CHARQUEADA SÃO JOÃO: UM PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL ESTIMULADOR AO TURISMO PELOTENSE Milene Chaves Cabral Mestranda do PPGH Universidade Federal do Rio Grande – FURG Resumo: No presente trabalho analiso a Charqueada São João, um patrimônio histórico-cultural pelotense, como uma fonte estimuladora ao turismo na cidade de Pelotas/RS. Para tanto, apresento um breve histórico da formação das charqueadas no local e no Rio Grande do Sul, o ciclo do charque e a sua influência na formação urbana, uma história pouco difundida entre os pelotenses. Apresento também uma breve noção da Charqueada como patrimônio histórico cultural, e este patrimônio como grande estimulador do turismo local, e por fim como a comunidade se relaciona e compreende a Charqueada como patrimônio histórico local, através de um pequeno questionário. Sabe-se que a Charqueada foi um marco na história riograndense, teve sua grande visibilidade por ser grande fornecedora de charque e manter o trabalho escravo, essa época pode ser considerada como a “época do ouro”. A importância histórica e cultural das antigas charqueadas mantémse ate hoje, agora como grande estimulador ao turismo na cidade, e é isto que busco evidenciar neste trabalho, visto que boa parte da população que hoje vive ao redor desta charqueada, mal conhece sua história pelo fato do rápido processo de globalização que está fazendo com que essa história caía no esquecimento. Ela continua sendo uma atração marcante para a cidade, agora como um importante Patrimônio Histórico Cultural mantendo sua estrutura e preparando-se para receber as novas gerações de pelotenses e visitantes. Palavras- chave: Charqueada, História, Patrimônio, Turismo, Pelotas. 1603 Introdução O presente trabalho apresenta a Charqueada São João um patrimônio histórico-cultural pelotense como grande estimulador ao turismo, compreendendo sua história desde sua formação no Rio Grande do Sul, e o seu funcionamento em pleno século XXI, analisando o que está sendo realizado neste ambiente de grande importância histórica não só para cidade de Pelotas como para toda região Sul. Pelotas pode ser considerada uma das jóias do patrimônio histórico e arquitetônico do Rio Grande do Sul, consequência do relevante papel que a cidade exerceu na colonização do extremo sul do país e, em especial, como capital econômica do Ciclo do Charque, o Ciclo Econômico do Charque, que foi aquele relacionado à instalação e expansão da indústria saladeiril na região de Pelotas no Rio Grande do Sul, a partir de 1777. A cidade também foi considerada o pólo charqueador, a mais importante cidade do século XIX no Rio Grande do Sul, e é a partir disto que irei seguir meu trabalho, a contribuição desta Charqueada como um patrimônio histórico do local, potencializando o turismo pelotense. Sabe-se que as charqueadas foram um marco na história rio-grandense, consideradas base da economia e da sociedade pelotense, pode-se afirmar que na história do Rio Grande do Sul, primeiro surgiram as charqueadas e depois os núcleos urbanos. Nas Charqueadas a mão-de-obra era essencialmente escrava e as condições de trabalho nos saladeiros eram desumanas, nos intervalos das safras de charque os escravos podiam ser ocupados com atividades de olaria, construções, derrubada de mato e cultivo de milho, feijão e abóbora nas próprias charqueadas ou em outras chácaras que os seus senhores costumavam manter, deste modo as charqueadas são lembradas também por manter a utilização da mão-de-obra escrava por muito tempo. Não obstante, o rápido processo de globalização está fazendo com que essa história caía no esquecimento. Sabe-se também que todo município tem patrimônio histórico cultural, mas nem todo patrimônio cultural pode ser passível de ser explorado pelo turismo. A Charqueada São João, construída 1604 em 1810, situada na margem direita do Arroio Pelotas, pertenceu ao português Antônio Gonçalves Chaves e é considerada um Patrimônio da cidade de Pelotas/RS, como ainda representa um grande potencial para o turismo cultural. Com base nestas considerações, o principal objetivo deste trabalho reside no entendimento acerca da sua formação, bem como sua contribuição no contexto histórico da região e com base nessas informações, compreender e entender como a comunidade local interage e vê o patrimônio cultural da Charqueada. Desenvolvimento Assim, este trabalho iniciou-se quando senti a necessidade de pesquisar a Charqueada, tida como um patrimônio desta cidade e uma fonte estimuladora ao turismo, visto que ao longo da história, a charqueada encontrava-se distante da cidade, pois se localizava no interior, mas, com o passar dos anos, os núcleos urbanos foram aproximando-se delas e hoje algumas residências encontram-se muito próximas ao local, fator que impulsiona uma relação muito próxima entre a Charqueada e os moradores do seu entorno. Por outro lado, sabe-se que uma alternativa para a valorização deste patrimônio histórico cultural é o seu reconhecimento de valores e de importância, reconhecimento público e por parte da comunidade e seus visitantes. Todavia, ressalta-se que para as charqueadas manterem-se até os dias de hoje, existe a necessidade de investimentos na área do turismo, visto que através deste não só o os gaúchos tornam-se seus visitantes e conhecedores de sua história, mas como todo público que venha de qualquer lugar do país atraído pelo seu potencial turístico. Nas várias obras lidas para dar início ao meu trabalho procuro evidenciar a importância e a contribuição das Charqueadas no contexto histórico do Rio Grande do Sul, como base para economia sul-rio-grandense durante muitos anos, bem como a grande presença e trabalho escravo na região, fatores estimuladores à formação de núcleos urbanos. Desse modo, iniciei este trabalho buscando um pouco da história das charqueadas no Rio Grande do Sul, o ciclo do charque em Pelotas, e sua 1605 influência na formação urbana e econômica nesta localidade. Em seguida a Charqueada São João como um dos inúmeros patrimônios históricos culturais de Pelotas; contudo, analiso a sua contribuição ao desenvolvimento do turismo na região. Por fim, analiso as percepções da comunidade do entorno deste patrimônio com relação ao patrimônio cultural da Charqueada São João. Sendo assim patrimônio cultural de Pelotas gera um processo de identidade e pertencimento entre a cidade e sua população, que passa a ter orgulho de sua cultura e do seu patrimônio histórico-cultural, foi o que aconteceu com as charqueadas no momento em que Pelotas atingiu seu auge de desenvolvimento, no final do século XIX e início do século XX. Os anos se passaram desde a fundação da freguesia São Francisco de Paula até os dias atuais, e a charqueada acompanhou esse processo, pois: “A acepção de patrimônio cultural não compreende apenas os sítios arqueológicos, a arquitetura, os antigos objetos em desuso e o espaço dos museus; os bens que conferem identidade aos cidadãos abrangem também as experiências vividas, condensadas nas formas de expressão diversificadas, juízos de valor, celebrações, modos de usar os bens, os espaços físicos e o meio ambiente.” (PELEGRINI, 2009, p. 37). Passar a ver a charqueada como patrimônio histórico cultural de Pelotas só traz benefícios a sua população, oportunizando visibilidade à cidade, de modo a torná-la um grande estimulador ao turismo local. A charqueada São João, sem dúvida, é um patrimônio histórico cultural da região, não só pela sua riqueza histórica e memorial, tendo em vista que essa memória pode ser tomada como um aspecto formador e característico do local, que vem do tempo em que o Arroio Pelotas servia à navegação intensa. A charqueada São João, hoje com mais de mil metros de construção preservada, perpetua sua história e memória, além de manter vivo e quase que intacto um patrimônio da região. Se algo material ou imaterial torna-se patrimônio quando a sociedade reconhece tal como importante, havendo relação de pertencimento, sendo assim o patrimônio não se restringe aos bens das elites dominantes. Nesse sentido, patrimônio cultural é tudo que é produto da ação do ser humano sobre o meio ambiente, e foi assim que aconteceu no Rio Grande do Sul, quando o português Antônio Gonçalves Chaves instalou-se aqui na região de Pelotas e 1606 construiu a Charqueada São João, que hoje pode ser considerada junto com as demais um patrimônio histórico cultural pelotense. Conforme aponta Candau, “através da memória o indivíduo capta e compreende continuamente o mundo, manifesta suas intenções a esse respeito, estrutura-o e coloca-o em ordem (tanto no tempo como no espaço) conferindo-lhe sentido” (CANDAU, 2012, p.61); assim, a charqueada São João um entre os vários patrimônios pelotenses abriga no interior de seu casarão bicentenário inúmeros outros patrimônios, como instrumentos utilizados no castigo dos escravos, louça inglesa e cristais franceses, banheira de mármore, aves empalhadas, e etc., como pode se notar em visitação guiada ao interior da charqueada. Deste modo, a valorização dos núcleos históricos como agregadores de bens naturais e culturais diversificados, de ordem material e imaterial, tornou-se possível analisar e eleger o patrimônio. Não obstante, o patrimônio histórico possui um conceito muito complexo e abrangente, que compreende pontos da cultura de uma sociedade, para a autora Choay: “Em nossa sociedade errante, constantemente transformada pela mobilidade e ubiqüidade de seu presente, “patrimônio histórico” tornou-se uma das palavras chaves da tribo midiática. Ela remete a uma instituição e a uma mentalidade.” (CHOAY, 2001, p.11). A construção da casa principal da charqueada São João não é tombada e se mantém pela insistência da família, que viu no turismo cultural uma alternativa de preservar a história de uma região, a memória e cultura de um povo, que ajudou na formação de uma cidade e identidade de uma sociedade. Sendo assim “uma boa apresentação e interpretação fazem o turista sentir que uma cidade histórica ou um parque natural são lugares especiais” (MURTA e ALBANO, 2002, p. 10), como as autoras demonstram e intitulam a obra „interpretar o patrimônio: um exercício do olhar‟, é tempo de consolidar a prática da interpretação do patrimônio para poder então propiciar um desenvolvimento cultural e fortalecer o turismo. Segundo Leonardo Castriota, “a preocupação com o patrimônio ocorre, principalmente, pelo avanço da globalização”, (CASTRIOTA, 2009, p. 11). Além de Castriota, outros autores como Joel Candau, Pierre Nora, Françoise Choay 1607 e Stela Murta discutem essa preocupação sobre o patrimônio cultural, a memória e a identidade, discussões relacionadas à temática do patrimônio cultural. Atualmente, o turismo representa a alternativa mais fácil para perpetuar a história do patrimônio histórico cultural, mas, também, vale ressaltar que é uma alternativa que pode prejudicar ou até mesmo danificar e levar ao fim o tal patrimônio, se não for uma ação bem pensada e articulada pelas autoridades e responsáveis desse patrimônio. É de responsabilidade de todos a preservação do patrimônio, o texto da constituição segue recomendações estabelecidas no Compromisso de Brasília e outras cartas internacionais, quando coloca no artigo 23º: “É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V- proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência.” (Disponível em: www.iphan.gov.br. Acesso em dez., 2013). A relação do patrimônio e turismo é incontestável, como já dito anteriormente, algo material ou imaterial torna-se patrimônio quando sua sociedade o reconhece e o consagra como importante; o turismo acaba utilizando os patrimônios como fator de atratividade, promovendo conhecimento desse patrimônio ao turista, a conservação desse patrimônio requer responsabilidade e compromisso dos agentes envolvidos com o desenvolvimento desse turismo. A história, a cultura e a educação, juntamente com o turismo, agregam múltiplas possibilidades de se levar adiante a história desse patrimônio. Desse modo, as charqueadas pelotenses se tornam um grande estimulador ao turismo local, pois através do turismo, sua formação, história e contribuição para a sociedade perpetuam-se. De acordo com EnyKleyde Vasconcelos Farias (2005): “O turismo, que se fundamenta na multidisciplinaridade, busca subsídios principalmente na Economia, na Geografia, na 1608 Antropologia, na Sociologia, na Psicologia, no Direito, na História, na Cultura e na Educação.” (FARIAS 2005, p. 59). O turismo torna-se multidisciplinar, pois vai além da geografia local, do hotel, de restaurantes e centros recreativos, a aparência das ruas, das casas particulares e a educação das pessoas, e com base nesses pequenos processos que o turismo de fundamenta, ele vão muito além, depende de um conjunto de elementos, que juntos fazem esse turismo se tornar uma grande ferramenta de valorização do patrimônio. Na charqueada São João nota-se um vínculo entre memória, patrimônio e turismo; uma ligação que passa despercebida para muitos, os pequenos objetos no interior do casarão da charqueada além de ser um patrimônio local, remetem à história e à memória de um tempo que marcou a história da cidade e do Rio Grande do Sul; esses objetos podem ser considerados evocadores de memória e história como destaca a historiadora Maria Letícia Mazzucchi Ferreira: “Devemos pensar também nos evocadores de memória, que tanto podem ser objetos, formas, como estímulos sonoros, olfativos, ou visuais. No caso dos objetos como elementos de distinção, objetos biográficos fortemente carregados de sentido, narradores, eles próprios, da trajetória social de um sujeito.” (FERREIRA, 2008, p.25). No município de Pelotas, as charqueadas e, principalmente a charqueada São João, foco deste trabalho, ganhou o cenário do patrimônio, hoje ela é grande estimuladora ao turismo local, pois seu casarão ganhou atrativos turísticos, abriu suas portas para visitação e foram criados passeios de barco pelo arroio Pelotas. A preocupação com a valorização e preservação do patrimônio está presente na realidade brasileira, pode-se notar pelos trabalhos realizados entorno ao patrimônio, a educação patrimonial é uma área que está crescendo consideravelmente; segundo Ester Gutierrez (2008), a necessidade da participação popular nas escolhas e decisões concorrentes ao patrimônio comum é uma decorrência direta da importância da memória na preservação das identidades. 1609 O turista é um cidadão exercendo seus direitos de ir e vir, e cabe à sociedade que ele visita recebê-lo de uma maneira que o faça voltar novamente. Segundo Sonia Maria de Mattos Lucas, “o turismo tem sido encarado como elemento importante para o desenvolvimento de uma região e têm contribuído para promover o envolvimento das comunidades com a sua história, seus atrativos culturais e sua memória social” (LUCAS, 2003), com base nessa citação, nota-se o turismo como uma ponte entre o patrimônio e a sua comunidade, é com base nesse turismo que a comunidade local interage com seu patrimônio e sua história. No presente trabalho pretende-se demonstrar como a comunidade conhece seu patrimônio e (re) conhece este; para tanto, foi feito realizado um questionário e entrevistas com a população moradora da região próxima à charqueada São João, demonstra se conhece, sabe da história da charqueada e seu funcionamento em pleno século XXI. E com base nisso nota-se que a charqueada São João é conhecida pela sua comunidade, mas nem todos sabem de sua história; no que se refere à visitação da mesma, quase todos que vivem em seu entorno já visitaram suas dependências, mas referindo-se a algum sentimento de pertencimento quase ninguém o demonstra; todavia, muitos sabem de lendas e histórias que aconteceram no interior da charqueada São João. A comunidade sabe que a cidade de Pelotas encontrou no turismo uma maneira de valorizar seu patrimônio, história e sua identidade; segundo Candau (2012), a memória e a identidade se nutrem se apoiam para juntas produzirem uma trajetória de vida, uma história, deste modo folhetos e propagandas turísticas enaltecem a beleza e a história da cidade, evidenciando seu patrimônio. Portanto, o desafio encontra-se ainda na busca por alternativas mais atrativas para a comunidade local interagir com seu patrimônio, por mais que a charqueada São João esteja aberta à visitação, e muitas escolas do município façam roteiros com os alunos, ainda falta uma maior ligação da comunidade que vive próximo à charqueada, esta comunidade se sente um pouco distante desse patrimônio que, fisicamente, é tão próximo a eles. 1610 Considerações finais Ao final deste trabalho algumas considerações finais se tornam necessárias a acerca da temática da charqueada São João um patrimônio histórico cultural estimulador do turismo pelotense, sabe-se que o patrimônio, no Brasil, tem sofrido várias mudanças referente aos seus conceitos e proteção, é uma área que está sempre em processo de desenvolvimento. Além disso, constata-se que o patrimônio tem uma forte ligação entre a memória e a identidade, ligação que o turismo se apropria para melhor desenvolver-se. Desta maneira, a valorização do patrimônio local e seu reconhecimento público por parte dos visitantes e da comunidade em geral, tornam-se atividades essenciais. Para tanto, cabe aos órgãos responsáveis unir a história local, história dos seus patrimônios a sua comunidade, e uma boa alternativa para isto são as ações educativas, que podem ser aplicadas na comunidade e aos visitantes que vem através do turismo. Sendo assim uma ação integrada entre educação, cultura e turismo proporcionam a cidade viabilizar tanto a preservação do patrimônio quanto promover o desenvolvimento local. Cabe, então, aos moradores locais perceberem o valor que o turismo atribui àquilo que está indo visitar, pois ele pode perceber algo que, normalmente, passa despercebido aos olhos da comunidade local. Sendo assim, a perspectiva da charqueada São João como um ponto estimulador do turismo local depende de um conjunto de elementos, depende de uma comunidade bem informada, que pode proporcionar ao turista uma estadia agradável, talvez uma possível solução para aproximar a comunidade do patrimônio com finalidade de melhor estimular o turismo sejam ações educativas, bem como uma melhor interpretação no que se refere ao patrimônio local. Nesta perspectiva, concorda-se com as perspectivas apontadas pelo olhar mais interpretativo sob o patrimônio, como apontam Stela Maris Murta e Celina Albano na organização da obra “Interpretar o Patrimônio: um exercício do olhar”, no momento em que apresentam, em vários artigos relacionados à interpretação do patrimônio. Dessa forma, cabe ao turismo 1611 desenvolver novas alternativas para conciliar a economia local e a preservação do patrimônio cultural. Referências CANDAU, Joel. Memória e identidade. São Paulo: Contexto, 2012. CASTRIOTA, Leonardo Barci. Patrimônio cultural: conceitos, políticas, instrumentos.São Paulo: Annablume; Belo Horizonte: IEDS, 2009. CHOAY, Françoise. A alegoria do Patrimônio. São Paulo: UNESP, 2001. FERREIRA, Francisca Michelon; TAVARES Francine Silveira (Org.). Fotografia e Memória. Pelotas: Editora e gráfica Universitária da UFPel, 2008. GUTIERREZ, Ester. J. B. Negros, charqueadas & olarias: um estudo sobre o espaço pelotense.2 ed. Pelotas: Ed. UFPel, 2001. LUCAS, Sonia Maria de Mattos.Vale à pena preservar. Turismo Cultural e Desenvolvimento sustentável. In: Anais do 2° Congresso Brasileiro de Turismo Rural: Turismo, novo caminho no espaço rural brasileiro, 2003. MURTA, Stela Maris; ALBANO, Celina (Org.). Interpretar o Patrimônio: um exercício do olhar. Belo Horizonte: UFMG, 2002. PELEGRINI, Sandra C. A. Patrimônio Cultural: consciência e preservação. São Paulo: Brasiliense, 2009. www.iphan.gov.br(07/12/2013) 1612