias i n o v a d o r a s b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o , p a r a o
desenvolvimento
regional e nacional.
R e a l i z a n d o u m balanço e n t r e os aspectos positivos
parques
tecnoiógicos,
e negativos
dos
m u i t o s e f a l a d o s benefícios sócio-econômicos r e g i o n a i s
a d v i n d o s d o s p a r q u e s tecnológicos, e s t a n d o e n t r e e l e s : a conscientização d a s
c o m u n i d a d e s p a r a a importância d o c o n h e c i m e n t o , d a t e c n o l o g i a e d a inovação
p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d a s regiões e d a s nações; a consolidação d e m o d e l o s e
m e t o d o l o g i a s p a r a criação ( e s u c e s s o ) d e e m p r e s a s b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o ;
o d e s e n v o l v i m e n t o d a c u l t u r a d e atuação e m r e d e s e a formação d e alianças
estratégicas; o s i m p a c t o s p o s i t i v o s n a s regiões d e influência. N o e n t a n t o , n o
c o n t r a p o n t o , e n c o n t r a m - s e a s p e c t o s n e g a t i v o s q u e têm s i d o o b s e r v a d o s n o
d e s e n v o l v i m e n t o d e s s e s m o d e l o s , e s t a n d o e n t r e e l e s : o a p o i o público a o s
p a r q u e s tecnológicos p o r v e z e s o n e r a e inibi a atuação e gestão
iniciativas,
trazendo
prejuízos
ao
desenvolvimento
de
seus
dessas
processos,
p r i n c i p a l m e n t e c o m relação a o e s t a b e l e c i m e n t o d e u m a m b i e n t e i n f o r m a l e d e
s i n e r g i a e n t r e p e s q u i s a d o r e s e empresários; e m a l g u m a s experiências, e m b o r a
os
resultados
econômicos
sejam
positivos,
a vinculação
prática
com a
u n i v e r s i d a d e e instituições d e p e s q u i s a s d a região é inferior a o desejável e ,
m u i t a s v e z e s , i n s u f i c i e n t e ; a i n d a não estão b e m d e s e n v o l v i d a s f o m n a s
para
captação d e organizações o u i n i c i a t i v a s d e c a p i t a l s e m e n t e e d e c a p i t a l d e risco
no ambiente
d o s p a r q u e s tecnológicos, o u m e s m o ,
não e x i s t e
u m a séria
preocupação c o m relação a e s t e t e m a .
F o i a p r e s e n t a d a , n o t e x t o , a caracterização d a s megacidades globais e
seus
desafios
intrínsecos.
Esta
abordagem
mostrou
que essas
cidades
c a r a c t e r i z a m - s e não s o m e n t e p e l a a l t a d e n s i d a d e p o p u l a c i o n a l , m a s s i m p e l a
considerável concentração d e e m p r e s a s d o s e t o r f i n a n c e i r o e d e a t i v i d a d e s d e
serviços q u e a c u m u l a m c o n h e c i m e n t o e , e m decorrência, são c a p a z e s d e a t r a i r
i n v e s t i m e n t o s d e a l t o v a l o r a g r e g a d o . E s s a s a t i v i d a d e s econômicas i n t e n s i v a s e m
conhecimento
estão i n t e r c o n e c t a d a s
e m redes
densas
que, por sua vez,
e s t i m u l a m a c r i a t i v i d a d e e a inovação, p e n n i t e m a recombinação e a mudança
n a s e m p r e s a s e organizações c o m a necessária r a p i d e z compatível c o m a
v e l o c i d a d e d e alteração d o s r e q u i s i t o s d o s m e r c a d o s g l o b a i s . N o B r a s i l , e x i s t e m
d u a s metrópoles c o n s i d e r a d a s g l o b a i s , a s a b e r . R i o d e J a n e i r o e São P a u l o , q u e
a b r a n g e m 6 0 municípios e c o n c e n t r a m 1 7 , 3 % d a população t o t a l d o B r a s i l . P a r a
212
participação n o m e r c a d o
características
e
fatores
global
é m i s t e r a exploração e manutenção d e
diferenciais
frente
a o s impactos
gerados
pela
"homogeinização" g l o b a l e , p o r t a n t o , e s s a s metrópoles n e c e s s i t a m d e s e n v o l v e r
estratégias e ações q u e l e v e m à valorização d e características l o c a i s , c o m u m
i n t e n s o p r o c e s s o d e geração d e valor, d e criação d e c u l t u r a e d e c o n h e c i m e n t o .
E m b u s c a d e n o v a s soluções, o b s e r v a m - s e
n o Brasil, novas diretrizes d e
descentralização política e a d m i n i s t r a t i v a q u e têm l e v a d o a u m a revisão d o s
p r o c e s s o s d e p l a n e j a m e n t o u r b a n o e q u e b u s c a m a e f e t i v a participação d a
população, b u s c a n d o
soluções i n o v a d o r a s
para
apoio
ao
desenvolvimento
regional.
F o r a m também a p r e s e n t a d a s
a s características d a s três
regiões
m e t r o p o l i t a n a s d o E s t a d o d e São P a u l o , r e s s a l t a n d o a existência d e u m a d e n s a
r e d e i n t e g r a d a e n t r e e l a s , c o m funções p r o d u t i v a s c o m p l e m e n t a r e s e , p o r a r r a s t e ,
e n g l o b a n d o o u t r a s concentrações u r b a n a s i m p o r t a n t e s n o E s t a d o , e s t a n d o e n t r e
e l a s o V a l e d o Paraíba e S o r o c a b a . E s p e c i f i c a m e n t e c o m relação à
Região
Metropolitana de São Paulo, e s t a é c o n s i d e r a d a o m a i o r pólo d e r i q u e z a n a c i o n a l ,
concentrando
u m a série d e sen/iços s o f i s t i c a d o s
e sedes
de
complexos
i n d u s t r i a i s , c o m e r c i a i s e f i n a n c e i r o s . A região c o n s t i t u i - s e n u m a área d e i n t e r e s s e
p a r a i n v e s t i m e n t o s , c o m o p o d e s e r c o m p r o v a d o p e l o a c e n t u a d o número d e
e m p r e s a s c o m c a p i t a l d e o r i g e m e s t r a n g e i r a i n s t a l a d a s n a g r a n d e São P a u l o , n o s
últimos a n o s . São P a u l o , p o r t a n t o , c o n s t i t u i - s e e m u m d o s nós d a r e d e d e c i d a d e s
n a s transações c o m e r c i a i s e f i n a n c e i r a s g l o b a l i z a d a s , p r i n c i p a l m e n t e n o q u e d i z
r e s p e i t o à América d o S u l e à América L a t i n a . O s e f e i t o s d a globalização são
s e n t i d o s n a c i d a d e e c a r a c t e r i z a d o s p o r intermédio d o s m o v i m e n t o s u r b a n o s ,
v e r i f i c a d o s n a s últimas décadas. E s s e s m o v i m e n t o s c o n f i g u r a m - s e p o r n o v a s
tendências d e ocupação d e a n t i g a s áreas i n d u s t r i a i s d e São P a u l o , b e m c o m o
p e l a instalação d e e m p r e s a s d a s áreas d e logística e distribuição a o l o n g o d a s
p r i n c i p a i s v i a s d e a c e s s o a o município d e São P a u l o . O s u r b a n i s t a s a p o n t a m
c o m o solução p a r a o f u t u r o d e São P a u l o , u m a metrópole c a r a c t e r i z a d a p e l a
descentralização, c o m o d e s e n v o l v i m e n t o d e " c e n t r o s " n o s b a i r r o s q u e c o n t e n h a m
u m a mistura d e atividades e que possam atender a interesses d e diversos grupos,
p a s s a n d o p o r u m a necessária revisão d a s políticas d e ocupação d o s o l o e d e
zoneamento para a cidade.
213
A mudança d o perfil econômico d o e n l o m o d a C i d a d e Universitária e m
São P a u l o g e r a n e c e s s i d a d e s e o p o r t u n i d a d e s . C a r a c t e r i z a n d o a n e c e s s i d a d e ,
e s t a micro-região p a s s a p o r u m a f a s e d e redução d a a t i v i d a d e econômica l o c a l ,
p e l a saída d e várias indústrias e e m p r e s a s t r a d i c i o n a i s , c o m p o n d o u m cenário d e
áreas d e g r a d a d a s e e c o n o m i c a m e n t e d e p r i m i d a s . E s t e m o v i m e n t o u r b a n o e v o c a
o p o r t u n i d a d e s e s t a n d o e n t r e e l a s ações d e revitalização d e s s a s áreas, d e f o m n a
criativa
e inovadora,
já compatíveis c o m o s r e q u i s i t o s
da economia
do
conhecimento.
N o c o n t e x t o d a região a b o r d a d a e n c o n t r a m - s e três s u b p r e f e i t u r a s d o
município
d e São
Paulo,
a saber:
Butantã,
Lapa
e
Pinheiros.
Nessas
s u b p r e f e i t u r a s , b e m c o m o n a s o u t r a s regiões d a c i d a d e , está s e n d o o r q u e s t r a d o o
m o v i m e n t o d a s "Operações U r b a n a s C o n s o r c i a d a s " , c o o r d e n a d a s p e l o
Poder
Público M u n i c i p a l , q u e c o n t a c o m a m p l a participação d a s c o m u n i d a d e s , d e s d e
m o r a d o r e s até i n v e s t i d o r e s p r i v a d o s , c o m o o b j e t i v o d e , a o f i n a l d o p r o c e s s o ,
alcançar e m áreas específicas transfomnações urbanísticas e s t r u t u r a i s , m e l h o r i a s
s o c i a i s , valorização a m b i e n t a l e a ampliação e qualificação d o s espaços públicos.
E m decorrência, s u r g e a o p o r t u n i d a d e d e implantação d e i n i c i a t i v a s e s t r u t u r a n t e s
c o m o o s p a r q u e s tecnológicos u r b a n o s , n o c a s o , f o c a l i z a n d o p r i n c i p a l m e n t e a s
regiões próximas à C i d a d e Universitária, c u j o s p r o j e t o s d e v e m c o n t r i b u i r p a r a
e s s a s transformações e q u e s e i n s i r a m n a v i d a d a s regiões, b a s e a d o s e m
c o n c e i t o s q u e p r o m o v a m a m e l h o r i a d a q u a l i d a d e d e v i d a e m s u a s áreas
a d j a c e n t e s , b e m c o m o e s t e j a m d e a c o r d o c o m o s r e q u i s i t o s d a s operações
uriDanas.
Com
relação
à
metodologia
d e pesquisa,
foram
aplicados
os
f u n d a m e n t o s d o método científico hipotético-dedutivo e d a p e s q u i s a s o c i a l a o
p l a n e j a m e n t o e execução d a s f a s e s d e s t e e s t u d o . U t i l i z a n d o - s e o i n s t r u m e n t o d e
pesquisa desenvolvido b e m c o m o a s entrevistas realizadas, foram
analisadas
s e t e experiências n a c i o n a i s e três experiências i n t e m a c i o n a i s , t e n d o s i d o possível
conhecê-las e m d e t a l h e , s o b r e t u d o n o q u e c o n c e r n e às dimensões e s t a b e l e c i d a s
n o r e f e r i d o i n s t r u m e n t o , a s a b e r : o s a s p e c t o s r e l a c i o n a d o s à localização; o
c o n t e x t o sócio-econômico, político e c u l t u r a l d a região; a legislação d e a p o i o ; o s
aspectos
estratégicos
(missão, m e t a s
relacionados
ao
gerenciamento;
investimento;
marketing
e
e concepção d o m o d e l o ) ;
aspectos
comunicação,
financeiros
incluindo
e
aqui
aspectos
incentivos
as
ações
ao
de
214
sensibilização; a s p e c t o s r e l a c i o n a d o s à formação e t r e i n a m e n t o , p r i v i l e g i a n d o a
gestão d e negócios e o e m p r e e n d e d o r i s m o ; e o s r e s u l t a d o s o b t i d o s e avaliação
d e i m p a c t o n a s regiões d e influência. E n t r e a s conclusões d a p e s q u i s a d e c a m p o
foram
identificadas
práticas d e s u c e s s o
entre
a s experiências
analisadas,
ressaltando-se entre elas:
-
A e s t r u t u r a d e legislação d e a p o i o d e s t a c a n d o - s e :
legislação
r e f e r e n t e à utilização e p o s s e d e t e r r e n o s , s i s t e m a d e i n c e n t i v o s f i s c a i s
- c a s o s d a s experiências d e P a r q u e d e São L e o p o l d o ( R S ) , Parque
Tecnológico de Andalucía ( E s p a n h a ) e T a g u s p a r q u e ( P o r t u g a l ) ; a L e i
de Pesquisa & Desenvolvimento e apoio a o empreendedorismo por
intemriédio d o Ministério d a Indústria e Comércio
(Departamento
Cientista Chefe), n o caso d e Israel;
-
A s ações d e estímulo às p e s q u i s a s e e m p r e s a s q u e t r a b a l h a m c o m
p r o d u t o s i n o v a d o r e s e q u e a p r o v e i t a m a s r i q u e z a s d a região -
a
experiência d o P A D E T E C ( C E ) ;
-
A cooperação técnica i n t e r n a c i o n a l b e m a r t i c u l a d a q u e t r a z a m p l o s
benefícios a o s p r o j e t o s : o e x e m p l o d o P o r t o A l e g r e Tecnópole ( c o m
França e E s p a n h a ) e d o Parque Tecnológico de Andalucía
(Espanha)
c o m a s r e d e s d e cooperação i n t e r n a c i o n a l ;
-
O m o d e l o d o "Science Park Virtual' - sen/iços "on-liné'
para os
a s s o c i a d o s - o e x e m p l o d o T a g u s p a r q u e ( P o r t u g a l ) e m associação
c o m o u t r o s p a r q u e s d a A l e m a n h a , Finlândia e Grécia;
-
O S i s t e m a d e " P l a t a f o r m a s " d o " L o n d r i n a Tecnópolis", d e c o r r e n t e
d e diagnóstico r e a l i z a d o n a região a l v o d o p r o j e t o q u e i d e n t i f i c o u a s
potencialidades e gargalos por setor d a e c o n o m i a local;
-
A s "Ações d e Animação" d o " L o n d r i n a Tecnópolis", q u e mantêm a
c o m u n i d a d e i n f o m i a d a e s e n s i b i l i z a d a p a r a a s ações d o p r o j e t o ,
a n g a r i a n d o a s s i m p a t i a s e participação n a s ações p r o g r a m a d a s ;
-
A s ações d e articulação p a r a
a recuperação
d e u m a área
d e g r a d a d a e e c o n o m i c a m e n t e d e p r i m i d a - o e x e m p l o d o P o r t o Digital
(PE);
215
-
A articulação d e a t o r e s p a r a utilização d o p o t e n c i a l econômico,
científico e tecnológico d e u m a região - o e x e m p l o d o Pólo d e A l t a
Tecnologia de Campinas;
-
A valorização d a a t i v i d a d e acadêmica e d a vocação tecnológica d a
região c o n t a n d o c o m o a p o i o
i n s t i t u c i o n a l e político d o s a t o r e s
e n v o l v i d o s - o e x e m p l o d o P a r q u e Tecnológico d e R i o d e J a n e i r o .
A i n d a c o m relação à p e s q u i s a d e c a m p o são f e i t o s o s s e g u i n t e s
comentários:
-
O Plano Diretor (ou estrutural) d e v e considerar o impacto ambiental
n a região d e instalação d o p a r q u e , p r i n c i p a l m e n t e s o b o s a s p e c t o s d e
proteção a m b i e n t a l e m e l h o r i a o u recuperação d e áreas d e g r a d a d a s ;
-
O s p r o j e t o s arquitetônicos e a i n f r a - e s t r u t u r a d e serviços d e v e m
c o n c e i t u a r u m a visão holística, p r i n c i p a l m e n t e q u a n d o l o c a l i z a d o s n o
meio
urbano,
integrando
a s operações
d o parque
à vida
da
c o m u n i d a d e l o c a l , s e r v i n d o também c o m o u m a opção d e l a z e r e
cultura,
e
de
trabalho,
auxiliando
na
fonnação
de
futuros
e m p r e e n d e d o r e s e a p o i a n d o a s políticas u r b a n a s i m p l e m e n t a d a s p e l o
poder
público;
entre
os
elementos
constitutivos
dos
parques
tecnológicos, além d o s serviços genéricos p r e s t a d o s à população q u e
o s freqüenta, d e v e m existir, q u a n d o possível, áreas r e s i d e n c i a i s e
serviços d e a p o i o a e s t a s áreas ( e s c o l a s , comércio), c o m o intuito d e
facilitar a v i d a d o s t r a b a l h a d o r e s e freqüentadores d o p a r q u e , b e m
c o m o p r o p o r c i o n a r u m m o v i m e n t o e animação s a l u t a r n a região;
-
Possíveis b a r r e i r a s
culturais
existentes
n a região p o d e m s e r
suplantadas p o r meio d o desenvolvimento d e fortes parcerias locais e
d e u m a linguagem c o m u m , contando para isso c o m eficientes projetos
d e comunicação e d e ações c o m p o r t a m e n t a i s ; a n e c e s s i d a d e d e
investir n a v i s i b i l i d a d e d o p a r q u e é c o n s i d e r a d a i m p o r t a n t e p a r a o s e u
bom desenvolvimento;
-
8 0 % dos entrevistados consideraram q u e a proximidade d o parque
a instituições d e p e s q u i s a e u n i v e r s i d a d e s t r a z benefícios p a r a a s
empresas
residentes;
em
decorrência,
o
desenvolvimento
de
216
i n s t r u m e n t o s d e p a r c e r i a c o m e s s a s instituições t o r n a - s e f a t o r d e
importância p a r a obtenção d e r e s u l t a d o s p o s i t i v o s ;
-
O arcabouço l e g a l p a r a a p o i o a o p r o j e t o f o i c o n s i d e r a d o f a t o r
detenninante
para o sucesso
do empreendimento;
algumas das
experiências a n a l i s a d a s e n f r e n t a m p r o b l e m a s p o r f a l t a d e definições
l e g a i s q u a n t o à cessão o u a r r e n d a m e n t o d e t e r r e n o s e edificações;
c o n s i d e r a - s e q u e o p r i m e i r o f a t o r d e atração d o s empresários p a r a
participação n o p r o j e t o s e j a m o s i n c e n t i v o s o u benefícios f i s c a i s , m u i t o
e m b o r a e s s e s reconheçam q u e a aproximação e f a c i l i d a d e d e a c e s s o
a c e n t r o s d e e n s i n o e p e s q u i s a são f a t o r e s i m p o r t a n t e s p a r a s u a
manutenção e s u c e s s o ;
-
N o s casos analisados, o s modelos, e m s u a maioria, iniciam-se a
partir d e u m a i n c u b a d o r a
de empresas,
compondo-se,
em sua
e s t r u t u r a , além d a i n c u b a d o r a : condomínios e m p r e s a r i a i s , e m p r e s a s
o u organizações "âncoras", c e n t r o s d e p e s q u i s a , e m p r e s a s p r i v a d a s
d e b a s e tecnológica; a f o n n a d e organização v a r i a e n t r e e m p r e s a s
constituídas; e n t i d a d e s s e m f i n s l u c r a t i v o s , organização s o c i a l o u
organização civil d e i n t e r e s s e público; o u m e s m o f a z e n d o p a r t e d e
u n i v e r s i d a d e , s e n d o a d m i n i s t r a d o p o r m e i o d e fundações d e a p o i o ;
-
O s modelos
d e gestão são v a r i a d o s , s e n d o
q u e nos casos
n a c i o n a i s é c o n s i d e r a d a i m p o r t a n t e a existência d e u m C o n s e l h o
S u p e r i o r c o m r e p r e s e n t a n t e s d e t o d o s o s p a r c e i r o s e p r i n c i p a i s forças
i n d u t i v a s d a c o m u n i d a d e , u m a d i r e t o r i a o u gerência e x e c u t i v a e u m
órgão f i s c a l , c o m o e s t r u t u r a básica; a s experiências
estrangeiras
espelham u m a realidade d e estrutura d e empresa;
-
A atuação e m r e d e s temáticas é c o n s i d e r a d a i m p o r t a n t e p a r a o
desenvolvimento
cooperações
d o s p a r q u e s tecnológicos; o e s t a b e l e c i m e n t o d e
intemacionais
traz
ganhos
positivos
para
o
d e s e n v o l v i m e n t o d a s iniciativas;
-
A
preocupação
e m estimular
a s ações
de treinamento
em
e m p r e e n d e d o r i s m o e gestão d e negócios n a região d e influência d a s
experiências a n a l i s a d a s f o i o b s e r v a d a d u r a n t e a s e n t r e v i s t a s e n a s
informações v e i c u l a d a s ,
embora
a maior
parte
delas
não
atue
217
d i r e t a m e n t e n a estruturação d e c u r s o s e t r e i n a m e n t o n e s t a área;
p o d e - s e o b s e n / a r a importância q u e é d a d a a e s t e t e m a v i s t o q u e ,
entre
as
experiências,
são
identificadas
associações
com
organizações d e e n s i n o e f o m e n t o p a r a f i n s d e t r e i n a m e n t o e estímulo
à c u l t u r a d o e m p r e e n d e d o r i s m o , a c e n t u a n d o - s e o a s p e c t o estratégico
regional;
-
A s experiências a n a l i s a d a s , e m s u a m a i o r i a , não dispõem d e u m
conjunto d e indicadores d e resultados o u d e impactos regionais para
m e n s u r a r a influência d o s e m p r e e n d i m e n t o s n o d e s e n v o l v i m e n t o d a
região; n o e n t a n t o , i n d i c a d o r e s clássicos d e r e s u l t a d o s são a p l i c a d o s
p e l a s experiências e s t r a n g e i r a s ; o b s e r v a - s e q u e a v i s i b i l i d a d e não é
medida,
o u s e j a , não e x i s t e m
evidências
relativas
ao grau de
importância d o s e m p r e e n d i m e n t o s p a r a a v i d a d a s o c i e d a d e l o c a l ,
c o m e n t a d a p e l a própria s o c i e d a d e ; não estão e s t a b e l e c i d a s práticas
r o t i n e i r a s d e identificação e medição d e i m p a c t o s r e g i o n a i s .
C o m base n o s resultados d a pesquisa d e c a m p o e n o s estudos e
realizados
durante
a
pesquisa
bibliográfica, f o i d e s e n v o l v i d o
um
modelo
c o n c e i t u a i p a r a u m p a r q u e tecnológico u r b a n o , p a r t i c u l a r i z a n d o p a r a o P a r q u e
Tecnológico d e São P a u l o , t e n d o s i d o , e m s e g u i d a , r e a l i z a d a a discussão d o
modelo proposto, por tentativa d e falseamento.
A s p r i n c i p a i s conclusões g e r a i s são a b o r d a d a s a s e g u i r , r e l a c i o n a n d o a s às questões d a p e s q u i s a .
N e s t e p o n t o , r e l e m b r a m - s e a s questões d e p e s q u i s a , a s a b e r :
a ) C o m o u m m o d e l o d e p a r q u e tecnológico p o d e c o n t r i b u i r
para
p r o p o r c i o n a r a l t e r n a t i v a s , b a s e a d a s n o c o n h e c i m e n t o e n a inovação
tecnológica,
para
o
desenvolvimento
das
regiões
urbanas,
p a r t i c u l a r m e n t e p a r a a c i d a d e d e São P a u l o ?
b) C o m o u m m o d e l o d e p a r q u e tecnológico p o d e a p r o v e i t a r a alta
d e n s i d a d e d e instituições d e e n s i n o e p e s q u i s a e x i s t e n t e n a região,
de
fonna
a
contribuir
c o m iniciativas
organização d a s o c i e d a d e
estruturantes
para
a
local, frente a o s desafios d o novo
paradigma d o conhecimento?
c) Q u e características são r e c o m e n d a d a s p a r a u m p a r q u e tecnológico
urbano, c o m o instrumento para estimular a sinergia entre o s atores
218
demandantes
e
ofertantes
de
conhecimento
e
inovação
tecnológica?
C o m relação à p r i m e i r a questão, o b s e r v a - s e q u e n o p l a n o estratégico
d o m o d e l o p r o p o s t o ( m a t r i z lógica) está c a r a c t e r i z a d o o a p o i o a o d e s e n v o l v i m e n t o
r e g i o n a l , d i n a m i z a n d o a a t i v i d a d e econômica l o c a l p o r m e i o d a formação e
crescimento
de empresas
baseadas
no conhecimento,
d o incremento das
a t i v i d a d e s c o m e r c i a i s e d e exportação d e p r o d u t o s e serviços c o m a l t o v a l o r
a g r e g a d o e d a geração d e e m p r e g o e r e n d a . P o r o u t r o l a d o , o m o d e l o e n v o l v e
e m p r e e n d i m e n t o s imobiliários q u e p o d e m o f e r e c e r a i n f r a - e s t r u t u r a necessária e
q u e t o r n a m compatível e s t a e s t r u t u r a c o m o a m b i e n t e u r b a n o e s e u s p l a n o s d e
d e s e n v o l v i m e n t o e diretor, b e m c o m o d e v e m i n c o r p o r a r e m s e u s p r o j e t o s o a p o i o
ao desenvolvimento
sustentável e a recuperação d e áreas d e g r a d a d a s o u
economicamente deprimidas nas cidades.
O m o d e l o propõe a integração d o P a r q u e Tecnológico c o m a c i d a d e ,
a t r a i n d o a animação u r b a n a e c r i a n d o u m a m b i e n t e d e m u l t i f u n c i o n a l i d a d e . Isto
p o d e s e r c a r a c t e r i z a d o p e l a p r o p o s t a i n o v a d o r a d e disseminação d a s ações d o
p a r q u e n a c i d a d e , i r r a d i a n d o s e u s benefícios p a r a a s regiões próximas o u áreas
d e influência. O m o d e l o dá u m p a s s o a d i a n t e n a concepção d e u m p a r q u e
tecnológico u r b a n o , v i s t o q u e prevê a criação d e u m núcleo g e s t o r d o p a r q u e ,
c o m p o s t o por algumas d e suas estruturas organizacionais e d e apoio, e a
disseminação d e s s e p a r q u e n o m e i o u r b a n o , p e l a ocupação d e áreas disponíveis
p o r aglomerações d e e m p r e s a s e sen/iços b a s e a d o s n o c o n h e c i m e n t o
{"clusters"
d e negócios tecnológicos), p r o m o v e n d o a atração d e c a p i t a l p a r a a região, e
c r i a n d o u m a s p e c t o m o d u l a r p a r a o p r o j e t o , q u e p o d e a u x i l i a r não s o m e n t e à s u a
viabilização c o m o também a experimentação d o s p r o c e s s o s d e implantação, t a n t o
d a s e s t r u t u r a s d o núcleo g e s t o r , c o m o d a s e s t r u t u r a s d i s s e m i n a d a s n o m e i o
urbano.
C o m relação às questões ( b ) e ( c ) , o s p a r q u e s tecnológicos são
i n i c i a t i v a s q u e pressupõem u m a b a s e científica e tecnológica d e a p o i o e q u e
p o d e m estabelecer o u otimizar, p o r meio d e estruturas organizacionais fonnais o u
i n f o r m a i s , a fonnação d e u m a m b i e n t e d e relações profícuas, imprescindível p a r a
o s u c e s s o d e s u a s ações. O m o d e l o d e p a r q u e tecnológico o r a p r o p o s t o v a l o r i z a
a p r o x i m i d a d e e n t r e a t o r e s , p a r t i l h a n d o o princípio d e q u e , a p e s a r d e a s relações
219
poderem
s e r facilitadas
por modernos
instrumentos
e
mecanismos
de
comunicação, a p r o x i m i d a d e física é f a t o r i m p o r t a n t e n o p r o c e s s o d e "fertilização
c r u z a d a " . E s t a valorização e n c o n t r a - s e c a r a c t e r i z a d a e m d o i s níveis, n e s t a
p r o p o s t a ( c o n f o r m e r e p r e s e n t a d o s n a s F I G . 7 . 1 e 7 . 2 ) : p e l o d o núcleo d o p a r q u e
tecnológico q u e e n g l o b a a s a t i v i d a d e s d o s r e p r e s e n t a n t e s d o tripé g o v e r n o e m p r e s a - a c a d e m i a , p r o p o n d o e s t r u t u r a s q u e c a r a c t e r i z a m e s s a s relações; b e m
c o m o e m s u a localização, n o campus o u próximo a e l e , f a c i l i t a n d o o c o n t a t o d i r e t o
c o m o s d i v e r s o s d e p a r t a m e n t o s e laboratórios, sen/iços tecnológicos e g e r e n c i a i s
disponíveis {"hardware'
manutenção
de
e "software'),
relações
férteis
criando
(sinergia,
um ambiente
redes
d e estímulo à
interpessoais)
para
o
d e s e n v o l v i m e n t o d o s n o v o s negócios e p a r a a disseminação d o c o n h e c i m e n t o .
A atuação e n t r e o s r e p r e s e n t a n t e s d o tripé g o v e r n o - e m p r e s a - a c a d e m i a s e dá p o r
m e i o d e ações ( o u organizações) q u e p r o m o v e m e e s t i m u l a m a interação e n t r e o s
m e s m o s , a s a b e r : a i n c u b a d o r a d e e m p r e s a s d e b a s e tecnológica, a s e s t r u t u r a s
p a r a a gestão d a interação a c a d e m i a - e m p r e s a ( c e n t r o s d e p e s q u i s a c o o p e r a t i v a ,
c e n t r o d e sen/iços e formação e m p r e s a r i a l , alianças estratégicas) e a s ações d e
treinamento
e formação técnica e e m gestão e m p r e s a r i a l . O
Condomínio
E m p r e s a r i a l e o s "clusters" d e negócios tecnológicos, i n t e g r a n t e s d o m o d e l o ,
c o n s i s t e m e m e s t r u t u r a s i n t i m a m e n t e l i g a d a s a o Núcleo d o P a r q u e Tecnológico e ,
p o r t a n t o , s e n d o e s t i m u l a d o s p e l a interação d o s a t o r e s e n v o l v i d o s n o p r o c e s s o d e
inovação.
Como
recomendações
para
futuros
estudos,
foram
identificadas
algumas lacunas q u e p o d e m ser alvo d e pesquisas mais aprofundadas, sobre
este tema. Entre elas encontram-se:
-
C o m relação à conceituação d e " p a r q u e s tecnológicos" - n o âmbito
n a c i o n a l e x i s t e u m a c e r t a confusão n o q u e t a n g e à conceituação d e
" p a r q u e tecnológico", o q u e pôde s e r o b s e r v a d o d u r a n t e a p e s q u i s a d e
c a m p o ; neste sentido poderia ser desenvolvida u m a metodologia d e
"certificação" p a r a p r o j e t o s d e p a r q u e s tecnológicos, d e f o r m a a c r i a r
u m padrão mínimo p a r a e s s a s i n i c i a t i v a s ; a s agências d e f o m e n t o e o s
órgãos g o v e r n a m e n t a i s s e r i a m beneficiários d e s s e e s t u d o , u m a v e z
q u e n o v a s políticas e p r o g r a m a s estão s e n d o p r o p o s t o s e m a p o i o a
e s s a s iniciativas, s e n d o necessário, p o r t a n t o , a p r i m o r a r o s s i s t e m a s
d e avaliação p a r a n o v o s p r o j e t o s ;
220
-
Alguns
modelos
intemacionais
d e parques
tecnológicos
têm
d e m o n s t r a d o s u c e s s o e m s u a s regiões d e atuação, e e x i s t e m a i n d a
p o u c a s informações o u e s t u d o s s o b r e e l e s ; s u g e r e - s e , n e s s e s e n t i d o ,
que
poderiam
ser desenvolvidos
estudos
sobre
a s iniciativas
m o d e l o s r e l a c i o n a d o s a o s m o v i m e n t o s asiáticos, e s t a n d o
e
inseridos
n e s t e c o n t e x t o , o s c a s o s chinês, i n d i a n o e c o r e a n o ; também p o d e r i a m
s e r e s t u d a d a s , n o âmbito d a cooperação i n t e r n a c i o n a l , a s alianças
(estratégicas) q u e estão s e n d o f o r m a d a s e n t r e p a r q u e s tecnológicos,
s i t u a d o s e m d i f e r e n t e s países e até m e s m o e m d i f e r e n t e s c o n t i n e n t e s ,
d e f o r m a a intensificar a internacionalização d e s u a s e m p r e s a s , c o m o
u m a experiência i n t e r e s s a n t e a s e r s e g u i d a p o r p a r q u e s tecnológicos
nacionais;
-
Foi observado durante o desenvolvimento d a pesquisa q u e a falta
d e definição d e i n d i c a d o r e s d e d e s e m p e n h o e s u a correlação c o m a s
estratégias c o n s i s t e
e m u m a falha
no planejamento
de
muitas
experiências d e p a r q u e s tecnológicos; a s f a s e s d e c o n t r o l e e d e ações
corretivas
ao
desenvolvimento
dos
projetos
não
são
bem
d e s e n v o l v i d a s , o q u e p e r m i t i r a criar u m a b a s e d e informações d e
f u n d a m e n t a l importância p a r a o s g e s t o r e s , n o q u e t a n g e à revisão d o
p l a n e j a m e n t o e d e estratégias p a r a atingir o s o b j e t i v o s i n i c i a l m e n t e
p r o p o s t o s ; i d e n t i f i c a - s e , p o r t a n t o , a carência d o d e s e n v o l v i m e n t o d e
uma
metodologia
desempenho
para
estabelecimento
de
indicadores
e s u a correlação c o m a s estratégias, p a r a
de
parques
tecnológicos.
T e c e n d o a l g u n s comentários f i n a i s , o m o d e l o d e P a r q u e Tecnológico
d e s e n v o l v i d o n e s t a p e s q u i s a reúne o s e l e m e n t o s estratégicos c o n c e i t u a i s p a r a
p a r q u e s tecnológicos, r e l a c i o n a d o s a o m e i o u r b a n o , a s a b e r :
-
O b j e t i v o s e estratégias são d e f i n i d o s ;
-
Prevê a existência d e u m a e s t r e i t a relação e n t r e
instituições
g o v e r n a m e n t a i s ( e m d i v e r s o s níveis), instituições acadêmicas e o m e i o
e m p r e s a r i a l , q u e a t u e m e m direção a o s u c e s s o d o e m p r e e n d i m e n t o e
c o m o forças m o b i l i z a d o r a s , m a n t e n d o u m c o n s t a n t e a m b i e n t e d e
animação e m t o r n o d o p r o j e t o , i n c l u i n d o a q u i o i n c e n t i v o à "animação
urbana";
COMISSÃO p^aOI#á.D£ B i Ê ^ ^ i i í ^ W S P ^ E M
221
-
Prevê a participação d e instituições "âncoras" q u e p o s s a m g a r a n t i r
a manutenção d e u m a r e d e d e c o n h e c i m e n t o s ( u n i v e r s i d a d e s , c e n t r o s
d e p e s q u i s a , instituições d e gestão d a interação, e n t r e o u t r o s ) q u e
s u p o r t e m o p l e n o f u n c i o n a m e n t o e o b j e t i v o s d o p a r q u e tecnológico;
-
Propõe
estruturas
organizacionais
operacionais
que
possam
d e s e n v o l v e r a s ações d o p a r q u e tecnológico, e m s u a s d i v e r s a s f o r n i a s
d e atuação.
E m b o r a o m o v i m e n t o d e p a r q u e s tecnológicos e s t e j a c r e s c e n d o n o
país, a s experiências i n s e r i d a s n o c o n t e x t o d a s g r a n d e s metrópoles n a c i o n a i s são
a i n d a d i s c r e t a s . O s p a r q u e s tecnológicos u r b a n o s , n a concepção q u e a q u i f o i
a p r e s e n t a d a p o r m e i o d o m o d e l o d e s e n v o l v i d o q u e prevê u m a interação c o m a
u r b e , p o d e m s e c o n s t i t u i r e m subsídios p a r a políticas públicas, b a s e a d a s n o
c o n h e c i m e n t o , q u e c o n t r i b u a m p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d a s metrópoles. N e s s e
s e n t i d o , ações d e v e m s e r c o n d u z i d a s c o m v i s t a s a c a p t a r o i n t e r e s s e d o s
f o r m u l a d o r e s d e políticas e t o m a d o r e s d e decisão, d e f o m i a a incluir e s s a s
iniciativas n o contexto d o planejamento urbano.
222
APÊNDICE A - Questionário de pesquisa
223
FICHA DE IDENTIFICAÇÃO
NOME DO EMPREENDIMENTO:
ENDEREÇO COMPLETO:
CEP:
CIDADE:
ESTADO:
IDENTIFICAÇÃO DOS MUNICÍPIOS VIZINHOS OU NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DO
EMPREENDIMENTO:
NOME DO DIRIGENTE:
TELEFONE/FAX:
e-mail:
ENDEREÇO DA PÁGINA NA INTERNET:
IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELAS RESPOSTAS AO QUESTIONÁRIO:
TELEFONE:
e-mail:
ÓRGÃOS PÚBLICOS APOIOADORES DO EMPREENDIMENTO (Comitê Executivo):
INSTITUIÇÕES PRIVADAS APOIADORAS DO EMPREENDIMENTO:
DATA DE FUNDAÇÃO (INÍCIO DAS ATIVIDADES):
Os questionários preenctiidos para esta pesquisa serão mantidos em sigilo.
Os resultados serão veiculados de forma resumida ou no contexto necessário em apoio ao Projeto.
Todos os resultados serão repassados aos respondentes se fiouver interesse previamente declarado.
( ) Sim, quero receber os resultados relativos à primeira fase do Projeto FAPESP 2000/020044-5
224
PARTEA: LOCALIZAÇÃO DOS PARQUES CIENTÍFICOS/TECNOLÓGICOS
O SISTEMA AMBIENTAL LOCAL:
A.1 - O Plano Estrutural do Parque CT considera o impacto ambiental na região?
O Sim
()Não P o r q u e ?
A.2 - A localização do Parque CT foi escolhida levando em conta fatores
relacionados à qualidade ambiental da região?
( ) Sim. Selecione o s aspectos considerados nesta escolha (pode ser mais d e um):
( ) proteção;
( ) melhoria (recuperação);
( ) herança cultural;
( ) acesso público a espaços abertos;
( ) Não. Por que?
ARQUITETURA, INFRA-ESTRUTURA, SERVIÇOS:
Acesso ao Parque:
A.4 - Existem acessos diretos a rodovias/estradas principais(plano rodoviário) que
possam ser percorridos de carro em até 20 minutos ( em horário de pico: 7:00 às
10:00 horas e de 17:00 às 20:00 horas)?
( ) Sim. (por favor, identificar a rodovia o u rodovias)
( ) Não. Em quanto tempo é possível este acesso?
A.5 - Acesso a aeroportos mais próximos:
A.6 - Disponibilidade de transporte público:
Existe estação ferroviária/metrô (que possa ser alcançada a pé - máximo 1 k m d e
distância)?
( )Sim
( ) Não. Qual é a distância?
Existe linha d e ônibus (municipal, inter-municipal) com acesso a o Parque?
O Sim
( ) Não. A q u e distância (metros, quilômetros) fica a parada d a linha de ônibus?
Existe estação rodoviária (distância d e ônibus ou carro que possa ser percorrida e m até
20 minutos e m horário de pico)?
( ) Sim
( ) Não. A q u e distância (metros, quilômetros) fica a estação rodoviária (horas minutos)?
Existem outros tipos de transporte disponíveis (ônibus fretado, caminhonetes, etc...)?
( ) Sim. Especificar.
( ) Não
A.7 - Qual é o percentual de freqüentadores/trabalhadores do Parque que usam
automóvel particular para ir ao trabalho? Não se aplica.
( ) d e O a 20%
( ) d e 21 a 4 0 %
( ) d e 41 a 6 0 %
( ) acima d e 6 0 %
A.8 - Na sua opinião, é necessário que o Parque CT esteja próximo à Universidade
ou a Instituições de Pesquisa? Se positivo, discrimine os benefícios desta
proximidade. Não se aplica a esta experiência.
225
INFRA-ESTRUTURA:
A.9 - Qual era o principal uso anterior do local do Parque CT? (Não se aplica para
esta experiência). O Projeto Londrina Tecnópolis está instalado, no momento, em
uma sala na sede da ADETEC.
( ) terrenos/edificações sem uso, de propriedade do município (ou do estado, ou federal),
ou de empresas públicas, cedidos ao Parque CT;
( ) terrenos/edificações sem uso, da Universidade ou de Instituições de Pesquisa
públicas, cedidos ao Parque CT;
( ) terrenos agrícolas não explorados economicamente ( d o poder público), cedidos ao
Parque CT;
( ) terrenos agrícolas privados cedidos ou desapropriados, para instalação do Parque
CT;
( ) terrenos/edificações de empresas privadas, sem uso, cedidos para o Parque C T ;
( ) terrenos/edificações adquiridos/construídos especificamente para o Parque C T .
A.10 - Área total do Parque CT:
(m^);
A.11 - Área construída do Parque CT:
(m^);
A.12 - Área para estacionamento:
(m^);
A.13 - Área verde/projeto paisagístico:
(m^;
A.14 - Existe um Plano de Urbanização para o Parque CT? Se positivo, quais os
itens que são considerados neste Plano?
(
(
(
(
)
)
)
)
planejamento físico - uso dos espaços;
localização - padrão de ruas;
plano de circulação (tráfego);
infra-estrutura de fornecimento de água, capacidade de esgotos, fornecimento de
energia elétrica;
( ) redes de comunicação (telefonia, redes de fibra ótica, etc...);
( ) outros itens - especifique
A.15 - Existe uma política clara quanto à negociação de terrenos (arrendamento,
venda, etc...)? Se positivo, descreva esta política.
A.16 - Existem ações programadas de controle arquitetônico e paisagístico? Se
positivo, discrimine estas ações.
A.17 - Existem centros de serviços (comércio varejista, bancos, e t c . ) para atender
aos integrantes do Parque CT? De que tipo?
PARTE B: CONTEXTO SÓCIO-ECONÔMICO, POLÍTICO E CULTURAL DA REGIÃO
INFORMAÇÕES DEMOGRÁFICAS DA REGIÃO:
B.1 - O Parque CT está localizado em:
( ) na região metropolitana de
. Esta região metropolitana foi criada
pela Lei de número
, de
/ /
abrangendo
municípios e ocupando uma superfície de
km^.
( ) próximo ou na zona de influência da região metropolitana de
Esta região metropolitana foi criada pela Lei de número
, de
/ I
, abrangendo
municípios e ocupando uma superfície de
kml
A região considerada nesta experiência, apesar de polarizar alguns municípios menores,
não se constitui e m uma região metropolitana.
B.2 - Na região onde está localizado o Parque CT vivem aproximadamente
de habitantes.
226
INFORMAÇÕES ECONÔMICAS DA REGIÃO:
B.3 - Assinale quais são os setores de atividade econômica da região onde está
localizado o Parque CT (preferencialmente as informações devem estar
relacionadas à região metropolitana):
( ) agricultura
( ) extração mineral
( ) indústria de transformação ( produtos minerais não metálicos, indústria metalúrgica,
indústria mecânica, de material elétrico, eletrônico e de comunicação, indústria de
material de transporte, indústria de madeira e mobiliário, indústria de papel,
papelão, editoração e gráfica, indústria de borracha, fumo e couro, indústria
química, indústria têxtil, vestuário, indústria de calçados, indústria de produtos
alimentícios e bebidas, serviços industriais de utilidade pública)
( ) indústria da construção civil
( ) comércio (varejista, atacadista)
( ) serviços (ensino, médico, odontológico e veterinário, de administração técnica e
profissional; de instituições financeiras, serviços de transportes e comunicações,
serviços de alojamento e alimentação, serviços de manutenção e reparos)
( ) administração pública
( ) outros. Especifique Deve-se destacar a oferta considerável de serviços nas áreas de
ensino e médico-hospitalar e m Londrina.
B.4 - Discrimine as principais atividades econômicas que são influenciadas pelas
ações/tecnologias/serviços do Parque CT.
B.5 - Discrimine as principais atividades econômicas de exportação da região.
ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL:
( Por favor, e m todos os casos, indique leis, portarias, contratos, e t c . )
8.6 - Discrimine as políticas de desenvolvimento regional, conduzidas pelo
município, adotadas em apoio às atividades do Parque CT (por exemplo: redução de
impostos sobre produtos com alto conteúdo tecnológico produzidos no Parque; políticas
de criação de demanda por tecnologia pelo estabelecimento, na região, de infra-estrutura
tecnológica básica; outras políticas para estimular mecanismos de difusão.)
B.7 - Discrimine as políticas de desenvolvimento regional, conduzidas pelo estado,
adotadas em apoio às atividades do Parque CT.
8.8 - Discrimine as políticas de desenvolvimento regional, conduzidas com o apoio
do governo federal, adotadas em apoio às atividades do Parque CT.
8.9 - Discrimine as políticas de desenvolvimento regional em apoio às atividades
do Parque CT, que tem forte participação da iniciativa privada local.
POLÍTICAS PARA SUPLANTAR BARREIRAS CULTURAIS NA REGIÃO:
8.10 - Identifique que tipos de ações são desenvolvidas para suplantar barreiras
culturais locais:
( ) desenvolvimento de parcerias locais. Especifique:
( ) ações no mercado local de trabalho. Especifique:
( ) desenvolvimento de uma linguagem comum, ações comportamentais, etc...
Especifique
( ) outras ações. Especifique
227
B.11 - Identifique os benefícios para as comunidades vizinhas com o advento do
Parque de CT:
(
(
(
(
) valorização d e imóveis;
) incremento d a movimentação do comércio l o c a l ;
) reversão de beneficios pela arrecadação d e impostos, serviços d e empresas públicas;
) melhorias nas condições d e vida da população local;
discrimine o s três benefícios mais significativos para a s comunidades vizinhas, desde o
inicio das atividades d o Parque C T
AÇÕES DOS ÓRGÃOS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL:
B.12 - Quais são os órgãos de desenvolvimento regional envolvidos com o Parque
CT?
8.13 - Que tipo de ação desenvolvida por esses órgãos resultou em benefícios
claros para o desenvolvimento do Parque CT?
PARTE C: LEGISLAÇÃO DE APOIO
C.1 - Foi proposta e implantada uma legislação específica criando áreas para
parques científicos/tecnológicos, sendo discriminadas claramente as formas de
uso adequado dos espaços e tipos de atividades permitidas (usos industriais, usos
para centros de serviços, etc...)? Caso positivo, por favor, informe: Lei número
de _ / _ / _ _ , (municipal, estadual) e os principais artigos da Lei
0.2 - Indique leis, portarias que caracterizem apoio às ações do Parque CT
(incentivos fiscais entre outras possibilidades de apoio) bem como visem acelerar
o desenvolvimento regional.
C.3 - O Parque CT tem um regulamento interno ou outro documento que registre
os seus aspectos normativos?
( ) Sim ( ) Não. Por que?
PARTE D: MISSÃO, METAS, MODELO E ESTRUTURA DO PARQUE CT
D.1 - Principais dados históricos da concepção/implantação do Parque CT.
(Discrimine 4 fatos históricos)
(a)
(b)
(c)
(d)
D.2 - Visão e Missão:
228
D.3 - Objetivos estratégicos e Metas :
>
Metas:
>
>
>
Entre os objetivos estratégicos do empreendimento, assinale com um "X" na opção
correta com relação aos aspectos que são considerados:
Aspectos
Muito
importante
Importante
Não
considerado
Ações d e apoio ao desenvolvimento
regional
Ações d e estímulo às exportações
Ações d e apoio à diversificação das
atividades econômicas d a região
Ações d e apoio ao desenvolvimento
tecnológico n a região
Ações d e apoio à geração de empregos
Ações d e apoio à disseminação do
empreendedorismo
Ações d e busca da auto-sustentação do
empreendimento
D.4 -
Características do modelo adotado:
(descreva
as
cinco
características; identifique algum modelo nacional ou internacional com
(05)
principais
características
semelhantes)
PARTE E: GERENCIAMENTO DO PARQUE
MODELO DE GESTÃO
E.1 - Descreva a estrutura organizacional do Parque CT:
(se possível, insira figura do
organograma oficial do Parque)
E.2 - Existe um Conselho Diretor, Consultivo ou Deliberativo. Qual a sua
composição?
E.3 - Qual é a principal instituição gestora do Parque ( ou principais instituições
gestoras)?
E.4 - Quais são as organizações "âncoras" ?
E.5 - Como é definida a equipe do Parque e qual é o processo de contratação de
pessoal?
229
E.6 - Como são gerenciados/executados os serviços de assistência técnica e
gerencial às empresas residentes e/ou associadas? Utiliza o apoio de consultores
externos? De que forma?
PROCESSOS DE SELEÇÃO
E.7 - Descreva a metodologia para o processo de seleção de empresas.
E.8 - Descreva a metodologia para o acompanhamento das empresas (processo de
avaliação/ indicadores de desempenho adotados).
PROGRAMAS DE PARCERIA E PARTICIPAÇÃO EM REDES
E.9 - O Parque CT está associado a entidades/associações de Parques nacionais e
internacionais? Quais?
E.10 - O Parque CT está associado a outras entidades/associações? Quais?
E.11 - Existem ações claras de estímulo à troca de informações/experiências com
outros empreendimentos assemelhados? Seria possível citar duas experiências
bem sucedidas neste sentido?
E.12 - O Parque CT participa de redes de informação, de base tecnológica,
regionais, nacionais ou internacionais? Por favor, discrimine as redes nas quais
participa.
E.13 - Os projetos de cooperação desenvolvidos no âmbito do Parque CT são
formalizados?
( )Sim. Existe um modelo contratual estabelecido para este fim.
( ) Não. Não há formalização dos compromissos.
( ) Sim. Porém não há um modelo contratual padronizado para este fim.
PROPRIEDADE INTELECTUAL
E.14 - Os aspectos relativos à propriedade intelectual/industrial são considerados
no regulamento do empreendimento?
( ) Sim.
( ) Não. Por que?
E.15 - Existe uma assessoria/consultoria específica contratada (ou mesmo no
quadro de pessoal do empreendimento) para tratar desse assunto?
( ) Sim. Por favor, especifique de que forma é contratado este serviço.
( ) Não.
E.16 - Por favor, assinale as opções que correspondem à realidade da atuação do
empreendimento com relação a este tema:
( ) Este tema não é uma preocupação importante para o empreendimento.
( ) Este tema não é u m a preocupação importante, no momento, porém há fortes
intenções de estabelecer uma política de atuação, bem como um regulamento com
relação à propriedade intelectual/industrial.
230
( ) Este assunto é deixado a cargo de cada urna das empresas incubadas ou
participantes do empreendimento, não liavendo qualquer atuação da gestão do
empreendimento com relação a este assunto.
( ) Este assunto é tratado pelas instituições de pesquisa/universidade associadas ao
empreendimento, por meio de seus escritórios de patentes ou da forma como este
assunto é tratado naquelas instituições.
PARTE F: ASPECTOS FINANCEIROS, INCENTIVOS AO INVESTIMENTO
ORÇAMENTO
F.1 - Q u a l é o c u s t o o p e r a c i o n a l a n u a l d o P a r q u e C T ?
(
(
(
(
)atéR$
) de R$
) de R$
) acima
100.000,00
1 0 1 . 0 0 0 , 0 0 a R$ 5 0 0 . 0 0 0 , 0 0
5 0 1 . 0 0 0 , 0 0 a R$ 1.000.000,00
de R $ 1.000.000,00
F.2 - Distribuição p e r c e n t u a l média d o c u s t o o p e r a c i o n a l d o P a r q u e CT:
(
) % Recursos provenientes de entidades privadas (por favor, discrimine as entidades)
( ) % Recursos provenientes de pagamentos feitos pelas empresas do Parque.
( ) % Recursos provenientes de entidades públicas, orçamentos de governo (municipal,
estadual, federal), empresas de economia mista (por favor, discrimine as entidades)
( ) % Recursos provenientes de Instituições e agências de fomento e apoio, públicas ou
privadas (por favor, discrimine as entidades).
( ) % Programas internacionais, agências internacionais e outras fontes internacionais
(por favor, discrimine as fontes)
(
) % Outras fontes (por favor, discriminar)
F.3 - T o t a l d e i n v e s t i m e n t o s d a s e n t i d a d e s p a r c e i r a s n o e m p r e e n d i m e n t o , d e s d e
s u a concepção ( i n c l u i n d o p r e f e i t u r a s , g o v e r n o s , fundações, u n i v e r s i d a d e s , b a n c o s
d e d e s e n v o l v i m e n t o , agências de f o m e n t o p r i v a d a s e públicas, etc...):
R$
R$
da entidade parceira
da entidade parceira
( i n c l u a o u t r o s i t e n s s e necessário)
ESTRATÉGICAS D E AUTO-SUSTENTAÇÃO
F.4 - E x i s t e m e x p e c t a t i v a s d e b u s c a d a auto-sustentação d o P a r q u e d e C T ?
( ) Sim, com as seguintes estratégias:
>
>
>
para um horizonte de
anos.
c(»nssÃo mom.
DÊ
B&m ma^w-^^
231
F.5 - Quais os exemplos nacionais e/ou internacionais estão sendo considerados
nesta busca pela auto-sustentação?
F.6 - Assinale a opção correta dentro da visão estratégica para o empreendimento.
( ) O empreendimento será inteiramente auto-suficiente após sua plena implantação;
( ) O empreendimento será 5 0 % auto-suficiente após sua plena implantação;
( ) O empreendimento continuará a receber recursos significativos (acima d e 5 0 % d o seu
custeio anual) para arcar com o seu custeio provenientes d e órgãos públicos (por favor,
discriminar).
( ) O empreendimento continuará a receber recursos significativos (acima d e 50 % d o
seu custeio anual) para arcar c o m o seu custeio provenientes d e órgãos públicos e
entidades privadas (por favor, discriminar).
CAPITAL INICIAL E CAPITAL DE RISCO
F.7 - O Parque de CT estimula a participação de fundos de capital de risco junto às
empresas ligadas ao empreendimento?
( )Sim
( ) Não. Por que?
F.8 - Como se dá a aproximação destes fundos ou a captação pelo seu interesse?
( ) A partir d e eventos especificamente organizados para este fim, pelo Parque CT, c o m
o apoio das entidades parceiras.
( ) A partir d e aproximação independente realizada junto às próprias empresas, não
havendo a c o m p a n h a m e n t o d a gerência d o Parque ou qualquer participação n o processo.
( ) A partir de aproximação organizada pelo Parque CT, previamente planejada, d e forma
regular, obsen/ando-se o s interesses das empresas e o s objetivos estratégicos d o
empreendimento.
( ) A partir d a promoção d a participação d a s empresas e m eventos promovidos por
programas d e Venture Capital de instituições governamentais ou privadas (como rodadas
de negócios, Programa INOVAR/FINEP, e t c . )
F.9 - Há uma preocupação do Parque CT em manter/disponibilizar informações
atualizadas sobre oportunidades relativas à captação de capital de risco/ capital
inicial para seus associados?
( ) S i m , isto é feito de forma organizada e regular, utilizando-se c o m o meios
divulgação: (discrimine a forma de divulgação)
de
( ) Não, as oportunidades são tratadas à medida que aparecem.
PARTE G: MARKETING E COMUNICAÇÃO
AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO
G.1 - São desenvolvidas ações organizadas de comunicação direta junto a
lideranças e formadores de opinião da região? (assinale a opção correta)
( ) Sim. Utilizando-se o s seguintes instrumentos: (por favor, discrimine o s instrumentos
de comunicação utilizados para ações de sensibilização tais c o m o jornais, boletins,
informes, reuniões, seminários, festas, e t c . )
232
( ) Não. As ações existentes não são organizadas, porém tiá uma preocupação e m
desenvolver contatos com lideranças e formadores de opinião da região.
( ) Não. Não são desenvolvidas ações junto a lideranças e formadores de opinião na
região.
G.2 - São desenvolvidas parcerias com organizações "âncoras" do Parque CT ou
participante do empreendimento com vistas a estabelecer uma política de
comunicação e marketing para a região?
( ) Sim. Existe uma política de comunicação e marketing para a região com o apoio e
forte atuação das empresas "âncoras" e do setor empresarial da área;
( ) Sim. Existe uma política de comunicação e marketing para a região com o apoio e
forte atuação do setor privado e do setor público;
( ) Não. Não foi possível desenvolver, até o momento, uma parceria que propicie o
desenvolvimento de uma política de comunicação e marketing para a região, com o setor
privado, porém estão sendo despendidos esforços neste sentido.
( ) Não. Não foi estabelecida uma política de comunicação e marketing para a região em
apoio ao empreendimento.
ASSESSORIA DE MARKETING PARA AS EMPRESAS
G.3 - Existe um calendário anual de eventos que apoie as atividades das empresas
participantes do empreendimento? (assinale a opção correta)
( ) Sim, existe um calendário anual de eventos regionais que apoiam as atividades das
empresas.
( ) Sim, existe um calendário anual de eventos programados, organizados pelo Parque
C T e também externos, desenvolvidos por outras entidades, em outras regiões, que
apoiam as atividades das empresas.
( ) Não existe um calendário anual de eventos programados, porém a equipe do Parque
C T se preocupa em levantar eventos de interesse para as empresas e viabilizar sua
participação nos mesmos.
( ) Não existe um calendário anual de eventos programados. A participação das
empresas em eventos é responsabilidade e decisão das próprias empresas.
G.4 - Como é realizada a assessoria em marketing para as empresas? (assinale a
opção correta)
( ) Por meio de uma empresa contratada pelo empreendimento para este fim, havendo
limitações de serviços de acordo com o Plano de Marketing estabelecido pelo Parque C T .
( ) Por meio de uma empresa contratada pelo empreendimento para este fim, porém
havendo um contrato de risco, ou seja, os serviços são pagos pelas próprias empresas,
de acordo com suas necessidades específicas.
( ) O Parque C T disponibiliza, nos seus quadros, especialistas para apoiar as empresas
nestes assuntos, porém os serviços adicionais (tais como gráficas, desenhos, e t c . ) são
contratados pelas próprias empresas.
( ) O Parque C T não disponibiliza nem intermedia serviços de assessoria em marketing
para as empresas.
( ) Outras formas de atuação, (especifique)
233
PARTE H: FORMAÇÃO E TREINAMENTO
H.1 - O Parque CT organiza ações de treinamento em empreendedorismo?
( ) Sim. C o m o apoio de entidades d e ensino, associações comerciais e/ou industriais,
agências governamentais, d a iniciativa privada (por favor, especifique as entidades q u e
apoiam esta iniciativa). A s ações d e treinamento são voltadas para a c o m u n i d a d e d o
Parque bem c o m o para a região.
( ) Sim. C o m recursos próprios e contratação d e consultores para este fim. A s ações d e
treinamento são voltadas para a comunidade d o Parque bem como para a região.
( ) Não. Porém estimula seus associados a participarem d e eventos e cursos ministrados
por outras entidades, facilitando este processo.
( )Não. Porém estimula seus associados a participarem d e eventos e cursos ministrados
por outras entidades sem, n o entanto interferir ou facilitar este processo.
H.2 - O Parque CT procura realizar convênios ou acordos com instituições de
ensino técnico para facilitar ações de treinamento entre os seus associados e para
a comunidade do Parque CT?
( ) Sim. São efetuados convênios, contratos e/ou acordos c o m entidades governamentais
ou d a iniciativa privada para fins de treinamento e formação técnica, d e acordo c o m a s
necessidades e estratégias estabelecidas pelo Parque C T e seus associados.(Discrimine
os principais acordos realizados neste sentido, e o tipo de curso/evento d e treinamento
q u e é ministrado)
( ) Não. A s iniciativas c o m relação a este assunto são realizadas pelos próprios
associados, d e acordo com seus interesses específicos.
( ) Não. A s iniciativas com relação a este assunto são esporádicas,
H.3 - O Parque CT está associado a alguma organização ou rede para fins de
treinamento?
( ) Sim. C o m a s organizações/redes:
( ) Não
1-1.4 - O Parque CT proporciona cursos especificamente para a elaboração de
Planos de Negócios para seus associados?
( ) Sim. C o m recursos próprios e com a contratação d e consultores.
( ) Sim. C o m recursos próprios e com pessoal próprio.
( ) Não. Porém o s associados são estimulados a buscarem este treinamento e m
agências e outras organizações, por conta própria.
PARTE I: RESULTADOS OBTIDOS; AVALIAÇÃO DO IMPACTO NA REGIÃO
1.1 - Quais são as três principais transformações sobre a organização/ocupação da
região provocadas pela instalação do Parque CT?
1.2 - Aponte os principais resultados obtidos desde a implantação do projeto:
( ano base para informações atualizadas - 2000)
(tratando-se de projeto ainda não implantado por favor, discrimine os resultados
esperados, previstos para após a implantação - última coluna)
234
Principais Resultados
número d e empresas
d e base
tecnológica criadas
número d e empregos diretos gerados
número de empregos indiretos gerados
faturamento
total
gerado
pelas
e m p r e s a s (R$/ano)
faturamento gerado pelo Parque c o m
prestação
de
sen/iços
diversos
(R$/ano)
número d e patentes d e novos produtos
geradas pelas empresas associadas a o
Parque
número d e sistemas produtivos locais
estruturados por influência d o Parque
(cooperativas,
distritos
industriais,
"clusters", redes, incubadoras, e t c . )
número d e projetos
cooperativos
desenvolvidos n o âmbito d o Parque
(entre a s empresas e organizações
externas, incluindo instituições d e
pesquisa e ensino)
número d e empresas d e médio e
grande porte atraídas para a região
v o l u m e d e investimentos atraídos para
a região (em R$ e e m U S $ )
número d e eventos realizados para a
sensibilização d a comunidade local
para o projeto (incluindo o meio político
e 0 empresarial) (feiras, exposições,
seminários, reuniões, visitas, e t c . )
número d e participantes nos eventos
realizados para a sensibilização
número
de
rodadas
de
negócios/eventos promocionais e m
apoio às empresas
v o l u m e d e negócios realizados a partir
desses eventos ( R $ )
número d e eventos d e treinamento e m
empreendedorismo realizados
número d e participantes treinados
nesses eventos
número d e eventos d e treinamento e m
cursos técnicos o u d e qualidade,
incluindo informática
número d e participantes treinados
nesses eventos
outros
resultados
considerados
relevantes para o projeto (discrimine)
Desde a
implantação
do projeto
No ano 2000
Previsto a
partir da
implantação
do projeto
235
Logical Framework do Projeto/Empreendimento
N o m e d o Empreendimento:
Objetivo Superior
Objetivos imediatos o u d o
projeto
Produtos ou resultados
esperados
Efeitos/impactos
Pressupostos relevantes
para o êxito d o projeto
Beneficiários d o projeto
Melhores práticas
identificadas
236
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