1
UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA
INSTITUTO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Vivaldo Xavier Silva Sousa
NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
GERAL E PÚBLICA
São José dos Campos, SP
2012
2
Vivaldo Xavier Silva Sousa
NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
GERAL E PÚBLICA
Dissertação de mestrado apresentada ao
Programa de Pós-graduação em Bioengenharia,
como complementação dos créditos necessários
para obtenção do título de Mestre em
Bioengenharia.
Orientadores: Prof. Dr. Alderico Rodrigues de P. Júnior
Prof.Dra. Maria Belén Salazar Posso
São José dos Campos, SP
2012
3
Sousa, Vivaldo Xavier Silva
Níveis de pressão sonora em uma unidade de terapia intensiva geral e pública / Vivaldo Xavier Silva
Sousa. Orientadores: Prof. Dr. Alderico Rodrigues de Paula Junior e Dra. Maria Belén Salazar Posso.
São José dos Campos, 2012.
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia do Instituto
de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade Vale do Paraíba, 2012.
1. Ruido2.UTI 3. Hospital. I. Paula Junior, Alderico Rodrigues, Orientador I Posso, Maria
Belén Salazar, Orientadora II. Título
Autorizo exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, a reprodução total
ou parcial desta dissertação, por processos foto copiadores ou transmissão
eletrônica, desde que citada à fonte.
Aluno:
Data:
4
Vivaldo Xavier Silva Sousa
NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
GERAL E PÚBLICA
Dissertação aprovada como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em
Bioengenharia, do Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia, do Instituto
de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade do Vale do Paraíba, pela
seguinte banca examinadora:
Presidente: Dra. Fernanda Pupio Silva Lima (UNIVAP)
Orientadores: Dr. Alderico Rodrigues de Paula Junior (UNIVAP)
Dra. Maria Belén Salazar Posso (UNIVAP)
Membro Externo: Dra. Estela Regina Ferraz Bianchi (USP)
Profa. Dra. Sandra Maria Fonseca da Costa
Diretora do IP&D – UNIVAP
São José dos Campos, 2012
5
DEDICATÓRIA
A minha esposa, Nadiana Guimarães e minha filha Maria Valentina
Xavier, pelo amor e companheirismo nos momentos felizes e difíceis e por elas
entenderem que hoje os meus sonhos, agora são nossos em uma luta que foi
intensa.
Ao meu Sogro, Pedro Andrade de Oliveira, pelo apoio e presença
marcante em momentos que precisei de sua ajuda.
A minha mãe Maria Francisca Alves da Silva Sousa, que nunca mediu
esforços para proporcionar boas oportunidades de estudo e pelo exemplo de família
digna e feliz.
6
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, por estar sempre presente em minha
vida, fator essencial nesta caminhada. Mas também, a minha mãe pela força e apoio
moral.
Aos meus orientadores professores, Dr. Alderico Rodrigues de Paula
Júnior e Dra. Maria Belén Salazar Posso, pelas orientações ao longo da caminhada
e que mesmo de longe contribuíram decisivamente para a conclusão deste trabalho.
A Dona Ivone, Rúbia e Valéria e demais funcionários da UNIVAP pela
força e disponibilidade durante o período de realização deste mestrado.
Aos amigos, Fernando Ribeiro, Rossana Pires, Thaísio Feliz e demais
amigos e colegas de mestrado que direto ou indiretamente contribuíram ao longo
dessa jornada, me dando suporte neste momento tão enriquecedor na minha
carreira profissional.
Aos meus amigos, pelo incentivo e ao meu crescimento profissional,
motivadores desse importante passo na minha vida.
7
“Só sei que nada sei”.
Sócrates
8
SOUSA, V. X. S. NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA EM UMA UNIDADE DE
TERAPIA INTENSIVA GERAL E PÚBLICA. Dissertação (Mestrado em
Bioengenharia) - Programa de Mestrado em Bioengenharia da Universidade do Vale
do Paraíba - UNIVAP. São José dos Campos. 2012.
RESUMO
Introdução. Os níveis de ruídos ambientais estão se consolidando desde a
revolução industrial, tornando-se hoje um dos problemas com maiores índices de
intolerância. Observa-se que os níveis sonoros nos hospitais, principalmente na
Unidade de Terapia Intensiva – UTI são extremamente desfavoráveis para a
recuperação dos pacientes. Como fatores para este alto nível de ruído inclui-se a
comunicação entre os componentes da equipe multiprofissional e os alarmes dos
aparelhos utilizados. Objetivo. Mensurar o nível de pressão sonora no ambiente de
uma Unidade de Terapia Intensiva Geral e Pública. Materiais e Métodos. A
pesquisa foi realizada em uma UTI da rede pública, após o envio de um pedido de
permissão para a coleta de dados. Após a autorização da direção do hospital, foi
iniciada a coleta de dados. A inclusão da amostra obedeceu aos seguintes critérios:
ser uma UTI geral e pública; a unidade pesquisada deveria ter no mínimo seis e no
máximo 10 leitos. Para a coleta de dados foi utilizado um dosímetro portátil do tipo
DOS-500 da marca INSTRUTHERM devidamente calibrado, para avaliar a
intensidade do ruído na UTI em três turnos (manhã, tarde e noite), em um dia de
verificação. A escolha dos horários deu-se pelo grande número de execução de
procedimentos da equipe multiprofissional e também a visita dos familiares aos
pacientes, representando dessa forma os picos de ruído. A inclusão dos três
períodos resultou da preocupação de existirem possíveis diferenças nos níveis
sonoros nesses períodos porque são realizadas diferentes atividades. O dosímetro
portátil do tipo DOS-500 ficou a 1,5m do solo sobre uma mesa em cinco pontos
selecionados de forma que o mesmo pôde captar os ruídos nos três turnos
desejados, sendo que o equipamento esteve ativado no momento da coleta em dez
minutos, minuto a minuto e desativado logo após cada ponto verificado. Antes de
iniciar a medição ajustou-se o equipamento e visualizou-se seu estado de
funcionamento, seguindo as instruções especificadas por seu fabricante.
Resultados. Os resultados presentes no estudo demonstraram que os valores
encontrados na pesquisa são superiores ao que é recomendado pela NBR 10152 de
conforto acústico para esse tipo de unidade. O que foi verificado é que dentre os
ruídos por turnos analisados na UTI, destaca-se o turno da tarde no horário da visita
dos pacientes com uma intensificação dos ruídos pelo fato de aumentar a
quantidade de pessoas no ambiente. Conclusão. Os ruídos existentes em uma UTI
são de intenso desconforto ao ouvido humano, visto que em todos os turnos
verificados ficaram acima das normas recomendadas. Com isso conclui-se que a
exposição dos profissionais e pacientes ao ambiente pode acarretar em alterações
fisiológicas graves e até mesmo retardar a recuperação dos pacientes.
Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva. Hospital e Ruído.
9
SOUSA, V.X.S. SOUND PRESSURE LEVELS IN AN INTENSIVE CARE UNIT AND
GENERAL PUBLIC Dissertation (Master in Bioengineering) - Masters Program in
Bioengineering, University of Vale do Paraiba - UNIVAP. Sao Jose dos Campos.
2012.
ABSTRACT
Introduction. The ambient noise levels are consolidating since the industrial
revolution, becoming today one of the problems with the highest rates of intolerance.
It is observed that the noise levels in hospitals, mainly in the Intensive Care Unit ICU is extremely unfavorable for the recovery of patients. Factors for this high level of
noise include the communication between the components of the multidisciplinary
team and the alarms of the equipment used. Purpose. Measure the sound pressure
level in the environment of an Intensive Care Unit Service. Materials and Methods.
The survey was conducted in an ICU from the public, after sending a request for
permission to collect data after authorization of the hospital began collecting data.
The inclusion of the sample according to the following criteria: To be a general and
public ICU; the Unit searched should have a minimum of six and maximum of 10
beds. To collect data we used a portable dosimeter type DOS-500 brand Instrutherm
calibrated to assess the intensity of noise in the ICU in three shifts (morning,
afternoon and evening) in one day check. The choice of working hours was due to
the large number of procedures implementing the multidisciplinary team and also the
visit of relatives to the patients, thus representing the noise peaks. The inclusion of
the three periods resulted from concern that there are possible differences in sound
levels during these periods because they are different activities undertaken. The
portable dosimeter type DOS-500 was 1.5 m above the floor on a table by five points
selected so that it could capture the unwanted noise in three shifts, and the
equipment was turned on at the time of collection in ten minutes minute by minute
and off after each point checked. Before starting the measurement set up the
equipment and viewed their state of operation, following the instructions specified by
their respective manufacturer. Results. The results of the present study demonstrate
that the values found in the survey are higher than what is recommended by the NBR
10152 of acoustic comfort for this kind of unit. What was found is that noise from the
shift discussed in the ICU, there is the afternoon shift at the time of the visit of the
patients, there was an intensification of noise because of increasing number of
people in the environment. Conclusion. The existing noise in an ICU are severe
discomfort to the human ear, whereas in all shifts were observed above the
recommended standards. Thus it is concluded that exposure of staff and patients to
the environment can result in serious physiological and even slow recovery of the
patients.
Keywords: Intensive Care Unit. Hospital. Noise.
10
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Verificação do nível de pressão sonora na Entrada Principal da UTIG. .... 28
Tabela 2: Verificação do nível de pressão sonora no Centro da UTIG (posto de
enfermagem). ............................................................................................................ 29
Tabela 3: Verificação do nível de pressão sonora Entre Leitos- cabeceira do leito
(lado direito) da UTIG. ............................................................................................... 30
Tabela 4: Verificação do nível de pressão sonora ruídos Entre Leitos-cabeceira do
leito (lado esquerdo) da UTIG. .................................................................................. 31
Tabela 5: Verificação do nível de pressão sonora Próximo do Ar condicionado da
UTIG. ......................................................................................................................... 32
Tabela 6: Média do nível de pressão sonora no turno da manhã (07h:00min) na
UTIG. ......................................................................................................................... 33
Tabela 7: Média do nível de pressão sonora no turno da tarde (17h:00min) na UTIG.
.................................................................................................................................. 33
Tabela 8: Média do nível de pressão sonora no turno da noite (22h00min) na UTIG.
.................................................................................................................................. 34
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Dosímetro DOS-500. .................................................................................. 25
Figura 2: Verificação do Ruído a cada minuto - Entrada principal da UTIG .............. 29
Figura 3: Verificação do Ruído a cada minuto – Centro da UTIG (posto de
enfermagem). ............................................................................................................ 30
Figura 4: Verificação do nível de pressão sonora Entre Leitos- cabeceira do leito
(lado direito) da UTIG. ............................................................................................... 31
Figura 5: Verificação do Ruído a cada minuto – Entre Leitos (lado esquerdo) da
UTIG. ......................................................................................................................... 31
Figura 6: Verificação do Ruído a cada minuto – Próximo do Ar condicionado. ......... 32
Figura 7: Média do nível de pressão sonora nos três turnos na UTIG. ..................... 34
12
LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
CEP - Comitê de Ética em Pesquisa
dBA - decibéis
IP&D - Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento
m² - metro quadrado
NBR - Norma Brasileira
NPS - Nível de Pressão Sonora
OMS – Organização Mundial de Saúde
R - Ruído
UNIVAP - Universidade do Vale do Paraíba
UTI – Unidade de Terapia Intensiva
UTIG – Unidade de Terapia Intensiva Geral
13
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 14
2 JUSTIFICATICA ................................................................................................................. 16
3 OBJETIVO DO ESTUDO .................................................................................................. 17
4 REVISÃO DA LITERATURA ............................................................................................ 18
4.1 Ruído ............................................................................................................................. 18
4.1.1 Intensidade e frequência do ruído..................................................................... 19
4.1.2 Efeitos do ruído à audição .................................................................................. 20
4.1.3 Medição do ruído ................................................................................................. 21
4.2 Normas referências de níveis de ruído para conforto acústico ........................... 22
5 MATERIAL E MÉTODO .................................................................................................... 23
5.1. Tipo do Estudo ........................................................................................................... 23
5.2. Local da Pesquisa ...................................................................................................... 23
5.2.1 Critérios de inclusão ............................................................................................ 24
5.3. Critérios Éticos e Legais ........................................................................................... 24
5.4. Instrumento de Coleta ............................................................................................... 24
5.5. Procedimento da Coleta de dados .......................................................................... 25
5.6 Análise de dados ......................................................................................................... 26
6 RESULTADOS .................................................................................................................... 27
6.1 Dados obtidos na Entrada Principal da UTIG......................................................... 28
6.2 Dados obtidos no Centro da UTIG ........................................................................... 29
6.3 Dados obtidos Entre Leitos: lado direito e esquerdo da UTIG ............................ 30
6.4 Dados obtidos Próximo do Ar-condicionado da UTIG .......................................... 32
6.5 Média dos Dados obtidos nos pontos verificados na UTIG ................................. 33
7 DISCUSSÃO ....................................................................................................................... 35
8 CONCLUSÃO ..................................................................................................................... 37
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................... 38
APÊNDICE A – Verificação dos ruídos. ............................................................................. 43
APÊNCICE B – Média da Intensidade dos ruídos em cada ponto. ............................... 44
ANEXO A – AUTORIZAÇÃO PARA COLETA DE DADOS NA UTI DO HOSPITAL
SELECIONADO ..................................................................................................................... 45
ANEXO B – CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO DO DOSÍMETRO DOS-500 ............. 46
ANEXO C – CÓPIA DO PROJETO DE PESQUISA ........................................................ 47
14
1 INTRODUÇÃO
A poluição sonora é um dos problemas que se consolidou chegando a
índices próximos dos intoleráveis ao ouvido humano. Os hospitais são locais que
não estão livres desse problema principalmente com o avanço da tecnologia e a
interação entre os componentes da equipe multiprofissional.
O hospital é constituído de vários setores, como: setor técnico
administrativo, diretoria, centro cirúrgico, enfermarias, sala de recuperação, entre
outros. Estes locais são de grande probabilidade a ter ruídos elevados. Dentre os
setores hospitalares com esta probabilidade destaca-se a Unidade de Terapia
Intensiva – UTI, que sempre apresenta índices elevados de ruídos principalmente
porque o ambiente é fechado e faz-se uso de diversos aparelhos tecnológicos para
monitorar seus pacientes.
Nessa unidade são empregados muitos equipamentos dotados de
alarmes acústicos, essenciais para alertar médicos e enfermeiros de mudanças nas
condições clínicas de seus pacientes ou de mau funcionamento dos próprios
aparelhos. Assim, esse ambiente, que deveria ser silencioso e tranquilo, torna-se
ruidoso e estressante, aumentando a ansiedade e a percepção dolorosa, diminuindo
o sono e dificultando a recuperação dos pacientes, ao mesmo tempo em que pode
interferir no desempenho das atividades próprias dos profissionais que ali as
desempenham (PEREIRA et al. 2003).
Segundo Posso (1982) e Dias et al. (2006), a exposição ao ruído intenso e
contínuo está associada a várias manifestações clínicas sistêmicas, tais como:
elevação no nível geral de vigilância, aceleração da frequência cardíaca e
respiratória, alteração da pressão arterial e da função intestinal, dilatação das
pupilas, aumento do tônus muscular, aumento da produção de hormônios
tireoidianos e estresse.
As UTI possuem um ambiente com vários tipos de ruído, podendo causar
danos à saúde dos pacientes internados influenciando, assim, suas recuperações.
Além dos prejuízos causados aos internados, o ruído pode também prejudicar o
conforto acústico dos profissionais que trabalham e familiares de pacientes que
frequentam o mesmo ambiente (POSSO, 1982). Em algumas unidades os pacientes
15
estão expostos a inúmeras fontes de ruído ambiental e aos agravos que dele
decorem afetando o processo terapêutico e prolongando sua permanência, além de
potencializar os riscos para a deficiência auditiva.
Segundo Posso, (1982) e Grumet (1993), o controle dos ruídos em UTI é
considerado como uma prioridade, devendo assim, insistir em estudos que
demonstrem a excessiva exposição a que estão sujeitos os indivíduos, a equipe e
pacientes, a fim de prevenir alterações física, fisiológicas e psicológicas, além da
poluição sonora, para que se avalie, junto com a equipe, e se promovam medidas
que torne mais satisfatória a permanência dentro deste ambiente.
Medidas simples como fechar as portas, falar suavemente e desligar
alarmes e telefones assim que possível, podem reduzir dramaticamente os níveis de
ruído (CORRÊA et al. 2004; BENEDETT et al. 2010). Fiorini (2004) relata que a
terceira maior poluição do mundo é a sonora, perdendo, apenas, para a poluição do
ar e da água. Isto pode estar relacionado à presença marcante de ruído em
atividades laborais e de lazer.
16
2 JUSTIFICATICA
A pressão sonora superior a 40dBA em ambiente fechado como a UTI
pode ser prejudicial ao ouvido humano. Assim, profissionais e pacientes podem
chegar à alterações físicas, fisiológicas e psicológicas, se expostos com frequência a
um ambiente “barulhento”.
Diante do contexto justifica-se o estudo com a finalidade de aumentar o
conhecimento sobre os níveis de pressão sonora adequados a esse ambiente
(UTIG) e conscientizar a equipe de saúde envolvida sobre os riscos à audição, os
prejuízos à recuperação dos pacientes e as alterações orgânicas causadas por
níveis elevados de pressão sonora presentes em uma UTIG pública de um município
do Estado do Maranhão.
17
3 OBJETIVO DO ESTUDO
Mensurar o nível de ruído no ambiente de uma Unidade de Terapia
Intensiva geral e pública de uma cidade do estado do Maranhão.
18
4 REVISÃO DA LITERATURA
4.1 Ruído
Ruído pode ser entendido como uma sequência de sons desagradáveis
que podem variar de acordo com as vibrações acústicas do ambiente, podendo
causar inclusive efeitos negativos na saúde das pessoas (TORREIRA,1997;
GARCIA,2002). Pode ser conceituado também como uma manifestação acústica
originada de vários movimentos de vibração com diferentes frequências que não
apresentam relação entre si, cujas características podem afetar de forma negativa o
bem-estar fisiológico das pessoas (RUSSO, 1993).
A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (1987; 1992) define
ruído como a combinação de tons com frequências variadas entre si e valor inferior à
frequência tolerável ao ouvido humano. Feldman e Grines (1985) relatam que
qualquer frequência sonora que gere desconforto pode ser considerada como ruído.
Segundo Scochi et al. (2001), o ruído excessivo encontrado nas UTI é decorrente de
diversas fontes sonoras, tais como, a circulação de pessoas e equipamentos de
suporte à vida.
A Norma Brasileira (NBR) 10.151 da ABNT (2000) determina que os
limites admitidos para aceitabilidade do ruído em comunidades é de acordo com
áreas de zoneamento e o período do dia. A legislação vigente afirma que o ruído
ainda é um risco físico que permeia varias atividades corriqueiras do ser humano,
seja no lazer, no trabalho, nos centros urbanos, em ambientes de estudo e até
mesmo durante o sono (GERGES, 2000).
Na concepção de Gerges (1991), som e ruído são conceitos que não
devem ser confundidos embora correspondam a um mesmo fenômeno físico. Com
base nos efeitos que este pode gerar ao individuo, Lundquist et al. (2003)
procuraram analisar, em seus estudos, em que aspectos o ruído, o humor e a
irritabilidade se relacionam.
Para Fiorini (2004), como foi dito anteriormente, a poluição sonora está
entre as causas mais elevadas de poluição do mundo, cedendo lugar apenas para a
19
poluição da água e do ar. Essa constatação pode estar relacionada à atividades de
cunho laboral e de lazer do ser humano.
4.1.1 Intensidade e frequência do ruído
Os ruídos ocupacionais ou advindos de atividades de lazer ou recreativas
foram descritos por Russo (1993), desde os níveis mais suaves de intensidade em
dBA - nível de audição humana, os médios e até os mais fortes, aqueles que
causam dor auditiva (RUSSO, 1993). De acordo com esse autor, os ruídos que
ultrapassam acima de 80 dBA podem ser considerados de elevada potência, lesiva à
audição.
Os ruídos são classificados na Norma ISO 2204/1973 conforme variações
de nível de intensidade e tempo, podendo ser descritos como: Contínuo- ruído cujas
variações de níveis podem chegar até 3dBA dentro do período de observação;
Intermitente-
ruído que apresenta variações consideráveis de níveis, superior a
3dBA durante o período de observação; Impacto ou impulsivo- ruídos que
apresentam elevada energia acústica que embora tenha duração inferior a um
segundo, podem causar danos imediatos a audição devido à forte intensidade e
frequência.
De acordo com a ABNT (2000) os níveis de ruídos hospitalares não
devem ultrapassar 45dBA no período diurno e 35dBA no noturno e recomenda
valores entre 35 a 45 dBA como níveis de ruídos toleráveis nos diferentes recintos
hospitalares.
Partindo da observação do nível de ruído máximo permitido nos hospitais,
é possível perceber a divergência de muitos autores quanto à padronização desses
valores, além da desatualização da norma que coloca em vigência os níveis de
ruídos permitidos nos vários recintos hospitalares, pois com o uso dos mais variados
suportes tecnológicos, bem como a conversação entre a equipe médica, aumenta-se
consequentemente o nível de ruído em todo o hospital, sendo necessário
estabelecer padrões de frequência sonora nos ambientes mais prioritários como as
20
UTI, onde os pacientes desse recinto, com um estado de alto risco de saúde,
precisam ser poupados de tal incômodo.
Davis e Silverman (1970) apontam que a capacidade de detecção de
sons pelo ouvido humano varia na faixa de 20 a 20.000 Hertz conforme a área de
audibilidade.
Russo(1997) classifica os ruídos a partir das faixas de frequência, assim
temos:
•
Ruído branco: a energia fica concentrada no espectro de 100 a 10.000 Hz.
•
Ruído rosa: abrange uma área, espectro audível, de 500 a 4.000 Hz.
•
Ruído de fala: faixa de frequência entre 500 e 2.000 Hz.
•
Ruído de banda estreita: filtragem do ruído branco através de filtros
eletrônicos ativados.
Existem ainda outros critérios de classificação relacionados à frequência de
ruído, podendo o mesmo ser caracterizado quanto à altura do som: alto, médio ou
baixo.
A frequência é uma grandeza física cuja unidade de medida é dada em
hertz, a qual indica em segundos os ciclos de vibrações de uma matéria. A
intensidade dessas vibrações está relacionada à quantidade de massa do corpo,
assim um corpo com massa mais elevada que outro tende a vibrar menos que um
corpo de massa menor e vice versa (MENEZES; PAULINO, 2004).
4.1.2 Efeitos do ruído à audição
A exposição a ruídos pode causar desde efeitos auditivos até outros de
ordem psíquica e, na maioria das vezes, tais efeitos são ignorados e deixados de
lado porque são mal-interpretados ou até mesmo desconhecidos. Em relação aos
efeitos auditivos, pode-se citar a perda da audição, uma vez que as células do
principal órgão sensorial da audição são lesionadas (MENEZES; PAULINO, 2004).
Assim, a perda auditiva é caracterizada por Menezes e Paulino (2004) em três
efeitos: trauma acústico que é a perda imediata da audição devido a um ruído de
curta duração e de alta intensidade, afetando as estruturas do órgão relacionado a
audição; perda auditiva temporária que ocorre em situações em que uma pessoa
21
fica exposta a um ambiente com ruídos de forte intensidade, mas após um repouso
acústico, sua audição volta ao normal; perda auditiva permanente que é perda
definitiva e irreversível, devido à exposição de ruídos altamente intensos.
Além de fenômenos relacionados diretamente com a audição, o individuo
também pode apresentar sequelas psicológicas, fisiológicas e comportamentais, tais
como alterações no ritmo cardíaco, vasoconstrição periférica (LEHMANN; TAMM,
1956), além de distúrbios de sono, agitação e irritabilidade (GADEKE et al,1969;
POSSO,1982; TAMEZ; SILVA,1999; LONG,1980; MITCHEL, 1984; CARVALHO,
2000).
Consentino e Malerba (1996) dizem que aos efeitos do ruído, muitos
pacientes precisam permanecer por tempo prolongado na UTI, e no caso de UTI
neonatal, mãe e bebê acabam se separando porque a criança precisa de mais
tempo para se recuperar, além da exposição constante a estímulos negativos tal
como a manipulação de equipe médica. Além dos efeitos já citados, o ruído pode
provocar outros como a produção de desconforto, dificuldade no ato comunicativo, e
muitas vezes implicam no desempenho profissional (MURILLO, 2007).
Seligman (1997) descreve outros sintomas provocados por altos níveis de
ruído, são eles: distúrbios vestibulares como vertigens, podendo apresentar
náuseas, vômitos e suores frios, dificuldades ao caminhar, desmaios e dilatação de
pupilas na presença ou após exposição de ruídos fortes.
Para Guckelberger (2003), outro fenômeno físico é a reverberação, onde o
som se prolonga em um ambiente fechado e causa o que conhecemos como eco.
Devido esse fenômeno, o som é espalhado por todo o ambiente e nesse caso, seus
níveis de intensidade são elevados, uma vez que o ambiente fechado dificulta sua
propagação, diferente do que acontece em ambientes livres.
4.1.3 Medição do ruído
As medições sonoras permitem análises precisas dos componentes de
frequência, intensidade e duração, atributos físicos indispensáveis para o
processo de determinação da nocividade de um ruído. (NUDELMANN et al.,
1997, p. 58).
22
Segundo Araújo e Regazzi (2002), para mensurar de maneira precisa o
ruído é necessário a utilização de equipamentos medidores de pressão sonora. E os
equipamentos mais conhecidos são o dosímetro e o decibelímetro. O medidor
destes equipamentos registra de forma analógica ou digital o fenômeno acústico. O
resultado da mensuração é expresso em dBA.
4.2 Normas referências de níveis de ruído para conforto acústico
A NR -- 10.151 e as demais normas da ABNT correspondentes lançam as
disposições que devem ser acatadas nessas situações. O valor da intensidade é
expresso em decibel nível de audição - dBA.
A norma brasileira estabelece os
níveis de ruído tolerável nos mais variados ambientes, sendo considerado nesse
caso, ambiente hospitalar, especificamente nas UTI.
De acordo com a norma citada, o nível máximo de ruído permitido nos
mais diversos ambientes hospitalares é de 45 dBA (ABNT, 1987, 1999). A
Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um limite mínimo de 30dBA e
máximo de 40dBA para ambientes internos hospitalares, como as UTI.
23
5 MATERIAL E MÉTODO
5.1. Tipo do Estudo
O estudo é do tipo descritivo-exploratório, de campo com abordagem
quantitativa. O delineamento descritivo-exploratório é apropriado para estudos cuja
finalidade é a descrição e quando a variável independente é inerentemente não
manipulável com o propósito de observar, explorar, descrever e documentar os
aspectos de uma situação (GIL, 1999; POLIT; BECK; HUNGLER, 2004).
5.2. Local da Pesquisa
O local da pesquisa foi uma Unidade de Terapia Intensiva Geral – UTIG,
pública do estado do Maranhão. A mensuração foi feita nos turnos da manhã, tarde
e noite. Além disso, foram selecionados pontos estratégicos de maior movimentação
dentro do local pesquisado, como:
•
Entrada principal
•
Centro da UTI (posto de enfermagem)
•
Entre Leitos, na altura da cabeceira (lado direito)
•
Entre Leitos na altura da cabeceira (lado esquerdo)
•
Próximo do Ar condicionado
A UTIG pesquisada possuía uma área total de 60m2 com um pé direito de
3,5m, com uma entrada principal de 2,5m de largura por 2,10m de altura, possuía
um posto de enfermagem no centro, oito leitos todos com painéis de suporte de vida.
O piso da UTIG era de material cerâmico antiderrapante, paredes de concreto
aparente. A ventilação e a climatização da unidade era artificial feita por aparelhos
de renovação de ar mantendo uma temperatura entre 19°C e 24°C.
24
Estes aparelhos eram em número de dois, porém, somente um em
funcionamento.
5.2.1 Critérios de inclusão
A inclusão da amostra obedeceu aos seguintes critérios de inclusão:
- Ser uma UTIG Pública, pelo fato de ser um município no interior de um
dos estados mais pobres do nordeste.
- O local escolhido para a pesquisa foi uma UTIG de um município do
estado do Maranhão.
- A quantidade de leitos presentes no espaço pesquisado deveria ser de
no mínimo seis e no máximo 10 leitos por ser o tamanho básico para uma unidade
desse tipo.
5.3. Critérios Éticos e Legais
A pesquisa foi iniciada por meio de uma solicitação de autorização
documentada (ANEXO A), com uma cópia do projeto de pesquisa (ANEXO C) ao
Diretor responsável do Hospital do campo da pesquisa. Após a autorização, esta foi
encaminhada ao Comitê de Ética da Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP
para registro e arquivamento, pois se trata de uma pesquisa de campo cuja coleta
de dados não oferece nenhum tipo de risco aos pacientes e nem se utiliza de seus
prontuários, tampouco apresenta qualquer risco aos membros da equipe de saúde.
5.4. Instrumento de Coleta
Para a coleta dos dados foi utilizado um dosímetro portátil digital do tipo
DOS-500 da marca INSTRUTHERM devidamente calibrado (ANEXO 2), para avaliar
25
a intensidade do ruído na UTIG pública em três turnos, durante 10 minutos, com
verificações a cada minuto em dBA. A figura 1 representa o dosímetro utilizado na
pesquisa.
Figura 1: Dosímetro DOS-500.
Fonte: Instrutherm ([2012])
5.5. Procedimento da Coleta de dados
A coleta dos dados foi realizada pelo pesquisador nos períodos da
manhã, tarde e noite no período de 16 a 20 de janeiro, sendo que os primeiros dias
foram de mensuração e coleta de dados do ambiente e de sua arquitetura: tamanho
do ambiente em metros, altura do teto, tipo de piso, quantidade de leitos. Para coleta
dos dados sonoros foi utilizado apenas um único dia nos horários de: 07:00h.,
17:00h. e 22:00h.
A escolha dos horários deu-se pela variação de pessoas no ambiente,
pelo grande número execução de procedimentos da equipe multiprofissional e pelas
visitas dos familiares aos pacientes, representando dessa forma os picos de ruído. A
inclusão dos três períodos resultou da preocupação de existirem possíveis
diferenças nos níveis de pressão sonora nesses períodos, pelas diferentes
atividades realizadas.
A coleta dos dados do nível de pressão sonora foi realizada no dia 20 de
janeiro de 2012, ocorreu por um período de 10 minutos verificados em cada ponto
estabelecido nos turnos da manhã, tarde e noite, sendo registrados os valores em
uma ficha especifica a cada minuto avaliado nos pontos especificados: entrada
26
principal, centro da UTI, entre leitos junto à cabeceira (lado direito), entre leitos junto
à cabeceira (lado esquerdo) e próximo do ar-condicionado.
Antes de iniciar a medição ajustava-se o equipamento e visualizava-se seu
estado de funcionamento, seguindo as instruções especificadas por seu fabricante.
No momento da medição do ruído, o pesquisador, permanecia imóvel e quieto no
ambiente, objeto da pesquisa, registrando em seguida todos os dados em uma ficha,
especificamente criada para as anotações da intensidade do ruído minuto a minuto
por 10 minutos e outra ficha para o valor médio em cada ponto verificado.
Para a mensuração dos níveis de pressão sonora na UTIG pública, o
dosímetro portátil (Figura 1) foi colocado no centro de uma mesa de Mayo a 1,5m do
solo nos pontos estipulados de forma que o mesmo pode captar o ruído nos três
turnos desejados, com o equipamento ativado no momento da coleta e desativado
logo após cada ponto verificado. O avaliador permaneceu durante o período de
avaliação dentro da UTI, anotando, a cada minuto a intensidade do ruído produzido.
5.6 Análise de dados
Os níveis de ruído verificados pelo dosímetro portátil do tipo DOS-500
INSTRUTHERM foram transferidos e arquivados em uma tabela confeccionada no
Microsoft Office Word 2009 em pastas especificas para cada grupo (Entrada
Principal, Centro da UTI, Entre Leitos – lado direito, Entre leitos – lado esquerdo e
Próximo do Ar-condicionado) e, posteriormente, utilizado para análise dos mesmos.
Em seguida os mesmos foram utilizados para calcular-se a média da intensidade do
ruído em cada ponto nos turnos estabelecidos.
Para os valores encontrados na coleta foram feitos gráficos que mostram
a variação dos níveis de ruído a cada minuto. O programa utilizado nesta etapa foi o
Microsoft Excel 2009. Em seguida criou-se outra tabela no Microsoft Office Word
2009 para calcular-se a média dos valores obtidos na pesquisa nos turnos e pontos
verificados.
27
6 RESULTADOS
Com o objetivo de facilitar a interpretação dos resultados encontrados,
estes serão apresentados por meio de tabelas e figuras gráficas.
Os resultados do presente estudo foram colhidos com um total de 150
minutos de verificação dentro de uma UTIG pública com horários, turnos e pontos
específicos dentro do ambiente escolhido pelo pesquisador. Durante o período de
avaliação do ruído, o pesquisador pôde observar diferentes situações no ambiente
da UTIG em que o nível da pressão sonora se eleva significantemente, como: uma
troca de plantão, procedimentos da equipe multiprofissional, conversas entre
profissionais, conversas entre visitantes, alarmes dos equipamentos de suporte a
vida e campainha do telefone soando. Estas situações resultaram em diferentes
registros de intensidade de ruído no momento da avaliação.
Os dados obtidos mostraram que os níveis de ruído nos turnos da manhã
e, principalmente, da tarde foram superiores ao turno da noite, mas demonstram
também, que em todos os turnos analisados os índices foram acima do permitido.
Estes dados encontram corroboram com os resultados de Corrêa; Zago; Posso e
Criollo, (2004) cujos níveis para UTI neonatal foram 59,9dBA de manhã, 62dBA à
tarde, e 59,1dBA à noite. Durante as medições, pôde-se observar que os níveis de
pressão sonora eram bruscamente alterados na presença de alarmes altos, toques
de celular e conversação em alto tom de voz.
Ratifica-se que a intensidade do ruído foi verificada na UTIG em três
turnos e cinco pontos estabelecidos dentro do ambiente pelo pesquisador. Os
pontos foram verificados durante dez minutos sendo que a cada minuto anotou-se o
valor correspondente. Os valores de intensidade foram verificados e em seguida
anotados em decíbeis (dB). Estes dados foram tabulados minuto a minuto e para
cada ponto analisado por turno estabelecido foi calculado a média dos valores
encontrados.
As tabelas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, e 8 e as figuras 2, 3, 4, 5, 6 e 7 representam
os valores de intensidade dos ruídos obtidos minuto a minuto partindo do horário em
que inicia-se o turno por 10 minutos nos pontos selecionados por turno dentro da
UTIG em pleno funcionamento e com todos os 08 leitos ocupados. Os dados foram
agrupados da seguinte forma: Entrada principal, Centro da UTIG (enfermaria),
28
Entre leitos (lado direito), Entre leitos (lado esquerdo), e Próximo do ArCondicionado.
A tabela 1 e a Figura 2 mostram os resultados obtidos minuto a minuto
durante 10 minutos na entrada principal da UTIG, local onde ocorre uma grande
troca de informações por parte de membros da equipe multiprofissional e pessoas
que não trabalham no local estudado, estas conversas desnecessárias durante os
turnos verificados acarretaram em um alto índice de ruídos captados pelo dosímetro.
6.1 Dados obtidos na Entrada Principal da UTIG
Na entrada principal também foi verificado que estes níveis elevados são
devidos ao corredor do hospital que é muito movimentado principalmente nos turnos
da manhã e da tarde com passagem de outros profissionais, macas, cadeiras de
rodas e visitantes, com isso pôde-se verificar uma intensidade elevada de ruídos no
local. O turno da tarde foi o que se verificou maior intensidade de ruído visto que
além de ser o horário de visita, a entrada principal é por onde passam todas as
pessoas que adentram o ambiente.
Tabela 1: Verificação do nível de pressão sonora na Entrada Principal da UTIG.
ENTRADA PRINCIPAL DA UTIG
Verificação do Ruído a cada minuto (dBA)
TURNO
Manhã
07:00h
Tarde
17:00h
Noite
22:00h
1min
2min
3min
4min
5min
6min
7min
8min
9min
10min
78,5
77,2
78,0
77,5
78,1
77,5
78,3
78,2
79,0
78,7
92,1
92,5
93,1
92,4
93,3
92,8
92,5
93,5
93,2
92,8
74,2
74,5
74,1
74,8
74,7
73,9
74,0
74,2
74,6
74,4
29
Figura 2: Verificação do Ruído a cada minuto - Entrada principal da UTIG
TEMPO
6.2 Dados obtidos no Centro da UTIG
A tabela 2 e a figura 3 mostram os resultados obtidos a partir da
verificação feita no centro da UTIG onde se localiza o posto de enfermagem. Neste
ponto verificou-se que a intensidade de ruído nos turnos da manhã e tarde, são mais
elevados em relação ao turno da noite, visto que à noite a equipe multiprofissional
tende a ser menor em relação aos turnos anteriores, diminuindo assim a
conversação entre os próprios profissionais. A UTIG possui além da equipe efetiva,
uma equipe de estagiários nos turnos manhã e tarde. Já no turno da noite não tem
estagiários e os profissionais revezam no período de plantão para descansar.
Tabela 2: Verificação do nível de pressão sonora no Centro da UTIG (posto de enfermagem).
CENTRO DA UTI (Posto de Enfermagem)
Verificação do Ruído a cada minuto (dBA)
TURNO
Manhã
07:00h
Tarde
17:00h
Noite
22:00h
1min
2min
3min
4min
5min
6min
7min
8min
9min
10min
80,2
79,2
80,8
81,4
80,5
82,4
79,9
80,0
81,3
80,1
88,9
88,6
89,3
89,1
88,7
89,5
88,8
89,6
89,2
89,4
75,5
75,9
74,9
75,7
75,7
75,9
75,1
76,1
75,8
75,2
30
Figura 3: Verificação do Ruído a cada minuto – Centro da UTIG (posto de enfermagem).
TEMPO
6.3 Dados obtidos Entre Leitos: lado direito e esquerdo da UTIG
As tabelas 3 e 4, e as figuras 4 e 5, foram elaboradas com dados obtidos
a partir da verificação de intensidade entre leitos, próximo à cabeceira de cada leito,
sendo realizada dos dois lados da UTIG, cada lado do ambiente contava com 4
leitos ocupados. A finalidade da verificação foi saber o nível de ruído que chegava
aos pacientes internados no local.
Observou-se nos três turnos que a intensidade do ruído no lado esquerdo
foi elevado mais que no lado direito, visto que nesse lado a parede da UTIG ficava
paralela a uma rua pública. Nesta verificação, o dosímetro ficou entre os leitos 2 e 3
do lado direito e entre os leitos 6 e 7 do esquerdo.
Tabela 3: Verificação do nível de pressão sonora Entre Leitos- cabeceira do leito (lado direito) da UTIG.
____________________________________________________________________________
ENTRE LEITOS – LADO DIREITO
Verificação do Ruído a cada minuto (dBA)
TURNO
Manhã
07:00h
Tarde
17:00h
Noite
22:00h
1min
2min
3min
4min
5min
6min
7min
8min
9min
10min
76,5
76,7
77,5
76,9
77,2
78,2
77,3
75,9
76,3
76,7
90.1
89,9
90,5
89,4
90,3
90,1
90,4
89,8
90,7
90,4
71,5
71,7
71,6
71,5
71,8
71,9
71,6
72,1
71,9
71,7
31
Figura 4: Verificação do nível de pressão sonora Entre Leitos- cabeceira do leito (lado direito) da UTIG.
TEMPO
Tabela 4: Verificação do nível de pressão sonora ruídos Entre Leitos-cabeceira do leito (lado esquerdo) da
UTIG.
ENTRE LEITOS – LADO ESQUERDO
Verificação do Ruído a cada minuto (dBA)
TURNO
Manhã
07:00h
Tarde
17:00h
Noite
22:00h
1min
2min
3min
4min
5min
6min
7min
8min
9min
10min
77,7
77,9
77,4
78,2
77,6
78,1
77,4
76,9
77,5
77,9
91,5
91,4
92,1
91,3
91,4
91,4
91,5
91,4
92,3
91,8
73,1
73,8
73,6
73,5
73,8
73,9
73,6
73,1
73,9
73,7
Figura 5: Verificação do Ruído a cada minuto – Entre Leitos (lado esquerdo) da UTIG.
TEMPO
32
6.4 Dados obtidos Próximo do Ar-condicionado da UTIG
A tabela 5 e Figura 6 mostraram os valores de intensidade de ruído
obtidos a partir de uma aferição próxima do ar condicionado no fundo do ambiente
da UTIG. Verificou-se que o aparelho de ar condicionado era muito ruidoso e que
neste ponto os índices de ruído da Unidade foram mais elevados em todos os turnos
em relação aos demais pontos e que a situação se tornava critica principalmente no
turno da tarde com a presença de familiares e amigos para visitas. Na análise, ficou
claro que mesmo com o aparelho de Ar condicionado barulhento, constatou-se uma
queda na intensidade do ruído no turno da noite quando a equipe multiprofissional
diminui no ambiente de trabalho e as visitas não são permitidas nesse horário.
Tabela 5: Verificação do nível de pressão sonora Próximo do Ar condicionado da UTIG.
PRÓXIMO DO AR CONDICIONADO
Verificação do Ruído a cada minuto (dBA)
TURNO
Manhã
07:00h
Tarde
17:00h
Noite
22:00h
1min
2min
3min
4min
5min
6min
7min
8min
9min
10min
85,2
86,3
86,5
86,2
86,3
85,4
85,1
85,3
85,5
85,1
95,1
94,9
95,3
96,1
95,6
95,2
96,3
96,2
95,5
95,5
75,3
75,6
75,8
75,3
75,8
75,5
75,9
75,4
75,2
75,6
Figura 6: Verificação do Ruído a cada minuto – Próximo do Ar condicionado.
TEMPO
33
6.5 Média dos Dados obtidos nos pontos verificados na UTIG
A tabela 6 apresenta a média dos níveis sonoros obtidos minuto a minuto
a partir do horário das 07:00h com a presença de profissionais, pacientes, e
estrutura física da UTIG.
Tabela 6: Média do nível de pressão sonora no turno da manhã (07:00h) na UTIG.
TURNO MANHÃ
PONTOS VERIFICADOS
VALORES EM (dBA)
ENTRADA PRINCIPAL
78,1
CENTRO DA UTI (ENFERMARIA)
80,1
ENTRE LEITOS LADO DIREITO
76,9
ENTRE LEITOS LADO ESQUERDO
77,6
PRÓXIMO DO AR CONDICIONADO
85,6
A tabela 7 apresenta a média dos níveis sonoros obtidos minuto a minuto
a partir do horário das 17hs com a presença de profissionais, pacientes, familiares e
estrutura física da UTI.
Tabela 7: Média do nível de pressão sonora no turno da tarde (17:00h) na UTIG.
TURNO DA TARDE
PONTOS VERIFICADOS
VALORES EM dBA
ENTRADA PRINCIPAL
92,8
CENTRO DA UTI (ENFERMARIA)
89,4
ENTRE LEITOS LADO DIREITO
90,1
ENTRE LEITOS LADO ESQUERDO
91,6
PRÓXIMO DO AR CONDICIONADO
95,5
A tabela 8 apresenta a media dos níveis sonoros obtidos minuto a minuto
a partir do horário das 22:00h com a presença de profissionais, pacientes, e
estrutura física da UTIG.
34
Tabela 8: Média do nível de pressão sonora no turno da noite (22h00min) na UTIG.
TURNO DA NOITE
PONTOS VERIFICADOS
VALORES EM dBA
ENTRADA PRINCIPAL
74,4
CENTRO DA UTI (ENFERMARIA)
75,5
ENTRE LEITOS LADO DIREITO
71,7
ENTRE LEITOS LADO ESQUERDO
73,6
PRÓXIMO DO AR CONDICIONADO
75,5
A Figura 7 mostra o cálculo da média em dB obtida minuto a minuto dos
cinco pontos verificados em seus respectivos turnos. E comprovou-se de uma forma
geral que o turno da tarde é o mais ruidoso, assim como o ponto próximo do Ar
condicionado.
Figura 7: Média do nível de pressão sonora nos três turnos na UTIG.
PONTOS VERIFICADOS
35
7 DISCUSSÃO
Observou-se que os valores sonoros foram influenciados pela presença de
vozes e movimentação dos profissionais da equipe multiprofissional, aparelhos de
suporte a vida, ar-condicionado, além das vozes dos familiares nos horários de visita
e ruído de fundo proveniente de fora da UTI.
Os resultados evidenciam que a intensidade do ruído verificado nos três
turnos em cinco pontos diferentes durante 10 minutos, estabelecidos minuto a
minuto no ambiente da UTIG pública foram acima da normalidade o que pode
acarretar em danos e desconforto a equipe multiprofissional e aos pacientes.
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT,
1987; 2000), os níveis de ruído nos hospitais não devem ultrapassar 45dB no
período diurno e 35dB no noturno entre 35 a 45 dB como níveis de ruído toleráveis
nos diferentes recintos hospitalares. Os dados da Tabela 1 Figura 2(78,1dB) são
semelhantes aos encontrados por Oliveira, Posso, (2006) ao mensurar o ruído
emitido por equipamentos eletromédicos dentro de uma UTI adulto, com o dosímetro
próximo à porta de entrada.
O ruído produzido na UTIG pública em estudo pode ser percebido
diferentemente pelo indivíduo, pois é uma sensação subjetiva, a intensidade sonora
e sua frequência podem afetar de maneiras diversas às pessoas de acordo com a
sensibilidade auditiva individual, assim é preciso adotar diferentes estratégias para
superar o incomodo (POSSO, 1982; OLIVEIRA, POSSO, 2006; BENEDETT;
FERRAZ; POSSO, 2009 ) .
Segundo Pereira (2003), a discrepância entre os valores verificados e o
recomendado é importante, porque o nível de pressão sonora em dBA é
proporcional à intensidade sonora. Diante desses dados, o que merece destaque é
que, segundo a lei da física acústica, um aumento de 10dBA reverte no dobro do
valor da escala sonora subjetiva. Isso significa dizer que quando nos deparamos
com valores de mais de 20 dBA acima do recomendado pela literatura, há a
comprovação de um incremento preocupante do nível de ruído.
Os valores obtidos nesta pesquisa foram de 71,5dBA (tabela 3) e
96,3dBA (Tabela 5), para limites mínimo e máximo respectivamente. O limite mínimo
36
foi encontrado entre leitos do lado direito no turno da noite, já o máximo foi obtido
próximo do ar condicionado no turno da tarde.
Todos os valores mínimos e máximos encontrados nesta pesquisa foram
superiores ao da pesquisa de Ichisato (2004), assim como os encontrados na
pesquisa de Pereira (2003) em uma UTI adulto.
O
ritmo
de
intensidade
encontrado
no
estudo
é
extenuante,
principalmente nos turnos da manhã e tarde devido à realização de cuidados
integrais e do atendimento das interocorrências clínicas dos pacientes. Além disso,
os ruídos tecnológicos exercidos por aparelhos de suporte a vida prejudicam a
realização das tarefas e interfere na concentração, o que obriga os profissionais a
interromperem o trabalho para atender os alarmes sonoros.
No estudo de Mendonza-Sánchez et al. (1996), o nível de ruído
encontrado oscilou entre 50 e 59 dB(A) no local que seria considerado menos
ruidoso; exceção à UTI, onde os níveis ultrapassaram os 59 dB(A), como
consequência dos diversos aparelhos como monitores, bombas de infusão contínua,
equipamentos de ventilação mecânica, assim como os alarmes e outras fontes de
ruído.
De acordo com os resultados encontrados nesta pesquisa a intensidade
média do ruído nos pontos verificados nos três turnos foi acima do recomendado
pela literatura, como mostram as Tabelas 6, 7 e 8 e Gráficos. 6. Esses valores acima
do que é aceitável pela ABNT(1997, 2000), tornam o ambiente da UTIG pública
insalubre.
Procurou-se através deste estudo, analisar os níveis de ruídos em uma
UTIG pública e comprovar a importância de se verificar constantemente a
intensidade do ruído nesse local, utilizando métodos indispensáveis para que se
possa reduzir os índices elevados em um ambiente onde a tranquilidade é um item
fundamental tanto para o trabalho do profissional quanto para a recuperação dos
pacientes, uma vez que o ruído pode causar alterações fisiológicas e psicológicas
nos ser humano (POSSO, 1982; ABNT, 1987; 2000). A pesquisa demonstrou que os
níveis de ruídos encontrados nos turnos verificados ultrapassaram os valores
apropriados para o ambiente de UTIG. Um ambiente favorável para a integridade
física em uma UTI é aquele que se apresenta entre 35 a 45dB pressão sonora
(ABNT, 2000).
37
8 CONCLUSÃO
Procurou-se através deste estudo, analisar os níveis de ruídos em uma
UTIG pública e comprovar a importância de se verificar constantemente as
intensidades dos ruídos nesse local, utilizando métodos aceitáveis e indispensáveis
para que se possam reduzir os índices elevados em um ambiente onde a
tranquilidade é um item fundamental tanto para o trabalho do profissional quanto
para a recuperação dos pacientes.
A partir dos resultados encontrados na pesquisa pode-se verificar que a
intensidade do ruído nos 5 (cinco) pontos selecionados de acordo com os turnos
manhã, tarde e noite apresentam diferenças significativas, devido a quantidade de
pessoas e movimentos externos ao ambiente em cada um desses horários.
Durante todos os horários verificados os níveis de intensidade sonora
encontram-se acima dos valores toleráveis ao ambiente de uma UTIG, destacandose principalmente o turno da tarde onde ocorreram visitas. Tais níveis são capazes
de prejudicar fisiológica e psicologicamente os profissionais e pacientes que
convivem no dia a dia com esta rotina.
O comportamento dos visitantes, as ações exercidas pelos profissionais e
os sons emitidos pelos aparelhos de suporte a vida podem alterar significativamente
os valores de intensidade do ruído.
Um ambiente favorável para a integridade física em uma UTI é aquele
que se apresenta entre 35 a 45dBA de ruídos recomendados.
Espera-se que este estudo possa contribuir no ponto de vista técnico,
acadêmico e profissional, para a importância de se corrigir os excessos no ambiente
de UTIG, evitando prejuízos importantes à saúde devido à exposição a elevados
níveis de ruído. A pesquisa e a procura por mais descobertas não se esgotam nesta,
pelo contrário, recomenda-se que mais profissionais possam desenvolver pesquisas
neste sentido para que se possa abrir um leque de discussões sobre a elaboração,
construção e implantação de condições acústicas e arquitetônicas ideais para um
ambiente saudável na UTIG.
Destaca-se nessa perspectiva a atuação do bioengenheiro na verificação
e na elaboração de programas de conservações acústicas ideais na UTIG para se
evitar hábitos nocivos à audição.
38
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43
APÊNDICE A – Verificação dos ruídos.
DISERTAÇÃO DE MESTRADO EM BIOENGENHARIA – UNIVAP
Orientadores: Dr. Alderico Rodrigues de Paula Junior
Dra. Maria Belén Salazar Posso
Mestrando: Vivaldo Xavier Silva Sousa
LOCAL VERIFICADO
Verificação do Ruído a cada minuto (dBA)
TURNO
Manhã
07:00h
Tarde
17:00h
Noite
22:00h
1min 2min 3min 4min 5min 6min 7min 8min 9min 10min
44
APÊNCICE B – Média da Intensidade dos ruídos em cada ponto.
DISERTAÇÃO DE MESTRADO EM BIOENGENHARIA – UNIVAP
Orientadores: Dr. Alderico Rodrigues de Paula Junior
Dra. Maria Belén Salazar Posso
Mestrando: Vivaldo Xavier Silva Sousa
_______________________________________________________________
TURNO: _____________
PONTOS VERIFICADOS
ENTRADA PRINCIPAL
CENTRO DA UTI (ENFERMARIA)
ENTRE LEITOS LADO DIREITO
ENTRE LEITOS LADO ESQUERDO
PRÓXIMO DO AR CONDICIONADO
VALORES EM (dBA)
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ANEXO A – Autorização para coleta de dados na UTI do hospital selecionado
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ANEXO B – Certificado de calibração do dosímetro DOS-500
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ANEXO C – Cópia do projeto de pesquisa
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