14 por 14: um retrato coletivo ÍNDICE Apresentação............................................................................................................................pág.01 Cada um por cada um Aline Cristina Aline Cristina Araujo Silva......................................................................................................pág.03 Vinte anos Bruna Sato...............................................................................................................................pág.04 Catarina x Catarina Catarina Lima..........................................................................................................................pág.05 Morfose e memórias Iago Calmon Angeli.................................................................................................................pág.06 Quem sou eu? José Roberto Rodrigues Barbosa............................................................................................pág.08 Uma breve amostra Lucas Alves..............................................................................................................................pág.10 Lucas” carregando : 1% Lucas Luiz Dos Santos.............................................................................................................pág.11 Eu por mim mesmo Luiz Carlos Rangel..................................................................................................................pág.13 Personificação da Solidariedade Marco Aurélio P. do Nascimento............................................................................................pág.14 Parte di tutti, Io Mariana Moreira Arrozio........................................................................................................pág.15 Autobiografia Marina Gomes da Silva...........................................................................................................pág.16 Quem eu sou Priscila Andrade de Freitas.................................................................................................... pág.17 Sobre mim Thamires Bruzatto................................................................................................................... pág.19 Eu, sob meus olhos. Yulli Martins Pimentel.............................................................................................................pág.20 Eles por eles/Elas por elas/Eles por elas/Elas por eles LUÍS Aline Cristina Araujo Silva..................................................................................................... pág.22 Nerd da sala 52 Bruna Sato.............................................................................................................................. pág.23 Catarina x Yulli Catarina Lima ....................................................................................................................... pág.24 Menina diferente Iago Calmon Angeli................................................................................................................ pág.25 Amigos da classe de graduação em Contabilidade da FIPECAFI José Roberto Rodrigues Barbosa........................................................................................... pág.26 Amizade rápida e para sempre Lucas Alves............................................................................................................................. pág.28 O Iago Angeli Calmon( i.a=g – o) Lucas Luiz Dos Santos............................................................................................................ pág.29 O andar da carruagem da Aline Luiz Carlos Rangel................................................................................................................. pág.31 Solitária ao Extremo Marco Aurélio P. do Nascimento........................................................................................... pág.32 M.A.R.I.N.A Mariana Moreira Arrozio....................................................................................................... pág.33 Mariana Arrozio Marina Gomes da Silva.......................................................................................................... pág.34 Como eu vejo meu amigo Lucas Luiz dos Santos Priscila Andrade de Freitas.................................................................................................... pág.35 Marco, primeiro doido amigo da faculdade. Yulli Martins Pimentel............................................................................................................ pág.36 Sala 52 pela sala 52 Minha Turma Aline Cristina Araujo Silva..................................................................................................... pág.38 A Sala 52 Bruna Sato.............................................................................................................................. pág.39 Catarina x Turma Catarina Lima......................................................................................................................... pág.40 Os 14 Iago Calmon Angeli................................................................................................................ pág.41 A Classe Pioneira de graduação em Contabilidade da FIPECAFI! José Roberto Rodrigues Barbosa............................................................................................ pág.42 Minha sincera homenagem Lucas Alves............................................................................................................................. pág.43 Essa família é muito linda... Lucas Luiz Dos Santos............................................................................................................ pág.44 O andar da carruagem do grupo Fipecafi 52 Luiz Carlos Rangel................................................................................................................. pág.45 União Marco Aurélio P. do Nascimento .......................................................................................... pág.46 I Miei Amici Mariana Moreira Arrozio....................................................................................................... pág.47 Minha turma ao meu ver Marina Gomes da Silva.......................................................................................................... pág.49 A sala Priscila Andrade de Freitas.................................................................................................... pág.50 Turma CCA1 Thamires Bruzatto................................................................................................................... pág.51 . Louca Turma Yulli Martins Pimentel.............................................................................................................pág.52 Apresentação “Só a ação dá origem a todo conhecimento (...) Um sujeito intelectualmente ativo é aquele que compara, exclui, ordena, categoriza, reformula, comprova, formula hipóteses (...) Não é aquele que necessariamente faz muitas coisas ou tem uma atividade observável.”(Emília Ferreiro) Aqui temos o retrato da primeira turma – histórica por princípio – de graduação da FIPECAFI. É um retrato produzido por eles e elas, sobre eles e elas e sobre a turma. Textos curtos, bem humorados, frutos do pensamento que compara, exclui, ordena.... frutos de sujeitos da própria história e da história de uma instituição. Recomendamos. Maria Aparecida A. S. Montero e Maria Fernanda A. G. Montero Dezembro de 2012 Cada um por cada um 3 Aline Cristina Aline Cristina Araujo Silva Em cada passagem da vida temos a chance de evoluir e de nos superar. Quando criança tinha sonhos e desejos, os quais não sofreram grandes mudanças, hoje eles permanecem os mesmos, porém agora possuem um certo grau de realismo e maturidade, persistência e ganancia, necessários para que eu possa realizar esses sonhos. Um deles realizo esse ano, com meu ingresso no ensino superior. Não foi uma tarefa fácil, houve planejamento e vontade de que querer mudar, além de ter alcançado as metas e meus objetivos traçados. Talvez esse breve relato mostre minha persistência, uma das características que avalio como qualidade. Nessa nova jornada, as metas e os objetivos se renovam e meu esforço torna-se primordial para o sucesso, e o meu jeito autocrítico se intensifica conforme minha necessidade de me superar a cada dia. 4 Vinte anos Bruna Sato Olho-me no espelho e vejo uma jovem que de tempos em tempos muda. E é quando não consigo enxergar o que as pessoas vêem em mim, uma pessoa fechada, ignorante e até sem coração. As pessoas vêem o que elas querem, não o que realmente somos. Tento fugir dessa hipocrisia humana. Tenho uma visão estranha do mundo, por isso vivo fora dele. De vez em quando automaticamente me desligo de tudo e quando volto, não sei por onde minha mente andou. Não sei ao certo se isso é bom, pois as vezes volto com a tristeza dentro de mim me desencorajando de tudo. E é quando eu me perco que vou a 500km de São Paulo e lá novamente me encontro. Gosto da minha liberdade, hoje em dia sou independente, mas ao mesmo tempo sinto falta da minha mãe pegando no meu pé. Hoje com 20 anos, sou babá do meu pai, que dá mais trabalho do que se eu, nessa idade, tivesse um filho. Me sinto uma mulher por ter a vida que hoje levo, mas sempre serei a menina da minha mãe . 5 Catarina x Catarina Catarina Lima Tarefa difícil essa de escrever sobre nós. Sou uma pessoa que gosta de estudar e aprender de tudo um pouco, adquirir sempre novos conhecimentos e quando possível, dividi-los. Estou bem longe de ser uma pessoa perfeita, aliás, acredito que a perfeição seria um suicídio para a humanidade, consequentemente não tenho a pretensão de ser melhor ou igual a ninguém, apenas ser eu mesma, aquela menina que ainda cultiva alguns sonhos de criança. Parte deles os realizei, mas sei que muitos ainda estão por vir, sonhos simples, alcançáveis e que satisfaçam a minha alma. 6 Morfose e memórias Iago Calmon Angeli Na obra 'A construção social da realidade' de Peter L. Berger e Thomas Luckman, os autores descrevem de forma muito pertinente o processo de reflexão pessoal pelo qual passam os indivíduos. No contexto social, é fácil olharmos para os outros e defini-los, atribuir características de acordo com seus conhecimentos prévios e julgá-los a partir de seus valores. O processo de olhar para si mesmo, contudo, é muito mais complexo. É necessário um esforço muito maior de racionalização para que se possa falar de si mesmo, pois o indivíduo enxerga-se como diferente e único em relação aos outros, e não consegue atribuir a si próprio as mesmas qualidades e os mesmo julgamentos que faz ao que é externo a ele. É partindo desta premissa que inicio minha tentativa de discorrer sobre mim mesmo. Um professor de literatura que marcou meu Ensino Médio uma vez me disse que corria um rio dentro de mim. Acredito que essa foi uma das melhores formas de alguém descrever o que sinto passar dentro de minha mente. Sou introvertido e estou sempre pensando e refletindo sobre tudo. Tendo a perceber detalhes que passam despercebido para as outras pessoas e prefiro receber doses moderadas de tudo. Dificilmente prendo minha atenção em algo específico e, exatamente por conta disso, tenho dificuldade em me aprofundar em determinados assuntos e me aproximar de certas coisas. Por estar quase sempre em processo de reflexão, dificilmente exponho minhas ideias através de palavras. Preciso pensar muito antes de falar. Não sou impulsivo. Estou sempre em desvantagem quando se trata de debater assuntos. Consigo, no entanto, dizer tudo o que quero quando escrevo, com a profundidade que eu desejar. Não sou competitivo e tenho uma postura proativa para ajudar as pessoas ao meu redor, mas sinto quase a todo momento a necessidade de me superar, pois me deixa desconfortável o sentimento de comodidade e suficiência. Sou moderado, não gosto de extremos. Quando meus sentimentos estão à flor da pele e preciso extravasá-los, escrevo. Mas não mostro a ninguém. Quando sinto a necessidade de justificar algo a meu respeito, tento me identificar com algo que alguém tenha escrito, nunca com alguma doutrina ou religião. Quando me sinto inspirado, leio. Quando sinto minha mente cansada, assisto seriados. Adoro os franceses e britânicos. Adoro 7 cidades grandes, principalmente à noite, principalmente as da Europa. Mas por vezes sinto a necessidade de me refugiar perto da natureza. Por fim, sei lidar bem com diferenças, pois vivo em constante mudança, e, exatamente por viver assim, provavelmente daqui a pouco estas minhas palavras serão só memórias. 8 Quem sou eu? José Roberto Rodrigues Barbosa Tive dois filhos no primeiro casamento, um menino e uma menina, mais dois no segundo, uma menina e um menino. No terceiro relacionamento já encontrei “pronta” uma filha. E eu espero, e confio em Deus, que seja o último relacionamento, haja vista que ambos viemos de relações fracassadas e sabemos muito bem o que não queremos. Com certeza não queremos discussões desarmônicas ou excessos de ciúmes, e outras coisas mais que vão desgastando a relação. Às vezes me perguntam o porquê de eu ter tido três casamentos e eu respondo que eu sempre acreditei no amor, mesmo quando me deparava com desamores. Desamores estes que serão tema de outra obra, pois tornaria esta demasiadamente longa. Quando me perguntam qual seria a minha principal característica, eu respondo que é o fato de eu nunca ter feito o que eu não gosto na vida profissional, isto é, eu só fiz profissionalmente o que eu gostava de fazer, e talvez eu fosse incapaz de fazer o que eu não gosto. Somente a guisa de exemplificar, na minha juventude eu sonhava em viajar e conhecer o mundo. Tive a oportunidade de estudar Inglês (doze anos no ensino ginasial, colegial e superior), Francês por sete anos (cinco anos no ginasial e colegial e dois anos no superior), e Alemão por dois anos durante o curso superior. Aos vinte e três anos de idade, fiz minha primeira viagem ao exterior como praticante de piloto de navios. Foi verdadeiramente um êxtase por toda a viagem. Ainda mais considerando que as línguas me eram familiar e tive grande facilidade em me adaptar àquela nova realidade da minha vida. Eu sempre gostei de estudar línguas e por isso sempre as levei muito a sério. Naquele trabalho a língua pode ser uma barreira para o bom desempenho da profissão ou motivo de destaque profissional. E eu tive a sorte de me destacar profissionalmente a ponto de assumir funções que normalmente demorariam mais tempo para serem alcançadas. Quando viajar deixou de ser um prazer e passou a ser uma obrigação, eu resolvi mudar de profissão e resolvi estudar para passar num concurso público na área fiscal. Sabia que minhas chances seriam pequenas, mas minha habilidade em fazer planejamento detalhado fez a diferença. Em aproximadamente dois anos após meu planejamento inicial, fui aprovado. Naturalmente que a preparação foi intensa. Reuni todo o material que cobria as matérias do exame e, só depois, comecei a estudar. Iniciei estudando as apostilas a bordo, nas áreas vagas. Em seguida, desembarquei de férias e pude estudar intensivamente. Nos últimos dois meses 9 cheguei a estudar até dezesseis horas por dia. Só deixava a mesa de estudos para dormir e tomar banho. Em 2008, aposentei-me, mas não abandonei meus ideais. Ao travar contato com Direito e Contabilidade, resolvi que iria me aprofundar nesses temas. Em 2003 me formei Bacharel em Direito, conseguindo aprovação na OAB na primeira tentativa, quando ainda estava na faculdade. Restava-me a Contabilidade, e por isso, estou aqui. Naturalmente que eu também tinha outros sonhos. Estudar Filosofia e melhorar minhas habilidades na escrita. Já havia inclusive iniciado um curso de Letras, mas devido a um acidente que quase me tirara a perna direita e me deixara por um ano com mobilidade restrita, tive que abandonar o curso. Para minha surpresa, tomei conhecimento do concurso vestibular para a FIPECAFI, que para mim era um mito em contabilidade. Tal mito quase me bloqueou a fazer a inscrição, pois eu acreditava que no primeiro exame vestibular desta escola eu não teria condições de ficar entre os vinte primeiros. Caso contrário, não teria como pagar a mensalidade. Para minha surpresa, fiquei em quarta colocação e estou muito feliz por ter sido aprovado com bolsa de estudos e pelo curso em si. Quanto ao curso, merece consideração especial o fato de ter as disciplinas de Filosofia e Língua Portuguesa – entendimento textual. Parece que esse curso foi projetado pra mim. A matéria de Língua Portuguesa está abordando todos os aspectos de escrita de forma muito descontraída, mas não menos sério do que em outras boas escolas de escrita criativa, sem abandonar as revisões gramaticais. Para se ter uma ideia, já praticamos a escrita de contos, descrições, autobiografias, como esta, e narrações de fatos ocorridos em relação a colegas de sala e à própria turma como um todo. Podemos dizer que essa abordagem foi intensamente profícua e nunca havia visto um curso deste nível tão produtivo. 10 Uma breve amostra Lucas Alves É difícil me descrever, mas com algumas palavras vou tentar. Meu nome é Lucas Alves, tenho 20 anos, sou uma pessoa muito alegre e gosto de compartilhar essa alegria com meus amigos. Sempre procuro um momento de descontração, para que aquilo que é serio não se torne chato. Gosto de sempre estar em companhia da minha namorada e dos meus amigos. Acredito que a vida é mais divertida quando se tem alguém ao seu lado. Para o futuro, espero conseguir me formar na faculdade que escolhi e ingressar no mercado de trabalho muito mais capacitado e a todo o vapor, para seguir minha vida tranquilamente. 11 “Lucas” carregando : 1% Lucas Luiz Dos Santos É extremamente difícil falar de si. Não imagino por onde começar, apenas sei que se começa no começo. No entanto, vou falar tudo, sem ordem, apenas o que me vier a mente a cada parágrafo. Sou uma pessoa apaixonada, não me lembro de uma única vez que não estivesse gostando de alguém. Não dou folga para as meninas, detalhe: em pensamento, porque na vida real não é bem assim. Sim,a maioria das minhas paixões é platônica. Vivo na expectativa de que algum dia tal pessoa goste de mim ao nível de meu imenso gosto por ela. Dramático não? Sou romântico e pela paixão ser constante em minha vida escrevo muitas declarações entre outros textos desse tipo. Raramente esses escritos vão parar nas mãos das pessoas a quem dedico, mas nunca jogo fora. Guardo todas. Sou uma pessoa com uma certa falta de atitude, o que me põe em desvantagem no quesito conquistar garotas. Penso mais de mil vezes antes de me declarar, uso tanto a razão na hora do frente a frente, que o que me resta de irracional coloco apenas no papel. Triste isso, às vezes acho que meu super-ego(como diria Freud) é controlador demais. Entretanto, devo parar de procurar desculpas e admitir de uma só vez, sou sem atitude. É fácil demais admitir, de hoje em diante traço uma meta de mudar isso em mim. O que deixa esse parágrafo obsoleto. Gosto da minha criatividade, tenho ataques de frenesi e começo a criar várias coisas. Muitas eu desenho, outras escrevo. Minha imaginação é por hora infinita. Consigo criar em minha mente lugares, pessoas e momentos fictícios. Como havia dito, eu gosto de desenhar, tenho isso como exercício relaxante e divertido. Acredito ser comunicativo, embora quem não me conheça direito não ache isso. Ademais, sobrancelhas autoritárias me intimidam e de alguma forma inexplicável me limitam no quesito expor meu ponto de vista. Gosto de resolver os problemas dos outros e dou prioridade a eles. As pessoas conseguem me passar diversos sentimentos delas, e de alguma forma me integro tanto a isso que se estava alegre fico triste, por exemplo. Adoro doces e sou controlado por um amigo todo dia quanto ao meu nível de consumo de açúcar. Quanto a parte salgada tenho uma comida predileta: Strogonof. 12 Gosto muito de conhecer pessoas novas, aprender o que elas tem de bom a me ensinar. E se por acaso nada tiverem, basta que sejam legais. É bom, pois assim tenho facilidade em lidar com diversos tipos de pessoas. Sigo planejamentos que pré estabeleci. Odeio insegurança, tenho que estar preso a algo que me remeta a realidade. Tenho planos de carreira, casamento, filhos ,entre outros diversos assuntos. Isso vem mudando em mim pois aprendi com alguns amigos que planejar e idealizar demais pode resultar em extrema frustração, caso o plano não vigore do jeito que havia sido idealizado. Tenho como bases muito fortes como a família e Deus. Essas bases me ajudaram a construir valores pétreos e inexoráveis que almejo nunca perdê-los. Acho que essa é uma amostra grátis sobre mim. Sou capaz de surpreender as pessoas, visto que estou em constante mudança. Não confie fielmente no que eu disse afinal, essa é uma opinião sobre mim, o que torna meu texto subjetivo. O fato de ser minha a opinião não significa que esta tenha maior valor que as impressões alheias a meu respeito. As demais coisas sobre mim sugiro que descubra,pois se contar tudo aqui perde a graça. 13 Eu por mim mesmo Luiz Carlos Rangel Eu acredito que ao final deste curso estarei mais apto a desenvolver as minhas idéias de trabalho e sonhos pessoais. Penso que uma boa graduação traz condições de me preparar, ou ao menos, de me mostrar como devo proceder para o crescimento dos meus negócios já existentes e como dar vida a novas oportunidades de negócios pessoais, familiares, econômicos e financeiros. Esse curso realiza em mim a expectativa de poder continuar adquirindo conhecimento em áreas que até um passado recente pareciam muito distantes. Vou primeiramente corresponder às minhas expectativas e às das pessoas que em mim confiam e acreditam. Sou muito alegre, gosto de brincar, zoar, mexer com quem esta quieto. Enfim, gosto de ver as pessoas sorrindo e se divertindo com o que fazem por mais serio que suas atividades possam ser. Gosto de participar de partidas de xadrez. Sou eclético em meu gosto musical, dependendo da hora e do lugar ouço um tipo de música. Procuro aprender com outras pessoas, sou de fácil convivência, porém, em minha vida pessoal sou muito exigente, extremamente persistente e chato na maioria das vezes. Mas sou também uma pessoa sonhadora, mas sei que para alcançar alguns dos meus mais altos sonhos preciso estar capacitado e pronto para tomar posse de tudo o que for colocado em minhas mãos para administrar. Algo que muito me aborrece e deixa triste é a mentira. Vejo que quando as pessoas mentem começam a se enrolar e isso quebra um elo da corrente que é muito especial, a confiança, e confiar é tudo, é muito importante para que todas as coisas acabem bem. Engraçado, lembrei de algo, trabalho com vendas e já perdi diversas vendas, mas já ganhei centenas de clientes, mas também já perdi vários colegas por expor o que realmente penso, preciso me conter se não vou escrever de mais. Sei que tamanha é a minha responsabilidade em passar exemplo aos meus filhos e esposa, pois são as pessoas que mais se doam para eu estar aqui em período integral e agradeço muito ao meu Pai (Deus) por ter chego até aqui, pois só ele e eu sabemos o quão dura foi a batalha. 14 Personificação da Solidariedade Marco Aurélio P. do Nascimento Calmo e solidário. Duas palavras que me definem por completo. Sou aquele pessoa que irá procurar te ajudar independente de conhecer o que te chateia ou desconhecer meios para te alegrar. Não me deixo abalar por acontecimentos ruins, o importante para mim é saber que o dia poderá me oferecer muitos benefícios que me farão superar esses acontecimentos ruins. Afinal, isso pode acontecer a qualquer um, o que nos diferencia é a maneira de superá-los. A maneira como fui criado fez com que eu buscasse sempre transpor meus limites, por isso desejo ser reconhecido pelo que faço, como um dos melhores, seja em um grupo fechado ou em âmbito nacional. Como metas tenho a criação de uma família, a felicidade destes e ajudar o máximo de pessoas que puder. Não acredito que o dinheiro traga a felicidade, apenas o reconheço como uma forma de chegar até lá. Tenho vontade de conhecer diversos países e outras culturas que existem nesse mundo. 15 Parte di tutti, Io Mariana Moreira Arrozio Já tentei por tantas vezes me descrever, mas acho muito difícil. Não consigo me imaginar e parar para poder me descrever. Acredito que essa dificuldade esteja relacionada com o fato de passar a maior parte do tempo observando as pessoas que estão ao meu redor. Dedico pouco tempo para a reflexão sobre o meu próprio eu. Sem delongas, apresento-me. Meu nome é Mariana, tenho 20 anos, nasci e fui criada em São Paulo, neta de índia com italiano, devo minha essência a essa mistura. Sou atrevida, ambiciosa e sonhadora. Anseio pelo meu futuro, e almejo a conclusão do curso, para poder exercer minha profissão. 16 Autobiografia Marina Gomes da Silva É difícil falarmos de nós mesmos, porém, acho mais fácil começar pelas qualidades, afinal se não gostarmos de nós mesmos, não será outra pessoa que fara isso por nós. Eu como filha sou muito grata aos meus pais, pois sempre estiveram ao meu lado, fizeram tudo que puderam por mim. Antigamente eu era muito estressada, talvez por ser fase de “aborrescência”. Hoje em dia sou mais paciente e aceito tudo que falam. Sou compreensiva e sempre fui muito carinhosa. No namoro aprendi a ser amorosa, carinhosa, paciente e compreensiva também. Demorou para saber o que era isso em um relacionamento, mas com o tempo fui apreendendo a namorar. Sou ciumenta, assim como sou com meus amigos. Aprendi a ser como sou hoje com o tempo e com a paciência das pessoas que conviveram ao meu redor. Já o mundo, vejo com olhos muito críticos. Não entendo o propósito de sua existência, mas acredito que todos devam ter um objetivo a ser realizado. No entanto, ainda não descobri o meu. Sempre sonhei em fazer a diferença no mundo, talvez isso ainda aconteça. Mas sou uma pessoa que gosta de ser diferente e o que puder fazer para ajudar em relação ao meio ambiente e a justiça, eu farei, pois são as duas coisas que me preocupam e me revoltam. Resumindo sou a favor de uma nova Revolução. Como pessoa vejo como minha maior qualidade a sinceridade. Falo quase tudo que penso, pois há momentos em que devemos analisar antes de dizer algo para não magoarmos as pessoas. E meu maior defeito é minha impaciência quando alguém discute comigo algum assunto no qual eu conheço, e eu tenho certeza de que estou certa. E é assim que finalizo minha mini autobiografia. 17 Quem eu sou Priscila Andrade de Freitas Eu sou eu, simples assim. Bem, é difícil falar quem se é, ver o que é bom e o que é ruim em si mesmo, especialmente a parte ruim porque tem coisas que você não gosta de admitir. É complicado definir algo, porque quando você define algo, aquilo fica fixo, não se consegue pensar que há mudanças progressivas e constantes, pelas quais passamos a todo o momento. Eu gosto de pensar que uma série de combinações genéticas e astrológicas me tornou um ser único. Eu poderia dizer que sou uma pessoa típica de aquário, como se isso conseguisse dizer quem eu sou, ou pelo menos tentar me encaixar em alguma categoria, mas isso é impossível. É um pouco cruel responder quem eu sou, uma pergunta que intriga tantos os filósofos e que automaticamente me leva a questionar para onde vou, porque eu vou e a razão de tudo isso. Eu deveria voltar a manter o foco na questão inicial. Acho que não sou uma pessoa extremamente objetiva, eu gosto de pensar em uma série de coisas e fatores antes de chegar a uma resposta. Eu nasci há 20 anos, sou a filha mais velha de pais que se casaram muito novos, depois tive mais uma irmã, meus pais se separaram, se casaram novamente e me deram mais irmãos. Sou da região sul de São Paulo, e isso é muito importante e me marca bastante, porque boa parte da minha vida, pelo menos até os 15 anos, minhas amizades e pensamentos ficavam bem restritos a esse espaço. A pergunta em questão sempre esteve presente em minha vida, até por isso que eu sempre gostei bastante de história, porque eu sempre considerei que para conseguir analisar quem eu sou, é preciso entendeu que houve uma série de fatores que me influenciaram a pensar da forma que penso hoje, tanto em um âmbito micro (minha vida e a de familiares) e em um ambiento macro, que de certa forma justificaria meu lugar no mundo. Sei que sou uma pessoa, que assim como as outras, não consegue se enxergar em sua totalidade, há muitas coisas que não sei sobre mim e que só as outras pessoas podem perceber. Eu me vejo como uma pessoa muito chata às vezes, irritante mesmo, que gosta que sua ideia prevaleça sempre, que muitas vezes não sabe ceder, que tem muitas idéias fantasiosas sobre a vida e sobre as pessoas, que altera constantemente entre o mundo real e os sonhos. 18 O meu humor é sempre variável, sempre entre polaridades. Eu sempre estou muito feliz, muito triste, muito nervosa, muito ansiosa, muito raivosa, muito alegre. De bom ou mau humor, e não há uma linha que distancia essa mudança, ela é bem tênue. Eu tenho uma mania de querer fazer tudo, de tentar abraçar o mundo, apesar de estar aprendendo que não posso fazer tudo, que perco tempo de coisas importantes com outras coisas que não são tão importantes. Isso ainda vai levar um tempo. O meu problema está em fazer escolhas, porque há sempre perdas e ganhos, e optar por uma coisa é sempre perder outra e isso é ruim, porque me levaria a ter outra opinião e visão. Considero importante ter várias visões sobre um mesmo assunto, a ideia de me limitar a uma única opção ou visão me sufoca, me dá medo, pois cometo uma série de erros e egoísmo por olhar apenas de uma maneira. 19 Sobre mim Thamires Bruzatto Meu nome é Thamires, tenho 18 anos, sou do signo de gêmeos, natural de São Caetano do Sul. Moro com minha avó e irmãs. Sou teimosa, orgulhosa, distraída, compreensiva, carinhosa, amiga, e faço de tudo para ajudar quem esta com dificuldade. Se tenho um objetivo luto por ele ate o final. Sou técnica contábil, me formei no espanhol em torno de 1 ano e meio, e me interessei pelo curso de Contábeis por ter pessoas na família que atuam na área. 20 Eu, sob meus olhos. Yulli Martins Pimentel Falar de nós mesmos é complicado. Ninguém sabe falar de si mesmo, mas irei tentar. Eu tenho 18 anos e sou muito quieta e tímida. Me solto mais com meus amigos e falo bastante em casa, mas não gosto nem nunca gostei de falar em público. Cheguei a fazer teatro no ensino médio e melhorei bastante com relação a isso. Como qualquer pessoa, não sou perfeita, e além desses defeitos já citados tenho muitos outros. Sou meio chata e exigente em certas coisas e muitas vezes por mais que certas situações me desconfortem, eu não reclamo ou contesto. Mas é claro que existem situações em que devemos nos impor. Eu não costumo contrariar a opinião dos outros, porque cada um tem uma opinião da vida e idéias diferentes, então acho que devo respeitá-las. Eu adoro ouvir música, elas me relaxam, me acalmam e traz uma sensação boa. Quando estou irritada ou estressada gosto de me sentar para ouvir música, ler e fazer as unhas. É bem raro me ver irritada ou sem paciência. Prefiro sorrir e não me irritar com pequenas coisas. Meus amigos dizem que sou muito calma e a grande a maioria deles nunca me viu irritada. Também dizem que gostam de conversar comigo, o porquê eu não sei (...). Tenho muitas metas e objetivos na minha vida. Além de me formar, quero crescer no ramo em que escolhi porque essa escolha foi por gosto. Quero muito poder ajudar meus pais com tudo que eu poder e como retribuição por tudo que fizeram e vão fazer por mim. 21 Eles por eles/Elas por elas/ Eles por elas/Elas por eles 22 LUÍS Aline Cristina Araujo Silva Ele se enquadra na parcela dos extrovertidos. Talvez seja o mais divertido da sala com suas caretas e brincadeiras, como na aula de Projeto Interdisciplinar quando lança seu olhar 32 e a professora retribui com um 64. Todos os dias nos diverte com suas loucuras e inovações. Foi no café da manhã que ele projetou uma lancheira moderníssima para guardar seu lanche. E com sua estatura, idêntico ao incrível Hulk, mas com um jeito Sherek de ser, esbanja simpatia e humildade. Não é preciso de muito tempo para identificar características qualitativas, já que temos a mania de julgar, precipitadamente, pelos aspectos negativos. Aprendendo a lidar com as diferenças, não há resquícios de dúvida de que a experiência do Luís é imprescindível por agregar um conhecimento diferente às aulas e por compartilhar informações relevantes, devido à sua trajetória. É impressionante como o Luís realiza várias tarefas ao mesmo tempo: é empresário, estudante e comerciante e ainda consegue trazer frutas para os colegas de sala. A força de vontade não tem idade, quem tem um sonho busca maneiras de realizá-lo, e o Luís é a prova disso. Simplesmente, tornou-se uma figura querida por todos. São poucos que possuem esse carisma, por isso tiro meu chapéu pra ele. 23 Nerd da sala 52 Bruna Sato Meu caro colega Marco Aurélio, a pessoa mais paciente que conheço. Apesar de conhecêlo há muito pouco tempo, tenho só coisas boas a dizer sobre ele. Dizem que o lado ruim de algumas pessoas demora para aparecer. Espero não conhecer o do Marco, pois por ser uma pessoa muito paciente, quando explodir, será um furacão. Marco está sempre me ajudando, tendo paciência de ajudar uma cabeça dura como eu. Está sempre a disposição, com humildade de não se gabar de seus dons, e sempre de bom humor. Uma pessoa que se preocupa com o próximo, companheiro, fazendo o gênero Nerd, mas um Nerd diferente. O Nerd da sala 52, o mais querido. Bom gosto para musica e literatura, sempre com um ponto de vista muito adequado, se destacando nas aulas por sua inteligência. Um fato indispensável para a conclusão: O MARCO É VICIADO EM JOGOS. 24 Catarina x Yulli Catarina Lima Yulli é uma menina reservada, porém não menos importante do que aqueles que se mostram com maior evidência. Apesar de estarmos convivendo no mesmo ambiente por bastante tempo, o mesmo nunca se faz suficiente para conhecermos melhor uns aos outros. De qualquer modo, nas poucas interações que tivemos, pude notar que ela é inteligente, dedicada e sabe se posicionar de maneira sábia quando necessário. Não sei dizer se todos têm a mesma impressão, até mesmo porque cada um de nós tem a sua própria lente. 25 Menina diferente Iago Calmon Angeli A Priscila é diferente. Não é acanhada e delicada como as outras meninas. Mas ainda assim tem fortes marcas de sua feminilidade, que pertencem só a ela. É simpática e aberta. Tende a não se preocupar demais com as coisas. Diz o que quer em voz alta e sabe causar humor com isso. Ela é engraçada, mas de sua própria forma. A Priscila tem sempre algo a mais a dizer. Suas frases por vezes tem mensagens escondidas nas entrelinhas, e tudo o que é dito a ela é interpretado com mais de um sentido. De vez em quando surge um segundo sentido meio malicioso, e Priscila nos faz rir com isso. A Priscila já estudou História. Tende a relativizar tudo, e exatamente por isso é tão gostoso conversar com ela, que tem sempre algo a acrescentar, algo a te ensinar, ou alguma forma de te confundir e achar que a real resposta pra sua pergunta é: 'depende'. A Priscila gosta de livros. Conhece bem São Paulo. Se irrita com o trânsito. Chega com fome. Consegue chacoalhar e mudar o humor de qualquer pessoa que ainda pela manhã esteja dormindo em pé. Não come salada de frutas com leite condensado. As frutas são apenas um pequeno detalhe flutuando naquele caldo açucarado. E termina de comer falando sobre sua pretensão de fazer reeducação alimentar. A Priscila gosta de Queen, Raul Seixas e umas outras bandas malucas de metal que assustam qualquer pessoa sã. Mas ao mesmo tempo em que se intelectualiza com seus livros de história e filósofos está totalmente antenada na cultura popular: toma seu café lendo revista Caras, está geralmente encarregada de levar a lista de músicas 'polêmicas' das festas. O Funk é por conta dela. Às vezes a pego lendo uns blogs de fofoca e dando risada. A Priscila gosta de falar em metáforas e códigos. Prefere usar o sujeito indefinido quando quer ser discreta ao falar de alguém. E com suas manias e seu jeito tão característico, a Priscila é como só ela pode ser. 26 Amigos da classe de graduação em Contabilidade da FIPECAFI José Roberto Rodrigues Barbosa Eu serei eternamente grato a dois colegas da turma que me socorreram em momentos de grande aflição. O primeiro é o Lucas Alves, e o segundo é o Marco. Enquanto o primeiro me socorrera em Contabilidade, o segundo o fizera em Matemática. O Lucas somente se juntou ao grupo na segunda semana devido a compromissos de trabalho, mas nem por isso ficou desenturmado. Provavelmente ele já gozava de simpatia dos demais pela solidariedade ao colega que não podia comparecer por problemas de trabalho e pela propaganda que sua fiel namorada, a Mariana, desenvolvera naquela semana. O que me marcara definitivamente em relação ao Lucas fora o fato de eu estar extremamente ansioso para a prova de contabilidade que se aproximava, e ter enfrentado algumas dificuldades que normalmente eu não enfrentaria. Este fato me deixara ainda mais ansioso e foi justamente aí que entrou meu agora dileto amigo Lucas. Ele voluntariamente me acompanhara na solução de um dos problemas que eu estava com dificuldades. Após algumas horas, chegamos ao fim do exercício, e ao início de uma grande admiração minha por ele e, assim espero, uma amizade para sempre. Percebi que o Lucas é extremamente amigável, companheiro e está sempre disposto a ajudar os colegas. Ele tem uma personalidade calma, concentrado e sempre tem boas ideias para solucionar os problemas propostos. O segundo colega que merece ser lembrado é o Marco. Ele é nerd, no bom sentido, é claro. Ele participou da turma de olimpíadas de física e de matemática de um grande curso preparatório para vestibular. Da turma de matemática que começara com mais de 100 alunos, menos de 10 acabaram o treinamento. Ele estava entre os finalistas. Além disso, participara até a segunda etapa das olimpíadas de matemática e de física. Acredito que não seja necessário mais apresentações dele. Não bastasse isso, o Marco é também uma pessoa muito humilde. Em nenhum momento se exibiu pelos atributos intelectuais. Pelo contrário, está sempre disposto a ajudar a todos da classe em suas dúvidas. 27 Minha comprovação do que narrei acima sobre o Marco acontecera nas vésperas da prova de Matemática. Tínhamos vários exercícios com dúvidas e o Marco, com a habilidade de um experiente mestre, deduziu cada fórmula usada para a resolução dos exercícios. Ficou extremamente fácil entender suas explicações e, em consequência, obtive boa nota na prova de Matemática. Agradeço muito ao Lucas e ao Marco. E espero poder corresponder de alguma forma à ajuda gratuita que eles me deram. 28 Amizade rápida e para sempre Lucas Alves O que eu tenho para falar desta pessoa é algo que ela já sabe. Venho falar da Thamires, uma amiga que fiz e quero levar para toda a vida. Ela é muito engraçada, acho que nos identificamos mais fácil. Ela fala muito e está sempre de bem com a vida, algo que admiro nas pessoas, e deve ser por isso que nos damos bem. Por ela ser mais nova, pego muito no seu pé para que cumpra seus deveres na faculdade, mas ela sabe que sempre pode contar comigo para o que der e vier. Quero que ela saiba que estou sempre disposto a ajudá-la e, por considerá-la uma grande amiga, agradeço por continuar a ser esta pessoa especial. 29 O Iago Angeli Calmon( i.a=g – o) Lucas Luiz Dos Santos Bom, a primeira impressão que tive desse garoto foi de um menino antissocial. E realmente ele não é de fazer amizade com todo mundo. Entretanto, não chega ao ponto de ser antissocial. Me surpreendi, me surpreendo e espero continuar me surpreendendo com ele. Ele tende a ser pessimista e metade da culpa deve-se à pré-disposição genética. Ele é demasiadamente ramático, sensível, um pouco ciumento e carente. Tem tendência a se deprimir por causas banais do tipo odontológico e de algumas porcentagens referentes ao seu tecido adiposo localizado. É uma pessoa maravilhosa, no entanto, é difícil compreendê-lo plenamente. Nem ele consegue, vive em crises existenciais e o fato de estarmos morando numa esfera minúscula chamada Terra no meio de um vasto nada o incomoda muito. Na Matemática os números são divididos em conjuntos, e se o Iago fosse um número estaria no conjunto dos complexos. Aliás o “i” do número coplexo é em sua homenagem (desconsidere que esse número foi criado antes do nascimento do Iago). Ele é pensativo demais, racionaliza tudo e depois que fala algo, volta ao seu estado natural: o pensativo. As vezes queria ser telepata só para descobrir o que se passa naquela mente brilhante. Por conta disso, às vezes converso com ele e ele está aéreo, não ouve plenamente o que eu disse. Já cheguei a sentir raiva disso. Passou. Às vezes se cansa e quer ficar sozinho, se possível no escuro de seu quarto ao som de uma cantora que ele gosta muito. Adivinhe a finalidade disso. Pensar de novo, agora sem gente falando, dando a chance dele entrar em sintonia com seu eu interior. O Iago adora doces, especialmente doce de leite. Ele não simplesmente gosta, ele adora demais, em demasia, deveras. É Deus no céu e doce de leite na terra. Ele deixa tão claro isso que sinceramente não sei o que ele seria capaz de fazer por um pote desse doce. Acho que agora deu para entender a dimensão disso. O fato de gostar tanto de doce o coloca em paradoxo, já que vive preocupado com seu corpinho: malha, come salada de fruta, come tomate cereja e mini cenouras, faz reeducação alimentar, sobe os andares da faculdade de escada, faz projetos para o verão, entre outras coisas saudáveis. Entretanto, sempre há aquela pausa para comer um pé de moça, batata frita, um vinho em taça de acrílico, doce de leite, sorvete freddo ou um pote inteiro de sorvete 30 Häagen-Dazs (ambos de doce de leite), entre outras coisas não tão saudáveis. Vale lembrar que sempre após o almoço, um café ou um chá preto ou até mesmo o mate nos acompanham no nosso “café filosófico”. Filosofamos junto com a Priscila sobre coisas úteis, mas algumas vezes tivemos conversa de baixo nível. Ele não constrói planejamentos para tudo em sua vida (diferente de mim), do tipo casamento, filhos, ou qualquer outro plano. Adora sair do comum, da rotina. Uma vez disse que gostaria de pegar sua câmera fotográfica e sair pela cidade fotografando momentos, lugares e pessoas. Estilo turista. Ele tem vontade de ir para Europa, ou melhor ele tem vontade de fazer um “mochilão” e viajar mundo afora. Tem o costume de escrever o que sente, seja bom ou ruim. Depois de desabafar com o papel, o pega, rasga e descarta para que ninguém leia. Acho válido usar o coitado do papel, pois há sentimentos efêmeros e não há necessidade de ficar retomando o assunto, ainda mais se for triste. Não faz sentido o que sentia a pouco tempo atrás, se não sinto mais. Acho bom parar por aqui. Apesar de ter o costume de fazer a “ficha” da pessoa, acredito que é ainda muito cedo para acrescentar coisas que só saberei com mais alguns anos de amizade. Essa é uma pequena demonstração do pouco que conheço do Iago (afinal temos poucos meses de convívio), o resto é bom que se descubra, assim como eu estou fazendo. Ademais, ninguém aprenderá a lidar com números complexos da noite para o dia. Gosto muito do Iago e não sei até quando nossa amizade durará, mas tenho a certeza que será demais enquanto durar. Apesar de ser “pão com ovo”, o Iago é incrível. 31 O andar da carruagem da Aline Luiz Carlos Rangel Uma pessoa do grupo que observo e vejo nela grande potencial é a Aline. Acredito que ela, por ser ainda uma menina, tem uma essência de simplicidade e até certa inocência. Creio que ela esta amadurecendo um tanto rápido porque a vida acadêmica exige posicionamento e é algo que ela ainda não possui, e para mim é uma experiência muito gratificante ver o crescimento e a transformação de vida de uma pessoa para melhor, creio eu. É um tanto difícil descrever o caráter da Aline mas posso dizer que ela é uma pessoa alegre, sorridente e com um temperamento um tanto forte, mas ainda tenho muito que aprender sobre ela para poder falar mais. 32 Solitária ao Extremo Marco Aurelio P. do Nascimento Toda sala possui aquela pessoa que não se compromete a falar em público e mantém todos os seus sentimentos guardados para si. Esse alguém na turma da Graduação da FIPECAFI é a Yulli. Mas apesar disso, pude perceber que ela se sentia a mais deslocada na classe, logo me aproximei e me ofereci para ajudar. Ela estava em um momento difícil em seu namoro e, como praxe, investi todos os meus conhecimentos para vê-la superar essa fase e voltar a sorrir verdadeiramente. Após semanas nesta empreitada descobri uma pessoa meiga, atenciosa, apaixonada por música e mangá (assim como eu). Nos conhecemos rapidamente e temos esse laço de amizade até então. 33 M.A.R.I.N.A Mariana Moreira Arrozio Agradeço a Deus pelos colegas de minha sala, pelos amigos que nos tornamos e dedico essa página, á minha amiga Mariana. Algumas vezes na vida, você encontra uma amiga especial. Alguém que muda sua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até você não poder mais parar. Alguém que faz você acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só esperando você abri-la. Isso é uma amizade pra sempre. Se você se virar e começar a caminhar, sua amiga pra sempre te segue. Se você perder seu caminho, ela te guia e te põe no caminho certo. Sua amiga pra sempre segura sua mão e diz que vai ficar tudo bem. Sua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim. 34 Mariana Arrozio Marina Gomes da Silva Minha coleguinha de classe sobre a qual falarei é a Mariana Arrozio. Identifiquei-me com ela desde os primeiros dias, pois ela está sempre pronta a ajudar o próximo. Sempre que precisei, ela esteve presente. Nosso jeito de ser é muito parecido, pois falamos e gostamos de quase as mesmas coisas, e aceitamos as brincadeiras entre nós. Enfim, sei que posso contar sempre com ela, assim como ela poderá contar comigo também. Tenho certeza que a Mariana Arrozio será uma excelente profissional, pois é dedicada e muito esforçada. Torço muito pela sua felicidade. Boa sorte Mariana, minha coleguinha envolvente! 35 Como eu vejo meu amigo Lucas Luiz dos Santos Priscila Andrade de Freitas O Lucas é uma pessoa que surpreende. A primeira impressão é totalmente diferente das minhas atuais impressões, depois de algum tempo de convivência. A disparidade é muito grande. Como não posso apreendê-lo em sua totalidade, creio que muitas das minhas impressões e opiniões sobre ele não são as mesmas que ele tem sobre si. Quem inicialmente conhece o Lucas, o vê como um menino muito tímido, contido em suas opiniões, não invasivo. Contudo, ele não é uma pessoa tímida, ele é uma pessoa que depende de mais tempo e intimidade para emitir sua real opinião sem se culpar ou sem ser simplesmente politicamente correto, para ele realmente ser parcial. O Lucas tem uma dificuldade em pensar só em si ou pensar em fazer algo errado, o que no caso é bom, mas ele pensa demais nos outros e no que as outras pessoas podem pensar. Ele possui um vício que às vezes é horroroso: ele precisa se explicar com frequência. O Lucas é um idealizador, e isso é bom porque ele sempre projeta algo que deseja para si e pensa em como fazer isso, entretanto, isto também pode trazer uma série de problemas, porque ele cria muitas expectativas e às vezes perde outras oportunidades de ação, outras possibilidades, porque elas não se encaixam naquele determinado contexto. Algo que eu acho muito legal no Lucas é que ele é uma pessoa muito família, ele considera muito a opinião dos pais, os respeita e além de tudo é muito amigo dos seus pais. A família do Lucas é o pilar que o sustenta, acho que ele não conseguiria ficar sem eles, porque são eles que lhe dão base e suporte. Outra coisa que é muito legal é o fato de ele ser o irmão mais velho e ser protetor, ele pensa muito nas irmãs, se preocupa bastante com elas e fica muito mal quando elas estão mal. Ele é o tipo de pessoa que consegue ser sério, mas também é muito divertido, romântico, idealizador, prestativo e que mesmo não gostando, tenta sair da sua zona de conforto e pensar como outro. Eu fico muito feliz pela chance de conviver com ele e pela possibilidade de convivência nesses próximos anos. 36 Marco, primeiro doido amigo da faculdade. Yulli Martins Pimentel Vou falar aqui da primeira pessoa que tive mais contato na faculdade. O nome dele é Marco e ele foi, desde o começo, muito gentil comigo e muito educado. Ele me ajudou em uma situação um tanto delicada para mim. Ele se mostrou um grande amigo, disposto a me ajudar. Posso dizer com segurança que ele é alguém confiável e com um coração enorme. O Marco se torna o que tenho de mais próximo a um melhor amigo aqui na faculdade. Ele não mede esforços para ajudar as pessoas no que pode. Ele foi alguém com quem consegui conversar de modo mais fácil. Por eu ser tímida e fechada é difícil fazer amizades, mas com ele foi fácil conviver e conversar. Ele se torna alguém de suma importância para mim. 37 Sala 52 pela sala 52 38 Minha Turma Aline Cristina Araujo Silva Minhas perspectivas em relação à turma foram firmadas nesse período de três meses que estamos juntos. Mesmo sendo uma sala miscigenada, sempre está trabalhando em equipe. Todos se apresentam solidários quando alguém se diz com dificuldades e sempre que possível prestam apoio fora do horário de aula. É evidente que construímos elos de amizade mais fortes com as pessoas mais próximas, mas nem por isso a sala se fragmentou nas famosas “panelinhas”. Cada um com sua personalidade, jeito, manias e habilidades, é o que torna a turma diferente. Alguns mais extrovertidos e mais lúdico e outros mais reservados e quietos. No início todos são tímidos, os sorrisos são embutidos, mas agora, já com certo grau de intimidade, as piadas e “caçoações” são frequentes. Também se tornou permitido a colocação de apelidos e brincadeiras mais profundas. É interessante essa interação de todos em pouco tempo, mas a explicação para isso é a convivência em período integral, de segunda a sexta-feira e até em finais de semana. Com isso a impressão é de ter se passado vários meses. Estamos ainda no começo de uma longa jornada, haverá inúmeras divergências, desentendimentos, angústias e preocupações. Mas é com essas dificuldades e situações que iremos desenvolver nosso perfil profissional e aos poucos conheceremos cada colega da turma. 39 A Sala 52 Bruna Sato Quatro meses de convivência, nove horas por dia, sete dia por semana, não é fácil manter uma convivência assim; cada um tem seu jeito e muitas vezes não conseguimos aceitar o jeito do colega.Mas, nosso objetivo é nesses quatros anos é mantermos-nos unidos um ajudando o outro da maneira que pode , não apenas nos estudos mas em tudo que pudermos. Passamos mais tempo juntos do que com nossa própria família , isso nos torna uma família ,e claro toda família tem seus problemas seus grupos de socialização. Cada um com um dom, um sorriso , uma alegria , um stress, uma dificuldade. Mas apenas um objetivo em comum nos formamos e sermos a prima turma de contabilidade da faculdade FIPECAFI . 40 Catarina x Turma Catarina Lima Eu vejo a turma 1 de Ciências Contábeis da Fipecafi como pessoas que sabem aproveitar, umas muito bem outras nem tanto, a grande oportunidade que a Instituição nos oferece de poder ter uma formação digna e de qualidade, algo raro nos dias de hoje. De início pude perceber que a interação seria positiva de uma maneira geral, algo que com o tempo veio a se confirmar. Apesar de cada um ter suas peculiaridades, a convivência é harmoniosa e “todos” cooperam mutuamente. Espero que este ambiente perdure ao longo do curso, uma vez que passamos mais tempo juntos do que com a nossa família. 41 Os 14 Iago Calmon Angeli Somos os 14 protagonistas dessa experiência da qual fazemos parte. Um curso novo, com ideias inovadoras, com suas marcas próprias. Em geral unidos, mas com suas particularidades. Cada um com seu jeito, sua personalidade. Somos os responsáveis por guiar o curso e, pelo menos por enquanto, nós o representamos. E por mais que saibamos que há expectativas sobre nós, temos também a consciência de que nossos objetivos, sonhos e anseios são capazes de influenciar o caminho que tomará esse projeto, que não é fixo, está em formação. É reciproco: o curso nos forma profissionais e nós formamos o curso. E entre matérias gostosas e outras não tão gostosas assim, entre pausas para o café, entre conversas, risadas, almoços, passeios, entre exposições e peças de teatro, formamos esses laços tão rígidos que extrapolam a relação aluno e professor e se tornam amizade. Estes laços de amizade nos inspiram a trilhar o caminho que nos espera pela frente. O aprendizado é gostoso mas nem sempre é fácil. Mas com certeza estaremos juntos, encorajando um ao outro para que possamos superar os obstáculos que surgirem e para que no futuro possamos nos tornar os profissionais que queremos. Mais do que isso, para que nos tornemos as pessoas que sonhamos. E para que tenhamos em nossas vidas memórias tão gostosas deste tempo e guardemos dentro de nós a marca de cada pessoa dessa turma que é a primeira, e que é uma só. 42 A Classe Pioneira de graduação em Contabilidade da FIPECAFI! José Roberto Rodrigues Barbosa A primeira turma de graduação em Contabilidade da Faculdade FIPECAFI é um grande “Big Brother”. Como na versão original, os brothers não se conheciam até a concentração para início do show. Todos foram expostos por longo tempo juntos, pois não há muita memória de um curso de 8h da manhã até às 5h da tarde, sendo que para fazer os exercícios propostos, é preciso permanecer na escola para mútuo auxílio, o que por vezes, não raras, pode ir até às 11 da noite. Desta forma, talvez Freud explique, a turma se polarizou e a turma da selva logo se destacou, como se já fossem os finalistas do show. Até os professores colaboraram para o reality show. Como exemplo pode-se citar o dia em que a professora Yara realizou uma conferência individual com os alunos. Um aluno de cada vez ia para outra sala para uma avaliação individual, enquanto os demais alunos esperavam sua vez na sala. Esse momento mais parecia uma noite de paredão, quando os brothers iam ao confessionário. Superada essa fase inicial, é desejável que não exista nem praia nem selva, mas sim uma turma coesa que se respeite mutuamente e se ajude, afinal de conta éramos 15, agora somos 14, e precisamos juntar nossas forças para que os 14 cheguem ao final do curso e para que, assim, não haja um único grande vencedor, mas 14 vencedores desse big brother escolar. 43 Minha sincera homenagem Lucas Alves Dedico estas palavras aos grandes amigos que fiz este ano, a uma família de pessoas talentosas, extrovertidas e cheias de disposição. Amigos que marcam nossa vida, com quem aprendemos a conviver cada dia, dividindo alegrias e tristezas durante este pequeno percurso de nossa jornada. Tenho a certeza de que juntos conseguiremos alcançar nossos objetivos, uns apoiando aos outros em todos os passos a serem dados. Deixo esta mensagem para que vocês, amigos, saibam que estamos juntos nessa e que nenhum será esquecido ou deixado para trás. "Amigos são irmãos de outras mães, por que uma só não aguentaria todos juntos!" 44 Essa família é muito linda... Lucas Luiz Dos Santos Minha sala tem gente de todas as cores e de muitos amores. Todos com suas características marcantes e hilárias. Muita heterogenia com pensamentos diversos sobre variados assuntos. Admiro todos: pela coragem, espontaneidade, inteligência, pela bondade, por estarem sempre dispostos a ajudar os colegas, ou simplesmente por estarem sempre alegres e de bem com a vida. Temos o privilégio de estarmos em uma turma com quatorze alunos, o que nos proporciona uma melhor união, chegando ao ponto de constituirmos uma grande família. Espero que cuidemos uns dos outros pois, segundo o Pequeno Príncipe, nos tornamos responsáveis por tudo o que cativamos. Temos ao longo do curso a oportunidade de conhecer melhor cada figura da nossa sala e até mesmo conhecermos melhor a nós mesmos afinal, estamos em constante mudança. Talvez o que eu penso a meu respeito hoje não será a mesma ideia que terei sobre mim ao final do curso. Desejo um futuro brilhante a cada um dos amigos: Marco Aurélio, Yulli, Aline, Iago, Priscila, Roberto, Lucas A. Mariana, Marina, Thamires, Catarina, Luiz e Bruna. Tenho certeza que serão merecidamente recompensados. Obviamente também fazem parte dessa família aqueles felizardos responsáveis por nos impulsionar ao nosso tortuoso destino. Por causa deles o que parece ser um tortuoso e difícil caminho, tornar-se-á um caminho iluminado e fácil de ser trilhado. Aos professores vigentes e aos próximos que virão, desde já o meu muito obrigado por possibilitar que nosso sonho deixe de ser uma utopia para se tornar realidade. O que começou com uma turma no quinto andar onde ninguém se conhecia quanto mais sabiam as pretensões e sonhos de cada,se tornou uma família da qual espero participar por quanto tempo for possível. 45 O andar da carruagem do grupo Fipecafi 52 Luiz Carlos Rangel Gosto muito do grupo e para que eu possa falar algo sobre alguém é muito cedo, pois isso seria um pré-conceito. Não estamos há tanto tempo juntos para que eu possa formar uma opinião completa, porque não acredito em primeiras impressões, pois se naquele primeiro dia a pessoa estiver passando por um momento ruim, mesmo que ela quisesse, não conseguiria me passar uma boa impressão. Então, ainda não é momento para falar de ninguém, exporei mais opiniões em um segundo momento, com mais embasamento. Mas quero deixar regitrado aqui que quando estou com eles vejo horizontes a serem alcançados e isso me faz bem, pois ativa a vontade de crescer mais e mais. Me relaciono bem com todos, mais com uns e menos com outros, o que é normal. Todo dia acontece algo diferente, seja no café, no almoço, nos intervalos de aula ou em sala de aula, afinal de contas, passamos pelo menos 30% do dia juntos. Então sempre há um momento de descontração, seja por uma fala mal colocada ou uma atitude corriqueira que acontece. Enfim, há uma coesão muito forte no grupo mas também há quem não queira fazer parte isso, o que também é normal, seja por medo de se expor ou por qualquer outro motivo que não sei qual é. 46 União Marco Aurélio P. do Nascimento Um laço único e duradouro entre todos os alunos de uma sala é algo raro de se encontrar, mas nossa turma se aproxima ao máximo dessa relação até porque essa posibilidade é ainda maior em uma sala com 14 alunos. A turma de Graduação possui um liberalismo de pensamentos que impressiona a qualquer um. Ainda mais pelo fato de todos gostarem e tratarem isso como algo para se dar risadas. Um procura ajudar o outro sem distinção de conhecimentos e mantemos uma relação sempre descontraída e verdadeira. 47 I Miei Amici Mariana Moreira Arrozio Pessoas vêm e vão Outras vêm e ficam Há aquelas que por acaso conhecemos E em questão de minutos nos conquistam Alguns se tornam apenas colegas Outros crescem e se tornam grandes amigos Às vezes para a vida toda Às vezes por alguns momentos Algumas sinceras demais Outras nem sabem tal significado Há aquelas que conhecemos há muito tempo E ao mesmo tempo não conhecemos, Ou apenas não confiamos... Conquistar uma paixão É fácil, mas Para conquistar uma amizade verdadeira É preciso trabalhar, cultivar E bem cultivadas São capazes de transformar a vida Sinceridade, amor, companheirismo, lealdade, cumplicidade... Quem conhece, sabe ser amigo 48 mesmo que por minutos E se tornam inesquecíveis, amados simplesmente... Amigos. 49 Minha turma ao meu ver Marina Gomes da Silva Fico muito feliz por fazer parte da 1ª turma de graduação de Ciências Contábeis da FIPECAFI. Nossa turma é pequena e mesmo assim há uma divisão. Acredito que lá na frente possa nos prejudicar, por sermos um grupo de poucos alunos. Na verdade precisamos ser unidos, um ajudando ao outro, principalmente por sermos bolsistas. Uma falta de união poderá até causar uma perda de bolsa. Somos amigos de uns, colegas de outros, mas nos damos bem em geral. Porém não podemos definir o grupo no 1º semestre, pois muita coisa mudará. O que ocorre é a identificação de uns com os outros, e devemos respeitar. Fora isso adoro minha turma por podermos falar abertamente com todos e há um respeito entre nós, e isso é o mais importante. Quero agradecer aos meus colegas de classe por esse 1º semestre que passamos juntos. E que venham os outros! 50 A sala Priscila Andrade de Freitas Nós somos a primeira turma de graduação. Nós estamos estreando o curso, tendo as primeiras experiências, avaliando o que é bom e ruim para o curso, para a turma e para a instituição, e isso é uma grande responsabilidade. Nós temos um grande peso nas costas porque somos responsáveis por criar um hábito e este tem que ser bom, para favorecer os outros que ainda virão. Já entramos fadados a sermos o exemplo e temos que fazer de tudo para isso. Há uma grande expectativa. A sala é um grupo heterogêneo, não podemos comparar e igualar ninguém, todos são de lugares diferentes, possuem experiências de vidas diferentes, habilidades distintas, buscam coisas diferentes na vida, e nos encontramos para, em conjunto, vivermos a experiência da graduação. Apesar de todas as diferenças, a turma, por ser um grupo pequeno, conseguiu uma rápida interação, muito favorecida por termos de passar o dia inteiro juntos. Conseguimos aprender algumas características de cada um e aprender a lidar um pouco com o jeito de cada um. Estamos ainda no caminho, sei que haverá muita dor de cabeça e muitas risadas juntas; que em algum momento um não conseguira olhar mais na cara do outro, mas que nas férias um vai morrer de saudade do outro. Podemos fazer muitas coisas boas juntas e temos tudo para isso, buscamos isso. Como estamos no primeiro passo, não posso visualizar o fim, o caminho será longo, mas nossas construções também. 51 Turma CCA1 Thamires Bruzatto Após passar no vestibular, pensei em como seria conviver com pessoas que vi apenas no processo seletivo, afinal, passaria mais tempo com eles do que com a minha própria família. De inicio senti insegurança, mas os dias foram passando e com isso a convivência aumentou e descobri como as pessoas dessa turma são especiais, cada um com uma história de vida e uma experiência que acrescentará um aprendizado durante esse período da graduação. Todos temos algo em comum, somos privilegiados em fazer parte dessa turma. Se chegamos até aqui, é porque temos a capacidade de chegar ate o fim. Daqui quatro anos seremos a primeira turma do curso de graduação de Ciências Contábeis da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis,Atuariais e Financeiras - FIPECAFI 52 Louca Turma Yulli Martins Pimentel Primeira turma de contábeis da Fipecafi. Eu esperava pessoas mais sérias, mas me deparei com pessoas bem divertidas, meio loucas e muito faladeiras, que fazem graças, que são legais, cada uma ao seu estilo. Cada um aqui nesta sala tem muitas qualidades e defeitos, mas as qualidades superam os defeitos. Todos se entrosaram muito rápido e o fato da sala ser pequena proporciona uma maior união de todos.