Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
1
Universidade Federal de Minas Gerais
Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP
Instituto de Ciências Biológicas - ICB
Departamento de Biologia Geral - BIG
Laboratório de Gestão de Reservatórios - LGR
O APORTE DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE
CIANOBACTÉRIAS NO RESERVATÓRIO DE
SÃO SIMÃO.
Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1
(Relatório Final - 6)
Prof. Ricardo M. Pinto-Coelho (coordenação)
__________
Belo Horizonte
Depto. Biologia Geral
ICB
Agosto - 2004
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
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Abstract
This is the third report related to the project External loading of phosphorus and
cyanobacteria blooms in São Simão Reservoir, Minas Gerais-Goiás States, Brazil (Grant
4830-1 Fundep/CEMIG/UFMG). This research is sponsored by the State Energy Company
of Minas Gerais – CEMIG. The present investigation is executed by the team of Laboratory
of Management of Tropical Reservoirs, Biology Department, University of Minas Gerais,
Brazil. The main goal is to investigate the possible causes of the rapid degradation of water
quality of the reservoir, notably the frequent massive blooms of toxic cyanobacteria that
have been registered in recent years. The data presented in this report refer to the seven
field excursions, occurred between January, 2002 and February, 2004 .
São Simão is a large reservoir (700 km2) with a watershed of about 67,000 km2. It is
located in Paranaíba River one of the two major rivers forming the Paraná River . The
drainage basin of this reservoir emcompasses probably an area hosting one of the largest
areas explored by intense agriculture in the tropic belt. As a consequence, the reservoir has
been suffering of increasing eutrophication.
The signals in the reservoir and in the tributaries are highly variable according to the
seasonal cycle The eutrophcation process in the reservoir can be attested by extensive
blooms of primary producers (mainly cianobacteria) during the rainy period. During this
time, most of sampling points of the reservoir have lower transparency (< 1,0 m), higher
turbidity levels (lake water > 20 NTU, tributaries > 100 NTU) and incresed levels of nitrate
and total phosphorus. However, the reservoir has an increasingly good quality of water
with the course of dry season. In January 2003, a extensive survey was conducted aimed to
describe the vertical gradients of physico-chemical parameters in the water column of the
reservoir.
The tributaries bring considerable amounts of solids, nitrogen and specially phosphorus and
inorganic solids, specially during the rainy period. Nevertheless, most rivers have a strong
seasonal cycle in the inputs of solids and essential nutrients. They are also highly specific
according to their “signatures” considering nutrient concentrations, solid levels as well as
other basic physico-chemical parameters.
We performed some preliminary GIS analysis showing the potential impact of land use on
the water quality of the reservoir. The human population is concentrated specially on the
catchment basins of rivers Meia Ponte, dos Bois, Tijuco and Prata. The agricultural activity
is concentrated on river Bois on the Goias state and along river Tijuco basin on the Minas
Gerais state. The cattle raising was found to be especially concentrated on the near shore
areas of the lake on both states.
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Foto da Capa: Aspecto do reservatório de São Simão e de seu entorno mostrando a
elevada densidade de ocupação do solo por atividades agropastoris . O reservatório foi
monitorado numa base trimestral pela equipe do laboratório de gestão de reservatórios da
UFMG entre janeiro de 2002 e fevereiro de 2004. Foto de rmpc.
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Introdução
O reservatório de São Simão, assim como os demais situados na bacia do Paranaíba,
apresenta riscos elevados à eutrofização graças ao crescente aporte de nutrientes
potencialmente limitantes para a produção orgânica e, em especial, o fósforo. Nessa região,
existe grande atividade agrícola, rápida expansão urbana de centros regionais e ainda a
presença de rochas fosfáticas que são mineradas para a produção de fertilizantes agrícolas.
Desta forma, existem condições “ótimas” para uma elevada mobilização do fosfato a partir
da ação antrópica bem como pela mobilização desse nutriente a partir de seus depósitos
naturais.
A região apresenta um processo de rápido desenvolvimento agro-pastoril que está
associado ao uso de intensa mecanização, irrigação (pivots centrais), com o uso de intenso
aporte de fertilizantes químicos.
Fig. – 1.A: Plantação de algodão localizada às margens da rodovia que liga Paranaiguara
(GO) a Quirinópolis (GO). Ao fundo, temos o eixo central do reservatório de São Simão
(não visível na foto). A foto, tirada em abril de 2002, coincidiu com o período de colheita
do algodão. Segundo depoimentos locais, grandes áreas que na década de setenta eram
destinadas ao cultivo do arroz foram destinadas ao cultivo da soja, forrageiras (milheto) e
do algodão. O declínio do cultivo do arroz de sequeiro está ligado a modificações
climáticas ocorridas na região ao longo das últimas décadas (secas mais prolongadas).
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Fig 1.B – Preparo da terra para a próxima estação de cultivo. Foto tirada as margens da
rodovia ligando Inaciolândia a Quirinópolis, em julho de 2002 (desconsiderar a legenda da
foto). O uso intensivo de mecanização com aporte de adubos e outros insumos agrícolas é
uma prática comum no manejo agrícola do lado goiano do reservatório de São Simão. Esse
tipo de agricultura intensiva, aliada às características topográficas, pedológicas e climáticas
da região, permite que uma parte não desprezível dos insumos usados seja carreada para o
reservatório via escoamento superficial (run off).
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Outro fator refere-se à entrada, a montante do reservatório, de tributários com
elevadas cargas de nutrientes, tais como o Rio São Bartolomeu, que recebe águas servidas
do Distrito Federal e deságua no reservatório de Itumbiara e o Rio Meia Ponte que recebe
águas servidas da região de Goiânia.
O estudo aqui proposto pretende oferecer um corpo de conhecimentos no sentido de
contribuir para o planejamento, de ações voltadas ao manejo e conservação de modo
sustentado do reservatório de São Simão e de suas sub-bacias. O estudo ainda oferecerá
subsídios para embasar a tomada de decisão para a conservação da qualidade
hidrobiológica do lago, em diferentes escalas, de modo a mitigar os problemas de qualidade
de água ora existentes, sobretudo, a proliferação de cianobactérias.
Os objetivos do presente convênio:
a) Mensurar os diferentes tipos de aporte fósforo e nitrogênio através dos tributários;
b) realizar um balanço de massa de fósforo (parcial) no reservatório, tributários e efluentes;
c) identificar e quantificar quais as atividades humanas mais importantes para o aporte de
nutrientes ao reservatório de São Simão;
d) determinar a dinâmica espaço-temporal das cianobactérias pico e nanoplanctônicas no
reservatório de São Simão bem como suas possíveis associações com a entrada de
nutrientes (N e P).
Área de Estudo e Estações de Coletas
O reservatório de São Simão está localizado no Rio Paranaíba, sendo o último de
uma série de reservatórios assentados sobre esse curso de água (i.e: Emborcação, Itumbiara,
Cachoeira Dourada). Ele pode ser considerado como sendo de grande porte, com área
inundada superior a 700 km2 (Tab. 1). A bacia hidrográfica do reservatório de São Simão é
uma das maiores dentre os reservatórios do Brasil, englobando a maior parte do estado de
Goiás. Os diferentes tributários do lado goiano (i.e: Rio Alegre, Rio Preto, Rio São
Francisco, Rio dos Bois e Rio Meia Ponte) drenam uma das áreas de maior atividade
agrícola do Brasil. Por outro lado, os tributários do lado mineiro, notadamente o Rio Tijuco
e Rio Prata, além de receberem águas servidas de cidades de médio a grande porte tais
como Ituiutaba e Uberlândia ainda drenam extensas áreas de intensa atividade agro-pastoril.
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Tab. 01 - Informações morfométricas e hidrológicas sobre o reservatório de São Simão
(MG/GO). Dados fornecidos pela CEMIG.
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Variável
Área do Reservatório
Área de Drenagem
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4
5
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Profundidade Máxima
Vazão Máxima
Altitude
Localização
Valor
722,25 km2
171.000 km2
(estimativa CEMIG)
127 m
24.000 m3.s-1
404 m
Latitude
S19 01´ 05´´
Longitude
W 50 29´57´´
O trabalho teve início na caracterização da localização geográfica da Represa de São
Simão, em relação ao Estado de Minas e ao Brasil. Após uma análise que considerou as
possibilidades de acesso (rede viária), a rede hidrográfica, especialmente o posicionamento
do antigo canal de São Simão que foi inundado pela represa e foi o principal balizador para
a demarcação dos pontos limnéticos, localizados no eixo central (C-02, C-05, C06 e C-07),
os eventos históricos (registros de ocorrências de blooms de algas registrados em anos
anteriores) foram demarcados os pontos de coletas. Todos os pontos de coletas tiveram as
as suas coordenadas planas (UTM, SAD 69, Zona 22S), obtidas através do instrumento de
GPS. Os cartogramas representados nas figuras 2 A, 2B e 2C representam,
respectivamente, a posição do reservatório no sistema de drenagem do rio Paranaíba,
principalmente em relação aos reservatórios já existentes nessa bacia; as figuras 2-B e 2C
ilustram, em diferentes escalas, a malha municipal e a infra-estrutura viária existente, um
fator essencial para a delimitação da estratégia de coletas.
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Figura 02 A - Cartograma ilustrando a localização do reservatório de São Simão nos
estados de MG e GO, a bacia de drenagem e a rede de tributários. A estimativa de área de
drenagem fornecida no mapa refere-se apenas aos tributários diretos do reservatório. Mapa
elaborado por Maria Castellanos de Sola.
Através do estudo de cartas topográficas do IBGE (carta Quirinópolis, escala 1:250.000,
folha SE-22-Z-A) bem como de uma vistoria in loco dos pontos potencialmente relevantes
como fontes de nutrientes, foram delimitados 17 pontos de coleta das amostras de água
englobando diferentes regiões do reservatório bem como cursos d’água ao longo das
principais sub-bacias. Essas coletas estão sendo conduzidas numa base trimestral, cobrindo
cada estação do ano durante um ano (4 coletas/ano). Nos tributários, foram consideradas
amostras de superfície.
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Figura 2 B – Cartograma ilustrando os principais reservatórios localizados no rio Paranaíba bem como a malha viária utilizada para o
acesso aos pontos de coletas localizados nos principais tributários do reservatório de São Simão.
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Figura 2 C – Carotgrama em maior detalhe o reservatório de São Simão bem como a malha viária utilizada para o acesso aos pontos
de coletas localizados nos principais tributários do reservatório de São Simão.
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Estações Lóticas
Foram demarcados dezesseis (16) pontos de coletas (estações de coletas)
englobando os principais tributários do reservatório, até a quinta excursão realizada em
janeiro de 2003.
Estação 1 Código : P00 – Ponte Paranaíba (jusante da barragem)
Ponto localizado sobre a ponte sobre o rio de mesmo nome na BR 365, divisa MG/GO,
logo antes do trevo para a cidade de S. Simão (GO).
Coordenadas (UTM):
X= 552.195
Y= 7.894.365
Estação 2 Código : P02 – Rio Mateira
Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Paranaiguara e Quirinópolis,
GO.
Coordenadas (UTM):
X= 538.355
Y= 7.915.076
Estação 3 Código : P03 – Rio Alegre
Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Paranaiguara e Quirinópolis,
GO.
Coordendas (UTM):
X= 541.871
Y= 7.925.784
Estação 4 Código : P04 – Ponte Rio Preto
Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Paranaiguara e Quirinópolis
(GO), logo antes dessa última cidade, junto à localidade chamada de “Confusão”.
Coordendas (UTM):
X= 559.275
Y= 7.943.833
Estação 5 Código : P05 – Ponte Rio São Francisco
Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Quirinópolis e Inaciolândia,
GO.
Coordenadas (UTM):
X= 572.194
Y= 7.959.369
Estação 6 Código : P11 – Ponte do Rio Meia Ponte
Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada entre Almerindópolis e Cachoeira
Dourada, GO, próximo à localidade de Boa Vereda.
Coordenadas (UTM):
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X= 646.363
Y= 7.956.487
Figura - 03 – Aspecto da ponte sobre o rio Meia Ponte. As amostras foram tomadas através
do uso de um balde de polietileno acoplado a um cordonete de Nylon. As medidas de
condutividade elétrica, temperatura e oxigênio dissolvido foram feitas sempre que possível
diretamente com a sonda submersa na zona de sub-superfície (15 cm). Junto com o córrego
do Bois, o rio Meia Ponte traz resíduos de agroindústria da maior parte do sul de Goiás bem
como ainda recebe os esgotos da cidade de Goiânia. O nosso estudo tem revelado que o Rio
Meia Ponte pode ser um dos maiores contribuintes para o agravamento do grau de trofia no
reservatório já que ele possui elevadas cargas de nutrientes e de sólidos em suspensão
mesmo na estação seca.
Estação 7 Código : P14 – Córrego dos Bois (Sta. Vitória)
Ponto coletado no córrego logo após a cidade de Sta. Vitória (MG), em local com forte
contaminação de esgotos domésticos e de indústria de lacticíneos.
Coordenadas (UTM):
X= 593.289
Y= 7.917.492
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Estação 8 Código P14-a – Córrego Invernada (Sta. Vitória)
Ponto coletado a cerca de 1 km de Sta. Vitória na estrada para a balsa de Ipiaçú.
Coordenadas (UTM):
X =593.738
Y=7.916.911
Estação 9 Código : P15 – Ponte Ribeirão dos Patos
Ponto coletado sobre a ponte sobre o córrego, na estrada BR 365, trecho mineiro, próximo a
fazenda Vertente Bonita, MG.
Coordenadas (UTM):
X= 572.955
Y= 7.899.481
Estação 10 Código : P16 - Ponte Rio da Prata
Ponte sobre o rio de mesmo nome, na BR 365, antes da cidade de Ituiutaba (MG).
Coordendas (UTM):
X= 626. 618
Y= 7.906.007
Figura 4 – Rio da Prata (P16) em fotografia tirada na divisa dos municípios Gurinhatã e
Ituiutaba sobre a ponte na estrada São Simão-Ituiutaba. Em detalhe, foto com teleobjetiva
testemunhando a proliferação de macrófitas submersas e algas. Esses organismos apenas
são visíveis na época de seca quando a turbidez do rio é menor. O excesso dessas algas no
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substrato rochoso é um claro indicativo de crescente aporte de nutrientes essenciais. Na
estação seca, o Rio da Prata destacou-se pelos teores relativamente elevados de matéria
orgânica encontrados em suas águas.
Estação 11 Código : P17 - Ponte Rio Tijuco (Ponte Velha)
Ponte velha sobre o Rio Tijuco logo na entrada da cidade de Ituiutaba, MG.
Figura 5 - Rio Tijuco (P17), ponte velha de acesso a Ituiutaba, a cerca de 150 mts da
margem direita da rodovia que liga Uberlândia àquele município. Aspecto do local de
coletas. Nos locais onde a altura da ponte supera os 7,0 metros (como no presente caso) as
análises de oxigênio dissolvido, condutividade , temperatura e pH foram feitas em amostras
coletadas na sub-superfície com um aparelho amostrador (garrafa de Van Dorn) e
transferidas para um recipiente de polietileno limpo, seco. O Rio Tijuco apresenta em geral
concentrações de amônia mais elevadas que os rios de entorno, revelando o impacto da
urbanização em sua qualidade de água. Acreditamos que esse rio seja um dos grandes
responsáveis pelo agravamento da qualidade de água no reservatório de São Simão.
Coordendas (UTM)
X= 663.248
Y= 7.904.934
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Estação 12 - Estação P17–A
Ponto localizado no Rio Tijuco, município de Ituiutaba, MG cerca de 400 m à jusante da
estação de tratamento de esgotos da cidade (ETE) e da Nestlé.
Coordenadas (UTM)
X= 660.099
Y= 7.905.254
Figura 6 – Usina da Nestlé, Ituiutaba (topo) e estação de tratamento de esgotos de
Ituiutaba (ETE-SAE), em baixo. O Rio Tijuco recebe, logo depois de Ituiutaba (2 kms),
dois efluentes que causam profundos impactos na qualidade de água do rio: o efluente da
estação de tratamento de esgoto (SAE) e da indústria de beneficiamento de produtos lácteos
(Nestlé). Nesse relatório, apresentamos dados do ponto P17-A localizado a cerca de 400
mts a jusante das citadas fontes pontuais de poluição.
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Estação 13 Código P17 B – Rio Tijuco (região rural)
Ponto na região rural de Ituiutaba situado próximo ao matadouro/frigorífico “Bertin”, logo
a sua jusante (3 km).
X= 655.936
Y= 7.905.217
Figura 6 B – Rio tijuco , ponto P-17B, na região rural de Ituiutaba (MG), em local próximo
(jusante) ao frigorífico/matadouro Bertin. Foto tirada por rmpc em outubro de 2002.
Estação 14 Código: P18 – Ribeirão Campanha
Coordenadas (UTM)
X= 631.393
Y=7.952.313
Estação 15 Código: P19 – Ribeirão Jacaré
Coordenadas (UTM)
X= 556.385
Y= 7.933.266
Estação 16 Código P20 – Rio São Gerônimo
Ponto situado na ponte sobre o Rio São Gerônimo na estrada que liga São Simão a
Ituiutaba, cerca de 10km após o trevo de Santa Vitória na direção de Gurinhatã e Ituiutaba.
X= 605.285
Y= 9.911.027
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Figura - 6C - Pontos amostrais no rio Tijuco, a jusante da cidade miniera de Ituiutaba. O
primeiro ponto P17 situa-se já a judsante da sede municipal mas ainda à montante da Nestlé
e do Abatedouro-Frigorífico Bertin bem como da ETE municipal. O ponto P17a está logo a
jusante do efluente da Nestlé e da ETE mas ainda à montante do Abatedouro da Bertin. O
ponto P17b está a justante de todas as fontes pontuais de poluição citadas acima. O rio
Tijuco é um dos determinantes da qualidade de água de São Simão. Isto pode ser atestado
pelo fato de que em todas as nossas coletas encontramos indícios de cianobacterias nas
margens do braço braço formado pelos rios Tijuco e Prata (ponto C-09). Certamente essa é
uma área de origem das lagas que possivelmente espalham-se por todo o reservatório pela
ação do vento e das grandes vazões desses tributários. Segundo depoimentos colhidos na
região os florescimentos de cianobacterias são recorrentes na região do ponto C09 (balsa
Sta. Vitória-Ipuiaçú). Dessa forma, sugerimos à CEMIG estabelecer uma rede de
monitoramento com coletas intensivas ao longo do rio Tijuco bem como ao longo do rio
Prata. Esses são os principais tributários do reservatório pelo lado mineiro e recebem
grande influxo de nutrientes via fontes pontuais. A demarcação desses pontos foi feita com
GPS Garmin 12 canais e os pontos foram plotados em mapa georeferenciado pelo programa
ArcView 3.2
Em alumas excursões, deu-se grande enfoque as fontes pontuais de entrada de nutrientes no
rio Tijuco nas proximidades de Ituiutaba. Os pontos da série P-17 rio Tijuco estão
representados em detalhe na figura. 8-B.
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Estações Lênticas
Foram demarcadas oito pontos de coletas (status: janeiro de 2003) cobrindo as três
regiões principais do reservatório: braços sob a influência direta dos rios, zona de transição
e eixo central da represa.
Estação represa 1 - Código C02 – Eixo Central (próximo à barragem)
Ponto situado no eixo central da represa, próximo à região da praia de São Simão em visada
direta da barragem.
Coordenadas (UTM):
X= 552.401
Y= 7.899.687
Estação represa 2 - Código C05 Eixo central/Rio Alegre (zona intermediária)
Ponto localizado no eixo Central do reservatório na área de influência do braço do Rio
Alegre.
Coordenadas (UTM):
X= 560.600
Y= 7.917.431
Estação represa 3 - Código C06 – Eixo central/Rio Preto (zona intermediária)
Ponto localizado no eixo central da represa na área de influência do braço do Rio Preto.
Coordenadas (UTM):
X= 570.982
Y=7.931.165
Estação represa 4 -Código C07– Eixo central/Rio São Francisco (zona intermediária).
Ponto localizado no eixo central de represa na área de influência do braço do Rio São
Francisco.
Coordenadas (UTM):
X= 576.567
Y= 7.933.855
Estação represa 5 - Código C08 – Braço do Rio dos Bois.
Ponto localizado sobre a ponte sobre Rio dos Bois a cerca de 2km da cidade goiana de
Inaciolândia.
Coordenadas (UTM):
X= 601.892
Y= 7.956.320
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Figura 7- Foto ilustrando a localidade da ponte do rio dos Bois, ponto C08, onde foi feita a
amostragem a partir da ponte sobre o rio. Em pontes com altura inferior a 7,0 metros (no
presente caso) foram feitas análises de oxigênio dissolvido, condutividade elétrica,
temperatura tanto através de amostras coletadas tanto com amostrador quanto com os
respectivos sensores diretamente submersos na sub-superfície (15 cm). As demais amostras
de água para as análises de laboratório (nutrientes, N e P) são acondicionadas logo após as
coletas em caixas de isopor (detalhe da foto) contendo gelo e transportadas dentro de, no
máximo, 4 horas para um freezer convencional (-15C). Foto de Ricardo P. Coelho.
Estação represa 6 - Código C09 – Balsa Ipiaçú no braço Tijuco/Prata
Ponto localizado sobre a balsa na estrada que liga Sta. Vitória a Ipiaçú (MG).
Coordendas (UTM):
X= 607.037
Y= 7.923.699
Estação represa 7 – Código C10 – Balsa de Gouveinha
Ponto localizado sobre o eixo central da represa, sobre a balsa inter-estadual que liga as
cidades de Ipiaçú (MG) à estrada goiana que liga Inaciolândia a Almerindópolis (GO).
Coordenadas (UTM):
X=614.197
Y=7.939.993
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Estação represa 8 - Código C13 – Balsa Rio Paranaíba
Ponto localizado no trecho lótico do Rio Paranaíba, a jusante da barragem de Cachoeira
Dourada, sobre a balsa interestadual que liga a cidade de Almerindópolis a Cachoeira
Dourada.
Coordendas (UTM):
X= 656.601
Y= 7.954.823
Estação represa 9 – Código C14 – Praia de São Simão
Ponto localizado a cerca de 200 metros da praia de São Simão em local com grande
freqüência de banhistas. Este ponto de coletas foi amostrado apenas uma vez em feveriro de
2004.
Coordendas (UTM):
X= 550102
Y= 7.901.597
O mapa, a seguir (Figura 8), ilustra a localização dos pontos de coletas realizados
nas coletas nas diferentes excursões ao reservatório de São Simão bem como inclui a rede
hidrográfica e o lago da represa de São Simão.
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Figura 8 – Mapa ilustrando a localização dos pontos de coletas amostrados nas campanhas de campo. No encarte à direita está
representada a posição relativa da bacia do reservatório em relação aos estados de Minas Gerais e Goiás.
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Material e Métodos
A – Tributários
As seguintes variáveis foram determinadas in situ:
- condutividade elétrica,
- oxigênio dissolvido,
- temperatura da água,
- pH
- turbidez (a partir do relatório 4, outubro de 2002)
A condutividade elétrica, o oxigênio dissolvido e a temperatura da água foram
determinados com sondas Yellow Springs. O pH foi determinado igualmente no campo
através de uma sonda DIGIMED equipado com um eletrodo KCL (gel) apropriado para
medidas de campo. A turbidez foi medida com um turbidímetro portátil DIGIMED
(unidades NTU). Todos os equipamentos foram calibrados através de procedimentos
usuais, seja no laboratório seja no campo.
As seguintes variáveis foram determinadas a partir de amostras enviadas para o
laboratório (BIG, ICB, UFMG):
- matéria em suspensão (sólidos orgânicos, inorgânicos e totais)
- clorofila-a
- fósforo total,
- fósforo solúvel
- amônio,
- nitrito
- nitrato
A matéria em suspensão foi determinada através de método gravimétrico (APHA, 1991).
Cerca de 50 a 3000 ml de amostra (dependendo do local de coletas) de água foram filtrados
em filtros de fibra de vidro (Schleicher and Schüll, 25mm de diâmetro, tarados e préicinerados (em mufla, a 550 °C por 4 horas). Os filtros foram depositados em caixas de
polipropileno opacas, dotadas de sílica-gel, acondicionadas em congelador até a data da
análise. No laboratório, os filtros foram, a seguir, depositados em estufa (70C, 3 horas ou
até atingirem peso constante). A seguir foram pesados em balança analítica Mettler e, em
seguida, transferidos para a mufla, icinerados, como acima descrito, e novamente pesados.
Amostras para clorofila-a foram filtradas à vácuo ainda no dia de coletas. Foram
utilizados filtros de fibra de vidro Schleicher & Schüll (GF 47) de 47mm de diâmetro que
foram dobrados com as faces internas voltadas entre si. A seguir, os filtros foram envoltos
em papel alumínio multi-perfurado e transferidos para caixas de polipropileno opacas
contendo sílica gel, onde ficaram estocados (-15C, escuro) até a data da análise. No
laboratório, a extração e análise da clorofila-a seguiram a técnica proposta por Lorenzen
(1967). Foi utilizado um espectrofotômetro Shimadzu UV-VIS equipado com cubetas de
quartzo de 1cm de paço ótico.
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As amostras para a série nitrogenada foram filtradas ainda no dia de coletas á vácuo
em aparato Millipore, inox, usando filtros Schleicher & Schull (GF 47) de 47 mm de
diâmetro e transferidas para frascos de polipropileno secos, previamente lavados em água
deionizada, bifiltrada. Esses frascos foram transportados, congelados (-15C) até o
laboratório. As análises de amônia, nitrito e nitrato obedeceram técnicas colorimétricas
convencionais (Mackreth et al. 1978). Foi utilizado um espectrofotômetro Shimadzu UVVIS e cubetas de quartzo de 1cm de paço ótico.
Figura 9 - Processamento de amostras da água para análises de sólidos, nutrientes de
clorofila-a. Todo o material necessário para a filtragem e processamento inicial das
amostras foi transportado da UFMG para o hotel a fim de permitir a filtragem e o
processamento adequado das amostras ainda no dia das coletas. Foto de Ricardo P. Coelho.
As amostras para o fósforo total foram coletadas e imediatamente acondicionadas
em frascos de polipropileno limpos e secos, segundo a técnica descrita acima. As amostras
para o fósforo solúvel sofreram uma filtragem prévia como a descrita para a série
nitrogenada. A determinação do fósforo seguiu método colorimétrico tradicional (Murphy
& Riley, 1962). Foi utilizado um espectrofotômetro Shimadzu UV-VIS e cubetas de
quartzo de 1cm de paço ótico.
B – Reservatório
Foram estabelecidos 07 pontos de coletas nos três compartimentos do reservatório: 1área de influência dos tributários, 2- área de transição e 3- zona central. A freqüência de
coletas está sendo igualmente trimestral. Todo o material de coletas de campo, excetuando
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barco, motor de popa e barqueiro, foi fornecido pelo Departamento de Biologia Geral da
UFMG.
.
As seguintes variáveis foram determinadas in situ:
- transparência da água pelo disco de Secchi,
- condutividade elétrica (sonda de condutividade Yellow Springs Instruments – YSI)
- temperatura da água (termístor acoplado a sonda de condutividade YSI)
- oxigênio dissolvido (oxímetro, Yellow Springs Insturments, YSI)
- pH (pH-metro DIGIMED)
No reservatório, a temperatura, oxigênio dissolvido (concentração e percentuais de
saturação) e condutividade elétrica (μS a 25 C) foram amostrados na zona superficial (até 7
metros), em intervalos de 0,5 metro para a zona fótica..
Análises químicas (reservatório)
Em cada ponto de coleta, foram medidas as seguintes variáveis químicas em amostras
coletadas em amostras e analisadas no departamento de Biologia Geral:
- amônio,
- nitrito,
- nitrato,
- fósforo total,
- ortofosfato solúvel,
- matéria total em suspensão.
As amostras foram tomadas de forma integrada para a zona superficial (0-7 metros) com
ma garrafa de Van Dorn marca Hydrobios, transparente (Pexiglas)
As análises de nutrientes, clorofila-a e sólidos em suspensão foram feitas através da
mesma metodologia descrita anteriormente para as amostras dos tributários.
C – Fitoplâncton, Cianobactérias e Clorofila-a no reservatório
As análises quantitativa do fitoplâncton foram feitas em amostras de 500 ml,
coletadas com a garrafa de Van Dorn de 2 litros (Hydrobios) e fixadas com lugol acético.
As amostras foram coletadas na zona fótica do reservatório (0,5 m). Amostras qualitativas
foram também tomadas com o auxílio de uma rede cônica de 15 cm de diâmetro e abertura
de malha de 20 um. Essas amostras serviram de suporte para as determinações taxonômicas
do fitoplâncton.
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O fitoplâncton (maior que 20 micra) foi analisado quantitativamente pela técnica do
microscópio invertido (Utermohl, 1958; Lund, 1959). Foi usando um microscópio invertido
Zeiss nos aumentos nos aumentos (objetivas) 10X e 100X e cubetas cilíndricas de pexiglas
de diferentes volumes (Fig. 1).
Figura – 10 Cubeta de sedimentação Hydro-Bios usada para a contagem de
organismos fitoplanctônicos pela técnica de Ütermohl. Na foto, a cubeta de 10 ml de
capacidade, usada nas estações oligotróficas. Nos locais mais ricos em algas, usou-se a
cubeta de 5,0 ml.
O tempo de sedimentação foi de 24 horas. Foi contado um número de campos que
garantisse um mínimo de 400 indivíduos para a espécie dominante. As análises de plâncton
foram realizadas no Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais, Departamento de
Botânica, ICB, UFMG. Usou-se o microscópio invertido Olympus modelo CK 40 para as
análises.
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D – Diatomoflórula dos tributários
As amostras para as análises da flora de algas bentônicas dos tributários foram
coletadas em dois períodos, julho/agosto de 2002 e fevereiro de 2004, com auxílio de um
balde amarrado a uma corda. Aproximadamente 1L do volume coletado foi transferido para
um frasco de polietileno, fixado com solução de lugol acético e mantido ao abrigo da luz.
Em laboratório, as amostras foram homogeneizadas e sub-amostras de 50 ml foram
retiradas e concentradas para um volume de 10ml. As sub-amostras concentradas foram
tratadas com permanganato de potássio e ácido clorídrico, de acordo com a técnica de
Simonsen (1974), modificada por Moreira Filho & Valente-Moreira (1981), para
clarificação das diatomáceas.
Após clarificadas, as amostras tiveram seu volume reduzido para 1ml e foram
analisadas sob microscópio ótico (aumentos de 400 e 1000x) em sua totalidade. As
diatomáceas observadas foram identificadas até o nível de gênero, sempre que possível,
após consultas à bibliografia pertinente (Ex. Bourrelly, P. 1968; Bicudo et al., 1999;
Oliveira et al., 2001; Leandrini et al. 2002) e quantificadas.
E - Geoprocessamento
Inicialmente montamos uma base de dados preliminar que consistiu de cartas
topográficas do IBGE cobrindo todo o entorno do lago bem como de algumas de suas
principais sub-baicias. Essas cartas foram adquiridas no IBGE em Belo Horizonte. As
diferentes sub-bacias foram caracterizadas a partir da análise das isolinhas (curvas de
níveis) e, a seguir, foi elaborado um mapa preliminar das sub-bacias que serviu de base
para a demarcação dos diferentes pontos de coletas ao longo dos principais tributários.
Essas demarcações também levaram em conta a rede viária e a existência de estradas de
fácil acesso mesmo em períodos chuvosos (Fig. 2). As coordenadas dos pontos do eixo
central do reservatório foram colhidas a partir de cartas topográficas dando-se preferência
aos pontos sobre a posição original da calha do rio. Essas coordenadas, por sua vez, foram
fornecidas a um aparelho GPS (Garmin 12 canais) que possibilitou o posicionamento
preciso da embarcação no ponto de coletas desejado.
Numa segunda etapa, fizemos a superposição dos planos de informação (PI) do
reservatório, da bacia de captação e da rede municipal para determinarmos quais os
municípios que estão na área de influência do reservatório. Esse procedimento se baseou na
montagem parcial de uma base de dados que inclui imagens Landsat da região, em baixa
resolução, cartas topográficas do IBGE, além de outras informações atualmente
disponibilizadas na www (projeto Geominas, etc). Utilizou-se o programa ARC VIEW 3.2
para essa parte do estudo.
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Roteiro de coletas
Excursão 1:
O primeiro trabalho de campo foi realizado entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2002.
Os pontos de coletas foram visitados da seguinte maneira:
Dia 27/1/02: ida para São Simão
Dia 28/01/02: C7 (reservatório, barra do rio São Francisco), C6 (reservatório, barra do Rio
Preto), C5 (reservatório, barra do Rio Alegre), C2 (reservatório, região da barragem).
Dia 29/01/02: C13 (balsa de cachoeira Dourada, região lótica do Rio Paranaíba, à montante
do lago de São Simão), P11, C08 (ponte sobre o braço do rio dos Bois), P05 (Rio São
Francisco), P04 (Rio Preto), P03 (Ribeirão Alegre), P02 (Ribeirão Mateira).
Dia 30/01/02: P0 (rio Paranaíba, jusante da barragem), P15 (Ribeirão dos Patos), P14 e C09
(reservatório na balsa de Ipiaçú, braço Tijuco/Prata).
Dia 31/01/02: P-16 (Rio Prata) e P17 (Rio Tijuco) e, em seguida, retorno a BH
Excursão 2:
O segundo trabalho de campo foi realizado entre os dias 21 e 25 de abril de 2002.
Os pontos de coletas foram visitados da seguinte maneira
Dia 21 de abril de 2002: ida para São Simão.
Dia 22 de abril de 2002: C13, P11 (Rio Meia Ponte), P18 (Ribeirão Campanha), C08
(Braço do C. dos Bois), P05 (Rio São Francisco), P04 (Rio Preto), P19 (Ribeirão Jacaré),
P03 (Ribeirão Alegre) e P02 (Ribeirão Mateira).
Dia 23 de abril de 2002: P0 (Rio Paranaíba, jusante da barragem), P15 (Ribeirão dos Patos),
P14-a (Ribeirão Invernada, Santa Vitória, MG), C09 (reservatório na balsa de Ipiaçú no
braço Tijuco/Prata), C10 (reservatório na balsa de Gouveinha, eixo principal do
reservatório), P17 (Rio Tijuco), P16 (Rio da Prata).
Dia 24 de abril de 2002: C07 (Barra do São Francisco), C06 (Barra do Rio Preto), C05
(Barra do Rio Alegre) e C02 (Zona da Barragem).
Dia 25 de abril de 2002: retorno a BH.
Excursão 3:
O terceiro trabalho de campo foi realizado entre os dias 29 de julho e 01 de agosto
de 2002.Os seguintes pontos de coletas foram visitados:
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Dia 29 de julho: C13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), P11 (Rio Meia Ponte),
P18 (Ribeirão da Campanha), C8 (Braço do C. dos Bois), P5 (Rio São Francisco), P4 (Rio
Preto) e P19 (Ribeirão Jacaré).
Dia 30 de julho: P15 (Patos), P14-a (Invernada, Sta. Vitória), C09 (reservatório, braço
Tijuco/Prata na balsa Ipiaçú), C10 (eixo principal do reservatório na balsa Gouveinha),
P17-A (Tijuco-Nestlé).
Dia 31 de julho: P3 (Alegre), P2 (Ribeirão Mateira), P0 (Rio Paranaíba, logo à jusante
reservatório), P16 (Rio da Prata) e P17 (Rio Tijuco).
Dia 01 de agosto: C7 (Barra do São Francisco), C6 (Barra do Rio Preto) ,C5 (Barra do Rio
Alegre) e C2 (zona da barragem),.
Excursão 4:
O quarto trabalho de campo foi realizado entre os dias 27 de outubro e 01 de
novembro de 2002.Os seguintes pontos de coletas foram visitados
Dia 27 de outubro: ida para São Simão
Dia 28 de outubro: Pontos C13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), P11 (Rio Meia
Ponte), P18 (Rb. Campanha), C8 (Braço do Rio dos Bois), P5 (Rio São Francisco), P4 (Rio
Preto), P3 (Rib. Do Alegre), P19 (Rib. Jacaré) e P2 (Rib. Mateira).
Dia 29 de outubro: P0 (Rio Paranaíba, jusante reservatório), P15 (Ribeirão dos Patos), P20
(Ribeirão São Jerônimo), P16 (Rio da Prata), P17 (Rio Tijuco, jusante Ituiutaba), P17-A
(Rio Tijuco – logo a jusante ETE/Nestlé).
Dia 30 de outubro: C7 (reservatório na barra do Rio São Francisco), C6 (reservatório na
barra do Rio Preto), C5 (reservatório na barra do Rio Alegre) e C2 (reservatório, região da
barragem).
Dia 31 de outubro: P14 (Ribeirão Invernada, jusante de Santa Vitória, MG), C9 (balsa de
Ipiaçú, no braço Tijuco-Pratra), C10 (Balsa de Gouveinha, eixo principal do reservatório),
P17-B (Rio Tijuco, região rural), P16 (Prata – coleta 2 após forte chuva).
Dia 01 de novembro: volta a Belo Horizonte.
Excursão 5:
A quinta campanha de trabalho de campo foi realizada entre os dias 15 e 19 de
janeiro de 2003. Os seguintes pontos de coletas foram visitados
Dia 15 de janeiro: ida para São Simão
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Dia 16 de janeiro: Pontos C13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), P11 (Rio Meia
Ponte), P18 (Rb. Campanha), C8 (Braço do Rio dos Bois), P5 (Rio São Francisco), P4 (Rio
Preto), P19 – rio Jacaré, P3 (Rib. Do Alegre) e P2 (Rib. Mateira).
Dia 17 de janeiro: P0 (Rio Paranaíba, jusante reservatório), P15 (Ribeirão dos Patos), P14,
Rib. Invernada, C09 Balsa de Ipiaçú, C10 Balsa de Gouveinha.
Dia 18 de janeiro de 2003: C7 (reservatório na barra do Rio São Francisco), C6
(reservatório na barra do Rio Preto), C5 (reservatório na barra do Rio Alegre) e C2
(reservatório, região da barragem).
Dia 19 de janeiro de 2003: P17 – Rio Tijuco (Ituiutaba), P17a – Rio Tijjuco (ETE) e P 17b
– Rio Tijuco (Zona rural), ), P16 (Prata), P20 Rio São Gerônimo (Gurinhatã).
Dia 20 de janeiro: volta a Belo Horizonte.
Excursão 6:
O sexto trabalho de campo foi realizado entre os dias 13 e 17 de outubro de 2003.
Os seguintes pontos de coletas foram visitados
Dia 14 de outubro: ida para São Simão
Dia 15 de outubro de 2003: Pontos C-13 (Rio Paranaíba, na Balsa após C. Dourada), C-08
(Braço do Rio dos Bois), C-09 Braço dos rios Tijuco/Prata na balsa de Ipiaçú e C-10 eixo
central do reservatório na altura da balsa de Gouveinha..
Dia 16 de outubro de 2003: coletas nos pontos limnéticos do reservatório: C-07
(reservatório na barra do Rio São Francisco), C-06 (reservatório na barra do Rio Preto), C05 (reservatório na barra do Rio Alegre) e C-02 (reservatório, região da barragem).
Dia 17 de outubro de 2003: volta a Belo Horizonte.
Excursão 7:
O sétimo e último trabalho de campo foi realizado entre os dias 01 e 04 de
fevereiro de 2004. Os seguintes pontos de coletas foram visitados
Dia 01 de fevereiro de 2004: ida para São Simão
Dia 02 de fevereiro de 2004: P-00 (Rio Paranaíba, jusante reservatório), P-15 (Ribeirão dos
Patos), P-20 Rio São Gerônimo, P-16 rio da Prata e P-17 rio Tijuco.
Dia 03 de fevereiro de 2004: e P2 (Rib. Mateira), P3 (Rib. Do Alegre), P4 (Rio Preto), P5
(Rio São Francisco), C8 (Braço do Rio dos Bois), P11 (Rio Meia Ponte) e C13 (Rio
Paranaíba, na Balsa após C. Dourada).
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Dia 04 de fevereiro de 2004: C-05 (reservatório na barra do Rio Alegre), C-02
(reservatório, região da barragem) e C-14 Praia de São Simão.
Dia 05 de fevereiro de 2004: palestra na CEMIG pela manhã (08-12 horas)
Dia 05 de fevereiro de 2004: C-09 reservatório, na balsa Ipiaçú.
Dia 06 de fevereiro de 2004: volta a Belo Horizonte.
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Resultados
Variáveis Físico-Químicas (Pontos Limnéticos – Coleta de Barco)
Janeiro de 2002
As condições da água nos pontos de coletas lênticos (eixo central do reservatório)
são apresentadas nas próximas 4 tabelas (Tabs. 2,3,4 5). As temperaturas estiveram bem
altas especialmente nos 2 primeiros metros chegando a atingir, 32,8C no ponto C05
(superfície). A transparência foi maior no ponto junto a barragem (1,60 m, ponto C02) e
menor nos pontos mais a montante (0,65 m, ponto C06).
De um modo geral, todos os pontos apresentaram valores similares para a
condutividade que oscilou entre 48,4 e 51, 2 uS.cm-1. O oxigênio das camadas superficiais
(até 6,5 metros) variou mais amplamente apresentando valores mais elevados nos pontos
C02 e C06 e C07 e menores na estação C05 que já apresentou uma queda pronunciada das
concentrações desse gás já a partir dos 5 metros de profundidade (1,93 mg.L-1).
O pH apresentou valores alcalinos em todos os pontos estudados. Ele variou entre
8,56 (Ponto C02, 0, 5m) e 9,62 (ponto C07, 0,5 m).
Abril de 2002
Os resultados das coletas nas estações C02, C05, C06 e C07 referentes ao segundo
mês de coletas estão também representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água
estiveram mais baixas em todos os pontos limnéticos se comparadas ao mês de janeiro de
2002. A temperatura oscilou entre 29,3 C (sup, ponto C02) e 27,1 °C (35 m, ponto C07).
A transparência, por outro lado, sofreu amplo acréscimo, em relação ao mês de janeiro. Nos
pontos mais próximos à barragem, as leituras do disco de Secchi quase que dobraram,
passando, por exemplo, de 1,60 em janeiro para 3,90 m em abril (ponto C02). A
condutividade elétrica sofreu leve acréscimo em todos os pontos limnéticos. Os maiores
valores foram registrados no ponto C02.
O oxigênio dissolvido voltou a apresentar forte declínio com o aumento da
profundidade em todos os pontos amostrados no reservatório. No ponto C02, esse gás
(oxigênio dissolvido) apresentou um valor de 7,29 mg.O2.l-1 na superfície, caindo para 3,19
mg.O2.l-1 a 7,0 m. Padrão similar foi observado para os demais pontos. Ao contrário do que
seria de se esperar para águas mais frias, os valores absolutos das concentrações de
oxigênio estiveram em geral abaixo dos valores observados em janeiro. Um ponto
importante a destacar refere-se à presença de oxigênio nos pontos de fundo do reservatório,
a despeito da forte estratificação encontrada na coluna.
O pH manteve-se ainda fortemente alcalino na superfície de todos os pontos
amostrados, estando sempre acima de 8,0. No fundo, os valores de pH oscilaram entre 7,32
(C02) e 7,94 (C05).
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Julho-Agosto de 2002
Os resultados das coletas nas estações C02, C05, C06 e C07 referentes à terceira
excursão também estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água
apresentaram uma queda em relação a abril, em todos os pontos amostrados. A temperatura
da coluna de água oscilou entre 22,3 °C (35m, ponto C05) e 24,0 °C (sup., ponto C02).
O reservatório de São Simão mostrou um nítido aumento da transparência em seus
pontos limnéticos na terceira excursão. A transparência esteve sempre superior a 3,90 m em
todos os pontos amostrados. No ponto da barragem, foi registrado o valor máximo de 4,30
metros (C02).
Os valores de condutividade elétrica registrados em agosto foram os menos
elevados (< 50 uS.cm-1 ) se comparados aos demais meses estudados. Ao contrário dos
meses anteriores, houve um nítido padrão para maiores valores na zona superficial em
direção à barragem. No fundo da coluna, a condutividade permaneceu ao redor de 48
uS.cm-1 em todos os pontos amostrados.
O oxigênio dissolvido voltou a apresentar forte declínio em todos os pontos
amostrados no reservatório. No ponto C05, a variável passou de 1,90 mg.O2.l-1 na
superfície para 0,92 mg.O2.l-1 a 30,0 m. Nos demais pontos, o oxigênio permaneceu sempre
abaixo de 2,0 mg.O2.l-1 na maior parte da coluna de água, excetuando alguns valores acima
de 3,0 mg.O2.l-1 no fundo da coluna nos pontos C05 e C06.
O pH ainda manteve-se alcalino em todos os pontos amostrados. Houve uma
tendência para valores mais elevados nas camadas superficiais onde essa variável sempre
esteve acima de 7,8. No fundo, os valores de pH oscilaram entre 7,58 (C03) e 7,91 (C07).
Outubro de 2002
Os resultados das coletas nas estações C02, C05, C06 e C07 referentes à quarta
excursão também estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água
estiveram elevadas em todos os pontos amostrados, nunca ficando abaixo de 27,7 °C na
superfície. No fundo, as temperaturas do fundo foram ligeiramente menores ficando entre
24,1 (barragem, 50 m) e 25,1 °C (C06, 30m).
As transparências decresceram de um modo conspícuo nos pontos limnéticos do
reservatório. Os valores oscilaram dentro de uma faixa muito estreita, ou seja, entre 210 e
280 cm. O valor mais alto foi registrado no ponto C07.
Os valores de condutividade elétrica também sofreram decréscimo em todos os
pontos amostrados. A faixa de variação na superfície foi de 42,0 (C-06) a 42,6 (C-02)
uS.cm-1 e, no fundo, essa variável apresentou uma faixa de variação de 44,6 a 46,6 uS.cm1
..
O oxigênio dissolvido apresentou valores relativamente elevados na superfíe onde
oscilou entre 6,6 (C-06) e 6,8 mg.O2.l-1 (C-02). Houve, como seria de se esperar, um ligeiro
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declínio da disponibilidade de oxigênio nas zonas mais profundas. Na região da barragem
(C-02) a concentração desse gás foi de 4,0 mg.O2.l-1 (60 m) e de apenas 3,5 mg.O2.l-1 no
ponto C-06
O pH ainda manteve-se alcalino em todos os pontos amostrados. Houve uma
tendência para valores mais elevados nas camadas superficiais onde essa variável sempre
esteve acima de 7,8. No fundo, os valores de pH oscilaram entre 7,0 (C-05) e 7,4 (C-02).
Janeiro de 2003
Os resultados das coletas nas estações limnéticas C02, C05, C06 e C07 referentes à
quinta excursão também estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água
oscilaram entre 28,2 e 29,6 C na zona superficial (0-14 m) do reservatório. Os valores de
janeiro de 2003 ficaram ligeiramente abaixo daqueles encontrados em janeiro de 2002.
As transparências observadas em janeiro variaram entre 1,0 m (C-07) e 2,00m (C02) e dessa forma pode-se notar que foram muito superiores àquelas observadas há um ano
atrás (janiero de 2002). As transparências cresceram de monstante à jusante no reservatório.
Os valores de condutividade elétrica também sofreram decréscimo se comparados
aos valores registrados em igual período de 2002. A faixa de variação na superfície foi de
44,2 (C-02) a 47,9 (C-07) uS.cm-1 e, na profundidade de 14 m, essa variável apresentou
uma faixa de variação de 44,1 (C-02) a 47,4 (C-07) uS.cm-1.
O oxigênio dissolvido apresentou valores menos elevados na superfíe em hjaneiro
de 2003 se comparados aos valores de 2002. Na superfície, essa variável oscilou entre 4,61
(C-06) e 5,08 mg.O2.l-1 (C-02). Houve, como seria de se esperar, um ligeiro declínio da
disponibilidade de oxigênio nas zonas mais profundas. Na região da barragem (C-02) a
concentração desse gás foi de 5,08 mg.O2.l-1 (0 m) e de apenas 5,06 mg.O2.l-1 a 15
metros. As concentrações de oxigênio do fundo para esse mês não estão disponíveis por
razões operacionais.
O pH ficou bem menor em janeiro de 2003 se comparado a janeiro de 2002. A
variável oscilou entre 7,61 (C-07) e 7,75 (C-05), na superfície.
Outubro de 2003
Os resultados das coletas nas estações limnéticas C02, C05, C06 e C07 referentes à
sexta excursão estão representados nas tabelas 2,3,4 e 5. As temperaturas da água oscilaram
entre 26,0 e 27,8 C na zona superficial (0-14 m) do reservatório. Os valores de outubro de
2003 ficaram abaixo em janeiro de 2003.
Ao contrário de outros meses, as transparências foram muito homogêneas em todos
os pontos da região limética do reservatório. As leituras do disco de Seccho foram muito
elevadas para o período e variaram entre 4,0 m (C-07) e 5,00 (C-05 e C-06). Pode-se notar
que foram muito superiores àquelas observadas há um ano atrás (outubro de 2002).
Os valores de condutividade elétrica também sofreram decréscimo se comparados
aos valores registrados em igual período de 2003. A faixa de variação na superfície foi de
38,5 (C-07) a 41,1 (C-07) uS.cm-1 uS.cm-1.
O oxigênio dissolvido apresentou valores mais elevados nas regiões próximas à
suerfície e nos pontos mais próximos à barragem. No ponto C-02 essa variável atingiu o
valor máximo de 7,32 mgO2.l-1 (0,5 m). na superfcíe em janeiro de 2003 se comparados aos
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valores de 2002. Em outubro de 2003, foi novamente registrado um declínio da
disponibilidade de oxigênio nas zonas mais profundas. Na região da barragem (C-02) a
concentração desse gás foi de 4,83 mg.O2.l-1 a 38 metros.
O pH sempre ficou acima de 8,0 em todos os pontos limnéticos do reservatório. Na
coluna de água do ponto C-02 essa variável oscilou entre 8,0 (sup.) e 7,7 (fundo).
Janeiro de 2004
Nessa ocasião foram realizadas coletas apenas nos pontos C-02, C-05 (tabelas 2 e 3)
e em um ponto próximo a praia da cidade dde São Simão (tabela 5.c).
As temperaturas da água oscilaram entre 28,3 (C-05) e 28,8 (C-14) C na zona
superficial (0-14 m). Os valores máximos da temperatura anotados em 2004 estiveram
abaixo daqueles registrados em igual período (janeiro) dos anos de 2002 e 2003.
As transparências tiveram leituras baixas, típicas para esse período do ano, e
oscilaram entre 1,0 m (ponto C-05) e 1,70 m (C-14).
Os valores de condutividade elétrica também foram relativamente baixos para o
período das chuvas de 2004. Esses valores oscilaram, na superfície entre 42,4 (C-14) e 44,6
(C-05) uS.cm-1 . Nos meses de janeiro de 2002 e 2003, as leituras de condutividade foram
sempre mais elevadas. No ponto C-02, por exemplo, as leituras de superfície da
condutividade foram 49,1, 44,2 e 43,1 uS.cm-1 , respectivamente, para os anos de 2002,
2003 e 2004.
O oxigênio dissolvido oscilou, na superfície, entre 6,41 (C-05) e 6,81 (C-02)
mg.O2.l-1 . Novamente, foi registrada a tenfência para valores mais elevados junto a regiões
próximas à suerfície e nos pontos mais próximos à barragem. O oxigênio voltou a exibir
um padrão de decréscimo com o aumento da profundidade. No ponto C-02, essa variável
atingiu o valor mínimo de 2,87 mg.O2.l-1 a 60 metros.
O pH sempre oscilou entre 7,8 (C-14) e 8,2 (C-05). Nos pontos do eixo central, ele
ficou sempre acima de 8,0 na superfície. Na coluna de água do ponto C-02 essa variável
oscilou entre 8,1 (sup.) e 7,0 (fundo).
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Tab. 2 Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão (MG/GO),
eixo central - ponto C02, zona da barragem. Dados de temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e
condutividade elétrica (uS.cm-1, a 25 C) nos meses de janeiro e abril de 2002.
Prof.
(m)
0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
6,0
6,5
7,0
8,0
9,0
10,0
11,0
12,0
13,0
14,0
15,0
38,0
50,0
60,0
70,0
C02 – Barragem
Temperatura
( °C)
Jan/02 Abr/02 jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04
30,1
29,4
24,0 28,4
29,6
27,8
28,7
30,1
29,4
27,8
28,7
30,1
29,4
23,7 28,4
29,6
27,8
28,7
30,0
27,0
28,7
29,9
29,4
23,6 28,1
29,5
27,6
28,6
29,9
26,4
28,6
29,9
29,2
23,6 28,1
29,5
26,4
28,6
29,9
26,4
28,5
29,8
29,1
23,5 28,0
29,5
26,3
28,5
29,8
26,3
28,5
29,0
23,5 28,0
29,5
26,2
28,5
29,8
26,2
28,4
29,0
23,5 28,0
29,5
26,2
28,4
29,7
26,1
28,4
29,0
23,5 28,0
29,4
26,1
28,4
29,0
23,5 28,0
29,4
26,0
28,4
29,0
23,4 28,0
29,3
25,9
28,4
29,0
23,4 27,9
29,2
25,9
28,3
29,0
23,4 27,9
29,2
25,8
28,3
29,0
23,4 27,9
29,2
25,8
28,2
28,9
23,4 27,9
29,2
25,8
28,2
28,9
23,4 27,6
29,2
25,4
28,2
27,2
25,2
27,4
22,7
24,1
22,5
27,4
Oxigênio Dissolvido
(mg.L-1)
Jan/02 Abr/02 jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04
7,50
7,29
0,56 6,8
5,08
7,23
6,81
7,42
7,32
7,44
7,45
6,7
4,95
7,26
6,76
7,36
7,26
8,16
6,6
4,97
7,05
6,74
6,70
6,30
6,83
6,6
4,95
6,97
6,71
5,86
5,30
4,85
6,4
4,95
7,06
6,63
4,85
3,70
6,2
4,99
7,06
6,61
4,20
2,78
6,1
4,99
6,97
6,49
3,19
2,39
5,01
7,08
6,56
0,24
5,02
7,05
6,52
5,04
6,87
6,54
5,04
6,99
6,51
5,03
6,93
6,34
5,04
6,93
6,21
5,03
6,96
6,13
5,06
6,58
6,18
5,06
6,33
4,83
3,87
0,36
4,0
2,87
0,46
Condutividade
(uS.cm-1)
Jan/02 Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03 Jan/04
49,1
57,4
48,7
42,6
44,2
41,1
43,1
49,1
57,4
41,1
43,1
49,0
57,3
48,6
42,6
44,2
41,0
43,1
49,0
40,2
43,1
49,0
57,3
48,6
42,5
44,2
39,7
43,0
49,0
39,6
43,0
49,0
57,1
48,6
42,5
44,2
39,6
42,9
49,0
39,5
42,8
49,0
56,9
48,7
42,5
44,2
39,4
42,8
49,0
39,3
42,8
56,9
48,7
42,5
44,2
39,1
42,7
49,0
39,1
42,7
56,8
48,8
42,5
44,2
39,1
42,6
49,0
39,2
42,6
56,8
48,9
42,5
44,2
39,1
42,6
56,8
48,9
42,5
44,2
39,0
42,5
56,7
48,9
42,5
44,2
38,9
42,5
56,7
48,9
42,5
44,2
38,8
42,5
56,7
48,9
42,4
44,2
38,7
42,4
56,6
49,0
42,4
44,2
38,6
42,4
56,6
49,0
42,4
44,1
38,5
42,4
56,6
49,0
42,2
44,1
38,4
42,4
42,2
37,9
54,4
48,2
44,6
48,1
44,2
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
36
Tabela 2.b – Ponto C-02. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida
com a poita e corda (mts), pH na superfície e fundo (medido in situ).
Jan/02
Data
28/01/02
Hora da Coleta 13:30
Transparência 1,60
102
Profundidade
8,9
pH – Sup
8,6
pH – Fundo
Abr/02
24/4/2002
14:50
3,90
60
8,4
7,3
Ago/02
1/8/2002
13:40
4,30
60
7,8
7,6
Out/02
30/10/02
11:55
2,40
90
8,0
7,4
Jan/03
17/01/03
14:45
2,00
50
7,7
n.d.
Out/03
16/10/03
13:50
4,50
60
8,0
7,7
Jan/04
04/2/04.
13:05
1,60
50
8,1
7,0
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
37
Tab. 3 - Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão (MG/GO), eixo central, ponto
C05, barra do Rio Alegre. Dados de temperatura da água (° C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e condutividade elétrica (uS.cm-1, a 25 C).
Prof.
(m)
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
6,0
6,5
7,0
8,0
9,0
10,0
11,0
12,0
13,0
14,0
15,0
35,0
40,0
C05 – Barra do Rio Alegre
Jan/02
32,8
32,8
32,7
31,8
31,1
30,6
30,0
29,7
29,3
29,2
29,1
28,9
28,7
28,7
Temperatura (C)
Abr/02 jul/02 Out/02 Jan/03
29,3
23,6 28,5
29,5
29,3
23,6
28,3
29,5
29,2
23,6
28,2
29,4
28,9
23,5
28,1
29,1
28,7
23,5
28,0
28,8
28,5
23,4
28,0
28,7
28,4
23,4
28,0
28,7
28,4
23,4
27,9
28,7
28,3
23,4 27,9
28,7
28,3
23,4 27,8
28,7
28,3
23,4 27,8
28,7
28,3
23,4 27,7
28,7
28,3
23,4 26,8
28,6
28,3
23,3 26,7
28,6
28,3
23,2 26,7
28,5
26,7
28,2
23,2 24,7
27,9
22,3
Out/03
27,0
27,0
27,0
26,8
26,7
26,4
26,3
26,2
26,2
26,2
26,1
26,0
26,0
26,0
26,0
25,9
25,9
25,7
25,7
25,6
25,6
25,6
Jan/04
28,3
28,2
28,2
28,2
28,2
28,1
28,1
28,0
28,0
27,9
27,8
27,9
27,8
27,8
27,8
27,7
27,7
27,7
27,7
27,7
27,7
27,7
27,0
Jan/02
8,97
8,97
8,93
8,57
8,21
7,29
6,50
6,70
6,62
6,06
4,70
2,84
1,93
Oxigênio Dissolvido (mg O2.l-1)
Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03
7,62
0,95
6,7
4,71
7,29
7,62
7,28
6,5
4,83
7,21
7,91
0,96
6,6
5,04
7,25
7,21
1,10
6,3
5,13
7,23
6,16
6,5
4,81
7,22
4,95
5,6
4,81
7,23
4,18
5,5
4,71
7,25
4,08
0,30
4,79
7,24
3,34
4,84
7,16
4,88
7,09
4,80
7,04
4,82
6,98
4,90
6,88
4,71
6,90
4,61
6,82
6,80
3,9
3,96
3,11
Jan/04 jan/02 Abr/02
6,41
51,1
56,8
51,2
56,8
6,48
51,1
51,0
56,7
6,36
50,7
50,6
56,3
6,39
49,8
49,6
56,0
6,34
49,5
49,4
55,7
6,33
49,4
55,5
6,26
49,1
55,5
6,18
48,4
6,18
55,5
6,18
55,5
6,20
55,5
6,14
55,5
6,09
55,4
6,13
55,4
6,15
55,4
5,10
55,3
54,9
Condutividade (uS.cm-1)
jul/02 Out/02 Jan/03 Out/03
47,8 42,1
44,6
39,5
47,8
39,5
42,0
44,4
39,4
47,8
39,3
42,0
44,5
39,3
47,8
39,1
42,0
44,4
39,0
47,8
38,9
42,0
44,5
38,8
47,8
38,8
42,0
44,4
38,7
47,8
38,7
41,9
44,4
38,7
47,8
38,7
41,9
44,4
38,7
47,9 41,9
44,4
38,7
47,8 41,9
44,4
38,6
47,9 42,0
44,4
38,5
47,9 42,0
44,3
38,3
47,9 41,8
44,5
38,1
47,8 41,6
44,5
37,9
47,9 41,5
44,5
37,9
41,7
47,8 45,8
48,3
Jan/04
44,6
44,6
44,6
44,6
44,6
44,6
44,6
44,6
44,6
44,7
44,6
44,6
44,6
44,7
44,7
44,6
44,7
44,6
44,6
44,6
44,6
44,6
47,3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
38
Tabela 3.b – Ponto C-05. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda
(mts), pH na superfície e fundo (medido in situ).
Data
Hora da Coleta
Transparência
Profundidade
pH – Sup
pH – Fundo
Jan/02
28/1/02
15:10
0,8
47
n.d.
n.d.
Abr/02
24/4/02
13:35
2,3
44
8,3
7,9
Ago/02
1/8/02
11:43
4,0
n.d.
7,9
7,8
Out/02
30/10/02
9:55
2,1
38
8,0
7,0
Jan/03
18/1/03
12:45
1,5
36
7,8
n.d.
Out/03
16/10/03
12:28
5,0
41
8,6
n.d.
Jan/04
4/2/04
11:00
1,0
37
8,2
7,8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
39
Tab. 4 - Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão(MG/GO), eixo central, ponto C06, barra do Rio Preto. Dados de temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e condutividade elétrica (uS.cm-1, a 25 C).
Prof.
(m)
0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
6,0
6,5
7,0
8,0
9,0
10,0
11,0
12,0
13,0
14,0
15,0
30,0
35,0
C06 - Barra do Rio Preto
Jan/02
31,8
31,8
31,2
30,8
30,5
30,0
29,6
29,2
28,7
28,5
28,2
Temperatura (C)
Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan//03 Out/03 Jan/02
28,6
23,5
27,7
28,4
26,4
7,41
26,3
7,66
28,6
23,5
27,7
28,4
26,3
7,74
26,1
7,37
28,4
23,5
27,7
28,4
26,1
7,04
6,50
28,4
23,5
27,7
28,4
26,1
6,20
26,0
5,98
28,2
23,5
27,7
28,4
26,0
26,0
5,80
28,1
23,5
27,7
28,4
26,0
26,0
5,61
28,1
23,5
27,7
28,4
26,0
26,0
5,16
28,1
23,5
27,7
28,4
25,9
28,1
23,5
27,7
28,4
25,9
28,0
23,2
27,7
28,4
25,8
28,0
23,1
27,6
28,4
25,7
28,0
22,9
27,5
28,4
25,5
28,0
22,9
27,1
28,4
25,4
28,0
22,8
27,1
28,3
25,4
28,0
22,8
27,0
28,3
25,4
27,0
27,5
25,1
22,4
Oxigênio Dissolvido (mg.l-1)
Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan//03 Out/03 Jan/02
7,03
1,17
6,6
4,61
7,27
50,5
7,17
50,5
7,33
0,95
6,4
4,71
7,18
50,4
7,03
50,0
7,50
0,0
6,4
4,77
7,11
49,5
49,4
6,31
0,0
6,4
4,76
7,04
49,4
49,4
5,32
6,3
4,69
7,21
49,5
4,29
6,3
4,65
7,06
49,5
3,52
6,3
4,73
7,09
49,4
2,90
4,79
7,17
4,74
7,19
4,76
6,99
4,72
6,93
4,67
6,87
4,73
6,86
4,63
6,81
4,60
6,81
4,60
4,22
3,5
3,10
Condutividade (uS.cm-1)
Abr/02 Jul/02 Out/02 Jan//03 Out/03
53,9
45,6
42,0
47,0
38,7
38,7
53,8
45,6
42,0
47,0
38,6
38,5
53,7
45,6
42,0
46,9
38,4
53,5
45,8
42,0
46,9
53,4
45,8
42,0
47,0
53,4
45,7
42,0
46,9
53,3
45,7
42,0
46,9
53,3
53,3
53,4
53,3
53,5
53,5
53,4
53,2
45,7
45,9
46,3
46,6
46,5
46,5
46,3
46,3
42,0
42,0
42,0
42,0
42,0
42,0
42,0
42,0
43,1
46,6
46,9
46,9
46,8
44,8
46,8
46,8
46,6
46,5
53,1
49,3
38,4
38,3
38,3
38,3
38,3
38,3
38,2
38,2
38,1
38,1
38,1
38,0
37,7
37,7
37,6
37,6
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
40
Tabela 4.b – Ponto C-06. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda
(mts), pH na superfície e fundo (medido in situ).
Data
Hora da Coleta
Transparência
Profundidade
pH – Sup
pH – Fundo
Jan/02
28/1/02
13:30
0,6
n.d.
9,6
9,2
Abr/02
24/4/02
12:00
1,0
38
8,1
7,6
Ago/02
1/8/02
10:40
3,9
40
8,2
7,6
Out/02
30/10/02
8:55
2,5
38
7,8
7,4
Jan/03
17/1/03
10:35
1,1
35
7,7
n.d.
Out/03
16/10/03
11:20
5,0
37
8,6
n.d.
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
41
Tab. 5 - Condições limnológicas da zona superficial da coluna de água no reservatório de São Simão, (MG/GO), eixo central, ponto C07, barra do rio São Francisco. Dados de temperatura da água (°C), oxigênio dissolvido (mg.L-1) e condutividade elétrica (uS.cm-1, a
25 °C).
C07- Barra do Rio São Francisco
Temperatura
(°C)
0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
6,0
6,5
7,0
8,0
9,0
10,0
11,0
12,0
13,0
14,0
15,0
30,0
35,0
Oxigênio Dissolvido
(mg.L-1)
Condutividade
(uS.cm-1)
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Out/02
Jan/03
Out/03
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Out/02
Jan/03
Out/03
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Out/02
Jan/03
Out/03
29,7
29,7
29,6
29,6
29,5
29,4
29,4
29,4
28,9
28,6
28,4
23,6
28,1
28,6
1,90
6,7
4,82
7,18
43,5
42,4
47,9
28,1
28,6
7,02
1,72
6,5
4,88
7,13
52,2
43,5
42,4
47,8
28,3
23,6
28,1
28,6
7,35
1,52
6,6
4,99
7,10
52,1
43,5
42,4
47,8
28,0
23,6
28,1
28,6
7,01
0,85
6,6
4,94
7,06
51,8
43,6
42,4
47,9
28,0
23,6
28,1
28,6
4,99
0,26
6,7
4,83
7,13
50,8
50,7
50,6
50,5
50,3
50,1
49,9
49,9
49,3
49,5
52,2
23,6
7,75
7,80
7,70
7,66
7,46
7,18
7,11
6,93
6,33
6,10
7,08
28,4
51,7
43,6
42,4
47,9
28,0
23,6
28,1
28,6
26,0
26,0
26,0
26,0
26,0
26,0
25,9
25,9
25,9
25,9
25,9
25,8
25,8
25,8
25,8
25,8
25,8
25,7
25,5
25,3
25,2
25,2
3,02
0,25
6,6
4,83
7,14
51,8
43,6
42,4
47,9
51,8
43,6
42,4
47,9
51,8
51,9
51,8
51,8
51,8
51,8
51,8
51,9
43,7
43,8
43,7
43,9
44,4
44,6
44,8
45,1
45,3
48,5
42,4
42,3
42,4
42,5
42,4
42,5
42,3
42,1
41,4
47,9
47,9
47,9
47,8
47,6
47,6
47,4
47,4
38,5
38,6
38,6
38,5
38,5
38,5
38,5
38,5
38,5
38,5
38,5
38,5
38,6
38,6
38,7
38,7
38,7
38,7
38,1
37,9
37,9
37,9
28,4
28,0
23,6
28,0
28,6
27,5
28,0
28,0
28,0
28,0
28,0
28,0
28,0
28,0
27,1
23,5
23,4
23,3
23,3
23,1
22,9
22,8
22,8
22,8
22,3
28,0
27,9
27,7
27,6
27,5
27,4
27,1
27,0
26,7
n.d.
28,6
28,6
28,6
28,4
28,3
28,3
28,3
28,2
5,83
49,5
2,43
0,28
4,84
7,05
4,16
49,2
1,71
3,44
0,26
6,6
0,92
n.d.
4,96
4,90
4,83
4,77
4,65
4,65
4,65
4,58
4,49
7,05
7,11
7,12
7,18
7,06
6,71
6,86
6,83
63,3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
42
Tabela 5.b – Ponto C-07. Data e hora da coleta, transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida com a poita e corda
(mts), pH na superfície e fundo (medido in situ).
Jan/02
Data
28/1/02
Hora da Coleta 11:40
Transparência 0,7
n.d.
Profundidade
9,0
pH – Sup
n.d.
pH – Fundo
Abr/02
24/4/02
11:00
1,1
41
7,9
n.d.
Ago/02
1/8/02
08:50
3,9
39
8,5
7,9
Out/02
30/10/02
08:10
2,8
32
8,2
n.d.
Jan/03
17/1/03
09:35
1,0
35
7,6
n.d.
Out/03
16/10/03
09:00
4,0
37
8,5
n.d.
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
43
Tabela 5.c – Ponto C-14 - Praia de São Simão. Coletas realizadas em 04 de fevereiro
de 2004, as 13:55 hs. Transparência pelo disco de Secchi (mts), profundidade medida
com a poita e corda (mts), pH na superfície e fundo (medido in situ).
Prof (m)
Temperatura
( C)
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
6,0
6,5
7,0
7,5
8,0
8,5
9,0
9,5
10,0
11,0
12,0
13,0
14,0
15,0
28,8
28,8
28,7
28,6
28,5
28,5
28,5
28,5
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
28,4
Hora: 13:55 hs.
Secchi
1,70 m
Transparência
Superfície (0,0 m)
Fundo (15,0 m)
15,0 m
Profundidade
Oxigênio
Dissolvido
(mg.O2.l-1)
6,58
6,40
6,4
6,3
6,4
6,4
6,3
6,3
6,2
6,3
6,4
6,5
6,3
6,4
6,4
6,4
Condutividade
Elétrica
(uS.cm-1)
42,4
42,3
42,3
42,3
42,3
42,3
42,3
42,3
42,3
42,3
42,3
42,2
42,2
42,2
42,2
42,2
42,2
42,1
42,1
42,1
42,1
42,0
41,9
41,9
41,9
42,0
Radiação PAR
(J.m-2.s-1)
2886
1406
902
550
379
282
168
121
80
61
41
30
20
14
pH
Turbidez
7,75
7,70
0,0
0,0
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
44
Penetração da luz no reservatório
Os valores de penetração de radiação solar exibem um claro padrão de atenuação dos
valores ao longo da coluna de água, seja na componente espacial seja em relação ao ciclo
sazonal (Fig. 10B, Tabela 5-D). Os maiores valores estimados para a extensão vertical da
zona eufótica chegaram aos 13 m e sempre ocorreram em pontos centrais próximos à
barragem, ao final do período da estação seca, ou seja, em outubro. Os menores valores,
ao contrário, ocorreram na estação chuvosa nas regiões sob grande influência dos
tributários tais como o ponto C-08, braço do rio dos Bois que registrou uma zona
eufótica de apenas 2,0 m em janeiro de 2004.
Figura 10 B – Extinção da radiação luminosa (PAR) na coluna de água de três pontos
(C-02, C-05 e C-08) do reservatório de São Simão em dois períodos, respectivamente,
em outubro de 2003 e janeiro de 2004.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
0
Eixo central/barragem (C-02)
Prof. (m)
5
10
15
OUT/03 (Zeu = 12 m)
JAN/04 (Zeu = 5,5 m)
20
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
Radiação PAR (J.m-2.s-1)
0
Eixo central (C-05)
Prof. (m)
5
10
15
OUT/03 (Zeu = 13,0)
JAN/04 (Zeu = 4,0)
20
0
500
1000
1500
2000
2500
Radiação (J.m-2.s-1)
0
Braço do rio dos Bois (C-08)
Prof. (m)
5
10
OUT/03 (Zeu = 7,0)
JAN/04 (Zeu = 2,0)
15
20
0
500
1000
1500
2000
2500
Radiação PAR (J.m-2.s-1)
Tabela 5 D – Penetração de radiação solar (PAR em J.m-2.s-1) na coluna de
45
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
46
água dos pontos limnéticos do reservatório de São Simão tomadas com o radiômetro
Licor ®.
C-02 – Represa C-05 – Rio
Alegre
Prof. (mts) Out/03 Jan/04 Out/03 Jan/04
0,0
1943
2801
2119
1327
0,5
1567
1172
1796
353
1,0
1277
420
1499
199
1,5
1060
402
1186
124
2,0
900
253
1062
82
2,5
749
199
930
62
3,0
612
135
756
47
3,5
476
98
616
24
4,0
389
87
539
15
4,5
321
54
445
10
5,0
268
42
333
6
5,5
220
30
315
3
6,0
182
21
260
3
6,5
153
219
2
7,0
123
181
7,5
100
149
8,0
76
123
8,5
61
106
9,0
47
92
9,5
10,0
37
73
10,5
11,0
22
46
11,5
12,0
15
34
12,5
13,0
10
24
13,5
14,0
7
18
14,5
15,0
5
13
15,5
16,0
10
16,5
17,0
7
C-06 – Rio
Preto
Out/03 Jan/04
2036
n.d.
1639
n.d.
1361
n.d.
1164
976
798
663
589
482
406
347
289
242
204
173
147
123
105
90
C-07 - Rio São
Francisco
Out/03
Jan/04
1696
n.d.
1367
n.d.
908
n.d.
732
764
645
401
295
264
269
215
175
145
117
99
86
71
60
50
63
35
46
25
33
17
24
12
18
8
13
5
10
4
7
C-08 - Rio dos
Bois
Out/03 Jan/04
477
2244
338
348
204
65
11
115
2
63
34
10
4
3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
47
Variáveis Físico-Químicas (Pontos Limnéticos – Coleta de Balsa)
Janeiro de 2002:
Os pontos do reservatório amostrados sobre pontes e/ou balsas (pontos C08, C09
e C13) tiveram valores levemente mais elevados para a condutividade elétrica (até 65,4
uS.cm-1, ponto C09) se comparados aos pontos do eixo central e também apresentaram
valores alcalinos de pH. O maior valor de pH foi de 9,90 encontrado no ponto C09,
balsa de Ipiaçú (Tab. 6).
O oxigênio dissolvido também variou amplamente, indo de valores moderados
de saturação (4,65 mg.L-1, 30,2 C, ponto C08) a valores típicos de super-saturação,
encontrados apenas durante o florescimento massal (waterbloom) de algas (12,01 mg.L1
, 33,1C, ponto C09).
Abril 2002:
As temperaturas estiveram mais baixas em todos os pontos amostrados ficando
sempre abaixo dos 30 °C (Tab. 6). A condutividade elétrica sofreu acréscimos nos
pontos C08 e C09 (de 57,9 para 60,7 uS.cm-1, no ponto C08 e de 65,4 para 75,0 uS.cm1
, no ponto C09) mas decresceu levemente no ponto C13 (Balsa de Cachoeira
Dourada). Na balsa de Gouveinha, ponto amostrado pela primeira vez, o valor da
condutividade ficou em 43,0 uS.cm-1.
O oxigênio dissolvido também variou amplamente, sendo as leituras diretas
obitdas com o sensor na sub-superfície sempre superiores. Para efeitos comparativos,
vamos comentar apenas os valores determinados a partir de amostras coletadas e
trazidas para bordo/ponte (amostras assinaladas com um “b”). As concentrações de
oxigênio dissolvido em abril variaram entre 3,70 e 5,78 mg.O2.l-1. De um modo geral, as
variações foram bem menos expressivas do que aquelas observadas em janeiro,
especialmente no ponto C09 onde não foi constatado nenhum florescimento de algas.
O pH permaneceu levemente alcalino em todos os pontos amostrados, variando
entre 7,36 e 7,87.
Julho 2002:
As temperaturas dos pontos dos braços do reservatório estiveram todas ao redor
de 23-24 C. Os valores de condutividade apresentaram declínio em todos os pontos se
comparados ao mês de abril de 2002, ficando sempre restritos a faixa 37-52 uS.cm-1 .
De modo análogo ao que já foi observado nos meses anteriores, a condutividade mais
elevada foi registrada no ponto C09 (Balsa de Ipiaçú).
O oxigênio dissolvido variou amplamente entre os pontos de coleta mas voltou a
apresentar o valor mais elevado no ponto C09 (6,70 mg.O2.l-1). O pH variou entre 6,7
(ponto C09) e
8,7 (ponto C13).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
48
Outubro de 2002:
As temperaturas dos pontos dos braços do reservatório sofreram igualmente uma
forte elevação, se comparadas com a última excursão em julho, ficando entre 26,2 (C13) e 30,2 °C (C-09). Os valores de condutividade apresentaram duas tendências
nítidas. Nos pontos sob forte influência dos braços dos rio dos Bois e Tijuco/Prata, os
valores aumentaram passando a 54,6 (C-08) e 73,6 (C-09) uS.cm-1. Ao contrário, nos
pontos do rio Paranaíba, a condutividade permaneceu ainda baixa, ao redor de 37
uS.cm-1 .
Ao contrário do que foi observado nas estações limnéticas, o oxigênio
dissolvido, em outubro de 2002, permaneceu em valores comparáveis àqueles
observados em julho de 2002. A faixa de variação foi de 4,3 (C-13) e 4,8 (C-09)
mg.O2.l-1 .
O pH variou entre 7,6 (C-10) e 8,5 (novamente observado no ponto C13).
Janeiro de 2003:
As temperatuas da água nos pontos dos braços do reservatório estiveram
relativamente mais baixas em janeiro de 2003 em comparação a igual período de 2002.
Elas aumentaram, no entanto, em relação à coleta de outubro. Essa variável osccilou
entre 28,0 (C-13) e 29,0 C (C-10) com base nas mensurações diretas na água (r ).
Houve uma redução dos valores de condutividade elétrica nos pontos C-08, C09 e C-10, se comparados a mês de janeiro de 2002 mas, ao contrário, foi notado um
aumento da condutividade em janeiro de 2003 em relação a outubro de 2002 em todos
os pontos limnéticos.
O pH manteve-se em valores próximos a neutralidade nos pontos dos braços do
reservatório, oscilando entre 7,51 (C-09) e 7,94 (C-08).
O oxigênio dissolvido apresrntou-se em baixas concentrações e variou numa
faixa estrieta, ou seja, entre 3,6 mg.L-1 (C-13) a 4,6 mg.L-1 (C-09).
Outubro de 2003:
As temperatuas da água nos braços do reservatório oscilaram, em outubro, entre
26,3 (C-09) e 27,0 (C-10) e estiveram relativamente mais baixas em outubro de 2003 se
comparadas a igual período de 2002.
A condutividade elétrica oscilou entre 34,0 uS.cm-1 (C-13) e 62,6 uS.cm-1 (C09). A condutividade mostrou uma nítida redução no ponto C-09 se comparamos os
meses de outubro nos anos de 2002 (73,6 uS.cm-1 ) e 2003 (62,6 uS.cm-1 ). Nos demais
pontos, os valores dessa variável foram comparávieis entre os anos de 2002 e 2003.
O oxigênio dissolvido variou entre 6,32 mg.L-1 (C-09) a 7,25 (C-10) mg.L-1
em outubro de 2003.
O pH manteve-se alcalino, oscilando entre 8,0 (C-09) e 8,36 (C-08).
Fevereiro de 2004:
As temperatuas da água nos braços do reservatório oscilaram, em janeiro
de 2004, entre 26,2 (C-08) e 29,9 (C-09).
A condutividade elétrica oscilou entre 36,3 uS.cm-1 (C-13) e 53,8 uS.cm-1 (C09). O oxigênio dissolvido variou entre 5,38 mg.L-1 (C-08) a 8,51 (C-09) mg.L1
.
O pH manteve-se alcalino, oscilando entre 8,0 (C-09) e 8,36 (C-08).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
49
Tab. 6 - Condições limnológicas básicas (temperatura da água, pH, condutividade
elétrica e oxigênio dissolvido) nos pontos de coletas referentes a estações lênticas
(braços do reservatório coletados sobre ponte e/ou balsa) do reservatório de São Simão
(MG/GO). Dados de amostras coletadas a 0,5 m de profundidade.
Pontos Denomina- Condições
Data
Hora Temp.
de
ção
meteorológicas
(°C)
Coletas
Sol com vento 29/01/02 14:20 30,2
C08
C09
Rio dos
Bois
OD
(mg.
L-1)
4,65 (b)
22/04/02 13:50 28,3
7,87
60,74
5,75 (b)
Sol com vento
29/7/02
14:30 24,5
8,7
47,4
4,8 (b)
Sol e bruma
seca
28/10/02 12:40 29,6
8,0
54,6
4,6 (b)
Nublado
16/1/03
Sol
12:50 23,7 (rio) 7,94
24,0 (b)
15/10/03 10:20 26,9 (r) 8,36
19,7 (rio) 5,95 (rio)
21,5 (b) 3,99 (b)
54,0 (r) 6,46 (r)
Nublado
3/2/04
7,79
47,8 (r)
5,38 (r)
Sol
30/01/02 12:35 33,1
9,90
65,4
12,01 (b)
Sol/Neb
23/04/02 11:45 27,9
7,87
75,0
30/7/02
6,70
52,1
4,94 (b)
5,78 (r)
6,70 (b)
7,8
73,6
4,8 (b)
Sol, vento e
Balsa Tijuco nuvens
Prata
(Ipiaçú)
Sol
Balsa
Cachoeira
Dourada
7,32
Cond
(uS.
cm-1)
57,9
Sol/Neb
Parc. Nublado
C13
´pH
11:05 26,2 (r)
11:30 23,1
(balsa)
23,3 (b)
31/10/02 11:10 30,2 (b)
17/1/03
Sol
11:55 28,3 (b) 7,51
28,2 (rio)
15/10/03 16:15 26,3 (r) 8,0
Sol
5/2/04
9,13
Sol
14:00 29,9 (r)
30,3 (b)
29/01/02 11:07 29,1
Sol
49,3 (rio) 4,63 (b)
49,8 (b)
62,6 (r) 6,32 (r)
8,40
53,8 (r)
59,9 (b)
44,1
8,51 (r)
7,31 (b)
5,12 (b)
22/04/02 11:15 26,8
7,36
40,3
3,70 (b)
Sol
29/7/02
11:29 23,7
8,8
5,7 (b)
Sol
28/10/02 10:20 26,2
8,5
38,1 (b)
37,9 (r)
37,1 (b)
Nublado
16/1/03
Sol
11:35 28,7 (b) 7,61
28,0 (rio)
15/10/03 12:45 24,7 (r) 8,26
4,3 (b)
38,7 (rio) 4,87 (rio)
39,1 (b) 3,63 (b)
34,0 (r) 6,52 (r)
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Nublado
3/2/04
Sol com vento
14:00 27,3 (r)
27,4 (b)
23/04/02 14:20 28,4
7,82
36,3 (r)
36,4 (b)
43,0
Sol
30/7/02
8,2
40,2
7,6
37,6 (b)
13:50 23,8
(balsa)
Sol com nuvens 31/10/02 12:45 28,4 (b)
C10
Balsa
Gouveinha
50
Parc. Nublado
7,72
17/1/03
5,65 (r)
5,14 (b)
4,55 (b)
6,11 (r)
8,30 (r )
5,35 (b)
4,5 (b)
Sol
14:00 29,1 (b) 7,67
29,0 (rio)
15/10/03 15:00 27,0 (r) 8,35
44,6 (rio) 4,13 (b)
45,3 (b)
37,1 (r) 7,25 (r)
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Observação:
Cond= condutividade elétrica; OD= oxigênio dissolvido.
(b)= oxigênio medido na água coletada e disposta em recipiente, balde de polietileno;
(r) = oxigênio medido diretamente no ambiente com a sonda mergulhada na subsueprfície (15 cm).
Variáveis Físico-Químicas (Tributários)
Janeiro de 2002:
A temperatura da água nos tributários, de um modo geral, apresentou valores
mais baixos do que no reservatório. Os valores dessa variável estiveram restritos à faixa
de 25,8 a 28,6C (Tab. 7). A condutividade apresentou-se menos homogênea na maioria
dos pontos oscilando entre 48,6 (P00- rio Paranaíba, jusante barragem) e 116,9 uS.cm-1
(P15 - rio dos Patos). Os tributários apresentaram valores de pH menos elevados ficando
a maioria deles abaixo de 8,0. O oxigênio dissolvido ficou na faixa dos 4,5 – 7,0 mg.L-1.
Abril de 2002:
Os tributários apresentaram temperaturas oscilando entre 24,2 (P14a Invernada) e 28,2 °C (P16 – Rio da Prata). Como já destacado para a primeira
excursão, as temperaturas da água foram consistentemente menos elevadas nos
tributários se comparadas aos valores do reservatório. O pH variou amplamente entre os
rios e ribeirões, sendo os valores mais elevados registrados nos pontos P05 (rio S.
Francisco), P11 (rio Meia Ponte), P16 (rio da Prata) e P17 (rio Tijuco), todos com
valores sempre acima de 8,0. A condutividade elétrica esteve mais elevada nos pontos
P11 (rio Meia Ponte), P15 (ribeirão dos Patos) e P16 (rio da Prata) com valores acima
de 90,0 uS.cm-1. Aumentos da condutividade em relação à janeiro foram observados nos
pontos: P00 (rio Paranaíba), P04 (rio Preto), P11 (rio Meia Ponte), P16 (rio da Prata) e
P17 (Rio Tijuco). O menor valor da condutividade, em abril, foi registrado no córrego
Mateira, com 47,8 uS.cm-1 (Tab. 7).
Julho de 2002:
A temperatura da água voltou a apresentar valores menos elevados nos
tributários e oscilou entre 19,8 C (P15) e 24,9 C (P17-A). O pH apresentou os valores
n.d.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
51
mais elevados se comparados aos meses anteriores permanecendo acima de 8,0 na
maioria dos pontos, com exceção do ponto P14- A . A condutividade elétrica mostrou
um nítido padrão de decréscimo sazonal em quase todos os tributários, excetuando os
rios Meia Ponte e Rio dos Patos que sempre apresentam os valores mais elevados para
essa variável nos outros meses de coleta.
Os tributários apresentaram concentrações de oxigênio dissolvido claramente
mais elevadas do que aquelas verificadas no reservatório. Houve também uma tendência
de queda sazonal dos valores de oxigênio na maioria dos pontos (P0, P02, P03, P04,
P14A, P16, P17, P18 e P19).
Outubro de 2002:
A temperatura da água voltou a subir, variando de 25,5 °C (P14-a) a 28,7 °C (P19) mas, de acordo com os meses anteriores, pode-se afirmar que houve uma tendência
para valores menos elevados nos tributários se comparado aos braços e eixo central do
reservatório.
O pH sofreu um decréscimo em relação a julho e variou de 7,3 (P-14a) a 8,7 (P11). Os rios goianos Preto, São Francisco e Meia Ponte foram aqueles nos quais os
valores de pH foram os mais elevados. O ponto rio Invernada (P-14a) continuou a
apresentar o menor valor dentre todos os pontos de coletas dos tributários.
A condutividade elétrica apresentou distintos padrões. Em alguns rios, ela
manteve os mesmos níveis de julho ou ainda menores ainda (P-00, P-02, P-03, P-05, P14a, P-15, P18 e P19). Em outros, ela mostrou um nítido padrão de acréscimo em
outubro (P-04, P-11 e P-16, P17 e P-17a). A faixa de variação para o mês de outubro foi
de: 38,7 (P-05) a 115,8 (P-11) uS.cm-1.
Em uma tendência contrária, ao que foi observado em julho/agosto, os
tributários apresentaram concentrações de oxigênio dissolvido claramente menos
elevadas do que aquelas verificadas no reservatório. No entanto, os valores registrados
em outubro foram claramente superiores àqueles anotados para esses mesmos pontos de
coletas no trimestre anterior. A faixa de variação para o oxigênio dissolvido nos
tributários de São Simão foi: 3,6 (P-17a) a 6,0 mgO2.l-1 (P-11). Os pontos muito
contaminados com esgotos domésticos tiveram as mais baixas concentrações de OB, ou
seja, os pontos 14-a (4,4 mgO2.l-1) e 17-a (3,6 mgO2.l-1).
Efeito das chuvas torrenciais na química de um grande tributário – Rio da Prata
(MG)
Nos dias 29 e 31 de outubro de 2002, tivemos a oportunidade para medir “in
loco” o efeito de uma forte e longa chuva sobre a química de um grande tributário de
São Simão, o rio da Prata. O ponto P-16 foi amostrado duas vezes, respectivamente,
antes e depois de uma forte chuva sobre a sua bacia que ocorreu durante todo o dia 30 e
parte do dia 31. Os relatos meteorológicos da área indicavam total ausência de chuva na
semana anterior.
Os efeitos dessa chuva foram muito nítidos sobre a química do rio. Embora a
temperatura da água tenha ficado inalterada, houve fortes reduções do pH (8,2 para 7,6),
da condutividade (91,3 para 56,8 uS.cm-1) e para o oxigênio dissolvido (5,2 para 4,2
mfO2.l-1).
Tendência inversa foi observada para as diferentes espécies de nitrogênio
inorgânico e fósforo. Houve mais que uma duplicação nas concentrações de amônia
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
52
(43,0 para 93,5 ug.N-NH4), o mesmo valendo para os nitrito (0,3 para 6,6 ug.l-1 N-NO2)
e os nitratos (de 0,0 para 1,8 ug.l-1 de N-NO3). No entanto, a mais dramática alteração
tenha sido verificada com o fósforo já que o fósforo solúvel passou de 4,1 para 33,8
ug.l-1 de P-PO4 e o fósforo total passou de 36,2 para 80,7 ug.l-1 de P-PO4 .
Janeiro de 2003:
A tendência sazonal de acréscimo nos valores de temperatura da água se
manteve em janeiro de 2003 uma vez que os valores dessa variável nos diferentes
tributários oscilaram entre 23,7 °C (P-18) a 27,5 °C (P-11). Novamenter aqui depara-se
com a tendência já verificada anteriormente para valores menos elevados nos tributários
se comparado aos braços e eixo central do reservatório.
O pH continuou a decrescer em relação a julho e variou entre 6,94 (P-19) a 7,94
(P-00 e P-18). A condutividade elétrica mostrou-se particularmente elevada (> 80
uS.cm-1) nos pontos P-11 e P-15 e apresentou um valor muito baixo (< 30 uS.cm-) no
ponto P-02, ribeirão Mateira. O oxigênio dissolvido oscilou entre 3,30 mgO2.l-1 no
ponto P-00 e 7,04 no ribeirão Mateira (P-02).
Outubro de 2003:
Não foram realizadas coletas nos tributários na sexta excursão, em outubro de
2003.
Fevereiro de 2004:
A temperatura da água dos tributários de São Simão oscilou entre 23,3 (P-05) e
27,3 (P-00) e estiveram bem abaixo dos valores típicos para essa época do ano (vide
dados de janeiro de 2002 e 2003).
O pH nos tributários manteve-se tipicamente alcalino e oscilou entre 7,6 (P-15) e
8,21 (P-16).
O oxigênio oscilou ente 3,4 (P-00) e 7,6 (P05) mgO2.l-1.
A condutividade elétrica oscilou entre 44,6 (P-03) e 135,7 us.cm-1 (P-15) .
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
53
Tab. 7- Condições limnológicas básicas nos pontos de coletas referentes estações
lóticas dos principais tributários do reservatório de São Simão (MG/GO).
Pontos
de
Local
Coletas
P00
P02
Rio
Paranaíba
(jusante)
Rib. Mateira
Data
Hora
30/01/02 09:15
Nublado
26,9
Cond
(uS.
cm-1)
7,56 (b) 48,6 (b)
23/04/02 8:45
Sol/Neb
27,5
7,50 (b) 55,3 (b)
4,08 (b)
31/7/02
9:35
Sol
23,1
8,00 (b) 48,4 (b)
1,80 (b)
29/10/02 8:55
Sol
26,0
7,4 (b)
45,9 (b)
4,6 (b)
17/1/03
27,8 (b)
7,94
46,5 (b)
3,30 (b)
15/10/03. n.d.
Nublado
e chuva
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
2/2/04
Nublado
27,3 (b)
7,73
46,0 (b)
3,40 (b)
29/01/02 17:10
Nublado
25,8
7,58 (b) 49,8 (b)
6,42 (b)
22/04/02 17:00
Sol/Neb
24,6
7,61 (b) 47,8 (b)
30/7/02
Sol
8,10 (b) 40,9 (b)
5,40 (b)
8,15 (r )
3,3 (b)
7,7 (b)
4,5 (b)
9:30
9:00
16:20
P04
Rio Alegre
Rio Preto
PH
OD
(mg.L-1)
4,60 (b)
28/10/02 15:10
Nublado
21,9 (r
22,4 (b)
26,4 (b)
16/1/03
15/10/03. n.d.
Parc.
Nublado
n.d.
24,7 (rio)
25,0 (b)
n.d.
6,95 (b) 27,0 (rio)
29,8 (b)
n.d.
n.d.
7,04 (rio)
4,89 (b)
n.d.
03/2/04
Sol
7,92
60,5 (r)
61,1 (b)
7,66 (b) 55,1 (b)
6,88 (r)
4,74 (b)
6,40 (b)
22/04/02 16:35
Sol/
Nebul.
Sol/Neb
23,7 (r)
23,8 (b)
26,4
25,1
7,77 (b) 53,3 (b)
31/7/02
Sol
21,9
8,20 (b) 43,7 (b)
7,00 (b)
8,09 (r )
6,30 (b)
28/10/02 14:45
Nublado
27,4
7,7 (b)
48,2 (b)
4,5 (b)
16/1/03
26,1 (rio)
26,4 (b)
n.d.
7,27
15/10/03. n.d.
Parc.
Nublado
n.d.
37,5 (rio)
38,4 (b)
n.d.
5,23 (rio)
4,53 (b)
n.d.
3/2/04
Sol
24,4 (r)
24,4 (b)
27,5
16:35
8:30
29/01/02 16:40
P03
Cond.
Temp
Meteorol ( C)
16:00
16:20
9:00
29/01/02 16:00
Nebul.
n.d.
7,90
44,9 (b)
44,6 (r)
44,9 (b)
7,62 (b) 49,7 (b)
6,67 (r)
5,32 (b)
6,20 (b)
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
22/04/02 15:35
Sol/Neb
26,1
7,91 (b) 55,1 (b)
29/7/02
Sol c/
bruma
seca
Nublado
21,8 (r
22,3 (b)
8,30 (b) 48,8 (b)
28,9 (b)
8,2 (b)
58,9 (b)
5,4 (b)
16/01/03 15:35
Parc.
Nublado
26,1 (rio)
26.5 (b)
7,07
34,0 (rio)
35,2 (b)
5,59 (rio)
4,77 (b)
15/10/03. n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
3/2/04
Nublado
24,3 (r)
24,5 (b)
27,1
8,0
45,6 (r)
43,8 (b)
7,82 (b) 57,5 (b)
6,8 (r)
5,45 (b)
6,87 (b)
8,38 (b) 56,1 (b)
6,25 (b)
16:00
28/10/02 14:05
9:47
29/01/02 15:15
22/04/02 14:35
29/07/02 15:15
P05
Rio São
Francisco
Sol/
Nebulosid
ade
Sol/Neb 24,9
21,8 (r)
22,2 (b)
8,50 (b) 40,3 (b)
5,50 (b)
6,80 (r)
28,1 (b)
8,5 (b)
38,7 (b)
5,2 (b)
24,7 (rio)
24,9 (b)
n.d.
7,22
37,0 (rio)
38,6 (b)
n.d.
5,37 (b)
15/10/03. n.d.
Parc.
Nublado
n.d.
3/2/04
Sol
23,3 (r)
23,7 (b)
28,6
8,18
59,0 (r)
60,1 (b)
7,57 (b) 67,4 (b)
7,58 (r)
5,23 (b)
4,84 (b)
26,3
8,20 (b) 122,5 (b)
7,30 (b)
28/10/02 13:30
15:00
10:29
29/01/02 12:55
Nublado
22/04/02
Rio Meia
Ponte
Córrego dos
Bois (Sta.
Vitória)
n.d.
n.d.
29/07/02 12:17
Sol
22,5 (b)
8,7 (b)
87,3 (b)
5,01 (b)
28/10/02 10:50
Sol
28,3 (b)
8,7 (b)
115,8 (b)
6,0 (b)
16/1/03
Nublado
27,5 (rio)
27,6 (b)
n.d.
7,85 (b) 89,3 (rio)
91,2 (b)
n.d.
n.d.
6,17 (rio)
3,86 (b)
n.d.
25,9 (r)
26,1 (b)
26,9
8,10
6,49 (r)
4,84 (b)
4,62 (b)
12:20
15/10/03. n.d.
n.d.
3/2/04
Sol
13:35
30/01/02 11:10
P14
7,52 (b)
8,08 (r)
8,33 (r
6,10 (b)
Sol c/
bruma
seca
Nublado
16/1/03
P11
54
Nublado
70,9 (r)
71,5 (b)
6,99 (b) 80,9 (b)
Ricardo Pinto-Coelho
P14-a
P15
Invernada
Rio dos
Patos
convênio Cemig/Fundep 4830-1
23/04/02 10:55
Sol
24,2
7,58 (b) 67,9 (b)
30/07/02 10:20
Sol
7,6 (b)
62,9 (b)
31/10/02 10:45
Nub/Sol
21,2 (b)
20,7 (r)
25,5 (b)
7,3 (b)
49,9 (b)
17/1/03
25,4 (rio)
25,4 (b)
26,1
7,11
67,4 (rio)
67,5 (b)
7,47(b) 116,9 (b)
4,05 (b)
30/01/02 10:05
Nublado
e chuva
Nublado
23/04/02 9:45
Sol/Neb
27,2
7,64 (b) 96,1 (b)
30/07/02 9:10
Sol
29/10/02 9:29
Sol
20,9 (b)
19,8 (r)
27,8 (b)
8,30 (b) 114,5 (r)
115,3 (b)
7,9 (b) 102 (b)
5,24 (b)
5,40 (r)
7,0 (r)
5,60 (b)
5,9 (b)
17/1/03
26,7 (rio)
27,1 (b)
n.d.
n.d.
15/10/03. n.d.
Nublado
e chuva
n.d.
2/2/04
Nublado
7,64
135,7 (r)
136,3 (b)
7,98 (b) 55,1 (b)
4,96 (r)
3,72 (b)
6,50 (b)
11:05
10:00
9:30
P 17
Rio da Prata
Rio Tijuco
(Ituiutaba)
n.d.
4,59 (b)
6,80 (r )
5,50 (b)
4,4 (r)
4,4 (b)
4,49 (b)
110,6 (rio) 4,27 (rio)
110,5 (b)
3,70 (b)
n.d.
n.d.
31/01/02 11:00
Sol
25,7 (r)
25,4 (b)
26,7
23/04/02 17:15
Sombra
28,2
8,26 (b) 99,6 (b)
5,28 (b)
31/07/02 10:55
Sol e
nuvens
Nublado
23,0 (b)
8,40 (b) 80,3 (b)
3,30 (b)
27,0
8,2 (b)
91,3 (b)
5,2 (b)
31/10/02 17:00
(depois
da chuva)
Nublado
27,0
7,6 (b)
56,8 (b)
4,2 (b)
18/1/03
26,4 (rio)
26,5 (b)
n.d.
7,81
15/10/03 n.d.
Parc.
Nublado
n.d.
60,0 (rio)
60,4 (b)
n.d.
5,96 (rio)
4,38 (b)
n.d.
2/2/04
11:00
Sol
8,21
31/01/02 12:05
Sol
25,2 (r)
25,8 (b)
27,4
61,7 (r)
64,3 (b)
8,01 (b) 59,3 (b)
7,18 (r)
5,02 (b)
6,97 (b)
23/04/02 16:10
Sol
25,3
8,31 (b) 65,5 (b)
5,85 (b)
31/07/02 11:50
Sol forte
Nublado
8,30 (b) 55,0 (r)
56,1 (b)
8,3 (b) 66,3 (b)
3,0 (b)
29/10/02 11:25
21,7 (r)
22,3 (b)
28,4 (b)
29/10/02 10:35
(amtes da
chuva)
P16
55
12:40
n.d.
5,1 (b)
Ricardo Pinto-Coelho
Rio Tijuco
P 17 -A Jusante
Nestlé
P 17-B
P18
Rio Tijuco
(Zona Rural)
Rib.
Campanha
convênio Cemig/Fundep 4830-1
19/01/03 14:20
Nublado
2/2/04
Sol
30/07/02 12:00
Sol forte
25,9 ( r)
26,0 (b)
25,0 (r)
25,7 (b)
22,2 (r)
24,9 (b)
31/10/02 12:06
Nublado
28,2 (b)
7,8 (b)
74,9 (b)
3,6 (b)
15/10/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
31/10/02 12:06
Nublado
28,2 (b)
7,8 (b)
74,9 (b)
3,6 (b)
15/10/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
31/10/02 15:10
Nublado
28,6 (b)
7,8 (b)
66,8 (b)
4,9 (b)
19/1/03
Parc.
Nublado
26,4 (rio)
26,5 (b)
24,6
7,86
47,4 (rio)
46,1 (b)
7,55 (b) 37,4 (b)
4,31 (rio)
4,58 (b)
5,81 (b)
28/10/02 11:25
Sol com 21,0 (r)
brisa leve 21,6 (b)
Sol
26,3 (b)
8,40 (b) 32,8 (r)
33,0 (b)
7,9 (b) 38,4 (b)
8,30 (r)
5,60 (b)
4,9 (b)
16/1/03
Nublado
23,7 (rio)
24,0 (b)
n.d.
26,8
7,94 (b) 19,7 (rio)
21,5 (b)
n.d.
n.d.
8,06 (b) 58,6 (b)
12:00
16:40
22/04/02
29/07/02 13:00
P19
P 20
56
12:50
7,78 (b) 39,1 (r)
39,8 (b)
8,20
45,5 (r)
45,6 (b)
8,11 (r) 61,3 (r)
7,90 (b) 65,7 (b)
5,57 (r)
4,78 (b)
7,40 (r)
5,55 (b)
2,61 (r)
1,10 (b)
15/10/03 n.d.
22/04/02 16:00
n.d.
29/07/02 16:35
23,5 (b)
8,10 (b) 43,8 (b)
28/10/02 14:25
Sol com
bruma
seca
Nublado
5,95 (rio)
3,99 (b)
n.d.
6,93 (b)
7,52 (r )
3,20 (b)
28,7 (b)
7,8 (b)
44,3 (b)
4,0 (b)
16/1/03
15:55
Nublado
26,9 (rio)
27,0 (b)
6,94
40,1 (rio)
40,7 (b)
5,19 (rio)
4,68 (b)
2/2/04
10:20
Nublado
25,7 (r)
25,6 (b)
8,01
112,9 (r)
113,0 (b)
6,74 (r)
4,33 (b)
Rib. Jacaré
Rib. São
Gerônimo
Observação:
Cond= condutividade elétrica; OD= oxigênio dissolvido.
(b)= oxigênio medido na água coletada e disposta em recipiente, balde de polietileno;
(r) = oxigênio medido diretamente no ambiente com a sonda mergulhada na subsueprfície (15 cm).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
57
Nutrientes (Nitrogênio e Fósforo)
Série Nitrogenada (amônia, nitrito e nitrato) - Tributários
Janeiro 2002:
Os tributários do reservatório de São Simão tiveram concentrações de espécies
de nitrogênio moderadas, sendo que a forma “nitrato” foi a que predominou na maioria
das estações (Tab. 8). Uma exceção notável foi o ponto P14, córrego dos Bois,
município de Sta. Vitória, MG, local altamente contaminado por esgotos domésticos,
que apresentou concentrações de amônia maiores do que 1,0 mg.L-1 de N-NH4. Em
relação ao nitrato, os rios Alegre, Preto, São Francisco e Meia Ponte apresentaram
valores sempre maiores do que 80 ug.L-1 de N-NO3 .
Abril de 2002:
Em abril, tiveram destaque as concentrações de nitrato nos tributários rio
Preto (P04), rio Meia Ponte (P11), córrego Invernada (P14a), todos com concentrações
acima de 80 ug.L-1 de N-NO3. Merece destaque o intenso crescimento da concentração
de nitrato observado no rio Meia Ponte em abril (valores passaram de 85,2 ug.L-1 de NNO3 em janeiro para 331,1 ug.L-1 de N-NO3 em abril). Em relação à amônia, tiveram
destaque os pontos referentes ao rio Preto (P04), rio São Francisco (P05), rio Meia
Ponte (P11) e o córrego Invernada (P14a), todos com concentrações acima de 40,0 ug.L1
de N-NH4. As concentrações de nitritos estiveram, de um modo geral, menos elevadas
do que aquelas observadas em janeiro. A faixa de variação foi de 0,0 (n.d.) a 6,2 ug.L-1
de N-NO2 (Ponto P04). Observe-se que, nos dois meses estudados, o Rio Preto (P04)
sempre apresentou as concentrações mais elevadas de nitritos.
Julho de 2002:
A amônia teve aumento de suas concentrações nos pontos P0, P03, P4, P14A,
P15 e P19. A faixa de variação para esse parâmetro ficou entre 22,2 (P02) e 234,9
(P14A) ug.L-1 de N-NH4.
Os nitritos foram detectados em todos os pontos amostrados embora tenham
apresentado concentrações iguais ou menores do que 8,0 ug.L-1 de N-NO2. O ponto P4
voltou a se destacar como sendo aquele onde foram detectadas as maiores concentrações
de nitritos.
Em relação à série nitrogenada, os nitratos apresentaram uma tendência inversa à
da amônia, apresentando uma clara redução de suas concentrações em quase todos os
pontos de coletas. As reduções mais importantes foram nos pontos P02, P04, P14A, P17
e P19. O rio Meia Ponte continuou ser o grande destaque em relação ao aporte de nitrato
para o reservatório de São Simão. A maior concentração foi verificada neste ponto de
coleta P11 (rio Meia Ponte), com 464 7,9 ug.L-1 de N-NO3.
Outubro de 2002:
A tendência de acréscimo da amônia nos tributários do reservatório foi mantida
em outubro. Essa espécie de nitrogênio teve aumento de suas concentrações nos pontos
P-00, P-02, P-03, P-04, P-05, P-11, P-14 A, P-15, P-16 (vide relato sobre os efeitos das
chuvas), P-18 e P19.Em muitos casos, as concentrações praticamente mais que
dobraram em outubro se comparadas ao trimestre anterior. A faixa de variação para esse
parâmetro ficou entre 36,2 (P-17) e 190,6 (P17-A) ug.L-1 de N-NH4. É de se observar
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
58
que os locais altamente contaminados com esgotos foram aqueles nos quais a amônia
foi mais elevada (P-14 A e P-17 A).
Os nitritos foram detectados em quase todos os pontos (exceto no P-17)
amostrados embora tenham apresentado concentrações pequenas (menores do que 8,0
ug.L-1 de N-NO2) na maioria dos pontos. Concentrações elevadas (> 8,0 ug.L-1 de NNO2) foram observadas nos seguintes pontos: P-05, P-11, P-17A.
Os nitratos apresentaram uma tendência inversa à da amônia, apresentando uma
clara redução de suas concentrações em quase todos os pontos de coletas. As reduções
mais importantes foram nos pontos P-00, P-02, P04, P-11 (de 464,7 para 9,2 ug.L-1 de
N-NO3), P14 A, P-17, P-17A, P-18 e P19.
Efeito de fontes pontuais (entrada de esgotos) na qualidade de água de um grande
tributário – Rio Tijuco do reservatório de São Simão.
O rio Tijuco foi amostrado no mês de outubro de 2002 em três pontos
localizados em seqüência logo a jusante da cidade de Ituiutaba, MG. No primeiro deles,
o ponto P-17, ainda não há entrada de grandes quantidades de efluentes urbanos. O
próximo ponto, P-17 A, está localizado logo após (400 m) a entrada de dois efluentes
importantes: ETE e o efluente da indústria Nestlé e o terceiro ponto P-17 B já está
situado em área nitidamente agrícola.
Observamos que a temperatura da água junto à superfície dos três pontos permaneceu
praticamente inalterada, entre 28,2 e 28,6 °C. O pH caiu de 8,3 no ponto P-17 para 7,8
no ponto P-17 A e 7,9 no ponto P-17 B.
A Condutividade elétrica aumentou a jusante passando de 66,3 uS.cm-1 para 74,9
uS.cm-1 (P-17A) e 66,8 uS.cm-1 (P-17 B). Padrão similar aconteceu com o oxigênio
dissolvido que decresceu de 5,1 mgO2.l-1 para 3,6 e 4,9 mg.O2.l-1, respectivamente nos
pontos P-17 A e B.
O nitrogênio amoniacal sofreu um forte acréscimo, logo após a entrada dos
efluentes acima citados, passando de 36,2, no ponto P-17, para 190,6 ug.l-1.N-NH4, no
ponto P-17 A mas decresceu para 93,5 ug.l-1 de N-NH3 no ponto P-17 B. Os valores de
nitrito caíram de 8,5 ug.l-1 de N-NO2, no ponto P-17, para 0,8 ug.l-1 de N-NO2 no ponto
P-17B e o nitrato foi apenas detectado no ponto P-17B.
Os valores de fósforo total passaram de 37,5 ug.l-1 de P-PO4 no ponto P-17 para
61,1 no ponto P-17A e 54,5 ug.l-1 de P-PO4 no ponto P-17B.
Janeiro de 2003:
Os valores de amônio oscilaram entre 38,2 (P-18) e 164,0 (P-14 A) ug.l-1 de N-NH3.
Em relação à amônia, duas tendências nítidas puderam ser observadas em janeiro de
2003:
(a) houve uma redução dos valores de amônia em relação ao mês de outubro em
todos rios e ribeirões que foram amostrados nesses períodos;
(b) os valores de amônio em janeiro de 2003 foram claramente superiores aos
valores encontrados em janeiro de 2002, com as exceções dos rios preto (P-04) e
Meia Ponte (P-11) e Campanha (P-18);
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
59
Os nitritos também estiveram em valores comparáveis aos obitdos em janeiro de
2002 na maioria dos pontos estudados, considerando a série de dados até então
existente.
Os dados de nitrato nos tributários não estão disponíveis para a coleta de janeiro.
Outubro de 2003:
Não foram realizadas coletas nos tributários nesse período (6 excursão).
Fevereiro de 2004:
Nesse mês, a grande maioria dos tributários apresentou baixas concentrações de
amônia e nitrato sendo que apenas os nitritos foram detectados com regularidade mas
mesmo assim em concentrações baixas (< 10,0 ug.l-1 de N-NO2). A grande exceção
foram os rios Paranaíba (P-00) e o rio Meia Ponte (P-11) onde os nitratos foram
dectados em concentrações moderadas, na faixa de 40-60 ug.l-1 N-NO3.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
60
Tab. 8 - Concentrações da série nitrogenada nos principais tributários do reservatório de
São Simão, em janeiro de 2002.
Ponto de
Coletas Tributários
Código
Amônia
(ug.L-1 NNH4)
Nitrito
(ug.L-1 NNO2)
Nitrato
(ug.L-1 NNO3)
6,3
2,4
102,0
Abr/02
12,3
2,5
0,0
Jul/02
22,4
0,3
19,0
Out/02
66,2
1,3
0,0
Jan/03
25,0
1,6
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
4,4
44,1
5,6
5,4
88,2
Abr/02
25,2
1,8
0,0
Jul/02
22,2
1,1
2,8
Out/02
81,6
1,8
0,0
Jan/03
38,8
6,5
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
5,3
0,0
Jan/02
4,4
2,8
111,2
Abr/02
30,0
1,4
0,0
Jul/02
35,8
1,0
0,0
Out/02
78,1
2,1
0,0
Jan/03
14,9
1,6
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
5,2
0,0
Data
Jan/02
Rio Paranaíba
(jusante)
P00
Jan/02
Rib. Mateira
Rio Alegre
P02
P03
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
41,1
9,1
115,8
51,0
6,2
86,2
Jul/02
57,8
7,9
34,1
Out/02
79,4
2,3
0,0
Jan/03
36,4
6,5
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
5,7
0,0
37,5
5,7
91,3
42,7
1,3
0,0
Jul/02
25,7
0,7
0,0
Out/02
100,3
22,2
2,5
Jan/03
48,9
8,1
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
5,3
0,0
30,6
4,9
85,2
47,5
1,1
331,1
Jul/02
24,8
5,2
464,7
Out/02
69,0
8,5
9,2
Jan/03
26,9
8,8
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
5,1
52,9
1189,1
3,7
0,0
Jan/02
Abr/02
Rio Preto
P04
Jan/02
Abr/02
Rio São
Francisco
P05
Jan/02
Abr/02
Rio Meia
Ponte
Córrego dos
Bois (Sta.
Vitória)
P11
P14
61
Jan/02
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
121,5
5,1
80,3
Jul/02
234,9
4,1
19,0
Out/02
110,9
4,1
0,0
Jan/03
164,0
1,8
n.d.
0,0
0,0
0,0
17,4
2,4
14,0
Jul/02
31,0
1,0
0,0
Out/02
73,8
1,6
0,0
Jan/03
37,5
2,3
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
4,7
0,0
Nd
Nd
Nd
60,9
Nd
Nd
21,3
0,7
0,0
43,0
0,3
0,0
93,5
6,6
1,8
Jan/03
40,0
1,6
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
5,7
0,0
Nd
Nd
Nd
34,1
2,7
14,0
Jul/02
34,1
2,6
1,4
Out/02
36,2
0,0
0,0
Abr/02
Invernada
P14 a
Jan/02
Abr/02
Rio dos Patos
P15
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Rio da Prata
Rio Tijuco
62
P16
P 17
Out/02
(antes da
chuva)
Out/02 (2)
(depois da
chuva)
Jan/02
Abr/02
Ricardo Pinto-Coelho
Rio Tijuco
(ETE-Nestlé)
Tijuco
(Zona Rural)
P 17-A
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Jan/03
42,0
1,6
n.d.
Out/03
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
0,0
6,2
0,0
Jul/02
193,4
6,4
14,4
Out/02
190,6
8,5
0,0
Jan/03
n.d.
n.d.
n.d.
Out/02
93,5
6,6
1,8
Jan/03
86,0
6,5
n.d.
46,1
0,1
Nd
Jul/02
23,3
0,3
10,9
Out/02
47,6
1,7
0,0
Jan/03
38,2
1,6
n.d.
18,0
2,1
33,7
Jul/02
31,0
0,9
5,1
Out/02
66,1
0,8
0,0
Jan/03
48,2
1,6
n.d.
Jan 03
54,5
1,6
n.d.
Jan/04
0,0
5,7
0,0
P 17-B
Abr/02
Rib.
Campanha
P18
Abr/02
Rib. Jacaré
63
P19
Ribeirão
P 20
São Gerônimo
Série Nitrogenada (amônia, nitrito e nitrato) - Reservatório
Janeiro de 2002:
Os pontos do reservatório apresentaram em geral baixas concentrações para
todos os elementos da série nitrogenada, com a exceção dos pontos C02 e C07 ambos
com valores de nitrato acima dos 100,0 ug.L-1 de N-NO3 (Tab. 9).
Abril de 2002:
Em abril, os pontos C02 (fundo), C06, C07 e principalmente o ponto C10 (Balsa
de Gouveinha) se destacaram por apresentarem concentrações de nitrato superiores a
50,0 ug.L-1 de NO3. Ao contrário do observado em janeiro, a amônia foi detectada em
praticamente todos os pontos do reservatório com destaque para os pontos C02 (sup e
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
64
fundo), C05, C06, C07, C08 e C13 onde as concentrações foram sempre superiores a
40,0 ug.L-1 de N-NH4. Os nitritos apresentaram concentrações em geral menos elevadas
em abril. A maior concentração dessa espécie de nitrogênio, em abril, foi observada no
ponto C10 (Tab. 9).
Julho-Agosto de 2002:
A amônia experimentou uma redução generalizada em suas concentrações (C02,
C05, C06, C07, C08 e C13). As exceções ficaram por conta dos pontos C09 e C10 onde
a amônia aumentou suas concentrações em relação ao mês de abril de 2002. No ponto
C09, foi observada a maior concentração em relação a todas as coletas realizadas até
então dentro do reservatório, com um valor de 193,4 ug.L-1 de N-NH4 (Tab. 9). Os
nitritos aumentaram as suas concentrações em todos os pontos dentro do reservatório. A
faixa de variação para essa variável ficou entre 0,8 (C02, 70 m) e 6,4 (C09) ug.L-1 de
NO2.
Os nitratos foram o grande destaque dos pontos limnéticos do reservatório e
apresentaram aumentos em suas concentrações notáveis nessa excursão. Em todos esses
pontos (C02, C05, C06 e C07), as concentrações de nitrato sempre ficaram acima de
46,7 ug.L-1 de NO3.
É interessante notar que nos pontos dos braços (C08, C09, C10 e C13), os nitratos
nunca ultrapassaram a barreira dos 32 ug.L-1 de NO3.
Outubro de 2002:
Os valores de amônia sofreram ligeiros acréscimos em alguns pontos (C02, 0m,
C-06, C-07, C-08 e C-13). No ponto C-09 houve , porém, uma redução forte nos valores
de amônia que passou de 193,4 para 21,9 ug.L-1 de N-NH4.
Os nitritos não sofreram grandes altera~çoes e diminuíram ligeiramente suas
concentrações na maioria dos pontos dentro do reservatório (C-05, C-06, C-07, C-08 e
C-09). A faixa de variação para essa variável ficou entre 0,0 (C-02, 60 m) e 2,8 (C-10)
ug.L-1 de NO2.
Os nitratos sofreram uma redução nos pontos limnéticos do reservatório e a faixa
de variação para essa espécie de nitrogênio ficou entre 0,0 (C-02, C-05, C-06, C-08, C09 e C-13) e 16,5 ug.l-1.N-NO3 (C-10).
Janeiro de 2003:
Em janeiro, houve uma modificação importante na série nitrogenada nos pontos
limnéticos (Tab. 9). A amônia que praticamente não foi detectável na zona limnética do
reservatório em 2002, esteve presente em concentrações consideráveis nessa região um
ano mais tarde. Dessa forma, em janeiro de 2003, a amônia permaneceu no patamar 7080 ug.l-1 de N-NH3 em todos os pontos limnéticos do reservatório.
Os nitritos tiveram concentrações geralmente reduzidas nos pontos limnéticos do
reservatório, oscilando entre 1,1 e 9,6 ug.L-1 de NO2.
O nitrato também apresentou aumento de suas concentrações em vários pontos
limnéticos ao se comparar os meses de janeiro de 2002 e 2003. Esse aumento pode ser
constatado nos pontos C-05, C-06, C-08, C-09 e C13. Os pontos C-02, C07 e C-10
exibiram concentrações elevadas tanto em janeiro de 2002 quanto em janeiro de 2003.
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convênio Cemig/Fundep 4830-1
65
Dessa forma, considerando os dados de amônio e nitrato é possível afirmar que
houve um aumento da disponibilidade de nitrogênio inorgânico na zona limnética do
reservatório ao se comparar os meses de janeiro de 2002 e 2003.
Outubro de 2003:
As concentrações de amônio estiveram em níveis não detectáveis no reservatório
em outubro de 2003.
Os nitritos oscilaram entre 2,3 (C-07) e 6,7 (C-10) ug.L-1 de NO2.
Os nitratos foram detectados em quase todos os pontos de coletas e as
concentrações mais elevadas foram detectadas no ponto C-10 (44,1 ug.L-1 de NO2).
Fevereiro de 2004:
O íon amônio não foi detectado no reservatório em janeiro de 2004. Os nitritos
oscilaram entre 4,5 (C-13) e 6,3 ug.L-1 de NO2 (C-02, fundo). Os nitratos foram
detectados em concentrações mais elevadas apenas no ponto C-02 (fundo) quando
foram registrados 61,7 ug.L-1 de NO3. O ponto C-10 também apresentou uma
concentração relativamente elevada (44,1 ug.L-1 de NO3) nesse período.
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66
Tab. 9 - Concentrações da série nitrogenada no reservatório de São Simão em janeiro
de 2002 (continuação). Pontos do reservatório.
Amônia
Nitrito
Nitrato
Reservatório Código
Data
(ug.L-1 N(ug.L-1 N(ug.L-1 NNH4)
NO2)
NO3)
Barragem
C02
Eixo Central
com Braço Rio C05
Alegre
Eixo Central
com braço Rio
C06
Jan/02
0,0
18,4
104,1
Abr/02
50,8 (sup)
48,4 (50 m)
1,5 (sup)
0,0 (50 m)
0,0 (sup)
68,4 (50 m)
Jul/02
13,9 (sup)
15,6 (70 m)
1,6 (sup)
0,8 (70 m)
46,7 (sup)
85,6 (70,0)
Out/02
24,6 (0m)
13,0 (60 m)
1,6 (0m)
0,0 (0m)
0,0 (60,0 m) 0,0 (60,0)
Jan/03
72,5 (0 m)
72,2 (60 m)
5,31 (0 m)
4,12 (60 m)
62,3 (0 m)
37,5 (60 m)
Out/03
0,0 (0 m)
0,0 (60 m)
4,25 ( 0 m)
2,55 (60 m)
11,0 (0 m)
8,8 (60,0 m)
Jan/04
0,0 (0 m)
0,0 (60 m)
5,9 (0 m)
6,3 (60 m)
2,22 (0m)
61,7 (60m)
Jan/02
0,0
0,0
0,0
Abr/02
44,2
0,7
7,7
Jul/02
14,4
2,1
78,3
Out/02
14,6
1,5
0,0
Jan/03
75,4
1,1
50,0
Out/03
0,0
4,6
0,0
Jan/04
0,0 (0 m)
0,0 (38 m)
4,8 (0 m)
6,0 (38 m)
13,2 (0 m)
17,6 (38 m)
Jan/02
n.d.
Nd
n.d.
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Preto
Eixo Central
com braço do
Rio S.
Francisco
Ponte Rio dos
Bois
C07
C08
Abr/02
45,9
0,3
57,4
Jul/02
16,3
2,6
49,1
Out/02
21,9
2,3
0,0
Jan/03
70,8
2,6
37,5
Out/03
0,0
4,90
4,4
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/02
0,0
17,5
115,4
Abr/02
52,8
1,7
51,9
Jul/02
17,0
3,2
66,2
Out/02
18,9
2,7
12,2
Jan/03
71,1
3,5
83,0
Out/03
0,0
2,29
8,8
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/02
n.d.
n.d.
n.d.
Abr/02
56,1
0,9
0,0
Jul/02
44,2
1,6
2,8
Ricardo Pinto-Coelho
Balsa braço
Tijuco/Prata
(Ipiaçú)
Balsa de
Gouveinha
C09
C10
convênio Cemig/Fundep 4830-1
68
Out/02
44,3
1,4
0,0
Jan/03
77,4
3,7
37,5
Out/03
0,0
5,2
0,0
Jan/04
0,0
5,7
0,0
Jan/02
0,0
19,4
0,0
Abr/02
22,4
2,6
14,0
Jul/02
193,4
6,4
14,4
Out/02
79,7
9,6
0,0
Jan/03
80,1
4,7
49,9
Out/03
0,0
6,5
0,0
Jan/04
0,0
5,9
13,2
Abr/02
12,6
2,2
137,7
Jul/02
36,7
2,7
31,8
Out/02
20,8
2,8
16,5
Jan/03
72,9
9,6
95,4
Out/03
0,0
6,7
44,1
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Balsa Cach.
Dourada (Rio
Paranaíba)
Praia de São
Simão
C13
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69
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/02
0,0
17,8
0,0
Abr/02
54,8
0,0
16,0
Jul/02
23,9
1,8
20,2
Out/02
74,7
2,6
0,0
Jan/03
71,5
7,2
62,3
Out/03
0,0
3,6
26,4
Jan/04
0,0
4,5
13,2
Jan/04
0,0 (0 m)
0,0 (20 m)
8,3 ( 0 m)
4,5 (20 m)
0,0 (0 m)
0,0 (20 m)
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70
Perfil da Série Nitrogenada no Reservatório (ponto C5 Barra do Rio
Alegre)
Em janeiro de 2003, foram realizadas coletas ao longo de um perfil em um ponto
considerado representativo das condições gerais de qualidade de água no reservatório de
São Simão. O ponto escolhido foi o ponto C-05 localizado na Barra do Rio Alegre com
cerca de 36 metros de profundidade. Foram amostrados 11 pontos cobrindo a coluna de
água do ponto escolhido.
Tabela 9 B–A Concentrações da série nitrogenada em um perfil ao longo da coluna de
água no ponto C-05, Barra do Rio Alegre no Reservatório de São Simão.
Prof (m)
1 0,0
2 1,0
3 2,0
4 3,0
5 4,0
6 5,0
7 6,0
8 9,0
9 12,0
10 15,0
11 30,0
Amônia
75,4
74,8
74,8
74,6
74,6
74,6
73,3
74,3
75,6
80,8
83,4
Nitrito
1,1
0,6
0,5
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Nitrato
50,0
46,2
57,7
38,5
57,7
62,3
62,3
66,4
62,3
45,7
66,4
Os dados de concentrações da série nitrogenda obitdos ao longo do perfil
representado na Tab. 9-B não deixam dúvidas no sentido de que existe uma grande
homogenidade físico-quíimca na coluna de água no reservatório de São Simão. A
existência de nitrato próximo ao fundo do ponto e a inexistência de um gradiente de
amônio com aumento dessa espécie de nitrogênio no fundo do ponto C-05 demonstram
- de modo inequívoco - a boa disponibilidade de oxigênio dissolvido em toda a coluna
de água o que já foi demonstrado nas tabelas 2 a 5. Esse fato contrasta de modo agudo
com muitos reservatórios tropicais mesmo aqueles de grande porte e confere um caráter
muito particular ao reservatório de São Simão.
Os cartogramas de amônio, fósforo total e de sólidos totais estão representandos
nas figuras 11 A, 11B e 11C, respectivamente. Eles foram elaborados a partir do mapa
que mostra os pontos de coleta. Neles estão representados os valores encontrados, para a
respectiva variável, nos seguintes períodos: Janeiro, Abril, Julho e Outubro de 2002,
Janeiro e Outubro de 2003 e Fevereiro de 2004.
Os cartogramas a seguir ( Figura 11A) a seguir ilustram as distribuições
espaciais do íon amônio no reservatório e principais tributários. É de se notar que nas
últimas excursões (outubro de 2003 e fevereiro de 2004) as concentrações desse íon
estiveram praticamente abaixo do limite de detecção do método.
Ricardo Pinto-Coelho
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Figura 11 A - Distribuição espacial das concentrações de amônio no reservatório de São Simão e seus principais tributários em
diferentes épocas do ciclo sazonal.
71
Ricardo Pinto-Coelho
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72
Fósforo (Tributários)
Janeiro de 2002:
Todos os tributários do reservatório de São Simão apresentaram concentrações
geralmente elevadas de fósforo total ( 49,5 a 639,9 ug.L-1 P-PO4). Nos tributários do lado
goiano (Mateira, Alegre, Preto, São Francisco, Meia Ponte), as concentrações de fósforo
total foram sempre superiores a 100,0 ug.L-1. Do lado mineiro, tiveram destaque o córrego
dos Bois (P14) e o Rio dos Patos (P15). Deve-se igualmente merecer destaque o fato de que
o fósforo solúvel foi particularmente baixo (< 40,0 ug.L-1) em quase todos os pontos ,
excetuando os pontos do lado mineiro P14 e P15 (Tab. 10).
Abril de 2002:
As concentrações de fósforo total sofreram amplo decréscimo em abril em quase
todos os tributários. As reduções mais conspícuas foram observadas nos pontos P02 Mateira (de 216,0 para 48,8 ug.L-1 de P-PO4), P03- Alegre (de 132,6 para 53,8 ug.L-1 de PPO4), P04 –Preto (de 343,1 para 50,2 ug.L-1 de P-PO4), P05 – São Francisco (de 200,0 para
46,7 ug.L-1 de P-PO4), P11- Meia Ponte (de 230,5 para 43,9 ug,L-1 de P-PO4) e P15- Patos
(de 152,6 para 62,2 ug.L-1 de P-PO4).
De modo análogo ao observado em abril, as concentrações de fósforo solúvel
estiveram sempre bem menores, abaixo de 50% do fósforo total na maioria dos casos.
Julho de 2002:
O fósforo total experimentou uma redução sazonal generalizada - e sem exceções de suas concentrações em todos os tributários (P0, P2, P3, P4, P5, P11, P14A, P15, P16,
P17, P18 e P19). A faixa de variação para essa variável ficou entre 11,1 (P0) e 60,9 (P14A)
ug.L-1 de P-PO4.. Os pontos P11 e P15 também registraram concentrações relativamente
elevadas para o fósforo total com valores sempre acima de 30,0 ug.L-1 de P-PO4 Uma
tendência similar mas muito menos acentuada pode ser constatada para o fósforo solúvel. A
faixa de variação para o fósforo solúvel oscilou entre 6,9 e 26,7 ug.L-1 de P-PO4.
Outubro de 2002:
Uma das tendências mais “firmes” encontradas dentre os tributários no mês de
outubro de 2002 foi o aumento quase que generalizado observado nas concentrações de
fósforo total nos diversos pontos de coletas nos tributários (P-00, P-02, P-03, P-04, P-05,
P-11, P-15, P-16, P18). Em alguns casos, esse aumento correspondeu a um aumento de
cerca 50% nas concentrações (P-00, P-05 e P-19). Redução dos níveis de P-total foi
observada em apenas um ponto, P-14 A.
O fósforo dissolvido, apresentou uma tendência inversa, de redução de suas
concentrações que pode ser observada nos pontos P-00, P-03, P-05, P-11, P-14 A, P-16, P17 e P-18. A faixa de variação observada foi de 1,5 (P-11) a 32,2 (P-15) ug.l-1 de P-PO4.
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73
Janeiro de 2003:
Considerando os dados de fósforo nos tributários em janeiro de 2002 e os meses
subseqüentes, esperava-se uma repetição do padrão típico de aumento nas suas
concentrações durante a estação chuvosa de 2003. Esse aumento pode ser constatado em
janeiro de 2003 se comparamos esses dados com aqueles obtidos em outubro de 2002.
Entretanto, ao compararmos os meses de janeiro de 2002 e janeiro de 2003, constata-se que
as concentrações em 2003 não atingiram os níveis verificados em 2002. As concentrações
de P-total nos tributários de São Simão em janeiro de 2003 variaram de 4,6 a 178,0 ug.l-1
de P-PO4. Como se vê, os valores máximos de P-total estiveram bem abaixo dos valores
tais como 216,8 (P-02) ou dos 343,1 (P-04) ou 639,1 (P-14) ) ug.l-1 de P-PO4. observados
em janeiro de 2002.
De forma análoga ao que foi obseervado anteriormente, as concentrações de Psolúvel estiveram baixas oscilando entre 1,8 (P-00) e 38,0 (P-20) ug.l-1 de P-PO4. A
exceção a esse padrão foi o ponto P-15 que apresentou 78,5 ) ug.l-1 de P-PO4.
Outubro de 2003:
Não houve coletas nos tributários em outubro de 2003.
Fevereiro de 2004:
O fósforo total variou amplamente entre os tributários na coleta de fevereiro de
2004 mas as concentrações nos tributários do lado de Minas Gerais foram nitidamente mais
elevadas. Do lago goiano, as concentrações variaram entre 16,2 ug.l-1 de P-PO4 (rio
Paranaíba a jusante do reservatório, coleta feita do lado de Goiás) a 82,8 ug.l-1 de P-PO4 no
rio Meia Ponte (P-11).
Do lado de Minas Gerais as concentrações de P-total variaram entre 60,5 ug.l-1 de PPO4 no rio dos Patos (P-15) e 100,0 ug.l-1 de P-PO4 , observados no rio Tijuco (P-17).
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74
Fósforo (Reservatório)
Janeiro de 2002:
Em contraste com a situação dos tributários, as concentrações de fósforo ficaram em
patamares bem mais reduzidos no corpo central da represa (C-02, C-05, C-06 e C-07).
Nessas regiões a maior concentração de fósforo total não ultrapassou os 40 ug.L-1 (ponto
C-07) (Tab. 11). Nos braços do reservatório, sob a influência direta dos tributários, as
concentrações de fósforo estiveram mais elevadas, como por exemplo, no ponto C09, braço
sob a influência dos rios Tijuco e Prata, na balsa de Ipiaçú, em região próxima a um grande
projeto de suinocultura (107 ug.L-1 de P-PO4 total).
Abril de 2002:
As concentrações de fósforo total no reservatório mantiveram-se baixas variando
entre 13,8 ug.L-1 de P-PO4 (Ponto C-02, barragem) e 46,0 ug.L-1 de P-PO4 (Ponto C-13,
Balsa de Cachoeira Dourada). As concentrações de fósforo solúvel variaram numa faixa
bem estreita, entre 8,0 ug.L-1 e 12, 8 ug.L-1 de P-PO4 , sem um padrão espacial definido.
Julho de 2002:
A mesma tendência já observada nos tributários, ou seja, uma redução generalizada
e sem exceções das concentrações, foi observada no reservatório para o fósforo total. A
faixa de variação para essa variável ficou entre 11,3 (C-06) e 16,7 (C-13) ug.L-1 de P-PO4.
Outro fato importante a destacar é a tendência firme de ocorrerem sempre menores
concentrações de fósforo total dentro do reservatório. O fósforo solúvel apresentou como
era de se esperar um faixa estreita de variação entre todos os pontos de coletas, oscilando
entre 2,7 (C06) e 6,1 ug.L-1 de P-PO4 (C-13).
Outubro de 2002:
O fósforo total em outubro de 2002 experimentou um aumento generalizado e sem
exceções em todos os pontos de coletas. A faixa de variação para esse fator variou entre
16,6 (C-05 e C-06) e 28,3 (C-08) ug.l-1 P-PO4. O fósforo solúvel, ao contrário, sofreu uma
redução de seus valores na grande maioria dos pontos limnéticos amostrados (C-02, C-05,
C-06, C-08, C-09 e C-13).
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75
Janeiro de 2003:
Talvez o padrão mais interessante de todo esse relatório refere-se a grande redução
na disponibilidade de fósforo total nos pontos limnéticos do reservatório observada em
janeiro de 2003 (comparando-se com janeiro e outubro de 2002) e a ausência de
florescimento de cianobactérias nesse período. A redução foi observada em todos os pontos
limnéticos do reservatório, ou seja, pontos C-02, C-05, C-06, C-09, C-10 e C13. Somente o
ponto C-08 apresentou um discreto aumento do P-total em janeiro de 2003. A faixa de
oscilação do P-total em janeiro de 2003 ficou entre 3,7 (C-02) e 61,6 (C-08) ug.l-1 P-PO4. O
P-solúvel oscilou entre 0,0 (C-05) e 17,7 (C-09) ug.l-1 P-PO4.
Outubro de 2003:
Houve, em outubro de 2003, uma tendência para concentrações mais elevadas de
fósforo à montante do reservatório. As concentrações de P-total variaram entre 7,1 e 24,2
ug.l-1 de P-PO4 registrados, respectivamente nos pontos C-02 e C-13. O fósforo solúvel
variou entre 0,0 e 10,6 ug.l-1 de P-PO4 registrados, respectivamente nos pontos C-02 e C10.
Fevereiro de 2004:
A amplitude de variação do P-total foi de 7,0 (C-02, 60 m) a 48,0 ug.l-1 de P-PO4
(C-08) e o fósforo solúvel oscilou entre 0,8 (C-05 e C-14) a 8,5 (C-08) ug.l-1 de P-PO4.
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Tab. 10 - Concentrações de fósforo solúvel e fósforo total nos tributários do reservatório de
São Simão, em janeiro de 2002.
Ponto de
Coletas Tributários
Rio Paranaíba
(jusante)
Rib. Mateira
Código
P00
P02
Data
Fósforo Solúvel Fósforo Total
(ug.L-1 P-PO4) (ug.L-1 P-PO4)
Jan/02
21,9
13,7
Abr/02
14,4
46,0
Jul/02
6,9
11,1
Out/02
3,2
23,8
Jan/03
1,8
4,6
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
3,2
16,2
Jan/02
17,8
216,8
Abr/02
15,2
48,8
Jul/02
12,7
23,8
Out/02
16,3
38,8
Jan/03
13,7
150,5
Out/03
n.d.
n.d.
Ricardo Pinto-Coelho
Rio Alegre
Rio Preto
P03
P04
convênio Cemig/Fundep 4830-1
77
Jan/04
6,2
31,4
Jan/02
12,9
132,6
Abr/02
15,9
53,8
Jul/02
11,0
31,7
Out/02
8,5
41,4
Jan/03
11,3
99,3
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
13,1
29,9
Jan/02
38,9
343,1
Abr/02
18,3
50,2
Jul/02
18,5
44,3
Out/02
25,9
56,5
Jan/03
16,2
133,7
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
18,7
44,0
Ricardo Pinto-Coelho
Rio São
Francisco
Rio Meia Ponte
Córrego dos
Bois (Sta.
Vitória)
P05
P11
P14
convênio Cemig/Fundep 4830-1
78
Jan/02
37,2
200,0
Abr/02
10,4
46,7
Jul/02
16,0
23,8
Out/02
5,8
39,5
Jan/03
28,4
178,1
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
18,7
57,5
Jan/02
29,3
230,5
Abr/02
17,5
43,9
Jul/02
16,8
33,3
Out/02
1,5
36,2
Jan/03
28,4
94,3
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
18,7
82,8
Jan/02
278,8
639,9
Ricardo Pinto-Coelho
Invernada
Rio dos Patos
Rio da Prata
convênio Cemig/Fundep 4830-1
79
Abr/02
23,1
86,3
Jul/02
33,4
60,9
Out/02
3,2
49,3
Jan/03
24,3
65,6
Jan/02
57,2
152,6
Abr/02
11,2
62,2
Jul/02
26,7
43,5
Out/02
32,2
66,9
Jan/03
78,5
149,3
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
44,0
60,5
Jan/02
n.d.
105,3
Abr/02
18,3
36,5
Jul/02
8,5
29,1
Out/02 (antes
das chuvas)
4,1
36,2
P14 a
P15
P16
Ricardo Pinto-Coelho
Rio Tijuco
Rio Tijuco
(Nestlé – ETE)
Rio Tijuco
(Zona Rural)
P 17
P 17-A
P17-B
convênio Cemig/Fundep 4830-1
80
Out/02 (após as
chuvas)
33,8
80,7
Jan/03
9,4
32,2
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
17,2
94,8
Jan/02
n.d.
49,5
Abr/02
10,4
52,3
Jul/02
11,0
36,8
Out/02
3,2
37,5
Jan/03
11,0
15,7
Out/03
n.d.
n.d.
Jan/04
13,4
100,0
Jul/02
38,3
79,1
Out/02
3,2
61,1
Jan/03
n.d.
n.d.
Out/02
7,6
54,5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
81
Jan/03
10,2
24,6
Abr/02
12,0
41,7
Jul/02
7,7
17,5
Out/02
3,2
29,7
Jan/03
12,9
49,0
Abr/02
14,4
46,0
Jul/02
12,7
20,6
Out/02
19,2
39,5
Jan/03
17,0
116,1
Jan/03
38,0
85,1
Jan/04
50,0
70,9
Corr. Campanha P18
Corr. Jacaré
Rib. São
Gerônimo
P19
P 20
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
82
Tab. 11 - Concentrações de Fósforo solúvel e fósforo total na região central do reservatório
de São Simão, em janeiro de 2002 (continuação).
Reservatório
Barragem
Eixo Central
com Braço Rio
Alegre
Código
C02
C05
Data
Fósforo Solúvel Fósforo Total
(ug.L-1 P-PO4) (ug.L-1 P-PO4)
Jan/02
10,4
10,6
Abr/02
12,8
13,8
Jul/02
6,9
12,1
Out/02
1,5
20,5
Jan/03
2,3 (0 m)
0,6 (60,0 m)
3,7 (0 m)
1,2 (60 m)
Out/03
0,0 (0 m)
1,5 (60 m)
7,1 (0 m)
10,4 (60 m)
Jan/04
0,9 (0 m)
4,7 (60 m)
23,0 (0 m)
7,0 (60 m)
Jan/02
10,4
24,2
Abr/02
8,0
17,7
Jul/02
3,6
13,0
Out/92
1,5
16,6
Jan/03
0,0
Xx
Out/03
3,9
23,4
Ricardo Pinto-Coelho
Eixo Central
com braço Rio
Preto
C06
Eixo Central
com braço do
C07
Rio S. Francisco
convênio Cemig/Fundep 4830-1
83
Jan/04
0,8 (0 m)
0,8 (38 m)
7,8 (0 m)
11,6 (38 m)
Jan/02
n.d.
n.d.
Abr/02
10,4
17,7
Jul/02
2,7
11,3
Out/02
1,5
16,6
Jan/03
2,3
6,2
Out/03
10,2
11,2
Jan/04
n.d.
n.d.
Jan/02
17,8
40,0
Abr/02
12,8
17,7
Jul/02
5,2
11,3
Out/92
21,5
17,2
Jan/03
5,5
13,0
Out/03
8,6
11,2
Jan/04
n.d.
n.d.
Ricardo Pinto-Coelho
Ponte Rio dos
Bois
Balsa braço
Tijuco/Prata
convênio Cemig/Fundep 4830-1
84
Jan/02
16,2
44,2
Abr/02
8,8
35,4
Jul/02
5,2
12,7
Out/02
1,5
28,3
Jan/03
15,3
61,6
Out/03
3,1
17,7
Jan/04
8,5
48,3
Jan/02
n.d.
107,4
Abr/02
11,2
22,6
Jul/02
5,2
13,5
Out/02
3,0
19,8
Jan/03
17,7
25,6
Out/03
7,0
8,8
Jan/04
3,9
29,9
Abr/02
9,6
25,0
C08
C09
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
85
Jul/02
5,2
13,5
Out/02
17,2
23,1
Jan/03
8,0
17,0
Out/03
10,6
13,6
Jan/04
n.d.
n.d.
Jan/02
11,2
10,6
Abr/02
10,4
46,0
Jul/02
6,1
16,7
Out/02
1,5
27,0
Jan/03
0,0
9,6
Out/03
8,6
24,2
Jan/04
0,9
19,2
Jan/04
0,8 (0 m)
0,8 (20 m)
10,0 (0 m)
5,5 (20 m)
Balsa Gouveinha C10
Balsa Cach.
Dourada (Rio
Paranaíba)
Praia de São
Simão
C13
O cartograma a seguir (Fig. 11B), ilustra a disposição espacial dos valores de
fósforo total, determinados nos diferentes pontos de coletas do reservatório de São Simão
bem como alguns de seus principais tributários. Ele ilustra o fato de que o aporte de fósforo
foi nitidamente maior em janeiro de 2002 quando foram detectado um extensivo
florescimento de cianobactérias em várias regiões do reservatório.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Figura. 11 B- Distribuição espacial das concentrações de fósforo total no reservatório de São Simão e seus principais tributários em
difeentes épocas do ciclo sazonal. Observar que ao período de maior aporte de fósforo via tributários corresponteu o período de
ocorrência de florescimento de cianobactérias no reservatório (janeiro de 2002).
86
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
87
Perfil de Fósforo no Reservatório (ponto C5 Barra do Rio Alegre)
Em janeiro de 2003, foi realizado um perfil em um ponto considerado representativo
das condições gerais de qualidade de água no reservatório de São Simão. O ponto escolhido
foi o ponto C-05 localizado na Barra do Rio Alegre com cerca de 36 metros de
profundidade. Foram amostrados 11 pontos cobrindo a coluna de aágua do ponto escolhido.
Tabela 11 –A Concentrações de fósforo solúvel e fósforo total em um perfil ao longo da
coluna de água no ponto C-05, Barra do Rio Alegre no Reservatório de São Simão.
Prof (m)
1 0,0
2 1,0
3 2,0
4 3,0
5 4,0
6 5,0
7 6,0
8 9,0
9 12,0
10 15,0
11 30,0
P-solúvel
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
3,8
3,8
3,8
P-total
5,2
12,5
12,5
7,6
11,7
11,7
15,7
n.d.
9,2
6,0
20,5
As concentrações de P-total não foram tão homogêneas na coluna como aquelas
observadas para a série nitrogenada. Elas variaram entre 5,2 e 20,5 ug.l-1 P-PO4 na coluna e
as concentrações de P-solúvel variaram entre 0,0 e 3,8 ug.l-1 P-PO4.
A figura 11-B ilustra as distribuições espaciais dos valores de fósforo total nos
tributários e no reservatório de São Simão. Observa-se claramente uma tendência sazonal
para maiores concentrações de fósforo total durante a estação chuvosa. O estudo também
mostrou que as concentrações maiores de P-total ocorreram durante as chuvas de 2002
quando foi também detectado uma extensa floração de cianobactérias no reservatório,
especialmente no ponto C-09. Outro ponto a se destacar refere-se ao fato de que nos rios de
Goiás apresentaram maiores concentrações de P-total em geral.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
88
Sólidos em Suspensão, turbidez e clorofila-a (Tributários)
Janeiro de 2002:
Todos os tributários do reservatório de São Simão trouxeram expressivas
quantidades de material em suspensão para o reservatório (Tab. 12). Os valores de sólidos
totais nos tributários a montante do reservatório oscilaram entre 17,1 (Ponto P03, Rio
Alegre) e 159,2 (P11, rib. Meia Ponte). Quantidades expressivas de sólidos em suspensão
(> 70 mg.L-1) foram registradas nos tributários goianos: P02-Mateira, P05-R. São Francisco
e P11-Meia Ponte. Entretanto, os pontos P16- Rio da Prata e P17- Rio Tijuco, não
amostrados em janeiro, provavelmente continham concentrações elevadas de sólidos. Os
valores de clorofila-a nos tributários ficaram, de modo esperado, em níveis muito baixos
(1,39 a 3,2 ug.L-1 de clorofila-a).
Abril de 2002:
Em abril, os valores de sólidos totais variaram numa faixa estreita, entre 6,0 (ponto
P00- Rio Paranaíba) e 22,8 mg.L-1 (P11 – R. Meia Ponte) (Tab. 12). Assim como o que já
foi observado para o fósforo total, houve um decréscimo dos valores de sólidos totais em
abril na maioria dos tributários do reservatório. As reduções foram mais expressivas nos
pontos P02- córrego Mateira (de 71,7 para 14,5 mg.L-1), P04- rio Preto (de 52,0 para 17,5
mg.L-1), P 05 - rio S. Francisco (de 151,1 para 15,3 mg.L-1), rio Meia Ponte (de 159,2 para
22,8 mg.L-1).
Os teores de sólidos orgânicos variaram entre 1,9 mg.L-1 (ponto P00 – Rio
Paranaíba) e 4,9 mg.L-1 (P11 – Rio Meia Ponte). As maiores concentrações de sólidos
orgânicos foram detectadas, além do ponto acima, nos pontos P03 (rio Alegre), P04 (rio
Preto), P05 (rio São Francisco), P14a (córrego Invernada), P17 (rio Tijuco), e P18 (córrego
Campanha). Em todos esses pontos, concentrações acima de 3,0 mg.L-1 foram anotadas
(Tab. 12).
Os teores de clorofila-a continuaram baixos em todos os tributários. O único
tributário que apresentou valores de clorofila-a detectáveis foi o ponto P15 - rio dos Patos,
com 2,4 ug.
L-1.
Julho-Agosto de 2002:
Os sólidos totais sofreram uma grande redução de seus valores nos pontos P02, P03,
P04, P05, P11, P14A, P17, P18 e P19 (Tab. 12). Como exemplo, citamos o ponto P11, rio
Meia Ponte que em janeiro exibiu 159,2 mg.l-1, passou para 15,3 mg.l-1 em abril e atingiu
um mínimo de 3,7 mgl-1 em julho de 2002. Tendência inversa foi, no entanto, observada
nos pontos P0 (jusante da barragem) e P16 (rio da Prata). Os sólidos orgânicos oscilaram
entre 0,5 (P02) e 5,6 (P00) mg.l-1 existindo uma tendência sazonal também de declínio na
maioria dos pontos, excetuando, novamente, os pontos P0 e P16. A clorofila-a permaneceu
abaixo do limite de detecção em todos os pontos, com exceção do rio Alegre (P3).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
89
Outubro de 2002:
Os sólidos totais sofreram uma redução generalizada de suas concentrações em
outubro. Essa tendência foi observada nos pontos: P-00, P-03, P-04, P05, P-11, P-15, P-16,
P-17 A, P-18 e P19. A faixa de variação desse fator foi: 1,9 (P-05) a 13,5 (P-17) mg.l-1. Os
sólidos totais também sofreram redução nos pontos P-00, P-04, P-11, P-16, P-17A, P-18 e
P19. A amplitude observada foi: 0,8 (P-18) a 3,8 (P-17) mg.l-1.
A turbidez foi medida, pela primeira vez, em outubro de 2002. A faixa de amplitude
ficou entre: 5,1 (P-00) e 92,8 (P-17B) NTU. Os rios com as maiores leituras de turbidez
(>20,0 NTU) foram: Tijuco (P-03, P-04, P-14A, P-15, P-16, P17B e P-19).
A clorofila somente foi detectada no ponto P-14 A.
Janeiro de 2003:
Houve um notável aumento nos teores de sólidos totais, como seria de se esperar,
comparando os dados de janeiro de 2003 com os dados de outubro de 2002. Ao se
comparar os dois períodos de janeiro de 2002 e 2003 observa-se também um aumento nos
teores de sólidos totais em vários pontos tais como P-02, P-03, P-04, P-05. A faixa de
oscilação desse fator ficou entre 0,0 (P-00) e 224,0 (P-02) mg.l-1.
A turbidez também sofreu um acréscimo em todos os pontos de coletas ao
comparar-se os meses de outubro e janeiro. A faxia de variação ficou entre 11,21 (P-00) e
600,0 (P-05) NTU.
A clrofila-a apresentou-se em baixas concentrações em todos os tributários e teve
uma faixa de variação entre 0,0 (P-00) e 3,8 (P-17) ug.l -1.
Outubro de 2003:
Não houve coletas nos tributários em outubro de 2003.
Fevereiro de 2004:
Do lago goiano, os teores de sólidos em suspensão nos tributários oscilaram entre
21,3 mg.l-1 (P-02, rio Mateira) a valores maiores do que 100,00 mg.l-1 nos rios Preto P-04
(173,0 mg.l-1) e P-11 Meia Ponte (127,6 mg.l-1). Em Minas Gerais, os tributários exibiram
concentrações de sólidos totais variando entre 24,3 mg.l-1 (P-15, rio dos Patos) e 120,0
mg.l-1 (P-17, rio Tijuco).
Os teores de sólidos orgânicos oscilaram entre 4,8 (P-03, rio Alegre) e 34,0 mg.l-1
(P-04, rio Preto). É de destacar-se que tal amplitude foi verificada em rios contíguos do
lado goiano e sugere que as diferenças do uso do solo podem causar profundas
modificações na qualidade de água em rios muito próximos entre si. O rio Preto, por
exemplo, possivelmente recebe fontes pontuais de poluição associadas à cidade de
Quirinópolis (GO).
A turbidez nos rios goianos variou de 8,49 NTU (P-00 rio Paranaíba, lado goiano)
passando por valores muito elevados da ordem de 200,0 NTU resgistrados nos rios Preto
(P-04), São Francisco (P-05) e chegou ao valor máximo de 321,0 NTU registrado no rio
Meia Ponte (P-11). Em Minas Gerais, a turbidez dos tributários do reservatório de São
Simão oscilou entre 74,0 NTU (P-15, rio dos Patos) e 284,0 NTU (P-17, rio Tijuco). Os
rios Prata e São Gerônimo também exibiram valores altos (> 100 NTU) para a turbidez.
A clorofila-a permanceu com valores abaixo de 5,0 ug.l-1 em todos os tributários
amostrados.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
90
Tab. 12 - Concentrações de sólidos em suspensão, unidades NTU de turbidez e clorofila-a
nos principais tributários do reservatório de São Simão (MG/GO). A turbidez começou a
ser medida regularmente somente a partir de outubro de 2003.
Ponto de
Coletas Tributários
Código
Rio Paranaíba
P00
(jusante)
Rib. Mateira
P02
Data
Sólidos
Totais
(mg.L-1)
Sólidos
Orgânicos
(mg.L-1)
Turbidez
(NTU)
Jan/02
5,2
n.d.
n.d.
1,39
Abr/02 6,0
1,9
n.d.
0,0
Jul/02
5,60
n.d
0,0
Out/02 4,9
2,2
5,1
0,0
Jan/03
0,6
11,21
n.d.
Out/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
n.d.
n.d.
8,49
0,0
Jan/02
71,7
n.d.
n.d.
0,0
Abr/02 14,5
3,4
n.d.
0,0
Jul/02
2,1
0,5
n.d.
0,0
Out/02 3,3
1,3
18,4
0,0
Jan/03
42,5
473,0
0,6
22,7
37,2.
77,8
Clorofila-a
(ug.L-1)
Ricardo Pinto-Coelho
Rio Alegre
Rio Preto
P03
P04
convênio Cemig/Fundep 4830-1
91
Out/03 n.d.
n.d.
Jan/04
21,3
5,3
37,9
4,0
Jan/02
17,1
n.d.
n.d.
1,28
Abr/02 17,8
4,1
n.d.
0,0
Jul/02
5,8
1,5
n.d.
1,3
Out/02 3,5
1,5
22,1
0,0
Jan/03
41,3
9,3
139,0
0,0
Out/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
17,8
4,8
44,8
0,0
Jan/02
52,0
n.d.
n.d.
2,92
Abr/02 17,5
3,6
n.d.
0,0
Jul/02
9,0
1,9
n.d.
0,0
Out/02 5,6
1,3
25,9
0,0
Jan/03
28,0
500,0
3,8
n.d.
n.d.
n.d.
83,0
Out/03 n.d
n.d.
Ricardo Pinto-Coelho
Rio São
Francisco
Rio Meia
Ponte
P05
P11
convênio Cemig/Fundep 4830-1
92
Jan/04
173,0
34,0
207,0
2,1
Jan/02
151,1
n.d.
n.d.
3,20
Abr/02 15,3
3,6
n.d.
0,0
Jul/02
3,7
1,0
n.d.
0,0
Out/02 1,9
1,5
16,4
0,0
Jan/03
87,4
53,3
600,0
3,2
Out/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
84,4
17,6
213,0
0,0
Jan/02
159,2
n.d.
n.d.
0,0
Abr/02 22,8
4,9
n.d.
0,0
Jul/02
8,3
2,0
n.d.
0,6
Out/02 8,1
1,7
7,3
0,0
Jan/03
97,4
13,8
133,0
0,6
Out/03 n.d.
n.d.
Jan/04
21,9
127,6
n.d.
321,0
3,1
Ricardo Pinto-Coelho
Córrego dos
Bois (Sta.
Vitória)
Corr.
Invernada
P14
Jan/02
93
25,8
n.d.
n.d.
0,0
Abr/02 14,5
3,4
n.d.
n.d.
Jul/02
8,6
2,7
n.d.
0,0
Out/02 n.d.
n.d.
50,4
1,1
Jan/03
64,8
3,4
65,4
1,9
Jan/02
24,4
n.d.
n.d
0,0
Abr/02 6,0
1,9
n.d.
2,4
Jul/02
9,0
2,0
n.d.
0,0
Out/02 4,9
2,2
30,4
0,0
Jan/03
13,0
6,4
173,0
3,2
Out/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
6,5
74,1
3,2
Abr/02 9,0
2,4
n.d.
0,0
Jul/02
4,6
n.d.
0,0
2,2
10,3
0,0
P14 a
Rio dos Patos P15
Rio da Prata
convênio Cemig/Fundep 4830-1
P16
24,3
21,3
Out/92 3,3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Jan/03
Rio Tijuco
Rio Tijuco
(Nestlé –
ETE)
Rio Tijuco
(Zona Rural)
Corr.
Campanha
94
80,4
17,6
186,0
3,2
Out/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
18,8
203,0
0,0
Abr/02 15,0
3,6
n.d.
0,0
Jul/02
1,0
n.d
0,0
Out/02 13,5
3,8
10,2
0,0
Jan/03
80,0
11,7
191,0
3,8
Out/03 n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/04
120,0
22,9
284,0
0,0
Jul/02
7,3
1,9
n.d.
0,0
Out/02 4,2
1,0
15,2
0,0
Jan/03
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Out/02 n.d.
n.d.
92,8
n.d
Jan/03
18,6
230,0
3,2
3,9
n.d.
0,0
88,8
2,3
P17
P 17 -A
P 17- B
P18
42,6
Abr/02 16,0
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Jul/02
Corr. Jacaré
Rib. São
Gerônimo
4,10
95
1,0
n.d.
0,0
Out/02 3,3
0,8
11,9
0,0
Jan/03
13,0
334,0
3,2
Abr/02 9,0
2,6
n.d.
0,0
Jul/02
5,0
1,3
n.d.
0,0
Out/02 3,5
0,8
26,2
0,0
Jan/03
40,9
18,5
282,0
1,3
Jan 03
22,2
2,8
46,0
0,0
Jan/04
36,3
8,3
116,0
0,0
50,0
P19
P 20
Observação: A turbidez começou a ser medida regularmente somente a partir de outubro
de 2003.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
96
Sólidos em Suspensão, turbidez e clorofila-a (Reservatório)
Janeiro de 2002
Os valores de sólidos totais estiveram bem mais baixos no reservatório onde essa
variável atingiu o valor máximo de apenas 24,1 mg.L-1 (Ponto C05) (Tab. 13). Em relação à
clorofila-a, teve destaque o ponto C09, balsa de Ipiaçú, região de intenso bloom algal, com
um valor de clorofila-a de 137,3 ug.L-1.
Abril de 2002
O reservatório apresentou em abril concentrações baixas de sólidos totais (Tab. 13).
A faixa de variação para esse parâmetro ficou entre 5,0 mg.L-1 (reservatório ponto C06) e
13,1 mg.L-1 (ponto C08 – Braço do Rio dos Bois). Os teores de sólidos orgânicos variaram
entre 1,4 e 1,6 mg.L-1.
A clorofila-a também experimentou uma redução de seus valores em todos os
pontos do reservatório com destaque para o ponto C09 – Balsa de Ipiaçú que em janeiro
apresentou florescimento de algas com concentração de clorofila igual a 137,3 ug.L-1 ao
passo que em abril o valor apresentado nesse mesmo ponto foi de apenas 6,4 ug.L-1. Nos
pontos limnéticos localizados no corpo central da represa, a maior concentração observada
para esse pigmento foi de 0,8 ug.L-1, no ponto C06 (Tab. 13).
Julho de 2002
Os sólidos totais também tiveram ampla redução em todos os pontos do reservatório
(Tab. 13), ficando sempre abaixo dos 3,1 mg.l-1. Tendência similar foi registrada para a
matéria orgânica em suspensão (faixa de variação: 0,3 – 0,9 mg.l-1). A clorofila-a
permaneceu com valores baixos (< 0,9 ug.l-1) em todos os pontos amostrados.
Outubro de 2002.
Os sólidos totais estiveram sempre em baixas concentrações no reservatório (<5,0
mg.l-1). A faixa de variação foi de 1,69 (C-05) a 4,42 (C-06). Os sólidos orgânicos
variaram entre 0,11 (C-07) e 1,02 (C-13) mg.l-1.
A turbidez foi mais elevada nas regiões mais distais do reservatório, especialmente
nos pontos C-08, C-09, C-10 e C11. No corpo central do reservatório, os valores da
turbidez ficaram mais baixos, ente 3,33 e 4,97 NTU. Essa variável oscilou entre 2,64 NTU
(C-06) e 15,44 (C-13).
Janeiro de 2003:
Na região superficial do reservatório os teores de sólidos foram mais elevados nos
pontos C-05 e C-08. Existe uma maior concentração de sólidos no fundo do reservatório já
que os sólidos totais variaram entre 8,0 (0,0 m) e 19,0 (60,0 m) mg.l-1 no ponto C-02.
A turbidez cresceu constantemente do ponto C-02 (7,17 NTU) até o ponto C-09
(145,0 NTU). Dessa forma, tanto os teores de sólidos quanto os teores de turbidez são
adequados para serem usados como variáveis indicativas da compartimentação espacial do
reservatório.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
97
A clorofila-a apresentou baixas concentrações em geral abaixo do limite de detecção
do método o que reforça os resultados das contagens de fitoplâncton que não evidenciaram
florescimentos de algas em qualquer ponto do reservatório.
Outubro de 2003:
Os sólidos totais oscilaram entre 0,0 (C-07, C-09 e C-13) e 3,6 mg.l-1 (C-02, 60 m)
em outubro de 2003. Os sólidos orgânicos tiveram uma amplitude de 0,0 e 1,8 mg.l-1
registrado no pontoC-05.
A turbidez foi muito baixa na grande mairia dos pontos limnéticos ficando
normalmente na faixa 0,11 - 0,25 NTU nos pontos do eixo central (C-02, C-05, C-06 e C07). Nos pontos sob forte influência dos tributários ou de águas de montante a turbidez foi
em geral maior e variou dentro da faixa 2,38 (C-10) a 18,1 NTU (C-09).
A clrofila-a foi muito baixa nos pontos limnéticos nesse período: a faixa de
vairiação para essa variável foi 0,0 – 1,9 ug.l-1.
Fevereiro de 2004:
Os sólidos totais variaram em fevereiro de 2004 entre 0,2 (C-02, 60 m) e 9,4 mg.l-1
registrado no ponto C-09. Os sólidos orgânicos oscilaram entre 0,0 e 7,6 mg.l-1 também
registrado no ponto C-09. É de se notar que o ponto C-09 exibiu nesse mesmo período
concentrações de cianobactérias que chegaram a 890 ind.ml-1 (vide Tab. 81).
Tab. 13 - Concentrações de sólidos em suspensão e clorofila-a no reservatório de São
Simão.
Sólidos
Sólidos
Clorofila-a
Reservatório Código
Datas
Totais
Orgânicos Turbidez
(ug.L-1)
(mg.L-1) (mg.L-1) (NTU)
Barragem
C02
Jan/02
12,4
n.d
n.d
4,8
Abr/02
n.d.
n.d.
n.d.
0,0
Jul/02
n.d.
n.d.
n.d.
0,0 (0 m)
0,0 (70 m)
Out/02
2,15
0,56
3,33 (0m)
4,97 (60m)
0,0 (0m)
0,0 (60 m)
Jan/03
17,4 (0m)
41,7 (60
m)
1,8 (0 m) 7,17 (0 m)
2,0 (60 m) 5,51 (60 m)
1,92 (0 m)
0,0 (60 m)
Ricardo Pinto-Coelho
Eixo Central
com Braço Rio C05
Alegre
Eixo Central
com braço Rio C06
Preto
convênio Cemig/Fundep 4830-1
98
Out/03
1,6 (0 m)
3,6 (60 m)
0,0 (0 m) 0,25 (0 m)
1,2 (60 m) 0,69 (60 m)
1,9 (0 m)
0,0 (60 m)
Jan/04
1,7 (0 m)
0,2 (60 m)
0,0 (0 m)
0,0 (60,0)
0,00 (0 m)
94,5 (60 m)
0,0 (0 m)
1,4 (60 m)
Jan/02
24,1
n.d
n.d
15,7
Abr/02
n.d.
n.d.
n.d.
0,0
Jul/02
1,2
0,5
n.d.
0,0
Out/02
1,69
0,56
5,83
0,0
Jan/03
39,1
0,8
9,20
0,0
Out/03
2,4
1,8
0,11
0,0
Jan/04
3,2 (0m)
2,4 (38 m)
2,0 (0 m) 8,06 (0 m)
1,9 (0 m)
1,4 (38 m) 11,39 (38 m) 0,6 (0 m)
Jan/02
n.d.
n.d
n.d.
n.d.
Abr/02
5,0
1,63
n.d.
0,8
Jul/02
1,6
0,9
n.d.
0,0
Out/02
4,42
0,79
2,64
0,0
Jan/03
13,5
1,8
13,99
0,0
Ricardo Pinto-Coelho
Eixo Central
com braçoRio
S. Francisco
Ponte Rio dos
Bois
C07
C08
convênio Cemig/Fundep 4830-1
99
Out/03
0,6
0,0
0,11
1,3
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/02
1,15
n.d
n.d.
23,5
Abr/02
4,50
1,63
n.d.
0,0
Jul/02
1,0
0,3
n.d.
0,0
Out/02
2,83
0,11
3,35
0,0
Jan/03
4,3
1,8
16,36
0,0
Out/03
0,0
0,0
0,11
0,6
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/02
13,5
n.d
n.d.
2,67
Abr/02
13,1
4,1
n.d.
0,8
Jul/02
1,1
0,6
n.d.
0,0
Out/02
2,38
0,34
5,81
n.d.
Jan/03
27,4
1,6
46,20
0,7
Out/03
0,4
0,0
0,13
0,0
Ricardo Pinto-Coelho
Balsa braço
Tijuco/Prata
(Ipiaçú)
Balsa de
Gouveinha
Balsa Cach.
Dourada (Rio
C09
C10
C13
convênio Cemig/Fundep 4830-1
100
Jan/04
5,0
4,0
94,9
3,2
Jan/02
n.d.
n.d
n.d.
137,3
Abr/02
5,0
1,38
n.d.
6,4
Jul/02
3,1
0,8
n.d.
0,0
Out/02
2,60
0,56
15,33
0,0
Jan/03
34,8
4,0
145,0
3,2
Out/03
0,0
0,0
18,11
0,0
Jan/04
9,4
7,6
27,5
39,1
Abr/02
6,5
1,6
1,6
Jul/02
3,1
0,8
1,0
Out/02
2,83
0,56
9,11
0,0
Jan/03
4,3
1,6
22,70
0,0
Out/03
0,4
0,0
2,38
0,0
Jan/04
n.d.
n.d.
n.d.
n.d.
Jan/02
5,2
n.d.
n.d.
0,0
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
101
Paranaíba)
Praia de São
Simão
Abr/02
6,5
1,4
n.d.
0,0
Jul/02
2,6
0,9
n.d.
0,9
Out/02
3,29
1,02
15,44
0,0
Jan/03
3,0
2,1
12,34
0,0
Out/03
0,0
0,0
6,49
0,0
Jan/04
4,3
1,8
27,3
2,4
Jan/04
1,7 (0 m)
2,4 (20 m)
0,8 (0 m) 0,0 (0 m)
1,5 (20 m) 0,0 (20 m)
0,0 ( 0 m)
1,4 (20 m)
Observação: a turbidez começou a ser monitorada somente a partir de outubro de 2002.
Tabela 13 –A Concentrações de sólidos totais em um perfil ao longo da coluna de água no
ponto C-05, Barra do Rio Alegre no Reservatório de São Simão realizado em janeiro de
2003.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Prof (m)
Sólidos Totais
(mg.l-1)
0,0
1,0
3,0
4,0
5,0
6,0
9,0
12,0
15,0
30,0
39,1
36,1
23,5
39,6
30,9
50,4
42,2
37,0
39,6
34,3
Sólidos
Orgânicos
(mg/l-1)
0,8
1,0
1,6
1,0
1,2
0,8
0,6
1,6
1,2
1,8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Figura 11 C – Distribuição horizontal dos sólidos totais e da turbidez nas sete campanhas realizadas ao reservatório de São Simão.
102
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
103
As concentrações de sólidos totais e de sólidos orgânicos no perfil da coluna de água
mostraram-se muito homogêneas.
Na Figura 11-C, estão representados os cartogramas com as distribuições
espaciais dos valores de sólidos totais no reservatório e nos tributários. Fica evidente
que existe uma clara sazonalidade com maiores valores de sólidos ocorrendo sempre
durante as estações chuvosas. Observa-se também o incremento dos valores de sólidos
ocorrido nos rios de Minas Gerais em 2003 e 2004.
Fitoplâncton (Reservatório)
Neste relatório estão presentes os dados de coletas e contagens dos organismos
fitoplanctônicos referentes às estações do reservatório, ou seja, os pontos C2 (área da
barragem), C5 (barra do Rio Alegre), C6 (Barra do Rio Preto), C7 (Barra do Rio São
Francisco), C8 (Ponte sobre o Rio dos Bois), C9 (Balsa Sta Vitória-Ipiaçú), C10 (Balsa
Interestadual de Gouveinha) e C13 (Balsa Interestadual de Cachoeira Dourada).
Os dados referentes às coletas de janeiro de 2002 estão nas tabelas 14 a 20; da
coleta de abril de 2002 entre as tabelas 21 e 28, da coleta de julho-agosto de 2002 nas
tabelas 29 a 37, da coleta de outubro de 2002 nas tabelas 38 a 46 e os dados de
fitoplâncton referentes às coletas de janeiro de 2003 presentes entre as tabelas 47 e 64.
Encerrando o capítulo referente ao fitoplâncton, há um texto comentando os resultados
até então obtidos bem como uma tabela sumário e seis gráficos que sintetizam os
principais aspectos ecológicos dessa comunidade.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Tab. 14 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C02,
Área da Barragem, reservatório de São Simão, MG, em janeiro de 2002.
Volume da cubeta: 10ml
Data da coleta: Data:28/01/02
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Microcystis viridis
col.grande
col.média
col.pequena
Anabaena spiroides
30-60
60-100
Mais100
Anabaena solitaria
10-30
30-60
60-100
Cylindrospermopsis sp
Indivíduos/ml
119,6
59,8
1196,3
39
530
207
504
633
323
119,6
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
239,2
CHLOROPHYTA
Oocystis lacustris
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
358,9
119,6
179,4
PYRROPHYTA
Cryptomonas brasiliensis
Rhodomonas sp
2093,6
3,5
104
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Tab. 15 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto
C05,
Barra do Rio Alegre, reservatório de São Simão, MG.
Data da coleta: 28/01/02
Volume da cubeta: 10ml
Espécies
Indivíduos/ml
CYANOBACTERIA
63
Microcystis viridis
45
Cylindrospermopsis raciborskii
499
Anabaena circinalis
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
3
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
433
PYRROPHYTA
Cryptomonas brasiliensis
Rhodomonas sp
81
11
105
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
106
Tab. 16 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C06,
Barra do Rio Preto, reservatório de São Simão, MG, em janeiro de 2002.
Volume da cubeta: 10ml
Data da coleta: Data: 28/01/02
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Microcystis viridis
Anabaena circinalis
Cylindrospermopsis sp
Pseudo anabaena mucícola
Indivíduos/ml
35
904
40
10
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
485
CRYSOPHYTA
Cryptomonas brasiliensis
Rhodomonas sp
232
66
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
107
Tab. 17 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C07,
Barra do Rio São Francisco - Reservatório de São Simão, MG, em janeiro de 2002.
Volume da cubeta: 10ml
Data da coleta: Data: 28/01/02
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Microcystis viridis
Anabaena circinalis
Cylindrospermopsis sp
Indivíduos/ml
87
1113
35
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
169
132
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas brasiliensis
Rhodomonas sp
163
76
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
108
Tab. 18 - Densidades de algas fitoplanctônicas no ponto C08,
Ponte sobre o rio dos Bois, reservatório de São Simão, MG.
Volume da cubeta: 10ml
Data da coleta: Data:28/01/02
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Anabaena circinalis
Ocillatoria sp
Epigloesphaeria glebulenta
Individuos/mL
12
2
2
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Strombomonas sp
Phacus sp
10
2
2
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Ankistrodesmus sp
Coenocystis sp
15
41
10
12
5
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
148
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
109
Tab. 19– Densidades de algas fitoplanctônicas no ponto C09,
Braço Tijuco/Prata (balsa de Ipiaçú), reservatório de São Simão, MG.
Volume da cubeta: 10ml
Data da coleta: Data: 28/01/02
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Anabaena circinalis
Col. pequena <20 células
Col. média 21a 50 células
Col. grande >50 células
Microcystis flos-aquae
Oscillatoria sp
6706
4273
156
156
94
CHLOROPHYTA
Monoraphidium griffithi
125
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
Rhodomonas sp.
94
62
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
110
Tab. 20 – Densidades/Biovolumes de algas fitoplanctônicas no ponto C-13, reservatório de São
Simão, MG, em janeiro de 2002.
Volume da cubeta: 10ml
Data da coleta: Data:28/01/02
Aumento: 40 x 10
Espécies
CHLOROPHYTA
Tetrastrum triangulare
Chlorella vulgaris
Indivíduos/ml
101,2
2,51
CHRYSOPHYTA
cyclotella sp
303,6
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas brasiliensis
Rhodomonas sp
1316
1316
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
111
Coleta de Abril de 2002 (Quantitativo de Fitoplâncton)
Tab. 21 - Densidades de algas fitoplanctônicas no ponto C02 - Barragem,
reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002.
Cubeta nº 6 volume = 4431,35 mm3 = 0,00443135 litros
Data da coleta: 24 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Cylindrospermopsis sp
Lyngbya limnetica
Microcystis flos-aquae
Epigloesphaeria glebulenta
Merismopedia sp
381
104
14
205
5
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
58
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Coelastrum cambricum
Chlorella vulgaris
Monoraphidium sp
Oocystis lacustris
Crucigenia tetrapedia
Kirchneriella sp
Elakatothryx viridis
Chlorococcales sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
CRYTOPHYTA
Cryptomonas erosa
Rhodomonas
67
77
15,3
99
10
2
0,2
1,0
0,2
17
36
7
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
112
Tab. 22 - – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C05 – Barra do Rio Alegre, reservatório de
São Simão, MG, em abril de 2002.
Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros
Data da coleta: 24 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Microcistis aeruginosa
Oscillatoria sp
Merismopedia sp
5,9
70,1
1,0
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
20,7
CHLOROPHYTA
Oocystis lacustris
Chlorella vulgaris
Coelastrum cambricum
Schroederia sp
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
18,8
7,9
2,0
32,6
4,9
4,9
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
13,8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
113
Tab. 23 - Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C06 – Barra do Rio Preto,
reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002.
Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros
Data da Coleta: 24 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos / ml
CYANOBACTERIA
Cylindrospermopsis
Microcystis flos-aquae
Epigloesphaeria glebulenta
Merismopedia
82
20
8
4
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
8
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Elakatothryx viridis
Coelastrum cambricum
CHRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
Rhodomonas
20
155
4,9
4
8
8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
114
Tab. 24 - – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C07 – Barra do Rio São Francisco,
reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002.
Cubeta nº 3 volume = 810,30 mm3 = 0,00081030 litros
Data da coleta: 24 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Oscillatoria sp
Indivíduos / ml
56,8
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
51,8
CHLOROPHYTA
Chlorella vulgaris
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Coenocystis quadriguloides
32,1
42,0
2,5
21,0
2,5
CHRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
2,5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
115
Tab. 25 - Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C08 – Ponte sobre o braço do Rio dos Bois,
reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002.
Data da coleta: 22 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Cubeta: nº 2
volume = 531,76 mm3 = 0,00053176 litros
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Oscillatoria sp
11,3
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Synedra sp
Aulacoseira granulata
71,5
9,4
3,8
CHLOROPHYTA
Chlorella vulgaris
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus sp
30,1
9,4
56,4
28,2
3,8
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
9,4
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
116
Tab. 26 - – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C09 – Balsa sobre o braço
Tijuco/Prata (Ipiaçú), reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002.
Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros
Data da coleta: 23 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Oscillatoria sp
3,9
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
17,8
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Chlorella vulgaris
Eutetramorus planctonicus
Chlorococcales sp2
8,9
8,9
2,0
3,9
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas sp
3,0
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
117
Tab. 27 - Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C 10 – Balsa de Gouveinha, eixo central,
reservatório de São Simão, MG, em abril de 2002.
Cubeta nº 4 volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros
Data da coleta: 23 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Oscillatoria sp
3,0
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
5,9
CHLOROPHYTA
Chlorella vulgaris
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Crucigenia tetrapedia
Cosmarium sp
Scenedesmus sp
5,9
2,0
5,9
3,9
2,0
1,0
2,0
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
1,0
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
118
Tab. 28 – Densidades algas fitoplanctônicas no ponto C-13 – Balsa de Cachoeira
Dourada, no trecho lótico do Rio Paranaíba à montante do reservatório de São Simão, MG,
em abril de 2002.
Cubeta nº 5 volume = 1519,32 mm3 = 0,00151932 litros
Coleta: 22 de abril de 2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Microcystis aeruginosa (col.peq.)
Oscillatoria sp
0,7
9,9
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
3,9
CHLOROPHYTA
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Chlorella vulgaris
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus sp
Dictyosphaerium pulchellum
Staurastrum sp1
Elakatothryx viridis
Ankistrodesmus sp
Monoraphidium sp
2,6
5,3
3,9
14,5
2,6
0,7
0,7
2,6
0,7
0,7
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
4,6
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
119
Coletas de Julho de 2002 (Quantitativo de Fitoplâncton)
Tab. 29 – Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no
ponto C-02 – Zona da barragem.
Cubeta nº 4, volume = 1012,88 mm3 = 0,00101288 litros
Data da Coleta: 1-ago-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Oscillatoria sp
Microcystis aeruginosa (col. peq.)
Merismopedia sp
Radiocystis sp
5,9
1,0
3,0
1,0
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
23,7
1,0
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Oocystis lacustris
Chlorella vulgaris
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus sp
Chlorococcales sp3
Staurastrum sp2
14,8
8,9
34,6
13,8
5,9
2,0
1,0
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
6,9
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
120
Tab. 30 – Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no
ponto C-02, zona da barragem, (50 m).
Cubeta nº 5 volume = 1519,32 mm3 = 0,000151932 litros
Data da Coleta: 01-ago-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
32,9
13,2
CHLOROPHYTA
Oocystis lacustris
Eutetramorus plsnctonicus
Crucigenia tetrapedia
Scenedesmus sp
79,0
46,1
19,8
13,2
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
32,9
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
121
Tab. 31 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto
C-05, Barra do Rio Alegre.
Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros
Data da Coleta: 01-ago-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Oscillatoria sp
Merismopedia sp
33,8
20,3
CHRYSOPHYTA
Synedra sp
Cyclotella sp
Mellosira sp
Aulacoseira granulata
2,3
38,3
20,3
2,3
CHLOROPHYTA
Chlorella vulgaris
Monoraphidium sp
Crucigenia tetrapedia
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Scenedesmus sp
Coenocystis quadriguloides
Staurastrum sp1
94,8
47,4
22,6
106,1
4,5
13,5
18,1
4,5
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
56,4
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
122
Tab. 32 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto
C-06, Barra do Rio Preto.
Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros
Data: 01/08/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Cylindrospermopsis sp.
Merismopedia sp
3
89
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
31
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Chlorella vulgaris
Oocystis lacustris
Eutetramorus planctonicus
Crucigenia tetrapedia
Scenedesmus sp
Coelastrum cambricum
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp.
94,8
108,3
3
52
3
16
21
8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
123
Tab. 33 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no
ponto C-07, Barra do Rio São Francisco.
Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros
Data da Coleta: 01-ago-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CYANOBACTERIA
Microcystis aeruginosa (col. Méd.)
Merismopedia sp
2,3
65,4
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Synedra sp
58,7
2,3
CHLOROPHYTA
Chlorella vulgaris
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Crucigenia tetrapedia
Scenedesmus sp
Staurastrum sp2
47,4
42,9
29,3
209,9
24,8
187,3
6,8
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
33,8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
124
Tab. 34 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C-08,
ponte sobre o Rio dos Bois.
Cubeta nº5, volume = 10519,32 mm3 = 0,000151932 litros
Data da Coleta: 29-jul-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Coelastrum cambricum
Crucigenia tetrapedia
Planktonema sp
62
170
15
5
15
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
36
CYANOBACTERIA
Microcystis aeruginosa
Merismopedia sp
Epigloesphaeria glebulenta
21
247
82
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
125
Tab. 35 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto
C – 09, Balsa sobre o braço Tijuco/Prata (Ipiaçú).
Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,000443135 litros
Data da Coleta: 30-ago-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CHLOROPHYTA
Crucigenia tetrapedia
Coelastrum cambricum
Oocystis lacustris
Chlorella vulgaris
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
2,3
2,3
40,6
112,8
99,3
110,6
CHRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
60,9
18,1
CHRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
478,4
CYANOBACTERIA
Merismopedia sp
13,5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
126
Tab. 36 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto C –
10, eixo central do reservatório (balsa de Gouveinha).
Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,00443135 litros
Data da Coleta: 30-jul-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CHLOROPHYTA
Chlorella vulgaris
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Crucigenia tetrapedia
Eutetramorus plnctonicus
Scenedesmus denticulatus
Scenedesmus acuminatus
Scenedesmus (cél. Isol.)
Tetrastrum heteracanthum
Treubaria sp
17,2
4,3
24,8
1,6
1,4
36,1
0,2
47,4
0,2
0,2
CHRYSOPHYTA
Synedra sp
Cyclotella sp
Mellosira sp
Nitzschia sp
0,2
3,8
0,7
0,9
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
6,3
CYANOBACTERIA
Oscillatoria sp
0,9
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
127
Tab. 37 - Densidades de organismos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão, no ponto
C – 13, trecho lótico do Rio Paranaíba, logo à montante do reservatório de São Simão (Balsa
de Cachoeira Dourada).
Cubeta nº6, volume = 4431,35 mm3 = 0,00443135 litros
Data da Coleta: 29-Jul-02
Aumento: 40 x 10
Espécies
indivíduos/ ml
CHLOROPHYTA
Crucigenia tetrapedia
Eutetramorus planctonicus
Chlorella vulgaris
Monoraphidium sp
Scenedesmus
Scenedesmus (cel.isol.)
Staurastrum sp.
Golenkinia radiata
Tetraëdron sp
3,8
0,5
17,2
3,6
31,8
72,0
1,1
0,2
1,1
CHRYSOPHYTA
Synedra sp
Cyclotella sp
Mellosira sp
2,5
5,0
0,2
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
2,9
CIANOBACTERIA
Ocillatoria sp
1,6
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
128
Coleta de Outubro de 2002
Tab. 38 - São Simão - Outubro 2002,
Amostra C2 – Área da Barragem
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Radiocystis sp
Lyngbya limnetica
Indivíduos/mL
58
58
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coenocystis sp
Staurastrum sp
Coelastrum cambricum
5
429
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
127
CRYPTOPHYTA
Rodomonas sp
37
11
27
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Tab. 39 - São Simão - Outubro 2002,
Amostra C2 - Área da Barragem Amostra
Prof: 60m
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
7
14
CHLOROPHYTA
Coelastrum cambricum
Scenedesmus denticulatus var.australis
7
137
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
10
3
PIRROPHYTA
Cryptomonas brasiliensis
3
129
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
130
Tab. 40 - São Simão - Outubro 2002, Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Cubeta Hydrobios:
5mL
Fator de conversão: 530,22
Data: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Merismopedia sp
100
26
3
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Elakatothrix sp
Planktonema sp
Scenedesmus sp
Coenocystis sp
Kircheneriella sp
Coelastrum cambricum
33
3
26
10
3
5
85
5
290
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
108
CRYPTOPHYTA
Rodomonas sp
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
131
Tab. 41 – São Simão - Outubro 2002, Amostra C6 –
Barra do Rio Preto.
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Merismopedia sp
98
8
15
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Oocystis lacustris
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coenocystis sp
Planktonema sp
Coelastrum cambricum
46
26
8
28
39
3
139
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
82
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
132
Tab. 42 - São Simão - Outubro 2002, Amostra C7 –
Barra do Rio São Francisco
Cubeta Hyddrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da Coleta: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
Merismopedia sp
4
19
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Oocystis lacustris
Scenedesmus denticulatus var.australis
42
8
8
19
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
110
4
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
133
Tab. 43 -São Simão - Outubro 2002, Amostra C- 08 –
Ponte sobre o Rio dos Bois
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var australis
Coenocystis sp
198
22
16
51
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
125
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
134
Tab. 44 -São Simão - Outubro 2002 Amostra C9 –
Balsa sobre o Braço Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú)
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Microcystis
col.peq<20cel.
col.med.20-80
col.grande>80
Epigloesphaeria glebulenta
41
8
8
3
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Coelastrum cambricum
Scenedesmus denticulatus var.australis
Crucigenia tetrapedia
88
214
11
5
3
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
126
PIRROPHYTA
Cryptomonas aerosa
3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
135
Tab. 45 -São Simão - Outubro 2002, Amostra C10 –
Balsa Interestadual (MG/GO) Ipiaçú-Gouveinha
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data: 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
3
22
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Elakatothrix gelatinosa
6
9
205
6
3
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
25
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
136
Tab. 46 -São Simão - Outubro 2002 Amostra C13 –
Balsa de Cachoeira Dourada
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data : 00/10/2002
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
11
116
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Crucigenia tetrapedia
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Elakatothrix gelatinosa
Treubaria sp
9
7
9
255
9
4
2
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
18
BACILLARIOPHYTA
Navícula sp
4
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
137
Coleta de Janeiro de 2003
Tab. 47 - São Simão - JANEIRO 2003 C2 –
Área da Barragem de São Simão
Prof: 0,0 m
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: :274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Indivíduos/mL
32
105
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
48
102
3
Coenocystis sp
Staurastrum cf.leptocladum
Coelastrum cambricum
Planktonema sp
24
3
22
8
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
13
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
138
Tab. 48 - São Simão - JANEIRO 2003 Amostra C2
Área da Barragem de São Simão
Prof: 60,0 m
Cubeta Hydrobios:10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Microcystis flos-aquae
Merismopedia sp
2
126
2
2
CHLOROPHYTA
Coelastrum cambricum
Scenedesmus denticulatus var.australis
Eutetramorus Planctonicus
Monoraphydium sp
Oocystis lacustris
Crucigenia tetrapedia
Planktonema sp
49
5
12
78
10
2
2
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
17
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp.
10
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
2
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
139
Tab. 49 - São Simão - JANEIRO 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 0,0 m
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão:530,22
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
20
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coenocystis sp
Coelastrum cambricum
10
5
104
10
5
20
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp.
5
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
140
Tab. 50 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 1,0 m
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão:530,22
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
76
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
crucigenia tetrapedia
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coenocystis sp
Coelastrum cambricum
8
174
4
15
11
49
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
19
4
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
23
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
141
Tab. 51 – São Simão - JANEIRO 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 2,0 m
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CIANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
36
CHLOROPHYTA
Coenocystis sp
Monoraphidium sp
5
131
Coelastrum cambricum
Scenedesmus denticulatus var.australis
5
3
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
3
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
10
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
142
Tab. 52 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 4,0 m
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
14
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var australis
Coelastrum cambricum
157
9
14
14
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
3
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
9
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
9
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
143
Tab. 53 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Alegre
Prof: 5,0 m
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
25
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Coelastrum cambricum
Oocystis lacustris
Scenedesmus denticulatus var australis
47
74
11
2
2
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
9
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
7
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
144
Tab. 54 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 6,0 m
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Merismopedia sp.
5
72
5
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Oocystis lacustris
Coenocystis sp
121
14
39
24
14
10
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
19
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
145
Tab. 55 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 9,0 m
Cubeta Hydrobios:10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
30
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Planktonema sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Oocystis lacustris
Paradoxia multiseta
70
30
2
2
12
2
2
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp
7
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
22
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
146
Tab. 56 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 12m
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
14
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
52
5
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
5
3
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
147
Tab. 57 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 15m
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
Merismopedia sp
Epigloesphaeria glebulenta
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Planktonema sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Oocystis lacustris
Coenocystis sp
Individuos/mL
27
4
2
25
4
2
25
8
4
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
11
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
2
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
148
Tab. 58 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C5 –
Barra do Rio Alegre
Prof: 30m
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
17
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Oocystis lacustris
Coelastrum cambricum
12
17
15
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
149
Tab. 59 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C6 –
Barra do Rio Preto
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Microcystis flos-aquae (col.peq.)
Merismopedia sp
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coenocystis sp
Coelastrum cambricum
Indivíduos/ml
8
3
3
148
26
3
3
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
8
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
150
Tab. 60 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C7 –
Barra do Rio São Francisco
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão:530,22
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
Ocillatoria sp
21
5
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
143
21
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp.
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
5
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
64
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Tab. 61 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C8 –
Ponte sobre o Rio dos Bois
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão:274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
8
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Crucigenia tetrapedia
Ankistrodesmus sp
44
11
3
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
3
151
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
152
Tab. 62 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C9 –
Balsa sobre o Braço Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú)
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Microcystis flos-aquae col.peq.< 20cél.
58
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
122
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp
16
BACILLARIOPHYTA
Navicula sp
11
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
153
Tab. 63 - São Simão - Janeiro 2003 Amostra C10 –
Balsa Interestadual de Gouveinha (Ipiaçú-Inaciolândia)
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão:274,73
Data: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
5
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
72
12
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
10
BACILLARIOPHYTA
Navicula sp
2
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
154
Tab. 64 - São Simão – Janeiro de 2003 Amostra C13 –
Balsa de Cachoeira Dourada
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da Coleta: 00/01/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
3
125
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Planktonema sp
Coenocystis sp
Oocystis lacustris
63
5
33
5
5
3
5
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
3
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
3
PIRROPHYTA
Cryptomonas erosa
8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
155
Coleta de Outubro de 2003
Tab.65 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-02 – Área da Barragem
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Lemermaniella cf.flexa
Aphanocapsa hosaltica
196
37
58
212
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
106
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Ankistrodesmus sp
Coenocystis sp
Kircheneriella lunaris
Coelastrum cambricum
Planktonema sp
Chlrella vulgaris
Oocystis lacustris
53
16
5
74
16
69
11
42
32
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
156
Tab. 66 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-02 - Área da Barragem
Prof: Fundo
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 530,22
Data da coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
3
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
Mellosira sp
11
3
CHLOROPHYTA
Coelastrum cambricum
Scenedesmus denticulatus var.australis
Eutetramorus planctonicus
Chlorella vulgaris
Oocystis lacustris
3
14
5
8
11
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
157
Tab. 67 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-05 – Barra do Rio Alegre
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Aphanocapsa hosaltica
Lemermaniella cf.flexa
100
26
146
282
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
23
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Chlorella vulgaris
Oocystis lacustris
Ankistrodesmus sp
Coenocystis sp
Coelastrum cambricum
31
28
56
128
28
3
21
56
CHRYPTOPHYTA
Cryptromonas erosa
5
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
158
Tab. 68 – São Simão - Outubro 2003, Amostra C-06 – Barra do Rio Preto.
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Datada coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Merismopedia sp
Aphanocapsa hosaltica
Lemermaniella cf.flexa
Microcystis flós-aquae
298
50
30
61
202
10
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
10
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Oocystis lacustris
Scenedesmus denticulatus var.australis
Crucigenia tetrapedia
Planktonema sp
Coelastrum cambricum
Chlorella vulgaris
61
172
20
5
5
15
66
207
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
159
Tab. 69 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-07 – Barra do Rio São Francisco
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da Coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
5
Merismopedia sp
23
Aphanocapsa hosaltica
5
Lemermaniella cf.flexa
96
140
Epigloesphaeria glebulenta
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
10
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
39
Monoraphidium sp
54
Oocystis lacustris
10
Scenedesmus denticulatus var.australis
23
Chlorella vulgaris
290
Coenocystis sp
21
Coelastrum cambricum
41
CHRYPTOPHYTA
Cryptromonas erosa
3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
160
Tab. 70 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-08 – Ponte sobre o Rio dos Bois
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Merismopedia sp
Lemermaniella cf.flexa
5
39
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
15
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Chlorella vulgaris
Scenedesmus denticulatus var australis
Coenocystis sp
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Synedra sp
250
231
5
44
5
5
5
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
Cryptromonas erosa
5
39
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
161
Tab. 71 - São Simão - Outubro 2003 Amostra C-09 – Balsa sobre o Braço
Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú)
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
Aphanocapsa hosaltica
Lemermaniella cf.flexa
Epigloesphaeria glebulenta
82
3
3
57
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
11
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Chlorella vulgaris
Scenedesmus denticulatus var.australis
Synedra sp
Ankistrodesmus sp
3
11
33
19
8
3
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp.
3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
162
Tab. 72 - São Simão - Outubro 2003, Amostra C-10 – Balsa Interestadual
(MG/GO) Ipiaçú-Gouveinha
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da coleta : 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Aphanocapsa hosaltica
Ocillatoria sp
36
22
168
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
22
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Chlorella vulgaris
Scenedesmus acuminatus
19
16
44
3
187
3
CHRYPTOPHYTA
Cryptromonas erosa
38
BACILLARIOPHYTA
Navicula sp
3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
163
Tab. 73 -São Simão - Outubro 2003, Amostra C-13 – Balsa de Cachoeira
Dourada
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da coleta: 15/10/2003
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Chlorella vulgaris
Ankistrodesmus sp
173
15
15
5
258
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
15
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
Cryptromonas erosa
40
89
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
164
Coleta de Fevereiro de 2004
Tab. 74 - São Simão – Fevereiro de 2004. C-02 – Área da Barragem de São
Simão
Prof: 0,5 m
Cubeta Hydrobios : 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da Coleta: 04/02/2004
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/ mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
Microcystis flós-aquae
37
317
37
Pseudo anabaena mucicola
5
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
26
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coenocystis sp
Oocystis lacustris
Coelastrum cambricum
Synedra sp
21
262
3
10
10
5
3
CRYPTOPHYTA
Cryptomonas erosa
84
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
165
Tab. 75 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra C-02 - Área da
Barragem de São Simão
Prof: 60,0 m
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da Coleta: 04/02/2004
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
37
CHLOROPHYTA
Coelastrum cambricum
21
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
166
Tab. 76 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra: C-05 – Barra do Rio
Alegre
Prof: 0,5 m
Cubeta Hydrobios: 5mL
Fator de conversão: 530,22
Data da Coleta: 04/02/2004
Aumento: 40 x 10
Espécies
Indivíduos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
Anabaena circinalis
Epigloesphaeria glebulenta
Pseudo anabaena mucicola
Microcystis flós-aquae
255
15
5
5
10
CHLOROPHYTA
Eutetramorus planctonicus
Oocystis lacustris
Monoraphidium sp
Scenedesmus denticulatus var.australis
Paradoxia multiseta
Coelastrum cambricum
30
5
235
30
5
10
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp.
Cryptomonas erosa
85
120
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
167
Tab. 77 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra C-05 – Barra do Rio Alegre
Prof: 30m
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da Coleta: 04/02/2004
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Lyngbya limnetica
109
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
10
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Coenocystis sp
Paradoxia multiseta
Coelastrum cambricum
Ankistrodesmus sp
89
5
2
17
2
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp.
Cryptomonas erosa
5
2
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
168
Tab. 78 - São Simão - Fevereiro de 2004 Amostra C-08 – Ponte sobre o Rio dos
Bois
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da Coleta: 04/02/2004
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Anabaena circinalis
(col.grande 80-100 cél.ou mais)
Microcystis flós-aquae
3
3
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
13
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Chlorella vulgaris
Synedra sp
Eutetramorus planctonicus
20
3
5
3
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
169
Tab. 79 - São Simão – Fevereiro de 2004 Amostra C-09 – Balsa sobre o
Braço Tijuco/Prata (Sta. Vitória-Ipiaçú)
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,22
Data da coleta: 04/02/2004
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Microcystis flos-aquae col.peq.(< 20cél.)
Anabaena circinalis
Colônia pequena (< 20 cél.)
Colônia média (20-80 cél.)
Colônia grande 80-100 (cel. ou mais)
Epigloesphaeria glebulenta
Pseudoanabaena mucicola
297
506
44
22
5
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Coelastrum cambricum
Eutetramorus planctonicus
132
5
16
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas sp
Cryptomonas erosa
132
335
16
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
170
Tab. 80 - São Simão – Fevereiro de 2004, Amostra C-13 – Balsa de
Cachoeira Dourada
Cubeta Hydrobios: 10mL
Fator de conversão: 274,73
Data da Coleta: 04/02/2004
Aumento: 40 x 10
Espécies
Individuos/mL
CYANOBACTERIA
Epigloesphaeria glebulenta
Lyngbya limnetica
3
22
CRYSOPHYTA
Cyclotella sp
8
CHLOROPHYTA
Monoraphidium sp
Eutetramorus planctonicus
Scenedesmus denticulatus var.australis
Coelastrum cambricum
Planktonema sp
Mellosira sp
Oocystis lacustris
Chlorella vlugaris
24
11
14
5
3
3
3
5
CRYPTOPHYTA
Rhodomonas
Cryptomonas erosa
8
33
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
171
Tab 81 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão
(Grandes Grupos)
Cyanobacteria
jan/02
abr/02
3731,3
709
jul/02
out/02
jan/03
10,9
116
137
0
24
132
8
37
54,1
129
20
554
290
out/03
503
Fev/04
396
C2
(0m)
C2
(60m)
Barragem
C5
Barra do
Rio Alegre
C5
(30m)
Barra do
Rio Alegre
C6
Barra do
Rio São
Preto
981
114
92
121
14
651
C7
Barra do
Rio São
Francisco
1235
56,8
67,7
23
26
269
C8
Ponte
Rios dos
Bois
16
11,3
350
0
8
44
6
C9
Balsa Sta.
VitóriaIpiaçú
11385
3,9
13,5
60
11
145
890
C10
Balsa
Gouveinha
n.d.
3
0,9
25
5
231
C13
Balsa de
Cahoeira
Dourada
0
10,6
1,6
127
5
0
Barragem
607
77
17
109
25
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
172
Tab 82 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão
(Grandes Grupos)
Chlorophyta
jan/02
Abr/02
jul/02
out/02
jan/03
out/03
318
Fev/04
314
C2
(0m)
Barragem
657,9
288,7
81
509
210
C2
(60m)
Barragem
n.d.
n.d.
158,1
144
158
41
21
C5
Barra do
Rio Alegre
433
71,1
311,5
460
154
351
315
C5
(30m)
Barra do
Rio Alegre
C6
Barra do
Rio São
Preto
485
183,9
298,1
289
180
551
C7
Barra do
Rio São
Francisco
301
100,1
548,4
77
164
478
C8
Ponte
Rios dos
Bois
83
127,9
267
287
58
545
31
C9
Balsa Sta.
VitóriaIpiaçú
125
23,7
367,9
321
122
77
153
C10
Balsa
Gouveinha
n.d.
22,7
133,4
229
84
272
C13
Balsa de
Cahoeira
Dourada
103,7
44,9
131,3
295
84
471
44
115
68
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
173
Tab 83 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão
(Grandes Grupos)
Chrysophyta
C2
(0m)
C2
(60m)
C5
Barragem
jan/02
abr/02
239,2
58
Barragem
Barra do
Rio Alegre
3
20,7
jul/02
out/02
jan/03
24,7
127
13
46,1
13
17
14
0
63,2
108
0
23
0
out/03
106
5
Fev/04
26
C5
(30m)
Barra do
Rio Alegre
10
C6
Barra do
Rio São
Preto
298
8
31
82
8
10
C7
Barra do
Rio São
Francisco
0
51,8
61
114
5
10
C8
Ponte
Rios dos
Bois
14
84,7
0
125
0
15
13
C9
Balsa Sta.
VitóriaIpiaçú
0
17,8
79
126
0
11
0
C10
Balsa
Gouveinha
n.d.
5,9
5,6
25
0
22
C13
Balsa de
Cahoeira
Dourada
303
3,9
7,7
18
0
15
8
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
174
Tab 84 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão
(Grandes Grupos)
Chryptophyta
C2
(0m)
Barragem
C2
(60m)
Barragem
C5(0m)
Barra do
Rio Alegre
C5
(30m)
Barra do
Rio Alegre
jan/02
abr/02
2097,1
43
92
13,8
jul/02
out/02
jan/03
6,9
5
0
32,9
3
12
0
0
56,4
5
10
5
205
out/03
0
0
Fev/04
84
7
C6
Barra do
Rio São
Preto
298
16
8
0
5
0
C7
Barra do
Rio São
Francisco
239
2,5
33,8
0
69
3
C8
Ponte
Rios dos
Bois
148
9,4
36
0
3
44
0
C9
Balsa Sta.
VitóriaIpiaçú
156
3
478,4
3
16
3
467
C10
Balsa
Gouveinha
1
6,3
0
10
38
C13
Balsa de
Cahoeira
Dourada
4,6
2,9
0
11
129
103,7
41
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
175
Tab 85 - Densidade de Indivíduos fitoplanctônicos no reservatório de São Simão
(Grandes Grupos)
Bacillariophyta
jan/02
abr/02
jul/02
out/02
jan/03
C9
Balsa Sta.
VitóriaIpiaçú
11,0
C10
Balsa
Gouveinha
2,0
C13
Balsa de
Cahoeira
Dourada
out/03
fev/04
3
4
Tab. 86 – Estrutura vertical da comunidade fitoplanctônica no ponto C-05 Barra do Rio
Alegre em janeiro de 2003. Os números são densidade dos grandes grupos de algas
(Ind/ mL).
Organismo /
profundidade (m)
Cyanobacteria
0
m
20
1
m
76
2
4
5
6
9
12
15
36
14
25
82
30
14
33
30
m
17
Chlorophyta
154
261
144
194
136
222
120
62
68
49
Chrysophyta
0
23
10
9
9
19
22
8
11
5
Pirrophyta
5
23
0
9
7
5
5
3
2
0
Cryptophyta
5
5
3
3
0
0
7
0
0
0
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
176
10000
Cyanobacteria
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Out/02
Jan/03
Out/03
Jan/04
Ind.ml-1
1000
100
10
C2 (0m)
C5
C6
C7
C8
C9
C10
C13
Estacoes de Coleta
1000
Chlorophyta
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Out/02
Jan/03
Out/03
Jan/04
Ind.ml-1
800
600
400
200
0
C2 (0m)
C5
C6
C7
C8
C9
C10
C13
Estacoes de Coleta
Figuras 12 e 13 – Densidades dos grupos do fitoplâncton – cianobactérias e clorofíceas
nos pontos limnéticos do reservatório de São Simão.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
177
2500
2000
Cryptophyta
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Out/02
Jan/03
Out/03
Jan/04
Ind.ml-1
1500
400
300
200
100
0
C2 (0m)
C5
C6
C7
C8
C9
C10
C13
C10
C13
Estações de coleta
500
Chrysophyta
Jan/02
Abr/02
Jul/02
Out/03
Jan/03
Out/03
Jan/04
300
Ind.ml
-1
400
200
100
C2 (0m)
C5
C6
C7
C8
C9
Estacoes de Coleta
Figuras 14 e 15 - Densidades dos grupos do fitoplâncton – criptofíceas e crisofíceas nos
pontos limnéticos do reservatório de São Simão.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
178
Estrutura espacial e evolução temporal da comunidade fitoplanctônica
do reservatório de São Simão.
Coleta de Janeiro de 2002
O fitoplâncton do reservatório de S. Simão encontrava-se, em janeiro de 2002,
amplamente dominado por cianobactérias (Figuras 12 e 16). A sua presença foi notável
em todos os pontos do eixo central até mesmo macroscopicamente, através do acúmulo
de uma “escuma” esverdeada junto às margens da represa. No entanto, essa comunidade
apresenta notável dinâmica espaço-temporal, como será visto abaixo.
Figura 16 - Presença de “escuma” algal junto às margens da estação de coletas C-09 ,
junto a balsa no braço sob a influência dos rios Tijuco/Prata (localidade de Ipiaçú, MG)
em janeiro de 2002.
Análises de microscopia ótica de campo claro revelaram que o florescimento
massal de cianobactérias planctônicas esteve, em grande parte, associado a presença
dominante cianobactéria Anaebaena circinalis (Figura 17).
As análises quantitativas do mês de janeiro de 2002 indicaram que as densidades
desse grupo de organismos fitoplanctônicos foram mais elevadas nos pontos C-02
(barragem) e ponto C-09 (braço Tijuco/Prata). As densidades totais no ponto C-09
chegaram a atingir valores da ordem de 1,1 x 104 ind./mL, valores típicos um
florescimento massal de cianobactérias (Tabs. 19). Esse organismo sempre esteve
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
179
associado, no entanto, a outra cianobactéria, Microcystis flos-aquae (Tabs 14 a 20, Fig.
18).
Fig. 17 - Cianobactéria Anabaena circinalis fotografada em microscopia de campo
claro, no aumento 1000X (com óleo de imersão) em microscópio Leica acoplado a
vídeo câmera CCD-SONY. Imagem processada pelo software Photoimpact 3.2. Foto de
Cid Antônio Morais Jr.
No ponto C02 (barragem), os principais grupos foram representados por
cianobactérias e pirrófitas. As cianobactérias foram representadas por Microcystis
viridis (1,3 x 103 cel.ml-1), Anabaena spiroides (0,7 x 103 cel.ml-1 ), Anabaena
solitária (1,4 x 103 cel.ml ) e Cylindrospermopsis (0,1 x 103 ind/ml). As pirrófitas
foram representadas por espécies do gênero Cryptomonas (2,0 x 103 cel.ml-1 . Outros
grupos de destaque foram as clorófitas (Oocystis lacustris) e as crisofíceas (Cyclotella).
No ponto C05 (Barra do Rio Alegre), Tab. 15, as cianobactérias voltaram a
dominar: Anabaena circinalis (0,5 cel.ml-1), Cylindrospermopsis (0,05 x 103 cel.ml-1),
Microcysitis viridis (0,06 x 103 cel.ml-1). O segundo grupo mais importante em termos
de densidade foi representado pelas algas verdes ou clorofíceas (Monoraphidium sp.).
Na barra do rio Preto (ponto C-06), A circinlais foi novamente o organismo
mais abundante com 0,9 x 103 cel.ml-1. Outras cianobactérias tais como
Cylindrospermopsis e Microcystis viridis também merecem destaque (Tab. 16).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
180
Fig. 18 – Colônia da cianobactéria Microcystis proveniente do reservatório de São
Simão. Em janeiro de 2002, este organismo (M. viridis, M. flosaquae) esteve
numericamente abundante em vários pontos de coletas ( C-02, Tab. 14, C-05, Tab. 15,
C-07, Tab. 17, C-09 Tab. 19).
Na barra do rio São Francisco, ponto C07 (Tab. 17), o gênero Anabaena sp.
continuou sendo o dominante: A solitaria com 1,1 x 103 cel.ml-1. Os grupos das
clrofíceas e os fitoflagelados criptofíceos merecem destaque: Monoraphidium sp. e
Cryptomonas brasiliensis apresentaram densidades maiores de 0,1 x 103 cel.ml-1,
respectivamente.
No braço (ponte) do rio dos Bois (ponto C-08), zona de forte influência ripária,
constatou-se uma forte redução da presença das cianobactérias. Elas estiveram
virtualmente ausentes em janeiro de 2002 (Tab. 18). Os grupos mais importantes foram
representados pelas criptófitas e clorófitas todos sempre com densidades inferiores a 0,1
x 103 ind/ml.
O ponto C-09 (Balsa de Sta. Vitória - Ipiaçú) merece um destaque especial pois
ele revela-se como sendo uma área de grande importância para as cianobactérias.
Pudemos constatar “in loco” um intenso florescimento de algas em janeiro de 2002
(vide foto acima). As análises de fitoplâncton revelaram (Tab. 19) – como seria de se
esperar - uma forte dominância de cianobactérias. As maiores densidades foram
observadas para Anabaena circinlais (1,1 x 104 cel/ml. Microcystis flos aquae também
foi observada, mas com baixas densidades.
O ponto C-13 que está também sob forte influência ripária ou zona lótica, foi
caracterizado por exibir correnteza evidente da massa de água. Ele está localizado no
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
181
trecho lótico do rio Paranaíba, a poucos quilômetros à jusante de Cachoeira Dourada.
Nesse ponto, como no ponto C-08 (rio dos Bois), não foram observadas cianobactérias,
sendo o fitoplâncton dominado por criptofíceas, crisofíceas e clorófitas (Tab. 20). O
organismo mais abundante foi Chlamydomonas brasiliensis com 1,3 x 103 cel.ml-1 .
Abril de 2002
O fitoplâncton em abril no reservatório de São Simão apresentou densidades
muito menos elevadas do que em janeiro, principalmente tendo sido constatada uma
forte redução das densidades do grupo formado pelas cianobactérias. No entanto, esses
organismos procariontes fotossintéticos continuaram a serem observados em todos os
pontos de coletas. As densidades mais elevadas para o grupo das cianobactérias (Figura
19) foram observadas nos pontos C-02, C-06 e C-07. As densidades totais do grupo não
passaram de 709,0 cel.ml-1 , valor observado no ponto C-02.
Fig. 19 - Cylindrospermopsis sp. organismo freqüentemente observado no fitoplâncton
coletado no mês de abril de (p. ex. C-02, Tab. 21)
O grupo das algas verdes (clorofíceas) foi o mais abundante no período, e esteve
representado principalmente pelos gêneros Eutetramorus, Monoraphidium, Schroederia
e Chlorella (Fig. 20). As densidades totais desse grupo geralmente foram mais elevadas
no grupo intermediário de pontos, principalmente nas estações de coletas C02, C07 e
C08. As somas totais das densidades desse grupo de algas em abril foram: 288,7 cel.ml-1
(C-02), 71,1 cel.ml-1 (C-05), 183,9 cel.ml-1 (C-06), 100,1 Cel.ml-1 (C-07), 127,9 cel.ml1
(C-08), 23,7 (C-09), 22,7 (C-10) e 44,9 (C-13).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
182
Fig. 20 – Eutetramorus planctonicus, alga verde (Chlorophyta) abundante no
fitoplancton do reservatório de São Simão em abril de 2002 (C-02, Tab. 21).
As crisofíceas, representadas por Cyclotella também foram importantes
principalmente nos pontos tipicamente limnéticos, ou seja, aqueles sem uma forte
infuência ripária. As densidades mais elevadas foram observadas nos pontos C-07 e C08 enquanto que foi observada uma forte redução de suas densidades nos pontos C-10 e
C-13.
O grupo dos fitoflagelados Chryptophyta, representado basicamente pelas
espécies do gênero Cryptomonas spp apareceu consistentemente na região central do
reservatório. Principalmente nas estações C-02, C-05 e C-06. As suas densidades foram
em geral baixas em todo o reservatório (valor máximo de 43 cel/ml no ponto C-02).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
183
Julho de 2002
O fitoplâncton sofreu um acréscimo generalizado das densidades de seus
grandes grupos em julho. Pode-se notar, um padrão espacial de densidades mais
elevadas em uma região intermediária do reservatório, principalmente nos pontos C-06,
C-07 e C08, especialmente para as algas verdes (clorofíceas).
As cianobactérias voltaram a apresentar um padrão caracterizado por densidades
mais elevadas nos pontos centrais do reservatório, principalmente entre os pontos C-05
e C-09. Em julho de 2002, as densidades totais para esse grupo foram: 10,9 cel.ml-1 (C02), 54,1 cel.ml-1 (C-05), 92,0 cel.ml-1 (C-06), 67,7 cel.ml-1 (C-07), 350,0 cel.ml-1 (C08), 13,5 (C-09), 0,9 cel.ml-1 (C-10) e 1,6 cel.ml-1 (C-13). Os gêneros mais importantes
numericamente foram: Merismopoedia spp., Oscilattoria spp. e Microcystis (Figura 21).
Uma observação importante: as cianobactérias estiveram ausentes na região profunda do
reservatório (C-02, 50 m, Tab. 30).
Fig 21 – Cyanobacteria Merismopedia, um organismo abudante em termos de densidade
no reservatório de São Simão em julho de 2002 (C-08, Tab.34).
As algas clorofíceas apresentaram densidades totais mais elevadas nas estações
intermediárias (C-05, C-06, C-07, C-08 e C-09). Os gêneros mais abndantes foram:
Oocystis, Chlorella, Eutetramorus e Scenedesmus.
As criptófitas, ou seja os fitoflagelados (Cryptomonas spp.), estiveram presentes
em quase todos os pontos do reservatório mas densidades particularmente elevadas
foram encontradas apenas no ponto C-09 (Tab. 35). O grupo esteve ausente nos pontos
C-10 e C-13.
As crisofíceas, representadas por Cyclotella, voltaram a ocorrer de forma em
todo o reservatório com destaque para os pontos C-02 (fundo), C-05, C-06, C-07 e C09. De forma análaga ao que foi observado em abril, o grupo sofreu uma forte redução
de suas densidades nos pontos C-10 e C-13.
Outubro de 2002
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
184
O fitoplâncton do reservatório de São Simão continuou a apresentar baixas
densidades de Cyanobacteria planctônicas no mês de outubro de 2002 (fig. 13). O
somatório de suas densidades variou entre 0,0 (pontos C-8) e 129,0 cel/ml no ponto C05. Os principais organismos observados foram Epiglosphaeria glebulenta e Lyngbya
limnetica.
Em termos gerais o grupo de algas verdes, as clorofíceas, esteve bem
representado em todos os pontos de coleta, com destaque para os pontos C-02, C-05, e
C-09 (Fig. 14). Os organismos mais importantes foram Coelastrum cambricum,
Monoraphidium e Scenedesmus denticulatus (Figura 22).
Fig - 22 Clorofícea Coelastrum cambricum, um organismo abundante no fitoplâncton
do reservatório de São Simão em outubro de 2002 (ex. ponto C-2, Tab. 39)
Em outubro, o grupo das crisofíceas esteve bem representado numericamente e
atingiu o seu apogeu em relação aos demais grupos de algas. O grupo esteve presente
em todas as estações de coleta e atingiu as maiores densidades nos pontos C-02, C-05,
C-07, C-08 e C09. O principal organismo foi novamente a alga Cyclotella (Figura 23).
Fig - 23 Alga crisofícea Cyclotella sp. um organismo abundante no fitoplâncton do
reservatório de São Simão em outubro de 2002 (ex. ponto C-2, Tab. 39).
Janeiro de 2003
Em janeiro de 2004, completou-se um ano dos estudos de biomonitoramento do
reservatório de São Simão. Entretanto, ao contrário de 2003, não pode ser constatada a
ocorrência de um florescimento massivo de cianobactérias no ambiente. As densidades
do grupo permaneceram baixas (Fig. 13), oscilando entre 5,0 (C-10 e C13) e 137
organismos por ml (C-02). Os organismos mais abundantes foram novamente
Epiglosphaeria glebulenta e Lyngbya limnetica.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
185
As densidades dos outros grupos tais como as clorofíceas, crisofíceas e
criptofíceas também estiveram mais reduzidas se comparadas a janeiro de 2002. As
algas verdes tiveram suas densidades totais oscilando entre 58,0 (C-08) e 210,0 (C-02)
org/ml. Conforme já visto anteriormente, as estações sob forte influência ripária (C-10 e
C-13) apresentaram as menores densidades. O organismo mai importante
numericamente foi, indiscutivelmente, a alga verde (Chlorophyta) Monoraphidium sp
(Figura 24).
Fig – 24 Monoraphidium sp. , a alga clorofícea mais abundante encontrada no
reservatório de São Simão em janeiro de 2003 (ver p. ex.: C-05, 1,0 m, Tab. 50).
A crisofícea Cyclotella sp. foi somente encontrada no ponto C-02.
Os fitoflagelados criptofíceos, principalmente Cryptomonas erosa, foram
encontradiços nas porções mais a montante do reservatórios nos pontos C-09, C-10 e
C13. As densidades totais do grupo ficaram na faixa de 10,0-16,0 cel/ml.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
186
Outubro de 2003
O grupo de cianobactérias foi o mais abundante. Os pontos limnéticos do eixo
central exibiram densidades em geral mais elevadas na faixa de 270-700 ind.ml-1 e a
maior densidade foi observada no ponto C-06, rio São Preto, com 651 ind.ml-1. Um dos
Os organismos mais abundantes foram novamente Epiglosphaeria glebulenta (Figura
25).
Fig – 25 Cianobacteria Epiglosphaeria glebulenta encontrada em densidades
relativamente elevadas (100-300 ind.ml-1) nos pontos limnéticos do eixo central (C-02,
C-05, C-06 e C-07) no reservatório de São Simão em outubro de 2003 (Tabelas 65 a
69).
O grupo das algas verdes cloroficeas também apresentou densidades
relativamente elevadas principalmente nos pontos limnéticos do eixo central onde as
densidades ficaram na faixa de 300 – 500 ind.ml-1. A maior densidade foi observada no
ponto C-08, ponte sobre o braço do rio dos Bois com 545,0 ind.ml-1.
O grupo das crisoficeas destacou-se nas estaçoes de montante, C-10 e C-13 onde
as suas densidades oscilaram entre 15 e 22 ind.ml-1. No entanto, as maiores densidades
foram observadas para a alga no ponto C-02 (total de 106,0 ind.ml-1).
As algas fitoflageladas criptófitas tiveram uma amplitude de variação de 0,0 (C02) a 129,0 (C-13). Densidades relativamente elevadas para o grupo também foram
anotadas nos pontos C-08 (44,0 ind.ml-1) e C-10 (38,0 ind.ml-1).
Fevereiro de 2004
O grupo das cianobactérias foi especialmente abundante no ponto C-09, onde
atingiu a densidade máxima para o período de 890 ind.ml-1. No entanto, essas
densidades foram muito menores do que aquelas observadas em janeiro de 2002. A
faixa de variação para esse grupo foi de 6,0 (C-08) a 890,0 (C-09) ind.ml-1. As
densidades do grupo foram também relativamente elevadas nos pontos C-02 (396
ind.ml-1) e C-05 (290 ind.ml-1). Novamente, a cianocateria Anabaena circinalis foi um
dos organismos mais abndantes (Figura 26).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
187
Fig – 26 Cianobacterria Anabaena circinalis , organismo procarionte autotrófico mais
abundante encontrado na floração de fitoplâncton no ponto C-09 em fevereiro de 2004
(Tablela 79).
As algas verdes clorofíceas tiveram suas densidades oscilando entre 31,0 (ponto
C-08) e 315 (ponto C-05) ind.ml-1. Os pontos limnéticos próximos a barragem (pontos
C-02 e C-05) foram aqueles onde as maiores densidades foram observadas.
As algas crisofíceas não foram abundantes no período e maior densidade para
esse grupo foi observada no ponto C-02 (26,0 ind.ml-1).
Os fitoflagelados foram especialmente abundantes no ponto C-09 onde a
densidade máxima de 467,0 ind.ml-1 foi observada.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
188
Estrutura da comunidade fitoplanctônica da represa de São Simão.
Ao compararmos os dados de abundância das sete campanhas de campo
realizadas no reservatório de São Simão, o mês de janeiro de 2002 destaca-se pelas
elevadas densidades observadas para o fitoplâncton como um todo (Figs. 12-15). Os
grupos mais abundantes de algas fitoplanctônicas foram representados, respectivamente,
pelas cianobactérias, clorofíceas criptofíceas e crisofíceas.
As cianobactérias chegaram a formar um florescimento massivo em janeiro de
2002 atingindo densidades da ordem de 11.000 ind.ml-1 no ponto C-09 (Fig. 12), braço
formado pelos rios Tijuco e Prata (MG). Nessas ocasiões as espécies mais abundantes
foram: Anabaena circinalis, Microcystis viridis, M. flosaquae, Anabaena spiroides ,
Anabaena solitária e Cylindrospermopsis spp. Entretanto, o grupo esteve presente
durante todo o ano porém em menores densidades e, nessas ocasiões, o organismo
predominante foi Lyngbya limnetica.
As algas verdes (clorofíceas) foram mais abundantes nas estações centrais mais
próximas à barragem sendo que as maiores densidades para esse grupo também foram
registradas em janeiro de 2002, especialmente nos pontos C-02 e C-07 (Fig. 13). Os
organismos mais representativos em termos de abundância foram: Eutetramorus,
Monoraphidium, Schroederia, Chlorella, Oocystis e Scenedesmus e, Coelastrum.
As algas fitoflageladas criptófitas, principalmente Cryptomonas erosa e C.
brasiliensis, foram também mais abundantes em janeiro de 2002 e principalmente na
estação central próxima à barragem (C-02) onde atingiram densidades maiores do que
2000 ind.ml-1. No entanto, o grupo sempre esteve presente com densidades da ordem
200-400 ind.ml-1 nas estações do eixo central da represa (Fig. 14).
As algas crisofíceas (Fig. 15), principalmente as representantes do grupo
centrales (Cyclotella sp.), estiveram presentes em todos os pontos de coleta, mas
geralmente com densidades baixas, menores do que 200 ind.ml-1. Em algumas ocasiões,
no entanto, as densidades dessa ordem atingiram até 300 ind.ml-1 (C-06 e C-13, ambas
em janeiro de 2002).
A estrutura do fitoplâncton do reservatório de São Simão é indicativa de um
reservatório eutrófico. Todas as cianobactérias detectadas assim como os principais
gêneros de clorofíceas bem como de criptofíceas encontradas são comuns em
reservatórios eutróficos brasileiros tais como os reservatórios da Pampulha (MG),
Americana (SP) e Paranoá (DF).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
189
Diatomoflórula dos Tributários
A diatomoflórula fitoplanctônica de oito diferentes tributários do reservatório de
São Simão foi analisada: Rio Paranaíba (P-00 à jusante do reservatório), Ribeirão
Mateira (P-02), Rio Preto (P-04), Rio São Francisco (P-05), Rio Meia Ponte (P-11), Rio
dos Patos (P-15), Rio da Prata (P-16) e Rio Tijuco (P-17).
Foram registrados 125 organismos diferentes, dos quais 112 foram identificados
e distribuídas entre 19 gêneros. Treze até ordem.
A maioria das diatomáceas encontradas pertence à ordem Pennales, tendo sido
observados somente dois gêneros (Cyclotella e Melosira) da ordem Centrales (Fig. 27).
a
b
c
Figura 27- Diatomáceas da ordem Centrales, encontradas nos tributários do
reservatório de São Simão: Cyclotella (a e b) e Melosira (c).
Os gêneros mais freqüentes nas 16 amostras analisadas foram Navícula (12
amostras), Eunotia (11 amostras), Gomphonema (9 amostras) e Hantzschia (9
amostras). Os gêneros Cyclotella e Amphipleura foram encontrados somente no Rio
Meia Ponte, enquanto Amphora, restringiu-se ao Rio Preto. Alguns desses organismos
podem serem vistos na Fig. 28.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
190
b
a
d
c
f
e
g
h
i
k
j
l
Figura 28- Alguns representantes dos gêneros observados nas amostras dos tributários
do reservatório de São Simão: (a) Navícula; (b) Gomphonema; (c) Hantzschia; (d)
Anemoneis; (e) Amphora; (f, g) Eunotia; (h) Cymbella; (i) Synedra; (j) Anemoneis; (k)
Pinnularia;
(l) Cocconeis; (m) Surirella.
Em julho/agosto de 2002, o rio Tijuco (Tab. 87, Fig. 29) a maior riqueza de
diatomáceas planctônicas (12 gêneros). Nas coletas de fevereiro de 2004, o rio Meia
m
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
191
Ponte que se destacou dos demais ambientes devido aos maiores de riqueza (14
gêneros) de sua diatomoflórula. (Tab. 88, Fig. 30)
Os valores de densidade máxima (2.300 org/l ) e densidade média por ambiente
(788 org/l) foram registrados na amostragem de julho/agosto de 2002 (período de seca),
quando se destacaram os gêneros Navicula, Gomphonema e Cocconeis (Tab. 89, Fig.
31).
Em fevereiro de 2004 (período de chuvas), a densidade máxima foi de 1.000
org/l e a média, de 360 org/l. Synedra, Hantzschia e Eunotia foram os organismos mais
abundantes nesse período (Tab. 90, Fig. 32).
Conclusões preliminares (Diatomoflórula)
Os resultados indicam o grande potencial de uso da diatomfórula como uma
comunidade indicadora do grau de poluição das águas dos tributários do reservatório de
São Simão. Foram observadas diferenças tanto entre os ambientes dentro da mesma
estação de amostragem quanto no mesmo ambiente entre as duas estações. Em
julho/agosto de 2002, o Rio Tijuco apresentou maior densidade e a maior riqueza de
diatomáceas planctônicas. Nas coletas de fevereiro de 2004, o rio Meia Ponte que se
destacou dos demais ambientes devido aos maiores valores de densidade e riqueza de
sua diatomoflórula.
Em ambos os períodos amostrais, os menores valores foram registrados no ponto
do Rio Paranaíba localizado à jusante do reservatório, que apresentou densidade
máxima de 60 org/l, em fevereiro de 2004, e riqueza de apenas dois gêneros, nas duas
amostragens.
A ocorrência de alterações espaciais (entre ambientes) e temporais (entre
períodos de amostragem) nas condições físicas e químicas da água, as quais se
refletiram em mudanças qualitativas (composição) e quantitativas (densidade total) na
diatomoflórula planctônica. Com base nestas análises, os rios Tijuco, Prata e Meia
Ponte são apontados como os ambientes que recebem a maior carga de matéria
orgânica. Esses resultados corroboram os dados de aporte de nutrientes e sólidos totais
já apresentados anteriormente sugerindo que a degradação do reservatório de São Simão
é, em grande parte, originada pelo aporte de nutrientes, sólidos e matéria orgânica que
são trazidos pelos rios Tijuco (MG) e Meia Ponte (Goiás).
Ricardo Pinto-Coelho
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192
Tabela 87 – Gêneros de diatomáceas planctônicas registrados nos principais tributários
do reservatório de São Simão no período de julho/agosto de 2002.
Gênero
P-00
P-02
Paranaíba Mateira
Achnanthes
Amphora
Cocconeis
Cyclotella
Cymbella
Eunotia
Fragillaria
Frustulia
Gomphone
ma
Hantzschia
Melosira
Navicula
Nitzschia
Pinnularia
Stauroneis
Surirella
Synedra
D13
D19
D21
D39
D49
D57
Total
1
P-04
Preto
P-05
P-11
P-15
São
Francisco Meia Ponte Patos
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
P-17
Prata Tijuco
1
1
1
1
1
P-16
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
4
1
9
8
11
8
10
12
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Tabela 88 – Gêneros de diatomáceas planctônicas registrados nos principais tributários
do reservatório de São Simão no período de fevereiro de 2004.
P-00
Gênero
Achnanthes
Amphipleura
Anemoneis
Cocconeis
Cyclotella
Cymbella
Eunotia
Frustulia
Gomphonema
Hantzschia
Melosira
Navicula
Nitzschia
Pinnularia
Stauroneis
Synedra
D18
D21
D26
D35
D49
D5
D60
Total
P-02
Paranaíba Mateira
P-04
Preto
P-05
P-11
São
Francisco Meia Ponte
P-15
P-16
Patos
Prata Tijuco
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
P-17
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
7
1
5
1
1
1
1
1
1
2
7
5
8
14
5
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Tabela 89 - Densidades de diatomáceas planctônicas nos principais tributários do
reservatório de São Simão no período de julho/agosto de 2002.
Gênero
P-00
P-02
Paranaíba Mateira
Achnanthes
Amphora
Cocconeis
Cyclotella
Cymbella
Eunotia
Fragillaria
Frustulia
Gomphone
ma
Hantzschia
Melosira
Navicula
Nitzschia
Pinnularia
Stauroneis
Surirella
Synedra
D13
D19
D21
D39
D49
D57
Total
20
P-04
Preto
P-05
P-11
P-15
São
Francisco Meia Ponte Patos
40
20
20
20
40
80
40
60
140
60
40
80
20
40
60
60
20
180
40
40
60
40
20
40
80
20
300
20
300
120
60
80
20
20
200
40
40
160
P-17
Prata Tijuco
20
80
60
20
20
P-16
400
40
20
20
600
40
20
1200
20
20
80
80
20
80
80
220
40
340
20
40
120
20
560
300
820
900
1260
2300
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Tabela 90 - Densidade de diatomáceas planctônicas nos principais tributários do
reservatório de São Simão no período de fevereiro de 2004.
P-00
Gênero
Achnanthes
Amphipleura
Anemoneis
Cocconeis
Cyclotella
Cymbella
Eunotia
Frustulia
Gomphonema
Hantzschia
Melosira
Navicula
Nitzschia
Pinnularia
Stauroneis
Synedra
D18
D21
D26
D35
D49
D5
D60
Total
P-02
Paranaíba Mateira
P-04
Preto
P-05
P-11
São
Francisco Meia Ponte
P-15
P-16
Patos
Prata Tijuco
100
20
20
40
20
20
20
20
20
60
20
20
60
100
80
60
80
60
40
40
40
120
80
20
20
20
P-17
20
20
60
60
20
80
100
80
180
40
100
40
60
80
20
20
40
40
40
20
320
40
240
340
40
20
40
20
60
60
140
240
440
1000
440
Ricardo Pinto-Coelho
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Número de Gêneros
14
12
10
8
6
4
2
Ti
ju
co
Pr
at
a
Pa
to
s
ra
nc
is
co
M
ei
a
Po
nt
e
S.
F
Pr
et
o
M
at
ei
ra
0
Fig. 29 - Riqueza (número de gêneros) de diatomáceas (Chrysophyta/
Bacillariophyceae) em cada um dos principais tributários do reservatório de São Simão
em julho/agosto de 2002.
Número de Gêneros
16
14
12
10
8
6
4
2
co
Ti
ju
Pr
at
a
Pa
to
s
Po
nt
e
ei
M
Fr
S.
a
an
ci
sc
o
Pr
et
o
M
at
ei
ra
0
Fig. 30 - Riqueza (número de gêneros) de diatomáceas (Chrysophyta/
Bacillariophyceae) em cada um dos principais tributários do reservatório de São Simão
em fevereiro de 2004.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
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Densidade (org/l)
2500
2000
1500
1000
500
o
Ti
ju
c
Pr
at
a
os
Pa
t
Po
nt
e
o
M
ei
a
is
c
ra
nc
S.
F
Pr
et
o
M
at
e
ira
0
Fig 31 – Densidade (organismos/l) de diatomáceas planctônicas em cada um dos
principais tributários do reservatório de São Simão em julho/agosto de 2002.
1200
Densidade (org/l)
1000
800
600
400
200
ju
co
Ti
at
a
Pr
Pa
to
s
Pr
et
o
S.
Fr
an
ci
sc
o
M
ei
a
Po
nt
e
M
at
ei
ra
0
Fig 32 – Densidade (organismos/l) de diatomáceas planctônicas em cada um dos
principais tributários do reservatório de São Simão em fevereiro de 2004.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
198
Usos do solo – abordagem SIG
Em limnologia, os sistemas de informação geográfica têm sido empregados no
monitoramento da poluição de aquíferos causada pelo uso de fertilizantes (Halliday &
Wolfe, 1991), efeitos da agricultura na qualidade de água (He et al. 1993) e na
formulação de modelos preditivos sobre a qualidade de água. No presente caso, o uso
dessa metodologia SIG está basicamente voltado a avaliação do impacto da atividade
agro-pastoril na qualidade de água do reservatório de São Simão.
Inicialmente, fizemos uma superposição de imagem de satélite e da carta
topográfica do IBGE com o intuito de obter uma primeira aproximação das áreas de
cada sub-bacia do reservatório. Esse foi um trabalho longo pois exigiu uma
digitalização manual dos polígonos delimitando o reservatórios, os tributários bem
como os divisores de água. O mapa a seguir é um produto do cruzamento da imagem
georeferenciada Landsat (INPE, ago, 2001) com a carta topográfica 1:250.000 do IBGE.
Isso permitiu que fossem delimitadas - provisoriamente - as diferentes sub-bacias
(polígonos em vermelho) em todo o reservatório. Numa segunda etapa, iremos definir as
áreas de cada sub-bacia usando um modelo digital de terreno o que possibilita uma
acurácia muito maior nas estimativas das áreas das sub-bacias.
Figura - 33 – Estimativas iniciais das sub-bacias do reservatório de São Simão. Mapa
elaborado usando o programa ARC VIEW por Maria Castellanos de Sola em outubro de
2002.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
199
Para a execução da delimitação das sub-bacias, foram utilizadas as cartas
topográficas digitais, fornecidas pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto de
Geociências da UFMG. Estas foram digitalizadas a partir da Carta Topográfica do
Brasil (IBGE), na escala de 1:100 000. Na poção mineira, além da drenagem, também
foi possível usar, como referência, o MDT (Modelo Digital de Terreno), aumentando
ainda mais a precisão na demarcação dos divisores de água. O MDT é uma malha
poligonal montada a partir de variações do elemento altitude, o que constitui um
sistema de coordenadas XYZ. Assim, além do eixo das ordenadas e das abscissas (que
correspondem à localização do ponto), existe a variação do eixo Z, que neste caso
representa a altitude naquele ponto. O resultado é uma imagem tridimensional do
terreno que permite a correta visualização de seu relevo.
As áreas para cada uma das principais sub-bacias estão representadas na tabela
91 O somatórios das diferentes sub-bacias de captação do reservatório de São Simão foi
avaliada em 67.224 km2 e pode ser sub-dividida em doze sub-bacias principais. As duas
maiores sub-bacias são formadas, respectivamente, pelos rios dos Bois (34.762 km2) e
Meia Ponte (12.387 km2), ambas no estado de Goiás. As maiores sub-bacias do lado
mineiro pertencem, respectivamente, aos rios Tijuco (7.348 km2) e Prata (5.970 km2).
Tabela - 91 – Principais sub-bacias do reservatório de São Simão.
Nome
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Rib. da Mateira
Rib. do Rosa
Rib. Campanha
Rib. São Jerônimo
Rio Alegre
Rib. dos Patos
Rio São Francisco
Rio Preto
Rio da Prata
Rio Tijuco
Rio Meia Ponte
Rio dos Bois
Área (Km2)
196
238
248
701
929
986
1.329
2.130
5.970
7.348
12.387
34.762
Total
67.224
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
200
Figura 34 – Cartograma ilustrando as diferentes sub-bacias do reservatório bem como a malha dos municípios da bacia de drenagem do
reservatório de São Simão (MG/GO).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
201
A próxima etapa foi a identificação e a soma das áreas municipais dentro de cada
uma das sub-bacias do reservatório. Um total de noventa municípios possui parte ou a
totalidade de seus territórios dentro da bacia do reservatório de São Simão. A grande
maioria dos municípios possui a maior parte de seus territórios dentro da área da bacia de
captação do reservatório.
A relação dos municípios do Estado de Minas Gerais é composta por quatorze
municipalidades cujos territórios estão totalmente ou parcialmente dentro da bacia de
captação do reservatório. O somatório das áreas municipais mineiras chega a 31.711 km2. A
lista dos municípios bem como a área de cada um deles está representada na tabela 4. Os
municípios com as maiores áreas foram Prata (4.865 km2), Uberaba (4.535 km2),
Uberlândia (4.124 km2).
Tabela 92 - Relação dos municípios mineiros dentro das sub-bacias dos principais
tributários do reservatório de São Simão. Os códigos são necessários para a identificação do
município na figura 33.
Município
2
Código
Área (Km )
(MG)
1
2
3
4
Cachoeira Dourada
Campina Verde
Campo Florido
Canópolis
M2
M12
M8
M10
203
3663
1271
843
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
Capinópolis
Gurinhatã
Ipiaçu
Ituiutaba
Monte Alegre de Minas
Prata
Santa Vitória
Uberaba
Uberlândia
Veríssimo
M5
M7
M4
M3
M6
M11
M1
M9
M13
M14
625
1854
470
2604
2604
4865
3010
4535
4124
1033
Total
31.711
O total dos municípios goianos com área dentro da bacia de captação do
reservatório de São Simão foi de 76.134 km2, englobando setenta e seis municípios. Os
municípios com as maiores áreas foram: Caiapônia (8.682 km2), Rio Verde (8.415 km2),
Paraúna (3.794 km2), Quirinópolis (3.792 km2), Morrinhos (2.855 km2) e Itumbiara (2.465
km2). No total, as diferentes sub-bacias de captação do reservatório de São Simão
comprometem cerca de 25% da superfície total do estado de Goiás.
Tabela 93 - Relação dos municípios goianos dentro das sub-bacias dos principais
tributários do reservatório de São Simão. Os códigos são necessários para a identificação do
município na figura 33. (continua...).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
202
Tabela 93 -.
Município
(GO)
Código
Área
(Km2)
Município
(GO)
1
2
3
4
Acreúna
Adelândia
Aloândia
Americano do Brasil
G53
G14
G62
G8
1571
116
103
134
40
41
42
43
5
6
7
8
9
10
11
12
13
Anápolis
Anicuns
Aparecida de Goiânia
Araçu
Aragoiânia
Avelinópolis
Bela Vista de Goiás
Bom Jesus de Goiás
Bonfinópolis
G4
G9
G39
G10
G41
G17
G37
G66
G30
1078
965
290
154
238
165
1281
1410
123
44
45
46
47
48
49
50
51
52
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
Brazabrantes
Cachoeira Alta
Cachoeira Dourada
Caiapônia
Caldazinha
Campestre de Goiás
Castelândia
Caturaí
Cezarina
Cromínia
Damolândia
G13
G71
G74
G26
G33
G34
G67
G18
G44
G51
G7
124
1659
523
8682
313
275
298
207
417
371
85
53
54
55
56
57
58
59
69
61
62
63
25
Edealina
G54
606
64
26
Edéia
G55
1466
65
27
Firminópolis
G23
408
66
28
Goianápolis
G21
163
67
29
Goiânia
G25
790
68
30
31
32
Goianira
Goiatuba
Gouvelândia
G22
G64
G72
201
3089
833
69
70
71
33
34
35
36
37
38
39
Guapó
Hidrolândia
Inaciolândia
Indiara
Inhumas
Itaberaí
Itauçu
G40
G42
G73
G46
G6
G1
G3
534
947
691
960
616
1476
385
72
73
74
75
76
Itumbiara
Jandaia
Joviânia
Leopoldo de
Bulhões
Mairipotaba
Maurilândia
Montividiu
Morrinhos
Mossâmedes
Nazário
Nerópolis
Nova Veneza
Ouro Verde de
Goiás
Palmeiras de Goiás
Palminópolis
Panamá
Paranaiguara
Paraúna
Piracanjuba
Pontalina
Professor Jamil
Quirinópolis
Rio Verde
Santa Bárbara de
Goiás
Santa Helena de
Goiás
Santo Antônio da
Barra
Santo Antônio de
Goiás
São João da
Paraúna
São Luís de Montes
Belos
São Simão
Senador Canedo
Terezópolis de
Goiás
Trindade
Turvânia
Turvelândia
Varjão
Vicentinópolis
Total
Código
Área
(Km2)
G69
G43
G63
G20
2465
867
455
497
G52
G65
G47
G58
G2
G28
G15
G11
G5
462
395
1881
2855
687
301
205
124
210
G31
G36
G68
G75
G35
G48
G56
G49
G70
G50
G29
1545
389
435
1158
3794
2458
1434
349
3792
8415
140
G61
1132
G57
453
G19
133
G38
306
G12
829
G76
G32
G16
415
246
107
G27
G24
G59
G45
G60
781
474
937
521
740
76.134
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
203
Em apenas poucos casos, existem municípios que possuem apenas uma pequena
porção de seus territórios dentro da bacia do reservatório. Do lago de Goiás, esses
municípios são: G-1 Itaberaí, G-2 Mossâmedes e G-26 Caiapônia. Do lado de Minas
Gerais, os municípios com apenas uma pequena porção dentro da bacia do reservatório
foram M-9 Uberaba e M-12 Campina Verde (Figura 33).
A próxima etapa foi a quantificação das principais atividades agro-pastoris exisntes
nas sub-bacias do reservatório. Essas atividades foram divididas nos seguintes itens: (a)
população humana (Minas Gerais); (b) atividades agrícolas e (c) pecuária. As atividades
agrícolas foram divididas em lavoura permanente e lavoura temporária e a atividade de
pecuária restringiu-se à pecuária bovina.
Os dados da ocupação humana demonstram que as atividades agrícolas e de
pecuária estiveram concentradas ao longo dos rios que maior carga de nutrientes e de
sólidos trazem para o reservatório. Nesse sentido, os rios goianos dos Bois e o Meia Ponte
podem ser apontados como sendo aqueles que maior impacto ambiental causam no
reservatório. Do lado mineiro, os rios Prata e Tijuco se destacam como sendo os vetores
que trazem as maiores contribuições para a entrada de sólidos e de nutrientes essenciais
para o reservatório. Dessa forma, qualquer plano de manejo e recuperação da qualidade de
água do reservatório passa necessariamente pela adoção de medidas mitigadoras focadas
principalmente para os municípios localizados nessas sub-bacias.
População humana
A quantificação das principais atividades humanas na bacia do reservatório de São
Simão ilustra uma grande heterogeneidade espacial tanto do lado mineiro quanto do lado
goiano (Figuras 35 e 36). Isto provavelmente é reflexo das diferenças regionais em termos
de densidade populacional. Mais de 2 milhões de pessoas tem como seus domicílios alguns
dos tributários formadores da bacia de captação doreservatório de Sâo Simão (Tab. 94). Do
lago goiano, há uma forte ocupaçao humana no nordeste da bacia do reservatório de São
Simão, principalmente nas sub-bacias dos rios Meia Ponte e dos Bois o que pode ser
facilmente visto na figura através da localização das sedes municipais nessa região (Fig.
35).
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
204
Tab. 94 – Número de núcleos urbanos e população em algumas das sub-bacias do
reservatório de São Simão (MG/GO).
Bacia
Número de Núcleos
População
Rio Meia Ponte (GO)
22
1.673.515
Rio dos Bois (GO)
36
397.464
Rio Tijuco (MG)
07
114.146
Rio Preto (GO)
01
30.822
Rib. Bom Jesus (GO)
01
14.746
Córr. Sertãozinho (GO)
01
13.140
Córr. Invernada (MG)
01
11.394
Rib. Mateira (GO)
01
7.229
Córr. Carvalho (GO)
01
2.898
Rib. São Gerônimo (MG)
01
2.452
05
21.803
77
2.289.609
Total
Em Minas Gerais, a maior população está concentrada no rio Tijuco, especialmente
nos municípios de montante como Uberlândia. Notar, entretando que a sede deste
município não está na sub-bacia de captação do reservatório (Fig. 36 e Tab. 94).
Lavoura Permanente
As maiores densidades (32 a 40 ton.km-2) de produção para a lavoura permanente
foram encontradas em pequenos municípios goianos situados ao norte da bacia do rio dos
Bois e Meia Ponte: G-14 Adelândia, G-10 Araçú e G-16 Terezópolis de Goiás (Figura 37).
Em Minas Gerais, as maiores densidades para a lavoura permanente foram encontradas nos
municípios M-6 Monte Alegre de Minas, e M-13 Uberlândia, cidades localizadas na subbacia do rio Tijuco e M-11 Prata, localizado na sub-bacia do rio da Prata (Figura 38).
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205
Lavoura Temporária
Em relação à lavoura temporária, as maiores taxas de produção foram observadas
nos municípios goianos da sub-bacia do rio dos Bois, notadamente nos municípios G-43
Jandaia, G-61 Santa Helena de Goiás, G-59 Turvelândia e G-65 Maurilândia, todos com
mais de 720 toneladas por km2 (Figura 39). Do lado mineiro, apenas um minicípio, M-10
Canópolis na sub-bacia do rio Tijuco, exibiu tal densidade de produção (Figura 40).
Pecuária
A pecuária mostrou-se concentrada no entorno do reservatório e nas partes
medianas e altas das sub-bacias dos rios goianos dos Bois e Meia Ponte. Em Goiás, quase
todos os municípios nas sub-bacias dos rios Mateira, Alegre, Preto e São Francisco bem
como os municípios do norte da sub-bacia do rio dos Bois e Meia Ponte apresentaram
densidades relativamente elevadas para o rebanho bovino (Figura 41). Em Minas Gerais, as
maiores densidades do rebanho bovino foram encontradas nos municípios M-1 Santa
Vitória, M-3 Ituiutaba, M-7 Gurinhatã e M-12 Campina (Fig. 42).
Títulos dos cartogramas (figuras 35 a 43)
Figura 35 – Municípios, sedes municipais e delimitação das sub-bacias do reservatório de
São Simão (MG/GO).
Figura 36 – Densidade da população humana (habitantes.km-2) nos municípios mineiros
pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão.
Figura 37- Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras permanentes nos municípios que
compõem a bacia de drenagem do reservatório de São Simão.
Figura 38 - Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras permanentes nos municípios
nos municípios mineiros pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão.
Figura 39 - Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras temporárias nos municípios que
compõem a bacia de drenagem do reservatório de São Simão.
Figura 40 - Densidade de produção (ton.km-2) das lavouras temporárias nos municípios nos
municípios mineiros pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão.
Figura 41 - Densidade de cabeças de gado (cabeças.km-2) nos municípios que compõem a
bacia de drenagem do reservatório de São Simão.
Figura 42 - Densidade de cabeças de gado (cabeças.km-2) nos municípios que compõem
municípios mineiros pertencentes á bacia de drenagem do reservatório de São Simão.
Ricardo Pinto-Coelho
Figura 35 -
convênio Cemig/Fundep 4830-1
206
Ricardo Pinto-Coelho
Figura 36 -
convênio Cemig/Fundep 4830-1
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Ricardo Pinto-Coelho
Figura 37 –
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Ricardo Pinto-Coelho
Figura 38 -
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Ricardo Pinto-Coelho
Figura 39 -
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Figura 40 -
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Ricardo Pinto-Coelho
Figura 41 -
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Figura 42 -
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Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
214
Comentários sobre os resultados da coleta de janeiro 2002
O reservatório de S. Simão apresentou sinais típicos de eutrofização, tendo destaque
a baixa transparência da água (<1.6 m), a existência de depleção de oxigênio dissolvido
ainda nas camadas superficiais, valores de pH fortemente alcalinos (>8,0) na zona fótica e,
em alguns casos, concentrações extremamente elevadas de clorofila-a, tal como o
observado no ponto C09 - balsa de Ipiaçú. Nesse ponto, as características físico-químicas
(pH acima de 9 e valores de supersaturação de oxigênio dissolvido, acima de 12 mg.L-1) e
biológicas (concentrações de clorofila-a acima de 100 ug.L-1 e densidades totais de
fitoplâncton em torno de 30.000 cel.ml-1 ) não deixam dúvidas quanto a existência de um
intenso waterbloom de cianobactérias planctônicas que pode ser mesmo constatado
macroscopicamente (Fig. 5).
Constatou-se a contribuição de fósforo de natureza alóctone que está entrando no
reservatório em concentrações elevadas (> 100 ug.L-1) em praticamente todos os tributários,
com particular ênfase para os tributários do lado goiano (Tab. 11, Fig. 4). Como agravante,
deve-se notar que essas concentrações elevadas foram encontradas no período chuvoso
exatamente aquele quando ocorrem as maiores vazões dos tributários. Vale ainda ressaltar
que a grande maioria dos tributários apresentou concentrações relativamente baixas de
nitrogênio. Outra forte evidência da íntima associação entre fósforo e cianobactérias referese ao fato de que a alga numericamente dominante, Anabaena spiroides e A solitaria
apresenta grande abundância de estruturas fixadoras de nitrogênio atmosférico, os
heterocistos (Fig. 6, organela não representada na foto). Todas essas evidências factuais
corroboram para suportar nossa hipótese inicial de trabalho que consiste na existência de
uma relação espaço-temporal entre aporte de fósforo e presença de cianobactérias.
Um aspecto importante na dinâmica da ciclagem do fósforo nesse ambiente referese aos fatos: (a) de que a maioria do fósforo encontra-se sob a forma particular e (b) há um
súbito decréscimo do fósforo à medida que se avança da zona de transição para o eixo
central do reservatório. Tais fatos evidenciam uma elevada afinidade da microbiota do lago
por esse elemento, dando suporte adicional ao fato de que a rápida eutrofização de São
Simão está ligada ao crescente aporte desse nutriente. Esses fatos indicam que o fósforo (e
não o nitrogênio) é o elemento limitante da produção biológica no reservatório.
As análises iniciais referentes à parte de georeferenciamento apresentadas apontam
para o fato de que as atividades humanas da bacia e, em especial, aquelas existentes no
território goiano possivelmente estão associadas à rápida degradação da qualidade de água
no reservatório de São Simão.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
215
Comentários sobre a coleta de abril de 2002
O presente relatório traz os resultados parciais referentes as coletas de abril de 2002
bem como os dados completos referentes às análises de fitoplâncton referentes ao mês de
janeiro de 2002.
As análises físico-químicas demonstram um forte dinâmica temporal seja no
reservatório seja nos tributários. Inicialmente, vale destacar que incluímos mais três pontos
de coletas: um ponto no reservatório, o ponto C10 (balsa de Gouveinha) e os pontos P18
(córrego Campanha) e P19 (ribeirão Jacaré).
Em abril, houve um generalizado decréscimo nos valores de nutrientes em quase
todos os tributários, principalmente fósforo total e sólidos em suspensão (exceto no rio
Paranaíba, P00). Esse decréscimo aponta para o fato de que as principais entradas de
nutrientes no reservatório se dão na fase das chuvas.
O decréscimo observado no fósforo total coincide com a melhora da qualidade de
água no reservatório. Houve um aumento generalizado da transparência da água e uma
redução nos teores de clorofila-a na maioria das estações limnéticas. Nenhum vestígio foi
encontrado do florescimento de algas observado no ponto C09, observado em janeiro.
Apesar desses sinais claros de melhoria da qualidade das águas nos tributários e no
reservatório, encontramos claros sinais de que o reservatório encontra-se num processo de
crescente trofia. Dentre eles, ressaltamos a presença do íon amônio em quase todos os
pontos limnéticos, o forte decréscimo do oxigênio dissolvido na zona superficial (primeiros
7 metros) do lago, e a prevalência de valores alcalinos do pH para essa faixa da coluna de
água.
Muitos tributários, principalmente aqueles do lado goiano (Meia Ponte, São
Francisco, Preto e Alegre) e alguns do lado mineiro (Patos, Invernada, Tijuco e Prata)
apresentaram valores relativamente elevados para a condutividade elétrica, sólidos em
suspensão, nitratos e nitritos ou mesmo para o fósforo, revelando a existência de impactos
continuados e localizados (fontes não difusas). Vale ressaltar uma vez mais o rio Meia
Ponte que apresentou um vigoroso acréscimo nas suas concentrações de nitrato, em abril.
Dessa forma, fica evidente que existe um “mosaico” de entradas de nutrientes seja por
fontes difusas seja por fontes pontuais no reservatório. Essa situação contrasta com outros
reservatórios mineiros, tal como o reservatório de Furnas, onde a maior parte dos impactos
se dá via fontes pontuais (Del Aguila, 2002).
Finalmente, apresentamos ainda nesse relatório as análises consistidas para a
comunidade fitoplânctônica do reservatório referente ao mês de janeiro de 2002. Trata-se
de uma comunidade de baixa riqueza e forte dominância, atributos típicos de um ambiente
impactado e instável, sob o ponto de vista ecológico. As análises ainda demonstram, de
modo inequívoco, a existência de um gradiente espacial de concentrações (e biovolumes)
crescentes de cianobactérias em direção à montante e confirmam a existência do
“waterbloom” no ponto C09.
Ricardo Pinto-Coelho
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216
Cometários sobre a coleta de julho de 2002
Essa excursão demonstrou, de forma inequívoca, a grande dinâmica sazonal a que
está submetida a maioria das variáveis físico-químicas consideradas no estudo tanto nos
tributários quando no corpo central da represa.
Nos tributários, houve diminuição da temperatura da água, condutividade elétrica,
oxigênio dissolvido, nitratos, fósforo total e solúvel. Já a amônia sofreu um aumento em
muitos pontos de coletas. Outro ponto a ser destacado refere-se à diminuição observada nos
sólidos em suspensão. É de particular interesse observar as características diferentes entre
certos tributários de grande porte tais como o rio Meia Ponte (GO) que mesmo na estação
seca continua a exibir elevadas concentrações de nitratos e de condutividade elétrica. Os
tributários do lado mineiro (Tijuco e Prata) destacaram-se mais pelo aporte de amônia ou de
matéria orgânica. Esses padrões diferenciais estão intimamente ligados ao uso do solo na
bacia e subsidiam a nossa estratégia para o segundo ano do projeto quando pretendemos
investigar com mais afinco nas atividades humanas nas principais sub-bacias do
reservatório.
Nos pontos do reservatório houve também decréscimo da temperatura, do oxigênio
dissolvido, condutividade elétrica, O pH aumentou e valores acima de 8,0 foram
observados na maioria dos pontos. A principal característica desse mês, no entanto, foi a
prevalência de elevados valores para a transparência de água. A menor carga de seston no
reservatório foi também refletida nos teores de sólidos em suspensão e na clorofil-a . Em
termos de nutrientes, duas tendências devem ser retidas: aumento da amônia e redução
ainda maior do fósforo total na maioria dos pontos.
A redução generalizada no aporte via tributários e na disponibilidade de fósforo no
reservatório coincide com os valores muito baixos de seston e de alta transparência da água.
Esses fatos são muito importantes e subsidiam a nossa hipótese de trabalho que consiste em
demonstrar que esse nutriente é essencial para o desenvolvimento da grande biomassa algal
observada nos meses de verão. A isso deve ser somado o fato de que o aumento no aporte
de nitrogênio inorgânico (amônia) no reservatório em nada afetou a tendência de queda nos
teores de seston e não impediu o estabelecimento de uma elevada transparência da água nos
pontos limnéticos.
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217
Cmentários sobre a coleta de outubro de 2002
O reservatório e o lago apresentaram uma nítida evolução sazonal na maioria dos
parâmetros analisados. As temperaturas da água estiveram elevadas em todos os pontos
limnéticos amostrados, nunca ficando abaixo de 27,7 °C na superfície. As transparências
decresceram de um modo conspícuo nos pontos limnéticos do reservatório. Os valores de
condutividade elétrica também sofreram decréscimo em todos os pontos amostrados no
reservatório. O oxigênio dissolvido apresentou valores relativamente elevados na superfície
e houve, como seria de se esperar, um ligeiro declínio da disponibilidade de oxigênio nas
zonas mais profundas. O pH ainda manteve-se alcalino em todos os pontos amostrados
dentro do reservatório.
As temperaturas dos pontos dos braços do reservatório sofreram igualmente uma
forte elevação, se comparadas com a última excursão em julho. Os valores de
condutividade apresentaram duas tendências nítidas. Nos pontos sob forte influência dos
braços dos rio dos Bois e Tijuco/Prata, os valores aumentaram. Ao contrário, nos pontos do
rio Paranaíba, a condutividade permaneceu ainda baixa, ao redor de 37 uS.cm-1 . Ao
contrário do que foi observado nas estações limnéticas, o oxigênio dissolvido nos braços do
reservatório, em outubro de 2002, permaneceu em valores comparáveis àqueles observados
em julho de 2002.
A temperatura da água voltou a subir também nos tributários mas, de acordo com os
meses anteriores, pode-se afirmar que houve uma tendência para valores menos elevados
nos tributários se comparado aos braços e eixo central do reservatório. O pH nos tributários
sofreu um decréscimo em relação a julho. A condutividade elétrica apresentou distintos
padrões. Em alguns rios, ela manteve os mesmos níveis de julho ou ainda menores ainda.
Em outros, ela mostrou um nítido padrão de acréscimo. Em uma tendência contrária, ao
que foi observado em julho/agosto, os tributários apresentaram concentrações de oxigênio
dissolvido claramente menos elevadas do que aquelas verificadas no reservatório.
Em relação ao corpo central do reservatório, os valores de amônia sofreram
ligeiros acréscimos em alguns pontos. Os nitritos não sofreram grandes altera~çoes e
diminuíram ligeiramente suas concentrações na maioria dos pontos dentro do
reservatório.Os nitratos sofreram uma redução nos pontos limnéticos do reservatório.
Em relação ao nitrogênio, a tendência de acréscimo da amônia nos tributários do
reservatório foi mantida em outubro.Em muitos casos, as concentrações praticamente mais
que dobraram em outubro se comparadas ao trimestre anterior. Os nitritos foram detectados
em quase todos os pontos (exceto no P-17) amostrados embora tenham apresentado
concentrações pequenas (menores do que 8,0 ug.L-1 de N-NO2) na maioria dos pontos. Os
nitratos apresentaram uma tendência inversa à da amônia, apresentando uma clara redução
de suas concentrações em quase todos os pontos de coletas.
Uma das tendências mais “firmes” encontradas no reservatório e nos tributários no
mês de outubro de 2002 foi o aumento quase que generalizado observado nas
concentrações de fósforo total nos diversos pontos de coletas. O fósforo solúvel, ao
contrário, sofreu uma redução de seus valores na grande maioria dos pontos limnéticos
amostrados (C-02, C-05, C-06, C-08, C-09 e C-13).
Os sólidos totais sofreram uma redução generalizada de suas concentrações em
outubro. A turbidez foi medida, pela primeira vez, em outubro de 2002. Os seus valores
foram mais elevados nas regiões distais do reservatório e nos tributários. A clorofila
somente foi detectada no ponto 14A. Os sólidos totais estiveram sempre em baixas
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
218
concentrações no reservatório (<5,0 mg.l-1). A turbidez foi mais elevada nas regiões mais
distais do reservatório, especialmente nos pontos C-08, C-09, C-10 e C11.
O presente relatório traz dois estudos de caso realizados, respectivamente, nos rios
Prata e Tijuco, os maiores tributários do reservatório de São Simão do lado de Minas
Gerais. O objetivo desses casos de estudo foi o de evidenciar qual o tipo de fonte (difusa x
pontual) que tem o poder de influenciar de modo significativo a qualidade de água de um
grande tributário do reservatório de São Simão. Um dos estudos de caso demonstra
claramente o efeito das fortes chuvas sobre a química de um grande tributário, o rio da
Prata, demonstrando que o escoamento superficial (run off) realmente afeta – em curto
espaço de tempo – a química do rio. Outro estudo de caso, por outro lado, também
demonstra os efeitos da entrada de esgotos e efluentes industriais na química de um grande
tributário, o rio Tijuco, MG. Ambos os casos ilustram um ponto relevante: tanto as
contribuições pontuais (esgotos e p.ex.) quanto as difusas (via run off ) são importantes e
determinam a qualidade de água nos grandes tributários de São Simão. Dessa forma, para
estudarmos a presença das cianobactérias no reservatório já sabemos que estas se
relacionam com a entrada nutrientes, espcecialmete o fósforo no lago. Agora, sbemos que
temos que quantificar ambas as fontes (pontuais e difusas) nos principais tributários do
reservatório para entedermos melhor a dinâmica das cianobactérias.
Ricardo Pinto-Coelho
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219
Cmentários sobre a coleta de janeiro de 2003
O fato mais notável observado em janeiro de 2003 é a constatação de que o
reservatório de São Simão estava livre – desde janeiro de 2002 até então - dos
florescimentos algal de cianobactérias comumente encontrados entre os meses de janeiro e
fevereiro. Segundo depoimentos colhidos junto a prefeitura da cidade de São Simão (GO),
os florescuimentos são usualmente recorrentes em uma escala anual com tendência a
ocorrerem nos meses de verão. A cidade de São Simão sofre uma perda econômica
considerável com os florescimentos massais de cianobactérias já que uma de suas
atividades econômicas principais é o turismo de balneário.
A constatatação de que as temperaturas de janeiro de 2003 estiveram abaixo
daquelas observadas em janeiro de 2002 é uma observação importante em termos de
floração de algas pois existem evidências na literatura indicando a relação direta entre
“blooms de cianobactérias e a temperatura (zohary ).
Outro ponto importante que está de acordo com a ausência de “bloom” em janeiro
de 2003 é o fato de que as transparências da água foram bem maiores nesse período se
comparados a igual período de 2002. De forma compreensível, a quantidade de oxigênio
dissolvido na superfície, o pH e a condutividade aop conmtrário exibiram valores menores
em janeiro de 2003 se comparados a igual período de 2002. Todas essas tendências são
coerentes em justificar a ausência de bloom no reservatório em 2003 sob o ponto de vista
dos fatores básicos físico-químicos do reservatório.
Outro aspecto extremamente importante é o fato de que os dados de amônio e
nitrato não deixam dúvidas em se afirmar que houve um aumento da disponibilidade de
nitrogênio inorgânico na zona limnética do reservatório ao se comparar os meses de janeiro
de 2002 e 2003.
Os dados de concentrações da série nitrogenda obitdos ao longo do perfil
representado na Tab. 9-B não deixam dúvidas no sentido de que existe uma grande
homogenidade físico-químca na coluna de água no reservatório de São Simão. A existência
de nitrato próximo ao fundo do ponto e a inexistência de um gradiente de amônio com
aumento dessa espécie de nitrogênio no fundo do ponto C-05 demonstram - de modo
inequívoco - a boa disponibilidade de oxigênio dissolvido em toda a coluna de água o que
já foi demonstrado nas tabelas 2 a 5. Esse fato contrasta de modo agudo com muitos
reservatórios tropicais mesmo aqueles de grande porte e confere um caráter muito particular
ao reservatório de São Simão.
A grande disponibilidade de nitrogênio inorgânico atestada pelas maiores
concentrações de todas as formas solúveis de nitrogênio na zona limnética do reservatório
em pleno verão de 2003 (janeiro de 2003), justamente em uma fase de ausência de qualquer
florescimento de cianobacterias sugere que o fator determinante para o aparecimento desse
fenômeno está na disponibilidade de fósforo, um elemento potencialmente limitante para as
cianobactérias. E isso é exatamente o que aconteceu em janeiro de 2003, ou seja, houve
uma redução generalizada nas concentrações de fósforo total nos pontos limnéticos do
reservatório.
A clorofila-a apresentou baixas concentrações, em geral abaixo do limite de
detecção do método, em todos os pontos da região limnética o que reforça os resultados
das contagens de fitoplâncton que não evidenciaram florescimentos de algas em qualquer
ponto do reservatório.
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Comentários sobre a coleta de outubro de 2003
O reservatório apresentou-se em geral estratificado mas com boa disponibilidade de
oxigênio dissolvido em águas mais profundas. A condutividade foi em geral mais baixa do
que nos meses de chuva. O grande aspecto que ressaltou aos nossos olhos nesse período foi
a elevada transparência de água nas estações limnéticas (4,5 – 5,0 m). A elevada
disponibilidade de luz na coluna de água do reservatório ficou muito evidente através dos
dados do radiometro com uma zona fótica na faixa 10-12 metros.
Os pontos limnéticos sob influência dos tributários (C-08, C-09, C-10 e C-13)
tiveram pH em geral alcalinos e com boa disponibilidade de oxigênio. A condutividade
elétrica destacou-se com seu valor mais elevado no ponto C-09 (rio Tijuco).
O reservatório apresentou-se com baixas concentrações da série nitrogenada, exceto
para os nitratos no ponto C-10 e C- 13. O fósforo total permaneceu em valores abaixo de 25
ug.l-1 em todos os pontos do reservatório.
Não houve coletas nos tributários nesse período.
Os valores de sólidos, turbidez e clorofila-a foram excepcionalmente baixos em
todos os pontos limnéticos corroborando nossas medidas de penetração de radiação
lumninosa.
É interessante notar que, considerando os dados obtidos apenas no mes de outubro
de 2003, poderiamos enquadrar o reservatório como sendo um sistema oligotrófico. Como
demonstrado nesse relatório, esse tipo de observação pontual ilustra claramente a
necessidade de uma abordagem sazonal em limnologia de reservatórios.
O fitoplâncton esteve dominado por cianobactérias mas em baixas densidades.
Cometários sobre a coleta de fevereiro de 2004
A água do reservatório apresentou-se com temperaturas elevadas, típicas do verão
com os valores de superfície oscilando entre 28,0 – 30,0 C. Houve uma ligeira
estratificação nos valores de oxigênio nos pontos C-02 e C-05. Os valores de condutividade
elétrica nos pontos limnéticos (eixo central) foram em geral baixos para o período de
chuvas. A transparência mostrou-se reduzida (1,0-1,6 m) estando esses dados de acordo
com a reduzida zona fótica. Nos pontos sob influência dos tributários houve um notável
aumento da condutividade especialmente no ponto C-09.
Nos tributários, valores mais elevados de condutividade ocorreram nos rios Mateira,
São Francisco, Meia Ponte, Patos, Prata e Tijuco.
Apenas os pontos P-00 e P-11 e C-10 sobressaíram em relação à série nitrogenada
com valores da ordem 40-50 ug.l-1 de nitrato.
O fósforo total apresentou concentrações mais elevadas (>50 ug.l-1) nos pontos P05 (rio São Francisco), P-11 (rio Meia Ponte) , P-15 (Patos), P-16 (Prata), P-17 (Tijuco) e
P-20 (São Gerônimo) .
O grande ponto a destacar-se na coleta de fevereiro de 2004, refere-se aos elevados
valores de sólidos totais e de turbidez encontrados nos tributários seja do lado goiano ou do
lado mineiro. Desse modo, concentrações de sólidos totais acima de 50 mg.l-1 foram
encontradas nos rios: Preto (P-04), S. Francisco (P-05), Meia Ponte (P-11), Prata (P-16) e
Tijuco (P-17). A turbidez nesses mesmos locais nunca foi menor do que 200 NTU´s.
Nos pontos limnéticos, deve ficar registrado o elevado valor da clorofila-a anotado
no ponto C-09, 39,1 ug.l-1.
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O fitoplâncton esteve dominado por cianobacterias especialmente Anabaena
circinalis e Microcystis flos aquae.
Gestão de São Simão - A Questão Institucional
Considerando os dados apresentados até aqui bem como a grande dimensão da bacia
de captação do reservatório de São Simão que engloba 25% do território goiano, constatase que o reservatório de São Simão provavelmente sofre de um complexo arranjo de
entradas difusas (non point source pollution) e localizadas (point source pollution) de
poluição por fósforo, nitrogênio, matéria orgânica e sólidos inorgânicos. Essas entradas são
altamente diferenciadas segundo a sub-bacia considerada. Esse conjunto de múltiplas
entradas, muito heterogênenas dentro da escala espaço-temporal torna muito complexa a
elaboração de um modelo de gestão sustentada do ambiente. Para acessar essa
complexidade e, principalmente, para a concepção de um projeto de gestão e recuperação
do ambiente realmente eficaz faz-se absolutamente necessária uma articulação entre as
entidades ambientais dos estados de Minas Gerais e Goiás.
No intuito de ilustrar a complexidade da situação e a limitação do enfoque
institucional baseado no “foco estadual”, apresentamos o mapa temático relativo à bacia de
captação do reservatório de São Simão, publicada no web site do projeto “Águas de Minas”
do IGAM.
Fig 15 – Mapa temático ilustrando a qualidade de água dos reservatórios de São Simão,
Cachoeira Dourada, Itumbiara e Emborcação todos no Rio Paranaíba, Minas Gerais (obtido
junto ao web site do IGAM). O mapa traz ainda a qualidade de água dos principais
Ricardo Pinto-Coelho
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tributários do lado mineiro do Rio Paranaíba (mapa modificado e reagrupado usando o
programa LviewPro).
O mapa temático acima representa a tipificação da qualidade de água publicada pelo
IGAM (http://www.igam.mg.gov.br/aguas/htmls/index.htm) na bacia de captação do
reservatório de São Simão, lado mineiro. A coloração verde aparece em todo o reservatório
de São Simão e representa um IQA variando de 70 a 90 (qualidade boa). Os pontos em
vermelho representam locais com potencial para contaminação por elementos “tóxicos”.
Observar que o rio Tijuco aparece com qualidade de água média (cor amarela) enquanto
que o rio da Prata aparece com qualidade de água ruim (cor laranja).
Fica evidente que, considerando os dados apresentados nesse relatório, a
classificação do IGAM para o reservatório de São Simão necessita ser revista. Por outro
lado, uma visão limitada apenas às sub-bacias do lado de MG tem baixo poder para explicar
a grande variabilidade na qualidade de água detectada nos pontos de coletas considerados
dentro do reservatório. Mesmo apenas considerando os rios mineiros, é discutível a
tipificação atribuída aos rios Tijuco e Prata. Os pontos de coletas do IGAM para o rio
Tijuco, aparentemente, não englobam os impactos de importantes fontes pontuais situadas
logo a jusante de Ituiutaba, MG (ver ponto P17-a).
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Página de Acolhida - Rede Mundial de Computadores (Web site - www)
Em abril de 2002, disponibilizamos, uma página de acolhida sobre as pesquisas em
São Simão, localizada no servidor de nosso laboratório no seguinte endereço URL:
http://ecologia.icb.ufmg.br/~rpcoelho/saosimao/
O objetivo principal dessa iniciativa é o de possibilitar a divulgação dos trabalhos de
dissertações e teses que vêm sendo executados pelo laboratório de Gestão Ambiental de
Reservatórios Tropicais. Existe uma aluna de doutoramento em Ecologia (ECMVSUFMG), Maria Elisa Castelanos de Sola, que realiza sua tese de doutoramento no âmbito
desse projeto. Ela possui bolsa de doutoramento do Conselho Nacional de Pesquisas,
CNPq. Acreditamos que a inserção dessa tese de doutoramento seja uma importante
contrapartida institucional para a concessionária de energia elétrica que financia o projeto, a
CEMIG.
Por outro lado, além de divulgar trabalhos de capacitação de pessoal no nosso
laboratório, a web site possibilita uma “vulgarização” do conhecimento gerado pelo projeto
de pesquisa junto à comunidade-alvo. É interessante lembrar que a área de influência do
reservatório cobre extensas áreas do estado goiano e um grande número de municipalidades
(vide acima), área não afetas diretamente às possíveis ações de gestão ambiental a cargo da
concessionária. O uso da internet pode gerar dois tipos de benefícios diretos:
(a) acesso on line pela comunidade envolvida (municípios, fazendas e agencias
governamentais do estado de Goiás), da situação ambiental do reservatório de São
Simão, com a identificação das fontes potenciais de degradação ambiental; esse
conhecimento pode gerar ações de mitigação e reversão do quadro de degradação
ambiental por todos os agentes citados acima;
(b) percepção, pela sociedade, do elevado grau de transparência e comprometimento
com a causa ambiental por parte da concessionária de energia, no caso a CEMIG.
Essa nova postura, em nosso ver, atende ao novo paradigma da gestão ambiental
proposto no documento Agenda21, ou seja, as empresas que estão associadas a
impactos ambientais de vulto conhecem e atuam decisivamente na mitigação desses
problemas.
Em outubro de 2003, recebemos uma indicação da CEMIG para retirar a web page do
ar. Acreditamos ser esta uma decisão equivocada considerando os pressupostos acima.
Dessa forma, conclamamos ao setor de meio ambiente da empresa a rever a sua posição a
esse respeito.
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Equipe técnica
1- Cid Antônio Morais Jr (Tc. Laboratorista) (2002-2003)
2- Cleber Figueiredo (Bach, MSc em fitoplâncton) – identificação de algas (2003)
3- Cristiane Freitas Azevedo Barros (Bach., MSc em fitoplâncton e diatomoflórula) –
(2004)
4- Luzia Azevedo (Bach., especialista em fitoplâncton) – (2002-2004)
5- Maria Elisa Castelanos de Solá (Bach., MSc em bioquímica) – GIS (2002-2003)
6- Melissa Bueno (Bach. CB, especialista em Zooplancton) – (2003-2004)
7- Patrícia Elizabeth da Veiga Rizzi (Bach., MSc em Geografia) – GIS (2004)
8 -Wladimir Eustáquio Torres (Tec. Laboratorista) (2003-2004)
9 - Ricardo Motta Pinto Coelho (MSc, PhD em Limnologia) – coordenação geral (20022004)
Endereço para contato
Laboratório de Gestão Ambiental de Reservatórios - LGAR
Setor de Ecologia
Departamento de Biologia Geral - BIG
Instituto de Ciências Biológicas – ICB
Universidade Federal de Minas Gerais
Av. Antônio Carlos, 6627
CEP 31270-901 Belo Horizonte (MG)
Telefax +55 31 3499 2605
Tel: +55 31 3499 2574
E-mail: [email protected]
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Literatura
APHA – 1991. Standard Methods for the Examination of Water and Wasterwater. American Society
of Public Health.
Del Aguila, L.R. 2001. Gradiente trófico no Rio Sapucaí (Reservatório de Furnas-MG): relação com a
distribuição do zooplâncton e os usos do solo. Dissertação de mestrado, Programa de PósGraduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre (ECMVS-UFMG), Belo Horizonte,
agosto de 2001, 76 p.
HALLIDAY, S.L. & M.L. WOLFE. 1991. Assessing ground water pollution potential from nitrogenfertilezer using a geographic information system. Water Res. Bull. 27(2)237-245.
HE, C.S., J.F. RIGGS & Y.T. KANG. 1993. Integration of geographic information system and a
computer-model to evaluate impacts of agricultural runoff on water quality. Wat. Res. Bull.
29(6):891-900.
Lorenzen, C.J. .1967. Determination of chlorophyll and pheo-pigments: spectrophotometric
equations Limnology & Oceanography 12:343-346.
Lund, J.W.G. .1959. A simple counting chamber for nannoplankton Limnology & Oceanography
4:57-65.
Mackereth, F.J.H, J. Heron & J.F. Talling .1978. Water analysis: some revised methods for
limnologists. Freshwater Biol. Assoc. Sci. Publ. No.36 Cumbria, UK. 120pp.
Murphy J. J.P. Riley. 1962. A modified single solution method for the determination of phosphate
in natural waters. Analytica Chimica Acta 27: 31-36.
Utermohl, H. 1958. Zur Vervollkommung der quantitativen Phytoplankton Methodik. Internationale
Vereinigung für Theoretische und Angewandte Limnologie – Mitteilungen 9:1-38.
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Matéria
Abstract
Introdução
Objetivos
Área de estudos e estações de coletas
Estações lóticas
Estações lênticas
Material e Métodos
Roteiro de Coletas
Resultados
Pontos limnéticos - eixo central (FQ básica)
Ptos. Limnéticos - balsas (FQ básica)
Tributários (FQ básica)
Nutrientes – Nitrogênio (tributários)
Nutrientes – Nitrogênio (pontos limnéticos)
Nutrientes – Fósforo (tributários)
Nutrientes – Fósforo (pontos limnéticos)
Sólidos em suspensão, turbidez e clorofila-a
(tributários)
Sólidos em suspensão, turbidez e clorofila-a
(pontos limnéticos)
Fitoplâncton
Diatomoflórula dos tributários
Usos do solo
Comentários sobre a coleta 1
(janeiro de 2002)
Comentários sobre a coleta 2
(abril de 2002)
Comentários sobre a coleta 3
(julho-agosto de 2002)
Comentários sobre a coleta 4
(outubro de 2002)
Comentários sobre a coleta 5
(janeiro de 2003)
Comentários sobre a coleta 6
(outubro de 2003)
Comentários sobre a coleta 7
(fevereiro de 2004)
Gestão do reservatório de São Simão
Web site do projeto
Equipe técnica
Endereço para contato
Literatura
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Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais
Departamento de Biologia Geral
Instituto de Ciências Biológicas – ICB
31270-901 Belo Horizonte (MG)
Telefax XX 31 3499 2605 / 3499 2574
http://www.icb.ufmg.br/~rmpc
E-mail: [email protected]
Ilma. Sra.
Dra. Maria Edith Rolla
Setor Ambiental
CEMIG
Ref: relatório fnal do convênio CEMIG-FUNDEP (4830-1)
Belo Horizonte, 30 de agosto de 2004
Prezada Maria Edith
Encaminho, em anexo, cópia do relatório final referente ao convênio O APORTE
DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE CIANOBACTÉRIAS NO RESERVATÓRIO DE
SÃO SIMÃO, Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1. Nesse relatório, apresentamos todos os
dados que envolveram, dentre outros aspectos, um grande monitoramento do reservatório e
de seus tributários baseado em sete campanhas de campo realizadas entre janeiro de 2002 e
fevereiro de 2004. Incluímos dois novos capítulos em relação aos relatórios anteriores: (1)
diatomoflórula dos tributários e (2) Usos do solo – uma análise usando as ferramentas
disponíveis nos sistemas SIG.
A diatomoflóirula mostrou ser uma comunidade altamente indicadora dos processos
de degradação da qualidade de água que ocorrem nos tributários do reservatório.
O inventário dos diferentes tipos de usos do solo possibilitou identificar os
tributários e municípios que mais contribuem para o aporte de nutrientes ao reservatório.
Acreditamos ter sido possível confirmar a nossa hipótese inicial, ou seja, de que o
fósforo é o elemento-chave para a gestão ambiental de São Simão. Encontramos uma
grande consistência espaço-temporal entre a disponibilidade de fósforo e a presença de
cianobactérias.
Finalmente, queremos ressaltar que não foi possível a realização de um dos
objetivos propostos, ou seja, o balanço de massa parcial de fõsforo no reservatório. Isso
não foi possível não somente pelo fato de que não tivemos acesso às vazões dos principais
tributários ao reservatório mas também porque haveria a necessidade de uma estimaiva
muito precisa das fontes difusas o que é uma tarefa muito mais complexa do que nossa
proposta inicial de basearmos tão somente nas cargas de nutrientes dos tributários.
Temos a plena convicção de que o presente relatório traz um conjunto de dados de
grande importância não só para o conhecimento ecológico do reservatório mas também
serve de base científica para a elaboração de um sistema de gestão ambiental voltado para a
recuperação da qualidade de água desse importante ambiente.
Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Estamos ao inteiro dispor para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente
Prof. Ricardo Pinto-Coelho
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Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais
Departamento de Biologia Geral
Instituto de Ciências Biológicas – ICB
31270-901 Belo Horizonte (MG)
Telefax XX 31 3499 2605 / 3499 2574
http://www.icb.ufmg.br/~rmpc
E-mail: [email protected]
Ilma. Sra.
Dra. Maria Edith Rolla
Setor Ambiental
CEMIG
Ref: relatório III convênio CEMIG-FUNDEP (4830-1)
Belo Horizonte, 20 de maio de 2003
Prezada Maria Edith
Encaminho, em anexo, cópia do relatório III referente ao convênio
O APORTE DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE CIANOBACTÉRIAS NO
RESERVATÓRIO DE SÃO SIMÃO, Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1.
Estamos ao inteiro dispor para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente
Prof. Ricardo Pinto-Coelho
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Ricardo Pinto-Coelho
convênio Cemig/Fundep 4830-1
Laboratório de Gestão de Reservatórios Tropicais
Departamento de Biologia Geral
Instituto de Ciências Biológicas – ICB
31270-901 Belo Horizonte (MG)
Telefax XX 31 3499 2605 / 3499 2574
http://www.icb.ufmg.br/~rmpc
E-mail: [email protected]
Ilma. Sra.
Dra. Maria Edith Rolla
Setor Ambiental
CEMIG
Ref: relatório II convênio CEMIG-FUNDEP (4830-1)
Belo Horizonte, 25 de outubro de 2002
Prezada Maria Edith
Encaminho, em anexo, cópia do relatório III referente ao convênio
O APORTE DE FÓSFORO E A PRESENÇA DE CIANOBACTÉRIAS NO
RESERVATÓRIO DE SÃO SIMÃO, Convênio CEMIG/FUNDEP 4830-1.
Estamos ao inteiro dispor para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente
Prof. Ricardo Pinto-Coelho
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Download

O aporte de fósforo e a presença de cianobactérias no reservatório