0 GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO INSTITUTO MARANHENSE DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS E CARTOGRÁFICOS INDICADORES AMBIENTAIS DO ESTADO DO MARANHÃO SÃO LUÍS 2009 1 GOVERNADORA DO ESTADO DO MARANHÃO Roseana Sarney SECRETÁRIO DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO Gastão Dias Vieira INSTITUTO MARANHENSE DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS E CARTOGRÁFICOS PRESIDENTE Fernando José Pinto Barreto DIRETOR DE ESTUDOS AMBIENTAIS E GEOPROCESSAMENTO Josiel Ribeiro Ferreira DIRETOR DE ESTUDOS E PESQUISAS Sadick Nahuz SUPERVISOR ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO Tetsuo Tsuji CHEFE DA ASSESSORIA JURÍDICA Carlos Januário Vargas de Sousa e de Oliveira ELABORAÇÃO Jane karina Silva Mendonça José Ribamar Trovão José de Ribamar Carvalho dos Santos APOIO ADMINISTRATIVO Cassandra Isabar Pinheiro Silva ESTAGIÁRIOS Pedro José Sousa Cavalcante Rafael Paixão Vilmones Rodrigues Lima EDITORAÇÃO Dionatan Silva Carvalho José de Ribamar Carvalho dos Santos ARTE DE CAPA José de Ribamar Carvalho dos Santos NORMALIZAÇÃO Virgínia Bittencourt Tavares da Costa Neves Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos. Indicadores Ambientais do Estado do Maranhão / Instituto Maranhense de Estudos socioeconômico e cartográfico. _ São Luís: IMESC, 2009. 37p. : il. 1. Indicadores Ambientais – Estudo ‐ Maranhão I. Título. CDU 504.03.001.5(812.1) APRESENTAÇÃO 2 APRESENTAÇÃO Embora o meio ambiente e as consequências sofridas pelo mesmo decorrente da influência humana seja um tema bastante em evidência. O presente trabalho busca a compreensão de como conduzi-lo e interferir minimizando os danos ecológicos, para isto as informações hora disponibilizadas se traduzem em uma contribuição, visando aumentar o nível de consciência e responsabilidade do homem no seu relacionamento diário com o espaço ambiental. Como ensaio, este trabalho desempenha esse papel, a partir do momento em que chama a atenção para a degradação dos diversos elementos do meio ambiente pelo homem. Centrado na realidade maranhense, observa-se que algumas situações de degradação ambiental já estão bastante críticas, principalmente no que concerne os recursos hídricos em vários municípios do Estado, bem como processo preocupante de desmatamento na região da Pré-Amazônia maranhense e a desertificação nas áreas de transição do semi-árido do Maranhão. A insuficiência de informações ambientais de forma sistemática e periódica é outro problema preocupante apesar dos esforços realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambientes e Recursos Naturais e dos outros órgãos estaduais e municipais Outros fatores de descontrole ambiental não foram esquecidos, tais como: a questão do desmatamento, da erosão versus assoreamento, da degradação do solo, a poluição do ar e outros, cujas informações enriquecidas com gráficos, mapas e tabelas favorecem uma melhor compreensão, motivando e estimulando o leitor, ao mesmo tempo em que o inquieta e o sensibiliza, deixando evidente que a proteção da natureza é responsabilidade de todos. O IMESC consciente de sua responsabilidade institucional como órgão de estudos socioeconômicos, cartográficos e ambientais, ao apresentar esse trabalho contribui de forma efetiva ao tema tão relevante. Gastão Dias Vieira Secretário de Estado do Planejamento e Orçamento 3 4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 7 2 DEGRADAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS............................................................... 8 3 DEGRADAÇÃO DO SOLO ............................................................................................. 144 4 POLUIÇÃO DO AR.......................................................................................................... 177 5 DESFLORESTAMENTO ................................................................................................ 245 6 LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DOS MUNICÍPIOS ..................................................... 266 7 AÇÕES DO MARANHÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.... 2929 REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 311 ANEXO A – Tabela de Municípios com Focos de Queimadas e Desflorestamento ......... 322 5 6 1 INTRODUÇÃO A gestão ambiental torna-se uma das prioridades para o Desenvolvimento sustentavel de uma Nação, pois com a análise desse material podem ser estabelecido procedimentos, práticas e programas que conduzam a concepção de um ambiente ecologicamente saudável, essencial para uma sadia qualidade de vida (C.F. 88). Nesse contexto, foram analisados indicadores expostos pelo IBGE/PNAD como base para esta primeira publicação, demonstrando, de forma geral, a situação ambiental do Estado, por se tartar de um estudo preliminar. Os indicadores constituem-se em instrumentos de avaliação, os quais devem ser adequados às realidades: ambientais e socioeconômicas da região a ser considerada; sendo assim, o estudo de Indicadores Ambientais com foco nos Recursos Naturais objetivando analisar e demonstrar a dinâmica da situação ambiental do Maranhão, será aprofundado na segunda etapa do estudo, em escala regional e local, através de estudos amostrais nas regiões de planejamento que consituem o Estado, resultando em uma segunda publicação. Neste estudo, os indicadores selecionados estão agrupados em: legislação ambiental dos municípios, ocorrência de poluição do ar, dos recursos hídricos, ocorrência de assoreamento, contaminação do solo, degradação de áreas protegidas, ações ambientais praticadas pela prefeitura, focos de queimadas, desmatamento, dentre outros que caracterizam a situação ambiental do Estado. 7 2 DEGRADAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS Os seres humanos utilizam os recursos hídricos desde sua origem no planeta. Com o aumento da população humana, juntamente com o avançado do processo de urbanização, o consumo da água tomou grandes proporções nas mais diversas atividades. Para cada região do país existe consumo diferenciado do recurso hídrico por pessoa, que pode demonstrar facetas de mau uso como, por exemplo, grande consumo domiciliar ou desperdício. No Maranhão, o consumo médio per capita de água é de 115,4 l/hab/dia (Gráfico 01) ocupando assim a 22° colocação ficando abaixo da média nacional que é de 149,6 l/hab/dia e tendo 90,4 (l/hab/dia) a menos que o Rio de Janeiro, estado campeão de consumo per capita de água no país (SNIS,2007). O alto consumo desse bem finito, juntamente com os impactos que lhe são frequentes e nocivos, está atraindo todas as atenções para uma possível escassez da qualidade desse recurso, fundamental a sobrevivência de todos os seres vivos. O descaso com a água está fazendo com que cada vez, seja mais difícil encontrá-la na sua forma potável. No Maranhão o principal indicador é o despejo de esgoto doméstico, que é citado por 36 municípios, com quantidade significativa para ser considerado como fator de poluição dos rios (Gráfico 02), como por exemplo: São Luís, Barra do Corda, Arame, Caxias, Coroatá, Codó, Imperatriz, Grajaú, Colinas, Vitória do Mearim, Pinheiro, Barreirinhas, Bequimão, Santa Luzia, Axixá, São José de Ribamar, Raposa, São Félix de Balsas, Trizidela do Vale, Afonso Cunha, dentre outros. Seguido por disposição inadequada de resíduos sólidos que pode estar relacionada com a forma de utilização da população ribeirinha e ocupação irregular da área de proteção permanente dos rios. 8 Gráfico 01 – Consumo Per Capita de Água Fonte: Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento – 2007 9 Estes impactos podem gerar consequências diretas e indiretas sobre os ecossistemas aquáticos. Por exemplo, o assoreamento (soterramento de lagos e rios), ocasionado pela retirada da vegetação ciliar e por práticas agrícolas inadequadas. A eutrofização (aumento da quantidade de nutrientes nas águas) pode produzir a proliferação indesejada de algas, cianobactérias e plantas aquáticas, além do aumento de doenças de veiculação hídrica. Para controlar, monitorar e conservar esse recurso para futuras gerações foram criadas legislações especificas para que todos sigam parâmetros que ajudarão no consumo sustentável desse bem, tais como: Resolução CONAMA N° 357, de 17 de março de 2005 que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Citado por 18 municípios, dentre eles, Balsas, Riachão, Chapadinha, São Bernardo, Tasso Fragoso, o uso de agrotóxicos e/ou fertilizantes é outro fator importante a ser avaliado, pois além de ser determinante no aumento da produção de alimentos com a agricultura mecanizada, podendo alterar a qualidade dos lençóis freáticos, através de sua contaminação. Ainda sobre a problemática hídrica, o processo de assoreamento é um agravante que se encontra em 55,2% dos municípios maranhenses. Os rios sofrem com este processo devido à exposição e erosão do solo das margens, que pode ser provocado por diversos aspectos, dentre os quais a utilização irregular e o desmatamento. Um dos indicadores que mais afetam o Estado do Maranhão é o desmatamento, que está presente em 48% dos municípios (Gráfico 03). A degradação da mata ciliar ocupa o segundo lugar em quantidade de municípios, cerca de 40%. Ambos podem desencadear um outro indicador que é a erosão ou desgaste e deslocamento de partículas das encostas , ao contribuírem para o processo de assoreamento, resultam na perda de navegabilidade, redução da correnteza, redução na quantidade, diversidade e qualidade do pescado e pode causar a degradação irreversível dos cursos d’água. 10 Gráfico 02 - Causas de ocorrência de poluição dos cursos d’água do Maranhão Fonte: IBGE/PNAD, 2002 11 Outro fator relevante é o aterramento das margens (Foto 01), que pode estar associado à ocupação dessas áreas tanto por moradias e obras, quanto pela expansão agropecuária, caracterizada pela agricultura em pequena escala e lavouras temporárias e pelos diversos rebanhos bovinos, bubalinos, caprinos, suínos e outros existentes no Estado, muito comum em áreas rurais dos municípios. Foto 01 – Assoreamento e erosão em canais fluviais no município de Arame Fonte: IMESC 2009 12 Gráfico 03 - Causas de ocorrência de assoreamento nos canais fluviais do Maranhão Fonte: IBGE/PNAD, 2002 13 Algumas ações de gestão dos recursos hídricos podem ser aplicadas nos municípios com o objetivo de minimizar os impactos causados pela influência humana. Medidas de controle, monitoramento e/ou licenciamento da ocupação urbana, programa de educação ambiental, suspensão temporária do funcionamento de atividades degradantes e criação de Unidade Municipal de Conservação são alguns dos exemplos de medidas mitigadoras. 3 DEGRADAÇÃO DO SOLO Conforme estabelece o Decreto n.º 28.687/82, art.72, poluição do solo e do subsolo consiste na deposição, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento no solo ou no subsolo de substâncias ou produtos poluentes, em estado sólido, líquido ou gasoso. Os problemas relacionados com o solo são ocasionados na sua maioria por ação antrópica. O crescente aumento da população vem intensificando as atividades que são consideradas com um alto potencial de contaminação. No Maranhão, conforme apresentado no Gráfico 04, o maior indicador de contaminação do solo é a destinação inadequada de esgotos domésticos, citado por 32 municípios, devido o crescimento da agricultura mecanizada a utilização de fertilizantes e agrotóxicos aparece em segundo lugar, demonstrando como essa prática deve ser largamente monitorada para diminuir os riscos deste tipo de contaminação. O chorume que é exposto como terceiro fator de contaminação é resultante da decomposição dos resíduos orgânicos e sendo líquido, de cor escura, odor desagradável e altamente tóxico, pode contaminar seriamente o subsolo e as águas subterrâneas com metais pesados e outras substâncias altamente prejudiciais a saúde humana e ambiental. Além do chorume, os lixões a céu aberto (Foto 02) atraem vetores como ratos, baratas, moscas, formigas, escorpiões e outros, que podem transmitir uma série de doenças como diarréias infecciosas, parasitoses, amebíase, etc. podendo ocorrer também o desenvolvimento, nesse ambiente insalubre de larvas de mosquitos que provocam a dengue e a leishmaniose. 14 Gráfico 04: Causas de ocorrência de contaminação dos solos do Maranhão Fonte: IBGE/PNAD, 2002 16 Foto 02: Área de disposição final de resíduos (lixão) em Jenipapo dos Vieiras – MA Fonte: IMESC, 2009 Sobre os RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) citados por 11 municípios, como por exemplo em Açailândia, Lago da Pedra, Afonso Cunha, Barreirinhas, Coroatá, São Luís, Peritoró, e Pastos Bons. Na nova Lei nº 4.352, de 30 de junho de 2009, a gestão e destinação final desse tipo de resíduo, que deve ser seguida corretamente principalmente no tocante a incineração, já que muito se discute sobre periculosidade e grau infectante do material. 4 POLUIÇÃO DO AR Atualmente quase todas as metrópoles sofrem com os efeitos da poluição atmosférica que é gerada principalmente pela queima de combustíveis fósseis como o carvão mineral e derivados de petróleo. A queima de tais minerais lança na atmosfera grande quantidade de monóxido e dióxido de carbono. 17 Os problemas relacionados com essa poluição afetam diretamente a saúde das pessoas com doenças respiratórias como bronquites, rinites, asmas e outros que ocasionam aumento dos gastos públicos na saúde. No Maranhão ainda é bastante comum a utilização da queimada no preparo da terra para as plantações em pequenas áreas “roças”, as quais contribuem para o aumento do percentual de queimadas no Estado, fator que foi citado por 56 municípios, destacando aqueles que possuem a agricultura de pequenas lavouras como base de sua economia, presente na maioria dos municípios maranhenses que relataram esta sendo o principal fator de poluição do ar (Gráfico 05). O Maranhão ocupa a oitava colocação em extensão territorial em relação aos Estados brasileiros; sendo cortado por muitas estradas que ainda não foram pavimentadas, as quais são citadas como fontes poluidoras do ar, por um número maior de municípios que as atividades industriais e veículos automotores, estes últimos aparecem com pouca expressividade em virtude, principalmente da predominância de atividades primárias na economia da maioria dos municípios maranhenses. É interessante ressaltar a problemática dos resíduos sólidos como fator impactante de quase todos os ambientes. No que tange poluentes atmosféricos, a incineração de lixo e odores provenientes de vazadores (lixões) também foram considerados, por 14 municípios maranhenses, como fontes de poluição. As atividades agropecuárias também são citadas como potencialmente poluidores, sendo assim, esta atividade econômica, essencial para o nosso Estado, deve ser acompanhada de sério investimento na proteção ambiental de suas áreas. A termoelétrica, mesmo não sendo citada por nenhum município, devido a própria inexistência, nesse período no Estado, é colocado na pesquisa como um fator a ser comparado na qualidade do ar, após sua implantação. 18 Gráfico 05 - Fontes de poluição do ar do Maranhão Fonte: IBGE/PNAD, 2002 19 As queimadas são citadas como um dos principais responsáveis pela poluição do ar. Em 2008 ocorreram 19 mil (Anexo A) focos de queimadas no Maranhão (INPE, 2008), o equivalente a mais de 52 focos por dia (Gráfico 06), sendo este cenário agravado em algumas áreas do Estado, destacando-se as regiões do corredor Carajás e do médio curso do Rio Itapecuru, devido às altas temperaturas e ventos fortes, característicos dos meses mais secos – setembro e novembro (Mapas I e II). Prever, monitorar e evitar tornam-se prioridades para combater essa problemática. No interior do Estado essa prática é provocada pela ação antrópica para a renovação de áreas de pastagens, na remoção de material acumulado e no preparo do corte manual em plantações. Os municípios com maiores quantidades de focos de queimadas em 2008 foram Barra do Corda, Amarante do Maranhão, Alto Parnaíba e Caxias. Os 177 municípios que possuíram de 499 a 1 foco de queimada, são justamente os mais voltados pra agricultura em pequena escala no Estado.O único município do Maranhão que os satélites não identificaram nenhum foco de queimadas foi o de Raposa, cidade essa que vive voltada para a atividade pesqueira. As penalidades aos infratores estão previstas nos artigos 14 e 15 da Lei 9.605 (Lei de Crimes Ambientais). A pena prever prisão (de três a seis anos) e multas de até R$ 4.960,00. O valor poderá ser aumentado com a regulamentação da Lei, pelo Ministério do Meio Ambiente, podendo variar de R$ 50,00 a R$ 50 milhões. 20 Mapa I: Focos de queimadas em março e junho 2009. 22 Mapa II: Focos de queimadas em setembro e novembro de 2009. 23 Gráfico 06 – Quantidade de focos de queimada no estado do Maranhão Fonte: INPE/CPTEC, 2008 24 No intuito de minimizar tais impactos, as queimadas só podem ser realizadas mediante a autorização do IBAMA e de forma controlada, com construções de aceiros - barreiras que impedem a propagação das chamas. O aceiro pode ser feito por meio de vala ou limpeza do terreno de modo a obstruir a passagem do fogo. 5 DESFLORESTAMENTO O desflorestamento é caracterizado principalmente pela retirada da massa florestal ocasionada diretamente pela ação antrópica, para obtenção de solo com objetivos agropecuários e extrativistas. A taxa de desflorestamento analisada na pesquisa refere-se à retirada das florestas (área com alta densidade de árvores) das regiões da Amazônia Legal do Estado e municípios com grande vegetação. Foram pesquisados 195 municípios analisados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A problemática das queimadas também proporciona um aumento no índice de desmatamento que ocorre no Maranhão. Este já se apresenta com uma porcentagem preocupante em alguns municípios. Dos 195 municípios estudados 5,6% já desflorestaram toda a sua área. No gráfico 07 observa-se 22% dos municípios entre as faixas de 100% a 81%, e a maioria dos municípios 36,4%, apresentam-se entre 0 a 20 por cento de desflorestamento de seu território. Até o ano de 2006, foi registrado um desmatamento no Estado, que possui 335902 km², de uma área de 94038 km². No ano de 2007, houve um acréscimo neste índice de 610 km². Já no ano de 2008, ocorreu um acentuado aumento de 1312 km² totalizando uma área de desmatamento de 95960 km². Outro fator que alavanca estas porcentagens são atividades relacionadas à extração vegetal para carvão vegetal, madeira em tora, lenha (Foto 03). No ano de 2008, foram produzidas 530.133 toneladas de carvão vegetal totalizando um valor de produção de R$215.205. Neste mesmo ano alcançou-se um número de 187.904 m³ na produção de madeira em tora resultando em R$15.917 (IBGE, 2008). 24 Gráfico 07: Taxa de Desflorestamento no Estado do Maranhão Fonte:PRODES/INPE 2008 25 Foto 03 - Madeira (lenha) para utilização em fornos de fábricas de Gesso – Grajaú – MA Fonte: IMESC, 2009 Foi registrada no Brasil, no ano de 2008, uma área de desmatamento de 713226.2 km². Consideração a distribuição desta área pelos Estados, o Pará destaca-se como o maior índice, seguido do Mato Grosso. O Maranhão ocupou o terceiro lugar em área desmatada (Anexo A) (PRODES/INPE, 2008). 6 LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DOS MUNICÍPIOS A Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81) cita no seu inciso VI sobre os órgãos ambientais locais (Municipais), abordando as atividades atribuídas a estes nas suas respectivas jurisdições. No § 1º é citada a legalidade da criação de normas supletivas e complementares e padrões relacionados ao meio ambiente, que devem levar em consideração os padrões já estabelecidos pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). A ECO-92 que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro teve como um dos seus principais resultados a organização da Agenda 21, que determinou o comprometimento com as questões ambientais locas e globais. O Maranhão obteve um significativo avanço, pois 26 63,7% dos municípios ampliaram localmente suas propostas na agenda 21 municipal (Gráfico 07), e 83 municípios apresentam legislações ambientais Outro ponto importante a ser ressaltado é a criação de secretarias específicas de meio ambiente, apesar de ainda apresentar a existência de secretarias conjuntas com a de agricultura e turismo na maioria dos municípios, no total de 70, porém apenas alguns possuem secretaria exclusivamente ambiental: São Luís, São José de Ribamar, Caxias, Pedreiras, Trizidela do Vale, Codó, Paço do Lumiar, Barreirinhas Paulo Ramos, Buriticupu, Rosário, Bom Jesus das Selvas, Barra do Corda, Grajaú e Pinheiro, que proporcionam projetos, ações e dotação orçamentária voltados as características ambientais do município. A Constituição Federal vigente, no seu Artigo 182, impõe a obrigatoriedade de Planos diretores para municípios com população superior a 20.000 mil habitantes. No caso do Maranhão, conforme dados do CNM (Confederação Nacional de Municípios), até 2005 apenas seis municípios, São Luís, Santa Inês, Santa Rita, Imperatriz, Balsas e Barreirinhas, apresentavam esse documento, um número pequeno, considerando o total de 82 municípios com população superior a 20 mil. Outro fator relevante a ser abordado é a participação de apenas 7 municípios: Afonso Cunha, Aldeias Altas, Caxias, Codó, Coroatá, São Luís Gonzaga e Timbiras, situados na Bacia hidrográfica do rio Itapecuru que iniciaram trabalhos para a formação de comitês de bacias hidrográficas, pois o Maranhão é um Estado bastante recortado por rios e tais comitês são essenciais para criação de políticas de preservação e conservação, como descrito na Lei 9.433/97 que trata sobre a Política Nacional dos Recursos Hídricos. 27 Gráfico 07 – Abordagem ambiental nos municípios maranhenses Fonte: IBGE/PENAD, 2002/2006 28 7 AÇÕES DO MARANHÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL O estado do Maranhão, por está localizado em uma área de transição entre dois climas antagônicos, é privilegiado com uma variedade de ecossistemas e grande biodiversidade presentes em seu território. Essa característica potencializa a riqueza dos recursos naturais disponíveis à sociedade, que se utilizada de forma coerente e equilibrada, pode garantir, não apenas o crescimento econômico, mas sim o tão desejado desenvolvimento sustentável. Essa busca requer a adoção de instrumentos que auxiliem no planejamento e execução de ações, que levem em consideração a dinâmica existente entre os sistemas econômicos e os sistemas ecológicos, resultando em uma adequada gestão ambiental primordial para direcionar a tomada de decisão e criação de programas e políticas públicas necessárias para o desenvolvimento do Estado. Nesse sentido o Maranhão vem desenvolvendo estratégias de: planejamento, estudo, elaboração, diagnóstico, prognósticos, preservação e prevenção, através dos órgãos ambientais estaduais e municipais, além de convênios firmados com o Governo Federal, por meio de programas vinculados, aos Ministérios do Meio Ambiente, da Integração Nacional e das Cidades, sob a coordenação local da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais com destaque para as seguintes ações: Zoneamento Ecológico-Econômico do Maranhão (ZEE-MA), cujo objetivo é identificar as potencialidades, oportunidades, desafios e ameaças aos recursos naturais, além de permitir o uso adequado do território maranhense orientando o planejamento de ações e políticas públicas nas áreas social, econômica e ambiental. Formação de Grupos de Trabalho para a elaboração e implantação da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos na Bacia Hidrográfica do Parnaíba, com o objetivo de suscitar as discussões a respeito dos resíduos sólidos que chegam à Bacia do Parnaíba, assim como definir prioridades quanto aos investimentos a serem aplicados. Participação na elaboração do Plano Nacional de Infra-estrutura Hídrica, junto ao Ministério da Integração Nacional, através da preparação conjunta de proposta estadual do 29 plano, contemplando as fases de planejamento execução e funcionamento, com a finalidade de obter a otimização da gestão e utilização dos recursos hídricos das regiões do Estado. Plano de Ação Estadual (PAE) de combate a desertificação e mitigação aos efeitos da seca no Maranhão, que compõe o Plano de Ação Nacional (PAN), o qual inclui ações de monitoramento de áreas, recuperação de matas ciliares e programas de Educação Ambiental. Essas ações contribuem para que o Maranhão possua um ambiente ecologicamente equilibrado. Porém esse objetivo só será alcançado em sua plenitude, quando houver o reconhecimento e sensibilização dos problemas ambientais por todos os envolvidos, de maneira que se tenha uma integração de ações federais, estaduais e municipais, contemplando: o apoio a gestores públicos; o fortalecimento de instituições ambientais e a elaboração e execução de projetos mais descentralizados, dentre outras ações que considere a variedade de ecossistemas presentes no nosso Estado. 30 REFERÊNCIAS BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005. [Brasilia]: CONAMA, 2005. _____. Constituição Federal (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasilia: Senado Federal, 1988. _____. Lei nº 4.352, de 30/7/2009. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde Disponível em:< http://sileg.sga.df.gov.br/default.asp?Arquivo http%3A//sileg.sga.df.gov.br/legislacao/distrital/LeisOrdi/LeiOrd2009/lei_ord_4352_09.htm> _____.Lei 6.938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Politica Nacional do Meio Ambiente. Disponivel em: <http://www.jurisambiente.com.br/ambiente/lei3.htm#topo. Acesso em: 02 de dez. 2009.> ____. Lei nº 9.605 de 12/02/1998. Dispõe sobre Crime Ambiental Disponível em:<http: //www.internationalwildlifelaw.org/LeideCrimesAmbientais.htm>. Acesso em 23 de novembro _____. Lei Federal Nº 9.433 de 08/01/1997. Dispõe sobre Política Nacional de Recursos Hídricos Disponível em: <http://dmad-ucs.blogspot.com/2009/01/lei-das-agus-lei- 943397.html.> Acesso em 01 de dezembro de 2009. INSTITUTO BRASILERO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. Disponível em: <http:// www.ibge.gov.br/home/ >acesso em: 18 de novembro de 2009 _______. Cidades. Disponível em:< http://www.ibge.gov.br/home/ > acesso em: 18 de novembro de 2009 INSTITUTO BRASILERO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais e Coordenação de Geografia, Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2008. Rio de Janeiro, 2008. 479p. 31 ANEXO A - Tabela de Municípios com Focos de Queimadas e Desflorestamento Municípios Maranhenses Focos de Queimadas 2237.0 Municípios Altamira do Maranhão 100% Amarante do Maranhão 2031.0 Bom Lugar 100% Alto Parnaíba 2031.0 Brejo de Areia 100% Caxias 2017.0 Governador Newton Bello 100% Balsas 1946.0 Igarapé Grande 100% Santa Luzia 1890.0 Lago da Pedra 100% Mirador 1550.0 Lago do Junco 100% Tuntum 1497.0 Lago dos Rodrigues 100% Bom Jardim 1438.0 Olho d'Água das Cunhãs 100% Grajaú 1433.0 Paulo Ramos 100% Açailândia 1335.0 São Roberto 100% Codó 1289.0 Santa Inês 99% Buriticupu 1259.0 São Raimundo do Doca Bezerra 99% Centro Novo do Maranhão 1097.0 Mirinzal 98% Bom Jesus das Selvas 1090.0 Junco do Maranhão 97% São Domingos do Maranhão 1082.0 Governador Nunes Freire 96% Itinga do Maranhão 1077.0 Vitorino Freire 96% Colinas 1004.0 Alto Alegre do Pindaré 95% Arame 995.0 Lagoa Grande do Maranhão 95% Parnarama 993.0 Pedro do Rosário 94% Riachão 933.0 São Francisco do Brejão 94% Coroatá 919.0 Araguanã 93% Carolina 768.0 Olinda Nova do Maranhão 92% Matões 734.0 Pio XII 91% Governador Eugênio Barros 662.0 Tufilândia 91% Sítio Novo 634.0 Santa Luzia 90% São João do Sóter 631.0 Serrano do Maranhão 90% Jenipapo dos Vieiras 627.0 Açailândia 89% Lago da Pedra 626.0 Bela Vista do Maranhão 89% Alto Alegre do Pindaré 625.0 Presidente Dutra 89% Zé Doca 624.0 João Lisboa 87% Aldeias Altas 613.0 Senador La Rocque 86% Formosa da Serra Negra 574.0 Cidelândia 85% Pedro do Rosário 564.0 Esperantinópolis 85% Buriti Bravo 543.0 Itaipava do Grajaú 85% Chapadinha 530.0 Maracaçumé 85% Tasso Fragoso 527.0 Satubinha 85% Barra do Corda Desflorestamento 32 São Raimundo das Mangabeiras 524.0 Marajá do Sena 84% Turiaçu 521.0 Palmeirândia 82% Fortuna 487.0 Zé Doca 82% Barreirinhas 468.0 Davinópolis 81% Passagem Franca 468.0 Lago Verde 81% São Luís Gonzaga do Maranhão 459.0 Santa Luzia do Paruá 80% Gonçalves Dias 454.0 Imperatriz 79% Fernando Falcão 442.0 Vila Nova dos Martírios 79% Cândido Mendes 432.0 Bom Jesus das Selvas 78% Santa Quitéria do Maranhão 421.0 São Bento 78% Itaipava do Grajaú 393.0 Amapá do Maranhão 77% Urbano Santos 387.0 Boa Vista do Gurupi 77% Estreito 381.0 Cedral 77% Itapecuru Mirim 379.0 Turilândia 76% Timbiras 370.0 Conceição do Lago-Açu 75% Presidente Dutra 364.0 São Vicente Ferrer 75% Senador La Rocque 355.0 Buritirana 73% Governador Luiz Rocha 353.0 Presidente Sarney 73% Loreto 352.0 Turiaçu 73% São João do Paraíso 340.0 Buriticupu 71% Santa Helena 332.0 Graça Aranha 71% São Francisco do Maranhão 325.0 Poção de Pedras 71% Governador Newton Bello 323.0 Central do Maranhão 70% Lagoa do Mato 316.0 Itinga do Maranhão 70% Marajá do Sena 316.0 Matinha 70% João Lisboa 303.0 Pindaré-Mirim 70% Buritirana 303.0 Presidente Médici 70% Fortaleza dos Nogueiras 299.0 Monção 67% Nova Olinda do Maranhão 299.0 Luís Domingues 66% Lagoa Grande do Maranhão 298.0 São João do Carú 65% Timon 293.0 Campestre do Maranhão 64% Governador Nunes Freire 286.0 Porto Rico do Maranhão 64% Cidelândia 279.0 Bacuri 63% Centro do Guilherme 279.0 São Domingos do Maranhão 63% Vargem Grande 278.0 São Pedro da Água Branca 62% São João dos Patos 273.0 Joselândia 61% Bacabal 264.0 São José dos Basílios 61% Pastos Bons 258.0 Cururupu 60% Vitorino Freire 252.0 Bacabal 59% Tutóia 252.0 Guimarães 59% Paulo Ramos 245.0 Peri Mirim 59% 33 Santo Antônio dos Lopes 235.0 Santa Helena 58% Senador Alexandre Costa 233.0 Alcântara 57% Morros 230.0 Bequimão 57% Coelho Neto 228.0 Miranda do Norte 57% Altamira do Maranhão 225.0 Penalva 57% Imperatriz 224.0 Pinheiro 57% Santa Filomena do Maranhão 221.0 Arame 56% São João do Carú 220.0 Gonçalves Dias 54% Brejo 219.0 Igarapé do Meio 53% Santana do Maranhão 214.0 Bom Jardim 52% Feira Nova do Maranhão 211.0 Cândido Mendes 52% São Francisco do Brejão 208.0 Ribamar Fiquene 52% Santa Inês 207.0 Carutapera 51% Sambaíba 207.0 Godofredo Viana 49% Peritoró 200.0 Centro do Guilherme 48% Pinheiro 200.0 Nova Olinda do Maranhão 47% Nova Colinas 200.0 Paço do Lumiar 47% Esperantinópolis 197.0 Governador Edison Lobão 46% Sucupira do Norte 196.0 Dom Pedro 44% Cantanhede 196.0 São Luís Gonzaga do Maranhão 43% Turilândia 194.0 Viana 42% Joselândia 194.0 Jenipapo dos Vieiras 41% Humberto de Campos 192.0 São Luís 41% Porto Franco 192.0 Governador Luiz Rocha 40% São Mateus do Maranhão 192.0 Porto Franco 38% MatõEs do Norte 191.0 Bernardo do Mearim 37% Pirapemas 190.0 Fortuna 37% São Pedro dos Crentes 189.0 Maranhãozinho 37% Graça Aranha 187.0 Barra do Corda 36% Poção de Pedras 186.0 Jatobá 36% Jatobá 186.0 Anajatuba 35% Buriti 185.0 Governador Eugênio Barros 35% Montes Altos 185.0 Arari 34% Amapá do Maranhão 182.0 Apicum-Açu 32% Capinzal do Norte 172.0 Tuntum 32% Araioses 172.0 Santa Rita 31% Igarapé Grande 169.0 Vitória do Mearim 31% São Benedito do Rio Preto 168.0 Amarante do Maranhão 27% Davinópolis 165.0 Centro Novo do Maranhão 26% São Roberto 163.0 Itapecuru Mirim 26% Serrano do Maranhão 162.0 Senador Alexandre Costa 25% 34 Carutapera 157.0 Lajeado Novo 24% Milagres do Maranhão 153.0 Trizidela do Vale 24% São Bento 153.0 Matões do Norte 23% São Vicente Ferrer 153.0 São João Batista 22% São Félix de Balsas 152.0 São José de Ribamar 22% Icatu 145.0 Governador Archer 18% Santa Luzia do Paruá 145.0 Raposa 18% Vila Nova dos Martírios 145.0 São Mateus do Maranhão 16% São Domingos do Azeitão 141.0 Grajaú 14% Alto Alegre do Maranhão 140.0 Santa Filomena do Maranhão 13% Paraibano 137.0 São João do Paraíso 12% Presidente Sarney 135.0 Bacabeira 10% Governador Edison Lobão 132.0 Presidente Juscelino 10% Barão de Grajaú 131.0 Cajapió 9% Bequimão 130.0 Cajari 9% Araguanã 130.0 Colinas 9% Paulino Neves 128.0 Montes Altos 9% Monção 127.0 Presidente Vargas 9% Brejo de Areia 126.0 Axixá 8% Lago do Junco 124.0 Rosário 8% Lajeado Novo 124.0 Buriti Bravo 3% Afonso Cunha 123.0 Bacurituba 2% Olho D'Água das Cunhãs 122.0 Cachoeira Grande 2% Peri Mirim 121.0 Sítio Novo 2% Nina Rodrigues 120.0 Cantanhede 1% Alcântara 118.0 Fernando Falcão 1% São Raimundo do Doca Bezerra 116.0 Formosa da Serra Negra 1% Palmeirândia 114.0 Icatu 1% Ribamar Fiquene 113.0 Morros 1% Luís Domingues 112.0 Pedreiras 1% Godofredo Viana 112.0 Vargem Grande 1% Anapurus 111.0 Afonso Cunha Nova Iorque 111.0 Água Doce do Maranhão Presidente Médici 110.0 Aldeias Altas 0 Primeira Cruz 106.0 Alto Alegre do Maranhão 0 São José dos Basílios 105.0 Anapurus 0 Lima Campos 104.0 Area nao mapeada pelo Prodes 0 Anajatuba 103.0 Balsas 0 São Bernardo 102.0 Barreirinhas 0 Pedreiras 102.0 Belágua 0 Belágua 102.0 Capinzal do Norte 0 0 0% 35 Bom Lugar 101.0 Carolina 0 Santa Rita 99.0 Chapadinha 0 Maranhãozinho 98.0 Codó 0 Viana 96.0 Coroatá 0 Mirinzal 95.0 Estreito 0 Mata Roma 95.0 Feira Nova do Maranhão 0 Cururupu 94.0 Fortaleza dos Nogueiras 0 Governador Archer 94.0 Humberto de Campos 0 Junco do Maranhão 93.0 Lagoa do Mato 0 Benedito Leite 92.0 Lima Campos 0 Lago Verde 91.0 Mata Roma 0 Olinda Nova do Maranhão 90.0 Mirador 0 Campestre do Maranhão 90.0 Nina Rodrigues 0 Cachoeira Grande 87.0 Nova Colinas 0 Central do Maranhão 87.0 Paraibano 0 Água Doce do Maranhão 83.0 Passagem Franca 0 Satubinha 83.0 Pastos Bons 0 Bacuri 81.0 Paulino Neves 0 Bernardo do Mearim 81.0 Peritoró 0 Maracaçumé 80.0 Pirapemas 0 Santo Amaro do Maranhão 80.0 Primeira Cruz 0 Matinha 79.0 Riachão 0 Pio Xii 77.0 Santana do Maranhão 0 Presidente Juscelino 70.0 Santo Amaro do Maranhão 0 Lago dos Rodrigues 67.0 Santo Antônio dos Lopes 0 Trizidela do Vale 67.0 São Benedito do Rio Preto 0 Penalva 66.0 São Domingos do Azeitão 0 Duque Bacelar 64.0 São João do Soter 0 Boa Vista do Gurupi 63.0 São Pedro dos Crentes 0 Miranda do Norte 60.0 São Raimundo das Mangabeiras 0 Presidente Vargas 60.0 Sucupira do Norte 0 Sucupira do Riachão 52.0 Sucupira do Riachão 0 Tufilândia 51.0 Timbiras 0 Vitória do Mearim 50.0 Tutóia 0 São Pedro da Água Branca 49.0 Urbano Santos 0 Guimarães 49.0 Rosário 45.0 Arari 44.0 Conceição do Lago-Açu 43.0 Dom Pedro 38.0 Bacabeira 35.0 36 Cedral 35.0 Pindaré-Mirim 27.0 Porto Rico do Maranhão 24.0 Igarapé do Meio 22.0 São João Batista 20.0 Magalhães de Almeida 19.0 Cajari 11.0 Bela Vista do Maranhão 11.0 Apicum-Açu 9.0 Bacurituba 7.0 São Luís 6.0 Axixá 5.0 Paço do Lumiar 2.0 Cajapió 2.0 São José de Ribamar 1.0 Raposa 0.0 Fonte: INPE/CPTEC, 2008/2009 37