ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 O MOVER DA CIDADE NA AÇÃO DO CORPO QUE DANÇA HELENA BASTOS (USP) RESUMO Pretende-se neste texto apontar as conexões de um fazer voltado para a composição em dança contemporânea. Neste viés, o olhar estético surge contaminado por uma postura crítica em relação à obra pretendida. Dessa forma elaboramos conceitos, isto é, a cada criação o artista de dança reinventa o corpo e potencializa sua existência no mundo. Nessa reflexão evocamos o sociólogo Boaventura de Sousa Santos (2007) quando este fala da necessidade de uma vigilância epistemológica e de uma urgência no reconhecimento de criarmos conceitos novos. Neste contexto exploramos a estética do espetáculo “Cadeiras de Rosas” (2010), que discute como cada sujeito produz um mapa particular da sua cidade e se interroga sobre seus hábitos de acordo com a pesquisadora Helena Katz (2010). PALAVRAS-CHAVE: Corpo, Cidade, Hábitos, Dança Contemporânea. THE CITY MOVING IN ACTION BODY DANCING ABSTRACT It is intended in the text, pointing out the connections facing a make-up on contemporary dance. In this bias arises an aesthetic look, contaminated by a critical attitude in relation to the intended work. Thus, we develop concepts, ie, in each work, creative dance artists reinvents their bodies and enhances his existence in the world. In this reflection we evoke the sociologist Boaventura de Sousa Santos (2007) when he speaks of the need for an epistemological surveillance and an urgency in recognition of creating new concepts. In this context we explore the aesthetic of the show "Cadeiras de Rosas" (2010), in which we discuss how each participant produces a particular map of his/her city and is inquired about his/her habits according to the concepts proposed by researcher Helena Katz (2010) . KEYWORDS: Body, City, Habits, Contemporary Dance Composition. http://portalanda.org.br/index.php/anais 1 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 No cenário contemporâneo, a interdisciplinaridade é já um acontecimento histórico consumado para as artes – mais que isso, é um imperativo. A produção artística contemporânea pressupõe uma relação vital com as tradicionalmente chamadas Humanidades, mas também com as ciências exatas e biológicas, para designar alguns dos campos de interesse recobertos por uma área expandida do conhecimento, como é a de arte. Apontamos o modo específico das artes na produção de conhecimento. Nesta direção o foco é dança. Entendemos que dançando elaboramos conceitos. A cada criação o artista de dança reinventa o corpo e potencializa sua existência no mundo. Precisamos de um novo vocabulário para entender o mundo contemporâneo e suas possibilidades. Certamente não pensamos que hoje haja um afastamento da prática em direção à teoria. A investigação deve avançar em ambos os campos, simultaneamente e co-implicados. O sociólogo Boaventura de Sousa Santos (2007) fala da necessidade de uma vigilância epistemológica e de uma urgência no reconhecimento da criação de conceitos novos, conceitos nômades. Muitas vezes precisamos migrar de um campo a outro, de um estrato a outro, de uma linguagem a outra, de uma ciência a outra; a transdiciplinaridade é, em parte, isso. Temos ainda de buscar conceitos que venham de outros conhecimentos...Temos sempre uma grande ansiedade de pertença, e isso também torna difícil pensar o novo (SANTOS: 2007, 49). Ele defende que os movimentos sociais de hoje - sobre condições de trabalho, imigração, desenvolvimento, desigualdades de gênero, contra a guerra e muitos outros assuntos - não estão simplesmente dedicados à prática. Há um nível elevado de teorização que se dá no dia–a-dia nesses movimentos. Santos (2007) fala da importância de reinventar o “conhecimento- emancipação” como condição em uma ecologia de saberes: [...] não pode ser simplesmente o saber científico moderno que temos: este é importante, necessário, mas tem de estar incluído em uma ecologia de saberes mais ampla. É muito importante fazer essa mudança, de uma epistemologia baseada somente em uma forma de conhecimento para outra ecologia. Quando há uma ecologia de http://portalanda.org.br/index.php/anais 2 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 saberes, a ignorância não é necessariamente um ponto de partida, pode ser um ponto de chegada (SANTOS, 2007: 53).. Este mundo contemporâneo cria novos desafios também na especificidade das leis que regem a dança. Neste caso, entendemos que as investigações de valores emergentes do nosso mundo acontecem a partir das conexões promovidas em tempo real, no ambiente da cena de quem dança. Nesse contexto, uma investigação em dança deve avançar entre diferentes campos, simultaneamente, isto é, reconhecer que as especificidades que regem o campo da dança não estão isoladas. Nesse panorama salientamos uma discussão de como a dança contemporânea se organiza quando interroga sobre seus hábitos. Neste texto exploraremos a estética do espetáculo Cadeiras de Rosas (2010) que discute como cada sujeito produz um mapa particular da “sua” cidade, de acordo com os hábitos de circulação que pratica. Cadeiras de Rosas (2010) é o projeto de criação e pesquisa coreográfica do grupo Musicanoar contemplado pela VI Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança – 2009 que teve a estreia no Teatro Coletivo, São Paulo, 2010. Para ampliar esta discussão propomos a ideia de vestígios, isto é, pistas que indicam espaços de atravessamentos no disparo de uma dramaturgia amparada pela ideia de estados do corpo. O pensamento de um mergulho no tempo presente, onde passado e futuro ganham existência residual. Vestígios Estéticos: um Discurso Crítico na Ação Coreográfica A discussão acerca da ênfase na natureza processual da linguagem da dança permeia recentes debates e reflexões na área. Alguns questionamentos apontam para a interdisciplinaridade, ou ao menos para a indefinição das fronteiras entre linguagens na arte contemporânea. Estas reflexões ressaltam o caráter processual próprio da dança contemporânea, que se radicaliza em certas configurações cênicas. Aliás, muito se tem falado sobre contaminações entre a dança e a performance. Uma possível afirmação comum entre essas duas linguagens é a ausência de modelos dados a priori na conjuntura contemporânea. Em ambas, http://portalanda.org.br/index.php/anais 3 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 conecta-se uma dramaturgia amparada por ações do corpo na exploração de um tempo presente. Reconhecemos essas conexões enquanto ações incorporadas. A pesquisadora e teórica da performance Diana Taylor (2013) nos sugere: A expressão incorporada continua e, provavelmente, continuará a participar da transmissão do conhecimento social, da memória e da identidade pré e pós-escrita. Ao mudar o foco da cultura escrita para a cultura incorporada, do discursivo para o performativo, precisamos mudar nossas metodologias. Em vez de focalizar os padrões de expressão cultural em termos de textos e narrativas, podemos considerá-los como roteiros que não reduzem os gestos e as práticas incorporadas à descrição narrativa (TAYLOR, 2013:45). Esse deslocamento necessariamente altera o que as áreas de conhecimento acadêmicas veem como apropriadas e pode ampliar as fronteiras disciplinares tradicionais a fim de agregar vivências para além de sua jurisdição. Desse modo, o conceito de performance como práxis e episteme incorporada, como propõe Taylor, pode ser um caminho para entendermos as aproximações entre dança e performance. Expandindo esta trama, lembramos da pesquisadora Christine Greiner (2013). Ela propõe que a performance é uma singularidade cognitiva que atravessa e contamina diferentes linguagens “desestabilizando suas particularidades e questionando certezas e evidências”. (GREINER, 2013: 18) Para desenvolver esta proposta Greiner (2013) lança três perguntas. Uma primeira se interroga quando e como começa um processo. Uma outra está ligada à quando um movimento pode ser considerado um conceito e em que circunstâncias ele é reconhecido. Finalmente, Greiner (2013) questiona a performance como um modo singular de perceber /conhecer cuja função seria reinventar o corpo para ativar potências de vida. Nas perguntas propostas por Greiner (2013), na conexão entre uma determinada ideia e a sua manipulação prática com o mundo em que vivemos, a ação colabora na incorporação de outros conhecimentos. Lembramos que ação pode ser entendida como variações que invadem nossa percepção no instante em que o corpo precisa criar soluções no espaço. Por isso, podemos http://portalanda.org.br/index.php/anais 4 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 assumir que a cada ação performativa/coreográfica o corpo se reinventa. Desse modo, potencializa uma existência no mundo. As soluções encontradas propiciam descobertas de outras possibilidades de organizar o corpo no espaço. Podemos afirmar que esta realidade configura um sistema de ideias que garantem a sua integridade, sua autonomia e perpetuação. Esse ambiente enquanto organização de um sistema de ideias com sua teoria sobrevive, isto é, a cada obra inventada o artista amplia sua percepção de mundo. Uma permanência se mantém na perspectiva de um plano inventivo, isto é, o artista cria diálogos articulados no intuito de mostrar capacidade de adaptação e transformação que no criar se manifestam. Em uma retrospectiva sobre a produção de dança brasileira, a professora e crítica de dança Helena Katz (2009) afirma em seu balanço anual no Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo que “muitos artistas passaram a priorizar a investigação sobre seus processos nas suas criações”. O que significa reconhecer que algumas questões são comuns a uma parcela da produção contemporânea brasileira. Localizá-las em um contexto abrangente implica em reconhecer que uma manifestação estética nunca se realiza isoladamente, mas é parte constituinte de um debate formulado por uma rede de práticas artísticas. O enfoque no processo e na pesquisa artística por uma parcela da produção contemporânea pode ser identificado como uma das maneiras de produzir o que Katz (2010) chamou de “pensamento crítico em dança”. Parece não ser satisfatório, neste modo de produzir, apresentar um produto sem problematizá-lo como tal. O que parece se evidenciar nas proposições artísticas que privilegiam o processo e a pesquisa é que suas criações comportam uma dimensão crítica em relação a si mesma, uma desconfiança em relação ao fazer artístico como produto, como obra. Ao implicar o processo de criação no resultado final, sem que este resultado apague os vestígios do processo, o espetáculo Cadeira de Rodas (2010) articula de uma determinada maneira esta crítica. Ainda citando Katz (2010): “Uma proliferação de encontros e afastamentos materializa os ‘quase’ que nos regem: quase nos tocamos quando nos aproximamos, quase ficamos juntos quando estamos no mesmo ambiente”. Assim, o projeto coreográfico se http://portalanda.org.br/index.php/anais 5 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 sustenta no entendimento de que a obra em si é a sua própria ferramenta de discussão e, sendo assim, a sua própria contrapartida. Produzir segundo estes questionamentos significa reconhecer a inserção da arte em um contexto mais amplo, que ultrapassa a obra, discutindo este contexto na própria linguagem. O fato de muitos artistas contemporâneos, não só no campo da dança, adotarem semelhante perspectiva crítica na realização de seus trabalhos, é indicativo de uma certa condição da arte contemporânea. Podemos localizá-la na afirmação do historiador e crítico de arte Tadeu Chiarelli (1999) ao pontuar que: A estratégia de desestabilizar o estatuto da arte, através tanto do mergulho nas especificidades quanto na busca do inusitado, mostrouse com o tempo perfeitamente assimilável pelo circuito de arte que, como já se sabe, transformou o novo em tradição (CHIARELLI, 1999: 111). Torna-se primordial, para o artista que problematiza a inserção da sua criação no mundo em que vive, incorporar uma perspectiva crítica em relação a seu próprio trabalho que aparece articulada de inúmeras maneiras. O que talvez seja comum a elas é uma permanente tensão entre o fazer artístico como gesto criador e a consciência de que suas investidas estão inseridas em um contexto maior, que envolve as relações de mercado e a própria legitimação da linguagem no decorrer da sua constituição histórica. Ainda Chiarelli (1999), a produção de arte contemporânea expõe: Um conflito entre uma crença juvenil, moderna, da arte como expressão do eu profundo do artista, como espaço de extravasamento de uma individualidade sempre primeira e única, sem herança ou herdeiros, e a consciência da arte hoje em dia como espaço pré-determinado, devidamente institucionalizado, num sistema que não comporta apenas aquilo que se entende como mercado de arte (galerias, museus, etc.), mas, também, a própria história da arte. O que significa este conflito? Que, apesar do desejo, o gesto criador do artista na contemporaneidade (por mais desestruturador ou antiartístico que se pretenda) encontra-se cercado num sistema onde toda e qualquer atitude artística ou pretensamente antiartística parece já ter sido assimilada, catalogada (CHIARELLI, 1999: 111). Este conflito demonstra que é próprio da arte contemporânea estar em constante questionamento em relação a si própria, em uma permanente desconfiança em relação à sua existência como linguagem autônoma. A http://portalanda.org.br/index.php/anais 6 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 dimensão (auto)crítica da produção de arte contemporânea é alimentada não só pela própria consciência da arte hoje em dia como espaço pré-determinado, devidamente institucionalizado, num sistema que não comporta apenas aquilo que se entende como mercado de arte mas que também comporta a própria história da arte. Vestígios de Corpo-Cidade: Plano de Composição para um “corpocubo” Cadeiras de Rosas (2010) parte das conexões e relações existentes no trânsito corpo-cidade. Nessas implicações, uma percepção é que somos invadidos por muitos moveres de forma simultânea. Entendemos o corpo como um processo contínuo, do biológico ao cultural. Assim, toda vez que houver ajustes desse corpo, sua relação com o entorno também se modificará. Desse modo, corpo e cidade se transformam e se movem de forma co-dependente. Portanto, discutir a ideia do mover que se produz destas implicações na pesquisa cênica é sublinhar uma dimensão crítica na criação em relação a si mesma. O espetáculo surge a partir do diálogo de dois corpos e seis cubos com rodas, de dimensões diferentes. A pesquisa parte das condições e possibilidades criadas nas extensões entre corpos e cubos. Outro viés nesta investigação é o da observação de como as pessoas no espaço público se organizam. Percebe-se no espaço urbano basicamente três ações, três posturas: andar, sentar e deitar. Integrado à paisagem cosmopolita, os fluxos de locomoção, na grande maioria, acontecem sobre rodas: bicicletas, carros, ônibus, por exemplo. Neste espaço urbano, mapas se conectam na simbiose corpo-cidade promovendo deslocamentos em redes de temporalidades provisórias. Portanto, reconhecemos o corpo como um lugar sempre se aprontando na relação direta com o ambiente que habita, e vice-versa. Reconhecemos uma vulnerabilidade do corpo na sua relação com o espaço em que se percebe. Existe sempre uma interação do corpo com o que está dentro e fora dele. Nesse sentido, o termo melhor a ser empregado é “contaminação”. Desse modo, torna-se inviável falar de corpo sem pensar nas suas extensões. Cadeiras de Rosas (2010), a cidade é o espaço em que o http://portalanda.org.br/index.php/anais 7 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 “corpocubo” está implicado. Um espaço que se move entre deslizes desses cubos, onde sujeitos quase se tocam entre cubos, cujos troncos se curvam, mas nunca se olham. Entre cubos com rodas, dois bailarinos se arriscam no espaço cênico. Destas fricções um ambiente se delineia a partir das inquietudes geradas. Neste contexto, como um corpo inventa, adere e se move? Retomando Katz: “Duas pessoas, seis cubos pretos de tamanhos variados, e 24 rodinhas. Com estes poucos ingredientes a vida lá fora invade o palco” (23/07/2010). O texto implica-se em contar os cubos presentes em cena e até mesmo as rodinhas, e comenta o trabalho, que “produz metáforas poderosas sobre os modos de viver junto que temos desenvolvido” (2010). Katz segue contando, dialogando com o espetáculo, buscando na imagem presencial um vocabulário: Cadeiras de Rosas traz ar fresco para a cena da dança contemporânea brasileira. Enquanto a maior parte das obras trabalha a articulação entre corpo e chão, Helena e Raul, depois de sua última produção (Vapor, 2009), coreografia na qual os corpos mal se separavam, em exercícios de manipulação que testavam os limites do controle e da dominação, agora não mais se tocam (KATZ, 2010). Em Cadeiras de Rosas, o corpo se dilata ampliado pelas experiências com os cubos. Nem o corpo, nem o espaço estão prontos antes de a dança acontecer. Cada ação parte de escolhas que se formalizam entre gestos, caminhos e movimentos gerando um plano de composição em tempo presente. Tem haver ao que cada um de nós vive e como se implica com sua cidade. Ao nos expressarmos, nossos gestos e falas estão juntos, conectados e interligados ao fluxo do pensamento, das emoções. E todas estas ações são potencializadas quando o artista se debruça sobre uma criação. Evidencia-se que soluções neste fluxo contínuo de transformações nos levam a descobrir outras possibilidades de organizar o corpo no espaço. Dança, nesse contexto, é entendida como um ambiente onde interagem diferentes questões provocadas por necessidades que o corpo cria em relação a si mesmo. O corpo pode criar coreograficamente a partir de instruções. Quando invadem o corpo, essas instruções sofrem variações que dependem de uma coerência estabelecida entre o momento de uma determinada ação, o modo como provocamos esta ação no corpo e a nossa percepção do espaço http://portalanda.org.br/index.php/anais 8 ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA Comitê Dança em Configurações Estéticas – Maio/2013 que está no entorno de toda esta ação. A cada escolha, é como se o corpo produzisse, com diferentes graus de sucesso e insucesso, um trânsito entre instantes e permanências. São vozes que reverberam de modo simultâneo e níveis de complexidades distintas na criação de uma dança. No pensamento contemporâneo essas convivências tornam-se mais expostas. Referências SANTOS, Boa Ventura. Renovar a Teoria Crítica e Reinventar a Emancipação Social. Tradução: Mouzar Benedito. São Paulo: Boitempo, 2007. CHIARELLI, Tadeu. Arte Internacional Brasileira. São Paulo: Lemos Editorial, 1999. GREINER, Christine. O Corpo: Pistas para Estudos Indisciplinares. 3.ed. São Paulo: Annablume, 2008. KATZ, Helena. Corpos quase juntos e o sublime se faz. Artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, 23/07/2010. Acesso: 12.fev.2012. Disponível em: < http://www.helenakatz.pro.br/midia/helenakatz91279885915.jpg > _________________. Um, Dois, Três. A Dança é o pensamento do corpo. 1.ed. Belo Horizonte: FID. Editorial, 2005. RENGEL, Lenira e THRALL, Karen. Corpo em Cena, V.6. São Paulo: Anadarco, 2013. TAYLOR, Diana. O Arquivo e o Repertório: Performance e Memória Cultural nas Américas. Tradução de Eliana Lourenço de Lima Reis. Belo Horizonte: Editora UFMC, 2013. Maria Helena Franco de Araujo Bastos - Helena Bastos Coreógrafa, bailarina e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Atualmente é professora de Dança Contemporânea do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP na graduação e na pós-graduação. Sua linha de pesquisa é Texto e Cena. Coordenadora do LADCOR (Laboratório de Dramaturgias do Corpo – PPGAC /ECA/USP) desde 2006. Exerce o cargo de chefia do Departamento de Artes Cênicas/ECA – USP desde 2011. Cofundadora e associada da ANDA (Associação Nacional de Pesquisadores em Dança). [email protected] http://portalanda.org.br/index.php/anais 9