Igreja
Luterana
REVISTA TEOLóGICA
da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
••
Ano XXI
Pôrto Alegre 1960
CASA PUBLICADORA CONCóRDIA S. A.
IGREJA
R,Ev'ISTA TEOLóGICA
Evangélica Luterana do Brasil
Ela Igreja
(birnestral)
Autorizada
a circular
por despacho do D. I. P. - Proc. 9.651-40
Redatores: Prol'. 01'. H. Rottmalli"
Prol. O. A. Goerl
ANO XXI
Pôrto Alegre MAGlSTER
(49
Editôra: Casa Publicadora Concórdia S.A.
PHIUPPUS
1960
MELANCHTHON
centenário de sua morte, ocorrid31 em 19 de abril de 1560)
W. Kunstmann.
Filipe Melanchton nasceu em 16 de fevereiro de 1497 em Bretten no Palatinado. Seu pai, um armeiro afamado, se chamava
Georg Schwarzerd e sua mãe era Bárbara, da família Reuter. Os
pais eram ambos sérios, fiéis e trabalhadores. Tiveram dois filhos
e três filhas, sendo Filipe o primogênito. Foi educado na casa de
seu avô da parte da mãe e recebeu por intermédio de um professor
particular, de nome Jacó Unger, um renomado gramático, as primeiras instruções. Brevemente já se revelaram os dons extraordinários do menino. Assimilava tudo rapidamente, tinha boa memória
e sabia reproduzir com clareza o que aprendia. No seu 119 ano,
porém, perdeu em seguida seu professor, seu avô e, poucos dias
depois, seu pai. Êste último, sentindo aproximar-se a morte, disse
ao filho: "Tenho que morrer agora, quero que meus filhos continuem membros da igreja,· vivam em estreita união com a igreja e
tenham conhecimento de Deus; que se salvem afinal e tenham a vida eterna."
Após a morte do pai, Filipe freqüentou a então afamada escola
de Pforzheim, vivendo agora na casa de uma tia-avó, irmã do afamado humanista Johann Reuchlin. Depois de ai ter dado bom fundamento científico aos seus conhecimentos, em 1509, com apenas
13 anos, se matriculou na Universidade de Heidelberg, onde, somente
2 anos mais tarde, rapaz de apenas 15 anos, bacharelou-se. Logo
após se mudou para a Universidade de TUbingen, onde lhe concederam a dignidade de Magister e com isto o direito de ocupar uma
cátedra nas instituições de ensino superior.
Filipe participou, ao lado de Reuchlin, da controvérsia dêste
com os de Colônia, mas a primeira grande obra literária do jovem
cientista foi a Gramática Grega que, com 21 anos de idade, publicou em 1518. Filipe, além dos estudos filológicos, se dedicou tam-
50
Magister Philippus Melanchthon
bém à teologia, jurisprudência e medicina. O adiantamento notável do jovem Melanchton decerto dá testemunho de uma dotação
extraordinária, mas também de uma dedicação invulgar e de uma
aplicação incansável. Neste particular ainda hoje pode servir de
exemplo a todos os estudantes.
Melanchton foi piedoso, modesto e singelo desde a infância. Já
cedo o levaram para junto da verdadeira fonte de tôda a sabedoria,
a Palavra de Deus, e isto por intermédio do já mencionado humanista Johann Reuchlin. Foi êste tamc-ém quem, segundo os costumes da época, alterou o nome de família do jovem cientista, traduzindo-o para o grego. Êste Reuchlin pertencia aos poucos da época
que reconheciam a corrupção fundamental da Igreja, que exigiram
por isso uma reforma e procuraram sedamente, se bem que a seu
modo, realizá-Ia. Assim também Melanchton, que escolhera Reuchlin por seu modêlo, foi por êste levado ao movimento pré-reformador. Mas, como Reuchlin e seus companheiros com suas intenções
não chegaram além de uma demonstração de boa vontade, revelando, outrossim, a sua completa incapacidade de conseguir uma reforma que renovasse a igreja desde os alicerces, assim também Melanchton pouco ou nada teria conseguido, se Deus não o tivesse associado a um homem, a quem chamara para reconduzir a igreja
corrupta à limpidez e ortodoxia apostólicas. Melanchton nunca teria
prestado à igreja os serviços que esta lhe agradece, se não se tivesse apoiado em Lutero. Deus na sua graça e insondável sabedoria
dispôs que êstes dois homens se tornassem colaboradores na grande
obra.
No ano de 1518, atendendo a uma proposta de Reuchlin, a Universidade de ""W"ittenbergentregou ao jovem Melanchton, que contava apenas 18 anos, uma cátedra. Já dois anos antes, o afamado
Erasmo de Rotterdam assim se manifestara a respeito dêle nUma
carta: "Meu Deus, que esperanças faz surgir êste môço Melanchton,
pouco mais que um rapaz, e já digno de alta consideração tanto
no grego como no latim! Que penetração de entendimento, que
pureza e elegância de linguagem! Que conhecimento de coisas ocultas! Que vasta erudição! Que delicadeza nobre, sim, régia!" Também Lutero em breve pôde aquilatar os dons maravilhosos que adornavam Melanchton, agradecendo a Deus por lhe ter pôsto ao seu
lado tal colaborador. As palavras que Reuchlin dirigiu ao jovem
Melanchton quando da sua partida para Wittenberg, merecem a
nossa atenção: "Assim te digo eu, não de maneira poética, mas
com as palavras de promessa verdadeiramente divina dada ao fiel
Abraão: 'Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai,
e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação,
e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê uma bênçã.o!' Assim
me profetiza o meu espírito, assim, espero eu, acontecerá contigo,
meu Filipe, tu, minha obra e meu consôlo!"
Até à sua chegada em Wittenberg, Melanchton fôra um mero
espectador das controvérsias reformistas de Lutero; agora, porém,
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51
que se achava junto à fonte e ao berço da Reforma, tornava-se-lhe
necessário decidir-se a favor ou contra o movimento. Êle o abraçou
de todo o coração. Sem dúvida, sua adesão grandemente contribuiu
para a divulgação da Reforma. A grande fama de que gozava atraía
para Wittenberg estudantes não apenas de tôdas as comarcas da
Alemanha, mas de tôdas as terras européias, da França, Inglaterra,
Hu..l1gria, da Transilvânia, Polônia, Dinamarca, Boêmia, Itália e
até da Grécia, de sorte que muitas vêzes nada menos do que 2 000
ouvintes estavam sentados aos seus pés, e contam que em certa
ocasião, na sua mesa sempre hospitaleira, teriam conversado em
nada menos do que onze idiomas diferentes. Assim a semente da
palavra foi levada para muitas terras. Que a sã doutrina, também
nos colóquios, para Melanchton sempre vinha em primeiro lugar,
prova o costume de êle, para poder ser compreendido por todos,
proferia, aos domingos, alocuções edificantes em latim, que, coledanadas mais tarde, nos deram a sua postila. E, porque afluíram
para 'Wittenberg muitos jovens que ainda não estavam em condições de se matricularem na Universidade, Melanchton fundou para
êstes uma escola particular na sua própria casa.
Melanchton não contribuiu para a propagação da Reforma apenas dentro de sua casa e nas salas de aulas, mas também soube defender a causa do Senhor publicamente, Já no ano seguinte, em
1519, assistiu Lutero na Disputação de Leipzig. Os seus apartes certeiros por diversas vêzes perturbaram ao Dr. Eck e o levaram a
exclamar: "Cala-te, Filipe, trata dos teus estudos e não me atrapalhes!"
Em 1529 acompanhou Lutero à Dieta de Espira, cuja deliberação provocou o protesto dos partidários da Reforma, pelo que êstes
doraval1te foram chamados de "protestantes". Em 1530 achamos
Melanchton em Augsburgo, quando roi entregue ao Imperador a
Confissão dos luteranos que, baseada nos p.Jtigos de Torgau da
autoria de Lutero, teve Melanchton como redator. Já com esta Confissão de Augsburgo, o nome de Melanchton para todo o sempre
ficaria gravado na memória de todos os luteranos. It uma obra mestra - assim como o Catecismo de Lutero - que não tem iguaL Em
tempos de apêrto, até a Igreja Reformada se refugiou debaixo das
asas desta confissão.
Se da Confissão de Augsburgo sômente a' forma pertence a
Melanchton, enquanto o assunto veio de Lutero, a Apologia, i. e. a
defesa da Confissão de Augsburgo, é da inteira autoria de Filipe,
da..'1doêste por meio da Apologia provas de como penetrara profundamente na teologia do Reformador.
Melanchton foi ainda um dos principais colaboradores de Lutero na tradução da Bíblia, obra esta considerada como o coroamento da Reforma.
Na visitação das igrejas da Saxônia, lVIelanchton deu provas de
suas faculdades teológicas práticas, Assim também são de sua autoria os "Visitationsartikel", uma instrução para visitadores.
52
Magister Philippus Melanchthon
Os anos que se seguiram a Augsburgo, elevaram Melanchton
ao auge de sua carreira. Com a morte do adversário da Reronna,
Jorge da Saxônia, tornou-se possível a introdução da Reforma nessas
terras. Melanchton especialmente ficou incumbido de reformar a
Uníversidade de Leipzig. Também escreveu nesta mesma época a
refutação de um catecismo do Bispo de Mísnia e, ainda em conseqüência dêste catecismo, uma obra maior intitulada "De ecc1esiae
autoritate et veterum scriptis". Êle depois recebeu diversos convites para trabalhar no sentido reformador, dos quais os mais importantes foram o do rei da França e de Henrique VIII da Inglaterra. Nenhum pôde atender, porque não recebeu a devida licença
do seu Príncipe Eleitor. Mas foi para Colônia, a fim de ajudar a Hermann von Wied no. seu esfôrço de introduzir a Reforma naquela
cidade, esfôrço que fracassou por fim.
Melanchton tomou parte em diversos colóquios, sendo bastante
conhecido o de Hagenau. No caminho para êste conc1ave, em Weimar, Melanchton caiu doente e todos temiam por sua vida. Também
êle mesmo teve o pressentimento de que ia morrer. Lutero, que se
apressou em chegar junto ao leito do enfêrmo, quando o viu, exclamou: "Valha-me Deus! como o diabo debilitou êsteorganismo!"
Voltou-se em seguida para a janela e, ajoelhado, fêz prolongada oração. Disse mais tarde: "Naquela vez nosso Deus teve de me aturar.
Eu lhe atirei o fardo à porta e lhe enchi os ouvidos com tôda sorte
de promessas dadas referente às orações contidas nas Escrituras,
assim que não pôde deixar de me ouvir, se queria que confiasse nas
ditas promessas!" Depois da oração deu a mão a seu amigo, dizendo: "Tem bom ânimo, Filipe, não morrerás! Se bem que Deus tem
suficiente motivo para matar, todavia não quer a morte do Lmpio,
mas que êle se converta e viva. Tem prazer na vida e não na morte!"
Logo Melanchton recuperou plena saúde.
Em Worms Melanchton enfrentou o Dr. Eck em um colóquio.
Aconteceu isto no ano de 1541. O vice-chanceler Burckhardt disse
depois que enfim Eck tinha achado o seu mestre. A luta fôra como
a de Davi com Golias, sendo Felipe o Davi. Êstecolóquio, por ordem do Imperador, roi continuado em Reguensburgo e teve corno
resultado o "Reguensburger Interim", que muito melhorou a posição dos protestantes, mas que evidenciou para Melanchton a impossibilidade de entrar-se em acôrdo com os papistas. Também a "\Vittenberger Konkordie" a respeito da Santa Ceia foi da autoria de
Melanchton e por êle apresentada. Lutem a aceitou integralmente.
As obras de maior importância de Melanchton foram ainda a
"Confessio Saxonica" de 1551, uma repetição da de Augsburgo,
"Examen ordinandorum" de 1553 e, em 1559, a "Refutação dos Artigos da Inquisição da Bavária". Em 1521, Filipe escrevera a prl~
meira dogmática luterana, os "Loci communes". A última edição
desta obra com as mencionadas três de 1551 até 1559 juntamente
com a Augustana e a Apologia, Melanchton as reuniu no "Corpus
dodrinae Philippicum", por assim dizer, o seu testamento teológico.
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53
Muito Lutero se entristeceu com o fato de que Melanchton mais
tarde se afastasse sempre mais do Reformador na parte referente à
doutrina da Santa Ceia e à do livre arbítrio e das relações entre fé
e obras. Melanchton sempre se deixava levar por ponderações com
referência à vida prática. Estas mesmas ponderações também o levaram a proceder a uma alteração da Augustana, assim que Lutero
o teve que censurar amarga.111ente: "Felipe, a Confissão não é o teu
livro, mas sim o da Igreja!" Não queremos, porém, nesta ocasião
entrar em pormenores desta espécie. Queremos, antes, colocar uma
singela coroa de louros no túmulo dêste grande homem.
Melanchton fêz e ainda faz jus ao epíteto elogioso "Praeceptor
Germaniae". Também ia merecer o nome de "Praeceptor ecclesiae",
se nada mais teria escrito do que a Aug-tlstana e a Apologia. Especialmente por meio de seus Lod, Melanchton tornou-se o instrutor
das posteriores gerações de teólogos, e Martin Chemnitz, o autor
principal da Fórmula de ConcÓrdia, decididamente se baseia em
Melanchton.
Inegàvelmente, as qualidades características dêste grande homem são modéstia e altruísmo. A primeira se revelou em mais de
uma ocasião, especialmente quando convidado a fazer parte da faculdade de teologia em Wittenberg, julgando-se êle indig-no de tal
honra e inabilitado para o desempenho de tais responsabilidades.
A outra qualidade comprova o fato de êle não ter aceito remunera ..
ção pelas suas preleções e aulas particulares, também aos rapazes
em sua casa, contentando-se com seu parco salário fixo. Dêste ainda custeou o sustento de muitos educandos pobres, e a sua casa
hospitaleira, como a de seu amigo Lutero, sempre estava aberta a
todo o mundo. O seu biógrafo Camerarius, entre outros casos ilustrativos destas qualidades, conta que a espôsa de Melanchton nos
primeiros quatro anos de casada não pôde comprar um único vestido
nOVeloQue conseguiram passar sem morrer de fome, Melanchton deve
à perspicácia e senso de economia de seu fiel fãmulo Johann Koch.
Por ocasião da morte de Lutero se revelou a sua grande estima
e afeição para com o Reformador. Recebeu Melanchton a triste
nova no momento em que queria entrar para a sala de aulas. Não
pôde lecionar nesse dia, mas dirigiu a palavra aos estudantes reunidos, exclamando: "Partiu êle, o condutor do carro de Israel, que
conduziu a Igreja nesta derradeira época do mundo! Pois, em verdade, não foi por meio de sabedoria humana que surgiu esta doutrina
da remissão dos pecados e da fé no Filho de Deus, mas da parte de
Deus foi revelada por intermédio dêste homem, como também nós
temos constatado que êle tem sido suscitado por Deus. Por isso de
bom grado dêle nos lembremos e amemos a doutrina por êle propagada. A ti, Filho de Deus e Emanuel, que por nós fôste crucificado
e ressuscitaste, a ti peço queiras governar e proteger a tua Igreja!
Amém."
Melanchton, a 26 de novembro de 1520, contraiu núpcias com
Catarina Crapp, filha do burgomestre de Vlittenberg, com quem
Magister Philippus Melanchthon
viveu em plena harmonia por 37 anos. Ambos eram amigos dos pobres. Certa vez, quando o Duque da Prússia quis fazer um presente
a Melanchton, consultou o genro dêste, Peucer, o qual aconselhou
que não desse dinheiro, pois êste, sem falta, os dois iriam passar às
mãos de necessitados. - O casal teve quatro filhos: Filipe e Jorge,
Ana e Magdalena. Sua vida familiar era pautada pela Palavra de
Deus e oração. Camerarius nos transmitiu até a maneira como Melanchton fazia as suas devoções domésticas diárias no seio dos seus
familiares. Sua casa era casa de oração. Aos seus ouvintes dizia
do púlpito: "Não deveis ser tão irracionais e grosseiros a ponto de
pensar: Não importa se não vou ao culto; isto é papismo, é superstição! - Não, mas é uma barbaridade (sic!) se perdeis o culto! Não há
coisa mais bela do que reuniões decentes e santas, onde os homens
são instruídos pelo próprio Deus e se rendem louvores em conjunto.
Nisto temos retratada a vida eterna, onde estaremos sentados à
face de Deus e de seu Filho, e ouviremos o Filho de Deus a respeito
das maravilhas máximas, sendo por ~le instruídos."
Quando, em 1557, Melanchton estava viajando em negócios da
igreja, recebeu em Heidelberg a notícia da morte de sua espôsa.
Então exclamou: "Até logo, querida espôsa, em breve hei de seguir-te!"
Enfim, há 400 anos, no dia 19 de abril, também veio a sua derradeira hora. Às 2 horas de madrugada se levantou e disse: "Lembrei-me da palavra de Paulo: Se Deus é conosco, quem estará contra nós?" Depois das 8 fêz oração com voz já débil a favor de sua
pessoa, da Universidade, de seu príncipe e de tôda cristandade. Após
ligeiro desmaio, disse a Peucer, seu genro: "Estive na morte, mas
Deus por graça me salvou!" Magister Sturio o consolou: "Agora
já nen}mma condenação há para os que estão em Cristo Jesus!", a
que Melanchton respondeu: "Cristo Jesus se nos tornou da parte
de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que,
como está escrito: Aquêle que se gloria, glorie-se no Senhor!" E
acrescentou: "Sempre tenho presente a palavra de João a respeito
do Filho de Deus, meu Senhor Jesus Cristo: O mundo não o recebeu; mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus, a saber: aos que crêem em seu nome!" Como
nada mais dissesse, seu genro perguntou se ainda desejava alguma
coisa, ao que respondeu: "Nada mais do que o céu! Deixai-me em
paz doravante com tais perguntas!" A morte veio às 19 horas. Seu
Pastor Paul Eber o consolava ainda com muitas passagens bíblicas,
recitando, afinal, as palavras do salmista: "Nas tuas mãos, Senhor,
encomendo o meu espírito. Tu me remiste, Senhor, Deus da verdade!" a que respondeu ainda com.um claro: "Sim!" - Foi esta
a sua última palavra em vida.
Oposto ao túmulo de Lutero, na mesma Igreja do Castelo em
Wittenberg, sepultaram o homem de Deus a 21 de abril de 1560.
Numa singela lápide lê-se: "Neste lugar foi sepultado o corpo do
venerável Filipe Melanchton que faleceu nesta cidade no ano de
1560, a 19 de
e 2 dias_"
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1560, a 19 de abril, após ter alcançado a idade de 63 anos, 2 meses
e 2 dias."
(Hebreus 13.7) "Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos
pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da
sua vida, imitai a fé que tiveram."
8.
2.
b1Õ
::-:;:2. do Castelo em
abril de 1560.
c;:l.'.:ado o corpo do
::dade no ano de
Warum ich der über:i!eugung bin, dass die Welt in sechs natürlichen Tagen geschaffen wurde?
1. Weil es 1. Mose 1 steht;
2. Weil 2. Mose 20 und 31 das erste Kapitel der Bibel
so auslegen;
3. Weil 1. Mose 1 nicht wie Hiob 38 und Ps. 104 poetisch
redet.
1.
Das Wort «yom» wird Gen. 1 im Singular und Plural gebraucht.
1m Singular steht es V. 5a (vgl. 14a, 16, 18) aIs Bezeichnung
des hellen Teiles des ersten Schõpfungsabschnittes.
Das ist die
Grundbedeutung des 'Wortes nach Ed. Kõnig: Tag im Unterschied
von Nacht. 1m Sing. steht es auch V 5b aIs Bezeichnung der Zusammenfassung des hellen und dunklen Teiles dieses Schõpfungsabschnittes. Das ist die zweite Bedeutung des Wortes: Tag ais Zusammenfassung von Tag und Nacht.
1m Plural steht «yomJJ V. 14b im Zusammenhang mit dem Wort
shanim und bezeichnet den durch einen Zyklus von Tag und Nacht
bestimmten Teil eines J ahres.
1m Singular wird yom im A. T. auch gebraucht, um eine Zeit
anzugeben, in der ein bestimmtes Ereignis eingetreten ist oder eintreten wird, die mit dem bestimmten Ereignis eingeleitet worden ist
oder werden wird. Beispiele: Gen. 2,4: "zu der Zeit, als_ .. "; Jes.
11, 16: "zu der Zeit, da ... "; Gen. 3, 5: "Welches Tages du ... ,
wirst du ... " - Vergl. die Stellen mit "Tag des Getümmels, der
Rache, des Unfalls, des Jammers, des Verderbens, der Heimsuchung,
des Zornes".
Bei diesem Sprachgebrauch kommt es nicht auf die Zeitdauer
an, sondern auf das Einsetzen von etwas Neuem, auf den B e g i.n n
eines Zeitabschnittes.
1m Plural wird yom i.m Alten Testament auch gebraucht, um
eine lãngere, nicht genau bestimmte Zeit anzugeben, wobei der Ablauf diesel' Zeit einbezogen isto Beispiele: Gen. 47,8: " ... die
56
Die Lãnge der Schõpfungstage
Tage (d. h. die Zeit) deiner Lebensjahre ... " Gen. 43,9 " ... mein
Leben lang."
Ich kann im A. T. nicht eine Stelle finden, in der yom im Singular, mit Bezugnahme auf den Verlauf einer bestimmten
Zeit,
etwas anderes aIs einen natürlichen Tag bedeutet. Dass die Stellen
Ps. 90, 4 und 2. Petri 3, 8 nicht das Gegenteil beweisen, liegt auf der
Hand, denn dort wird von Gott geredet, der nicht in der Zeit lebt.
Es wird ein Versuch gemacht, mit den für Ewigkeitsbegriffe unzulãnglichen menschlichen Begriffen eine Anschauung von der zeitlosen Zeit zu geben.
((yom>J wird sowohl vor der Erschaffung der Gestirne aIs auch
von ihrer Erschaffung an gebraucht. Aus dem Umstand, dass es
wahrend der ersten drei Tage noch keine Sonne gegeben hat, wird
mancherseits geschlossen, dass darum die ersten drei Tage den folgenden in der Zeitdauer nicht gleich gewesen sein müssen. Dieser
Ansicht steht entgegen, dass bei der Erschaffung der Sonne und des
Mondes diesen der Auftrag gegeben wurde, den Tag und die Nacht
zu regieren. Die Worter Tag, Nacht konnen sich nur auf V. 50. beziehen, wo Tag und Nacht erschaffen und benamt wurden. Deh
schon vorhandenen Tag sollte von jetzt an die Sonne regieren, die
schon vorhandene Nacht der Mond. Luther sagt dazu (St. L. 3,39 f):
'"Wir haben zuvor gehõrt, dass Gott das Licht schuf und nannte es
Tag; die Finsternis aber nannte er Nacht. Da war noch keine Sonne
noch Mond und war doch Tag und Nacht und ware auch also geblieben. Also, wiewohl rue Sonne den Tag nicht macht und nichts
dazu tut, regiert sie doch am Tage wie der Mond in der Nacht. Derhalben müssen wir den Text aufs einfaltigste bleiben lassen, dass
die zwei Lichter dazu geordnet sind, dass sie Tag und Nacht regieren, nicht, dass sie Tag oder Nacht machen sollen. 'Wie wir von
einem Menschen sagen, er solle über das Land regieren; das nicht
soviel gesagt ist, dass er das Land mache, sondem dass er es findet
und sein Regiment darauf ist ... Daneben spricht Gott, dass diese
zwei Lichter dazu dienen sollen, dass sie seien zu Zeichen, Zeitungen, Tagen und Jahren, das ist, dass man dabei die Zeit kõnnte zahlen und wissen."
Vom Licht des ersten Tages sagt Luther, "dass es einen natürlichen Tag gemacht" habe (1,23) und: "Das er sagt, es werde
aus Abend und Morgen ein Tag, redet er vom natürlichen Tag, so
vierundzwanzig Stunden hat" (1,51).
((yom)) im ursprünglichen Sinne Von "heller TeU" wird V. 18
ins Regiment der Sonne gestellt, die in V. 15. 17 den Auftrag bekommt, "auf die Erde zu scheinen". Sie sollte algo nicht nur scheinen, sondem a u f d i e E r d e scheinen. Wenn sie vom vierten
Tage an den hellen Teil des Tages regieren sollte, m u s s t e sie
ja auf die Erde scheinen. Dasselbe wird aber von den Gestirnen im
allgemeinen gesagt (V. 15.14). Es wird nichts darüber gesagt, wie
sie das Regiment übernahmen, ob sie das schon vorhandene Licht
(es ,.,'ar Tag,
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57
(es war Tag, aIs Gott die Gestirne schuf!) gewissermassen übernahmen 1) oder ob Gott das erste Licht durch das Licht der Gestirne
ersetzte. Es genügt die Aussage, dass die Gestirne auf die Erde
scheinen sollten und das nach des Schopfers 'Wi1len auch taten. An
jedem Schopfungstage geschah wirklich das, was Gott b-efohlen hatte,
nicht nur z. B. V. 9, sondem auch V. 15: "Und es geschah also."
Von einer langen Zeit, die das Licht der Gestirne bis zur Erde brauchte, steht nichts da.
Aus dem bisher Gesagten geht hervor, dass Gen. 1 eindeutig
lehrt, dass dieWelt in sechs natürlichen Tagen geschaffen worden
isto Was die Schrift eindeutig sagt, ist immer Lehre, verbindliche
Lehre.
2.
Ex. 20, 11 und 31, 17 wird yom avi alle sechs Schopfungstage
gleicherweise bezogen und in einem Atemzug von den Tagen der
Israeliten im 3. Jahrtausend naGh der Schõpfung gebraucht. Diese
beiden Stellen sind die Auslegung der Bibel selbst von dem, was sie
in ihrem ersten Kapitel sagt. Was an diesen beiden Stellen mit "Tag"
gemeint ist, steht võllig ausser Zweifel, nãmlich der Zeitraum von
einer bestimmten Tageszeit an bis zur selben Zeit des folgenden
Tages, also nach den Mitteln unserer Zeitmessung 24 Stunden zt.l
60 Minuten zu 60 Sekunden.
Eins ist besonders klar, dass namIích yom in dem Satz "in sechs
Tagen hat Gott Himmel und Erde gemacht" nur eine Bedeutung
auf einmal haben kann, wie das immer in vernünftiger Rede
der Fall sein muss, dass es nicht in bezug auf die ersten drei Tage
eine langere Zeitdauer, langere Tage, und in bezug auf die letzten
drei Tage soviel wie 24 Stunden bedeuten kann 2). - Der Exeget
muss sich für eineder beiden Bedeutungen entscheiden, wenn er
nicht den trivialsten Forderungen der Hermeneutik zuwider sein
will. 'Will er sich für langere Tage entscheiden, dann muss er allerdings aus dem Wort yom etwas herauslesen, was nicht darin steht,
denn ich habe im ersten Teil dieser Darlegung nachgewiesen, dass
yom im Singular nur den natürlichen Tag bedeutet. Dass es Ex. 20
im Plural steht, lasst keine andere Deutung zu (yom im Sinne von
unbestimmt langer Zeit), denn ich kann von einer Sache, wenn sie
mehfach vorliegt, nur im Plural reden. Dadurch wird nicht auto1) G. v. Rad, ATD, Gottingen, 1956 I, 43: «Die Gestirne sind nur Zwischentrager eines Lichts, das auch ohne sie und vor ihnen da war.»
2) Ich zahIe dem eine Prãmie, der mir einen vernünftigen Satz nennen kann,
in dem ein Wort, einmaI gesagt, zweierIei Bedeutungen hat, wobei ich aIs
BeispieI etwa den folgenden Satz nennen kõnnte: «Kolumbus stiess von
der europãischen Küste ab und fand nach vier Stunden die Küste der neuen
'Welt, d. h .. nach drei Stunden, die je einen Monat dauerten, und einer gewõhnlichen Stunde von 60 Minuten.» - Das ist natürlich kein vernünftiger Satz.
58
Dia Lãnge der Schõpfungstage
matisch die Bedeutung des Singulars eines Wortes durch die abgeleitete Bedeutung seines Pluralsersetzt.
Solange kein anderer, etwas anderes aussagender, Kommental'
Gottes zu Gen. 1 zu nennen ist - und es ist keiner in der Bibel zu
finden -, solange wird das Sechstagewerk von Gen. 1 duI'ch Ex. 20
und 31 als ein 'Werk innerhalb von sechs natÜrlichen Tagen erklart.
Die beiden Stellen notigen uns, bei dem einfachen Sinn des 'Wartes
yom zu bleiben. Luther wird gar nicht müde, gerade im Kommentar
zu Gen. 1 (St. L. Band 3) immeI' wieder daI'auf zu dI'ãngen (ich
meine auf den einfãltigen Sinn alIeI' Ausdrücke des 1. Kapitels), so:
"Dass sage ich abeI', dass man bei den einfãltigen Worten und Verstand bleibe und nicht emporfahre und hoch speku1ieI'e" (3, 39).
"Denn ich habe oft gesagt, dass, wer in der heiligen Schrift studieren will, so11je daI'auf sehen, dass eI' auf den einfãltigen Warten
bleibe, wie er immer kann, und je nicht davon weiche, es Z'Ninge
denn iI'gend ein Artikel des GIaubens, dass man es mÜsse anders
verstehen, denn dieW orte lauten. Denn wir mÜssen des sicher sein,
dass keine einfãItigere Rede auf Erden kommen sei, denn das
Gott geredet hat. Darum, wenn Moses schreibt, dass Gott in sechs
Tagen Himmel und Erde, und was darinnen ist, geschaffen habe,
so Iass es bleiben, dass es sechs Tagen gewesen sind ... Kannst du
es aber nicht vernehmen, wie es sechs Tage sind gewesen, so tue
dem Heiligen Geist die EhI'e, dass er gelehI'ter sei, denn du. Denn
du soIlst aIso mit der Schrift handeln, dass du denkest, wie es Gott
selbst rede. WeU es aber Gott redet, so gebührt dir nicht, sein Wort
aus Frevei zu lenken, wo du hin willst, es zwinge denn die Not, einen
Text anders zu verstehen, denn wie die Worte lauten, nãmlich, wenn
der Glaube solchen Verstand, aIs die Worte geben, nicht Ieidet"
(3,20 s.).
Auf alie Fragen, die duI'ch das natürliche Denken entstehen
und auf irgendwelche Unmôglichkeiten des Berichts weisen, von
unbedachtsamen Auslassungen reden oder an bestimmten Ausdrükken rütteln woIlen, sagt Luther: "Ob wir die Ursache nicht treffen,
wollen wir dem Heiligen Geist die Ehre tun, dass er es besseI' wisse
als wir" (3,30), "dem Heiligen Geist Raum geben und sagen, dass
eI' es besser "visse, aIs wir es verstehen" (3, 32). Und : "Darum
müssen wir uns gefangen geben und dabei bleiben" (3,32) und endlich: "Es sei, wie es wolle, so ist's ohne Zweifel, dass es Moses nicht
vergessen hat, dazuzusetzen, sondern ist aus bedachtem Rat geschehen" (3, 33) .
3.
Man spricht oft von verschiedenen Schôpfungsberichten der BibeI und nennt ausser Gen. 1 deu von Gen. 2 und Hiob 38, sowie Ps.
104. Dass Gen. 2 kein zweiter Schôpfungsbericht ist, ist wohl unser
alIeI' Meinung, die wir nicht der QueIlenscheidungstheorie zum OpfeI'
gefaIlen sind. Gen. 1 aber auf eine Linie mit Hiob 38 und Ps. 104
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H.iob 38 und Ps. 104
59
zu stellen, von den letzteren beiden aIs von Schopfungsberichten zu
reden, ist eine ungenaue und darum auf wissenschaftlichem Gebiet
unzulãssige Redeweise. Die Bibel hat nur einen Schopfungsbericht,
nãmlich Gen. 1. - Hiob 38 und Ps. 104 sind dichterische Beschreibungen (ganz gewiss inspirierte!) des Schopfungswerkes. Man darf,
wenn man emst genommen werden will, nicht sagen, die Bibel berichte einmal so und einmal anders über die Schopfung. Noch unzulãssiger ist es, zu behaupten, man müsse Gen. 1 nach der poetischen Weise der hebrãischen Sprache verstehen. Gen. 1 ist nachgewiesenermassen ein streng sachlicher Bericht vom Schopfungswerk
und darum so zu nehmen, wie er dasteht.
Es geht ebensowenig an, den Bericht von Gen. 1 aIs solchen zu
beschreiben, der uns den "Vorgang in anschaulichen, der Kindheitsstufe der Menschheit angepassten Bildern" zeigt 3). Luther sagt betont: "Diese hohen, trefflichen Worte sind nicht Kindern gesetzt,
noch geschrieben, sondem wollen haben verstãndige Leute in der
Schrift, die ihrer gewohnt sind" (St. L. 3,29). Von Joh.l0, 35 her
ist die ganze Heilige Schrift davor geschützt, überholt zu werden
durch die Erkenntnisse einer gewissermassen ins "Erwachsenenalter" gekommenen Menschheit. "Die Schrift kann nicht (nie, nirgends) gebrochen werden." AIso meint der Ausdruck "Tag" eben
das, was er sagt, wie das '\Vort "Gotter" das meint,was es sagt.
"Tag" ist also kein Ausdruck für etwas anderes, etwas "in Analogie
zu unserm Tag" Stehendes, wie man es neuerdings ausdrückt.
Dass ganz liberale Theologen wie Gunkel, Procksch und andere
es geme sahen, dass yom in Gen. 1 nur ~en 24stündigen Tag bedeuten kann, weil sie dadurch die Bibel aIs unzuverlãssiges Menschenwort glaubten darstellen zu kõnnen, darf uns nicht anfechten. Tatsache bleibt, dass sie aIs anerkannte Meister der hebrãischen Sprache
feststellen: yom in Gen. 1 bedeutet einen Tag von 24 Stunden. Dass
man heute auf der Seite vieIer Hebraisten dazu übergeht, yom in
anderem Sinne zu deuten, liegt nur daran, dass man in Gen. 1 doch
so etwas wie Gottes Wort sehen mõchte und es gegen die Angriffe
der Wissenschaft zu verteidigen oder mit deren Ergebnissen zu harmonisieren sucht. Das kann man aber nur so erreichen, indem man
Gen. 1 anders ausIegt, aIs es ausgeIegt sein will.
Es ist bemerkenswert, dass es bis zum ZeitaIter der AufkIãrung
in der Kirche keine Schopfungsperioden-Anschauung gabo Es hatte
vorher nur die verfehlte Ansicht gegeben (Augustin U. a.), dass es
sich nicht um sechs, sondern nur um einen einzigen Tag handeIe.
Erst in dem Masse, wie rue Naturwissenschaft zu gewissen Beobachtungen und Behauptungen kam, ist es in der Kirche zu immer stãrkerem Meinungsstreit gekommen. Das muss uns zu denken geben.
Nicht der Wortlaut von Gen. 1 hat die vom einfachen Verstãndnis
der Worte abweichende Deutung veranlasst, sondern die Not, in die
eine unwissenschaftliche "Wissenschaft" durch ihre Marktschreierei
3) Feste-Burg-Kalender 1960, 31.7. (Kressel)
"------------------60
Die Lange der Schopfungstage
die Theologen gebracht hat: dass sich diese schãmten, unwissenschaftlich genannt zu werden. Bei den Theologen der vorigell Generation unserer treulutherischen Kirche gab es diese Not allerdings
nicht, denn sie wagten nicht, Gottes Wort zu deuteln, sondern demütigten sich unteI' das ewig wahre Wort Gottes und waren bereit, auch
diese Schmach zu tragen, die die Bekenner des reinen Wortes wegen
irgendeiner seiner Lehren immer zu tragen haben.
Die Frage über die Lãnge der Schõpfungstage oder doch der
ersten drei ist nicht zu den offenen Fragen zu zãhlen, sondern ist
eine Frage, auf die Gen. 1 eindeutig antwortet.
Was im Hintergrund der genannten Frage, bezw. der von meiner Darstellung abweichenden Antworten ruht (unbeachtet!), ist
nicht immer irgendeine Form des Materialismus oder Atheismus.
Gott bewahre! Aber ich fürchte, dass unser listiger Feind einen
Weg sucht, die alte, die erste Versuchungsfrage "Sollte Gott gesagt
haben?" auf ganz heimliche Weise in unsere liebe lutherische Kirche
einzuschmuggeln. Sollte Gott wirklich "Tag" gesagt haben, bezw.
meinen, was er sagt? Es ist eins seiner kleinen Geplãnkel, die er
dann auf einmal zu einem gewaltigen Frontalangriff auf das Formalprinzip der Reformation zusammenfassen will, wie er es auf anderen
Fronten schon getan, und mit gewaltigem Erfolg getan hat. Nur
mit ganz wachen Augen kõnnen wir den Feind in seiner Stellung
erspãhen. Keinen Augenblick dürfen wir uns von irgendjemanden,
sei er Schriftforscher oder Naturwissenschaftler, die Hand über die
Augen legen lassen. Es geht bei der gegenwãrtigen Behandlung von
Gen. 1wirklich um nichts Geringeres aIs um die Frage, ob wir Gottes W ort ohne jede Einschrãnkung so glauben wollen, wie es dasteht.
Hat der Feind Bollwerk 1, das erste Kapitel der Bibel, genommen,
dann gehõrt ihm einmal auch der Endsieg.
Gott schenke und erhalte uns den freudigen Mut, an seinem
Wort in einfãltigem Verstãndnis festzuhalten!
EXEGESE
Ezequiel
18.21-23
e 30 b - 32.
Hans-Gerhard
Rottmann
Deus, pelo profeta Ezequiel no capo 18, nos mostra que cada
pessoa que peca é pessoalmente responsável pelos seus atos. Sofre
êle mesmo as conseqüências de seus proprios pecados. O povo de
Israel, na época do profeta Ezequiel, acreditava no provérbio: "Os
pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos estão embotados!"
Consideram-se justos diante de homens e de Deus. O que sofriam
e o que por Deus lhes era imposto, isto, diziam, nos sobrevém por
causa da culpa de nossos pais. Consideravam-se inocentes de tôda
culpa e julgavam injusto o procedimento de Deus para com êles.
ISTO
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esta razã,=, tc-,,"":':>=c=terpretaçac d~ ~" ~
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que êle foi o T:.:O:V. 21: "2,I'C-;-,
seus pecados q'.:c;::tutos (SatzLu,g~=
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Neste ve, ,,:~..;-'~ _
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Deus, se êle "5--::Deus em SU2
teriores. Êstes
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estatutos e fa;~
e viva de ac·Ô.':"i=., :,- ~
cederá fôrças.
Antes,
tença - e e-st2:.
"A alma que
por dura lei.
a seu Filho, é de'.....
"Certamente \;jYç. __
de Deus. É UI":":2.=-=--::§!
dimento, dando< ,-",
V. 22 "TÔ.i'C""
meteu não lhe SE"f'~':' Jg
teu não hs';eri ::=~
viverá."
Deus não te=- -::~
tade de Deus é c.::-::: ~
arrependam.
que escolh~~e= ":. i=,~
aventurarl0=-. l-f:=..::: :e; ~
ceram a De:E e
homens esta"-e;:,
haver outr-:::< 5ce-no=,-~:-:;
com os nomeieS,
Filho para
no entanto, r20::; ç.l"2l' :;
É-
Exegese:
::-_ãmten,unwissender vorigen Gene;=32 Not allerdings
.21n. sandern demü~'aren bereit, auch
~:12n \Vartes wegen
.::.~e oder doch der
zâhlen, sondem ist
der von meifunbeachtet!), ist
.:s oder Atheismus.
3tiger Feind einen
'Sollte Gott gesagt
, lutherische Kirche
:2sagt haben, bezw.
:l Geplankel, die er
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in seiner Stellung
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Ezequiel 18.21-23 e 30b-32
61
Isto ainda hoje é assim entre os homens. A nossa tendência
natural f: achar sempre a culpa nos outros. Deus, porém, quer um
coração contrito que vê a sua própria culpa e que se arrepende. Por
esta razão também Jeremias (31. 29 e 32.18) combate a falsa interpretação de Êx. 20.5. Deus visita a maldade dos pais nos filhos
somente no caso de êstes seguirem aos seus pais na mesma iniqüidade.
A alma que pecar, esta morrerá. Isto mostra o profeta, descrevendo o injusto. Mas o justo que o profeta retrata, êste viverá, não
porque os pais dêste tenham sido justos ou pecadores, mas sim porque êle foi o que foi.
V. 21: "Mas se o impio (perverso) se converter de todos os
seus pecados que cometeu, e guardar (observar) todos os meus estatutos (Satzungen; tôdas as minhas leis) e fizer (exercer) retidão
(o reto, das Rechte) e justiça, certamente viverá ("viver" viverá) e
não morrerá (não será morto)."
Neste versiculo o profeta anuncia a graça de Deus - a quem?
ao pecador que se arrepende. O mesmo ímpio, perverso, que foi
descrito em versículos anteriores, êste mesmo é salvo da graça de
Deus, se êle "se converter de todos os seus pecados que cometeu".
Deus em sua misericórdia não levará em conta os seus pecados anteriores. Êstes estão lavados. Deus somente exige um coração contrito e arrependido que agora, em nova vida, guarde todos os seus
estatutos e faça retidão e justiça, que agora pratique atos de justiça
e viva de acôrdo com a vontade de Deus. Deus para tanto lhe concederá fôrças.
Antes, vivendo o homem em pecado, havia somente uma sentença - e esta sentença é irredutível, e sentença do justo Deus:
"A alma que pecar morrerá!" Agora a sentença já não é mais ditada
por dura lei. Deus a passa para seu doce Evangelho, que, por amor
a seu Filho, é dom gratuito a todos os homens. Agora o profeta diz:
"Certamente viverá e não morrerá!" Isto equivale a um juramento
de Deus. É uma promessa segura que chama o pecador ao arrependimento, dando-lhe nova vida ao se arrepender.
V. 22 "Tôdas suas transgressões (nenhum dos pecados) que cometeu não lhe serão lembradas (de tôdas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra êle); pela justiça que praticou
viverá."
Deus não tem prazer na morte do ímpio, do perverso. A vontade de Deus é que todos se salvem, que todos vivam, que todos se
arrependam. Deus criou os homens justos e sem pecado. Queria
que escolhessem o bem e vivessem para sempre com êle em bemaventurança. Mas os homens escolheram o outro caminho, desobedecerama Deus e caíram em pecado, e pecado significa morte. Os
homens estavam condenados. Diante da justiça divina não poderia
haver outra sentença. Deus, no entanto, em seu infinito amor para
com os homens, não querendo que êles morressem, lhes enviou o seu
Filho para salvá-Ios do pecado e da morte. - A maioria dos homens,
no entanto, não quer saber de salvação e rejeita a graciosa mão de
62
Exegese:
-
Ezequiel 18.21-23 e 30b-32
Deus. A verdade fundamental de tôda Palavra inspirada, dada por
Deus aos homens para salvação, é mostrar o amor de Deus para com
os homens e sua prontidão em aceitar de volta o pecador perdido que
reconhece a sua falta e que se arrepende. Deus não pode desejar a
morte do homem, de nenhum homem, também não do mais perverso,
pois todos eram perversos.
V. 23 "Porventura (acaso) tenho eu prazer (habe ich denn
wirklich Wohlgefallen ... habe ich etwa Wohlgefallen) na morte do
perverso? diz o Senhor Deus; não desejo eu antes (und nicht vielmehr daran ... ) que êle se converta dos seus caminhos e viva?"
Êste versículo expressa esta verdade consoladora vigorasamente
por meio de urna pergunta retórica que contém a resposta em si mesma. Continua perguntando mais uma vez: "não desejo eu antes que
êle se converta dos seus caminhos e viva?" l!:ste é o mais profundo
desejo de Deus expresso em tôda a Bíblia, e quem o diz é o próprio
Senhor Deus!
Ezequiel em 18.32 e 33, 11 repete: "Não tenho prazer na morte
do ímpio, mas sim que o ímpio se converta e viva." Êste é o plano
de Deus desde a eternidade. Quão consolador é êste capítulo 18 para
o crente por sempre de novo o profeta anunciar a graça de Deus!
V. 30(b) "Convertei-vos e desviai-vos (voltai e convertei-vos)
de tõdas as vossas transgressões e (para que) não vos sirva a transgressão (iniqüidade) de tropêço (pedra de tropêço)."
O profeta mostra que também aquêle que se converteu, deve
cuidar para permanecer agora na nova vida e não cair novamente
em pecados, pois sua sorte então seria pior do que antes. O ímpio
que se converte e fica no caminho reto, todo aquêle que permanecer
na justiça, viverá. Deus virá para julgar cada um conforme o seu
caminho, não conforme o caminho, a vida, de seus antepassados
ou amigos; êle mesmo é responsável por seus atos. No v. 30, o profeta mais uma vez conclama ao arrependimento: "converter e voltar", deixar de ir numa direção, mudar completamente o rumo da
vida. Temos aqui duas vêzes o mesmo verbo snub: converter-se, voltar, desviar-se. Devemos afastar-nos de tôdas as iniqüidades e transgressões. São formas do imperativo. Querem impelir o que se acha
desviado para o arrependimento. Pois permanecer no pecado é fatal;
então só haverá morte. Mas esta não está de acôrdo com o desejo
de Deus. O que o homem necessita é um novo coração e um novo
espírito que, como vemos no mesmo profeta em 11.19, é dom de
Deus: "Dar-Ihes-ei um só coração, espírito novo porei dentro nêles;
tirarei da sua carne o coração de pedra, e Ihes darei coração de carne!"
O homem deve aceitar êste dom divino e não endurecer o seu
coração, rejeitando-o. "Para que a iniqüidade não seja a vossa
ruína." A transgressão sem arrependimento só pode causar morte.
"Tropêço" ou "pedra de tropêço" é aquilo que faz com que o homem
não chegue à vida.
V. 31 "Lançai de vós tOOas as vossas transgressões com que
pecastes, e criai em vós um novo coração e um novo espírito, pois (e)
por que qUere~~-'~,ª,
warum '."oUeih,
O profet,S
r"':
ça e ênfase,
só com o au:xiU.c:50,:
Deus quer aju,"::::,~
fôrças para
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dir perdão e
rão perdoados
"E criai e=
o homem se a:rE-2:,~
novo espíritD. 1':
Assim o
suas transgr='-';''''''':::.
de Deus em ÜT\:~,--;C
Santo.
"Pois IX''';:; ,~ ~
profeta f;:\? um:::
porque [; Ir:;S7"':
morte, Is~.>:J ;-f:C~
·V.
que morre
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SDU
'dDÇ"",,= ~
c::i.
Sterbendeni, c-E-ê'
convertei-vc'5 e
Deus não) '-~
assim é lh'n Ç;l2
êle mesmo a
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Converter-SE'
No mome:cc.c
que Deus lhe d2~ '=
mesmo,
Que grs-~±:c:$é::
êste capítulo Ge
Die Pri\'2t::=:':,±--;;::::g
zu tun. Jeder' Y·;:=;:-s:
hatte Gott E" C~:==:
b'l'.
1 de, geZ1erc
31':- "; ~
c.--""
_'ii
Exegese:
::-:spil'ada, dada por
ê de Deus para com
c~c ador perdido que
~ão pode desejar a
:. d,:)mais perverso,
.:-r {habe ich denn
na morte do
:-:--.;;
(1..mdnicht viel:-;irÚlos e viva?"
,:':T2. yigorasamente
resposta em si mes:'esejo eu antes que
:: é o mais profundo
c_ o diz é o próprio
f aD.enl
ch_:) prazer na morte
'.-a.,. Êste é o plano
~secapitulo 18 para
2.graça de Deus!
Lcs.Í e convertei-vos)
vos sirva a trans-
ç~;;o)."
~ converteu, deve
=-_ãocair novamente
~->:e antes. O ímpio
'..:~leque permanecer
'l"'11 conforme o seu
'" seus antepassados
:.:.;;. :-;0 v. 30, o pro;;converter e voló~::.menteo rumo da
: converter-se, vali lniqüidades e trans-.::~lir o que se acha
no pecado é fatal;
2-:Órdocom o desejo
:oração e um novo
'S 11.19, é dom de
ê:' :çH)rei
dentro nêles;
~i coração de carne!"
:'_~oendurecer o seu
:8 não seja a vossa
: ;>odecausar morte.
s.:::com que o homem
""=f
s,;,sgressões com que
..c-o espírito, pois (e)
63
Ezequiel 18.21-23 e 30b-32
por que quereis morrer (por que morrereis), ó casa de Israel? (Denn
warum wollt ihr sterben, Haus Israel?)"
O profeta repete o que disse no versiculo anterior com mais fôrça e ênfase. "Lançar" implica em fôrça, violência. Só com energia,
só com o auxilio de Deus pode o homem lançar de si as transgressões.
Deus quer ajudar ao pecador. Se êste não rejeitar o Evangelho, terá
fôrças para lançar de si os pecados. Deus os tirará dêle. Não é o
homem que aniquila os seus pecados. Êle só pode arrepender-se, pedir perdão e confiar em seu Salvador, e todos os seus pecados estarão perdoados como vemos já no v. 22.
"E criai em vós um novo coração e um novo espírito." - Se
o homem se arrepende e aceita a Deus, terá um novo coração e um
novo espirito. É Deus quem lhe confere isto (cL 11.19 e SI 51.10 sgs).
Assim o arrependido, aquêle que se converteu, que lançou de si as
suas transgressões, terá uma nova vida, a vida que podemos pedir
de Deus em oração e a qual êle operará em nós pelo seu Espírito
Santo.
"Pois por que quereis morrer, ó casa de Israel?" Novamente o
profeta faz uma pergunta retórica. Se o povo não se arrepende é
porque o mesmo quer morrer. Deus certEl-mente não deseja a sua
morte. Isto nos afirma mais uma vez.
V. 32 "Porque não tenho prazer (Wohlgefallen) na morte do
que morre (do que deve morrer; de ninguém; am Tode dessen, der
sterben soU od. muss; ich habe kein Verlangen nach dem Tode des
Sterbenden), diz o Senhor Deus. Por isso (portanto, darum, 80):
convertei-vos e vivei (e vivereis)!"
Deus não tem prazer na morte daquele que não se converteu e
assim é um que morre, um que deve morrer - isto, porque rejeitou
êle mesmo a vida. E isto quem diz não é o profeta, mas sim "o Senhor Deus". "Portanto", por isso "convertei-vos e viveU"
Converter-se é viver!
No momento em que alguém é convertido, possui a nova vida
que Deus lhe deu e que ninguém dêle poderá tirar, a não ser êle
mesmo, desprezando-a.
Que grandiosa mensagem de arrependimento e graça constitui
êste capítulo do profeta Ezequiel.
Privaiseeisorge
(Eine Komerenzarbeit)
'W. Doege
Die Privatseelsorge hat es mit dem Seelenheil der Menschen
zu tun. Jeder Mensch besteht aus Leib und Seele. Schon dem Leibe
hatte Gott grosse Ehre angetan. Er schuf ihn nach seinem EbenbUde, geziert mit vollkommener Gerechtigkeit und Heiligkeit und
64
Privatseelsorge
blies diesem Leibe einen lebendigen Odem ein, gab ihm eine lebendige Seele. So ist der Menseh unter allen Kreaturen, die Gott für
diese Erde gesehaffen hat, die vornehmste.
Leider hat der Menseh dureh seine eigene SehuId, durch seine
Sünde diese anersehaffene Gereehtigkeit und Heiligkeit verloren,
ist ein Sünder und sterblieh geworden. Gott hatte Adam und Eva
angedroht: "VV'elchesTages du davon issest (von der verbotenen
Frueht), wirst du des Todes sterben", Gen. 2, 17. So ist um der
Sünde willen "dem Mensehen gesetzt, einmal zu sterben, danach
das Gerieht" (Hebr. 9,27). Darum ist die Warnung Christi auch
wohl angebracht: "Fürchtet eueh nieht vor denen, die den Leib
tõten und die Seele nicht mõgen tõten. Fürchtet euch aber vielmehr vor dem, der Leib und SeeIe verderben mag in der BõIle" ,
Matth. 10,28. Christus hat nun für alle Menschen eine ewige und
vollkommene Erlõsung erworben. Wer diese im GIauben annimmt,
der kommt nicht ins Gericht, sondem ist aus dem Tode zum Leben
durehgedrungen. Das zu wissen ist wichtig für alIe seelsorgerliche
Arbeit, die dafür sorgen soU, dass die SeeIe, das ist der ganze Menseh,
nieht verloren werde, sondern das ewige Leben habe.
In dieser Arbeit haben wir es nun nieht mit der Seelsorge im
allgemeinen zu tun, sondern mit der Privatseelsorge. Und da ist
uns nun nãehst Christus der AposteI Paulus das hõehste Vorbild.
AIs er einst von den Altesten der Gemeinde in Ephesus Abschied
nahm, ermahnte er sie: "Darum seid waeker und denket daran,
dass ich nieht abgelassen habe, drei Jahre Tag und Nacht einen
jeglichen mit Tranen zu vermahnen", Apg. 20, 31. Wie ernstlich
muss es dem AposteI doch darum zu tun gewesen sein, dass jede
ihm anvertraute Seele selig werden mõchte. Wie weit bleiben wir
heutigen Seelsorger da doch hinter dem AposteI zurück. Wahrlieh,
wenn Gottes Gnade nicht auch all unsere Unterlassungssünden Z""\1deekte, 80 kõnnte aueh unter uns Pastoren schwerlieh einer selig
werden. Doch der Herr Christus ist auch unser Horn des Beils,
dahin wir fliehen, um für alIe unsere Sünden Gnade und Vergebung
zu finden. Diese herrliche Gnade Gottes aber solI uns nun gam
besonders anspornen, auch in der Privatseelsorge gewissenhaft unser Amt auszuführen.
Wir kõnnen hier nun nicht auf alIe wohl vorkommenden Fãlle
der Privatseelsorge eingehen. Die einzelnen, die wir anführen, mogen uns aber anspornen, auch in den andern etwa vorkommenden
Fãllen unsere heilige Pflicht zu tun. Für die Privatseelsorge kommen
z. B. in Betracht: Kranke, Angefochtene, Leidtragende, in Irrtum
Gefallene, die Jugend, EheIeute, alte Leute, Laugewordene, Geizige,
Teilnehmer an geheimen Gesellschaften und falschglãubigen Gottesdiensten, Unversõhnliche, ja, alIe Gemeindeglieder, die sich auf seelengefãhrlichem Wege befinden.
1. An Kranken ist Privatseelsorge zu üben. Sie solIen voro Pastor soviel wie mõglich besucht werden, da Stãrkung der Seele aft zu
leiblicher Besserung führen kann oder, falIs es eine Krankheit zunl
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65
Tode ist, die Seele auf ein seliges Ende vorbereitet werden soU. Wie
viele Menschen gibt es, die, solange sie sich bei guter Gesundheit befinden, wenig oder gar nicht für Gottes Wort empfãnglich sind;
wenn sie dagegen eine Krankheit befãllt und ein Seelsorger besucht
sie, mogen sie wohl dem Worte Gattes ihr Ohr offnen. Ja, manche
schãmen sich dann wohl, dass sie Gottes 'Wort so lange vernachlãssigt haben und wenden sich dem Warte Gottes und der Kirche
schliesslich ganz wieder ZU. ln den Tagen Jesu waren es ganz auffãllig viele Kranke, die den Heiland aufsuchten; wohl in den meisten
FãUen, um bei ihm leibliche RUfe zu finden. Zum Teil aber kamen
sie auch in echter Seelennot und fanden herrliche RUfe, wie z. B. der
Gichtbrüchige zu Kapernaum. Christliche Gemeindeglieder freuen
sich, wenn der Pastor ihnen Seelenspeise bringt und mit ihnen beteto Je besser ein Christ durch Gottes Wort, Abendmahl und Gebet
gestãrkt ist, um so leichter kommt oft dann die Genesung. Und ist
die Krankheit zum Tode, um so getroster und freudiger kann der
Kranke dann sterben.
Der Pastor sollte auch weite Entfernungen nicht scheuen, um
seinen Kranken Trost zu bringen. ln katholischen Rospitãlern werden unsere Kranken manchmal von katholischen Schwestern und
Priestern hart gedrãngt, katholisch zu werden. 'Wie sehr bedürfen
dann diese des geistlichen Beistandes ihrés Seelsorgers!
2. Angefochtene. - Christen werden vom Teufel, von der Welt
und ihrem eigenen Fleisch,e vielfach angefochten. So wurde Riob
zuerst vom Teufel, dann von seinen leidigen Freunden und zuletzt
gar von seinem eigenen Weibe in seinem schweren Leid und Schmerzen angefochten. Statt dass sein Weib, 'das mit ihm Leid und Not
hãtte teilen sollen, ihn trostete und ihn ermutigte, in seinem Vertrauen auf Gott nicht wankend zu werden, def es ihm hohnend zu:
"Hãltst du noch fest an deiner Frommigkeit? Ja, segne (das ist fluche) Gott und stirb!" (Hiob 2,9) Wie wurde der Konig David von
seinen Sünden angefochten: "Meine Sünde ist immer vor mir!"
klagte er. So werden wir Christen auch heute noch von unsern Sünden zuweilen hart angefochten. Satan versucht, uns Christen das
Wort Gottes und das Verdienst Jesu Christi zu verdunkeln. Manche
meinen sogar, sie hãtten die Sünde wider den Heiligen Geist begangen, es gãbe also für sie keine Vergebung mehr. Andere werden auf
andere Art hart angefochten, Z. B. durch Verlust irdischer Güter,
durch missratene Kinder u. dergl. - Wer sich da freilich auf seine
eigne Kraft verlassen will, der muss schier verzagen. Wer aber seine
Zuflucht im Gebet zu dem Herrn nimmt, der wird auch in diesen Anfechtungen Licht und Trost findEm. Da soU der Pastor dann durch
Gottes Wort und Gebet behilflich sein. Der Prediger Salomo sagt:
"Wehe dem, der allein ist; wenn er fãllt, so ist kein anderer, der ihm
aufhilft", 4, 10. Hat der Mensch schon im Leiblichen den Beistand
des Nachsten notig, wie viel notiger ist ihm in der Seelennot dann
der geistliche Beistand eines andern Christen oder eines Pastors. Es
ist Salbe in Gilead für alIe Fãlle. Und "das Gebet des Gerechten ver-
66
Privatseelsorge
mag viel, wen..nes ernstlich ist", Jak. 5,16. Darum lasst uns fleissig
sein, die Angefochtenen wieder zurecht zu bringen.
3. Leidtragende. - Aeh, wieviel Leid, wieviel Herzeleid gibt
es auf Erden! Hier stirbt dem Manne die junge Ehefrau und hinterlãsst etliehe kleine Kinder. Dort stirbt der jungen Familie der Vater
und Ernãhrer. Hier werden dem Ehepaare eines oder mehrere Kinder genommen, dort liegt eine alte Person auf dem Siechbette und
sehnt den Tod herbei.Wieviele
sehwere Heimsuehungen gibt es!
Wer sol1 diesen Leidtragenden Teilnahme erweisen und sie in ihrem
Leid, inihrer Trübsal trõsten? Jeder Christ hat diese Aufgabe, ganz
besonders aber der Seelsorger. "'Weinet mit denWeinenden!" sehreibt
Paulus (Rõm. 12, 15). Das heisst aueh: Habt Mitleid mit den Trauernden und VIeinenden und trõstet sie in ihrem Leid. Wie wohl tut
es einem Leidtragenden, wenn er von einem Freunde, besonders aber,
wenn er von seinem Seelsorger getrõstet wird. Jesus sprieht: "SeUg
sind, die da Leid tragen!" Leid über ihre Sünde, Leid aber aueh
über andere Dinge, die Gott ihnen zu ihrem Heil gesehehen lãsst.
Dann aber spricht er weiter: "Denn sie sollen getrõstet werden"
(Matth. 6,4). Gott selbst trõstet die Leidtragenden: "Ich wiIl euch
trõsten, wie einen seine Mutter trõstet" (Jes. 66,13). Aber auch
christliche Laien und Seelsorger sol1en dies reichlieh besorgen.
4. ln lrrt'ttm Gefallene. - Nicht jeder Konfirmand ist durch
seinen Unterricht zur võlligen Erkenntnis der Wahrheit gekommen.
Nicht jedes Gemeindeglied steht in allen Lehrstüeken fest in der
Erkenntnis. Wie nõtig haben selbst wir Pastoren noeh die dauernde
Belehrung, damit wir in der Lehre schriftgemãss und einig bleiben.
1m allgemeinen haben unsere Christen wohl erkarmt, was sie zu glauben und wie sie zu leben haben, um selig zu werden. Doch gibt es
immer einmal wieder Ausnahmen. Da ist vielleicht einer, der meint,
der Sonnabend müsse statt des Sonntags gefeiert werden. Oder der
Herr Christus richte vor seiner leiblichen Wiederkunft hier auf Erden erst noch ein sichtbares 1 OOOjãhriges Reich auf. Oder nur die
Taufe von Erwachsenen sei die riehtige Taufe, usw. 'Was so11mit
solchen Irrenden getan werden? Soll man sie darin belassen? Oder
so11man sie verspotten - oder zu Ketzern stempeln? Ganz gewiss
nicht. Pastor und Gemeindeglieder sol1en mit solchen Irrenden dasselbe tun, was Paulus den Galatern schreibt: "Liebe Brüder, 80 ein
Menseh etwa von einem Fehl übereilt würde, so helft ihm wieder zurecht mit sanftmütigem Geist, die ihr geistlich seid. Und siehe auf
dich selbst, dass du meht auch versueht werdest", Gal. 6, 1. Mit
sanftmütigem Geist sol1en wir dem in Irrtum Gefa11enenwieder zurechthelfen, sollen versuehen, ihn aus Gattes Wart seines Irrtums
zu überzeugen. Lãsst er sich allerdings durchau8 meht überzeugen
und sind naeh mensehliehem Urteil alIe Versuehe, ihn wieder zureehtzubringen, fehlgesehlagen, dann muss an ihm angewandt werden,
was Tit. 3,10 gesehrieben steht: "Einen ketzerisehen Mensehen meide, wenn er einmal und abermal ermahnt ist."
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Irrtümer ge, """~ ~
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6. Ef1~i:7t.f:E.
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Privatseelsorge
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-::leidmit den TrauL~id. Wie wohl tut
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r-Jich besorgen.
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usw. ;Was so11mit
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:elft ihm wieder zu;:eid. Und siehe auf
~st", Gal. 6,1. Mit
efallenen wieder zu\ort seines Irrturns
15 nicht überzeugen
ihn wieder zurechtangewandt werden,
chen Menschen mei-
67
Ausser in Lehrirrtümer kann der Christ aber auch sonst noch in
Irrtümer geraten sein. Da soll man ihn nicht sogleich für einen
Heuchler oder Gottlosen halten, sondern "so helft ihm wieder zurecht mit einem sanftmütigen Geist, die ihr geistlich seid".
5. Die Jugend. - Gott spricht zu den Eltern und allen christlichen Erziehern: "Weiset mir meine Kinder und das Werk meiner
Hãnde zu mir!" (Jes. 45,11) In dieser wichtigen Arbeit aber müssen die Seelsorger den Eltern behilf1ich sein. Sie sind ja die geistlichen Vãter der Jugend ihrer Parochie. Die Jugend ist sehr leicht
zu verkehrten Dingen geneigt. Teufel, Welt und das eigene Fleisch
sind dabei behilf1ich. Auch der Teufel und die Welt wissen: Wer
die Jugend hat, der hat die Zukunft. Sie kennen auch sehr wohl das
Sprichwort: Jung gewohnt, alt getan. - Schon in der Predigt, in
der Christenlehre und in der Bibelstunde soll der Pastor moglichst
gründlich auf die Jugend einwirken, dass sie vor den Sünden der
Jugend, vor Weltwesen, Unzucht, gefãhrlichen und sünd1ichen Liebschaften und dergleichen mehr bewahrt bleiben. Merkt der Pastor
aber hier und da bei einem jungen Menschen eine besondere Gefahr
des Leibes oder der Seele, so darf er nicht schweigen, sondern soll
dem einzelnen Gefãhrdeten nachgehen, mit ihm persohnlich sprechen und hande!n. Er darf sich nicht schuldig machen an den Seelen
der Jugendlichen, die Gott ihm anvertraut hat. Hat er sie allerdings
in alIem Ernst und immer wieder gemahnt und gewamt, und haben
sie seine Warnung in den Wind geschlagen, ja, auch die Wamungen
der ganzen Gemeinde, so soll "des Ungerechten Ungerechtigkeit"
über ihm sein. - Es waren wahrlich überaus ernste Worte, die Gott
einst zum Propheten Hesekiel sprach. Sie gelten noch heute jedem
Prediger und Seelsorger: "Du Menschenkind, ich habe dich zum
Wãchter über das Haus Israel gesetzt: du sollst aus meinem Munde
das Wort horen und sie von meinetwegen wamen. Wenn ich dem
Gottlosen sage: Du musst des Todes sterben, und du wamst ihn
nicht und sagst es ihm nicht, damit sich der Gottlose vor seinem
gottlosen 'Wege hüte, auf dass er lebendig bleibe, so wird der Gottlose um seiner Sünde willen sterben, aber sein Blut will ich von deiner Hand fordem. Wo du aber den Gottlosen warnest, und er sich
nicht bekehrt von seinem gottlosen Wesen und Wege, so wird er
um seiner Sünde willen sterben, aber du hast deine Seele gerettet",
Res. 3,17-19.
6. Eheleute. - Welch eine herrliche und von Gott gesegnete
Stiftung ist doch· der heilige Ehestand. Wo sind Mann, Weib und
Kinder besser untergebracht aIs in der Familie! Es gibt kaum ein
rührenderes Bild aIs eine innige, in Liebe entstandene und wohlgeratene Familie. Welch herrliches Lied hat der fromme Spitta über
so1ch "selig Haus" gedichtet! Leider aber suchen Satan, 'Welt und
Fleisch an dieser herrlichen Stiftung Gottes zu rüUeln und sie zu
verderben. Mit ãusserlichem Jubel und Glanz beginnen die Trauungen und Hochzeitsfeierlichkeiten. ln den ersten Wochen ist meistens
noch alIes schon und gut. Nach und nach aber stellen sich bei man-
68
Privatseelsorge
chen Ehen Schwierigkeiten ein. Der Mann oder die Frau vernachlãssigen ihre Arbeit. Der Mann oder die Frau geben zu viel Geld
aus. Der Mann bleibt abends zu lange aus; die Frau ist mit den
Kindern zuviel a11ein. Manchmal tritt auch ein dritter Mensch zwischen die Ehepartner oder die Gedanken, Anschauungen und Ziele
der Eheleute stimmen nicht überein. Aber keiner der beiden Ehepartner gewinnt bei solch einem Verhãltnis. Nur der Satan, der dem
Ehestande schon so unendlich viel Schaden zugefügt hat. Wieviel
Leid, besonders auch über die Kinder, bringt solch eine zerrüttete Ehe.
Sol1 der Pastor schweigen, wenn er von solchen Ehezwisten
und -schwierigkeiten weiss? Es ist freilich nicht geraten, dass er
sofort Stellung nehme. Mancher Ehesturm flaut ab, und zwischen
den EheIeuten tritt dann wieder normales 'Wetter ein. 1st das aber
nicht der Fall, dann muss der Pastor solch ein Ehepaar besuchen
und mit Gottes Hilfe sich bemühen, die Ehe wieder zurecht zu bringen. Vie11eicht ist sein Beistand wiederholt notwendig.
7. Alte Leute. - AIte Leute konnen oftmals nicht mehr so
regelmãssig zur Kirche kommen, wie sie es wohl mochten. Manche
alte Leute konnen nicht mehr genügend sehen, um Gottes Wort
dann wenigstens für sich lesen zu konnen. Da sind sie des Trostes
und der Aufmunterung seitens des Pastors besonders bedürftig. Er
darf sie daher nicht vergessen oder unbeachtet lassen, sondern so11
sie sooft wie moglich besuchen, um sie durch Gottes 'Wort, Sakrament und Gebet aufzumuntern, damit sie auch noch in den letzten
Jahren und Tagen ihres Lebens, die ja in der Regel die schwersten
sind, im Glauben treu und standhaft bIeiben bisans Ende. Gott
will, dass Christen in ihrem Glauben beharren bis ans Ende. So
müssen ihnen auch die Gnadenmittel gebracht und Seelsorge an
ihnen geübt werden bis ans Ende.
Manche alte Leute haben es notig, ermahnt zu werden, sich
ernstlich und besser auf ihr Ende vorzubereiten. Oft hãngt ihr Herz
noch stãrker am Irdischen aIs am Himmlischen. Oft sind sie mit
nichts zufrieden und kritisieren ihre Kinder und andere Leute in
einem fort; sie murren gegen ihr "Kreuz" und manche wo11en sich
sogar selbst das Leben nehmen. Da hat der Seelsorger viel zu tun,
damit das Alter vor Torheit geschützt werde, und sie schliesslich
doch noch im Glauben überwinden und selig werden.
8. Laugewordene. - Es ist nicht einerlei, ob .ein Christ am
Gottesdienst, am Abendmahl und an den kirchlichen Versammlungen teilnimmt oder nicht. Was würde aus einem Menschen werden,
wenn er nicht an den Mahlzeiten teilnãhme! Würde er nicht langsam zugrunde gehen? Noch mehr aIs der Leib seiner irdischen
Nahrung bedarf, benotigt die SeeIe geistliche Speise, Gottes Wort
und Sakrament. Jesus sagt: "Was hülfe es dem Menschen, so er
die ganze 'WeIt gewonne, nãhme aber Schaden an seiner Seele?"
(Matth. 16, 26) und ermahnt: "Trachtet am ersten nach dem Reiche
Gottes und nach seiner Gerechtigkeit." (Matth. 6,33) Paulus ermahnt die Christen zu Korinth: "Nehmet immer zuin dem Werk
des Herrn!"
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Ehepaar besuchen
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mochten. Manche
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ind sie des Trostes
:ders bedürftig. Er
.2.Ssen,sondern soU
<'ttesWort, Sakra"Jch in den letzten
=ge1die schwersten
ans Ende. Gott
bis ans Ende. So
lrnd Seelsorge an
i~
'}t zu we1'den, sich
Cift hãngt ihr Herz
Oft sind sie mit
:d andere Leute in
T.anche wollen sich
Borger viel zu tun,
.l.;'1dsie schliesslich
:den.
ob ein Christ am
ichen Versammlun: ::\Ienschen werden,
7írde er nicht langio seiner irdischen
;peise, Gottes Wort
li Menschen, so er
an seiner Seele?"
2n nach dem Reiche
. 6,33) Paulus e1'e1' zu in dem Werk
69
des Herrn!" (1. Kor. 15,58) Ein Christ aber wird in keinem Stück
des Christentums zunehmen, wenn ihm die geistliche Nahrung, Gottes Wort und Sakrament, fehlt. Manche Leute sagen: Ich kann ja
auch zu Hause Gottes Wort lesen und meine Andacht halten. Sicherlich so11ein Christ auch das tun. Das aber ist gewiss: Wer sich
aus Gottes Wort und Abendmahl in der Kirche nichts macht, der
wird auch zu Rause Gottes 'Wo1't 'Vvenigoder gar pjcht Iesen und
erst recht keine Hausandacht halten. Ein rechter Christ richtet sich
nach den Worten des Heilandes: "We1' euch horet, der horet mich"
und: "Selig sind, die das 'Wort Gottes haren und bewahren" (Luk.
10,16; 11,28). Ein Christ sp1'icht mit David: "Ich haIte mich, Herr,
zu deinem Altar, da man horet die Stimme des Dankens und da man
predigt aUe deine Wunde1'. Her1', ich habe lieb die Stãtte deines
Hauses und den Ort, da deine Ehre wohnet." (Ps. 26, 6-8)
ln bezug auf das Heilige AbenCL'TIahlhat der Her1' Christus seinen Jüngern befohlen: "Solches tut zu meinem Gedãchtnis; denn
sooft ihr von diesem Brot esset und von diesem Kelche trinket, so11t
ihr des Herrn Tod verkündigen, bis dass e1' kommt." (1. Kor.
11,24 ff.) Wer in bezug auf das Heilige Abendmah1 gleichgültig ist,
der ist gleichgültig in bezug auf seine Seligkeit. Selbst in bezug auf
den Gemeindegesang und das Gemeindegebet sollte der Christ rÜcht
gleichgültig sein; auch sol1te er sich an den Gemeindeversammlungen regelmãssig beteiligen. "Ich wiU dich 10ben, Herr, in den Versammlungen", spricht David (Ps. 26, 12) , und der Hebrãerbrief mahnt
uns: "Lasset uns nicht verlassen unsere Versammlungen!" (Hebr.
10,25)
Bei der Anmeldung zum Heiligen .Abendmahl hat ein Pastor
immer Ge1egenheit, mit den Kommunikanten dieses oder jenes noch
insonderheit zu besprechen. Er kann Unwürdige zur Busse ermahnen und mutwillige Sünder vom Abendmahl zuruckstellen. Dabei
muss sich der Seelsorger hüten, seine persorJiche Meinung geltend
zu machen.
Auch Gemeindeversammlungen gehôren mit zu "unsern Versammlungen" und sind zum Aufbau von Gemeinde und Kirche unbedingt notwendig. Kein Glied der Getneinde sollte denken: Ach,
das geht auch ohne mich! Gewiss werden die Versammlungen auch
gehalten, ohne dass alle daran teilnehmen. Der Pastor und Seelsorger soU aber diejenigen, die im Besuch der Versammlungen lau gewo1'den sind, daran e1'innem, dass es ihre Pflicht ist, diese zu besuchen, und dass sie sich des Segens dieser Ve1'sammlungen berauben,
wenn sie nicht kommen. Das Werk des Herrn mcht lãssig zu treiben,
ist eine Mahnung, die a11enChristen gilt. Gott wiU in seiner Kirche
tãtige und mcht nachlãssige Glieder haben. Der Christ so11ein wa1'mes Herz haben für das Werk seiner Kirche. Die Lauen will der
Herr ausspeien aus seinem Munde (Offb. 3,16).
9. Geizige. - Zu den Geizigen zãhlen nicht nur reiche Leute,
sondern auch arme. Sie hãngen ihr Herz an irdische, zeitUche GUter und machen diese dadurch zum Abgott. Solche Glieder sol1en
70
Privatseelsorge
insonderheit von ihrem Seelsorger ermahnt werden, und zwar nicht
nur in der Predigt, sondern auch persõnIich. Das Herz eines Christen soU in erster Linie auf Gott gerichtet sein, denn "was hülfe es
dem Menschen, so er die ganze Welt gewonne, und nãhme doch
Schaden an seiner Seele" (Matth. 6, 26). AIs die Christen zu Korinth einst eine grosse Sammlung für die arme Gemeinde zu J erusaIem durchführten, da ergaben sie sich erst selber dem Herrn. (2.
Kor. 8,5) Sie handelten da gemãss dem Lied: "Was dein ist, Herr,
nur dein, das bringt dein Volk dir dar."
Geizige sollen dazu ermahnt werden, dass sie von ihren irdischen
Gütern dem Herrn mehr darbringen, damit dem Reiche Gottes besser
gedient werde. So schreibt PauIus an Timotheus: "Den Reichen
dieser Welt aber gebiete, dass sie nichtstolz seien, auch nicht hoffen
auf den ungewissen Reichtum, sondern auf den Iebendigen Gott, der
uns dargibt reichlich, alIerlei zu geniessen, dass sie Gutes tun, reich
werden an guten Werken, gerne geben, behilflich seien, Schãtze
sammeIn, sich selbst einen guten Grund aufs Zukünftige, dass sie
ergreifen das ewige Leben." (1. Tim. 6, 17-19) Der Christ soU mit
seinem Geld und Gut zualIererst nach dem Reiche Gottes trachten.
Es ist sehr zu raten, dass der Christ von vornherein einen festen
TeU seines Einkommens - vielleicht 10% - für den Herrn und
seine Kirche bestimmt. Man soU es nur einmal im GIauben versuchen, wirkliche Opfer zu bringen, so wird man erfahren, dass Gott
seine Verheissung wahr macht: "Bringet die Zehnten ganz in mein
Kornhaus, auf dass in meinem Hause Speise sei, und prüfet mich
hierin, spricht der Herr Zebaoth, ob ich euch nicht des Himmels
Fenster auftun werde und Segen herabschütten die FillIe." (Mal.
3,10) Wie glückselig ist doch der Mensch, der reich ist in Gott!
Reich an GIauben, reich an Liebe, reich an guten Werken, der seine
Seligkeit aber trotzdem nicht auf seine eigenen Werke gri.indet, sondern einzig und allein auf Gottes Gnade und Christi Verdienst.
Wie steht es aber mit dem Geizigen, der nichts oder fast nichts
für kirchliche Zwecke opfert, der seine Geldtasche verschliesst, wenn
es heisst, etwas für das Reich Gottes oder den Nãchsten zu tun. Er
schadet sich damit schon für dies Leben, besonders aber für die
Ewigkeit, denn "die da reich werden woUen, die fallen in Versuchung und Stricke und viel tõrichte und schãndliche Lüste, welche
versenken díe Menschen ins Verderben und Verdammnis. Denn
Geiz ist eine Wurzel alIes übels, welches hat etliche gelüstet und
sind von ihrem Glauben irre gegangen und machen ihnen selbst
viele Schmerzen", 1. Tim. 6, 9. 10. Aus diesem Grunde muss ein
Seelsorger mit seinen Gliedern auch in bezug auf ihre Stellung zu
den irdischen Gütern handeIn, muss sie zu reichUchem Geben für
Gottes Reich anspornen. ln der Ewigkeit werden die Glieder ihrem
Pastor für diesen seelsorgerlichen Dienst dankbar sein.
10. Teilnehmer an geheimen Gesellschaften und falschgUiubigen Gottesdiensten. Christen sollen nicht Glieder geheimer
Gesellschaften sein. Sie sind durch den Glauben Kinder des Lichts
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71
geworden und aIs solehe sollen sie auch wandeIn aIs am Tage. Die
Kirchentüren stehen offen; jedermann ist eingeIaden, einzutreten.
Was aber hinter verschlossenen Turen, im Geheimen gehandelt
wird, wie z. B. bei den Freimaurern, da hat ein Christ nichts zu
suchen. Da begibt er sich in Gefahr. Bei den Freimaurern wird
einem falschen Gott gedient; sie kennen Jesum Christum nicht aIs
den einzigen Heiland der Welt ano Daher darf ein Christ dort keine
Gliedschaft halten, denn er kann doch nicht Christus und BeIial
zugleich dienen. 'Wo ein Pastor oder eine Gemeinde merkt, dass
ein Glied an solehen Versammlungen und Gesellschaften teilnimrr.t,
da muss eingegriffen v/erden zum Heil der Seele dieses Gliedes.
Es gibt auch noch andere Gesellschaften und Klubs, die durch
ihr Weltwesen einem Christen grossen Schaden zufügen konnen.
Mit Gliedern, die sich solehen KIubs anschliessen wollen oder g;al
schon angeschlossen haben, muss der Pastor seelsorgerlich handeln, muss versuchen, sieaus
solchen Gesellschaften wieder zu
lõsen, damit sie dem Heiland nicht verloren gehen. Christen soIIen wissen, was sie ihrem Heiland bei ihrer Taufe und Konfirmation, ja, auch bei ihrer Aufnahme aIs stimmberechtigte Glieder
einer christlichen Gemeinde gelobt haben. Solehes Gelübde soilen
sie halten. "Was du gelobest, das halte", Pred. 5,3.
Ein rechtglaubiger Gottesdienst ist ein solcher, wo in Predigi
und Lehre, in den Sakramenten, in Gesang und Gebet alles genau
mit Gottes Wort übereinstimmt. An solchen Gottesdiensten soB der
rechtglãubige Christ mit ganzem Herzen Anteil nehmen. Von so]chen Christen und ihren Gottesdiensten sagt der Herr: "80 ihr
bleiben werdet an meiner Rede, so seid ihr meine rechten Jünger
und werdet die Wahrheit erkennen, und die Wahrheit wird euch
freimachen", Joh. 8,31.32. Andere christliche Kirchen halten
auch ihre Gottesdienste und wir k6nnen es nicht leugnen, dass auch
da manches, ja in manchen Kirchen fast alles, was gelehrt wird,
mit dem Worte Gottes übereinstimmt. Aber es giM in ihnen allen
mehr oder weniger auch faIsche Lehren und Irrtümer, die nicht
dem Worte Gottes gemass sind, die also dem Christen an seiner
Seele Schaden tun kõnnen. Und Paulus sehreibt an die Korinther:
"Wisset ihr nicht, dass ein wenig Sauerteig den ganzen Teig versauert?" (1. Kor. 5,6) Ja, Johannes sehreibt sehr ernst von dem
lrrlehrer:
"So jemand zu euch kommt und bringet diese Lehre
rueht (die wahre Lehre des Wortes Gottes), den nehmet nicht zu
Hause und grüsset ihn auch nicht; denn wer ihn grüsst, der macht
sich teilhaftig seiner bOsen Werke." (2. Joh. 10,11)
'Wir dürfen nicht sagen, dass in faIschglãubigen Kirchengemeinschaften keine Christen sind. Es gibt dort manche, die in
ihrem Christentum sogar viel eifriger noch sind ais viele Glieder
reehtglãubiger Kirchen. Über jene Christen wolIen wir uns aufrichtig freuen. Aber mit ihnen an einem Joche ziehen, ihre Gottesdienste besuchen, ais gehõrten wir zu ihnen, das dürfen reehtglãubige Christen nicht tun. VIiI' dürfen uns Ilicht in die Gefahr
72
Privatseelsorge
begeben, falscher Lehre teilhaftig zu werden. Und das tut jeder,
der dauernd sieh in falsehglâubigen Gottesdiensten falschglãubige
Lehre anhort. Schon ganz im allgemeinen gelten die weltlichen
Sprichwõrter: "'Wer sich in Gefahr begibt, kommt darin um" und: "Sage mir, mit wem du umgehst und ich wiU dir sagen, wer
du bist". Gottes Wort aber warnt ganz ernstlieh vor dem Teilhaben
an falseher Lehre in falsehglâubigen Kirchen: "Ziehet nicht aro
fremden .Joeh mit den Unglâubigen! Denn was hat die Gerechtigkeit zu schaffen mit der Ungerechtigkeit? Und was hat das Licht
für Gemeinsehaft mit der Finsternis? Wie stimmt Christus mit
Belial? Oder was für ein Teil hat der Glâubige mit den Unglâubigen? Was hat der Tempel Gottes für Gleichheit mit den Gõtzen"
Ihr aber seid der Tempel des lebendigen Gottes; wie denn Gott
spricht: Ich wiII unteI' ihnen wohnen und unteI' ihnen wandeln
und will ihr Gott sein, und sie sollen mein Volk sein. Darum gehet
aus von ihnen und sondert euch ab, spricht der Herr, und iÜhret
kein Unreines an, so will ich euch annehmen und euer Vater sein,
und ihr sollt meine Sõhne und Tõchter sein, spricht der allmâchtige Herr." (2. Kor. 6,14-18) - 'Wir haben allen Grund, nâchst
Gottunserer
Ev. Lutherischen Kirehe Brasiliens (Missouri-Synode) dankbar zu sein, dass sie stets vor falscher Lehre und Unionismus gewarnt undauf reine Sehriftlehre bestanden hat. Gott
wolle unsere Kirche auch in Zukunft in Gnaden bei der reinen,
allein seligmachenden Lehre der Heiligen Sehrift erhalten.
11. Unversohnliche. - Gott hat wahrlieh allen Grund, den
Mensehen zu zürnen, sich ganz von ihnen abzuwenden und sie dem
ewigen Verderben anheimzugeben. Da ist es nun wunderbar, dass
wir sagen dürfen: "Seine Güte ist alle Morgen neu und seine Treue
ist gross", Klagl. 3,23. "Er wird nieht immer hadern, noch ewiglich Zorn halten", Ps. 108, 9. "Der du beweisest Gnade in tausend
Glied und vergibst Missetat, übertretung und Sünde", 2. Mose 34.7.
- Gott vergibt uns unsere SÜllde ganz und gar - es bleibt nichts
davon übrig, wenn wir an die stellvertretende Genugtuung unsers
Heilandes Jesu Christi glauben.
Wie oft aber tut der Mensch, aueh der Christ das genaue Gegenteil! Wie leicht ist er beleidigt und zum Zom geneigt! Wie oft
gesehieht es, dass selbst der Christ die Beleidigung nicht vergeben
und seinen Zorn nieht aufgeben will! Kann er da wirklich beten:
"Und vergib uns unsere Sehuld, wie wir vergeben unsern Sehuldigem"? Kann er mit unversõhntem Herzen zum Heiligen Abendmahl gehen, das doch eingesetzt wurde, dass es uns gâbe Vergebung der Sünden, Leben und Seligkeit? Kann ein UnversohnHcher
selig sterben? - Ganz gewiss nicht. Wer nieht bereit ist, dem
andem die "100 Grosehen" zu erlassen, wie kann der erwarten,
dass ihm dann die "10 000 Pfund" seiner eigenen Sehuld erlassen
werden? Nur der kann bei Gott Gnade und Vergebung finden, der
von ganzem Herzen seinem Bruder aueh seine Schuld vergibt.
Weil nun aueh manch ein "Christ" dazu fâhig ist, oft wochen-,
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ceD Schuld erlassen
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~ 1St, oft wochen-,
;,õ.
73
monate-, ja, jahrelang mit seinem Nachsten ln Feindschaft und
Unversõhnlichkeit dahinzuleben, und so bestandig in Gefahr steht,
ewig verloren zu gehen, so muss ein rechter Seelsorger diesen Menschen nachgehen und sie mit allem Ernst zum Vergeben und zur
Versõhnung ermahnen. Fruchtet jedoch alIe Vermahnung nichts,
so muss schliesslich auch von diesen Menschen gelten: "Tut von
euch hinaus, wer da bose ist", 1. Kor. 5, 13. Bis zu diesem letzten
Schritt müssen aber alle Moglichkeiten, den Unversohnlichen umzustimmen, wirklich ersch6pft worden sein. Denn der Zweck der
Vermahnung ist doch, den Sünder zu retten.
12. Alle Gemeindeglieder) die sich auf seeZengefiihrlichem Wege befinden. - 1st die Paro chie gross, so ist es dem Pastor wohl
unm6glich, alle ihm Anvertrauten wirklich "im Auge zubehalten". Selbst in kleineren Parochien kann der Pastor nicht alie Note
und' Gefahren, die seinen einzelnen Gliedern drohen, kennen. Die
Glieder müssen ihm also helfen, sein schweres Amt der Seelsorge
wirk1ich durchführen zu konnen. Es ist eine schwere Verantwortung, "für rue ganze Herde" zu wachen. Es erfordert die besondere
Gnade Gottesund den ganzen Fleiss eines Pastors, dass er ein \virklicher Hirte seiner Herde sein kann. ln der Seelsorge handelt es
sich um das ewige Hei! eines jeden Gemeindegliedes. Daher kann
es dem Pastor nicht gleichgültig sein, auf welchem Wege seine Glieder sich befinden. Er muss alIe seine Kraft einsetzen, sie auf den
rechten Weg zurückzuleiten. Auch ein Pastor sollte am Jüngsten
Tage mit Jesu sprechen kõnnen: "lch habe derer keinen verloren,
die du mil' gegeben hast", Joh. 18,9. - Moge diese Konferenzarbeit für uns alie eine Anregung dazu sein, es in unserer Gemeinde
mit der Privatseelsorge recht ernst zu nehmen.
Estudo Homilético
sôbre o Domingo da Trindade
João 3.1-15
o
O. A. G.
DOMINGO DA TRINDADE
o têrmoAno eclesiástico (Kirchenjahr) é relativamente novo.
Lutero ainda não o conhece, no enta.'1to sua "Winterpostilie" começa
com o 1Q domingo de Advento. Consta que o têrmo ingressou na igreja em 1671, no hino de Advento de João Oleário "Nun kommt das
neue Kirchenjahr". Não obstante, desde cedo a comunidade cristã
sentia-se compelida a destacar certos dias, de preferência domingos,
para nêles celebrar condignamente os grandes feitos da misericórdia
divina em benefício do pobre pecador, quebrando assim a monotonia
da jornada através do deserto desta vida por meio de oásis aprazíveis intercalados ao longo da estrada do ano civiL
74
Estudo Homilético
A formação do ano eclesiástico processa-se aproximadamente
até 600, quando foi introduzida a quadra de Advento, que dá início
ao referido ano. Na Idade Média o calendário sofreu deturpação pelo
excesso de dias dedicados aos santos e pela intromissão, nas celebrações, de elementos estranhos ao espírito e à dignidade do evangelho.
Com a Reforma o calendário experimenta apenas a purificação necessária, dado o espírito conservador de Lutero - em contraste com
Zwínglio, que apressou-se em abolir as perícopes e com elas a estrutura do ano eclesiástico. (Haja vista a experiência de um luterano,
conforme conta Luthardt, que, no sul da França, visitou uma igreja
reformada, no dia da Páscoa, para ouvir um sermão sôbre a mulher
de Lá).
O domingo da Trindade tem sua história. A igreja ortodoxa
não o conhece. Festeja em seu lugar o dia de todos os santos. E não
podemos afirmar que a igreja católica romana desse muito valor a
êste domingo. No século 12, alguns conventos na França, principalmente os cluniacenses e cistercienses, começaram a destacar o dia da
Trindade e recomendar sua celebração. Não encontraram, porém,
muita receptividade no meio oficial da igreja, havendo até o papa
Alexandre TIl se negado, no 39 concílio de Latrão, em 1179, a sancionar a referida festa, alegando que a igreja que cantava diàriamente seu "Gloria Patri et Filio et Spiritu sancto" não necessitava
de um dia especial para comemorar a Trindade. Apesar dêsse pronunciamento oficial conservou-se a festa, oscilando apenas o dia,
sendo que uns o festejava.,ll no domingo antes de Advento, como conclusão do ano eclesiástico; e outros, no domingo após Pentecoste como
conclusão da quadra festiva do ano. Finalmente o papa João XXII,
fal. em 1334, oficializou o dia da Trindade, escolhendo o domingo depois de Pentecoste. A Reforma conservou esta data, só que vem
contando os domingos da segunda quadra do ano eclesiástico como
primeiro, segundo, etc., depois de Trindade, ao passo que a igreja
romana passa a contá-Ias na ordem de domingos após Pentecoste.
Para ela o domingo tem caráter duplo, um de oitava de Pentecoste
e outro de Trindade, razão por que também estabelece perícopes
duplas: a epístola I Jo 4.8-21 e o evangelho Lc 6.36-42 para o primeiro, e para o segundo a epístola Rm 11. 33-36 e o evangelho
Mt 28.18-20. O comes; a série de perícopes mais antiga, do tempo
de Jerônimo, contém como epístola Ap 4.1-11 e como evangelho Jo
3.1-15. Êste evangelho também figura no "Homiliário" que Alcuino
compôs em 780 por ordem de Carlos Magno e para o qual se serviu
do comes por êle próprio melhbrado, Lutero conservou a epístola
Rm 11.33-36 da igreja romana e escolheu o evangelho do comes
que Alcuíno manteve no "Homiliário", Jo 3.1-15.
Conforme o nome indica, êste domingo quer celebrar o grande
mistério da santíssima Trindade. Dos evangelhos festivos, a grande
maioria relata sôbre os respectivos acontecimentos, sempre que houver fundo histórico. Alguns poucos, como o de Pentecoste, contêm
os elementos doutrinários básicos que permitem falar do assunto.
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75
evangelho, porém, não esboça a doutrina da Trindade, e
nem mesmo põe as três pessoas em especial relêvo. Contudo será
fácil demonstrar, com base no evangelho, a obra benemérita da santíssima Trindade, que é a salvação do homem por meio da regeneração operada pelo Espírito Santo, regeneração essa que ocorre
quando o pecador reconhece a Jesus como seu Senhor e Salvador.
Como final da quadra festiva, em que luzem os magnos feitos da
misericórdia divina, o evangelho quer ainda ressaltar quão necessário se torna que a justificação objetiva seja segUida pela subjetiva,
ou seja, a aceitação da salvação em Cristo.
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CONTEXTO
Jesus está em Jerusalém e alvoroça a cidade. É a primeira
Páscoa da qual êle participa durante a sua atividade. Só João menciona êste episódio (2.13), mas em compensação os três sinópticos
fazem referência aos dois acontecimentos precedentes: o batismo de
Jesus e sua tentação pelo diabo. João, por sua vez, prossegue com o
relato dos primeiros discípulos e o primeiro milagre, em Caná. Logo. em seguida Jesus vai a Jerusalém. No templo encontra os vendilhões a profanarem os recintos sagrados, e - ante o olhar pasmado
dos guardas e das autoridades responsáveis pelo código civil e eclesiástico - êste galileu, pràticamente desconhecido, sem posição e
autorização, toma cordas, trança-as, faz delas um azorragu.e e avança
contra os vendedores e os expulsa sumàriamente- do templo, derrubando as mesas dos cambistas e enxotando as ovelhas e os bois com
seus respectivos donos. Nunca dantes registrara-se semelhante ousadia. A notícia corre célere. Ela vai ter com os detentores da suprema autoridade do povo, os membros do sinédrio. Briosos de suas
prerrogativas, consideram aquêle ato uma intromissão indevida, impossível de crer. E o mais desconcertante era que ning-uém sentia-se
com coragem de tomar uma iniciativa, de opor-se, de pedir satisfação ou até de prender o homem. A única cousa que se animam a fazer
é perguntar simplesmente: "Que sinal nos mostras para fazeres estas
cousas?" 2.18. Era só. Todos lhe reconhecem tàcitamente uma autoridade, à qual não podem resistir. E o que leva a tensão ao auge
é que êste homem de fato faz sinais, faz milagres (Jo 2.23) ,cousa
inédita desde os tempos dos profetas. Franzem a testa os monopolizadores da vida religiosa, incapazes de definir as ocorrências em tôrno
dêste misterioso personagem. Quem será? Um impostor? Mas os
sinais que êle faz trazem o cunho de autênticos. Será um dos profetas redivívos? Ou até o "messias", parceiro daquela outra figura
estranha, sim, abominável no deserto, o homem chamado João, que
teve a desfaçatez de injuriar e desprestigiar sua casta (Mt 3.7)?
Esboça-se a posição dos altos dignitários nesta linha: reserva, ceticismo, repulsa. - Um dêles resolve agir. Não pode continuar nesta
dúvida. Precísa agir. Sua alma padece sob o impacto dos últimos
eventos. Algo dentro dêle começa a oscilar. O que fôra construido
"~-~-=!!!!i!i"
.•.
~•....••. _
76
Estudo Homilético
em longos anos de estudo e meditação, fruto de formação rígida, um
mundo de convicções sagradas, sofre os primeiros abalos em seus
alicerces. Estaria errada a religião dos pais, a religião de séculos,
cimentada sôbre um sistema sólido de leis e ordenanças que invadem
e entrelaçam o culto, os rituais caseiros, os costumes e que, enfim,
regem e disciplinam a vida do povo? Estaria errado Moisés, o insigne líder e legislador? estaríamos errados nós, os fariseus, que nos
excedemos na observância das leis e na vigilância sôbre o patrimônio espiritual do povo de Israel? E - realmente estará tudo errado se aquela voz no' deserto enunciar a verdade, e se procederem
os ensinamentos dêsse galileu. Dois mundos em choque - um terá
que ruir - e no meio da luta urna alma angustiada em busca de
luz. Por isso um dêles resolve agir. Nicodemos torna o propósito
de procurar a Jesus. E assim entra no cenário dêste evangelho.
o TEXTO
1 Havia) entre os fariseus) um homem) chamado Nicodemos)
um dos principais dos judeus.
o evangelista, fora de dúvida, quer salientar o fato de pertencer Nicodemos à seita dos fariseus, caso contrário não teria começado corno o fêz. A pessoa recua para ser apenas representante
de uma casta poderosa na igreja, que exercia certo domínio em
virtude da posição de respeito que ocupavam os fariseus junto ao
povo. Pois não só eram tidos por cumpridores exemplares da lei
corno por sua vez policiavam a vida religiosa do povo e atacavam
de rijo tôda e qualquer manifestação que se lhes afigurava suspeita,
senão prejudicial ao culto e aos bons .costumes. Devemos considerálos presentes em 2.18, já que em 1.24 denotavam tal pendor. Além
de fariseu, Nicodemos ainda integrava o sinédrio, pois é chamado
"um dos principais dos judeus". O sinédrio constituía a autoridade
suprema dos judeus, tanto civil corno eclesiástica, com a devida permissão dos romanos (cf. o nome "autoridade" em 7.26 e a distinção feita em 7.48).
2 Êste) de noite) foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi) sabemos
que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer
êstes sinais que tu fazes) se Deus não estiver com êle.
Nicodemos procura Jesus à noite. Teme por sua reputação.
Os colegas do sinédrio e os fariseus poderiam censurá-Io por prestigiar, com sua visita, de certa forma a posição dêste galileu. E também receava dar ao povo a impressão de um homem vacilante, inseguro em suas convicções. Infere-se dai que desde o início a atitude
dos chefes espirituais da igreja se caracterizava por um espírito
negativo, de recusa, frente a Jesus, para, aos poucos, definir-s0
corno hostilidade franca e declarada (cf., nesta ordem, Jo 7.26,48;
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77
5.18; Le 4.29; Mt 9.34; Lc 6.7; Mt 12.24; Jo 9.22; ete.), havendo,
contudo, exceções elogiosas (Jo 12.42).
Nicodemos tem de percorrer, à noite, cêrca de 3 km, se é que
Jesus se alojara já desta vez em Betânia como o faria mais tarde
(Mt 21.27). Podemos imaginar que os passos que vencem a estrada no silêncio da noite não denunciam pressa - pois os pensamentos os retêm, os pensamentos que tumultuam a mente. Onde está
a verdade? com quem? com os doutores da lei ou com êste
homem? Ou? - Deve haver necessàriamente esta alternativa, êst8
contraste? Não haverá fórmula conciliatória para aproximar ambas as posições? - Que direi a êle? Que êle dirá? Lá em cima
brilham as estrêlas. De cima virá luz. Nicodemos busca a luz. :Êle
bate à porta. Esta abre-se. - Nicademos está diante de Jesus.
Rabi significa Mestre, mais exato meu 1VI estre. Um século antes
de Cristo, possivelmente dois, era corrente o uso do título Rab como designação de mestre da lei mosaica, consagrando-se com o
tempo, pela freqüência com que se dizia ((meu mestre", a forma do
vocativo Rabi também no uso do nominativo. - Nicodemos fala
com sinceridade, pois não dá a impressão de querer lisonjear. Por
isso, quando, além de saudar a Jesus com o título de Mestre, ainda
acrescenta: vindo da parte de Deus, vemo-nos compelidos a admitir inteira convicção do lado de Nicodemos ao atribuir a Jesus cre·
denciais fora do comum: porque n'inguém pode fazer êstes sinais
que tu fazes, se Deus não estiver com êle. O visitante alude aos sinais referidos em 2. 23 e sem dúvida inclui a ocorrência no templo,
que causara forte impressão, nem por último pelas palavras de Jesus: "Não façais da casa de meu Pai casa de negócio." Será que
Nicodemos considera a Jesus Filho de Deus? Dificilmente poderiamo~ depreendê-lo de suas palavras. Antes visse em Jesus um profeta, enviado por Deus para cumprir uma missão especial - para
Nicodemos ainda de caráter enigmático ~ e dotado de fôrças sobrenaturais. Por que usa o plural sabemos? Certamente Nicodemos, ao abordar Jesus nesta noite, faz-se porta-voz de muitos que
como êle se viam assaltados por dúvidas, inclusive, talvez, o círculo
mencionado em 12. 42, por não falar no povo ou até nos próprios
familiares. E Jesus assim o entende, quando usa o vós conscientemente em 7.11.12.
3 A isto respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo
que se alguém não nascer de novo, não pode 1jer o reino de Deus.
No original lemos: "Respondeu Jesus e disse-lhe". Jesus responde. A que? Não há pergunta, pois Nicodemos nem havia formulado sua perg .•..
mta, a grande pergunta que o levara à presença
de Jesus; apenas havia feito o intróito para justificar sua presença
e preparar o terreno para o assunto que desejava apresentar. E é
exatamente o que Jesus faz: êle responde à pergunta ainda não
formulada (2.25) que, se expressa em palavras, talvez nem teria
78
Estudo Homilético
sido formulada nos têrmos da resposta. Nicodemos procul'a clareza,
mas não esperava que Jesus o levasse a um terreno pessoal, que
dizia tão respeito ao estado de sua alma. Pois que faz Jesus? Ao
invés de ventilar mil e uma questiúnculas tão a gôsto dos fariseus
em discussões domésticas da seita, e ao invés de enumerar os pontos litigiosos que separavam as duas posições - no julgar de Nicodemos, e para as quais, sem dúvida, havia preparado sua argumentação - Jesus põe tudo de lado e vai diretamente ao centro; ao
âmago da questão. Êste para Jesus é a salvação da alma, em especial a alma de seu interlocutor. As palavras te digo levam enderêço
individual e fazem-nos enxergar um dedo apontando para o visitante. Não que Jesus se desinteressasse pelo emaranhado de interrogações que preocupavam a Nicodemos, mas atacando o assunto
pela base, todo êsse emaranhado se desfaria por si. - É de vital
importância que todo servo de Cristo reconheça a primasia que o
cuidado pelo bem-estar da alma imortal leva sôbre todos os demais
problemas. Não faltavam tais problemas no mundo, na época de
Cristo: são os de hoje, os mesmissimos, na essência. Invariável,
imutável, portanto, deve ser no curso dos séculos a missão precípua
da igreja de salvar almas para Cristo. Não há tarefa mais importante, mais necessária, mais premente.
Sob o pêso de dois ameen - em verdade) em verdade - Jesus
faz saber ao visitante: Assim como estás, a despeito de tua posição na igreja e na sociedade, a despeito de tuas convicções e de teu
zêlo religioso, não poderás ver o reino de Deus. Falta-te uma cousa:
deves nascer de novo. Deves tornar-te outra criatura. Deves ser
outro homem, diferente do atual. Senão, Nicodemos, não entrarás
no reino celestial. Isso eu te digo. - Por quê? - é Nicodemos
quem pergunta em seu íntimo, completamente perturbado. Por que,
assim perguntamos nós, Nicodemos deveria tornar-se outra criatura? Quais seriam as eventuais imperfeições que, no julgar do
mundo, o incompatibilizariam para o destino melhor no além? Haverá quem formule quesitos tais: 1. Nicodemos necessitava da regeneração em virtude de sua conduta moral? Era homem entregue
a vícios: à bebedeira, à concupiscência da carne, etc.? - Em absoluto. Como fariseu levava uma vida modelar e controlada. 2. Ou
Nicodemos era ignorante em matéria de religião, desconhecendo as
Escrituras do Antigo Testamento? - Também êste não era o caso,
pois sua posição pressupuru1.a profundo conhecimento das leis divinas. 3. Ou Nicodemos mostrava-se indiferente pelas cousas do reino
de Deus, negligenciando sua alma? - Não, caso contrário não teria
procurado a Jesus, desafiando os riscos· que tal procedimento lhe
podia reservar. 4. Ou haveria, finalmente, uma causa oculta, desconhecida da sociedade em que Nicodemos convivia, um pecado especial, um hábito mau, que convinha abandonar? - Nada disso Jesus
aponta em sua justificação. - Mas então por que falar em regeneração?
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79
Estudo Homilético
Na acepção comum, o têrmo regenerar-se apenas significa
emendar-se, corrigir-se, mudar de vida, isto é, de conduta, ajustando o modo de viver ao padrão moral da sociedade. Isso Jesus não
tem em mente. Êle não fala de uma regeneração externa no sentido
que o altoólatra deixe de beber, o ladrão de furtar, o jogador de
jogar. Jesus fala da regeneração interna, da mudança completa
do ser do homem, isto é, de sua, atitude frente a Deus. Para ilustrar:
podemos fazer uma casa velha passar por uma reforma e podemos
desmanchá-Ia por completo para edificar casa nova. Assim não
basta que o homem se emende e se corrija num ou noutro ponto,
é preciso que nasça de novo, que haja mudança tão radical em seu
íntimo que realmente se torne outra criatura. - O advérbio ánoothen, de novo, tem como sentido, no grego profano, de "de cima",
"do alto", recebendo ainda no Novo Testamento o sentido de "de
novo", "novamente". Não haverá aí a indicação, no próprio têrmo,
que êsse movimento interno da regeneração vem impulsionado de
cima e que, por conseguinte, êsse novo nascimento não procede,
como o nascimento natural, de fôrças ou órgãos humanos?
Atentemos para a maneira firme e decidida que Jesus emprega
ao pronunciar-se: em verdade, em verdade ... não pode vet· o reino
de Deus. Fica afastada terminantemente a hipótese de poder haver, por· esta ou por aquela razão, exceções a esta regra: homens
que não precisariam nascer de novo por apresentarem as qualidades exigidas por Deus. O têrmo alguém comporta o mundo.
4Perguntou,-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer,
sendo veUw? Pode; poTventura, voltaT ao ventre w.aterno e nascer
segunda vez?
°
Nicodemos estranha a terminologia e não compreende
sentido figurado das palavras de Jesus. É a primeira impressão que
sua pergunta transmite. Tratando-se, porém, de um homem letrado,
dono de certa cultura, a maioria dos comentaristas concorda em encontrar na pergunta de Nicodemos a dúvida sôbre a exeqüibilidade
dêste processo nos casos, como no dêle, em que a idade já solidificou princípios e convicções, tornando assim pràticamente impossível esta volta ao marco zero para a escolha de um rumo novo,
oposto ao caminho trilhado até então. Seria o mesmo que exigir
a um homem velho o retôrno ao ventre materno para um novo nascimento físico que dotaria a mente de faculdades e fôrças necessárias
para imprimir outro curso à sua vida. Se bem que se trate de duas
interpretações diferentes, num ponto, que é básico, elas coincidem:
Nicod~mos não concebe o renascimento como operação que vem
do alto. Pois de acôrdo com a segunda interpretação, Nicodemos,
bom fariseu, partiria da premissa de que o homem é o arquiteto de
seu destino e como tal empenha-se por deitar pedra sôbre pedra
na obra da santificação, segundo as diretivas do Decálogo. Neste
sistema não há lugar para a interferência de um outro poder que
80
Estudo Homilético
vem de cima. E pensando em si, e daí concluindo em relação aos
outros, Nicodemos teria expressado sua dúvida sôbre se um homem
idoso pudesse pôr de lado concepções e idéias firmadas desde a infância e substituí-Ias por outras por fôrça de seu raciocínio. Desta
forma Nicodemos estaria se movendo dentro da esfera da lei como autêntico fariseu. Como tal desconhece a essência da regeneração.
5 Respondeu Jesus: Em verdade) em verdade te digo: Quem
não nascer da água e do Espírito) não pode entrar no reino de Deus.
Jesus quer corrigir o êrro de Nicodemos. Repete o que havia
dito e acrescenta mais um elemento. Ainda não diz tudo, só no fim
o quadro estará completo, pois Nicodemos deve ser levado passo a
passo para um melhor entendimento; e mesmo assim tem dificuldades em acompanhar o Mestre. Julga que o homem opera seu
próprio renascimento, além de formar conceito errôneo em tôrno
dêste nascer de novo. Jesus refuta o êrro demonstrando que a
operação renovadora não procede do homem e sim de Deus. O
homem não atua, mas sofre uma ação, êle não participa ativa e
sim passivamente (Fp 2.13) .. Isto Jesus demonstra dizendo que o
homem nasce da água e do Espírito. Outra vez ouvimos o duplo
ameen) seguido pelo enfático te digo. Reforça a asseveração que
sem a regeneração efetuada por êstes meios o homem não pode
entrar no reino de Deus. Exclui, portanto, de antemão, todo e qualquer processo sucedâneo que o homem porventura quisesse conceber. Jesus cita ág'Ja e Espírito. É evidente que água aqui representa o batismo. Teríamos então aqui batismo e Espírito, o batismo
como meio, instrumento, do qual se serve o Espirito para operar
o renascimento no coração do homem. Mas por que Jesus coloca os
dois têrmos lado a lado, se um designa o instrumento e o outro o
agente que o usa? Costurna-se dizer que ambos formam um todo,
já que Jesus não usa artigo - quem não nasce?'de água e Espírito.
Porém existem razões que nos induzem a tomar os dois têrmos
como designação dos dois meios da graça: batismo e evangelho.
Sabemos que o batismo não é o meio único e exclusivo da regeneração, podendo haver situações que até impedem sua aplicação,
como no caso do malfeitor da cruz. O que condena é o desprêzo,
a rejeição do batismo e não a sua não-aplicação em si. Se, no entanto, Jesus usa diante de Nicodemos os têrmos água e Espírito
é porque certamente quer aludir ao que João Batista dissera, não
fazia tanto tempo: "Eu vos batizo com ágcm, para arrependimento ... Êle vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." Mt
3.11. Aí temos água e Espíríto. João não quis dizer que êle batizava só com água sem Espírito e que Jesus batizaria com Espírito
sem água. Não, em absoluto. João anuncia a vinda de uma pessoa
que lhe seria em tudo superior, não só nas qualidades como também
na atividade. Não haveria, quanto à atividade, diferença na essên-
da mas só na 1"::':7----'=
pecial, como 1:0:::
14.26. Como Sf':::::2
lizar o batismo. ~..~
Sem dú,,]Ôs.
:23
radora do Espie--'
mento, sem me~::::-.~
rém, de propós:
batizando lá
não eram exata:---=:
"rejeitaram, qus.:- ~~,
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João, não tantc-,
também não
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9.10, "diversas s:~-ª
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dotes antes de
cação dos lepr~=~:::c:
19), além da.s
referentes às ~=".-=
7.4). O uso
bastante rarDiEaco
a êste part] cu;·2.7
porém, que
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ablução de
diante o qual
conseqüentemel:::=e
surge o prime: ~c
que filiação se
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e ao batismo --12
coríntios i 1.;) L.2
e todos pass?-c~nuvem, como '.c
grande imp?-.::;se
-=-
tá 'leI:
J c?ê.c~
batisn,o dE
Foi essa a nCc2
de auto]usnçes.::kc:O
de que·? e p2..:-Z~--:~~ _
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sível dem:l'0 ék.
ciãos? - Ei32.
seus re]én2\·3.s
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Estudo Homilético
m relação aos
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digo: Quem
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J homem não pode
r,,:emão, todo e qual':-:.mra quisesse conc')e água aqui repre2 Espírito, o batismo
:=spírito para operar
, que Jesus coloca os
",,),mentoe o outro o
JS formam um todo,
d.eágtta e Espírito.
mar os dois têrmos
'.2-tismo e evangelho.
exclusivo da regene€"iem sua aplicação,
:ndena é o desprêzo,
2.) em si. Se, no en:;:os água e Espírito
Batista dissera, não
;-,ia, para arrependin1.:O e com fogo." Mt
1s dizer que êle bati2-tizaria com Espírito
',inda de uma pessoa
:idades como também
:;, diferença na essên-
81
cio. mas só na medida. Jesus daria o Espírito de uma maneira especial, como no dia de Pentecoste, e conforme sua promessa Jo
14.26. Como ainda havia a diferença de que João apenas podia realizar o batismo, mas não podia transmitir o Espírito divino .
Sem dúvida Jesus poderia ter discorrido sôbre a obra regem~radora do Espírito Santo à base das passagens do Antigo Testamento, sem mencionar especificamente os meios da graça. É, po.rém, de propósito que êle fala em batismo. Não está João Batista
batizando lá fora no deserto? cumprindo um mandato divino? E
não eram exatamente êles, os fariseus (e os intérpretes da lei) que
"rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo
sido batizados por êle" (Lc 7.30)? Opuseram-se ao batismo de
João, não tanto por lhe negarem a autoridade de realizá-Io (1.25);
também não porque estranhassem o ritual como se lhes fôsse cousa
nova e desconhecida. Possuíam os judeus, conforme menciona Hb
9.10, "diversas abluções", que são determinadas em várias passagens do Pentateuco. Havia prescrições de abluções para os sacerdotes antes de oficiarem no templo (Êx 29.4; 30.17-21), de purificação dos leprosos curados (Lv 14.7-9) e de diversos impuros (Nm
19), além das ordenanças multiplicadas e exageradas pelos anciãos,
referentes às lavagens "de copos, jarras e vasos de metal" (Mc
7.4). O uso de água por ocasião de certos rituais era, portanto,
bastante familiar aos judeus, assim que não havia novidade qua..Ylto
a êste particular na prática de João Batista. A grande novidade,
porém, que emprestava caráter inteiramente diferente ao batismo
de João era que tinha valor sacramental. Não se tratava de uma
ablução de simples valor simbólico e sim de um meio da graça mediante o qual Deus oferecia e assegurava a remissão dos pecados e
conseqüentemente a filiação ao seu povo escolhido. Neste ponto
surge o primeiro e grande impasse entre João e os fariseus: por
que filiação se já são o povo de Deus, filhos de Abraão? A isso
João responde: "Eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão." Lc 3.8. O mesmo se dá em relação a Moisés
e ao batismo "na nuvem", conforme o apóstolo Paulo escreve aos
coríntios (l0 .1, 2): "Nossos pais estiveram todos sob a nuvem,
e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na
nuvem, como no mar, com respeito a Moisés." Dêste primeiro e
grande impasse decorre outro como conseqüência natural e inevitável: João "r>ercorreu tôda circunvízinhança do Jordão, pregando
batismo de arrependimento para remissão dos pecados." Lc 3.3.
Foi essa a nota constante nas arremetidas de João contra a couraça
de autojustiça dos fariseus: "Arrependei-vos!" - Arrepender-nos?
de que? e para que? Por que falar em remissão dos pecados, quando
nos esforçamos em evitá-Ios mediante uma vida santa e irrepreensível dentro do cumprimento integral das leis de Moisés e dos anciãos? - Eis a linha que estabelece a conexão dos fatos. Os fariseus rejeitavam o batismo porque rejeitavam o arrependimento
que pregava e a remissão que comunicava. Negavam-lhe a fôrça
82
Die gemassígte Sekte:
-
Die Baptisten
regeneradora, operada pelo Espírito Santo para a salvação do pecador. É por isso que Jesus adverte seriamente a Nicodemos: "Quem
não nascer de água e Espírito, não pode entrar no reino de Deus."
- Paulo mais tarde escreveria a Tito: "Deus nos salvou mediante
o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo." 3.5.
(Contínua)
----0--MISCELÂNEA
Die gemassigte Sekte: Die Baptisten
Bítter schnitt die Kalte den Vertriebenen ín díe Glieder. Lutheraner und
Papstliche hatten mítten ím Winter die Stadt Münster verIassen müssen, weil
der Rat sie aIs gottlos verfemt hatte. GottIos war in den Augen der. neuen
Stadtregierung alIes, was nicht den «Geist» hatte.Was
war geschehen? MÜllster, das adrette wesHalische SUidtchen, war im Jahre 1534 in die Hand der
Schwiirmer gefalIen. Anabaptisten wurden sie genannt, Wiedertãufer, Taufgesinnte. Von überall her waren sie in die Stadt gezogen und hatten hier ein
«Gottesreich» errichtet. Unter .der Flihrung des Tuchmachers Knipperdolling
und seines Schwiegersohnes, des «Propheten» Johann von Leyden, hatte ein
wlistes Chaos angehoben. ln grosser theoIogíscher Unbildung reimten die AnafJaptisten díe Heilige Schrift auf ihre schwarmerischen Einfillle. So tauften sie
diejenigen noch einmal, díe sich zu ihnen bekannten, weil sie für díe Kíndertaufe in der Bíbel keinen AnhaItspunkt fanden. Die bereits geschehene Kindertaufe erkIarten sie für bedeutungslos, da Kínder ohne Sünde seien. Weil einige
aIttestamentliche
Patriarchen mehrere Frauen hatten, führten die Anabaptisten die Vielehe ein. Schnell artete die Vielehe zu einem «sexuellen Kommunismus» aus, wie unlãngst ein Nachrichtenmagazin in einem Aufsatz über die M:ünsterschen Wirren formulierte. Johann von Leyden brachte es auf 14 Frauen.
Und weil im AIten Testament die Todesstrafe für Gotteslãsterer geboten WaI",
meinten die Schwarmer ein gutes Recht zu haben, Andersglaubíge wegen GottesW.sterung hinzurichten. Knipperdolling betiitigte sich personlich aIs Scharfríchter. Schliesslich trieb man die immer noch zahIreichen «gottlosen» Lutheraner und Papstlichen aus der Stadt. lhr Besitz wurde eingezogen. uberhaupt
führte man Gütergemeinschaft ein; Gold und Silber musste abgeliefert werden.
Einen AufschIuss über die Schwarmerei geben einige Verwerfungsformeln der Augsburgischen Konfession (1530). Nach ihnen lehren die Wiedertli.ufer z. B., «dass wir ohne das leibliche Wort des Evangelii den Heiligen Geist
durch eigene Bereítung, Gedanken und Werk erlangen»; «dass diejenigen, so
eínst fromm sind worden, nicht wieder fallen mõgen»; von der Obrigkeit (Chlisten kõnnen, ohne sich zu versündigen, obrigkeitliche Ãmter bekleiden, Recht
sprechen, das Schwert gegen Kriminelle und aussere Feinde führen. Eigentum
besitzen, Handel und Wandel trêiben usw.) , «dass der obenangezeigten keines
christlich sei»; von der Ewigkeit, «dass der TeufeI und verdammte Menschen
nicht ewige Pein und Qual haben werden». Weiter haIten die lutherischen Bekenntnisschriften den Anabaptisten vor: sie verachten das Predigtamt und die
Ordination; ;Sie ;e2'""","
beruhe, àass \\~i:::-:=<~
dass sích L, eir:e:c
dere mehl'. _:.~>"
kenntniss('t~.:i~~:::7-----:.~
Taufer flir L::=h=.: ::.:~
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Propheten T;a=:~
tli.uferische l·f':e:~:..:-.:~
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Die gemãssigte Sekte: Die Baptisten
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persünlich aIs Scharf:ien «gottlosen» LutheeiIlgezogen. tJberhaupt
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Ci:l
83
Ordination; sie lehren, dass unsere Gerechtigkeit vor Gott nicht al1ein auf dem
beruhe, dass wir durch den Glauben das Verdienst Christi annehmen; sie lehren,
dass sich in einer rechten Gemeinde keine Sünder mehr fiinden, und etliches an·
dere mehr. Alle diese Irrlehren werden von Luther und den lutherischen Be·
kenntnisschriften entschieden verworfen und verdammt. Vias Wunder, wenn die
Tiiufer für Luther nichts übrig hatten und ihn neben dem Papst aIs falschen
Prapheten nannten! Schon früher hatte es in den Schwarmerunruhen starke
tauferische Unterstrõmungen gegeben. Man denke nur an den ehemaligen Prie·
ster Thomas Münzer. Es war also nicht das erste Mal, dass die Lutherischen
sich mit den «Schleichern und Winkelpredigerll» auseinandersetzen mussten.
Ein vereinigtes Heer lutherischer und papstlicher Fürsten stUrmte nach
lã.ngerer Belagerung im Jahre 1535 die Stadt Münster und setzte dem Treiben
ein Ende. Knipperdolling, Johann von Leyden und einige andere Riidelsführer
wurden hingerichtet. Damit ging die Sturm· und Drangzeit des Tãufertums
zu Ende.
Der frühere Geistliche Menna SL>nonsaus Holland (1496-1561) nahm in
geIauterter Form die Sache der Wiedertaufer wieder auf und verschaffte ihr
nach vielen Leiden Duldung. Er war ein stiller und ordentlicher Mann. Nach
ihm nennt sich die Sete der Mennoniten. Menno verwarf das Münstersche
«Gottesreich», lehnte jedoch ebenfalls die Kindertaufe und den Eid ab und
strebte durch scharfeKirchenzucht sündlose Gemeinden an. Sein Bekenntnis
war das reformierte. Neben den Mennoniten gab es noch immer radikale Tãll'
fergruppen, die aber nicht mehr zu entscheidender Bedeutung gela...."lgten.
tJber Holland breitete sich das gemassigte Taufertum nach England und
spater nach Amerika aus und gelangte dort zu grosser BlUte. In Deutschland
war es erloschen. Da drang es vor hundert Ja.Jlrenmit Hilfe der Gemeinschaftsbewegung wieder von Amerika und England na;ch Deutsch1!w.dein; die Anhãnger nannten sich Baptisten. Eine massgebliche Rolle bei der Ausbreitung spielte
der Hamburger Kaufmann Oncken. ln letzter 2;eit haben die Baptisten neben
etlichen anderen Sekten den Namen einer «Freikirche», erhalten.
1st es nicht lieblos und uneinsichtig, in unserem gottlosen Jahrhundert
noch von «Sekten» zu sprechen und sich von ihnen fernzuhalten? Sollen nicht
alle Christen zusammenarbeiten? Ja., wir müssen zusammenarbeiten in einer
Notgemeinschaft gegen Materialismus und Atheismus. Aber das heisst nicht,
dass wir uns über die Bibel hinwegsetzen dürfen. Sekte heisst nach gutem
alten Sprachgebrauch eine Gemeinschaft, die sich von der biblischen Lehre der
heiligen Kirche ganz oder teilweise abtrennt. Und das müssen wir auch den
Baptisten in wichtigen Stücken leider vorhalten.
Bis heute verachten sie die Kindertaufe und taufen tJbergetretene im Er·
wachsenenalter noch einmal. Darin gibt sich eine võllige Verstiindnislosigkeit
den Sakramenten gegenüber kund. Auch das Herrenmahl halten sie nach eige·
ner Darstellung nur aIs Gedachtsnisfeier und Gemeinschaftsmahl, «aber nicht
aIs Mittel zur Vergebung der Sünden». So schneiden sie sich selbst von wesentlichen Heilsgütern ab und k1ügeln an den Gaben und Worten des Herrn Christus herum. Bis heute verwerfen sie das von Jesus Christus eingesetzte Pfarr·
amt mit seinen Funktionen und weitgehend die dazugehõrige Ausbildung und
warten lieber auf eine Erleuchtung des «Geistes». Die' Folge ist meistens eine
gefiihrliche theologische Unkenntnis und Niveaulosigkeit, die glaubenszerset·
84
Die gemassigte
Sekte:
Die Baptisten
zenden Irrlehren Tür und Tol' õffnet. Die I'eformierte Schlagseite ist unvel'kennbar.
Wie antworten wir? Der Mensch tu t nicht nur Sünde, er h a t auch
SUnde, die Erbsünde. Diese ErbsUnde hat ihn võllig verdorben. Nicht nur den
Leib, sondern auch den Geist. Dadurch kann unsere Vernunft nur dann das
Evangelium zu begreifen sich anschicken, wenn sie wiedergeboren isto Diese
Wiedergeburt geschieht nach Aussage der Schrift - durch Wort u n d Sakrament vermittelt.
Beide sind gleichwertige Gnadenmittel.
80 gibt die Taufe
den Heiligen Geist und ist die \Viedergeburt, und es steht niI'gends geschrieben,
dass der Gottesgeist nur zu denkenden Erwachsenen kommt.
Der Sitz des Glaubens ist die Seele. Die SeeIe des Menschen besteht aber
nicht nur aus der Vernunft. Auch unverstandige Sauglinge oder geistig um·
nachtete Erwachsene haben eine SeeIe, wenngIeich keinen Verstand. Schon zur
Apostelzeit wurden ohne Zweifel Kinder getauft. Und fast taglich nahm man den
Leib und das Blut des Herrn zur Vergebung der Sünden. Man vernünftelte
nicht, sondeI'n liess das Wort vom Kreuz in alIeI' Entfaltung den Griechen eine
Torheit und den Juden ein Argernis bleiben.
Konnen wir zusammenarbeiten?
Inausseren Dingen, wie Hilfswerk usw.,
durchaus, Aber innerlich kõnnen wir uns mit diesel' Gruppe nicht verbinden,
die von Anfang an einen anderen Geist hatte aIs die Reformation. Wenn sie
auch ihre radikaIen KindeI'kI'ankheiten überwunden hat: ihre verkehrte Marschrichtung hat sie behalten.
Wir kampfen um Christi willen gegen die Irrlehren der Sekte, jedoch
verdammen wir nicht die Menschen, die ihr angehõren. Wissen wir doch, dass
auch' hier tiefe Frõmmigkeit und echtes Christentum anzutreffen ist; dies jedoch weniger w e g e n des Baptismus, aIs vielmehr t r o t z des Baptismus.
Uns beeindruckt der Missionseifer und der Heiligungsernst der Baptisten. Es
schmerzt uns nur, dass der Baptismus das Christentum verdünnt und seine
GIãubigen auf diese Weise kãrglich weidet und füttert. Ist damit nicht die Gefahr gegeben, dass er sie in vieIen Anfechtungen des Schutzes beraubt und iu
falsche SicheI'heit wiegt? - (-It- ln «Der Lutheraner», Uelzen)
*
'"
Martin Luther an den frommen LeseI"
$1<
(Eine Varrede Luthers zur Ausgabe seiner Schriften vam Jahre 1545)
Lange und ernstlich habe ich denen wideI'standen, die meine 8chriften oder
richtiger die veI'worrenen überbleibsel meiner Studien gesammeIt und geàruckt
zu sehen wUnschten. Denn einmal wollte ich dieWerke der alten Vater nicht
durch den Reiz der Neuheit vel'drangen, der in den Augen des Lesers meinen
Schriften zugute kommt. Sodann abeI' gibt es jetzt durch Gottes Gnade vieIe
wohlgeordnete Lehrbücher, voI' allem die ausgezeichneten «Loci communes»
MeIanchthons, aus denen sich jede~ Theologe und Seelenhirte trefflich und
gI'ündlich unterrichten kann, um sich aIs tüchtiger Lehrer und Prediger des
gõttlichen vVortes zu erweisen. Vor allem aber kann man jetzt die Heilige
Schrift fast in jeder Sprache Iesen. Meine Bücher aber, entstanden, wiees
der Zufall oder vieImehr der Zwang der sich überstlirzenden EI'eignisse mit sicn
bI'achte, bilden ebenso eine wirre, zusammenhangIose Masse, die mil." seIbst
zu ordnen schwerfalIen sollte.
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mungsIoser Z:.:.d:c:;;~·.~
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85
Aus diesen Gründen wünschte ich eigentlich, dass meine Schriften ewiger
Vergessenheit anheimfielen, um besseren Platz zu machen. Aber mit erbarmungsloser Zudringlichkeit und Hartnackigkeit
lag man mil' taglich in den
Ohren und stellte mil' vor, dass, wenn ich die Herausgabe bei meinen Lebzeiten
nicht gestattet, sie nach meinem Tode umso gewisser e1'folgen würde, und zwar
durch Leute, die von den Beweggl'ünden und den geschichtlichen Verhaltnissen
keine Ahnung haben und so in ih1'er Verworrenheit immer neue Verwirrungen
anstiften würden. So erreichten sie mit ihrem Drangen, dass ich einwilligte,
Überdies war es der Wunsch und vVille unseres erlauchten Herrn, des Kurfürsten Johann Fl'iedrich, der den Druckern befahI und sie ge1'adezu zwang, nicht
nur den Satz zu unternehmen, sondern die Ausgabe sogar zu beschleunigen.
Vor allem aber bitte ich um unseres Herrn Jesu Christi willen, das alIes
mit gesundem Urteil und tiefem Erbarmen zu lesen. Man muss wissen, dass
ich damals ein Mõnch und ein ganz unsinniger Papist war, aIs ich jenes Werk
in Angriff nahm, so berauscht, ja so ve1'sunken in die Glaubenslehren des
Papsttums, dass ich imstande gewesen ware, jeden womõglich zu e1'morden, zu
solcher Tat Beihilfe zu leisten oder wenigstens sie gutzuheissen, der dem
Papste auch nur mit einem Worte den Gehorsam verweigert hatte. Ein solcher
Saulus war ich damals, wie es heute noch viele gibt. 1m Vergleich mit mil' waren DI'. Eck und seinesgleichen frostig, ja wie Eiszapfen in ihrer Verteidigung
des Papsttums, denn sie pf1egten dieses Geschaft nur um ihI'es Bauches willen
zu betI'eiben und mit so wenig Ernst zu Werke zu gehen, dass sie mil' heute
noch vieI mehr des Papstes zu spotten sCheinen, diese Epikureer. 1ch abel'
rneinte es ernst, da ich eine furchtbare Angst vor der Todesstunde hatte und
dabei aus tiefstem Herzen mich danach sehnte, selig zu werden .
Aus meinen ãlteI'en Schriften ist demnach zu ersehen, welche weitgehenden Befugnisse ich damaIs in alIeI' Demut dem Papst noch beigelegt habe, die
ich spater ais argste Gotteslasterung eI'kannt und veI'dammt habe. Der LeseI'
mõge aIso diese Unsicherheit oder, wie meine Gegner es verdachtigen, diesen
Widerspruch meiner damaligen Lage und UnerfahI'enheit zugute halten. 1ch
stand anfangs allein und waI' für ein so gewaltiges Unterfangen doch gaI' Zli
einfaltig und ungelehrt; denn ich bin nur durch die Verkettung der Umstãnde,
nicht aus freien Stücken und mit Vol'bedacht in diesen Stul'm hineingeraten:
des ist Gott mein Zeuge!
Inzwischen hatte ich mich in jenem Jahr (1519) schon wieder der Auslegung des Psalters zugewandt, im Vertrauen darauf, dass ich durch die schulmassige Behandlung der BI'iefe S. Pauli an die RemeI' und Galater und des
Hebrãerbriefes grõssere übung erlangt hatte. Ich war von einer unglaublichen
Sehnsucht befangen, den Verfasser des Remerbriefes kennenzulernen.
Nicht
aIs ob es mil' an dem herzhaften EntschIuss zu eindringender Forschung gefehIt
hãtte; ich stutzte einzig vor dem Worte (Kap. 1,17) von «der Gerechtigkeit
Gotteg, die im Evangelium offenbart wird». Denn diesel' Begriff der «Gerechtigkeit Gottes» war mir geraàezll verhasst, weil ich gewohnt war, ihn nach dem
Vorgange aller Theologen im Sinne der scholastischen Philosophie zu verstehen aIs die «formale oder aktive» Gerechtigkeit, vermege deren Gott 8ich gerecht erweist, indem er die Sünder aIs die Ungerechten bestraft.
Ich aber fühlte mich, obwohl ich aIs Mõnch ein untadeliges Leben führte,
vor Gott aIs einen von GewissensquaIen verfolgten Sünder, und da. ich nicht
86
Martin Luther an den frommen LeseI'
darauf vertrauen konnte, Gott durch meine Genugtuung versohnt zu haben,
liebte ich nicht, sondern 1ch hasste formlich jene gerechte, die Sünder bestrafende Gottheit. Denn ich sagte mil': AIs ob es nicht genug w,are, dass die elenden Sünder, me schon durch den FIuch der Erbsünde ewiger Verdammnis preisgegeben sind, nach dem Gesetz des AIten Bundes mit allen erdenklichen Strafen heimgesucht werden, wenn nicht Gott durch das neue Evangelium die Qual
noch vermehrte, indem er auch durch die Botschaft des Neuen Bundes uns nur
seine zürnende und strafende Gerechtigkeit ankündigt. 80 marterte ich mich
in der Strenge und Verworrenheit meines Gewissens; dabei aber brütete ich
unablassig über jenen Ausspl'uch dcs Apostels, dessen Sinn ich mit glühender
Begierde zu entratseln suchte,
Bis nach tage- und nachtelangem Nachsinnen sich Gott meiner erbarmte,
dass ich den inneren Zusammenhang der beiden Stellen vernahm: «Die Gerechtigkeit Gottes wird im Evangelium offenban> und wiederum: «Der Gerechte lebt durch seinen GIauben.» Da fing ich an, die Gerechtigkeit Gottes
zu begreifen, kraft deren der Gerechte aus Gottes Gnade selig wird, namlich
durch den Glauben: dass die Gerechtigkeit Gottes, die durch das Evangelium
offenbar werde, in dem passiven Sinne zu verstehen ist, dass Gott in seiner
Barrnherzigkeit uns durch den Glauben rechtfertigt, wie geschrieben steht:
«Der Gerechte Iebt aus GIauben.» Nun fühl,e ich mich geradezu wie neu geboren und glaubte, durch weitgeiiffnete Tore in das Paradies eingetreten zu sein.
1ch ging dann die Heilige Schrift durch, soweit ich sie im Gedachtnis hatte,
und fand in anderenWendungen
den entspl'ecnenden Sinn. Je Iebhafter ich
also das \Vort von der «Gerechtigkeit Gottes» gehasst hatte, um so liebevoller
musste ich nun diese gnadenreiche Vorstellung umfassen, und so hat mil' jener
Ausspruch des Apostels in der Tat die Pforten des Himmels erschIossen. Nachhe1' Ias ich Augustins Schrift «úber den Geist und den Buchstaben», wo ich
wider Erwarten fand, dass auch diesel' die Gerechtigkeit Gottes auffasst aIs
diejenige, me Gott uns beilegt, inoem er uns rechtfel'tigt.
Und wiewohl das
noch unvol1kommen geoacht ist uno dieser Vorgang de,' Beilegung nicht alles
deutlich erkIart, war ich ooch zufrieden dass hier oie Gel'echtigkeit Gottes dahin erlãutert ,vu1'de, dass wir duI'ch sie gerecht gesprochen werden.
Durch sol(;he Gedankengange besser ausgerüstet, began;1 ich, die PsaImen
ein zweites Mal zu erklli.ren, und aus diesel' Arbeit ware eln umfahgreicher
Kommentar entstanden, wenn ich nicht im folgenden Jahre durch die Berufung
du1'ch Kaise1' Karl V. in Worms abgehaltenen Reichstag zu neuer Unterbrechung genotigt worden ware,
Das aber erzahIe ich dir, lieber Leser, damit du beim Durchgehen meiner
Schriften dir vergegenwãrtigst,
dass ich, wie Augustin von sich seIbst sagt,
einer von denen gewesen bin, me s1ch durch SChreiben und Lehren vorwartzzub1'ingen suchten, nicht von denen, die aus nichts mit einem Schlage alles weroen, obwohl sie doch nichts gearbeitet, keine Versuchung bestanden, keine Erfahrungen gesammeIt, sonoern auf den ersten AnIauf sich des gesamten Inhalts der Heiligen Schrift bemachtigt haben.
Bis hierher war in den Jallren 1520 und 1521 der Ablassstreit gediehen;
ihm schlossen sich an der Abendmahlsstreit und die Klimpfe mit den Wiedertau-
fern. " Und ~~" C<d
gottlichen \Ve.,:iõS '-.':.~
wütend und gT2.:":."'_~ ~
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die Pfingstleute d~-c..'•.
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stestaufe sie1:: ::-.'ó.- ~:""
menschlich es a.t~:- -0:-::'
Die siegI'eiche Pa::.õ" '=~
bete und eine EZ..:..=.c::c
schIossene Par:>:l ~~.~
auf die zahlreiche.::..c
von ihr in Uru;:;,.2.c',
liche Abirnmg --;c:"
mitãhnlichen en"2c:.....o::
sionseifer der Glfe~"wo sie einbricht. :~. __
Die luthen~~
Landern, die ss:: i==..
stehen, gibt es =.:.:--:
liiamtbevi:ilkerc'~g
r"cr, 150 000 C~~~.o:-'-""-=
AdventiHen '.c"T-.2 "'--='..<7
verfügt üte:- 1-2 '-.. -:~:-::
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von Dia..'-'.0:-.e:-,
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in Estbnd ::::.> - ~.-:len die k:-c'<"'=::; E"= ..~
Diese _;1~~.s.:::>e:::. ?.-.:-.-=-7C ~
und Irdõ: -.'iõ:.sS.::...0=
Gesetz nE.ch is-:
dÜrfen in c.e:: as
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gestattet.
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c-o:-~::-.::t zu haben,
. _" S'inder bestra~ --~:-~ dass die elen~- ~~::2nlmnis preis~. :::~,_;':lichen Stra-§",ol.;:.lmdie Qual
" _ -.c:. 3°c;'.des uns nur
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=,0 brütete
ich
c.-=
; ::-0 :::it glühender
.:-,:~inererbarmte,
-'-cccs.::m: «Die Ge_o :::~:-·.l.,.'11;
«Der Ge::-c:-~c"tigkeit Gottes
",o:.g wird, namlich
-::'. das Evangelium
::.:o"sGott in seiner
o~ ;~~chrieben steht:
=:.:o::ezu wie neu gebo.coC2:::.getreten zu sein.
:...-::Gedachtnis hatte,
- _ -0:-"
J e Iebhafter ich
'::::7 um so liebevoller
-0::-0-1
so hat mil' jener
õ:.:; elo~chlossen. Nach3uchstaben», wo ich
_.: Gottes auffasst aIs
g:. Und wiewohl das
3eilegung nicht alles
=. ,ochtigkeit Gottes da. :=. \verden.
"gan.1 ich, die PsaImen
2-" ein umfangreicher
durch die Berufung
zu neuer Unterbre-
::-e
,:.:-::;Durchgehen meiner
,'on sich seIbst sagt,
':.i Lehren vorwartzzu~.em Schlage alIes wer.g bestanden, keine Er~ich des gesamten ln_-'-~blassstreitgediehen;
-;fe mit den Wiedertau-
87
fern ... Und nun Gott befohlen, lieber LeseI', und bete fUr das Gedeihen des
gõttlichen Wortes trotz der Macht und List des Satans, der gerade jetzt sich
wütend und grausam gebardet ...
----0--OBSERVADOR,
«Feindliche Bl'üder». - Seit 1924 arbeiten Missionare der Pfingstbewegung
("Assembléia de Deus») in P6rto Alegre und dehnten ihre Arbeit im Laufe der
Jahre über den ganzen Staat aus. Es waren zunachst Missionare aus Schweden,
die überhaupt diese Bewegung nach Brasilien brachten, und die auch diese Arbeit in P6rto Alegre begannen. 1954 brach ein Streit unteI' ihnen aus, in dessen
F'olge eine Kommission unteI' Führung des schwedischen Missionars Nordlund
eine Reihe ihrer Prediger ausschloss. Eine heftige Zeitungsfehde hob dann
an, da die Ausgeschlossenen den Beschluss der Kommission nicht anerkannten.
Ausgangspunkt des ganzen Streites war die Gemeinde der «Assembléia de Deus»
in Niterói, Mun. Canoas, in der ein Teil scheinbar sich gegen eine ausllindische
Leitung der kirchlichen Arbeit aufIehnte. Die Gemeinde spaltete sich daraufhin.
Aber die Spaltung beschrankte sich nicht auf diese Gemeinde, sondern dehnte
sich auch auf andere Gruppen innerhalb Rio Grande do SuIs aus. Beide Gruppen
haben ihr eigenes BIatt und jede ihre eigene Radiosendung. ln Niterói kam es
wegen der Benutzung der dortigen Kirche zu einem Prozess, in dem der alten
Richtung die Nutzung zugesprochen wurde. Jetzt baut die neue Richtung nicht
weit von der aIten Kirche entfernt eine neue Kapelle. - Bekanntlich bestehen
die Pfingstleute darauf, dass der Glaubige nicht allein die Wassertaufe durch
Untertauchen erhaIte, sondern auch die Geistestaufe. AIs Kennzeichen der Geistestaufe sieht man das Zungenreden an und Gebetsheilungen. Wie unendlich
menschlich es aber bei alledem zugeht, sieht man eben an diesen Spaltungen.
Die siegreiche Partei sieht in der Gerichtsentscheidung eine Erhorung ihrer Gebete und eine Entscheidung der unfehlbaren Gel:echtigkeit Gottes. Die ausgeschlossene Partei aber weist hin auf grosse Erfolge in der Missionsarbeit und
auf die zahIreichen Taufen die sie vollzogen hat, sogar eine neue Mission konnte
von ihr in Uruguay begonnen werden, - Die Pfingstbewegung ist eine gefãhrliche Abirrung von den biblischen Wahrheiten. Paulus hatte in Korinth schon
mit ahnlichen enthusiastischen Strõmungen zu kampfen. Allerdings ist der Missionseifer der Glieder diesel' SelÜe vorbildlich und aus diesem Grunde wird sie,
\\'0 sie einbricht, leicht für Glieder anderer Kirchen gef8.hrlich. - H. R•
Die lutherische Kirche i.n deu baltischen Landern. - ln den baltischen
Landern, die seit dem Zweiten Weltkrieg unter bolschewistischer Herrschaft
stehen, gibt es auch heute noch lutherische Kirchen. So zahIt man bei einer Gesamtbevolkerung von etwa einer Million in Estland heute etwa 800000 Lutherar.er, 150 000 Orthodoxe, 8 000 Baptisten, etwa 1 000 Methodisten, ebensoviele
Adventisten und einige hundert Katholiken. Die estnische Iutherische Kirche
verJ'ügt über 172 Kirchen in 148 Pfarrbezirken, die von 122 Pastoren mit Hilfe
von Diakonen und Laienpredigern betreut werden. Diese Pfarrbezirke sind in
15 Probsteien eingeteilt. Nach Kriegsende waren etwa dreiviertel aller Kirchen
beschadigt oder zerstort. Die junge Theologengeneration \vird heute von Pfarrern einzeIn oder in kIeinen Gnlppen ausgebildet, da es keine theologische Schule
in Estland mehr gibt. Kirchensteuer darf nicht erhoben werden, trotzdem sollen die kirchlichen Einkünfte heute etwas hoher liegen aIs noch vor 20 Jahren .
Diese Angaben wurden von dem jetzigen lutherischen Erzbischof Kiivit gemacht
und man weiss nicht recht, wieviel davon propagandistisch gefarbt isto Dem
Gesetz nach ist allerdings die religiose Freiheit garantiert.
Die Gottesdienste
dürfen in den aIs Gotteshauser anerkannten Gebauden gehalten werden. Relig-ionsunterricht und Versammlungen irgendwelcher Art sind allerdings nicht
gestattet. Man spürt aus diesen Angaben, dass die Bolschewisten damit rechnen,
88
Observador
Jass die Zeit für ihre Idee arbeitet. Der Bolschewismus hofft auf die Jugend,
die keinen Religionsunterricht mehr empfangt, dafür aber um so stiirker in die
. Ideen des atheistischen Kommunismus eingeführt wird. 1m a11gemeinen besteht
zur Zeit in den von Russland beherrschten Landern eine etwas grossere Toleranz auf religiosem Gebiet, was wohl auf politische Rücksichten zurückzuführen isto Sein Vfesen hat der Bolschewismus nicht geandert und seinem Wesen
nach ist und bleibt er atheistisch, d. i. religionsfeindlich. - H. R.
Der Spiritismus in Brasilien. - In Rio de Janeiro wurde das Institut für
spiritistische Kultur in Brasilien gegründet. Es so11 Ersatz sein für die Erasilianische Fakultãt für psychische Studien. ln dem neuen Institut werden dreijahrige Kurse über den Spiritismus abgehalten und auch sonstige Gebiete behandelt, die der Entfaltung der spiritistischen Kultur dienen konnen. Leiter des
Instituts ist Prof. Deolindo Amorim. - Das spiritistische Institut «Dias da
Cruz» in Pôrto Alegre hat 1958 im ganzen 20 296 Personen beherbergt und bekõstigt, i11den 27 Jahren seines Bestehens 740150 Personen aufgenommen. Die
Finanzlage diesel' Wohlfahrtseinrichtung
ist schwierig, da im letzten Jahre die
Ausgaben die Einnahmen um etwa eine halbe Million Cruzeiros überstiegen haben. 1m aUgemeinen aber macht der Spiritismus immer tiefere Einbruche in die
Reihen der katholischen Kirche und der von ihr vor mehreren Jahren ausgerufene Krieg gegen Protestanten und Spiritisten hat betreffs der Spiritisten bisher
keinenmerkbaren
Erfolg gehabt. - H. R.
lVeiterer Schritt auf dem Wege zum Zusammenschluss von vier lutherÍschen Kirchen in den USA. - Die Amerikanische Evangelisch-Lutherische
Kirche, die Evangelisch-Lutherische
Augustanasynode, die Suomi-Synode und die
Vereinigte Lutherische Kirche in Amerika haben einen Plan zur Vereinigung
ihrer Kõrperschaften ausgearbeitet.
Die Konstituierende Versammlung diesel'
neuen lutherischen Kirche in den Verinigten Staaten so11 im Jahre 1961 stattfinden, vorausgesetzt, dass die vier betroffenen Kirchen bis dahin die ausgearbeitete Verfassung angenommen haben. Da schon für das nachste Jahr eine
Vereinigung von drei andern lutherischen Kirchen stattfinden wird, über die
wir schon berichteten, gibt es nach Bildung der obengenannten dann besonders
drei grosse Korperschaften Iutherischen Bekenntnisses in den Vereinigten Staaten: Die Ev. Lutherische Synodalkonferenz, zu der die Missouri-Synode gehõrt,
mit über 2 700 000 SeeIen, die Amerikanische Lutherische Kirche mit etwas
über 2 000 000 Seelen und die nunmehr geplante mit fast 3 000 000 Seelen. Die
letztere wird die konfessione11 liberalste der drei Organisationen sein. Die folgende Lehrerklarung, die im nachsten Jahre neben der Verfassung den einzelnen
Kirchen zur Annahme vorgelegt werden soU, wurde jetzt ausgearbeitet:
«1. Diese Kirche bekennt sich zu Jesus Christus aIs dem Herrn der Kirche. Der Heilige Geist erschafft und erhalt die Kirche durch das Evangelium
und vereinigt dadurch die Glaubigen mit ihrem Herrn und untereinander in der
Gemeinschaft des Glaubens.
2. Die Kirche glaubt, dass das Evangelium die Offenbarung von Gottes
Herrscherwillen und J esu Christi rettender Gnade isto ln ihm, dem fleischgewordenen Wort, gibt sich Gott selber den Menschen zu eigen.
3. Diese Kirche anerkennt die Heilige Schrift aIs Norm für Glauben und
Leben der Kirche. Die Heilige Schrift ist der gottlich inspirierte Bericht von
Gottes ErIõsungshandeln in Christus, für das das Alte Testament den Weg bereitete und das das Neue Testament verkündigt. In der Fortsetzung diesel' Verkündigung in der Kirche dringt Gottes Wort durch die Heilige Schrift auch
lieute zu uns und verwirklicht Seine Heilsabsicht von Generation zu Generation.
4. Di~se Kirche nimmt das Apostolische, Niziinische und Athanasianische Glaubensbekenntnis an aIs echte Erklarungen des Glaubens der Kirche.
5. Diese Kirche nimmt die unveranderte Augsburgische Konfession und
Luthers Kleinen Katechismus aIs wahre Zeugnisse des Evangeliums an und
erkennt a11eKirchen aIs einig mit ihr an, die in gleicher Weise die Lehren diesel'
Bekenntnisse annehmen.
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89
6. Diese Kirche nimmt die andern symbolischen Bücher, die Apologie der
Augsburger Konfession, Luthers Grossen Katechismus und die Konkordienformel an aIs weitere Auslegungen des Bekenntnisses der Kirche.
7, Diese Kirche bestatigt, dass das von der Heiligen Schrift übermittelte
Evangelium der wahre Schatz der Kirche, die Substanz ihrer Verkündigung
und die Grundlage ihrer Einheit und Kontinuitat isto Der Heilige Geist gebraucht
die Verkündigung des Evangelimns und die Verwaltung der Sakramente, um
den christlichen Glauben und die christliche Gemeinschaft zu schaffen und zu
erhalten. Indem das geschieht, erfüIlt die Kirche ihren gõttlichen Auftrag und
Zweck.»
Aus diesel' LehrerkHirung ist klar die Stãrke und bekenntnismassige Schwache des. neuen Kirchenkõrpers zu ersehen. Obwohl sie absichtlich kurz gehalten
worden ist, sind selbst hier schon viele Fragezeichen zu setzen, die in evtl.
künftigen Lehrverhandlungen beantwortet werden müssten. - H. R.
1847 Pfa1'1'steilen in Deutschland unbesetzt. - Nach dem Stand vom 31.
Dez. 1958 gab es in den deutschen evangelischen Landeskirchen insgesarnt 17438
lechtlich selbstandige Kirchengemeinden sowie 19 010 Pfarrstellen,
darunter
16655 Gemeindepfarrstellen.
An aktiven Mitarbeitern standen allen landeskircJ:::eninsgesarnt zum gleichen Zeitpunkt 17163 Krãfte zur Verfügung. Das bedeutet, dass insgesamt 1847 Pfarrstellen nicht besetzt waren. Den grossten
Mangel an geistlichen Krãften weist die Kirchenprovinz Sachsen auf; doch reichen auch in zahlreichen westdeutschen Landeskirchen, so in Hannover und
Bayern, die vorhandenen Pfarrer nicht aus, um alle bestehenden Stellen zu besetzen. Zu den wenigen Landeskirchen, die noch einen geringen Úberschuss
an aktiven Pfarrern haben, gehõrt neben Hessen-Nassau auch Württemberg,
wo 1 536 geistlichen Stellen insgesamt 1571 tãtige geistliche Krãfte gegenüberstanden. - (LWB Pressedienst)
Fo1'derung lutherischen Schrifttums. - Ende Juli fand in Kopenhagen eine
Versammlung lutherischer Buchverleger aus vier Lãndern Europas und den
Vereinigten Staaten statt. Haupt-Gesprãchsthema
diesel' Tagu.ng war die Forderung lutherischen Schrifttums und die Zusammenarbeit auf diesem Gebietzumal von Literatur in deutscher, englischer, norwegischer, schwedischer und danischer Sprache. Es kamen abel' auch die litel'arischen Note der lutherischen
Minderheitenkirchen in Frankreich, Italien, Lateinarnerika, Afrika und Asien
zur Sprache. Die versammelten Vel'leger erklãrten sich zur Hülfe beI'eit besonders auch für die letzteren Kirchen. Es sollen Plane aufgestellt und Listen
gemacht werden von den Verõffentlichungen, dieWesentliches auf dem Gebiete
lutherischer Theologie zu bieten haben. úbersetzungen sollen in besonderer Weise gefõrdert werden. Der Leiter der Konferenz, Dr. Torrey Walker von der
Mühlenberg-Press, Philadelphia, USA, betonte, dass kelne Zeit verloren werden
dÜrfe, die wichtigsten theologischenWerke
in andere Sprachen zu übersetzen,
da niemand wisse, wie lange Zeit noch dafür zur Verfügung stehe, wenn man
daran denke, wie im letztenWeltkrieg
innerhalb weniger Augenblicke ganze
Bibliotheken in Schutt und Asche gesunken seien. FüI' das Jahr 1963 ist die
Herausgabe einer grossen Lutherischen Encyklopedie geplant, die auf vier Bande berechnet ist und an der insgesamt 700 Theologen und andere Fachwissenschaftler arbeiten. Dies \Verk steht unter der Redaktion von Prof. Julius Bo(l.ensieck, Dubuque, Iowa, USA, und soll, wenn moglich zur Vollversammlung des
Lutherischen Weltbundes, der im Jahre 1963 in Helsinki, Finnland, tagt, fertig
vorliegen. ~ Die Schaffung lutherischer theologischer Schriften in portugiesischer Sprache ist ohne Fragevon
allergrosster Wichtigkeit für den Bestand
der lutherischen Kirchen in Brasilien. Hler muss noch in diesel' Generation
ungeheuer viel geleistet werden. - H. R.
Gemeinsame Abendmablsfeiern mit Juden. - Am 28. Aprilletzten Jahres
fand in Baltimore, Md. (USA) ln der protestantischen
Kirche des Pastor Dr.
Fred Helfer eine «Abendmahlsfeier» statt, zu der der Pastor die Judenschaft
cel' Stadt, besonders die der Synagoge des Rabbi Abraham Shusterman, einge-
90
Observador
laden hatte. Letzterer hatte zusammen mit den Pastoren die Leitung dieses
Gottesdienstes. Besagter Rev. Dr. Fred Helfer forderte dabei die Juden auf.
«Brot und Wein aIs Wahrzeichen der Liebe Gottes und der Bruderschaft der
Menschen zu geniessen» (lt. «Chl'istian Beacon» XXIII, Nr. 13. S. 1). Es versteht sich, dass diesel' «Pastor'» Vertl'eter der oekumenischen Bewegung ist,
femer für die «Woche der Bl'üderlichkeit», die Christen und Judeu iu Gemeinschaft bringen will, schwarmt. Kanzelgemeinschaft zwischen liberaIen pl'otestantischen Geistlicheu und liberaIen Rabbis ist sowieso in den USA an der
Tagesordnung. - Wenn der Lutherische WeItbund die Oekumene bejaht und
tatsachlich in sie eingegliedert ist, hat er eine gewisse communio in sacris auch
mit allerlei Geistern diesel' Al't und mit ihl'er Apostatie. - Unmittelbar hinter
dem Weltrat der Kirchen tut eben ein andel'er «Weltrat», eine Oekumene der
Religionen ihre Pforten auf, wobei der übergang oft nur graduelI ist. So führt
der Weg des «ja» ohne «nein» schliesslich - zur gemeinsamen «Abendmahlsfeier» mit den Angehol'igen allel' Religionen! - Wer Christum bekennt, behel'zige
1. Joh. 2,22 f. und 2. Joh. 9 ff. - (Lutherischer Rundblick»)
Debatte über die Wundel". - Romano Guardini hat in der Münchener Universitat über das Wunder gesprochen. Darüber schreibt der «Münchener Merkun: «Weit davon entfernt ,dem Materialismus das beinahe schon triviale Argument entgegenzuhalten, dass Gott, der Schõpfer alIer Dinge, auch die Macht
habe, die Naturgesetze ausser Kraft zu setzen, habe der Reduer vielmehr versucht zu beweisen ,dass im Wunder das Naturgesetz überhaupt nicht ausser
Kraft gesetzt sei. Zur Wanderung Jesu auf dem See Genezareth entwickelte er
die Mõglichkeit dieses Vorgangs aus den mem natürlichen BeispieIen des Wachstums eines Samenkorns - welches emporspl'iesst, wahrend der Stein unbewegt
liegenbleibt -, der Leistungssteigel'ung
auf Grund des seelischen Auftriebes,
den uns eine freudige Nachricht erteilt, der Wachsuggestion, die mitunter zu
einer ungewõhnlichen Kraftentfaltung
führt, und anderen Beispielen mehr.
ln allen diesen Fãllen sei das Naturgesetz nicht aufgehoben - womit in gewissem Sinne Gott sich selbst widersprechen würde -, sondem nur «in eine neue
Leistungs- und Ausdrucksform gebracht», die Natur in eine andere Zustandigkeit versetzt. Und konne die Biologie Vorgange wie die Entstehung von Kunstwerken erklii.ren? Etwas unvermittelt kam Guardini über diesen Betrachtungen zu dem Satz, dass, wo ein Herz in der Verbundenheit mit Gott lebt, wie es
in hõchstem Masse bei Jesus Christus der Fall gewesen war, «vom Natürlichen
her nicht auszumachen sei, was in diesem Bereich moglich oder unmoglich ist».
Indirekt war damit die Position des modernen Erfahrungswissenschaftlers
beglaubigt, die etwa so formuliert werden kanu: Wir verfügen nur über Yifahrscheinlichkeiten, nicht über Gewissheiten, und wo wir ein schlechthin gültiges
Gesetz zu besitzen glauben, kõnnen wir jederzeit durch die Tatsache ad absurdum geführt werden. - Die Bibel sucht aber nicht Anw.alte vor dem Richterstuhl moderner Vernunft, sondern fordert Glauben, der auch das einzige MitteI
ist, um zu ergreifen, was ein Wunder ist, das ins KausaIgefüge eingreift. Ein
Wunder ist eine um der Heilsoffenbarung willen vollzogene besondere Tat des
Gottes, der «alle Dinge tl'agt mit Seinem kraftigenWort»
(Hebr. 1,3) und dem
es zu überIassen ist, w i e er seine besonderen Wunder tut.
(<<Lutherischer Rundblick»)
Luthers Werke iu 8 Sprachen in Vorbereitung. - ln acht Sprachen wurden Vorbereitungen zur Neuherausgabe von Luthers Werken begomlen oder
geplant. Diese umfassen deutsch, englisch, franzõsisch, finnisch, hebrãisch,
]apanisch, schwedisch und spanisch. Von der deutschen «Weimarer Ausgabe»,
VOl1 der bisher 98 Bande ausgegeben
sind, wurden kürzlich vier fertiggestellt,
die die Bibelübersetzung enthalten. Ein zusiitzlicher Band, der eine Anzahl
von bisher noch nicht untergebrachten KapiteIn enthalten solI, muss noch fertiggestellt werden. Dann wird ein umfangreiches Inhaltsverzeichnis
folgen,
da.s mehrere Bande umfassen wird. - Die finnische Ausgabe ist vollstandig.
Sie besteht aus drei Banden und wurde von Praf. Lennart Pinomaa herausgegeben. Auch von einer schwedischen Neuauflage ist die Rede. - Die japani-
sche zusammeng"f~'.:
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Ausgabe von Martin Luthers gesammelten Werken,
die in Verbindung mit denen der Reformatoren Calvin und Johannes Wesley
gebracht wurde, ist zu der kürzlichen Hundertjahrfeier
des Protestantismus
in Japan herausgegeben worden, Aber eine weitere, umfangreichere Ausgabe
ist jetzt von der Gesellschaft für Lutherisches Schrifttum in Japan gepla..'1t
worden. - Die Herausgabe der englischsprachigen Ausgabe, die 55 Bande umfassen wird, ist von den Verlagen Muhlenberg Press der Vereinigten Lutherischen Kirche in Amerika und vom Concordia Publishing House der Lutherischen Kirche - Missouri Synode übernommen worden. Der erste Band diesel'
Reihe kam im Jahre 1955 heraus, nachdem seit Kriegsende an den Vorbereitungen gearbeitet worden war. Jãhrlich sollen 4 Bande herauskommen, und
es wird erwartet, dass die Arbeit im Jahre 1970 abgeschlossen werden kann.
- Die franzosische Übersetzung steht unter der Schirmherrschaft des Bundes
franzosischer lutherischer Kirchen und der theologischen Zeitschríft «Posítíons
Luthériennes». Ausserdem hat die Abteilung Weltdíenst des LutherischenWeltbundes einen Zuschuss von 8 600 Dollar bereítgestellt. Diese franzosische Ausgabe wird voraussichtlich Ende 1964 vollstandig vorliegen, wenn, wie beabsichtígt, alle neun Monate eín Band herausgegeben wírd, - Es wird angenommen, dass díe Bearbeitung der spanischen Version, die 60000 Dollar kosten
wírd, von 4 ameríkanischen Gliedkirchen des LWB und der Míssourí Synode
übernommen wird.
(LWB Pressedienst)
«Defesa da FÁ». - A Editôra Vozes (católico) publicou uma série de
vinte e sete «Cadernos» sob os auspícios do Secretariado Nacional de Defesa
da Fé. Pelo menos os 16 «Cadernos» que possuímos pertencem à edição de
1959. Vê-se, portanto, que são mui recentes, A grande maioria dêles é tradução feita do Inglês para o Português, e segundo se pode observar, essa literatura visa dar aos leitores, católicos ou não, a versão católica dos fatos que
focaliza. Os referidos «Cadernos» tratam, por exemplo, de Martinho Lutero,
da Reforma, dos Presbiterianos, Congregacionais, Episcopais, Batistas, Metodístas, Adventistas, Exército da Salvação, Associação Cristã de Moços, Testemunhas de Jeová, Assembléia de Deus, Mormons, Ciência Cristã, e de movimentos ou associações religiosas ou espiritualistas,
Há dois «Cadernos», porém, cuja leitura poderá trazer muita confusão
aos leitores desprevenidos: «A Teoria de a Bíbiía Sõmente» e a «Teoria da
Justificação pela Fé Sõmente.» Nestes dois «Cadernos», números 27 e 28,
lespectivamente, a matéria é apresentada com tal habilidade que, dificilmente,
deíxará de produzir abalo nos leitores inadvertidos. Predominam nesses escritos, as meias verdades a respeito das Doutrinas Reformadas, e, êste fato, constituindo caricatura dos ensinos ministrados pelas Igrejas Evangélicas, presta-se
fàcilmente, às deturpações. O leitor de boa fé, não sabendo distinguir entre
a realidade e a carícatura, sentir-se-á perturbado diante da argumentação
aparentemente sólida registrada nos mencionados «Cadernos».
11:preciso que os pastôres examinem o referido material e, em seguida.
pelos púlpitos, pelo rádio e pela imprensa, alertem os membros de suas respec,tivas Igrejas, fornecendo-Ihes elementos que os ajudem a discernir, entre
.os argumentos, os que procedem e os que não procedem.
(Brasil Evangélico)
Concílio Ecumênico. - A Editôra Vozes Limitada, de Petrópolis, Rio de
Janeiro, acaba de traduzir e publicar a Carta Encíclica «Ad Petri Cathedram»,
que traz o nome do Papa João XXIII. É o documento pontifício de número
128 que a referida Editôra dá à luz da publicidade em lingua portuguêsa.
A· Encíclica «Ad Petri Cathedrarm> divide-se em 4 partes, a saber: I Parte:
A Verdade; II Parte:
Unidade, Concórdia e Paz; lII Parte:
Unidade da
Igreja e IV Parte Exortações Paternais.
Na sua segunda parte a Encíclíca
aborda os problemas da «União e Concórdia» entre os povos, entre as classes sociais e no seio das famílias. Não podemos extender·nos em comentários
sôbre tôda a Encíclica, mas, como não poderia deixar de ser, diremos alguma
--------=-'"' --~-------------_.
92
Livros
coisa sôbre a terceira parte do referido documento pontifício, que focaliza
a «Unidade da Igreja»,
Comentando, por exemplo, o texto de João 17.21, os redatores da Encíclica dizem: «Esta oração dá-nos e confirma-nos a doce esperança de que
finalmente tô(!as as ovelhas, que não pertencem a êste redil, venham a sentir
o desejo de voltar; de maneira que, segundo as palavras do Divino Redentor,
«haverá um só redil e um só Pastol'» (Jo.10.26).
O Concílio Ecumênico, segundo a Encíclica «Ad Petri Cathedram», foi convocado «principalmente para
se conseguirem o incremento da Fé Católica e a saudável renovação dos costumes no povo cristão e para a disciplina eclesiástica se adaptar melhor às necessidades dos nossos tempos.» Mais adiante lemos, que êste Concílio «constituirá maravilhoso espetáculo que, ao ser contemplado pelos que vivem separados desta Fé Apostólica, os convidará, como esperamos, a buscar e conseguir a unidade pela qual Cristo dirigiu ao Pai do Céu a sua fervorosa oração,»
O Concílio Ecumênico que foi convocado para reunir bispos católicos
de todo o mundo, não é ecumênico, corno pensam alguns, no sentido de reunir,
também, representantes das Igrejas Cristãs separadas da Igreja Romana. O
problema da unidade da Igreja Cristã não será discutido, em igualdade de
condições, pelos representantes
da Igreja Romana e das Igrejas separadas
dela. Segundo o pensamento implícito e explicito da Encíclica «Ad Petri
Cathedram», a unidade da Igreja Cristã se dará pela volta das Igrejas dissidentes ao seio da Igreja Romana, de acôrdo com as condições que o Concílio
Ecumênico estabelecer, sem ouvir, pelo menos, os representantes
dos que
agora são chamados, cavalheirescamente,
«os irmãos separados».
De acôrdo com o trecho da Encídica acima transcrito, a volta, a busca da
unidade, terá ocasião mediante o «espetáculo maravilhoso da verdade, unidade, e
caridade», que o Concílio Ecumênico oferecerá aos olhos do mundo! Ê estranho
que a Hierarquia Romana pense em unidade em têrmos de espetáculo! Os
que participam de espetáculo são atôres, e, como tais, são obrigados a coordenar e harmonizar as suas ações, para não quebrar a unidade da peça! O
ator, na peça em que trabalha vive, do melhor modo possível, o personagem
que encarna. Fora da peça e fora da cena, entretanto, o artista é êle mesmo,
com tôdas as características de sua personalidade. O espetáculo que o Concílio Ecumênico oferecerá aos olhos do mundo, e com o qual pretende demonstrar unidade, será, sem dúvida, demonstração de uniformidade doutrinária, coisa que, nem sempre, se pode identificar como unidade doutrinária. A
uniformidade doutrinária da Igreja Romana pode ser admitida como realidade,
mas a sua unidade é materia que se presta a discussão, porque o fato de as
ordens religiosas se submeterem à autoridade do Pontífice Romano, não quer
dizer que elas pensem de modo afim nas questões fundamentais de doutrina.
O ponto de discussão fundamental entre a Igreja Romana e as Igrejas
Cristãs Reformadas está não só no modo de conceber a Unidade e a Instituição, mas, especialmente, no modo de relacioná-los à luz da Palavra de
Deus. O que a Encíclica «Ad Petri Cathedram» está pleiteando, em materia
da unidade da Igreja, redunda em pura utopia. A menos que as Igrejas Cristãs
renunciem o seu patrimônio doutrinário, baseado na Palavra de Deus e herdado, diretamente, da Reforma, a u..nidade, corno a entende João XXIII, jamais
será realizada!
(Brasil Evangélico)
um
\Vhat, then, is Mau? A Symposium of Theology, Psychology and Psychiatry.
Concordia Publishing House, 356 páginas, U. S. $ 3.50
Êste livro é o terceiro de uma séríe de estudos avançados, preparado sob
os auspícios do Curso Extensão do Seminário Concórdia de St. Louis. l!J trabalho conjunto de cinco autores, versados em três campos diferentes: teologia,
psicologia e psiquiatria. Todos são luteranos, fato êsse que imprime ao livro
d~
Os autOI'frS
pela teologia, P;O;2c
vista e most:'a,,::"
do saber, cor.:? ?~:c~.::'"
de importãncia f~:.:=..-;;;
trina cristã. C'D.e~2.:-.
um no plano di:f;o:-:"='~=
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gia, de um la;:b. 7 -:'~
origem tanto ern ~'.
o psicologismo. t~.C "e
crituras Sagrada-=, . =
vêzes na terrnÍ!:ok.o.~ ~
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culpa», enquant,:,::. ~-=~
forense objetiva ,,:=.':..:= '"
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meticuloso. Fato ,o :'':;;;
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criar um clima 0:.:2
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um caráter de coesão que geralmente não se encontra em obras similares, de
compilação. A orientação é francamente confessional, timbrada pela teologia
luterana, o que se pode verificar, à primeira vista, pelas freqüentes citações
bíblicas e, num exame mais detido, por tôda a atmosfera escriturísticas e,
num exame mais detido, por tôda a atmosfera escrituristica em que o livro
está vazado.
Os autores fizeram um estudo detido do homem, tal como é encarado
pela teologia, pela psicologia e psiquiatria, procurando .unificar os pontos de
vista e mostrando que nenhuma contradição real existe entre os três campos
do saber, com respeito ao homem e sua natureza. Examinam os conceitos
de importância fundamental, confrontando o seu significado com os da doutrina cristã. Chegam à conclusão que conselheiros espirituais situados cada
um no plano diferente da sua ciência, podem perfeitamente trabalhar em conjunto, mesmo que não concordem em todos os detalhes.
Afirmam os autores que os conflitos e atritos tradicionais entre a teologia, de um lado. e da psicologia e psiquiatria, do outro lado, não têm sua
origem tanto em divergências fundamentais (embora o cientificismo, neste caso
o psicologismo, tenha assestado baterias com carga mortífera sôbre as Escrituras Sagradas) e sim, na falta de compreensão dos pontos de vista, por
vêzes na terminologia usada, e isto reciprocamente. Um dos exemplos típicos
é a palavra «culpa". A psicologia a emprega na acepção de «sentimento de
culpa», enquanto que a teologia entende pela mesma uma «relação ética e
forense objetiva entre o homem e Deus». 'Acontece ainda que os mistérios da
fé causam dificuldades aos cientistas, o que os leva a olhá-los com desconfiança.
Não podemos apreciar aqui todos os pontos, submetidos a um exame
meticuloso. Fato é que, quando teólogos piedosos fazem uma mesa redonda
com cientistas sinceros e bem intencionados, podem chegar a um entendimento
nas linhas mestras de suas respectivas ciências, dirimir muitas' dúvidas e
criar um clima de respeito, compreensão e confiança mútuos. O contrário
sucede, quando se digladiam, cada um isolado do outro, instalados seguramente em seu gabinete de estudos.
Creio que os autores foram bem sucedidos em seu propósito de «expor
a doutrina cristã aos psicoterapistas não-cristãos; de expor a psicologia e
psiquiatria aos pastôres; de submeter a um exame critico diversas relações
existentes entre os dois sistemas de conceitos.»
Se tivéssemos escrito o livro, talvez teriamos usado de uma linguagem
mais vigorosa contra aquêles representantes da psicologia (e infelizmente são
muitos) que, baseados em simples hipóteses, em observações insuficientes, ou
ainda partindo de preconceitos que a incredulidade lhes ditava, investiram com
extrema hostilidade contra a doutrina cristã. Outrossim teriamos verberado
as criticas incautas de teólogos incompetentes e precipitados, muitas vêzes
enclausurados no obscurantismo, que contribuiram em muito para gerar a
confusão e os conflitos entre teologia e ciência.
Recomendamos vivamente o livro a psicólogos, psiquiatras, médicos, obreiros sociais, educadores e pastôres, pois o mesmo contribuirá, em grande medida, para uma mútua compreensão entre todos os que trabalham e lidam
diretamente com o ser complexo que é o homem. - M. \V. Flor.
---0---
Friedrich ~lb: Die Lehre vom Kultus der lutherischen Kirche zur Zeit
der Orthodoxie. - Lutherisches Verlagshaus, Berlin, 1959. - 152 Seiten.
DM 13,80.
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Diese tiefgehende Studie stellt den 3. Band der «Arbeiten zur Geschichte
und Theologiedes Luthertums» dar, die von Wilhelm Maurer, Karl Heinrich
Rengstorf und Ernst Sommerlath im Lutherischen Verlagshaus herausgegeben
werden. Wenn man auf Seite 150 die Titelliest, die der Verfasser aIs «Quelle.TJ.>
diesel' Studie bezeichnet, wird einem recht klar, welch grÜndliche Kleinarbeit
ruer notig war, um em einigermassen getreues Gesamtbild der Lehre vom Gottesdienst zur Zeit der Orthodoxie zu gewinnen. Der Verfasser gibt das Ergebnis
seiner Untersuchungen in 3 Teilen wieder. 1m 1. TeU, der «Das Wesen des Got-
94
Livros
tesdienstes» behandeIt, kommt KaIb zu dem Ergebnis, dass die Theologen der
Iutherisehen Orthodoxie den Gottesdienstbegriff Luthers im wesentliehen beibehaIten haben, den Begriff narnlieh, dass das ganze Leben des Christen ein
Gottesdienst sei. «Damit begann ja die Reformation, dass die Busse aus einem
Ritus zu einem Zustand, aus Liturgie zu LebenshaItung, aus KuItus zu personlieh-innerer Grundeinstellung gemaeht wurde.» (S. 36). - «Kultus» und «Religion» wird weithin identifiziert. Dabei hat der Verfasser aIs sehwere Kritik
an der Einstellung der orthodoxen Theologie vorzubringen, dass sie weithin als
Begründung des gottesdienstliehen Handelns des wiedergeborenen Mensehen
unevangelische und gesetzliehe Vorsehriften setzt. Hier muss der Verfasser
aber doeh feststellen, dass naeh der orthodoxen Theologie «die reehte Weise
Gott zu ehren» nieht «peinlich genaue Erfüllungeines von Gott verfassten KuItgesetzbuches» isto «Vielmehr muss der ganze Gottesdienst kIar und eindeutig
an dem uns in Jesus Christus entgegentretenden Heilswillens Gottes ausgeriehtet sein.» Trotz diesel' Feststellung, die kIar das evangelisehe Ziel des Gottesdienstes darIegt, meint der Verfasser doeh eine «gesetzliehe Auffassung des
Evangeliums» seitens der Orthodoxie nachweisen zu konnen, denn «die alttestamentliehen Mahnungen, nichts am KuItus Gottes ausser acht zu Iassen oder zu
verandern, behalten ihr volles Gewieht». - Die Behauptung, dass sich die «Lehre
von der Verbalinspiration auf den KuItus verhangnisvoll» auswirken muss, lãsst
der Verfasser ohne ausreichende Begründung stehen, denn es kann doch kaum
zu Lasten der Verbalinspiration geIegt werden, dass «das Wort Gottes ... nicht
mehr als Iebendiger Anruí gehort» wird, «sondern aIs gesetzliche Vorschrifb
(S. 46). Kalb glaubt, dass im allgemeinen das gesetzliche Verstandnis des gottesdienstlichen HandeIns zur Zeit der Orthodoxie seinen Grund hat in der Betonung des tertius usus Iegis und seinen Ausdruek findet in der Anführung
aIttestamentlicher Argumente vor alIem der Sabbatfeier aIs Vorbild des christlichen Gottesdienstes. - Der 2. Teil der Studie, der «Die GestaIt des Gottesdienstes» zum Thema hat, ist der ausführlichste. Hier stellt der Verfasser zunachst kIar den Gegensatz von Orthodoxie und nachfolgendem Pietismus heraus. Die Orthodoxie hatte ein starkes Bewusstsein für die Notwendigkeit der
ausseren Form des Gottesdienstes, wobei der Verfasser allerdings wiederum
die Einschrankung maeht, dass die ausseren Formen des Gottesdienstes ln starkem Masse padagogiseh und gesetzlieh begründet gewesen seien. Dabei sieht
der Verfasser richtig, dass bei anel' Betonung der Formen seitens der Orthodoxie doeh die Gegenwart Christi in Wort und Sakrament aIs die Mitte des
Gottesdienstes angesehen wurde. Kritiseh sieht Kalb die Stellung der Orthodoxie zu den sogenannten Mitteldingen. Diese seien zwar weithin von der Reformation und der mittelalterliehen Kirehe herüber beibehalten worden, aber
ihre Begründung sei weithin dureh negative theologisehe Aussagen erfolgt.
Damit sei der spatere Verfall - im Pietismus und mehr noeh im Rationalismus
- der gottesdienstliehen Formen vorbereitet worden. U. E. hatte der Verfasser
dabei doeh den positiven Standpunkt der Orthodoxie noeh mehr betonen konnen; denn jede negative theologisehe Aussage erfolgt doch, wenn sie überhaupt
Sinn hat, von einem positiven Ausgangspunkt heI'. Dieser Ausgangspunkt hei
der O1'thodoxiewar bestimmt das unbedingte Festhalten an der biblisehen Leh1'e,
woher dann die negativen theologischen Aussagen zu verstehen sind. 80 hat die
Orthodoxie im allgemeinen einen durchaus positiven Standpunkt eingenommen
in bezug auf die Musik im Gottesdienst, die doeh aueh aIs ein Adiaphoron angesehen werden muss. SeIbst ein Aussenseiter wie Grossgebauer greift VOI'
alIen Dingen die Auswüehse instrumentaIer Musik im Gottesdienst an, we:nn
er dem Gesetz des Pendels folgend vor allen Dingen den a-eapella-Gesang im
Gottesdienst fordert. Kalb sagt riehtig: «Der Abfall begann naeh seiner Meinung damit, dass das Singen der Psalmen nur noch dem Klerus vorbehalten
blieb und man dem Volk dafür zu1' Entschiidigung Orgelmusik vorsetzte.» (S.
117) Aber selbst Grossgebauer bleibt nieht «bei seinem a-eapella-Ideal stehen.
Wenn es gilt, wieder einen ,vernünftigen Gottesdienst' einzuriehten, dann mag
wohl der von Herzen kommende Gesang dureh zuchtvolles lnstrumentalspiel
unterstützt werden ... ln der Iutherisehen Kirehe hat jedenfalls das begleitende Instrumentalspiel seine volle Bereehtigung.» (S. 118) Damit steht die Ortho-
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Livros
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doxie dem Ideal Luthers wieder ganz nahe, der doch zur Ehre Gottes alles, was
an Musik klingen konnte, eingesetzt haben wollte. Der Pietismus mit seiner Ablehnung alIeI' Instrumente und die zwinglische Bilderstürmerei auch auf dem
Gebiete der Musik fanden in der Qrthodoxie keine Resonanz.
Der 3. Teil über «Das VerhaItnis von Wesen und Gestalt» behandelt verhaltnismassig kurz das Ringen der Orthodoxie um das rechte Verhaltnis von
Vvesenund Gestalt des Gottesdienstes. Dabei hat sich die Orthodoxie erfolgreich gegen die einseitige Betonung des «inneren Gottesdienstes» des fl'ommen
Individuums gewehrt, die ja dann im Pietismus ihre Feste feierte. Das Ideal
unseres heutigen Gottesdienstes sowohl nach seiner Form wie nach seinem Wesen ist dem der Orthodoxie und nicht dem des Pietismus ahnlich.
Es ist dem Verfasser zu danken, dass er in diesel' wirklich grundlegenden
Studie unserer Zeit ein Gebiet erschlossen hat, das bisheI' weithin ein Buch mit
sieben Siegeln war. Das Buch ist jedem Theologen zu empfehlen, der sich um
das Verstandnis des lutherischen Gottesdienstes müht. Es ist eine wahre Fundgrube von geschichtlichen Erkenntnissen. - H. Rottmann.
-(1--«Planned Parenthood». Von DI'. Alfred Rehwinkel. Rerausgegeben vom
Concordia Publishing Rouse, St. Louis, Missouri. 120 Seiten. Preis: ln Leinwand gebunden: 2,25 DolIar; in Papier gebunden: 1,50 Dollar.
Dies Buch behandelt die Frage der Geburtenkontrolle im Lichte des Wortes
Gottes. Es ist ein Thema der christlichen Ethik, ein Gebiet, das DI'. Rehwinkel,
Professor des Concordia-Seminars in st. Louis, jahrelang in seinen Vorlesungen
behandelt hat. Wir konnen hier nicht auf alle Punkte eingehen, was der Schreiber in sechs Kapiteln berührt: Warum dies Thema behandelt wird? Was verstehen wir unteI' «geplante Elternschaft»? Die praxis und die angewandten
Methoden in der Geschichte der Menschheit; Geplante Elternschaft, ihr Kampf
um Anerkennung und der jetzige Stand in Nordamerika; Geburtenkontrolle
und das christliche Gewissen; Eine Zusammenfassung und einige Schlussfolgerungen.
Das Buch kann viel dazu beitragen, dass ein Pastor in der Seelsorge, nachdem er alle Seiten gründlich studiert hat, fahig Wird, in der Beurteilung eventueller Kasualfalle die richtige LOsung zu finden. - P. S.
-(1--«Teeu-ager, the Bible speaks to you» (<<Jovem,a Bíblia te fala») Walter Riess - 1959 - Concordia Publishing Rouse, st. Louis, Mo., broch.,
104 pgs. - US $1.00.
O subtítulo dêste livrinho diz: «Seleções favoritas da Palavra de Deus
por parte de alunos secundários cristãos». Constitui a relação selecionada de
mais de quinhentos jovens cristãos em acampamentos e colégios que ai indicaram as suas pasagens preferidas das Escrituras e ao mesmo tempo os motivos pessoais para a sua escolha.
Na introdução do autor, intitulada «Para tua alegria na vida», Walter
Riess escreve: «Se tu és como os teus amigos que neste livro confessam o seu
amor pela Sagrada Escritura, quererás saber como se pode viver uma vida
espiritual forte, sadia e eficiente. Desejarás sentir a presença certa de teu
Senhor. Gostarás de saber que êle te ama inteiramente. Quererás crescer nêle.
«E creia - podes obter tudo isto, e mais ainda! Pois Jesus promete!~
«Se alguém guardar a minha Palavra não provará a morte, eternamente!»
E porque o próprio Deus se mostra interessado na tua pessoa, podes ter certeza que crescerás mediante a sua palavra.
«Se usares êste livro um pouquinho todos os dias, verás que teu amor
para com teu Senhor enche a tüa vida com nova felicidade. Descobrirás que
de fato amas a Palavra de Deus. Comprenderás porque alguns de teus amigos
cristãos estimam especialmente determinadas passagens das Escrituras. E
quererás aprofundar-te nos livros inteiros daquela biblioteca magnífica que
chamamos Bíblia, porque sõmente esta espécie de alimento espiritual pode
satisfazer teu amor sempre crescente para com Cristo e sua palavra.»
Livros
96
Relata o autor mais de 40 casos de entrevistados que mostraram preferência por uma ou outra passagem ou capitulo das Escrituras, e porque
fizeram justamente esta escolha. Houve também muitos jovens que não escolheram determinadas passagens. Disse um: «Ê bastante difícil dizer qual
justamente a minha passagem favorita, o livro bíblico preferido ou mesmo a
minha história bíblica predileta. Isto é assim difícil, porque tudo na Biblia
é tão maravilhoso!»
Certamente isto também é a nossa convicção. Entretanto é mais do
que apenas interessante saber porque determinado jovem se decídíu por determinada. passagem. Saber fazer tal seleção pressupõe um bom conhecimento das Escrituras, o que almejamos se possa afirmar de todos os jovens da
nossa igreja.
Para os guias da juventude êste livrinho contém material valioso. Por
ser editado em inglês e estar assim fora do alcance de muitos, o Jovem Luterano oportunamente publicará uma tradução parcial do mesmo. - W. K.
ÍNDICE
Magister Philippus Melanchthon
pág.
Die Liinge der Schopfungstage
73
60
84
63
82
87
55
.
Exegese: Ez. 18.21-23 e 30b-32
Privatseelsorge .....
, ..
Estudo Homilético: Jo. 3.1-15
.
Miscelânea: Die gemassigte Sekte: Die Baptisten
Martjn Luther an den frommen Leser
Observador
.lA.vros
•..•
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49