II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL
Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces
16 A 18 DE MAIO DE 2013
Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco
PROGRAMAÇÃO
1º Dia: 16 de maio de 2013 – AUDITÓRIO DA FAFICA
15h00:
19h00:
19h15:
20h00:
21h00:
Credenciamento
Mística
Cerimônia de Abertura
Conferência de Abertura: Avanços e desafios na construção da Educação do Campo
Profa. Mônica Castagna Molina – UNB
Coordenação: Iranete Lima – Nupefec/CAA/UFPE
Atividade Cultural
21h30:
Coquetel
2º Dia: 17 de Maio de 2013 – CAA/UFPE (Manhã e Tarde); FAFICA (Noite)
9h00 - 11h00: OFICINAS - 1ª PARTE
Oficina 1 – A dimensão educativa da Mística
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 3
Profa. Ana Cláudia Pessoa da Silva – Nupefec/ PPGE/UFPE
Profa. Karla Tereza Amélia Fornari de Souza - Educadora Popular/UFPB/Nupefec
Oficina 2 - Da Educação Popular à Educação do Campo
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALAS 1 e 4
Prof. Abdalaziz de Moura – SERTA-PE/Nupefec
Profa. Aldinete Silvino de Lima – Nupefec/PPGEDUC/UFPE
Oficina 3 – A formação do/a Educador/a do Campo com enfoque nas escolas do campo
multisseriadas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 5 e 7
Prof. Salomão Mufarrej Hage - UFPA
Profa. Maria Joselma do Nascimento Franco - Nupefec /CAA/UFPE
Oficina 4 – Desenvolvimento Rural, permacultura e agricultura familiar: pensando o papel das
tecnologias apropriadas
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2
Profa. Cynthia Xavier de Carvalho – Nupefec/CAA/UFPE
Prof. Antônio Roberto M. Pereira – SERTA/Nupefec
Oficina 5 –Educação do Campo como Direito Humano: questões e perspectivas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 8
Prof. Rigoberto Arantes - Educador popular/ SEJUDH/Nupefec;
Profa. Rosa Marques – SEJUDH
Oficina 6 – Educação do Campo e Contextualização do Currículo no Semiárido
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6
Prof. Edmerson dos Santos Reis - UNEB/RESAB
Profa. Simone Salvador de Carvalho Meneses – AESA/Nupefec
1
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Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces
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Oficina 7 – A luta dos Movimentos Sociais por uma Educação do Campo
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 4
Profa. Sônia Maria dos Santos – CONTAG/Nupefec
Profa. Valdete Cavalcante de Moura - Nupefec
Profa. Flávia Tereza da Silva – MST
Oficina 8 – Projeto de Desenvolvimento, Consumo e Meio Ambiente
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 2
Prof. Severino Ramos Correia de Figueiredo/Nupefec
Oficina 9 – A Arte Indígena e a Educação Escolar dos Povos Pankararu e Xukuru
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 9
Profa. Elisa Urbano Ramos - PIBId Diversidade - UFPE/Povos Entre Serras e Pankararu
Profa. Maria Valdenice Alves de Alencar - PIBId Diversidade - UFPE /Povo Xukuru
Prof. José Romero Lopes de Melo - Docente de Arte Indígena/Escolas do Povo Xukuru
11h15- 12h15: GRUPOS DE DISCUSSÃO – COMUNICAÇÃO ORAL
GD 1: Educação do Campo e Diversidade Cultural
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 5
COMUNICAÇÕES de 1 a 3 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
Coordenação: Profa. Valéria Lima Andrioni Benittes – PPGEDUC/UFPE
Thiago Felipe Pereira Santos de Assis- Nupefec/CAA/UFPE
GD 2: Educação do Campo e Formação de Educadores/as
CAA/UFFPE => AUDITÓRIOS NOVO
COMUNICAÇÕES de 1 a 3 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
Coordenação: Profa. Glória Maria Duarte de Cavalcanti - UFRPE/Nupefec
Profa. Maria da Glória Paulo dos Santos - SE-PE/Nupefec
GD 3: Educação do Campo, Agroecologia e Agricultura Familiar
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6
COMUNICAÇÕES 1 e 2 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
Coordenação:
Prof. Ramon Coêlho Bezerra - Nupefec
GD 4: Educação do Campo, Movimentos Sociais e Políticas Públicas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 10 e 12
COMUNICAÇÕES de 1 a 3 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
Coordenação: Profa. Luciene Maria Ferreira Furtuoso Xavier – MST/Nupefec
GD 5: Educação do Campo , Gestão e Práticas Educativas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 1
COMUNICAÇÕES 1 e 2 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
Coordenação: Profa. Ana Paula Diógenes Cabral Pessoa – SE-PE/Nupefec
Profa. Ivanise Simplicio de Melo – SE-PE/Nupefec
GD 6: Educação do Campo, Saberes Escolares e Populares
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2
COMUNICAÇÕES 1 e 2 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
Coordenação:
Maísa dos Santos Farias – Nupefec
2
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Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces
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14h00-15h15: GRUPOS DE DISCUSSÃO – COMUNICAÇÃO ORAL
GD 1: Educação do Campo e Diversidade Cultural
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 5
COMUNICAÇÕES de 4 a 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 2: Educação do Campo e Formação de Educadores/as
CAA/UFFPE => AUDITÓRIOS NOVO E ANTIGO
COMUNICAÇÕES de 4 a 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
COMUNICAÇÕES de 7 a 9 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 3: Educação do Campo, Agroecologia e Agricultura Familiar
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6
COMUNICAÇÕES 3 e 4 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 4: Educação do Campo, Movimentos Sociais e Políticas Públicas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 10 e 12
COMUNICAÇÕES de 4 a 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
COMUNICAÇÕES de 7 a 9 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 5: Educação do Campo , Gestão e Práticas Educativas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 1
COMUNICAÇÕES de 3 a 5 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 6: Educação do Campo, Saberes Escolares e Populares
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2
COMUNICAÇÕES de 3 a 5 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
15h30-18h00: RODAS DE DIÁLOGO - CAA/UFPE
Roda de Diálogo 1: Escola da Terra: relevância e implicações na formação do/a educador/a
CAA/UFFPE => AUDITÓRIO ANTIGO - CAA
Profa. Maria Isabel Antunes-Rocha – UFMG; Prof. Salomão Mufarrej Hage - UFPA
Coordenação: Maria Joselma do Nascimento Franco - CAA/UFPE
Roda de Diálogo 2: Lei 10.639/2003 - Dez anos: os desafios da valorização da cultura afro-brasileira pela
escola
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 5
Profa. Dayse Cabral de Moura - CE/UFPE; Severino R. Correia (Lepê Correia)
Coordenação: Michele Guerreiro Ferreira Freire Nupefec/PPGEDUC/UFPE
Roda de Diálogo 3: O Campo da Educação do Campo
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 7
Profa. Eliene Novaes – CONTAG/Brasília; Prof. Janssen Felipe da Silva - Nupefec/CAA/UFPE
Coordenação: Prof. Everaldo Fernandes da Silva - CAA/UFPE
Roda de Diálogo 4: Educação Matemática do Campo: discussões atuais e perspectivas futuras
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6
Prof. Marcus Bessa de Menezes - UFCG; Prof. Carlos Eduardo F. Monteiro – Nupefec/CE/UFPE
Coordenação: Prof. José Dilson Cavalcanti Bezerra– Nupefec/CAA/UFPE
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Roda de Diálogo 5: Livro Didático e Diversidade Cultural Camponesa: que relações?
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 8
Profa. Maria de Fátima Almeida Martins – UFMG; Profa. Socorro Silva - UFCG
Coordenação: Jaqueline Barbosa da Silva – Nupefec/CAA/UFPE
Roda de Diálogo 6: Educação do Campo em e como Direitos Humanos
CAA/UFFPE => AUDITÓRIO NOVO - CAA
Profa. Edla Soares - relatora das Diretrizes Operacionais da Educação do Campo;
Prof. Manoel S. Moraes de Almeida - UNINASSAU/Comissão da Verdade Dom Helder Câmara
Coordenação: Maria Fernanda dos Santos Alencar - SE-PE/Nupefec
19h00: AUDITÓRIO DA FAFICA
Mística
19h15: Palestra: A relação entre as Políticas e as Práticas Educativas no e para o Campo.
Prof. Antonio Munarim - UFSC
Coordenação: Profa. Ângela Maria Monteiro da Motta Pires – CAA/UFPE
21h15: Atividade Cultural
3º DIA : 18 de Maio de 2013 – CAA/UFPE (Manhã e Tarde); FAFICA (Noite)
9h00 - 12h00: OFICINAS - 2ª PARTE – CAA/UFPE
Oficina 1 – A dimensão educativa da Mística
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 3
Oficina 2 - Da Educação Popular à Educação do Campo
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALAS 1 e 4
Oficina 3 – A formação do/a Educador/a do Campo com enfoque nas escolas do campo
multisseriadas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 5 e 7
Oficina 4 – Desenvolvimento Rural, permacultura e agricultura familiar: pensando o papel das
tecnologias apropriadas
CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2
Oficina 5 –Educação do Campo como Direito Humano: questões e perspectivas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 8
Oficina 6 – Educação do Campo e Contextualização do Currículo no Semiárido
CAA/UFFPE CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6
Oficina 7 – A luta dos Movimentos Sociais por uma Educação do Campo
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 4
Oficina 8 – Projeto de Desenvolvimento, Consumo e Meio Ambiente
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 2
Oficina 9 – A Arte Indígena e a Educação Escolar dos Povos Pankararu e Xukuru
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 9
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14h00- 16h15: GRUPOS DE DISCUSSÃO - COMUNICAÇÃO ORAL – CAA/UFPE
GD 1: Educação do Campo e Diversidade Cultural
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 5
COMUNICAÇÕES de 7 a 9 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 2: Educação do Campo e Formação de Educadores/as
CAA/UFFPE => AUDITÓRIOS NOVO E ANTIGO
COMUNICAÇÕES de 10 a 12 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
COMUNICAÇÕES 13 e 14 (Obs.: ver numeração das comunicações dos resumos)
GD 3: Educação do Campo, Agroecologia e Agricultura Familiar
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6
COMUNICAÇÕES 5 E 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 4: Educação do Campo, Movimentos Sociais e Políticas Públicas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 10 e 12
COMUNICAÇÕES de 10 a 12 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
COMUNICAÇÕES de 13 a 15 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 5: Educação do Campo, Gestão e Práticas Educativas
CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 1 e 4
COMUNICAÇÕES de 6 a 8 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
COMUNICAÇÕES 9 e 10 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
GD 6: Educação do Campo, Saberes Escolares e Populares
=> BLOCO N / SALA 2
COMUNICAÇÕES de 6 a 8 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos)
16h30- 18h00: COMUNICAÇÃO POR PÔSTERES - GRUPOS DE DISCUSSÃO 1 A 6 – CAA/UFPE
19h00- 20h30: Palestra de Encerramento – AUDITÓRIO DA FAFICA
Desafios da Educação do Campo na perspectiva de uma Educação Omnilateral
Prof. Cláudio de Lira Santos Junior - UFBA
Coordenação: Profa. Iranete Maria da Silva Lima – Nupefec/CAA/UFPE
20h30:
Cerimônia e Mística de Encerramento – AUDITÓRIO DA FAFICA
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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
1) Por iniciativa de participantes do Evento, solicitamos a doação de alimentos não
perecíveis e/ou água para os companheiros e companheiras atingidos pela seca.
Entregar sexta-feira e sábado no CAA/UFPE.
2) Consulte os Locais e Salas das Atividades na Programação.
3) O credenciamento e as atividades da quinta-feira, sexta-feira e sábado à noite serão
realizadas no Auditório da Faculdade de Filosofia de Caruaru – FAFICA. Endereço:
Rua Azevedo Coutinho, S/N, Petrópolis – Centro de Caruaru – PE CEP: 55.030902
As demais atividades da programação serão realizadas no Centro Acadêmico
do Agreste da UFPE (CAA/UFPE)
4) Confira o resultado final dos trabalhos aceitos em:
http://www.serta.org.br/educampodiversidadecultural/submissao-de-trabalhos/
5) Os/as autores/as das Comunicações Orais terão 10 minutos para a apresentação e
10 minutos para o debate.
6) O arquivo em PowerPoint deve ser entregue aos monitores com a devida
antecedência. Serão disponibilizados vídeo projetores (data-show) nas salas das
apresentações. Impressoras não serão disponibilizadas.
7) Os pôsteres deverão ser elaborados conforme orientações divulgadas em Submissão
de Trabalhos.
8) Tendo em vista que os trabalhos do Evento se encerrarão no sábado à noite,
solicitamos aos/as companheiros/as que não poderão viajar em seguida, que
providenciem hospedagem para o domingo (19/05).
9) Pôsteres, com temáticas relacionadas à Educação do Campo e Diversidade Cultural,
artesanatos e outros produtos poderão ser expostos no Evento, desde que a
solicitação seja feita no momento do Credenciamento para as devidas providências.
A exposição será realizada no momento previsto para a apresentação dos Pôsteres
do Evento => Sábado 16h30-18h00.
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ENDEREÇOS IMPORTANTES
Universidade Federal do Pernambuco - UFPE
Centro acadêmico do Agreste – CAA
Rodovia BR 104 Km 59, S/N, Sítio Juriti
CEP 55002-970, Caruaru, PE-BRASIL
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru – Fafica (Abertura do Evento)
Rua Azevedo Coutinho, S/N
Petrópolis - Caruaru – PE
CEP: 55.030-902
PÁGINA DO EVENTO
http://www.serta.org.br/educampodiversidadecultural/
CONTATO
[email protected]
TELEFONES ÚTEIS
Defesa Civil
199
SAMU
192
Ambulância 3ª idade
(81) 9915-5805
Hospital Regional do Agreste
(81) 3719-9400
Polícia Militar
190
Polícia Rodoviária Federal
191
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RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAL E POR PÔSTER
GD 1: EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL
COMUNICAÇÃO ORAL
1) ENTRE O REAL E O POSSÍVEL: A MULTISSÉRIE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO
DO CAMPO
Rosiane do Carmo Teixeira [email protected]
Silvana Lúcia da Silva Lima [email protected]
RESUMO
O presente artigo é parte do trabalho de conclusão de curso (Monografia) de Especialização em Educação do
Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro, defendido em dezembro de 2012. Este tem por
objetivo problematizar a validação política da multissérie frente às necessidades e limites na escolarização dos
povos do campo no campo. A classe-escola multisseriada é a forma de organização do trabalho predominante
nas escolas rurais e por isso se apresenta como uma dupla possibilidade: 1. Garantir a existência/permanência
da escola no/do campo; 2. Se manter enquanto possibilidade para a efetivação do projeto de Educação do
Campo construído pelo coletivo movimentos/redes sociais do campo – instituições de ensino – poder público.
Palavras-chave: Educação do Campo. Multisseriação. Luta política.
2) 10 ANOS DA LEI Nº 10.639/2003: EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E
AS POSSIBILIDADES DE DECOLONIZAÇÃO DOS CURRÍCULOS ESCOLARES
Michele Guerreiro Ferreira PPGEDUC/CAA/UFPE; FAFICA
Janssen Felipe da Silva PPGEDUC/CAA/UFPE; PPGE/CE/UFPE
RESUMO
Este artigo baseia-se nos Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos (QUIJANO, 2005; MIGNOLO, 2005,
2011; WALSH, 2008; SARTORELLO, 2009) e faz parte da pesquisa de Mestrado em Educação
Contemporânea (PPGEDUC/CAA/UFPE). Este trabalho versa sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais
partindo do questionamento sobre a hegemonia do eurocentrismo nos currículos escolares e discutindo os
processos de decolonialidade protagonizado pelos Movimentos Sociais Negros. Os objetivos do trabalho são:
analisar a presença da herança colonial nos currículos escolares; destacar a ativa participação dos Movimentos
Sociais Negros no Brasil na construção de políticas de ações afirmativas no âmbito educacional; identificar as
possibilidades abertas por tais políticas para a decolonização dos currículos e a construção da Educação das
Relações Étnico-Raciais. Com base nos critérios da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2004; VALA, 1990)
analisamos a DCN CNE/CP nº 01/2004. As análises mostram que a promulgação da Lei nº 10.639/2003
apresenta elementos que implicam na construção de uma Educação Intercultural Crítica e uma Pedagogia
Decolonial Antirracista, embora ainda existam muitos desafios a ser superados.
Palavras-chave: Educação das Relações Étnico-Raciais; Movimentos Sociais Negros; Política Curricular;
Interculturalidade.
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3) PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO RURAL E DO CAMPO: UMA ANÁLISE ATRAVÉS
DOS ESTUDOS PÓS-COLONIAIS LATINO-AMERICANOS
Janssen Felipe da Silva – PPGE/PPGEDUC/UFPE/CE/CAA
Aline Renata dos Santos – PIBIC/CNPq/UFPE/CAA
Rafaela dos Santos Ferreira - PIBIC-CNPq/UFPE/CAA
RESUMO
O artigo apresenta resultados preliminares do diálogo entre duas pesquisas de PIBIC em desenvolvimento no
CAA/UFPE. Este trabalho analisa a relação entre os Paradigmas da Educação Rural e do Campo à luz dos
Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos. Os Estudos Pós-Coloniais explicam a relação entre Modernidade e
Colonialidade na constituição do padrão mundial de poder. Tais Estudos questionam o lócus de produção de
conhecimento eurocêntrico tido como válido e universal e apontam para a valorização e a legitimação de lóci
epistêmicos outros como é o caso dos territórios campesinos. Realizamos uma pesquisa bibliográfica e
fizemos uso da Análise Temática (BARDIN, 2004; VALA, 1990). Identificamos as matrizes teóricas que
alicerçam os Paradigmas da Educação Rural e do Campo. O primeiro Paradigma está balizado na
Interculturalidade Funcional, na Educação Intercultural Funcional e na Pedagogia Tradicional (Colonial). O
segundo ancora-se na Interculturalidade Crítica, na Educação Intercultural Crítica e na Pedagogia
Decolonial. Os primeiros resultados apontam que, apesar destes Paradigmas possuírem matrizes teóricas
antagônicas, eles não se anulam, mas coexistem em constantes disputas epistêmicas e políticas.
Palavras-chave: Estudos Pós-coloniais Latino-Americanos; Educação Rural; Educação do Campo.
4) MENINOS E MENINAS GLOBALIZADOS/AS NO CAMPO: A ROÇA COMO ESPAÇO
LOCAL DE AFIRMAÇÃO (E NEGOCIAÇÃO) DA CULTURA
Selidalva Gonçalves de Queiroz/UFRB - [email protected]
Ana Cristina Nascimento Givigi/UFRB - [email protected]
RESUMO
Este artigo tem como propósito apresentar as intenções de pesquisa que tem como objetivo analisar as práticas
culturais dos meninos e meninas da Comunidade de Maria Preta, Teofilândia/Bahia, como essas produzem
sujeitos/as de relações globais-locais, como constroem forças para negociar suas produções em espaços
híbridos, como afirmam suas diferenças e resistências de modo que esse processo de construção positive e
fortaleça a diversidade cultural na educação do campo.
Palavras-chave: Diversidade; Globalização; Educação do Campo.
5) HISTORIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA: O ESPAÇO DE SALA DE AULA, COMO
LUGAR DE CONHECIMENTOS, AFIRMAÇÕES DE DIREITOS E COMBATE A
DISCRIMINAÇÃO
Camila Ferreira da Silva
Joyce Cecília de Oliveira Silva
Centro Acadêmico do Agreste Universidade Federal de Pernambuco
RESUMO
Devido a algumas problemáticas encontradas em nosso campo de atuação profissional, a respeito da
discriminação racial, nos deparamos com dificuldades na resolução de conflitos que emergiam no cotidiano da
sala de aula. Por tal motivo elegemos esta temática como subsídio para compreensão de nossa prática
pedagógica, de forma a compreendermos como se delineia as concepções de racismo e discriminação acerca
da cultura afrodescendente no espaço escolar, para tal analisamos o projeto A Cor da Cultura e suas
contribuições para com a narrativa étnico-racial. Para aprofundamento da temática nossa metodologia
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fundamenta-se no estudo de caso etnográfico, conjuntamente com a abordagem qualitativa, de forma a
buscarmos uma aproximação com o mundo do pesquisado. Concomitantemente com o arcabouço de autores
que se dedicam a esta área de pesquisa como: Candau (2008), Fernandes (2007), Kreutz (1998), Laraia (2009),
Grignon (1995), que se detém nos estudos étnico-raciais da sociedade brasileira como também suas
implicações no âmbito escolar.
Palavras-chave: Discriminação racial; A Cor da Cultura; Espaço escolar.
6) EDUCAÇÃO DO CAMPO EM AMARGOSA-BA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A
RELAÇÃO ENTRE O CURRÍCULO ESCOLAR E A CULTURA LOCAL
Deise Soraia Marta de Souza Galvão
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - URFB
RESUMO
Este artigo apresenta alguns dados de uma pesquisa de especialização que procurou investigar a relação da
cultura local com as práticas curriculares em uma escola do campo no município de Amargosa a partir da
análise dos planos de curso, Projeto Político Pedagógico e livros didáticos, bem como discutir a importância
dos currículos culturais na construção de uma escola verdadeiramente democrática que reconhece a
multiculturalidade e a diversidade como elementos que fazem parte do processo de ensino aprendizagem. A
pesquisa realizada foi de natureza exploratória dentro de uma abordagem qualitativa, a partir da observação
participante, entrevistas e análise documental. O campo empírico da pesquisa foi a escola Dr. Armando da
Silva Libório, situada na comunidade de Três Lagoas, Amargosa - BA. A partir das análises preliminares,
constatou-se uma forte presença dos livros didáticos no direcionamento das aulas das professoras pesquisadas,
tornando-se os mesmos os instrumentos principais de análise desse estudo.
Palavras-chave: Educação do Campo; Currículo; Cultura.
7) INFÂNCIA INDÍGENA: A RELEVÂNCIA DOS ASPECTOS CULTURAIS PARA UMA
EDUCAÇÃO ESCOLAR DE QUALIDADE
Gérsica Cássia Ferreira Leite - UFPE
Amanda Priscila Lins - UFPE
Camila Maria de Oliveira - UFPE
Tereza Raquel Borges Vaz de Oliveira - UFPE
RESUMO
O artigo faz uma reflexão sobre a criança indígena e a proposta de uma educação infantil institucionalizada de
qualidade. Inicialmente, apresentamos o conceito de criança indígena, ressaltando suas peculiaridades; a partir
disso, apontamos alguns elementos imprescindíveis ao currículo da educação escolar indígena. Discutimos
sobre a representação, por vezes, etnocêntrica das mídias acerca da infância indígena e, ainda, sobre os
aspectos jurídicos que garantem o direito dos índios à educação. Para tanto, foi feita uma pesquisa
bibliográfica atualizada sobre o tema. As reflexões levantadas nesse estudo mostram as conquistas dos povos
indígenas desde a Constituição de 88, mas aponta a necessidade de outros avanços e pesquisas que promovam
um currículo multicultural para atender a diversidade e a aprendizagem significativa.
Palavras-Chave: Infância Indígena. Diversidade Cultural. Educação Escolar Indígena. Currículo.
8) ORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS DO CAMPO DO MUNICÍPIO DE CARUARU- PE:
FOCANDO OS TIPOS DE VÍNCULOS DE TRABALHO E A DISTRIBUIÇÃO DOS
PROFESSORES POR NÍVEIS DE ENSINO
Filipe Gervásio Pinto da Silva UFPE - CAA
Jéssica Lucilla Monteiro da Silva UFPE - CAA
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RESUMO
Esta pesquisa trata da educação do Campo no Sistema de Ensino do Município de Caruaru-PE e tem como
problema: como se caracteriza Educação do Campo no Sistema de Ensino do Município de Caruaru, focando
os aspectos geográficos, econômicos e populacionais do território do Campo em estudo, a organização das
escolas e os tipos de vínculos de trabalho e a distribuição dos professores por níveis de ensino? O objetivo
geral é: compreender a organização da Educação do Campo do Sistema de Ensino do Município de Caruaru:
focando os aspectos geográficos, econômicos e populacionais do território do Campo em estudo; a
estruturação das escolas do campo e os tipos de vínculos de trabalho e a distribuição dos professores por
níveis de ensino. Adotamos a Abordagem Teórica dos Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos. Para a
realização da pesquisa da Abordagem Qualitativa. Enquanto técnica de análise foi utilizada a Análise de
Conteúdo. Os resultados da pesquisa apontam para a predominância de escolas nucleadas e turmas
multisseriadas, a existência de variados tipos de vínculos dos professores do referido sistema de ensino e
maior concentração de docentes nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Palavras- chave: Educação do Campo; Escolas do Campo; Professores.
9) (RE)TERRITORIALIDADE: O PROTAGONISMO DAS MULHERES NO CONTEXTO
DA FUNÇÃO SOCIAL DA TERRA DENTRO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DO CAMPO
EM PERNAMBUCO
Andreia de Lima Silva PIBIC/UFPE; [email protected],
Allene Carvalho Lage CAA/UFPE [email protected]
RESUMO
Constitui-se como resultado final de pesquisa na modalidade de Iniciação Científica PIBIC/CNPq-UFPE.
Com o intuito de conhecer os protagonismos das mulheres dos movimentos sociais do campo no contexto da
função social da terra enquanto possibilidade de (re) territorialidade na manutenção de um território
politicamente mobilizável. Com efeito, efetiva-se na dimensão do Estudo Comparado de dois movimentos
sociais: MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, e MMTR/NE- Movimento das Mulheres
Trabalhadoras Rurais do Nordeste. Visa à promoção da visibilidade dos protagonismos das mulheres do
campo, mediante o registro de campo, da observação participante e das entrevistas. Espera-se uma
compreensão crítica dos saberes, dos processos educativos, na possibilidade da atuação política das mulheres
trabalhadoras rurais, líderes, refletindo a atuação do que já avançaram e sob quais condições. As funções
específicas que os sujeitos cumprem, não sendo o único veículo de manutenção de ideologias, mas tem
assegurado à apropriação do corpo da mulher, nos limites de sua efetividade nos espaços de decisão.
Palavras–chave: (Re)Territorialidade; Mulheres do Campo; Protagonismos.
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GD 1 - PÔSTERES
1) O TERRITÓRIO CAMPONÊS E SUA INSERÇÃO NA CULTURA ESCOLAR EM AMARGOSA/BA
Caliane Costa dos Santos da Conceição
Jaqueline de Souza Barreto Santos
Silvana Lúcia da Silva Lima
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
RESUMO
Este trabalho apresenta uma das ações pertencentes do Projeto de Educação do Campo e Educação Ambiental
no Ensino Fundamental do Vale do Jiquiriçá/ Bahia: Mapeando e problematizando as experiências
pedagógicas. O projeto é desenvolvido por docentes e discentes do Centro de Formação de Professores da
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, ambos ligados ao Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em
Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial. Em sua fase inicial, o projeto estuda a relação entre
cultura camponesa e Educação do Campo. No momento a equipe faz um estudo de reconhecimento do
município de Amargosa. O estudo é fundamentado na pesquisa de campo e no levantamento de dados que dão
subsídios para o mapeamento. Os dados levantados foram: migração, PIB, Censo agropecuário, trabalho,
educação, etc. A próxima etapa da pesquisa será realizada nas escolas e Secretarias de Educação onde
aplicaremos questionários e faremos entrevistas com o intuito de verificar se as políticas voltadas para
Educação do Campo estão sendo efetivadas, bem como, identificar como a cultura local é incorporada ao
currículo das escolas do Campo, considerando que o município de Amargosa aprovou as Diretrizes para as
escolas do campo (Amargosa, 2012), apontando a cultura e o trabalho como matrizes do conhecimento. A
pesquisa exploratória mostra que os elementos caracterizadores do município não são transformados em
conteúdos curriculares dado que as Diretrizes apontam que a realidade local, os projetos políticos
pedagógicos, especialmente das escolas rurais, devem valorizar a cultura camponesa, sua base econômica e o
modo como a produzem. Estas abordagens são significativas para compreender a educação como parte
fundamental de uma práxis pedagógica onde o campo (espaço da vida) não esteja dissociado do contexto
sociocultural escolar.
Palavras-chave: Cultura. Amargosa. Educação.
2) MAZURCA: DO CAMPO PARA O CAMPO – AS MARCAS IDENTITÁRIAS
Isaias da Silva UFPE/CAA
Maria Joselma do Nascimento Franco UFPE/CAA
Resumo
O presente trabalho objetiva relatar a experiência vivenciada em um período de vinte horas, numa escola do
campo, de crianças da educação infantil e ensino fundamental, anos inicial (Pré I ao 5º ano), no nível da escola
educação básica, localizada no Município de Camocim de São Félix- Pernambuco, realizada no corrente ano.
A experiência se deu a partir de uma sala multisseriada 4º e 5º anos. A referente escola pertence a uma
comunidade de remanescentes de quilombo, identificada Mondé dos Cabrais. No período em foco,
desenvolvemos um conjunto de atividades culturais, dentro de uma ação educativa denominada: “Mazurca: do
campo para o campo”, de caráter didático. Nosso objetivo foi aproximar os elementos culturais da
comunidade, enquanto instrumento formativo presente na escola. Considerando a importância de trabalharmos
valorizando suas raízes culturais, a ação educativa permitiu momentos de reconhecimentos mútuos em torno
da cultura da comunidade camponesa, através da mazurca, dança cultural que caracteriza a comunidade
Monde dos Cabrais, por ser de uma prática tradicional dos sujeitos que ali habitam.
Palavras-chave: Escola do campo; mazurca; diversidade cultual; quilombolas.
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3) A ESCOLA DO POVO ENTRE SERRAS PANKARARU: TRAJETÓRIA DE
CONQUISTAS E SUPERAÇÕES
Claudinéia Maria do Nascimento - PIBID Diversidade - CAPES
Elisa Urbano Ramos - PIBID Diversidade - CAPES
Jaqueline Barbosa da Silva NFD/ CAA/UFPE
RESUMO
O presente trabalho faz parte do subprojeto “A pesquisa-ação nas comunidades indígenas de Pernambuco: a
participação dos povos Entre Serras e Pankararu”, a qual objetiva sistematizar os saberes indígenas que
qualificam a prática pedagógica no âmbito da Educação Escolar Indígena. Nesse estudo, apresentaremos a
trajetória de lutas e conquistas de uma das escolas do Povo Entre Serras Pankararu, advinda dos resultados
parciais do projeto intervencionista “Os saberes tradicionais do Povo Entre Serras Pankararu e a intervenção
no processo de leitura e escrita’’ que vem sendo desencadeado no âmbito de uma escola pública de Educação
Básica localizada no território do povo Entre Serras Pankararu. O levantamento da literatura da área de
Educação Escolar Indígena (ALMEIDA, 2002; 2010) e letramento (SOARES, 2003; ALBUQUERQUE,
MORAIS e FERREIRA, 2008) contribuiu com a compreensão dos fatores atribuídos as possíveis dificuldades
dos estudantes diante do domínio e uso da língua materna. Por fim, o trabalho iniciado, ao permitir conhecer a
trajetória de conquistas e superações da escola indígena, possibilitou o planejamento de ações que visam
estreitar a relação entre os saberes tradicionais e o projeto de Educação Escolar Indígena diferenciada.
Palavras-chave: Educação Escolar Indígena. Saberes tradicionais. Leitura e escrita.
4) APRENDENDO GEOMETRIA NA ALDEIA INDÍGENA: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA NA ALDEIA JIRIPANCÓ EM PARICONHA - ALAGOAS
Jucinete Pereira dos Santos - [email protected]
Antonio Carlos Rodrigues Moraes - [email protected]
Arenilton de Amorim Lima - [email protected]
João Ferreira da Silva Neto- [email protected]
RESUMO
Este trabalho apresenta uma experiência vivida com crianças indígenas na Aldeia Jiripancó, localizada na
cidade de Pariconha – Alagoas. A proposta era trabalhar a geometria com as crianças indígenas, mas
especificamente o conceito de simetria, figuras planas, formas e padrões geométricos, a partir da valorização
da presença desses padrões no artesanato indígena local e outros objetos do cotidiano dessas crianças. A
proposta encerra-se com a produção de desenhos e figuras pelas crianças, partindo de um padrão geométrico
pré-determinado utilizando papel, tesoura, cola e lápis de cor. Percebe - se com essa atividade que a
matemática aplicada nas escolas encontra-se desvinculada da realidade vivida por estas crianças e
consequentemente desprovida de significado, tornando difícil sua compreensão. Ao utilizar-se de recursos
conhecidos pelas crianças, como o artesanato local, houve um aproveitamento do conhecimento prévio que
estas dispõem e assim um envolvimento maior na atividade, produzido uma compreensão maior do conteúdo
estudado.
Palavras-chave: Geometria; Artesanato indígena; Simetria; Figuras planas.
5) A ESCOLA DO CAMPO E O RESPEITO À REALIDADE DA POPULAÇÃO
AFRODESCENDENTE
Maria José dos Santos
PPGE/UFPE - Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiro - NEAB/UFPE
RESUMO
O presente artigo tem por finalidade refletir sobre as relações entre a escola do campo e o respeito aos direitos
à educação a partir da realidade dos afro-brasileiros. É através desse reconhecimento que compreenderemos a
educação como um processo de construção de sujeitos, pois sabemos que o direito a educação não significa
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simplesmente o acesso a ela, mas que essa seja de qualidade e assegure a igualdade de oportunidades,
proporcionando o respeito à identidade e a individualidade de cada um. É com base neste artigo da Lei
Constitucional que buscamos refletir a realidade dos afrodescendentes, e seus direitos educacionais na escola
pública. Ao analisarmos o percurso histórico, nos damos conta que diversos setores da população brasileira
são vítimas de discriminação e preconceitos, entre esses o racismo, que atinge particularmente à população
afro descendente. Entre os principais obstáculos encontrados nos sistemas de ensino, destacam-se o baixo
desempenho da população negra. Através do silencio e omissão diante de situações discriminatórias na escola,
por meio dos livros didáticos ou nas relações, a escola tem agido ao longo de sua historia como uma espécie
de isolamento informal. São os estabelecimentos escolares, juntamente com as famílias, os espaços
privilegiados de reprodução e desconstrução de estereótipos, segregação e visualização dos efeitos perversos
que esses fenômenos têm sobre os indivíduos. Hoje, o acesso ao ensino fundamental encontra-se
essencialmente universalizado tanto para negros como para brancos. A baixa qualidade do ensino e,
principalmente, a repetência usada como instrumento pedagógico fazem com que a frequência a uma escola
não signifique a mesma coisa que adquirir escolaridade. Não pode existir uma única cultura que sirva para
caracterizar a sociedade brasileira historicamente pluriétnica e pluricultural. Tendo em vista o descaso
histórico com o povo afro descendente e sua cultura no processo educativo. Tomamos como pressuposto, uma
educação efetivamente democrática que respeite e reconheça os valores existentes na realidade trazida
pelos/as educandos/as, independente do seu pertencimento étnico/racial. Destacamos, ainda, o papel do
professor como um facilitador, ou seja, como um mediador sociopolítico e cultural, cuja tarefa, dentre outros
elementos, consiste em levar os/as estudantes a refletir, imaginar e a criar outras realidades possíveis, além
daquelas do preconceito, da exclusão social e simbólica vividas cotidianamente em suas experiências de vida.
Portanto, a formação para a cidadania é o desafio principal da educação contemporânea. Educar, sem
exclusões étnicas e racial, proporcionando a aquisição de saberes, habilidades e valores considerados
primordiais e relevantes para a construção de um país verdadeiramente democrático, não é uma tarefa
dissociada dos processos de formulação e implementação das políticas públicas educacionais.
Palavras-chaves: Escola; Educação. Do Campo; Realidade; Afrodescendentes.
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GD 2: EDUCAÇÃO DO CAMPO E FORMAÇÃO DE EDUCADORES/AS
COMUNICAÇÃO ORAL
1) EM DEFESA DE UM CURRÍCULO ESCOLAR, E UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE
PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO DO CAMPO
Iranildes de Jesus Santos – UFRB - [email protected].
Maria Graciele Carneiro da Silva – UFRB - [email protected].
RESUMO
Este trabalho é fruto das discussões ocorridas no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência (PIBID), no subprojeto Física/Interdisciplinar Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo e no
componente Currículo e Educação, qual pretendemos discutir as relações do currículo e a Educação
desenvolvida nas escolas do campo. Apoiamo-nos em Santomé (1995), Pereira (2005), de Silva (2007), entre
outros, que trazem a discussão de currículo desenvolvido no campo; Arroyo (2007) e Júlio Pereira (2008) que
contextualizam a formação do professor reflexivo atento às especificidades. Metodologicamente realizamos
observações participantes Moreira e Caleff (2006), revisão bibliográfica, e conversas informais. Concluímos
afirmando que é preciso rever o currículo aplicado nas escolas do campo, os quais não levam em consideração
as especificidades de quem vive nesse contexto, assim como também, a formação de professores que não
oportuniza tais discussões.
Palavras -chave: Currículo; Educação do Campo; Invisibilidade; Formação de Professores.
2) A EDUCAÇÃO DO CAMPO NO OLHAR DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO
INFANTIL CAMPESINA: CONTRIBUIÇÕES PARA SE PENSAR A FORMAÇÃO
DOCENTE NA EDUCAÇÃO DO CAMPO
Elaine Suane Florêncio dos Santos – CAA/UFPE.
Conceição Gislane Nobrega – CAA/UFPE
RESUMO:
Este trabalho traz um recorte das conclusões da pesquisa desenvolvida no trabalho curso de conclusão do
curso de Pedagogia, na Universidade Federal de Pernambuco- Campus do Agreste. Partimos desse trabalho
com a seguinte indagação: que significados atribuem os professores atuantes no espaço da educação infantil
campesina acerca da educação do campo? Com os objetivos de mapear os significados atribuídos pelos
professores que atuam neste território, reconhecer se a compreensão dos educadores do campo está
entrelaçada nas raízes da cultura local do campo. Para alcançar os objetivos propostos nos embasamos na
abordagem qualitativa (SANTOS FILHO e GAMBOA 2009), como nos embasamos no método da análise do
discurso (ORLANDI, 2010). Para coleta de dados utilizamos a entrevista semiestruturada. O tratamento
teórico deste estudo está pautado na seguinte categoria: Educação do Campo, que teve como base teórica
(ARROYO 2011, MOLINA 2002, FERNANDES 2006 e RIBEIRO 2010) dentre outros. Por hora concluímos
que a educação do campo ainda precisa ser vista dentro de suas especificidades, sendo ainda vista pelos
educadores como um espaço homogêneo unificado ao território da cidade, sente-se a ausência de formações
que possibilite contribuir para a formação docente dentro do espaço do campo, articulando com a educação do
campo defendida pelos movimentos sociais e a universidade.
Palavras-Chave: Educação do campo, Educação Infantil, docência.
3) EDUCAÇÃO DO CAMPO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA: PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS DAS ESCOLAS INSERIDAS NO PROGRAMA DESPERTAR,
AMARGOSA-BA
Edinéia Oliveira dos Santos - [email protected]
Márcia Luzia Cardoso Neves - [email protected]
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RESUMO
O presente artigo apresenta o resultado de uma pesquisa realizada com docentes das escolas no Campo de
Amargosa-BA, que participam do Programa Despertar (programa de Educação Ambiental). A pesquisa teve
como objetivo compreender como está sendo realizada a Educação Ambiental (EA) em escolas no campo do
município estudado. A metodologia utilizada teve o enfoque qualitativo e quantitativo, utilizou o questionário,
com questões abertas, fechadas e dependentes. Teoricamente essa pesquisa se sustenta em alguns autores que
abordam a Educação do Campo como: ARROYO, 2004; CALDART, 2006; e Educação Ambiental Crítica, a
saber: CARVALHO, 2006, 2008; GUIMARÃES, 2000, 2004; entre outros. A pesquisa identificou que os
professores que atuam nas escolas possuem uma considerável variedade de instrumentos pedagógicos bem
como de formação na temática da Educação Ambiental. Constatamos que a implantação do Programa
Despertar, possibilitou que as práticas de EA se tornassem mais significativas, garantindo que os alunos e a
comunidade escolar/local direcionasse um olhar mais cuidadoso para as questões socioambientais.
Palavras-chave: Educação do Campo; Educação Ambiental Crítica; Práticas Pedagógicas.
4) OS DESAFIOS DE UM CURSO DIRIGIDO A EDUCADORES DO CAMPO (A PARTIR
DA EXPERIÊNCIA DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA
UNIVASF/JUAZEIRO)
Lúcia Marisy S. R. de Oliveira
Ghislaine Duque
Universidade Federal do Vale do São Francisco
RESUMO
Este artigo aborda a experiência da UNIVASF – Universidade Federal do Vale do São Francisco, na execução
do Curso de Especialização em Educação do Campo contextualizada ao semiárido, na perspectiva de formar
educadores para atuarem nas escolas do campo, de forma crítica e construtiva, valorizando o espaço rural
como aquele capaz de gerar trabalho digno, decente e instrumentalizador de qualidade de vida. A sua
implementação decorreu da ausência de informação específica para a docência interdisciplinar voltada para as
especificidades do campo, tornando o ensino nessas escolas desinteressante e sem significado para os alunos,
dado a desvinculação do que ali é discutido, com a prática por eles exercitada. Tal situação, contribui para a
ampliação da repetência, da evasão e do seu despreparo para enfrentar as novas exigências da sociedade.
Modificar essa realidade foi a expectativa do curso.
Palavras-chave: Educação do campo; Formação; Contextualização
5) PROJOVEM CAMPO - SABERES DA TERRA: UM RELATO DE PROFESSORAS
FORMADORAS/ES NO ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO
Cícera Maria do Nascimento – SEEJCT
Juliana Gouveia Alves da Silva
Maisa dos Santos Farias – NUPEFEC/UFPE
Ramon Coêlho Bezerra – NUPEFEC/UFPE
RESUMO
O presente texto é um relato das experiências vivenciadas por três formadoras da área de Ciências Humanas e
um formador da área de Ciências Agrárias no acompanhamento pedagógico, às turmas do Programa ProJovem
Campo – Saberes da Terra -PE, realizados entre junho de 2010 e junho de 2011. Nele elencamos desafios
destacados pelos educandos/as e educadores/as na vivência do Programa. Teceremos comentários sobre tais
desafios, como também faremos observações a partir da nossa experiência enquanto professor/as formador/as.
Temos como fundamento para tal proposta, os relatórios de acompanhamento pedagógico que hoje fazem
parte do acervo do Programa no Centro Acadêmico do Agreste/UFPE.
Palavras-chave: Educação do Campo; Pedagogia da Alternância; Relato de Experiência.
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6) A PRÁTICA EDUCATIVA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO E A FORMAÇÃO DE
EDUCADORES NA ESCOLA ZUMBI DOS PALMARES/MARI-PB
S. Wanderley - [email protected]
Luciélio Marinho da Costa - [email protected].
Rafaela Carneiro Cláudio - [email protected].
RESUMO
Reflexão sobre a repercussão da formação na prática pedagógico dos professores que atuam na Escola
Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Zumbi dos Palmares, localizada num assentamento da
Reforma Agrária, no município de Mari, no estado da Paraíba. A pesquisa tem uma abordagem qualitativa de
natureza participante. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se a observação participante, registros e
relatórios dos encontros de formações de educadores que faz parte do Projeto de Pesquisa e Extensão,
intitulado “Educação do Campo e Formação de Educadores nas Escolas Zumbi dos Palmares e Tiradentes, no
município de Mari/PB”, coordenado por professores do Campus I da Universidade Federal da Paraíba – UFPB
que tem por objetivos contribuir com a reorganização e execução do Projeto Político Pedagógico das Escolas
dos Assentamentos Tiradentes e Zumbi dos Palmares e promover encontros de formação continuada para os
professores que atuam na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental das Escolas Zumbi dos
Palmares e Tiradentes, buscando promover a melhoria do processo ensino-aprendizagem nela desenvolvidos.
Fundamentamos as reflexões em autores como: Arroyo (2010); Molina (2004); Caldart (2004), entre outros. A
participação dos docentes da escola têm na construção do Projeto Político Pedagógico da escola, atendendo os
princípios da em Educação do Campo.
Palavras-chave: Escola Zumbi dos Palmares; Formação de Professores; Educação do Campo.
7) FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A PRÁXIS PEDAGÓGICA DA ESCOLA ROBERTO
REMIGI DO ASSENTAMENTO JOÃO BATISTA II CASTANHAL PARÁ
Cícero Paulo Ferreia - IFPA/Campus Castanhal
Aline Cristina Brito Corrêa IFPA/Campus Castanhal
Inaldo Gomes de Lima IFPA/Campus Castanhal
Valéria da Silva Lopes IFPA/Campus Castanhal
RESUMO
A presente pesquisa é focada na temática, Formação de Professores educandos do curso de Especialização e
Aperfeiçoamento ano 2012 no IFPA Campus Castanhal com foco a implantação de projetos de apoio e
pesquisa na Escola Roberto Remigi no assentamento João Batista II, Castanhal-Pará. O nosso objetivo se
ancora em sistematizar inicialmente a implantação dos projetos de pesquisa e apoio, através da formação dos
professores/as no Programa de Extensão do Ensino Superior – PROEXT 2012, assim como identificar na
Práxis Pedagógica, mudanças curriculares de modo a promover alternativas de trabalho social que incentive os
sujeitos a continuarem no campo. A relevância desta pesquisa baseou-se no fato de que, a equipe do
PROEXT, acompanhando a formação continuada de professores/as que atuam nas escolas do campo nos
possibilitou que tivéssemos a condição de apresentar uma análise crítica e contextualizada desta realidade.
Neste sentido é que se apontam algumas questões-problemas a serem analisadas.
Palavras-Chave: Práxis; Pesquisa. Projetos; Educação do Campo
8) FORMAÇÃO DE EDUCADORES E PRÁTICAS EDUCATIVAS NO TEMPO
COMUNIDADE DA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Mário Fernandes Rodrigues
Leila de Cássia Faria Alves
Paulo Afrânio Sant´Anna
Patrícia de Fátima Souza Costa - UFVJM
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RESUMO
Protagonizada pelos movimentos sociais, a Educação do Campo ao se consolidar como paradigma científico
se assenta como um dos mais importantes movimentos de transformação social via educação desenvolvidos no
Brasil nas últimas décadas. O diálogo entre os movimentos sociais e a universidade vem permitindo novas
formas de se conceber a educação como forma de emancipação dos povos do campo. Pretendemos neste
trabalho, que ora apresentamos a este grupo de discussão, compartilhar as experiências desenvolvidas no
Tempo Comunidade do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal dos Vales do
Jequitinhonha e Mucuri. A estrutura do curso, inspirada em projetos pilotos já desenvolvidos em outras
universidades, é dividida entre o Tempo Escola (TE) e o Tempo Comunidade (TC), garantindo, assim, o
formato de alternância. As nossas práticas educativas vêm sendo realizadas a partir da interação processada
com as Escolas Famílias Agrícolas da região, num constante processo de autoaperfeiçoamento individual e
coletivo, visando ofertar aos educandos da licenciatura uma educação de qualidade que seja no e do campo.
Palavras-chave: Educação do Campo; Formação de Educadores/as; Práticas Educativas; Tempo
Comunidade; Vale do Jequitinhonha.
9) CENTRO DE FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO: FORTALECENDO ESCOLA
E COMUNIDADE
Tânia Maria Mares Figueiredo
Instituto Federal de Educação do Norte de Minas/MG
RESUMO
A escola do Campo, na sua maioria, salas multisseriadas, ainda desafia a pedagogia, quanto a aplicação de
metodologias que efetivamente apresentem resultados significativos na aprendizagem dos alunos. Essa é foi,
sem dúvida, a maior dificuldade apresentada pelos professores do campo do município de Almenara, no ano
de 2007. O presente trabalho é um relato de experiência vivenciada por um grupo de educadores e pedagogos
do Centro de Formação em Educação do campo, no município de Almenara, nordeste de Minas Gerais, no ano
de 2007, que alicerçou a implantação das práticas e estudos da Educação do campo, atuando
significativamente, na formação continuada do professores das salas multisseriadas. Com o intuito de
contribuir para o fortalecimento das escolas e das comunidades do campo, com enfoque na melhoria da
qualidade do ensino das salas multisseriadAs é que apresentamos experiências pedagógicas inovadoras do
Centro de Formação em Educação do Campo da Secretaria Municipal de Educação de Almenara/MG,
responsável pela a implantação dos Fóruns Itinerantes e a Metodologia dos 02 grupos, projetos de trabalhos
educativos, idealizados pela educadora e consultora pedagógica do Centro , Prof. Tânia Maria Mares
Figueiredo.
Palavras-chave: Educação do campo; formação de educadores; salas multisseriadas; Alternância.
10) FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ESTÁGIO E DIVERSIDADE: A INICIAÇÃO À
DOCÊNCIA NAS CLASSES MULTISSERIADAS
Terciana Vidal Moura
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB
RESUMO
O presente texto traz as reflexões de um projeto de formação pedagógica desenvolvido pelo componente
curricular de um Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Estágio Curricular nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental I. A nossa motivação enquanto professora
orientadora de estágio em desenvolver essa experiência e construir dentro do curso, espaços de formação
docente que tome como eixo norteador o processo de iniciação à docência nas classes multisseriadas, deu-se
pelo vazio de processos formativos dentro do curso frente à esta realidade. Para desenvolvermos esta
experiência curricular, várias ações e atividades formativas foram desenvolvidas. A partir da preocupação e a
questão que norteou essa experiência, consideramos que os cursos de licenciatura, em especial o Curso de
Pedagogia, precisam pensar a formação para os professores que atuam nessa realidade educacional, no sentido
de empreender processos formativos que os “empoderem” de um conjunto de saberes e práticas políticas e
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culturalmente orientadas que possam dar conta das dinâmicas, singularidades e desafios que a educação do
campo e o contexto da multissérie.
Palavras-chave: Formação Docente; Estágio; Classes Multisseriadas
11) A FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS/AS E EDUCADORES(AS) DO CAMPO NA
PERSPECTIVA INTERCULTURAL E PÓS-COLONIAL
Cláudia Simone Almeida de Oliveira - UFRPE
Wiviane Fonseca da Silva Almeida - UFRPE
RESUMO
Com base nos estudos sobre interdisciplinaridade (MINAYO,2002 THIESEN ,2008; MORIN, 2002, 2005) e
estudos pós-coloniais (QUIJANO, 2005; MIGNOLO,2005; WALSH,2007,2008) Este artigo faz parte de uma
pesquisa ainda em desenvolvimento, que discute a Formação dos pedagogos/as e professores/as do campo;
currículo e diversidade e práticas inovadoras. Nosso objetivo é discutir e construir coletivamente, uma
formação docente na perspectiva de uma educação intercultural crítica e de uma pedagogia descolonial
(WALSH,2007; CANDAU).Para tanto desenvolvemos uma pesquisa-ação e apresentamos nossos resultados
preliminares que já demonstram a necessidade de uma formação que rompa com o paradigma urbano.
Palavras chave: Formação de professores; Interculturalidade; Educação do Campo.
12) A PRÁTICA PEDAGÓGICA DAS PROFESSORAS DO CAMPO: UM ESTUDO EM
DESENVOLVIMENTO NO MUNICÍPIO DE CARUARU-PE
Maria Joselma do Nascimento Franco
Ana Paula Pinheiro Gualberto
Renata Fabrícia Villa Nova da Silva
RESUMO
O estudo em desenvolvimento faz parte de uma atividade eletiva, desenvolvida no CAA/UFPE, em 2013. O
objetivo geral é: Compreender as exigências quanto ao nível de formação das professoras, os elementos da
cultura e os princípios da educação do campo, presentes nas práticas. Os específicos: 1) Identificar o nível de
formação exigido das professoras; 2) Analisar se na prática pedagógica há indícios de elementos da cultura,
oriundos da comunidade local e dos princípios que regem a educação do campo. O aporte teórico está
referenciado em Caldart (2012), Arroyo (2012), Ribeiro (2012), Martins (2008), Santiago e Batista Neto
(2006), Gonçalves (2003), Lüdke e André (1986). Os procedimentos metodológicos: a entrevista e a
observação participante. O tratamento dos dados se pauta na análise de conteúdo. O lócus do estudo são duas
escolas do campo no município de Caruaru-PE e os sujeitos são duas professoras. Os resultados mostram que
as professoras tem formação no Normal Médio, o que se contrapõe as exigências postas para as concursadas,
exigência mínima superior. Uma delas é contratada temporariamente, potencializando o clientelismo político.
Não fazem parte de programas e formação continuada, mas o que se faz na área urbana chega ao campo. Não
se identifica ainda elementos da cultura local presentes na prática pedagógica das professoras.
Palavras-chave: Educação do Campo; Formação de professores; Princípios da Educação do Campo.
13) O USO DE TECNOLOGIAS PARA A APRENDIZAGEM EM CONTEXTO DO CAMPO:
FORMAÇÃO DE FORMADORES PARA ATUAÇÃO DIALÓGICA
Pedro Zany Caldeira Instituto Superior de Educação e Ciências
Ana Paula Bossler Universidade Federal do Triângulo Mineiro
RESUMO
Este trabalho descreve ações extensionistas desenvolvidas no escopo da Rede de Formação Continuada do
MEC e reúne dados obtidos em diversas oficinas envolvendo professores da rede pública (MG), com atuação
em Escolas do Campo e professores com alunos oriundos da zona rural. O curso oferecido visava a ampliação
do repertório dos professores com relação ao uso de tecnologias em sala de aula, buscando privilegiar aquelas
de fácil acesso nas escolas e na vida cotidiana das pessoas. São apresentados três filmes produzidos pelos
alunos, cujas temáticas destacam a forte relação destes com o contexto do campo. Os filmes revelam que o uso
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da tecnologia permite que o aprendiz dê materialidade à teoria organizada em substrato abstrato e,
eventualmente, apareçam equívocos conceituais e gaps cognitivos, levando-o a reorganizar o conhecimento. A
sessão, com uma estrutura dialógica, contribui para a desconstrução da crença dos participantes relacionada à
viabilidade prática da inserção das tecnologias em suas aulas na Educação Básica em contexto do campo. As
animações também podem ter caráter diagnóstico, auxiliando nas dificuldades dos aprendizes para
compreenderem alguns fenômenos e eventos.
Palavras-chave: Animação com stop-motion; Formação de educadores; Desconstrução de crença;
Reorganização do conhecimento; Diálogo em educação.
14) INICIAÇÃO A DOCÊNCIA NAS CLASSES MULTISSERIADAS DAS ESCOLAS DO
CAMPO: A EXPERIÊNCIA DO PIBID/UFRB
Fábio Josué Souza dos Santos - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
RESUMO
A presente comunicação pretende apresentar um relato das ações realizadas no âmbito do PIBID/CAPES da
UFRB, mais especificamente o Subprojeto “Física / Interdisciplinar – Classes Multisseriadas nas Escolas do
Campo” em curso na desde julho de 2011. O projeto volta-se para a formação-iniciação de professores no
contexto das classes multisseriadas, e envolve uma equipe de vinte membros, entre estudantes das
licenciaturas em Física, Letras, Matemática e Pedagogia, e professores da escola básica. Os resultados
apontam que a experiência: contribuiu para dar visibilidade ao tema no âmbito interno da Universidade e da
Secretaria Municipal de Educação; ensejou o desenvolvimento de práticas inovadoras no âmbito das escolas,
contribuindo assim para a formação dos licenciandos.
Palavras-chave: Formação de professores do campo. Classes Multisseriadas. Educação do campo.
GD 2- PÔSTERES
1) PROINFANTIL E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES RIBEIRINHOS NO MARAJÓPA: UMA ANÁLISE DA FORMAÇÃO A PARTIR DO MEMORIAL DO PROFESSOR
CURSISTA
Dorilene Pantoja Melo - Universidade Federal do Pará
RESUMO
O estudo é parte constitutiva da pesquisa de mestrado que está sendo realizada no Programa de Pós-graduação
em Educação da Universidade Federal do Pará que tem como foco identificar as contribuições do Programa
PROINFANTIL para a formação dos professores ribeirinhos que atuam na Educação Infantil, em escolas
ribeirinhas, no município de Ponta de Pedras, localizado na Região do Marajá, no Estado do Pará. Para sua
elaboração foram analisados os memorial dos Professores Cursistas produzidos durante sua participação nos
processos de formação e auto-formação promovidos pelo Programa, observando seus pontos positivos e
fragilidades.
Palavras Chaves: PROINFANTIL; Formação de Professores; Educação Infantil; Educação do Campo;
Populações Ribeirinhas.
2) EXPERIMENTOS COM LINGUAGENS, ARTE E MÍDIAS: O CASO DA TURMA
OSÉIAS DE CARVALHO
Monique Lima de Oliveira
Maria José Silva
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
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RESUMO
A presente comunicação visa a narrar as experiências do Laboratório de Linguagens, Arte e Mídias da Turma
Oséias de Carvalho, primeira turma da Licenciatura em Educação do Campo (LEC) da Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A LEC é um Curso de Graduação, no qual estudam 54 sujeitos assentados
da reforma agrária e povos tradicionais do Estado-RJ. Criado a partir de edital PRONERA/2009, as bases
pedagógicas do curso foram construídas por educadores da universidade, em diálogo com os movimentos
sociais e sindicais do campo. O Laboratório, componente curricular da LEC, desenvolve atividades com artes
e visualidades: cinema, teatro, fotografia etc. Possibilitando aos educandos outras leituras e releituras de
mundo com base na comunicação experimental e promovendo outras formas de produção de conhecimento
em busca da razão sensível. As oficinas abordam: a. exibição de filmes acompanhados de debates e registros
escritos (caderno reflexivo); b. Teatro e Cinema político – revisitando os anos 1960-70; c. Leitura de imagens
e histórias de vida a partir das fotos de Sebastião Salgado; d. Criação do Zine LEC.
Palavras-chave: Educação do Campo. Formação de educadores/as. Arte, imaginação e criatividade.
Memórias das lutas sociais.
3) JOGOS DIDÁTICOS NA MATEMÁTICA
Cecília de Fátima C. B. R. de Almeida
Genelice Maria dos Santos
Genilson Manoel da Silva
Irismar Manoel dos Santos
Jaíra Maria da Silva
Cleonildo José dos Santos
Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco
RESUMO
Incentivar o gosto pelos números no ensino fundamental II é algo que vem sendo muito trabalhoso fazer.
Reconhecer a importância dos números e da literatura, onde esse hábito já deveria estar formado, é o que os
projetos dos alunos do PIBID vêm propor. Neste sentido, a matemática e a literatura vêm se destacando a cada
dia, mostrando os seus verdadeiros valores, sendo também o caminho que levou os alunos a se sentirem
seguros e a desenvolver a imaginação, personalidade e o raciocínio lógico. Dando possibilidade a eles se
encontrarem a partir das personagens dos contos de fadas e dos jogos matemáticos.
Palavras-chave: PIBID; Matemática; Docência.
4) A PRÁTICA DOCENTE DOS/AS EDUCADORES/AS DO CAMPO
Renata Fabrícia Villa Nova da Silva [email protected]
Ana Paula Pinheiro Gualberto [email protected]
RESUMO
Esse artigo tem como proposta a discussão sobre a temática Educação do Campo, caracterizada pela conquista
das lutas dos movimentos sociais com os povos do campo, que rompe com olhar da Educação Rural, na qual
os seus saberes eram negados e não considerados na construção do Projeto Político Pedagógico específicos da
escola do campo. Buscando, assim,a adoção de políticas publicas que denotem o compromisso e o respeito
com os mesmos.Sob a crítica da ausência de formação de professores para a atuação especifica no campo.
Esse trabalho é resultado de uma atividade da eletiva Educação do Campo, na qual realizamos uma atividade
de campo em uma escola do campo da Cidade de Caruaru, a fim de sistematizar os conhecimentos adquiridos
na eletiva.
Palavras-chave: Educação do Campo; Educação Rural; Formação de professores; Saberes Campesinos.
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5) FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA ESCOLAS DO CAMPO: REFLEXÕES E
DESAFIOS DE UMA CAMINHADA
Sara Jane Cerqueira Bezerra - [email protected]
Jhonatan David Santos das Neves - [email protected]
Amilkiane Protázio Dino da Silva - [email protected]
RESUMO
O presente relato de experiência tem como objeto de estudo o processo de implantação do curso de
Licenciatura em Educação do Campo - PROCAMPO da UNEAL. Este projeto faz parte de um grande
objetivo da IES que visa desenvolver programas e projetos junto a grupos sociais marginalizados/ excluídos
de nossa sociedade. Parte do princípio de que a Universidade é pública e para todos, sendo assim pioneira em
ações como formação de educadores indígenas, trabalhos com lideranças religiosas de matriz africana,
formação de educadores de movimentos sociais do campo, dentre outras ações no Estado, que.se afirma como
uma IES com práticas de inclusão e compromisso social. Assim, este relato de experiência registra as
atividades desenvolvidas na UNEAL, pela coordenação do Procampo durante o primeiro ano (18/09/2011 a
15/01/2013) do Convênio entre o MEC/FNDE e esta IES. O curso está dividido em duas áreas do
conhecimento: Línguas, Artes e Literaturas e Ciências da Vida e da Natureza e Matemática. O currículo tem
como referência principal a formação humana omnilateral e a pedagogia histórico-crítica que prevê como
ponto de partida do ensino a prática social, a problematização, a instrumentalização, e a devolução a pratica
social de uma forma mais elaborada. Tem como metodologia a Pedologia da Alternância (QUEIROZ, 2004),
com momentos distintos realizados na universidade (Tempo-Escola) e em comunidades rurais desenvolvidas
através de atividades didáticas e sociais planejadas e realizadas com os 60 estudantes (Tempo-Comunidade).
Palavras-chaves: Formação; Licenciatura; Educação do Campo.
6) EDUCAÇÃO DO CAMPO E EDUCAÇÃO INFANTIL CAMPESINA: DISCUTINDO AS
ESPECIFICIDADES DO CAMPO ARTICULADO COM A EDUCAÇÃO INFANTIL A
PARTIR DO OLHAR DOS PROFESSORES
Elaine Suane Florêncio dos Santos – UFPE/CAA
Conceição Gislane Nóbrega – UFPE/CAA
RESUMO
A infância e a educação infantil no território do campesinato brasileiro ainda vêm se tornando objeto de
reflexão dentro do espaço acadêmico e social, tendo em vista que a educação infantil campesina, como parte
da educação popular, é um cenário que vem em busca de reconhecimento e de valorização como parte
significativa da educação que é destinada as crianças campesinas. Essa valorização também abarca a formação
docente que repercute na prática oferecida as crianças no espaço educativo. Nesta perspectiva este estudo vem
discutir através do olhar dos professores a relação das especificidades do campo com a educação infantil,
tendo como base teórica Arroyo (2006, 2011) Molina (2002), Sarmento (1997, 2004), ARENHART (2007)
dentre outros. Neste sentido, este estudo trás um recorte da pesquisa de conclusão do curso de pedagogia na
Universidade Federal de Pernambuco, com o intuito de contribuir para estudos acerca da educação infantil, da
criança e do olhar para a formação dos professores que atuam neste espaço, levando em consideração a
realidade do campesinato de acordo com cada especificidade.
Palavras-chave: Educação do Campo; Infância. Educação Infantil; Especificidade. Docência.
GD 3: EDUCAÇÃO DO CAMPO, AGROECOLOGIA E AGRICULTURA
FAMILIAR
COMUNICAÇÃO ORAL
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1) PROGRAMA CONCA – SISTEMA DE PRODUÇÃO DO LICURI (Syagrus coronata,
ARECACEAE): SUSTENTABILIDADE, SABERES E SABORES DA CAATINGA
Aurélio José Antunes de Carvalho [email protected]
Marcio Harrison dos Santos Ferreira [email protected]
RESUMO
Este trabalho pretende avaliar e apresentar as principais ações e produtos de um projeto de extensão que tem
como foco o Licuri (Syagrus coronata (Mart.) Becc., Arecaceae) enquanto espécie nativa que garante
sustentabilidade, geração de emprego e renda, e aporte para ações educativas com agricultores familiares do
semiárido baiano. O Programa CONCA vem sendo desenvolvido desde 2012 com a participação de 511
indivíduos/atores sociais em municípios de quatro Territórios de Identidade do Estado da Bahia (Piemonte
Norte do Itapicuru, Piemonte da Diamantina, Bacia do Jacuípe e Vale do Jiquiriça) e surgiu da identificação
de demandas de agricultores familiares e de suas organizações em parceria com o IF Baiano (Campus Senhor
do Bonfim e Santa Inês). O público-alvo são agricultores(as) familiares com renda familiar em torno de um
salário mínimo, baixa escolaridade e que resistem à processos de expulsão por meio da organização
empreendida especialmente pelas pastorais da Igreja Católica, Sindicatos de Trabalhadores Rurais e
organizações associativistas. O objetivo maior é a promoção de ações na intersecção entre a Agroecologia e a
Educação do Campo, ao possibilitar a aproximação e inserção de estudantes de nível superior dos Cursos de
Licenciatura em Ciências Agrárias, Biologia e Geografia do IF Baiano frente ao contexto da agricultura
familiar do semiárido. O programa é composto de três vertentes principais: a) Pesquisa-ação: Aspectos
agronômicos e o sistema produtivo do Licuri, enfocando os sujeitos da produção e seus aspectos
organizacionais, de gênero e de gerações e a constituição de uma rede interterritorial do semiárido com ênfase
no licuri; b) Formação Socioambiental em Políticas Públicas, destinado a agricultores(as) e suas formas
associativas, movimentos sociais, conselheiros e gestores no âmbito municipal com vistas à garantia do uso
sustentável da Caatinga; e c) Fortalecimento da Rede por meio de prospecção, aperfeiçoamento e
desenvolvimento de Tecnologias Sociais Apropriadas de extração e beneficiamento das amêndoas e a criação
de novos produtos com a identificação dos múltiplos usos do licuri no semiárido baiano. No momento, além
das ações supracitadas, encontram-se em andamento pesquisas científicas abordando diferentes aspectos
ecológicos e socioeconômicos do licurizeiro, entre eles: a) Identificação da comunidade de epífitas vasculares
associadas; b) Fenologia e ecologia da polinização; c) Biometria de pirênios e frutos; d) Germinação e
impacto da defaunação na predação de sementes pós-dispersão; e) Identificação da fauna de dispersores de
sementes; e f) Levantamento etnobotânico dos usos múltiplos do licurizeiro nas áreas de atuação do projeto.
Palavras-chave: Licuri; Sustentabilidade; Educação do Campo; PROEJA; Caatinga.
2) A HORTICULTURA NO SÍTIO PINTADA NO MUNICÍPIO DE
ARCOVERDE-PE
Rosa Gertrudes Tavares da Silva
Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde – AESA/FNDE/MEC
RESUMO
Este trabalho visa analisar os conceitos, os princípios e os fundamentos de sustentabilidade existentes na
prática da horticultura desenvolvida no sítio Pintada em Arcoverde – PE. A problemática desse trabalho é a
horticultura como principal atividade econômica para a comunidade do sítio Pintada e seus desafios para a
sustentabilidade. Desenvolveu-se pelas observações no comportamento do objeto de estudo, estudo
exploratório no campo de pesquisa, revisão de literatura e uma pesquisa de campo com aplicação um
questionário a 30 membros da Associação de moradores horticultores. Entre as discussões do
desenvolvimento da agricultura local estão os sistemas agrícolas e comercialização da horticultura local.
Considera-se a prática da horticultura da comunidade como agricultura familiar fundamentada no sistema de
agricultura extensiva, associativismo e comercialização enfrentando os desafios rumo ao desenvolvimento
sustentável.
Palavras-chave: Agricultura Familiar; Horticultura; Comercialização; Sustentabilidade; Sítio pintada.
Arcoverde-PE.
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3) RELAÇÃO ENTRE REPRODUÇÃO SOCIAL DOS AGRICULTORES E FORMAÇÃO
PROFISSIONAL DE JOVENS NO CONTEXTO DA AGRICULTURA FAMILIAR
Manoel dos Santos – UESC - [email protected]
Carlos Henrique de Sousa Medrado - [email protected]
RESUMO
O artigo trata das políticas de educação profissional implementada pelo Estado brasileiro buscando estabelecer
articulação com a participação juvenil no processo de qualificação para a inserção produtiva no contexto da
agricultura familiar, com vistas a favorecer a formação de novas gerações para a geração de oportunidade de
trabalho e renda com dignidade e cidadania em uma perspectiva crítica. Dessa forma, apresenta-se um
contexto caracterizando os desafios e possibilidades sobre a educação profissional para formação de jovem no
contexto da agricultura familiar, enquanto mecanismo de garantia de possibilidades profissionais de
transformação da realidade social na qual está inserido, através de projetos produtivos na agricultura familiar e
da construção do conhecimento e do exercício pleno da cidadania visando superar uma lógica de educação
para o trabalho produtivo orientado pelos princípios do capitalismo.
Palavras-chave: Juventude; Educação Profissional; Agricultura Familiar.
4) AÇÃO EXTENSIONISTA DE ESTUDANTES DA ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA DO
SERTÃO (EFASE): A HORTA VERÃO COMO UMA TECNOLOGIA VIÁVEL PARA A
CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO
Djavan da Silva
Izabella Lírio de Souza
Donizete Silva Santos
Gabriel Troilo
RESUMO
As dificuldades encontradas para o desenvolvimento da agricultura familiar no semiárido vão muito além do
enfrentamento da seca, se relevam principalmente pelas poucas e ineficientes políticas públicas voltadas para
a pequena agricultura. Os agricultores do município de Campo Formoso (BA), que, assim como muitos outros
localizados no polígono das secas, sofrem as consequências da precarização dos serviços públicos. Entretanto,
existem diversas ações que objetivam reverter este quadro. Dentre elas está a intervenção dos estudantes da
Escola Família Agrícola do Sertão (EFASE) na consecução de projetos e ações extensionistas voltadas para o
desenvolvimento de tecnologias de convivência com o semiárido. No sentido de buscar alternativas que
viabilizem uma produção agroecológica de alimentos, economicamente viável, ambientalmente aceitável e
socialmente justa, que um grupo de estudantes da EFASE desenvolveu uma ação de aprendizado de
horticultura adaptada ao semiárido com agricultores do povoado de Varzinha, município de Campo Formoso
(BA). Nesta ação os estudantes construíram as práticas abordando a horta verão como uma tecnologia
agroecológica capaz de produzir alimentos mesmo durante o período de escassez de água, mostrando que de
fato outro tipo de agricultura é possível se praticar a partir de tecnologias populares. O objetivo do presente
trabalho foi apresentar a ação extensionista dos estudantes da EFASE assim como seus resultados, dentro do
contexto da educação do campo empreendida na escola família agrícola e suas consequências no processo de
desenvolvimento da agricultura familiar agroecológica no semiárido baiano.
Palavras-chave: Horta verão; Convivência com o Semiárido; Agricultura Familiar; Agroecologia.
5) A PRÁTICA DA OLERICULTURA NO SEMIÁRIDO BAIANO: COMO A IRRIGAÇÃO
ALTERNATIVA PODE CONTRIBUIR COM A SOBERANIA ALIMENTAR DOS
AGRICULTORES FAMILIARES DA REGIÃO SISALEIRA
Jaqueline Pereira de Andrade
Ana Kelly de Andrade Pereira
Eliane Barbosa dos Santos
Escola Família Agrícola do Sertão (EFASE)
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RESUMO
O semiárido baiano é característico pela baixa pluviosidade, perante isso os agricultores familiares, grande
parte da população dessa região, tem a necessidade de aproveitar mais eficientemente a água na produção. A
base de subsistência dessas famílias é a agricultura de pequena escala, onde elas têm a autonomia pra
produzirem seus próprios alimentos. Na falta de políticas publicas e de um amparo do Estado para garantir o
desenvolvimento desta região, ações extensionistas de estudantes de Escolas Família Agrícola (EFA’s) tem
garantido o avanço da autonomia produtiva dos agricultores do sertão. Para tanto os estudantes das EFA’s que
seguem a pedagogia da alternância tem no tripé ação-reflexão-ação o suporte para sua formação. Este método
propõe o aprendizado no espaço familiar ou na comunidade de origem, seguido do compartilhamento desses
saberes no ambiente escolar, refletindo sobre eles em bases cientificas, e, por fim, o retorno para a
família/comunidade, para a multiplicação desse conhecimento. O objetivo do presente trabalho é apresentar
uma ação extensionista praticada por estudantes da Escola família Agrícola do Sertão (EFASE) visando
fortalecer a produção agroecológica em comunidades de agricultura familiar da região sisaleira do semiárido
baiano através da construção de modelos de sistemas de olericultura com técnicas alternativas de irrigação.
Para tanto os estudantes da EFASE incentivaram agricultores familiares do povoado Salgado, município de
Monte Santo (BA), a construírem hortas com sistemas de irrigação alternativa pela a utilização de garrafas
PET e lonas para a contenção da água na leira, evitando lixiviação. Além de aproveitar de maneira mais
eficiente a água na irrigação, este sistema incentiva os produtores a reutilizarem as garrafas PET em
substituição dos canos PVC. A partir desta ação os estudantes da EFASE difundiram tecnologias sociais para
melhorar a produção e garantir a soberania alimentar pela presença de condimentos e verduras nas mesas dos
agricultores.
Palavras-chave: Agricultores familiares; Olericultura; Escolas Família Agrícola
6) ATUAÇÃO DOS EDUCANDOS DA ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA DO SERTÃO NA
PERSPECTIVA DA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO
Gilmar dos Santos Andrade - Escola Família Agrícola do Sertão
RESUMO
A Pedagogia da Alternância realizada pelas Escolas Famílias Agrícolas – EFAs vêm se constituindo
como uma das experiências mais exitosas em educação do campo. Existe uma diversidade de
trabalhos acerca das mais variadas experiências educacionais empreendidas pelas EFAs. Com isso,
esse trabalho visa iniciar uma reflexão em torno da convivência com o Semiárido, realizado pela
Escola Família Agrícola do Sertão – EFASE, em Monte Santo – BA, refletindo a atuação dos
educandos nas comunidades camponesas.
Palavras-chave: Covivência com Semiárido; Pedagogia da Alternância; EFAs.
GD 3 - PÔSTER
1) UM DIAGNÓSTICO DO PROCESSO DE TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA NO
ASSENTAMENTO CHICO MENDES III
Danyelly Crystyne Sena de Araújo – UFRPE [email protected]
Élida Rafisa - UFPE [email protected]
RESUMO
O presente trabalho trata sobre o processo de transição agroecológica que vem ocorrendo no assentamento
Chico Mendes III, na zona rural do município de São Lourenço da Mata, nas terras do antigo Engenho São
João, no estado de Pernambuco, Brasil, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável por
meio de práticas da Agroecologia, através assistência aos assentados com o intuito de que sejam adotadas
tecnologias alternativas, além de uma assistência técnica no processo de transição da agricultura convencional
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para a agricultura de base sustentável. A atual demanda da sociedade por modelos de desenvolvimento mais
sustentáveis evidencia a necessidade de transformações no modelo de agricultura vigente, uma vez que o uso
indiscriminado de agrotóxicos vem causando grandes prejuízos tanto à saúde dos agricultores como nos
consumidores, além de contaminar os solos com os resíduos químicos. Sendo assim, a transição implica na
utilização de metodologias para uma intervenção participativa, que seja capaz de incluir os atores nos
processos decisórios para uma melhoria na qualidade de vida e que atenda suas necessidades na construção de
novos modelos de agricultura sustentável.
Palavras-chave: Transição; Agroecologia; Agricultura Familiar
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GD 4: EDUCAÇÃO DO CAMPO, MOVIMENTOS SOCIAIS E POLÍTICAS
PÚBLICAS
COMUNICAÇÃO ORAL
1) RETRATOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL DO/NO CAMPO: UM OLHAR SOBRE A
REALIDADE DE BOM JESUS DA LAPA
Cíntia Lopes Vieira De Jesus - [email protected].
Márcia Luise Cardoso Neves - [email protected]
Elenice de Brito Teixeira Silva - [email protected].
RESUMO
Este trabalho é resultado da pesquisa desenvolvida como trabalho de conclusão de curso, que teve como
objetivo analisar como tem se estruturado a Educação Infantil Campesina no município de Bom Jesus da Lapa
– BA, no contexto das políticas públicas implementadas a partir de 1990. A pesquisa foi motivada pela leitura
de documentos que reconhecem a Educação Infantil como um direito de todas as crianças de 0 a 5 anos de
idade, como a Constituição de (1988), a LDB 9.394/1996 e a Resolução 05/2009, que firmou as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Para discutir concepções educação infantil e educação do
campo, dialogamos com autores como Kramer (2003), Kuhlmann Júnior (2004) e Caldart (2004. A
metodologia utilizada foi de cunho qualitativo e do tipo estudo de caso. Os instrumentos de coleta de dados
foram a entrevista semiestruturada, observação, questionário e análise documental. A análise de dados
permitiu evidenciar que não há uma política de educação infantil do campo neste município, e sim políticas de
educação infantil municipal que são efetivadas no campo, mas que ainda não incorporam as especificidades da
infância campesina. Desse modo, reforçamos a ideia de que os elementos apresentados são indicativos de que
a educação infantil do campo nesse município ainda enfrenta o desafio de criar espaços e ofertar vagas em
instituições apropriadas para o atendimento às crianças pequenas, bem como, formular uma proposta
pedagógica que atenda as necessidades e interesses das crianças do campo.
Palavras-chave: Educação Infantil; Educação do campo; Políticas Públicas.
2) AS POLÍTICAS CURRICULARES PARA EDUCAÇÃO DO CAMPO: UM OLHAR A
PARTIR DA DESOBEDIÊNCIA EPISTÊMICA DOS POVOS CAMPESINOS
Girleide Tôrres Lemos – PPGE/UFPE
Denise Xavier Torres – PPGE/UFPE
RESUMO
Este artigo traz o resultado da pesquisa bibliográfica da pesquisa de Mestrado desenvolvida na Universidade
Federal de Pernambuco. O estudo pauta-se na discussão sobre a luta dos povos do campo por uma educação
específica e diferenciada, Educação do Campo, para a superação de sua condição histórica de povos
silenciados e subalternizados, configurando a Desobediência Epistêmica. Objetivamos compreender a
Desobediência Epistêmica nas Políticas Curriculares para a Educação do Campo através dos Estudos PósColoniais Latino-Americanos, nestes estudos os povos campesinos são os sujeitos da resistência no e do
campo, onde a educação escolar compreende um instrumento de luta e resistência dos povos. Concluímos que,
as Políticas Curriculares para a Educação do Campo constituísse como proposta educativa que apresenta os
diferentes contextos socioculturais, colocando em dúvida as múltiplas certezas e postulados de uma totalidade
teórica dominante. E caracterizam-se como Identidade em Política, quando toma a educação como ferramenta
de luta na construção de conhecimento na sociedade.
Palavras-chave: Desobediência epistêmica; Educação do Campo
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3) SECAS NO NORDESTE E A PRIVAÇÃO DE CAPACIDADES
José Jaime da Silva - UFPE/CAA - [email protected]
RESUMO
O objetivo deste artigo é analisar o problema das secas no Nordeste sob o conceito de privação de capacidade
de Amartya Sen. As condições de vulnerabilidade e pobreza da população no Nordeste ao longo do tempo
motiva o artigo. Foram utilizados dados do IBGE para fazer uma analise descritiva dos dados, guiada pelos
apontamentos de Sen sobre desenvolvimento como liberdade e pobreza como privação de capacidade. Este
conceito leva em conta a multidimensionalidade da pobreza e como esta agrava o a situação da população nas
secas, sendo esta uma das hipóteses levantadas. Outra hipótese é que a distribuição de terras é afetada
negativamente pela privação de capacidade durante as estiagens. Como resultado, percebeu-se que a
distribuição de terras é afetada negativamente pela privação de capacidade da população e que fatores sociais
e relações de poder influenciam na manutenção dos problemas relacionas causados pela seca. A pobreza de
capacidade é importante para entender o fenômeno da seca e sua persistência. Além disso, políticas de
combate à seca de renda raramente tem ampliado a capacidade da população de conviver com esta.
Palavras-chave: Secas; Privação de capacidades; Pobreza; Desenvolvimento; Desigualdade.
4) A JUVENTUDE RURAL NA PERSPECTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA
AGRICULTURA FAMILIAR A PARTIR DO MOVIMENTO SINDICAL RURAL EM SÃO
JOSÉ DA TAPERA/AL
Maria Edneide Alves do Nascimento Santos – UFAL - [email protected]
Isabel Cristina Pereira de Oliveira – UFAL - [email protected]
RESUMO
Este trabalho tem por objetivo apresentar a participação da juventude rural para a promoção do
desenvolvimento da agricultura familiar em São José da Tapera/AL. Retrata-se nesse processo o protagonismo
da juventude em relação à luta pelo progresso rural, enfatizando a percepção das demandas e problemáticas
inseridas no meio da agricultura, dando ênfase na agricultura familiar do município. A metodologia utilizada é
a pesquisa-ação a partir do projeto de extensão da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) – Campus Sertão,
intitulado “o papel da juventude rural na agricultura familiar de São José da Tapera/AL”. Os resultados
mostram que a existência da Comissão de Jovens dentro do Sindicato Rural é um fator primordial para a
promoção do protagonismo da juventude rural e, pode-se notar que a mesma consiste em um grupo de jovens
rurais que apresentam aspectos de liderança em suas comunidades de origem, e apresentam uma visão de luta
por seus direitos. A juventude rural do município, a partir de suas ações, intensifica cada vez mais suas
articulações em prol de pleitear e conquistar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, almejando
sempre o desenvolvimento rural do município.
Palavras-chave: Juventude Rural; Desenvolvimento Rural; Agricultura Familiar; Sindicalismo Rural.
5) UMA ANALISE DA PRESENÇA DO SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS
(STR) NA COMUNIDADE DO CÓRREGO, AMARGOSA-BA
Fernando dos Santos Alexandre - PIBID/UFRB - [email protected]
Laura Sued Brandão Santos - PIBID/UFRB - [email protected]
Maria Conceição Andrade da Silva - PIBID/UFRB - [email protected]
Fábio Josué Souza dos Santos - PIBID/UFRB - [email protected]
RESUMO
Este trabalho é um recorte de uma pesquisa maior que está sendo realizada no âmbito do “Subprojeto de
Física / Interdisciplinar – Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo”, vinculado ao Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) da Universidade Federal do Recôncavo da
Bahia (UFRB), edição 2011-2013. Este trabalho pretende discutir a relação de algumas comunidades rurais do
município de Amargosa-Ba, com o Sindicato de Trabalhadores Rurais (STR). Propomos-nos a apresentar o
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contexto sócio-histórico-econômico das comunidades rurais que cercam a Escola Municipal Senador Josaphá
Marinho, considerando a necessidade de se promover uma experiência de iniciação à docência que proceda a
compreensão dos contextos onde se situa a escola. Os dados são desafiadores, pois indica uma ação
assistencialista, direcionada para a intermediação do acesso a políticas sociais que, embora importantes, não
são suficientes para garantir vida digna no campo e assegurar o acesso escolar dos filhos e filhas dos
trabalhadores do campo ao meio educacional.
Palavras-chave: Sindicalismo Rural; Sindicato dos Trabalhadores Rurais; Educação do Campo; AmargosaBA.
6) EDUCAÇÃO DO CAMPO E LUTA PELA TERRA: CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS
FUNDADAS EM UM PROJETO POPULAR DE DESENVOLVIMENTO DO CAMPO
Gabriel Troilo
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; Escola Família Agrícola do Sertão
RESUMO
Este trabalho foi elaborado pelo presente autor como atividade da Pós-graduação em Educação do Campo e
Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro. O objetivo foi levantar uma reflexão sobre as
concepções pedagógicas construídas no processo de luta pela terra sob a perspectiva de um Projeto Popular de
desenvolvimento do campo. Para tanto foram levantados os processos que geram a exclusão dos povos do
campo ao longo do desenvolvimento de nosso país, como a concentração de terras e riquezas por uma elite
agrária, assim como o reflexo direto destes processos na formas de educação rural instituídas, sempre
interessadas em manter o camponês no atraso e frear seu potencial de desenvolvimento e organização. A
escola do campo e suas concepções pedagógicas são analisadas como produto e processo da luta pela terra e
reconquista dos territórios, necessárias para o desenvolvimento da identidade e autonomia dos sujeitos que
empreendem a construção de uma outra realidade para o campo.
Palavras-chave: Educação do campo; Reconquista dos territórios; Projeto Popular.
7) EDUCAÇÃO DO CAMPO: REALIDADE, LUTA E PERSPECTIVAS À LUZ DO
FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO
Maria do Socorro Valois Alves – PPGE/UFPE
RESUMO
A discussão sobre educação do campo, no Brasil, insere-se numa discussão mais abrangente que aponta para
elementos como a reestruturação no padrão de desenvolvimento econômico e a ampliação do processo de
democratização. Tais elementos, constituintes de uma nova perspectiva socioeconômica e política,
configuram-se como polêmicos no contexto de diversos projetos de sociedade, historicamente em disputa. A
educação como política pública implica na discussão sobre os meios utilizados para implementá-la,
especialmente os advindos da intervenção estatal, entre os quais se destaca o aporte de recursos financeiros
como condição indispensável. Esse artigo discute o financiamento da educação do campo à luz do atual
modelo de financiamento da educação básica.
Palavras- chave: Financiamento; Educação do Campo.; Política Social; Movimentos Sociais.
8) INCLUSÃO ESCOLAR NO CAMPO: UMA ESCOLA PARA TODOS
Girlene Santos de Santana [email protected]
RESUMO
Este artigo apresenta uma pesquisa realizada com base em levantamentos bibliográficos e de uma pesquisa
acompanhada por uma entrevista, dirigida a dois professores de uma escola do campo, com o intuito de
aprofundar, problematizar e entender, os desafios e problemáticas da “Inclusão Escolar: Uma Escola Para
Todos”, analisando as impossibilidades, dificuldades e carências, encontradas na escola do campo, no que se
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refere à falta de políticas publicas, infraestrutura nas escolas do campo para atender os alunos com
necessidades educacionais especiais e ausência de materiais didático-pedagógicos.
Palavras-chave: Inclusão escolar; Escolas do campo; Necessidades especiais.
9) EDUCAÇÃO DO CAMPO E LICENCIATURA INTERCULTURAL PARA OS POVOS
INDÍGENAS DO ESTADO DE PERNAMBUCO: DIÁLOGO INTERCULTURAL COMO
POSSIBILIDADE PARA UMA EDUCAÇÃO IDENTITÁRIA E EMANCIPATÓRIA
Nívea Roberta Moraes Barbosa Lemos – UFPE/CAA - [email protected]
Allany Calaça da Silva – UFPE/CAa - [email protected]
Maria Guadalupe de Araujo Silva –UFPE/CAA - [email protected]
RESUMO
Este artigo tem como objetivo apresentar reflexões acerca da educação do campo dos povos indígenas, suas
organizações sociais, e da educação intercultural como elo de diálogos entre os sujeitos sociais, diálogo este
revestido de conhecimento, respeito, sensibilidade e subjetividade. Sendo este o resultado do trabalho de
monitoria realizado por nós estudantes do 7° período do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de
Pernambuco - Campus Agreste no módulo “Movimentos Sociais, Lutas e Organizações Indígenas” do Curso
de Licenciatura Intercultural da mesma instituição, que ocorreu nos dias 13 a 16 de setembro de 2010, onde
estavam presentes os seguintes povos de Pernambuco: Xukuru, Kambiwá, Truká, Tuxá, Pankará, Pankararú,
Kapinawá, Fulni-ô, Atikum, as docentes responsáveis pelas aulas foram às professoras doutoras Allene Lage,
Ana Maria de Barros e Fátima Aparecida da Silva. A partir desta experiência sistematizamos a concepção dos
professores indígenas sobre educação do campo, educação intercultural e suas organizações sociais, seus
objetivos, e dimensão educativa da mesma. Diante disto desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, com estudo
de caso, entrevistas semi- estruturadas, observação participante onde buscamos identificar as organizações
sociais indígenas em prol da educação que se identifique com a identidade, cultura para compreender a
Educação do Campo como construção de um paradigma de solidariedade e espaço intercultural. Buscando
trazer com este estudo contribuições para o contexto atual da educação brasileira.
Palavras-chave: Educação do Campo; Educação Indígena; Organizações Sociais.
10) EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: UM DIREITO EM CONSTRUÇÃO
Delma Josefa da Silva – PPGE/UFPE/FAFICA
Michele Guerreiro Ferreira – PPGEDUC/UFPE/FAFICA
RESUMO
Este artigo aborda sobre uma atuação educativa no campo profissional desenvolvida no período de 2000-2010
numa organização não governamental em Pernambuco. Nosso objetivo é dar a conhecer como os quilombolas
enquanto sujeitos políticos transcendem o enquadramento perpetrado pelo Estado Imperial denominando-os
como “negros fugidos” e conquistam no século XX a categoria de sujeitos de direito. Afiliamo-nos aos
estudos que tratam das Africanidades Brasileiras: Henrique Cunha (2010) e Petronilha Beatriz Gonçalves e
Silva (2009) e às Teorias dos Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos: Quijano (2007), Fanon (2008), Diop
(2009). Na Introdução discorremos sobre a construção do quilombola histórica e politicamente; em seguida
abordamos os Quilombolas como sujeitos políticos em África e Américas para adentrarmos no debate
educacional sob o título Educação Escolar Quilombola. Por fim, nas Considerações refletimos sobre as
identidades e territorialidades dos sujeitos e os desafios para a implementação das Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Escolar Quilombola.
Palavras-chave: Educação; Território Quilombola; Política Curricular; Quilombola.
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11) POLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDE DO CAMPO: UMA EXPERIÊNCIA EM
SANTA CATARINA
Olga Celestina da Silva Durand Universidade Federal de Santa Catarina
Suzy de Castro Alves Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina
RESUMO
O estudo analisa a Política Pública implementada para jovens da agricultura familiar de SC. Questiona e
investiga quem eram esses jovens do Programa ProJovem Campo Saberes da Terra, seus interesses e
expectativas sobre os processos educativos. Buscamos autores, como Sposito (2003); Camacho (2004);
Charlot (2002); Abad (2003); Pais (1996); Margulis, (1996), para discutir sobre a juventude, e nos indicam
categorias que identificam jovens e sua condição juvenil. Abramovay (1998) fala do jovem do campo e chama
atenção para o êxodo rural. Autores que discutem os jovens catarinenses, Stropasolas (2006); Durand (2002).
A metodologia escolhida coloca-se no âmbito da pesquisa qualitativa, análise dos documentos,
acompanhamento das ações dos docentes, questionários aplicados aos professores (das áreas do conhecimento
e técnicos da qualificação profissional) e aos estudantes. Trabalho junto aos professores em oficina
desenvolvida na formação continuada do Programa. Os dados foram analisados de forma a esclarecer,
interpretar e explicar o fenômeno estudado, buscando responder as questões formuladas.
Palavras-chave: Juventude do campo; Política Pública; Escolarização; Qualificação e Socialização
12) DESAFIOS E CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO POPULAR PARA A FORMAÇÃO
DE EDUCADORES DO CAMPO NA PERSPECTIVA DA EMANCIPAÇÃO HUMANA,
UMA ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DO PROJOVEM CAMPO – SABERES DA TERRA
(EDIÇÃO 2008) JUNTO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS POPULARES DE PERNAMBUCO
Karla Tereza Amélia Fornari de Souza
Educadora Popular/NUPEFEC /PPGE-UFPB
RESUMO
Reflexões sobre as experiências de Formação de Educadores do Campo dos Movimentos Sociais Populares de
Pernambuco- realizadas pela UFPE-, desenvolvidas durante a edição 2008 do Programa ProJovem Campo –
Saberes da Terra. Intencionalmente na perspectiva da Educação Popular, a fim de verificar suas
contribuições, alcances e limites na perspectiva da emancipação dos sujeitos e grupos envolvidos. Ao analisar
alguns dos caminhos percorridos pretendo identificar, problematizar, cientificizar os processos
vivenciados. Suas construções, contradições, desafios e possibilidades enquanto contributo para a
transformação social na perspectiva da Emancipação humana e na intencionalidade de consolidação de uma
Educação do Campo Emancipatória frente às atuais demandas culturais, políticas e econômicas, por meio do
trabalho educativo, politicamente engajado, socialmente vinculado à possibilidade da ‘hegemonia popular’.
No sentido de que a transformação é necessária e é possível, mas que dependerá dos projetos de campo, de
sociedade, de país e de desenvolvimento que se corporificam nas diversas lutas necessárias.
Palavras- chave: Educação Popular; Emancipação; Formação.
13) EDUCAÇÃO DO CAMPO E SUAS DIFERENTES FORMAS DE SE REPRODUZIR: O
ATO EDUCATIVO DA MARCHA DAS MARGARIDAS
Vânia Marques Pinto - [email protected]
Cassiana Mendes dos Santos Almeida - [email protected]
RESUMO
Este artigo tem por finalidade fazer uma reflexão sobre o caráter educativo e o trabalho num viés
emancipatório, de uma grande mobilização da Contag realizada por mulheres trabalhadoras rurais, qual seja, a
Marcha das Margaridas. Tem como base empírica a última marcha que aconteceu em 2011. A intenção é
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evidenciar como a educação do campo caminha junto com estas ações desenvolvidas pelos movimentos
sociais e se fortalece por meio dessas práticas educativas.
Palavras-chave: Marcha das Margaridas; Trabalho; Educação do Campo
14) TRABALHO COOPERATIVO NA FRONTEIRA DE OUTRA LÓGICA DE
DESENVOLVIMENTO DO CAMPO: A EXPERIÊNCIA DA ASCOOB COOPERAR
Gracieda dos Santos Araújo – UFRB - [email protected]
RESUMO
Este artigo trata de discutir o projeto de desenvolvimento e de educação que interessa à classe trabalhadora do
campo, tendo como contexto da análise o cooperativismo de crédito rural solidário. Este estudo se baseia em
uma abordagem qualitativa e, como suporte metodológico, o estudo de caso envolvendo a Cooperativa de
Crédito Rural ASCOOB COOPERAR, situada no Território do Sisal, região semiárida da Bahia. Assim,
busca-se analisar as contribuições do cooperativismo de crédito rural solidário no processo de fortalecimento
do tecido social e inclusão socioeconômica dos trabalhadores do campo e a relação da escola com as lutas
comunitárias dos camponeses, tendo como objeto da análise a Comunidade rural de Carnaíba de Cima,
município de Tucano-BA.O estudo apontou os desafios da reformulação da política de educação para as
escolas do campo, tendo em vista um projeto político pedagógico pautado na cooperação como paradigma
para a construção de outra lógica societária e produtiva para o campo.
Palavras-chave: Desenvolvimento; Educação rural; Educação do campo; Cooperativismo de Crédito
Solidário
15) O CARÁTER EDUCATIVO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
Ana Claudia Pessôa da Silva PPGE/UFPE
RESUMO
O Surgimento dos Movimentos Sociais está ligado à contestação da nova ordem, tendo como fundamento a
existência de interesses antagônicos em numa sociedade e seus desdobramentos a partir dos conflitos. Para
Boneti (2007), os movimentos sociais hoje, apresentam-se como uma expressão de contra-hegemonia a um
projeto econômico e político mundial de homogeneidade social, de produção econômica, de manifestação
cultural e de consumo, para os quais, a noção de cidadania é tomada tanto como estratégia, do ponto de vista
da melhoria das condições de vida, quanto como tática - construção metodológica, do processo educativo na
luta que é o próprio caminho rumo ao horizonte traçado. Nossa perspectiva aqui é de trazer um breve
apanhado histórico das práticas educativas de alguns movimentos sociais, para buscar compreender sua
relação com a construção de uma educação do campo, e a contribuição das respectivas práticas na construção
de políticas de Estado (públicas) para a educação. Os movimentos sociais populares do campo têm no
Movimento Permanente sua pedagogia e ferramenta mais constante, em todos os períodos históricos e a
educação do campo bebe de forma especial nas práticas do MST e da educação popular de forma mais ampla.
Por fim, a perspectiva de classe e a valorização do trabalho, da cooperação e da autonomia marcam em maior
ou menor proporção os diferentes Movimentos sociais por nós abordados neste texto. No tocante à educação
do campo, os movimentos sociais do campo constituíram os marcos fundamentais na construção do conceito
de educação do campo, transformando-a em “bandeira de luta” a partir da qual se assume enquanto sujeitos
enquanto reivindicam a democratização do país, através do reconhecimento dos direitos subjetivos que
possuem (e lhes são negados), como trabalhadores , como camponeses, como seres humanos.
Palavras-chave: Movimentos Sociais. Escola da Vida. Sujeitos Coletivos.
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GD 4 - PÔSTER
1) PRONERA - UFC E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ESTADO DO CEARÁ
Lara Shaina Lopes Borges – UFC - [email protected]
Amanda de Lima Silva – UFC - [email protected]
Elizangela Maria Lopes Soares – UFC - [email protected]
Maria Aparecida Silva Florêncio – UFC - [email protected]
RESUMO
O presente artigo tem como objetivo abordar a Educação do Campo, PRONERA e apresentar a atuação da
Faculdade de Educação, da Universidade Federal do Ceará, vinculada a esta Política Pública, na luta pela
Reforma Agrária, através do desenvolvimento de projetos voltados para a Educação de Jovens e Adultos do
campo. A metodologia abordada se deu a partir de referencial teórico e observação das vivências e ações dos
bolsistas no campo. Desta forma, a discussão que vamos empreender corrobora para a reflexão sobre as
políticas públicas destinadas à modalidade de educação supracitada, além de socializar a iniciativa dos
Projetos desenvolvidos pela Faculdade de Educação- UFC com o intuito de contribuir na formação de
cidadãos do campo capazes de serem sujeitos de sua história.
Palavras-chave: PRONERA; Educação do Campo; EJA.
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GD 5: EDUCAÇÃO DO CAMPO, GESTÃO E PRÁTICAS EDUCATIVAS
COMUNICAÇÃO ORAL
1) A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO DAS CLASSES MULTISSERIADAS NAS
ESCOLAS DO CAMPO
Maria Conceição Andrade da Silva - [email protected]
RESUMO
Este trabalho pretende problematizar o ensino e a aprendizagem da Educação Infantil no contexto de uma
classe multisseriada localizada da Escola Municipal Senador Josaphá Marinho, situada na comunidade do
Córrego, Amargosa-Ba. A pesquisa se insere nas atividades desenvolvidas no âmbito do PIBID, Subprojeto
“Física / Interdisciplinar Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo”, ao qual estamos vinculada desde
julho de 2011. Uma das atividades tem sido a investigação do ensino e aprendizagem. Objetivamos entender
como é o processo da aprendizagem da Educação Infantil no contexto das classes multisseriadas ao tempo que
são agrupados crianças do ensino fundamental series iniciais com a Educação Infantil, quais são as vantagens
desse modo de organização pedagógica? As leis que legitimam e asseguram a garantia da educação, coloca
que em nenhuma hipótese a Educação Infantil poderá ser agrupada com demais series. Metodologicamente a
pesquisa pautou-se em observações participativas e conversas informais, as quais permitiram ter o contato
direto com a turma. As analises apontam que apesar da lei não permitir o agrupamento das modalidades de
ensino, é necessária para a aprendizagem das crianças na própria comunidade, tendo como pontos positivos a
aprendizagem significativa dos educandos, a sociabilidade e interação, mostrando-nos que é possível aprender
num ambiente heterogêneo.
Palavras - chave: Educação Infantil; Classes Multisseriadas ; Educação do Campo
2) DESAFIOS E PERSPECTIVAS QUE ASSEGUREM A PERMANÊNCIA DOS
EDUCANDOS (AS) NO PROGRAMA DE EJA NO ASSENTAMENTO MOCAMBO EM
VITORIA DA CONQUISTA
LEILA DA SILVA SOUSA
Movimento Dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
RESUMO
O artigo tem com objetivo analisar as perspectivas e desafios da EJA, na tentativa de assegurar a permanência
dos Jovens e Adultos no Assentamento Mocambo. Para tanto, foram realizada entrevistas com educandos e
observação das aulas. Os resultados obtidos revelaram que as práticas pedagógicas de sala de aula, devido
muitos problemas enfrentados, tanto pelos educandos, quanto pela educadora e coordenação. E ainda, não são
levados em consideração no desenvolvimento dos Programas, mas, que, sem dúvidas vem acarretando ao
desestímulo dos educandos, contribuindo para a não permanência na sala de aula. Todos esses problemas são
enfrentados devido à forma como foi e é pensada e organizada a EJA no Brasil, como políticas
compensatórias. Embora o MST tenha sua proposta de educação, esta por questões econômicas e forças
opositoras, que insiste ser contra esta proposta educacional, acaba por caminhar de acordo os programas
desenvolvidos o que limita a implantação de uma proposta de educação diferente, que defende valores
humanistas e socialistas.
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Desafios; Perspectivas
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3) DESAFIOS A RESIGNIFICAÇÃO DA PRÁTICA EDUCATIVA NUMA ESCOLA DO
CAMPO
Sivaldo de Oliveira Silva [email protected]
Centro de Ensino Superior de Arcoverde – CESA
RESUMO
O presente trabalho é fruto de uma pesquisa realizada sobre a prática educativa de uma escola, analisando
principalmente se há contextualização do currículo, a integração dos saberes tradicionais aos saberes da
comunidade e valorização de suas práticas. Pretende-se assim, conhecer quais temáticas relacionadas ao
campo são estudadas na escola, se tem conhecimento da existência das associações comunitárias, das
tecnologias alternativas para convivência com o Semiárido, entre outros. A pesquisa foi realizada com
educandos e educadores na Escola Estadual Vigário João Inácio, no município de Buíque, localizado no
agreste pernambucano. Por meio deste, pretende-se contribuir na ressignificação do currículo, das práticas
desenvolvidas e da forma como são tratados os saberes e conhecimentos dos estudantes e comunidades.
Palavras-chave: Educação do Campo; Prática Educativa; Sujeitos do campo.
4) UMA ANÁLISE DOS MATERIAIS DIDÁTICOS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E
MATEMÁTICA EM UMA ESCOLA MULTISSERIADA DO CAMPO
Laura Sued Brandão Santos - PIBID/UFRB - [email protected]
Fernando dos Santos Alexandre - PIBID/UFRB - [email protected]
Fábio Josué Souza dos Santos - PIBID/UFRB - [email protected]
RESUMO
O presente trabalho apresenta dados preliminares de uma pesquisa que vem sendo feita em uma escola
multisseriada, do campo, no município de Amargosa-Ba no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de
Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), “Subprojeto Física /
Interdisciplinar – Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo”. O trabalho tem como foco investigar e
analisar a forma de como estão sendo trabalhados os diferentes materiais didáticos utilizados no ensino de
Matemática e Ciências na única turma existente na Escola Municipal Senador Josaphá Marinho, que reúne 26
alunos da Educação Infantil, 1º., 2º., 3º., 4º. e 5º. ano do Ensino Fundamental I. No decorrer da pesquisa
acabamos fazendo uma breve analise dos materiais didáticos e dos programas governamentais que a escola
possui, pois os materiais são oriundos de tais programas.
Palavras-chave: Educação do campo; Classe Multisseriada; Ensino de Matemática; Ensino de Ciências;
Materiais didáticos.
5) O PROCESSO DE NUCLEAÇÃO DAS ESCOLAS DO CAMPO NO MUNICÍPIO DE
URANDI - BAHIA: UMA ANÁLISE PRELIMINAR
Leidjane Fernandes Baleeiro - [email protected]
Eugênia da Silva Pereira - [email protected]
RESUMO
O presente estudo discute o processo de nucleação das escolas do Campo no Município de Urandi-Bahia, com
ênfase nas percepções de professores e pais de alunos sobre o processo na Escola/núcleo situada no Povoado
de Entupição. A investigação parte do seguinte questionamento: Como os pais de alunos e professores
percebem o processo de nucleação das escolas do campo, na cidade de Urandi-Bahia, especificamente no
Povoado de Entupição? Para tanto, optou-se pela pesquisa de abordagem qualitativa, com realização de
entrevistas semiestruturadas com alguns pais de alunos e professores, bem como com a Secretaria de
Educação. Os resultados demonstram que na visão da maioria dos entrevistados a nucleação apresenta-se
como algo positivo, entretanto, aparece outros elementos que sinalizam que o processo de nucleação não tem
contribuído efetivamente para uma Educação do/no Campo que respeite as especificidades dos sujeitos, uma
vez que não atende aos objetivos pedagógicos e não se estende aos anos finais do ensino fundamental.
Palavras-chave: Educação do Campo; Nucleação; Escolas do Campo
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6) PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E USO DE RECURSOS DIDÁTICOS NA ESCOLA DA
ROÇA: VIVÊNCIAS NO PIBID
Cleisiane Oliveira da Silva PIBID/CAPES/UFRB - [email protected]
Milena Sodré Queiroz PIBID/CAPES/UFRB - [email protected]
Fábio Josué dos Santos/Orientador - [email protected]
RESUMO
O professor constitui-se no cotidiano da sala de aula e vai definindo e revendo atitudes e práticas
frequentemente; e o uso de recursos didáticos é consequência desta prática e não deve se reduzir a utilização
de variados materiais para o planejamento e execução das aulas para essas tornarem-se mais dinâmica, mas a
reflexão e escolha de tais materiais também são importantes. Nisso, Freire, Gadotti e Guimarães (1995) nos
faz refletir que a discussão e a reformulação dos materiais didáticos não significam aos professores basearemse apenas neles, pois o que acontece não é uma preocupação quanto aos objetivos de tais materiais, se
condizem ou não com a realidade; mas acabam servindo de “muleta” ao professor, o que é negativo, do ponto
de vista de que ele não exerce sua autonomia para desenvolver as suas aulas numa outra perspectiva que não
as dos materiais didáticos. Para reforçar essa ideia Castoldi e Polinarski (2009) aponta que o uso dos recursos
didáticos serve para que sejam preenchidas as lacunas que o ensino tradicional deixa. Diante disso, o artigo
pretende apresentar dados referentes às práticas pedagógicas e o uso de recursos didáticos na Escola Helmano
e Humberto Castro, situada na Comunidade da Fazenda Timbó, a 14 km do município de Amargosa-BA.
Como base teórica, nos apoiamos em Castoldi e Polinarski (2009), Freire (1995,1996), Lajolo (1996), Pereira
et. al (2005), Santos (2003) Souza e Santos (2007); dentre outros autores. Metodologicamente, utilizamos a
análise documental, conversa informal e a observação participante, realizados semanalmente, com duração de
4 horas, entre julho de 2011 e dezembro de 2012, no âmbito das atividades por nós realizadas no Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), especificamente no Subprojeto
Física/Interdisciplinar: classes multisseriadas nas escolas do campo. A pesquisa possibilitou identificar que
as práticas adotadas pelos professores da escola seguem um modelo curricular universal, que as aulas são
desenvolvidas de forma seriada e tradicional, sendo a metodologia de ensino geralmente mecânica; resultado
de um currículo urbanocêntrico e apesar da escola dispor de variados recursos, é muito presente a aula
expositiva, e pouca utilização desses. A gestão municipal tem se mostrado preocupada com a infraestrutura
das escolas da roça, buscando oferecer reforma das escolas, recursos didáticos variados, formação continuada
dos professores, merenda de qualidade, etc., mas isso não garante uma prática democrática, contextualizada e
dinâmica, pois o que falta mesmo é um currículo específico e construído coletivamente.
Palavras-chave: Prática pedagógica; Recursos didáticos; Educação Básica; PIBID.
7) A GESTÃO ESCOLAR DE UMA ESCOLAR DO CAMPO E O PROJETO PEDAGÓGICO
CURRICULAR: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA
Bruna Mychelle Alves Gomes
Maria Cristina de Andrade
Rita de Cássia Rodrigues Lopes
Ana Cláudia da Silva Rodrigues/Orientadora
UFPB; CCHSA, Campus III-BN.
RESUMO
Este trabalho apresenta estudos sobre o projeto pedagógico curricular (PPC) numa escola do campo, tendo por
objetivo observar como ocorre a prática de planejamento do currículo da escola e os critérios adotados pela
mesma, e como este gestor (diretor) pode contribuir para a mudança de um método arcaico implantado na
escola mesmo, entre as dificuldades que serão apresentadas no decorrer do texto. Este estudo foi elaborado
com base em relatos fornecidos pela gestora escolar, questionários previamente elaborados, e observações
diretas do local. A partir desta perspectiva observamos as dificuldades enfrentadas nesta escola, a qual
dependia diretamente da secretaria municipal não tendo autonomia para a realização de suas atividades
relacionadas ao seu componente curricular.
Palavras-chave: Escola; PPC; Identidade; Disciplina; Gestão.
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8) UM NOVO OLHAR PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE EDUCADORES/AS DA
REDE MUNICIPAL DE VICÊNCIA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO
Maria da Conceição Costa Melo - [email protected]
Aldenira Souza da Silva - [email protected]
Josinele Ferreira de Oliveira - [email protected]
Rosa Damiana da Silva - [email protected]
RESUMO
Este artigo discute a formação continuada de educadores/as das escolas do campo e dos que se identificam
com a Educação do Campo em contextos que vão além do próprio espaço escolar no qual eles/elas ensinam no
Município de Vicência, PE. Desde o ano de 2009, a Secretaria Municipal de Educação, por meio do projeto
“Saber ao Fazer Pedagógico”, oportuniza a participação de educadores/as da Rede Municipal de Ensino em
congressos, seminários, jornadas, entre outros. Neste trabalho busca responder de que maneira formação
continuada nesta perspectiva contribui de forma propositiva à Educação do Campo e para o Município de
Vicência. Para isso, fez-se necessário analisar o percurso da formação continuada dos/as educadores/as na
Rede Municipal de Ensino, durante o ano de 2011 e 2012. Os resultados até então obtidos demonstram que
esses contextos são agentes potencializadores às inovações das práticas educativas no que tange a Educação
do Campo, por isso o município deve oportunizar ainda mais a participação de educadores/as nestes espaços.
Palavras chave: Formação Continuada; Educação do Campo; Práticas Educativas.
9) AS DIFERENTES CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DE
PROFESSORAS DE ESCOLAS MULTISSERIADAS DE CARUARU- PE
Jessica Flaíne dos Santos Costa - [email protected]
Janssen Felipe da Silva - [email protected]
RESUMO
O presente artigo é parte do produto de uma discussão acerca das concepções de avaliação da aprendizagem
dos professores que atuam nas escolas multisseriadas do campo, do município de Caruaru-PE. Para tanto,
buscamos através das discussões teóricas que tratam a avaliação da aprendizagem (HOFFMANN, 2001;
PERRENOUD, 1999; SILVA, 2010;) nos inteirar dos ideais- que perpassam este eixo temático. Voltamos-nos
também para as abordagens referentes à educação do campo e o sistema multisseriado de ensino (CALDART,
2010; RESOLUÇÃO CNE/CEB 1, DE 2002; RIBEIRO, 2010). O estudo está pautado no método qualitativo
de pesquisa (DIEHL E TATIM, 2004) tendo como fonte de coleta de dados a entrevista semiestruturada
(MINAYO, 2008), bem como método de análise dos dados, a análise de conteúdo (BARDIN, 2004). Diante
da análise, ficou claro que a concepção de avaliação da aprendizagem varia entre as professoras sujeitos da
pesquisa, de acordo com os interesses que regem o sistema organizacional burocrático de suas escolas e
também com o modo como percebem sua ação pedagógica nas salas de aula multisseriadas.
Palavras-chave: Avaliação da aprendizagem,; Educação do Campo; Salas de aula multisseriadas.
10) A ORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS DO CAMPO DO SISTEMA DE ENSINO DO
MUNICÍPIO DE CARUARU- PE
Jéssica Lucilla Monteiro da Silva UFPE/ CAA
Filipe Gervásio Pinto da Silva – UFPE/ CAA
RESUMO
Este artigo traz resultados de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE/
CAA e tem como objetivo geral compreender a organização da Educação do Campo do Sistema de Ensino do
Município de Caruaru: focando os aspectos geográficos, econômicos e populacionais do território do Campo
em estudo; a estruturação das Escolas do Campo e a distribuição dos discentes. Para tanto é traçado como
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objetivos específicos: a) caracterizar o território do Campo no Município de Caruaru e as suas atividades
geográficas e econômicas; b) identificar os povos localizados no território do Campo do Município de
Caruaru; c) identificar e caracterizar a organização das Escolas do Campo do Sistema de Ensino do Município
de Caruaru; d) identificar a distribuição dos alunos do campo nos distritos e nas escolas. No procedimento
metodológico utilizamos a Análise de Conteúdo via Análise Temática (BARDIN, 1977). Esta pesquisa
desenvolveu-se através da lente teórica dos Estudos Pós-Coloniais Latino Americano e como resultados
encontramos que o Município de Caruaru-PE, apresenta uma heterogeneidade geográfica, econômica e
populacional e que o Sistema Municipal de Ensino de Caruaru organiza suas Escolas por: Distritos (1°, 2°, 3°
e 4°), Tipos de Escola (Independente, Núcleo, Nucleada e CEMEI), Turmas (Seriadas, Multisseriadas e
Mistas) e Níveis de Ensino (Educação Infantil, e Ensino Fundamental).
Palavras-chave: Educação do Campo; Escolas do Campo, Corpo discente.
GD 5 - PÔSTERES
1) CONTEXTUALIZANDO AS RAÍZES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS POR MEIO DO
PROCESSO EDUCATIVO
Rafael de Farias Ferreira - CDSA/UFCG
Ana Maria Souza Santos - CDSA/UFCG
José Wilton Ferreira Rodrigues - CDSA/UFCG
RESUMO
O presente estudo é um relato de uma experiência pedagógica que teve como objetivo resgatar as raízes
históricas e geográficas da região do Cariri Paraibano. Através dos patrimônios culturais em suas diversas
manifestações existentes no museu histórico do município de Monteiro – PB, os alunos tiveram a
possibilidade de se interligar com sentidos e significados que entrelaçam o presente e o passado. O projeto foi
realizado com os discentes da Escola Maria Bezerra da Silva, localizada no município de Zabelê – PB. O
procedimento metodológico adotado durante a atividade foi o trabalho de campo, o qual desenvolveu nos
alunos a capacidade de observação. A ação pedagógica possibilitou aos alunos uma aproximação com os
elementos de seu local, como também, incentivou novas práticas educativas.
Palavras-chave: Educação informal; Museu; Trabalho de campo; Identidade cultural.
2) JOVENS CAMPONESAS: O ESPANHOL A SERVIÇO DA PROMOÇÃO SOCIAL NO
CAMPUS BELO JARDIM DO IFPE
André Luis Gonçalves Pereira - IFPE
RESUMO
Para a mulher que vive no campo, a realidade é bem mais desesperadora do que para os jovens do sexo
masculino,.Frequentemente jovens mulheres migram do campo para a zona urbana de Belo Jardim para
trabalhos onde os mais insignificantes direitos não são assegurados(em casas de família,fabricas de confecções
ou no comércio),ou permanecem na agricultura de subsistência. Realizamos nosso projeto no distrito de
Xucuru, pertencente a Belo Jardim ,aliados ao STR da cidade,que tem um núcleo de atuação nessa localidade.
Os nossos principais objetivos são:promover o aprendizado de língua espanhola articulado a saberes do campo
agrícola e agroindustrial de modo a promoção da plena cidadania, atingir 25 jovens camponesas da
comunidade,camponesas moradoras de diferentes propriedades rurais,criar um grupo de discussão sobre a
opressão da mulher e práticas agrícolas e agroindustriais. O presente projeto de extensão utiliza os seguintes
procedimentos metodológicos: aulas expositivas,seminários,visitas pedagógicas,oficinas,debates e
oficinas.Nada nos entusiasma mais do que observar nos discentes do IFPE e nas discentes camponesas de
Xucuru a apropriação de saberes diversos.
Palavras-chave: Juventude; Educação; Camponesas; Espanhol; Xucuru
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3) A LITERATURA INFANTIL NO CONTEXTO DAS CLASSES MULTISSERIADAS NAS
ESCOLAS DO CAMPO: APROXIMAÇÕES A PARTIR DO PIBID/UFRB
Jailson Santos de Souza - [email protected]
Judite Araujo dos Santos - [email protected]
Luciene Conceição dos Santos - [email protected]
Fábio Josué Souza Santo - [email protected]
RESUMO
Este trabalho apresenta dados preliminares da pesquisa intitulada “A Literatura Infantil no contexto das
classes multisseriadas nas escolas do campo de Amargosa-Ba”. Tal investigação consiste em uma pesquisaação que objetiva investigar a presença/ausência da literatura infantil nas classes multisseriadas. Para tanto, foi
analisado o acervo existente em três escolas do campo e sua (in)utilização pelos professores e alunos,
reunindo elementos para potencializar intervenções pedagógicas colaborativas (IBIAPIBA, 2008) que
explorem o potencial do texto literário no contexto escolar do campo. O principal objetivo da pesquisa é
analisar como o gênero literário infantil está sendo tratado nas classes multisseriadas das escolas do campo.
Nesta comunicação são apresentados os dados da primeira fase da pesquisa que consistiu no levantamento e
análise do acervo literário disponível em três escolas rurais de classes multisseriadas, localizadas no município
de Amargosa-Ba. Os resultados indicam que é necessário se rever a presença da Literatura infantil nas escolas
do campo pesquisadas, ampliando e diversificando o acervo disponível, incluindo obras que tematizem a
realidade rural e re-significando o trabalho com o texto literário para que o mesmo não se esgote tão somente
como apêndice das disciplinas e conteúdos escolares, mas contribua para ampliar o desenvolvimento
cognitivo, despertar a sensibilidade, a criatividade, a reflexão e a criticidade do público infantil.
Palavras-chave: Literatura Infantil; Escola do Campo; Prática pedagógica
4) LEITURA/LETRAMENTO E ESCRITA EM UMA SALA DE AULA DO CAMPO
MULTISSERIADA
Marcilene Santana da Silva – UFPE/CAA
Maria Joselma do Nascimento Franco – UFPE/CAA
RESUMO
O estudo em desenvolvimento é realizado em uma escola pública municipal, localizada na zona rural da
cidade de Gravatá - PE. O objetivo geral é identificar como se desenvolve o processo de aquisição da
leitura/letramento e escrita em uma sala de aula do campo multisseriada. A metodologia utilizada baseou-se na
pesquisa do tipo etnográfico, utilizando como procedimentos de coleta de dados, a observação participante, a
análise documental e a entrevista semiestruturada. Os dados até então coletados mostram que a aquisição da
leitura/letramento e escrita realmente se dá através da interação com diferentes tipos e gêneros textuais,
mediada pela inserção de jogos e atividades que desenvolve o raciocínio expresso na oralidade e na escrita
facilitando a comunicação.
Palavras-chave: Leitura; Letramento; Escrita; Sala multisseriada.
5) A CLASSE MULTISSERIADA ANTE A TRANSIÇÃO DO PROGRAMA ESCOLA
ATIVA À ESCOLA DA TERRA: UM OLHAR PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA NAS
ESCOLAS DO CAMPO NO MUNICÍPIO DE CUMARU - PE
Ana Patrícia da Silva - UFPE [email protected]
Jéssika Waléria Silvestre – UFPE [email protected]
RESUMO
O estudo em questão é justificado pela relevância social, política e educacional de se produzir conhecimento
em torno dos Programas Escola Ativa e Escola da Terra, inovações implantadas nas escolas do campo da rede
pública municipal de Cumaru, tendo em vista, que há anos o município possui uma educação do campo
marcada pelo descaso e de caráter assistencialista. Este vem se desenvolvendo entre os anos de 2011 e 2013.
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Para tanto, temos como questão central do estudo: Como se desenvolvem as práticas pedagógicas numa sala
multisseriada, que adotou o Programa Escola Ativa no município de Cumaru? Nossa hipótese inicial é que o
processo de ensino e aprendizagem se dá a partir da valorização da experiência extraescolar dos educandos, da
promoção do envolvimento com os estudos, com a ação sobre a realidade e com a valorização dos povos dos
campos, a partir da diversificação de procedimentos metodológicos, que contemple atividades individuais e
coletivas. O objetivo geral é: Analisar os fatores que permeiam o processo de ensino e aprendizagem numa
turma que vivenciou o Programa Escola Ativa. Os específicos são: Identificar os procedimentos desses
projetos em larga escala que favorecem o desenvolvimento da prática pedagógica dos professores(as) de
escolas do campo; Elencar as contribuições e desafios da proposta metodológica do Programa Escola Ativa
para o ensino e aprendizagem; e Averiguar quais as implicações da proposta metodológica desses programas
nas práticas dos (as) professoras (as). O recorte teórico tem suas raízes assentadas em Arroyo (2004), Caldart
(2008), Freire (200)5, Silva (2006), Minayo (1994), Ludke; André (1986), Mendes (2002) e Franco (2008).
Os procedimentos metodológicos adotados foram: a observação participante; a entrevista semiestruturada,; o
questionário; as conversas informais e o diário de campo. Contemplamos seis sujeitos entre a coordenadora
municipal do Programa, 2 professoras e quatro educandos. Utilizamos o estudo de caso do tipo etnográfico
para desenvolver o nosso estudo, visto que possuímos um interesse intrínseco em acompanhar o exercício da
pratica docente das referidas professoras a fim de obter uma descrição longa e pormenorizada do processo.
Nesse sentido, a maioria dos dados levantados neste estudo pautam-se envolvem a interrogação direta das
pessoas cujo comportamento se deseja conhecer (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986). O contexto em
estudo são duas escolas do campo, de classe multisseriada, nas proximidades da PE 95. No tocante a prática
docente, os resultados, sinalizam para o registro de vestígios de uma prática pedagógica, ainda não
contaminada/invadida plenamente pelos programas de larga escala, assumidos pelo poder público local, bem
como, a emergência de uma autonomia docente e pedagógica de uma professora em meio ao processo de
transição de propostas pedagógicas emanadas do Governo Federal. Igualmente, apontamos na prática
pedagógica de uma outra professora pautada numa concepção urbanocêntrica de educação, a qual percebe o
campo como uma extensão da cidade.
Palavras-chave: Programa Escola Ativa; Escola da Terra. Ensino; Aprendizagem; Prática Pedagógica.
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GD 6: EDUCAÇÃO DO CAMPO, SABERES ESCOLARES E POPULARES
COMUNICAÇÃO ORAL
1) ENSINO DE MATEMÁTICA E INTEGRAÇÃO DE SABERES: RELATO DE UMA
EXPERIÊNCIA NO PROJOVEM CAMPO
Thiago Felipe Pereira Santos de Assis CAA/UFPE - [email protected]
Iranete Maria da Silva Lima – CAA/UFPE - [email protected]
RESUMO
Realizamos uma pesquisa que teve por objetivo identificar alguns saberes que influenciam a atividade do
professor de matemática que atuaram no Programa ProJovem Campo em Pernambuco. Neste quadro,
buscamos analisar, em particular, como os professores articulavam os conteúdos matemáticos ensinados na
escola com saberes da realidade do campo, com outras áreas de conhecimento e com os eixos temáticos
preconizados pelo Programa. Para tanto, analisamos 32 relatos de experiências que os/as educandos/as
produziram como atividade da formação continuada da qual participaram. Para analisá-los, estabelecemos 5
categorias que nos permitiram identificar em 18 relatos que os conteúdos matemáticos foram trabalhados na
perspectiva da Integração de Saberes. Dentre eles, selecionamos um para apresentar de maneira mais
detalhada nesta comunicação.
Palavras–chave: Educação do Campo. Ensino da matemática. Integração de saberes. ProJovem Campo.
Saberes da Terra.
2) A EDUCAÇÃO ESCOLAR DO CAMPO SOB A ÓTICA DE SEUS SUJEITOS
Ana Núbia Silva dos Santos - [email protected]
Cristina Suedy dos Santos Souza
Elma de Sousa Santos - [email protected]
RESUMO
Este artigo faz uma análise crítica da Educação Escolar do Campo vivenciada por agricultores familiares na
comunidade de Bom Jesus, município de Mutuípe - Bahia, ao mesmo tempo constrói uma relação entre o
processo de escolarização e a Educação do Campo. Neste sentido é necessário dá voz a esses sujeitos para
saber o que eles pensam como vivenciaram e como percebem a necessidade de aquisição do conhecimento no
campo. Ainda que historicamente os sujeitos do campo tenham sido negados e excluídos do acesso e da
construção do conhecimento é preciso considerar que, ao estudá-lo é necessário perceber que esses sujeitos
possuem vivências e experiências carregadas de valores, culturas e saberes que nortearão a construção e
reconstrução de novas práticas e projetos educativos para o Campo.
Palavras-chave: Prática educativa; Escola; Educação do Campo
3) ERVAS MEDICINAIS: O SABER POPULAR E A RELAÇÃO DESSE SABER COM A
ESCOLA DO/NO CAMPO
Cheirla dos Santos Souza - [email protected]
Elisângela Silva do Nascimento - [email protected]
Kássio Ricardo Miranda do Nascimento - [email protected]
Núzia Mara de Jesus Santos - [email protected]
RESUMO
O presente trabalho tem o objetivo de estabelecer um debate sobre a influência do saber popular das plantas
medicinais e fazer uma breve análise de como a Escola do/no Campo o utiliza em suas práticas pedagógicas.
A referida pesquisa foi desenvolvida pelos discentes do curso de Pedagogia da Universidade Federal do
Recôncavo da Bahia (Campus Amargosa) Baseado na pesquisa qualitativa mediante entrevista
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semiestruturada, junto à comunidade do Bom Jesus I, localizada na zona rural do município de Mutuípe –
Bahia. O referido trabalho possibilitou identificar a falta de preservação do saber popular das ervas medicinais
da referida comunidade, causada por impactos socioeconômicos, políticos e ambientais, resultantes das
políticas de desenvolvimento agrário capitalista adotado em nosso país. Observou-se também que embora a
referida escola esteja no campo ela não assume as características políticas, filosóficas, sociais e culturais da
Educação do Campo. Pois a Educação do Campo faz parte de um projeto de sociedade que tem como
princípios perspectivas emancipatórias de campo e de políticas públicas.
Palavras-chave: Ervas Medicinais; Saber Popular; Educação do Campo.
4) A ETNOMATEMÁTICA NAS ESCOLAS DO CAMPO DE AMARGOSA-BA
Geirlane Pereira de Cerqueira - [email protected]
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB
RESUMO
O presente artigo aborda um estudo de caso colaborativo referente ao contexto etnomatemática que está
inserido entre a escola e a comunidade em seu entorno. Ressalvando os diversos tipos de saberes populares
que poderiam está em fusão com os conteúdos impostos pelo docente na sala de aula, bem como destacar a
utilidade desses conhecimentos e saberes para a melhoria da vivência diária das pessoas que residem na
comunidade. Mostrando assim a relevância do professor em sopesar esses saberes que estão no exterior da
escola a os introduzir no seu currículo acadêmico.
Palavras-chave: Etnomatemática; Saberes Populares.
5) O ENSINO DE CIÊNCIAS NAS CLASSES MULTISSERIADAS DAS ESCOLAS DO
CAMPO: ALGUNS APONTAMENTOS
Juanildes de Jesus Santos
Kissa Dandara Costa Moreira
Fabio Josué dos Santos Souza
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
RESUMO
O presente artigo tem o intuito de discutir o Ensino de Ciências em três (03) escolas multissseriadas. Os dados
de campo foram levantados no período entre julho de 2011 e dezembro de 2012, em três (03) escolas
multisseriadas localizadas na zona rural do município de Amargosa-BA, as quais são parceiras do Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Para a recolha de dados foram empregadas as
seguinte técnicas: at observação participante (na sala de aula e nas comunidades rurais ao entorno da escola),
conversas informais com gestores, professores, pais e alunos e análise documental de materiais didáticos
disponíveis nas escolas. A análise aponta para um tratamento periférico do tema e a prevalência de práticas
expositivas, gerando dificuldades de aprendizagem entre os alunos, o que repercute em um “analfabetismo
cientifico”. Aponta, também, falta de formação adequada dos professores que atuam nestas classes.
Palavras-chave: Educação do Campo; Classes Multisseriadas; Ensino de Ciências
6) O ENSINO DE MATEMÁTICA EM ESCOLAS DO CAMPO: RELAÇÕES ENTRE
CONHECIMENTOS MATEMÁTICOS ESCOLARES E A REALIDADE DOS
CAMPONESES
Aldinete Silvino de Lima - PPGEDUC/UFPE - [email protected]
Iranete Maria da Silva Lima - PPGEDUC/UFPE - [email protected]
RESUMO
Nesta comunicação apresentamos um recorte do referencial teórico da pesquisa em desenvolvimento na Pósgraduação em Educação Contemporânea do Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE). Discutimos a diferença entre as concepções de Educação Rural e Educação do Campo,
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bem como a caracterização de escola do campo. Neste cenário, buscaremos estudar as relações estabelecidas
entre os conhecimentos matemáticos escolares e a realidade dos camponeses. Para tanto, nossas reflexões são
baseadas em diferentes estudos que destacam, sobretudo, a função social da escola vinculada à integração de
saberes, em busca de um projeto de sociedade emancipatório.
Palavras-chave: Educação do Campo; Ensino de Matemática; Escola do Campo; Integração de Saberes
7) A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE E O RECONHECIMENTO DO EDUCANDO
CAMPONÊS
Israiane Alves da Silva – UFPB
Ana Cláudia da Silva Rodrigues – UFPB
RESUMO
Este trabalho é fruto dos resultados do projeto desenvolvido no âmbito da bolsa PIBIC, cujo titulo original é O
PROEJA NO COLÉGIO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS: IDENTIDADES E RECONHECIMENTO,
O nosso foco está voltado para a questão da identidade, ou mais precisamente na redefinição de identidades
propiciada por uma experiência educativa formal – no caso o PROEJA - direcionada a pessoas habitantes do
campo. Nosso objetivo foi analisar as contribuições do curso Técnico de Nível Médio Agrícola na modalidade
Jovem e Adulto (PROEJA), na formação de identidades e reconhecimento de jovens do campo.
Fundamentalmente nos apegamos a entender algumas noções de identidade e reconhecimento, com leituras
bibliográficas. Adotamos como abordagem metodológica a pesquisa qualitativa e como instrumento de coleta
de dados a entrevista, uma vez que a descrição das vidas dos jovens e adultos educandos, através das suas
narrativas facilitou estudar as prováveis influências do PROEJA nas redefinições das identidades dos seus
jovens e adultos. Podemos acrescentar que uma educação de qualidade e formal pode contribuir positivamente
na formação de identidade e reconhecimento e ainda oportuniza o ingresso no mercado de trabalho.
Palavras-chave: Identidade; Reconhecimento; Jovens e Adultos; Educação do Campo.
8) SENTIDOS E (DES)SENTIDOS: UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE
JUVENTUDE RURAL E EDUCAÇÃO ESCOLAR
Priscila Teixeira da Silva Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Domingos Rodrigues da Trindade UNEB
Débora Alves Feitosa Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
RESUMO
Este trabalho relata sobre uma pesquisa desenvolvida como Trabalho de Conclusão do curso de Pedagogia na
Universidade do Estado da Bahia, campus XII, que teve como propósito analisar os valores atribuídos à
educação escolar por jovens cortadores de cana de Mutans, distrito de Guanambi. Dados de pesquisas
nacionais revelam que há um distanciamento dos jovens camponeses das instituições escolares, que mesmo
tendo diminuído nas últimas décadas, ainda permanece maior em relação aos dos jovens urbanos. E foi essa a
realidade observada na comunidade de Mutans, onde a maioria dos jovens abandonam os estudos e vão
trabalhar no corte de cana em outras regiões do país. Para refletir sobre essa situação buscamos compreender
qual o lugar e o sentido que ela assumi na vida deles. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de campo
fundamentada nos princípios do estudo de caso centrado numa abordagem qualitativa. A compreensão a qual
chegamos foi que esses jovens perpetuam o discurso hegemônico da importância da educação para garantia de
direitos e de uma vida melhor, mas quando relacionada à suas vidas ela aparece como algo distante ou atrelada
à desconstrução da identidade camponesa.
Palavras-chave: Juventude rural; Educação escolar; Educação do Campo.
GD 6 - PÔSTERES
1) A CONSTRUÇÃO DOS SABERES MATEMÁTICOS NA TRANSIÇÃO DO QUINTO
PARA O SEXTO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO A PARTIR DOS
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PROFESSORES QUE ATUAM EM ESCOLAS DO CAMPO NO AGRESTE
PERNAMBUCANO
Antônio Andrade de Morais Filho – CAA/UFPE
Maria Madalena da Silva – CAA/UFPE
Maria Joselma do Nascimento Franco – CAA/UFPE
RESUMO
O presente texto trata de estudo iniciado com professores do quinto e sexto anos do Ensino Fundamental, em
uma escola do campo em São Caetano - Pernambuco. Nosso objetivo geral é: identificar os desafios
encontrados pelos professores de Matemática, diante do repertório de conhecimento matemático dos
estudantes, na passagem do quinto para o sexto ano. Os específicos são: i) Identificar os conhecimentos
matemáticos a serem apreendidos pelos estudantes do quinto e sexto ano; II)Analisar a existência ou não da
discrepância do conjunto de conhecimentos indicados pelas orientações oficiais e o programa de ensino dos
professores;III)Comparar se há coerência entre os conteúdos indicados nas orientações oficiais e o programa
de ensino do professor, e IV) Analisar no processo de desenvolvimento das aulas de Matemática e a
metodologia adotada pelo professor.No recorte teórico dialogamos com Kolling (2002), Ambrósio (2009) e o
PCN (Parâmetro Curricular Nacional) de Matemática.Para coleta de dados utilizaremos os procedimentos da:
observação participante, conversas informais e análises de documentos. Para tratar os dados, trabalharemos
com a análise de conteúdo.
Palavras–chave: Saber matemático; Professor; Estudante
2) O PROCESSO HISTÓRICO E A INSERÇÃO DA RENDA RENASCENÇA NO CARIRI
PARAIBANO
Rafael de Farias Ferreira (CDSA/UFCG)
RESUMO
Na atualidade é possível perceber uma grande preocupação em escala nacional sobre as questões
socioeconômicas, políticas e culturais no que tange aos espaços territoriais urbanos, rurais e ambientais.
Observa-se que o conjunto das transformações que marcaram as últimas décadas ocasionou o interesse do
Estado sobre o papel dos arranjos produtivos locais (APL), como por exemplo, os das mulheres rendeiras do
Cariri Paraibano que se dedicam ao ofício artesanal da renda renascença como trabalho paralelo ao da
agricultura, com o intuito de complementarem a renda de suas famílias. Por ser um recorte de uma pesquisa,
evidenciam-se de forma geral os fenômenos que geraram as associações, como também, o ato simbólico do
“fazer artesanal da renda renascença” que passa de mãe para filha e para as mulheres que compõem a teia
social da comunidade. Desta maneira o trabalho evidência a origem da renda renascença, como também
explica o processo do fazer artesanal. O estudo busca se fundamentar nos relatos e nas observações que
expressaram através da historia oral, as manifestações dos fenômenos humanos que notavelmente simbolizam
uma história não contada pelas pesquisas acadêmicas.
Palavras-chave: Processo histórico; Rendeiras; Fazer artesanal
2) VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS: UM ESTUDO NA COMUNIDADE DO CATIMBAU
BUÍQUE/PE
Josefa Edivan Martins da Silva [email protected]
Lucivânia Correia da Silva [email protected]
RESUMO
Este artigo tem por intuito selecionar algumas das variações no falar do Catimbau, em Buíque/PE. O resultado
partiu de uma pesquisa realizada numa escola do vilarejo, distante 280 km da capital do Estado. Para tanto,
considerando a diagnose realizada no referido ponto, documenta como parte integrante de um Projeto de
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Incentivo à Docência (PIBID), optou-se por fazer a exposição do corpus, na eminência de conhecer melhor a
cultura da comunidade e ter maiores condições de confrontá-las com outras culturas do Estado e, até mesmo,
extrapolando suas fronteiras. Percebeu-se, então, que, na fala espontânea, os moradores do Catimbau tem a
redução das palavras como marca dialetal de sua cultura, independentemente de outras características
diastráticas. Por isso, espera-se, ao final do trabalho, que os dados documentados não sejam vistos como erros,
mas como formas de expressar a mesma coisa de maneiras diferentes.
Palavras-chaves: Linguagem. Variação linguística. Regionalismo.
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