ANO XX • Nº131 • outubro • 2013 • Distribuição Gratuita
Projeto Revendo
Porto Alegre
Sabrina Mara Silva da Silva
Pág. 2
Pág. 9
Osvaldo Santucci Jr.
Pág. 3
Gaudêncio Fidelis
Pág. 3
Neidmar R. Charão Alves
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
2
Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS
CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60
51 3012 7292 • [email protected]
Por Caho Lopes - Escritor e Empresário
Aceitação
Corria o ano de 2002. Eu estava voltando para casa, na zona
sul de Porto Alegre, quando de repente um carro me fechou.
Instintivamente (e já mau humorado), buzinei de forma
agressiva. O condutor do outro carro abriu o vidro e fez aquele
famoso gesto com o dedo médio apontado para cima. Me enchi
de uma fúria insana, persegui-o durante algumas quadras até que
o alcancei em um semáforo fechado. Passei a mão sob o banco
do motorista e tirei de lá a chave de rodas, desci do meu carro
enlouquecido e quebrei todo o pára brisa dianteiro do cidadão,
que me olhava aterrorizado de dentro do seu veículo. Foi neste
momento que eu percebi a criança que estava no banco de trás,
um menino de 5 ou 6 anos, completamente apavorado com
aquela explosão de fúria da qual era participante involuntária.
Cabe, nesta altura do relato, um esclarecimento: eu não
estava sob o efeito de álcool ou de qualquer substância que
alterasse o meu comportamento. Estava louco, mas sóbrio!
Depois daquele momento em que vi aquela criança, o tempo
parou e se arrastou lentamente. Lembro vagamente de ter
balbuciado um pedido de desculpas quando alcancei meu cartão
de visitas para o homem entrar em contato comigo para pagar o
estrago. O dinheiro não poderia resolver o que tinha ficado de
pior daquele momento, mas era o mínimo que eu podia fazer.
Não, não era. Eu podia fazer mais, ou melhor, podia não
fazer mais aquilo.
Meus amigos e familiares me perguntavam se eu não tinha
medo de tomar um tiro por agir desta maneira. Inúmeras
www.usinadoporto.com.br
Concedei-nos Senhor a Serenidade necessária
para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos
e Sabedoria para distinguirmos umas das outras.
Oração da Serenidade
vezes expliquei que um tiro não era nada para quem vivia se
intoxicando com seu próprio veneno. Depois de muita terapia,
consegui transcender aquele estado de fúria, e há muitos anos
não brigo ou discuto no trânsito. Consegui entender o que estava
errado comigo, consegui mudar os padrões de comportamento
que aprendi a imitar desde criança, consegui aceitar e entender
que as pessoas são diferentes, e que podem sim cometer erros
como eu, você, todos nós cometemos. Entendi que não sou juiz
nem executor de nada, mas o principal mesmo é que consegui
aceitar as diferenças. Sem querer mudar as pessoas, sem
discursos, sem brigas ou discussões. Cada um no seu quadrado.
Pode parecer simples para a maioria dos leitores, mas isto
para mim foi uma conquista e tanto. Fiquei mais leve, menos
sizudo. Posso ler aquela cronista que só diz bobagens sem me
ofender, posso escutar um colega lançando disparates sem
querer modificá-lo, e posso até mesmo ver alguém entrando
numa fria sem dizer uma palavra. Porquê nem todo mundo
quer escutar o que temos para dizer; para ajudarmos alguém
com nossa experiência e conhecimento é preciso haver a
contrapartida, é preciso existir aceitação também da outra
parte.
Me aproximo dos 50 anos de existência com mais perguntas
do que respostas. Reconheço mais defeitos do que há alguns
anos, e acho que não estou ficando pior, estou ficando mais
crítico.
Enfim, estou vivendo e deixando que vivam.
Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460)
Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup
Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira
Direção de Arte - Jorge Luiz Olup
Consultoria Jurídica - Dr. João Paulo Nácul OAB-RS 37.527
Editoração e Arte-Final - Airton Schineider
Tiragem - 10 mil exemplares
Impressão - Correio do Povo
Colaboradores: Osvaldo Santucci Jr., Gaudêncio
Fidelis, Neidmar Roger Charão Alves, Walter Galvani,
Dra. Beatriz Bohrer do Amaral, Dra. Fátima Alves,
Aldryn Sonis, Camilo de Lélis, Rogério Ratner,
Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da
Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Renato Pereira,
Luciano Alabarse, Jaime Cimenti, Thamara de Costa
Pereira, Caho Lopes, Adeli Sell, Willian Goularte de
Castro e Mara Cassini Andreta.
As opiniões expostas nos textos assinados são
de inteira responsabilidade dos autores e não
correspondem necessariamente à posição do Jornal.
Sabrina Mara Silva da Silva. A foto “Bienal em
tempos de Cais” traz a transição da 8ª para a
9ª Bienal do Mercosul, com fotos de sua visita à
mostra anterior.
Sabrina nasceu em Gravataí - 1983, é associada à AGIR, e mora em Lajes-SC, trabalha com
fotografia, Design Gráfico, Desenho, Pintura e
Artesanato, sendo que para este seguimento
criou o blog sucesso de vendas:
sabrinasilvaarteemeva.blogspot.com
Agenda Cultural – 28 de outubro a 30 novembro de 2013 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br
THEATRO SÃO PEDRO
29/10 – 21h - Gisele de Santi (RS) Show Vermelho e demais
matizes. Músicos: Luque Barros, Giovanni Barbieri, Gilberto
Ribeiro Jr e Kabé Pinheiro
27/10 – 11h - Concertos Populares. Orquestra de Câmara
Theatro São Pedro. Chico e Caetano. Arranjos Vagner Cunha.
Reg. Antônio Borges-Cunha. Gratuito
Musical Évora - Todas as quartas-feiras uteis, às 12h30min no Foyer Nobre – Gratuito
06/11 - Mã, Felipe Chagas Tedesco, Rodolpho Bittencourt,
Guilherme Goulart, Daniel Haddad e Lucas Dellazzana
13/11 - Marilia Benites, Luiz Palmeira, Fabio Azevedo,
Dionatas Colvara e Jorge Vieira
20/11 - Dionara Schneider e Jorginho do Trompete
27/11 - Itália Viva. Danilo Sacchet e Roberto Pinheiro
01 e 02 – 21h e 03/11 - 18h - Seis aulas de dança em seis
semanas (RJ) Texto Richard Alfieri. Dir. Ernesto Piccolo
Elenco Suely Franco e Tuca Andrada
06 e 07/11 – 21h - O Maestro, o Malandro e o Poeta (RS)
Bandas Carne de Panela, Roda Viva e Tribo Brasil
08 e 09/11 -21h - Yamandu Costa (RS/RJ) Show Continente.
Com um repertório inédito e exclusivo, Continente é uma
homenagem à obra homônima de Érico Veríssimo. C/ Guto
Wirtti e Arthur Bonilla
10/11 – 18h - Pedro Mariano e Orquestra (SP) C/ Conrado
Goys, Luis Gustavo Garcia, Marcelo Elias, Thiago Rabello e
orquestra. Reg. Otávio de Moraes
13/11 – 21h - Marcelo Delacroix e Daniel López (RS / Uruguai)
Canciones Cruzadas. C/ Gerardo Alonso, Eduardo Mauris,
Tatto Bolognini, Lucas Kinoshita e Giovanni Berti
16 – 21h e 17/11 – 18h - Orquestra Unisinos Anchieta (RS)
Ópera A Flauta Mágica. Última ópera escrita por Mozart.
Elenco Carla Domingues, Juremir Vieira, Elisa Machado,
Carlos Rodrigues, Elisa Lopes, Ricardo Barpp, Francisco
Amaral, Andiara Mumbach, Clarisse Diefenthaler da Rosa e
Rose Carvalho. Participação Especial Coral Porto Alegre, Reg.
Evandro Matté. Dir. Malu Gurgel
18/11 – 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro.
Concerto Oficial. Bach – Cantata do Café. Solista Carlos
Rodriguez, Cíntia de lós Santos, José Milton Vieira e
Fernando Cordella
19/11 – 20h - Freud e os Escritores (RS) Freud & Simone
de Beauvoir. Elenco Janaína Pelizzon, Lenira Fleck e Liana
Timm. Texto Lenira Fleck e Liana Timm. Dir. Graça Nunes
21/11 – 21h - Daniel Drexler (Uruguai) Mar Abierto. C/ Dany
Lopéz, Gonzalo Gutérrez, Eduardo Mauris e Javier Cardelino
23 – 21h e 24 – 18h - Namíbia, Não (RJ) Texto Aldri Anunciação.
Elenco Flávio Bauraqui e Aldri Anunciação. Dir. Lázaro Ramos
26/11 – 21h - Gustavo Telles e os Escolhidos (RS) Apresentação
do disco Eu Perdi o Medo de Errar
28/11 – 21h - Das Flor (RS) Encenação com narrativa
fragmentada e subjetiva, revelando uma poética estruturada
na relação corpo, espaço, objeto-dobras, figurino, som e luz,
alimentada pelo universo imagético da rua. Gratuito
30/11 21h e 01/12 – 18h - Par (MG) Grupo Ponto de Partida.
Dir. e dramaturgia Regina Bertola
12/11 – 20h - Ética & estética: a dimensão estética em
nossas escolhas éticas. Debate com Anelise Bredow (artista
plástica), Vânia Yasmin Silveira (psicóloga e arte terapeuta)
e Ronel Alberti da Rosa (Doutor em Filosofia), com mediação
de Fernando Fontoura. Foyer Nobre. Gratuito
FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
Exposição Alfabeto Infinito. Visitação até 24 de novembro.
Curadoria Solange Farkas. Texto de Apresentação: A questão
“é o mundo que se organiza para que possamos decodificá-lo
ou somos nós que projetamos significado sobre as coisas?” é
o ponto de partida desta exposição e da pesquisa artística
de Angela Detanico e Rafael Laim. A exposição apresenta 10
anos de reflexão dos artistas sobre sentido e representação
gráfica, sobre relações entre abstrato e concreto, forma e
conteúdo, coisas e seus nomes, a imagem, o texto, o som.
Exposição Xico, Vasco e Iberê – O Ponto de Convergência.
Visitação até 24 de novembro. Curadoria Agnaldo Farias.
Texto de Apresentação: Xico, Vasco e Iberê – O ponto de
convergência é uma exposição enxuta e direta como o
trabalho desses artistas. Organiza-se a partir da produção
que se inaugura com a volta de Iberê Camargo para Porto
Alegre, no começo dos anos 1980, depois de uma longa
temporada no Rio de Janeiro. Obras de Iberê, Xico e Vasco
contrastam com mostra sobre o universo gráfico e seus
significados na Fundação Iberê Camargo
A exposição que reúne trabalhos dos artistas modernos e a
mostra individual de Angela Detanico e Rafael Lain
Fundação Iberê Camargo - Av. Padre Cacique, 2000, Porto
Alegre. Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e
De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso.
Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site
www.iberecamargo.org.br
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais.
(Rua Duque de Caxias, 968)
01 a 30/10 – Exposição Fotográfica O Imaginário na Favela
Santa Marta – RJ. Fotos de Jorge Aguiar
29/10 a 08/11 – Exposição Fotográfica A saúde agradece!
Denuncie o narcotráfico 0800 518518.
DENARC (Departamento Estadual de Investigações do
Narcotráfico) - Polícia Civil do RS. Galeria dos Municípios
11/11 a 14/11 – Exposição fotográfica do Município de Bom
Retiro do Sul. Galeria dos Municípios
Sarau no Solar - Sala José Lewgoy do Solar dos Câmara Gratuito
7/11 – 18h30min – Sarau no Solar com Gelson Oliveira.
21/11 – 18h30min – Sarau no Solar com a Banda Saldanha.
05/11 – 19 horas – Entrega do Prêmio Gestor Público. Teatro
Dante Barone da Assembleia Legislativa. Gratuito
06/11 – 18h30min – Cerimônia de entrega de distinções aos
vencedores do Prêmio Lila Ripoll 2013. 59ª Feira do Livro de
Porto Alegre. Gratuito
13/11 – 19 horas – Solenidade do Prêmio de Responsabilidade
Social 2013. Teatro Dante Barone. Gratuito
20/11 – 14 horas – Entrega dos Prêmios Zumbi dos Palmares e
Dep. Carlos Santos. Sessão Solene alusiva ao Dia Estadual da
Consciência Negra. Plenário 20 de Setembro. Gratuito
28/11 – 19 horas – Prêmio Líderes & Vencedores. Teatro Dante
Barone com apresentação musical do grupo Quartchêto.
Gratuito
Os Caminhos da Matriz - 30/11 – 14h – Roteiro nº 2 – Arquivo
Público do RS, Solar dos Câmara, Museu Julio de Castilhos.
Em caso de chuva, a edição do projeto é automaticamente
cancelada. Mais informações pelo telefone (51) 3295-8650
ou pelo e-mail: [email protected]
MARGS
A programação do MARGS está ligada às atividades da 9ª
Bienal do Mercosul, até 10 de novembro. Com o tema “Se
o clima for favorável”, podem ser visitadas a escultura
monumental “Bat Cave”, de Tony Smith (1912-1980),
ocupando o 1º piso. Na sala ao lado está passando o filme
do gaúcho Luiz Roque e, no 2º piso, a instalação “Labirinto
Invisível”, do argentino Luis F. Benedit (1937-2011). Em
dezembro, ao final da Bienal elas passarão por nova reforma
ganhando novos layouts e emergindo absolutamente novas
para exposição.
Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo
de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta,
das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311 e 3212 2281 ou e-mail:
[email protected]
CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO
Memorial Erico Verissimo – Exposição permanente em dois
ambientes: Sala audiovisual e Biblioteca O Continente
(acervo)
Todos os sábados das 14h30 às 15h30 orientações para leigos
das 15h30 às 18h Práticas de tango
Quarta-feira - A primeiras de cada mês, 19h30 - Poetas
Iluminadas com Angélica Rizzi
Curso Francês – Toda terça-feira das 14h30 às 16h - Tout en
Français e Toda quarta-feira das 15h às 17h - Un mois un
peintre
28,29 e 30/11/13 - Linguagem de Fronteira / Fronteiras da
Linguagem Des Langages de frontiere / Les frontieres du
langage
30/10/13 à 31/01/13 - Exposição de Edgar Vasques (Flyer e
release anexo)
01/11/13 à 17/11/13 - Feira do livro
21 e 22/11/13 das 19h30 às 22h30 – Curso Narrativas Seriadas
– projeto de Jorge Ghiorizi – Cena Um
23/11/13 às 11h – Mesa redonda com Edgar Vasques
Exposições têm entrada franca. Visitas guiadas para escolas
podem ser agendadas no (51) 3221.6872.
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail [email protected].
br (enviar nome completo, CPF, e-mail e nome da Escola ou
pelos telefones (51) 3226.5342 - 3226.7974, de segunda à
sexta-feira, das 13 às 18h.
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA
Toda a programação da CCMQ tem o patrocínio do Banrisul
26/10 a 17/11 - Estúdio Hybrido expõe xilovraguras de
oficinandos com deficiências sensoriais. Sala Radamés
Ganatalli. Gratuito
Até 24/11 - Exposição homenageia os 75 anos de Henrique
Fuhro, curadoria de Renato Rosa. Espaço Vasco Prado do
Museu de Arte Contemporânea do RS (MAC/RS) Gratuito
30/10 - 10h e 14h30 - Espetáculo infantil de Hermes Bernardi
Jr traça relação entre as cores e o humor. Teatro Carlos
Carvalho
31/10 - 12h30 - Uruguaio Leo Sosa abre nova edição do
Quindim do Quintana. Travessa dos Cataventos. Gratuito
01/11 – 21h - Subtropicais lança CD Produto da Maternidade.
Teatro Bruno Kiefer
01 a 30/11 - Mostra fotográfica revela a conquista da
cidadania. Hall Leste e Hall Oeste
01, 13/11 – 19h às 22h - Casa de Cultura parceira no projeto
Feira Além da Feira. Mezanino
Brinquedoteca oferece hora do conto com agendamento de
escolas. Os contatos podem ser feitos no local, pelo telefone
3225.7089 e e-mail: [email protected]
MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
Até 10/11/2013 - Bienal do MERCOSUL
Entre 28 e 17 de novembro - autógrafos Coletivos da Feira
do Livro
19/11/2013 a 30/11/2013 - Exposição 22 Anos do Nuances.
TEATRO DO SESC
Atrações Arte Sesc - Cultura por toda parte em Porto Alegre
Música, teatro e ações formativas na área cultural compõe a
agenda de outubro e novembro na Capital
29 e 30/10 – 20h - Murro em Ponta de Faca. Gratuito
30/10 – 14h às 18h - A Luz Na Cena / Criação e Montagem.
Aula aberta com Beto Bruel. Inscrições gratuitas por e-mail:
[email protected]
31/10 – 20h - Sonora Brasil Sesc – Espetáculo Duo
Cancionâncias (MS/RS) Gratuito
7,14,21 e 28/11 - Especial: Quintas do Humor Sesc Programação Exclusiva aos Comerciários
07/11 – 20h - Iotti – Radicci Stand Up
14/11 – 20h - André Damasceno – Humor à Primeira Vista
21/11 – 20h - Guri de Uruguaiana – Os Causos do Guri de
Uruguaiana
28/11 – 20h - Paulinho Mixaria – Humor à Moda Antiga
08 e 09/11 – 20h - Espetáculo Coisarada
13, 27 e 29/11 - Especial: Dia Nacional da Consciência Negra.
Gratuito. Café Sesc Centro
29/11 – 20h - Alabê Oni. Gratuito.
01/11 – 20h e 02/11 – 18h e 21h - Espetáculo Isso é o que
ela Pensa
01 a 31/11 - Exposição Pequenos Lugares - Visitando o
universo infantil. Gratuito
02/11 – 11h30 às 13h30 – É Em Dezembro! Clube do Choro.
Espelho D’água Sesc Centro. Gratuito
05/11 – 20h - Espetáculo Quanto pesa um elefante? - Circuito
Universitário – UFSM. Gratuito
13/11 – 20h - CineSesc em Salas - Filme Gravataí – Um Rio em
minha vida. Gratuito
18/11 – 20h - Sesc Música Funkalister
20/11 – 20h - Sesc Música Mocochinchi Folksom - Wander
Wildner
22 e 23/11 – 20h e 24/11 – 18h - Sesc Música Brasília Seis por
Três. Ingresso 1 Kg de alimento que será doado ao Programa
Mesa Brasil
30/11 – 20h - Sonora Brasil - Quarteto Belmonte. Gratuito
TEATRO DE ARENA
1, 2 e 3/11 – Arthur de Faria e Seu Conjunto – 21h
7/11 – Música Autoral – 20h
8, 9 e 10/11 – Estranho Cavaleiro – 20h
16 e 17/11 – A Filha da Escrava – 20h
21/11 – Estréia – Pequenas Violências – Silenciosas e
Cotidianas – 20h
22, 23, 24, 28, 29, 30/11 e 01/12 - Pequenas Violências –
Silenciosas e Cotidianas – 20h
SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA
31/10 - 21h - 1, 2, 3, 7, 8, 9 e 10/11 - Quintas, sextas e
sábados - 21h e domingos - 20h - Incidente em Antares.
Teatro Renascença
31/10, 7 e 14/11 – 18h30 – Sonhe. A love work in a dream
process. Companhia da Arte
29/10, 5, 12 e 19/11 – 20h - V ao Cubo – Teatro Aberto. Sala
Álvaro Moreyra
29/10 – 19h30 - República do Rock. Escribas e Bandinha Di Da
Dó. Teatro de Câmara Túlio Piva
29/10 – 21h - Lançamento Oficial Renascentes. Teatro
Renascença
30/10 – 20h - Canções de Amor para Porto Alegre – Ricardo
Dias. Sala Álvaro Moreyra
30/10, 6, 13 e 20/11 – 20h - Teto de Vidro – Novas Caras.
Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito
30/10 – 20h - Quartas na Dança - Como Montar um Baile –
Silvia Canarim. Teatro Renascença
31/10 a 3/01/14 - Exposição do VII Prêmio Açorianos de Artes
Plásticas. Sala Aldo Locatelli – Paço dos Açorianos
1, 2 e 3/11 - Sextas e sábados - 21h e domingos - 20h –
Dentrofora. Teatro de Câmara Túlio Piva
8, 9, 10, 15, 16, 17, 22, 23, 24, 29 e 30/11 - Sextas e sábados
- 21h e domingos - 20h - Natalício Cavalo. Sala Álvaro Moreyra
14, 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24/11 - Quintas, sextas e sábados
- 21h e domingos - 20h - Marxismo, Ideologia e Rock’N’Roll.
Teatro Renascença
21 e 28/11 – 18h30 - Brasil Pequeno – Teatro Na Companhia.
Centro Cultural Companhia de Arte
26/11 – 20h - Shopping and Fucking – Teatro Aberto. Sala
Álvaro Moreyra
27/11 – 20h - Antígona – Novas Caras. Teatro de Câmara Túlio
Piva. Gratuito
Projeto Sempre Cultura - Sarau Musical Bar do Lupi - Quartasfeiras - das 18h30 às 20h - Gratuito
30/10 – Telmo Martins, 06/11 – Rafael Brasil, 13/11 – Luiza
Helena, 20/11 – Cigano e 27/11 – Ségio Rojas. Centro
Municipal de Cultura
Dança a La Carte - Apresentações de performances pocket
de dança no horário do happy hour. Quintas-feiras - 18h30
– Gratuito. 7/11 – Noche del Tango, 21/11 – Samba de Salão
- Grupo Alexandre Santos, 28/11 – Latin Day - Grupo Sabor
Latino. Centro Municipal de Cultura
26/11 – 20h - 3, 10 e 17 de Dezembro – Shopping and Fucking.
Sala Álvaro Moreyra. Gratuito
30/10 - Atelier Aberto. Visitas guiadas às dependências do
Atelier Livre e exposições. Quartas-feiras, das 14h às 18h
Até 19/11 - Exposição dos alunos do curso de Gravura/
Xilogravura. Espaço Alternativo do Atelier Livre. Gratuito
2 e 3/11 – 16h - O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Teatro
de Câmara Túlio Piva
16, 17, 23, 24 e 30/11 – 16h - Franky / Frankenstein. Sala
Álvaro Moreyra
05/11 – 20h - Sons Da Cidade. Caio Martinez, Rodolpho
Bittencourt, Alexandre Missel e Moreno Moraes. Teatro
Renascença
26/11 – 19h30 - República do Rock. Mirantes Rock e Tom
Bloch. Teatro de Câmara Túlio Piva
20/11 – 20h - Quartas na Dança. O Negro e o Rio Grande
do Sul: A Religião Espiritual entre Dois Mundos. Teatro
Renascença
Até 06/12 - Ângelo Guido. Exposição comemorativa aos 120
anos do nascimento de um dos mestres da arte no Rio Grande
do Sul. Paço dos Açorianos
Até 08/11 - Exposição de fotografia da cineasta alemã Ulrike
Ottinger. Porão do Paço Municipal
23/11 – 14h às 17h - Feira de Arte de Pequenas Obras. Atelier
Livre de Porto Alegre Xico Stockinger
22/11 - O Tempo da Natureza não Pertence aos Homens –
Maílson Fantinel. Porão do Paço dos Açorianos
26/11 - Exposição dos alunos do curso de Pintura. Atelier
Livre de Porto Alegre Xico Stockinger
26/11 a 31/01 - Inauguração da Pinacoteca Ruben Berta. Um
novo olhar sobre a coleção de obras de arte doada para a
Prefeitura em 1971 pelos Diários e Emissoras Associados
01 a 17/11 - 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. A SMC possui
estande com venda de suas publicações. Praça da Alfândega.
Lançamentos e Sessões de Autógrafos
CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO
Espetáculos e Atividades Diversas - Programação do Projeto
Usina das Artes
Bienal do Mercosul - 13 de Setembro a 10 de Novembro
Oficinas e Cursos informações pelos fones: (51) 3289.8100,
3289.8111, 3289.8112 e 3289.8140
Sala 209
09 e 10/11 – 20H30 - Eduardo Severino Cia de Dança e Anima
Cia de Dança. Espaçamento. Gratuito
22/11 – 20h - Discutindo a Dança, dançando. Gratuito
23/11 – 20h - Mostra de processo: Acuados. Gratuito
24/11 – 19h - Lírica
Sala 309
28/11 a 08/12 – Quinta a Domingo – 21h - Teatro Sarcáustico.
O Rinoceronte. Espetáculo resultante da oficina de
montagem do Teatro Sarcáustico 2013/2
Sala 400
02, 03, 09,10/11 - Sábados - 21h e Domingos - 20h Teatrofídico. Eu, Pessoa e os outros eus. O universo poético
de Fernando Pessoa
16,17,23,24,30/11 e 01/12 - Sábados 21h - Domingos - 20h Querem Acabar Comigo
Sala 402
17/11 – 15h às 20h - Farra de Teatro. Espetáculo criado a
partir da farra dos atores de Márcio Vianna. Comandado por
músicas e intercalado entre cenas e corridas. Gratuito
05 a 22/12 - Quinta a Domingo - 21h - Elivai Star La.
Espetáculo da oficina de formação de atores, criado a partir
do ambiente de um bar.
13, 14 e 15/12 – 19h – Folhetim. Fragmentos de peças e
crônicas de Nelson Rodrigues, apresentação dos alunos da
oficina de iniciação.
08/12 – 19h - Triângulo Amoroso. Improvisações dos alunos
da oficina de iniciação teatral. Gratuito
30/11 – 19h - Ensaio Aberto: Folhetim. Fragmentos de peças
e crônicas de Nelson Rodrigues. Gratuito
23/11 – 16h - Ensaio Aberto: Triângulo Amoroso. Improvisações
dos alunos da oficina de iniciação teatral. Gratuito
Sala 504
29, 30/11 e 01/12 – 20h - Cômica Cultural. Cíntia e Adriana
teatro musical
Sala 505
10, 17 e 24/11 – 15h - A Princesa E A Lua. Espetáculo infantil
do Grupo Leva Eu de Viamão
23, 29 e 30/11 – 21h - Trilogia Sensível. Espetáculo do Grupo
Neelic. Atuação e dir. de Desirée Pessoa
17 e 24/11 – 17h - Futebol, Nossa Paixão! Livre Adaptação do
texto Corinthians, meu amor, de César Vieira. Praça da Usina
(estacionamento) Teatro de Rua. Gratuito
2, 9, 16, 23 e 30/11 21h - Tebas ou a Trilogia Tebana.
Adaptação das Tragédias Gregas de Sófocles. Píer da Usina
– Entrada pela Galeria dos Arcos.
3, 10, 17 e 24/11 – 21h - Rei Momo – Livre adaptação do Texto
homônimo de Cesar Vieira. Exercício Cênico de conclusão da
Oficina de Teatro em Avanço para o Poder Popular. Sala 505.
5º andar. Gratuito
22/11 – 21h - Sarau Musical: Nancy Araújo. Show de Nancy
Araujo, interpretando MPB. Sala 505. 5º andar. Gratuito
Interstícios Cênicos. Experimentação e improviso teatral.
Quartas-Feiras de novembro e dezembro, das 14h às 17hs.
Sala 505. 5º andar. Gratuito
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Gaudêncio Fidelis - Diretor do MARGS e Doutor em História da Arte
Fotos Raul Holtz
A Bienal do Mercosul é indispensável
A Bienal do Mercosul, agora em sua nona edição, é
um empreendimento que tem se mostrado fundamental
para construir um senso de comunidade, constituída pelo
empresariado, pelos profissionais da classe artística, pelos
interessados em arte e por todos aqueles que acreditam na
produção artística como uma alavanca de mudança. A Bienal é igualmente uma plataforma de formação intelectual
e profissional: por meio dela, os empreendedores encontram maneiras de conviver e aprender com a arte, assim
como novos profissionais formam-se na área, a exemplo de
curadores, produtores, designers, montadores, profissionais
de museus, arte-educadores e técnicos das mais diversas
áreas de atuação. Além disso, novos públicos consolidam-se
nesse movimento que tem como centro gravitacional uma
das maiores exposições de arte do mundo.
Os museus e as instituições locais crescem nesse processo à medida que se desenrola uma considerável logística
operacional necessária à constituição dessas exposições. Os
museus aprimoram-se e qualificam-se em termos materiais
e de seu quadro de pessoal; o público cresce e participa
dos eventos; a interligação entre a comunidade artística
e lideranças empresariais abre novas frentes de diálogo,
interatividade e participação. A Bienal ativa esse processo
e também o consolida como nenhum outro projeto artístico
e cultural, pois a intensa atividade de trabalho necessária
para colocar uma exposição internacional de tal envergadura em funcionamento exige um considerável envolvimento
pessoal e profissional. Nesse trajeto, todos se tornam mais
envolvidos com a arte e participam dessa comunidade de
maneira mais intensa.
Há, contudo, outro indispensável papel que a Bienal
desenvolve: aquele de ser uma constante formadora de
novas gerações de profissionais que farão o futuro de nossas
instituições, da qualificação dos bens de serviços na área de
arte e cultura e das diversas formas de atuação no campo
das exposições. Uma vez tendo passado pela experiência
de uma Bienal, esses profissionais jamais serão os mesmos.
Eles se qualificam, crescem e aprimoram suas capacidades. Mesmo que nada disso fosse um fato comprovado,
ainda assim restaria a convivência com a arte, o que é
em última instância a própria razão de ser das bienais.
O fato de a Bienal do Mercosul estar localizada às margens dos grandes centros de produção artística mundial
faz dela um empreendimento ainda mais indispensável.
É justamente nessas áreas geográficas mais isoladas que
a importância das Bienais é maior. Não por outra razão,
bienais como as de São Paulo vem (infelizmente) perdendo importância a cada dia (independentemente da sua
atual desorientação política), a menos que esta voltasse
a entender que seu papel de articulação se determina
não por uma desmesurada e excêntrica relação com o
contexto internacional, mas principalmente com uma
dimensão local que lhe pertence – nesse caso, o brasileiro.
A Bienal do Mercosul deve ter como centro gravitacional
os países do Mercosul, sem perder de vista a América
Latina, vocação pela qual ela se consolidou.
Vislumbrar uma perspectiva transformacional para a
Bienal do Mercosul, com suas exposições e seus projetos
educativos, é refletir sobre sua capacidade de gerar mudanças consideráveis através da densidade da produção
artística, densidade que só pode ser obtida com um significativo volume de produção que propicie a discussão,
o aprendizado e a experiência qualificada (e intensa) no
interior da convivência do indivíduo com as manifestações
artísticas. Por todas essas razões, a Bienal do Mercosul é
indispensável, e seus efeitos mostram-se cada vez mais
promissores para as gerações futuras.
Por Neidmar Roger Charão Alves - Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Cientista social
sociólogo, ator, diretor e dirigente no SATED/RS
O Conselho Estadual de Cultura
tem nova câmara diretiva
vidades práticas do CEC/RS através de sessões plenárias
públicas, recebendo a demanda de produtores culturais,
debate com o universo acadêmico quanto ao desenvolvimento social que a atividade cultural pode proporcionar
as comunidade regionais. Novas ferramentas como um
moderno sitio eletrônico, desenvolvido junto à assessoria
de comunicação da Secretaria de Cultura do Estado, com
objetivo de interagir com os Conselhos Municipais de
Cultura, promover auxilio a gestão pública no sentido de
que a maioria dos municípios do RS estejam articulados
com as políticas públicas de Estado organizados pelo
Sistema Nacional e Estadual de Cultura. Para tanto, em
março de 2014, estaremos promovendo o 1º encontro de
Conselhos Municipais de Cultura do RS. Outra ação é a
de aproximação com a UVERGS (União de Vereadores do
RS), a fim de instrumentalizar as câmaras municipais para
que provoque o poder executivo municipal do sentido de
que sejam respeitadas as culturas populares, colegiados
setoriais articulando a criação de leis de fundos municipais.
Manutenção do diálogo com o CODIC/FAMURS articulando a promoção de órgãos gestores públicos, capazes de
interferir com ênfase na política pública municipal.
No Sistema Pró-cultura LIC, estamos focados no reconhecimento da matriz produtiva de ampla diversidade,
minimização dos aspectos burocráticos buscando mais
agilidade processual reunindo mensalmente com a Diretoria de Economia da Cultura SEDAC/RS.
APOIO:
Colegiado composto por vinte e quatro conselheiros
titulares, onde dois terços eleitos pelas entidades culturais
habilitadas, representando a sociedade civil e um terço
indicado pelo governo através da Secretaria de Estado
da Cultura o CEC/RS é responsável, conforme a artigo
225 da constituição estadual por: ordenar os recursos
oriundos do financiamento público à cultura. Promover
conforme o Sistema Estadual de Cultura as diretrizes
que vão orientar as políticas públicas de Estado para o
setor e fiscalizar as atividades financiadas pelos recursos
públicos. A entidade atualmente sediada no Memorial do
Rio Grande do Sul aguarda a finalização da reforma de
sua sede definitiva situada na rua Dr. Flores, 105 - onde
poderá receber, no conjunto de salas disponibilizadas pela
SEDAC/RS, produtores, artistas, gestores e interessados
no debate cultura do nosso Estado.
A nova câmara diretiva, eleita em vinte a quatro de julho
do corrente ano, composta por Adriana Donato, Vice-presidente, Susana Frölich, secretária-Geral e Loma Pereira,
Assessora Especial. O principal compromisso assumido
pela nova gestão é o de garantir a representatividade da
sociedade civil, a partir do amplo diálogo garantindo os
direitos e o controle social da atividade cultural no Estado,
respeitando o papel das dimensões simbólicas do reconhecimento cidadão, promovendo a economia originária
do processo cultural.
Para tanto estamos aplicando medidas colaborativas
como a parcerias com o Consórcio das Universidades Comunitárias do RS, produzindo a descentralização das ati-
Fotos Pedro Simões
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Rogério Ratner - Músico, escritor e pesquisador da música feita no RS
Outros lugares legais
na noite de Porto Alegre
Embora a grande maioria das casas noturnas ofereça
basicamente o velho esquema das bandas cover/festas, felizmente
estamos vendo surgir e/ou consolidar-se bares que vêm, em maior
ou menor grau, abrindo espaço para trabalhos de autoria própria
e/ou em que a qualidade musical, independentemente do apelo
comercial, é que dão o tom. Locais deste tipo fazem muita falta na
noite da capital gaúcha, e estamos sempre na expectativa de que
novos endereços interessantes surjam, pois a demanda de espaços
é muito grande por parte dos criadores locais, que têm, em muitos
casos, ficado restritos aos teatros como opção para apresentações.
De fato, atualmente – e desde há um bom tempo vem sendo assim,
infelizmente - são poucos os espaços que, nas noites do final de
semana, oferecem essas opções, pois ou estão dedicados a festas
com DJs, ou oferecem baladas embaladas por covers. Sabemos
que este é o maior filão da noite, e evidentemente as casas têm
que faturar para se viabilizar comercialmente, mas realmente são
sempre bem-vindos locais em que a música autoral (ou mesmo não
autoral, mas que não tenha como única proposta agitar a festa)
seja a atração principal nas noites de sextas-feiras, sábados e
domingos. Geralmente as brechas que surgem nas casas noturnas,
para um esquema diferente, ocorrem durante a semana, o que,
naturalmente, dificulta a presença do público que trabalha cedo
no outro dia ou tem filhos na escola. Seja como for, merecem ser
louvadas as iniciativas, independentemente do dia da semana em
Foto Cristine Rochol
que surgem estas brechas.
Merecedor dos maiores aplausos é o Café Fon fon, que é
comandado por um dos mais ilustres casais da cena musical
gaúcha, os talentosos instrumentistas e compositores Luisinho
Santos e Bethy Krieger. Evidente que, com a curadoria da dupla,
está garantida a alta qualidade musical, inclusive nas noites
do final de semana. Há tempos não tínhamos mais de uma casa
noturna dedicada ao jazz, à música instrumental e a MPB de
qualidade no cenário de Porto Alegre. Neste sentido, o Café Fon
Fon junta-se, claro, com o tradicional Odeon, da rua da Ladeira.
Mais no esquema referido da festa/cover no final de semana,
mas que abrem espaços alternativos, digamos assim, durante
as noites dos dias da semana, além dos tradicionais Ocidente
e Opinião, há outros locais a destacar. O Insano Pub, nas noites
de segunda-feira, conta com a The Brothers Orchestra, uma big
band de alta potência, além de incluir shows de artistas com
repertório próprio em outros dias da semana. O Dhomba bar
vem também reservando espaços em sua agenda para trabalhos
próprios. E o Clube Silêncio vem com a interessantíssima proposta
(principalmente para nossotros, músicos), de exigir silêncio
do público durante os shows, proposta muito bacana e que
valoriza a música e realça a qualidade artística. Na sequência
destacaremos mais lugares legais para ir.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena
Meu ídolo Patrice Chéreau
Foto Divulgação Poa Em Cena - Chéreau
Ele chegou sozinho, vestido de preto dos pés a
cabeça, com uma pequena mala na mão e nada mais.
Quando o reconheci, através da parede de vidro
que separa os que chegam e os que esperam os que
chegam, senti meu coração bater forte, acelerado. A
poucos passos de mim, ao meu alcance, meu diretor
teatral preferido me procurava em meio à multidão.
Meio nervoso, fiz sinais em sua direção e quando
percebeu, abriu um sorriso tímido e agradecido.
Meu ídolo teatral sorria para mim. Patrice Chéreau
acabava de desembarcar em Porto Alegre, e eu
estava ali para recebê-lo, levá-lo ao hotel, mostrarlhe a cidade, acompanhá-lo ao Theatro São Pedro
onde, no dia seguinte, nos mostraria o espetáculo “O
Grande Inquisidor”, onde, além de assinar a direção,
ele mesmo encarnaria o célebre personagem de
Dostoiévski, aquele que, séculos depois, mais uma
vez condenaria o Cristo em sua volta à Terra.
Foi realmente emocionante encontrar Patrice
Chéreau, o artista mais decisivo em minha formação
teatral. Ninguém me fascinou tanto como ele, e nada
no teatro me arrebatou mais do que suas encenações.
Seu refinamento, aliado à sua transgressão, moldou um
dos artistas mais expressivos do século XX. Chéreau
aliava seu amor aos clássicos, às tragédias gregas
e às peças de Racine, ao que de mais moderno era
produzido por dramaturgos emergentes do cenário
teatral contemporâneo. Surpreendeu o mundo
ao montar “Na solidão dos campos de algodão”,
de Koltés. O documentário “Une autre solitude”,
de Stéphane Metge, produção de 1996, mostra os
bastidores e os ensaios dessa encenação primorosa,
a paixão incandescente de Chéreau pelo texto
surpreendente. Foi também o primeiro a montar o
grego Dimítris Dimitriádis, autor de “A vertigem dos
animais antes do Abate”, atual “enfant terrible” da
cena europeia. É impossível deixar de registrar sua
parceria com a atriz Dominique Blanc, da qual a
plateia porto-alegrense teve o privilégio de assistir, em
2009, “La Douleur”, uma das peças mais avassaladoras
que já assisti. A montagem dilacerante arrebatou o
público, que a aplaudiu por mais de quinze minutos.
Apolíneo e corajoso, Chéreau buscava cada vez mais a
essência da cena pura, a beleza bruta e bela, o teatro
de reflexão social. Conseguiu.
Meu diretor preferido também se dedicou, durante
toda a vida, à opera e ao cinema e foi no cinema, com
“A Rainha Margot”, que conseguiu o maior sucesso
de sua carreira fulgurante. Com Isabelle Adjani no
papel título, Daniel Anteuil e Virna Lise no elenco,
trilha sonora excepcional - de Goran Bregovic, o filme
arrebatou prêmios e elogios mundo afora. Outros
títulos cinematográficos importantes foram “Irmãos”,
“Gabrielle”, e “Those Who Love me can take the
train”, alguns nunca lançados no Brasil. Outra paixão
fulminante foi a ópera e Chéreau era imbatível em
suas montagens de Wagner e Mozart. “Così fan tutte”
é adorável.
Um câncer intermitente o acompanhou nos últimos
anos, mas ele trabalhou sempre, até o fim. Ao nos
deixar dias atrás, aos 68 anos, Patrice Chéreau deixa
gravado seu nome na arte contemporânea como um
de seus arautos mais vigorosos. Sou e serei grato a
ele para o resto de minha vida. Por sua trajetória
cênica, por sua coragem e por me mostrar o sentido
mais essencial do teatro. Chéreau era um esteta, um
profeta, um artista maiúsculo. Como Pina Bausch,
sua obra irá reverberar ainda e sempre nos nossos
corações e mentes. Ao esteta, ao profeta e ao diretor
extraordinário, eu digo: muito obrigado, Patrice
Chéreau.
Foto Márcio Peixe
Por Camilo de Lélis - Teatrólogo
Quatro sonetos em redondilha
Fogo de Palha
Quebranto
Des/encontro
Açougue Tupinambá
A saudade se apresenta,
trazendo o velho dilema;
feito onda que arrebenta,
nos versos deste poema.
O Amor, com asa ferida,
escondeu-se noutro canto.
Uma tristeza, um quebranto,
trouxe azar à minha vida.
Meu coração bate o sino,
dá o alarme de perigo.
Com um rubor de menino,
quero falar, não consigo.
Meu coração em postas
te ofereço fatiado,
bem assim, despedaçado,
da maneira que tu gostas.
Eu nem sei por que escrevo,
numa tal situação se, de fato, não me atrevo
a arriscar-me a outro “não”.
Meu gesto tornou-se lento,
minha vontade se oculta.
No trânsito, eu levo multa,
não consigo estar atento.
Encharco de suor a roupa,
minha mão treme, indecisa;
boca seca - pressa louca -,
fecho o botão da camisa.
Podes pôr molho madeira,
vai ficar bem temperado;
vinho tinto equilibrado,
culinária de primeira.
Faz um ano mais um mês,
que andei a te esperar meus e-mails, tu não lês...
Não sei explicar meu caso
- ou resumir a quem pede -,
nestas linhas, verso a verso.
Sou a bola sem o jogo sempre que cruzo contigo
- um incêndio sem o fogo.
Cozido contemporâneo
(à moda tupinambá),
autêntico ou...sucedâneo.
Já não me queres amar teu fogo queimou de vez,
meu fogo custa a apagar.
O meu sol entra no ocaso,
o Bem de mim se despede bate na porta o Perverso.
Com angústia, alma aflita
- o sinal abre -, não ligo,
nem ouço a gente que grita...
- Queres? A casa te dá
desse prazer momentâneo.
Amor, porém, já não há.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura
Foto Arquivo Pessoal
Invasão ou compartilhamento?
O tema é fascinante. Tem todos os elementos para se
transformar no assunto principal de nossas vidas, falo de
quem participa dos acontecimentos sociais, lê os veículos
de comunicação, se comunica através da Internet ou dos
telefones sejam eles fixos ou celulares, enfim, de quem
interfere na interação social como ela é, hoje.
Você aceita que alguém publique uma matéria, contendo
opinião diferente ou igual á sua, a qualquer momento, em
sua página do Facebook?
Você fica satisfeito ou incomodado quando alguém
“invade” sua apresentação, que reflete sua “imagem”, a
qualquer hora do dia ou da noite?
Ou preferiria que lhe pedissem permissão? Uma solicitação de compartilhamento?
Por trás dessas atitudes bem diferentes, está uma
pequena virtude chamada Educação, que a gente traz de
berço, ou seja, aprende com o que nos transmitem nossos
pais.
Logo que você deixa de ser uma, digamos criança, e pela
idade (cada vez mais cedo) penetra na convivência geral
da sociedade, passa a curtir o mundo dos adultos, passa a
enfrentar os sinais, conceitos, posições, opiniões e se torna
um interveniente nos sistema sociais em andamento.
Então, diante de um computador, com o domínio sobre
a técnica que favorece mil vezes mais as crianças do que
os adultos, porque essas, com o espírito virgem, aberto
para qualquer impressão ou transferência externa, aprendem a dominar o equipamento e ultrapassam em larga margem os espíritos mais velhos e treinados e amolgados pela
experiência e os anos de vida, mais se torna contundente
esta intervenção.
Fica difícil, às vezes, explicar para estas pessoas que
estão chegando por cima ao mercado e se afirmando nele
em alta velocidade, que é preciso PEDIR LICENÇA, ou pelo
menos solicitar algum tipo de permissão, sorrir e pedir
desculpas. Limites é o nome disso.
Mas, esse é o presente na rede Web. Nem é o futuro.
Cada vez mais será necessário mostrar que a educação
ainda tem um precedente indiscutível e submeter nossos
contatos ao sistema que disciplinou durante tantos anos
a Humanidade, separando-a dos bovinos e dos macacos,
sem falar nas feras, às vezes menos selvagens que muitos
humanos...
E “pirataria” pode dar 3 anos de prisão...
Por Adeli Sell - Escritor e Consultor
Estamos emporcalhando
nossa cidade
A palavra “emporcalhar” vai gerar
protestos, eu sei. Mas é isto que estamos fazendo com nossa capital. Quem se
criou no campo, tratando porcos, sabe
do que eu falo. Querem algo mais nojento do que chorume regando o asfalto, lambuzando nossos calçados com os
quais entramos em nossas casas?
Querem algo mais asqueroso do que
aquela montoeira de lixo espalhada ao
lado dos contêineres? Caminhem pelo
Centro Histórico. Na Riachuelo com a
Marechal Floriano é impossível passar
sem tapar o nariz, desviar o caminho e
caminhar pelo meio da rua, porque toda
a esquina está tomada de lixo. E não é
só ali.
Milhares e milhares de porto-alegrenses absorvem diariamente pelas narinas
o cheiro podre que exala dos contêineres
implantados na nossa cidade. Em qualquer lugar moderno e civilizado tem contêineres para o lixo orgânico e outro para
o lixo reciclável. Em Porto Alegre, não é
assim.
Acreditava que esse cenário pudesse
mudar com o anúncio de nova licitação
proposta pela prefeitura, prevendo dobrar a quantidade de contêineres na cidade, passando dos atuais 1,2 mil, para
2,4 mil equipamentos. Será mantida,
entretanto, a coleta única e exclusiva
de resíduos orgânicos nestas unidades, o
que todos sabem só ocorre na teoria.
Não é preciso ir longe para conhecer
outra realidade bem diferente. Caxias do
Sul, na serra gaúcha, dispõe de conteine-
rização diferenciada. Um para os resíduos orgânicos e outro para os recicláveis.
E lá existe a lavagem dos contêineres de
três em três dias. Por que não incorporar o que próximas fazem melhor do que
nós?
Os mais velhos devem recordar com
saudades dos anos 90, quando implantamos a coleta seletiva em Porto Alegre,
beneficiando primeiramente o bairro
Bom Fim. O programa foi progressivamente ampliado até agosto de 1996,
quando todos os bairros passaram a ser
atendidos. E como está agora?
Nem é preciso falar, porque todos
veem que é uma zorra total. Faça-se
justiça que o novo Diretor começou sua
gestão fazendo algumas incursões corretas para debelar focos de lixo pela
cidade. Mas parece que nosso diretor
está perdendo a batalha para o “emporcalhamento” da cidade, pelas razões
que coloquei, somados aos erros administrativos e técnicos e por esta cultura
de condescendência com os carrinheiros
e carroceiros.
Também não dá para desdenhar o
comportamento da população que teima
em jogar lixo na rua. Por onde quer que
se ande, montoeiras de latinha e papel,
sem falar nas bitucas de cigarro que estão por todos os lados. Sem esquecer
os chicletes que teimam em grudar nos
nossos sapatos. Tudo o que é inservível é
descartado ali mesmo, sem se importar
com a cidade, a limpeza, a estética, a
saúde. Sim, saúde, porque isto não pode
Foto Arquivo Pessoal
fazer bem a ninguém.
Pode parecer fruto de uma mente
conservadora, mas o cuidado com a cidade exige uma disputa de espaço em
que necessariamente deve ganhar o interesse da maioria: limpeza, iluminação,
manutenção e acessibilidade. Mesmo a
mais culta das criaturas poderá sucumbir
ao meio e se permitir um papelzinho no
chão quando num cenário de depredação. De que importa? É só uma bituca.
Ou, infelizmente, eu não trouxe o saquinho. De maior ou menor gravidade, os
crimes são cometidos diariamente, e isto
só tem contribuído para uma concepção
coletiva de impunidade e irrelevância
com aquilo que é coletivo.
Sujeira gera sujeira, depredação gera
mais depredação. O lixo largado nas ruas
vai parar nos esgotos pluviais, gerando inundações a cada chuvarada. Como
ensinar uma criança a não jogar lixo no
chão, se o seu entorno está coberto de
lixo alheio, tolerado e quase institucionalizado? O vandalismo e a sujeira são
parceiros inseparáveis, bem como a percepção de insegurança da comunidade.
Cestos destruídos, lixo espalhados,
monumentos roubados, cocô de cachorro nas calçadas, o encanto da cidade se
perde, junto com o humor de quem não
consegue andar sem sobressaltos pelas
ruas. Mas Porto Alegre pode melhorar.
Depende só de nós.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Duas décadas divulgando a cultura da nossa terra
“Numa sociedade onde impera a lavagem cerebral,
todo pensador que enxerga a deterioração da cultura,
tem que se ver na obrigação de ser reacionário, anacrônico
e acima de tudo: um déspota intelectual.”
Marcos Ribeiro Ecce Ars
Há duas décadas iniciamos uma longa viagem em prol da nossa cultura.
Olhando para trás, vemos que muitos foram os obstáculos ultrapassados e percebemos que muitos ainda o serão.
Neste ano, em que comemoramos mais um ano, estamos conscientes que o nosso foco tem sido sempre em fazer
o nosso melhor, com o objetivo de sermos o melhor que podemos ser e não com o desejo egoísta de alcançar o
sucesso a qualquer custo.
O que nos uniu ontem nos une hoje e garantirá o nosso futuro, é a presença constante de uma equipe altamente
qualificada, com os olhos sempre voltados para o futuro, com esperança, profissionalismo, muita garra e
determinação, muito entusiasmo, sempre trabalhando com ética e honestidade para bem informar nossos leitores.
Estamos cumprindo nosso objetivo de colocar a cultura do nosso Estado acessível para todos, não apenas para os
gaúchos, mas também para que todo o Brasil saiba que aqui temos grandes artistas e intelectuais, que a grande
mídia parece ter esquecido ou não tem interesse em divulgar os trabalhos dos nossos criadores das artes, que não
ficam devendo nada para outros profissionais da área.
É isso que faz o jornal Usina do Porto uma publicação com credibilidade.
Todo o sucesso que alcançamos é fruto de um trabalho árduo, é uma mera consequência.
Que esta filosofia posso continuar nos guiando durante muitos anos.
Aos nossos colaboradores, colunistas, articulistas, anunciantes, apoiadores e leitores obrigado
pelo empenho em fazer do Usina do Porto uma publicação imprescindível na área cultural.
Parabéns a todos pelos nossos 20 anos!
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Fotos Divulgação do Artista
Por Alfredo Aquino - Artista plástico, curador de exposições, escritor e editor
GONZAGA
A eliminação da ênfase
“A comunhão com a natureza, realizada
por Gonzaga, é tão significativa e ele a transmite por meio de suas obras e textos, comovendo-me profundamente, porque eu a sinto
de maneira semelhante. Poderia atribuir-lhe
os mesmos termos de meu manifesto do Naturalismo Integral, que escrevi na Amazônia, na
bacia do Alto Rio Negro, numa quinta-feira,
03 de agosto de 1978.
O Naturalismo Integral de Gonzaga é alérgico a toda forma alienante de poder ou da
metáfora do poder. O único poder que ele reconhece não será este, destruidor e abusivo,
o da sociedade, mas aquele outro, purificador e catártico, o da imaginação a serviço da
sensibilidade. O naturalismo assim concebido
diferencia-se radicalmente do realismo, que
é sempre a metáfora do poder. Isso implica
não somente numa maior organização da percepção, mas também, num maior desenvolvimento humano.
O naturalismo integral de Gonzaga se faz
da paixão e da iniciação. Numa carta que o
artista escreveu-me em 12 de agosto de 2001,
ele declara: Quero embriagar-me com tanta beleza, com a beleza da natureza. Não
se trata de alienação. A alienação é o fato
de, contra ela, NATUREZA, se cometer tanta
violência.
O percurso poético integral de Gonzaga repousa sobre a recusa radical a esse tipo de
alienação. Sua cultura identifica-se plenamente com o conceito da vitalidade global da
natureza. É na potência cósmica da fecundação que a natureza detém o mistério da vida.
É a partir dessa magia fundamental que o
artista procura exprimir-se com suas esculturas, numa linguagem formal que não é nem
descritiva nem metafórica, mas emblemática
e simbólica sobre os elementos da Natureza
profunda.” – Pierre Restany, Paris 2002
Considerado pelo crítico de arte francês
Pierre Restany como um dos mais importantes escultores brasileiros contemporâneos,
GONZAGA, com a sua defesa incondicional da
Natureza se faz uma voz autorizada e presente, nesse momento assombrosamente
caótico e de generalizada omissão cínica,
em que o meio ambiente e a própria Humanidade encontram-se em risco grave pelos
desmandos da cupidez continuada. A ARTE de
Gonzaga se faz presente da mesma maneira
severa, corajosa e solitária como o foi o grito
desferido por Picasso (com o monumental painel GUERNICA) no meio da sombria noite do século, na qual todos se
sentiam resignados e impotentes.
O mundo transformou-se, a arte
tornou-se (pela escolha oportunista e
cabotina de alguns) midiática e espetacularizada, alguns artistas fizeram-se
célebres com escândalos, com crimes e
escatologia, muita coisa virou entretenimento na semântica veloz dos meios
eletrônicos. No entanto, o escritor Jorge Luiz Borges ao observar a gritaria
ao redor, os bumbos e os estampidos,
bem com a estridência das palavras
de ordem com relação à Arte, ponderou
que a ênfase seria o outro sinônimo para
a vulgaridade e seus clichês. A verdadeira Arte, mais profunda e reflexiva, estaria na eliminação dessa ênfase na busca
mais rigorosa e sintética da originalidade
para uma Arte de permanência no Tempo
e para a construção cultural da própria
Civilização.
GONZAGA comunga com esse princípio de recato e silêncio e produz a
sua arte escultórica, isenta de ênfases, avessa à demagogia ideológica e
aos holofotes artificiais de celebrizações
efêmeras. O artista trabalha com as suas
fontes mais intangíveis – a sua imaginação e
o tempo.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Osvaldo Santucci Jr. - Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro
O universo da Feira do Livro
está chegando
Novembro está chegando e com ele mais uma
Feira do Livro de Porto Alegre: desta vez a 59ª
edição – que acontecerá de 1º a 17 de novembro.
Como todos os anos, a Câmara Riograndense do
Livro está se esmerando nos preparativos para oferecer para a população da cidade, e aos visitantes
de outros municípios, um cardápio de qualidade e
variado de manifestações culturais.
Este ano a Feira terá sua estrutura modificada
em razão do início das obras no Cais Mauá. A Área
Infantil e Juvenil do evento funcionará na Avenida Sepúlveda (entre Avenida Mauá e Rua Siqueira
Campos). Ali estarão o Teatro Sancho Pança, o
Centro Cultural Móvel do Sesi, o QG dos Pitocos, a
Biblioteca Moacyr Scliar, a Estação da Acessibilidade e as barracas dos livreiros, além de estandes
institucionais de apoiadores. No total serão 104
expositores na Área Geral, 12 na Área Internacional
e nove na Área Infantil e Juvenil.
Os números da feira dão uma ideia do que
espera o porto alegrense em novembro, na Praça
da Alfândega: serão 700 sessões de autógrafos,
mais de 170 eventos em salas (mesas-redondas,
palestras, seminários), 30 oficinas com 50 módulos de criação, 47 eventos artísticos e culturais,
expressiva presença da literatura internacional,
área exclusivamente dedicada a crianças e jovens
com mais de 100 eventos, entre outros.
Fotos Luis Ventura
Nosso parque editorial demonstra uma maturidade que se iguala a outros mercados nacionais e
internacionais. A Feira propicia encontros, entre
editores, escritores, livreiros, agentes. Nesta
edição, esses encontros serão orientados a gerar
negócios, o que já vem acontecendo de forma
espontânea.
O país homenageado deste ano é a Alemanha.
Entre as razões estão os 190 Anos da Imigração
Alemã no Rio Grande do Sul e o fato de que 2013
é o Ano da Alemanha no Brasil. Além disso, o Brasil
será homenageado na Feira do Livro de Frankfurt,
que acontecerá de 9 a 13 de outubro. Por conta
disto, haverá forte presença de escritores alemães
na Feira e uma série de atividades, em parceria
com o Goethe Institut.
Enfim, esperamos que todos participem desta
feira, especialmente as crianças que estão se
iniciando na leitura. Para elas, temos uma programação especial, com contadores de estórias,
encontros com autores, teatros – inúmeras formas
para que comecem a gostar e a se encantar com o
poder mágico dos livros.
Boa Feira do Livro a todos.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Aldryn Sonis - Nutricionista Dermogral Moinhos CRN2 11230
Raspberry Ketone
Foto Foto Studio Rainer Telini
O novo termogênico natural
e regulador do hormônio adiponectina
A Adiponectina é uma proteína expressa exclusivamente pelo tecido adiposo, que vem demostrando importantes efeitos sobre o metabolismo. Diferentemente
da maioria das proteínas secretada pelos adipócitos,
sua expressão diminui à medida que o tecido adiposo
aumenta e sua concentração encontra-se reduzida em
indivíduos obesos ou resistentes à insulina. Além disso,
indivíduos com concentrações circulantes elevadas de
adiponectina estão menos sujeitos ao desenvolvimento
de diabetes tipo II, quando comparados aqueles com
concentrações reduzidas.
Raspeberry ketone (Cetona da framboesa) é um
composto fenólico natural da framboesa vermelha que
funciona como regulador do hormônio adiponectina. A
administração dietética deste suplemento foi avaliada e
aumentou significativamente a lipólise (queima de gordura), a expressão e a secreção de adiponectina, aumen-
tou a oxidação de ácidos graxos e diminui a acumulação
de lipídios. Estes resultados sugerem que o Raspeberry é
uma grande promessa na perda de peso e na queima de
gordura corporal.
É um nutracêutico indicado como:
- Antioxidante;
- Termogênico;
- Melhora na elasticidade da pele;
- Auxiliar no tratamento de alopecia.
Vantagens: Raspberry ketone é um extrato concentrado , para obter o mesmo benefício a partir do fruto
inteiro, o consumo seria de 90 kg de framboesas.
Consulte seu/sua nutricionista para melhores opções
de como encaixar este suplemento no seu dia-dia e dosagens diárias deste suplemento.
Foto Arquivo Pessoal
Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193
Vitamina D
A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel encontrada em
poucos alimentos, mas o próprio corpo humano é capaz de
produzi-la após exposição a raios solares.
Pode ser encontrada em duas formas, a vitamina D2, ou
ergocalciferol e a vitamina D3, ou colecalciferol. A vitamina
D2 está presente em plantas e alguns peixes, e a vitamina
D3 é sintetizada na pele pela exposição aos raios ultravioletas B.
A principal função biológica da vitamina D é manter
níveis plasmáticos de cálcio e fósforo, auxiliando na absorção de cálcio pelo organismo e garantindo assim o desenvolvimento normal dos ossos e dos dentes. A vitamina D2 está
presente em algumas plantas e peixes, como o Salmão, a
Sardinha e no óleo de fígado de Bacalhau.
As causas de hipovitaminose D podem estar relacionadas
a fatores endógenos e ambientais, tais como a cor da pele,
uso de protetor solar, roupas, envelhecimento, estação do
ano e período do dia.
Outros fatores também podem causar hipovitaminose D,
tais como, a má absorção, obesidade, uso de anticonvulsivantes, glicocorticóides, doenças hepáticas com comprometimento da função e doença renal crônica.
Um bom indicador clínico dos níveis de vitamina D é a
mensuração da concentração plasmática de 25-hidroxivitamina D. Podemos classificar a concentração de 25-(OH) D
em desejável no mínimo 30 ng/ml; insuficiente de 20 a 30
ng/ml e, deficiente abaixo de 20 ng/ml.
Ao redor do mundo, aproximadamente, um bilhão de
pessoas apresenta insuficiência ou deficiência de vitamina D. Na Europa e nos Estados Unidos, 40% dos idosos que
vivem em asilos e casas de repouso apresentam deficiência
de vitamina D. Cinqüenta por cento das mulheres menopausadas que recebem tratamento para osteoporose apresentam níveis insuficientes de vitamina D. Além de garantir
a absorção intestinal do cálcio, que é fundamental para
a mineralização óssea, a vitamina D também melhora o
desempenho muscular e reduz o risco de quedas. Esses dois
efeitos em conjunto contribuem de forma positiva para a
redução do risco de fraturas.
Para que um adulto atinja o nível sérico de 25 (OH) D de
30 ng/ml são necessários de 800 a 1.000 UI por dia. Após
uma correta avaliação médica e conforme a necessidade
poderá ser prescrita vitamina D de forma suplementar ou
mesmo terapêutica.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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INFORME PUBLICITÁRIO
Anselmo Cunha/PMPA
EDUCAÇÃO
PARA O TRÂNSITO:
CONVIVER PARA
VIVER MELHOR.
EPTC realiza ações no
Dia do Pedestre
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC)
trabalha para qualificar a mobilidade urbana de Porto Alegre
em defesa da vida e do desenvolvimento sustentável. A EPTC
desenvolve ações de planejamento, implantação e conservação
de estratégias de engenharia de trânsito, apoiadas em
atividades permanentes de educação para o trânsito.
Nesta área, somente neste ano, já foram realizadas mais de
220 ações educativas em escolas, estações de ônibus, vias
de intenso fluxo, associações comunitárias e empresas, com
o objetivo de multiplicar uma mensagem de paz no trânsito.
A Equipe de Educação é formada por um grupo multidisciplinar,
integrado por agentes e apoiado por professores, técnicos
e outros profissionais que, em conjunto, desenvolvem e
disseminam o conhecimento na área de gestão da mobilidade
e educação para o trânsito.
Anselmo Cunha/PMPA Uma das principais ações da EPTC está voltada aos pedestres
que, reconhecidamente, representam o lado mais frágil nas
relações do trânsito. Além das abordagens educativas, também
estão sendo reforçadas ações de fiscalização e monitoramento
na cidade, como a intensificação da presença do radar móvel
nos corredores de ônibus e nas avenidas de grande movimento.
O objetivo é reduzir o número de atropelamentos e preservar
vidas.
Ciclovias ganham
mais espaço na cidade
Todo mundo é responsável por um trânsito mais seguro. Abaixo,
algumas dicas de segurança no trânsito para todos os públicos:
• Pedestre: atravesse sempre na faixa. Ela foi criada
para proteger você.
• Motociclista: usar o capacete pode salvar a sua vida.
• Ciclista: para a sua segurança, trafegue à direita
no mesmo sentido dos carros, na faixa mais lenta.
• Motorista: nunca saia antes de colocar o cinto.
E não use o celular no trânsito.
AGILIDADE EM PROCESSOS É RESPEITO AOS IDOSOS.
A Assembleia aprovou uma lei que determina a preferência na tramitação
de processos administrativos em que gurem como parte pessoas com 65 anos
ou mais. Assim, procedimentos com administração direta ou indireta do Estado são
resolvidos de forma muito mais rápida e eciente. Essa proposta fortalece o Estatuto
do Idoso e reforça o respeito do Legislativo aos direitos da terceira idade em nossa
sociedade. A Assembleia trabalha para a construção do futuro do Rio Grande do Sul.
Lei 11.822/2002
Editado pelo Gabinete de Comunicação Social
da Prefeitura de Porto Alegre
www.portoalegre.rs.gov.br • twitter: @nossa_poa
www.al.rs.gov.br
HISTÓRIA DAS LEIS
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista
Berinjela Alegre do restaurante Viena
O restaurante Viena criou a receita a Berinjela Alegre. Prato leve e muito saboroso, que integra o variado cardápio da casa e pode
ser encontrado no tradicional bufê. O cardápio variado e de qualidade, com cozinha aberta, vai de saladas a receitas caseiras,
salgados e sanduíches faz do Viena uma marca de referência no segmento de comida rápida.
Berinjela Alegre
Ingredientes:
(Rendimento: 6 porções)
1 kg de berinjela cortada em cubos
1 colher (sopa) de sal
¼ de xícara de uvas-passas brancas
½ de xícara de uvas-passas pretas
½ xícara de azeite
1 colher (sopa) de alho picado
300 g de cebola em cubos
150g de pimentão vermelho em cubos
150g de pimentão amarelo em cubos
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
1 colher (sopa) de orégano
¼ de xícara de folhas de manjericão
½ colher (chá) de pimenta-do-reino preta moída
½ xícara de azeitona preta sem caroço
Decoração
½ xícara de cebolinha picada
Modo de Preparo
Polvilhe a berinjela com o sal, arrume os cubos num escorredor e deixe escorrer por 1 hora. Enquanto isso misture as passas e as
cubra com água quente. Deixe hidratar por 1 hora. Escorra e reserve. Esprema a berinjela com as mãos e espalhe numa assadeira.
Asse em forno médio por aproximadamente 30 minutos. Mexa de vez em quando para ficar dourada de todos os lados e não
queimar. Numa panela grande, aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola até ficarem translúcidos. Junte os pimentões, refogue
por 3 minutos e retire do fogo. Acrescente a berinjela assada, as passas escorridas, o vinagre, o orégano, o manjericão, a pimenta
e as azeitonas cortadas ao meio. Misture delicadamente e deixe esfriar com panela tampada. Transfira para um refratário e leve
à geladeira até o dia seguinte. Sirva decorada com a cebolinha picada.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Marcelo Oliveira da Silva - Jornalista e Consultor de Comunicação da Secretaria do Turismo do RS
Um novo capitão Rodrigo
O Tempo e o Vento, de Jayme Monjardim, ocupou um
número de salas que Porto Alegre quase nunca viu em
se tratando de produções nacionais. Nos primeiros 10
dias o filme foi visto por 240 mil pessoas, quase metade
disso no Rio Grande do Sul. A refilmagem desse romance
célebre de Erico Verissimo foi muito bem ambientada,
conta com roteiro e com atuações convincentes, além
de música bem escolhida.
O maior desafio era comprimir no espaço comercialmente viável de um filme pensado para exibição em
cinemas uma história que atravessa dois séculos (até
1945), composta por três livros, cuja feitura demandou
de seu autor nada menos que 12 anos, algumas centenas de páginas e dezenas de personagens. Tabajara Ruas
e Letícia Wierzchowski cumpriram a tarefa a contento. A ação está concentrada em torno da personagem
Bibiana e suas memórias. A licença poética de fazer a
personagem já meio moribunda rememorar suas origens
e eventualmente dialogar sobre o presente com um falecido – o marido, capitão Rodrigo, em torno do qual
o livro atinge seu clímax – funcionou muito bem. Nisso
Monjardim soube conduzir as encenações, evitando escorregar para o ‘realismo mágico’ (termo que designa a
literatura latino-americana em torno de Gabriel García
Márquez, onde eventos sobrenaturais eventualmente se
misturavam com naturalidade aos fatos do dia a dia),
o que seria um erro em vista do estilo sóbrio e realista
do texto original. A decisão de manter os espanholismos
ainda presentes na fala gaúcha foi um grande e corajoso
acerto e não me parece que o filme vá perder qualquer
espectador em outras partes do país por isso.
Outro desafio eram as adaptações anteriores. A primeira delas foi realizada pela TV Excelsior, com 210 episódios e exibida até março1968. A segunda seria definitivamente mais curta e mais marcante, uma minissérie
da TV Globo, exibida em 1985. Desta última sobram dois
ecos igualmente bem resolvidos pelo filme. Cléo Pires
encarna muito bem Ana Terra, interpretada por sua mãe,
Glória Pires, quase 30 anos antes. Thiago Lacerda consegue inclusive melhorar o capitão Rodrigo, cujos traços
desde então se confundiam com os de outro astro televisivo, Tarcísio Meira. O veterano ator reconheceu à época
que ao interpretar o papel estava já com 50 anos e não
tinha como irradiar o viço que um cavaleiro valente e
dado aos jogos de carta, às brigas de bar e mesmo às
lutas campais exigiria. É exatamente neste ponto que
Thiago Lacerda consegue cativar o imaginário de todos
os leitores do livro com quem conversei. Talvez seja o
definitivo.
Fernanda Montenegro está irretocável na pele de
Bibiana e detalhar a performance de uma profissional
com a experiência de quem já conseguiu ser indicada ao
Oscar de melhor atriz, atuando numa língua que não era
o inglês, é totalmente supérfluo. Outra grata surpresa
é o padre Lara, de Zé Adão Barbosa. Raras vezes se vê
um pároco ganhar tanto espaço na tela, nesse caso com
e sem a presença do protagonista. O papel claramente foi estendido e isso se deveu à capacidade que Zé
teve de envergar uma batina sem perder as linhas de
sombra, sem parecer nem um castrato nem um domador de almas, capaz de traduzir também em gestos e
expressões faciais a discordância com certa atitude e ao
mesmo tempo a compreensão da circunstância que induziu aquele comportamento. Moderno, mas sem parecer
deslocado de seu tempo e lugar.
A ambientação é honesta nos exteriores e interiores,
e os figurinos e móveis estão adequados, sem parecerem
nem simples demais, nem chiques demais (como fazem
alguns filmes argentinos e quase todos os ingleses, mesmo ao retratar pobreza). Alguns grandes jornais nacionais implicaram com tomadas eventualmente longas em
paisagens demasiado pitorescas, outros ainda com um
certo tom de novelas. Não vi isso de encher linguiça,
mas quanto à filmagem das paisagens confesso que tive
lá minhas questões na cadeira. Pode parecer afetação
de crítico, mas também penso que raros diretores e fotógrafos nacionais de cinema perceberam a importância
de, em tomadas abertas sobre campos, praias e outras
geografias bastante conhecidas, procurar ângulos e movimentos pouco explorados. (Isso também foi defeito de
Na Estada – On the Road, de Walter Salles, resenhado
aqui ano passado.) São mais de 100 anos de cinema, e
muitos mais de fotografia, a nos acostumar com imagens, tornando banal tudo que puder ser antecipado. Já
quanto ao tom de novela, discordo e não vi argumentação que sustente essa crítica fácil - afinal o diretor e
vários atores têm na TV Globo o grosso de seus salários.
(Crítica fácil, caro leitor, é aquela em que o crítico julga
falar de algo com que todo mundo concorda, ao ponto
de achar que não precisa explicar. Em geral a crítica
Desenho de Paisagem
no Jardim Botânico:
última edição de 2013
Foto Marc Hess
fácil se baseia não na obra em si, mas num fato conhecido sobre a biografia do autor. Fatos externos à obra
podem ser indícios, mas nunca serão provas. Em crítica,
dizer sem explicar os porquês equivale a não dizer.)
Por fim, a música. Foi uma boa ideia buscar uma orquestra, no caso a Sinfônica de Budapeste. A trilha e a
música incidental estão bem, sem brilhar demais (e ser
intrusiva), nem pecar pela omissão. De fato a única coisa
que me incomodou, e profundamente, foi a canção que
acompanhou os créditos, em inglês... Ora, por favor! Se
estivéssemos na internet eu escreveria aqui em caixa
alta. Nada, absolutamente nada, a ver. Sim, sim, estamos nos créditos, eu sei. Mas quando um filme mexe com
o código cultural que forma a nossa identidade, como é
inequivocamente o caso de O Tempo e o Vento, isso importa. Aliás, se não fosse por isso, porque o lançamento
no Rio Grande do Sul? O mesmo pragmatismo econômico
que orientou essa escolha devia orientar alguns “dont’s”
e um deles certamente era a improbabilidade da língua
inglesa naquela época e local. E numa história bastante
cheia de personagens é recomendável listar os nomes
deles ao lado dos atores que os interpretaram. Ok, ok,
se estou reclamando dos créditos é porque o filme estava bom. E estava mesmo.
Foto Divulgação
Vivência coletiva orientada pelo artista plástico Jorge Herrmann
propõe diálogo com a natureza por meio do desenho
O curso aberto de Desenho da Paisagem no Jardim
Botânico terá sua última edição de 2013 no próximo dia
23 de Novembro, sábado, das 9 às 13 horas. Ministrada
pelo artista plástico Jorge Herrmann, esta iniciativa
começou em setembro de 2009, tendo recebido, desde
então, mais de uma centena de pessoas, das mais
variadas procedências e atividades profissionais. Por
seu caráter aberto, sem exigência de experiência prévia
com arte e pela forma como é realizada, com vivências
em grupo e ao ar livre, esta atividade tornou-se uma
referência dentro da programação do Jardim Botânico.
O envolvimento com as belas paisagens deste espaço
e a reflexão acerca da importância das paisagens
serenas e estáveis, estão entre os benefícios propiciados
pelo curso. O trabalho desenvolvido por Jorge mescla
percepção ambiental com expressão pessoal, mostrando
o quanto é possível aprofundar o contato com a paisagem
por meio do desenho. A não exigência de experiência
prévia com arte permite que artistas experientes
convivam harmoniosamente com os “marinheiros de
primeira viagem”, numa rica troca de experiências e
visões. O principal objetivo do curso é propiciar um olhar
renovado para a paisagem, de forma a permitir, além da
ampliação do repertório gráfico de cada aluno, um olhar
atento e crítico sobre as mudanças provocadas pelo ser
humano nas paisagens ecologicamente importantes.
O valor do encontro é de R$ 70,00. As inscrições
estão sempre abertas a novos interessados. Para
receber informações periódicas sobre este e outros
cursos ministrados pelo artista, escreva para arte@jorge
herrmann.com ou ligue para (51) 9240.7038
Para maiores detalhes, acesse o site do artista:
www.jorgeherrmann.com e assista a vídeos sobre o curso.
Aula de Maio de 2013 (Jorge Herrmann)
Serviço:
O Quê: Curso “Desenho de Paisagem no Jardim Botânico” com Jorge Herrmann
Quando: Dia 23 de Novembro de 2013, sábado, das 9h às 13h
Onde: Jardim Botânico de Porto Alegre (Rua Dr. Salvador França, 1427, Bairro Jardim Botânico)
Quanto: R$ 70,00
Material recomendado para novos alunos: prancheta, dez folhas tamanho ofício, caneta nanquim,
lápis grafite HB e 6B, estilete
Contatos: (51) 9240.7038 e [email protected]
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Luciana Thomé
Por Sergio Napp - Escritor
A Copa e suas circunstâncias
Cabe esclarecer: sou contra a realização da Copa. Sempre
fui. E mais (olha a heresia): torço contra o Brasil em qualquer
Copa. Não sou contra o esporte, pelo contrário. Tenho um time
de coração. Torço e sofro como todos. É o que me basta.
Não consigo entender a fanatização que leva pessoas a matar
e a morrer, a depredar, danificarem ônibus e carros, em nome de
uma pretensa paixão clubística. Não consigo aceitar as benesses
ofertadas às Confederações, clubes, jogadores, treinadores,
os polpudos vencimentos, as vantagens descabidas. Tudo com
a benção das autoridades competentes (?), das direções e da
imprensa.
Um amigo, ex-funcionário de um dos grandes times do futebol
gaúcho, me confessou: Se as pessoas soubessem metade do que
se passa nas entranhas de um clube de futebol deixariam de lado
seu papel de torcedores. Verdade? Exagero? Sei lá.
O certo é que a Copa está aí graças a um famoso falastrão que
teve a cara-de-pau de afirmar que os gastos com a mesma seriam
bancados pelo empresariado. Que ao Governo nada caberia. É o
que está se vendo: até os estádios particulares estão se regalando
com subsídios e empréstimos a juros menores do BNDE.
Concordo com o David Coimbra quando afirma que mesmo
não havendo a Copa os recursos financeiros não iriam para a
saúde, educação, cultura, segurança. Por uma simples razão:
estas áreas, embora prioritárias e carentes, não rendem votos
para Suas Excelências.
Voltando ao ponto: a Copa é uma realidade e não adianta,
a esta altura, chorar sobre o leite derramado (ele estava com
formol e uréia, lembram?).
Sendo assim, devo confessar que eu fosse o Prefeito desta
cidade (graças a Deus, este Senhor me poupou deste calvário)
faria o que o atual Prefeito está fazendo pela cidade.
Todas as obras viárias que ora se realizam estavam previstas no
Plano Diretor e nunca foram realizadas, embora a necessidade,
com a desculpa da falta de verba. Se o Governo Central resolveu,
graças à Copa, que agora a verba existe, cabe aproveitar.
Uma cidade, qualquer cidade, deve ter suas ações pensadas
para, no mínimo, vinte a trinta anos e não como vinha sendo feito.
Uma sinaleira mal colocada pode ser a causa de engarrafamento
nos dias de hoje, mas dentro de cinco anos, se providências
(dolorosas, às vezes) não forem tomadas, a cidade para.
Um exemplo: a terceira perimetral construída sem a devida
atenção (onde estavam os engenheiros de tráfego? Em Cancun?)
se transformou em um inútil corredor de ônibus cercado de
engarrafamento por todos os lados. Agora, havendo verba, tentase minorar o prejuízo erguendo-se alguns viadutos.
Outro: quando Loureiro da Silva rasgou a cidade com a Farrapos
deve ter provocado choro e ranger de dentes de muitos. Alguém,
hoje, imagina o que seria de Porto Alegre, sem a Farrapos?
Somos uma sociedade conservadora, individualista, arraigados
às nossas posições (quando as temos), mas há momentos em que
devemos ser pragmáticos e pagar para ver. Só depois acusar. O
limite sempre deverá ser a lei.
Se eu fosse o Prefeito (e graças aos céus o bom Deus não
o permitiu, repito) eu não insistiria em corredores de ônibus,
obras estáticas que, não dando certo custa mais caro refazer do
que construir, ou em metrôs. Há soluções, pelo mundo afora,
mais práticas e atuais. Optaria pelo trem bala ou aeromóvel,
soluções mais baratas, menos traumáticas, mais rápidas e tão
eficientes quanto.
O que me causa espanto realmente é a demora em se realizar
estas obras: quinze anos para duplicar a BR-101? Dez anos para
instalar o anti-neblina no Salgado Filho? Um ano para construir
uma pontezinha sobre o Arroio Dilúvio? E os jornais ainda
anunciam que a maioria das obras, no Brasil inteiro, apesar dos
valores milionários, não ficarão prontas a tempo para a Copa.
E quem garante que a nova ponte sobre o Guaíba estará pronta
em três anos? Valha-me, Deus!
Mas quem sou eu, um simples escriba, a me atrever a ditar
regras e dar opiniões diante de tantos inteligentes que me
cercam?
Foto Arquivo Pessoal
Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor
Frederico e outras Histórias de Afeto do médico
e professor gaúcho Gilberto Schwartsmann
apresenta histórias sobre suas décadas de
atividade médica, situações de consultório e
hospital, tudo exposto com muita franqueza
e carinho, mostrando como somos frágeis e
necessitamos uns dos outros. Libretos, 140
páginas, www.libretos.com.br
Adega Imaginária seguido de O Relincho
do Cavalo Imaginário apresenta poemas do
consagrado professor e poeta Armindo Trevisan,
fechando um ciclo poético de quase meio século,
iniciado em 1967, com o livro A surpresa de
ser. Versos de amor estão na primeira parte e
memórias de infância na segunda. Prefácio de
Jorge Furtado, L&PM Editores, www.lpm.com.br
A difícil convivência Porto Alegre e os Farrapos
do aclamado jornalista e escritor gaúcho Walter
Galvani apresenta elementos novos sobre a
convivência tumultuada entre porto-alegrenses
e farrapos e lança novas interpretações sobre o
fato histórico que marcou a história da cidade
e da Revolução Farroupilha. AGE Editora, 160
páginas, www.editoraage,com.br
Equilíbrio de açucenas de Haydée S. Hostin Lima
apresenta antologia de 49 poemas premiados
em Porto Alegre e Santa Maria, plenos de
fantasia, amor, mãos alheias, flores, silêncio e
solidão, mostrando a evolução poética da autora.
Instituto Estadual do Livro e Corag, telefone
3314.6450, www.iel.rs.gov.br
Páginas de História da professora Iva da Silva
fala da história da cidade de São Francisco
de Paula, sua emancipação e atuais distritos
e muitos outros aspectos, com ênfase para
a presença de índios, negros e imigração em
geral na cidade que desponta para o turismo,
em vista de suas potencialidades e belezas
naturais. Martins Livreiro Editora, 212
páginas, telefone 3224.4798
Médicos Escritores do médico, professor e escritor
gaúcho Waldomiro Manfroi apresenta relatos
sintéticos sobre grandes nomes da medicina que
igualmente escreveram ficção como Moacyr Scliar,
Dyonélio Machado, Nuno Lobo Antunes, Pedro Nava
e Ramiro Barcelos. O autor entende que os médicos
escrevem ficção para imortalizar os pacientes que
muitas vezes morrem. Buqui Editora, 3225.5777,
www.buqui.com.br
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Tonico Alvares
Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor
Estou louca?
Semana passada, minha querida amiga Tania Carvalho postou uma
pergunta no Facebook, referindo-se aos acontecimentos recentes do
Brasil, essas manifestações novas que nasceram do rastro das ditas
vozes das ruas do mês de junho, mas em nada legítimas, compreensíveis e absolutamente democráticas como estas. Os mais recentes
protestos como a agressão ao prédio do chefe do Executivo Municipal,
insólitos, ardilosos, e, sobretudo, covardes, pois que praticados por
quem não tem coragem de mostrar o rosto, estão a repetir-se de forma muito sistemática. – Estou louca? - perguntava-se Tania Carvalho.
Procurei uma resposta que dei na página de minha amiga, mas não
a encontrei, e, mesmo que tentasse reproduzi-la aqui, as palavras
seriam não mais aquelas, mas outras, ampliando o escrito fora dos calores das redes sociais. - Não, Tania, não estás louca. Loucos estamos
todos nós, que vivemos esta sensação de gradativo apartamento da
razão, num país cuja Constituição reza mais direitos do que deveres,
onde certas práticas de manifestações populares, à guisa de protestos racionais, há muito estão cerceando o direito de ir e vir, de crer
e pensar e de se expressar. Prédios públicos são tomados por delinquentes a qualquer título, estradas são interrompidas por barricadas,
monumentos são danificados, tudo isso causando o desconforto do cidadão, atrasando o país e magnificando internacionalmente a agenda
negativa do Brasil. E tudo isso sob as barbas do Poder Executivo, a um
tempo omisso e conivente.
Loucos estão sim, os poderes da República, dois deles para falar a
verdade: o Legislativo, cuja formação (com dignas e muitas exceções)
é predominantemente feita de gente inescrupulosa, de bandas mercadoras de favores espúrios contra pagamento de propinas e mesadas;
e o Executivo, que distribui popularmente bolsas de todos os tipos,
alardeia um país sem pobreza em campanhas publicitárias milionárias, lança pedras fundamentais de projetos mirabolantes que nunca
sairão do papel como o trem-bala, num país que carece dos mais ele-
mentares suprimentos materiais e humanos para a saúde. Já o Poder Judiciário, em bom nome da democracia incipiente que temos,
cumpre com sua parte: a vigilância das leis emanadas do Legislativo
e sancionadas, a seu bel prazer, pela pena muitas vezes ideológica
do Executivo. É um poder cerceado de muitas formas, infelizmente.
Não há como deixar de ser um pouco mais ou menos louco quando se está imerso neste denso caldo legitimamente brasileiro. Somos hoje um país em que cada cidadão pretende ser o dono de
uma sua parte. Mas tais partes todas estão fragmentadas, quase
diluídas na imensa emulsão da incongruência coletiva. Assim, somos
donos de nada. Nem do campo de Libra, nem do petróleo, nem de
qualquer coisa que tem servido de mote para estes protestos de desordeiros, ridículos, até, em seus argumentos, mas definitivamente
deletérios em seus efeitos.
Mas nem tudo está perdido. Somos um povo vocacionalmente
contemporizador e pacificador – o que não é de todo ruim -, pois, a
julgar por nossas dimensões territoriais e populacionais, tivéssemos
a índole ibérica, por exemplo, seríamos muitos países separatistas
em guerras, e guerras de sangue. Enquanto esses protestos se sucedem, artistas que outrora foram ícones da defesa de expressão,
hoje voltam-se contra ela, como se tivessem passado uma borracha
na História.
Os movimentos de junho, tão temidos pelos políticos àquela
hora em que assumiram posições contrárias às que ostentavam, que
a toque de caixa aprovaram projetos ditos de urgência engavetados
por décadas, aqueles movimentos passaram assim como a banda
de Chico passou. E tudo voltou a ser como d’antes no quartel de
Abrantes.
E, por falar em quartel, Deus nos livre.
Por Renato Pereira - Jornalista
Tirando o preço da erva mate,
passeata é o lazer mais em conta do momento
Deixou de ser um movimento, já é comportamento. Minha avó queria porque queria participar de uma
passeata no Rio. Segundo ela, as daqui não tinham a
menor repercussão entre as amigas. Antes de fechar
a “vaquinha” questionamos qual seria a turma dela na
capital da anarquia. Estarrecidos, ouvimos ela declarar
que ia sair na Passeata das Prostitutas. Até os abanicos no aeroporto não ficamos sabendo se a vovó queria
mais mídia ou era nostalgia do passado.
Na Bahia as bancas de cachorro-quente estão faturando adoidado. É que o pessoal está aproveitando o
gás de pimenta para botar na salsicha. Sem contar os
maridos traidores que se utilizam de uma fungada de
gás lacrimogêneo para declarar entre lágrimas copiosas
ao ser pego na saída do motel pela patroa que estavam
fugindo da tropa de choque.
A menor das excentricidades foi um cara em São Pau-
lo com a máscara do Rubinho Barichello, ou era mesmo
o Rubinho. Ostentava um cartaz: FORA COLLOR. Os melhores cartazes só aparecem no Face Book. Tipo CAI DE
BANDA DILMA, MÃE DOS MENSALEIROS NA CADEIA – PARIU É CONIVENTE, LULA É O CHIFRE DO FRIBOI, DUNGA
PARA TÉCNICO: DO FORTES E LIVRES DE MUÇUM.
Um amigo daqueles que vive repetindo que “vai morrer e não vai ver tudo” resolveu aderir. Comprou uma
máscara repetitiva e sem graça da cara branca com
bigodinho, uma garrafa de uísque com um paninho em
lugar da tampa
para parecer bomba de molotov e enturmar a linha
de frente, quando teve o seu sonho de cinco minutos
de fama interrompido por uma repórter que enfiou-lhe
o microfone nas fuças e quis saber: - Qual é a reivindicação desta Passeata Gay...?
Masoquista de primeira linha não perde tempo com
mascara. Pega a saia e a blusa da mulher, faz cara de
quem ganha mal e sai logo de “professora”. É certo que
apanha pelo ano todo. O perigo é ir em cana e enfiarem o infeliz na cela dos travestis. Que seja na hora da
“quentinha”, ou come ou dá.
Não se duvide que Passeata venha a fazer parte do
calendário turístico, tenha concurso de cartazes e roxo
de porrada premiado. Acho até muito democrático. Não
precisava nem ter eleições. No segundo turno, a maior
passeata contra quem, o outro ganhava. Corromper milhões é bem mais complicado do que só a turma do Bolsa
Família.
Além de já ter se transformado num acontecimento
social. Tem carinha que não gasta mais na balada. Pega
na passeata. Com uma vantagem que nenhuma balada
pode oferecer. Transando com a mascarada, jura que é
a Nicole Kidman.
CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO - AUXILIADORA - CIDADE BAIXA MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO - ZONA NORTE - ZONA SUL E FLORESTA
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Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista
Férias no Uruguai em janeiro 2014
O Uruguai recebe turistas de todo mundo. A simpática capital,
Montevidéu e as praias oceânicas estão então entre os pontos
turísticos classe A da América do Sul. O país conta com uma
excelente infra-estrutura receptiva. No trajeto, belas praias, o
passado colonial, os circuitos culturais, os esportes náuticos, a
pesca esportiva e a farta gastronomia são alguns das atrações
que compõem o roteiro abaixo, com saída no dia 3 de janeiro.
Confira.
1º Dia - Porto Alegre / Colônia do Sacramento
Saída em viagem diurna, com paradas para refeições.
Chegada diretamente ao Hotel Bahia Centro em Colônia do Sacramento.
Noite livre.
2º Dia - Colônia do Sacramento
Manhã livre. À tarde, passeio percorrendo o Centro
Histórico. Noite: espetáculo de som e luz (opcional).
3º Dia - Colônia do Sacramento
Dia livre (consultar a Guia sobre sugestão de passeios).
Opcional: Buenos Aires, via Buquebus, c/city tour e Guia local). Noite livre.
4º Dia - Colônia do Sacramento / Montevidéu
Após o café da manhã saída para Montevidéu.
Chegada diretamente ao Hotel Klee. Restante do dia e noite livres.
5º Dia - Montevidéu
Passeios pela cidade (pontos turísticos e comércio).
Noite: visita ao Cassino. Opcional: show de tango.
6º Dia - Montevidéu / Piriápolis / Punta Ballena / Punta Del Este
/ Montevidéu
Após o café da manhã, saída para visita de dia inteiro a Piriápolis (Cerro de
San Antonio); Punta Ballena (Casapueblo) e Punta del Este (Cassino Conrad
Hotel).
Noite: retorno a Montevidéu.
7º Dia - Montevidéu
Dia e noite livres (consultar a Guia sobre sugestão de passeios).
8º Dia - Montevidéu / Chuy / Porto Alegre
Após o café da manhã, início da viagem de regresso a Porto Alegre com parada
para compras nos free shops do Chuy.
Chegada a Porto Alegre. Fim dos nossos serviços.
Pacote inclui: transporte rodoviário; serviço de bordo; 07 pernoites em hotel,
com café da manhã; todos os passeios descritos no roteiro com exceção dos
opcionais; Guia de Turismo cadastrada Embratur (acompanhamento integral).
Contato: Isabel (51) 3062.0954 / 8503.3674
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Projeto Revendo Porto Alegre Sabrina Mara Silva da Silva Pág. 2