Tania Maria Alkirnin
(UNICAMP-CAMPINAS)
Emsociedade plurilingUes,
tes linguas fosseITIoficial
CClOCl
tendo
0
mesmostatus
e praticamente
lingtllstico
para impedir
0
(0
social
daninante atraves
que na verdade seria
de cri
pure pretext;o
acesso dos grupos daninados
as
posi~-
chave), a lingua nao deveria funcionar caro campo
oonflitoo Isso
e,
-
reconhecidas
e em que a roobilidade
nao fosse bloqueada pela elite
terio
em que as diferen
de
no ent,anto, una situa<;:ao l.deaL
Na verdade,
0
que mais canurr.ente se observa
a utilizac;:ao das diferenc;:as lingt1lsticas
to de reforc;:o de diferenc;:as outras,
e
caro instrume!}.
a:mo diferenc;:as eco
nCmicas e sOCia-cuIturais ,
o
que se passa em canunidades rronolingOes?
Emcanunidades monolingUes, saa variedades
una rnesmalingua que ronstituem
0
reperrorio
verbal
de
da
canunidadeo Dada essa sit,ua9aoQ sera que poderros supor
que possa haver algum t,ipo de "conflit,o Iingtllstico"tal
a::tro geralrrente se entende?
au seja,
caracteriza~se
al
gumtipo de enfrentarrento entxe sujei tos da mesma conu
nidade de fala que se func1amentenos diferentes
linguagem disponIveis
nessa mesmacanunidade?
poderiarnos super que a ocorrencia
lingtUstico
so
tipos de
e possIvel
de
confli to
em sociedades plurilIngfieso
-
Nesse caso, em canunidades rronolmgt\es, confli tos
sociais
outros nao pJderiam ser traduzidos em terIros de
lingUist,ico? Sera esse
0
caso?
Poden:osot servar: a partir
gtllsticas
sociais
0
0
lin
de
que apresentam particularidades
li!!,
relacionave.is a diferen~as regionais e di.ferenc;:as:
Deixo de lado, intenciona1Irente, varledades
g61sticas relacionaveis
a idade
de canunidades
c<:m) a nossa lingua pJrtuguesa e exist~ncia
variedades lingO!sticas
gtlisticas
confli to
Alen disso,
a outros fatore-s, cane:>
por exerrplo
sei tambemque
rronolingUe Mas 0 que pretendo
0
variedades dialetais
gional e social)
lin-
e
0
Brasil nao
discutir
e urnpais
a manipula<;:ao
das
das duas ordens apontadas acima ( re-
no Port,ugues do Brasil
0
Quandoconsideraxros a varia<;:aolingtllstlca
nivel regional,
no
oon.•
:;tataroos a pressao das variedades
ge2,
grat'icas de pres.tIgio sabre outras menos ou nao pretigia
daso Paralelamente,
no nivel social,
verificarcos a pressao
das variedades socialmente prestigiadas
tras.
No entanto,
ao ni vel regional,
sobre t.odas as: au
a questao de
das variedades geograficas prestigiadas
10 rnenosno
~
pressao
se neutraliza,
~
nI vel das camadas sociais mais elevada de cada
regiaoo au seja,
as carnadas sociais maJ.Selevada das
rentes regiOes (ou de regiOes que nao tern a variedade
grafica prestigiada
ainda que mantenhamtr~os
cos que as identifiquem ccm:>falantes
nao se diferenciam muito das elites
dife
geg,
lingtl1sti
de t-ais variedades )
que se util.l.zam de ou
tras variedades regionais valorizadas.
No n1vel social,
a hierarquizac;:ao das varieda-
des sociais nao possibili ta qualquer fonna de
concilia
c;;aoUngt1.istica: as distinc;;oos manifestadas operam mar
cadam:mteno sentido de estigmatizar,
versivel,
de maneira
irre
a fala dos individuos que as apresent-am,
qualquer regiao, Em outros tenros.
lingtllsticas
roanipular variedades
socialrrente inferiores
revert-e seropre
zresmotipo de punic;;ao:a desqualifica<iao lingtl{stica
Nao cabe discutir
hn<;,:Oeslingtlisticas
aqui
0
diferentes
0
0
existentes
sa o::munidade,se disUnguemc Basta-nos, per
sob
em nosenquanto,
adm:i
ti -las e desenvolver umareflexao a Partir
quanto ooservaderes da relac;;ao existente
peE
Tarobem
nao disP,2
mos de nenhumlevantamento glcbal que nos indique
que aspectos as variedades sociais,
no
que provoca as dis
que se observam entre falantes
tencentes a grupos sociais
em
daI,
en
entre lingua e
organizac;;aosocial,
sabre as condic;;Oesem que as dife -
renc;;aslingtlisticas
relacionaveis
a
origem social
cionam cane campode oonflitoo E import.,ante, nesse
tide,
considerar a questao da lmgua na escola,
mentalmente porque
que se cristaliza
grupos sociais
e a escola
0
0
fun
sen
funda -
espac;;opri vilegiado
em
oonflit"o lingUisticoo Na escola,dois
se f azem representar
(ainda que em esco.
las fisicamente seParadas): alunos oriundos das classes
altas e alunos oriundos de classes ditas menos favoreci
das. 0 conflito
diflculdades
sidere-se,
lingtllstico
se traduz ai em te:rmos
de aprendizagem do chamadovernaculo.
no entanto,
esta estreitarrente
de
Con
que essa facilidade/dificuldade
relacionada ao grau de distanciamen-
to entre a variedade lingUistica
do aluno e a variedade di
ta padraoo
A questao da lingua na escola tern-se colocado
senpre, me parece, CaID umaquestao necessaria
porem
mui
tag vezes encarada cx:m::>
pass! vel de ter sOl\J9Oesde
ter pratico
apenas
cara
0
A lingtlistica
descre da superioridade
quer variedade lingt1!stica.
de qua!
Mas 0 que fazer can a varieda-
de padrao ensinada nas escolas? Care hanronizar a
da igualdade lingtlIstica
cialm3nte valorizada
can a existencia
cren~a
de umanoma
s£
e que sabem::>s
CIerivar ou pelo menose§.
tar prOxima da linguagem falada pelas classes
econanicam:m
te mais elevadas?
Quandofalarcos em variedade padrao, lingua
drao,
e ban ter
bem claro que essa variedade nao
si mesm::>o
0 que representaria
e algo
em
ela de faro? Emprincipio,a~
mite-se que a linguagem, care tantas outras praticas
nas, e passivel
~
de atribui<;:ao de valor;
huma
vale no entanto con
siCierar taI'ri::>6n
a funcrao a qual essa valorizacrao se presta.
Refiro-me aqui, por exerrplo, a usos rituais
observaveis em certas
nossa, a valoriz~ao
canunidades
atribuIda
a
0
localizar
linguagem,
Emcanunidades c<m:> a
variedade padrao preenche
umafun~ao marginalizadorao E a partir
sivel
da
dat,
urncerto tipo de conflito,
penso ser
que se
~
confi-
gura can base em certos IOCldos
de linguagem e que procura
ser resolvido atraves de urnafalsa
e neutra de que se pretende revestir
funcraoh<m:>geneizadora
a variedade padrao.
Na verdade,
tao
ea
0
que
Ire
parece estar
em
ques
"ccnq;>atibj.lidade" entre ncx;:Oes do tipo ideal de
corre~ao, varl,edade padrao e a a::>nsidera~aode fat.Dres
sociais na linguagemo
xx Seminario
Bauru, 1978
do GEL
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Tania Maria Alkirnin Emsociedade plurilingUes, emque as