Seminário de Iniciação Científica da UNIFAL-MG – Edição 2012 A educação na microrregião de Alfenas: análise sociológica Nomes dos autores; Ana Thereza Reis Magalhães, Marcelo Rodrigues Conceição, Alisson Caetani Alves *e-mail do apresentador-bolsista; [email protected] 3 .Sociedade Industrial: processos e teorias sociais. Palavras-chave: censo escolar, censo demográfico, Educação, Sociologia, Alfenas Introdução A partir da década de 1980, o Brasil passou por significativas mudanças em suas políticas educacionais e econômicas. Dentre elas houve a criação de instrumentos de coleta de informações para efetuar avaliações educacionais. O censo escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi um instrumento criado para coletar dados a respeito da educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio) que ajudem a avaliar a qualidade em relação à quantidade. Dentre os dados coletados pelo Censo Escolar estão as matrículas dos alunos. A proposta do presente estudo é traçar uma análise comparativa entre os dados dos matriculados e os dados do Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação às idades e às etapas de ensino. O estudo foi feito para a microrregião de Alfenas composta pelas seguintes cidades: Alfenas, Alterosa, Areado, Carmo do Rio Claro,Carvalhópolis, Conceição da Aparecida, Divisa Nova, Fama, Machado, Paraguaçu, Poço Fundo e Serrania. Metodologia (material e métodos) opcional Por meio do levantamento dos dados gerais, disponíveis pelo Censo Demográfico (população e idade) e pelos microdados do Censo Escolar (matrícula por etapa de ensino), ambos referentes ao ano de 2010, foram elaboradas tabelas e efetuadas análises, com auxílio de aplicativos estatísticos e de planilhas eletrônicas. Utilizou-se como recurso metodológico o tipo ideal de Weber (2006, p. 106) considerando que o aluno matriculado desenvolveu a trajetória escolar na idade “certa”. As faixas etárias correspondentes às etapas de ensino analisadas são: educação infantil (creches de 0 a 3 anos e pré-escola de 4 e 5 anos) ensino fundamental séries de iniciais (6 a 10 anos), ensino fundamental séries finais (11 a 14 anos) eensino médio (15 a 17 anos). Resultados e discussão No ensino fundamental em suas séries iniciais a taxa de matriculados atingiu na microrregião 105,8% da população na faixa etária, o que pode ser considerado “além” do ideal. No entanto, nas séries finais do ensino fundamental a taxa de matriculados em relação à população da faixa etária correspondente sofreu uma considerável diminuição: foi de 93,8%. Quando se analisa o percentual de crianças que frequentam a série adequada a queda se acentua: o índice é de 80,1%. No ensino médio a situação se agrava. Apenas 80,9% da população na faixa etária correspondente estavam matriculados. Mas apenas 52,3% dos adolescentes frequentavam a série na idade adequada e 25,4% dos estudantes já possuíam 18 anos ou mais. Percebem-se significativas diferenças nas taxas de matrículas entre as cidades principalmente na educação infantil. Nas cidades maiores, como Alfenas, os matriculados na educação infantil, na faixa etária correspondente, eram 36,3% na creche e 83,6% na pré-escola. Já em Serrania as taxas são de 18,6% 48,6%, respectivamente. Conclusões Diante do quadro acima apresentado conclui-se, de forma parcial (o trabalho está em andamento), que a educação da microrregião, assim como a brasileira, sofre uma crescente perda no que se refere à participação dos alunos na idade adequada para as séries e etapas de ensino, principalmente entre as séries finais do ensino fundamental e o ensino médio. Fato que pode estar diretamente ligados a questões como repetência ou abandono escolar por motivos diversos. Do mesmo modo demonstra que mesmo em uma mesma região geográfica a educação possui suas particularidades entre as cidades uma vez que atende às necessidades locais da população e se adéqua a realidade da mesma. Seminário de Iniciação Científica da UNIFAL-MG – Edição 2012 Agradecimentos Agradecimentos a Universidade Federal de Alfenas pela bolsa concedida. Referências bibliográficas; WEBER, Max. A “objetividade” do conhecimento nas Ciências Sociais. In: Cohn, Gabriel (org.). Max Weber: sociologia. São Paulo: Ática, pp. 79-127, 2006.