Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Tecnologia
Campus Regional de Resende
Departamento de Química e Ambiental
Microbiologia Industrial
METABOLISMO
MICROBIANO
Profa: Denise Godoy
E-mail: [email protected]
Conceito




Conjunto altamente organizado e complexo de
reações bioquímicas, catalizadas e reguladas por
enzimas.
Estas reações se organizam em seqüências
enzimáticas denominadas VIAS METABÓLICAS
O metabolismo celular, apesar de ser muito
complexo, possui vias metabólicas centrais.
Esquematicamente:
E1
E2 E3
E4 E5
ABCDEP
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Um grupo de vias metabólicas se assemelha a um mapa rodoviário:
Pode haver mais de um caminho que vai de um
intermediário a outro.
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Metabolismo Microbiano
Classificação das vias
metabólicas
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Classificação das Vias
Metabólicas
As vias metabólicas podem ser
didaticamente divididas em 2 classes:

Reações que liberam energia – CATABOLISMO



Reações degradativas
Geralmente são reações de hidrólise
Reações que absorvem energia – ANABOLISMO


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Construção de moléculas – Reações biossintéticas
Geralmente são reações de desidratação
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Metabolismo
Metabolismo = Catabolismo + Anabolismo
Fonte: Lehninger, 1988.
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Metabolismo Microbiano
Transferência de energia nas
reações metabólicas
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Nas reações químicas a energia é transferida entre as moléculas
• O propósito das reações químicas nas células é transferir
energia de uma molécula para outra e utilizar a energia
armazenada para realizar trabalho.
• A energia potencial armazenada nas ligações químicas de
uma molécula é denominada energia livre da molécula.
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Transferência e armazenamento de energia nas reações biológicas:
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Transferência e armazenamento de energia nas reações biológicas:

ATP–Adenosinatrifosfato

Estoca energia das reações catabólicas e as
libera quando necessário para as reações
anabólicas e outros trabalhos celulares
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Compostos energéticos
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Geração de ATP

Mecanismos:



Fosforilação em nível de substrato
Fosforilação oxidativa
Fotofosforilação
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Geração de ATP

Fosforilação em nível de
substrato

O grupo fosfato de um
composto químico é
removido e adicionado
diretamente ao ADP
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Geração de ATP

Fosforilação oxidativa

Elétrons são transferidos do composto orgânico
para um grupo de carreadores de elétrons, que
são passados através de uma série de diferentes
carreadores a molécula de O2 ou outras
moléculas inorgânicas
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Geração de ATP

Fosforilação oxidativa
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Geração de ATP

Fotofosforilação

Conversão de
energia
luminosa em
energia
química: ATP e
NADPH
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Metabolismo Microbiano
Função das enzimas
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Energia de Ativação:
É o ingresso inicial de
energia para trazer os
reagentes a uma
posição que lhes
permita reagir entre si.
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As enzimas reduzem a energia de ativação das reações:
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As enzimas ligam-se a seus substratos:
•São específicas
•O nome de uma enzima dá informações sobre sua função
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Algumas enzimas precisam ser ativadas:
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Algumas enzimas necessitam de Cofatores ou Coenzimas:
Presença de molécula adicional ou íon.
Cofatores inorgânicos:
Ca2+, Mg2+
Ligam-se à enzima para
que o substrato possa se
associar ao sítio de
ligação.
Coenzimas – cofatores orgânicos: atuam como receptores e
carreadores de átomos ou grupos funcionais que são removidos a
partir dos substratos durante a reação; não alteram o sítio ativo.
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Influência do pH e da temperatura sobre a atividade enzimática:
Alterações na temperatura
e no pH podem romper as
ligações que mantêm a
proteína na sua
configuração terciária,
causando perda da forma
proteica.
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Pequenas mudanças no pH e na temperatura podem
aumentar ou diminuir a atividade das enzimas
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Moduladores Químicos
Moléculas que ligam-se às enzimas e alteram sua
propriedade catalítica
Inibidores
Competitivos
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Moduladores Alostéricos
Ativador
Inibidor
A taxa de reação torna-se mais rápida
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A taxa de reação diminui
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Influência da Concentração
da Enzima
Influência da Concentração
do Substrato
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As células regulam suas vias
metabólicas
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 Controlando a concentração de enzimas
 Pela produção de moduladores alostéricos e covalentes
 Isolando enzimas dentro de organelas intracelulares
 Mantendo uma razão ótima entre ATP e ADP
 Utilizando duas enzimas diferentes para catalisar reações
reversíveis
Pela auto-modulação – inibição por retro-alimentação
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Inibição por
retro-alimentação
O acúmulo do produto Z inibe o primeiro passo da via
metabólica. À medida que a célula consome Z em outra
reação metabólica, a inibição é removida e a via
metabólica volta a funcionar.
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Regulação Enzimática
Os pontos de regulação
das vias metabólicas são
sempre pontos onde a
enzima que cataliza a
reação em um sentido é
diferente da enzima que
cataliza a reação no outro
sentido, a fim de se
permitir uma regulação
eficiente.
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Reações anabólicas
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Vias anabólicas:
 Sintetizam polissacarídeos, lipídeos e proteínas
A célula deve ter um suprimento adequado de nutrientes
orgânicos, bem como energia na forma de ATP
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Gliconeogênese – síntese de glicose
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Síntese de Lipídios
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Reações catabólicas
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Catabolismo de Carboidratos

Para produzir energia: Respiração celular e
fermentação
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Visão geral do
metabolismo da glicose
em presença de
Oxigênio
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Glicólise:
Quebra da glicose
(açúcar de 6C) em dois
açúcares de 3C
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Metabolismo do Piruvato:
Destino do piruvato – metablismo aeróbio
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Ciclo de Krebs:
Série de reações bioquímicas
em que grande quantidade da
energia química potencial da
molécula de acetilCoA é
liberada passo a passo.
Os
derivados
do ácido
pirúvico são oxidados; e as
coenzimas são reduzidas
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Cadeia Respiratória ou de Transporte de Elétrons
Seqüência de moléculas transportadoras que são capazes de oxidação e
redução .
Enquanto os elétrons passam pela cadeia há uma gradual liberação de
energia, que é utilizada para conduzir a geração de ATP.
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•NADH desidrogenase ou complexo I. Em mamíferos é
constituído por mais de vinte cadeias polipeptídicas, de muitas das
quais não se conhece a função. Este complexo recebe os dois
elétrons do NADH+H+ e transfere-os através de agregados de Fe-S
para uma molécula lipofílica, a ubiquinona, que se transforma então
em ubiquinol. Neste complexo a transferência de elétrons para a
ubiquinona libera energia suficiente para transportar prótons (H+) da
matriz mitocondrial para o espaço intermembranar, o que faz
diminuir o pH do espaço intermembranar em relação à matriz.
• sucinato desidrogenase ou complexo II. É a única enzima do
ciclo de Krebs que não se encontra na matriz mitocondrial. Oxida
succinato a fumarato, e transfere os dois elétrons para uma
molécula de FAD, que é reduzida a FADH2. Posteriormente estes
elétrons são transferidos para a ubiquinona, tal como acontece no
complexo I.
• citocromo bc1 ou complexo III. Recebe os elétrons do
ubiquinol produzido pelos complexos I e II, e transfere-os para o
citocromo c, uma pequena proteína solúvel presente no espaço
intermembranar.
• citocromo c oxidase ou complexo IV. Transfere quatro elétrons
para o O2, reduzindo-o a duas moléculas de água. Estes elétrons
provêm de outras tantas moléculas de citocromo c.
Nos complexos I, III e IV a transferência eletrônica libera
energia suficiente para transportar H+ da matriz mitocondrial para o
espaço intermembranar. Isto provoca um aumento da concentração
de H+ (e do potencial elétrico) no espaço intermembranar, isto é, um
maior potencial químico do H+ no espaço intermembranar do que na
matriz.
No entanto, quando se tem duas soluções de potencial
químico diferente separadas por uma membrana, o soluto tem
tendência para se deslocar do local onde o seu potencial químico é
maior para o local em que o seu potencial químico é menor.
Como a membrana interna da
mitocôndria é impermeável ao H+, em
condições normais a única forma
destes prótons voltarem para a matriz
é através de uma proteína especial: a
ATP sintetase. Esta proteína é
constituída por duas partes: um canal
intermembranar de prótons (F0) e uma
porção voltada para a matriz
mitocondrial (F1). A porção F1 é
constituída por várias subunidades
com diferentes funções, e usa a
energia do movimento de prótons de
volta à matriz para sintetizar ATP a
partir de ADP e Pi.
A quantidade de ATP produzida pela ATP sintetase está
por isso relacionada com a diferença de concentração de H+
através da membrana. Uma vez que a oxidação do NADH
provoca transferência de prótons da matriz para o espaço
intermembranar em 3 complexos (I, III e IV) ao passo que a
oxidação do FADH2 só provoca essa transferência em dois
complexos (III e IV), a quantidade de ATP produzida a partir do
NADH é maior do que a produzida a partir do FADH2.
São produzidos quase 3 ATP por NADH e
quase 2 ATP por cada FADH2.
Comparação dos processos metabólicos (vias catabólicas)
GLICÓLISE
FERMENTAÇÃO
CICLO DE
KREBS
CADEIA
RESPIRATÓRIA
Localização
Citoplasma
Citoplasma
Procariontes:
citoplasma
Eucariontes: matriz
mitocondrial
Procariontes:
membrana celular
Eucariontes:
membranas internas
da mitocôndria
Exigência de
oxigênio
Anaeróbica, o oxigênio
não é necessário;
entretanto, não se
interrompe se o O2 estiver
presente
Sem O2; a presença
acarreta paralização
Aeróbica
Aeróbica
Moléculas
iniciadoras
1 glicose (6C)
Várias moléculas de
substrato entram na
glicólise, produzindo 2
ácidos pirúvicos
2 ácidos pirúvicos
6 O2
Moléculas finais
2 ácidos pirúvicos (3C);
2 NADH
Várias, dependendo da
forma de fermentação,
por exemplo, etanol,
ácido lático, CO2, ácido
acético
6 CO2
8 NADH
2 FADH
6 H2O
Quantidades de
ATP produzidas
4 ATP (saldo de 2 ATP)
Várias, dependendo da
forma de fermentação,
geralmente 2 ou 3 ATP
2 GTP (= 2 ATP)
34 ATP
49
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