Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 1 Universidade Federal de Minas Gerais Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP Instituto de Ciências Biológicas - ICB Departamento de Biologia Geral - BIG Laboratório de Gestão de Reservatórios - LGR O APORTE DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE CIANOBACTÉRIAS NO RESERVATÓRIO DE SÃO SIMÃO. Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1 (Relatório Final - 6) Prof. Ricardo M. Pinto-Coelho (coordenação) __________ Belo Horizonte Depto. Biologia Geral ICB Agosto - 2004 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 2 Abstract This is the third report related to the project External loading of phosphorus and cyanobacteria blooms in São Simão Reservoir, Minas Gerais-Goiás States, Brazil (Grant 4830-1 Fundep/CEMIG/UFMG). This research is sponsored by the State Energy Company of Minas Gerais – CEMIG. The present investigation is executed by the team of Laboratory of Management of Tropical Reservoirs, Biology Department, University of Minas Gerais, Brazil. The main goal is to investigate the possible causes of the rapid degradation of water quality of the reservoir, notably the frequent massive blooms of toxic cyanobacteria that have been registered in recent years. The data presented in this report refer to the seven field excursions, occurred between January, 2002 and February, 2004 . São Simão is a large reservoir (700 km2) with a watershed of about 67,000 km2. It is located in Paranaíba River one of the two major rivers forming the Paraná River . The drainage basin of this reservoir emcompasses probably an area hosting one of the largest areas explored by intense agriculture in the tropic belt. As a consequence, the reservoir has been suffering of increasing eutrophication. The signals in the reservoir and in the tributaries are highly variable according to the seasonal cycle The eutrophcation process in the reservoir can be attested by extensive blooms of primary producers (mainly cianobacteria) during the rainy period. During this time, most of sampling points of the reservoir have lower transparency (< 1,0 m), higher turbidity levels (lake water > 20 NTU, tributaries > 100 NTU) and incresed levels of nitrate and total phosphorus. However, the reservoir has an increasingly good quality of water with the course of dry season. In January 2003, a extensive survey was conducted aimed to describe the vertical gradients of physico-chemical parameters in the water column of the reservoir. The tributaries bring considerable amounts of solids, nitrogen and specially phosphorus and inorganic solids, specially during the rainy period. Nevertheless, most rivers have a strong seasonal cycle in the inputs of solids and essential nutrients. They are also highly specific according to their “signatures” considering nutrient concentrations, solid levels as well as other basic physico-chemical parameters. We performed some preliminary GIS analysis showing the potential impact of land use on the water quality of the reservoir. The human population is concentrated specially on the catchment basins of rivers Meia Ponte, dos Bois, Tijuco and Prata. The agricultural activity is concentrated on river Bois on the Goias state and along river Tijuco basin on the Minas Gerais state. The cattle raising was found to be especially concentrated on the near shore areas of the lake on both states. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Foto da Capa: Aspecto do reservatório de São Simão e de seu entorno mostrando a elevada densidade de ocupação do solo por atividades agropastoris . O reservatório foi monitorado numa base trimestral pela equipe do laboratório de gestão de reservatórios da UFMG entre janeiro de 2002 e fevereiro de 2004. Foto de rmpc. 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 4 Introdução O reservatório de São Simão, assim como os demais situados na bacia do Paranaíba, apresenta riscos elevados à eutrofização graças ao crescente aporte de nutrientes potencialmente limitantes para a produção orgânica e, em especial, o fósforo. Nessa região, existe grande atividade agrícola, rápida expansão urbana de centros regionais e ainda a presença de rochas fosfáticas que são mineradas para a produção de fertilizantes agrícolas. Desta forma, existem condições “ótimas” para uma elevada mobilização do fosfato a partir da ação antrópica bem como pela mobilização desse nutriente a partir de seus depósitos naturais. A região apresenta um processo de rápido desenvolvimento agro-pastoril que está associado ao uso de intensa mecanização, irrigação (pivots centrais), com o uso de intenso aporte de fertilizantes químicos. Fig. – 1.A: Plantação de algodão localizada às margens da rodovia que liga Paranaiguara (GO) a Quirinópolis (GO). Ao fundo, temos o eixo central do reservatório de São Simão (não visível na foto). A foto, tirada em abril de 2002, coincidiu com o período de colheita do algodão. Segundo depoimentos locais, grandes áreas que na década de setenta eram destinadas ao cultivo do arroz foram destinadas ao cultivo da soja, forrageiras (milheto) e do algodão. O declínio do cultivo do arroz de sequeiro está ligado a modificações climáticas ocorridas na região ao longo das últimas décadas (secas mais prolongadas). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 5 Fig 1.B – Preparo da terra para a próxima estação de cultivo. Foto tirada as margens da rodovia ligando Inaciolândia a Quirinópolis, em julho de 2002 (desconsiderar a legenda da foto). O uso intensivo de mecanização com aporte de adubos e outros insumos agrícolas é uma prática comum no manejo agrícola do lado goiano do reservatório de São Simão. Esse tipo de agricultura intensiva, aliada às características topográficas, pedológicas e climáticas da região, permite que uma parte não desprezível dos insumos usados seja carreada para o reservatório via escoamento superficial (run off). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 6 Outro fator refere-se à entrada, a montante do reservatório, de tributários com elevadas cargas de nutrientes, tais como o Rio São Bartolomeu, que recebe águas servidas do Distrito Federal e deságua no reservatório de Itumbiara e o Rio Meia Ponte que recebe águas servidas da região de Goiânia. O estudo aqui proposto pretende oferecer um corpo de conhecimentos no sentido de contribuir para o planejamento, de ações voltadas ao manejo e conservação de modo sustentado do reservatório de São Simão e de suas sub-bacias. O estudo ainda oferecerá subsídios para embasar a tomada de decisão para a conservação da qualidade hidrobiológica do lago, em diferentes escalas, de modo a mitigar os problemas de qualidade de água ora existentes, sobretudo, a proliferação de cianobactérias. Os objetivos do presente convênio: a) Mensurar os diferentes tipos de aporte fósforo e nitrogênio através dos tributários; b) realizar um balanço de massa de fósforo (parcial) no reservatório, tributários e efluentes; c) identificar e quantificar quais as atividades humanas mais importantes para o aporte de nutrientes ao reservatório de São Simão; d) determinar a dinâmica espaço-temporal das cianobactérias pico e nanoplanctônicas no reservatório de São Simão bem como suas possíveis associações com a entrada de nutrientes (N e P). Área de Estudo e Estações de Coletas O reservatório de São Simão está localizado no Rio Paranaíba, sendo o último de uma série de reservatórios assentados sobre esse curso de água (i.e: Emborcação, Itumbiara, Cachoeira Dourada). Ele pode ser considerado como sendo de grande porte, com área inundada superior a 700 km2 (Tab. 1). A bacia hidrográfica do reservatório de São Simão é uma das maiores dentre os reservatórios do Brasil, englobando a maior parte do estado de Goiás. Os diferentes tributários do lado goiano (i.e: Rio Alegre, Rio Preto, Rio São Francisco, Rio dos Bois e Rio Meia Ponte) drenam uma das áreas de maior atividade agrícola do Brasil. Por outro lado, os tributários do lado mineiro, notadamente o Rio Tijuco e Rio Prata, além de receberem águas servidas de cidades de médio a grande porte tais como Ituiutaba e Uberlândia ainda drenam extensas áreas de intensa atividade agro-pastoril. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 7 Tab. 01 - Informações morfométricas e hidrológicas sobre o reservatório de São Simão (MG/GO). Dados fornecidos pela CEMIG. 1 2 Variável Área do Reservatório Área de Drenagem 3 4 5 6 Profundidade Máxima Vazão Máxima Altitude Localização Valor 722,25 km2 171.000 km2 (estimativa CEMIG) 127 m 24.000 m3.s-1 404 m Latitude S19 01´ 05´´ Longitude W 50 29´57´´ O trabalho teve início na caracterização da localização geográfica da Represa de São Simão, em relação ao Estado de Minas e ao Brasil. Após uma análise que considerou as possibilidades de acesso (rede viária), a rede hidrográfica, especialmente o posicionamento do antigo canal de São Simão que foi inundado pela represa e foi o principal balizador para a demarcação dos pontos limnéticos, localizados no eixo central (C-02, C-05, C06 e C-07), os eventos históricos (registros de ocorrências de blooms de algas registrados em anos anteriores) foram demarcados os pontos de coletas. Todos os pontos de coletas tiveram as as suas coordenadas planas (UTM, SAD 69, Zona 22S), obtidas através do instrumento de GPS. Os cartogramas representados nas figuras 2 A, 2B e 2C representam, respectivamente, a posição do reservatório no sistema de drenagem do rio Paranaíba, principalmente em relação aos reservatórios já existentes nessa bacia; as figuras 2-B e 2C ilustram, em diferentes escalas, a malha municipal e a infra-estrutura viária existente, um fator essencial para a delimitação da estratégia de coletas. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 8 Figura 02 A - Cartograma ilustrando a localização do reservatório de São Simão nos estados de MG e GO, a bacia de drenagem e a rede de tributários. A estimativa de área de drenagem fornecida no mapa refere-se apenas aos tributários diretos do reservatório. Mapa elaborado por Maria Castellanos de Sola. Através do estudo de cartas topográficas do IBGE (carta Quirinópolis, escala 1:250.000, folha SE-22-Z-A) bem como de uma vistoria in loco dos pontos potencialmente relevantes como fontes de nutrientes, foram delimitados 17 pontos de coleta das amostras de água englobando diferentes regiões do reservatório bem como cursos d’água ao longo das principais sub-bacias. Essas coletas estão sendo conduzidas numa base trimestral, cobrindo cada estação do ano durante um ano (4 coletas/ano). Nos tributários, foram consideradas amostras de superfície. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 9 Figura 2 B – Cartograma ilustrando os principais reservatórios localizados no rio Paranaíba bem como a malha viária utilizada para o acesso aos pontos de coletas localizados nos principais tributários do reservatório de São Simão. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 10 Figura 2 C – Carotgrama em maior detalhe o reservatório de São Simão bem como a malha viária utilizada para o acesso aos pontos de coletas localizados nos principais tributários do reservatório de São Simão. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 11 Estações Lóticas Foram demarcados dezesseis (16) pontos de coletas (estações de coletas) englobando os principais tributários do reservatório, até a quinta excursão realizada em janeiro de 2003. Estação 1 Código : P00 – Ponte Paranaíba (jusante da barragem) Ponto localizado sobre a ponte sobre o rio de mesmo nome na BR 365, divisa MG/GO, logo antes do trevo para a cidade de S. Simão (GO). Coordenadas (UTM): X= 552.195 Y= 7.894.365 Estação 2 Código : P02 – Rio Mateira Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Paranaiguara e Quirinópolis, GO. Coordenadas (UTM): X= 538.355 Y= 7.915.076 Estação 3 Código : P03 – Rio Alegre Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Paranaiguara e Quirinópolis, GO. Coordendas (UTM): X= 541.871 Y= 7.925.784 Estação 4 Código : P04 – Ponte Rio Preto Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Paranaiguara e Quirinópolis (GO), logo antes dessa última cidade, junto à localidade chamada de “Confusão”. Coordendas (UTM): X= 559.275 Y= 7.943.833 Estação 5 Código : P05 – Ponte Rio São Francisco Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Quirinópolis e Inaciolândia, GO. Coordenadas (UTM): X= 572.194 Y= 7.959.369 Estação 6 Código : P11 – Ponte do Rio Meia Ponte Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Almerindópolis e Cachoeira Dourada, GO, próximo à localidade de Boa Vereda. Coordenadas (UTM): Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 12 X= 646.363 Y= 7.956.487 Figura - 03 – Aspecto da ponte sobre o rio Meia Ponte. As amostras foram tomadas através do uso de um balde de polietileno acoplado a um cordonete de Nylon. As medidas de condutividade elétrica, temperatura e oxigênio dissolvido foram feitas sempre que possível diretamente com a sonda submersa na zona de sub-superfície (15 cm). Junto com o córrego do Bois, o rio Meia Ponte traz resíduos de agroindústria da maior parte do sul de Goiás bem como ainda recebe os esgotos da cidade de Goiânia. O nosso estudo tem revelado que o Rio Meia Ponte pode ser um dos maiores contribuintes para o agravamento do grau de trofia no reservatório já que ele possui elevadas cargas de nutrientes e de sólidos em suspensão mesmo na estação seca. Estação 7 Código : P14 – Córrego dos Bois (Sta. Vitória) Ponto coletado no córrego logo após a cidade de Sta. Vitória (MG), em local com forte contaminação de esgotos domésticos e de indústria de lacticíneos. Coordenadas (UTM): X= 593.289 Y= 7.917.492 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 13 Estação 8 Código P14-a – Córrego Invernada (Sta. Vitória) Ponto coletado a cerca de 1 km de Sta. Vitória na estrada para a balsa de Ipiaçú. Coordenadas (UTM): X =593.738 Y=7.916.911 Estação 9 Código : P15 – Ponte Ribeirão dos Patos Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada BR 365, trecho mineiro, próximo a fazenda Vertente Bonita, MG. Coordenadas (UTM): X= 572.955 Y= 7.899.481 Estação 10 Código : P16 - Ponte Rio da Prata Ponte sobre o rio de mesmo nome, na BR 365, antes da cidade de Ituiutaba (MG). Coordendas (UTM): X= 626. 618 Y= 7.906.007 Figura 4 – Rio da Prata (P16) em fotografia tirada na divisa dos municípios Gurinhatã e Ituiutaba sobre a ponte na estrada São Simão-Ituiutaba. Em detalhe, foto com teleobjetiva testemunhando a proliferação de macrófitas submersas e algas. Esses organismos apenas são visíveis na época de seca quando a turbidez do rio é menor. O excesso dessas algas no Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 14 substrato rochoso é um claro indicativo de crescente aporte de nutrientes essenciais. Na estação seca, o Rio da Prata destacou-se pelos teores relativamente elevados de matéria orgânica encontrados em suas águas. Estação 11 Código : P17 - Ponte Rio Tijuco (Ponte Velha) Ponte velha sobre o Rio Tijuco logo na entrada da cidade de Ituiutaba, MG. Figura 5 - Rio Tijuco (P17), ponte velha de acesso a Ituiutaba, a cerca de 150 mts da margem direita da rodovia que liga Uberlândia àquele município. Aspecto do local de coletas. Nos locais onde a altura da ponte supera os 7,0 metros (como no presente caso) as análises de oxigênio dissolvido, condutividade , temperatura e pH foram feitas em amostras coletadas na sub-superfície com um aparelho amostrador (garrafa de Van Dorn) e transferidas para um recipiente de polietileno limpo, seco. O Rio Tijuco apresenta em geral concentrações de amônia mais elevadas que os rios de entorno, revelando o impacto da urbanização em sua qualidade de água. Acreditamos que esse rio seja um dos grandes responsáveis pelo agravamento da qualidade de água no reservatório de São Simão. Coordendas (UTM) X= 663.248 Y= 7.904.934 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 15 Estação 12 - Estação P17–A Ponto localizado no Rio Tijuco, município de Ituiutaba, MG cerca de 400 m à jusante da estação de tratamento de esgotos da cidade (ETE) e da Nestlé. Coordenadas (UTM) X= 660.099 Y= 7.905.254 Figura 6 – Usina da Nestlé, Ituiutaba (topo) e estação de tratamento de esgotos de Ituiutaba (ETE-SAE), em baixo. O Rio Tijuco recebe, logo depois de Ituiutaba (2 kms), dois efluentes que causam profundos impactos na qualidade de água do rio: o efluente da estação de tratamento de esgoto (SAE) e da indústria de beneficiamento de produtos lácteos (Nestlé). Nesse relatório, apresentamos dados do ponto P17-A localizado a cerca de 400 mts a jusante das citadas fontes pontuais de poluição. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 16 Estação 13 Código P17 B – Rio Tijuco (região rural) Ponto na região rural de Ituiutaba situado próximo ao matadouro/frigorífico “Bertin”, logo a sua jusante (3 km). X= 655.936 Y= 7.905.217 Figura 6 B – Rio tijuco , ponto P-17B, na região rural de Ituiutaba (MG), em local próximo (jusante) ao frigorífico/matadouro Bertin. Foto tirada por rmpc em outubro de 2002. Estação 14 Código: P18 – Ribeirão Campanha Coordenadas (UTM) X= 631.393 Y=7.952.313 Estação 15 Código: P19 – Ribeirão Jacaré Coordenadas (UTM) X= 556.385 Y= 7.933.266 Estação 16 Código P20 – Rio São Gerônimo Ponto situado na ponte sobre o Rio São Gerônimo na estrada que liga São Simão a Ituiutaba, cerca de 10km após o trevo de Santa Vitória na direção de Gurinhatã e Ituiutaba. X= 605.285 Y= 9.911.027 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 17 Figura - 6C - Pontos amostrais no rio Tijuco, a jusante da cidade miniera de Ituiutaba. O primeiro ponto P17 situa-se já a judsante da sede municipal mas ainda à montante da Nestlé e do Abatedouro-Frigorífico Bertin bem como da ETE municipal. O ponto P17a está logo a jusante do efluente da Nestlé e da ETE mas ainda à montante do Abatedouro da Bertin. O ponto P17b está a justante de todas as fontes pontuais de poluição citadas acima. O rio Tijuco é um dos determinantes da qualidade de água de São Simão. Isto pode ser atestado pelo fato de que em todas as nossas coletas encontramos indícios de cianobacterias nas margens do braço braço formado pelos rios Tijuco e Prata (ponto C-09). Certamente essa é uma área de origem das lagas que possivelmente espalham-se por todo o reservatório pela ação do vento e das grandes vazões desses tributários. Segundo depoimentos colhidos na região os florescimentos de cianobacterias são recorrentes na região do ponto C09 (balsa Sta. Vitória-Ipuiaçú). Dessa forma, sugerimos à CEMIG estabelecer uma rede de monitoramento com coletas intensivas ao longo do rio Tijuco bem como ao longo do rio Prata. Esses são os principais tributários do reservatório pelo lado mineiro e recebem grande influxo de nutrientes via fontes pontuais. A demarcação desses pontos foi feita com GPS Garmin 12 canais e os pontos foram plotados em mapa georeferenciado pelo programa ArcView 3.2 Em alumas excursões, deu-se grande enfoque as fontes pontuais de entrada de nutrientes no rio Tijuco nas proximidades de Ituiutaba. Os pontos da série P-17 rio Tijuco estão representados em detalhe na figura. 8-B. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 18 Estações Lênticas Foram demarcadas oito pontos de coletas (status: janeiro de 2003) cobrindo as três regiões principais do reservatório: braços sob a influência direta dos rios, zona de transição e eixo central da represa. Estação represa 1 - Código C02 – Eixo Central (próximo à barragem) Ponto situado no eixo central da represa, próximo à região da praia de São Simão em visada direta da barragem. Coordenadas (UTM): X= 552.401 Y= 7.899.687 Estação represa 2 - Código C05 Eixo central/Rio Alegre (zona intermediária) Ponto localizado no eixo Central do reservatório na área de influência do braço do Rio Alegre. Coordenadas (UTM): X= 560.600 Y= 7.917.431 Estação represa 3 - Código C06 – Eixo central/Rio Preto (zona intermediária) Ponto localizado no eixo central da represa na área de influência do braço do Rio Preto. Coordenadas (UTM): X= 570.982 Y=7.931.165 Estação represa 4 -Código C07– Eixo central/Rio São Francisco (zona intermediária). Ponto localizado no eixo central de represa na área de influência do braço do Rio São Francisco. Coordenadas (UTM): X= 576.567 Y= 7.933.855 Estação represa 5 - Código C08 – Braço do Rio dos Bois. Ponto localizado sobre a ponte sobre Rio dos Bois a cerca de 2km da cidade goiana de Inaciolândia. Coordenadas (UTM): X= 601.892 Y= 7.956.320 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 19 Figura 7- Foto ilustrando a localidade da ponte do rio dos Bois, ponto C08, onde foi feita a amostragem a partir da ponte sobre o rio. Em pontes com altura inferior a 7,0 metros (no presente caso) foram feitas análises de oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, temperatura tanto através de amostras coletadas tanto com amostrador quanto com os respectivos sensores diretamente submersos na sub-superfície (15 cm). As demais amostras de água para as análises de laboratório (nutrientes, N e P) são acondicionadas logo após as coletas em caixas de isopor (detalhe da foto) contendo gelo e transportadas dentro de, no máximo, 4 horas para um freezer convencional (-15C). Foto de Ricardo P. Coelho. Estação represa 6 - Código C09 – Balsa Ipiaçú no braço Tijuco/Prata Ponto localizado sobre a balsa na estrada que liga Sta. Vitória a Ipiaçú (MG). Coordendas (UTM): X= 607.037 Y= 7.923.699 Estação represa 7 – Código C10 – Balsa de Gouveinha Ponto localizado sobre o eixo central da represa, sobre a balsa inter-estadual que liga as cidades de Ipiaçú (MG) à estrada goiana que liga Inaciolândia a Almerindópolis (GO). Coordenadas (UTM): X=614.197 Y=7.939.993 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 20 Estação represa 8 - Código C13 – Balsa Rio Paranaíba Ponto localizado no trecho lótico do Rio Paranaíba, a jusante da barragem de Cachoeira Dourada, sobre a balsa interestadual que liga a cidade de Almerindópolis a Cachoeira Dourada. Coordendas (UTM): X= 656.601 Y= 7.954.823 Estação represa 9 – Código C14 – Praia de São Simão Ponto localizado a cerca de 200 metros da praia de São Simão em local com grande freqüência de banhistas. Este ponto de coletas foi amostrado apenas uma vez em feveriro de 2004. Coordendas (UTM): X= 550102 Y= 7.901.597 O mapa, a seguir (Figura 8), ilustra a localização dos pontos de coletas realizados nas coletas nas diferentes excursões ao reservatório de São Simão bem como inclui a rede hidrográfica e o lago da represa de São Simão. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Figura 8 – Mapa ilustrando a localização dos pontos de coletas amostrados nas campanhas de campo. No encarte à direita está representada a posição relativa da bacia do reservatório em relação aos estados de Minas Gerais e Goiás. 21 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 22 Material e Métodos A – Tributários As seguintes variáveis foram determinadas in situ: - condutividade elétrica, - oxigênio dissolvido, - temperatura da água, - pH - turbidez (a partir do relatório 4, outubro de 2002) A condutividade elétrica, o oxigênio dissolvido e a temperatura da água foram determinados com sondas Yellow Springs. O pH foi determinado igualmente no campo através de uma sonda DIGIMED equipado com um eletrodo KCL (gel) apropriado para medidas de campo. A turbidez foi medida com um turbidímetro portátil DIGIMED (unidades NTU). Todos os equipamentos foram calibrados através de procedimentos usuais, seja no laboratório seja no campo. As seguintes variáveis foram determinadas a partir de amostras enviadas para o laboratório (BIG, ICB, UFMG): - matéria em suspensão (sólidos orgânicos, inorgânicos e totais) - clorofila-a - fósforo total, - fósforo solúvel - amônio, - nitrito - nitrato A matéria em suspensão foi determinada através de método gravimétrico (APHA, 1991). Cerca de 50 a 3000 ml de amostra (dependendo do local de coletas) de água foram filtrados em filtros de fibra de vidro (Schleicher and Schüll, 25mm de diâmetro, tarados e préicinerados (em mufla, a 550 °C por 4 horas). Os filtros foram depositados em caixas de polipropileno opacas, dotadas de sílica-gel, acondicionadas em congelador até a data da análise. No laboratório, os filtros foram, a seguir, depositados em estufa (70C, 3 horas ou até atingirem peso constante). A seguir foram pesados em balança analítica Mettler e, em seguida, transferidos para a mufla, icinerados, como acima descrito, e novamente pesados. Amostras para clorofila-a foram filtradas à vácuo ainda no dia de coletas. Foram utilizados filtros de fibra de vidro Schleicher & Schüll (GF 47) de 47mm de diâmetro que foram dobrados com as faces internas voltadas entre si. A seguir, os filtros foram envoltos em papel alumínio multi-perfurado e transferidos para caixas de polipropileno opacas contendo sílica gel, onde ficaram estocados (-15C, escuro) até a data da análise. No laboratório, a extração e análise da clorofila-a seguiram a técnica proposta por Lorenzen (1967). Foi utilizado um espectrofotômetro Shimadzu UV-VIS equipado com cubetas de quartzo de 1cm de paço ótico. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 23 As amostras para a série nitrogenada foram filtradas ainda no dia de coletas á vácuo em aparato Millipore, inox, usando filtros Schleicher & Schull (GF 47) de 47 mm de diâmetro e transferidas para frascos de polipropileno secos, previamente lavados em água deionizada, bifiltrada. Esses frascos foram transportados, congelados (-15C) até o laboratório. As análises de amônia, nitrito e nitrato obedeceram técnicas colorimétricas convencionais (Mackreth et al. 1978). Foi utilizado um espectrofotômetro Shimadzu UVVIS e cubetas de quartzo de 1cm de paço ótico. Figura 9 - Processamento de amostras da água para análises de sólidos, nutrientes de clorofila-a. Todo o material necessário para a filtragem e processamento inicial das amostras foi transportado da UFMG para o hotel a fim de permitir a filtragem e o processamento adequado das amostras ainda no dia das coletas. Foto de Ricardo P. Coelho. As amostras para o fósforo total foram coletadas e imediatamente acondicionadas em frascos de polipropileno limpos e secos, segundo a técnica descrita acima. As amostras para o fósforo solúvel sofreram uma filtragem prévia como a descrita para a série nitrogenada. A determinação do fósforo seguiu método colorimétrico tradicional (Murphy & Riley, 1962). Foi utilizado um espectrofotômetro Shimadzu UV-VIS e cubetas de quartzo de 1cm de paço ótico. B – Reservatório Foram estabelecidos 07 pontos de coletas nos três compartimentos do reservatório: 1área de influência dos tributários, 2- área de transição e 3- zona central. A freqüência de coletas está sendo igualmente trimestral. Todo o material de coletas de campo, excetuando Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 24 barco, motor de popa e barqueiro, foi fornecido pelo Departamento de Biologia Geral da UFMG. . As seguintes variáveis foram determinadas in situ: - transparência da água pelo disco de Secchi, - condutividade elétrica (sonda de condutividade Yellow Springs Instruments – YSI) - temperatura da água (termístor acoplado a sonda de condutividade YSI) - oxigênio dissolvido (oxímetro, Yellow Springs Insturments, YSI) - pH (pH-metro DIGIMED) No reservatório, a temperatura, oxigênio dissolvido (concentração e percentuais de saturação) e condutividade elétrica (μS a 25 C) foram amostrados na zona superficial (até 7 metros), em intervalos de 0,5 metro para a zona fótica.. Análises químicas (reservatório) Em cada ponto de coleta, foram medidas as seguintes variáveis químicas em amostras coletadas em amostras e analisadas no departamento de Biologia Geral: - amônio, - nitrito, - nitrato, - fósforo total, - ortofosfato solúvel, - matéria total em suspensão. As amostras foram tomadas de forma integrada para a zona superficial (0-7 metros) com ma garrafa de Van Dorn marca Hydrobios, transparente (Pexiglas) As análises de nutrientes, clorofila-a e sólidos em suspensão foram feitas através da mesma metodologia descrita anteriormente para as amostras dos tributários. C – Fitoplâncton, Cianobactérias e Clorofila-a no reservatório As análises quantitativa do fitoplâncton foram feitas em amostras de 500 ml, coletadas com a garrafa de Van Dorn de 2 litros (Hydrobios) e fixadas com lugol acético. As amostras foram coletadas na zona fótica do reservatório (0,5 m). Amostras qualitativas foram também tomadas com o auxílio de uma rede cônica de 15 cm de diâmetro e abertura de malha de 20 um. Essas amostras serviram de suporte para as determinações taxonômicas do fitoplâncton. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 25 O fitoplâncton (maior que 20 micra) foi analisado quantitativamente pela técnica do microscópio invertido (Utermohl, 1958; Lund, 1959). Foi usando um microscópio invertido Zeiss nos aumentos nos aumentos (objetivas) 10X e 100X e cubetas cilíndricas de pexiglas de diferentes volumes (Fig. 1). Figura – 10 Cubeta de sedimentação Hydro-Bios usada para a contagem de organismos fitoplanctônicos pela técnica de Ütermohl. Na foto, a cubeta de 10 ml de capacidade, usada nas estações oligotróficas. Nos locais mais ricos em algas, usou-se a cubeta de 5,0 ml. O tempo de sedimentação foi de 24 horas. Foi contado um número de campos que garantisse um mínimo de 400 indivíduos para a espécie dominante. As análises de plâncton foram realizadas no Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais, Departamento de Botânica, ICB, UFMG. Usou-se o microscópio invertido Olympus modelo CK 40 para as análises. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 26 D – Diatomoflórula dos tributários As amostras para as análises da flora de algas bentônicas dos tributários foram coletadas em dois períodos, julho/agosto de 2002 e fevereiro de 2004, com auxílio de um balde amarrado a uma corda. Aproximadamente 1L do volume coletado foi transferido para um frasco de polietileno, fixado com solução de lugol acético e mantido ao abrigo da luz. Em laboratório, as amostras foram homogeneizadas e sub-amostras de 50 ml foram retiradas e concentradas para um volume de 10ml. As sub-amostras concentradas foram tratadas com permanganato de potássio e ácido clorídrico, de acordo com a técnica de Simonsen (1974), modificada por Moreira Filho & Valente-Moreira (1981), para clarificação das diatomáceas. Após clarificadas, as amostras tiveram seu volume reduzido para 1ml e foram analisadas sob microscópio ótico (aumentos de 400 e 1000x) em sua totalidade. As diatomáceas observadas foram identificadas até o nível de gênero, sempre que possível, após consultas à bibliografia pertinente (Ex. Bourrelly, P. 1968; Bicudo et al., 1999; Oliveira et al., 2001; Leandrini et al. 2002) e quantificadas. E - Geoprocessamento Inicialmente montamos uma base de dados preliminar que consistiu de cartas topográficas do IBGE cobrindo todo o entorno do lago bem como de algumas de suas principais sub-baicias. Essas cartas foram adquiridas no IBGE em Belo Horizonte. As diferentes sub-bacias foram caracterizadas a partir da análise das isolinhas (curvas de níveis) e, a seguir, foi elaborado um mapa preliminar das sub-bacias que serviu de base para a demarcação dos diferentes pontos de coletas ao longo dos principais tributários. Essas demarcações também levaram em conta a rede viária e a existência de estradas de fácil acesso mesmo em períodos chuvosos (Fig. 2). As coordenadas dos pontos do eixo central do reservatório foram colhidas a partir de cartas topográficas dando-se preferência aos pontos sobre a posição original da calha do rio. Essas coordenadas, por sua vez, foram fornecidas a um aparelho GPS (Garmin 12 canais) que possibilitou o posicionamento preciso da embarcação no ponto de coletas desejado. Numa segunda etapa, fizemos a superposição dos planos de informação (PI) do reservatório, da bacia de captação e da rede municipal para determinarmos quais os municípios que estão na área de influência do reservatório. Esse procedimento se baseou na montagem parcial de uma base de dados que inclui imagens Landsat da região, em baixa resolução, cartas topográficas do IBGE, além de outras informações atualmente disponibilizadas na www (projeto Geominas, etc). Utilizou-se o programa ARC VIEW 3.2 para essa parte do estudo. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 27 Roteiro de coletas Excursão 1: O primeiro trabalho de campo foi realizado entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2002. Os pontos de coletas foram visitados da seguinte maneira: Dia 27/1/02: ida para São Simão Dia 28/01/02: C7 (reservatório, barra do rio São Francisco), C6 (reservatório, barra do Rio Preto), C5 (reservatório, barra do Rio Alegre), C2 (reservatório, região da barragem). Dia 29/01/02: C13 (balsa de cachoeira Dourada, região lótica do Rio Paranaíba, à montante do lago de São Simão), P11, C08 (ponte sobre o braço do rio dos Bois), P05 (Rio São Francisco), P04 (Rio Preto), P03 (Ribeirão Alegre), P02 (Ribeirão Mateira). Dia 30/01/02: P0 (rio Paranaíba, jusante da barragem), P15 (Ribeirão dos Patos), P14 e C09 (reservatório na balsa de Ipiaçú, braço Tijuco/Prata). Dia 31/01/02: P-16 (Rio Prata) e P17 (Rio Tijuco) e, em seguida, retorno a BH Excursão 2: O segundo trabalho de campo foi realizado entre os dias 21 e 25 de abril de 2002. Os pontos de coletas foram visitados da seguinte maneira Dia 21 de abril de 2002: ida para São Simão. Dia 22 de abril de 2002: C13, P11 (Rio Meia Ponte), P18 (Ribeirão Campanha), C08 (Braço do C. dos Bois), P05 (Rio São Francisco), P04 (Rio Preto), P19 (Ribeirão Jacaré), P03 (Ribeirão Alegre) e P02 (Ribeirão Mateira). Dia 23 de abril de 2002: P0 (Rio Paranaíba, jusante da barragem), P15 (Ribeirão dos Patos), P14-a (Ribeirão Invernada, Santa Vitória, MG), C09 (reservatório na balsa de Ipiaçú no braço Tijuco/Prata), C10 (reservatório na balsa de Gouveinha, eixo principal do reservatório), P17 (Rio Tijuco), P16 (Rio da Prata). Dia 24 de abril de 2002: C07 (Barra do São Francisco), C06 (Barra do Rio Preto), C05 (Barra do Rio Alegre) e C02 (Zona da Barragem). Dia 25 de abril de 2002: retorno a BH. Excursão 3: O terceiro trabalho de campo foi realizado entre os dias 29 de julho e 01 de agosto de 2002.Os seguintes pontos de coletas foram visitados: Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 28 Dia 29 de julho: C13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), P11 (Rio Meia Ponte), P18 (Ribeirão da Campanha), C8 (Braço do C. dos Bois), P5 (Rio São Francisco), P4 (Rio Preto) e P19 (Ribeirão Jacaré). Dia 30 de julho: P15 (Patos), P14-a (Invernada, Sta. Vitória), C09 (reservatório, braço Tijuco/Prata na balsa Ipiaçú), C10 (eixo principal do reservatório na balsa Gouveinha), P17-A (Tijuco-Nestlé). Dia 31 de julho: P3 (Alegre), P2 (Ribeirão Mateira), P0 (Rio Paranaíba, logo à jusante reservatório), P16 (Rio da Prata) e P17 (Rio Tijuco). Dia 01 de agosto: C7 (Barra do São Francisco), C6 (Barra do Rio Preto) ,C5 (Barra do Rio Alegre) e C2 (zona da barragem),. Excursão 4: O quarto trabalho de campo foi realizado entre os dias 27 de outubro e 01 de novembro de 2002.Os seguintes pontos de coletas foram visitados Dia 27 de outubro: ida para São Simão Dia 28 de outubro: Pontos C13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), P11 (Rio Meia Ponte), P18 (Rb. Campanha), C8 (Braço do Rio dos Bois), P5 (Rio São Francisco), P4 (Rio Preto), P3 (Rib. Do Alegre), P19 (Rib. Jacaré) e P2 (Rib. Mateira). Dia 29 de outubro: P0 (Rio Paranaíba, jusante reservatório), P15 (Ribeirão dos Patos), P20 (Ribeirão São Jerônimo), P16 (Rio da Prata), P17 (Rio Tijuco, jusante Ituiutaba), P17-A (Rio Tijuco – logo a jusante ETE/Nestlé). Dia 30 de outubro: C7 (reservatório na barra do Rio São Francisco), C6 (reservatório na barra do Rio Preto), C5 (reservatório na barra do Rio Alegre) e C2 (reservatório, região da barragem). Dia 31 de outubro: P14 (Ribeirão Invernada, jusante de Santa Vitória, MG), C9 (balsa de Ipiaçú, no braço Tijuco-Pratra), C10 (Balsa de Gouveinha, eixo principal do reservatório), P17-B (Rio Tijuco, região rural), P16 (Prata – coleta 2 após forte chuva). Dia 01 de novembro: volta a Belo Horizonte. Excursão 5: A quinta campanha de trabalho de campo foi realizada entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2003. Os seguintes pontos de coletas foram visitados Dia 15 de janeiro: ida para São Simão Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 29 Dia 16 de janeiro: Pontos C13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), P11 (Rio Meia Ponte), P18 (Rb. Campanha), C8 (Braço do Rio dos Bois), P5 (Rio São Francisco), P4 (Rio Preto), P19 – rio Jacaré, P3 (Rib. Do Alegre) e P2 (Rib. Mateira). Dia 17 de janeiro: P0 (Rio Paranaíba, jusante reservatório), P15 (Ribeirão dos Patos), P14, Rib. Invernada, C09 Balsa de Ipiaçú, C10 Balsa de Gouveinha. Dia 18 de janeiro de 2003: C7 (reservatório na barra do Rio São Francisco), C6 (reservatório na barra do Rio Preto), C5 (reservatório na barra do Rio Alegre) e C2 (reservatório, região da barragem). Dia 19 de janeiro de 2003: P17 – Rio Tijuco (Ituiutaba), P17a – Rio Tijjuco (ETE) e P 17b – Rio Tijuco (Zona rural), ), P16 (Prata), P20 Rio São Gerônimo (Gurinhatã). Dia 20 de janeiro: volta a Belo Horizonte. Excursão 6: O sexto trabalho de campo foi realizado entre os dias 13 e 17 de outubro de 2003. Os seguintes pontos de coletas foram visitados Dia 14 de outubro: ida para São Simão Dia 15 de outubro de 2003: Pontos C-13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), C-08 (Braço do Rio dos Bois), C-09 Braço dos rios Tijuco/Prata na balsa de Ipiaçú e C-10 eixo central do reservatório na altura da balsa de Gouveinha.. Dia 16 de outubro de 2003: coletas nos pontos limnéticos do reservatório: C-07 (reservatório na barra do Rio São Francisco), C-06 (reservatório na barra do Rio Preto), C05 (reservatório na barra do Rio Alegre) e C-02 (reservatório, região da barragem). Dia 17 de outubro de 2003: volta a Belo Horizonte. Excursão 7: O sétimo e último trabalho de campo foi realizado entre os dias 01 e 04 de fevereiro de 2004. Os seguintes pontos de coletas foram visitados Dia 01 de fevereiro de 2004: ida para São Simão Dia 02 de fevereiro de 2004: P-00 (Rio Paranaíba, jusante reservatório), P-15 (Ribeirão dos Patos), P-20 Rio São Gerônimo, P-16 rio da Prata e P-17 rio Tijuco. Dia 03 de fevereiro de 2004: e P2 (Rib. Mateira), P3 (Rib. Do Alegre), P4 (Rio Preto), P5 (Rio São Francisco), C8 (Braço do Rio dos Bois), P11 (Rio Meia Ponte) e C13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Dia 04 de fevereiro de 2004: C-05 (reservatório na barra do Rio Alegre), C-02 (reservatório, região da barragem) e C-14 Praia de São Simão. Dia 05 de fevereiro de 2004: palestra na CEMIG pela manhã (08-12 horas) Dia 05 de fevereiro de 2004: C-09 reservatório, na balsa Ipiaçú. Dia 06 de fevereiro de 2004: volta a Belo Horizonte. 30 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 31 Resultados Variáveis Físico-Químicas (Pontos Limnéticos – Coleta de Barco) Janeiro de 2002 As condições da água nos pontos de coletas lênticos (eixo central do reservatório) são apresentadas nas próximas 4 tabelas (Tabs. 2,3,4 5). As temperaturas estiveram bem altas especialmente nos 2 primeiros metros chegando a atingir, 32,8C no ponto C05 (superfície). A transparência foi maior no ponto junto a barragem (1,60 m, ponto C02) e menor nos pontos mais a montante (0,65 m, ponto C06). De um modo geral, todos os pontos apresentaram valores similares para a condutividade que oscilou entre 48,4 e 51, 2 uS.cm-1. O oxigênio das camadas superficiais (até 6,5 metros) variou mais amplamente apresentando valores mais elevados nos pontos C02 e C06 e C07 e menores na estação C05 que já apresentou uma queda pronunciada das concentrações desse gás já a partir dos 5 metros de profundidade (1,93 mg.L-1). O pH apresentou valores alcalinos em todos os pontos estudados. Ele variou entre 8,56 (Ponto C02, 0, 5m) e 9,62 (ponto C07, 0,5 m). Abril de 2002 Os resultados das coletas nas estações C02, C05, C06 e C07 referentes ao segundo mês de coletas estão também representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água estiveram mais baixas em todos os pontos limnéticos se comparadas ao mês de janeiro de 2002. A temperatura oscilou entre 29,3 C (sup, ponto C02) e 27,1 °C (35 m, ponto C07). A transparência, por outro lado, sofreu amplo acréscimo, em relação ao mês de janeiro. Nos pontos mais próximos à barragem, as leituras do disco de Secchi quase que dobraram, passando, por exemplo, de 1,60 em janeiro para 3,90 m em abril (ponto C02). A condutividade elétrica sofreu leve acréscimo em todos os pontos limnéticos. Os maiores valores foram registrados no ponto C02. O oxigênio dissolvido voltou a apresentar forte declínio com o aumento da profundidade em todos os pontos amostrados no reservatório. No ponto C02, esse gás (oxigênio dissolvido) apresentou um valor de 7,29 mg.O2.l-1 na superfície, caindo para 3,19 mg.O2.l-1 a 7,0 m. Padrão similar foi observado para os demais pontos. Ao contrário do que seria de se esperar para águas mais frias, os valores absolutos das concentrações de oxigênio estiveram em geral abaixo dos valores observados em janeiro. Um ponto importante a destacar refere-se à presença de oxigênio nos pontos de fundo do reservatório, a despeito da forte estratificação encontrada na coluna. O pH manteve-se ainda fortemente alcalino na superfície de todos os pontos amostrados, estando sempre acima de 8,0. No fundo, os valores de pH oscilaram entre 7,32 (C02) e 7,94 (C05). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 32 Julho-Agosto de 2002 Os resultados das coletas nas estações C02, C05, C06 e C07 referentes à terceira excursão também estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água apresentaram uma queda em relação a abril, em todos os pontos amostrados. A temperatura da coluna de água oscilou entre 22,3 °C (35m, ponto C05) e 24,0 °C (sup., ponto C02). O reservatório de São Simão mostrou um nítido aumento da transparência em seus pontos limnéticos na terceira excursão. A transparência esteve sempre superior a 3,90 m em todos os pontos amostrados. No ponto da barragem, foi registrado o valor máximo de 4,30 metros (C02). Os valores de condutividade elétrica registrados em agosto foram os menos elevados (< 50 uS.cm-1 ) se comparados aos demais meses estudados. Ao contrário dos meses anteriores, houve um nítido padrão para maiores valores na zona superficial em direção à barragem. No fundo da coluna, a condutividade permaneceu ao redor de 48 uS.cm-1 em todos os pontos amostrados. O oxigênio dissolvido voltou a apresentar forte declínio em todos os pontos amostrados no reservatório. No ponto C05, a variável passou de 1,90 mg.O2.l-1 na superfície para 0,92 mg.O2.l-1 a 30,0 m. Nos demais pontos, o oxigênio permaneceu sempre abaixo de 2,0 mg.O2.l-1 na maior parte da coluna de água, excetuando alguns valores acima de 3,0 mg.O2.l-1 no fundo da coluna nos pontos C05 e C06. O pH ainda manteve-se alcalino em todos os pontos amostrados. Houve uma tendência para valores mais elevados nas camadas superficiais onde essa variável sempre esteve acima de 7,8. No fundo, os valores de pH oscilaram entre 7,58 (C03) e 7,91 (C07). Outubro de 2002 Os resultados das coletas nas estações C02, C05, C06 e C07 referentes à quarta excursão também estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água estiveram elevadas em todos os pontos amostrados, nunca ficando abaixo de 27,7 °C na superfície. No fundo, as temperaturas do fundo foram ligeiramente menores ficando entre 24,1 (barragem, 50 m) e 25,1 °C (C06, 30m). As transparências decresceram de um modo conspícuo nos pontos limnéticos do reservatório. Os valores oscilaram dentro de uma faixa muito estreita, ou seja, entre 210 e 280 cm. O valor mais alto foi registrado no ponto C07. Os valores de condutividade elétrica também sofreram decréscimo em todos os pontos amostrados. A faixa de variação na superfície foi de 42,0 (C-06) a 42,6 (C-02) uS.cm-1 e, no fundo, essa variável apresentou uma faixa de variação de 44,6 a 46,6 uS.cm1 .. O oxigênio dissolvido apresentou valores relativamente elevados na superfíe onde oscilou entre 6,6 (C-06) e 6,8 mg.O2.l-1 (C-02). Houve, como seria de se esperar, um ligeiro Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 33 declínio da disponibilidade de oxigênio nas zonas mais profundas. Na região da barragem (C-02) a concentração desse gás foi de 4,0 mg.O2.l-1 (60 m) e de apenas 3,5 mg.O2.l-1 no ponto C-06 O pH ainda manteve-se alcalino em todos os pontos amostrados. Houve uma tendência para valores mais elevados nas camadas superficiais onde essa variável sempre esteve acima de 7,8. No fundo, os valores de pH oscilaram entre 7,0 (C-05) e 7,4 (C-02). Janeiro de 2003 Os resultados das coletas nas estações limnéticas C02, C05, C06 e C07 referentes à quinta excursão também estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água oscilaram entre 28,2 e 29,6 C na zona superficial (0-14 m) do reservatório. Os valores de janeiro de 2003 ficaram ligeiramente abaixo daqueles encontrados em janeiro de 2002. As transparências observadas em janeiro variaram entre 1,0 m (C-07) e 2,00m (C02) e dessa forma pode-se notar que foram muito superiores àquelas observadas há um ano atrás (janiero de 2002). As transparências cresceram de monstante à jusante no reservatório. Os valores de condutividade elétrica também sofreram decréscimo se comparados aos valores registrados em igual período de 2002. A faixa de variação na superfície foi de 44,2 (C-02) a 47,9 (C-07) uS.cm-1 e, na profundidade de 14 m, essa variável apresentou uma faixa de variação de 44,1 (C-02) a 47,4 (C-07) uS.cm-1. O oxigênio dissolvido apresentou valores menos elevados na superfíe em hjaneiro de 2003 se comparados aos valores de 2002. Na superfície, essa variável oscilou entre 4,61 (C-06) e 5,08 mg.O2.l-1 (C-02). Houve, como seria de se esperar, um ligeiro declínio da disponibilidade de oxigênio nas zonas mais profundas. Na região da barragem (C-02) a concentração desse gás foi de 5,08 mg.O2.l-1 (0 m) e de apenas 5,06 mg.O2.l-1 a 15 metros. As concentrações de oxigênio do fundo para esse mês não estão disponíveis por razões operacionais. O pH ficou bem menor em janeiro de 2003 se comparado a janeiro de 2002. A variável oscilou entre 7,61 (C-07) e 7,75 (C-05), na superfície. Outubro de 2003 Os resultados das coletas nas estações limnéticas C02, C05, C06 e C07 referentes à sexta excursão estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água oscilaram entre 26,0 e 27,8 C na zona superficial (0-14 m) do reservatório. Os valores de outubro de 2003 ficaram abaixo em janeiro de 2003. Ao contrário de outros meses, as transparências foram muito homogêneas em todos os pontos da região limética do reservatório. As leituras do disco de Seccho foram muito elevadas para o período e variaram entre 4,0 m (C-07) e 5,00 (C-05 e C-06). Pode-se notar que foram muito superiores àquelas observadas há um ano atrás (outubro de 2002). Os valores de condutividade elétrica também sofreram decréscimo se comparados aos valores registrados em igual período de 2003. A faixa de variação na superfície foi de 38,5 (C-07) a 41,1 (C-07) uS.cm-1 uS.cm-1. O oxigênio dissolvido apresentou valores mais elevados nas regiões próximas à suerfície e nos pontos mais próximos à barragem. No ponto C-02 essa variável atingiu o valor máximo de 7,32 mgO2.l-1 (0,5 m). na superfcíe em janeiro de 2003 se comparados aos Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 34 valores de 2002. Em outubro de 2003, foi novamente registrado um declínio da disponibilidade de oxigênio nas zonas mais profundas. Na região da barragem (C-02) a concentração desse gás foi de 4,83 mg.O2.l-1 a 38 metros. O pH sempre ficou acima de 8,0 em todos os pontos limnéticos do reservatório. Na coluna de água do ponto C-02 essa variável oscilou entre 8,0 (sup.) e 7,7 (fundo). Janeiro de 2004 Nessa ocasião foram realizadas coletas apenas nos pontos C-02, C-05 (tabelas 2 e 3) e em um ponto próximo a praia da cidade dde São Simão (tabela 5.c). As temperaturas da água oscilaram entre 28,3 (C-05) e 28,8 (C-14) C na zona superficial (0-14 m). Os valores máximos da temperatura anotados em 2004 estiveram abaixo daqueles registrados em igual período (janeiro) dos anos de 2002 e 2003. As transparências tiveram leituras baixas, típicas para esse período do ano, e oscilaram entre 1,0 m (ponto C-05) e 1,70 m (C-14). Os valores de condutividade elétrica também foram relativamente baixos para o período das chuvas de 2004. Esses valores oscilaram, na superfície entre 42,4 (C-14) e 44,6 (C-05) uS.cm-1 . Nos meses de janeiro de 2002 e 2003, as leituras de condutividade foram sempre mais elevadas. No ponto C-02, por exemplo, as leituras de superfície da condutividade foram 49,1, 44,2 e 43,1 uS.cm-1 , respectivamente, para os anos de 2002, 2003 e 2004. O oxigênio dissolvido oscilou, na superfície, entre 6,41 (C-05) e 6,81 (C-02) mg.O2.l-1 . Novamente, foi registrada a tenfência para valores mais elevados junto a regiões próximas à suerfície e nos pontos mais próximos à barragem. O oxigênio voltou a exibir um padrão de decréscimo com o aumento da profundidade. No ponto C-02, essa variável atingiu o valor mínimo de 2,87 mg.O2.l-1 a 60 metros. O pH sempre oscilou entre 7,8 (C-14) e 8,2 (C-05). Nos pontos do eixo central, ele ficou sempre acima de 8,0 na superfície. Na coluna de água do ponto C-02 essa variável oscilou entre 8,1 (sup.) e 7,0 (fundo). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 35 Tab. 2 Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão (MG/GO), eixo central - ponto C02, zona da barragem. Dados de temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e condutividade elétrica (uS.cm-1, a 25 C) nos meses de janeiro e abril de 2002. Prof. (m) 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 38,0 50,0 60,0 70,0 C02 – Barragem Temperatura ( °C) Jan/02 Abr/02 jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04 30,1 29,4 24,0 28,4 29,6 27,8 28,7 30,1 29,4 27,8 28,7 30,1 29,4 23,7 28,4 29,6 27,8 28,7 30,0 27,0 28,7 29,9 29,4 23,6 28,1 29,5 27,6 28,6 29,9 26,4 28,6 29,9 29,2 23,6 28,1 29,5 26,4 28,6 29,9 26,4 28,5 29,8 29,1 23,5 28,0 29,5 26,3 28,5 29,8 26,3 28,5 29,0 23,5 28,0 29,5 26,2 28,5 29,8 26,2 28,4 29,0 23,5 28,0 29,5 26,2 28,4 29,7 26,1 28,4 29,0 23,5 28,0 29,4 26,1 28,4 29,0 23,5 28,0 29,4 26,0 28,4 29,0 23,4 28,0 29,3 25,9 28,4 29,0 23,4 27,9 29,2 25,9 28,3 29,0 23,4 27,9 29,2 25,8 28,3 29,0 23,4 27,9 29,2 25,8 28,2 28,9 23,4 27,9 29,2 25,8 28,2 28,9 23,4 27,6 29,2 25,4 28,2 27,2 25,2 27,4 22,7 24,1 22,5 27,4 Oxigênio Dissolvido (mg.L-1) Jan/02 Abr/02 jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04 7,50 7,29 0,56 6,8 5,08 7,23 6,81 7,42 7,32 7,44 7,45 6,7 4,95 7,26 6,76 7,36 7,26 8,16 6,6 4,97 7,05 6,74 6,70 6,30 6,83 6,6 4,95 6,97 6,71 5,86 5,30 4,85 6,4 4,95 7,06 6,63 4,85 3,70 6,2 4,99 7,06 6,61 4,20 2,78 6,1 4,99 6,97 6,49 3,19 2,39 5,01 7,08 6,56 0,24 5,02 7,05 6,52 5,04 6,87 6,54 5,04 6,99 6,51 5,03 6,93 6,34 5,04 6,93 6,21 5,03 6,96 6,13 5,06 6,58 6,18 5,06 6,33 4,83 3,87 0,36 4,0 2,87 0,46 Condutividade (uS.cm-1) Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04 49,1 57,4 48,7 42,6 44,2 41,1 43,1 49,1 57,4 41,1 43,1 49,0 57,3 48,6 42,6 44,2 41,0 43,1 49,0 40,2 43,1 49,0 57,3 48,6 42,5 44,2 39,7 43,0 49,0 39,6 43,0 49,0 57,1 48,6 42,5 44,2 39,6 42,9 49,0 39,5 42,8 49,0 56,9 48,7 42,5 44,2 39,4 42,8 49,0 39,3 42,8 56,9 48,7 42,5 44,2 39,1 42,7 49,0 39,1 42,7 56,8 48,8 42,5 44,2 39,1 42,6 49,0 39,2 42,6 56,8 48,9 42,5 44,2 39,1 42,6 56,8 48,9 42,5 44,2 39,0 42,5 56,7 48,9 42,5 44,2 38,9 42,5 56,7 48,9 42,5 44,2 38,8 42,5 56,7 48,9 42,4 44,2 38,7 42,4 56,6 49,0 42,4 44,2 38,6 42,4 56,6 49,0 42,4 44,1 38,5 42,4 56,6 49,0 42,2 44,1 38,4 42,4 42,2 37,9 54,4 48,2 44,6 48,1 44,2 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 36 Tabela 2.b – Ponto C-02. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda (mts), pH na superfície e fundo (medido in situ). Jan/02 Data 28/01/02 Hora da Coleta 13:30 Transparência 1,60 102 Profundidade 8,9 pH – Sup 8,6 pH – Fundo Abr/02 24/4/2002 14:50 3,90 60 8,4 7,3 Ago/02 1/8/2002 13:40 4,30 60 7,8 7,6 Out/02 30/10/02 11:55 2,40 90 8,0 7,4 Jan/03 17/01/03 14:45 2,00 50 7,7 n.d. Out/03 16/10/03 13:50 4,50 60 8,0 7,7 Jan/04 04/2/04. 13:05 1,60 50 8,1 7,0 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 37 Tab. 3 - Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão (MG/GO), eixo central, ponto C05, barra do Rio Alegre. Dados de temperatura da água (° C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e condutividade elétrica (uS.cm-1, a 25 C). Prof. (m) 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 35,0 40,0 C05 – Barra do Rio Alegre Jan/02 32,8 32,8 32,7 31,8 31,1 30,6 30,0 29,7 29,3 29,2 29,1 28,9 28,7 28,7 Temperatura (C) Abr/02 jul/02 Out/02 Jan/03 29,3 23,6 28,5 29,5 29,3 23,6 28,3 29,5 29,2 23,6 28,2 29,4 28,9 23,5 28,1 29,1 28,7 23,5 28,0 28,8 28,5 23,4 28,0 28,7 28,4 23,4 28,0 28,7 28,4 23,4 27,9 28,7 28,3 23,4 27,9 28,7 28,3 23,4 27,8 28,7 28,3 23,4 27,8 28,7 28,3 23,4 27,7 28,7 28,3 23,4 26,8 28,6 28,3 23,3 26,7 28,6 28,3 23,2 26,7 28,5 26,7 28,2 23,2 24,7 27,9 22,3 Out/03 27,0 27,0 27,0 26,8 26,7 26,4 26,3 26,2 26,2 26,2 26,1 26,0 26,0 26,0 26,0 25,9 25,9 25,7 25,7 25,6 25,6 25,6 Jan/04 28,3 28,2 28,2 28,2 28,2 28,1 28,1 28,0 28,0 27,9 27,8 27,9 27,8 27,8 27,8 27,7 27,7 27,7 27,7 27,7 27,7 27,7 27,0 Jan/02 8,97 8,97 8,93 8,57 8,21 7,29 6,50 6,70 6,62 6,06 4,70 2,84 1,93 Oxigênio Dissolvido (mg O2.l-1) Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 7,62 0,95 6,7 4,71 7,29 7,62 7,28 6,5 4,83 7,21 7,91 0,96 6,6 5,04 7,25 7,21 1,10 6,3 5,13 7,23 6,16 6,5 4,81 7,22 4,95 5,6 4,81 7,23 4,18 5,5 4,71 7,25 4,08 0,30 4,79 7,24 3,34 4,84 7,16 4,88 7,09 4,80 7,04 4,82 6,98 4,90 6,88 4,71 6,90 4,61 6,82 6,80 3,9 3,96 3,11 Jan/04 jan/02 Abr/02 6,41 51,1 56,8 51,2 56,8 6,48 51,1 51,0 56,7 6,36 50,7 50,6 56,3 6,39 49,8 49,6 56,0 6,34 49,5 49,4 55,7 6,33 49,4 55,5 6,26 49,1 55,5 6,18 48,4 6,18 55,5 6,18 55,5 6,20 55,5 6,14 55,5 6,09 55,4 6,13 55,4 6,15 55,4 5,10 55,3 54,9 Condutividade (uS.cm-1) jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 47,8 42,1 44,6 39,5 47,8 39,5 42,0 44,4 39,4 47,8 39,3 42,0 44,5 39,3 47,8 39,1 42,0 44,4 39,0 47,8 38,9 42,0 44,5 38,8 47,8 38,8 42,0 44,4 38,7 47,8 38,7 41,9 44,4 38,7 47,8 38,7 41,9 44,4 38,7 47,9 41,9 44,4 38,7 47,8 41,9 44,4 38,6 47,9 42,0 44,4 38,5 47,9 42,0 44,3 38,3 47,9 41,8 44,5 38,1 47,8 41,6 44,5 37,9 47,9 41,5 44,5 37,9 41,7 47,8 45,8 48,3 Jan/04 44,6 44,6 44,6 44,6 44,6 44,6 44,6 44,6 44,6 44,7 44,6 44,6 44,6 44,7 44,7 44,6 44,7 44,6 44,6 44,6 44,6 44,6 47,3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 38 Tabela 3.b – Ponto C-05. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda (mts), pH na superfície e fundo (medido in situ). Data Hora da Coleta Transparência Profundidade pH – Sup pH – Fundo Jan/02 28/1/02 15:10 0,8 47 n.d. n.d. Abr/02 24/4/02 13:35 2,3 44 8,3 7,9 Ago/02 1/8/02 11:43 4,0 n.d. 7,9 7,8 Out/02 30/10/02 9:55 2,1 38 8,0 7,0 Jan/03 18/1/03 12:45 1,5 36 7,8 n.d. Out/03 16/10/03 12:28 5,0 41 8,6 n.d. Jan/04 4/2/04 11:00 1,0 37 8,2 7,8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 39 Tab. 4 - Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão(MG/GO), eixo central, ponto C06, barra do Rio Preto. Dados de temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e condutividade elétrica (uS.cm-1, a 25 C). Prof. (m) 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 30,0 35,0 C06 - Barra do Rio Preto Jan/02 31,8 31,8 31,2 30,8 30,5 30,0 29,6 29,2 28,7 28,5 28,2 Temperatura (C) Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan//03 Out/03 Jan/02 28,6 23,5 27,7 28,4 26,4 7,41 26,3 7,66 28,6 23,5 27,7 28,4 26,3 7,74 26,1 7,37 28,4 23,5 27,7 28,4 26,1 7,04 6,50 28,4 23,5 27,7 28,4 26,1 6,20 26,0 5,98 28,2 23,5 27,7 28,4 26,0 26,0 5,80 28,1 23,5 27,7 28,4 26,0 26,0 5,61 28,1 23,5 27,7 28,4 26,0 26,0 5,16 28,1 23,5 27,7 28,4 25,9 28,1 23,5 27,7 28,4 25,9 28,0 23,2 27,7 28,4 25,8 28,0 23,1 27,6 28,4 25,7 28,0 22,9 27,5 28,4 25,5 28,0 22,9 27,1 28,4 25,4 28,0 22,8 27,1 28,3 25,4 28,0 22,8 27,0 28,3 25,4 27,0 27,5 25,1 22,4 Oxigênio Dissolvido (mg.l-1) Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan//03 Out/03 Jan/02 7,03 1,17 6,6 4,61 7,27 50,5 7,17 50,5 7,33 0,95 6,4 4,71 7,18 50,4 7,03 50,0 7,50 0,0 6,4 4,77 7,11 49,5 49,4 6,31 0,0 6,4 4,76 7,04 49,4 49,4 5,32 6,3 4,69 7,21 49,5 4,29 6,3 4,65 7,06 49,5 3,52 6,3 4,73 7,09 49,4 2,90 4,79 7,17 4,74 7,19 4,76 6,99 4,72 6,93 4,67 6,87 4,73 6,86 4,63 6,81 4,60 6,81 4,60 4,22 3,5 3,10 Condutividade (uS.cm-1) Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan//03 Out/03 53,9 45,6 42,0 47,0 38,7 38,7 53,8 45,6 42,0 47,0 38,6 38,5 53,7 45,6 42,0 46,9 38,4 53,5 45,8 42,0 46,9 53,4 45,8 42,0 47,0 53,4 45,7 42,0 46,9 53,3 45,7 42,0 46,9 53,3 53,3 53,4 53,3 53,5 53,5 53,4 53,2 45,7 45,9 46,3 46,6 46,5 46,5 46,3 46,3 42,0 42,0 42,0 42,0 42,0 42,0 42,0 42,0 43,1 46,6 46,9 46,9 46,8 44,8 46,8 46,8 46,6 46,5 53,1 49,3 38,4 38,3 38,3 38,3 38,3 38,3 38,2 38,2 38,1 38,1 38,1 38,0 37,7 37,7 37,6 37,6 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 40 Tabela 4.b – Ponto C-06. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda (mts), pH na superfície e fundo (medido in situ). Data Hora da Coleta Transparência Profundidade pH – Sup pH – Fundo Jan/02 28/1/02 13:30 0,6 n.d. 9,6 9,2 Abr/02 24/4/02 12:00 1,0 38 8,1 7,6 Ago/02 1/8/02 10:40 3,9 40 8,2 7,6 Out/02 30/10/02 8:55 2,5 38 7,8 7,4 Jan/03 17/1/03 10:35 1,1 35 7,7 n.d. Out/03 16/10/03 11:20 5,0 37 8,6 n.d. Jan/04 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 41 Tab. 5 - Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão, (MG/GO), eixo central, ponto C07, barra do rio São Francisco. Dados de temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e condutividade elétrica (uS.cm-1, a 25 °C). C07- Barra do Rio São Francisco Temperatura (°C) 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 30,0 35,0 Oxigênio Dissolvido (mg.L-1) Condutividade (uS.cm-1) Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 29,7 29,7 29,6 29,6 29,5 29,4 29,4 29,4 28,9 28,6 28,4 23,6 28,1 28,6 1,90 6,7 4,82 7,18 43,5 42,4 47,9 28,1 28,6 7,02 1,72 6,5 4,88 7,13 52,2 43,5 42,4 47,8 28,3 23,6 28,1 28,6 7,35 1,52 6,6 4,99 7,10 52,1 43,5 42,4 47,8 28,0 23,6 28,1 28,6 7,01 0,85 6,6 4,94 7,06 51,8 43,6 42,4 47,9 28,0 23,6 28,1 28,6 4,99 0,26 6,7 4,83 7,13 50,8 50,7 50,6 50,5 50,3 50,1 49,9 49,9 49,3 49,5 52,2 23,6 7,75 7,80 7,70 7,66 7,46 7,18 7,11 6,93 6,33 6,10 7,08 28,4 51,7 43,6 42,4 47,9 28,0 23,6 28,1 28,6 26,0 26,0 26,0 26,0 26,0 26,0 25,9 25,9 25,9 25,9 25,9 25,8 25,8 25,8 25,8 25,8 25,8 25,7 25,5 25,3 25,2 25,2 3,02 0,25 6,6 4,83 7,14 51,8 43,6 42,4 47,9 51,8 43,6 42,4 47,9 51,8 51,9 51,8 51,8 51,8 51,8 51,8 51,9 43,7 43,8 43,7 43,9 44,4 44,6 44,8 45,1 45,3 48,5 42,4 42,3 42,4 42,5 42,4 42,5 42,3 42,1 41,4 47,9 47,9 47,9 47,8 47,6 47,6 47,4 47,4 38,5 38,6 38,6 38,5 38,5 38,5 38,5 38,5 38,5 38,5 38,5 38,5 38,6 38,6 38,7 38,7 38,7 38,7 38,1 37,9 37,9 37,9 28,4 28,0 23,6 28,0 28,6 27,5 28,0 28,0 28,0 28,0 28,0 28,0 28,0 28,0 27,1 23,5 23,4 23,3 23,3 23,1 22,9 22,8 22,8 22,8 22,3 28,0 27,9 27,7 27,6 27,5 27,4 27,1 27,0 26,7 n.d. 28,6 28,6 28,6 28,4 28,3 28,3 28,3 28,2 5,83 49,5 2,43 0,28 4,84 7,05 4,16 49,2 1,71 3,44 0,26 6,6 0,92 n.d. 4,96 4,90 4,83 4,77 4,65 4,65 4,65 4,58 4,49 7,05 7,11 7,12 7,18 7,06 6,71 6,86 6,83 63,3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 42 Tabela 5.b – Ponto C-07. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda (mts), pH na superfície e fundo (medido in situ). Jan/02 Data 28/1/02 Hora da Coleta 11:40 Transparência 0,7 n.d. Profundidade 9,0 pH – Sup n.d. pH – Fundo Abr/02 24/4/02 11:00 1,1 41 7,9 n.d. Ago/02 1/8/02 08:50 3,9 39 8,5 7,9 Out/02 30/10/02 08:10 2,8 32 8,2 n.d. Jan/03 17/1/03 09:35 1,0 35 7,6 n.d. Out/03 16/10/03 09:00 4,0 37 8,5 n.d. Jan/04 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 43 Tabela 5.c – Ponto C-14 - Praia de São Simão. Coletas realizadas em 04 de fevereiro de 2004, as 13:55 hs. Transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda (mts), pH na superfície e fundo (medido in situ). Prof (m) Temperatura ( C) 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0 7,5 8,0 8,5 9,0 9,5 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 28,8 28,8 28,7 28,6 28,5 28,5 28,5 28,5 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 28,4 Hora: 13:55 hs. Secchi 1,70 m Transparência Superfície (0,0 m) Fundo (15,0 m) 15,0 m Profundidade Oxigênio Dissolvido (mg.O2.l-1) 6,58 6,40 6,4 6,3 6,4 6,4 6,3 6,3 6,2 6,3 6,4 6,5 6,3 6,4 6,4 6,4 Condutividade Elétrica (uS.cm-1) 42,4 42,3 42,3 42,3 42,3 42,3 42,3 42,3 42,3 42,3 42,3 42,2 42,2 42,2 42,2 42,2 42,2 42,1 42,1 42,1 42,1 42,0 41,9 41,9 41,9 42,0 Radiação PAR (J.m-2.s-1) 2886 1406 902 550 379 282 168 121 80 61 41 30 20 14 pH Turbidez 7,75 7,70 0,0 0,0 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 44 Penetração da luz no reservatório Os valores de penetração de radiação solar exibem um claro padrão de atenuação dos valores ao longo da coluna de água, seja na componente espacial seja em relação ao ciclo sazonal (Fig. 10B, Tabela 5-D). Os maiores valores estimados para a extensão vertical da zona eufótica chegaram aos 13 m e sempre ocorreram em pontos centrais próximos à barragem, ao final do período da estação seca, ou seja, em outubro. Os menores valores, ao contrário, ocorreram na estação chuvosa nas regiões sob grande influência dos tributários tais como o ponto C-08, braço do rio dos Bois que registrou uma zona eufótica de apenas 2,0 m em janeiro de 2004. Figura 10 B – Extinção da radiação luminosa (PAR) na coluna de água de três pontos (C-02, C-05 e C-08) do reservatório de São Simão em dois períodos, respectivamente, em outubro de 2003 e janeiro de 2004. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 0 Eixo central/barragem (C-02) Prof. (m) 5 10 15 OUT/03 (Zeu = 12 m) JAN/04 (Zeu = 5,5 m) 20 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 Radiação PAR (J.m-2.s-1) 0 Eixo central (C-05) Prof. (m) 5 10 15 OUT/03 (Zeu = 13,0) JAN/04 (Zeu = 4,0) 20 0 500 1000 1500 2000 2500 Radiação (J.m-2.s-1) 0 Braço do rio dos Bois (C-08) Prof. (m) 5 10 OUT/03 (Zeu = 7,0) JAN/04 (Zeu = 2,0) 15 20 0 500 1000 1500 2000 2500 Radiação PAR (J.m-2.s-1) Tabela 5 D – Penetração de radiação solar (PAR em J.m-2.s-1) na coluna de 45 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 46 água dos pontos limnéticos do reservatório de São Simão tomadas com o radiômetro Licor ®. C-02 – Represa C-05 – Rio Alegre Prof. (mts) Out/03 Jan/04 Out/03 Jan/04 0,0 1943 2801 2119 1327 0,5 1567 1172 1796 353 1,0 1277 420 1499 199 1,5 1060 402 1186 124 2,0 900 253 1062 82 2,5 749 199 930 62 3,0 612 135 756 47 3,5 476 98 616 24 4,0 389 87 539 15 4,5 321 54 445 10 5,0 268 42 333 6 5,5 220 30 315 3 6,0 182 21 260 3 6,5 153 219 2 7,0 123 181 7,5 100 149 8,0 76 123 8,5 61 106 9,0 47 92 9,5 10,0 37 73 10,5 11,0 22 46 11,5 12,0 15 34 12,5 13,0 10 24 13,5 14,0 7 18 14,5 15,0 5 13 15,5 16,0 10 16,5 17,0 7 C-06 – Rio Preto Out/03 Jan/04 2036 n.d. 1639 n.d. 1361 n.d. 1164 976 798 663 589 482 406 347 289 242 204 173 147 123 105 90 C-07 - Rio São Francisco Out/03 Jan/04 1696 n.d. 1367 n.d. 908 n.d. 732 764 645 401 295 264 269 215 175 145 117 99 86 71 60 50 63 35 46 25 33 17 24 12 18 8 13 5 10 4 7 C-08 - Rio dos Bois Out/03 Jan/04 477 2244 338 348 204 65 11 115 2 63 34 10 4 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 47 Variáveis Físico-Químicas (Pontos Limnéticos – Coleta de Balsa) Janeiro de 2002: Os pontos do reservatório amostrados sobre pontes e/ou balsas (pontos C08, C09 e C13) tiveram valores levemente mais elevados para a condutividade elétrica (até 65,4 uS.cm-1, ponto C09) se comparados aos pontos do eixo central e também apresentaram valores alcalinos de pH. O maior valor de pH foi de 9,90 encontrado no ponto C09, balsa de Ipiaçú (Tab. 6). O oxigênio dissolvido também variou amplamente, indo de valores moderados de saturação (4,65 mg.L-1, 30,2 C, ponto C08) a valores típicos de super-saturação, encontrados apenas durante o florescimento massal (waterbloom) de algas (12,01 mg.L1 , 33,1C, ponto C09). Abril 2002: As temperaturas estiveram mais baixas em todos os pontos amostrados ficando sempre abaixo dos 30 °C (Tab. 6). A condutividade elétrica sofreu acréscimos nos pontos C08 e C09 (de 57,9 para 60,7 uS.cm-1, no ponto C08 e de 65,4 para 75,0 uS.cm1 , no ponto C09) mas decresceu levemente no ponto C13 (Balsa de Cachoeira Dourada). Na balsa de Gouveinha, ponto amostrado pela primeira vez, o valor da condutividade ficou em 43,0 uS.cm-1. O oxigênio dissolvido também variou amplamente, sendo as leituras diretas obitdas com o sensor na sub-superfície sempre superiores. Para efeitos comparativos, vamos comentar apenas os valores determinados a partir de amostras coletadas e trazidas para bordo/ponte (amostras assinaladas com um “b”). As concentrações de oxigênio dissolvido em abril variaram entre 3,70 e 5,78 mg.O2.l-1. De um modo geral, as variações foram bem menos expressivas do que aquelas observadas em janeiro, especialmente no ponto C09 onde não foi constatado nenhum florescimento de algas. O pH permaneceu levemente alcalino em todos os pontos amostrados, variando entre 7,36 e 7,87. Julho 2002: As temperaturas dos pontos dos braços do reservatório estiveram todas ao redor de 23-24 C. Os valores de condutividade apresentaram declínio em todos os pontos se comparados ao mês de abril de 2002, ficando sempre restritos a faixa 37-52 uS.cm-1 . De modo análogo ao que já foi observado nos meses anteriores, a condutividade mais elevada foi registrada no ponto C09 (Balsa de Ipiaçú). O oxigênio dissolvido variou amplamente entre os pontos de coleta mas voltou a apresentar o valor mais elevado no ponto C09 (6,70 mg.O2.l-1). O pH variou entre 6,7 (ponto C09) e 8,7 (ponto C13). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 48 Outubro de 2002: As temperaturas dos pontos dos braços do reservatório sofreram igualmente uma forte elevação, se comparadas com a última excursão em julho, ficando entre 26,2 (C13) e 30,2 °C (C-09). Os valores de condutividade apresentaram duas tendências nítidas. Nos pontos sob forte influência dos braços dos rio dos Bois e Tijuco/Prata, os valores aumentaram passando a 54,6 (C-08) e 73,6 (C-09) uS.cm-1. Ao contrário, nos pontos do rio Paranaíba, a condutividade permaneceu ainda baixa, ao redor de 37 uS.cm-1 . Ao contrário do que foi observado nas estações limnéticas, o oxigênio dissolvido, em outubro de 2002, permaneceu em valores comparáveis àqueles observados em julho de 2002. A faixa de variação foi de 4,3 (C-13) e 4,8 (C-09) mg.O2.l-1 . O pH variou entre 7,6 (C-10) e 8,5 (novamente observado no ponto C13). Janeiro de 2003: As temperatuas da água nos pontos dos braços do reservatório estiveram relativamente mais baixas em janeiro de 2003 em comparação a igual período de 2002. Elas aumentaram, no entanto, em relação à coleta de outubro. Essa variável osccilou entre 28,0 (C-13) e 29,0 C (C-10) com base nas mensurações diretas na água (r ). Houve uma redução dos valores de condutividade elétrica nos pontos C-08, C09 e C-10, se comparados a mês de janeiro de 2002 mas, ao contrário, foi notado um aumento da condutividade em janeiro de 2003 em relação a outubro de 2002 em todos os pontos limnéticos. O pH manteve-se em valores próximos a neutralidade nos pontos dos braços do reservatório, oscilando entre 7,51 (C-09) e 7,94 (C-08). O oxigênio dissolvido apresrntou-se em baixas concentrações e variou numa faixa estrieta, ou seja, entre 3,6 mg.L-1 (C-13) a 4,6 mg.L-1 (C-09). Outubro de 2003: As temperatuas da água nos braços do reservatório oscilaram, em outubro, entre 26,3 (C-09) e 27,0 (C-10) e estiveram relativamente mais baixas em outubro de 2003 se comparadas a igual período de 2002. A condutividade elétrica oscilou entre 34,0 uS.cm-1 (C-13) e 62,6 uS.cm-1 (C09). A condutividade mostrou uma nítida redução no ponto C-09 se comparamos os meses de outubro nos anos de 2002 (73,6 uS.cm-1 ) e 2003 (62,6 uS.cm-1 ). Nos demais pontos, os valores dessa variável foram comparávieis entre os anos de 2002 e 2003. O oxigênio dissolvido variou entre 6,32 mg.L-1 (C-09) a 7,25 (C-10) mg.L-1 em outubro de 2003. O pH manteve-se alcalino, oscilando entre 8,0 (C-09) e 8,36 (C-08). Fevereiro de 2004: As temperatuas da água nos braços do reservatório oscilaram, em janeiro de 2004, entre 26,2 (C-08) e 29,9 (C-09). A condutividade elétrica oscilou entre 36,3 uS.cm-1 (C-13) e 53,8 uS.cm-1 (C09). O oxigênio dissolvido variou entre 5,38 mg.L-1 (C-08) a 8,51 (C-09) mg.L1 . O pH manteve-se alcalino, oscilando entre 8,0 (C-09) e 8,36 (C-08). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 49 Tab. 6 - Condições limnológicas básicas (temperatura da água, pH, condutividade elétrica e oxigênio dissolvido) nos pontos de coletas referentes a estações lênticas (braços do reservatório coletados sobre ponte e/ou balsa) do reservatório de São Simão (MG/GO). Dados de amostras coletadas a 0,5 m de profundidade. Pontos Denomina- Condições Data Hora Temp. de ção meteorológicas (°C) Coletas Sol com vento 29/01/02 14:20 30,2 C08 C09 Rio dos Bois OD (mg. L-1) 4,65 (b) 22/04/02 13:50 28,3 7,87 60,74 5,75 (b) Sol com vento 29/7/02 14:30 24,5 8,7 47,4 4,8 (b) Sol e bruma seca 28/10/02 12:40 29,6 8,0 54,6 4,6 (b) Nublado 16/1/03 Sol 12:50 23,7 (rio) 7,94 24,0 (b) 15/10/03 10:20 26,9 (r) 8,36 19,7 (rio) 5,95 (rio) 21,5 (b) 3,99 (b) 54,0 (r) 6,46 (r) Nublado 3/2/04 7,79 47,8 (r) 5,38 (r) Sol 30/01/02 12:35 33,1 9,90 65,4 12,01 (b) Sol/Neb 23/04/02 11:45 27,9 7,87 75,0 30/7/02 6,70 52,1 4,94 (b) 5,78 (r) 6,70 (b) 7,8 73,6 4,8 (b) Sol, vento e Balsa Tijuco nuvens Prata (Ipiaçú) Sol Balsa Cachoeira Dourada 7,32 Cond (uS. cm-1) 57,9 Sol/Neb Parc. Nublado C13 ´pH 11:05 26,2 (r) 11:30 23,1 (balsa) 23,3 (b) 31/10/02 11:10 30,2 (b) 17/1/03 Sol 11:55 28,3 (b) 7,51 28,2 (rio) 15/10/03 16:15 26,3 (r) 8,0 Sol 5/2/04 9,13 Sol 14:00 29,9 (r) 30,3 (b) 29/01/02 11:07 29,1 Sol 49,3 (rio) 4,63 (b) 49,8 (b) 62,6 (r) 6,32 (r) 8,40 53,8 (r) 59,9 (b) 44,1 8,51 (r) 7,31 (b) 5,12 (b) 22/04/02 11:15 26,8 7,36 40,3 3,70 (b) Sol 29/7/02 11:29 23,7 8,8 5,7 (b) Sol 28/10/02 10:20 26,2 8,5 38,1 (b) 37,9 (r) 37,1 (b) Nublado 16/1/03 Sol 11:35 28,7 (b) 7,61 28,0 (rio) 15/10/03 12:45 24,7 (r) 8,26 4,3 (b) 38,7 (rio) 4,87 (rio) 39,1 (b) 3,63 (b) 34,0 (r) 6,52 (r) Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Nublado 3/2/04 Sol com vento 14:00 27,3 (r) 27,4 (b) 23/04/02 14:20 28,4 7,82 36,3 (r) 36,4 (b) 43,0 Sol 30/7/02 8,2 40,2 7,6 37,6 (b) 13:50 23,8 (balsa) Sol com nuvens 31/10/02 12:45 28,4 (b) C10 Balsa Gouveinha 50 Parc. Nublado 7,72 17/1/03 5,65 (r) 5,14 (b) 4,55 (b) 6,11 (r) 8,30 (r ) 5,35 (b) 4,5 (b) Sol 14:00 29,1 (b) 7,67 29,0 (rio) 15/10/03 15:00 27,0 (r) 8,35 44,6 (rio) 4,13 (b) 45,3 (b) 37,1 (r) 7,25 (r) n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. Observação: Cond= condutividade elétrica; OD= oxigênio dissolvido. (b)= oxigênio medido na água coletada e disposta em recipiente, balde de polietileno; (r) = oxigênio medido diretamente no ambiente com a sonda mergulhada na subsueprfície (15 cm). Variáveis Físico-Químicas (Tributários) Janeiro de 2002: A temperatura da água nos tributários, de um modo geral, apresentou valores mais baixos do que no reservatório. Os valores dessa variável estiveram restritos à faixa de 25,8 a 28,6C (Tab. 7). A condutividade apresentou-se menos homogênea na maioria dos pontos oscilando entre 48,6 (P00- rio Paranaíba, jusante barragem) e 116,9 uS.cm-1 (P15 - rio dos Patos). Os tributários apresentaram valores de pH menos elevados ficando a maioria deles abaixo de 8,0. O oxigênio dissolvido ficou na faixa dos 4,5 – 7,0 mg.L-1. Abril de 2002: Os tributários apresentaram temperaturas oscilando entre 24,2 (P14a Invernada) e 28,2 °C (P16 – Rio da Prata). Como já destacado para a primeira excursão, as temperaturas da água foram consistentemente menos elevadas nos tributários se comparadas aos valores do reservatório. O pH variou amplamente entre os rios e ribeirões, sendo os valores mais elevados registrados nos pontos P05 (rio S. Francisco), P11 (rio Meia Ponte), P16 (rio da Prata) e P17 (rio Tijuco), todos com valores sempre acima de 8,0. A condutividade elétrica esteve mais elevada nos pontos P11 (rio Meia Ponte), P15 (ribeirão dos Patos) e P16 (rio da Prata) com valores acima de 90,0 uS.cm-1. Aumentos da condutividade em relação à janeiro foram observados nos pontos: P00 (rio Paranaíba), P04 (rio Preto), P11 (rio Meia Ponte), P16 (rio da Prata) e P17 (Rio Tijuco). O menor valor da condutividade, em abril, foi registrado no córrego Mateira, com 47,8 uS.cm-1 (Tab. 7). Julho de 2002: A temperatura da água voltou a apresentar valores menos elevados nos tributários e oscilou entre 19,8 C (P15) e 24,9 C (P17-A). O pH apresentou os valores n.d. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 51 mais elevados se comparados aos meses anteriores permanecendo acima de 8,0 na maioria dos pontos, com exceção do ponto P14- A . A condutividade elétrica mostrou um nítido padrão de decréscimo sazonal em quase todos os tributários, excetuando os rios Meia Ponte e Rio dos Patos que sempre apresentam os valores mais elevados para essa variável nos outros meses de coleta. Os tributários apresentaram concentrações de oxigênio dissolvido claramente mais elevadas do que aquelas verificadas no reservatório. Houve também uma tendência de queda sazonal dos valores de oxigênio na maioria dos pontos (P0, P02, P03, P04, P14A, P16, P17, P18 e P19). Outubro de 2002: A temperatura da água voltou a subir, variando de 25,5 °C (P14-a) a 28,7 °C (P19) mas, de acordo com os meses anteriores, pode-se afirmar que houve uma tendência para valores menos elevados nos tributários se comparado aos braços e eixo central do reservatório. O pH sofreu um decréscimo em relação a julho e variou de 7,3 (P-14a) a 8,7 (P11). Os rios goianos Preto, São Francisco e Meia Ponte foram aqueles nos quais os valores de pH foram os mais elevados. O ponto rio Invernada (P-14a) continuou a apresentar o menor valor dentre todos os pontos de coletas dos tributários. A condutividade elétrica apresentou distintos padrões. Em alguns rios, ela manteve os mesmos níveis de julho ou ainda menores ainda (P-00, P-02, P-03, P-05, P14a, P-15, P18 e P19). Em outros, ela mostrou um nítido padrão de acréscimo em outubro (P-04, P-11 e P-16, P17 e P-17a). A faixa de variação para o mês de outubro foi de: 38,7 (P-05) a 115,8 (P-11) uS.cm-1. Em uma tendência contrária, ao que foi observado em julho/agosto, os tributários apresentaram concentrações de oxigênio dissolvido claramente menos elevadas do que aquelas verificadas no reservatório. No entanto, os valores registrados em outubro foram claramente superiores àqueles anotados para esses mesmos pontos de coletas no trimestre anterior. A faixa de variação para o oxigênio dissolvido nos tributários de São Simão foi: 3,6 (P-17a) a 6,0 mgO2.l-1 (P-11). Os pontos muito contaminados com esgotos domésticos tiveram as mais baixas concentrações de OB, ou seja, os pontos 14-a (4,4 mgO2.l-1) e 17-a (3,6 mgO2.l-1). Efeito das chuvas torrenciais na química de um grande tributário – Rio da Prata (MG) Nos dias 29 e 31 de outubro de 2002, tivemos a oportunidade para medir “in loco” o efeito de uma forte e longa chuva sobre a química de um grande tributário de São Simão, o rio da Prata. O ponto P-16 foi amostrado duas vezes, respectivamente, antes e depois de uma forte chuva sobre a sua bacia que ocorreu durante todo o dia 30 e parte do dia 31. Os relatos meteorológicos da área indicavam total ausência de chuva na semana anterior. Os efeitos dessa chuva foram muito nítidos sobre a química do rio. Embora a temperatura da água tenha ficado inalterada, houve fortes reduções do pH (8,2 para 7,6), da condutividade (91,3 para 56,8 uS.cm-1) e para o oxigênio dissolvido (5,2 para 4,2 mfO2.l-1). Tendência inversa foi observada para as diferentes espécies de nitrogênio inorgânico e fósforo. Houve mais que uma duplicação nas concentrações de amônia Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 52 (43,0 para 93,5 ug.N-NH4), o mesmo valendo para os nitrito (0,3 para 6,6 ug.l-1 N-NO2) e os nitratos (de 0,0 para 1,8 ug.l-1 de N-NO3). No entanto, a mais dramática alteração tenha sido verificada com o fósforo já que o fósforo solúvel passou de 4,1 para 33,8 ug.l-1 de P-PO4 e o fósforo total passou de 36,2 para 80,7 ug.l-1 de P-PO4 . Janeiro de 2003: A tendência sazonal de acréscimo nos valores de temperatura da água se manteve em janeiro de 2003 uma vez que os valores dessa variável nos diferentes tributários oscilaram entre 23,7 °C (P-18) a 27,5 °C (P-11). Novamenter aqui depara-se com a tendência já verificada anteriormente para valores menos elevados nos tributários se comparado aos braços e eixo central do reservatório. O pH continuou a decrescer em relação a julho e variou entre 6,94 (P-19) a 7,94 (P-00 e P-18). A condutividade elétrica mostrou-se particularmente elevada (> 80 uS.cm-1) nos pontos P-11 e P-15 e apresentou um valor muito baixo (< 30 uS.cm-) no ponto P-02, ribeirão Mateira. O oxigênio dissolvido oscilou entre 3,30 mgO2.l-1 no ponto P-00 e 7,04 no ribeirão Mateira (P-02). Outubro de 2003: Não foram realizadas coletas nos tributários na sexta excursão, em outubro de 2003. Fevereiro de 2004: A temperatura da água dos tributários de São Simão oscilou entre 23,3 (P-05) e 27,3 (P-00) e estiveram bem abaixo dos valores típicos para essa época do ano (vide dados de janeiro de 2002 e 2003). O pH nos tributários manteve-se tipicamente alcalino e oscilou entre 7,6 (P-15) e 8,21 (P-16). O oxigênio oscilou ente 3,4 (P-00) e 7,6 (P05) mgO2.l-1. A condutividade elétrica oscilou entre 44,6 (P-03) e 135,7 us.cm-1 (P-15) . Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 53 Tab. 7- Condições limnológicas básicas nos pontos de coletas referentes estações lóticas dos principais tributários do reservatório de São Simão (MG/GO). Pontos de Local Coletas P00 P02 Rio Paranaíba (jusante) Rib. Mateira Data Hora 30/01/02 09:15 Nublado 26,9 Cond (uS. cm-1) 7,56 (b) 48,6 (b) 23/04/02 8:45 Sol/Neb 27,5 7,50 (b) 55,3 (b) 4,08 (b) 31/7/02 9:35 Sol 23,1 8,00 (b) 48,4 (b) 1,80 (b) 29/10/02 8:55 Sol 26,0 7,4 (b) 45,9 (b) 4,6 (b) 17/1/03 27,8 (b) 7,94 46,5 (b) 3,30 (b) 15/10/03. n.d. Nublado e chuva n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 2/2/04 Nublado 27,3 (b) 7,73 46,0 (b) 3,40 (b) 29/01/02 17:10 Nublado 25,8 7,58 (b) 49,8 (b) 6,42 (b) 22/04/02 17:00 Sol/Neb 24,6 7,61 (b) 47,8 (b) 30/7/02 Sol 8,10 (b) 40,9 (b) 5,40 (b) 8,15 (r ) 3,3 (b) 7,7 (b) 4,5 (b) 9:30 9:00 16:20 P04 Rio Alegre Rio Preto PH OD (mg.L-1) 4,60 (b) 28/10/02 15:10 Nublado 21,9 (r 22,4 (b) 26,4 (b) 16/1/03 15/10/03. n.d. Parc. Nublado n.d. 24,7 (rio) 25,0 (b) n.d. 6,95 (b) 27,0 (rio) 29,8 (b) n.d. n.d. 7,04 (rio) 4,89 (b) n.d. 03/2/04 Sol 7,92 60,5 (r) 61,1 (b) 7,66 (b) 55,1 (b) 6,88 (r) 4,74 (b) 6,40 (b) 22/04/02 16:35 Sol/ Nebul. Sol/Neb 23,7 (r) 23,8 (b) 26,4 25,1 7,77 (b) 53,3 (b) 31/7/02 Sol 21,9 8,20 (b) 43,7 (b) 7,00 (b) 8,09 (r ) 6,30 (b) 28/10/02 14:45 Nublado 27,4 7,7 (b) 48,2 (b) 4,5 (b) 16/1/03 26,1 (rio) 26,4 (b) n.d. 7,27 15/10/03. n.d. Parc. Nublado n.d. 37,5 (rio) 38,4 (b) n.d. 5,23 (rio) 4,53 (b) n.d. 3/2/04 Sol 24,4 (r) 24,4 (b) 27,5 16:35 8:30 29/01/02 16:40 P03 Cond. Temp Meteorol ( C) 16:00 16:20 9:00 29/01/02 16:00 Nebul. n.d. 7,90 44,9 (b) 44,6 (r) 44,9 (b) 7,62 (b) 49,7 (b) 6,67 (r) 5,32 (b) 6,20 (b) Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 22/04/02 15:35 Sol/Neb 26,1 7,91 (b) 55,1 (b) 29/7/02 Sol c/ bruma seca Nublado 21,8 (r 22,3 (b) 8,30 (b) 48,8 (b) 28,9 (b) 8,2 (b) 58,9 (b) 5,4 (b) 16/01/03 15:35 Parc. Nublado 26,1 (rio) 26.5 (b) 7,07 34,0 (rio) 35,2 (b) 5,59 (rio) 4,77 (b) 15/10/03. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 3/2/04 Nublado 24,3 (r) 24,5 (b) 27,1 8,0 45,6 (r) 43,8 (b) 7,82 (b) 57,5 (b) 6,8 (r) 5,45 (b) 6,87 (b) 8,38 (b) 56,1 (b) 6,25 (b) 16:00 28/10/02 14:05 9:47 29/01/02 15:15 22/04/02 14:35 29/07/02 15:15 P05 Rio São Francisco Sol/ Nebulosid ade Sol/Neb 24,9 21,8 (r) 22,2 (b) 8,50 (b) 40,3 (b) 5,50 (b) 6,80 (r) 28,1 (b) 8,5 (b) 38,7 (b) 5,2 (b) 24,7 (rio) 24,9 (b) n.d. 7,22 37,0 (rio) 38,6 (b) n.d. 5,37 (b) 15/10/03. n.d. Parc. Nublado n.d. 3/2/04 Sol 23,3 (r) 23,7 (b) 28,6 8,18 59,0 (r) 60,1 (b) 7,57 (b) 67,4 (b) 7,58 (r) 5,23 (b) 4,84 (b) 26,3 8,20 (b) 122,5 (b) 7,30 (b) 28/10/02 13:30 15:00 10:29 29/01/02 12:55 Nublado 22/04/02 Rio Meia Ponte Córrego dos Bois (Sta. Vitória) n.d. n.d. 29/07/02 12:17 Sol 22,5 (b) 8,7 (b) 87,3 (b) 5,01 (b) 28/10/02 10:50 Sol 28,3 (b) 8,7 (b) 115,8 (b) 6,0 (b) 16/1/03 Nublado 27,5 (rio) 27,6 (b) n.d. 7,85 (b) 89,3 (rio) 91,2 (b) n.d. n.d. 6,17 (rio) 3,86 (b) n.d. 25,9 (r) 26,1 (b) 26,9 8,10 6,49 (r) 4,84 (b) 4,62 (b) 12:20 15/10/03. n.d. n.d. 3/2/04 Sol 13:35 30/01/02 11:10 P14 7,52 (b) 8,08 (r) 8,33 (r 6,10 (b) Sol c/ bruma seca Nublado 16/1/03 P11 54 Nublado 70,9 (r) 71,5 (b) 6,99 (b) 80,9 (b) Ricardo Pinto-Coelho P14-a P15 Invernada Rio dos Patos convênio Cemig/Fundep 4830-1 23/04/02 10:55 Sol 24,2 7,58 (b) 67,9 (b) 30/07/02 10:20 Sol 7,6 (b) 62,9 (b) 31/10/02 10:45 Nub/Sol 21,2 (b) 20,7 (r) 25,5 (b) 7,3 (b) 49,9 (b) 17/1/03 25,4 (rio) 25,4 (b) 26,1 7,11 67,4 (rio) 67,5 (b) 7,47(b) 116,9 (b) 4,05 (b) 30/01/02 10:05 Nublado e chuva Nublado 23/04/02 9:45 Sol/Neb 27,2 7,64 (b) 96,1 (b) 30/07/02 9:10 Sol 29/10/02 9:29 Sol 20,9 (b) 19,8 (r) 27,8 (b) 8,30 (b) 114,5 (r) 115,3 (b) 7,9 (b) 102 (b) 5,24 (b) 5,40 (r) 7,0 (r) 5,60 (b) 5,9 (b) 17/1/03 26,7 (rio) 27,1 (b) n.d. n.d. 15/10/03. n.d. Nublado e chuva n.d. 2/2/04 Nublado 7,64 135,7 (r) 136,3 (b) 7,98 (b) 55,1 (b) 4,96 (r) 3,72 (b) 6,50 (b) 11:05 10:00 9:30 P 17 Rio da Prata Rio Tijuco (Ituiutaba) n.d. 4,59 (b) 6,80 (r ) 5,50 (b) 4,4 (r) 4,4 (b) 4,49 (b) 110,6 (rio) 4,27 (rio) 110,5 (b) 3,70 (b) n.d. n.d. 31/01/02 11:00 Sol 25,7 (r) 25,4 (b) 26,7 23/04/02 17:15 Sombra 28,2 8,26 (b) 99,6 (b) 5,28 (b) 31/07/02 10:55 Sol e nuvens Nublado 23,0 (b) 8,40 (b) 80,3 (b) 3,30 (b) 27,0 8,2 (b) 91,3 (b) 5,2 (b) 31/10/02 17:00 (depois da chuva) Nublado 27,0 7,6 (b) 56,8 (b) 4,2 (b) 18/1/03 26,4 (rio) 26,5 (b) n.d. 7,81 15/10/03 n.d. Parc. Nublado n.d. 60,0 (rio) 60,4 (b) n.d. 5,96 (rio) 4,38 (b) n.d. 2/2/04 11:00 Sol 8,21 31/01/02 12:05 Sol 25,2 (r) 25,8 (b) 27,4 61,7 (r) 64,3 (b) 8,01 (b) 59,3 (b) 7,18 (r) 5,02 (b) 6,97 (b) 23/04/02 16:10 Sol 25,3 8,31 (b) 65,5 (b) 5,85 (b) 31/07/02 11:50 Sol forte Nublado 8,30 (b) 55,0 (r) 56,1 (b) 8,3 (b) 66,3 (b) 3,0 (b) 29/10/02 11:25 21,7 (r) 22,3 (b) 28,4 (b) 29/10/02 10:35 (amtes da chuva) P16 55 12:40 n.d. 5,1 (b) Ricardo Pinto-Coelho Rio Tijuco P 17 -A Jusante Nestlé P 17-B P18 Rio Tijuco (Zona Rural) Rib. Campanha convênio Cemig/Fundep 4830-1 19/01/03 14:20 Nublado 2/2/04 Sol 30/07/02 12:00 Sol forte 25,9 ( r) 26,0 (b) 25,0 (r) 25,7 (b) 22,2 (r) 24,9 (b) 31/10/02 12:06 Nublado 28,2 (b) 7,8 (b) 74,9 (b) 3,6 (b) 15/10/03 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 31/10/02 12:06 Nublado 28,2 (b) 7,8 (b) 74,9 (b) 3,6 (b) 15/10/03 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 31/10/02 15:10 Nublado 28,6 (b) 7,8 (b) 66,8 (b) 4,9 (b) 19/1/03 Parc. Nublado 26,4 (rio) 26,5 (b) 24,6 7,86 47,4 (rio) 46,1 (b) 7,55 (b) 37,4 (b) 4,31 (rio) 4,58 (b) 5,81 (b) 28/10/02 11:25 Sol com 21,0 (r) brisa leve 21,6 (b) Sol 26,3 (b) 8,40 (b) 32,8 (r) 33,0 (b) 7,9 (b) 38,4 (b) 8,30 (r) 5,60 (b) 4,9 (b) 16/1/03 Nublado 23,7 (rio) 24,0 (b) n.d. 26,8 7,94 (b) 19,7 (rio) 21,5 (b) n.d. n.d. 8,06 (b) 58,6 (b) 12:00 16:40 22/04/02 29/07/02 13:00 P19 P 20 56 12:50 7,78 (b) 39,1 (r) 39,8 (b) 8,20 45,5 (r) 45,6 (b) 8,11 (r) 61,3 (r) 7,90 (b) 65,7 (b) 5,57 (r) 4,78 (b) 7,40 (r) 5,55 (b) 2,61 (r) 1,10 (b) 15/10/03 n.d. 22/04/02 16:00 n.d. 29/07/02 16:35 23,5 (b) 8,10 (b) 43,8 (b) 28/10/02 14:25 Sol com bruma seca Nublado 5,95 (rio) 3,99 (b) n.d. 6,93 (b) 7,52 (r ) 3,20 (b) 28,7 (b) 7,8 (b) 44,3 (b) 4,0 (b) 16/1/03 15:55 Nublado 26,9 (rio) 27,0 (b) 6,94 40,1 (rio) 40,7 (b) 5,19 (rio) 4,68 (b) 2/2/04 10:20 Nublado 25,7 (r) 25,6 (b) 8,01 112,9 (r) 113,0 (b) 6,74 (r) 4,33 (b) Rib. Jacaré Rib. São Gerônimo Observação: Cond= condutividade elétrica; OD= oxigênio dissolvido. (b)= oxigênio medido na água coletada e disposta em recipiente, balde de polietileno; (r) = oxigênio medido diretamente no ambiente com a sonda mergulhada na subsueprfície (15 cm). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 57 Nutrientes (Nitrogênio e Fósforo) Série Nitrogenada (amônia, nitrito e nitrato) - Tributários Janeiro 2002: Os tributários do reservatório de São Simão tiveram concentrações de espécies de nitrogênio moderadas, sendo que a forma “nitrato” foi a que predominou na maioria das estações (Tab. 8). Uma exceção notável foi o ponto P14, córrego dos Bois, município de Sta. Vitória, MG, local altamente contaminado por esgotos domésticos, que apresentou concentrações de amônia maiores do que 1,0 mg.L-1 de N-NH4. Em relação ao nitrato, os rios Alegre, Preto, São Francisco e Meia Ponte apresentaram valores sempre maiores do que 80 ug.L-1 de N-NO3 . Abril de 2002: Em abril, tiveram destaque as concentrações de nitrato nos tributários rio Preto (P04), rio Meia Ponte (P11), córrego Invernada (P14a), todos com concentrações acima de 80 ug.L-1 de N-NO3. Merece destaque o intenso crescimento da concentração de nitrato observado no rio Meia Ponte em abril (valores passaram de 85,2 ug.L-1 de NNO3 em janeiro para 331,1 ug.L-1 de N-NO3 em abril). Em relação à amônia, tiveram destaque os pontos referentes ao rio Preto (P04), rio São Francisco (P05), rio Meia Ponte (P11) e o córrego Invernada (P14a), todos com concentrações acima de 40,0 ug.L1 de N-NH4. As concentrações de nitritos estiveram, de um modo geral, menos elevadas do que aquelas observadas em janeiro. A faixa de variação foi de 0,0 (n.d.) a 6,2 ug.L-1 de N-NO2 (Ponto P04). Observe-se que, nos dois meses estudados, o Rio Preto (P04) sempre apresentou as concentrações mais elevadas de nitritos. Julho de 2002: A amônia teve aumento de suas concentrações nos pontos P0, P03, P4, P14A, P15 e P19. A faixa de variação para esse parâmetro ficou entre 22,2 (P02) e 234,9 (P14A) ug.L-1 de N-NH4. Os nitritos foram detectados em todos os pontos amostrados embora tenham apresentado concentrações iguais ou menores do que 8,0 ug.L-1 de N-NO2. O ponto P4 voltou a se destacar como sendo aquele onde foram detectadas as maiores concentrações de nitritos. Em relação à série nitrogenada, os nitratos apresentaram uma tendência inversa à da amônia, apresentando uma clara redução de suas concentrações em quase todos os pontos de coletas. As reduções mais importantes foram nos pontos P02, P04, P14A, P17 e P19. O rio Meia Ponte continuou ser o grande destaque em relação ao aporte de nitrato para o reservatório de São Simão. A maior concentração foi verificada neste ponto de coleta P11 (rio Meia Ponte), com 464 7,9 ug.L-1 de N-NO3. Outubro de 2002: A tendência de acréscimo da amônia nos tributários do reservatório foi mantida em outubro. Essa espécie de nitrogênio teve aumento de suas concentrações nos pontos P-00, P-02, P-03, P-04, P-05, P-11, P-14 A, P-15, P-16 (vide relato sobre os efeitos das chuvas), P-18 e P19.Em muitos casos, as concentrações praticamente mais que dobraram em outubro se comparadas ao trimestre anterior. A faixa de variação para esse parâmetro ficou entre 36,2 (P-17) e 190,6 (P17-A) ug.L-1 de N-NH4. É de se observar Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 58 que os locais altamente contaminados com esgotos foram aqueles nos quais a amônia foi mais elevada (P-14 A e P-17 A). Os nitritos foram detectados em quase todos os pontos (exceto no P-17) amostrados embora tenham apresentado concentrações pequenas (menores do que 8,0 ug.L-1 de N-NO2) na maioria dos pontos. Concentrações elevadas (> 8,0 ug.L-1 de NNO2) foram observadas nos seguintes pontos: P-05, P-11, P-17A. Os nitratos apresentaram uma tendência inversa à da amônia, apresentando uma clara redução de suas concentrações em quase todos os pontos de coletas. As reduções mais importantes foram nos pontos P-00, P-02, P04, P-11 (de 464,7 para 9,2 ug.L-1 de N-NO3), P14 A, P-17, P-17A, P-18 e P19. Efeito de fontes pontuais (entrada de esgotos) na qualidade de água de um grande tributário – Rio Tijuco do reservatório de São Simão. O rio Tijuco foi amostrado no mês de outubro de 2002 em três pontos localizados em seqüência logo a jusante da cidade de Ituiutaba, MG. No primeiro deles, o ponto P-17, ainda não há entrada de grandes quantidades de efluentes urbanos. O próximo ponto, P-17 A, está localizado logo após (400 m) a entrada de dois efluentes importantes: ETE e o efluente da indústria Nestlé e o terceiro ponto P-17 B já está situado em área nitidamente agrícola. Observamos que a temperatura da água junto à superfície dos três pontos permaneceu praticamente inalterada, entre 28,2 e 28,6 °C. O pH caiu de 8,3 no ponto P-17 para 7,8 no ponto P-17 A e 7,9 no ponto P-17 B. A Condutividade elétrica aumentou a jusante passando de 66,3 uS.cm-1 para 74,9 uS.cm-1 (P-17A) e 66,8 uS.cm-1 (P-17 B). Padrão similar aconteceu com o oxigênio dissolvido que decresceu de 5,1 mgO2.l-1 para 3,6 e 4,9 mg.O2.l-1, respectivamente nos pontos P-17 A e B. O nitrogênio amoniacal sofreu um forte acréscimo, logo após a entrada dos efluentes acima citados, passando de 36,2, no ponto P-17, para 190,6 ug.l-1.N-NH4, no ponto P-17 A mas decresceu para 93,5 ug.l-1 de N-NH3 no ponto P-17 B. Os valores de nitrito caíram de 8,5 ug.l-1 de N-NO2, no ponto P-17, para 0,8 ug.l-1 de N-NO2 no ponto P-17B e o nitrato foi apenas detectado no ponto P-17B. Os valores de fósforo total passaram de 37,5 ug.l-1 de P-PO4 no ponto P-17 para 61,1 no ponto P-17A e 54,5 ug.l-1 de P-PO4 no ponto P-17B. Janeiro de 2003: Os valores de amônio oscilaram entre 38,2 (P-18) e 164,0 (P-14 A) ug.l-1 de N-NH3. Em relação à amônia, duas tendências nítidas puderam ser observadas em janeiro de 2003: (a) houve uma redução dos valores de amônia em relação ao mês de outubro em todos rios e ribeirões que foram amostrados nesses períodos; (b) os valores de amônio em janeiro de 2003 foram claramente superiores aos valores encontrados em janeiro de 2002, com as exceções dos rios preto (P-04) e Meia Ponte (P-11) e Campanha (P-18); Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 59 Os nitritos também estiveram em valores comparáveis aos obitdos em janeiro de 2002 na maioria dos pontos estudados, considerando a série de dados até então existente. Os dados de nitrato nos tributários não estão disponíveis para a coleta de janeiro. Outubro de 2003: Não foram realizadas coletas nos tributários nesse período (6 excursão). Fevereiro de 2004: Nesse mês, a grande maioria dos tributários apresentou baixas concentrações de amônia e nitrato sendo que apenas os nitritos foram detectados com regularidade mas mesmo assim em concentrações baixas (< 10,0 ug.l-1 de N-NO2). A grande exceção foram os rios Paranaíba (P-00) e o rio Meia Ponte (P-11) onde os nitratos foram dectados em concentrações moderadas, na faixa de 40-60 ug.l-1 N-NO3. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 60 Tab. 8 - Concentrações da série nitrogenada nos principais tributários do reservatório de São Simão, em janeiro de 2002. Ponto de Coletas Tributários Código Amônia (ug.L-1 NNH4) Nitrito (ug.L-1 NNO2) Nitrato (ug.L-1 NNO3) 6,3 2,4 102,0 Abr/02 12,3 2,5 0,0 Jul/02 22,4 0,3 19,0 Out/02 66,2 1,3 0,0 Jan/03 25,0 1,6 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 4,4 44,1 5,6 5,4 88,2 Abr/02 25,2 1,8 0,0 Jul/02 22,2 1,1 2,8 Out/02 81,6 1,8 0,0 Jan/03 38,8 6,5 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 5,3 0,0 Jan/02 4,4 2,8 111,2 Abr/02 30,0 1,4 0,0 Jul/02 35,8 1,0 0,0 Out/02 78,1 2,1 0,0 Jan/03 14,9 1,6 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 5,2 0,0 Data Jan/02 Rio Paranaíba (jusante) P00 Jan/02 Rib. Mateira Rio Alegre P02 P03 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 41,1 9,1 115,8 51,0 6,2 86,2 Jul/02 57,8 7,9 34,1 Out/02 79,4 2,3 0,0 Jan/03 36,4 6,5 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 5,7 0,0 37,5 5,7 91,3 42,7 1,3 0,0 Jul/02 25,7 0,7 0,0 Out/02 100,3 22,2 2,5 Jan/03 48,9 8,1 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 5,3 0,0 30,6 4,9 85,2 47,5 1,1 331,1 Jul/02 24,8 5,2 464,7 Out/02 69,0 8,5 9,2 Jan/03 26,9 8,8 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 5,1 52,9 1189,1 3,7 0,0 Jan/02 Abr/02 Rio Preto P04 Jan/02 Abr/02 Rio São Francisco P05 Jan/02 Abr/02 Rio Meia Ponte Córrego dos Bois (Sta. Vitória) P11 P14 61 Jan/02 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 121,5 5,1 80,3 Jul/02 234,9 4,1 19,0 Out/02 110,9 4,1 0,0 Jan/03 164,0 1,8 n.d. 0,0 0,0 0,0 17,4 2,4 14,0 Jul/02 31,0 1,0 0,0 Out/02 73,8 1,6 0,0 Jan/03 37,5 2,3 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 4,7 0,0 Nd Nd Nd 60,9 Nd Nd 21,3 0,7 0,0 43,0 0,3 0,0 93,5 6,6 1,8 Jan/03 40,0 1,6 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 5,7 0,0 Nd Nd Nd 34,1 2,7 14,0 Jul/02 34,1 2,6 1,4 Out/02 36,2 0,0 0,0 Abr/02 Invernada P14 a Jan/02 Abr/02 Rio dos Patos P15 Jan/02 Abr/02 Jul/02 Rio da Prata Rio Tijuco 62 P16 P 17 Out/02 (antes da chuva) Out/02 (2) (depois da chuva) Jan/02 Abr/02 Ricardo Pinto-Coelho Rio Tijuco (ETE-Nestlé) Tijuco (Zona Rural) P 17-A convênio Cemig/Fundep 4830-1 Jan/03 42,0 1,6 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. Jan/04 0,0 6,2 0,0 Jul/02 193,4 6,4 14,4 Out/02 190,6 8,5 0,0 Jan/03 n.d. n.d. n.d. Out/02 93,5 6,6 1,8 Jan/03 86,0 6,5 n.d. 46,1 0,1 Nd Jul/02 23,3 0,3 10,9 Out/02 47,6 1,7 0,0 Jan/03 38,2 1,6 n.d. 18,0 2,1 33,7 Jul/02 31,0 0,9 5,1 Out/02 66,1 0,8 0,0 Jan/03 48,2 1,6 n.d. Jan 03 54,5 1,6 n.d. Jan/04 0,0 5,7 0,0 P 17-B Abr/02 Rib. Campanha P18 Abr/02 Rib. Jacaré 63 P19 Ribeirão P 20 São Gerônimo Série Nitrogenada (amônia, nitrito e nitrato) - Reservatório Janeiro de 2002: Os pontos do reservatório apresentaram em geral baixas concentrações para todos os elementos da série nitrogenada, com a exceção dos pontos C02 e C07 ambos com valores de nitrato acima dos 100,0 ug.L-1 de N-NO3 (Tab. 9). Abril de 2002: Em abril, os pontos C02 (fundo), C06, C07 e principalmente o ponto C10 (Balsa de Gouveinha) se destacaram por apresentarem concentrações de nitrato superiores a 50,0 ug.L-1 de NO3. Ao contrário do observado em janeiro, a amônia foi detectada em praticamente todos os pontos do reservatório com destaque para os pontos C02 (sup e Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 64 fundo), C05, C06, C07, C08 e C13 onde as concentrações foram sempre superiores a 40,0 ug.L-1 de N-NH4. Os nitritos apresentaram concentrações em geral menos elevadas em abril. A maior concentração dessa espécie de nitrogênio, em abril, foi observada no ponto C10 (Tab. 9). Julho-Agosto de 2002: A amônia experimentou uma redução generalizada em suas concentrações (C02, C05, C06, C07, C08 e C13). As exceções ficaram por conta dos pontos C09 e C10 onde a amônia aumentou suas concentrações em relação ao mês de abril de 2002. No ponto C09, foi observada a maior concentração em relação a todas as coletas realizadas até então dentro do reservatório, com um valor de 193,4 ug.L-1 de N-NH4 (Tab. 9). Os nitritos aumentaram as suas concentrações em todos os pontos dentro do reservatório. A faixa de variação para essa variável ficou entre 0,8 (C02, 70 m) e 6,4 (C09) ug.L-1 de NO2. Os nitratos foram o grande destaque dos pontos limnéticos do reservatório e apresentaram aumentos em suas concentrações notáveis nessa excursão. Em todos esses pontos (C02, C05, C06 e C07), as concentrações de nitrato sempre ficaram acima de 46,7 ug.L-1 de NO3. É interessante notar que nos pontos dos braços (C08, C09, C10 e C13), os nitratos nunca ultrapassaram a barreira dos 32 ug.L-1 de NO3. Outubro de 2002: Os valores de amônia sofreram ligeiros acréscimos em alguns pontos (C02, 0m, C-06, C-07, C-08 e C-13). No ponto C-09 houve , porém, uma redução forte nos valores de amônia que passou de 193,4 para 21,9 ug.L-1 de N-NH4. Os nitritos não sofreram grandes altera~çoes e diminuíram ligeiramente suas concentrações na maioria dos pontos dentro do reservatório (C-05, C-06, C-07, C-08 e C-09). A faixa de variação para essa variável ficou entre 0,0 (C-02, 60 m) e 2,8 (C-10) ug.L-1 de NO2. Os nitratos sofreram uma redução nos pontos limnéticos do reservatório e a faixa de variação para essa espécie de nitrogênio ficou entre 0,0 (C-02, C-05, C-06, C-08, C09 e C-13) e 16,5 ug.l-1.N-NO3 (C-10). Janeiro de 2003: Em janeiro, houve uma modificação importante na série nitrogenada nos pontos limnéticos (Tab. 9). A amônia que praticamente não foi detectável na zona limnética do reservatório em 2002, esteve presente em concentrações consideráveis nessa região um ano mais tarde. Dessa forma, em janeiro de 2003, a amônia permaneceu no patamar 7080 ug.l-1 de N-NH3 em todos os pontos limnéticos do reservatório. Os nitritos tiveram concentrações geralmente reduzidas nos pontos limnéticos do reservatório, oscilando entre 1,1 e 9,6 ug.L-1 de NO2. O nitrato também apresentou aumento de suas concentrações em vários pontos limnéticos ao se comparar os meses de janeiro de 2002 e 2003. Esse aumento pode ser constatado nos pontos C-05, C-06, C-08, C-09 e C13. Os pontos C-02, C07 e C-10 exibiram concentrações elevadas tanto em janeiro de 2002 quanto em janeiro de 2003. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 65 Dessa forma, considerando os dados de amônio e nitrato é possível afirmar que houve um aumento da disponibilidade de nitrogênio inorgânico na zona limnética do reservatório ao se comparar os meses de janeiro de 2002 e 2003. Outubro de 2003: As concentrações de amônio estiveram em níveis não detectáveis no reservatório em outubro de 2003. Os nitritos oscilaram entre 2,3 (C-07) e 6,7 (C-10) ug.L-1 de NO2. Os nitratos foram detectados em quase todos os pontos de coletas e as concentrações mais elevadas foram detectadas no ponto C-10 (44,1 ug.L-1 de NO2). Fevereiro de 2004: O íon amônio não foi detectado no reservatório em janeiro de 2004. Os nitritos oscilaram entre 4,5 (C-13) e 6,3 ug.L-1 de NO2 (C-02, fundo). Os nitratos foram detectados em concentrações mais elevadas apenas no ponto C-02 (fundo) quando foram registrados 61,7 ug.L-1 de NO3. O ponto C-10 também apresentou uma concentração relativamente elevada (44,1 ug.L-1 de NO3) nesse período. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 66 Tab. 9 - Concentrações da série nitrogenada no reservatório de São Simão em janeiro de 2002 (continuação). Pontos do reservatório. Amônia Nitrito Nitrato Reservatório Código Data (ug.L-1 N(ug.L-1 N(ug.L-1 NNH4) NO2) NO3) Barragem C02 Eixo Central com Braço Rio C05 Alegre Eixo Central com braço Rio C06 Jan/02 0,0 18,4 104,1 Abr/02 50,8 (sup) 48,4 (50 m) 1,5 (sup) 0,0 (50 m) 0,0 (sup) 68,4 (50 m) Jul/02 13,9 (sup) 15,6 (70 m) 1,6 (sup) 0,8 (70 m) 46,7 (sup) 85,6 (70,0) Out/02 24,6 (0m) 13,0 (60 m) 1,6 (0m) 0,0 (0m) 0,0 (60,0 m) 0,0 (60,0) Jan/03 72,5 (0 m) 72,2 (60 m) 5,31 (0 m) 4,12 (60 m) 62,3 (0 m) 37,5 (60 m) Out/03 0,0 (0 m) 0,0 (60 m) 4,25 ( 0 m) 2,55 (60 m) 11,0 (0 m) 8,8 (60,0 m) Jan/04 0,0 (0 m) 0,0 (60 m) 5,9 (0 m) 6,3 (60 m) 2,22 (0m) 61,7 (60m) Jan/02 0,0 0,0 0,0 Abr/02 44,2 0,7 7,7 Jul/02 14,4 2,1 78,3 Out/02 14,6 1,5 0,0 Jan/03 75,4 1,1 50,0 Out/03 0,0 4,6 0,0 Jan/04 0,0 (0 m) 0,0 (38 m) 4,8 (0 m) 6,0 (38 m) 13,2 (0 m) 17,6 (38 m) Jan/02 n.d. Nd n.d. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 67 Preto Eixo Central com braço do Rio S. Francisco Ponte Rio dos Bois C07 C08 Abr/02 45,9 0,3 57,4 Jul/02 16,3 2,6 49,1 Out/02 21,9 2,3 0,0 Jan/03 70,8 2,6 37,5 Out/03 0,0 4,90 4,4 Jan/04 n.d. n.d. n.d. Jan/02 0,0 17,5 115,4 Abr/02 52,8 1,7 51,9 Jul/02 17,0 3,2 66,2 Out/02 18,9 2,7 12,2 Jan/03 71,1 3,5 83,0 Out/03 0,0 2,29 8,8 Jan/04 n.d. n.d. n.d. Jan/02 n.d. n.d. n.d. Abr/02 56,1 0,9 0,0 Jul/02 44,2 1,6 2,8 Ricardo Pinto-Coelho Balsa braço Tijuco/Prata (Ipiaçú) Balsa de Gouveinha C09 C10 convênio Cemig/Fundep 4830-1 68 Out/02 44,3 1,4 0,0 Jan/03 77,4 3,7 37,5 Out/03 0,0 5,2 0,0 Jan/04 0,0 5,7 0,0 Jan/02 0,0 19,4 0,0 Abr/02 22,4 2,6 14,0 Jul/02 193,4 6,4 14,4 Out/02 79,7 9,6 0,0 Jan/03 80,1 4,7 49,9 Out/03 0,0 6,5 0,0 Jan/04 0,0 5,9 13,2 Abr/02 12,6 2,2 137,7 Jul/02 36,7 2,7 31,8 Out/02 20,8 2,8 16,5 Jan/03 72,9 9,6 95,4 Out/03 0,0 6,7 44,1 Ricardo Pinto-Coelho Balsa Cach. Dourada (Rio Paranaíba) Praia de São Simão C13 convênio Cemig/Fundep 4830-1 69 Jan/04 n.d. n.d. n.d. Jan/02 0,0 17,8 0,0 Abr/02 54,8 0,0 16,0 Jul/02 23,9 1,8 20,2 Out/02 74,7 2,6 0,0 Jan/03 71,5 7,2 62,3 Out/03 0,0 3,6 26,4 Jan/04 0,0 4,5 13,2 Jan/04 0,0 (0 m) 0,0 (20 m) 8,3 ( 0 m) 4,5 (20 m) 0,0 (0 m) 0,0 (20 m) Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 70 Perfil da Série Nitrogenada no Reservatório (ponto C5 Barra do Rio Alegre) Em janeiro de 2003, foram realizadas coletas ao longo de um perfil em um ponto considerado representativo das condições gerais de qualidade de água no reservatório de São Simão. O ponto escolhido foi o ponto C-05 localizado na Barra do Rio Alegre com cerca de 36 metros de profundidade. Foram amostrados 11 pontos cobrindo a coluna de água do ponto escolhido. Tabela 9 B–A Concentrações da série nitrogenada em um perfil ao longo da coluna de água no ponto C-05, Barra do Rio Alegre no Reservatório de São Simão. Prof (m) 1 0,0 2 1,0 3 2,0 4 3,0 5 4,0 6 5,0 7 6,0 8 9,0 9 12,0 10 15,0 11 30,0 Amônia 75,4 74,8 74,8 74,6 74,6 74,6 73,3 74,3 75,6 80,8 83,4 Nitrito 1,1 0,6 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Nitrato 50,0 46,2 57,7 38,5 57,7 62,3 62,3 66,4 62,3 45,7 66,4 Os dados de concentrações da série nitrogenda obitdos ao longo do perfil representado na Tab. 9-B não deixam dúvidas no sentido de que existe uma grande homogenidade físico-quíimca na coluna de água no reservatório de São Simão. A existência de nitrato próximo ao fundo do ponto e a inexistência de um gradiente de amônio com aumento dessa espécie de nitrogênio no fundo do ponto C-05 demonstram - de modo inequívoco - a boa disponibilidade de oxigênio dissolvido em toda a coluna de água o que já foi demonstrado nas tabelas 2 a 5. Esse fato contrasta de modo agudo com muitos reservatórios tropicais mesmo aqueles de grande porte e confere um caráter muito particular ao reservatório de São Simão. Os cartogramas de amônio, fósforo total e de sólidos totais estão representandos nas figuras 11 A, 11B e 11C, respectivamente. Eles foram elaborados a partir do mapa que mostra os pontos de coleta. Neles estão representados os valores encontrados, para a respectiva variável, nos seguintes períodos: Janeiro, Abril, Julho e Outubro de 2002, Janeiro e Outubro de 2003 e Fevereiro de 2004. Os cartogramas a seguir ( Figura 11A) a seguir ilustram as distribuições espaciais do íon amônio no reservatório e principais tributários. É de se notar que nas últimas excursões (outubro de 2003 e fevereiro de 2004) as concentrações desse íon estiveram praticamente abaixo do limite de detecção do método. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Figura 11 A - Distribuição espacial das concentrações de amônio no reservatório de São Simão e seus principais tributários em diferentes épocas do ciclo sazonal. 71 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 72 Fósforo (Tributários) Janeiro de 2002: Todos os tributários do reservatório de São Simão apresentaram concentrações geralmente elevadas de fósforo total ( 49,5 a 639,9 ug.L-1 P-PO4). Nos tributários do lado goiano (Mateira, Alegre, Preto, São Francisco, Meia Ponte), as concentrações de fósforo total foram sempre superiores a 100,0 ug.L-1. Do lado mineiro, tiveram destaque o córrego dos Bois (P14) e o Rio dos Patos (P15). Deve-se igualmente merecer destaque o fato de que o fósforo solúvel foi particularmente baixo (< 40,0 ug.L-1) em quase todos os pontos , excetuando os pontos do lado mineiro P14 e P15 (Tab. 10). Abril de 2002: As concentrações de fósforo total sofreram amplo decréscimo em abril em quase todos os tributários. As reduções mais conspícuas foram observadas nos pontos P02 Mateira (de 216,0 para 48,8 ug.L-1 de P-PO4), P03- Alegre (de 132,6 para 53,8 ug.L-1 de PPO4), P04 –Preto (de 343,1 para 50,2 ug.L-1 de P-PO4), P05 – São Francisco (de 200,0 para 46,7 ug.L-1 de P-PO4), P11- Meia Ponte (de 230,5 para 43,9 ug,L-1 de P-PO4) e P15- Patos (de 152,6 para 62,2 ug.L-1 de P-PO4). De modo análogo ao observado em abril, as concentrações de fósforo solúvel estiveram sempre bem menores, abaixo de 50% do fósforo total na maioria dos casos. Julho de 2002: O fósforo total experimentou uma redução sazonal generalizada - e sem exceções de suas concentrações em todos os tributários (P0, P2, P3, P4, P5, P11, P14A, P15, P16, P17, P18 e P19). A faixa de variação para essa variável ficou entre 11,1 (P0) e 60,9 (P14A) ug.L-1 de P-PO4.. Os pontos P11 e P15 também registraram concentrações relativamente elevadas para o fósforo total com valores sempre acima de 30,0 ug.L-1 de P-PO4 Uma tendência similar mas muito menos acentuada pode ser constatada para o fósforo solúvel. A faixa de variação para o fósforo solúvel oscilou entre 6,9 e 26,7 ug.L-1 de P-PO4. Outubro de 2002: Uma das tendências mais “firmes” encontradas dentre os tributários no mês de outubro de 2002 foi o aumento quase que generalizado observado nas concentrações de fósforo total nos diversos pontos de coletas nos tributários (P-00, P-02, P-03, P-04, P-05, P-11, P-15, P-16, P18). Em alguns casos, esse aumento correspondeu a um aumento de cerca 50% nas concentrações (P-00, P-05 e P-19). Redução dos níveis de P-total foi observada em apenas um ponto, P-14 A. O fósforo dissolvido, apresentou uma tendência inversa, de redução de suas concentrações que pode ser observada nos pontos P-00, P-03, P-05, P-11, P-14 A, P-16, P17 e P-18. A faixa de variação observada foi de 1,5 (P-11) a 32,2 (P-15) ug.l-1 de P-PO4. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 73 Janeiro de 2003: Considerando os dados de fósforo nos tributários em janeiro de 2002 e os meses subseqüentes, esperava-se uma repetição do padrão típico de aumento nas suas concentrações durante a estação chuvosa de 2003. Esse aumento pode ser constatado em janeiro de 2003 se comparamos esses dados com aqueles obtidos em outubro de 2002. Entretanto, ao compararmos os meses de janeiro de 2002 e janeiro de 2003, constata-se que as concentrações em 2003 não atingiram os níveis verificados em 2002. As concentrações de P-total nos tributários de São Simão em janeiro de 2003 variaram de 4,6 a 178,0 ug.l-1 de P-PO4. Como se vê, os valores máximos de P-total estiveram bem abaixo dos valores tais como 216,8 (P-02) ou dos 343,1 (P-04) ou 639,1 (P-14) ) ug.l-1 de P-PO4. observados em janeiro de 2002. De forma análoga ao que foi obseervado anteriormente, as concentrações de Psolúvel estiveram baixas oscilando entre 1,8 (P-00) e 38,0 (P-20) ug.l-1 de P-PO4. A exceção a esse padrão foi o ponto P-15 que apresentou 78,5 ) ug.l-1 de P-PO4. Outubro de 2003: Não houve coletas nos tributários em outubro de 2003. Fevereiro de 2004: O fósforo total variou amplamente entre os tributários na coleta de fevereiro de 2004 mas as concentrações nos tributários do lado de Minas Gerais foram nitidamente mais elevadas. Do lago goiano, as concentrações variaram entre 16,2 ug.l-1 de P-PO4 (rio Paranaíba a jusante do reservatório, coleta feita do lado de Goiás) a 82,8 ug.l-1 de P-PO4 no rio Meia Ponte (P-11). Do lado de Minas Gerais as concentrações de P-total variaram entre 60,5 ug.l-1 de PPO4 no rio dos Patos (P-15) e 100,0 ug.l-1 de P-PO4 , observados no rio Tijuco (P-17). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 74 Fósforo (Reservatório) Janeiro de 2002: Em contraste com a situação dos tributários, as concentrações de fósforo ficaram em patamares bem mais reduzidos no corpo central da represa (C-02, C-05, C-06 e C-07). Nessas regiões a maior concentração de fósforo total não ultrapassou os 40 ug.L-1 (ponto C-07) (Tab. 11). Nos braços do reservatório, sob a influência direta dos tributários, as concentrações de fósforo estiveram mais elevadas, como por exemplo, no ponto C09, braço sob a influência dos rios Tijuco e Prata, na balsa de Ipiaçú, em região próxima a um grande projeto de suinocultura (107 ug.L-1 de P-PO4 total). Abril de 2002: As concentrações de fósforo total no reservatório mantiveram-se baixas variando entre 13,8 ug.L-1 de P-PO4 (Ponto C-02, barragem) e 46,0 ug.L-1 de P-PO4 (Ponto C-13, Balsa de Cachoeira Dourada). As concentrações de fósforo solúvel variaram numa faixa bem estreita, entre 8,0 ug.L-1 e 12, 8 ug.L-1 de P-PO4 , sem um padrão espacial definido. Julho de 2002: A mesma tendência já observada nos tributários, ou seja, uma redução generalizada e sem exceções das concentrações, foi observada no reservatório para o fósforo total. A faixa de variação para essa variável ficou entre 11,3 (C-06) e 16,7 (C-13) ug.L-1 de P-PO4. Outro fato importante a destacar é a tendência firme de ocorrerem sempre menores concentrações de fósforo total dentro do reservatório. O fósforo solúvel apresentou como era de se esperar um faixa estreita de variação entre todos os pontos de coletas, oscilando entre 2,7 (C06) e 6,1 ug.L-1 de P-PO4 (C-13). Outubro de 2002: O fósforo total em outubro de 2002 experimentou um aumento generalizado e sem exceções em todos os pontos de coletas. A faixa de variação para esse fator variou entre 16,6 (C-05 e C-06) e 28,3 (C-08) ug.l-1 P-PO4. O fósforo solúvel, ao contrário, sofreu uma redução de seus valores na grande maioria dos pontos limnéticos amostrados (C-02, C-05, C-06, C-08, C-09 e C-13). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 75 Janeiro de 2003: Talvez o padrão mais interessante de todo esse relatório refere-se a grande redução na disponibilidade de fósforo total nos pontos limnéticos do reservatório observada em janeiro de 2003 (comparando-se com janeiro e outubro de 2002) e a ausência de florescimento de cianobactérias nesse período. A redução foi observada em todos os pontos limnéticos do reservatório, ou seja, pontos C-02, C-05, C-06, C-09, C-10 e C13. Somente o ponto C-08 apresentou um discreto aumento do P-total em janeiro de 2003. A faixa de oscilação do P-total em janeiro de 2003 ficou entre 3,7 (C-02) e 61,6 (C-08) ug.l-1 P-PO4. O P-solúvel oscilou entre 0,0 (C-05) e 17,7 (C-09) ug.l-1 P-PO4. Outubro de 2003: Houve, em outubro de 2003, uma tendência para concentrações mais elevadas de fósforo à montante do reservatório. As concentrações de P-total variaram entre 7,1 e 24,2 ug.l-1 de P-PO4 registrados, respectivamente nos pontos C-02 e C-13. O fósforo solúvel variou entre 0,0 e 10,6 ug.l-1 de P-PO4 registrados, respectivamente nos pontos C-02 e C10. Fevereiro de 2004: A amplitude de variação do P-total foi de 7,0 (C-02, 60 m) a 48,0 ug.l-1 de P-PO4 (C-08) e o fósforo solúvel oscilou entre 0,8 (C-05 e C-14) a 8,5 (C-08) ug.l-1 de P-PO4. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 76 Tab. 10 - Concentrações de fósforo solúvel e fósforo total nos tributários do reservatório de São Simão, em janeiro de 2002. Ponto de Coletas Tributários Rio Paranaíba (jusante) Rib. Mateira Código P00 P02 Data Fósforo Solúvel Fósforo Total (ug.L-1 P-PO4) (ug.L-1 P-PO4) Jan/02 21,9 13,7 Abr/02 14,4 46,0 Jul/02 6,9 11,1 Out/02 3,2 23,8 Jan/03 1,8 4,6 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 3,2 16,2 Jan/02 17,8 216,8 Abr/02 15,2 48,8 Jul/02 12,7 23,8 Out/02 16,3 38,8 Jan/03 13,7 150,5 Out/03 n.d. n.d. Ricardo Pinto-Coelho Rio Alegre Rio Preto P03 P04 convênio Cemig/Fundep 4830-1 77 Jan/04 6,2 31,4 Jan/02 12,9 132,6 Abr/02 15,9 53,8 Jul/02 11,0 31,7 Out/02 8,5 41,4 Jan/03 11,3 99,3 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 13,1 29,9 Jan/02 38,9 343,1 Abr/02 18,3 50,2 Jul/02 18,5 44,3 Out/02 25,9 56,5 Jan/03 16,2 133,7 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 18,7 44,0 Ricardo Pinto-Coelho Rio São Francisco Rio Meia Ponte Córrego dos Bois (Sta. Vitória) P05 P11 P14 convênio Cemig/Fundep 4830-1 78 Jan/02 37,2 200,0 Abr/02 10,4 46,7 Jul/02 16,0 23,8 Out/02 5,8 39,5 Jan/03 28,4 178,1 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 18,7 57,5 Jan/02 29,3 230,5 Abr/02 17,5 43,9 Jul/02 16,8 33,3 Out/02 1,5 36,2 Jan/03 28,4 94,3 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 18,7 82,8 Jan/02 278,8 639,9 Ricardo Pinto-Coelho Invernada Rio dos Patos Rio da Prata convênio Cemig/Fundep 4830-1 79 Abr/02 23,1 86,3 Jul/02 33,4 60,9 Out/02 3,2 49,3 Jan/03 24,3 65,6 Jan/02 57,2 152,6 Abr/02 11,2 62,2 Jul/02 26,7 43,5 Out/02 32,2 66,9 Jan/03 78,5 149,3 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 44,0 60,5 Jan/02 n.d. 105,3 Abr/02 18,3 36,5 Jul/02 8,5 29,1 Out/02 (antes das chuvas) 4,1 36,2 P14 a P15 P16 Ricardo Pinto-Coelho Rio Tijuco Rio Tijuco (Nestlé – ETE) Rio Tijuco (Zona Rural) P 17 P 17-A P17-B convênio Cemig/Fundep 4830-1 80 Out/02 (após as chuvas) 33,8 80,7 Jan/03 9,4 32,2 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 17,2 94,8 Jan/02 n.d. 49,5 Abr/02 10,4 52,3 Jul/02 11,0 36,8 Out/02 3,2 37,5 Jan/03 11,0 15,7 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 13,4 100,0 Jul/02 38,3 79,1 Out/02 3,2 61,1 Jan/03 n.d. n.d. Out/02 7,6 54,5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 81 Jan/03 10,2 24,6 Abr/02 12,0 41,7 Jul/02 7,7 17,5 Out/02 3,2 29,7 Jan/03 12,9 49,0 Abr/02 14,4 46,0 Jul/02 12,7 20,6 Out/02 19,2 39,5 Jan/03 17,0 116,1 Jan/03 38,0 85,1 Jan/04 50,0 70,9 Corr. Campanha P18 Corr. Jacaré Rib. São Gerônimo P19 P 20 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 82 Tab. 11 - Concentrações de Fósforo solúvel e fósforo total na região central do reservatório de São Simão, em janeiro de 2002 (continuação). Reservatório Barragem Eixo Central com Braço Rio Alegre Código C02 C05 Data Fósforo Solúvel Fósforo Total (ug.L-1 P-PO4) (ug.L-1 P-PO4) Jan/02 10,4 10,6 Abr/02 12,8 13,8 Jul/02 6,9 12,1 Out/02 1,5 20,5 Jan/03 2,3 (0 m) 0,6 (60,0 m) 3,7 (0 m) 1,2 (60 m) Out/03 0,0 (0 m) 1,5 (60 m) 7,1 (0 m) 10,4 (60 m) Jan/04 0,9 (0 m) 4,7 (60 m) 23,0 (0 m) 7,0 (60 m) Jan/02 10,4 24,2 Abr/02 8,0 17,7 Jul/02 3,6 13,0 Out/92 1,5 16,6 Jan/03 0,0 Xx Out/03 3,9 23,4 Ricardo Pinto-Coelho Eixo Central com braço Rio Preto C06 Eixo Central com braço do C07 Rio S. Francisco convênio Cemig/Fundep 4830-1 83 Jan/04 0,8 (0 m) 0,8 (38 m) 7,8 (0 m) 11,6 (38 m) Jan/02 n.d. n.d. Abr/02 10,4 17,7 Jul/02 2,7 11,3 Out/02 1,5 16,6 Jan/03 2,3 6,2 Out/03 10,2 11,2 Jan/04 n.d. n.d. Jan/02 17,8 40,0 Abr/02 12,8 17,7 Jul/02 5,2 11,3 Out/92 21,5 17,2 Jan/03 5,5 13,0 Out/03 8,6 11,2 Jan/04 n.d. n.d. Ricardo Pinto-Coelho Ponte Rio dos Bois Balsa braço Tijuco/Prata convênio Cemig/Fundep 4830-1 84 Jan/02 16,2 44,2 Abr/02 8,8 35,4 Jul/02 5,2 12,7 Out/02 1,5 28,3 Jan/03 15,3 61,6 Out/03 3,1 17,7 Jan/04 8,5 48,3 Jan/02 n.d. 107,4 Abr/02 11,2 22,6 Jul/02 5,2 13,5 Out/02 3,0 19,8 Jan/03 17,7 25,6 Out/03 7,0 8,8 Jan/04 3,9 29,9 Abr/02 9,6 25,0 C08 C09 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 85 Jul/02 5,2 13,5 Out/02 17,2 23,1 Jan/03 8,0 17,0 Out/03 10,6 13,6 Jan/04 n.d. n.d. Jan/02 11,2 10,6 Abr/02 10,4 46,0 Jul/02 6,1 16,7 Out/02 1,5 27,0 Jan/03 0,0 9,6 Out/03 8,6 24,2 Jan/04 0,9 19,2 Jan/04 0,8 (0 m) 0,8 (20 m) 10,0 (0 m) 5,5 (20 m) Balsa Gouveinha C10 Balsa Cach. Dourada (Rio Paranaíba) Praia de São Simão C13 O cartograma a seguir (Fig. 11B), ilustra a disposição espacial dos valores de fósforo total, determinados nos diferentes pontos de coletas do reservatório de São Simão bem como alguns de seus principais tributários. Ele ilustra o fato de que o aporte de fósforo foi nitidamente maior em janeiro de 2002 quando foram detectado um extensivo florescimento de cianobactérias em várias regiões do reservatório. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Figura. 11 B- Distribuição espacial das concentrações de fósforo total no reservatório de São Simão e seus principais tributários em difeentes épocas do ciclo sazonal. Observar que ao período de maior aporte de fósforo via tributários corresponteu o período de ocorrência de florescimento de cianobactérias no reservatório (janeiro de 2002). 86 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 87 Perfil de Fósforo no Reservatório (ponto C5 Barra do Rio Alegre) Em janeiro de 2003, foi realizado um perfil em um ponto considerado representativo das condições gerais de qualidade de água no reservatório de São Simão. O ponto escolhido foi o ponto C-05 localizado na Barra do Rio Alegre com cerca de 36 metros de profundidade. Foram amostrados 11 pontos cobrindo a coluna de aágua do ponto escolhido. Tabela 11 –A Concentrações de fósforo solúvel e fósforo total em um perfil ao longo da coluna de água no ponto C-05, Barra do Rio Alegre no Reservatório de São Simão. Prof (m) 1 0,0 2 1,0 3 2,0 4 3,0 5 4,0 6 5,0 7 6,0 8 9,0 9 12,0 10 15,0 11 30,0 P-solúvel 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 3,8 3,8 3,8 P-total 5,2 12,5 12,5 7,6 11,7 11,7 15,7 n.d. 9,2 6,0 20,5 As concentrações de P-total não foram tão homogêneas na coluna como aquelas observadas para a série nitrogenada. Elas variaram entre 5,2 e 20,5 ug.l-1 P-PO4 na coluna e as concentrações de P-solúvel variaram entre 0,0 e 3,8 ug.l-1 P-PO4. A figura 11-B ilustra as distribuições espaciais dos valores de fósforo total nos tributários e no reservatório de São Simão. Observa-se claramente uma tendência sazonal para maiores concentrações de fósforo total durante a estação chuvosa. O estudo também mostrou que as concentrações maiores de P-total ocorreram durante as chuvas de 2002 quando foi também detectado uma extensa floração de cianobactérias no reservatório, especialmente no ponto C-09. Outro ponto a se destacar refere-se ao fato de que nos rios de Goiás apresentaram maiores concentrações de P-total em geral. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 88 Sólidos em Suspensão, turbidez e clorofila-a (Tributários) Janeiro de 2002: Todos os tributários do reservatório de São Simão trouxeram expressivas quantidades de material em suspensão para o reservatório (Tab. 12). Os valores de sólidos totais nos tributários a montante do reservatório oscilaram entre 17,1 (Ponto P03, Rio Alegre) e 159,2 (P11, rib. Meia Ponte). Quantidades expressivas de sólidos em suspensão (> 70 mg.L-1) foram registradas nos tributários goianos: P02-Mateira, P05-R. São Francisco e P11-Meia Ponte. Entretanto, os pontos P16- Rio da Prata e P17- Rio Tijuco, não amostrados em janeiro, provavelmente continham concentrações elevadas de sólidos. Os valores de clorofila-a nos tributários ficaram, de modo esperado, em níveis muito baixos (1,39 a 3,2 ug.L-1 de clorofila-a). Abril de 2002: Em abril, os valores de sólidos totais variaram numa faixa estreita, entre 6,0 (ponto P00- Rio Paranaíba) e 22,8 mg.L-1 (P11 – R. Meia Ponte) (Tab. 12). Assim como o que já foi observado para o fósforo total, houve um decréscimo dos valores de sólidos totais em abril na maioria dos tributários do reservatório. As reduções foram mais expressivas nos pontos P02- córrego Mateira (de 71,7 para 14,5 mg.L-1), P04- rio Preto (de 52,0 para 17,5 mg.L-1), P 05 - rio S. Francisco (de 151,1 para 15,3 mg.L-1), rio Meia Ponte (de 159,2 para 22,8 mg.L-1). Os teores de sólidos orgânicos variaram entre 1,9 mg.L-1 (ponto P00 – Rio Paranaíba) e 4,9 mg.L-1 (P11 – Rio Meia Ponte). As maiores concentrações de sólidos orgânicos foram detectadas, além do ponto acima, nos pontos P03 (rio Alegre), P04 (rio Preto), P05 (rio São Francisco), P14a (córrego Invernada), P17 (rio Tijuco), e P18 (córrego Campanha). Em todos esses pontos, concentrações acima de 3,0 mg.L-1 foram anotadas (Tab. 12). Os teores de clorofila-a continuaram baixos em todos os tributários. O único tributário que apresentou valores de clorofila-a detectáveis foi o ponto P15 - rio dos Patos, com 2,4 ug. L-1. Julho-Agosto de 2002: Os sólidos totais sofreram uma grande redução de seus valores nos pontos P02, P03, P04, P05, P11, P14A, P17, P18 e P19 (Tab. 12). Como exemplo, citamos o ponto P11, rio Meia Ponte que em janeiro exibiu 159,2 mg.l-1, passou para 15,3 mg.l-1 em abril e atingiu um mínimo de 3,7 mgl-1 em julho de 2002. Tendência inversa foi, no entanto, observada nos pontos P0 (jusante da barragem) e P16 (rio da Prata). Os sólidos orgânicos oscilaram entre 0,5 (P02) e 5,6 (P00) mg.l-1 existindo uma tendência sazonal também de declínio na maioria dos pontos, excetuando, novamente, os pontos P0 e P16. A clorofila-a permaneceu abaixo do limite de detecção em todos os pontos, com exceção do rio Alegre (P3). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 89 Outubro de 2002: Os sólidos totais sofreram uma redução generalizada de suas concentrações em outubro. Essa tendência foi observada nos pontos: P-00, P-03, P-04, P05, P-11, P-15, P-16, P-17 A, P-18 e P19. A faixa de variação desse fator foi: 1,9 (P-05) a 13,5 (P-17) mg.l-1. Os sólidos totais também sofreram redução nos pontos P-00, P-04, P-11, P-16, P-17A, P-18 e P19. A amplitude observada foi: 0,8 (P-18) a 3,8 (P-17) mg.l-1. A turbidez foi medida, pela primeira vez, em outubro de 2002. A faixa de amplitude ficou entre: 5,1 (P-00) e 92,8 (P-17B) NTU. Os rios com as maiores leituras de turbidez (>20,0 NTU) foram: Tijuco (P-03, P-04, P-14A, P-15, P-16, P17B e P-19). A clorofila somente foi detectada no ponto P-14 A. Janeiro de 2003: Houve um notável aumento nos teores de sólidos totais, como seria de se esperar, comparando os dados de janeiro de 2003 com os dados de outubro de 2002. Ao se comparar os dois períodos de janeiro de 2002 e 2003 observa-se também um aumento nos teores de sólidos totais em vários pontos tais como P-02, P-03, P-04, P-05. A faixa de oscilação desse fator ficou entre 0,0 (P-00) e 224,0 (P-02) mg.l-1. A turbidez também sofreu um acréscimo em todos os pontos de coletas ao comparar-se os meses de outubro e janeiro. A faxia de variação ficou entre 11,21 (P-00) e 600,0 (P-05) NTU. A clrofila-a apresentou-se em baixas concentrações em todos os tributários e teve uma faixa de variação entre 0,0 (P-00) e 3,8 (P-17) ug.l -1. Outubro de 2003: Não houve coletas nos tributários em outubro de 2003. Fevereiro de 2004: Do lago goiano, os teores de sólidos em suspensão nos tributários oscilaram entre 21,3 mg.l-1 (P-02, rio Mateira) a valores maiores do que 100,00 mg.l-1 nos rios Preto P-04 (173,0 mg.l-1) e P-11 Meia Ponte (127,6 mg.l-1). Em Minas Gerais, os tributários exibiram concentrações de sólidos totais variando entre 24,3 mg.l-1 (P-15, rio dos Patos) e 120,0 mg.l-1 (P-17, rio Tijuco). Os teores de sólidos orgânicos oscilaram entre 4,8 (P-03, rio Alegre) e 34,0 mg.l-1 (P-04, rio Preto). É de destacar-se que tal amplitude foi verificada em rios contíguos do lado goiano e sugere que as diferenças do uso do solo podem causar profundas modificações na qualidade de água em rios muito próximos entre si. O rio Preto, por exemplo, possivelmente recebe fontes pontuais de poluição associadas à cidade de Quirinópolis (GO). A turbidez nos rios goianos variou de 8,49 NTU (P-00 rio Paranaíba, lado goiano) passando por valores muito elevados da ordem de 200,0 NTU resgistrados nos rios Preto (P-04), São Francisco (P-05) e chegou ao valor máximo de 321,0 NTU registrado no rio Meia Ponte (P-11). Em Minas Gerais, a turbidez dos tributários do reservatório de São Simão oscilou entre 74,0 NTU (P-15, rio dos Patos) e 284,0 NTU (P-17, rio Tijuco). Os rios Prata e São Gerônimo também exibiram valores altos (> 100 NTU) para a turbidez. A clorofila-a permanceu com valores abaixo de 5,0 ug.l-1 em todos os tributários amostrados. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 90 Tab. 12 - Concentrações de sólidos em suspensão, unidades NTU de turbidez e clorofila-a nos principais tributários do reservatório de São Simão (MG/GO). A turbidez começou a ser medida regularmente somente a partir de outubro de 2003. Ponto de Coletas Tributários Código Rio Paranaíba P00 (jusante) Rib. Mateira P02 Data Sólidos Totais (mg.L-1) Sólidos Orgânicos (mg.L-1) Turbidez (NTU) Jan/02 5,2 n.d. n.d. 1,39 Abr/02 6,0 1,9 n.d. 0,0 Jul/02 5,60 n.d 0,0 Out/02 4,9 2,2 5,1 0,0 Jan/03 0,6 11,21 n.d. Out/03 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/04 n.d. n.d. 8,49 0,0 Jan/02 71,7 n.d. n.d. 0,0 Abr/02 14,5 3,4 n.d. 0,0 Jul/02 2,1 0,5 n.d. 0,0 Out/02 3,3 1,3 18,4 0,0 Jan/03 42,5 473,0 0,6 22,7 37,2. 77,8 Clorofila-a (ug.L-1) Ricardo Pinto-Coelho Rio Alegre Rio Preto P03 P04 convênio Cemig/Fundep 4830-1 91 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 21,3 5,3 37,9 4,0 Jan/02 17,1 n.d. n.d. 1,28 Abr/02 17,8 4,1 n.d. 0,0 Jul/02 5,8 1,5 n.d. 1,3 Out/02 3,5 1,5 22,1 0,0 Jan/03 41,3 9,3 139,0 0,0 Out/03 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/04 17,8 4,8 44,8 0,0 Jan/02 52,0 n.d. n.d. 2,92 Abr/02 17,5 3,6 n.d. 0,0 Jul/02 9,0 1,9 n.d. 0,0 Out/02 5,6 1,3 25,9 0,0 Jan/03 28,0 500,0 3,8 n.d. n.d. n.d. 83,0 Out/03 n.d n.d. Ricardo Pinto-Coelho Rio São Francisco Rio Meia Ponte P05 P11 convênio Cemig/Fundep 4830-1 92 Jan/04 173,0 34,0 207,0 2,1 Jan/02 151,1 n.d. n.d. 3,20 Abr/02 15,3 3,6 n.d. 0,0 Jul/02 3,7 1,0 n.d. 0,0 Out/02 1,9 1,5 16,4 0,0 Jan/03 87,4 53,3 600,0 3,2 Out/03 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/04 84,4 17,6 213,0 0,0 Jan/02 159,2 n.d. n.d. 0,0 Abr/02 22,8 4,9 n.d. 0,0 Jul/02 8,3 2,0 n.d. 0,6 Out/02 8,1 1,7 7,3 0,0 Jan/03 97,4 13,8 133,0 0,6 Out/03 n.d. n.d. Jan/04 21,9 127,6 n.d. 321,0 3,1 Ricardo Pinto-Coelho Córrego dos Bois (Sta. Vitória) Corr. Invernada P14 Jan/02 93 25,8 n.d. n.d. 0,0 Abr/02 14,5 3,4 n.d. n.d. Jul/02 8,6 2,7 n.d. 0,0 Out/02 n.d. n.d. 50,4 1,1 Jan/03 64,8 3,4 65,4 1,9 Jan/02 24,4 n.d. n.d 0,0 Abr/02 6,0 1,9 n.d. 2,4 Jul/02 9,0 2,0 n.d. 0,0 Out/02 4,9 2,2 30,4 0,0 Jan/03 13,0 6,4 173,0 3,2 Out/03 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/04 6,5 74,1 3,2 Abr/02 9,0 2,4 n.d. 0,0 Jul/02 4,6 n.d. 0,0 2,2 10,3 0,0 P14 a Rio dos Patos P15 Rio da Prata convênio Cemig/Fundep 4830-1 P16 24,3 21,3 Out/92 3,3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Jan/03 Rio Tijuco Rio Tijuco (Nestlé – ETE) Rio Tijuco (Zona Rural) Corr. Campanha 94 80,4 17,6 186,0 3,2 Out/03 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/04 18,8 203,0 0,0 Abr/02 15,0 3,6 n.d. 0,0 Jul/02 1,0 n.d 0,0 Out/02 13,5 3,8 10,2 0,0 Jan/03 80,0 11,7 191,0 3,8 Out/03 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/04 120,0 22,9 284,0 0,0 Jul/02 7,3 1,9 n.d. 0,0 Out/02 4,2 1,0 15,2 0,0 Jan/03 n.d. n.d. n.d. n.d. Out/02 n.d. n.d. 92,8 n.d Jan/03 18,6 230,0 3,2 3,9 n.d. 0,0 88,8 2,3 P17 P 17 -A P 17- B P18 42,6 Abr/02 16,0 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Jul/02 Corr. Jacaré Rib. São Gerônimo 4,10 95 1,0 n.d. 0,0 Out/02 3,3 0,8 11,9 0,0 Jan/03 13,0 334,0 3,2 Abr/02 9,0 2,6 n.d. 0,0 Jul/02 5,0 1,3 n.d. 0,0 Out/02 3,5 0,8 26,2 0,0 Jan/03 40,9 18,5 282,0 1,3 Jan 03 22,2 2,8 46,0 0,0 Jan/04 36,3 8,3 116,0 0,0 50,0 P19 P 20 Observação: A turbidez começou a ser medida regularmente somente a partir de outubro de 2003. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 96 Sólidos em Suspensão, turbidez e clorofila-a (Reservatório) Janeiro de 2002 Os valores de sólidos totais estiveram bem mais baixos no reservatório onde essa variável atingiu o valor máximo de apenas 24,1 mg.L-1 (Ponto C05) (Tab. 13). Em relação à clorofila-a, teve destaque o ponto C09, balsa de Ipiaçú, região de intenso bloom algal, com um valor de clorofila-a de 137,3 ug.L-1. Abril de 2002 O reservatório apresentou em abril concentrações baixas de sólidos totais (Tab. 13). A faixa de variação para esse parâmetro ficou entre 5,0 mg.L-1 (reservatório ponto C06) e 13,1 mg.L-1 (ponto C08 – Braço do Rio dos Bois). Os teores de sólidos orgânicos variaram entre 1,4 e 1,6 mg.L-1. A clorofila-a também experimentou uma redução de seus valores em todos os pontos do reservatório com destaque para o ponto C09 – Balsa de Ipiaçú que em janeiro apresentou florescimento de algas com concentração de clorofila igual a 137,3 ug.L-1 ao passo que em abril o valor apresentado nesse mesmo ponto foi de apenas 6,4 ug.L-1. Nos pontos limnéticos localizados no corpo central da represa, a maior concentração observada para esse pigmento foi de 0,8 ug.L-1, no ponto C06 (Tab. 13). Julho de 2002 Os sólidos totais também tiveram ampla redução em todos os pontos do reservatório (Tab. 13), ficando sempre abaixo dos 3,1 mg.l-1. Tendência similar foi registrada para a matéria orgânica em suspensão (faixa de variação: 0,3 – 0,9 mg.l-1). A clorofila-a permaneceu com valores baixos (< 0,9 ug.l-1) em todos os pontos amostrados. Outubro de 2002. Os sólidos totais estiveram sempre em baixas concentrações no reservatório (<5,0 mg.l-1). A faixa de variação foi de 1,69 (C-05) a 4,42 (C-06). Os sólidos orgânicos variaram entre 0,11 (C-07) e 1,02 (C-13) mg.l-1. A turbidez foi mais elevada nas regiões mais distais do reservatório, especialmente nos pontos C-08, C-09, C-10 e C11. No corpo central do reservatório, os valores da turbidez ficaram mais baixos, ente 3,33 e 4,97 NTU. Essa variável oscilou entre 2,64 NTU (C-06) e 15,44 (C-13). Janeiro de 2003: Na região superficial do reservatório os teores de sólidos foram mais elevados nos pontos C-05 e C-08. Existe uma maior concentração de sólidos no fundo do reservatório já que os sólidos totais variaram entre 8,0 (0,0 m) e 19,0 (60,0 m) mg.l-1 no ponto C-02. A turbidez cresceu constantemente do ponto C-02 (7,17 NTU) até o ponto C-09 (145,0 NTU). Dessa forma, tanto os teores de sólidos quanto os teores de turbidez são adequados para serem usados como variáveis indicativas da compartimentação espacial do reservatório. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 97 A clorofila-a apresentou baixas concentrações em geral abaixo do limite de detecção do método o que reforça os resultados das contagens de fitoplâncton que não evidenciaram florescimentos de algas em qualquer ponto do reservatório. Outubro de 2003: Os sólidos totais oscilaram entre 0,0 (C-07, C-09 e C-13) e 3,6 mg.l-1 (C-02, 60 m) em outubro de 2003. Os sólidos orgânicos tiveram uma amplitude de 0,0 e 1,8 mg.l-1 registrado no pontoC-05. A turbidez foi muito baixa na grande mairia dos pontos limnéticos ficando normalmente na faixa 0,11 - 0,25 NTU nos pontos do eixo central (C-02, C-05, C-06 e C07). Nos pontos sob forte influência dos tributários ou de águas de montante a turbidez foi em geral maior e variou dentro da faixa 2,38 (C-10) a 18,1 NTU (C-09). A clrofila-a foi muito baixa nos pontos limnéticos nesse período: a faixa de vairiação para essa variável foi 0,0 – 1,9 ug.l-1. Fevereiro de 2004: Os sólidos totais variaram em fevereiro de 2004 entre 0,2 (C-02, 60 m) e 9,4 mg.l-1 registrado no ponto C-09. Os sólidos orgânicos oscilaram entre 0,0 e 7,6 mg.l-1 também registrado no ponto C-09. É de se notar que o ponto C-09 exibiu nesse mesmo período concentrações de cianobactérias que chegaram a 890 ind.ml-1 (vide Tab. 81). Tab. 13 - Concentrações de sólidos em suspensão e clorofila-a no reservatório de São Simão. Sólidos Sólidos Clorofila-a Reservatório Código Datas Totais Orgânicos Turbidez (ug.L-1) (mg.L-1) (mg.L-1) (NTU) Barragem C02 Jan/02 12,4 n.d n.d 4,8 Abr/02 n.d. n.d. n.d. 0,0 Jul/02 n.d. n.d. n.d. 0,0 (0 m) 0,0 (70 m) Out/02 2,15 0,56 3,33 (0m) 4,97 (60m) 0,0 (0m) 0,0 (60 m) Jan/03 17,4 (0m) 41,7 (60 m) 1,8 (0 m) 7,17 (0 m) 2,0 (60 m) 5,51 (60 m) 1,92 (0 m) 0,0 (60 m) Ricardo Pinto-Coelho Eixo Central com Braço Rio C05 Alegre Eixo Central com braço Rio C06 Preto convênio Cemig/Fundep 4830-1 98 Out/03 1,6 (0 m) 3,6 (60 m) 0,0 (0 m) 0,25 (0 m) 1,2 (60 m) 0,69 (60 m) 1,9 (0 m) 0,0 (60 m) Jan/04 1,7 (0 m) 0,2 (60 m) 0,0 (0 m) 0,0 (60,0) 0,00 (0 m) 94,5 (60 m) 0,0 (0 m) 1,4 (60 m) Jan/02 24,1 n.d n.d 15,7 Abr/02 n.d. n.d. n.d. 0,0 Jul/02 1,2 0,5 n.d. 0,0 Out/02 1,69 0,56 5,83 0,0 Jan/03 39,1 0,8 9,20 0,0 Out/03 2,4 1,8 0,11 0,0 Jan/04 3,2 (0m) 2,4 (38 m) 2,0 (0 m) 8,06 (0 m) 1,9 (0 m) 1,4 (38 m) 11,39 (38 m) 0,6 (0 m) Jan/02 n.d. n.d n.d. n.d. Abr/02 5,0 1,63 n.d. 0,8 Jul/02 1,6 0,9 n.d. 0,0 Out/02 4,42 0,79 2,64 0,0 Jan/03 13,5 1,8 13,99 0,0 Ricardo Pinto-Coelho Eixo Central com braçoRio S. Francisco Ponte Rio dos Bois C07 C08 convênio Cemig/Fundep 4830-1 99 Out/03 0,6 0,0 0,11 1,3 Jan/04 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/02 1,15 n.d n.d. 23,5 Abr/02 4,50 1,63 n.d. 0,0 Jul/02 1,0 0,3 n.d. 0,0 Out/02 2,83 0,11 3,35 0,0 Jan/03 4,3 1,8 16,36 0,0 Out/03 0,0 0,0 0,11 0,6 Jan/04 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/02 13,5 n.d n.d. 2,67 Abr/02 13,1 4,1 n.d. 0,8 Jul/02 1,1 0,6 n.d. 0,0 Out/02 2,38 0,34 5,81 n.d. Jan/03 27,4 1,6 46,20 0,7 Out/03 0,4 0,0 0,13 0,0 Ricardo Pinto-Coelho Balsa braço Tijuco/Prata (Ipiaçú) Balsa de Gouveinha Balsa Cach. Dourada (Rio C09 C10 C13 convênio Cemig/Fundep 4830-1 100 Jan/04 5,0 4,0 94,9 3,2 Jan/02 n.d. n.d n.d. 137,3 Abr/02 5,0 1,38 n.d. 6,4 Jul/02 3,1 0,8 n.d. 0,0 Out/02 2,60 0,56 15,33 0,0 Jan/03 34,8 4,0 145,0 3,2 Out/03 0,0 0,0 18,11 0,0 Jan/04 9,4 7,6 27,5 39,1 Abr/02 6,5 1,6 1,6 Jul/02 3,1 0,8 1,0 Out/02 2,83 0,56 9,11 0,0 Jan/03 4,3 1,6 22,70 0,0 Out/03 0,4 0,0 2,38 0,0 Jan/04 n.d. n.d. n.d. n.d. Jan/02 5,2 n.d. n.d. 0,0 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 101 Paranaíba) Praia de São Simão Abr/02 6,5 1,4 n.d. 0,0 Jul/02 2,6 0,9 n.d. 0,9 Out/02 3,29 1,02 15,44 0,0 Jan/03 3,0 2,1 12,34 0,0 Out/03 0,0 0,0 6,49 0,0 Jan/04 4,3 1,8 27,3 2,4 Jan/04 1,7 (0 m) 2,4 (20 m) 0,8 (0 m) 0,0 (0 m) 1,5 (20 m) 0,0 (20 m) 0,0 ( 0 m) 1,4 (20 m) Observação: a turbidez começou a ser monitorada somente a partir de outubro de 2002. Tabela 13 –A Concentrações de sólidos totais em um perfil ao longo da coluna de água no ponto C-05, Barra do Rio Alegre no Reservatório de São Simão realizado em janeiro de 2003. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Prof (m) Sólidos Totais (mg.l-1) 0,0 1,0 3,0 4,0 5,0 6,0 9,0 12,0 15,0 30,0 39,1 36,1 23,5 39,6 30,9 50,4 42,2 37,0 39,6 34,3 Sólidos Orgânicos (mg/l-1) 0,8 1,0 1,6 1,0 1,2 0,8 0,6 1,6 1,2 1,8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Figura 11 C – Distribuição horizontal dos sólidos totais e da turbidez nas sete campanhas realizadas ao reservatório de São Simão. 102 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 103 As concentrações de sólidos totais e de sólidos orgânicos no perfil da coluna de água mostraram-se muito homogêneas. Na Figura 11-C, estão representados os cartogramas com as distribuições espaciais dos valores de sólidos totais no reservatório e nos tributários. Fica evidente que existe uma clara sazonalidade com maiores valores de sólidos ocorrendo sempre durante as estações chuvosas. Observa-se também o incremento dos valores de sólidos ocorrido nos rios de Minas Gerais em 2003 e 2004. Fitoplâncton (Reservatório) Neste relatório estão presentes os dados de coletas e contagens dos organismos fitoplanctônicos referentes às estações do reservatório, ou seja, os pontos C2 (área da barragem), C5 (barra do Rio Alegre), C6 (Barra do Rio Preto), C7 (Barra do Rio São Francisco), C8 (Ponte sobre o Rio dos Bois), C9 (Balsa Sta Vitória-Ipiaçú), C10 (Balsa Interestadual de Gouveinha) e C13 (Balsa Interestadual de Cachoeira Dourada). Os dados referentes às coletas de janeiro de 2002 estão nas tabelas 14 a 20; da coleta de abril de 2002 entre as tabelas 21 e 28, da coleta de julho-agosto de 2002 nas tabelas 29 a 37, da coleta de outubro de 2002 nas tabelas 38 a 46 e os dados de fitoplâncton referentes às coletas de janeiro de 2003 presentes entre as tabelas 47 e 64. Encerrando o capítulo referente ao fitoplâncton, há um texto comentando os resultados até então obtidos bem como uma tabela sumário e seis gráficos que sintetizam os principais aspectos ecológicos dessa comunidade. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Tab. 14 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C02, Área da Barragem, reservatório de São Simão, MG, em janeiro de 2002. Volume da cubeta: 10ml Data da coleta: Data:28/01/02 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Microcystis viridis col.grande col.média col.pequena Anabaena spiroides 30-60 60-100 Mais100 Anabaena solitaria 10-30 30-60 60-100 Cylindrospermopsis sp Indivíduos/ml 119,6 59,8 1196,3 39 530 207 504 633 323 119,6 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 239,2 CHLOROPHYTA Oocystis lacustris Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp 358,9 119,6 179,4 PYRROPHYTA Cryptomonas brasiliensis Rhodomonas sp 2093,6 3,5 104 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Tab. 15 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C05, Barra do Rio Alegre, reservatório de São Simão, MG. Data da coleta: 28/01/02 Volume da cubeta: 10ml Espécies Indivíduos/ml CYANOBACTERIA 63 Microcystis viridis 45 Cylindrospermopsis raciborskii 499 Anabaena circinalis CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 3 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp 433 PYRROPHYTA Cryptomonas brasiliensis Rhodomonas sp 81 11 105 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 106 Tab. 16 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C06, Barra do Rio Preto, reservatório de São Simão, MG, em janeiro de 2002. Volume da cubeta: 10ml Data da coleta: Data: 28/01/02 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Microcystis viridis Anabaena circinalis Cylindrospermopsis sp Pseudo anabaena mucícola Indivíduos/ml 35 904 40 10 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp 485 CRYSOPHYTA Cryptomonas brasiliensis Rhodomonas sp 232 66 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 107 Tab. 17 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C07, Barra do Rio São Francisco - Reservatório de São Simão, MG, em janeiro de 2002. Volume da cubeta: 10ml Data da coleta: Data: 28/01/02 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Microcystis viridis Anabaena circinalis Cylindrospermopsis sp Indivíduos/ml 87 1113 35 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus 169 132 CRYPTOPHYTA Cryptomonas brasiliensis Rhodomonas sp 163 76 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 108 Tab. 18 - Densidades de algas fitoplanctônicas no ponto C08, Ponte sobre o rio dos Bois, reservatório de São Simão, MG. Volume da cubeta: 10ml Data da coleta: Data:28/01/02 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Anabaena circinalis Ocillatoria sp Epigloesphaeria glebulenta Individuos/mL 12 2 2 CRYSOPHYTA Cyclotella sp Strombomonas sp Phacus sp 10 2 2 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Ankistrodesmus sp Coenocystis sp 15 41 10 12 5 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 148 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 109 Tab. 19– Densidades de algas fitoplanctônicas no ponto C09, Braço Tijuco/Prata (balsa de Ipiaçú), reservatório de São Simão, MG. Volume da cubeta: 10ml Data da coleta: Data: 28/01/02 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Anabaena circinalis Col. pequena <20 células Col. média 21a 50 células Col. grande >50 células Microcystis flos-aquae Oscillatoria sp 6706 4273 156 156 94 CHLOROPHYTA Monoraphidium griffithi 125 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa Rhodomonas sp. 94 62 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 110 Tab. 20 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C-13, reservatório de São Simão, MG, em janeiro de 2002. Volume da cubeta: 10ml Data da coleta: Data:28/01/02 Aumento: 40 x 10 Espécies CHLOROPHYTA Tetrastrum triangulare Chlorella vulgaris Indivíduos/ml 101,2 2,51 CHRYSOPHYTA cyclotella sp 303,6 CRYPTOPHYTA Cryptomonas brasiliensis Rhodomonas sp 1316 1316 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 111 Coleta de Abril de 2002 (Quantitativo de Fitoplâncton) Tab. 21 - Densidades de algas fitoplanctônicas no ponto C02 - Barragem, reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Cubeta nº 6 volume = 4431,35 mm3 = 0,00443135 litros Data da coleta: 24 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Cylindrospermopsis sp Lyngbya limnetica Microcystis flos-aquae Epigloesphaeria glebulenta Merismopedia sp 381 104 14 205 5 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 58 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Coelastrum cambricum Chlorella vulgaris Monoraphidium sp Oocystis lacustris Crucigenia tetrapedia Kirchneriella sp Elakatothryx viridis Chlorococcales sp Scenedesmus denticulatus var.australis CRYTOPHYTA Cryptomonas erosa Rhodomonas 67 77 15,3 99 10 2 0,2 1,0 0,2 17 36 7 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 112 Tab. 22 - – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C05 – Barra do Rio Alegre, reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros Data da coleta: 24 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Microcistis aeruginosa Oscillatoria sp Merismopedia sp 5,9 70,1 1,0 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 20,7 CHLOROPHYTA Oocystis lacustris Chlorella vulgaris Coelastrum cambricum Schroederia sp Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp 18,8 7,9 2,0 32,6 4,9 4,9 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 13,8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 113 Tab. 23 - Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C06 – Barra do Rio Preto, reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros Data da Coleta: 24 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos / ml CYANOBACTERIA Cylindrospermopsis Microcystis flos-aquae Epigloesphaeria glebulenta Merismopedia 82 20 8 4 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 8 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Elakatothryx viridis Coelastrum cambricum CHRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa Rhodomonas 20 155 4,9 4 8 8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 114 Tab. 24 - – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C07 – Barra do Rio São Francisco, reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Cubeta nº 3 volume = 810,30 mm3 = 0,00081030 litros Data da coleta: 24 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Oscillatoria sp Indivíduos / ml 56,8 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 51,8 CHLOROPHYTA Chlorella vulgaris Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Monoraphidium sp Coenocystis quadriguloides 32,1 42,0 2,5 21,0 2,5 CHRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 2,5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 115 Tab. 25 - Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C08 – Ponte sobre o braço do Rio dos Bois, reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Data da coleta: 22 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Cubeta: nº 2 volume = 531,76 mm3 = 0,00053176 litros Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Oscillatoria sp 11,3 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp Synedra sp Aulacoseira granulata 71,5 9,4 3,8 CHLOROPHYTA Chlorella vulgaris Oocystis lacustris Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus sp 30,1 9,4 56,4 28,2 3,8 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 9,4 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 116 Tab. 26 - – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C09 – Balsa sobre o braço Tijuco/Prata (Ipiaçú), reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros Data da coleta: 23 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Oscillatoria sp 3,9 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 17,8 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Chlorella vulgaris Eutetramorus planctonicus Chlorococcales sp2 8,9 8,9 2,0 3,9 CRYPTOPHYTA Cryptomonas sp 3,0 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 117 Tab. 27 - Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C 10 – Balsa de Gouveinha, eixo central, reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros Data da coleta: 23 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Oscillatoria sp 3,0 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 5,9 CHLOROPHYTA Chlorella vulgaris Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Crucigenia tetrapedia Cosmarium sp Scenedesmus sp 5,9 2,0 5,9 3,9 2,0 1,0 2,0 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 1,0 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 118 Tab. 28 – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C-13 – Balsa de Cachoeira Dourada, no trecho lótico do Rio Paranaíba à montante do reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002. Cubeta nº 5 volume = 1519,32 mm3 = 0,00151932 litros Coleta: 22 de abril de 2002 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Microcystis aeruginosa (col.peq.) Oscillatoria sp 0,7 9,9 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 3,9 CHLOROPHYTA Oocystis lacustris Monoraphidium sp Chlorella vulgaris Eutetramorus planctonicus Scenedesmus sp Dictyosphaerium pulchellum Staurastrum sp1 Elakatothryx viridis Ankistrodesmus sp Monoraphidium sp 2,6 5,3 3,9 14,5 2,6 0,7 0,7 2,6 0,7 0,7 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 4,6 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 119 Coletas de Julho de 2002 (Quantitativo de Fitoplâncton) Tab. 29 – Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C-02 – Zona da barragem. Cubeta nº 4, volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros Data da Coleta: 1-ago-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Oscillatoria sp Microcystis aeruginosa (col. peq.) Merismopedia sp Radiocystis sp 5,9 1,0 3,0 1,0 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 23,7 1,0 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Oocystis lacustris Chlorella vulgaris Eutetramorus planctonicus Scenedesmus sp Chlorococcales sp3 Staurastrum sp2 14,8 8,9 34,6 13,8 5,9 2,0 1,0 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 6,9 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 120 Tab. 30 – Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C-02, zona da barragem, (50 m). Cubeta nº 5 volume = 1519,32 mm3 = 0,000151932 litros Data da Coleta: 01-ago-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CHRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 32,9 13,2 CHLOROPHYTA Oocystis lacustris Eutetramorus plsnctonicus Crucigenia tetrapedia Scenedesmus sp 79,0 46,1 19,8 13,2 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 32,9 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 121 Tab. 31 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C-05, Barra do Rio Alegre. Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros Data da Coleta: 01-ago-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Oscillatoria sp Merismopedia sp 33,8 20,3 CHRYSOPHYTA Synedra sp Cyclotella sp Mellosira sp Aulacoseira granulata 2,3 38,3 20,3 2,3 CHLOROPHYTA Chlorella vulgaris Monoraphidium sp Crucigenia tetrapedia Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Scenedesmus sp Coenocystis quadriguloides Staurastrum sp1 94,8 47,4 22,6 106,1 4,5 13,5 18,1 4,5 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 56,4 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 122 Tab. 32 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C-06, Barra do Rio Preto. Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros Data: 01/08/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Cylindrospermopsis sp. Merismopedia sp 3 89 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp 31 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Chlorella vulgaris Oocystis lacustris Eutetramorus planctonicus Crucigenia tetrapedia Scenedesmus sp Coelastrum cambricum CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp. 94,8 108,3 3 52 3 16 21 8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 123 Tab. 33 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C-07, Barra do Rio São Francisco. Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros Data da Coleta: 01-ago-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CYANOBACTERIA Microcystis aeruginosa (col. Méd.) Merismopedia sp 2,3 65,4 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp Synedra sp 58,7 2,3 CHLOROPHYTA Chlorella vulgaris Oocystis lacustris Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Crucigenia tetrapedia Scenedesmus sp Staurastrum sp2 47,4 42,9 29,3 209,9 24,8 187,3 6,8 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 33,8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 124 Tab. 34 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C-08, ponte sobre o Rio dos Bois. Cubeta nº5, volume = 10519,32 mm3 = 0,000151932 litros Data da Coleta: 29-jul-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Coelastrum cambricum Crucigenia tetrapedia Planktonema sp 62 170 15 5 15 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 36 CYANOBACTERIA Microcystis aeruginosa Merismopedia sp Epigloesphaeria glebulenta 21 247 82 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 125 Tab. 35 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C – 09, Balsa sobre o braço Tijuco/Prata (Ipiaçú). Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros Data da Coleta: 30-ago-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CHLOROPHYTA Crucigenia tetrapedia Coelastrum cambricum Oocystis lacustris Chlorella vulgaris Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus 2,3 2,3 40,6 112,8 99,3 110,6 CHRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 60,9 18,1 CHRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 478,4 CYANOBACTERIA Merismopedia sp 13,5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 126 Tab. 36 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C – 10, eixo central do reservatório (balsa de Gouveinha). Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,00443135 litros Data da Coleta: 30-jul-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CHLOROPHYTA Chlorella vulgaris Oocystis lacustris Monoraphidium sp Crucigenia tetrapedia Eutetramorus plnctonicus Scenedesmus denticulatus Scenedesmus acuminatus Scenedesmus (cél. Isol.) Tetrastrum heteracanthum Treubaria sp 17,2 4,3 24,8 1,6 1,4 36,1 0,2 47,4 0,2 0,2 CHRYSOPHYTA Synedra sp Cyclotella sp Mellosira sp Nitzschia sp 0,2 3,8 0,7 0,9 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 6,3 CYANOBACTERIA Oscillatoria sp 0,9 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 127 Tab. 37 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C – 13, trecho lótico do Rio Paranaíba, logo à montante do reservatório de São Simão (Balsa de Cachoeira Dourada). Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,00443135 litros Data da Coleta: 29-Jul-02 Aumento: 40 x 10 Espécies indivíduos/ ml CHLOROPHYTA Crucigenia tetrapedia Eutetramorus planctonicus Chlorella vulgaris Monoraphidium sp Scenedesmus Scenedesmus (cel.isol.) Staurastrum sp. Golenkinia radiata Tetraëdron sp 3,8 0,5 17,2 3,6 31,8 72,0 1,1 0,2 1,1 CHRYSOPHYTA Synedra sp Cyclotella sp Mellosira sp 2,5 5,0 0,2 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 2,9 CIANOBACTERIA Ocillatoria sp 1,6 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 128 Coleta de Outubro de 2002 Tab. 38 - São Simão - Outubro 2002, Amostra C2 – Área da Barragem Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Radiocystis sp Lyngbya limnetica Indivíduos/mL 58 58 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Coenocystis sp Staurastrum sp Coelastrum cambricum 5 429 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 127 CRYPTOPHYTA Rodomonas sp 37 11 27 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Tab. 39 - São Simão - Outubro 2002, Amostra C2 - Área da Barragem Amostra Prof: 60m Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica 7 14 CHLOROPHYTA Coelastrum cambricum Scenedesmus denticulatus var.australis 7 137 CRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 10 3 PIRROPHYTA Cryptomonas brasiliensis 3 129 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 130 Tab. 40 - São Simão - Outubro 2002, Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Merismopedia sp 100 26 3 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Monoraphidium sp Elakatothrix sp Planktonema sp Scenedesmus sp Coenocystis sp Kircheneriella sp Coelastrum cambricum 33 3 26 10 3 5 85 5 290 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 108 CRYPTOPHYTA Rodomonas sp 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 131 Tab. 41 – São Simão - Outubro 2002, Amostra C6 – Barra do Rio Preto. Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Merismopedia sp 98 8 15 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Oocystis lacustris Scenedesmus denticulatus var.australis Coenocystis sp Planktonema sp Coelastrum cambricum 46 26 8 28 39 3 139 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 82 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 132 Tab. 42 - São Simão - Outubro 2002, Amostra C7 – Barra do Rio São Francisco Cubeta Hyddrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da Coleta: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica Merismopedia sp 4 19 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Oocystis lacustris Scenedesmus denticulatus var.australis 42 8 8 19 CRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 110 4 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 133 Tab. 43 -São Simão - Outubro 2002, Amostra C- 08 – Ponte sobre o Rio dos Bois Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var australis Coenocystis sp 198 22 16 51 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 125 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 134 Tab. 44 -São Simão - Outubro 2002 Amostra C9 – Balsa sobre o Braço Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú) Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Microcystis col.peq<20cel. col.med.20-80 col.grande>80 Epigloesphaeria glebulenta 41 8 8 3 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Coelastrum cambricum Scenedesmus denticulatus var.australis Crucigenia tetrapedia 88 214 11 5 3 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 126 PIRROPHYTA Cryptomonas aerosa 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 135 Tab. 45 -São Simão - Outubro 2002, Amostra C10 – Balsa Interestadual (MG/GO) Ipiaçú-Gouveinha Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data: 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica 3 22 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Elakatothrix gelatinosa 6 9 205 6 3 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 25 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 136 Tab. 46 -São Simão - Outubro 2002 Amostra C13 – Balsa de Cachoeira Dourada Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data : 00/10/2002 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica 11 116 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Crucigenia tetrapedia Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Elakatothrix gelatinosa Treubaria sp 9 7 9 255 9 4 2 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 18 BACILLARIOPHYTA Navícula sp 4 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 137 Coleta de Janeiro de 2003 Tab. 47 - São Simão - JANEIRO 2003 C2 – Área da Barragem de São Simão Prof: 0,0 m Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: :274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Indivíduos/mL 32 105 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis 48 102 3 Coenocystis sp Staurastrum cf.leptocladum Coelastrum cambricum Planktonema sp 24 3 22 8 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 13 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 138 Tab. 48 - São Simão - JANEIRO 2003 Amostra C2 Área da Barragem de São Simão Prof: 60,0 m Cubeta Hydrobios:10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Microcystis flos-aquae Merismopedia sp 2 126 2 2 CHLOROPHYTA Coelastrum cambricum Scenedesmus denticulatus var.australis Eutetramorus Planctonicus Monoraphydium sp Oocystis lacustris Crucigenia tetrapedia Planktonema sp 49 5 12 78 10 2 2 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 17 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp. 10 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 2 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 139 Tab. 49 - São Simão - JANEIRO 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 0,0 m Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão:530,22 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 20 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Coenocystis sp Coelastrum cambricum 10 5 104 10 5 20 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp. 5 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 140 Tab. 50 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 1,0 m Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão:530,22 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 76 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp crucigenia tetrapedia Scenedesmus denticulatus var.australis Coenocystis sp Coelastrum cambricum 8 174 4 15 11 49 CRYPTOPHYTA Rhodomonas 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 19 4 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 23 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 141 Tab. 51 – São Simão - JANEIRO 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 2,0 m Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CIANOBACTERIA Lyngbya limnetica 36 CHLOROPHYTA Coenocystis sp Monoraphidium sp 5 131 Coelastrum cambricum Scenedesmus denticulatus var.australis 5 3 CRYPTOPHYTA Rhodomonas 3 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 10 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 142 Tab. 52 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 4,0 m Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta 14 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var australis Coelastrum cambricum 157 9 14 14 CRYPTOPHYTA Rhodomonas 3 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 9 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 9 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 143 Tab. 53 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Alegre Prof: 5,0 m Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 25 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Coelastrum cambricum Oocystis lacustris Scenedesmus denticulatus var australis 47 74 11 2 2 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 9 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 7 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 144 Tab. 54 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 6,0 m Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Merismopedia sp. 5 72 5 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Oocystis lacustris Coenocystis sp 121 14 39 24 14 10 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 19 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 145 Tab. 55 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 9,0 m Cubeta Hydrobios:10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 30 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Planktonema sp Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Oocystis lacustris Paradoxia multiseta 70 30 2 2 12 2 2 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp 7 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 22 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 146 Tab. 56 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 12m Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 14 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum 52 5 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 5 3 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 147 Tab. 57 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 15m Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica Merismopedia sp Epigloesphaeria glebulenta CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Planktonema sp Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Oocystis lacustris Coenocystis sp Individuos/mL 27 4 2 25 4 2 25 8 4 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 11 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 2 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 148 Tab. 58 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 – Barra do Rio Alegre Prof: 30m Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 17 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Oocystis lacustris Coelastrum cambricum 12 17 15 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 149 Tab. 59 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C6 – Barra do Rio Preto Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Microcystis flos-aquae (col.peq.) Merismopedia sp CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Coenocystis sp Coelastrum cambricum Indivíduos/ml 8 3 3 148 26 3 3 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 8 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 150 Tab. 60 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C7 – Barra do Rio São Francisco Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão:530,22 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica Ocillatoria sp 21 5 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis 143 21 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp. 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 5 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 64 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Tab. 61 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C8 – Ponte sobre o Rio dos Bois Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão:274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 8 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Crucigenia tetrapedia Ankistrodesmus sp 44 11 3 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 3 151 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 152 Tab. 62 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C9 – Balsa sobre o Braço Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú) Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Microcystis flos-aquae col.peq.< 20cél. 58 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp 122 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp 16 BACILLARIOPHYTA Navicula sp 11 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 153 Tab. 63 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C10 – Balsa Interestadual de Gouveinha (Ipiaçú-Inaciolândia) Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão:274,73 Data: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 5 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis 72 12 CRYPTOPHYTA Rhodomonas 10 BACILLARIOPHYTA Navicula sp 2 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 154 Tab. 64 - São Simão – Janeiro de 2003 Amostra C13 – Balsa de Cachoeira Dourada Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da Coleta: 00/01/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica 3 125 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Planktonema sp Coenocystis sp Oocystis lacustris 63 5 33 5 5 3 5 CRYPTOPHYTA Rhodomonas 3 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 3 PIRROPHYTA Cryptomonas erosa 8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 155 Coleta de Outubro de 2003 Tab.65 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-02 – Área da Barragem Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Lemermaniella cf.flexa Aphanocapsa hosaltica 196 37 58 212 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 106 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Ankistrodesmus sp Coenocystis sp Kircheneriella lunaris Coelastrum cambricum Planktonema sp Chlrella vulgaris Oocystis lacustris 53 16 5 74 16 69 11 42 32 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 156 Tab. 66 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-02 - Área da Barragem Prof: Fundo Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 530,22 Data da coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica 3 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp Mellosira sp 11 3 CHLOROPHYTA Coelastrum cambricum Scenedesmus denticulatus var.australis Eutetramorus planctonicus Chlorella vulgaris Oocystis lacustris 3 14 5 8 11 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 157 Tab. 67 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-05 – Barra do Rio Alegre Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Aphanocapsa hosaltica Lemermaniella cf.flexa 100 26 146 282 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 23 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Monoraphidium sp Chlorella vulgaris Oocystis lacustris Ankistrodesmus sp Coenocystis sp Coelastrum cambricum 31 28 56 128 28 3 21 56 CHRYPTOPHYTA Cryptromonas erosa 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 158 Tab. 68 – São Simão - Outubro 2003, Amostra C-06 – Barra do Rio Preto. Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Datada coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Merismopedia sp Aphanocapsa hosaltica Lemermaniella cf.flexa Microcystis flós-aquae 298 50 30 61 202 10 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 10 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Oocystis lacustris Scenedesmus denticulatus var.australis Crucigenia tetrapedia Planktonema sp Coelastrum cambricum Chlorella vulgaris 61 172 20 5 5 15 66 207 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 159 Tab. 69 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-07 – Barra do Rio São Francisco Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da Coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 5 Merismopedia sp 23 Aphanocapsa hosaltica 5 Lemermaniella cf.flexa 96 140 Epigloesphaeria glebulenta CRYSOPHYTA Cyclotella sp 10 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus 39 Monoraphidium sp 54 Oocystis lacustris 10 Scenedesmus denticulatus var.australis 23 Chlorella vulgaris 290 Coenocystis sp 21 Coelastrum cambricum 41 CHRYPTOPHYTA Cryptromonas erosa 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 160 Tab. 70 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-08 – Ponte sobre o Rio dos Bois Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Merismopedia sp Lemermaniella cf.flexa 5 39 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 15 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Chlorella vulgaris Scenedesmus denticulatus var australis Coenocystis sp Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Synedra sp 250 231 5 44 5 5 5 CRYPTOPHYTA Rhodomonas Cryptromonas erosa 5 39 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 161 Tab. 71 - São Simão - Outubro 2003 Amostra C-09 – Balsa sobre o Braço Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú) Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica Aphanocapsa hosaltica Lemermaniella cf.flexa Epigloesphaeria glebulenta 82 3 3 57 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 11 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Chlorella vulgaris Scenedesmus denticulatus var.australis Synedra sp Ankistrodesmus sp 3 11 33 19 8 3 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp. 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 162 Tab. 72 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-10 – Balsa Interestadual (MG/GO) Ipiaçú-Gouveinha Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da coleta : 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Aphanocapsa hosaltica Ocillatoria sp 36 22 168 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 22 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Chlorella vulgaris Scenedesmus acuminatus 19 16 44 3 187 3 CHRYPTOPHYTA Cryptromonas erosa 38 BACILLARIOPHYTA Navicula sp 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 163 Tab. 73 -São Simão - Outubro 2003, Amostra C-13 – Balsa de Cachoeira Dourada Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da coleta: 15/10/2003 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Chlorella vulgaris Ankistrodesmus sp 173 15 15 5 258 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 15 CRYPTOPHYTA Rhodomonas Cryptromonas erosa 40 89 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 164 Coleta de Fevereiro de 2004 Tab. 74 - São Simão – Fevereiro de 2004. C-02 – Área da Barragem de São Simão Prof: 0,5 m Cubeta Hydrobios : 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da Coleta: 04/02/2004 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/ mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica Microcystis flós-aquae 37 317 37 Pseudo anabaena mucicola 5 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 26 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Coenocystis sp Oocystis lacustris Coelastrum cambricum Synedra sp 21 262 3 10 10 5 3 CRYPTOPHYTA Cryptomonas erosa 84 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 165 Tab. 75 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra C-02 - Área da Barragem de São Simão Prof: 60,0 m Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da Coleta: 04/02/2004 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 37 CHLOROPHYTA Coelastrum cambricum 21 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 166 Tab. 76 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra: C-05 – Barra do Rio Alegre Prof: 0,5 m Cubeta Hydrobios: 5mL Fator de conversão: 530,22 Data da Coleta: 04/02/2004 Aumento: 40 x 10 Espécies Indivíduos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica Anabaena circinalis Epigloesphaeria glebulenta Pseudo anabaena mucicola Microcystis flós-aquae 255 15 5 5 10 CHLOROPHYTA Eutetramorus planctonicus Oocystis lacustris Monoraphidium sp Scenedesmus denticulatus var.australis Paradoxia multiseta Coelastrum cambricum 30 5 235 30 5 10 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp. Cryptomonas erosa 85 120 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 167 Tab. 77 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra C-05 – Barra do Rio Alegre Prof: 30m Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da Coleta: 04/02/2004 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Lyngbya limnetica 109 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 10 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Coenocystis sp Paradoxia multiseta Coelastrum cambricum Ankistrodesmus sp 89 5 2 17 2 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp. Cryptomonas erosa 5 2 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 168 Tab. 78 - São Simão - Fevereiro de 2004 Amostra C-08 – Ponte sobre o Rio dos Bois Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da Coleta: 04/02/2004 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Anabaena circinalis (col.grande 80-100 cél.ou mais) Microcystis flós-aquae 3 3 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 13 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Chlorella vulgaris Synedra sp Eutetramorus planctonicus 20 3 5 3 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 169 Tab. 79 - São Simão – Fevereiro de 2004 Amostra C-09 – Balsa sobre o Braço Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú) Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,22 Data da coleta: 04/02/2004 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Microcystis flos-aquae col.peq.(< 20cél.) Anabaena circinalis Colônia pequena (< 20 cél.) Colônia média (20-80 cél.) Colônia grande 80-100 (cel. ou mais) Epigloesphaeria glebulenta Pseudoanabaena mucicola 297 506 44 22 5 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Coelastrum cambricum Eutetramorus planctonicus 132 5 16 CRYPTOPHYTA Rhodomonas sp Cryptomonas erosa 132 335 16 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 170 Tab. 80 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra C-13 – Balsa de Cachoeira Dourada Cubeta Hydrobios: 10mL Fator de conversão: 274,73 Data da Coleta: 04/02/2004 Aumento: 40 x 10 Espécies Individuos/mL CYANOBACTERIA Epigloesphaeria glebulenta Lyngbya limnetica 3 22 CRYSOPHYTA Cyclotella sp 8 CHLOROPHYTA Monoraphidium sp Eutetramorus planctonicus Scenedesmus denticulatus var.australis Coelastrum cambricum Planktonema sp Mellosira sp Oocystis lacustris Chlorella vlugaris 24 11 14 5 3 3 3 5 CRYPTOPHYTA Rhodomonas Cryptomonas erosa 8 33 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 171 Tab 81 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão (Grandes Grupos) Cyanobacteria jan/02 abr/02 3731,3 709 jul/02 out/02 jan/03 10,9 116 137 0 24 132 8 37 54,1 129 20 554 290 out/03 503 Fev/04 396 C2 (0m) C2 (60m) Barragem C5 Barra do Rio Alegre C5 (30m) Barra do Rio Alegre C6 Barra do Rio São Preto 981 114 92 121 14 651 C7 Barra do Rio São Francisco 1235 56,8 67,7 23 26 269 C8 Ponte Rios dos Bois 16 11,3 350 0 8 44 6 C9 Balsa Sta. VitóriaIpiaçú 11385 3,9 13,5 60 11 145 890 C10 Balsa Gouveinha n.d. 3 0,9 25 5 231 C13 Balsa de Cahoeira Dourada 0 10,6 1,6 127 5 0 Barragem 607 77 17 109 25 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 172 Tab 82 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão (Grandes Grupos) Chlorophyta jan/02 Abr/02 jul/02 out/02 jan/03 out/03 318 Fev/04 314 C2 (0m) Barragem 657,9 288,7 81 509 210 C2 (60m) Barragem n.d. n.d. 158,1 144 158 41 21 C5 Barra do Rio Alegre 433 71,1 311,5 460 154 351 315 C5 (30m) Barra do Rio Alegre C6 Barra do Rio São Preto 485 183,9 298,1 289 180 551 C7 Barra do Rio São Francisco 301 100,1 548,4 77 164 478 C8 Ponte Rios dos Bois 83 127,9 267 287 58 545 31 C9 Balsa Sta. VitóriaIpiaçú 125 23,7 367,9 321 122 77 153 C10 Balsa Gouveinha n.d. 22,7 133,4 229 84 272 C13 Balsa de Cahoeira Dourada 103,7 44,9 131,3 295 84 471 44 115 68 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 173 Tab 83 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão (Grandes Grupos) Chrysophyta C2 (0m) C2 (60m) C5 Barragem jan/02 abr/02 239,2 58 Barragem Barra do Rio Alegre 3 20,7 jul/02 out/02 jan/03 24,7 127 13 46,1 13 17 14 0 63,2 108 0 23 0 out/03 106 5 Fev/04 26 C5 (30m) Barra do Rio Alegre 10 C6 Barra do Rio São Preto 298 8 31 82 8 10 C7 Barra do Rio São Francisco 0 51,8 61 114 5 10 C8 Ponte Rios dos Bois 14 84,7 0 125 0 15 13 C9 Balsa Sta. VitóriaIpiaçú 0 17,8 79 126 0 11 0 C10 Balsa Gouveinha n.d. 5,9 5,6 25 0 22 C13 Balsa de Cahoeira Dourada 303 3,9 7,7 18 0 15 8 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 174 Tab 84 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão (Grandes Grupos) Chryptophyta C2 (0m) Barragem C2 (60m) Barragem C5(0m) Barra do Rio Alegre C5 (30m) Barra do Rio Alegre jan/02 abr/02 2097,1 43 92 13,8 jul/02 out/02 jan/03 6,9 5 0 32,9 3 12 0 0 56,4 5 10 5 205 out/03 0 0 Fev/04 84 7 C6 Barra do Rio São Preto 298 16 8 0 5 0 C7 Barra do Rio São Francisco 239 2,5 33,8 0 69 3 C8 Ponte Rios dos Bois 148 9,4 36 0 3 44 0 C9 Balsa Sta. VitóriaIpiaçú 156 3 478,4 3 16 3 467 C10 Balsa Gouveinha 1 6,3 0 10 38 C13 Balsa de Cahoeira Dourada 4,6 2,9 0 11 129 103,7 41 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 175 Tab 85 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão (Grandes Grupos) Bacillariophyta jan/02 abr/02 jul/02 out/02 jan/03 C9 Balsa Sta. VitóriaIpiaçú 11,0 C10 Balsa Gouveinha 2,0 C13 Balsa de Cahoeira Dourada out/03 fev/04 3 4 Tab. 86 – Estrutura vertical da comunidade fitoplanctônica no ponto C-05 Barra do Rio Alegre em janeiro de 2003. Os números são densidade dos grandes grupos de algas (Ind/ mL). Organismo / profundidade (m) Cyanobacteria 0 m 20 1 m 76 2 4 5 6 9 12 15 36 14 25 82 30 14 33 30 m 17 Chlorophyta 154 261 144 194 136 222 120 62 68 49 Chrysophyta 0 23 10 9 9 19 22 8 11 5 Pirrophyta 5 23 0 9 7 5 5 3 2 0 Cryptophyta 5 5 3 3 0 0 7 0 0 0 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 176 10000 Cyanobacteria Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04 Ind.ml-1 1000 100 10 C2 (0m) C5 C6 C7 C8 C9 C10 C13 Estacoes de Coleta 1000 Chlorophyta Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04 Ind.ml-1 800 600 400 200 0 C2 (0m) C5 C6 C7 C8 C9 C10 C13 Estacoes de Coleta Figuras 12 e 13 – Densidades dos grupos do fitoplâncton – cianobactérias e clorofíceas nos pontos limnéticos do reservatório de São Simão. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 177 2500 2000 Cryptophyta Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04 Ind.ml-1 1500 400 300 200 100 0 C2 (0m) C5 C6 C7 C8 C9 C10 C13 C10 C13 Estações de coleta 500 Chrysophyta Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/03 Jan/03 Out/03 Jan/04 300 Ind.ml -1 400 200 100 C2 (0m) C5 C6 C7 C8 C9 Estacoes de Coleta Figuras 14 e 15 - Densidades dos grupos do fitoplâncton – criptofíceas e crisofíceas nos pontos limnéticos do reservatório de São Simão. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 178 Estrutura espacial e evolução temporal da comunidade fitoplanctônica do reservatório de São Simão. Coleta de Janeiro de 2002 O fitoplâncton do reservatório de S. Simão encontrava-se, em janeiro de 2002, amplamente dominado por cianobactérias (Figuras 12 e 16). A sua presença foi notável em todos os pontos do eixo central até mesmo macroscopicamente, através do acúmulo de uma “escuma” esverdeada junto às margens da represa. No entanto, essa comunidade apresenta notável dinâmica espaço-temporal, como será visto abaixo. Figura 16 - Presença de “escuma” algal junto às margens da estação de coletas C-09 , junto a balsa no braço sob a influência dos rios Tijuco/Prata (localidade de Ipiaçú, MG) em janeiro de 2002. Análises de microscopia ótica de campo claro revelaram que o florescimento massal de cianobactérias planctônicas esteve, em grande parte, associado a presença dominante cianobactéria Anaebaena circinalis (Figura 17). As análises quantitativas do mês de janeiro de 2002 indicaram que as densidades desse grupo de organismos fitoplanctônicos foram mais elevadas nos pontos C-02 (barragem) e ponto C-09 (braço Tijuco/Prata). As densidades totais no ponto C-09 chegaram a atingir valores da ordem de 1,1 x 104 ind./mL, valores típicos um florescimento massal de cianobactérias (Tabs. 19). Esse organismo sempre esteve Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 179 associado, no entanto, a outra cianobactéria, Microcystis flos-aquae (Tabs 14 a 20, Fig. 18). Fig. 17 - Cianobactéria Anabaena circinalis fotografada em microscopia de campo claro, no aumento 1000X (com óleo de imersão) em microscópio Leica acoplado a vídeo câmera CCD-SONY. Imagem processada pelo software Photoimpact 3.2. Foto de Cid Antônio Morais Jr. No ponto C02 (barragem), os principais grupos foram representados por cianobactérias e pirrófitas. As cianobactérias foram representadas por Microcystis viridis (1,3 x 103 cel.ml-1), Anabaena spiroides (0,7 x 103 cel.ml-1 ), Anabaena solitária (1,4 x 103 cel.ml ) e Cylindrospermopsis (0,1 x 103 ind/ml). As pirrófitas foram representadas por espécies do gênero Cryptomonas (2,0 x 103 cel.ml-1 . Outros grupos de destaque foram as clorófitas (Oocystis lacustris) e as crisofíceas (Cyclotella). No ponto C05 (Barra do Rio Alegre), Tab. 15, as cianobactérias voltaram a dominar: Anabaena circinalis (0,5 cel.ml-1), Cylindrospermopsis (0,05 x 103 cel.ml-1), Microcysitis viridis (0,06 x 103 cel.ml-1). O segundo grupo mais importante em termos de densidade foi representado pelas algas verdes ou clorofíceas (Monoraphidium sp.). Na barra do rio Preto (ponto C-06), A circinlais foi novamente o organismo mais abundante com 0,9 x 103 cel.ml-1. Outras cianobactérias tais como Cylindrospermopsis e Microcystis viridis também merecem destaque (Tab. 16). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 180 Fig. 18 – Colônia da cianobactéria Microcystis proveniente do reservatório de São Simão. Em janeiro de 2002, este organismo (M. viridis, M. flosaquae) esteve numericamente abundante em vários pontos de coletas ( C-02, Tab. 14, C-05, Tab. 15, C-07, Tab. 17, C-09 Tab. 19). Na barra do rio São Francisco, ponto C07 (Tab. 17), o gênero Anabaena sp. continuou sendo o dominante: A solitaria com 1,1 x 103 cel.ml-1. Os grupos das clrofíceas e os fitoflagelados criptofíceos merecem destaque: Monoraphidium sp. e Cryptomonas brasiliensis apresentaram densidades maiores de 0,1 x 103 cel.ml-1, respectivamente. No braço (ponte) do rio dos Bois (ponto C-08), zona de forte influência ripária, constatou-se uma forte redução da presença das cianobactérias. Elas estiveram virtualmente ausentes em janeiro de 2002 (Tab. 18). Os grupos mais importantes foram representados pelas criptófitas e clorófitas todos sempre com densidades inferiores a 0,1 x 103 ind/ml. O ponto C-09 (Balsa de Sta. Vitória - Ipiaçú) merece um destaque especial pois ele revela-se como sendo uma área de grande importância para as cianobactérias. Pudemos constatar “in loco” um intenso florescimento de algas em janeiro de 2002 (vide foto acima). As análises de fitoplâncton revelaram (Tab. 19) – como seria de se esperar - uma forte dominância de cianobactérias. As maiores densidades foram observadas para Anabaena circinlais (1,1 x 104 cel/ml. Microcystis flos aquae também foi observada, mas com baixas densidades. O ponto C-13 que está também sob forte influência ripária ou zona lótica, foi caracterizado por exibir correnteza evidente da massa de água. Ele está localizado no Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 181 trecho lótico do rio Paranaíba, a poucos quilômetros à jusante de Cachoeira Dourada. Nesse ponto, como no ponto C-08 (rio dos Bois), não foram observadas cianobactérias, sendo o fitoplâncton dominado por criptofíceas, crisofíceas e clorófitas (Tab. 20). O organismo mais abundante foi Chlamydomonas brasiliensis com 1,3 x 103 cel.ml-1 . Abril de 2002 O fitoplâncton em abril no reservatório de São Simão apresentou densidades muito menos elevadas do que em janeiro, principalmente tendo sido constatada uma forte redução das densidades do grupo formado pelas cianobactérias. No entanto, esses organismos procariontes fotossintéticos continuaram a serem observados em todos os pontos de coletas. As densidades mais elevadas para o grupo das cianobactérias (Figura 19) foram observadas nos pontos C-02, C-06 e C-07. As densidades totais do grupo não passaram de 709,0 cel.ml-1 , valor observado no ponto C-02. Fig. 19 - Cylindrospermopsis sp. organismo freqüentemente observado no fitoplâncton coletado no mês de abril de (p. ex. C-02, Tab. 21) O grupo das algas verdes (clorofíceas) foi o mais abundante no período, e esteve representado principalmente pelos gêneros Eutetramorus, Monoraphidium, Schroederia e Chlorella (Fig. 20). As densidades totais desse grupo geralmente foram mais elevadas no grupo intermediário de pontos, principalmente nas estações de coletas C02, C07 e C08. As somas totais das densidades desse grupo de algas em abril foram: 288,7 cel.ml-1 (C-02), 71,1 cel.ml-1 (C-05), 183,9 cel.ml-1 (C-06), 100,1 Cel.ml-1 (C-07), 127,9 cel.ml1 (C-08), 23,7 (C-09), 22,7 (C-10) e 44,9 (C-13). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 182 Fig. 20 – Eutetramorus planctonicus, alga verde (Chlorophyta) abundante no fitoplancton do reservatório de São Simão em abril de 2002 (C-02, Tab. 21). As crisofíceas, representadas por Cyclotella também foram importantes principalmente nos pontos tipicamente limnéticos, ou seja, aqueles sem uma forte infuência ripária. As densidades mais elevadas foram observadas nos pontos C-07 e C08 enquanto que foi observada uma forte redução de suas densidades nos pontos C-10 e C-13. O grupo dos fitoflagelados Chryptophyta, representado basicamente pelas espécies do gênero Cryptomonas spp apareceu consistentemente na região central do reservatório. Principalmente nas estações C-02, C-05 e C-06. As suas densidades foram em geral baixas em todo o reservatório (valor máximo de 43 cel/ml no ponto C-02). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 183 Julho de 2002 O fitoplâncton sofreu um acréscimo generalizado das densidades de seus grandes grupos em julho. Pode-se notar, um padrão espacial de densidades mais elevadas em uma região intermediária do reservatório, principalmente nos pontos C-06, C-07 e C08, especialmente para as algas verdes (clorofíceas). As cianobactérias voltaram a apresentar um padrão caracterizado por densidades mais elevadas nos pontos centrais do reservatório, principalmente entre os pontos C-05 e C-09. Em julho de 2002, as densidades totais para esse grupo foram: 10,9 cel.ml-1 (C02), 54,1 cel.ml-1 (C-05), 92,0 cel.ml-1 (C-06), 67,7 cel.ml-1 (C-07), 350,0 cel.ml-1 (C08), 13,5 (C-09), 0,9 cel.ml-1 (C-10) e 1,6 cel.ml-1 (C-13). Os gêneros mais importantes numericamente foram: Merismopoedia spp., Oscilattoria spp. e Microcystis (Figura 21). Uma observação importante: as cianobactérias estiveram ausentes na região profunda do reservatório (C-02, 50 m, Tab. 30). Fig 21 – Cyanobacteria Merismopedia, um organismo abudante em termos de densidade no reservatório de São Simão em julho de 2002 (C-08, Tab.34). As algas clorofíceas apresentaram densidades totais mais elevadas nas estações intermediárias (C-05, C-06, C-07, C-08 e C-09). Os gêneros mais abndantes foram: Oocystis, Chlorella, Eutetramorus e Scenedesmus. As criptófitas, ou seja os fitoflagelados (Cryptomonas spp.), estiveram presentes em quase todos os pontos do reservatório mas densidades particularmente elevadas foram encontradas apenas no ponto C-09 (Tab. 35). O grupo esteve ausente nos pontos C-10 e C-13. As crisofíceas, representadas por Cyclotella, voltaram a ocorrer de forma em todo o reservatório com destaque para os pontos C-02 (fundo), C-05, C-06, C-07 e C09. De forma análaga ao que foi observado em abril, o grupo sofreu uma forte redução de suas densidades nos pontos C-10 e C-13. Outubro de 2002 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 184 O fitoplâncton do reservatório de São Simão continuou a apresentar baixas densidades de Cyanobacteria planctônicas no mês de outubro de 2002 (fig. 13). O somatório de suas densidades variou entre 0,0 (pontos C-8) e 129,0 cel/ml no ponto C05. Os principais organismos observados foram Epiglosphaeria glebulenta e Lyngbya limnetica. Em termos gerais o grupo de algas verdes, as clorofíceas, esteve bem representado em todos os pontos de coleta, com destaque para os pontos C-02, C-05, e C-09 (Fig. 14). Os organismos mais importantes foram Coelastrum cambricum, Monoraphidium e Scenedesmus denticulatus (Figura 22). Fig - 22 Clorofícea Coelastrum cambricum, um organismo abundante no fitoplâncton do reservatório de São Simão em outubro de 2002 (ex. ponto C-2, Tab. 39) Em outubro, o grupo das crisofíceas esteve bem representado numericamente e atingiu o seu apogeu em relação aos demais grupos de algas. O grupo esteve presente em todas as estações de coleta e atingiu as maiores densidades nos pontos C-02, C-05, C-07, C-08 e C09. O principal organismo foi novamente a alga Cyclotella (Figura 23). Fig - 23 Alga crisofícea Cyclotella sp. um organismo abundante no fitoplâncton do reservatório de São Simão em outubro de 2002 (ex. ponto C-2, Tab. 39). Janeiro de 2003 Em janeiro de 2004, completou-se um ano dos estudos de biomonitoramento do reservatório de São Simão. Entretanto, ao contrário de 2003, não pode ser constatada a ocorrência de um florescimento massivo de cianobactérias no ambiente. As densidades do grupo permaneceram baixas (Fig. 13), oscilando entre 5,0 (C-10 e C13) e 137 organismos por ml (C-02). Os organismos mais abundantes foram novamente Epiglosphaeria glebulenta e Lyngbya limnetica. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 185 As densidades dos outros grupos tais como as clorofíceas, crisofíceas e criptofíceas também estiveram mais reduzidas se comparadas a janeiro de 2002. As algas verdes tiveram suas densidades totais oscilando entre 58,0 (C-08) e 210,0 (C-02) org/ml. Conforme já visto anteriormente, as estações sob forte influência ripária (C-10 e C-13) apresentaram as menores densidades. O organismo mai importante numericamente foi, indiscutivelmente, a alga verde (Chlorophyta) Monoraphidium sp (Figura 24). Fig – 24 Monoraphidium sp. , a alga clorofícea mais abundante encontrada no reservatório de São Simão em janeiro de 2003 (ver p. ex.: C-05, 1,0 m, Tab. 50). A crisofícea Cyclotella sp. foi somente encontrada no ponto C-02. Os fitoflagelados criptofíceos, principalmente Cryptomonas erosa, foram encontradiços nas porções mais a montante do reservatórios nos pontos C-09, C-10 e C13. As densidades totais do grupo ficaram na faixa de 10,0-16,0 cel/ml. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 186 Outubro de 2003 O grupo de cianobactérias foi o mais abundante. Os pontos limnéticos do eixo central exibiram densidades em geral mais elevadas na faixa de 270-700 ind.ml-1 e a maior densidade foi observada no ponto C-06, rio São Preto, com 651 ind.ml-1. Um dos Os organismos mais abundantes foram novamente Epiglosphaeria glebulenta (Figura 25). Fig – 25 Cianobacteria Epiglosphaeria glebulenta encontrada em densidades relativamente elevadas (100-300 ind.ml-1) nos pontos limnéticos do eixo central (C-02, C-05, C-06 e C-07) no reservatório de São Simão em outubro de 2003 (Tabelas 65 a 69). O grupo das algas verdes cloroficeas também apresentou densidades relativamente elevadas principalmente nos pontos limnéticos do eixo central onde as densidades ficaram na faixa de 300 – 500 ind.ml-1. A maior densidade foi observada no ponto C-08, ponte sobre o braço do rio dos Bois com 545,0 ind.ml-1. O grupo das crisoficeas destacou-se nas estaçoes de montante, C-10 e C-13 onde as suas densidades oscilaram entre 15 e 22 ind.ml-1. No entanto, as maiores densidades foram observadas para a alga no ponto C-02 (total de 106,0 ind.ml-1). As algas fitoflageladas criptófitas tiveram uma amplitude de variação de 0,0 (C02) a 129,0 (C-13). Densidades relativamente elevadas para o grupo também foram anotadas nos pontos C-08 (44,0 ind.ml-1) e C-10 (38,0 ind.ml-1). Fevereiro de 2004 O grupo das cianobactérias foi especialmente abundante no ponto C-09, onde atingiu a densidade máxima para o período de 890 ind.ml-1. No entanto, essas densidades foram muito menores do que aquelas observadas em janeiro de 2002. A faixa de variação para esse grupo foi de 6,0 (C-08) a 890,0 (C-09) ind.ml-1. As densidades do grupo foram também relativamente elevadas nos pontos C-02 (396 ind.ml-1) e C-05 (290 ind.ml-1). Novamente, a cianocateria Anabaena circinalis foi um dos organismos mais abndantes (Figura 26). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 187 Fig – 26 Cianobacterria Anabaena circinalis , organismo procarionte autotrófico mais abundante encontrado na floração de fitoplâncton no ponto C-09 em fevereiro de 2004 (Tablela 79). As algas verdes clorofíceas tiveram suas densidades oscilando entre 31,0 (ponto C-08) e 315 (ponto C-05) ind.ml-1. Os pontos limnéticos próximos a barragem (pontos C-02 e C-05) foram aqueles onde as maiores densidades foram observadas. As algas crisofíceas não foram abundantes no período e maior densidade para esse grupo foi observada no ponto C-02 (26,0 ind.ml-1). Os fitoflagelados foram especialmente abundantes no ponto C-09 onde a densidade máxima de 467,0 ind.ml-1 foi observada. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 188 Estrutura da comunidade fitoplanctônica da represa de São Simão. Ao compararmos os dados de abundância das sete campanhas de campo realizadas no reservatório de São Simão, o mês de janeiro de 2002 destaca-se pelas elevadas densidades observadas para o fitoplâncton como um todo (Figs. 12-15). Os grupos mais abundantes de algas fitoplanctônicas foram representados, respectivamente, pelas cianobactérias, clorofíceas criptofíceas e crisofíceas. As cianobactérias chegaram a formar um florescimento massivo em janeiro de 2002 atingindo densidades da ordem de 11.000 ind.ml-1 no ponto C-09 (Fig. 12), braço formado pelos rios Tijuco e Prata (MG). Nessas ocasiões as espécies mais abundantes foram: Anabaena circinalis, Microcystis viridis, M. flosaquae, Anabaena spiroides , Anabaena solitária e Cylindrospermopsis spp. Entretanto, o grupo esteve presente durante todo o ano porém em menores densidades e, nessas ocasiões, o organismo predominante foi Lyngbya limnetica. As algas verdes (clorofíceas) foram mais abundantes nas estações centrais mais próximas à barragem sendo que as maiores densidades para esse grupo também foram registradas em janeiro de 2002, especialmente nos pontos C-02 e C-07 (Fig. 13). Os organismos mais representativos em termos de abundância foram: Eutetramorus, Monoraphidium, Schroederia, Chlorella, Oocystis e Scenedesmus e, Coelastrum. As algas fitoflageladas criptófitas, principalmente Cryptomonas erosa e C. brasiliensis, foram também mais abundantes em janeiro de 2002 e principalmente na estação central próxima à barragem (C-02) onde atingiram densidades maiores do que 2000 ind.ml-1. No entanto, o grupo sempre esteve presente com densidades da ordem 200-400 ind.ml-1 nas estações do eixo central da represa (Fig. 14). As algas crisofíceas (Fig. 15), principalmente as representantes do grupo centrales (Cyclotella sp.), estiveram presentes em todos os pontos de coleta, mas geralmente com densidades baixas, menores do que 200 ind.ml-1. Em algumas ocasiões, no entanto, as densidades dessa ordem atingiram até 300 ind.ml-1 (C-06 e C-13, ambas em janeiro de 2002). A estrutura do fitoplâncton do reservatório de São Simão é indicativa de um reservatório eutrófico. Todas as cianobactérias detectadas assim como os principais gêneros de clorofíceas bem como de criptofíceas encontradas são comuns em reservatórios eutróficos brasileiros tais como os reservatórios da Pampulha (MG), Americana (SP) e Paranoá (DF). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 189 Diatomoflórula dos Tributários A diatomoflórula fitoplanctônica de oito diferentes tributários do reservatório de São Simão foi analisada: Rio Paranaíba (P-00 à jusante do reservatório), Ribeirão Mateira (P-02), Rio Preto (P-04), Rio São Francisco (P-05), Rio Meia Ponte (P-11), Rio dos Patos (P-15), Rio da Prata (P-16) e Rio Tijuco (P-17). Foram registrados 125 organismos diferentes, dos quais 112 foram identificados e distribuídas entre 19 gêneros. Treze até ordem. A maioria das diatomáceas encontradas pertence à ordem Pennales, tendo sido observados somente dois gêneros (Cyclotella e Melosira) da ordem Centrales (Fig. 27). a b c Figura 27- Diatomáceas da ordem Centrales, encontradas nos tributários do reservatório de São Simão: Cyclotella (a e b) e Melosira (c). Os gêneros mais freqüentes nas 16 amostras analisadas foram Navícula (12 amostras), Eunotia (11 amostras), Gomphonema (9 amostras) e Hantzschia (9 amostras). Os gêneros Cyclotella e Amphipleura foram encontrados somente no Rio Meia Ponte, enquanto Amphora, restringiu-se ao Rio Preto. Alguns desses organismos podem serem vistos na Fig. 28. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 190 b a d c f e g h i k j l Figura 28- Alguns representantes dos gêneros observados nas amostras dos tributários do reservatório de São Simão: (a) Navícula; (b) Gomphonema; (c) Hantzschia; (d) Anemoneis; (e) Amphora; (f, g) Eunotia; (h) Cymbella; (i) Synedra; (j) Anemoneis; (k) Pinnularia; (l) Cocconeis; (m) Surirella. Em julho/agosto de 2002, o rio Tijuco (Tab. 87, Fig. 29) a maior riqueza de diatomáceas planctônicas (12 gêneros). Nas coletas de fevereiro de 2004, o rio Meia m Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 191 Ponte que se destacou dos demais ambientes devido aos maiores de riqueza (14 gêneros) de sua diatomoflórula. (Tab. 88, Fig. 30) Os valores de densidade máxima (2.300 org/l ) e densidade média por ambiente (788 org/l) foram registrados na amostragem de julho/agosto de 2002 (período de seca), quando se destacaram os gêneros Navicula, Gomphonema e Cocconeis (Tab. 89, Fig. 31). Em fevereiro de 2004 (período de chuvas), a densidade máxima foi de 1.000 org/l e a média, de 360 org/l. Synedra, Hantzschia e Eunotia foram os organismos mais abundantes nesse período (Tab. 90, Fig. 32). Conclusões preliminares (Diatomoflórula) Os resultados indicam o grande potencial de uso da diatomfórula como uma comunidade indicadora do grau de poluição das águas dos tributários do reservatório de São Simão. Foram observadas diferenças tanto entre os ambientes dentro da mesma estação de amostragem quanto no mesmo ambiente entre as duas estações. Em julho/agosto de 2002, o Rio Tijuco apresentou maior densidade e a maior riqueza de diatomáceas planctônicas. Nas coletas de fevereiro de 2004, o rio Meia Ponte que se destacou dos demais ambientes devido aos maiores valores de densidade e riqueza de sua diatomoflórula. Em ambos os períodos amostrais, os menores valores foram registrados no ponto do Rio Paranaíba localizado à jusante do reservatório, que apresentou densidade máxima de 60 org/l, em fevereiro de 2004, e riqueza de apenas dois gêneros, nas duas amostragens. A ocorrência de alterações espaciais (entre ambientes) e temporais (entre períodos de amostragem) nas condições físicas e químicas da água, as quais se refletiram em mudanças qualitativas (composição) e quantitativas (densidade total) na diatomoflórula planctônica. Com base nestas análises, os rios Tijuco, Prata e Meia Ponte são apontados como os ambientes que recebem a maior carga de matéria orgânica. Esses resultados corroboram os dados de aporte de nutrientes e sólidos totais já apresentados anteriormente sugerindo que a degradação do reservatório de São Simão é, em grande parte, originada pelo aporte de nutrientes, sólidos e matéria orgânica que são trazidos pelos rios Tijuco (MG) e Meia Ponte (Goiás). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 192 Tabela 87 – Gêneros de diatomáceas planctônicas registrados nos principais tributários do reservatório de São Simão no período de julho/agosto de 2002. Gênero P-00 P-02 Paranaíba Mateira Achnanthes Amphora Cocconeis Cyclotella Cymbella Eunotia Fragillaria Frustulia Gomphone ma Hantzschia Melosira Navicula Nitzschia Pinnularia Stauroneis Surirella Synedra D13 D19 D21 D39 D49 D57 Total 1 P-04 Preto P-05 P-11 P-15 São Francisco Meia Ponte Patos 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 P-17 Prata Tijuco 1 1 1 1 1 P-16 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 4 1 9 8 11 8 10 12 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 193 Tabela 88 – Gêneros de diatomáceas planctônicas registrados nos principais tributários do reservatório de São Simão no período de fevereiro de 2004. P-00 Gênero Achnanthes Amphipleura Anemoneis Cocconeis Cyclotella Cymbella Eunotia Frustulia Gomphonema Hantzschia Melosira Navicula Nitzschia Pinnularia Stauroneis Synedra D18 D21 D26 D35 D49 D5 D60 Total P-02 Paranaíba Mateira P-04 Preto P-05 P-11 São Francisco Meia Ponte P-15 P-16 Patos Prata Tijuco 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 P-17 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 7 1 5 1 1 1 1 1 1 2 7 5 8 14 5 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 194 Tabela 89 - Densidades de diatomáceas planctônicas nos principais tributários do reservatório de São Simão no período de julho/agosto de 2002. Gênero P-00 P-02 Paranaíba Mateira Achnanthes Amphora Cocconeis Cyclotella Cymbella Eunotia Fragillaria Frustulia Gomphone ma Hantzschia Melosira Navicula Nitzschia Pinnularia Stauroneis Surirella Synedra D13 D19 D21 D39 D49 D57 Total 20 P-04 Preto P-05 P-11 P-15 São Francisco Meia Ponte Patos 40 20 20 20 40 80 40 60 140 60 40 80 20 40 60 60 20 180 40 40 60 40 20 40 80 20 300 20 300 120 60 80 20 20 200 40 40 160 P-17 Prata Tijuco 20 80 60 20 20 P-16 400 40 20 20 600 40 20 1200 20 20 80 80 20 80 80 220 40 340 20 40 120 20 560 300 820 900 1260 2300 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 195 Tabela 90 - Densidade de diatomáceas planctônicas nos principais tributários do reservatório de São Simão no período de fevereiro de 2004. P-00 Gênero Achnanthes Amphipleura Anemoneis Cocconeis Cyclotella Cymbella Eunotia Frustulia Gomphonema Hantzschia Melosira Navicula Nitzschia Pinnularia Stauroneis Synedra D18 D21 D26 D35 D49 D5 D60 Total P-02 Paranaíba Mateira P-04 Preto P-05 P-11 São Francisco Meia Ponte P-15 P-16 Patos Prata Tijuco 100 20 20 40 20 20 20 20 20 60 20 20 60 100 80 60 80 60 40 40 40 120 80 20 20 20 P-17 20 20 60 60 20 80 100 80 180 40 100 40 60 80 20 20 40 40 40 20 320 40 240 340 40 20 40 20 60 60 140 240 440 1000 440 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 196 Número de Gêneros 14 12 10 8 6 4 2 Ti ju co Pr at a Pa to s ra nc is co M ei a Po nt e S. F Pr et o M at ei ra 0 Fig. 29 - Riqueza (número de gêneros) de diatomáceas (Chrysophyta/ Bacillariophyceae) em cada um dos principais tributários do reservatório de São Simão em julho/agosto de 2002. Número de Gêneros 16 14 12 10 8 6 4 2 co Ti ju Pr at a Pa to s Po nt e ei M Fr S. a an ci sc o Pr et o M at ei ra 0 Fig. 30 - Riqueza (número de gêneros) de diatomáceas (Chrysophyta/ Bacillariophyceae) em cada um dos principais tributários do reservatório de São Simão em fevereiro de 2004. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 197 Densidade (org/l) 2500 2000 1500 1000 500 o Ti ju c Pr at a os Pa t Po nt e o M ei a is c ra nc S. F Pr et o M at e ira 0 Fig 31 – Densidade (organismos/l) de diatomáceas planctônicas em cada um dos principais tributários do reservatório de São Simão em julho/agosto de 2002. 1200 Densidade (org/l) 1000 800 600 400 200 ju co Ti at a Pr Pa to s Pr et o S. Fr an ci sc o M ei a Po nt e M at ei ra 0 Fig 32 – Densidade (organismos/l) de diatomáceas planctônicas em cada um dos principais tributários do reservatório de São Simão em fevereiro de 2004. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 198 Usos do solo – abordagem SIG Em limnologia, os sistemas de informação geográfica têm sido empregados no monitoramento da poluição de aquíferos causada pelo uso de fertilizantes (Halliday & Wolfe, 1991), efeitos da agricultura na qualidade de água (He et al. 1993) e na formulação de modelos preditivos sobre a qualidade de água. No presente caso, o uso dessa metodologia SIG está basicamente voltado a avaliação do impacto da atividade agro-pastoril na qualidade de água do reservatório de São Simão. Inicialmente, fizemos uma superposição de imagem de satélite e da carta topográfica do IBGE com o intuito de obter uma primeira aproximação das áreas de cada sub-bacia do reservatório. Esse foi um trabalho longo pois exigiu uma digitalização manual dos polígonos delimitando o reservatórios, os tributários bem como os divisores de água. O mapa a seguir é um produto do cruzamento da imagem georeferenciada Landsat (INPE, ago, 2001) com a carta topográfica 1:250.000 do IBGE. Isso permitiu que fossem delimitadas - provisoriamente - as diferentes sub-bacias (polígonos em vermelho) em todo o reservatório. Numa segunda etapa, iremos definir as áreas de cada sub-bacia usando um modelo digital de terreno o que possibilita uma acurácia muito maior nas estimativas das áreas das sub-bacias. Figura - 33 – Estimativas iniciais das sub-bacias do reservatório de São Simão. Mapa elaborado usando o programa ARC VIEW por Maria Castellanos de Sola em outubro de 2002. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 199 Para a execução da delimitação das sub-bacias, foram utilizadas as cartas topográficas digitais, fornecidas pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto de Geociências da UFMG. Estas foram digitalizadas a partir da Carta Topográfica do Brasil (IBGE), na escala de 1:100 000. Na poção mineira, além da drenagem, também foi possível usar, como referência, o MDT (Modelo Digital de Terreno), aumentando ainda mais a precisão na demarcação dos divisores de água. O MDT é uma malha poligonal montada a partir de variações do elemento altitude, o que constitui um sistema de coordenadas XYZ. Assim, além do eixo das ordenadas e das abscissas (que correspondem à localização do ponto), existe a variação do eixo Z, que neste caso representa a altitude naquele ponto. O resultado é uma imagem tridimensional do terreno que permite a correta visualização de seu relevo. As áreas para cada uma das principais sub-bacias estão representadas na tabela 91 O somatórios das diferentes sub-bacias de captação do reservatório de São Simão foi avaliada em 67.224 km2 e pode ser sub-dividida em doze sub-bacias principais. As duas maiores sub-bacias são formadas, respectivamente, pelos rios dos Bois (34.762 km2) e Meia Ponte (12.387 km2), ambas no estado de Goiás. As maiores sub-bacias do lado mineiro pertencem, respectivamente, aos rios Tijuco (7.348 km2) e Prata (5.970 km2). Tabela - 91 – Principais sub-bacias do reservatório de São Simão. Nome 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Rib. da Mateira Rib. do Rosa Rib. Campanha Rib. São Jerônimo Rio Alegre Rib. dos Patos Rio São Francisco Rio Preto Rio da Prata Rio Tijuco Rio Meia Ponte Rio dos Bois Área (Km2) 196 238 248 701 929 986 1.329 2.130 5.970 7.348 12.387 34.762 Total 67.224 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 200 Figura 34 – Cartograma ilustrando as diferentes sub-bacias do reservatório bem como a malha dos municípios da bacia de drenagem do reservatório de São Simão (MG/GO). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 201 A próxima etapa foi a identificação e a soma das áreas municipais dentro de cada uma das sub-bacias do reservatório. Um total de noventa municípios possui parte ou a totalidade de seus territórios dentro da bacia do reservatório de São Simão. A grande maioria dos municípios possui a maior parte de seus territórios dentro da área da bacia de captação do reservatório. A relação dos municípios do Estado de Minas Gerais é composta por quatorze municipalidades cujos territórios estão totalmente ou parcialmente dentro da bacia de captação do reservatório. O somatório das áreas municipais mineiras chega a 31.711 km2. A lista dos municípios bem como a área de cada um deles está representada na tabela 4. Os municípios com as maiores áreas foram Prata (4.865 km2), Uberaba (4.535 km2), Uberlândia (4.124 km2). Tabela 92 - Relação dos municípios mineiros dentro das sub-bacias dos principais tributários do reservatório de São Simão. Os códigos são necessários para a identificação do município na figura 33. Município 2 Código Área (Km ) (MG) 1 2 3 4 Cachoeira Dourada Campina Verde Campo Florido Canópolis M2 M12 M8 M10 203 3663 1271 843 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Capinópolis Gurinhatã Ipiaçu Ituiutaba Monte Alegre de Minas Prata Santa Vitória Uberaba Uberlândia Veríssimo M5 M7 M4 M3 M6 M11 M1 M9 M13 M14 625 1854 470 2604 2604 4865 3010 4535 4124 1033 Total 31.711 O total dos municípios goianos com área dentro da bacia de captação do reservatório de São Simão foi de 76.134 km2, englobando setenta e seis municípios. Os municípios com as maiores áreas foram: Caiapônia (8.682 km2), Rio Verde (8.415 km2), Paraúna (3.794 km2), Quirinópolis (3.792 km2), Morrinhos (2.855 km2) e Itumbiara (2.465 km2). No total, as diferentes sub-bacias de captação do reservatório de São Simão comprometem cerca de 25% da superfície total do estado de Goiás. Tabela 93 - Relação dos municípios goianos dentro das sub-bacias dos principais tributários do reservatório de São Simão. Os códigos são necessários para a identificação do município na figura 33. (continua...). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 202 Tabela 93 -. Município (GO) Código Área (Km2) Município (GO) 1 2 3 4 Acreúna Adelândia Aloândia Americano do Brasil G53 G14 G62 G8 1571 116 103 134 40 41 42 43 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Anápolis Anicuns Aparecida de Goiânia Araçu Aragoiânia Avelinópolis Bela Vista de Goiás Bom Jesus de Goiás Bonfinópolis G4 G9 G39 G10 G41 G17 G37 G66 G30 1078 965 290 154 238 165 1281 1410 123 44 45 46 47 48 49 50 51 52 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Brazabrantes Cachoeira Alta Cachoeira Dourada Caiapônia Caldazinha Campestre de Goiás Castelândia Caturaí Cezarina Cromínia Damolândia G13 G71 G74 G26 G33 G34 G67 G18 G44 G51 G7 124 1659 523 8682 313 275 298 207 417 371 85 53 54 55 56 57 58 59 69 61 62 63 25 Edealina G54 606 64 26 Edéia G55 1466 65 27 Firminópolis G23 408 66 28 Goianápolis G21 163 67 29 Goiânia G25 790 68 30 31 32 Goianira Goiatuba Gouvelândia G22 G64 G72 201 3089 833 69 70 71 33 34 35 36 37 38 39 Guapó Hidrolândia Inaciolândia Indiara Inhumas Itaberaí Itauçu G40 G42 G73 G46 G6 G1 G3 534 947 691 960 616 1476 385 72 73 74 75 76 Itumbiara Jandaia Joviânia Leopoldo de Bulhões Mairipotaba Maurilândia Montividiu Morrinhos Mossâmedes Nazário Nerópolis Nova Veneza Ouro Verde de Goiás Palmeiras de Goiás Palminópolis Panamá Paranaiguara Paraúna Piracanjuba Pontalina Professor Jamil Quirinópolis Rio Verde Santa Bárbara de Goiás Santa Helena de Goiás Santo Antônio da Barra Santo Antônio de Goiás São João da Paraúna São Luís de Montes Belos São Simão Senador Canedo Terezópolis de Goiás Trindade Turvânia Turvelândia Varjão Vicentinópolis Total Código Área (Km2) G69 G43 G63 G20 2465 867 455 497 G52 G65 G47 G58 G2 G28 G15 G11 G5 462 395 1881 2855 687 301 205 124 210 G31 G36 G68 G75 G35 G48 G56 G49 G70 G50 G29 1545 389 435 1158 3794 2458 1434 349 3792 8415 140 G61 1132 G57 453 G19 133 G38 306 G12 829 G76 G32 G16 415 246 107 G27 G24 G59 G45 G60 781 474 937 521 740 76.134 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 203 Em apenas poucos casos, existem municípios que possuem apenas uma pequena porção de seus territórios dentro da bacia do reservatório. Do lago de Goiás, esses municípios são: G-1 Itaberaí, G-2 Mossâmedes e G-26 Caiapônia. Do lado de Minas Gerais, os municípios com apenas uma pequena porção dentro da bacia do reservatório foram M-9 Uberaba e M-12 Campina Verde (Figura 33). A próxima etapa foi a quantificação das principais atividades agro-pastoris exisntes nas sub-bacias do reservatório. Essas atividades foram divididas nos seguintes itens: (a) população humana (Minas Gerais); (b) atividades agrícolas e (c) pecuária. As atividades agrícolas foram divididas em lavoura permanente e lavoura temporária e a atividade de pecuária restringiu-se à pecuária bovina. Os dados da ocupação humana demonstram que as atividades agrícolas e de pecuária estiveram concentradas ao longo dos rios que maior carga de nutrientes e de sólidos trazem para o reservatório. Nesse sentido, os rios goianos dos Bois e o Meia Ponte podem ser apontados como sendo aqueles que maior impacto ambiental causam no reservatório. Do lado mineiro, os rios Prata e Tijuco se destacam como sendo os vetores que trazem as maiores contribuições para a entrada de sólidos e de nutrientes essenciais para o reservatório. Dessa forma, qualquer plano de manejo e recuperação da qualidade de água do reservatório passa necessariamente pela adoção de medidas mitigadoras focadas principalmente para os municípios localizados nessas sub-bacias. População humana A quantificação das principais atividades humanas na bacia do reservatório de São Simão ilustra uma grande heterogeneidade espacial tanto do lado mineiro quanto do lado goiano (Figuras 35 e 36). Isto provavelmente é reflexo das diferenças regionais em termos de densidade populacional. Mais de 2 milhões de pessoas tem como seus domicílios alguns dos tributários formadores da bacia de captação doreservatório de Sâo Simão (Tab. 94). Do lago goiano, há uma forte ocupaçao humana no nordeste da bacia do reservatório de São Simão, principalmente nas sub-bacias dos rios Meia Ponte e dos Bois o que pode ser facilmente visto na figura através da localização das sedes municipais nessa região (Fig. 35). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 204 Tab. 94 – Número de núcleos urbanos e população em algumas das sub-bacias do reservatório de São Simão (MG/GO). Bacia Número de Núcleos População Rio Meia Ponte (GO) 22 1.673.515 Rio dos Bois (GO) 36 397.464 Rio Tijuco (MG) 07 114.146 Rio Preto (GO) 01 30.822 Rib. Bom Jesus (GO) 01 14.746 Córr. Sertãozinho (GO) 01 13.140 Córr. Invernada (MG) 01 11.394 Rib. Mateira (GO) 01 7.229 Córr. Carvalho (GO) 01 2.898 Rib. São Gerônimo (MG) 01 2.452 05 21.803 77 2.289.609 Total Em Minas Gerais, a maior população está concentrada no rio Tijuco, especialmente nos municípios de montante como Uberlândia. Notar, entretando que a sede deste município não está na sub-bacia de captação do reservatório (Fig. 36 e Tab. 94). Lavoura Permanente As maiores densidades (32 a 40 ton.km-2) de produção para a lavoura permanente foram encontradas em pequenos municípios goianos situados ao norte da bacia do rio dos Bois e Meia Ponte: G-14 Adelândia, G-10 Araçú e G-16 Terezópolis de Goiás (Figura 37). Em Minas Gerais, as maiores densidades para a lavoura permanente foram encontradas nos municípios M-6 Monte Alegre de Minas, e M-13 Uberlândia, cidades localizadas na subbacia do rio Tijuco e M-11 Prata, localizado na sub-bacia do rio da Prata (Figura 38). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 205 Lavoura Temporária Em relação à lavoura temporária, as maiores taxas de produção foram observadas nos municípios goianos da sub-bacia do rio dos Bois, notadamente nos municípios G-43 Jandaia, G-61 Santa Helena de Goiás, G-59 Turvelândia e G-65 Maurilândia, todos com mais de 720 toneladas por km2 (Figura 39). Do lado mineiro, apenas um minicípio, M-10 Canópolis na sub-bacia do rio Tijuco, exibiu tal densidade de produção (Figura 40). Pecuária A pecuária mostrou-se concentrada no entorno do reservatório e nas partes medianas e altas das sub-bacias dos rios goianos dos Bois e Meia Ponte. Em Goiás, quase todos os municípios nas sub-bacias dos rios Mateira, Alegre, Preto e São Francisco bem como os municípios do norte da sub-bacia do rio dos Bois e Meia Ponte apresentaram densidades relativamente elevadas para o rebanho bovino (Figura 41). Em Minas Gerais, as maiores densidades do rebanho bovino foram encontradas nos municípios M-1 Santa Vitória, M-3 Ituiutaba, M-7 Gurinhatã e M-12 Campina (Fig. 42). Títulos dos cartogramas (figuras 35 a 43) Figura 35 – Municípios, sedes municipais e delimitação das sub-bacias do reservatório de São Simão (MG/GO). Figura 36 – Densidade da população humana (habitantes.km-2) nos municípios mineiros pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão. Figura 37- Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras permanentes nos municípios que compõem a bacia de drenagem do reservatório de São Simão. Figura 38 - Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras permanentes nos municípios nos municípios mineiros pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão. Figura 39 - Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras temporárias nos municípios que compõem a bacia de drenagem do reservatório de São Simão. Figura 40 - Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras temporárias nos municípios nos municípios mineiros pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão. Figura 41 - Densidade de cabeças de gado (cabeças.km-2) nos municípios que compõem a bacia de drenagem do reservatório de São Simão. Figura 42 - Densidade de cabeças de gado (cabeças.km-2) nos municípios que compõem municípios mineiros pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão. Ricardo Pinto-Coelho Figura 35 - convênio Cemig/Fundep 4830-1 206 Ricardo Pinto-Coelho Figura 36 - convênio Cemig/Fundep 4830-1 207 Ricardo Pinto-Coelho Figura 37 – convênio Cemig/Fundep 4830-1 208 Ricardo Pinto-Coelho Figura 38 - convênio Cemig/Fundep 4830-1 209 Ricardo Pinto-Coelho Figura 39 - convênio Cemig/Fundep 4830-1 210 Ricardo Pinto-Coelho Figura 40 - convênio Cemig/Fundep 4830-1 211 Ricardo Pinto-Coelho Figura 41 - convênio Cemig/Fundep 4830-1 212 Ricardo Pinto-Coelho Figura 42 - convênio Cemig/Fundep 4830-1 213 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 214 Comentários sobre os resultados da coleta de janeiro 2002 O reservatório de S. Simão apresentou sinais típicos de eutrofização, tendo destaque a baixa transparência da água (<1.6 m), a existência de depleção de oxigênio dissolvido ainda nas camadas superficiais, valores de pH fortemente alcalinos (>8,0) na zona fótica e, em alguns casos, concentrações extremamente elevadas de clorofila-a, tal como o observado no ponto C09 - balsa de Ipiaçú. Nesse ponto, as características físico-químicas (pH acima de 9 e valores de supersaturação de oxigênio dissolvido, acima de 12 mg.L-1) e biológicas (concentrações de clorofila-a acima de 100 ug.L-1 e densidades totais de fitoplâncton em torno de 30.000 cel.ml-1 ) não deixam dúvidas quanto a existência de um intenso waterbloom de cianobactérias planctônicas que pode ser mesmo constatado macroscopicamente (Fig. 5). Constatou-se a contribuição de fósforo de natureza alóctone que está entrando no reservatório em concentrações elevadas (> 100 ug.L-1) em praticamente todos os tributários, com particular ênfase para os tributários do lado goiano (Tab. 11, Fig. 4). Como agravante, deve-se notar que essas concentrações elevadas foram encontradas no período chuvoso exatamente aquele quando ocorrem as maiores vazões dos tributários. Vale ainda ressaltar que a grande maioria dos tributários apresentou concentrações relativamente baixas de nitrogênio. Outra forte evidência da íntima associação entre fósforo e cianobactérias referese ao fato de que a alga numericamente dominante, Anabaena spiroides e A solitaria apresenta grande abundância de estruturas fixadoras de nitrogênio atmosférico, os heterocistos (Fig. 6, organela não representada na foto). Todas essas evidências factuais corroboram para suportar nossa hipótese inicial de trabalho que consiste na existência de uma relação espaço-temporal entre aporte de fósforo e presença de cianobactérias. Um aspecto importante na dinâmica da ciclagem do fósforo nesse ambiente referese aos fatos: (a) de que a maioria do fósforo encontra-se sob a forma particular e (b) há um súbito decréscimo do fósforo à medida que se avança da zona de transição para o eixo central do reservatório. Tais fatos evidenciam uma elevada afinidade da microbiota do lago por esse elemento, dando suporte adicional ao fato de que a rápida eutrofização de São Simão está ligada ao crescente aporte desse nutriente. Esses fatos indicam que o fósforo (e não o nitrogênio) é o elemento limitante da produção biológica no reservatório. As análises iniciais referentes à parte de georeferenciamento apresentadas apontam para o fato de que as atividades humanas da bacia e, em especial, aquelas existentes no território goiano possivelmente estão associadas à rápida degradação da qualidade de água no reservatório de São Simão. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 215 Comentários sobre a coleta de abril de 2002 O presente relatório traz os resultados parciais referentes as coletas de abril de 2002 bem como os dados completos referentes às análises de fitoplâncton referentes ao mês de janeiro de 2002. As análises físico-químicas demonstram um forte dinâmica temporal seja no reservatório seja nos tributários. Inicialmente, vale destacar que incluímos mais três pontos de coletas: um ponto no reservatório, o ponto C10 (balsa de Gouveinha) e os pontos P18 (córrego Campanha) e P19 (ribeirão Jacaré). Em abril, houve um generalizado decréscimo nos valores de nutrientes em quase todos os tributários, principalmente fósforo total e sólidos em suspensão (exceto no rio Paranaíba, P00). Esse decréscimo aponta para o fato de que as principais entradas de nutrientes no reservatório se dão na fase das chuvas. O decréscimo observado no fósforo total coincide com a melhora da qualidade de água no reservatório. Houve um aumento generalizado da transparência da água e uma redução nos teores de clorofila-a na maioria das estações limnéticas. Nenhum vestígio foi encontrado do florescimento de algas observado no ponto C09, observado em janeiro. Apesar desses sinais claros de melhoria da qualidade das águas nos tributários e no reservatório, encontramos claros sinais de que o reservatório encontra-se num processo de crescente trofia. Dentre eles, ressaltamos a presença do íon amônio em quase todos os pontos limnéticos, o forte decréscimo do oxigênio dissolvido na zona superficial (primeiros 7 metros) do lago, e a prevalência de valores alcalinos do pH para essa faixa da coluna de água. Muitos tributários, principalmente aqueles do lado goiano (Meia Ponte, São Francisco, Preto e Alegre) e alguns do lado mineiro (Patos, Invernada, Tijuco e Prata) apresentaram valores relativamente elevados para a condutividade elétrica, sólidos em suspensão, nitratos e nitritos ou mesmo para o fósforo, revelando a existência de impactos continuados e localizados (fontes não difusas). Vale ressaltar uma vez mais o rio Meia Ponte que apresentou um vigoroso acréscimo nas suas concentrações de nitrato, em abril. Dessa forma, fica evidente que existe um “mosaico” de entradas de nutrientes seja por fontes difusas seja por fontes pontuais no reservatório. Essa situação contrasta com outros reservatórios mineiros, tal como o reservatório de Furnas, onde a maior parte dos impactos se dá via fontes pontuais (Del Aguila, 2002). Finalmente, apresentamos ainda nesse relatório as análises consistidas para a comunidade fitoplânctônica do reservatório referente ao mês de janeiro de 2002. Trata-se de uma comunidade de baixa riqueza e forte dominância, atributos típicos de um ambiente impactado e instável, sob o ponto de vista ecológico. As análises ainda demonstram, de modo inequívoco, a existência de um gradiente espacial de concentrações (e biovolumes) crescentes de cianobactérias em direção à montante e confirmam a existência do “waterbloom” no ponto C09. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 216 Cometários sobre a coleta de julho de 2002 Essa excursão demonstrou, de forma inequívoca, a grande dinâmica sazonal a que está submetida a maioria das variáveis físico-químicas consideradas no estudo tanto nos tributários quando no corpo central da represa. Nos tributários, houve diminuição da temperatura da água, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, nitratos, fósforo total e solúvel. Já a amônia sofreu um aumento em muitos pontos de coletas. Outro ponto a ser destacado refere-se à diminuição observada nos sólidos em suspensão. É de particular interesse observar as características diferentes entre certos tributários de grande porte tais como o rio Meia Ponte (GO) que mesmo na estação seca continua a exibir elevadas concentrações de nitratos e de condutividade elétrica. Os tributários do lado mineiro (Tijuco e Prata) destacaram-se mais pelo aporte de amônia ou de matéria orgânica. Esses padrões diferenciais estão intimamente ligados ao uso do solo na bacia e subsidiam a nossa estratégia para o segundo ano do projeto quando pretendemos investigar com mais afinco nas atividades humanas nas principais sub-bacias do reservatório. Nos pontos do reservatório houve também decréscimo da temperatura, do oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, O pH aumentou e valores acima de 8,0 foram observados na maioria dos pontos. A principal característica desse mês, no entanto, foi a prevalência de elevados valores para a transparência de água. A menor carga de seston no reservatório foi também refletida nos teores de sólidos em suspensão e na clorofil-a . Em termos de nutrientes, duas tendências devem ser retidas: aumento da amônia e redução ainda maior do fósforo total na maioria dos pontos. A redução generalizada no aporte via tributários e na disponibilidade de fósforo no reservatório coincide com os valores muito baixos de seston e de alta transparência da água. Esses fatos são muito importantes e subsidiam a nossa hipótese de trabalho que consiste em demonstrar que esse nutriente é essencial para o desenvolvimento da grande biomassa algal observada nos meses de verão. A isso deve ser somado o fato de que o aumento no aporte de nitrogênio inorgânico (amônia) no reservatório em nada afetou a tendência de queda nos teores de seston e não impediu o estabelecimento de uma elevada transparência da água nos pontos limnéticos. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 217 Cmentários sobre a coleta de outubro de 2002 O reservatório e o lago apresentaram uma nítida evolução sazonal na maioria dos parâmetros analisados. As temperaturas da água estiveram elevadas em todos os pontos limnéticos amostrados, nunca ficando abaixo de 27,7 °C na superfície. As transparências decresceram de um modo conspícuo nos pontos limnéticos do reservatório. Os valores de condutividade elétrica também sofreram decréscimo em todos os pontos amostrados no reservatório. O oxigênio dissolvido apresentou valores relativamente elevados na superfície e houve, como seria de se esperar, um ligeiro declínio da disponibilidade de oxigênio nas zonas mais profundas. O pH ainda manteve-se alcalino em todos os pontos amostrados dentro do reservatório. As temperaturas dos pontos dos braços do reservatório sofreram igualmente uma forte elevação, se comparadas com a última excursão em julho. Os valores de condutividade apresentaram duas tendências nítidas. Nos pontos sob forte influência dos braços dos rio dos Bois e Tijuco/Prata, os valores aumentaram. Ao contrário, nos pontos do rio Paranaíba, a condutividade permaneceu ainda baixa, ao redor de 37 uS.cm-1 . Ao contrário do que foi observado nas estações limnéticas, o oxigênio dissolvido nos braços do reservatório, em outubro de 2002, permaneceu em valores comparáveis àqueles observados em julho de 2002. A temperatura da água voltou a subir também nos tributários mas, de acordo com os meses anteriores, pode-se afirmar que houve uma tendência para valores menos elevados nos tributários se comparado aos braços e eixo central do reservatório. O pH nos tributários sofreu um decréscimo em relação a julho. A condutividade elétrica apresentou distintos padrões. Em alguns rios, ela manteve os mesmos níveis de julho ou ainda menores ainda. Em outros, ela mostrou um nítido padrão de acréscimo. Em uma tendência contrária, ao que foi observado em julho/agosto, os tributários apresentaram concentrações de oxigênio dissolvido claramente menos elevadas do que aquelas verificadas no reservatório. Em relação ao corpo central do reservatório, os valores de amônia sofreram ligeiros acréscimos em alguns pontos. Os nitritos não sofreram grandes altera~çoes e diminuíram ligeiramente suas concentrações na maioria dos pontos dentro do reservatório.Os nitratos sofreram uma redução nos pontos limnéticos do reservatório. Em relação ao nitrogênio, a tendência de acréscimo da amônia nos tributários do reservatório foi mantida em outubro.Em muitos casos, as concentrações praticamente mais que dobraram em outubro se comparadas ao trimestre anterior. Os nitritos foram detectados em quase todos os pontos (exceto no P-17) amostrados embora tenham apresentado concentrações pequenas (menores do que 8,0 ug.L-1 de N-NO2) na maioria dos pontos. Os nitratos apresentaram uma tendência inversa à da amônia, apresentando uma clara redução de suas concentrações em quase todos os pontos de coletas. Uma das tendências mais “firmes” encontradas no reservatório e nos tributários no mês de outubro de 2002 foi o aumento quase que generalizado observado nas concentrações de fósforo total nos diversos pontos de coletas. O fósforo solúvel, ao contrário, sofreu uma redução de seus valores na grande maioria dos pontos limnéticos amostrados (C-02, C-05, C-06, C-08, C-09 e C-13). Os sólidos totais sofreram uma redução generalizada de suas concentrações em outubro. A turbidez foi medida, pela primeira vez, em outubro de 2002. Os seus valores foram mais elevados nas regiões distais do reservatório e nos tributários. A clorofila somente foi detectada no ponto 14A. Os sólidos totais estiveram sempre em baixas Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 218 concentrações no reservatório (<5,0 mg.l-1). A turbidez foi mais elevada nas regiões mais distais do reservatório, especialmente nos pontos C-08, C-09, C-10 e C11. O presente relatório traz dois estudos de caso realizados, respectivamente, nos rios Prata e Tijuco, os maiores tributários do reservatório de São Simão do lado de Minas Gerais. O objetivo desses casos de estudo foi o de evidenciar qual o tipo de fonte (difusa x pontual) que tem o poder de influenciar de modo significativo a qualidade de água de um grande tributário do reservatório de São Simão. Um dos estudos de caso demonstra claramente o efeito das fortes chuvas sobre a química de um grande tributário, o rio da Prata, demonstrando que o escoamento superficial (run off) realmente afeta – em curto espaço de tempo – a química do rio. Outro estudo de caso, por outro lado, também demonstra os efeitos da entrada de esgotos e efluentes industriais na química de um grande tributário, o rio Tijuco, MG. Ambos os casos ilustram um ponto relevante: tanto as contribuições pontuais (esgotos e p.ex.) quanto as difusas (via run off ) são importantes e determinam a qualidade de água nos grandes tributários de São Simão. Dessa forma, para estudarmos a presença das cianobactérias no reservatório já sabemos que estas se relacionam com a entrada nutrientes, espcecialmete o fósforo no lago. Agora, sbemos que temos que quantificar ambas as fontes (pontuais e difusas) nos principais tributários do reservatório para entedermos melhor a dinâmica das cianobactérias. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 219 Cmentários sobre a coleta de janeiro de 2003 O fato mais notável observado em janeiro de 2003 é a constatação de que o reservatório de São Simão estava livre – desde janeiro de 2002 até então - dos florescimentos algal de cianobactérias comumente encontrados entre os meses de janeiro e fevereiro. Segundo depoimentos colhidos junto a prefeitura da cidade de São Simão (GO), os florescuimentos são usualmente recorrentes em uma escala anual com tendência a ocorrerem nos meses de verão. A cidade de São Simão sofre uma perda econômica considerável com os florescimentos massais de cianobactérias já que uma de suas atividades econômicas principais é o turismo de balneário. A constatatação de que as temperaturas de janeiro de 2003 estiveram abaixo daquelas observadas em janeiro de 2002 é uma observação importante em termos de floração de algas pois existem evidências na literatura indicando a relação direta entre “blooms de cianobactérias e a temperatura (zohary ). Outro ponto importante que está de acordo com a ausência de “bloom” em janeiro de 2003 é o fato de que as transparências da água foram bem maiores nesse período se comparados a igual período de 2002. De forma compreensível, a quantidade de oxigênio dissolvido na superfície, o pH e a condutividade aop conmtrário exibiram valores menores em janeiro de 2003 se comparados a igual período de 2002. Todas essas tendências são coerentes em justificar a ausência de bloom no reservatório em 2003 sob o ponto de vista dos fatores básicos físico-químicos do reservatório. Outro aspecto extremamente importante é o fato de que os dados de amônio e nitrato não deixam dúvidas em se afirmar que houve um aumento da disponibilidade de nitrogênio inorgânico na zona limnética do reservatório ao se comparar os meses de janeiro de 2002 e 2003. Os dados de concentrações da série nitrogenda obitdos ao longo do perfil representado na Tab. 9-B não deixam dúvidas no sentido de que existe uma grande homogenidade físico-químca na coluna de água no reservatório de São Simão. A existência de nitrato próximo ao fundo do ponto e a inexistência de um gradiente de amônio com aumento dessa espécie de nitrogênio no fundo do ponto C-05 demonstram - de modo inequívoco - a boa disponibilidade de oxigênio dissolvido em toda a coluna de água o que já foi demonstrado nas tabelas 2 a 5. Esse fato contrasta de modo agudo com muitos reservatórios tropicais mesmo aqueles de grande porte e confere um caráter muito particular ao reservatório de São Simão. A grande disponibilidade de nitrogênio inorgânico atestada pelas maiores concentrações de todas as formas solúveis de nitrogênio na zona limnética do reservatório em pleno verão de 2003 (janeiro de 2003), justamente em uma fase de ausência de qualquer florescimento de cianobacterias sugere que o fator determinante para o aparecimento desse fenômeno está na disponibilidade de fósforo, um elemento potencialmente limitante para as cianobactérias. E isso é exatamente o que aconteceu em janeiro de 2003, ou seja, houve uma redução generalizada nas concentrações de fósforo total nos pontos limnéticos do reservatório. A clorofila-a apresentou baixas concentrações, em geral abaixo do limite de detecção do método, em todos os pontos da região limnética o que reforça os resultados das contagens de fitoplâncton que não evidenciaram florescimentos de algas em qualquer ponto do reservatório. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 220 Comentários sobre a coleta de outubro de 2003 O reservatório apresentou-se em geral estratificado mas com boa disponibilidade de oxigênio dissolvido em águas mais profundas. A condutividade foi em geral mais baixa do que nos meses de chuva. O grande aspecto que ressaltou aos nossos olhos nesse período foi a elevada transparência de água nas estações limnéticas (4,5 – 5,0 m). A elevada disponibilidade de luz na coluna de água do reservatório ficou muito evidente através dos dados do radiometro com uma zona fótica na faixa 10-12 metros. Os pontos limnéticos sob influência dos tributários (C-08, C-09, C-10 e C-13) tiveram pH em geral alcalinos e com boa disponibilidade de oxigênio. A condutividade elétrica destacou-se com seu valor mais elevado no ponto C-09 (rio Tijuco). O reservatório apresentou-se com baixas concentrações da série nitrogenada, exceto para os nitratos no ponto C-10 e C- 13. O fósforo total permaneceu em valores abaixo de 25 ug.l-1 em todos os pontos do reservatório. Não houve coletas nos tributários nesse período. Os valores de sólidos, turbidez e clorofila-a foram excepcionalmente baixos em todos os pontos limnéticos corroborando nossas medidas de penetração de radiação lumninosa. É interessante notar que, considerando os dados obtidos apenas no mes de outubro de 2003, poderiamos enquadrar o reservatório como sendo um sistema oligotrófico. Como demonstrado nesse relatório, esse tipo de observação pontual ilustra claramente a necessidade de uma abordagem sazonal em limnologia de reservatórios. O fitoplâncton esteve dominado por cianobactérias mas em baixas densidades. Cometários sobre a coleta de fevereiro de 2004 A água do reservatório apresentou-se com temperaturas elevadas, típicas do verão com os valores de superfície oscilando entre 28,0 – 30,0 C. Houve uma ligeira estratificação nos valores de oxigênio nos pontos C-02 e C-05. Os valores de condutividade elétrica nos pontos limnéticos (eixo central) foram em geral baixos para o período de chuvas. A transparência mostrou-se reduzida (1,0-1,6 m) estando esses dados de acordo com a reduzida zona fótica. Nos pontos sob influência dos tributários houve um notável aumento da condutividade especialmente no ponto C-09. Nos tributários, valores mais elevados de condutividade ocorreram nos rios Mateira, São Francisco, Meia Ponte, Patos, Prata e Tijuco. Apenas os pontos P-00 e P-11 e C-10 sobressaíram em relação à série nitrogenada com valores da ordem 40-50 ug.l-1 de nitrato. O fósforo total apresentou concentrações mais elevadas (>50 ug.l-1) nos pontos P05 (rio São Francisco), P-11 (rio Meia Ponte) , P-15 (Patos), P-16 (Prata), P-17 (Tijuco) e P-20 (São Gerônimo) . O grande ponto a destacar-se na coleta de fevereiro de 2004, refere-se aos elevados valores de sólidos totais e de turbidez encontrados nos tributários seja do lado goiano ou do lado mineiro. Desse modo, concentrações de sólidos totais acima de 50 mg.l-1 foram encontradas nos rios: Preto (P-04), S. Francisco (P-05), Meia Ponte (P-11), Prata (P-16) e Tijuco (P-17). A turbidez nesses mesmos locais nunca foi menor do que 200 NTU´s. Nos pontos limnéticos, deve ficar registrado o elevado valor da clorofila-a anotado no ponto C-09, 39,1 ug.l-1. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 221 O fitoplâncton esteve dominado por cianobacterias especialmente Anabaena circinalis e Microcystis flos aquae. Gestão de São Simão - A Questão Institucional Considerando os dados apresentados até aqui bem como a grande dimensão da bacia de captação do reservatório de São Simão que engloba 25% do território goiano, constatase que o reservatório de São Simão provavelmente sofre de um complexo arranjo de entradas difusas (non point source pollution) e localizadas (point source pollution) de poluição por fósforo, nitrogênio, matéria orgânica e sólidos inorgânicos. Essas entradas são altamente diferenciadas segundo a sub-bacia considerada. Esse conjunto de múltiplas entradas, muito heterogênenas dentro da escala espaço-temporal torna muito complexa a elaboração de um modelo de gestão sustentada do ambiente. Para acessar essa complexidade e, principalmente, para a concepção de um projeto de gestão e recuperação do ambiente realmente eficaz faz-se absolutamente necessária uma articulação entre as entidades ambientais dos estados de Minas Gerais e Goiás. No intuito de ilustrar a complexidade da situação e a limitação do enfoque institucional baseado no “foco estadual”, apresentamos o mapa temático relativo à bacia de captação do reservatório de São Simão, publicada no web site do projeto “Águas de Minas” do IGAM. Fig 15 – Mapa temático ilustrando a qualidade de água dos reservatórios de São Simão, Cachoeira Dourada, Itumbiara e Emborcação todos no Rio Paranaíba, Minas Gerais (obtido junto ao web site do IGAM). O mapa traz ainda a qualidade de água dos principais Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 222 tributários do lado mineiro do Rio Paranaíba (mapa modificado e reagrupado usando o programa LviewPro). O mapa temático acima representa a tipificação da qualidade de água publicada pelo IGAM (http://www.igam.mg.gov.br/aguas/htmls/index.htm) na bacia de captação do reservatório de São Simão, lado mineiro. A coloração verde aparece em todo o reservatório de São Simão e representa um IQA variando de 70 a 90 (qualidade boa). Os pontos em vermelho representam locais com potencial para contaminação por elementos “tóxicos”. Observar que o rio Tijuco aparece com qualidade de água média (cor amarela) enquanto que o rio da Prata aparece com qualidade de água ruim (cor laranja). Fica evidente que, considerando os dados apresentados nesse relatório, a classificação do IGAM para o reservatório de São Simão necessita ser revista. Por outro lado, uma visão limitada apenas às sub-bacias do lado de MG tem baixo poder para explicar a grande variabilidade na qualidade de água detectada nos pontos de coletas considerados dentro do reservatório. Mesmo apenas considerando os rios mineiros, é discutível a tipificação atribuída aos rios Tijuco e Prata. Os pontos de coletas do IGAM para o rio Tijuco, aparentemente, não englobam os impactos de importantes fontes pontuais situadas logo a jusante de Ituiutaba, MG (ver ponto P17-a). Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 223 Página de Acolhida - Rede Mundial de Computadores (Web site - www) Em abril de 2002, disponibilizamos, uma página de acolhida sobre as pesquisas em São Simão, localizada no servidor de nosso laboratório no seguinte endereço URL: http://ecologia.icb.ufmg.br/~rpcoelho/saosimao/ O objetivo principal dessa iniciativa é o de possibilitar a divulgação dos trabalhos de dissertações e teses que vêm sendo executados pelo laboratório de Gestão Ambiental de Reservatórios Tropicais. Existe uma aluna de doutoramento em Ecologia (ECMVSUFMG), Maria Elisa Castelanos de Sola, que realiza sua tese de doutoramento no âmbito desse projeto. Ela possui bolsa de doutoramento do Conselho Nacional de Pesquisas, CNPq. Acreditamos que a inserção dessa tese de doutoramento seja uma importante contrapartida institucional para a concessionária de energia elétrica que financia o projeto, a CEMIG. Por outro lado, além de divulgar trabalhos de capacitação de pessoal no nosso laboratório, a web site possibilita uma “vulgarização” do conhecimento gerado pelo projeto de pesquisa junto à comunidade-alvo. É interessante lembrar que a área de influência do reservatório cobre extensas áreas do estado goiano e um grande número de municipalidades (vide acima), área não afetas diretamente às possíveis ações de gestão ambiental a cargo da concessionária. O uso da internet pode gerar dois tipos de benefícios diretos: (a) acesso on line pela comunidade envolvida (municípios, fazendas e agencias governamentais do estado de Goiás), da situação ambiental do reservatório de São Simão, com a identificação das fontes potenciais de degradação ambiental; esse conhecimento pode gerar ações de mitigação e reversão do quadro de degradação ambiental por todos os agentes citados acima; (b) percepção, pela sociedade, do elevado grau de transparência e comprometimento com a causa ambiental por parte da concessionária de energia, no caso a CEMIG. Essa nova postura, em nosso ver, atende ao novo paradigma da gestão ambiental proposto no documento Agenda21, ou seja, as empresas que estão associadas a impactos ambientais de vulto conhecem e atuam decisivamente na mitigação desses problemas. Em outubro de 2003, recebemos uma indicação da CEMIG para retirar a web page do ar. Acreditamos ser esta uma decisão equivocada considerando os pressupostos acima. Dessa forma, conclamamos ao setor de meio ambiente da empresa a rever a sua posição a esse respeito. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 224 Equipe técnica 1- Cid Antônio Morais Jr (Tc. Laboratorista) (2002-2003) 2- Cleber Figueiredo (Bach, MSc em fitoplâncton) – identificação de algas (2003) 3- Cristiane Freitas Azevedo Barros (Bach., MSc em fitoplâncton e diatomoflórula) – (2004) 4- Luzia Azevedo (Bach., especialista em fitoplâncton) – (2002-2004) 5- Maria Elisa Castelanos de Solá (Bach., MSc em bioquímica) – GIS (2002-2003) 6- Melissa Bueno (Bach. CB, especialista em Zooplancton) – (2003-2004) 7- Patrícia Elizabeth da Veiga Rizzi (Bach., MSc em Geografia) – GIS (2004) 8 -Wladimir Eustáquio Torres (Tec. Laboratorista) (2003-2004) 9 - Ricardo Motta Pinto Coelho (MSc, PhD em Limnologia) – coordenação geral (20022004) Endereço para contato Laboratório de Gestão Ambiental de Reservatórios - LGAR Setor de Ecologia Departamento de Biologia Geral - BIG Instituto de Ciências Biológicas – ICB Universidade Federal de Minas Gerais Av. Antônio Carlos, 6627 CEP 31270-901 Belo Horizonte (MG) Telefax +55 31 3499 2605 Tel: +55 31 3499 2574 E-mail: [email protected] Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 225 Literatura APHA – 1991. Standard Methods for the Examination of Water and Wasterwater. American Society of Public Health. Del Aguila, L.R. 2001. Gradiente trófico no Rio Sapucaí (Reservatório de Furnas-MG): relação com a distribuição do zooplâncton e os usos do solo. Dissertação de mestrado, Programa de PósGraduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre (ECMVS-UFMG), Belo Horizonte, agosto de 2001, 76 p. HALLIDAY, S.L. & M.L. WOLFE. 1991. Assessing ground water pollution potential from nitrogenfertilezer using a geographic information system. Water Res. Bull. 27(2)237-245. HE, C.S., J.F. RIGGS & Y.T. KANG. 1993. Integration of geographic information system and a computer-model to evaluate impacts of agricultural runoff on water quality. Wat. Res. Bull. 29(6):891-900. Lorenzen, C.J. .1967. Determination of chlorophyll and pheo-pigments: spectrophotometric equations Limnology & Oceanography 12:343-346. Lund, J.W.G. .1959. A simple counting chamber for nannoplankton Limnology & Oceanography 4:57-65. Mackereth, F.J.H, J. Heron & J.F. Talling .1978. Water analysis: some revised methods for limnologists. Freshwater Biol. Assoc. Sci. Publ. No.36 Cumbria, UK. 120pp. Murphy J. J.P. Riley. 1962. A modified single solution method for the determination of phosphate in natural waters. Analytica Chimica Acta 27: 31-36. Utermohl, H. 1958. Zur Vervollkommung der quantitativen Phytoplankton Methodik. Internationale Vereinigung für Theoretische und Angewandte Limnologie – Mitteilungen 9:1-38. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 226 Indice Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 Matéria Abstract Introdução Objetivos Área de estudos e estações de coletas Estações lóticas Estações lênticas Material e Métodos Roteiro de Coletas Resultados Pontos limnéticos - eixo central (FQ básica) Ptos. Limnéticos - balsas (FQ básica) Tributários (FQ básica) Nutrientes – Nitrogênio (tributários) Nutrientes – Nitrogênio (pontos limnéticos) Nutrientes – Fósforo (tributários) Nutrientes – Fósforo (pontos limnéticos) Sólidos em suspensão, turbidez e clorofila-a (tributários) Sólidos em suspensão, turbidez e clorofila-a (pontos limnéticos) Fitoplâncton Diatomoflórula dos tributários Usos do solo Comentários sobre a coleta 1 (janeiro de 2002) Comentários sobre a coleta 2 (abril de 2002) Comentários sobre a coleta 3 (julho-agosto de 2002) Comentários sobre a coleta 4 (outubro de 2002) Comentários sobre a coleta 5 (janeiro de 2003) Comentários sobre a coleta 6 (outubro de 2003) Comentários sobre a coleta 7 (fevereiro de 2004) Gestão do reservatório de São Simão Web site do projeto Equipe técnica Endereço para contato Literatura Página 2 4 6 6 11 18 22 27 31 31 47 50 57 63 72 74 88 96 103 189 198 214 215 216 217 219 220 220 221 223 224 224 225 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 227 Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais Departamento de Biologia Geral Instituto de Ciências Biológicas – ICB 31270-901 Belo Horizonte (MG) Telefax XX 31 3499 2605 / 3499 2574 http://www.icb.ufmg.br/~rmpc E-mail: [email protected] Ilma. Sra. Dra. Maria Edith Rolla Setor Ambiental CEMIG Ref: relatório fnal do convênio CEMIG-FUNDEP (4830-1) Belo Horizonte, 30 de agosto de 2004 Prezada Maria Edith Encaminho, em anexo, cópia do relatório final referente ao convênio O APORTE DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE CIANOBACTÉRIAS NO RESERVATÓRIO DE SÃO SIMÃO, Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1. Nesse relatório, apresentamos todos os dados que envolveram, dentre outros aspectos, um grande monitoramento do reservatório e de seus tributários baseado em sete campanhas de campo realizadas entre janeiro de 2002 e fevereiro de 2004. Incluímos dois novos capítulos em relação aos relatórios anteriores: (1) diatomoflórula dos tributários e (2) Usos do solo – uma análise usando as ferramentas disponíveis nos sistemas SIG. A diatomoflóirula mostrou ser uma comunidade altamente indicadora dos processos de degradação da qualidade de água que ocorrem nos tributários do reservatório. O inventário dos diferentes tipos de usos do solo possibilitou identificar os tributários e municípios que mais contribuem para o aporte de nutrientes ao reservatório. Acreditamos ter sido possível confirmar a nossa hipótese inicial, ou seja, de que o fósforo é o elemento-chave para a gestão ambiental de São Simão. Encontramos uma grande consistência espaço-temporal entre a disponibilidade de fósforo e a presença de cianobactérias. Finalmente, queremos ressaltar que não foi possível a realização de um dos objetivos propostos, ou seja, o balanço de massa parcial de fõsforo no reservatório. Isso não foi possível não somente pelo fato de que não tivemos acesso às vazões dos principais tributários ao reservatório mas também porque haveria a necessidade de uma estimaiva muito precisa das fontes difusas o que é uma tarefa muito mais complexa do que nossa proposta inicial de basearmos tão somente nas cargas de nutrientes dos tributários. Temos a plena convicção de que o presente relatório traz um conjunto de dados de grande importância não só para o conhecimento ecológico do reservatório mas também serve de base científica para a elaboração de um sistema de gestão ambiental voltado para a recuperação da qualidade de água desse importante ambiente. Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Estamos ao inteiro dispor para maiores esclarecimentos. Atenciosamente Prof. Ricardo Pinto-Coelho 228 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais Departamento de Biologia Geral Instituto de Ciências Biológicas – ICB 31270-901 Belo Horizonte (MG) Telefax XX 31 3499 2605 / 3499 2574 http://www.icb.ufmg.br/~rmpc E-mail: [email protected] Ilma. Sra. Dra. Maria Edith Rolla Setor Ambiental CEMIG Ref: relatório III convênio CEMIG-FUNDEP (4830-1) Belo Horizonte, 20 de maio de 2003 Prezada Maria Edith Encaminho, em anexo, cópia do relatório III referente ao convênio O APORTE DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE CIANOBACTÉRIAS NO RESERVATÓRIO DE SÃO SIMÃO, Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1. Estamos ao inteiro dispor para maiores esclarecimentos. Atenciosamente Prof. Ricardo Pinto-Coelho 229 Ricardo Pinto-Coelho convênio Cemig/Fundep 4830-1 Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais Departamento de Biologia Geral Instituto de Ciências Biológicas – ICB 31270-901 Belo Horizonte (MG) Telefax XX 31 3499 2605 / 3499 2574 http://www.icb.ufmg.br/~rmpc E-mail: [email protected] Ilma. Sra. Dra. Maria Edith Rolla Setor Ambiental CEMIG Ref: relatório II convênio CEMIG-FUNDEP (4830-1) Belo Horizonte, 25 de outubro de 2002 Prezada Maria Edith Encaminho, em anexo, cópia do relatório III referente ao convênio O APORTE DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE CIANOBACTÉRIAS NO RESERVATÓRIO DE SÃO SIMÃO, Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1. Estamos ao inteiro dispor para maiores esclarecimentos. Atenciosamente Prof. Ricardo Pinto-Coelho 230