ANO XX • Nº126 • maio • 2013 • Distribuição Gratuita Projeto Revendo Porto Alegre Samanta Mezzalira da Silva Pág. 2 Pág. 9 Pedro Westphalen Pág. 3 Margarete Moraes Pág. 3 Dr. Humberto Goulart Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 2 Por Caho Lopes - Escritor e Empresário Crise da Meia Idade Um dia acordei e me descobri na meia idade. Não aconteceu de repente, foi algo construído ao longo de 49 anos nos quais eu tive o privilégio de não morrer e não tornar-me um cadaver jovem, que é, ao fim e ao cabo, a única alternativa decente ao fato inexorável de que estamos todos envelhecendo. Me dei conta que aterrisei na meia idade quando me lembrei de um sonho da noite anterior, no qual eu me via careca, com uma leve mas significativa barriga e as marcas do tempo no rosto. Até aquele momento, em todos os meus sonhos, eu ainda era um jovem cabeludo, magro e bonito, com uma energia tremenda para enfrentar todos os desafios e as verdades plantadas pela sociedade em minha vida. Me olhei no espelho do banheiro demoradamente, como quem procura se reconhecer naquele senhor calvo e tranquilo, as rugas mostrando a força das experiências vividas. Suspirei e me dei um “Olá” resignado. Juventude de novo só na próxima reencarnação. A partir daí, comecei a monitorar mais meus sentimentos e atitudes, buscando conhecer melhor a pessoa na qual o tempo havia me transformado. Muitos questionamentos são parecidos com os da juventude: ainda busco entender a motivação das pessoas para aceitá-las, sem deixar de derramar um olhar crítico que começa em mim e permeia quem me cerca. As dúvidas permanecem, corro o risco de dizer que aumentaram Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo. Oscar Wilde em volume e consistência. As poucas certezas que eu tinha se perderam na poeira do passado, e hoje tenho muitas perguntas e poucas respostas. Acho que estou ficando um pouco mais sábio… Mas a derradeira aceitação de minha atual condição cinquencentista ocorreu durante um almoço com minha Laura. Enquanto degustávamos um pato a Pequim e conversávamos distraidamente sobre os segredos do universo, vi um grupo de três contemporâneas sentadas na mesa ao lado. Elas não apenas vestiam roupas adequadas às mocinhas de 15 anos, mas também falavam como tal. Cabelos, maquiagem, acessórios, tudo nelas remetia a uma tentativa desesperada de enganar o tempo. Olhando-as, percebi que durante muito tempo não me dei conta do homem que havia me tornado, vivendo numa Terra do Nunca encarnado no papel de um Peter Pan careca e melancólico. Envelheço com serenidade estes meus dias. Se o tempo é inexorável, cabe a nós reavaliarmos as estratégias de vida, buscando novos prazeres e recompensas, deitando novos olhares sobre as coisas, renovando amores e aceitando quem somos. Porque, afinal de contas, tudo valhe a pena quando a alma não é pequena. Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60 51 3012 7292 • [email protected] www.usinadoporto.com.br Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460) Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira Direção de Arte - Jorge Luiz Olup Consultoria Jurídica - Dr. João Paulo Nácul OAB-RS 37.527 Editoração e Arte-Final - Airton Schineider Tiragem - 10 mil exemplares Impressão - Correio do Povo Colaboradores: Pedro Westphalen, Margarete Moraes, Dr. Humberto Goulart, Aldryn Garcia Sonis, Walter Galvani, Dra. Beatriz Bohrer do Amaral, Dra. Fátima Alves, Camilo de Lélis, Rogério Ratner, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Adeli Sell, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta. As opiniões expostas nos textos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal. Samanta Mezzalira da Silva - Associada da AGIR, 15 anos, estudante do ensino medio, edita o blog de moda e vida de adolescente `somaisumatarde.blogspot.com`, na area das Artes Visuais trabalha com desenho, pintura e fotografia. Agenda Cultural – 22 de maio a 30 de junho de 2013 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br THEATRO SÃO PEDRO 23, 24, 25/ 05 – 21h e 26/05 – 18h - Hamlet (RJ) Ingressos Esgotados. Texto William Shakespeare e Dir. Ron Daniels 28/05 – 21h - Nazareth Iluminado (SP) Participantes: Rosana Lanzelotte (cravo), Luis Leite (violão), Caito Marcondes (percussão), Tony Botelho (contrabaixo), Clara Sverner (piano), Banda Anacleto de Medeiros e Orquestra de Câmara do Amazonas. 30/05 – 21h - Apanhador Só (RS) Lançamento do CD Antes que tu conte outra. 01/06 – 21h e 02/06 – 18h - À beira do abismo me cresceram asas (RJ) 6, 7, 8/06 – 21h e 9/06 – 18h - Marxismo, Ideologia e Rock’n’roll (RS) Coerente com o liquidificador pop da proposta cênica, que mistura Karl Marx e Mick Jagger, a trilha sonora do espetáculo, toda cantada por Arthur de Faria, é feita com as canções do exílio londrino de Caetano Veloso. Elenco: Marcelo Adams, Carlos Cunha Filho, Áurea Batista, Gustavo Sussin, Lisiane Medeiros, Pingo Alabarce, Luiza Herter, Clóvis Massa, Marcello Crawshaw, Mauro Soares e Arthur de Faria. Texto Tom Stoppard. Dir. Luciano Alabarse e Margarida Leoni Peixoto 12 e 13/06 – 21h - Vitor Ramil (RS) Show de lançamento do álbum Foi no mês que vem 15/06 – 21h e 16/06 – 18h - Cida Moreira e Filipe Catto (SP / RS) Show Eviscerados 17/06 – 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Solista Max Uriarte (piano). Reg. Antônio Carlos BorgesCunha 18/06 – 21h – OSPA. Concerto Oficial. Solista Fabio Presgrave (violoncelo) Reg. Shinik Hahm 20/06 – 21h - Sarau Elétrico. Participantes: Luís Augusto Fischer, Cláudio Moreno, Claudia Tajes e Katia Suman. Canja musical Xaxados e Perdidos. Foyer Nobre do Theatro São Pedro 21 e 22/06 – 21h - A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir um Aumento (RJ) Elenco: Marco Nanini. Texto Georges Perec. Dir. Guel Arraes 29 – 21h e 30/06 – 18h - Uakti (MG) Show de lançamento do novo trabalho do grupo mineiro, conhecido por utilizar instrumentos musicais não convencionais, construídos pela equipe. 19/06 – 21h - Tom Jobim Plural (SP) O pianista e maestro Marcelo Bratke e a Camerata Brasil interpretam repertório com obras memoráveis de Tom Jobim FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Fundação Iberê Camargo abre, em junho, exposições de Paulo Pasta Infusão luminosa e Elida Tessler Gramática Intuitiva. Curadores Tadeu Chiarelli e Glória Ferreira. Mostras serão inauguradas juntas no dia 6 de junho e exibidas ao público de 7 de junho a 18 de agosto Fundação Iberê Camargo - Av. Padre Cacique, 2000, Porto Alegre. Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso. Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site www. iberecamargo.org.br ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais 13 até 31/05 - Solar dos Câmara - 20 Anos - destaca restauro de patrimônio histórico, um importante capítulo da história do casarão mais antigo de Porto Alegre. Sala de Jantar do Solar dos Câmara, com acesso pela entrada principal da Assembleia (Praça Marechal Deodoro, 101).Gratuito Até 24/05 - Barão do Triunfo apresenta suas riquezas culturais em exposição. Galeria dos Municípios Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais. DRPAC - todos os eventos são gratuitos MARGS Exposição Principal. De Humani corporis fabrica. Anatomia das relações entre Arte e Medicina. De 6 de junho a 11 de agosto de 2013, de terças a domingos, das 10h às 19h. (Exposição Paralela) Pintura Brasileira - Coleção José Antonio e Hieldis Martins. Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311 e 3212 2281 ou e-mail: [email protected] CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO 25/05 - 11h - Tem nova edição do Projeto Literatura Grande do Sul. A atividade que será realizada até agosto objetiva valorizar a literatura do Rio Grande do Sul e apresentar novos escritores 24, 25 e 26/05 - Charles Watson ministra curso sobre o processo criativo. Auditório Barbosa Lessa. Inscrições para o primeiro módulo do curso: http://www. processocriativopoa.blogspot.com.br/ e Koralle da Av. José Bonifácio, 95, telefone (51) 3226-0265 e (51) 97377031 23/05 – das 13h30 às 17h30 - Clássicos na Sala de Aula é o tema de Diálogos Literários. Ministrante: Elaine Maritza da Silveira Até 26/06 - Porto dos Casais é a nova exposição inédita de Clara Pechansky. Curador Paulo Gomes. Exposições têm entrada franca. O horário de funcionamento do CCCEV é de terça a sexta-feira, das 10 às 19h e aos sábados, das 11 às 18h. Visitas guiadas para escolas podem ser agendadas no (51) 3221.6872. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail cccev@cccev. com.br (enviar nome completo, CPF, e-mail e nome da Escola ou pelos telefones (51) 3226.5342 – 3226.7974, de segunda à sexta-feira, das 13 às 18h. CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA Toda a programação da CCMQ tem o patrocínio do Banrisul 25/05 a 16/06 – sáb. às 21h e dom. 20h. Entre Nós: Uma Comédia Sobre Diversidade. Teatro Bruno Kiefer 24/05 a 16/06 – sex. e sáb. - 21h e dom. 20h Nós! (Em Off) Cia Teatro Levem-nos Para Casa. Teatro Carlos Carvalho 25/05 a 16/06 – 16h - Espetáculo Infantil Piá Farroupilha. Dir. Geral Bob Bahlis. Bruno Kiefer 23/05 – 12h30 - Marcelo Fruet no Quindim do Quintana. Travessa dos Cataventos. Gratuito 22/05 – 18h30 - Subtropicais no Jardim do Quintana. Jardim Lutzenberger 5º andar. Gratuito 28/05 – das 10h às 18h – CCMQ realiza inscrição para oficinas artísticas gratuitas para crianças e adolescentes, promovidas pela Oficina Sapato Florido da Casa de Cultura Mario Quintana (5º andar), voltadas a crianças de 9 a 14 anos 22 e 29/05 - das 9h30min às 11h30min - Oficina de Jogos Circenses para Educadores na Biblioteca Lucília Minssen 10/06 a 22/07 - IEM inscreve para oficinas gratuitas de Áudio Básico e Home Studio (reaper) Inscrições Até 2/06, mediante envio de carta de intenção e preenchimento de formulário, para iemusicars@gmail. com. Informações: www.iemrs.wordpress.com Conexões Culturais. A culturadigital e a cultura popular estarão em cada canto do Conexões Globais. 23/05 – 15h30 – Bella Stone, 17h30 – Maracatu Truvão e 19h30 – Jorge Mautner 24/05 – 15h30 – Carina Levitan E Graham Mackeachan, 17h30 – Pedro Munhoz e 19h30 – Frank Jorge 25/05 -15h30 – Alabê Ôni, 17h30 – Tonho Crocco e 19h30 – Bloco Da Laje Diálogos Globais 23/05 – 14h – Cibercultura E Ética Hacker, 16h – Democracia 2.0 e 18h – Conhecimento Livre Na Rede 24/05 – 14h - Internet Como Direito Humano e 18h – Movimentos Sociais Na Era Da Internet 25/05 – 16h – Comunicação E Poder Na Era Da Internet, 18h – Inclusão Digital E Cibereducação e 14h Às 18h – Grafite Vivência E Prática 23/05 - 14h Às 18h – Faça Um Fanzine Colaborativo Gigante!, 14h Às 18h – Descubra Os Caminhos Da Cobertura Colaborativa!, 14h Às 18h – Aprenda A Editar Seus Vídeos! e 14h Às 18h – Cartografia Colaborativa – Arte Fora Do Museu 24, 25/05 - 14h Às 18h – Liberte Seu Computador No Install Fest! 24/05 - 14h Às 18h – Liberte Sua Música Na Rede! 24 e 25/05 - 14h Às 18h – Publique Seu Livreto Livre! 24/05 - 14h Às 18h – Seja Um Comunicador 2.0! 25/05 - 14h Às 18h – Crowdfunding – Financiamento Coletivo De Sonhos E Projetos 25/05 - 14h Às 18h – Descubra O Que É Seo E Faça Seu Site Bombar Na Rede! 25/05 - 14h Às 18h – Faça Seu Cartaz Com Software Livre! 22/05 até 25/06 - 19h - Exposição de fotografias Na Melodia dos Sais. Sala Radamés Gnattali Até 28/05 - CCMQ sedia instalação fotográfica Moendo Ruas: nos Caminhos do Linguiceiro Até 26/06 - Exposição Processos Espontâneos - Manoela Furtado, Juliana Scheid e Manu Raupp Até 26/06 - Deixar-Se Buscar - Cristina Gross e Patrícia Rahde Até 26/06 - A Rua Suspensa - Fernanda Chemale Até 6/09 - sextas-feiras - 19h – CCMQ promove Jam Sessions de contato improvisação Brinquedoteca oferece hora do conto com agendamento de escolas. Os contatos podem ser feitos no local, pelo telefone 3225-7089 e e-mail: bibliotecaluciliaminssen@ gmail.com 28/05 - Biblioteca celebra o Dia do Brincar com diversas atividades gratuitas. O agendamento de escolas e Oficinas com inscrições abertas na CCMQ. Inscrições na Central de Informações - térreo da Casa de Cultura. Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones (51) 3221.7147 e 3221.7083 MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL 18/06 – 20h - Calote Samba Rock Roendo Osso. Sala Álvaro Moreyra 19 e 20/06 – 20h - Fabiano La Falce Guitar Trio. Sala Álvaro Moreyra 25/06 – 21h - Alexandre Rodrigues – O Poeta Notívago, 45 Anos de Bar em Bar. Samba, suingue, samba canção e samba enredo. Teatro Renascença 6/06 – 19h - A presença Indígena na Cidade, com Rosa Maris Rosado e Lizete Dias de Oliveira. Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães. Gratuito 25/06 – 20h30 - Cerimônia de Entrega do Prêmio Açorianos de Música. Auditório Araújo Vianna. Gratuito http://coordenacaodemusicasmc.wordpress.com/ Teatro Adulto 22 e 29/05 – 20h - O Rei da Vela – Novas caras. Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito 28/05 – 20h - Fala Comigo Doce como a Chuva – Teatro Aberto. Sala Álvaro Moreyra. Gratuito 4, 11, 18 e 25/06 – 29h - O Idiota Experimental – Teatro Aberto. Sala Álvaro Moreyra. Gratuito 5, 12, 19 e 26/06 – 20h - Sonhos Impossíveis – Novas Caras. Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito 6, 7, 8, 9, 13, 14, 15, 16/06 - Quintas, sextas e sábados - 21h Domingos - 20h - O Sobrado. Teatro de Câmara Túlio Piva Dias 20, 21, 22, 23, 27, 28, 29 e 30/06 - Quintas, sextas e sábados - 21h e Domingos - 20h - Incidente em Antares. Teatro de Câmara Túlio Piva Teatro Infantil 8, 9, 15, 16, 22 e 23/06 – 16h - Príncipes e Princesas, Sapos e Lagartos. Sala Álvaro Moreyra TEATRO DO SESC 15, 16, 22, 23, 29 e 30/06 - Sábados e Domingos - 16h Agenda Arte Sesc na Capital tem programação para A Menina do Cabelo Vermelho. Teatro de Câmara Túlio adultos e crianças em maio e junho Piva Até 28 de maio, o destaque é o 8º Festival Palco Giratório Sesc com atrações em diversos espaços de Porto Alegre. CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO 7, 8, 14, 15 e 21/06 – 20h - Confesso que Capitu, do Espetáculos e Atividades Diversas - Programação do Grupo Capitu. Projeto Usina das Artes 22/05 – 20h - Tombé, Dimenti (BA) Dança. Usina do Gasômetro – Programação projeto Usina das 22/05 – 20h - She She Pop (ALE) Artes 23/05 – 20h - Maravilhoso (RJ) Teatro Adulto. Sala 209 - 25 e 26/05 - 18h - Tão longe, tão perto, tão 24/05 – 20h – Maravilhoso (RJ) Teatro Adulto. Teatro Sesc longe, tão. Anima Cia. De Dança Centro Sala 209 - 29 e 30/06 - 19h – Apassionata. As relações 25/05 – 20h - Um Nenhum Cem Mil - Casa Laboratório abusivas do amor. C/ Viviane Lencina e Eduardo (SP) Teatro Adulto. Severino. 27/05 – 20h - Pop Corn (RJ) Teatro Adulto. 209 – 22 e 23/06 – 18h - Eduardo Severino Cia. De 28/05 20h - A Espuma do Ar - Companhia Les Apostrophés Sala Dança. 9º Edição Mostra Movimento e Palavra (FRA) Circo Novo Sala 209 – 15/06 – 19h - 8° Edição Trocando Figurinha. 20h - Teatro Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665) Junina com coreógrafos/bailarinos convidados 05 e 19/06 – 19h - Sesc Música – Happy Hour. Espetáculo Festa Sala 309 – 16/05 a 2/06 - quinta a domingo - 20h - CNPJ: Maria Bethânia e Banda – A doce bárbara por Antônio uma comédia totalmente ficcional. Teatro Sarcáustico Carlos Falcão. Café do Sesc Centro 400 – 8, 9, 15 e 16/06 – 19h - Viva, Água Viva. 07, 08, 14, 15 e 21/06 – 20h - Rio Grande no Palco. Sala Teatrofídico Espetáculo Confesso que Capitu. 400 – 21, 22 e 23/06 – 19h - Palhaça Sem Lona. 13/06 – 15h e 14/06 - 10h e 15h - Teatro a Mil. Espetáculo Sala Histórias do ermo do olho A Viagem de um Barquinho (Timbre de Galo) 402 – 25 e 26/05 – 19h - Bailantada. Palhaço o que 26/06 – 20h - Rio Grande no Palco – Circuito Universitário Sala é? - Estudo da palhaçaria na escola. Depósito de Teatro UFRGS. Espetáculo Liquidação. Sala 402 – 22/06 – 19h - Amostra grátis. Grupo Convidado. Atuação e Criação Ana Fuchs TEATRO DE ARENA Sala 402 – 27/06 – 21h - Fragmentos Nelson – Apresentação Palco Giratório do primeiro módulo da Oficina de Formação de Atores. 24/05 – 20h – O Linguiceiro Show Grupo Depósito de Teatro 27/05 – 15h – As Levianinhas Sala 402 –29/06 – 19h - Apresentação de esquetes dos alunos da Oficina Livre. Grupo Depósito de Teatro SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA Sala 402 – 14/06 – 19h - Quando o de fora faz a gente Dança 22 e 23/06 - Sexta 20h e 21h - Sábado 20h e 21h, mergulhar para dentro. Grupo Depósito de Teatro Sala 502 – 25 e 25/05 – 16h - Cuidado que Mancha. Domingo 18h e 19h - Leve Minhas Lembranças e Salão em Movimento. Dir. Aldo Gonçalves.Teatro Renascença Bach para Crianças. Dir. Raquel Grabauska c/ o Grupo 25/05 – 10h - 100 anos de Sagração. Exibição de vídeos e Cuidado Que Mancha. Sala 504 – Cômica Cultural. 24, 25 e 26/05 – Cabaret do mesa redonda. Sala P. F. Gastal. Gratuito 19/06 – 20h - Quartas na Dança . Devir Tap Band – Gato Pardo – Dir. Patsy Cecato e Cíntia Ferrer Sala 504 – 31/05, 01 e 02/06 – 20h - Uma Fada no Freezer Sapateado Americano. Teatro Renascença. Gratuito 26 a 30/06 - IV Festival Internacional Dança.com. Centro (grupo convidado) – direção Francisco de Los Santos Sala 504 – 07, 08 e 09/06 – 20h - Enquanto Agonizo – Municipal de Cultura e em outros locais de POA direção Júlio Conte Exposições 24/05 a 20/06 - Meus Papéis: rasgos e aderências na linha Sala 504 – 14, 15 e 16/06 – 20h - Zuccos (grupo convidado) narrativa com Hermes Bernardi Jr. Espaço Alternativo do – orientação Adriane Mottola Sala 504 – 21, 22 e 23 – 20h - Stand Up Drama – direção Atelier Livre 28/05 – 17h30 - Café com Arte. Com Antônio Augusto Bob Bahlis Bueno e Rogério Livi falando da sua exposição Circulando Sala 504 – 28, 29 e 30 – 20h - Beckett & Bion – o gêmeo imaginário – direção Júlio Conte Linhas. Centro Municipal de Cultura 4 a 30/06 - Luminescência - Lívia Martins. Saguão do Sala 505 – 25 e 26/05 – 20h - Bodas de Papelão. Grupo Leva Eu. Viamão Centro Municipal de Cultura. Gratuiito Sala 505 – 9/06 – 18h - Sarau de Livre Expressão Artística Música do Grupo Neelic Sons da Cidade 15/06 – 20 - Edu Natureza e Loma. Teatro de Câmara 25/05 e 01, 08, 15, 22 e 29/06 – 20h - Tebas, ou A Trilogia Tebana. Levanta Favela. No píer da Usina (final Túlio Piva. Gratuito 28/05 – 20h - República do Rock – Tess & Mari Martinez. da galeria dos arcos) 26/05 e 30/06 – 16h - Futebol, nossa Paixão: pra falar Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito 1 e 2/06 - Sábado - 20h e Domingo - 19h - Ts’ui – A Re- sobre política, futebol e religião! Teatro de Rua. Praça União. Com Hique Gomez. Teatro de Câmara Túlio Piva da Usina do Gasômetro (estacionamento) 5/06 – 20h – Renascentes com Marcelo Fruet. Sala Álvaro Oficinas informações pelos fones: (51) 3289.8100, Moreyra 3289,8111, 3289.8112 e 3289.8140. 20/05 a 23/05 - 2ª Semana do Uruguai no Rio Grande do Sul 21/05 a 23/05 - VII Seminário “Povos Ingígenas e o Estado”. Horário: 8:00 23/05 e 30/05- 19h. Curso “Cinema Brasileiro e suas Memórias”. ONGs está aberto, pelo telefone (51) 3225-7089 ou e-mail [email protected] 01/06 - 13:30 - Coletivo Feminino Plural: Campanha Mulheres Não Esperam Mais - Acabemos com a epidemia de AIDS e Violência e Projeto Monitoramento da Cedaw Ação Permanente do Movimento de Mulher. 03/06 - 17h - Momento Cultural (Correios) - Os Correios e a comunidade em geral promovem reflexões sobre a obra de grandes nomes da nossa música, artes plásticas e literatura 05/06 e 06/06 - Semana do Meio Ambiente – Correios 08/06 - Dia da Consciência Metropolitana - 40 Anos da Região Metropolitana. 13/06, 20/06, 27/06 - 19:00 - Curso “Cinema Brasileiro e Suas Memórias” Visitas Guiadas O Memorial e Seu Entorno com agendamentos todas as Sextas e Sábados às 14h Setor Ação Educativa Informações: (51) 3224-7159 / 32247316 - [email protected] Boneco Memorélio. O Memorial do Rio Grande do Sul promove apresentações do Boneco Memorélio para o público infanto-juvenil. Visitas guiadas c/ o Boneco Memorélio: 51 3324.7210 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 3 Por Margarete Moraes - Ex-Secretária da Cultura de Poa, Representante do Ministério da Cultura na Região Sul Vale Cultura Fotos Arquivo Pessoal O Vale Cultura surgiu a partir de uma pesquisa indicativa de que a maioria das pessoas, apesar de todas as políticas públicas de acesso à cultura, jamais tiveram algum contato direto com espaços, expressões ou produtos culturais. O Ministério da Cultura compreendeu que não bastavam apenas as leis de fomento e incentivo à cultura em vigor, a constante oferta de editais e prêmios nem a consecução das emendas parlamentares, se o estímulo não alcançasse também a maioria das pessoas, trabalhadores e trabalhadoras, totalmente desprovidas do “alimento da alma”, como se refere a Ministra Marta Suplicy. A lei 12761, promulgada pela presidenta Dilma Rousseff, em dezembro de 2012, oferece aqueles que recebem até 5 salários mínimos mensais, o Vale Cultura. Até o mês de junho, uma comissão constituída no Ministério da Cultura vai regulamentar a operacionalidade da lei, a partir de sugestões dos artistas, empresários e trabalhadores expressas em Audiências Públicas ou pelos meios eletrônicos ao MinC. Com o Vale-Cultura, os trabalhadores terão livre acesso à cultura. Eles terão direito a um ticket eletrônico no valor de R$ 50,00 mensais para acessar serviços e produtos culturais, seja nas artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, humanidades, informação, música e patrimônio cultural, ou em outras áreas que ainda serão regulamentadas. Acreditando que não se trata apenas de outro programa de fomento e incentivo da rica e diversificada cultura brasileira, o Governo Federal aposta no enriquecimento interior do povo brasileiro. Além da inclusão de segmentos da sociedade na educação, na ciência, na qualificação profissional e no acesso ao conforto material do cotidiano, as pessoas precisam conhecer nossa herança cultural, freqüentar espetáculos, ir ao circo, comprar CDs, livros, revistas, obras de artes, artesanato e visitar exposições. As empresas que aderirem ao Vale-Cultura estarão habilitadas se tiverem lucro real (com desconto de 1% do Imposto de Renda) como também as de lucro presumido. Estas não terão incentivo fiscal, porém os R$ 50 não serão tributados. Ou seja, padarias, salões de belezas, farmácias, pequenos empreendimentos, também poderão participar do programa. Completando o ciclo da criação e difusão da cultura, o Vale-Cultura beneficiará trabalhadores, empresários e artistas com a fruição e o consumo. Será de R$12 bilhões o investimento na cadeia produtiva da cultura. Certamente, o Brasil vai mudar. Por Dr. Humberto Goulart - Secretário da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre As lições da tragédia Os acontecimentos distantes não nos sensibilizam. A morte de 194 pessoas na Argentina e de 156 na Rússia em consequência de incêndios, provocados por falta de segurança em boates, não foram suficientes para nos alertar dos perigos. Só nos comovemos quando uma tragédia semelhante tirou a vida de 241 jovens, numa madrugada de janeiro, na boate Kiss, em Santa Maria. Ainda impactados pelo sofrimento dos familiares e amigos, iniciamos um trabalho de inspeção nas casas noturnas de Porto Alegre. Uma força-tarefa da Prefeitura, acompanhada pelos bombeiros já vistoriou mais de 160 casas e constatou que muitas eram verdadeiras bombas-relógio. Nas visitas, ficou constatado que 26 estabelecimentos já estavam fechados. Das casas que estavam em funcionamento 74 por cento foram interditadas por falta do alvará do Corpo de Bombeiros. Passados cem dias da atuação da força-tarefa, podemos afirmar que estamos cumprindo a determinação do prefeito José Fortunati de evitar a perda de outras vidas e adotar procedimentos que garantam a segurança das pessoas. A prefeitura acabou com os alvarás provisórios para casas noturnas e baixou uma resolução determinando que a capacidade dos estabelecimentos seja informada em locais visíveis. O sofrimento e a dor de centenas de pais, familiares Fotos Tania Meinerz e amigos nos impulsionam a buscar novos ensinamentos a cada inspeção. Identificamos responsabilidades de todas as partes. Existem vários gargalos provocados pela burocracia e demora nos licenciamentos municipais. Os donos de boates e casas de eventos não tinham a cultura de adotar cuidados em relação a incêndios, mesmo previstos pela lei. Agora, passaram a ter consciência dessa necessidade, e mais de 34% das casas fechadas já reabriram de forma correta. O Corpo de Bombeiros passou a receber três vezes mais pedidos de alvarás para várias atividades. A população começou exercer seu direito de cidadania, exige os alvarás de incêndios e verifica se as normas de segurança estão sendo cumpridas. O trabalho da força-tarefa não se limitará à inspeção de casas noturnas. Não temos, porém, a intenção de prejudicar qualquer atividade empresarial ou cultural, nem o desenvolvimento econômico. Nosso objetivo é preservar a vida das pessoas. A próxima etapa será elaborar e harmonizar uma nova legislação municipal, estadual e federal em relação à prevenção de incêndios. Nossa missão está no início, temos uma longa jornada pela frente. A força e a energia vêm da certeza que estamos fazendo um trabalho em defesa da vida. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 4 Programa Paralelo 30 na Rádio Buzina do Gasômetro Quando recebi o convite dos Diretores da Rádio Buzina do Gasômetro Caetano Silveira, Fausto Prado e Luis Mauro Vianna para fazer um programa nesta radioweb (http://www.buzinadogasometro. com.br) há cerca de quatro anos atrás, antevi ao mesmo tempo uma honraria, uma oportunidade e um desafio. Uma honraria por razões óbvias, pois se trata de uma iniciativa pioneira que objetiva colocar a música feita no RS em seu devido lugar (ou seja, no topo), divulgando-a para o mundo, e operacionalizada com o maior carinho e dedicação por este trio de compositores que definitivamente é do ramo e valoriza nossa produção acima de tudo. Uma oportunidade porque era a chance de poder partilhar com outras pessoas meu acervo de LPs e CDs lançados por músicos gaúchos dos mais variados estilos e épocas e justificar as razões de minha admiração pela nossa produção. Um desafio porque, além de nunca ter imaginado estar do “outro lado” do microfone, até em razão de não ser exatamente íntimo da “latinha”, se trata de uma experiência praticamente inédita a de uma estação calcar 100% de sua programação na música feita aqui em seus mais diversos gêneros e tendências. Será que funcionaria esta proposta? Hoje posso dizer com toda tranquilidade que sim. Temos em Porto Alegre e no RS uma produção consistente em termos qualitativos e quantitativos, muito diversificada e perfeitamente capaz de dar substrato e fundamento a uma programação de rádio transmitida por 24 horas ininterruptas, em 365 dias ao ano. Mesclando o que foi criado no passado com o que é feito atualmente, a Rádio Buzina do Gasômetro veio para demonstrar de forma inapelável a força de Foto Cristine Rochol Por Rogério Ratner - Músico, escritor e pesquisador da música feita no RS nossa cena musical em seus mais variados estilos. No programa Paralelo 30 (cujas edições, inclusive as mais antigas, podem ser acessadas a qualquer hora clicando em cima do ícone do programa na página da Rádio Buzina) já apresentamos diversos especiais (ao final dos programas geralmente apresentamos músicas de artistas que nos mandam o seu trabalho e de novos valores, muitos deles tendo ali a sua estréia em rádio), com entrevistas e/ou rodagem de músicas. Tivemos: A bossa de Sérgio Napp/ Adriana Marques/ Alex Alano/ Bebeco Garcia/ Carlinhos Hartlieb/ Carlos Medina/ Bandas Gaúchas/ Discocuecas/ Dudu Sperb/ Elis Regina canta os compositores gaúchos/ Emílio Pacheco (Jornalista)/ Juarez Fonseca (Jornalista)/ Léo Henkin/ Conjunto Farroupilha/ Radamés Gnatalli/ O Tropicalismo Gaúcho/ Almôndegas/ Os Brasas/ Adriana Deffenti/ Alcides Gerardi/ Hermes Aquino/ Liverpool e Bixo da Seda/ Paralelo 30 I e II/ Manfredo Fest e Breno Sauer/ Lupi canta Lupi/ Mr. Lee I, II e III/ O clã dos Piva/ Radamés Gnatalli/ Frank Franklin/ Márcio Ventura/ Vanessa Longoni/ Teixeirinha/ Geraldo Flach/ Ita Arnold/ João Palmeiro/ Leonardo Browl/ Lúcia Severo/ Luiz Mauro/ Maria Lúcia/ Midian Almeida/ Moenda da Canção/ Monica Tomasi/ Música na CCMQ/ Nico Nicolaiewsky/ Ipanema FM/ Rafael Brasil/ Rock gaúcho dos anos 70, 80, 90 e 2000/ A Jovem Guarda gaúcha/ Samba-rock gaúcho/ Sílvio Marques/ Tonho Crocco/ Yoli/ Ecovox/ Henrique Mann/ Porto Alegre rock/ Fernando Ribeiro/ Garagem Hermética/ Uma canção para POA/ Arte nos trilhos/ Música Regional Gaúcha/ Jerônimo Jardim/ I Festival de Música Instrumental/ Oly Jr./ Eduardo Ferreira/ Festival Multisom e por aí vai. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 5 Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena Sempre é bom começar os ensaios de um espetáculo novo. Há uma aura de excitação, expectativa e esperança nos dias que antecedem o primeiro dia de trabalho e a primeira leitura da equipe reunida. No meu caso, é um fenômeno que se repete há quase quarenta anos, sempre surpreendentemente novo e vigoroso. Não é fácil acertar o tom de uma direção teatral. Somente os muito jovens ou os muito ingênuos acham que a direção teatral é fácil. Não é. Quanto mais um diretor adentra nos códigos do ofício, revelados pela experiência continuada, mais esse diretor está a mercê de truques facilitatórios, esquemas já testados, rotinas prontas, exercícios de poder ridículos. Acreditar que o jogo está ganho antes de iniciar a partida é o pior que pode acontecer àquele que assina a concepção de uma encenação. E é justamente essa mistura de serenidade e insegurança que marca qualquer novo trabalho que estou vivendo mais uma vez, às vésperas de começar os ensaios de “Marxismo, Ideologia e Rock´n´roll”, espetáculo que vai estrear dia 06 de junho no nobre e maravilhoso espaço do Theatro São Pedro. Será a primeira vez que me debruço sobre a dramaturgia de Tom Stoppard, um dos mais conceituados dramaturgos da atualidade. O texto me fascinou desde a primeira leitura. Não é um texto fácil de levar ao palco, e talvez esse seja um de seus grandes méritos. “Rock´n´roll”, o título original, foi burilado sem pressa, durante muitos meses, para chegar a atual versão, adaptação que assino sem medo – porque é, verdadeiramente, uma adaptação, e não o texto original. O pano de fundo da história contada é a histórica Primavera de Praga, quando os tanques russos sufocaram as crescentes reivindicações por liberdades democráticas da então comunista Tchecoslováquia. A ação abarca quatro décadas de história política, onde os personagens principais envelhecem, amadurecem e se transformam conforme suas experiências individuais, suas desilusões e suas crenças políticas. Até que ponto um cidadão, em nome de um partido, precisa sufocar suas convicções pessoais e defender o que não acredita em nome da unidade e consistência partidária? O poder parece afrodisíaco, seja em uma democracia radical ou num regime brutal de exceção. Os diálogos de Stoppard são afiados, procedentes, atualíssimos. Sem nenhuma necessidade de atualização temporal, podemos transportar a ação dramática, seus impasses e conflitos, para esse nosso Brasil corroído por alianças políticas espúreas, onde o mérito pessoal não conta absolutamente nada na formação/manutenção de equipes de governo. Atualmente, o que dita as regras do jogo governamental por aqui são os interesses e a manutenção das alianças entre os partidos coligados. Pode ser diferente? Pode ser mais justo e equilibrado esse tabuleiro formativo do Poder? Os discursos políticos sempre são incrivelmente dissociados da prática cotidiana dos governos, difusos e enganosos? Qual o papel de um intelectual diante desse quadro constitucional? Essas são perguntas que o texto de Tom Stoppard enfrenta corajosamente, através de personagens banhados de uma humanidade arrepiante, sem dogmatismo, sem esquematismos baratos, sem facilidades ou clichês. Para me acompanhar em mais um momento marcante de teatro, chamei alguns dos meus parceiros mais constantes. Respondendo por papéis onde vão duelar argumentações ferinas, atores do calibre de Carlos Cunha Filho e Marcelo Adams prometem imantar o palco com eletricidade e sofisticação. Alguns dos nomes mais relevantes da nova geração dos nossos atores dizem presente, o que me orgulha muito: Gustavo Sessin, Fabrizio Gorziza, Pingo Alabarce estão na montagem. Há alguns encontros muito bem-vindos, pois o elenco Foto Arquivo do Diretor Marxismo, Ideologia e Rock´n´roll “Marcelo Adams e Luciano Alabarse preparam Rock´n´Roll” conta, entre outros, com Áurea Baptista, Luiza Herter, Mauro Soares e Eduardo Steinmetz. Tudo isso vou dividir em uma direção compartida com minha amiga Margarida Leoni Peixoto, experiência ( a da direção compartida) que tem me atraído cada vez mais. Seja porque minha vida anda uma montanha russa desgovernada, seja porque há algo nobre e generoso em dividir a assinatura e a concepção de um trabalho no palco de um teatro. “Marxismo, Ideologia e Rock´n´Roll” é, mais uma vez, a minha declaração renovada de amor ao ofício teatral e aos textos que dignificam a dramaturgia ocidental, ao teatro que se faz em Porto Alegre e a integração entre veteranos e jovens nomes da cena teatral gaúcha. Estreia em junho e, desde já, estão todos convidados a conferir. Foto Márcio Peixe Por Camilo de Lélis - Teatrólogo Infinitos singulares de dois judeus filosóficos Martin Bubber, na adolescência, tinha uma questão que não o deixava descansar: o que era o infinito? Como dormir em segurança, com esta falta de paredes nos confins do universo? Baruck Espinoza, durante um culto na sinagoga, viu, a um canto do salão, uma mosquinha azul cair nos palpos de uma aranha de parede: então o cuidado de Deus para com suas criaturas não era infinito? Porque haviam algumas de, necessariamente, sobreviver com a morte das outras? Resolver estas questões foi o trabalho de suas vidas; uma breve e a outra longa, porém ambas intensamente humanas. Atribuo à humanidade a sina de ultrapassar-se. Marta & Maria - Marta, ó Marta, traz um copo d’água para o Mestre! - Não vês que estou ocupada, Maria. Diga-lhe que venha buscar. Diante da surpresa dos ouvintes que estavam na sala, o Rabi levantou-se e foi até a cozinha. - Mestre, mestrinho amado, meu mestre perfumado, desculpa-me, eu falei sem pensar. Veja, aqui, a água; eu já estava levando. - Sem pensar, muitas vezes, falamos melhor, Martinha. Mas que cheiro bom tem esse guisado... - É de cordeiro, e os legumes vêm todos de minha horta... Sabe, Rabi, não é que eu queira me queixar, mas se a Maria me ajudasse um pouquinho mais nos afazeres de casa... Assim, ficaram os dois um bom tempo, em volta do fogo, a falar amenidades. Não está escrito nos evangelhos, mas acredito que o Messias deve ter pensado: também de pão vive o homem. Faroeste Dona Ana tem um braço de menos. Só reparei quando, inadvertidamente, fui abraça-la. A manga pendente da blusa estava vazia. Ela mora perto de minha casa e tem um cão negro velhíssimo. Chega a ter as barbas brancas, o cão, cujo nome nunca consigo lembrar, mas minha subconsciência escolheu, de seu próprio alvitre, chamá-lo de Piloto. Ele está sempre enfeitado por um lenço vermelho ao pescoço, como os vaqueiros do velho oeste. - Tens aí um lugar nos teus filmes para o meu cão-boy, diretor? - Só se eu fizesse cinema, dona Ana. No teatro não dá... Mas parece que a velha Ana pouca diferença vê nessas duas artes de exibição. Pois, a cada encontro, repete a mesma pergunta e cai na risada. Não lhe importa muito que tipo de diretor eu seja... Acho que a graça toda está em mostrar o trocadilho, que ela inventou antes ou depois de colocar o lenço no cachorro; o certo é que ela viu na minha profissão a chance de mostrar o seu bom humor. - Olha! Cuidado com o cão-boy, diretor! - Mãos ao alto, Piloto! E uma quadra inteira da rua se enche com nossas gargalhadas. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 6 Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura Foto Arquivo Pessoal Vergonha, respeito e liberdade... Aqui no chamado “Mundo Ocidental”, ou seja nesta metade da laranja terrestre, onde pontificam os chamados “regimes democráticos” (se é que o são, mais ou menos...) criou-se a lenda de que tudo o que os jovens parisienses revindicam, deve ser ampliado e doado aos demais integrantes dessa faixa etária. Ah e sobretudo, seus usos e costumes... Não me importo como me possam classificar, já fiz tudo o que tinha que fazer lutando dentro da minha profissão de jornalista e escritor, fora delas ou dentro dos seus quadros e possibilidades, pela liberdade de opinião. Estou nisso há 59 anos e na capital há 58, na vida há 79 anos e alguns dias, e estou pesquisando os momentos e locais que marcaram minhas andanças e contradanças, e embora não tenha ainda conseguido ir à Trebizonda, respeito o rei Alexis Connecius que em 1203 ali fixou a sua capital para um novo império grego, o que desperta a minha infinita curiosidade por todos os que ousam alguma coisa. Com o nariz tapado vou vivendo onde decidi morar, como diriam meus amigos argentinos (“na moda” com o novo Papa Francisco I), “por mi mala cabeza” e por causa dela vou seguindo, mas não sei até quando. Na superfície da Terra, na certa enquanto der... mas não posso aceitar como companheiros de caminhada, esses irresponsáveis que picham o edifício da prefeitura de Porto Alegre por causa da sua miserável passagem de ônibus. Porque não escrevem em sua testa, que provavelmente causariam muito menos estorvo à população e na certa demonstrariam seu respeito ao que precisa ser conservado em nome da História e da qualidade de vida! Aquele “derivado do alcatrão” tem a virtude de uma grande permanência e talvez os obrigasse a um banho completo para retirar o produto e assim poder encarar novamente alguma outra campanha. Boa oportunidade para refletir e limpar também as suas ideias e nunca mais cometer o crime de lesar o patrimônio público, por mais sérias ou preocupantes que fossem as suas posições e objetivos. Assim é se lhes parece, como diria Shakespeare, que agradeceria talvez a convivência com essa sadia loucura. Não existiam ainda transportes coletivos de massa terrestres no tempo dele e o máximo que se aproximava dessa possibilidade talvez fosse uma carona num naviopirata, posta em voga pelos capitães ingleses... ou uma romântica diligência que resolvia os pequenos trajetos e os cavalos, companheiros explorados pela humanidade, que disputavam com os cães a confiabilidade e fidelidade. Vergonha na cara, respeito pelos outros, limites de liberdade, tudo isso deveria se inserir no caráter desses “paladinos” que primeiro precisam aprender a conviver. Com seus iguais, com a humanidade e com os restos de civilização que tão pacientemente acumulamos durante séculos... Por Adeli Sell - Vereador e presidente do PT-POA Em restaurante não em “recall” É tudo parecido. Em fábrica de automóvel, assim como em restaurante tem “linha de montagem”. As coisas tem que ser feitas concatenadamente. Um carro pronto deve andar e dar conforto ao usuário. Um prato de comida precisa agradar e saciar a fome do cliente. É, talvez, aí que começam as diferenças. Havia um tempo em que o sonho de um trabalhador fabril era ser funcionário de uma montadora. Já a gurizada do interior, ao chegar em Porto Alegre, festejava numa carta aos pais que trabalhava numa lanchonete ou numa churrascaria. Se a cultura brasileira fosse uma cultura de trabalho, qualquer afazer alcançado deveria ser gratificante. Seja limpando o chão de um hotel ou montando um computador na atualidade. Mas como temos uma herança ibérica, ainda acreditamos que meter a mão na massa é algo avesso. É a modernidade líquida de que Zygmunt Bauman nos fala, onde a tradição ibérica agrega valor ao trabalho intelectual e a “feiura” ao braçal. É claro que as coisas vão mudando. Os jornais anunciam que temos pleno emprego em Porto Alegre, dando condições de as pessoas escolherem seu trabalho. É fato. Mas também é verdade que “as pessoas andam pulando de galho em galho”. Sem reflexões, trocam um emprego por outro por quaisquer reais a mais. Nosso empresário necessita trabalhar melhor o seu funcionário. Já pensou em proporcionar uma oficina sobre o mundo do trabalho com sua trupe? Pois seu atendente, sua cozinheira, seus parceiros de jornada, tem que saber que não tem recall em restaurante. O sujeito até poderá devolver um prato, mas a regra é o sujeito comer, fazer cara feia, pagar com má vontade e sair falando mal. Ademais, com as redes sociais, ele posta o que bem quiser. E você vai correr atrás do prejuízo. Comecei a observar uma enxurrada de pessoas nos finais de semana, especialmente nos locais com maior afluxo de pessoas. Tem muita gente trocando a galinha assada da esquina por uma ida ao restaurante. E é neste momento que precisamos qualificar o atendimento e fazer com que os profissionais do segmento de bares e restaurantes tenham a oportunidade de mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes de forma a gerar resultados que se traduzam na consolidação de uma relação de fidelidade. Quando vamos a uma concessionária Foto Arquivo Pessoal comprar um carro temos a impressão que o vendedor é um piloto de fórmula 1. Ele consegue falar com a maior empolgação sobre como são especiais as velas e sistema de embreagem daquele carro. Ele tem obrigação de saber. Uma equipe de garçons deve ser assim. Deve saber exatamente como são preparados os pratos. Seja um restaurante à la carte, uma lanchonete fast food ou uma loja de roupas, a qualidade do atendimento ao cliente deve ser prioridade para o empresário. Afinal, o sucesso do empreendimento depende totalmente da clientela, que é exigente e gosta de ser bem tratada. Invista no setor de Recursos Humanos. Faça “formação técnicoprofissional”, mas gaste um pouco em Humanidades, num curso de língua, numa reciclagem. Pois como dizia o mestre Paulo Freire: “Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso aprendemos sempre”. Sou defensor de criar no setor de gastronomia de Porto Alegre um espaço de grandes debates e trocas de opiniões, seja de forma presencial ou à distância. Aposto que as entidades representativas do setor acharão a melhor forma de fazê-lo. (51) 3023.6960 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 7 Usina do Porto - Duas décadas divulgando a cultura da nossa terra “Numa sociedade onde impera a lavagem cerebral, todo pensador que enxerga a deterioração da cultura, tem que se ver na obrigação de ser reacionário, anacrônico e acima de tudo: um déspota intelectual.” Marcos Ribeiro Ecce Ars Há duas décadas iniciamos uma longa viagem em prol da nossa cultura. Olhando para trás, vemos que muitos foram os obstáculos ultrapassados e percebemos que muitos ainda o serão. Neste ano, em que comemoramos mais um ano, estamos conscientes que o nosso foco tem sido sempre em fazer o nosso melhor, com o objetivo de sermos o melhor que podemos ser e não com o desejo egoísta de alcançar o sucesso a qualquer custo. O que nos uniu ontem nos une hoje e garantirá o nosso futuro, é a presença constante de uma equipe altamente qualificada, com os olhos sempre voltados para o futuro, com esperança, profissionalismo, muita garra e determinação, muito entusiasmo, sempre trabalhando com ética e honestidade para bem informar nossos leitores. Estamos cumprindo nosso objetivo de colocar a cultura do nosso Estado acessível para todos, não apenas para os gaúchos, mas também para que todo o Brasil saiba que aqui temos grandes artistas e intelectuais, que a grande mídia parece ter esquecido ou não tem interesse em divulgar os trabalhos dos nossos criadores das artes, que não ficam devendo nada para outros profissionais da área, É isso que faz o jornal Usina do Porto uma publicação com credibilidade. Todo o sucesso que alcançamos é fruto de um trabalho árduo, é uma mera consequência. Que esta filosofia posso continuar nos guiando durante muitos anos. Aos nossos colaboradores, colunistas, articulistas, anunciantes, apoiadores e leitores obrigado pelo empenho em fazer do Usina do Porto uma publicação imprescindível na área cultural. Parabéns a todos pelos nossos 20 anos! Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 8 Por Alfredo Aquino - Artista plástico, curador de exposições, escritor e editor Os passos de uma pintura Pintar é uma atividade bastante antiga, se pensarmos apenas na pintura portátil, sobre madeira ou sobre tela, de linho ou de algodão. Essa atividade e profissão remonta a pré-renascença européia, o que lhe atribui mais de 500 anos de existência. É, portanto, uma profissão mais antiga que a do jornalista, que é posterior à invenção da imprensa de tipos móveis, que a de metalúrgico torneiro mecânico, que é uma atividade da indústria pesada dos primórdios do século XIX, que a de médico psiquiatra, que é um legado freudiano do início do século XX ou a de web-designer, que já uma profissão do terceiro milênio. Todas elas profissões e atividades dignas, em expansão e transformação, na razão direta de sua adequação às necessidades das comunidades culturais em que estão inseridas e em constante diálogo e interação. Pintar é mais extenuante e exigente do ponto vista da força física e da concentração mental do que escrever e fotografar, mesmo que nessas atividades, tão criativas e potencialmente artísticas, possam igualmente existir pressão e stress intenso. Pintar é mais complexo e exaustivo e será menos do que na atividade de esculpir que é ainda mais extenuante e brutal, salvo quando o esforço físico é realizado por grande número de terceiros envolvidos no trabalho por encomenda ou realizado em poderosas máquinas siderúrgicas de dobraduras mecânicas ou prensagem. A pintura é uma atividade ainda existente, reconhecida e presente na memória coletiva das comunidades sociais e culturais. Existirá e permanecerá assim enquanto for aceita como um valor cultural que corresponda a estes valores representativos estéticos e um distintivo cultural de diversificadas formas de pensamento. Um exemplo transparente dessa memória atávica coletiva é a identificação icônica imediata que fazemos da Gioconda (Mona Lisa) de Leonardo da Vinci, da Guernica de Pablo Picasso ou do Abaporú, de Tarsila do Amaral. Essas imagens de pinturas fazem parte de nosso universo cultural como tantas outras neste tecido que identifica as diversificadas trajetórias de cada comunidade social. Vamos olhar para a pintura apenas e ver como ela acontece, passo a passo. Primeiro faz-se um desenho em tinta china e aguadas a pincel japonês de ideogramas sobre papel de gravura. Na continuidade, em sequência, utiliza-se a pena caligráfica e, em determinados instantes, os dedos para estruturar a mancha nervosa e arriscada do desenho. A figura, realizada em rápidos gestos transversais, de poucos segundos de duração, está finalmente pronta, num desenho de fatura veloz. Este desenho servirá de base a uma pintura que, por sua arquitetura particular, será diferente e será estruturada cumulativamente em tempo muito mais extenso do que o exigido pelo desenho. Linguagens, técnicas, materiais e tempo são específicos à pintura e ao desenho. A tinta a óleo exige um período mais longo de tempo físico para sua secagem e assim vários dias serão necessários para o desenvolvimento pleno da pintura, como foi originalmente pensada. A pintura é sempre fruto de uma reflexão, apurada pelas condições do material. Melhor que seja assim. O óleo que se faz perene e estável, propõe esse tempo de observação e de reflexão. Será importante, Fotos Arquivo Pessoal no entanto, conservar o frescor do gesto ágil e espontâneo, presentes naquela primeira obra do esboço. Entra agora em cena uma nova protagonista, a cor da pintura – o valor artístico fundamental para a linguagem pictórica, especialmente as cores que, ocultas, estruturarão o fundo da tela, concederão a alma secreta da cor e que estarão ali presentes, mesmo que aparentemente não sejam percebidas de imediato. Num primeiro momento ao olhar o resultado da tela pronta, não se veem as cores da base, mas são essas as camadas que compõem a cor final - a cor que não quase podemos definir com tanta precisão qual seja na realidade, em razão de seus vários matizes, secretos, misturados, mimetizados, disfarçados e superpostos. São eles que constroem o fundo e constituem a alma invisível da tela. Serão seis, sete ou mais camadas totais, de tintas e pigmentos superpostos na tela, mesmo que a aparência final denote e revele apenas uma tela em negro. Mas não é apenas isso, será uma cor bastante trabalhada. Ali estão vários tons de azuis de intensidades diferentes, brancos, violetas e grises, antes das diferentes colorações em texturas finais de negro. Este passo a passo (documentado fotograficamente durante a elaboração da pintura) apresenta essas camadas escondidas e recobertas por outras camadas, que se fazem mais aparentes pela superposição do acabamento. Todos os matizes estão lá e podem ser redescobertos por uma observação mais detida e mais atenta. O que se pode ver numa tela assim, passo a passo? O que isso significa de fato, a mesmo tempo e valor, que seu andaime e esqueleto de cores? A pintura, na verdade é essa arte em progresso, é esse momento em que se realiza, em mutação dinâmica durante algum tempo e que ali está carregada de significados, de segredos, de alternativas, de alterações de percurso, de acidentes e correções. A pintura é um pequeno simulacro da vida, com um objetivo definido a ser alcançado. E intensa no provisório de sua realização como a riqueza da vida se constitui e se justifica desse mesmo modo. O resultado é apenas o final, a pintura pronta e acabada. É o tempo crucial da realização da cirurgia e quando vemos o resultado algum tempo depois, constatamos que o paciente foi salvo. Nessa pintura utilizou-se uma tela de 100 cm x 130 cm, em lona de algodão estendida e fixada em bastidor de madeira retangular com cravelhas em cunha, mais uma estrutura simples de apoio horizontal sobre uma parede, como poderia ter sido um cavalete tradicional, uma mesa ampla ou a própria superfície do chão. O modo de realizá-la, deste ou daquele jeito não é nada importante, apenas apontam ser o suporte e a sua base de apoio. Foram utilizados para pintar pincéis, papéis, tecidos, as mãos e os dedos para a aplicação da tinta a óleo. É apenas uma pintura. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 9 Por Pedro Westphalen – Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul Assim caminha a democracia Num mundo interconectado pela tecnologia - onde temos a possibilidade do conhecimento dos fatos em escala planetária e em tempo real - a imprensa tem garantido papel de destaque levando à opinião pública denúncias, críticas, descobertas científicas, informações políticas, econômicas, enfim, possibilitando às pessoas serem agentes ativos no processo social. Assim é que soubemos da tragédia que abalou a cidade de Santa Maria e nos mobilizamos, todos. Assim conhecemos o resultado dos pleitos eleitorais de todos os lugares e as ações de lideranças políticas e civis. Assim nos chegam notícias da queda de um meteorito na Rússia, dos conflitos no Oriente, da renúncia do Papa, da cotação dos alimentos, dos índices de crescimento ou estagnação, do que pensam os outros países a nosso respeito. Informação é conhecimento e conhecimento é poder. Jamais devemos esquecer que por longos períodos históricos ele permaneceu trancafiado por uma minoria, temerosa de que as camadas populares pudessem acessá-lo. E que dessa negação brotaram - e ainda brotam - preconceitos Fotos Divulgação AL/RS detonadores de sangrentas guerras. Que tal negação chegou ao obscurantismo de lançar mulheres sábias nas fogueiras. A imprensa está para a contemporaneidade do mundo, assim como a liberdade enquanto valor mais profundo. Atividade humana na construção de si mesma, ela erra e acerta, assim como a humanidade inteira caminha: em movimentos espirais ascendentes. Rumo ao futuro. Evoluindo. Saber é poder. Nas democracias ele emana do povo e em seu nome deve ser exercido. O Parlamento gaúcho reconhece esta dinâmica e busca constantemente aprimorar sua relação com o cidadão e com os meios de comunicação. Atividade humana que é, algumas vezes erra e, outras tantas, acerta. Queremos a imprensa apontando nossos erros. Precisamos disso para o amadurecimento desta Instituição. Igualmente queremos a imprensa informando nossos acertos, que não são poucos. Precisamos disso para renovar nossas forças e seguirmos o caminho espiral ascendente da democracia. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 10 Por Aldryn Garcia Sonis - Nutricionista Dermogral Moinhos Nutrição Funcional Probióticos e Prebióticos Foto Arquivo Pessoal Prebióticos e probióticos são alimentos funcionais. Alimentos funcionais são alimentos que além de apresentarem sua função básica de nutrição (garantindo nutrientes como carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais) apresentam substâncias que promovem a saúde. Probióticos são definidos como organismos vivos que, quando administrados em quantidades corretas, conferem beneficio a saúde do hospedeiro. Já prebióticos são qualquer fibra solúvel que possa promover o crescimento do probiótico. Também presentes na alimentação, eles agem no intestino recuperando a flora intestinal, combatendo as “bactérias patogênicas e oportunistas”, melhorando a absorção de nutrientes, favorecendo o sistema imunológico, ajudando no controle de diarreias, constipações intestinais e infecções bacterianas. Vários microorganismos são reconhecidos como probióticos, entre eles bactérias ácido-lácticas, bactérias não ácido lácticas e leveduras. As mais conhecidas bactérias que exercem essas funções no organismo são as Bifidobacterium e Lactobacillus. As espécies de probióticos mais utilizadas são: - Lactobacillus acidophillus - Lactobacillus casei - Lactobacillus rhamnosus - Enterococus faecium - Bifidobacterium bifidum A dieta atual da população é rica em alimentos que destroem a flora intestinal, contendo um baixo teor de fibras e rica em açúcares e gorduras além de pobre em probióticos. Outros fatores como o stress e o uso de an- tibióticos também contribuem para uma menor absorção dos mesmos pelo intestino. A ingestão de probióticos diariamente, além de água, fibras, vegetais e frutas devem fazer parte de uma alimentação saudável. Dica: inclua no dia-dia semente de abóbora, farinha de banana verde, alho e ervas que auxiliam a manter a flora saudável. Iogurtes com lactobacilos e leites fermentados não são a melhor opção na hora de consumir probióticos, pois estes produtos contem quantidades de açúcar, corantes, conservantes e adoçantes artificiais que podem inativar as bactérias antes que elas consigam exercer sua função (recolonizar o intestino). Cápsulas de probióticos e sachês são as melhores opções, lembrando que para trazer benefícios o produto precisa conter altas doses de probióticos, em torno de 10 bilhões de organismos ou 10 UFC (unidades formadoras de colônia). São indicados para idosos, imunodeprimidos, pós transplantes e cirurgias, após o uso de antibióticos, pacientes com disbiose intestinal e à todos que desejam manter a flora intestinal saudável. Não deve ser utilizado em crianças menores de 3 anos de idade, pois é o período em que o sistema imune está definindo a microbiota intestinal. Gestantes e nutrizes só devem consumir com orientação de Nutricionista ou médico. O melhor horário para consumo é pela manhã em jejum, ou antes, de dormir, pois é o período onde há um menor conteúdo de ácidos no estômago. Também pode ser ingerido 2 horas após uma refeição. Foto Arquivo Pessoal Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193 Doença hipertensiva na gravidez Os distúrbios da hipertensão na gestação ocorrem em torno de 8% das gestantes brasileiras e são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Considerando que o feto tenha herdado a metade dos gens do pai, a mulher deve desenvolver mecanismos imunológicos para proteger e não rejeitar o filho. Em alguns casos porém, a liberação de determinadas proteínas na circulação materna pode provocar uma resposta imunológica na gestante, agredir a parede dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial. A hipertensão arterial específica da gravidez recebe o nome de pré-eclâmpsia e costuma instalar-se a partir da vigésima semana da gestação, ocorre especialmente na primeira gestação e nos extremos de idade materna. Também podem ser considerados como fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia na gestação a diabete melito, gestação gemelar, familiar (irmã, mãe ou avó) com história de eclâmpsia, hipertensão arterial sistêmica crônica, IMC maior ou igual a 25,8 e ganho excessivo de peso. Os sintomas da pré-eclâmpsia são a hipertensão arterial, edema ou inchaço, aumento exagerado do peso corpóreo e perda de proteína pela urina. Os sintomas da eclampsia, que às vezes podem ser precedidos por dor de cabeça, dor de estômago e perturbações visuais, são convulsões e o coma. O diagnóstico da pré-eclâmpsia é feito por um bom exame físico obstétrico, medidas seriadas dos níveis pressóricos durante o pré-natal e pelos resultados dos exames laboratoriais de sangue e urina. Uma vez estabelecido o diagnóstico da pré-eclâmpsia a paciente deve ser hospitalizada para acompanhamento em unidade de gestação de alto risco, embora não haja uma unanimidade entre os autores sobre a necessidade da internação hospitalar. Considerando que a cura da pré-eclâmpsia só ocorre após a retirada da placenta, a conduta de interromper a gestação vai depender basicamente de um balanço entre a gravidade da doença e a idade gestacional. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 11 INFORME PUBLICITÁRIO VIDEOMONITORAMENTO INTELIGENTE Foto: Vanessa Silva MAIS TECNOLOGIA PARA OS OLHOS DA CIDADE Lançamento do livro Coletânea de Poesia Gaúcha Contemporânea A Assembleia do Estado do Rio Grande do Sul lançará o livro “Coletânea de Poesia Gaúcha Contemporânea”, a obra com organização do escritor Dilan Camargo, comtempla poesias inéditas de 91 poetas gaúchos contemporâneos, no dia 04 de junho próximo, às 18h30min, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (Pç. Marechal Deodoro, 101, Centro, Porto Alegre, RS). Durante a cerimônia, haverá um Recital com a pianista Dunia Elias, acompanhada de Artur Elias, na flauta. CEIC: equipamentos de última geração e profissionais treinados O evento integra as comemorações dos 100 anos da Biblioteca Borges de Medeiros deste Legislativo. Olhos atentos estão monitorando o trânsito, os parques, Alegre conta com 630 câmeras e é assim que, em tempo real, o Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (CEIC) garante maior segurança aos cidadãos da capital. Em operação durante 24 horas, todos os dias, o CEIC monitora, atua e informa para a população todas as ocorrências relativas à segurança e à mobilidade urbana. Graças ao uso de tecnologia e profissionais treinados, a Prefeitura de Porto Alegre pode assegurar atendimento rápido em casos de emergência, como o incêndio na Vila Liberdade, no começo do ano, e prevenir crimes. Na primeira quinzena de abril, o videomonitoramento da cidade acompanhado pela Guarda Municipal impediu a ação de Foto: Vanessa Silva traficantes no Viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico. Até o fim de 2013, estarão instaladas 1.503 câmeras nas escolas municipais Monitoria Inteligente: A fiscalização noturna da cidade, com a instalação de um novo software de vídeo analítico pelo CEIC, ganhará maior agilidade. O sistema está em fase de testes e os operadores em treinamento. Em breve estará funcionando plenamente. Com o vídeo analítico, quando um movimento é detectado, o sistema dispara um alerta para o operador, que passa a acompanhar as imagens em tempo real. O alerta será disparado, também, para impedir ações de vândalos e pichadores nas escolas e nos monumentos. Editado pelo Gabinete de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre www.portoalegre.rs.gov.br • twitter: @nossa_poa Oliboni apoia campanha por lei da mídia democrática Foto Banner da campanha/FNDC as escolas e os monumentos da cidade. Atualmente, Porto O deputado Aldacir Oliboni (PT) apoia a mobilização nacional pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular para as Comunicações que chegou às ruas neste 1º de maio, o Dia do Trabalhador. Pautada no debate pela democratização da comunicação, a proposta precisará de 1,3 milhão de assinaturas para ingressar no Congresso Nacional como vontade da população. Oliboni, que é autor da Política Estadual de Incentivo às Mídias Locais, Regionais e Comunitárias, em tramitação na Assembleia Legislativa, considera fundamental pautar A regulamentação da mídia no âmbito do parlamento gaúcho. “A legislação que dispõe sobre as comunicações do Brasil é de 1962. Estamos em outro tempo, nossa sociedade, nossa política e economia modificaram-se substancialmente. É preciso fazer este debate com a sociedade e propormos um sistema de regulamentação para garantir mais igualdade e diversidade, a exemplo do que já foi feito na França, Alemanha, Estados Unidos ou Argentina”, argumenta o deputado que irá solicitar audiência pública sobre o tema. O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) encabeça a campanha lançada ontem, intitulada “Para expressar a liberdade!”. A base da proposta é a ampliação da liberdade de expressão, da diversidade e pluralidade na televisão e no rádio. O Projeto pode ser acessado aqui: http://tinyurl.com/d3h2wuu Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 12 Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista Fotos Divulgação Cardápio de outono O outono com as suas baixas temperaturas convida a todos para se reunir ao redor da mesa para uma refeição saborosa. Pensando nisso a cozinha experimental da Maisena@ preparou a receita de fricassé de frango que encaixa bem no cardápio da estação. Um prato apetitoso, econômico e fácil de fazer confira abaixo. FRICASSÉ DE FRANGO Rendimento: 6 porções Tempo de preparo: 50 minutos Ingredientes: - 4 colheres (sopa) de margarina - 600 g de sobrecoxa de frango - 2 cubos de caldo de galinha - 3 xícaras (chá) de água fervente - 1 xícara (chá) de cogumelo em conserva cortado em fatias - 10 cebolas pequenas - 4 colheres (sopa) de amido de milho maizena - 1 xícara (chá) de vinho branco seco Modo de preparo: 1- Em uma panela, aqueça a margarina em fogo médio. Junte o frango e frite até dourar. 2- Dissolva os cubos de caldo de galinha na água fervente e acrescente ao frango. Tampe a panela e cozinhe por 20 minutos ou até ficar macio. 3- Junte o cogumelo e as cebolas e cozinhe por mais 10 minutos. 4- Dissolva o amido de milho no vinho, despeje na panela e cozinhe até engrossar, mexendo sempre. Sirva em seguida. Se preferir, utilize cebola em conserva. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Foto Marc Hess 13 Por Marcelo Oliveira da Silva - Jornalista Argh, mais um filme medíocre superestimado! O Oscar é desde sempre uma festa dedicada a valorizar a indústria do cinema americano, e não uma premiação destinada a distinguir filmes de especial qualidade. Neste sentido, a edição deste ano não se distinguiu em nada da média. Reconhecimentos merecidos, como os de Daniel Day-Lewis (ator principal) e Christopher Waltz (coadjuvante) foram contrabalançados pela premiação dos rostos bonitos de Jennifer Lawrence e Anne Hathaway (coadjuvante). O mesmo se deu em relação aos melhores filmes, com Argo, uma produção rigorosamente banal, sendo contrabalançada por O Amor, de Michael Hanecke, tocando de novo aos filmes estrangeiros a tarefa de injetar um pouco de arte naquela grande feira de audiovisual e moda. Sobre Daniel Day-Lewis não é preciso dizer mais nada, são 3 premiações (Meu Pé Esquerdo, 1990, Sangue Negro, 2008, e agora por Lincoln) para um ator excepcional e extremamente rigoroso na escolha de roteiros. Nenhum ator jamais havia ganho tantos prêmios máximos nessa competição - e a estatueta soma-se a outras 90 já na estante. Christopher Waltz, premiado por Django Livre, é outro desta mesma cepa e merece desafios ainda maiores. Falando em desafios, me parece cedo dizer o mesmo para ambas as atrizes. São talentosas, jovens e sobretudo belas, não há dúvida, mas não encararam ainda nenhuma prova digna de um troféu de excelência nas artes cênicas. Desde esse ponto de vista cético, o fator que parece realmente ter decidido a escolha das duas foi a conveniência de se aparentar renovação e vigor na cadeia produtiva hollywoodiana. A premiação de Argo parece motivada por um imperativo político. Não dos interesses diretos dessa que é a maior indústria dos Estados Unidos, mas das estratégias políticas internacionais do país. Nessa segunda década do século 21, reflexões e análises mais detalhadas crescem paralelamente às versões de fatos históricos destinados ao consumo das classes de menor escolaridade e poder de compra. O cinema cumpre função importante na formação de opinião desse público. Se até o século passado apenas professores universistários e seus melhores pupilos percebiam que Sadam Hussein foi apenas uma criatura que se voltou contra o governo de Washington, hoje até estudantes mais interessados de qualquer escola secundária de países periféricos podem concluir isso sem precisar aprender uma língua estrangeira. Basta entrarem na internet para lerem que foi o presidente Ronald Reagan quem deu a Sadam condições de assumir um poder absoluto no Iraque (em troca de descontos polpudos na venda de petróleo) e depois armas e incentivos para entrar em guerra contra o então novo governo religioso do Irã, que havia deposto um dos ditadores mais subservientes aos apetites americanos na época, o Xá Reza Pahlevi. Argo não é um filme ruim. Tem uma história interessante, baseada quase totalmente em fatos reais, mas também nada espetaculares. Prova disso é a necessidade de incrementar artificialmente a sequência final, que qualquer um antecipa ser uma adição fantasiosa e uma que não mudaria em nada o desfecho. E está contado de uma maneira absolutamente convencional, que não o deixa figurar sequer entre os 20 melhores no gênero de thriller político com ações internacionais. Além da oportunidade política, há outro fator que pode ter ajudado a consagrar com um Oscar esse filme medíocre: uma safra ruim. Aos 70 anos e em sua segunda indicação para melhor filmes estrangeiro (a primeira veio com A Fita Branca, em 2010), o austríaco Michael Hanecke surpreendeu não tanto pelo prêmio recebido por Amor (que se junta a 64 outros em sua estante), mas pelas 5 indicações recebidas pelo filme, considerado por muitos bastante difícil. Um dos pontos altos foi a atuação de Emmanuelle Riva, musa do eterno Hiroshima mon Amour. Inspirado também em fatos (uma tia dele pediu-lhe, aos 93 anos, que ele a ajudasse a se matar, pois o sofrimento já superava qualquer vantagem de continuar viva) Hanecke não a ajudou, como o marido da protagonista (o também venerando Jean-Louis Trintignant) mas ela eventualmente teve sucesso e suicidou-se. Como diz o diretor, realmente não é um passeio no parque, mas um fato da vida e fatos como a velhice, se narrados com competência e sem panos quentes, não podem ser outra coisa. Exposição “Confluências” de Jorge Herrmann no Museu da UFRGS O Museu da UFRGS, sensível à importância de valorizar outros olhares sobre eventos e espaços de importância histórica, está expondo um conjunto de obras significativas do projeto “Confluências” de Jorge Herrmann. A exposição mostra o olhar de um artista sobre a história e o cotidiano deste que é o nosso mais antigo e importante espaço público, o Parque da Redenção. A exposição permanece até o dia 28 de Junho, de segunda a sexta das 9 às 18 horas. Para o dia 29 de Junho às 19 horas, está agendada uma mesa-redonda com a participação do artista e dos professores Rualdo Menegat e Luís Augusto Fischer, com entrada franca. Concebido como uma aventura gráfica pelos recantos e pela história do Parque da Redenção, o projeto “Confluências” procura fazer uma investigação estética e sensível da gênese dos hábitos e do cotidiano da Redenção. Esta tarefa acabou por revelar uma outra face do parque, mostrando-o em sua intimidade. O projeto foi originalmente contemplado pelo Prêmio Décio Freitas da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, que financia pesquisas relevantes para a cidade. Desde Fevereiro de 2011, foram produzidos e selecionados 157 desenhos, aquarelas e pinturas que mostram meandros, curiosidades, belezas e mazelas da Redenção. A exposição que acontece no Museu da UFRGS, mostra o projeto já em nova fase, com obras produzidas a partir do banco de imagens da instituição. Tratase de uma exposição em processo, já que novas imagens seguem sendo produzidas e poderão ser apreciadas pelo público. Obras anexadas (pela ordem): “Meninas de 1901″ (aquarela – 2013); “Passeio Escolar” (acrílica sobre eucatex-2012), releituras inspiradas no banco de imagens do Museu da UFRGS; Fotos Banco de Imagens UFRGS Contatos com o artista: 9240.7038 www.jorgeherrmann.com Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 14 Foto Luciana Thomé Por Sergio Napp - Escritor Ano Novo Ao diabo com as intenções. A partir deste momento, em que ele caminha por uma calçada estreita em direção a um bufê a quilo, sente-se outra pessoa: tomara uma decisão importante e sábia. Nunca mais carregaria a culpa do não cumprido porque, nunca mais, haveria promessas a serem cumpridas. Sentindo-se aliviado, reconfortado mesmo, por sua sábia decisão, não vê o buraco na calçada, enfia o pé e grita de dor. Resultado: uma chegada ao Pronto Socorro, uma torção, e o pé direito e parte da perna entalados. E muletas, ah, as muletas! Não haverá festas neste final de ano, garrafadas de cerveja com os amigos, as piadas cavernosas e de duplo sentido, habituais, as cantorias na virada da meia-noite. Ficar em casa, estender a perna, ler alguma coisa e ouvir, ao longe os sinos, os foguetes, as gritarias. Mas eis que, pouco antes da meia-noite, num repente, os amigos chegam com cervejas, perus, frutas, colares pelos pescoços, e muita alegria pra dar e vender. ... é um bom companheiro, ... é um cara batuta... é um filho... Tiram-no da cama e o põem em uma cadeira na sala. Ligam o som, cantam: a noite não poderia ser melhor, pensa. Que grandes companheiros ele tem! Sabe-se lá a que horas sente necessidade de ir ao banheiro. Quer ajuda?, um deles pergunta; Não, eu me ajeito. Eles o auxiliam a levantar, ele se equilibra nas muletas e começa sua trajetória. Tem certeza que consegue abrir a bragueta?, um malandro fala com duplo sentido; Quem sabe a gente te ajuda a tirar o pinto pra fora? E todos caem na gargalhada, inclusive ele. Na euforia do momento não percebe a caixa de cerveja no caminho, a muleta tranca e ele vai ao chão. Grita de dor. Resultado: uma chegada apoteótica ao Pronto Socorro, todos cantando, alguns com cervejas nas mãos, os enfermeiros tentando controlar a turma que quer porque quer entrar na sala de emergência, outros querendo acompanhá-lo ao raio-X, um se deitando em uma maca para um descanso merecido, a chegada da polícia para acalmar a baderna, e ele com fratura no braço esquerdo e uma tipóia. O ano de 2013 promete. Todos os finais de ano ele entrava em depressão. Graças à lista de intenções feita no ano anterior. Era algo que ele, obsessivo, não deixava nunca de fazer nem que fosse à última hora do ano. Coisas do tipo: não dirigir depois de beber, fazer trabalho voluntário, ler mais livros, entrar em uma academia, comer coisas mais saudáveis, só pegar carona segura, economizar dinheiro, curtir mais a família, parar de tomar refrigerante, ficar menos no computador, fazer alguém feliz, não pisar fundo no acelerador, vencer a timidez, parar de fumar, fazer um blog, andar de montanha-russa, enfrentar os medos, a ansiedade e a depressão. Todos os finais de ano ele revisava a tal de lista e concluía, entre pesaroso e depreciado, que quase nada fora cumprido. Ora porque ele esquecera a lista em um canto qualquer da casa, ora porque as tentações eram fortes e o espírito fraco, ora porque ele deixava para o dia seguinte, o mês seguinte, o ano seguinte. Ele se sente culpado. A passagem de ano é uma purgação de intenções não cumpridas e a promessa de que, este ano, sim, será diferente. Sabe que não, que não haverá mudanças e, ano após ano, ele irá se martirizar pelo não feito. Mas este ano ele resolve que a mudança precisa ser radical: nunca mais fará listas. Nunca mais se comprometerá com o que ele não tem condições, quaisquer que sejam os motivos, de cumprir. O mundo não acabou nem acabará ele sabe. Mas dizem, e disto ele também não tem muita certeza, que a partir deste ano haverá uma grande mudança. Entraremos numa era de paz e prosperidade onde os humanos serão mais conscientes e melhores em suas ações. Difícil crer neste item dos humanos, mas em todo o caso. Por isso ele, caminhando na tarde de sol de quarenta graus, toma a decisão que irá mudar a sua vida: nunca mais fará uma lista de intenções. Se os grandes culpados da humanidade jamais reconhecem suas culpas, mesmo que provadas fossem, e acusam a imprensa, a oposição, os recalcados, os perdedores, por lhes assacarem acusações a torto e a direito, ou à esquerda e à direita, porque, enfim, ele, um simples e humilde funcionário público do quadro geral, irá se culpar por coisas menores? Foto Arquivo Pessoal Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor O livro infantil Palavra tem segredo?, de autoria de Luciana Célia, brinca com as palavras e oferece à criança muita diversão para ler, interagir e desvendar os segredos escondidos nos verbetes. Através de rimas, a obra instiga o conhecimento, a criatividade e o interesse pelo universo literário. Editada pela Libretos, a obra tem ilustrações de Ricardo Machado e financiamento do Fumproarte (SMC). Drogas de Leslie Iversen, professor da Farmacologia de Oxford e diretor do laboratório Merck, especialista em drogas, e sistema nervoso, leva o leitor a uma viagem pelo mundo dos remédios e das drogas recreativas, que há séculos acompanham o homem em suas dores e prazeres. L&PM Pocket, 144 páginas, www.lpm.com.br. Brasil e Argentina: Ditaduras, desaparecimentos e políticas de memória, da professora e historiadora Caroline Silveira Bauer, trata, com profundidade, de políticas de memória e de esquecimento, temas de mais de dez anos de estudos e de muitas obras da autora. O livro resultou da tese de doutorado de Caroline. Anpuhrs e Medianiz, 332 páginas, www.medianiz.com.br. Cinema, ética e saúde, coletânea de artigos e ensaios organizada por Ana Carolina da Costa e Fonseca, doutora em Filosofia e professora universitária, traz textos dela e de dezenas de autores, sobre bioética, ética e saúde, relacionados sempre com algum filme. A obra resultou de mais de dois anos de trabalho e é caracterizada pela amplitude e pela profundidade. Editora Bestiário, 3343.5784, 9491.3223. No andar do tempo traz nove narrativas do grande pintor gaúcho Iberê Camargo, com ilustrações do próprio autor. São textos unidos pela temática criador-criatura e que mostram que Iberê além de entender de cores, utilizava muito bem as palavras, para contar histórias envolventes e apresentar personagens marcantes. Fundação Iberê e Cosac Naif, www.cosacnaify.com.br. Francisco, o novo João XXIII - Jorge Mario Bergoglio: O primeiro pontífice americano para uma nova primavera da Igreja. De José Manuel Vidal e Jesús Bastante. Ele é a esperança de uma nova primavera para a Igreja, agora que se cumpre o 50º. aniversário do Concílio Vaticano II. Este é um livro imprescindível para entender o novo papa e seu pontificado, o processo que o elegeu no conclave mais aberto dos últimos séculos, as chaves da renúncia de Bento XVI e os desafios presentes e futuros da Igreja no século XXI. Editota Vozes, fone 3920.5700 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 15 Foto Tonico Alvares Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor Embates nas redes sociais Com alguma consternação, confesso, por vezes acesso comentários ferinos nas redes sociais, principalmente no Facebook onde, presume-se, deveríamos todos formar uma comunidade de chamados amigos. Já assisti nesta rede a discussões grosseiras entre pretensos “amigos”, e em alguns casos, ameaças fortes que, não fossem virtuais, poderiam ser fatais. Surgem alí algumas estocadas insólitas, como a que recebi ontem à noite de um facebookeiro, inconformado com meu ponto de vista sobre a personalidade do senhor Eike Batista, em resposta minha a um comentário seu. O cara veio com as mãos cheias de pedras, não propriamente a defender o senhor Eike, que para mim é das mais patéticas figuras do Brasil, mas, de forma incompreensivelmente reacionária, para fazer prevalecer a sua posição na marra. Que se danasse a minha opinião! Eu respondi a ele, educadamente, evidenciando a necessidade de liberdade de expressão, o direito de ir e vir, enfim, essas coisas básicas da democracia. Pensei até em desligá-lo como amigo (basta pressionar uma tecla para fazer isso), mas espero não ter de chegar a tal ponto. Espero que tenhamos chegado a um acordo de cavalheiros: respeitemo-nos mutuamente aqui nesta rede, como o faríamos se estivéssemos um na frente do outro. Já não bastassem os confrontos que temos de enfrentar a cada dia, terminamos por ir além, buscando nas redes sociais as ferramentas para nossos desabafos, por vezes íntimos, recalcados e até desproporcionais. Este pode ser considerado um paradoxo. Tendo ao nosso alcance a possibilidade de nos relacionar com milhares de pessoas, ou mesmo de reencontrar amigos que o tempo e a distancia nos fizeram perder ou esquecer, o fazemos não de forma necessariamente fraterna, mas de maneira competitiva, e por vezes até arrogante, impedindo a construção, ou mesmo destruindo antigos laços de amizade. Isso significa usar dispositivos modernos como as redes sociais para agravar o universo de nossas discórdias cotidianas, sejam elas vividas na relação de um casal, na vida familiar ou nas lides empresariais. Em outras palavras, é cutucar a onça com a curta vara da insensatez, potencializando-se, com o apoio da maravilhosa tecnologia, ao invés do entendimento, a discórdia. Fiquei pensando nisso esta noite, enquanto buscava algum assunto para esta coluna que ora é retomada. E não deu outra, como se diz. O assunto era palpitante. Por Renato Pereira - Jornalista “Harlem Shake” nada mais é do que o velho “crã” da baixaria Se não viram ainda, não perderam nada. Aliás, ganharam. Uma dançazinha idiota que meio mundo (do mundo débil mental, é óbvio) resolveu aderir. Estende-se os dois braços com punhos fechados, vai-se à frente e recolhe-se os membros sofregamente, rumo ao “membro”. Quem não tem membro imagina que “Harlem Shake” traz o membro embutido. Se não lhes falha a memória, muito antes de surgir o idiota modismo, quando da tragédia do avião da TAM que bateu em Congonhas atravessando o prédio da companhia, apareceu na televisão um alto assessor gaucho do Lula fazendo o gesto do “Harlem Shake” por trás de uma vidraça. E o inacreditável, mostrado pela Tv Globo. Certamente os responsá- veis já foram punidos. O assessor continua no governo e melhorou substancialmente de cargo, agora ele faz o “crã” na Dilma. A imbecilidade é cíclica. Lembram da “Dança da boquinha da garrafa”? Até o inocente público infantil entrou na baboseira. As funkeiras mais experientes conseguiam chegar ao rótulo... Só não lançaram “Na boquinha da latinha” para não entalar uma que outra praticante, que nem todas seriam capazes de encarar a calibragem. O “Harlem Shake” faz mais alguns panegíricos, agitando os braços tipo cata vento que soltou a rosca, depois do “crã”, não sei se para disfarçar ou para dar um Xô-Satanás nos maus fluidos. Ou é frescura explícita não resolvida, uma vez que o “crã” é total- mente simbólico. De onde veio, como começou? Isso é um grande mistério. Na verdade, bobagem não tem origem. Mas, com certeza, partiu de algum ser descerebrado, de sexualidade reprimida e com a mãe ativa numa profissão que – repetindo só no gesto – ficaria menos embaraçoso de explicar onde é que a progenitora se vira. Os bons tempos não voltam mais. Alguém ainda lembra dos ingênuos requebros do bambolê? Foi ai pela Era Terciária, mas afinava a cintura e incentivava os recordes em segurar aquele argolão só no rebolado. Dando aos assistentes a idéia de um esporte digno das olimpíadas, até ser deixado cair para o tropeção e a bambolêonista cair nos braços do pretendente. E já que se abriu o baú, houve, logo após o Big Bang, o hábito do bilboquê. Que consistia num cone de madeira que, com arte e maestria, enfiava-se o buraco num pauzinho. Sim, não deixava de ter o seu inconsciente erótico no brinquedinho, mas com uma sutileza que só os freudianos profissionais identificavam. Tanto que os bilboquês virgens tinham que passar por uma lixa de canto no buraco... O apavorante é a questão: depois do “Harlem Shake” o que virá? Não tenho a menor idéia. Mas suspeita-se que o BBB vai ser liberado em manifestações públicas. E em lugar da baixaria em baixo do edredon, teremos o “crã” naturalmente, à sombra da árvore mais copada. CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO - AUXILIADORA - CIDADE BAIXA MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO - ZONA NORTE - ZONA SUL E FLORESTA Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas - School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica – Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Fotos Divulgação Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista Foz do Iguaçu uma das Sete Maravilhas As Cataratas do Iguaçu, localizadas no trecho do Rio Iguaçu, entre o Brasil e a Argentina, é uma das sete maravilhas naturais do mundo. O título atribuído às cataratas foi dado pela fundação suíça New Seven Wonders. Concorreram 400 atrativos naturais, destes 28 passaram à etapa que foi encerrada, em 2011, com a eleição das sete vencedoras. Com um fluxo de 2,5 milhões de turistas de vários países, com sua beleza encanta faz jus ao número elevado de visitantes. As Cataratas têm 19 saltos principais, três deles no Brasil e os demais na Argentina, porém voltados para o observador que está no lado brasileiro. A Garganta do Diabo, com 85 metros de altura, é uma profunda fenda provocada pela erosão, chama a atenção dos visitantes. Roteiro Saída: 29.05.2013 / Retorno: 02.06.2013 - Quinta-feira: chegada diretamente ao Hotel Lanville Athénée. Resto do dia e noite livres. Sugestão: Compras nos free shops. - Sexta-feira: após o café da manha, visita ao Parque das Cataratas (lado brasileiro). Resto do dia e noite livres. Sugestão: visita ao Parque das Aves (ingresso não incluído) e a noite Visita ao Cassino - Sábado: após o café visita ao Parque das Cataratas (lado argentino). Resto do dia livre. Noite: visita a Hidrelétrica de Itaipu para assistir ao espetáculo Iluminação da Barragem. - Domingo: Retorno após o café da manhã. INCLUI: Transporte da empresa Longaray, 3 pernoites com café da manhã, ingresso nos Parques das Cataratas (lado brasileiro e argentino), ingresso para o espetáculo Iluminação da Barragem e Guias credenciadas pela Embratur. VALOR: R$ 750,00 a Vista ou 3 x R$ 260,00 = R$ 780,00 APOIO: Informações e reservas com: - Isabel - telefones: 3062.0954 e 8503.3674 - Rejane- telefones: 3307.9078 (à noite) / 8288.3738 ou 8562.4729 - Cláudio – telefone: 9639.3265 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto