PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA FICHA DE EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE 1. 1.1. s(CdCl2 ) = 114,1g/100g H 2 O M(CdCl2 )= 183,3 g/mol M(H2 O) = 18,0 g/mol x(CdCl2 ) = n (CdCl2)/ntotal m(H2 O) = 100 g e m(CdCl2 ) = 114,1 g n (CdCl2 ) = 114,1/183,3 = 0,6225 mol n(H2 O) = 100/18 = 5,551 mol x(CdCl2 ) = 0,6225/(0,6225+5,551) = 0,101 1.2. m = n soluto / msolvente (kg) m = 0,6225/0,100 = 6,22 mol/kg 2. 2.1. s(Ag2 C2 O4 ) = 3,3x10-3 g/100cm3 M((Ag2 C2 O4 ) = 303,76 g/mol s = n Ag2C2O4 /V solução s = (3,3x10-3 /303,76)/0,100 s = 1,09x10-4 mol/L Ag2 C2 O4 (s) + aq J 2Ag+ (aq) + C2 O4 2- (aq) no eq. __ 2s s Ks = [Ag+ ]e2 . [C2 O4 2-]e Ks = (2s) 2 .s = 4s3 = 4.(1,09x10-4 ) 3 = Ks = 5,2x10-12 2.2. Ks(Pb3 (PO4 ) 2 ) = ? s (Pb3 (PO4 ) 2 ) = 1,4x10-5 g/100cm3 M(Pb3 (PO4 ) 2 ) = 811,6 g/mol s = (1,4x10-5 /881,6)/0,100 s = 1,725x10-7 mol/dm3 Pb3 (PO4 ) 2 (s) + aq J 3Pb2+ (aq) + 2PO4 3- (aq) 1 no eq. -- 3s 2s Ks = [Pb2+ ]e3 . [PO4 3-]e2 Ks = (3s) 3 .(2s) 2 = 108s5 = 108.(1,725x10-7 ) 5 = Ks = 1,7x10-32 3. 3.1. s(PbCl2 ) = ? PbCl2 (s) + aq J Pb2+ (aq) + 2Cl-(aq) no eq. -s 2s Ks = [Pb2+ ]e. [Cl-]e2 Ks = s.(2s) 2 =4s3 s=3 3.2. Ks 4 = 1,6x10-2 mol/L s (Ag2 CO3 ) = ? Ag2 CO3 (s) + aq J 2Ag+ (aq) + CO3 2-(aq) no eq. -2s s Ks = [Ag+ ]e2 . [CO3 2-]e Ks = (2s) 2 .s =4s3 s = 3 Ks 4 = 1,2x10-4 mol/L 4. m(AgCl) = ? Ks(AgCl) = 1,6x10-10 VH2O A Vsolução = 0,250 dm3 no eq. AgCl (s) + aq J Ag+ (aq) + Cl-(aq) -s s Ks = [Ag+ ]e. [Cl-]e Ks = s2 s = √Ks = 1,26x10-5 mol/L 1 dm3 ------- 1,26x10-5 0,250 dm3 ------- n n = 3,15x10-7 mol M(AgCl) = 143,5 g/mol m = n x M = 3,13x10-7 x 143,5 = 4.5x10-4 g 2 5. m(CaCO3 ) = 7,42x10-4 g Vsolução = ? Ks(CaCO3 ) = 5,00x10-9 CaCO3 (s) + aq J Ca2+ (aq) + CO3 2-(aq) no eq. -s s Ks = [Ca2+ ]e. [CO3 2-]e Ks = s.s = s2 s = √Ks = 7,07x10-5 mol/L M(CaCO3 ) = 100,1 g/mol n = m/M n = 7,42x10-4 /100,1 = 7,413x10-6 mol s = n/V V = n/s = 7,413x10-6 /7,07x10-5 V = 0,105 dm3 6. 6.1. Ks(BaC03 ) = 8,0x10-9 10 mL de BaCl2 1,0x10-3 mol/L e 10 mL de NaCO3 1,0x10-3 mol/L haverá precipitação? Sim, se Qs > Ks Sais muito solúveis: BaCl2 (aq) Na2 CO3 (aq) Ba 2+ (aq) + Cl-(aq) 2Na+ (aq) + CO3 2-(aq) Possível precipitado: NaCl – não (sal muito solúvel) BaCO3 – sal pouco solúvel (ver valor de Ks) BaCO3 (s) + aq J Ba2+ (aq) + CO3 2-(aq) Qs = [Ba2+ ]. [CO3 2-] Na mistura temos: n(Ba 2+ ) =n(BaCl2 ) = C x V = 1,0x10-3 x 0,010 = 1,0x10-5 mol C(Ba 2+ ) = 1,0x10-5 /0,020 = 5,00x10-4 mol/L 3 n(CO3 2-) =n(Na2 CO3 ) = C x V = 1,0x10-3 x 0,010 = 1,0x10-5 mol C(CO3 2-) = 1,0x10-5 /0,020 = 5,00x10-4 mol/L Qs = [Ba2+ ]. [CO3 2-] Qs = 5,00x10-4 x 5,00x10-4 = 2,5x10-7 > Ks Logo ocorre precipitação 6.2. Ks(PbS04 ) = 1,6x10-8 10 mL de Pb(NO3 ) 2 1,0x10-3 mol/L e 15 mL de H 2 SO4 1,0x10-4 mol/L haverá precipitação? Sim, se Qs > Ks Sal muito solúvel: Pb(NO3 ) 2 (aq) Pb2+ (aq) + 2NO3 -(aq) ácido forte ioniza-se quase na totalidade H 2 SO4 (aq) + 2H 2 O(l) 2H 3 O+ (aq) + SO4 2-(aq) Possível precipitado: PbSO4 – sal pouco solúvel (ver valor de Ks) PbSO4 (s) + aq J Pb2+ (aq) + SO4 2-(aq) Qs = [Pb2+ ]. [SO4 2-] Na mistura temos: n(Pb2+ ) =n(Pb(NO3 ) 2 ) = C x V = 1,0x10-4 x 0,010 = 1,0x10-6 mol C(Pb2+ ) = 1,0x10-6 /0,025 = 4,00x10-5 mol/L n(SO4 2-) =n(H2 SO4 ) = C x V = 1,0x10-4 x 0,015 = 1,5x10-6 mol C(SO4 2-) = 1,5x10-6 /0,025 = 6,00x10-5 mol/L Qs = [Pb2+ ]. [SO4 2-] Qs = 4,00x10-5 x 6,00x10-5 = 2,4x10-9 < Ks Logo não ocorre precipitação 7. C(Mg2+ ) = 0,14 mol/L 7.1. C(OH-) min. = ? Mg(OH)2 (s) + aq J Mg2+ (aq) + 2OH-(aq) Qs = Ks = [Mg2+ ]. [OH-]2 Ks = 1,4x10-1 1 1,4x10-1 1 = 0,14 x [OH-]2 [OH-] = 1,0x10-5 mol/L 4 7.2. a 18ºC Ks = 1,4x10-4 a 25ºC Ks = 1,8x10-4 Verifica-se que quando a temperatura aumenta o valor do Ks também aumenta. Isto significa que está a ser favorecida a reacção directa. Como um aumento de temperatura favorece sempre as reacções endotérmicas (para contrariar esse aumento), podemos concluir que a reacção directa, ou seja a dissolução do hidróxido de magnésio, é endotérmica. 8. s(PbI2 ) = ? 8.1. em água PbI2 (s) + aq J Pb2+ (aq) + 2I-(aq) no eq. -- s 2s Ks = [Pb2+ ]e. [I-]e2 Ks =s . (2s) 2 =4s3 s = 8.2. 3 Ks 4 = 6,5x10-4 mol/L em solução aquosa de nitrato de chumbo (sal solúvel) Pb(NO3 ) 2 (aq) Pb2+ (aq) + 2NO3 -(aq) [Pb2+ ] = [Pb(NO3 ) 2 ] = 0,1 mol/L PbI2 (s) + aq J Pb2+ (aq) + 2I-(aq) no in. -0,1 0 no eq. -- 0,1+s’ 2s’ Como o sal é pouco solúvel, a reacção directa é muito pouco extensa. Além disso podemos verificar que o valor de s na alínea anterior é muito baixo (neste caso irá ainda ser menor – Efeito do Ião Comum). Então podemos considerar a aproximação: 0,1+s’ A 0,1 Ks = [Pb2+ ]e. [I-]e2 Ks =(0,1 +s’). (2s’)2 = Ks = 0,1 . 4s´2 Ks = 0,4.s´2 s´= 5,2x10-5 mol/L 8.3. Verifica-se que numa solução de nitrato de chumbo a solubilidade do iodeto de Chumbo diminui. 5 PbI2 (s) + aq J Pb2+ (aq) + 2I-(aq) Tal deve-se à presença de um ião comum, o catião chumbo, no equilíbrio de solubilidade. Pelo Princípio de le Chatelier ao aumentar a concentração de um produto da reacção o equilíbrio deve deslocar-se no sentido de gastar esse excesso, ou seja no sentido inverso. Levando à diminuição da solubilidade do sal. 9. s(Ag2 CrO4 ) = 3,32 mg/100 cm3 de água, a 25ºC s(Ag2 CrO4 ) = 2,69 mg/100 cm3 de água, a 15ºC 9.1. Ks, a 25ºC = ? no eq. Ag2 CrO4 (s) + aq J 2Ag+ (aq) + CrO4 2- (aq) __ 2s s Ks = [Ag+ ]e2 . [CrO4 2-]e Ks = (2s) 2 .s = 4s3 M(Ag2 CrO4 ) = 331,8 g/mol s = n/V s = (3,32x10-3 /331,8)/0,100 = 1,00 x10-4 mol/L Ks = 4 x (1,00 x10-4 ) 3 Ks = 4,00x10-12 9.2. Numa solução de nitrato de prata a solubilidade irá diminuir devido à presença de um ião comum (Ag+ ) – Efeito do Ião Comum (ver alínea (8.3)). 9.3. Como a solubilidade aumenta com a temperatura é porque a solubilização do sal é um processo endotérmico. (ver resposta (7.2). 10. Ks(Ba(IO3 ) 2 ) = 3,0x10-8 adição de 487 mg de Ba(IO3 ) 2 a 100 cm3 de uma solução aquosa de KIO3 0,010 mol/L KIO3 (aq) K+ (aq) + IO3 -(aq) Sal muito solúvel - [IO3 ] = [KIO3 ] = 0,010 mol/L Ba(IO3 ) 2 (s) + aq J Ba2+ aq) + 2 IO3 - (aq) no in. __ 0 no eq.. __ s 0,010 0,010+ 2s A 0,010 Ks = [Ba2+ ]e. [IO3 -]e2 3,0x10-8 = s x 0,0102 6 s = 3,00x10-4 mol/L V = 0,100 dm3 se em 1 dm3 ---------3,00x10-4 mol 0,100 dm3 ---- n = 3,00x10-5 mol n m(Ba(IO3 ) 2 ) = n x M = 3,00x10-5 x 487 = 0,0146 g = 146 mg (massa que se consegue dissolver) Ficam por dissolver 487- 146 = 341 mg por dissolver 11. CrO4 2- e Cl- de C = 1,0x10-2 mol/L 11.1. Ks(Ag2 CrO4 ) = 1,1,x10-12 e Ks(AgCl) = 1,6x10-10 precipita primeiro o ião que precisar de menor quantidade de Ag+ Ag2 CrO4 (s) + aq J 2Ag+ (aq) + CrO4 2- (aq) no eq. __ 2s s Ks = [Ag+ ]e2 . [CrO4 2-]e [Ag+ ] = Ks =1,0x10-5 mol/L 2− CrO 4 [ ] AgCl(s) + aq J Ag+ (aq) + Cl- (aq) no eq. __ s s Ks = [Ag+ ]e. [Cl-]e [Ag+ ] = Ks/[Cl-] =1,6x10-8 mol/L O que precipita primeiro é o ião cloreto na forma de AgCl. É de salientar que embora Ks(Ag2 CrO4 ) seja inferior ao Ks(AgCl), tal não é suficiente para uma conclusão, pois neste caso os sais não têm a mesma estequiometria, a situação foi invertida e verifica-se que o ião que necessita de menor quantidade de Ag+ para precipitar é o Cl-. 11.2. 11.2.1. [Ag+ ]e > 1,6x10-8 mol/L 11.2.2. [Ag+ ]e > 1,0x10-5 mol/L 11.2.3. Quando o Ag2 CrO4 começa a precipipar já o AgCl(s) está em equilíbrio com os seus iões Ks = [Ag+ ]e. [Cl-]e [Cl-] = Ks/[Ag+ ] =1,6x10-5 mol/L 7 11.2.4. Só se consegue separar os aniões se o cromato não chegar a precipitar. Assim a quantidade de Ag+ deverá ser suficiente para que todo o cloreto precipite, mas não pode ultrapassar esse valor. Assim a [Ag+ ]e < 1,0x10-5 mol/L 12. AgCl(s) + aq J Ag+ (aq) + Cl- (aq) Ao adicionar amoníaco este vai reagir com o catião prata, segundo a equação: Ag+ (aq) + NH3(aq) J [Ag(NH3 )]+ (aq) Esta reacção é muito extensa, de modo que o catião prata vai ser consumido, obrigando o equilíbrio de solubilidade a deslocar-se no sentido directo, solubilizando o precipitado. 13. 13.1. (A) Al2 (CO3 ) 3 (s) + aq J 2Al3+ (aq) + 3CO3 2-(aq) (1) O ácido nítrico é um ácido forte, logo ioniza-se quase totalmente: HNO3(aq) + H 2 O(l) H 3 O+ (aq) + NO3 -(aq) O ião hidrónio vai reagir com o ião negativo do sal: H 3 O+ (aq) + CO3 2-(aq) J H 2 O(l) + HCO3 -(aq) e H 3 O+ (aq) + HCO3 -(aq) J H 2 O(l) + H 2 CO3(aq) O ácido carbónico, H 2 CO3 , é muito instável, assim: H 2 CO3(aq) H 2 O(l) + CO2(g) Somando todas as equações temos: Al2 (CO3 ) 3 (s) + 6HNO3(aq) 3H 2 O(l) + 3CO2(g) + 2Al(NO3 ) 3(aq) Podemos verificar que a adição do ácido nítrico provoca o consumo dos iões carbonato no equilíbrio (1). Assim, segundo o Princípio de Le Chatelier, o equilíbrio vai deslocar-se no sentido de repor esses iões, logo no sentido directo, solubilizando o sal. (B) Al2 (CO3 ) 3 (s) + aq J 2Al3+ (aq) + 3CO3 2-(aq) NaOH(aq) Na+ (aq) + OH-(aq) (1) Al3+ (aq) + 4OH-(aq) J [Al(OH)4 ]-(aq) (ião tetrahidroxoaluminato – muito estável) 8 Esta reacção é muito extensa, de modo que o catião Al3+ vai ser consumido, obrigando o equilíbrio de solubilidade (1) a deslocar-se no sentido directo, solubilizando o precipitado. 13.2. (A) ZnCrO4 (s) + aq J Zn2+ (aq) + CrO4 2-(aq) (2) A adição de um ácido provoca a seguinte reacção: CrO4 2-(aq) + 2H 3 O+ (aq) J 3H 2 O(l) + Cr2 O7 2-(aq) Ao consumir-se o ião CrO4 2-, obriga a que o equilíbrio (2) se desloque no sentido directo solubilizando o precipitado. (B) ZnCrO4 (s) + aq J Zn2+ (aq) + CrO4 2-(aq) (2) A adição de NH3 provoca a formação de um ião complexo estável: Zn2+ (aq) + NH3(aq) J [Zn(NH3 )4]2+ (aq) Esta reacção é muito extensa, de modo que o catião zinco vai ser consumido, obrigando o equilíbrio de solubilidade (2) a deslocar-se no sentido directo, solubilizando o precipitado. 9