ANO XX • Nº126 • maio • 2013 • Distribuição Gratuita
Projeto Revendo
Porto Alegre
Samanta Mezzalira da Silva
Pág. 2
Pág. 9
Pedro Westphalen
Pág. 3
Margarete Moraes
Pág. 3
Dr. Humberto Goulart
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Caho Lopes - Escritor e Empresário
Crise da Meia Idade
Um dia acordei e me descobri na meia idade. Não aconteceu
de repente, foi algo construído ao longo de 49 anos nos quais
eu tive o privilégio de não morrer e não tornar-me um cadaver
jovem, que é, ao fim e ao cabo, a única alternativa decente ao
fato inexorável de que estamos todos envelhecendo.
Me dei conta que aterrisei na meia idade quando me lembrei
de um sonho da noite anterior, no qual eu me via careca, com
uma leve mas significativa barriga e as marcas do tempo no
rosto. Até aquele momento, em todos os meus sonhos, eu ainda
era um jovem cabeludo, magro e bonito, com uma energia
tremenda para enfrentar todos os desafios e as verdades
plantadas pela sociedade em minha vida. Me olhei no espelho do
banheiro demoradamente, como quem procura se reconhecer
naquele senhor calvo e tranquilo, as rugas mostrando a força
das experiências vividas. Suspirei e me dei um “Olá” resignado.
Juventude de novo só na próxima reencarnação.
A partir daí, comecei a monitorar mais meus sentimentos e
atitudes, buscando conhecer melhor a pessoa na qual o tempo
havia me transformado. Muitos questionamentos são parecidos
com os da juventude: ainda busco entender a motivação das
pessoas para aceitá-las, sem deixar de derramar um olhar
crítico que começa em mim e permeia quem me cerca. As
dúvidas permanecem, corro o risco de dizer que aumentaram
Os velhos acreditam em tudo,
as pessoas de meia idade suspeitam de tudo,
os jovens sabem tudo.
Oscar Wilde
em volume e consistência. As poucas certezas que eu tinha se
perderam na poeira do passado, e hoje tenho muitas perguntas
e poucas respostas. Acho que estou ficando um pouco mais
sábio…
Mas a derradeira aceitação de minha atual condição
cinquencentista ocorreu durante um almoço com minha Laura.
Enquanto degustávamos um pato a Pequim e conversávamos
distraidamente sobre os segredos do universo, vi um grupo
de três contemporâneas sentadas na mesa ao lado. Elas não
apenas vestiam roupas adequadas às mocinhas de 15 anos, mas
também falavam como tal. Cabelos, maquiagem, acessórios,
tudo nelas remetia a uma tentativa desesperada de enganar
o tempo. Olhando-as, percebi que durante muito tempo não
me dei conta do homem que havia me tornado, vivendo numa
Terra do Nunca encarnado no papel de um Peter Pan careca e
melancólico.
Envelheço com serenidade estes meus dias. Se o tempo é
inexorável, cabe a nós reavaliarmos as estratégias de vida,
buscando novos prazeres e recompensas, deitando novos
olhares sobre as coisas, renovando amores e aceitando quem
somos.
Porque, afinal de contas, tudo valhe a pena quando a alma
não é pequena.
Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS
CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60
51 3012 7292 • [email protected]
www.usinadoporto.com.br
Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460)
Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup
Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira
Direção de Arte - Jorge Luiz Olup
Consultoria Jurídica - Dr. João Paulo Nácul OAB-RS 37.527
Editoração e Arte-Final - Airton Schineider
Tiragem - 10 mil exemplares
Impressão - Correio do Povo
Colaboradores: Pedro Westphalen, Margarete Moraes,
Dr. Humberto Goulart, Aldryn Garcia Sonis, Walter Galvani,
Dra. Beatriz Bohrer do Amaral, Dra. Fátima Alves,
Camilo de Lélis, Rogério Ratner, Dr. Nilton Alves,
Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp,
Teniza Spinelli, Renato Pereira, Luciano Alabarse,
Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira,
Caho Lopes, Adeli Sell, Paulo Rogério Dias Couto e
Mara Cassini Andreta.
As opiniões expostas nos textos assinados são
de inteira responsabilidade dos autores e não
correspondem necessariamente à posição do Jornal.
Samanta Mezzalira da Silva - Associada da
AGIR, 15 anos, estudante do ensino medio,
edita o blog de moda e vida de adolescente
`somaisumatarde.blogspot.com`, na area
das Artes Visuais trabalha com desenho,
pintura e fotografia.
Agenda Cultural – 22 de maio a 30 de junho de 2013 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br
THEATRO SÃO PEDRO
23, 24, 25/ 05 – 21h e 26/05 – 18h - Hamlet (RJ) Ingressos
Esgotados. Texto William Shakespeare e Dir. Ron Daniels
28/05 – 21h - Nazareth Iluminado (SP) Participantes:
Rosana Lanzelotte (cravo), Luis Leite (violão), Caito
Marcondes (percussão), Tony Botelho (contrabaixo),
Clara Sverner (piano), Banda Anacleto de Medeiros e
Orquestra de Câmara do Amazonas.
30/05 – 21h - Apanhador Só (RS) Lançamento do CD Antes
que tu conte outra.
01/06 – 21h e 02/06 – 18h - À beira do abismo me
cresceram asas (RJ)
6, 7, 8/06 – 21h e 9/06 – 18h - Marxismo, Ideologia e
Rock’n’roll (RS) Coerente com o liquidificador pop da
proposta cênica, que mistura Karl Marx e Mick Jagger,
a trilha sonora do espetáculo, toda cantada por Arthur
de Faria, é feita com as canções do exílio londrino de
Caetano Veloso. Elenco: Marcelo Adams, Carlos Cunha
Filho, Áurea Batista, Gustavo Sussin, Lisiane Medeiros,
Pingo Alabarce, Luiza Herter, Clóvis Massa, Marcello
Crawshaw, Mauro Soares e Arthur de Faria. Texto Tom
Stoppard. Dir. Luciano Alabarse e Margarida Leoni
Peixoto
12 e 13/06 – 21h - Vitor Ramil (RS) Show de lançamento
do álbum Foi no mês que vem
15/06 – 21h e 16/06 – 18h - Cida Moreira e Filipe Catto
(SP / RS) Show Eviscerados
17/06 – 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro.
Solista Max Uriarte (piano). Reg. Antônio Carlos BorgesCunha
18/06 – 21h – OSPA. Concerto Oficial. Solista Fabio
Presgrave (violoncelo) Reg. Shinik Hahm
20/06 – 21h - Sarau Elétrico. Participantes: Luís Augusto
Fischer, Cláudio Moreno, Claudia Tajes e Katia Suman.
Canja musical Xaxados e Perdidos. Foyer Nobre do
Theatro São Pedro
21 e 22/06 – 21h - A Arte e a Maneira de Abordar seu
Chefe para Pedir um Aumento (RJ) Elenco: Marco Nanini.
Texto Georges Perec. Dir. Guel Arraes
29 – 21h e 30/06 – 18h - Uakti (MG) Show de lançamento
do novo trabalho do grupo mineiro, conhecido por
utilizar instrumentos musicais não convencionais,
construídos pela equipe.
19/06 – 21h - Tom Jobim Plural (SP) O pianista e maestro
Marcelo Bratke e a Camerata Brasil interpretam
repertório com obras memoráveis de Tom Jobim
FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
Fundação Iberê Camargo abre, em junho, exposições de
Paulo Pasta Infusão luminosa e Elida Tessler Gramática
Intuitiva. Curadores Tadeu Chiarelli e Glória Ferreira.
Mostras serão inauguradas juntas no dia 6 de junho e
exibidas ao público de 7 de junho a 18 de agosto
Fundação Iberê Camargo - Av. Padre Cacique, 2000,
Porto Alegre.
Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e De
Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso.
Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site www.
iberecamargo.org.br
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Departamento de Relações Públicas e Atividades
Culturais
13 até 31/05 - Solar dos Câmara - 20 Anos - destaca
restauro de patrimônio histórico, um importante
capítulo da história do casarão mais antigo de Porto
Alegre. Sala de Jantar do Solar dos Câmara, com acesso
pela entrada principal da Assembleia (Praça Marechal
Deodoro, 101).Gratuito
Até 24/05 - Barão do Triunfo apresenta suas riquezas
culturais em exposição. Galeria dos Municípios
Departamento de Relações Públicas e Atividades
Culturais. DRPAC - todos os eventos são gratuitos
MARGS
Exposição Principal. De Humani corporis fabrica.
Anatomia das relações entre Arte e Medicina. De 6 de
junho a 11 de agosto de 2013, de terças a domingos,
das 10h às 19h.
(Exposição Paralela) Pintura Brasileira - Coleção José
Antonio e Hieldis Martins.
Informações e agendamento de visitas orientadas no
Núcleo de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De
segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311
e 3212 2281 ou e-mail: [email protected]
CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO
25/05 - 11h - Tem nova edição do Projeto Literatura
Grande do Sul. A atividade que será realizada até agosto
objetiva valorizar a literatura do Rio Grande do Sul e
apresentar novos escritores
24, 25 e 26/05 - Charles Watson ministra curso sobre
o processo criativo. Auditório Barbosa Lessa. Inscrições
para o primeiro módulo do curso: http://www.
processocriativopoa.blogspot.com.br/ e Koralle da Av.
José Bonifácio, 95, telefone (51) 3226-0265 e (51) 97377031
23/05 – das 13h30 às 17h30 - Clássicos na Sala de Aula
é o tema de Diálogos Literários. Ministrante: Elaine
Maritza da Silveira
Até 26/06 - Porto dos Casais é a nova exposição inédita
de Clara Pechansky. Curador Paulo Gomes.
Exposições têm entrada franca. O horário de
funcionamento do CCCEV é de terça a sexta-feira, das
10 às 19h e aos sábados, das 11 às 18h. Visitas guiadas
para escolas podem ser agendadas no (51) 3221.6872.
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail cccev@cccev.
com.br (enviar nome completo, CPF, e-mail e nome da
Escola ou pelos telefones (51) 3226.5342 – 3226.7974, de
segunda à sexta-feira, das 13 às 18h.
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA
Toda a programação da CCMQ tem o patrocínio do
Banrisul
25/05 a 16/06 – sáb. às 21h e dom. 20h. Entre Nós: Uma
Comédia Sobre Diversidade. Teatro Bruno Kiefer
24/05 a 16/06 – sex. e sáb. - 21h e dom. 20h Nós!
(Em Off) Cia Teatro Levem-nos Para Casa. Teatro Carlos
Carvalho
25/05 a 16/06 – 16h - Espetáculo Infantil Piá Farroupilha.
Dir. Geral Bob Bahlis. Bruno Kiefer
23/05 – 12h30 - Marcelo Fruet no Quindim do Quintana.
Travessa dos Cataventos. Gratuito
22/05 – 18h30 - Subtropicais no Jardim do Quintana.
Jardim Lutzenberger 5º andar. Gratuito
28/05 – das 10h às 18h – CCMQ realiza inscrição para
oficinas artísticas gratuitas para crianças e adolescentes,
promovidas pela Oficina Sapato Florido da Casa de
Cultura Mario Quintana (5º andar), voltadas a crianças
de 9 a 14 anos
22 e 29/05 - das 9h30min às 11h30min - Oficina de Jogos
Circenses para Educadores na Biblioteca Lucília Minssen
10/06 a 22/07 - IEM inscreve para oficinas gratuitas
de Áudio Básico e Home Studio (reaper) Inscrições
Até 2/06, mediante envio de carta de intenção e
preenchimento de formulário, para iemusicars@gmail.
com. Informações: www.iemrs.wordpress.com
Conexões Culturais. A culturadigital e a cultura popular
estarão em cada canto do Conexões Globais.
23/05 – 15h30 – Bella Stone, 17h30 – Maracatu Truvão e
19h30 – Jorge Mautner
24/05 – 15h30 – Carina Levitan E Graham Mackeachan,
17h30 – Pedro Munhoz e 19h30 – Frank Jorge
25/05 -15h30 – Alabê Ôni, 17h30 – Tonho Crocco e 19h30
– Bloco Da Laje
Diálogos Globais
23/05 – 14h – Cibercultura E Ética Hacker, 16h –
Democracia 2.0 e 18h – Conhecimento Livre Na Rede
24/05 – 14h - Internet Como Direito Humano e 18h –
Movimentos Sociais Na Era Da Internet
25/05 – 16h – Comunicação E Poder Na Era Da Internet,
18h – Inclusão Digital E Cibereducação e 14h Às 18h –
Grafite Vivência E Prática
23/05 - 14h Às 18h – Faça Um Fanzine Colaborativo
Gigante!, 14h Às 18h – Descubra Os Caminhos Da
Cobertura Colaborativa!, 14h Às 18h – Aprenda A Editar
Seus Vídeos! e 14h Às 18h – Cartografia Colaborativa –
Arte Fora Do Museu
24, 25/05 - 14h Às 18h – Liberte Seu Computador No
Install Fest!
24/05 - 14h Às 18h – Liberte Sua Música Na Rede!
24 e 25/05 - 14h Às 18h – Publique Seu Livreto Livre!
24/05 - 14h Às 18h – Seja Um Comunicador 2.0!
25/05 - 14h Às 18h – Crowdfunding – Financiamento
Coletivo De Sonhos E Projetos
25/05 - 14h Às 18h – Descubra O Que É Seo E Faça Seu
Site Bombar Na Rede!
25/05 - 14h Às 18h – Faça Seu Cartaz Com Software
Livre!
22/05 até 25/06 - 19h - Exposição de fotografias Na
Melodia dos Sais. Sala Radamés Gnattali
Até 28/05 - CCMQ sedia instalação fotográfica Moendo
Ruas: nos Caminhos do Linguiceiro
Até 26/06 - Exposição Processos Espontâneos - Manoela
Furtado, Juliana Scheid e Manu Raupp
Até 26/06 - Deixar-Se Buscar - Cristina Gross e Patrícia
Rahde
Até 26/06 - A Rua Suspensa - Fernanda Chemale
Até 6/09 - sextas-feiras - 19h – CCMQ promove Jam
Sessions de contato improvisação
Brinquedoteca oferece hora do conto com agendamento
de escolas. Os contatos podem ser feitos no local, pelo
telefone 3225-7089 e e-mail: bibliotecaluciliaminssen@
gmail.com
28/05 - Biblioteca celebra o Dia do Brincar com diversas
atividades gratuitas. O agendamento de escolas e
Oficinas com inscrições abertas na CCMQ. Inscrições
na Central de Informações - térreo da Casa de Cultura.
Informações adicionais podem ser obtidas pelos
telefones (51) 3221.7147 e 3221.7083
MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
18/06 – 20h - Calote Samba Rock Roendo Osso. Sala
Álvaro Moreyra
19 e 20/06 – 20h - Fabiano La Falce Guitar Trio. Sala
Álvaro Moreyra
25/06 – 21h - Alexandre Rodrigues – O Poeta Notívago,
45 Anos de Bar em Bar. Samba, suingue, samba canção e
samba enredo. Teatro Renascença
6/06 – 19h - A presença Indígena na Cidade, com Rosa
Maris Rosado e Lizete Dias de Oliveira. Biblioteca
Pública Municipal Josué Guimarães. Gratuito
25/06 – 20h30 - Cerimônia de Entrega do Prêmio
Açorianos de Música. Auditório Araújo Vianna. Gratuito
http://coordenacaodemusicasmc.wordpress.com/
Teatro Adulto
22 e 29/05 – 20h - O Rei da Vela – Novas caras. Teatro de
Câmara Túlio Piva. Gratuito
28/05 – 20h - Fala Comigo Doce como a Chuva – Teatro
Aberto. Sala Álvaro Moreyra. Gratuito
4, 11, 18 e 25/06 – 29h - O Idiota Experimental – Teatro
Aberto. Sala Álvaro Moreyra. Gratuito
5, 12, 19 e 26/06 – 20h - Sonhos Impossíveis – Novas
Caras. Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito
6, 7, 8, 9, 13, 14, 15, 16/06 - Quintas, sextas e sábados
- 21h Domingos - 20h - O Sobrado. Teatro de Câmara
Túlio Piva
Dias 20, 21, 22, 23, 27, 28, 29 e 30/06 - Quintas, sextas
e sábados - 21h e Domingos - 20h - Incidente em Antares.
Teatro de Câmara Túlio Piva
Teatro Infantil
8, 9, 15, 16, 22 e 23/06 – 16h - Príncipes e Princesas,
Sapos e Lagartos. Sala Álvaro Moreyra
TEATRO DO SESC
15, 16, 22, 23, 29 e 30/06 - Sábados e Domingos - 16h Agenda Arte Sesc na Capital tem programação para A Menina do Cabelo Vermelho. Teatro de Câmara Túlio
adultos e crianças em maio e junho
Piva
Até 28 de maio, o destaque é o 8º Festival Palco Giratório
Sesc com atrações em diversos espaços de Porto Alegre.
CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO
7, 8, 14, 15 e 21/06 – 20h - Confesso que Capitu, do Espetáculos e Atividades Diversas - Programação do
Grupo Capitu.
Projeto Usina das Artes
22/05 – 20h - Tombé, Dimenti (BA) Dança.
Usina do Gasômetro – Programação projeto Usina das
22/05 – 20h - She She Pop (ALE)
Artes
23/05 – 20h - Maravilhoso (RJ) Teatro Adulto.
Sala 209 - 25 e 26/05 - 18h - Tão longe, tão perto, tão
24/05 – 20h – Maravilhoso (RJ) Teatro Adulto. Teatro Sesc longe, tão. Anima Cia. De Dança
Centro
Sala 209 - 29 e 30/06 - 19h – Apassionata. As relações
25/05 – 20h - Um Nenhum Cem Mil - Casa Laboratório abusivas do amor. C/ Viviane Lencina e Eduardo
(SP) Teatro Adulto.
Severino.
27/05 – 20h - Pop Corn (RJ) Teatro Adulto.
209 – 22 e 23/06 – 18h - Eduardo Severino Cia. De
28/05 20h - A Espuma do Ar - Companhia Les Apostrophés Sala
Dança. 9º Edição Mostra Movimento e Palavra
(FRA) Circo Novo
Sala
209 – 15/06 – 19h - 8° Edição Trocando Figurinha.
20h - Teatro Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665)
Junina com coreógrafos/bailarinos convidados
05 e 19/06 – 19h - Sesc Música – Happy Hour. Espetáculo Festa
Sala
309
– 16/05 a 2/06 - quinta a domingo - 20h - CNPJ:
Maria Bethânia e Banda – A doce bárbara por Antônio uma comédia
totalmente ficcional. Teatro Sarcáustico
Carlos Falcão. Café do Sesc Centro
400 – 8, 9, 15 e 16/06 – 19h - Viva, Água Viva.
07, 08, 14, 15 e 21/06 – 20h - Rio Grande no Palco. Sala
Teatrofídico
Espetáculo Confesso que Capitu.
400 – 21, 22 e 23/06 – 19h - Palhaça Sem Lona.
13/06 – 15h e 14/06 - 10h e 15h - Teatro a Mil. Espetáculo Sala
Histórias do ermo do olho
A Viagem de um Barquinho (Timbre de Galo)
402 – 25 e 26/05 – 19h - Bailantada. Palhaço o que
26/06 – 20h - Rio Grande no Palco – Circuito Universitário Sala
é? - Estudo da palhaçaria na escola. Depósito de Teatro
UFRGS. Espetáculo Liquidação.
Sala 402 – 22/06 – 19h - Amostra grátis. Grupo Convidado.
Atuação e Criação Ana Fuchs
TEATRO DE ARENA
Sala 402 – 27/06 – 21h - Fragmentos Nelson – Apresentação
Palco Giratório
do primeiro módulo da Oficina de Formação de Atores.
24/05 – 20h – O Linguiceiro Show
Grupo Depósito de Teatro
27/05 – 15h – As Levianinhas
Sala 402 –29/06 – 19h - Apresentação de esquetes dos
alunos da Oficina Livre. Grupo Depósito de Teatro
SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA
Sala 402 – 14/06 – 19h - Quando o de fora faz a gente
Dança
22 e 23/06 - Sexta 20h e 21h - Sábado 20h e 21h, mergulhar para dentro. Grupo Depósito de Teatro
Sala 502 – 25 e 25/05 – 16h - Cuidado que Mancha.
Domingo 18h e 19h - Leve Minhas Lembranças e Salão
em Movimento. Dir. Aldo Gonçalves.Teatro Renascença Bach para Crianças. Dir. Raquel Grabauska c/ o Grupo
25/05 – 10h - 100 anos de Sagração. Exibição de vídeos e Cuidado Que Mancha.
Sala 504 – Cômica Cultural. 24, 25 e 26/05 – Cabaret do
mesa redonda. Sala P. F. Gastal. Gratuito
19/06 – 20h - Quartas na Dança . Devir Tap Band – Gato Pardo – Dir. Patsy Cecato e Cíntia Ferrer
Sala 504 – 31/05, 01 e 02/06 – 20h - Uma Fada no Freezer
Sapateado Americano. Teatro Renascença. Gratuito
26 a 30/06 - IV Festival Internacional Dança.com. Centro (grupo convidado) – direção Francisco de Los Santos
Sala 504 – 07, 08 e 09/06 – 20h - Enquanto Agonizo –
Municipal de Cultura e em outros locais de POA
direção Júlio Conte
Exposições
24/05 a 20/06 - Meus Papéis: rasgos e aderências na linha Sala 504 – 14, 15 e 16/06 – 20h - Zuccos (grupo convidado)
narrativa com Hermes Bernardi Jr. Espaço Alternativo do – orientação Adriane Mottola
Sala 504 – 21, 22 e 23 – 20h - Stand Up Drama – direção
Atelier Livre
28/05 – 17h30 - Café com Arte. Com Antônio Augusto Bob Bahlis
Bueno e Rogério Livi falando da sua exposição Circulando Sala 504 – 28, 29 e 30 – 20h - Beckett & Bion – o gêmeo
imaginário – direção Júlio Conte
Linhas. Centro Municipal de Cultura
4 a 30/06 - Luminescência - Lívia Martins. Saguão do Sala 505 – 25 e 26/05 – 20h - Bodas de Papelão. Grupo
Leva Eu. Viamão
Centro Municipal de Cultura. Gratuiito
Sala 505 – 9/06 – 18h - Sarau de Livre Expressão Artística
Música
do Grupo Neelic
Sons da Cidade
15/06 – 20 - Edu Natureza e Loma. Teatro de Câmara 25/05 e 01, 08, 15, 22 e 29/06 – 20h - Tebas, ou A
Trilogia Tebana. Levanta Favela. No píer da Usina (final
Túlio Piva. Gratuito
28/05 – 20h - República do Rock – Tess & Mari Martinez. da galeria dos arcos)
26/05 e 30/06 – 16h - Futebol, nossa Paixão: pra falar
Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito
1 e 2/06 - Sábado - 20h e Domingo - 19h - Ts’ui – A Re- sobre política, futebol e religião! Teatro de Rua. Praça
União. Com Hique Gomez. Teatro de Câmara Túlio Piva da Usina do Gasômetro (estacionamento)
5/06 – 20h – Renascentes com Marcelo Fruet. Sala Álvaro Oficinas informações pelos fones: (51) 3289.8100,
Moreyra
3289,8111, 3289.8112 e 3289.8140.
20/05 a 23/05 - 2ª Semana do Uruguai no Rio Grande
do Sul
21/05 a 23/05 - VII Seminário “Povos Ingígenas e o
Estado”. Horário: 8:00
23/05 e 30/05- 19h. Curso “Cinema Brasileiro e suas
Memórias”.
ONGs está aberto, pelo telefone (51) 3225-7089 ou
e-mail [email protected]
01/06 - 13:30 - Coletivo Feminino Plural: Campanha
Mulheres Não Esperam Mais - Acabemos com a epidemia
de AIDS e Violência e Projeto Monitoramento da Cedaw Ação Permanente do Movimento de Mulher.
03/06 - 17h - Momento Cultural (Correios) - Os Correios
e a comunidade em geral promovem reflexões sobre a
obra de grandes nomes da nossa música, artes plásticas
e literatura
05/06 e 06/06 - Semana do Meio Ambiente – Correios
08/06 - Dia da Consciência Metropolitana - 40 Anos da
Região Metropolitana.
13/06, 20/06, 27/06 - 19:00 - Curso “Cinema Brasileiro
e Suas Memórias”
Visitas Guiadas O Memorial e Seu Entorno com
agendamentos todas as Sextas e Sábados às 14h Setor
Ação Educativa Informações: (51) 3224-7159 / 32247316 - [email protected]
Boneco Memorélio. O Memorial do Rio Grande do Sul
promove apresentações do Boneco Memorélio para
o público infanto-juvenil. Visitas guiadas c/ o Boneco
Memorélio: 51 3324.7210
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
3
Por Margarete Moraes - Ex-Secretária da Cultura de Poa, Representante do Ministério da Cultura na Região Sul
Vale Cultura
Fotos Arquivo Pessoal
O Vale Cultura surgiu a partir de uma pesquisa
indicativa de que a maioria das pessoas, apesar de todas
as políticas públicas de acesso à cultura, jamais tiveram
algum contato direto com espaços, expressões ou produtos
culturais. O Ministério da Cultura compreendeu que não
bastavam apenas as leis de fomento e incentivo à cultura
em vigor, a constante oferta de editais e prêmios nem a
consecução das emendas parlamentares, se o estímulo não
alcançasse também a maioria das pessoas, trabalhadores
e trabalhadoras, totalmente desprovidas do “alimento da
alma”, como se refere a Ministra Marta Suplicy.
A lei 12761, promulgada pela presidenta Dilma Rousseff,
em dezembro de 2012, oferece aqueles que recebem até
5 salários mínimos mensais, o Vale Cultura. Até o mês de
junho, uma comissão constituída no Ministério da Cultura
vai regulamentar a operacionalidade da lei, a partir
de sugestões dos artistas, empresários e trabalhadores
expressas em Audiências Públicas ou pelos meios
eletrônicos ao MinC.
Com o Vale-Cultura, os trabalhadores terão livre
acesso à cultura. Eles terão direito a um ticket eletrônico
no valor de R$ 50,00 mensais para acessar serviços e
produtos culturais, seja nas artes visuais, artes cênicas,
audiovisual, literatura, humanidades, informação, música
e patrimônio cultural, ou em outras áreas que ainda serão
regulamentadas.
Acreditando que não se trata apenas de outro programa
de fomento e incentivo da rica e diversificada cultura
brasileira, o Governo Federal aposta no enriquecimento
interior do povo brasileiro. Além da inclusão de segmentos
da sociedade na educação, na ciência, na qualificação
profissional e no acesso ao conforto material do cotidiano,
as pessoas precisam conhecer nossa herança cultural,
freqüentar espetáculos, ir ao circo, comprar CDs, livros,
revistas, obras de artes, artesanato e visitar exposições.
As empresas que aderirem ao Vale-Cultura estarão
habilitadas se tiverem lucro real (com desconto de 1% do
Imposto de Renda) como também as de lucro presumido.
Estas não terão incentivo fiscal, porém os R$ 50 não
serão tributados. Ou seja, padarias, salões de belezas,
farmácias, pequenos empreendimentos, também poderão
participar do programa.
Completando o ciclo da criação e difusão da cultura,
o Vale-Cultura beneficiará trabalhadores, empresários e
artistas com a fruição e o consumo. Será de R$12 bilhões o
investimento na cadeia produtiva da cultura. Certamente,
o Brasil vai mudar.
Por Dr. Humberto Goulart - Secretário da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre
As lições da tragédia
Os acontecimentos distantes não nos sensibilizam. A
morte de 194 pessoas na Argentina e de 156 na Rússia
em consequência de incêndios, provocados por falta de
segurança em boates, não foram suficientes para nos
alertar dos perigos. Só nos comovemos quando uma
tragédia semelhante tirou a vida de 241 jovens, numa
madrugada de janeiro, na boate Kiss, em Santa Maria.
Ainda impactados pelo sofrimento dos familiares e
amigos, iniciamos um trabalho de inspeção nas casas
noturnas de Porto Alegre. Uma força-tarefa da Prefeitura,
acompanhada pelos bombeiros já vistoriou mais de
160 casas e constatou que muitas eram verdadeiras
bombas-relógio. Nas visitas, ficou constatado que 26
estabelecimentos já estavam fechados. Das casas que
estavam em funcionamento 74 por cento foram interditadas
por falta do alvará do Corpo de Bombeiros.
Passados cem dias da atuação da força-tarefa,
podemos afirmar que estamos cumprindo a determinação
do prefeito José Fortunati de evitar a perda de outras vidas
e adotar procedimentos que garantam a segurança das
pessoas. A prefeitura acabou com os alvarás provisórios
para casas noturnas e baixou uma resolução determinando
que a capacidade dos estabelecimentos seja informada
em locais visíveis.
O sofrimento e a dor de centenas de pais, familiares
Fotos Tania Meinerz
e amigos nos impulsionam a buscar novos ensinamentos
a cada inspeção. Identificamos responsabilidades de
todas as partes. Existem vários gargalos provocados
pela burocracia e demora nos licenciamentos municipais.
Os donos de boates e casas de eventos não tinham a
cultura de adotar cuidados em relação a incêndios, mesmo
previstos pela lei. Agora, passaram a ter consciência
dessa necessidade, e mais de 34% das casas fechadas já
reabriram de forma correta. O Corpo de Bombeiros passou
a receber três vezes mais pedidos de alvarás para várias
atividades. A população começou exercer seu direito de
cidadania, exige os alvarás de incêndios e verifica se as
normas de segurança estão sendo cumpridas.
O trabalho da força-tarefa não se limitará à inspeção
de casas noturnas. Não temos, porém, a intenção de
prejudicar qualquer atividade empresarial ou cultural, nem
o desenvolvimento econômico. Nosso objetivo é preservar
a vida das pessoas.
A próxima etapa será elaborar e harmonizar uma
nova legislação municipal, estadual e federal em relação
à prevenção de incêndios.
Nossa missão está no início, temos uma longa jornada
pela frente. A força e a energia vêm da certeza que
estamos fazendo um trabalho em defesa da vida.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
4
Programa Paralelo 30
na Rádio Buzina do Gasômetro
Quando recebi o convite dos Diretores da Rádio
Buzina do Gasômetro Caetano Silveira, Fausto
Prado e Luis Mauro Vianna para fazer um programa
nesta radioweb (http://www.buzinadogasometro.
com.br) há cerca de quatro anos atrás, antevi ao
mesmo tempo uma honraria, uma oportunidade e
um desafio. Uma honraria por razões óbvias, pois
se trata de uma iniciativa pioneira que objetiva
colocar a música feita no RS em seu devido lugar
(ou seja, no topo), divulgando-a para o mundo, e
operacionalizada com o maior carinho e dedicação
por este trio de compositores que definitivamente
é do ramo e valoriza nossa produção acima de tudo.
Uma oportunidade porque era a chance de poder
partilhar com outras pessoas meu acervo de LPs e
CDs lançados por músicos gaúchos dos mais variados
estilos e épocas e justificar as razões de minha
admiração pela nossa produção. Um desafio porque,
além de nunca ter imaginado estar do “outro lado”
do microfone, até em razão de não ser exatamente
íntimo da “latinha”, se trata de uma experiência
praticamente inédita a de uma estação calcar
100% de sua programação na música feita aqui em
seus mais diversos gêneros e tendências. Será que
funcionaria esta proposta?
Hoje posso dizer com toda tranquilidade que
sim. Temos em Porto Alegre e no RS uma produção
consistente em termos qualitativos e quantitativos,
muito diversificada e perfeitamente capaz de dar
substrato e fundamento a uma programação de rádio
transmitida por 24 horas ininterruptas, em 365 dias
ao ano. Mesclando o que foi criado no passado com o
que é feito atualmente, a Rádio Buzina do Gasômetro
veio para demonstrar de forma inapelável a força de
Foto Cristine Rochol
Por Rogério Ratner - Músico, escritor e pesquisador da música feita no RS
nossa cena musical em seus mais variados estilos.
No programa Paralelo 30 (cujas edições, inclusive
as mais antigas, podem ser acessadas a qualquer
hora clicando em cima do ícone do programa na
página da Rádio Buzina) já apresentamos diversos
especiais (ao final dos programas geralmente
apresentamos músicas de artistas que nos mandam o
seu trabalho e de novos valores, muitos deles tendo
ali a sua estréia em rádio), com entrevistas e/ou
rodagem de músicas. Tivemos: A bossa de Sérgio
Napp/ Adriana Marques/ Alex Alano/ Bebeco Garcia/
Carlinhos Hartlieb/ Carlos Medina/ Bandas Gaúchas/
Discocuecas/ Dudu Sperb/ Elis Regina canta os
compositores gaúchos/ Emílio Pacheco (Jornalista)/
Juarez Fonseca (Jornalista)/ Léo Henkin/ Conjunto
Farroupilha/ Radamés Gnatalli/ O Tropicalismo
Gaúcho/ Almôndegas/ Os Brasas/ Adriana Deffenti/
Alcides Gerardi/ Hermes Aquino/ Liverpool e Bixo da
Seda/ Paralelo 30 I e II/ Manfredo Fest e Breno Sauer/
Lupi canta Lupi/ Mr. Lee I, II e III/ O clã dos Piva/
Radamés Gnatalli/ Frank Franklin/ Márcio Ventura/
Vanessa Longoni/ Teixeirinha/ Geraldo Flach/ Ita
Arnold/ João Palmeiro/ Leonardo Browl/ Lúcia
Severo/ Luiz Mauro/ Maria Lúcia/ Midian Almeida/
Moenda da Canção/ Monica Tomasi/ Música na CCMQ/
Nico Nicolaiewsky/ Ipanema FM/ Rafael Brasil/ Rock
gaúcho dos anos 70, 80, 90 e 2000/ A Jovem Guarda
gaúcha/ Samba-rock gaúcho/ Sílvio Marques/ Tonho
Crocco/ Yoli/ Ecovox/ Henrique Mann/ Porto Alegre
rock/ Fernando Ribeiro/ Garagem Hermética/ Uma
canção para POA/ Arte nos trilhos/ Música Regional
Gaúcha/ Jerônimo Jardim/ I Festival de Música
Instrumental/ Oly Jr./ Eduardo Ferreira/ Festival
Multisom e por aí vai.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena
Sempre é bom começar os ensaios de um
espetáculo novo. Há uma aura de excitação,
expectativa e esperança nos dias que antecedem
o primeiro dia de trabalho e a primeira leitura
da equipe reunida. No meu caso, é um fenômeno
que se repete há quase quarenta anos, sempre
surpreendentemente novo e vigoroso. Não é fácil
acertar o tom de uma direção teatral. Somente
os muito jovens ou os muito ingênuos acham que
a direção teatral é fácil. Não é. Quanto mais um
diretor adentra nos códigos do ofício, revelados
pela experiência continuada, mais esse diretor
está a mercê de truques facilitatórios, esquemas
já testados, rotinas prontas, exercícios de poder
ridículos. Acreditar que o jogo está ganho antes
de iniciar a partida é o pior que pode acontecer
àquele que assina a concepção de uma encenação.
E é justamente essa mistura de serenidade e
insegurança que marca qualquer novo trabalho
que estou vivendo mais uma vez, às vésperas de
começar os ensaios de “Marxismo, Ideologia e
Rock´n´roll”, espetáculo que vai estrear dia 06 de
junho no nobre e maravilhoso espaço do Theatro
São Pedro. Será a primeira vez que me debruço
sobre a dramaturgia de Tom Stoppard, um dos mais
conceituados dramaturgos da atualidade. O texto
me fascinou desde a primeira leitura. Não é um
texto fácil de levar ao palco, e talvez esse seja
um de seus grandes méritos.
“Rock´n´roll”, o título original, foi burilado sem
pressa, durante muitos meses, para chegar a atual
versão, adaptação que assino sem medo – porque
é, verdadeiramente, uma adaptação, e não o texto
original. O pano de fundo da história contada é a
histórica Primavera de Praga, quando os tanques
russos sufocaram as crescentes reivindicações
por liberdades democráticas da então comunista
Tchecoslováquia. A ação abarca quatro décadas de
história política, onde os personagens principais
envelhecem, amadurecem e se transformam
conforme suas experiências individuais, suas
desilusões e suas crenças políticas. Até que ponto
um cidadão, em nome de um partido, precisa
sufocar suas convicções pessoais e defender o que
não acredita em nome da unidade e consistência
partidária? O poder parece afrodisíaco, seja em
uma democracia radical ou num regime brutal
de exceção.
Os diálogos de Stoppard são afiados, procedentes,
atualíssimos. Sem nenhuma necessidade de
atualização temporal, podemos transportar a
ação dramática, seus impasses e conflitos, para
esse nosso Brasil corroído por alianças políticas
espúreas, onde o mérito pessoal não conta
absolutamente nada na formação/manutenção
de equipes de governo. Atualmente, o que dita
as regras do jogo governamental por aqui são os
interesses e a manutenção das alianças entre os
partidos coligados. Pode ser diferente? Pode ser
mais justo e equilibrado esse tabuleiro formativo
do Poder? Os discursos políticos sempre são
incrivelmente dissociados da prática cotidiana dos
governos, difusos e enganosos? Qual o papel de
um intelectual diante desse quadro constitucional?
Essas são perguntas que o texto de Tom Stoppard
enfrenta corajosamente, através de personagens
banhados de uma humanidade arrepiante, sem
dogmatismo, sem esquematismos baratos, sem
facilidades ou clichês.
Para me acompanhar em mais um momento
marcante de teatro, chamei alguns dos meus
parceiros mais constantes. Respondendo por papéis
onde vão duelar argumentações ferinas, atores
do calibre de Carlos Cunha Filho e Marcelo Adams
prometem imantar o palco com eletricidade e
sofisticação. Alguns dos nomes mais relevantes da
nova geração dos nossos atores dizem presente,
o que me orgulha muito: Gustavo Sessin, Fabrizio
Gorziza, Pingo Alabarce estão na montagem. Há
alguns encontros muito bem-vindos, pois o elenco
Foto Arquivo do Diretor
Marxismo, Ideologia e Rock´n´roll
“Marcelo Adams e Luciano Alabarse preparam Rock´n´Roll”
conta, entre outros, com Áurea Baptista, Luiza
Herter, Mauro Soares e Eduardo Steinmetz. Tudo
isso vou dividir em uma direção compartida com
minha amiga Margarida Leoni Peixoto, experiência
( a da direção compartida) que tem me atraído
cada vez mais. Seja porque minha vida anda uma
montanha russa desgovernada, seja porque há
algo nobre e generoso em dividir a assinatura e a
concepção de um trabalho no palco de um teatro.
“Marxismo, Ideologia e Rock´n´Roll” é, mais
uma vez, a minha declaração renovada de amor
ao ofício teatral e aos textos que dignificam a
dramaturgia ocidental, ao teatro que se faz em
Porto Alegre e a integração entre veteranos e
jovens nomes da cena teatral gaúcha. Estreia
em junho e, desde já, estão todos convidados a
conferir.
Foto Márcio Peixe
Por Camilo de Lélis - Teatrólogo
Infinitos singulares de dois judeus filosóficos
Martin Bubber, na adolescência, tinha uma questão que não o deixava descansar: o que era o infinito? Como dormir
em segurança, com esta falta de paredes nos confins do universo?
Baruck Espinoza, durante um culto na sinagoga, viu, a um canto do salão, uma mosquinha azul cair nos palpos
de uma aranha de parede: então o cuidado de Deus para com suas criaturas não era infinito? Porque haviam algumas
de, necessariamente, sobreviver com a morte das outras?
Resolver estas questões foi o trabalho de suas vidas; uma breve e a outra longa, porém ambas intensamente humanas.
Atribuo à humanidade a sina de ultrapassar-se.
Marta
& Maria
- Marta, ó Marta, traz um copo d’água para o Mestre!
- Não vês que estou ocupada, Maria. Diga-lhe que venha buscar.
Diante da surpresa dos ouvintes que estavam na sala, o Rabi levantou-se e foi até a cozinha.
- Mestre, mestrinho amado, meu mestre perfumado, desculpa-me, eu falei sem pensar. Veja, aqui, a água; eu já estava levando.
- Sem pensar, muitas vezes, falamos melhor, Martinha. Mas que cheiro bom tem esse guisado...
- É de cordeiro, e os legumes vêm todos de minha horta... Sabe, Rabi, não é que eu queira me queixar, mas se a Maria me ajudasse
um pouquinho mais nos afazeres de casa...
Assim, ficaram os dois um bom tempo, em volta do fogo, a falar amenidades. Não está escrito nos evangelhos, mas acredito que o
Messias deve ter pensado: também de pão vive o homem.
Faroeste
Dona Ana tem um braço de menos. Só reparei quando, inadvertidamente, fui abraça-la. A manga pendente da blusa estava vazia. Ela mora perto de minha casa
e tem um cão negro velhíssimo. Chega a ter as barbas brancas, o cão, cujo nome nunca consigo lembrar, mas minha subconsciência escolheu, de seu próprio alvitre,
chamá-lo de Piloto. Ele está sempre enfeitado por um lenço vermelho ao pescoço, como os vaqueiros do velho oeste.
- Tens aí um lugar nos teus filmes para o meu cão-boy, diretor?
- Só se eu fizesse cinema, dona Ana. No teatro não dá...
Mas parece que a velha Ana pouca diferença vê nessas duas artes de exibição. Pois, a cada encontro, repete a mesma pergunta e cai na risada.
Não lhe importa muito que tipo de diretor eu seja... Acho que a graça toda está em mostrar o trocadilho, que ela inventou antes ou depois de colocar
o lenço no cachorro; o certo é que ela viu na minha profissão a chance de mostrar o seu bom humor.
- Olha! Cuidado com o cão-boy, diretor!
- Mãos ao alto, Piloto!
E uma quadra inteira da rua se enche com nossas gargalhadas.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura
Foto Arquivo Pessoal
Vergonha, respeito e liberdade...
Aqui no chamado “Mundo Ocidental”, ou seja nesta
metade da laranja terrestre, onde pontificam os chamados
“regimes democráticos” (se é que o são, mais ou menos...)
criou-se a lenda de que tudo o que os jovens parisienses
revindicam, deve ser ampliado e doado aos demais
integrantes dessa faixa etária.
Ah e sobretudo, seus usos e costumes...
Não me importo como me possam classificar, já fiz tudo
o que tinha que fazer lutando dentro da minha profissão de
jornalista e escritor, fora delas ou dentro dos seus quadros e
possibilidades, pela liberdade de opinião.
Estou nisso há 59 anos e na capital há 58, na vida há
79 anos e alguns dias, e estou pesquisando os momentos
e locais que marcaram minhas andanças e contradanças,
e embora não tenha ainda conseguido ir à Trebizonda,
respeito o rei Alexis Connecius que em 1203 ali fixou a sua
capital para um novo império grego, o que desperta a minha
infinita curiosidade por todos os que ousam alguma coisa.
Com o nariz tapado vou vivendo onde decidi morar, como
diriam meus amigos argentinos (“na moda” com o novo Papa
Francisco I), “por mi mala cabeza” e por causa dela vou
seguindo, mas não sei até quando.
Na superfície da Terra, na certa enquanto der... mas
não posso aceitar como companheiros de caminhada, esses
irresponsáveis que picham o edifício da prefeitura de Porto
Alegre por causa da sua miserável passagem de ônibus.
Porque não escrevem em sua testa, que provavelmente
causariam muito menos estorvo à população e na certa
demonstrariam seu respeito ao que precisa ser conservado
em nome da História e da qualidade de vida!
Aquele “derivado do alcatrão” tem a virtude de uma
grande permanência e talvez os obrigasse a um banho
completo para retirar o produto e assim poder encarar
novamente alguma outra campanha. Boa oportunidade para
refletir e limpar também as suas ideias e nunca mais cometer
o crime de lesar o patrimônio público, por mais sérias ou
preocupantes que fossem as suas posições e objetivos.
Assim é se lhes parece, como diria Shakespeare, que
agradeceria talvez a convivência com essa sadia loucura.
Não existiam ainda transportes coletivos de massa
terrestres no tempo dele e o máximo que se aproximava
dessa possibilidade talvez fosse uma carona num naviopirata, posta em voga pelos capitães ingleses... ou uma
romântica diligência que resolvia os pequenos trajetos e os
cavalos, companheiros explorados pela humanidade, que
disputavam com os cães a confiabilidade e fidelidade.
Vergonha na cara, respeito pelos outros, limites de
liberdade, tudo isso deveria se inserir no caráter desses
“paladinos” que primeiro precisam aprender a conviver.
Com seus iguais, com a humanidade e com os restos de
civilização que tão pacientemente acumulamos durante
séculos...
Por Adeli Sell - Vereador e presidente do PT-POA
Em restaurante não em “recall”
É tudo parecido. Em fábrica de
automóvel, assim como em restaurante
tem “linha de montagem”. As coisas tem
que ser feitas concatenadamente. Um
carro pronto deve andar e dar conforto
ao usuário. Um prato de comida precisa
agradar e saciar a fome do cliente. É,
talvez, aí que começam as diferenças.
Havia um tempo em que o sonho
de um trabalhador fabril era ser
funcionário de uma montadora. Já a
gurizada do interior, ao chegar em Porto
Alegre, festejava numa carta aos pais
que trabalhava numa lanchonete ou
numa churrascaria.
Se a cultura brasileira fosse uma
cultura de trabalho, qualquer afazer
alcançado deveria ser gratificante.
Seja limpando o chão de um hotel
ou montando um computador na
atualidade. Mas como temos uma
herança ibérica, ainda acreditamos que
meter a mão na massa é algo avesso. É
a modernidade líquida de que Zygmunt
Bauman nos fala, onde a tradição ibérica
agrega valor ao trabalho intelectual e a
“feiura” ao braçal.
É claro que as coisas vão mudando.
Os jornais anunciam que temos pleno
emprego em Porto Alegre, dando
condições de as pessoas escolherem seu
trabalho. É fato. Mas também é verdade
que “as pessoas andam pulando de
galho em galho”. Sem reflexões, trocam
um emprego por outro por quaisquer
reais a mais.
Nosso empresário necessita trabalhar
melhor o seu funcionário. Já pensou
em proporcionar uma oficina sobre o
mundo do trabalho com sua trupe? Pois
seu atendente, sua cozinheira, seus
parceiros de jornada, tem que saber
que não tem recall em restaurante. O
sujeito até poderá devolver um prato,
mas a regra é o sujeito comer, fazer
cara feia, pagar com má vontade e sair
falando mal. Ademais, com as redes
sociais, ele posta o que bem quiser. E
você vai correr atrás do prejuízo.
Comecei a observar uma enxurrada
de pessoas nos finais de semana,
especialmente nos locais com maior
afluxo de pessoas. Tem muita gente
trocando a galinha assada da esquina
por uma ida ao restaurante. E é neste
momento que precisamos qualificar
o atendimento e fazer com que os
profissionais do segmento de bares e
restaurantes tenham a oportunidade de
mobilizar conhecimentos, habilidades
e atitudes de forma a gerar resultados
que se traduzam na consolidação de
uma relação de fidelidade.
Quando vamos a uma concessionária
Foto Arquivo Pessoal
comprar um carro temos a impressão
que o vendedor é um piloto de fórmula
1. Ele consegue falar com a maior
empolgação sobre como são especiais
as velas e sistema de embreagem
daquele carro. Ele tem obrigação de
saber. Uma equipe de garçons deve ser
assim. Deve saber exatamente como
são preparados os pratos.
Seja um restaurante à la carte,
uma lanchonete fast food ou uma loja
de roupas, a qualidade do atendimento
ao cliente deve ser prioridade para
o empresário. Afinal, o sucesso do
empreendimento depende totalmente
da clientela, que é exigente e gosta de
ser bem tratada.
Invista no setor de Recursos
Humanos. Faça “formação técnicoprofissional”, mas gaste um pouco em
Humanidades, num curso de língua,
numa reciclagem. Pois como dizia o
mestre Paulo Freire: “Ninguém ignora
tudo, ninguém sabe tudo. Por isso
aprendemos sempre”.
Sou defensor de criar no setor
de gastronomia de Porto Alegre um
espaço de grandes debates e trocas de
opiniões, seja de forma presencial ou
à distância. Aposto que as entidades
representativas do setor acharão a
melhor forma de fazê-lo.
(51) 3023.6960
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Usina do Porto - Duas décadas divulgando a cultura da nossa terra
“Numa sociedade onde impera a lavagem cerebral,
todo pensador que enxerga a deterioração da cultura,
tem que se ver na obrigação de ser reacionário, anacrônico
e acima de tudo: um déspota intelectual.”
Marcos Ribeiro Ecce Ars
Há duas décadas iniciamos uma longa viagem em prol da nossa cultura.
Olhando para trás, vemos que muitos foram os obstáculos ultrapassados e percebemos que muitos ainda o serão.
Neste ano, em que comemoramos mais um ano, estamos conscientes que o nosso foco tem sido sempre em fazer o nosso melhor,
com o objetivo de sermos o melhor que podemos ser e não com o desejo egoísta de alcançar o sucesso a qualquer custo.
O que nos uniu ontem nos une hoje e garantirá o nosso futuro, é a presença constante de uma equipe altamente qualificada,
com os olhos sempre voltados para o futuro, com esperança, profissionalismo, muita garra e determinação, muito entusiasmo,
sempre trabalhando com ética e honestidade para bem informar nossos leitores.
Estamos cumprindo nosso objetivo de colocar a cultura do nosso Estado acessível para todos, não apenas para os gaúchos, mas
também para que todo o Brasil saiba que aqui temos grandes artistas e intelectuais, que a grande mídia parece ter esquecido ou
não tem interesse em divulgar os trabalhos dos nossos criadores das artes, que não ficam devendo nada para outros profissionais
da área,
É isso que faz o jornal Usina do Porto uma publicação com credibilidade.
Todo o sucesso que alcançamos é fruto de um trabalho árduo, é uma mera consequência. Que esta filosofia posso continuar nos
guiando durante muitos anos.
Aos nossos colaboradores, colunistas, articulistas, anunciantes, apoiadores e leitores obrigado pelo empenho em fazer do Usina do
Porto uma publicação imprescindível na área cultural.
Parabéns a todos pelos nossos 20 anos!
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Alfredo Aquino - Artista plástico, curador de exposições, escritor e editor
Os passos de uma pintura
Pintar é uma atividade bastante antiga, se pensarmos
apenas na pintura portátil, sobre madeira ou sobre tela,
de linho ou de algodão. Essa atividade e profissão remonta
a pré-renascença européia, o que lhe atribui mais de 500
anos de existência. É, portanto, uma profissão mais antiga
que a do jornalista, que é posterior à invenção da imprensa
de tipos móveis, que a de metalúrgico torneiro mecânico,
que é uma atividade da indústria pesada dos primórdios do
século XIX, que a de médico psiquiatra, que é um legado
freudiano do início do século XX ou a de web-designer, que
já uma profissão do terceiro milênio. Todas elas profissões e
atividades dignas, em expansão e transformação, na razão
direta de sua adequação às necessidades das comunidades
culturais em que estão inseridas e em constante diálogo e
interação.
Pintar é mais extenuante e exigente do ponto vista da
força física e da concentração mental do que escrever e
fotografar, mesmo que nessas atividades, tão criativas
e potencialmente artísticas, possam igualmente existir
pressão e stress intenso. Pintar é mais complexo e exaustivo
e será menos do que na atividade de esculpir que é ainda
mais extenuante e brutal, salvo quando o esforço físico é
realizado por grande número de terceiros envolvidos no
trabalho por encomenda ou realizado em poderosas máquinas
siderúrgicas de dobraduras mecânicas ou prensagem.
A pintura é uma atividade ainda existente, reconhecida
e presente na memória coletiva das comunidades sociais
e culturais. Existirá e permanecerá assim enquanto
for aceita como um valor cultural que corresponda a
estes valores representativos estéticos e um distintivo
cultural de diversificadas formas de pensamento. Um
exemplo transparente dessa memória atávica coletiva é a
identificação icônica imediata que fazemos da Gioconda
(Mona Lisa) de Leonardo da Vinci, da Guernica de Pablo
Picasso ou do Abaporú, de Tarsila do Amaral. Essas imagens
de pinturas fazem parte de nosso universo cultural como
tantas outras neste tecido que identifica as diversificadas
trajetórias de cada comunidade social.
Vamos olhar para a pintura apenas e ver como ela
acontece, passo a passo.
Primeiro faz-se um desenho em tinta china e aguadas a
pincel japonês de ideogramas sobre papel de gravura. Na
continuidade, em sequência, utiliza-se a pena caligráfica
e, em determinados instantes, os dedos para estruturar a
mancha nervosa e arriscada do desenho. A figura, realizada
em rápidos gestos transversais, de poucos segundos de
duração, está finalmente pronta, num desenho de fatura
veloz.
Este desenho servirá de base a uma pintura que, por sua
arquitetura particular, será diferente e será estruturada
cumulativamente em tempo muito mais extenso do que o
exigido pelo desenho.
Linguagens, técnicas, materiais e tempo são específicos à
pintura e ao desenho. A tinta a óleo exige um período mais
longo de tempo físico para sua secagem e assim vários dias
serão necessários para o desenvolvimento pleno da pintura,
como foi originalmente pensada. A pintura é sempre fruto de
uma reflexão, apurada pelas condições do material. Melhor
que seja assim. O óleo que se faz perene e estável, propõe
esse tempo de observação e de reflexão. Será importante,
Fotos Arquivo Pessoal
no entanto, conservar o frescor do gesto ágil e espontâneo,
presentes naquela primeira obra do esboço.
Entra agora em cena uma nova protagonista, a cor da
pintura – o valor artístico fundamental para a linguagem
pictórica, especialmente as cores que, ocultas, estruturarão
o fundo da tela, concederão a alma secreta da cor e que
estarão ali presentes, mesmo que aparentemente não
sejam percebidas de imediato.
Num primeiro momento ao olhar o resultado da tela
pronta, não se veem as cores da base, mas são essas as
camadas que compõem a cor final - a cor que não quase
podemos definir com tanta precisão qual seja na realidade,
em razão de seus vários matizes, secretos, misturados,
mimetizados, disfarçados e superpostos.
São eles que constroem o fundo e constituem a alma
invisível da tela. Serão seis, sete ou mais camadas totais,
de tintas e pigmentos superpostos na tela, mesmo que a
aparência final denote e revele apenas uma tela em negro.
Mas não é apenas isso, será uma cor bastante trabalhada.
Ali estão vários tons de azuis de intensidades diferentes,
brancos, violetas e grises, antes das
diferentes colorações em texturas finais
de negro. Este passo a passo (documentado
fotograficamente durante a elaboração
da pintura) apresenta essas camadas
escondidas e recobertas por outras
camadas, que se fazem mais aparentes
pela superposição do acabamento.
Todos os matizes estão lá e podem ser
redescobertos por uma observação mais
detida e mais atenta.
O que se pode ver numa tela assim,
passo a passo? O que isso significa de
fato, a mesmo tempo e valor, que seu
andaime e esqueleto de cores? A pintura,
na verdade é essa arte em progresso,
é esse momento em que se realiza, em
mutação dinâmica durante algum tempo e
que ali está carregada de significados, de
segredos, de alternativas, de alterações
de percurso, de acidentes e correções.
A pintura é um pequeno simulacro da vida, com um
objetivo definido a ser alcançado. E intensa no provisório
de sua realização como a riqueza da vida se constitui e se
justifica desse mesmo modo. O resultado é apenas o final, a
pintura pronta e acabada. É o tempo crucial da realização
da cirurgia e quando vemos o resultado algum tempo depois,
constatamos que o paciente foi salvo.
Nessa pintura utilizou-se uma tela de 100 cm x 130 cm, em
lona de algodão estendida e fixada em bastidor de madeira
retangular com cravelhas em cunha, mais uma estrutura
simples de apoio horizontal sobre uma parede, como
poderia ter sido um cavalete tradicional, uma mesa ampla
ou a própria superfície do chão. O modo de realizá-la, deste
ou daquele jeito não é nada importante, apenas apontam
ser o suporte e a sua base de apoio. Foram utilizados para
pintar pincéis, papéis, tecidos, as mãos e os dedos para a
aplicação da tinta a óleo. É apenas uma pintura.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Pedro Westphalen – Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
Assim caminha
a democracia
Num mundo interconectado pela
tecnologia - onde temos a possibilidade do
conhecimento dos fatos em escala planetária
e em tempo real - a imprensa tem garantido
papel de destaque levando à opinião pública
denúncias, críticas, descobertas científicas,
informações políticas, econômicas, enfim,
possibilitando às pessoas serem agentes ativos
no processo social.
Assim é que soubemos da tragédia que
abalou a cidade de Santa Maria e nos
mobilizamos, todos. Assim conhecemos o
resultado dos pleitos eleitorais de todos os
lugares e as ações de lideranças políticas e
civis. Assim nos chegam notícias da queda
de um meteorito na Rússia, dos conflitos no
Oriente, da renúncia do Papa, da cotação
dos alimentos, dos índices de crescimento ou
estagnação, do que pensam os outros países
a nosso respeito. Informação é conhecimento
e conhecimento é poder. Jamais devemos
esquecer que por longos períodos históricos
ele permaneceu trancafiado por uma minoria,
temerosa de que as camadas populares
pudessem acessá-lo. E que dessa negação
brotaram - e ainda brotam - preconceitos
Fotos Divulgação AL/RS
detonadores de sangrentas guerras. Que tal
negação chegou ao obscurantismo de lançar
mulheres sábias nas fogueiras.
A imprensa está para a contemporaneidade
do mundo, assim como a liberdade enquanto
valor mais profundo. Atividade humana na
construção de si mesma, ela erra e acerta,
assim como a humanidade inteira caminha:
em movimentos espirais ascendentes. Rumo
ao futuro. Evoluindo. Saber é poder. Nas
democracias ele emana do povo e em seu
nome deve ser exercido. O Parlamento
gaúcho reconhece esta dinâmica e busca
constantemente aprimorar sua relação com
o cidadão e com os meios de comunicação.
Atividade humana que é, algumas vezes
erra e, outras tantas, acerta. Queremos
a imprensa apontando nossos erros.
Precisamos disso para o amadurecimento
desta Instituição. Igualmente queremos a
imprensa informando nossos acertos, que não
são poucos. Precisamos disso para renovar
nossas forças e seguirmos o caminho espiral
ascendente da democracia.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Aldryn Garcia Sonis - Nutricionista Dermogral Moinhos
Nutrição Funcional
Probióticos e Prebióticos
Foto Arquivo Pessoal
Prebióticos e probióticos são alimentos funcionais.
Alimentos funcionais são alimentos que além de apresentarem sua função básica de nutrição (garantindo nutrientes como carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais) apresentam substâncias que promovem
a saúde.
Probióticos são definidos como organismos vivos que,
quando administrados em quantidades corretas, conferem beneficio a saúde do hospedeiro. Já prebióticos são
qualquer fibra solúvel que possa promover o crescimento
do probiótico.
Também presentes na alimentação, eles agem no intestino recuperando a flora intestinal, combatendo as
“bactérias patogênicas e oportunistas”, melhorando a
absorção de nutrientes, favorecendo o sistema imunológico, ajudando no controle de diarreias, constipações
intestinais e infecções bacterianas.
Vários microorganismos são reconhecidos como probióticos, entre eles bactérias ácido-lácticas, bactérias não
ácido lácticas e leveduras. As mais conhecidas bactérias
que exercem essas funções no organismo são as Bifidobacterium e Lactobacillus.
As espécies de probióticos mais utilizadas são:
- Lactobacillus acidophillus
- Lactobacillus casei
- Lactobacillus rhamnosus
- Enterococus faecium
- Bifidobacterium bifidum
A dieta atual da população é rica em alimentos que
destroem a flora intestinal, contendo um baixo teor de
fibras e rica em açúcares e gorduras além de pobre em
probióticos. Outros fatores como o stress e o uso de an-
tibióticos também contribuem para uma menor absorção dos mesmos pelo intestino. A ingestão de probióticos
diariamente, além de água, fibras, vegetais e frutas devem fazer parte de uma alimentação saudável.
Dica: inclua no dia-dia semente de abóbora, farinha
de banana verde, alho e ervas que auxiliam a manter a
flora saudável.
Iogurtes com lactobacilos e leites fermentados não
são a melhor opção na hora de consumir probióticos,
pois estes produtos contem quantidades de açúcar, corantes, conservantes e adoçantes artificiais que podem
inativar as bactérias antes que elas consigam exercer
sua função (recolonizar o intestino).
Cápsulas de probióticos e sachês são as melhores opções, lembrando que para trazer benefícios o produto
precisa conter altas doses de probióticos, em torno de
10 bilhões de organismos ou 10 UFC (unidades formadoras de colônia).
São indicados para idosos, imunodeprimidos, pós
transplantes e cirurgias, após o uso de antibióticos, pacientes com disbiose intestinal e à todos que desejam
manter a flora intestinal saudável.
Não deve ser utilizado em crianças menores de 3 anos
de idade, pois é o período em que o sistema imune está
definindo a microbiota intestinal. Gestantes e nutrizes
só devem consumir com orientação de Nutricionista ou
médico.
O melhor horário para consumo é pela manhã em jejum, ou antes, de dormir, pois é o período onde há um
menor conteúdo de ácidos no estômago. Também pode
ser ingerido 2 horas após uma refeição.
Foto Arquivo Pessoal
Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193
Doença hipertensiva
na gravidez
Os distúrbios da hipertensão na gestação ocorrem em
torno de 8% das gestantes brasileiras e são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal.
Considerando que o feto tenha herdado a metade dos
gens do pai, a mulher deve desenvolver mecanismos imunológicos para proteger e não rejeitar o filho. Em alguns casos
porém, a liberação de determinadas proteínas na circulação materna pode provocar uma resposta imunológica na
gestante, agredir a parede dos vasos sanguíneos, causando
vasoconstrição e aumento da pressão arterial.
A hipertensão arterial específica da gravidez recebe o
nome de pré-eclâmpsia e costuma instalar-se a partir da
vigésima semana da gestação, ocorre especialmente na primeira gestação e nos extremos de idade materna.
Também podem ser considerados como fatores de risco
para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia na gestação a diabete melito, gestação gemelar, familiar (irmã, mãe ou avó)
com história de eclâmpsia, hipertensão arterial sistêmica
crônica, IMC maior ou igual a 25,8 e ganho excessivo de
peso.
Os sintomas da pré-eclâmpsia são a hipertensão arterial,
edema ou inchaço, aumento exagerado do peso corpóreo e
perda de proteína pela urina.
Os sintomas da eclampsia, que às vezes podem ser precedidos por dor de cabeça, dor de estômago e perturbações
visuais, são convulsões e o coma.
O diagnóstico da pré-eclâmpsia é feito por um bom exame físico obstétrico, medidas seriadas dos níveis pressóricos
durante o pré-natal e pelos resultados dos exames laboratoriais de sangue e urina.
Uma vez estabelecido o diagnóstico da pré-eclâmpsia a
paciente deve ser hospitalizada para acompanhamento em
unidade de gestação de alto risco, embora não haja uma
unanimidade entre os autores sobre a necessidade da internação hospitalar.
Considerando que a cura da pré-eclâmpsia só ocorre após
a retirada da placenta, a conduta de interromper a gestação
vai depender basicamente de um balanço entre a gravidade
da doença e a idade gestacional.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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INFORME PUBLICITÁRIO
VIDEOMONITORAMENTO INTELIGENTE
Foto: Vanessa Silva
MAIS TECNOLOGIA PARA
OS OLHOS DA CIDADE
Lançamento do livro
Coletânea de Poesia
Gaúcha Contemporânea
A Assembleia do Estado do Rio Grande do Sul lançará o livro “Coletânea
de Poesia Gaúcha Contemporânea”, a obra com organização do escritor
Dilan Camargo, comtempla poesias inéditas de 91 poetas gaúchos
contemporâneos, no dia 04 de junho próximo, às 18h30min, no Teatro
Dante Barone da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
(Pç. Marechal Deodoro, 101, Centro, Porto Alegre, RS).
Durante a cerimônia, haverá um Recital com a pianista Dunia Elias,
acompanhada de Artur Elias, na flauta.
CEIC: equipamentos de última geração e profissionais treinados
O evento integra as comemorações dos 100 anos da Biblioteca
Borges de Medeiros deste Legislativo.
Olhos atentos estão monitorando o trânsito, os parques,
Alegre conta com 630 câmeras e é assim que, em tempo real,
o Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre
(CEIC) garante maior segurança aos cidadãos da capital.
Em operação durante 24 horas, todos os dias, o CEIC
monitora, atua e informa para a população todas as
ocorrências relativas à segurança e à mobilidade urbana.
Graças ao uso de tecnologia e profissionais treinados,
a Prefeitura de Porto Alegre pode assegurar atendimento
rápido em casos de emergência, como o incêndio na
Vila Liberdade, no começo do ano, e prevenir crimes. Na
primeira quinzena de abril, o videomonitoramento da cidade
acompanhado pela Guarda Municipal impediu a ação de
Foto: Vanessa Silva
traficantes no Viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico.
Até o fim de 2013, estarão instaladas 1.503 câmeras nas escolas municipais
Monitoria Inteligente: A fiscalização noturna da cidade, com
a instalação de um novo software de vídeo analítico pelo CEIC,
ganhará maior agilidade. O sistema está em fase de testes
e os operadores em treinamento. Em breve estará funcionando
plenamente. Com o vídeo analítico, quando um movimento
é detectado, o sistema dispara um alerta para o operador,
que passa a acompanhar as imagens em tempo real.
O alerta será disparado, também, para impedir ações de
vândalos e pichadores nas escolas e nos monumentos.
Editado pelo Gabinete de Comunicação Social
da Prefeitura de Porto Alegre
www.portoalegre.rs.gov.br • twitter: @nossa_poa
Oliboni apoia campanha
por lei da mídia democrática
Foto Banner da campanha/FNDC
as escolas e os monumentos da cidade. Atualmente, Porto
O deputado Aldacir Oliboni (PT) apoia a mobilização nacional pelo
Projeto de Lei de Iniciativa Popular para as Comunicações que chegou
às ruas neste 1º de maio, o Dia do Trabalhador. Pautada no debate pela
democratização da comunicação, a proposta precisará de 1,3 milhão
de assinaturas para ingressar no Congresso Nacional como vontade da
população.
Oliboni, que é autor da Política Estadual de Incentivo às Mídias Locais,
Regionais e Comunitárias, em tramitação na Assembleia Legislativa,
considera fundamental pautar A regulamentação da mídia no âmbito
do parlamento gaúcho. “A legislação que dispõe sobre as comunicações
do Brasil é de 1962. Estamos em outro tempo, nossa sociedade, nossa
política e economia modificaram-se substancialmente. É preciso fazer
este debate com a sociedade e propormos um sistema de regulamentação
para garantir mais igualdade e diversidade, a exemplo do que já foi
feito na França, Alemanha, Estados Unidos ou Argentina”, argumenta o
deputado que irá solicitar audiência pública sobre o tema.
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) encabeça
a campanha lançada ontem, intitulada “Para expressar a liberdade!”. A
base da proposta é a ampliação da liberdade de expressão, da diversidade
e pluralidade na televisão e no rádio. O Projeto pode ser acessado aqui:
http://tinyurl.com/d3h2wuu
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista
Fotos Divulgação
Cardápio de outono
O outono com as suas baixas temperaturas convida a todos para se reunir
ao redor da mesa para uma refeição saborosa. Pensando nisso a cozinha
experimental da Maisena@ preparou a receita de fricassé de frango que
encaixa bem no cardápio da estação. Um prato apetitoso, econômico e
fácil de fazer confira abaixo.
FRICASSÉ DE FRANGO
Rendimento: 6 porções
Tempo de preparo: 50 minutos
Ingredientes:
- 4 colheres (sopa) de margarina
- 600 g de sobrecoxa de frango
- 2 cubos de caldo de galinha
- 3 xícaras (chá) de água fervente
- 1 xícara (chá) de cogumelo em conserva cortado em fatias
- 10 cebolas pequenas
- 4 colheres (sopa) de amido de milho maizena
- 1 xícara (chá) de vinho branco seco
Modo de preparo:
1- Em uma panela, aqueça a margarina em fogo médio.
Junte o frango e frite até dourar.
2- Dissolva os cubos de caldo de galinha na água fervente
e acrescente ao frango. Tampe a panela e cozinhe por 20
minutos ou até ficar macio.
3- Junte o cogumelo e as cebolas e cozinhe por mais 10
minutos.
4- Dissolva o amido de milho no vinho, despeje na panela
e cozinhe até engrossar, mexendo sempre. Sirva em
seguida.
Se preferir, utilize cebola em conserva.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
Foto Marc Hess
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Por Marcelo Oliveira da Silva - Jornalista
Argh, mais um filme
medíocre superestimado!
O Oscar é desde sempre uma festa dedicada a valorizar
a indústria do cinema americano, e não uma premiação
destinada a distinguir filmes de especial qualidade.
Neste sentido, a edição deste ano não se distinguiu em
nada da média. Reconhecimentos merecidos, como os
de Daniel Day-Lewis (ator principal) e Christopher Waltz
(coadjuvante) foram contrabalançados pela premiação
dos rostos bonitos de Jennifer Lawrence e Anne Hathaway
(coadjuvante). O mesmo se deu em relação aos melhores
filmes, com Argo, uma produção rigorosamente banal,
sendo contrabalançada por O Amor, de Michael Hanecke,
tocando de novo aos filmes estrangeiros a tarefa de
injetar um pouco de arte naquela grande feira de
audiovisual e moda.
Sobre Daniel Day-Lewis não é preciso dizer mais nada,
são 3 premiações (Meu Pé Esquerdo, 1990, Sangue Negro,
2008, e agora por Lincoln) para um ator excepcional e
extremamente rigoroso na escolha de roteiros. Nenhum
ator jamais havia ganho tantos prêmios máximos nessa
competição - e a estatueta soma-se a outras 90 já na
estante. Christopher Waltz, premiado por Django Livre,
é outro desta mesma cepa e merece desafios ainda
maiores. Falando em desafios, me parece cedo dizer o
mesmo para ambas as atrizes. São talentosas, jovens
e sobretudo belas, não há dúvida, mas não encararam
ainda nenhuma prova digna de um troféu de excelência
nas artes cênicas. Desde esse ponto de vista cético, o
fator que parece realmente ter decidido a escolha das
duas foi a conveniência de se aparentar renovação e
vigor na cadeia produtiva hollywoodiana.
A premiação de Argo parece motivada por um
imperativo político. Não dos interesses diretos dessa
que é a maior indústria dos Estados Unidos, mas das
estratégias políticas internacionais do país. Nessa
segunda década do século 21, reflexões e análises mais
detalhadas crescem paralelamente às versões de fatos
históricos destinados ao consumo das classes de menor
escolaridade e poder de compra. O cinema cumpre
função importante na formação de opinião desse público.
Se até o século passado apenas professores
universistários e seus melhores pupilos percebiam que
Sadam Hussein foi apenas uma criatura que se voltou
contra o governo de Washington, hoje até estudantes
mais interessados de qualquer escola secundária de países
periféricos podem concluir isso sem precisar aprender
uma língua estrangeira. Basta entrarem na internet
para lerem que foi o presidente Ronald Reagan quem
deu a Sadam condições de assumir um poder absoluto
no Iraque (em troca de descontos polpudos na venda de
petróleo) e depois armas e incentivos para entrar em
guerra contra o então novo governo religioso do Irã, que
havia deposto um dos ditadores mais subservientes aos
apetites americanos na época, o Xá Reza Pahlevi.
Argo não é um filme ruim. Tem uma história
interessante, baseada quase totalmente em fatos
reais, mas também nada espetaculares. Prova disso
é a necessidade de incrementar artificialmente a
sequência final, que qualquer um antecipa ser uma
adição fantasiosa e uma que não mudaria em nada o
desfecho. E está contado de uma maneira absolutamente
convencional, que não o deixa figurar sequer entre os
20 melhores no gênero de thriller político com ações
internacionais. Além da oportunidade política, há outro
fator que pode ter ajudado a consagrar com um Oscar
esse filme medíocre: uma safra ruim.
Aos 70 anos e em sua segunda indicação para melhor
filmes estrangeiro (a primeira veio com A Fita Branca,
em 2010), o austríaco Michael Hanecke surpreendeu
não tanto pelo prêmio recebido por Amor (que se junta
a 64 outros em sua estante), mas pelas 5 indicações
recebidas pelo filme, considerado por muitos bastante
difícil. Um dos pontos altos foi a atuação de Emmanuelle
Riva, musa do eterno Hiroshima mon Amour. Inspirado
também em fatos (uma tia dele pediu-lhe, aos 93
anos, que ele a ajudasse a se matar, pois o sofrimento
já superava qualquer vantagem de continuar viva)
Hanecke não a ajudou, como o marido da protagonista
(o também venerando Jean-Louis Trintignant) mas ela
eventualmente teve sucesso e suicidou-se. Como diz o
diretor, realmente não é um passeio no parque, mas um
fato da vida e fatos como a velhice, se narrados com
competência e sem panos quentes, não podem ser outra
coisa.
Exposição “Confluências” de Jorge Herrmann
no Museu da UFRGS
O Museu da UFRGS, sensível à importância de
valorizar outros olhares sobre eventos e espaços de
importância histórica, está expondo um conjunto de
obras significativas do projeto “Confluências” de Jorge
Herrmann. A exposição mostra o olhar de um artista
sobre a história e o cotidiano deste que é o nosso
mais antigo e importante espaço público, o Parque da
Redenção. A exposição permanece até o dia 28 de Junho,
de segunda a sexta das 9 às 18 horas. Para o dia 29 de
Junho às 19 horas, está agendada uma mesa-redonda
com a participação do artista e dos professores Rualdo
Menegat e Luís Augusto Fischer, com entrada franca.
Concebido como uma aventura gráfica pelos
recantos e pela história do Parque da Redenção, o
projeto “Confluências” procura fazer uma investigação
estética e sensível da gênese dos hábitos e do cotidiano
da Redenção. Esta tarefa acabou por revelar uma
outra face do parque, mostrando-o em sua intimidade.
O projeto foi originalmente contemplado pelo Prêmio
Décio Freitas da Secretaria Municipal de Cultura de
Porto Alegre, que financia pesquisas relevantes para a
cidade. Desde Fevereiro de 2011, foram produzidos e
selecionados 157 desenhos, aquarelas e pinturas que
mostram meandros, curiosidades, belezas e mazelas da
Redenção.
A exposição que acontece no Museu da UFRGS,
mostra o projeto já em nova fase, com obras produzidas
a partir do banco de imagens da instituição.  Tratase de uma exposição em processo, já que novas
imagens seguem sendo produzidas e poderão ser
apreciadas pelo público. 
Obras anexadas (pela ordem): “Meninas de 1901″
(aquarela – 2013);  “Passeio Escolar” (acrílica sobre
eucatex-2012), releituras inspiradas no banco de
imagens do Museu da UFRGS; 
Fotos Banco de Imagens UFRGS
Contatos com o artista: 9240.7038
www.jorgeherrmann.com
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Luciana Thomé
Por Sergio Napp - Escritor
Ano Novo
Ao diabo com as intenções. A partir deste momento, em que ele
caminha por uma calçada estreita em direção a um bufê a quilo,
sente-se outra pessoa: tomara uma decisão importante e sábia.
Nunca mais carregaria a culpa do não cumprido porque, nunca
mais, haveria promessas a serem cumpridas.
Sentindo-se aliviado, reconfortado mesmo, por sua sábia
decisão, não vê o buraco na calçada, enfia o pé e grita de dor.
Resultado: uma chegada ao Pronto Socorro, uma torção, e o pé
direito e parte da perna entalados. E muletas, ah, as muletas!
Não haverá festas neste final de ano, garrafadas de cerveja
com os amigos, as piadas cavernosas e de duplo sentido,
habituais, as cantorias na virada da meia-noite. Ficar em casa,
estender a perna, ler alguma coisa e ouvir, ao longe os sinos, os
foguetes, as gritarias. Mas eis que, pouco antes da meia-noite,
num repente, os amigos chegam com cervejas, perus, frutas,
colares pelos pescoços, e muita alegria pra dar e vender.
... é um bom companheiro, ... é um cara batuta... é um filho...
Tiram-no da cama e o põem em uma cadeira na sala. Ligam o
som, cantam: a noite não poderia ser melhor, pensa. Que grandes
companheiros ele tem!
Sabe-se lá a que horas sente necessidade de ir ao banheiro.
Quer ajuda?, um deles pergunta; Não, eu me ajeito. Eles o
auxiliam a levantar, ele se equilibra nas muletas e começa sua
trajetória. Tem certeza que consegue abrir a bragueta?, um
malandro fala com duplo sentido; Quem sabe a gente te ajuda a
tirar o pinto pra fora? E todos caem na gargalhada, inclusive ele.
Na euforia do momento não percebe a caixa de cerveja
no caminho, a muleta tranca e ele vai ao chão. Grita de dor.
Resultado: uma chegada apoteótica ao Pronto Socorro, todos
cantando, alguns com cervejas nas mãos, os enfermeiros
tentando controlar a turma que quer porque quer entrar na sala
de emergência, outros querendo acompanhá-lo ao raio-X, um se
deitando em uma maca para um descanso merecido, a chegada
da polícia para acalmar a baderna, e ele com fratura no braço
esquerdo e uma tipóia.
O ano de 2013 promete.
Todos os finais de ano ele entrava em depressão. Graças à lista
de intenções feita no ano anterior. Era algo que ele, obsessivo,
não deixava nunca de fazer nem que fosse à última hora do
ano. Coisas do tipo: não dirigir depois de beber, fazer trabalho
voluntário, ler mais livros, entrar em uma academia, comer coisas
mais saudáveis, só pegar carona segura, economizar dinheiro,
curtir mais a família, parar de tomar refrigerante, ficar menos no
computador, fazer alguém feliz, não pisar fundo no acelerador,
vencer a timidez, parar de fumar, fazer um blog, andar de
montanha-russa, enfrentar os medos, a ansiedade e a depressão.
Todos os finais de ano ele revisava a tal de lista e concluía,
entre pesaroso e depreciado, que quase nada fora cumprido. Ora
porque ele esquecera a lista em um canto qualquer da casa, ora
porque as tentações eram fortes e o espírito fraco, ora porque
ele deixava para o dia seguinte, o mês seguinte, o ano seguinte.
Ele se sente culpado. A passagem de ano é uma purgação de
intenções não cumpridas e a promessa de que, este ano, sim,
será diferente. Sabe que não, que não haverá mudanças e, ano
após ano, ele irá se martirizar pelo não feito.
Mas este ano ele resolve que a mudança precisa ser radical:
nunca mais fará listas. Nunca mais se comprometerá com o
que ele não tem condições, quaisquer que sejam os motivos,
de cumprir. O mundo não acabou nem acabará ele sabe. Mas
dizem, e disto ele também não tem muita certeza, que a partir
deste ano haverá uma grande mudança. Entraremos numa era
de paz e prosperidade onde os humanos serão mais conscientes
e melhores em suas ações. Difícil crer neste item dos humanos,
mas em todo o caso.
Por isso ele, caminhando na tarde de sol de quarenta graus,
toma a decisão que irá mudar a sua vida: nunca mais fará uma
lista de intenções.
Se os grandes culpados da humanidade jamais reconhecem
suas culpas, mesmo que provadas fossem, e acusam a
imprensa, a oposição, os recalcados, os perdedores, por lhes
assacarem acusações a torto e a direito, ou à esquerda e à
direita, porque, enfim, ele, um simples e humilde funcionário
público do quadro geral, irá se culpar por coisas menores?
Foto Arquivo Pessoal
Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor
O livro infantil Palavra tem segredo?, de autoria de
Luciana Célia, brinca com as palavras e oferece à
criança muita diversão para ler, interagir e desvendar
os segredos escondidos nos verbetes. Através de
rimas, a obra instiga o conhecimento, a criatividade
e o interesse pelo universo literário. Editada pela
Libretos, a obra tem ilustrações de Ricardo Machado
e financiamento do Fumproarte (SMC).
Drogas de Leslie Iversen, professor da
Farmacologia de Oxford e diretor do laboratório
Merck, especialista em drogas, e sistema
nervoso, leva o leitor a uma viagem pelo
mundo dos remédios e das drogas recreativas,
que há séculos acompanham o homem em suas
dores e prazeres. L&PM Pocket, 144 páginas,
www.lpm.com.br.
Brasil e Argentina: Ditaduras, desaparecimentos e
políticas de memória, da professora e historiadora
Caroline Silveira Bauer, trata, com profundidade,
de políticas de memória e de esquecimento, temas
de mais de dez anos de estudos e de muitas obras
da autora. O livro resultou da tese de doutorado
de Caroline. Anpuhrs e Medianiz, 332 páginas,
www.medianiz.com.br.
Cinema, ética e saúde, coletânea de artigos e ensaios
organizada por Ana Carolina da Costa e Fonseca,
doutora em Filosofia e professora universitária, traz
textos dela e de dezenas de autores, sobre bioética,
ética e saúde, relacionados sempre com algum filme.
A obra resultou de mais de dois anos de trabalho e é
caracterizada pela amplitude e pela profundidade.
Editora Bestiário, 3343.5784, 9491.3223.
No andar do tempo traz nove narrativas do
grande pintor gaúcho Iberê Camargo, com
ilustrações do próprio autor. São textos
unidos pela temática criador-criatura e que
mostram que Iberê além de entender de
cores, utilizava muito bem as palavras, para
contar histórias envolventes e apresentar
personagens marcantes. Fundação Iberê e
Cosac Naif, www.cosacnaify.com.br.
Francisco, o novo João XXIII - Jorge Mario Bergoglio: O primeiro
pontífice americano para uma nova primavera da Igreja. De José
Manuel Vidal e Jesús Bastante. Ele é a esperança de uma nova
primavera para a Igreja, agora que se cumpre o 50º. aniversário
do Concílio Vaticano II. Este é um livro imprescindível para
entender o novo papa e seu pontificado, o processo que o elegeu
no conclave mais aberto dos últimos séculos, as chaves da
renúncia de Bento XVI e os desafios presentes e futuros da Igreja
no século XXI. Editota Vozes, fone 3920.5700
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Tonico Alvares
Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor
Embates nas redes sociais
Com alguma consternação, confesso, por vezes acesso
comentários ferinos nas redes sociais, principalmente no Facebook
onde, presume-se, deveríamos todos formar uma comunidade de
chamados amigos. Já assisti nesta rede a discussões grosseiras
entre pretensos “amigos”, e em alguns casos, ameaças fortes
que, não fossem virtuais, poderiam ser fatais. Surgem alí
algumas estocadas insólitas, como a que recebi ontem à noite de
um facebookeiro, inconformado com meu ponto de vista sobre a
personalidade do senhor Eike Batista, em resposta minha a um
comentário seu. O cara veio com as mãos cheias de pedras, não
propriamente a defender o senhor Eike, que para mim é das mais
patéticas figuras do Brasil, mas, de forma incompreensivelmente
reacionária, para fazer prevalecer a sua posição na marra. Que
se danasse a minha opinião! Eu respondi a ele, educadamente,
evidenciando a necessidade de liberdade de expressão, o direito
de ir e vir, enfim, essas coisas básicas da democracia. Pensei
até em desligá-lo como amigo (basta pressionar uma tecla para
fazer isso), mas espero não ter de chegar a tal ponto. Espero que
tenhamos chegado a um acordo de cavalheiros: respeitemo-nos
mutuamente aqui nesta rede, como o faríamos se estivéssemos
um na frente do outro.
Já não bastassem os confrontos que temos de enfrentar a
cada dia, terminamos por ir além, buscando nas redes sociais as
ferramentas para nossos desabafos, por vezes íntimos, recalcados
e até desproporcionais. Este pode ser considerado um paradoxo.
Tendo ao nosso alcance a possibilidade de nos relacionar com
milhares de pessoas, ou mesmo de reencontrar amigos que o
tempo e a distancia nos fizeram perder ou esquecer, o fazemos
não de forma necessariamente fraterna, mas de maneira
competitiva, e por vezes até arrogante, impedindo a construção,
ou mesmo destruindo antigos laços de amizade.
Isso significa usar dispositivos modernos como as redes sociais
para agravar o universo de nossas discórdias cotidianas, sejam
elas vividas na relação de um casal, na vida familiar ou nas
lides empresariais. Em outras palavras, é cutucar a onça com
a curta vara da insensatez, potencializando-se, com o apoio da
maravilhosa tecnologia, ao invés do entendimento, a discórdia.
Fiquei pensando nisso esta noite, enquanto buscava algum
assunto para esta coluna que ora é retomada. E não deu outra,
como se diz. O assunto era palpitante.
Por Renato Pereira - Jornalista
“Harlem Shake” nada mais é do
que o velho “crã” da baixaria
Se não viram ainda, não perderam nada.
Aliás, ganharam. Uma dançazinha idiota
que meio mundo (do mundo débil mental, é óbvio) resolveu aderir. Estende-se os
dois braços com punhos fechados, vai-se
à frente e recolhe-se os membros sofregamente, rumo ao “membro”. Quem não
tem membro imagina que “Harlem Shake”
traz o membro embutido. Se não lhes falha
a memória, muito antes de surgir o idiota
modismo, quando da tragédia do avião da
TAM que bateu em Congonhas atravessando
o prédio da companhia, apareceu na televisão um alto assessor gaucho do Lula fazendo o gesto do “Harlem Shake” por trás
de uma vidraça. E o inacreditável, mostrado pela Tv Globo. Certamente os responsá-
veis já foram punidos. O assessor continua
no governo e melhorou substancialmente
de cargo, agora ele faz o “crã” na Dilma.
A imbecilidade é cíclica. Lembram da
“Dança da boquinha da garrafa”? Até o inocente público infantil entrou na baboseira.
As funkeiras mais experientes conseguiam
chegar ao rótulo... Só não lançaram “Na
boquinha da latinha” para não entalar uma
que outra praticante, que nem todas seriam
capazes de encarar a calibragem.
O “Harlem Shake” faz mais alguns panegíricos, agitando os braços tipo cata vento
que soltou a rosca, depois do “crã”, não sei
se para disfarçar ou para dar um Xô-Satanás
nos maus fluidos. Ou é frescura explícita
não resolvida, uma vez que o “crã” é total-
mente simbólico. De onde veio, como começou? Isso é um grande mistério. Na verdade, bobagem não tem origem. Mas, com
certeza, partiu de algum ser descerebrado,
de sexualidade reprimida e com a mãe ativa
numa profissão que – repetindo só no gesto –
ficaria menos embaraçoso de explicar onde
é que a progenitora se vira.
Os bons tempos não voltam mais. Alguém
ainda lembra dos ingênuos requebros do
bambolê? Foi ai pela Era Terciária, mas afinava a cintura e incentivava os recordes
em segurar aquele argolão só no rebolado.
Dando aos assistentes a idéia de um esporte
digno das olimpíadas, até ser deixado cair
para o tropeção e a bambolêonista cair nos
braços do pretendente.
E já que se abriu o baú, houve, logo
após o Big Bang, o hábito do bilboquê.
Que consistia num cone de madeira que,
com arte e maestria, enfiava-se o buraco
num pauzinho. Sim, não deixava de ter o
seu inconsciente erótico no brinquedinho,
mas com uma sutileza que só os freudianos profissionais identificavam. Tanto que
os bilboquês virgens tinham que passar
por uma lixa de canto no buraco...
O apavorante é a questão: depois do
“Harlem Shake” o que virá? Não tenho a
menor idéia. Mas suspeita-se que o BBB
vai ser liberado em manifestações públicas. E em lugar da baixaria em baixo do
edredon, teremos o “crã” naturalmente,
à sombra da árvore mais copada.
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Fotos Divulgação
Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista
Foz do Iguaçu uma
das Sete Maravilhas
As Cataratas do Iguaçu, localizadas no trecho do Rio Iguaçu, entre o
Brasil e a Argentina, é uma das sete maravilhas naturais do mundo.
O título atribuído às cataratas foi dado pela fundação suíça New Seven
Wonders. Concorreram 400 atrativos naturais, destes 28 passaram à
etapa que foi encerrada, em 2011, com a eleição das sete vencedoras.
Com um fluxo de 2,5 milhões de turistas de vários países, com sua beleza
encanta faz jus ao número elevado de visitantes.
As Cataratas têm 19 saltos principais, três deles no Brasil e os demais na
Argentina, porém voltados para o observador que está no lado brasileiro.
A Garganta do Diabo, com 85 metros de altura, é uma profunda fenda
provocada pela erosão, chama a atenção dos visitantes.
Roteiro
Saída: 29.05.2013 / Retorno: 02.06.2013
- Quinta-feira: chegada diretamente ao Hotel Lanville Athénée. Resto do
dia e noite livres.
Sugestão: Compras nos free shops.
- Sexta-feira: após o café da manha, visita ao Parque das Cataratas
(lado brasileiro).
Resto do dia e noite livres.
Sugestão: visita ao Parque das Aves (ingresso não incluído) e a noite
Visita ao Cassino
- Sábado: após o café visita ao Parque das Cataratas (lado argentino).
Resto do dia livre.
Noite: visita a Hidrelétrica de Itaipu para assistir ao espetáculo
Iluminação da Barragem.
- Domingo: Retorno após o café da manhã.
INCLUI: Transporte da empresa Longaray, 3 pernoites com café da manhã,
ingresso nos Parques das Cataratas (lado brasileiro e argentino), ingresso
para o espetáculo Iluminação da Barragem e Guias credenciadas pela
Embratur.
VALOR: R$ 750,00 a Vista ou 3 x R$ 260,00 = R$ 780,00
APOIO:
Informações e reservas com:
- Isabel - telefones: 3062.0954 e 8503.3674
- Rejane- telefones: 3307.9078 (à noite) / 8288.3738 ou 8562.4729
- Cláudio – telefone: 9639.3265
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Projeto Revendo Porto Alegre Samanta Mezzalira da Silva Pág. 2