ANEXO I RESUMO DAS CARACTERêSTICAS DO MEDICAMENTO 1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO VISTIDE . 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada ampola contém cidofovir, equivalente a 375 mg/5 ml (75 mg/ml) de cidofovir anidro. O pH da solução foi ajustado a 7,4. 3. FORMA FARMACÊUTICA Concentrado para solução de perfusão. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 Indicações Terapêuticas Cidofovir está indicado para o tratamento da retinite por citomegalovirus (CMV) em doentes com Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e sem alteração da função renal. Até se obter mais experiência, o cidofovir só deve ser usado quando outros agentes terapêuticos são considerados inadequados. 4.2. Posologia e Modo de Administração Antes de cada administração de cidofovir, devem ser avaliados os níveis de creatinina sérica e de proteínas na urina. A dose recomendada, a frequência ou o débito de perfusão não devem ser excedidos. O cidofovir deve ser diluído antes da administração, em 100 ml de solução salina 0,9%. Para minimizar a potencial nefrotoxicidade, deve ser administrado probenecide oral e deve fazer-se uma pré-hidratação com solução salina por via intravenosa, com cada perfusão de cidofovir. Dosagem em Adultos Tratamento de Indução: A dose recomendada de cidofovir é 5 mg/kg de peso corporal (em perfusão intravenosa a débito constante, durante 1 hora), administrada uma vez por semana, durante duas semanas consecutivas. • Tratamento de Manutenção: Inicia-se duas semanas após completar o tratamento de indução, sendo a dose de manutenção recomendada de cidofovir 5 mg/kg de peso corporal (em perfusão intravenosa a débito constante, durante 1 hora), administrada de duas em duas semanas. • A terapêutica com cidofovir deve ser interrompida e recomenda-se a hidratação intravenosa, se a creatinina sérica atingir valores ≥ 44 µmol/l (≥ 0,5 mg/dl), ou se se desenvolver uma proteinúria persistente ≥ 2+. Probenecide: Probenecide administrado oralmente com cada dose de cidofovir, pode reduzir a potencial nefrotoxicidade. Todos os ensaios clínicos que avaliaram a eficácia do produto foram efectuados usando probenecide, concomitantemente com cidofovir. Assim, para minimizar a potencial nefrotoxicidade, deve ser administrado probenecide por via oral com cada dose de cidofovir. Devem ser administrados 2 g três horas antes da dose de cidofovir e deve ser administrado 1 g às 2 horas e depois novamente às 8 horas após completar-se o período de perfusão de 1 hora de cidofovir (num total de 4 g). De forma a reduzir o potencial para náuseas e/ou vómitos associado à administração de probenecide, os doentes devem ser aconselhados a ingerir alimentos antes da administração de cada dose de probenecide. Pode ser necessário recorrer ao uso de anti-eméticos. Em doentes que desenvolvam sintomas de alergia ou hipersensibilidade ao probenecide (p.ex.: erupção cutânea, febre, arrepios e anafilaxia), deve ser considerado o uso de anti-histamínico apropriado e/ou paracetamol (ver secção 4.3, Contra-indicações). • Hidratação: Para minimizar a potencial nefrotoxicidade, os doentes devem receber um litro de solução salina a 0,9% por via intravenosa, imediatamente antes de cada perfusão de cidofovir. Os doentes que possam tolerar uma carga adicional de fluidos, podem receber até um total de 2 litros de solução salina a 0,9% por via intravenosa com cada dose de cidofovir. O primeiro litro de solução salina deve ser perfundido durante o período de 1 hora, imediatamente antes da perfusão de cidofovir e o segundo litro, caso seja administrado, deve ser perfundido durante um período de 1 - 3 horas, iniciando-se simultaneamente com a perfusão de cidofovir ou imediatamente após a perfusão de cidofovir. • Dosagem em Idosos A segurança e eficácia do cidofovir não foram estabelecidas para o tratamento de doentes com mais de 60 anos. Uma vez que os indivíduos idosos têm frequentemente a função glomerular diminuida, deve ser dada atenção especial à avaliação da função renal antes e durante a administração de cidofovir. Dosagem em Crianças e Recém-nascidos A segurança e eficácia do cidofovir não foi estabelecida para o tratamento de doentes com citomegalovirus de idade inferior a 18 anos. Portanto, não se recomenda o uso de cidofovir em crianças e recém-nascidos. Dosagem em Insuficientes Renais A insuficiência renal é uma contra-indicação para o uso de cidofovir (ver também 4.3, Contra-indicações). O tratamento com cidofovir não deve ser iniciado em doentes com creatinina sérica >133 µmol/l (> 1,5 mg/dl), depuração da creatinina ≤ 0,92 ml/s (≤ 55 ml/min.) ou proteinúria ≥ 2+ (≥ 100 mg/dl), uma vez que as doses óptimas de indução e manutenção em doentes com insuficiência renal moderada a grave não são conhecidas. Dosagem em Insuficientes Hepáticos A segurança e eficácia do cidofovir não foram estabelecidas em indivíduos com doença hepática. Conselhos para Monitorização A proteinúria mostrou ser um indicador precoce e sensível da nefrotoxicidade induzida pelo cidofovir. Nos doentes tratados com cidofovir devem determinar-se os níveis de creatinina sérica e de proteinas na urina em amostras colhidas nas 24 horas antes da administração de cada dose de cidofovir. Em doentes com proteinúria ≥ 2+, deve fazer-se a hidratação intravenosa e repetir-se a análise. Se após a hidratação o valor de proteinúria ≥ 2+ ainda se mantém, a terapêutica com cidofovir deve ser suspensa. A continuação da administração de cidofovir a doentes com uma persistente proteinúria ≥ 2+, após hidratação intravenosa, pode originar sinais de agravamento dos danos tubulares proximais, incluindo glicosúria, diminuição do fosfato sérico, ácido úrico e bicarbonato, e elevação da creatinina sérica. Durante o tratamento, estes parâmetros devem ser investigados antes da administração de cada perfusão, e o tratamento deve ser suspenso se ocorrerem anomalias. No caso de completa recuperação, a reintrodução de cidofovir não foi ainda avaliada. A contagem de leucócitos sanguíneos, incluindo a contagem de neutrófilos, deve também ser realizada antes da administração de cada dose de cidofovir. Os doentes em tratamento com cidofovir devem ser aconselhados a fazer exames oftalmológicos de vigilância, regularmente. 4.3. Contra-indicações O cidofovir está contra-indicado em doentes com função renal diminuida [creatinina sérica > 133 µmol/l (> 1,5 mg/dl) ou depuração da creatinina ≤ 0,92 ml/s (≤ 55 ml/min) ou proteinúria ≥ 100 mg/dl (proteinúria ≥ 2+)]. A segurança do cidofovir não foi avaliada em doentes que recebem outros agentes potencialmente nefrotóxicos, tais como aminoglicosidos, anfotericina B, foscarnet, pentamidina intravenosa e vancomicina. A administração concomitante de cidofovir com estes fármacos é contra-indicada. O uso de cidofovir está também contra-indicado em doentes com hipersensibilidade ao fármaco. A injecção intraocular directa de cidofovir é contra-indicada; à injecção directa pode associar-se a uma significativa descida da pressão intraocular e alteração da visão. 4.4. Advertências e Precauções Especiais de Utilização O cidofovir foi formulado apenas para perfusão intravenosa, não devendo ser administrado por injecção intraocular. O cidofovir deve ser perfundido apenas em veias com suficiente débito sanguíneo para permitir uma rápida diluição e distribuição. A terapêutica deve ser acompanhada pela administração de probenecide por via oral e por pré-hidratação intravenosa adequada com solução salina. Em doentes incapazes de receber probenecide devido a uma hipersensibilidade ao fármaco ou a outra medicação contendo grupos sulfa-, a administração de cidofovir só deve ser considerada se o potencial benefício da terapêutica ultrapassar o potencial risco. O uso de cidofovir sem a administração concomitante de probenecide não foi clinicamente avaliado. Não se recomenda um programa de dessensibilização ao probenecide. A função renal (creatinina sérica e proteinúria) deve ser monitorizada antes da administração de cada dose de cidofovir. A interrupção e possivel suspensão é necessária, se ocorrerem alterações na função renal (ver 4.2 Posologia) Função Renal Diminuida A nefrotoxicidade dose-dependente é o maior factor de toxicidade limitativo da dose, relacionado com a administração do cidofovir. A proteinúria, pode ser um indicador precoce de nefrotoxicidade. Doentes que receberam semanalmente cidofovir intravenoso, numa dose de 0,5 mg ou 1,0 mg/kg, sem administração concomitante de probenecide, com ou sem pré-hidratação com solução salina, não mostraram sinais de nefrotoxicidade significativa relacionada com o fármaco [sendo definida pela creatinina sérica ≥ 177 µmol/l (≥ 2,0 mg/dl)], enquanto doentes tratados com 3,0 mg, 5,0 mg ou 10,0 mg/kg sem administração concomitante de probenecide, mostraram sinais de alterações celulares no túbulo proximal, incluindo glicosúria, diminuição do fosfato no soro, do ácido úrico e do bicarbonato, e elevação da creatinina no soro. Os sinais de nefrotoxicidade foram parcialmente reversíveis em alguns doentes. Hematologia Em doentes que recebiam cidofovir foi observada neutropénia reversível. Este facto não foi associado a sequelas clínicas e não parece ser dependente da dose. Em alguns casos a situação resolveu-se durante a terapêutica com cidofovir e noutros casos após a suspensão do fármaco. Testes Laboratoriais A função renal deve ser avaliada (análises de rotina à urina e creatinina sérica) e os resultados revistos antes da administração de cada dose de cidofovir. A contagem de neutrófilos deve ser também monitorizada regularmente. Outros O cidofovir deve ser considerado um potencial carcinogénico nos seres humanos (ver 5.3 Dados de Segurança Pré-clínica). A administração de cidofovir a doentes com diabetes mellitus deve fazer-se com precaução, devido ao potencial aumento de risco de desenvolvimento de hipotonia ocular. Os doentes do sexo masculino devem ser informados de que o cidofovir provocou redução do peso dos testículos e hipospermia em animais. Embora não tenham sido observadas nos ensaios clínicos com cidofovir, estas alterações podem ocorrer em seres humanos e causar infertilidade. Os homens devem ser aconselhados a usar métodos contraceptivos macânicos enquanto decorre o tratamento e durante 3 meses após o tratamento com cidofovir. 4.5. Interacções Medicamentosas e Outras Formas de Interacção O probenecide interfere com o metabolismo ou com a secreção renal tubular de muitos fármacos (p.ex. paracetamol, aciclovir, inibidores da enzima de conversão da angiotensina, ácido aminossalicílico, barbitúricos, benzodiazepinas, bumetanide, clofibrato, metotrexato, famotidina, furosemida, anti-inflamatórios não esteróides, teofilina e zidovudina). Os doentes que estão a ser tratados com zidovudina, deverão interromper temporariamente a sua administração ou reduzir a dose em 50%, nos dias em que o cidofovir é administrado, uma vez que o probenecide reduz a depuração da zidovudina. As interacções do cidofovir, probenecide e fármacos anti-HIV, incluindo os inibidores da protease anti-HIV, não foram avaliados nos ensaios clínicos. 4.6. Utilização Durante a Gravidez e o Aleitamento O cidofovir é embriotóxico em ratos e coelhos e em doses sub-terapêuticas. Ocorreu um significativo aumento de incidência de anomalias fetais a nível externo, tecidos moles e esqueleto, em coelhos, com doses de 1,0 mg/kg/dia, as quais foram também tóxicas para as mães. Não foram realizados estudos com cidofovir em mulheres grávidas. O fármaco não deve ser usado durante a gravidez. As mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a usar contracepção eficaz durante e após o tratamento com cidofovir. Desconhece-se se o cidofovir é excretado no leite materno. Uma vez que muitos fármacos são excretados no leite materno, as mães que amamentam devem ser instruídas para interromper o tratamento com cidofovir ou interromper o aleitamento, se continuarem a receber cidofovir. A passagem de compostos relacionados com o fármaco através da barreira placentária, foi observada em ratos fêmeas grávidas. A excreção de produtos relacionados com o fármaco, no leite de animais a amamentar, não foi estudada. Consultar a secção 4.4. (Advertências e Precauções Especiais de Utilização) para mais informações. 4.7. Efeitos Sobre a Capacidade de Conduzir e Utilizar Máquinas Podem ocorrer efeitos adversos durante a terapêutica com cidofovir, como astenia. Aconselha-se o médico a discutir este assunto com o doente e a fazer as suas recomendações, caso a caso, com base nas condições da doença e na tolerância ao medicamento. 4.8. Efeitos Indesejáveis Nos ensaios clínicos controlados realizados com cidofovir em doentes com SIDA e com retinite por citomegalovirus, os efeitos adversos mais frequentemente referidos foram: proteinúria 51%, febre 43%, astenia 32%, náuseas e vómitos 26%, erupção cutânea 19%. Estes valores foram calculados independentemente da relação com os fármacos estudados (cidofovir ou probenecide) ou a gravidade. Os efeitos adversos reportados como graves e que ocorreram em pelo menos 5% dos doentes foram: proteinúria 13%, neutropénia 10%, febre 9%, morte 8%, infecção 8%, aumento da creatinina 8%, dispneia 7%, pneumonia 7%, astenia 6% e náuseas com vómitos 5%. Todas as mortes que ocorreram durante o estudo foram atribuídas às complicações da SIDA e não ao cidofovir. Os efeitos adversos que ocorreram em pelo menos 10% dos doentes e que estiveram possivelmente ou provavelmente relacionados com o cidofovir foram: proteinúria 41%, neutropénia 18%, astenia 15%, aumento da creatinina 14%, febre 13%, alopécia 12% e náuseas sem vómitos 10%. Os efeitos adversos graves que ocorreram em pelo menos 5% dos doentes e que estiveram possivelmente ou provavelmente relacionados com o cidofovir foram: proteinúria 11%, neutropénia 9% e aumento da creatinina 7%. Os efeitos adversos que ocorreram em pelo menos 10% dos doentes e que estiveram possivelmente ou provavelmente relacionados com o probenecide foram: febre (18%), erupção cutânea (13%), náuseas com vómitos (12%) e náuseas sem vómitos (10%). A incidência de redução da pressão intraocular (50% de redução a partir dos valores antes do tratamento) foi de 9%. 4.9. Sobredosagem Foram reportados dois casos de sobredosagem com cidofovir. Em ambos os casos a sobredosagem ocorreu durante a primeira dose de indução e não foi administrado cidofovir adicional. Um doente recebeu uma dose única de 16,4 mg/kg e o outro doente recebeu uma dose única de 17,3 mg/kg. Ambos os doentes foram hospitalizados e fizeram profilaxia com probenecide oral e hidratação durante 3 a 7 dias. Um dos doentes apresentou uma alteração transitória e menor da função renal, enquanto o outro doente não apresentou alterações da função renal. 5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS 5.1 Propriedades Farmacodinâmicas Antiviral para uso sistémico (código ATC J05). Geral O cidofovir é um análogo da citidina com actividade in vitro e in vivo contra o citomegalovirus humano (CMVH). As estirpes de CMVH resistentes ao ganciclovir podem ser sensíveis ao cidofovir. Mecanismo de Acção O cidofovir suprime a replicação do citomegalovirus por inibição selectiva da síntese do ADN viral. Dados bioquímicos suportam a inibição selectiva do HSV-1, HSV-2 e das ADN polimerases do citomegalovirus pelo difosfato de cidofovir, o metabolito intracelular activo do cidofovir. O difosfato de cidofovir inibe estas polimerases virais em concentrações que são 8 a 600 vezes menores que as necessárias para inibir as ADN polimerases celulares humanas alfa, beta e gama. A incorporação do cidofovir no ADN viral resulta na redução da taxa de síntese de ADN viral. O cidofovir entra na célula por endocitose de fase fluida e é fosforilado a monofosfato de cidofovir e subsequentemente a difosfato de cidofovir. Além disso, forma-se um aducto fosfato de cidofovir-colina. Em contraste com o ganciclovir, o metabolismo do cidofovir não é dependente nem facilitado pela infecção viral. Os efeitos antivirais prolongados do cidofovir estão relacionados com as semi-vidas dos metabolitos; o difosfato de cidofovir permanece no interior das células com uma semi-vida de 17-65 horas. Além disso, as espécies fosfato-colina têm uma semi-vida de 87 horas. Actividade Antiviral O cidofovir é activo in vitro contra o citomegalovirus, um membro da família herpesviridae. A actividade antiviral é observada em concentrações significativamente inferiores às concentrações que causam morte nas células em monocamada. A sensibilidade in vitro ao cidofovir é mostrada na tabela seguinte: Inibição da Multiplicação Viral pelo Cidofovir em Culturas de Células Virus IC 50 (µM) isolados de CMV tipo selvagem 0,7 (± 0,6) isolados de CMV resistentes ao ganciclovir 7,5 (± 4,3) isolados de CMV resistentes ao foscarnet 0,59 (±0,07) A actividade in vivo do cidofovir contra o citomegalovirus (CMV) humano foi confirmada em ensaios clínicos controlados com cidofovir para tratamento da ritinite por citomegalovirus em doentes com SIDA, em que foi demonstrado retardamento estatisticamente significativo do tempo de progressão da retinite por citomegalovirus nos doentes que receberam cidofovir, quando comparados com os doentes dos grupos de controlo. Os tempos médios para a progressão da retinite nos dois estudos relevantes para a avaliação da eficácia (estudo GS-93-106 e GS-93-105, ambos efectuados em doentes que não receberam tratamento prévio para a retinite por citomegalovirus) foram respectivamente 120 dias e ausência de progressão para retinite nos grupos de doentes que receberam tratamento, versus 22 dias e 21 dias nos doentes não tratados (tratamento adiado). No estudo GS-93-107 efectuado em doentes com recidiva após tratamento com outros agentes, o tempo médio para a progressão da retinite foi 115 dias. Resistência Viral Após a selecção in vitro de isolados de citomegalovirus humanos resistentes ao ganciclovir, observou-se resistência cruzada entre o ganciclovir e o cidofovir com mutações selectivas provocadas pelo ganciclovir no gene da ADN polimerase do citomegalovirus, mas não com mutações no gene UL97. Não se observou resistência cruzada entre o foscarnet e o cidofovir com mutantes selecionados pelo foscarnet. Os mutantes seleccionados pelo cidofovir tinham uma mutação no gene da ADN polimerase e apresentavam resistência cruzada ao ganciclovir, mas eram sensíveis ao foscarnet. 5.2. Propriedades Farmacocinéticas A principal via de eliminação do cidofovir foi a excreção renal do fármaco inalterado, por filtração glomerular e por secreção tubular. Em doentes com função renal normal, 80 a 100 % da dose intravenosa foi recuperada na urina em 24 horas, sob a forma de cidofovir inalterado. Não foram detectados metabolitos do cidofovir no soro ou na urina dos doentes. Ao fim de uma hora de perfusão do cidofovir 5 mg/kg, administrado concomitantemente com probenecide oral, a concentração sérica média (± SD) de cidofovir era 19,6 (± 7,18) µg/ml. Os valores médios de depuração sérica total, volume de distribuição no estado estacionário e semi-vida terminal de eliminação foram respectivamente 138 (± 36) ml/h/kg, 388 (± 125) ml/kg e 2,2 (± 0,5) h. Uma cinética independente da dose foi demonstrada com doses únicas de cidofovir administradas no intervalo de doses de 3 a 7,5 mg/kg. Ligação às Proteínas In Vitro A ligação in vitro do cidofovir às proteínas do plasma ou do soro foi de 10% ou inferior no intervalo de concentrações de cidofovir de 0,25 a 25 µg/ml. 5.3. Dados de Segurança Pré -Clínica Estudos pré-clínicos em animais demonstraram que a nefrotoxicidade é o principal factor de toxicidade limitante da dose de cidofovir. O efeito nefroprotector do probenecide foi posto em evidência num estudo de 52 semanas realizado em macacos cynomolgus aos quais se administrava 2,5 mg/kg de cidofovir por via intravenosa, uma vez por semana, com 1 g de probenecide por via oral. Carcinogénese Num estudo de toxicidade por via intravenosa, em rato, com duração de 26 semanas, observou-se um significativo aumento na incidência de adenocarcinoma mamário em fêmeas, e de carcinomas da glândula de Zymbal em machos e fêmeas, com níveis plasmáticos subterapêuticos de cidofovir. Num estudo separado, injecções subcutâneas semanais de cidofovir durante 19 semanas consecutivas, deram origem a adenocarcinomas mamários em ratos fêmeas após doses baixas, da ordem dos 0,6 mg/kg/semana. Em ambos os estudos os tumores foram observados durante os primeiros très meses de administração. Não foram observados tumores em macacos cynomolgus que receberam cidofovir intravenosamente uma vez por semana, durante 52 semanas em doses até 2,5 mg/kg/semana. Mutagenicidade e Toxicidade na Reprodução Estudos efectuados mostraram que o cidofovir é clastogénico in vitro em doses de 100 µg/ml e é embriotóxico em ratos e coelhos. Não foi evidenciada resposta mutagénica pelo cidofovir em doses até 5 mg/placa, na presença e ausência de activação metabólica pela fracção S-9 do fígado de rato, em ensaios microbiológicos envolvendo Salmonella typhimurium para a substituição de pares de bases ou mutações “frameshift” (mutações com inserção ou delecção de nucleótidos) (Ames) e Escherichia coli para mutações reversas. Foi observado um aumento na formação de eritrócitos policromáticos micronucleados in vivo, em ratinhos que receberam uma dose tóxica elevada por via intraperitonial, de cidofovir (≥ 2000 mg/kg). O cidofovir induziu aberrações cromossómicas em linfócitos de sangue periférico humano, in vitro, sem activação metabólica (fracção S-9). Nos quatro níveis testados de cidofovir (de 12,5 a 100 µg/ml), a percentagem de metafases danificadas e o número de aberrações por célula aumentou de forma dependente da concentração. Não foram observados efeitos adversos sobre a fertilidade ou reprodução em geral após injecções semanais intravenosas de cidofovir em ratos machos durante 13 semanas consecutivas, com doses até 15 mg/kg/semana a valores superiores. Em ratos fêmea que receberam intravenosamente uma vez por semana 1,2 mg/kg/semana ou valores superiores, até 6 semanas antes do acasalamento e por 2 semanas após o acasalamento, foi observada redução no tamanho da ninhada e no número de nados vivos por ninhada, assim como um aumento nas reabsorções precoces por ninhada. Estudos de desenvolvimento peri e pós natal em ratos fêmea que receberam injecções subcutâneas de cidofovir uma vez ao dia em doses até 1,0 mg/kg/dia, entre o dia 7 da gestação e o dia 21 pós-parto (aproximadamente 5 semanas), não demonstraram efeitos adversos sobre a viabilidade, crescimento, comportamento, maturação sexual ou capacidade reprodutora das crias. A administração diária de cidofovir por via intravenosa, durante o período da organogénese provocou a redução do peso corporal fetal, quando administrado a ratos fêmeas grávidas, em doses de 1,5 mg/kg/dia e a coelhas grávidas em doses de 1,0 mg/kg/dia. As doses com que não se observaram efeitos embriotóxicos foram 0,5 mg/kg/dia em ratos e 0,25 mg/kg/dia em coelhos. 6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1. Lista dos Excipientes Hidróxido de sódio Ácido clorídrico Água para injectáveis 6.2. Incompatibilidades A estabilidade química e física de VISTIDE misturado com solução salina demonstrada em frascos de vidro, em bolsas para perfusão compostas de cloreto polivinil (PVC) ou de copolimero etileno/propileno e em sistemas ventilados administração I.V., em PVC. Não foram estudados outros tipos de sistemas administração I.V. e de bolsas para perfusão. foi de de de Não existem dados disponíveis que suportem a adição de outros fármacos ou suplementos à mistura recomendada para perfusão intravenosa. A compatibilidade com soluções de Ringer, soluções de lactato de Ringer ou fluidos de perfusão bacteriostáticos não foi avaliada. 6.3. Prazo de Validade As ampolas de VISTIDE são estáveis por 2 anos quando conservadas entre +15º e +30º C. 6.4. Precauções Especiais de Conservação Conservar a temperatura entre +15º e +30º C. Se a mistura para perfusão de VISTIDE não for preparada para ser utilizada de imediato, pode ser conservada até 24 horas no frigorífico (+2º a +8º C) se a reconstituição tiver lugar em condições assépticas. A armazenagem por mais de 24 horas ou a congelação não é recomendada. Antes do uso é necessário deixar que as soluções refrigeradas voltem à temperatura ambiente. O VISTIDE apresenta-se em ampolas de uso único. As ampolas parcialmente utilizadas devem ser eliminadas. 6.5. Natureza e Conteúdo do Recipiente A solução estéril de cidofovir apresenta-se em ampolas de vidro transparente de 5 ml de uso único, com um volume de enchimento nominal de 5 ml. Os componentes do recipiente/sistema de feixo incluem: ampolas de vidro claro borosilicatado tipo I, tampas butílicas cinzentas revestidas a Teflon™ e cápsulas de alumínio com aba plástica tipo “flip off”. Cada embalagem contém uma ampola de 5 ml e um folheto informativo. 6.6. Instruções de Utilização e Manipulação Modo de Preparação e Administração Tal como com qualquer produto para uso parentérico, as ampolas de VISTIDE devem ser inspeccionadas visualmente antes da administração, para detectar partículas em suspensão e alterações de cor. Com uma seringa e sob condições assépticas, retirar da ampola a dose apropriada de VISTIDE para uma bolsa de perfusão contendo 100 ml de solução salina a 0,9% e misturar bem. O volume total deve ser perfundido por via intravenosa no doente, a um débito constante, durante o período de 1 hora, usando uma bomba de perfusão standard. O VISTIDE deve ser administrado por profissionais da saúde com experiência adequada no tratamento de doentes com SIDA. Manuseamento e Eliminação Recomenda-se tomar precauções adequadas, incluindo o uso de equipamento protector apropriado durante a preparação, administração e eliminação do VISTIDE. A preparação do VISTIDE deve ser feita numa câmara de fluxo de ar laminar. O pessoal que prepara o fármaco deve usar luvas cirúrgicas, óculos de segurança e um avental tipo cirúrgico fechado na frente e com punhos elásticos. Se o VISTIDE contactar com a pele, lavar abundantemente com água. O excesso de VISTIDE e todos os outros materiais usados na preparação da mistura e na administração devem ser colocados num contentor à prova de furo ou vazamento, para posterior eliminação. 7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Gilead Sciences Limited, UK Springfield House, Hyde Street, Leeds West Yorkshire LS2 Reino Unido 8. NÚMERO DE REGISTO COMUNITÁRIO DO MEDICAMENTO 9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO / RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO 10. DATA DA REVISÃO PARCIAL DO TEXTO ANEXO II TITULAR DA AUTORIZA‚ÌO DE FABRICO RESPONSçVEL PELA LIBERTA‚ÌO DO LOTE E CONDI‚ÍES OU RESTRI‚ÍES RELATIVAS AO FORNECIMENTO E UTILIZA‚ÌO A. TITULAR DA AUTORIZA‚ÌO DE FABRICO Fabricante responsável pela importa ‹o e pela liberta ‹o do lote no Espa o Econ—mico Europeu Pharmacia & Upjohn N. V./S .A. Rijksweg 12 2870 Puurs Bélgica Autoriza ‹o de fabrico emitida em 12 de Março de 1996 por Ministerië van Sociale Zaken, Volksgezondheid en Leefmilieu-Ministère des Affaires Sociales, de la Santé Publique et de l’Environnement (Rijksadministratief Centrum, Vesalius Gebouw, Oratoriënberg 20, 1010 Brussel-Bruxelles, Bélgica). B. CONDI‚ÍES OU RESTRI‚ÍES RELATIVAS AO FORNECIMENTO E UTILIZA‚ÌO Medicamento de receita mŽdica restrita n‹o renov‡vel ANEXO III ROTULAGEM E FOLHETO INFORMATIVO A. ROTULAGEM Rótulo do frasco: Lote: Validade : Consultar Folheto Informativo para posologia e informação mais detalhada . Conservar a uma temperatura entre +15ºC e +30ºC Não contém conservantes. Inutilizar após o uso. © Gilead Sciences Limited, UK VISTIDE cidofovir Equivalente a 75mg/ml de cidofovir anidro, concentrado para solução de perfusão intravenosa, ampola de 5 ml 375 mg cidofovir por ampola de dose única Diluir antes de usar. Apenas para perfusão intravenosa Manter fora do alcance das crianças. © Gilead Sciences Limited, UK Registo Nº Cartonagem: VISTIDE cidofovir Lote: Validade: VISTIDE Cidofovir Conservar a una temperatura entre +15ºC e +30ºC Medicamento sujeito a receita médica VISTIDE Cidofovir VISTIDE Cidofovir Equivalente a 75mg/ml de cidofovir anidro, concentrado para solução para perfusão, ampola de 5ml Cidofovir é formulado com água para injectáveis e o ajuste de pH é feito com Hidróxido de sódio e Ácido Clorídrico. Não contém conservantes. Inutilizar após o uso VISTIDE Cidofovir Equivalente a 75mg/ml de cidofovir anidro concentrado para solução para perfusão, ampola de 5ml Gilead Sciences Limited, UK Springfield House Hyde Street, Leeds West Yorkshire LS2 Reino Unido 375 mg cidofovir por ampola de dose única 375 mg cidofovir por ampola de dose única. Diluir antes de usar. Diluir antes de usar Apenas para perfusão intravenosa. Apenas para perfusão intravenosa Apenas para perfusão intravenosa Consultar Folheto Informativo para posologia e informação mais detalhada Manter fora do alcance das crianças . . © Gilead Sciences Limited, UK Manter fora do alcance das crianças Registo Nº B. FOLHETO INFORMATIVO Este folheto contém informação importante sobre VISTIDE. Se pretender obter mais informação sobre a sua doença ou sobre sua medicação, consulte o seu médico ou o seu farmacêutico. O nome do seu medicamento é: VISTIDE, cidofovir, equivalente a 75 mg/ml de cidofovir anidro, concentrado para solução de perfusão intravenosa. Qual a composição de VISTIDE? O VISTIDE é fornecido sob a forma de uma solução estéril, em ampolas de vidro transparente, contendo 375 mg de princípio activo, cidofovir anidro, em 5 ml de água para injectáveis, com uma concentração de 75 mg/ml. O pH da solução é ajustado com hidróxido de sódio (e ácido clorídrico, se necessário) e não contém conservantes. Como actua o VISTIDE? O VISTIDE é um medicamento antiviral que bloqueia a replicação do citomegalovirus (CMV) ao interferir com a produção de ADN viral. Quem é o detentor da autorização de comercialização? O detentor da autorização de comercialização é: Gilead Sciences Limited, Reino Unido Springfield Houe, Hyde Street, Leeds West Yorkshire LS2 Reino Unido O fabricante responsável pela libertação de lotes no Espaço Económico Europeu é: Pharmacia & Upjohn N.V./S.A., Rijksweg 12 2870 Puurs Bélgica. Qual a indicação deste medicamento? O VISTIDE está indicado para o tratamento da retinite por citomegalovirus em doentes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). O VISTIDE não curará a sua retinite por citomegalovirus, mas pode melhorar o seu estado ao retardar a progressão da doença. O VISTIDE destina-se a administração por perfusão intravenosa (injecção na veia) e não pode ser usado por injecção intraocular (injecção directa nos olhos). O que é a retinite por citomegalovirus? A retinite por citomegalovirus é uma infecção nos olhos causada por um vírus chamado citomegalovirus (CMV). O CMV ataca a retina e pode provocar perda de visão e eventualmente cegueira. Os doentes com Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) correm um elevado risco de desenvolver retinite por CMV, ou outras doenças causadas por CMV, tais como colite. O tratamento da retinite por CMV é necessário para reduzir o risco potencial de cegueira. O que deve ter em consideração antes de usar VISTIDE? O seu médico discutirá consigo os possíveis riscos e benefícios da terapêutica com VISTIDE. Porém, deve ter em consideração o seguinte: Razões para não administrar VISTIDE: • O VISTIDE não lhe deve ser administrado se sofrer de doença renal pré-existente. • O VISTIDE não lhe deve ser administrado se for alérgico a este fármaco, ou caso não possa tomar o medicamento probenecide devido a forte alergia ao probenecide ou a outros medicamentos contendo o grupo sulfa (ex. sulfametoxazole). • Não deve tomar VISTIDE caso esteja grávida. Se engravidar enquanto está a tomar este medicamento, deve informar o seu médico imediatamente. Estudos mostraram que o VISTIDE provocou danos em fetos de animais, não devendo ser utilizado durante a gravidez, a menos que os benefícios potenciais justifiquem o risco para o feto. As mulheres em idade fértil devem usar métodos contraceptivos durante o tratamento e até um mês após ter terminado. • Não deve tomar VISTIDE se estiver a amamentar. Não se sabe se o VISTIDE é excretado para o leite materno. Uma vez que muitos fármacos são excretados para o leite materno, as mães que estejam a amamentar devem interromper o uso de VISTIDE ou deixar de amamentar, se continuarem a receber tratamento com VISTIDE. O que deve saber antes de usar VISTIDE? • Os danos renais são o principal efeito indesejável resultante do tratamento com VISTIDE. Para minimizar os potenciais danos renais, irá receber fluidos por via intravenosa (solução salina normal) e probenecide em comprimidos com cada dose de VISTIDE. O seu médico pode também recomendar-lhe que beba muitos líquidos. O seu médico vai monitorizar a sua função renal antes da administração de cada dose de VISTIDE. O seu tratamento com VISTIDE pode ser interrompido pelo seu médico se ocorrerem alterações da função renal. Uma lista com efeitos indesejáveis mais comuns é fornecida na secção “Quais os possíveis efeitos indesejáveis resultantes do tratamento?” • Informe o seu médico se sofrer de diabetes mellitus. O VISTIDE deve ser usado com precaução em doentes diabéticos devido ao potencial aumento de risco de desenvolver hipotonia ocular (baixa pressão nos olhos). • O VISTIDE pode provocar efeitos indesejáveis transitórios, tais como fadiga ou fraqueza. Se conduz veículos ou utiliza máquinas, discuta com o seu médico se tais actividades devem ser interrompidas devido ao estado da sua doença e à sua tolerância ao medicamento. • O VISTIDE provocou redução no peso dos testículos e hipospermia (baixa quantidade de esperma) em animais. Embora não tenham sido observados nos ensaios realizados com VISTIDE em seres humanos, estas alterações podem ocorrer em seres humanos e causar infertilidade. Os homens devem usar métodos contraceptivos mecânicos durante o tratamento com VISTIDE e durante 3 meses depois dele. O que fazer se estiver a tomar outros medicamentos? • Informe o seu médico sobre todos os medicamentos que estiver a tomar. O probenecide pode interagir com outros medicamentos comumente usados no tratamento da SIDA e doenças relacionadas com a SIDA, tais como zidovudina (AZT). Se estiver a tomar zidovudina, deve discutir com o seu médico as hipóteses de suspender temporariamente a zidovudina ou diminuir a dose de zidovudina em 50% nos dias em que tomar VISTIDE e probenecide. • Pode continuar a tomar antiretrovirais (medicação anti-HIV) e medicação para evitar as infecções oportunistas relacionadas com a SIDA. Contudo, uma vez que os efeitos indesejáveis do VISTIDE incluem danos renais, será necessário suspender todos os outros medicamentos que possam também causar danos aos rins. Informe o seu médico se estiver a tomar medicamentos que se saiba que provocam danos aos rins, tais como aminoglicosidos, anfotericina B, foscarnet, pentamidina intravenosa e vancomicina. • Não foi avaliado o potencial de interacção entre o VISTIDE e os inibidores da protease anti-HIV. Como é administrado o VISTIDE? O VISTIDE é administrado por perfusão intravenosa, não podendo ser administrado por injecção intraocular. O VISTIDE deve ser administrado por um profissional de saúde. Para minimizar o risco potencial de danos renais, deve ser administrado probenecide em comprimidos e solução salina por via intravenosa, com cada perfusão de VISTIDE. A dosagem recomendada, a frequência do uso ou o débito da perfusão não devem ser ultrapassados. O VISTIDE deve ser diluído em 100 ml de solução salina (normal) a 0,9 % antes da administração. Dosagem em Adultos Tratamento de Indução. A dose recomendada de VISTIDE para doentes com função renal normal é 5 mg/kg de peso corporal (administrada em perfusão intravenosa com débito constante ao longo de 1 hora), administrada uma vez por semana, em duas semanas consecutivas. Tratamento de Manutenção. Tem início duas semanas após o término do tratamento de indução, a dose recomendada de manutenção de VISTIDE em doentes com função renal normal é 5 mg/kg de peso corporal (administrada em perfusão intravenosa com débito constante ao longo de 1 hora), administrada uma vez de duas em duas semanas. Ajuste da Dose. Se a sua função renal for deficiente, é possível que o VISTIDE não seja a terapêutica apropriada para si. Amostras da sua urina e/ou sangue serão colhidas antes de cada perfusão de VISTIDE para avaliar a sua função renal. Os doentes que demonstrem sinais de redução da função renal podem ter de interromper ou suspender a sua terapêutica, dependendo da situação individual. Caso tome acidentalmente uma dose de VISTIDE superior à que lhe foi receitada, informe imediatamente o seu médico. Por que é que o medicamento probenecide é administrado com o VISTIDE? Os comprimidos de probenecide são administrados a fim de minimizar o potencial dano aos rins. Você precisa receber probenecide administrado oralmente com cada dose de VISTIDE. Duas gramas devem ser administradas 3 horas antes da dose de VISTIDE e uma grama deve ser administrada 2 horas e novamente 8 horas após o término da perfusão de VISTIDE de 1 hora de duração (perfazendo um total de 4 gramas). O probenecide é tomado apenas no dia da administração de VISTIDE. Quais os possíveis efeitos indesejáveis de probenecide? Os efeitos indesejáveis potenciais de probenecide são dores de cabeça, náuseas, vómitos, reacções alérgicas. A fim de reduzir o potencial de náuseas e/ou vómitos associado com probenecide, deve alimentar-se antes de cada dose de probenecide. O seu médico dispõe de outras medidas, tais como anti-histamínicos e/ou paracetamol, para reduzir ou evitar as reacções alérgicas. Por que se administra solução salina normal juntamente com VISTIDE? A solução salina é administrada a fim de minimizar os potenciais danos renais. Deve receber um total de um litro de solução salina a 0,9 % (normal) por via intravenosa com cada perfusão de VISTIDE. A solução salina deve ser perfundida ao longo de um período de 1 hora, imediatamente antes da perfusão de VISTIDE. Caso seja capaz de tolerar uma carga adicional de fluido, o seu médico poderá administrar-lhe um segundo litro de fluido. Caso seja administrado o segundo litro de solução salina, deve ser iniciado quer no começo da perfusão de VISTIDE, quer imediatamente depois dela, sendo perfundido ao longo de um período de 1 a 3 horas. O seu médico também poderá aconselhá-lo a tomar líquidos em quantidade abundante. Uso em Crianças O uso de VISTIDE em crianças ainda não foi estudado. Portanto, este medicamento não deve ser usado em crianças. O VISTIDE pode ser misturado com outros medicamentos antes de administrado? A estabilidade química de VISTIDE misturado com solução salina foi demonstrada em frascos de vidro, em bolsas para perfusão, compostas de cloreto de polivinil (PVC) ou de copolimero etileno/propileno e em sistemas de administração I.V. ventilados em PVC. Não foram estudados outros tipos de sistemas de administração I.V. e de bolsas para perfusão. Não devem ser adicionados à bolsa de perfusão de VISTIDE outros medicamentos ou suplementos. A compatibilidade do VISTIDE com soluções de Ringer, lactato de Ringer ou fluidos de perfusão bacteriostáticos não foi avaliada. Como é preparado e administrado o VISTIDE? As ampolas de VISTIDE devem ser inspeccionadas visualmente antes da administração. Se forem observadas partículas ou descoloração, a ampola não deve ser utilizada. O profissional de saúde (médico/enfermeira) irá transferir a dose apropriada de VISTIDE da ampola para a bolsa de perfusão, que contém 100 ml de solução salina (normal) a 0,9 %. O volume total da bolsa vai-lhe ser perfundido por via intravenosa a um débito constante durante o período de 1 hora, utilizando-se uma bomba de perfusão standard. Se a mistura para perfusão de VISTIDE não for preparada para ser utilizada de imediato, pode ser conservada até 24 horas no frigorífico (2º - 8º C) se a reconstituição tiver lugar em condições assépticas. A armazenagem por mais de 24 horas ou a congelação não é recomendada. Antes do uso é necessário deixar que as soluções refrigeradas voltem à temperatura ambiente. O VISTIDE apresenta-se em ampolas de uso único. As ampolas parcialmente utilizadas devem ser eliminadas. O VISTIDE deve ser administrado por profissionais de saúde com adequada experiência no tratamento de doentes com SIDA. Devem ser tomadas precauções adequadas, incluindo o uso de equipamento protector apropriado durante a preparação, administração e eliminação do VISTIDE. A preparação do VISTIDE deve ser feita numa câmara de fluxo de ar laminar. O pessoal que prepara o fármaco deve usar luvas cirúrgicas, óculos de segurança e um avental tipo cirúrgico fechado na frente e com punhos elásticos. Se o VISTIDE contactar com a pele, lavar abundantemente com água. Quais os possíveis efeitos indesejáveis resultantes do tratamento? Os principais efeitos indesejáveis observados com o VISTIDE foram danos renais. Os efeitos indesejáveis que ocorreram em pelo menos 10 % dos doentes e que estiveram possivelmente ou provavelmente relacionados com o VISTIDE foram: aparecimento de proteínas na urina, baixa contagem de glóbulos brancos, fraqueza/fadiga, aumento da creatinina sérica, febre, perda de cabelo e náuseas não acompanhadas de vómitos. Os efeitos indesejáveis de probenecide que ocorreram em pelo menos 10 % dos doentes foram febre, erupção cutânea, náuseas com vómitos e náuseas sem vómitos. Se sentir qualquer destes efeitos indesejáveis ou outros não descritos neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico imediatamente. Estes efeitos indesejáveis normalmente desaparecem quando o tratamento com VISTIDE termina. O seu médico pode aconselhá-lo a tomar outros medicamentos (p.ex. anti-histamínicos ou antieméticos) para reduzir os efeitos indesejáveis do probenecide. Como devem ser armazenadas as ampolas de VISTIDE? As ampolas de VISTIDE devem ser armazenadas a uma temperatura entre +15º e +30º C. Manter fora do alcance das crianças. Verifique o prazo de validade antes de utilizar. Não use o medicamento após este prazo.