Análise de Problemas e Tomada de Decisão Solucionar problemas e tomar decisões são atitudes indispensáveis para o sucesso pessoal e das organizações. Na rotina de cada um, seja no trabalho ou em casa, nos deparamos com: • problemas complexos e multidímensionais • problemas técnicos e de desempenho que precisam ser resolvidos • decisões e escolhas que precisam ser feitas • riscos que devem ser evitados • prioridades nem sempre objetivas Um dos segredos para o sucesso é dominar uma abordagem básica que possa ser utilizada em cada uma das situações acima, que permita seu uso tanto em grupo como individualmente e seja flexível, o suficiente, para ser usada em qualquer tipo de situação. Métodos para definir prioridades, escolhas, avaliar riscos e achar a causa de problemas têm sido desenvolvidos e aprimorados por séculos. Desde Aristóteles até os gerentes de hoje, vem-se utilizando e aprimorando sistematicamente a “Arte de Gerenciar”. Ciclo PDCA e 5S O método PDCA que se baseia no controle de processos, foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Shewhart, mas foi Deming seu maior divulgador, ficando mundialmente conhecido ao aplicar nos conceitos de qualidade no Japão (MILET, 1993; BARRETO, 1999). Neste sentido a análise e medição dos processos é relevante para a manutenção e melhoria dos mesmos, contemplando inclusive o planejamento, padronização e a documentação destes. O uso dos mesmos pode ser assim relatado: a. P (Plan = Planejar) Definir o que queremos, planejar o que será feito, estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação, esta atividade pode corresponder ao planejamento do Sistema. b. D (Do = Executar) Tomar iniciativa, educar, treinar, implementar, executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação, esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. c. C (Check = Verificar) Verificar os resultados que se está obtendo, verificar continuamente os trabalhos para ver se estão sendo executados conforme planejados. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação, esta atividade pode corresponder aos testes, análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. d. A (Action = Agir) Fazer correções de rotas se for necessário, tomar ações corretivas ou de melhoria, caso tenha sido constatada na fase anterior a necessidade de corrigir ou melhorar processos. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação, esta atividade pode corresponder aos ajustes, implementações e continuidade do sistema. Fluxograma PDCA A importância da utilização deste sistema de Solução de Problemas reside no fato de que a partir dele todas as nossas ações têm uma grande chance de chegarem a um resultado positivo, já que saímos do terreno da suposição (achometro) para o da certeza, que é a razão de ser da Qualidade Total, vide o seu conceito. Outro fato importante é de que todo o material produzido deverá estar na forma escrita e deverá ser guardado da melhor forma possível para servir de base para futuras análises. Como foi possível observar no fluxograma de Solução de Problemas, nas suas fases são utilizadas algumas ferramentas, ora em conjunto, ora em separado, que são chamadas de ferramentas de qualidade. Análise de Prioridade Este método auxilia na identificação e priorização dos problemas,facilitando o trabalho em grupo através do consenso. A seção está dividida nas seguintes etapas: - Listar - Priorizar - Ação Listar Listar os problemas significa deixar visível aquilo que precisa ser resolvido. Os problemas podem ser diversos ou oriundos de um tema específico. Pergunte: • Que problema(s) tenho para resolver? Ao listar, tente ser o mais objetivo e breve possível. Descreva O Que e Qual é o problema. Priorizar É definir aqueles problemas que deverão ser abordados primeiro. Pergunte: • Qual dos problemas é o mais prioritário? Ou então utilize os critérios: • Gravidade (prejuízo) - Passado • Urgência (possível de ser realizado) - Presente • Tendência (evolução se não agir) - Futuro Classifique como: • A-Alta • M-Média • B-Baixa Concentre-se nas combinações A + A + A Ação É deixar claro o que será feito para resolver o problema e quem será o responsável pela ação. Para cada prioridade, defina: • Qual será o próximo passo • Quem será o responsável pela ação • Qual é o prazo (se possível) Análise de Prioridade Diretores, gerentes, chefes e colaboradores sempre estarão envolvidos em algum tipo de problema ou dilema. Se não, estarão envolvidos com programas do tipo qualidade, redução de custo, motivação, planejamento, marketing, etc. Esses problemas, dilemas ou iniciativas serão o nosso foco de abordagem. Listar No dia a dia, somos envolvidos por situações complexas e simples. Situações simples normalmente demandam pouco tempo ou recurso, e pela sua própria simplicidade, não necessitam de nenhuma abordagem mais elaborada. Porém, existem as situações complexas que normalmente demandam tempo, recursos e vontade de resolvê-las. Para estas situações, uma abordagem mais sistemática é recomendada. Ela inicia-se por definir quais são os problemas, de forma clara e de fácil entendimento. Para facilitar o levantamento dessas situações pergunte: • Que problemas tenho para resolver? Exemplo: Essa semana tem sido muito difícil para Bob. Como ele gerencia a área comercial, todo problema com clientes vem para suas mãos. Só hoje ele já recebeu duas reclamações: o Supermercado Boa Praça está reclamando que seu pedido está atrasado uma semana e as Lojas Variedades estão devolvendo 2.000 caixas do creme Xista, alegando vazamento. Como se não bastasse, ele está organizando a Conferência de Vendedores que irá acontecer em vinte dias. Falta ainda, fechar o contrato com o Hotel e com a empresa que irá gerenciar o evento e comunicar aos Vendedores as informações sobre o evento. Bob acabou de analisar o desempenho de vendas da semana passada e ficou surpreso. O distrito 1 teve um aumento nas vendas de 23%,enquanto, o distrito 7 normalmente reconhecido como campeão, teve suas vendas recuadas em 48% e isso é critico, pois o distrito 7 corresponde a 27% do total das vendas. Que problemas Bob tem para resolver? • Supermercado Boa Praça com pedido atrasado uma semana • Lojas Variedades devolvendo 2.000 caixas • Creme Xista está vazando • Fechar com Hotel • Fechar com empresa organizadora • Informar Vendedores sobre a Conferência • Distrito 1 teve aumento nas vendas • Distrito 7 teve queda nas vendas Priorizar Por mais vontade e esforço que tenhamos, tempo, dinheiro e recursos nem sempre estão disponíveis quando queremos abordar e resolver todos os problemas e situações críticas que nos rodeiam. Além disso, nem todas as situações críticas possuem a mesma prioridade. Uma maneira eficaz que gerentes de sucesso adotam é o de priorizar os problemas e situações e, quando trabalham em grupo, buscar o comprometimento e envolvimento de todos. Priorizar significa identificar que problema / situação deve ser abordado primeiro. Uma abordagem fácil e prática de priorizar é adotando o conceito Gravidade, Urgência e Tendência (GUT). A Gravidade avalia o dano que o problema/situação causou até o momento; a Urgência está relacionada à necessidade associada com a capacidade de fazer algo, e a Tendência é a evolução do problema/situação caso não agir. Para cada critério avaliamos “A” - Alta, “M” - Média e “B’ Baixa. As combinações “AAA” são as de maior prioridade. Exemplo: ANÁLISE GRAVIDADE, URGÊNCIA E TENDÊNCIA (GUT) RECONHECER Supermercado Boa Praça com pedido atrasado 1 semana Lojas Variedades devolvendo 2000 caixas Creme Xista está vazando Fechar com Hotel Fechar com empresa organizadora Informar Vendedores sobre a Conferência Distrito 1 aumento nas vendas Distrito 7 teve queda nas vendas Gravidade Urgência Tendência M A A M M M B A A M A A M M A A A A A M M M M A Prioridades: • Creme Xista está vazando • Distrito 7 teve queda nas vendas Ação Definidas as prioridades, para um melhor controle e envolvimento do Grupo, deixar um plano de Ação definido é de grande valia. Para isso, defina quais serão os próximos passos, os responsáveis pelas ações e o prazo para que ocorram essas ações. Exemplo: PRIORIDADE Creme Xista está vazando Distrito 7 teve queda nas vendas AÇÃO Descobrir a causa Descobrir a causa RESPONSÁVEL Gte. Produção Gte. Comercial Exercício: Pentagonal O Supervisor do Almoxarifado de ferramentas e peças da Pentagonal., acabou de se aposentar. O Gerente da área convocou Jorge, um ex-funcionário do Almoxarifado, que atualmente trabalha no inventário, para assumir a supervisão, na próxima segunda-feira. Nesta manhã de sexta-feira, o Gerente se reuniu com Jorge e lhe disse que o Almoxarifado está uma bagunça. Tem havido várias reclamações e ele espera ver essa situação resolvida o mais breve possível. A primeira medida de Jorge foi verificar pessoalmente o que estava ocorrendo. Chegando ao Almoxarifado, ele teve dificuldade de entrar devido à enorme fila de mecânicos e ajustadores que retiravam e devolviam peças e ferramentas. Os supervisores da produção e montagem vieram reclamar da demora no atendimento, pois seus funcionários ficavam em média 15 minutos na fila enquanto o serviço e as máquinas ficavam paradas. Desde que essa demora começou os custos de produção subiram em aproximadamente R$2.100 / dia. Comentaram ainda que esta situação era bem melhor há duas semanas. Neste momento, Jorge se lembrou que dos cinco funcionários do Almoxarifado, apenas três estavam trabalhando. Um entrou em férias há duas semanas e só voltaria na próxima segunda-feira; o outro funcionário havia se afastado por motivo de doença (Apendicite) e deveria retomar em três semanas. Os supervisores pediram sua ação urgente para o caso. Já dentro do Almoxarifado, Jorge se espantou, quando percebeu que algumas prateleiras estavam sem peças e, para seu desespero, eram peças especiais, destinadas às máquinas em fabricação. Essas máquinas dependiam dessas peças para serem entregues. Há quinze dias vencera o prazo de entrega dessas máquinas. Após esse vencimento, o Almoxarifado vinha recebendo cobranças diárias da Seção de Faturamento, pois a empresa estava tendo um prejuízo de R$2.000 / dia pela não entrega destas máquinas. Jorge ficou preocupado com as pressões que o Almoxarifado vinha sofrendo, tanto da fábrica quanto do faturamento. Ele contatou o comprador dessas peças. Ele garantiu- que as mesmas ficariam prontas, na próxima terça-feira. Após o almoço, Jorge decidiu dar uma ajuda aos seus funcionários, no balcão. Logo nos primeiros atendimentos teve dificuldades em localizar algumas peças / ferramentas, pois as mesmas estavam em lugares errados. A partir daí, ele ficou atento quanto à incidência desta irregularidade. Verificou então que a situação se repetiu por várias vezes naquela tarde e a causa era evidente: os funcionários não estavam bem treinados. Jorge comentou com os funcionários que quando trabalhava nesta função, há três meses, isto não ocorria. Perguntou se eles sabiam o quanto esse contratempo ocasionado pela não entrega das peças existentes nas prateleiras causava à fábrica. Evidente que eles não sabiam. Jorge disse-lhes que um recente estudo sobre o Almoxarifado indicou uma perda média de R$150 / dia nestes casos e acrescentou que, se esta situação permanecesse, com o tempo a dificuldade em encontrar peças aumentaria. Jorge recebeu um memorando do Gerente de Compras alertando-o que não estavam sendo emitidas as solicitações de compra, há aproximadamente duas semanas, pela sua seção. Embora isso não tenha ocorrido no passado, esses fatos poderiam agravar-se muito nos próximos dias, pois ia começar a faltar peças (apesar do estoque bem dimensionado). Jorge sabia muito bem das dificuldades e custos extras que poderiam ter com as compras de emergência, por isso foi verificar, por isso foi verificar o motivo e percebeu que a causa da não emissão das solicitações era o Sistema de inventário que controla o estoque, que não estava sendo atualizado há duas semanas. Isso significava que daqui a uma semana já começariam a faltar as primeiras peças. Jorge fez também uma inspeção geral no Almoxarifado e percebeu que havia ratos nas prateleiras. Os funcionários disseram que isto havia acontecido há algumas semanas atrás. Alertaram que estes animais poderiam provocar doenças e que a cada dia, estava aumentando o número deles passeando sobre as peças. Agora, você já conhece bem o Almoxarifado do Jorge. Ajude a determinar que situação tem maior prioridade, ou seja, aquela que se não for atacada de imediato, dificilmente fará com que o Almoxarifado deixe de ser uma “bagunça”. Análise de Falha Este método auxilia na busca da causa de uma falha, identificando-a e testando-a antes de iniciar uma ação de correção. A sessão está dividida nas seguintes etapas: • Identificar • Descrição • Hipóteses de Causas • Confirmação • Comprovação • Extensão Identificar Definir exatamente qual é a Falha. Pergunte: • O que está com problema? • Qual é a falha? Identificado o problema, faça a pergunta “Por Que?”. Se a resposta for “Não Sei”, o problema está identificado, caso contrário refaça a pergunta. Trabalhar um problema por vez. Descrição São perguntas que identificam o que está com problema (É Problema) e o que não está com problema (Não é Problema), mas bem poderia estar. É Problema Não É Problema descreve o problema em detalhes descreve o que não apresenta problema em detalhes Descrição É Problema O que está com problemas? Qual é a falha? Onde foi visto o problema? (local) Onde a falha foi observada? (fisico) Quando aconteceu o problema? (dia, mês, hora) Quando aconteceu a falha? (circunstancia) Quantos problemas apareceram? Quanto é a falha? (dimensão) Não É Problema O que não está com problema, mas bem poderia estar? Qual não é a falha, mas bem poderia ser? Onde não foi visto o problema, mas bem poderia ter sido visto? Onde a falha não foi observada, mas bem poderia ter sido? Quando não aconteceu o problema, mas bem poderia ter acontecido? Quando não aconteceu a falha, mas bem poderia ter acontecido? Quantos problemas não apareceram, mas bem poderiam ter aparecido? Quanto não é a falha, mas bem poderia ter sido? Descrição Descrever as evidencias, diferenças e características do É Problema. Pergunte: Por que somente ocorre no É Problema e não ocorre no Não É Problema? Hipótese de Causa São frases que procuram explicar a causa. Baseado nas informações das: • diferenças • experiências • mudanças / alterações ocorridas Escreva uma frase explicando como a causa poderia estar provocando a Falha. Confirmação Eliminação das Hipóteses de Causas. Pergunte: • Como a “HC” ocorre no “É Problema” e não no “Não É Problema”? Se explicar, continuar confirmando “/” Se não explicar, eliminar a HC “X” Se houver dúvida, continuar confirmando “?“ Comprovação Ter certeza que a Causa mais provável é verdadeira. Comprove: • Fatos: questione as informações que faltam na Confirmação ou procure por novas informações. • Teste: faça testes ou simulações. Solução: • Adotar soluções simples, definitivas e econômicas. Extensão É um questionamento que amplia a solução do problema para outras situações similares Pergunte: • Que outras situações similares podem apresentar o mesmo problema? • Que outros problemas podem ter nascido deste? • Qual é a causa da causa? Análise de Falha Uma boa Análise de Falha está diretamente relacionada a capacidade de identificar as causas do problema, testá-las para verificar sua veracidade o mais rápido possível e solucioná-la de uma forma econômica e definitiva. O que percebemos no dia a dia, é que as pessoas têm dificuldade, não de identificar o problema, mas de defini-lo com clareza. O primeiro passo, portanto, de uma boa Análise de Falha é definir o Problema. Está definição deve ser feita de uma forma concisa, de fácil entendimento e deve conter o nome do que está com problema e qual é esse problema. Exemplo: A Global S/A é uma empresa química. Entre os seus produtos, os mais conhecidos são as pastas de dentes Xista e Viva e o sabonete D Winci. A pasta Xista faz parte da linha de produtos destinados às crianças que estão iniciando sua rotina de higienização bucal. Trata-se de uma pasta de dentes colorida, com gosto de framboesa. Desde início tomou-se um campeão de vendas. A pasta Xista é vendida para grandes redes de supermercados e atacadistas, que a revende para pequenos e médios estabelecimentos. Nas últimas três semanas, recebemos cinco reclamações de três lojas da rede de supermercados Nicolau, que possui 10 lojas. Todas elas com o mesmo problema: a pasta Xista. Eles alegam que ao abrir a caixa, encontram tubos da pasta vazando em volta do bico, fazendo a maior sujeira na caixa e comprometendo as outras embalagens. Um total de 1500 pastas já foram descartadas. Esse cliente já cancelou os próximos pedidos, até que possamos provar que o problema foi solucionado. Você deu alguns telefonemas para tentar identificar a causa desse problema e ficou surpreso com as informações que colheu: O Gerente de Produção disse que tudo está normal com a produção, a rejeição está dentro do patamar de 0,01%. As alterações na embalagem (caixa que protege o tubo) ocorrida há 3 meses está sendo um sucesso, todos elogiaram o novo aspecto e a facilidade de abrir. O novo bico dosador do tubo deu alguns problemas de entupimento no início, há 30 dias, mas já foi solucionado. Os clientes gostaram do novo bico, que evita que crianças desperdicem a pasta ao colocá-la na escova. O Gerente de Expedição alegou que apesar de estar trabalhando com duas novas transportadoras, nenhum cliente reclamou de embalagens danificadas. Ele está feliz, pois desde a modificação há quatro semanas, da rota e da forma de carregar caminhões de médio porte, conseguiu uma redução de 10% no frete. Esta modificação consiste em transportar carga mista (vários produtos) para aqueles clientes que compram pequenos lotes. Antigamente um caminhão fazia entrega de um só produto, agora, enviamos um caminhão por cliente, com todos os produtos comprados. Qual seria a causa desse vazamento? Problema: O que está com problema? Creme Xista Qual é o problema? Vazando Muitas vezes, quando nos deparamos com uma falha, paira uma dúvida sobre se é a causa, ou se é o efeito. A melhor maneira de solucionar esta dúvida é questionando a falha e obtendo uma resposta para a pergunta Por que? Ao fazer essa pergunta, se você não obter uma resposta, a falha está identificada. Cliente reclamando (pq)? Creme Xista está vazando (pq)? Descrição Descrição é o detalhamento da falha Este detalhamento ocorre nas dimensões: O que, Onde, Quando e Quanto, tanto para o É Problema - (informações sobre o Problema) quanto para o Não é Problema - (informações sobre o que não apresenta problema mas bem poderia apresentar). Também questionamos o Porquê da existência do problema na coluna do É Problema e a ausência na coluna do Não é Problema, perguntando: Por que este Problema ocorre no É Problema e não ocorre no Não é Problema? É Problema O que está com problemas? Qual é a falha? Onde foi visto o problema? (local) Onde a falha foi observada? (físico) Quando aconteceu o problema? (dia, mês, hora) Quando aconteceu a falha? (circunstancia) Quantos problemas apareceram? Quanto é a falha? (dimensão) Não É Problema O que não está com problema, mas bem poderia estar? Resposta: Viva Qual não é a falha, mas bem poderia ser? Resposta: Fora de especificação Onde não foi visto o problema, mas bem poderia ter sido visto? Resposta: 7 lojas Onde a falha não foi observada, mas bem poderia ter sido? Resposta: Lateral Quando não aconteceu o problema, mas bem poderia ter acontecido? Resposta: Antes Quando não aconteceu a falha, mas bem poderia ter acontecido? Resposta: Ao lacrar a caixa Quantos problemas não apareceram, mas bem poderiam ter aparecido? Resposta: 10000 Quanto não é a falha, mas bem poderia ter sido? Resposta: ------ Por que ? --------- --------Transporte em Caminhão misto Bico Frágil --------Transporte em Caminhão misto --------- --------- Hipótese de Causa Hipótese de Causa são frases que procuram explicar como a falha acontece. Estas Hipóteses podem ser extraídas das respostas do Por Quê. Exemplo: Carga mista mais pesada pressiona as caixas do Xista. O bico foi mal selado. Outras Hipóteses de Causa podem surgir após um “brain-storm”, baseado em experiência e conhecimento. Exemplo: Caixa imprópria para acondicionar o Creme Xista. A pasta está corroendo o novo Bico. Verificar Verificar é comprovar a veracidade das Hipóteses das Causas, comparando essas Hipóteses de Causas com o É Problema e Não é Problema. Ao justificar a sua ocorrência podemos concluir ou eliminar as Hipóteses que não são prováveis. Exemplo: Por que HC explica a falha no É Problema e não no Não é Problema? Faça esta pergunta para todos os E Problema e Não é Problema. ? / / / / / / / Caixa imprópria para acondicionar o Xista / / X (Deveria vazar nas outras lojas e clientes) Bica foi mal selado / / X (Deveria vazar nas outras lojas e clientes) Caixa imprópria para acondicionar o Xista / / X (Deveria vazar nas outras lojas e clientes) Pasta está corroendo o novo Bico. Comprovação Comprovação é questionar a causa mais provável e torná-la a causa verdadeira, fazendo novas verificações: • Fatos - Informações adicionais • Teste - Testes de laboratório • Solução - Resolver o problema. Exemplo: Fatos - Verificar como está sendo carregado o caminhão que vai com carga mista Verificar se estes clientes recebem carga mista. Teste - Simular um carregamento. Solução - Mudar a forma de carregar o caminhão protegendo as caixas frágeis. Extensão Uma vez comprovada a causa, e solucionado o problema, a Extensão amplia a solução como uma medida de melhoria contínua, com três perguntas: • Que outros produtos poderiam apresentar o mesmo problema? Viva Sabonete D “Vinci amassado • Que outros problemas podem ter nascido deste? Clientes finais comprado Xista vazando ou sujo • Qual é a causa da causa? Mudança no processo de carregar caminhão sem uma análise de problemas potenciais. Solução Final Verificar com os clientes se tiveram algum vazamento na pasta Viva ou se o sabonete D’Vinci esta amassado. Verificar se houve reclamações de usuários finais. Adotar um procedimento geral para que toda mudança feita no processo, produto ou sistema seja acompanhado de uma Análise de Risco. Pentagonal Pentagonal é um grupo empresarial que fabrica papel, papelão, caixas de papelão e celulose, com cinco unidades nos estados de São Paulo, Bahia, Paraná e Espirito Santo. A unidade 3 da Pentagonal, localizada no Paraná fabrica caixas de papelão. Ao todo são três tipos de caixas (Normal, Resinada e Pintada) em 10 tamanhos diferentes. Independente do tipo e tamanho da caixa, o processo de fabricação é o mesmo - A bobina de papelão é desenrolada, cortada nas dimensões desejadas, recebe uma camada de cola nas extremidades e em seguida é dobrada, prensada, secada, colocada em estrados e encaminhada para o depósito. Esta unidade possui duas máquinas de montagem de caixas: máquina 1 monta as caixas Normal e Pintada; máquina 2 a caixa Resinada. A diferença entre elas é que a Resinada tem um tratamento interno de resina antes da colagem e prensagem. A Pintada sofre uma pintura externa antes da colagem e prensagem. O resto do processo é idêntico. Os três tipos de caixas suportam até 15 kg. de peso, o peso de cada caixa embalada varia de acordo com o produto a ser carregado. A caixa do tipo Normal é a mais produzida, porém a Resinada possui maior valor agregado, dá mais lucro. A Resinada é utilizada para armazenar produtos perecíveis, por isso necessita de um tratamento interno de resina (parafina) como impermeabilizante. A produção da caixa Resinada foi iniciada há cinco meses e imediatamente ganhou espaço no mercado de produtos perecíveis. A produção da Pentagonal 3 é de até 70.000 caixas em 24 horas, sendo: • 50% Normal, • 30% Resinada, • 20% Pintada. Estas caixas são vendidas para fábricas, grandes comércios e revendedores. A caixa Resinada é um sucesso! As vendas estão aumentando a cada dia e para a Pentagonal, trata-se do produto mais rentável. O Problema A DG Frutas têm reclamado que as caixas Resinadas estão descolando durante o transporte. Quando abrem o caminhão para descarregar, é fruta por toda parte. A emenda lateral das caixas, alojadas principalmente nas primeiras fileiras descolam, expondo os produtos nelas embalados, estragando e reduzindo a sua vida útil, sem contar com o transtorno da manipulação. Esses produtos têm uma vida útil limitada e necessitam de proteção e resfriamento. Foram registradas 30 reclamações de carregamento de mamão. A DG cancelou todos os pedidos até que possamos provar que nossas caixas são confiáveis. O que o intriga é que a caixa Resinada sempre foi tida como a melhor do mercado e de repente... As reclamações tiveram início há cinqüenta dias e desde então, vêm aumentando. Ainda não foi identificada nenhuma causa. Você esta trabalhando diretamente com o Gerente da Qualidade Assegurada da DG para sanar este problema. O que se sabe, é que todas as caixas reclamadas são do mesmo lote. A SoFrutas também recebeu caixas deste mesmo lote e até agora não tiveram problemas. Apesar da caixa Resinada estar no mercado há cinco meses, ela tem sofrido melhorias contínuas. Por exemplo, a troca do papelão há dois meses visando a absorção da resina mais rápida e que fortalecesse a caixa garantindo assim um empilhamento (caixa sobre caixa) maior e mais seguro, suportando as pressões laterais e superiores; há setenta dias ocorreu a troca da resina por uma mais liquida de secagem rápida. A DG Frutas transporta nestas caixas mamão, pêssego e kiwi. Já a SoFrutas transporta kiwi e pêssego. A forma de carregar o caminhão é a mesma para as duas. Aliás, ambas conseguiram otimizar o carregamento implantando uma sugestão dada há cinqüenta dias pelo pessoal da Logística da Pentagonal. Após a troca do papelão, perceberam que se alojassem as caixas na posição vertical, nos carregamentos de carga única de um produto, conseguiriam alojar 50 caixas a mais, otimizando o transporte. Esta sugestão foi implantada e muito apreciada pela DG e Sofrutas. Quando a carga é mista, as diferentes caixas são alojadas na horizontal. Algumas possíveis causas estão sendo avaliadas como: o Pessoal da Logística esta avaliando a possibilidade das péssimas condições de algumas das estradas; o laboratório do CQ esta avaliando a possibilidade das resinas que as frutas liberam após embaladas, estarem reagindo com a parafina da caixa ou com a cola, porém ainda estão em fases de testes e estudos. A solução no momento está em fazer um controle de qualidade mais rigoroso nas caixas, evitando assim que o problema se alastre e indenizar a DG com novas caixas, garantindo o ressarcimento dos prejuízos. O Gerente de Produção afirmou que o problema de descolamento das abas das caixas, ocorrido há três meses na máquina 2, foi solucionado. Uma nova ferramenta de corte foi fabricada, eliminando assim os possíveis cortes fora da dimensão. No entanto, no desespero de sanar o problema, ações como trocar o fornecedor da cola foi implantada. Agora analisa-se a possibilidade de retornar ao antigo fornecedor, já que o atual é 10% mais caro. Color S/A - Representante Comercial A Color S/A fabrica papel fotográfico. A série “Performance 2000”, lançada no mercado há 3 anos, rapidamente se tornou uma líder de vendas principalmente pela qualidade das fotos e do prazo de validade de 24 meses. A série “Performance 2000” é comercializada em dois tipos: Prosérie caixas com 20 papéis fotográficos, destinado aos fotógrafos que possuem laboratório próprio; Labsérie em rolo com 100 unidades destinado a laboratórios comerciais, é acondicionado em caixa de plástico que uma vez aberta deve ser consumida de uma vez. O papel Prosérie é acondicionado em uma caixa de papelão, própria para o armazenar e proteger contra a luz externa. Com 20 papéis fotográficos intercalados por uma folha do tipo papel manteiga, que tem a finalidade de evitar o contato entre os papéis fotográficos, a caixa de papelão também é protegida por uma embalagem plástica (contra violações e danos de manipulação. O Prosérie, diferente do Labsérie, pode ser consumido aos poucos, sua caixa foi projetada para acondicionar os papéis de forma segura, já que os fotógrafos utilizam estes papéis conforme a demanda. Nos últimos dias, tem se trabalhado ininterruptamente para resolver um sério problema que surgiu repentinamente. Alguns fotógrafos estão reclamando e devolvendo caixas do Prosérie. De acordo com o relatório do SAC (Serviço de Atendimento a Clientes), eles alegam que ao revelar o papel fotográfico, não obtém as imagens nele projetada. O papel fica preto, dando a impressão de ter sido exposto ao sol. As primeiras reclamações aconteceram há 60 dias e estão aumentado a cada dia. Apesar de ter sido sugestão sua, a troca da embalagem plástica do Prosérie ocorrida a 90 dias, por uma mais resistente atrativa e com a impressão de melhor qualidade, você anda desconfiado se a causa não poderia ser o material usado na embalagem ou na tinta. Você solicitou ao Laboratório que verificasse a hipótese. A Color S/A não vende diretamente para os fotógrafos. Ela comercializa seus produtos via revendedores, que revendem para as lojas, que vendem para os fotógrafos. Existem 15 revendedores no país e 5.000 lojas que comercializam os produtos da Color S/A Ocorreram 1500 reclamações até o momento, provenientes de todo o país. Todas as reclamações substituíram-se as caixas por novas, independente do número de papéis utilizados. Todas as caixas estavam dentro do prazo de validade. Análise de Decisão É um método que auxilia na avaliação dos benefícios e fiscos da decisão. A sessão está dividida nas seguintes etapas: • Decisão • Critérios • Importância • Alternativas • Avaliação • Riscos Decisão É definir claramente o que é necessário decidir. Pergunte: • O que estou decidindo? Critérios São quesitos que serão utilizados para avaliar as diversas alternativas disponíveis. • Liste tudo que você gostaria de ter como resultado final de sua decisão. Importância É definir a importância dos critérios. Classificar como: Obrigatório: • Indispensável • Mensurável • Realista Desejável: • Peso de 1 à 10 Alternativas São meios de atender a razão da decisão. É encontrar a melhor solução. Pergunte: • Quais são as alternativas? • Quais são as formas de solucionar? Avaliação É comparar as alternativas com os critérios. Avalie: Obrigatório Passa / Não Passa Desejável Nota de “0 a 10” “0” se não atender Multiplique o peso pela nota. Some os produtos. Riscos São problemas (adversidades) associados à alternativa. Pergunte: • Quais são os problemas inerentes a esta alternativa? Avalie: • Probabilidade - Alta, Média ou Baixa • Gravidade - Alta, Média ou Baixa Questione as ações Preventivas e Contingentes. Análise de Decisão No dia a dia, encontramos situações que exigem de nós uma escolha ou decisão dentre muitas alternativas. Existem basicamente três fatores que influenciam uma tomada de decisão. • Avaliação dos benefícios • Avaliação do risco • Intuição O conceito de Análise de Decisão se baseia em fatos e na avaliação de probabilidade e gravidade. Decisão Esta abordagem se inicia com a definição da Decisão, com isso obtemos um propósito e um foco. “O que estou decidindo”? Exemplo: Uma determinada empresa, está selecionando dentre 4 candidatos, aquele que irá assumir a supervisão da área de Qualidade. Decisão: Selecionar um Supervisor de Qualidade. Critérios Definido o foco da análise, precisamos estipular alguns objetivos que irão orientar a avaliação das alternativas, para isso descrevemos os Critérios de Decisão. Os Critérios são resultados que gostaríamos de obter quando a decisão estiver implantada. Exemplo: Decisão: Selecionar um Supervisor de Qualidade Critérios: • Experiência de 3 anos como supervisor • Formação superior • Formação Engenharia Mecânica • Disponibilidade para 3 turno • Inglês • Liderança Importância Estes critérios possuem importâncias distintas, definida por Critérios Obrigatórios e Desejáveis. O Critério Obrigatório é indispensável, realista e mensurável. Se não atender às três características, automaticamente é Desejável. Entre estes Desejáveis, podemos distingui-los dando pesos de acordo com a sua importância. • 10 se for muito importante • 01 se for pouco importante Exemplo: • Exp. 3 anos como supervisor - indispens., mensurável, realista : O • Formação superior - indispensável, mensurável, realista: O • Formação Eng. Mecânica - dispensável: D - 6 • Disponibilidade para 3º turno indispens., mensurável, realista: O • Inglês - dispensável: D - 8 • Liderança - indispens., não mensur.: D - 10 Alternativas Uma vez definidos e classificados os critérios, temos que identificar as alternativas disponíveis: Exemplo: Tom, John, Jimy, Edie Avaliação A comparação das alternativas com os Critérios Obrigatórios é feita com a avaliação Passa / Não Passa. Se a alternativa não atender ao Critério Obrigatório, deverá ser eliminada. Exemplo: Avaliação Passa / Não Passa Critérios P / NP John P / NP Jim 5 P 2 NP 3,5 P 8 P Form. Superior Sim P Sim P Sim P Disponibilidade 3º Turno Sim P Sim P Sim P Experiência 3anos Tom P / NP Edie P / NP Nos Desejáveis, estabelecemos nota pelo desempenho das alternativas frente a cada Critério. Estas notas variam entre “10”- o que mais atende e “0” - não atende. Após dar a nota, multiplique o peso dado pela nota e some os produtos de cada alternativa. A soma dos produtos com maior pontuação é aquela que mais satisfaz os Critérios. Riscos Riscos são os problemas futuros inerentes às alternativas escolhidas. O objetivo é fazer um “brain-storm” e listar todos os problemas que poderão ocorrer com as duas alternativas de a maior soma. Após listado, avalie a Probabilidade de acontecer, dando Alta, Média ou Baixa e a Gravidade se acontecer, dando Alta, Média ou Baixa. As combinações A+A são as adversidades mais críticas, aquelas nas quais devemos concentrar a avaliação. Esta avaliação consiste em verificar se é possível evitar ou diminuir a Probabilidade Alta de acontecer. Se possível, verificar qual seria o ônus desta ação e se ela iria interferir nos Critérios. E também avaliar se é possível gerenciar o impacto da Gravidade Alta. Se possível, qual seria o ônus desta ação e se ela iria interferir nos Critérios. A decisão é baseada na alternativa que tem mais a oferecer, levando em consideração os riscos que ela oferece. Tom Vai Casar em 30 dias Instável P A A G B M Jim Agressivo Não gosta do 3º Turno P A A G A M Jim: Agressivo Evitar: Conversar com ele e expor as preocupações Gerenciar: Mandar embora Decisão Final: Tom é o candidato que tem mais a oferecer. Baseado nos critérios é aquele que possui menor risco. Pentagonal Agora que passou a fase crítica da produção com as Máquinas 1 e 2 já funcionando dentro dos padrões, é chegado o momento de contratar um novo Coordenador de Produção. Como é sabido, Carlos, o Coordenador anterior, pediu demissão e foi trabalhar para o nosso concorrente. Este Coordenador vai estar sob a sua gerência e cabe a você a decisão final sobre quem deve ser contratado. A opinião do Gerente de RH, Comercial e Logística, porém deve ser considerada, uma vez que faz parte da cultura da organização a participação de todos em decisões de contratação. Como é um cargo de supervisão, é procedimento dar prioridade para candidatos com potencial de crescimento profissional na empresa. Dentro do plano de carreira, todos aqueles que possuem o atual cargo de Líder de Equipe, há pelo menos um ano podem enviar o seu Currículo com uma solicitação para ocupar o cargo em aberto. Se nenhum candidato for aprovado, aí sim, procura-se por candidatos externos. Ele será responsável pela produção. Inicialmente trabalhará no turno da noite e após seis meses será transferido para o primeiro turno, assumindo a responsabilidade pela produção de todos os turnos. Por isso, disponibilidade para trabalhar à noite e capacidade de gerenciar pessoas são importantes. Daqui a três semanas, iniciaremos o período de produção máxima. É importante que o novo Coordenador já esteja exercendo suas funções antes do início do período. Você precisa deste tempo para treiná-lo para que ele possa se ajustar ao novo trabalho. Você sabe que não vai ser uma decisão fácil, pois os candidatos interessados possuem um ótimo Currículo. Abaixo seguem as principais informações desses candidatos: Antônio Carlos Drex 38 anos, casado, tem um filho de 5 anos e um de 2 anos. Reside a 10 km da fábrica Formação acadêmica: Cursando Engenharia Mecânica, com horário flexível Técnico Instrumentista Fábrica: Manutenção - 3 anos Operador da Máquina 1 - 2 anos Líder da Máquina 1 – 1,5 anos Outras Informações: Gosta de pescar nos fins de semana Comentários do antigo Coordenador na última avalwção de Desempenho: Carlos é uma pessoa dinâmica, formador de opinião, sempre procurando aprender mais sobre o seu trabalho. Após um certo tempo fica irritado com trabalhos rotineiros porém os faz dentro da expectativa. Quando precionado, apresenta dificuldade em separar os fatos das inferências, o que normalmente o leva a um desgaste emocional muito grande. Nas duas oportunidades em que me substituiu, ele desempenhou a função sem grandes problemas, apesar de ter sido por um período de 3 dias e a produção estar em um ritmo lento. Luís Baga 30 anos, casado, tem um filho de 1 ano. Reside a 14 km. da fábrica Formação acadêmica: • Técnico Eletricista • Fez cursos de Mecânica, Hidromecatrônico, Liderança e possui bons conhecimentos de informática Experiência: • Manutenção - 1,5 anos • Operador da Máquina 2 - 2 anos • Líder da Máquina 2 - 1 ano Outras Informações: • Treinador de Equipe infantil de vôlei do clube da empresa. • Faz trabalho voluntário na creche municipal toda terça e Quinta a noie. Comentários do antigo Coordenador na última avàliação de Desempenho: Luís é um Líder apesar de sua pouca idade e possui muita experiência em liderar pessoas. Todos que fazem parte de sua equipe o admiram e o respeitam, principalmente pela forma como ele os trata. Luís não possuí muita experiência fabril, porém sabe usar de sua habilidade com pessoas para suprir essa deficiência. Ele possui potencial para assumir cargos de supervisão no futuro, porém não quer fazer um curso supenor. Exercício O Suco de Laranja A Cia. Suco Vida é uma empresa que envasa, distribui e vende suco de laranja natural. O suco é comprado como concentrado, de duas esmagadoras e processadoras de suco e transportado em caminhões tanque, próprio para o transporte, até a Cia. Suco Vida. Esse suco concentrado é então armazenado em dois tanques silo de 500.000 lts. cada e refrigerados a (-5ºC) . Dos tanques silo, o suco concentrado é transportado por uma tubulação de aço inoxidável até o tanque de homogeneização, onde lhe é adicionado água mineral - vinda de um poço artesiano próprio - adquirindo então padronização definida. Após a homogeneização, o suco de laranja pronto para o consumo é transportado por uma outra tubulação de aço inoxidável até duas máquinas de envasar, que envasam os produtos LaranjaVida e o LaranjaVidaLonga respectivamente. O suco LaranjaVidaLonga é envasado em caixas Tetrapack de um litro, com validade de seis meses e não precisa ser armazenado em geladeira até ser aberto para o consumo. Ele é direcionado a um mercado que está disposto a pagar mais por um produto diferenciado, não pelo conteúdo, mas pela aparência externa e durabilidade após aberto para o consumo. Há três meses ocorreu uma contaminação por bactérias no LaranjaVidaLonga. Algumas caixas estavam estufando. Imediatamente, iniciou-se uma operação para a busca da causa, que foi definida como uma má higienização em um dos anéis vedantes do filtro de água da máquina de envasar o LaranjaVidaLonga. Novos procedimentos foram estabelecidos, e desde então não foi observado nenhuma outra contaminação desse tipo. O outro produto é o LaranjaVida, envasado em garrafa Pet de um litro, que após envasado, é armazenado em câmara fria a 5ºC e possui um prazo de validade de trinta dias. O seu transporte até o cliente - hipermercados, supermercados, mercearias e bares - é feito por caminhões refrigerados e próprios para cargas perecíveis. A pedido dos clientes, consumidores finais, foi modificada a garrafa Pet tradicional, acrescentando-se a ela uma alça para facilitar o pegar e transportar, e um lacre entre a tampa e a boca da garrafa, para evitar violações. A Cia. Suco Vida montou, há 2 anos, um Centro de Atendimento a Clientes -CAC, com o objetivo de atender as reclamações e sugestões. Não é comum receber reclamações, já que a qualidade e todo o processo produtivo é muito bem controlado. O CAC processa as reclamações de forma rápida e eficiente. Por exemplo, nos últimos meses, ocorreram algumas reclamações que o Suco estava estragado. Rapidamente foi acionado o Controle de Qualidade que substituiu os produtos estragados e recolheu as amostras para pesquisa em laboratório. O resultado da pesquisa foi uma proliferação de bactérias, normalmente encontrada no suco, que prolífera-se quando encontra um ambiente favorável. O Laboratório de Controle de Qualidade não sabe exatamente o porquê dessa proliferação. Acredita-se em uma possível contaminação na água, ou na máquina de envasar, ou talvez problemas com o refrigerador do caminhão que transportou o suco até os clientes. Mas são só hipóteses. O problema desapareceu por si só. Com a utilização das novas garrafas Pet obteve-se uma economia de R$0,05 por frasco. Pode parecer pouco, mas se levarmos em consideração a produção horária da LaranjaVidaLonga 5.000 caixas/hora - e do LaranjaVida - 6.000 garrafas/hora, é uma grande economia. Estamos no final do verão, que também significa o final do pico de consumo. Neste verão foram superadas todas as expectativas de vendas. Parte desse sucesso se deve a um preço mais acessível do LaranjaVida e a abertura de novos mercados, saindo dos grandes centros e atuando no litoral e interior. Porém, nem tudo foi perfeito. Desde novembro, há cinco meses, têm ocorrido reclamações de clientes finais sobre o suco estar estragado. Os testes mostram que ocorreu uma proliferação de bactérias em algumas garrafas do LaranjaVida. Os clientes alegam que após comprarem o suco e armazenarem na geladeira, no dia seguinte, ao pegá-los para abrir e consumir, notavam que a garrafa estava estufada. Com medo, entraram em contato com o CAC. Outros clientes alegam que suas crianças consumiram o suco por descuido e logo em seguida tiveram diarréia e vômito. Outros reclamaram no Procon da cidade exigindo indenizações. O intrigante é que os produtos a que se referiram as 28 reclamações, estavam dentro do prazo de validade e vieram de uma pequena cidade, de 20.000 habitantes, no norte do estado de São Paulo, perto de Ribeirão Preto - cidade nacionalmente conhecida pelo seu Chope gelado e calor. Tanto o LaranjaVida quanto o LaranjaVidaLonga são vendidos em ambas as cidades e transportados pelos mesmos caminhões. Foi contatado o fornecedor das garrafas Pet sobre uma possível contaminação de um lote de garrafas. Ele não descartou a possibilidade, apesar de achar que a causa pode ser água contaminada. É preciso solucionar este problema o mais rápido possível. O jornal regional da cidade já publicou uma nota sobre a intoxicação e o Procon já notificou a Cia. SucoVida. Análise de Risco É um método que auxilia na avaliação dos problemas futuros associados a uma ação a ser executada. A sessão está dividida nas seguintes etapas: • Ação • Problemas Futuros • Causas Potenciais • Preventiva • Contingente Ação Deixar bem claro o que será realizado ou implantado. Escreva uma frase curta contendo: • Qual é a ação a ser realizada • Quando será executada • Onde será executada Problemas Futuro São problemas associados a uma ação a ser executada. Pergunte: • O que pode sair errado quando executar esta ação? Avalie: • Probabilidade - Alta, Média ou Baixa • Gravidade - Alta, Média ou Baixa Concentrar nas combinações Alta + Alta Causas Potenciais São situações que podem gerar o Problema Futuro. Pergunte: • Qual seria a causa da ocorrência deste Problema Futuro? Avalie: • Probabilidade - Alta, Média ou Baixa Concentrar na Probabilidade Alta Preventiva São ações que reduzem a probabilidade das Causas Potenciais acontecerem. Pergunte: • Como posso evitar esta causa? Definir um responsável Contingente São ações que visam diminuir o impacto ou dano provocado pelo Problema Futuro. Pergunte: • Como posso minimizar os danos, após ter ocorrido o Problema Futuro? Estabelecer o gatilho e o responsável. Análise de Risco Análise de Risco é uma abordagem que auxilia na avaliação de Problemas Futuros, inerentes às ações a serem tomadas. Ação Essa análise inicia definindo o foco e deixando claro qual ação será tomada. Exemplo: Qual é a ação Quando será Onde será ? ? ? Visita do Presidente Daqui a 2 semanas Na área de Manutenção Problemas Futuros Como a lei de Murphy é verdadeira, existe uma grande chance dessa visita ter problemas. Por isso identificamos e avaliamos os Problemas Futuros através da Probabilidade e Gravidade. Concentrar nas combinações A + A. Exemplo: O que pode sair errado durante a visita do Presidente? Problema Futuro Local sujo Faltar energia Gte. ficar doente Greve P G A B B B A A. A A Causas Potenciais Definindo o(s) Problema(s) Futuro(s) crítico(s), temos que achar as Causas Potenciais, perguntando: • Qual seria a causa da ocorrência do Problema Futuro? Analisando a probabilidade de acontecer, mais uma vez, nos concentramos na Probabilidade “A”. Exemplo: Causas Potenciais P Não teve faxina B Emergência na produção A Funcionários descuidados B Preventiva / Contingente Com a(s) Causa(s) Potencial(ais) definida(s), o próximo passo é tentar evitar com ações Preventivas, que elas ocorram, e criar dispositivos de proteção, caso o problema futuro venha a ocorrer, com ações Contingentes. OBS.: toda ação Contingente é acompanhada de um gatilho e um responsável. Exemplo: Causa Potencial Preventiva Contin ente Gatilho Quem Gerente Emergencia na produção Fazer preventiva Equipe de 1/2 hora antes de e melhor limpeza e de fazer inspeção Produção planejamento manutenção visual disponível Fonte: Este material contem parte de algumas unidades abordadas nas bibliografias abaixo sendo o mesmo recomendado como referencia didática e profissional do acervo de um administrador de empresas. Jamais o resumo expresso irá substituir o livro texto, na qual contem um excelente conteúdo de consulta. Ele foi elaborado baseado nos conceitos contidos nos livros “The Leader’s Edge” de Guy Hale e “Managing Beyond the Ordinary” de Charles H. Kepner e Hirotsugu Iikubo, e para maiores informações consulte seu livro. Desta forma este material foi desenvolvido para que você possa acompanhar passo a passo o programa Análise de Problemas e Tomada de Decisão, fazer suas anotações e servir como fonte de referência futura.