165 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 PRÁTICAS ESCOLARES NORTEADAS POR PROJETOS DE TRABALHO QUE FOMENTAM A FORMAÇÃO DOCENTE Fausiene Pereira Resende Victor-UFU [email protected] Vivian Moreira Batista-UFU [email protected] “Meu sonho de sociedade ultrapassa os limites do sonhar que aí está.” Paulo Freire INTRODUÇÃO O interesse pela realização deste trabalho nasce de reflexões surgidas na busca de articulações entre os saberes teóricos aprendidos no curso de graduação de Pedagogia da Universidade Federal de Uberlândia (MG.) e práticas educativas conhecidas em momentos de visitas às escolas. A fundamentação teórica adquirida no curso de Pedagogia nos estimula na busca de exemplos práticos que corroborem com os conhecimentos que estamos nos apropriando. Nosso desejo é realizar essas articulações em discussões sobre práticas educativas humanizadoras. Nessa busca encontramos o projeto de trabalho ora discutido na intenção de, neste momento, socializar os frutos da experiência observada, pensando sobre novas perspectivas pedagógicas capazes de encaminhamentos de propostas educativas humanizadoras para a educação infantil e o ensino fundamental. Neste sentido, Fiori (2008, p. 8) remete a uma leitura destas articulações entre o saber e a prática através do humanismo pedagógico vivenciado por Paulo Freire: Experiência e saber que se dialetam, densificando-se, alongando-se e dando, com nitidez cada vez maior, o contorno e o relevo de sua profunda intuição central: a do educador de vocação humanista que, ao inventar suas técnicas pedagógicas, redescobre através delas o processo histórico em que e por que se constitui a consciência humana. Com base nessas idéias iniciais, destacamos a organização deste texto. Num primeiro momento, fazemos uma discussão sobre a busca de articulações entre Projetos de Trabalho e Saberes Pedagógicos. 166 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 Na seqüência, tecemos breves reflexões sobre atividades educativas humanizadoras: importância para a busca da integralização do ser; em seguida as considerações finais e as referências bibliográficas. BUSCA DE ARTICULAÇÕES: Projetos de Trabalho e Saberes Pedagógicos Nesta exposição, nossa intenção é a socialização dos resultados do projeto “Planeta Terra: O Mundo Que Quero Para Mim”, capaz de nos motivar reflexões e busca de articulações entre os saberes teóricos aprendidos no Curso de Graduação e as experiências observadas no projeto em questão. Baseamo-nos em observações dos resultados do referido projeto, documentadas mediante fotografias, na intenção de fazer uma leitura, dentre outras possíveis, de como os saberes adquiridos no Curso de Graduação de Pedagogia podem fundamentar atividades educativas humanizadoras. Nosso percurso de reflexões baseia-se em dados obtidos em observações e coleta de informações e materiais das práticas pedagógicas oriundas do projeto mencionado, com o propósito será de socializar o observado e as reflexões decorrentes dessas nossas observações. Para nós, tratou-se, segundo Denzin e Lincoln (2006), de uma investigação na qual houve co-produção de conhecimentos entre os participantes do projeto e pesquisadores. As construções feitas no processo de investigação levam à ação social como as reflexões sobre as ações conduzem a novas construções, a novos significados. Ela trata a diversidade de capacidades e de experiências dentro do grupo como uma oportunidade para o enriquecimento do processo de pesquisa. Na seqüência, é relevante apresentação sobre dados do Projeto objeto desta reflexão. Dentro do plano de ação do projeto foram utilizadas as seguintes práticas didático-metodológicas: dinâmicas; debates para melhor entendimento do tema do projeto; entrevistas desenvolvendo o tema; aulas expositivas; pesquisas; leitura e análise 167 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 de mapas; leitura de textos do gênero descritivo, expositivo-informativo e notícia, atividades em grupo permitindo aos alunos se auxiliarem mutuamente e atividade extrasala para enriquecer o conhecimento enfocando o projeto. Os recursos utilizados foram: a Natureza, textos, fitas de vídeo, retro-projetor, pesquisa, cartazes, livros informativos e de literatura, letras de músicas, mapas, maquete e painéis. Dentro da proposta pedagógica da escola a natureza é o maior recurso, por isso a idéia de trabalhar com um projeto que valorize a natureza, sensibilizando e educando o aluno para que possa dar importância ao meio e ao ambiente que vive, procurando respeitá-lo e preservá-lo. (Plano de ensino 1 das professoras) Após realizarem debates para melhor entendimento do tema, conduziram as crianças ao lixão da cidade para constatarem o desperdício e toda a problemática em si, sobre o lixo acumulado. Em seguida, visitaram o “Lar Escola Corina Novelino”. Na visita, puderam sentir o contraste dos ambientes, e assim, elaborar mais reflexões em torno do tema. As crianças produziram entrevistas, pesquisas, leituras e análises de mapas para melhor compreensão de espaço, participaram de aulas expositivas com leituras de textos do gênero descritivo, expositivo-informativo e notícia. As atividades em grupo permitiram aos alunos auxílio mútuo enfatizando a importância das relações. Os alunos aprenderam a reaproveitar materiais para confecção de brinquedos, jogos e peças de decoração, fizeram produções literárias que culminaram na confecção de um livro, uma aluna musicou um poema, criaram peças teatrais e construíram maquete e painéis. No desenvolver do projeto ocorreram vários desdobramentos como a culminância de uma grande “mostra pedagógica” onde puderam expor ao público interessado todos os resultados do trabalho, montagem de painéis para observação do lento processo de decomposição de certos materiais; e dentro da mesma proposta, engajaram em um trabalho com uma deficiente visual e participação ativa das crianças no convívio com portadores de necessidades especiais. Ênfase em trabalhos utilizando os recursos naturais – FIGURAS 1 e 2 1 Trazemos ao longo do texto alguns trechos do Plano de Ensino das professoras utilizado para análise documental. 168 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 No Projeto realizado a busca foi “desenvolver os conteúdos curriculares de forma interativa, interdisciplinar e participativa” e “trabalhar a transversalidade dos conteúdos disciplinares, exigidos nos PCNS, associando ao projeto “Planeta Terra: O mundo que quero para mim”, e datas comemorativas.” (Plano de Ensino das Professoras). Ao trabalhar os conteúdos escolares de forma interdisciplinar, há possibilidade de enriquecimento do saber e também a maneira de fomentar o desenvolvimento do ímpeto criador de cada ser. Como salienta Freire (2008, p. 79): “[...] Ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo.” O diálogo existente entre as disciplinas e entre professor e alunos permite uma representação da realidade concomitante com uma visão crítica impulsionando mudanças que permitirão transformar esta mesma realidade. Para Freire (2008, p. 79), este diálogo entre as disciplinas ocasiona a “prática problematizadora e libertadora” da educação instigadora do indivíduo gerando conhecimento e crescimento cognitivo, superando o apego existente do professor à “prática bancária”. Quando o conhecimento é organizado por disciplinas, fragmentando o conteúdo, dificulta a apropriação do conhecimento, uma vez que “os educandos não são chamados a conhecer, mas a memorizar o conteúdo narrado pelo educador”. É neste sentido que a utilização de projetos e de conteúdos interdisciplinares remete a “prática problematizadora”, mediante a qual o educando e o educador trocam experiências interagindo e avançando intelectualmente. As crianças adquirem conhecimento e cultura verdadeiros e não a memorização do conteúdo narrado pelo educador. Freire (2008, p. 80) contribui para relevância desta prática: Quanto mais se problematizam os educandos, como seres no mundo e com o mundo, tanto mais se sentirão desafiados. Tão mais desafiados, quanto mais obrigados a responder ao desafio. Desafiados, compreendem o desafio na própria ação de captá-lo. Mas, precisamente porque captam o desafio como um problema em suas conexões com outros, num plano de totalidade e não como algo petrificado, a compreensão resultante tende a tornar-se 169 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 crescentemente crítica, por isto, cada vez mais desalienada. Através dela, que provoca novas compreensões de novos desafios, que vão surgindo no processo da resposta, se vão reconhecendo, mais e mais, como compromisso. Assim é que se dá o reconhecimento que engaja. Formam-se, assim, reflexões em torno das relações do homem consigo mesmo e com o mundo, que, segundo Freire (2008, p. 81), são “relações em que consciência e mundo se dão simultaneamente”, resultando em um indivíduo mais integralizado, que adquire a capacidade de “resolver situações problemas, sabendo validar estratégias e resultados, desenvolvendo processos de dedução e estimativas.” (Plano ensino das professoras). Atividades que promovem o cognitivo - FIGURAS 3 e 4 e atividades que promovem a consciência ecológica – FIGURA 5 ATIVIDADES EDUCATIVAS HUMANIZADORAS: importância para a busca da integralização do ser Estamos no tempo de acompanhar o progresso e alimentar novos sentimentos. O homem moderno avançou nas grandes conquistas sem a preocupação de avançar nos sentimentos nobres e nos valores que transcendem a vida material. Portanto nosso objetivo é colaborar com uma educação que reconheça a importância da vida do planeta e que nosso projeto seja um momento de despertar. (Plano de ensino das professoras). Novamente as palavras de Freire (1983, p. 30) ampliam esta reflexão: Quando o homem compreende sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções. Assim, pode transformá-la e com seu trabalho pode criar um mundo próprio: seu eu e suas circunstancia. O homem enche de cultura os espaços geográficos e históricos. Cultura é tudo o que é criado pelo homem. Tanto uma poesia como uma frase de saudação. A cultura consiste em recriar e não repetir. O homem pode fazê-lo porque tem uma consciência capaz de captar o mundo e transformá-lo. Por meio da prática de atividades educativas humanizadoras, é possível perceber a promoção do ser, dando-lhe liberdade de ação e cidadania, transformando-o em um sujeito social atuante e consciente, ensinando-o a criar, recriar e transformar o 170 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 mundo com uma visão ética e consciente da realidade, libertando-os de demagogias e vivenciando ações concretas que consolidarão um cidadão participativo com atitudes de responsabilidade, respeito, solidariedade e ética. Sobre este ser social que estabelece vínculos afetivos favorecedores da interação e da colaboração autônoma, Porto (2008, p.21) escreve: O homem é um ser social, necessita de outros para conviver em nossa sociedade. A comunicação é feita por palavras, gestos, escrita, enfim, por trocas, afeto, amor, raiva e todos os sentimentos pertinentes a espécie humana. A vida é um constante movimento e, quando paramos deixamos de sentir com todas as nossas forças o sopro da vida. Com esta perspectiva de formação humana reveladora dos aprendizados e expressões infantis, trazemos um poema do livro “Planeta Terra: O Mundo Que Quero Para Mim” elaborado por uma aluna do 2º ano, sobre a experiência em que teve sobre inclusão social: Hoje veio em nossa escola Uma pessoa especial Ela se chama Sabrina E é deficiente visual. Mesmo não tendo visão Enxerga com o coração. Sendo deficiente! Pode ser feliz e aos outros amar Porque quando está triste Tem uma família para ajudar. Sabrina nada pode temer Ela tem muitos amigos Prontos a socorrer. Temos que acabar com o preconceito. Todos tem o mesmo direito Escute do povo a voz: - Esse é o mundo que queremos para nós. Quando a criança apodera-se destas noções passa a demonstrar responsabilidade, respeito e solidariedade no uso dos bens comuns e recursos naturais; a participar de campanhas ou saber dispor dos serviços existentes relacionados às questões ambientais; a valorizar a vida em sua diversidade e preservação dos ambientes; a responsabilizar-se no cuidado dos espaços que habita e com o próprio corpo, 171 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 incorporando hábitos possíveis e necessários de alimentação e higiene no preparo de alimentos, repouso e lazer adequados, conquista uma cultura tecida na trama da satisfação em aprender e, assim, passa a expressar juízos e se transforma em um ser social cada vez mais consciente. Atividades do projeto “Planeta Terra – O Mundo Que Quero Para Mim”- FIGURAS 6, 7, 8 e 9 De acordo com as professoras responsáveis pelo projeto, o que se articula com os conhecimentos aprendidos na Universidade, no âmbito da avaliação, foi possível experienciar mais articulações, permitindo inferir sobre processos didáticos que conduzem a criança a buscar de forma natural, e não punitiva, a comprovação de suas aquisições cognitivas. Confecção de um livro contendo as produções literárias dos alunos – FIGURA 10 e Apresentação de peça teatral – FIGURA 11 A avaliação é a ocasião de conhecer e comprovar o aprendizado das crianças, no projeto este momento é claramente exposto ao “educando para que este tenha condição de se preparar para ser avaliado. Durante o desenvolvimento do projeto a observação foi instrumento essencial para avaliar o aluno, observando as atitudes e respostas durante atividades em grupos, extra-sala, debates, questionamentos, pesquisa, produção de textos, ficando atenta para verificar se houve aquisição de competência e habilidades para redirecionar o processo aprendizagem.” (Plano de ensino das professoras) Avaliou-se também que, “progressivamente o aluno: demonstra atitudes de solidariedade, participação e respeito à vida em todas as suas formas; participa de atividades cotidianas de cuidado e respeito aos ambientes coletivos; não desperdiça recursos naturais que usa em sua vida diária (água, alimentos), objetos de uso pessoal, materiais escolares.” (Plano de ensino das professoras) Essa exposição sobre atividades orientadoras da participação ativa das crianças revela a essencialidade delas para a formação humana na infância, com implicações decisivas para a constituição da natureza social de cada pessoa. Os projetos de trabalhos parecem, mediante nossa análise, vir ao encontro dessa perspectiva de atuação ativa de todos os envolvidos (crianças, professores e outros adultos atuantes no espaço escolar) 172 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 nas propostas pedagógicas constituídas nas escolas de educação infantil e de ensino fundamental. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir de estudos teóricos e análises dos dados coletados, podemos inferir algumas conclusões. Em primeiro lugar, o trabalho pedagógico por meio de projetos conduz a possibilidade de trabalhar os conteúdos escolares interdisciplinarmente, de maneira a enriquecer as aprendizagens de novos conhecimentos pelas crianças. Além disso, essa abordagem didático-metodológica permitiu e permite que as crianças desenvolvam atitudes de responsabilidade, respeito e solidariedade no uso dos bens comuns e naturais e o professor da turma se torna mediador e enriquecedor das atividades realizadas, instigando as crianças a formularem questões e a respondê-las a partir de pesquisa. Mediante esse olhar mais atento para a participação das crianças, o conhecimento torna-se mais “palpável”, além da conscientização de valores e formação de juízos próprios, resultantes das experiências vivenciadas. O conhecimento adquirido pelas crianças por meio dos conteúdos escolares interdisciplinares juntamente com ações educativas humanizadoras permitem o enriquecimento e o comprometimento das mesmas pelas causas humanitárias, conscientizando-as da importância das inter-relações das pessoas entre si e com o meio ambiente. Em linhas gerais, trabalhos dessa perspectiva se diferenciam de propostas pedagógicas comumente vista em salas de aula, com oportunidade para engajamento ativo do professor e alunos, por meio de atividades colaborativas e investigativas dirigidas à formação da humanidade nas pessoas. 173 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 O professor consciente do compromisso assumido perante as pessoas e sua responsabilidade em lidar com seres humanos, passa a exercer uma prática mais humanizada demonstrada pelas sábias palavras de Freire (2009, p. 144): Não importa com que faixa etária trabalhe o educador ou a educadora. O nosso é um trabalho realizado com gente, miúda, jovem ou adulta, mas gente em permanente processo de busca. Gente formando-se, mudando, crescendo, reorientando-se, melhorando, mas, porque gente, capaz de negar os valores, de distorcer-se, de recuar, de transgredir. Não sendo superior nem inferior a outra prática profissional, a minha, que é a prática docente, exige de mim um alto nível de responsabilidade ética de que a minha própria capacidade científica faz parte. É que lido com gente. Lido, [...] com os sonhos, as esperanças tímidas, às vezes, mas às vezes, fortes, dos educandos. Se não posso, de um lado, estimular os sonhos impossíveis, não devo, de outro, negar a quem sonha o direito de sonhar. Lido com gente e não com coisas. Pelo exposto, nos sentimos desafiadas a adquirir todo o conhecimento científico necessário a nossa formação acadêmica, para as necessárias articulações entre os projetos de trabalho e os saberes pedagógicos. Acreditamos que se faz urgente e imprescindível o (re) conhecimento e criação de possibilidades educativas humanizadoras na infância, mediante planejamentos e organizações didáticas. De acordo com a afirmação de Freire, em junho de 1985, ressaltada por Gadotti (1998), “Meu sonho de sociedade ultrapassa os limites do sonhar que aí está.” REFERÊNCIAS DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. et al O PLANEJAMENTO DA PESQUISA QUALITATIVA: Teorias e Abordagens. Trad. Sandra Regina Netz. Porto Alegre: Artmed, 2006. ESCOLA EURÍPEDES BARSANULFO. PLANEJAMENTO DE ENSINO: Matemática, Ciências, Português e História e Geografia. Sacramento, 2008. ______. PLANETA TERRA: O MUNDO QUE QUERO PARA MIM. Sacramento, 2008. 174 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 FIORI, E. M. Prefácio. In: FREIRE, P. PEDAGOGIA DO OPRIMIDO. . 47.ed. São Paulo, Paz e Terra, 2008. p. 7-22. FREIRE, P. EDUCAÇÃO E MUDANÇA. 6.ed. Tradução Moacir Gadotti e Lilian Lopes Martin. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. ______. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA: saberes necessários à prática educativa. 39.ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009. ______. PEDAGOGIA DO OPRIMIDO. 47.ed. São Paulo, Paz e Terra, 2008. GADOTTI, M.; ESTRADA, M. I. D.. CIENTISTAS DO BRASIL. SBPC, 1998, Disponível em : <http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/txt.php?id=40> Acesso em 11 ago 2009 PORTO, O. PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR: intermediando a humanização na saúde. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2008. ANEXO LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 - Ênfase em trabalhos utilizando os recursos naturais 175 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 FIGURA 2 - Ênfase em trabalhos utilizando os recursos naturais FIGURA 3 - Atividades que promovem o desenvolvimento cognitivo FIGURA 4 - Atividades que promovem o desenvolvimento cognitivo FIGURA 5 - Atividades que promovem a consciência ecológica FIGURA 6 - Atividades do projeto “Planeta Terra – O Mundo que quero para mim” 176 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 FIGURA7 - Atividades do projeto “Planeta Terra – O Mundo que quero para mim” FIGURA 8- Atividades do projeto “Planeta Terra – O Mundo que quero para mim” FIGURA 9- Atividades do projeto “Planeta Terra – O Mundo que quero para mim” 177 Anais do II Seminário de Pesquisa do NUPEPE Uberlândia/MG p. 165-177 21 e 22 de maio 2010 FIGURA 10- Confecção de um livro contendo as produções literárias dos alunos FIGURA 11- Apresentação de peça teatral