ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINOLTDA- FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS COM
HABILITAÇÃO EM PORTUGUÊS E INGLÊS
PATRÍCIA SANTOS MAIA E SILVA
LEITURA DE IMAGENS: UMA IMPORTANTE PRÁTICA NO INCENTIVO DA
LEITURA E DA INTERPRETAÇAO NA SALA DE AULA.
Paulo Afonso/BA
Junho /2011.1
PATRÍCIA SANTOS MAIA E SILVA
LEITURA DE IMAGENS: UMA IMPORTANTE PRÁTICA NO INCENTIVO DA
LEITURA E DA INTERPRETAÇAO NA SALA DE AULA.
Monografia apresentada ao Curso de
Licenciatura Plena em Letras com
habilitação em Português e Inglês, da
Faculdade
Sete
de
SetembroFASETE. Sob orientação da Profº.
Msc. Luíz José Silva.
Paulo Afonso
Junho/2011.1
PATRÍCIA SANTOS MAIA E SILVA
LEITURA DE IMAGENS: UMA IMPORTANTE PRÁTICA NO INCENTIVO DA
LEITURA E DA INTERPRETAÇAO NA SALA DE AULA.
Monografia submetida ao corpo docente da Faculdade Sete de SetembroFASETE, como parte dos requisitos necessários a obtenção do grau de
Licenciatura Plena em Letras com Habilitação em Português e Inglês.
Aprovado por:
_______________________________________________________________
Profº. Msc. Luíz José da Silva – orientador
__________________________________________________________
Profº. __________________________ - Examinador
______________________________________________________________
Profº. _________________________- Examinador
Paulo Afonso
Junho /2011
DEDICATÓRIA
Dedico esta grande vitória exclusivamente a Deus, que é a razão de tudo que
somos e fazemos.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a minha mãe pelas suas orações, aos meus irmãos que sempre
acreditaram em mim, a família Maia que me incentivaram a ir até o fim, aos
meus filhos que tiveram paciência nas minhas agonias e a Luciano por tudo.
"A leitura é muito mais do que uma simples relação dos olhos com os livros... A
leitura é um espaço, um lugar predileto, uma luz escolhida, um ritual em que
importa até a época do ano." (Luis Garcia Montero).
RESUMO
SILVA, Patrícia Santos Maia. Leitura de Imagens: uma importante prática no
incentivo de leitura e da interpretação na sala de aula. 2011.
O ser humano costuma construir conceitos e valores diante do que visualiza e,
através da nossa linguagem, representamos a maneira como pensamos do
mundo a nossa volta. As imagens a cada dia que passa invade-nos, seduzindo
e nos leva a criar e modificar nossos valores e, com esse empenho que de
desenvolver no individuo suas formas de ver as coisas a imagem atingi
principalmente o ambiente infantil. Pois é uma das primeiras manifestações da
criança, no entanto mesmo antes dela ser alfabetizada ela compreende as
coisas através da imagem que é refletida no seu mundo. E focando essa
importância da leitura de imagem para o incentivo da leitura, que destacamos
também a representação visual na literatura infantil que através dela a criança
é capaz de viajar na imaginação, instigar o desenvolvimento de sua linguagem,
recriar e transformar o mundo que a cerca.
Palavras chave: Leitura de Imagens. Literatura Infantil. Incentivo. Linguagem.
ABSTRACT
SILVA, Patrícia Santos Maia. Leitura de Imagens: uma importante prática no
incentivo de leitura e da interpretação na sala de aula. 2011.
Humans often build on concepts and values of that view and, through our
language, represent the way we think of our world back. The images for
each passing day invade us, and enticing us tocreate and modify our values
and that with this commitment to develop in their individual ways of
seeing the image hit mainly the
childhood
environment.
For it
is an
early
manifestation of the child, however even before it is literate she understands
things thorough the image that is reflected in his world. And focusing
on the importance of reading image for the encouragement of reading, they also
highlight the visual representation in children´s literature thorough her that the
child is able to travel in the imagination, instigating the development of their
language, rebuild and transform the world around.
Key - Word: Reading Images. Children's Literature. Incentive. Language.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO_____________________________________________________
10
1. LEITURA E SEUS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS________________________
12
1.1 Leitura: Significação e Contextualização ______________________________
15
1.2 As estratégias de leitura___________________________________________
20
2. LEITURA DE IMAGEM: DESVENDANDO O UNIVERSO VISUAL NO CONTEXTO
ESCOLAR ________________________________________________________
23
2.1 Leitura de Imagem na Prática Pedagógica_____________________________
25
2.2 Contribuições da Leitura de Imagens nos Livros Didáticos__________________
28
3.
LEITURA
DE
IMAGENS:
COMPONENTES
INDISPENSÁVEIS
NA
COMPREENSÃO DE TEXTOS ________________________________________
31
3.1 Leitura de Imagens _______________________________________________
33
3.2 A origem da literatura infantil no Brasil________________________________
35
CONSIDERAÇÕES FINAIS ___________________________________________
37
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS_____________________________________
38
10
INTRODUÇÃO
A pesquisa tem como propósito levar aos educadores, leitores, estudantes ao uma
reflexão de como a imagem é fundamental na compreensão de textos, o quanto ela
é rica de possibilidades e alternativas para construção de um processo de leitura
eficaz. A importância da leitura de imagem é um meio de compreender e possibilitar
a interação do leitor com o seu mundo, tendo assim uma agradável leitura.
O trabalho de interpretação da imagem, como na interpretação do verbal, vai
pressupor também a relação com a cultura, o social, o histórico, com a formação
social de cada aluno. E vai revelar que forma a relação imagem e interpretação vem
sendo "administrada" em várias situações.
A utilização das imagens na sala de aula mostra um reconhecimento da
necessidade de se defrontar com o novo, pois ainda hoje se tem uma sustentação
de que a linguagem só pode ser entendida como uma transmissão de informações
verbais, mas os estudos da leitura de imagem vêm contribuir tanto para
compreensão, quanto na ampliação do discurso do leitor e levá-lo a descrever e
entender o texto.
Esta pesquisa tem como base metodológica uma pesquisa bibliográfica de caráter
exploratório de cunho sociológico, com o objetivo de analisar a importância da leitura
através da utilização de imagens, incentivando assim a leitura de imagens na sala
de aula e com isso o aluno possa identificar e compreender o que está implícito no
texto com a ajuda das imagens.
A leitura se faz muito importante em nossas vidas, através dela podemos aprender,
ensinar e conhecer outro mundo. A sua grandiosidade deve ser compreendida como
uma leitura que permita a viagem no mundo da imaginação, tão presente na
infância. Portanto o tema: “Leitura de Imagens: Uma importante prática no incentivo
da leitura e da interpretação na sala de aula aborda essa reflexão no incentivo de
levar o aluno sua infinita imaginação e assim ser capaz de compreender o seu
mundo, ou seja, ser um indivíduo pensante e critico diante da sociedade.
11
E um dos meios fundamentais para esse incentivo da leitura é a utilização da
imagem, e sendo assim a literatura é uma peça chave nesse intercambio da criança
e a leitura. A literatura infantil possibilita o leitor a transmitir os elementos de uma
história través das ilustrações, pois a criança é capaz de imaginar e construir seu
próprio entendimento. No entanto a literatura é um possível caminho para a criança
desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e
significativa.
Partindo dessas analises que a pesquisa foi dividida em três capítulos, para melhor
abordar cada situação exposta. O primeiro capítulo apresenta o conceito de leitura e
seus pressupostos teóricos, pois não adianta falar de leitura sem ter definições e
teóricos que defenda suas teses em relação o que de fato é leitura, mostrando
também uma breve história de como surgiu.
No segundo vem nos mostrar a leitura de imagem dentro do espaço escolar,
ressaltando sua importância para o incentivo da leitura e interpretação na sala de
aula, a importância da imagem nos livros principalmente nos livros infantis.
Terceiro e último capítulo, vem retratar a leitura de imagens, como um componente
indispensável na compreensão de textos, e assim trazer a literatura infantil com base
nessa compreensão de textos, pois através da imagem nas histórias infantis a
criança mesmo não sabendo ler ela é capaz de criar seus conceitos sobre o
entendimento do texto devido às ilustrações presente no livro.
12
1.
LEITURA E SEUS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
Para entendermos o que é leitura temos que conhecer o seu conceito diante do
dicionário, segundo o Aurélio leitura é: “Leitura. S.F. 1. ato ou efeito de ler; 2. Arte ou
hábito de ler; 3. aquilo que se lê; 4. O que se lê, considerado em conjunto. 5. Arte
de decifrar e fixar um texto de um autor, segundo determinado critério”. (AURÉLIO,
1988, p.390).
As questões relativas à leitura e a pratica de ler vêm sendo muito discutidas no
âmbito da educação a décadas, pois o hábito de ler que era restrito a um ambiente e
apenas para alguns, hoje acontece em vários lugares, e além de textos escritos nas
mãos o individuo recebe outras mensagens em outros lugares abertos, como:
placas, avisos, luminosos, outdoors e infinitos ambientes.
Desde os primórdios dos séculos que o homem desenvolve habilidades que os torne
útil na sua vida. Para se comunicar ele começou a desenhar símbolos e daí inicia a
história da civilização, através da escrita e da leitura. Com o surgimento das mesmas
o homem conseguiu estreitar os laços de afetividade com seus semelhantes,
harmonizar os interesses, resolver os seus conflitos e se organizar politicamente. Ao
desenvolver sua linguagem o ser humano aperfeiçoou sua própria existência, a
busca do conhecimento tornou-se imperativa para novas conquistas e para o
estabelecimento do homem como ser social.
Segundo Antunes (2009, p. 49) Língua é: “uma forma de atuação social e prática de
interação lógica”, por isso todo material é fonte de informação, mas nenhum deve
ser utilizado com exclusividade.
Para se ter uma comunicação o ser humano sempre procurou meios para gravar e
disseminar seus conhecimentos, sejam por meio das gravuras rupestres, tábuas de
argilas, pergaminho e mais tarde a imprensa, quando houve uma crescente
explosão editorial, tornando a leitura um instrumento de difusão e socialização das
informações. Surge então o livro como uma fundamental ampliação do
conhecimento para o homem.
13
Todo indivíduo de qualquer idade em contato com o livro sente curiosidade em
manuseá-lo, e é assim que começa a surgir a interação com a linguagem, colocando
o leitor no mundo imaginário das letras. Muitas crianças só têm contato com o livro
quando chegam à escola, outros agem como uma mera obrigação, uma vez que
deveria ser um prazer ler um livro, quando a criança desde cedo tem contato com
livros conseqüentemente terá um maior prazer da leitura. Ressalta Souza que:
Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados
através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o
lugar, com as circunstancias. Ler é interpretar uma percepção sob as
influencias de um determinado contexto. Esse processo leva o
individuo a uma compreensão particular da realidade. (1992, p-22).
O livro hoje têm de ser produzido de modo a convidar o aluno a ler outros mais,
contribuindo então para a formação do pensamento crítico e atuando como
instrumento de reflexão, possibilitando questionamentos através da linguagem.
Diante da leitura qualquer leitor pode desenvolver a sua capacidade de interpretação
e de outras formas de reflexão, pois a interpretação nada mais é do que o exercício
do próprio pensamento em torno do pensamento alheio. Para Luckesi,
O livro didático, de forma alguma, deve ser instrumento descartável
no processo de ensino. Ele é um instrumento importante, desde que
tem a possibilidade de registrar e manter, com fidelidade e
permanência a mensagem. O que está escrito permanece escrito;
não é tão perecível quanto à memória viva. (1994, p. 144).
A leitura é fundamental para o desenvolvimento intelectual do ser humano, uma
leitura de qualidade representa a oportunidade de ampliar a consciência, a visão do
mundo. A tecnologia vem contribuindo para o distanciamento do homem com o livro
e acaba comprometendo a relação leitor X livro.
Ela é uma ferramenta eficaz no processo de aprendizagem, através da mesma é
possível criar vários conceitos e significações sobre o que se ler. O contato com o
livro torna-se um encontro cultural e possibilita a quem ler voar, sonhar e encarnar
nos personagens da história que se lê. Mas é preciso muito mais para a formação
cultural de um povo para se ter uma compreensão global do que se lê, exige a
interpretação, a assimilação, para chegar à compreensão da leitura que se faz.
14
Alfabetizado é aquele que consegue ler um texto e interpretá-lo, aquele que
consegue redigir um texto conseguindo expressar sua opinião de forma ordenada e
coerente. Para Maria,
Ler é ser questionado pelo mundo e por si mesmo, é saber que
certas respostas podem ser encontradas na produção escrita, é
poder ter acesso ao escrito, é construir uma resposta que entrelace
informações novas àquelas que já se possuía. (2002, p.21).
Através do hábito da leitura, é possível acreditar que a sociedade se transforme em
leitores conscientes, de bons escritores e de pessoas pensantes e diferentes no que
fala e no que escreve. É através do livro que os alunos são capazes de encontrar
possibilidades de pesquisar, desenvolve o senso critico, enriquece seu vocabulário,
e entre outros benefícios que a leitura proporciona.
Para que o aluno tenha habilidade de leitura deve-se ter uma união entre pais e
professores, pois o gosto pela leitura não surge de uma hora para outra. Não adianta
o professor impor que a criança deva ler, mas sim que os pais também os incentive
reservando algumas horas para ler livros infantis para eles. Depois de alfabetizados
é relevante que essa prática continue.
O professor depois dos pais tem papel fundamental no desenvolvimento de hábitos
e habilidades de leitura dos alunos, porém, não deve ser imposto o que os alunos
devem ou não ler. O professor deve levar em conta as diversidades dentro da sala
de aula, valorizando os gostos e opiniões formadas pelos alunos e para despertar o
gosto pela leitura nos alunos, eles devem ter autonomia de escolher o que quer ler.
A dificuldade que o individuo encontra em relação à leitura, é a interpretação de
textos e imagens e assim dificulta a assimilação e compreensão. Muitos alunos
lêem, mas não conseguem compreender o que leram, apenas decodificam os signos
da língua, ou seja, são alfabetizados funcionais. Freire afirma que:
Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada,
aprender. Ler o mundo, compreender seu contexto, não numa
manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que
vincula linguagem e realidade. (1994, p.8).
15
1.1.LEITURA: SIGNIFICAÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO
A leitura é muito importante na vida do ser humano, independente do seu grau
intelectual de ensino, pois saber ler não é apenas decodificar as letras ou palavras,
mas também atribuir significados ao que lemos. Ela amplia o entendimento do
mundo, propicia o acesso à informação com autonomia, permite o exercício da
fantasia e da imaginação, estimulando assim o aluno a uma reflexão critica e a troca
de ideias. E por ser um fenômeno bem complexo no qual proporciona diversas
possibilidades de entendimento, e não se limita apenas em decifrar e sim levar o
individuo na construção do conhecimento. “Não basta decodificar as representações
indicadas por sinal ou signo; o leitor (que assume o modo da compreensão) porta-se
diante do texto, transformando-o e transformando-se”. (SILVA, 1996, p.44).
Cada ser lê o mundo a partir de suas vivencias, tendo suas reflexões através de sua
própria existência. Só podemos considerar um leitor quando ele passa a
compreender o que lê, não apenas uma leitura feita por uma linguagem verbal, mas
também de conceitos não- verbal. Lemos tudo que esta a nossa volta, pois o ser
humano é o sujeito da leitura e é devido a sua experiência que o espaço é
reconhecido, e a leitura pode acontecer e o individuo passa a compreender o mundo
e se tornar integrante do processo de construção do conhecimento, para que sua
compreensão seja carregada de significados e experiências valiosas. Podemos ter
essa clareza nos Parâmetros Curriculares Nacional: “A leitura é um processo no qual
o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto...” (1998,
p. 69).
A leitura é algo muito importante em todos os sentidos do ser humano, é uma forma
de intenção das pessoas de qualquer área ou classe social, ou seja, ela permite ao
homem se situar-se com os outros. É a principal ponte de crescimento para do ser
humano, independente da área que atua, é o acesso ao nosso conhecimento, e
ajudara as pessoas a caminhar para lutar pelos seus direitos e assim exercer sua
cidadania.
16
O verdadeiro saber, não está diretamente ligado ao grau de instrução do indivíduo,
mas é necessário que mudemos nossa maneira de agir e pensar, e tenhamos um
amadurecimento sobre a leitura e assim acreditarmos no potencial transformador de
cada um. De acordo com Foucambert (1984, p. 5), “Ler significa ser questionado
pelo mundo e por si mesmo, (...) significa construir uma resposta que integra parte
das novas informações ao que já se é”.
É imprescindível que cada indivíduo tenha clareza de que ser um bom leitor significa
perceber o caráter utilitário do ato de ler e que para compreender as varias funções
da leitura precisa refletir sobre o papel social da mesma, está intimamente ligado ao
conhecimento que temos de mundo, ou seja, a valorização do conhecimento que
cada ser possui sobre um determinado assunto. Afirma Antunes que: “Leitura
envolve diferentes processos e estratégias de realização na dependência de
diferentes condições do texto lido e das funções pretendidas com a leitura”. (2005,
p.77).
É no meio familiar que a criança começa a ter acesso a leitura, e através dela que o
individuo se torna responsável socialmente e culturalmente. A família e a escola se
completa, ou seja, quando estão unidas, o aluno terá um melhor desempenho, seja
na escola como na vida social. É função da família educar os impulsos e os
sentimentos de seus filhos e deixar claro que é responsabilidade dos pais na
formação educacional dos filhos. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, no Art. 2º. Diz que,
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios
de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por
finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (1996).
A leitura é a porta para a descoberta de novos conhecimentos, desde a infância o
homem já desenvolve a sua mente, devido à leitura, e assim se torna algo crucial
para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer
nosso vocabulário, obter conhecimento. Ler não significa identificar as palavras,
mas fazê-lo ter sentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o que for
relevante. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacional:
17
A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de
compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de
seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que
sabe sobre a linguagem etc. Não se trata de extrair informação,
decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma
atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência
e verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso
desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido,
permitindo tomar decisões diante de dificuldades de compreensão,
avançar na busca de esclarecimento, validar no texto suposições
feitas. (1998, p.69-70).
O indivíduo que lê com freqüência é capaz de defender suas opiniões, lutar por seus
direitos e conhecer os seus deveres, sentindo-se comprometido com seu estar no
mundo, estabelecendo relações entre as informações e sua vivencia, tornando-se
um leitor critico, consciente de sua importância na sociedade. A escola tem a função
de ensinar a ler e escrever, ampliando o domínio dos níveis da leitura e da escrita
sem seu processo de compreensão e decodificação. Cabe a ela, portanto
estabelecer a importância da leitura em seus diferentes níveis, para que o educando
amplie o seu repertório com exposição de maior diversidade de gêneros textuais.
Kleiman (2002, p. 13) afirma que “(...) sem o engajamento do conhecimento prévio
do leitor não haverá compreensão”. Ou seja, é por meio da interação entre o
conhecimento lingüístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor consegue
construir o sentido do texto. Todos os conhecimentos que ficam armazenados na
memória de longo prazo podem ser resgatados para que haja compreensão.
Portanto sabemos que a escola tem um plano a cumprir e dentro dele as atividades
de linguagem que devem ser realizadas e avaliadas, então ela tem obrigação de
proporcionar a seus alunos acesso ao conhecimento e a leitura apresentar sem
dúvida algum lugar de grande destaque. Bibliotecas com acervos diversos, dando
ênfase à idade do leitor em boas condições, literaturas atuais, bons espaços físicos,
boa iluminação, podem ser peça fundamental para que o aluno goste de freqüentar
o ambiente da biblioteca e comece a ter contato com o mundo. “como fonte de
prazer e de sabedoria, a leitura não esgota seu poder de sedução nos estreitos
círculos da escola”. (LAJOLO, 1997, p.7).
18
Ao enfocar a leitura como fator de cidadania, deve ter como metas a serem
cumpridas no espaço da biblioteca escolar: reunir crianças para ouvir histórias;
despertar nas crianças o desejo de ler ou contar histórias às outras; desembaraçar
atitudes, abolir inibições e a timidez, por meio de reprodução oral das leituras;
ressaltar os diferentes tipos de temperamentos encontrados nas personagens das
histórias, a fim de que as crianças aprendam a conviver em sociedade; propiciar a
reflexão e o questionamento.
Durante algum tempo o processo de alfabetização baseava-se em ensinar a
decodificação do sistema lingüístico, ou seja, as pessoas reproduziam através da
escrita, no qual ler e escrever eram alcançados devido à decodificação e da cópia do
sistema que lhe era apresentado.
Lembrando que a leitura não é mera decodificação, mas, acima de tudo,
interpretação, e, segundo o pensamento moderno, a criação de um novo texto, deve,
sobretudo, viabilizar atividades que instiguem a escritura e o registro do discurso
infantil, seja em forma de prosa, seja em forma de poesia. Para tanto, pode
organizar exposições e concursos literários, fomentando o gosto pela leitura e pela
escrita.
Pois ao entrar na escola, o aluno trás consigo sua competência lingüística, e a
mesma irá ajuda no desempenho da oralidade e adquirir a língua escrita diante da
forma culta. De acordo com os PCN:
Para aprender a ler, a criança precisa construir um conhecimento de
natureza conceitual: precisa compreender não só o que o código
representa, mas também de que forma ela demonstra graficamente a
linguagem. É, antes, um processo no qual as crianças precisam
resolver problemas de natureza lógica até chegarem a compreender
de que forma a linguagem se apresenta. (1998, p.119).
O ato de ler é um grande problema que a escola enfrenta, pois a leitura vem
assumindo um papel apenas de decodificação isso acaba afastando o aluno do
hábito da leitura. Muitas crianças só têm contato com o livro quando chegam à
escola, outros agem como uma mera obrigação, uma vez que deveria ser um prazer
19
ler um livro, quando a criança desde cedo tem contato com livros conseqüentemente
terá um maior prazer da leitura. Ressalta Souza que:
Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados
através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o
lugar, com as circunstancias. Ler é interpretar uma percepção sob as
influencias de um determinado contexto. Esse processo leva o
individuo a uma compreensão particular da realidade. (idem, p.22).
Não basta apenas ler, é necessário que haja compreensão do que se lê,
provocando questionamento e tornando um leitor critico e capaz de posicionar-se
como um cidadão. O leitor crítico movido por sua intencionalidade, não só desvela o
significado pretendido pelo autor, mas também se posiciona diante delas, dando
inicio a um confronto das idéias projetadas, portanto é preciso partir da
compreensão para se adquirir um grau maior de consciência e atenção.
Quando o aluno parte da compreensão do texto, o aluno será capaz de argumentar,
concordar ou não, com a idéia do autor, e iniciar daí uma independência enquanto
leitor crítico que democraticamente pode selecionar seus textos, livros devido a sua
necessidade. Soares afirma que: “Compreender um texto significa compreender a
relação dinâmica que ele mantém, com um determinado contexto bem como
perceber criticamente a objetividade dos fatos desses contextos, como instituída
pelo autor.” (1996, p.14).
Há uma grande importância no desenvolvimento da leitura e compreensão de texto
para determinar atuante no que diz respeito a vivencia social, política e cultural do
individuo. A compreensão das mensagens seja ela verbal ou não-verbal proporciona
uma cultura múltipla que exige do individuo uma habilidade política, uma
competência técnica e um bom desempenho lingüístico.
Portanto não basta aprender a ler, é necessário aprender com o que se lê, e é
necessário interpretar os conteúdos e atribuir-lhes significado, para que a leitura,
enquanto exercício de inteligência cumpra o seu papel. Compreender um texto
consiste num processo gradual, pois o leitor é um agente ativo, capaz de construir e
reconstruir o significado do texto à medida que o lê. “A leitura é um processo no qual
20
o "Leitor" é um sujeito ativo que processa o texto e este lhe proporciona seus
conhecimentos, o próprio leitor constrói o sentido do texto”. (ORLANDI, 2006, p.38).
É lendo que ampliamos nossos conhecimentos, e para isso que temos um grande
iniciador da leitura, que é a escola, ela deverá garantir que esta atividade seja
aprendida num registro de forte significação pessoal. Para isso, a leitura não pode
ser apresentada como uma atividade mecânica, mas como uma atividade
construtiva e empenhada do aluno, como algo a ser compreendido por referência
àquilo que a criança já sabe e àquilo que quer saber para alcançar os seus
objetivos.
Portanto, a leitura deve ser oferecida de forma instigante e prazerosa a partir do
momento que a criança está aprendendo a ler. Dessa forma será mostrado através
dos aspectos essenciais, para um bom desempenho e a partir daí será adquirido
uma bagagem mais aprofundada de conhecimento, que poderá ajudá-lo nos estudos
subseqüente.
1.2.
AS ESTRATÉGIAS DE LEITURA
A habilidade que se deve ter de leitura não é somente decodificar, é muito mais que
isso, e por isso que podemos definir em quatro etapas e com argumentos de vários
estudiosos: decodificação, compreensão, interpretação e retenção.
1-
DECODIFICAÇÃO:
Nessa etapa o leitor primeiro decodifica os símbolos escritos, sendo uma leitura
superficial e incompleta. O aluno deve fazer suas anotações importantes e devido a
isso que ele conseguira passar para a próxima etapa de leitura, que é a
compreensão do que foi lido. Menegassi afirma que:
Na decodificação, há a ligação entre o reconhecimento do material
lingüístico com o significado que ele fornece. No entanto, ‘muitas
vezes a decodificação não ultrapassa um nível primário de simples
identificação visual’, pois se relaciona a uma decodificação
fonológica, mas não atinge o nível do significado pretendido. (1995,
p.87).
21
2-
COMPREENSÃO:
Após passar pela etapa da decodificação, nesta o aluno vai captar o sentido do texto
lido. Para saber o assunto do texto, qual a tipologia usada, e compreender o que o
autor pretende passar e ser capaz de resumir em poucas linhas a essência do texto.
As respostas Nas questões referentes a essa etapa, as respostas podem ser
encontradas literalmente no próprio texto, ou escritas de outra forma, porém estão
explícitas no texto. Segundo Orlandi:
Compreender pressupõe saber como um objeto simbólico produz
sentidos, através da exposição à materialidade dos processos de
significação presentes no texto. Enfim, “é saber como as
interpretações funcionam [...] ‘escutar’ outros sentidos que ali estão
compreendendo como eles se constituem”. (2005, p. 26).
3-
INTERPRETAÇÃO:
Na terceira etapa da leitura, o aluno deve interpretar uma seqüência de idéias ou
acontecimentos que estão implícitas no texto, se não o compreendeu, não
conseguirá interpretar os sentidos do texto que não estão explicitados. Pois apenas
com uma boa compreensão o aluno conseguirá interpretar sentidos do texto que não
estão escritos literalmente. Orlandi afirma que:
Interpretar, pois, não é apreender, mas atribuir sentidos, mesmo
porque eles não existem a priori. Não sendo livres de determinações,
os sentidos são muitos, mas não quaisquer, porque atrelados à
memória, tanto a institucionalizada (“trabalho social da interpretação”
em que se distingue quem tem e quem não tem direito a ela), quanto
a constitutiva (o interdiscurso, o dizível, o repetível). (idem, p. 68).
4- RETENÇÃO:
Nessa última etapa, o aluno deve ser capaz de reter as informações trabalhadas nas
etapas anteriores e aplicá-las: fazendo comparações, reconhecendo o sentido de
linguagens e o principal é aplicar em outros contextos refletindo sobre a importância
do que foi lido fazendo um paralelo com seu cotidiano, aprendendo com isso, a fazer
suas próprias análises críticas.
22
A última etapa no processo de leitura (...) é a retenção, que diz
respeito ao armazenamento das informações mais importantes na
memória de longo prazo. Essa etapa pode concretizar-se em dois
níveis: após a compreensão do texto, com o armazenamento da sua
temática e de seus tópicos principais; ou após a interpretação, em
um nível mais elaborado. (MENEGASSI & CALCIOLARI, 2002 p. 83).
Devido a todas as preocupações com as habilidades de leitura, é na escola que se
deve iniciar uma aprendizagem e não técnica ou receita mecanizada. O professor
deve mostrar ao aluno maneiras que o leve a refletir e desenvolver hipóteses e se
interagir tomando como ponto de partida as várias experiências vividas pelos alunos.
23
2- LEITURA DE IMAGEM: DESVENDANDO O UNIVERSO VISUAL NO
CONTEXTO ESCOLAR
É na infância que começamos a construir nossa consciência de mundo e passamos
a perceber um novo ambiente por meio das relações que mantemos com ele no
decorrer do nosso desenvolvimento cognitivo e também nessa fase ainda não se
domina as palavras e o referencial que se tem é a descoberta da imagem que esta
em nossa volta. Buescu afirma que:
[...] perceber é uma atividade sempre determinada pelo
conhecimento prévio do mundo e, pelas expectativas por ele
condicionado; perceber é, afinal, conceber o mundo como entendível
pelo sujeito, através do estabelecimento de uma estrutura de sentido
formulada no interior da própria percepção.( 1990, p.226).
A criança, mesmo não sendo alfabetizada, faz a leitura de rótulos, imagens, gestos,
emoções. Assim, podemos dizer que a mesma está inserida no processo de
letramento. Conforme Soares,
Letramento não consiste apenas no domínio do código lingüístico,
mas nas “competências de leitura e de escrita necessárias para a
participação em práticas sociais letradas”. (2004, p. 7).
Quando fazemos a leitura de uma imagem, tomamos como referencial o
conhecimento prévio, pois, como se sabe, o homem primata não era alfabetizado,
mas devido às imagens, ele desenvolveu sua comunicação. Dessa forma a
comunicação adquiriu uma enorme dimensão. Isso prova através da permeação na
vida cotidiana com a mensagem visual que norteia toda a organização das
atividades do indivíduo na sociedade.
Os professores e a escola ainda se baseiam na lógica do mundo verbal, sendo a
palavra o caminho para a formação do aluno, no entanto sabemos que nem tudo se
resume na linguagem verbal, é necessário que a escola abra novos horizontes para
a leitura não verbal. Berger afirma que: “A maneira como vemos as coisas é afetada
pelo que sabemos ou pelo que acreditamos”. (1999, p.10).
24
A imagem vem conquistando seu espaço e hoje se pode ver um grande poder de
interagir a humanidade aos seus próprios interesses. Ao interpretar a imagem
podemos associar a nossa história pessoal de vida, produzindo conceitos que
determinarão estados e atitudes reflexivas.
O texto não-verbal representa a linguagem que o aluno produz através de novas
ideias e assim se chega à leitura. A leitura imagética que o mesmo faz desse texto
se constrói na sua imaginação um comportamento social.
Com a leitura imagética, o leitor encontrará uma livre imaginação, expressando-se
conforme o que pensa. As imagens são elementos fundamentais na formação do
homem, porque interferem no seu imaginário, ampliam a capacidade perceptiva,
organiza a estrutura da sociedade. E com isso a escola deve buscar meios para que
o aluno possa ler e interpretar as imagens de forma consciente, crítica e proveitosa.
Barbosa nos diz que:
A Imagem é, hoje, um componente central da comunicação, com sua
multiplicação e ampla difusão, com sua repetitividade infinita, estes
dispositivos fazem com que, por intermédio de sua materialidade,
uma imagem prolongue sua existência no tempo. (2002, p. 75).
A imagem fala através das disciplinas e vai além do conteúdo escolar, é nessa
questão que o professor deve trabalhar a leitura das imagens dentro da sala de aula
de maneira prazerosa e diferenciada. É óbvio que cada um tem uma forma de
transmitir seu conhecimento, mas tem que observar que cada aluno recebe a
informação de maneira diferente, devido a seu conhecimento próprio. Dentro do
espaço escolar, o professor se destaca por ser o mediador da formação de seu
educando e suas práticas pedagógicas refletem na aprendizagem deles.
25
2.1- LEITURA DE IMAGEM NA PRÁTICA PEDAGÓGICA
Nessa era de comunicação e informação, a sociedade não mais permite leituras que
objetivem uma única interpretação, estável e universal, nem mesmo leitores apenas
de livros. Pelo contrário, hoje cada vez mais é necessário que o sujeito seja capaz
de compreender as variadas linguagens e os múltiplos códigos que o envolvem.
A visão contemporânea de leitura abrange múltiplas linguagens, de modo que, o ato
de ler, em toda a sua complexidade, cada vez mais assume uma importância
singular. Antes mesmo de ser “alfabetizada”, a criança já é capaz de “fazer leituras”
do que acontece ao seu redor, de interpretar o olhar dos adultos e entender se um
gesto é acolhedor ou não. Freire ressalta sobre isso ao longo de sua obra, afirmando
que, antes de ler palavras, lemos o mundo,
[...] se antes os textos geralmente oferecidos como leitura aos
alunos escondiam muito mais do que desvelavam a realidade,
agora, pelo contrário, a alfabetização como ato de conhecimento,
como ato criador e como ato político é um esforço de leitura do
mundo e da palavra. (1994, p.30).
Embora a leitura de imagens seja vista como uma atividade complexa, mas esta
presente na grande parte da vida de uma sociedade, mesmo estando presente na
vida das pessoas, a leitura de imagem ainda é um processo, que requer uma
metodologia e apropriada e ainda não ocupa um lugar nos currículos dos cursos de
formação de professores.
Para este fim, considera-se a necessidade de formação de mentalidades abertas,
tanto
dos
professores
como
dos
estudantes,
sem
preconceitos
para
o
estabelecimento de novas maneiras de ver e de pensar. Destaca-se ainda que estas
ideias mantêm íntima relação com planejamentos elaborados em conjunto por
professores e alunos, numa visão participativa e ética no sentido de desenvolver
consciências críticas e construtivas.
26
A importância de uma visão educacional a ser refletida é a de uma noção de
globalidade de ensino, pois o estudante não só precisa construir conhecimentos,
receber informações e instruções: ele sente, pensa, quer, age e valoriza. À medida
que o professor passa a compreender de forma reflexiva as dimensões de sua ação
pedagógica como transformação social, cultural, política, certamente passará a
utilizar conhecimentos como forma de reconstrução de sua prática voltada para a
leitura do mundo. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais:
Cabe ao professor planejar, implementar e dirigir as atividades
didáticas, com o objetivo de desencadear, apoiar e orientar o esforço
de ação e reflexão do aluno, procurando garantir aprendizagem
efetiva e também assumir o papel de informante e de
interlocutor.(1998, p.22).
Educar para uma leitura de imagens vai significar um aperfeiçoamento do estudante,
orientando para análises do explícito e do implícito, auxiliando-o a compreender
novos códigos, articulações entre o visual e o escrito que caracterizam a estrutura
das formas visuais.
Observando as amplas possibilidades de ler as imagens, professores e alunos
podem re-estudar a visão do cotidiano, do novo e diferente universo das formas no
seu significado e nas diversas mensagens visuais que as tecnologias educacionais
proporcionam.
Diante das propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), destacamos
que, um dos objetivos do ensino fundamental para a Língua Portuguesa, é que os
alunos sejam capazes de utilizar as diferentes linguagens – verbais, matemáticas,
gráficas, plásticas e corporais – como meio para produzir, expressar e comunicar
suas ideias, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação,
abordando também que é preciso que a escola viabilize o acesso do aluno ao
universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretálos.
De qualquer maneira, é imprescindível que o professor formule claramente os
objetivos pedagógicos que pretende alcançar com a leitura de forma geral e com o
uso de imagens. Que tenha em mente os inúmeros enfoques que as imagens
27
podem propiciar e os caminhos interpretativos que podem ser percorridos durante
qualquer leitura.
A retirada das imagens de seu contexto e sua leitura isolada gera uma limitação no
processo do leitor que passa a ser fragmentado e desconecta elementos que, juntos,
compunham a mensagem original e contribuem para a construção de sentidos e
também é bom ressalta que é importante fazer uso de símbolos que façam parte do
cotidiano do espectador.
Aprender a ler imagens vem principalmente da necessidade de compreensão. É
comum dizer que as imagens possuem uma linguagem visual, sendo que sempre
podemos questionar o quanto a imagem se apresenta em transparência para nós,
isto é, a imagem se apresenta muitas vezes de uma forma mais clara e objetiva do
que palavras e é importante saber classificar o quanto essa imagem é clara aos
nossos olhos e principalmente ao dos alunos, pois o uso de algo novo no cotidiano
deles irá despertar e possibilitar uma intimidade com o ato de ler. Sobre o despertar
ao novo, Zabala considera que:
Não basta que os alunos se encontrem frente a conteúdos para
aprender; é necessário que diante deste possam atualizar seus
esquemas de conhecimento, compará-los com o que é novo,
identificar semelhanças e diferenças e integrá-las em seus
esquemas, comprovar que o resultado tem certa coerência. (2007,
p.37)
É muito comum e nos dá grandes chances de utilizarmos isso em nosso favor,
criando movimentos em linhas para ser acompanhado pelos olhos ou pelo
apontamento do indicador. Podemos perceber que muitas vezes colocamos um
texto para identificar melhor a imagem, muitos ignoram a leitura e consideram que a
mesma de nada vale para o entendimento total da temática ao qual a imagem se
envolve. É melhor utilizar os textos próximos e não como parte da composição da
imagem.
A intenção, nesse caso, é criar o máximo de formas conhecidas sempre se
baseando em objetos simples, de fácil compreensão e que se adapte melhor ao
ambiente de aplicações ou determinada cultura.
28
No entanto a leitura de imagem nos permite localizar estruturas e todas as suas
funções e torná-las dinâmica, isto é, mudando-as de lugar sempre que for
necessário e se conseguirmos ler o mundo de imagens que nos rodeia, ajuda-nos a
entender melhor o assunto que nos são colocados no cotidiano, tornando-nos mais
questionadores, pois é importante na educação de um povo tentar circular nesse
meio imagético que nos é posto.
Neste sentido, são urgentes os esforços para a democratização da leitura de
imagens na escola, pois os benefícios desse saber são inúmeros, além de culturais
e estéticos, levam o aluno à compreensão da realidade social em que vive e a
participar ativamente de sua transformação. Essa também pode ser uma forma de
inclusão, de educação emancipadora, comprometida e de transformação social.
2.2- CONTRIBUIÇÕES DA LEITURA DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS
Ao iniciar os estudos na infância, a criança já começa ter contato com a imagem que
ilustram as palavras. Através do livro que em a sedução das cores contribui com o
processo de alfabetização para a linguagem escrita. A formação de um indivíduo
baseia-se na união de informações que adquirimos e com esse acúmulo de
informações construímos o nosso conhecimento de mundo. Sendo assim, podemos
dizer que não há leitura de imagens que não seja influenciada pela experiência de
vida do leitor. A percepção visual depende de vários fatores, seja ele individual,
social ou cultural. Burke nos diz da importância de se estudar a imagem visual:
Uma vantagem particular do testemunho de imagens é a de que elas
comunicam rápida e claramente os detalhes de um processo
complexo, como o da impressão, por exemplo, o que um texto leva
muito mais tempo para descrever de forma mais vaga. (2004, p.
101).
Sabemos que os materiais didáticos, incluindo desde livros até meios mais
modernos, constituem importantes meios para o processo de constituição da
alfabetização. As imagens são elementos necessários para o desenvolvimento
cognitivo do aluno. A associação entre a utilização da imagem e o objeto do
29
conhecimento, no caso específico da alfabetização, é tão antiga quanto o próprio
dilema do processo de aquisição da escrita e da leitura pela criança.
Ler, portanto, não é tentar decifrar ou adivinhar de forma isenta o sentido de um
texto, mas é, a partir dele que, se atribui significados relacionados com outros
textos na busca da sua compreensão.
É fato, estamos cercados por imagens, e por isso que a alfabetização visual se dá
devido à compreensão da experiência vivida por cada indivíduo, através do seu dia a
dia com a imagem e assim se tem a contextualização.
O livro didático é um instrumento que precisa ser mais bem utilizado pelo professor,
explorar mais suas potencialidades, principalmente as imagens, pois elas constituem
a nossa vida, estão presentes no nosso convívio e por meio delas que nós
construímos e fazemos nossa história. Vivemos no mundo da imagem e desde cedo
que as crianças se interagem com elas. Mesmo que o professor proponha atividades
diversificadas, e que permita flexibilidade, não se deve esquecer que:
O livro didático brasileiro, ainda hoje, é uma das principais formas de
documentação e consulta empregadas por professores e alunos.
Nessa condição, ele às vezes termina por influenciar o trabalho
pedagógico e o cotidiano da sala de aula. Considerando essa
realidade, é fundamental dispor de um livro didático diversificado e
flexível, sensível à variação das formas de organização escolar e dos
projetos pedagógicos, assim como às diferentes expectativas e
interesses sociais e regionais. (MEC, 2003, p. 10).
Alguns educadores estão mais preocupados em cumprir o cronograma escolar e
deixa de explorar as coisas importantes do material didático e não sabendo eles que
o mundo visual e refletido através da nossa cultura e também não se preocupa com
o olhar que os alunos têm em relação à imagem que ele vê no livro.
Esse riquíssimo material didático faz parte da cultura e da memória visual de várias
gerações e mesmo com as mudanças e transformações da sociedade, ele ainda
possui uma relevante função para o desenvolvimento intelectual da criança.
30
Mas quando se fala de imagem no livro, deve-se ter em mente que a relação
imagens X texto, necessita ser observada e avaliada por quem trabalha com ela,
para que tenha uma apresentação do conteúdo de forma criativa, organizada e
interessante e, assim, o educando sentira estimulado ao estudo e a compreensão do
conteúdo. Enfim a criança pode adquirir, assim, de maneira mais eficiente,
satisfatória e prazerosa, os conhecimentos escolares, facilitando a construção do
conhecimento e ampliando o potencial pedagógico do livro.
Aprender a ler imagens humaniza o homem, a alfabetização pela imagem é um meio
de construir cidadania. Para isso, o aluno deve saber apreciar a imagem dos livros
didáticos como arte, reconhecê-la e interpretá-la e não somente criá-la.
A imagem quando ela é tratada como ilustração ajuda a ter uma agradável
visualização nas páginas do livro. Se o texto for bastante longo, tem como objetivo
de amenizar o cansaço da leitura e, assim, estimular o leitor a prosseguir a leitura e
também despertar na construção dos personagens, do cenário e do enredo.
A imagem vem ocupando um lugar indiscutível e está centrada na constituição de
significados em relação às coisas do mundo, esta presente em todas as atividades
que desenvolvemos em qualquer lugar onde quer que estejamos.
Os livros didáticos têm se inserido nas mudanças tecnológicas, passando a conter
uma nova produção de conhecimento e para isso precisamos aprender a ler as
imagens. Ler imagens implica aprender como apreciar, decodificar e interpretar
imagens, analisando ao mesmo tempo a forma como são construídas e o modo
como operam na construção do conhecimento. Ele funciona como uma engrenagem
na prática pedagógica, devido ao intercâmbio de conhecimentos que o mesmo está
organizado. Está inserido na política educacional e expressa as visões e os
significados do projeto dominante, ajudando a reforçá-las, a dar-lhes acolhida. O
livro didático não é somente um “depósito” de conteúdos, mas um lugar que se
registra conhecimentos e produz significados.
31
3- LEITURA
DE
IMAGENS:
COMPONENTES
INDISPENSÁVEIS
NA
COMPREENSÃO DE TEXTOS
A dificuldade dos alunos em relação à leitura, a interpretação de textos e de imagens
acaba dificultando a compreensão em sua aprendizagem, quando ele é estimulado a
pratica de leitura passam a ser capaz de ler e compreender qualquer tipo de texto.
Sabemos que muitos educandos só lêem, mas não compreende o que foi lido, ou
seja, decodifica as letras, e isto vem dificultando o processo de compreensão. A
linguagem tem um papel importante na aprendizagem da criança, e ultimamente se
tem uma preocupação sobre a mesma, em particular na aprendizagem da escrita e
assim se elava o pensamento dos educadores na realização das atividades
propostas em sala de aula.
A leitura desempenha um importante papel para a construção do nosso
conhecimento, pois exige que o aluno busque suas compreensões e novos
significados, mas para que isso ocorra é necessário se ter um envolvimento entre
leitor X leitura.
Quando o texto apresenta ilustrações percebe-se que a comunicação estabelecida
entre os alunos e a imagem, constitui um aspecto importante, pois permiti ao
professor possibilidades de investigações sobre como os alunos se apropriam da
imagem para o seu aprendizado. Segundo Ferreiro e Teberosky (1999, p.175), “A
leitura é um momento mágico, pois o interpretante informa à criança, ao efetuar essa
aparentemente banal, que chamamos de “um ato de leitura”, que essas marcas têm
poderes especiais; basta olhá-las para produzir linguagem”.
No primeiro capitulo percebemos que a imagem já vem de longa data, desde os
ancestrais que tinham como comprovar sua existência. Quando no texto aparece à
ilustração a leitura leva o leitor a direcionar possíveis interpretações e expande a
imaginação favorecendo a compreensão, mostrando assim uma ampla possibilidade
de interpretação das pessoas. O que sabemos que é na escola o aluno, muitas
vezes se tem o primeiro contato com a leitura, e devido a isso o educador deve
32
oferece subsídios intertextuais com base na visualização adquirida pela imagem do
cotidiano de cada um.
Ao se falar de texto, já nos lembramos de leitura seja ela escrita ou visual, e não
basta apenas ler, mas é necessário compreender o que se ler. A compreensão de
textos é uma atividade complexa, e necessita de recursos e estratégias para se
compreender o que ler, isto é, precisa-se de esforço para construir o sentido do
texto, buscando a coerência. E para se chegar a esse esforço o professor tem o
papel de criar oportunidades que permitam o desenvolvimento desse processo.
Entretanto é necessário utilizar vários fatores como: percepção, atenção e memória,
que depois de absorvido pelo leitor terá mais facilidade de promover a compreensão,
ou seja, o aluno trará seu conhecimento prévio, aquilo que eles dispõem e constrói
no seu dia a dia. Portanto a compreensão vai depender do conhecimento que o
educando possui. Assim, também afirma Kleiman (2002, p.13):
A compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela
utilização do conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele
já sabe o conhecimento adquirido ao longo de sua vida. É mediante a
interação de diversos níveis de conhecimento, como o conhecimento
linguístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor
consegue construir o sentido do texto. E porque o leitor utiliza
justamente diversos níveis de conhecimento que interagem entre si,
à leitura é considerada um processo interativo.
Cada leitor trás consigo seus conhecimentos, sua sensibilidade e seus recursos
cognitivos, e cada um pode ter diferentes interpretações do mesmo texto, mas um
leitor pode ter uma compreensão bastante modificada do mesmo texto em outro
momento de sua vida.
Ferreiro e Palácio afirmam que: “Toda leitura é interpretação, e o que o leitor é
capaz de compreender e de aprender através da leitura depende fortemente daquilo
que o leitor conhece e acredita a priori, ou seja, antes da leitura”. (1990, p.15).
O leitor já tem seu conhecimento de mundo, e a partir do momento que ele ler, o
mesmo passa a ter seus próprios conceitos.
33
3.1- LEITURA DE IMAGENS
É na educação infantil que a criança tem uma maior interação com o mundo ao seu
redor e com ela mesma. É um período das descobertas em que a criança se
encontra na fase de construção, ou seja, ainda não foi alfabetizada. Ao ingressar na
escola, ela trás consigo reflexos de sua convivência familiar, no meio escolar ela irá
encontrar uma diversificação de regras e padrões, que aos poucos passa a
favorecer a sua aprendizagem.
As crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza
como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito
próprio. Nas interações que estabelecem desde cedo com as
pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circunda, as
crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que
vivem, as relações contraditórias que presenciam e, por meio das
brincadeiras, explicarem as condições de vida a que estão
submetidas e seus anseios e desejos. No processo de construção do
conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens
e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses
originais sobre aquilo que buscam desvendar. (PCN, 1998, p.21)
A educação infantil tem um papel importantíssimo na formação da criança, pois
permite sua adaptação ao meio social, conhecer outros grupos além da sua família,
e contribui para o desenvolvimento cognitivo e psíquico. Sendo uma fase de
construção a criança passar a ter contato com o imaginário e dentro dessa fantasia
entra a literatura, pois sua contribuição é de suma importância na formação do leitor.
Esse contato com textos literários principalmente infantis aguça o aprendizado do
aluno, e por isso que o professor deve mediar de forma prazerosa esse contato com
a literatura infantil. Segundo COELHO,
A literatura infantil é, antes de tudo, literatura; ou melhor, é arte:
fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida,
através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e
real, os ideais, e sua possível/impossível realização (1986, p. 27).
34
Atualmente percebemos uma constante presença em nosso meio a comunicação
visual, isto é a imagem vem ocupando seu espaço, e a união entre o verbal e visual
contagia as páginas dos livros literários infantil, mesmo não sabendo ler a criança
através das imagens consegue entender o contexto da história.
Quando a criança é incentivada a ler livros literários infantis desde cedo ela passa a
ser estimulada a ler as gravuras que estão no livro e assim viaja na imaginação e
acaba contando oralmente o que entendeu. A leitura da imagem é a primeira leitura
de mundo da criança que é carregada de significados social e cultural, favorecendo
o seu desenvolvimento cognitivo, artístico e imaginário.
As imagens que estão nos livros infantis são fontes de organização dos
pensamentos da criança, as ilustrações apóiam a leitura, constroem cenários e
personagens, mesmo ela não sendo alfabetizado. Ou seja, esses aspectos
contribuem para a compreensão da realidade, estimulando a criança na construção
de sua própria visão de mundo, além de desenvolver o gosto pela leitura literária.
Mello afirma que:
A leitura visual não se restringe a decodificar os elementos
narrativos, simbólicos, e o contexto em que se insere o objeto
artístico. A imagem possui ritmo, contraste, dinâmica, direção e,
ainda, uma série de outras características que não suportam ser
traduzidas em palavras. A imagem tem lá os seus silêncios. (2002,
p.1).
A imagem visual esta muito presente no nosso dia-a-dia, pois a tecnologia e as
transformações são cada vez mais crescentes na sociedade, e passam a nos
seduzir, e nos torna consumistas e modificadores dos valores. Como a imagem é
presente, a criança tem maior facilidade der fazer a leitura visual do que a verbal. E
com isso a sociedade passa a mudar a forma de produzir suas reflexões e quebras
de paradigmas e focando o público infantil, através de desenhos animados,
propagandas, vídeos games, cinema, histórias em quadrinhos, e principalmente o
livro de literatura infantil, que prepara os leitores infantis para a informação.
As artes visuais estão presentes no cotidiano da vida infantil. Ao
rabiscar e desenhar no chão, na areia e nos muros, ao utilizar
materiais encontrados ao acaso (gravetos, pedras, carvão) ao pintar
os objetos e até mesmo seu próprio corpo, a criança pode utilizar-se
das Artes Visuais para expressar experiências sensíveis (MEC, 1998,
p.85)
35
Com a presença visual na literatura infantil, dar-se uma abertura para que a criança
desenvolva a sua linguagem, passe a reproduzir e transformar o mundo ao seu
redor de maneira diferente. Pois quando se fala em leitura dá-se a ideia de livros
cobertos de letras, pouco se pensa em outra forma de ler as coisas, e podemos ler o
mundo de varias maneiras como: um espetáculo musical, teatro, uma leitura de uma
paisagem, de uma obra de arquitetura, e infinitas formas. Que aparece de forma
espontânea e fácil de compreender, entretanto a leitura escrita é também mais uma
forma de ler, mas isso quando se tem um alfabetizado.
3.2- A ORIGEM DA LITERATURA INFANTIL NO BRASIL
Faremos uma breve história da origem da literatura infantil no Brasil, embora tenha
surgido no século XVIII, mas só no século XIX que o gênero ganha consistência e
um perfil definido por meio do trabalho dos autores, e assim garantem sua
continuidade e atração. Mesmo assim os livros para criança só começam a ser
publicados no Brasil em 1808 com a implantação da Imprensa Régia, a literatura
infantil brasileira nasce apenas no final do século XIX. A circulação de livros ainda é
precária e irregular.
No final do século XIX o país passa por decadências, e para mostrar a imagem de
um país em processo de modernização, passa a destacar a extinção do trabalho
escravo, o crescimento e a diversificação da população urbana e a incorporação
progressiva de levas de imigrantes à paisagem da cidade. Isto começa a configurar
um publico consumidor de produtos culturais, e o saber por meio da leitura começa a
deter importância no novo modelo social, fazendo com que a escola exerça um
papel importante na transformação da sociedade brasileira.
E com essas transformações o livro infantil e didático começa a se fortalecer e se
expandir na sociedade, especialmente ao público infantil. E com essa expansão
inicia a preocupação com a carência de material de leitura adequado às crianças do
país as quais contavam apenas com adaptações e traduções dos clássicos infantis
europeus. Em função de traduzir os textos para a língua materna brasileira, chega o
36
inicio da literatura infantil brasileira, que é marcada pelo transplante de temas e
textos europeus adaptados à linguagem brasileira.
No entanto as imagens no livro infantil têm sua mera iniciativa na formação ao hábito
de leitura, e se torna um grande incentivo para o desenvolvimento da imaginação da
criança, e através da mesma o leitor infantil se envolve muito mais na leitura,
trazendo assim um melhor raciocínio e criatividade a sua compreensão. Mas para se
ter toda essa compreensão o aluno precisa que o professor utilize em suas
atividades livros interessantes que estimule essa prática e assim desenvolva suas
habilidades favorecendo a leitura e a escrita.
Enfim a literatura infantil é um dos recursos pedagógicos importantíssimos na
educação infantil, pois o mesmo contribui para a internalização da interação social, e
a imagem é um recurso lúdico que facilita a aprendizagem, o raciocínio e a
imaginação da criança, sem contar que a mesma busca a interação com a realidade
do aluno no seu cotidiano.
37
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A imagem tem sua maneira de persuadi o leitor, pois quem observa a imagem já se
tem uma breve leitura visual da ideia do que irá ler, mas mesmo com os avanços
continua sendo complexas. Mas é necessário analisar com mais importância a
questão da leitura de imagem, pois ela é capaz de abarcar diferentes dimensões,
sendo capaz de ensinar o leitor a ter um pensamento mais autônomo.
A imagem é algo que chama atenção a quem ira ler um livro, ela conduzirá o leitor a
imaginar infinitas coisas aguçando assim o cognitivo e despertando seu interesse
para a leitura, e na infância isso esta bem presente.
A criança quando passa a ter contato com os livros infantis, mesmo não sendo
alfabetizada, a mesma consegue desenvolver sua imaginação e ajuda na
organização do pensamento, criando seus próprios entendimentos na linguagem
escrita, ou seja, ela não precisa acompanhar um texto escrito, mas pode criar seu
conteúdo independente.
Portanto a imagem ajuda na visualização mental da criança, fazendo com ela viaje
num mundo da sua imaginação. A literatura infantil tem uma tarefa fundamental na
construção do saber da criança, aguça o crescimento intelectual, psicológico e
emocional.
No entanto, a pesquisa teve como objetivo fazer uma analise sobre a importância da
leitura, através da utilização das imagens incentivando assim a leitura na sala de
aula. Conforme os argumentos como é fundamental aguçar a imaginação do aluno
enquanto criança, e acima de tudo incentivá-la da importância da leitura para o
desenvolvimento intelectual e critico do ser humano na sociedade. E esse incentivo
se dá através da utilização da imagem. O trabalho é de suma importância para
fazermos uma reflexão sobre o nosso papel de educador e como incentivamos os
alunos na prática da leitura. E um dos meios mais propícios a esse incentivo é a
literatura infantil, pois quando o aluno abre o livro, o mesmo viaja através da
imagem, muitas vezes ele não sabe decodificar as palavras, mas consegue entender
a história.
38
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