ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINOLTDA- FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS COM HABILITAÇÃO EM PORTUGUÊS E INGLÊS PATRÍCIA SANTOS MAIA E SILVA LEITURA DE IMAGENS: UMA IMPORTANTE PRÁTICA NO INCENTIVO DA LEITURA E DA INTERPRETAÇAO NA SALA DE AULA. Paulo Afonso/BA Junho /2011.1 PATRÍCIA SANTOS MAIA E SILVA LEITURA DE IMAGENS: UMA IMPORTANTE PRÁTICA NO INCENTIVO DA LEITURA E DA INTERPRETAÇAO NA SALA DE AULA. Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura Plena em Letras com habilitação em Português e Inglês, da Faculdade Sete de SetembroFASETE. Sob orientação da Profº. Msc. Luíz José Silva. Paulo Afonso Junho/2011.1 PATRÍCIA SANTOS MAIA E SILVA LEITURA DE IMAGENS: UMA IMPORTANTE PRÁTICA NO INCENTIVO DA LEITURA E DA INTERPRETAÇAO NA SALA DE AULA. Monografia submetida ao corpo docente da Faculdade Sete de SetembroFASETE, como parte dos requisitos necessários a obtenção do grau de Licenciatura Plena em Letras com Habilitação em Português e Inglês. Aprovado por: _______________________________________________________________ Profº. Msc. Luíz José da Silva – orientador __________________________________________________________ Profº. __________________________ - Examinador ______________________________________________________________ Profº. _________________________- Examinador Paulo Afonso Junho /2011 DEDICATÓRIA Dedico esta grande vitória exclusivamente a Deus, que é a razão de tudo que somos e fazemos. AGRADECIMENTOS Agradeço a minha mãe pelas suas orações, aos meus irmãos que sempre acreditaram em mim, a família Maia que me incentivaram a ir até o fim, aos meus filhos que tiveram paciência nas minhas agonias e a Luciano por tudo. "A leitura é muito mais do que uma simples relação dos olhos com os livros... A leitura é um espaço, um lugar predileto, uma luz escolhida, um ritual em que importa até a época do ano." (Luis Garcia Montero). RESUMO SILVA, Patrícia Santos Maia. Leitura de Imagens: uma importante prática no incentivo de leitura e da interpretação na sala de aula. 2011. O ser humano costuma construir conceitos e valores diante do que visualiza e, através da nossa linguagem, representamos a maneira como pensamos do mundo a nossa volta. As imagens a cada dia que passa invade-nos, seduzindo e nos leva a criar e modificar nossos valores e, com esse empenho que de desenvolver no individuo suas formas de ver as coisas a imagem atingi principalmente o ambiente infantil. Pois é uma das primeiras manifestações da criança, no entanto mesmo antes dela ser alfabetizada ela compreende as coisas através da imagem que é refletida no seu mundo. E focando essa importância da leitura de imagem para o incentivo da leitura, que destacamos também a representação visual na literatura infantil que através dela a criança é capaz de viajar na imaginação, instigar o desenvolvimento de sua linguagem, recriar e transformar o mundo que a cerca. Palavras chave: Leitura de Imagens. Literatura Infantil. Incentivo. Linguagem. ABSTRACT SILVA, Patrícia Santos Maia. Leitura de Imagens: uma importante prática no incentivo de leitura e da interpretação na sala de aula. 2011. Humans often build on concepts and values of that view and, through our language, represent the way we think of our world back. The images for each passing day invade us, and enticing us tocreate and modify our values and that with this commitment to develop in their individual ways of seeing the image hit mainly the childhood environment. For it is an early manifestation of the child, however even before it is literate she understands things thorough the image that is reflected in his world. And focusing on the importance of reading image for the encouragement of reading, they also highlight the visual representation in children´s literature thorough her that the child is able to travel in the imagination, instigating the development of their language, rebuild and transform the world around. Key - Word: Reading Images. Children's Literature. Incentive. Language. SUMÁRIO INTRODUÇÃO_____________________________________________________ 10 1. LEITURA E SEUS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS________________________ 12 1.1 Leitura: Significação e Contextualização ______________________________ 15 1.2 As estratégias de leitura___________________________________________ 20 2. LEITURA DE IMAGEM: DESVENDANDO O UNIVERSO VISUAL NO CONTEXTO ESCOLAR ________________________________________________________ 23 2.1 Leitura de Imagem na Prática Pedagógica_____________________________ 25 2.2 Contribuições da Leitura de Imagens nos Livros Didáticos__________________ 28 3. LEITURA DE IMAGENS: COMPONENTES INDISPENSÁVEIS NA COMPREENSÃO DE TEXTOS ________________________________________ 31 3.1 Leitura de Imagens _______________________________________________ 33 3.2 A origem da literatura infantil no Brasil________________________________ 35 CONSIDERAÇÕES FINAIS ___________________________________________ 37 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS_____________________________________ 38 10 INTRODUÇÃO A pesquisa tem como propósito levar aos educadores, leitores, estudantes ao uma reflexão de como a imagem é fundamental na compreensão de textos, o quanto ela é rica de possibilidades e alternativas para construção de um processo de leitura eficaz. A importância da leitura de imagem é um meio de compreender e possibilitar a interação do leitor com o seu mundo, tendo assim uma agradável leitura. O trabalho de interpretação da imagem, como na interpretação do verbal, vai pressupor também a relação com a cultura, o social, o histórico, com a formação social de cada aluno. E vai revelar que forma a relação imagem e interpretação vem sendo "administrada" em várias situações. A utilização das imagens na sala de aula mostra um reconhecimento da necessidade de se defrontar com o novo, pois ainda hoje se tem uma sustentação de que a linguagem só pode ser entendida como uma transmissão de informações verbais, mas os estudos da leitura de imagem vêm contribuir tanto para compreensão, quanto na ampliação do discurso do leitor e levá-lo a descrever e entender o texto. Esta pesquisa tem como base metodológica uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório de cunho sociológico, com o objetivo de analisar a importância da leitura através da utilização de imagens, incentivando assim a leitura de imagens na sala de aula e com isso o aluno possa identificar e compreender o que está implícito no texto com a ajuda das imagens. A leitura se faz muito importante em nossas vidas, através dela podemos aprender, ensinar e conhecer outro mundo. A sua grandiosidade deve ser compreendida como uma leitura que permita a viagem no mundo da imaginação, tão presente na infância. Portanto o tema: “Leitura de Imagens: Uma importante prática no incentivo da leitura e da interpretação na sala de aula aborda essa reflexão no incentivo de levar o aluno sua infinita imaginação e assim ser capaz de compreender o seu mundo, ou seja, ser um indivíduo pensante e critico diante da sociedade. 11 E um dos meios fundamentais para esse incentivo da leitura é a utilização da imagem, e sendo assim a literatura é uma peça chave nesse intercambio da criança e a leitura. A literatura infantil possibilita o leitor a transmitir os elementos de uma história través das ilustrações, pois a criança é capaz de imaginar e construir seu próprio entendimento. No entanto a literatura é um possível caminho para a criança desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Partindo dessas analises que a pesquisa foi dividida em três capítulos, para melhor abordar cada situação exposta. O primeiro capítulo apresenta o conceito de leitura e seus pressupostos teóricos, pois não adianta falar de leitura sem ter definições e teóricos que defenda suas teses em relação o que de fato é leitura, mostrando também uma breve história de como surgiu. No segundo vem nos mostrar a leitura de imagem dentro do espaço escolar, ressaltando sua importância para o incentivo da leitura e interpretação na sala de aula, a importância da imagem nos livros principalmente nos livros infantis. Terceiro e último capítulo, vem retratar a leitura de imagens, como um componente indispensável na compreensão de textos, e assim trazer a literatura infantil com base nessa compreensão de textos, pois através da imagem nas histórias infantis a criança mesmo não sabendo ler ela é capaz de criar seus conceitos sobre o entendimento do texto devido às ilustrações presente no livro. 12 1. LEITURA E SEUS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS Para entendermos o que é leitura temos que conhecer o seu conceito diante do dicionário, segundo o Aurélio leitura é: “Leitura. S.F. 1. ato ou efeito de ler; 2. Arte ou hábito de ler; 3. aquilo que se lê; 4. O que se lê, considerado em conjunto. 5. Arte de decifrar e fixar um texto de um autor, segundo determinado critério”. (AURÉLIO, 1988, p.390). As questões relativas à leitura e a pratica de ler vêm sendo muito discutidas no âmbito da educação a décadas, pois o hábito de ler que era restrito a um ambiente e apenas para alguns, hoje acontece em vários lugares, e além de textos escritos nas mãos o individuo recebe outras mensagens em outros lugares abertos, como: placas, avisos, luminosos, outdoors e infinitos ambientes. Desde os primórdios dos séculos que o homem desenvolve habilidades que os torne útil na sua vida. Para se comunicar ele começou a desenhar símbolos e daí inicia a história da civilização, através da escrita e da leitura. Com o surgimento das mesmas o homem conseguiu estreitar os laços de afetividade com seus semelhantes, harmonizar os interesses, resolver os seus conflitos e se organizar politicamente. Ao desenvolver sua linguagem o ser humano aperfeiçoou sua própria existência, a busca do conhecimento tornou-se imperativa para novas conquistas e para o estabelecimento do homem como ser social. Segundo Antunes (2009, p. 49) Língua é: “uma forma de atuação social e prática de interação lógica”, por isso todo material é fonte de informação, mas nenhum deve ser utilizado com exclusividade. Para se ter uma comunicação o ser humano sempre procurou meios para gravar e disseminar seus conhecimentos, sejam por meio das gravuras rupestres, tábuas de argilas, pergaminho e mais tarde a imprensa, quando houve uma crescente explosão editorial, tornando a leitura um instrumento de difusão e socialização das informações. Surge então o livro como uma fundamental ampliação do conhecimento para o homem. 13 Todo indivíduo de qualquer idade em contato com o livro sente curiosidade em manuseá-lo, e é assim que começa a surgir a interação com a linguagem, colocando o leitor no mundo imaginário das letras. Muitas crianças só têm contato com o livro quando chegam à escola, outros agem como uma mera obrigação, uma vez que deveria ser um prazer ler um livro, quando a criança desde cedo tem contato com livros conseqüentemente terá um maior prazer da leitura. Ressalta Souza que: Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstancias. Ler é interpretar uma percepção sob as influencias de um determinado contexto. Esse processo leva o individuo a uma compreensão particular da realidade. (1992, p-22). O livro hoje têm de ser produzido de modo a convidar o aluno a ler outros mais, contribuindo então para a formação do pensamento crítico e atuando como instrumento de reflexão, possibilitando questionamentos através da linguagem. Diante da leitura qualquer leitor pode desenvolver a sua capacidade de interpretação e de outras formas de reflexão, pois a interpretação nada mais é do que o exercício do próprio pensamento em torno do pensamento alheio. Para Luckesi, O livro didático, de forma alguma, deve ser instrumento descartável no processo de ensino. Ele é um instrumento importante, desde que tem a possibilidade de registrar e manter, com fidelidade e permanência a mensagem. O que está escrito permanece escrito; não é tão perecível quanto à memória viva. (1994, p. 144). A leitura é fundamental para o desenvolvimento intelectual do ser humano, uma leitura de qualidade representa a oportunidade de ampliar a consciência, a visão do mundo. A tecnologia vem contribuindo para o distanciamento do homem com o livro e acaba comprometendo a relação leitor X livro. Ela é uma ferramenta eficaz no processo de aprendizagem, através da mesma é possível criar vários conceitos e significações sobre o que se ler. O contato com o livro torna-se um encontro cultural e possibilita a quem ler voar, sonhar e encarnar nos personagens da história que se lê. Mas é preciso muito mais para a formação cultural de um povo para se ter uma compreensão global do que se lê, exige a interpretação, a assimilação, para chegar à compreensão da leitura que se faz. 14 Alfabetizado é aquele que consegue ler um texto e interpretá-lo, aquele que consegue redigir um texto conseguindo expressar sua opinião de forma ordenada e coerente. Para Maria, Ler é ser questionado pelo mundo e por si mesmo, é saber que certas respostas podem ser encontradas na produção escrita, é poder ter acesso ao escrito, é construir uma resposta que entrelace informações novas àquelas que já se possuía. (2002, p.21). Através do hábito da leitura, é possível acreditar que a sociedade se transforme em leitores conscientes, de bons escritores e de pessoas pensantes e diferentes no que fala e no que escreve. É através do livro que os alunos são capazes de encontrar possibilidades de pesquisar, desenvolve o senso critico, enriquece seu vocabulário, e entre outros benefícios que a leitura proporciona. Para que o aluno tenha habilidade de leitura deve-se ter uma união entre pais e professores, pois o gosto pela leitura não surge de uma hora para outra. Não adianta o professor impor que a criança deva ler, mas sim que os pais também os incentive reservando algumas horas para ler livros infantis para eles. Depois de alfabetizados é relevante que essa prática continue. O professor depois dos pais tem papel fundamental no desenvolvimento de hábitos e habilidades de leitura dos alunos, porém, não deve ser imposto o que os alunos devem ou não ler. O professor deve levar em conta as diversidades dentro da sala de aula, valorizando os gostos e opiniões formadas pelos alunos e para despertar o gosto pela leitura nos alunos, eles devem ter autonomia de escolher o que quer ler. A dificuldade que o individuo encontra em relação à leitura, é a interpretação de textos e imagens e assim dificulta a assimilação e compreensão. Muitos alunos lêem, mas não conseguem compreender o que leram, apenas decodificam os signos da língua, ou seja, são alfabetizados funcionais. Freire afirma que: Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender. Ler o mundo, compreender seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade. (1994, p.8). 15 1.1.LEITURA: SIGNIFICAÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO A leitura é muito importante na vida do ser humano, independente do seu grau intelectual de ensino, pois saber ler não é apenas decodificar as letras ou palavras, mas também atribuir significados ao que lemos. Ela amplia o entendimento do mundo, propicia o acesso à informação com autonomia, permite o exercício da fantasia e da imaginação, estimulando assim o aluno a uma reflexão critica e a troca de ideias. E por ser um fenômeno bem complexo no qual proporciona diversas possibilidades de entendimento, e não se limita apenas em decifrar e sim levar o individuo na construção do conhecimento. “Não basta decodificar as representações indicadas por sinal ou signo; o leitor (que assume o modo da compreensão) porta-se diante do texto, transformando-o e transformando-se”. (SILVA, 1996, p.44). Cada ser lê o mundo a partir de suas vivencias, tendo suas reflexões através de sua própria existência. Só podemos considerar um leitor quando ele passa a compreender o que lê, não apenas uma leitura feita por uma linguagem verbal, mas também de conceitos não- verbal. Lemos tudo que esta a nossa volta, pois o ser humano é o sujeito da leitura e é devido a sua experiência que o espaço é reconhecido, e a leitura pode acontecer e o individuo passa a compreender o mundo e se tornar integrante do processo de construção do conhecimento, para que sua compreensão seja carregada de significados e experiências valiosas. Podemos ter essa clareza nos Parâmetros Curriculares Nacional: “A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto...” (1998, p. 69). A leitura é algo muito importante em todos os sentidos do ser humano, é uma forma de intenção das pessoas de qualquer área ou classe social, ou seja, ela permite ao homem se situar-se com os outros. É a principal ponte de crescimento para do ser humano, independente da área que atua, é o acesso ao nosso conhecimento, e ajudara as pessoas a caminhar para lutar pelos seus direitos e assim exercer sua cidadania. 16 O verdadeiro saber, não está diretamente ligado ao grau de instrução do indivíduo, mas é necessário que mudemos nossa maneira de agir e pensar, e tenhamos um amadurecimento sobre a leitura e assim acreditarmos no potencial transformador de cada um. De acordo com Foucambert (1984, p. 5), “Ler significa ser questionado pelo mundo e por si mesmo, (...) significa construir uma resposta que integra parte das novas informações ao que já se é”. É imprescindível que cada indivíduo tenha clareza de que ser um bom leitor significa perceber o caráter utilitário do ato de ler e que para compreender as varias funções da leitura precisa refletir sobre o papel social da mesma, está intimamente ligado ao conhecimento que temos de mundo, ou seja, a valorização do conhecimento que cada ser possui sobre um determinado assunto. Afirma Antunes que: “Leitura envolve diferentes processos e estratégias de realização na dependência de diferentes condições do texto lido e das funções pretendidas com a leitura”. (2005, p.77). É no meio familiar que a criança começa a ter acesso a leitura, e através dela que o individuo se torna responsável socialmente e culturalmente. A família e a escola se completa, ou seja, quando estão unidas, o aluno terá um melhor desempenho, seja na escola como na vida social. É função da família educar os impulsos e os sentimentos de seus filhos e deixar claro que é responsabilidade dos pais na formação educacional dos filhos. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Art. 2º. Diz que, A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (1996). A leitura é a porta para a descoberta de novos conhecimentos, desde a infância o homem já desenvolve a sua mente, devido à leitura, e assim se torna algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento. Ler não significa identificar as palavras, mas fazê-lo ter sentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o que for relevante. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacional: 17 A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a linguagem etc. Não se trata de extrair informação, decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido, permitindo tomar decisões diante de dificuldades de compreensão, avançar na busca de esclarecimento, validar no texto suposições feitas. (1998, p.69-70). O indivíduo que lê com freqüência é capaz de defender suas opiniões, lutar por seus direitos e conhecer os seus deveres, sentindo-se comprometido com seu estar no mundo, estabelecendo relações entre as informações e sua vivencia, tornando-se um leitor critico, consciente de sua importância na sociedade. A escola tem a função de ensinar a ler e escrever, ampliando o domínio dos níveis da leitura e da escrita sem seu processo de compreensão e decodificação. Cabe a ela, portanto estabelecer a importância da leitura em seus diferentes níveis, para que o educando amplie o seu repertório com exposição de maior diversidade de gêneros textuais. Kleiman (2002, p. 13) afirma que “(...) sem o engajamento do conhecimento prévio do leitor não haverá compreensão”. Ou seja, é por meio da interação entre o conhecimento lingüístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor consegue construir o sentido do texto. Todos os conhecimentos que ficam armazenados na memória de longo prazo podem ser resgatados para que haja compreensão. Portanto sabemos que a escola tem um plano a cumprir e dentro dele as atividades de linguagem que devem ser realizadas e avaliadas, então ela tem obrigação de proporcionar a seus alunos acesso ao conhecimento e a leitura apresentar sem dúvida algum lugar de grande destaque. Bibliotecas com acervos diversos, dando ênfase à idade do leitor em boas condições, literaturas atuais, bons espaços físicos, boa iluminação, podem ser peça fundamental para que o aluno goste de freqüentar o ambiente da biblioteca e comece a ter contato com o mundo. “como fonte de prazer e de sabedoria, a leitura não esgota seu poder de sedução nos estreitos círculos da escola”. (LAJOLO, 1997, p.7). 18 Ao enfocar a leitura como fator de cidadania, deve ter como metas a serem cumpridas no espaço da biblioteca escolar: reunir crianças para ouvir histórias; despertar nas crianças o desejo de ler ou contar histórias às outras; desembaraçar atitudes, abolir inibições e a timidez, por meio de reprodução oral das leituras; ressaltar os diferentes tipos de temperamentos encontrados nas personagens das histórias, a fim de que as crianças aprendam a conviver em sociedade; propiciar a reflexão e o questionamento. Durante algum tempo o processo de alfabetização baseava-se em ensinar a decodificação do sistema lingüístico, ou seja, as pessoas reproduziam através da escrita, no qual ler e escrever eram alcançados devido à decodificação e da cópia do sistema que lhe era apresentado. Lembrando que a leitura não é mera decodificação, mas, acima de tudo, interpretação, e, segundo o pensamento moderno, a criação de um novo texto, deve, sobretudo, viabilizar atividades que instiguem a escritura e o registro do discurso infantil, seja em forma de prosa, seja em forma de poesia. Para tanto, pode organizar exposições e concursos literários, fomentando o gosto pela leitura e pela escrita. Pois ao entrar na escola, o aluno trás consigo sua competência lingüística, e a mesma irá ajuda no desempenho da oralidade e adquirir a língua escrita diante da forma culta. De acordo com os PCN: Para aprender a ler, a criança precisa construir um conhecimento de natureza conceitual: precisa compreender não só o que o código representa, mas também de que forma ela demonstra graficamente a linguagem. É, antes, um processo no qual as crianças precisam resolver problemas de natureza lógica até chegarem a compreender de que forma a linguagem se apresenta. (1998, p.119). O ato de ler é um grande problema que a escola enfrenta, pois a leitura vem assumindo um papel apenas de decodificação isso acaba afastando o aluno do hábito da leitura. Muitas crianças só têm contato com o livro quando chegam à escola, outros agem como uma mera obrigação, uma vez que deveria ser um prazer 19 ler um livro, quando a criança desde cedo tem contato com livros conseqüentemente terá um maior prazer da leitura. Ressalta Souza que: Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstancias. Ler é interpretar uma percepção sob as influencias de um determinado contexto. Esse processo leva o individuo a uma compreensão particular da realidade. (idem, p.22). Não basta apenas ler, é necessário que haja compreensão do que se lê, provocando questionamento e tornando um leitor critico e capaz de posicionar-se como um cidadão. O leitor crítico movido por sua intencionalidade, não só desvela o significado pretendido pelo autor, mas também se posiciona diante delas, dando inicio a um confronto das idéias projetadas, portanto é preciso partir da compreensão para se adquirir um grau maior de consciência e atenção. Quando o aluno parte da compreensão do texto, o aluno será capaz de argumentar, concordar ou não, com a idéia do autor, e iniciar daí uma independência enquanto leitor crítico que democraticamente pode selecionar seus textos, livros devido a sua necessidade. Soares afirma que: “Compreender um texto significa compreender a relação dinâmica que ele mantém, com um determinado contexto bem como perceber criticamente a objetividade dos fatos desses contextos, como instituída pelo autor.” (1996, p.14). Há uma grande importância no desenvolvimento da leitura e compreensão de texto para determinar atuante no que diz respeito a vivencia social, política e cultural do individuo. A compreensão das mensagens seja ela verbal ou não-verbal proporciona uma cultura múltipla que exige do individuo uma habilidade política, uma competência técnica e um bom desempenho lingüístico. Portanto não basta aprender a ler, é necessário aprender com o que se lê, e é necessário interpretar os conteúdos e atribuir-lhes significado, para que a leitura, enquanto exercício de inteligência cumpra o seu papel. Compreender um texto consiste num processo gradual, pois o leitor é um agente ativo, capaz de construir e reconstruir o significado do texto à medida que o lê. “A leitura é um processo no qual 20 o "Leitor" é um sujeito ativo que processa o texto e este lhe proporciona seus conhecimentos, o próprio leitor constrói o sentido do texto”. (ORLANDI, 2006, p.38). É lendo que ampliamos nossos conhecimentos, e para isso que temos um grande iniciador da leitura, que é a escola, ela deverá garantir que esta atividade seja aprendida num registro de forte significação pessoal. Para isso, a leitura não pode ser apresentada como uma atividade mecânica, mas como uma atividade construtiva e empenhada do aluno, como algo a ser compreendido por referência àquilo que a criança já sabe e àquilo que quer saber para alcançar os seus objetivos. Portanto, a leitura deve ser oferecida de forma instigante e prazerosa a partir do momento que a criança está aprendendo a ler. Dessa forma será mostrado através dos aspectos essenciais, para um bom desempenho e a partir daí será adquirido uma bagagem mais aprofundada de conhecimento, que poderá ajudá-lo nos estudos subseqüente. 1.2. AS ESTRATÉGIAS DE LEITURA A habilidade que se deve ter de leitura não é somente decodificar, é muito mais que isso, e por isso que podemos definir em quatro etapas e com argumentos de vários estudiosos: decodificação, compreensão, interpretação e retenção. 1- DECODIFICAÇÃO: Nessa etapa o leitor primeiro decodifica os símbolos escritos, sendo uma leitura superficial e incompleta. O aluno deve fazer suas anotações importantes e devido a isso que ele conseguira passar para a próxima etapa de leitura, que é a compreensão do que foi lido. Menegassi afirma que: Na decodificação, há a ligação entre o reconhecimento do material lingüístico com o significado que ele fornece. No entanto, ‘muitas vezes a decodificação não ultrapassa um nível primário de simples identificação visual’, pois se relaciona a uma decodificação fonológica, mas não atinge o nível do significado pretendido. (1995, p.87). 21 2- COMPREENSÃO: Após passar pela etapa da decodificação, nesta o aluno vai captar o sentido do texto lido. Para saber o assunto do texto, qual a tipologia usada, e compreender o que o autor pretende passar e ser capaz de resumir em poucas linhas a essência do texto. As respostas Nas questões referentes a essa etapa, as respostas podem ser encontradas literalmente no próprio texto, ou escritas de outra forma, porém estão explícitas no texto. Segundo Orlandi: Compreender pressupõe saber como um objeto simbólico produz sentidos, através da exposição à materialidade dos processos de significação presentes no texto. Enfim, “é saber como as interpretações funcionam [...] ‘escutar’ outros sentidos que ali estão compreendendo como eles se constituem”. (2005, p. 26). 3- INTERPRETAÇÃO: Na terceira etapa da leitura, o aluno deve interpretar uma seqüência de idéias ou acontecimentos que estão implícitas no texto, se não o compreendeu, não conseguirá interpretar os sentidos do texto que não estão explicitados. Pois apenas com uma boa compreensão o aluno conseguirá interpretar sentidos do texto que não estão escritos literalmente. Orlandi afirma que: Interpretar, pois, não é apreender, mas atribuir sentidos, mesmo porque eles não existem a priori. Não sendo livres de determinações, os sentidos são muitos, mas não quaisquer, porque atrelados à memória, tanto a institucionalizada (“trabalho social da interpretação” em que se distingue quem tem e quem não tem direito a ela), quanto a constitutiva (o interdiscurso, o dizível, o repetível). (idem, p. 68). 4- RETENÇÃO: Nessa última etapa, o aluno deve ser capaz de reter as informações trabalhadas nas etapas anteriores e aplicá-las: fazendo comparações, reconhecendo o sentido de linguagens e o principal é aplicar em outros contextos refletindo sobre a importância do que foi lido fazendo um paralelo com seu cotidiano, aprendendo com isso, a fazer suas próprias análises críticas. 22 A última etapa no processo de leitura (...) é a retenção, que diz respeito ao armazenamento das informações mais importantes na memória de longo prazo. Essa etapa pode concretizar-se em dois níveis: após a compreensão do texto, com o armazenamento da sua temática e de seus tópicos principais; ou após a interpretação, em um nível mais elaborado. (MENEGASSI & CALCIOLARI, 2002 p. 83). Devido a todas as preocupações com as habilidades de leitura, é na escola que se deve iniciar uma aprendizagem e não técnica ou receita mecanizada. O professor deve mostrar ao aluno maneiras que o leve a refletir e desenvolver hipóteses e se interagir tomando como ponto de partida as várias experiências vividas pelos alunos. 23 2- LEITURA DE IMAGEM: DESVENDANDO O UNIVERSO VISUAL NO CONTEXTO ESCOLAR É na infância que começamos a construir nossa consciência de mundo e passamos a perceber um novo ambiente por meio das relações que mantemos com ele no decorrer do nosso desenvolvimento cognitivo e também nessa fase ainda não se domina as palavras e o referencial que se tem é a descoberta da imagem que esta em nossa volta. Buescu afirma que: [...] perceber é uma atividade sempre determinada pelo conhecimento prévio do mundo e, pelas expectativas por ele condicionado; perceber é, afinal, conceber o mundo como entendível pelo sujeito, através do estabelecimento de uma estrutura de sentido formulada no interior da própria percepção.( 1990, p.226). A criança, mesmo não sendo alfabetizada, faz a leitura de rótulos, imagens, gestos, emoções. Assim, podemos dizer que a mesma está inserida no processo de letramento. Conforme Soares, Letramento não consiste apenas no domínio do código lingüístico, mas nas “competências de leitura e de escrita necessárias para a participação em práticas sociais letradas”. (2004, p. 7). Quando fazemos a leitura de uma imagem, tomamos como referencial o conhecimento prévio, pois, como se sabe, o homem primata não era alfabetizado, mas devido às imagens, ele desenvolveu sua comunicação. Dessa forma a comunicação adquiriu uma enorme dimensão. Isso prova através da permeação na vida cotidiana com a mensagem visual que norteia toda a organização das atividades do indivíduo na sociedade. Os professores e a escola ainda se baseiam na lógica do mundo verbal, sendo a palavra o caminho para a formação do aluno, no entanto sabemos que nem tudo se resume na linguagem verbal, é necessário que a escola abra novos horizontes para a leitura não verbal. Berger afirma que: “A maneira como vemos as coisas é afetada pelo que sabemos ou pelo que acreditamos”. (1999, p.10). 24 A imagem vem conquistando seu espaço e hoje se pode ver um grande poder de interagir a humanidade aos seus próprios interesses. Ao interpretar a imagem podemos associar a nossa história pessoal de vida, produzindo conceitos que determinarão estados e atitudes reflexivas. O texto não-verbal representa a linguagem que o aluno produz através de novas ideias e assim se chega à leitura. A leitura imagética que o mesmo faz desse texto se constrói na sua imaginação um comportamento social. Com a leitura imagética, o leitor encontrará uma livre imaginação, expressando-se conforme o que pensa. As imagens são elementos fundamentais na formação do homem, porque interferem no seu imaginário, ampliam a capacidade perceptiva, organiza a estrutura da sociedade. E com isso a escola deve buscar meios para que o aluno possa ler e interpretar as imagens de forma consciente, crítica e proveitosa. Barbosa nos diz que: A Imagem é, hoje, um componente central da comunicação, com sua multiplicação e ampla difusão, com sua repetitividade infinita, estes dispositivos fazem com que, por intermédio de sua materialidade, uma imagem prolongue sua existência no tempo. (2002, p. 75). A imagem fala através das disciplinas e vai além do conteúdo escolar, é nessa questão que o professor deve trabalhar a leitura das imagens dentro da sala de aula de maneira prazerosa e diferenciada. É óbvio que cada um tem uma forma de transmitir seu conhecimento, mas tem que observar que cada aluno recebe a informação de maneira diferente, devido a seu conhecimento próprio. Dentro do espaço escolar, o professor se destaca por ser o mediador da formação de seu educando e suas práticas pedagógicas refletem na aprendizagem deles. 25 2.1- LEITURA DE IMAGEM NA PRÁTICA PEDAGÓGICA Nessa era de comunicação e informação, a sociedade não mais permite leituras que objetivem uma única interpretação, estável e universal, nem mesmo leitores apenas de livros. Pelo contrário, hoje cada vez mais é necessário que o sujeito seja capaz de compreender as variadas linguagens e os múltiplos códigos que o envolvem. A visão contemporânea de leitura abrange múltiplas linguagens, de modo que, o ato de ler, em toda a sua complexidade, cada vez mais assume uma importância singular. Antes mesmo de ser “alfabetizada”, a criança já é capaz de “fazer leituras” do que acontece ao seu redor, de interpretar o olhar dos adultos e entender se um gesto é acolhedor ou não. Freire ressalta sobre isso ao longo de sua obra, afirmando que, antes de ler palavras, lemos o mundo, [...] se antes os textos geralmente oferecidos como leitura aos alunos escondiam muito mais do que desvelavam a realidade, agora, pelo contrário, a alfabetização como ato de conhecimento, como ato criador e como ato político é um esforço de leitura do mundo e da palavra. (1994, p.30). Embora a leitura de imagens seja vista como uma atividade complexa, mas esta presente na grande parte da vida de uma sociedade, mesmo estando presente na vida das pessoas, a leitura de imagem ainda é um processo, que requer uma metodologia e apropriada e ainda não ocupa um lugar nos currículos dos cursos de formação de professores. Para este fim, considera-se a necessidade de formação de mentalidades abertas, tanto dos professores como dos estudantes, sem preconceitos para o estabelecimento de novas maneiras de ver e de pensar. Destaca-se ainda que estas ideias mantêm íntima relação com planejamentos elaborados em conjunto por professores e alunos, numa visão participativa e ética no sentido de desenvolver consciências críticas e construtivas. 26 A importância de uma visão educacional a ser refletida é a de uma noção de globalidade de ensino, pois o estudante não só precisa construir conhecimentos, receber informações e instruções: ele sente, pensa, quer, age e valoriza. À medida que o professor passa a compreender de forma reflexiva as dimensões de sua ação pedagógica como transformação social, cultural, política, certamente passará a utilizar conhecimentos como forma de reconstrução de sua prática voltada para a leitura do mundo. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais: Cabe ao professor planejar, implementar e dirigir as atividades didáticas, com o objetivo de desencadear, apoiar e orientar o esforço de ação e reflexão do aluno, procurando garantir aprendizagem efetiva e também assumir o papel de informante e de interlocutor.(1998, p.22). Educar para uma leitura de imagens vai significar um aperfeiçoamento do estudante, orientando para análises do explícito e do implícito, auxiliando-o a compreender novos códigos, articulações entre o visual e o escrito que caracterizam a estrutura das formas visuais. Observando as amplas possibilidades de ler as imagens, professores e alunos podem re-estudar a visão do cotidiano, do novo e diferente universo das formas no seu significado e nas diversas mensagens visuais que as tecnologias educacionais proporcionam. Diante das propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), destacamos que, um dos objetivos do ensino fundamental para a Língua Portuguesa, é que os alunos sejam capazes de utilizar as diferentes linguagens – verbais, matemáticas, gráficas, plásticas e corporais – como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação, abordando também que é preciso que a escola viabilize o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretálos. De qualquer maneira, é imprescindível que o professor formule claramente os objetivos pedagógicos que pretende alcançar com a leitura de forma geral e com o uso de imagens. Que tenha em mente os inúmeros enfoques que as imagens 27 podem propiciar e os caminhos interpretativos que podem ser percorridos durante qualquer leitura. A retirada das imagens de seu contexto e sua leitura isolada gera uma limitação no processo do leitor que passa a ser fragmentado e desconecta elementos que, juntos, compunham a mensagem original e contribuem para a construção de sentidos e também é bom ressalta que é importante fazer uso de símbolos que façam parte do cotidiano do espectador. Aprender a ler imagens vem principalmente da necessidade de compreensão. É comum dizer que as imagens possuem uma linguagem visual, sendo que sempre podemos questionar o quanto a imagem se apresenta em transparência para nós, isto é, a imagem se apresenta muitas vezes de uma forma mais clara e objetiva do que palavras e é importante saber classificar o quanto essa imagem é clara aos nossos olhos e principalmente ao dos alunos, pois o uso de algo novo no cotidiano deles irá despertar e possibilitar uma intimidade com o ato de ler. Sobre o despertar ao novo, Zabala considera que: Não basta que os alunos se encontrem frente a conteúdos para aprender; é necessário que diante deste possam atualizar seus esquemas de conhecimento, compará-los com o que é novo, identificar semelhanças e diferenças e integrá-las em seus esquemas, comprovar que o resultado tem certa coerência. (2007, p.37) É muito comum e nos dá grandes chances de utilizarmos isso em nosso favor, criando movimentos em linhas para ser acompanhado pelos olhos ou pelo apontamento do indicador. Podemos perceber que muitas vezes colocamos um texto para identificar melhor a imagem, muitos ignoram a leitura e consideram que a mesma de nada vale para o entendimento total da temática ao qual a imagem se envolve. É melhor utilizar os textos próximos e não como parte da composição da imagem. A intenção, nesse caso, é criar o máximo de formas conhecidas sempre se baseando em objetos simples, de fácil compreensão e que se adapte melhor ao ambiente de aplicações ou determinada cultura. 28 No entanto a leitura de imagem nos permite localizar estruturas e todas as suas funções e torná-las dinâmica, isto é, mudando-as de lugar sempre que for necessário e se conseguirmos ler o mundo de imagens que nos rodeia, ajuda-nos a entender melhor o assunto que nos são colocados no cotidiano, tornando-nos mais questionadores, pois é importante na educação de um povo tentar circular nesse meio imagético que nos é posto. Neste sentido, são urgentes os esforços para a democratização da leitura de imagens na escola, pois os benefícios desse saber são inúmeros, além de culturais e estéticos, levam o aluno à compreensão da realidade social em que vive e a participar ativamente de sua transformação. Essa também pode ser uma forma de inclusão, de educação emancipadora, comprometida e de transformação social. 2.2- CONTRIBUIÇÕES DA LEITURA DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS Ao iniciar os estudos na infância, a criança já começa ter contato com a imagem que ilustram as palavras. Através do livro que em a sedução das cores contribui com o processo de alfabetização para a linguagem escrita. A formação de um indivíduo baseia-se na união de informações que adquirimos e com esse acúmulo de informações construímos o nosso conhecimento de mundo. Sendo assim, podemos dizer que não há leitura de imagens que não seja influenciada pela experiência de vida do leitor. A percepção visual depende de vários fatores, seja ele individual, social ou cultural. Burke nos diz da importância de se estudar a imagem visual: Uma vantagem particular do testemunho de imagens é a de que elas comunicam rápida e claramente os detalhes de um processo complexo, como o da impressão, por exemplo, o que um texto leva muito mais tempo para descrever de forma mais vaga. (2004, p. 101). Sabemos que os materiais didáticos, incluindo desde livros até meios mais modernos, constituem importantes meios para o processo de constituição da alfabetização. As imagens são elementos necessários para o desenvolvimento cognitivo do aluno. A associação entre a utilização da imagem e o objeto do 29 conhecimento, no caso específico da alfabetização, é tão antiga quanto o próprio dilema do processo de aquisição da escrita e da leitura pela criança. Ler, portanto, não é tentar decifrar ou adivinhar de forma isenta o sentido de um texto, mas é, a partir dele que, se atribui significados relacionados com outros textos na busca da sua compreensão. É fato, estamos cercados por imagens, e por isso que a alfabetização visual se dá devido à compreensão da experiência vivida por cada indivíduo, através do seu dia a dia com a imagem e assim se tem a contextualização. O livro didático é um instrumento que precisa ser mais bem utilizado pelo professor, explorar mais suas potencialidades, principalmente as imagens, pois elas constituem a nossa vida, estão presentes no nosso convívio e por meio delas que nós construímos e fazemos nossa história. Vivemos no mundo da imagem e desde cedo que as crianças se interagem com elas. Mesmo que o professor proponha atividades diversificadas, e que permita flexibilidade, não se deve esquecer que: O livro didático brasileiro, ainda hoje, é uma das principais formas de documentação e consulta empregadas por professores e alunos. Nessa condição, ele às vezes termina por influenciar o trabalho pedagógico e o cotidiano da sala de aula. Considerando essa realidade, é fundamental dispor de um livro didático diversificado e flexível, sensível à variação das formas de organização escolar e dos projetos pedagógicos, assim como às diferentes expectativas e interesses sociais e regionais. (MEC, 2003, p. 10). Alguns educadores estão mais preocupados em cumprir o cronograma escolar e deixa de explorar as coisas importantes do material didático e não sabendo eles que o mundo visual e refletido através da nossa cultura e também não se preocupa com o olhar que os alunos têm em relação à imagem que ele vê no livro. Esse riquíssimo material didático faz parte da cultura e da memória visual de várias gerações e mesmo com as mudanças e transformações da sociedade, ele ainda possui uma relevante função para o desenvolvimento intelectual da criança. 30 Mas quando se fala de imagem no livro, deve-se ter em mente que a relação imagens X texto, necessita ser observada e avaliada por quem trabalha com ela, para que tenha uma apresentação do conteúdo de forma criativa, organizada e interessante e, assim, o educando sentira estimulado ao estudo e a compreensão do conteúdo. Enfim a criança pode adquirir, assim, de maneira mais eficiente, satisfatória e prazerosa, os conhecimentos escolares, facilitando a construção do conhecimento e ampliando o potencial pedagógico do livro. Aprender a ler imagens humaniza o homem, a alfabetização pela imagem é um meio de construir cidadania. Para isso, o aluno deve saber apreciar a imagem dos livros didáticos como arte, reconhecê-la e interpretá-la e não somente criá-la. A imagem quando ela é tratada como ilustração ajuda a ter uma agradável visualização nas páginas do livro. Se o texto for bastante longo, tem como objetivo de amenizar o cansaço da leitura e, assim, estimular o leitor a prosseguir a leitura e também despertar na construção dos personagens, do cenário e do enredo. A imagem vem ocupando um lugar indiscutível e está centrada na constituição de significados em relação às coisas do mundo, esta presente em todas as atividades que desenvolvemos em qualquer lugar onde quer que estejamos. Os livros didáticos têm se inserido nas mudanças tecnológicas, passando a conter uma nova produção de conhecimento e para isso precisamos aprender a ler as imagens. Ler imagens implica aprender como apreciar, decodificar e interpretar imagens, analisando ao mesmo tempo a forma como são construídas e o modo como operam na construção do conhecimento. Ele funciona como uma engrenagem na prática pedagógica, devido ao intercâmbio de conhecimentos que o mesmo está organizado. Está inserido na política educacional e expressa as visões e os significados do projeto dominante, ajudando a reforçá-las, a dar-lhes acolhida. O livro didático não é somente um “depósito” de conteúdos, mas um lugar que se registra conhecimentos e produz significados. 31 3- LEITURA DE IMAGENS: COMPONENTES INDISPENSÁVEIS NA COMPREENSÃO DE TEXTOS A dificuldade dos alunos em relação à leitura, a interpretação de textos e de imagens acaba dificultando a compreensão em sua aprendizagem, quando ele é estimulado a pratica de leitura passam a ser capaz de ler e compreender qualquer tipo de texto. Sabemos que muitos educandos só lêem, mas não compreende o que foi lido, ou seja, decodifica as letras, e isto vem dificultando o processo de compreensão. A linguagem tem um papel importante na aprendizagem da criança, e ultimamente se tem uma preocupação sobre a mesma, em particular na aprendizagem da escrita e assim se elava o pensamento dos educadores na realização das atividades propostas em sala de aula. A leitura desempenha um importante papel para a construção do nosso conhecimento, pois exige que o aluno busque suas compreensões e novos significados, mas para que isso ocorra é necessário se ter um envolvimento entre leitor X leitura. Quando o texto apresenta ilustrações percebe-se que a comunicação estabelecida entre os alunos e a imagem, constitui um aspecto importante, pois permiti ao professor possibilidades de investigações sobre como os alunos se apropriam da imagem para o seu aprendizado. Segundo Ferreiro e Teberosky (1999, p.175), “A leitura é um momento mágico, pois o interpretante informa à criança, ao efetuar essa aparentemente banal, que chamamos de “um ato de leitura”, que essas marcas têm poderes especiais; basta olhá-las para produzir linguagem”. No primeiro capitulo percebemos que a imagem já vem de longa data, desde os ancestrais que tinham como comprovar sua existência. Quando no texto aparece à ilustração a leitura leva o leitor a direcionar possíveis interpretações e expande a imaginação favorecendo a compreensão, mostrando assim uma ampla possibilidade de interpretação das pessoas. O que sabemos que é na escola o aluno, muitas vezes se tem o primeiro contato com a leitura, e devido a isso o educador deve 32 oferece subsídios intertextuais com base na visualização adquirida pela imagem do cotidiano de cada um. Ao se falar de texto, já nos lembramos de leitura seja ela escrita ou visual, e não basta apenas ler, mas é necessário compreender o que se ler. A compreensão de textos é uma atividade complexa, e necessita de recursos e estratégias para se compreender o que ler, isto é, precisa-se de esforço para construir o sentido do texto, buscando a coerência. E para se chegar a esse esforço o professor tem o papel de criar oportunidades que permitam o desenvolvimento desse processo. Entretanto é necessário utilizar vários fatores como: percepção, atenção e memória, que depois de absorvido pelo leitor terá mais facilidade de promover a compreensão, ou seja, o aluno trará seu conhecimento prévio, aquilo que eles dispõem e constrói no seu dia a dia. Portanto a compreensão vai depender do conhecimento que o educando possui. Assim, também afirma Kleiman (2002, p.13): A compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização do conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe o conhecimento adquirido ao longo de sua vida. É mediante a interação de diversos níveis de conhecimento, como o conhecimento linguístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor consegue construir o sentido do texto. E porque o leitor utiliza justamente diversos níveis de conhecimento que interagem entre si, à leitura é considerada um processo interativo. Cada leitor trás consigo seus conhecimentos, sua sensibilidade e seus recursos cognitivos, e cada um pode ter diferentes interpretações do mesmo texto, mas um leitor pode ter uma compreensão bastante modificada do mesmo texto em outro momento de sua vida. Ferreiro e Palácio afirmam que: “Toda leitura é interpretação, e o que o leitor é capaz de compreender e de aprender através da leitura depende fortemente daquilo que o leitor conhece e acredita a priori, ou seja, antes da leitura”. (1990, p.15). O leitor já tem seu conhecimento de mundo, e a partir do momento que ele ler, o mesmo passa a ter seus próprios conceitos. 33 3.1- LEITURA DE IMAGENS É na educação infantil que a criança tem uma maior interação com o mundo ao seu redor e com ela mesma. É um período das descobertas em que a criança se encontra na fase de construção, ou seja, ainda não foi alfabetizada. Ao ingressar na escola, ela trás consigo reflexos de sua convivência familiar, no meio escolar ela irá encontrar uma diversificação de regras e padrões, que aos poucos passa a favorecer a sua aprendizagem. As crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio. Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circunda, as crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem, as relações contraditórias que presenciam e, por meio das brincadeiras, explicarem as condições de vida a que estão submetidas e seus anseios e desejos. No processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. (PCN, 1998, p.21) A educação infantil tem um papel importantíssimo na formação da criança, pois permite sua adaptação ao meio social, conhecer outros grupos além da sua família, e contribui para o desenvolvimento cognitivo e psíquico. Sendo uma fase de construção a criança passar a ter contato com o imaginário e dentro dessa fantasia entra a literatura, pois sua contribuição é de suma importância na formação do leitor. Esse contato com textos literários principalmente infantis aguça o aprendizado do aluno, e por isso que o professor deve mediar de forma prazerosa esse contato com a literatura infantil. Segundo COELHO, A literatura infantil é, antes de tudo, literatura; ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e real, os ideais, e sua possível/impossível realização (1986, p. 27). 34 Atualmente percebemos uma constante presença em nosso meio a comunicação visual, isto é a imagem vem ocupando seu espaço, e a união entre o verbal e visual contagia as páginas dos livros literários infantil, mesmo não sabendo ler a criança através das imagens consegue entender o contexto da história. Quando a criança é incentivada a ler livros literários infantis desde cedo ela passa a ser estimulada a ler as gravuras que estão no livro e assim viaja na imaginação e acaba contando oralmente o que entendeu. A leitura da imagem é a primeira leitura de mundo da criança que é carregada de significados social e cultural, favorecendo o seu desenvolvimento cognitivo, artístico e imaginário. As imagens que estão nos livros infantis são fontes de organização dos pensamentos da criança, as ilustrações apóiam a leitura, constroem cenários e personagens, mesmo ela não sendo alfabetizado. Ou seja, esses aspectos contribuem para a compreensão da realidade, estimulando a criança na construção de sua própria visão de mundo, além de desenvolver o gosto pela leitura literária. Mello afirma que: A leitura visual não se restringe a decodificar os elementos narrativos, simbólicos, e o contexto em que se insere o objeto artístico. A imagem possui ritmo, contraste, dinâmica, direção e, ainda, uma série de outras características que não suportam ser traduzidas em palavras. A imagem tem lá os seus silêncios. (2002, p.1). A imagem visual esta muito presente no nosso dia-a-dia, pois a tecnologia e as transformações são cada vez mais crescentes na sociedade, e passam a nos seduzir, e nos torna consumistas e modificadores dos valores. Como a imagem é presente, a criança tem maior facilidade der fazer a leitura visual do que a verbal. E com isso a sociedade passa a mudar a forma de produzir suas reflexões e quebras de paradigmas e focando o público infantil, através de desenhos animados, propagandas, vídeos games, cinema, histórias em quadrinhos, e principalmente o livro de literatura infantil, que prepara os leitores infantis para a informação. As artes visuais estão presentes no cotidiano da vida infantil. Ao rabiscar e desenhar no chão, na areia e nos muros, ao utilizar materiais encontrados ao acaso (gravetos, pedras, carvão) ao pintar os objetos e até mesmo seu próprio corpo, a criança pode utilizar-se das Artes Visuais para expressar experiências sensíveis (MEC, 1998, p.85) 35 Com a presença visual na literatura infantil, dar-se uma abertura para que a criança desenvolva a sua linguagem, passe a reproduzir e transformar o mundo ao seu redor de maneira diferente. Pois quando se fala em leitura dá-se a ideia de livros cobertos de letras, pouco se pensa em outra forma de ler as coisas, e podemos ler o mundo de varias maneiras como: um espetáculo musical, teatro, uma leitura de uma paisagem, de uma obra de arquitetura, e infinitas formas. Que aparece de forma espontânea e fácil de compreender, entretanto a leitura escrita é também mais uma forma de ler, mas isso quando se tem um alfabetizado. 3.2- A ORIGEM DA LITERATURA INFANTIL NO BRASIL Faremos uma breve história da origem da literatura infantil no Brasil, embora tenha surgido no século XVIII, mas só no século XIX que o gênero ganha consistência e um perfil definido por meio do trabalho dos autores, e assim garantem sua continuidade e atração. Mesmo assim os livros para criança só começam a ser publicados no Brasil em 1808 com a implantação da Imprensa Régia, a literatura infantil brasileira nasce apenas no final do século XIX. A circulação de livros ainda é precária e irregular. No final do século XIX o país passa por decadências, e para mostrar a imagem de um país em processo de modernização, passa a destacar a extinção do trabalho escravo, o crescimento e a diversificação da população urbana e a incorporação progressiva de levas de imigrantes à paisagem da cidade. Isto começa a configurar um publico consumidor de produtos culturais, e o saber por meio da leitura começa a deter importância no novo modelo social, fazendo com que a escola exerça um papel importante na transformação da sociedade brasileira. E com essas transformações o livro infantil e didático começa a se fortalecer e se expandir na sociedade, especialmente ao público infantil. E com essa expansão inicia a preocupação com a carência de material de leitura adequado às crianças do país as quais contavam apenas com adaptações e traduções dos clássicos infantis europeus. Em função de traduzir os textos para a língua materna brasileira, chega o 36 inicio da literatura infantil brasileira, que é marcada pelo transplante de temas e textos europeus adaptados à linguagem brasileira. No entanto as imagens no livro infantil têm sua mera iniciativa na formação ao hábito de leitura, e se torna um grande incentivo para o desenvolvimento da imaginação da criança, e através da mesma o leitor infantil se envolve muito mais na leitura, trazendo assim um melhor raciocínio e criatividade a sua compreensão. Mas para se ter toda essa compreensão o aluno precisa que o professor utilize em suas atividades livros interessantes que estimule essa prática e assim desenvolva suas habilidades favorecendo a leitura e a escrita. Enfim a literatura infantil é um dos recursos pedagógicos importantíssimos na educação infantil, pois o mesmo contribui para a internalização da interação social, e a imagem é um recurso lúdico que facilita a aprendizagem, o raciocínio e a imaginação da criança, sem contar que a mesma busca a interação com a realidade do aluno no seu cotidiano. 37 CONSIDERAÇÕES FINAIS A imagem tem sua maneira de persuadi o leitor, pois quem observa a imagem já se tem uma breve leitura visual da ideia do que irá ler, mas mesmo com os avanços continua sendo complexas. Mas é necessário analisar com mais importância a questão da leitura de imagem, pois ela é capaz de abarcar diferentes dimensões, sendo capaz de ensinar o leitor a ter um pensamento mais autônomo. A imagem é algo que chama atenção a quem ira ler um livro, ela conduzirá o leitor a imaginar infinitas coisas aguçando assim o cognitivo e despertando seu interesse para a leitura, e na infância isso esta bem presente. A criança quando passa a ter contato com os livros infantis, mesmo não sendo alfabetizada, a mesma consegue desenvolver sua imaginação e ajuda na organização do pensamento, criando seus próprios entendimentos na linguagem escrita, ou seja, ela não precisa acompanhar um texto escrito, mas pode criar seu conteúdo independente. Portanto a imagem ajuda na visualização mental da criança, fazendo com ela viaje num mundo da sua imaginação. A literatura infantil tem uma tarefa fundamental na construção do saber da criança, aguça o crescimento intelectual, psicológico e emocional. No entanto, a pesquisa teve como objetivo fazer uma analise sobre a importância da leitura, através da utilização das imagens incentivando assim a leitura na sala de aula. Conforme os argumentos como é fundamental aguçar a imaginação do aluno enquanto criança, e acima de tudo incentivá-la da importância da leitura para o desenvolvimento intelectual e critico do ser humano na sociedade. E esse incentivo se dá através da utilização da imagem. O trabalho é de suma importância para fazermos uma reflexão sobre o nosso papel de educador e como incentivamos os alunos na prática da leitura. E um dos meios mais propícios a esse incentivo é a literatura infantil, pois quando o aluno abre o livro, o mesmo viaja através da imagem, muitas vezes ele não sabe decodificar as palavras, mas consegue entender a história. 38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: parábola editorial, 2009. _______________. Lutar com palavras: coesão e coerência. São. Paulo: Parábola, 2005. AURÉLIO, Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Nova Fronteira. 1988. BARBOSA, Ana Mãe. A imagem no ensino da arte. 6ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2002. BERGER, John. Modos de ver. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. BUESCU, Helena Carvalhão. Incidências do olhar: percepção e representação. Col. Universidade, Lisboa: Editora Caminho, 1990. 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