2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
LITERATURA
Prof. Lucas Gambarini
51. (ENEM 2013)
Texto I
Andaram na praia, quando saímos, oito ou dez deles; e daí a pouco começaram a vir mais. E parece-me
que viriam, este dia, à praia, quatrocentos ou quatrocentos e cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que
todos trocaram por carapuças ou por qualquer coisa que lhes davam. […] Andavam todos tão bem-dispostos, tão
bem feitos e galantes com suas tinturas que muito agradavam.
CASTRO, S. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento).
Texto Ii
PORTINARI, C. O descobrimento do Brasil. 1956. Óleo sobre tela, 199 x 169 cm Disponível em: www.portinari.org.br. Acesso em: 12
jun. 2013. (Foto: Reprodução)
a)
b)
c)
d)
e)
Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha e a obra de Portinari retratam
a chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos textos, constata-se que
a carta de Pero Vaz de Caminha representa uma das primeiras manifestações artísticas dos portugueses em
terras brasileiras e preocupa-se apenas com a estética literária.
a tela de Portinari retrata indígenas nus com corpos pintados, cuja grande significação é a afirmação da arte
acadêmica brasileira e a contestação de uma linguagem moderna.
a carta, como testemunho histórico-político, mostra o olhar do colonizador sobre a gente da terra, e a pintura
destaca, em primeiro plano, a inquietação dos nativos.
as duas produções, embora usem linguagens diferentes – verbal e não verbal –, cumprem a mesma função
social e artística.
a pintura e a carta de Caminha são manifestações de grupos étnicos diferentes, produzidas em um mesmo
momentos histórico, retratando a colonização.
52. (UFV) Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:
Dos vícios já desligados
nos pajés não crendo mais,
nem suas danças rituais,
nem seus mágicos cuidados.
(ANCHIETA, José de. O auto de São Lourenço [tradução e adaptação de Walmir Ayala] Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.]p. 110)
a)
b)
c)
d)
e)
Assinale a afirmativa verdadeira, considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos índios
em procissão:
Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final
de todo um empreendimento do qual participaram com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia
de Jesus.
A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou
chamar de literatura informativa.
Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as
magias praticadas pelos pajés.
Os meninos índios são figura alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes da
dramaturgia renascentista.
Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem
querem libertar-se tão logo seja possível.
1
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
53. (FUVEST/SP)
Profundamente
―Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
[...]
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.‖
Manuel Bandeira, Libertinagem.
a)
b)
c)
d)
e)
No conhecido poema de Bandeira, aqui parcialmente reproduzido, a experiência do afastamento da festa de
São João
É de ordem subjetiva e ocorre, primordialmente, no plano do sonho e da imaginação.
Reflete, em chave saudosista, o tradicionalismo que caracterizou a geração modernista de 1922.
Se dá predominantemente no plano do tempo e encaminha uma reflexão sobre a transitoriedade das coisas
humanas.
Assume feição abstrata, na medida em que evita assimilar os dados da percepção sensível, registrados pela
visão e pela audição.
É figurada poeticamente segundo o princípio estético que prevê a separação nítida de prosa e poesia.
54. (ENEM/2005) Atente-se à leitura do poema:
A DANÇA? Não é movimento,
súbito gesto musical.
É concentração, num momento,
da humana graça natural.
A DANÇA E A ALMA
Um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...
No solo não, no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança – não vento nos ramos:
seiva, força, perene estar.
Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir à forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas.
(Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 366.)
2
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
O poema ―A Dança e a Alma‖ é construído com base em contrastes, como ―movimento‖ e ―concentração‖. Em
uma das estrofes, o termo que estabelece contraste com solo é:
a) éter.
c) chão.
e) ser.
b) seiva.
d) paixão.
55. (ENEM/2008)
Os signos visuais, como meios de comunicação, são classificados em categorias de acordo com seus
significados. A categoria denominada indício corresponde aos signos visuais que têm origem em formas ou
situações naturais ou casuais, as quais, devido à ocorrência em circunstâncias idênticas, muitas vezes repetidas,
indicam algo e adquirem significado. Por exemplo, nuvens negras indicam tempestade.
Com base nesse conceito, escolha a opção que representa um signo da categoria dos indícios.
c)
a)
e)
d)
b)
56. (ENEM/2007)
Texto I
Agora Fabiano conseguia arranjar as ideias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um novilho
amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não.
(...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Deveria continuar a arrastá-los? Sinhá Vitória dormia mal na
cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão
invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo.
Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins, 23.ª ed., 1969, p. 75.
Texto II
Para Graciliano, o roceiro pobre é um outro, enigmático, impermeável. Não há solução fácil para uma tentativa
de incorporação dessa figura no campo da ficção.
É lidando com o impasse, ao invés de fáceis soluções, que Graciliano vai criar Vidas Secas, elaborando uma
linguagem, uma estrutura romanesca, uma constituição de narrador em que narrador e criaturas se tocam, mas
não se identificam. Em grande medida, o debate acontece porque, para a intelectualidade brasileira naquele
momento, o pobre, a despeito de aparecer idealizado em certos aspectos, ainda é visto como um ser humano de
segunda categoria, simples demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente complexos. O que Vidas
Secas faz é, com pretenso não envolvimento da voz que controla a narrativa, dar conta de uma riqueza humana
de que essas pessoas seriam plenamente capazes.
Luís Bueno. Guimarães, Clarice e antes. In: Teresa. São Paulo: USP, n.° 2, 2001, p. 254.
A partir do trecho de Vidas Secas (texto I) e das informações do texto II, relativas às concepções artísticas do
romance social de 1930, avalie as seguintes afirmativas.
I. O pobre, antes tratado de forma exótica e folclórica pelo regionalismo pitoresco, transforma-se em
protagonista privilegiado do romance social de 30.
II. A incorporação do pobre e de outros marginalizados indica a tendência da ficção brasileira da década de 30
de tentar superar a grande distância entre o intelectual e as camadas populares.
III. Graciliano Ramos e os demais autores da década de 30 conseguiram, com suas obras, modificar a posição
social do sertanejo na realidade nacional.
a)
b)
c)
d)
e)
É correto apenas o que se afirma em
I.
II.
III.
I e II.
II e III.
3
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
57. (ENEM/2007)
O açúcar
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
(...)
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
[dono da mercearia.
Este açúcar veio
Ferreira Gullar. Toda Poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980, p. 227-8.
a)
b)
c)
d)
e)
A antítese que configura uma imagem da divisão social do trabalho na sociedade brasileira é expressa
poeticamente na oposição entre a doçura do branco açúcar e
o trabalho do dono da mercearia de onde veio o açúcar.
o beijo de moça, a água na pele e a flor que se dissolve na boca.
o trabalho do dono do engenho em Pernambuco, onde se produz o açúcar.
a beleza dos extensos canaviais que nascem no regaço do vale.
o trabalho dos homens de vida amarga em usinas escuras.
58. (ENEM/2006)
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu
[ corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente é criança e de
[ repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
NAMORADOS
— A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
Manuel Bandeira. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.
a)
b)
c)
d)
e)
No poema de Bandeira, importante representante da poesia modernista, destaca-se como característica da
escola literária dessa época
a reiteração de palavras como recurso de construção de rimas ricas.
a utilização expressiva da linguagem falada em situações do cotidiano.
a criativa simetria de versos para reproduzir o ritmo do tema abordado.
a escolha do tema do amor romântico, caracterizador do estilo literário dessa época.
o recurso ao dialogo, gênero discursivo típico do Realismo.
59. (ENEM/2006) No poema Procura da poesia, Carlos Drummond de Andrade expressa a concepção estética de
se fazer com palavras o que o escultor Michelângelo fazia com mármore. O fragmento abaixo exemplifica essa
afirmação.
(...)
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
trouxeste a chave?
Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 13-14.
4
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
a)
b)
c)
d)
e)
Esse fragmento poético ilustra o seguinte tema constante entre autores modernistas:
a nostalgia do passado colonialista revisitado.
a preocupação com o engajamento político e social da literatura.
o trabalho quase artesanal com as palavras, despertando sentidos novos.
a produção de sentidos herméticos na busca da perfeição poética.
a contemplação da natureza brasileira na perspectiva ufanista da pátria.
60. (ENEM/2004) Leia o poema abaixo.
Que beleza, Montes Claros.
Como cresceu Montes Claros.
Quanta indústria em Montes Claros.
Montes Claros cresceu tanto,
Cidade grande
ficou urbe tão notória,
prima-rica do Rio de Janeiro,
que já tem cinco favelas
por enquanto, e mais promete.
Carlos Drummond de Andrade
a)
b)
c)
d)
e)
Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se a
metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem referir-se à própria linguagem.
intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora outros textos.
ironia, que consiste em se dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica.
denotação, caracterizada pelo uso das palavras em seu sentido próprio e objetivo.
prosopopeia, que consiste em personificar coisas inanimadas, atribuindo-lhes vida.
61. (ENEM/2002) A leitura do poema Descrição da guerra em Guernica traz à lembrança o famoso quadro
de Picasso.
Entra pela janela
o anjo camponês;
com a terceira luz na mão;
minucioso, habituado
aos interiores de cereal,
aos utensílios que dormem na fuligem;
os seus olhos rurais
não compreendem bem os símbolos
desta colheita: hélices,
motores furiosos;
e estende mais o braço; planta
no ar, como uma árvore
a chama do candeeiro.
(...)
Carlos de Oliveira in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 1999.
Uma análise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos trechos do poema.
Pablo Picasso, Guernica, 1937. Museu Nacional
Centro de Arte Reina Sofia, madri.
a)
b)
c)
d)
e)
Podem ser relacionadas ao texto lido as partes:
a1, a2, a3
f1, e1, d1
e1, e2, e3
c1, c2, c3
e1, d1, c1
5
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
62. (ENEM/2001) Murilo Mendes, em um de seus poemas, dialoga com a carta de Pero Vaz de Caminha:
“A terra é mui graciosa,
Tão fértil eu nunca vi.
A gente vai passear,
No chão espeta um caniço,
No dia seguinte nasce
Bengala de castão de oiro.
Tem goiabas, melancias,
Banana que nem chuchu.
Quanto aos bichos, tem-nos muito,
De plumagens mui vistosas.
Tem macaco até demais
Diamantes tem à vontade
Esmeralda é para os trouxas.
Reforçai, Senhor, a arca,
Cruzados não faltarão,
Vossa perna encanareis,
Salvo o devido respeito.
Ficarei muito saudoso
Se for embora daqui”.
MENDES, Murilo. Murilo Mendes — poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
a)
b)
c)
d)
e)
Arcaísmos e termos coloquiais misturam-se nesse poema, criando um efeito de contraste, como ocorre em:
A terra é mui graciosa / Tem macaco até demais
Salvo o devido respeito / Reforçai, Senhor, a arca
A gente vai passear / Ficarei muito saudoso
De plumagens mui vistosas / Bengala de castão de oiro
No chão espeta um caniço / Diamantes tem à vontade
63. (ENEM/2001) O trecho a seguir é parte do poema ―Mocidade e morte‖, do poeta romântico Castro Alves:
Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh'alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n'amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
–– Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.
Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.
ALVES, Castro. Os melhores poemas de Castro Alves. Seleção de Lêdo Ivo. São Paulo: Global, 1983.
Esse poema, como o próprio título sugere, aborda o inconformismo do poeta com a antevisão da morte
prematura, ainda na juventude.
A imagem da morte aparece na palavra
a) embalsama.
c) amplidão.
e) sono.
b) infinito.
d) dormir.
64. (ENEM/2001) No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de
época: o romantismo.
“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa
raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas
do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e
espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca,
saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para
os fins secretos da criação.”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Jackson,1957.
a)
b)
c)
d)
e)
A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita na alternativa:
... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas ...
... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça ...
Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, ...
Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos ...
... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.
6
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
65. (ENEM/1999) Leia o que disse João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de
seus textos:
“Falo somente com o que falo: a linguagem enxuta, contato denso; falo somente do que falo: a vida seca,
áspera e clara do sertão; falo somente por quem falo: o homem sertanejo sobrevivendo na adversidade e na
míngua. Falo somente para quem falo: para os que precisam ser alertados para a situação da miséria
no Nordeste.”
Para João Cabral de Melo Neto, no texto literário,
a) a linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar o fato social para determinados
leitores.
b) a linguagem do texto não deve ter relação com o tema, e o autor deve ser imparcial para que seu texto
seja lido.
c) o escritor deve saber separar a linguagem do tema e a perspectiva pessoal da perspectiva do leitor.
d) a linguagem pode ser separada do tema, e o escritor deve ser o delator do fato social para todos os leitores.
e) a linguagem está além do tema, e o fato social deve ser a proposta do escritor para convencer o leitor.
66. ENEM/2013
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N‘alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Mal secreto
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasília: Alhambra, 1995.
a)
b)
c)
d)
e)
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de
Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na
concepção do eu lírico, esse julgamento revela que
a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social.
67. (PUCCAMP)
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que a ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre;
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelo plange ao longe em doloroso dobre.
O último ouro do sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
a)
b)
c)
d)
e)
Podemos reconhecer nas estrofes acima, de Olavo Bilac, as seguintes características do estilo de época que
marcou sua poesia:
Interesse pela descrição pormenorizada da paisagem, numa linguagem que procura impressionar os sentidos.
Uso do vocabulário próprio para acentuar o mistério, a realidade oculta das coisas, que deve ser sugerida por
meio de símbolos.
Valorização do passado histórico, em busca da definição da nacionalidade brasileira.
Utilização exagerada de hipérboles, perífrases e antíteses, no desejo de não nomear diretamente as coisas,
mas de fazer alusão a elas.
Busca de imagens naturais e vocabulário simples, predileção pelo verso branco e negação de inversões
sintáticas.
7
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
68. (ENEM/ 2012)
LXXVIII (Camões, 1525?-1580)
Como por natureza, ser fermosa;
Leda serenidade deleitosa,
Que representa em terra um paraíso;
Entre rubis e perlas doce riso
Debaixo de ouro e neve cor-de-rosa;
Fala de quem a morte e a vida pende,
Rara, suave; enfim, Senhora, vossa;
Repouso nela alegre e comedido:
Presença moderada e graciosa,
Onde ensinando estão despejo e siso
Que se pode por arte e por aviso,
Estas as armas são com que me rende
E me cativa Amor; mas não que possa
Despojar-me da glória de rendido.
CAMÕES, L. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008.
SANZIO, R. (1483-1520). A mulher com o unicórnio. Roma, Galleria Borghese Disponível em
: www.arquipelagos.pt. Acesso em: 29 fev. 2012.
a)
b)
c)
d)
e)
A pintura e o poema, embora sendo produtos de duas linguagens artísticas diferentes, participaram do mesmo
contexto social e cultural de produção pelo fato de ambos
apresentarem um retrato realista, evidenciado pelo unicórnio presente na pintura e pelos adjetivos usados no
poema.
valorizarem o excesso de enfeites na apresentação pessoal e na variação de atitudes da mulher, evidenciadas
pelos adjetivos do poema.
apresentarem um retrato ideal de mulher marcado pela sobriedade e o equilíbrio, evidenciados pela postura,
expressão e vestimenta da moça e os adjetivos usados no poema.
desprezarem o conceito medieval da idealização da mulher como base da produção artística, evidenciado
pelos adjetivos usados no poema.
apresentarem um retrato ideal de mulher marcado pela emotividade e o conflito interior, evidenciados pela
expressão da moça e pelos adjetivos do poema.
69. (ENEM/2012)
Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que
lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome
dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas
de tupi, de folk-lore, das suas tentativas agrícolas... Retava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma!
Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a
agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E,
quando seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente?
Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida
era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções.
A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por ele no silêncio de seu gabinete.
BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 nov. 2011.
8
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
a)
b)
c)
d)
e)
O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento
destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas patrióticas evidencia que
a dedicação de Policarpo Quaresma ao conhecimento da natureza brasileira levou-o a estudar inutilidades,
mas possibilitou-lhe uma visão mais ampla do país.
a construção de uma pátria a partir de elementos míticos, como a cordialidade do povo, a riqueza do solo e a
pureza linguística, conduz à frustração ideológica.
a curiosidade em relação aos heróis da pátria levou-o ao ideal de prosperidade e democracia que o
personagem encontra no contexto republicano.
a propensão do brasileiro ao riso, ao escárnio, justifica a reação de decepção e desistência de Policarpo
Quaresma, que prefere resguardar-se em seu gabinete.
a certeza da fertilidade da terra e da produção agrícola incondicional faz parte de um projeto ideológico
salvacionista, tal como foi difundido na época do autor.
70. (ENEM/2012)
O trovador
Sentimentos em mim do asperamente
dos homens das primeiras eras ...
As primaveras de sarcasmo
intermitentemente no meu coração arlequinal ...
Intermitentemente ...
Outras vezes é um doente, um frio
na minha alma doente como um longo som redondo ...
Cantabona! Cantabona!
Dlorom ...
Sou um tupi tangendo um alaúde!
ANDRADE, M. In: MANFIO, D. Z. (Org.) Poesias completas de Mário de Andrade. Belo Horizonte: Itatiais, 2005.
a)
b)
c)
d)
e)
Cara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de
Andrade. Em O trovador, esse aspecto é
abordado subliminarmente, por meio de expressões como ―coração arlequinal‖ que, evocando o carnaval,
remete à brasilidade.
verificado já no título, que remete aos repentistas nordestinos, estudados por Mário de Andrade em suas
viagens e pesquisas folclóricas.
lamentado pelo eu lírico, tanto no uso de expressões como ―Sentimentos em mim do asperamente‖ (v. 1), ―frio‖
(v. 6), ―alma doente‖ (v. 7), como pelo som triste do alaúde ―Dlorom‖ (v. 9).
problematizado na oposição tupi (selvagem) x alaúde (civilizado), apontando a síntese nacional que seria
proposta no Manifesto Antropófago, de Oswaldo de Andrade.
exaltado pelo eu lírico, que evoca os ―sentimentos dos homens das primeiras eras‖ para mostrar o orgulho
brasileiro por suas raízes indígenas.
71. (ENEM/2012)
Meu coração
de mil e novecentos e setenta e dois
já não palpita fagueiro
sabe que há morcegos de pesadas olheiras
que há cabras malignas que há
cardumes de hienas infiltradas
no vão da unha na alma
Logia e mitologia
um porco belicoso de radar
e que sangra e ri
e que sangra e ri
a vida anoitece provisória
centuriões sentinelas
do Oiapoque ao Chuí.
CACASO. Lero-lero. Rio de Janeiro: 7Letras; São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
a)
b)
c)
d)
e)
O título do poema explora a expressividade de termos que representam o conflito do momento histórico vivido
pelo poeta na década de 1970. Nesse contexto, é correto afirmar que
o poeta utiliza uma série de metáforas zoológicas com significado impreciso.
―morcegos‖, ―cabras‖ e ―hienas‖ metaforizam as vítimas do regime militar vigente.
o ―porco‖, animal difícil de domesticar, representa os movimentos de resistência.
o poeta caracteriza o momento de opressão através de alegorias de forte poder de impacto.
―centuriões‖ e ―sentinelas‖ simbolizam os agentes que garantem a paz social experimentada.
9
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
72. (ENEM/2012)
Pote Cru é meu Pastor. Ele me guiará.
Ele está comprometido de monge.
De tarde deambula no azedal entre torsos de
cachorro, trampas, trapos, panos de regra, couros,
de rato ao podre, vísceras de piranhas, baratas
albinas, dálias secas, vergalhos de lagartos,
linguetas de sapatos, aranhas dependuradas em
gotas de orvalho etc. etc.
Pote Cru, ele dormia nas ruínas de um convento
Foi encontrado em osso.
Ele tinha uma voz de oratórios perdidos.
BARROS, M. Retrato do artista quando coisa. Rio de Janeiro: Record, 2002.
a)
b)
c)
d)
e)
Ao estabelecer uma relação com o texto bíblico nesse poema, o eu lírico identifica-se com Pote Cru porque
entende a necessidade de todo poeta ter voz de ora tórios perdidos.
elege-o como pastor a fim de ser guiado para a salvação divina.
valoriza nos percursos do pastor a conexão entre as ruínas e a tradição.
necessita de um guia para a descoberta das coisas da natureza.
acompanha-o na opção pela insignificância das coisas.
73. Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra.
Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido:
Se és fogo, como passas brandamente,
Se és fogo, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Tu, que em um peito abrasas escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo, em cristais aprisionado;
Quando crista, em chamas derretido.
Pois para temperar a tirania,
Como quis que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu parecesse a chama fria.
Qual alternativa apresenta todas as características do poema?
a) Trocadilhos, predomínio de metonímias e de símiles, a dualidade temática da sensualidade e do refreamento,
antíteses claras dispostas em ordem direta.
b) Sintaxe segundo a ordem lógica do Classicismo, a qual o autor buscava imitar, predomínio das metáforas e
das antíteses, temática da fugacidade do tempo e da vida.
c) Dualidade temática da sensualidade e do refreamento, construção sintática por simetrias sucessivas,
predomínio figurativo das metáforas e pares antitéticos que tendem para o paradoxo.
d) Temática naturalista, assimetria total de construção, ordem direta predominando sobre a ordem inversa,
imagens que prenunciam o Romantismo.
e) Verificação clássica, temática neoclássica, sintaxe preciosista evidente no uso da síntese, dos anacolutos e
das alegorias, construção assimétrica.
74. Os fragmentos abaixo são de autoria de Antônio Vieira e servem de base às afirmativas que se seguem:
Texto I
―Mas como em um pregador há tantas qualidades, e em uma pregação tantas leis, e os pregadores podem
ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No pregador podem-se considerar cinco circunstâncias: a
Pessoa, a Ciência, a Matéria, o Estilo, a Voz. A pessoa que é, a ciência que tem, a matéria que trata, o estilo que
segue, a voz com que fala. Todas estas circunstâncias temos no Evangelho (...)‖
Texto II
―Quem teme o inferno pelas penas do fogo, teme-o por amor de si; quem teme o inferno pelas injúrias de
Deus, teme-o por amor de Deus; e quem teme o inferno não por amor de Deus, senão por temor de si, vai para o
inferno: porém quem teme o inferno não por amor de si, senão por amor de Deus, não o pode Deus lançar
no inferno.‖
I.
I - É nítida a presença excessiva da linguagem conceptista na qual o Padre Antônio Vieira era mestre, o
que pode ser observado na profusão de ideias colocadas pelo mesmo com relação às definições que o
autor pretende dar.
10
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
II.
III.
IV.
V.
I - Os jogos de opostos revelados no segundo fragmento confundem o leitor desavisado que não está
adequado às imagens antitéticas da linguagem barroca, que não poderiam deixar de ser, também, marca
da lírica de Antônio Vieira.
III - A vinculação aos ideais políticos da coroa portuguesa são recorrentes na obra do Padre Vieira
(facilmente observáveis no clássico Sermão Pelo Bonsucesso das Armas de Portugal Contra as de
Holanda) e são nítidas nos excertos acima.
IV - O primeiro trecho revela em Vieira o apego à ―arte de pregar‖, marca relembrada em um de seus
grandes textos, o Sermão da Sexagésima.
V - A obra de Vieira revela um interesse pela divulgação de ideias, muito mais do que pelo preciosismo
estético, o que pode caracterizá-lo não como escritor apenas, mas muito mais até como orador sacro.
a) apenas I, II e IV
b) apenas I, IV e V
c) apenas III e IV
d) apenas IV e V
e) apenas I, II e III
75. Leia o texto abaixo, de Guimarães Rosa:
"Um grupo de cavaleiros. Isto é, vendo melhor: um cavaleiro rente, frente à minha porta, equiparado, exato; e,
embolados, de banda, três homens a cavalo. Tudo num relance, insolitíssimo. Tomei-me nos nervos. O cavaleiro
esse – o oh-homem-oh – com cara de nenhum amigo. Sei o que é influência de fisionomia. Saíra e viera, aquele
homem, para morrer em guerra. Saudou-me seco, curto, pesadamente. Seu cavalo era alto, um alazão; bem
arreado, derreado, suado. E concebi grande dúvida."
O fragmento acima mostra uma tendência a:
evitar o rompimento efetivo entre prosa e poesia, utilizando um estilo duro na fala e na narrativa.
problematizar a bipolarização brasileira entre a realidade do campo e a realidade urbana.
fixar a musicalidade sertaneja através da fala, valendo-se de figuras de linguagem.
recuperar uma linguagem verossímil aos homens do campo, caracterizando as personagens com
características como bondade e/ou má índole.
e) registrar costumes nordestinos trazendo uma linguagem próxima ao século XIX.
a)
b)
c)
d)
76. Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. Nas
alternativas abaixo, estão transcritos versos retirados do poema ―O operário em construção‖. Pode-se afirmar
que ocorre um oxímoro em:
a) "Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão."
b) "... a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão."
c) "Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava."
d) "... o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário."
e) "Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão."
(MORAES, Vinícius de. Antologia Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.)
77.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda.
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
(Álvares de Azevedo)
a)
b)
c)
d)
e)
A característica do Romantismo mais evidente desta quadra é:
o espiritualismo.
o pessimismo.
a idealização da mulher.
o confessionalismo.
a presença do sonho.
11
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
78. Atente-se à leitura dos textos abaixo:
Texto 1
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam mais de cem mil-réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.
(Murilo Mendes)
Texto 2
lá?
ah
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...
cá?
bah
(José Paulo Paes)
Nos poemas acima há a recorrência de uma das principais características do modernismo brasileiro. Assinale
a alternativa que a contenha:
a) Crítica social
c) Paradoxo
e) Saudosismo
b) Paródia
d) Ufanismo
79. (ENEM/2013)
Mesmo tendo a trajetória do movimento interrompida com a prisão de seus dois líderes, o tropicalismo não
deixou de cumprir seu papel de vanguarda na música popular brasileira. A partir da década de 70 do século
passado, em lugar do produto musical de exportação de nível internacional prometido pelos baianos com a
―retomada da linha evolutória‖, instituiu-se nos meios de comunicação e na indústria do lazer uma nova
era musical.
TINHORÃO, J.R. Pequena história da música popular: da modinha ao tropicalismo. São Paulo: Art, 1986 (adaptado).
a)
b)
c)
d)
e)
A nova era musical mencionada no texto evidencia um gênero que incorporou a cultura de massa e se
adequou à realidade brasileira. Esse gênero está representado pela obra cujo trecho da letra é:
A estrela d‘alva / No céu desponta / E a lua anda tonta/ Com tamanho esplendor. (As pastorinhas, Noel Rosa
e João de Barro)
Hoje / Eu quero a rosa mais linda que houver / Quero a primeira estrela que vier / Para enfeitar a noite do meu
bem. (A noite do meu bem, Dolores Duran)
No rancho fundo / Bem pra lá do fim do mundo / Onde a dor e a saudade / Contam coisas da cidade. (No
rancho fundo, Ary Barroso e Lamartine Babo)
Baby Baby / Não adianta chamar / Quando alguém está
perdido / Procurando se encontrar. (Ovelha negra, Rita Lee)
Pois há menos peixinhos a nadar no mar / Do que os beijinhos que eu darei / Na sua boca. (Chega de
saudade, Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
12
2015 - APOSTILA CURSO INTENSIVO
80. (ENEM/2013)
.‗
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA. Oswald de Andrade: o culpado de tudo. 27 set.2011 a 29 jan.
2012. São Paulo: Prof. Gráfica. 2012. (Foto: Reprodução)
a)
b)
c)
d)
e)
O poema de Oswald de Andrade remonta à ideia de que a brasilidade está relacionada ao futebol. Quanto à
questão da identidade nacional, as anotações em torno dos versos constituem
direcionamentos possíveis para uma leitura crítica de dados histórico-culturais.
forma clássica da construção poética brasileira.
rejeição à ideia do Brasil como o país do futebol.
intervenções de um leitor estrangeiro no exercício de leitura poética
lembretes de palavras tipicamente brasileiras substitutivas das originais.
GABARITO:
51.
52.
53.
54.
C
A
C
A
55.
56.
57.
58.
B
D
E
B
59.
60.
61.
62.
C
C
E
A
63.
64.
65.
66.
E
A
A
A
67.
68.
69.
70.
13
A
C
B
D
71.
72.
73.
74.
D
E
C
B
75.
76.
77.
78.
D
B
C
B
79. D
80. A
Download

LITERATURA