Revisão de História Geral
&
LeMA
MATERIAIS DIDÁTICOS
Teacher Léééééééééo
Antiguidade
Egito
• Período Pré-Dinástico;
• Período Dinástico:
– Antigo Império;
• Grandes Construções.
– Médio Império;
• Invasão dos Hicsos.
– Novo Império;
• Expulsão dos Hicsos e escravização dos Hebreus.
•
•
•
•
Religião – Politeísta – Antropozoomórfica
Economia – Servidão Coletiva – Agricultura
Sociedade – Do Faraó aos camponeses.
Guerras e Dominações.
Mesopotâmia
• Povos:
– Sumérios:
• Org. Política: Cidades-Estado: Ur, Uruk e Lagash;
• Escrita Cuneiforme;
– Babilônios:
• Hamurábi – Código de Hamurábi (Lei de Talião);
– Assírios:
• Guerreiros – Sanguinários;
– Caldeus (Neobabilônios):
• Nabucodonosor – Cativeiro da Babilônia:
– Escravização dos Hebreus.
• Religião: Politeísta.
• Economia: Agricultura, Comércio – Servidão Coletiva.
• Sociedade.
Hebreus, Fenícios e Persas
Hebreus:
Fenícios:
Persas:
• 1º Povo Monoteísta:
• Comércio Marítimo;
• Dominados pelos Medos;
• Talassocracia;
• Conquistas e expansão:
• Judaísmo.
• Viagem para o Egito;
• Escravizados
• Êxodo;
• Tecidos Púrpura;
• Ciro, o Grande;
• Org. Política:
• Maior Império da
Antiguidade Oriental;
• Cidades-Estado:
• Retomada da Palestina;
• Sídon;
• Monarquia:
• Bíblos;
• Saul;
• Tiro;
• Davi;
• Religião – Politeísta
• Salomão.
• Alfabeto;
• Cisma Hebreu:
• Reino de Israel;
• Reino de Judá:
• Escravizados.
• Diáspora.
• Colonização.
• Governo de Cambises:
• Conquista do Egito;
• Governo de Dario I:
• Reestruturação:
• Política;
• Satrápias;
• Econômica:
• Moeda;
• Guerras contra os gregos:
• Guerras Médicas:
• Derrota.
Grécia
• Período Pré-Homérico (séc. XX a.C – XII a. C);
• Período Homérico (séc. XII a.C – VIII a.C);
• Período Arcaico (séc. VIII a.C – VI a.C);
• Período Clássico (séc. V a.C – IV a.C);
• Período Helenístico (séc. IV a.C – II a.C).
Período Pré-Homérico
Povos que
formaram a
Grécia:
• Cidades-Estado:
– Micenas, Esparta, Argos, Ítaca, ...
– Governadas por reis;
• Escrita:
– Administrativa:
• Linear A, Linear B;
• Predomínio de Creta e de Micenas
Semelhante à Fenícia: Talassocracia,
Comércio Marítimo. A mulher era
mais valorizada na cultura cretense.
Práticas esportivas que envolviam
animais.
• Aqueus;
• Eólios;
•Jônios;
• Dórios.
Invasões de povos
indo-europeus
levam a população
da Grécia a migrar
para o interior do
continente ou para
outras regiões: 1ª
Diáspora Grega.
Supera Creta como região Hegemônica.
Busca de expansão comercial – Guerra
de Tróia (+ ou – Séc. XII a.C)
Período Homérico
• Abandono da Escrita;
• Formação dos Genos;
• Organização Política Familiar:
• Predominância da figura do Pater;
• Economia de Subsistência;
Com o aumento da população, ocorre uma
crise da economia de subsistência, forçando
os gregos a procurar novas terras. Nesse
intuito surgem várias colônias gregas pelo
Mediterrâneo, principalmente no sul da Itália
e na costa do Mar Negro. Esse episódio é
conhecido como 2ª Diáspora Grega.
Unidade Familiar, base
da organização política
do período que se inicia
após as invasões dos
Dórios.
Basileus: Concentrava os
poderes: Militar, Religioso
e Político (incluindo a
justiça)
Período Arcaico
• Com a colonização, inicia-se um lucrativo comércio entre as colônias e as cidades gregas: Os
produtos coloniais invadem o mercado grego, enriquecendo os comerciantes responsáveis por
esse negócio
Demiurgos.
• Surgimento da Polis (Cidade-Estado grega):
• Esparta:
• Oligarquia:
• Diarquia – Gerúsia – Apela – Eforado;
• Sociedade:
• Esparciatas – Periecos – Hilotas;
• Sociedade Militarizada;
• Atenas:
• Política:
• Legisladores:
• Drácon – Sólon – Tiranos – Clístenes – Péricles.
•Democracia (Disputas entre Eupátridas X Demiurgos).
Período Clássico
• Período das Guerras:
– Guerras Greco-Pérsicas (Médicas):
• Gregos X Persas:
– Duas Invasões: 490 a.C e 480 a.C – Vitórias gregas;
• Guerra do Peloponeso:
– Guerra entre as Polis:
» Principalmente: Esparta X Atenas
Vitória de Esparta
Liga do Peloponeso
A seqüência das disputas leva ao enfraquecimento
das Polis gregas e da sua posterior incorporação por
parte de Filipe II, Rei da Macedônia.
Liga de Delos
Período Helenístico
• Filipe II – Conquista da Grécia;
• Alexandre, o Grande:
– Expansão territorial:
– Ásia Menor, Palestina, Fenícia, Egito,
Mesopotâmia, Pérsia, Parte da Índia.
– Após sua morte, divisão do Império;
• Surgimento do helenismo;
• Dominação romana.
Religião, Cultura, Sociedade e
Economia
•
•
•
•
•
Politeísmo;
Filosofia e Democracia;
Cidadãos e Não-Cidadãos;
Principais Produtos – Escravismo;
Jogos Olímpicos:
– Homenagens aos deuses olímpicos (Monte
Olímpo). Realizados regularmente.
– Participação – Recompensa.
Roma
• Monarquia (753 a.C – 509 a.C):
– Governo de 7 reis:
• 4 italiotas e 3 etrúscos;
– Surgimento de instituições como o Senado:
• Composto por Patrícios:
– Sociedade:
» Patrícios, Plebeus, Clientes e Escravos.
– Com a aproximação dos reis etrúscos com a
plebe, o Senado da um golpe e instaura a
República.
República (509 a.C – 27 a.C)
Magistraturas:
• Cônsules;
• Tribunos da Plebe;
• Pretores;
• Questores;
• Censores;
• Edis;
Disputas entre Patrícios e
Plebeus:
• Tribunos da Plebe;
• Lei das Doze Tábuas;
Guerras e Conquistas:
• Guerras Púnicas (264 a.C –
146 a.C);
• Roma X Cartago;
• Lei Canuléia;
• Vitória de Roma:
• Leis Licínias;
• Conquistas:
• Plebiscitos.
• Norte da África;
• Península Ibérica;
133 a.C – 123 a.C – Irmãos Graco (Tentativa de Reforma Agrária em
Roma);
• Sicília, Córsega e
Sardenha;
Governos de Mário e Sila (Generais)
• Grécia e
Macedônia;
1º Triunvirato: Crasso, Pompeu e Júlio César;
Governo de César (49 a.C – 44 a.C)
2º Triunvirato: Otávio, Lépido e Marco Antônio;
Governo de Otávio (Augusto) – Início do Império.
Império (27 a.C – 476)
• Ascensão e conquistas territoriais:
– Alto Império:
• 27 a.C – 235:
– Governos de Marco Aurélio, Trajano e Adriano;
• Crise do Escravismo, Ascensão do Cristianismo:
– Baixo Império:
• 235 – 476:
– Governos de Diocleciano:
» Tetrarquia.
– Constantino:
» Transferência da Capital >> Constantinopla.
» Edito de Milão.
– Teodósio:
» Divisão do Império em 2: Ocidental e Oriental:
» Cristianismo como Religião Oficial de Roma.
– Invasões Bárbaras.
História Geral
Moderna
Renascimento Cultural
•
•
•
Séculos XIV, XV e XVI;
Principalmente na Itália;
Características:
– Individualismo:
• Capacidade do Ser Humano de fazer escolhas livremente.
– Racionalismo:
• A Razão era o principal instrumento para compreender o Universo;
– Humanismo:
• O Ser Humano é colocado como o centro das atenções. O homem é considerado a
obra suprema de Deus.
• Antropocentrismo X Teocentrismo.
– Influências da Cultura Greco-Romana:
• Os renascentistas acreditavam que durante a Idade Média o desenvolvimento cultural
foi abandonado. Dessa forma, os pensadores e artistas do período buscavam
inspiração nos gregos e nos romanos, pois acreditavam que nesse período a cultura
era muito mais desenvolvida.
– Mecenas:
• Patrocinador dos artistas. Foi fundamental para o desenvolvimento do Renascimento,
tendo em vista que dessa forma, os artistas podiam se dedicar às suas criações.
•
Com a invenção da imprensa em 1445, por Gutenberg, os ideais
humanistas se espalharam com mais facilidade
Períodos do Renascimento:
Trecento: 1300
Quattrocento: 1400
Cinquecento: 1500
• Pintura afresco:
• Pintura em Tela:
• Pintura:
• Giotto di Bondone.
• Florença
• Literatura:
• Dante Alighieri
• Masaccio e
Sandro Botticelli.
• Florença
•Escultura:
• Divina Comédia
• Donatelo.
• Críticas à Igreja
• Leonardo da Vinci:
• Personagens
mitológicos
•Utilização do idioma
toscano
• Petrarca:
• Pai do humanismo
• De África
• Alguns autores o
colocam como artista do
cinquecento;
• Engenheiro, Matemático,
Arquiteto, Físico, Músico,
Pintor, Escultor, Urbanista.
• Um dos maiores artistas
do Renascimento.
• Michelangelo Buonaroti
(Capela Sistina) e Rafael
Sanzio (Escola de Atenas)
• Roma
• Literatura:
• Maquiavel:
• O Príncipe: Obra que é
reconhecida como um dos
primeiros trabalhos sobre
ciência política.
• Criticava a sociedade
medieval, defendia a
centralização política e
utilizava-se de exemplos
da antiguidade
Renascimento pela Europa:
•
Inglaterra:
– Shakespeare: Romeu e Julieta, Hamlet.
•
França:
– Rabelais: Pantagruel e Gargântua.
– Montaigne: Ensaios.
•
Sacro Império:
– Hans Holbein e Pieter Brueghel.
– Flandres:
• Pintura: Irmãos Van Eyck;
• Erasmo de Roterdã: Elogio da Loucura.
– Crítica forte à Igreja Católica. Escreva para Thomas Morus.
•
Espanha:
– Miguel de Cervantes: Dom Quixote.
•
Portugal:
– Luís de Camões: Os Lusíadas.
•
Renascimento Científico:
– Descoberta da circulação do sangue;
– Nicolau Copérnico, Giordano Bruno e Galileu Galilei: Astrônomos defensores da
teoria heliocêntrica (o sol é o centro do universo). Foram perseguidos pela
Igreja. Giordano Bruno foi queimado pela Inquisição e Galileu renunciou às suas
idéias, desmentindo-se publicamente para não ter o mesmo fim de Bruno.
Reforma Protestante
• Antes da Reforma:
– John Wiclif – Inglaterra:
• Atacou a Igreja e a venda de Indulgências.
– John Huss – Sacro Império:
• Incorporou as críticas de Wiclif e ampliou as
exigências, pretendendo a independência da
Boêmia. Foi morto pela inquisição.
Luteranismo:
•
1517 – 95 Teses:
– Críticas promovidas por Lutero à Igreja Católica. Uma das principais questões
era a venda de Indulgências.
– Lutero será intimado a se explicar e desculpar com a Igreja.
•
Dieta de Worms - 1521:
– Assembléia organizada no S.I.R.G. para ouvir as explicações de Lutero. Em vez
de modificar seu discurso, ele confirma suas idéias. Lutero é Excomungado.
•
Confissões de Augsburgo – 1530:
– Definição da doutrina Luterana:
• Salvação pela Fé, Sacerdócio Universal, Abolição do Celibato dos sacerdotes,
eliminação dos sacramentos (com exceção do batismo e da eucaristia), Substituição do
Latim pela língua germânica nas cerimônias religiosas, rejeição da hierarquia do clero
católico (padre, bispo, arcebispo, cardeal e papa). Lutero também defendia a
submissão da Igreja ao Estado.
– Durante o período em que esteve escondido, Lutero traduziu a Bíblia do Latim
para o Alemão.
•
Revoltas de Camponeses:
– Anabatistas: Liderados por Thomas Müntzer. Acreditavam que os ideais de
Lutero ultrapassavam as questões religiosas chegando às questões políticas.
Lutero condena essas revoltas.
•
1555 – Paz de Augsburgo:
– O Imperador do S.I.R.G. decidiu que a religião de cada principado seria
escolhida pelo governante da região.
Calvinismo:
• João Calvino – Suíça: Instituição da Religião Cristã.
• Influenciado pelos ideais luteranos, Calvino desenvolve
um pensamento religioso que contesta os dogmas
católicos.
• Crença:
– Predestinação (o destino de cada indivíduo já havia sido
traçado, porém apenas Deus saberia), Fim dos sacramentos
(com exceção do batismo e da eucaristia),
– Para o Calvinismo, quanto mais sucesso nos negócios um
indivíduo conseguir, mas essa pessoa está nas graças de Deus.
• O Calvinismo é a Igreja protestante que mais se
expande pela Europa:
– França: Huguenotes;
– Inglaterra: Puritanos;
– Escócia: Presbiterianos.
Anglicanismo:
• Henrique VIII – Inglaterra: Ato de Supremacia
• Disputas com o Papa. Esse episódio insere-se no
contexto da centralização política na Europa.
– O rei era casado com Catarina de Aragão, porém pretendia
separar-se para poder se casar com Ana Bolena. Contudo,
o papa não autorizou a separação, mas mesmo assim o rei
agiu por conta própria. O papa o excomungou e ele
confiscou os bens da Igreja na Inglaterra, criando a Igreja
Anglicana.
• INFLUÊNCIAS:
– Catolicismo e Calvinismo.
Contra-Reforma Católica:
• Reação da Igreja Católica à expansão
protestante:
– Criação da Cia. de Jesus, por Ignácio de Loyola
(Militar espanhol). 1534.
• O maior objetivo da Cia. de Jesus era expandir a fé Católica,
principalmente para as novas terras, como a América, por
exemplo.
– Concílio de Trento 1545 – 1563:
• Reunião da cúpula católica para decidir como agir em
relação ao avanço protestante:
– Meditas decididas:
» Fim das Indulgências, Manutenção dos Dogmas, Criação
do Tribunal do Santo Ofício (antiga Inquisição),
Condenação dos protestantes como hereges.
» Índex: Livros proibidos pela Igreja Católica.
Colonização da América:
Espanhola
• 1492: Colombo descobre a América.
• Povos dominados pelos Espanhóis:
– Astecas:
• Sul do atual México;
• Cerca de 22 milhões de índios;
• Império dominado por Hernán Cortez entre 1519 – 1521. Montezuma era o
Imperador.
– Maias:
• Sul do México e Guatemala;
• Já estavam muito enfraquecidos quando da chegada dos espanhóis;
• Os povoados maias ainda existentes foram dominados per Cortez.
– Incas:
•
•
•
•
Peru, Chile e Bolívia;
Império com cerca de 10 milhões de índios;
Dominados por Francisco Pizarro;
Conquista: 1532 – 1575. Vitória sobre Atahualpa. Tupac Amaru foi o último
imperador Inca.
Organização da Colonização:
•
Vice-reinos e Capitanias Gerais:
–
Vice-reinos:
•
•
•
•
–
Capitanias Gerais:
•
•
•
•
•
•
Chapetones: Espanhóis vindos da Europa.
Criollos: Descendentes de Espanhóis nascidos na América.
Índios, Negros e Mestiços.
Trabalho:
–
Encomienda:
•
–
–
Trabalho dos indígenas em troca de um mísero salário.
Escravidão:
•
Africanos vindos para o Vice-reino de Nova Granada e para as Antilhas.
Organização Administrativa:
–
–
Cargos mais altos: Chapetones;
Administração Municipal:
•
•
•
Trabalho dos indígenas em troca de instrução religiosa.
Repartimiento / Cuatequil / Mita:
•
•
Venezuela;
Cuba;
Chile;
Flórida;
Guatemala.
Sociedade:
–
–
–
•
Nova Espanha: México;
Nova Granada: Colômbia, Equador e Panamá;
Rio da Prata: Argentina, Paraguai, Uruguai e Parte da Bolívia;
Peru: Peru e parte da Bolívia.
Cabildos (ayuntamientos): Criollos
Genocídio: milhões de indígenas mortos (Bartolomé de las Casas)
Economia: exploração de metais preciosos.
Colonização dos Estados Unidos –
Treze Colônias.
• Colônia Inglesa: 1607 – Início.
– Virgínia: 1ª Colônia.
• Diferenças entre a colonização do Norte e do Sul:
– Norte: Povoamento.
• Minifúndio, Trabalho Livre, Policultura;
• Auto-Governo: Pacto de Mayflower:
– Acordo entre os colonos para a participação de todos na administração
colonial: 1620.
• Desenvolvimento de manufaturas e do Comércio:
– Comércio Triangular:
» Açúcar das Antilhas para o Norte dos EUA. Rum do Norte dos
EUA para a África. E Escravos da África para as Antilhas.
– Construção Naval.
– Sul: Exploração.
• Latifúndio;
• Monocultura (Algodão, Fumo) voltada para a exportação;
• Trabalho Escravo
Plantation
Absolutismo
• Concentração de todo o poder nas mãos do Rei
• Pensadores do Absolutismo:
– Nicolau Maquiavel:
• O Príncipe: Defendia a idéia de Unificação da Itália e
acreditava ser o absolutismo a melhor forma de governo. “Os
fins justificam os Meios!”
– Thomas Hobbes:
• O Leviatã: Acreditava que a sociedade só poderia ser
controlada com braço forte, sendo que “o homem é o lobo do
próprio homem”.
– Jacque Bossuet e Jean Bodin:
• Defendiam a origem divina da autoridade dos Reis.
• Sociedade Estamental:
– Clero, Nobreza e Resto (Povo e Burguesia)
Mercantilismo
• Sistema econômico do Absolutismo.
– Intervenção do Estado na economia;
– Balança Comercial favorável
• Exportar mais do que Importar.
– Acúmulo de Riquezas.
• Tipos de Mercantilismo:
– Bulionismo ou Metalismo:
• Acúmulo de Metais Preciosos:
– Espanha e Portugal.
– Colbertismo:
• Criação de manufaturas – em parceria com o Estado – que produzam
artigos de luxo.
– França.
– Comercialismo:
• Desenvolvimento das relações comerciais entre outros Estados. Comércio
Marítimo.
– Holanda.
– Inglaterra:
• Desenvolveu o Comercialismo, contudo a produção de itens a ser
negociados é uma característica que diferencia a Inglaterra.
• Regulação de Horas de trabalho, trabalho obrigatório a todos os homens
aptos a isso.
França
• Inserido no contexto de centralização que se desenrola
desde os Capetíngios.
– Disputas Religiosas com os protestantes:
• Noite de São Bartolomeu:
– Massacre de cerca de 3 mil Huguenotes.
– Guerra dos Três Henriques:
• Henrique III >> Henrique de Navarra X Henrique de Guise:
– Disputas de hegemonia política e pelo controle do Estado:
» Vitória de Henrique de Navarra (que era protestante).
» Henrique IV: O novo rei converte-se ao catolicismo e elaboração
do Edito de Nantes (Liberdade de Culto protestante)
– Início da Dinastia Bourbons:
• Luís XIII – Cardeal Richelieu (Ministro):
– Inserem a França na Guerra dos 30 anos.
Guerra dos 30 Anos – 1618 – 1648
• Confronto entre:
– França X Áustria (Habsburgos – família que dominava a política
no S.I.R.G. e na Espanha.
• Os Habsburgos pretendiam impor sua autoridade ao
Sacro Império Romano Germânico.
• Uma das idéias dos Habsburgos era expandir o
Catolicismo aos estados protestantes, como uma forma
de facilitar a expansão do seu absolutismo.
• Apoio francês à Dinamarca e à Suécia:
• Derrotados pelos Habsburgos.
– França na Guerra:
• A França queria evitar a expansão dos Habsburgos e o
conseqüente poder derivado dessa expansão.
• Vitória Francesa:
– Tratado de Westfália: A Áustria é obrigada a entregar a Alsácia-Lorena
para a França e a abrir mão de impor o Catolicismo e o absolutismo
para a região.
•
Luís
XIV
–
O
Rei
Sol
Luís XIV – 1643 – 1715:
– O principal rei absolutista francês:
• O Estado sou Eu;
• Rei Sol.
– Concentrou a nobreza francesa no Palácio de Versalhes, que mandou
construir.
– Revogou o Edito de Nantes, para poder perseguir livremente os
inimigos com a desculpa de serem protestantes.
– Envolveu a França em Guerras:
• Guerra de Sucessão Espanhola – 1702 – 1714:
– Com a morte do Rei Espanhol, o trono deste país passou para um neto de Luís
XIV: Duque de Anjou.
– Luís XIV, torna o mesmo Anjou seu herdeiro testamentário.
– Vários países europeus assustam-se com a possibilidade de uma união entre
França e Espanha: Guerra.
» França e Espanha X Inglaterra, Holanda e S.I.R.G.
» Guerra muito equilibrada e desgastante.
» Tratados de Utrechtd e Ramstad:
» Determinam a impossibilidade de união entre Espanha e França;
» França e Espanha são obrigadas a entregar alguns territórios para a
Inglaterra, país que mais se beneficiou deste conflito.
» A Espanha é obrigada a aceitar o Navio de Permissão: embarcação inglesa
que levava produtos às colônias espanholas na América, quebrando, dessa
forma, com o pacto colonial.
• Os sucessores de Luís XIV – Luís XV e Luís XVI – seguiram uma
política semelhante a do seu antecessor, tendo em vista os altos
gastos com a corte e o envolvimento em guerras: Guerra dos Sete
anos e Guerra de Independência dos EUA.
Inglaterra
• Governos Tudor:
– Henrique VII: Assume o poder na Inglaterra e inicia o processo
de centralização;
– Henrique VIII: Rompe com a Igreja Católica, através do Ato de
Supremacia, criando a Igreja Anglicana.
• Desenvolve uma política de centralização mais ampla q seu
antecessor.
– Eduardo e Maria Tudor: Fazem governos curtos e sem muita
expressão. Maria restabelece o catolicismo como religião oficial.
– Elizabeth I: Torna, mais uma vez o anglicanismo a religião
oficial;
• Centraliza todas as esferas de poder;
• Vence os Espanhóis no episódio da “Invencível Armada” em 1588:
esse conflito ocorre em decorrência dos saques e da pirataria que
os ingleses desenvolviam contra os espanhóis.
• Persegue os opositores do regime.
• Morre em 1603 deixando o trono para seu primo, Jaime Stuart da
Escócia.
Inglaterra: Stuart
• Jaime I – 1603 – 1625:
– Desenvolve o absolutismo:
• Apóia a vertente católica dentro do anglicanismo;
• Promove a concentração do poder em suas mãos;
• Aumenta os impostos sem respeitar a Carta
Magna;
• Fecha o Parlamento Inglês em 1618.
– Carlos I – 1625 – 1648:
• Desenvolve uma política semelhante a de seu pai;
• Tenta impor o anglicanismo para a Escócia;
• Invasão de escoceses na Inglaterra.
Revolução Inglesa: Puritana –
1642 - 1648
• 1642 - Com a invasão de escoceses em
território Inglês, o Rei pede auxílio ao
parlamento que não se reunia desde
1618:
– O parlamento nega o apoio ao rei e
desenvolve contra ele uma guerra:
• Parlamento
Cabeças Redondas
Oliver Cromwell
Burguesia
X
Rei
Cavaleiros
Nobreza
As tropas do Parlamento, lideradas por Oliver Cromwell, vencem as tropas do Rei, que foi decapitado.
Governo de Oliver Cromwell
•
•
•
•
Transforma a Inglaterra em uma República – único caso na história desse
país.
Governa a Inglaterra de forma Ditatorial.
Expande a influência inglesa.
Lança o Ato de Navegação 1651:
– Proibição de navios estrangeiros aportarem na Inglaterra, com exceção dos
navios com a bandeira do país de origem das mercadorias.
– Esse ato gera uma guerra contra a Holanda:
• 1652 – 1654: Guerra contra a Holanda:
– Vitória da Inglaterra:
» Rainha dos Mares.
– Maior potência marítima do período.
•
Em 1658, Cromwell morre e deixa o cargo para seu filho: Richard (Ricardo).
Contudo, o sucessor de Cromwell não consegue manter o cargo por muito
tempo e em 1659 inicia-se o processo de restauração dos Stuart:
– Carlos II (filho do rei decapitado) 1660 – 1685:
• Mais uma vez desenvolve um governo de centralização política.
• Seu governo é bem semelhante ao dos Stuarts anteriores.
– Jaime II – 1685 – 1688:
Revolução Inglesa: Gloriosa –
1688 -1689
• Em 1688, o parlamento se articula e dá um golpe,
substituindo o Rei Stuart, por seu genro, Guilherme de
Orange, que era casado com a filha do rei, Maria Tudor.
• Essa revolta é chamada de Gloriosa, porque não houve
derramamento de sangue, sendo que o rei Stuart não
impôs reação.
• Guilherme de Orange foi obrigado a aceitar a Bill of
Rigths (declaração de direitos). Uma espécie de
constituição que garantiam ao parlamento que o rei não
poderia governar de forma absoluta.
• A Inglaterra tornou-se uma Monarquia Parlamentarista.
• A Burguesia assume o comando político do país.
• O Absolutismo tem fim na Inglaterra.
Iluminismo
• Século XVIII – França:
• Características:
– Ideais Liberais: Burguesia.
– Pensamento racional;
– Incentivo à educação;
– Concentração de conhecimento;
– Combate ao absolutismo e ao catolicismo.
• Pré-Iluministas:
– John Lock: O poder emana do povo.
– René Descartes: Princípio da Dúvida para
chegar às verdades.
Iluminismo: Pensadores
•
Voltaire (Jean Marie Arruet):
– Defendia a liberdade de expressão;
– Defendia uma Monarquia Constitucional;
– Despotismo Esclarecido:
• Idéia de Voltaire para que os reis absolutistas pudessem se manter no poder. Para isso
esses déspotas deveriam estar atualizados em relação às idéias da Burguesia, grupo
revolucionário do período.
– Obra: Cândido, Zadig, Cartas Inglesas, ...
•
Montesquieu (Charles de Secondat):
– Divisão do Poder:
• Executivo;
• Legislativo;
• Judiciário.
– O legislativo deveria ser o poder mais forte. Para Montesquieu, a Monarquia deveria ser
Constitucional.
– Obra: O Espírito das Leis.
•
Jean Jacques Rousseau:
– Defendia a idéia de adaptação dos estados ao regime político ideal:
• Democracia: estados pequenos;
• Monarquia Constitucional Parlamentarista: estados médios;
• Monarquia Constitucional com poder central forte: estados grandes.
– Alguns autores atribuem a Rousseau a idéia de defensor da democracia e do fim
da propriedade privada.
– Obra: Emílio, Contrato Social.
Iluminismo: Economia
• Fisiocracia - Escola dos Fisiocratas:
– Turgot;
– Quesnay;
– Gournay.
• Defendiam a idéia que a Terra era a maior riqueza. Sendo que tudo
produzido é oriundo dela.
• Gournay defendia o conceito do Laissez-Faire (deixe fazer), ou
seja, a idéia que o mercado se faz por conta própria.
– “Laissez-faire, laissez-passer, le monde vas par lui même”.
• Liberalismo
– Adam Smith.
• Idealizou o pensamento que acredita que o trabalho é a maior
riqueza existente. Sem trabalho não há nada.
• Defendia o trabalho livre.
• Acreditava que o mercado para funcionar corretamente deveria ser
livre, sem a interferência do Estado.
• A Origem da Riqueza das Nações é sua principal obra.
Revolução Industrial
•
Inglaterra – Século XVIII – a partir de 1750
– Mudança significativa na PRODUÇÃO.
• Utilização de máquinas para tal fim.
– O Ferro e o Carvão (para o vapor) são as principais matérias-primas da iniciante
indústria.
– Essa situação só pôde ter sido proporcionada pelo enriquecimento contínuo da
Inglaterra no processo de navegação oceânica. Acúmulo de Capital.
– As fábricas são o resultado de um processo de desenvolvimento do trabalho dos
artesãos, que passa pelas suas oficinas, pelas manufaturas e chega nas
indústrias.
– A mão-de-obra para essa indústria é, em maior parte, oriunda do campo: Êxodo
Rural.
• Os CERCAMENTOS, que expulsaram os camponeses das antigas terras comunais
para o desenvolvimento da criação de ovelhas, são responsáveis diretos por essa
evasão do campo. Além disso, existe toda uma expectativa de melhora de condições
com a mudança do campo para a cidade.
– Nesse contexto surge a figura de Malthus: ele acreditava que mais cedo ou mais tarde a
população (que crescia em ritmo de PG) seria maior do que a capacidade de produção de
alimentos (que crescia em ritmo de PA).
• Um verdadeiro exército de desempregados invadiu as cidades, o que tornava
extremamente baixos os salários pagos na indústria.
• Ainda no sentido de baratear os custos da produção e aumentar o lucro dos
proprietários das indústrias, cresce significativamente a utilização do trabalho de
crianças e de mulheres.
– No início, a indústria têxtil é a grande responsável pelo ritmo frenético de
produção.
– A máquina a Vapor, aperfeiçoada por James Watts contribuiu muito para o
desenvolvimento industrial.
Independência dos EUA - 1776
•
Guerra dos 7 anos (1756 – 1763):
– Inglaterra X França:
• Disputas de territórios e mercados.
• Disputada na Ásia, na Europa e na América.
• Vitória da Inglaterra.
– Vai conquistar da França a Índia e o Canadá.
•
Para organizar as finanças, após os vultosos gastos com a Guerra dos 7
Anos, a Inglaterra vai ampliar a exploração de suas colônias:
– Nas Treze Colônias:
• Proibição da expansão para o Oeste - 1763.
• Lei do Açúcar - 1764:
– Aumento dos impostos sobre a Importação.
• Lei do Selo - 1765:
– Todos os documentos produzidos na colônia deveriam receber o selo real. Transferência de
Recursos da colônia para a metrópole.
• Lei do Aquartelamento – 1765:
– Os colonos deveriam abrigar e sustentar os soldados da Inglaterra em suas casas.
• Os colonos se revoltam contra essas medidas e promovem um boicote aos produtos
ingleses, o que força a coroa a suspender as tarifas.
• Em 1767 o novo 1º Ministro Townshend, tenta retomar as cobranças, porém sem
sucesso.
• Lei do Chá – 1773:
– Monopólio britânico sobre a venda do Chá. Comerciantes da colônia se revoltam e afundam
alguns navios ingleses num episódio conhecido como “Festa do Chá de Boston”.
– Punição.
• Leis Intoleráveis - 1774:
– Fechamento do porto de Boston.
– Transferência da administração da colônia de Massachusetts para a metrópole.
– Essas lei foram consideradas inadmissíveis.
Independência dos EUA – Guerra: 1775 - 1781
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1774 – 1º Congresso Continental de Filadélfia:
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1775 – 2º Congresso Continental de Filadélfia:
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A Inglaterra reconhece a Independência dos EUA.
Em 1787 a Constituição estadunidense fica pronta:
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O texto é de Thomas Jefferson, com a participação de Benjamin Franklin.
Inspiração Iluminista de John Lock e Montesquieu.
Em 1781 a Inglaterra rende-se.
1783 – Tratado de Paris:
–
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Decide pela separação em relação a Inglaterra.
Guerra.
As Treze Colônias receberam o apoio da França, da Holanda e da Espanha, que
pretendiam enfraquecer a Inglaterra que as havia vencido em confrontos anteriores.
A Guerra é inicialmente favorável aos colonizadores, contudo as forças coloniais vão
se estruturando e conseguem reverter a vantagem.
No dia 04/07/1776, é declarada a Independência dos EUA:
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Decide pelo boicote aos produtos ingleses, medida que anteriormente havia funcionado.
Contudo as pressões e as violências dos colonizadores se intensificam.
O país se torna uma república federativa, após um curto período como confederação (daí a
ampla autonomia dos Estados).
A Inspiração de Montesquieu leva a divisão em três poderes.
O Texto, mesmo acrescido de emendas, mantém-se o mesmo.
Entre 1812 e 1814 ocorre um confronto entre EUA e Inglaterra, denominado 2ª
Guerra de Independência. Esse conflito ocorre por disputas de territórios do atual
Canadá.
A Guerra termina sem vencedores, mas com a promessa de jamais existir outro
conflito entre EUA e Inglaterra.
História Contemporânea
Amigo do Teteu
Revolução Francesa - 1789
• Motivos:
– Crise Econômica:
• Gastos com várias guerras:
– Guerra dos 7 Anos (1756 – 1763); Guerra de Independência dos EUA
(1775 – 1781).
• Privilégios Feudais:
– Sociedade Estamental:
» Clero e Nobreza – não pagavam impostos;
» Resto (Povão e Burguesia) – Pagavam pesados Impostos.
• Acordos Econômicos:
– Tratado de Éden-Rayneval - 1786:
» Com a Inglaterra: a França vendia seus vinhos com baixas taxas
de importação na Inglaterra, enquanto que os produtos ingleses
entravam no mercado francês com preços muito baixos, o que
desestimulava a produção manufatureira francesa e prejudicava a
sua burguesia.
– Tentativas de Controlar a Crise:
• Nomeação de economistas como:
– Turgot, Brienne, Calonne (contra ele os nobres se revoltaram – Revolta
Aristocrática), Necker.
» Todos propuseram a cobrança de impostos do primeiro e do
segundo estados (Clero e Nobreza).
» Como a proposta não foi aceita pelo Rei (pressionado pelos dois
grupos), Necker propôs a convocação da Assembléia dos Estados
Gerais, que não se reunia desde 1614.
1ª Fase: Assembléia Nacional
1789 - 1792
• Nos Estados Gerais, reuníram-se representantes dos 3 Estados.
– O 3º Estado estava representado pela Burguesia.
• Pela tradição, a votação era de 1 voto por Estado.
• Contudo, se os dois primeiros estado votassem juntos, sempre
venceriam.
• Dessa forma o 3º Estado propôs que a votação fosse por
representantes.
• Essa proposta não foi aceita.
• Os deputados do 3º Estado reuniram-se em Assembléia Nacional e
juraram proclamar uma Constituição para a França.
• O Rei, Luís XVI tenta mobilizar tropas contra a Assembléia, mas o
povo pega em armas para protegê-la.
• No entusiasmo da multidão, no fervor dos acontecimentos,
externando toda a sua fúria e indignação com o Governo, a
População toma a prisão da Bastilha (14/07/1789 – Início da
Revolução).
1º Fase da Revolução Francesa:
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Assembléia Nacional Constituinte (1789 – 1792):
Atuação da burguesia nas cidades e dos camponeses no campo;
Abolição dos privilégios feudais;
Declaração dos direitos do homem e do cidadão (igualdade de todos perante a lei);
1790 - Constituição Civil do Clero: clérigos funcionários do Estado.
– Os bens da Igreja foram confiscados (lastro para a emissão dos assignats – nova
moeda)
1791 – Primeira Constituição da França, transformando-a em uma Monarquia
Constitucional, dividida em três poderes {Legislativo (burguesia), Executivo (rei) e
Judiciário (juízes)}.
– O voto censitário, o que caracteriza o beneficiamento da burguesia.
Formação do Estado Burguês: separa-se a burguesia do terceiro estado.
Disputas entre os grupos políticos: Girondinos (Alta Burguesia) e Jacobinos (baixa e média
burguesia). Os jacobinos faziam o elo entre os grupos mais radicais e o movimento
popular – são reconhecidos como radicais. Cordeliers (camadas mais baixas) e Feuillants
(burguesia financeira) são outros grupos.
Com as medidas revolucionárias, parte da nobreza emigra para o exterior, onde é apoiada
por nobres de países absolutistas que não querem as idéias francesas dentro de suas
fronteiras. Declaração de Pillnitz – alega a necessidade de restaurar a dignidade da
monarquia francesa. Alguns países absolutistas ameaçam invadir a França. Luís XVI tenta
fugir para a Áustria para liderar os nobres emigrados contra a Revolução, mas é
reconhecido pelo povo e preso, na cidade de Varennes pela Assembléia.
Aumento da crise financeira, emissão de assignats intensificada e aumento da inflação
(descontrolada). Pressões sobre o Governo, principalmente pelos Sans-Culottes
(populares que usavam calças compridas) ; Marcha dos exércitos contra-revolucionários
contra a França; Os jacobinos armam a população “Pátria em perigo” formando o Exército
Popular “Comuna Insurrecional de Paris” sob o comando de Marat, Danton e Robespierre.
Nos conflitos, eles obtêm vitória sobre o exército dos emigrados (auxiliados pelos
prussianos), às portas de Paris, batalha de Valmy.
O rei foi acusado de traição – proclamação da Primeira República.
2º Fase da Revolução Francesa:
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Convenção Nacional (1792 -1795):
Assume o Governo em 20 de setembro de 1792.
Localização dos grupos nas reuniões: à direita ficavam os Girondinos – queriam a estabilidade do
governo burguês e o fim da Revolução (evitar a radicalização); No Centro ficava o grupo chamado de
Planície, ou Pântano – grupo de posição política indefinida – “ficavam em cima do muro”; e à Esquerda
ficavam os grupos mais radicais, denominados montanheses (porque ficavam na parte mais alta radicais) = os Jacobinos e os Sans-Culottes.
Com as manifestações populares, Versalhes foi invadido e o rei transferiu o governo para o palácio de
Tulherias, onde foram encontrados documentos que comprovavam a traição do rei, como planos de
invasão da França combinado com países absolutistas. Pressões para o julgamento do rei.
21/01/1793 – Luís XVI foi guilhotinado.
Formação da Primeira Coligação contra a França (Inglaterra, Áustria, Prússia, Países Baixos, Espanha).
O interesse inglês era conter a ascensão de um concorrente.
Várias convulsões complicavam ainda mais a situação na França. Inclusive levantes anti-republicanos
como a Revolta da Vendéia no Oeste de França desestabilizavam o governo.
Em junho de 1793 os jacobinos, liderando os sans-culottes tomaram a Convenção. Liderados, dentre
outros, por Marat, Robespierre, Hébert e Danton. Período do Terror.
Nova constituição – Ano I – Sufrágio Universal (masculino);
Os jacobinos dirigiram o país por meio do Comitê de Salvação Pública = administração e defesa do
país – de início comandado por Danton. Abaixo vinha o Comitê de Salvação Nacional = cuidava da
segurança interna. Para completar a estrutura repressiva de controle, foi criado o Tribunal
Revolucionário que julgava os opositores da Revolução.
A radicalização tomou conta dos ânimos durante o governo jacobino: Marat foi assassinado por uma
girondina (Charlotte Corday). A liderança de Danton foi substituída pela de Robespierre, mais enérgico.
Iniciava-se assim o Período do Terror. Milhares de pessoas guilhotinadas (desde Maria Antonieta –
antiga Rainha -, girondinos e até jacobinos).
Algumas medidas tomadas pelos jacobinos foram extremamente favoráveis para o povo: Lei do preço
máximo; Venda pública, a preços baixos, dos bens da Igreja e dos nobres emigrados, fim da escravidão
nas colônias e criação de instituições de ensino Gratuito. Desenvolvimento de um culto à Razão – NotreDame de Paris: “Templo da Razão”.
A execução de antigos aliados, como Danton e Hébert ceifaram de Robespierre o antigo prestigio e
apoio popular.
Sem o apoio que anteriormente tinha, os jacobinos perderam o poder em uma reação dos Girondinos
(reação termidoriana). Várias das medidas tomadas pelos jacobinos foram suspensas, e os sansculottes foram perseguidos pelos jovens direitistas (terror Branco); em 1795 foi promulgada a nova
constituição que determinava que a França seria governada por um Diretório – sob o controle girondino.
3º Fase da Revolução Francesa:
• Diretório (1795 – 1799):
• O Diretório enfrentou várias manifestações e mobilizações
populares, como a Conspiração dos Iguais, movimento dos sansculottes liderado por “Graco” Babeuf (atacava a propriedade
privada, queria o fim das desigualdades – bem estar para todos).
Babeuf é considerado um dos precursores do socialismo do século
XIX. Acabou sendo guilhotinado.
• Entretanto, no campo militar, o Exército Francês acumulava vitórias,
contra forças espanholas, italianas, prussianas, dentre outras, que
em 1799 formariam a Segunda Coligação (ou Coalizão) contra a
França. Destaca-se, no meio militar, a figura de um jovem general,
Napoleão Bonaparte. Os girondinos, ligam-se a esse líder e dão um
golpe contra o Diretório, pondo fim à Revolução Francesa. Tal
Golpe, fica conhecido como 18 Brumário (9 de novembro de 1799).
• O Governo instaurado foi o Consulado, comandado por Três
representantes (Cônsules), Napoleão, o Abade de Sieyès e Roger
Ducos, mas quem mandava mesmo era Napoleão. Bonaparte
ajudou a consolidar os preceitos da Revolução Francesa.
ERA NAPOLEÔNICA
Necessitando garantir-se e
consolidar a República burguesa
contra as ameaças internas, os
Girondinos desfecham um golpe
contra o Diretório, com Bonaparte
na liderança.
Foi o Golpe do 18 de Brumário
(9 de novembro de 1799);
1 - O CONSULADO (1799 – 1804):
Pacificação interna e externa.
Acordos de paz com países vizinhos.
Acordo com a Igreja – catolicismo oficial.
Acordo com a nobreza – anistia.
Recuperação econômica:
Criação do Banco da França (1800).
Nova moeda: Franco.
Financiamentos industriais e agrícolas.
CENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA:
Napoleão = 1º Cônsul, responsável pelo Poder Executivo
por 10 anos (Constituição de 1802).
Escolha de ministros.
Código Civil Napoleônico (1804): igualdade jurídica,
direito à propriedade, proibição de greves e sindicatos,
escravidão nas colônias.
Conquistas burguesas asseguradas.
Controle do ensino.
Transformado em Cônsul Vitalício e a seguir em Imperador,
ambos em 1804, através de plebiscitos.
A COROAÇÃO DE NAPOLEÃO:
2 - O IMPÉRIO (1804 – 1815):
Atritos permanentes com inimigos vizinhos.
ING – concorrência comercial.
Demais países – monarquias absolutistas temerosas com
ideais liberais.
Derrotado pela ING na batalha de TRAFALGAR (1805).
BLOQUEIO CONTINENTAL (1806):
Napoleão proíbe os países da Europa de manter relações
comerciais com a Inglaterra.
OBJETIVO
Vencer a Inglaterra através do esgotamento de sua economia.
Fracasso.
Contrabando.
INGLATERRA reforça comércio com outras áreas
Novo consumidor Inglês - América
A EUROPA NAPOLEÔNICA:
CONSEQUÊNCIAS
Fuga da família real portuguesa para o Brasil
(1808).
Carência de produtos manufaturados na Europa.
Exploração de populações dominadas.
Resistência a Napoleão.
Lenta decadência.
Deposição de monarquias absolutistas na Europa.
1812 – Campanha da Rússia.
Grande derrota de Napoleão.
“terra arrasada”.
1814 – Sexta Coligação
(RUS + ING + AUS + PRUS) vence
Napoleão.
Exílio em Elba.
Retorno – Governo dos Cem Dias (1815).
1815 – WATERLOO – derrota final de Napoleão.
Preso na Ilha de Santa Helena.
Morre em 1821.
O CONGRESSO DE VIENA (1815):
Reunião de potências européias após a queda de Napoleão.
Principais países: AUS – RUS – PRUS – ING (vencedores).
OBJETIVO PRINCIPAL:
Restauração do Antigo Regime.
PRINCÍPIOS BÁSICOS:
LEGITIMIDADE – retorno de velhas dinastias absolutistas ao
poder.
EQUILÍBRIO EUROPEU – divisão territorial no continente e
no restante do mundo.
Maiores beneficiados: líderes.
FRANÇA: fronteiras anteriores à Revolução Francesa.
A EUROPA DO CONGRESSO DE VIENA:
Criação da SANTA ALIANÇA:
Exército conservador, sugestão do Czar Alexandre I
(RÚSSIA).
AUS – RUS – PRUS.
Combate ao Liberalismo e ao Nacionalismo.
Manutenção das decisões do Congresso de Viena.
Contra os movimentos de independência na América
Latina.
NAPOLEÃO BONAPARTE:
INDEPENDÊNCIAS DAS NAÇÕES LATINO-AMERICANAS
Processo de libertação das colônias espanholas.
Quando: Aproximadamente entre 1810 e 1830.
FATORES EXTERNOS
Crise geral do Antigo Regime (enfraquecimento das potências
coloniais).
Iluminismo (base ideológica).
Independência dos EUA (exemplo).
GUERRAS NAPOLEÔNICAS
ESPANHA invadida sem condições de controlar as colônias.
Revolução Industrial (pressão inglesa para abertura de
mercados).
DOUTRINA MONROE
1820 - “A América para os Americanos” (auxílio dos EUA)
A SOCIEDADE COLONIAL ESPANHOLA
Fatores internos da Independência:
Pacto colonial retardando desenvolvimento das colônias.
Desigualdades sociais.
1%
13,5%
27,5%
CHAPETONES e CLERO: Espanhóis, altos cargos, privilégios.
CRIOLLOS: Descendentes de espanhóis nascidos na América. Elite
colonial, grandes proprietários e comerciantes. Integrantes dos
Cabildos (Câmaras Municipais)
MESTIÇOS: capatazes e artesãos que serviam aos criollos.
ÍNDIOS e NEGROS:
explorados como escravos ou “semi-escravos”
58%
- Mita ou Repartimiento – trabalho forçado nas minas
- Encomienda – trabalho servil nos latifúndios agroexportadores,
também chamados de haciendas ou plantations)
PRECURSORES
TUPAC AMARU (PERU – 1780):
Rebelião indígena.
Massacre de aproximadamente 80 mil pessoas.
TUPAC AMARU
FRANCISCO MIRANDA (VENEZUELA – 1811):
Criollo que liderou libertação provisória da Venezuela.
Foi preso e morreu na ESP.
GUERRAS DE INDEPENDÊNCIA:
Intervenção napoleônica na ESP.
Deposição do rei Fernando VII.
1810 – 1814: Criollos tomam o poder na América amparando-se nos
cabildos e formando juntas governativas com apoio da população.
Derrotados após a restauração da monarquia na ESPANHA.
1817 – 1825: lutas vitoriosas.
SIMÓN BOLÍVAR (republicano)
SAN MARTIN (monarquista) – principais líderes.
Apoio da INGLATERRA e dos EUA, ambos interessados em novos
mercados.
BOLÍVAR
VENEZUELA
SAN MARTIN
ARGENTINA
BOLIVAR – libertação da Venezuela em direção ao Peru (norte
para o sul).
SAN MARTIN – libertação da Argentina em direção ao Peru (sul
para o norte).
Apoio popular.
Libertação de escravos.
BOLIVARISMO: ideal de unidade territorial do continente
Oposição da INGLATERRA, EUA e elites rurais locais).
Fracasso (Congresso do Panamá).
A AMÉRICA INDEPENDENTE
HAITI – 1804
MÉXICO – 1821
REPÚBLICA CENTRO
AMERICANA – 1821
VENEZUELA – 1830
NOVA GRANADA – 1831
EQUADOR – 1830
BRASIL – 1822
PERU – 1821
BOLÍVIA – 1825
CHILE – 1818
PARAGUAI – 1811
URUGUAI – 1828
ARGENTINA – 1810
Revoluções de 1830 e 1848
Restauração na Europa
• Após a queda de Napoleão a idéia na Europa, seguindo
as determinações do Congresso de Viena, era a de
restaurar as monarquias derrubadas pelo líder francês
que propagava ideais da Revolução de 1789.
• Na França, Luís XVIII assumiu o poder.
A Monarquia na França é
constitucional
A idéia é evitar novas
convulsões sociais na
França
Tendências Políticas na França
antes de 1830:
• Ultra-realistas;
Privilégios
• Liberais;
Preservar as conquistas
da Revolução
• Constitucionalistas.
Aplicação da constituição
Após a morte de Luís XVIII, há uma tendência de
retomar as características do Governo PréRevolucionário.
• Carlos X (Conde de Artois)
Ultra-realista
Repressão contra a
oposição e Privilégios para a Nobreza
e para o Clero.
Revolução de 1830
A mobilização popular levou
à fuga do Rei e à mudança
no Governo Francês
Luís Filipe de Orléans
o Rei Burguês
• Governo pró-burguês;
• Manutenção da Monarquia Constitucional;
• Expansão da idéia revolucionária pela Europa;
• Presença de ideais de 1789.
Primavera dos Povos
1848
• Projetos sociais no momento:
– Liberalismo: Liberdade de Negócios;
– Nacionalismo: União de populações de mesma origem;
– Socialismo: Igualdade Social.
• Crise Econômica:
– Crise na Produção Agrícola;
– Crise na Indústria;
– Estagnação.
Os trabalhadores, devido a falta de um movimento próprio e organizado,
apoiavam os liberais e os nacionalistas.
O Governo de Luís Filipe era sustentado pela
burguesia financeira.
•
Para se manter no poder:
– Buscou o apoio do povo:
• Ampliação do direito de voto;
• Liberdade de imprensa;
• Mais força à Guarda Nacional.
•
Situação:
– Orleanistas:
• Apoiavam o Rei Luís Filipe;
•
Oposição:
– Legitimistas:
• Queriam a restauração dos Bourbons;
– Bonapartistas:
• Apoiavam Luís Bonaparte;
– Republicanos:
• Defendiam a instauração de uma República;
– Socialistas:
• Queriam a República também, porém suas principais reivindicações eram as melhorias
sociais;
Durante o Governo do Rei Burguês seguem-se várias
manifestações que contestam sua postura:
• A oposição se fortalece com a crise econômica;
• Com a repressão governamental à oposição inicia-se a Revolução;
– Barricadas nas ruas;
– A Guarda Nacional abandona o Rei que renuncia ao Governo;
– Forma-se um Governo Provisório;
• Composição:
– Burgueses;
– Liberais
– Socialistas;
• Proclamação da 2ª República Francesa;
– Eleições:
» Sufrágio Universal;
• Aumenta a Crise:
– Criação de Oficinas e Empresas dirigidas pelo Estado;
– As medidas foram inúteis e as oficinas fecharam;
• Protestos Sociais e a Repressão de Cavaignac:
– Mais ou menos 16 mil mortos;
• Nova Constituição promulgada;
• Luís Bonaparte eleito Presidente da França;
• Golpe de Estado:
• 18 Brumário de Luís
Bonaparte;
• 2º Império;
• Napoleão III.
Leva a França a guerras
como a Guerra da Criméia,
na qual França e Inglaterra
vencem a Rússia que
pretendia se expandir sobre
o agonizante Império Turco e
a Guerra Franco-Prussiana,
na qual os franceses são
derrotados e humilhados
pelos prussianos, que
unificam os Estados
Germânicos em uma nação
forte, a Alemanha.
Doutrinas Sociais:
•
Socialismo Utópico:
– Toda teoria que pregasse a igualdade social, sem contudo apontar caminhos
viáveis para concretizá-la;
– Robert Owen, Graco Babeuf, Fourrier, Saint-Simon, Louis Blanc.
•
Socialismo Científico – Marxismo:
–
–
–
–
Karl Marx e Friedrish Engels;
Manifesto Comunista, O Capital;
Luta de Classes é o Motor da História;
O triunfo do proletariado se daria pela sua união e pela organização de um
Partido Revolucionário;
– Divisão das idéias socialistas:
• Reformistas:
– Chegar ao socialismo pela Paz;
• Revolucionários:
– Chegar ao socialismo pela Revolução;
• Anarquistas:
– Fim do Estado.
–
1864: 1ª Internacional.
Unificação de Itália e Alemanha
Itália:
• O norte da Península Itálica era industrializado,
porém fragmentado politicamente;
• A proposta de Unificação partia da alta burguesia,
que pretendia garantir um mercado interno cativo
para fortalecer sua posição e poder concorrer no
mercado externo;
• Dessa forma, a Unificação assume um caráter
liberal;
• Essa idéia de Unificação trazia consigo um espírito
nacionalista, atraindo outros grupos para o projeto;
• Surge assim o Risorgimento movimento que
pretendia a Unificação e reunia vários políticos e
intelectuais;
• Duas Idéias:
• Alta Burguesia:
• Queria uma monarquia partindo do
reino mais forte da Península, o reino do
Piemonte-Sardenha;
• Média Burguesia:
• Idéias republicanas de cunho
democrático;
•
Guerras:
Guerra contra a Áustria:
–
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–
–
1848 – O Rei do Piemonte-Sardenha entra em guerra contra a Áustria impulsionando um
sentimento nacionalista pela Península. A Áustria vence o conflito e mantém sua dominação
sobre a região. Essa dominação havia sido conquistada no Congresso de Viena.
Na década de 1850, o ministro Cavour lançou-se no projeto unificador, buscando apoio de
aliados poderosos, como a França de Luís Bonaparte. Nesses embates, os italianos
conquistaram a Lombardia, mas não conseguiram retomar Veneza. Nice e Savóia foram
entregues aos franceses (porém somente em 1860) pelo apoio. Napoleão III, com receio de
impopularidade interna (os católicos franceses criticavam a guerra) e de um enfrentamento
com a Prússia, recuou, abandonando o conflito. Forma-se uma confederação de Estados
Italianos sob a liderança do Papa, o que contrariava as idéias de Cavour.
Para conquistar os territórios ao Sul da Península, Cavour se uniu a Giuseppe Garibaldi. Ele
e seus camisas vermelhas partiram para a Sicília e foram vencendo as tropas do Rei das
duas Sicílias. Do norte partiram as tropas do Piemonte, conquistando os Estados papais.
Cavour morre antes da Unificação total, mas com a total submissão dos Estados Papais e
com a conquista de Veneza, a Unificação estava completa em 1870.
Vitor Emanuel II foi declarado Rei da Itália; Para vencer a Áustria, os Italianos se uniram à
Prússia, que venceu os austríacos e conquistou a hegemonia sobre os Estados
Germânicos.
Unificação da Alemanha:
• No lugar do Sacro Império, em meados do
século XIX existia a Confederação
Germânica. Os principais Estados da
Confederação eram a Áustria e a Prússia.
Essa última pretendia a Unificação dos
Estados Germânicos, com exceção da
Áustria, que se opunha a esse projeto.
• Mesmo fragmentada a região alcançava
crescimento econômico devido, em grande
parte ao Zollverein (liga aduaneira criada
pela Prússia em 1834):
• Aumento da malha ferroviária;
• Crescimento industrial;
• Bismark torna-se ministro prussiano.
• A Prússia envolveu-se em guerras com a
Dinamarca e com a Áustria, vencendo as
duas. A vitória sobre a Áustria em 1866
rendeu o fim da Confederação Germânica e
a formação, em 1867 da Confederação
Germânica do Norte, sem a participação da
Áustria.
Guerra contra a França:
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A França se Opunha à Unificação dos Estados Germânicos, temendo pela
sua hegemonia na Europa;
Bismark queria uma guerra contra a França, porque sabia que suas
condições militares eram favoráveis;
A França pretendia dominar a Bélgica o que contrariava os interesses da
Inglaterra;
Contudo o motivo foi encontrado: Napoleão III se opôs à coroação de um
Hohenzollern (dinastia dominante na Prússia) na Espanha. Bismark alterou
o conteúdo de um telegrama do Rei prussiano ao Rei Francês dando-lhe
um tom de insulto. Resultado: A França declarou guerra à Prussia;
A vitória prussiana foi fulminante. A superioridade tecnológica militar e
estrutural foi definitiva nos combates. Napoleão III tornou-se prisioneiro de
Bismark. Sem forças para reagir, os franceses assinaram um armistício em
1871.
A humilhação francesa foi completa: Os prussianos anexaram a AlsáciaLorena, desfilaram triunfalmente por Paris e proclamaram, em Versalhes, o
2º Reich.
Tudo isso gerou nos franceses um forte sentimento de revanche.
Comuna de Paris
• Mobilização popular que toma o poder em Paris após
a derrota e humilhação francesas para os alemães na
guerra Franco-Prussiana (1870 – 1871);
• Os membros da Comuna foram eleitos por sufrágio
universal e eram trabalhadores ligados a ideais
socialistas;
• Enquanto o governo republicano tomava medidas
para recuperar Paris, a Comuna adotava medidas
favoráveis aos trabalhadores.
• Com apoio
alemão os
republicanos
recuperaram
Paris e acabaram
com a Comuna.
1ª experiência
socialista.
Guerra de Secessão – EUA – 1861 – 1865
• Confronto entre o Norte e o Sul dos EUA;
• Industrializado;
• Agro-exportador;
• Defendia o protecionismo
econômico;
• Defendia o livre comércio;
• Defendia o Trabalho Livre;
• Tinha uma população
muito maior;
• Uma rede ferroviária bem
superior;
• Produzia os seus
armamentos.
• Escravista;
•População Menor e com
muitos escravos;
• Pouca estrutura;
• Importava da Europa os
seus armamentos.
Com a eleição de Abraham Lincoln para a Presidência dos EUA em 1860 começam
as mobilizações do Sul. Os sulistas, temiam que o novo presidente, por ser
abolicionista, determinaria o fim da escravidão. Alguns estados começaram a
decretar secessão, ou seja, separação em relação à União e foram sendo seguidos
por outros.
A política de Lincoln era de conciliação, porém devido às iniciativas do sul o conflito
começou. Os estados do sul tinham uma população e uma estrutura muito
inferiores às do norte, o que se demonstrou questão determinante para os destinos
da guerra.
Os nortistas bloquearam o acesso
dos sulistas ao mar, o que foi
determinante para a crise de
abastecimento dos confederados.
Após quase 5 anos de conflito, o
norte saiu vitorioso e a escravidão
foi abolida nos EUA. Saldos: Mais
ou menos 600 mil mortos e a vitória
do industrialismo.
Após a guerra, a segregação racial
nos EUA torna-se uma questão
comum. Com o surgimento de
grupos racistas como a Ku Klux
Klan, as perseguições e violências
contra negros aumentam muito,
principalmente no sul.
Capitalismo Monopolista
• Segunda Revolução Industrial:
– Alemanha:
• O apoio do Estado e o grande desenvolvimento industrial são marcas da
Rev. Industrial na Alemanha;
– França:
• Processo mais lento devido à Rev. Francesa e às já desenvolvidas
industrias de itens de luxo. O protecionismo foi fundamental para o
desenvolvimento industrial na França, contudo dificuldades como falta de
mão-de-obra e matérias-primas tornaram o processo francês mais lento.
– EUA:
• Teve seu impulso industrialista entre os anos de 1848 e 1865 (entre a
vitória sobre o México e o fim da guerra de Secessão). Contudo foi após
a guerra civil que os estadunidenses conseguiram desenvolver de forma
extrema a sua indústria. Com o crescimento da população, o mercado
interno consumia quase a totalidade da produção norte-americana.
– Japão:
• A intensificação no Japão situa-se com a Revolução Meiji, em 1868. a
partir dessa revolução, há uma idéia de modernizar o Japão, visando a
recuperação do poder por parte do Imperador, mas principalmente,
ingressar no mercado internacional disputado por várias potências
ocidentais.
• Na segunda Rev. Industrial o aço é
a principal matéria-prima e a
eletricidade é a força motriz;
• Os bens duráveis são os itens mais
produzidos nessa fase;
• O petróleo será bem mais utilizado,
tendo em vista o desenvolvimento da
indústria automobilística;
• Outra característica dessa fase da
Rev. Industrial é a construção e
expansão da malha ferroviária
européia e norte-americana.
Truste: Grupo econômico que centraliza
várias unidades produtivas.
• Horizontal: Várias empresas que
fabricam o mesmo produto;
• Vertical: Uma empresa domina
outras que desenvolvem etapas
diferentes de um processo
produtivo;
Cartel: Empresas independentes que
repartem o mercado entre si, ditando os
preços.
Holding: Uma empresa que detêm o controle
acionário de várias outras.
Grande Depressão: Crise cíclica do Capitalismo,
geralmente desencadeada pela falta de mercados
ou por superprodução.
Etapas do Capitalismo e suas crises:
Expansão: Aumento da produção e empregos
Recessão: Diminuição da produção e desemprego
Depressão: Menos empregos, menos dinheiro...
Revitalização: Preços baixos, aumento das vendas.
Imperialismo
Divisão da África entre as
potências européias –
Conseqüências.
Imperialismo Século XIX
Países industrializados Buscando Mercados Cativos e Fontes de Matérias Primas
Inglaterra;
França;
África
Alemanha;
Itália;
Bélgica;
Ásia
EUA;
Japão.
Neocolonialismo
Etnocentrismo
Resumo de Imperialismo
•
•
•
•
•
•
•
•
O Imperialismo é a expansão de nações industrializadas que estão em busca de mercados
novos, tendo em vista que cada vez mais suas produções são ampliadas e em contrapartida, os
mercados ficam cada vez mais escassos.
A conquista de novas colônias gera o Neocolonialismo, desenvolvido basicamente na África e na
Ásia.
O Imperialismo é desenvolvido na América também, pois as novas nações americanas
dependiam dos produtos dos países industrializados, sendo que não investiram nesse ramo da
economia, mantendo os seus negócios muito semelhantes aos do tempo de colônias. Contudo a
América não sofre com o Neocolonialismo.
Doutrina Monroe – “América para os americamos”.
Destino Manifesto – Crença estadunidenses em uma cultura superior, que deve ser levada para
todos os países, no sentido de melhorar suas realidades.
Big Stick – Política Imperialista dos EUA de intervenção militar na América Latina.
A partir das disputas entre as potências (disputas por mercados e por colônias) desenvolvem-se
as rivalidades imperialistas.
Contudo a exploração e a opressão exercida pelos europeus na África e na Ásia não acontece de
forma passiva pelos nativos.
Idéia de “fardo do homem Branco”
• A principal desculpa dos colonizadores
europeus era a “missão civilizadora”, ou seja,
levar aos “selvagens africanos” a cultura
ocidental.
• Contudo, devido à competição por mercados
entre as potências industrialistas européias, a
conquista de mercados cativos era fundamental
para escoar a crescente produção.
• Porém, nem na África ou na Ásia essa
dominação foi pacífica.
Disputas pela China:
Guerra do Ópio (1841 – 1842) Tratado de Nanquim;
-Entrega de Hong Kong para a Inglaterra: Os Ingleses vendiam Ópio para os
chineses. O Ópio é uma droga que causa indolência (deixa o cara abobadão) e o governo
chinês proibiu a venda desse produto na China. Devido à permanência do negócio, os chineses
afundaram alguns navios britânicos carregados de Ópio. Como resposta, os ingleses invadiram
a China e venceram os chineses, obrigando-os a aceitar a venda do Ópio na China e a abrir 5
portos do país ao comércio internacional. Somente em 1997 a região de Hong Kong retornaria
ao controle Chinês
- Ocupação de Pequim – 1860 – Tratado de Pequim;
-Guerra dos Boxers (Nacionalistas Chineses) – 1900: Devido ao longo período de
exploração estrangeira na China, os nacionalistas se revoltaram e tentaram expulsar os
forasteiros do país, desenvolvendo encarniçada luta contra os ingleses, principalmente.
Contudo são derrotados pelos exploradores aliados.
Zonas de Influência
na China
Colonização da Índia
Guerra dos Sipaios (Cipaios) – (1857 – 1859) | 1876 – Índia é incorporada ao Império Britânico
Rainha Vitória – Imperatriz da Índia
Conseqüências
Movimentos contra a dominação Européia
• Guerra dos Bôeres
1899 – 1902:
Ingleses contra Colonos Holandeses
Descoberta de diamantes
Os Ingleses dominaram a África do Sul no século XIX. Contudo, a região bem ao sul da África era
domínio holandês anteriormente. Os colonos holandeses, permaneceram no local e só entraram em conflito
com os ingleses após a descoberta de diamantes nas imediações do Transvaal, uma das repúblicas
independentes dominadas pelos holandeses na região. Com a descoberta dos diamantes, os ingleses
passaram a disputar esses domínios com os holandeses que acabaram derrotados.
Expansão Japonesa
• Isolamento até 1864 – abertura
forçada pelos EUA;
• Poder dos samurais = xogunato;
• Revolução Meiji – Era Meiji –
Modernização;
• Expansionismo sobre a China;
• Dominação da Manchúria;
• Guerra contra a Rússia - 1905;
• Disputas hegemônicas com os
EUA no Pacífico.
Estados Unidos da
América
Século XIX
• Expansão para o Oeste –
Compra de territórios e Guerra
contra o México (1848);
• Doutrina Monroe e Destino
Manifesto;
• Secessão – Uma guerra de
irmãos;
• Vitória da Indústria
• Guerra contra a Espanha;
• América Latina e Ásia –
Domínios de uma ex-colônia;
• Potência Industrial.
A Inglaterra na Época do Imperialismo
•
Desenvolvimento da classe trabalhadora e sua organização através da
Trade-Unions (sindicatos);
– Movimentos operários:
• Ludismo: quebra-quebra de máquinas – os trabalhadores entendiam que as máquinas
eram as responsáveis pelas péssimas condições de trabalho e pelos baixos salários
que recebiam;
• Cartismo: exigência de ampliação da participação política na Inglaterra – os
trabalhadores queriam que o voto fosse estendido para todos os homens;
– Liberalismo: Na Inglaterra a idéia norteadora da economia é a liberalista, tendo
em vista ampliar as relações econômicas com outros países e garantir a
expansão do seu próprio mercado. Geralmente a Inglaterra incentivava a
importação de matérias-primas e a exportação de industrializados;
– A Inglaterra dominava, no século XIX, a produção de vários itens, como tecidos,
por exemplo.
•
Questão da Irlanda:
– A Irlanda é uma região que era controlada, há séculos, pela Inglaterra. Contudo
essa situação desagradava os irlandeses, que empenham-se na emancipação,
conquistada no início do século XX. A utilização de atos terroristas foi comum,
inclusive após a independência de parte da Irlanda.
•
Império:
– No século XIX a Inglaterra se expandiu e tornou-se o maior império colonial
existente, desenvolvendo e fortalecendo cada vez mais sua indústria com essa
realidade.
Rivalidades Imperialistas:
Inglaterra X Alemanha:
• Disputas por mercados. A Alemanha estava desenvolvendo sua indústria de forma a superar a
Inglaterra em vários mercados.
França X Alemanha:
• A França tinha um forte sentimento revanchista contra a Alemanha desde a derrota na guerra
Franco-Prussiana e, a partir dessa guerra, da perda da Alsácia-Lorena.
Rússia X Alemanha:
• A Rússia apoiava a expansão da Sérvia em direção às regiões habitadas por eslavos (Paneslavismo). Enquanto que a Alemanha apoiava o expansionismo austríaco (pangermanismo).
Além disso, a Alemanha tinha o projeto de construir uma estrada de ferro ligando Berlim à Bagdá,
que cruzaria os territórios pretendidos pela Sérvia, o que não foi visto com bons olhos por Rússia,
França e Inglaterra.
Áustria-Hungria X Itália:
• Disputavam territórios de língua italiana dominados pela Áustria.
• Guerra nos Bálcãs:
• Devido ao enfraquecimento do Império Turco Otomano, países como Sérvia, Montenegro,
Macedônia, Romênia, Bulgária, e a Grécia, haviam conquistado sua independência. Porém, outras
regiões como a Bósnia Herzegovina, por exemplo, pertencente ao Império Turco, eram disputadas
por Sérvia (já independente) e Áustria. Com a anexação da Bósnia pela Áustria, o problema foi
ampliado.
Alianças militares – Paz Armada
Tríplice Aliança:
(1882)
•
•
•
Tríplice Entente:
(1904-1907)
Império Alemão,
Império Austro-Húngaro,
Itália.
•
•
•
Inglaterra,
França,
Rússia.
Países que ingressaram no decorrer do conflito:
Itália
Império Turco Otomano
Estados Unidos
Bulgária
Portugal
Brasil
Motivos da 1ª Guerra:
• Rivalidades Imperialistas;
• Nacionalismos:
• Pangermanismo:
• Alemanha e Áustria;
• Pan-eslavismo:
• Rússia e Sérvia;
• Estopim:
• Assassinato do Arquiduque
do Império Austro-Húngaro,
Francisco Ferdinando, em
Sarajevo na Bósnia
Herzegovina.
•
1ª
Guerra
Mundial:
FASES DA GUERRA:
– 1914: Guerra de Movimentos:
• Ataques que buscavam o fim rápido do conflito.
– 1915-1917: Guerra de Trincheiras ou Posições:
• Devido a superioridade dos defensores e das dificuldades de romper as linhas de
defesa inimigas, ambos os combatentes buscaram fixar-se nas posições conquistadas.
– 1918: Guerra de Movimentos:
• Com a entrada dos EUA a Guerra revigora-se e os ataques que buscam o fim do
conflito renascem.
•
Os EUA entraram na Guerra em 1917. Desde o final do séc. XIX eram o
país que tinha a maior produção industrial do mundo, porém boa parte da
produção era consumida no mercado interno. Com o andamento da
Guerra, tornaram-se os principais fornecedores as Entente. Receosos com
a perda dos investimentos em caso de derrota da Entente, entraram no
conflito. Além disso, submarinos alemães afundaram alguns navios dos
EUA. Com a sua entrada na Guerra, levaram para a Europa uma grande
quantidade de homens e sua quase infinita capacidade produtiva,
desequilibrando o conflito.
•
A Rússia, que já vinha enfraquecida desde o Início do séc. XX, acabou
sendo assolada por uma Revolução (Socialista – Outubro de 1917), que
vitoriosa, levou a Rússia a se retirar do conflito, assinando um armistício
com a Alemanha (o tratado de Brest-Litovisk - 1918). Esse tratado criou
uma situação estranha na Europa: a Alemanha derrotada, havia assinado
um tratado como vitoriosa com a Rússia, que devia concessões à
Alemanha, pois havia sido abandonada por seus antigos aliados.
Saldos do Conflito:
• Vitória da Entente - Tratados com os
Vencidos:
• Tratado de Versalhes
Com a Alemanha – desmilitarização,
Perdas territoriais, indenização = humilhação
• Tratado de Saint-Germain
Com a Áustria – desmembramento e
indenizações
• Tratado de Trianon
Com a Hungria – proibição de reunificação
com a Áustria
• Tratado de Sèvres
Desmembramento do Império Turco
Saldos: cerca de 10 milhões de mortos; a produção européia comprometida; as
mulheres ganhando espaço na sociedade...
Na 1ª Guerra, foi muito comum a
utilização de gás venenoso, ou
seja, a chamada guerra química.
Em alguns casos o gás cegava o
soldado, em outros o sufocava e,
nos casos mais graves, o soldado
morria em pouco tempo após o
contato com o gás.
Período Entre-Guerras
Revolução Russa:
• 1905 – derrota para o Japão
• Disputas de territórios na China
• Pressões populares – Domingo Sangrento (Centenas de Mortos)
• Certa abertura política: DUMA (Parlamento) e SOVIÉTES (Sindicatos Municipais)
• 1917 – Fevereiro (Março) – Revolução “burguesa” – com apoio Menchevique
Príncipe Lvov e o General Kerensky são os líderes:
Essa Revolução não altera o panorama sócio-econômico na Rússia, porém o Czar será deposto.
A Rússia permanecerá na Guerra.
• 1917 – Outubro (Novembro) – Revolução Bolchevique – Socialista
Líder: Lênin – Trótski e Stálin (figuras importantes):
Essa Revolução levará a Rússia a sair da 1ª G.M. – O país tornar-se-ia socialista e uma guerra
civil (1918 – 1921) oporia Bolcheviques e Mencheviques. Os Mencheviques receberam o apoio
dos Exércitos da Entente (que venceram a 1ª Guerra), mas mesmo assim a vitória foi dos
VERMELHOS.
• Políticas Econômicas:
• Comunismo de Guerra:
• Entrega de todos os recursos ao Estado que deveria racionalizar a divisão da produção.
• NEP:
• Nova Política Econômica: um pouco de Capitalismo para Salvar o Socialismo: Incentivo a
venda dos excedentes de produção agrícola, atração de investimentos estrangeiros, privatização
de empresas com menos de 20 funcionários.
• Planos Qüinqüenais:
• Economia Planificada: o Estado estipula as metas da produção.
Revolução Russa:
• 1922 – URSS:
– Nesse ano a Rússia, torna-se a União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas.
• 1924 – Morte de Lênin:
– 1924 – 1927 – disputas pelo poder (Trótski X
Stálin)
• Stálin no poder:
– É com Stálin que se iniciam os Planos
Qüinqüenais.
– A URSS se transformaria em uma Potência.
Crack da Bolsa de NY - 1929
•
Crise do Capitalismo Liberal:
– Total Liberdade à produção;
– Liberdade de organização do Mercado que desenvolve-se por conta própria.
•
Crise de Superprodução:
– Mesmo com a recuperação da capacidade produtiva da Europa, o ritmo
frenético de produção dos EUA não se reduz.
Mesmo assim
Os EUA continuam
Ampliando a produção
Europa
EUA
Produtos industrializados
Em meados da
Década de 20 a
Europa recupera
Sua produção!
Crise de 1929:
• Milhões de desempregados:
– Cerca de 14 milhões de estadunidenses ficaram
desempregados devido à falência das empresas.
• Milhares de falências:
– Aproximadamente 20.000 empresas foram a falência,
em virtude de terem incentivado a especulação de
suas ações na bolsa de valores. As ações estavam
supervalorizadas e, em determinado momento não
houve compradores para essas ações.
• Solução:
– New Deal:
• Economia Planificada:
– Intervenção do Estado na Economia:
» Construção Civil para reduzir o desemprego; compra dos
estoques agrícolas para alimentar os miseráveis; controle
da produção.
» Plano Econômico do Presidente Franklin Delano
Roosevelt.
Franklin Delano Roosevelt
Acima: Trabalhadores mobilizados após o Crack
da Bolsa de Valores de NY.
À Esquerda: Desempregados esperando os
alimentos fornecidos pelo Estado.
Nazifascismo
Fascismo:
• Itália;
• Benito Mussolini;
• Chega ao Poder – 1922 – Marcha
sobre Roma – 50 mil “Camisas Negras”
Nazismo:
• Alemanha;
• Adolf Hitler;
• Chega ao poder em 1933
Devido a força do seu partido;
• SA e SS
Governo Totálitário
Governo Totálitário
Unidade Paramilitar
• Mantém a Monarquia, mas Governa
Ditatorialmente – Partido Único:
Fascista;
• Ideal Expansionista – Tornar a Itália
Uma Potência – Guerra e conquista da
Abissínia;
• Aliança com Hitler;
•Chamado de Duce.
Unidades Paramilitares
•Unifica os cargos de Presidente e de
Chanceler, somando poderes;
• Ideal do Lebenshaun (Espaço Vital);
• Remilitarização;
• Racismo;
• Aliança com Mussolini;
• Chamado de Führer.
Guerra Civil Espanhola
(1936 – 1939)
• General Franco – Aliado de Hitler e Mussolini luta pelo fim da
República Socialista Espanhola – Vitoriosa em eleições.
• Os Italianos e os Alemães usam esse conflito para testar seus
equipamentos bélicos.
• Destruição de várias cidades:
Guernica de Pablo Picasso – cidade destruída por aviões bombardeiros
Segunda Guerra Mundial
1939 - 1945
Países do Eixo:
Itália, Alemanha e
Japão.
Aliados:
Inglaterra, França,
EUA e URSS.
Ocupada pelos Nazistas
No norte (1940), assina um
Armistício com a Alemanha
Desenvolvendo um governo
Ao Sul, Colaboracionista:
França de Vichy. Os aliados
Só conseguiriam libertar a
França em 1944.
Segunda Guerra Mundial
• De 1939, com a invasão da Polônia (início da Guerra) até 1942 o predomínio das ações militares pertence
aos países do Eixo;
• Contudo, após a Entrada dos EUA e da URSS na guerra, as vitórias nazistas vão diminuindo e os aliados vão
tomando a dianteira na guerra;
• Na Segunda Guerra, a Europa, a África e a Ásia foram assoladas.
• No Norte de África, italianos e alemães tentavam dominar territórios essenciais e estratégicos dos ingleses,
mas sem sucesso.
• Há um grande confronto entre Rommel (General alemão) e Montegomery (General Britânico).
• Na Ásia, os confrontos entre EUA e Japão dominaram as ações. Após o ataque à Pearl Harbor
(ataque japonês a uma base naval dos EUA), em 1941, os EUA entraram na Guerra e venceram os japoneses.
• Na Europa, desenvolveu-se o principal teatro de operações:
• Na URSS, os alemães haviam tentado invadir e, até certo ponto tiveram sucesso, mas a partir de 1943
e da derrota em Stalingrado, o avanço soviético foi imbatível.
• A França foi ocupada e entre 1940 e 1944, dividiu-se entre a zona dominada pelos nazistas e a zona
colaboracionista conhecida como França de Wichy. Isso dificultou a ação dos aliados na Europa.
• A Itália foi um fracasso na Guerra e em 1943 Mussolini foi deposto pelo General Badoglio. Após alguns
meses, ele foi resgatado por soldados nazistas e levado ao Norte da Itália, onde fundaria a denominada
• República de Salò, que resumiu-se a enfrentar a resistência italiana ao Fascismo.
• Com o avanço dos aliados, Hitler foi perdendo suas forças e o fim da Guerra era questão de Tempo.
• Sabendo disso, o Führer mandou que se intensificasse a matança dos judeus nos campos de
concentração.
• Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos, das formas mais cruéis nos campos de extermínio
nazistas.
• Em 1945 os EUA lançam duas bombas atômicas no Japão, que percebendo o poderio inimigo se rendem
levando o conflito ao seu fim.
• Fim do Conflito mais mortífero da história: entre 50 e 70 milhões de mortos,
• Divisão do planeta em zonas de influências antagônicas: Capitalista e Socialista.
Segunda Guerra Mundial
• Com a consciência da vitória, os aliados vão se
reunindo em conferências para decidir o futuro
pós-guerra desde 1943;
• Conferência de Teerã - 1943:
• Definiram a organização da Polônia, e a divisão da
Alemanha em vários
• Estados
• Conferência de Yalta (Ialta) - 1945:
• Princípios de autodeterminação dos povos, Exigências
territoriais
• Soviéticas e divisão da Alemanha em zonas de Influência.
• Conferência de Potsdan - 1945:
• Determinação das zonas de influência na Europa, Divisão da
Alemanha
• em 4 partes (URSS, EUA, Inglaterra e França).
• Pagamento de indenização de guerra, pela Alemanha,
principalmente para
• a URSS.
Cenas do Holocausto
A Alemanha dividida
Imagens da Guerra
Guerra Fria
1947: Doutrina Truman:
• Auxiliar os países atingidos por tentativas
de instaurar o comunismo.
1947: Plano Marshall:
• Financiamento para a Reconstrução da
Europa.
1948: Crise de Berlin:
• Bloqueio feito pelos soviéticos do acesso à
Berlim por terra. Isso era uma tentativa de
pressionar os EUA a abandonar a antiga
capital dos nazistas.
1949: Criação da Otan:
• Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Acordo de auxílio mútuo feito pelos capitalistas.
1949: URSS com Bomba Atômica;
1949: Comecon:
• Acordo de apoio econômico entre os países
do bloco socialista.
Déc 1950: MacCartismo:
• Caça às Bruxas: busca de focos socialistas
nos EUA, promovida pelo Senador MacCarthur
1953: Morte de Stalin;
1955: Pacto de Varsóvia:
• Oposição à OTAN. Acordo dos comunistas de
auxílio mútuo militar.
1956: Governo Kruschev:
• Coexistência Pacífica: a idéia de
reconhecimento da existência do outro
sistema. Uma forma de evitar um conflito de
grandes proporções.
Guerra Fria:
• 1957: Corrida Espacial – 1º a URSS:
– Disputas entre EUA e URSS pelo desenvolvimento tecnológico. Isso
demonstrava o poderio dos conflitantes.
– 1961: Iuri Gagárin – 1º homem no Espaço.
• 1959: URSS rompe relações com a China:
– A China critica a política soviética de Coexistência Pacífica.
• O Governo Kruschev desenvolve uma política de reconhecimento a
outros tipos de socialismo, como o da Iugoslávia, por exemplo.
Contudo, intervenções na Polônia e na Hungria demonstram a
continuidade das políticas opressoras.
• 1962: Crise dos Mísseis:
– Alguns mísseis nucleares soviéticos foram instalados em Cuba, após a
Revolução Cubana (assunto tratado mais a frente), o que gerou uma
forte crise entre EUA e URSS, quase levando a um conflito mundial.
Pela diplomacia, resolveu-se que os soviéticos retirariam os mísseis de
Cuba e que os EUA respeitaria a escolha socialista da pequena Ilha
caribenha.
• Em 1964, Kruschev foi substituído por Brejnev.
Revolução Chinesa - 1949
China: Alvo de vários Imperialismos
Perdas territoriais para o Japão
1911 – fim do Império – Instauração da República Nacionalista
Lutas contra os comunistas (Longa Marcha (1934 – 1935)– entre Kiangsi e Shensi – mais de 10 mil Kilômetros)
Durante a Segunda Guerra, Nacionalistas e Comunistas se Unem para vencer
O Inimigo Externo: O Japão. Logo após a Guerra, os comunistas são perseguidos,
Mas acabam vencendo os nacionalistas em 1949 (que fogem para a ilha de
Formosa – Taiwan), instaurando uma República Socialista sob a liderança de
Mao Tse-Tung.
Revolução Cubana - 1959
•
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•
Cuba era, desde 1898, um protetorado dos EUA, sendo inclusive garantido o direito de
intervenção militar na constituição cubana (Emenda Platt), por parte dos estadunidenses em caso
de “necessidade”.
Pobreza dos cubanos;
Paraíso dos norte-americanos;
Ditadura subserviente aos EUA – Fulgêncio Batista (1934 – 1958);
Desde o princípio da década de 1950, a oposição vinha se fortalecendo na ilha, protagonizada
principalmente por Fidel Castro e Ernesto Che Guevara, que venceram as tropas de batista em
1958, que fugiu para a República Dominicana.
Em princípio o novo Governo cubano não tinha um posicionamento oficial em relação a Guerra
Fria, mas devido às pressões dos EUA, os cubanos acabaram se aproximando da URSS. Essa
aproximação acabou desenvolvendo uma grande crise internacional, conhecida como “Crise dos
Mísseis” em 1962.
Os EUA tentaram de formas fracassadas derrubar o governo cubano. Em 1962, os EUA lançam
um embargo econômico sobre Cuba, que tenta se aproximar cada vez mais dos socialistas. Na
América, além de contar com o apoio do México, tenta promover e auxiliar revoltas semelhantes
em outras regiões.
Os EUA lançam, então, um plano para a América Latina denominado: Aliança para o Progresso,
tentando frear o avanço cubano.
Guerra da Coréia – 1950 - 1953
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1ª grande crise da Guerra Fria;
Influências da Revolução Chinesa;
Apoio Chinês e Soviético ao avanço do Norte;
Apoio dos EUA ao Sul;
Paralelo 38;
Divisão definitiva da Coréia;
Norte – Comunista;
Sul – Capitalista (Tigre Asiático)
Descolonização da Ásia
• Índia:
•Líder: Mahatma Gandhi;
•Processo Pacífico;
•Boicote aos produtos da
Inglaterra;
•Na Índia existiam povos de
orientação religiosa diferentes:
•Os mais significativos são os
Hindus e os Muçulmanos;
•Em 1947 a Inglaterra Concede
a Independência de Índia, mas
logo em seguida o país se
divide pela Religião: Formam-se
a Índia (União Indiana) e o
Paquistão;
•O longo período de dominação
levou a Índia a ser um dos
Países mais pobres do mundo.
Mesmo assim investe em
Pesquisas de excelência!
Indochina
• Inicialmente colonizada pela França;
• 1954 – derrota francesa;
• Conferência de Genebra – Divisão;
• Vietnã, Laos e Camboja;
• Divisão do Vietnã: Norte e Sul;
Socialista
Capitalista
• Ho Chi-minh, líder Vietminh;
• Vietnã do Norte;
• Vietcongs – Movimento Pró- Ho Chi-minh;
• Tentativa de unificação;
• Intervenção dos EUA;
• Entre 1965 – 1975;
• Saída do Vietnã;
• Unificação socialista.
Guerras Árabe-Israelenses
Desde o final da 1ª GM os Judeus vinham
se estabelecendo na Palestina;
Após a 2ª GM, a ONU dividiu o território da
Palestina em duas áreas: uma Judaica e
outra Palestina;
Em 1948 os Ingleses se retiram da região:
1ª Guerra Árabe-Israelense – Fundação do
Estado de Israel (vitória judaica – ampliação
Do território);
1956 – 2ª Guerra Árabe-Israelense –
Nacionalização do Canal de Suez (pelo Egito –
Nasser);
1967 – 3ª Guerra Árabe-Israelense – Guerra
Dos Seis dias (a OLP organizava guerrilhas
Na Região; Bloqueio dos portos Israelenses
Pelo Egito) – várias conquistas territoriais;
1973 – Guerra do Yom Kippur (“Dia do Perdão”)
(motivado pelo longo período de dominação
Israelense);
1779 – Egito e Israel – Tratado de Camp David
(fim das disputas entre Egito e Israel)
Década de 1980 – Intifadas (“revolta das pedras”)
Conflitos de rua.
1993 – Yitzhak Rabin (Israel) e Yasser Arafat (OLP)
Tratado de Oslo (tentativa dos EUA) – sem sucesso
Guerras Árabe-Israelenses
2000 - A partir do dia 28 de setembro a violência aumenta na Terra Santa.
O líder do partido Likud (direta), Ariel Sharon, fez visita à Esplanada dos
Mesquitas, ou Monte do Templo para os judeu, o local mais sagrado para
os dois povos.
A presença de Sharon provocou protestos dos palestinos. Dois soldados de
Israel são capturados em Ramallah e linchados por civís palestinos.
Em represália, Israel bombardeia Ramallah e Gaza.
O confronto se estende até nossos dias com um número bem maior de
mortos palestinos do que de israelenses.
Ehud Barak perde as eleições para Ariel Sharon em Israel.
Grupos Extremistas:
Hamas (palestinos financiados pelo Irã)
Hezbolláh (libaneses financiados pela Síria)
Descolonização da África
Até 1955 havia no continente africano apenas 5 países independentes:
Egito, Líbia, Libéria, Etiópia e África do Sul. A partir de então, começaram a se
desenvolver mais intensamente movimentos de cunho nacionalista que visavam a
independência e que obrigaram os colonizadores europeus a fazerem inúmeras concessões.
Com o resultado, o número de Estados independentes cresceu rapidamente, saltando para 26,
no final de 1960 e para 37, em 1965. Em 1958 os Estados africanos independentes se reuniram
em Gana na Primeira Conferência dos Estados Africanos Independentes. No encontro lançaram as
bases para a Organização dos Estados Africanos criada em 1963.
Argélia: País árabe, que foi ocupado pela França a partir de 1830. O idioma árabe foi sendo substituído pelo francês e os
colonos franceses constituíram no país uma elite. A partir do fim da 2ª Guerra Mundial começa o movimento de independência
da Argélia. Mas é em 1954 que os nacionalistas partem para a luta armada, que se intensifica em 1956, organizados na Frente de
Libertação Nacional (FLN). Diante da indefinição francesa, o comandante militar francês na Argélia, começa a tentar dar um golpe
para tomar o poder em Paris, e nesse momento ressurge a figura do general De Gaulle (líder da resistência francesa contra os
nazistas). Consultando a população, através de plebiscito, De Gaulle começa as negociações com os argelinos, o que terminará
com a independência da Argélia em 1962. Constitui-se a República Democrática Popular da Argélia.
Congo: A partir de 1885, o Congo passou a ser propriedade pessoal do rei da Bélgica, tornando-se em seguida colônia belga.
Região extremamente explorada, teve seus recursos naturais usurpados. O diamante foi muito explorado nessa região. Violentas
manifestações populares em 1959 obrigaram a Bélgica a conceder a independência no país. O novo país sofreria inúmeras
convulsões sócio-econômico-políticas. Disputas pelo poder se estenderiam até 1997 com a queda do ditador Mobutu.
Independência das Colônias Portuguesas: Portugal insistia em manter o domínio de suas colônias em território africano,
mesmo depois de vários outros países europeus terem desistido das suas, ou terem sido vencidos em combates de
independência. A partir de 1960 os grupos nacionalistas locais começaram a recorrer à força para enfrentar os portugueses.
Portugal vivia sob a ditadura de Antônio Salazar, que estava no poder desde 1932. Ditadura essa que levou o país a uma
estagnação econômica, política e social. Angola: O Movimento Popular pela Libertação da Angola (MPLA), fundado em
1956, por Agostinho Neto, iniciou o processo guerrilheiro contra o colonialismo salazarista, mas outras organizações de
libertação também surgiram, como a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), dirigida por Holden Roberto, e a
União Nacional pela Independência Total de Angola (Unita), chefiada por Jonas Savimbi.
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A Revolução dos Cravos (1974), que derrubou a ditadura portuguesa, trouxe o Acordo de Alvor, marcando a
libertação angolana para 1975. Diante da ocupação do norte do país pela FNLA, apoiada pelo Zaire (nome
adotado pelo Congo em 1971), e do sul pela Unita, com apoio da África do Sul e dos Estados Unidos, o MPLA
ocupou a capital, Luanda, e proclamou a independência. As lutas entre as facções continuaram arrasando o país.
No início dos anos 1990, com a distensão internacional com o fim da Guerra Fria, começa a normalização do
país. Porém, nas eleições pluripartidárias de 1992 vence José Eduardo dos Santos (MPLA), que não é aceito por
Jonas Savimbi (Unita), reiniciando-se, dessa forma, o conflito.
Em 2001 computavam-se cerca de 1 milhão de mortos nesses conflitos. Jonas Savimbi foi morto em 2002 e a
partir de lá as facções têm conversado e tentado a paz para promover a recuperação do país. O novo líder da
Unita assinou o armistício. Angola ingressa assim na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.
Moçambique: Iniciada em 1962, a luta pela liberação, liderada pela Frente de Libertação de Moçambique
(Frelimo), de inspiração socialista, conduzida por Eduardo Mondlane. Quando este foi assassinado em 1969,
Samora Machel assumiu o comendo do movimento. Sua independência foi reconhecida em 1975, pelo mesmo
motivo que em Angola, a Revolução dos Cravos. A África do Sul, governada por uma pequena elite branca e, em
consonância com os ideais norte-americanos, tentou desestabilizar o governo socialista de Samora, através da
Resistência Nacional Moçambicana (Renamo). Mesmo com assinatura de acordos de paz os conflitos
continuaram. Foi somente na década de 1990, com a abertura do país, foi que se estabeleceram acordos entre o
governo e os guerrilheiros para a pacificação do país.
África do Sul: País mais rico e desenvolvido do continente africano, era governado por uma minoria de
descendentes de holandeses e ingleses que colonizaram a região. A partir de 1911, essa elite impôs uma série de
leis que garantiam seu domínio sobre a população negra. Em 1948, passou a vigorar oficialmente o apartheid
(que significa separação). O regime negava direitos civis aos negros e impedia que eles fossem proprietários de
terras. Na década de 1950, o Congresso Nacional Africano (CNA), entidade negra fundada em 1912,
radicalizou a luta contra o apartheid conclamando os negros à desobediência civil. A partir de 1960, o governo sulafricano desencadeou violenta repressão contra o CNA e seus dirigentes. Nelson Mandela, o principal líder negro,
foi preso em 1962 e condenado à prisão perpétua. A luta dos negros ganhou força com o apoio crescente de
muitos países e da opinião pública mundial, o que levou o regime racista da África do Sul ao isolamento
diplomático. Pressionado por todos os lados, o governo sul-africano teve de fazer concessões e, a partir de
meados da década de 1980, começou a desmontar o apartheid. Em 1990, Mandela foi libertado e três anos
depois dividiu com o presidente da época, De Clerk (ou Klerk) o prêmio Nobel da Paz. Em 1994, foi eleito
presidente da África do Sul e governou o país até 1999 quando tomou posse o seu sucessor, Thabo Mbeki.
Com as independências, a realidade africana não mudou muito. Uma elite, agora local, possui o poder, a
agricultura continua voltada para a exportação e, os setores fundamentais da economia (petróleo, minérios e
diamantes) permanecem sob o poder das empresas estrangeiras. Disputas por riquezas e as rivalidades tribais
passaram a alimentar guerras intermináveis.
América Latina
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A América Latina foi envolvida pelos acontecimentos mais importantes do séc. XX, como as Guerras Mundiais e a
Guerra Fria, de forma direta e indireta, conforme a sua relevância estratégica para os países de maior expressão
nos determinados períodos.
Nas Guerras Mundiais, os países latino-americanos passaram a exportar ainda mais matérias primas para a
Europa e para os Estados Unidos, devido ao envolvimento desses países em tais conflitos e por uma demanda
crescente, decorrente da situação extrema. Somente o Brasil enviou tropas para lutar no teatro europeu de
operações militares. Porém, na Guerra Fria uma quantidade maior de países latino-americanos foi envolvida no
contexto internacional, tendo em vista que, no mundo, havia uma disputa entre dois sistemas. O Mundo era
Bipolar: Capitalismo e Socialismo (EUA e URSS). Tal bipolaridade exigia dos países latino-americanos uma
posição. Nesse contexto surgem as revoluções de caráter socialista, como a Revolução Mexicana (Acontece
antes da Guerra Fria, tendo características diferentes, porém sintoniza-se com as revoltas socialistas na
América), em 1910, a Revolução Cubana, em 1959, a eleição de Salvador Allende no Chile em 1970 e o
movimento Sandinista na Nicarágua que assumiu o poder em 1979.
Revolução Mexicana: Desde a independência do México, em 1821, o país vivia um clima de instabilidade social
que teria fim somente com a ascensão ao poder do General Porfírio Díaz, em 1876. Porfírio Díaz tinha a idéia de
modernização do país, mas agiu no sentido de transferir terras públicas para as mãos de particulares, ampliando
assim, a concentração de terras produtivas (97% das terras produtivas do país estavam concentradas nas mãos
de 1% da população) o que indignava a população. Em 1910 Francisco Madero, que estava no Texas, invade o
território mexicano e começa uma revolta para tirar Díaz do comando do país. Suas idéias visavam à reforma
agrária, mas com a radicalização do movimento, não pode resistir: foi assassinado em 1913. Pancho Villa e
Emiliano Zapata surgem como líderes populares que comandam exércitos do povo, tomando terras de
latifundiários e distribuindo-as entre os camponeses. As exigências dos revoltosos foram ganhando força e,
tomaram corpo, em leis de 1917. Venustiano Carranza promulgou uma constituição que legitimava as vitórias de
Revolução. Em 1929 foi criado o Partido Revolucionário Nacional, rebatizado, mais tarde, de Partido
Revolucionário Institucional (PRI), o qual passou a monopolizar a vida política mexicana. O poder do PRI durou,
no México, até o ano de 2000.
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Chile rumo ao Socialismo: Em 1970 foi eleito presidente do Chile,
Salvador Allende, que fora candidato pela Unidade Popular (aliança de
partidos de esquerda). Nos planos do novo presidente estava o processo
de socialização do Estado, onde ele nacionalizou as minas de cobre e as
telecomunicações e intensificou o processo de reforma agrária. Os grupos
de empresários chilenos e de empresários dos EUA, com medo do
socialismo e da perda de recursos investidos por suas empresas no Chile,
passaram a apoiar a oposição ao governo Allende.
A Crise abriu caminho para que as Forças Armadas Chilenas, sob o
comando do General Augusto Pinochet, dessem um golpe de Estado, no
dia 11 de setembro de 1973. Allende, acuado, suicidou-se durante o golpe.
O Golpe militar no Chile foi apoiado pelos EUA, que queriam acabar
com a ameaça comunista na América.
A esse período no qual Allende esteve no poder, se seguiu a era Pinochet,
marcada pelo terror, pela ditadura e pela perseguição política. Sua ditadura
se estenderia até 1988. Em 1998, numa viajem a Londres, Pinochet foi
preso a pedido do governo espanhol, que pretendia julga-lo por crimes
cometidos contra espanhóis durante a ditadura no Chile.
Revolução Sandinista - 1979
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Derrubada de Anastácio Somoza – Ditador
Somoza era aliado dos EUA, que promoviam uma política de intervenção na América Central.
Augusto César Sandino (1927 – 1934) – a revolução denomina-se Sandinista por causa de
Sandino, que lutou contra a dominação estadunidense na Nicarágua nas décadas de 1930 e
1940.
Em 1990 os sandinistas foram derrotados nas eleições pelo partido UNO (União Nacional
Opositora) aliado dos EUA.
Guerra civil em El Salvador
A Guerra Civil de El Salvador foi um conflito armado entre o governo de El Salvador e guerrilhas de
esquerda organizadas em torno da Frente Farabundo Martí para Libertação Nacional (FMLN). O conflito,
iniciado em 1980, estendeu-se por doze anos. Os Estados Unidos apoiaram as forças governistas.
As tensões no país aumentaram com o golpe militar que levou uma Junta Revolucionária de Governo ao poder.
Com o assassinato do padre Oscar Romero e a execução de 42 pessoas em seu funeral, iniou-se uma guerra
civil em larga escala. Durante o conflito, forças rebeldes capturaram grandes extensões dos departamentos
de Morazán e Chalatenango. Com a ajuda massiva dos EUA, que temia a repetição da Revolução de Cuba no
restante América Latina durante o período da Guerra Fria, o governo salvadorenho manteve-se
no poder. O fim do conflito, com a assinatura dos Acordos de Paz de Chapultepec (México), em janeiro de
1992, permitiu a entrada da FMLN no cenário político-eleitoral de El Salvador. A Guerra Civil teve 75.000 mortos,
8.000 desaparecidos, um milhão de desabrigados e um milhão de exilados.
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