II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco PROGRAMAÇÃO 1º Dia: 16 de maio de 2013 – AUDITÓRIO DA FAFICA 15h00: 19h00: 19h15: 20h00: 21h00: Credenciamento Mística Cerimônia de Abertura Conferência de Abertura: Avanços e desafios na construção da Educação do Campo Profa. Mônica Castagna Molina – UNB Coordenação: Iranete Lima – Nupefec/CAA/UFPE Atividade Cultural 21h30: Coquetel 2º Dia: 17 de Maio de 2013 – CAA/UFPE (Manhã e Tarde); FAFICA (Noite) 9h00 - 11h00: OFICINAS - 1ª PARTE Oficina 1 – A dimensão educativa da Mística CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 3 Profa. Ana Cláudia Pessoa da Silva – Nupefec/ PPGE/UFPE Profa. Karla Tereza Amélia Fornari de Souza - Educadora Popular/UFPB/Nupefec Oficina 2 - Da Educação Popular à Educação do Campo CAA/UFFPE => BLOCO N / SALAS 1 e 4 Prof. Abdalaziz de Moura – SERTA-PE/Nupefec Profa. Aldinete Silvino de Lima – Nupefec/PPGEDUC/UFPE Oficina 3 – A formação do/a Educador/a do Campo com enfoque nas escolas do campo multisseriadas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 5 e 7 Prof. Salomão Mufarrej Hage - UFPA Profa. Maria Joselma do Nascimento Franco - Nupefec /CAA/UFPE Oficina 4 – Desenvolvimento Rural, permacultura e agricultura familiar: pensando o papel das tecnologias apropriadas CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2 Profa. Cynthia Xavier de Carvalho – Nupefec/CAA/UFPE Prof. Antônio Roberto M. Pereira – SERTA/Nupefec Oficina 5 –Educação do Campo como Direito Humano: questões e perspectivas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 8 Prof. Rigoberto Arantes - Educador popular/ SEJUDH/Nupefec; Profa. Rosa Marques – SEJUDH Oficina 6 – Educação do Campo e Contextualização do Currículo no Semiárido CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6 Prof. Edmerson dos Santos Reis - UNEB/RESAB Profa. Simone Salvador de Carvalho Meneses – AESA/Nupefec 1 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco Oficina 7 – A luta dos Movimentos Sociais por uma Educação do Campo CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 4 Profa. Sônia Maria dos Santos – CONTAG/Nupefec Profa. Valdete Cavalcante de Moura - Nupefec Profa. Flávia Tereza da Silva – MST Oficina 8 – Projeto de Desenvolvimento, Consumo e Meio Ambiente CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 2 Prof. Severino Ramos Correia de Figueiredo/Nupefec Oficina 9 – A Arte Indígena e a Educação Escolar dos Povos Pankararu e Xukuru CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 9 Profa. Elisa Urbano Ramos - PIBId Diversidade - UFPE/Povos Entre Serras e Pankararu Profa. Maria Valdenice Alves de Alencar - PIBId Diversidade - UFPE /Povo Xukuru Prof. José Romero Lopes de Melo - Docente de Arte Indígena/Escolas do Povo Xukuru 11h15- 12h15: GRUPOS DE DISCUSSÃO – COMUNICAÇÃO ORAL GD 1: Educação do Campo e Diversidade Cultural CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 5 COMUNICAÇÕES de 1 a 3 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) Coordenação: Profa. Valéria Lima Andrioni Benittes – PPGEDUC/UFPE Thiago Felipe Pereira Santos de Assis- Nupefec/CAA/UFPE GD 2: Educação do Campo e Formação de Educadores/as CAA/UFFPE => AUDITÓRIOS NOVO COMUNICAÇÕES de 1 a 3 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) Coordenação: Profa. Glória Maria Duarte de Cavalcanti - UFRPE/Nupefec Profa. Maria da Glória Paulo dos Santos - SE-PE/Nupefec GD 3: Educação do Campo, Agroecologia e Agricultura Familiar CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6 COMUNICAÇÕES 1 e 2 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) Coordenação: Prof. Ramon Coêlho Bezerra - Nupefec GD 4: Educação do Campo, Movimentos Sociais e Políticas Públicas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 10 e 12 COMUNICAÇÕES de 1 a 3 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) Coordenação: Profa. Luciene Maria Ferreira Furtuoso Xavier – MST/Nupefec GD 5: Educação do Campo , Gestão e Práticas Educativas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 1 COMUNICAÇÕES 1 e 2 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) Coordenação: Profa. Ana Paula Diógenes Cabral Pessoa – SE-PE/Nupefec Profa. Ivanise Simplicio de Melo – SE-PE/Nupefec GD 6: Educação do Campo, Saberes Escolares e Populares CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2 COMUNICAÇÕES 1 e 2 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) Coordenação: Maísa dos Santos Farias – Nupefec 2 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 14h00-15h15: GRUPOS DE DISCUSSÃO – COMUNICAÇÃO ORAL GD 1: Educação do Campo e Diversidade Cultural CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 5 COMUNICAÇÕES de 4 a 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 2: Educação do Campo e Formação de Educadores/as CAA/UFFPE => AUDITÓRIOS NOVO E ANTIGO COMUNICAÇÕES de 4 a 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) COMUNICAÇÕES de 7 a 9 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 3: Educação do Campo, Agroecologia e Agricultura Familiar CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6 COMUNICAÇÕES 3 e 4 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 4: Educação do Campo, Movimentos Sociais e Políticas Públicas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 10 e 12 COMUNICAÇÕES de 4 a 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) COMUNICAÇÕES de 7 a 9 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 5: Educação do Campo , Gestão e Práticas Educativas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 1 COMUNICAÇÕES de 3 a 5 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 6: Educação do Campo, Saberes Escolares e Populares CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2 COMUNICAÇÕES de 3 a 5 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) 15h30-18h00: RODAS DE DIÁLOGO - CAA/UFPE Roda de Diálogo 1: Escola da Terra: relevância e implicações na formação do/a educador/a CAA/UFFPE => AUDITÓRIO ANTIGO - CAA Profa. Maria Isabel Antunes-Rocha – UFMG; Prof. Salomão Mufarrej Hage - UFPA Coordenação: Maria Joselma do Nascimento Franco - CAA/UFPE Roda de Diálogo 2: Lei 10.639/2003 - Dez anos: os desafios da valorização da cultura afro-brasileira pela escola CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 5 Profa. Dayse Cabral de Moura - CE/UFPE; Severino R. Correia (Lepê Correia) Coordenação: Michele Guerreiro Ferreira Freire Nupefec/PPGEDUC/UFPE Roda de Diálogo 3: O Campo da Educação do Campo CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 7 Profa. Eliene Novaes – CONTAG/Brasília; Prof. Janssen Felipe da Silva - Nupefec/CAA/UFPE Coordenação: Prof. Everaldo Fernandes da Silva - CAA/UFPE Roda de Diálogo 4: Educação Matemática do Campo: discussões atuais e perspectivas futuras CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6 Prof. Marcus Bessa de Menezes - UFCG; Prof. Carlos Eduardo F. Monteiro – Nupefec/CE/UFPE Coordenação: Prof. José Dilson Cavalcanti Bezerra– Nupefec/CAA/UFPE 3 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco Roda de Diálogo 5: Livro Didático e Diversidade Cultural Camponesa: que relações? CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 8 Profa. Maria de Fátima Almeida Martins – UFMG; Profa. Socorro Silva - UFCG Coordenação: Jaqueline Barbosa da Silva – Nupefec/CAA/UFPE Roda de Diálogo 6: Educação do Campo em e como Direitos Humanos CAA/UFFPE => AUDITÓRIO NOVO - CAA Profa. Edla Soares - relatora das Diretrizes Operacionais da Educação do Campo; Prof. Manoel S. Moraes de Almeida - UNINASSAU/Comissão da Verdade Dom Helder Câmara Coordenação: Maria Fernanda dos Santos Alencar - SE-PE/Nupefec 19h00: AUDITÓRIO DA FAFICA Mística 19h15: Palestra: A relação entre as Políticas e as Práticas Educativas no e para o Campo. Prof. Antonio Munarim - UFSC Coordenação: Profa. Ângela Maria Monteiro da Motta Pires – CAA/UFPE 21h15: Atividade Cultural 3º DIA : 18 de Maio de 2013 – CAA/UFPE (Manhã e Tarde); FAFICA (Noite) 9h00 - 12h00: OFICINAS - 2ª PARTE – CAA/UFPE Oficina 1 – A dimensão educativa da Mística CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 3 Oficina 2 - Da Educação Popular à Educação do Campo CAA/UFFPE => BLOCO N / SALAS 1 e 4 Oficina 3 – A formação do/a Educador/a do Campo com enfoque nas escolas do campo multisseriadas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 5 e 7 Oficina 4 – Desenvolvimento Rural, permacultura e agricultura familiar: pensando o papel das tecnologias apropriadas CAA/UFFPE => BLOCO N / SALA 2 Oficina 5 –Educação do Campo como Direito Humano: questões e perspectivas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 8 Oficina 6 – Educação do Campo e Contextualização do Currículo no Semiárido CAA/UFFPE CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6 Oficina 7 – A luta dos Movimentos Sociais por uma Educação do Campo CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 4 Oficina 8 – Projeto de Desenvolvimento, Consumo e Meio Ambiente CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 2 Oficina 9 – A Arte Indígena e a Educação Escolar dos Povos Pankararu e Xukuru CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 9 4 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 14h00- 16h15: GRUPOS DE DISCUSSÃO - COMUNICAÇÃO ORAL – CAA/UFPE GD 1: Educação do Campo e Diversidade Cultural CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 5 COMUNICAÇÕES de 7 a 9 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 2: Educação do Campo e Formação de Educadores/as CAA/UFFPE => AUDITÓRIOS NOVO E ANTIGO COMUNICAÇÕES de 10 a 12 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) COMUNICAÇÕES 13 e 14 (Obs.: ver numeração das comunicações dos resumos) GD 3: Educação do Campo, Agroecologia e Agricultura Familiar CAA/UFFPE => BLOCO O / SALA 6 COMUNICAÇÕES 5 E 6 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 4: Educação do Campo, Movimentos Sociais e Políticas Públicas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 10 e 12 COMUNICAÇÕES de 10 a 12 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) COMUNICAÇÕES de 13 a 15 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 5: Educação do Campo, Gestão e Práticas Educativas CAA/UFFPE => BLOCO O / SALAS 1 e 4 COMUNICAÇÕES de 6 a 8 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) COMUNICAÇÕES 9 e 10 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) GD 6: Educação do Campo, Saberes Escolares e Populares => BLOCO N / SALA 2 COMUNICAÇÕES de 6 a 8 (Obs.: ver numeração das comunicações nos resumos) 16h30- 18h00: COMUNICAÇÃO POR PÔSTERES - GRUPOS DE DISCUSSÃO 1 A 6 – CAA/UFPE 19h00- 20h30: Palestra de Encerramento – AUDITÓRIO DA FAFICA Desafios da Educação do Campo na perspectiva de uma Educação Omnilateral Prof. Cláudio de Lira Santos Junior - UFBA Coordenação: Profa. Iranete Maria da Silva Lima – Nupefec/CAA/UFPE 20h30: Cerimônia e Mística de Encerramento – AUDITÓRIO DA FAFICA 5 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 1) Por iniciativa de participantes do Evento, solicitamos a doação de alimentos não perecíveis e/ou água para os companheiros e companheiras atingidos pela seca. Entregar sexta-feira e sábado no CAA/UFPE. 2) Consulte os Locais e Salas das Atividades na Programação. 3) O credenciamento e as atividades da quinta-feira, sexta-feira e sábado à noite serão realizadas no Auditório da Faculdade de Filosofia de Caruaru – FAFICA. Endereço: Rua Azevedo Coutinho, S/N, Petrópolis – Centro de Caruaru – PE CEP: 55.030902 As demais atividades da programação serão realizadas no Centro Acadêmico do Agreste da UFPE (CAA/UFPE) 4) Confira o resultado final dos trabalhos aceitos em: http://www.serta.org.br/educampodiversidadecultural/submissao-de-trabalhos/ 5) Os/as autores/as das Comunicações Orais terão 10 minutos para a apresentação e 10 minutos para o debate. 6) O arquivo em PowerPoint deve ser entregue aos monitores com a devida antecedência. Serão disponibilizados vídeo projetores (data-show) nas salas das apresentações. Impressoras não serão disponibilizadas. 7) Os pôsteres deverão ser elaborados conforme orientações divulgadas em Submissão de Trabalhos. 8) Tendo em vista que os trabalhos do Evento se encerrarão no sábado à noite, solicitamos aos/as companheiros/as que não poderão viajar em seguida, que providenciem hospedagem para o domingo (19/05). 9) Pôsteres, com temáticas relacionadas à Educação do Campo e Diversidade Cultural, artesanatos e outros produtos poderão ser expostos no Evento, desde que a solicitação seja feita no momento do Credenciamento para as devidas providências. A exposição será realizada no momento previsto para a apresentação dos Pôsteres do Evento => Sábado 16h30-18h00. 6 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco ENDEREÇOS IMPORTANTES Universidade Federal do Pernambuco - UFPE Centro acadêmico do Agreste – CAA Rodovia BR 104 Km 59, S/N, Sítio Juriti CEP 55002-970, Caruaru, PE-BRASIL Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru – Fafica (Abertura do Evento) Rua Azevedo Coutinho, S/N Petrópolis - Caruaru – PE CEP: 55.030-902 PÁGINA DO EVENTO http://www.serta.org.br/educampodiversidadecultural/ CONTATO [email protected] TELEFONES ÚTEIS Defesa Civil 199 SAMU 192 Ambulância 3ª idade (81) 9915-5805 Hospital Regional do Agreste (81) 3719-9400 Polícia Militar 190 Polícia Rodoviária Federal 191 7 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAL E POR PÔSTER GD 1: EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL COMUNICAÇÃO ORAL 1) ENTRE O REAL E O POSSÍVEL: A MULTISSÉRIE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO Rosiane do Carmo Teixeira [email protected] Silvana Lúcia da Silva Lima [email protected] RESUMO O presente artigo é parte do trabalho de conclusão de curso (Monografia) de Especialização em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro, defendido em dezembro de 2012. Este tem por objetivo problematizar a validação política da multissérie frente às necessidades e limites na escolarização dos povos do campo no campo. A classe-escola multisseriada é a forma de organização do trabalho predominante nas escolas rurais e por isso se apresenta como uma dupla possibilidade: 1. Garantir a existência/permanência da escola no/do campo; 2. Se manter enquanto possibilidade para a efetivação do projeto de Educação do Campo construído pelo coletivo movimentos/redes sociais do campo – instituições de ensino – poder público. Palavras-chave: Educação do Campo. Multisseriação. Luta política. 2) 10 ANOS DA LEI Nº 10.639/2003: EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E AS POSSIBILIDADES DE DECOLONIZAÇÃO DOS CURRÍCULOS ESCOLARES Michele Guerreiro Ferreira PPGEDUC/CAA/UFPE; FAFICA Janssen Felipe da Silva PPGEDUC/CAA/UFPE; PPGE/CE/UFPE RESUMO Este artigo baseia-se nos Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos (QUIJANO, 2005; MIGNOLO, 2005, 2011; WALSH, 2008; SARTORELLO, 2009) e faz parte da pesquisa de Mestrado em Educação Contemporânea (PPGEDUC/CAA/UFPE). Este trabalho versa sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais partindo do questionamento sobre a hegemonia do eurocentrismo nos currículos escolares e discutindo os processos de decolonialidade protagonizado pelos Movimentos Sociais Negros. Os objetivos do trabalho são: analisar a presença da herança colonial nos currículos escolares; destacar a ativa participação dos Movimentos Sociais Negros no Brasil na construção de políticas de ações afirmativas no âmbito educacional; identificar as possibilidades abertas por tais políticas para a decolonização dos currículos e a construção da Educação das Relações Étnico-Raciais. Com base nos critérios da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2004; VALA, 1990) analisamos a DCN CNE/CP nº 01/2004. As análises mostram que a promulgação da Lei nº 10.639/2003 apresenta elementos que implicam na construção de uma Educação Intercultural Crítica e uma Pedagogia Decolonial Antirracista, embora ainda existam muitos desafios a ser superados. Palavras-chave: Educação das Relações Étnico-Raciais; Movimentos Sociais Negros; Política Curricular; Interculturalidade. 8 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 3) PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO RURAL E DO CAMPO: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DOS ESTUDOS PÓS-COLONIAIS LATINO-AMERICANOS Janssen Felipe da Silva – PPGE/PPGEDUC/UFPE/CE/CAA Aline Renata dos Santos – PIBIC/CNPq/UFPE/CAA Rafaela dos Santos Ferreira - PIBIC-CNPq/UFPE/CAA RESUMO O artigo apresenta resultados preliminares do diálogo entre duas pesquisas de PIBIC em desenvolvimento no CAA/UFPE. Este trabalho analisa a relação entre os Paradigmas da Educação Rural e do Campo à luz dos Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos. Os Estudos Pós-Coloniais explicam a relação entre Modernidade e Colonialidade na constituição do padrão mundial de poder. Tais Estudos questionam o lócus de produção de conhecimento eurocêntrico tido como válido e universal e apontam para a valorização e a legitimação de lóci epistêmicos outros como é o caso dos territórios campesinos. Realizamos uma pesquisa bibliográfica e fizemos uso da Análise Temática (BARDIN, 2004; VALA, 1990). Identificamos as matrizes teóricas que alicerçam os Paradigmas da Educação Rural e do Campo. O primeiro Paradigma está balizado na Interculturalidade Funcional, na Educação Intercultural Funcional e na Pedagogia Tradicional (Colonial). O segundo ancora-se na Interculturalidade Crítica, na Educação Intercultural Crítica e na Pedagogia Decolonial. Os primeiros resultados apontam que, apesar destes Paradigmas possuírem matrizes teóricas antagônicas, eles não se anulam, mas coexistem em constantes disputas epistêmicas e políticas. Palavras-chave: Estudos Pós-coloniais Latino-Americanos; Educação Rural; Educação do Campo. 4) MENINOS E MENINAS GLOBALIZADOS/AS NO CAMPO: A ROÇA COMO ESPAÇO LOCAL DE AFIRMAÇÃO (E NEGOCIAÇÃO) DA CULTURA Selidalva Gonçalves de Queiroz/UFRB - [email protected] Ana Cristina Nascimento Givigi/UFRB - [email protected] RESUMO Este artigo tem como propósito apresentar as intenções de pesquisa que tem como objetivo analisar as práticas culturais dos meninos e meninas da Comunidade de Maria Preta, Teofilândia/Bahia, como essas produzem sujeitos/as de relações globais-locais, como constroem forças para negociar suas produções em espaços híbridos, como afirmam suas diferenças e resistências de modo que esse processo de construção positive e fortaleça a diversidade cultural na educação do campo. Palavras-chave: Diversidade; Globalização; Educação do Campo. 5) HISTORIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA: O ESPAÇO DE SALA DE AULA, COMO LUGAR DE CONHECIMENTOS, AFIRMAÇÕES DE DIREITOS E COMBATE A DISCRIMINAÇÃO Camila Ferreira da Silva Joyce Cecília de Oliveira Silva Centro Acadêmico do Agreste Universidade Federal de Pernambuco RESUMO Devido a algumas problemáticas encontradas em nosso campo de atuação profissional, a respeito da discriminação racial, nos deparamos com dificuldades na resolução de conflitos que emergiam no cotidiano da sala de aula. Por tal motivo elegemos esta temática como subsídio para compreensão de nossa prática pedagógica, de forma a compreendermos como se delineia as concepções de racismo e discriminação acerca da cultura afrodescendente no espaço escolar, para tal analisamos o projeto A Cor da Cultura e suas contribuições para com a narrativa étnico-racial. Para aprofundamento da temática nossa metodologia 9 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco fundamenta-se no estudo de caso etnográfico, conjuntamente com a abordagem qualitativa, de forma a buscarmos uma aproximação com o mundo do pesquisado. Concomitantemente com o arcabouço de autores que se dedicam a esta área de pesquisa como: Candau (2008), Fernandes (2007), Kreutz (1998), Laraia (2009), Grignon (1995), que se detém nos estudos étnico-raciais da sociedade brasileira como também suas implicações no âmbito escolar. Palavras-chave: Discriminação racial; A Cor da Cultura; Espaço escolar. 6) EDUCAÇÃO DO CAMPO EM AMARGOSA-BA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O CURRÍCULO ESCOLAR E A CULTURA LOCAL Deise Soraia Marta de Souza Galvão Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - URFB RESUMO Este artigo apresenta alguns dados de uma pesquisa de especialização que procurou investigar a relação da cultura local com as práticas curriculares em uma escola do campo no município de Amargosa a partir da análise dos planos de curso, Projeto Político Pedagógico e livros didáticos, bem como discutir a importância dos currículos culturais na construção de uma escola verdadeiramente democrática que reconhece a multiculturalidade e a diversidade como elementos que fazem parte do processo de ensino aprendizagem. A pesquisa realizada foi de natureza exploratória dentro de uma abordagem qualitativa, a partir da observação participante, entrevistas e análise documental. O campo empírico da pesquisa foi a escola Dr. Armando da Silva Libório, situada na comunidade de Três Lagoas, Amargosa - BA. A partir das análises preliminares, constatou-se uma forte presença dos livros didáticos no direcionamento das aulas das professoras pesquisadas, tornando-se os mesmos os instrumentos principais de análise desse estudo. Palavras-chave: Educação do Campo; Currículo; Cultura. 7) INFÂNCIA INDÍGENA: A RELEVÂNCIA DOS ASPECTOS CULTURAIS PARA UMA EDUCAÇÃO ESCOLAR DE QUALIDADE Gérsica Cássia Ferreira Leite - UFPE Amanda Priscila Lins - UFPE Camila Maria de Oliveira - UFPE Tereza Raquel Borges Vaz de Oliveira - UFPE RESUMO O artigo faz uma reflexão sobre a criança indígena e a proposta de uma educação infantil institucionalizada de qualidade. Inicialmente, apresentamos o conceito de criança indígena, ressaltando suas peculiaridades; a partir disso, apontamos alguns elementos imprescindíveis ao currículo da educação escolar indígena. Discutimos sobre a representação, por vezes, etnocêntrica das mídias acerca da infância indígena e, ainda, sobre os aspectos jurídicos que garantem o direito dos índios à educação. Para tanto, foi feita uma pesquisa bibliográfica atualizada sobre o tema. As reflexões levantadas nesse estudo mostram as conquistas dos povos indígenas desde a Constituição de 88, mas aponta a necessidade de outros avanços e pesquisas que promovam um currículo multicultural para atender a diversidade e a aprendizagem significativa. Palavras-Chave: Infância Indígena. Diversidade Cultural. Educação Escolar Indígena. Currículo. 8) ORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS DO CAMPO DO MUNICÍPIO DE CARUARU- PE: FOCANDO OS TIPOS DE VÍNCULOS DE TRABALHO E A DISTRIBUIÇÃO DOS PROFESSORES POR NÍVEIS DE ENSINO Filipe Gervásio Pinto da Silva UFPE - CAA Jéssica Lucilla Monteiro da Silva UFPE - CAA 10 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco RESUMO Esta pesquisa trata da educação do Campo no Sistema de Ensino do Município de Caruaru-PE e tem como problema: como se caracteriza Educação do Campo no Sistema de Ensino do Município de Caruaru, focando os aspectos geográficos, econômicos e populacionais do território do Campo em estudo, a organização das escolas e os tipos de vínculos de trabalho e a distribuição dos professores por níveis de ensino? O objetivo geral é: compreender a organização da Educação do Campo do Sistema de Ensino do Município de Caruaru: focando os aspectos geográficos, econômicos e populacionais do território do Campo em estudo; a estruturação das escolas do campo e os tipos de vínculos de trabalho e a distribuição dos professores por níveis de ensino. Adotamos a Abordagem Teórica dos Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos. Para a realização da pesquisa da Abordagem Qualitativa. Enquanto técnica de análise foi utilizada a Análise de Conteúdo. Os resultados da pesquisa apontam para a predominância de escolas nucleadas e turmas multisseriadas, a existência de variados tipos de vínculos dos professores do referido sistema de ensino e maior concentração de docentes nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Palavras- chave: Educação do Campo; Escolas do Campo; Professores. 9) (RE)TERRITORIALIDADE: O PROTAGONISMO DAS MULHERES NO CONTEXTO DA FUNÇÃO SOCIAL DA TERRA DENTRO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DO CAMPO EM PERNAMBUCO Andreia de Lima Silva PIBIC/UFPE; [email protected], Allene Carvalho Lage CAA/UFPE [email protected] RESUMO Constitui-se como resultado final de pesquisa na modalidade de Iniciação Científica PIBIC/CNPq-UFPE. Com o intuito de conhecer os protagonismos das mulheres dos movimentos sociais do campo no contexto da função social da terra enquanto possibilidade de (re) territorialidade na manutenção de um território politicamente mobilizável. Com efeito, efetiva-se na dimensão do Estudo Comparado de dois movimentos sociais: MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, e MMTR/NE- Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste. Visa à promoção da visibilidade dos protagonismos das mulheres do campo, mediante o registro de campo, da observação participante e das entrevistas. Espera-se uma compreensão crítica dos saberes, dos processos educativos, na possibilidade da atuação política das mulheres trabalhadoras rurais, líderes, refletindo a atuação do que já avançaram e sob quais condições. As funções específicas que os sujeitos cumprem, não sendo o único veículo de manutenção de ideologias, mas tem assegurado à apropriação do corpo da mulher, nos limites de sua efetividade nos espaços de decisão. Palavras–chave: (Re)Territorialidade; Mulheres do Campo; Protagonismos. 11 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco GD 1 - PÔSTERES 1) O TERRITÓRIO CAMPONÊS E SUA INSERÇÃO NA CULTURA ESCOLAR EM AMARGOSA/BA Caliane Costa dos Santos da Conceição Jaqueline de Souza Barreto Santos Silvana Lúcia da Silva Lima Universidade Federal do Recôncavo da Bahia RESUMO Este trabalho apresenta uma das ações pertencentes do Projeto de Educação do Campo e Educação Ambiental no Ensino Fundamental do Vale do Jiquiriçá/ Bahia: Mapeando e problematizando as experiências pedagógicas. O projeto é desenvolvido por docentes e discentes do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, ambos ligados ao Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial. Em sua fase inicial, o projeto estuda a relação entre cultura camponesa e Educação do Campo. No momento a equipe faz um estudo de reconhecimento do município de Amargosa. O estudo é fundamentado na pesquisa de campo e no levantamento de dados que dão subsídios para o mapeamento. Os dados levantados foram: migração, PIB, Censo agropecuário, trabalho, educação, etc. A próxima etapa da pesquisa será realizada nas escolas e Secretarias de Educação onde aplicaremos questionários e faremos entrevistas com o intuito de verificar se as políticas voltadas para Educação do Campo estão sendo efetivadas, bem como, identificar como a cultura local é incorporada ao currículo das escolas do Campo, considerando que o município de Amargosa aprovou as Diretrizes para as escolas do campo (Amargosa, 2012), apontando a cultura e o trabalho como matrizes do conhecimento. A pesquisa exploratória mostra que os elementos caracterizadores do município não são transformados em conteúdos curriculares dado que as Diretrizes apontam que a realidade local, os projetos políticos pedagógicos, especialmente das escolas rurais, devem valorizar a cultura camponesa, sua base econômica e o modo como a produzem. Estas abordagens são significativas para compreender a educação como parte fundamental de uma práxis pedagógica onde o campo (espaço da vida) não esteja dissociado do contexto sociocultural escolar. Palavras-chave: Cultura. Amargosa. Educação. 2) MAZURCA: DO CAMPO PARA O CAMPO – AS MARCAS IDENTITÁRIAS Isaias da Silva UFPE/CAA Maria Joselma do Nascimento Franco UFPE/CAA Resumo O presente trabalho objetiva relatar a experiência vivenciada em um período de vinte horas, numa escola do campo, de crianças da educação infantil e ensino fundamental, anos inicial (Pré I ao 5º ano), no nível da escola educação básica, localizada no Município de Camocim de São Félix- Pernambuco, realizada no corrente ano. A experiência se deu a partir de uma sala multisseriada 4º e 5º anos. A referente escola pertence a uma comunidade de remanescentes de quilombo, identificada Mondé dos Cabrais. No período em foco, desenvolvemos um conjunto de atividades culturais, dentro de uma ação educativa denominada: “Mazurca: do campo para o campo”, de caráter didático. Nosso objetivo foi aproximar os elementos culturais da comunidade, enquanto instrumento formativo presente na escola. Considerando a importância de trabalharmos valorizando suas raízes culturais, a ação educativa permitiu momentos de reconhecimentos mútuos em torno da cultura da comunidade camponesa, através da mazurca, dança cultural que caracteriza a comunidade Monde dos Cabrais, por ser de uma prática tradicional dos sujeitos que ali habitam. Palavras-chave: Escola do campo; mazurca; diversidade cultual; quilombolas. 12 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 3) A ESCOLA DO POVO ENTRE SERRAS PANKARARU: TRAJETÓRIA DE CONQUISTAS E SUPERAÇÕES Claudinéia Maria do Nascimento - PIBID Diversidade - CAPES Elisa Urbano Ramos - PIBID Diversidade - CAPES Jaqueline Barbosa da Silva NFD/ CAA/UFPE RESUMO O presente trabalho faz parte do subprojeto “A pesquisa-ação nas comunidades indígenas de Pernambuco: a participação dos povos Entre Serras e Pankararu”, a qual objetiva sistematizar os saberes indígenas que qualificam a prática pedagógica no âmbito da Educação Escolar Indígena. Nesse estudo, apresentaremos a trajetória de lutas e conquistas de uma das escolas do Povo Entre Serras Pankararu, advinda dos resultados parciais do projeto intervencionista “Os saberes tradicionais do Povo Entre Serras Pankararu e a intervenção no processo de leitura e escrita’’ que vem sendo desencadeado no âmbito de uma escola pública de Educação Básica localizada no território do povo Entre Serras Pankararu. O levantamento da literatura da área de Educação Escolar Indígena (ALMEIDA, 2002; 2010) e letramento (SOARES, 2003; ALBUQUERQUE, MORAIS e FERREIRA, 2008) contribuiu com a compreensão dos fatores atribuídos as possíveis dificuldades dos estudantes diante do domínio e uso da língua materna. Por fim, o trabalho iniciado, ao permitir conhecer a trajetória de conquistas e superações da escola indígena, possibilitou o planejamento de ações que visam estreitar a relação entre os saberes tradicionais e o projeto de Educação Escolar Indígena diferenciada. Palavras-chave: Educação Escolar Indígena. Saberes tradicionais. Leitura e escrita. 4) APRENDENDO GEOMETRIA NA ALDEIA INDÍGENA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA ALDEIA JIRIPANCÓ EM PARICONHA - ALAGOAS Jucinete Pereira dos Santos - [email protected] Antonio Carlos Rodrigues Moraes - [email protected] Arenilton de Amorim Lima - [email protected] João Ferreira da Silva Neto- [email protected] RESUMO Este trabalho apresenta uma experiência vivida com crianças indígenas na Aldeia Jiripancó, localizada na cidade de Pariconha – Alagoas. A proposta era trabalhar a geometria com as crianças indígenas, mas especificamente o conceito de simetria, figuras planas, formas e padrões geométricos, a partir da valorização da presença desses padrões no artesanato indígena local e outros objetos do cotidiano dessas crianças. A proposta encerra-se com a produção de desenhos e figuras pelas crianças, partindo de um padrão geométrico pré-determinado utilizando papel, tesoura, cola e lápis de cor. Percebe - se com essa atividade que a matemática aplicada nas escolas encontra-se desvinculada da realidade vivida por estas crianças e consequentemente desprovida de significado, tornando difícil sua compreensão. Ao utilizar-se de recursos conhecidos pelas crianças, como o artesanato local, houve um aproveitamento do conhecimento prévio que estas dispõem e assim um envolvimento maior na atividade, produzido uma compreensão maior do conteúdo estudado. Palavras-chave: Geometria; Artesanato indígena; Simetria; Figuras planas. 5) A ESCOLA DO CAMPO E O RESPEITO À REALIDADE DA POPULAÇÃO AFRODESCENDENTE Maria José dos Santos PPGE/UFPE - Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiro - NEAB/UFPE RESUMO O presente artigo tem por finalidade refletir sobre as relações entre a escola do campo e o respeito aos direitos à educação a partir da realidade dos afro-brasileiros. É através desse reconhecimento que compreenderemos a educação como um processo de construção de sujeitos, pois sabemos que o direito a educação não significa 13 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco simplesmente o acesso a ela, mas que essa seja de qualidade e assegure a igualdade de oportunidades, proporcionando o respeito à identidade e a individualidade de cada um. É com base neste artigo da Lei Constitucional que buscamos refletir a realidade dos afrodescendentes, e seus direitos educacionais na escola pública. Ao analisarmos o percurso histórico, nos damos conta que diversos setores da população brasileira são vítimas de discriminação e preconceitos, entre esses o racismo, que atinge particularmente à população afro descendente. Entre os principais obstáculos encontrados nos sistemas de ensino, destacam-se o baixo desempenho da população negra. Através do silencio e omissão diante de situações discriminatórias na escola, por meio dos livros didáticos ou nas relações, a escola tem agido ao longo de sua historia como uma espécie de isolamento informal. São os estabelecimentos escolares, juntamente com as famílias, os espaços privilegiados de reprodução e desconstrução de estereótipos, segregação e visualização dos efeitos perversos que esses fenômenos têm sobre os indivíduos. Hoje, o acesso ao ensino fundamental encontra-se essencialmente universalizado tanto para negros como para brancos. A baixa qualidade do ensino e, principalmente, a repetência usada como instrumento pedagógico fazem com que a frequência a uma escola não signifique a mesma coisa que adquirir escolaridade. Não pode existir uma única cultura que sirva para caracterizar a sociedade brasileira historicamente pluriétnica e pluricultural. Tendo em vista o descaso histórico com o povo afro descendente e sua cultura no processo educativo. Tomamos como pressuposto, uma educação efetivamente democrática que respeite e reconheça os valores existentes na realidade trazida pelos/as educandos/as, independente do seu pertencimento étnico/racial. Destacamos, ainda, o papel do professor como um facilitador, ou seja, como um mediador sociopolítico e cultural, cuja tarefa, dentre outros elementos, consiste em levar os/as estudantes a refletir, imaginar e a criar outras realidades possíveis, além daquelas do preconceito, da exclusão social e simbólica vividas cotidianamente em suas experiências de vida. Portanto, a formação para a cidadania é o desafio principal da educação contemporânea. Educar, sem exclusões étnicas e racial, proporcionando a aquisição de saberes, habilidades e valores considerados primordiais e relevantes para a construção de um país verdadeiramente democrático, não é uma tarefa dissociada dos processos de formulação e implementação das políticas públicas educacionais. Palavras-chaves: Escola; Educação. Do Campo; Realidade; Afrodescendentes. 14 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco GD 2: EDUCAÇÃO DO CAMPO E FORMAÇÃO DE EDUCADORES/AS COMUNICAÇÃO ORAL 1) EM DEFESA DE UM CURRÍCULO ESCOLAR, E UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO DO CAMPO Iranildes de Jesus Santos – UFRB - [email protected]. Maria Graciele Carneiro da Silva – UFRB - [email protected]. RESUMO Este trabalho é fruto das discussões ocorridas no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), no subprojeto Física/Interdisciplinar Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo e no componente Currículo e Educação, qual pretendemos discutir as relações do currículo e a Educação desenvolvida nas escolas do campo. Apoiamo-nos em Santomé (1995), Pereira (2005), de Silva (2007), entre outros, que trazem a discussão de currículo desenvolvido no campo; Arroyo (2007) e Júlio Pereira (2008) que contextualizam a formação do professor reflexivo atento às especificidades. Metodologicamente realizamos observações participantes Moreira e Caleff (2006), revisão bibliográfica, e conversas informais. Concluímos afirmando que é preciso rever o currículo aplicado nas escolas do campo, os quais não levam em consideração as especificidades de quem vive nesse contexto, assim como também, a formação de professores que não oportuniza tais discussões. Palavras -chave: Currículo; Educação do Campo; Invisibilidade; Formação de Professores. 2) A EDUCAÇÃO DO CAMPO NO OLHAR DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL CAMPESINA: CONTRIBUIÇÕES PARA SE PENSAR A FORMAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO DO CAMPO Elaine Suane Florêncio dos Santos – CAA/UFPE. Conceição Gislane Nobrega – CAA/UFPE RESUMO: Este trabalho traz um recorte das conclusões da pesquisa desenvolvida no trabalho curso de conclusão do curso de Pedagogia, na Universidade Federal de Pernambuco- Campus do Agreste. Partimos desse trabalho com a seguinte indagação: que significados atribuem os professores atuantes no espaço da educação infantil campesina acerca da educação do campo? Com os objetivos de mapear os significados atribuídos pelos professores que atuam neste território, reconhecer se a compreensão dos educadores do campo está entrelaçada nas raízes da cultura local do campo. Para alcançar os objetivos propostos nos embasamos na abordagem qualitativa (SANTOS FILHO e GAMBOA 2009), como nos embasamos no método da análise do discurso (ORLANDI, 2010). Para coleta de dados utilizamos a entrevista semiestruturada. O tratamento teórico deste estudo está pautado na seguinte categoria: Educação do Campo, que teve como base teórica (ARROYO 2011, MOLINA 2002, FERNANDES 2006 e RIBEIRO 2010) dentre outros. Por hora concluímos que a educação do campo ainda precisa ser vista dentro de suas especificidades, sendo ainda vista pelos educadores como um espaço homogêneo unificado ao território da cidade, sente-se a ausência de formações que possibilite contribuir para a formação docente dentro do espaço do campo, articulando com a educação do campo defendida pelos movimentos sociais e a universidade. Palavras-Chave: Educação do campo, Educação Infantil, docência. 3) EDUCAÇÃO DO CAMPO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DAS ESCOLAS INSERIDAS NO PROGRAMA DESPERTAR, AMARGOSA-BA Edinéia Oliveira dos Santos - [email protected] Márcia Luzia Cardoso Neves - [email protected] 15 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco RESUMO O presente artigo apresenta o resultado de uma pesquisa realizada com docentes das escolas no Campo de Amargosa-BA, que participam do Programa Despertar (programa de Educação Ambiental). A pesquisa teve como objetivo compreender como está sendo realizada a Educação Ambiental (EA) em escolas no campo do município estudado. A metodologia utilizada teve o enfoque qualitativo e quantitativo, utilizou o questionário, com questões abertas, fechadas e dependentes. Teoricamente essa pesquisa se sustenta em alguns autores que abordam a Educação do Campo como: ARROYO, 2004; CALDART, 2006; e Educação Ambiental Crítica, a saber: CARVALHO, 2006, 2008; GUIMARÃES, 2000, 2004; entre outros. A pesquisa identificou que os professores que atuam nas escolas possuem uma considerável variedade de instrumentos pedagógicos bem como de formação na temática da Educação Ambiental. Constatamos que a implantação do Programa Despertar, possibilitou que as práticas de EA se tornassem mais significativas, garantindo que os alunos e a comunidade escolar/local direcionasse um olhar mais cuidadoso para as questões socioambientais. Palavras-chave: Educação do Campo; Educação Ambiental Crítica; Práticas Pedagógicas. 4) OS DESAFIOS DE UM CURSO DIRIGIDO A EDUCADORES DO CAMPO (A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UNIVASF/JUAZEIRO) Lúcia Marisy S. R. de Oliveira Ghislaine Duque Universidade Federal do Vale do São Francisco RESUMO Este artigo aborda a experiência da UNIVASF – Universidade Federal do Vale do São Francisco, na execução do Curso de Especialização em Educação do Campo contextualizada ao semiárido, na perspectiva de formar educadores para atuarem nas escolas do campo, de forma crítica e construtiva, valorizando o espaço rural como aquele capaz de gerar trabalho digno, decente e instrumentalizador de qualidade de vida. A sua implementação decorreu da ausência de informação específica para a docência interdisciplinar voltada para as especificidades do campo, tornando o ensino nessas escolas desinteressante e sem significado para os alunos, dado a desvinculação do que ali é discutido, com a prática por eles exercitada. Tal situação, contribui para a ampliação da repetência, da evasão e do seu despreparo para enfrentar as novas exigências da sociedade. Modificar essa realidade foi a expectativa do curso. Palavras-chave: Educação do campo; Formação; Contextualização 5) PROJOVEM CAMPO - SABERES DA TERRA: UM RELATO DE PROFESSORAS FORMADORAS/ES NO ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO Cícera Maria do Nascimento – SEEJCT Juliana Gouveia Alves da Silva Maisa dos Santos Farias – NUPEFEC/UFPE Ramon Coêlho Bezerra – NUPEFEC/UFPE RESUMO O presente texto é um relato das experiências vivenciadas por três formadoras da área de Ciências Humanas e um formador da área de Ciências Agrárias no acompanhamento pedagógico, às turmas do Programa ProJovem Campo – Saberes da Terra -PE, realizados entre junho de 2010 e junho de 2011. Nele elencamos desafios destacados pelos educandos/as e educadores/as na vivência do Programa. Teceremos comentários sobre tais desafios, como também faremos observações a partir da nossa experiência enquanto professor/as formador/as. Temos como fundamento para tal proposta, os relatórios de acompanhamento pedagógico que hoje fazem parte do acervo do Programa no Centro Acadêmico do Agreste/UFPE. Palavras-chave: Educação do Campo; Pedagogia da Alternância; Relato de Experiência. 16 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 6) A PRÁTICA EDUCATIVA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO E A FORMAÇÃO DE EDUCADORES NA ESCOLA ZUMBI DOS PALMARES/MARI-PB S. Wanderley - [email protected] Luciélio Marinho da Costa - [email protected]. Rafaela Carneiro Cláudio - [email protected]. RESUMO Reflexão sobre a repercussão da formação na prática pedagógico dos professores que atuam na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Zumbi dos Palmares, localizada num assentamento da Reforma Agrária, no município de Mari, no estado da Paraíba. A pesquisa tem uma abordagem qualitativa de natureza participante. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se a observação participante, registros e relatórios dos encontros de formações de educadores que faz parte do Projeto de Pesquisa e Extensão, intitulado “Educação do Campo e Formação de Educadores nas Escolas Zumbi dos Palmares e Tiradentes, no município de Mari/PB”, coordenado por professores do Campus I da Universidade Federal da Paraíba – UFPB que tem por objetivos contribuir com a reorganização e execução do Projeto Político Pedagógico das Escolas dos Assentamentos Tiradentes e Zumbi dos Palmares e promover encontros de formação continuada para os professores que atuam na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental das Escolas Zumbi dos Palmares e Tiradentes, buscando promover a melhoria do processo ensino-aprendizagem nela desenvolvidos. Fundamentamos as reflexões em autores como: Arroyo (2010); Molina (2004); Caldart (2004), entre outros. A participação dos docentes da escola têm na construção do Projeto Político Pedagógico da escola, atendendo os princípios da em Educação do Campo. Palavras-chave: Escola Zumbi dos Palmares; Formação de Professores; Educação do Campo. 7) FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A PRÁXIS PEDAGÓGICA DA ESCOLA ROBERTO REMIGI DO ASSENTAMENTO JOÃO BATISTA II CASTANHAL PARÁ Cícero Paulo Ferreia - IFPA/Campus Castanhal Aline Cristina Brito Corrêa IFPA/Campus Castanhal Inaldo Gomes de Lima IFPA/Campus Castanhal Valéria da Silva Lopes IFPA/Campus Castanhal RESUMO A presente pesquisa é focada na temática, Formação de Professores educandos do curso de Especialização e Aperfeiçoamento ano 2012 no IFPA Campus Castanhal com foco a implantação de projetos de apoio e pesquisa na Escola Roberto Remigi no assentamento João Batista II, Castanhal-Pará. O nosso objetivo se ancora em sistematizar inicialmente a implantação dos projetos de pesquisa e apoio, através da formação dos professores/as no Programa de Extensão do Ensino Superior – PROEXT 2012, assim como identificar na Práxis Pedagógica, mudanças curriculares de modo a promover alternativas de trabalho social que incentive os sujeitos a continuarem no campo. A relevância desta pesquisa baseou-se no fato de que, a equipe do PROEXT, acompanhando a formação continuada de professores/as que atuam nas escolas do campo nos possibilitou que tivéssemos a condição de apresentar uma análise crítica e contextualizada desta realidade. Neste sentido é que se apontam algumas questões-problemas a serem analisadas. Palavras-Chave: Práxis; Pesquisa. Projetos; Educação do Campo 8) FORMAÇÃO DE EDUCADORES E PRÁTICAS EDUCATIVAS NO TEMPO COMUNIDADE DA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI Mário Fernandes Rodrigues Leila de Cássia Faria Alves Paulo Afrânio Sant´Anna Patrícia de Fátima Souza Costa - UFVJM 17 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco RESUMO Protagonizada pelos movimentos sociais, a Educação do Campo ao se consolidar como paradigma científico se assenta como um dos mais importantes movimentos de transformação social via educação desenvolvidos no Brasil nas últimas décadas. O diálogo entre os movimentos sociais e a universidade vem permitindo novas formas de se conceber a educação como forma de emancipação dos povos do campo. Pretendemos neste trabalho, que ora apresentamos a este grupo de discussão, compartilhar as experiências desenvolvidas no Tempo Comunidade do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A estrutura do curso, inspirada em projetos pilotos já desenvolvidos em outras universidades, é dividida entre o Tempo Escola (TE) e o Tempo Comunidade (TC), garantindo, assim, o formato de alternância. As nossas práticas educativas vêm sendo realizadas a partir da interação processada com as Escolas Famílias Agrícolas da região, num constante processo de autoaperfeiçoamento individual e coletivo, visando ofertar aos educandos da licenciatura uma educação de qualidade que seja no e do campo. Palavras-chave: Educação do Campo; Formação de Educadores/as; Práticas Educativas; Tempo Comunidade; Vale do Jequitinhonha. 9) CENTRO DE FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO: FORTALECENDO ESCOLA E COMUNIDADE Tânia Maria Mares Figueiredo Instituto Federal de Educação do Norte de Minas/MG RESUMO A escola do Campo, na sua maioria, salas multisseriadas, ainda desafia a pedagogia, quanto a aplicação de metodologias que efetivamente apresentem resultados significativos na aprendizagem dos alunos. Essa é foi, sem dúvida, a maior dificuldade apresentada pelos professores do campo do município de Almenara, no ano de 2007. O presente trabalho é um relato de experiência vivenciada por um grupo de educadores e pedagogos do Centro de Formação em Educação do campo, no município de Almenara, nordeste de Minas Gerais, no ano de 2007, que alicerçou a implantação das práticas e estudos da Educação do campo, atuando significativamente, na formação continuada do professores das salas multisseriadas. Com o intuito de contribuir para o fortalecimento das escolas e das comunidades do campo, com enfoque na melhoria da qualidade do ensino das salas multisseriadAs é que apresentamos experiências pedagógicas inovadoras do Centro de Formação em Educação do Campo da Secretaria Municipal de Educação de Almenara/MG, responsável pela a implantação dos Fóruns Itinerantes e a Metodologia dos 02 grupos, projetos de trabalhos educativos, idealizados pela educadora e consultora pedagógica do Centro , Prof. Tânia Maria Mares Figueiredo. Palavras-chave: Educação do campo; formação de educadores; salas multisseriadas; Alternância. 10) FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ESTÁGIO E DIVERSIDADE: A INICIAÇÃO À DOCÊNCIA NAS CLASSES MULTISSERIADAS Terciana Vidal Moura Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB RESUMO O presente texto traz as reflexões de um projeto de formação pedagógica desenvolvido pelo componente curricular de um Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Estágio Curricular nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental I. A nossa motivação enquanto professora orientadora de estágio em desenvolver essa experiência e construir dentro do curso, espaços de formação docente que tome como eixo norteador o processo de iniciação à docência nas classes multisseriadas, deu-se pelo vazio de processos formativos dentro do curso frente à esta realidade. Para desenvolvermos esta experiência curricular, várias ações e atividades formativas foram desenvolvidas. A partir da preocupação e a questão que norteou essa experiência, consideramos que os cursos de licenciatura, em especial o Curso de Pedagogia, precisam pensar a formação para os professores que atuam nessa realidade educacional, no sentido de empreender processos formativos que os “empoderem” de um conjunto de saberes e práticas políticas e 18 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco culturalmente orientadas que possam dar conta das dinâmicas, singularidades e desafios que a educação do campo e o contexto da multissérie. Palavras-chave: Formação Docente; Estágio; Classes Multisseriadas 11) A FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS/AS E EDUCADORES(AS) DO CAMPO NA PERSPECTIVA INTERCULTURAL E PÓS-COLONIAL Cláudia Simone Almeida de Oliveira - UFRPE Wiviane Fonseca da Silva Almeida - UFRPE RESUMO Com base nos estudos sobre interdisciplinaridade (MINAYO,2002 THIESEN ,2008; MORIN, 2002, 2005) e estudos pós-coloniais (QUIJANO, 2005; MIGNOLO,2005; WALSH,2007,2008) Este artigo faz parte de uma pesquisa ainda em desenvolvimento, que discute a Formação dos pedagogos/as e professores/as do campo; currículo e diversidade e práticas inovadoras. Nosso objetivo é discutir e construir coletivamente, uma formação docente na perspectiva de uma educação intercultural crítica e de uma pedagogia descolonial (WALSH,2007; CANDAU).Para tanto desenvolvemos uma pesquisa-ação e apresentamos nossos resultados preliminares que já demonstram a necessidade de uma formação que rompa com o paradigma urbano. Palavras chave: Formação de professores; Interculturalidade; Educação do Campo. 12) A PRÁTICA PEDAGÓGICA DAS PROFESSORAS DO CAMPO: UM ESTUDO EM DESENVOLVIMENTO NO MUNICÍPIO DE CARUARU-PE Maria Joselma do Nascimento Franco Ana Paula Pinheiro Gualberto Renata Fabrícia Villa Nova da Silva RESUMO O estudo em desenvolvimento faz parte de uma atividade eletiva, desenvolvida no CAA/UFPE, em 2013. O objetivo geral é: Compreender as exigências quanto ao nível de formação das professoras, os elementos da cultura e os princípios da educação do campo, presentes nas práticas. Os específicos: 1) Identificar o nível de formação exigido das professoras; 2) Analisar se na prática pedagógica há indícios de elementos da cultura, oriundos da comunidade local e dos princípios que regem a educação do campo. O aporte teórico está referenciado em Caldart (2012), Arroyo (2012), Ribeiro (2012), Martins (2008), Santiago e Batista Neto (2006), Gonçalves (2003), Lüdke e André (1986). Os procedimentos metodológicos: a entrevista e a observação participante. O tratamento dos dados se pauta na análise de conteúdo. O lócus do estudo são duas escolas do campo no município de Caruaru-PE e os sujeitos são duas professoras. Os resultados mostram que as professoras tem formação no Normal Médio, o que se contrapõe as exigências postas para as concursadas, exigência mínima superior. Uma delas é contratada temporariamente, potencializando o clientelismo político. Não fazem parte de programas e formação continuada, mas o que se faz na área urbana chega ao campo. Não se identifica ainda elementos da cultura local presentes na prática pedagógica das professoras. Palavras-chave: Educação do Campo; Formação de professores; Princípios da Educação do Campo. 13) O USO DE TECNOLOGIAS PARA A APRENDIZAGEM EM CONTEXTO DO CAMPO: FORMAÇÃO DE FORMADORES PARA ATUAÇÃO DIALÓGICA Pedro Zany Caldeira Instituto Superior de Educação e Ciências Ana Paula Bossler Universidade Federal do Triângulo Mineiro RESUMO Este trabalho descreve ações extensionistas desenvolvidas no escopo da Rede de Formação Continuada do MEC e reúne dados obtidos em diversas oficinas envolvendo professores da rede pública (MG), com atuação em Escolas do Campo e professores com alunos oriundos da zona rural. O curso oferecido visava a ampliação do repertório dos professores com relação ao uso de tecnologias em sala de aula, buscando privilegiar aquelas de fácil acesso nas escolas e na vida cotidiana das pessoas. São apresentados três filmes produzidos pelos alunos, cujas temáticas destacam a forte relação destes com o contexto do campo. Os filmes revelam que o uso 19 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco da tecnologia permite que o aprendiz dê materialidade à teoria organizada em substrato abstrato e, eventualmente, apareçam equívocos conceituais e gaps cognitivos, levando-o a reorganizar o conhecimento. A sessão, com uma estrutura dialógica, contribui para a desconstrução da crença dos participantes relacionada à viabilidade prática da inserção das tecnologias em suas aulas na Educação Básica em contexto do campo. As animações também podem ter caráter diagnóstico, auxiliando nas dificuldades dos aprendizes para compreenderem alguns fenômenos e eventos. Palavras-chave: Animação com stop-motion; Formação de educadores; Desconstrução de crença; Reorganização do conhecimento; Diálogo em educação. 14) INICIAÇÃO A DOCÊNCIA NAS CLASSES MULTISSERIADAS DAS ESCOLAS DO CAMPO: A EXPERIÊNCIA DO PIBID/UFRB Fábio Josué Souza dos Santos - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia RESUMO A presente comunicação pretende apresentar um relato das ações realizadas no âmbito do PIBID/CAPES da UFRB, mais especificamente o Subprojeto “Física / Interdisciplinar – Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo” em curso na desde julho de 2011. O projeto volta-se para a formação-iniciação de professores no contexto das classes multisseriadas, e envolve uma equipe de vinte membros, entre estudantes das licenciaturas em Física, Letras, Matemática e Pedagogia, e professores da escola básica. Os resultados apontam que a experiência: contribuiu para dar visibilidade ao tema no âmbito interno da Universidade e da Secretaria Municipal de Educação; ensejou o desenvolvimento de práticas inovadoras no âmbito das escolas, contribuindo assim para a formação dos licenciandos. Palavras-chave: Formação de professores do campo. Classes Multisseriadas. Educação do campo. GD 2- PÔSTERES 1) PROINFANTIL E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES RIBEIRINHOS NO MARAJÓPA: UMA ANÁLISE DA FORMAÇÃO A PARTIR DO MEMORIAL DO PROFESSOR CURSISTA Dorilene Pantoja Melo - Universidade Federal do Pará RESUMO O estudo é parte constitutiva da pesquisa de mestrado que está sendo realizada no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Pará que tem como foco identificar as contribuições do Programa PROINFANTIL para a formação dos professores ribeirinhos que atuam na Educação Infantil, em escolas ribeirinhas, no município de Ponta de Pedras, localizado na Região do Marajá, no Estado do Pará. Para sua elaboração foram analisados os memorial dos Professores Cursistas produzidos durante sua participação nos processos de formação e auto-formação promovidos pelo Programa, observando seus pontos positivos e fragilidades. Palavras Chaves: PROINFANTIL; Formação de Professores; Educação Infantil; Educação do Campo; Populações Ribeirinhas. 2) EXPERIMENTOS COM LINGUAGENS, ARTE E MÍDIAS: O CASO DA TURMA OSÉIAS DE CARVALHO Monique Lima de Oliveira Maria José Silva Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 20 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco RESUMO A presente comunicação visa a narrar as experiências do Laboratório de Linguagens, Arte e Mídias da Turma Oséias de Carvalho, primeira turma da Licenciatura em Educação do Campo (LEC) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A LEC é um Curso de Graduação, no qual estudam 54 sujeitos assentados da reforma agrária e povos tradicionais do Estado-RJ. Criado a partir de edital PRONERA/2009, as bases pedagógicas do curso foram construídas por educadores da universidade, em diálogo com os movimentos sociais e sindicais do campo. O Laboratório, componente curricular da LEC, desenvolve atividades com artes e visualidades: cinema, teatro, fotografia etc. Possibilitando aos educandos outras leituras e releituras de mundo com base na comunicação experimental e promovendo outras formas de produção de conhecimento em busca da razão sensível. As oficinas abordam: a. exibição de filmes acompanhados de debates e registros escritos (caderno reflexivo); b. Teatro e Cinema político – revisitando os anos 1960-70; c. Leitura de imagens e histórias de vida a partir das fotos de Sebastião Salgado; d. Criação do Zine LEC. Palavras-chave: Educação do Campo. Formação de educadores/as. Arte, imaginação e criatividade. Memórias das lutas sociais. 3) JOGOS DIDÁTICOS NA MATEMÁTICA Cecília de Fátima C. B. R. de Almeida Genelice Maria dos Santos Genilson Manoel da Silva Irismar Manoel dos Santos Jaíra Maria da Silva Cleonildo José dos Santos Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco RESUMO Incentivar o gosto pelos números no ensino fundamental II é algo que vem sendo muito trabalhoso fazer. Reconhecer a importância dos números e da literatura, onde esse hábito já deveria estar formado, é o que os projetos dos alunos do PIBID vêm propor. Neste sentido, a matemática e a literatura vêm se destacando a cada dia, mostrando os seus verdadeiros valores, sendo também o caminho que levou os alunos a se sentirem seguros e a desenvolver a imaginação, personalidade e o raciocínio lógico. Dando possibilidade a eles se encontrarem a partir das personagens dos contos de fadas e dos jogos matemáticos. Palavras-chave: PIBID; Matemática; Docência. 4) A PRÁTICA DOCENTE DOS/AS EDUCADORES/AS DO CAMPO Renata Fabrícia Villa Nova da Silva [email protected] Ana Paula Pinheiro Gualberto [email protected] RESUMO Esse artigo tem como proposta a discussão sobre a temática Educação do Campo, caracterizada pela conquista das lutas dos movimentos sociais com os povos do campo, que rompe com olhar da Educação Rural, na qual os seus saberes eram negados e não considerados na construção do Projeto Político Pedagógico específicos da escola do campo. Buscando, assim,a adoção de políticas publicas que denotem o compromisso e o respeito com os mesmos.Sob a crítica da ausência de formação de professores para a atuação especifica no campo. Esse trabalho é resultado de uma atividade da eletiva Educação do Campo, na qual realizamos uma atividade de campo em uma escola do campo da Cidade de Caruaru, a fim de sistematizar os conhecimentos adquiridos na eletiva. Palavras-chave: Educação do Campo; Educação Rural; Formação de professores; Saberes Campesinos. 21 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 5) FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA ESCOLAS DO CAMPO: REFLEXÕES E DESAFIOS DE UMA CAMINHADA Sara Jane Cerqueira Bezerra - [email protected] Jhonatan David Santos das Neves - [email protected] Amilkiane Protázio Dino da Silva - [email protected] RESUMO O presente relato de experiência tem como objeto de estudo o processo de implantação do curso de Licenciatura em Educação do Campo - PROCAMPO da UNEAL. Este projeto faz parte de um grande objetivo da IES que visa desenvolver programas e projetos junto a grupos sociais marginalizados/ excluídos de nossa sociedade. Parte do princípio de que a Universidade é pública e para todos, sendo assim pioneira em ações como formação de educadores indígenas, trabalhos com lideranças religiosas de matriz africana, formação de educadores de movimentos sociais do campo, dentre outras ações no Estado, que.se afirma como uma IES com práticas de inclusão e compromisso social. Assim, este relato de experiência registra as atividades desenvolvidas na UNEAL, pela coordenação do Procampo durante o primeiro ano (18/09/2011 a 15/01/2013) do Convênio entre o MEC/FNDE e esta IES. O curso está dividido em duas áreas do conhecimento: Línguas, Artes e Literaturas e Ciências da Vida e da Natureza e Matemática. O currículo tem como referência principal a formação humana omnilateral e a pedagogia histórico-crítica que prevê como ponto de partida do ensino a prática social, a problematização, a instrumentalização, e a devolução a pratica social de uma forma mais elaborada. Tem como metodologia a Pedologia da Alternância (QUEIROZ, 2004), com momentos distintos realizados na universidade (Tempo-Escola) e em comunidades rurais desenvolvidas através de atividades didáticas e sociais planejadas e realizadas com os 60 estudantes (Tempo-Comunidade). Palavras-chaves: Formação; Licenciatura; Educação do Campo. 6) EDUCAÇÃO DO CAMPO E EDUCAÇÃO INFANTIL CAMPESINA: DISCUTINDO AS ESPECIFICIDADES DO CAMPO ARTICULADO COM A EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DO OLHAR DOS PROFESSORES Elaine Suane Florêncio dos Santos – UFPE/CAA Conceição Gislane Nóbrega – UFPE/CAA RESUMO A infância e a educação infantil no território do campesinato brasileiro ainda vêm se tornando objeto de reflexão dentro do espaço acadêmico e social, tendo em vista que a educação infantil campesina, como parte da educação popular, é um cenário que vem em busca de reconhecimento e de valorização como parte significativa da educação que é destinada as crianças campesinas. Essa valorização também abarca a formação docente que repercute na prática oferecida as crianças no espaço educativo. Nesta perspectiva este estudo vem discutir através do olhar dos professores a relação das especificidades do campo com a educação infantil, tendo como base teórica Arroyo (2006, 2011) Molina (2002), Sarmento (1997, 2004), ARENHART (2007) dentre outros. Neste sentido, este estudo trás um recorte da pesquisa de conclusão do curso de pedagogia na Universidade Federal de Pernambuco, com o intuito de contribuir para estudos acerca da educação infantil, da criança e do olhar para a formação dos professores que atuam neste espaço, levando em consideração a realidade do campesinato de acordo com cada especificidade. Palavras-chave: Educação do Campo; Infância. Educação Infantil; Especificidade. Docência. GD 3: EDUCAÇÃO DO CAMPO, AGROECOLOGIA E AGRICULTURA FAMILIAR COMUNICAÇÃO ORAL 22 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 1) PROGRAMA CONCA – SISTEMA DE PRODUÇÃO DO LICURI (Syagrus coronata, ARECACEAE): SUSTENTABILIDADE, SABERES E SABORES DA CAATINGA Aurélio José Antunes de Carvalho [email protected] Marcio Harrison dos Santos Ferreira [email protected] RESUMO Este trabalho pretende avaliar e apresentar as principais ações e produtos de um projeto de extensão que tem como foco o Licuri (Syagrus coronata (Mart.) Becc., Arecaceae) enquanto espécie nativa que garante sustentabilidade, geração de emprego e renda, e aporte para ações educativas com agricultores familiares do semiárido baiano. O Programa CONCA vem sendo desenvolvido desde 2012 com a participação de 511 indivíduos/atores sociais em municípios de quatro Territórios de Identidade do Estado da Bahia (Piemonte Norte do Itapicuru, Piemonte da Diamantina, Bacia do Jacuípe e Vale do Jiquiriça) e surgiu da identificação de demandas de agricultores familiares e de suas organizações em parceria com o IF Baiano (Campus Senhor do Bonfim e Santa Inês). O público-alvo são agricultores(as) familiares com renda familiar em torno de um salário mínimo, baixa escolaridade e que resistem à processos de expulsão por meio da organização empreendida especialmente pelas pastorais da Igreja Católica, Sindicatos de Trabalhadores Rurais e organizações associativistas. O objetivo maior é a promoção de ações na intersecção entre a Agroecologia e a Educação do Campo, ao possibilitar a aproximação e inserção de estudantes de nível superior dos Cursos de Licenciatura em Ciências Agrárias, Biologia e Geografia do IF Baiano frente ao contexto da agricultura familiar do semiárido. O programa é composto de três vertentes principais: a) Pesquisa-ação: Aspectos agronômicos e o sistema produtivo do Licuri, enfocando os sujeitos da produção e seus aspectos organizacionais, de gênero e de gerações e a constituição de uma rede interterritorial do semiárido com ênfase no licuri; b) Formação Socioambiental em Políticas Públicas, destinado a agricultores(as) e suas formas associativas, movimentos sociais, conselheiros e gestores no âmbito municipal com vistas à garantia do uso sustentável da Caatinga; e c) Fortalecimento da Rede por meio de prospecção, aperfeiçoamento e desenvolvimento de Tecnologias Sociais Apropriadas de extração e beneficiamento das amêndoas e a criação de novos produtos com a identificação dos múltiplos usos do licuri no semiárido baiano. No momento, além das ações supracitadas, encontram-se em andamento pesquisas científicas abordando diferentes aspectos ecológicos e socioeconômicos do licurizeiro, entre eles: a) Identificação da comunidade de epífitas vasculares associadas; b) Fenologia e ecologia da polinização; c) Biometria de pirênios e frutos; d) Germinação e impacto da defaunação na predação de sementes pós-dispersão; e) Identificação da fauna de dispersores de sementes; e f) Levantamento etnobotânico dos usos múltiplos do licurizeiro nas áreas de atuação do projeto. Palavras-chave: Licuri; Sustentabilidade; Educação do Campo; PROEJA; Caatinga. 2) A HORTICULTURA NO SÍTIO PINTADA NO MUNICÍPIO DE ARCOVERDE-PE Rosa Gertrudes Tavares da Silva Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde – AESA/FNDE/MEC RESUMO Este trabalho visa analisar os conceitos, os princípios e os fundamentos de sustentabilidade existentes na prática da horticultura desenvolvida no sítio Pintada em Arcoverde – PE. A problemática desse trabalho é a horticultura como principal atividade econômica para a comunidade do sítio Pintada e seus desafios para a sustentabilidade. Desenvolveu-se pelas observações no comportamento do objeto de estudo, estudo exploratório no campo de pesquisa, revisão de literatura e uma pesquisa de campo com aplicação um questionário a 30 membros da Associação de moradores horticultores. Entre as discussões do desenvolvimento da agricultura local estão os sistemas agrícolas e comercialização da horticultura local. Considera-se a prática da horticultura da comunidade como agricultura familiar fundamentada no sistema de agricultura extensiva, associativismo e comercialização enfrentando os desafios rumo ao desenvolvimento sustentável. Palavras-chave: Agricultura Familiar; Horticultura; Comercialização; Sustentabilidade; Sítio pintada. Arcoverde-PE. 23 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 3) RELAÇÃO ENTRE REPRODUÇÃO SOCIAL DOS AGRICULTORES E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE JOVENS NO CONTEXTO DA AGRICULTURA FAMILIAR Manoel dos Santos – UESC - [email protected] Carlos Henrique de Sousa Medrado - [email protected] RESUMO O artigo trata das políticas de educação profissional implementada pelo Estado brasileiro buscando estabelecer articulação com a participação juvenil no processo de qualificação para a inserção produtiva no contexto da agricultura familiar, com vistas a favorecer a formação de novas gerações para a geração de oportunidade de trabalho e renda com dignidade e cidadania em uma perspectiva crítica. Dessa forma, apresenta-se um contexto caracterizando os desafios e possibilidades sobre a educação profissional para formação de jovem no contexto da agricultura familiar, enquanto mecanismo de garantia de possibilidades profissionais de transformação da realidade social na qual está inserido, através de projetos produtivos na agricultura familiar e da construção do conhecimento e do exercício pleno da cidadania visando superar uma lógica de educação para o trabalho produtivo orientado pelos princípios do capitalismo. Palavras-chave: Juventude; Educação Profissional; Agricultura Familiar. 4) AÇÃO EXTENSIONISTA DE ESTUDANTES DA ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA DO SERTÃO (EFASE): A HORTA VERÃO COMO UMA TECNOLOGIA VIÁVEL PARA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO Djavan da Silva Izabella Lírio de Souza Donizete Silva Santos Gabriel Troilo RESUMO As dificuldades encontradas para o desenvolvimento da agricultura familiar no semiárido vão muito além do enfrentamento da seca, se relevam principalmente pelas poucas e ineficientes políticas públicas voltadas para a pequena agricultura. Os agricultores do município de Campo Formoso (BA), que, assim como muitos outros localizados no polígono das secas, sofrem as consequências da precarização dos serviços públicos. Entretanto, existem diversas ações que objetivam reverter este quadro. Dentre elas está a intervenção dos estudantes da Escola Família Agrícola do Sertão (EFASE) na consecução de projetos e ações extensionistas voltadas para o desenvolvimento de tecnologias de convivência com o semiárido. No sentido de buscar alternativas que viabilizem uma produção agroecológica de alimentos, economicamente viável, ambientalmente aceitável e socialmente justa, que um grupo de estudantes da EFASE desenvolveu uma ação de aprendizado de horticultura adaptada ao semiárido com agricultores do povoado de Varzinha, município de Campo Formoso (BA). Nesta ação os estudantes construíram as práticas abordando a horta verão como uma tecnologia agroecológica capaz de produzir alimentos mesmo durante o período de escassez de água, mostrando que de fato outro tipo de agricultura é possível se praticar a partir de tecnologias populares. O objetivo do presente trabalho foi apresentar a ação extensionista dos estudantes da EFASE assim como seus resultados, dentro do contexto da educação do campo empreendida na escola família agrícola e suas consequências no processo de desenvolvimento da agricultura familiar agroecológica no semiárido baiano. Palavras-chave: Horta verão; Convivência com o Semiárido; Agricultura Familiar; Agroecologia. 5) A PRÁTICA DA OLERICULTURA NO SEMIÁRIDO BAIANO: COMO A IRRIGAÇÃO ALTERNATIVA PODE CONTRIBUIR COM A SOBERANIA ALIMENTAR DOS AGRICULTORES FAMILIARES DA REGIÃO SISALEIRA Jaqueline Pereira de Andrade Ana Kelly de Andrade Pereira Eliane Barbosa dos Santos Escola Família Agrícola do Sertão (EFASE) 24 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco RESUMO O semiárido baiano é característico pela baixa pluviosidade, perante isso os agricultores familiares, grande parte da população dessa região, tem a necessidade de aproveitar mais eficientemente a água na produção. A base de subsistência dessas famílias é a agricultura de pequena escala, onde elas têm a autonomia pra produzirem seus próprios alimentos. Na falta de políticas publicas e de um amparo do Estado para garantir o desenvolvimento desta região, ações extensionistas de estudantes de Escolas Família Agrícola (EFA’s) tem garantido o avanço da autonomia produtiva dos agricultores do sertão. Para tanto os estudantes das EFA’s que seguem a pedagogia da alternância tem no tripé ação-reflexão-ação o suporte para sua formação. Este método propõe o aprendizado no espaço familiar ou na comunidade de origem, seguido do compartilhamento desses saberes no ambiente escolar, refletindo sobre eles em bases cientificas, e, por fim, o retorno para a família/comunidade, para a multiplicação desse conhecimento. O objetivo do presente trabalho é apresentar uma ação extensionista praticada por estudantes da Escola família Agrícola do Sertão (EFASE) visando fortalecer a produção agroecológica em comunidades de agricultura familiar da região sisaleira do semiárido baiano através da construção de modelos de sistemas de olericultura com técnicas alternativas de irrigação. Para tanto os estudantes da EFASE incentivaram agricultores familiares do povoado Salgado, município de Monte Santo (BA), a construírem hortas com sistemas de irrigação alternativa pela a utilização de garrafas PET e lonas para a contenção da água na leira, evitando lixiviação. Além de aproveitar de maneira mais eficiente a água na irrigação, este sistema incentiva os produtores a reutilizarem as garrafas PET em substituição dos canos PVC. A partir desta ação os estudantes da EFASE difundiram tecnologias sociais para melhorar a produção e garantir a soberania alimentar pela presença de condimentos e verduras nas mesas dos agricultores. Palavras-chave: Agricultores familiares; Olericultura; Escolas Família Agrícola 6) ATUAÇÃO DOS EDUCANDOS DA ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA DO SERTÃO NA PERSPECTIVA DA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO Gilmar dos Santos Andrade - Escola Família Agrícola do Sertão RESUMO A Pedagogia da Alternância realizada pelas Escolas Famílias Agrícolas – EFAs vêm se constituindo como uma das experiências mais exitosas em educação do campo. Existe uma diversidade de trabalhos acerca das mais variadas experiências educacionais empreendidas pelas EFAs. Com isso, esse trabalho visa iniciar uma reflexão em torno da convivência com o Semiárido, realizado pela Escola Família Agrícola do Sertão – EFASE, em Monte Santo – BA, refletindo a atuação dos educandos nas comunidades camponesas. Palavras-chave: Covivência com Semiárido; Pedagogia da Alternância; EFAs. GD 3 - PÔSTER 1) UM DIAGNÓSTICO DO PROCESSO DE TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA NO ASSENTAMENTO CHICO MENDES III Danyelly Crystyne Sena de Araújo – UFRPE [email protected] Élida Rafisa - UFPE [email protected] RESUMO O presente trabalho trata sobre o processo de transição agroecológica que vem ocorrendo no assentamento Chico Mendes III, na zona rural do município de São Lourenço da Mata, nas terras do antigo Engenho São João, no estado de Pernambuco, Brasil, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável por meio de práticas da Agroecologia, através assistência aos assentados com o intuito de que sejam adotadas tecnologias alternativas, além de uma assistência técnica no processo de transição da agricultura convencional 25 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco para a agricultura de base sustentável. A atual demanda da sociedade por modelos de desenvolvimento mais sustentáveis evidencia a necessidade de transformações no modelo de agricultura vigente, uma vez que o uso indiscriminado de agrotóxicos vem causando grandes prejuízos tanto à saúde dos agricultores como nos consumidores, além de contaminar os solos com os resíduos químicos. Sendo assim, a transição implica na utilização de metodologias para uma intervenção participativa, que seja capaz de incluir os atores nos processos decisórios para uma melhoria na qualidade de vida e que atenda suas necessidades na construção de novos modelos de agricultura sustentável. Palavras-chave: Transição; Agroecologia; Agricultura Familiar 26 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco GD 4: EDUCAÇÃO DO CAMPO, MOVIMENTOS SOCIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS COMUNICAÇÃO ORAL 1) RETRATOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL DO/NO CAMPO: UM OLHAR SOBRE A REALIDADE DE BOM JESUS DA LAPA Cíntia Lopes Vieira De Jesus - [email protected]. Márcia Luise Cardoso Neves - [email protected] Elenice de Brito Teixeira Silva - [email protected]. RESUMO Este trabalho é resultado da pesquisa desenvolvida como trabalho de conclusão de curso, que teve como objetivo analisar como tem se estruturado a Educação Infantil Campesina no município de Bom Jesus da Lapa – BA, no contexto das políticas públicas implementadas a partir de 1990. A pesquisa foi motivada pela leitura de documentos que reconhecem a Educação Infantil como um direito de todas as crianças de 0 a 5 anos de idade, como a Constituição de (1988), a LDB 9.394/1996 e a Resolução 05/2009, que firmou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Para discutir concepções educação infantil e educação do campo, dialogamos com autores como Kramer (2003), Kuhlmann Júnior (2004) e Caldart (2004. A metodologia utilizada foi de cunho qualitativo e do tipo estudo de caso. Os instrumentos de coleta de dados foram a entrevista semiestruturada, observação, questionário e análise documental. A análise de dados permitiu evidenciar que não há uma política de educação infantil do campo neste município, e sim políticas de educação infantil municipal que são efetivadas no campo, mas que ainda não incorporam as especificidades da infância campesina. Desse modo, reforçamos a ideia de que os elementos apresentados são indicativos de que a educação infantil do campo nesse município ainda enfrenta o desafio de criar espaços e ofertar vagas em instituições apropriadas para o atendimento às crianças pequenas, bem como, formular uma proposta pedagógica que atenda as necessidades e interesses das crianças do campo. Palavras-chave: Educação Infantil; Educação do campo; Políticas Públicas. 2) AS POLÍTICAS CURRICULARES PARA EDUCAÇÃO DO CAMPO: UM OLHAR A PARTIR DA DESOBEDIÊNCIA EPISTÊMICA DOS POVOS CAMPESINOS Girleide Tôrres Lemos – PPGE/UFPE Denise Xavier Torres – PPGE/UFPE RESUMO Este artigo traz o resultado da pesquisa bibliográfica da pesquisa de Mestrado desenvolvida na Universidade Federal de Pernambuco. O estudo pauta-se na discussão sobre a luta dos povos do campo por uma educação específica e diferenciada, Educação do Campo, para a superação de sua condição histórica de povos silenciados e subalternizados, configurando a Desobediência Epistêmica. Objetivamos compreender a Desobediência Epistêmica nas Políticas Curriculares para a Educação do Campo através dos Estudos PósColoniais Latino-Americanos, nestes estudos os povos campesinos são os sujeitos da resistência no e do campo, onde a educação escolar compreende um instrumento de luta e resistência dos povos. Concluímos que, as Políticas Curriculares para a Educação do Campo constituísse como proposta educativa que apresenta os diferentes contextos socioculturais, colocando em dúvida as múltiplas certezas e postulados de uma totalidade teórica dominante. E caracterizam-se como Identidade em Política, quando toma a educação como ferramenta de luta na construção de conhecimento na sociedade. Palavras-chave: Desobediência epistêmica; Educação do Campo 27 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 3) SECAS NO NORDESTE E A PRIVAÇÃO DE CAPACIDADES José Jaime da Silva - UFPE/CAA - [email protected] RESUMO O objetivo deste artigo é analisar o problema das secas no Nordeste sob o conceito de privação de capacidade de Amartya Sen. As condições de vulnerabilidade e pobreza da população no Nordeste ao longo do tempo motiva o artigo. Foram utilizados dados do IBGE para fazer uma analise descritiva dos dados, guiada pelos apontamentos de Sen sobre desenvolvimento como liberdade e pobreza como privação de capacidade. Este conceito leva em conta a multidimensionalidade da pobreza e como esta agrava o a situação da população nas secas, sendo esta uma das hipóteses levantadas. Outra hipótese é que a distribuição de terras é afetada negativamente pela privação de capacidade durante as estiagens. Como resultado, percebeu-se que a distribuição de terras é afetada negativamente pela privação de capacidade da população e que fatores sociais e relações de poder influenciam na manutenção dos problemas relacionas causados pela seca. A pobreza de capacidade é importante para entender o fenômeno da seca e sua persistência. Além disso, políticas de combate à seca de renda raramente tem ampliado a capacidade da população de conviver com esta. Palavras-chave: Secas; Privação de capacidades; Pobreza; Desenvolvimento; Desigualdade. 4) A JUVENTUDE RURAL NA PERSPECTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR A PARTIR DO MOVIMENTO SINDICAL RURAL EM SÃO JOSÉ DA TAPERA/AL Maria Edneide Alves do Nascimento Santos – UFAL - [email protected] Isabel Cristina Pereira de Oliveira – UFAL - [email protected] RESUMO Este trabalho tem por objetivo apresentar a participação da juventude rural para a promoção do desenvolvimento da agricultura familiar em São José da Tapera/AL. Retrata-se nesse processo o protagonismo da juventude em relação à luta pelo progresso rural, enfatizando a percepção das demandas e problemáticas inseridas no meio da agricultura, dando ênfase na agricultura familiar do município. A metodologia utilizada é a pesquisa-ação a partir do projeto de extensão da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) – Campus Sertão, intitulado “o papel da juventude rural na agricultura familiar de São José da Tapera/AL”. Os resultados mostram que a existência da Comissão de Jovens dentro do Sindicato Rural é um fator primordial para a promoção do protagonismo da juventude rural e, pode-se notar que a mesma consiste em um grupo de jovens rurais que apresentam aspectos de liderança em suas comunidades de origem, e apresentam uma visão de luta por seus direitos. A juventude rural do município, a partir de suas ações, intensifica cada vez mais suas articulações em prol de pleitear e conquistar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, almejando sempre o desenvolvimento rural do município. Palavras-chave: Juventude Rural; Desenvolvimento Rural; Agricultura Familiar; Sindicalismo Rural. 5) UMA ANALISE DA PRESENÇA DO SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS (STR) NA COMUNIDADE DO CÓRREGO, AMARGOSA-BA Fernando dos Santos Alexandre - PIBID/UFRB - [email protected] Laura Sued Brandão Santos - PIBID/UFRB - [email protected] Maria Conceição Andrade da Silva - PIBID/UFRB - [email protected] Fábio Josué Souza dos Santos - PIBID/UFRB - [email protected] RESUMO Este trabalho é um recorte de uma pesquisa maior que está sendo realizada no âmbito do “Subprojeto de Física / Interdisciplinar – Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo”, vinculado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), edição 2011-2013. Este trabalho pretende discutir a relação de algumas comunidades rurais do município de Amargosa-Ba, com o Sindicato de Trabalhadores Rurais (STR). Propomos-nos a apresentar o 28 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco contexto sócio-histórico-econômico das comunidades rurais que cercam a Escola Municipal Senador Josaphá Marinho, considerando a necessidade de se promover uma experiência de iniciação à docência que proceda a compreensão dos contextos onde se situa a escola. Os dados são desafiadores, pois indica uma ação assistencialista, direcionada para a intermediação do acesso a políticas sociais que, embora importantes, não são suficientes para garantir vida digna no campo e assegurar o acesso escolar dos filhos e filhas dos trabalhadores do campo ao meio educacional. Palavras-chave: Sindicalismo Rural; Sindicato dos Trabalhadores Rurais; Educação do Campo; AmargosaBA. 6) EDUCAÇÃO DO CAMPO E LUTA PELA TERRA: CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS FUNDADAS EM UM PROJETO POPULAR DE DESENVOLVIMENTO DO CAMPO Gabriel Troilo Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; Escola Família Agrícola do Sertão RESUMO Este trabalho foi elaborado pelo presente autor como atividade da Pós-graduação em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro. O objetivo foi levantar uma reflexão sobre as concepções pedagógicas construídas no processo de luta pela terra sob a perspectiva de um Projeto Popular de desenvolvimento do campo. Para tanto foram levantados os processos que geram a exclusão dos povos do campo ao longo do desenvolvimento de nosso país, como a concentração de terras e riquezas por uma elite agrária, assim como o reflexo direto destes processos na formas de educação rural instituídas, sempre interessadas em manter o camponês no atraso e frear seu potencial de desenvolvimento e organização. A escola do campo e suas concepções pedagógicas são analisadas como produto e processo da luta pela terra e reconquista dos territórios, necessárias para o desenvolvimento da identidade e autonomia dos sujeitos que empreendem a construção de uma outra realidade para o campo. Palavras-chave: Educação do campo; Reconquista dos territórios; Projeto Popular. 7) EDUCAÇÃO DO CAMPO: REALIDADE, LUTA E PERSPECTIVAS À LUZ DO FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO Maria do Socorro Valois Alves – PPGE/UFPE RESUMO A discussão sobre educação do campo, no Brasil, insere-se numa discussão mais abrangente que aponta para elementos como a reestruturação no padrão de desenvolvimento econômico e a ampliação do processo de democratização. Tais elementos, constituintes de uma nova perspectiva socioeconômica e política, configuram-se como polêmicos no contexto de diversos projetos de sociedade, historicamente em disputa. A educação como política pública implica na discussão sobre os meios utilizados para implementá-la, especialmente os advindos da intervenção estatal, entre os quais se destaca o aporte de recursos financeiros como condição indispensável. Esse artigo discute o financiamento da educação do campo à luz do atual modelo de financiamento da educação básica. Palavras- chave: Financiamento; Educação do Campo.; Política Social; Movimentos Sociais. 8) INCLUSÃO ESCOLAR NO CAMPO: UMA ESCOLA PARA TODOS Girlene Santos de Santana [email protected] RESUMO Este artigo apresenta uma pesquisa realizada com base em levantamentos bibliográficos e de uma pesquisa acompanhada por uma entrevista, dirigida a dois professores de uma escola do campo, com o intuito de aprofundar, problematizar e entender, os desafios e problemáticas da “Inclusão Escolar: Uma Escola Para Todos”, analisando as impossibilidades, dificuldades e carências, encontradas na escola do campo, no que se 29 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco refere à falta de políticas publicas, infraestrutura nas escolas do campo para atender os alunos com necessidades educacionais especiais e ausência de materiais didático-pedagógicos. Palavras-chave: Inclusão escolar; Escolas do campo; Necessidades especiais. 9) EDUCAÇÃO DO CAMPO E LICENCIATURA INTERCULTURAL PARA OS POVOS INDÍGENAS DO ESTADO DE PERNAMBUCO: DIÁLOGO INTERCULTURAL COMO POSSIBILIDADE PARA UMA EDUCAÇÃO IDENTITÁRIA E EMANCIPATÓRIA Nívea Roberta Moraes Barbosa Lemos – UFPE/CAA - [email protected] Allany Calaça da Silva – UFPE/CAa - [email protected] Maria Guadalupe de Araujo Silva –UFPE/CAA - [email protected] RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar reflexões acerca da educação do campo dos povos indígenas, suas organizações sociais, e da educação intercultural como elo de diálogos entre os sujeitos sociais, diálogo este revestido de conhecimento, respeito, sensibilidade e subjetividade. Sendo este o resultado do trabalho de monitoria realizado por nós estudantes do 7° período do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco - Campus Agreste no módulo “Movimentos Sociais, Lutas e Organizações Indígenas” do Curso de Licenciatura Intercultural da mesma instituição, que ocorreu nos dias 13 a 16 de setembro de 2010, onde estavam presentes os seguintes povos de Pernambuco: Xukuru, Kambiwá, Truká, Tuxá, Pankará, Pankararú, Kapinawá, Fulni-ô, Atikum, as docentes responsáveis pelas aulas foram às professoras doutoras Allene Lage, Ana Maria de Barros e Fátima Aparecida da Silva. A partir desta experiência sistematizamos a concepção dos professores indígenas sobre educação do campo, educação intercultural e suas organizações sociais, seus objetivos, e dimensão educativa da mesma. Diante disto desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, com estudo de caso, entrevistas semi- estruturadas, observação participante onde buscamos identificar as organizações sociais indígenas em prol da educação que se identifique com a identidade, cultura para compreender a Educação do Campo como construção de um paradigma de solidariedade e espaço intercultural. Buscando trazer com este estudo contribuições para o contexto atual da educação brasileira. Palavras-chave: Educação do Campo; Educação Indígena; Organizações Sociais. 10) EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: UM DIREITO EM CONSTRUÇÃO Delma Josefa da Silva – PPGE/UFPE/FAFICA Michele Guerreiro Ferreira – PPGEDUC/UFPE/FAFICA RESUMO Este artigo aborda sobre uma atuação educativa no campo profissional desenvolvida no período de 2000-2010 numa organização não governamental em Pernambuco. Nosso objetivo é dar a conhecer como os quilombolas enquanto sujeitos políticos transcendem o enquadramento perpetrado pelo Estado Imperial denominando-os como “negros fugidos” e conquistam no século XX a categoria de sujeitos de direito. Afiliamo-nos aos estudos que tratam das Africanidades Brasileiras: Henrique Cunha (2010) e Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (2009) e às Teorias dos Estudos Pós-Coloniais Latino-Americanos: Quijano (2007), Fanon (2008), Diop (2009). Na Introdução discorremos sobre a construção do quilombola histórica e politicamente; em seguida abordamos os Quilombolas como sujeitos políticos em África e Américas para adentrarmos no debate educacional sob o título Educação Escolar Quilombola. Por fim, nas Considerações refletimos sobre as identidades e territorialidades dos sujeitos e os desafios para a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola. Palavras-chave: Educação; Território Quilombola; Política Curricular; Quilombola. 30 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 11) POLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDE DO CAMPO: UMA EXPERIÊNCIA EM SANTA CATARINA Olga Celestina da Silva Durand Universidade Federal de Santa Catarina Suzy de Castro Alves Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina RESUMO O estudo analisa a Política Pública implementada para jovens da agricultura familiar de SC. Questiona e investiga quem eram esses jovens do Programa ProJovem Campo Saberes da Terra, seus interesses e expectativas sobre os processos educativos. Buscamos autores, como Sposito (2003); Camacho (2004); Charlot (2002); Abad (2003); Pais (1996); Margulis, (1996), para discutir sobre a juventude, e nos indicam categorias que identificam jovens e sua condição juvenil. Abramovay (1998) fala do jovem do campo e chama atenção para o êxodo rural. Autores que discutem os jovens catarinenses, Stropasolas (2006); Durand (2002). A metodologia escolhida coloca-se no âmbito da pesquisa qualitativa, análise dos documentos, acompanhamento das ações dos docentes, questionários aplicados aos professores (das áreas do conhecimento e técnicos da qualificação profissional) e aos estudantes. Trabalho junto aos professores em oficina desenvolvida na formação continuada do Programa. Os dados foram analisados de forma a esclarecer, interpretar e explicar o fenômeno estudado, buscando responder as questões formuladas. Palavras-chave: Juventude do campo; Política Pública; Escolarização; Qualificação e Socialização 12) DESAFIOS E CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO POPULAR PARA A FORMAÇÃO DE EDUCADORES DO CAMPO NA PERSPECTIVA DA EMANCIPAÇÃO HUMANA, UMA ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DO PROJOVEM CAMPO – SABERES DA TERRA (EDIÇÃO 2008) JUNTO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS POPULARES DE PERNAMBUCO Karla Tereza Amélia Fornari de Souza Educadora Popular/NUPEFEC /PPGE-UFPB RESUMO Reflexões sobre as experiências de Formação de Educadores do Campo dos Movimentos Sociais Populares de Pernambuco- realizadas pela UFPE-, desenvolvidas durante a edição 2008 do Programa ProJovem Campo – Saberes da Terra. Intencionalmente na perspectiva da Educação Popular, a fim de verificar suas contribuições, alcances e limites na perspectiva da emancipação dos sujeitos e grupos envolvidos. Ao analisar alguns dos caminhos percorridos pretendo identificar, problematizar, cientificizar os processos vivenciados. Suas construções, contradições, desafios e possibilidades enquanto contributo para a transformação social na perspectiva da Emancipação humana e na intencionalidade de consolidação de uma Educação do Campo Emancipatória frente às atuais demandas culturais, políticas e econômicas, por meio do trabalho educativo, politicamente engajado, socialmente vinculado à possibilidade da ‘hegemonia popular’. No sentido de que a transformação é necessária e é possível, mas que dependerá dos projetos de campo, de sociedade, de país e de desenvolvimento que se corporificam nas diversas lutas necessárias. Palavras- chave: Educação Popular; Emancipação; Formação. 13) EDUCAÇÃO DO CAMPO E SUAS DIFERENTES FORMAS DE SE REPRODUZIR: O ATO EDUCATIVO DA MARCHA DAS MARGARIDAS Vânia Marques Pinto - [email protected] Cassiana Mendes dos Santos Almeida - [email protected] RESUMO Este artigo tem por finalidade fazer uma reflexão sobre o caráter educativo e o trabalho num viés emancipatório, de uma grande mobilização da Contag realizada por mulheres trabalhadoras rurais, qual seja, a Marcha das Margaridas. Tem como base empírica a última marcha que aconteceu em 2011. A intenção é 31 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco evidenciar como a educação do campo caminha junto com estas ações desenvolvidas pelos movimentos sociais e se fortalece por meio dessas práticas educativas. Palavras-chave: Marcha das Margaridas; Trabalho; Educação do Campo 14) TRABALHO COOPERATIVO NA FRONTEIRA DE OUTRA LÓGICA DE DESENVOLVIMENTO DO CAMPO: A EXPERIÊNCIA DA ASCOOB COOPERAR Gracieda dos Santos Araújo – UFRB - [email protected] RESUMO Este artigo trata de discutir o projeto de desenvolvimento e de educação que interessa à classe trabalhadora do campo, tendo como contexto da análise o cooperativismo de crédito rural solidário. Este estudo se baseia em uma abordagem qualitativa e, como suporte metodológico, o estudo de caso envolvendo a Cooperativa de Crédito Rural ASCOOB COOPERAR, situada no Território do Sisal, região semiárida da Bahia. Assim, busca-se analisar as contribuições do cooperativismo de crédito rural solidário no processo de fortalecimento do tecido social e inclusão socioeconômica dos trabalhadores do campo e a relação da escola com as lutas comunitárias dos camponeses, tendo como objeto da análise a Comunidade rural de Carnaíba de Cima, município de Tucano-BA.O estudo apontou os desafios da reformulação da política de educação para as escolas do campo, tendo em vista um projeto político pedagógico pautado na cooperação como paradigma para a construção de outra lógica societária e produtiva para o campo. Palavras-chave: Desenvolvimento; Educação rural; Educação do campo; Cooperativismo de Crédito Solidário 15) O CARÁTER EDUCATIVO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS Ana Claudia Pessôa da Silva PPGE/UFPE RESUMO O Surgimento dos Movimentos Sociais está ligado à contestação da nova ordem, tendo como fundamento a existência de interesses antagônicos em numa sociedade e seus desdobramentos a partir dos conflitos. Para Boneti (2007), os movimentos sociais hoje, apresentam-se como uma expressão de contra-hegemonia a um projeto econômico e político mundial de homogeneidade social, de produção econômica, de manifestação cultural e de consumo, para os quais, a noção de cidadania é tomada tanto como estratégia, do ponto de vista da melhoria das condições de vida, quanto como tática - construção metodológica, do processo educativo na luta que é o próprio caminho rumo ao horizonte traçado. Nossa perspectiva aqui é de trazer um breve apanhado histórico das práticas educativas de alguns movimentos sociais, para buscar compreender sua relação com a construção de uma educação do campo, e a contribuição das respectivas práticas na construção de políticas de Estado (públicas) para a educação. Os movimentos sociais populares do campo têm no Movimento Permanente sua pedagogia e ferramenta mais constante, em todos os períodos históricos e a educação do campo bebe de forma especial nas práticas do MST e da educação popular de forma mais ampla. Por fim, a perspectiva de classe e a valorização do trabalho, da cooperação e da autonomia marcam em maior ou menor proporção os diferentes Movimentos sociais por nós abordados neste texto. No tocante à educação do campo, os movimentos sociais do campo constituíram os marcos fundamentais na construção do conceito de educação do campo, transformando-a em “bandeira de luta” a partir da qual se assume enquanto sujeitos enquanto reivindicam a democratização do país, através do reconhecimento dos direitos subjetivos que possuem (e lhes são negados), como trabalhadores , como camponeses, como seres humanos. Palavras-chave: Movimentos Sociais. Escola da Vida. Sujeitos Coletivos. 32 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco GD 4 - PÔSTER 1) PRONERA - UFC E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ESTADO DO CEARÁ Lara Shaina Lopes Borges – UFC - [email protected] Amanda de Lima Silva – UFC - [email protected] Elizangela Maria Lopes Soares – UFC - [email protected] Maria Aparecida Silva Florêncio – UFC - [email protected] RESUMO O presente artigo tem como objetivo abordar a Educação do Campo, PRONERA e apresentar a atuação da Faculdade de Educação, da Universidade Federal do Ceará, vinculada a esta Política Pública, na luta pela Reforma Agrária, através do desenvolvimento de projetos voltados para a Educação de Jovens e Adultos do campo. A metodologia abordada se deu a partir de referencial teórico e observação das vivências e ações dos bolsistas no campo. Desta forma, a discussão que vamos empreender corrobora para a reflexão sobre as políticas públicas destinadas à modalidade de educação supracitada, além de socializar a iniciativa dos Projetos desenvolvidos pela Faculdade de Educação- UFC com o intuito de contribuir na formação de cidadãos do campo capazes de serem sujeitos de sua história. Palavras-chave: PRONERA; Educação do Campo; EJA. 33 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco GD 5: EDUCAÇÃO DO CAMPO, GESTÃO E PRÁTICAS EDUCATIVAS COMUNICAÇÃO ORAL 1) A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO DAS CLASSES MULTISSERIADAS NAS ESCOLAS DO CAMPO Maria Conceição Andrade da Silva - [email protected] RESUMO Este trabalho pretende problematizar o ensino e a aprendizagem da Educação Infantil no contexto de uma classe multisseriada localizada da Escola Municipal Senador Josaphá Marinho, situada na comunidade do Córrego, Amargosa-Ba. A pesquisa se insere nas atividades desenvolvidas no âmbito do PIBID, Subprojeto “Física / Interdisciplinar Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo”, ao qual estamos vinculada desde julho de 2011. Uma das atividades tem sido a investigação do ensino e aprendizagem. Objetivamos entender como é o processo da aprendizagem da Educação Infantil no contexto das classes multisseriadas ao tempo que são agrupados crianças do ensino fundamental series iniciais com a Educação Infantil, quais são as vantagens desse modo de organização pedagógica? As leis que legitimam e asseguram a garantia da educação, coloca que em nenhuma hipótese a Educação Infantil poderá ser agrupada com demais series. Metodologicamente a pesquisa pautou-se em observações participativas e conversas informais, as quais permitiram ter o contato direto com a turma. As analises apontam que apesar da lei não permitir o agrupamento das modalidades de ensino, é necessária para a aprendizagem das crianças na própria comunidade, tendo como pontos positivos a aprendizagem significativa dos educandos, a sociabilidade e interação, mostrando-nos que é possível aprender num ambiente heterogêneo. Palavras - chave: Educação Infantil; Classes Multisseriadas ; Educação do Campo 2) DESAFIOS E PERSPECTIVAS QUE ASSEGUREM A PERMANÊNCIA DOS EDUCANDOS (AS) NO PROGRAMA DE EJA NO ASSENTAMENTO MOCAMBO EM VITORIA DA CONQUISTA LEILA DA SILVA SOUSA Movimento Dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST RESUMO O artigo tem com objetivo analisar as perspectivas e desafios da EJA, na tentativa de assegurar a permanência dos Jovens e Adultos no Assentamento Mocambo. Para tanto, foram realizada entrevistas com educandos e observação das aulas. Os resultados obtidos revelaram que as práticas pedagógicas de sala de aula, devido muitos problemas enfrentados, tanto pelos educandos, quanto pela educadora e coordenação. E ainda, não são levados em consideração no desenvolvimento dos Programas, mas, que, sem dúvidas vem acarretando ao desestímulo dos educandos, contribuindo para a não permanência na sala de aula. Todos esses problemas são enfrentados devido à forma como foi e é pensada e organizada a EJA no Brasil, como políticas compensatórias. Embora o MST tenha sua proposta de educação, esta por questões econômicas e forças opositoras, que insiste ser contra esta proposta educacional, acaba por caminhar de acordo os programas desenvolvidos o que limita a implantação de uma proposta de educação diferente, que defende valores humanistas e socialistas. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Desafios; Perspectivas 34 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 3) DESAFIOS A RESIGNIFICAÇÃO DA PRÁTICA EDUCATIVA NUMA ESCOLA DO CAMPO Sivaldo de Oliveira Silva [email protected] Centro de Ensino Superior de Arcoverde – CESA RESUMO O presente trabalho é fruto de uma pesquisa realizada sobre a prática educativa de uma escola, analisando principalmente se há contextualização do currículo, a integração dos saberes tradicionais aos saberes da comunidade e valorização de suas práticas. Pretende-se assim, conhecer quais temáticas relacionadas ao campo são estudadas na escola, se tem conhecimento da existência das associações comunitárias, das tecnologias alternativas para convivência com o Semiárido, entre outros. A pesquisa foi realizada com educandos e educadores na Escola Estadual Vigário João Inácio, no município de Buíque, localizado no agreste pernambucano. Por meio deste, pretende-se contribuir na ressignificação do currículo, das práticas desenvolvidas e da forma como são tratados os saberes e conhecimentos dos estudantes e comunidades. Palavras-chave: Educação do Campo; Prática Educativa; Sujeitos do campo. 4) UMA ANÁLISE DOS MATERIAIS DIDÁTICOS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA EM UMA ESCOLA MULTISSERIADA DO CAMPO Laura Sued Brandão Santos - PIBID/UFRB - [email protected] Fernando dos Santos Alexandre - PIBID/UFRB - [email protected] Fábio Josué Souza dos Santos - PIBID/UFRB - [email protected] RESUMO O presente trabalho apresenta dados preliminares de uma pesquisa que vem sendo feita em uma escola multisseriada, do campo, no município de Amargosa-Ba no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), “Subprojeto Física / Interdisciplinar – Classes Multisseriadas nas Escolas do Campo”. O trabalho tem como foco investigar e analisar a forma de como estão sendo trabalhados os diferentes materiais didáticos utilizados no ensino de Matemática e Ciências na única turma existente na Escola Municipal Senador Josaphá Marinho, que reúne 26 alunos da Educação Infantil, 1º., 2º., 3º., 4º. e 5º. ano do Ensino Fundamental I. No decorrer da pesquisa acabamos fazendo uma breve analise dos materiais didáticos e dos programas governamentais que a escola possui, pois os materiais são oriundos de tais programas. Palavras-chave: Educação do campo; Classe Multisseriada; Ensino de Matemática; Ensino de Ciências; Materiais didáticos. 5) O PROCESSO DE NUCLEAÇÃO DAS ESCOLAS DO CAMPO NO MUNICÍPIO DE URANDI - BAHIA: UMA ANÁLISE PRELIMINAR Leidjane Fernandes Baleeiro - [email protected] Eugênia da Silva Pereira - [email protected] RESUMO O presente estudo discute o processo de nucleação das escolas do Campo no Município de Urandi-Bahia, com ênfase nas percepções de professores e pais de alunos sobre o processo na Escola/núcleo situada no Povoado de Entupição. A investigação parte do seguinte questionamento: Como os pais de alunos e professores percebem o processo de nucleação das escolas do campo, na cidade de Urandi-Bahia, especificamente no Povoado de Entupição? Para tanto, optou-se pela pesquisa de abordagem qualitativa, com realização de entrevistas semiestruturadas com alguns pais de alunos e professores, bem como com a Secretaria de Educação. Os resultados demonstram que na visão da maioria dos entrevistados a nucleação apresenta-se como algo positivo, entretanto, aparece outros elementos que sinalizam que o processo de nucleação não tem contribuído efetivamente para uma Educação do/no Campo que respeite as especificidades dos sujeitos, uma vez que não atende aos objetivos pedagógicos e não se estende aos anos finais do ensino fundamental. Palavras-chave: Educação do Campo; Nucleação; Escolas do Campo 35 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 6) PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E USO DE RECURSOS DIDÁTICOS NA ESCOLA DA ROÇA: VIVÊNCIAS NO PIBID Cleisiane Oliveira da Silva PIBID/CAPES/UFRB - [email protected] Milena Sodré Queiroz PIBID/CAPES/UFRB - [email protected] Fábio Josué dos Santos/Orientador - [email protected] RESUMO O professor constitui-se no cotidiano da sala de aula e vai definindo e revendo atitudes e práticas frequentemente; e o uso de recursos didáticos é consequência desta prática e não deve se reduzir a utilização de variados materiais para o planejamento e execução das aulas para essas tornarem-se mais dinâmica, mas a reflexão e escolha de tais materiais também são importantes. Nisso, Freire, Gadotti e Guimarães (1995) nos faz refletir que a discussão e a reformulação dos materiais didáticos não significam aos professores basearemse apenas neles, pois o que acontece não é uma preocupação quanto aos objetivos de tais materiais, se condizem ou não com a realidade; mas acabam servindo de “muleta” ao professor, o que é negativo, do ponto de vista de que ele não exerce sua autonomia para desenvolver as suas aulas numa outra perspectiva que não as dos materiais didáticos. Para reforçar essa ideia Castoldi e Polinarski (2009) aponta que o uso dos recursos didáticos serve para que sejam preenchidas as lacunas que o ensino tradicional deixa. Diante disso, o artigo pretende apresentar dados referentes às práticas pedagógicas e o uso de recursos didáticos na Escola Helmano e Humberto Castro, situada na Comunidade da Fazenda Timbó, a 14 km do município de Amargosa-BA. Como base teórica, nos apoiamos em Castoldi e Polinarski (2009), Freire (1995,1996), Lajolo (1996), Pereira et. al (2005), Santos (2003) Souza e Santos (2007); dentre outros autores. Metodologicamente, utilizamos a análise documental, conversa informal e a observação participante, realizados semanalmente, com duração de 4 horas, entre julho de 2011 e dezembro de 2012, no âmbito das atividades por nós realizadas no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), especificamente no Subprojeto Física/Interdisciplinar: classes multisseriadas nas escolas do campo. A pesquisa possibilitou identificar que as práticas adotadas pelos professores da escola seguem um modelo curricular universal, que as aulas são desenvolvidas de forma seriada e tradicional, sendo a metodologia de ensino geralmente mecânica; resultado de um currículo urbanocêntrico e apesar da escola dispor de variados recursos, é muito presente a aula expositiva, e pouca utilização desses. A gestão municipal tem se mostrado preocupada com a infraestrutura das escolas da roça, buscando oferecer reforma das escolas, recursos didáticos variados, formação continuada dos professores, merenda de qualidade, etc., mas isso não garante uma prática democrática, contextualizada e dinâmica, pois o que falta mesmo é um currículo específico e construído coletivamente. Palavras-chave: Prática pedagógica; Recursos didáticos; Educação Básica; PIBID. 7) A GESTÃO ESCOLAR DE UMA ESCOLAR DO CAMPO E O PROJETO PEDAGÓGICO CURRICULAR: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA Bruna Mychelle Alves Gomes Maria Cristina de Andrade Rita de Cássia Rodrigues Lopes Ana Cláudia da Silva Rodrigues/Orientadora UFPB; CCHSA, Campus III-BN. RESUMO Este trabalho apresenta estudos sobre o projeto pedagógico curricular (PPC) numa escola do campo, tendo por objetivo observar como ocorre a prática de planejamento do currículo da escola e os critérios adotados pela mesma, e como este gestor (diretor) pode contribuir para a mudança de um método arcaico implantado na escola mesmo, entre as dificuldades que serão apresentadas no decorrer do texto. Este estudo foi elaborado com base em relatos fornecidos pela gestora escolar, questionários previamente elaborados, e observações diretas do local. A partir desta perspectiva observamos as dificuldades enfrentadas nesta escola, a qual dependia diretamente da secretaria municipal não tendo autonomia para a realização de suas atividades relacionadas ao seu componente curricular. Palavras-chave: Escola; PPC; Identidade; Disciplina; Gestão. 36 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 8) UM NOVO OLHAR PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE EDUCADORES/AS DA REDE MUNICIPAL DE VICÊNCIA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO Maria da Conceição Costa Melo - [email protected] Aldenira Souza da Silva - [email protected] Josinele Ferreira de Oliveira - [email protected] Rosa Damiana da Silva - [email protected] RESUMO Este artigo discute a formação continuada de educadores/as das escolas do campo e dos que se identificam com a Educação do Campo em contextos que vão além do próprio espaço escolar no qual eles/elas ensinam no Município de Vicência, PE. Desde o ano de 2009, a Secretaria Municipal de Educação, por meio do projeto “Saber ao Fazer Pedagógico”, oportuniza a participação de educadores/as da Rede Municipal de Ensino em congressos, seminários, jornadas, entre outros. Neste trabalho busca responder de que maneira formação continuada nesta perspectiva contribui de forma propositiva à Educação do Campo e para o Município de Vicência. Para isso, fez-se necessário analisar o percurso da formação continuada dos/as educadores/as na Rede Municipal de Ensino, durante o ano de 2011 e 2012. Os resultados até então obtidos demonstram que esses contextos são agentes potencializadores às inovações das práticas educativas no que tange a Educação do Campo, por isso o município deve oportunizar ainda mais a participação de educadores/as nestes espaços. Palavras chave: Formação Continuada; Educação do Campo; Práticas Educativas. 9) AS DIFERENTES CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DE PROFESSORAS DE ESCOLAS MULTISSERIADAS DE CARUARU- PE Jessica Flaíne dos Santos Costa - [email protected] Janssen Felipe da Silva - [email protected] RESUMO O presente artigo é parte do produto de uma discussão acerca das concepções de avaliação da aprendizagem dos professores que atuam nas escolas multisseriadas do campo, do município de Caruaru-PE. Para tanto, buscamos através das discussões teóricas que tratam a avaliação da aprendizagem (HOFFMANN, 2001; PERRENOUD, 1999; SILVA, 2010;) nos inteirar dos ideais- que perpassam este eixo temático. Voltamos-nos também para as abordagens referentes à educação do campo e o sistema multisseriado de ensino (CALDART, 2010; RESOLUÇÃO CNE/CEB 1, DE 2002; RIBEIRO, 2010). O estudo está pautado no método qualitativo de pesquisa (DIEHL E TATIM, 2004) tendo como fonte de coleta de dados a entrevista semiestruturada (MINAYO, 2008), bem como método de análise dos dados, a análise de conteúdo (BARDIN, 2004). Diante da análise, ficou claro que a concepção de avaliação da aprendizagem varia entre as professoras sujeitos da pesquisa, de acordo com os interesses que regem o sistema organizacional burocrático de suas escolas e também com o modo como percebem sua ação pedagógica nas salas de aula multisseriadas. Palavras-chave: Avaliação da aprendizagem,; Educação do Campo; Salas de aula multisseriadas. 10) A ORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS DO CAMPO DO SISTEMA DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE CARUARU- PE Jéssica Lucilla Monteiro da Silva UFPE/ CAA Filipe Gervásio Pinto da Silva – UFPE/ CAA RESUMO Este artigo traz resultados de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE/ CAA e tem como objetivo geral compreender a organização da Educação do Campo do Sistema de Ensino do Município de Caruaru: focando os aspectos geográficos, econômicos e populacionais do território do Campo em estudo; a estruturação das Escolas do Campo e a distribuição dos discentes. Para tanto é traçado como 37 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco objetivos específicos: a) caracterizar o território do Campo no Município de Caruaru e as suas atividades geográficas e econômicas; b) identificar os povos localizados no território do Campo do Município de Caruaru; c) identificar e caracterizar a organização das Escolas do Campo do Sistema de Ensino do Município de Caruaru; d) identificar a distribuição dos alunos do campo nos distritos e nas escolas. No procedimento metodológico utilizamos a Análise de Conteúdo via Análise Temática (BARDIN, 1977). Esta pesquisa desenvolveu-se através da lente teórica dos Estudos Pós-Coloniais Latino Americano e como resultados encontramos que o Município de Caruaru-PE, apresenta uma heterogeneidade geográfica, econômica e populacional e que o Sistema Municipal de Ensino de Caruaru organiza suas Escolas por: Distritos (1°, 2°, 3° e 4°), Tipos de Escola (Independente, Núcleo, Nucleada e CEMEI), Turmas (Seriadas, Multisseriadas e Mistas) e Níveis de Ensino (Educação Infantil, e Ensino Fundamental). Palavras-chave: Educação do Campo; Escolas do Campo, Corpo discente. GD 5 - PÔSTERES 1) CONTEXTUALIZANDO AS RAÍZES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS POR MEIO DO PROCESSO EDUCATIVO Rafael de Farias Ferreira - CDSA/UFCG Ana Maria Souza Santos - CDSA/UFCG José Wilton Ferreira Rodrigues - CDSA/UFCG RESUMO O presente estudo é um relato de uma experiência pedagógica que teve como objetivo resgatar as raízes históricas e geográficas da região do Cariri Paraibano. Através dos patrimônios culturais em suas diversas manifestações existentes no museu histórico do município de Monteiro – PB, os alunos tiveram a possibilidade de se interligar com sentidos e significados que entrelaçam o presente e o passado. O projeto foi realizado com os discentes da Escola Maria Bezerra da Silva, localizada no município de Zabelê – PB. O procedimento metodológico adotado durante a atividade foi o trabalho de campo, o qual desenvolveu nos alunos a capacidade de observação. A ação pedagógica possibilitou aos alunos uma aproximação com os elementos de seu local, como também, incentivou novas práticas educativas. Palavras-chave: Educação informal; Museu; Trabalho de campo; Identidade cultural. 2) JOVENS CAMPONESAS: O ESPANHOL A SERVIÇO DA PROMOÇÃO SOCIAL NO CAMPUS BELO JARDIM DO IFPE André Luis Gonçalves Pereira - IFPE RESUMO Para a mulher que vive no campo, a realidade é bem mais desesperadora do que para os jovens do sexo masculino,.Frequentemente jovens mulheres migram do campo para a zona urbana de Belo Jardim para trabalhos onde os mais insignificantes direitos não são assegurados(em casas de família,fabricas de confecções ou no comércio),ou permanecem na agricultura de subsistência. Realizamos nosso projeto no distrito de Xucuru, pertencente a Belo Jardim ,aliados ao STR da cidade,que tem um núcleo de atuação nessa localidade. Os nossos principais objetivos são:promover o aprendizado de língua espanhola articulado a saberes do campo agrícola e agroindustrial de modo a promoção da plena cidadania, atingir 25 jovens camponesas da comunidade,camponesas moradoras de diferentes propriedades rurais,criar um grupo de discussão sobre a opressão da mulher e práticas agrícolas e agroindustriais. O presente projeto de extensão utiliza os seguintes procedimentos metodológicos: aulas expositivas,seminários,visitas pedagógicas,oficinas,debates e oficinas.Nada nos entusiasma mais do que observar nos discentes do IFPE e nas discentes camponesas de Xucuru a apropriação de saberes diversos. Palavras-chave: Juventude; Educação; Camponesas; Espanhol; Xucuru 38 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco 3) A LITERATURA INFANTIL NO CONTEXTO DAS CLASSES MULTISSERIADAS NAS ESCOLAS DO CAMPO: APROXIMAÇÕES A PARTIR DO PIBID/UFRB Jailson Santos de Souza - [email protected] Judite Araujo dos Santos - [email protected] Luciene Conceição dos Santos - [email protected] Fábio Josué Souza Santo - [email protected] RESUMO Este trabalho apresenta dados preliminares da pesquisa intitulada “A Literatura Infantil no contexto das classes multisseriadas nas escolas do campo de Amargosa-Ba”. Tal investigação consiste em uma pesquisaação que objetiva investigar a presença/ausência da literatura infantil nas classes multisseriadas. Para tanto, foi analisado o acervo existente em três escolas do campo e sua (in)utilização pelos professores e alunos, reunindo elementos para potencializar intervenções pedagógicas colaborativas (IBIAPIBA, 2008) que explorem o potencial do texto literário no contexto escolar do campo. O principal objetivo da pesquisa é analisar como o gênero literário infantil está sendo tratado nas classes multisseriadas das escolas do campo. Nesta comunicação são apresentados os dados da primeira fase da pesquisa que consistiu no levantamento e análise do acervo literário disponível em três escolas rurais de classes multisseriadas, localizadas no município de Amargosa-Ba. Os resultados indicam que é necessário se rever a presença da Literatura infantil nas escolas do campo pesquisadas, ampliando e diversificando o acervo disponível, incluindo obras que tematizem a realidade rural e re-significando o trabalho com o texto literário para que o mesmo não se esgote tão somente como apêndice das disciplinas e conteúdos escolares, mas contribua para ampliar o desenvolvimento cognitivo, despertar a sensibilidade, a criatividade, a reflexão e a criticidade do público infantil. Palavras-chave: Literatura Infantil; Escola do Campo; Prática pedagógica 4) LEITURA/LETRAMENTO E ESCRITA EM UMA SALA DE AULA DO CAMPO MULTISSERIADA Marcilene Santana da Silva – UFPE/CAA Maria Joselma do Nascimento Franco – UFPE/CAA RESUMO O estudo em desenvolvimento é realizado em uma escola pública municipal, localizada na zona rural da cidade de Gravatá - PE. O objetivo geral é identificar como se desenvolve o processo de aquisição da leitura/letramento e escrita em uma sala de aula do campo multisseriada. A metodologia utilizada baseou-se na pesquisa do tipo etnográfico, utilizando como procedimentos de coleta de dados, a observação participante, a análise documental e a entrevista semiestruturada. Os dados até então coletados mostram que a aquisição da leitura/letramento e escrita realmente se dá através da interação com diferentes tipos e gêneros textuais, mediada pela inserção de jogos e atividades que desenvolve o raciocínio expresso na oralidade e na escrita facilitando a comunicação. Palavras-chave: Leitura; Letramento; Escrita; Sala multisseriada. 5) A CLASSE MULTISSERIADA ANTE A TRANSIÇÃO DO PROGRAMA ESCOLA ATIVA À ESCOLA DA TERRA: UM OLHAR PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA NAS ESCOLAS DO CAMPO NO MUNICÍPIO DE CUMARU - PE Ana Patrícia da Silva - UFPE [email protected] Jéssika Waléria Silvestre – UFPE [email protected] RESUMO O estudo em questão é justificado pela relevância social, política e educacional de se produzir conhecimento em torno dos Programas Escola Ativa e Escola da Terra, inovações implantadas nas escolas do campo da rede pública municipal de Cumaru, tendo em vista, que há anos o município possui uma educação do campo marcada pelo descaso e de caráter assistencialista. Este vem se desenvolvendo entre os anos de 2011 e 2013. 39 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco Para tanto, temos como questão central do estudo: Como se desenvolvem as práticas pedagógicas numa sala multisseriada, que adotou o Programa Escola Ativa no município de Cumaru? Nossa hipótese inicial é que o processo de ensino e aprendizagem se dá a partir da valorização da experiência extraescolar dos educandos, da promoção do envolvimento com os estudos, com a ação sobre a realidade e com a valorização dos povos dos campos, a partir da diversificação de procedimentos metodológicos, que contemple atividades individuais e coletivas. O objetivo geral é: Analisar os fatores que permeiam o processo de ensino e aprendizagem numa turma que vivenciou o Programa Escola Ativa. Os específicos são: Identificar os procedimentos desses projetos em larga escala que favorecem o desenvolvimento da prática pedagógica dos professores(as) de escolas do campo; Elencar as contribuições e desafios da proposta metodológica do Programa Escola Ativa para o ensino e aprendizagem; e Averiguar quais as implicações da proposta metodológica desses programas nas práticas dos (as) professoras (as). O recorte teórico tem suas raízes assentadas em Arroyo (2004), Caldart (2008), Freire (200)5, Silva (2006), Minayo (1994), Ludke; André (1986), Mendes (2002) e Franco (2008). Os procedimentos metodológicos adotados foram: a observação participante; a entrevista semiestruturada,; o questionário; as conversas informais e o diário de campo. Contemplamos seis sujeitos entre a coordenadora municipal do Programa, 2 professoras e quatro educandos. Utilizamos o estudo de caso do tipo etnográfico para desenvolver o nosso estudo, visto que possuímos um interesse intrínseco em acompanhar o exercício da pratica docente das referidas professoras a fim de obter uma descrição longa e pormenorizada do processo. Nesse sentido, a maioria dos dados levantados neste estudo pautam-se envolvem a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer (MINAYO, 2007; LAKATOS et al, 1986). O contexto em estudo são duas escolas do campo, de classe multisseriada, nas proximidades da PE 95. No tocante a prática docente, os resultados, sinalizam para o registro de vestígios de uma prática pedagógica, ainda não contaminada/invadida plenamente pelos programas de larga escala, assumidos pelo poder público local, bem como, a emergência de uma autonomia docente e pedagógica de uma professora em meio ao processo de transição de propostas pedagógicas emanadas do Governo Federal. Igualmente, apontamos na prática pedagógica de uma outra professora pautada numa concepção urbanocêntrica de educação, a qual percebe o campo como uma extensão da cidade. Palavras-chave: Programa Escola Ativa; Escola da Terra. Ensino; Aprendizagem; Prática Pedagógica. 40 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco GD 6: EDUCAÇÃO DO CAMPO, SABERES ESCOLARES E POPULARES COMUNICAÇÃO ORAL 1) ENSINO DE MATEMÁTICA E INTEGRAÇÃO DE SABERES: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NO PROJOVEM CAMPO Thiago Felipe Pereira Santos de Assis CAA/UFPE - [email protected] Iranete Maria da Silva Lima – CAA/UFPE - [email protected] RESUMO Realizamos uma pesquisa que teve por objetivo identificar alguns saberes que influenciam a atividade do professor de matemática que atuaram no Programa ProJovem Campo em Pernambuco. Neste quadro, buscamos analisar, em particular, como os professores articulavam os conteúdos matemáticos ensinados na escola com saberes da realidade do campo, com outras áreas de conhecimento e com os eixos temáticos preconizados pelo Programa. Para tanto, analisamos 32 relatos de experiências que os/as educandos/as produziram como atividade da formação continuada da qual participaram. Para analisá-los, estabelecemos 5 categorias que nos permitiram identificar em 18 relatos que os conteúdos matemáticos foram trabalhados na perspectiva da Integração de Saberes. Dentre eles, selecionamos um para apresentar de maneira mais detalhada nesta comunicação. Palavras–chave: Educação do Campo. Ensino da matemática. Integração de saberes. ProJovem Campo. Saberes da Terra. 2) A EDUCAÇÃO ESCOLAR DO CAMPO SOB A ÓTICA DE SEUS SUJEITOS Ana Núbia Silva dos Santos - [email protected] Cristina Suedy dos Santos Souza Elma de Sousa Santos - [email protected] RESUMO Este artigo faz uma análise crítica da Educação Escolar do Campo vivenciada por agricultores familiares na comunidade de Bom Jesus, município de Mutuípe - Bahia, ao mesmo tempo constrói uma relação entre o processo de escolarização e a Educação do Campo. Neste sentido é necessário dá voz a esses sujeitos para saber o que eles pensam como vivenciaram e como percebem a necessidade de aquisição do conhecimento no campo. Ainda que historicamente os sujeitos do campo tenham sido negados e excluídos do acesso e da construção do conhecimento é preciso considerar que, ao estudá-lo é necessário perceber que esses sujeitos possuem vivências e experiências carregadas de valores, culturas e saberes que nortearão a construção e reconstrução de novas práticas e projetos educativos para o Campo. Palavras-chave: Prática educativa; Escola; Educação do Campo 3) ERVAS MEDICINAIS: O SABER POPULAR E A RELAÇÃO DESSE SABER COM A ESCOLA DO/NO CAMPO Cheirla dos Santos Souza - [email protected] Elisângela Silva do Nascimento - [email protected] Kássio Ricardo Miranda do Nascimento - [email protected] Núzia Mara de Jesus Santos - [email protected] RESUMO O presente trabalho tem o objetivo de estabelecer um debate sobre a influência do saber popular das plantas medicinais e fazer uma breve análise de como a Escola do/no Campo o utiliza em suas práticas pedagógicas. A referida pesquisa foi desenvolvida pelos discentes do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Campus Amargosa) Baseado na pesquisa qualitativa mediante entrevista 41 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco semiestruturada, junto à comunidade do Bom Jesus I, localizada na zona rural do município de Mutuípe – Bahia. O referido trabalho possibilitou identificar a falta de preservação do saber popular das ervas medicinais da referida comunidade, causada por impactos socioeconômicos, políticos e ambientais, resultantes das políticas de desenvolvimento agrário capitalista adotado em nosso país. Observou-se também que embora a referida escola esteja no campo ela não assume as características políticas, filosóficas, sociais e culturais da Educação do Campo. Pois a Educação do Campo faz parte de um projeto de sociedade que tem como princípios perspectivas emancipatórias de campo e de políticas públicas. Palavras-chave: Ervas Medicinais; Saber Popular; Educação do Campo. 4) A ETNOMATEMÁTICA NAS ESCOLAS DO CAMPO DE AMARGOSA-BA Geirlane Pereira de Cerqueira - [email protected] Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB RESUMO O presente artigo aborda um estudo de caso colaborativo referente ao contexto etnomatemática que está inserido entre a escola e a comunidade em seu entorno. Ressalvando os diversos tipos de saberes populares que poderiam está em fusão com os conteúdos impostos pelo docente na sala de aula, bem como destacar a utilidade desses conhecimentos e saberes para a melhoria da vivência diária das pessoas que residem na comunidade. Mostrando assim a relevância do professor em sopesar esses saberes que estão no exterior da escola a os introduzir no seu currículo acadêmico. Palavras-chave: Etnomatemática; Saberes Populares. 5) O ENSINO DE CIÊNCIAS NAS CLASSES MULTISSERIADAS DAS ESCOLAS DO CAMPO: ALGUNS APONTAMENTOS Juanildes de Jesus Santos Kissa Dandara Costa Moreira Fabio Josué dos Santos Souza Universidade Federal do Recôncavo da Bahia RESUMO O presente artigo tem o intuito de discutir o Ensino de Ciências em três (03) escolas multissseriadas. Os dados de campo foram levantados no período entre julho de 2011 e dezembro de 2012, em três (03) escolas multisseriadas localizadas na zona rural do município de Amargosa-BA, as quais são parceiras do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Para a recolha de dados foram empregadas as seguinte técnicas: at observação participante (na sala de aula e nas comunidades rurais ao entorno da escola), conversas informais com gestores, professores, pais e alunos e análise documental de materiais didáticos disponíveis nas escolas. A análise aponta para um tratamento periférico do tema e a prevalência de práticas expositivas, gerando dificuldades de aprendizagem entre os alunos, o que repercute em um “analfabetismo cientifico”. Aponta, também, falta de formação adequada dos professores que atuam nestas classes. Palavras-chave: Educação do Campo; Classes Multisseriadas; Ensino de Ciências 6) O ENSINO DE MATEMÁTICA EM ESCOLAS DO CAMPO: RELAÇÕES ENTRE CONHECIMENTOS MATEMÁTICOS ESCOLARES E A REALIDADE DOS CAMPONESES Aldinete Silvino de Lima - PPGEDUC/UFPE - [email protected] Iranete Maria da Silva Lima - PPGEDUC/UFPE - [email protected] RESUMO Nesta comunicação apresentamos um recorte do referencial teórico da pesquisa em desenvolvimento na Pósgraduação em Educação Contemporânea do Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Discutimos a diferença entre as concepções de Educação Rural e Educação do Campo, 42 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco bem como a caracterização de escola do campo. Neste cenário, buscaremos estudar as relações estabelecidas entre os conhecimentos matemáticos escolares e a realidade dos camponeses. Para tanto, nossas reflexões são baseadas em diferentes estudos que destacam, sobretudo, a função social da escola vinculada à integração de saberes, em busca de um projeto de sociedade emancipatório. Palavras-chave: Educação do Campo; Ensino de Matemática; Escola do Campo; Integração de Saberes 7) A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE E O RECONHECIMENTO DO EDUCANDO CAMPONÊS Israiane Alves da Silva – UFPB Ana Cláudia da Silva Rodrigues – UFPB RESUMO Este trabalho é fruto dos resultados do projeto desenvolvido no âmbito da bolsa PIBIC, cujo titulo original é O PROEJA NO COLÉGIO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS: IDENTIDADES E RECONHECIMENTO, O nosso foco está voltado para a questão da identidade, ou mais precisamente na redefinição de identidades propiciada por uma experiência educativa formal – no caso o PROEJA - direcionada a pessoas habitantes do campo. Nosso objetivo foi analisar as contribuições do curso Técnico de Nível Médio Agrícola na modalidade Jovem e Adulto (PROEJA), na formação de identidades e reconhecimento de jovens do campo. Fundamentalmente nos apegamos a entender algumas noções de identidade e reconhecimento, com leituras bibliográficas. Adotamos como abordagem metodológica a pesquisa qualitativa e como instrumento de coleta de dados a entrevista, uma vez que a descrição das vidas dos jovens e adultos educandos, através das suas narrativas facilitou estudar as prováveis influências do PROEJA nas redefinições das identidades dos seus jovens e adultos. Podemos acrescentar que uma educação de qualidade e formal pode contribuir positivamente na formação de identidade e reconhecimento e ainda oportuniza o ingresso no mercado de trabalho. Palavras-chave: Identidade; Reconhecimento; Jovens e Adultos; Educação do Campo. 8) SENTIDOS E (DES)SENTIDOS: UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE JUVENTUDE RURAL E EDUCAÇÃO ESCOLAR Priscila Teixeira da Silva Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Domingos Rodrigues da Trindade UNEB Débora Alves Feitosa Universidade Federal do Recôncavo da Bahia RESUMO Este trabalho relata sobre uma pesquisa desenvolvida como Trabalho de Conclusão do curso de Pedagogia na Universidade do Estado da Bahia, campus XII, que teve como propósito analisar os valores atribuídos à educação escolar por jovens cortadores de cana de Mutans, distrito de Guanambi. Dados de pesquisas nacionais revelam que há um distanciamento dos jovens camponeses das instituições escolares, que mesmo tendo diminuído nas últimas décadas, ainda permanece maior em relação aos dos jovens urbanos. E foi essa a realidade observada na comunidade de Mutans, onde a maioria dos jovens abandonam os estudos e vão trabalhar no corte de cana em outras regiões do país. Para refletir sobre essa situação buscamos compreender qual o lugar e o sentido que ela assumi na vida deles. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de campo fundamentada nos princípios do estudo de caso centrado numa abordagem qualitativa. A compreensão a qual chegamos foi que esses jovens perpetuam o discurso hegemônico da importância da educação para garantia de direitos e de uma vida melhor, mas quando relacionada à suas vidas ela aparece como algo distante ou atrelada à desconstrução da identidade camponesa. Palavras-chave: Juventude rural; Educação escolar; Educação do Campo. GD 6 - PÔSTERES 1) A CONSTRUÇÃO DOS SABERES MATEMÁTICOS NA TRANSIÇÃO DO QUINTO PARA O SEXTO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO A PARTIR DOS 43 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco PROFESSORES QUE ATUAM EM ESCOLAS DO CAMPO NO AGRESTE PERNAMBUCANO Antônio Andrade de Morais Filho – CAA/UFPE Maria Madalena da Silva – CAA/UFPE Maria Joselma do Nascimento Franco – CAA/UFPE RESUMO O presente texto trata de estudo iniciado com professores do quinto e sexto anos do Ensino Fundamental, em uma escola do campo em São Caetano - Pernambuco. Nosso objetivo geral é: identificar os desafios encontrados pelos professores de Matemática, diante do repertório de conhecimento matemático dos estudantes, na passagem do quinto para o sexto ano. Os específicos são: i) Identificar os conhecimentos matemáticos a serem apreendidos pelos estudantes do quinto e sexto ano; II)Analisar a existência ou não da discrepância do conjunto de conhecimentos indicados pelas orientações oficiais e o programa de ensino dos professores;III)Comparar se há coerência entre os conteúdos indicados nas orientações oficiais e o programa de ensino do professor, e IV) Analisar no processo de desenvolvimento das aulas de Matemática e a metodologia adotada pelo professor.No recorte teórico dialogamos com Kolling (2002), Ambrósio (2009) e o PCN (Parâmetro Curricular Nacional) de Matemática.Para coleta de dados utilizaremos os procedimentos da: observação participante, conversas informais e análises de documentos. Para tratar os dados, trabalharemos com a análise de conteúdo. Palavras–chave: Saber matemático; Professor; Estudante 2) O PROCESSO HISTÓRICO E A INSERÇÃO DA RENDA RENASCENÇA NO CARIRI PARAIBANO Rafael de Farias Ferreira (CDSA/UFCG) RESUMO Na atualidade é possível perceber uma grande preocupação em escala nacional sobre as questões socioeconômicas, políticas e culturais no que tange aos espaços territoriais urbanos, rurais e ambientais. Observa-se que o conjunto das transformações que marcaram as últimas décadas ocasionou o interesse do Estado sobre o papel dos arranjos produtivos locais (APL), como por exemplo, os das mulheres rendeiras do Cariri Paraibano que se dedicam ao ofício artesanal da renda renascença como trabalho paralelo ao da agricultura, com o intuito de complementarem a renda de suas famílias. Por ser um recorte de uma pesquisa, evidenciam-se de forma geral os fenômenos que geraram as associações, como também, o ato simbólico do “fazer artesanal da renda renascença” que passa de mãe para filha e para as mulheres que compõem a teia social da comunidade. Desta maneira o trabalho evidência a origem da renda renascença, como também explica o processo do fazer artesanal. O estudo busca se fundamentar nos relatos e nas observações que expressaram através da historia oral, as manifestações dos fenômenos humanos que notavelmente simbolizam uma história não contada pelas pesquisas acadêmicas. Palavras-chave: Processo histórico; Rendeiras; Fazer artesanal 2) VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS: UM ESTUDO NA COMUNIDADE DO CATIMBAU BUÍQUE/PE Josefa Edivan Martins da Silva [email protected] Lucivânia Correia da Silva [email protected] RESUMO Este artigo tem por intuito selecionar algumas das variações no falar do Catimbau, em Buíque/PE. O resultado partiu de uma pesquisa realizada numa escola do vilarejo, distante 280 km da capital do Estado. Para tanto, considerando a diagnose realizada no referido ponto, documenta como parte integrante de um Projeto de 44 II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E DIVERSIDADE CULTURAL Educação do Campo e Diversidade Cultural: faces e interfaces 16 A 18 DE MAIO DE 2013 Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco Incentivo à Docência (PIBID), optou-se por fazer a exposição do corpus, na eminência de conhecer melhor a cultura da comunidade e ter maiores condições de confrontá-las com outras culturas do Estado e, até mesmo, extrapolando suas fronteiras. Percebeu-se, então, que, na fala espontânea, os moradores do Catimbau tem a redução das palavras como marca dialetal de sua cultura, independentemente de outras características diastráticas. Por isso, espera-se, ao final do trabalho, que os dados documentados não sejam vistos como erros, mas como formas de expressar a mesma coisa de maneiras diferentes. Palavras-chaves: Linguagem. Variação linguística. Regionalismo. 45