ANO XX • Nº131 • outubro • 2013 • Distribuição Gratuita Projeto Revendo Porto Alegre Sabrina Mara Silva da Silva Pág. 2 Pág. 9 Osvaldo Santucci Jr. Pág. 3 Gaudêncio Fidelis Pág. 3 Neidmar R. Charão Alves Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 2 Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60 51 3012 7292 • [email protected] Por Caho Lopes - Escritor e Empresário Aceitação Corria o ano de 2002. Eu estava voltando para casa, na zona sul de Porto Alegre, quando de repente um carro me fechou. Instintivamente (e já mau humorado), buzinei de forma agressiva. O condutor do outro carro abriu o vidro e fez aquele famoso gesto com o dedo médio apontado para cima. Me enchi de uma fúria insana, persegui-o durante algumas quadras até que o alcancei em um semáforo fechado. Passei a mão sob o banco do motorista e tirei de lá a chave de rodas, desci do meu carro enlouquecido e quebrei todo o pára brisa dianteiro do cidadão, que me olhava aterrorizado de dentro do seu veículo. Foi neste momento que eu percebi a criança que estava no banco de trás, um menino de 5 ou 6 anos, completamente apavorado com aquela explosão de fúria da qual era participante involuntária. Cabe, nesta altura do relato, um esclarecimento: eu não estava sob o efeito de álcool ou de qualquer substância que alterasse o meu comportamento. Estava louco, mas sóbrio! Depois daquele momento em que vi aquela criança, o tempo parou e se arrastou lentamente. Lembro vagamente de ter balbuciado um pedido de desculpas quando alcancei meu cartão de visitas para o homem entrar em contato comigo para pagar o estrago. O dinheiro não poderia resolver o que tinha ficado de pior daquele momento, mas era o mínimo que eu podia fazer. Não, não era. Eu podia fazer mais, ou melhor, podia não fazer mais aquilo. Meus amigos e familiares me perguntavam se eu não tinha medo de tomar um tiro por agir desta maneira. Inúmeras www.usinadoporto.com.br Concedei-nos Senhor a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguirmos umas das outras. Oração da Serenidade vezes expliquei que um tiro não era nada para quem vivia se intoxicando com seu próprio veneno. Depois de muita terapia, consegui transcender aquele estado de fúria, e há muitos anos não brigo ou discuto no trânsito. Consegui entender o que estava errado comigo, consegui mudar os padrões de comportamento que aprendi a imitar desde criança, consegui aceitar e entender que as pessoas são diferentes, e que podem sim cometer erros como eu, você, todos nós cometemos. Entendi que não sou juiz nem executor de nada, mas o principal mesmo é que consegui aceitar as diferenças. Sem querer mudar as pessoas, sem discursos, sem brigas ou discussões. Cada um no seu quadrado. Pode parecer simples para a maioria dos leitores, mas isto para mim foi uma conquista e tanto. Fiquei mais leve, menos sizudo. Posso ler aquela cronista que só diz bobagens sem me ofender, posso escutar um colega lançando disparates sem querer modificá-lo, e posso até mesmo ver alguém entrando numa fria sem dizer uma palavra. Porquê nem todo mundo quer escutar o que temos para dizer; para ajudarmos alguém com nossa experiência e conhecimento é preciso haver a contrapartida, é preciso existir aceitação também da outra parte. Me aproximo dos 50 anos de existência com mais perguntas do que respostas. Reconheço mais defeitos do que há alguns anos, e acho que não estou ficando pior, estou ficando mais crítico. Enfim, estou vivendo e deixando que vivam. Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460) Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira Direção de Arte - Jorge Luiz Olup Consultoria Jurídica - Dr. João Paulo Nácul OAB-RS 37.527 Editoração e Arte-Final - Airton Schineider Tiragem - 10 mil exemplares Impressão - Correio do Povo Colaboradores: Osvaldo Santucci Jr., Gaudêncio Fidelis, Neidmar Roger Charão Alves, Walter Galvani, Dra. Beatriz Bohrer do Amaral, Dra. Fátima Alves, Aldryn Sonis, Camilo de Lélis, Rogério Ratner, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Adeli Sell, Willian Goularte de Castro e Mara Cassini Andreta. As opiniões expostas nos textos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal. Sabrina Mara Silva da Silva. A foto “Bienal em tempos de Cais” traz a transição da 8ª para a 9ª Bienal do Mercosul, com fotos de sua visita à mostra anterior. Sabrina nasceu em Gravataí - 1983, é associada à AGIR, e mora em Lajes-SC, trabalha com fotografia, Design Gráfico, Desenho, Pintura e Artesanato, sendo que para este seguimento criou o blog sucesso de vendas: sabrinasilvaarteemeva.blogspot.com Agenda Cultural – 28 de outubro a 30 novembro de 2013 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br THEATRO SÃO PEDRO 29/10 – 21h - Gisele de Santi (RS) Show Vermelho e demais matizes. Músicos: Luque Barros, Giovanni Barbieri, Gilberto Ribeiro Jr e Kabé Pinheiro 27/10 – 11h - Concertos Populares. Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Chico e Caetano. Arranjos Vagner Cunha. Reg. Antônio Borges-Cunha. Gratuito Musical Évora - Todas as quartas-feiras uteis, às 12h30min no Foyer Nobre – Gratuito 06/11 - Mã, Felipe Chagas Tedesco, Rodolpho Bittencourt, Guilherme Goulart, Daniel Haddad e Lucas Dellazzana 13/11 - Marilia Benites, Luiz Palmeira, Fabio Azevedo, Dionatas Colvara e Jorge Vieira 20/11 - Dionara Schneider e Jorginho do Trompete 27/11 - Itália Viva. Danilo Sacchet e Roberto Pinheiro 01 e 02 – 21h e 03/11 - 18h - Seis aulas de dança em seis semanas (RJ) Texto Richard Alfieri. Dir. Ernesto Piccolo Elenco Suely Franco e Tuca Andrada 06 e 07/11 – 21h - O Maestro, o Malandro e o Poeta (RS) Bandas Carne de Panela, Roda Viva e Tribo Brasil 08 e 09/11 -21h - Yamandu Costa (RS/RJ) Show Continente. Com um repertório inédito e exclusivo, Continente é uma homenagem à obra homônima de Érico Veríssimo. C/ Guto Wirtti e Arthur Bonilla 10/11 – 18h - Pedro Mariano e Orquestra (SP) C/ Conrado Goys, Luis Gustavo Garcia, Marcelo Elias, Thiago Rabello e orquestra. Reg. Otávio de Moraes 13/11 – 21h - Marcelo Delacroix e Daniel López (RS / Uruguai) Canciones Cruzadas. C/ Gerardo Alonso, Eduardo Mauris, Tatto Bolognini, Lucas Kinoshita e Giovanni Berti 16 – 21h e 17/11 – 18h - Orquestra Unisinos Anchieta (RS) Ópera A Flauta Mágica. Última ópera escrita por Mozart. Elenco Carla Domingues, Juremir Vieira, Elisa Machado, Carlos Rodrigues, Elisa Lopes, Ricardo Barpp, Francisco Amaral, Andiara Mumbach, Clarisse Diefenthaler da Rosa e Rose Carvalho. Participação Especial Coral Porto Alegre, Reg. Evandro Matté. Dir. Malu Gurgel 18/11 – 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Concerto Oficial. Bach – Cantata do Café. Solista Carlos Rodriguez, Cíntia de lós Santos, José Milton Vieira e Fernando Cordella 19/11 – 20h - Freud e os Escritores (RS) Freud & Simone de Beauvoir. Elenco Janaína Pelizzon, Lenira Fleck e Liana Timm. Texto Lenira Fleck e Liana Timm. Dir. Graça Nunes 21/11 – 21h - Daniel Drexler (Uruguai) Mar Abierto. C/ Dany Lopéz, Gonzalo Gutérrez, Eduardo Mauris e Javier Cardelino 23 – 21h e 24 – 18h - Namíbia, Não (RJ) Texto Aldri Anunciação. Elenco Flávio Bauraqui e Aldri Anunciação. Dir. Lázaro Ramos 26/11 – 21h - Gustavo Telles e os Escolhidos (RS) Apresentação do disco Eu Perdi o Medo de Errar 28/11 – 21h - Das Flor (RS) Encenação com narrativa fragmentada e subjetiva, revelando uma poética estruturada na relação corpo, espaço, objeto-dobras, figurino, som e luz, alimentada pelo universo imagético da rua. Gratuito 30/11 21h e 01/12 – 18h - Par (MG) Grupo Ponto de Partida. Dir. e dramaturgia Regina Bertola 12/11 – 20h - Ética & estética: a dimensão estética em nossas escolhas éticas. Debate com Anelise Bredow (artista plástica), Vânia Yasmin Silveira (psicóloga e arte terapeuta) e Ronel Alberti da Rosa (Doutor em Filosofia), com mediação de Fernando Fontoura. Foyer Nobre. Gratuito FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Exposição Alfabeto Infinito. Visitação até 24 de novembro. Curadoria Solange Farkas. Texto de Apresentação: A questão “é o mundo que se organiza para que possamos decodificá-lo ou somos nós que projetamos significado sobre as coisas?” é o ponto de partida desta exposição e da pesquisa artística de Angela Detanico e Rafael Laim. A exposição apresenta 10 anos de reflexão dos artistas sobre sentido e representação gráfica, sobre relações entre abstrato e concreto, forma e conteúdo, coisas e seus nomes, a imagem, o texto, o som. Exposição Xico, Vasco e Iberê – O Ponto de Convergência. Visitação até 24 de novembro. Curadoria Agnaldo Farias. Texto de Apresentação: Xico, Vasco e Iberê – O ponto de convergência é uma exposição enxuta e direta como o trabalho desses artistas. Organiza-se a partir da produção que se inaugura com a volta de Iberê Camargo para Porto Alegre, no começo dos anos 1980, depois de uma longa temporada no Rio de Janeiro. Obras de Iberê, Xico e Vasco contrastam com mostra sobre o universo gráfico e seus significados na Fundação Iberê Camargo A exposição que reúne trabalhos dos artistas modernos e a mostra individual de Angela Detanico e Rafael Lain Fundação Iberê Camargo - Av. Padre Cacique, 2000, Porto Alegre. Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso. Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site www.iberecamargo.org.br ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais. (Rua Duque de Caxias, 968) 01 a 30/10 – Exposição Fotográfica O Imaginário na Favela Santa Marta – RJ. Fotos de Jorge Aguiar 29/10 a 08/11 – Exposição Fotográfica A saúde agradece! Denuncie o narcotráfico 0800 518518. DENARC (Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico) - Polícia Civil do RS. Galeria dos Municípios 11/11 a 14/11 – Exposição fotográfica do Município de Bom Retiro do Sul. Galeria dos Municípios Sarau no Solar - Sala José Lewgoy do Solar dos Câmara Gratuito 7/11 – 18h30min – Sarau no Solar com Gelson Oliveira. 21/11 – 18h30min – Sarau no Solar com a Banda Saldanha. 05/11 – 19 horas – Entrega do Prêmio Gestor Público. Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. Gratuito 06/11 – 18h30min – Cerimônia de entrega de distinções aos vencedores do Prêmio Lila Ripoll 2013. 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. Gratuito 13/11 – 19 horas – Solenidade do Prêmio de Responsabilidade Social 2013. Teatro Dante Barone. Gratuito 20/11 – 14 horas – Entrega dos Prêmios Zumbi dos Palmares e Dep. Carlos Santos. Sessão Solene alusiva ao Dia Estadual da Consciência Negra. Plenário 20 de Setembro. Gratuito 28/11 – 19 horas – Prêmio Líderes & Vencedores. Teatro Dante Barone com apresentação musical do grupo Quartchêto. Gratuito Os Caminhos da Matriz - 30/11 – 14h – Roteiro nº 2 – Arquivo Público do RS, Solar dos Câmara, Museu Julio de Castilhos. Em caso de chuva, a edição do projeto é automaticamente cancelada. Mais informações pelo telefone (51) 3295-8650 ou pelo e-mail: [email protected] MARGS A programação do MARGS está ligada às atividades da 9ª Bienal do Mercosul, até 10 de novembro. Com o tema “Se o clima for favorável”, podem ser visitadas a escultura monumental “Bat Cave”, de Tony Smith (1912-1980), ocupando o 1º piso. Na sala ao lado está passando o filme do gaúcho Luiz Roque e, no 2º piso, a instalação “Labirinto Invisível”, do argentino Luis F. Benedit (1937-2011). Em dezembro, ao final da Bienal elas passarão por nova reforma ganhando novos layouts e emergindo absolutamente novas para exposição. Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311 e 3212 2281 ou e-mail: [email protected] CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO Memorial Erico Verissimo – Exposição permanente em dois ambientes: Sala audiovisual e Biblioteca O Continente (acervo) Todos os sábados das 14h30 às 15h30 orientações para leigos das 15h30 às 18h Práticas de tango Quarta-feira - A primeiras de cada mês, 19h30 - Poetas Iluminadas com Angélica Rizzi Curso Francês – Toda terça-feira das 14h30 às 16h - Tout en Français e Toda quarta-feira das 15h às 17h - Un mois un peintre 28,29 e 30/11/13 - Linguagem de Fronteira / Fronteiras da Linguagem Des Langages de frontiere / Les frontieres du langage 30/10/13 à 31/01/13 - Exposição de Edgar Vasques (Flyer e release anexo) 01/11/13 à 17/11/13 - Feira do livro 21 e 22/11/13 das 19h30 às 22h30 – Curso Narrativas Seriadas – projeto de Jorge Ghiorizi – Cena Um 23/11/13 às 11h – Mesa redonda com Edgar Vasques Exposições têm entrada franca. Visitas guiadas para escolas podem ser agendadas no (51) 3221.6872. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail [email protected]. br (enviar nome completo, CPF, e-mail e nome da Escola ou pelos telefones (51) 3226.5342 - 3226.7974, de segunda à sexta-feira, das 13 às 18h. CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA Toda a programação da CCMQ tem o patrocínio do Banrisul 26/10 a 17/11 - Estúdio Hybrido expõe xilovraguras de oficinandos com deficiências sensoriais. Sala Radamés Ganatalli. Gratuito Até 24/11 - Exposição homenageia os 75 anos de Henrique Fuhro, curadoria de Renato Rosa. Espaço Vasco Prado do Museu de Arte Contemporânea do RS (MAC/RS) Gratuito 30/10 - 10h e 14h30 - Espetáculo infantil de Hermes Bernardi Jr traça relação entre as cores e o humor. Teatro Carlos Carvalho 31/10 - 12h30 - Uruguaio Leo Sosa abre nova edição do Quindim do Quintana. Travessa dos Cataventos. Gratuito 01/11 – 21h - Subtropicais lança CD Produto da Maternidade. Teatro Bruno Kiefer 01 a 30/11 - Mostra fotográfica revela a conquista da cidadania. Hall Leste e Hall Oeste 01, 13/11 – 19h às 22h - Casa de Cultura parceira no projeto Feira Além da Feira. Mezanino Brinquedoteca oferece hora do conto com agendamento de escolas. Os contatos podem ser feitos no local, pelo telefone 3225.7089 e e-mail: [email protected] MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL Até 10/11/2013 - Bienal do MERCOSUL Entre 28 e 17 de novembro - autógrafos Coletivos da Feira do Livro 19/11/2013 a 30/11/2013 - Exposição 22 Anos do Nuances. TEATRO DO SESC Atrações Arte Sesc - Cultura por toda parte em Porto Alegre Música, teatro e ações formativas na área cultural compõe a agenda de outubro e novembro na Capital 29 e 30/10 – 20h - Murro em Ponta de Faca. Gratuito 30/10 – 14h às 18h - A Luz Na Cena / Criação e Montagem. Aula aberta com Beto Bruel. Inscrições gratuitas por e-mail: [email protected] 31/10 – 20h - Sonora Brasil Sesc – Espetáculo Duo Cancionâncias (MS/RS) Gratuito 7,14,21 e 28/11 - Especial: Quintas do Humor Sesc Programação Exclusiva aos Comerciários 07/11 – 20h - Iotti – Radicci Stand Up 14/11 – 20h - André Damasceno – Humor à Primeira Vista 21/11 – 20h - Guri de Uruguaiana – Os Causos do Guri de Uruguaiana 28/11 – 20h - Paulinho Mixaria – Humor à Moda Antiga 08 e 09/11 – 20h - Espetáculo Coisarada 13, 27 e 29/11 - Especial: Dia Nacional da Consciência Negra. Gratuito. Café Sesc Centro 29/11 – 20h - Alabê Oni. Gratuito. 01/11 – 20h e 02/11 – 18h e 21h - Espetáculo Isso é o que ela Pensa 01 a 31/11 - Exposição Pequenos Lugares - Visitando o universo infantil. Gratuito 02/11 – 11h30 às 13h30 – É Em Dezembro! Clube do Choro. Espelho D’água Sesc Centro. Gratuito 05/11 – 20h - Espetáculo Quanto pesa um elefante? - Circuito Universitário – UFSM. Gratuito 13/11 – 20h - CineSesc em Salas - Filme Gravataí – Um Rio em minha vida. Gratuito 18/11 – 20h - Sesc Música Funkalister 20/11 – 20h - Sesc Música Mocochinchi Folksom - Wander Wildner 22 e 23/11 – 20h e 24/11 – 18h - Sesc Música Brasília Seis por Três. Ingresso 1 Kg de alimento que será doado ao Programa Mesa Brasil 30/11 – 20h - Sonora Brasil - Quarteto Belmonte. Gratuito TEATRO DE ARENA 1, 2 e 3/11 – Arthur de Faria e Seu Conjunto – 21h 7/11 – Música Autoral – 20h 8, 9 e 10/11 – Estranho Cavaleiro – 20h 16 e 17/11 – A Filha da Escrava – 20h 21/11 – Estréia – Pequenas Violências – Silenciosas e Cotidianas – 20h 22, 23, 24, 28, 29, 30/11 e 01/12 - Pequenas Violências – Silenciosas e Cotidianas – 20h SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA 31/10 - 21h - 1, 2, 3, 7, 8, 9 e 10/11 - Quintas, sextas e sábados - 21h e domingos - 20h - Incidente em Antares. Teatro Renascença 31/10, 7 e 14/11 – 18h30 – Sonhe. A love work in a dream process. Companhia da Arte 29/10, 5, 12 e 19/11 – 20h - V ao Cubo – Teatro Aberto. Sala Álvaro Moreyra 29/10 – 19h30 - República do Rock. Escribas e Bandinha Di Da Dó. Teatro de Câmara Túlio Piva 29/10 – 21h - Lançamento Oficial Renascentes. Teatro Renascença 30/10 – 20h - Canções de Amor para Porto Alegre – Ricardo Dias. Sala Álvaro Moreyra 30/10, 6, 13 e 20/11 – 20h - Teto de Vidro – Novas Caras. Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito 30/10 – 20h - Quartas na Dança - Como Montar um Baile – Silvia Canarim. Teatro Renascença 31/10 a 3/01/14 - Exposição do VII Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. Sala Aldo Locatelli – Paço dos Açorianos 1, 2 e 3/11 - Sextas e sábados - 21h e domingos - 20h – Dentrofora. Teatro de Câmara Túlio Piva 8, 9, 10, 15, 16, 17, 22, 23, 24, 29 e 30/11 - Sextas e sábados - 21h e domingos - 20h - Natalício Cavalo. Sala Álvaro Moreyra 14, 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24/11 - Quintas, sextas e sábados - 21h e domingos - 20h - Marxismo, Ideologia e Rock’N’Roll. Teatro Renascença 21 e 28/11 – 18h30 - Brasil Pequeno – Teatro Na Companhia. Centro Cultural Companhia de Arte 26/11 – 20h - Shopping and Fucking – Teatro Aberto. Sala Álvaro Moreyra 27/11 – 20h - Antígona – Novas Caras. Teatro de Câmara Túlio Piva. Gratuito Projeto Sempre Cultura - Sarau Musical Bar do Lupi - Quartasfeiras - das 18h30 às 20h - Gratuito 30/10 – Telmo Martins, 06/11 – Rafael Brasil, 13/11 – Luiza Helena, 20/11 – Cigano e 27/11 – Ségio Rojas. Centro Municipal de Cultura Dança a La Carte - Apresentações de performances pocket de dança no horário do happy hour. Quintas-feiras - 18h30 – Gratuito. 7/11 – Noche del Tango, 21/11 – Samba de Salão - Grupo Alexandre Santos, 28/11 – Latin Day - Grupo Sabor Latino. Centro Municipal de Cultura 26/11 – 20h - 3, 10 e 17 de Dezembro – Shopping and Fucking. Sala Álvaro Moreyra. Gratuito 30/10 - Atelier Aberto. Visitas guiadas às dependências do Atelier Livre e exposições. Quartas-feiras, das 14h às 18h Até 19/11 - Exposição dos alunos do curso de Gravura/ Xilogravura. Espaço Alternativo do Atelier Livre. Gratuito 2 e 3/11 – 16h - O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Teatro de Câmara Túlio Piva 16, 17, 23, 24 e 30/11 – 16h - Franky / Frankenstein. Sala Álvaro Moreyra 05/11 – 20h - Sons Da Cidade. Caio Martinez, Rodolpho Bittencourt, Alexandre Missel e Moreno Moraes. Teatro Renascença 26/11 – 19h30 - República do Rock. Mirantes Rock e Tom Bloch. Teatro de Câmara Túlio Piva 20/11 – 20h - Quartas na Dança. O Negro e o Rio Grande do Sul: A Religião Espiritual entre Dois Mundos. Teatro Renascença Até 06/12 - Ângelo Guido. Exposição comemorativa aos 120 anos do nascimento de um dos mestres da arte no Rio Grande do Sul. Paço dos Açorianos Até 08/11 - Exposição de fotografia da cineasta alemã Ulrike Ottinger. Porão do Paço Municipal 23/11 – 14h às 17h - Feira de Arte de Pequenas Obras. Atelier Livre de Porto Alegre Xico Stockinger 22/11 - O Tempo da Natureza não Pertence aos Homens – Maílson Fantinel. Porão do Paço dos Açorianos 26/11 - Exposição dos alunos do curso de Pintura. Atelier Livre de Porto Alegre Xico Stockinger 26/11 a 31/01 - Inauguração da Pinacoteca Ruben Berta. Um novo olhar sobre a coleção de obras de arte doada para a Prefeitura em 1971 pelos Diários e Emissoras Associados 01 a 17/11 - 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. A SMC possui estande com venda de suas publicações. Praça da Alfândega. Lançamentos e Sessões de Autógrafos CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO Espetáculos e Atividades Diversas - Programação do Projeto Usina das Artes Bienal do Mercosul - 13 de Setembro a 10 de Novembro Oficinas e Cursos informações pelos fones: (51) 3289.8100, 3289.8111, 3289.8112 e 3289.8140 Sala 209 09 e 10/11 – 20H30 - Eduardo Severino Cia de Dança e Anima Cia de Dança. Espaçamento. Gratuito 22/11 – 20h - Discutindo a Dança, dançando. Gratuito 23/11 – 20h - Mostra de processo: Acuados. Gratuito 24/11 – 19h - Lírica Sala 309 28/11 a 08/12 – Quinta a Domingo – 21h - Teatro Sarcáustico. O Rinoceronte. Espetáculo resultante da oficina de montagem do Teatro Sarcáustico 2013/2 Sala 400 02, 03, 09,10/11 - Sábados - 21h e Domingos - 20h Teatrofídico. Eu, Pessoa e os outros eus. O universo poético de Fernando Pessoa 16,17,23,24,30/11 e 01/12 - Sábados 21h - Domingos - 20h Querem Acabar Comigo Sala 402 17/11 – 15h às 20h - Farra de Teatro. Espetáculo criado a partir da farra dos atores de Márcio Vianna. Comandado por músicas e intercalado entre cenas e corridas. Gratuito 05 a 22/12 - Quinta a Domingo - 21h - Elivai Star La. Espetáculo da oficina de formação de atores, criado a partir do ambiente de um bar. 13, 14 e 15/12 – 19h – Folhetim. Fragmentos de peças e crônicas de Nelson Rodrigues, apresentação dos alunos da oficina de iniciação. 08/12 – 19h - Triângulo Amoroso. Improvisações dos alunos da oficina de iniciação teatral. Gratuito 30/11 – 19h - Ensaio Aberto: Folhetim. Fragmentos de peças e crônicas de Nelson Rodrigues. Gratuito 23/11 – 16h - Ensaio Aberto: Triângulo Amoroso. Improvisações dos alunos da oficina de iniciação teatral. Gratuito Sala 504 29, 30/11 e 01/12 – 20h - Cômica Cultural. Cíntia e Adriana teatro musical Sala 505 10, 17 e 24/11 – 15h - A Princesa E A Lua. Espetáculo infantil do Grupo Leva Eu de Viamão 23, 29 e 30/11 – 21h - Trilogia Sensível. Espetáculo do Grupo Neelic. Atuação e dir. de Desirée Pessoa 17 e 24/11 – 17h - Futebol, Nossa Paixão! Livre Adaptação do texto Corinthians, meu amor, de César Vieira. Praça da Usina (estacionamento) Teatro de Rua. Gratuito 2, 9, 16, 23 e 30/11 21h - Tebas ou a Trilogia Tebana. Adaptação das Tragédias Gregas de Sófocles. Píer da Usina – Entrada pela Galeria dos Arcos. 3, 10, 17 e 24/11 – 21h - Rei Momo – Livre adaptação do Texto homônimo de Cesar Vieira. Exercício Cênico de conclusão da Oficina de Teatro em Avanço para o Poder Popular. Sala 505. 5º andar. Gratuito 22/11 – 21h - Sarau Musical: Nancy Araújo. Show de Nancy Araujo, interpretando MPB. Sala 505. 5º andar. Gratuito Interstícios Cênicos. Experimentação e improviso teatral. Quartas-Feiras de novembro e dezembro, das 14h às 17hs. Sala 505. 5º andar. Gratuito Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 3 Por Gaudêncio Fidelis - Diretor do MARGS e Doutor em História da Arte Fotos Raul Holtz A Bienal do Mercosul é indispensável A Bienal do Mercosul, agora em sua nona edição, é um empreendimento que tem se mostrado fundamental para construir um senso de comunidade, constituída pelo empresariado, pelos profissionais da classe artística, pelos interessados em arte e por todos aqueles que acreditam na produção artística como uma alavanca de mudança. A Bienal é igualmente uma plataforma de formação intelectual e profissional: por meio dela, os empreendedores encontram maneiras de conviver e aprender com a arte, assim como novos profissionais formam-se na área, a exemplo de curadores, produtores, designers, montadores, profissionais de museus, arte-educadores e técnicos das mais diversas áreas de atuação. Além disso, novos públicos consolidam-se nesse movimento que tem como centro gravitacional uma das maiores exposições de arte do mundo. Os museus e as instituições locais crescem nesse processo à medida que se desenrola uma considerável logística operacional necessária à constituição dessas exposições. Os museus aprimoram-se e qualificam-se em termos materiais e de seu quadro de pessoal; o público cresce e participa dos eventos; a interligação entre a comunidade artística e lideranças empresariais abre novas frentes de diálogo, interatividade e participação. A Bienal ativa esse processo e também o consolida como nenhum outro projeto artístico e cultural, pois a intensa atividade de trabalho necessária para colocar uma exposição internacional de tal envergadura em funcionamento exige um considerável envolvimento pessoal e profissional. Nesse trajeto, todos se tornam mais envolvidos com a arte e participam dessa comunidade de maneira mais intensa. Há, contudo, outro indispensável papel que a Bienal desenvolve: aquele de ser uma constante formadora de novas gerações de profissionais que farão o futuro de nossas instituições, da qualificação dos bens de serviços na área de arte e cultura e das diversas formas de atuação no campo das exposições. Uma vez tendo passado pela experiência de uma Bienal, esses profissionais jamais serão os mesmos. Eles se qualificam, crescem e aprimoram suas capacidades. Mesmo que nada disso fosse um fato comprovado, ainda assim restaria a convivência com a arte, o que é em última instância a própria razão de ser das bienais. O fato de a Bienal do Mercosul estar localizada às margens dos grandes centros de produção artística mundial faz dela um empreendimento ainda mais indispensável. É justamente nessas áreas geográficas mais isoladas que a importância das Bienais é maior. Não por outra razão, bienais como as de São Paulo vem (infelizmente) perdendo importância a cada dia (independentemente da sua atual desorientação política), a menos que esta voltasse a entender que seu papel de articulação se determina não por uma desmesurada e excêntrica relação com o contexto internacional, mas principalmente com uma dimensão local que lhe pertence – nesse caso, o brasileiro. A Bienal do Mercosul deve ter como centro gravitacional os países do Mercosul, sem perder de vista a América Latina, vocação pela qual ela se consolidou. Vislumbrar uma perspectiva transformacional para a Bienal do Mercosul, com suas exposições e seus projetos educativos, é refletir sobre sua capacidade de gerar mudanças consideráveis através da densidade da produção artística, densidade que só pode ser obtida com um significativo volume de produção que propicie a discussão, o aprendizado e a experiência qualificada (e intensa) no interior da convivência do indivíduo com as manifestações artísticas. Por todas essas razões, a Bienal do Mercosul é indispensável, e seus efeitos mostram-se cada vez mais promissores para as gerações futuras. Por Neidmar Roger Charão Alves - Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Cientista social sociólogo, ator, diretor e dirigente no SATED/RS O Conselho Estadual de Cultura tem nova câmara diretiva vidades práticas do CEC/RS através de sessões plenárias públicas, recebendo a demanda de produtores culturais, debate com o universo acadêmico quanto ao desenvolvimento social que a atividade cultural pode proporcionar as comunidade regionais. Novas ferramentas como um moderno sitio eletrônico, desenvolvido junto à assessoria de comunicação da Secretaria de Cultura do Estado, com objetivo de interagir com os Conselhos Municipais de Cultura, promover auxilio a gestão pública no sentido de que a maioria dos municípios do RS estejam articulados com as políticas públicas de Estado organizados pelo Sistema Nacional e Estadual de Cultura. Para tanto, em março de 2014, estaremos promovendo o 1º encontro de Conselhos Municipais de Cultura do RS. Outra ação é a de aproximação com a UVERGS (União de Vereadores do RS), a fim de instrumentalizar as câmaras municipais para que provoque o poder executivo municipal do sentido de que sejam respeitadas as culturas populares, colegiados setoriais articulando a criação de leis de fundos municipais. Manutenção do diálogo com o CODIC/FAMURS articulando a promoção de órgãos gestores públicos, capazes de interferir com ênfase na política pública municipal. No Sistema Pró-cultura LIC, estamos focados no reconhecimento da matriz produtiva de ampla diversidade, minimização dos aspectos burocráticos buscando mais agilidade processual reunindo mensalmente com a Diretoria de Economia da Cultura SEDAC/RS. APOIO: Colegiado composto por vinte e quatro conselheiros titulares, onde dois terços eleitos pelas entidades culturais habilitadas, representando a sociedade civil e um terço indicado pelo governo através da Secretaria de Estado da Cultura o CEC/RS é responsável, conforme a artigo 225 da constituição estadual por: ordenar os recursos oriundos do financiamento público à cultura. Promover conforme o Sistema Estadual de Cultura as diretrizes que vão orientar as políticas públicas de Estado para o setor e fiscalizar as atividades financiadas pelos recursos públicos. A entidade atualmente sediada no Memorial do Rio Grande do Sul aguarda a finalização da reforma de sua sede definitiva situada na rua Dr. Flores, 105 - onde poderá receber, no conjunto de salas disponibilizadas pela SEDAC/RS, produtores, artistas, gestores e interessados no debate cultura do nosso Estado. A nova câmara diretiva, eleita em vinte a quatro de julho do corrente ano, composta por Adriana Donato, Vice-presidente, Susana Frölich, secretária-Geral e Loma Pereira, Assessora Especial. O principal compromisso assumido pela nova gestão é o de garantir a representatividade da sociedade civil, a partir do amplo diálogo garantindo os direitos e o controle social da atividade cultural no Estado, respeitando o papel das dimensões simbólicas do reconhecimento cidadão, promovendo a economia originária do processo cultural. Para tanto estamos aplicando medidas colaborativas como a parcerias com o Consórcio das Universidades Comunitárias do RS, produzindo a descentralização das ati- Fotos Pedro Simões Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 4 Por Rogério Ratner - Músico, escritor e pesquisador da música feita no RS Outros lugares legais na noite de Porto Alegre Embora a grande maioria das casas noturnas ofereça basicamente o velho esquema das bandas cover/festas, felizmente estamos vendo surgir e/ou consolidar-se bares que vêm, em maior ou menor grau, abrindo espaço para trabalhos de autoria própria e/ou em que a qualidade musical, independentemente do apelo comercial, é que dão o tom. Locais deste tipo fazem muita falta na noite da capital gaúcha, e estamos sempre na expectativa de que novos endereços interessantes surjam, pois a demanda de espaços é muito grande por parte dos criadores locais, que têm, em muitos casos, ficado restritos aos teatros como opção para apresentações. De fato, atualmente – e desde há um bom tempo vem sendo assim, infelizmente - são poucos os espaços que, nas noites do final de semana, oferecem essas opções, pois ou estão dedicados a festas com DJs, ou oferecem baladas embaladas por covers. Sabemos que este é o maior filão da noite, e evidentemente as casas têm que faturar para se viabilizar comercialmente, mas realmente são sempre bem-vindos locais em que a música autoral (ou mesmo não autoral, mas que não tenha como única proposta agitar a festa) seja a atração principal nas noites de sextas-feiras, sábados e domingos. Geralmente as brechas que surgem nas casas noturnas, para um esquema diferente, ocorrem durante a semana, o que, naturalmente, dificulta a presença do público que trabalha cedo no outro dia ou tem filhos na escola. Seja como for, merecem ser louvadas as iniciativas, independentemente do dia da semana em Foto Cristine Rochol que surgem estas brechas. Merecedor dos maiores aplausos é o Café Fon fon, que é comandado por um dos mais ilustres casais da cena musical gaúcha, os talentosos instrumentistas e compositores Luisinho Santos e Bethy Krieger. Evidente que, com a curadoria da dupla, está garantida a alta qualidade musical, inclusive nas noites do final de semana. Há tempos não tínhamos mais de uma casa noturna dedicada ao jazz, à música instrumental e a MPB de qualidade no cenário de Porto Alegre. Neste sentido, o Café Fon Fon junta-se, claro, com o tradicional Odeon, da rua da Ladeira. Mais no esquema referido da festa/cover no final de semana, mas que abrem espaços alternativos, digamos assim, durante as noites dos dias da semana, além dos tradicionais Ocidente e Opinião, há outros locais a destacar. O Insano Pub, nas noites de segunda-feira, conta com a The Brothers Orchestra, uma big band de alta potência, além de incluir shows de artistas com repertório próprio em outros dias da semana. O Dhomba bar vem também reservando espaços em sua agenda para trabalhos próprios. E o Clube Silêncio vem com a interessantíssima proposta (principalmente para nossotros, músicos), de exigir silêncio do público durante os shows, proposta muito bacana e que valoriza a música e realça a qualidade artística. Na sequência destacaremos mais lugares legais para ir. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 5 Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena Meu ídolo Patrice Chéreau Foto Divulgação Poa Em Cena - Chéreau Ele chegou sozinho, vestido de preto dos pés a cabeça, com uma pequena mala na mão e nada mais. Quando o reconheci, através da parede de vidro que separa os que chegam e os que esperam os que chegam, senti meu coração bater forte, acelerado. A poucos passos de mim, ao meu alcance, meu diretor teatral preferido me procurava em meio à multidão. Meio nervoso, fiz sinais em sua direção e quando percebeu, abriu um sorriso tímido e agradecido. Meu ídolo teatral sorria para mim. Patrice Chéreau acabava de desembarcar em Porto Alegre, e eu estava ali para recebê-lo, levá-lo ao hotel, mostrarlhe a cidade, acompanhá-lo ao Theatro São Pedro onde, no dia seguinte, nos mostraria o espetáculo “O Grande Inquisidor”, onde, além de assinar a direção, ele mesmo encarnaria o célebre personagem de Dostoiévski, aquele que, séculos depois, mais uma vez condenaria o Cristo em sua volta à Terra. Foi realmente emocionante encontrar Patrice Chéreau, o artista mais decisivo em minha formação teatral. Ninguém me fascinou tanto como ele, e nada no teatro me arrebatou mais do que suas encenações. Seu refinamento, aliado à sua transgressão, moldou um dos artistas mais expressivos do século XX. Chéreau aliava seu amor aos clássicos, às tragédias gregas e às peças de Racine, ao que de mais moderno era produzido por dramaturgos emergentes do cenário teatral contemporâneo. Surpreendeu o mundo ao montar “Na solidão dos campos de algodão”, de Koltés. O documentário “Une autre solitude”, de Stéphane Metge, produção de 1996, mostra os bastidores e os ensaios dessa encenação primorosa, a paixão incandescente de Chéreau pelo texto surpreendente. Foi também o primeiro a montar o grego Dimítris Dimitriádis, autor de “A vertigem dos animais antes do Abate”, atual “enfant terrible” da cena europeia. É impossível deixar de registrar sua parceria com a atriz Dominique Blanc, da qual a plateia porto-alegrense teve o privilégio de assistir, em 2009, “La Douleur”, uma das peças mais avassaladoras que já assisti. A montagem dilacerante arrebatou o público, que a aplaudiu por mais de quinze minutos. Apolíneo e corajoso, Chéreau buscava cada vez mais a essência da cena pura, a beleza bruta e bela, o teatro de reflexão social. Conseguiu. Meu diretor preferido também se dedicou, durante toda a vida, à opera e ao cinema e foi no cinema, com “A Rainha Margot”, que conseguiu o maior sucesso de sua carreira fulgurante. Com Isabelle Adjani no papel título, Daniel Anteuil e Virna Lise no elenco, trilha sonora excepcional - de Goran Bregovic, o filme arrebatou prêmios e elogios mundo afora. Outros títulos cinematográficos importantes foram “Irmãos”, “Gabrielle”, e “Those Who Love me can take the train”, alguns nunca lançados no Brasil. Outra paixão fulminante foi a ópera e Chéreau era imbatível em suas montagens de Wagner e Mozart. “Così fan tutte” é adorável. Um câncer intermitente o acompanhou nos últimos anos, mas ele trabalhou sempre, até o fim. Ao nos deixar dias atrás, aos 68 anos, Patrice Chéreau deixa gravado seu nome na arte contemporânea como um de seus arautos mais vigorosos. Sou e serei grato a ele para o resto de minha vida. Por sua trajetória cênica, por sua coragem e por me mostrar o sentido mais essencial do teatro. Chéreau era um esteta, um profeta, um artista maiúsculo. Como Pina Bausch, sua obra irá reverberar ainda e sempre nos nossos corações e mentes. Ao esteta, ao profeta e ao diretor extraordinário, eu digo: muito obrigado, Patrice Chéreau. Foto Márcio Peixe Por Camilo de Lélis - Teatrólogo Quatro sonetos em redondilha Fogo de Palha Quebranto Des/encontro Açougue Tupinambá A saudade se apresenta, trazendo o velho dilema; feito onda que arrebenta, nos versos deste poema. O Amor, com asa ferida, escondeu-se noutro canto. Uma tristeza, um quebranto, trouxe azar à minha vida. Meu coração bate o sino, dá o alarme de perigo. Com um rubor de menino, quero falar, não consigo. Meu coração em postas te ofereço fatiado, bem assim, despedaçado, da maneira que tu gostas. Eu nem sei por que escrevo, numa tal situação se, de fato, não me atrevo a arriscar-me a outro “não”. Meu gesto tornou-se lento, minha vontade se oculta. No trânsito, eu levo multa, não consigo estar atento. Encharco de suor a roupa, minha mão treme, indecisa; boca seca - pressa louca -, fecho o botão da camisa. Podes pôr molho madeira, vai ficar bem temperado; vinho tinto equilibrado, culinária de primeira. Faz um ano mais um mês, que andei a te esperar meus e-mails, tu não lês... Não sei explicar meu caso - ou resumir a quem pede -, nestas linhas, verso a verso. Sou a bola sem o jogo sempre que cruzo contigo - um incêndio sem o fogo. Cozido contemporâneo (à moda tupinambá), autêntico ou...sucedâneo. Já não me queres amar teu fogo queimou de vez, meu fogo custa a apagar. O meu sol entra no ocaso, o Bem de mim se despede bate na porta o Perverso. Com angústia, alma aflita - o sinal abre -, não ligo, nem ouço a gente que grita... - Queres? A casa te dá desse prazer momentâneo. Amor, porém, já não há. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 6 Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura Foto Arquivo Pessoal Invasão ou compartilhamento? O tema é fascinante. Tem todos os elementos para se transformar no assunto principal de nossas vidas, falo de quem participa dos acontecimentos sociais, lê os veículos de comunicação, se comunica através da Internet ou dos telefones sejam eles fixos ou celulares, enfim, de quem interfere na interação social como ela é, hoje. Você aceita que alguém publique uma matéria, contendo opinião diferente ou igual á sua, a qualquer momento, em sua página do Facebook? Você fica satisfeito ou incomodado quando alguém “invade” sua apresentação, que reflete sua “imagem”, a qualquer hora do dia ou da noite? Ou preferiria que lhe pedissem permissão? Uma solicitação de compartilhamento? Por trás dessas atitudes bem diferentes, está uma pequena virtude chamada Educação, que a gente traz de berço, ou seja, aprende com o que nos transmitem nossos pais. Logo que você deixa de ser uma, digamos criança, e pela idade (cada vez mais cedo) penetra na convivência geral da sociedade, passa a curtir o mundo dos adultos, passa a enfrentar os sinais, conceitos, posições, opiniões e se torna um interveniente nos sistema sociais em andamento. Então, diante de um computador, com o domínio sobre a técnica que favorece mil vezes mais as crianças do que os adultos, porque essas, com o espírito virgem, aberto para qualquer impressão ou transferência externa, aprendem a dominar o equipamento e ultrapassam em larga margem os espíritos mais velhos e treinados e amolgados pela experiência e os anos de vida, mais se torna contundente esta intervenção. Fica difícil, às vezes, explicar para estas pessoas que estão chegando por cima ao mercado e se afirmando nele em alta velocidade, que é preciso PEDIR LICENÇA, ou pelo menos solicitar algum tipo de permissão, sorrir e pedir desculpas. Limites é o nome disso. Mas, esse é o presente na rede Web. Nem é o futuro. Cada vez mais será necessário mostrar que a educação ainda tem um precedente indiscutível e submeter nossos contatos ao sistema que disciplinou durante tantos anos a Humanidade, separando-a dos bovinos e dos macacos, sem falar nas feras, às vezes menos selvagens que muitos humanos... E “pirataria” pode dar 3 anos de prisão... Por Adeli Sell - Escritor e Consultor Estamos emporcalhando nossa cidade A palavra “emporcalhar” vai gerar protestos, eu sei. Mas é isto que estamos fazendo com nossa capital. Quem se criou no campo, tratando porcos, sabe do que eu falo. Querem algo mais nojento do que chorume regando o asfalto, lambuzando nossos calçados com os quais entramos em nossas casas? Querem algo mais asqueroso do que aquela montoeira de lixo espalhada ao lado dos contêineres? Caminhem pelo Centro Histórico. Na Riachuelo com a Marechal Floriano é impossível passar sem tapar o nariz, desviar o caminho e caminhar pelo meio da rua, porque toda a esquina está tomada de lixo. E não é só ali. Milhares e milhares de porto-alegrenses absorvem diariamente pelas narinas o cheiro podre que exala dos contêineres implantados na nossa cidade. Em qualquer lugar moderno e civilizado tem contêineres para o lixo orgânico e outro para o lixo reciclável. Em Porto Alegre, não é assim. Acreditava que esse cenário pudesse mudar com o anúncio de nova licitação proposta pela prefeitura, prevendo dobrar a quantidade de contêineres na cidade, passando dos atuais 1,2 mil, para 2,4 mil equipamentos. Será mantida, entretanto, a coleta única e exclusiva de resíduos orgânicos nestas unidades, o que todos sabem só ocorre na teoria. Não é preciso ir longe para conhecer outra realidade bem diferente. Caxias do Sul, na serra gaúcha, dispõe de conteine- rização diferenciada. Um para os resíduos orgânicos e outro para os recicláveis. E lá existe a lavagem dos contêineres de três em três dias. Por que não incorporar o que próximas fazem melhor do que nós? Os mais velhos devem recordar com saudades dos anos 90, quando implantamos a coleta seletiva em Porto Alegre, beneficiando primeiramente o bairro Bom Fim. O programa foi progressivamente ampliado até agosto de 1996, quando todos os bairros passaram a ser atendidos. E como está agora? Nem é preciso falar, porque todos veem que é uma zorra total. Faça-se justiça que o novo Diretor começou sua gestão fazendo algumas incursões corretas para debelar focos de lixo pela cidade. Mas parece que nosso diretor está perdendo a batalha para o “emporcalhamento” da cidade, pelas razões que coloquei, somados aos erros administrativos e técnicos e por esta cultura de condescendência com os carrinheiros e carroceiros. Também não dá para desdenhar o comportamento da população que teima em jogar lixo na rua. Por onde quer que se ande, montoeiras de latinha e papel, sem falar nas bitucas de cigarro que estão por todos os lados. Sem esquecer os chicletes que teimam em grudar nos nossos sapatos. Tudo o que é inservível é descartado ali mesmo, sem se importar com a cidade, a limpeza, a estética, a saúde. Sim, saúde, porque isto não pode Foto Arquivo Pessoal fazer bem a ninguém. Pode parecer fruto de uma mente conservadora, mas o cuidado com a cidade exige uma disputa de espaço em que necessariamente deve ganhar o interesse da maioria: limpeza, iluminação, manutenção e acessibilidade. Mesmo a mais culta das criaturas poderá sucumbir ao meio e se permitir um papelzinho no chão quando num cenário de depredação. De que importa? É só uma bituca. Ou, infelizmente, eu não trouxe o saquinho. De maior ou menor gravidade, os crimes são cometidos diariamente, e isto só tem contribuído para uma concepção coletiva de impunidade e irrelevância com aquilo que é coletivo. Sujeira gera sujeira, depredação gera mais depredação. O lixo largado nas ruas vai parar nos esgotos pluviais, gerando inundações a cada chuvarada. Como ensinar uma criança a não jogar lixo no chão, se o seu entorno está coberto de lixo alheio, tolerado e quase institucionalizado? O vandalismo e a sujeira são parceiros inseparáveis, bem como a percepção de insegurança da comunidade. Cestos destruídos, lixo espalhados, monumentos roubados, cocô de cachorro nas calçadas, o encanto da cidade se perde, junto com o humor de quem não consegue andar sem sobressaltos pelas ruas. Mas Porto Alegre pode melhorar. Depende só de nós. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 7 Duas décadas divulgando a cultura da nossa terra “Numa sociedade onde impera a lavagem cerebral, todo pensador que enxerga a deterioração da cultura, tem que se ver na obrigação de ser reacionário, anacrônico e acima de tudo: um déspota intelectual.” Marcos Ribeiro Ecce Ars Há duas décadas iniciamos uma longa viagem em prol da nossa cultura. Olhando para trás, vemos que muitos foram os obstáculos ultrapassados e percebemos que muitos ainda o serão. Neste ano, em que comemoramos mais um ano, estamos conscientes que o nosso foco tem sido sempre em fazer o nosso melhor, com o objetivo de sermos o melhor que podemos ser e não com o desejo egoísta de alcançar o sucesso a qualquer custo. O que nos uniu ontem nos une hoje e garantirá o nosso futuro, é a presença constante de uma equipe altamente qualificada, com os olhos sempre voltados para o futuro, com esperança, profissionalismo, muita garra e determinação, muito entusiasmo, sempre trabalhando com ética e honestidade para bem informar nossos leitores. Estamos cumprindo nosso objetivo de colocar a cultura do nosso Estado acessível para todos, não apenas para os gaúchos, mas também para que todo o Brasil saiba que aqui temos grandes artistas e intelectuais, que a grande mídia parece ter esquecido ou não tem interesse em divulgar os trabalhos dos nossos criadores das artes, que não ficam devendo nada para outros profissionais da área. É isso que faz o jornal Usina do Porto uma publicação com credibilidade. Todo o sucesso que alcançamos é fruto de um trabalho árduo, é uma mera consequência. Que esta filosofia posso continuar nos guiando durante muitos anos. Aos nossos colaboradores, colunistas, articulistas, anunciantes, apoiadores e leitores obrigado pelo empenho em fazer do Usina do Porto uma publicação imprescindível na área cultural. Parabéns a todos pelos nossos 20 anos! Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 8 Fotos Divulgação do Artista Por Alfredo Aquino - Artista plástico, curador de exposições, escritor e editor GONZAGA A eliminação da ênfase “A comunhão com a natureza, realizada por Gonzaga, é tão significativa e ele a transmite por meio de suas obras e textos, comovendo-me profundamente, porque eu a sinto de maneira semelhante. Poderia atribuir-lhe os mesmos termos de meu manifesto do Naturalismo Integral, que escrevi na Amazônia, na bacia do Alto Rio Negro, numa quinta-feira, 03 de agosto de 1978. O Naturalismo Integral de Gonzaga é alérgico a toda forma alienante de poder ou da metáfora do poder. O único poder que ele reconhece não será este, destruidor e abusivo, o da sociedade, mas aquele outro, purificador e catártico, o da imaginação a serviço da sensibilidade. O naturalismo assim concebido diferencia-se radicalmente do realismo, que é sempre a metáfora do poder. Isso implica não somente numa maior organização da percepção, mas também, num maior desenvolvimento humano. O naturalismo integral de Gonzaga se faz da paixão e da iniciação. Numa carta que o artista escreveu-me em 12 de agosto de 2001, ele declara: Quero embriagar-me com tanta beleza, com a beleza da natureza. Não se trata de alienação. A alienação é o fato de, contra ela, NATUREZA, se cometer tanta violência. O percurso poético integral de Gonzaga repousa sobre a recusa radical a esse tipo de alienação. Sua cultura identifica-se plenamente com o conceito da vitalidade global da natureza. É na potência cósmica da fecundação que a natureza detém o mistério da vida. É a partir dessa magia fundamental que o artista procura exprimir-se com suas esculturas, numa linguagem formal que não é nem descritiva nem metafórica, mas emblemática e simbólica sobre os elementos da Natureza profunda.” – Pierre Restany, Paris 2002 Considerado pelo crítico de arte francês Pierre Restany como um dos mais importantes escultores brasileiros contemporâneos, GONZAGA, com a sua defesa incondicional da Natureza se faz uma voz autorizada e presente, nesse momento assombrosamente caótico e de generalizada omissão cínica, em que o meio ambiente e a própria Humanidade encontram-se em risco grave pelos desmandos da cupidez continuada. A ARTE de Gonzaga se faz presente da mesma maneira severa, corajosa e solitária como o foi o grito desferido por Picasso (com o monumental painel GUERNICA) no meio da sombria noite do século, na qual todos se sentiam resignados e impotentes. O mundo transformou-se, a arte tornou-se (pela escolha oportunista e cabotina de alguns) midiática e espetacularizada, alguns artistas fizeram-se célebres com escândalos, com crimes e escatologia, muita coisa virou entretenimento na semântica veloz dos meios eletrônicos. No entanto, o escritor Jorge Luiz Borges ao observar a gritaria ao redor, os bumbos e os estampidos, bem com a estridência das palavras de ordem com relação à Arte, ponderou que a ênfase seria o outro sinônimo para a vulgaridade e seus clichês. A verdadeira Arte, mais profunda e reflexiva, estaria na eliminação dessa ênfase na busca mais rigorosa e sintética da originalidade para uma Arte de permanência no Tempo e para a construção cultural da própria Civilização. GONZAGA comunga com esse princípio de recato e silêncio e produz a sua arte escultórica, isenta de ênfases, avessa à demagogia ideológica e aos holofotes artificiais de celebrizações efêmeras. O artista trabalha com as suas fontes mais intangíveis – a sua imaginação e o tempo. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 9 Por Osvaldo Santucci Jr. - Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro O universo da Feira do Livro está chegando Novembro está chegando e com ele mais uma Feira do Livro de Porto Alegre: desta vez a 59ª edição – que acontecerá de 1º a 17 de novembro. Como todos os anos, a Câmara Riograndense do Livro está se esmerando nos preparativos para oferecer para a população da cidade, e aos visitantes de outros municípios, um cardápio de qualidade e variado de manifestações culturais. Este ano a Feira terá sua estrutura modificada em razão do início das obras no Cais Mauá. A Área Infantil e Juvenil do evento funcionará na Avenida Sepúlveda (entre Avenida Mauá e Rua Siqueira Campos). Ali estarão o Teatro Sancho Pança, o Centro Cultural Móvel do Sesi, o QG dos Pitocos, a Biblioteca Moacyr Scliar, a Estação da Acessibilidade e as barracas dos livreiros, além de estandes institucionais de apoiadores. No total serão 104 expositores na Área Geral, 12 na Área Internacional e nove na Área Infantil e Juvenil. Os números da feira dão uma ideia do que espera o porto alegrense em novembro, na Praça da Alfândega: serão 700 sessões de autógrafos, mais de 170 eventos em salas (mesas-redondas, palestras, seminários), 30 oficinas com 50 módulos de criação, 47 eventos artísticos e culturais, expressiva presença da literatura internacional, área exclusivamente dedicada a crianças e jovens com mais de 100 eventos, entre outros. Fotos Luis Ventura Nosso parque editorial demonstra uma maturidade que se iguala a outros mercados nacionais e internacionais. A Feira propicia encontros, entre editores, escritores, livreiros, agentes. Nesta edição, esses encontros serão orientados a gerar negócios, o que já vem acontecendo de forma espontânea. O país homenageado deste ano é a Alemanha. Entre as razões estão os 190 Anos da Imigração Alemã no Rio Grande do Sul e o fato de que 2013 é o Ano da Alemanha no Brasil. Além disso, o Brasil será homenageado na Feira do Livro de Frankfurt, que acontecerá de 9 a 13 de outubro. Por conta disto, haverá forte presença de escritores alemães na Feira e uma série de atividades, em parceria com o Goethe Institut. Enfim, esperamos que todos participem desta feira, especialmente as crianças que estão se iniciando na leitura. Para elas, temos uma programação especial, com contadores de estórias, encontros com autores, teatros – inúmeras formas para que comecem a gostar e a se encantar com o poder mágico dos livros. Boa Feira do Livro a todos. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 10 Por Aldryn Sonis - Nutricionista Dermogral Moinhos CRN2 11230 Raspberry Ketone Foto Foto Studio Rainer Telini O novo termogênico natural e regulador do hormônio adiponectina A Adiponectina é uma proteína expressa exclusivamente pelo tecido adiposo, que vem demostrando importantes efeitos sobre o metabolismo. Diferentemente da maioria das proteínas secretada pelos adipócitos, sua expressão diminui à medida que o tecido adiposo aumenta e sua concentração encontra-se reduzida em indivíduos obesos ou resistentes à insulina. Além disso, indivíduos com concentrações circulantes elevadas de adiponectina estão menos sujeitos ao desenvolvimento de diabetes tipo II, quando comparados aqueles com concentrações reduzidas. Raspeberry ketone (Cetona da framboesa) é um composto fenólico natural da framboesa vermelha que funciona como regulador do hormônio adiponectina. A administração dietética deste suplemento foi avaliada e aumentou significativamente a lipólise (queima de gordura), a expressão e a secreção de adiponectina, aumen- tou a oxidação de ácidos graxos e diminui a acumulação de lipídios. Estes resultados sugerem que o Raspeberry é uma grande promessa na perda de peso e na queima de gordura corporal. É um nutracêutico indicado como: - Antioxidante; - Termogênico; - Melhora na elasticidade da pele; - Auxiliar no tratamento de alopecia. Vantagens: Raspberry ketone é um extrato concentrado , para obter o mesmo benefício a partir do fruto inteiro, o consumo seria de 90 kg de framboesas. Consulte seu/sua nutricionista para melhores opções de como encaixar este suplemento no seu dia-dia e dosagens diárias deste suplemento. Foto Arquivo Pessoal Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193 Vitamina D A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel encontrada em poucos alimentos, mas o próprio corpo humano é capaz de produzi-la após exposição a raios solares. Pode ser encontrada em duas formas, a vitamina D2, ou ergocalciferol e a vitamina D3, ou colecalciferol. A vitamina D2 está presente em plantas e alguns peixes, e a vitamina D3 é sintetizada na pele pela exposição aos raios ultravioletas B. A principal função biológica da vitamina D é manter níveis plasmáticos de cálcio e fósforo, auxiliando na absorção de cálcio pelo organismo e garantindo assim o desenvolvimento normal dos ossos e dos dentes. A vitamina D2 está presente em algumas plantas e peixes, como o Salmão, a Sardinha e no óleo de fígado de Bacalhau. As causas de hipovitaminose D podem estar relacionadas a fatores endógenos e ambientais, tais como a cor da pele, uso de protetor solar, roupas, envelhecimento, estação do ano e período do dia. Outros fatores também podem causar hipovitaminose D, tais como, a má absorção, obesidade, uso de anticonvulsivantes, glicocorticóides, doenças hepáticas com comprometimento da função e doença renal crônica. Um bom indicador clínico dos níveis de vitamina D é a mensuração da concentração plasmática de 25-hidroxivitamina D. Podemos classificar a concentração de 25-(OH) D em desejável no mínimo 30 ng/ml; insuficiente de 20 a 30 ng/ml e, deficiente abaixo de 20 ng/ml. Ao redor do mundo, aproximadamente, um bilhão de pessoas apresenta insuficiência ou deficiência de vitamina D. Na Europa e nos Estados Unidos, 40% dos idosos que vivem em asilos e casas de repouso apresentam deficiência de vitamina D. Cinqüenta por cento das mulheres menopausadas que recebem tratamento para osteoporose apresentam níveis insuficientes de vitamina D. Além de garantir a absorção intestinal do cálcio, que é fundamental para a mineralização óssea, a vitamina D também melhora o desempenho muscular e reduz o risco de quedas. Esses dois efeitos em conjunto contribuem de forma positiva para a redução do risco de fraturas. Para que um adulto atinja o nível sérico de 25 (OH) D de 30 ng/ml são necessários de 800 a 1.000 UI por dia. Após uma correta avaliação médica e conforme a necessidade poderá ser prescrita vitamina D de forma suplementar ou mesmo terapêutica. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 11 INFORME PUBLICITÁRIO Anselmo Cunha/PMPA EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO: CONVIVER PARA VIVER MELHOR. EPTC realiza ações no Dia do Pedestre A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) trabalha para qualificar a mobilidade urbana de Porto Alegre em defesa da vida e do desenvolvimento sustentável. A EPTC desenvolve ações de planejamento, implantação e conservação de estratégias de engenharia de trânsito, apoiadas em atividades permanentes de educação para o trânsito. Nesta área, somente neste ano, já foram realizadas mais de 220 ações educativas em escolas, estações de ônibus, vias de intenso fluxo, associações comunitárias e empresas, com o objetivo de multiplicar uma mensagem de paz no trânsito. A Equipe de Educação é formada por um grupo multidisciplinar, integrado por agentes e apoiado por professores, técnicos e outros profissionais que, em conjunto, desenvolvem e disseminam o conhecimento na área de gestão da mobilidade e educação para o trânsito. Anselmo Cunha/PMPA Uma das principais ações da EPTC está voltada aos pedestres que, reconhecidamente, representam o lado mais frágil nas relações do trânsito. Além das abordagens educativas, também estão sendo reforçadas ações de fiscalização e monitoramento na cidade, como a intensificação da presença do radar móvel nos corredores de ônibus e nas avenidas de grande movimento. O objetivo é reduzir o número de atropelamentos e preservar vidas. Ciclovias ganham mais espaço na cidade Todo mundo é responsável por um trânsito mais seguro. Abaixo, algumas dicas de segurança no trânsito para todos os públicos: • Pedestre: atravesse sempre na faixa. Ela foi criada para proteger você. • Motociclista: usar o capacete pode salvar a sua vida. • Ciclista: para a sua segurança, trafegue à direita no mesmo sentido dos carros, na faixa mais lenta. • Motorista: nunca saia antes de colocar o cinto. E não use o celular no trânsito. AGILIDADE EM PROCESSOS É RESPEITO AOS IDOSOS. A Assembleia aprovou uma lei que determina a preferência na tramitação de processos administrativos em que gurem como parte pessoas com 65 anos ou mais. Assim, procedimentos com administração direta ou indireta do Estado são resolvidos de forma muito mais rápida e eciente. Essa proposta fortalece o Estatuto do Idoso e reforça o respeito do Legislativo aos direitos da terceira idade em nossa sociedade. A Assembleia trabalha para a construção do futuro do Rio Grande do Sul. Lei 11.822/2002 Editado pelo Gabinete de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre www.portoalegre.rs.gov.br • twitter: @nossa_poa www.al.rs.gov.br HISTÓRIA DAS LEIS Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 12 Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista Berinjela Alegre do restaurante Viena O restaurante Viena criou a receita a Berinjela Alegre. Prato leve e muito saboroso, que integra o variado cardápio da casa e pode ser encontrado no tradicional bufê. O cardápio variado e de qualidade, com cozinha aberta, vai de saladas a receitas caseiras, salgados e sanduíches faz do Viena uma marca de referência no segmento de comida rápida. Berinjela Alegre Ingredientes: (Rendimento: 6 porções) 1 kg de berinjela cortada em cubos 1 colher (sopa) de sal ¼ de xícara de uvas-passas brancas ½ de xícara de uvas-passas pretas ½ xícara de azeite 1 colher (sopa) de alho picado 300 g de cebola em cubos 150g de pimentão vermelho em cubos 150g de pimentão amarelo em cubos 1 colher (sopa) de vinagre balsâmico 1 colher (sopa) de orégano ¼ de xícara de folhas de manjericão ½ colher (chá) de pimenta-do-reino preta moída ½ xícara de azeitona preta sem caroço Decoração ½ xícara de cebolinha picada Modo de Preparo Polvilhe a berinjela com o sal, arrume os cubos num escorredor e deixe escorrer por 1 hora. Enquanto isso misture as passas e as cubra com água quente. Deixe hidratar por 1 hora. Escorra e reserve. Esprema a berinjela com as mãos e espalhe numa assadeira. Asse em forno médio por aproximadamente 30 minutos. Mexa de vez em quando para ficar dourada de todos os lados e não queimar. Numa panela grande, aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola até ficarem translúcidos. Junte os pimentões, refogue por 3 minutos e retire do fogo. Acrescente a berinjela assada, as passas escorridas, o vinagre, o orégano, o manjericão, a pimenta e as azeitonas cortadas ao meio. Misture delicadamente e deixe esfriar com panela tampada. Transfira para um refratário e leve à geladeira até o dia seguinte. Sirva decorada com a cebolinha picada. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 13 Por Marcelo Oliveira da Silva - Jornalista e Consultor de Comunicação da Secretaria do Turismo do RS Um novo capitão Rodrigo O Tempo e o Vento, de Jayme Monjardim, ocupou um número de salas que Porto Alegre quase nunca viu em se tratando de produções nacionais. Nos primeiros 10 dias o filme foi visto por 240 mil pessoas, quase metade disso no Rio Grande do Sul. A refilmagem desse romance célebre de Erico Verissimo foi muito bem ambientada, conta com roteiro e com atuações convincentes, além de música bem escolhida. O maior desafio era comprimir no espaço comercialmente viável de um filme pensado para exibição em cinemas uma história que atravessa dois séculos (até 1945), composta por três livros, cuja feitura demandou de seu autor nada menos que 12 anos, algumas centenas de páginas e dezenas de personagens. Tabajara Ruas e Letícia Wierzchowski cumpriram a tarefa a contento. A ação está concentrada em torno da personagem Bibiana e suas memórias. A licença poética de fazer a personagem já meio moribunda rememorar suas origens e eventualmente dialogar sobre o presente com um falecido – o marido, capitão Rodrigo, em torno do qual o livro atinge seu clímax – funcionou muito bem. Nisso Monjardim soube conduzir as encenações, evitando escorregar para o ‘realismo mágico’ (termo que designa a literatura latino-americana em torno de Gabriel García Márquez, onde eventos sobrenaturais eventualmente se misturavam com naturalidade aos fatos do dia a dia), o que seria um erro em vista do estilo sóbrio e realista do texto original. A decisão de manter os espanholismos ainda presentes na fala gaúcha foi um grande e corajoso acerto e não me parece que o filme vá perder qualquer espectador em outras partes do país por isso. Outro desafio eram as adaptações anteriores. A primeira delas foi realizada pela TV Excelsior, com 210 episódios e exibida até março1968. A segunda seria definitivamente mais curta e mais marcante, uma minissérie da TV Globo, exibida em 1985. Desta última sobram dois ecos igualmente bem resolvidos pelo filme. Cléo Pires encarna muito bem Ana Terra, interpretada por sua mãe, Glória Pires, quase 30 anos antes. Thiago Lacerda consegue inclusive melhorar o capitão Rodrigo, cujos traços desde então se confundiam com os de outro astro televisivo, Tarcísio Meira. O veterano ator reconheceu à época que ao interpretar o papel estava já com 50 anos e não tinha como irradiar o viço que um cavaleiro valente e dado aos jogos de carta, às brigas de bar e mesmo às lutas campais exigiria. É exatamente neste ponto que Thiago Lacerda consegue cativar o imaginário de todos os leitores do livro com quem conversei. Talvez seja o definitivo. Fernanda Montenegro está irretocável na pele de Bibiana e detalhar a performance de uma profissional com a experiência de quem já conseguiu ser indicada ao Oscar de melhor atriz, atuando numa língua que não era o inglês, é totalmente supérfluo. Outra grata surpresa é o padre Lara, de Zé Adão Barbosa. Raras vezes se vê um pároco ganhar tanto espaço na tela, nesse caso com e sem a presença do protagonista. O papel claramente foi estendido e isso se deveu à capacidade que Zé teve de envergar uma batina sem perder as linhas de sombra, sem parecer nem um castrato nem um domador de almas, capaz de traduzir também em gestos e expressões faciais a discordância com certa atitude e ao mesmo tempo a compreensão da circunstância que induziu aquele comportamento. Moderno, mas sem parecer deslocado de seu tempo e lugar. A ambientação é honesta nos exteriores e interiores, e os figurinos e móveis estão adequados, sem parecerem nem simples demais, nem chiques demais (como fazem alguns filmes argentinos e quase todos os ingleses, mesmo ao retratar pobreza). Alguns grandes jornais nacionais implicaram com tomadas eventualmente longas em paisagens demasiado pitorescas, outros ainda com um certo tom de novelas. Não vi isso de encher linguiça, mas quanto à filmagem das paisagens confesso que tive lá minhas questões na cadeira. Pode parecer afetação de crítico, mas também penso que raros diretores e fotógrafos nacionais de cinema perceberam a importância de, em tomadas abertas sobre campos, praias e outras geografias bastante conhecidas, procurar ângulos e movimentos pouco explorados. (Isso também foi defeito de Na Estada – On the Road, de Walter Salles, resenhado aqui ano passado.) São mais de 100 anos de cinema, e muitos mais de fotografia, a nos acostumar com imagens, tornando banal tudo que puder ser antecipado. Já quanto ao tom de novela, discordo e não vi argumentação que sustente essa crítica fácil - afinal o diretor e vários atores têm na TV Globo o grosso de seus salários. (Crítica fácil, caro leitor, é aquela em que o crítico julga falar de algo com que todo mundo concorda, ao ponto de achar que não precisa explicar. Em geral a crítica Desenho de Paisagem no Jardim Botânico: última edição de 2013 Foto Marc Hess fácil se baseia não na obra em si, mas num fato conhecido sobre a biografia do autor. Fatos externos à obra podem ser indícios, mas nunca serão provas. Em crítica, dizer sem explicar os porquês equivale a não dizer.) Por fim, a música. Foi uma boa ideia buscar uma orquestra, no caso a Sinfônica de Budapeste. A trilha e a música incidental estão bem, sem brilhar demais (e ser intrusiva), nem pecar pela omissão. De fato a única coisa que me incomodou, e profundamente, foi a canção que acompanhou os créditos, em inglês... Ora, por favor! Se estivéssemos na internet eu escreveria aqui em caixa alta. Nada, absolutamente nada, a ver. Sim, sim, estamos nos créditos, eu sei. Mas quando um filme mexe com o código cultural que forma a nossa identidade, como é inequivocamente o caso de O Tempo e o Vento, isso importa. Aliás, se não fosse por isso, porque o lançamento no Rio Grande do Sul? O mesmo pragmatismo econômico que orientou essa escolha devia orientar alguns “dont’s” e um deles certamente era a improbabilidade da língua inglesa naquela época e local. E numa história bastante cheia de personagens é recomendável listar os nomes deles ao lado dos atores que os interpretaram. Ok, ok, se estou reclamando dos créditos é porque o filme estava bom. E estava mesmo. Foto Divulgação Vivência coletiva orientada pelo artista plástico Jorge Herrmann propõe diálogo com a natureza por meio do desenho O curso aberto de Desenho da Paisagem no Jardim Botânico terá sua última edição de 2013 no próximo dia 23 de Novembro, sábado, das 9 às 13 horas. Ministrada pelo artista plástico Jorge Herrmann, esta iniciativa começou em setembro de 2009, tendo recebido, desde então, mais de uma centena de pessoas, das mais variadas procedências e atividades profissionais. Por seu caráter aberto, sem exigência de experiência prévia com arte e pela forma como é realizada, com vivências em grupo e ao ar livre, esta atividade tornou-se uma referência dentro da programação do Jardim Botânico. O envolvimento com as belas paisagens deste espaço e a reflexão acerca da importância das paisagens serenas e estáveis, estão entre os benefícios propiciados pelo curso. O trabalho desenvolvido por Jorge mescla percepção ambiental com expressão pessoal, mostrando o quanto é possível aprofundar o contato com a paisagem por meio do desenho. A não exigência de experiência prévia com arte permite que artistas experientes convivam harmoniosamente com os “marinheiros de primeira viagem”, numa rica troca de experiências e visões. O principal objetivo do curso é propiciar um olhar renovado para a paisagem, de forma a permitir, além da ampliação do repertório gráfico de cada aluno, um olhar atento e crítico sobre as mudanças provocadas pelo ser humano nas paisagens ecologicamente importantes. O valor do encontro é de R$ 70,00. As inscrições estão sempre abertas a novos interessados. Para receber informações periódicas sobre este e outros cursos ministrados pelo artista, escreva para arte@jorge herrmann.com ou ligue para (51) 9240.7038 Para maiores detalhes, acesse o site do artista: www.jorgeherrmann.com e assista a vídeos sobre o curso. Aula de Maio de 2013 (Jorge Herrmann) Serviço: O Quê: Curso “Desenho de Paisagem no Jardim Botânico” com Jorge Herrmann Quando: Dia 23 de Novembro de 2013, sábado, das 9h às 13h Onde: Jardim Botânico de Porto Alegre (Rua Dr. Salvador França, 1427, Bairro Jardim Botânico) Quanto: R$ 70,00 Material recomendado para novos alunos: prancheta, dez folhas tamanho ofício, caneta nanquim, lápis grafite HB e 6B, estilete Contatos: (51) 9240.7038 e [email protected] Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 14 Foto Luciana Thomé Por Sergio Napp - Escritor A Copa e suas circunstâncias Cabe esclarecer: sou contra a realização da Copa. Sempre fui. E mais (olha a heresia): torço contra o Brasil em qualquer Copa. Não sou contra o esporte, pelo contrário. Tenho um time de coração. Torço e sofro como todos. É o que me basta. Não consigo entender a fanatização que leva pessoas a matar e a morrer, a depredar, danificarem ônibus e carros, em nome de uma pretensa paixão clubística. Não consigo aceitar as benesses ofertadas às Confederações, clubes, jogadores, treinadores, os polpudos vencimentos, as vantagens descabidas. Tudo com a benção das autoridades competentes (?), das direções e da imprensa. Um amigo, ex-funcionário de um dos grandes times do futebol gaúcho, me confessou: Se as pessoas soubessem metade do que se passa nas entranhas de um clube de futebol deixariam de lado seu papel de torcedores. Verdade? Exagero? Sei lá. O certo é que a Copa está aí graças a um famoso falastrão que teve a cara-de-pau de afirmar que os gastos com a mesma seriam bancados pelo empresariado. Que ao Governo nada caberia. É o que está se vendo: até os estádios particulares estão se regalando com subsídios e empréstimos a juros menores do BNDE. Concordo com o David Coimbra quando afirma que mesmo não havendo a Copa os recursos financeiros não iriam para a saúde, educação, cultura, segurança. Por uma simples razão: estas áreas, embora prioritárias e carentes, não rendem votos para Suas Excelências. Voltando ao ponto: a Copa é uma realidade e não adianta, a esta altura, chorar sobre o leite derramado (ele estava com formol e uréia, lembram?). Sendo assim, devo confessar que eu fosse o Prefeito desta cidade (graças a Deus, este Senhor me poupou deste calvário) faria o que o atual Prefeito está fazendo pela cidade. Todas as obras viárias que ora se realizam estavam previstas no Plano Diretor e nunca foram realizadas, embora a necessidade, com a desculpa da falta de verba. Se o Governo Central resolveu, graças à Copa, que agora a verba existe, cabe aproveitar. Uma cidade, qualquer cidade, deve ter suas ações pensadas para, no mínimo, vinte a trinta anos e não como vinha sendo feito. Uma sinaleira mal colocada pode ser a causa de engarrafamento nos dias de hoje, mas dentro de cinco anos, se providências (dolorosas, às vezes) não forem tomadas, a cidade para. Um exemplo: a terceira perimetral construída sem a devida atenção (onde estavam os engenheiros de tráfego? Em Cancun?) se transformou em um inútil corredor de ônibus cercado de engarrafamento por todos os lados. Agora, havendo verba, tentase minorar o prejuízo erguendo-se alguns viadutos. Outro: quando Loureiro da Silva rasgou a cidade com a Farrapos deve ter provocado choro e ranger de dentes de muitos. Alguém, hoje, imagina o que seria de Porto Alegre, sem a Farrapos? Somos uma sociedade conservadora, individualista, arraigados às nossas posições (quando as temos), mas há momentos em que devemos ser pragmáticos e pagar para ver. Só depois acusar. O limite sempre deverá ser a lei. Se eu fosse o Prefeito (e graças aos céus o bom Deus não o permitiu, repito) eu não insistiria em corredores de ônibus, obras estáticas que, não dando certo custa mais caro refazer do que construir, ou em metrôs. Há soluções, pelo mundo afora, mais práticas e atuais. Optaria pelo trem bala ou aeromóvel, soluções mais baratas, menos traumáticas, mais rápidas e tão eficientes quanto. O que me causa espanto realmente é a demora em se realizar estas obras: quinze anos para duplicar a BR-101? Dez anos para instalar o anti-neblina no Salgado Filho? Um ano para construir uma pontezinha sobre o Arroio Dilúvio? E os jornais ainda anunciam que a maioria das obras, no Brasil inteiro, apesar dos valores milionários, não ficarão prontas a tempo para a Copa. E quem garante que a nova ponte sobre o Guaíba estará pronta em três anos? Valha-me, Deus! Mas quem sou eu, um simples escriba, a me atrever a ditar regras e dar opiniões diante de tantos inteligentes que me cercam? Foto Arquivo Pessoal Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor Frederico e outras Histórias de Afeto do médico e professor gaúcho Gilberto Schwartsmann apresenta histórias sobre suas décadas de atividade médica, situações de consultório e hospital, tudo exposto com muita franqueza e carinho, mostrando como somos frágeis e necessitamos uns dos outros. Libretos, 140 páginas, www.libretos.com.br Adega Imaginária seguido de O Relincho do Cavalo Imaginário apresenta poemas do consagrado professor e poeta Armindo Trevisan, fechando um ciclo poético de quase meio século, iniciado em 1967, com o livro A surpresa de ser. Versos de amor estão na primeira parte e memórias de infância na segunda. Prefácio de Jorge Furtado, L&PM Editores, www.lpm.com.br A difícil convivência Porto Alegre e os Farrapos do aclamado jornalista e escritor gaúcho Walter Galvani apresenta elementos novos sobre a convivência tumultuada entre porto-alegrenses e farrapos e lança novas interpretações sobre o fato histórico que marcou a história da cidade e da Revolução Farroupilha. AGE Editora, 160 páginas, www.editoraage,com.br Equilíbrio de açucenas de Haydée S. Hostin Lima apresenta antologia de 49 poemas premiados em Porto Alegre e Santa Maria, plenos de fantasia, amor, mãos alheias, flores, silêncio e solidão, mostrando a evolução poética da autora. Instituto Estadual do Livro e Corag, telefone 3314.6450, www.iel.rs.gov.br Páginas de História da professora Iva da Silva fala da história da cidade de São Francisco de Paula, sua emancipação e atuais distritos e muitos outros aspectos, com ênfase para a presença de índios, negros e imigração em geral na cidade que desponta para o turismo, em vista de suas potencialidades e belezas naturais. Martins Livreiro Editora, 212 páginas, telefone 3224.4798 Médicos Escritores do médico, professor e escritor gaúcho Waldomiro Manfroi apresenta relatos sintéticos sobre grandes nomes da medicina que igualmente escreveram ficção como Moacyr Scliar, Dyonélio Machado, Nuno Lobo Antunes, Pedro Nava e Ramiro Barcelos. O autor entende que os médicos escrevem ficção para imortalizar os pacientes que muitas vezes morrem. Buqui Editora, 3225.5777, www.buqui.com.br Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 15 Foto Tonico Alvares Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor Estou louca? Semana passada, minha querida amiga Tania Carvalho postou uma pergunta no Facebook, referindo-se aos acontecimentos recentes do Brasil, essas manifestações novas que nasceram do rastro das ditas vozes das ruas do mês de junho, mas em nada legítimas, compreensíveis e absolutamente democráticas como estas. Os mais recentes protestos como a agressão ao prédio do chefe do Executivo Municipal, insólitos, ardilosos, e, sobretudo, covardes, pois que praticados por quem não tem coragem de mostrar o rosto, estão a repetir-se de forma muito sistemática. – Estou louca? - perguntava-se Tania Carvalho. Procurei uma resposta que dei na página de minha amiga, mas não a encontrei, e, mesmo que tentasse reproduzi-la aqui, as palavras seriam não mais aquelas, mas outras, ampliando o escrito fora dos calores das redes sociais. - Não, Tania, não estás louca. Loucos estamos todos nós, que vivemos esta sensação de gradativo apartamento da razão, num país cuja Constituição reza mais direitos do que deveres, onde certas práticas de manifestações populares, à guisa de protestos racionais, há muito estão cerceando o direito de ir e vir, de crer e pensar e de se expressar. Prédios públicos são tomados por delinquentes a qualquer título, estradas são interrompidas por barricadas, monumentos são danificados, tudo isso causando o desconforto do cidadão, atrasando o país e magnificando internacionalmente a agenda negativa do Brasil. E tudo isso sob as barbas do Poder Executivo, a um tempo omisso e conivente. Loucos estão sim, os poderes da República, dois deles para falar a verdade: o Legislativo, cuja formação (com dignas e muitas exceções) é predominantemente feita de gente inescrupulosa, de bandas mercadoras de favores espúrios contra pagamento de propinas e mesadas; e o Executivo, que distribui popularmente bolsas de todos os tipos, alardeia um país sem pobreza em campanhas publicitárias milionárias, lança pedras fundamentais de projetos mirabolantes que nunca sairão do papel como o trem-bala, num país que carece dos mais ele- mentares suprimentos materiais e humanos para a saúde. Já o Poder Judiciário, em bom nome da democracia incipiente que temos, cumpre com sua parte: a vigilância das leis emanadas do Legislativo e sancionadas, a seu bel prazer, pela pena muitas vezes ideológica do Executivo. É um poder cerceado de muitas formas, infelizmente. Não há como deixar de ser um pouco mais ou menos louco quando se está imerso neste denso caldo legitimamente brasileiro. Somos hoje um país em que cada cidadão pretende ser o dono de uma sua parte. Mas tais partes todas estão fragmentadas, quase diluídas na imensa emulsão da incongruência coletiva. Assim, somos donos de nada. Nem do campo de Libra, nem do petróleo, nem de qualquer coisa que tem servido de mote para estes protestos de desordeiros, ridículos, até, em seus argumentos, mas definitivamente deletérios em seus efeitos. Mas nem tudo está perdido. Somos um povo vocacionalmente contemporizador e pacificador – o que não é de todo ruim -, pois, a julgar por nossas dimensões territoriais e populacionais, tivéssemos a índole ibérica, por exemplo, seríamos muitos países separatistas em guerras, e guerras de sangue. Enquanto esses protestos se sucedem, artistas que outrora foram ícones da defesa de expressão, hoje voltam-se contra ela, como se tivessem passado uma borracha na História. Os movimentos de junho, tão temidos pelos políticos àquela hora em que assumiram posições contrárias às que ostentavam, que a toque de caixa aprovaram projetos ditos de urgência engavetados por décadas, aqueles movimentos passaram assim como a banda de Chico passou. E tudo voltou a ser como d’antes no quartel de Abrantes. E, por falar em quartel, Deus nos livre. Por Renato Pereira - Jornalista Tirando o preço da erva mate, passeata é o lazer mais em conta do momento Deixou de ser um movimento, já é comportamento. Minha avó queria porque queria participar de uma passeata no Rio. Segundo ela, as daqui não tinham a menor repercussão entre as amigas. Antes de fechar a “vaquinha” questionamos qual seria a turma dela na capital da anarquia. Estarrecidos, ouvimos ela declarar que ia sair na Passeata das Prostitutas. Até os abanicos no aeroporto não ficamos sabendo se a vovó queria mais mídia ou era nostalgia do passado. Na Bahia as bancas de cachorro-quente estão faturando adoidado. É que o pessoal está aproveitando o gás de pimenta para botar na salsicha. Sem contar os maridos traidores que se utilizam de uma fungada de gás lacrimogêneo para declarar entre lágrimas copiosas ao ser pego na saída do motel pela patroa que estavam fugindo da tropa de choque. A menor das excentricidades foi um cara em São Pau- lo com a máscara do Rubinho Barichello, ou era mesmo o Rubinho. Ostentava um cartaz: FORA COLLOR. Os melhores cartazes só aparecem no Face Book. Tipo CAI DE BANDA DILMA, MÃE DOS MENSALEIROS NA CADEIA – PARIU É CONIVENTE, LULA É O CHIFRE DO FRIBOI, DUNGA PARA TÉCNICO: DO FORTES E LIVRES DE MUÇUM. Um amigo daqueles que vive repetindo que “vai morrer e não vai ver tudo” resolveu aderir. Comprou uma máscara repetitiva e sem graça da cara branca com bigodinho, uma garrafa de uísque com um paninho em lugar da tampa para parecer bomba de molotov e enturmar a linha de frente, quando teve o seu sonho de cinco minutos de fama interrompido por uma repórter que enfiou-lhe o microfone nas fuças e quis saber: - Qual é a reivindicação desta Passeata Gay...? Masoquista de primeira linha não perde tempo com mascara. Pega a saia e a blusa da mulher, faz cara de quem ganha mal e sai logo de “professora”. É certo que apanha pelo ano todo. O perigo é ir em cana e enfiarem o infeliz na cela dos travestis. Que seja na hora da “quentinha”, ou come ou dá. Não se duvide que Passeata venha a fazer parte do calendário turístico, tenha concurso de cartazes e roxo de porrada premiado. Acho até muito democrático. Não precisava nem ter eleições. No segundo turno, a maior passeata contra quem, o outro ganhava. Corromper milhões é bem mais complicado do que só a turma do Bolsa Família. Além de já ter se transformado num acontecimento social. Tem carinha que não gasta mais na balada. Pega na passeata. Com uma vantagem que nenhuma balada pode oferecer. Transando com a mascarada, jura que é a Nicole Kidman. CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO - AUXILIADORA - CIDADE BAIXA MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO - ZONA NORTE - ZONA SUL E FLORESTA Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas - School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica – Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista Férias no Uruguai em janeiro 2014 O Uruguai recebe turistas de todo mundo. A simpática capital, Montevidéu e as praias oceânicas estão então entre os pontos turísticos classe A da América do Sul. O país conta com uma excelente infra-estrutura receptiva. No trajeto, belas praias, o passado colonial, os circuitos culturais, os esportes náuticos, a pesca esportiva e a farta gastronomia são alguns das atrações que compõem o roteiro abaixo, com saída no dia 3 de janeiro. Confira. 1º Dia - Porto Alegre / Colônia do Sacramento Saída em viagem diurna, com paradas para refeições. Chegada diretamente ao Hotel Bahia Centro em Colônia do Sacramento. Noite livre. 2º Dia - Colônia do Sacramento Manhã livre. À tarde, passeio percorrendo o Centro Histórico. Noite: espetáculo de som e luz (opcional). 3º Dia - Colônia do Sacramento Dia livre (consultar a Guia sobre sugestão de passeios). Opcional: Buenos Aires, via Buquebus, c/city tour e Guia local). Noite livre. 4º Dia - Colônia do Sacramento / Montevidéu Após o café da manhã saída para Montevidéu. Chegada diretamente ao Hotel Klee. Restante do dia e noite livres. 5º Dia - Montevidéu Passeios pela cidade (pontos turísticos e comércio). Noite: visita ao Cassino. Opcional: show de tango. 6º Dia - Montevidéu / Piriápolis / Punta Ballena / Punta Del Este / Montevidéu Após o café da manhã, saída para visita de dia inteiro a Piriápolis (Cerro de San Antonio); Punta Ballena (Casapueblo) e Punta del Este (Cassino Conrad Hotel). Noite: retorno a Montevidéu. 7º Dia - Montevidéu Dia e noite livres (consultar a Guia sobre sugestão de passeios). 8º Dia - Montevidéu / Chuy / Porto Alegre Após o café da manhã, início da viagem de regresso a Porto Alegre com parada para compras nos free shops do Chuy. Chegada a Porto Alegre. Fim dos nossos serviços. Pacote inclui: transporte rodoviário; serviço de bordo; 07 pernoites em hotel, com café da manhã; todos os passeios descritos no roteiro com exceção dos opcionais; Guia de Turismo cadastrada Embratur (acompanhamento integral). Contato: Isabel (51) 3062.0954 / 8503.3674 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto